i
O Ensino de Po uguês como Língua Es angei a
nos EUA: A o alidade na Pe spec i a do Aluno
Le icia Cobbs
Tese de Mes ado em
Po uguês como Língua Segunda e Es angei a
Julho de 2017
iii
Decla ações
Decla o que es a Tese é o esul ado da minha in es igação pessoal e independen e.
O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e mencionadas no
ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o,
Lisboa, 10 de Julho de 2017
Decla o que es a Tese se encon a em condições de se ap eciada pelo jú i a designa .
A o ien ado a,
Lisboa, 10 de Julho de 2017
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de
Mes e em Po uguês como Língua Segunda e Es angei a ealizada sob a o ien ação
cien í ica das P o esso as Ca olina Ma ia Dias Gonçal es e
Ma ia do Ca mo Pe ei a de Campos Viei a da Sil a
i
Ag adecimen os
Sei que se ei em pa e injus a po ci a nomes, pois posso me esquece de alguns. Fo am
mui as pessoas pa e des a jo nada, algumas mais di e amen e do que ou as mas odas
igualmen e impo an es.
P o esso a Ca olina, P o esso a Ma ia do Ca mo, mui o ob igada po acei a em o g ande
desa io de se em minhas o ien ado as; pela disponibilidade cons an e, pelas pala as de
incen i o e pela san a paciência, indispensá eis à ealização des e abalho.
Alessand a, Ca la, Gisele, Bill, Johnny e meus que idos “sob inhos” pela home away om
home. Sem ocês, as cons an es jo nadas, as idas e indas ão equen es nes es dois úl imos
anos não e iam sido possí eis. Ob igada po ab i em as po as de suas casas e me aze em
sen i semp e ão bem- inda!
Gui, Léo, meus “i mãozinhos”, companhias cons an es du an e meu p imei o ano, amigos
que idos, companhei os de iagens e a en u as; ob igada pelo amo , ca inho e amizade.
Vocês mo am em meu co ação!
Gi, Higo , companhei os de “lu a”, pela companhia ca inhosa, pelas con e sas, pelos ca és,
pelas isadas. Ob igada po compa ilha em momen os ão impo an es comigo!
Lau en, papai, By on, Ma ida, Mí iam, Ma ia, e an os ou os que semp e se coloca am à
disposição pa a ou i meus lamen os, dú idas, is ezas, no idades, aleg ias, a en u as.
Ob igada pelo amo de ocês e pela amizade de an os anos, que gua do semp e em meu
co ação. Mesmo de longe sou g a a pelo omb o amigo, pela o ça cons an e e pelas pala as
de incen i o e ca inho!
Aos colegas de cu so, especialmen e Maimuna e Hil on, pela amizade, e po me ensina em
an as coisas. Me sin o mui o mais “ ica” po e conhecido ocês!
Aos meus ex-alunos, ob igada pela expe iência de ap ende a ensina e pela con ibuição sem
a qual es e abalho não e ia sido possí el.
ii
Resumo
O p esen e abalho pa e de um ques ionamen o ace ca da u ilização do manual No o
A enida B asil 1 (NAB1) como ma e ial didá ico p incipal usado no ensino/ap endizado de
Po uguês como Língua Es angei a (PLE) nos Es ados Unidos.
Pa indo do p essupos o que comp eende e ala são as habilidades linguís icas mais
signi ica i as no con ex o de in e ação comunica i a, e endo os alunos como obje o p incipal
de in e esse, es e es udo obje i ou: e i ica se os exe cícios p opos os pelo ma e ial
abalham, na isão do aluno, a o alidade e assinala as maio es di iculdades enca adas pelos
alunos, quan o à o alidade, ao abalha com a p opos a de ensino/ap endizado do li o.
Com o p opósi o de apon a es es obje i os oi ealizado um es udo de caso, onde os
esul ados apa en am apon a numa di eção posi i a quan o à abo dagem do li o no
a amen o da o alidade - na isão do aluno, uma abo dagem a o á el ao ensino/ap endizado
de PLE.
Pala as-cha e: Po uguês como Língua Es angei a, ensino/ap endizado, ma e ial didá ico,
o alidade
iii
Summa y
The p esen wo k ises om a ques ion abou he use o he book No o A enida B asil 1
(NAB1) as main eaching ma e ial used o eaching/lea ning Po uguese as a Fo eign
Language (PFL) in he Uni ed S a es.
Based on he assump ion ha unde s anding and speaking a e he wo mos signi ican
language skills in an in e ac i e communica ion con ex , and ha ing he s uden s as he main
objec o in e es , his s udy aimed he ollowing: o e i y i he exe cises p oposed by he
book p omo e o ali y, and o poin ou he bigges di icul ies aced by s uden s, as o o ali y,
when wo king wi h he book’s p oposal.
A case s udy was ca ied ou in o de o poin ou hese objec i es; he esul s appea o poin
in a posi i e di ec ion ega ding he book’s app oach in he exploi a ion o o ali y - om he
s uden s’ iew, a a o able app oach o eaching/lea ning PFL.
Keywo ds: Po uguese as a Fo eign Language, eaching/lea ning, eaching ma e ial, o ali y
ix
Índice
In odução .............................................................................................................................. xii
Capí ulo I: A Língua Po uguesa no Con ex o Global ....................................................... 15
1.1. De Po ugal pa a o Mundo ............................................................................................ 15
1.2. O Ensino do Po uguês como Língua Es angei a nos Es ados Unidos: um pano ama 17
1.3. Falando Po uguês: concei o, eo ia e p á ica da o alidade ........................................... 23
Capí ulo II: O Ma e ial Didá ico no Ensino do PLE .......................................................... 28
2.1. Do su gimen o à a ualidade ........................................................................................... 28
2.2. O po quê da escolha do No o A enida B asil 1 ............................................................ 28
2.3. Ap esen ação ge al do NAB 1 ....................................................................................... 29
2.4. A concepção da o alidade no NAB1 ............................................................................. 31
2.5. Um olha sob e as a i idades de o alidade .................................................................... 33
Capí ulo III: O Es udo Empí ico.......................................................................................... 44
3.1. Me odologia .................................................................................................................. 44
3.2. Ca ac e ização dos Pa icipan es ................................................................................... 45
3.2.1. Pa icipan e A ......................................................................................................... 45
3.2.2. Pa icipan e B ......................................................................................................... 45
3.2.3. Pa icipan e C ......................................................................................................... 46
3.3. P ocedimen os e Ins umen os ...................................................................................... 46
3.4. Ap esen ação dos Resul ados ........................................................................................ 47
3.5. Discussão dos Resul ados.............................................................................................. 51
Conside ações Finais ............................................................................................................. 54
Re e ências Bibliog á icas ..................................................................................................... 56
Anexos ..................................................................................................................................... 60
16
En e an o, po ol a de 711 D.C., a in asão islâmica da Península Ibé ica (Ma oso,
1993) p opo cionou, a a és do idioma á abe, mais uma onda de in luências na língua
po uguesa alada. As p incipais he anças des e pe íodo de dominação mou a o am as
pala as da língua á abe inco po adas ao léxico po uguês, como alec im, al ace, azul,
damasco, esme alda, la anja, limão, ci ando apenas algumas.
A língua po uguesa oi assim se o mando, en e cons an es in luências e
in e e ências de di e sas ou as línguas. Após a expulsão dos á abes, em 1139, oi decla ada
a independência de Po ugal, econhecida pelo ei de Leão e Cas ela em 1143 (Ma oso,
1993). O (galego-) po uguês seguiu, assim, se consolidando como idioma alado no ecém-
nascido Reino de Po ucale.
