Rela ó io de Es ágio na Book ailo s – Consul o es
Edi o iais
And ea Filipa Dias Mad uga
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em Edição de Tex o
Maio 2017
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Edição de Tex o, ealizado sob a o ien ação cien í ica
do P o esso Dou o Rui Zink.
AGRADECIMENTOS
À minha mãe e ao meu pai, pelo apoio incondicional e pelo es o ço que ize am pa a
eu pode es uda aquilo que mais gos a a.
À minha i mã, po se o meu pila .
Aos meus colegas de mes ado, que me de am a conhece Lisboa. Sei que le o daqui
amigos pa a a ida.
Aos meus colegas de es ágio, que o na am es a a en u a bem mais memo á el. Sem
eles, is o não e ia ido nem me ade da piada.
Ao P o esso Rui Zink, pela disponibilidade e pela ajuda p opo cionadas ao longo do
meu pe cu so.
E, ao Paulo e a oda a equipa da Book ailo s, po me e em ecebido.
RELATÓRIO DE ESTÁGIO NA BOOKTAILORS – CONSULTORES EDITORIAIS
ANDREA FILIPA DIAS MADRUGA
RESUMO
O p esen e ela ó io de es ágio p e ende desc e e as a e as ealizadas no es ágio
cu icula na Book ailo s – Consul o es Edi o iais, pa a conclui o mes ado em Edição
de Tex o. Na p imei a pa e, ap esen a ei a en idade acolhedo a, o seu pe cu so e as
suas á eas de ac uação. Na segunda pa e, desc e e ei as ac i idades que ealizei na
emp esa. A conclusão p e ende e lec i b e emen e sob e as a e as e ec uadas ao
longo do es ágio e sob e o mundo da edição em Po ugal.
PALAVRAS-CHAVE: es ágio cu icula , Book ailo s, Edição de Tex o, agenciamen o
li e á io, base de dados
ABSTRACT
This in e nship epo aims o desc ibe he asks I pe o med du ing he in e nship held
in Book ailo s – Consul o es Edi o iais, equi ed o conclude he mas e ’s deg ee in
Edi ing and Publishing. In he i s pa , I will desc ibe he en i y, i s pa h and i s a eas
o expe ise. In he second pa , I will desc ibe he ac i i ies I de eloped in he
company. The conclusion aims o do a b ie e lec ion on he asks I pe o med du ing
he in e nship and on he publishing wo ld in Po ugal.
KEYWORDS: in e nship, Book ailo s, book publishing, li e a y agency, da a base
ÍNDICE
In odução ..................................................................................................................................... 1
1. Ap esen ação da emp esa .................................................................................................... 3
1.1. Consul o ia .................................................................................................................... 4
1.2. Agenciamen o ............................................................................................................... 5
1.3. E en os .......................................................................................................................... 5
1.4. Fo mação ....................................................................................................................... 6
2. Es ágio cu icula ................................................................................................................... 6
2.1. P og ama Bookcamp ..................................................................................................... 7
2.2. Manuais de agenciamen o e de p odução de e en os ................................................. 8
2.3. Lei u as e ichas de p odu o ........................................................................................ 10
2.4. Agenciamen o ............................................................................................................. 11
2.4.1. Análise de ca álogos e manu enção da base de dados in e nacional ................ 11
2.4.2. P ocu a e con ac o com edi o as es angei as pa a ap esen ação de ob as ..... 12
2.5. Newsle e ................................................................................................................... 15
2.6. Recolha de en e is as e a igos do mundo edi o ial ................................................. 15
2.7. C iação de uma edi o a ic ícia.................................................................................... 16
2.8. Resumo de es udos de me cado edi o ial .................................................................. 18
2.9. C iação da base de dados do Ins i u o Camões .......................................................... 19
Conclusão .................................................................................................................................... 20
Bibliog a ia .................................................................................................................................. 23
Anexos ......................................................................................................................................... 25
1
In odução
Du an e a componen e lec i a do mes ado de Edição de Tex o da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa, pe cebi que que ia
e mina o cu so passando pela expe iência de es agia , de modo a pode pô em
p á ica os conhecimen os adqui idos ao longo dos á ios seminá ios equen ados.
