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A promoção do empreendedorismo como solução na problematização social do desemprego

Abstract

A promoção do empreendedorismo tem vindo a ganhar o seu espaço na maioria dos países capitalistas, constituindo-se como um valor transversal a toda a vida quotidiana. O empreendedorismo tem sido apresentado como solução a vários problemas definidos socialmente. A par desta situação, a crise financeira de 2008 veio agudizar a situação de desemprego. Neste contexto, o empreendedorismo tem sido apresentado mediaticamente e nas políticas públicas como sendo uma forma de solução a também este problema social. É nesta relação que será focado este estudo, com o objectivo de conhecer como se constrói socialmente a promoção do empreendedorismo como solução ao problema social do desemprego. Pretende-se estudar de que forma o empreendedorismo é apresentado nas arenas de discussão pública sobre o desemprego, por quem é defendido, e com que argumentos. Mais especificamente, procurar-se-á compreender que características possui a promoção do empreendedorismo para conseguir ocupar, como solução para o desemprego, o espaço limitado das arenas públicas de discussão. Para cumprir este objectivo, serão recolhidas informações sobre a mediatização e institucionalização do empreendedorismo como resposta ao desemprego, através de notícias pesquisadas no Google Notícias e da consulta de políticas públicas. Em termos espaciais o estudo será limitado a nível nacional e, devido à exequibilidade, a pesquisa das notícias será limitada em termos temporais ao período iniciado com a crise financeira de 2008, ou seja, desde esse ano até 2016. Porém a dissertação debruça-se também na contextualização dos processos históricos que estão na origem desta relação actual.

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A promoção do empreendedorismo como solução na problematização social do desemprego

Author: Santos, Carlos Duarte Walgood Moreira dos
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/32637/1/Carlos%20Walgood%20Santos%20-%20%20Disserta%c3%a7%c3%a3o%20de%20mestrado%20-%20A%20Promo%c3%a7%c3%a3o%20do%20Empreendedorismo%20como%20Solu%c3%a7%c3%a3o%20na%20Problematiza%c3%a7%c3%a3o%20Social%20~1.pdf
A P omoção do Emp eendedo ismo como Solução na P oblema ização
Social do Desemp ego
Ca los Dua e Walgood Mo ei a dos San os
Ma ço de 2018
Disse ação de Mes ado em:
Sociologia - Polí icas Públicas e Desigualdades Sociais
I
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au
de Mes e em Sociologia, na especialização de Polí icas Públicas e Desigualdades Sociais,
ealizada sob a o ien ação cien í ica do P o esso Dou o Casimi o Balsa.
II
“P’ a cas a a ju en ude masca am de i ude o que e ence sozinho.”
(José Má io B anco – “Do que um homem é capaz”)
III
AGRADECIMENTOS
Que o ag adece a odos os que con ibuí am, de alguma o ma, pa a a
ealização des a disse ação a a és de con e sas, deba es, suges ões e demons ação de
in e esse e cu iosidade pelo ema. Todos os es an es amigos que de am apoio mo al e
incen i a am ao é mino do abalho ambém encon am a minha g a idão.
Ag adeço aos P o esso es do Mes ado que con ibuí am pa a as bases do ema.
E um ob igado ao P o esso Casimi o Balsa po , nes e úl imo ano, e -me acompanhado
com oda a sabedo ia e expe iência que lhe são ine en es e pela disponibilidade de, em
cada eunião, escla ece as minhas dú idas, o ien a e supo a o umo das minhas ideias
com con e sas que e o ça am a minha mo i ação pa a es uda Sociologia.
É de ido um ag adecimen o aos á ios colegas e companhei os de mui as ho as
de es udo na Biblio eca e á ios ou os locais. E em especial àqueles que, ao mesmo
empo que eu, acaba am os seus mes ados e, ainda assim, consegui am i a algumas
ho as pa a e e o ex o, da suges ões e ajuda a esol e p oblemas ágicos de
o ma ação: Vanessa Ma ins, Nuno Mendes, e Hen ique Cha es, um mui o ob igado
pela paciência e amizade.
O Hen ique Cha es me ece ambém uma menção especial po se a pessoa com
quem mais deba i sob e o meu ema nos úl imos dois anos, desde a minha p imei a ideia
pa a ema a é à edacção das úl imas pala as. Foi aquele que mais a u ou as minhas
c ises de segu ança, suge indo semp e á ias soluções di e en es ace aos p oblemas de
cons ução com que me ia depa ando.
Se oi impo an e o apoio mo al e p á ico dos amigos, a es u u a pessoal e
amilia que me deu o ças pa a não desis i e on ade de a ingi es e objec i o, oi
imp escindí el. A paciência, cumplicidade e amizade que os meus pais e i mão i e am
comigo oi i al pa a a ança e chega ao im.
A minha namo ada, Ma iana, me ece um pa ág a o só pa a ela po odo o apoio
diá io, comp eensão e es abilidade emocional que me p opo cionou e pelo
enco ajamen o con ínuo.
Um ob igado especial aos meus pais po ac edi a em semp e em mim e nas
minhas capacidades e po se em os meus melho es amigos. Es a ese é ei a po eles e
pa a eles.
IV
A P omoção do Emp eendedo ismo como Solução na P oblema ização
Social do Desemp ego
Ca los Walgood San os
RESUMO
A p omoção do emp eendedo ismo em indo a ganha o seu espaço na maio ia dos
países capi alis as, cons i uindo-se como um alo ans e sal a oda a ida quo idiana.
O emp eendedo ismo em sido ap esen ado como solução a á ios p oblemas de inidos
socialmen e. A pa des a si uação, a c ise inancei a de 2008 eio agudiza a si uação de
desemp ego. Nes e con ex o, o emp eendedo ismo em sido ap esen ado
media icamen e e nas polí icas públicas como sendo uma o ma de solução a ambém
es e p oblema social. É nes a elação que se á ocado es e es udo, com o objec i o de
conhece como se cons ói socialmen e a p omoção do emp eendedo ismo como
solução ao p oblema social do desemp ego. P e ende-se es uda de que o ma o
emp eendedo ismo é ap esen ado nas a enas de discussão pública sob e o desemp ego,
po quem é de endido, e com que a gumen os. Mais especi icamen e, p ocu a -se-á
comp eende que ca ac e ís icas possui a p omoção do emp eendedo ismo pa a
consegui ocupa , como solução pa a o desemp ego, o espaço limi ado das a enas
públicas de discussão. Pa a cump i es e objec i o, se ão ecolhidas in o mações sob e a
media ização e ins i ucionalização do emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego,
a a és de no ícias pesquisadas no Google No ícias e da consul a de polí icas públicas.
Em e mos espaciais o es udo se á limi ado a ní el nacional e, de ido à exequibilidade,
a pesquisa das no ícias se á limi ada em e mos empo ais ao pe íodo iniciado com a
c ise inancei a de 2008, ou seja, desde esse ano a é 2016. Po ém a disse ação deb uça-
se ambém na con ex ualização dos p ocessos his ó icos que es ão na o igem des a
elação ac ual.
PALAVRAS-CHAVE: P omoção do Emp eendedo ismo, Desemp ego, P oblemas
sociais, A enas Públicas.
ABSTRACT
The p omo ion o en ep eneu ship has been gaining g ound in mos capi alis coun ies,
cons i u ing i sel as a ans e sal alue in e e yday li e. I has been p esen ed has a
solu ion o socially de ined p oblems. In his ega d, he 2008 inancial c isis wo sened
he unemploymen issue. In his con ex , en ep eneu ship was p esen ed has a possible
solu ion o his social p oblem by he media, as well as by implemen a ing public
policies wi h i in ocus. This ela ion es ablishes he ocus o his s udy, wi h he
objec i e o knowing how en ep eneu ship has been socially cons uc ed as a solu ion
o he unemploymen issue. This s udy seeks o show how en ep eneu ship is
p esen ed in he a enas o public discussion, who de ends i , and wha cons i u es he
base o hei a gumen s. Mo e speci ically, i is sough o unde s and he cha ac e is ics
ha he p omo ion o en ep eneu ship possess in o de o occupy a limi ed space in he
a ena o public discussion, as he solu ion o unemploymen . In o de o achie e his
goal, he in o ma ion abou he media iza ion and ins i u ionaliza ion as a solu ion o
unemploymen will be ga he ed h ough Google News and he consul a ion o public
policies. The s udy will be limi ed o a na ional scale in e ms o space, and he ime
window will be wi hin he yea s 2008 and 2016, which ela es o beginning o he
inancial c isis. Howe e , his disse a ion will, also, lean on he o igin o he his o ical

V
con ex o his ela ion.
KEYWORDS: P omo ion o En ep eneu ship, Unemploymen , Social P oblems,
Public A enas.
VI
Índice
Índice ............................................................................................................................................ VI
Lis a de Siglas ............................................................................................................................. IX
In odução: Ques ões de in es igação e me odologia do es udo ............................................. 1
Ques ões de in es igação ......................................................................................................... 5
Me odologia do es udo ............................................................................................................. 5
Ap esen ação dos capí ulos ...................................................................................................... 6
Pa e I – Ap esen ação e P oblema ização ............................................................................... 9
1.Media ização e Ins i ucionalização dos p oblemas sociais ................................................... 9
1.1 Li e a u a sob e os p oblemas sociais ................................................................................. 9
1.2 A enas Públicas ................................................................................................................. 14
2. Desemp ego como ques ão social e como p oblema social ................................................ 20
2.1 Desen ol imen o his ó ico de uma de inição social ......................................................... 22
2.2 Ac ual ques ionamen o sob e o desemp ego ................................................................... 24
2.3 T ans o mações ecen es no mundo do abalho ............................................................ 25
3. Emp eendedo ismo: Uma pala a, á ios signi icados ..................................................... 30
3.1 Emp eendedo ismo como es a égia do Neolibe alismo ................................................. 33
4. A p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego ............................ 40
Pa e II – Discussão de Resul ados .......................................................................................... 44
5. “Es ímulos ao emp eendedo ismo” - A p omoção mediá ica e ins i ucional como solução
a um p oblema social ................................................................................................................ 44
5.1 Recapi ula as ques ões de in es igação e a me odologia a segui .................................. 44
5.2 A p omoção do emp eendedo ismo nas polí icas públicas do desemp ego .................... 48
5.3 Pesquisa na imp ensa esc i a ............................................................................................ 53
5.3.1 Es udo explo a ó io .................................................................................................... 60
5.3.1 a) Desc ição e análise de cada subca ego ia ............................................................... 64
5.3.1 b) Exe cícios de análise en e odas as subca ego ias ................................................ 73
5.4 Ap esen ação das no ícias pa adigmá icas ....................................................................... 77
a) Va iá el “Consequências no Tempo” ......................................................................... 80
b) Va iá el “Ca ac e ís icas do emp eendedo ” .............................................................. 81
c) Va iá el “Funções a ibuídas” .................................................................................... 82
c.1) Funções Conjun u ais ................................................................................................... 84
c.2) Funções Cul u ais ......................................................................................................... 87
VII
c.3) Funções Económicas .................................................................................................... 87
c.4) Funções ela i as a Emp ego/Desemp ego .................................................................. 89
c.5) Funções Locais ............................................................................................................. 94
c.6) Funções Sociais ............................................................................................................ 94
d) Va iá el “Condições Fa o á eis a ibuídas” .............................................................. 95
e) Va iá el “En a es a ibuídos” .................................................................................... 97
5.4.1 Algumas excepções: Discu sos não no ma i os......................................................... 99
5.5 Resul ados da análise das no ícias................................................................................... 100
a) Ca ac e ização dos Ac o es ....................................................................................... 101
b) A gumen os mobilizados ........................................................................................... 104
c) Ac o es e A gumen os ............................................................................................... 105
d) D ama ização ............................................................................................................. 107
Conclusão ................................................................................................................................. 109
Re e ências Bibliog á icas ...................................................................................................... 115
Índice de Tabelas ..................................................................................................................... 136
Anexos ...................................................................................................................................... 138
VIII
Es a disse ação não oi esc i a segundo o no o Aco do O og á ico.
6
Quan o à media ização, se ão ecolhidas no ícias do pe íodo es udado que
e oquem o emp eendedo ismo como solução ao desemp ego a ní el nacional, pa a se
pode comp eende quais os enunciado es des a solução e quais os a gumen os usados,
bem como o conhecimen o mobilizado. Se á ambém impo an e sabe o núme o de
peças jo nalís icas encon adas que e oquem o emp eendedo ismo como o ma de
espos a ao desemp ego. Os ó gãos de no ícias pa a ecolhe es as in o mações são a
imp ensa esc i a a qui ada online, encon ada a a és de pesquisas das pala as
“p omoção do emp eendedo ismo” no Google No ícias.
