Re iew A icle
Po J Public Heal h 2017;35:69–76
T igge Tool na Segu ança do Doen e:
Uma Re isão Sis emá ica de Li e a u a
Ludmila Pie de a a
a Inês Ma ga ida Ven u a
a Ma ga ida Ei as
b
Amélia Ma ia B i o G acias
c
a Unidade Hospi ala de Lagos, Cen o Hospi ala Alga e (CHA), Lagos, Po ugal; b Escola Supe io de Tecnologia
em Saúde Lisboa (ESTeSL), Ins i u o Poli écnico de Lisboa (IPL), Lisbon, Po ugal; c Unidade Hospi ala de Po imão,
Cen o Hospi ala Alga e (CHA), Po imão, Po ugal
Recei ed: Ma ch 19, 2015
Accep ed: June 9, 2017
Published online: Sep embe 29, 2017
Ludmila Pie de a a
P aça do Pode Local, Lo e 7A, 6º en e
PR–8600-524 Lagos (Po ugal)
E-Mail pie de a a @ ho mail.com
© 2017 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
on behal o Escola Nacional de Saúde Pública
E-Mail ka ge @ka ge .com
www.ka ge .com/pjp
DOI: 10.1159/000479606
Pala as Cha e
Global T igge Tool · Segu ança do pacien e · E en os
ad e sos · Ges ão de segu ança · Dano do doen e · E os
médicos
Resumo
In odução: A ele ada incidência de e en os ad e sos (EA)
é uma das si uações p eocupan es desc i as na li e a u a
sendo elacionada di e amen e com o aumen o dos cus os
com a p es ação de cuidados de saúde e com o aumen o do
núme o de dias de in e namen o. A me odologia Global T ig-
ge Tool (GTT) é ela i amen e no a mas em-se mos ado
p omisso a, em con ex os in e nacionais, em ações de as -
eio dos EA. Obje i o: Ob e um co po de e idência, eun-
indo um conjun o de in o mações ace ca da u ilização des a
me odologia em con ex o hospi ala . Me odologia: T a a-
se de uma e isão sis emá ica da li e a u a, baseada em es-
udos p imá ios elacionados com es a emá ica, publicados
en e o ano 2009 e 2014. Resul ados: O es udo incluiu 8 es-
udos p imá ios e os esul ados e idenciam dados ele an es
ace ca da u ilidade da e amen a GTT no âmbi o hospi ala .
Conclusão: A e idência cien í ica mos a que a aplicação do
mé odo GTT, como es a égia de moni o ização dos EA, é
uma e amen a iá el, uma ez que pe mi e acompanha a
implemen ação de mudanças o ien adas pa a a edução da
oco ência dos EA.
© 2017 The Au ho (s). Published by S. Ka ge AG, Basel
on behal o Escola Nacional de Saúde Pública
T igge Tool in Pa ien Sa e y: A Sys ema ic Re iew
o he Li e a u e
Keywo ds
Global T igge Tool · Pa ien sa e y · Ad e se e en s ·
Sa e y managemen · Pa ien ha m · Medical e o s
Abs ac
In oduc ion: The high incidence o ad e se e en s (AE)
is one o he oubling si ua ions desc ibed in he li e a-
u e ha is di ec ly ela ed wi h he ise o heal hca e cos s
and he days o hospi aliza ion. The Global T igge Tool
(GTT) me hodology is ela i ely new bu has shown p om-
ising esul s, in in e na ional con ex s, by acking AE ac-
ions. Objec i e: To ob ain a body o p oo , se s o in o -
ma ion ela ing o he use o his me hodology in a hos-
This a icle is licensed unde he C ea i e Commons A ibu ion-
NonComme cial-NoDe i a i es 4.0 In e na ional License (CC BY-
NC-ND) (h p://www.ka ge .com/Se ices/OpenAccessLicense).
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ibu ion o modi ied ma e ial equi es w i en pe mission.
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pi al se ing we e ga he ed. Me hodology: This is a
sys ema ic e iew o he li e a u e, based on p ima y
s udies o his subjec , published be ween 2009 and 2014.