O nascimen o “o icial” da língua se deu no ano de 1214 com a la a u a do
es amen o de Dom A onso II, e cei o ei de Po ugal, conside ado o mais an igo ex o
esc i o em po uguês. Mas oi somen e em 1297, a a és de um dec e o do ei Dinis I, que o
en ão galego-po uguês passou o icialmen e a se chamado po uguês.
Com a publicação da cole ânea de poemas do Cancionei o Ge al, em 1516, ma ca-se
o im da e a do po uguês a caico. Em 1536 oi lançada a p imei a G amma ica da
Lingoagem Po uguesa e poucos anos depois, em 1540, oi publicada a G amma ica da
Lingua Po uguesa, conside ada a p imei a ob a didá ica ilus ada do mundo. Os p imei os
es udos o og á icos da língua o am a O hog aphia da Lingoa Po uguesa, lançada em
1576.
Ao alcança ou as e as dis an es, du an e o pe íodo das G andes Na egações, nos
séculos XV e XVI, a língua po uguesa oi se ans o mando. Os mesmos na egan es que
“expo a am” o idioma aos países onde apo a am, simul aneamen e “impo a am” pa a o
léxico po uguês pala as p o enien es dessas á ias línguas es angei as. Assim oi a nossa
língua e oluindo, mode nizando-se.
Hoje, com mais de 265 milhões de alan es na i os, a língua po uguesa ocupa o
quin o luga 3 no anking de línguas mais aladas no mundo. Segundo dados o iciais da CIA4,
a es ima i a da população mundial - po país - dos alan es na i os de po uguês é a seguin e:
3 Di e en es on es suge em di e en es posições da língua po uguesa en e as mais aladas no Mundo. Há
di e gências en e o Po uguês e o Á abe ocupa em a quin a posição des e anking em núme o de alan es
na i os.
4 P e isões es a ís icas pa a julho de 2016.
17
Tabela 1: Falan es da língua po uguesa pelo mundo
País
População
Angola
19.625.353
B asil
204.259.812
Cabo Ve de
545.993
Guiné-Bissau
1.726.170
Guiné Equa o ial
740.743
Macau
592.731
Moçambique
25.303.113
Po ugal
10.825.309
São Tomé e P íncipe
194.006
Timo -Les e
1.231.116
TOTAL
265.004.346
Fon e: CIA Fac book, 2017
1.2. O Ensino do Po uguês como Língua Es angei a nos Es ados Unidos: um
pano ama
Depois de oda o mundo, a língua po uguesa chegou inalmen e aos Es ados Unidos.
De aco do com o biblio ecá io e a qui is a especializado da Uni e sidade S anislaus, Robe
San os (s/d), o p imei o alan e de po uguês egis ado a i e no país (mais p ecisamen e
em Ma yland), ainda no pe íodo colonial, oi um judeu das ilhas dos Aço es, Ma hias de
Sousa, no ano de 16345.
Em 1654, oi egis ada a chegada de ou os 23 judeus po ugueses onde hoje é a
cidade de No a Yo k, ugindo da pe seguição no B asil. Em 1733, ou o g upo com 40
judeus po ugueses (e espanhóis) se ins ala am em Sa annah, na Geó gia e em Cha les on, na
Ca olina do Sul. Ou os inúme os po ugueses e aço ianos segui am em 1753, 1800 e 1812.
De aco do com egis os da época, o p imei o b asilei o a chega nos Es ados Unidos oi
5 Ainda de aco do com San os, o na egado João Rod igues Cab illo apo ou na baía de San Diego em 1542 e
oi o p imei o eu opeu a explo a a e a que é hoje a Cali ó nia. En e an o não oi egis ado como mo ado .
18
Manuel de Dios Pasos, em Mon e ey, Cali ó nia, no ano de 1822. Em 1870, a egião de São
Leand o, na Cali ó nia, inha ce ca de 4 a 5 mil habi an es po ugueses.
O pe íodo en e 1900 e 1910 cons i uiu o ápice da imig ação eu opeia pa a os Es ados
Unidos. Du an e es e pe íodo ac edi a-se que ce ca de 67 mil po ugueses i iam no país6. A
pa i de 1965, com a abolição dos A os de Al abe ização7 de 1917 e de Imig ação8 de 1952
do go e no ame icano, en e 11 e 12 mil po ugueses ing essa am nos EUA anualmen e -
núme o es e que se man e e ela i amen e es á el a é os anos 80, quando en ou em
declínio9.
Os o es luxos de imig ação pa a os Es ados Unidos nos anos subsequen es,
especialmen e a imig ação b asilei a a pa i de 2000, con ibuí am pa a o aumen o acele ado
dos alan es na i os de po uguês no país.
A abela abaixo ilus a a e olução do núme o de alan es da língua po uguesa
esiden es nos EUA - nascidos em Po ugal, B asil e Cabo Ve de - en e os anos de 1960 a
2010:
Figu a 1: Amos a da População Lusó ona nos EUA po País de Nascimen o 1960-2010
Fon e: MPI Da a Hub, 2017
6 Des es, 99% são de o igens aço iana, cabo- e diana e madei ense e apenas 1% po uguesa.
h p:// eepages.genealogy. oo sweb.ances y.com/~klondike98/Exiles/bannick.h m
7 O A o de Al abe ização isa a limi a o núme o de imig an es au o izados a en a nos EUA. Todos os
“candida os” acima de 16 anos de e iam passa po um es e pa a p o a que possuíam um ní el pelo menos
básico de lei u a e esc i a pa a se em admi idos no país.
8 Es e A o de Imig ação es ipula a uma co a do núme o de imig an es pe mi idos a en a no país
9 h p://www.e e ycul u e.com/mul i/Pa-Sp/Po uguese-Ame icans.h ml
19
É ele an e salien a a impo ância des as e ou as comunidades de imig an es
lusó onos (e de seus descenden es) pa a a di usão e c escimen o no ensino po uguês como
língua es angei a, como e emos mais adian e nes e capí ulo, não apenas nos Es ados
Unidos, mas ambém em ou os países. Oli ei a (2013) nos explica que as
bases geog á icas são pon os de apoio e de c iação de in e esse
pa a a manu enção e o ensino da língua de he ança no ex e io e
impo an e azão pa a o in e câmbio come cial e cul u al com
aqueles países. [...] O po uguês acompanha o in enso p ocesso
de emig ação que az com que hoje mais de 190 milhões de
pessoas i am o a dos seus países de o igem
Hoje, mais de 80010 mil alan es de po uguês i em nos EUA. A pesquisa, ei a pelo
Censo Ame icano de 200811, e e dois obje i os p incipais: cons a a o núme o de pessoas
que alam po uguês em casa (independen e do país de nascimen o) e aze p ojeções do
núme o de descenden es de lusó onos pa a os p óximos anos - nes e caso 2010, 2015 e 2020.
O quad o abaixo ilus a es a p ojeção:
Figu a 2: P ojeção do c escimen o do núme o de alan es de po uguês nos EUA
Fon e: US Census Bu eau, 2008
Apesa da o e p esença lusó ona nos Es ados Unidos desde o início do século
passado, mui o empo se passou a é o po uguês se a ado enquan o ma é ia de es udo no
país. De aco do com Ellison (1968), as p imei as en a i as de se ensina a língua o am ei as
no século dezeno e mas es as en a i as não i e am sucesso. Ainda de aco do com o au o ,
oi a colabo ação en e B asil e Es ados Unidos du an e a Segunda Gue a Mundial que
10 Es ima i a do Censo Ame icano de 2008 pa a o ano de 2015.
11 O Censo Ame icano é ealizado a cada 10 anos.
20
impulsionou o in e esse pela língua. De aco do com Igel (2012, apud Fu oso e Ri e a,
2014), “o po uguês oi in oduzido po ol a da década de 40 em alguns cu ículos
uni e si á ios po es ímulo polí ico”.