Depois de sabe que inha sido ap o ada nos seminá ios, chegou, po im, a
al u a de ac ualiza o meu cu ículo e de esc e e á ias ca as de ap esen ação, pa a
edi o as, e is as e edacções de jo nal. Fo am mui as as semanas que se esumi am
apenas a espos as des a o á eis ou, na g ande maio ia dos casos, à al a de espos a
ou cou . Encon a emp esas que acei a am es agiá ios oi um p ocesso di ícil e
demo oso. Con udo, após algum empo de pe sis ência e de p ocu a, en ei a minha
so e com a Book ailo s, a agência li e á ia de e e ência em Po ugal.
A espos a oi ápida, dizendo que a minha candida u a se ia analisada. Mais
a de, ecebi um ou o e-mail pa a ma ca uma en e is a, onde os meus
conhecimen os do mundo edi o ial o am es ados e onde me oi agamen e explicado
as a e as que i ia desempenha , passando pelas ês á eas da emp esa:
agenciamen o, p odução de e en os e consul o ia. No dia seguin e, liga am-me a
con i ma a ob enção do es ágio.
Tomei a inicia i a de conhece melho a ob a de alguns dos au o es agenciados
pela emp esa, iniciando uma sé ie de lei u as a é ao início do es ágio. A 31 de Ou ub o
de 2016 iniciou-se inalmen e o es ágio, momen o em que me oi in oduzido o plano
mais de alhado de ac i idades que i ia a desempenha .
Assim, no p esen e ela ó io, i ei ap esen a a emp esa Book ailo s, na qual
passei as 400 ho as es ipuladas. O meu abalho passou, p incipalmen e, pela
manu enção da base de dados de edi o as in e nacionais, que implicou uma análise
cuidada de cen enas de ca álogos, e pela lei u a de á ias ob as dos au o es
agenciados e pelo consequen e p eenchimen o das espec i as ichas de p odu o. Ti e
ambém de encon a edi o as de odo o mundo que pode iam e in e esse em
publica au o es da agência, en iando-lhes en ão uma p opos a com a sinopse do li o,
2
blu bs da imp ensa e o PDF comple o, quando possí el. Nes a a e a oi impo an e
ap esen a a emp esa e o seu ca álogo, pa a que as edi o as i essem em p imei a
mão ob as que pode ão que e edi a no u u o.
Po im, a ei uma b e e e lexão sob e o que ap endi ao longo do mes ado,
nomeadamen e du an e o es ágio, e sob e a si uação da edição em Po ugal.
3
1. Ap esen ação da emp esa
A Book ailo s su giu em 2007, ap esen ando-se ao me cado edi o ial como uma
consul o a edi o ial. Mui o ol ada pa a a comunicação edi o ial e o ma ke ing,
o nou-se popula a a és do si e Blog ailo s que, oi o anos depois, omou a o ma de
uma newsle e semanal. Es a p eocupação em p opo ciona in o mações ele an es
ela i amen e ao me cado le ou à publicação de ob as como A Edição de Li os e a
Ges ão Es a égica, de José A onso Fu ado, e a colecção «P o agonis as da Edição»
com en e is as, ealizadas po Sa a Figuei edo Cos a, a igu as impo an es do mundo
da edição.
Ou o elemen o que des aca a Book ailo s no mundo edi o ial em Po ugal é a
o mação, p opondo cu sos de e isão de ex o, comunicação edi o ial, es a égia
edi o ial e o çamen ação g á ica, en e ou os. Es a inicia i a pe mi e que a pessoa
adqui a as bases necessá ias pa a se lança no mundo da e isão, po exemplo, uma
ez que exis em á ios ní eis: inicial, in e médio e a ançado. Ou seja, equen ando os
ês cu sos de e isão, os conhecimen os adqui idos são uma boa e amen a de
in odução ao mundo da e isão pa a quem em in e esse nessa á ea.
Es a emp esa oi expandindo a sua ac i idade, o nando-se líde e pionei a no
me cado edi o ial po uguês, nas á eas de consul o ia edi o ial, o mação p o issional
na á ea do li o, agenciamen o li e á io, bem como o ganização de e en os li e á ios.