Resul s: The s udy includes 8 p ima y s udies and hei
esul s show ele an da a on he u ili y o GTT in a hospi-
al se ing. Conclusion: The scien i ic e idence shows ha
he implemen a ion o he GTT me hod as an AE moni o -
ing s a egy is a iable ool, since i allows o ollow up he
implemen a ion o AE occu ence educ ion changes.
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on behal o Escola Nacional de Saúde Pública
In odução
Nas úl imas décadas, os a anços na ecnologia e no con-
hecimen o c ia am sis emas de saúde cada ez mais com-
plexos. A e idência cien í ica mos a que essa complexi-
dade aca e a mui os iscos [1]. A ele ada incidência dos
e en os ad e sos (EA) em hospi ais em p eocupado in-
es igado es, p o issionais e ges o es em saúde, de ido ao
seu impac o socioeconómico com cus os ele ados pa a os
doen es e pa a as ins i uições.
Pa a a O ganização Mundial de Saúde, um EA é um
inciden e que esul a em danos pa a o doen e. Os danos
implicam p ejuízo na es u u a ou unções do co po do
doen e, ou qualque e ei o pe nicioso daí esul an e, in-
cluindo doença, lesão, so imen o, incapacidade ou mo -
e, podendo se ísico, social ou psicológico [2].
A ualmen e, o na-se cada ez mais imp escindí el e-
conhece que a iden i icação dos EA pe mi e a a aliação
da qualidade em saúde, con ibuindo, decisi amen e,
pa a as mudanças na p á ica clínica. Pa a al, são neces-
sá ios p og amas e ins umen os de ges ão do isco clíni-
co, incluindo a de eção p ecoce e a co eção dos EA.
Encon am-se desc i os na li e a u a á ios mé odos
de a aliação dos EA, ais como ela ó ios olun á ios de
inciden es, ela ó ios espon âneos com ale a, obse ação
di e a, e isão de p ocessos clínicos, en e is a a u en es,
ou a combinação des es mé odos [3]. A sua seleção de e
depende da sua inalidade, endo em conside ação o
e en ual sucesso na u ilização em ins i uições/con ex os
simila es [4].
Em Po ugal, a Di eção-Ge al da Saúde, po p opos a
do Depa amen o da Qualidade na Saúde e no âmbi o da
qualidade o ganizacional, emi iu a no ma 025/2012, de
19 de dezemb o que o ien a as ins i uições p es ado as de
cuidados do Sis ema Nacional de Saúde ela i amen e ao
Sis ema Nacional de No i icação de Inciden es e E en os
Ad e sos. A elabo ação da p esen e no ma baseou-se na
colabo ação da Agencia de Calidad Sani a ia de Andalu-
cía. Es e sis ema pode se um ins umen o impo an e,
desde que sejam, de ac o, comunicados e analisados os
EA. No en an o, as pesquisas mos am que a maio ia dos
inciden es não são comunicados pelos p o issionais de
saúde [5]. São conhecidos mui o menos e os do que
aqueles que são p a icados, sendo a p incipal azão a cul-
pabilização associada aos e os, o que az com que a maio-
ia não seja di ulgada. Es ima-se que os inciden es no i-
icados olun a iamen e e le em ce ca de 10 a 20% dos
inciden es que ealmen e oco em e des as apenas 5%
causam dano ao doen e [6].
Sendo assim, a esis ência em assumi o e o po pa e
dos p o issionais e em no i ica olun a iamen e os inci-
den es oco idos di icul a aos ges o es de qualidade pa a
analisa esses e os e encon a soluções de implemen a-
ção de bons p og amas de ges ão do isco clínico, incluin-
do a de eção p ecoce e co eção de EA.
Os es o ços pa a de e a os EA a a és de á ias me o-
dologias (audi o ias, ela ó ios olun á ios), são dispen-
diosos, com aca sensibilidade e, na maio pa e, menos
e icien es [7].
Na en a i a de colma a es a lacuna, o Ins i u e o
Heal hca e Imp o emen (IHI) desen ol eu em 2002 a
me odologia IHI Global T igge Tool (GTT) pa a iden i-
ica os EA.
