scieee Science in your language
[pt] (orig)

Género e Profissões: Discriminação Salarial e Discrepâncias nos Cargos de Gestão de Topo -Estudo de Caso-

Abstract

O conceito “discriminação” é utilizado em diversas circunstâncias. Neste estudo será abordado a discriminação de género no mercado de trabalho, mais concretamente nos cargos de gestão de topo. Para Becker (1957) a discriminação no trabalho existe porque os diferentes agentes do mercado, sejam as entidades empregadoras, os respetivos colaboradores ou até mesmo os clientes possuem determinadas preferências que os fazem optar por um determinado grupo social. A dimensão género acarreta um determinado preconceito, em cargos estereotipados como masculinos, limitando muitas vezes o ingresso das mulheres nos mesmos. Assim sendo, o presente estudo tem como objetivo perceber a dimensão destas dificuldades e qual o impacto das mulheres neste setor, concluindo se existem ou não, desigualdades de género. Para tal, optou-se por uma metodologia quantitativa, recorrendo a inquéritos efetuados online. O tratamento dos dados foi orientando por uma análise estatística, selecionando 4 questões de investigação: (i) Discriminação de género na gestão de topo, (ii) Zona geográfica e a discriminação de género, (ii) Mentalidade existente em relação à discriminação de género e (iv) Discrepâncias salariais na gestão de topo. No que concerne aos resultados obtidos, estes permitem verificar que os salários não são dependentes do género e que o principal motivo apontado para a pouca intervenção das mulheres nesta profissão é a escassez de incentivos e medidas que permita a presença mais ativa das mesmas.

Read accessible full text

Género e Profissões: Discriminação Salarial e Discrepâncias nos Cargos de Gestão de Topo -Estudo de Caso-

Author: Santos, Ana
Year: 2020
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/062a47dd-513d-4622-a385-897c71cdb086/download
Géne o e P o issões: Disc iminação
Sala ial e Disc epâncias nos Ca gos de
Ges ão de Topo
-Es udo de Caso-
___________________________________
Ana Ma isa Soa es dos San os
Disse ação ap esen ada ao Ins i u o Supe io de En e Dou o e Vouga pa a
a ob enção do G au de Mes e em Ges ão de Emp esas
O ien ado : P o esso a An onie a Lima
Junho, 2020
i
Resumo
O concei o “disc iminação” é u ilizado em di e sas ci cuns âncias. Nes e es udo se á
abo dado a disc iminação de géne o no me cado de abalho, mais conc e amen e nos
ca gos de ges ão de opo. Pa a Becke (1957) a disc iminação no abalho exis e po que
os di e en es agen es do me cado, sejam as en idades emp egado as, os espe i os
colabo ado es ou a é mesmo os clien es possuem de e minadas p e e ências que os azem
op a po um de e minado g upo social. A dimensão géne o aca e a um de e minado
p econcei o, em ca gos es e eo ipados como masculinos, limi ando mui as ezes o
ing esso das mulhe es nos mesmos.
Assim sendo, o p esen e es udo em como obje i o pe cebe a dimensão des as
di iculdades e qual o impac o das mulhe es nes e se o , concluindo se exis em ou não,
desigualdades de géne o.
Pa a al, op ou-se po uma me odologia quan i a i a, eco endo a inqué i os
e e uados online. O a amen o dos dados oi o ien ando po uma análise es a ís ica,
selecionando 4 ques ões de in es igação: (i) Disc iminação de géne o na ges ão de opo,
(ii) Zona geog á ica e a disc iminação de géne o, (ii) Men alidade exis en e em elação à
disc iminação de géne o e (i ) Disc epâncias sala iais na ges ão de opo.
No que conce ne aos esul ados ob idos, es es pe mi em e i ica que os salá ios não
são dependen es do géne o e que o p incipal mo i o apon ado pa a a pouca in e enção
das mulhe es nes a p o issão é a escassez de incen i os e medidas que pe mi a a p esença
mais a i a das mesmas.
Pala as-Cha e: Disc iminação; Géne o; P econcei o; Salá ios; Escassez de Incen i os.
ii
Abs ac
The concep o "disc imina ion" is used in a huge a ie y o ci cums ances. In his
s udy, gende disc imina ion in he job ma ke will be add essed, mo e speci ically in he
op managemen posi ions. Fo Becke (1957), disc imina ion a wo k exis s because
di e en ma ke agen s, such as employing en i ies, employees o e en cus ome s can
ha e ce ain p e e ences ha o ce hem o op be ween se e al social g oups. The gende
dimension causes a ce ain p ejudice, in posi ions s e eo yped as masculine, o en limi ing
he en y o women in hem.
The e o e, he p esen s udy aims o unde s and he dimensions o hese di icul ies
and he impac o women in his sec o , concluding abou he exis ence o gende
inequali ies.
Fo his, a quan i a i e me hodology was applied, using su eys conduc ed online.
The ea men o he da a was guided by a s a is ical analysis, in ol ing 4 esea ch
ques ions: (i) Gende disc imina ion in op managemen , (ii) Geog aphic zone and gende
disc imina ion, (ii) Exis ing men ali y ega ding gende disc imina ion and (i ) Sala y
disc epancies in op managemen .
Rega ding he ob ained esul s, hese can be e i ied ha he sala ies a e no
dependen on gende and he main eason gi en o a dec ease o women in his p o ession
is he lack o incen i es and measu es ha allow hei mo e ac i e p esence.
Key wo ds: Disc imina ion; Gende ; P ejudice; Sala ies; Lack o incen i es.
iii
Dedica ó ia
Não há um único dia da minha ida que não ag adeça udo o que ize am e azem po
mim.
Não há conquis as na minha ida que não lhes dedique.
Não há amo igual ao que sin o pelos meus pais.
A eles es ou p o undamen e ag adecida, pelo que são, pelos alo es que me passa am,
pelo amo e ca inho com que me c ia am.
Ob igada pelo es o ço que ize am ao longo da ida pa a c ia dois ilhos, ob igada po
e em ei o de mim a pessoa que sou hoje espe o um dia pode e ibui udo isso e mui o
mais.
Aos meus pais dedico o p esen e abalho.
Espe o que iquem o gulhosos da mulhe em que me ans o ma am.
i
Ag adecimen os
Num abalho des e âmbi o, con a-se, ine i a elmen e, com o apoio de di e sas pessoas.
Nes e sen ido, gos a ia de exp essa um since o ag adecimen o aqueles que o na am
possí el a sua ealização:
Ag adeço a odos que me apoia am, an o na execução des e abalho, como ambém aos
que me acompanha am ao longo do meu pe cu so académico.
Ag adeço ao meu namo ado, José San os, pela comp eensão e especial con ibuição da
sua p esença ao longo de odo es e p ocesso. Um g ande ob igado pela pessoa que és e
que me azes se .
Ag adeço à minha o ien ado a, D . An onie a Lima, pela sua colabo ação, pelo seu apoio,
pela sua expe iência e pela sua amizade que gua da ei pa a semp e.
Ag adeço aos meus pais, José Oli ei a e Olga Pe ei a, que es i e am e es ão semp e
p esen es ao longo da minha ida incen i ando-me semp e a aze melho . Ob igada po
udo...
Ag adeço ao meu i mão, Leand o San os, pela amizade e apoio cons an e na supe ação
de odos os obs áculos que en en ei ao longo da minha ida.
Po im, ag adeço aos meus a ós ma e nos, An ónio Pe ei a e Ana Albe ga ia e aos meus
a ós pa e nos José Oli ei a e Ma ia dos San os, que mesmo não es ando p esen es
isicamen e, a alma deles pe du a no meu co ação. Almas boas que eu amei em ida e
con inua ei a ama em espí i o.

Lis a de Ab e ia u as
CEO – Chie Execu i e O ice
COM – Comissão Eu opeia
COO – Chie Ope a ing O ice
IBM – In e na ional Business Machines
MRLM – Modelo de Reg essão Linea Múl ipla
ONU – O ganização das Nações Unidas
SAS – Special Ai Se ice
SPSS - S a is ical Package o he Social Sciences
STATA – So wa e o S a is ics and Da a Science
i
Índice
RESUMO .............................................................................................................................................. I
ABSTRACT ........................................................................................................................................... II
DEDICATÓRIA ..................................................................................................................................... III
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................. IV
LISTA DE ABREVIATURAS ..................................................................................................................... V
ÍNDICE DE EQUAÇÕES ....................................................................................................................... VIII
ÍNDICE DE FIGURAS .......................................................................................................................... VIII
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................................. X
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................... 1
PARTE I - ENQUADRAMENTO TEÓRICO ................................................................................................. 2
CAPÍTULO I – EVOLUÇÃO DO PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE ......................................................... 4
1.1. EMANCIPAÇÃO DA MULHER ............................................................................................................. 4
1.1.1. E olução Po uguesa dos Di ei os Femininos ....................................................................... 4
1.1.2. Os Di ei os Conquis ados Mundialmen e pelas Mulhe es ................................................... 5
1.1.3. Escola idade e Fo mação das Mulhe es: Passado e P esen e .............................................. 6
1.2. (DES)IGUALDADE ENTRE GÉNERO: ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE VÁRIOS PAÍSES ............................... 8
CAPÍTULO II – PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO EM PORTUGAL E NA EUROPA
.......................................................................................................................................................... 13
2.1. A EVOLUCAÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO .............................................. 13
2.2. PRINCIPAIS MODELOS TEÓRICOS .................................................................................................... 15
2.2.1. A Teo ia Económica Neoclássica ........................................................................................ 15
2.2.2. A Teo ia das P e e ências Indi iduais ................................................................................. 16
2.2.3. A Teo ia do Capi al Humano .............................................................................................. 17
2.2.4. A Teo ia de Ca ac e ís icas de Es a u o ............................................................................. 17
2.3. O PAPEL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO: EM PORTUGAL E NA EUROPA ................................... 18
2.4. VARIÁVEIS QUE CONDICIONAM A PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO ....................... 21
2.4.1. Es e eó ipos ....................................................................................................................... 22
2.4.2. Glass Ceilling ...................................................................................................................... 23
2.4.3. S icky Floo e Queen Bee .................................................................................................... 24
CAPÍTULO III – LIDERANÇA FEMININA NA GESTÃO .............................................................................. 27
3.1. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO ........................................................................................................... 27
ii
3.1.1. Rec u amen o Ex e no: O Head-Hun ing ........................................................................... 28
3.1.2. Oco ência da Disc iminação ............................................................................................. 29
3.2. O PAPEL DA MULHER VERSUS AS NOVAS PRÁTICAS DE GESTÃO ........................................................... 30
3.3. TEORIAS DE LIDERANÇA ................................................................................................................. 31
3.3.1. Teo ia do G ande Homem e Teo ia dos T aços de Pe sonalidade ..................................... 31
3.3.2. Teo ias Compo amen ais .................................................................................................. 32
3.3.3. Toei as Con ingenciais ....................................................................................................... 33
3.3.4. Teo ias Neoca ismá icas .................................................................................................... 34
3.3.5. Teo ia da In eligência Emocional ....................................................................................... 35
3.4. CONCEITO E ABORDAGENS DA LIDERANÇA ........................................................................................ 36
3.5. A LIDERANÇA FEMININA ................................................................................................................ 39
3.5.1. Desen ol imen o da Lide ança .......................................................................................... 40
3.5.2. A Ma e nidade e a Ca ei a de Líde .................................................................................. 41
3.6. A IMPORTÂNCIA DA DIVERSIDADE DE GÉNERO EM CARGOS DE LIDERANÇA .............................................. 42
CAPÍTULO IV – PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA REVISÃO DE LITERATURA ............................................... 45
PARTE II – ANÁLISE EMPÍRICA ............................................................................................................. 49
CAPÍTULO V – OBJETIVOS DE ESTUDO E QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO ............................................... 51
CAPÍTULO VI – METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO DE DADOS ............................................................ 52
6.1. METODOLOGIA UTILIZADA ............................................................................................................ 52
6.2. DEFINIÇÃO DA DIMENSÃO DAS AMOSTRAS ....................................................................................... 56
6.3. CARACTERIZAÇÃO DAS AMOSTRAS .................................................................................................. 58
CAPÍTULO VII – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ....................................................... 64
CAPÍTULO VIII – PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO TRABALHO EMPÍRICO .................................................. 91
CAPÍTULO IX – CONCLUSÕES, LIMITAÇÕES E FUTURAS LINHAS DE INVESTIGAÇÃO .............................. 94
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................................... 97
WEBGRAFIA ..................................................................................................................................... 109
ANEXOS ............................................................................................................................................ 112
iii
Índice de Equações
Equação 1: Cálculo da Amos a Mínima ........................................................................ 56
Equação 2: Cálculo da Média com os Dados G upados em Classe ............................... 59
Equação 3: Equação MRLM - Disc iminação a Mulhe es ............................................. 67
Equação 4: Equação MRLM - Disc iminação a Homens ............................................... 68
Equação 5: Equação MRLM - Disc iminação de Géne o na Ges ão de Topo ............... 70
Equação 6: Equação MRLM - Exis ência de Disc iminação na Emp esa ..................... 72
Equação 7: Equação MRLM - Disc iminação às Mulhe es ........................................... 73
Equação 8: Equação MRLM - Emp esa Disc imina Mulhe es ...................................... 76
4
Capí ulo I – E olução do Papel da Mulhe na Sociedade
1.1. Emancipação da Mulhe
A mulhe po uguesa en ol ida pelas adições, cos umes e leis, p ocu ou o imiza as
suas condições de ida, is o que, no século XIX, de aco do com o Di ei o Po uguês, a
sua si uação na amília e na sociedade e a p ecá ia. O es a u o de ma ido e a equi alen e
ao pode na amília, no qual a mulhe lhe de ia obediência. Nes e capí ulo se á abo dada
a e olução dos di ei os da mulhe an o em Po ugal como no Mundo e se á analisada a
e olução da escola idade e o mação da mulhe em 1998 e 2018.
1.1.1. E olução Po uguesa dos Di ei os Femininos
O Código Ci il de 1867 em p omo e e melho a a ealidade e a ada acima, ao
concebe à mãe a au o idade de ida sob e os ilhos, no en an o, ainda con inua a depa a -
se com múl iplos obs áculos. Não e a acei e a uma mulhe casada, enca ega -se de
qualque comp omisso, nomeadamen e o exe cício de uma p o issão, sendo que no caso
de e uma ocupação, não lhe e a pe mi ido dispo de um salá io.
Com a p oclamação da p imei a República em 1910 e mais a de com a Cons i uição
de 1911 a mulhe conquis ou no os di ei os sob e o casamen o, baseados na igualdade,
is o é, oi ap o ada a lei do di ó cio, endo o ma ido e a mulhe os mesmos di ei os. A
mulhe passou a pode exe ce ca gos na unção pública e o acesso à escola idade
ob iga ó ia passou a con empla ambos os géne os. (Rebelo, 2011)
Com o início da democ acia conquis ou-se o di ei o à libe dade de pensamen o e
exp essão e a libe dade de imp ensa, endo sido c iados di ei os e de e es iguali á ios
pa a homens e mulhe es. Rebelo (2011), e e e que os ei os de “Ab il” como o di ei o à
educação, à cul u a e à saúde o am ga an idos cons i ucionalmen e a odos os cidadãos,
sem disc iminação de géne o, e nia ou eligião.
Num cu o p azo a mulhe conseguiu conquis as legisla i as de g ande alcance, ais
como (Rebelo, 2011):
• A pa i de 1975 a mulhe possuía o di ei o de o o sem qualque limi ação, endo
o ado pela p imei a ez nas eleições pa a a Assembleia Cons i uin e;
• Em 1976 é sup imido o di ei o de o ma ido pode ecebe e ab i a
co espondência da espe i a mulhe ;