Em 2013, a Book ailo s lança-se inalmen e a ní el in e nacional. Tem es ado
p esen e em inúme as ei as in e nacionais e, nesse mesmo ano, oi esponsá el pela
o ganização de oda a p esença po uguesa na Fei a do Li o de Bogo á, o maio
e en o cul u al da Colômbia. O que le ou, depois, à c iação do salão de di ei os na
Fei a de Bogo á.
En e an o, oi c iada a chancela Elsino e, pe encen e ao g upo 20|20, com um
ca álogo ca ac e izado pela icção li e á ia, onde encon amos á ias ob as da
encedo a do P émio Nobel da Li e a u a em 2015, S e lana Alexie ich. Os li os des a
chancela des acam-se pela sua capa com acabamen o de eludo, o que susci a uma
sensação ag adá el ao oque. A Book ailo s escolheu o nome, inspi ando-se no poema
4
de Má io Cesa iny, “You A e Welcome o Elsino e”, salien ando assim a endência mais
li e á ia e equin ada des a chancela.
Po ou o lado, a Book ailo s em indo a des aca -se na p odução de e en os,
nomeadamen e com a es eia dos es i ais li e á ios Tin o no B anco, que deco e em
Viseu, e Húmus, em Guima ães, no âmbi o das comemo ações do 150.° ani e sá io do
nascimen o de Raul B andão.
1.1. Consul o ia
Es a á ea é pa icula men e di igida a emp esas que ac uam na á ea edi o ial,
an o em Po ugal como no es angei o. A emp esa em e elado algum êxi o, a a és
de es udos es a égicos pa a a undação e c iação de ma cas, sendo esponsá el pelo
su gimen o da 20|20, um dos maio es g upos da ac ualidade no me cado po uguês,
bem como o elançamen o da ma ca Que zal, em 2008, da qual oi esponsá el po
oda a es a égia que le a ia à e o mulação da ma ca e comunicação.
A á ea da consul o ia edi o ial é compos a po :
a) es a égia edi o ial – passa pela de inição de ca álogos, po es udos de
opo unidade do sec o , pelo scou ing e pela negociação de di ei os;
b) ges ão e adminis ação – p essupõe a e o mulação de e amen as e
mé odos de abalhos in e nos e ec u amen o;
c) ma ke ing e comunicação – en ol e planos de ma ke ing e comunicação
pa a ma cas, colecções e li os;
d) coo denação edi o ial – implica a coo denação de p ojec os edi o iais na
ín eg a ou em á eas especí icas como a e isão, adução, paginação,
p epa ação de o iginais, e c.
e) p odu os pe sonalizados/packaging – diz espei o à c iação de p odu os
pa a ma cas, ais como agendas ou li os comemo a i os;
) b anding – elaciona-se com o desenho de iden idade g á ica, p ojec os
g á icos de paginação ou a deco ação de espaços.
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en edo, ui colocando as páginas en e pa ên esis ec os, de modo a pode consul a ,
se necessá io, o li o e mos a a p og essão do esumo da na a i a.
Assim, es es elemen os são undamen ais pa a a ap esen ação de um li o pois,
a a és deles, o comp ado consegue pe cebe minimamen e se a ob a se encaixa no
seu ca álogo. Caso es es elemen os sejam su icien es pa a despe a o in e esse do
edi o , pode á ainda le uma icha de exce o ou, caso seja possí el, uma adução
inglesa da ob a ou, pelo menos, dos p imei os capí ulos.
As di iculdades sen idas du an e es a a e a o am encon a os ópicos que
se iam aplicá eis como a gumen os de enda, uma ez que, endo es udado li e a u a,
a minha pe cepção de como se enca a uma ob a e a di e en e, mais eó ica e menos
i ada pa a o me cado. E, po ou o lado, a elabo ação do esumo do en edo, pois
es as ob as nunca e am in e io es a duzen as páginas, sendo necessá io pe cebe qual
a in o mação ealmen e ele an e pa a que es a osse su icien e pa a ca i a o
e en ual adqui en e.
2.4. Agenciamen o
2.4.1. Análise de ca álogos e manu enção da base de dados in e nacional
Es as lei u as o am sendo al e nadas com uma ou a ac i idade que ocupou
uma pa e conside á el do meu empo de es ágio: a análise de ca álogos de edi o as
es angei as, de odo o mundo, e o egis o das mesmas na base de dados in e nacional
da emp esa. A a e a a ibuída pe mi iu-me ganha consciência de como se encon a o
me cado edi o ial mundial e quais as endências edi o iais em alguns países.
