Géne o e P o issões: Disc iminação
Sala ial e Disc epâncias nos Ca gos de
Ges ão de Topo
-Es udo de Caso-
___________________________________
Ana Ma isa Soa es dos San os
Disse ação ap esen ada ao Ins i u o Supe io de En e Dou o e Vouga pa a
a ob enção do G au de Mes e em Ges ão de Emp esas
O ien ado : P o esso a An onie a Lima
Junho, 2020
i
Resumo
O concei o “disc iminação” é u ilizado em di e sas ci cuns âncias. Nes e es udo se á
abo dado a disc iminação de géne o no me cado de abalho, mais conc e amen e nos
ca gos de ges ão de opo. Pa a Becke (1957) a disc iminação no abalho exis e po que
os di e en es agen es do me cado, sejam as en idades emp egado as, os espe i os
colabo ado es ou a é mesmo os clien es possuem de e minadas p e e ências que os azem
op a po um de e minado g upo social. A dimensão géne o aca e a um de e minado
p econcei o, em ca gos es e eo ipados como masculinos, limi ando mui as ezes o
ing esso das mulhe es nos mesmos.
Assim sendo, o p esen e es udo em como obje i o pe cebe a dimensão des as
di iculdades e qual o impac o das mulhe es nes e se o , concluindo se exis em ou não,
desigualdades de géne o.
Pa a al, op ou-se po uma me odologia quan i a i a, eco endo a inqué i os
e e uados online. O a amen o dos dados oi o ien ando po uma análise es a ís ica,
selecionando 4 ques ões de in es igação: (i) Disc iminação de géne o na ges ão de opo,
(ii) Zona geog á ica e a disc iminação de géne o, (ii) Men alidade exis en e em elação à
disc iminação de géne o e (i ) Disc epâncias sala iais na ges ão de opo.
No que conce ne aos esul ados ob idos, es es pe mi em e i ica que os salá ios não
são dependen es do géne o e que o p incipal mo i o apon ado pa a a pouca in e enção
das mulhe es nes a p o issão é a escassez de incen i os e medidas que pe mi a a p esença
mais a i a das mesmas.
Pala as-Cha e: Disc iminação; Géne o; P econcei o; Salá ios; Escassez de Incen i os.
ii
Abs ac
The concep o "disc imina ion" is used in a huge a ie y o ci cums ances. In his
s udy, gende disc imina ion in he job ma ke will be add essed, mo e speci ically in he
op managemen posi ions. Fo Becke (1957), disc imina ion a wo k exis s because
di e en ma ke agen s, such as employing en i ies, employees o e en cus ome s can
ha e ce ain p e e ences ha o ce hem o op be ween se e al social g oups. The gende
dimension causes a ce ain p ejudice, in posi ions s e eo yped as masculine, o en limi ing
he en y o women in hem.
The e o e, he p esen s udy aims o unde s and he dimensions o hese di icul ies
and he impac o women in his sec o , concluding abou he exis ence o gende
inequali ies.
Fo his, a quan i a i e me hodology was applied, using su eys conduc ed online.
The ea men o he da a was guided by a s a is ical analysis, in ol ing 4 esea ch
ques ions: (i) Gende disc imina ion in op managemen , (ii) Geog aphic zone and gende
disc imina ion, (ii) Exis ing men ali y ega ding gende disc imina ion and (i ) Sala y
disc epancies in op managemen .
Rega ding he ob ained esul s, hese can be e i ied ha he sala ies a e no
dependen on gende and he main eason gi en o a dec ease o women in his p o ession
is he lack o incen i es and measu es ha allow hei mo e ac i e p esence.
Key wo ds: Disc imina ion; Gende ; P ejudice; Sala ies; Lack o incen i es.
iii
Dedica ó ia
Não há um único dia da minha ida que não ag adeça udo o que ize am e azem po
mim.
Não há conquis as na minha ida que não lhes dedique.
Não há amo igual ao que sin o pelos meus pais.
A eles es ou p o undamen e ag adecida, pelo que são, pelos alo es que me passa am,
pelo amo e ca inho com que me c ia am.
Ob igada pelo es o ço que ize am ao longo da ida pa a c ia dois ilhos, ob igada po
e em ei o de mim a pessoa que sou hoje espe o um dia pode e ibui udo isso e mui o
mais.
Aos meus pais dedico o p esen e abalho.
Espe o que iquem o gulhosos da mulhe em que me ans o ma am.
i
Ag adecimen os
Num abalho des e âmbi o, con a-se, ine i a elmen e, com o apoio de di e sas pessoas.
Nes e sen ido, gos a ia de exp essa um since o ag adecimen o aqueles que o na am
possí el a sua ealização:
Ag adeço a odos que me apoia am, an o na execução des e abalho, como ambém aos
que me acompanha am ao longo do meu pe cu so académico.
Ag adeço ao meu namo ado, José San os, pela comp eensão e especial con ibuição da
sua p esença ao longo de odo es e p ocesso. Um g ande ob igado pela pessoa que és e
que me azes se .
Ag adeço à minha o ien ado a, D . An onie a Lima, pela sua colabo ação, pelo seu apoio,
pela sua expe iência e pela sua amizade que gua da ei pa a semp e.
Ag adeço aos meus pais, José Oli ei a e Olga Pe ei a, que es i e am e es ão semp e
p esen es ao longo da minha ida incen i ando-me semp e a aze melho . Ob igada po
udo...
Ag adeço ao meu i mão, Leand o San os, pela amizade e apoio cons an e na supe ação
de odos os obs áculos que en en ei ao longo da minha ida.
Po im, ag adeço aos meus a ós ma e nos, An ónio Pe ei a e Ana Albe ga ia e aos meus
a ós pa e nos José Oli ei a e Ma ia dos San os, que mesmo não es ando p esen es
isicamen e, a alma deles pe du a no meu co ação. Almas boas que eu amei em ida e
con inua ei a ama em espí i o.
Lis a de Ab e ia u as
CEO – Chie Execu i e O ice
COM – Comissão Eu opeia
COO – Chie Ope a ing O ice
IBM – In e na ional Business Machines
MRLM – Modelo de Reg essão Linea Múl ipla
ONU – O ganização das Nações Unidas
SAS – Special Ai Se ice
SPSS - S a is ical Package o he Social Sciences
STATA – So wa e o S a is ics and Da a Science
i
Índice
RESUMO .............................................................................................................................................. I
ABSTRACT ........................................................................................................................................... II
DEDICATÓRIA ..................................................................................................................................... III
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................................. IV
LISTA DE ABREVIATURAS ..................................................................................................................... V
ÍNDICE DE EQUAÇÕES ....................................................................................................................... VIII
ÍNDICE DE FIGURAS .......................................................................................................................... VIII
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................................. X
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................... 1
PARTE I - ENQUADRAMENTO TEÓRICO ................................................................................................. 2
CAPÍTULO I – EVOLUÇÃO DO PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE ......................................................... 4
1.1. EMANCIPAÇÃO DA MULHER ............................................................................................................. 4
1.1.1. E olução Po uguesa dos Di ei os Femininos ....................................................................... 4
1.1.2. Os Di ei os Conquis ados Mundialmen e pelas Mulhe es ................................................... 5
1.1.3. Escola idade e Fo mação das Mulhe es: Passado e P esen e .............................................. 6
1.2. (DES)IGUALDADE ENTRE GÉNERO: ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE VÁRIOS PAÍSES ............................... 8
CAPÍTULO II – PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO EM PORTUGAL E NA EUROPA
.......................................................................................................................................................... 13
2.1. A EVOLUCAÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO .............................................. 13
2.2. PRINCIPAIS MODELOS TEÓRICOS .................................................................................................... 15
2.2.1. A Teo ia Económica Neoclássica ........................................................................................ 15
2.2.2. A Teo ia das P e e ências Indi iduais ................................................................................. 16
2.2.3. A Teo ia do Capi al Humano .............................................................................................. 17
2.2.4. A Teo ia de Ca ac e ís icas de Es a u o ............................................................................. 17
2.3. O PAPEL DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO: EM PORTUGAL E NA EUROPA ................................... 18
2.4. VARIÁVEIS QUE CONDICIONAM A PARTICIPAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO ....................... 21
2.4.1. Es e eó ipos ....................................................................................................................... 22
2.4.2. Glass Ceilling ...................................................................................................................... 23
2.4.3. S icky Floo e Queen Bee .................................................................................................... 24
CAPÍTULO III – LIDERANÇA FEMININA NA GESTÃO .............................................................................. 27
3.1. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO ........................................................................................................... 27
ii
3.1.1. Rec u amen o Ex e no: O Head-Hun ing ........................................................................... 28
3.1.2. Oco ência da Disc iminação ............................................................................................. 29
3.2. O PAPEL DA MULHER VERSUS AS NOVAS PRÁTICAS DE GESTÃO ........................................................... 30
3.3. TEORIAS DE LIDERANÇA ................................................................................................................. 31
3.3.1. Teo ia do G ande Homem e Teo ia dos T aços de Pe sonalidade ..................................... 31
3.3.2. Teo ias Compo amen ais .................................................................................................. 32
3.3.3. Toei as Con ingenciais ....................................................................................................... 33
3.3.4. Teo ias Neoca ismá icas .................................................................................................... 34
3.3.5. Teo ia da In eligência Emocional ....................................................................................... 35
3.4. CONCEITO E ABORDAGENS DA LIDERANÇA ........................................................................................ 36
3.5. A LIDERANÇA FEMININA ................................................................................................................ 39
3.5.1. Desen ol imen o da Lide ança .......................................................................................... 40
3.5.2. A Ma e nidade e a Ca ei a de Líde .................................................................................. 41
3.6. A IMPORTÂNCIA DA DIVERSIDADE DE GÉNERO EM CARGOS DE LIDERANÇA .............................................. 42
CAPÍTULO IV – PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA REVISÃO DE LITERATURA ............................................... 45
PARTE II – ANÁLISE EMPÍRICA ............................................................................................................. 49
CAPÍTULO V – OBJETIVOS DE ESTUDO E QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO ............................................... 51
CAPÍTULO VI – METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO DE DADOS ............................................................ 52
6.1. METODOLOGIA UTILIZADA ............................................................................................................ 52
6.2. DEFINIÇÃO DA DIMENSÃO DAS AMOSTRAS ....................................................................................... 56
6.3. CARACTERIZAÇÃO DAS AMOSTRAS .................................................................................................. 58
CAPÍTULO VII – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ....................................................... 64
CAPÍTULO VIII – PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO TRABALHO EMPÍRICO .................................................. 91
CAPÍTULO IX – CONCLUSÕES, LIMITAÇÕES E FUTURAS LINHAS DE INVESTIGAÇÃO .............................. 94
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................................... 97
WEBGRAFIA ..................................................................................................................................... 109
ANEXOS ............................................................................................................................................ 112
iii
Índice de Equações
Equação 1: Cálculo da Amos a Mínima ........................................................................ 56
Equação 2: Cálculo da Média com os Dados G upados em Classe ............................... 59
Equação 3: Equação MRLM - Disc iminação a Mulhe es ............................................. 67
Equação 4: Equação MRLM - Disc iminação a Homens ............................................... 68
Equação 5: Equação MRLM - Disc iminação de Géne o na Ges ão de Topo ............... 70
Equação 6: Equação MRLM - Exis ência de Disc iminação na Emp esa ..................... 72
Equação 7: Equação MRLM - Disc iminação às Mulhe es ........................................... 73
Equação 8: Equação MRLM - Emp esa Disc imina Mulhe es ...................................... 76
4
Capí ulo I – E olução do Papel da Mulhe na Sociedade
1.1. Emancipação da Mulhe
A mulhe po uguesa en ol ida pelas adições, cos umes e leis, p ocu ou o imiza as
suas condições de ida, is o que, no século XIX, de aco do com o Di ei o Po uguês, a
sua si uação na amília e na sociedade e a p ecá ia. O es a u o de ma ido e a equi alen e
ao pode na amília, no qual a mulhe lhe de ia obediência. Nes e capí ulo se á abo dada
a e olução dos di ei os da mulhe an o em Po ugal como no Mundo e se á analisada a
e olução da escola idade e o mação da mulhe em 1998 e 2018.
1.1.1. E olução Po uguesa dos Di ei os Femininos
O Código Ci il de 1867 em p omo e e melho a a ealidade e a ada acima, ao
concebe à mãe a au o idade de ida sob e os ilhos, no en an o, ainda con inua a depa a -
se com múl iplos obs áculos. Não e a acei e a uma mulhe casada, enca ega -se de
qualque comp omisso, nomeadamen e o exe cício de uma p o issão, sendo que no caso
de e uma ocupação, não lhe e a pe mi ido dispo de um salá io.
Com a p oclamação da p imei a República em 1910 e mais a de com a Cons i uição
de 1911 a mulhe conquis ou no os di ei os sob e o casamen o, baseados na igualdade,
is o é, oi ap o ada a lei do di ó cio, endo o ma ido e a mulhe os mesmos di ei os. A
mulhe passou a pode exe ce ca gos na unção pública e o acesso à escola idade
ob iga ó ia passou a con empla ambos os géne os. (Rebelo, 2011)
Com o início da democ acia conquis ou-se o di ei o à libe dade de pensamen o e
exp essão e a libe dade de imp ensa, endo sido c iados di ei os e de e es iguali á ios
pa a homens e mulhe es. Rebelo (2011), e e e que os ei os de “Ab il” como o di ei o à
educação, à cul u a e à saúde o am ga an idos cons i ucionalmen e a odos os cidadãos,
sem disc iminação de géne o, e nia ou eligião.
Num cu o p azo a mulhe conseguiu conquis as legisla i as de g ande alcance, ais
como (Rebelo, 2011):
• A pa i de 1975 a mulhe possuía o di ei o de o o sem qualque limi ação, endo
o ado pela p imei a ez nas eleições pa a a Assembleia Cons i uin e;
• Em 1976 é sup imido o di ei o de o ma ido pode ecebe e ab i a
co espondência da espe i a mulhe ;
5
• É econhecido o alo social da ma e nidade, ga an indo o di ei o, an es e depois
do pa o, a uma licença sem pe da de emune ação ou de ou as an agens.
• O econhecimen o do casamen o baseado na igualdade dos di ei os e de e es dos
conjugue e a igualdade de a amen o no casamen o, em que an o o homem e a
mulhe es ão ligados pelos mesmo de e es de espei o, idelidade, coabi ação e
assis ência.
A no a Cons i uição passa a ga an i a igualdade de opo unidades de a amen o no
abalho e a i ma que na amília o homem e a mulhe êm os mesmos di ei os e de e es
an o quan o à capacidade ci il e polí ica como à educação dos ilhos.
1.1.2. Os Di ei os Conquis ados Mundialmen e pelas Mulhe es
É no mal que ao pensa mos nos di ei os das mulhe es, elacionemos a jus iça dessa
lu a a ques ões de eminismo. Pensando dessa o ma a nossa men e le a-nos a imagens
es e eo ipadas de mulhe es en ai ecidas na sua lu a pela igualdade. I emos assim aze
e e ência a alguns dos mais impo an es ma cos his ó icos, na e olução dos di ei os das
mulhe es pelo mundo, nomeadamen e no que conce ne à educação e ao abalho. No
século XIX, a educação e o di ei o de o o, o am uma das bandei as das mulhe es, onde
que que es i essem, es as exigiam o di ei o ao ensino o icial e ao ensino supe io , aos
poucos o am-lhe abe as as po as da uni e sidade, po ém, e am ainda mui as as
mulhe es que não inham admissão à educação. Wolls onec a (1790), p o esso a e
di e o a de uma escola em Newung on G een, e a a mui o bem as ei indicações das
mulhe es, concen ando o seu discu so sob e a educação, po que, segundo ela, a
assime ia en e os sexos e a de ida aos hábi os sociais impos os.
As mulhe es desde semp e abalha am, oda ia, o seu abalho só se o na
econhecido no século XIX, com a sociedade indus ial e a consequen e sepa ação en e
os espaços p i ado e público. As ope á ias lu a am po melho es condições de abalho,
salá ios e descanso iguais aos dos homens, onde exigiam “pa a abalho igual salá io
igual” com a possibilidade de bene ícios pa a as mulhe es que inham ilhos.
A O ganização das Nações Unidas (1979) assumiu como comp omisso ge al o
espei o e p omoção dos p incípios undamen ais de igualdade das mulhe es e dos homens
e o comba e aos obs áculos e à disc iminação ligados ao géne o. No seu p eâmbulo, os
Es ados-Memb os omam odas as medidas adequadas pa a elimina a disc iminação
6
con a as mulhe es com o p opósi o de lhes assegu a di ei os iguais aos dos homens no
domínio da educação e do emp ego, em pa icula (ONU, 1979):
a) O di ei o ao abalho, enquan o di ei o inaliená el de odos os se es humanos;
b) O di ei o às mesmas opo unidades de emp ego;
c) O di ei o à li e escolha da p o issão e do emp ego, o di ei o à p omoção, à
es abilidade do emp ego e a odas as p es ações e condições de abalho e o di ei o
à o mação p o issional;
d) O di ei o à igualdade de emune ação, incluindo p es ações, e à igualdade de
a amen o pa a um abalho de igual alo , assim como à igualdade de a amen o
no que espei a à a aliação da qualidade do abalho;
e) O di ei o à segu ança social, nomeadamen e às p es ações de e o ma,
desemp ego, doença, in alidez e elhice;
) O di ei o à p o eção da saúde e à segu ança nas condições de abalho.