A me odologia GTT assen a numa e isão e ospe i a
de p ocessos clínicos, que u iliza pis as pa a iden i ica
possí eis EA. Es a me odologia pe mi e iden i ica de e -
minadas pala as-sen inela ( igge s), que pode ão con-
duzi à iden i icação de um possí el dano que pode á es-
a elacionado com um EA [8].
Pa a aplica es a me odologia, o IHI aconselha que a
e isão dos p ocessos de e se ei a po um g upo de, pelo
menos, dois en e mei os, e iso es p imá ios e um médi-
co que assume a unção de e iso secundá io ou á bi o.
O médico não pa icipa na e isão dos p ocessos clínicos,
mas au en ica o consenso dos e iso es e ajuda a classi i-
ca os esul ados dos EA, em unção da g a idade dos da-
nos. Os e iso es, de o ma independen e, duas ezes po
mês, de 15 em 15 dias, selecionam, alea o iamen e, 10 dos
p ocessos que i e am al a clínica, pelo menos há 2 meses.
De o ma a aumen a a alidade in e na da e isão, cada
e iso analisa os 10 p ocessos. A e isão é ei a com base
nos igge s da e amen a GTT, e a análise de cada p o-
cesso não de e excede 20 minu os. Os p ocessos só de-
em se e is os, pa a iden i ica a p esença dos igge s,
e não lidos na sua o alidade. Du an e a e isão, a p esen-
ça de um igge posi i o encon ado, não signi ica, ob i-
ga o iamen e, que um EA é con i mado. No im de cada
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mês, os e iso es p imá ios eúnem-se, com o in ui o de
e e odos os EA iden i icados e classi icados em unção
da g a idade dos danos, de modo a chega a um consenso.
Pos e io men e, ealiza-se uma eunião com o médico,
pa a au en ica o consenso dos esul ados.
A e amen a u iliza cinco ca ego ias de danos deco -
en es de um EA, sendo elas: dano empo á io ao doen e
com in e enção necessá ia (E), dano empo á io que
exigiu p olongamen o da hospi alização (F), dano pe -
manen e (G), in e enções necessá ias pa a sus en a a
ida (H) e a mo e do doen e (I). Es a classi icação es á de
aco do com a Na ional Coo dina ing Council o Medica-
ion E o Repo ing and P e en ion (NCC MERP). A
NCC MERP classi ica os e os associados ao uso de me-
dicamen os em 9 ca ego ias (A a I), sendo que somen e as
ca ego ias E, F, G, H e I es ão elacionadas com e os que
ocasionam dano.
A GTT con ém seis módulos que in eg am á ios ig-
ge s, sendo eles: cuidados ge ais, ci u gia, cuidados in en-
si os, medicação, pe ina al e depa amen o de eme gên-
cia. Qua o dos módulos são desenhados pa a e le i os
EA que oco em, ge almen e, em unidades especi icas. Os
módulos de cuidados ge ais e medicação são pensados
pa a e le i sob e os EA que podem oco e em qualque
unidade hospi ala .
A lexibilidade da GTT pe mi e a sua aplicação em di-
e sos ambien es clínicos, desde unidades ambula ó ias,
a é unidades de cuidados in ensi os. A e amen a não é
po si só uma me odologia de melho ia, mas p opo ciona
a aquisição de dados e, consequen emen e, conduz a o -
ganização à melho ia con ínua [9].
A GTT é conside ada uma me odologia ela i amen e
no a, que se em mos ado p omisso a em con ex os in-
e nacionais.
Em i ude de se desconhece a exis ência de es udos
que analisem es a emá ica em Po ugal, as implicações
cien í icas des a e isão sis emá ica de li e a u a ão ao
encon o da ca ência de dados cien í icos elacionados
com a p esen e me odologia.
An es de passa à me odologia da p esen e e isão sis-
emá ica de li e a u a de iniu-se a ques ão o ien ado a
em o ma o de ac ónimo PICO [10] (P oblema, In e en-
ção, Compa ação e Ou comes): “Qual é a e idência cien-
í ica, ela i amen e à u ilização da me odologia GTT, no
as eio dos EA no con ex o hospi ala ?”.