5
• É econhecido o alo social da ma e nidade, ga an indo o di ei o, an es e depois
do pa o, a uma licença sem pe da de emune ação ou de ou as an agens.
• O econhecimen o do casamen o baseado na igualdade dos di ei os e de e es dos
conjugue e a igualdade de a amen o no casamen o, em que an o o homem e a
mulhe es ão ligados pelos mesmo de e es de espei o, idelidade, coabi ação e
assis ência.
A no a Cons i uição passa a ga an i a igualdade de opo unidades de a amen o no
abalho e a i ma que na amília o homem e a mulhe êm os mesmos di ei os e de e es
an o quan o à capacidade ci il e polí ica como à educação dos ilhos.
1.1.2. Os Di ei os Conquis ados Mundialmen e pelas Mulhe es
É no mal que ao pensa mos nos di ei os das mulhe es, elacionemos a jus iça dessa
lu a a ques ões de eminismo. Pensando dessa o ma a nossa men e le a-nos a imagens
es e eo ipadas de mulhe es en ai ecidas na sua lu a pela igualdade. I emos assim aze
e e ência a alguns dos mais impo an es ma cos his ó icos, na e olução dos di ei os das
mulhe es pelo mundo, nomeadamen e no que conce ne à educação e ao abalho. No
século XIX, a educação e o di ei o de o o, o am uma das bandei as das mulhe es, onde
que que es i essem, es as exigiam o di ei o ao ensino o icial e ao ensino supe io , aos
poucos o am-lhe abe as as po as da uni e sidade, po ém, e am ainda mui as as
mulhe es que não inham admissão à educação. Wolls onec a (1790), p o esso a e
di e o a de uma escola em Newung on G een, e a a mui o bem as ei indicações das
mulhe es, concen ando o seu discu so sob e a educação, po que, segundo ela, a
assime ia en e os sexos e a de ida aos hábi os sociais impos os.
As mulhe es desde semp e abalha am, oda ia, o seu abalho só se o na
econhecido no século XIX, com a sociedade indus ial e a consequen e sepa ação en e
os espaços p i ado e público. As ope á ias lu a am po melho es condições de abalho,
salá ios e descanso iguais aos dos homens, onde exigiam “pa a abalho igual salá io
igual” com a possibilidade de bene ícios pa a as mulhe es que inham ilhos.
A O ganização das Nações Unidas (1979) assumiu como comp omisso ge al o
espei o e p omoção dos p incípios undamen ais de igualdade das mulhe es e dos homens
e o comba e aos obs áculos e à disc iminação ligados ao géne o. No seu p eâmbulo, os
Es ados-Memb os omam odas as medidas adequadas pa a elimina a disc iminação
6
con a as mulhe es com o p opósi o de lhes assegu a di ei os iguais aos dos homens no
domínio da educação e do emp ego, em pa icula (ONU, 1979):
a) O di ei o ao abalho, enquan o di ei o inaliená el de odos os se es humanos;
b) O di ei o às mesmas opo unidades de emp ego;
c) O di ei o à li e escolha da p o issão e do emp ego, o di ei o à p omoção, à
es abilidade do emp ego e a odas as p es ações e condições de abalho e o di ei o
à o mação p o issional;
d) O di ei o à igualdade de emune ação, incluindo p es ações, e à igualdade de
a amen o pa a um abalho de igual alo , assim como à igualdade de a amen o
no que espei a à a aliação da qualidade do abalho;
e) O di ei o à segu ança social, nomeadamen e às p es ações de e o ma,
desemp ego, doença, in alidez e elhice;
) O di ei o à p o eção da saúde e à segu ança nas condições de abalho.
1.1.3. Escola idade e Fo mação das Mulhe es: Passado e P esen e
Como oi an e io men e di o a educação e a o mação nem semp e o am di ei os
ga an idos às mulhe es. Toda ia, nos dias de hoje, em Po ugal, segundo o a igo 2.º da
Lei de Bases do Sis ema Educa i o, odos os po ugueses êm di ei o à educação e à
cul u a, nos e mos da Cons i uição da República. É da especial esponsabilidade do
Es ado p omo e a democ a ização do ensino, ga an indo o di ei o a uma jus a e e e i a
igualdade de opo unidades no acesso e sucesso escola . Da mesma o ma, na Eu opa o
a igo 14.º da Ca a dos Di ei os Fundamen ais da União Eu opeia, de ende que odas as
pessoas êm o di ei o à educação bem como ao acesso à o mação p o issional e con ínua.
Es e di ei o p e ê a possibilidade de equen a g a ui amen e o ensino ob iga ó io.
I emos ago a abo da , um pon o de ex ema impo ância pa a es e es udo: a e olução da
o mação das mulhe es começando pelo cons a ado nas abelas seguin es:
Tabela 1: População esiden e do sexo eminino: po ní el de escola idade
Anos
Ní el de escola idade
Sem ní el de
escola idade
Ensino básico
Secundá io e
pós-secundá io
Supe io
To al
1º ciclo
2º ciclo
3º ciclo
To al
To al
To al
To al
To al
1998
1 078,7
1 424,9
618,6
549,9
454,4
305,0
2018
433,6
1 046,4
412,1
816,4
989,9
1 022,6
Fon e: PORDATA (2020)
7
O ensino supe io e a ausência de escola idade egis a am as maio es a iações nos
anos em análise (1998, 2018). De no a que, no pe íodo em análise o núme o de mulhe es
com cu so supe io em Po ugal iplicou enquan o que o núme o de mulhe es sem ní el
de escola idade e e um dec éscimo pa a menos de me ade.
Tabela 2: População esiden e do sexo masculino: po ní el de escola idade
Anos
Ní el de escola idade
Sem ní el de
escola idade
Ensino básico
Secundá io e
pós-secundá io
Supe io
To al
1º ciclo
2º ciclo
3º ciclo
To al
To al
To al
To al
To al
1998
534,8
1 473,7
747,5
635,1
417,5
213,0
2018
162,5
919,9
521,6
950,0
944,6
632,4
Fon e: PORDATA (2020)
Compa ando as duas abelas acima pe cebemos que em 1998 o ensino e a
maio i a iamen e pa a os indi íduos do sexo masculino, is o que o núme o de mulhe es
sem ní el de escola idade e a mui o supe io ao núme o de homens na mesma si uação.
Apesa do e e ido se olha mos apenas pa a a coluna do ensino supe io , pe cebemos que
o núme o de mulhe es é supe io em ambos os anos. Com o passa dos anos a
ob iga o iedade e g a ui idade ap oximou o núme o de mulhe es e homens com o mação
e escola idade.
Tabela 3: Taxa de abandono p ecoce da educação (% de Homens e Mulhe es que não concluí am o ensino
secundá io en e os 18 e 24 anos)
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2001
21,7
51,6
16,4
37,0
2018
12,9
14,7
9,0
8,7
Fon e: PORDATA (2020)
Cons a a-se que em 2001 mais de me ade dos indi íduos do sexo masculino em
Po ugal não inham o ensino secundá io concluído, sendo que es e núme o baixou pa a
ce ca de 15% em 2018. Em elação à média dos Países da Zona Eu o, se em 2001 Po ugal
es a a bas an e longe desses alo es, em 2018 es á ela i amen e p óximo, o que indicia
que as medidas omadas pa a melho a as condições e da opo unidades a odos a ní el
educacional e ão esul ado.
8
Analisando a abela abaixo segundo os indi íduos do sexo eminino, a pe cen agem
em 2001 é mais baixa compa a i amen e aos homens na Zona Eu o. Sendo que em 2018
e i ica-se um subs ancial aumen o ela i amen e à pe cen agem co esponden e às
mulhe es em Po ugal e na Zona Eu o compa a i amen e com a pe cen agem dos homens.
Tabela 4: Pe cen agem de Homens e Mulhe es que possuem um cu so supe io em 2001 e 2018
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2001
21,3
7,6
18,5
10,7
2018
30,0
19,7
32,9
29,8
Fon e: PORDATA (2020)
Em aços ge ais egis a-se uma e olução posi i a dos alo es, ou seja, o núme o de
indi íduos de ambos os géne os, com cu so supe io aumen ou no pe íodo em análise.
Tendo em con a os dados em Po ugal e i ica-se um aumen o de 12% em elações aos
homens e 19% em elação às mulhe es. Enquan o que na Zona Eu o egis a-se um
aumen o de 14% em elação ao géne o eminino e 9% em elação ao géne o masculino.
É de no a que exis e uma ap oximação mais ele an e dos dados e e en es às mulhe es
na Zona Eu o e em Po ugal, sendo a di e ença de apenas 3%.
Es es núme os podem ajuda a sus en a a ideia de que em 2001 o p ocesso de
emancipação das mulhe es já ap esen a a esul ados conc e os no domínio da educação.
Po exemplo, em 1992 a pe cen agem de mulhe es com um cu so supe io e a semelhan e
aos núme os de 2001, ce ca de 11%, o que indicia que o p ocesso de emancipação e á
deco ido uns anos mais cedo. (PORDATA, 2020). Os alo es a uais da pe cen agem de
mulhe es com um cu so supe io , em Po ugal, são in e essan es na medida em que são
bas an e supe io es à pe cen agem de homens com as mesmas habili ações.
1.2. (Des)Igualdade en e Géne o: Abo dagem Compa a i a en e Vá ios
Países
A p imei a aplicação neoclássica da eo ia de disc iminação oi elabo ada po
Edgewo h (1922) onde es e ques iona: “De em os homens e as mulhe es ecebe uma
emune ação igual exe cendo as mesmas unções numa emp esa?”.
Sendo assim es e au o abo da a espos a ípica do sexo masculino a es a ques ão:
a gumen am que o abalho das mulhe es não é compa á el com o dos homens. No
en an o o au o a i ma que na sua ques ão a pala a igual não é susce í el de in e p e ação
9
e de quan i icação. Ou seja, os géne os masculino e eminino de em se emune ados da
mesmo o ma, independen emen e do uso dis in o das suas capacidades.
Pa a além das capacidades ísicas de cada géne o, es e au o conside a ambém que a
ques ão emocional, nomeadamen e a adiga de i ada de um abalho menos es o çado
di ecionado na maio pa e das ezes às mulhe es, pode se compa ada ao es o ço ísico
de um abalho mais exigen e, que endencialmen e é mais elacionado ao sexo masculino.
Segundo Becke (1957) au o undado da disc iminação no me cado de abalho, o
p econcei o en e géne os exis e de ido ao a o i ismo que a en idade emp egado a e os
p óp ios abalhado es es abelecem pa a com aqueles que so em es a disc iminação. O
p econcei o é undamen ado an o po g upos sociais como po g upos demog á icos.
Pa indo do p incípio que cada emp egado em di e sas p e e ências e ao con a a
alguém da á p imazia aos seus ideais.
Pa a Becke (1957) o emp eendedo es á p edispos o a aca e a cus os mais ele ados
selecionando um colabo ado do g upo de indi íduos que á de aco do às suas
p e e ências. Is o po que, con a a um indi íduo ao qual ele em p econcei o, aumen a á
os p ejuízos ine en es à sua inu ilidade e ine iciência. Ou seja, o cus o a paga em
con a a um indi iduo do g upo disc iminado é maio do que um salá io mais ele ado
àquele indi íduo que pe ence ao g upo dos não disc iminados.
Seguindo o mesmo pensamen o A ow (1971) a i ma que os abalhado es são mui as
ezes julgados po ca ac e ís icas pessoais, como o géne o, o iginando assim di e en es
salá ios, onde as ca ac e ís icas com maio alo são melho emune adas.
Es as di e enças o am a ibuídas a a o es de o dem biológica, assumidas como
na u ais e mo almen e co e as, as di e enças biológicas se i am pa a coloca as
mulhe es ligadas às a e as domés icas e aos cuidados amilia es. Apesa de a pa i dos
anos 70, não se encon a consenso quan o à exis ência de di e enças de géne o, o es udo
ela i o aos es e eó ipos de géne o e idencia a a exis ência de c enças popula es bem
disseminadas quan o às di e enças en e homens e mulhe es.
Ashmo e e DelBoca (1981) de ini am o concei o de géne o enquan o um conjun o de
signi icados e expec a i as associadas aos compo amen os dos elemen os de cada sexo,
ou seja, o géne o é mais do que eminino e masculino, mas sim um conjun o de alo es
cul u ais e não apenas uma p op iedade do indi iduo. O es udo à ol a da disc iminação
de géne o em Po ugal e e um início a dio, len o e i egula , dada a ins i ucionalização

10
ambém a dia da sociologia em Po ugal, esul an e de um con ex o his ó ico, polí ico,
social e cul u al do país.
Benhabib (1990) elabo ou a sua eo ia de papel social, sendo a ideia cen al de que as
di e enças de géne o são um p odu o dos papéis sociais que egulam o compo amen o
na ida adul a. Os papéis de géne o são de inidos como aquelas expe a i as pa ilhadas
ace ca dos compo amen os ap op iados dos indi íduos, em unção do seu géne o
socialmen e de inido. Es es papéis de géne o incu em di e a ou indi e amen e as
di e enças de géne o es e eo ipadas.
Somen e uma mudança na di isão do abalho pode á conduzi a uma mudança
subs ancial no con eúdo dos papéis de géne o, na ipi icação das compe ências e na
ex ensão das espe i as di e enças. Apesa de inúme os abalhos a i ma em a
inexis ência de di e enças en e géne os, g ande pa e das pessoas con inuam a ac edi a
em dis in os posicionamen os de homens e mulhe es no me cado de abalho. (Amâncio,
2003)
In e nacionalmen e a in odução do concei o de igualdade de géne o não oi pací ica,
c iando discó dias en e o que se ia acaba com a disc iminação de géne o i ida e uma
lu a de a i mação de in e esses po pa e das mulhe es. (Amâncio, 2003)
Embo a a igualdade en e géne o seja um dos p incipais undamen os da União
Eu opeia, con inua a cons a a -se uma cla a e e iden e desigualdade en e homens e
mulhe es no me cado de abalho. Pa a isso a Comissão da União Eu opeia ado ou a Ca a
das Mulhe es (2010), com o obje i o de e o ça a p omoção da igualdade en e homens
e mulhe es na Eu opa e no mundo. O comp omisso es a égico cen a-se nos qua o
domínios p io i á ios seguin es:
a) Aumen a a pa icipação das mulhe es no me cado de abalho e colma a a
dependência económica do géne o eminino;
b) Reduzi as dispa idades sala iais e de endimen os en e mulhe es e homens;
c) Impulsiona a igualdade en e homens e mulhe es nos ca gos de omada de
decisão;
d) Incen i a a igualdade de géne o e os di ei os das mulhe es em odo o mundo.
A 26 de ou ub o de 2018 o Conselho p o idenciou o “Plano de Ação II da União
Eu opeia em Ma é ia de Igualdade de Géne o” ans o mando a ida das mulhe es
11
segundo as ações ex e nas da União Eu opeia. Es e plano ealça a necessidade de
ealização do pleno e igual exe cício de odos os di ei os humanos e libe dades
undamen ais.
Os es ados, sob egulação eu opeia, p ocu am p omo e polí icas de equidade de
géne o, podendo con ibui pa a o econhecimen o das mulhe es como independen es,
num pe cu so de au onomia mode ada. Conc e amen e, es as polí icas p e endem
colma a es ições do acesso ao abalho, p omo endo salá ios e acessos iguali á ios. As
polí icas de igualdade e pa idade de géne o no domínio do me cado de abalho
cons i uí am um dos aspe os p incipais a se discu ido, em odos os Es ados-Memb os da
União Eu opeia. (Lis e , 2003)
Tabela 5: População emp egada po sexo em Po ugal e na Eu opa (%)
Fon e: PORDATA (2020)
A abela an e io ap esen a as es a ís icas mais ecen es da Zona Eu o e de Po ugal
sob e o emp ego po sexo. No pe íodo em análise, em Po ugal, a pe cen agem de
mulhe es e homens o nou-se mais equilib ada, não so endo di e enças signi ica i as em
2018. Po ou o lado, os alo es es a ís icos e e en es à Zona Eu o e idenciam uma
ele ada desigualdade de géne o nas condições de acesso ao me cado de abalho, is o
que, os dados co esponden es a mulhe es e homens es ão mais dis an es da si uação ideal,
que se ia 50% pa a cada um dos géne os.
No en an o exis em países em que as mulhe es so em uma op essão e desigualdade
social mui o mais ele ada, no I ão po exemplo, as mulhe es ainda lu am pelos seus
di ei os. Em 2006, uma campanha mui o impo an e que demons ou isso oi a "One
Million Signa u es o Change and Equali y", como o nome indica, a p ocu a po um
milhão de assina u as em apoio à mudança das leis do país, que ão con a a igualdade
de di ei os en e a população. (Mo e ão, 2017)
A campanha oi c iada po mulhe es a i is as em espos a às leis que a o ecem a
sociedade pa ia cal. São á ios os assun os e a ados nes a campanha como: de aco do
com o Código Ci il I aniano, a igo 1133, um homem pode di o cia -se da sua mulhe
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2000
58,0
55,0
42,0
45,0
2018
53,9
51,1
46,1
48,9
12
quando deseja azê-lo, no en an o, a mulhe não possui o mesmo di ei o podendo apenas
pedi o di ó cio em si uações mui o especí icas.
No caso de di ó cio o maio p oblema en en ado pelas mulhe es é a ques ão da
gua da dos ilhos. De aco do com o a igo 1170, a mãe pe de a cus ódia dos ilhos se es a
se casa no amen e, em con apa ida es a medida não se aplica aos homens, con inuando
a e os seus di ei os ela i os à gua da e cus ódia. O p oblema esul an e da a ibuição da
cus ódia das c ianças condiciona e sensibiliza mui as mães, que po ezes con inuam em
casamen os abusi os e p oblemá icos pelo bem dos ilhos. (Mo e ão, 2017)
Ou o pon o abo dado pela causa é a ques ão da nacionalidade i aniana, que é passada
de pai pa a ilho, não sendo acei e que as mães passem a sua nacionalidade. Is o é, se uma
mulhe i aniana se casa com indi iduo com uma nacionalidade di e en e, os seus ilhos
não são econhecidos como cidadãos i anianos, o que di icul a pos e io men e o di ei o à
educação e à saúde pública.
No I ão as lu as pelos di ei os abo dam inúme as ques ões, desde educação,
opo unidades de emp ego, iolência en e géne os e uma g ande desigualdade de
di ei os, no en an o, semp e de uma pe spe i a eligiosa. Elas ac edi am que os p oblemas
que en en am, são esul an es de in e p e ações masculinas e adas, e não dos p óp ios
p incípios do Islã. (Ba low & Shah am, 2008)
Segundo Ba low e Shah am (2008) nem os mais ex emis as undamen alis as podem
julga e c i ica as c edenciais islâmicas de mulhe es como Zah a Mas a a i. P o esso a
na Uni e sidade de Tee ã, além de se Sec e á ia Ge al da Sociedade das Mulhe es. A
Sociedade das Mulhe es em como obje i o a maio pa icipação des as na sociedade e a
ga an ia dos di ei os das mulhe es com base nos p incípios islâmicos, Zah a ac edi a que
as mulhe es de em se incen i adas a se desen ol e na polí ica, na educação e na
sociedade. Um exemplo mui o signi ica i o e que e a a exa amen e o que an e io men e
oi di o, e a a impossibilidade a é ago a de as mulhe es i anianas assis i em a um simples
jogo de u ebol. Em 2019, milha es de mulhe es i anianas pude am assis i li emen e a
um jogo de u ebol pela p imei a ez, o que não acon ecia desde 1979.
É impo an e não apenas muda as leis, mas execu á-las, pois, cons i ui o maio
p oblema pa a um país com uma cul u a ão en aizada e disc imina ó ia.
13
Capí ulo II – Pa icipação da Mulhe no Me cado de T abalho
em Po ugal e na Eu opa
2.1. A E olução dos Di ei os das Mulhe es no Me cado de T abalho
No início dos anos 30 su gi am as p imei as mulhe es a ing essa no me cado de
abalho, em di e sas á eas como: ad ocacia, medicina, ensino, en e mui as ou as.
Começou-se en ão a pe cebe a impo ância e a necessidade de o géne o eminino ocupa
luga es a é en ão p eenchidos po homens. (Pe ei a, 2015)
Segundo Pe ei a (2015) odo es e p ocesso de emancipação das mulhe es não oi
ealizado epen inamen e, mas sim, esul ado de di e sas lu as e mo imen os eminis as
desencadeados pela exis ência de p econcei os e disc iminação de géne o.
Os mo imen os eminis as su gi am inicialmen e dando oz às mulhe es pelo acesso
à educação e ao o o, is o que a sociedade apenas econhecia o homem como compe en e
de oma decisões pela coesão amilia , às mulhe es cabia as a e as domés icas e e a
impensá el que es as exe cessem uma unção emune ada.
Du an e mui os séculos as mulhe es ica am limi adas e impedidas de pa icipa nas
omadas de decisão an o do p óp io seio amilia como da sociedade. (Pe ei a, 2015)
No en an o, com a Re olução F ancesa e com a Re olução da Independência
Ame icana, oi p omo ida a expansão dos di ei os dos homens de o ma a exis i uma
maio igualdade en e odos. (Pe ei a, 2015)
Segundo Fonseca (2017) em Po ugal, após o 25 de Ab il de 1974 su ge a consag ação
da igualdade en e odos os po ugueses e po uguesas, onde nenhum cidadão pode se
disc iminado ou p i ilegiado de ido aos seus an ecesso es, géne o, o igem, língua,
eligião, con icções polí icas, si uação inancei a e o ien ação sexual. Todos es es
cidadãos êm di ei o à e ibuição do abalho e às mesmas opo unidades na escolha de
uma de e minada p o issão.
O aumen o da pa icipação eminina no me cado de abalho es e e ligado à si uação
económica do ag egado amilia , pensando que cons i ui ia uma ajuda pa a supo a
despesas is o que um único salá io, sendo eduzido o na a a si uação económica da
amília ulne á el. (Fonseca, 2017)
20
c) P e ende au onomiza :
i) A edução das assime ias no emp ego e na p o eção social;
ii) A p omoção de um maio equilíb io en e o abalho pago e o apoio à ida
amilia ;
d) P econiza:
i) A p omoção do emp ego e do empode amen o das mulhe es;
ii) A eliminação dos es e eó ipos de géne o e a p omoção da igualdade de
géne o a odos os ní eis;
iii) Melho es espos as pa a o cuidado de c ianças a é à idade de en ada
ob iga ó ia no sis ema de ensino;
i ) Flexibilidade na o ganização do abalho;
) Di e sos ipos de licenças pa a homens e mulhe es;
Es as polí icas são di ecionadas às mulhe es, assim a exis ência de igualdade en e
géne os é um pon o de in e esse da sociedade, sendo que, em odas as á eas de in e enção
da União Eu opeia é alo izado o papel undamen al dos homens na conc e ização da
igualdade de géne o, de endo con ibui pa a que es a igualdade se conc e ize.
Apesa de a união Eu opeia e legislado salá io igual pa a abalho igual, na Es ónia
as mulhe es ecebem menos ap oximadamen e 25,6% do salá io dos homens pelo
desempenho do mesmo abalho, como podemos e i ica na abela abaixo. Ou o país
que e idencia desigualdades no ó ias é a Áus ia com uma di e ença sala ial en e homens
e mulhe es de ce ca de 20%. A escolha dos países na abela abaixo, baseou-se na en a i a
de compa ação dos países da União Eu opeia com as maio es e meno es dispa idades
sala iais num pe íodo de empo de 7 anos pa a pe cebe mos a e olução das mesmas.
Tabela 6: Desigualdade Sala ial em Pe cen agem em 2010 e 2017
Anos
Sec o es de a i idade económica
To al
Zona
Eu o (19
Países)
Áus ia
Eslo énia
Es ónia
I ália
Po ugal
2010
17,0
24,0
0,9
27,7
5,3
12,8
2017
16,1
19,9
8,0
25,6
5,0
16,3
Fon e: PORDATA (2020)