1.1.3. Escola idade e Fo mação das Mulhe es: Passado e P esen e
Como oi an e io men e di o a educação e a o mação nem semp e o am di ei os
ga an idos às mulhe es. Toda ia, nos dias de hoje, em Po ugal, segundo o a igo 2.º da
Lei de Bases do Sis ema Educa i o, odos os po ugueses êm di ei o à educação e à
cul u a, nos e mos da Cons i uição da República. É da especial esponsabilidade do
Es ado p omo e a democ a ização do ensino, ga an indo o di ei o a uma jus a e e e i a
igualdade de opo unidades no acesso e sucesso escola . Da mesma o ma, na Eu opa o
a igo 14.º da Ca a dos Di ei os Fundamen ais da União Eu opeia, de ende que odas as
pessoas êm o di ei o à educação bem como ao acesso à o mação p o issional e con ínua.
Es e di ei o p e ê a possibilidade de equen a g a ui amen e o ensino ob iga ó io.
I emos ago a abo da , um pon o de ex ema impo ância pa a es e es udo: a e olução da
o mação das mulhe es começando pelo cons a ado nas abelas seguin es:
Tabela 1: População esiden e do sexo eminino: po ní el de escola idade
Anos
Ní el de escola idade
Sem ní el de
escola idade
Ensino básico
Secundá io e
pós-secundá io
Supe io
To al
1º ciclo
2º ciclo
3º ciclo
To al
To al
To al
To al
To al
1998
1 078,7
1 424,9
618,6
549,9
454,4
305,0
2018
433,6
1 046,4
412,1
816,4
989,9
1 022,6
Fon e: PORDATA (2020)
7
O ensino supe io e a ausência de escola idade egis a am as maio es a iações nos
anos em análise (1998, 2018). De no a que, no pe íodo em análise o núme o de mulhe es
com cu so supe io em Po ugal iplicou enquan o que o núme o de mulhe es sem ní el
de escola idade e e um dec éscimo pa a menos de me ade.
Tabela 2: População esiden e do sexo masculino: po ní el de escola idade
Anos
Ní el de escola idade
Sem ní el de
escola idade
Ensino básico
Secundá io e
pós-secundá io
Supe io
To al
1º ciclo
2º ciclo
3º ciclo
To al
To al
To al
To al
To al
1998
534,8
1 473,7
747,5
635,1
417,5
213,0
2018
162,5
919,9
521,6
950,0
944,6
632,4
Fon e: PORDATA (2020)
Compa ando as duas abelas acima pe cebemos que em 1998 o ensino e a
maio i a iamen e pa a os indi íduos do sexo masculino, is o que o núme o de mulhe es
sem ní el de escola idade e a mui o supe io ao núme o de homens na mesma si uação.
Apesa do e e ido se olha mos apenas pa a a coluna do ensino supe io , pe cebemos que
o núme o de mulhe es é supe io em ambos os anos. Com o passa dos anos a
ob iga o iedade e g a ui idade ap oximou o núme o de mulhe es e homens com o mação
e escola idade.
Tabela 3: Taxa de abandono p ecoce da educação (% de Homens e Mulhe es que não concluí am o ensino
secundá io en e os 18 e 24 anos)
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2001
21,7
51,6
16,4
37,0
2018
12,9
14,7
9,0
8,7
Fon e: PORDATA (2020)
Cons a a-se que em 2001 mais de me ade dos indi íduos do sexo masculino em
Po ugal não inham o ensino secundá io concluído, sendo que es e núme o baixou pa a
ce ca de 15% em 2018. Em elação à média dos Países da Zona Eu o, se em 2001 Po ugal
es a a bas an e longe desses alo es, em 2018 es á ela i amen e p óximo, o que indicia
que as medidas omadas pa a melho a as condições e da opo unidades a odos a ní el
educacional e ão esul ado.
8
Analisando a abela abaixo segundo os indi íduos do sexo eminino, a pe cen agem
em 2001 é mais baixa compa a i amen e aos homens na Zona Eu o. Sendo que em 2018
e i ica-se um subs ancial aumen o ela i amen e à pe cen agem co esponden e às
mulhe es em Po ugal e na Zona Eu o compa a i amen e com a pe cen agem dos homens.
Tabela 4: Pe cen agem de Homens e Mulhe es que possuem um cu so supe io em 2001 e 2018
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2001
21,3
7,6
18,5
10,7
2018
30,0
19,7
32,9
29,8
Fon e: PORDATA (2020)
Em aços ge ais egis a-se uma e olução posi i a dos alo es, ou seja, o núme o de
indi íduos de ambos os géne os, com cu so supe io aumen ou no pe íodo em análise.
Tendo em con a os dados em Po ugal e i ica-se um aumen o de 12% em elações aos
homens e 19% em elação às mulhe es. Enquan o que na Zona Eu o egis a-se um
aumen o de 14% em elação ao géne o eminino e 9% em elação ao géne o masculino.
É de no a que exis e uma ap oximação mais ele an e dos dados e e en es às mulhe es
na Zona Eu o e em Po ugal, sendo a di e ença de apenas 3%.
Es es núme os podem ajuda a sus en a a ideia de que em 2001 o p ocesso de
emancipação das mulhe es já ap esen a a esul ados conc e os no domínio da educação.
Po exemplo, em 1992 a pe cen agem de mulhe es com um cu so supe io e a semelhan e
aos núme os de 2001, ce ca de 11%, o que indicia que o p ocesso de emancipação e á
deco ido uns anos mais cedo. (PORDATA, 2020). Os alo es a uais da pe cen agem de
mulhe es com um cu so supe io , em Po ugal, são in e essan es na medida em que são
bas an e supe io es à pe cen agem de homens com as mesmas habili ações.
1.2. (Des)Igualdade en e Géne o: Abo dagem Compa a i a en e Vá ios
Países
A p imei a aplicação neoclássica da eo ia de disc iminação oi elabo ada po
Edgewo h (1922) onde es e ques iona: “De em os homens e as mulhe es ecebe uma
emune ação igual exe cendo as mesmas unções numa emp esa?”.
Sendo assim es e au o abo da a espos a ípica do sexo masculino a es a ques ão:
a gumen am que o abalho das mulhe es não é compa á el com o dos homens. No
en an o o au o a i ma que na sua ques ão a pala a igual não é susce í el de in e p e ação
9
e de quan i icação. Ou seja, os géne os masculino e eminino de em se emune ados da
mesmo o ma, independen emen e do uso dis in o das suas capacidades.
Pa a além das capacidades ísicas de cada géne o, es e au o conside a ambém que a
ques ão emocional, nomeadamen e a adiga de i ada de um abalho menos es o çado
di ecionado na maio pa e das ezes às mulhe es, pode se compa ada ao es o ço ísico
de um abalho mais exigen e, que endencialmen e é mais elacionado ao sexo masculino.
Segundo Becke (1957) au o undado da disc iminação no me cado de abalho, o
p econcei o en e géne os exis e de ido ao a o i ismo que a en idade emp egado a e os
p óp ios abalhado es es abelecem pa a com aqueles que so em es a disc iminação. O
p econcei o é undamen ado an o po g upos sociais como po g upos demog á icos.
Pa indo do p incípio que cada emp egado em di e sas p e e ências e ao con a a
alguém da á p imazia aos seus ideais.
Pa a Becke (1957) o emp eendedo es á p edispos o a aca e a cus os mais ele ados
selecionando um colabo ado do g upo de indi íduos que á de aco do às suas
p e e ências. Is o po que, con a a um indi íduo ao qual ele em p econcei o, aumen a á
os p ejuízos ine en es à sua inu ilidade e ine iciência. Ou seja, o cus o a paga em
con a a um indi iduo do g upo disc iminado é maio do que um salá io mais ele ado
àquele indi íduo que pe ence ao g upo dos não disc iminados.
Seguindo o mesmo pensamen o A ow (1971) a i ma que os abalhado es são mui as
ezes julgados po ca ac e ís icas pessoais, como o géne o, o iginando assim di e en es
salá ios, onde as ca ac e ís icas com maio alo são melho emune adas.
Es as di e enças o am a ibuídas a a o es de o dem biológica, assumidas como
na u ais e mo almen e co e as, as di e enças biológicas se i am pa a coloca as
mulhe es ligadas às a e as domés icas e aos cuidados amilia es. Apesa de a pa i dos
anos 70, não se encon a consenso quan o à exis ência de di e enças de géne o, o es udo
ela i o aos es e eó ipos de géne o e idencia a a exis ência de c enças popula es bem
disseminadas quan o às di e enças en e homens e mulhe es.
Ashmo e e DelBoca (1981) de ini am o concei o de géne o enquan o um conjun o de
signi icados e expec a i as associadas aos compo amen os dos elemen os de cada sexo,
ou seja, o géne o é mais do que eminino e masculino, mas sim um conjun o de alo es
cul u ais e não apenas uma p op iedade do indi iduo. O es udo à ol a da disc iminação
de géne o em Po ugal e e um início a dio, len o e i egula , dada a ins i ucionalização
10
ambém a dia da sociologia em Po ugal, esul an e de um con ex o his ó ico, polí ico,
social e cul u al do país.
Benhabib (1990) elabo ou a sua eo ia de papel social, sendo a ideia cen al de que as
di e enças de géne o são um p odu o dos papéis sociais que egulam o compo amen o
na ida adul a. Os papéis de géne o são de inidos como aquelas expe a i as pa ilhadas
ace ca dos compo amen os ap op iados dos indi íduos, em unção do seu géne o
socialmen e de inido. Es es papéis de géne o incu em di e a ou indi e amen e as
di e enças de géne o es e eo ipadas.
Somen e uma mudança na di isão do abalho pode á conduzi a uma mudança
subs ancial no con eúdo dos papéis de géne o, na ipi icação das compe ências e na
ex ensão das espe i as di e enças. Apesa de inúme os abalhos a i ma em a
inexis ência de di e enças en e géne os, g ande pa e das pessoas con inuam a ac edi a
em dis in os posicionamen os de homens e mulhe es no me cado de abalho. (Amâncio,
2003)
In e nacionalmen e a in odução do concei o de igualdade de géne o não oi pací ica,
c iando discó dias en e o que se ia acaba com a disc iminação de géne o i ida e uma
lu a de a i mação de in e esses po pa e das mulhe es. (Amâncio, 2003)
Embo a a igualdade en e géne o seja um dos p incipais undamen os da União
Eu opeia, con inua a cons a a -se uma cla a e e iden e desigualdade en e homens e
mulhe es no me cado de abalho. Pa a isso a Comissão da União Eu opeia ado ou a Ca a
das Mulhe es (2010), com o obje i o de e o ça a p omoção da igualdade en e homens
e mulhe es na Eu opa e no mundo. O comp omisso es a égico cen a-se nos qua o
domínios p io i á ios seguin es:
a) Aumen a a pa icipação das mulhe es no me cado de abalho e colma a a
dependência económica do géne o eminino;
b) Reduzi as dispa idades sala iais e de endimen os en e mulhe es e homens;
c) Impulsiona a igualdade en e homens e mulhe es nos ca gos de omada de
decisão;
d) Incen i a a igualdade de géne o e os di ei os das mulhe es em odo o mundo.
A 26 de ou ub o de 2018 o Conselho p o idenciou o “Plano de Ação II da União
Eu opeia em Ma é ia de Igualdade de Géne o” ans o mando a ida das mulhe es
11
segundo as ações ex e nas da União Eu opeia. Es e plano ealça a necessidade de
ealização do pleno e igual exe cício de odos os di ei os humanos e libe dades
undamen ais.
Os es ados, sob egulação eu opeia, p ocu am p omo e polí icas de equidade de
géne o, podendo con ibui pa a o econhecimen o das mulhe es como independen es,
num pe cu so de au onomia mode ada. Conc e amen e, es as polí icas p e endem
colma a es ições do acesso ao abalho, p omo endo salá ios e acessos iguali á ios. As
polí icas de igualdade e pa idade de géne o no domínio do me cado de abalho
cons i uí am um dos aspe os p incipais a se discu ido, em odos os Es ados-Memb os da
União Eu opeia. (Lis e , 2003)
Tabela 5: População emp egada po sexo em Po ugal e na Eu opa (%)
Fon e: PORDATA (2020)
A abela an e io ap esen a as es a ís icas mais ecen es da Zona Eu o e de Po ugal
sob e o emp ego po sexo. No pe íodo em análise, em Po ugal, a pe cen agem de
mulhe es e homens o nou-se mais equilib ada, não so endo di e enças signi ica i as em
2018. Po ou o lado, os alo es es a ís icos e e en es à Zona Eu o e idenciam uma
ele ada desigualdade de géne o nas condições de acesso ao me cado de abalho, is o
que, os dados co esponden es a mulhe es e homens es ão mais dis an es da si uação ideal,
que se ia 50% pa a cada um dos géne os.
No en an o exis em países em que as mulhe es so em uma op essão e desigualdade
social mui o mais ele ada, no I ão po exemplo, as mulhe es ainda lu am pelos seus
di ei os. Em 2006, uma campanha mui o impo an e que demons ou isso oi a "One
Million Signa u es o Change and Equali y", como o nome indica, a p ocu a po um
milhão de assina u as em apoio à mudança das leis do país, que ão con a a igualdade
de di ei os en e a população. (Mo e ão, 2017)
A campanha oi c iada po mulhe es a i is as em espos a às leis que a o ecem a
sociedade pa ia cal. São á ios os assun os e a ados nes a campanha como: de aco do
com o Código Ci il I aniano, a igo 1133, um homem pode di o cia -se da sua mulhe
Anos
Sexo
Homens
Mulhe es
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
Zona Eu o (19
Países)
Po ugal
2000
58,0
55,0
42,0
45,0
2018
53,9
51,1
46,1
48,9
12
quando deseja azê-lo, no en an o, a mulhe não possui o mesmo di ei o podendo apenas
pedi o di ó cio em si uações mui o especí icas.
No caso de di ó cio o maio p oblema en en ado pelas mulhe es é a ques ão da
gua da dos ilhos. De aco do com o a igo 1170, a mãe pe de a cus ódia dos ilhos se es a
se casa no amen e, em con apa ida es a medida não se aplica aos homens, con inuando
a e os seus di ei os ela i os à gua da e cus ódia. O p oblema esul an e da a ibuição da
cus ódia das c ianças condiciona e sensibiliza mui as mães, que po ezes con inuam em
casamen os abusi os e p oblemá icos pelo bem dos ilhos. (Mo e ão, 2017)
Ou o pon o abo dado pela causa é a ques ão da nacionalidade i aniana, que é passada
de pai pa a ilho, não sendo acei e que as mães passem a sua nacionalidade. Is o é, se uma
mulhe i aniana se casa com indi iduo com uma nacionalidade di e en e, os seus ilhos
não são econhecidos como cidadãos i anianos, o que di icul a pos e io men e o di ei o à
educação e à saúde pública.
No I ão as lu as pelos di ei os abo dam inúme as ques ões, desde educação,
opo unidades de emp ego, iolência en e géne os e uma g ande desigualdade de
di ei os, no en an o, semp e de uma pe spe i a eligiosa. Elas ac edi am que os p oblemas
que en en am, são esul an es de in e p e ações masculinas e adas, e não dos p óp ios
p incípios do Islã. (Ba low & Shah am, 2008)
Segundo Ba low e Shah am (2008) nem os mais ex emis as undamen alis as podem
julga e c i ica as c edenciais islâmicas de mulhe es como Zah a Mas a a i. P o esso a
na Uni e sidade de Tee ã, além de se Sec e á ia Ge al da Sociedade das Mulhe es. A
Sociedade das Mulhe es em como obje i o a maio pa icipação des as na sociedade e a
ga an ia dos di ei os das mulhe es com base nos p incípios islâmicos, Zah a ac edi a que
as mulhe es de em se incen i adas a se desen ol e na polí ica, na educação e na
sociedade. Um exemplo mui o signi ica i o e que e a a exa amen e o que an e io men e
oi di o, e a a impossibilidade a é ago a de as mulhe es i anianas assis i em a um simples
jogo de u ebol. Em 2019, milha es de mulhe es i anianas pude am assis i li emen e a
um jogo de u ebol pela p imei a ez, o que não acon ecia desde 1979.
É impo an e não apenas muda as leis, mas execu á-las, pois, cons i ui o maio
p oblema pa a um país com uma cul u a ão en aizada e disc imina ó ia.
13
Capí ulo II – Pa icipação da Mulhe no Me cado de T abalho
em Po ugal e na Eu opa
2.1. A E olução dos Di ei os das Mulhe es no Me cado de T abalho
No início dos anos 30 su gi am as p imei as mulhe es a ing essa no me cado de
abalho, em di e sas á eas como: ad ocacia, medicina, ensino, en e mui as ou as.
Começou-se en ão a pe cebe a impo ância e a necessidade de o géne o eminino ocupa
luga es a é en ão p eenchidos po homens. (Pe ei a, 2015)
Segundo Pe ei a (2015) odo es e p ocesso de emancipação das mulhe es não oi
ealizado epen inamen e, mas sim, esul ado de di e sas lu as e mo imen os eminis as
desencadeados pela exis ência de p econcei os e disc iminação de géne o.
Os mo imen os eminis as su gi am inicialmen e dando oz às mulhe es pelo acesso
à educação e ao o o, is o que a sociedade apenas econhecia o homem como compe en e
de oma decisões pela coesão amilia , às mulhe es cabia as a e as domés icas e e a
impensá el que es as exe cessem uma unção emune ada.
Du an e mui os séculos as mulhe es ica am limi adas e impedidas de pa icipa nas
omadas de decisão an o do p óp io seio amilia como da sociedade. (Pe ei a, 2015)
No en an o, com a Re olução F ancesa e com a Re olução da Independência
Ame icana, oi p omo ida a expansão dos di ei os dos homens de o ma a exis i uma
maio igualdade en e odos. (Pe ei a, 2015)
Segundo Fonseca (2017) em Po ugal, após o 25 de Ab il de 1974 su ge a consag ação
da igualdade en e odos os po ugueses e po uguesas, onde nenhum cidadão pode se
disc iminado ou p i ilegiado de ido aos seus an ecesso es, géne o, o igem, língua,
eligião, con icções polí icas, si uação inancei a e o ien ação sexual. Todos es es
cidadãos êm di ei o à e ibuição do abalho e às mesmas opo unidades na escolha de
uma de e minada p o issão.
