Modelos de Ges ão e Tipos de Cul u a O ganizacional – O Pe il
dos Adminis ado es Hospi ala es Po ugueses
Cu so de Especialização em Adminis ação Hospi ala
Da id Alexand e Ve de Ma eus
Maio de 2018
Modelos de Ges ão e Tipos de Cul u a O ganizacional – O Pe il
dos Adminis ado es Hospi ala es Po ugueses
T abalho de Campo ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Especialis a em Adminis ação Hospi ala ealizado sob a
o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Síl ia Lopes e do P o esso Dou o Rui
San ana
Da id Alexand e Ve de Ma eus
Maio de 2018
A Escola Nacional de Saúde Pública não se esponsabiliza pelas opiniões exp essas
nes a publicação, as quais são da exclusi a esponsabilidade do seu au o .
I
Ag adecimen os
A ealização des e es udo con ou com o apoio de di e sas pe sonalidades, as quais se
ci am em seguida:
Ag adeço à P o esso a Dou o a Síl ia Lopes, o p i ilégio de equen a o CEAH, a
qualidade do ensino p es ado, a pe sis ência no mé odo, o pe ecionismo, o igo e a excelen e
o ien ação p es ada du an e o es udo.
Ag adeço ao P o esso Dou o Rui San ana, a qualidade do ensino p es ado, a ele ada
exigência, a genialidade e o eno me con ibu o p es ado du an e a ealização do es udo.
Ag adeço ao Dou o Alexand e Lou enço, à Associação Po uguesa dos Adminis ado es
Hospi ala es e a odos os associados pela pa ce ia es abelecida, com in ui o de ealiza es e
es udo com sucesso.
Ag adeço ainda ao P o esso Dou o Alexand e Ab an es, P o esso Dou o Paulo Bo o,
P o esso Dou o F ancisco Ramos e P o esso Dou o Ped o Aguia , pelo con ibu o dado pa a
o meu c escimen o pessoal e académico du an e o cu so.
Que o de igual o ma, ag adece aos meus que idos colegas e amigos, Luís Ben o,
Ta iana Sil es e, Ana Ben o, Ana Gago, Ana Sil a, Helena Rod igues, Ca a ina Ó ão, Raquel
Oli ei a, Ca olina Cada ez, Diogo Simões, Daniel San os, Ca minha Gou eia e Paula Cunha.
Po im, gos a ia de ag adece aos meus pais e es an es amilia es odo o apoio p es ado
du an e a ealização do cu so.
A odos, o meu since o ob igado.
II
III
“Leading wi h cul u e may be among he ew sou ces o sus ainable compe i i e ad an age le
o companies oday.”
(G oysbe g, e al., 2018)
X
XI
Índice
1 – INTRODUÇÃO................................................................................................................. 1
2 – ENQUADRAMENTO TEÓRICO .......................................................................................... 5
2.1 – GESTÃO ................................................................................................................................. 5
2.1.1 – Teo ias da Ges ão ....................................................................................................... 5
2.2 – CULTURA ORGANIZACIONAL ...................................................................................................... 8
2.2.1 – Tipos de Cul u a O ganizacional ................................................................................. 9
2.3 – LIDERANÇA ........................................................................................................................... 11
2.4 – MODELO DOS VALORES CONTRASTANTES (CVF) ......................................................................... 12
2.4.1 – Ope acionalização do Modelo dos Valo es Con as an es ....................................... 13
2.5 – O ADMINISTRADOR HOSPITALAR .............................................................................................. 18
3 – OBJETIVOS DO ESTUDO ................................................................................................ 21
4 – METODOLOGIA ............................................................................................................ 23
4.1 – TIPO DE ESTUDO ................................................................................................................... 23
4.2 – POPULAÇÃO EM ESTUDO ........................................................................................................ 23
4.3 – INSTRUMENTO DE COLHEITA DE DADOS ..................................................................................... 23
4.4 – VARIÁVEIS EM ESTUDO ........................................................................................................... 25
4.5 – ANÁLISE E TRATAMENTO DE DADOS .......................................................................................... 28
5 – RESULTADOS................................................................................................................ 29
5.1 – CARATERIZAÇÃO SÓCIO DEMOGRÁFICA DOS RESPONDENTES.......................................................... 29
5.2 – CARATERIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS DE GESTÃO DOS AH ............................................................ 31
6 – DISCUSSÃO .................................................................................................................. 35
6.1 – DISCUSSÃO METODOLÓGICA ................................................................................................... 35
6.2 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................................................................. 36
6.3 – IMPORTÂNCIA PARA A GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES DE SAÚDE ...................................................... 42
7 – CONCLUSÃO ................................................................................................................ 43
8 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 45
9 – ANEXOS ....................................................................................................................... 57
9.1 – ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO ..................................................................................................... 57
XII
Índice de Figu as
FIGURA 1 - MODELO DOS VALORES CONTRASTANTES. RETIRADO DE MORAIS (2010). .................................................. 14
FIGURA 2 – TIPOS DE ORGANIZAÇÕES. ................................................................................................................. 27
FIGURA 3 - MODELOS DE GESTÃO MAIS DEMONSTRADOS. ....................................................................................... 32
Índice de Tabelas
TABELA 1 - CARATERÍSTICAS DOS MODELOS DE GESTÃO E PAPÉIS DE ATUAÇÃO. ADAPTADO DE FELÍCIO (2007). ................ 16
TABELA 2 - 24 COMPETÊNCIAS CHAVE DEFINIDAS POR CAMERON E QUINN (2006). ..................................................... 17
TABELA 3 -VALIDAÇÃO INTERNA DO “QUESTIONÁRIO DE COMPETÊNCIAS DE GESTÃO” ADAPTADO POR FELÍCIO ET AL. (2007).
............................................................................................................................................................. 24
TABELA 4 - VARIÁVEIS SÓCIO DEMOGRÁFICAS DO ESTUDO. ...................................................................................... 25
TABELA 5 - RELAÇÃO ENTRE COMPETÊNCIAS DE GESTÃO, PAPÉIS DE LIDERANÇA E MODELOS DE GESTÃO/TIPO DE CULTURA
ORGANIZACIONAL. .................................................................................................................................... 27
TABELA 6 - CARATERIZAÇÃO SÓCIO DEMOGRÁFICA DOS RESPONDENTES. .................................................................... 29
TABELA 7 - CARATERIZAÇÃO PROFISSIONAL DOS RESPONDENTES. .............................................................................. 30
TABELA 8 - ANÁLISE DESCRITIVA DAS COMPETÊNCIAS DE GESTÃO. ............................................................................. 31
TABELA 9 - ANÁLISE DESCRITIVA DOS MODELOS DE GESTÃO E PAPÉIS DE LIDERANÇA. ..................................................... 32
TABELA 10 - COMPARAÇÃO DOS MODELOS DE GESTÃO/TIPOS DE CULTURA MAIS DEMONSTRADOS ENTRE TIPOS DE
ORGANIZAÇÕES - ANOVA. ........................................................................................................................ 33
TABELA 11 - ANÁLISE BIVARIADA DAS COMPETÊNCIAS DE GESTÃO POR TIPO DE ORGANIZAÇÃO - TUKEY. ........................... 34
XIII
XIV
1
1 – In odução
Os hospi ais cons i uem pla a o mas sociais que a uam como sis emas abe os,
eajus ando-se cons an emen e. O concei o de sis ema abe o epo a à capacidade de abe u a
e eajus amen o ao meio ex e no po pa e da o ganização e des a capacidade de adap ação ao
meio en ol en e eme ge a an agem compe i i a que se aduz em sucesso emp esa ial
(D ucke , 1993 ; Sousa, 2009 ; Cama a ; Gue a; Rod igues, 2013).
No a ual con ex o mundial são obse adas mudanças ins i ucionais de o ma cons an e
e galopan e sendo que Po ugal e o sec o da saúde não se e ela am exceção (Chia ena o,
2004 ; Todnem, 2005 ; O seiko e al., 2015 ; Caldei a, 2015). Em Po ugal e i icou-se a en ada
e saída de um p og ama de apoio inancei o po insus en abilidade inancei a num con ex o
económico global agilizado, com me as bas an e ambiciosas en e 2011 e 2014, ao ab igo da
in e enção do FMI, do BCE e da UE (OPSS, 2011 ; Ma ins; Ca alho 2012 ; Soei o, 2014 ;
Seab a 2014 ; Madu ei a, 2015 ; Co eia e al., 2015).
Es a in e enção económica ouxe al e ações p o undas ao sec o da saúde: se po um
lado ag a ou a eg essi idade do sis ema de saúde po uguês, com o aumen o do alo das
axas mode ado as e a acionalização da ecnologia hospi ala /medicamen osa, (Se a, 2014 ;
Mo ei a, 2016 ; Ba os, 2016), po ou o in oduzi am-se no os concei os da New Public
Managemen , numa en a i a de mode nização, eno ação e ap oximação da adminis ação
pública à adminis ação p i ada (Rego ; Nunes, 2010 ; Inácio, 2011).
De uma o ma global in oduziu-se a pa icipação dos u en es, o comba e ao despe dício
e aumen o da e iciência, a eo ganização dos se iços de saúde, a c iação de um p og ama de
mobilidade de capi al humano, a in odução de no as pa ce ias en e o Es ado e as en idades
p i adas e sociais, o medicamen o gené ico em g ande escala, mecanismos de comp as
cen alizados, a p á ica ele ónica em g ande escala e a p omoção da in es igação em saúde
(OPSS, 2011 ; Inácio, 2011 ; Caldei a, 2015 ; Mo ei a, 2016). Cons a ou-se nes e pe íodo um
dec éscimo da despesa co en e em saúde de 9.9% em 2009 pa a 8,9% em 2016 (INE, 2016).
Deno e-se que no con ex o da saúde as o ganizações inco po am as es u u as sociais
mais complexas de go e na conside ando o ca á e mul ip odu o da sua a i idade, o g au de
di e enciação, especialização e di isão do abalho, as necessidades c escen es de p odução e
a exigência das o ganizações de saúde se adap a em de o ma ápida e cons an e às exigências
impos as pela população (D ucke , 1993 ; Cos a ; Lopes, 2004 ; Be na dino, 2017).