O obje i o des e abalho consis e em ob e um co po
de e idência que eúna um conjun o de in o mações
ace ca da u ilização da me odologia GTT no meio hospi-
ala .
Me odologia
Realizou-se uma e isão sis emá ica da li e a u a, que consis iu
na análise de es udos p imá ios que se epo am à me odologia
GTT. A es u u a do es udo oi baseada em p incípios ecomenda-
dos pelo Coch ane Handbook [11].
A p io i, de ini am-se as pala as-cha e: Global T igge Tool,
pa ien sa e y, ad e se e en s, sa e y managemen , pa ien ha m e
medical e o s. Pos e io men e, con i mou-se se as pala as-cha e
p é ias cons i uíam desc i o es MeSH (Medical Subjec Headings).
Ob e e-se espos a posi i a pa a pa ien sa e y, sa e y manage-
men , pa ien ha m e medical e o s. Pa a as pala as-cha e Global
T igge Tool e ad e se e en s não se encon ou um desc i o , mas
po se em conside adas ele an es no es udo o am incluídas.
Seguidamen e, oi ealizada uma pesquisa em bases de dados
online Medline ia PubMed e B-on, en e julho e ou ub o de 2014.
Como complemen o, u ilizou-se o mo o de busca Google Schola .
Na cons ução da es a égia de busca dos es udos, o am u ili-
zadas as pala as-cha e combinadas e/ou isoladas, e os ope ado es
booleanos “AND”/“OR” que pe mi i am a ligação dos e mos de
pesquisa.
Fo am selecionados apenas os a igos cien í icos cujo ano de
publicação se encon a comp eendido en e 2009 e 2014. De aco -
do com as pala as-cha e u ilizadas, os mo o es de busca iden i i-
ca am 639 a igos.
A iagem dos a igos oi ealizada po dois e iso es de o ma
independen e. A a és de uma lei u a ápida dos í ulos e esumos,
o am conside ados, inicialmen e, 24 a igos. Pela lei u a do ab-
s ac , e aplicando os c i é ios de inclusão e exclusão, o am excluí-
dos 15 a igos, endo sido conside ados, inicialmen e, 9 es udos
po encialmen e elegí eis, is o e em dados su icien es pa a o es-
udo. Após a lei u a na ín eg a dos es udos e o consenso das duas
in es igado as, oi ainda excluído um es udo, po não o nece
oda a in o mação conside ada imp escindí el à análise, pe azen-
do assim um o al de 8 a igos selecionados.
Como c i é ios de inclusão, o am conside ados es udos p i-
má ios publicados em inglês, espanhol e po uguês, disponí eis na
ín eg a, ealizados com base nos p ocessos clínicos dos doen es
que es i e am in e nados numa unidade hospi ala e aplica am
e amen a GTT. Fo am excluídos os a igos de es udos que en ol-
iam p ocessos clínicos de doen es in e nados com idade in e io
a 18 anos, ou com diagnós ico do o o psiquiá ico.
A a aliação da qualidade me odológica dos es udos incluídos
oi ealizada po dois in es igado es independen es. Pa a al, u ili-
zou-se um es e de e idência, adap ado e u ilizado po Vilelas [12].
O ins umen o é compos o po uma lis a cla a de 11 pe gun as,
di idido em ês es es. O p imei o es e é conside ado de ele ân-
cia p elimina , aplicado às e e ências bibliog á icas dos a igos,
cons i uído po 3 ques ões; o segundo es e é o mado po 2 ques-
ões e é aplicado aos esumos dos a igos; o e cei o é aplicado aos
a igos na ín eg a, sendo compos o po 6 ques ões. Es as pe gun as
de em se espondidas po cada in es igado , median e a a i ma-
ção ou a negação.
Na a aliação de cada a igo, oi a ibuída a pon uação 1, quan-
do o i em e a posi i o, e ze o, quando nega i o. A qualidade me-
odológica de cada a igo oi classi icada de baixa (0–3 pon os),
mode ada (4–7 pon os), ou al a (8–11 pon os).