O aumen o da pa icipação eminina no me cado de abalho es e e ligado à si uação
económica do ag egado amilia , pensando que cons i ui ia uma ajuda pa a supo a
despesas is o que um único salá io, sendo eduzido o na a a si uação económica da
amília ulne á el. (Fonseca, 2017)
20
c) P e ende au onomiza :
i) A edução das assime ias no emp ego e na p o eção social;
ii) A p omoção de um maio equilíb io en e o abalho pago e o apoio à ida
amilia ;
d) P econiza:
i) A p omoção do emp ego e do empode amen o das mulhe es;
ii) A eliminação dos es e eó ipos de géne o e a p omoção da igualdade de
géne o a odos os ní eis;
iii) Melho es espos as pa a o cuidado de c ianças a é à idade de en ada
ob iga ó ia no sis ema de ensino;
i ) Flexibilidade na o ganização do abalho;
) Di e sos ipos de licenças pa a homens e mulhe es;
Es as polí icas são di ecionadas às mulhe es, assim a exis ência de igualdade en e
géne os é um pon o de in e esse da sociedade, sendo que, em odas as á eas de in e enção
da União Eu opeia é alo izado o papel undamen al dos homens na conc e ização da
igualdade de géne o, de endo con ibui pa a que es a igualdade se conc e ize.
Apesa de a união Eu opeia e legislado salá io igual pa a abalho igual, na Es ónia
as mulhe es ecebem menos ap oximadamen e 25,6% do salá io dos homens pelo
desempenho do mesmo abalho, como podemos e i ica na abela abaixo. Ou o país
que e idencia desigualdades no ó ias é a Áus ia com uma di e ença sala ial en e homens
e mulhe es de ce ca de 20%. A escolha dos países na abela abaixo, baseou-se na en a i a
de compa ação dos países da União Eu opeia com as maio es e meno es dispa idades
sala iais num pe íodo de empo de 7 anos pa a pe cebe mos a e olução das mesmas.
Tabela 6: Desigualdade Sala ial em Pe cen agem em 2010 e 2017
Anos
Sec o es de a i idade económica
To al
Zona
Eu o (19
Países)
Áus ia
Eslo énia
Es ónia
I ália
Po ugal
2010
17,0
24,0
0,9
27,7
5,3
12,8
2017
16,1
19,9
8,0
25,6
5,0
16,3
Fon e: PORDATA (2020)
21
De aco do com os dados es a ís icos do PORDATA (2020) demons ados na abela
acima, de uma o ma ge al, no pe íodo em análise, as desigualdades sala iais diminuí am,
com exceção de Po ugal e Eslo énia que egis a am aumen os ainda signi ica i os. Pa a
as dispa idades acima mencionadas, as causas podem se á ias e mui as ezes
in e ligadas, podendo inclui a o es es u u ais, legais, sociais, cul u ais e económicos.
Ou os a o es que podem con ibui pa a es a p oblemá ica são as quali icações escola es
e p o issionais, a ocupação p o issional, o se o de a i idade, as in e upções na ca ei a,
a dimensão da emp esa a que pe ence, bem como o con a o de abalho e a du ação do
mesmo.
Tabela 7: Dispa idade sala ial na emune ação base média mensal dos abalhado es po con a de ou em em
Po ugal
Anos
Ní eis de quali icação
To al
Quad os
supe io es
Quad os
médios
P o issionais
quali icados
P o issionais
não
quali icados
1985
-22,1
-19,7
-13,6
-12,5
-8,3
2018
-14,5
-26,1
-13,4
-9,8
-6,9
Fon e: PORDATA (2020)
Realizando uma análise mais po meno izada do me cado de abalho em Po ugal,
com base na abela acima, suge e-se uma e lexão compa a i a das desigualdades
sala iais nas á ias ca ego ias de abalho.
De uma o ma ge al as desigualdades sala iais en e homens e mulhe es baixa am, de
1985 pa a 2018, sendo que ainda são signi ica i as. No en an o, nos quad os supe io es
es a endência não se e i ica, endo-se egis ado um aumen o conside á el. De ealça
que se e i ica que a di e ença sala ial é meno na base do que no opo da hie a quia das
quali icações p o issionais, podendo assim a i ma que as desigualdades sala iais são
di e amen e p opo cionais ao ní el de quali icação do abalhado .
2.4. Va iá eis que Condicionam a Pa icipação da Mulhe no Me cado de
T abalho
Exis em ainda mui os desa ios a se em encidos pelas mulhe es, como os es e eó ipos
que es as so em incu idos mui as ezes pela sociedade. Es as imaginam que não são
capazes de a ingi ca gos den o da o ganização como os homens, depa ando-se com
ba ei as in isí eis como: Glass Ceilling, S icky Floo e Queen Bee. Es es concei os se ão
cla i icados e abo dados no p esen e ópico.
22
2.4.1. Es e eó ipos
Uma das ba ei as impedi i as ao a anço das mulhe es nas o ganizações são os
es e eó ipos de géne o, os quais esul am mui as ezes de c enças e cul u as en aizadas
na sociedade sob e o que é se homem ou se mulhe . (Dueh & Bono, 2006)
Pa a Dueh e Bono (2006) a o mação dos es e eó ipos es á di e amen e elacionada
com os alo es de cada indi iduo, is o é, exis e uma pa e psicológica de cada indi íduo
associada ao concei o de es e eó ipo, azendo com que cada homem ou mulhe enha
di iculdades em en ende e jus i ica uma ideia p é-concebida.
T adicionalmen e são a ibuídos aos homens papéis de maio esponsabilidade: o
sus en o, a o ien ação pa a esul ados, a compe i i idade e a o ça. Às mulhe es são
a ibuídos papéis e e en es ao cuidado, com base nas suas ca ac e ís icas emocionais e
elacionais. (Agos inho & Mon ei o, 2013)
An igamen e ou ia-se que o papel da mulhe e a casa e e ilhos em con apa ida,
o homem e a is o como a pessoa que inha de le a dinhei o pa a casa e pa a isso oca -
se na sua ca ei a.
Esses es e eó ipos de géne o consis em na maio ia em a aliações e ideias nega i as
em elação às mulhe es, uma ez que suge em que es as de êm menos capacidades de
lide ança e de sucesso p o issional. É a pa i des as a i mações p é-concebidas que se
con inua a expandi e a di undi a ideia de que as mulhe es cons i uem um g upo que não
ap esen a capacidade pa a lide a em si uações de g ande esponsabilidade. (Lou ei o &
Ca doso, 2008)
Hoje esse es e eó ipo já não é assim ão linea e p edominan e, a mulhe conquis ou
o seu espaço no me cado de abalho, conseguindo oca -se an o na sua ida amilia
como na sua ca ei a p o issional.
Exis em duas en a i as pa a en a elimina os es e eó ipos de géne o segundo
Elleme s, Rink, De ks e Ryan (2012):
A p imei a é e e en e a uma mudança nos papéis sociais, colocando mais mulhe es
em luga es de ges ão, com salá ios iguais e com os mesmos di ei os em elação aos
homens. A segunda en a i a passa po in e enções o ganizacionais, como o mações
em igualdade de di ei os en e homens e mulhe es, com o obje i o de diminui os
es e eó ipos de géne o. Po se a a de um p oblema en aizado na cul u a, cons i ui uma
23
a iá el di ícil de colma a e muda , uma ez que implica muda a i udes e c enças dos
indi íduos. (Ha eman & Be es o d, 2011)
2.4.2. Glass Ceilling
Es e concei o su giu na en a i a de expo as ba ei as in isí eis com as quais as
mulhe es são con on adas no me cado de abalho, a me á o a do id o p e ende
demons a essa in isibilidade – as mulhe es conseguem e os seus colegas (homens) a
a ingi em unções hie a quicamen e supe io es, enquan o es as icam e idas em ca gos
de ges ão in e média. (Ma ques & Fe ei a, 2015)
Alguns desses en a es ão sendo des endados e pos e io men e analisados com o
obje i o de se em eliminados. (Elleme s e al., 2012)
O e mo do glass ceilling oca-se no géne o eminino, is o é, as mulhe es como um
g upo social são con on adas com obs áculos pa a ascende a luga es cimei os nas
o ganizações. Dada a di iculdade de sup imi es es es e eó ipos, as mulhe es ainda es ão
em mino ia em ca gos de ges ão de opo, apesa de já exis i em e idências cien í icas que
comp o am a exis ência de es ilos e écnicas de ges ão que podem le a ao sucesso das
emp esas. (Dezső & U ibe, 2016).
A p o a de que o glass ceilling é uma ealidade, é obse a as es a ís icas em odo o
mundo e pe cebe que a p esença das mulhe es é ainda conside a elmen e in e io à dos
homens.
De aco do com o Eu os a (2017) exis em 9.4 milhões de ges o es na União Eu opeia
sendo que apenas 3.4 milhões são mulhe es (36%), as di e enças são ainda mais no ó ias
se se conside a , especi icamen e, os ca gos de memb o de di eção de uma emp esa ou
de di e o execu i o. A pe cen agem de mulhe es nesses ca gos é de 25% pa a memb os
de di eção e menos de 20% pa a di e o es execu i os. Ou seja, e em núme os edondos
apenas 1 em cada 3 ges o es exis en es na união eu opeia é mulhe .
A li uânia é único país da União Eu opeia que possui mais mulhe es do que homens
nos ca gos de ges ão, sendo que a p opo ção en e mulhe es e homens é de 56%. Já o
Luxembu go possui o meno núme o de mulhe es nes as unções, apenas 15%. (Eu os a ,
2017)
24
No caso de Po ugal a p opo ção en e mulhe es e homens nos ca gos de ges ão é de
36%, sendo que apenas 22% dos memb os de di eção são mulhe es e no caso de di e o es
execu i os o núme o de mulhe es é ainda mais escasso e si ua-se nos 10%.
Pa a além das ób ias desigualdades que deco em da análise das es a ís icas
ap esen adas, há ambém um a o que con ibui pa a en a iza o ac o de pode exis i na
ealidade uma disc iminação no acesso a ca gos de ges ão de opo po pa e das mulhe es:
a desigualdade sala ial que exis e nesses ca gos en e homens e mulhe es. Po exemplo,
no caso Po uguês os homens ganham em média mais 26% em elação às mulhe es
conside ando que ambos são ges o es de opo, sendo que, no caso do o al da União
Eu opeia essa di e ença é de 23.4%. (Eu os a , 2017)
A exis ência do enómeno e o de id o impede as mulhe es e as o ganizações de
a ingi em odo o seu po encial, uma ez que nega odos os bene ícios da di e sidade de
géne o na lide ança, como o c escimen o da economia e da p odu i idade. (Dezső, Ross
& U ibe, 2016).
O glass ceilling pode se e le ido em 3 a o es o ganizacionais (Dimo ski e al.,
2010):
• Cul u a o ganizacional – uma ez que in luencia a o ien ação da o ganização
em elação à di e sidade. A di e sidade con ibui pa a um ambien e em que
odos maximizam o seu po encial, p es ando pouca a enção à emá ica
di e sidade aduzindo-se num ambien e que exclui ce os g upos sociais.
• P á icas o ganizacionais – uma não cla a disc iminação das unções pa a
abalhos de che ia e a inexis ência de sis emas de ec u amen o o mais, ende
a c ia obs áculos na p omoção da mulhe pa a ca gos de che ia.
• Clima o ganizacional – a pe ceção de que a o ganização em em elação à
capacidade da mulhe em assumi ca gos de lide ança, inclui, a i udes con a
es as podendo esul a em ambien es desenco ajado es pa a as mesmas.
2.4.3. S icky Floo e Queen Bee
S icky loo é o concei o que complemen a o glass ceilling sendo ca ac e izado po
um enómeno no qual ep esen a a maio di iculdade que as mulhe es en en am ao en a
ascende a ca gos de au o idade nas es u u as o ganizacionais, o iginando uma maio
concen ação e pe manência de mulhe es na base da pi âmide hie á quica. As mulhe es
25
icam e idas em ca gos com possibilidades mui o limi adas de mo imen ação
o ganizacional. (Bae e al., 2016)
Um dos jus i ica i os pa a a pe sis ência des e enómeno é que no ec u amen o pa a
es as unções enquan o os homens são p omo idos pelo seu po encial, as mulhe es são
con a adas segundo o seu his ó ico p o issional pe manecendo semp e nas mesmas
unções. Is o le a a que as mulhe es acabem po e um passado p o issional pouco
di e si icado. (Bae e a.l, 2016).
O ambien e cul u al em que as mulhe es se encon am ambém in luencia a
es agnação de ca ei a p o issional, uma ez que, são ambien es na maio ia
masculinizados que não po enciam e p omo em o desen ol imen o indi idual eminino.
(Co ell, 2004)
Sob e o enómeno das di iculdades na p omoção das mulhe es exis e ambém o
enómeno Queen Bee.
Es e concei o su ge, pois, a expec a i a da sociedade cen a-se no ac o de quando um
memb o de um g upo em des an agem a inge um luga de sucesso, al acili a a ascensão
dos ou os memb os. (Kaise e al., 2015)
Con udo, o enómeno Queen Bee con a ia isso, indicando que há si uações em que
são as p óp ias mulhe es a bloquea em a p omoção de ou as mulhe es. (Dezső, Ross &
U ibe, 2016).
Numa o ganização p edominan e masculina, a ingi um luga de opo só é possí el
ado ando de e minadas a i udes, como al, as mulhe es en am imi a os compo amen os
masculinos de manei a a melho a as opo unidades de se em bem-sucedidas. (De ks e
al., 2016)
Is o acon ece, po que os es e eó ipos ace ca das ca ac e ís icas de líde bem-sucedido
e dos papeis do géne o eminino são incong uen es, es ando as mulhe es em des an agem.
(De ks e al., 2016)
Con on adas com esses es e eó ipos, as líde es depa am-se com um duplo p oblema:
o p imei o é elacionado com as expec a i as do papel do géne o eminino, pois es as
possuem ca ac e ís icas mais elacionadas com as elações in e pessoais, como gen ileza
e p eocupação e em segundo luga espe am que sejam pessoas p agmá icas e com oco
nos esul ados. Pe an e es e dilema as mulhe es pe cebem que pa a se em bem-sucedidas
26
necessi am de op a po uma lide ança compe i i a e não colabo a i a. (Dezső, Ross &
U ibe, 2016)
Ou a manei a des as líde es se em acei es é dis anciando-se de ou as mulhe es. Es e
a as amen o em elação ao g upo é di e amen e associado com o ac o de as líde es
pe cebe em a p io i que associa em-se ao seu g upo só a á des an agens, ou seja,
quando chegam ao “ opo” as mulhe es o nam-se menos colabo a i as no a anço da
ca ei a de ou as mulhe es. Es e enómeno é mais no ó io numa si uação em que as
líde es conside am as suas subo dinadas conco en es di e as. (Elleme s e al., 2012)
Es as líde es ecusam a exis ência de disc iminação, no en an o, negam medidas que
possam le a a um aumen o da p esença eminina em luga es de opo. Po conseguin e,
es e ipo de lide ança con ibui pa a um dis anciamen o das líde es emininas em elação
ao géne o eminino, su gindo assim, uma disc iminação de géne o p o ocadas pelas
Queen Bee. (Dezső, Ross & U ibe, 2016).
Pa a além disso, es e es ilo de lide ança pe mi e a exis ência de desigualdades de
opo unidades pa a com o géne o eminino, assim como con ibui pa a a manu enção de
es e eó ipos elacionados com as mulhe es. Po exemplo, num caso especí ico de
a aliação de mulhe es mais jo ens, as ges o as senio es são mais c í icas com o abalho
das subo dinadas do que com o dos subo dinados, chegando mesmo a desc e e as
p imei as como menos ambiciosas e comp ome idas com a o ganização. Es e ipo de
a i ude pe mi e en ão que sejam man idos es e eó ipos de géne o sob e o modo de
abalha das mulhe es, pe mi indo que seja um a o di e enciado no a amen o
eminino e masculino. (De ks e al., 2016)
27
Capí ulo III – Lide ança Feminina na Ges ão
A lide ança su ge como uma emá ica la gamen e abo dada nas inúme as publicações
cien í icas nacionais e in e nacionais. Nesse sen ido, u ge pe cebe se a lide ança no
eminino de ém um des aque simila .
Nes e capí ulo numa p imei a ase i á se compa ado o papel da mulhe com as no as
p á icas de ges ão, em seguida se ão desc i as á ias eo ias de lide ança e analisado o
p óp io concei o e abo dagens de lide ança. Po im se á abo dada a lide ança no eminino
e a impo ância da di e sidade de géne o em ca gos de lide ança.
3.1. Rec u amen o e Seleção
O ing esso no me cado de abalho é e e uado, po no ma, a a és de um p ocesso de
ec u amen o numa p imei a ase, seguido pela seleção. Quando uma emp esa decide
inicia um p ocesso de ec u amen o com o in ui o de p eenche uma aga, necessi a,
p imei amen e, de decidi se p e ende ealiza um p ocesso in e no ou um p ocesso
ex e no. (Câma a e al., 2007)
O ec u amen o in e no eside no p eenchimen o de uma aga po um colabo ado
que ocupa ou a unção, mas já az pa e da emp esa. Po ou o lado, o ec u amen o
ex e no aca e a uma p ocu a de candida os ex e nos à emp esa. Ambos os ec u amen os
êm an agens e des an agens, que es ão ap esen adas nas abelas que se seguem:
Tabela 8: Van agens e Des an agens do Rec u amen o In e no
Rec u amen o In e no
Van agens
Des an agens
Cus os mais baixos.
P ocesso mais demo oso.
O colabo ado que ocupa á o no o ca go
já es á amilia izado com a o ganização.
Di iculdade da hie a quia em concede um
abalhado pa a ou o depa amen o.
No as opo unidades na ca ei a.