Nas úl imas 3 décadas em sido necessá io ado a di e en es modelos de ges ão pa a
man e a compe i i idade e sus en abilidade (Se ano ; Fialho, 2005 ; F ede ico, 2005). Pa a
po encia a en ada e adap ação no meio de a uação, o desen ol imen o, a sus en abilidade, a
e icácia, o e o no do in es imen o, o posicionamen o no me cado e o clima posi i o en e
colabo ado es, os ges o es podem u iliza os modelos de ges ão de Came on e Quinn (2006).
Os modelos de ges ão cons i uem um conjun o de di e izes baseadas nas eo ias de ges ão
2
exis en es, o nando as o ganizações mais e icazes consoan e os obje i os a que se p opõem
(Cama a ; Gue a ; Rod igues, 2013 ; Cunha e al., 2014).
A escolha es a égica dos modelos a u iliza pelos ges o es e ela-se undamen al e de e
es a di e amen e elacionada com os obje i os e con ingências si uacionais da o ganização. De
aco do com os au o es não exis e apenas um modelo de ges ão adequado a odas as si uações
ou o ganizações, mas sim á ios modelos que se complemen am e adap am às di e sas
con ingências ins i ucionais (Sousa, 2009 ; Cama a ; Gue a ; Rod igues, 2013).
Po sua ez, a cul u a o ganizacional ambém se em e elado um a o cha e pa a o
sucesso e ob enção de an agem compe i i a. Segundo os au o es, uma cul u a o e e de inida
eduz a ince eza cole i a, desen ol e a o dem social, aumen a a con inuidade do legado, c ia
um cole i o, ins i ui uma iden idade, desen ol e um comp omisso e elucida pa a uma isão de
u u o (Goodman ; Zammu o ; Gi o d, 2001 ; Mo ais ; G aça, 2013).
A cul u a o ganizacional de ine-se pelo conjun o de p essupos os básicos c iados e
u ilizados po um g upo pa a lida com cons angimen os de adap ação in e nos ou ex e nos à
o ganização (Schein, 1989). O es udo e en endimen o da cul u a nas o ganizações são c uciais
pa a a sua sob e i ência, o nando-se necessá io a alia a p ocu a de se iços, a globalização,
o clima polí ico e económico e desen ol e uma cul u a que po encie a adap ação e a
compe i i idade (Taylo , 2004 ; Kok ; Me we, 2009 ; Mo ais ; G aça, 2013).
De ac o, uma cul u a adequada pode explica uma a iabilidade na sa is ação dos
colabo ado es a é 32%, uma diminuição dos ní eis de bu n ou e u n o e e um aumen o da
e icácia, p odu i idade e mo i ação dos indi íduos (San os ; Sus elo, 2009 ; San os ; Gonçal es,
2011 ; G a ic ; So maz ; Ilic, 2016). Di e sos es udos e elam que 70% dos ges o es
comp eendem a co elação en e a cul u a e o desempenho o ganizacional, embo a apenas 35%
açam o seu alinhamen o com a es a égia da o ganização (Ea on ; Kilby, 2015).
Também na uni e sidade de Ha a d, Ko e e Haske (1992), ao compa a 200
emp esas num pe íodo de 11 anos e i ica am que ins i uições com uma cul u a de inida
aumen a am os endimen os líquidos em 756%, as ecei as em 682%, o alo das ações em
901% e a emp egabilidade em 282%. Po ou o lado, os esul ados análogos das o ganizações
com cul u a dúbia o am de 1% pa a o endimen o líquido, 166% nas ecei as, 74% nas ações e
38% na emp egabilidade (Ko e , 2011 ; Rahimic, 2012 ; G a ic ; So maz ; Ilic, 2016).
Assim, comp eende-se que à semelhança dos modelos de ges ão a escolha do ipo de
cul u a de e es a alinhada aos obje i os e con ingências si uacionais da o ganização. Na
e dade, é esponsabilidade do AH aze o espe i o ajus amen o en e as duas dimensões
(Pa ei a, 2015). O AH é po de inição o elemen o que de ém o conhecimen o écnico e
especializado na adminis ação de o ganizações de saúde, pelo que é da sua compe ência
go e na os p o issionais de aco do com os obje i os ins i ucionais e en en a os desa ios
in e nos e ex e nos de o ma dinâmica e ino ado a (Seixas ; Melo, 2004 ; Felício, 2007).
3
É ainda unção do AH lide a , cul i a a mudança a a és do compo amen o social,
man endo ele ados ní eis de e icácia e sus en abilidade o ganizacional (Lopes, 1996 ; Ma ins;
Ca alho, 2012 ; O seiko, e al., 2015). Assim, impo a analisa se o a ual pe il de compe ências
de ges ão e de cul u a dos AH es á adequado ao con ex o de mudança, ino ação e
implemen ação de no as polí icas no sis ema de saúde po uguês.
De o ma a elabo a es e es udo com sucesso, selecionou-se o modelo dos alo es
con as an es ou Compe ing Values F amewo k (CVF), de Came on e Quinn (2006) -
ap esen ado e aplicado no con ex o in e nacional pelos mesmos e no con ex o po uguês po
Felício e al., (2007), Mo ais e G aça (2013) e Pa ei a (2015), en e ou os.
O CVF dis ingue-se pela capacidade de combina os modelos de ges ão e de cul u a
o ganizacional e adequá-los aos obje i os ins i ucionais. A a és do CVF é possí el diagnos ica
e de ini de o ma es a égica quais os modelos de ges ão e cul u a a ado a pelas o ganizações,
aduzindo-se a escolha co e a em sucesso e an agem compe i i a (Adams ; Dawson ; Fou eu ,
2017 ; Sasaki e al., 2017). Pelos seus esul ados, es e modelo em-se e elado bas an e
consensual en e os académicos e ges o es, endo sido aplicado em mais de 1000 o ganizações
po odo o mundo e conside ado um dos 40 modelos mais impo an es da his ó ia emp esa ial
(Choi ; Ma in ; Pa k, 2009 ; Kok ; Me we, 2009 ; Chung e al., 2012 ; Mo ais ; G aça, 2013 ;
Pa ei a 2015).
Em suma, pelo ac o do meio en ol en e das o ganizações de saúde es a em mudança
e das o ganizações de saúde cons i uí em es u u as complexas, eme ge a necessidade de
es uda se os modelos de ges ão e ipos de cul u a o ganizacional igen es es ão adap ados ao
meio. A esponsabilidade desse alinhamen o, é dos AH, que podem u iliza o modelo do CVF
como ecu so.
4
5
2 – Enquad amen o Teó ico
Es e capí ulo inicia-se com a ap esen ação do concei o de ges ão e das á ias eo ias
de ges ão que podem se ado adas pelas o ganizações de saúde. Pos e io men e desc e e-se
o concei o de cul u a o ganizacional e os di e en es ipos de cul u a que podem se encon ados
nas ins i uições. É ainda ap esen ado o CVF, cuja uncionalidade pe mi e diagnos ica e
implemen a modelos de ges ão e cul u a o ganizacional alinhados com os espe i os obje i os
ins i ucionais, a a és do exe cício das compe ências de ges ão de inidas. Po im, o
enquad amen o eó ico e mina com a desc ição do enquad amen o legal da a i idade do AH e
das compe ências eque idas pa a o exe cício da sua p o issão.
2.1 – Ges ão
Os p imei os es udos na á ea da ges ão inicia am-se com o in ui o de esol e ques ões
como a ine iciência económica e a o ma de po encia o c escimen o e o desen ol imen o
económico. Pa a que os obje i os ossem a ingidos hou e a necessidade impe iosa de al e a a
o ma como as o ganizações a ua am, an o nos seus p ocessos in e nos, como pos e io men e
nos seus p ocessos ex e nos (Sousa, 2008 ; Fe ei a ; Ne es ; Cae ano, 2011).
Na pe spec i a de de e minados au o es, os concei os de ges ão e adminis ação
epo am à mesma acepção, pelo que pa a es e es udo se conside am os dois concei os
(Chia ena o, 2014). Na sua génese es ão ca a e ís icas como planeamen o, di eção,
o ganização e con olo (San os, 2008 ; F ich e al., 2014). A ação de adminis a diz espei o à
p ossecução de obje i os ins i ucionais, inci ada pela coope ação en e os colabo ado es e
u ilização e icien e e e icaz dos ecu sos disponí eis.
A ualmen e no SNS são u ilizados os p incípios da New Public Managemen , que
epo am à ansposição dos p incípios de ges ão das ins i uições p i adas pa a as públicas,
p essupondo uma diminuição da es u u a e o aumen o da compe i i idade e e iciência. Es a
co en e assen a em p essupos os como eg as, incen i os, e amen as de apoio à p á ica da
ges ão, melho ia de esul ados e qualidade dos se iços p es ados (Aze edo e al., 2017).
A New Public Managemen p i ilegia a a aliação de desempenho e a lexibilidade
adap a i a num con ex o económico de cons an e mu ação, em de imen o de ca a e ís icas
como a bu oc acia p o issional, a hie a quia cen alizada e a impessoalidade (Nunes, 1994 ;
Min zbe g, 2010 ; Ben o, 2013). Assim de e su gi uma no a imagem do ges o público,
p o issionalmen e especializado e esponsá el pelos seus a os, obje i os, es a égias e
esul ados. A adopção dos p incípios da New Public Managemen po pa e das o ganizações de
saúde po uguesas su ge após in odução do es a u o de En idade Pública Emp esa ial em 2005
(Rego ; Nunes, 2010 ; Inácio, 2011).
2.1.1 – Teo ias da Ges ão
Ao longo do empo o am su gindo no as eo ias da ges ão sus en adas em
conhecimen o cien í ico, que êm con ibuído de o ma cons u i a pa a o c escimen o global das
12
u ilização dos ecu sos man endo os ele ados ní eis de qualidade a ualmen e exigidos
(B andley-Bake ; Mu phy, 2013 ; Saxena ; Walke ; K aines, 2015).
O líde de e ap esen a um pe il mo i ado , emp eendedo , solucionado , in eg o e
dinâmico, eajus ando os ecu sos à ealidade igen e. De e e a capacidade de coloca a
pessoa ce a no luga ce o, pois o bom uncionamen o de uma o ganização de saúde es á
elacionado com a qualidade, mo i ação e núme o de uncioná ios adequados pa a a a e a
adequada, po o ma a que os colabo ado es explo em ao máximo as suas habilidades
(Chia ena o, 2012 ; Bush, 2014).
