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Automatização robótica de processos financeiros - automatização de processos financeiros SAP pela introdução de RPA

Abstract

Em todas as organizações são efetuadas diariamente centenas de processos de negócios. Mais de 80 por cento dos processos de negócio são rotineiros, repetitivos e geram pouco valor acrescentado. A padronização e otimização dos processos e sua automatização são fundamentais na eficiente e eficaz gestão dos recursos. A Automatização Robótica de Processos (RPA) permite automatizar processos rotineiros, simples e flexíveis, propensos a erros com elevada carga administrativa, o que permite às organizações, reduzir custos e transferir mão de obra de tarefas rotineiras, para tarefas de controlo e análise e de apoio à decisão. Contudo não existem à data orientações claras de como implementar um RPA. Este trabalho de projeto pretende propor uma estratégia de utilização do RPA – frequentemente referido como bot – nos serviços partilhados de contabilidade e finanças de uma empresa de referência, designada por XP, cotada na bolsa, no software de Planeamento de Recursos (ERP) SAP, através da ferramenta de RPA Uipath, e identificar as grandes oportunidades, benefícios e desafios, e os passos necessários para implementar uma ferramenta RPA. A abordagem de investigação passa pelas seguintes fases: definição do processo a automatizar, definição de estratégia de implementação, desenvolvimento e implementação da solução e posterior validação e análise de benefícios. Para medir as vantagens resultantes da implementação do RPA, foram recolhidos os seguintes indicadores: Tempo total que um funcionário leva a executar as tarefas que o bot substituirá, tempo total que o bot leva a executar as tarefas automatizadas, e a percentagem que resulta em falhas e erros pelo bot. Realizaram-se questionários a 17 profissionais dos serviços partilhados de contabilidade e finanças da Empresa XP a fim de obter insights sobre a automatização do processo deste projeto e dos objetivos a que este trabalho se propõe. A grande maioria dos questionados carateriza a tarefa automatizada como repetitiva, monótona e simples. Os benefícios da automatização são elevados, permitiu redução de 66% no tempo de execução da tarefa. Quanto aos principais impactos esperados para o departamento organizacional, estão: libertação de recursos de tarefas rotineiras e monótonas para tarefas de maior valor acrescentado, sistematização e coerência de processos. Foi possível identificar bons processos que poderão ser desenvolvidos através de RPA. Os departamentos com maior potencial de automação estão contas a pagar, tesouraria e processamento de salários, existe potencialidade e abertura de futuras automatizações tanto na contabilidade e finanças como em outros departamentos. O principal desafio da implementação do RPA é tecnológico, daí ser necessário o envolvimento de equipas de IT e reengenharia de processos. Relativamente às limitações a literatura atualmente disponível acerca de RPA é muito escassa, e este estudo está limitado a um único processo. O desenvolvimento do projeto de RPA serviu para demonstrar a sua viabilidade técnica, no entanto a decisão da empresa em avançar com projetos de desenvolvimento de RPA depende de outros fatores entre eles a viabilidade financeira, daí recomenda-se que, em trabalhos futuros, para além de se alargar o âmbito para outros processos, se elabore um Business Case.

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Automatização robótica de processos financeiros - automatização de processos financeiros SAP pela introdução de RPA

Author: Lopes, Carlos Alberto Ribeiro
Year: 2020
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/110809/1/TGI0370.pdf
i
AUTOMATIZAÇÃO ROBÓTICA DE PROCESSOS FINANCEIROS
Ca los Albe o Ribei o Lopes
Au oma ização de p ocessos inancei os SAP pela
in odução de RPA
T abalho de P oje o ap esen ado como equisi o pa cial pa a
ob enção do g au de Mes e em Ges ão de In o mação
ii


NOVAIn o ma ionManagemen School
Ins i u oSupe io deEs a ís icaeGes ãodeIn o mação
Uni e sidadeNo adeLisboa

AUTOMATIZAÇÃOROBÓTICADEPROCESSOSFINANCEIROS
Au oma izaçãodep ocessos inancei osSAPpelain oduçãodeRPA
po 
Ca losAlbe oRibei oLopes




T abalhodeP oje oap esen adocomo equisi opa cialpa aaob ençãodog audeMes eem
Ges ãodaIn o mação,especializaçãoemGes ãodoConhecimen oeIn eligênciadeNegócio




O ien ado :Vi o ManuelPe ei aDua edosSan os
Coo ien ado :JoséHen iquePe ei aSãoMamede


Se emb o2020
iii
AGRADECIMENTOS
Eu gos a ia p imei o de ag adece ao meu o ien ado P o esso Ví o San os. A po a do gabine e do
P o esso Ví o San os es e e semp e abe a pa a escla ece dú idas e ajuda a ul apassa as minhas
di iculdades o que pe mi iu desen ol e o meu p oje o.
Eu gos a ia ambém de um da ag adecimen o especial ao P o esso Hen ique Mamede especialis a
na á ea dos RPA que me deixa mui o o gulhoso de o e como coo ien ado .
Gos a a de ag adece ao Vinícius ao Gab iel Mo eno e a ou os do g upo de Wha sApp “RPA – B asil”
pela ajuda que à dis ância oi dada.
Ag adeço aos meus che es e aos meus colegas da emp esa que sem eles es e abalho não se e ia
ealizado.
À Sónia pela o ça que me deu.
Finalmen e, eu que o exp essa a minha p o unda g a idão aos meus pais, João e Fe nanda, que
semp e me apoia am e enco aja am a p ossegui com os meus es udos e a esc e e es e ela ó io de
p oje o.
Mui o Ob igado
Ca los Lopes
i
RESUMO
Em odas as o ganizações são e e uadas dia iamen e cen enas de p ocessos de negócios.
Mais de 80 po cen o dos p ocessos de negócio são o inei os, epe i i os e ge am pouco alo
ac escen ado. A pad onização e o imização dos p ocessos e sua au oma ização são undamen ais na
e icien e e e icaz ges ão dos ecu sos.
A Au oma ização Robó ica de P ocessos (RPA) pe mi e au oma iza p ocessos o inei os,
simples e lexí eis, p opensos a e os com ele ada ca ga adminis a i a, o que pe mi e às
o ganizações, eduzi cus os e ans e i mão de ob a de a e as o inei as, pa a a e as de con olo e
análise e de apoio à decisão.
Con udo não exis em à da a o ien ações cla as de como implemen a um RPA.
Es e abalho de p oje o p e ende p opo uma es a égia de u ilização do RPA –
equen emen e e e ido como bo – nos se iços pa ilhados de con abilidade e inanças de uma
emp esa de e e ência, designada po XP, co ada na bolsa, no so wa e de Planeamen o de Recu sos
(ERP) SAP, a a és da e amen a de RPA Uipa h, e iden i ica as g andes opo unidades, bene ícios e
desa ios, e os passos necessá ios pa a implemen a uma e amen a RPA.
A abo dagem de in es igação passa pelas seguin es ases: de inição do p ocesso a
au oma iza , de inição de es a égia de implemen ação, desen ol imen o e implemen ação da
solução e pos e io alidação e análise de bene ícios.
Pa a medi as an agens esul an es da implemen ação do RPA, o am ecolhidos os seguin es
indicado es: Tempo o al que um uncioná io le a a execu a as a e as que o bo subs i ui á, empo
o al que o bo le a a execu a as a e as au oma izadas, e a pe cen agem que esul a em alhas e
e os pelo bo .
Realiza am-se ques ioná ios a 17 p o issionais dos se iços pa ilhados de con abilidade e
inanças da Emp esa XP a im de ob e insigh s sob e a au oma ização do p ocesso des e p oje o e
dos obje i os a que es e abalho se p opõe.
A g ande maio ia dos ques ionados ca a e iza a a e a au oma izada como epe i i a,
monó ona e simples. Os bene ícios da au oma ização são ele ados, pe mi iu edução de 66% no
empo de execução da a e a. Quan o aos p incipais impac os espe ados pa a o depa amen o
o ganizacional, es ão: libe ação de ecu sos de a e as o inei as e monó onas pa a a e as de maio
alo ac escen ado, sis ema ização e coe ência de p ocessos.
Foi possí el iden i ica bons p ocessos que pode ão se desen ol idos a a és de RPA. Os
depa amen os com maio po encial de au omação es ão con as a paga , esou a ia e
p ocessamen o de salá ios, exis e po encialidade e abe u a de u u as au oma izações an o na
con abilidade e inanças como em ou os depa amen os.
O p incipal desa io da implemen ação do RPA é ecnológico, daí se necessá io o en ol imen o
de equipas de IT e eengenha ia de p ocessos.
Rela i amen e às limi ações a li e a u a a ualmen e disponí el ace ca de RPA é mui o escassa,
e es e es udo es á limi ado a um único p ocesso.
O desen ol imen o do p oje o de RPA se iu pa a demons a a sua iabilidade écnica, no en an o a
decisão da emp esa em a ança com p oje os de desen ol imen o de RPA depende de ou os
a o es en e eles a iabilidade inancei a, daí ecomenda-se que, em abalhos u u os, pa a além de
se ala ga o âmbi o pa a ou os p ocessos, se elabo e um Business Case.
PALAVRAS-CHAVE
Au oma ização Robó ica de P ocessos; RPA; ERP; SAP; inancei o.
ABSTRACT
In all o ganiza ions, hund eds o business p ocesses a e ca ied ou daily. Mo e han 80 pe
cen o business p ocesses a e ou ine, epe i i e and gene a e li le added alue. The
s anda diza ion and op imiza ion o p ocesses and hei au oma ion a e undamen al in he e icien
and e ec i e managemen o esou ces.
Robo ic P ocess Au oma ion (RPA) allows he au oma ion o ou ine, simple and lexible
p ocesses, p one o e o s wi h an excessi e adminis a i e bu den, which allows o ganiza ions o
educe cos s and ans e labou om ou ine asks o con ol and analysis asks and decision
suppo .
Howe e , he e a e cu en ly no clea guidelines on how o implemen an RPA.
This p ojec wo k p oposing a s a egy o using RPA - o en e e ed o as bo - in he sha ed
accoun ing and inance se ices o a e e ence company, called XP, quo ed on he s ock exchange, in
he SAP Resou ce Planning (ERP) so wa e, h ough he UiPa h RPA ool, and o iden i y he excellen
oppo uni ies, bene i s and challenges, and he s eps equi ed o implemen an RPA ool.
The in es iga ion app oach conside s he ollowing phases: de ini ion o he p ocess o be
au oma ed, he de ini ion o he implemen a ion s a egy, de elopmen and implemen a ion o he
solu ion and subsequen alida ion and analysis o bene i s.
To measu e he bene i s esul ing om implemen ing he RPA, he ollowing indica o s we e
collec ed: To al ime ha an employee engages o pe o m he asks ha he bo will eplace, he
o al ime ha he bo akes o pe o m au oma ed asks, and he pe cen age ha esul s in ailu es
and e o s by he bo .
Ques ionnai es we e ca ied ou o 17 p o essionals om he sha ed accoun ing and inance
se ices o he XP Company o gain insigh s in o he au oma ion o he p ocess o his p ojec and he
objec i es his wo k p oposes.
Mos esponden s cha ac e ize he au oma ed ask as epe i i e, mono onous, and simple. The
bene i s o au oma ion a e no able, allowing o a 66% educ ion in ask execu ion ime. As o he
main impac s expec ed o he o ganiza ional depa men , hey a e: eeing up esou ces om
ou ine and mono onous asks o asks wi h g ea e added alue, sys ema iza ion and p ocess
cohe ence.
I was possible o iden i y good p ocesses ha can be de eloped h ough RPA. The
depa men s wi h he mos conside able po en ial o au oma ion a e accoun s payable, easu y
and sala y p ocessing, he e a e po en ial and openness o u u e au oma ion bo h in accoun ing
and inance and in o he depa men s.
The key challenge o implemen ing RPA is echnological, hence he need o he in ol emen
o IT eams and p ocess eenginee ing.
Rega ding he limi a ions, he li e a u e cu en ly a ailable on RPA is exceedingly sca ce, and
his s udy is limi ed o a unique p ocess.
This RPA p ojec se ed o demons a e i s echnical easibili y. Howe e , he company's
decision o p oceed wi h RPA de elopmen p ojec s depends on o he ac o s, including inancial
iabili y, so i is ecommended ha in u u e wo ks, in addi ion, o ex end he scope o o he
p ocesses, a Business Case is c ea ed.
KEYWORDS
Robo ic P ocess Au oma ion; RPA; ERP; SAP; inancial.