Pa a aumen a o ní el de iabilidade do es udo, ealizou-se o
es e de conco dância en e os in es igado es, a a és do índice de
Kappa.
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De modo a de e mina o ní el da e idência dos es udos incluí-
dos, oi u ilizado o esquema de classi icação dos ní eis de e idência
baseada na hie a quia, desc i o po Melnyk e Fineou -O e hol
[13].
Pa a a análise des es es udos, eco eu-se ao mé odo quan i a-
i o e desc i i o.
Pa a se ob e uma ideia ab angen e e a ual do consenso cien í-
ico ace ca da me odologia GTT, os dados encon ados o am es-
u u ados numa abela que desc e e os es udos incluídos e pos e-
io men e ap esen am-se os p incipais esul ados e conclusões en-
con ados em cada es udo.
Resul ados
Analisando a Tabela 1, a o alidade dos es udos encon-
ados o am em o ma o de a igo. Rela i amen e ao ipo
de es udo, 2 são ans e sais, 1 co elacional e 5 obse a-
cionais e ospe i os. Todos o am ealizados em con ex-
o hospi ala e u iliza am a e amen a GTT. No que diz
espei o aos países onde os es udos o am publicados,
cons a ou-se que não o am encon ados es udos po u-
gueses elacionados com a p esen e emá ica.
Quan o à a aliação me odológica da qualidade dos es-
udos incluídos, pode-se conside a que es a e isão da
li e a u a oi ealizada com base em es udos a aliados
como de al a qualidade (sco e 8–11).
A conco dância en e os in es igado es ela i amen e
ao consenso de seleção dos a igos incluídos, a a és do
índice de Kappa, oi de 0,992.
Seguidamen e ap esen am-se os p incipais esul ados
e conclusões analisados dos es udos incluídos.
No es udo de Von Plessen e al. [14] iden i ica am di e-
enças signi ica i as en e axas de danos encon ados em 5
hospi ais, a a és da e amen a GTT e axa média dos EA
oi de 25%, dos quais 96% dos danos o am empo á ios.
Table 1. Desc ição dos es udos ela i os à u ilização do mé odo Global T igge Tool (GTT)
Re e ência bibliog á ica
e ano de publicação
(a) Tipo de es udo
(b) Fo ma o da publicação
(c) País de o igem
Obje i o do es udo e pe íodo do es udo Classi icação do
es udo (Vilelas
[12], 2009)
Von Plessen e al. [14],
2012
(a) Obse acional e ospe i o
(b) A igo
(c) Dinama ca
Iden i ica os EA com GTT, em 5 hospi ais
dinama queses, du an e 18 meses (janei o 2010 a
junho 2011)
10 pon os
Rozen eld e al. [15],
2013
(a) Obse acional e ospe i o
(b) A igo
(c) B asil
Analisa os p ocessos clínicos com T igge Tool, no
hospi al do Rio de Janei o du an e o ano 2007
8 pon os
Asa a oengchai e al.
[16], 2009
(a) T ans e sal e ospe i o
(b) A igo
(c) Tailândia
A alia a e icácia da e amen a GTT na
iden i icação e classi icação dos EA, em ailandeses
hospi alizados
10 pon os
Classen e al. [17], 2011 (a) Obse acional e ospe i o
(b) A igo
(c) EUA
A alia a incidência dos EA, a a és de 3 mé odos,
em 3 hospi ais da Ca olina do No e: GTT, sis ema
de no i icação olun á io e iagem pela Agency o
Heal hca e Resea ch and Quali y (AHRQ)
9 pon os
Land igan e al. [18],
2010
(a)T ans e sal e ospe i o
(b) A igo
(c) EUA
A alia , du an e 5 anos, a incidência dos EA, a a és
de GTT, em 10 hospi ais da Ca olina do No e
10 pon os
Ru be g e al. [19],
2014
(a) Obse acional e ospe i o
(b) A igo
(c) Suécia
Iden i ica e compa a a incidência dos EA, du an e
4 anos, a a és de 2 mé odos: GTT e sis ema de
no i icação olun á ia, no Hospi al Uni e si á io de
Linköping
8 pon os
Ganacha ie al. [20],
2013
(a) Obse acional e ospe i o
(b) A igo
(c) Índia
Iden i ica os EA, a a és de GTT, no hospi al
e ciá io de Belgaum, du an e 3 meses
10 pon os
Hwang e al. [21], 2014 (a) Co elacional e ospe i o
(b) A igo
(c) Co eia do Sul
Iden i ica os EA, a a és de GTT, no hospi al
uni e si á io de Bundang, du an e 6 meses
10 pon os
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Concluí am que a GTT de e se u ilizada nos hospi-
ais, de o ma a o ien a na melho ia da segu ança dos
doen es e suge em a implemen ação nou os hospi ais do
país.