Pode p o oca o ação excessi a de
colabo ado es den o da emp esa.
Fon e: Adap ado de Câma a e al., (2007)
28
Tabela 9: Van agens e Des an agens do Rec u amen o Ex e no
Rec u amen o Ex e no
Van agens
Des an agens
P ocesso mais ápido.
Cus os mais ele ados.
In odução de no as ideias, po meio de
no as pessoas.
Possibilidade de exis i em iscos mais
ele ados de incompa ibilidade cul u al,
en e o no o colabo ado e a emp esa.
Aquisição de uma base de candida os
ala gada, que pode á se ú il pa a u u as
agas.
F us ação dos colabo ado es da emp esa,
que podem conside a que as no as
opo unidades só são o necidas a pessoas
o a da o ganização.
Fon e: Adap ado de Câma a e al., (2007)
De ido à complexidade exis en e em ambos os p ocessos de ec u amen o, é
p imo dial, que a emp esa de e mine a espe i a es a égia de ec u amen o de o ma
concisa, e i icando odas as an agens e des an agens que pode aca e a .
3.1.1. Rec u amen o Ex e no: O Head-Hun ing
O ec u amen o ex e no como mencionado an e io men e aduz-se em iden i ica no
me cado de abalho, candida os ce os com o pe il adequado pa a ocupa a aga
exis en e. É possí el ealiza es e p ocesso de a iadas o mas, no en an o, pa a a p esen e
in es igação é undamen al da des aque ao p ocesso de ec u amen o designado head-
hun ing ou ambém conhecido po execu i e sea ch.
O head-hun ing é um mé odo de ec u amen o ex e no e é, essencialmen e, u ilizado
pa a econhece candida os pa a luga es de lide ança de opo. (Gomes e al., 2008) Es e
ipo de ec u amen o con ém um iângulo de a uação, cons i uído po a emp esa-clien e
que necessi a de ec u a um no o execu i o, e po isso eco e a um head-hun e , com o
obje i o de que es e lhe p oponha um candida o que se enquad e nas necessidades da
emp esa. Es e ipo de écnica ap esen a algumas an agens enquan o me odologia de
ec u amen o:
• Tende a se mais impa cial do que os esponsá eis da o ganização;
• É possí el a ua com mais desc ição, e i ando que a conco ência enha
conhecimen o;
29
• Tem uma g ande ede de con ac os, o que lhe pe mi e, com maio acilidade,
encon a o candida o que ai ao encon o às necessidades e expec a i as da
emp esa-clien e;
• Dispõe, à pa ida, de mais empo e ecu sos pa a ealiza o p ocesso de
ec u amen o.
Ou a an agem do head-hun ing que é ap esen ada consis e no ac o de se conside a
que os indi íduos que se enquad am nos ca gos de lide ança de opo não espondem aos
anúncios de emp ego, pois podem, des e modo, expo demasiado a sua imagem e pe de
capacidade de negociação. Po ou o lado, o ec u amen o labo al, em indo a so e
al e ações nos úl imos anos, cada ez mais, com o uso das no as pla a o mas
ecnológicas, como o Linkedln e Facebook. (Qualman, 2010)
3.1.2. Oco ência da Disc iminação
A disc iminação de géne o pode oco e em ês si uações dis in as nas o ganizações:
no p ocesso de ec u amen o e seleção, na ase da con a ação e na p omoção e
desen ol imen o de ca ei a.
Bosak e Sczesny (2011) mencionam que, num p ocesso de ec u amen o ou de
p omoção, se as candida as ap esen a em p o as das suas capacidades de lide ança, em
expe iências an e io es, êm hipó eses semelhan es às dos candida os masculinos. O
p econcei o sob e as mulhe es pode oco e de ido às ca ac e ís icas associadas às
mulhe es e aos homens, e as compe ências que se ac edi a se em p ecisas pa a uma
lide ança bem-sucedida. Toda ia, pa a as au o as, na p esença de in o mação ace ca das
posições alcançadas pelo indi íduo, que possam en a iza a compe ência e a a uação de
uma pessoa, a a aliação di e encial en e homens e mulhe es pa a papéis de lide ança é
eduzida ou eliminada.
No es udo de Bosak e Sczesny (2011) a i mou-se que ao ec u a , as mulhe es são
menos adicionalis as e po isso mais iguali á ias. Po ou o lado, os homens man êm
uma c ença es e eo ipada em elação ao géne o, no qual endem a pe ceciona , as
mulhe es líde es, nega i amen e. As pe ceções es e eo ipadas de lide ança le am a que a
a aliação do desempenho das mulhe es líde es seja menos a o á el em elação aos
colegas masculinos. As ca ac e ís icas associadas, maio i a iamen e, à mulhe (empa ia,
emocional, calma) êm em úl ima análise in luenciado nega i amen e a imagem des as
como líde es. (Dua e e al., 2009).
36
À semelhança de ou as eo ias de lide ança, ambém a eo ia da in eligência
emocional p opõe di e en es es ilos de lide ança, sendo, nes e caso, es ilos de lide ança
emocional (Goleman, Boya zis & Mckee, 2002):
i. Es ilo de lide ança isioná io, no qual, o líde mo i a os seus subo dinados,
azendo com que os seus obje i os sejam me as bem de inidas e cla amen e
acei es po oda a equipa de abalho.
ii. Po ou o lado, um líde que demons e espei o, cuidado e in e esse pela elação
que es abelece com cada um dos seus colabo ado es, é conside ado um líde com
um es ilo conselhei o.
iii. No mesmo sen ido, o es ilo de lide ança elacional ep esen a uma pa ilha en e
o líde e o seguido , em que as emoções são pa ilhadas. Es es dois úl imos es ilos
pa ilham a exis ência de uma p eocupação com o bem-es a dos abalhado es.
i . Seguidamen e, o es ilo democ á ico assen a na pa ilha e di isão de ideias e
a e as, dando a possibilidade aos seus seguido es de ap esen a em suges ões e
possí eis p oblemas exis en es, de o ma a o imiza odos os ecu sos disponí eis
. Po im, o es ilo p essionado quali ica os líde es pela p essão que impõem sob e
os seus subo dinados, es ando semp e ocados somen e nos obje i os.
Os á ios es ilos de lide ança emocional an e io men e mencionados, podem coabi a
dado que, nada impede os líde es em ques ão, num p eciso momen o, sob ce as
condições, a ua segundo ou o es ilo, com o in ui o de ge a melho es esul ados.
3.4. Concei o e Abo dagens da Lide ança
A lide ança é al ez a á ea mais in es igada e a menos comp eendida do
compo amen o o ganizacional. De aco do com B yman (2004) exis em qua o
abo dagens pa a o es udo da lide ança: a baseada no aço (pessoal), que pe maneceu a é
inal dos anos 40; a abo dagem “compo amen al” (es ilo) que se man e e a é o inal dos
anos 60; a abo dagem “con ingencial” que pe maneceu en e o inal dos anos 60 e o
começo dos anos 80 e a abo dagem da “no a lide ança” com maio in luência no inicio
dos anos 80. Na isão de B yman (2004) a no a lide ança é baseada numa ep esen ação
de líde es como ges o es de signi icados e não apenas como in luenciado es.
37
Os p imei os es udos sob e a lide ança, e e uados a é a II Gue a Mundial, p e endiam
desco ina aços ísicos (es u u a e apa ência), ca ac e ís icas de pe sonalidade
(au oes ima, es abilidade emocional e au ocon iança) e ap idões (in eligência e luência
e bal) que conduzissem à dis inção en e os líde es e os não líde es, en e líde es e icazes
e líde es não e icazes. P e alecia a ideia que os indi íduos que de inham ca ac e ís icas
ina as alcança am, na u almen e, as posições de lide ança. O en usiasmo subjacen e às
eo ias em oga oi a e ecendo quando S ogdill (1948) após analisa 124 es udos,
concluiu que os indi íduos não se o nam necessa iamen e líde es de ido à posse de uma
de e minada combinação de aços. Um líde com ce os aços pode ia se e icaz numa
si uação, mas ine icaz nou a, e dois líde es com di e en es aços pode iam se bem-
sucedidos na mesma si uação.
Es e es udo oi p imo dial pa a a desen ol imen o dos p ocessos de seleção de
pessoal, sendo que no os aços e compe ências, ais como, in eligência, c ia i idade,
luência e bal, au oes ima e adap abilidade às si uações, o am ambém es udadas,
ob endo esul ados mais coe en es.
Pa a S ogdill (1948) um indi íduo com ce os aços em mais p obabilidade de se
um líde e icaz do que pessoas que deles ca ecem, mas al não lhe ga an e
au oma icamen e, a e icácia.
Alguns anos mais a de G ege son, Mo ison e Black (1998) de ende am que os
líde es de em possui de e minadas compe ências pa a que consigam a ingi a e icácia,
nomeadamen e:
i. Técnicas, conhecimen os ace ca do modo como ealiza as a e as especializadas
da unidade o ganizacional;
ii. In e pessoais, conhecimen o ace ca do compo amen o humano e p ocessos de
g upo, capacidade pa a comp eende as a i udes, sen imen os e mo i os de ou as
pessoas;
iii. Concep uais, capacidade analí ica, pensamen o lógico, capacidade de
concep ualiza elações complexas, pensamen os di e gen es.
Segundo G ege son, Mo ison e Black (1998) es as compe ências, embo a sejam
ele an es pa a a gene alidade dos líde es, a sua ela i a impo ância depende de aspe os
como o ní el hie á quico, o ipo da o ganização, a es u u a o ganizacional, o g au de
au o idade e as suas ca ac e ís icas cul u ais.
38
A eo ia dos aços de ine os ipos de lide ança de aco do com a pe sonalidade e
ca ac e ís icas do líde , oi a p imei a a se desen ol ida a esse espei o. De aco do com
a eo ia e e ida podem se iden i icados os seguin es ipos de líde : líde execu i o, líde
coe ci o, líde dis ibu i o, líde educa i o e o líde inspi ado . Es a eo ia baseia-se no
p essupos o de que a lide ança é uma ca ac e ís ica ine en e ao líde , não conside ando
os aspe os e e en es às di e sas p oblemá icas en en adas pelo líde . (Delgado, 2011)
A ualmen e a lide ança é conside ada não apenas como uma ca ac e ís ica, mas como
um compo amen o e como al, pode se ap endido. De e se ambém enca ada como um
elemen o den o de um con ex o in eg ado, is o é, não se de e oca apenas no líde ou no
colabo ado e a sua elação com o seu supe io , mas sim em odos es es a o es
simul aneamen e.
De aco do com a no a abo dagem da lide ança, o am açados es ilos de lide ança
que e le em alguns pad ões (Delgado, 2011):
i) O Líde Ca ismá ico – es e líde é aquele que inspi a nos seus subo dinados a
con iança, acei ação incondicional, obediência espon ânea e en ol imen o
emocional. O concei o de líde ca ismá ico é associado a alguém que demons a
qualidades únicas e in ulga es, exemplos des e ipo de líde são os líde es
eligiosos.
ii) O Líde execu i o – é aquele que su ge de ido à p ocu a das o ganizações pela
ob enção da o dem. No malmen e possuem compe ências e habilidades écnicas.
iii) O Líde coe ci o – é aquele que exe ce a lide ança a a és da coe ção e da
iolência. A elação en e o líde e os subo dinados, nes e ipo de lide ança, é
mui o ins á el.
i ) O Líde dis ibu i o – é aquele que apenas delega a e as, semp e con olando,
acompanhando as a i idades e que endo esul ados.
) O Líde educa i o – é aquele que cos uma da o exemplo, os seus subo dinados
êm uma elação de esponsabilidade com o abalho, pe mi indo ocas de
conhecimen o.
i) O Líde inspi ado – é aquele que a amen e p ecisa de da o dens, pois os seus
subo dinados sen em-se a aídos pela igu a do líde e es ão dispos os a aze o
que é necessá io.
39
A lide ança é um ema que em indo a e olui ao longo dos anos, mesmo que ainda
igo em uma sé ie de es e eó ipos associados à lide ança eminina e a uma isão da
lide ança ligada a ca ac e ís icas masculinas.
3.5. A Lide ança Feminina
Numa ase inicial, as mulhe es não assumiam as suas p óp ias ca ac e ís icas,
en a am eco e à imi ação das ca ac e ís icas di as masculinas. Segundo Hende son,
Fe ei a e Du a (2016) o concei o “ ingimen o eminino” demons a que as mulhe es
abdicam de alo es emininos como a comp eensão, a comunicação e a habilidade de
abalha de o ma in eg a, não po se em ine icazes, mas p ecisamen e po esses alo es
es a em associados ao géne o eminino.
Su ge na li e a u a um leque de pa icula idades in insecamen e emininas que
conduzem a di e enças na lide ança de géne os, po enciado es de c escimen o indi idual
e agilidade o ganizacional. Podemos conside a as seguin es: empa ia, acei ação,
capacidade de comunicação, o ien ação pa a a ação, acilidade de adap ação à
di e sidade. (Teixei a, 2013)
A lide ança eminina dá impo ância à pa ilha, enco ajando os colabo ado es à
pa icipação e en ol imen o na o ganização, assemelhando-se a um es ilo mais
democ á ico, em con apa ida os homens endem a oca -se mais na a e a, a di a as
o dens, assumindo um es ilo mais au oc á ico. (S el e , 2002)
Gomes (2009) de ende que a lide ança eminina é u o de uma ap endizagem desde
a in ância sob e alo es, compo amen os e in e esses ol ados pa a a coope ação. Nesse
sen ido, é comp eensí el que alguns in es igado es de endam que odas as mulhe es são
na u almen e líde es e que ca ac e ís icas exclusi as das mulhe es açam a di e ença na
ges ão das o ganizações. Sendo assim, Molle e Gomes (2010) chamam a a enção pa a o
ac o de as mulhe es possuí em a ibu os essenciais pa a uma boa lide ança:
gene osidade, ha monia, capacidade de comunicação, des a o ma as mulhe es líde es são
conhecidas como mais elacionais, inclusi as, ao con á io dos homens que são is os
como mais con olado es, p agmá icos e o ien ados pa a as a e as.
A ealidade e ela que as mulhe es es ão cada ez mais a queb a os mi os e ba ei as,
assumindo “a dian ei a dos negócios”. Algumas soluções, pa a o comba e à escassez de
líde es emininas, passam pela p omoção de incen i os, nos quais de e se mais
40
alo izada a exis ência de ambien es colabo a i os do que compe i i os, ecompensando
o abalho em equipa. (Gomes, 2009).
Biswas, Boyle, Mi chell e Casimi (2017) encon a am indícios de que as p á icas de
ecu sos humanos que êm como obje i o apoia e p omo e as mulhe es es ão
posi i amen e ligadas com a in enção de p omo e mulhe es pa a ca gos de lide ança.
Es as p á icas podem inclui a pa icipação dos colabo ado es nas omadas de decisões, o
in es imen o na o mação e desen ol imen o dos colabo ado es e a equidade na
a ibuição de ecompensas assim como na p og essão da ca ei a. As p á icas de ecu sos
humanos não só eliminam possí eis a i udes disc imina ó ias como c iam uma
conco dância mais p o unda ace à p omoção das mulhe es pa a unções de lide ança.
3.5.1. Desen ol imen o da Lide ança
A ní el o ganizacional, em se indo a egis a uma endência de enco ajamen o dos
colabo ado es a o na em-se a i os e p oa i os na ges ão da sua p óp ia ca ei a. A ges ão
da p óp ia ca ei a en ol e a ob enção de in o mação, de o ma a consegui e amen as
necessá ias pa a a esolução de p oblemas e omada de decisões em con o midade com o
que se á melho pa a a sua ca ei a, nes e sen ido é omen ado um pensamen o es a égico
e é dada impo ância a uma pos u a que se ca ac e iza pela a enção às aquezas e o ças
do colabo ado . (Hopkins e al., 2008) A dimensão da ges ão da p óp ia ca ei a engloba
dois compo amen os p incipais, um elacionado com uma p ocu a de melho ia con ínua
e o ou o elacionado com a p epa ação pa a a mobilidade no abalho.
O p imei o e e e-se à ecolha de in o mação no que diz espei o ao desempenho e às
necessidades subjacen es ao desen ol imen o da ca ei a, enquan o que a mobilidade no
abalho en ol e a p ocu a de no as opo unidades de ca ei a, an o na o ganização em
que o colabo ado se inse e no momen o, mas ambém o a da sua o ganização.
Gipson, P a , Mendelsohn, Ca enacci e Bu ke (2017) conside am que o
desen ol imen o da lide ança é uma combinação de á ios mé odos u ilizados pa a
o imiza a e iciência dos líde es. As condu as ado adas podem e como obje i o algumas
me as especí icas, nomeadamen e, a ecolha con ínua de in o mação sob e o desempenho
do indi iduo em ques ão, a a és dos p óp ios colabo ado es ou mesmo dos supe iso es.
Um a o de e minan e pa a o desen ol imen o de ca ei a das mulhe es p ende-se com
o apoio de memb os pode osos, no sen ido em que es es ap esen am e ei os posi i os no
desen ol imen o da ca ei a, nomeadamen e a ní el de emune ação, desen ol imen o,
41
e enção e sa is ação com o abalho e com a ca ei a. Segundo o es udo ealizado po
Schulz e Enslin (2014) os indi íduos que ob i e am um men o ap esen am ní eis mais
al os de compensações e p omoções, ap esen ando maio sa is ação com o abalho e
maio es in enções de pe manece na o ganização. Sendo es e apoio undamen al pa a o
a anço pa a ca gos de lide ança.
Fo a da o ganização, a amília ambém pode e um impac o posi i o no sucesso das
líde es emininas, con o me cons a a am Kapasi, Sang e Si ko (2016). A a és da
ealização de um es udo que consis ia na análise de au obiog a ias de líde es emininas,
as au o as, concluí am que odas as mulhe es conside am a amília como uma on e de
apoio e de ansmissão de alo es undamen ais.