O ensino de po uguês como língua es angei a (PLE) ganha popula idade
consis en emen e de 195812 a é 1968. Como podemos e no g á ico abaixo, o núme o de
insc i os caiu conside a elmen e em 1969 e 1971, chegando a não ha e seque p ocu a po
aulas em uni e sidades em 1972. En e an o, a pa i de 1983, pode-se obse a o cons an e
c escimen o do núme o de insc ições em cu sos de po uguês a ní el uni e si á io.
Figu a 3: Núme o de Insc ições em cu sos uni e si á ios de Po uguês de 1958 a 2013
Fon e: Mode n Language Associa ion, 2013
De aco do com a Mode n Language Associa ion13, a demanda po aulas de po uguês
iu um c escimen o de 10% em uni e sidades ame icanas en e 2009 e 2013 – isso num
pe íodo onde a p ocu a po línguas es angei as em ge al so eu uma queda de quase 7%. O
P o esso Dou o Ped o Mei a Mon ei o, da Co nell Uni e si y explica que o p og ama Luso-
B asilei o so eu um aumen o explosi o nos p imei os anos de 2000 e em c escendo
consis en emen e desde en ão.
É g ande o núme o de ins i uições ame icanas que p omo em não somen e o ensino
de PLE, mas ambém de cul u as e li e a u as de países alan es de po uguês. São mais de
23814 uni e sidade e colleges espalhados pelos 50 es ados15. E es e núme o ende a c esce . O
12 Não oi possí el encon a dados e e en es aos anos an e io es a 1958.
13 h ps://www.mla.o g/con en /download/31182/1452527/2013_en ollmen _su ey_p .pd
14 Dados da MLA de 2013.
15 O si e da Mode n Language Associa ion não ap esen a, a é 2013, dados sob e a Uni e sidade do Ha aí
En e an o, es a uni e sidade o e ece cu sos de PLE a ní eis básico e in e mediá io.
21
es udo ei o po Fu oso e Ri e a (2013) apon a que o po uguês oi a quin a língua que mais
c esceu em popula idade, icando a ás apenas do á abe, do chinês, da linguagem de sinal e
do co eano. Is o mos a que “o in e esse em ap ende po uguês não es á apenas c escendo,
mas es á alcançando um luga ao lado das línguas es angei as mais ensinadas nas
uni e sidades es adunidenses” (Fu oso e Ri e a, 2013)
As uni e sidades onde as insc ições são mais nume osas es ão si uadas nos es ados da
Cali ó nia, Massachuse s e No a Io que - es ados esses onde as concen ações de imig an es
e/ou descenden es de lusó onos são as maio es.
Pode-se, en ão, conclui que a o e p esença de um g upo imig a ó io é capaz de
in luencia a c iação e a di ulgação de disciplinas elacionadas ao ensino de línguas
es angei as - nes e caso o po uguês. Escla ece Es e ão e al. (2014) que “a p esença dos
g upos linguís icos de he ança é um a o p omo o da o e a de línguas es angei as, de
sus en abilidade da p ocu a de língua es angei a [...] e de p omoção do sucesso escola en e
[es es] g upos [...] ”.
Tabela 2: Es ados no e-ame icanos com mais de 200 insc i os em PLE
Es ado
Núme o de Ins i uições
Insc ições
A izona
6
454
Cali ó nia
23
1.092
Colo ado
3
270
Connec icu
5
216
Dis i o de Columbia
4
286
Fló ida
10
651
Massachuse s
17
1.116
No a Je sey
8
484
No o México
3
253
No a Io que
24
1.091
Ca olina do No e
12
708
Ohio
6
249
Pensil ânia
9
345
22
Rhode Island
6
434
Tennessee
4
291
Texas
12
597
U ah
6
825
To al
158
9.362
Fon e: Mode n Language Associa ion, 2013
Dian e do expos o, é in e essan e conside a as seguin es ques ões: po que e quem são
as pessoas que se dedicam a ap ende a língua po uguesa?
São á ios os mo i os que le am os alunos a se ma icula em em aulas de po uguês
nas uni e sidades ame icanas. O p incipal deles é o s a us que a língua em ganhando desde
o começo da p esen e década. O si e da e is a Language Magazine16 apon a que a “explosão
econômica” b asilei a e os e en os espo i os, como a Copa do Mundo de 2014 e as
Olimpíadas de 2016, o am alguns dos a o es que impulsiona am a p ocu a po aulas de
po uguês. Além desses, o p o esso de po uguês do Da mou h College, Rodol o F anconi,
essal a ainda que ala somen e espanhol (e não po uguês) limi a o po encial de aze
negócios com a Amé ica La ina a apenas me ade.
No es udo de Fu oso e Ri e a (2013), sob e o ensino de po uguês nos EUA, é ci ada
uma pesquisa ei a po Joue -Pas e, em 2011, ace ca da mo i ação que impulsiona os alunos
a se insc e e em em aulas de PLE. A pesquisado a apon a que “dos ap endizes de po uguês
como língua es angei a, os mo i os mais no ados o am: in e esse em ge al em ap ende
no as línguas (47.8%); possibilidade de iagem no u u o pa a um país lusó ono (46%); e
in e esse pela cul u a b asilei a (38.5%) ”.
Es es in e essados nos cu sos de língua po uguesa podem se , como a i ma Cos as
(2012), classi icados em ês g upos dis in os: o p imei o é o mado po jo ens p o issionais
que êm on ade de abalha (ou p ocu am emp ego) no B asil. O me cado de abalho
b asilei o em se mos ando cada ez mais a aen e in e nacionalmen e, g aças ao
c escimen o econômico que o país em so endo nas úl imas décadas.
O segundo g upo é o mado po uncioná ios de emp esas in e nacionais que man êm
elações de negócios com os países de língua po uguesa. À g ande maio ia des es
16 h p://languagemagazine.com/u-s-demand- o -po uguese-inc easing/
23
uncioná ios, é o e ecida a opo unidade de iaja a es es países, e e (pelo menos alguma)
luência na língua ap esen a an agens não só pessoais, mas ambém den o do ambien e de
abalho.
Po im, o e cei o g upo é compos o po descenden es dos imig an es de países
lusó onos. Como mencionado an e io men e, o núme o es imado de alan es de po uguês nos
EUA é de mais de 800 mil pessoas. En e an o, g ande pa e des as pessoas escu a e ala a
língua apenas em casa e não êm ou as opo unidades de ap imo a em ou mesmo p a ica em
as suas habilidades linguís icas. Cos a (2012) escla ece que “há uma p eocupação c escen e
dos [...] expa iados em ga an i que seus ilhos ambém enham um bom ní el de po uguês,
alado e esc i o”.
1.3. Falando Po uguês: concei o, eo ia e p á ica da o alidade
A o alidade despe a o in e esse de mui os eó icos e es udiosos, não apenas da
linguís ica, mas ambém de ou as á eas como a comunicação, a li e a u a, a psicanálise e a
an opologia, en e ou as. Apesa des a di e sidade, o seu concei o, ou concei os, é
basicamen e o mesmo, independen e da á ea de es udo ou das on es consul adas.