O meu abalho consis ia em ac escen a na base de dados o nome da edi o a,
o con inen e onde es a se encon a e qual o país, a mo ada, o código pos al, a
localidade, o e-mail ge al, o nome da(s) pessoa(s) de con ac o, qual o seu ca go, o seu
e-mail pessoal e o seu LinkedIn, quando possí el. Ti e ambém de indica qual o si e da
edi o a ou agência e, quando possí el, algumas no as que elucidassem quem não
conhecesse a edi o a, dizendo qual o seu en oque (ex.: especializada em li e a u a
in an o-ju enil).
Po im, nes a análise de ca álogos, impo a a ainda sabe que géne o de li os
e am edi ados pelas di e sas edi o as, colocando en ão na base de dados se a edi o a
12
analisada publica a “Ficção Li e á ia”, “Poesia e Tea o”, “Ficção Come cial”, “Th ille e
Suspense”, “In an o-ju enil”, “Ciências Sociais e Polí icas, His ó ia, Biog a ia,
Ac ualidade e Jo nalismo”, “Despo o” e “Ou os” (onde se enquad am no elas
g á icas, banda desenhada e ou os que não se encaixem nas ca ego ias acima
e e idas).
Tinha ambém de salien a se a edi o a já inha publicados au o es po ugueses
e/ou de Língua Po uguesa. Caso isso i esse sucedido, de ia ac escen a os nomes dos
au o es, de o ma a pode usa isso como gancho num e en ual con ac o com a
edi o a, p opondo um ou á ios au o es da agência.
Es a a e a mos ou-me que é di ícil pe cebe o que publicam algumas edi o as,
uma ez que os seus si es e am mui o pob es em e mos de con eúdo, não me sendo
possí el acede ao ca álogo comple o. Ou a di iculdade com a qual me depa ei oi a
ba ei a da língua, pois analisei ca álogos de países mui o a iados e, em alguns casos,
não domina a a língua em ques ão e a adução que o b owse me p opo ciona a e a
mui a aca, pa a além de ha e nume osos casos em que nem a adução me e a
acul ada. Nes es casos i e que me guia apenas pelas capas dos li os e pe cebe se a
edi o a se enquad a a mais na ca ego ia come cial ou li e á ia, uma ez que após
analisa an as capas de li os, o na-se mais ácil pe cebe qual o objec i o des as e
qual o público-al o. As de ca iz mais come cial endem a e co es mais apela i as e
capas que se des acam a uma dis ância conside á el, enquan o as que classi ica ia
como li e á ias endem a e capas mais sób ias, menos is osas.
2.4.2. P ocu a e con ac o com edi o as es angei as pa a ap esen ação de
ob as
Numa segunda pa e do es ágio, i e de encon a edi o as que ossem
po enciais comp ado as das ob as in an is an e io men e e e idas, de Ana Saldanha e
de Ca la Maia de Almeida.
Pe co e cen enas de edi o as de odo o mundo, numa p imei a ase, ajudou-
me a e uma isão mais cla a de quais os países com uma o e apos a na edição do
li o in an il, dos quais des aca ia a F ança, a I ália e a Bélgica, que dão pa icula
a enção a es e géne o.
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Apesa de e es a b e e noção de onde ha e ia po enciais clien es, i e de
consul a exaus i amen e a base de dados de edi o as in e nacionais, que con a com
ce ca de duas mil en adas, escolhendo aquelas que i essem uma ca ego ia de
“In an o-ju enil” ou, nas no as, algo que deno asse uma o e inclinação pa a es e
géne o.
Assim, depa ei-me com cen enas de ca álogos e i e de analisá-los, de modo a
pe cebe se os li os publicados e am maio i a iamen e álbuns ilus ados ou li os
pa a uma aixa e á ia mais al a. Du an e es a análise, oi impo an e a en a nos
nomes dos au o es publicados, pois se encon asse au o es po ugueses, se ia mais
ácil usa esse elemen o como ác ica de ap oximação du an e o con ac o ia e-mail.