i
ÍNDICE
1. In odução ................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o ...................................................................................................... 1
1.2 Mo i ação/ jus i icação .......................................................................................... 2
1.3 Obje i o .................................................................................................................. 3
2. Plano de T abalho ...................................................................................................................... 4
2.1 Fases ....................................................................................................................... 4
2.2 C onog ama ............................................................................................................ 5
2.3 Recu sos .................................................................................................................. 6
2.4 Ap esen ação da Emp esa em es udo .................................................................... 6
3. Re isão da Li e a u a ................................................................................................................. 8
3.1 ERP .......................................................................................................................... 8
3.1.1 Concei os ........................................................................................................ 8
3.1.2 P incipais ERP .................................................................................................. 9
3.2 Au oma ização de p ocessos ................................................................................ 12
3.2.1 Concei os ...................................................................................................... 12
3.2.2 RPAs .............................................................................................................. 16
3.2.3 Fe amen as RPA .......................................................................................... 20
3.3 Ges ão Financei a e Cen os de Se iços Financei os Pa ilhados ....................... 27
3.3.1 Concei os ...................................................................................................... 27
3.3.2 Se iços Financei os Pa ilhados .................................................................. 27
3.3.3 RPA em Finanças ........................................................................................... 32
4. Fe amen as e ecnologias ...................................................................................................... 34
4.1 P essupos o .......................................................................................................... 34
4.1.1 SAP ERP ......................................................................................................... 34
4.1.2 RPA pa a SAP................................................................................................. 39
4.1.3 Desc ição do P ocesso a Au oma iza .......................................................... 42
5. P oje o ..................................................................................................................................... 46
5.1 Requisi os do p oje o ........................................................................................... 46
5.2 Execução do p oje o ............................................................................................. 64
5.2.1 De alhes do P oje o ...................................................................................... 64
5.3 Resul ados e discussão ......................................................................................... 85
5.3.1 Me odologias de A aliação ........................................................................... 85
ii
5.3.2 Es a ís icas do P ocesso Au oma izado ........................................................ 87
5.3.3 Es a ís icas do Ques ioná io Realizado ......................................................... 90
5.4 Con olo da execução do p oje o ......................................................................... 95
6. Conclusões ............................................................................................................................... 97
6.1 Sín ese do abalho Desen ol ido ........................................................................ 97
6.2 Limi ações ............................................................................................................. 98
6.3 Recomendações pa a abalhos Fu u os .............................................................. 98
Bibliog a ia................................................................................................................................. 100
Anexos (Ques ioná io) ............................................................................................................... 103
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1 – G á ico de Gan do p oje o. ..................................................................................... 5
Figu a 2 – Quo as de me cado dos so wa es de ERP di ididas pelo op 10 e ou os. ........... 11
Figu a 3 – Análise e alo de me cado da ansição pa a a cloud em Po ugal. ...................... 12
Figu a 4 – Ciclo do BPM. .......................................................................................................... 13
Figu a 5 – Ciclo de Wo k low. .................................................................................................. 14
Figu a 6 – P incipais di e enças en e RPA e BPM. .................................................................. 15
Figu a 7 – Robo ic P ocess Au oma ion. .................................................................................. 16
Figu a 8 – Quan idade de pesquisas com a pala a-cha e “Robo ic P ocess Au oma ion”. .. 17
Figu a 9 – Esquema dos Elemen os de Au oma ização In eligen es. ...................................... 18
Figu a 10 – Exemplo de execução de um p ocesso de lei u a de e-mails de o ma au omá ica
a a és de RPA. ................................................................................................................ 19
Figu a 11 – Alguns p ocessos ideais pa a e em a aplicação de RPA. ..................................... 20
Figu a 12 – Análise das ca ac e ís icas uncionais. .................................................................. 23
Figu a 13 – Análise das ca ac e ís icas não uncionais. ........................................................... 23
Figu a 14 – Resul ados inais da análise de adap abilidade. ................................................... 24
Figu a 15 – Quad an e Mágico da Ga ne – Robo ic P ocess Au oma ion. ........................... 24
Figu a 16 – Es udo compa a i o baseado em ecu sos. .......................................................... 25
Figu a 17 – Es udo compa a i o de aspe os écnicos. ............................................................ 26
Figu a 18 – Rep esen ação g á ica de aspe os écnicos. ......................................................... 26
Figu a 19 – Funções execu adas em se iços pa ilhados. ...................................................... 27
Figu a 20 – Que p ocessos inancei os pode ão se execu ados po se iços pa ilhados. .... 28
Figu a 21 – His ó ia da SAP AG. ............................................................................................... 35
iii
Figu a 22 – Módulos SAP ERP. ................................................................................................. 36
Figu a 23 – FI e submódulos in eg á eis. ................................................................................. 37
Figu a 24 – Análise e olu i a da a qui e u a SAP nas úl imas décadas. ................................. 38
Figu a 25 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op Agen – A chi ec u e). .... 40
Figu a 26 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op S udio – P ojec deli e y).
.......................................................................................................................................... 40
Figu a 27 - Fluxog ama do p ocesso de ex ação, alidação e submissão do SAFT. ............... 44
Figu a 28 – E apas de implemen ação de um RPA. ................................................................. 46
Figu a 29 – Diag ama de p ocessos de al o ní el. ................................................................... 47
Figu a 30 – Uipa h O ches a o . ............................................................................................. 49
Figu a 31 – De alhe do p ocesso a au oma iza . ..................................................................... 50
Figu a 32 - O ichei o Main.xaml demons a a es u u a do design de a qui e u a do
p ocesso. .......................................................................................................................... 79
Figu a 33 – Ciclo de ida de um p oje o. ................................................................................. 95
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Recu sos u ilizados no desen ol imen o do p oje o ................................................ 6
Tabela 2 - P incipais 20 o necedo es de ERP no me cado. .................................................... 11
Tabela 3 - Po encial de Au oma ização de á ias unções e subp ocessos. ............................ 33
Tabela 4 - In o mação ge al ace ca do p ocesso selecionado pa a Au oma ização do RPA. .. 45
Tabela 5 - De alhes do p ocesso a au oma iza . ...................................................................... 49
Tabela 6 - Mapa De alhado de P ocessos. ............................................................................... 62
Tabela 7 - De alhes p incipais do p ocesso a au oma iza . ..................................................... 63
Tabela 8 - De alhes do p ocesso pa a ex ação do SAFT. ........................................................ 65
Tabela 9 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Ex ação do SAFT). ..................................... 65
Tabela 10 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Submissão SAFT) ...................................... 71
Tabela 11 – Resul ados da execução manual do p ocesso. ..................................................... 87
Tabela 12 – Resul ados da execução au omá ica do p ocesso. .............................................. 88
Tabela 13 – Ganhos e pe das da execução au omá ica e sus execução manual. ................. 88
ix
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
BPM Business P ocess Managemen
CP Con as a paga
CR Con as a ecebe
ERP En e p ise Resou ce Planning
IEEE Ins i u e o Elec ical and Elec onics Enginee s
RPA Robo ic P ocess Au oma ion
7
A Emp esa XP possui um cen o de se iços pa ilhados que p es a se iços, de aco do com a
e iciência, os p azos e a pon ualidade e a excelência de qualidade, às emp esas e aos negócios do
g upo XP. O cen o de se iços pa ilhados p es a se iços nas seguin es á eas: Con abilidade,
Finanças, Audi o ia, Fiscalidade, Recu sos Humanos, Tecnologias da In o mação e ju ídicos,
essencialmen e pa a emp esas do g upo XP.

8
3. REVISÃO DA LITERATURA
No p esen e capí ulo, é ap esen ada a e isão da li e a u a. A e isão da li e a u a assume
uma ex ema impo ância, assumindo-se como base da execução de qualque p oje o de
in es igação. Na elabo ação des e capí ulo, o am u ilizadas como on es, a igos cien í icos, pape s,
case s udies, eses e alguns li os. A es u u a da e isão da li e a u a es á di idida em ês secções,
p ocu ando abo da os concei os undamen ais pa a o desen ol imen o des e p oje o. Na secção
3.1, são ap esen ados os concei os dos sis emas ERP, os p incipais ERP, com p incipal des aque pa a
o SAP ERP. Os concei os de au oma ização de p ocessos são ap esen ados na secção 3.2,
nomeadamen e, o de Robo ic P ocess Au oma ion (RPA), com a indicação das p incipais e amen as
de RPA, bem como a u ilização do RPA no sis ema SAP ERP. O Robo ic P ocess Au oma ion é um
ema ecen e, ace ca do qual a li e a u a é escassa, dai se enha eco ido, sob e udo, a case s udies
de implemen ação em algumas emp esas e indús ias, pe mi indo aze um es ado da a e des a
ecnologia. A secção 3.3 oca os concei os de Ges ão Financei a e Cen os de Se iços Pa ilhados
(p incipais p ocessos inancei os, RPA em inanças).
3.1 ERP
3.1.1 Concei os
Nos dias de hoje, as o ganizações p ocu am no as opo unidades e soluções pa a melho se
posiciona em nos me cados, cada ez mais compe i i os. Assim, pa a a ingi em uma an agem em
elação aos seus compe ido es, ado am ecnologias a ançadas, como o En e p ise Resou ce Planning
(ERP). Os sis emas de ERP começa am a se in oduzidos no me cado emp esa ial nos anos 90 do séc.
XX, de modo a melho a em e aumen a em a compe i i idade das emp esas. Os sis emas de ERP êm
a capacidade de in eg a oda a in o mação emp esa ial num único sis ema, com uma base de dados
pa ilhada. (Cuppen, Specializa ion & Supe iso , 2016). Um sis ema de ERP pode se de inido como
um sis ema de in o mação cons i uído po di e en es módulos, em que cada módulo ep esen a um
p ocesso de negócio da o ganização, com capacidade pa a ge i e coo dena odos os ecu sos, oda
a in o mação e odas as unções do negócio a pa i de uma base de dados cen al e pa ilhada que
a mazena e in eg a oda a in o mação emp esa ial, sendo possí el acede a essa in o mação a pa i
de di e en es depa amen os o ganizacionais (Cuppen, 2016). Segundo Cuppen, mui a li e a u a em
indo a demons a que, de ido à complexidade dos sis emas de ERP e dos p oblemas do negócio,
mais de 70% dos p oje os de implemen ação de ERP nas emp esas alham.
Os sis emas de ERP pe mi em au oma iza á ios p ocessos de negócios, o nando-os
indi idualmen e mais e icien es e in eg ando-os de o ma a abalha em em conjun o. A combinação
da au oma ização e in eg ação dos p ocessos pe mi e a edução de cus os, o aumen o das ecei as e
poupa empo. (Da is, 2013). Da is apon a como bene ícios da implemen ação de um sis ema de
ERP:
• Melho ia do con olo de s ocks, ais como peças, ma e iais, o necimen os e equipamen o.
• Redução do empo gas o na execução de a e as adminis a i as de o ina.
• Melho ia no con olo das despesas.
• Redução do empo en e o pedido e a en ega dos p odu os.
• Maio e iciência no se iço de apoio ao clien e.
• Melho isibilidade e con olo ge al.
• Maio esponsabilidade.
• Van agem compe i i a ap imo ada.
9
Da is e e e que a implemen ação de um ERP exige uma eo ganização dos p ocessos de
negócio, além de que, nos p ocessos mais impo an es, aqueles que são únicos à o ganização e
ac escen am alo , sendo uma an agem compe i i a, os sis emas de ERP são limi ados. A
au oma ização des e ipo de p ocessos, sendo únicos, exigem um so wa e pe sonalizado,
desen ol ido in e namen e ou po um o necedo de ERP ou, en ão, um so wa e de Robo ic P ocess
Au oma ion (RPA) que pe mi a pe sonaliza e in eg a di e en es aplicações. No en an o, se á p eciso
a alia se o es o ço com a au oma ização des es p ocessos únicos e de di ícil au oma ização se á
en á el. Apesa de a au oma ização dos p ocessos mais simples não con e i uma an agem
compe i i a, o na -se-á necessá io azê-lo pa a não se ica pa a ás, pois os demais conco en es
dece o o a ão.
Da is e e e que os so wa es de ERP são o mados po módulos, que ab angem dos p ocessos
de negócio mais especí icos aos mais gene alis as que são aqueles que são comuns a oda a
o ganização, po exemplo, a con abilidade e os ecu sos humanos.
Pa a além dos módulos an e io men e desc i os, são disponibilizados, pela maio ia dos ERP, os
seguin es módulos, que ão ao encon o das necessidades de negócio mais comuns:
• So wa e de p ocu emen managemen (ges ão de comp as).
• So wa e de in oice managemen ( a u ação).
• So wa e de supply chain managemen (ges ão da cadeia de abas ecimen o).
• So wa e de asse mananagemen (ges ão de a i os).
• So wa e de expense managemen (ges ão das despesas).
3.1.2 P incipais ERP
Es á disponí el um as o núme o de sis emas de ERP no me cado, bem como á ios mé odos
de ca aloga e ca ego iza os ERP. Um dos c i é ios mais u ilizado pa a ca ego iza os o necedo es
de ERP em como base as camadas:
Camada 1 – Tem como obje i o alcança o o necimen o de g andes emp esas, com soluções
de ele ada complexidade e cus o. Segundo a de inição da Pano ana Consul ing Solu ions (“Top 10
ERP Sys ems – ERP Resou ces – Pano ama Consul ing”, 2016), são sis emas concebidos pa a
emp esas com mais de 750 milhões de dóla es de p o ei os anuais.
Camada 2, al a – Tem como obje i o o o necimen o de emp esas de média dimensão (en e
250 milhões e 750 milhões de dóla es de p o ei os anuais), com soluções menos dispendiosas e de
ácil apoio. São emp esas que abalham com múl iplas indús ias e múl iplos negócios.
Camada 2, baixa – Es es sis emas são concebidos pa a emp esas de pequena e média
dimensão (en e 10 milhões e 250 milhões de dóla es) de ecei as anuais. São emp esas com uma
única a i idade indus ial e uma só en idade pa a ge i .
Camada 3 – Tem como obje i o o o necimen o de pequenas emp esas com soluções menos
dispendiosas e com meno complexidade.
Cloud – Os o necedo es o e ecem soluções desen ol idas nos seus p óp ios se ido es e não
nos dos p óp ios clien es. As an agens des e ipo de solução é um meno cus o inicial, uma maio
lexibilidade e um cus o mais baixo na manu enção e a ualização do so wa e (Da is, 2013).
10
Nome
Ca ego ia
P odu os-Cha e
Desen ol imen os Recen es
SAP AG
Camada 1/
2/ Cloud
SAP S/4 Hana
A SAP es a a no caminho de e mais
de 14 000 clien es pa a o ERP S/ 4HANA
de úl ima ge ação, a é ao inal de 2019.
O acle Co p.
Camada 1
O acle ERP Cloud Se ices
A O acle em mais de 22 000 clien es
de Cloud ERP, incluindo ce ca de 6000
pa a O acle ERP Cloud e 16000 pa a
Ne Sui e. A cada imes e, mig a pelo
menos 200 clien es do E-Business Sui e
da O acle, em se ido es locais, pa a a
nu em.
Mic oso
Dynamics
Camada 1/
2
Mic oso Dynamics 365
A mig ação de AX, C5, GP, NAV e SL
pa a o Dynamics 365 na cloud con inua
a se a p incipal p io idade da
es a égia de aplicações co po a i as
da Mic oso .
In o
Camada 2/
Cloud
In o LN, LX, M3, Sy eLine,
SunSys ems, Sys em21, VISUAL,
XA, Adage, Dis ibu ion A+,
Dis ibu ion FACTS, Dis ibu ion
SX.e, Lawson Financials
Adqui iu a Vi one pa a aplicações de
ERP pa a o se o de ho ela ia com
uncionalidade de pon o de enda e
in en á io e comp as.
QAD Inc.
Camada 1/
2/ Cloud
QAD En e p ise Applica ions,
incluindo QAD Financials,
Cus ome Managemen ,
Manu ac u ing, Supply Chain,
Se ice & Suppo , En e p ise
Asse Managemen , Analy ics
and In e ope abili y
–
Sage En e p ise
Managemen
Camada 2/
Cloud
Sage 100, 300 & 500 ERP, X3,
Sage ERP, Sage Business Cloud
En e p ise Managemen
–
Ap ean
Camada 2
Ross ERP
–
IQMS
Camada 2
En e p ise IQ
–
Sysp o
Camada 2/
3/ Cloud
Sysp o ERP
–
Epico So wa e
Co p.
Camada 2/
3, Cloud
Epico ERP, Epico Exp ess
–
O acle+Ne Sui e
Cloud
Ne Sui e ERP
–
Acuma ica
Cloud/
Camada 2/
3
Acuma ica Cloud ERP (Financial
Managemen , Dis ibu ion
Managemen , Cus ome
Managemen and P ojec
–
11
Nome
Ca ego ia
P odu os-Cha e
Desen ol imen os Recen es
Plex Sys ems, Inc.
Cloud
Plex Online
–
Sage In acc
Cloud
In acc , In acc Accoun an
Edi ion, In acc P ojec
Accoun ing
–
Oddo
Cloud
Oddo Online
–
IFS
Cloud
IFS Applica ions
–
B igh pea l
Cloud
B igh pea l
–
Exac
Camada 2/
3
Exac Max
–
FinancialFo ce
Cloud
FinancialFo ce ERP
–
abas ERP
Cloud
abas ERP
–
Eci So wa e
Solu ions
Cloud
Eci M1
–
Tabela 2 - P incipais 20 o necedo es de ERP no me cado.
Fon e: Da is, 2013 e People | P ocess | Technology, 2019.
Figu a 2 – Quo as de me cado dos so wa es de ERP di ididas pelo op 10 e ou os.
Fon e: www.apps un hewo ld.com/ op-10-e p-so wa e- endo s-and-ma ke - o ecas /
Segundo o que oi publicado pela consul o a Pano ama Consul ing G oup, em “Top 10 ERP
Sys ems – ERP Resou ces – Pano ama Consul ing”, 2016, os ês p incipais ERP êm uma quo a de
12
me cado de 43,6%, epa ido da seguin e o ma: a SAP Hana é o líde , com 20,3% de quo a de
me cado, seguindo-se a O acle, com 13,9%, e a Mic oso Dynamics 365, com 9,4%.
Em Po ugal, os p incipais sis emas de ERP u ilizados pelas emp esas são Na ision, da
Mic oso , PHC, GIAF, P ima e a, SAP, SISS, SAGE, Gesne ; Cen alGes e os desen ol idos
in e namen e (Dua e, 2012). Numa amos a de 32 emp esas po uguesas, ep esen a i as de odas
as egiões do país e de á ias á eas de negócio e dimensão, o sis ema de ERP mais u ilizado é o
Na ision (46,9%), em segundo luga , o PHC (12,5%), seguindo-se SAP, P ima e a, GIAF e os sis emas
desen ol idos in e namen e (6,3%) (Dua e, 2012).
Figu a 3 – Análise e alo de me cado da ansição pa a a cloud em Po ugal.
Fon e: Po da a/ Ga ne .
3.2 AUTOMATIZAÇÃO DE PROCESSOS
3.2.1 Concei os
As emp esas, pa a se o na em cada ez mais compe i i as, p ocu am se mais e icien es e
e icazes na u ilização do seus ecu sos e melho a os seus p ocessos de negócio (Sil a, 2017) . É nes e
con ex o que su ge o concei o de au oma ização de p ocessos. A au oma ização dos p ocessos isa
melho a a e iciência e a e icácia dos p ocessos, a a és do ecu so à u ilização de máquinas,
equipamen os e ou os apa elhos. A au oma ização dos p ocessos da a da al u a da e olução
indus ial e, ao longo dos empos, oi e oluindo, a é chega aos dias de hoje, em que emos, em
áb icas, linhas de mon agem com obo s, a execu a em o abalho que ou o a e a manual (Sil a,
2017).
O p óp io ERP desempenha ambém um papel na au oma ização de p ocessos, sendo disso
exemplos, a in eg ação da in o mação em empo eal, bem como a au oma ização de a e as
o inei as, de o ma a da ele ância, iabilidade, p ecisão e di ulgação no empo ce o, à in o mação
con abilís ica (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O e mo p ocesso é conhecido e es á p esen e no quo idiano de odos nós, sendo uma
impo an e componen e de qualque sis ema ou o ganização pa a a execução das a e as. O
p ocesso é a con e são de en adas em saídas. O p ocesso ca ac e iza-se po e en adas de
di e sos disposi i os ou pessoas, podendo se execu ado po pessoas, disposi i os ou uma
combinação de ambos, de aco do com as eg as es abelecidas pa a p oduzi a saída desejada
(Madakam e al., 2019).