Rela i amen e à ins i ucionalização, se á a e iguada a impo ância dada pelo
discu so polí ico pa a o es ímulo do emp eendedo ismo ace ao desemp ego. Pa a o
discu so polí ico se ão a ados de o ma b e e os p og amas elei o ais dos pa idos
polí icos com ep esen ação no pa lamen o, a a és da li e a u a ecolhida, e analisadas
as polí icas públicas com o in ui o de p ocu a a p esença da p omoção do
emp eendedo ismo. A análise documen al e de es udos ei os sob e polí icas públicas
se i á pa a encon a , nos p og amas polí icos e polí icas públicas, in o mações que
ajudem a esponde às pe gun as que guiam o p esen e abalho. A análise de con eúdo
se i á pa a descons ui os discu sos elabo ados em o no do emp eendedo ismo como
espos a ao desemp ego e ambém esponde às pe gun as le an adas an e io men e.
Na ase inicial da in es igação oi ambém ei a uma en e is a explo a ó ia a
um uncioná io do se iço de apoio à in eg ação de alunos de uma Faculdade, cujas
pa es mais signi ica i as o am ap o ei adas na p oblema ização. Po con e
in o mações mui o especí icas do en e is ado e da ins i uição a opção passou po não
coloca a ansc iação ei a nos anexos, cons ando aí apenas o guião com as pe gun as
que se i am de base à en e is a.
Ap esen ação dos capí ulos
Pa a complemen a a in odução a é aqui a ançada, é necessá io ap esen a os
capí ulos, que em alguns aspec os já o am desco inados ao longo des a in odução,
sendo ago a o momen o da exposição b e e de cada capí ulo, com a indicação e
explicação dos p opósi os de cada.
Os capí ulos es ão di ididos em duas pa es, a Pa e I – Ap esen ação e
P oblema ização que em es a dupla unção cons an e e a Pa e II – Discussão de
Resul ados que eme e pa a a pa e empí ica da pesquisa e a sua discussão.

7
O p imei o capí ulo in i ula-se Media ização e Ins i ucionalização dos
p oblemas sociais e consis e na discussão das dimensões media ização e
ins i ucionalização que se assumem como dois p ocessos cen ais pa a a de inição social
de p oblemas e pa a a de inição das suas espec i as espos as nas a enas públicas.
Começa-se pela e isão da li e a u a ace ca dos p oblemas sociais e a enas públicas,
sendo aí ei a a p oblema ização que o igina o io condu o do p esen e abalho,
isando ambas as dimensões como oco cen al na p omoção do emp eendedo ismo
ace ao desemp ego no con ex o da p oblema ização social do desemp ego.
No seguimen o da discussão em o no da de inição de p oblemas sociais, su ge
como p io i á io a ança pa a o deba e do p ocesso de cons ução social do desemp ego
enquan o p oblema social, sendo essa a base do segundo capí ulo, que em o í ulo de
Desemp ego como ques ão social e como p oblema social. T a a-se aqui o ajec o do
desemp ego como de inição social ao longo da his ó ia e a génese da sua
p oblema ização social. É ambém abo dado o ac ual ques ionamen o enquan o
p oblema colec i o e a descons ução sob e as suas de inições iniciais (es ando
elacionado o con ex o des as discussões com o da p omoção do emp eendedo ismo).
Po úl imo, e ainda na linha do pano ama ac ual do desemp ego, abo dam-se as
ans o mações ecen es do mundo do abalho.
O capí ulo an e io p epa ou o e eno pa a se chega ao a amen o da o igem do
emp eendedo ismo enquan o e mo e concei o com á ios signi icados, bem como a
discussão do con ex o em que se ap esen a como es a égia do neolibe alismo, que se
associa às ans o mações ecen es do mundo do abalho e o ac ual ques ionamen o
ei o sob e a de inição de desemp ego. T a a-se po an o do e cei o capí ulo, designado
como Emp eendedo ismo: Uma pala a á ios signi icados.
As cons uções dos enómenos a ados nos dois capí ulos an e io es ão
desemboca no qua o capí ulo, em que emp eendedo ismo e desemp ego se encon am.
Chama-se A p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego e
ap esen a o ema cen al da disse ação a ado na li e a u a, com p o as de como há
uma p omoção do emp eendedo ismo com o p e ex o de pode soluciona o p oblema
social do desemp ego. É a pa i des e pon o que é lançada a in es igação dos dados no
e eno.
8
Po im, no quin o capí ulo, “Es ímulos ao emp eendedo ismo” - A p omoção
mediá ica e ins i ucional como solução a um p oblema social, se á abo dada a
p omoção do emp eendedo ismo ap esen ada como solução ace ao desemp ego, endo
semp e como io condu o sabe como é que ac o es e co en es eó icas con ibuem
pa a a media ização e ins i ucionalização da p omoção do emp eendedo ismo ace ao
desemp ego. O capí ulo di ide-se no su gimen o da p esença do emp eendedo ismo
polí icas públicas do desemp ego, nos pa idos polí icos, bem como nas no ícias
pesquisadas de 2008 a 2016. Em modo de conclusão, se ão analisados odos os dados
ecolhidos com o p opósi o de complemen a os dados já ob idos pe an e as pe gun as
le an adas ao longo da in es igação.
9
Pa e I – Ap esen ação e P oblema ização
1.Media ização e Ins i ucionalização dos
p oblemas sociais
Es e ema de disse ação pode, à p imei a is a, pa ece cen a -se apenas na
elação en e emp eendedo ismo e desemp ego, con udo, só com es es emas ele se ia
incomple o no que conce ne ao que se p e ende es uda . Com e ei o, a emá ica em
o no dos p oblemas sociais é aquela que az a pon e en e es as emá icas cen ais e
complemen a a p oblema ização sociológica que p e ende-se ealiza . Mais
especi icamen e, a de inição de uma solução, ou uma espos a, pa a um dado p oblema
de inido socialmen e, é o elemen o dos p oblemas sociais que mais se a igu a como
impo an e pa a o que se p e ende es uda . Assim, é en ão abo dado o
emp eendedo ismo como um exemplo de uma p opos a de solução media izada, com o
in ui o de pe cebe como se dá essa media ização, que, po consequência, conduz a algo
que ambém se p e ende es uda , ou seja, a ins i ucionalização da p omoção des a o ma
de espos a a um p oblema. Como an e io men e indicado, o p oblema social que se
que es uda como al o dessa p omoção do emp eendedo ismo como hipó ese de
espos a é o do desemp ego, não que endo con udo a i ma que é o único p oblema pa a
o qual a p omoção do emp eendedo ismo se deb uça.
De ido à impo ância da media ização e ins i ucionalização da p omoção do
emp eendedo ismo na delineação do ema de disse ação, su ge como p io i á io a a a
bibliog a ia pesquisada sob e a p oblema ização social is o que es as duas dimensões
ad êm des as lei u as. Após a comp eensão des as duas dimensões pode -se-á en ão
a ança pa a o a amen o da bibliog a ia dou os emas que possam con ibui pa a a
media ização e a ins i ucionalização do emp eendedo ismo ace ao desemp ego.
1.1 Li e a u a sob e os p oblemas sociais
Luísa F anco (2003) indica que, em 1971, He be Blume a i ma a que e ia de
exis i uma eo ia sociológica que i esse como objec o os p ocessos de de inição
colec i a de p oblemas e soluções em sociedade, u o de uma p eocupação pública,
algo que, a é en ão, ainda não inha sido desen ol ido. Segundo F anco, ambém nos
anos 70 su ge o cons u i ismo dos p oblemas sociais, a co en e no e-ame icana
iniciada po Spec o e Ki suse, que cen a o seu objec o de es udo em o no dos
10
p ocessos que o ganizam a cons ução social da ealidade dos p oblemas sociais e na
p odução dos sis emas de ca ego ias. Es a co en e ompe com as p á icas de
in es igação que igno a am os p ocessos de de inição da ealidade. Spec o e Ki suse
de inem p oblemas sociais como “as ac i idades de indi íduos ou g upos de eclama
injus iças e alega ela i amen e a de e minadas condições pu a i as” (Spec o e
Ki suse 1977 ci in F anco 2004, 118). Ac escen am, ambém, que a eme gência de um
p oblema social su ge no con ex o de uma o ganização de ac i idades que a i mam a
necessidade de e adicação, melho ia, ou ou o ipo de mudança de uma de e minada
condição. Salien am que o oco cen al de uma eo ia dos p oblemas sociais é o de da
con a da eme gência, na u eza e manu enção das ac i idades de alegação e de espos a,
de endo, po an o, se em isadas po es a eo ia as ac i idades de qualque g upo que
alegue, a ou em, a ealização de acções de melho ia, emune ação ma e ial, e/ou o im
de des an agens que sejam sociais, polí icas, legais ou económicas. Ao le -se o a igo
de F anco (2013), é con i mado que a p oblema ização social em como p ocessos a
de inição de p oblemas, a de inição de soluções e a ins i ucionalização, an o de
p oblemas como de soluções.
Como já oi is o, Blume (F anco 2013) mobiliza a exp essão p eocupação
pública. Es e concei o é cen al na sua eo ia, pois a eme gência de um objec o de
p eocupação pública elaciona-se com o ganho de alo social que dá di ei o à en ada
nas a enas de discussão pública. Hilga ne e Bosk (1988) p opõem um modelo de
a enas públicas o ien ado, especi icamen e, pa a a análise de p oblemas sociais e
de inem p oblema social como condição pu a i a ou si uação que é o ulada de
p oblema nas a enas públicas, dando en âse especial à compe ição, em ez de se
oca em nas ases de p oblema ização (Hilga ne e Bosk 1988, 55). Abo dam a
capacidade de ca ga ini a e a a enção pública como um ecu so escasso, enunciando as
á ias a enas públicas
7
e as suas limi ações.
O que ica pe cep í el, na li e a u a consul ada, é a cons a ação de que, a pa i
dos anos 70 do século XX, a sociologia não se limi a a a olha pa a os p oblemas
7
O modelo de a enas públicas, des es au o es, em 6 elemen os p incipais: 1) P ocesso de compe ição
en e mui as alegações de p oblemas sociais; 2) A enas ins i ucionais onde os p oblemas sociais
compe em pela a enção pública e c escem; 3) As capacidades de ca ga ini a dessas a enas 4) Os
p incípios de selecção ou ac o es, ins i ucionais, polí icos, e cul u ais que in luenciam a p obabilidade de
sob e i ência das o mulações de p oblemas 5) Pad ões de in e acção en e di e en es a enas 6) Rede de
ope a i os que p omo em e p ocu am con ola p oblemas pa icula es que c uzam as di e en es a enas
(Hilga ne e Bosk 1988, 56).
11
sociais como sendo objec i os e ac os sociais po sí só, começando a ganha o ça o
oco nos p ocessos sociais que le a am a que de e minada condição osse classi icada
como p oblema. De igual modo, ans e iu-se o oco pa a a subjec i idade adjacen e a
esses p ocessos, o que, de e-se dize , oi in luenciado em g ande pa e pelos au o es
mais ligados à co en e cons u i is a. Sco R. Ha is (2013) mos a esse oco na
subjec i idade quando e e e que os p oblemas sociais são si uações ambíguas que
podem se is as de di e sas o mas po pessoas di e en es, sendo de inidas como
p oblemá icas po algumas. Es e au o explica que os p oblemas sociais não são
condições objec i as, mas sim in e p e ações subjec i as, is o é, não é a condição em si
que é um p oblema social, o elemen o undamen al é o p ocesso de chama a enção
pública dessa mesma condição (Sco R. Ha is 2013, 3).
Delimi ada já a de inição de p oblemas sociais e de p ocessos de
p oblema ização, demons a -se-á as a iadas ases des es p ocessos, com o im de se
pe cebe a posição do solucionamen o na p oblema ização social de uma condição.
Encon ou-se, en ão, di e en es modelos com di e en es ases.