O si e o ali y.imb17 a i ma que o e mo o alidade se e e e à dependência da pala a
alada, ao in és da esc i a, na comunicação. De aco do com o dicioná io inglês Ox o d18,
o alidade signi ica a qualidade de se e balmen e comunicado; p e e ência po ou endência
a usa as o mas aladas da linguagem. Já o dicioná io b asilei o da língua po uguesa,
Michaelis19, de ine o e mo como qualidade ou condição do que é o al; pa e o al de um
discu so, pa e o al ou uso alado de uma língua.
Pode-se, en ão, numa p imei a ins ância, de ini a o alidade como a pa e alada da
língua, usada pa a exp essa uma ideia e balmen e ou a a és de sons; um ins umen o de
comunicação não esc i o usado po indi íduos pa a se comunica em com o ou o.
En e an o, ala apenas con e e à o alidade um sen ido incomple o. A ala em si não
comp eende comunicação; ela de e se acompanhada po ou os a os subsequen es (ou
simul âneos) pa a adqui i sen ido o al, como o da escu a e o da comp eensão. Num con ex o
em que o obje i o do a o de ala é p opo ciona con inuação de uma si uação de diálogo ou
17 h ps://o ali y.imb.o g/basic/
18 h ps://en.ox o ddic iona ies.com/de ini ion/o ali y
19 h p://michaelis.uol.com.b /busca?id=8aj7b
24
con e sa, a escu a e a comp eensão são ão impo an es quan o à ala; pois é “a a és da
escu a [que] nós in e nalizamos in o mações linguís icas sem as quais nós não pode íamos
p oduzi língua [ alada] ” (B own, 2007, p. 299). Assim sendo, pa a ins des e abalho, a
o alidade se á de inida como comp eensão e ala.
A o alidade em hoje um des aque undamen al no ensino de língua es angei a mas
nem semp e oi assim. Po mui o empo, o ensino de LE se iu ocado apenas na língua
esc i a. Ra amen e se pensa a em ensina uma pessoa a ala uma língua es angei a po que,
“a inal de con as, as línguas não e am ensinadas pa a […] comunicação o al, mas sim po
uma ques ão de se ‘acadêmico’ ou, em alguns casos, adqui i p o iciência de lei u a em uma
língua es angei a”20 (B own, 2007, p. 18).
O oco do ensino/ap endizado de LE oi passando da esc i a pa a o o al à medida que
a isão pu amen e acadêmica da mesma oi sendo in luenciada po ou os aspec os, como a
comunicação pessoal. A língua es angei a passou a se ensinada, en ão, num ambien e em
que as a i idades o ais são mais equen es do que as esc i as. Ap ende po ime são e
assimilação, pe spec i a do mé odo Di e o, é uma en a i a de “ ec ia a exposição das
c ianças na aquisição de línguas” (Yule, 1985, p. 153) e aze com que o aluno passe a pensa
na língua-al o, o nando o ap endizado da ala mais na u al.
A pa i dos anos 40, po mo i os polí icos21, e “ o emen e in luenciado pela c ença
de que o uso luen e de uma língua e a essencialmen e um conjun o de hábi os que pode iam
se desen ol idos com mui a p á ica” (Yule, 1985, p. 153), o ASTP22 oi desen ol ido pa a o
go e no ame icano po um g upo de linguis as a pa i da necessidade de um p ocesso de
ap endizado de ala ápido e e icien e.
En e an o, e a a ala o oco do ap endizado. Os alunos ap endiam a p oduzi ases
g ama icalmen e co e as mas com pouco uso em si uações eais o a da sala de aula. Ficou
cla o que, pa a ins de comunicação, e a necessá io mais do que simplesmen e conhece as
eg as g ama icais e sabe p onuncia algumas ases sol as.
Nes e sen ido, Hymes desen ol eu, na década de 70, o concei o de compe ência
comunica i a em que se comunica i amen e compe en e ia além do conhecimen o
20 T adução p óp ia.
21 Nes e pe íodo, os EUA es a am en ol idos na Segunda Gue a Mundial e o go e no Ame icano sen iu a
necessidade de seus soldados se o na em luen es nas línguas de seus aliados (e ambém de seus inimigos).
22 A my Specialized T aining P og am.
25
linguís ico. Sil a (2004) escla ece que ou os au o es23 ambém con ibuí am pa a
desen ol e es e concei o; a pa i desses con ibu os (p á icos e eó icos), icou de inido que
a compe ência comunica i a de e ambém ab ange ambém ou as compe ências: g ama ical
(domínio linguís ico), sociolinguís ica (conhecimen o de eg as sociais que en ol em a
língua), discu si a (sabe conec a ases, o mando um odo comunica i o) e es a égica
(sabe compensa qualque as impe eições). Ou seja, o con ex o social, os cos umes e eg as
da sociedade en ol idas no cená io de in e ação o al são conside ados aspec os impo an es
pa a o ensino/ap endizado de uma LE. O conhecimen o g ama ical e lexical é essencial mas
de e se pa alelamen e colocado em p á ica no con ex o em que a in e ação o al se ap esen a.
A p á ica de in e ação o al em como alguns de seus obje i os possibili a a
comunicação, discu i ideias, analisa a os e acon ecimen os, demons a sen imen os,
exp essa opiniões, en e an as ou as. Assim sendo, pode-se econhece que a o alidade se
mani es a como e e i ação da compe ência comunica i a.
De aco do com Almeida e El-Dash (2002)
Comp eende linguagem é o p ocesso de ( e)cons ui sen idos
a pa i do discu so alado [...]. A a és desse p ocesso o
ou in e e o lei o ge almen e êm a adqui i in o mação ou
conhecimen o median e linguagem ou ida [...]. Mas há ambém
mui a comunicação o al e esc i a com a inalidade p incipal de
es abelece e/ou man e elações sociais, de ins au a in e ação
com o in ui o de en e enimen o, sedução, p aze ou a é de
con undi ou ludib ia o ou o, o jando uma dada comp eensão
(p.1).
A habilidade de comp eensão é a p imei a a se desen ol ida nos se es humanos;
an es de ap ende mos a aze qualque coisa, ap endemos p imei o a escu a , a agi e eagi .
De aco do com B own (2007), a comp eensão o al oi quase semp e deixada pa a segundo
plano no que diz espei o ao domínio de uma LE, pois, quando se diz que alguém domina
uma língua, semp e é di o que uma pessoa ala mui o bem24.
K ashen (1982) ac edi a que a melho manei a de se ap ende 25 uma LE de e se
a a és da comp eensão de mensagens eais. Nes e p ocesso não é necessá io o uso de
23 En e eles Sa ignon (1982), Canale e Swain (1980).
24 La son-Hall (2012), en e an o, disco e sob e os á ios ipos de bilíngues, inclusi e os ecep i os, que são as
pessoas que en endem uma LE pe ei amen e mas conseguem ala mui o pouco (ou nada). En e eles,
imig an es nos Es ados Unidos que en endem o inglês po con i ência na sociedade mas alam somen e
espanhol. E, in e samen e, os ilhos des es imig an es, que alam somen e o inglês mas en endem o espanhol
pe ei amen e de ido ao con a o com a amília.