13
A au oma ização é a écnica de aze com que um disposi i o, um p ocesso ou sis ema seja
execu ado au oma icamen e, ou seja, sem a in e enção humana, mas com a ajuda de so wa e e
ha dwa e. A au oma ização acili a as a e as do quo idiano, de o ma a se em execu adas mais
apidamen e, com uma melho qualidade, libe ando os se es humanos de a e as epe i i as e
o inei as, mui as ezes, desmo i an es e cansa i as, pe mi indo um aumen o da qualidade de ida
(Madakam e al., 2019).
Um dos concei os que es á elacionado com a Au oma ização de P ocessos é a de Business
P ocess Reenginee ing ou eengenha ia de p ocessos (BPR), c iada nos anos 90 do séc. XX, que se
ca ac e iza pela o u a dos p ocessos implan ados, em que odos os p ocessos de em se
econs uídos pe dendo-se odo o his ó ico do conhecimen o alcançado (Pe ei a & Mackenzie,
2019).
Nos dias de hoje, em que as mudanças se dão a um i mo cada ez maio , a Ges ão de
P ocessos do Negócio ou Business P ocess Managemen (BPM) em um papel cada ez mais
impo an e e ele an e na melho ia con inua. O concei o de BPM su giu com a necessidade de
sis ema iza e in eg a as a i idades emp esa iais, com is a a ge a um luxo de abalho mais
e icien e e e icaz, a a és de um ciclo de melho ia e ans o mação con ínua dos p ocessos. O BPM é
a disciplina que emp ega a combinação dos conhecimen os em ciências de ecnologias da
in o mação e adminis ação com os p ocessos de negócios, com is a a a ingi um aumen o da
p odu i idade e uma poupança dos cus os, o nando a emp esa mais compe i i a (Pe ei a &
Mackenzie, 2019).
Figu a 4 – Ciclo do BPM.
Fon e: Pe ei a & Mackenzie, 2019.
O BPM, ambém chamado wo k low managemen , consis e em econs ui os p ocessos de
negócio, a a és de um conjun o de me odologias e ecnologias, com o obje i o de o imiza e
au oma iza os p ocessos dos negócios, o nando-os mais e icien es e e icazes, pe mi indo uma
melho ia do p ocesso de ob enção de in o mação, de o ma mais ápida, mais ba a a e com maio
qualidade pa a ajuda o p ocesso de omada de decisão (Aze edo, 2012).
O BPM é usualmen e aplicado nos p ocessos que ge am um maio alo ac escen ado,
podendo, assim mesmo, uma pequena melho ia nos p ocessos, con ibui pa a g andes ganhos de
p odu i idade. Algumas a i idades de BPM são o mapeamen o, a documen ação e a au oma ização
de p ocessos, bem como a medição da sua e iciência, p ocu ando aplica -lhes melho ias con inuas
(Kyhe öinen, 2018).
14
Exis em qua o o mas de implemen a a Au oma ização dos P ocessos dos Negócios ou
Business P ocess Au oma ion (BPA):
1. Expandindo o sis ema a ual.
2. Adqui indo uma solução de BPM com uma ex ensão de Business P ocess Au oma ion (BPA).
3. Adqui indo uma solução de middlewa e.
4. Adqui indo uma e amen a embu ida pa a um im especí ico (Pen inen, Esko, Aal o
Uni e si y, Helsinki, Kasslin, Henje, Aal o Uni e si y, Helsinki & Asa iani, Aleksand e, As on
Uni e si y, Bi mingham, 2018).
O BPA (Business P ocess Au oma ion) é um conjun o de e amen as com o obje i o de
au oma iza os p ocessos de negócios sem a in e enção do u ilizado (Aze edo, 2012).
O wo k low managemen possibili a a au oma ização dos p ocessos dos negócios e a ges ão
das a e as en e pessoas e aplicações, a odos os ní eis hie á quicos da emp esa. Essas a e as são
execu adas de uma o ma o denada. Cos uma-se aplica os p oje os de implemen ação de wo k low,
a p ocessos mais especí icos e pon uais de depa amen os o ganizacionais, na maio pa e das ezes,
não ha endo a p eocupação em se aze uma análise ou em se e uma conceção p é ia ou um
planeamen o da melho ia dos p ocessos, daí se indo ge almen e pa a au oma iza em p ocessos de
apoio e não p ocessos de negócio co e.
Figu a 5 – Ciclo de Wo k low.
Fon e: Adap ado de h ps://py us.com/en/blog/business-p ocess-managemen .
A ualmen e, na nossa sociedade, assis e-se a um acen uado p og esso ecnológico, en ando
as o ganizações, pa a se o na em mais compe i i as, i a p o ei o disso, aumen ando o
in es imen o em au oma ização de p ocessos, diminuição de cus os ope acionais e aumen o da
p odu i idade e qualidade (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
No con ex o da au oma ização de a e as, su giu o concei o de Robo ic P ocess Au oma ion
(RPA) que se de ine como au oma ização a a és de obo s (so wa e), designados ambém bo s,
con igu ados pa a cump i em eg as e p ocedimen os, pa a execu a em a i idades epe i i as e
pad onizadas, an e io men e p oduzidas po se es humanos (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O RPA, com ca ac e ís icas de lexibilidade e de adap ação a di e en es si uações e, a é, com a
capacidade de oma decisões sem a in e enção humana, dis ingue-se e a as a-se da au oma ização
adicional (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O RPA di e encia-se das ou as e amen as de au oma ização, como, po exemplo, o Business
P ocess Managemen Sys ems (BPMS), nos seguin es pon os:
• O RPA é mui o ácil de se con igu ado, não necessi ando assim os esponsá eis pelo seu
desen ol imen o de e em conhecimen os de p og amação. As in e aces de so wa e RPA
15
assemelham-se às do Mic oso Visio, em que o código é ge ado a a és do ecu so ao
a as a e sol a , desenhando ícones que ep esen am e apas de p ocessos que se que em
au oma iza .
• O RPA não é in asi o, o que signi ica que o RPA co e em cima das aplicações exis en es, não
sendo necessá io c ia , subs i ui ou desen ol e pla a o mas, man endo os sis emas
ins alados in ac os. O so wa e do RPA acede a ou os sis emas, da mesma o ma como é
execu ado po uma pessoa. Os so wa es de RPA acedem a ou os sis emas a a és da
camada de ap esen ação, não sendo necessá io qualque lógica de p og amação. Ou a
ca ac e ís ica que dis ingue os so wa es de RPA é que não a mazenam dados. As soluções
de BPM são in asi as, exigem uma lógica de p og amação, c iam aplicações.
O RPA é uma pla a o ma segu a pa a as emp esas que oi desen ol ida de o ma a cump i
as exigências das ecnologias de in o mação da o ganização, ais como a segu ança, a
audi á eis e a ges ão de al e ações. Os so wa es de RPA são implemen ados, agendados e
moni o izados numa pla a o ma cen alizada, in e ligada, apoiada pelo depa amen o de
ecnologias de in o mação, pa a ga an i a con o midade com as polí icas de segu ança da
o ganização, bem como a sua in eg idade ansacional (Willcocks & Laci y, 2016).
Figu a 6 – P incipais di e enças en e RPA e BPM.
Fon e: Adap ado de “12 Bes BPM So wa e o Small Business – Financesonline.com”, 2020.
16
3.2.2 RPAs
O Robo ic P ocess Au oma ion pe mi e au oma iza a e as manuais e epe i i as, susce í eis a
e os. Pa a uma bem-sucedida au oma ização de p ocessos, se á necessá io um conhecimen o do
po encial da au oma ização, um eino e e i o dos bo s e uma moni o ização do seu desempenho
(BPMIndus yT ack2018). O RPA oi concebido, p incipalmen e, pa a au oma iza unções
adminis a i as, que exigem a ap idão de ealiza mui os ipos de a e as. Assim, é ins alado um bo
so wa e com a capacidade de abalha com á ios so wa es e, assim, ealiza á ias a e as, o que
di e e da au oma ização adicional indus ial, que se oca na pa e de um p ocesso ou, a é
simplesmen e, numa única a e a, pa a a qual se c ia um bo ísico nela especializado. O RPA
unciona como um assis en e digi al pa a os abalhado es de esc i ó io, elimina as a e as manuais,
excessi amen e o inei as e sus en adas em eg as, dispendiosas e que consomem mui o empo,
pe mi indo que os abalhado es quali icados enham uma maio disponibilidade ho á ia pa a a e as
que p oduzem um maio alo ac escen ado (Kuma , 2018).
O RPA, no desempenho das a e as, pe mi e in e agi en e di e en es sis emas, ais como as
olhas de cálculo, os sis emas de ges ão da elação com o clien e (CRM) ou os so wa es de
planeamen o de ecu sos emp esa iais (ERP) (Laci y & Willcocks, 2015).
O RPA o nece o conjun o de e amen as (so wa e e pla a o ma) que pe mi e os p ocessos
baseados em eg as, cons uídos de uma o ma lógica bem de inida e es u u ada, em que as a e as
são, na maio ia das ezes, epe i i as e manuais, in e agi com os sis emas como um se humano,
mas com e iciências supe io es, em a o es como a qualidade, o empo e o cus o (Laci y & Willcocks,
2016).
Uma ez que o RPA não implica bo s ísicos, a o ma de quan i ica os bo s é em emos de
licenças de so wa e. Assim, um bo equi ale a uma licença. Pa a execu a 10 p ocessos em
simul âneo, são necessá ios 10 bo s, ou seja, 10 licenças de so wa e (Kyhe öinen, 2018).
É ácil con igu a um so wa e RPA, pois não exige conhecimen os de p og amação, sendo
con igu ado como um luxog ama de uma o ma lógica. Ou a ca ac e ís ica, é se bas an e le e, em
e mos de ecnologias de in o mação (IT). Po exemplo, não esc e e di e amen e na base de dados,
mas sim na camada de ap esen ação do so wa e, endo apenas acesso aos sis emas a ní el da
in e ace do u ilizado (Kyhe öinen, 2018).
Podemos iden i ica como an agens dos RPA:
Figu a 7 – Robo ic P ocess Au oma ion.
Fon e: Adap ado de Madakam e al., 2019.
23
Figu a 12 – Análise das ca ac e ís icas uncionais.
Fon e: Sil a, 2017.
Figu a 13 – Análise das ca ac e ís icas não uncionais.
Fon e: Sil a, 2017.