Rozen eld e al. [15] obse a am que ce ca de 70,0%
dos p ocessos ap esen a am no mínimo um igge , dos
quais 14,4% o am conside ados EA, sendo a incidência
de 26,6 po 100 doen es e po im suge em que a e a-
men a es udada pode se ú il como écnica de moni o i-
zação e a aliação do esul ado dos cuidados p es ados aos
doen es in e nados.
O es udo de Ase a oenghchai e al. [16] iden i ica am
uma axa média de 41 EA po 100 doen es; 53% o am de
dano empo á io, enquan o 51,7% e am e i á eis. Os e-
sul ados encon ados apon am que a GTT de e ou mais
EA do que os mé odos an e io es. A maio ia dos EA i e-
am baixa g a idade e e am e i á eis. Suge em a necessi-
dade de a aliação e alidação dos igge s an es de usa
GTT nos se iços de in e namen o.
Rela i amen e a Classen e al. [17] encon a am 90.1%
de EA a a és da GTT, 1% com sis ema de no i icação
olun á ia e 8,99% pela AHRQ. Alega am que a a és dos
esul ados encon ados a e amen a GTT mos ou que
os EA em hospi ais podem se 10 ezes melho iden i i-
cados, compa a i amen e aos esul ados p e iamen e
a aliados com ou os mé odos.
No que diz espei o ao es udo de Land igan e al. [18],
os au o es iden i ica am 25,1 de danos po 100 admissões,
sendo a axa de incidência dos EA de 25%. A i mam que
a GTT iden i icou axas de danos mais ele ados do que
ou os mé odos u ilizados an e io men e. Os índices de
con iança e de especi icidade das e isões oi ele ado,
con udo, hou e di e enças signi ica i as en e os esul a-
dos ap esen ados pelos e iso es expe ien es e os ecém-
o mados, suge indo a necessidade de eino da equipa
e iso a an es de ou os es udos.
Quan o ao es udo de Ru be g e al. [19], os in es iga-
do es alegam que a GTT iden i icou 20,5% de EA e com
o sis ema de no i icação olun á io apenas 6,3% e con-
cluem que a GTT pe mi e iden i ica um núme o mui o
mais signi ica i o de EA do que com o sis ema de no i i-
cação olun á io. Es es au o es suge em que as ins i ui-
ções de saúde de em u iliza um conjun o de e amen as
ú eis pa a iden i ica os EA, po o ma a diminui , sub-
s ancialmen e, os cus os elacionados com a p e enção
dos EA.
Ganacha i e al. [20] a alia am a axa de EA a a és da
e amen a GTT. A axa dos EA iden i icados oi de
18,1%, es ando 50,6% elacionados com a medicação. Po
im, salien am que a GTT supe a os mé odos adicionais
na iden i icação dos EA e suge em a aplicação da mesma
em no os es udos.
Hwang e al. [21] iden i ica am os EA a a és da GTT
e encon a am di e enças es a is icamen e signi ica i as
en e a iden i icação dos igge s e a oco ência dos EA.
Dos 13,3% igge s iden i icados, 10% o am conside a-
dos EA. Os esul ados ob idos pe mi i am conclui que a
e amen a GTT oi um mé odo ú il pa a iden i ica os
EA num hospi al co eano e a aplicação da mesma pode ia
e bons esul ados nou as o ganizações de saúde.