An es de começa a edigi os e-mails, oi necessá io pe co e a pla a o ma
Redboo h u ilizada na emp esa, uma pla a o ma de ges ão de a e as, de modo a
pe cebe se já inha ha ido um con ac o p é io, numa ou a ocasião, com algumas das
po enciais edi o as. Caso encon asse egis os que comp o assem esse con ac o, a
es a égia a pô em p á ica se ia di e en e, a o ecendo um con ac o menos o mal.
Nes a ase, oi c ucial consul a ambém a base de dados de au o es, onde
cons am odas as ob as dos au o es agenciados e os países pa a os quais os di ei os
o am endidos, pa a não co e o isco de, po exemplo, en ia pa a uma edi o a
b asilei a a p opos a de um li o, quando es e já inha sido publicado numa ou a
edi o a do país.
Das cen enas de edi o as que analisei, i e de aze uma lis a de p io idades. Ou
seja, escolhe aquelas que con ac a ia p imei o. Assim, dei p e e ência a edi o as com
quem a agência inha abalhado p e iamen e e a edi o as que i essem edi ado
au o es po ugueses de li e a u a in an il, ais como Isabel Minhós Ma ins e Ca a ina
Sob al, pa a e como pon e de con ac o o ac o de já e em publicado au o es
po ugueses. Depois de es abelecidas quais as p io idades, oquei-me naquelas que
pode iam i a e in e esse nas ob as p opos as, sendo o con ac o, des a ez, mais
o mal.
Após es a a lis a es abelecida, i e de começa a edigi os e-mails. Foi
impo an e eco e , uma ez mais, à base de dados in e nacional pa a e i a o nome
14
da pessoa esponsá el pelos di ei os ou do edi o , quando essa in o mação es a a
disponí el, e o seu espec i o e-mail. Caso não hou esse qualque des as in o mações,
a única solução se ia eco e ao e-mail ge al, espe ando que a mensagem chegasse ao
seu des ina á io.
Foi essencial pe sonaliza o e-mail ao máximo, de manei a a e ela um
in e esse genuíno na edi o a, mos ando que conhecia a equipa edi o ial, que inha
analisado a en amen e o ca álogo, e nomea uma ou duas ob as que me pa ece am
ele an es e pa ecidas às que que o p opo , ealçando o ac o que o seu ca álogo não
i ia pe de a ha monia com es as no as aquisições.
Numa segunda ase, impo a a pô no e-mail a sinopse da ob a, em inglês ou
em po uguês pa a os países cuja língua ma e na é o espanhol. Pa a além da sinopse,
impo a a inclui blu bs da c í ica e aduzi-los pa a inglês, quando necessá io. Ou o
elemen o undamen al que não pôde se descu ado oi o pa ág a o inal com os links
pa a os si es do Ins i u o Camões e da DGLAB, a indica a possibilidade de ecebe
subsídios de adução e de edição, sendo es e segundo especi icamen e pa a o B asil,
se a candida u a o alidada.
O e-mail e a, po an o, cons i uído po uma b e e ap esen ação da emp esa, a
azão pela qual es a a a en a em con ac o com a edi o a, a demons ação de que
conhecia o seu ca álogo e a ap esen ação dos li os das au o as da agência, incluindo a
sinopse, blu bs da imp ensa e p émios, caso osse aplicá el, e, po im, aludi à
possiblidade dos subsídios do Ins i u o Camões e da DGLAB. O e-mail con inha
ambém o ca álogo da Booko ice, bem como links pa a a página das au o as na página
da Booko ice e dos espec i os li os. Quando os ecu sos da emp esa assim o
pe mi iam, jun o da sinopse e a inse ida uma hipe ligação pa a o ichei o PDF da(s)
ob a(s) p opos a(s), de modo a que a edi o a i esse mais ma e ial pa a analisa , em
ez de ejei a logo a p opos a po não e i ens su icien es pa a a aliação.
Depois, seguiu-se o en io dos espec i os e-mails. À medida que iam sendo
en iados, i e de egis a oda a in o mação na Redboo h, colocando a pessoa de
con ac o, o e-mail, a da a e os li os p opos os, de modo a ica em gua dados odos os
passos do p ocesso, pa a se mais ácil a sua consul a em caso de alguma dú ida.