Pa a Blume , a p oblema ização social possui qua o ases:
“1) eme gência do p oblema nas a enas de discussão pública; 2)
legi imação, quando adqui e o es a u o de ópico de discussão pública e
su gem posições di e enciadas sob e a sua na u eza e as soluções a adop a
(polémica); 3) mobilização pa a a acção, em que ha e ia maio compe ição
pela de inição; 4) po im, o su gimen o de um plano o icial de acção,
esul ado de in e esses di e gen es e de comp omissos.” (F anco 2004, 119).
Também Spec o e Ki suse enunciam qua o ases, no en an o, com algumas
di e enças: “1) eme gência do p oblema; 2) legi imação e ins i ucionalização de um plano
o icial de solucionamen o; 3) c ise de legi imidade; e 4) ins i ucionalização de soluções
al e na i as.” (F anco 2004, 119).
Es as pe spec i as di e en es sob e as ases in eg an es do p ocesso de
p oblema ização social englobam ambém o e mo solução. Pa a os ês au o es, es e
e mo é usado como o mas pa a e adica ou melho a uma condição que é conside ada
um p oblema. Como Spec o e Ki suse a i mam, a p oblema ização social dá-se no
con ex o de ac i idades que a i mam as necessidades acima mencionadas. É nesse
sen ido que a solução dá espos a a essas alegações e az com que deixe de se
conside ado um p oblema. É possí el a i ma que nas ac i idades de alega mudanças,

12
ao expo -se essa condição como p oblema, exis e ambém o p ocesso de
solucionamen o que en ol e a de inição de soluções e a ins i ucionalização an o do
p oblema como das soluções o iciais.
Blume , Spec o e Ki suse alam da a iculação desses dois p ocessos quando
a am as ases da p oblema ização social. O p imei o e e e a discussão pública de
posições di e en es sob e as soluções e, numa ase pos e io , da ealização de um plano
o icial de acção ace ao p oblema, que acon ece após essa discussão pública. Já Spec o
e Ki suse, expõem que, p imei amen e, dá-se a ins i ucionalização de um plano o icial
de solucionamen o e que depois su ge uma c ise de legi imidade que da á luga à
ins i ucionalização das al e na i as. Apesa de a iculações di e en es, es ão e iden es
o mas de a iculação en e a de inição de p oblemas e a de inição de soluções.
Nas ases de solucionamen o, Blume (1971) oca-se nas di e sas ases da
p oblema ização social e é na ase “Fo mação de um plano o icial de acção” e na ase
“Implemen ação do plano o icial” que se podem encon a con ibu os eó icos ace ca
do solucionamen o e o da espos a aos p oblemas de inidos socialmen e.
A p imei a ase mencionada consis e nos es o ços colec i os pa a alcança um
plano o icial de acção. Es es p ocessos ealizam-se em comi és legisla i os, em câma as
legisla i as e em quad os execu i os. Pa a além disso, é indicado que o plano o icial é
quase semp e um p odu o de negociação: “Comp omises, concessions, adeo s,
de e ence o in luence, esponse o powe , and judgmen s o wha may be wo kable - all
play a pa in he inal o mula ion.“ (Blume 1971, 304). Es as negociações le am a
que o plano o icial englobe pe spec i as e in e esses di e sos. Po conseguin e, o plano
o icial cons i ui em si mesmo a de inição o icial do p oblema, ep esen ando a o ma
como a sociedade, a a és do seu apa a o o icial, pe cepciona o p oblema e p e ende
agi pe an e o mesmo.
Blume (1971) a ibui à ase de implemen ação, igual impo ância à da o mação
do plano, pois, o plano pos o em p á ica a ia daquele que oi o mado, endo sido
e o mulado e omado no as o mas. Tal se de e à exis ência de um no o p ocesso de
de inição colec i a nes a ase. Aqui apa ecem, no espaço mediá ico, aqueles que es ão
em pe igo de pe de as suas an agens e lu am pa a es ingi o plano ou di eccioná-lo
pa a umos di e en es. De igual modo, aqueles que se e guem pa a bene icia do plano
êm a possibilidade de p ocu a no as opo unidades de o melho a ainda mais pa a os
13
seus in e esses. Exis e ambém a hipó ese de ambos os g upos abalha em
conjun amen e pa a modi icações cómodas aos dois lados. O au o e lec e ainda ace ca
da ex ema impo ância da análise das modi icações não p e is as na o mação o icial
mas que su gem na implemen ação. Nes e pon o e ela a sua incapacidade de pe cebe o
po quê de os es udiosos dos p oblemas sociais igno a em es e passo que, na sua opinião,
é c ucial na ida e se dos p oblemas sociais.
Também Remi Lenoi (1993) oi impo an e pa a comp eende melho os
p ocessos de p oblema ização social, cons i uindo-se como pe inen e pa a o que em
indo a se explo ado aqui, uma ez que a a ambém dos aco dos que são ealizados na
ase de solucionamen o. A i ma, en ão, que os aco dos a que se chegam podem se
polí icos ou ju ídicos e pa em de noções con usas e agas pa a chega a uma
conce ação social. Des e modo, essa conce ação não é di ícil de se alcança de ido à
inocuidade das noções le an adas pa a chega a aco do. Aliás, o au o mos a que
noções ão agas e inde e minadas como po exemplo “ amília”, “ elhice”, e “emp ego”
podem a o ece os g upos mais amplos possí eis de exis i , uma ez que acumulam os
di e en es sen idos que os di e en es g upos lhes a ibuem. (Lenoi 1993, 100).
Uma e lexão que se pode aze a pa i daqui é a de que á ios g upos di e en es
podem acei a o emp eendedo ismo como solução e p omo ê-lo, endo ideias di e sas
daquilo que é, is o o emp eendedo ismo ambém se um concei o inde e minado e
ago, o que se á pos e io men e de alhado. Pode á es a aqui esboçada uma e en ual
azão pa a que á ios g upos di e en es da sociedade possam acei a e ap esen a o
emp eendedo ismo como espos a a p oblemas sociais.
De ce o modo, já o am a adas a é ago a algumas si uações em que se pode
obse a a p esença da media ização e da ins i ucionalização na li e a u a sob e
p oblema ização social. No a-se uma maio p esença no esumo dos di e en es modelos
po ases. No modelo de Blume (1971) iden i ica-se nas 3 p imei as ases a
media ização, is o que conce nem à eme gência do p oblema nas a enas de discussão
(1), legi imação e conquis a de es a u o de ópico de discussão (2) e mobilização pa a a
acção (3). Em odas elas há o elemen o do media ismo, sendo que ão desemboca na
ase 4 que, à pa ida, pa ece es a mais elacionada com a ins i ucionalização. É aqui
que su ge um plano o icial que dá, jus amen e, um eo mais ins i ucional ao plano de
espos a, de ido ao ac o de se o icial, que p essupõe u ilização dos meios do Es ado.
14
Também nas qua o ases que Spec o e Ki suse iden i icam, encon a-se es as
duas dimensões. A eme gência do p oblema (1) p essupõe media ização, mas a ase 2 já
possui as duas dimensões, is o que engloba a legi imação, que en ol e o media ismo, e
a ins i ucionalização de um plano o icial de solucionamen o. Depois, a c ise de
legi imidade (3) ambém se p ende com a media ização, de ido à discussão mediá ica
sob e a legi imidade da solução encon ada, ol ando-se de no o à ins i ucionalização
na úl ima ase aquando da ins i ucionalização de soluções al e na i as (4), que
en e an o inham sido media izadas na ase p eceden e.
Ou os exemplos da p esença e impo ância des as dimensões encon am-se em
con ibu os dou os au o es. Ci ando Sco R. Ha is (2013),
“A claimsmake mus poin ou he oublesome condi ion o beha io . Then he media
may publicize he claim. Opinion leade s and he gene al public may igno e o
legi imize he claimsmake ’s conce n. Policymake s may o may no decide o hold
hea ings, es ablish commi ees, and o mula e new ules o laws. New agencies o
occupa ions may o may no be c ea ed o deal wi h he issue.” (Ha is 2013, 7).
No e-se aqui como a media ização es á p esen e no papel dos media em publica
uma dada alegação ou ei indicação e na ejeição ou legi imação dela na opinião
pública. De igual modo, a ins i ucionalização é mencionada quando se ala em
legislado es e no as eg as, no as leis, ou no as agências que possam se ei as a
p opósi o dessas alegações e ei indicações pa a dada condição.
1.2 A enas Públicas
Após ica no ó ia a p esença das dimensões da media ização e
ins i ucionalização nas ases de p oblema ização social de uma condição, é impo an e
e oma um concei o já aqui a ançado, o de a enas públicas. Tal de e se ei o pela
ajuda que es e concei o pode da pa a se comp eende o que le a à selecção de
p oblemas como os mais mediá icos e ins i ucionalizados, bem como o que le a à
selecção de de e minadas hipó eses de soluções como as mais mediá icas e
ins i ucionalizadas. Pelo que se em indo a es uda , pe cebe-se que as a enas públicas
êm papéis essenciais nessa il agem que é necessá ia se ei a, de ido à capacidade de
ca ga ini a da a enção pública, de que alam Hilga ne e Bosk (1988). De ac o, os
ecu sos de p omoção e a p eocupação pública são limi ados, sendo que a agenda
mediá ica é es u u ada socialmen e e um ecu so escasso que causa a compe ição po
pa e das ques ões objec o de p eocupação pública.
15
Segundo Hilga ne e Bosk (1988), nos p ocessos de de inição colec i a exis e
uma g ande quan idade de po enciais p oblemas, sendo que apenas uma pequena
acção desse conjun o em a opo unidade de apa ece como p oblema mediá ico e com
o s a us de “celeb idade”. Mos am ambém que há p oblemas que es ão no opo da
a enção social, mas que mui o apidamen e podem desce . No en an o, alguns desses
p oblemas podem, a dada al u a, eeme gi . “S ill o he p oblems g ow, decline, and
la e eeme ge, ne e anishing comple ely, bu ecei ing g ea ly luc ua ing quan i ies
o public a en ion.” (Hilga ne e Bosk 1988, 57). Dois dos p oblemas e e idos como
exemplos de lu uações são o p oblema social da pob eza e o p oblema da ameaça de
uma gue a nuclea .
Reco endo aos exemplos dados pelos dois au o es, e i ica-se que as a enas
públicas incluem os amos execu i os e legisla i os de go e no, os ibunais, p og amas
de , cinema, os media das no ícias, o ganizações de campanha polí ica, g upos de
acção social, li os sob e p oblemas sociais, a comunidade de pesquisa, o ganizações
eligiosas, sociedades p o issionais e undações p i adas (Hilga ne e Bosk 1988, 58-
59). É en ão em odas es as a enas que os p oblemas sociais são discu idos,
seleccionados, de inidos, enquad ados, d ama izados, e ap esen ados ao público. Desde
logo, pode-se pe gun a se a p omoção do emp eendedo ismo dá-se em odas elas e em
quais dá-se mais, se indo es as pe gun as pa a conduzi a p oblema ização.
Algo impo an e a salien a é que endo odas as a enas uma capacidade de ca ga
limi ada, não êm odas a mesma capacidade, sendo que essas limi ações se de em às
ca ac e ís icas p óp ias de cada ipo de a ena. Po exemplo, no caso dos jo nais, essa
limi ação ad ém do amanho das colunas e no caso das a du ação limi ada de minu os
no a .
Ou a no a impo an e a i a sob e es a lis a de a enas públicas, que os au o es
suge em, es á elacionada com as dimensões que guiam o p esen e abalho, a
media ização e a ins i ucionalização. Mais uma ez, é possí el e i ica a p esença
des as dimensões na p oblema ização social, nomeadamen e nas a enas públicas, pois
odos os exemplos indicados po Hilga ne e Bosk (1988) incluem uma ou ou a
dimensão ou a é mesmo ambas. P og amas de , cinema, media, são alguns do
exemplos que aca ec am uma media ização e po ou o lado, amos execu i os e
legisla i os de go e no e ibunais p essupõem uma ins i ucionalização.
22
Sau hie explo a de o ma mais p o unda es a elação ao associa es a omada de
consciência pa a o desemp ego como ques ão social com o desen ol imen o das
ciências sociais que pe mi em en ão a a o desemp ego como ac o social. Des a
o ma, Sau hie indica que o desemp ego não é mais is o como esul ado da
esponsabilidade do desemp egado, deixando de se enca ado em e mos indi iduais e
mo ais e passando a se conside ado como um enómeno indus ial, social e objec i o.
Em suma, es a componen e colec i a e social pe mi e dep eende que o e mo
ques ão social é an ecesso do e mo p oblema social que já oi explicado no capi ulo
an e io .
