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Avaliação do desempenho dos hospitais : razão de ser : Editorial

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Avaliação do desempenho dos hospitais : razão de ser : Editorial

Author: Costa, Carlos
Publisher: Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade NOVA de Lisboa
Year: 2006
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/17051/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202006%20-%20v24n1a00%20-%20p.3-4.pdf
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VOL. 24, N.o 1 — JANEIRO/JUNHO 2006
edi o ial ●●●●
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A aliação do desempenho
dos hospi ais: azão de se
O conhecimen o e a publici ação do desempenho dos hospi ais são impo an es
não só pa a se compa a em es as o ganizações de saúde, mas igualmen e pa a se
eduzi a ac ual assime ia de in o mação exis en e en e p es ado es e consumido-
es.
Assim, a da acessibilidade, a adequação dos cuidados p es ados, a e ec i idade
e a e iciência dos hospi ais cons i uem-se como dimensões ele an es pa a uma
pe spec i a mais ampla — a a aliação do desempenho dos hospi ais.
Apesa das di iculdades concep uais e ope acionais, o na-se cada ez mais
necessá io desen ol e modelos pa a a a aliação do desempenho hospi ala . Es a
a i mação é álida pa a qualque dos agen es associados ao me cado da saúde,
nomeadamen e po que é necessá io:
• Disponibiliza in o mação à população sob e o desempenho dos hospi ais;
• In oduzi elemen os que pe mi am uma maio esponsabilização de p op ie-
á ios, ges o es e p es ado es sob e a ac i idade dos hospi ais;
• Con ibui pa a uma maio discussão e a anços na me odologia pa a a alia
o desempenho dos hospi ais;
• Con ibui pa a a melho ia do sis ema de in o mação hospi ala e pa a a
de inição de me odologias pa a medi a iabilidade dos dados;
• Iden i ica pon os o es e acos no desempenho dos hospi ais e des a o ma
con ibui pa a a sua melho ia.
Pa a melho se conc e iza es a inalidade de em se conside adas duas ques ões
undamen ais: a ges ão in eg ada da doença e a conside ação das ca ac e ís icas
especí icas da p ocu a.
A si uação ideal se ia a a aliação do desempenho global dos se iços de saúde,
mas pa a que al acon ecesse se ia igualmen e ele an e euni ou as duas si uações;
a compa ibilização dos sis emas de in o mação e a in eg ação e ical da p es ação
de cuidados de saúde.
No en an o, a endendo a que em Po ugal ainda não es ão eunidas as condições
pa a uma ap eciação comple a e global, pensa-se que é desejá el inicia a a alia-
ção da o ma possí el — o episódio de in e namen o hospi ala —, eme endo-se
pa a uma segunda ase a a aliação comp eensi a da ac i idade das o ganizações de
saúde — o caso.
Po ou o lado, pode ainda e -se p esen e o a gumen o de que cada doen e é um
doen e e, concomi an emen e, con o na -se a ques ão que mui as ezes é e e ida
4REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
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pelos hospi ais e p es ado es — o meu hospi al é especial e único, po que a a
doen es mais g a es. Pa a se ob ia a es a si uação de e eco e -se a écnicas espe-
cí icas, designadas po ajus amen o pelo isco.
A p incipal inalidade do ajus amen o pelo isco é a de con ola os ac o es que
os doen es ap esen am ao con ac a em uma de e minada o ganização de saúde e que
podem a ec a a sua p obabilidade de ob e em um bom ou um mau esul ado. Assim,
com o ajus amen o pelo isco a a aliação do desempenho esul a semp e da compa-
ação en e os esul ados obse ados e os esul ados espe ados. Ou seja, na g ande
maio ia das si uações não são os hospi ais que ap esen am pio es esul ados obse -
ados (mo alidade, complicações, eadmissões, cus os médios, demo a média, ...)
que são pio classi icados, sendo na u almen e a si uação in e sa igualmen e e da-
dei a.
Face ao expos o, de e ainda e e i -se que a u ilização do sis ema de in o mação
exis en e no in e namen o hospi ala pe mi e somen e, pelo menos de uma o ma
cien í ica c edí el, a alia os esul ados de saúde.
Embo a es a si uação seja conjun u al, is o que pode se al e ada com a modi-
icação do sis ema de in o mação em saúde, pensa-se que a a aliação pelos esul a-
dos de e cons i ui o pon o de pa ida pa a a aliação do desempenho, dado que
disponibiliza e idência sob e o desempenho dos hospi ais e na u almen e acul a
pis as pa a se de ec a em e co igi em os e en uais p oblemas exis en es na es u u a
e no p ocesso dos hospi ais.
Ou o p oblema ele an e e e e-se à escolha dos indicado es pa a a alia os
esul ados, sendo que es a opção de i a essencialmen e de dois aspec os: da alidade
cien í ica desses mesmos indicado es e da inalidade da p óp ia a aliação do desem-
penho.
Nes a pe spec i a, há que discu i ou as duas ques ões: se quan o mais ele ado
o o núme o de indicado es melho é o sis ema de a aliação, o que nem semp e é
e dade, sendo inclusi amen e al o de g ande discussão no pano ama académico,
nacional e in e nacional, e se de e u iliza -se semp e o mesmo modelo de a aliação,
independen emen e da inalidade e dos des ina á ios, o que mais uma ez pode não
se p uden e.
Finalmen e, e mina-se com uma analogia ao e e ido po Chu chill pa a a demo-
c acia, mas aplicada à a aliação do desempenho hospi ala :
«Ninguém p e ende que a a aliação do desempenho dos hospi ais em unção dos
espec i os esul ados seja pe ei a ou sem de ei o. Tem-se di o que a abo dagem
pelos esul ados é a pio o ma de a aliação, sal o odas as demais o mas que êm
sido expe imen adas de empos em empos.»