24
Pa a esponde à ques ão, “Qual é a solução RPA que melho se adap a à ealidade, à á ea de
negócio e aos equisi os p óp ios e pa icula es de de e minada emp esa ou p ocesso de negócio?”,
cons uiu a ma iz seguin e:
Figu a 14 – Resul ados inais da análise de adap abilidade.
Fon e: Sil a, 2017.
A Ga ne classi ica e posiciona os p incipais o necedo es de so wa e RPA em qua o
quad an es. No quad an e dos líde es, su gem: Uipa h, Blue P ism e Au oma ion Anywhe e. No
quad an e dos challenge s, EdgeVe e Sys ems e NICE. No quad an e dos isioná ios, su gem:
Wo k usion, Pegasys ems e Ano he Monday. Enquan o playe s de nicho, su gem: Ko ax,
Se ice ace, So omo i e, K yon, Au oma ion Edge, HelpSys ems, Jacada, An Wo ks, NTT e
Dama ics.
Figu a 15 – Quad an e Mágico da Ga ne – Robo ic P ocess Au oma ion.
Fon e: Ga ne RPA Magic Quad an Repo – Download | UiPa h, 2019.
25
No a igo publicado na 2018 Second In e na ional Con e ence on Ad ances in Elec onics,
Compu e s and Communica ions (Issac e al., 2018), é ei o um es udo compa a i o en e os
ab ican es líde es de so wa e de RPA.
Figu a 16 – Es udo compa a i o baseado em ecu sos.
Fon e: Issac e al., 2018.
26
Figu a 17 – Es udo compa a i o de aspe os écnicos.
Fon e: Issac e al., 2018.
Figu a 18 – Rep esen ação g á ica de aspe os écnicos.
Fon e: Issac e al., 2018.
27
3.3 GESTÃO FINANCEIRA E CENTROS DE SERVIÇOS FINANCEIROS PARTILHADOS
3.3.1 Concei os
O desen ol imen o económico e emp esa ial na e a da in o mação p omo e a a ualização do
modo de ges ão inancei a. Assim, su gi am os cen os de se iços inancei os pa ilhados como um
no o ipo de modo de ges ão inancei a (Li, 2016a).
O concei o de cen o de se iços pa ilhados oi c iado em 1993, nos Es ados Unidos da
Amé ica, po o ganizações como a Johnson & Johnson, Gene al Elec ic Company, Digi al Equipmen
Co po a ion e ou as emp esas ame icanas de g ande dimensão. O obje i o undamen al é a
p es ação de se iços mais e icien es, a a és da pa ilha de ecu sos humanos e ecnológicos, de
o ma a c ia alo pa a a emp esa (Li, 2016a).
O Cen o de Se iços Pa ilhados Financei os ap esen a-se como uma en idade co po a i a,
au ónoma e o e, que pode ag ega se iços de di e sas á eas o ganizacionais da emp esa e cob a
po esses se iços aos negócios. Os cen os de se iços pa ilhados inancei os de e ão se ge idos
como um modelo de negócio (Li, 2016a).
Es ão iden i icados os cinco a o es de sucesso dos Se iços Pa ilhados Financei os: as
pessoas, o ambien e in e no e ex e no, o mé odo de aplicação do Business P ocess Reenginee ing
(BPR), a ecnologia de in o mação e a mudança de isão da emp esa.
O alo dos se iços inancei os pa ilhados, é a melho ia da e iciência da execução das a e as,
a edução dos cus os, a melho ia da qualidade dos se iços e a pad onização das a e as (Li, 2016a).
A aplicação do cen o de se iços pa ilhados es endeu-se a ou as á eas depa amen ais e
uncionais, ais como, os ecu sos humanos, o ma ke ing, as comp as, os se iços ju ídicos ou as
ecnologias da in o mação (Li, 2016b).
Figu a 19 – Funções execu adas em se iços pa ilhados.
Fon e: Sha ed Se ices E ol e as Business Value Inc eases – CIO Jou nal – WSJ, 2017.
3.3.2 Se iços Financei os Pa ilhados
A implemen ação de um sis ema de ges ão inancei a pad onizada é a base da cons ução de
um modelo de se iços inancei os pa ilhados. Os se iços inancei os pa ilhados no malizam as
28
di e en es unidades de negócio dos p ocessos de negócio, a a és do es abelecimen o da
no malização dos modos ope acionais e dos p ocessos ope acionais, assim, di e en es elemen os da
o ganização inancei a pode ão lida com os negócios sob os mesmos pad ões. As di e en es
ope ações dos se iços inancei os possuem di isões de mão de ob a especializada, que eduzem as
exigências de compe ências pessoais, eduzindo o cus o da mão de ob a no p ocesso de ges ão
inancei a, mas ambém ga an indo uma implemen ação uni icada da es a égica inancei a do
g upo.
O cen o de se iços inancei os pa ilhados possui os dados inancei os das subsidiá ias da
emp esa-mãe, sendo mais ácil cole a e analisa os dados e, mais ácil, ealiza a in eg ação egional
e in e sec o ial dos dados.
Figu a 20 – Que p ocessos inancei os pode ão se execu ados po se iços pa ilhados.
Fon e: Sha ed Se ices E ol e as Business Value Inc eases – CIO Jou nal – WSJ, 2017.
No g á ico an e io , de aco do com um es udo e e uado pela Deloi e, com os p ocessos
inancei os a se em execu ados pelos se iços pa ilhados, des acam-se as con as a paga , seguidas
pelo imobilizado, no inal do g á ico, apa ece a pa e da o çamen ação.
Segundo Laci y e Willcocks, os se iços pa ilhados com alguma ma u idade são unidades de
negócio globais, independen es, com p ocessos pad onizados, aco dos de ní el de se iço (SLA),
colabo ado com especialização e al o desempenho e cul u a de on o ice que p es a se iço a
múl iplos depa amen os. De aco do com uma pesquisa ealizada em 718 cen os de se iços
pa ilhados, a á ea que mais mo i ou a c iação dos se iços pa ilhados oi a de inanças/
con abilidade (93%), seguindo-se a de ecu sos humanos (60%) e a de ecnologias de in o mação
(48%) (Ilo, 2018).
Fazem pa e das maio es endências dos se iços pa ilhados, a ans o mação digi al,
incluindo a au oma ização obó ica de p ocessos. Ou o desa io dos se iços pa ilhados é a
aplicação de ecnologias digi ais, como Social, Mobile, Analy ics e Cloud (SMAC), pa a o e ece