2.1 Desen ol imen o his ó ico de uma de inição
social
Con inuando a pe co e o p ocesso de cons ução social do desemp ego, cabe,
nes e subcapí ulo, ecolhe alguma in o mação e alguns ela os sob e o desen ol imen o
his ó ico da de inição de desemp ego. Es e exe cício pe mi i á um maio en endimen o
ace ca dos p ocessos de de inição a que es a ca ego ia oi subme ida ao longo dos
empos, bem como as di e en es o mas de p oblema ização de que oi al o.
Como já oi indicado, a dupla assis ência/ ep essão é impo an e na cons ução
social do desemp ego e é p ecisamen e po ela que se começa es e subcapí ulo no
sen ido de se pe cebe melho o desen ol imen o do desemp ego a é aos dias de hoje.
Gau ié (1998) indica que a assis ência eme e à ca idade c is ã, sendo a ca idade local
um aspec o p imo dial, uma ez que o p óximo é, p imei amen e, o mais p óximo
geog a icamen e e a ca idade e a esmola êm assim um papel de uma espécie de se iço
social local. Em simul âneo, es e au o salien a que es a ca idade é mo i ada pela
p eocupação de se da àquele que é conside ado o “bom pob e”, sendo es e o in álido, a
c iança, o elho, incapazes de abalha . Já o pob e que é álido pa a abalha é
conside ado agabundo não me ecedo da assis ência mas sim da ep essão. Assim, a
ep essão é o complemen o da assis ência, ha endo uma es igma ização dos “maus
pob es” numa sociedade em que o impe a i o do abalho é p edominan e. Es a dupla é
impo an e pa a comp eende odas as polí icas sociais a é à ac ualidade
8
.
8
Como se pode e aqui: “A dupla assis ência/ ep essão, que es á no undamen o de odas as polí icas
sociais a é nossos dias, é pa icula men e ins á el: em ce os pe íodos, a assis ência é p io i á ia, depois
em a suspei a de ine icácia de uma polí ica que apenas man ém, ou mesmo enco aja, o enômeno con a

23
O mesmo au o ala ambém dos anos 30 do século XX como o pe íodo que
pe mi e “o acabamen o da cons ução do desemp ego como ca ego ia ope a ó ia,
azendo dele um al o p io i á io da polí ica económica” (Gau ié 1998, 77).
Quan o à de inição do desemp ego e a sua e olução, é impo an e eco e a
Sau hie (2009) no a igo em que aça, p ecisamen e, a his ó ia da de inição do
desemp ego. An es de udo, a au o a começa po explica que a de inição do
desemp ego de e mina a es a ís ica e, sendo assim, oi necessá io elabo a -se uma
de inição in e nacional do desemp ego. An es de chega a essa de inição, é impo an e
isa que, segundo Gau ié (1998), é a es a ís ica que con e e ealidade ao concei o de
desemp ego, dando-lhe um ca ác e ope a ó io. Quan o à de inição in e nacional,
Sau hie (2009) mos a que a esolução de 1925 da O ganização In e nacional do
T abalho de iniu que o desemp ego medido não e a aquele que e a de ido à in alidez
ou à ausência olun á ia do abalho, mas sim unicamen e esul an e da al a de um
emp ego que já se possuiu. Sau hie mos a ainda a e olução pa a 1954, quando na 8ª
Con e ência In e nacional de Es a ís icas do T abalho adop am-se de inições baseadas
no modelo dos EUA ela i amen e à mão-de-ob a, ao emp ego e ao desemp ego. Aí são
conside adas pessoas no desemp ego aquelas que enham passado uma idade
especi icada e que num de e minado dia ou de e minada semana se insi am nas
ca ego ias de abalhado es sem emp ego à p ocu a de abalho emune ado (Oi a a
Con e ência In e nacional das Es a ís icas do T abalho 1954 ci in Sau hie 2009, 11).
Mas é em 1982 que su ge no BIT (Bu eau In e nacional du T a ail) den o da
O ganização In e nacional do T abalho, a de inição de desemp ego que se iu du an e
bas an e empo como e e ência, incluindo como c i é io undamen al a disponibilidade
pa a abalha e ambém a p ocu a de emp ego, podendo os países escolhe um dos dois
c i é ios pa a a sua de inição nacional.
Com e ei o, pa a se se socialmen e econhecido como desemp egado, e
con abilizado como al, é necessá io ha e da pa e do indi íduo um au o-
econhecimen o enquan o desemp egado pa a se desloca às ins âncias p óp ias de
econhecimen o ins i ucional de desemp ego (Guima ães 2002).
o qual supos amen e de e lu a ; inalmen e, a inclinação pa a uma a i ude mais ep essi a” (Gau ié
1998, 70).
24
Em Cen eno e al (2010) num a igo pa a o Banco de Po ugal, é possí el
e i ica algumas lacunas des a de inição de desemp ego. Os au o es começam po
ecapi ula que
“um desemp egado é de inido como um indi íduo sem emp ego, que es á
disponí el pa a abalha e a i amen e à p ocu a de um emp ego no pe íodo
de e e ência. Es e concei o dá o igem à de inição con encional de axa de
desemp ego, que é simplesmen e o ácio en e o desemp ego o al e a
população a i a.” (Cen eno e al 2010, 53).
Assim, es es au o es mos am que a delimi ação do desemp ego baseia-se na
p ocu a de emp ego e caso não haja essa p ocu a, o abalhado é conside ado ina i o, o
que, pa a eles, pode não cap a odas as dimensões que são ele an es no desemp ego.
Re elam en ão que exis e uma g ande di iculdade em cap a odas as ace as ele an es
do enómeno do desemp ego, o que de e se is o como indício da g ande
he e ogeneidade dos indi íduos que não êm abalho. Cen eno e al (2010) iden i icam
ambém um g upo de abalhado es ma ginalmen e ac i os, ou seja, que deseja abalha
mas que não p ocu a de o ma ac i a um emp ego, cons i uindo-se como um g upo
dis in o na população, endo compo amen os di e en es dos desemp egados e de ou os
não-pa icipan es.
2.2 Ac ual ques ionamen o sob e o desemp ego
Após a ecolha de in o mação sob e a in enção do desemp ego e o seu
desen ol imen o his ó ico, cabe ago a e maio conhecimen o sob e a ac ual si uação
em o no do desemp ego e as ac uais discussões e ques ionamen os ao mesmo.
Com Gau ié (1998) ganha-se noção de que a ca ego ia do desemp ego es á em
c ise, pa ecendo-lhe que se es á a assis i a um p ocesso de “descons ução” des a
ca ego ia, no sen ido de se ques ionada, com um p ocesso de alguma o ma in e so ao
que pe mi iu a sua in enção. De ac o, ac ualmen e, há um eg esso às p oblemá icas
sociais das épocas p eceden es à in enção do desemp ego, com oco nas ques ões
indi idualis as e esquecendo o desemp ego como ac o social e enómeno mac ossocial,
sendo de ealça que es e ques ionamen o es á ligado com as ans o mações no mundo
do abalho que se á pe inen e ap o unda e comp eende no subcapí ulo seguin e.
Ago a, ol a-se à concepção de que são, acima de udo, as ca ac e ís icas dos
indi íduos que explicam as suas di iculdades de inse ção em ez de uma dis unção
25
social. Exis e en ão um o e eg esso ao concei o de emp egabilidade como e e ência.
Gau ié ei e a que dá-se ac ualmen e uma pe da da noção de ques ão social, eme endo-
se a análise dos p oblemas sociais pa a ques ões indi iduais
9
. O a, endo em con a odos
os capí ulos a ados no p esen e abalho, pode-se desde logo encon a nes e
ques ionamen o do desemp ego enquan o enómeno mac ossocial e colec i o, uma o e
p esença da ideologia neolibe al que se á is a no capí ulo 3, bem como a in e são de
oda a cons ução social do concei o de desemp ego, is a nos capí ulos 2 e 2.1, que
assen a a na omada de consciência de que o desemp ego é um ac o social e com
causas colec i as e sis émicas. Es e ques ionamen o le a á po an o a que o
emp eendedo ismo seja alo izado ace ao desemp ego, pois ambém eme e pa a se
olha pa a o p oblema como uma ques ão indi idual, que é suplan ada se se i e uma
a i ude emp eendedo a, que seja c iando uma emp esa, que seja na p ocu a de
emp ego ou manu enção do que se em.
2.3 T ans o mações ecen es no mundo do abalho
Como indicado no subcapí ulo an e io , o ques ionamen o da concepção de
desemp ego es á ambém elacionado com as ans o mações con empo âneas do
mundo do abalho. Nas p óximas páginas se á ei a uma e isão sob e essas
ans o mações, começando pela ca ac e ização do mundo de abalho ac ual, e e indo
ambém as ligações que já se pode encon a com o emp eendedo ismo. Ou os ópicos
aqui p esen es se ão a pe da de o ça dos sindica os, as o igens des as ans o mações,
bem como as discussões ac uais sob e a di a pe da de impo ância do abalho.
Começando a ca ac e ização des as ans o mações, eco e-se a Soule (2009),
pa a se pe cebe que elas consis em numa e cia ização o e, pela quali icação do
abalhado pela elação de se iço que o liga à clien ela, al como po uma no a
o ganização do abalho que p essupõe uma an agem de au onomia e omada de
inicia i a. Es e au o indica que es a ans o mação no abalho desen ol e modos de
ges ão que p ocu am abalha a subjec i idade dos abalhado es, de modo a ob e a sua
adesão e não apenas a sua obediência (Soule 2009, 3).
A adesão dos abalhado es ambém é desc i a po An unes (2008) quando e e e
que es a é p ocu ada, al como o seu consen imen o, a a és de um en ol imen o
9
Também em Sau hie (2009) é possí el encon a e e ências a es a ac ual descons ução do concei o de
desemp ego, pois es a au o a mos a que se elabo a um no o modelo que se o na p óximo do que se
passa a no século XIX.
26
manipula ó io po pa e do capi al, com a inalidade de o na iá el um p ojec o
concebido po undamen os exclusi os do capi al (An unes 2008, 41). O au o a i ma
que o abalho es á el é quase i ual, uma ez que há uma e osão e co osão do
abalho con a ado e egulamen ado que dominou o século XX e ago a oi subs i uído
pelo abalho dos se iços, pelo pa ime, e ou os ipos de abalhos que an e io men e
e am menos comuns, como o abalho olun á io (An unes 2008, 22). Ou o des aque é
o aumen o do abalho cogni i o, in elec ualizado e ima e ial, associado às á eas da
comunicação, in o mação, publicidade e ma ke ing (An unes 2008, 23).
Rica do An unes desc e e uma pi âmide social do abalho cujo opo é ocupado
pelos abalhos ul aquali icados do con ex o in o macional, das di as ecnologias de
in o mação e comunicação, es ando a base ocupada pela “p eca ização e o desemp ego,
ambos es u u ais, ge ando uma o ça sob an e de abalho monumen al e impossí el
de se inco po ada pelo capi al” (An unes 2008, 23). Já o meio des a pi âmide é
ca ac e izado po uma hib idez que é o espaço dos abalhado es que o am
ul aquali icados no passado, es ando sem abalho de ido a ence amen o, ans e ência
ou inco po ação da emp esa.
Es anque e Fe ei a (2002) explicam que “a cons an e mobilidade do capi al e o
consequen e aumen o da agmen ação, a descen alização do p ocesso p odu i o”
azem consequências como o aumen o da indi idualização, com isco na es e a global e
ainda o aumen o da lexibilidade de ho á ios, desemp ego e emp ego p ecá io, ha endo
ambém a deslocalização de emp esas e subcon a ação (Es anque e Fe ei a 2002, 152).
Também So j (2000) az uma desc ição do mundo do abalho que implica a
es icção dos emp egos pe manen es, lexibilidade no empo, espaço e du ação,
eco endo ainda ao es emunho de um ges o que diz que as pessoas de em e -se
como abalhado es au ónomos e endedo es das suas habilidades (So j 2000, 31). É
ac escen ado que as no as p o issões, desde os anos 80, são mais di eccionadas pa a as
ca ac e ís icas indi iduais, cons i uindo-se o p óp io abalhado como ambém pa e do
p odu o que é endido ao clien e. Pois, nes as no as ocupações, “a qualidade da
in e ação es abelecida p oduz signi icados que ope am como impo an es sinalizado es
do alo do p odu o pa a os consumido es” (So j 2000, 30).