A p omoção de p og amas de planeamen o de p og essão na ca ei a e o apoio dado
pelas emp esas, pode aumen a a e enção e lealdade dos colabo a es, po ém não bas a
pensa e aplica os p og amas de desen ol imen o de lide ança, é ambém necessá io e
em con a alguns a o es como a de inição de obje i os e pos e io men e abalha nos
mesmos endo em con a á ios a o es desde a o es humanos a a o es inancei os, es es
a o es ão mode a e al e a a e icácia da lide ança.
3.5.2. A Ma e nidade e a Ca ei a de Líde
Apesa de a amília cons i ui uma on e de apoio às mulhe es, como oi an e io men e
mencionado, a conciliação abalho- amília é um dos desa ios que se coloca às mulhe es.
(Knudsen, 2009) Sendo di ícil a ingi uma ca ei a de líde de ido às al e ações amilia es
que oco em e às a uais ele adas exigências a ní el p o issional. (Gonçal es, 2011)
Em Po ugal a a e a de cuida dos ilhos é adicionalmen e a ibuída às mulhe es e
po isso a p essão exe cida sob e es as é mui o o e. Um es udo da Comissão pa a a
Igualdade no T abalho e no Emp ego em Po ugal (2020) con i ma es a ideia, e e indo
que é a mãe que cabe a ob igação de ga an i o bem-es a da c iança nos p imei os meses
de ida, enquan o o pai ga an e a su iciência económica. (Pe is a, 2016)
To na-se assim, p imo dial en ende de que o ma a mulhe , que ocupa uma posição
de lide ança, concilia os papéis de mãe e de p o issional. (Lopes & B andão, 2017)
Sil a (2014) conside a que o me cado de abalho ainda não ap endeu a ge i es a
elação, apesa das mudanças que êm oco ido, pe manece a c ença de que a i ência a
empo in ei o en e mãe e ilho é essencial e a mais ap op iada.
42
Es as c enças en am em con li o com ou os aspe os impo an es pa a as mulhe es,
como a necessidade de in es i numa ca ei a p o issional e a lu a pela igualdade de
unções. Is o ob iga-as a en a em concilia a amília e a ca ei a, o que nem semp e é
conseguido. Nes e sen ido, a mulhe em p ocu ado es a égias pa a ge i a ma e nidade
com a p esença no mundo do abalho. As edes de apoio, são uma das o mas possí eis
de concilia ambas as pa es da ida da mulhe . É impo an e que o cuidado dos ilhos
seja en endido enquan o uma esponsabilidade pa ilhada pelo casal, ainda que aca e e
ob igações e bene ícios. (Lopes & B andão, 2017)
O desa io undamen al que se coloca é, en ão, o de i e a ma e nidade sem abdica
de ou as dimensões da ida, conseguindo a ingi odos os seus obje i os p o issionais.
3.6. A Impo ância da Di e sidade de Géne o em Ca gos de Lide ança
A di e sidade de géne o nas emp esas em sido de o ma c escen e obje o de es udo
po pa e de á ios in es igado es. O econhecimen o de que a p esença das mulhe es na
ges ão de opo melho a o desempenho das o ganizações, es á p esen e em inúme os
es udos e análises de especialis as sob e a igualdade de géne o no mundo p o issional.
Um es udo ealizado po Ca e , Simkins e Simpson (2003) de e minou uma elação
posi i a en e as mulhe es a ocupa ca gos de ges ão e o alo da emp esa. Es a ideia é
e o çada pelo es udo da McKinsey e Company (2007) uma emp esa de consul o ia
emp esa ial ame icana, econhecida como líde mundial no me cado de consul o ia
emp esa ial, es a demos ou que emp esas com uma ges ão di e si icada conseguem e
um maio c escimen o no p eço das ações e que a média do seu luc o ope acional oi
quase o dob o das es an es emp esas da mesma indús ia, en e 2005 e 2007.
Conclusões de es udos mais ecen es ambém êm o alecido a impo ância da
pa icipação eminina nos ca gos de ges ão de opo. Como é o caso de uma pesquisa
ecen emen e ei a po Pe e son Ins i u e o In e na ional Economics, no qual o am
analisadas quase in e e duas mil emp esas espalhadas po no en a países de odo o
mundo. (Noland e al., 2016) De aco do com es e es udo, a p esença de mulhe es em
ca gos de lide ança pode melho a o desempenho da emp esa, segundo a análise que
ealizou de á ios dados es a ís icos como, a pe cen agem de mulhe es nos di e sos ní eis
hie á quicos compa ando com di e sas ca ac e ís icas dessas emp esas como os luc os,
concluiu que a p esença das mulhe es na lide ança pa ece o na as emp esas mais
luc a i as.
43
Seguindo es a linha de pensamen o, concluímos que a ideia de que um núme o
c escen e de mulhe es na ges ão é sinónimo de an agens pa a a emp esa, logo de e-se
p omo e a sua pa icipação. Uma igual ep esen ação de homens e mulhe es nas
posições de omada de decisões não se icam pelo melho desempenho emp esa ial, mas
ambém pela melho qualidade de omada de decisão e pela é ica e ap o ei amen o de
alen o.
Na sequência do expos o, amos en ão e alguns exemplos de casos de sucesso de
lide ança eminina:
É impo an e pa a es e es udo, pe cebe que exis em mulhe es em ca gos de lide ança
econhecidas pelo seu abalho e es o ço. Em Po ugal e no mundo o núme o de mulhe es
em ca gos de ges ão em indo a c esce de o ma consis en e, ainda que len a. Exis em
e idências de um aumen o do emp eendedo ismo eminino e le ido numa maio
p esença na ges ão e lide ança das emp esas mais jo ens e das mic oemp esas. À medida
que a complexidade e a dimensão da emp esa aumen am o núme o de mulhe es nes es
ca gos ende a diminui . Ao longo dos úl imos anos, as en idades go e na i as êm indo
a p omo e a p esença eminina nos ca gos de ges ão emp esa ial de endendo a
impo ância pa a o c escimen o num con ex o de economia globalizada.
Nes e sen ido se ão mencionados alguns exemplos de sucesso nes e âmbi o:
• Paula Amo im
Paula Amo im na u al do Po o, ilha de Amé ico Amo im, ocupou ca gos de
adminis ação e di eção no g upo Amé ico Amo im, desde 1992, quando inha apenas 19
anos. Em 2005 undou a sua p óp ia Emp esa: Amo im Fashion e cinco anos mais a de
undou o G upo Amo im Luxu y. No inal de 2016, Paula Amo im, assumiu o comando
do G upo Amé ico Amo im, passando a lide a a maio p odu o a mundial de co iça do
país e a Galp. (Jo nal Negócios, 2020)
• Cláudia Teixei a de Aze edo
Cláudia Aze edo na u al de Po o, início da sua ca ei a como ges o a, assumiu a
di eção de ma ke ing da ope ado a de elecomunicações Op imus. Ao longo dos úl imos
anos sucede am-se ca gos de che ia, nomeadamen e, na adminis ação da Sonaecom, da
ToiaReso e da Race. Ocupa desde 2019 o ca go de CEO do G upo Sonae, uma emp esa
mul inacional p esen e em di e sos se o es de a i idade, nomeadamen e comé cio de
44
e alho, se iços inancei os, ges ão de cen os come ciais, so wa es e sis emas de
in o mação, media e elecomunicações. (Sonae Capi al, 2020)
No mesmo sen ido, se ão ap esen ados casos de sucesso da ges ão de opo de odo o
mundo:
• Ginni Rome y
Ginni Rome y na u al de Chicago, começou a sua ca ei a na emp esa Gene al
Mo o s, em 1979, como engenhei a ele ónica. Em 2002 a ingiu o ca go de di e o a ge al
da di isão de se iços globais da IBM, no qual e e um papel p imo dial na comp a da
emp esa P icewa e houseCoope s que lançou a IBM no negócio dos se iços. Em 2012
oi elei a CEO e p esiden e da emp esa IBM, emp esa que se dedica ao ab ico e enda
de soluções de ha dwa e e so wa e, disponibilizando se iços de consul o ia na á ea da
in o má ica. (IBM, 2020)
• Alison Coope
Alison Coope nascida em lond es, licenciou-se em ma emá ica e es a ís ica, sendo
que começou a sua a i idade p o issional em con abilidade na Deloi e Haskins & Sells,
emp esa es a que de inha negócios com a emp esa Impe ial Tobacco. Em 1999 jun ou-se
à emp esa Impe ial B ands (Impe ial Tocacco), sendo nomeada di e o a de ope ações
(COO) em 2009, um ano mais a de oi noemada CEO des a mesma emp esa a é aos dias
de hoje.
Tendo alcançando a pa idade no me cado de abalho, as mulhe es ainda con inuam
sub- ep esen adas nas unções com pode de decisão nas emp esas. Po ou o lado, as
o ganizações com lide ança eminina endem a e um núme o ele ado de mulhe es nos
es an es ca gos de ges ão. (The Gua dian, 2020)
Mais do que p omo e mulhe es é p eciso pe cebe como a p og essão des as, pode
aze a longo p azo bene ícios pa a as o ganizações e consequen emen e pa a a
sociedade. A p esença das mulhe es em luga es de ges ão de opo pe mi e um a anço da
economia, um p og esso social e uma melho ia da compe i i idade global. (Elleme s e
al., 2012)
45
Capí ulo IV – P incipais Conclusões da Re isão de Li e a u a
A e olução dos di ei os emininos ad eio de á ias conquis as nacionais, como a
p oclamação da p imei a República, a Cons i uição de 1911 e mais a de o 25 de Ab il de
1974, nas quais a mulhe passa a usu ui á ios di ei os que e am a é en ão p oibidos,
como po exemplo, o di ei o de o o e a igualdade no casamen o. Todas es as conquis as
pe mi em ambém ga an i a igualdade de opo unidades no abalho. (Rebelo, 2011)
Mundialmen e a ONU (1979) e consequen emen e odos os Es ados-Memb os da
União Eu opeia omam as medidas necessá ias com o obje i o de elimina a
disc iminação con a as mulhe es com o obje i o de lhes assegu a di ei os iguais aos dos
homens no domínio da educação e do emp ego.
A educação e a o mação das mulhe es nem semp e o am di ei os ga an idos a es as,
no en an o, nos dias de hoje, segundo o a igo 2.º da Lei de Bases do Sis ema Educa i o
em Po ugal e na Eu opa segundo o a igo 14.º da Ca a dos Di ei os Fundamen ais da
União Eu opeia, odos os cidadãos êm o di ei o à educação bem como ao acesso à
o mação p o issional. Es e di ei o inclui a possibilidade de equen a g a ui amen e o
ensino ob iga ó io.
A igualdade de géne o, segundo Edgewo h (1922) em da ques ão “De em os
homens e as mulhe es ecebe uma emune ação igual exe cendo as mesmas unções
numa emp esa?”. O au o explica que a pala a igual na ques ão não é susce í el de
in e p e ação e de quan i icação. Ou seja, os géne os masculino e eminino de em se
emune ados da mesmo o ma, independen emen e do uso dis in o das suas capacidades.
In e nacionalmen e a in odução do concei o de igualdade de géne o não oi pací ica,
c iando discó dias en e o que se ia acaba com a disc iminação de géne o i ida e o que
se ia uma lu a de a i mação de in e esses po pa e da mulhe . (Amâncio, 2003)
Apesa da igualdade en e mulhe es e homens e sido um dos p incípios undamen ais
na União Eu opeia como e e ido an e io men e, con inua a e i ica -se uma cla a e
comp o ada desigualdade en e ambos. Pa a isso a Comissão Eu opeia ado ou a Ca a
das Mulhe es (2010) com o obje i o de e o ça a p omoção da igualdade en e homens
e mulhe es na Eu opa e no mundo.
Es a ealidade, apesa de não se a ideal, é bené ica quando compa ada com países
como o I ão, no qual as mulhe es en en am á ias p oibições, ais como: um homem
52
Capí ulo VI – Me odologia de In es igação de Dados
6.1. Me odologia U ilizada
O es udo em desen ol imen o ca ac e iza-se pela a aliação da opinião de cada
indi íduo, a a és de um es udo e in e p e ação es a ís ica dos dados ecolhidos,
elacionados com a opinião, po um lado, do ques ioná io di ecionado aos indi íduos que
já inicia am as suas ca ei as p o issionais, e po ou o lado, do ques ioná io aos
indi íduos que ocupam ca gos na ges ão de opo, ela i amen e ao impac o do géne o
eminino nes e se o .
Pa a p ocede à análise empí ica dos dados ecolhidos, u ilizou-se mé odos
quan i a i os, as amen e u ilizados nes e ipo de análises sociológicas e
compo amen ais, pe mi indo assim conhece e mensu a as opiniões e a i udes de uma
amos a ep esen a i a do público-al o a a és da análise es a ís ica dos dados ob idos,
segundo a ealização de ambos os ques ioná ios. (Agos inho & Mon ei o, 2013)
O ins umen o u ilizado pa a ecolhe es a in o mação consis iu num ques ioná io
echado online, ca ac e izado pela acilidade com que se inqui e um ele ado núme o de
pessoas, num cu o espaço de empo. Nes e es udo, o ques ioná io é de índole académica,
sendo as espos as echadas e obje i as, o nando assim o ques ioná io acessí el e com
um meno es o ço de espos a po pa e dos inqui idos. (Ama o, Pó oa & Macedo, 2005)
Na maio pa e das ques ões oi u ilizado a opção de mais que uma espos a
selecionada, que p e ende ampli ica e o imiza as a iadas opiniões.
Os ques ioná ios o am di ulgados a a és de edes sociais, en e as quais o LinkedIn
e o Facebook, e ambém ia email onde es e e disponí el online du an e 10 meses. No
caso do ques ioná io di ecionado a odos os indi íduos que já inicia am as suas ca ei as
p o issionais o mé odo de disseminação do ques ioná io oi, p edominan emen e, a ede
social Facebook. No caso do ques ioná io di ecionado aos indi íduos que ocupam ca gos
de ges ão de opo, os mé odos de di ulgação o am a ede social LinkedIn e o en io de
emails pa a á ias emp esas.
Como já e e ido acima, a e amen a u ilizada pa a o a amen o dos dados se á o
p og ama IBM SPSS STATISTICS ( e são 24), que ap esen a inúme as an agens em
elação a ou os p og amas exis en es, sendo elas, a acilidade de u ilização, a adequação
dos ní eis de complexidade às necessidades dos u ilizado es, a possibilidade de
53
acompanhamen o de odo o p ocesso analí ico, pe mi indo, po exemplo a elabo ação de
ela ó ios, que a a és do p óp io p og ama, que u ilizando um p ocessado de ex o.
(Lau eano & Bo elho, 2017)
Segundo Lau eano e Bo elho (2017), o IBM SPSS STATISTICS é um p og ama
bas an e comple o que ap esen a as seguin es uncionalidades:
• Acesso e ges ão de ele ada quan idade de dados, com possibilidade de es abelece
ligação com á ios so wa es de impo ação de dados (Excel, SAS, S a a);
• P epa ação dos dados pa a análise, a a és de codi icação, alidação, con agens,
seleção/pa ição de dados;
• Análise es a ís ica dos dados, po ia da cons ução de abelas, u ilização de
análise a o ial, modelos de classi icação, modelos de eg essão, sé ies empo ais,
edes neu onais, en e ou os;
• Cons ução de g á icos, sendo que exis e uma g ande di e sidade de ipos de
g á icos pe mi indo ao u ilizado escolhe o que melho se adap a aos dados que
p e ende analisa es a is icamen e;
• Ligação a ou o so wa e de a amen o es a ís ico.
No sen ido de p ocu a esponde às ques ões de in es igação já ap esen adas, o am
c iados dois ques ioná ios echados online, com di e en es públicos al o, sendo um deles
di ecionado pa a odos os indi íduos com mais de 18 anos que já possuam uma ca ei a
p o issional e o ou o di ecionado pa a os indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de
opo nas emp esas.
De e e i que, a aplicação dos ques ioná ios oi e e uada num pe íodo de ce ca de 10
meses, desde Junho de 2019 a é Ab il de 2020, sendo que a pa icipação oi olun á ia e
oi assegu ado o anonima o de cada inqui ido.
Conside ando as ques ões de in es igação, que podem ambém se designadas nes e
âmbi o po a iá eis, é impo an e pe cebe a azão pela qual elas o am de inidas e em
que medida são impo an es pa a es e ema.
O a a p imei a a iá el p ocu a iden i ica de que o ma a possí el exis ência de
disc iminação de géne o no seio de uma emp esa se elaciona com o ca go de ges ão de
opo desempenhado pelo indi iduo, endo como obje i o pe cebe , po exemplo, se
exis em ca gos hie a quicamen e supe io es onde a p esença eminina é meno e isso
54
pode ge a ou não p econcei o o ganizacional em elação a abalhado es do sexo
eminino, ou mesmo en a es impos os à ascensão de mulhe es a ca gos de ges ão de opo
nas emp esas des e se o de a i idade.
De seguida, com a segunda ques ão de in es igação p ocu a-se pe cebe se exis e uma
co elação en e a zona geog á ica e a disc iminação de géne o, po exemplo se exis em
zonas do país onde a disc iminação de géne o se encon a mais disseminada na população,
e como consequência o acesso aos ca gos de ges ão de opo po pa e das mulhe es o na -
se mais di ícil.
Com a e cei a a iá el de in es igação p e ende-se a e igua se a p edominância de
c enças de lide ança ligadas ao géne o masculino se em man ido ao longo dos anos, ou
se, pelo con á io, exis e, a ualmen e uma maio iden i icação com o géne o eminino e
um aumen o, de maio ou meno magni ude, da p esença eminina nos ca gos de ges ão
de opo e em con ex o labo al ge al, deco en es da possí el mudança de men alidade.