Um líde ine icaz, po sua ez, pode e um e ei o de as ado p ejudicando a
comunicação in e pessoal, o desen ol imen o en e os memb os da o ganização e o
comp ome imen o dos indi íduos com os obje i os ins i ucionais. Des a o ma, os lide es de em
ap ende e melho a de o ma con inua as habilidades de ges ão e lide ança, pa a ul apassa
as ba ei as e e i a hábi os de lide es des u i os e ine icazes (I i ; Lawson, 2016).
Con udo apesa da comp o ada impo ância que os p ocessos de lide ança ap esen am,
exis em di e sos es udos que e idenciam pouco in es imen o po pa e das ins i uições pa a
o ma p o issionais do ados de compe ências de ges ão e lide ança de ele ado ní el (F ich e
al., 2014 ; an de Wal e al., 2015 ; Felle ; Douce e ; Wi y, 2016).
2.4 – Modelo dos Valo es Con as an es (CVF)
O modelo isa o es udo de 3 aspe os ulc ais nas o ganizações, sendo es es:
• Iden i icação do con eúdo desc i i o da cul u a da o ganização;
• Iden i icação de dimensões, endo em con a as semelhanças e di e enças
cul u ais;
• Suges ão de e amen as e écnicas de análise da cul u a nas ins i uições.
O CVF eme giu de um conjun o de es udos e e uados po Quinn e Roh baugh (1983),
en e os anos 70 e 80, com o obje i o de a e i quais os indicado es cha e na maximização da
e icácia o ganizacional. Após uma análise es a ís ica de 39 indicado es de e icácia
o ganizacional, os au o es concluí am que es es se o ganizam em 3 clus e s dispa es,
delimi ando 3 dimensões dis in as com elações especí icas en e si.
A p imei a dimensão espei a aspe os de e icácia que epo am à lexibilidade/con olo,
a segunda dimensão aspec os como oco in e no/ex e no à o ganização e a e cei a dimensão
os obje i os e meios pa a a sua p ossecução. Da sob eposição das 2 p imei as dimensões
su gem 4 modelos de e icácia o ganizacional com 8 papéis de lide ança e 24 compe ências de
ges ão cha e a ibuídos (Came on ; Quinn, 2006).
Os au o es c ia am um modelo empí ico de e icácia o ganizacional, su icien emen e
lexí el e dinâmico pa a in eg a as eo ias de ges ão e de cul u a exis en es, sem desconside a
os aspe os eó icos concep uais e me odológicos (Felício, 2007).
13
O modelo possibili a a a aliação das á ias pe spec i as da e icácia o ganizacional,
a a és de escalas mul idimensionais. Po ou o lado, em a capacidade de liga aspe os
polí icos, es a égicos e ins i ucionais nas o ganizações es abelecendo pad ões de alo es,
p essupos os e in e p e ações que de inem a cul u a da ins i uição (Felício, 2007 ; Yu ; Wu, 2009
; Pa ei a, 2015).
Os indicado es de desempenho u ilizados pa a a análise da e icácia o ganizacional são
baseados em alo es subjacen es, que se e idenciam em de e minada o ganização. Des a
o ma, comp eende-se que os alo es de cada indi iduo não se sob epõem aos alo es do
conjun o de s akeholde s que cons i uem a o ganização em es udo (Came on ; Quinn, 2006).
Após u ilização do CVF os p o issionais endem a desen ol e uma cul u a dominan e,
sendo que em 80% das ins i uições se e i ica um ou mais ipos de cul u as dominan es. Se uma
o ganização não e idencia um ipo de cul u a dominan e, ou se ap esen a igual ní el de
dominância nos qua o ipos de cul u a, signi ica que a ins i uição não em uma iden idade cul u al
de inida colocando-se, numa posição de des an agem compe i i a pe an e as es an es
o ganizações (Came on ; Quinn, 2006 ; Kok ; Me we, 2009).
No con ex o da saúde, o CVF em sido amplamen e u ilizado com in ui o de melho ia da
qualidade, sa is ação dos colabo ado es e u ilizado es de cuidados de saúde e pa a o bom
uncionamen o das equipas mul idisciplina es en e ou os aspe os (Hel ich e al., 2007 ; Sasaki
e al., 2017).
Em suma, o CVF pe mi e diagnos ica e de ini os modelos de ges ão e ipos de cul u a
o ganizacional consoan e os obje i os ins i ucionais. Possibili a ainda a compa ação en e
di e en es se iços ou ins i uições, é conside ado um dos 40 modelos mais impo an es da
his o ia da ges ão e oi u ilizado em mais de 1.000 o ganizações com in ui o de p e e o seu
desempenho o ganizacional (Choi ; Ma in ; Pa k, 2009 ; Kok ; Me we, 2009 ; Chung e al., 2012
; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015).
2.4.1 – Ope acionalização do Modelo dos Valo es Con as an es
2.4.1.1 – A na u eza idimensional do CVF
A denominação idimensional des e modelo ad ém da sua es u u a de ês eixos, em
que cada eixo co esponde a uma dimensão: (1) p e e ência do ges o na es u u a
o ganizacional – lexibilidade ou es abilidade; (2) oco que a o ganização a ibui ao meio in e no
e sus meio ex e no; e (3) obje i os a que a ins i uição se p opõe e meios a u iliza na sua
p ossecução (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Mo ais, 2012 ; Pa ei a, 2015). O modelo
é ep esen ado a a és de um sis ema de eixos ca esianos, sendo que o eixo do Y co esponde
à p imei a dimensão, o eixo do X à segunda dimensão e o eixo do Z à e cei a dimensão.
A p imei a dimensão (Y) diz espei o à p e e encia do ges o na es u u a
o ganizacional, que pode a ia en e a lexibilidade e ino ação (+00) e o con olo e es abilidade
(-00) (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Yu ; Wu, 2009 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a,
2015). O con olo o ganizacional é conside ado p imo dial aquando si uações de in eg ação de
14
a i idades e cen alização de con olo. A lexibilidade o ganizacional é conside ada impo an e
em si uações de di e enciação de a i idades e necessidade de e capacidade de espos a à
mudança (Randolph ; Quinn, 1993).
Po sua ez, a segunda dimensão (X), diz espei o ao oco que a o ganização a ibui
ao meio in e no (-00) e sus meio ex e no (+00), ou seja, aos p ocessos e dinâmicas in e nas
e sus o ambien e ex e no à o ganização. Des a o ma quando a o ganização es á di ecionada
pa a o polo in e no signi ica que alo iza mais o ní el mic o, po ou o lado, quando a o ganização
se di eciona pa a o polo ex e no signi ica que alo iza mais o ní el mac o (Came on ; Quinn,
2006 ; Felício, 2007 ; Yu ; Wu, 2009 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015).
O oco in e no en a iza a manu enção dos sis emas sociais e écnicos da o ganização,
que são conside ados c í icos pa a o desempenho o ganizacional. Semp e que a o ganização
se oca no ní el mic o, coloca o bem-es a e desen ol imen o das pessoas da ins i uição como
p io idade (Randolph ; Quinn, 1993).
O oco ex e no en a iza a impo ância do inculo es abelecido en e a o ganização e o
ambien e ex e no. O ambien e ex e no pode signi ica uma on e de ameaças, opo unidades e
ecu sos, pelo que uma ligação adequada en e a o ganização e o ambien e pode o na -se um
ca alizado pa a a sob e i ência da o ganização. Quando a o ganização se oca no ní el mac o,
coloca o bem-es a e desen ol imen o da ins i uição como p io idade (Randolph ; Quinn, 1993).
Da sob eposição das duas p imei as dimensões eme gem 4 modelos de e icácia
o ganizacional dis in os, o modelo do obje i o acional, o modelo do p ocesso in e no, o modelo
das elações humanas e o modelo dos sis emas abe os (Randolph ; Quinn, 1993).
Po im, a e cei a dimensão (Z), diz espei o a uma pe spec i a de p o undidade do
modelo que inclui meios e ins. Es a dimensão es abelece uma elação di e a en e os meios a
u iliza e os obje i os a que a ins i uição se p opõe (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Yu;
Wu, 2009 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015).
Figu a 1 - Modelo dos alo es con as an es. Re i ado de Mo ais (2010).
2.4.1.2 – Modelos de Ges ão e os Papeis de A uação do CVF
Os modelos de ges ão/e icácia o ganizacional de Came on e Quinn (2006), são
sus en ados pelas seguin es eo ias da ges ão (Felício, 2007):
15
• Modelo do obje i o acional – Teo ia da adminis ação cien í ica (Taylo );
• Modelo do p ocesso in e no – Teo ia da bu oc acia e eo ia da o ganização
adminis a i a (Webe e Fayol);
• Modelo das elações humanas – Teo ia de El on Mayo (Mayo);
• Modelo dos sis emas abe os – Teo ia dos sis emas abe os (Ka z e Kanhn,
Law ence e Lo sch, Min zbe g).
Quinn e Roh baugh (1983), a a és dos esul ados ob idos po Yukl (1981) no âmbi o da
ges ão e lide ança consegui am apu a 8 papeis de a uação que o líde de e desempenha
(Coope ; Quinn, 1993 ; Felício, 2007 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015).
Os 8 papéis de lide ança desc i os pelo modelo de Came on e Quinn (2006) são
espe i amen e os de ino ado , b ocke , p odu o , di e o , coo denado , moni o , acili ado
e men o . Cada um dos papéis es á di e amen e elacionado com um modelo de ges ão e e le e
um conjun o de compe ências de ges ão. O modelo ap esen a ainda uma sob eposição en e as
ca a e ís icas dos modelos de ges ão e dos ipos de cul u a o ganizacional u ilizados. Os au o es
concluí am que cada um dos modelos de ges ão p omo e um ipo especí ico de cul u a na
o ganização. Des a o ma, conside a-se pe inen e a desc ição de alhada de cada um dos papéis
de a uação de idamen e alocado ao espe i o modelo de ges ão.
O Modelo do Obje i o Racional ap esen a uma unção de p ossecução dos obje i os
delineados, com os espe i os papéis de di e o e p odu o (Quinn e al., 1990 ; Came on ; Quinn,
2006 ; Felício, 2007 ; Pa ei a, 2015).
Di e o – Tem o papel de planea e ixa obje i os de o ma cla a e p ecisa. Es e ipo de
ges o de e e a capacidade de iden i ica po enciais p oblemas e de os esol e , delineando
no os obje i os, es a égias e al e na i as. Po no ma ap esen a boa capacidade de de ini
papéis e dis ibui a e as.