29
simpli icação e con inuidade aos colabo ado es in e nos, uncioná ios, o necedo es e clien es
ex e nos. As ecnologias digi ais, o so wa e como se iço (SaaS), o big da a e analy ics, a cloud e o
mobile são ans o mado es c í icos dos se iços pa ilhados (Ilo, 2018).
Os se iços pa ilhados de em p es a um apoio de baixo cus o e com uma excelen e
qualidade. Os se iços pa ilhados de al o desempenho êm ins alações ísicas e o çamen os
cen alizados, pe mi em pad oniza os p ocessos das unidades de negócio, o imizá-los e eduzi os
e os e despe dícios. Os se iços pa ilhados de al o desempenho possuem ecnologia que pe mi e,
po exemplo, po ais de au osse iço e a adoção da au oma ização (Ilo, 2018).
Na emp esa em es udo, sob e a qual ai incidi es e p oje o, os se iços pa ilhados de
con abilidade e inanças o ganizam-se em con abilidade, con as a paga , con as a ecebe e
esou a ia.
Con abilidade
O depa amen o de con abilidade em como a i idade de e mina o pa imónio da emp esa,
as suas a iações, an o de âmbi o quan i a i o como quali a i o, egis ando os ac os e a os de ca iz
económico- inancei o que o a e am.
Tem como p incipais p ocessos:
• Especialização de cus os e p o ei os, de aco do com os p incípios con abilís icos.
• In eg ação da con abilidade das sucu sais.
• Ve i icação, alocação e egis o de ope ações no azão ge al/ nas con as a paga .
• Reconciliação dos saldos de con as.
• Reconciliação en e emp esas.
• Análise dos dados inancei os.
• Apoio ao p ocesso de im de mês e im de ano en e con abilidade e con olling.
• P epa ação das demons ações inancei as.
• Elabo ação das decla ações iscais locais.
• Elabo ação de inqué i os es a ís icos po ugueses – Banco de Po ugal/ INE.
• Repo ing pa a a consolidação e as con as.
• Apoio às audi o ias iscais e decla ações iscais.
• Apoio às audi o ias in e nas e ex e nas.
Os p ocessos de con abilidade ge al des inam-se essencialmen e a esol e p oblemas:
• Con as a paga .
• Con as a ecebe .
• Tesou a ia.
Um subp ocesso da con abilidade é o imobilizado.
Imobilizado
O imobilizado em como p incipais a e as:
• Abe u a e p eenchimen o das ichas de imobilizado.
• Cálculo e con olo das amo izações.
• Regis o de aba es e alienação do imobilizado.
• Con olo das con as elacionadas com o imobilizado.
• Elabo ação e alidação dos mapas iscais do imobilizado.
30
Os p ocessos de con abilidade ge al des inam-se essencialmen e a esol e p oblemas
Con as a paga
Es e depa amen o es á di ido em qua o g andes p ocessos:
• Digi alização.
• Indexação.
• Con e ência.
• Regis o de a u as.
Tem como p incipais a e as:
• Análise/ digi alização/ indexação de a u as.
• Regis o de a u as em SAP.
• Análise a es ições – Fim do p ocesso.
• Pedidos de no as de c édi o.
• De olução de documen os.
Con as a ecebe
Os se iços execu ados nes e depa amen o es ão di ididos em seis g andes p ocessos, a
sabe :
• Fa u ação.
• Cob anças.
• Ga an ias bancá ias p es adas pela emp esa a e cei os e emi idas a a o da emp esa.
• Ges ão de en idades.
• Ges ão de ob as.
Tesou a ia
O depa amen o de esou a ia di ide-se em dois g andes p ocessos:
• Adminis ação de bancos.
• Ges ão de caixa.
As p incipais a e as da esou a ia são:
• Abe u a e echo de con as bancá ias.
• Manu enção/ a ualização da documen ação de apoio às con as de depósi o à o dem.
• Ges ão de aco dos di e sos com bancos (banca ele ónica, cash pooling e ou os).
• Reembolsos de despesas/ pagamen os em nume á io.
• Ges ão do undo de caixa – elabo ação das olhas de caixa, dos le an amen os em nume á io
pa a a eposição do undo ixo.
• Execução das p opos as de o necedo es.
• Depósi os.
• Con olo dos débi os di e os.
Ope ações:
• Pagamen os e egis os con abilís icos
31
• Reconciliação bancá ia
Ta e as
• Reconciliação das con as bancá ias.
• En io das RB pa a a con abilidade e pa a as CP e CR, quando exis i em i ems em abe o da
sua esponsabilidade.
• Con olo dos i ems em al a po pa e da en idade bancá ia.
• Con a os com os bancos.
• Lançamen o dos i ems não econciliados iden i icados.
Ges ão de bancos e iscos
• Cálculo de posições.
• Con olo o çamen al.
• Aplicações inancei as.
• Comp a e enda de di isas.
Financiamen os
• Con olo e negociação.
• Sup imen os.
• Con e ência de enca gos e ju os.
• Leasings.
Fon e: Po al in ane da emp esa.
32
3.3.3 RPA em Finanças
Pa a as emp esas com se iços pa ilhados, a au oma ização obó ica de p ocessos é uma
possibilidade de o imização e ans o mação digi al (Ilo, 2018).
Uma ez que a implemen ação de um RPA exige um baixo in es imen o inicial e possui um
ápido po encial de edução de cus os, há cada ez um maio núme o de emp esas in e essadas na
sua implemen ação (Ilo, 2018).
Pa icula men e, são candida as à au oma ização as a e as que incluem dados es u u ados,
de al a qualidade, acesso a sis emas múl iplos, com um conjun o de eg as cla as e que exigem uma
subs ancial ca ga de ações manuais epe i i as (Ilo, 2018).
Segundo Laci y e Willcocks, os se iços inancei os pa ilhados são á eas com ma u idade pa a
usu uí em dos bene ícios do RPA. O RPA é a melho opção pa a subs i ui o abalho humano pela
chamada “cadeia gi a ó ia” de p ocessos. Essa “cadeia gi a ó ia de p ocessos” ca ac e iza-se po os
se es humanos ecebe em in o mação de um conjun o de sis emas, como o e-mail e as olhas de
cálculo, p ocessando essas en adas a a és de eg as e inse indo, pos e io men e, as saídas em
sis emas de egis o, ais como sis emas de ERP ou CRM (Ilo, 2018).
A Tabela 3 ap esen a o po encial de au oma ização e economia de di e en es unções e
subp ocessos adminis a i os. Com base na análise da abela, pode á a i ma -se que en e 10% e
30% de odos os p ocessos da con abilidade ge al, êm o po encial de se em au oma izados. As
unções de o dem de pagamen o, ecu sos humanos e logís ica são aquelas que p o a elmen e
pode ão o igina uma maio edução de cus os. Conside ando o po encial de edução de cus os, é
ácil e i ica que as emp esas de con abilidade começam a ualmen e a expe imen a a
au oma ização das suas unções in e nas (Coope , Holde ness, J ., So ensen & Wood, 2019).
Função
Subp ocesso
Po encial de
Au oma izaçã
o (%)
Po encial de
Redução de
cus os
O dens de pagamen o
1. Ges ão dos dados de e e ência de clien e
25-30%
40-60%
2. Ges ão do C édi o
25-30%
3. Se iço de Apoio ao Clien e
25-30%
4. Ges ão de Con as a Recebe
25-30%
5. Pagamen os Recebidos
0-5%
6. Ges ão de Deduções e Dispu as
25-30%
Recu sos Humanos
1. Se iços Ge ais de Recu sos Humanos
25-30%
60-80%
2. Ges ão de Expa iados
10-15%
Pagamen os de O igem
1. Fon e de Sup imen o
25-30%
50%-70%
2. Pagamen o de Comp as
25-30%
3. Apoio a P oje os
10-15%
Cadeia de Fo necimen o
1. Planeamen o da Cadeia de Sup imen os
10-15%
10-15%
2. Planeamen o dos T anspo es
10-15%
3. Planeamen o dos Fo necimen os
10-15%
4. Ges ão dosP oje os
10-15%
39
4.1.2 RPA pa a SAP
Segundo a Ga ne , o me cado global dos so wa es de RPA conheceu um c escimen o de 63%
em 2018 (Smi he man, 2019).
1. SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion
A SAP en ou no inal de 2018 no me cado de so wa e de RPA, quando adqui iu a Con ex o ,
emp esa líde eu opeia no design e na implemen ação de RPA. Ap esen a-se com uma solução
in eg ada, que combina o so wa e RPA com os ecu sos de machine lea ning e in eligência a i icial
(SAP Leona do) e SAP Cloud Pla a o m. Essa solução chama-se SAP In elligen Robo ic P ocess
Au oma ion e pe mi e que quan o mais o RPA seja execu ado, mais ap enda de o ma au omá ica,
o nando os p ocessos cada ez mais au omá icos e e icien es (Smi he man, 2019).
A impo ância dos RPA pa a o negócio
Os so wa e de RPA, pa a além de pe mi i em libe a os u ilizado es de a e as epe i i as e
com pouco alo ac escen ado, e i ando e os e aumen ando assim a sua e icácia e e iciência,
azem bene ícios mui o simples de aplicação de RPA em SAP:
• P ocessamen o de a u as: au oma ização das con as a paga pa a eduzi os p ocessos
manuais ou po e-mail, p ocessando g andes olumes de a u as.
• C iação de o necedo es: a c iação de no os o necedo es é ge almen e um p ocesso
manual. O RPA pode á se ú il pa a e i ica os no os o necedo es e ajuda à sua c iação.
• Fecho inancei o: p ocesso que en ol e á ias e apas e a e as, de o ma a p oduzi os
egis os inancei os, como o lançamen o de dados con abilís icos de á ias on es e de
depa amen os e sis emas. O RPA mi iga o p ocesso (Smi he man, 2019).
São exemplos de casos ípicos da u ilização do RPA:
• Ex ação de dados de á ias aplicações, como, po exemplo, Excel, PDF, websi es, sis emas
con abilís icos e inancei os, ERP e ou as aplicações ex e nas.
• Download de á ios epo s, seu ag upamen o e ecolha numa nu em ou d i e pa ilhada.
• Pesquisa de a u as pelo núme o de e e ência em á ios ERPs.
• Login em á ias sessões SAP, ecolha de pedidos de comp a e sua dis ibuição pelas equipas
de se iços pa ilhados.
• Ve i icação da caixa de en ada de se iços pa ilhados e encaminhamen o pa a os bo s.
O SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion é compos o po ês e amen as:
• Desk op Agen – execu a os p ocessos de au oma ização, a a és de obo s assis idos e não
assis idos
• Cloud Fac o y – o ques a e moni o iza os p ocessos de au oma ização. Pe mi e ge i a
hie a quia dos agen es, ge i os ambien es, con igu a e dis ibui os paco es do s udio e
moni o izá-los.
• Desk op S udio – de ine os p ocessos de au oma ização, pe mi e p ocede à análise de
p ocessos, concebe , especi ica e es a p oje os e concebe a in e ace do u ilizado .

40
Figu a 25 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op Agen – A chi ec u e).
Fon e: SAP 2019.
Figu a 26 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op S udio – P ojec deli e y).
Fon e: SAP 2019.
2. K yon
Pe mi e au oma iza a en ada de dados e a ans e ência de dados en e o SAP e ou as
aplicações, sem necessidade de conhecimen os de p og amação dos u ilizado es e ecu so a
p o issionais de IT.
41
3. Uipa h
O Uipa h consis e numa pla a o ma de so wa e pa a au oma iza p ocessos de negócios
manuais e epe i i os. O ERP SAP é cons i uído po p ocessos, a e as e in e aces ajus ados pa a a
implemen ação de obo s de so wa e de RPA SAP disponibilizados pelo Uipa h.
O Uipa h é compos o po ês e amen as:
• Uipa h S udio – concebe e es a p ocessos au omá icos e wo k lows.
• Uipa h Robo – execu a p ocessos au omá icos.
• Uipa h O ches a o – ge a, implemen a e moni o iza obo s e p ocessos.
O Uipa h pe mi e aos negócios que u ilizam o SAP acele a o seu p ocesso de ans o mação
digi al, au oma izando os negócios e os p ocessos c í icos, bem como acilmen e mig a pa a o SAP
HANA e simpli ica a ligação en e as aplicações SAP e não SAP. Os p ocessos de back o ice em
inanças, supply chain e ecu sos humanos são au oma izados, sendo os espec i os abalhado es
deslocados pa a unções de maio alo ac escen ado.
O Uipa h u iliza ce as ecnologias, como a in eligência a i icial e o econhecimen o ó ico de
ca a e es (OCR), que pe mi e que os bo s de Uipa h RPA ejam o “ec ã” e iden i iquem isualmen e
odos os elemen os, po exemplo, no PDF de uma a u a, ex aiam dados do o necedo , da as de
emissão e encimen o, o p odu o a u ado, os p eços líquidos e b u os e o alo do IVA, c uzando-os
assim com a no a de encomenda e con abilizando a a u a.
Os bo s cogni i os pe mi em g andes bene ícios aos clien es SAP, a a és da conec i idade das
aplicações, au oma izando p ocessos e simpli icando a mig ação pa a o SAP S/4HANA. O Uipa h
ajuda os clien es SAP a acele a a mig ação pa a o SAP S/4 HANA, a a és da au oma ização
comple a de es es e p ocessos que, po no ma, le a iam á ios meses de abalho humano. A a és
de casos do mundo eal, é possí el sabe como minimiza os cus os e a dis upção dos p ocessos
diá ios du an e o p ocesso de passagem pa a o SAP S/4HANA.
A u ilização do RPA ajuda à ans o mação do depa amen o inancei o, p opo cionando a
edução de cus os, e os e iscos, acele ando p ocessos-cha e, como os ecebimen os de dinhei o, o
p ocessamen o de a u as e o echo inancei o.
A au oma ização de p ocessos ajuda a melho a a expe iência com o clien e e os uncioná ios
da emp esa, sendo u ilizado em RH, comp as, endas e se iço pós- enda e no a endimen o ao
clien e (“UiPa h B ings Robo ic P ocess Au oma ion o SAP Applica ions o Speed Digi al
T ans o ma ion”, 2019).
42
4.1.3 Desc ição do P ocesso a Au oma iza
O obje i o des e capí ulo é desc e e o p ocesso do negócio escolhido pa a au oma ização,
a a és da ecnologia RPA.
Realizou-se uma eunião com o esponsá el dos se iços pa ilhados e com o esponsá el pelo
depa amen o Ino ação e P ocessos da Emp esa XP, onde se analisou uma sé ie de p ocessos pa a
seleciona o p ocesso adequado a au oma iza .
O p ocesso que oi selecionado pa a au oma iza a a és de RPA az pa e do depa amen o de
con abilidade, nomeadamen e, da á ea iscal.
O p ocesso co esponde à expo ação do ichei o SAFT do sis ema de a u ação e ao seu en io
pa a o po al e- a u a.
T a a-se de uma ob igação legal, po pa e das emp esas, en ia a é ao dia 12 de cada mês a
a u ação e e en e ao mês an e io , po ia ele ónica, pa a o po al e- a u a da au o idade
ibu á ia.
Segundo a Deloi e, os p ocessos mais adequados pa a implemen ação de uma solução de RPA
ca ac e izam-se po se :
• Repe i i os.
• P opensos a e os.
• Com eg as implemen adas e bem de inidas.
• Com anspo e e ans e ência de dados.
• Com ele ada ca ga adminis a i a.
A escolha ecaiu sob e es e p ocesso po que cump e as p emissas acima desc i as:
Repe i i o: Mensalmen e, são en iados 72 ichei os de SAFT da a u ação (50 de SAP e 22 de
ou os so wa es).
Com eg as implemen adas e bem de inidas:
1. Acede ao SAP e expo a os ichei os pa a o disco pa ilhado na pas a com a designação
SAFT – Decla ação de a u ação.
2. Valida o ichei o SAFT da a u ação no po al da Au o idade T ibu á ia.
3. En io do ichei o SAFT da a u ação.
4. Ve i ica se o ichei o oi en egue e se es á na si uação: “Agua da P ocessamen o”.
5. Ve i ica se o ichei o se encon a na si uação: “In eg ado com Sucesso”.
Com anspo e e ans e ência de dados:
Copia e cola dados do Excel no sis ema de a u ação (SAP). Ex ai dados do sis ema de
a u ação pa a os ca ega no po al e- a u a.
Com ele ada ca ga adminis a i a:
Es a a e a consome bas an e empo nos gabine es de con abilidade e de se iços pa ilhados
e não se aduz em alo ac escen ado.
Nos se iços pa ilhados inancei os onde ai se implemen ado, es e p oje o consome 17,5
ho as, ou seja, mais de dois dias de abalho.
Além des as p emissas na escolha des e p ocesso, pesou o ac o de es e p ocesso in e agi
com ês e amen as: MS Excel, sis emas de a u ação (SAP) e b owse . A escolha des e p ocesso
coincidiu com a saída do colabo ado que execu a a es a a e a na Emp esa XP, a qual e e de se
43
ans e ida pa a ou o colabo ado , implicando que se dispensasse empo em o mação e
ap endizagem.
Po azões de empo e po se conside a es e p ocesso como uma ó ima p o a de concei o e
esponde de o ma e e i a a es e p oje o, op ou-se po au oma iza apenas es e p ocesso.
O obje i o dessa au oma ização isa a p incipalmen e:
• Fo nece um p ocessamen o mais ápido.
• Reduzi a du ação das a i idades.
• Ala anca a au oma ização pa a melho a o desempenho e a con iança ge al do
depa amen o.
• Se i como p o a de concei o pa a u u as au oma izações a a és de RPA. Responde aos
obje i os des e abalho de p oje o.
A segui , ap esen a-se o luxog ama que de ine es e p ocesso, elabo ado pelo depa amen o
de p ocessos e ino ação dos se iços pa ilhados, em que se p opõe uma au oma ização a a és de
RPA, a pa i do momen o da alidação do ichei o no Po al da Au o idade T ibu á ia.
44
Figu a 27 - Fluxog ama do p ocesso de ex ação, alidação e submissão do SAFT.
Fon e: Depa amen o de ino ação e p ocessos dos se iços pa ilhados da Emp esa.