21
De aco do com os dados es a ís icos do PORDATA (2020) demons ados na abela
acima, de uma o ma ge al, no pe íodo em análise, as desigualdades sala iais diminuí am,
com exceção de Po ugal e Eslo énia que egis a am aumen os ainda signi ica i os. Pa a
as dispa idades acima mencionadas, as causas podem se á ias e mui as ezes
in e ligadas, podendo inclui a o es es u u ais, legais, sociais, cul u ais e económicos.
Ou os a o es que podem con ibui pa a es a p oblemá ica são as quali icações escola es
e p o issionais, a ocupação p o issional, o se o de a i idade, as in e upções na ca ei a,
a dimensão da emp esa a que pe ence, bem como o con a o de abalho e a du ação do
mesmo.
Tabela 7: Dispa idade sala ial na emune ação base média mensal dos abalhado es po con a de ou em em
Po ugal
Anos
Ní eis de quali icação
To al
Quad os
supe io es
Quad os
médios
P o issionais
quali icados
P o issionais
não
quali icados
1985
-22,1
-19,7
-13,6
-12,5
-8,3
2018
-14,5
-26,1
-13,4
-9,8
-6,9
Fon e: PORDATA (2020)
Realizando uma análise mais po meno izada do me cado de abalho em Po ugal,
com base na abela acima, suge e-se uma e lexão compa a i a das desigualdades
sala iais nas á ias ca ego ias de abalho.
De uma o ma ge al as desigualdades sala iais en e homens e mulhe es baixa am, de
1985 pa a 2018, sendo que ainda são signi ica i as. No en an o, nos quad os supe io es
es a endência não se e i ica, endo-se egis ado um aumen o conside á el. De ealça
que se e i ica que a di e ença sala ial é meno na base do que no opo da hie a quia das
quali icações p o issionais, podendo assim a i ma que as desigualdades sala iais são
di e amen e p opo cionais ao ní el de quali icação do abalhado .
2.4. Va iá eis que Condicionam a Pa icipação da Mulhe no Me cado de
T abalho
Exis em ainda mui os desa ios a se em encidos pelas mulhe es, como os es e eó ipos
que es as so em incu idos mui as ezes pela sociedade. Es as imaginam que não são
capazes de a ingi ca gos den o da o ganização como os homens, depa ando-se com
ba ei as in isí eis como: Glass Ceilling, S icky Floo e Queen Bee. Es es concei os se ão
cla i icados e abo dados no p esen e ópico.
22
2.4.1. Es e eó ipos
Uma das ba ei as impedi i as ao a anço das mulhe es nas o ganizações são os
es e eó ipos de géne o, os quais esul am mui as ezes de c enças e cul u as en aizadas
na sociedade sob e o que é se homem ou se mulhe . (Dueh & Bono, 2006)
Pa a Dueh e Bono (2006) a o mação dos es e eó ipos es á di e amen e elacionada
com os alo es de cada indi iduo, is o é, exis e uma pa e psicológica de cada indi íduo
associada ao concei o de es e eó ipo, azendo com que cada homem ou mulhe enha
di iculdades em en ende e jus i ica uma ideia p é-concebida.
T adicionalmen e são a ibuídos aos homens papéis de maio esponsabilidade: o
sus en o, a o ien ação pa a esul ados, a compe i i idade e a o ça. Às mulhe es são
a ibuídos papéis e e en es ao cuidado, com base nas suas ca ac e ís icas emocionais e
elacionais. (Agos inho & Mon ei o, 2013)
An igamen e ou ia-se que o papel da mulhe e a casa e e ilhos em con apa ida,
o homem e a is o como a pessoa que inha de le a dinhei o pa a casa e pa a isso oca -
se na sua ca ei a.
Esses es e eó ipos de géne o consis em na maio ia em a aliações e ideias nega i as
em elação às mulhe es, uma ez que suge em que es as de êm menos capacidades de
lide ança e de sucesso p o issional. É a pa i des as a i mações p é-concebidas que se
con inua a expandi e a di undi a ideia de que as mulhe es cons i uem um g upo que não
ap esen a capacidade pa a lide a em si uações de g ande esponsabilidade. (Lou ei o &
Ca doso, 2008)
Hoje esse es e eó ipo já não é assim ão linea e p edominan e, a mulhe conquis ou
o seu espaço no me cado de abalho, conseguindo oca -se an o na sua ida amilia
como na sua ca ei a p o issional.
Exis em duas en a i as pa a en a elimina os es e eó ipos de géne o segundo
Elleme s, Rink, De ks e Ryan (2012):
A p imei a é e e en e a uma mudança nos papéis sociais, colocando mais mulhe es
em luga es de ges ão, com salá ios iguais e com os mesmos di ei os em elação aos
homens. A segunda en a i a passa po in e enções o ganizacionais, como o mações
em igualdade de di ei os en e homens e mulhe es, com o obje i o de diminui os
es e eó ipos de géne o. Po se a a de um p oblema en aizado na cul u a, cons i ui uma
23
a iá el di ícil de colma a e muda , uma ez que implica muda a i udes e c enças dos
indi íduos. (Ha eman & Be es o d, 2011)
2.4.2. Glass Ceilling
Es e concei o su giu na en a i a de expo as ba ei as in isí eis com as quais as
mulhe es são con on adas no me cado de abalho, a me á o a do id o p e ende
demons a essa in isibilidade – as mulhe es conseguem e os seus colegas (homens) a
a ingi em unções hie a quicamen e supe io es, enquan o es as icam e idas em ca gos
de ges ão in e média. (Ma ques & Fe ei a, 2015)
Alguns desses en a es ão sendo des endados e pos e io men e analisados com o
obje i o de se em eliminados. (Elleme s e al., 2012)
O e mo do glass ceilling oca-se no géne o eminino, is o é, as mulhe es como um
g upo social são con on adas com obs áculos pa a ascende a luga es cimei os nas
o ganizações. Dada a di iculdade de sup imi es es es e eó ipos, as mulhe es ainda es ão
em mino ia em ca gos de ges ão de opo, apesa de já exis i em e idências cien í icas que
comp o am a exis ência de es ilos e écnicas de ges ão que podem le a ao sucesso das
emp esas. (Dezső & U ibe, 2016).
A p o a de que o glass ceilling é uma ealidade, é obse a as es a ís icas em odo o
mundo e pe cebe que a p esença das mulhe es é ainda conside a elmen e in e io à dos
homens.
De aco do com o Eu os a (2017) exis em 9.4 milhões de ges o es na União Eu opeia
sendo que apenas 3.4 milhões são mulhe es (36%), as di e enças são ainda mais no ó ias
se se conside a , especi icamen e, os ca gos de memb o de di eção de uma emp esa ou
de di e o execu i o. A pe cen agem de mulhe es nesses ca gos é de 25% pa a memb os
de di eção e menos de 20% pa a di e o es execu i os. Ou seja, e em núme os edondos
apenas 1 em cada 3 ges o es exis en es na união eu opeia é mulhe .
A li uânia é único país da União Eu opeia que possui mais mulhe es do que homens
nos ca gos de ges ão, sendo que a p opo ção en e mulhe es e homens é de 56%. Já o
Luxembu go possui o meno núme o de mulhe es nes as unções, apenas 15%. (Eu os a ,
2017)
24
No caso de Po ugal a p opo ção en e mulhe es e homens nos ca gos de ges ão é de
36%, sendo que apenas 22% dos memb os de di eção são mulhe es e no caso de di e o es
execu i os o núme o de mulhe es é ainda mais escasso e si ua-se nos 10%.
Pa a além das ób ias desigualdades que deco em da análise das es a ís icas
ap esen adas, há ambém um a o que con ibui pa a en a iza o ac o de pode exis i na
ealidade uma disc iminação no acesso a ca gos de ges ão de opo po pa e das mulhe es:
a desigualdade sala ial que exis e nesses ca gos en e homens e mulhe es. Po exemplo,
no caso Po uguês os homens ganham em média mais 26% em elação às mulhe es
conside ando que ambos são ges o es de opo, sendo que, no caso do o al da União
Eu opeia essa di e ença é de 23.4%. (Eu os a , 2017)
A exis ência do enómeno e o de id o impede as mulhe es e as o ganizações de
a ingi em odo o seu po encial, uma ez que nega odos os bene ícios da di e sidade de
géne o na lide ança, como o c escimen o da economia e da p odu i idade. (Dezső, Ross
& U ibe, 2016).
O glass ceilling pode se e le ido em 3 a o es o ganizacionais (Dimo ski e al.,
2010):
• Cul u a o ganizacional – uma ez que in luencia a o ien ação da o ganização
em elação à di e sidade. A di e sidade con ibui pa a um ambien e em que
odos maximizam o seu po encial, p es ando pouca a enção à emá ica
di e sidade aduzindo-se num ambien e que exclui ce os g upos sociais.
• P á icas o ganizacionais – uma não cla a disc iminação das unções pa a
abalhos de che ia e a inexis ência de sis emas de ec u amen o o mais, ende
a c ia obs áculos na p omoção da mulhe pa a ca gos de che ia.
• Clima o ganizacional – a pe ceção de que a o ganização em em elação à
capacidade da mulhe em assumi ca gos de lide ança, inclui, a i udes con a
es as podendo esul a em ambien es desenco ajado es pa a as mesmas.
2.4.3. S icky Floo e Queen Bee
S icky loo é o concei o que complemen a o glass ceilling sendo ca ac e izado po
um enómeno no qual ep esen a a maio di iculdade que as mulhe es en en am ao en a
ascende a ca gos de au o idade nas es u u as o ganizacionais, o iginando uma maio
concen ação e pe manência de mulhe es na base da pi âmide hie á quica. As mulhe es
25
icam e idas em ca gos com possibilidades mui o limi adas de mo imen ação
o ganizacional. (Bae e al., 2016)
Um dos jus i ica i os pa a a pe sis ência des e enómeno é que no ec u amen o pa a
es as unções enquan o os homens são p omo idos pelo seu po encial, as mulhe es são
con a adas segundo o seu his ó ico p o issional pe manecendo semp e nas mesmas
unções. Is o le a a que as mulhe es acabem po e um passado p o issional pouco
di e si icado. (Bae e a.l, 2016).
O ambien e cul u al em que as mulhe es se encon am ambém in luencia a
es agnação de ca ei a p o issional, uma ez que, são ambien es na maio ia
masculinizados que não po enciam e p omo em o desen ol imen o indi idual eminino.
(Co ell, 2004)
Sob e o enómeno das di iculdades na p omoção das mulhe es exis e ambém o
enómeno Queen Bee.
Es e concei o su ge, pois, a expec a i a da sociedade cen a-se no ac o de quando um
memb o de um g upo em des an agem a inge um luga de sucesso, al acili a a ascensão
dos ou os memb os. (Kaise e al., 2015)
Con udo, o enómeno Queen Bee con a ia isso, indicando que há si uações em que
são as p óp ias mulhe es a bloquea em a p omoção de ou as mulhe es. (Dezső, Ross &
U ibe, 2016).
Numa o ganização p edominan e masculina, a ingi um luga de opo só é possí el
ado ando de e minadas a i udes, como al, as mulhe es en am imi a os compo amen os
masculinos de manei a a melho a as opo unidades de se em bem-sucedidas. (De ks e
al., 2016)
Is o acon ece, po que os es e eó ipos ace ca das ca ac e ís icas de líde bem-sucedido
e dos papeis do géne o eminino são incong uen es, es ando as mulhe es em des an agem.
(De ks e al., 2016)
Con on adas com esses es e eó ipos, as líde es depa am-se com um duplo p oblema:
o p imei o é elacionado com as expec a i as do papel do géne o eminino, pois es as
possuem ca ac e ís icas mais elacionadas com as elações in e pessoais, como gen ileza
e p eocupação e em segundo luga espe am que sejam pessoas p agmá icas e com oco
nos esul ados. Pe an e es e dilema as mulhe es pe cebem que pa a se em bem-sucedidas

26
necessi am de op a po uma lide ança compe i i a e não colabo a i a. (Dezső, Ross &
U ibe, 2016)
Ou a manei a des as líde es se em acei es é dis anciando-se de ou as mulhe es. Es e
a as amen o em elação ao g upo é di e amen e associado com o ac o de as líde es
pe cebe em a p io i que associa em-se ao seu g upo só a á des an agens, ou seja,
quando chegam ao “ opo” as mulhe es o nam-se menos colabo a i as no a anço da
ca ei a de ou as mulhe es. Es e enómeno é mais no ó io numa si uação em que as
líde es conside am as suas subo dinadas conco en es di e as. (Elleme s e al., 2012)
Es as líde es ecusam a exis ência de disc iminação, no en an o, negam medidas que
possam le a a um aumen o da p esença eminina em luga es de opo. Po conseguin e,
es e ipo de lide ança con ibui pa a um dis anciamen o das líde es emininas em elação
ao géne o eminino, su gindo assim, uma disc iminação de géne o p o ocadas pelas
Queen Bee. (Dezső, Ross & U ibe, 2016).
Pa a além disso, es e es ilo de lide ança pe mi e a exis ência de desigualdades de
opo unidades pa a com o géne o eminino, assim como con ibui pa a a manu enção de
es e eó ipos elacionados com as mulhe es. Po exemplo, num caso especí ico de
a aliação de mulhe es mais jo ens, as ges o as senio es são mais c í icas com o abalho
das subo dinadas do que com o dos subo dinados, chegando mesmo a desc e e as
p imei as como menos ambiciosas e comp ome idas com a o ganização. Es e ipo de
a i ude pe mi e en ão que sejam man idos es e eó ipos de géne o sob e o modo de
abalha das mulhe es, pe mi indo que seja um a o di e enciado no a amen o
eminino e masculino. (De ks e al., 2016)
27
Capí ulo III – Lide ança Feminina na Ges ão
A lide ança su ge como uma emá ica la gamen e abo dada nas inúme as publicações
cien í icas nacionais e in e nacionais. Nesse sen ido, u ge pe cebe se a lide ança no
eminino de ém um des aque simila .
Nes e capí ulo numa p imei a ase i á se compa ado o papel da mulhe com as no as
p á icas de ges ão, em seguida se ão desc i as á ias eo ias de lide ança e analisado o
p óp io concei o e abo dagens de lide ança. Po im se á abo dada a lide ança no eminino
e a impo ância da di e sidade de géne o em ca gos de lide ança.
3.1. Rec u amen o e Seleção
O ing esso no me cado de abalho é e e uado, po no ma, a a és de um p ocesso de
ec u amen o numa p imei a ase, seguido pela seleção. Quando uma emp esa decide
inicia um p ocesso de ec u amen o com o in ui o de p eenche uma aga, necessi a,
p imei amen e, de decidi se p e ende ealiza um p ocesso in e no ou um p ocesso
ex e no. (Câma a e al., 2007)
O ec u amen o in e no eside no p eenchimen o de uma aga po um colabo ado
que ocupa ou a unção, mas já az pa e da emp esa. Po ou o lado, o ec u amen o
ex e no aca e a uma p ocu a de candida os ex e nos à emp esa. Ambos os ec u amen os
êm an agens e des an agens, que es ão ap esen adas nas abelas que se seguem:
Tabela 8: Van agens e Des an agens do Rec u amen o In e no
Rec u amen o In e no
Van agens
Des an agens
Cus os mais baixos.
P ocesso mais demo oso.
O colabo ado que ocupa á o no o ca go
já es á amilia izado com a o ganização.
Di iculdade da hie a quia em concede um
abalhado pa a ou o depa amen o.
No as opo unidades na ca ei a.
Pode p o oca o ação excessi a de
colabo ado es den o da emp esa.
Fon e: Adap ado de Câma a e al., (2007)
28
Tabela 9: Van agens e Des an agens do Rec u amen o Ex e no
Rec u amen o Ex e no
Van agens
Des an agens
P ocesso mais ápido.
Cus os mais ele ados.
In odução de no as ideias, po meio de
no as pessoas.
Possibilidade de exis i em iscos mais
ele ados de incompa ibilidade cul u al,
en e o no o colabo ado e a emp esa.
Aquisição de uma base de candida os
ala gada, que pode á se ú il pa a u u as
agas.
F us ação dos colabo ado es da emp esa,
que podem conside a que as no as
opo unidades só são o necidas a pessoas
o a da o ganização.
Fon e: Adap ado de Câma a e al., (2007)
De ido à complexidade exis en e em ambos os p ocessos de ec u amen o, é
p imo dial, que a emp esa de e mine a espe i a es a égia de ec u amen o de o ma
concisa, e i icando odas as an agens e des an agens que pode aca e a .
3.1.1. Rec u amen o Ex e no: O Head-Hun ing
O ec u amen o ex e no como mencionado an e io men e aduz-se em iden i ica no
me cado de abalho, candida os ce os com o pe il adequado pa a ocupa a aga
exis en e. É possí el ealiza es e p ocesso de a iadas o mas, no en an o, pa a a p esen e
in es igação é undamen al da des aque ao p ocesso de ec u amen o designado head-
hun ing ou ambém conhecido po execu i e sea ch.
O head-hun ing é um mé odo de ec u amen o ex e no e é, essencialmen e, u ilizado
pa a econhece candida os pa a luga es de lide ança de opo. (Gomes e al., 2008) Es e
ipo de ec u amen o con ém um iângulo de a uação, cons i uído po a emp esa-clien e
que necessi a de ec u a um no o execu i o, e po isso eco e a um head-hun e , com o
obje i o de que es e lhe p oponha um candida o que se enquad e nas necessidades da
emp esa. Es e ipo de écnica ap esen a algumas an agens enquan o me odologia de
ec u amen o:
• Tende a se mais impa cial do que os esponsá eis da o ganização;
• É possí el a ua com mais desc ição, e i ando que a conco ência enha
conhecimen o;
29
• Tem uma g ande ede de con ac os, o que lhe pe mi e, com maio acilidade,
encon a o candida o que ai ao encon o às necessidades e expec a i as da
emp esa-clien e;
• Dispõe, à pa ida, de mais empo e ecu sos pa a ealiza o p ocesso de
ec u amen o.
Ou a an agem do head-hun ing que é ap esen ada consis e no ac o de se conside a
que os indi íduos que se enquad am nos ca gos de lide ança de opo não espondem aos
anúncios de emp ego, pois podem, des e modo, expo demasiado a sua imagem e pe de
capacidade de negociação. Po ou o lado, o ec u amen o labo al, em indo a so e
al e ações nos úl imos anos, cada ez mais, com o uso das no as pla a o mas
ecnológicas, como o Linkedln e Facebook. (Qualman, 2010)
3.1.2. Oco ência da Disc iminação
A disc iminação de géne o pode oco e em ês si uações dis in as nas o ganizações:
no p ocesso de ec u amen o e seleção, na ase da con a ação e na p omoção e
desen ol imen o de ca ei a.
Bosak e Sczesny (2011) mencionam que, num p ocesso de ec u amen o ou de
p omoção, se as candida as ap esen a em p o as das suas capacidades de lide ança, em
expe iências an e io es, êm hipó eses semelhan es às dos candida os masculinos. O
p econcei o sob e as mulhe es pode oco e de ido às ca ac e ís icas associadas às
mulhe es e aos homens, e as compe ências que se ac edi a se em p ecisas pa a uma
lide ança bem-sucedida. Toda ia, pa a as au o as, na p esença de in o mação ace ca das
posições alcançadas pelo indi íduo, que possam en a iza a compe ência e a a uação de
uma pessoa, a a aliação di e encial en e homens e mulhe es pa a papéis de lide ança é
eduzida ou eliminada.
No es udo de Bosak e Sczesny (2011) a i mou-se que ao ec u a , as mulhe es são
menos adicionalis as e po isso mais iguali á ias. Po ou o lado, os homens man êm
uma c ença es e eo ipada em elação ao géne o, no qual endem a pe ceciona , as
mulhe es líde es, nega i amen e. As pe ceções es e eo ipadas de lide ança le am a que a
a aliação do desempenho das mulhe es líde es seja menos a o á el em elação aos
colegas masculinos. As ca ac e ís icas associadas, maio i a iamen e, à mulhe (empa ia,
emocional, calma) êm em úl ima análise in luenciado nega i amen e a imagem des as
como líde es. (Dua e e al., 2009).
36
À semelhança de ou as eo ias de lide ança, ambém a eo ia da in eligência
emocional p opõe di e en es es ilos de lide ança, sendo, nes e caso, es ilos de lide ança
emocional (Goleman, Boya zis & Mckee, 2002):
i. Es ilo de lide ança isioná io, no qual, o líde mo i a os seus subo dinados,
azendo com que os seus obje i os sejam me as bem de inidas e cla amen e
acei es po oda a equipa de abalho.
ii. Po ou o lado, um líde que demons e espei o, cuidado e in e esse pela elação
que es abelece com cada um dos seus colabo ado es, é conside ado um líde com
um es ilo conselhei o.
iii. No mesmo sen ido, o es ilo de lide ança elacional ep esen a uma pa ilha en e
o líde e o seguido , em que as emoções são pa ilhadas. Es es dois úl imos es ilos
pa ilham a exis ência de uma p eocupação com o bem-es a dos abalhado es.
i . Seguidamen e, o es ilo democ á ico assen a na pa ilha e di isão de ideias e
a e as, dando a possibilidade aos seus seguido es de ap esen a em suges ões e
possí eis p oblemas exis en es, de o ma a o imiza odos os ecu sos disponí eis
. Po im, o es ilo p essionado quali ica os líde es pela p essão que impõem sob e
os seus subo dinados, es ando semp e ocados somen e nos obje i os.
Os á ios es ilos de lide ança emocional an e io men e mencionados, podem coabi a
dado que, nada impede os líde es em ques ão, num p eciso momen o, sob ce as
condições, a ua segundo ou o es ilo, com o in ui o de ge a melho es esul ados.
3.4. Concei o e Abo dagens da Lide ança
A lide ança é al ez a á ea mais in es igada e a menos comp eendida do
compo amen o o ganizacional. De aco do com B yman (2004) exis em qua o
abo dagens pa a o es udo da lide ança: a baseada no aço (pessoal), que pe maneceu a é
inal dos anos 40; a abo dagem “compo amen al” (es ilo) que se man e e a é o inal dos
anos 60; a abo dagem “con ingencial” que pe maneceu en e o inal dos anos 60 e o
começo dos anos 80 e a abo dagem da “no a lide ança” com maio in luência no inicio
dos anos 80. Na isão de B yman (2004) a no a lide ança é baseada numa ep esen ação
de líde es como ges o es de signi icados e não apenas como in luenciado es.