A qua a e úl ima ques ão de in es igação p ocu a iden i ica , se uma ez a ingido um
ca go de ges ão de opo po pa e de um indi íduo do sexo eminino, exis e ou não uma
disc epância sala ial en e essa mulhe e um homem que desempenhe uma unção
equi alen e.
Sendo que a disc iminação que se p e ende analisa no con ex o labo al pode se
mani es a de á ias o mas, que a a és da exis ência de en a es à ascensão das
mulhe es nas emp esas, das desigualdades sala iais ou a é mesmo das possí eis
di e enças de a amen o po pa e das che ias em elação a indi íduos do sexo eminino
e masculino, são á ias as ques ões desc i as nos ques ioná ios que dão espos a às
a iá eis acima mencionadas.
No sen ido de ob e dados que explici em a espos a à p imei a a iá el há que e em
con a as espos as às seguin es ques ões: “Qual o seu géne o?”, “Habili ações
académicas” e “Qual é a sua idade” p esen es em ambos os ques ioná ios.
Ainda na p imei a ques ão de in es igação, as ques ões: “A emp esa em que es á
(es e e) inse ido/a em mais mulhe es a ocupa ca gos de ges ão de opo do que homens?”
e “Os c i é ios e p ocedimen os de ec u amen o e seleção dos ecu sos humanos, pa a os
á ios ní eis hie á quicos da sua emp esa, êm p esen e o p incípio de igualdade de
géne o?”, es ão p esen es no ques ioná io di ecionado aos indi íduos que exe cem ou já
exe ce am a i idades labo ais. Enquan o que as ques ões: “Qual o seu ca go na emp esa?”
55
e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?” apenas se encon am no ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam
ca gos de ges ão de opo.
Em elação à segunda a iá el encon am-se, em ambos os ques ioná ios, as
pe gun as seguin es pe mi indo escla ece a e acidade da co elação equisi ada: “Zona
onde i e?”, “A emp esa em que es á inse ido(a) em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?”, “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?” e “Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”.
No que conce ne à e cei a a iá el de in es igação as ques ões se ão analisadas
segundo o ques ioná io em que se inse em. Sendo assim, exis e apenas uma ques ão
incluída em ambos os ques ioná ios: “Qual o seu géne o?”.
Pa a além des a, se ão analisadas as ques ões seguin es p esen es no ques ioná io
di ecionado pa a odos os indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais:
“A sua emp esa (a ual ou passada) es abelece medidas que enco ajam a pa icipação
equilib ada dos homens e das mulhe es no abalho?, “A emp esa possui no mas que
ga an am o espei o pela dignidade de mulhe es e homens no local de abalho?“, “As
pessoas que abalham na En idade são incen i adas a ap esen a suges ões que
con ibuam pa a a igualdade en e mulhe es e homens?”, “Conside a a igualdade en e
mulhe es e homens uma p io idade pa a o desen ol imen o o ganizacional?” e “Na sua
opinião, as mulhe es são igualmen e capazes em elação aos homens, de ocupa ca gos
de ges ão de opo”. Po ou o lado, ambém se ão idas em con a as seguin es ques ões
incluídas no ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo:
“Se é mulhe , quais os incen i os de opo unidades de acesso nos ca gos de ges ão de
opo que a sociedade de e incu i nos seus cidadãos?”, “Na sua opinião o géne o eminino
e o géne o masculino de em e as mesmas opo unidades de en ada nos ca gos de ges ão
de opo?”, “Conside a que as mulhe es es ão ap as a desempenha as mesmas unções de
ges ão que os homens?”, “Como classi ica a ade ências das mulhe es à ges ão de opo?”
e “Se osse p op ie á io/a de uma emp esa, con ia ia a ges ão da mesma a uma mulhe ?”.
Po im, a úl ima a iá el e e e-se às possí eis desigualdades sala ias na ges ão de
opo, des e modo consegue-se p o a a sua au en icidade a a és das ques ões “Qual o
seu géne o?” e “Qual a emune ação mensal líquida?”, p esen es no ques ioná io cujo
público al o ocupa ca gos de ges ão de opo.
56
6.2. De inição da Dimensão das Amos as
Como an e io men e e e ido, es e abalho dispõe de dois ques ioná ios, is o é, de
duas amos as que se ão analisadas es a is icamen e segundo as suas pa icula idades. A
p imei a amos a em es udo é cons i uída po odos os indi íduos que exe cem a i idade
labo al nas egiões No e, Cen o e Sul de Po ugal Con inen al.
A segunda amos a é espe i a a odos os indi íduos que ocupam luga es de ges ão
de opo nas mesmas egiões de Po ugal. Espe a-se que po i encia em e acompanha em
os p oblemas e obs áculos que su gem no con ex o da sua a i idade labo al, es ejam ap os
a esponde às ques ões colocadas da o ma mais co e a.
De aco do com a in o mação ansmi ida na pla a o ma es a ís ica PORDATA, os
dados mais ecen emen e publicados apon am pa a 4.670,400 de população emp egada
em Po ugal Con inen al, ep esen ando assim a p imei a população em es udo, como
podemos e i ica na abela abaixo.
Tabela 10: População Emp egada: To al, a Tempo Comple o e Pa cial
Te i ó io
Regime de du ação de abalho
To al
Tempo comple o
Tempo pa cial
Anos
2019
2019
2019
Con inen e
4 670,4
4 194,4
475,9
Fon e: PORDATA (2020)
Pa icipa am nes e ques ioná io online 224 indi íduos, onde apenas o am
conside ados álidos 201 ques ioná ios (23 espos as não sa is azem os equisi os
p e endidos). Assim, es a amos a é cons i uída po 201 ques ioná ios, co esponden e a
0,0000043% da população em es udo.
De o ma a pe cebe se as amos as conseguidas são su icien es, calculámos a amos a
mínima pa a cada população co esponden e, com os dados da abela abaixo e a seguin e
ó mula:
Equação 1: Cálculo da Amos a Mínima
𝑛 = 𝑝
(
1−𝑝
)
(
𝑆𝐸
𝑍
,
-+/𝑝
(
1−𝑝
)
𝑀
57
Tabela 11: Cálculo da Amos a Mínima
Fon e: Adap ado de Ma celino (2013)
Com os p essupos os acima desc i os, pe cebendo a população o al dos indi íduos
em a i idade labo al em Po ugal Con inen al em 2019, conseguimos calcula a a és da
ó mula acima, a amos a que se ia p e endida. Sendo assim comp o a-se que a amos a
e i ada, cump e a amos a mínima, sendo que 201 dos ques ioná ios o am acei es.
Segundo o Ins i u o Nacional de Es a ís ica (2020), a in o mação mais ecen e apon a
pa a 275.400 indi íduos em ca gos de ges ão de opo em Po ugal Con inen al,
ep esen ando assim a segunda população em análise nes e es udo.
A amos a e i ada des e segmen o de es udo é de 13 ques ioná ios, sendo que apenas
12 o am acei es segundo os equisi os impos os. Assim, es a amos a é cons i uída po
12 ques ioná ios, co espondendo a 0,00004% da população e e en e.
Quando aplicámos o cálculo pa a a de e minação da amos a mínima (acima
ilus ado) a es a população, ob emos um alo de 96, cons i uindo assim um núme o
supe io ao núme o de ques ioná ios que e e i amen e alcançamos.
Sendo assim, os alo es a ingidos na p imei a amos a não se e le i ão nes a segunda
amos a, o que pode á se explicado po á ios a o es, um deles e e en e ao ac o de a
população inque ida aze pa e de ca gos de ges ão de opo com en a es de acesso po
pa e de quem os que inque i .
Ní el de con iança
95%
P ecisão
10%
Va iá el alea ó ia no mal pad onizada
1.96
P obabilidade de sucesso
50% (0,5)
População
4.670,400
Amos a e i ada do ques ioná io
201
Amos a mínima
96
Onde:
n – Amos a mínima p e endida
p – P obabilidade de Sucesso
SE – P ecisão
Z – Va iá el alea ó ia no mal pad onizada
M – População o al dos camionis as
58
6.3. Ca ac e ização das Amos as
As abelas seguin es ap esen am os elemen os especí icos ela i os à ca ac e ização
das amos as, ob idos segundo as ques ões de enquad amen o cons an es do ins umen o
de ecolha u ilizado (ques ioná io), a a és da equência absolu a ( abs) e da equência
ela i a ( el) das espos as dos pa icipan es das amos as, ela i amen e a alguns
indicado es sociodemog á icos.
Com base no e e ido, a in o mação ap esen a-se di idida en e ambos os
ques ioná ios ealizados. Assim sendo, o ques ioná io di ecionado aos indi íduos que
exe cem ou já exe ce em a i idades labo ais se á iden i icado como “Ques ioná io 1”
(Anexo 2), enquan o que o ques ioná io di ecionado aos indi íduos que ocupam ca gos
de ges ão de opo se á denominado “Ques ioná io 2” (Anexo 3).
Tabela 12: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação ao Géne o
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Géne o
abs
el
abs
el
Masculino
78
38,8%
6
50%
Feminino
123
61,2%
6
50%
To al
201
100%
12
100%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
No que diz espei o ao géne o, des aca-se uma maio pa icipação eminina no
ques ioná io 1, enquan o que no ques ioná io 2 iden i icamos uma pa icipação equi a i a
en e o géne o eminino e masculino.
A abela e ó mula ap esen adas abaixo se i ão como supo e à esolução do cálculo
da média da a iá el “Idade”.
O limi e in e io e o limi e supe io são alo es co esponden es aos in e alos
de inidos no ques ioná io pa a a a iá el “idade”, assim sendo, depois de p ede inidos os
in e alos, pa a calcula a média das idades dos inqui idos es ando os dados ag upados
em classes, necessi amos de de e mina o “Mi” (Média dos in e alos), a a és do cálculo
das espe i as médias dos e e en es in e alos.
59
Tabela 13: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação à Idade
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Idade
Mi
abs
el
abs
el
Limi e in e io
Limi e Supe io
18 anos
25 anos
21,5
55
27,4%
//
//
26 anos
33 anos
29,5
32
15,9%
3
25%
34 anos
41 anos
37,5
37
18,4%
2
16,7%
42 anos
49 anos
45,5
34
16,9%
1
8,3%
50 anos
57 anos
53,5
16
8%
1
8,3%
58 anos
65 anos
61,5
11
5,5%
3
25%
66 anos
73 anos
69,5
16
8%
2
16,7%
To al
201
100%
12
100%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Fó mula u ilizada no cálculo da média com os dados ag upados em classes:
Equação 2: Cálculo da Média com os Dados G upados em Classe
𝑋/ ≈
3
𝑓5
6
578 𝑀5=/
3
𝑓/𝑟𝑒𝑙5𝑀𝑖5
=
578
De seguida ap esen am-se os esul ados da aplicação da ó mula às amos as de ambos
os ques ioná ios:
Tabela 14: Média da Va iá el “Idade” pa a os ques ioná ios 1 e 2
Ques ioná ios
Média
1
38,3 anos
2
48,8 anos
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Onde:
Li – Limi e in e io da classe
Ls – Limi e supe io da classe
Mi – Média dos limi es dos in e alos
abs – F equência absolu a
el – F equência ela i a
60
Rela i amen e à a iá el quan i a i a “idade” na abela 13 consegue-se e i ica uma
maio concen ação de inqui idos nas aixas e á ias a é aos 49 anos (42 - 49), a pa i da
qual se e i ica uma edução signi ica i a da pa icipação, is o no que conce ne ao
ques ioná io 1. Assim, segundo a abela 14 a idade média dos inqui idos do ques ioná io
1 é de 38,3. Já no ques ioná io 2 salien a-se a não pa icipação de inqui idos na aixa
e á ia dos 18 a 25 anos e uma dis ibuição de pa icipações pelas es an es aixas e á ias
ap oximadamen e equi a i a ( abela 13), sendo a média das idades dos pa icipan es de
48,8 ( abela 14).
Tabela 15: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação às Habili ações Académicas
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Habili ações académicas
abs
el
abs
F el
F
M
F
M
F
M
F
M
Menos de 6 anos de
escola idade
6
7
4,9%
9%
//
//
//
//
9º ano
5
5
4,1%
6,4%
//
2
//
33,3%
12º ano
30
18
24,4%
23,1%
//
1
//
16,7%
Cu so P o issional
8
6
6,5%
7,7%
//
//
//
//
Bacha ela o
5
6
4,1%
7,7%
//
//
//
//
Licencia u a
49
27
39,8%
34,6%
2
3
33,3%
50%
Mes ado
19
8
15,4%
10,3%
4
//
66,7%
//
Dou o amen o
1
1
0,8%
1,3%
//
//
0
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Analisando as habili ações académicas dos inqui idos, egis a-se uma p edominância
de mulhe es com o 12º ano (24,4%) e mulhe es licenciadas (39,8%), cená io idên ico
quando obse amos os alo es e e en es aos homens, sendo que os homens de en o es
do 12º ano de ém 23,1% e os licenciados 34,6% dos alo es.
No ques ioná io 2, os alo es e e en es às mulhe es di idem-se en e mes es
(66,7%) e licenciadas (33,3%), em con apa ida as habili ações dos indi íduos do sexo
masculino epa em-se en e o 9ºano (33,3%), o 12º ano (16,7%) e a licencia u a (50%).
61
Tabela 16: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação ao Es ado Ci il
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Es ado ci il
abs
el
abs
el
F
M
F
M
F
M
F
M
Sol ei o/a
59
34
48%
43,6%
1
//
16,7%
//
Casado/a
45
32
36,6%
41%
4
5
66,7%
83,3%
Unido/a de Fac o
5
3
4,1%
3,9%
//
//
//
//
Viú o/a
7
4
5,7%
5,1%
//
1
//
16,7%
Di o ciado/a
7
5
5,7%
6,4%
1
//
16,7%
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Segundo ambas as amos as no que espei a ao es ado ci il, no ques ioná io 1
conseguimos pe cebe que uma ele ada pa cela das pa icipan es emininas são sol ei as
(48%) e casadas (36,6%), o mesmo acon ece aos pa icipan es masculinos com 43,6% e
41% espe i amen e. Po ou o lado no ques ioná io 2, 75% das espos as ob idas
co espondem ao es ado ci il “casado/a”.
Tabela 17: Ques ões de Enquad amen o – Resul ados Ob idos em Relação à Zona onde i e
Ques ões
Ques ioná io 1
Ques ioná io 2
Zona onde i e
abs
el
abs
el
F
M
F
M
F
M
F
M
In e io No e
13
9
10.6%
11,5%
//
//
//
//
In e io Cen o
8
4
6,5%
5,1%
1
//
16,7%
//
In e io Sul
7
7
5,7%
9%
//
//
//
//
Li o al No e
63
37
51,2%
47,4%
4
5
66,7%
83,3%
Li o al Cen o
29
17
23,6%
21,8%
1
1
16,7%
16,7%
Li o al Sul
3
4
2,4%
5,1%
//
//
//
//
To al
123
78
100%
100%
6
6
100%
100%
Legenda: F (Géne o Feminino), M (Géne o Masculino).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Ao obse a a abela acima, e i icamos que em ambos os ques ioná ios, os inqui idos
si uam-se maio i a iamen e na zona li o al no e.
68
hie á quico como pelos colabo ado es em ní eis hie á quicos in e io es, podendo, des e
modo não consegui implemen a mudanças subs anciais na o ganização.
Toda ia, a di e sidade de géne o nas emp esas em sido de o ma c escen e obje o de
es udo po pa e de á ios in es igado es. Um es udo ealizado po Ca e , Simkins e
Simpson (2003) de e minou uma elação posi i a en e as mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão e o alo da emp esa.
De seguida de emos analisa a segunda a iá el dummy “Disc iminação Di ecionada
aos Homens” co esponden e à a iá el dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos
de ges ão de opo” e seguindo o mesmo p ocedimen o an e io men e conside ado, ob e e-
se os seguin es esul ados:
Tabela 23: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Disc iminação Di ecionada aos Homens”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.209*
5,776
0,000
Géne o (G)
-0,184
-2,667
0,008
1
-0,186
Idade – Escalão 3 (E3)
O,145
2,094
0,037
1
0,147
𝑅-=5,5%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), G (Géne o), E3 (Escalão 3 (34-41 anos)),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 4: Equação MRLM - Disc iminação a Homens
𝑫𝑯= 0,209−0,184𝐺+0,145𝐸3
A abela 23 dá-nos a in o mação de quais as a iá eis em análise, depois de as
es an es e em sido excluídas (como imos no p ocedimen o es a ís ico an e io ), pa a
além disso, conseguimos pe cebe a in luência de cada uma delas na a iá el dependen e
e em que sen ido se elacionam. No caso da a iá el “Géne o”, iden i ica-se uma
con ibuição nega i a, is o é, um aumen o des a a iá el le a a um dec éscimo da a iá el
dependen e em es udo.
Em elação à a iá el “Idade- Escalão 3” e i ica-se uma elação opos a em que um
aumen o des a a iá el con ibui pa a um ac éscimo da a iá el dependen e.
69
Depois de e mos ap esen ado o MRLM pa a ambas as a iá eis dependen es,
de emos e i ica se o modelo é adequado, e po isso, de seguida é ei a uma análise à
no malidade dos esíduos.
Tabela 24: Es a ís ica dos Resíduos - MRLM com Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
Mínimo
Máximo
Média
Des io Pad ão
N
Valo p e is o
0,44
0,93
0,54
0,195
201
Resíduo
-,927
0,556
0,000
0,460
201
Valo P e is o
pad onizado
-,505
1,971
0,000
1,000
201
Resíduo pad onizado
-2,011
1,207
0,000
0,997
201
Legenda: N (Núme o da Amos a)
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Tabela 25: Es a ís ica dos Resíduos - MRLM com Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada aos Homens"
Mínimo
Máximo
Média
Des io Pad ão
N
Valo p e is o
0,06
0,35
0,18
0,090
201
Resíduo
-,352
0,936
0,000
0,374
201
Valo P e is o
pad onizado
-1,272
1,913
0,000
1,000
201
Resíduo pad onizado
-,938
2,493
0,000
0,995
201
Legenda: N (Núme o da Amos a)
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Analisando as abelas 24 e 25 e i icamos que a es a ís ica dos esíduos es á de aco do
com aquilo que é, po de inição, uma a iá el que segue uma dis ibuição no mal. Is o é,
a média e o des io pad ão assumem semp e os alo es 0 e 1 espe i amen e. Es a
ca ac e ís ica es a ís ica es á isí el em ambas as abelas, o que demons a que o
p essupos o co esponden e à no malidade dos esíduos é alido.