Um exemplo des a mudança do mundo do abalho eme e pa a uma das
pala as-cha e des a disse ação, o emp eendedo ismo. Tal se de e ao ac o de So j
27
(2000) menciona que há “uma endência a ual que enco aja os abalhado es a
pe cebe em a si mesmos como emp eendedo es e a a a em seus emp egado es como
clien es de seus se iços” (So j 2000, 32). Es a e e ência ao emp eendedo ismo
mobiliza o signi icado associado ao in aemp eendedo ismo, que se á abo dado mais
adian e. A au o a deixa a ideia de que o abalhado se o nou num cons u o da sua
p óp ia emp egabilidade. O que possibili a dep eende aqui um ac o de
esponsabilização. A pa des a no a si uação, é e e ido ainda que o aumen o da
lexibilidade e p eca iedade aumen a am o peso do abalho na ida das pessoas,
expandindo a sua in luência a di e sas á eas da ida social (So j 2000, 32).
Uma das g andes mudanças do mundo do abalho nas úl imas décadas em que
e com a pe da de o ça dos sindica os que é impo an e comp eende no con ex o da
maio indi idualização e pe da de coesão cole i a. Es a mudança ambém es imula a
uma e en ual men alidade do “cada um po sí” que pode-se associa ambém à
p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego, eme endo o
p oblema pa a uma ques ão indi idual e assim ap esen ando-se uma p opos a de solução
indi idualizan e. Quan o ao que conduziu a essa pe da de impo ância do sindicalismo,
Elísio Es anque (2009) mos a que “os sindica os pe de am o ça e capacidade de
o ganização e de mobilização, nomeadamen e jun o dos segmen os mais agilizados e
mais jo ens da o ça de abalho” (Es anque 2009, 319) e que isso acon ece num
con ex o polí ico e social que são pouco a o á eis à pa icipação colec i a, quando há
di iculdades de eno ação do sindicalismo, sendo odas es as endências ag a adas pelo
e o ço do pode pa onal e o im das condições a o á eis à acção sindical. O mesmo
au o e e e que, num con ex o de p eca ização, há uma ecusa em pa icipa no
ac i ismo sindical com o eceio de e en uais e aliações, ha endo en ão um e aimen o,
e asão men al e mecanismos subjec i os de uga (Es anque 2005, 129).
Após e e algumas das p incipais ans o mações no mundo do abalho nas
úl imas décadas, cabe ago a i à sua o igem com o p opósi o de comp eende -se um
pouco melho o complexo con ex o em que es as mudanças es ão inse idas. An unes
(2000) coloca o oco na c ise es u u al do capi al a pa i dos anos 70 do século XX e a
espec i a ees u u ação do capi al que esul a nes as ans o mações aqui aladas. O
au o e e e que a in ensidade des a c ise es u u al “é ão p o unda que le ou o capi al
a desen ol e p á icas ma e iais da des u i a au o- ep odução ampliada
possibili ando a isualização do espec o da des uição global” (An unes 2000, 39).

28
Es a ees u u ação implica des egulamen ação, lexibilização, e cia ização e odas as
ecei as do mundo emp esa ial que são exp essões da lógica do capi al (An unes 2000,
38). Pa a além das explicações já dadas, o mesmo au o ainda associa às ans o mações
do mundo do abalho a eg essão da social-democ acia com a c ise do Es ado-
P o idência e a expansão do neolibe alismo a pa i dos inais dos anos 70. Des e modo,
é en a izado que o neolibe alismo passou a di a o ideá io e o p og ama que de iam se
implemen ados pelos países capi alis as que consis ia em ees u u ação p odu i a,
p i a izações acele adas, diminuição do Es ado e polí icas iscais e mone á ias em
ha monia com o ganismos mundiais de hegemonia do capi al como o FMI (Fundo
Mone á io In e nacional) (An unes 2000, 40). Pa a além disso, An unes demons a que
são ma cas des e pe íodo ecen e si uações como a desmon agem dos di ei os sociais
dos abalhado es, o comba e ao sindicalismo, já is o aqui, bem como a as a
p opagação de um subjec i ismo e indi idualismo exace bados (An unes 2000, 40).
Es a cla a associação das ans o mações do mundo do abalho à expansão do
neolibe alismo se e como in odução à pe inência de o neolibe alismo se elacionado
a es a disse ação e al i á se ap o undado mais à en e num subcapí ulo exclusi o a
es e enómeno.
Ainda sob e as o igens das ac uais ans o mações do mundo do abalho,
Es anque e Fe ei a (2002) associam a ino ação ecnológica e a e olução in o má ica à
des egulamen ação da an iga elação sala ial pelo me can ilismo dos anos 80, o que eio
causa a pe da do peso do abalho indus ial nos países capi alis as e a consequen e
he e ogeneidade e des-s anda dização do abalho adicional, bem como maio
p eca ização e exclusão de alguns segmen os da população mais ulne á eis (Es anque
e Fe ei a 2002, 151).
Todas es as ans o mações do mundo do abalho êm susci ado discussões
sob e a sua impo ância, ha endo ambém uma co en e associada ao mundo
emp esa ial a que e p oclama o im do abalho e o im dos abalhado es, como po
exemplo, com a amosa mudança de designação de abalhado es pa a colabo ado es.
Sob e es a discussão, Es anque (2005) assume que o abalho como símbolo p incipal
do que se é, concebido como a p o issão ou o emp ego que se em, ende a pe de algum
signi icado. No en an o, pa a es e au o , o abalho enquan o c iação ou ob a não pe deu
a impo ância, sendo que a di e ença é que ago a os a ibu os de c ia i idade e
au onomia já não são exclusi os da es e a p o issional, sem que isso implique
29
necessa iamen e uma libe ação do abalhado . Como se pode e na seguin e ci ação
hou e uma agmen ação do abalho, con udo ele não deixou de se a p incipal o ma
de subsis ência.
“O capi al mó el e o pode da economia inancei a, ope ando pa a além da
es e a polí ica, agmen a am o « abalho» como o ma de disciplina a
ebeldia da classe abalhado a. Mas ele pe manece como a p incipal ia de
subsis ência, de p ese ação da au o-es ima e de busca de econhecimen o
social” (Es anque 2005, 114).
A au o a So j (2000) ambém p oduz algumas conside ações sob e es a
discussão, a gumen ando con a es a ideia de im do abalho com a no a de que o
abalho não deixou de se um dos maio es de e minan es das condições de ida. Pa a
ela o abalho é ainda o sus en o da maio ia das pessoas, dependendo da enda do seu
empo e das suas habilidades de abalho no me cado (So j 2000, 26). Não obs an e, a
au o a admi e que não se pode igno a as mudanças que oco e am, dizendo que elas
êm uma o igem p o unda e complexa, dando ambém oco à mudança nas on ei as do
abalho e não- abalho. Com e ei o, So j (2000) demons a que es as on ei as es ão
menos dema cadas, o que desde já comp o a que es e não acabou. U iliza como
exemplos a e as domés icas que passam a se is as ambém como abalho, eco endo
às classi icações de abalho emune ado e abalho não- emune ado (So j 2000, 29).
Nes e Capí ulo e i icou-se como oi o desen ol imen o da cons ução do
concei o de desemp ego, pe cebendo-se o ac ual con ex o de o coloca em causa
enquan o condição colec i a, sendo cada ez mais indi idualizado. As ans o mações
ecen es no mundo do abalho elacionam-se com es e enómeno, e i icando-se como
se começa a ques iona a p óp ia ideia de abalho e a masca á-lo com ou as
designações. Tudo is o ai con ibui pa a que o concei o de emp eendedo , com as suas
ca ac e ís icas especí icas que se conhece á a segui , seja is o como elemen o
impo an e a encaixa nes a na a i a que de ende uma espécie de ideia de pós- abalho
e, em simul âneo, indi idualiza o desemp ego.
30
3. Emp eendedo ismo: Uma pala a,
á ios signi icados
Como já oi e e ido, an e io men e, o e mo emp eendedo ismo de i a da
pala a ancesa en ep eneu s que su giu no século XVI, mas oi só no século seguin e
que começou a se u ilizado po economis as a p opósi o da e e ência a indi íduos que
ino a am na écnica ag ícola e, mais a de, àqueles que a isca am o seu capi al na
indús ia (Be oni 2014). Já em Cos a e al (2012) a g ande ascensão socioeconômica dos
emp eendedo es é explicada como endo início en e o im do século XVIII e início do
século XIX, num con ex o económico de o ças li es do me cado e da conco ência.
Ac ualmen e o e mo eme e pa a á ios signi icados, es ando associado an o
aos c iado es de emp esas e do p óp io emp ego, como aos emp egados de emp esas,
que possam in e io iza os alo es do emp eendedo ismo. Es e polimo ismo concep ual
e p á ico do concei o de emp eendedo ismo é, em g ande pa e, esul an e do p ocesso
diac ónico de assumpção de di e sos con o nos p o enien es das con ibuições de
á ios au o es, colocando a sua discussão num pa ama mul idisciplina (Almeida e al
2013).
Como indicado na in odução, exis em e e ências a alo es emp eendedo es, a
uma cul u a emp eendedo a que ambém pode se u ilizada po emp egados de
emp esas, p a icando o chamado in aemp eendedo ismo. Associada a es a exp essão de
cul u a emp eendedo a ambém há ou as exp essões bas an e mobilizadas,
nomeadamen e, “a i ude emp eendedo a” e a é “espí i o emp eendedo ” como e ela
Ana Ma ia Dua e (2011), explicando mesmo que es as qualidades são es imuladas e
alo izadas desde os anúncios de emp ego a no ícias da comunicação social.
Relacionando com as pe gun as le an adas a p opósi o das a enas públicas is as com
Hilga ne e Bosk (1988) no capí ulo 1.2, pode-se iden i ica desde já a p esença do
emp eendedo ismo nas a enas públicas dos media das no ícias. A enas públicas que, de
aco do com o que já oi abo dado, an e io men e, podemos associa mais à dimensão da
media ização.
Foi ealizada como abo dagem explo a ó ia uma en e is a a um uncioná io do
Núcleo de In eg ação P o issional de uma Faculdade, em que é assumida a p omoção do
emp eendedo ismo e mesmo do in aemp eendedo ismo, podendo-se e i ica mais
algumas exp essões como compe ências emp eendedo as e a é mesmo a ca ac e ização
31
de um emp eendedo pa a es e uncioná io, sendo que pa a o en e is ado, o
emp eendedo é “essencialmen e uma pessoa p oac i a” (En e is a Explo a ó ia), e
“É uma pessoa que não ica quie a, não se esigna com o que em à sua en e e
que lu a e ai à en e e que semp e mais. E que é exigen e, e que ai á p ocu a,
e que é p oac i a, essencialmen e.” (En e is a Explo a ó ia).
Relacionando ambém com ou as pe gun as
10
le an adas em 2.2, aqui pode-se
começa a comp eende pelo menos quem é ido como he ói na p omoção do
emp eendedo ismo. Sob e quem é an agonizado e is o como ilão não há aqui uma
e e ência di ec a cla a, mas se ize mos o exe cício analí ico de e as ca ac e ís icas
opos as ao he ói que é ap esen ado nes as a i mações, pode íamos encon a o “ ilão”,
ou pelo menos aquele de quem se que dis ancia -se a p omoção do emp eendedo ismo,
nas pessoas que icam quie as, esignam-se, que não são exigen es nem são p oac i as.
Cos a e al (2012), de o ma gené ica, iden i icam duas abo dagens com ocos
di e en es na li e a u a de Ges ão sob e o emp eendedo ismo, a de oco beha iou is a ou
compo amen al e a de oco económico. O compo amen al cen a-se na en a i a de
de inição do pe il e pe sonalidade que de e e um emp eendedo , enquan o o
económico cen a-se mais na sua elação com a ino ação, isco calculado e
desen ol imen os. O compo amen al dominou o es ado da a e en e os anos 70 e 80 do
século XX, sendo que desde o início dos anos 90 as duas abo dagens con e gi am no
mesmo sen ido, o de en a iza a eme gência da necessidade de uma no a sociedade
baseada no me cado-li e, cada ez mais capaz de p oduzi iquezas, endo como
p incipal agen e o emp eendedo .