37
Os p imei os es udos sob e a lide ança, e e uados a é a II Gue a Mundial, p e endiam
desco ina aços ísicos (es u u a e apa ência), ca ac e ís icas de pe sonalidade
(au oes ima, es abilidade emocional e au ocon iança) e ap idões (in eligência e luência
e bal) que conduzissem à dis inção en e os líde es e os não líde es, en e líde es e icazes
e líde es não e icazes. P e alecia a ideia que os indi íduos que de inham ca ac e ís icas
ina as alcança am, na u almen e, as posições de lide ança. O en usiasmo subjacen e às
eo ias em oga oi a e ecendo quando S ogdill (1948) após analisa 124 es udos,
concluiu que os indi íduos não se o nam necessa iamen e líde es de ido à posse de uma
de e minada combinação de aços. Um líde com ce os aços pode ia se e icaz numa
si uação, mas ine icaz nou a, e dois líde es com di e en es aços pode iam se bem-
sucedidos na mesma si uação.
Es e es udo oi p imo dial pa a a desen ol imen o dos p ocessos de seleção de
pessoal, sendo que no os aços e compe ências, ais como, in eligência, c ia i idade,
luência e bal, au oes ima e adap abilidade às si uações, o am ambém es udadas,
ob endo esul ados mais coe en es.
Pa a S ogdill (1948) um indi íduo com ce os aços em mais p obabilidade de se
um líde e icaz do que pessoas que deles ca ecem, mas al não lhe ga an e
au oma icamen e, a e icácia.
Alguns anos mais a de G ege son, Mo ison e Black (1998) de ende am que os
líde es de em possui de e minadas compe ências pa a que consigam a ingi a e icácia,
nomeadamen e:
i. Técnicas, conhecimen os ace ca do modo como ealiza as a e as especializadas
da unidade o ganizacional;
ii. In e pessoais, conhecimen o ace ca do compo amen o humano e p ocessos de
g upo, capacidade pa a comp eende as a i udes, sen imen os e mo i os de ou as
pessoas;
iii. Concep uais, capacidade analí ica, pensamen o lógico, capacidade de
concep ualiza elações complexas, pensamen os di e gen es.
Segundo G ege son, Mo ison e Black (1998) es as compe ências, embo a sejam
ele an es pa a a gene alidade dos líde es, a sua ela i a impo ância depende de aspe os
como o ní el hie á quico, o ipo da o ganização, a es u u a o ganizacional, o g au de
au o idade e as suas ca ac e ís icas cul u ais.
38
A eo ia dos aços de ine os ipos de lide ança de aco do com a pe sonalidade e
ca ac e ís icas do líde , oi a p imei a a se desen ol ida a esse espei o. De aco do com
a eo ia e e ida podem se iden i icados os seguin es ipos de líde : líde execu i o, líde
coe ci o, líde dis ibu i o, líde educa i o e o líde inspi ado . Es a eo ia baseia-se no
p essupos o de que a lide ança é uma ca ac e ís ica ine en e ao líde , não conside ando
os aspe os e e en es às di e sas p oblemá icas en en adas pelo líde . (Delgado, 2011)
A ualmen e a lide ança é conside ada não apenas como uma ca ac e ís ica, mas como
um compo amen o e como al, pode se ap endido. De e se ambém enca ada como um
elemen o den o de um con ex o in eg ado, is o é, não se de e oca apenas no líde ou no
colabo ado e a sua elação com o seu supe io , mas sim em odos es es a o es
simul aneamen e.
De aco do com a no a abo dagem da lide ança, o am açados es ilos de lide ança
que e le em alguns pad ões (Delgado, 2011):
i) O Líde Ca ismá ico – es e líde é aquele que inspi a nos seus subo dinados a
con iança, acei ação incondicional, obediência espon ânea e en ol imen o
emocional. O concei o de líde ca ismá ico é associado a alguém que demons a
qualidades únicas e in ulga es, exemplos des e ipo de líde são os líde es
eligiosos.
ii) O Líde execu i o – é aquele que su ge de ido à p ocu a das o ganizações pela
ob enção da o dem. No malmen e possuem compe ências e habilidades écnicas.
iii) O Líde coe ci o – é aquele que exe ce a lide ança a a és da coe ção e da
iolência. A elação en e o líde e os subo dinados, nes e ipo de lide ança, é
mui o ins á el.
i ) O Líde dis ibu i o – é aquele que apenas delega a e as, semp e con olando,
acompanhando as a i idades e que endo esul ados.
) O Líde educa i o – é aquele que cos uma da o exemplo, os seus subo dinados
êm uma elação de esponsabilidade com o abalho, pe mi indo ocas de
conhecimen o.
i) O Líde inspi ado – é aquele que a amen e p ecisa de da o dens, pois os seus
subo dinados sen em-se a aídos pela igu a do líde e es ão dispos os a aze o
que é necessá io.
39
A lide ança é um ema que em indo a e olui ao longo dos anos, mesmo que ainda
igo em uma sé ie de es e eó ipos associados à lide ança eminina e a uma isão da
lide ança ligada a ca ac e ís icas masculinas.
3.5. A Lide ança Feminina
Numa ase inicial, as mulhe es não assumiam as suas p óp ias ca ac e ís icas,
en a am eco e à imi ação das ca ac e ís icas di as masculinas. Segundo Hende son,
Fe ei a e Du a (2016) o concei o “ ingimen o eminino” demons a que as mulhe es
abdicam de alo es emininos como a comp eensão, a comunicação e a habilidade de
abalha de o ma in eg a, não po se em ine icazes, mas p ecisamen e po esses alo es
es a em associados ao géne o eminino.
Su ge na li e a u a um leque de pa icula idades in insecamen e emininas que
conduzem a di e enças na lide ança de géne os, po enciado es de c escimen o indi idual
e agilidade o ganizacional. Podemos conside a as seguin es: empa ia, acei ação,
capacidade de comunicação, o ien ação pa a a ação, acilidade de adap ação à
di e sidade. (Teixei a, 2013)
A lide ança eminina dá impo ância à pa ilha, enco ajando os colabo ado es à
pa icipação e en ol imen o na o ganização, assemelhando-se a um es ilo mais
democ á ico, em con apa ida os homens endem a oca -se mais na a e a, a di a as
o dens, assumindo um es ilo mais au oc á ico. (S el e , 2002)
Gomes (2009) de ende que a lide ança eminina é u o de uma ap endizagem desde
a in ância sob e alo es, compo amen os e in e esses ol ados pa a a coope ação. Nesse
sen ido, é comp eensí el que alguns in es igado es de endam que odas as mulhe es são
na u almen e líde es e que ca ac e ís icas exclusi as das mulhe es açam a di e ença na
ges ão das o ganizações. Sendo assim, Molle e Gomes (2010) chamam a a enção pa a o
ac o de as mulhe es possuí em a ibu os essenciais pa a uma boa lide ança:
gene osidade, ha monia, capacidade de comunicação, des a o ma as mulhe es líde es são
conhecidas como mais elacionais, inclusi as, ao con á io dos homens que são is os
como mais con olado es, p agmá icos e o ien ados pa a as a e as.
A ealidade e ela que as mulhe es es ão cada ez mais a queb a os mi os e ba ei as,
assumindo “a dian ei a dos negócios”. Algumas soluções, pa a o comba e à escassez de
líde es emininas, passam pela p omoção de incen i os, nos quais de e se mais
40
alo izada a exis ência de ambien es colabo a i os do que compe i i os, ecompensando
o abalho em equipa. (Gomes, 2009).
Biswas, Boyle, Mi chell e Casimi (2017) encon a am indícios de que as p á icas de
ecu sos humanos que êm como obje i o apoia e p omo e as mulhe es es ão
posi i amen e ligadas com a in enção de p omo e mulhe es pa a ca gos de lide ança.
Es as p á icas podem inclui a pa icipação dos colabo ado es nas omadas de decisões, o
in es imen o na o mação e desen ol imen o dos colabo ado es e a equidade na
a ibuição de ecompensas assim como na p og essão da ca ei a. As p á icas de ecu sos
humanos não só eliminam possí eis a i udes disc imina ó ias como c iam uma
conco dância mais p o unda ace à p omoção das mulhe es pa a unções de lide ança.
3.5.1. Desen ol imen o da Lide ança
A ní el o ganizacional, em se indo a egis a uma endência de enco ajamen o dos
colabo ado es a o na em-se a i os e p oa i os na ges ão da sua p óp ia ca ei a. A ges ão
da p óp ia ca ei a en ol e a ob enção de in o mação, de o ma a consegui e amen as
necessá ias pa a a esolução de p oblemas e omada de decisões em con o midade com o
que se á melho pa a a sua ca ei a, nes e sen ido é omen ado um pensamen o es a égico
e é dada impo ância a uma pos u a que se ca ac e iza pela a enção às aquezas e o ças
do colabo ado . (Hopkins e al., 2008) A dimensão da ges ão da p óp ia ca ei a engloba
dois compo amen os p incipais, um elacionado com uma p ocu a de melho ia con ínua
e o ou o elacionado com a p epa ação pa a a mobilidade no abalho.
O p imei o e e e-se à ecolha de in o mação no que diz espei o ao desempenho e às
necessidades subjacen es ao desen ol imen o da ca ei a, enquan o que a mobilidade no
abalho en ol e a p ocu a de no as opo unidades de ca ei a, an o na o ganização em
que o colabo ado se inse e no momen o, mas ambém o a da sua o ganização.
Gipson, P a , Mendelsohn, Ca enacci e Bu ke (2017) conside am que o
desen ol imen o da lide ança é uma combinação de á ios mé odos u ilizados pa a
o imiza a e iciência dos líde es. As condu as ado adas podem e como obje i o algumas
me as especí icas, nomeadamen e, a ecolha con ínua de in o mação sob e o desempenho
do indi iduo em ques ão, a a és dos p óp ios colabo ado es ou mesmo dos supe iso es.
Um a o de e minan e pa a o desen ol imen o de ca ei a das mulhe es p ende-se com
o apoio de memb os pode osos, no sen ido em que es es ap esen am e ei os posi i os no
desen ol imen o da ca ei a, nomeadamen e a ní el de emune ação, desen ol imen o,
41
e enção e sa is ação com o abalho e com a ca ei a. Segundo o es udo ealizado po
Schulz e Enslin (2014) os indi íduos que ob i e am um men o ap esen am ní eis mais
al os de compensações e p omoções, ap esen ando maio sa is ação com o abalho e
maio es in enções de pe manece na o ganização. Sendo es e apoio undamen al pa a o
a anço pa a ca gos de lide ança.
Fo a da o ganização, a amília ambém pode e um impac o posi i o no sucesso das
líde es emininas, con o me cons a a am Kapasi, Sang e Si ko (2016). A a és da
ealização de um es udo que consis ia na análise de au obiog a ias de líde es emininas,
as au o as, concluí am que odas as mulhe es conside am a amília como uma on e de
apoio e de ansmissão de alo es undamen ais.
A p omoção de p og amas de planeamen o de p og essão na ca ei a e o apoio dado
pelas emp esas, pode aumen a a e enção e lealdade dos colabo a es, po ém não bas a
pensa e aplica os p og amas de desen ol imen o de lide ança, é ambém necessá io e
em con a alguns a o es como a de inição de obje i os e pos e io men e abalha nos
mesmos endo em con a á ios a o es desde a o es humanos a a o es inancei os, es es
a o es ão mode a e al e a a e icácia da lide ança.
3.5.2. A Ma e nidade e a Ca ei a de Líde
Apesa de a amília cons i ui uma on e de apoio às mulhe es, como oi an e io men e
mencionado, a conciliação abalho- amília é um dos desa ios que se coloca às mulhe es.
(Knudsen, 2009) Sendo di ícil a ingi uma ca ei a de líde de ido às al e ações amilia es
que oco em e às a uais ele adas exigências a ní el p o issional. (Gonçal es, 2011)
Em Po ugal a a e a de cuida dos ilhos é adicionalmen e a ibuída às mulhe es e
po isso a p essão exe cida sob e es as é mui o o e. Um es udo da Comissão pa a a
Igualdade no T abalho e no Emp ego em Po ugal (2020) con i ma es a ideia, e e indo
que é a mãe que cabe a ob igação de ga an i o bem-es a da c iança nos p imei os meses
de ida, enquan o o pai ga an e a su iciência económica. (Pe is a, 2016)
To na-se assim, p imo dial en ende de que o ma a mulhe , que ocupa uma posição
de lide ança, concilia os papéis de mãe e de p o issional. (Lopes & B andão, 2017)
Sil a (2014) conside a que o me cado de abalho ainda não ap endeu a ge i es a
elação, apesa das mudanças que êm oco ido, pe manece a c ença de que a i ência a
empo in ei o en e mãe e ilho é essencial e a mais ap op iada.

42
Es as c enças en am em con li o com ou os aspe os impo an es pa a as mulhe es,
como a necessidade de in es i numa ca ei a p o issional e a lu a pela igualdade de
unções. Is o ob iga-as a en a em concilia a amília e a ca ei a, o que nem semp e é
conseguido. Nes e sen ido, a mulhe em p ocu ado es a égias pa a ge i a ma e nidade
com a p esença no mundo do abalho. As edes de apoio, são uma das o mas possí eis
de concilia ambas as pa es da ida da mulhe . É impo an e que o cuidado dos ilhos
seja en endido enquan o uma esponsabilidade pa ilhada pelo casal, ainda que aca e e
ob igações e bene ícios. (Lopes & B andão, 2017)
O desa io undamen al que se coloca é, en ão, o de i e a ma e nidade sem abdica
de ou as dimensões da ida, conseguindo a ingi odos os seus obje i os p o issionais.
3.6. A Impo ância da Di e sidade de Géne o em Ca gos de Lide ança
A di e sidade de géne o nas emp esas em sido de o ma c escen e obje o de es udo
po pa e de á ios in es igado es. O econhecimen o de que a p esença das mulhe es na
ges ão de opo melho a o desempenho das o ganizações, es á p esen e em inúme os
es udos e análises de especialis as sob e a igualdade de géne o no mundo p o issional.
Um es udo ealizado po Ca e , Simkins e Simpson (2003) de e minou uma elação
posi i a en e as mulhe es a ocupa ca gos de ges ão e o alo da emp esa. Es a ideia é
e o çada pelo es udo da McKinsey e Company (2007) uma emp esa de consul o ia
emp esa ial ame icana, econhecida como líde mundial no me cado de consul o ia
emp esa ial, es a demos ou que emp esas com uma ges ão di e si icada conseguem e
um maio c escimen o no p eço das ações e que a média do seu luc o ope acional oi
quase o dob o das es an es emp esas da mesma indús ia, en e 2005 e 2007.
Conclusões de es udos mais ecen es ambém êm o alecido a impo ância da
pa icipação eminina nos ca gos de ges ão de opo. Como é o caso de uma pesquisa
ecen emen e ei a po Pe e son Ins i u e o In e na ional Economics, no qual o am
analisadas quase in e e duas mil emp esas espalhadas po no en a países de odo o
mundo. (Noland e al., 2016) De aco do com es e es udo, a p esença de mulhe es em
ca gos de lide ança pode melho a o desempenho da emp esa, segundo a análise que
ealizou de á ios dados es a ís icos como, a pe cen agem de mulhe es nos di e sos ní eis
hie á quicos compa ando com di e sas ca ac e ís icas dessas emp esas como os luc os,
concluiu que a p esença das mulhe es na lide ança pa ece o na as emp esas mais
luc a i as.
43
Seguindo es a linha de pensamen o, concluímos que a ideia de que um núme o
c escen e de mulhe es na ges ão é sinónimo de an agens pa a a emp esa, logo de e-se
p omo e a sua pa icipação. Uma igual ep esen ação de homens e mulhe es nas
posições de omada de decisões não se icam pelo melho desempenho emp esa ial, mas
ambém pela melho qualidade de omada de decisão e pela é ica e ap o ei amen o de
alen o.
Na sequência do expos o, amos en ão e alguns exemplos de casos de sucesso de
lide ança eminina:
É impo an e pa a es e es udo, pe cebe que exis em mulhe es em ca gos de lide ança
econhecidas pelo seu abalho e es o ço. Em Po ugal e no mundo o núme o de mulhe es
em ca gos de ges ão em indo a c esce de o ma consis en e, ainda que len a. Exis em
e idências de um aumen o do emp eendedo ismo eminino e le ido numa maio
p esença na ges ão e lide ança das emp esas mais jo ens e das mic oemp esas. À medida
que a complexidade e a dimensão da emp esa aumen am o núme o de mulhe es nes es
ca gos ende a diminui . Ao longo dos úl imos anos, as en idades go e na i as êm indo
a p omo e a p esença eminina nos ca gos de ges ão emp esa ial de endendo a
impo ância pa a o c escimen o num con ex o de economia globalizada.
Nes e sen ido se ão mencionados alguns exemplos de sucesso nes e âmbi o:
• Paula Amo im
Paula Amo im na u al do Po o, ilha de Amé ico Amo im, ocupou ca gos de
adminis ação e di eção no g upo Amé ico Amo im, desde 1992, quando inha apenas 19
anos. Em 2005 undou a sua p óp ia Emp esa: Amo im Fashion e cinco anos mais a de
undou o G upo Amo im Luxu y. No inal de 2016, Paula Amo im, assumiu o comando
do G upo Amé ico Amo im, passando a lide a a maio p odu o a mundial de co iça do
país e a Galp. (Jo nal Negócios, 2020)
• Cláudia Teixei a de Aze edo
Cláudia Aze edo na u al de Po o, início da sua ca ei a como ges o a, assumiu a
di eção de ma ke ing da ope ado a de elecomunicações Op imus. Ao longo dos úl imos
anos sucede am-se ca gos de che ia, nomeadamen e, na adminis ação da Sonaecom, da
ToiaReso e da Race. Ocupa desde 2019 o ca go de CEO do G upo Sonae, uma emp esa
mul inacional p esen e em di e sos se o es de a i idade, nomeadamen e comé cio de
44
e alho, se iços inancei os, ges ão de cen os come ciais, so wa es e sis emas de
in o mação, media e elecomunicações. (Sonae Capi al, 2020)
No mesmo sen ido, se ão ap esen ados casos de sucesso da ges ão de opo de odo o
mundo:
• Ginni Rome y
Ginni Rome y na u al de Chicago, começou a sua ca ei a na emp esa Gene al
Mo o s, em 1979, como engenhei a ele ónica. Em 2002 a ingiu o ca go de di e o a ge al
da di isão de se iços globais da IBM, no qual e e um papel p imo dial na comp a da
emp esa P icewa e houseCoope s que lançou a IBM no negócio dos se iços. Em 2012
oi elei a CEO e p esiden e da emp esa IBM, emp esa que se dedica ao ab ico e enda
de soluções de ha dwa e e so wa e, disponibilizando se iços de consul o ia na á ea da
in o má ica. (IBM, 2020)
• Alison Coope
Alison Coope nascida em lond es, licenciou-se em ma emá ica e es a ís ica, sendo
que começou a sua a i idade p o issional em con abilidade na Deloi e Haskins & Sells,
emp esa es a que de inha negócios com a emp esa Impe ial Tobacco. Em 1999 jun ou-se
à emp esa Impe ial B ands (Impe ial Tocacco), sendo nomeada di e o a de ope ações
(COO) em 2009, um ano mais a de oi noemada CEO des a mesma emp esa a é aos dias
de hoje.
Tendo alcançando a pa idade no me cado de abalho, as mulhe es ainda con inuam
sub- ep esen adas nas unções com pode de decisão nas emp esas. Po ou o lado, as
o ganizações com lide ança eminina endem a e um núme o ele ado de mulhe es nos
es an es ca gos de ges ão. (The Gua dian, 2020)
Mais do que p omo e mulhe es é p eciso pe cebe como a p og essão des as, pode
aze a longo p azo bene ícios pa a as o ganizações e consequen emen e pa a a
sociedade. A p esença das mulhe es em luga es de ges ão de opo pe mi e um a anço da
economia, um p og esso social e uma melho ia da compe i i idade global. (Elleme s e
al., 2012)
45
Capí ulo IV – P incipais Conclusões da Re isão de Li e a u a
A e olução dos di ei os emininos ad eio de á ias conquis as nacionais, como a
p oclamação da p imei a República, a Cons i uição de 1911 e mais a de o 25 de Ab il de
1974, nas quais a mulhe passa a usu ui á ios di ei os que e am a é en ão p oibidos,
como po exemplo, o di ei o de o o e a igualdade no casamen o. Todas es as conquis as
pe mi em ambém ga an i a igualdade de opo unidades no abalho. (Rebelo, 2011)
Mundialmen e a ONU (1979) e consequen emen e odos os Es ados-Memb os da
União Eu opeia omam as medidas necessá ias com o obje i o de elimina a
disc iminação con a as mulhe es com o obje i o de lhes assegu a di ei os iguais aos dos
homens no domínio da educação e do emp ego.
A educação e a o mação das mulhe es nem semp e o am di ei os ga an idos a es as,
no en an o, nos dias de hoje, segundo o a igo 2.º da Lei de Bases do Sis ema Educa i o
em Po ugal e na Eu opa segundo o a igo 14.º da Ca a dos Di ei os Fundamen ais da
União Eu opeia, odos os cidadãos êm o di ei o à educação bem como ao acesso à
o mação p o issional. Es e di ei o inclui a possibilidade de equen a g a ui amen e o
ensino ob iga ó io.
A igualdade de géne o, segundo Edgewo h (1922) em da ques ão “De em os
homens e as mulhe es ecebe uma emune ação igual exe cendo as mesmas unções
numa emp esa?”. O au o explica que a pala a igual na ques ão não é susce í el de
in e p e ação e de quan i icação. Ou seja, os géne os masculino e eminino de em se
emune ados da mesmo o ma, independen emen e do uso dis in o das suas capacidades.
In e nacionalmen e a in odução do concei o de igualdade de géne o não oi pací ica,
c iando discó dias en e o que se ia acaba com a disc iminação de géne o i ida e o que
se ia uma lu a de a i mação de in e esses po pa e da mulhe . (Amâncio, 2003)
Apesa da igualdade en e mulhe es e homens e sido um dos p incípios undamen ais
na União Eu opeia como e e ido an e io men e, con inua a e i ica -se uma cla a e
comp o ada desigualdade en e ambos. Pa a isso a Comissão Eu opeia ado ou a Ca a
das Mulhe es (2010) com o obje i o de e o ça a p omoção da igualdade en e homens
e mulhe es na Eu opa e no mundo.
Es a ealidade, apesa de não se a ideal, é bené ica quando compa ada com países
como o I ão, no qual as mulhe es en en am á ias p oibições, ais como: um homem
52
Capí ulo VI – Me odologia de In es igação de Dados
6.1. Me odologia U ilizada
O es udo em desen ol imen o ca ac e iza-se pela a aliação da opinião de cada
indi íduo, a a és de um es udo e in e p e ação es a ís ica dos dados ecolhidos,
elacionados com a opinião, po um lado, do ques ioná io di ecionado aos indi íduos que
já inicia am as suas ca ei as p o issionais, e po ou o lado, do ques ioná io aos
indi íduos que ocupam ca gos na ges ão de opo, ela i amen e ao impac o do géne o
eminino nes e se o .
Pa a p ocede à análise empí ica dos dados ecolhidos, u ilizou-se mé odos
quan i a i os, as amen e u ilizados nes e ipo de análises sociológicas e
compo amen ais, pe mi indo assim conhece e mensu a as opiniões e a i udes de uma
amos a ep esen a i a do público-al o a a és da análise es a ís ica dos dados ob idos,
segundo a ealização de ambos os ques ioná ios. (Agos inho & Mon ei o, 2013)
O ins umen o u ilizado pa a ecolhe es a in o mação consis iu num ques ioná io
echado online, ca ac e izado pela acilidade com que se inqui e um ele ado núme o de
pessoas, num cu o espaço de empo. Nes e es udo, o ques ioná io é de índole académica,
sendo as espos as echadas e obje i as, o nando assim o ques ioná io acessí el e com
um meno es o ço de espos a po pa e dos inqui idos. (Ama o, Pó oa & Macedo, 2005)
Na maio pa e das ques ões oi u ilizado a opção de mais que uma espos a
selecionada, que p e ende ampli ica e o imiza as a iadas opiniões.
Os ques ioná ios o am di ulgados a a és de edes sociais, en e as quais o LinkedIn
e o Facebook, e ambém ia email onde es e e disponí el online du an e 10 meses. No
caso do ques ioná io di ecionado a odos os indi íduos que já inicia am as suas ca ei as
p o issionais o mé odo de disseminação do ques ioná io oi, p edominan emen e, a ede
social Facebook. No caso do ques ioná io di ecionado aos indi íduos que ocupam ca gos
de ges ão de opo, os mé odos de di ulgação o am a ede social LinkedIn e o en io de
emails pa a á ias emp esas.
Como já e e ido acima, a e amen a u ilizada pa a o a amen o dos dados se á o
p og ama IBM SPSS STATISTICS ( e são 24), que ap esen a inúme as an agens em
elação a ou os p og amas exis en es, sendo elas, a acilidade de u ilização, a adequação
dos ní eis de complexidade às necessidades dos u ilizado es, a possibilidade de