P odu o – Tem o papel de o ien a a a e a, de aco do com os olumes de abalho
au e idos. Es e ipo de ges o de e e a capacidade de mo i a , man e al os ní eis de
p odu i idade e alcança os obje i os es abelecidos. Po no ma ap esen a como ca a e ís icas o
in e esse, ca isma, mo i ação, esponsabilidade e p odu i idade.
O Modelo do P ocesso In e no ap esen a uma unção de in eg ação de a i idades
eme endo pa a os papéis de moni o e coo denado (Quinn e al., 1990 ; Came on ; Quinn, 2006
; Felício, 2007 ; Pa ei a, 2015).
Moni o – Tem o papel de moni o iza a sua unidade e subunidades de abalho. Tem
como diligência man e -se a ualizado ace ca de odos os p ocessos deco idos nas unidades sob
a sua esponsabilidade, de endo aze cump i as no mas e eg as da o ganização. Po no ma
ap esen a boa capacidade de obse ação e análise, es ando ocado no de alhe e con olo.
Coo denado – Tem o papel de man e a es u u a e luidez de odo o sis ema da
unidade de abalho. Es e ipo de ges o mos a-se esponsá el, ap esen a boas écnicas de
16
comunicação e de coo denação de es o ços. Po no ma ap esen a boa capacidade de
p og amação, o ganização e coo denação pessoal. Resol e si uações de c ise, ap esen ando
soluções adequadas.
O Modelo das Relações Humanas ap esen a uma unção de
conse ação/manu enção, su gindo assim os papéis de acili ado e men o (Quinn e al., 1990 ;
Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Pa ei a, 2015).
Facili ado – Tem o papel de es imula o abalho em equipa, azendo a ges ão dos
con li os in e pessoais e omen ando a união do g upo. Es e ipo de ges o p omo e ambien es
de abalho posi i os, c ia i os e habili a as equipas a se em pa icipa i as e in luen es. Po no ma
ap esen a boa capacidade de comunicação e de elação in e pessoal.
Men o – Tem o papel de c ia empa ia e in e esse, po pa e dos memb os da equipa.
Es e ipo de ges o p omo e a equidade, a abe u a na elação in e pessoal, a p omoção de uma
escu a a i a, o econhecimen o e o mé i o. Po no ma ap esen a boa capacidade de colabo a ,
mo i a e uni pessoas.
O Modelo dos Sis emas Abe os ap esen a uma unção adap a i a, com os espe i os
papeis de ino ado e b oke (Quinn e al., 1990 ; Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Pa ei a,
2015).
Ino ado – Tem o papel de acili a a adap ação e a mudança. De e es a a en o às
mudanças e obse a as endências mais ele an es. Ap esen a capacidade pa a desenha
es a égias de mudança necessá ias, conside ando semp e os iscos e ince ezas ine en es.
Es e ipo de ges o de ém uma base de sus en ação na dedução, ideias e in uição. Po no ma
ap esen a as seguin es ca a e ís icas, c ia i idade, in eligência, isão, ino ação, capacidade de
pe suasão e idealismo.
B oke – Tem o papel de man e boas elações com o ex e io da o ganização, e ob e
ecu sos ex e nos com a melho elação cus o/bene icio. Es e ipo de ges o alo iza a
impo ância da imagem, apa ência e epu ação, conside ando as suas epe cussões. Po no ma
ap esen a ca a e ís icas como as úcia, pe cepção polí ica, pe suasão, in luência e paciência.
Modelos de Ges ão
Obje i o Racional
(Taylo )
P ocesso In e no
(Fayol e Webe )
Relações Humanas
(Mayo)
Sis emas Abe os
(Law ence e Lo sch)
C i é ios de
e icácia (Fins)
P odu i idade e
obje i os.
Es abilidade e
e iciência.
Desen ol imen o
capi al humano.
C escimen o e
aquisição de ecu sos.
Ên ase (Meios)
Cla i icação de me as,
análise acional e
ação.
De inição das
esponsabilidades,
medidas e
documen ação.
Pa icipação,
esolução de con li os
e c iação de
consenso.
Adap ação polí ica,
esolução c ia i a de
p oblemas, ges ão da
mudança e ino ação.
Clima
O ganizacional
Economia acional –
esul ados.
Hie á quico.
O ien ado pa a a
equipa.
Ino ado e lexí el.
Papéis do Líde
Di e o e p odu o .
Moni o e
coo denado .
Men o e Facili ado .
Ino ado e B oke .
Tipos de Cul u a
O ganizacional
Cul u a de
Me cado ou
Racional
Cul u a
Hie á quica
Cul u a Clã
Cul u a de
Adhoc acia ou
Desen ol imen o
Tabela 1 - Ca a e ís icas dos modelos de ges ão e papéis de a uação. Adap ado de Felício (2007).
17
Em conclusão e “Como e e em Hooijbe g, Hun e Dodge (1997, p.391), “o CVF de Quinn
em uma g ande an agem sob e os ou os modelos pois p opõe elações especí icas en e os
oi o papeis de lide ança”. “ (Felício, 2007:65).
2.4.1.3 – Compe ências de Ges ão do CVF
As compe ências de ges ão e lide ança que dão o igem à es u u a do CVF, nascem das
10 ideias cha e da escola de ecu sos humanos e da pa icipação de um painel de 45
especialis as da á ea da ges ão (Min zbe g, 1989 ; Yukl, 1989 ; Re o ; Lopes, 1991 ; Lopes ;
Felício, 2005 ; Felício, 2007).
Os au o es de ini am 24 compe ências de ges ão e lide ança que os ges o es de em
desempenha , es ando a ibuídas 3 compe ências pa a cada 1 dos 8 papeis exe cidos pelo
ges o (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício e al., 2007 ; Mo ais, 2012 ; Pa ei a, 2015). As
compe ências são espe i amen e:
Modelo de Ges ão/Tipo
Cul u a
Papel de líde do Ges o
Compe ências cha e
Sis emas Abe os/ Cul u a
Adhoc á ica
Ino ado
C1 - Con i e com a mudança;
C2 - Pensamen o c ia i o;
C3 - Ges ão da mudança;
B oke
C4 - C ia e man e uma base de pode ;
C5 - Negocia aco dos e comp omissos;
C6 - Ap esen a as ideias;
Obje i o Racional/ Cul u a de
Me cado
P odu o
C7 - P odu i idade e mo i ação pessoal;
C8 - Mo i a os ou os;
C9 - Ges ão do empo e do s ess;
Di e o
C10 - Tomada de inicia i a;
C11 - Fixação de me as;
C12 - Delegação e icaz;
P ocesso In e no/ Cul u a
Hie á quica
Coo denado
C13 – Plani icação;
C14 - O ganização e desenho;
C15 – Con olo;
Moni o
C16 - Reduzi a sob eca ga de in o mação;
C17 - Analisa a in o mação c i icamen e;
C18 - Ap esen a a in o mação;
Relações Humanas/ Cul u a
Clã
Facili ado
C19 - C iação de equipas;
C20 - Tomada de decisões pa icipa i a;
C21 - Ges ão do con li o;
Men o
C22 - Au o comp eensão e comp eensão dos
ou os;
C23 - Comunicação in e pessoal;
C24 - Desen ol imen o dos subo dinados
Tabela 2 - 24 compe ências cha e de inidas po Came on e Quinn (2006).
O pe il p o issional do ges o de e sus en a -se num conjun o de compe ências de
ges ão e lide ança di e si icado, po o ma a adequa -se ao clima de mudança e ince eza. Os 4
18
modelos de ges ão e lide ança não de em se u ilizados de o ma isolada, mas consoan e o
con ex o ap esen ado (Felício, 2007 ; Yu ; Wu, 2009 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015).
2.5 – O Adminis ado Hospi ala
O AH dis ingue-se pelo conhecimen o écnico e especializado na ges ão de o ganizações
de saúde, aliado a sabe es p o undos nos emas da saúde e é o esponsá el pela melho ia da
capacidade de ges ão, uso e icien e e e e i o dos ecu sos e manu enção da qualidade dos
se iços de saúde (Seixas ; Melo, 2004 ; Skogsaas ; S endsen, 2006 ; Ru hes ; Cunha, 2007 ;
S e l, 2008 ; Pillay, 2010 ; In e na ional Hospi al Fede a ion, 2015 ; Kalho e al., 2016 ; Ba os,
2016).
Em Po ugal a c iação da ca ei a de AH su ge pelo Dec e o-lei nº101/80 e so e
pos e io men e al e ações pelo Dec e o-lei nº 178/87. Con udo nas úl imas décadas os diplomas
sup aci ados não êm sido aplicados no ec u amen o e p og essão de ca ei a dos AH. Po essa
azão, oi c iado um g upo de abalho a a és do despacho nº 13585-A/2016 do Diá io da
República nº 217/2016, com in ui o de e e a ca ei a de AH.
Exis em a o es que p omo em a mudança das compe ências de ges ão, como a e o ma
dos sis emas de saúde, a exigência na melho ia quali a i a dos cuidados, os ele ados pad ões
de desempenho e benchma king, o aumen o das expec a i as dos s akeholde s ou a ques ão da
in eg ação dos cuidados ans on ei iços na União Eu opeia (Pihlainen ; Ki inen ;
Lammin akanen, 2015). Agua dam-se po isso, no as compe ências p o issionais, que se
adequem às necessidades e desa ios a uais.
Do pon o de is a in e nacional, são á ias as ecomendações ei as pelos especialis as
e associações. Independen emen e do ní el hie á quico ocupado, os ges o es de em
desen ol e 4 ipos de a e as gené icas como planeamen o, o ganização, lide ança e con olo.
No planeamen o de ine-se a es a égia pa a a ingi obje i os, na o ganização coo dena-se o
capi al humano e inancei o, na lide ança mo i a-se a equipa e no con olo a alia-se o
cump imen o das me as e desempenho (Pillay, 2010 ; She ach ; Ma cus, 2013).
Pa a as associações in e nacionais compe ências como lide ança, ges ão da
comunicação e elação, p o issionalização, aquisição de conhecimen os, skills emp esa iais e
conhecimen o do meio en ol en e, conside am-se undamen ais pa a o sucesso o ganizacional
(In e na ional Hospi al Fede a ion, 2015 ; Ame ican College o Heal hca e Execu i es, 2018).
