i
AUTOMATIZAÇÃO ROBÓTICA DE PROCESSOS FINANCEIROS
Ca los Albe o Ribei o Lopes
Au oma ização de p ocessos inancei os SAP pela
in odução de RPA
T abalho de P oje o ap esen ado como equisi o pa cial pa a
ob enção do g au de Mes e em Ges ão de In o mação
ii
NOVAIn o ma ionManagemen School
Ins i u oSupe io deEs a ís icaeGes ãodeIn o mação
Uni e sidadeNo adeLisboa
AUTOMATIZAÇÃOROBÓTICADEPROCESSOSFINANCEIROS
Au oma izaçãodep ocessos inancei osSAPpelain oduçãodeRPA
po
Ca losAlbe oRibei oLopes
T abalhodeP oje oap esen adocomo equisi opa cialpa aaob ençãodog audeMes eem
Ges ãodaIn o mação,especializaçãoemGes ãodoConhecimen oeIn eligênciadeNegócio
O ien ado :Vi o ManuelPe ei aDua edosSan os
Coo ien ado :JoséHen iquePe ei aSãoMamede
Se emb o2020
iii
AGRADECIMENTOS
Eu gos a ia p imei o de ag adece ao meu o ien ado P o esso Ví o San os. A po a do gabine e do
P o esso Ví o San os es e e semp e abe a pa a escla ece dú idas e ajuda a ul apassa as minhas
di iculdades o que pe mi iu desen ol e o meu p oje o.
Eu gos a ia ambém de um da ag adecimen o especial ao P o esso Hen ique Mamede especialis a
na á ea dos RPA que me deixa mui o o gulhoso de o e como coo ien ado .
Gos a a de ag adece ao Vinícius ao Gab iel Mo eno e a ou os do g upo de Wha sApp “RPA – B asil”
pela ajuda que à dis ância oi dada.
Ag adeço aos meus che es e aos meus colegas da emp esa que sem eles es e abalho não se e ia
ealizado.
À Sónia pela o ça que me deu.
Finalmen e, eu que o exp essa a minha p o unda g a idão aos meus pais, João e Fe nanda, que
semp e me apoia am e enco aja am a p ossegui com os meus es udos e a esc e e es e ela ó io de
p oje o.
Mui o Ob igado
Ca los Lopes
i
RESUMO
Em odas as o ganizações são e e uadas dia iamen e cen enas de p ocessos de negócios.
Mais de 80 po cen o dos p ocessos de negócio são o inei os, epe i i os e ge am pouco alo
ac escen ado. A pad onização e o imização dos p ocessos e sua au oma ização são undamen ais na
e icien e e e icaz ges ão dos ecu sos.
A Au oma ização Robó ica de P ocessos (RPA) pe mi e au oma iza p ocessos o inei os,
simples e lexí eis, p opensos a e os com ele ada ca ga adminis a i a, o que pe mi e às
o ganizações, eduzi cus os e ans e i mão de ob a de a e as o inei as, pa a a e as de con olo e
análise e de apoio à decisão.
Con udo não exis em à da a o ien ações cla as de como implemen a um RPA.
Es e abalho de p oje o p e ende p opo uma es a égia de u ilização do RPA –
equen emen e e e ido como bo – nos se iços pa ilhados de con abilidade e inanças de uma
emp esa de e e ência, designada po XP, co ada na bolsa, no so wa e de Planeamen o de Recu sos
(ERP) SAP, a a és da e amen a de RPA Uipa h, e iden i ica as g andes opo unidades, bene ícios e
desa ios, e os passos necessá ios pa a implemen a uma e amen a RPA.
A abo dagem de in es igação passa pelas seguin es ases: de inição do p ocesso a
au oma iza , de inição de es a égia de implemen ação, desen ol imen o e implemen ação da
solução e pos e io alidação e análise de bene ícios.
Pa a medi as an agens esul an es da implemen ação do RPA, o am ecolhidos os seguin es
indicado es: Tempo o al que um uncioná io le a a execu a as a e as que o bo subs i ui á, empo
o al que o bo le a a execu a as a e as au oma izadas, e a pe cen agem que esul a em alhas e
e os pelo bo .
Realiza am-se ques ioná ios a 17 p o issionais dos se iços pa ilhados de con abilidade e
inanças da Emp esa XP a im de ob e insigh s sob e a au oma ização do p ocesso des e p oje o e
dos obje i os a que es e abalho se p opõe.
A g ande maio ia dos ques ionados ca a e iza a a e a au oma izada como epe i i a,
monó ona e simples. Os bene ícios da au oma ização são ele ados, pe mi iu edução de 66% no
empo de execução da a e a. Quan o aos p incipais impac os espe ados pa a o depa amen o
o ganizacional, es ão: libe ação de ecu sos de a e as o inei as e monó onas pa a a e as de maio
alo ac escen ado, sis ema ização e coe ência de p ocessos.
Foi possí el iden i ica bons p ocessos que pode ão se desen ol idos a a és de RPA. Os
depa amen os com maio po encial de au omação es ão con as a paga , esou a ia e
p ocessamen o de salá ios, exis e po encialidade e abe u a de u u as au oma izações an o na
con abilidade e inanças como em ou os depa amen os.
O p incipal desa io da implemen ação do RPA é ecnológico, daí se necessá io o en ol imen o
de equipas de IT e eengenha ia de p ocessos.
Rela i amen e às limi ações a li e a u a a ualmen e disponí el ace ca de RPA é mui o escassa,
e es e es udo es á limi ado a um único p ocesso.
O desen ol imen o do p oje o de RPA se iu pa a demons a a sua iabilidade écnica, no en an o a
decisão da emp esa em a ança com p oje os de desen ol imen o de RPA depende de ou os
a o es en e eles a iabilidade inancei a, daí ecomenda-se que, em abalhos u u os, pa a além de
se ala ga o âmbi o pa a ou os p ocessos, se elabo e um Business Case.
PALAVRAS-CHAVE
Au oma ização Robó ica de P ocessos; RPA; ERP; SAP; inancei o.
ABSTRACT
In all o ganiza ions, hund eds o business p ocesses a e ca ied ou daily. Mo e han 80 pe
cen o business p ocesses a e ou ine, epe i i e and gene a e li le added alue. The
s anda diza ion and op imiza ion o p ocesses and hei au oma ion a e undamen al in he e icien
and e ec i e managemen o esou ces.
Robo ic P ocess Au oma ion (RPA) allows he au oma ion o ou ine, simple and lexible
p ocesses, p one o e o s wi h an excessi e adminis a i e bu den, which allows o ganiza ions o
educe cos s and ans e labou om ou ine asks o con ol and analysis asks and decision
suppo .
Howe e , he e a e cu en ly no clea guidelines on how o implemen an RPA.
This p ojec wo k p oposing a s a egy o using RPA - o en e e ed o as bo - in he sha ed
accoun ing and inance se ices o a e e ence company, called XP, quo ed on he s ock exchange, in
he SAP Resou ce Planning (ERP) so wa e, h ough he UiPa h RPA ool, and o iden i y he excellen
oppo uni ies, bene i s and challenges, and he s eps equi ed o implemen an RPA ool.
The in es iga ion app oach conside s he ollowing phases: de ini ion o he p ocess o be
au oma ed, he de ini ion o he implemen a ion s a egy, de elopmen and implemen a ion o he
solu ion and subsequen alida ion and analysis o bene i s.
To measu e he bene i s esul ing om implemen ing he RPA, he ollowing indica o s we e
collec ed: To al ime ha an employee engages o pe o m he asks ha he bo will eplace, he
o al ime ha he bo akes o pe o m au oma ed asks, and he pe cen age ha esul s in ailu es
and e o s by he bo .
Ques ionnai es we e ca ied ou o 17 p o essionals om he sha ed accoun ing and inance
se ices o he XP Company o gain insigh s in o he au oma ion o he p ocess o his p ojec and he
objec i es his wo k p oposes.
Mos esponden s cha ac e ize he au oma ed ask as epe i i e, mono onous, and simple. The
bene i s o au oma ion a e no able, allowing o a 66% educ ion in ask execu ion ime. As o he
main impac s expec ed o he o ganiza ional depa men , hey a e: eeing up esou ces om
ou ine and mono onous asks o asks wi h g ea e added alue, sys ema iza ion and p ocess
cohe ence.
I was possible o iden i y good p ocesses ha can be de eloped h ough RPA. The
depa men s wi h he mos conside able po en ial o au oma ion a e accoun s payable, easu y
and sala y p ocessing, he e a e po en ial and openness o u u e au oma ion bo h in accoun ing
and inance and in o he depa men s.
The key challenge o implemen ing RPA is echnological, hence he need o he in ol emen
o IT eams and p ocess eenginee ing.
Rega ding he limi a ions, he li e a u e cu en ly a ailable on RPA is exceedingly sca ce, and
his s udy is limi ed o a unique p ocess.
This RPA p ojec se ed o demons a e i s echnical easibili y. Howe e , he company's
decision o p oceed wi h RPA de elopmen p ojec s depends on o he ac o s, including inancial
iabili y, so i is ecommended ha in u u e wo ks, in addi ion, o ex end he scope o o he
p ocesses, a Business Case is c ea ed.
KEYWORDS
Robo ic P ocess Au oma ion; RPA; ERP; SAP; inancial.
i
ÍNDICE
1. In odução ................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o ...................................................................................................... 1
1.2 Mo i ação/ jus i icação .......................................................................................... 2
1.3 Obje i o .................................................................................................................. 3
2. Plano de T abalho ...................................................................................................................... 4
2.1 Fases ....................................................................................................................... 4
2.2 C onog ama ............................................................................................................ 5
2.3 Recu sos .................................................................................................................. 6
2.4 Ap esen ação da Emp esa em es udo .................................................................... 6
3. Re isão da Li e a u a ................................................................................................................. 8
3.1 ERP .......................................................................................................................... 8
3.1.1 Concei os ........................................................................................................ 8
3.1.2 P incipais ERP .................................................................................................. 9
3.2 Au oma ização de p ocessos ................................................................................ 12
3.2.1 Concei os ...................................................................................................... 12
3.2.2 RPAs .............................................................................................................. 16
3.2.3 Fe amen as RPA .......................................................................................... 20
3.3 Ges ão Financei a e Cen os de Se iços Financei os Pa ilhados ....................... 27
3.3.1 Concei os ...................................................................................................... 27
3.3.2 Se iços Financei os Pa ilhados .................................................................. 27
3.3.3 RPA em Finanças ........................................................................................... 32
4. Fe amen as e ecnologias ...................................................................................................... 34
4.1 P essupos o .......................................................................................................... 34
4.1.1 SAP ERP ......................................................................................................... 34
4.1.2 RPA pa a SAP................................................................................................. 39
4.1.3 Desc ição do P ocesso a Au oma iza .......................................................... 42
5. P oje o ..................................................................................................................................... 46
5.1 Requisi os do p oje o ........................................................................................... 46
5.2 Execução do p oje o ............................................................................................. 64
5.2.1 De alhes do P oje o ...................................................................................... 64
5.3 Resul ados e discussão ......................................................................................... 85
5.3.1 Me odologias de A aliação ........................................................................... 85
ii
5.3.2 Es a ís icas do P ocesso Au oma izado ........................................................ 87
5.3.3 Es a ís icas do Ques ioná io Realizado ......................................................... 90
5.4 Con olo da execução do p oje o ......................................................................... 95
6. Conclusões ............................................................................................................................... 97
6.1 Sín ese do abalho Desen ol ido ........................................................................ 97
6.2 Limi ações ............................................................................................................. 98
6.3 Recomendações pa a abalhos Fu u os .............................................................. 98
Bibliog a ia................................................................................................................................. 100
Anexos (Ques ioná io) ............................................................................................................... 103
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1 – G á ico de Gan do p oje o. ..................................................................................... 5
Figu a 2 – Quo as de me cado dos so wa es de ERP di ididas pelo op 10 e ou os. ........... 11
Figu a 3 – Análise e alo de me cado da ansição pa a a cloud em Po ugal. ...................... 12
Figu a 4 – Ciclo do BPM. .......................................................................................................... 13
Figu a 5 – Ciclo de Wo k low. .................................................................................................. 14
Figu a 6 – P incipais di e enças en e RPA e BPM. .................................................................. 15
Figu a 7 – Robo ic P ocess Au oma ion. .................................................................................. 16
Figu a 8 – Quan idade de pesquisas com a pala a-cha e “Robo ic P ocess Au oma ion”. .. 17
Figu a 9 – Esquema dos Elemen os de Au oma ização In eligen es. ...................................... 18
Figu a 10 – Exemplo de execução de um p ocesso de lei u a de e-mails de o ma au omá ica
a a és de RPA. ................................................................................................................ 19
Figu a 11 – Alguns p ocessos ideais pa a e em a aplicação de RPA. ..................................... 20
Figu a 12 – Análise das ca ac e ís icas uncionais. .................................................................. 23
Figu a 13 – Análise das ca ac e ís icas não uncionais. ........................................................... 23
Figu a 14 – Resul ados inais da análise de adap abilidade. ................................................... 24
Figu a 15 – Quad an e Mágico da Ga ne – Robo ic P ocess Au oma ion. ........................... 24
Figu a 16 – Es udo compa a i o baseado em ecu sos. .......................................................... 25
Figu a 17 – Es udo compa a i o de aspe os écnicos. ............................................................ 26
Figu a 18 – Rep esen ação g á ica de aspe os écnicos. ......................................................... 26
Figu a 19 – Funções execu adas em se iços pa ilhados. ...................................................... 27
Figu a 20 – Que p ocessos inancei os pode ão se execu ados po se iços pa ilhados. .... 28
Figu a 21 – His ó ia da SAP AG. ............................................................................................... 35
iii
Figu a 22 – Módulos SAP ERP. ................................................................................................. 36
Figu a 23 – FI e submódulos in eg á eis. ................................................................................. 37
Figu a 24 – Análise e olu i a da a qui e u a SAP nas úl imas décadas. ................................. 38
Figu a 25 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op Agen – A chi ec u e). .... 40
Figu a 26 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op S udio – P ojec deli e y).