53
acompanhamen o de odo o p ocesso analí ico, pe mi indo, po exemplo a elabo ação de
ela ó ios, que a a és do p óp io p og ama, que u ilizando um p ocessado de ex o.
(Lau eano & Bo elho, 2017)
Segundo Lau eano e Bo elho (2017), o IBM SPSS STATISTICS é um p og ama
bas an e comple o que ap esen a as seguin es uncionalidades:
• Acesso e ges ão de ele ada quan idade de dados, com possibilidade de es abelece
ligação com á ios so wa es de impo ação de dados (Excel, SAS, S a a);
• P epa ação dos dados pa a análise, a a és de codi icação, alidação, con agens,
seleção/pa ição de dados;
• Análise es a ís ica dos dados, po ia da cons ução de abelas, u ilização de
análise a o ial, modelos de classi icação, modelos de eg essão, sé ies empo ais,
edes neu onais, en e ou os;
• Cons ução de g á icos, sendo que exis e uma g ande di e sidade de ipos de
g á icos pe mi indo ao u ilizado escolhe o que melho se adap a aos dados que
p e ende analisa es a is icamen e;
• Ligação a ou o so wa e de a amen o es a ís ico.
No sen ido de p ocu a esponde às ques ões de in es igação já ap esen adas, o am
c iados dois ques ioná ios echados online, com di e en es públicos al o, sendo um deles
di ecionado pa a odos os indi íduos com mais de 18 anos que já possuam uma ca ei a
p o issional e o ou o di ecionado pa a os indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de
opo nas emp esas.
De e e i que, a aplicação dos ques ioná ios oi e e uada num pe íodo de ce ca de 10
meses, desde Junho de 2019 a é Ab il de 2020, sendo que a pa icipação oi olun á ia e
oi assegu ado o anonima o de cada inqui ido.
Conside ando as ques ões de in es igação, que podem ambém se designadas nes e
âmbi o po a iá eis, é impo an e pe cebe a azão pela qual elas o am de inidas e em
que medida são impo an es pa a es e ema.
O a a p imei a a iá el p ocu a iden i ica de que o ma a possí el exis ência de
disc iminação de géne o no seio de uma emp esa se elaciona com o ca go de ges ão de
opo desempenhado pelo indi iduo, endo como obje i o pe cebe , po exemplo, se
exis em ca gos hie a quicamen e supe io es onde a p esença eminina é meno e isso
54
pode ge a ou não p econcei o o ganizacional em elação a abalhado es do sexo
eminino, ou mesmo en a es impos os à ascensão de mulhe es a ca gos de ges ão de opo
nas emp esas des e se o de a i idade.
De seguida, com a segunda ques ão de in es igação p ocu a-se pe cebe se exis e uma
co elação en e a zona geog á ica e a disc iminação de géne o, po exemplo se exis em
zonas do país onde a disc iminação de géne o se encon a mais disseminada na população,
e como consequência o acesso aos ca gos de ges ão de opo po pa e das mulhe es o na -
se mais di ícil.
Com a e cei a a iá el de in es igação p e ende-se a e igua se a p edominância de
c enças de lide ança ligadas ao géne o masculino se em man ido ao longo dos anos, ou
se, pelo con á io, exis e, a ualmen e uma maio iden i icação com o géne o eminino e
um aumen o, de maio ou meno magni ude, da p esença eminina nos ca gos de ges ão
de opo e em con ex o labo al ge al, deco en es da possí el mudança de men alidade.
A qua a e úl ima ques ão de in es igação p ocu a iden i ica , se uma ez a ingido um
ca go de ges ão de opo po pa e de um indi íduo do sexo eminino, exis e ou não uma
disc epância sala ial en e essa mulhe e um homem que desempenhe uma unção
equi alen e.
Sendo que a disc iminação que se p e ende analisa no con ex o labo al pode se
mani es a de á ias o mas, que a a és da exis ência de en a es à ascensão das
mulhe es nas emp esas, das desigualdades sala iais ou a é mesmo das possí eis
di e enças de a amen o po pa e das che ias em elação a indi íduos do sexo eminino
e masculino, são á ias as ques ões desc i as nos ques ioná ios que dão espos a às
a iá eis acima mencionadas.
No sen ido de ob e dados que explici em a espos a à p imei a a iá el há que e em
con a as espos as às seguin es ques ões: “Qual o seu géne o?”, “Habili ações
académicas” e “Qual é a sua idade” p esen es em ambos os ques ioná ios.
Ainda na p imei a ques ão de in es igação, as ques ões: “A emp esa em que es á
(es e e) inse ido/a em mais mulhe es a ocupa ca gos de ges ão de opo do que homens?”
e “Os c i é ios e p ocedimen os de ec u amen o e seleção dos ecu sos humanos, pa a os
á ios ní eis hie á quicos da sua emp esa, êm p esen e o p incípio de igualdade de
géne o?”, es ão p esen es no ques ioná io di ecionado aos indi íduos que exe cem ou já
exe ce am a i idades labo ais. Enquan o que as ques ões: “Qual o seu ca go na emp esa?”
55
e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?” apenas se encon am no ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam
ca gos de ges ão de opo.
Em elação à segunda a iá el encon am-se, em ambos os ques ioná ios, as
pe gun as seguin es pe mi indo escla ece a e acidade da co elação equisi ada: “Zona
onde i e?”, “A emp esa em que es á inse ido(a) em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?”, “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?” e “Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”.
No que conce ne à e cei a a iá el de in es igação as ques ões se ão analisadas
segundo o ques ioná io em que se inse em. Sendo assim, exis e apenas uma ques ão
incluída em ambos os ques ioná ios: “Qual o seu géne o?”.
Pa a além des a, se ão analisadas as ques ões seguin es p esen es no ques ioná io
di ecionado pa a odos os indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais:
“A sua emp esa (a ual ou passada) es abelece medidas que enco ajam a pa icipação
equilib ada dos homens e das mulhe es no abalho?, “A emp esa possui no mas que
ga an am o espei o pela dignidade de mulhe es e homens no local de abalho?“, “As
pessoas que abalham na En idade são incen i adas a ap esen a suges ões que
con ibuam pa a a igualdade en e mulhe es e homens?”, “Conside a a igualdade en e
mulhe es e homens uma p io idade pa a o desen ol imen o o ganizacional?” e “Na sua
opinião, as mulhe es são igualmen e capazes em elação aos homens, de ocupa ca gos
de ges ão de opo”. Po ou o lado, ambém se ão idas em con a as seguin es ques ões
incluídas no ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo:
“Se é mulhe , quais os incen i os de opo unidades de acesso nos ca gos de ges ão de
opo que a sociedade de e incu i nos seus cidadãos?”, “Na sua opinião o géne o eminino
e o géne o masculino de em e as mesmas opo unidades de en ada nos ca gos de ges ão
de opo?”, “Conside a que as mulhe es es ão ap as a desempenha as mesmas unções de
ges ão que os homens?”, “Como classi ica a ade ências das mulhe es à ges ão de opo?”
e “Se osse p op ie á io/a de uma emp esa, con ia ia a ges ão da mesma a uma mulhe ?”.
Po im, a úl ima a iá el e e e-se às possí eis desigualdades sala ias na ges ão de
opo, des e modo consegue-se p o a a sua au en icidade a a és das ques ões “Qual o
seu géne o?” e “Qual a emune ação mensal líquida?”, p esen es no ques ioná io cujo
público al o ocupa ca gos de ges ão de opo.
56
6.2. De inição da Dimensão das Amos as
Como an e io men e e e ido, es e abalho dispõe de dois ques ioná ios, is o é, de
duas amos as que se ão analisadas es a is icamen e segundo as suas pa icula idades. A
p imei a amos a em es udo é cons i uída po odos os indi íduos que exe cem a i idade
labo al nas egiões No e, Cen o e Sul de Po ugal Con inen al.
A segunda amos a é espe i a a odos os indi íduos que ocupam luga es de ges ão
de opo nas mesmas egiões de Po ugal. Espe a-se que po i encia em e acompanha em
os p oblemas e obs áculos que su gem no con ex o da sua a i idade labo al, es ejam ap os
a esponde às ques ões colocadas da o ma mais co e a.
De aco do com a in o mação ansmi ida na pla a o ma es a ís ica PORDATA, os
dados mais ecen emen e publicados apon am pa a 4.670,400 de população emp egada
em Po ugal Con inen al, ep esen ando assim a p imei a população em es udo, como
podemos e i ica na abela abaixo.
Tabela 10: População Emp egada: To al, a Tempo Comple o e Pa cial
Te i ó io
Regime de du ação de abalho
To al
Tempo comple o
Tempo pa cial
Anos
2019
2019
2019
Con inen e
4 670,4
4 194,4
475,9
Fon e: PORDATA (2020)
Pa icipa am nes e ques ioná io online 224 indi íduos, onde apenas o am
conside ados álidos 201 ques ioná ios (23 espos as não sa is azem os equisi os
p e endidos). Assim, es a amos a é cons i uída po 201 ques ioná ios, co esponden e a
0,0000043% da população em es udo.
De o ma a pe cebe se as amos as conseguidas são su icien es, calculámos a amos a
mínima pa a cada população co esponden e, com os dados da abela abaixo e a seguin e
ó mula:
Equação 1: Cálculo da Amos a Mínima
𝑛 = 𝑝
(
1−𝑝
)
(
𝑆𝐸
𝑍
,
-+/𝑝
(
1−𝑝
)
𝑀
57
Tabela 11: Cálculo da Amos a Mínima
Fon e: Adap ado de Ma celino (2013)
Com os p essupos os acima desc i os, pe cebendo a população o al dos indi íduos
em a i idade labo al em Po ugal Con inen al em 2019, conseguimos calcula a a és da
ó mula acima, a amos a que se ia p e endida. Sendo assim comp o a-se que a amos a
e i ada, cump e a amos a mínima, sendo que 201 dos ques ioná ios o am acei es.
Segundo o Ins i u o Nacional de Es a ís ica (2020), a in o mação mais ecen e apon a
pa a 275.400 indi íduos em ca gos de ges ão de opo em Po ugal Con inen al,
ep esen ando assim a segunda população em análise nes e es udo.
A amos a e i ada des e segmen o de es udo é de 13 ques ioná ios, sendo que apenas
12 o am acei es segundo os equisi os impos os. Assim, es a amos a é cons i uída po
12 ques ioná ios, co espondendo a 0,00004% da população e e en e.
Quando aplicámos o cálculo pa a a de e minação da amos a mínima (acima
ilus ado) a es a população, ob emos um alo de 96, cons i uindo assim um núme o
supe io ao núme o de ques ioná ios que e e i amen e alcançamos.
Sendo assim, os alo es a ingidos na p imei a amos a não se e le i ão nes a segunda
amos a, o que pode á se explicado po á ios a o es, um deles e e en e ao ac o de a
população inque ida aze pa e de ca gos de ges ão de opo com en a es de acesso po
pa e de quem os que inque i .
Ní el de con iança
95%
P ecisão
10%
Va iá el alea ó ia no mal pad onizada
1.96
P obabilidade de sucesso
50% (0,5)
População
4.670,400
Amos a e i ada do ques ioná io
201
Amos a mínima
96
Onde:
n – Amos a mínima p e endida
p – P obabilidade de Sucesso
SE – P ecisão
Z – Va iá el alea ó ia no mal pad onizada
M – População o al dos camionis as

58
6.3. Ca ac e ização das Amos as
As abelas seguin es ap esen am os elemen os especí icos ela i os à ca ac e ização
das amos as, ob idos segundo as ques ões de enquad amen o cons an es do ins umen o
de ecolha u ilizado (ques ioná io), a a és da equência absolu a ( abs) e da equência
ela i a ( el) das espos as dos pa icipan es das amos as, ela i amen e a alguns
indicado es sociodemog á icos.
Com base no e e ido, a in o mação ap esen a-se di idida en e ambos os
ques ioná ios ealizados. Assim sendo, o ques ioná io di ecionado aos indi íduos que
exe cem ou já exe ce em a i idades labo ais se á iden i icado como “Ques ioná io 1”
(Anexo 2), enquan o que o ques ioná io di ecionado aos indi íduos que ocupam ca gos
de ges ão de opo se á denominado “Ques ioná io 2” (Anexo 3).
Tabela 12: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação ao Géne o
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Géne o
abs
el
abs
el
Masculino
78
38,8%
6
50%
Feminino
123
61,2%
6
50%
To al
201
100%
12
100%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
No que diz espei o ao géne o, des aca-se uma maio pa icipação eminina no
ques ioná io 1, enquan o que no ques ioná io 2 iden i icamos uma pa icipação equi a i a
en e o géne o eminino e masculino.
A abela e ó mula ap esen adas abaixo se i ão como supo e à esolução do cálculo
da média da a iá el “Idade”.
O limi e in e io e o limi e supe io são alo es co esponden es aos in e alos
de inidos no ques ioná io pa a a a iá el “idade”, assim sendo, depois de p ede inidos os
in e alos, pa a calcula a média das idades dos inqui idos es ando os dados ag upados
em classes, necessi amos de de e mina o “Mi” (Média dos in e alos), a a és do cálculo
das espe i as médias dos e e en es in e alos.
59
Tabela 13: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação à Idade
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Idade
Mi
abs
el
abs
el
Limi e in e io
Limi e Supe io
18 anos
25 anos
21,5
55
27,4%
//
//
26 anos
33 anos
29,5
32
15,9%
3
25%
34 anos
41 anos
37,5
37
18,4%
2
16,7%
42 anos
49 anos
45,5
34
16,9%
1
8,3%
50 anos
57 anos
53,5
16
8%
1
8,3%
58 anos
65 anos
61,5
11
5,5%
3
25%
66 anos
73 anos
69,5
16
8%
2
16,7%
To al
201
100%
12
100%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Fó mula u ilizada no cálculo da média com os dados ag upados em classes:
Equação 2: Cálculo da Média com os Dados G upados em Classe
𝑋/ ≈
3
𝑓5
6
578 𝑀5=/
3
𝑓/𝑟𝑒𝑙5𝑀𝑖5
=
578
De seguida ap esen am-se os esul ados da aplicação da ó mula às amos as de ambos
os ques ioná ios:
Tabela 14: Média da Va iá el “Idade” pa a os ques ioná ios 1 e 2
Ques ioná ios
Média
1
38,3 anos
2
48,8 anos
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Onde:
Li – Limi e in e io da classe
Ls – Limi e supe io da classe
Mi – Média dos limi es dos in e alos
abs – F equência absolu a
el – F equência ela i a
60
Rela i amen e à a iá el quan i a i a “idade” na abela 13 consegue-se e i ica uma
maio concen ação de inqui idos nas aixas e á ias a é aos 49 anos (42 - 49), a pa i da
qual se e i ica uma edução signi ica i a da pa icipação, is o no que conce ne ao
ques ioná io 1. Assim, segundo a abela 14 a idade média dos inqui idos do ques ioná io
1 é de 38,3. Já no ques ioná io 2 salien a-se a não pa icipação de inqui idos na aixa
e á ia dos 18 a 25 anos e uma dis ibuição de pa icipações pelas es an es aixas e á ias
ap oximadamen e equi a i a ( abela 13), sendo a média das idades dos pa icipan es de
48,8 ( abela 14).
Tabela 15: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação às Habili ações Académicas
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Habili ações académicas
abs
el
abs
F el
F
M
F
M
F
M
F
M
Menos de 6 anos de
escola idade
6
7
4,9%
9%
//
//
//
//
9º ano
5
5
4,1%
6,4%
//
2
//
33,3%
12º ano
30
18
24,4%
23,1%
//
1
//
16,7%
Cu so P o issional
8
6
6,5%
7,7%
//
//
//
//
Bacha ela o
5
6
4,1%
7,7%
//
//
//
//
Licencia u a
49
27
39,8%
34,6%
2
3
33,3%
50%
Mes ado
19
8
15,4%
10,3%
4
//
66,7%
//
Dou o amen o
1
1
0,8%
1,3%
//
//
0
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Analisando as habili ações académicas dos inqui idos, egis a-se uma p edominância
de mulhe es com o 12º ano (24,4%) e mulhe es licenciadas (39,8%), cená io idên ico
quando obse amos os alo es e e en es aos homens, sendo que os homens de en o es
do 12º ano de ém 23,1% e os licenciados 34,6% dos alo es.
No ques ioná io 2, os alo es e e en es às mulhe es di idem-se en e mes es
(66,7%) e licenciadas (33,3%), em con apa ida as habili ações dos indi íduos do sexo
masculino epa em-se en e o 9ºano (33,3%), o 12º ano (16,7%) e a licencia u a (50%).
61
Tabela 16: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação ao Es ado Ci il
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Es ado ci il
abs
el
abs
el
F
M
F
M
F
M
F
M
Sol ei o/a
59
34
48%
43,6%
1
//
16,7%
//
Casado/a
45
32
36,6%
41%
4
5
66,7%
83,3%
Unido/a de Fac o
5
3
4,1%
3,9%
//
//
//
//
Viú o/a
7
4
5,7%
5,1%
//
1
//
16,7%
Di o ciado/a
7
5
5,7%
6,4%
1
//
16,7%
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Segundo ambas as amos as no que espei a ao es ado ci il, no ques ioná io 1
conseguimos pe cebe que uma ele ada pa cela das pa icipan es emininas são sol ei as
(48%) e casadas (36,6%), o mesmo acon ece aos pa icipan es masculinos com 43,6% e
41% espe i amen e. Po ou o lado no ques ioná io 2, 75% das espos as ob idas
co espondem ao es ado ci il “casado/a”.
Tabela 17: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação à Zona onde i e
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Zona onde i e
abs
el
abs
el
F
M
F
M
F
M
F
M
In e io No e
13
9
10.6%
11,5%
//
//
//
//
In e io Cen o
8
4
6,5%
5,1%
1
//
16,7%
//
In e io Sul
7
7
5,7%
9%
//
//
//
//
Li o al No e
63
37
51,2%
47,4%
4
5
66,7%
83,3%
Li o al Cen o
29
17
23,6%
21,8%
1
1
16,7%
16,7%
Li o al Sul
3
4
2,4%
5,1%
//
//
//
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Ao obse a a abela acima, e i icamos que em ambos os ques ioná ios, os inqui idos
si uam-se maio i a iamen e na zona li o al no e.
68
hie á quico como pelos colabo ado es em ní eis hie á quicos in e io es, podendo, des e
modo não consegui implemen a mudanças subs anciais na o ganização.
Toda ia, a di e sidade de géne o nas emp esas em sido de o ma c escen e obje o de
es udo po pa e de á ios in es igado es. Um es udo ealizado po Ca e , Simkins e
Simpson (2003) de e minou uma elação posi i a en e as mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão e o alo da emp esa.
De seguida de emos analisa a segunda a iá el dummy “Disc iminação Di ecionada
aos Homens” co esponden e à a iá el dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos
de ges ão de opo” e seguindo o mesmo p ocedimen o an e io men e conside ado, ob e e-
se os seguin es esul ados:
Tabela 23: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Disc iminação Di ecionada aos Homens”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.209*
5,776
0,000
Géne o (G)
-0,184
-2,667
0,008
1
-0,186
Idade – Escalão 3 (E3)
O,145
2,094
0,037
1
0,147
𝑅-=5,5%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), G (Géne o), E3 (Escalão 3 (34-41 anos)),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 4: Equação MRLM - Disc iminação a Homens
𝑫𝑯= 0,209−0,184𝐺+0,145𝐸3
A abela 23 dá-nos a in o mação de quais as a iá eis em análise, depois de as
es an es e em sido excluídas (como imos no p ocedimen o es a ís ico an e io ), pa a
além disso, conseguimos pe cebe a in luência de cada uma delas na a iá el dependen e
e em que sen ido se elacionam. No caso da a iá el “Géne o”, iden i ica-se uma
con ibuição nega i a, is o é, um aumen o des a a iá el le a a um dec éscimo da a iá el
dependen e em es udo.
Em elação à a iá el “Idade- Escalão 3” e i ica-se uma elação opos a em que um
aumen o des a a iá el con ibui pa a um ac éscimo da a iá el dependen e.