Segundo Fu ado (2013), ainda exis em, condicionan es à pa icipação da mulhe ,
como po exemplo, os es e eó ipos que impedem o a anço do sexo eminino nas
o ganizações, p imando des a o ma, a disc iminação en e géne o.
Esses es e eó ipos de géne o consis em na maio ia em a aliações e ideias nega i as
em elação às mulhe es, uma ez que suge em que es as de êm menos capacidades de
sucesso p o issional. (Dueh & Bono, 2006)
De seguida i emos analisa a amos a conseguida com o ques ioná io ealizado aos
indi íduos que ocupam luga es de ges ão de opo.
70
A a iá el dependen e ep esen a, al como a an e io , a disc iminação de géne o nos
ca gos de ges ão de opo p esen e nas espos as à ques ão: “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”, sendo uma a iá el
quali a i a p ocedeu-se à subs i uição das espos as “sim” e “não” po “1” e “0”
espe i amen e. Po ou o lado, as a iá eis independen es são o Géne o, a Idade, as
Habili ações académicas e o Ca go ocupado na emp esa. Como odas es as a iá eis são
de na u eza quali a i a oi necessá io pa a cada uma delas a c iação de uma ou mais
a iá eis dummy. Pos o is o e depois de u iliza o mé odo En e pa a a alidação das
a iá eis independen es que são mais adequadas, chegámos aos seguin es esul ados:
Tabela 26: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos de ges ão de opo”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.125*
1,195
0,000
Mes ado (M)
0.837
4,830
0,001
1
0.837
𝑅-=70%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), M (Mes ado),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 5: Equação MRLM - Disc iminação de Géne o na Ges ão de Topo
𝑫𝑮𝑮𝑻= 0,125+0,837M
Os alo es ap esen ados na abela 26 e elam que a única a iá el independen e
es a is icamen e ele an e pa a o modelo é a a iá el “Mes ado”.
Todas as ou as a iá eis independen es excluídas, possuem um ní el de signi icância
supe io a 0,05 logo não cump em os equisi os e não de em se conside adas no p ocesso
de ob enção do MLRM.
Os esul ados ap esen ados na abela 26, pe mi em pe cebe que a a iá el
independen e in luencia a a iá el dependen e segundo o coe icien e de eg essão
pad onizado.
No caso da a iá el independen e “Mes ado” obse amos um coe icien e de 0,956 o
que ep esen a uma pe cen agem de 95,6% de in luência na a iá el dependen e.
Apesa do e e ido, em 2018 o núme o de mulhe es (29,8%) que possuía o ní el de
escola idade “Ensino Supe io ” ul apassou o dos homens (19,7%), cons a ado na abela
4. (PORDATA, 2020)
71
Ainda que as mulhe es de enham ní eis de escola idade supe io es, o mes ado es á
subs ancialmen e elacionado com a disc iminação de géne o nos ca gos de ges ão de
opo ( a iá el dependen e).
A Teo ia do capi al Humano demons a a exis ência de meno es p obabilidades de o
géne o eminino se p omo ido hie a quicamen e segundo ês azões: a al a de
habili ações necessá ias, o que de e se excluído, pois imos an e io men e que as
mulhe es são po ado as de ní eis de escola idade mais al os que os homens; as suas
p e e ências de emp ego, na medida em que o géne o pode desempenha um papel
de e minan e, com base nas di e en es necessidades de homens e mulhe es e po im a
possí el exis ência de pouca expe iência labo al, que é equen emen e um dos equisi os
exigidos no p ocesso de ec u amen o. (Ha eman & Be es o d, 2011)
Es a elação en e as duas a iá eis ambém se aduz no alo da co elação pa cial
que é p óximo de 1, ou seja, exis e uma co elação ele ada en e a habili ação académica
“Mes ado” e a exis ência de disc iminação na emp esa nos ca gos de ges ão de opo.
Pa a comp o a que o MRLM cump e o p essupos o da no malidade dos esíduos,
ap esen ámos o seguin e his og ama dos esíduos pad onizados:
Figu a 1: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e “Disc iminação de géne o nos ca gos de
ges ão de opo”
Ve i ica-se pela análise da igu a 1 que os esíduos pad onizados no modelo ob ido
seguem ap oximadamen e uma dis ibuição no mal, com média nula e des io pad ão
ap oximadamen e igual a 1.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
72
2. Exis e co elação en e a zona geog á ica e a disc iminação de géne o?
Pa a e i ica se a disc iminação de géne o es á elacionada com a zona geog á ica,
analisou-se a possí el exis ência de disc iminação a a és das espos as às seguin es
ques ões: “A emp esa em que es á inse ido(a) em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?” e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?” inse idas no ques ioná io 1, aplicando-se o
MRLM e os espe i os p ocedimen os mencionados na ques ão de in es igação an e io .
As ques ões an e io men e e e idas cons i uem as a iá eis dependen es, sendo que
a p imei a se á pos e io men e di idida em duas a iá eis de ido ao ac o de pode
indica disc iminação ace aos dois géne os, es e p ocesso já oi u ilizado na p imei a
ques ão de in es igação. As a iá eis independen es no es udo em causa deco em das
possibilidades de espos a à ques ão “Zona onde i e?”.
Pos o is o e seguindo o mesmo aciocínio ado ado pa a a de e minação dos MRLM,
ap esen am-se os esul ados nas seguin es abelas:
Tabela 27: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde hou esse
disc iminação em elação às mulhe es?”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.342*
8,827
0,000
Li o al Cen o (LC)
0,174
2,489
0,014
1
0.174
𝑅-=3%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), LC (Li o al Cen o),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 6: Equação MRLM - Exis ência de Disc iminação na Emp esa
𝑬𝑫𝑬=0,342+0,174LC
Após selecionadas as a iá eis independen es que conduzem a um MRLM que
cump a os equisi os de inidos pa a o es udo, cons a ou-se que a única a iá el que de e
se conside ada é a co esponden e à zona geog á ica “Li o al Cen o”.
Sendo o modelo álido es a is icamen e, pois o seu ní el de signi icância é in e io a
0,05, não cons i ui um modelo mui o iá el, pois o coe icien e de de e minação é apenas
3%, o que indica que o impac o da a iá el independen e na a iá el dependen e é
ex emamen e eduzido.
73
O mesmo se pode e i ica analisando a co elação pa cial que é conside a elmen e
eduzida, assim podemos a i ma que não exis e uma co elação no ó ia en e elas.
Tabela 28: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
0.594*
15,029
0,000
Li o al Cen o (LC)
-0,189
-2,713
0,007
1
-0,189
𝑅-=3,6%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação Pa cial), LC (Li o al Cen o),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 7: Equação MRLM - Disc iminação às Mulhe es
𝑫𝑴= 0,594−0,189LC
Ao con á io do cons a ado na abela 27, os esul ados da abela 28 indicam que a
in luência da a iá el independen e é nega i a, is o é, à medida que a a iá el
independen e assume alo es supe io es a a iá el dependen e diminui.
Ainda que, al como no MRLM an e io , não se iden i ica uma co elação subs ancial
en e as duas a iá eis demons ado que pelo coe icien e de de e minação que pela
co elação pa cial.
Os ac os an e io men e e a ados, e i icando a abela 5, es ão de aco do com os
alo es mencionados na mesma, pois azendo uma b e e compa ação en e os anos 2000
e 2018, cons a amos que os esul ados em Po ugal, ela i amen e à população emp egada
po sexo, o na am-se mais equilib ados.
Os aspe os sup aci ados podem se consequência da implemen ação de á ias
medidas cujo o obje i o é e adica as es ições de acesso ao me cado de abalho e
ga an i salá ios e opo unidades de emp ego iguali á ios. (Lis e , 2003)
Po ou o lado, e obse ando os dados e e en es à Zona Eu o ( abela 5), concluímos
que exis em disc epâncias acen uadas, e le indo uma maio desigualdade de géne o no
acesso ao abalho, pois em 2018, a pe cen agem de homens emp egados e a de 53,9%,
enquan o que as mulhe es ocupa am apenas 46,1% da população emp egada.
(PORDATA, 2020)
74
A pa icipação das mulhe es no me cado de abalho, em sido des acada em á ias
polí icas eu opeias, nomeadamen e, na Es a égia Eu opeias 2020, com o obje i o de
assegu a e ele a a axa de emp ego das mulhe es. (COM, 2011)
Es e comp omisso, assen a num maio equilíb io en e mulhe es e homens nas
unções de decisão e pode , con ibuindo pa a a c iação de melho es emp egos e
es imulando a economia nacional e eu opeia. (Ma ques & Mo ei a, 2011)
Em elação à a iá el dependen e “Disc iminação Di ecionada aos Homens”, não é
possí el ob e um MRLM álido, com a iá eis independen es elacionadas com a zona
geog á ica de esidência, como podemos comp o a na abela abaixo:
Tabela 29: Coe icien es do MRLM conside ando odas as a iá eis independen es
Modelo
b
b_P
Sig.
VIF
1
(Cons an e)
0,16
4,148
0,000
In e io No e
-0,024
-0,019
-0,26
0,795
1,086
In e io Cen o
0,09
0,056
0,764
0,446
1,053
In e io Sul
0,054
0,036
0,493
0,622
1,061
Li o al No e
-0,038
-0,050
-0,700
0,485
1
Li o al Cen o
0,079
0,087
1,152
0,251
1,126
Li o al Sul
-0,160
-0,077
-1,061
0,290
1,033
Legenda:
b
(Coe icien e de eg essão não pad onizado),
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da
e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância), VIF (Fa o de in lação da a iância).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Como podemos e i ica na abela acima, nenhuma das a iá eis independen es
ap esen a na sua con ibuição pa a o modelo um ní el de signi icância in e io a 0,05,
pelo que nenhuma delas é es a is icamen e ele an e, o que az com que o modelo não
seja adequado.
Pe an e es e ac o, podemos a i ma que não exis e nenhuma co elação en e a zona
de esidência dos inqui idos e a possibilidade de ha e disc iminação di ecionada aos
homens nos ca gos de ges ão de opo.
75
Figu a 2: His og ama dos Resíduos Pad onizados – Va iá el Dependen e “Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde
hou esse disc iminação em elação às mulhe es?”
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Figu a 3: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e "Disc iminação Di ecionada às Mulhe es"
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
As igu as 2 e 3 ep esen am os his og amas dos esíduos pad onizados pa a os
MRLM, ap esen ados nas abelas 27 e 28. Es es seguem uma dis ibuição es a ís ica do
ipo no mal, pois e idenciam uma média nula e um des io pad ão igual a 1.
76
Seguidamen e i emos analisa a amos a conseguida com o ques ioná io ealizado aos
indi íduos que ocupam luga es de ges ão de opo.
Em elação à a iá el dependen e selecionámos a seguin e: “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”
As a iá eis independen es co espondem às possibilidades da ques ão “Zona onde
i e” que o am selecionadas pelos inqui idos, as quais: “In e io Cen o”, “Li o al
Cen o” e “Li o al No e”.
Numa p imei a ase p ocu ou-se ob e uma elação en e as a iá eis independen es
e a a iá el dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos luga es
hie a quicamen e supe io es?”. Tal elação es á desc i a na seguin e abela:
Tabela 30: Coe icien es do MRLM - Va iá el Dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as mulhe es nos
luga es hie a quicamen e supe io es?”
b_P
Sig.
VIF
CP
Cons an e
1*
4,392
0,001
Li o al No e (LN)
-0,683
-2,958
0,014
1
-0,683
𝑅-=46,7%, com um in e alo de con iança de 95%
Legenda:
b
_P (Coe icien e de eg essão pad onizado), (Inclinação da e a de eg essão), Sig. (Ní el de Signi icância),
VIF ((Fa o de in lação da a iância), CP (Co elação pa cial), LN (Li o al No e),
𝑹𝟐
(Coe icien e de de e minação).
* - No caso da cons an e o coe icien e a conside a é o não pad onizado.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Equação 8: Equação MRLM - Emp esa Disc imina Mulhe es
𝑬𝑫𝑴=1−0,683LN
Obse ando a abela 30, e i icamos que a a iá el independen e possui uma
co elação signi ica i a com a a iá el dependen e comp o ado pelos pa âme os –
coe icien e de de e minação e co elação pa cial – a a iá el explica i a possui um
impac o nega i o na possí el disc iminação às mulhe es po pa e da emp esa.
Tal pe mi e es abelece uma ligação en e es a disc iminação e a zona de esidência
do inqui ido se ou a que não o li o al no e.
Como já e e uado pa a os ou os MRLM, impo a e i ica semp e o possí el não
cump imen o dos p essupos os dos mesmos. Nomeadamen e a dis ibuição no mal dos
esíduos pad onizados, essa p op iedade pode se cons a ada a a és da análise da igu a
4.
77
Figu a 4: His og ama dos Resíduos Pad onizados - Va iá el Dependen e “Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e supe io es?”
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Obse ando que o his og ama que a in o mação ela i a à média e ao des io pad ão
p esen es na igu a 4, e i icamos que al dis ibuição es a ís ica apenas se coaduna com
a de uma a iá el que segue uma dis ibuição no mal.
3. A men alidade a ualmen e exis en e p omo e a igualdade de géne o em
con ex o labo al?
Analisada a composição de ambos os ques ioná ios (o ques ioná io di ecionado pa a
odos os indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais e o ques ioná io
di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo) endo em con a a
men alidade dos inqui idos i emos pe cebe se es á p omo e a igualdade do géne o no
me cado de abalho. Pos o is o, no âmbi o da e cei a ques ão de in es igação se á
ealizado uma análise de equência u ilizando g á icos e abelas compa ando as
conclusões das mesmas com o espe i amen e e e ido no enquad amen o eó ico.
Pe cebendo assim se a men alidade a ualmen e exis en e sob e es e ema es á de aco do
com o e e ido pelos á ios au o es acima mencionados. Como an e io men e e e uado
i emos inicia com o ques ioná io e e en e aos indi íduos que exe cem ou já exe ce am
a i idades labo ais.
Nes e inqué i o as ques ões in es igadas: “Conside a a igualdade en e mulhe es e
homens uma p io idade pa a o desen ol imen o o ganizacional?” e “Na sua opinião, as
mulhe es são igualmen e capazes em elação aos homens, de ocupa ca gos de ges ão de
84
Figu a 8: G á ico de Ba as - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.6
Pa a uma boa pe o mance emp esa ial, é p imo dial que o líde enco aje os seus
subo dinados a o na em-se mais p oa i os an o a ní el emp esa ial como a ní el
indi idual, sendo o géne o eminino um impulsionado des as p á icas. (S el e , 2002)
Con udo e mesmo sendo a lide ança eminina uma g ande an agem compe i i a pa a
as emp esas, as mulhe es depa am-se com g andes en a es à ascensão hie á quica numa
emp esa. Po isso segundo o g á ico acima exis e uma ca ência de medidas que p ocu em
emo e as di iculdades que uma líde possa en en a du an e o exe cício das unções ou
mesmo an es de a ingi essa posição numa o ganização, as espos as 3 e 4 o am as mais
elei as pelas mulhe es inqui idas o que e o ça a ideia an e io men e ansmi ida.
3.7. “Na sua opinião o géne o eminino e o géne o masculino de em e as mesmas
opo unidades de en ada nos ca gos de ges ão de opo?”
A espos a a es a ques ão é unanime po pa e de odos os inqui idos, a opinião dos
mesmos eme e pa a a não exis ência de p econcei os em elação às mulhe es, den o
des a amos a.
Segundo a O ganização das Nações Unidas (1979), odos os es ados-memb os de em
oma medidas adequadas na eliminação da disc iminação de géne o, a a és do di ei o
às mesmas opo unidades de emp ego.
Legenda: R1 (Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às necessidades an o do sexo masculino como do sexo
eminino.), R2 (Educa odas as c ianças de o ma a p omo e uma mudança cul u al na sociedade.), R3 (Educa odas
as c ianças de o ma a p omo e uma mudança cul u al na sociedade e Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às
necessidades an o do sexo masculino como do sexo eminino.), R4 (Educa odas as c ianças de o ma a p omo e
uma mudança cul u al na sociedade, Amplia o concei o de lide ança, ajus ando às necessidades an o do sexo
masculino como do sexo eminino e P omo e salá ios mais iguali á ios).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
85
Tabela 33: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.7
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
6
6
12
To al
6
6
12
A igualdade de opo unidades de a amen o no abalho aduz-se em di ei os e
de e es iguais. (Rebelo, 2011)
Assim, a ges ão es a égica das pessoas, ans o ma-se num elemen o cha e, no qual
as o ganizações de em p ima pela manu enção dos e dadei os alen os com uma maio
in eg ação en e colabo ado es. (Lima, 2011)
3.8. “Conside a que as mulhe es es ão ap as a desempenha as mesmas unções de
ges ão que os homens?”
Segundo E ans (2014) as o ganizações começa am a en ende que a maio on e de
ecei a são os colabo ado es nela inse idos, independen emen e do géne o ou das suas
ca ac e ís icas pessoais.
Tabela 34: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.8
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
1
3
4
R2
4
1
5
R3
1
2
3
To al
6
6
12
Como imos an e io men e, po pa e dos inqui idos, não exis e e idências de
qualque disc iminação em elação às compe ências emininas.