15
2.5. Newsle e
Uma ou a ac i idade p opos a oi a de con ibui pa a a newsle e da emp esa
que, semanalmen e, dá a conhece aos seus subsc i o es quais as g andes no idades
do me cado edi o ial, an o a ní el nacional como in e nacional.
Pa a al, i e de passa a e um olha mais a en o e c í ico ace aos
acon ecimen os do mundo edi o ial. Aos poucos, ui cul i ando o hábi o de começa a
segui a incadamen e jo nais, e is as e blogues de odo o mundo, especializados
nes a á ea. Como al, comecei a ecolhe no ícias, a igos e ou os ma e iais que me
pa ecessem pe inen es na in eg ação da newsle e semanal.
Es e oi um exe cício undamen al pa a adqui i uma noção mais as a do
me cado edi o ial, uma ez que es a é uma pa e mui o pouco e e ida nas aulas e,
an es de começa o es ágio, não sabia conc e amen e onde pode ia encon a
in o mação ele an e e idedigna ela i amen e à edição. Assim, aos poucos, ui
pe cebendo quais as no ícias e os a igos ecolhidos com in e esse pa a se em
selecionados e cons a em na newsle e .
2.6. Recolha de en e is as e a igos do mundo edi o ial
P opuse am-me ainda uma ou a a e a, que consis ia em ecolhe en e is as
de edi o es e agen es li e á ios de odo o mundo, bem como de a igos e e en es ao
me cado edi o ial. Depois dessa ecolha, inse i a in o mação num documen o pa a
uma consul a ápida e e icaz, no caso de su gi uma dú ida sob e de e minado
assun o. O que azem um agen e li e á io e um edi o e a umas das g andes ques ões
que se coloca a an es do início do es ágio. Foi essencial e i a da en e is a ou do
a igo, con o me, os pon os ulc ais e des acá-los, pa a que numa pesquisa ápida,
osse possí el encon a os ópicos essenciais e ele an es.
Uma ez mais, es a ac i idade oi essencial pa a sen i uma ap oximação e
in eg ação no mundo edi o ial, pois as in o mações e e en es à edição pe encem a
um cí culo bas an e echado, que pode se di ícil de pene a se não se soube po
onde começa o con ac o pa a uma p og essi a amilia ização com es e ambien e.
16
2.7. C iação de uma edi o a ic ícia
Pa a além de odas es as ac i idades, oi ainda p opos a uma ou a, a se ei a
em conjun o com os meus qua o colegas, que ocupou uma pa e conside á el do
es ágio. Consis ia na c iação de uma edi o a, que, numa ase inicial, passou pela
escolha de um nome, pe cebe qual se ia a sua iden idade e o seu público-al o. De
seguida, p ocu ámos sabe quais os cus os associados e quais os passos a e ec ua .
Ti emos de aze um o çamen o, onde cons a am os cus os ixos e a iá eis, bem
como udo aquilo que engloba a p odução do li o, desde a e isão à dis ibuição. Com
is o, pe cebi a impo ância de usa um c onog ama, de modo a e udo bem de inido
e o ganizado, pa a e qual a p óxima inicia i a a se omada.
Depois, i emos de escolhe um ca álogo, onde se deu p io idade a au o es
po ugueses con empo âneos, bem como ao mundo in an o-ju enil. No que espei a
os au o es po ugueses, suge i am-nos que op ássemos pelos au o es agenciados,
uma ez que já ínhamos ido um con ac o p é io com alguns deles du an e a p imei a
pa e do es ágio, ao le os li os e aze as ichas de p odu o. A azão des a opção
baseia-se no ac o de se mais simples ende uma ob a quando es a já oi lida, pois é
mais ácil salien a quais os pon os o es da mesma.
Con udo, acabámos po inclui ou os au o es po ugueses, de modo a e um
ca álogo mais di e si icado ainda. E, numa segunda análise, achámos po bem inclui
ambém au o es es angei os, pa a en iquece o ca álogo. Ti emos semp e a
p eocupação de op a po au o es que já i éssemos lido pa a e mos um bom
conhecimen o do li o, o que ajuda a a pe cebe se o au o ou a ob a se encaixa a na
iden idade da edi o a.