Quan o à u ilização do concei o, e e o nando à sua o igem, Schumpe e (1961)
em o seu nome in imamen e ligado ao emp eendedo ismo e à sua media ização, a
p opósi o da a ibuição que az aos emp eendedo es como mo o es da his ó ia e do
desen ol imen o, sendo es es a p incipal o ça de a anço no capi alismo. Pa a es e
au o , aquilo que designa como ca ác e e olu i o do capi alismo, não se de e ao
aumen o da população e do capi al, nem às a iações do sis ema mone á io, mas sim
àquilo que designa de emp esa capi alis a (Schumpe e 1961, 110). Es a ad ém do
emp eendedo e em que e com aquilo que ele designa de des uição c ia i a.
10
As pe gun as e e enciadas o am ei as a p opósi o da desc ição de Ce aï sob e a d ama ização nas
a enas públicas. Sendo elas: Quem é ilanizado? Quem é ido como he ói? Qual a na a i a? Mais
adian e, na e isão de li e a u a sob e a p omoção do emp eendedo ismo, p ocu a -se-á le an a hipó eses
de espos a es as pe gun as.
38
de me cado. Bou dieu assinala que esses discu sos ans o mam aquilo que são
endências económicas em des ino, na medida em que assim se pe mi e que as leis
económicas ajam, ha endo um eno me laisse - ai e po pa e dos conse ado es
jus amen e po que es as leis económicas conse am o s a us quo, chamando-lhes assim
como leis de conse ação. Pa a es e sociólogo, a o ça da ideologia neolibe al em como
base de sus en o uma espécie de neoda winismo social, no qual são os melho es e mais
b ilhan es que encem, ha endo aqui uma iloso ia da compe ência, pa a a qual só os
mais compe en es é que go e nam e êm di ei o ao abalho, implicando assim que
aqueles que não êm abalho não são compe en es e po an o não o me ecem.
No seu li o, Da do e La al (2016) pe mi em comp eende que no
neolibe alismo é dado ao emp eendedo um papel de g ande impo ância, colocando-o
como o agen e do p ocesso capi alis a, sendo que pa a os au o es aus o-ame icanos,
pensado es do neolibe alismo, a en âse dada à acção indi idual possibili a o
en endimen o de que o emp eendedo ismo “é o p incípio de condu a po encialmen e
uni e sal mais essencial à o dem capi alis a” (Da do e La al 2016, 134). Nesse
sen ido, e i ica-se, na acionalidade neolibe al, ambém g ande des aque do concei o
de homem-emp esa, o emp eendedo que inco po a em sí e no seu dia-a-dia as lógicas
emp esa iais. Se o neolibe alismo é uma no a azão do mundo, o no o sujei o do
mundo é o homem-emp esa, o emp esá io de si. Os au o es azem essa ap esen ação
quando a gumen am que do sujei o ao Es ado, encon ando a emp esa pelo meio, exis e
um discu so único que isa p oduzi uma de inição dos indi íduos a a és da manei a
que eles que em se “bem-sucedidos”, e de como podem se “es imulados”, guiados,
“empode ados” e o mados pa a alcança esses “objec i os”
14
(Da do e La al 2016,
328). Cabe ainda ealça que es e sujei o p oduzido po es a acionalidade neolibe al é
exac amen e o pe il de que ela p ecisa le ando-o a agi e a e uma condu a igual a uma
emp esa em compe ição, que de e maximiza os seus esul ados, expo -se aos iscos e
assumi de o ma o al a esponsabilidade dos acassos (Da do e La al 2016, 328).
En ão, de o ma cla a, os au o es ap esen am a associação en e emp esa e indi iduo
a i mando que “«emp esa» é ambém o nome que se de e da ao go e no de si na e a
neolibe al.” (Da do e La al 2016, 328).
14
Todas as pala as en e aspas nes a ase são e mos que os au o es u ilizam ambém en e aspas e que
cos umam se u ilizados na acionalidade neolibe al.

39
A lógica emp esa ial in ade en ão a lógica indi idual, uma e ou a de em se a
mesma coisa, essa ideia é passada po aquilo que os dois au o es chamam de neoges ão
que, ao con á io do que que aze pa ece , não é an ibu oc á ica, cons ói-se sim como
uma no a ase mais indi idualizada e mais “compe i i a” da acionalização bu oc á ica,
le ando mesmo a que os au o es cheguem ao pon o de a i ma
“Nós não saímos da «jaula de aço» da economia capi alis a a que se e e ia
Webe . Em ce os aspec os, se ia melho dize que cada indi íduo é
ob igado a cons ui , po con a p óp ia, sua «jaula de aço» indi idual”
(Da do e La al 2016, 330),
O sujei o do neolibe alismo é ensinado a in e io iza a imagem de que de e
p ocu a se e icaz ao máximo, comple amen e en ol ido no abalho, ape eiçoa de
o ma con ínua, acei a a lexibilidade exigida pelas mudanças impos as pelo me cado,
“se especialis a em si mesmo, emp egado de si mesmo, in en o de si mesmo” (Da do
e La al 2016, 331) endo a acionalidade neolibe al a capacidade de impeli
15
o eu a
o alece -se a si mesmo pa a sob e i e na compe ição, is o é, a sob e i e pe an e as
leis da conco ência e do me cado.
15
Tal não acon ece de o ma deso ganizada e espon ânea, ha endo oda “uma hie a quia impelida a
manipula ca ego ias psicológicas que de e iam ga an i a «objec i idade» da medição de compe ências
e desempenho” (Da do e La al 2016, 331) que po sí só exe ce um pode p o undo sob e “o sujei o
impelido a «en ega -se comple amen e», a « anscende -se» pela emp esa” (Da do e La al 2016, 331).
Tudo is o sendo in imado pelo ipo de con a o que em com a emp esa, pelo modo de a aliação aplicado
pa a p o a a sua dedicação pessoal com o abalho, cons i uindo-se odas as elações de pode num só
discu so (Da do e La al 2016, 331).
40
4. A p omoção do emp eendedo ismo
como solução pa a o desemp ego
Com a au o a po uguesa Ca la Valadas (2013) oi possí el encon a e e ências
que já o am is as nos pon os an e io es, como lexibilidade, neolibe alismo, e o
discu so da ino ação, conc e amen e no que conce ne à análise do desemp ego em
Po ugal. Quan o ao neolibe alismo, a au o a mos a como es a o ien ação em a ec ado
as polí icas de emp ego, sob e udo a a és da di ulgação da di a “ideologia da
lexibilidade”. Os seus impac os podem se is os no ní el das condições de abalho e
das o mas de con a ação dos abalhado es, sendo que, em Po ugal, cons a a-se um
aumen o signi ica i o do emp ego p ecá io. Es as o ien ações já exis en es an es das
medidas de aus e idade impos as a Po ugal, e o ça am-se ainda mais com a inda da
chamada oika ao país. As medidas impos as isam diminui os gas os com a p o ecção
social que conduz a a i udes de c iação do p óp io emp ego e maio disponibilidade pa a
o emp ego p ecá io. Segundo a au o a, es as o ien ações uncionam como p essões pa a
a al e ação de compo amen o e pa a a esponsabilização indi idual da sob e i ência.
Algo que ai ao encon o de odas as co en es já is as an e io men e que es imulam o
emp eendedo ismo. Valadas conside a en ão que exis e
“um no o ipo de p essão social e polí ica que en a iza a necessidade de
al e a o compo amen o, a mo i ação dos indi íduos, e que conside a se em
es es os p incipais (e únicos?) esponsá eis pela sua p óp ia inse ção (e
sob e i ência) no me cado de abalho. Es amos pe an e a consolidação de
uma no a é ica do (e pa a com o) abalho, ine en e a uma o ma de
o ganização das sociedades em moldes di e en es dos do passado ecen e,
que se ca ac e iza, en e ou os aspe os, pela ansição da cole i ização do
isco pa a a indi idualização do isco (e.g. de desemp ego mas ambém de
doença, de aciden e, de se um abalhado pob e, p ecá io).” (Valadas
2013, 105).
Em Se a (2006) pode-se e i ica que o ag a amen o da c ise económica
mundial dos anos 70, e e como uma das maio es consequências o desemp ego,
indicando que
“A o e diminuição do i mo de c escimen o económico muda adicalmen e
o egime dominan e de acumulação do capi al, desp ezando du an e quase
in a anos consecu i os o ideal do pleno emp ego, ou o a conside ado
41
como um dos pila es do desen ol imen o do sis ema e do equilíb io social.”
(Se a 2002, 113).
Nesse con ex o, dá-se o
“aumen o de incen i os a uma ce a “capacidade de inicia i a” dos
indi íduos, no sen ido des es lança em-se como emp esá ios, c iando
negócios e deixando de lado a busca do emp ego com as sonhadas boa
emune ação e es abilidade.” (Se a 2006, 113).
Em Be oni (2014) ambém é possí el encon a di e sas e e ências ao
emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego es u u al, pa a es a au o a, a já aqui
e e enciada, lexibilização da economia, p omo e uma explo ação do abalho
e icien e, se indo-se de di e sas alácias como a ideia de que maio au onomia é
sinónimo de “emp egabilidade” e de “emp eendedo ismo” (Be oni 2014, 101).
Campos e Soei o (2016) e lec em inclusi e sob e como a o mação pa a o
emp eendedo ismo p e ende molda o modo de es a e de se das pessoas a a és da
no a ealidade económica e social. Assim, p ocu a-se adequa a subjec i idade dos
desemp egados à lógica emp esa ial e a odos os p incípios que lhe são ine en es, como
a maximização do luc o, a compe ição e a inicia i a indi idual (Campos e Soei o 2016,
76). O papel de des aque que a emp egabilidade assume az en ão oda a
esponsabilidade pa a o indi iduo, jun amen e com a acei ação ac í ica da explo ação
labo al, po exemplo com os es ágios não emune ados, en e ou as si uações. Es es
au o es ealçam odas es as elações de p essão da seguin e o ma:
“Da hípe - i ualização da en e is a de emp ego à au ocensu a sob e a sua
ap esen ação indi idual, da pesquisa de me cado à disponibilidade pa a
abalha sem ecebe , o desemp egado emp eendedo de e es a dispos o a
udo pa a aze p o a da sua adesão ao espí i o do empo.” (Campos e
Soei o 2016, 76).
Rela i amen e a oda es a p essão mediá ica, os p óp ios comen ado es dos
media não pá am de ecomenda aos jo ens, que sejam desemp egados, que es ejam
em si uação p ecá ia, que sejam "p oac i os", c ia i os, e lancem o seu p óp io negócio,
descob indo as i udes da lexibilidade e da c ia i idade
16
(Dua e 2011).
16
De igual modo, nas á eas da ges ão emp esa ial e da polí ica p edominam discu sos que “apelam à c ia i idade, ao
“espí i o emp eendedo ”, à esponsabilidade indi idual e à compe ição. Nes es discu sos são con ocadas um
conjun o de c enças e esquemas in e p e a i os ace ca do que de e se o abalhado ac ual, e nos quais o e mo
emp eendedo ismo/emp eendedo acaba po se des aca , ainda que semp e associado a ou os, apa ecendo como a
42
Foi is o an e io men e, aquando da explicação das suas ideias, que pa a
Schumpe e , a sob e i ência da emp esa capi alis a dependia da sua adap ação ao
p ocesso incessan e de des uição c ia i a, e essa adap ação só e a possí el com a
ino ação. No mesmo pon o em que se a a esse au o (3.1) pode-se e ambém a
de esa des a ideia de sob e i ência de uma emp esa a a és da ino ação, po pa e do
en e is ado já mencionado, quando es e e e e que pa a uma emp esa subsis i no
me cado em de se ino ado a e emp eendedo a. Mas acon ece que o en e is ado ai
mais longe, e deixa a ideia de que um aluno de uma Faculdade em “que não há assim
an a p ocu a como se o mos a e as engenha ias ou a ges ão” (En e is a
Explo a ó ia) p ecisa do apoio des e núcleo pa a e capacidades emp eendedo as de
o ma a consegui sob e i e no me cado de abalho, seja c iando emp esas ou
abalhando nelas. Assim, é legí imo dep eende -se que já não se a a só da de esa da
ideia de que uma emp esa em de se ino ado a e emp eendedo a pa a sob e i e mas
que mesmo o p óp io abalhado /indi íduo em de sê-lo pa a ga an i a sua
sob e i ência. Es a elação em ao encon o do que se em is o sob e a ideia de
emp egabilidade, de que é o indi iduo que em de se emp egá el de modo a pode se
emp egado e assim sob e i e . Também es á elacionado com o que oi is o em 3.1
aquando da e lexão do emp eendedo ismo como es a égia do neolibe alismo, is o que
aí e a dado g ande des aque po Da do e La al (2016) ao concei o de homem-emp esa,
o que é co obo ado po es as conside ações. Po ou as pala as, e i ica-se assim
como as lógicas emp esa iais in adi am as lógicas indi iduais, sendo ei a a
ans e ência da lógica da esponsabilidade de sob e i ência, a a és da ino ação
cons an e, no me cado das emp esas, pa a os p óp ios indi íduos.