As compe ências do AH podem a ia consoan e a na u eza da ins i uição adminis ada.
No se o público o AH em a esponsabilidade de assegu a e o imiza o acesso, a e iciência, a
e icácia, a equidade e a supe isão do capi al humano. O sec o p i ado, ga an e os
p essupos os an e io es e inc emen a uma unção come cial que en ol e os di e sos
s akeholde s (Pillay, 2008b ; Pillay, 2010).
Con udo independen emen e da na u eza ju ídica das o ganizações exis e um manancial
de compe ências ecomendadas pa a odos os AH (Skogsaas ; S endsen, 2006 ; Pillay, 2010 ;
19
She ach ; Ma cus, 2013 ; Pihlainen ; Ki inen ; Lammin akanen, 2015, In e na ional Hospi al
Fede a ion, 2015 ; Kalho e al., 2016 ; Ame ican College o Heal hca e Execu i es, 2018):
• Planea ecu sos disponí eis;
• A alia o desempenho das o ganizações;
o Mesu a os esul ados ob idos;
• Analisa o ambien e in e no e ex e no da o ganização;
o Ge i clima, alo es, cul u a o ganizacional;
• Analisa o sis ema de saúde;
o Comp eende p og amas go e na i os;
o Adequa o sis ema de saúde à á ea egional;
• Ge i sis emas de in o mação;
o A alia e ge i as ecnologias de saúde;
• Ge i capi al humano;
o Ge i pessoas, equipas, con li os;
o Mo i a pessoas e equipas;
o Lide a ;
• Ge i a mudança;
o Comunica isão;
o Es u u a se iços;
• Comunica ;
• Ge i o empo;
o Balancea a ida pessoal/ ida p o issional;
• Desen ol e economia e ma ke ing da saúde;
o Desen ol e análises econômicas;
• Ge i a qualidade, audi o ia e con olo dos se iços de saúde;
• Desen ol e es udos epidemiológicos;
o Incen i a a ciência baseada na e idência;
• Realiza análises legais, é icas e bioé icas;
o Desen ol e a boa condu a, in eg idade e esponsabilização.
Conclui-se com es e capi ulo que os modelos de ges ão o am desen ol idos pa a
melho a a e icácia, e iciência e sus en abilidade das o ganizações. Com o c escen e núme o de
es udos, e i icou-se que ambém a cul u a o ganizacional pode se u ilizada enquan o
e amen a di e enciado a na o imização dos esul ados. Des a o ma, Came on e Quinn (2006),
desen ol e am um ins umen o (CVF) capaz de conjuga os modelos de ges ão e de cul u a de
aco do com os obje i os ins i ucionais. O AH po sua ez, exe ce um papel p eponde an e na
seleção es a égica do modelo de ges ão e de cul u a a ado a pa a ga an i ele ados ní eis de
pe o mance o ganizacional.
20
21
3 – Obje i os do es udo
O es udo em como obje i o ge al analisa as compe ências de ges ão e papéis de
lide ança mais p a icados no exe cício p o issional dos AH po ugueses.
De modo complemen a , designa am-se como obje i os especí icos do es udo:
• Ca ac e iza o pe il sócio demog á ico dos AH;
• Enume a as compe ências de ges ão e papéis de lide ança mais
equen emen e p a icados pelo AH;
• Nomea os modelos de ges ão e ipos de cul u a o ganizacional p edominan es
no sis ema de saúde po uguês, globalmen e e po ipo de o ganização.
28
4.5 – Análise e T a amen o de Dados
A análise e a amen o de dados do p esen e es udo encon a-se di idida em duas
pa es.
A p imei a pa e e e e-se à análise es a ís ica desc i i a com a inalidade de
ca ac e iza a amos a pela análise de equências (absolu a e ela i a) de cada um dos g upos
do pe il sócio demog á ico: g upo e á io, géne o, licencia u a, g au académico, ano de conclusão
do CEAH, país onde exe ce a i idade p o issional, si uação p o issional, anos de exe cício
p o issional, ní el hie á quico ocupado, p og essão da ca ei a e local de abalho. Foi ambém
incluída a análise da média e des io-pad ão das espos as pa a a ca ac e ização das
compe ências de ges ão, papéis de lide ança e espec i os modelos de ges ão/ ipo de cul u a,
cujas espos as o am ob idas a a és da escala de Like de 1 a 7. Pa a a análise dos modelos
de ges ão/ ipo de cul u a oi necessá io ag upa os i ens do ques ioná io ela i os a cada
compe ência de ges ão e papel de lide ança.
A segunda pa e da análise e a amen o de dados compo a a análise es a ís ica
in e encial, designadamen e a compa ação en e g upos. A di isão das o ganizações po g upo
e e o in ui o de e i ica se exis em di e enças no modelo de ges ão/ ipo de cul u a
o ganizacional mais u ilizados. Tendo em conside ação o amanho da amos a (n > 50
pa icipan es) e as ecomendações de Ma ôco (2011) e Nunnally e Be ne h (1994), nes a análise
op ou-se pela u ilização de es es pa amé icos, pela maio obus ez compa a i amen e aos
es es não pa amé icos. Como se p e endeu compa a mais que dois g upos dis in os
(o ganismos cen ais e ensino, PCSP e p i ado) com os di e en es ipos de cul u a (me cado,
hie á quica, clã e adhoc acia), op ou-se pela u ilização do es e ANOVA. Conside a-se o es e
es a ís ico mais adequado pa a de e mina se as médias en e dois ou mais g upos são ou não
signi ica i amen e di e en es (Ma ôco, 2011). Po im, pa a de e mina qual o pa que ap esen ou
di e enças es a is icamen e signi ica i as no es e ANOVA, op ou-se po e e ua o es e Pos -Hoc
Tukey, po e e ua compa ações múl iplas.
O ní el de signi icância conside ado pa a o es udo oi de 5%. A análise oi ealizada no
so wa e IBM® SPSS® S a is ics ( . 25).
29
5 – Resul ados
5.1 – Ca a e ização Sócio Demog á ica dos esponden es
Es e subcapí ulo a a a ca a e ização dos esponden es quan o ao géne o, idade,
habili ações académicas, si uação p o issional e local de abalho en e ou os aspe os.
F equência
Pe cen agem (%)
Géne o
Masculino
66
41
Feminino
95
59
G upo e á io
20 – 30
5
3
31 – 40
41
25
41 – 50
66
41
51 – 60
32
20
> 60
17
11
Á ea de licencia u a
Di ei o
58
36
Ciências emp esa iais
46
28
Ciências sociais e do compo amen o
18
11
Saúde
18
11
Res an es á eas de licencia u a
21
14
Habili ações académicas
Licencia u a
111
69
Mes ado
45
28
Dou o amen o
4
2
Pós dou o amen o
1
1
Ano conclusão CEAH
1970 – 1979
5
3
1980 – 1989
22
14
1990 – 1999
40
25
2000 – 2009
58
36
2010 – 2018
36
22
Tabela 6 - Ca a e ização sócio demog á ica dos esponden es.
A amos a do p esen e es udo é cons i uída po 161 AH, dos quais 59% (95) são do
géne o eminino e 41% (66) do masculino. Rela i amen e à idade, 41% es ão no in e alo dos
41-50 anos, 25% en e os 31-40 anos, 20% en e os 51-60 anos, 11% com mais de 60 anos e
somen e 3% en e os 20-30 anos.
Na á ea de licencia u a, o maio g upo de pa icipan es o mou-se na á ea do Di ei o
(36%), seguindo-se a á ea das Ciências Emp esa iais (28%), Ciências Sociais e do
Compo amen o (11%) e Saúde (11%). No que conce ne às habili ações académicas, a maio ia
dos pa icipan es é de en o do g au de licencia u a (69%), seguindo-se os de en o es de
mes ado (28%), dou o amen o (2%) e pós-dou o amen o (1%).
30
Quan o ao ano de conclusão do CEAH, a maio ia dos pa icipan es concluiu nos úl imos
dezoi o anos (58%), es ando o maio g upo comp eendido en e os anos de 2000 a 2009 (36%),
seguindo-se o in e alo en e os anos de1990 a1999 (25%) e os anos 2010 a 2018 (22%).
F equência
Pe cen agem (%)
Si uação p o issional
A exe ce a i idades de AH den o da ca ei a
92
57
A exe ce a i idades de AH na ca ego ia de écnico supe io ou
ou a
38
24
A exe ce a i idades não elacionadas com AH
31
19
Tempo de exe cício de unções de AH
Nunca exe ceu unções
16
10
1 – 5 anos
19
12
6 – 10 anos
30
19
11 – 20 anos
47
29
21 – 30 anos
32
20
Mais de 30 anos
17
10
Ní el hie á quico de desempenho de unções
Ní el opo
37
23
Ní el in e médio
106
66
Ní el ope acional
18
11
Ca ei a/P og essão AH
AH DE 1ª CLASSE
10
6
AH DE 2ª CLASSE
40
25
AH DE 3ª CLASSE
41
26
P og essão o a da ca ei a de AH
70
43
Tipo de o ganização de desempenho de unções
O ganismos cen ais e ensino
24
18
P es ado es de Cuidados de Saúde Públicos
114
68
PPP
4
2
P i ado
19
12
O ganização de desempenho de unções
Hospi ais EPE/SPA
98
61
Hospi ais/clínicas do sec o p i ado
12
7
ARS
11
7
ULS
9
6
Res an es o ganizações
31
19
Tabela 7 - Ca a e ização p o issional dos esponden es.
Rela i amen e à si uação p o issional, obse ou-se que 57% dos pa icipan es exe ce
unções de AH den o da ca eia, 24% na ca ego ia de écnico supe io e ce ca de 19% não
desen ol e unções de AH. Ve i icou-se ainda que 98% (158) dos pa icipan es exe cem as
unções em Po ugal e somen e 2% (3) exe cem unções no ex e io .
Quan o ao empo de exe cício de unções de AH, o maio g upo de pa icipan es exe ce
unções no in e alo de 11 a 20 anos (29%), seguindo-se o in e alo de 21 a 30 anos com 20%
31
dos pa icipan es e o in e alo dos 6 a 10 anos com 19% dos pa icipan es. Obse ou-se que
10% pa icipan es nunca exe ceu unções como AH.