25 No amen e, não se p e ende aze dis inção en e os concei os de ap endizado e aquisição.
32
3
22
7
3
4
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6
3
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4
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6
30
3
4
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i do NAB1
Se a in enção do li o é le a o aluno a comp eende e ala , o núme o de áudios não
de e ia se eduzido. A inal de con as, “os alunos semp e escu am mais do que alam. A
habilidade de escu a é uni e salmen e ‘maio ’ do que a habilidade de ala 30” (B own, 2007,
p. 299). O p imei o passo pa a a p odução de um diálogo espon âneo é a comp eensão;
mesmo ao ala mos nossa língua ma e na, somen e após comp eende mos o sen ido de algo é
que podemos o mula uma espos a que enha sen ido.
A o alidade no li o- ex o é abalhada a a és de áudios (g a ações de diálogos e
ex os), que implicam desc e e as si uações ilus adas, con e sas com colegas, en e ou as.
A a és de um le an amen o de odas as lições, o am iden i icados os seguin es ipos de
a i idades e exe cícios que en ocam a o alidade:
Lição 1: ouça o diálogo, “bom dia”, “como é seu nome”, “qual é sua p o issão”, ouça
a g a ação e p eencha o bilhe e/ano e os núme os, ale com o colega.
Lição 2: ouça o diálogo, ap esen a amília e amigos, “Vamos almoça ?”, “Vamos ao
cinema?”, ouça a g a ação e ma que a espos a co e a, con e se com o colega sob e o que
ai aze no im de semana e da suges ões de p og amas.
Lição 3: ouça o diálogo, “O que ocê ai come e bebe ”, con e se com o colega e o
con ide pa a almoça ou jan a em casa, con e se com o colega sob e o que ai aze no im
de semana, aze pe gun as sob e o ai almoça ou jan a em de e minadas si uações, ouça a
g a ação e ma que a espos a co e a.
Lição 4: ouça o diálogo, “Faze ese a em ho el”, “Reclama se algo não es á
uncionando”, “Pedi di eção”, con e se com o colega sob e sua casa, abalho, amília,
p óxima iagem, pedi e da di eções, ouça o áudio e apon e o local.
30 T adução p óp ia
33
Lição 5: ouça o diálogo, “P ocu a e aluga casa/apa amen o”, “Visi a os imó eis e
da sua opinião”, desc e a as si uações ilus adas, con e se com o colega: como é sua
casa/desc e e a casa dos seus sonhos, ouça g a ação e ma que a espos a, leia o ex o e dê
sua opinião.
Lição 6: ouça o diálogo, “A ida de duas mulhe es”, con e se com o colega sob e o
que ize am no im de semana, obse e o calendá io de e iados no B asil e con e se com o
colega sob e e iados de seu país, ouça a música e comple e as lacunas.
Após balanço da eco ência dos exe cícios ap esen ados den o dos seis capí ulos,
o am selecionados pa a análise ês dos mais equen es: Ouça o diálogo, Ouça e ma que a
espos a e Con e se com o colega.
Apesa do li o es a di idido em duas pa es - li o- ex o e de exe cícios - somen e a
p imei a se á analisada. O mo i o des a escolha é simples e ób io: como o li o de exe cícios
con ém apenas a e as a se em comple adas em casa, indi idualmen e, não se ia possí el pa a
o aluno in e agi consigo p óp io num con ex o de diálogo.
2.5. Um olha sob e as a i idades de o alidade
A análise das a i idades de o alidade se á ei a po capí ulo e ipo de exe cício, não
necessa iamen e po a i idade indi idual. Assim sendo, o am escolhidos alguns
exe cícios/a i idades (Ouça o diálogo, Ouça e ma que a espos a e Con e se com o colega)
de cada capí ulo, pois es a amos a e le e a o alidade das a i idades, uma ez que eles
seguem o mesmo modelo a a és do odo o ma e ial didá ico.
A Lição 1 em o ema Conhece Pessoas e como obje i o comunica i o
cump imen a , pedi e da in o mações pessoais, sole a , comunica -se em sala de aula e
despedi -se. A pa e inicial da lição az a i idades o ais de comp eensão, em o ma o de
diálogos, que ão desde o mas de cump imen o a é nacionalidades e p o issões.
As a i idades in odu ó ias da lição, A1 e A2, Ouça o Diálogo, são con enien emen e
compa í eis com o ní el de um aluno p incipian e. Apesa de um an o a i icial, os diálogos
são cu os e de ácil comp eensão.
34
Figu a 4: pág. 2 do li o- ex o; a i idades A1 e A231
A a i idade A2 con inua o ema de cump imen a e conhece pessoas mas ac escen a
o sole amen o de pala as. É in e essan e ambém nessa a i idade o a o de que os au o es
mos a am uma o ma al e na i a de pe gun a o nome de alguém - em A1 usou-se Como é o
seu nome? e em A2 Como o senho se chama? - além de da um echamen o ao diálogo: E a
senho a, como se chama? A3 e A4 são ambém diálogos e a am de assun os como
nacionalidades e p o issões.
O p óximo exe cício de o alidade des a lição é D2 - Ouça a g a ação -, que em
como oco escu a uma con e sa ele ônica e p eenche uma olha de ecado. No en an o, es a
a i idade não conduz com o ní el g ama ical do aluno a é es e pon o - e bos como es a e
que e ainda não o am es udados e nem ampouco o passado simples. A o o-ilus ação
ambém pode causa con usão ao ou in e pois mos a duas mulhe es a ala ao ele one,
enquan o o áudio é en e um homem e uma mulhe .
Figu a 5: pág. 5 do li o- ex o; a i idade D232
31 A1: h ps://audioboom.com/pos s/1909385-no o-a enida-b asil-1- aixa-02? =0
A2: h ps://audioboom.com/pos s/1909384-no o-a enida-b asil-1- aixa-03? =0
32 D2: h ps://audioboom.com/pos s/1909377-no o-a enida-b asil-1- aixa-08? =0
35
Os exe cícios E1 e E2 ap esen am os núme os - de um a cen o e no en a e no e - e
abalham a comp eensão a a és de áudios e exe cícios de lei u a en e os alunos.
A Lição 2 em o ema Encon os e como obje i o comunica i o cump imen a , p opo
alguma coisa, con ida , pe gun a as ho as e comunica -se em sala de aula. Como a lição 1, a
lição 2 inicia com a i idades o ais de comp eensão (A1 e A2), a a és de diálogos, que
abo dam o e bo i e manei as de ap esen a amigos e amília. Na sequência (A3, A4 e A5)
são ensinados as ho as e o e bo pode , ambém a a és de diálogos, e, na pa e B, alguns
p onomes demons a i os e possessi os e o u u o imedia o.
O exe cício C1 - Con e se com o Colega - dá ao aluno a opo unidade de p a ica o
con eúdo g ama ical des a lição. Logo após ou i uma g a ação, o aluno con e sa com o
colega sob e o que ai aze . O li o o e ece suges ões de a i idades como i ao cinema,
jan a , en e ou as.
Figu a 6: pág. 12 do li o- ex o; a i idade C1
No exe cício Ouça e Ma que a espos a o aluno de e ou i ês ele onemas e indica
a sequência; depois de em ou i o diálogo no amen e e ma ca C ou E pa a as opções
ap esen adas - en e an o, os e mos ce o e e ado não são usados.
36
Figu a 7: pág. 14 do li o- ex o; a i idade D233
A Lição 3 em o ema Come e Bebe e como obje i o pedi in o mações, pedi
alguma coisa e ag adece . Como as duas an e io es, a lição 3 começa com a i idades o ais de
comp eensão, em o ma o de diálogos, que abo dam si uações a iadas em um ambien e de
es au an e.