45
De alhes do p ocesso
Nome comple o do p ocesso
SAFT FATURAÇÃO – Expo ação e En io de ichei o
Função
Con as a ecebe
Depa amen o
Financei o
Desc ição cu a do p ocesso (ope ação,
a i idade, esul ado)
Es e p ocesso ex ai a a u ação mensal da emp esa do SAP,
alida-a e subme e-a no si e da Au o idade T ibu á ia
Calendá io p ocesso
1 ez/ mês, a é ao dia 12
# de i ems p ocessados/ mês
90 i ems
Média de empo de a amen o po i em
12 minu os
Exceções
O mon an e alidado no si e da Au o idade T ibu á ia não
c uza com o da con abilidade
Dados de inpu
Os ichei os de a u ação "xml"/ ichei o "xls" com dados das
emp esas
Dados de ou pu
O ichei o "xml" da Au o idade T ibu á ia. S a us no si e da
Au o idade T ibu á ia
Tabela 4 - In o mação ge al ace ca do p ocesso selecionado pa a Au oma ização do RPA.
Fon e: Au o .
46
5. PROJETO
5.1 REQUISITOS DO PROJETO
Desc e em-se os passos sequenciais a ealiza como pa e do p ocesso, bem como as
condições e as exigências pa a a sua au oma ização.
A implemen ação de um RPA obedece a um conjun o de e apas:
Ap esen a os bene ícios
da implemen ação do RPA
a odos os en ol idos
Wo kshops ace ca dos
p ocessos
A aliação de Use Cases
P o a de concei o
• Escla ece os
colabo ado es sob e o
que é um RPA e quais os
bene ícios que pode á
aze .
• A implemen ação de um
RPA implica mudanças
uncionais den o da
o ganização.
• Su ge uma no a unção:
"P op ie á io do Robo ”.
É o indi iduo que em o
conhecimen o do
p ocesso an es e depois
da au oma ização.
Iden i ica quaisque
mudanças ou p oblemas
de au oma ização,
ealizando o eino do
obo , caso haja
necessidade.
• O ganiza wo kshop do
p ocesso.
• Descob i que p ocessos
são adequados pa a
au oma ização, numa
coope ação en e o
especialis a do p ocesso
e o especialis a do RPA.
• A alia as ideias que
su gi am nos wo kshops.
• De ini o p ocesso mais
adequado pa a
au oma ização, com
base no ní el de
ma u idade, olume e
isco de e o do
p ocesso.
• Desen ol e a
au oma ização em
ambien e de es e.
• Obje i o: eina o obo
pa a execu a o
p ocesso, al como oi
planeado. T a a de
odas as exceções.
Pilo o
P odução
Roll-ou e supo e
Repe i eino do obo
• Implemen a um
p ocesso de
au oma ização em
p odu i o.
• T a a de no as
exceções
• Faze al e ações, se o
necessá io.
• Depois da
au oma ização
concluída, é execu ada
em ambien e p odu i o.
• Te mina o abalho dos
consul o es.
• A pa i des a e apa, a
equipa de supo e
ecebe o icialmen e o
obo , iden i icando
alhas e co igindo-as.
• Caso seja necessá io
p ocede a epe ição do
obo .
Figu a 28 – E apas de implemen ação de um RPA.
Fon e: Da ascienceacademy, 2019.
47
O p imei o passo que de emos da quando que emos implemen a uma mudança de
p ocesso, é o mapeamen o dos p ocessos da emp esa, e i ica aqueles que se enquad am como
opo unidades de au oma ização, que sejam a e as epe i i as baseadas em eg as. O mapeamen o
dos p ocessos i á mos a onde exis em ga galos e opo unidades de melho ias e de edução de
cus os. Pe mi e pad oniza p ocessos e implemen a indicado es de desempenho. Um bom
mapeamen o eduz as pe das de empo na ase de implemen ação, eduzindo as us ações
o iginadas po co eções, pe mi indo ob e um melho ROI.
“Pa a o RPA unciona é necessá io e um mapeamen o mui o bem concebido sendo condição
necessá ia pa a a ança com luxog amas simples e e is os” (Figuei edo, 2019).
A segui , é ei a uma ep esen ação de al o ní el do p ocesso selecionado pa a au oma ização
e da elação en e p ocessos e/ou subp ocessos.
Figu a 29 – Diag ama de p ocessos de al o ní el.
Fon e: Au o .
Após a análise inicial do p ocesso de al o ní el, de e á se omada a decisão de ag upa os bo s
em ambien es.
Segundo o Uipa h, exis em ês abo dagens possí eis:
a) Ag upa po g upos de aplicações: po exemplo, ambien es com bo s sob e o Excel e o SAP.
Van agens: é possí el a ingi uma melho u ilização dos bo s, podendo co e múl iplos
p ocessos num ambien e, com as aplicações de base ins aladas, man endo-se ocupado po
mais empo e i ando pa ido da alocação dinâmica da agenda.
Des an agens: não é e icien e, po e á ias combinações de aplicações en e p ocessos.
b) Ag upa po p ocessos: po exemplo, um ambien e pa a o p ocesso SAP a u ação con as a
ecebe .
48
Van agens: cada p ocesso e á um ambien e dedicado, não exis indo mis u as de bo s,
ga an indo-se semp e uma disponibilidade de 100% dos bo s pa a os p ocessos dedicados.
Des an agens: po ezes, pode á conduzi a obo s ina i os.
c) Ag upamen o híb ido: uma combinação dos mé odos an e io men e e e idos.
Van agens: uma abo dagem mais lexí el.
Des an agens: de e es a mui o bem documen ado, a im de e i a con usões ao soluciona
p oblemas.
No desen ol imen o des e p oje o amos u iliza o ag upamen o híb ido.
Decidido o modo como i emos ag upa os bo s em ambien es, amos abo da o modo como
es e se i á au en ica .
Exis em ês mé odos de au en icação dos bo s:
i. Uma con a gené ica pa a odos os obo s.
Van agens: exige uma meno con igu ação.
exige menos licenças.
Des an agens: sem g anula idade no con olo do acesso e dos logs.
a con a pode á se bloqueada ou comp ome ida.
pode ão não se supo adas as sessões pa alelas da mesma con a.
ii. Uma con a pa a cada obo .
Van agens: melho con olo do acesso.
Des an agens: pode á exigi licenças adicionais de aplicações.
iii. A a és de con as do u ilizado humano – somen e pa a F on O ice Robo .
Des an agens: apesa de exis i um log das ações dos bo s, a audi o ia pode á se
complicada
Nes e p oje o, i á se u ilizada a e são “Communi y Cloud” do Uipa h que é g a ui a e
des inada a desen ol edo es de RPA indi iduais e pequenas equipas. Ap esen ando limi ações no
núme o de licenças e obo s, se á u ilizada uma con a gené ica pa a odos os bo s.
Rela i amen e à decisão es a égica de a mazenamen o de c edenciais, as opções são:
i. A mazena as c edenciais localmen e no Windows C eden ial Manage .
Van agens: Pode á se al e ado pelo bo .
Des an agens: Não é cen alizado.
ii. A mazena as c edenciais como a i os no O ches a o .
Van agens: cen alizado, acessí el ao adminis ado .
Acessí el, independen emen e do compu ado em que o bo es á a se execu ado.
Des an agens: Pode á não se compa í el com odas as polí icas de segu ança da emp esa.
iii. A mazena as c edenciais em se iços de e cei os (po exemplo, Cybe A k).
Des an agens: pode ão es a en ol idos cus os adicionais, pa a cump i as polí icas es i as
de segu ança emp esa ial.
Nes e p oje o, op ou-se po gua da as c edenciais de acesso ao SAP no O ches a o , op ou-
se po não a mazena as c edenciais de acesso ao po al e- a u a, po ques ões de polí ica de
segu ança da emp esa, op ando-se po as a mazena localmen e.
55
1.8 E
Exibi o ec ã de ansação FIEU_SAFT e
seleciona a opção C ia A qui o.
Exibe os pa âme os da
opção “C ia A qui o”.
1.8 F
No ichei o Excel auxilia do ca egamen o do
SAFT, seleciona e copia as células (B17:B23)
que con êm a in o mação necessá ia pa a
p eenche os campos de C ia A qui o do
FIEU_SAFT.
1.8 G
Cola a in o mação ecolhida no Excel (em 1.8
F) no ec ã C ia A qui o do SAP e clica em
execu a ou F8.
Ab e a página “Exibi
logs”.

56
1.8 H
Exibi a página “Exibi logs”, e e en e à opção
C ia A qui o. Nes a página, pode emos
isualiza os pa âme os selecionados, bem
como o núme o de a u as emi idas, o o al de
débi os e c édi os e o o al de clien es. Após
es a página se ge ada, clicamos em Vol a (F3)
Vol amos à página
inicial de FIEU_SAFT.
1.8 I
Exibi o ec ã da ansação FIEU_SAFT e
seleciona a opção A qui o de Download.
Exibe o ec ã de SAP
Comunicação
ele ónica de impos os
– g a a o ile IDS no
PC.
1.8 J
No ichei o Excel auxilia ao ca egamen o do
SAFT, seleciona e copia as células (B28:B37)
que con êm a in o mação necessá ia pa a
p eenche os campos de A qui o de Download
do FIEU_SAFT
57
1.8 K
No ec ã SAP (Comunicação Ele ónica de
Impos os), g a a o ile IDS no PC, cola a
in o mação ecolhida do Excel (no 1.8 J) nos
Pa âme os a P eenche e clica em Execu a ou
F8
Exibe a janela de pop-
up de Segu ança
SAPGui que solici a a
pe missão pa a c ia o
ile xml com a
in o mação SAFT.
Possí el exceção:
acesso não au o izado
ao ile.
1.8 L
Na janela pop-up de segu ança, clica em
Pe mi i pa a c ia o ile xml com a in o mação
SAFT.
Ab e a in o mação de
que o ile oi c iado e
diz qual o caminho.
1.8 M
Ab i a in o mação de que o ile oi c iado e
qual o caminho. Clica em Vol a ou F3.
Reg essamos ao ec ã
de Comunicação
Ele ónica de Impos os.
58
1.8 N
De eg esso ao ec ã de Comunicação ele ónica
de impos os, clica em Vol a ou F3.
Reg essamos ao ec ã da
ansação FIEU_SAFT na
opção A qui o de
Download
1.8 O
De eg esso ao ec ã da ansação FIEU_SAFT, na
opção A qui o de Download, seleciona a opção
Ex ai Dados e einicia o p ocesso no 1.8 A
pa a ou a emp esa.
Possí el exceção: a
emp esa selecionada
não possui a u ação
no pe íodo em causa.
Não ha endo mais
emp esas, o p ocesso
de ex ação do SAFT
e mina á aqui.
2.1
Ab i o po al web e- a u a na página de
au en icação
h ps://www.acesso.go .p .
Abe u a do ec ã:
au en icação da e-
a u a.
Possí el exceção: o
po al do e- a u a não
es a disponí el.
59
2.2
Faze login no po al e- a u a (dados de
en ada: nº de con ibuin e e senha de acesso).
Ab e a página En ia
Fichei o SAF-T (PT).
Possí el exceção:
o nº de con ibuin e ou
a senha de acesso
es a em inco e os.
2.3
Pa a cada emp esa, execu a os seguin es
passos.
Possí el exceção:
não exis i em a u as
pa a o pe íodo em
e e ência.
2.3 A
Ab i a página En ia Fichei o SAFT-T(PT).
60
2.3 B
P eenche o Ano de Emissão e o Mês de
Emissão e, a segui , clica em Ab i .
2.3 C
Clica em Ab i .
Ab e a janela pa a aze
upload do ichei o
SAFT.xml.
2.3 D
Seleciona o caminho do ichei o SAFT.xml e
clica em Open pa a aze upload.
O ec ã En ia Fichei o
SAFT-T(PT). no campo
Fichei o. indica o
caminho do ichei o
SAFT.xml.