.......................................................................................................................................... 40
Figu a 27 - Fluxog ama do p ocesso de ex ação, alidação e submissão do SAFT. ............... 44
Figu a 28 – E apas de implemen ação de um RPA. ................................................................. 46
Figu a 29 – Diag ama de p ocessos de al o ní el. ................................................................... 47
Figu a 30 – Uipa h O ches a o . ............................................................................................. 49
Figu a 31 – De alhe do p ocesso a au oma iza . ..................................................................... 50
Figu a 32 - O ichei o Main.xaml demons a a es u u a do design de a qui e u a do
p ocesso. .......................................................................................................................... 79
Figu a 33 – Ciclo de ida de um p oje o. ................................................................................. 95
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Recu sos u ilizados no desen ol imen o do p oje o ................................................ 6
Tabela 2 - P incipais 20 o necedo es de ERP no me cado. .................................................... 11
Tabela 3 - Po encial de Au oma ização de á ias unções e subp ocessos. ............................ 33
Tabela 4 - In o mação ge al ace ca do p ocesso selecionado pa a Au oma ização do RPA. .. 45
Tabela 5 - De alhes do p ocesso a au oma iza . ...................................................................... 49
Tabela 6 - Mapa De alhado de P ocessos. ............................................................................... 62
Tabela 7 - De alhes p incipais do p ocesso a au oma iza . ..................................................... 63
Tabela 8 - De alhes do p ocesso pa a ex ação do SAFT. ........................................................ 65
Tabela 9 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Ex ação do SAFT). ..................................... 65
Tabela 10 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Submissão SAFT) ...................................... 71
Tabela 11 – Resul ados da execução manual do p ocesso. ..................................................... 87
Tabela 12 – Resul ados da execução au omá ica do p ocesso. .............................................. 88
Tabela 13 – Ganhos e pe das da execução au omá ica e sus execução manual. ................. 88
ix
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
BPM Business P ocess Managemen
CP Con as a paga
CR Con as a ecebe
ERP En e p ise Resou ce Planning
IEEE Ins i u e o Elec ical and Elec onics Enginee s
RPA Robo ic P ocess Au oma ion
7
A Emp esa XP possui um cen o de se iços pa ilhados que p es a se iços, de aco do com a
e iciência, os p azos e a pon ualidade e a excelência de qualidade, às emp esas e aos negócios do
g upo XP. O cen o de se iços pa ilhados p es a se iços nas seguin es á eas: Con abilidade,
Finanças, Audi o ia, Fiscalidade, Recu sos Humanos, Tecnologias da In o mação e ju ídicos,
essencialmen e pa a emp esas do g upo XP.
8
3. REVISÃO DA LITERATURA
No p esen e capí ulo, é ap esen ada a e isão da li e a u a. A e isão da li e a u a assume
uma ex ema impo ância, assumindo-se como base da execução de qualque p oje o de
in es igação. Na elabo ação des e capí ulo, o am u ilizadas como on es, a igos cien í icos, pape s,
case s udies, eses e alguns li os. A es u u a da e isão da li e a u a es á di idida em ês secções,
p ocu ando abo da os concei os undamen ais pa a o desen ol imen o des e p oje o. Na secção
3.1, são ap esen ados os concei os dos sis emas ERP, os p incipais ERP, com p incipal des aque pa a
o SAP ERP. Os concei os de au oma ização de p ocessos são ap esen ados na secção 3.2,
nomeadamen e, o de Robo ic P ocess Au oma ion (RPA), com a indicação das p incipais e amen as
de RPA, bem como a u ilização do RPA no sis ema SAP ERP. O Robo ic P ocess Au oma ion é um
ema ecen e, ace ca do qual a li e a u a é escassa, dai se enha eco ido, sob e udo, a case s udies
de implemen ação em algumas emp esas e indús ias, pe mi indo aze um es ado da a e des a
ecnologia. A secção 3.3 oca os concei os de Ges ão Financei a e Cen os de Se iços Pa ilhados
(p incipais p ocessos inancei os, RPA em inanças).
3.1 ERP
3.1.1 Concei os
Nos dias de hoje, as o ganizações p ocu am no as opo unidades e soluções pa a melho se
posiciona em nos me cados, cada ez mais compe i i os. Assim, pa a a ingi em uma an agem em
elação aos seus compe ido es, ado am ecnologias a ançadas, como o En e p ise Resou ce Planning
(ERP). Os sis emas de ERP começa am a se in oduzidos no me cado emp esa ial nos anos 90 do séc.
XX, de modo a melho a em e aumen a em a compe i i idade das emp esas. Os sis emas de ERP êm
a capacidade de in eg a oda a in o mação emp esa ial num único sis ema, com uma base de dados
pa ilhada. (Cuppen, Specializa ion & Supe iso , 2016). Um sis ema de ERP pode se de inido como
um sis ema de in o mação cons i uído po di e en es módulos, em que cada módulo ep esen a um
p ocesso de negócio da o ganização, com capacidade pa a ge i e coo dena odos os ecu sos, oda
a in o mação e odas as unções do negócio a pa i de uma base de dados cen al e pa ilhada que
a mazena e in eg a oda a in o mação emp esa ial, sendo possí el acede a essa in o mação a pa i
de di e en es depa amen os o ganizacionais (Cuppen, 2016). Segundo Cuppen, mui a li e a u a em
indo a demons a que, de ido à complexidade dos sis emas de ERP e dos p oblemas do negócio,
mais de 70% dos p oje os de implemen ação de ERP nas emp esas alham.
Os sis emas de ERP pe mi em au oma iza á ios p ocessos de negócios, o nando-os
indi idualmen e mais e icien es e in eg ando-os de o ma a abalha em em conjun o. A combinação
da au oma ização e in eg ação dos p ocessos pe mi e a edução de cus os, o aumen o das ecei as e
poupa empo. (Da is, 2013). Da is apon a como bene ícios da implemen ação de um sis ema de
ERP:
• Melho ia do con olo de s ocks, ais como peças, ma e iais, o necimen os e equipamen o.
• Redução do empo gas o na execução de a e as adminis a i as de o ina.
• Melho ia no con olo das despesas.
• Redução do empo en e o pedido e a en ega dos p odu os.
• Maio e iciência no se iço de apoio ao clien e.
• Melho isibilidade e con olo ge al.
• Maio esponsabilidade.
• Van agem compe i i a ap imo ada.
9
Da is e e e que a implemen ação de um ERP exige uma eo ganização dos p ocessos de
negócio, além de que, nos p ocessos mais impo an es, aqueles que são únicos à o ganização e
ac escen am alo , sendo uma an agem compe i i a, os sis emas de ERP são limi ados. A
au oma ização des e ipo de p ocessos, sendo únicos, exigem um so wa e pe sonalizado,
desen ol ido in e namen e ou po um o necedo de ERP ou, en ão, um so wa e de Robo ic P ocess
Au oma ion (RPA) que pe mi a pe sonaliza e in eg a di e en es aplicações. No en an o, se á p eciso
a alia se o es o ço com a au oma ização des es p ocessos únicos e de di ícil au oma ização se á
en á el. Apesa de a au oma ização dos p ocessos mais simples não con e i uma an agem
compe i i a, o na -se-á necessá io azê-lo pa a não se ica pa a ás, pois os demais conco en es
dece o o a ão.
Da is e e e que os so wa es de ERP são o mados po módulos, que ab angem dos p ocessos
de negócio mais especí icos aos mais gene alis as que são aqueles que são comuns a oda a
o ganização, po exemplo, a con abilidade e os ecu sos humanos.
Pa a além dos módulos an e io men e desc i os, são disponibilizados, pela maio ia dos ERP, os
seguin es módulos, que ão ao encon o das necessidades de negócio mais comuns:
• So wa e de p ocu emen managemen (ges ão de comp as).
• So wa e de in oice managemen ( a u ação).
• So wa e de supply chain managemen (ges ão da cadeia de abas ecimen o).
• So wa e de asse mananagemen (ges ão de a i os).
• So wa e de expense managemen (ges ão das despesas).
3.1.2 P incipais ERP
Es á disponí el um as o núme o de sis emas de ERP no me cado, bem como á ios mé odos
de ca aloga e ca ego iza os ERP. Um dos c i é ios mais u ilizado pa a ca ego iza os o necedo es
de ERP em como base as camadas:
Camada 1 – Tem como obje i o alcança o o necimen o de g andes emp esas, com soluções
de ele ada complexidade e cus o. Segundo a de inição da Pano ana Consul ing Solu ions (“Top 10
ERP Sys ems – ERP Resou ces – Pano ama Consul ing”, 2016), são sis emas concebidos pa a
emp esas com mais de 750 milhões de dóla es de p o ei os anuais.
Camada 2, al a – Tem como obje i o o o necimen o de emp esas de média dimensão (en e
250 milhões e 750 milhões de dóla es de p o ei os anuais), com soluções menos dispendiosas e de
ácil apoio. São emp esas que abalham com múl iplas indús ias e múl iplos negócios.
Camada 2, baixa – Es es sis emas são concebidos pa a emp esas de pequena e média
dimensão (en e 10 milhões e 250 milhões de dóla es) de ecei as anuais. São emp esas com uma
única a i idade indus ial e uma só en idade pa a ge i .
Camada 3 – Tem como obje i o o o necimen o de pequenas emp esas com soluções menos
dispendiosas e com meno complexidade.
Cloud – Os o necedo es o e ecem soluções desen ol idas nos seus p óp ios se ido es e não
nos dos p óp ios clien es. As an agens des e ipo de solução é um meno cus o inicial, uma maio
lexibilidade e um cus o mais baixo na manu enção e a ualização do so wa e (Da is, 2013).
10
Nome
Ca ego ia
P odu os-Cha e
Desen ol imen os Recen es
SAP AG
Camada 1/
2/ Cloud
SAP S/4 Hana
A SAP es a a no caminho de e mais
de 14 000 clien es pa a o ERP S/ 4HANA
de úl ima ge ação, a é ao inal de 2019.
O acle Co p.
Camada 1
O acle ERP Cloud Se ices
A O acle em mais de 22 000 clien es
de Cloud ERP, incluindo ce ca de 6000
pa a O acle ERP Cloud e 16000 pa a
Ne Sui e. A cada imes e, mig a pelo
menos 200 clien es do E-Business Sui e
da O acle, em se ido es locais, pa a a
nu em.
Mic oso
Dynamics
Camada 1/
2
Mic oso Dynamics 365
A mig ação de AX, C5, GP, NAV e SL
pa a o Dynamics 365 na cloud con inua
a se a p incipal p io idade da
es a égia de aplicações co po a i as
da Mic oso .
In o
Camada 2/
Cloud
In o LN, LX, M3, Sy eLine,
SunSys ems, Sys em21, VISUAL,
XA, Adage, Dis ibu ion A+,
Dis ibu ion FACTS, Dis ibu ion
SX.e, Lawson Financials
Adqui iu a Vi one pa a aplicações de
ERP pa a o se o de ho ela ia com
uncionalidade de pon o de enda e
in en á io e comp as.
QAD Inc.
Camada 1/
2/ Cloud
QAD En e p ise Applica ions,
incluindo QAD Financials,
Cus ome Managemen ,
Manu ac u ing, Supply Chain,
Se ice & Suppo , En e p ise
Asse Managemen , Analy ics
and In e ope abili y
–
Sage En e p ise
Managemen
Camada 2/
Cloud
Sage 100, 300 & 500 ERP, X3,
Sage ERP, Sage Business Cloud
En e p ise Managemen
–
Ap ean
Camada 2
Ross ERP
–
IQMS
Camada 2
En e p ise IQ
–
Sysp o
Camada 2/
3/ Cloud
Sysp o ERP
–
Epico So wa e
Co p.
Camada 2/
3, Cloud
Epico ERP, Epico Exp ess
–
O acle+Ne Sui e
Cloud
Ne Sui e ERP
–
Acuma ica
Cloud/
Camada 2/
3
Acuma ica Cloud ERP (Financial
Managemen , Dis ibu ion
Managemen , Cus ome
Managemen and P ojec
–
11
Nome
Ca ego ia
P odu os-Cha e
Desen ol imen os Recen es
Plex Sys ems, Inc.