69
Depois de e mos ap esen ado o MRLM pa a ambas as a iá eis dependen es,
de emos e i ica se o modelo é adequado, e po isso, de seguida é ei a uma análise à
no malidade dos esíduos.
Tabela 24: Es a ís ica dos Resíduos - MRLM com Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
Mínimo
Máximo
Média
Des io Pad ão
N
Valo p e is o
0,44
0,93
0,54
0,195
201
Resíduo
-,927
0,556
0,000
0,460
201
Valo P e is o
pad onizado
-,505
1,971
0,000
1,000
201
Resíduo pad onizado
-2,011
1,207
0,000
0,997
201
Legenda: N (Núme o da Amos a)
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Tabela 25: Es a ís ica dos Resíduos - MRLM com Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada aos Homens"
Mínimo
Máximo
Média
Des io Pad ão
N
Valo p e is o
0,06
0,35
0,18
0,090
201
Resíduo
-,352
0,936
0,000
0,374
201
Valo P e is o
pad onizado
-1,272
1,913
0,000
1,000
201
Resíduo pad onizado
-,938
2,493
0,000
0,995
201
Legenda: N (Núme o da Amos a)
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Analisando as abelas 24 e 25 e i icamos que a es a ís ica dos esíduos es á de aco do
com aquilo que é, po de inição, uma a iá el que segue uma dis ibuição no mal. Is o é,
a média e o des io pad ão assumem semp e os alo es 0 e 1 espe i amen e. Es a
ca ac e ís ica es a ís ica es á isí el em ambas as abelas, o que demons a que o
p essupos o co esponden e à no malidade dos esíduos é alido.
Segundo Fu ado (2013), ainda exis em, condicionan es à pa icipação da mulhe ,
como po exemplo, os es e eó ipos que impedem o a anço do sexo eminino nas
o ganizações, p imando des a o ma, a disc iminação en e géne o.
Esses es e eó ipos de géne o consis em na maio ia em a aliações e ideias nega i as
em elação às mulhe es, uma ez que suge em que es as de êm menos capacidades de
sucesso p o issional. (Dueh & Bono, 2006)
De seguida i emos analisa a amos a conseguida com o ques ioná io ealizado aos
indi íduos que ocupam luga es de ges ão de opo.
70
A a iá el dependen e ep esen a, al como a an e io , a disc iminação de géne o nos
ca gos de ges ão de opo p esen e nas espos as à ques ão: “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”, sendo uma a iá el
quali a i a p ocedeu-se à subs i uição das espos as “sim” e “não” po “1” e “0”
espe i amen e. Po ou o lado, as a iá eis independen es são o Géne o, a Idade, as
Habili ações académicas e o Ca go ocupado na emp esa. Como odas es as a iá eis são
de na u eza quali a i a oi necessá io pa a cada uma delas a c iação de uma ou mais
a iá eis dummy. Pos o is o e depois de u iliza o mé odo En e pa a a alidação das
a iá eis independen es que são mais adequadas, chegámos aos seguin es esul ados:
Tabela 26: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos de ges ão de opo”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.125*
1,195
0,000
Mes ado (M)
0.837
4,830
0,001
1
0.837
𝑅-=70%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), M (Mes ado),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 5: Equação MRLM - Disc iminação de Géne o na Ges ão de Topo
𝑫𝑮𝑮𝑻= 0,125+0,837M
Os alo es ap esen ados na abela 26 e elam que a única a iá el independen e
es a is icamen e ele an e pa a o modelo é a a iá el “Mes ado”.
Todas as ou as a iá eis independen es excluídas, possuem um ní el de signi icância
supe io a 0,05 logo não cump em os equisi os e não de em se conside adas no p ocesso
de ob enção do MLRM.
Os esul ados ap esen ados na abela 26, pe mi em pe cebe que a a iá el
independen e in luencia a a iá el dependen e segundo o coe icien e de eg essão
pad onizado.
No caso da a iá el independen e “Mes ado” obse amos um coe icien e de 0,956 o
que ep esen a uma pe cen agem de 95,6% de in luência na a iá el dependen e.
Apesa do e e ido, em 2018 o núme o de mulhe es (29,8%) que possuía o ní el de
escola idade “Ensino Supe io ” ul apassou o dos homens (19,7%), cons a ado na abela
4. (PORDATA, 2020)
71
Ainda que as mulhe es de enham ní eis de escola idade supe io es, o mes ado es á
subs ancialmen e elacionado com a disc iminação de géne o nos ca gos de ges ão de
opo ( a iá el dependen e).
A Teo ia do capi al Humano demons a a exis ência de meno es p obabilidades de o
géne o eminino se p omo ido hie a quicamen e segundo ês azões: a al a de
habili ações necessá ias, o que de e se excluído, pois imos an e io men e que as
mulhe es são po ado as de ní eis de escola idade mais al os que os homens; as suas
p e e ências de emp ego, na medida em que o géne o pode desempenha um papel
de e minan e, com base nas di e en es necessidades de homens e mulhe es e po im a
possí el exis ência de pouca expe iência labo al, que é equen emen e um dos equisi os
exigidos no p ocesso de ec u amen o. (Ha eman & Be es o d, 2011)
Es a elação en e as duas a iá eis ambém se aduz no alo da co elação pa cial
que é p óximo de 1, ou seja, exis e uma co elação ele ada en e a habili ação académica
“Mes ado” e a exis ência de disc iminação na emp esa nos ca gos de ges ão de opo.
Pa a comp o a que o MRLM cump e o p essupos o da no malidade dos esíduos,
ap esen ámos o seguin e his og ama dos esíduos pad onizados:
Figu a 1: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos de
ges ão de opo”
Ve i ica-se pela análise da igu a 1 que os esíduos pad onizados no modelo ob ido
seguem ap oximadamen e uma dis ibuição no mal, com média nula e des io pad ão
ap oximadamen e igual a 1.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
72
2. Exis e co elação en e a zona geog á ica e a disc iminação de géne o?
Pa a e i ica se a disc iminação de géne o es á elacionada com a zona geog á ica,
analisou-se a possí el exis ência de disc iminação a a és das espos as às seguin es
ques ões: “A emp esa em que es á inse ido(a) em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?” e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?” inse idas no ques ioná io 1, aplicando-se o
MRLM e os espe i os p ocedimen os mencionados na ques ão de in es igação an e io .
As ques ões an e io men e e e idas cons i uem as a iá eis dependen es, sendo que
a p imei a se á pos e io men e di idida em duas a iá eis de ido ao ac o de pode
indica disc iminação ace aos dois géne os, es e p ocesso já oi u ilizado na p imei a
ques ão de in es igação. As a iá eis independen es no es udo em causa deco em das
possibilidades de espos a à ques ão “Zona onde i e?”.
Pos o is o e seguindo o mesmo aciocínio ado ado pa a a de e minação dos MRLM,
ap esen am-se os esul ados nas seguin es abelas:
Tabela 27: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.342*
8,827
0,000
Li o al Cen o (LC)
0,174
2,489
0,014
1
0.174
𝑅-=3%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), LC (Li o al Cen o),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 6: Equação MRLM - Exis ência de Disc iminação na Emp esa
𝑬𝑫𝑬=0,342+0,174LC
Após selecionadas as a iá eis independen es que conduzem a um MRLM que
cump a os equisi os de inidos pa a o es udo, cons a ou-se que a única a iá el que de e
se conside ada é a co esponden e à zona geog á ica “Li o al Cen o”.
Sendo o modelo álido es a is icamen e, pois o seu ní el de signi icância é in e io a
0,05, não cons i ui um modelo mui o iá el, pois o coe icien e de de e minação é apenas
3%, o que indica que o impac o da a iá el independen e na a iá el dependen e é
ex emamen e eduzido.
73
O mesmo se pode e i ica analisando a co elação pa cial que é conside a elmen e
eduzida, assim podemos a i ma que não exis e uma co elação no ó ia en e elas.
Tabela 28: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.594*
15,029
0,000
Li o al Cen o (LC)
-0,189
-2,713
0,007
1
-0,189
𝑅-=3,6%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), LC (Li o al Cen o),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 7: Equação MRLM - Disc iminação às Mulhe es
𝑫𝑴= 0,594−0,189LC
Ao con á io do cons a ado na abela 27, os esul ados da abela 28 indicam que a
in luência da a iá el independen e é nega i a, is o é, à medida que a a iá el
independen e assume alo es supe io es a a iá el dependen e diminui.
Ainda que, al como no MRLM an e io , não se iden i ica uma co elação subs ancial
en e as duas a iá eis demons ado que pelo coe icien e de de e minação que pela
co elação pa cial.
Os ac os an e io men e e a ados, e i icando a abela 5, es ão de aco do com os
alo es mencionados na mesma, pois azendo uma b e e compa ação en e os anos 2000
e 2018, cons a amos que os esul ados em Po ugal, ela i amen e à população emp egada
po sexo, o na am-se mais equilib ados.
Os aspe os sup aci ados podem se consequência da implemen ação de á ias
medidas cujo o obje i o é e adica as es ições de acesso ao me cado de abalho e
ga an i salá ios e opo unidades de emp ego iguali á ios. (Lis e , 2003)
Po ou o lado, e obse ando os dados e e en es à Zona Eu o ( abela 5), concluímos
que exis em disc epâncias acen uadas, e le indo uma maio desigualdade de géne o no
acesso ao abalho, pois em 2018, a pe cen agem de homens emp egados e a de 53,9%,
enquan o que as mulhe es ocupa am apenas 46,1% da população emp egada.
(PORDATA, 2020)

74
A pa icipação das mulhe es no me cado de abalho, em sido des acada em á ias
polí icas eu opeias, nomeadamen e, na Es a égia Eu opeias 2020, com o obje i o de
assegu a e ele a a axa de emp ego das mulhe es. (COM, 2011)
Es e comp omisso, assen a num maio equilíb io en e mulhe es e homens nas
unções de decisão e pode , con ibuindo pa a a c iação de melho es emp egos e
es imulando a economia nacional e eu opeia. (Ma ques & Mo ei a, 2011)
Em elação à a iá el dependen e “Disc iminação Di ecionada aos Homens”, não é
possí el ob e um MRLM álido, com a iá eis independen es elacionadas com a zona
geog á ica de esidência, como podemos comp o a na abela abaixo:
Tabela 29: Coe icien es do MRLM conside ando odas as a iá eis independen es
Modelo
b
b_P
Sig.
VIF
1
(Cons an e)
0,16
4,148
0,000
In e io No e
-0,024
-0,019
-0,26
0,795
1,086
In e io Cen o
0,09
0,056
0,764
0,446
1,053
In e io Sul
0,054
0,036
0,493
0,622
1,061
Li o al No e
-0,038
-0,050
-0,700
0,485
1
Li o al Cen o
0,079
0,087
1,152
0,251
1,126
Li o al Sul
-0,160
-0,077
-1,061
0,290
1,033
Legenda:
b
(Coe icien e de eg essão não pad onizado),
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da
e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância), VIF (Fa o de in lação da a iância).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Como podemos e i ica na abela acima, nenhuma das a iá eis independen es
ap esen a na sua con ibuição pa a o modelo um ní el de signi icância in e io a 0,05,
pelo que nenhuma delas é es a is icamen e ele an e, o que az com que o modelo não
seja adequado.
Pe an e es e ac o, podemos a i ma que não exis e nenhuma co elação en e a zona
de esidência dos inqui idos e a possibilidade de ha e disc iminação di ecionada aos
homens nos ca gos de ges ão de opo.
75
Figu a 2: His og ama dos Resíduos Pad onizados – Va iá el Dependen e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde
hou esse disc iminação em elação às mulhe es?”
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Figu a 3: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
As igu as 2 e 3 ep esen am os his og amas dos esíduos pad onizados pa a os
MRLM, ap esen ados nas abelas 27 e 28. Es es seguem uma dis ibuição es a ís ica do
ipo no mal, pois e idenciam uma média nula e um des io pad ão igual a 1.
76
Seguidamen e i emos analisa a amos a conseguida com o ques ioná io ealizado aos
indi íduos que ocupam luga es de ges ão de opo.
Em elação à a iá el dependen e selecionámos a seguin e: “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”
As a iá eis independen es co espondem às possibilidades da ques ão “Zona onde
i e” que o am selecionadas pelos inqui idos, as quais: “In e io Cen o”, “Li o al
Cen o” e “Li o al No e”.
Numa p imei a ase p ocu ou-se ob e uma elação en e as a iá eis independen es
e a a iá el dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos luga es
hie a quicamen e supe io es?”. Tal elação es á desc i a na seguin e abela:
Tabela 30: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos
luga es hie a quicamen e supe io es?”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
1*
4,392
0,001
Li o al No e (LN)
-0,683
-2,958
0,014
1
-0,683
𝑅-=46,7%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação pa cial), LN (Li o al No e),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 8: Equação MRLM - Emp esa Disc imina Mulhe es
𝑬𝑫𝑴=1−0,683LN
Obse ando a abela 30, e i icamos que a a iá el independen e possui uma
co elação signi ica i a com a a iá el dependen e comp o ado pelos pa âme os –
coe icien e de de e minação e co elação pa cial – a a iá el explica i a possui um
impac o nega i o na possí el disc iminação às mulhe es po pa e da emp esa.
Tal pe mi e es abelece uma ligação en e es a disc iminação e a zona de esidência
do inqui ido se ou a que não o li o al no e.
Como já e e uado pa a os ou os MRLM, impo a e i ica semp e o possí el não
cump imen o dos p essupos os dos mesmos. Nomeadamen e a dis ibuição no mal dos
esíduos pad onizados, essa p op iedade pode se cons a ada a a és da análise da igu a
4.
77
Figu a 4: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Obse ando que o his og ama que a in o mação ela i a à média e ao des io pad ão
p esen es na igu a 4, e i icamos que al dis ibuição es a ís ica apenas se coaduna com
a de uma a iá el que segue uma dis ibuição no mal.
3. A men alidade a ualmen e exis en e p omo e a igualdade de géne o em
con ex o labo al?
Analisada a composição de ambos os ques ioná ios (o ques ioná io di ecionado pa a
odos os indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais e o ques ioná io
di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo) endo em con a a
men alidade dos inqui idos i emos pe cebe se es á p omo e a igualdade do géne o no
me cado de abalho. Pos o is o, no âmbi o da e cei a ques ão de in es igação se á
ealizado uma análise de equência u ilizando g á icos e abelas compa ando as
conclusões das mesmas com o espe i amen e e e ido no enquad amen o eó ico.
Pe cebendo assim se a men alidade a ualmen e exis en e sob e es e ema es á de aco do
com o e e ido pelos á ios au o es acima mencionados. Como an e io men e e e uado
i emos inicia com o ques ioná io e e en e aos indi íduos que exe cem ou já exe ce am
a i idades labo ais.
Nes e inqué i o as ques ões in es igadas: “Conside a a igualdade en e mulhe es e
homens uma p io idade pa a o desen ol imen o o ganizacional?” e “Na sua opinião, as
mulhe es são igualmen e capazes em elação aos homens, de ocupa ca gos de ges ão de
84
Figu a 8: G á ico de Ba as - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.6
Pa a uma boa pe o mance emp esa ial, é p imo dial que o líde enco aje os seus
subo dinados a o na em-se mais p oa i os an o a ní el emp esa ial como a ní el
indi idual, sendo o géne o eminino um impulsionado des as p á icas. (S el e , 2002)
Con udo e mesmo sendo a lide ança eminina uma g ande an agem compe i i a pa a
as emp esas, as mulhe es depa am-se com g andes en a es à ascensão hie á quica numa
emp esa. Po isso segundo o g á ico acima exis e uma ca ência de medidas que p ocu em
emo e as di iculdades que uma líde possa en en a du an e o exe cício das unções ou
mesmo an es de a ingi essa posição numa o ganização, as espos as 3 e 4 o am as mais
elei as pelas mulhe es inqui idas o que e o ça a ideia an e io men e ansmi ida.
3.7. “Na sua opinião o géne o eminino e o géne o masculino de em e as mesmas
opo unidades de en ada nos ca gos de ges ão de opo?”
A espos a a es a ques ão é unanime po pa e de odos os inqui idos, a opinião dos
mesmos eme e pa a a não exis ência de p econcei os em elação às mulhe es, den o
des a amos a.
Segundo a O ganização das Nações Unidas (1979), odos os es ados-memb os de em
oma medidas adequadas na eliminação da disc iminação de géne o, a a és do di ei o
às mesmas opo unidades de emp ego.
Legenda: R1 (Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às necessidades an o do sexo masculino como do sexo
eminino.), R2 (Educa odas as c ianças de o ma a p omo e uma mudança cul u al na sociedade.), R3 (Educa odas
as c ianças de o ma a p omo e uma mudança cul u al na sociedade e Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às
necessidades an o do sexo masculino como do sexo eminino.), R4 (Educa odas as c ianças de o ma a p omo e
uma mudança cul u al na sociedade, Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às necessidades an o do sexo
masculino como do sexo eminino e P omo e salá ios mais iguali á ios).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)