No que conce ne ao ní el hie á quico de desempenho de unções, a maio ia dos
pa icipan es exe ce unções a ní el in e médio (66%). Ce ca de 23% exe ce a ní el de opo e
11% a ní el ope acional. No que diz espei o à ca ei a/p og essão, o maio g upo de
pa icipan es ap esen a uma p og essão o a da ca ei a de AH (43%). Den o da ca ei a de AH,
ce ca de 25% dos pa icipan es encon a-se na ca ego ia de AH 3ª classe, 25% na AH 2ª classe
e 6% na de AH 1ªclasse.
Rela i amen e ao ipo de o ganização onde desempenham unções, obse a-se que a
maio ia exe ce unções em p es ado es de cuidados de saúde públicos, nomeadamen e 68% e
18% em o ganismos cen ais e ensino. O se o p i ado ep esen a 12% dos pa icipan es e as
PPP somen e 2%. No que se e e e à especi icidade das o ganizações onde desempenha
unções, a maio ia dos pa icipan es exe ce unções em Hospi ais EPE/SPA (61%), seguindo-se
os hospi ais ou clínicas do se o p i ado (7%), ARS (7%) e po im as ULS (6%).
5.2 – Ca a e ização das Compe ências de Ges ão dos AH
Es e subcapi ulo abo da a ca a e ização das compe ências de ges ão e papéis de
lide ança dos AH po ugueses, assim como os modelos de ges ão e ipos de cul u a
o ganizacional na globalidade e nos di e sos g upos o ganizacionais.
Compe ências de ges ão
Dimensão Y e X
Média
Des io pad ão
C15 - Con olo
Con olo/In e io
5,11
1,06
C11 - Fixação de me as
Con olo/Ex e io
5,09
1,06
C08 - Mo i a os ou os
Con olo/Ex e io
5,07
1,12
C14 - O ganização e desenho
Con olo/In e io
5,06
1,04
C04 - C ia e man e uma base de pode
Flexibilidade/Ex e io
5,04
0,98
C13 - Plani icação
Con olo/In e io
5,00
1,07
C18 - Ap esen a a in o mação: edigi com e icácia
Con olo/In e io
4,99
1,19
C07 - P odu i idade e mo i ação pessoal
Con olo/Ex e io
4,95
1,26
C17 - Analisa a in o mação c i icamen e
Con olo/In e io
4,93
1,04
C23 - Comunicação in e pessoal
Flexibilidade/In e io
4,91
1,19
C22 - Au ocomp eensão e comp eensão dos ou os
Flexibilidade/In e io
4,85
1,32
C12 - Delegação e icaz
Con olo/Ex e io
4,82
1,19
C06 - Ap esen a as ideias: ap esen ações e bais
Flexibilidade/Ex e io
4,82
1,08
C03 - A ges ão da mudança
Flexibilidade/Ex e io
4,81
1,13
C01 - Con i e com a mudança
Flexibilidade/Ex e io
4,79
1,06
C09 - Ges ão do empo e do s esse
Con olo/Ex e io
4,76
1,11
C10 - Toma inicia i as e se decidido
Con olo/Ex e io
4,73
1,28
C20 - Tomada de decisões pa icipa i a
Flexibilidade/In e io
4,71
1,32
C24 - Desen ol imen o dos subo dinados
Flexibilidade/In e io
4,69
1,34
C05 - Negocia aco dos e comp omissos
Flexibilidade/Ex e io
4,68
1,16
C19 - C iação de equipas
Flexibilidade/In e io
4,65
1,34
C16 - Reduzi a sob eca ga de in o mação
Con olo/In e io
4,63
1,04
C21 - Ges ão do con li o
Flexibilidade/In e io
4,63
1,17
C02 - Pensamen o c ia i o
Flexibilidade/Ex e io
4,56
1,04
Tabela 8 - Análise desc i i a das compe ências de ges ão.
32
Pela análise das médias das compe ências desc i as na Tabela 8, e i ica-se que as
compe ências C15 – con olo (média±des io pad ão: 5,11±1,06), C11 – ixação de me as
(5,09±1,06), C08 – mo i a os ou os (5,07±1,12) e C14 – o ganização e desenho (5,06±1,04)
ap esen am as médias mais al as, ou seja, são as mais equen emen e demons adas.
Conside ando o modelo de Came on e Quinn (2006), es as compe ências in eg am a dimensão
do con olo. Ac escen a-se que a é à nona compe ência mais demons ada, à exceção da C04 –
c ia e man e uma base de pode , odas in eg am a dimensão do con olo.
A análise desc i i a dos papéis de lide ança e espe i os modelos de ges ão cons am da
Tabela 9.
Modelo / Papéis
Média (M)
Des io pad ão (DP)
Modelo dos sis emas abe os/cul u a adhoc á ica
Ino ado
4,72
1,01
B oke
4,84
0,82
Modelo do obje i o acional/cul u a me cado
P odu o
4,93
0,98
Di e o
4,88
1,03
Modelo do p ocesso in e no/cul u a hie á quica
Coo denado
5,06
0,98
Moni o
4,85
0,98
Modelo das elações humanas/cul u a clã
Facili ado
4,66
1,22
Men o
4,81
1,20
Tabela 9 - Análise desc i i a dos modelos de ges ão e papéis de lide ança.
Os papéis de líde mais e idenciados são o de coo denado (5,06±0,98), seguindo-se o
p odu o (4,93±0,98), o di e o (4,88±1,03) e o moni o (4,85±0,98).
Figu a 3 - Modelos de ges ão mais demons ados.
Quan o aos modelos de ges ão, e i ica-se que o modelo do p ocesso in e no ap esen a
a maio média (4,95±0,96), seguindo-se o modelo do obje i o acional (4,90±0,96), o modelo dos
sis emas abe os (4,78±0,87) e o modelo das elações humanas (4,74±1,20), o que e a
expec á el conside ando os esul ados apu ados nas compe ências de ges ão e papéis do líde .
4.78
4.90
4.95
4.74
4.5
4.6
4.7
4.8
4.9
5.0 Modelo dos sis emas
abe os
Modelo do obje i o
acional
Modelo do p ocesso
in e no
Modelo das elações
humanas
33
De seguida, obse a-se a p edominância dos modelos de ges ão e ipos de cul u a
o ganizacional nos di e en es ipos de o ganizações, nomeadamen e o ganismos cen ais e
ensino, p es ado es de cuidados de saúde públicos e p i ado.
N
Sis emas Abe os/
Cul u a Adhoc á ica
Obje i o Racional/
Cul u a de Me cado
P ocesso In e no/
Cul u a
Hie á quica
Relações
Humanas/
Cul u a Clã
To al
157
4,78 ± 0,87
4,90 ± 0,96
4,95±0,88
4,74±1,20
O ganismos Cen ais e
Ensino
24
4,88 ± 0,98
4,98±0,89
5,08±0,80
4,74±1,39
P es ado es Cuidados
Saúde Públicos
114
4,80 ± 0,87
4,9±1,00
4,96±0,92
4,87±1,08
P i ado
19
4,44 ± 0,69
4,64±0,67
4,68±0,71
4,00±1,19
p- alue (ANOVA)
-
0,201
0,117
0,377
0,028
Tabela 10 - Compa ação dos modelos de ges ão/ ipos de cul u a mais demons ados en e ipos
de o ganizações - ANOVA.
Dos esul ados ob idos e i ica-se que os o ganismos cen ais e ensino demons am com
maio equência os modelos de ges ão e ipos de cul u a (5,08±80, 4,98±0,89 e 4,88±0,98), que
as es an es ipologias o ganizacionais, seguindo-se os p es ado es de cuidados de saúde
públicos (4,87±1,08) e p i ados (4,68±0,71).
Pela análise dos esul ados da ANOVA, cons a a-se que as compe ências desen ol idas
pelos AH, in eg adas no modelo das elações humanas, ap esen am uma di e ença
es a is icamen e signi ica i a, p=0,028 (p- alue <0,05), em pelo menos dois ipos de o ganização
de saúde (o ganismos cen ais e ensino, p es ado es de cuidados de saúde públicos, ou
p i ada). Nos es an es modelos não o am e i icadas di e enças es a is icamen e signi ica i as
(p- alue < 0,05) - modelo dos sis emas abe os p=0,201, modelo do obje i o acional p=0,117 e
modelo do p ocesso in e no p=0,377 - assumindo-se igualdade na demons ação de
compe ências dos AH nos di e en es ipos de o ganização.
Na abela seguin e, pode obse a -se quais as o ganizações que ap esen am di e enças
es a is icamen e signi ica i as no modelo das elações humanas.
34
Modelo
Tipo de o ganização de saúde
p- alue
(Tukey)
Sis emas Abe os
O g. cen ais e
ensino
PCSP
0,981
P i ado
0,379
PCSP
O g. cen ais e ensino
0,981
P i ado
0,332
P i ado
O g. cen ais e ensino
0,379
PCSP
0,332
Obje i o Racional
O g. cen ais e
ensino
PCSP
0,986
P i ado
0,673
PCSP
O g. cen ais e ensino
0,986
P i ado
0,682
P i ado
O g. cen ais e ensino
0,673
PCSP
0,682
P ocesso In e no
O g. cen ais e
ensino
PCSP
0,936
P i ado
0,475
PCSP
O g. cen ais e ensino
0,936
P i ado
0,574
P i ado
O g. cen ais e ensino
0,475
PCSP
0,574
Relações
Humanas
O g. cen ais e
ensino
PCSP
0,967
P i ado
0,192
PCSP
O g. cen ais e ensino
0,967
P i ado
0,016
P i ado
O g. cen ais e ensino
0,192
PCSP
0,016
*A di e ença média é signi ica i a no ní el 0.05
Tabela 11 - Análise bi a iada das compe ências de ges ão po ipo de o ganização - Tukey.
Analisando as compa ações bi a iadas, e i ica-se que apenas as médias e e en es às
o ganizações de saúde públicas e p i adas, no modelo das elações humanas, ap esen am
di e enças es a is icamen e signi ica i as (p- alue < 0,05). Des e modo, assume-se que exis e
di e ença na demons ação de compe ências de ges ão en e os AH do g upo p es ado es de
cuidados de saúde públicos ela i amen e à cul u a clã (4,87±1,08), compa a i amen e com os
AH do g upo p i ado (4,00±1,19).