Cloud
Plex Online
–
Sage In acc
Cloud
In acc , In acc Accoun an
Edi ion, In acc P ojec
Accoun ing
–
Oddo
Cloud
Oddo Online
–
IFS
Cloud
IFS Applica ions
–
B igh pea l
Cloud
B igh pea l
–
Exac
Camada 2/
3
Exac Max
–
FinancialFo ce
Cloud
FinancialFo ce ERP
–
abas ERP
Cloud
abas ERP
–
Eci So wa e
Solu ions
Cloud
Eci M1
–
Tabela 2 - P incipais 20 o necedo es de ERP no me cado.
Fon e: Da is, 2013 e People | P ocess | Technology, 2019.
Figu a 2 – Quo as de me cado dos so wa es de ERP di ididas pelo op 10 e ou os.
Fon e: www.apps un hewo ld.com/ op-10-e p-so wa e- endo s-and-ma ke - o ecas /
Segundo o que oi publicado pela consul o a Pano ama Consul ing G oup, em “Top 10 ERP
Sys ems – ERP Resou ces – Pano ama Consul ing”, 2016, os ês p incipais ERP êm uma quo a de
12
me cado de 43,6%, epa ido da seguin e o ma: a SAP Hana é o líde , com 20,3% de quo a de
me cado, seguindo-se a O acle, com 13,9%, e a Mic oso Dynamics 365, com 9,4%.
Em Po ugal, os p incipais sis emas de ERP u ilizados pelas emp esas são Na ision, da
Mic oso , PHC, GIAF, P ima e a, SAP, SISS, SAGE, Gesne ; Cen alGes e os desen ol idos
in e namen e (Dua e, 2012). Numa amos a de 32 emp esas po uguesas, ep esen a i as de odas
as egiões do país e de á ias á eas de negócio e dimensão, o sis ema de ERP mais u ilizado é o
Na ision (46,9%), em segundo luga , o PHC (12,5%), seguindo-se SAP, P ima e a, GIAF e os sis emas
desen ol idos in e namen e (6,3%) (Dua e, 2012).
Figu a 3 – Análise e alo de me cado da ansição pa a a cloud em Po ugal.
Fon e: Po da a/ Ga ne .
3.2 AUTOMATIZAÇÃO DE PROCESSOS
3.2.1 Concei os
As emp esas, pa a se o na em cada ez mais compe i i as, p ocu am se mais e icien es e
e icazes na u ilização do seus ecu sos e melho a os seus p ocessos de negócio (Sil a, 2017) . É nes e
con ex o que su ge o concei o de au oma ização de p ocessos. A au oma ização dos p ocessos isa
melho a a e iciência e a e icácia dos p ocessos, a a és do ecu so à u ilização de máquinas,
equipamen os e ou os apa elhos. A au oma ização dos p ocessos da a da al u a da e olução
indus ial e, ao longo dos empos, oi e oluindo, a é chega aos dias de hoje, em que emos, em
áb icas, linhas de mon agem com obo s, a execu a em o abalho que ou o a e a manual (Sil a,
2017).
O p óp io ERP desempenha ambém um papel na au oma ização de p ocessos, sendo disso
exemplos, a in eg ação da in o mação em empo eal, bem como a au oma ização de a e as
o inei as, de o ma a da ele ância, iabilidade, p ecisão e di ulgação no empo ce o, à in o mação
con abilís ica (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O e mo p ocesso é conhecido e es á p esen e no quo idiano de odos nós, sendo uma
impo an e componen e de qualque sis ema ou o ganização pa a a execução das a e as. O
p ocesso é a con e são de en adas em saídas. O p ocesso ca ac e iza-se po e en adas de
di e sos disposi i os ou pessoas, podendo se execu ado po pessoas, disposi i os ou uma
combinação de ambos, de aco do com as eg as es abelecidas pa a p oduzi a saída desejada
(Madakam e al., 2019).
13
A au oma ização é a écnica de aze com que um disposi i o, um p ocesso ou sis ema seja
execu ado au oma icamen e, ou seja, sem a in e enção humana, mas com a ajuda de so wa e e
ha dwa e. A au oma ização acili a as a e as do quo idiano, de o ma a se em execu adas mais
apidamen e, com uma melho qualidade, libe ando os se es humanos de a e as epe i i as e
o inei as, mui as ezes, desmo i an es e cansa i as, pe mi indo um aumen o da qualidade de ida
(Madakam e al., 2019).
Um dos concei os que es á elacionado com a Au oma ização de P ocessos é a de Business
P ocess Reenginee ing ou eengenha ia de p ocessos (BPR), c iada nos anos 90 do séc. XX, que se
ca ac e iza pela o u a dos p ocessos implan ados, em que odos os p ocessos de em se
econs uídos pe dendo-se odo o his ó ico do conhecimen o alcançado (Pe ei a & Mackenzie,
2019).
Nos dias de hoje, em que as mudanças se dão a um i mo cada ez maio , a Ges ão de
P ocessos do Negócio ou Business P ocess Managemen (BPM) em um papel cada ez mais
impo an e e ele an e na melho ia con inua. O concei o de BPM su giu com a necessidade de
sis ema iza e in eg a as a i idades emp esa iais, com is a a ge a um luxo de abalho mais
e icien e e e icaz, a a és de um ciclo de melho ia e ans o mação con ínua dos p ocessos. O BPM é
a disciplina que emp ega a combinação dos conhecimen os em ciências de ecnologias da
in o mação e adminis ação com os p ocessos de negócios, com is a a a ingi um aumen o da
p odu i idade e uma poupança dos cus os, o nando a emp esa mais compe i i a (Pe ei a &
Mackenzie, 2019).
Figu a 4 – Ciclo do BPM.
Fon e: Pe ei a & Mackenzie, 2019.
O BPM, ambém chamado wo k low managemen , consis e em econs ui os p ocessos de
negócio, a a és de um conjun o de me odologias e ecnologias, com o obje i o de o imiza e
au oma iza os p ocessos dos negócios, o nando-os mais e icien es e e icazes, pe mi indo uma
melho ia do p ocesso de ob enção de in o mação, de o ma mais ápida, mais ba a a e com maio
qualidade pa a ajuda o p ocesso de omada de decisão (Aze edo, 2012).
O BPM é usualmen e aplicado nos p ocessos que ge am um maio alo ac escen ado,
podendo, assim mesmo, uma pequena melho ia nos p ocessos, con ibui pa a g andes ganhos de
p odu i idade. Algumas a i idades de BPM são o mapeamen o, a documen ação e a au oma ização
de p ocessos, bem como a medição da sua e iciência, p ocu ando aplica -lhes melho ias con inuas
(Kyhe öinen, 2018).
14
Exis em qua o o mas de implemen a a Au oma ização dos P ocessos dos Negócios ou
Business P ocess Au oma ion (BPA):
1. Expandindo o sis ema a ual.
2. Adqui indo uma solução de BPM com uma ex ensão de Business P ocess Au oma ion (BPA).
3. Adqui indo uma solução de middlewa e.
4. Adqui indo uma e amen a embu ida pa a um im especí ico (Pen inen, Esko, Aal o
Uni e si y, Helsinki, Kasslin, Henje, Aal o Uni e si y, Helsinki & Asa iani, Aleksand e, As on
Uni e si y, Bi mingham, 2018).
O BPA (Business P ocess Au oma ion) é um conjun o de e amen as com o obje i o de
au oma iza os p ocessos de negócios sem a in e enção do u ilizado (Aze edo, 2012).
O wo k low managemen possibili a a au oma ização dos p ocessos dos negócios e a ges ão
das a e as en e pessoas e aplicações, a odos os ní eis hie á quicos da emp esa. Essas a e as são
execu adas de uma o ma o denada. Cos uma-se aplica os p oje os de implemen ação de wo k low,
a p ocessos mais especí icos e pon uais de depa amen os o ganizacionais, na maio pa e das ezes,
não ha endo a p eocupação em se aze uma análise ou em se e uma conceção p é ia ou um
planeamen o da melho ia dos p ocessos, daí se indo ge almen e pa a au oma iza em p ocessos de
apoio e não p ocessos de negócio co e.
Figu a 5 – Ciclo de Wo k low.
Fon e: Adap ado de h ps://py us.com/en/blog/business-p ocess-managemen .
A ualmen e, na nossa sociedade, assis e-se a um acen uado p og esso ecnológico, en ando
as o ganizações, pa a se o na em mais compe i i as, i a p o ei o disso, aumen ando o
in es imen o em au oma ização de p ocessos, diminuição de cus os ope acionais e aumen o da
p odu i idade e qualidade (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
No con ex o da au oma ização de a e as, su giu o concei o de Robo ic P ocess Au oma ion
(RPA) que se de ine como au oma ização a a és de obo s (so wa e), designados ambém bo s,
con igu ados pa a cump i em eg as e p ocedimen os, pa a execu a em a i idades epe i i as e
pad onizadas, an e io men e p oduzidas po se es humanos (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O RPA, com ca ac e ís icas de lexibilidade e de adap ação a di e en es si uações e, a é, com a
capacidade de oma decisões sem a in e enção humana, dis ingue-se e a as a-se da au oma ização
adicional (Pe ei a & Mackenzie, 2019).
O RPA di e encia-se das ou as e amen as de au oma ização, como, po exemplo, o Business
P ocess Managemen Sys ems (BPMS), nos seguin es pon os:
• O RPA é mui o ácil de se con igu ado, não necessi ando assim os esponsá eis pelo seu
desen ol imen o de e em conhecimen os de p og amação. As in e aces de so wa e RPA
15
assemelham-se às do Mic oso Visio, em que o código é ge ado a a és do ecu so ao
a as a e sol a , desenhando ícones que ep esen am e apas de p ocessos que se que em
au oma iza .
• O RPA não é in asi o, o que signi ica que o RPA co e em cima das aplicações exis en es, não
sendo necessá io c ia , subs i ui ou desen ol e pla a o mas, man endo os sis emas
ins alados in ac os. O so wa e do RPA acede a ou os sis emas, da mesma o ma como é
execu ado po uma pessoa. Os so wa es de RPA acedem a ou os sis emas a a és da
camada de ap esen ação, não sendo necessá io qualque lógica de p og amação. Ou a
ca ac e ís ica que dis ingue os so wa es de RPA é que não a mazenam dados. As soluções
de BPM são in asi as, exigem uma lógica de p og amação, c iam aplicações.
O RPA é uma pla a o ma segu a pa a as emp esas que oi desen ol ida de o ma a cump i
as exigências das ecnologias de in o mação da o ganização, ais como a segu ança, a
audi á eis e a ges ão de al e ações. Os so wa es de RPA são implemen ados, agendados e
moni o izados numa pla a o ma cen alizada, in e ligada, apoiada pelo depa amen o de
ecnologias de in o mação, pa a ga an i a con o midade com as polí icas de segu ança da
o ganização, bem como a sua in eg idade ansacional (Willcocks & Laci y, 2016).
Figu a 6 – P incipais di e enças en e RPA e BPM.
Fon e: Adap ado de “12 Bes BPM So wa e o Small Business – Financesonline.com”, 2020.
16
3.2.2 RPAs
O Robo ic P ocess Au oma ion pe mi e au oma iza a e as manuais e epe i i as, susce í eis a
e os. Pa a uma bem-sucedida au oma ização de p ocessos, se á necessá io um conhecimen o do
po encial da au oma ização, um eino e e i o dos bo s e uma moni o ização do seu desempenho
(BPMIndus yT ack2018). O RPA oi concebido, p incipalmen e, pa a au oma iza unções
adminis a i as, que exigem a ap idão de ealiza mui os ipos de a e as. Assim, é ins alado um bo
so wa e com a capacidade de abalha com á ios so wa es e, assim, ealiza á ias a e as, o que
di e e da au oma ização adicional indus ial, que se oca na pa e de um p ocesso ou, a é
simplesmen e, numa única a e a, pa a a qual se c ia um bo ísico nela especializado. O RPA
unciona como um assis en e digi al pa a os abalhado es de esc i ó io, elimina as a e as manuais,
excessi amen e o inei as e sus en adas em eg as, dispendiosas e que consomem mui o empo,
pe mi indo que os abalhado es quali icados enham uma maio disponibilidade ho á ia pa a a e as
que p oduzem um maio alo ac escen ado (Kuma , 2018).
O RPA, no desempenho das a e as, pe mi e in e agi en e di e en es sis emas, ais como as
olhas de cálculo, os sis emas de ges ão da elação com o clien e (CRM) ou os so wa es de
planeamen o de ecu sos emp esa iais (ERP) (Laci y & Willcocks, 2015).
O RPA o nece o conjun o de e amen as (so wa e e pla a o ma) que pe mi e os p ocessos
baseados em eg as, cons uídos de uma o ma lógica bem de inida e es u u ada, em que as a e as
são, na maio ia das ezes, epe i i as e manuais, in e agi com os sis emas como um se humano,
mas com e iciências supe io es, em a o es como a qualidade, o empo e o cus o (Laci y & Willcocks,
2016).