Discussão
Da pesquisa e e uada, e i icou-se que exis e uma es-
cassez de es udos ealizados em Po ugal e os a igos ana-
lisados, publicados in e nacionalmen e, são, na sua maio-
ia, ecen es (2013 e 2014).
O g au de conco dância en e os in es igado es ace ca
dos es udos incluídos, calculado a a és do índice de Kap-
pa, oi conside ado segundo classi icação do Landis e
Koch [22] pe ei o.
No que diz espei o à hie a quia da e idência cien í ica
dos es udos, dado que na globalidade são de na u eza des-
c i i os, conside a-se que es amos pe an e um ní el de
e idência cinco [13].
Apesa que os esul ados dos es udos analisados o am
di e en es, cons a ou-se que as conclusões dos a igos não
o am disc epan es, endo, na e dade, odos eles ap e-
sen ado suges ões que apon am no mesmo sen ido. Im-
po a ambém salien a que a globalidade das conclusões
e idencia dados ele an es ace ca da u ilidade da e a-
men a GTT no âmbi o hospi ala , pa a iden i ica os EA.
Qua o es udos analisados [17–20] e o çam que a me o-
dologia GTT supe a os mé odos adicionais na iden i i-
cação dos EA e salien am a impo ância de aplicação da
mesma em ou os con ex os hospi ala es.
Es es dados ão ao encon o do es udo ealizado pelo
IHI, que es a am a me odologia GTT em 86 hospi ais
in e nacionais, que pa icipa am no desen ol imen o
des a e amen a. Com base no ela ó io IHI Global T i-
gge Tool o Measu ing Ad e se E en s [23], e i ica-se
que a e amen a GTT cons i ui um mé odo ácil de usa
pa a iden i ica , com p ecisão, os EA e medi a axa dos
mesmos ao longo do empo. A implemen ação des a e -
amen a não necessi a de ecu so a ecnologia, nem ca e-
ce de ecu sos inancei os ele ados [7].
No que diz espei o ela i amen e a a i mação do IHI
ace ca da GTT, ambém, es ão de aco do e um g upo de
in es igado es po ugueses, que ealiza am em 2015 um
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es udo desc i i o, aplicando es a me odologia num se i-
ço de medicina. Segundo Pie de a a e al. [24] os esul a-
dos ob idos a a és da aplicação da GTT e le em a eal
dimensão e magni ude do p oblema de iden i ica os EA
ao ní el ins i ucional e suge em que ou as ins i uições
po ugueses ealizem es udos des a na u eza.
Es a e isão sis emá ica de li e a u a é al o de algumas
limi ações. A maio limi ação des a e isão oi o ac o de
não ha e um consenso, ela i amen e à u ilização de um
ins umen o pad ão de a aliação das e idências da quali-
dade dos es udos p imá ios.
Ou a limi ação des e abalho é o eduzido núme o de
es udos cien í icos elacionados com es a emá ica dispo-
ní eis na ín eg a.
Com base nes a limi ação, pa a explica a escassez das
publicações elacionadas com o p esen e ema e pa a as-
segu a que não o am excluídos es udos ele an es, p e-
endeu-se a e igua qual é a endência da emá ica T ig-
ge Tool a ní el mundial. Sendo assim, eco eu-se à e -
amen a Google T ends que pe mi e analisa a e olução
do núme o de pesquisas nos moni o es de busca de uma
pala a-cha e ao longo do empo (Fig.1). Os esul ados
ob idos são o necidos den o de um índice en e 0 e 100
em que 100 é o pon o no empo em que a pesquisa e e o
seu máximo.
Analisando o g á ico abaixo, e i icou-se que a pesqui-
sa des a emá ica e e início no im do ano 2006 e o seu
máximo a ingiu en e os anos 2013 e 2014. A linha de
endência so eu uma ligei a descida em meados de 2014
e uma subida desde o im do ano 2014 a é ao p esen e.
Po an o, examinando es a in o mação e i icou-se que
es amos pe an e uma á ea de in es igação no a e em an-
co c escimen o, azão pela qual não o am desca ados
a igos po di iculdade de não acesso.
Rela i amen e aos con li os de in e esse, apenas os es-
udos de Asa a oengchai e al. [16] e de Ganacha i e al.