É no ó io que exis e uma g ande ligação en e o emp eendedo ismo e o
neolibe alismo, sendo a p omoção do emp eendedo ismo uma g ande e amen a
neolibe al pa a esponsabiliza o indi iduo quan o à elação pa a com o emp ego, o que
pe mi e legi ima o discu so neolibe al de não in e i na economia e de que os gas os
sociais não são esponsabilidade do Es ado e que ele só se de e p eocupa em aze
espei a as leis do me cado e da conco ência. Pa a além disso, o indi íduo passa a se
is o como o único esponsá el da sua sob e i ência no me cado e da sua
emp egabilidade, sendo que essa indi idualização de um p oblema colec i o az com
a i ude a oma , “a boa a i ude”: odos nos de e íamos con e e e econs ui como emp eendedo es.” (Dua e
2011, 17).
43
que a igu a do emp eendedo , o homem com uma lógica emp esa ial, se assuma como
a solução mais es imulada den o des e con ex o de ede inição de um p oblema
colec i o em indi idual.

44
Pa e II – Discussão de
Resul ados
5. “Es ímulos ao emp eendedo ismo” - A
p omoção mediá ica e ins i ucional
como solução a um p oblema social
5.1 Recapi ula as ques ões de in es igação e a
me odologia a segui
Com a e isão da li e a u a o am su gindo pe gun as mais especí icas, deco en es
do p oblema cen al, e a a ei aqui de enunciá-las, com o im de conduzi a ase
seguin e des a disse ação.
- Quais os ac o es que êm indo a con ibui pa a a cons ução de um
discu so em o no do emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego? Quais as
suas ca ac e ís icas? Que a gumen os são mais u ilizados na cons ução desse ou
desses discu sos?
- O que az com que o emp eendedo ismo consiga ganha o espaço limi ado
das a enas públicas como espos a ao desemp ego? E que ca ac e ís icas especiais
em a p omoção do emp eendedo ismo pa a consegui ganha esse espaço
limi ado?
Pa a além des as pe gun as, que se pode conside a as p incipais, a e isão da
li e a u a sob e as a enas públicas ambém susci ou algumas cu iosidades que o am no
p esen e abalho le an adas e, de ce a o ma, espondidas. De qualque o ma, são
cu iosidades que não o am o almen e escla ecidas e que assim e ão ambém luga na
pesquisa empí ica, uma ez que ambém es ão elacionadas com as dimensões que i ão
guia a ecolha de in o mação. Salien ando-se que não são p io i á ias em e mos de
gas os de ecu sos de pesquisa, o escla ecimen o des as cu iosidades pode á
complemen a o conhecimen o adqui ido nas espos as às pe gun as p incipais. São
es as as cu iosidades:
- Na p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego é
possí el encon a um só ipo de discu so ou á ios ipos de discu so?
- A p omoção do emp eendedo ismo dá-se em que a enas públicas?
45
-Exis e uma d ama ização na p omoção do emp eendedo ismo? Quem é
ilanizado? Quem é ido como he ói? Qual a na a i a?
Na e isão da li e a u a oi possí el iden i ica as dimensões de media ização e
ins i ucionalização nos modelos de p oblema ização social, assim, e endo em con a que
as espos as a odas as pe gun as enunciadas podem se encon adas nessas dimensões,
es as dimensões se ão essenciais pa a a ecolha de in o mação.
17
A cons ução do quad o de ope acionalização oi adap ada a pa i de um quad o bem mais complexo,
com mais dimensões, pa a uma uma ese de dou o amen o (Ca alho 2003), mas que ambém se
deb uça a sob e o concei o de p oblema social.
Tabela 1 - Quad o de ope acionalização17 - Dimensão Media ização
Concei o
Solução de P oblema Social
Dimensão
Media ização: A enção e discu so nos media como uma ala anca à
solução enunciada
Componen es
Enunciado es:
Ac o es (Indi íduos ou
ins i uições) que
ap esen am a solução
Con eúdos:
O que é a i mado sob e a solução
Sub-
componen es
A gumen os:
Aquilo que é di o
pa a jus i ica a
solução
Conhecimen o
Mobilizado:
Que á eas de
conhecimen o são
46
p omo ida
con ocadas pa a
ecei a a solução
Tipos de
desc i o es a
ecolhe
Análise de No ícias com as pala as “P omoção do
emp eendedo ismo”:
- Núme o de peças encon adas
- Fon es
- Quem é ci ado
- Que ipo de conhecimen o(académico, p o issional, polí ico…) é
in ocado pa a alida a i mações, sob e que aspec os, e po quem
Técnicas de
ecolha
Recolha e análise emá ica de con eúdo de imp ensa
T a amen o de
dados
Quan i icação;
Desc ição Na a i a;
Ca ego ização;
C iação de a iá eis.
47
Recapi ulando os p ocessos a segui , quan o à media ização, se ão ecolhidas
no ícias do pe íodo es udado que e oquem o emp eendedo ismo como solução ao
desemp ego a ní el nacional, pa a se pode comp eende quais os enunciado es des a
solução e quais os a gumen os usados, bem como o conhecimen o mobilizado. Se á
ambém impo an e sabe o núme o de peças jo nalís icas encon adas que e oquem o
emp eendedo ismo como o ma de espos a ao desemp ego. Os ó gãos de no ícias pa a
Tabela 2 - Quad o de ope acionalização - Dimensão Ins i ucionalização
Concei o
Solução de P oblema Social
Dimensão
Ins i ucionalização:
Inco po ação da solução nas me as e es u u as ins i ucionais
da sociedade
Componen es
Discu so Polí ico: Impo ância dada pelo discu so polí ico
o icial ao emp eendedo ismo como solução
Tipos de desc i o es a
ecolhe
Re e ências ao emp eendedo ismo em:
-Polí icas Públicas nacionais
- Polí icas Públicas Eu opeias
- P og amas nacionais de go e no
Técnicas de ecolha
Análise documen al; Análise de discu so.
T a amen o de dados
Desc ição na a i a
54
como al em e mos écnicos e de con eúdos, apa ecem jo nais mais conhecidos com
i agem nacional, mas ambém jo nais locais e, po ezes, apenas si es de in o mação
locais ou especializados.
Pie e de Sain Geo ges (1997) iden i ica as no ícias como on es esc i as não
o iciais e des aca o papel essencial da imp ensa na ida polí ica e social po ilus a as
opiniões de de e minados g upos ou ca ego ias sociais. Es e au o apon a ainda pa a a
impo ância analí ica da imp ensa enquan o enómeno social, sendo “possí el es uda
an o a sua di usão (clien ela, i agem) como o seu con eúdo (no ícias, a gumen os,
om) ou a sua o ma (composição, o ma o, g a ismo, co es).” (Geo ges 1997, 22). De
aco do com es a disposição dos possí eis modos de es udo da imp ensa, ica en ão cla o
que es a disse ação e á oco p incipalmen e naquilo que é aqui designado de con eúdo,
a en ando-se às no ícias, con eúdos e om.
Ba din (1979) se e como e e ência no p ocesso a que chama de cons i uição
de um co pus, sendo que “o co pus é o conjun o dos documen os idos em con a pa a
se em subme idos aos p ocedimen os analí icos” (Ba din 1979, 96). Pa a es a au o a, as
selecções, que es e p ocesso implica, eque em uma sé ie de eg as p incipais. Essas
eg as de selecção se ão aplicadas na pesquisa conduzida no p esen e abalho, no
Google No ícias, e são as seguin es: a) Reg a de exaus i idade; b) Reg a da
ep esen a i idade; c) Reg a da homogeneidade; d) Reg a da Pe inência.
An es de a ança com a ap esen ação da pesquisa, é necessá io p ocede a
algumas b e es no as sob e os media e as no ícias, de modo a pe cebe melho as
lógicas que guiam a selecção e cons ução das no ícias, bem como a sua di ulgação. Em
Rebelo (2014) é abo dada uma “dupla e pa adoxal unção dos media” (Rebelo 2014)
pois, segundo es e au o , os media in luenciam e pene am o espaço público mas
ambém são in luenciados e pene ados pelo mesmo. É indicado pelo au o que os
media dão con ibu os pa a o ma hie a quias de emas pa a deba e no espaço público,
mas, em con apa ida, são guiados ambém pelo espaço público. Re e e en ão que
exis e em simbiose uma agenda mediá ica e pública que se con aminam mu uamen e. O
jo nalis a é de inido como
“P o agonis a de uma dupla elação – com a cul u a em que se insc e e e
com o colec i o de abalho de que é pa e – o jo nalis a exe ce, assim, uma
unção de Ga ekeeping, como lhe chamou Da id Whi e numa ob a céleb e
que publicou em 1950, il ando os acon ecimen os a media iza e de inindo

55
c i é ios que os des acam ou os minimizam a a és da espec i a
paginação/alinhamen o.” (Rebelo 20014, 109).
Nes e con ex o, o au o iden i ica a exis ência de es a égias algumas ezes
con adi ó ias no campo dos media, de i adas da a i mação de au onomias de decisão,
in il ação de subcul u as, ecos das ozes de mino ias e ozes de dissenso. Es a
explicação ajuda a pe cebe a di e enciação no a amen o de algumas no ícias con o me
os ó gãos que as a am. No en an o, e lec indo sob e es as a i mações é possí el
a i ma que, ainda ha endo a hipó ese de alguns dissensos, eles não deixam de aze
pa e de uma mino ia. De qualque manei a, o au o ei e a que os media são um e eno
de lu a, como é a sociedade, e, po an o, um luga de con on ação de o ças di e en es
com p ojec os e es a égias ambém di e en es. Os media eiculam a no ma dominan e
mas ambém pe mi em “o seu des io con ibuindo assim, mesmo se indi ec amen e,
pa a uma e-signi icação de gen es e de modos de ida que, da pe i e ia, in adem o
cen o de p odução simbólica.” (Rebelo 2014, 112).
Es a ideia pode se elacionada com as lu as já mencionadas aquando do
a amen o da li e a u a em o no dos p oblemas sociais, nos quais exis e uma discussão
pública à ol a dos di e sos emas com os á ios ac o es en ol idos. Po ém, apesa
dessa possibilidade de abe u a a isões di e en es dos emas, não se pode esquece que
a no ma dominan e ambém é di ulgada, sendo que ela em semp e ga an ido pa a sí
algum espaço de an ena po se dominan e, já as ou as pe spec i as ão saindo e
en ando do oco mediá ico, não deixando de se is as como mino i á ias, como se
pode dep eende nas pala as aqui ci adas.
Ou a au o a, Ca la C uz (2008) deb uça-se sob e o condicionamen o da
in e p e ação jo nalís ica, demons ando que o jo nalis a é í ima da ideologia ao
igno a que a o ma como ê o mundo é de inida pelo il o das suas ideias, mesmo
endo como e amen as de abalho écnicas e mé odos p o issionais que impõem
eg as de objec i idade. Pa a a au o a, es as eg as não são su icien es pa a os jo nalis as
escapa em ao condicionamen o da in e p e ação pois e e e que “a pe cepção, a
o ganização cogni i a e a ep esen ação signi ica i a do mundo são ealizadas com
base num quad o de alo es (conhecimen os disponí eis) que o jo nalis a-homem az
da sua es ó ia expe imen al.“ (C uz 2008, 3). Assim, é demons ado pela explicação
des a au o a que exis em alguns alo es du adou os impossí eis de elimina nos il os
dos jo nalis as, es ando de al o ma en aizados na es u u a social que são aplicados de
56
o ma inconscien e no exe cício da p o issão. C uz (2008) explica ambém que es es
alo es ganham des aque e p esença em odas as a e as a ibuídas a um jo nalis a, ais
como
“selecciona um acon ecimen o e não ou o; pe cebe apenas alguns
aspec os desse ac o; da uma dada o denação alo a i a pos e io aos
elemen os selecionados (dando-lhes o ma de no ícia); as pala as
escolhidas pa a da isibilidade pública a esse p odu o no icioso ambém
possuem, implici amen e, o e e encial de alo es do jo nalis a” (C uz 2008,
3).