Como oi an e io men e e e ido, o p og ama Bookcamp con ou com algumas
mas e classes, endo sido um p i ilégio ecebe a isi a de algumas igu as impo an es
do mundo da edição. Ca los da Veiga Fe ei a alou-nos da sua expe iência, dizendo
que o seu ca álogo semp e e e po base as suas lei u as e o seu gos o pessoal. Po
ou o lado, Cla a Capi ão salien ou a impo ância da lei u a, um hábi o indispensá el, e
e e iu ambém que o lei o não de e se descu ado, p ocu ando co esponde às suas
p ocu as.
17
Es es conselhos o am p eciosos pa a a elabo ação do ca álogo da nossa
edi o a, uma ez que se o nou mais a iado, mas i emos semp e em con a o nosso
gos o pessoal e man i emos um olha c í ico, na medida em que impo a a e lec i
sob e como chega ao lei o e em que pon os apos a pa a o ca i a . Po ou o lado,
numa ou a mas e class, Ped o Reisinho abo dou a ques ão do calendá io edi o ial,
explicando quais as ob as a edi a em de e minados meses do ano. Es a in o mação oi
undamen al pa a a elabo ação do nosso calendá io, dado que é p eciso es abelece
es a égias, de modo a que a publicação de de e minado li o seja o mais en á el
possí el.
As di iculdades des e exe cício p ende am-se mui o na ques ão do o çamen o,
uma ez que não inha bases de ges ão edi o ial, o nando-se di ícil, po isso, o cálculo
de b eake en, ac o es e descon os médios, pois não es a a amilia izada com es es
e mos a é à minha chegada na Book ailo s.
Po ou o lado, ambém oi di ícil pe cebe o que inco po a nos cus os ixos e
nos cus os a iá eis, uma ez que as noções de cus os de e isão, paginação, adução
e pedidos de o çamen ação de um li o, de um omance ou de um li o in an il e am
mui o acas. Também oi impo an e deba e as pe spec i as de colocação e pe cebe
como se p ocedia. Pa a odos es as e apas, o uso do Excel acili ou, endo sido a ajuda
de Paulo Fe ei a undamen al, uma ez que eu não inha ido um con ac o p é io com
o so wa e.
Pa a complemen a o exe cício, i emos de elabo a ambém uma es a égia de
ma ke ing, mui o impo an e pa a o lançamen o de um li o. Op ámos po aze dois
modelos: um pa a os li os de au o es con empo âneos e ou o pa a os li os in an is.
Em elação aos li os de au o es con empo âneos, oi necessá io escolhe o
local de lançamen o e quais os con idados e decidi se ha e ia mesa de deba e,
elabo a uma es a égia na u ilização de edes sociais pa a a p omoção do lançamen o
(que edes sociais u iliza , com que pe iodicidade, que ipo de publicações, pa ocínios,
e c.), decidi qual a posição do li o pa a enda (mon a ou mesa) e assegu a que o
li o cons asse em newsle e s impo an es.
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Quan o aos li os in an is, a es a égia di e e em alguns pon os. Ti emos
ambém de escolhe o local de lançamen o, sendo possí el uma e en ual pa ce ia com
biblio ecas. E, se ia impo an e que, na ap esen ação do li o, pudesse se o ganizado
um conjun o de ac i idades, especialmen e di igidas às c ianças, de manei a a cap a a
sua a enção e de lhes p opo ciona uma manhã ou uma a de memo á el. Pos o is o, a
di ulgação a a és das edes sociais e de newsle e s con inua a se uma o ma
indispensá el de a ob a chega ao público e, po consequen e, a possí eis adqui en es
da mesma.
2.8. Resumo de es udos de me cado edi o ial
Coube-me ainda esumi e aduzi dois es udos económicos sob e o mundo
edi o ial e pe cebe quais as endências.
No p imei o, mais b e e, pe cebi algumas das di e enças egionais,
nomeadamen e en e a Eu opa e a Ásia, e a o ça dos g andes g upos edi o iais, bem
como a di iculdade em de ini o que é um li o, uma ez que o manga japonês pode
se conside ado um meio- e mo en e o li o e a e is a. Mas, acabou po se
igualmen e incluído no es udo.