Uma ez que o RPA não implica bo s ísicos, a o ma de quan i ica os bo s é em emos de
licenças de so wa e. Assim, um bo equi ale a uma licença. Pa a execu a 10 p ocessos em
simul âneo, são necessá ios 10 bo s, ou seja, 10 licenças de so wa e (Kyhe öinen, 2018).
É ácil con igu a um so wa e RPA, pois não exige conhecimen os de p og amação, sendo
con igu ado como um luxog ama de uma o ma lógica. Ou a ca ac e ís ica, é se bas an e le e, em
e mos de ecnologias de in o mação (IT). Po exemplo, não esc e e di e amen e na base de dados,
mas sim na camada de ap esen ação do so wa e, endo apenas acesso aos sis emas a ní el da
in e ace do u ilizado (Kyhe öinen, 2018).
Podemos iden i ica como an agens dos RPA:
Figu a 7 – Robo ic P ocess Au oma ion.
Fon e: Adap ado de Madakam e al., 2019.
23
Figu a 12 – Análise das ca ac e ís icas uncionais.
Fon e: Sil a, 2017.
Figu a 13 – Análise das ca ac e ís icas não uncionais.
Fon e: Sil a, 2017.
24
Pa a esponde à ques ão, “Qual é a solução RPA que melho se adap a à ealidade, à á ea de
negócio e aos equisi os p óp ios e pa icula es de de e minada emp esa ou p ocesso de negócio?”,
cons uiu a ma iz seguin e:
Figu a 14 – Resul ados inais da análise de adap abilidade.
Fon e: Sil a, 2017.
A Ga ne classi ica e posiciona os p incipais o necedo es de so wa e RPA em qua o
quad an es. No quad an e dos líde es, su gem: Uipa h, Blue P ism e Au oma ion Anywhe e. No
quad an e dos challenge s, EdgeVe e Sys ems e NICE. No quad an e dos isioná ios, su gem:
Wo k usion, Pegasys ems e Ano he Monday. Enquan o playe s de nicho, su gem: Ko ax,
Se ice ace, So omo i e, K yon, Au oma ion Edge, HelpSys ems, Jacada, An Wo ks, NTT e
Dama ics.
Figu a 15 – Quad an e Mágico da Ga ne – Robo ic P ocess Au oma ion.
Fon e: Ga ne RPA Magic Quad an Repo – Download | UiPa h, 2019.
25
No a igo publicado na 2018 Second In e na ional Con e ence on Ad ances in Elec onics,
Compu e s and Communica ions (Issac e al., 2018), é ei o um es udo compa a i o en e os
ab ican es líde es de so wa e de RPA.
Figu a 16 – Es udo compa a i o baseado em ecu sos.
Fon e: Issac e al., 2018.
26
Figu a 17 – Es udo compa a i o de aspe os écnicos.
Fon e: Issac e al., 2018.
Figu a 18 – Rep esen ação g á ica de aspe os écnicos.
Fon e: Issac e al., 2018.
27
3.3 GESTÃO FINANCEIRA E CENTROS DE SERVIÇOS FINANCEIROS PARTILHADOS
3.3.1 Concei os
O desen ol imen o económico e emp esa ial na e a da in o mação p omo e a a ualização do
modo de ges ão inancei a. Assim, su gi am os cen os de se iços inancei os pa ilhados como um
no o ipo de modo de ges ão inancei a (Li, 2016a).
O concei o de cen o de se iços pa ilhados oi c iado em 1993, nos Es ados Unidos da
Amé ica, po o ganizações como a Johnson & Johnson, Gene al Elec ic Company, Digi al Equipmen
Co po a ion e ou as emp esas ame icanas de g ande dimensão. O obje i o undamen al é a
p es ação de se iços mais e icien es, a a és da pa ilha de ecu sos humanos e ecnológicos, de
o ma a c ia alo pa a a emp esa (Li, 2016a).
O Cen o de Se iços Pa ilhados Financei os ap esen a-se como uma en idade co po a i a,
au ónoma e o e, que pode ag ega se iços de di e sas á eas o ganizacionais da emp esa e cob a
po esses se iços aos negócios. Os cen os de se iços pa ilhados inancei os de e ão se ge idos
como um modelo de negócio (Li, 2016a).
Es ão iden i icados os cinco a o es de sucesso dos Se iços Pa ilhados Financei os: as
pessoas, o ambien e in e no e ex e no, o mé odo de aplicação do Business P ocess Reenginee ing
(BPR), a ecnologia de in o mação e a mudança de isão da emp esa.
O alo dos se iços inancei os pa ilhados, é a melho ia da e iciência da execução das a e as,
a edução dos cus os, a melho ia da qualidade dos se iços e a pad onização das a e as (Li, 2016a).
A aplicação do cen o de se iços pa ilhados es endeu-se a ou as á eas depa amen ais e
uncionais, ais como, os ecu sos humanos, o ma ke ing, as comp as, os se iços ju ídicos ou as
ecnologias da in o mação (Li, 2016b).
Figu a 19 – Funções execu adas em se iços pa ilhados.
Fon e: Sha ed Se ices E ol e as Business Value Inc eases – CIO Jou nal – WSJ, 2017.
3.3.2 Se iços Financei os Pa ilhados
A implemen ação de um sis ema de ges ão inancei a pad onizada é a base da cons ução de
um modelo de se iços inancei os pa ilhados. Os se iços inancei os pa ilhados no malizam as
28
di e en es unidades de negócio dos p ocessos de negócio, a a és do es abelecimen o da
no malização dos modos ope acionais e dos p ocessos ope acionais, assim, di e en es elemen os da
o ganização inancei a pode ão lida com os negócios sob os mesmos pad ões. As di e en es
ope ações dos se iços inancei os possuem di isões de mão de ob a especializada, que eduzem as
exigências de compe ências pessoais, eduzindo o cus o da mão de ob a no p ocesso de ges ão
inancei a, mas ambém ga an indo uma implemen ação uni icada da es a égica inancei a do
g upo.
O cen o de se iços inancei os pa ilhados possui os dados inancei os das subsidiá ias da
emp esa-mãe, sendo mais ácil cole a e analisa os dados e, mais ácil, ealiza a in eg ação egional
e in e sec o ial dos dados.
Figu a 20 – Que p ocessos inancei os pode ão se execu ados po se iços pa ilhados.
Fon e: Sha ed Se ices E ol e as Business Value Inc eases – CIO Jou nal – WSJ, 2017.
No g á ico an e io , de aco do com um es udo e e uado pela Deloi e, com os p ocessos
inancei os a se em execu ados pelos se iços pa ilhados, des acam-se as con as a paga , seguidas
pelo imobilizado, no inal do g á ico, apa ece a pa e da o çamen ação.
Segundo Laci y e Willcocks, os se iços pa ilhados com alguma ma u idade são unidades de
negócio globais, independen es, com p ocessos pad onizados, aco dos de ní el de se iço (SLA),
colabo ado com especialização e al o desempenho e cul u a de on o ice que p es a se iço a
múl iplos depa amen os. De aco do com uma pesquisa ealizada em 718 cen os de se iços
pa ilhados, a á ea que mais mo i ou a c iação dos se iços pa ilhados oi a de inanças/
con abilidade (93%), seguindo-se a de ecu sos humanos (60%) e a de ecnologias de in o mação
(48%) (Ilo, 2018).
Fazem pa e das maio es endências dos se iços pa ilhados, a ans o mação digi al,
incluindo a au oma ização obó ica de p ocessos. Ou o desa io dos se iços pa ilhados é a
aplicação de ecnologias digi ais, como Social, Mobile, Analy ics e Cloud (SMAC), pa a o e ece
29
simpli icação e con inuidade aos colabo ado es in e nos, uncioná ios, o necedo es e clien es
ex e nos. As ecnologias digi ais, o so wa e como se iço (SaaS), o big da a e analy ics, a cloud e o
mobile são ans o mado es c í icos dos se iços pa ilhados (Ilo, 2018).
Os se iços pa ilhados de em p es a um apoio de baixo cus o e com uma excelen e
qualidade. Os se iços pa ilhados de al o desempenho êm ins alações ísicas e o çamen os
cen alizados, pe mi em pad oniza os p ocessos das unidades de negócio, o imizá-los e eduzi os
e os e despe dícios. Os se iços pa ilhados de al o desempenho possuem ecnologia que pe mi e,
po exemplo, po ais de au osse iço e a adoção da au oma ização (Ilo, 2018).
Na emp esa em es udo, sob e a qual ai incidi es e p oje o, os se iços pa ilhados de
con abilidade e inanças o ganizam-se em con abilidade, con as a paga , con as a ecebe e
esou a ia.
Con abilidade
O depa amen o de con abilidade em como a i idade de e mina o pa imónio da emp esa,
as suas a iações, an o de âmbi o quan i a i o como quali a i o, egis ando os ac os e a os de ca iz
económico- inancei o que o a e am.
Tem como p incipais p ocessos:
• Especialização de cus os e p o ei os, de aco do com os p incípios con abilís icos.
• In eg ação da con abilidade das sucu sais.
• Ve i icação, alocação e egis o de ope ações no azão ge al/ nas con as a paga .
• Reconciliação dos saldos de con as.
• Reconciliação en e emp esas.
• Análise dos dados inancei os.
• Apoio ao p ocesso de im de mês e im de ano en e con abilidade e con olling.
• P epa ação das demons ações inancei as.
• Elabo ação das decla ações iscais locais.
• Elabo ação de inqué i os es a ís icos po ugueses – Banco de Po ugal/ INE.
• Repo ing pa a a consolidação e as con as.
• Apoio às audi o ias iscais e decla ações iscais.
• Apoio às audi o ias in e nas e ex e nas.
Os p ocessos de con abilidade ge al des inam-se essencialmen e a esol e p oblemas:
• Con as a paga .
• Con as a ecebe .
• Tesou a ia.
Um subp ocesso da con abilidade é o imobilizado.
Imobilizado
O imobilizado em como p incipais a e as:
• Abe u a e p eenchimen o das ichas de imobilizado.
• Cálculo e con olo das amo izações.
• Regis o de aba es e alienação do imobilizado.
• Con olo das con as elacionadas com o imobilizado.
• Elabo ação e alidação dos mapas iscais do imobilizado.
30
Os p ocessos de con abilidade ge al des inam-se essencialmen e a esol e p oblemas
Con as a paga
Es e depa amen o es á di ido em qua o g andes p ocessos:
• Digi alização.
• Indexação.
• Con e ência.
• Regis o de a u as.
Tem como p incipais a e as:
• Análise/ digi alização/ indexação de a u as.
• Regis o de a u as em SAP.
• Análise a es ições – Fim do p ocesso.
• Pedidos de no as de c édi o.
• De olução de documen os.
Con as a ecebe
Os se iços execu ados nes e depa amen o es ão di ididos em seis g andes p ocessos, a
sabe :
• Fa u ação.
• Cob anças.
• Ga an ias bancá ias p es adas pela emp esa a e cei os e emi idas a a o da emp esa.
• Ges ão de en idades.
• Ges ão de ob as.
Tesou a ia
O depa amen o de esou a ia di ide-se em dois g andes p ocessos:
• Adminis ação de bancos.
• Ges ão de caixa.
As p incipais a e as da esou a ia são:
• Abe u a e echo de con as bancá ias.
• Manu enção/ a ualização da documen ação de apoio às con as de depósi o à o dem.
• Ges ão de aco dos di e sos com bancos (banca ele ónica, cash pooling e ou os).
• Reembolsos de despesas/ pagamen os em nume á io.
• Ges ão do undo de caixa – elabo ação das olhas de caixa, dos le an amen os em nume á io
pa a a eposição do undo ixo.
• Execução das p opos as de o necedo es.
• Depósi os.
• Con olo dos débi os di e os.
Ope ações:
• Pagamen os e egis os con abilís icos
31
• Reconciliação bancá ia
Ta e as
• Reconciliação das con as bancá ias.
• En io das RB pa a a con abilidade e pa a as CP e CR, quando exis i em i ems em abe o da
sua esponsabilidade.
• Con olo dos i ems em al a po pa e da en idade bancá ia.
• Con a os com os bancos.
• Lançamen o dos i ems não econciliados iden i icados.
Ges ão de bancos e iscos
• Cálculo de posições.
• Con olo o çamen al.
• Aplicações inancei as.
• Comp a e enda de di isas.
Financiamen os
• Con olo e negociação.
• Sup imen os.
• Con e ência de enca gos e ju os.
• Leasings.
Fon e: Po al in ane da emp esa.
32
3.3.3 RPA em Finanças
Pa a as emp esas com se iços pa ilhados, a au oma ização obó ica de p ocessos é uma
possibilidade de o imização e ans o mação digi al (Ilo, 2018).
Uma ez que a implemen ação de um RPA exige um baixo in es imen o inicial e possui um
ápido po encial de edução de cus os, há cada ez um maio núme o de emp esas in e essadas na
sua implemen ação (Ilo, 2018).
Pa icula men e, são candida as à au oma ização as a e as que incluem dados es u u ados,
de al a qualidade, acesso a sis emas múl iplos, com um conjun o de eg as cla as e que exigem uma
subs ancial ca ga de ações manuais epe i i as (Ilo, 2018).