A a i idade Ouça o diálogo o e ece ao aluno a chance de ou i como as pessoas
o denam comidas e bebidas. Apesa das ases soa em mecânicas e a i iciais, os diálogos são
de ácil comp eensão e os alunos podem p a ica a epe ição das ases a a és de um
exe cício o al de oleplay.
Figu a 8/1: pág. 16 do li o- ex o; a i idades A2 e A3
33 D2 h ps://audioboom.com/pos s/1909363-no o-a enida-b asil-1- aixa-19? =0
37
Figu a 8/2: pág. 16 do li o- ex o; a i idades A2 e A3
A4 e A5 con inuam a emá ica come e bebe , ap esen ando si uações em lanchone es
e en e amigos se con idando pa a jan a em casa. A a i idade Con e se com o Colega pode
ap esen a si uações in e essan es, pois indica ês si uações dis in as sob e o ema da lição.
Figu a 9: pág. 20 do li o- ex o; a i idade C
Ainda nes a lição os alunos são ob igados a ou i dois diálogos pa a ma ca as
espos as ce as (D1) e ambém consul a um ca dápio pa a dize em o que ão o dena em
ce as si uações, como um almoço ápido e le e ou um jan a de ani e sá io (E1).
A Lição 4 em o ema Ho el e Cidade e como obje i o exp essa desejos, p e e ência e
dú ida, pedi in o mações (localização, di eção), con i ma algo, suge i e eclama . Como as
an e io es, a lição 4 inicia com a i idade o ais de comp eensão, em o ma o de diálogos, que
abo dam si uações elacionadas à es adias em ho éis.
Nes a lição, g ande ên ase é dada à o alidade, com a iados diálogos ligados ao ema
p opos o. O exe cício Con e se com o Colega é semelhan e ao da lição 2, em que é dada ao
aluno a opo unidade de ou i um diálogo pa a en ão usá-lo como modelo pa a p a ica com o
colega.
38
Figu a 10: pág. 25 do li o- ex o; a i idade A5
O exe cício Ouça e Apon e a espos a suge e que os alunos olhem o mapa e ouçam a
g a ação pa a sabe em onde Felipe ai encon a Alcides. Apesa do exe cício não eque e
diálogo, es a se ia uma boa opo unidade pa a se ala sob e mapas, di eções e pon os de
encon o.
Figu a 11: pág. 32 do li o- ex o; a i idade D234
A Lição 5 em o ema Mo adia e como obje i o desc e e e iden i ica coisas,
exp essa con en amen o e descon en amen os, compa a e localiza . Seguindo o modelo de
abo dagem do li o, a lição 5 começa com um áudio de um diálogo que a a de uma si uação
onde uma pessoa p ocu a imó eis pa a aluga .
34 D2: h ps://audioboom.com/pos s/1909340-no o-a enida-b asil-1- aixa-32? =0
39
Figu a 12: pág. 34 do li o- ex o; a i idade A1
A pa e B des a lição u iliza-se de alguns áudios (em o ma de diálogo) pa a explica a
g amá ica - o p e é i o pe ei o de e bos egula es. Na pa e C os alunos são enco ajados a
desc e e a sua casa ou apa amen o e compa á-los com os de seus sonhos, e ainda aze um
oleplay de como gos a iam de deco a a casa. Na pa e D, exe cício Ouça e Ma que a
espos a segue a mesma linha dos an e io es.
Figu a 13: pág. 40 do li o- ex o; a i idade D1
40
A Lição 6 em o ema O dia-a-dia e como obje i o ela a a i idades no passado, ala
sob e a i idades do dia-a-dia. Como odas as an e io es, a lição 6 inicia com uma a i idade de
comp eensão o al. Dois áudios de ex os que e a am as dis in as ealidades de duas mulhe es
b asilei as são seguidos po dois diálogos: um en e uma des as mulhe es e seu ma ido e
ou o en e a ou a mulhe e uma amiga.
Figu a 14: pág. 44 do li o- ex o; a i idade A1
Como já di o an e io men e, es a lição em menos áudios que as ou as. A pa e B, de
g amá ica, é bas an e ex ensa e con ém mui os exe cícios de esc i a. Nes a pa e, há um
exe cício de Con e se com o Colega que isa e isa e e o ça as eg as g ama icais des a
lição - alguns e bos i egula es no p e é i o pe ei o e p onomes pessoais do caso oblíquo.
41
Figu a 15: pág. 49 do li o- ex o; a i idade B6
A pa e C abalha ambém a con e sação a a és dos emas o que ocê ez on em? e
en e is as en e colegas sob e o ópico es i idades e e iados nacionais. D az uma música
que de e se escu ada e, en ão, se de e p eenche as lacunas.
Figu a 16: pág. 52 do li o- ex o; a i idade D1
Em E, úl ima a i idade da lição, os alunos de em abalha em duplas pa a o ma
pala as com as le as das pala as: b asilei o, sec e á ia, musical e namo ado - a e a essa
nada ácil; a inal de con as, es a a i idade é pa a se ei a em sala e não de e e mais do que
minu os de du ação. A é mesmo um alan e na i o e ia um pouco de di iculdades pa a
encon a mais do que algumas pala as.
Es a análise se á concluída com um b e e comen á io ace ca das a i idades de
48
Na ca ego ia comp eensão, as espos as são como ilus adas no quad o abaixo:
Tabela 5: espos as das pe gun as 2 a 4:
Es es ipos de exe cício* e ajudam a comp eende melho o po uguês?
Ca ego ia
Subca ego ias
Sim ( .)
Não ( .)
Comp eensão
*Ouça o diálogo
3
0
*Ma que a espos a
3
0
*Con e se com o colega
0
3
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
Rela i amen e à ques ão dois, os pa icipan es indica am que o exe cício Ouça o
Diálogo p omo e a comp eensão po que p opo ciona possibilidades de ou i como as
pessoas ealmen e alam na ua. Os pa icipan es ambém e ela am que es es exe cícios lhes
possibili am ap ende como esponde nes es con ex os comunica i os.
As epos as da ques ão ês e ela am que o exe cício Ma que a Respos a o e ece ao
aluno a opo unidade de comp eende melho o po uguês, pois ao ou i em o áudio os alunos
ap endem [como e ] con e sas e conhecem si uações diá ias do co idiano b asilei o.
Na ques ão 4, os pa icipan es esponde am que o exe cício Con e se com o Colega
não os ajuda a desen ol e a comp eensão do po uguês. As jus i ica i as mais equen es são
que os alunos p e e em um alan e na i o pois eles “sabem mais” ou “ alam mais
co e amen e” a língua po uguesa e, ao con á io dos colegas, são capazes de ansmi i uma
ce a con iança a quem ap ende. Ao con e sa em en e si, os alunos não êm ce eza se es ão
a escu a como as pala as de em se co e amen e p onunciadas. Hou e uma ci cuns ância
em que um pa icipan e comen ou que “es e ipo de exe cício pa ece ajuda mais o p o esso
a moni o a o p og esso da u ma do que o aluno em si”.
49
Tabela 6: Respos as 2 a 4 - pe cepção dos alunos ao abalha em a comp eensão do po uguês a a és dos
exe cícios do NAB1:
Ca ego ia Subca ego ias Indicado es ( .)