Segundo a Teo ia do G ande Homem e a Teo ia dos T aços de Pe sonalidade, as
compe ências de lide ança e am in ínsecas ao homem, es e de inha capacidades ina as
pa a exe ce unções hie a quicamen e supe io es. (Coelho, 2014)
Legenda: R1 (Sim).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Legenda: R1 (Sim, as mulhe es de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens.), R2 (Sim, as mulhe es
de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens e Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos), R3 (Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
86
No en an o, segundo as Teo ias Compo amen ais da lide ança, se -se líde é uma
ques ão de ap endizagem, ao con á io da eo ia an e io . E os esul ados ine en es a es a
a i idade deco em do modo como cada líde age em di e en es si uações, di ando assim
a sua e icácia. (Ilha co & Lou enço, 2009)
No en an o, segundo o Eu os a (2017), as di e enças são ainda ele an es nos ca gos
de ges ão de uma emp esa, pois as mulhe es ocupam apenas 22% nos ca gos de di eção
e 10% nos ca gos de di eção execu i a.
3.9. “Como classi ica a ade ência das mulhe es à ges ão de opo?”
Com es a ques ão i emos pe cebe , segundo a opinião dos inqui idos, qual o g au de
ade ência do géne o eminino aos ca gos de ges ão de opo.
Tabela 35: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.9
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
4
3
7
R2
0
1
1
R3
2
2
4
To al
6
6
12
Mais de me ade dos inqui idos a ibui um ní el de ade ência conside á el das
mulhe es à ges ão de opo. No en an o, segundo os dados ecolhidos na pla a o ma
Eu os a , a pa icipação eminina não é assim ão no ó ia.
Segundo o concei o s icky loo as mulhe es en en am di iculdades ao en a ascende
a ca gos de au o idade nas emp esas, o iginando uma maio concen ação das mesmas na
base da pi âmide hie á quica. Uma das jus i icações pa a es e enómeno é que no
ec u amen o pa a es as a i idades, os homens são econhecidos segundo o seu po encial,
enquan o que as mulhe es são con a adas apenas pelo se his ó ico p o issional. (Bae
e a.l, 2016)
O ambien e o ganizacional em que as mulhe es se encon am ambém in luencia a
es agnação da ca ei a p o issional das mesmas, uma ez que, são ambien es
maio i a iamen e masculinos, não po enciando o p og esso e p omoção do géne o
emino. (Co ell, 2004)
Legenda: R1 (Conside á el ade ência), R2 (Mui a ade ência)), R3 (Pouca ade ência).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
87
3.10. “Se osse p op ie á io/a de uma emp esa, con ia ia a ges ão da mesma a
uma mulhe ?”
Es a ques ão se i á de e o ço da ideia passada pelas es an es, uma ez que, com ela
i emos pe cebe se ealmen e em e mos p á icos os inqui idos con iam nas compe ências
do géne o eminino pa a ca gos de lide ança numa emp esa.
Tabela 36: Tabela de Re e ência C uzadas - F equência absolu a das espos as à ques ão 3.10
Respos as
Géne o
To al
Feminino
Masculino
R1
1
3
4
R2
5
2
7
R3
0
1
2
To al
6
6
12
Em suma, os inqui idos não ap esen am sinais de in ole ância à igualdade en e
mulhe es e homens, como podemos e i ica na abela 36, pois a o alidade des es
espondeu a i ma i amen e à ques ão equisi ada.
4. A mulhe es so e ão desigualdades sala iais na ges ão de opo?
Pa a a isualização da co elação en e as a iá eis “Géne o” e “Qual a sua
emune ação mensal líquida” oi u ilizado o es e Qui-quad ado de Pea son de o ma a
e i ica a elação en e as mesmas.
A dis ibuição
𝑥-
ou qui-quad ado oi desen ol ida inicialmen e, de aco do com
Up on e Cook (2002), pelo ísico alemão E ns Ca l Abbe (1849-1905) em 1863.
Es a dis ibuição em como obje i o pe cebe se duas a iá eis são dependen es ou
independen es. O mé odo esume-se a dispo os dados de o ma a que es es sigam uma
dis ibuição no mal, is o é, odos os alo es possí eis pa a a a iá el, êm igual
p obabilidade de se e i ica em. Seguidamen e compa a-se a dis ibuição obse ada com
a an e io men e calculada (dis ibuição espe ada).
Legenda: R1 (Sim, as mulhe es de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens.), R2 (Sim, as mulhe es
de êm as mesmas capacidades de lide ança que os homens e Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos), R3 (Sim, as mulhe es de em desempenha ca gos de ges ão
pois possuem ca ac e ís icas adequadas pa a os mesmos).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
88
Pos o is o e com a u ilização da pla a o ma SPSS, in oduziu-se os dados
co esponden es às a iá eis “Géne o” e “Qual a sua emune ação mensal líquida” na
opção “Tabela de F equência C uzada” e selecionou-se o es e Qui-quad ado, endo-se
ob ido os esul ados ap esen ados nas seguin es abelas.
Tabela 37: Tabela de Re e ência C uzada - Géne o Vs. Remune ação Líquida
Remune ação líquida
Menos de
999€
1000€ -
2999€
3000€ -
4999€
To al
Géne o
Feminino
Con agem
0
4
2
6
Con agem Espe ada
0,5
4,5
1,0
6,0
% em Géne o
0,0 %
66,7%
33,3%
100,0%
% em Remune ação líquida
0,0 %
44,4%
100,0%
50,0%
% do To al
0,0 %
33,3%
16,7%
50,0%
Masculino
Con agem
1
5
0
6
Con agem Espe ada
0,5
4,5
1,0
6,0
% em Géne o
16,7%
83,3%
0,0%
100,0%
% em Remune ação líquida
100%
55,6%
0,0%
50,0%
% do To al
8,3%
41,7%
0,0%
50,0%
To al
Con agem
1
9
2
12
Con agem Espe ada
1,0
9,0
2,0
12,0
% em Géne o
8,3%
75,0%
16,7%
100,0%
% em Remune ação líquida
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
% do To al
8,3%
75,0%
16,7%
100,0%
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Compa ando os dados expos os na abela acima, e i ica-se que as oco ências
obse adas não são mui o díspa es das espe adas, sendo o pio caso uma di e ença de 1
con agem no salá io “3000€ - 4999€” pa a ambos os géne os.
Es es esul ados e idenciam independência en e as duas a iá eis em es udo, pois a
dis ibuição expe imen al não di e e subs ancialmen e da dis ibuição espe ada.
89
(2;0,05)
5,991
3,111
0,05
Embo a a análise da abela já e idencie que as duas a iá eis não exe cem in luência
uma sob e a ou a, impo a es a es a is icamen e o conjun o de dados e e uando o es e
Qui-quad ado.
Tabela 38: Resul ados do Tes e Qui-quad ado
Valo
gl
Sig.
Qui-quad ado de Pea son
3,111
2
0,211
Legenda: gl (G aus de Libe dade), Sig. (Signi icância Assin ó ica).
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Pa a in e p e a os dados dos es e Qui-quad ado, o am de inidas as seguin es
hipó eses, a hipó ese nula que ep esen a uma si uação em que as a iá eis são
independen es e a hipó ese 1 que ep esen a a si uação dual.
H0: A dis ibuição dos salá ios é igual, independen emen e do géne o.
H1: A dis ibuição dos salá ios di e e segundo o géne o.
Analisando a abela chega-se à conclusão que as a iá eis são independen es, sendo
que, podemos nos basea que no alo do Qui-quad ado, que no ní el de signi icância.
Em elação ao alo do Qui-quad ado, é necessá io consul a a abela de dis ibuição
Qui-quad ado (Anexo 1), c uzando os g aus de libe dade e o ní el de signi icância (0,05)
p e iamen e de inido. Consul ando a e e ida abela cons a a-se que o alo do Qui-
quad ado limi e é 5,991.
Fon e: Au o ia P óp ia (2020)
Sabendo que o nosso Qui-Quad ado limi e é 5,991, e i icamos que o Qui-Quad ado
calculado é in e io . Ou seja, na igu a acima cons a ámos que o alo do Qui-Quad ado,
não se encon a na á ea de ejeição da hipó ese nula (3,111 < 5,991). E po isso
concluímos que não se ejei a a hipó ese nula: A dis ibuição dos salá ios é igual,
independen emen e do géne o.
Figu a 9: Função Dis ibuição Qui-quad ado
90
De o ma a complemen a a análise dos esul ados an e io , podemos a e igua se a
signi icância assin ó ica é in e i ou supe io ao ní el de signi icância. No caso do es udo
ealizado é supe io (0,211 > 0,05), pelo que, nes as ci cuns âncias não se ejei a a
hipó ese nula.
Nes e sen ido Edgewo h (1922), ques iona: “De em os homens e as mulhe es ecebe
uma emune ação igual exe cendo as mesmas unções numa emp esa?”, na qual conclui
que a pala a igual não é susce í el de in e p e ação e de quan i icação, is o é, os géne os
masculino e eminino de em se emune ados da mesmo o ma, independen emen e do
uso dis in o das suas capacidades.
Gipson, P a , Mendelsohn, Ca enacci e Bu ke (2017) conside am que o ní el de
emune ação iguali á io é um a o de e minan e pa a o desen ol imen o da ca ei a das
mulhe es, no sen ido, em que ap esen a e ei os posi i os na e enção e sa is ação com o
abalho.
No en an o, segundo o PORDATA (2020), a ní el nacional, os homens ganham em
média mais 26% em elação às mulhe es conside ando que ambos são ges o es de opo.
E se obse a mos a abela 7 do p esen e abalho, pe cebemos que de uma o ma ge al as
desigualdades sala ias en e mulhe es e homens baixa am nos anos em ques ão (1985 e
2018), con udo nos quad os supe io es es a endência não se e i ica, endo-se egis ado
um aumen o conside á el.
91
Capí ulo VIII – P incipais Conclusões do T abalho Empí ico
No p esen e capí ulo, se ão ap esen adas as p incipais conclusões do abalho
empí ico, endo po base os dados ob idos a a és dos dois ques ioná ios e e uados, a
consequen e análise es a ís ica dos mesmos em conjun o e a e isão de li e a u a ela i a
aos emas em análise.
Rela i amen e à p imei a ques ão de in es igação segundo o ques ioná io di igido aos
indi íduos que exe cem ou já exe ce am a i idades labo ais, e i icou-se uma associação
en e o ac o de os c i é ios u ilizados pelos ecu sos humanos numa o ganização se em
disc imina ó ios em elação às mulhe es e o ac o de exis i , na mesma o ganização, uma
p edominância do géne o masculino nos ca gos de ges ão de opo. Sendo a p imei a e apa
do ing esso no me cado de abalho, o ec u amen o e e uado pelos ecu sos humanos,
pode á acon ece que es es cons uam pe ceções es e eo ipadas de lide ança que aça com
que a aliem as compe ências emininas de uma o ma pouco a o á el em elação às
compe ências do géne o eminino. (Bosak & Sczesny, 2011)
A a és dos dados ecolhidos pelo ques ioná io di igido aos indi íduos que exe cem
unções de ges ão de opo é possí el dep eende que exis e uma elação en e o ní el
académico “Mes ado” e a exis ência de disc iminação às mulhe es na o ganização, is o
é, apesa de as mulhe es de e em ní eis de habili ação académica mais ele ados do que
os homens, exis e um sen imen o de des alo ização desse ac o po pa e do géne o
eminino, sendo que isso se e le e nas espos as à ques ão “Sen e que a sua emp esa
disc imina as mulhe es?”.
No que espei a à segunda ques ão de in es igação a e iguou-se a possí el exis ência
de uma co elação en e a zona geog á ica do inqui ido e a exis ência de disc iminação
de géne o. Os esul ados ob idos indicam que as duas a iá eis não são elacioná eis de
uma o ma linea , ou seja, não é possí el e idencia que a zona geog á ica onde o
inqui ido i e de e mina a exis ência de expe iências de disc iminação de géne o no seu
local de abalho. Es as conclusões aplicam-se an o ao ques ioná io di ecionado aos
indi íduos que exe cem unções labo ais como aos indi íduos que ocupam ca gos de
ges ão de opo.
Em elação à e cei a ques ão de in es igação podemos cons a a que no ques ioná io
di ecionado a odos os indi íduos que exe cem a i idades labo ais, as emp esas em que
es ão inse idos não dispõem como p io idade a implemen ação de medidas que pe mi am,
92
que iden i ica p oblemas exis en es na o ganização em elação à disc iminação de
géne o, que esol e os mesmos. No mesmo sen ido, dep eendemos que as o ganizações
em ques ão não incen i am a pa icipação dos colabo ado es, nomeadamen e a a és de
suges ões de melho ia de aspe os elacionados com disc epâncias en e géne o, le ando
ao possí el ag a amen o des as si uações. No en an o, mui os au o es conside am que
uma das o mas mais e icazes de colma a alhas o ganizacionais é a exis ência de uma
ges ão que pe mi a a pa icipação a i a dos colabo ado es. (Bu ke & Da idson, 2011)
Po ou o lado, no ques ioná io di ecionado aos ges o es podemos e i ica que as
mulhe es sen em necessidade de uma mudança de men alidade que e adique os
di e en es es e eó ipos en aizados na sociedade, conseguindo c ia condições pa a que
ambos os géne os consigam ascende hie a quicamen e sem p econcei os.
Segundo o que é possí el ecolhe da análise ealizada às ques ões que apelam à
opinião pessoal dos inqui idos ace ca das compe ências emininas, egis a-se de um modo
ge al, em ambos os ques ioná ios que a g ande maio ia dos inqui idos conside a que as
mulhe es são igualmen e capazes de exe ce as mesmas unções que os homens, pois
de êm pe il e ca a e ís icas de líde , sendo capazes de a ingi as mesmas me as
emp esa ias que o géne o masculino.
A ní el das possí eis disc epâncias sala ias en e géne o, concluímos que a
dis ibuição dos salá ios é igual independen emen e do géne o segundo a amos a
co esponden e aos indi íduos que exe cem unções de líde .
No en an o, segundo os dados disponí eis na pla a o ma PORDATA ( abela 7), o
géne o eminino au e e em e mos médios menos 26% do que o géne o eminino nos
ca gos de ges ão de opo em Po ugal. No que conce ne à e olução das desigualdades
sala ias ao longo dos úl imos 33 anos (1985-2018), dep eendemos que hou e uma
diminuição em odos ní eis de quali icação, com exceção dos quad os supe io em que
se egis a um aumen o.
Pos o is o, a abela 39 ap esen a um quad o esumo ques ões de in es igação e as
espe i as ques ões u ilizadas em cada um dos ques ioná ios pa a da espos a às mesmas.
93
Tabela 39: Quad o Resumo das Ques ões de In es igação Vs. Va iá eis
Fon e: Au o ia P óp ia
Nume ação
Va iá el
Pe gun as Respe i as
I
Qual a
co elação en e
a ges ão de opo
e a
disc iminação
de géne o?
Ques ioná io di ecionado pa a odos os
indi íduos que exe cem ou já exe ce am
a i idades labo ais
Ques ioná io di ecionado a indi íduos
que ocupam ca gos de ges ão de opo
“Qual o seu géne o?”
“Habili ações académicas?”
“Qual é a sua idade?”
“A emp esa em que es á (es e e) inse ido/a
em mais mulhe es a ocupa ca gos de
ges ão de opo do que homens?”
“Qual o seu ca go na emp esa?”
“Os c i é ios e p ocedimen os de
ec u amen o e seleção dos ecu sos
humanos, pa a os á ios ní eis hie á quicos
da sua emp esa, êm p esen e o p incípio de
igualdade de géne o?”
“Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?”
II
Exis e
co elação en e
a zona
geog á ica e a
disc iminação
de géne o?
“Zona onde i e?”
“A emp esa em que es á inse ido(a) em
mais mulhe es a ocupa ca gos de ges ão de
opo do que homens?”
//
“Faz ou já ez pa e de uma emp esa onde
hou esse disc iminação em elação às
mulhe es?”
“Sen e que a sua emp esa disc imina as
mulhe es nos luga es hie a quicamen e
supe io es?”
III
A men alidade
a ualmen e
exis en e
p omo e a
igualdade de
géne o em
con ex o
labo al?
“Qual o seu géne o?”
“A sua emp esa (a ual ou passada)
es abelece medidas que enco ajam a
pa icipação equilib ada dos homens e das
mulhe es no abalho?
“Se é mulhe , quais os incen i os de
opo unidades de acesso nos ca gos de
ges ão de opo que a sociedade de e
incu i nos seus cidadãos?”
“A emp esa possui no mas que ga an am o
espei o pela dignidade de mulhe es e
homens no local de abalho? “
“Na sua opinião o géne o eminino e o
géne o masculino de em e as mesmas
opo unidades de en ada nos ca gos de
ges ão de opo?”
“As pessoas que abalham na En idade são
incen i adas a ap esen a suges ões que
con ibuam pa a a igualdade en e mulhe es
e homens?”
“Conside a que as mulhe es es ão ap as a
desempenha as mesmas unções de ges ão
que os homens?”
“Conside a a igualdade en e mulhe es e
homens uma p io idade pa a o
desen ol imen o o ganizacional?”
“Como classi ica a ade ências das
mulhe es à ges ão de opo?”
“Na sua opinião, as mulhe es são
igualmen e capazes em elação aos homens,
de ocupa ca gos de ges ão de opo?”
“Se osse p op ie á io/a de uma emp esa,
con ia ia a ges ão da mesma a uma
mulhe ?”
IV
As mulhe es
so e ão
desigualdades
sala iais na
ges ão de opo?
//
“Qual o seu géne o?”
“Qual a emune ação mensal líquida?”
100
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Anexo 3 - Ques ioná io di ecionado a indi íduos que ocupam ca gos de ges ão de opo
• Géne o e P o issões: Disc iminação Sala ial e Disc epâncias nos ca gos de Topo
da Ges ão
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