Segundo Laci y e Willcocks, os se iços inancei os pa ilhados são á eas com ma u idade pa a
usu uí em dos bene ícios do RPA. O RPA é a melho opção pa a subs i ui o abalho humano pela
chamada “cadeia gi a ó ia” de p ocessos. Essa “cadeia gi a ó ia de p ocessos” ca ac e iza-se po os
se es humanos ecebe em in o mação de um conjun o de sis emas, como o e-mail e as olhas de
cálculo, p ocessando essas en adas a a és de eg as e inse indo, pos e io men e, as saídas em
sis emas de egis o, ais como sis emas de ERP ou CRM (Ilo, 2018).
A Tabela 3 ap esen a o po encial de au oma ização e economia de di e en es unções e
subp ocessos adminis a i os. Com base na análise da abela, pode á a i ma -se que en e 10% e
30% de odos os p ocessos da con abilidade ge al, êm o po encial de se em au oma izados. As
unções de o dem de pagamen o, ecu sos humanos e logís ica são aquelas que p o a elmen e
pode ão o igina uma maio edução de cus os. Conside ando o po encial de edução de cus os, é
ácil e i ica que as emp esas de con abilidade começam a ualmen e a expe imen a a
au oma ização das suas unções in e nas (Coope , Holde ness, J ., So ensen & Wood, 2019).
Função
Subp ocesso
Po encial de
Au oma izaçã
o (%)
Po encial de
Redução de
cus os
O dens de pagamen o
1. Ges ão dos dados de e e ência de clien e
25-30%
40-60%
2. Ges ão do C édi o
25-30%
3. Se iço de Apoio ao Clien e
25-30%
4. Ges ão de Con as a Recebe
25-30%
5. Pagamen os Recebidos
0-5%
6. Ges ão de Deduções e Dispu as
25-30%
Recu sos Humanos
1. Se iços Ge ais de Recu sos Humanos
25-30%
60-80%
2. Ges ão de Expa iados
10-15%
Pagamen os de O igem
1. Fon e de Sup imen o
25-30%
50%-70%
2. Pagamen o de Comp as
25-30%
3. Apoio a P oje os
10-15%
Cadeia de Fo necimen o
1. Planeamen o da Cadeia de Sup imen os
10-15%
10-15%
2. Planeamen o dos T anspo es
10-15%
3. Planeamen o dos Fo necimen os
10-15%
4. Ges ão dosP oje os
10-15%
39
4.1.2 RPA pa a SAP
Segundo a Ga ne , o me cado global dos so wa es de RPA conheceu um c escimen o de 63%
em 2018 (Smi he man, 2019).
1. SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion
A SAP en ou no inal de 2018 no me cado de so wa e de RPA, quando adqui iu a Con ex o ,
emp esa líde eu opeia no design e na implemen ação de RPA. Ap esen a-se com uma solução
in eg ada, que combina o so wa e RPA com os ecu sos de machine lea ning e in eligência a i icial
(SAP Leona do) e SAP Cloud Pla a o m. Essa solução chama-se SAP In elligen Robo ic P ocess
Au oma ion e pe mi e que quan o mais o RPA seja execu ado, mais ap enda de o ma au omá ica,
o nando os p ocessos cada ez mais au omá icos e e icien es (Smi he man, 2019).
A impo ância dos RPA pa a o negócio
Os so wa e de RPA, pa a além de pe mi i em libe a os u ilizado es de a e as epe i i as e
com pouco alo ac escen ado, e i ando e os e aumen ando assim a sua e icácia e e iciência,
azem bene ícios mui o simples de aplicação de RPA em SAP:
• P ocessamen o de a u as: au oma ização das con as a paga pa a eduzi os p ocessos
manuais ou po e-mail, p ocessando g andes olumes de a u as.
• C iação de o necedo es: a c iação de no os o necedo es é ge almen e um p ocesso
manual. O RPA pode á se ú il pa a e i ica os no os o necedo es e ajuda à sua c iação.
• Fecho inancei o: p ocesso que en ol e á ias e apas e a e as, de o ma a p oduzi os
egis os inancei os, como o lançamen o de dados con abilís icos de á ias on es e de
depa amen os e sis emas. O RPA mi iga o p ocesso (Smi he man, 2019).
São exemplos de casos ípicos da u ilização do RPA:
• Ex ação de dados de á ias aplicações, como, po exemplo, Excel, PDF, websi es, sis emas
con abilís icos e inancei os, ERP e ou as aplicações ex e nas.
• Download de á ios epo s, seu ag upamen o e ecolha numa nu em ou d i e pa ilhada.
• Pesquisa de a u as pelo núme o de e e ência em á ios ERPs.
• Login em á ias sessões SAP, ecolha de pedidos de comp a e sua dis ibuição pelas equipas
de se iços pa ilhados.
• Ve i icação da caixa de en ada de se iços pa ilhados e encaminhamen o pa a os bo s.
O SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion é compos o po ês e amen as:
• Desk op Agen – execu a os p ocessos de au oma ização, a a és de obo s assis idos e não
assis idos
• Cloud Fac o y – o ques a e moni o iza os p ocessos de au oma ização. Pe mi e ge i a
hie a quia dos agen es, ge i os ambien es, con igu a e dis ibui os paco es do s udio e
moni o izá-los.
• Desk op S udio – de ine os p ocessos de au oma ização, pe mi e p ocede à análise de
p ocessos, concebe , especi ica e es a p oje os e concebe a in e ace do u ilizado .
40
Figu a 25 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op Agen – A chi ec u e).
Fon e: SAP 2019.
Figu a 26 – SAP In elligen Robo ic P ocess Au oma ion (Desk op S udio – P ojec deli e y).
Fon e: SAP 2019.
2. K yon
Pe mi e au oma iza a en ada de dados e a ans e ência de dados en e o SAP e ou as
aplicações, sem necessidade de conhecimen os de p og amação dos u ilizado es e ecu so a
p o issionais de IT.
41
3. Uipa h
O Uipa h consis e numa pla a o ma de so wa e pa a au oma iza p ocessos de negócios
manuais e epe i i os. O ERP SAP é cons i uído po p ocessos, a e as e in e aces ajus ados pa a a
implemen ação de obo s de so wa e de RPA SAP disponibilizados pelo Uipa h.
O Uipa h é compos o po ês e amen as:
• Uipa h S udio – concebe e es a p ocessos au omá icos e wo k lows.
• Uipa h Robo – execu a p ocessos au omá icos.
• Uipa h O ches a o – ge a, implemen a e moni o iza obo s e p ocessos.
O Uipa h pe mi e aos negócios que u ilizam o SAP acele a o seu p ocesso de ans o mação
digi al, au oma izando os negócios e os p ocessos c í icos, bem como acilmen e mig a pa a o SAP
HANA e simpli ica a ligação en e as aplicações SAP e não SAP. Os p ocessos de back o ice em
inanças, supply chain e ecu sos humanos são au oma izados, sendo os espec i os abalhado es
deslocados pa a unções de maio alo ac escen ado.
O Uipa h u iliza ce as ecnologias, como a in eligência a i icial e o econhecimen o ó ico de
ca a e es (OCR), que pe mi e que os bo s de Uipa h RPA ejam o “ec ã” e iden i iquem isualmen e
odos os elemen os, po exemplo, no PDF de uma a u a, ex aiam dados do o necedo , da as de
emissão e encimen o, o p odu o a u ado, os p eços líquidos e b u os e o alo do IVA, c uzando-os
assim com a no a de encomenda e con abilizando a a u a.
Os bo s cogni i os pe mi em g andes bene ícios aos clien es SAP, a a és da conec i idade das
aplicações, au oma izando p ocessos e simpli icando a mig ação pa a o SAP S/4HANA. O Uipa h
ajuda os clien es SAP a acele a a mig ação pa a o SAP S/4 HANA, a a és da au oma ização
comple a de es es e p ocessos que, po no ma, le a iam á ios meses de abalho humano. A a és
de casos do mundo eal, é possí el sabe como minimiza os cus os e a dis upção dos p ocessos
diá ios du an e o p ocesso de passagem pa a o SAP S/4HANA.
A u ilização do RPA ajuda à ans o mação do depa amen o inancei o, p opo cionando a
edução de cus os, e os e iscos, acele ando p ocessos-cha e, como os ecebimen os de dinhei o, o
p ocessamen o de a u as e o echo inancei o.
A au oma ização de p ocessos ajuda a melho a a expe iência com o clien e e os uncioná ios
da emp esa, sendo u ilizado em RH, comp as, endas e se iço pós- enda e no a endimen o ao
clien e (“UiPa h B ings Robo ic P ocess Au oma ion o SAP Applica ions o Speed Digi al
T ans o ma ion”, 2019).
42
4.1.3 Desc ição do P ocesso a Au oma iza
O obje i o des e capí ulo é desc e e o p ocesso do negócio escolhido pa a au oma ização,
a a és da ecnologia RPA.
Realizou-se uma eunião com o esponsá el dos se iços pa ilhados e com o esponsá el pelo
depa amen o Ino ação e P ocessos da Emp esa XP, onde se analisou uma sé ie de p ocessos pa a
seleciona o p ocesso adequado a au oma iza .
O p ocesso que oi selecionado pa a au oma iza a a és de RPA az pa e do depa amen o de
con abilidade, nomeadamen e, da á ea iscal.
O p ocesso co esponde à expo ação do ichei o SAFT do sis ema de a u ação e ao seu en io
pa a o po al e- a u a.
T a a-se de uma ob igação legal, po pa e das emp esas, en ia a é ao dia 12 de cada mês a
a u ação e e en e ao mês an e io , po ia ele ónica, pa a o po al e- a u a da au o idade
ibu á ia.
Segundo a Deloi e, os p ocessos mais adequados pa a implemen ação de uma solução de RPA
ca ac e izam-se po se :
• Repe i i os.
• P opensos a e os.
• Com eg as implemen adas e bem de inidas.
• Com anspo e e ans e ência de dados.
• Com ele ada ca ga adminis a i a.
A escolha ecaiu sob e es e p ocesso po que cump e as p emissas acima desc i as:
Repe i i o: Mensalmen e, são en iados 72 ichei os de SAFT da a u ação (50 de SAP e 22 de
ou os so wa es).
Com eg as implemen adas e bem de inidas:
1. Acede ao SAP e expo a os ichei os pa a o disco pa ilhado na pas a com a designação
SAFT – Decla ação de a u ação.
2. Valida o ichei o SAFT da a u ação no po al da Au o idade T ibu á ia.
3. En io do ichei o SAFT da a u ação.
4. Ve i ica se o ichei o oi en egue e se es á na si uação: “Agua da P ocessamen o”.
5. Ve i ica se o ichei o se encon a na si uação: “In eg ado com Sucesso”.
Com anspo e e ans e ência de dados:
Copia e cola dados do Excel no sis ema de a u ação (SAP). Ex ai dados do sis ema de
a u ação pa a os ca ega no po al e- a u a.
Com ele ada ca ga adminis a i a:
Es a a e a consome bas an e empo nos gabine es de con abilidade e de se iços pa ilhados
e não se aduz em alo ac escen ado.
Nos se iços pa ilhados inancei os onde ai se implemen ado, es e p oje o consome 17,5
ho as, ou seja, mais de dois dias de abalho.
Além des as p emissas na escolha des e p ocesso, pesou o ac o de es e p ocesso in e agi
com ês e amen as: MS Excel, sis emas de a u ação (SAP) e b owse . A escolha des e p ocesso
coincidiu com a saída do colabo ado que execu a a es a a e a na Emp esa XP, a qual e e de se
43
ans e ida pa a ou o colabo ado , implicando que se dispensasse empo em o mação e
ap endizagem.
Po azões de empo e po se conside a es e p ocesso como uma ó ima p o a de concei o e
esponde de o ma e e i a a es e p oje o, op ou-se po au oma iza apenas es e p ocesso.
O obje i o dessa au oma ização isa a p incipalmen e:
• Fo nece um p ocessamen o mais ápido.
• Reduzi a du ação das a i idades.
• Ala anca a au oma ização pa a melho a o desempenho e a con iança ge al do
depa amen o.
• Se i como p o a de concei o pa a u u as au oma izações a a és de RPA. Responde aos
obje i os des e abalho de p oje o.
A segui , ap esen a-se o luxog ama que de ine es e p ocesso, elabo ado pelo depa amen o
de p ocessos e ino ação dos se iços pa ilhados, em que se p opõe uma au oma ização a a és de
RPA, a pa i do momen o da alidação do ichei o no Po al da Au o idade T ibu á ia.
44
Figu a 27 - Fluxog ama do p ocesso de ex ação, alidação e submissão do SAFT.
Fon e: Depa amen o de ino ação e p ocessos dos se iços pa ilhados da Emp esa.