Comp eensão
Ouça o diálogo
Ou i / Acos uma como as pessoas alam
Sabe como esponde
3
2
Ma que a espos a
Ap ende con e sas eais
Conhece si uações diá ias comuns
3
3
Con e se com o colega
P e i o um alan e na i o
Falan es na i os sabem mais
Falan es na i os alam mais co e amen e
Não sei se o que escu o es á ce o
3
2
2
1
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
As ês pe gun as seguin es (5 a 7) ques ionam se os exe cícios p opos os pelo li o
ajudam o aluno a desen ol e a sua ala. Fo am selecionados os mesmos ipos de exe cícios:
Ouça o Diálogo, Ma que a Respos a e Con e se com o Colega.
Na ca ego ia ala, as espos as são como ilus adas no quad o abaixo:
Tabela 7: espos as das pe gun as 5 a 7:
Es es ipos de exe cício* e ajudam a ala melho a o po uguês?
Ca ego ia
Subca ego ias
Sim ( .)
Não ( .)
Fala
*Ouça o diálogo
3
0
*Ma que a espos a
3
0
*Con e se com o colega
0
3
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
Rela i amen e à ques ão cinco, as espos as o am unânimes: os pa icipan es A, B e
C indica am que os exe cícios Ouça o Diálogo do NAB1 a o ecem o ala po que dão ideias
de assun os in e essan es pa a con e sas co idianas mas ambém ap esen am ao aluno
espos as a iadas pa a es as con e sas.
As espos as da ques ão seis e ela am que os exe cícios Ma que a Respos a
50
a o ecem o desen ol imen o da ala po que p opo cionam o ap endizado de ases eais,
a a és de si uações au ên icas com o uso diá io da língua.
Já ace ca do exe cício Con e se com o Colega, os pa icipan es ma ca am que es e
ipo de exe cício não ajuda a desen ol e a ala po que, ao con e sa em com ou a pessoa
que ambém es á a ap ende po uguês (e não um alan e na i o), não podem se ajudados e
ambém não sabem se o que alam es á ce o ou e ado.
Tabela 8: Respos as 5 a 7 - pe cepção dos alunos ao abalha em a ala a a és de exe cícios do NAB1:
Ca ego ia Subca ego ias Indicado es ( .)
Fala
Ouça o diálogo
O e ecem espos as a iadas
Da ideias de assun os pa a con e sas
3
2
Ma que a espos a
Ap ende si uações eais
Ap ende ases eais
Ou i o uso diá io da língua
3
2
2
Con e se com o colega
Falan es na i os podem ajuda
Não sei se o que alo es á ce o
3
2
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
A pe gun a oi o ques iona quais as habilidades da língua (comp eensão, ala, lei u a e
esc i a) o li o ajudou a desen ol e mais. As espos as o am: em p imei o luga ,
conjun amen e, a comp eensão e a lei u a, em segundo luga a esc i a e po úl imo, a ala.
Tabela 9: Habilidades da Língua mais abalhadas pelo li o, na opinião do aluno
Habilidades da Língua
( .)
Comp eensão
3
Fala
1
Lei u a
3
Esc i a
2
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
A úl ima pe gun a do ques ioná io (9) e ela os aspec os posi i os e nega i os do li o
na opinião do u ilizado . Os pon os posi i os são: o CD que acompanha o li o, os a iados
51
ipos de exe cícios, os con eúdos dos diálogos, o apêndice de Foné ica ao im do li o e o
“ma e ial é capaz de mos a a ida do B asil como ela é”.
Os pon os nega i os são: o CD/o li o não o e ece in e ação i ual, há poucas
explicações g ama icais e poucos exe cícios ol ados pa a a p á ica da esc i a, as exp essões
idiomá icas e gí ias são escassas e o design do li o é um pouco “poluído” e um an o in an il.
Tabela 10: Aspec os posi i os e nega i os do NAB1, na opinião dos alunos
pa icipan es:
Ca ego ias
Indicado es
( .)
Aspec os
Posi i os
O CD é bom
Di e en es Tipos de Exe cícios
Diálogos In e essan es
Mos a a Vida Real
Apêndice de Foné ica
3
3
1
1
1
Aspec os Nega i os
Não In e a i o
Pouca G amá ica
Poucos Exe cícios de Esc i a
Poucas Exp essões Idiomá icas / Gí ias
Design “poluído” e in an il
3
2
1
1
1
Fon e: elabo ação p óp ia, a pa i dos dados
3.5. Discussão dos Resul ados
O p esen e es udo de caso e e como um de seus obje i os e i ica se os exe cícios
p opos os pelo NAB1 abalham a o alidade, na isão do aluno. Além disso, p e endeu-se
ambém assinala as maio es di iculdades enca adas pelos alunos, quan o à o alidade, ao
abalha com a p opos a de ensino do li o. Em ou as pala as, pode-se dize que es a
pesquisa e e um oco duplo: a o alidade e o ma e ial didá ico, ci culando em o no de um
eixo p incipal, o aluno.
Conside ando os obje i os açados, as pe gun as do ques ioná io e os quad os acima
ap esen ados, cons uídos a pa i dos dados o necidos pelos alunos pa icipan es, o am
açadas algumas conside ações. A ní el ge al, os pa icipan es posicionam-se
a o a elmen e à a i mação dos au o es, na ap esen ação do li o, de que o NAB1 o e ece a
opo unidade de “ap ende Po uguês pa a se comunica com b asilei os e pa icipa da ida
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co idiana do B asil”.
P imei amen e, os alunos e elam que o NAB1 lhes p opo cionou um conhecimen o
básico da língua po uguesa. Dian e dis o, se o na am capazes de na ega mais acilmen e
a a és do dia-a-dia dos b asilei os. A i idades básicas como aze comp as e pedi
in o mações se o na am mais comuns e espon âneas e os diálogos mais áceis de en ende ,
mais luídos e equen es.
No en endimen o do au o B own (2007), os diálogos (a i idades que en ol em duas
ou mais pessoas) são ocas que p omo em as elações sociais e ambém aquelas cujo
p opósi o é ansmi i in o mações p oposicionais e a uais. Ou seja, os diálogos incen i am
as ligações in e pessoais e ansacionais; me a comum a odos os pa icipan es e que os
le a am a in es i no ap endizado de PLE.
Rela i amen e aos exe cícios p opos os pelo NAB1 selecionados pa a es e abalho,
podemos conclui que os pa icipan es julga am que an o o exe cício do ipo Ouça o Diálogo
quan o o Ouça e Ma que a Respos a são bem-sucedidos pa a abalha a comp eensão do
PLE. Os áudios p ocu am se o mais cla o possí el na p onúncia dos diálogos, e i ando
ag upamen os de pala as e edundâncias da ala, o que az com o p ocesso de comp eensão
se desen ol a mais na u almen e e com menos bloqueios po pa e do ap enden e.
Os alunos ac edi am que a comp eensão oi o imizada a a és dos áudios que
acompanham o li o, po in e médio de a e as que os azem “p ocessa a ala e [...]
imedia amen e p oduzi uma espos a ap op iada” (B own, 2007, p. 309).
Es e ipo de exe cício ambém ajuda os alunos a desen ol e a ala po que, de aco do
com os mesmos, os diálogos ajudam a da ideias de como as pessoas ealmen e con e sam
en e si. Assim sendo, os alunos podem ape eiçoa a sua p óp ia manei a de ala , de aco do
com seus ambien es de con i ência, pessoais e de abalho, adap ando o con eúdo ap endido
du an e as aulas de aco do com a na u eza da si uação em que se encon a em e das pessoas
com quem in e agem, con o me suas “o igens geog á icas e de classe” (Wilkins, 1972, p.
135).