85
Tabela 33: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.7
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
6
6
12
To al
6
6
12
A igualdade de opo unidades de a amen o no abalho aduz-se em di ei os e
de e es iguais. (Rebelo, 2011)
Assim, a ges ão es a égica das pessoas, ans o ma-se num elemen o cha e, no qual
as o ganizações de em p ima pela manu enção dos e dadei os alen os com uma maio
in eg ação en e colabo ado es. (Lima, 2011)
3.8. “Conside a que as mulhe es es ão ap as a desempenha as mesmas unções de
ges ão que os homens?”
Segundo E ans (2014) as o ganizações começa am a en ende que a maio on e de
ecei a são os colabo ado es nela inse idos, independen emen e do géne o ou das suas
ca ac e ís icas pessoais.
Tabela 34: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.8
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
1
3
4
R2
4
1
5
R3
1
2
3
To al
6
6
12
Como imos an e io men e, po pa e dos inqui idos, não exis e e idências de
qualque disc iminação em elação às compe ências emininas.
Segundo a Teo ia do G ande Homem e a Teo ia dos T aços de Pe sonalidade, as
compe ências de lide ança e am in ínsecas ao homem, es e de inha capacidades ina as
pa a exe ce unções hie a quicamen e supe io es. (Coelho, 2014)
Legenda: R1 (Sim).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Legenda: R1 (Sim, as mulhe es de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens.), R2 (Sim, as mulhe es
de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens e Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos), R3 (Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
86
No en an o, segundo as Teo ias Compo amen ais da lide ança, se -se líde é uma
ques ão de ap endizagem, ao con á io da eo ia an e io . E os esul ados ine en es a es a
a i idade deco em do modo como cada líde age em di e en es si uações, di ando assim
a sua e icácia. (Ilha co & Lou enço, 2009)
No en an o, segundo o Eu os a (2017), as di e enças são ainda ele an es nos ca gos
de ges ão de uma emp esa, pois as mulhe es ocupam apenas 22% nos ca gos de di eção
e 10% nos ca gos de di eção execu i a.
3.9. “Como classi ica a ade ência das mulhe es à ges ão de opo?”
Com es a ques ão i emos pe cebe , segundo a opinião dos inqui idos, qual o g au de
ade ência do géne o eminino aos ca gos de ges ão de opo.
Tabela 35: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.9
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
4
3
7
R2
0
1
1
R3
2
2
4
To al
6
6
12
Mais de me ade dos inqui idos a ibui um ní el de ade ência conside á el das
mulhe es à ges ão de opo. No en an o, segundo os dados ecolhidos na pla a o ma
Eu os a , a pa icipação eminina não é assim ão no ó ia.
Segundo o concei o s icky loo as mulhe es en en am di iculdades ao en a ascende
a ca gos de au o idade nas emp esas, o iginando uma maio concen ação das mesmas na
base da pi âmide hie á quica. Uma das jus i icações pa a es e enómeno é que no
ec u amen o pa a es as a i idades, os homens são econhecidos segundo o seu po encial,
enquan o que as mulhe es são con a adas apenas pelo se his ó ico p o issional. (Bae
e a.l, 2016)
O ambien e o ganizacional em que as mulhe es se encon am ambém in luencia a
es agnação da ca ei a p o issional das mesmas, uma ez que, são ambien es
maio i a iamen e masculinos, não po enciando o p og esso e p omoção do géne o
emino. (Co ell, 2004)
Legenda: R1 (Conside á el ade ência), R2 (Mui a ade ência)), R3 (Pouca ade ência).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
87
3.10. “Se osse p op ie á io/a de uma emp esa, con ia ia a ges ão da mesma a
uma mulhe ?”
Es a ques ão se i á de e o ço da ideia passada pelas es an es, uma ez que, com ela
i emos pe cebe se ealmen e em e mos p á icos os inqui idos con iam nas compe ências
do géne o eminino pa a ca gos de lide ança numa emp esa.
Tabela 36: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.10
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
1
3
4
R2
5
2
7
R3
0
1
2
To al
6
6
12
Em suma, os inqui idos não ap esen am sinais de in ole ância à igualdade en e
mulhe es e homens, como podemos e i ica na abela 36, pois a o alidade des es
espondeu a i ma i amen e à ques ão equisi ada.
4. A mulhe es so e ão desigualdades sala iais na ges ão de opo?
Pa a a isualização da co elação en e as a iá eis “Géne o” e “Qual a sua
emune ação mensal líquida” oi u ilizado o es e Qui-quad ado de Pea son de o ma a
e i ica a elação en e as mesmas.
A dis ibuição
𝑥-
ou qui-quad ado oi desen ol ida inicialmen e, de aco do com
Up on e Cook (2002), pelo ísico alemão E ns Ca l Abbe (1849-1905) em 1863.
Es a dis ibuição em como obje i o pe cebe se duas a iá eis são dependen es ou
independen es. O mé odo esume-se a dispo os dados de o ma a que es es sigam uma
dis ibuição no mal, is o é, odos os alo es possí eis pa a a a iá el, êm igual
p obabilidade de se e i ica em. Seguidamen e compa a-se a dis ibuição obse ada com
a an e io men e calculada (dis ibuição espe ada).
Legenda: R1 (Sim, as mulhe es de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens.), R2 (Sim, as mulhe es
de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens e Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos), R3 (Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
88
Pos o is o e com a u ilização da pla a o ma SPSS, in oduziu-se os dados
co esponden es às a iá eis “Géne o” e “Qual a sua emune ação mensal líquida” na
opção “Tabela de F equência C uzada” e selecionou-se o es e Qui-quad ado, endo-se
ob ido os esul ados ap esen ados nas seguin es abelas.
Tabela 37: Tabela de Re e ência C uzada - Géne o Vs. Remune ação Líquida
Remune ação líquida
Menos de
999€
1000€ -
2999€
3000€ -
4999€
To al
Géne o
Feminino
Con agem
0
4
2
6
Con agem Espe ada
0,5
4,5
1,0
6,0
% em Géne o
0,0 %
66,7%
33,3%
100,0%
% em Remune ação líquida
0,0 %
44,4%
100,0%
50,0%
% do To al
0,0 %
33,3%
16,7%
50,0%
Masculino
Con agem
1
5
0
6
Con agem Espe ada
0,5
4,5
1,0
6,0
% em Géne o
16,7%
83,3%
0,0%
100,0%
% em Remune ação líquida
100%
55,6%
0,0%
50,0%
% do To al
8,3%
41,7%
0,0%
50,0%
To al
Con agem
1
9
2
12
Con agem Espe ada
1,0
9,0
2,0
12,0
% em Géne o
8,3%
75,0%
16,7%
100,0%
% em Remune ação líquida
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
% do To al
8,3%
75,0%
16,7%
100,0%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Compa ando os dados expos os na abela acima, e i ica-se que as oco ências
obse adas não são mui o díspa es das espe adas, sendo o pio caso uma di e ença de 1
con agem no salá io “3000€ - 4999€” pa a ambos os géne os.
Es es esul ados e idenciam independência en e as duas a iá eis em es udo, pois a
dis ibuição expe imen al não di e e subs ancialmen e da dis ibuição espe ada.
89
(2;0,05)
5,991
3,111
0,05
Embo a a análise da abela já e idencie que as duas a iá eis não exe cem in luência
uma sob e a ou a, impo a es a es a is icamen e o conjun o de dados e e uando o es e
Qui-quad ado.
Tabela 38: Resul ados do Tes e Qui-quad ado
Valo
gl
Sig.
Qui-quad ado de Pea son
3,111
2
0,211
Legenda: gl (G aus de Libe dade), Sig. (Signi icância Assin ó ica).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Pa a in e p e a os dados dos es e Qui-quad ado, o am de inidas as seguin es
hipó eses, a hipó ese nula que ep esen a uma si uação em que as a iá eis são
independen es e a hipó ese 1 que ep esen a a si uação dual.
H0: A dis ibuição dos salá ios é igual, independen emen e do géne o.
H1: A dis ibuição dos salá ios di e e segundo o géne o.
Analisando a abela chega-se à conclusão que as a iá eis são independen es, sendo
que, podemos nos basea que no alo do Qui-quad ado, que no ní el de signi icância.
Em elação ao alo do Qui-quad ado, é necessá io consul a a abela de dis ibuição
Qui-quad ado (Anexo 1), c uzando os g aus de libe dade e o ní el de signi icância (0,05)
p e iamen e de inido. Consul ando a e e ida abela cons a a-se que o alo do Qui-
quad ado limi e é 5,991.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Sabendo que o nosso Qui-Quad ado limi e é 5,991, e i icamos que o Qui-Quad ado
calculado é in e io . Ou seja, na igu a acima cons a ámos que o alo do Qui-Quad ado,
não se encon a na á ea de ejeição da hipó ese nula (3,111 < 5,991). E po isso
concluímos que não se ejei a a hipó ese nula: A dis ibuição dos salá ios é igual,
independen emen e do géne o.
Figu a 9: Função Dis ibuição Qui-quad ado

90
De o ma a complemen a a análise dos esul ados an e io , podemos a e igua se a
signi icância assin ó ica é in e i ou supe io ao ní el de signi icância. No caso do es udo
ealizado é supe io (0,211 > 0,05), pelo que, nes as ci cuns âncias não se ejei a a
hipó ese nula.
Nes e sen ido Edgewo h (1922), ques iona: “De em os homens e as mulhe es ecebe
uma emune ação igual exe cendo as mesmas unções numa emp esa?”, na qual conclui
que a pala a igual não é susce í el de in e p e ação e de quan i icação, is o é, os géne os
masculino e eminino de em se emune ados da mesmo o ma, independen emen e do
uso dis in o das suas capacidades.
Gipson, P a , Mendelsohn, Ca enacci e Bu ke (2017) conside am que o ní el de
emune ação iguali á io é um a o de e minan e pa a o desen ol imen o da ca ei a das
mulhe es, no sen ido, em que ap esen a e ei os posi i os na e enção e sa is ação com o
abalho.
No en an o, segundo o PORDATA (2020), a ní el nacional, os homens ganham em
média mais 26% em elação às mulhe es conside ando que ambos são ges o es de opo.
E se obse a mos a abela 7 do p esen e abalho, pe cebemos que de uma o ma ge al as
desigualdades sala ias en e mulhe es e homens baixa am nos anos em ques ão (1985 e
2018), con udo nos quad os supe io es es a endência não se e i ica, endo-se egis ado
um aumen o conside á el.
91
Capí ulo VIII – P incipais Conclusões do T abalho Empí ico
No p esen e capí ulo, se ão ap esen adas as p incipais conclusões do abalho
empí ico, endo po base os dados ob idos a a és dos dois ques ioná ios e e uados, a
consequen e análise es a ís ica dos mesmos em conjun o e a e isão de li e a u a ela i a
aos emas em análise.
Rela i amen e à p imei a ques ão de in es igação segundo o ques ioná io di igido aos
indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais, e i icou-se uma associação
en e o ac o de os c i é ios u ilizados pelos ecu sos humanos numa o ganização se em
disc imina ó ios em elação às mulhe es e o ac o de exis i , na mesma o ganização, uma
p edominância do géne o masculino nos ca gos de ges ão de opo. Sendo a p imei a e apa
do ing esso no me cado de abalho, o ec u amen o e e uado pelos ecu sos humanos,
pode á acon ece que es es cons uam pe ceções es e eo ipadas de lide ança que aça com
que a aliem as compe ências emininas de uma o ma pouco a o á el em elação às
compe ências do géne o eminino. (Bosak & Sczesny, 2011)
A a és dos dados ecolhidos pelo ques ioná io di igido aos indi íduos que exe cem
unções de ges ão de opo é possí el dep eende que exis e uma elação en e o ní el
académico “Mes ado” e a exis ência de disc iminação às mulhe es na o ganização, is o
é, apesa de as mulhe es de e em ní eis de habili ação académica mais ele ados do que
os homens, exis e um sen imen o de des alo ização desse ac o po pa e do géne o
eminino, sendo que isso se e le e nas espos as à ques ão “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es?”.
No que espei a à segunda ques ão de in es igação a e iguou-se a possí el exis ência
de uma co elação en e a zona geog á ica do inqui ido e a exis ência de disc iminação
de géne o. Os esul ados ob idos indicam que as duas a iá eis não são elacioná eis de
uma o ma linea , ou seja, não é possí el e idencia que a zona geog á ica onde o
inqui ido i e de e mina a exis ência de expe iências de disc iminação de géne o no seu
local de abalho. Es as conclusões aplicam-se an o ao ques ioná io di ecionado aos
indi íduos que exe cem unções labo ais como aos indi íduos que ocupam ca gos de
ges ão de opo.
Em elação à e cei a ques ão de in es igação podemos cons a a que no ques ioná io
di ecionado a odos os indi íduos que exe cem a i idades labo ais, as emp esas em que
es ão inse idos não dispõem como p io idade a implemen ação de medidas que pe mi am,
92
que iden i ica p oblemas exis en es na o ganização em elação à disc iminação de
géne o, que esol e os mesmos. No mesmo sen ido, dep eendemos que as o ganizações
em ques ão não incen i am a pa icipação dos colabo ado es, nomeadamen e a a és de
suges ões de melho ia de aspe os elacionados com disc epâncias en e géne o, le ando
ao possí el ag a amen o des as si uações. No en an o, mui os au o es conside am que
uma das o mas mais e icazes de colma a alhas o ganizacionais é a exis ência de uma
ges ão que pe mi a a pa icipação a i a dos colabo ado es. (Bu ke & Da idson, 2011)
Po ou o lado, no ques ioná io di ecionado aos ges o es podemos e i ica que as
mulhe es sen em necessidade de uma mudança de men alidade que e adique os
di e en es es e eó ipos en aizados na sociedade, conseguindo c ia condições pa a que
ambos os géne os consigam ascende hie a quicamen e sem p econcei os.
Segundo o que é possí el ecolhe da análise ealizada às ques ões que apelam à
opinião pessoal dos inqui idos ace ca das compe ências emininas, egis a-se de um modo
ge al, em ambos os ques ioná ios que a g ande maio ia dos inqui idos conside a que as
mulhe es são igualmen e capazes de exe ce as mesmas unções que os homens, pois
de êm pe il e ca a e ís icas de líde , sendo capazes de a ingi as mesmas me as
emp esa ias que o géne o masculino.
A ní el das possí eis disc epâncias sala ias en e géne o, concluímos que a
dis ibuição dos salá ios é igual independen emen e do géne o segundo a amos a
co esponden e aos indi íduos que exe cem unções de líde .
No en an o, segundo os dados disponí eis na pla a o ma PORDATA ( abela 7), o
géne o eminino au e e em e mos médios menos 26% do que o géne o eminino nos
ca gos de ges ão de opo em Po ugal. No que conce ne à e olução das desigualdades
sala ias ao longo dos úl imos 33 anos (1985-2018), dep eendemos que hou e uma
diminuição em odos ní eis de quali icação, com exceção dos quad os supe io em que
se egis a um aumen o.
Pos o is o, a abela 39 ap esen a um quad o esumo ques ões de in es igação e as
espe i as ques ões u ilizadas em cada um dos ques ioná ios pa a da espos a às mesmas.
93
Tabela 39: Quad o Resumo das Ques ões de In es igação Vs. Va iá eis
Fon e: Au o ia P óp ia
Nume ação
Va iá el
Pe gun as Respe i as
I
Qual a
co elação en e
a ges ão de opo
e a
disc iminação
de géne o?
Ques ioná io di ecionado pa a odos os
indi íduos que exe cem ou já exe ce am
a i idades labo ais
Ques ioná io di ecionado a indi íduos
que ocupam ca gos de ges ão de opo
“Qual o seu géne o?”
“Habili ações académicas?”
“Qual é a sua idade?”
“A emp esa em que es á (es e e) inse ido/a
em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?”
“Qual o seu ca go na emp esa?”
“Os c i é ios e p ocedimen os de
ec u amen o e seleção dos ecu sos
humanos, pa a os á ios ní eis hie á quicos
da sua emp esa, êm p esen e o p incípio de
igualdade de géne o?”
“Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?”
II
Exis e
co elação en e
a zona
geog á ica e a
disc iminação
de géne o?
“Zona onde i e?”
“A emp esa em que es á inse ido(a) em
mais mulhe es a ocupa ca gos de ges ão de
opo do que homens?”
//
“Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde
hou esse disc iminação em elação às
mulhe es?”
“Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?”
III
A men alidade
a ualmen e
exis en e
p omo e a
igualdade de
géne o em
con ex o
labo al?
“Qual o seu géne o?”
“A sua emp esa (a ual ou passada)
es abelece medidas que enco ajam a
pa icipação equilib ada dos homens e das
mulhe es no abalho?
“Se é mulhe , quais os incen i os de
opo unidades de acesso nos ca gos de
ges ão de opo que a sociedade de e
incu i nos seus cidadãos?”
“A emp esa possui no mas que ga an am o
espei o pela dignidade de mulhe es e
homens no local de abalho? “
“Na sua opinião o géne o eminino e o
géne o masculino de em e as mesmas
opo unidades de en ada nos ca gos de
ges ão de opo?”
“As pessoas que abalham na En idade são
incen i adas a ap esen a suges ões que
con ibuam pa a a igualdade en e mulhe es
e homens?”
“Conside a que as mulhe es es ão ap as a
desempenha as mesmas unções de ges ão
que os homens?”
“Conside a a igualdade en e mulhe es e
homens uma p io idade pa a o
desen ol imen o o ganizacional?”
“Como classi ica a ade ências das
mulhe es à ges ão de opo?”
“Na sua opinião, as mulhe es são
igualmen e capazes em elação aos homens,
de ocupa ca gos de ges ão de opo?”
“Se osse p op ie á io/a de uma emp esa,
con ia ia a ges ão da mesma a uma
mulhe ?”
IV
As mulhe es
so e ão
desigualdades
sala iais na
ges ão de opo?
//
“Qual o seu géne o?”
“Qual a emune ação mensal líquida?”
100
Conselho da União Eu opeia. (2018). Conclusões do Conselho sob e a execução do
Plano de Ação II da UE em ma é ia de Igualdade de Géne o. B uxelas, pp. 2-8. Acedido
em 17 de Fe e ei o de 2020. Disponí el em:
h p://da a.consilium.eu opa.eu/doc/documen /ST-14551-2018-INIT/p /pd
Cook, A., & Glass, C. (2011). “Leade ship change and sha eholde alue: how ma ke s
eac o he appoin men s o women.” Human Resou ce Managemen , 50 (4), pp. 501-
519. Acedido em 06 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://onlinelib a y.wiley.com/doi/abs/10.1002/h m.20438
Co eia, A. (2017). Pe ceções da Mulhe no Me cado de T abalho Po uguês. Igualdade
Labo al: U opia ou Realidade?. (Disse ação de Mes ado, Faculdade de Economia da
Uni e sidade do Po o). Acedido em 20 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps:// eposi o io-abe o.up.p /bi s eam/10216/107535/2/215222.pd
Co ell, S. (2004). “Cons ain s in o p e e ences: Gende , s a us, and eme ging ca ee
aspi a ions”. Ame ican sociological e iew, 69(1), pp. 93-113. Acedido em 06 de Janei o
de 2020. Disponí el em:
h ps://sociology.s an o d.edu/si es/g/ iles/sbiybj9501/ /publica ions/cons ain s_in o_p
e e ences-_gende _s a us_and_eme ging_ca ee _aspi a ions.pd
Da idson, M., & Bu ke, R. (2011). Women in Managemen Wo ldwide: P og ess and
P ospec s. Gowe Publishing, 2ª Edição, pp. 1-19. Acedido em 23 de Ou ub o de 2019.
Disponí el em:
h p://ci esee x.is .psu.edu/ iewdoc/download?doi=10.1.1.461.3811& ep= ep1& ype=p
d
Delgado, N. (2011). Desa ios da Ges ão e Lide ança Feminina em Cabo Ve de: Como
Exe ce a Lide ança em Espaços de Iden idade Masculina. (Disse ação de Mes ado,
Ins i u o Uni e si á io de Lisboa). Acedido em 08 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps:// eposi o io.isc e-iul.p /handle/10071/3388
De ks, B., Van Laa , C., & Elleme s, N. (2016). “The queen bee phenomenon: Why
women leade s dis ance hemsel es om junio women.” The Leade ship Qua e ly,
27(3), pp. 456-469. Acedido em 06 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1048984315001551