45
De alhes do p ocesso
Nome comple o do p ocesso
SAFT FATURAÇÃO – Expo ação e En io de ichei o
Função
Con as a ecebe
Depa amen o
Financei o
Desc ição cu a do p ocesso (ope ação,
a i idade, esul ado)
Es e p ocesso ex ai a a u ação mensal da emp esa do SAP,
alida-a e subme e-a no si e da Au o idade T ibu á ia
Calendá io p ocesso
1 ez/ mês, a é ao dia 12
# de i ems p ocessados/ mês
90 i ems
Média de empo de a amen o po i em
12 minu os
Exceções
O mon an e alidado no si e da Au o idade T ibu á ia não
c uza com o da con abilidade
Dados de inpu
Os ichei os de a u ação "xml"/ ichei o "xls" com dados das
emp esas
Dados de ou pu
O ichei o "xml" da Au o idade T ibu á ia. S a us no si e da
Au o idade T ibu á ia
Tabela 4 - In o mação ge al ace ca do p ocesso selecionado pa a Au oma ização do RPA.
Fon e: Au o .
46
5. PROJETO
5.1 REQUISITOS DO PROJETO
Desc e em-se os passos sequenciais a ealiza como pa e do p ocesso, bem como as
condições e as exigências pa a a sua au oma ização.
A implemen ação de um RPA obedece a um conjun o de e apas:
Ap esen a os bene ícios
da implemen ação do RPA
a odos os en ol idos
Wo kshops ace ca dos
p ocessos
A aliação de Use Cases
P o a de concei o
• Escla ece os
colabo ado es sob e o
que é um RPA e quais os
bene ícios que pode á
aze .
• A implemen ação de um
RPA implica mudanças
uncionais den o da
o ganização.
• Su ge uma no a unção:
"P op ie á io do Robo ”.
É o indi iduo que em o
conhecimen o do
p ocesso an es e depois
da au oma ização.
Iden i ica quaisque
mudanças ou p oblemas
de au oma ização,
ealizando o eino do
obo , caso haja
necessidade.
• O ganiza wo kshop do
p ocesso.
• Descob i que p ocessos
são adequados pa a
au oma ização, numa
coope ação en e o
especialis a do p ocesso
e o especialis a do RPA.
• A alia as ideias que
su gi am nos wo kshops.
• De ini o p ocesso mais
adequado pa a
au oma ização, com
base no ní el de
ma u idade, olume e
isco de e o do
p ocesso.
• Desen ol e a
au oma ização em
ambien e de es e.
• Obje i o: eina o obo
pa a execu a o
p ocesso, al como oi
planeado. T a a de
odas as exceções.
Pilo o
P odução
Roll-ou e supo e
Repe i eino do obo
• Implemen a um
p ocesso de
au oma ização em
p odu i o.
• T a a de no as
exceções
• Faze al e ações, se o
necessá io.
• Depois da
au oma ização
concluída, é execu ada
em ambien e p odu i o.
• Te mina o abalho dos
consul o es.
• A pa i des a e apa, a
equipa de supo e
ecebe o icialmen e o
obo , iden i icando
alhas e co igindo-as.
• Caso seja necessá io
p ocede a epe ição do
obo .
Figu a 28 – E apas de implemen ação de um RPA.
Fon e: Da ascienceacademy, 2019.
47
O p imei o passo que de emos da quando que emos implemen a uma mudança de
p ocesso, é o mapeamen o dos p ocessos da emp esa, e i ica aqueles que se enquad am como
opo unidades de au oma ização, que sejam a e as epe i i as baseadas em eg as. O mapeamen o
dos p ocessos i á mos a onde exis em ga galos e opo unidades de melho ias e de edução de
cus os. Pe mi e pad oniza p ocessos e implemen a indicado es de desempenho. Um bom
mapeamen o eduz as pe das de empo na ase de implemen ação, eduzindo as us ações
o iginadas po co eções, pe mi indo ob e um melho ROI.
“Pa a o RPA unciona é necessá io e um mapeamen o mui o bem concebido sendo condição
necessá ia pa a a ança com luxog amas simples e e is os” (Figuei edo, 2019).
A segui , é ei a uma ep esen ação de al o ní el do p ocesso selecionado pa a au oma ização
e da elação en e p ocessos e/ou subp ocessos.
Figu a 29 – Diag ama de p ocessos de al o ní el.
Fon e: Au o .
Após a análise inicial do p ocesso de al o ní el, de e á se omada a decisão de ag upa os bo s
em ambien es.
Segundo o Uipa h, exis em ês abo dagens possí eis:
a) Ag upa po g upos de aplicações: po exemplo, ambien es com bo s sob e o Excel e o SAP.
Van agens: é possí el a ingi uma melho u ilização dos bo s, podendo co e múl iplos
p ocessos num ambien e, com as aplicações de base ins aladas, man endo-se ocupado po
mais empo e i ando pa ido da alocação dinâmica da agenda.
Des an agens: não é e icien e, po e á ias combinações de aplicações en e p ocessos.
b) Ag upa po p ocessos: po exemplo, um ambien e pa a o p ocesso SAP a u ação con as a
ecebe .
48
Van agens: cada p ocesso e á um ambien e dedicado, não exis indo mis u as de bo s,
ga an indo-se semp e uma disponibilidade de 100% dos bo s pa a os p ocessos dedicados.
Des an agens: po ezes, pode á conduzi a obo s ina i os.
c) Ag upamen o híb ido: uma combinação dos mé odos an e io men e e e idos.
Van agens: uma abo dagem mais lexí el.
Des an agens: de e es a mui o bem documen ado, a im de e i a con usões ao soluciona
p oblemas.
No desen ol imen o des e p oje o amos u iliza o ag upamen o híb ido.
Decidido o modo como i emos ag upa os bo s em ambien es, amos abo da o modo como
es e se i á au en ica .
Exis em ês mé odos de au en icação dos bo s:
i. Uma con a gené ica pa a odos os obo s.
Van agens: exige uma meno con igu ação.
exige menos licenças.
Des an agens: sem g anula idade no con olo do acesso e dos logs.
a con a pode á se bloqueada ou comp ome ida.
pode ão não se supo adas as sessões pa alelas da mesma con a.
ii. Uma con a pa a cada obo .
Van agens: melho con olo do acesso.
Des an agens: pode á exigi licenças adicionais de aplicações.
iii. A a és de con as do u ilizado humano – somen e pa a F on O ice Robo .
Des an agens: apesa de exis i um log das ações dos bo s, a audi o ia pode á se
complicada
Nes e p oje o, i á se u ilizada a e são “Communi y Cloud” do Uipa h que é g a ui a e
des inada a desen ol edo es de RPA indi iduais e pequenas equipas. Ap esen ando limi ações no
núme o de licenças e obo s, se á u ilizada uma con a gené ica pa a odos os bo s.
Rela i amen e à decisão es a égica de a mazenamen o de c edenciais, as opções são:
i. A mazena as c edenciais localmen e no Windows C eden ial Manage .
Van agens: Pode á se al e ado pelo bo .
Des an agens: Não é cen alizado.
ii. A mazena as c edenciais como a i os no O ches a o .
Van agens: cen alizado, acessí el ao adminis ado .
Acessí el, independen emen e do compu ado em que o bo es á a se execu ado.
Des an agens: Pode á não se compa í el com odas as polí icas de segu ança da emp esa.
iii. A mazena as c edenciais em se iços de e cei os (po exemplo, Cybe A k).
Des an agens: pode ão es a en ol idos cus os adicionais, pa a cump i as polí icas es i as
de segu ança emp esa ial.
Nes e p oje o, op ou-se po gua da as c edenciais de acesso ao SAP no O ches a o , op ou-
se po não a mazena as c edenciais de acesso ao po al e- a u a, po ques ões de polí ica de
segu ança da emp esa, op ando-se po as a mazena localmen e.
55
1.8 E
Exibi o ec ã de ansação FIEU_SAFT e
seleciona a opção C ia A qui o.
Exibe os pa âme os da
opção “C ia A qui o”.
1.8 F
No ichei o Excel auxilia do ca egamen o do
SAFT, seleciona e copia as células (B17:B23)
que con êm a in o mação necessá ia pa a
p eenche os campos de C ia A qui o do
FIEU_SAFT.
1.8 G
Cola a in o mação ecolhida no Excel (em 1.8
F) no ec ã C ia A qui o do SAP e clica em
execu a ou F8.
Ab e a página “Exibi
logs”.
56
1.8 H
Exibi a página “Exibi logs”, e e en e à opção
C ia A qui o. Nes a página, pode emos
isualiza os pa âme os selecionados, bem
como o núme o de a u as emi idas, o o al de
débi os e c édi os e o o al de clien es. Após
es a página se ge ada, clicamos em Vol a (F3)
Vol amos à página
inicial de FIEU_SAFT.
1.8 I
Exibi o ec ã da ansação FIEU_SAFT e
seleciona a opção A qui o de Download.
Exibe o ec ã de SAP
Comunicação
ele ónica de impos os
– g a a o ile IDS no
PC.
1.8 J
No ichei o Excel auxilia ao ca egamen o do
SAFT, seleciona e copia as células (B28:B37)
que con êm a in o mação necessá ia pa a
p eenche os campos de A qui o de Download
do FIEU_SAFT
57
1.8 K
No ec ã SAP (Comunicação Ele ónica de
Impos os), g a a o ile IDS no PC, cola a
in o mação ecolhida do Excel (no 1.8 J) nos
Pa âme os a P eenche e clica em Execu a ou
F8
Exibe a janela de pop-
up de Segu ança
SAPGui que solici a a
pe missão pa a c ia o
ile xml com a
in o mação SAFT.
Possí el exceção:
acesso não au o izado
ao ile.
1.8 L
Na janela pop-up de segu ança, clica em
Pe mi i pa a c ia o ile xml com a in o mação
SAFT.
Ab e a in o mação de
que o ile oi c iado e
diz qual o caminho.
1.8 M
Ab i a in o mação de que o ile oi c iado e
qual o caminho. Clica em Vol a ou F3.
Reg essamos ao ec ã
de Comunicação
Ele ónica de Impos os.
58
1.8 N
De eg esso ao ec ã de Comunicação ele ónica
de impos os, clica em Vol a ou F3.
Reg essamos ao ec ã da
ansação FIEU_SAFT na
opção A qui o de
Download
1.8 O
De eg esso ao ec ã da ansação FIEU_SAFT, na
opção A qui o de Download, seleciona a opção
Ex ai Dados e einicia o p ocesso no 1.8 A
pa a ou a emp esa.
Possí el exceção: a
emp esa selecionada
não possui a u ação
no pe íodo em causa.
Não ha endo mais
emp esas, o p ocesso
de ex ação do SAFT
e mina á aqui.
2.1
Ab i o po al web e- a u a na página de
au en icação
h ps://www.acesso.go .p .
Abe u a do ec ã:
au en icação da e-
a u a.
Possí el exceção: o
po al do e- a u a não
es a disponí el.
59
2.2
Faze login no po al e- a u a (dados de
en ada: nº de con ibuin e e senha de acesso).
Ab e a página En ia
Fichei o SAF-T (PT).
Possí el exceção:
o nº de con ibuin e ou
a senha de acesso
es a em inco e os.
2.3
Pa a cada emp esa, execu a os seguin es
passos.
Possí el exceção:
não exis i em a u as
pa a o pe íodo em
e e ência.
2.3 A
Ab i a página En ia Fichei o SAFT-T(PT).
60
2.3 B
P eenche o Ano de Emissão e o Mês de
Emissão e, a segui , clica em Ab i .
2.3 C
Clica em Ab i .
Ab e a janela pa a aze
upload do ichei o
SAFT.xml.
2.3 D
Seleciona o caminho do ichei o SAFT.xml e
clica em Open pa a aze upload.
O ec ã En ia Fichei o
SAFT-T(PT). no campo
Fichei o. indica o
caminho do ichei o
SAFT.xml.
61
2.3 E
Clica em alida
Ab e uma janela pop-up
com o í ulo Sucesso.
Possí el exceção: de e
exis i pelo menos uma
a u a ou um
documen o com da a
de emissão no ano e
mês de emissão
selecionado.
2.3 F
Ab i uma janela de pop-up com o í ulo
“Sucesso”. Essa janela dá algumas in o mações,
ais como o núme o de a u as, o al de
c édi os e o al de débi os. Clica em OK.
Fecha a janela de pop-
up de alidação com
sucesso.
2.3 G
Na página “En ia Fichei o SAFT-T(PT)” clica
em Subme e .
Ab e a janela com o
í ulo “Sa e”, pa a
gua da uma e são
esumida do SAFT.xml.
62
2.3 H
Ab i a janela com o í ulo “Sa e” pa a gua da
uma e são esumida do SAFT.xml.
Indica o nome do ichei o e o caminho pa a o
gua da .
Clica em Sa e.
Ab e a janela de pop-up
com o a iso de ichei o
en iado com sucesso.
2.3 I
Ab e a janela de pop-up com o a iso de ichei o
en iado com sucesso.
2.3 J
Gua da um p in sc een do Ok do en io.
Tabela 6 - Mapa De alhado de P ocessos.
Fon e: Au o .