En e an o, nos exe cícios Con e se com o Colega, os es udan es iden i ica am apenas
aspec os nega i os. Os pa icipan es suge i am que “ou i e ala com alan es na i os é
mui o melho ”, pois os “ alan es na i os podem ajuda ” o diálogo a se mais luído. Os
pa icipan es ambém exp essa am p eocupações ao con e sa em com os colegas de u ma
pois não sabem se o que escu am e o que alam es á co e o.
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As a i mações dos pa icipan es do es udo podem se pa alelamen e elacionadas com
ou as de alunos de línguas es angei as, em di e sas pa es do mundo, con o me expõem
Richa ds e Lockha (1996): “não dá pa a ap ende mui o a a és dos ou os alunos do g upo”
e “a melho manei a de ap ende uma língua é se mis u a com os alan es na i os”. Os
au o es ainda p opõem que alguns alunos “p e e em uma abo dagem social de ap endizado”
(Richa ds e Lockha , 1996, p. 60), onde pode su gi a opo unidade de in e agi em com os
alan es na i os.
Apesa dos esul ados acima e em demons ado um bom desen ol imen o da
o alidade nos pa icipan es, o ma e ial didá ico ap esen a alguns pon os nega i os. Os
p incipais p oblemas enca ados pelos alunos ao abalha com a p opos a do li o são,
essencialmen e, dois: há pouca quan idade de explicação g ama ical e o li o não é in e a i o.
Embo a i essem conhecimen o de que o cu so se oca na o alidade mesmo an es do
início das aulas, dois dos ês pa icipan es apon a am a pouca quan idade de explicação
g ama ical como um aspec o nega i o do li o. Knowles (1982, apud Richa ds e Lockha ,
1996) escla ece que pessoas de na u eza analí ica e que gos am de esol e p oblemas endem
a p e e i uma ap esen ação lógica e sis emá ica de con eúdos de aulas, ou seja, a g amá ica.
Po im, ela i amen e à in e a i idade do NAB1, Tapsco (2009) explica que, a pa i
meados de 2000, os alunos que ing essa am nas uni e sidades ame icanas espe a am que o
aspec o in e a i o de ap endizado izesse pa e do p ocesso de ensino. Como es es alunos,
chamados ge ação Y36, c esce am com o uso diá io de ecnologia, eles p esumiam que is o
se ia pa e da ida acadêmica. Enquan o os pa icipan es des a pesquisa não sejam odos des a
ge ação37, eles o am expos os a es a manei a de pensa pois ing essa am, ou e o na am, à
uni e sidade nos anos de 2001 e 2003.
Na isão de Tapsco (2009), essa ge ação assimilou a ecnologia po que o am
c iados com ela e se adap a am a es e es ilo de ida ão con enien e. Nos úl imos 15 anos a
ecnologia o nou-se pa e do co idiano de (quase) odas as pessoas. Hoje em dia, com os
sma phones em oda a pa e, o acesso à in o mação a a és da In e ne é cada ez mais
comum e equen e e si es de “ edes sociais como Facebook, pe mi em que [es a ge ação]
moni o e cada mo imen o de seus amigos” (Tapsco , 2009, p. 17). Po es es mo i os, o na-
se ácil pe cebe a necessidade que os alunos êm de in e agi i ualmen e.
36 Ge ação Y são pessoas nascidas en e 1977 e 1997.
37 Dois dos pa icipan es são da Ge ação X (nascidos a é 1976).
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Conside ações Finais
Como aces dis in as de uma mesma moeda, a comp eensão e a ala são abalhadas
simul aneamen e mas desen ol idas isoladamen e. Como já mencionado no p imei o
capí ulo, é a pa i da comp eensão que o aluno de LE ai se capaz de desen ol e e p oduzi
a sua habilidade da ala pa a ins de comunicação.
Ao inicia es e abalho p ocu ei en a en ende se meus p é-concei os sob e a
abo dagem da o alidade no li o NAB1 iam de encon o aos ní eis de ap endizado
alcançados pelos alunos. Não ac edi a a - e ainda não ac edi o - que li o algum seja capaz
de p omo e o desen ol imen o da o alidade em quem decide ap ende uma língua
es angei a; sal o num es ágio bem inicial, em que os alunos es ão a se inicialmen e
expos os à uma es u u a mais o ganizada de ensino, quando o p o esso age como ins igado
e mediado en e eles e ma e ial didá ico.
Ao longo do p ocesso de análise do NAB1, o nou-se cla o que o li o ca ece de
a i idades de o alidade que sejam mais in e a i as e capazes de p opo ciona ao aluno um
con a o au ên ico com a língua quando o aluno não es i e num ambien e de sala de aula. Es a
in e ação com o idioma o a do ambien e o mal de ap endizado pode es imula o p ocesso de
comp eensão, pois, mui as ezes, a única si uação de in e ação o al com a qual o aluno de LE
em con a o é nas aulas, com o p o esso e os colegas.
En e an o, os ques ioná ios ei os com os ex-alunos do cu so de PLE mos a am,
pessoalmen e, uma pe spec i a inusi ada ela i amen e ao ensino/ap endizado da língua endo
o NAB1 como ma e ial didá ico p incipal. Os esul ados do es udo de caso ap esen ado
pa ecem apon a numa di eção posi i a quan o à abo dagem que o li o ado a no a amen o
da o alidade - na isão do aluno, uma abo dagem bem-sucedida, capaz de aze com que as
me as pessoais de ap endizado de cada um se con e am com o obje i o p incipal do li o:
“le a o aluno a comp eende e ala [...] po uguês pa a pode em comunica -se com os
b asilei os e pa icipa de sua ida co idiana” (Lima e al, 2009, p. iii).
Po ém, a análise ealizada nes e abalho oi ei a a a és de apenas pa e de um
p isma mui o mais elabo ado, que é a o alidade. Não se de e enca a es a p á ica como algo
limi ado a uma sala de aula ou a algumas a i idades de um único ma e ial didá ico; a
o alidade pode es a ao alcance de odos que a êm como um obje i o maio de ap endizado.
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De ido às limi ações des e es udo, suge e-se que seja ei o um pa alelo en e es e e
ou os ma e iais didá icos de PLE; ma e iais que op em pelo mesmo mé odo comunica i o e
que enham obje i os de ensino semelhan es aos do NAB1. A a és des e pa alelo al ez
possa se ei a uma análise mais compa a i a e p o unda ace ca da o alidade.
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4. Os exe cícios de con e se com o colega (como B2, pág. 27 e C2, pág. 39) ajudam a
melho a a sua comp eensão do po uguês? ( ) sim ( ) não
Po a o jus i ique a sua espos a.
5. Os exe cícios de ouça o diálogo (como A1 a A3, pág. 16 e A1 a A3, pág. 24) ajudam ocê
a ala melho o po uguês? ( ) sim ( ) não
Po a o jus i ique a sua espos a.
6. Os exe cícios de ou i e ma ca a espos a (como D1, pág. 40 e D1, pág. 52) ajudam ocê
a ala melho o po uguês? ( ) sim ( ) não
Po a o jus i ique a sua espos a.
7. Os exe cícios de con e se com o colega (como C1, pág. 12 e B4, pág. 47) ajudam ocê a
ala melho o po uguês? ( ) sim ( ) não
Po a o jus i ique a sua espos a.
8. Quais as á eas o li o ajudou ocê a desen ol e melho ? (pode se mais de uma)
( ) comp eensão ( ) ala ( ) lei u a ( ) esc i a
Po a o jus i ique a sua espos a.
9. Po a o indique aspec os posi i os E nega i os em elação ao uso do li o NAB1 como
ma e ial didá ico no ap endizado de PLE.