[20] e e em que não êm con li os de in e esse. Ou os 6
es udos não mencionam, con udo o Classen p e ense ao
IHI como undado da e amen a.
Conclusão
A e idência cien í ica apon a que a aplicação da me o-
dologia GTT, como es a égia de moni o ização dos EA,
é uma e amen a iá el, pe mi indo a edução da oco -
ência dos EA, o necendo aos deciso es da ges ão da qua-
lidade, in o mação impo an e pa a implemen a medi-
das de melho ia con ínua.
Conside a-se que a emá ica analisada e os esul ados
encon ados nes a e isão de li e a u a são incen i ado-
es pa a os p o issionais de saúde ligados à p es ação de
cuidados c ia em no os p oje os no âmbi o da segu ança
do doen e, o nando-se mui o ú il como base me odoló-
gica pa a uma u u a in es igação nes a á ea. São neces-
sá ios mais es udos, uma ez que não exis em publicações
elacionadas com a p esen e emá ica em Po ugal.
80
60
40
20
100
2005 2007 2009 2011 2013 2015
Fig. 1. A popula idade do e mo T igge Tool ao longo do empo. Fon e: Google T ends, consul ado 17/02/2015.
T igge Tool na Segu ança do Doen e
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Anexo I
G elha do es e de e idência dos a igos [12]
Anexo II
Classi icação dos ní eis de e idência baseada na hie a quia [13]
Tes e de e idência I/ es e de ele ância p elimina
Ques ões de in e esse Sim Não
O es udo abo da o ema de in e esse pa a a in es igação?
O es udo oi publicado no pe íodo selecionado pa a a in es igação p opos a pelos in es igado es?
O es udo oi publicado num idioma selecionado pa a a in es igação?
Pa ece do a aliado : Inclusão □ Exclusão □
A aliado :
Tes e de e idência II aplicado aos esumos dos a igos
Ques ões de in e esse Sim Não
T a a-se de um es udo que en ol e di e amen e se es humanos como sujei os?
O es udo es á di ecionado pa a a solução do p oblema especí ico que es á a se in es igado?
Pa ece do a aliado : Inclusão □ Exclusão □
A aliado :
Tes e de e idência III aplicados aos a igos na in eg a
Ques ões de in e esse Sim Não
A de inição do p oblema es á cla a?
Os obje i os do a igo es ão elacionados com a ques ão que es a a se al o da e isão sis emá ica da li e a u a?
A me odologia es á cla amen e desc i a?
A in es igação possui uma me odologia adequada?
A in e enção p opos a pelo esul ado encon ado pelo in es igado é ac í el?
Os esul ados con ibuem pa a a p á ica?
Pa ece do a aliado : Inclusão □ Exclusão □
A aliado :
Type o e idence Le el o
e idence
Desc ip ion
Sys ema ic e iew
o me a-analysis
I A syn hesis o e idence om all ele an
andomized con olled ials
Randomized
con olled ial
II An expe imen in which subjec s a e andomized
o a ea men g oup o con ol g oup
Con olled ial
wi hou
andomiza ion
III An expe imen in which subjec s a e non andomly
assigned o a ea men g oup
o con ol g oup
Case-con ol o
coho s udy
IV Case-con ol s udy: a compa ison o
subjec s wi h a condi ion (case) wi h hose who do
no ha e he condi ion (con ol) o de e mine
cha ac e is ics ha migh p edic he condi ion
Coho s udy: an obse a ion o a g oup(s)
(coho (s)) o de e mine he de elopmen o an
ou come(s) such as a disease
Sys ema ic e iew
o quali a i e o
desc ip i e s udies
V A syn hesis o e idence om quali a i e o
desc ip i e s udies o answe a clinical ques ion
Quali a i e o
desc ip i e s udy
VI Quali a i e s udy: ga he s da a on human beha io
o unde s and why and how decisions a e made
Desc ip i e s udy: p o ides backg ound
in o ma ion on he wha , whe e, and when
o a opic o in e es
Opinion o
consensus
VII Au ho i a i e opinion o expe commi ee
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