63
#
I em
De alhes
1
De alhes do ambien e p odu i o
Co e em SAP, em ambien e p odu i o
2
Condições p é ias pa a co e
O ichei o xml é ge ado no SAP
O ichei o é subme ido no In e ne Explo e com o Ja a
a ualizado
O Excel é ins alado na máquina
3
Dados de en ada (da a inpu )
Um ichei o Excel
4
Dados de saída (ou pu da a)
Um ichei o xml
Um p in sc een – comp o a i o do en io
5
Como se inicia o p ocesso au oma izado?
O p ocesso inicia-se a pa i do O ches a o se e
6
Re oma o p ocesso de uma e apa
especi ica
Não é possí el, somen e, ecomeçando-o do início
7
Rela ó ios
( ela ó ios de ila ou ou a pla a o ma)
O ches a o logs e jobs dashboa d
8
T a amen o manual de e os
( e e e ou conclui manualmen e as
ansações com e os). P ocessos pa a
ede ini os i ems.
Em caso de e o, pode á se ei a uma co eção manual ou
ecomeça -se do início
8 a) Como e oma o p ocesso em caso de
e o
Re o na ao início
8 b) Como co igi manualmen e as
ansações com e o
Iden i ica o e o, a a és do debug, co igi-lo
manualmen e e e oma a pa i desse pon o
9
U ilização do O ches a o
Sim, pa a calenda ização e gua da passwo ds
Polí icas de passwo d
A passwo d SAP expi a
A passwo d e-Fa u a não expi a
C edenciais gua dadas
Gua dadas no O ches a o Asse s
Lis a dos nomes dos a i os
SAP_Login
Lis a dos nomes das ilas
SAFT_Emp esas
Calendá io
Dia 10 de cada mês
Tabela 7 - De alhes p incipais do p ocesso a au oma iza .
Fon e: Au o .
64
5.2 EXECUÇÃO DO PROJETO
5.2.1 De alhes do P oje o
Nes e capí ulo, desc e em-se odos os p ocessos que compõem o p oje o a au oma iza .
O p oje o a au oma iza é compos o po dois p ocessos:
• Ex ação do SAFT
• Submissão do SAFT
Pa a cada p ocesso, desc e e(m)-se o(s) wo k low(s), o denado(s) da o ma lógica po que são
execu ados.
5.2.1.1 Ex ação do SAFT
#
I em
De alhes
1
Ambien e u ilizado no
desen ol imen o
(nome, localização e de alhes de
con igu ação)
SAFT (Uipa h Compu e )
2
Condições p é ias do ambien e
(os de alhes, os p og amas
necessá ios,)
Windows 10, SAP, Mic oso Excel
3
Ní el do log
In o ma i o
4
De alhes ace ca da au oma ização
Ten ou-se minimiza a u ilização de au oma ização UI,
p i ilegiou-se a u ilização de eclas pa a na egação,
p eenchimen o de campos de ex o com a iá eis,
nomeadamen e, da as e nomes de ichei os. U ilizou-se Excel
Scope pa a a seleção dos códigos da emp esa a ex ai do SAFT
5
No caso de se F on O ice Robo ,
o u ilizado pode á ope a o
compu ado , enquan o o obo
es i e em execução?
N/A (es e é um caso de BOR)
6
Reposi ó io do p oje o
(onde o p oje o desen ol ido es á
a mazenado)
OneD i e pa a Emp esas Tese RPA SAFT
7
Lis a de componen es eu ilizá eis
• SAP_Login
• SAP_Fecha
8
Logs pe sonalizados de inidos nos
luxos de abalho
• Nº da Emp esa
• Con ibuin e
• Fichei o c iado com sucesso
9
E os equen es encon ados na
ase de desen ol imen o
SAP len o a ex ai in o mação e mensagens de “e o imeou ”
10
Soluções al e na i as u ilizadas na
N/A
71
5.2.1.2 Submissão do SAFT
#
I em
De alhes
1
Ambien e u ilizado no
desen ol imen o
(nome, localização e de alhes da
con igu ação)
SAFT (Uipa h Compu e )
2
Condições p é ias do ambien e
(os de alhes e os p og amas
necessá ios)
Windows 10, In e ne Explo e , Mic oso Excel
3
Ní el de log
In o ma i o
4
De alhes ace ca da au oma ização
Ten ou-se minimiza a u ilização de au oma ização UI, no en an o,
oi u ilizada pa a a na egação, o p eenchimen o de campos de
ex o com a iá eis, nomeadamen e, da as e nomes de ichei os.
U ilizou-se Excel Scope pa a a seleção dos códigos da emp esa a
subme e ao SAFT
5
No caso de se F on O ice Robo ,
o u ilizado pode á ope a o
compu ado enquan o o obo es á
em execução?
N/A (es e é um caso de BOR)
6
Reposi ó io do p oje o
(onde o p oje o desen ol ido es á
a mazenado)
OneD i e pa a Emp esas Tese RPA SAFT
7
Lis a de componen es eu ilizá eis
N/A
8
Logs pe sonalizados de inidos nos
luxos de abalho
• O ichei o oi alidado com sucesso
• To al de c édi os
• To al de débi os
• Fichei o subme ido com sucesso
• Não exis em mais ichei os a p ocessa
9
E os equen emen e encon ados
na ase de desen ol imen o
E os com selec o s no e- a u a
10
Soluções al e na i as u ilizadas na
ase de au oma ização
N/A
11
Mé odo de con igu ação
(asse s, Excel ile, Json ile)
Excel
12
De alhes de con igu ação
(caminho pa a inpu iles e
con igu ação dos a i os u ilizados
no O ches a o )
SAFTBD.xls
Tabela 10 - Wo k low(s) especí icos do p ocesso (Submissão SAFT)
Fon e: O Au o
72
#
Nome do ichei o do
wo k low
Desc ição
A gumen o de
en ada
(inpu a gumen )
A gumen o de
saída
(Ou pu
A gumen )
B.1
E- a u a_Launch
Ab e o b owse na página
do e- a u a (c edenciais) e
maximiza a janela
N/A
N/A
B.2
E- a u a_Login
Faz login, u ilizando as
c edenciais da emp esa:
use name e passwo d
in_Use name(S ing)
in_Passwo d(S ing)
N/A
B.3
E- a u a_Validação
P ocesso que pe mi e
seleciona o pe íodo e o
ichei o SAFT a alida
in_Ano(S ing)
in_Mês(S ing)
in_File(S ing)
N/A
B.4
Na ega _en ega _ ichei o
Wo k low que pe mi e
na ega no amen e a é à
página En ia Fichei o
N/A
N/A
B.5
E- a u a_Subme e
In oca o p ocesso e-
a u a_Validação. Subme e
o ichei o SAFT
N/A
N/A
B.6
E- a u a_ echa _B owse
Ence a o b owse E-
a u a.
N/A
N/A
B.1 E- a u a_Launch
73
B.2 E- a u a_Login
Va iá eis / A gumen os:
74
B.3 E- a u a_Validação
75
Va iá eis / A gumen os:
B.4 Na ega _en ega _ ichei o
76
B.5 E- a u a_Subme e
77
B.6 E-Fa u a_Fecha _B owse
78
5.2.1.3 P ocesso SAFT-(PT)
O p ocesso SAFT in oca a maio pa e dos p ocessos de negócio, que no malmen e são
implemen ados po múl iplos subwo k lows.
Pa a a implemen ação des e p ocesso, u ilizou-se a pla a o ma RE F amewo k do Uipa h. O RE
F amewo k ou Robo ic En e p ise Managemen é um esquema o necido pelo Uipa h que ai ajuda
os desen ol edo es a au oma iza os p ocessos, de uma o ma ápida e e icien e. O RE F amewo k é
ge almen e cons uído po s a e machines. O RE F amewo k pe mi e e as con igu ações num
ichei o ex e no Con ig.xls e os a i os no O ches a o , em ez de e essas con igu ações no código
do p óp io RPA ou numa unidade de ede pa ilhada ou as c edenciais num sc ip . O RE F amewo k é
independen e do p ocesso, endo sido u ilizado nes e p oje o pa a gua da as c edenciais de acesso
ao SAP.
As an agens da u ilização do RE F amewo k são:
• Es u u a de low code: O código é mui o cla o, pe mi e se comen ado e eu iliza unções,
de modo a se comp eendido po qualque desen ol edo .
• Reu ilizá el: O código pode se eu ilizá el em ou as au oma izações. Funciona pa a
qualque ipo de p ocessos, independen emen e das on es dos dados.
• Melho mecanismo de ecupe ação e no a en a i a de exceção: As exceções passo a
passo, são ge idas pelo amewo k e podem se acilmen e con igu adas po eg as.
• Mecanismo de audi o ia e egis o: Pe mi e, a a és da con igu ação e c iação de um log,
as ea , passo a passo, o abalho do bo , com bas an e de alhe de p i acidade.
• Manu enção, ampliação e a ualização com acilidade: Apenas com a edição do Main.xaml, é
possí el man e , amplia e a ualiza a es u u a.
O RE F amewo k é cons i uído pelas seguin es a i idades:
1. Ini : P imei o, odos os dados que cons am do ichei o Con ig são lidos e con e idos pa a
um dicioná io como alo es-cha e.
É cons i uído pelas seguin es suba i idades, que são u ilizadas pa a inicia as con igu ações
e “ma a ” odos os p ocessos:
1. Ini AllSe ings
2. KillAllP ocesses
3. Ini AllApplica ion
A saída é o Con ig (Dicioná io).
2. Ge T ansac ionDa a: Ob ém dados (T ansac ion Da a) a pa i do ichei o Con ig
(Dicioná io), como ambém de abelas, ilas ou olhas de cálculo. A a i idade é execu ada
pelo bo .
A saída são os ansac ion i em.
3. P ocess: É o modelo de um p oje o que em como base um luxog ama, o imizado pa a a
au oma ização de p ocessos básicos. Nes a a i idade, pode emos p ocessa os dados do
negócio e moni o iza o s a us do abalho.
4. End P ocess: Ence a o p ocesso a a és de:
1. ClosseAllAplica ions
2. KillAllP ocess
79
Main
Figu a 32 - O ichei o Main.xaml demons a a es u u a do design de a qui e u a do p ocesso.
No RE F amewo k do p oje o desen ol ido op ou-se po não se e idencia a a e a
Ge T ansac ioDa a, sendo es a a i idade inse ida na a i idade do p ocesso. Assim, o RE F amewo k
do p oje o con a com apenas ês a i idades.
No ichei o Main, pode emos isualiza o modo como são a ados os e os e as exceções.
80
Iniciação
87
5.3.2 Es a ís icas do P ocesso Au oma izado
Nes e capí ulo, p e ende-se ap esen a os dados da ealização do p ocesso, execu ado an o
pelo se humano bem como pelo obo e uma compa ação en e eles. Os dados o am medidos em
e mos de empo de execução das p incipais a e as do p ocesso.
Realizou-se um es e de execução do p ocesso pa a qua o emp esas de di e en es dimensões,
de o ma a ep esen a uma amos a do uni e so de emp esas que compõem os se iços
pa ilhados. Das 40 emp esas, o am escolhidas qua o, pelo c i é io do núme o médio de
documen os de a u ação emi idos po mês, pa a pos e io men e medi os empos de ealização das
p incipais a e as que in eg am o p ocesso. Os empos o am medidos em segundos.
Con udo, a dimensão do olume de dados da emp esa é i ele an e pa a o es udo em causa,
pois essa ca ac e ís ica em um impac o no empo de execução de a e as como a ex ação ou o
ca egamen o de dados, es ando limi ada e dependen e de ou os a o es que não o ac o de se
execu ada po um se humano ou po um obo .
O empo da a i idade ge al é independen e do núme o de emp esas a p ocessa , incluindo
a e as como ab i e ence a aplicações ou execu a logins, daí se medido de o ma au ónoma.
Ta e a:
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
0:00:30
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:30
FIEU_SAFT
0:00:07
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:07
Ex ai dados
0:00:00
0:00:45
0:01:36
0:01:26
0:00:36
0:04:23
C ia a qui o
0:00:00
0:00:26
0:00:41
0:00:44
0:00:22
0:02:13
A qui o de download
0:00:00
0:00:18
0:00:24
0:00:23
0:00:20
0:01:25
Login e- a u a
0:00:58
0:00:25
0:00:27
0:00:26
0:00:26
0:02:42
Valida e- a u a
0:00:00
0:00:41
0:01:02
0:01:24
0:01:29
0:04:36
Subme e e- a u a
0:00:00
0:00:19
0:00:13
0:00:15
0:00:12
0:00:59
Ence a e- a u a
0:00:05
0:00:05
0:00:12
0:00:05
0:00:05
0:00:32
To al
0:01:40
0:02:59
0:04:35
0:04:43
0:03:30
0:17:27
Tempo médio po emp esa
0:03:57
Tabela 11 – Resul ados da execução manual do p ocesso.
O empo de execução o al do p ocesso de o ma manual oi de 17 minu os e 27 segundos, 1
minu o e 40 segundos es ando alocados a a i idades ge ais. O empo médio de execução de cada
emp esa é de 3 minu os e 57 segundos.