61
2.3 E
Clica em alida
Ab e uma janela pop-up
com o í ulo Sucesso.
Possí el exceção: de e
exis i pelo menos uma
a u a ou um
documen o com da a
de emissão no ano e
mês de emissão
selecionado.
2.3 F
Ab i uma janela de pop-up com o í ulo
“Sucesso”. Essa janela dá algumas in o mações,
ais como o núme o de a u as, o al de
c édi os e o al de débi os. Clica em OK.
Fecha a janela de pop-
up de alidação com
sucesso.
2.3 G
Na página “En ia Fichei o SAFT-T(PT)” clica
em Subme e .
Ab e a janela com o
í ulo “Sa e”, pa a
gua da uma e são
esumida do SAFT.xml.
62
2.3 H
Ab i a janela com o í ulo “Sa e” pa a gua da
uma e são esumida do SAFT.xml.
Indica o nome do ichei o e o caminho pa a o
gua da .
Clica em Sa e.
Ab e a janela de pop-up
com o a iso de ichei o
en iado com sucesso.
2.3 I
Ab e a janela de pop-up com o a iso de ichei o
en iado com sucesso.
2.3 J
Gua da um p in sc een do Ok do en io.
Tabela 6 - Mapa De alhado de P ocessos.
Fon e: Au o .
63
#
I em
De alhes
1
De alhes do ambien e p odu i o
Co e em SAP, em ambien e p odu i o
2
Condições p é ias pa a co e
O ichei o xml é ge ado no SAP
O ichei o é subme ido no In e ne Explo e com o Ja a
a ualizado
O Excel é ins alado na máquina
3
Dados de en ada (da a inpu )
Um ichei o Excel
4
Dados de saída (ou pu da a)
Um ichei o xml
Um p in sc een – comp o a i o do en io
5
Como se inicia o p ocesso au oma izado?
O p ocesso inicia-se a pa i do O ches a o se e
6
Re oma o p ocesso de uma e apa
especi ica
Não é possí el, somen e, ecomeçando-o do início
7
Rela ó ios
( ela ó ios de ila ou ou a pla a o ma)
O ches a o logs e jobs dashboa d
8
T a amen o manual de e os
( e e e ou conclui manualmen e as
ansações com e os). P ocessos pa a
ede ini os i ems.
Em caso de e o, pode á se ei a uma co eção manual ou
ecomeça -se do início
8 a) Como e oma o p ocesso em caso de
e o
Re o na ao início
8 b) Como co igi manualmen e as
ansações com e o
Iden i ica o e o, a a és do debug, co igi-lo
manualmen e e e oma a pa i desse pon o
9
U ilização do O ches a o
Sim, pa a calenda ização e gua da passwo ds
Polí icas de passwo d
A passwo d SAP expi a
A passwo d e-Fa u a não expi a
C edenciais gua dadas
Gua dadas no O ches a o Asse s
Lis a dos nomes dos a i os
SAP_Login
Lis a dos nomes das ilas
SAFT_Emp esas
Calendá io
Dia 10 de cada mês
Tabela 7 - De alhes p incipais do p ocesso a au oma iza .
Fon e: Au o .
64
5.2 EXECUÇÃO DO PROJETO
5.2.1 De alhes do P oje o
Nes e capí ulo, desc e em-se odos os p ocessos que compõem o p oje o a au oma iza .
O p oje o a au oma iza é compos o po dois p ocessos:
• Ex ação do SAFT
• Submissão do SAFT
Pa a cada p ocesso, desc e e(m)-se o(s) wo k low(s), o denado(s) da o ma lógica po que são
execu ados.
5.2.1.1 Ex ação do SAFT
#
I em
De alhes
1
Ambien e u ilizado no
desen ol imen o
(nome, localização e de alhes de
con igu ação)
SAFT (Uipa h Compu e )
2
Condições p é ias do ambien e
(os de alhes, os p og amas
necessá ios,)
Windows 10, SAP, Mic oso Excel
3
Ní el do log
In o ma i o
4
De alhes ace ca da au oma ização
Ten ou-se minimiza a u ilização de au oma ização UI,
p i ilegiou-se a u ilização de eclas pa a na egação,
p eenchimen o de campos de ex o com a iá eis,
nomeadamen e, da as e nomes de ichei os. U ilizou-se Excel
Scope pa a a seleção dos códigos da emp esa a ex ai do SAFT
5
No caso de se F on O ice Robo ,
o u ilizado pode á ope a o
compu ado , enquan o o obo
es i e em execução?
N/A (es e é um caso de BOR)
6
Reposi ó io do p oje o
(onde o p oje o desen ol ido es á
a mazenado)
OneD i e pa a Emp esas Tese RPA SAFT
7
Lis a de componen es eu ilizá eis
• SAP_Login
• SAP_Fecha
8
Logs pe sonalizados de inidos nos
luxos de abalho
• Nº da Emp esa
• Con ibuin e
• Fichei o c iado com sucesso
9
E os equen es encon ados na
ase de desen ol imen o
SAP len o a ex ai in o mação e mensagens de “e o imeou ”
10
Soluções al e na i as u ilizadas na
N/A
71
5.2.1.2 Submissão do SAFT
#
I em
De alhes
1
Ambien e u ilizado no
desen ol imen o
(nome, localização e de alhes da
con igu ação)
SAFT (Uipa h Compu e )
2
Condições p é ias do ambien e
(os de alhes e os p og amas
necessá ios)
Windows 10, In e ne Explo e , Mic oso Excel
3
Ní el de log
In o ma i o
4
De alhes ace ca da au oma ização
Ten ou-se minimiza a u ilização de au oma ização UI, no en an o,
oi u ilizada pa a a na egação, o p eenchimen o de campos de
ex o com a iá eis, nomeadamen e, da as e nomes de ichei os.
U ilizou-se Excel Scope pa a a seleção dos códigos da emp esa a
subme e ao SAFT
5
No caso de se F on O ice Robo ,
o u ilizado pode á ope a o
compu ado enquan o o obo es á
em execução?
N/A (es e é um caso de BOR)
6
Reposi ó io do p oje o
(onde o p oje o desen ol ido es á
a mazenado)
OneD i e pa a Emp esas Tese RPA SAFT
7
Lis a de componen es eu ilizá eis
N/A
8
Logs pe sonalizados de inidos nos
luxos de abalho
• O ichei o oi alidado com sucesso
• To al de c édi os
• To al de débi os
• Fichei o subme ido com sucesso
• Não exis em mais ichei os a p ocessa
9
E os equen emen e encon ados
na ase de desen ol imen o
E os com selec o s no e- a u a
10
Soluções al e na i as u ilizadas na
ase de au oma ização
N/A
11
Mé odo de con igu ação
(asse s, Excel ile, Json ile)
Excel
12
De alhes de con igu ação
(caminho pa a inpu iles e
con igu ação dos a i os u ilizados
no O ches a o )
SAFTBD.xls
Tabela 10 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Submissão SAFT)
Fon e: O Au o

72
#
Nome do ichei o do
wo k low
Desc ição
A gumen o de
en ada
(inpu a gumen )
A gumen o de
saída
(Ou pu
A gumen )
B.1
E- a u a_Launch
Ab e o b owse na página
do e- a u a (c edenciais) e
maximiza a janela
N/A
N/A
B.2
E- a u a_Login
Faz login, u ilizando as
c edenciais da emp esa:
use name e passwo d
in_Use name(S ing)
in_Passwo d(S ing)
N/A
B.3
E- a u a_Validação
P ocesso que pe mi e
seleciona o pe íodo e o
ichei o SAFT a alida
in_Ano(S ing)
in_Mês(S ing)
in_File(S ing)
N/A
B.4
Na ega _en ega _ ichei o
Wo k low que pe mi e
na ega no amen e a é à
página En ia Fichei o
N/A
N/A
B.5
E- a u a_Subme e
In oca o p ocesso e-
a u a_Validação. Subme e
o ichei o SAFT
N/A
N/A
B.6
E- a u a_ echa _B owse
Ence a o b owse E-
a u a.
N/A
N/A
B.1 E- a u a_Launch
73
B.2 E- a u a_Login
Va iá eis / A gumen os:
74
B.3 E- a u a_Validação
75
Va iá eis / A gumen os:
B.4 Na ega _en ega _ ichei o
76
B.5 E- a u a_Subme e

77
B.6 E-Fa u a_Fecha _B owse
78
5.2.1.3 P ocesso SAFT-(PT)
O p ocesso SAFT in oca a maio pa e dos p ocessos de negócio, que no malmen e são
implemen ados po múl iplos subwo k lows.
Pa a a implemen ação des e p ocesso, u ilizou-se a pla a o ma RE F amewo k do Uipa h. O RE
F amewo k ou Robo ic En e p ise Managemen é um esquema o necido pelo Uipa h que ai ajuda
os desen ol edo es a au oma iza os p ocessos, de uma o ma ápida e e icien e. O RE F amewo k é
ge almen e cons uído po s a e machines. O RE F amewo k pe mi e e as con igu ações num
ichei o ex e no Con ig.xls e os a i os no O ches a o , em ez de e essas con igu ações no código
do p óp io RPA ou numa unidade de ede pa ilhada ou as c edenciais num sc ip . O RE F amewo k é
independen e do p ocesso, endo sido u ilizado nes e p oje o pa a gua da as c edenciais de acesso
ao SAP.
As an agens da u ilização do RE F amewo k são:
• Es u u a de low code: O código é mui o cla o, pe mi e se comen ado e eu iliza unções,
de modo a se comp eendido po qualque desen ol edo .
• Reu ilizá el: O código pode se eu ilizá el em ou as au oma izações. Funciona pa a
qualque ipo de p ocessos, independen emen e das on es dos dados.
• Melho mecanismo de ecupe ação e no a en a i a de exceção: As exceções passo a
passo, são ge idas pelo amewo k e podem se acilmen e con igu adas po eg as.
• Mecanismo de audi o ia e egis o: Pe mi e, a a és da con igu ação e c iação de um log,
as ea , passo a passo, o abalho do bo , com bas an e de alhe de p i acidade.
• Manu enção, ampliação e a ualização com acilidade: Apenas com a edição do Main.xaml, é
possí el man e , amplia e a ualiza a es u u a.
O RE F amewo k é cons i uído pelas seguin es a i idades:
1. Ini : P imei o, odos os dados que cons am do ichei o Con ig são lidos e con e idos pa a
um dicioná io como alo es-cha e.
É cons i uído pelas seguin es suba i idades, que são u ilizadas pa a inicia as con igu ações
e “ma a ” odos os p ocessos:
1. Ini AllSe ings
2. KillAllP ocesses
3. Ini AllApplica ion
A saída é o Con ig (Dicioná io).
2. Ge T ansac ionDa a: Ob ém dados (T ansac ion Da a) a pa i do ichei o Con ig
(Dicioná io), como ambém de abelas, ilas ou olhas de cálculo. A a i idade é execu ada
pelo bo .
A saída são os ansac ion i em.
3. P ocess: É o modelo de um p oje o que em como base um luxog ama, o imizado pa a a
au oma ização de p ocessos básicos. Nes a a i idade, pode emos p ocessa os dados do
negócio e moni o iza o s a us do abalho.
4. End P ocess: Ence a o p ocesso a a és de:
1. ClosseAllAplica ions
2. KillAllP ocess
79
Main
Figu a 32 - O ichei o Main.xaml demons a a es u u a do design de a qui e u a do p ocesso.
No RE F amewo k do p oje o desen ol ido op ou-se po não se e idencia a a e a
Ge T ansac ioDa a, sendo es a a i idade inse ida na a i idade do p ocesso. Assim, o RE F amewo k
do p oje o con a com apenas ês a i idades.
No ichei o Main, pode emos isualiza o modo como são a ados os e os e as exceções.
80
Iniciação
87
5.3.2 Es a ís icas do P ocesso Au oma izado
Nes e capí ulo, p e ende-se ap esen a os dados da ealização do p ocesso, execu ado an o
pelo se humano bem como pelo obo e uma compa ação en e eles. Os dados o am medidos em
e mos de empo de execução das p incipais a e as do p ocesso.
Realizou-se um es e de execução do p ocesso pa a qua o emp esas de di e en es dimensões,
de o ma a ep esen a uma amos a do uni e so de emp esas que compõem os se iços
pa ilhados. Das 40 emp esas, o am escolhidas qua o, pelo c i é io do núme o médio de
documen os de a u ação emi idos po mês, pa a pos e io men e medi os empos de ealização das
p incipais a e as que in eg am o p ocesso. Os empos o am medidos em segundos.
Con udo, a dimensão do olume de dados da emp esa é i ele an e pa a o es udo em causa,
pois essa ca ac e ís ica em um impac o no empo de execução de a e as como a ex ação ou o
ca egamen o de dados, es ando limi ada e dependen e de ou os a o es que não o ac o de se
execu ada po um se humano ou po um obo .
O empo da a i idade ge al é independen e do núme o de emp esas a p ocessa , incluindo
a e as como ab i e ence a aplicações ou execu a logins, daí se medido de o ma au ónoma.
Ta e a:
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
0:00:30
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:30
FIEU_SAFT
0:00:07
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:07
Ex ai dados
0:00:00
0:00:45
0:01:36
0:01:26
0:00:36
0:04:23
C ia a qui o
0:00:00
0:00:26
0:00:41
0:00:44
0:00:22
0:02:13
A qui o de download
0:00:00
0:00:18
0:00:24
0:00:23
0:00:20
0:01:25
Login e- a u a
0:00:58
0:00:25
0:00:27
0:00:26
0:00:26
0:02:42
Valida e- a u a
0:00:00
0:00:41
0:01:02
0:01:24
0:01:29
0:04:36
Subme e e- a u a
0:00:00
0:00:19
0:00:13
0:00:15
0:00:12
0:00:59
Ence a e- a u a
0:00:05
0:00:05
0:00:12
0:00:05
0:00:05
0:00:32
To al
0:01:40
0:02:59
0:04:35
0:04:43
0:03:30
0:17:27
Tempo médio po emp esa
0:03:57
Tabela 11 – Resul ados da execução manual do p ocesso.
O empo de execução o al do p ocesso de o ma manual oi de 17 minu os e 27 segundos, 1
minu o e 40 segundos es ando alocados a a i idades ge ais. O empo médio de execução de cada
emp esa é de 3 minu os e 57 segundos.