35
6 – Discussão
Es e capí ulo a a inicialmen e a discussão me odológica, onde são abo dadas opções
me odológicas como a seleção da amos a, o ipo de écnica de amos agem, o ins umen o de
colhei a de dados e as limi ações ine en es. Pos e io men e são discu idos os esul ados ob idos
com os di e en es es udos na á ea. Po im, ence a-se o capí ulo com as implicações que es e
es udo em na ges ão das o ganizações de saúde e quais as p incipais ecomendações.
6.1 – Discussão Me odológica
A amos a des e es udo icou ci cunsc i a a odos os diplomados em Adminis ação
Hospi ala pela ENSP, com o in ui o de es uda o pe il de compe ências de ges ão dos AH
diplomados. Fica am excluídos do es udo odos os diplomados em Adminis ação Hospi ala
aposen ados, conside ando que não pode iam disc imina quais as compe ências de ges ão que
os seus pa es u ilizam com maio ou meno equência no a ual exe cício p o issional.
A g ande limi ação des a in es igação consis iu na u ilização de uma écnica de
amos agem não p obabilís ica (amos agem causal ou de con eniência), o que es inge a
ex apolação dos esul ados ob idos pa a o uni e so em es udo (Rezende, 2010 ; B yman, 2012).
Es a opção me odológica es e e elacionada com ês aspe os undamen ais. Em
p imei o, não se encon am desc i os os dados necessá ios pa a iabiliza a es a i icação da
amos a, como sexo, idade, ano de o mação, habili ações académicas, ipo de o ganização em
que abalha, e olução e p og essão de ca ei a, en e ou os aspe os analisados. Po ou o lado,
o empo disponí el pa a a ealização do es udo oi ela i amen e b e e, ce ca de 6 meses, pelo
que não se op ou po uma écnica de amos agem demasiado complexa (Fo in, 2009). Po
úl imo, a axa de espos as oi ela i amen e baixa, ce ca de 41%, o que es á de aco do com a
li e a u a que ap esen a axas de espos a de ap oximadamen e 30%. Con udo, es e alo
in iabiliza a possibilidade de es a i icação da amos a, po não espei a o núme o de
pa icipan es necessá ios em cada i em da es a i icação (Ca mo ; Fe ei a, 2008 ; Reis, 2010).
Em suma, po ausência das condições ideais pa a es e ipo de es udo não oi possí el aplica
uma écnica de amos agem p obabilís ica (Rezende, 2010 ; B yman, 2012).
O amanho da amos a ambém condicionou o ní el de con iança do o al dos
pa icipan es a 95%, com uma ma gem de e o de ce ca de 6%, po ém conside ou-se uma
amos a ela i amen e exp essi a (161 pa icipan es) pa a o uni e so da população em es udo
(400 AH). Ve i ica-se ainda que a dimensão do es udo é supe io à maio ia das in es igações
e e uadas po ou os au o es, en ando analisa a o alidade de um sis ema de saúde, em
de imen o de um único hospi al ou conjun o eduzido de hospi ais.
Po sua ez, o ins umen o de colhei a de dados cons i ui um elemen o impo an e pa a
o sucesso do es udo, pelo que se op ou pelo uso de um ques ioná io amplamen e u ilizado no
con ex o in e nacional, adap ado e es ado à ealidade po uguesa (Felício, 2007 ; Chung, e al.
2012 ; Mo ais ; G aça, 2013 ; Pa ei a, 2015). No que se e e e às p op iedades psicomé icas
36
do ques ioná io e i icou-se que es as ap esen am alo es de alpha C onbach (α), en e o
acei á el e o excelen e, pelo que se á possí el con inua a u iliza o ques ioná io pa a es e ipo
de es udos (Nunnally ; Be ne h, 1994 ; Ma ôco, 2011).
Du an e a elabo ação do es udo o am su gindo cons angimen os que limi a am o seu
desen ol imen o. O ac o de o g upo das PPP ap esen a apenas 4 esponden es esul ou na
sua exclusão na compa ação de g upos, pelo que não se conseguiu apu a qual o modelo de
ges ão/ ipo de cul u a mais enunciados nes a ipologia o ganizacional, nem a sua posição em
elação às es an es o ganizações em es udo.
6.2 – Discussão dos Resul ados
1. Compe ências de ges ão e papéis de lide ança mais equen emen e
demons ados pelos AH.
Da ap eciação global das 24 compe ências de ges ão os esul ados e idenciam que os
AH desempenham a sua o alidade, o que cump e com as ecomendações da li e a u a (Pillay,
2010 ; In e na ional Hospi al Fede a ion, 2015 ; Kalho e al., 2016 ; Ame ican College o
Heal hca e Execu i es, 2018). Ve i ica-se ainda que as 5 compe ências de ges ão mais
equen emen e demons adas pelos AH (con ola , ixa me as, mo i a , o ganiza e desenha ,
c ia e man e uma base de pode ) ap esen am um ele ado eo de con olo, com o ien ação
in e na e ex e na à o ganização (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Min zbe g, 2010 ;
Pa ei a, 2015).
Po sua ez, na ap eciação dos 8 papéis de lide ança os esul ados e idenciam que os
mais demons ados es ão elacionados com o papel de coo denado , moni o , p odu o e di e o
(Quinn ; Roh baugh, 1983 ; Coope ; Quinn, 1993 ; Came on ; Quinn 2006). Es es papéis
eme gem das compe ências de ges ão mais equen emen e demons adas e p opo cionam uma
es u u a hie á quica cen alizada (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007 ; Min zbe g, 2010 ;
Pa ei a, 2015).
Os esul ados ob idos indicam que os AH ap esen am um pe il de ges ão e lide ança
baseado na esponsabilidade, capacidade de p og amação e o ganização, cump imen o das
eg as in e nas, iden i icação de po enciais p oblemas e esolução dos mesmos, delineamen o
de obje i os, dis ibuição de a e as, comunicação in e na, p odu i idade e p ossecução de
obje i os (Quinn ; Roh baugh, 1983 ; Coope ; Quinn, 1993 ; Quinn e al., 1990 ; Came on ; Quinn
2006 ; Felício, 2007 ; Pa ei a, 2015), assemelhando-se aos esul ados ob idos no sec o da
saúde em Po ugal (Sousa, 2012 ; Melo ; Sil a ; Pa ei a, 2014 ; Pa ei a e al., 2015).
Do pon o de is a in e nacional os esul ados encon ados são a iá eis, pois se po um
lado os esul ados são idên icos (O seiko, e al., 2015), po ou o a iam de aco do com as
especi icidades dos se iços es udados, como o núme o de p o issionais e o ipo de abalho
desen ol ido como é o caso dos blocos ope a ó ios, unidades de cuidados in ensi os e se iços
de consul a (Radwan, e al., 2017 ; Sasaki e al., 2017).
37
Os esul ados ob idos nes e es udo podem es a elacionados com o ac o de o ní el
hie á quico in e médio co esponde a ce ca de 66% dos inqui idos e o ní el ope acional a ce ca
de 11%, o que pe az um o al de 77% de inqui idos, co obo ando os esul ados ob idos po
Cab al e Temido (2014).
O ges o in e médio é esponsá el pela conexão en e o ní el de opo e o ní el
ope acional, pelo que desen ol e essencialmen e a i idades de a iculação e coo denação a que
co esponde um conjun o de compe ências de ní el écnico em pa alelo com a i idades
o ganizacionais de eo poli ico. Po sua ez, o ges o de ní el ope acional desen ol e a i idades
de ca iz écnico, enquan o que o ges o de opo desen ol e a i idades es a égicas e poli icas,
jus i icando de ce a o ma a exp essi idade dos esul ados ob idos (Jesuíno ; Pe ei a ; Re o,
1993 ; Chia ena o, 2004 ; Pa ei a, 2005 ; Min zbe g, 2010 ; Chia ena o, 2014).
As p incipais a i idades desen ol idas pelos ges o es in e médios e ope acionais es ão
in imamen e elacionadas com a ges ão da p odução, con olo da a i idade, ges ão de capi al
humano, audi o ia in e na, ges ão da qualidade, disponibilidades, comp as, con abilidade
analí ica, ges ão da in o mação, ges ão ho elei a e esíduos hospi ala es en e ou os, pelo que
as compe ências de ges ão e papéis de líde mais demons ados es ão adequados ao exe cício
p o issional dos ní eis hie á quicos de maio ep esen a i idade (Macedo e Macedo 2005 ;
Po ugal. MS, 2010 ; Be na dino, 2017).
Po ou o lado, a hie a quia cen alizada encon ada pode es a elacionada com o ipo
de es u u a o ganizacional em es udo. As o ganizações de saúde são conside adas bu oc acias
p o issionais do pon o de is a es u u al, pelo que há uma g ande di iculdade no con olo des e
ipo de o ganizações (Min zbe g, 1980 ci ado po Nunes, 1994 ; Min zbe g, 2010). De aco do
com os au o es, os p o issionais de saúde colocam maio en a e à mudança e ino ação,
p e e indo a especialização e o ape eiçoamen o da sua a i idade (Nunes, 1994 ; Came on ;
Quinn, 2006 ; Min zbe g, 2010 ; Ben o, 2013).
A ualmen e os p o issionais de saúde i enciam um ambien e labo al de eg as,
p ocedimen os e p o ocolos, a o ecendo uma a mos e a ígida e in lexí el que di icul a o
p ocesso de ges ão, adap ação e mudança, sendo necessá io ap oxima e en ol e os
p o issionais de saúde, ges o es e comunidade (Po ugal. MS, 2010 ; Ben o, 2013 ; Melo ; Sil a
e Pa ei a, 2014 ; F ich e al., 2014 ; Po ugal. MS, 2017). Cabe aos AH de opo exibi
compe ências de ges ão e papéis de lide ança que p omo am o p ocesso de in eg ação e
a iculação en e os cuidados de saúde p imá ios, secundá ios e e ciá ios, cen ados nas
necessidades de uma população com maio espe ança média de ida, en elhecida, com maio
índice de como bilidade, pa ologia c ónica e baixo índice de ecundidade (Fe nandes e al., 2011
; Po ugal. MS. 2017 ; Po ugal. MS. 2018).
Em suma os AH de ní el ope acional e in e médio de e ão desen ol e compe ências
de ges ão com maio equência na á ea da p odução, di eção, coo denação e moni o ização, o
que se e i ica nos esul ados encon ados nes e es udo e os AH de opo de e ão desen ol e
a i idades ocadas na á ea da p odução, di eção, negociação e ino ação com in ui o de o imiza
44
Da compa ação de g upos concluiu-se que os o ganismos cen ais e ensino são a
ipologia que ap esen a maio e idenciação dos modelos de ges ão/ ipo de cul u a, o que e ela
maio es ní eis de iden idade cul u al em elação às es an es ipologias o ganizacionais
(Came on ; Quinn, 2006).