O segundo, um pouco mais ex enso, oca-se mais nas endências da adução
na Eu opa e sob e impac o que a adução em. O es udo e lec e sob e o po quê de
alguns au o es se em mui o aduzidos, enquan o ou os não chegam a a ingi um
econhecimen o in e nacional. Re lec e ambém sob e o ac o de cada ez mais
lei o es no mundo in ei o, pa a além da sua língua ma e na, se em capazes de le
luen emen e o inglês, o que em impac o nas aduções. Salien a ainda que as línguas
com maio núme o de o iginais e ambém as mais aduzidas são o inglês, o alemão e
o ancês.
Ambos os es udos e elam ce as endências do me cado edi o ial, sendo is o
impo an e pa a quem abalha no mundo da edição, que seja enquan o edi o ,
agen e li e á io ou a é mesmo esc i o . E, nes e caso em conc e o, pa a o agen e
li e á io impo a sabe pa a que países de e en ia p opos as, endo em con a as
p e e ências do lei o , de modo a co esponde às expec a i as desse me cado.
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2.9. C iação da base de dados do Ins i u o Camões
Coube-me ainda uma a e a, a de c ia uma base de dados com con ac os do
Ins i u o Camões de odos os con inen es. Ti e de coloca : “Nome da en idade” (ex.:
coo denação de ensino de po uguês no es angei o – Be lim), “Con inen e”, “País”,
“Mo ada”, “Código pos al”, “Localidade”, “E-mail ge al”, “Nome de con ac o”, “Ca go”,
“E-mail pessoal”, “LinkedIn” e i p eenchendo es as ca ego ias con o me a in o mação
disponí el.
O objec i o des a base de dados consis e em con ac a as en idades ou os
indi íduos, pa a pode es abelece pa ce ias. Des e modo, o na-se mais ácil ob e
mais in o mações sob e edi o as, que podem ajuda na publicação de alguns au o es.
Po ou o lado, es es con ac os são ambém impo an es pa a os e en os, uma
ez que êm um conhecimen o in loco, ha endo já es u u as p on as a se em
u ilizadas, acili ando conside a elmen e o abalho da equipa da Book ailo s.
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Conclusão
O es ágio cu icula que ealizei na Book ailo s oi, sem dú ida, um ma co
impo an e na minha ida. Pe mi iu que complemen asse a minha o mação
académica, pondo em p á ica alguns dos concei os adqui idos ao longo dos á ios
seminá ios. Foi ambém c ucial como expe iência de p imei o con ac o com o mundo
labo al.
Ao longo das 400 ho as que passei nas ins alações, ap endi que é p eciso e a
capacidade de ealiza a e as bem dis in as num cu o espaço de empo,
nomeadamen e passa da lei u a de um li o e da elabo ação do seu espec i o
esumo, pa a a manu enção de base de dados, que implicam pesquisas exaus i as pa a
a espec i a ac ualização.
No ge al, o es ágio oi uma expe iência posi i a e en iquecedo a, que me
pe mi iu conhece melho o abalho da emp esa. Con udo, acabei po passa po
apenas uma das á eas da Book ailo s: o agenciamen o. Fica am, assim, as á eas da
p odução de e en os e da consul o ia po explo a , sendo a úl ima pa icula men e do
meu in e esse, uma ez que e a a que inha maio con ac o com o ex o.
Ao longo dos meses que passei na emp esa, consegui e di e enças en e
edi o as po uguesas e as de ou os países. Ti e opo unidade de, g aças ao meu
abalho de con ac o com edi o as es angei as ( e 2.4.), e i ica que há uma
di e ença de compo amen o en e as nossas edi o as e as edi o as nó dicas, po
exemplo. Es as úl imas endem a e no seu si e online, ou no seu ca álogo em papel,
cla amen e disc iminados os seus con ac os e as unções que desempenham. Isso
o na a comunicação mais ácil, mais cla a e, na minha opinião, mais e icaz.
As edi o as po uguesas, em compa ação com es as, pa ecem-me mais
con usas na o ganização, olun á ia ou in olun a iamen e, o que di icul a a
comunicação. Não di ia que is o é uma ealidade, mas é a pe cepção que adqui i ao
longo das á ias pesquisas e análises de ca álogos que i e de aze . E, numa al u a em
que a comunicação oi o nada mais ápida g aças ao e-mail, es a al a de dinamismo
se á al ez p ejudicial.
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