101
Dezső, C., Ross, D., & U ibe, J. (2016). Is he e an implici quo a on women in op
managemen ? A la ge
-
sample s a is ical analysis. S a egic Managemen Jou nal, 37(1),
pp. 98-115. Acedido em 29 de Dezemb o de 2019. Disponí el em:
h ps://onlinelib a y.wiley.com/doi/abs/10.1002/smj.2461
Dimo ski, V., Ske la aj, M., & Man, M. (2010). Compa a i e Analysis O Mid-Le el
Women Manage s' Pe cep ion O The Exis ence O ' Glass Ceiling'In Singapo ean And
Malaysian O ganiza ions. The In e na ional Business & Economics Resea ch Jou nal,
9(8), pp. 61. Acedido em 06 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://clu ejou nals.com/index.php/IBER/a icle/ iew/613
Dua e, A., Oli ei a, T. & Gomes, J. (2009).” Impe ium emininis… Uma lide ança de
sucesso escondido.” Re is a Po uguesa e B asilei a de Ges ão, 8(3), pp. 12-24. Acedido
em 06 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h p://www.scielo.mec.p /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S1645-
44642009000300002
Dueh , E., & Bono, J. (2006). Men, Women, and Manage s: A e S e eo ypes Finally
Changing?. Pe sonnel Psychology, 59(4), pp. 815-846. Acedido em 25 de Ou ub o de
2019. Disponí el em: h ps://onlinelib a y.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1744-
6570.2006.00055.x
Edgewo h, F. (1922). Equal Pay o Men and Women o Equal Wo k. The Economic
Jou nal, Vol. 32 (128), pp. 431-457. Acedido em 21 de Ou ub o de 2019. doi:
10.2307/2223426.
Elleme s, N., Rink, F., De ks, B., & Ryan, M. (2012). Women in High Places: When and
Why P omo ing Women in o Top Posi ions Can Ha m Them Indi idually o as a G oup
(and how o p e en his). Resea ch in O ganiza ional Beha io , 32, pp. 163-187. Acedido
em 25 de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0191308512000044
E ans, P. (2014). Aspi ing o Leade ship... A Woman’s Wo ld?. P ocedia-Social and
Beha io al Sciences, 148, pp. 543-550. Acedido em 12 de Se emb o de 2019. Disponí el
em: h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1877042814039810
102
Fiedle , F. (1967). A heo y o leade ship e ec i eness. New Yo k: McG aw-Hill.
Acedido em 06 de Janei o de 2020.
Fonseca, L. (2017). Disc iminação Sala ial de Géne o No Me cado de T abalho
Po uguês. (Disse ação de Mes ado, Faculdade de Economia da Uni e sidade do Po o)
Acedido em 05 de Fe e ei o de 2020. Disponí el em: h ps:// eposi o io-
abe o.up.p /bi s eam/10216/111089/2/224821.pd
Fu ado, I. (2013). Géne o e P o issões: Uma Análise Empí ica pa a Po ugal.
(Disse ação de Mes ado, Uni e sidade dos Aço es). Acedido em 21 de Ab il de 2019.
Disponí el em:
h ps:// eposi o io.uac.p /bi s eam/10400.3/2861/3/Disse Mes adoIsabelC is inaSan o
sFu ado2014VF.pd
Gipson, A., P a , D., Mendelsohn, D., Ca enacci, L., & Bu ke, W. (2017). Women and
leade ship: Selec ion, De elopmen , Leade ship S yle, and Pe o mance. Jou nal o
Applied Beha io al Science, 53(1), pp. 32-65. Acedido em 11 de Janei o de 2020. doi:
10.1177/0021886316687247.
Goleman, D., Boya zis, R. & Mckee, A. (2002). Os No os Líde es – A In eligência
Emocional nas O ganizações. (1ª Edição). Lisboa: G adi a. Acedido em 10 de Janei o
de 2020.
Gomes, A. F. (2009). O Pe il Emp eendedo de Mulhe es que Conduzem seu P óp io
Negócio: um es udo na cidade de Vi ó ia da Conquis a - BA. Re is a Alcance, 11(2), pp.
207-226. Acedido em 02 de Janei o de 2020. Disponí el em: h p://www.adm.u ba.b /p -
b /publicacao/pe il-emp eendedo -mulhe es-que-conduzem-seu-p op io-negocio-
es udo-cidade- i o ia
Gomes, J., Rego, A., Cunha, M., Cunha, R., Ca doso, C. & Ma ques, C. (2008). Manual
de Ges ão de Pessoas e Capi al Humano. Lisboa: Edições Sílabo. Acedido em 09 de
Janei o de 2020.
103
Gonçal es, M. (2011). A A iculação T abalho-Família Vi enciada po Ges o as
Po uguesas: Uma Fon e de S esse ocupacional? (Disse ação de mes ado, Faculdade
de Psicologia e de Ciências da Educação, Uni e sidade do Po o). Acedido em 16 de
Janei o de 2020. Disponí el em: h ps:// eposi o io-
abe o.up.p /bi s eam/10216/57448/2/29548.pd
G ege son, H., Mo ison, A. & Black, J. (1998). De eloping Lea de s o he Global
F on ie . Sloan Managemen Re iew, 40, pp. 21-32. Acedido em 10 de Janei o de 2020.
Disponí el em:
h ps://go.galeg oup.com/ps/i.do?id=GALE%7CA21276831&sid=googleSchola & =2.
1&i = &linkaccess=abs&issn=0019848X&p=AONE&sw=w
Ha eman, H., & Be es o d, L. (2011). I you w e So Sma , Why A en w You he Boss?
Explaining he Pe sis en Ve ical Gende Gap in Managemen . The ANNALS o he
Ame ican Academy o Poli ical and Social Science, 639 (1), pp. 114- 130. Acedido em
23 de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h ps://eschola ship.o g/con en /q 1x 2 797/q 1x 2 797.pd
Hakim, C. (2001). Wo k-Li es yle Choices in he 21s Cen u y: P e e ende Theo y. USA:
Ox o d Uni e si y P ess. Acedido em 08 de Janei o de 2020.
Heilman, M. (2012). Gende s e eo ypes and wo kplace bias. Resea ch in O ganiza ional
Beha io , 32, pp. 113-135. Acedido em 7 de Se emb o de 2019.
doi:10.1016/j. iob.2012.11.003.
Hende son, P., Fe ei a, M., & Du a, J. (2016). As Ba ei as pa a a Ascensão da Mulhe
a Posições Hie a quicas: um Es udo sob a Óp ica da Ges ão da Di e sidade no B asil.
Re is a Da Adminis ação UFSM, 9(3), pp. 489–505. Acedido em 08 de Janei o de 2020.
Disponí el em: h ps://www. edalyc.o g/pd /2734/273447625009.pd
Hopkins, M., O’Neil, D., Passa elli, A., & Bilimo ia, D. (2008). Women’s Leade ship
De elopmen S a egic P ac ices o Women and O ganiza ions. Consul ing Psychology
Jou nal: P ac ice and Resea ch, 60(4), 348-365. Acedido em 16 de Janei o de 2020. doi:
10.1037/a001409.
104
Ilha co, F., & Lou enço, L. (2009). Lide ança: As Lições de Mou inho, s.l., Booknomics
In o ma D&B, 2012. Es udo sob e o Pe il da P esença Feminina no Tecido Emp esa ial
Po uguês. Acedido em 12 de Janei o de 2020.
Kaise , C., & Spalding, K. (2015). Do women who succeed in male
-
domina ed domains
help o he women? The mode a ing ole o gende iden i ica ion. Eu opean Jou nal o
Social Psychology, 45(5), pp. 599-608. Acedido em 06 de Janei o de 2020. Disponí el
em:
h ps://dep s.washing on.edu/silab/Documen s/Kaise Spalding2015DoWomenWhoSucc
eed.pd
Kapasi, I., Sang, K. C., & Si ko, R. (2016). Gende , Au hen ic Leade ship and Iden i y:
Analysis o Women Leade s’ Au obiog aphies. Gende In Managemen , 31(5/6), pp. 339-
358. Acedido em 06 de Janei o de 2020.doi:10.1108/GM-06-2015-0058.
Knudsen, K. (2009). S iking a Di e en Balance Wo k amily Con lic o Female and
Male Manage s in a Scandina ian Con ex . Gende in Managemen : An In e na ional
Jou nal, 24(4), pp. 252-269. Acedido em 06 de Janei o de 2020. doi:
10.1108/17542410910961541.
Lau eano, R., & Bo elho, M. (2017). IBM, SPSS S a is ics – O Meu Manual de Consul a
Rápida. [PDF] (3ª Edição). Lisboa: Edições Sílabo. Acedido em 5 de Janei o de 2020.
Disponí el em: h ps://s a ic. nac-s a ic.com/mul imedia/PT/pd /9789726188865.pd []
Le in, J., Fox, J. & Da id, R. (2012). Es a ís ica pa a Ciências Humanas. (11º Edição).
São Paulo: Pea son Educa ion do B asil.
Lima, R. (2011). Ges ão Es a égica de Pessoas – Uma Fe amen a Pode osa. Anais do
VIII Simpósio de Excelência em Ges ão e Tecnologia, Resende, RJ, B asil. Acedido em
02 de Janei o de 2020.
Lis e , R. (2003). Cidadania, um desa io e uma opo unidade pa a as eminis as. Ex
aequo, 7, pp. 165-178. Acedido em 20 de Se emb o de 2019. h ps://exaequo.apem-
es udos.o g/a igo/cidadania-um-desa io-e-uma-opo unidade-pa a-as- eminis as
105
Lopes, D., & B andão, C. (2017). Lide ança no Feminino: Um Es udo com Recu so a
His ó ias de Vida. A as Cong esso Ibe o-Ame icano em In es igação Quali a i a.
Salamanca, Espanha. 6. Acedido em 16 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://p oceedings.ciaiq.o g/index.php/ciaiq2017/a icle/ iew/1167
Lou ei o, P., & Ca doso, C. (2008). O géne o e os es e eó ipos na ges ão. Tékhne-Re is a
de Es udos Poli écnicos, 10, pp. 221-238. Acedido em 25 de Ou ub o de 2019. Disponí el
em:
h ps://pd s.seman icschola .o g/d8bb/251c629177a5e6beb2006e0ad7e80bc159bc.pd
Ma celino, M. (2013). A In luência da cul u a e do Julgamen o P o issional Sob e a
Con abilidade: Uma Análise Sob o Pon o de Vis a dos P epa ado es da In o mação Em
Po ugal. (Disse ação de Mes ado, Ins i u o Supe io de Con abilidade e Adminis ação
de Lisboa). Acedido em 20 de Ab il de 2020. Disponí el em:
h ps:// eposi o io.ipl.p /handle/10400.21/3708
Ma ques, A., & Mo ei a, R. (2011). T ansição pa a o me cado de abalho:
emp eendedo ismo numa pe spe i a de géne o. XIV Encon o Nacional de Sociologia
Indus ial, das O ganizações e do T abalho. Emp ego e coe ção social: da C ise de
egulação à hegemonia da globalização. Lisboa, 26 e 27 de Maio de 2011. Acedido em
23 de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h ps:// eposi o ium.sdum.uminho.p /bi s eam/1822/17766/1/T ansi%C3%A7%C3%A
3o%20pa a%20o%20me cado%20de%20 abalho.pd
Ma ques, I. (2018). A Mulhe nas Ca ei as de Topo. (Disse ação de Mes ado,
Uni e sidade Au ónoma de Lisboa). Acedido em 8 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h p:// eposi o io.ual.p /bi s eam/11144/3868/1/Disse ação.pd
Ma ques, T., & Fe ei a, C. (2015). Mulhe es na Ges ão de Topo: A P oblemá ica do
Gap de Géne o e Sala ial. Re is a Ibe o-Ame icana de Es a égia, 14(1), pp. 43. Acedido
em 25 de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h ps://www. edalyc.o g/pd /3312/331238457004.pd
Ma os, A. (2010). A Ocupação Feminina no Me cado de T abalho: Desa ios pa a a
Ges ão Con empo ânea das O ganizações. Ges ão Con empo ânea, 6(6), pp. 23-43.
Acedido em 9 de Se emb o de 2019.

106
McKinsey & Company. (2007). Women Ma e : Gende di e si y a co po a e
pe o mance d i e . Acedido em 03 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://www.academia.edu/28450544/Women_Ma e _Gende _di e si y_a_co po a e_p
e o mance_d i e
Mi anda, P. (2008). A cons ução social das iden idades de géne o nas c ianças: um
es udo in ensi o em Viseu. A as da VI Con e ência Po uguesa de Sociologia. Associação
Po uguesa de Sociologia, Lisboa, de 25 a 28 de Junho de 2008, 136, pp. 1-12. Acedido
em 9 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h p://his o ico.aps.p / icong esso/pd s/136.pd
Molle , M., & Gomes, J. (2010). Quid Vinci : O Impac o da Lide ança Feminina na
Implicação O ganizacional. Análise Psicológica, 28(4), pp. 683-697. Acedido em 15 de
Janei o de 2020. Disponí el em:
h p://www.scielo.mec.p /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0870-
82312010000400010
Mo e ão, A. (2017). A Posição da Mulhe no I ão An es e Depois da Re olução I aniana
em Compa ação com a Tu quia. Seminá io In e nacional Fazendo Géne o 11 & 13 h.
Women’s Wo lds Cong ess, Flo ianópolis. Acedido em 18 de Se emb o de 2019.
Disponí el em: h p://www.wwc2017.e en os.dype.com.b /
Noland, M., Mo an, T. & Ko schwa , B. (2016). Is Gende Di e si y P o i able?
E idence om a Global Su ey. Pe e son Ins i u e o In e na ional Economics, Vol. 16
(3). Acedido em 05 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://pape s.ss n.com/sol3/pape s.c m?abs ac _id=2729348
Pac o Eu opeu pa a a Igualdade en e Homens e Mulhe es, (2011-2020). In o mações das
Ins i uições, Ó gãos e O ganismos da União Eu opeia. Jo nal O icial da União Eu opeia.
Acedido em 29 de Ou ub o de 2019. Disponí el em: h ps://eu -lex.eu opa.eu/legal-
con en /PT/TXT/PDF/?u i=CELEX:52011XG0525(01)& om=PT
107
Pe ei a, M. (2015). Figh ing he Ghos : O Feminismo e as Lu as das Mulhe es.
(Disse ação de Mes ado, Uni e sidade do Minho). Acedido em 25 de Ab il de 2019.
Disponí el em:
h ps:// eposi o ium.sdum.uminho.p /bi s eam/1822/46290/1/Figh ing%20 he%20ghos
s.pd
Pe is a, H., & Lopes, M (1999). A Licença de Pa e nidade: Um Di ei o No o pa a a
P omoção da Igualdade. Lisboa: CIDES – Depa amen o de Es udos, P ospe i as e
Planeamen o. Acedido em 23 de Ou ub o de 2019.
Pina e Cunha, M., Cunha, R., Rego, A. & Ca doso, C. (2007). Manual de Compo amen o
O ganizacional e Ges ão. (8ª Edição). Lisboa: Edi o a RH. Acedido em 08 de Janei o de
2020
Qualman, E. (2010). Socialnomics. (1ª Edição). Lisboa: Edi o ial P esença. pp. 110-221.
ISBN: 9789722343794. Acedido em 10 de Janei o de 2020.
Rebelo, D. (2011). As Conquis as Democ á icas da Mulhe Po uguesa. Associação 25
de Ab il. Acedido em 12 de Se emb o de 2019. Disponí el em: h ps://a25ab il.p /wp-
con en /uploads/2019/01/00.07-Dulce-Rebelo.pd
Schulz, D., & Enslin, C. (2014). The Female Execu i e’s Pe spec i e on Ca ee Planning
and Ad ancemen in O ganiza ions. SAGE Open, 4 (4), pp. 1-9. Acedido em 07 de
Janei o de 2020. doi:10.1177/2158244014558040.
Sil a, M. (2014). Mulhe e Pode : Pe cepções de Líde es Femininas nas O ganizações.
(T abalho de conclusão de cu so, Faculdade de A qui e u a, A es e Comunicação,
Uni e sidade Es adual Paulis a “Júlio de Mesqui a Filho”, Bau u, SP, B asil). Acedido
em 03 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps:// eposi o io.unesp.b /handle/11449/121244
S el e , N. (2002). Gende di e ences in leade ship: cu en social issues and u u e
o ganiza ional implica ions. The Jou nal o Leade ship S udies, 8(4), pp. 88–99. Acedido
em 08 de Janei o de 2020. Disponí el em:
h ps://jou nals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/107179190200800408
108
S ogdill, R. (1974). Handbook o Leade ship: A su ey o he li e a u e. New Yo k: F ee
P ess. Acedido em 10 de Janei o de 2020.
Tabachnick, B., & Fidell, L. (2013). Using Mul i a ia e S a is ics (6ª ed.). Cali o nia S a e
Uni e si y: No h idge.
Ta ei a, M. (2018). A Lide ança Feminina em Po ugal: um Es udo Quali a i o.
(Disse ação de Mes ado, Ins i u o Supe io de Con abilidade e Adminis ação do Po o).
Acedido em 12 de Ab il de 2019. Acedido em 23 de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h p:// ecipp.ipp.p /bi s eam/10400.22/12561/1/ma a_ a ei a_MGDRH_2018.pd
Teixei a, S. (2013). Ges ão das O ganizações (3a Edição). Lisboa: Escola Edi o a.
ISBN: 9789725924075. Acedido em 08 de Janei o de 2020.
Up on, G., & Cook, I. (2002). A Dic iona y o S a is ics. Ox o d (NY): Ox o d Uni e si y
P ess. Acedido em 08 de Janei o de 2020. doi: 10.1093/ac e /9780199541454.001.0001
Wolls onec a , M. (1790). AVindica ion o he Righ s oh Woman and A Vindica ion o
he Righ s o Men. Ox o d: Ox o d Uni e si y P ess. Acedido em 08 de Janei o de 2020.
III Plano Nacional Pa a a Igualdade. (2007-2010). Cidadania e Géne o. Acedido em 23
de Ou ub o de 2019. Disponí el em:
h ps://www.een-
po ugal.p /in o/RSO/Documen s/III%20Plano%20Nac%20Igualdade_2007-2010.pd
109
Webg a ia
Ashmo e, D & Del Boca, K. (1981). Concep ual App oaches o S e eo ypes and
S e eo yping. In D. L. Hamil on (Ed.), Cogni i e P ocesses in S e eo yping and
In e g oup Beha io . Hillsdale, NJ: Law ence E lbaum Associa es, Pub. Acedido em 18
de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h ps://books.google.com.b /books?hl=p -
PT&l =&id=wM9WCgAAQBAJ&oi= nd&pg=PA1&dq=Ashmo e,+D+%26+Del+Boc
a,+K.+(1981).+Concep ual+App oaches+ o+S e eo ypes+and+S e eo yping.+In+D.+L.
+Hamil on+(Ed.),+Cogni i e+P ocesses+in+S e eo yping+and+In e g oup+Beha io .+
Hillsdale,+NJ:+Law ence+E lbaum+Associa es,+Pub.+Acedido+em+18+de+Se emb o
+de+201&o s=x7KaEgL T &sig=S j0zlSA0L R dV7skgBHXwH9OQ# =onepage&q
& = alse
Comissão pa a a Igualdade no T abalho e no Emp ego em Po ugal, (2020). Di ei o à
Igualdade e Não Disc iminação. . Acedido em 28 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h p://ci e.go .p /p /aci e/di de ab002.h ml
Eu os a . (2017). Only 1 Manage Ou o 3 in he EU is a Woman… Ea ning on A e age
Almos a Qua e Less Than Man. Acedido em 30 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h ps://ec.eu opa.eu/eu os a /documen s/2995521/7896990/3-06032017-AP-
EN.pd /ba0b2ea3- 9ee-4561-8bb8-e6c803c24081
IBM. (2020). Vi ginia M. Rome y: Chai man, P esiden an Chie Execu i e O ice ,
IBM. ”. Acedido em 28 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h ps://www.ibm.com/ibm/ginni/
Ins i u o Nacional de Es a ís ica. (2020). Employed Popula ion Aged Be ween 20 and 64
Yea s Old in Po ugal. Acedido em 25 de Ab il de 2020. Disponí el em:
h ps://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicado es&indOco Cod=00
09081&con ex o=bd&selTab= ab2& bclid=IwAR0ya EYHszY0Q3m6x51dLaAzcN0X
k 0Bw-MXKXysuWau56c0z0l-OO5Tn8
Jo nal Negócios. (2020). Paula Amo im: “Viemos pa a ica e lança as bases pa a mais
150 anos”. Acedido em 28 de Se emb o de 2019. Disponí el em:
h ps://www.jo naldenegocios.p /emp esas/de alhe/paula-amo im- iemos-pa a- ica -e-
lanca -as-bases-pa a-mais-150-anos
116

117
118
119
120
Anexo 3 - Ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo
• Géne o e P o issões: Disc iminação Sala ial e Disc epâncias nos ca gos de Topo
da Ges ão
121

122
123
124
125