88
Ta e a
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
0:00:29
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:29
FIEU_SAFT
0:00:04
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:00
0:00:04
Ex ai dados
0:00:00
0:00:12
0:00:37
0:00:50
0:00:11
0:01:50
C ia a qui o
0:00:00
0:00:11
0:00:14
0:00:15
0:00:11
0:00:51
A qui o de download
0:00:00
0:00:09
0:00:09
0:00:09
0:00:09
0:00:36
Login e- a u a
0:00:02
0:00:16
0:00:15
0:00:18
0:00:14
0:01:05
Valida e- a u a
0:00:00
0:00:08
0:00:08
0:00:09
0:00:08
0:00:33
Subme e e- a u a
0:00:00
0:00:09
0:00:07
0:00:06
0:00:06
0:00:28
Ence a e- a u a
0:00:03
0:00:01
0:00:01
0:00:01
0:00:01
0:00:07
To al
0:00:38
0:01:06
0:01:31
0:01:48
0:01:00
0:06:03
Tempo médio po emp esa
0:01:21
Tabela 12 – Resul ados da execução au omá ica do p ocesso.
O empo de execução o al do p ocesso de o ma au omá ica oi de 6 minu os e 3 segundos,
38 segundos es ando alocados a a i idades ge ais. O empo médio de execução de cada emp esa é
de 1 minu o e 21 segundos.
Ta e a
Ge al
Emp esa
To al
9E00
1000
1400
2700
Login SAP
3%
0%
0%
0%
0%
3%
FIEU_SAFT
43%
0%
0%
0%
0%
43%
Ex ai dados
0%
73%
61%
42%
69%
58%
C ia a qui o
0%
58%
66%
66%
50%
62%
A qui o de download
0%
50%
63%
61%
55%
58%
Login e- a u a
97%
36%
44%
31%
46%
60%
Valida e- a u a
0%
80%
87%
89%
91%
88%
Subme e e- a u a
0%
53%
46%
60%
50%
53%
Ence a e- a u a
40%
80%
92%
80%
80%
78%
TOTAL
62%
63%
67%
62%
71%
65%
Tempo médio po emp esa
66%
Tabela 13 – Ganhos e pe das da execução au omá ica e sus execução manual.
89
Conside ando os esul ados dos es es ealizados pelo se humano e pelo obo , o empo de
execução o al des e úl imo pe mi e poupanças de empo na o dem dos 65%. O empo médio de
execução po emp esa baixa de 3 minu os e 57 segundos pa a um 1 e 21 segundos, ou seja, em
média, po cada emp esa que o se humano p ocessa, o obo p ocessa ês.
A a e a com maio es ganhos é a de “Valida e- a u a”, pe o de 90%, pois é um ipo de a e a
que, essencialmen e, é de in odução e seleção de dados, conseguindo-se i a um maio endimen o
do po encial do RPA, ao con á io de a e as que es ão mais elacionadas com o p ocessamen o e a
ex ação de dados do ERP. Po exemplo, o ganho na a e a login do SAP é mui o baixo, pois o empo
de a anque do SAP é o mesmo, seja manual ou au omá ico, ac escido do empo de acesso ao
O ches a o pa a le as c edenciais de acesso.
Os ganhos em a i idades como ex ai dados, c ia um a qui o ou a qui o de download)
ondam os 60%, pois as a i idades de inse ção de dados já es ão p e iamen e au oma izadas a pa i
do Excel, sendo apenas de copia e cola .
Não exis em pe das na au oma ização manual.
Em seguida, ap esen a-se o log da execução do p ocesso no Uipa h:
06/21/2020 00:20:52 => [Debug] Debug s a ed o ile: Main
06/21/2020 00:20:54 => [In o] SAFT execu ion s a ed
06/21/2020 00:20:59 => [In o] Killing p ocesses.
06/21/2020 00:20:59 => [In o] Ab i aplicações.
06/21/2020 00:21:30 => [In o] 9E00
06/21/2020 00:21:58 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:22:17 => [In o] C: SAFT 9E00_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:22:21 => [In o] O ichei o indicado, con endo 1 a u a, o al de c édi os 208,33€ e o al de débi os
0,00€ e con endo 0 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 208,33
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 0,00
06/21/2020 00:22:21 => [In o] 208.33
06/21/2020 00:22:34 => [In o] 1000
06/21/2020 00:23:33 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:23:49 => [In o] C: SAFT 1000_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:23:54 => [In o] O ichei o indicado, con endo 267 a u as, o al de c édi os 18 178 977,88€ e o al de
débi os 3188 326,16€ e con endo 68 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 18 178 977,88
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 3188 326,16
06/21/2020 00:23:54 => [In o] 14990651.72
06/21/2020 00:24:08 => [In o] 1400
06/21/2020 00:25:20 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:25:37 => [In o] C: SAFT 1400_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:25:42 => [In o] O ichei o indicado, con endo 1036 a u as, o al de c édi os 3352 164,75€ e o al de
débi os 136 885,51€ e con endo 2 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 3.352.164,75
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 136.885,51
06/21/2020 00:25:42 => [In o] 3215279.24
06/21/2020 00:25:53 => [In o] 2700
06/21/2020 00:26:22 => [In o] FICHEIRO CRIADO COM SUCESSO!!!
06/21/2020 00:26:39 => [In o] C: SAFT 2700_F_05_2020.xml
06/21/2020 00:26:43 => [In o] O ichei o indicado, con endo 25 a u as, o al de c édi os 438 309,33€ e o al de
débi os 0,00€ e con endo 0 documen os de con e ência oi alidado com sucesso.
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 438.309,33
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 0,00
06/21/2020 00:26:43 => [In o] 438309.33
06/21/2020 00:26:57 => [In o] Killing p ocesses.
06/21/2020 00:26:58 => [In o] SAFT execu ion ended in: 00:06:03
90
5.3.3 Es a ís icas do Ques ioná io Realizado
Responde am ao inqué i o 17 colabo ado es, dos 27 selecionados. A g ande maio ia do
depa amen o Fecho de Con as/ Repo ing (64,71%) é cons i uído maio i a iamen e po con abilis as
ce i icados que conhecem mui o bem o p ocesso au oma izado, pois es a e a uma das suas a e as
mensais, es ando a ualmen e es a a e a o almen e alocada a uma única pessoa a e a às con as a
paga .
Como classi ica a execução da a e a (ex ação e submissão do SAFT) ealizada po um se
humano?
Rela i amen e à ealização da a e a au oma izada, é ca ac e izada po se epe i i a (64,71%),
monó ona (47,06%) e simples (35,29%).
Na sua opinião, a au oma ização da a e a de ex ai e en ia o SAFT i á aze bene ícios ao
depa amen o o ganizacional?
91
Rela i amen e aos bene ícios que a au oma ização des e p ocesso pode á aze ao
depa amen o o ganizacional onde es e p ocesso é execu ado, a g ande maio ia (52,94%) conside a-
os ele ados. A classi icação ge al conside a o bene ício médio/ ele ado.
Na sua opinião, quais são os impac os espe ados de au oma ização do p ocesso SAFT no
depa amen o o ganizacional?
Quan o aos impac os espe ados pa a o depa amen o o ganizacional, a la ga maio ia (70,59%)
conside a como p incipal bene ício a libe ação de ecu sos pa a a e as de maio alo
ac escen ado, seguida da sis ema ização e coe ência de p ocessos e da subs i uição de a e as
o inei as e monó onas (52,94%).
Na sua opinião, u u as au oma izações, semelhan es a es e p ocesso, pode ão es ende -se a
ou os p ocessos den o da o ganização?
A o alidade das pessoas é da opinião que pode ão se e e uadas u u as au oma izações
nou os p ocessos e nou os depa amen os.
92
Qual é sua opinião pessoal ela i amen e à au oma ização de alguns p ocessos ( o inei os e
epe i i os) po si ealizados?
A g ande maio ia dos ques ionados (70,59%), é o almen e a o á el e es á al amen e ece i o
à au oma ização das suas a e as o inei as e epe i i as e 23,53% é-lhe a o á el.
Classi ique, na sua opinião, o po encial de au oma ização de cada depa amen o.
No âmbi o dos depa amen os que pode ão e um o e po encial de au oma ização, es ão as
con as a paga , a esou a ia e o p ocessamen o de salá ios. Os depa amen os de audi o ia in e na e
con olo de ges ão apa ecem no im da lis a, com um po encial médio de au oma ização.
93
Na sua opinião, que ipo de a e as/ p ocessos con abilís icos são mais adequados a uma
au oma ização?
A econciliação in ag upo é conside ada a a e a mais adequada à au oma ização, sendo
apon ada pela o alidade dos ques ionados, seguida da a u ação en e emp esas do g upo, da
e i icação e compensação de con as, das demons ações inancei as e da análise de balanços. As
a e as com um maio g au écnico são as apon adas como menos adequadas a se em
au oma izadas, em con apa ida das que são mais o inei as e simples.
94
Na sua opinião, quais são os impac os espe ados da au oma ização de p ocessos nos
se iços pa ilhados de con abilidade e inanças?
Os p incipais impac os da au oma ização dos p ocessos nos se iços pa ilhados de
con abilidade e inanças são: a libe ação de pessoas pa a a e as de maio alo ac escen ado, que
eúne a opinião de 82,35% dos ques ionados, seguindo-se a subs i uição de a e as o inei as e
monó onas e a edução de e os, ambas com 64,71%.
Pa a a implemen ação de RPA na á ea de con abilidade e inanças quais conside a se os
p incipais desa ios à adoção do RPA? (seleciona os que conside a)?
O desa io ecnológico é conside ado o p incipal desa io da implemen ação do RPA, seguido da
pa icipação das equipas de IT, da de inição de p io idades e da in eg ação nos p ocessos co en es.
As es a ís icas des e inqué i o es ão disponí eis em h ps://p .su eymonkey.com/s o ies/SM-
H3ZJY6XD/.
95
5.4 CONTROLO DA EXECUÇÃO DO PROJETO
Após as e apas de iniciação, planeamen o e execução do p oje o, chegámos à ase de
moni o ização e con olo. É uma ase que assume uma ex ema ele ância, po acompanha o
desen ol imen o do p oje o, pe mi indo e e e ajus a as ases, as a i idades e o p ocesso, de
o ma a aumen a a hipó ese de sucesso da sua execução e a ingi os seus obje i os.
Figu a 33 – Ciclo de ida de um p oje o.
Fon e: h ps:// uleap-d a - 04. ead hedocs.io/p /la es /p ocesso-de-ges ao-de-p oje os/p ocesso-de-ges ao-de-p oje os/.
A ase da moni o ização consis e nas a i idades de:
• Medição dos esul ados pa ciais do p oje o.
• Compa ação en e o planeado e o execu ado e cálculo dos espe i os des ios.
A ase de con olo ca ac e iza-se pelo conjun o de in e enções que isam:
• Co igi des ios.
• A ingi os obje i os planeados.
O con olo des e p oje o oi ei o a a és de checklis .
O con olo da execução do p oje o inclui as seguin es a i idades:
• Ve i ica e con ola as al e ações ao âmbi o do p oje o – e i ica udo aquilo que é pa a se
execu ado, e i ando que o p oje o inclua apenas odo o abalho concluído. No deco e do
abalho, oco e am algumas en a i as de mudança da me a do p oje o, pa a que es a
osse mais além, mas o am abandonadas, de ido ao seu g au de complexidade e não
ac escen a em maio alo ao âmbi o des e p oje o, e le indo-se em a asos no
cump imen o do c onog ama,.
• Elabo a euniões com os o ien ado es do p oje o pa a pe mi i segui o c onog ama, bem
como aze e en uais ajus es e co eções ao p oje o. A segui , ap esen a-se o calendá io das
espe i as euniões:
1ª eunião
24/06/2019
2ª eunião
17/07/2019
3ª eunião
10/09/2019
4ª eunião
8/10/2019
5ª eunião
16/10/2019
6ª eunião
7/01/2020
7ª eunião
7/04/2020
96
8ª eunião
28/04/2020
9ª eunião
19/05/2020
10ª eunião
23/06/2020
• Con ola o c onog ama ( ecolhe in o mações ace ca do desempenho das a i idades,
a ualiza o c onog ama, iden i ica as a iações do p azo e as suas causas). Pe mi e
iden i ica a asos e olgas e eajus a p azos, com base na ealidade do que oi planeado.
• Con ola a qualidade do p oje o – e i ica se o am u ilizadas as melho es p á icas na
execução do p oje o.
• Con ola o isco – mi iga o isco que pode ão causa danos ao p oje o e ao cump imen o
dos obje i os. Po exemplo, oi ido em con a a ealização de cópias de segu ança egula es
do p oje o e abalha na cloud.
Apesa de se e cump ido o c onog ama planeado, oco e am alguns des ios, de ido a se e
p e endido i pa a além do obje i o do p oje o, bem como na escolha da a qui e u a do p oje o, que
começou po se lowcha e passou a e amewo k, pos e io men e, a a de possí eis exceções,
mas que o am abandonadas de ido à complexidade da implemen ação e o empo que al implica ia.
Apesa desses des ios, o p oje o oi execu ado com sucesso, espei ando o c onog ama, de ido às
olgas que o am p e is as no seu planeamen o.
103
ANEXOS (QUESTIONÁRIO)
104
105
106
107
108
i