Ve i icou-se que as o ganizações do sec o público, (o ganismos cen ais e ensino e
PCSP), ap esen am maio demons ação do modelo do p ocesso in e no/cul u a hie á quica e
do modelo do obje i o acional/cul u a de me cado, à semelhança das o ganizações p i adas.
Con udo, as o ganizações p i adas ap esen am maio p e e ência na u ilização dos modelos de
ges ão/ ipos de cul u a com oco ex e no à o ganização (modelo do obje i o acional/cul u a de
me cado e modelo dos sis emas abe os/cul u a adhoc á ica), em de imen o dos modelos de
ges ão/ ipos de cul u a com oco in e no à o ganização (modelo do p ocesso in e no/cul u a
hie á quica e modelo das elações humanas/cul u a clã) (Came on ; Quinn, 2006 ; Felício, 2007
; Mo ais, 2010 ; Pa ei a, 2015).
Assim, conclui-se que ace aos obje i os do sis ema de saúde po uguês os AH de opo
em conjun o com a “ u ela”, de em desen ol e compe ências de ges ão, papéis de lide ança e
modelos de ges ão/ ipos de cul u a que in eg am a lexibilidade/con olo com o ien ação ex e na.
Po ém os AH in e médios e ope acionais de em con inua a desen ol e os modelos de
ges ão/ ipo de cul u a que in eg am o con olo com o ien ação in e na e ex e na. Po im, a
esponsabilidade do diagnós ico, ajus amen o e alinhamen o dos modelos de ges ão/ ipos de
cul u a ace aos obje i os do sis ema de saúde e espe i as o ganizações, de e se incumbida
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60
O p esen e ques ioná io p e ende apu a qual o pe il de compe ências de ges ão e lide ança do
Adminis ado Hospi ala (AH) po uguês a ual, a a és da análise das compe ências de ges ão
mais p a icadas no seu exe cício p o issional.
De ina-se AH odo o diplomado com o Cu so de Especialização em Adminis ação Hospi ala
da Escola Nacional de Saúde Pública em exe cício de a i idade p o issional, independen emen e
de es a ou não inculado à ca ei a de AH.
Es e ques ioná io es á di idido em duas pa es, com um empo de espos a es imado in e io a 10
minu os, pelo que se solici a a melho colabo ação de V. Exa..
O ques ioná io não é ealizado com in ui o de a ibui qualque classi icação, ou anking, en e os
AH ou o ganizações de saúde. Mais se ac escen a que o a amen o de dados espei a a
con idencialidade des inando-se unicamen e à in es igação cien í ica em cu so.
Se quise ob e uma cópia do es udo, ou p e ende qualque ipo de escla ecimen o ag adece-se o
seu con ac o pa a o in es igado Da id Ma eus (E-mail: D.ma [email protected] ).
O ien ado es P o ª. Síl ia Lopes e P o . Rui San ana (ENSP-NOVA).
Ob igado pelo empo despendido no p eenchimen o do ques ioná io.
Da id A. V. Ma eus
61
1 – Pe il sociodemog á ico
1.1 – Assinale o g upo e á io a que pe ence:
20 – 30 anos
31 – 40 anos
41 – 50 anos
51 – 60 anos
Mais de 60 anos
1.2 – Assinale o seu géne o:
Masculino
Feminino
1.3 – Indique qual a á ea da sua licencia u a:
Ciências da educação
A es e humanidades
Ciências sociais e do compo amen o
Ciências emp esa iais
Di ei o
In o mação e jo nalismo
Ciências da ida
Ciências ísicas
Ma emá ica e es a ís ica
In o má ica
Engenha ia e écnicas a ins
Indús ias ans o mado as
A qui e u a e cons ução
Ciências e e iná ias
Saúde
Se iços sociais
P o eção do ambien e
Se iços pessoais
Se iços de segu ança
Ou os
62
1.4 – Assinale o seu g au académico:
Licencia u a
Mes ado
Dou o amen o
Pós-dou o amen o
1.5 – Indique o ano de conclusão do CEAH
Ano de conclusão
1.6 – Exe ce a i idade p o issional em Po ugal?
Sim
Não
1.7 – Indique qual é a sua si uação p o issional:
A exe ce a i idades de AH den o da ca ei a
A exe ce a i idades de AH na ca ego ia de écnico supe io ou ou a
A exe ce a i idades não elacionadas com AH
Desemp egado
Aposen ado
1.8 – Assinale o núme o de anos de exe cício p o issional enquan o AH:
Nunca exe ceu unções
1 a 5 anos
6 a 10 anos
11 a 20 anos
21 a 30 anos
Mais de 30 anos
63
1.9 – Assinale em que ní el hie á quico se posiciona 1:
Ní el ope acional
Ní el in e médio
Ní el opo
1.10 – Indique qual o seu ní el de p og essão da ca ei a:
Adminis ado hospi ala de 1ª classe
Adminis ado hospi ala de 2ª classe
Adminis ado hospi ala de 3ª classe
P og essão o a da ca ei a de AH
1.11 – Assinale em que ipo de o ganização exe ce unções:
Minis é io da Saúde
Sec e a ia Ge al do Minis é io da Saúde
ARS
ACSS
DGS
SPMS
ERS
IGAS
INFARMED
INEM
IPST
ADSE
SICAD
Ins i u o Nacional de Saúde – Dou o Rica do Jo ge
ACES
Hospi al EPE/SPA
Hospi al PPP
Hospi al ou clínica do se o p i ado
Ins i uição IPSS
Indús ia a macêu ica/De ices
1
De inam-se os seguin es ní eis hie á quicos como: (1) ope acional, ges o es que lidam di e amen e com a
p odução de bens ou se iços, (2) in e médio, ges o es que azem a ligação en e a ges ão de opo e a ges ão
ope acional, (3) opo, ges o es que assumem a esponsabilidade global da o ganização.
64
Uni e sidade
Ou a opção den o do se o da saúde
Qual?
Fo a do se o da saúde
Qual?
65
2 – No seu con ex o p o issional, com que equência obse a os ou os AH desempenha cada uma das
seguin es compe ências, sendo: 1 – Nunca; 2 – Mui o a amen e; 3 – Ra amen e; 4 – Po ezes; 5 –
F equen emen e; 6 – Mui o equen emen e; 7 – Semp e.2
2.1 - Man ém a unidade mo i ada pa a os esul ados
1
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3
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7
2.2 - C ia coesão e espí i o de g upo
1
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5
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2.3 - P oje a as a i idades pa a chega com e iciência aos esul ados
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2.4 - Facili a o diálogo e sabe ou i
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4
5
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2.5 – P ocu a que os seus subo dinados se desen ol am p o issionalmen e
1
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5
6
7
2.6 – Iden i ica endências e planeia mudanças necessá ias
1
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7
2.7 – Man ém uma ede de con ac os in luen es
1
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5
6
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2.8 – Resol e p oblemas de o ma c ia i a e in eligen e
1
2
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5
6
7
2.9 – Es abelece obje i os cla os e de ine planos pa a os a ingi
1
2
3
4
5
6
7
2.10 – P opo ciona opo unidades de desen ol imen o dos seus colabo ado es
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4
5
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2.11 – Es imula a pa icipação na omada das decisões e idenciando o sen ido
de equipa
1
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3
4
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2.12 – T abalha e icazmen e em si uações de mudança e ambiguidade
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5
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2.13 –Impele a unidade de abalho a a ingi as me as ixadas
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2.14 – Planeia es abelecendo p azos ealis as e es imando ecu sos
necessá ios
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7
2.15 – Consegue negocia bem en ol endo as pa es
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2.16 – Sabe dialoga e aze -se ou i pelas pessoas
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2
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7
2.17 – Coo dena e con ola o p ocesso de abalho
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2.18 – Ge a abe u a e pa icipação na equipa c iando um ambien e posi i o
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2.19 – Redige os documen os necessá ios com cla eza e obje i idade
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2.20 – Ge e e icazmen e os con li os na equipa
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2.21 – Concebe soluções ino ado as e e icazes
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2.22 – Seleciona c i icamen e a in o mação
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7
2.23 – P eocupa-se com planeamen o adequado das a i idades
1
2
3
4
5
6
7
2
A 2ª pa e do ques ioná io isa a pe ceção das compe ências de ges ão e lide ança desen ol idas na
a i idade p o issional dos seus pa es e não uma au o a aliação.
66
2.24 – A sua mo i ação e empenho man êm-se em si uações de ensão ou al a
de empo
1
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6
7
2.25 – Enco aja os ou os a exp imi os seus pon os de is a
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2.26 – Ge e e icazmen e a sob eca ga de in o mação
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2.27 – Desa ia o “semp e se ez assim”
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2.28 – Fixa me as a a ingi
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2.29 – É um comunicado que ap esen a as suas ideias com e icácia
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2.30 – Ap esen a bem a in o mação po esc i o
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2.31 – Sabe elaciona -se com as pessoas ce as
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2.32 – Reduz a g ande quan idade de in o mação ao essencial
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2.33 – Delega e icazmen e nos seus subo dinados
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2.34 – Chama os subo dinados a pa icipa em nas decisões de equipa
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2.35 – Consegue conjuga pe spe i as con li uais
1
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2.36 – Planeia e implemen a mudanças opo unas pa a ape eiçoa o
uncionamen o da unidade de abalho
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2.37 – Examina a in o mação com sen ido c í ico
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2.38 – P ocu a semp e soluções em que odos ganham
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2.39 – De ine á eas de esponsabilidade pa a os subo dinados e delega-as
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2.40 – Demons a g ande mo i ação pelo seu papel
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2.41 – Con e e o cump imen o das me as ixadas
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2.42 – Dá um sen ido de o dem à a i idade
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5
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2.43 – Empenha-se em cump i p azos es ipulados sem en a em s esse
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5
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7
2.44 – A icula ideias, sabe a gumen a e exp essa bem as suas posições
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2.45 – Lida bem com as si uações de mudança
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2.46 – Mos a empa ia e p eocupação com os subo dinados
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2.47 – Decide e não espe a que as coisas acon eçam
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2.48 – En ega-se ao abalho de co ação e alma
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