88
Ta e a
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
0:00:29
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:29
FIEU_SAFT
0:00:04
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:04
Ex ai dados
0:00:00
0:00:12
0:00:37
0:00:50
0:00:11
0:01:50
C ia a qui o
0:00:00
0:00:11
0:00:14
0:00:15
0:00:11
0:00:51
A qui o de download
0:00:00
0:00:09
0:00:09
0:00:09
0:00:09
0:00:36
Login e- a u a
0:00:02
0:00:16
0:00:15
0:00:18
0:00:14
0:01:05
Valida e- a u a
0:00:00
0:00:08
0:00:08
0:00:09
0:00:08
0:00:33
Subme e e- a u a
0:00:00
0:00:09
0:00:07
0:00:06
0:00:06
0:00:28
Ence a e- a u a
0:00:03
0:00:01
0:00:01
0:00:01
0:00:01
0:00:07
To al
0:00:38
0:01:06
0:01:31
0:01:48
0:01:00
0:06:03
Tempo médio po emp esa
0:01:21
Tabela 12 – Resul ados da execução au omá ica do p ocesso.
O empo de execução o al do p ocesso de o ma au omá ica oi de 6 minu os e 3 segundos,
38 segundos es ando alocados a a i idades ge ais. O empo médio de execução de cada emp esa é
de 1 minu o e 21 segundos.
Ta e a
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
3%
0%
0%
0%
0%
3%
FIEU_SAFT
43%
0%
0%
0%
0%
43%
Ex ai dados
0%
73%
61%
42%
69%
58%
C ia a qui o
0%
58%
66%
66%
50%
62%
A qui o de download
0%
50%
63%
61%
55%
58%
Login e- a u a
97%
36%
44%
31%
46%
60%
Valida e- a u a
0%
80%
87%
89%
91%
88%
Subme e e- a u a
0%
53%
46%
60%
50%
53%
Ence a e- a u a
40%
80%
92%
80%
80%
78%
TOTAL
62%
63%
67%
62%
71%
65%
Tempo médio po emp esa
66%
Tabela 13 – Ganhos e pe das da execução au omá ica e sus execução manual.
89
Conside ando os esul ados dos es es ealizados pelo se humano e pelo obo , o empo de
execução o al des e úl imo pe mi e poupanças de empo na o dem dos 65%. O empo médio de
execução po emp esa baixa de 3 minu os e 57 segundos pa a um 1 e 21 segundos, ou seja, em
média, po cada emp esa que o se humano p ocessa, o obo p ocessa ês.
A a e a com maio es ganhos é a de “Valida e- a u a”, pe o de 90%, pois é um ipo de a e a
que, essencialmen e, é de in odução e seleção de dados, conseguindo-se i a um maio endimen o
do po encial do RPA, ao con á io de a e as que es ão mais elacionadas com o p ocessamen o e a
ex ação de dados do ERP. Po exemplo, o ganho na a e a login do SAP é mui o baixo, pois o empo
de a anque do SAP é o mesmo, seja manual ou au omá ico, ac escido do empo de acesso ao
O ches a o pa a le as c edenciais de acesso.
Os ganhos em a i idades como ex ai dados, c ia um a qui o ou a qui o de download)
ondam os 60%, pois as a i idades de inse ção de dados já es ão p e iamen e au oma izadas a pa i
do Excel, sendo apenas de copia e cola .
Não exis em pe das na au oma ização manual.
Em seguida, ap esen a-se o log da execução do p ocesso no Uipa h:
06/21/2020 00:20:52 => [Debug] Debug s a ed o ile: Main
06/21/2020 00:20:54 => [In o] SAFT execu ion s a ed
06/21/2020 00:20:59 => [In o] Killing p ocesses.
06/21/2020 00:20:59 => [In o] Ab i aplicações.
06/21/2020 00:21:30 => [In o] 9E00
06/21/2020 00:21:58 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:22:17 => [In o] C: SAFT 9E00_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:22:21 => [In o] O ichei o indicado, con endo 1 a u a, o al de c édi os 208,33€ e o al de débi os
0,00€ e con endo 0 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 208,33
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 0,00
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 208.33
06/21/2020 00:22:34 => [In o] 1000
06/21/2020 00:23:33 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:23:49 => [In o] C: SAFT 1000_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:23:54 => [In o] O ichei o indicado, con endo 267 a u as, o al de c édi os 18 178 977,88€ e o al de
débi os 3188 326,16€ e con endo 68 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 18 178 977,88
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 3188 326,16
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 14990651.72
06/21/2020 00:24:08 => [In o] 1400
06/21/2020 00:25:20 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:25:37 => [In o] C: SAFT 1400_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:25:42 => [In o] O ichei o indicado, con endo 1036 a u as, o al de c édi os 3352 164,75€ e o al de
débi os 136 885,51€ e con endo 2 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 3.352.164,75
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 136.885,51
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 3215279.24
06/21/2020 00:25:53 => [In o] 2700
06/21/2020 00:26:22 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:26:39 => [In o] C: SAFT 2700_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:26:43 => [In o] O ichei o indicado, con endo 25 a u as, o al de c édi os 438 309,33€ e o al de
débi os 0,00€ e con endo 0 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 438.309,33
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 0,00
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 438309.33
06/21/2020 00:26:57 => [In o] Killing p ocesses.
06/21/2020 00:26:58 => [In o] SAFT execu ion ended in: 00:06:03
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5.3.3 Es a ís icas do Ques ioná io Realizado
Responde am ao inqué i o 17 colabo ado es, dos 27 selecionados. A g ande maio ia do
depa amen o Fecho de Con as/ Repo ing (64,71%) é cons i uído maio i a iamen e po con abilis as
ce i icados que conhecem mui o bem o p ocesso au oma izado, pois es a e a uma das suas a e as
mensais, es ando a ualmen e es a a e a o almen e alocada a uma única pessoa a e a às con as a
paga .
Como classi ica a execução da a e a (ex ação e submissão do SAFT) ealizada po um se
humano?
Rela i amen e à ealização da a e a au oma izada, é ca ac e izada po se epe i i a (64,71%),
monó ona (47,06%) e simples (35,29%).
Na sua opinião, a au oma ização da a e a de ex ai e en ia o SAFT i á aze bene ícios ao
depa amen o o ganizacional?
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Rela i amen e aos bene ícios que a au oma ização des e p ocesso pode á aze ao
depa amen o o ganizacional onde es e p ocesso é execu ado, a g ande maio ia (52,94%) conside a-
os ele ados. A classi icação ge al conside a o bene ício médio/ ele ado.
Na sua opinião, quais são os impac os espe ados de au oma ização do p ocesso SAFT no
depa amen o o ganizacional?
Quan o aos impac os espe ados pa a o depa amen o o ganizacional, a la ga maio ia (70,59%)
conside a como p incipal bene ício a libe ação de ecu sos pa a a e as de maio alo
ac escen ado, seguida da sis ema ização e coe ência de p ocessos e da subs i uição de a e as
o inei as e monó onas (52,94%).
Na sua opinião, u u as au oma izações, semelhan es a es e p ocesso, pode ão es ende -se a
ou os p ocessos den o da o ganização?
A o alidade das pessoas é da opinião que pode ão se e e uadas u u as au oma izações
nou os p ocessos e nou os depa amen os.
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Qual é sua opinião pessoal ela i amen e à au oma ização de alguns p ocessos ( o inei os e
epe i i os) po si ealizados?
A g ande maio ia dos ques ionados (70,59%), é o almen e a o á el e es á al amen e ece i o
à au oma ização das suas a e as o inei as e epe i i as e 23,53% é-lhe a o á el.
Classi ique, na sua opinião, o po encial de au oma ização de cada depa amen o.
No âmbi o dos depa amen os que pode ão e um o e po encial de au oma ização, es ão as
con as a paga , a esou a ia e o p ocessamen o de salá ios. Os depa amen os de audi o ia in e na e
con olo de ges ão apa ecem no im da lis a, com um po encial médio de au oma ização.

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Na sua opinião, que ipo de a e as/ p ocessos con abilís icos são mais adequados a uma
au oma ização?
A econciliação in ag upo é conside ada a a e a mais adequada à au oma ização, sendo
apon ada pela o alidade dos ques ionados, seguida da a u ação en e emp esas do g upo, da
e i icação e compensação de con as, das demons ações inancei as e da análise de balanços. As
a e as com um maio g au écnico são as apon adas como menos adequadas a se em
au oma izadas, em con apa ida das que são mais o inei as e simples.
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Na sua opinião, quais são os impac os espe ados da au oma ização de p ocessos nos
se iços pa ilhados de con abilidade e inanças?
Os p incipais impac os da au oma ização dos p ocessos nos se iços pa ilhados de
con abilidade e inanças são: a libe ação de pessoas pa a a e as de maio alo ac escen ado, que
eúne a opinião de 82,35% dos ques ionados, seguindo-se a subs i uição de a e as o inei as e
monó onas e a edução de e os, ambas com 64,71%.
Pa a a implemen ação de RPA na á ea de con abilidade e inanças quais conside a se os
p incipais desa ios à adoção do RPA? (seleciona os que conside a)?
O desa io ecnológico é conside ado o p incipal desa io da implemen ação do RPA, seguido da
pa icipação das equipas de IT, da de inição de p io idades e da in eg ação nos p ocessos co en es.
As es a ís icas des e inqué i o es ão disponí eis em h ps://p .su eymonkey.com/s o ies/SM-
H3ZJY6XD/.
95
5.4 CONTROLO DA EXECUÇÃO DO PROJETO
Após as e apas de iniciação, planeamen o e execução do p oje o, chegámos à ase de
moni o ização e con olo. É uma ase que assume uma ex ema ele ância, po acompanha o
desen ol imen o do p oje o, pe mi indo e e e ajus a as ases, as a i idades e o p ocesso, de
o ma a aumen a a hipó ese de sucesso da sua execução e a ingi os seus obje i os.
Figu a 33 – Ciclo de ida de um p oje o.
Fon e: h ps:// uleap-d a - 04. ead hedocs.io/p /la es /p ocesso-de-ges ao-de-p oje os/p ocesso-de-ges ao-de-p oje os/.
A ase da moni o ização consis e nas a i idades de:
• Medição dos esul ados pa ciais do p oje o.
• Compa ação en e o planeado e o execu ado e cálculo dos espe i os des ios.
A ase de con olo ca ac e iza-se pelo conjun o de in e enções que isam:
• Co igi des ios.
• A ingi os obje i os planeados.
O con olo des e p oje o oi ei o a a és de checklis .
O con olo da execução do p oje o inclui as seguin es a i idades:
• Ve i ica e con ola as al e ações ao âmbi o do p oje o – e i ica udo aquilo que é pa a se
execu ado, e i ando que o p oje o inclua apenas odo o abalho concluído. No deco e do
abalho, oco e am algumas en a i as de mudança da me a do p oje o, pa a que es a
osse mais além, mas o am abandonadas, de ido ao seu g au de complexidade e não
ac escen a em maio alo ao âmbi o des e p oje o, e le indo-se em a asos no
cump imen o do c onog ama,.
• Elabo a euniões com os o ien ado es do p oje o pa a pe mi i segui o c onog ama, bem
como aze e en uais ajus es e co eções ao p oje o. A segui , ap esen a-se o calendá io das
espe i as euniões:
1ª eunião
24/06/2019
2ª eunião
17/07/2019
3ª eunião
10/09/2019
4ª eunião
8/10/2019
5ª eunião
16/10/2019
6ª eunião
7/01/2020
7ª eunião
7/04/2020
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8ª eunião
28/04/2020
9ª eunião
19/05/2020
10ª eunião
23/06/2020
• Con ola o c onog ama ( ecolhe in o mações ace ca do desempenho das a i idades,
a ualiza o c onog ama, iden i ica as a iações do p azo e as suas causas). Pe mi e
iden i ica a asos e olgas e eajus a p azos, com base na ealidade do que oi planeado.
• Con ola a qualidade do p oje o – e i ica se o am u ilizadas as melho es p á icas na
execução do p oje o.
• Con ola o isco – mi iga o isco que pode ão causa danos ao p oje o e ao cump imen o
dos obje i os. Po exemplo, oi ido em con a a ealização de cópias de segu ança egula es
do p oje o e abalha na cloud.
Apesa de se e cump ido o c onog ama planeado, oco e am alguns des ios, de ido a se e
p e endido i pa a além do obje i o do p oje o, bem como na escolha da a qui e u a do p oje o, que
começou po se lowcha e passou a e amewo k, pos e io men e, a a de possí eis exceções,
mas que o am abandonadas de ido à complexidade da implemen ação e o empo que al implica ia.
Apesa desses des ios, o p oje o oi execu ado com sucesso, espei ando o c onog ama, de ido às
olgas que o am p e is as no seu planeamen o.
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ANEXOS (QUESTIONÁRIO)

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108

i