Pa a além de udo is o, impo a e e i que C uz (2008) abo da ambém o modo
como a es u u a das no ícias se assemelha o emen e à es u u a cha e da icção
ele isi a de ido às pe sonagens da cobe u a in o ma i a se em mon ada numa lógica
maniqueís a em que exis e um bem con a um mal, he óis con a um ilão, o que e ela
uma alo ização da simbologia ideológica de quem esc e e e do seu lei o .
Es a b e e explanação do condicionamen o da in e p e ação se e pa a se
pe cebe que as a e as jo nalís icas po enciam a u ilização dos alo es inco po ados
pelos jo nalis as na es u u a social, mesmo de o ma inconscien e. Relacionando com o
que oi is o no au o an e io , José Rebelo (2014), é possí el dep eende que es es
alo es do jo nalis a e ão alguma posicionamen o pe an e o que se passa no espaço
público, sendo in luenciados pela agenda pública, con ibuindo pa a a agenda mediá ica
que i á in luencia a p óp ia agenda pública.
En ando na p omoção do emp eendedo ismo, os media de negócios e economia
êm um papel undamen al na media ização dessa p omoção e Cos a e al (2012) alegam
que nessa imp ensa o emp eendedo ismo em adqui ido a o ça de um dogma. Tal se
de e ao ac o de esses media não ques iona em a sua alidade e a empo alidade. Po
ou o lado, os au o es salien am que quando se uni e salizam os alo es associados ao
emp eendedo ismo, eles ganham con o nos de ideologia, o que inibe e en uais e lexões
c í icas sob e a sua hegemonia his ó icas e as suas consequências sociais (Cos a e al
2012, 363).
Após es a in odução bibliog á ica é o momen o de a ança pa a a pesquisa no
Google No ícias. Es a pesquisa oi ei a po anos, p ocu ando pela ase “p omoção do
emp eendedo ismo”, de 1 de Janei o a 31 de Dezemb o, em cada um dos anos de 2008 a
57
2016
20
, apenas em si es de Po ugal. Op ou-se po es a ase de pesquisa ao no a -se que
só com a pala a “emp eendedo ismo” ou “emp eendedo ” apa eciam mui as no ícias
que iam bas an e pa a além do uni e so des a pesquisa. Exis iam di e sas no ícias que
a a am apenas de negócios de emp esas, como po exemplo endas de emp esas, e
não p op iamen e da p omoção do emp eendedo ismo, que e a aquilo que p e endia
p ocu a . A pala a p omoção cap a ainda algumas no ícias que não in e essam, como
po exemplo p omoções de supe me cados e emas semelhan es, ou en ão p omoções de
ou as ques ões. No en an o, não e am assim an as no ícias, e já e a possí el encon a
bas an es no ícias sob e a p omoção conc e a do emp eendedo ismo, algo que se ia mais
di ícil sem a il agem que es a combinação de pala as az. Ou a combinação que oi
p e e ida o am as pala as “emp eendedo ismo desemp ego” que, apesa de se uma
combinação mais especí ica, não ga an e an as no ícias signi ica i as como a
combinação escolhida. Exemplo disso é o ano de 2011 no qual, com es a combinação,
apenas encon am-se duas páginas de esul ados, não con endo nenhuma no ícia das
que, após análise, a é o am selecionadas como e e en es à p omoção do
emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego, com a combinação “p omoção do
emp eendedo ismo”, que nes e ano ob e e se e páginas de esul ados.
Nas páginas de esul ados apa ece am bem mais no ícias do que as 145 que
con abiliza-se aqui e que o am seleccionadas, il ando-se, uma a uma, aquelas que
pode iam es a elacionadas minimamen e com a p omoção do emp eendedo ismo,
ainda assim, 145 é um núme o já bas an e ex enso. Impo a deixa cla o, que a il agem
das no ícias oi á ias ezes alidada e con i mada, que na ase inicial, que depois na
c iação das a iá eis de análise. No ícias que não abo da am o emp eendedo ismo e a
sua p omoção de o ma cla a, mas que apenas inham a pala a “emp eendedo ”, não
o am con empladas. No en an o, é impo an e assumi a pe inência de algumas
no ícias em que são desc i os exemplos de casos de sucesso de emp eendedo es como
o mas de incen i o ao emp eendedo ismo e, des e modo, o mas de p omoção. A
p opósi o dos casos de sucesso, em Cos a e al (2012) é explicado que, no âmbi o da
cons ução da iden idade do indi íduo a a és dos meios de comunicação de massas,
“as his ó ias de sucesso, as biog a ias de celeb idades, as ecei as pa a melho a o
desempenho ap esen am-se undamen ais pa a ge a uma ilusó ia, e p e endida,
sensação de con o o.” (Cos a e al 2012, 363). Apesa dessa pe inência, o am
20
Com a excepção de 2016 que, como i á se explicado mais à en e, p ocu ou-se apenas a é 30 de
Junho
58
selecionadas apenas as no ícias que desc e iam casos de sucesso de emp eendedo es
que es i e am p e iamen e em si uações de desemp ego ou de alguma ulne abilidade e
que ago a são ap esen ados como exemplos a segui , sendo en ão ap esen ados os casos
de sucesso como exemplos de supe ação.
An es de en a na análise mais ap o undada, impo a ale a pa a uma e en ual
limi ação do Google No ícias no que oca aos a qui os de no ícias dos jo nais. Com es a
pesquisa, oi possí el no a o apa ecimen o de no ícias dos jo nais mais conhecidos
apenas a pa i de 2010, o que le a a e lec i que es es jo nais só começa am a e
a mazenadas, nos seus si es, g ande pa e das no ícias depois desse ano, ou en ão que
esses jo nais o am apagando, dos seus si es, as no ícias mais an igas. Es a si uação
ambém é comp o ada pela pesquisa de ou os emas em que e a no ó io esse
su gimen o. Assim, ao e -se que hou e um g ande aumen o de no ícias de ano pa a
ano, não implica que seja algo que acon eça apenas nes e ema. Com e ei o, ao p ocu a
ou as pala as mais comuns como “polí ica”, “PSD”, “PS”, “ u ebol”, en e ou as,
no ou-se o mesmo aumen o de esul ados de pesquisa, de ano pa a ano. Tal aumen o
pode se explicado pelo aumen o de ac i idade dos jo nais na in e ne , exis indo assim
um a qui o de no ícias mui o maio de ano pa a ano. Es a limi ação impede a i ma com
oda a ce eza que hou e um aumen o de no ícias sob e p omoção de emp eendedo ismo
de ano pa a ano. Não obs an e, es a limi ação não i a u ilidade ao Google No ícias, uma
ez que es e pe mi e a análise de con eúdos das no ícias e, de igual modo, possibili a
e i ica um aumen o de no ícias sob e p omoção do emp eendedo ismo, de ou a
o ma. Pois, nos ou os emas que o am p ocu ados ha ia ambém um aumen o
con ínuo de esul ados de no ícias, mas o núme o de páginas de esul ados encon adas
e a semp e mui o maio . Po exemplo, se com as pala as “p omoção do
emp eendedo ismo”, em 2007, não se ob inham quaisque esul ados de pesquisa, com a
pala a “polí ica” já apa eciam 7 esul ados de pesquisa.
Ou a no a pe inen e sob e o a qui o do Google No ícias (que a é pode es a
elacionada com a an e io ) é a cons a ação de que não é um a qui o ixo e que há
esul ados que ão sendo apagados ao longo dos meses. Essa descobe a oi ei a
du an e a pesquisa, no en an o, não impediu a ex acção das no ícias no pe íodo que
o am pesquisadas, endo o cuidado de aze cada ano quase no mesmo dia, ou pelo
menos num pe íodo cu o de dias.
59
Quan o aos anos de pesquisa, o objec i o e a e a p omoção do
emp eendedo ismo a pa i do ano de 2008, mas, mesmo assim, p ocu ou-se os ou os
anos po cu iosidade, con i mando-se que ha ia no ícias mui o esiduais. Encon a-se
semp e só uma no ícia ou duas po ano e nenhuma delas e a p op iamen e o que se
p ocu a a, algumas inham só a pala a “p omoção”, ou as ala am apenas de algum
emp eendedo e ou as ainda sob e emas comple amen e di e en es. A p opósi o disso,
impo a e e i que ambém apa ece am algumas no ícias nas pesquisas, p o enien es de
páginas em que ha ia uma secção no menu do si e com a pala a “emp eendedo ismo”,
bas ando e ambém a apala a “p omoção” pa a en a nos esul ados, po conseguin e,
essas no ícias o am ob iamen e excluídas da selecção. Em elação ao
emp eendedo ismo social op ou-se po não seleciona as no ícias que apa ecem, uma
ez que não é o ipo de emp eendedo ismo sob e o qual o p esen e abalho se deb uça,
no en an o apa ece á uma ou ou a no ícia que alam sob e o ema, mas que ambém êm
algumas conside ações e opiniões sob e o emp eendedo ismo no ge al, e é só po isso
que o am selecionadas.
Rela i amen e ao ano de 2016, a opção passou po não pesquisa esse ano odo
uma ez que a pesquisa oi começada ainda nesse mesmo ano, no segundo semes e,
sendo a pa i daí ambém o pe íodo de início da disse ação. Ou a azão impo an e
pa a es a decisão es á ambém no ac o de que se co ia o isco de no início de 2017 já
não apa ece em odas as no ícias já selecionadas e pesquisadas no en e an o, de ido à
mudança que oco e pe iodicamen e no a qui o. Po an o, como e a impo an e começa
a pesquisa dos anos odos ainda em 2016, pa a não a asa mui o a disse ação, e a
necessá io aze logo com as no ícias encon adas só a é 30 de Junho.
Pa a inaliza es a ap esen ação inicial da pesquisa ei a no Google No ícias,
icam egis ados o núme o de páginas de esul ados encon adas nas pesquisas de cada
ano e o núme o de no ícias selecionadas em cada ano como elacionadas com a
p omoção do emp eendedo ismo, sendo no o al 145.
Tabela 4 – Núme o de páginas de esul ados po ano
Anos Pesquisados
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016*
Núme o de Páginas

60
de Resul ados
1
1
4
7
10
15
25
72
54
*a é 30/06
Tabela 5 - Núme o de no ícias po ano
Anos
Pesquisados
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
To al21
Núme o de
No ícias
0
2
4
16
13
19
34
31
26
145
5.3.1 Es udo explo a ó io
Tabela 6 - Núme o de no ícias po ano a é 2013
Anos Pesquisados
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Núme o de No ícias
0
2
4
16
13
19
A pesquisa no Google No ícias oi iniciada de uma o ma explo a ó ia com
alguns exe cícios de análise e algumas compa ações que se i am pa a c ia esboços de
ca ego ias e a iá eis que acaba am po in luencia os a anços seguin es nas no ícias
pa adigmá icas. An es da selecção dessas no ícias mais comple as e signi ica i as, oi
en ão necessá io a a odas as no ícias em que su gisse uma e e ência à p omoção do
emp eendedo ismo. Com e ei o, os es udos pilo o e explo a ó ios podem se usados pa a
es abelece uma comp eensão dos concei os e eo ias anco adas pelos ac o es
en ol idos e o signi icado que os e en os e enómenos êm pa a si (Maxwell 2009, 227
e 228) e esse é um dos mo i os pa a aze es e es udo explo a ó io na p esen e
disse ação.
Como e a uma abo dagem explo a ó ia, começou-se po aze só a é ao ano de
2013, is o que a pa i daí, os ês anos seguin es a é 2016 e iam mui as mais no ícias
21
Todas as no ícias são e e enciadas na bibliog a ia ei a especi icamen e pa a as no ícias, di idida po
anos. Op ou-se po es a di isão pa a acili a a consul a e análise po ano, p e e indo-se en ão e e encia
o ma e ial empí ico da o ma que se adequa melho à pesquisa e à sua consul a e análise.
61
encon adas, o nando mui o ex enso o abalho de ca ego iza odas em po meno e
compa ando anos como o ma de abo dagem explo a ó ia. De qualque manei a, apesa
de incomple a nos anos, es a expe iência inicial, de 2008 a 2013, de e se ap o ei ada
pa a a análise e pa a pe cebe -se as melho es o mas de chega às espos as pa a as
pe gun as que guiam es a disse ação.
De aco do com Ba din (1979), a ca ego ização em como e apas p incipais o
in en á io e a classi icação. O in en á io em como objec i o isola os elemen os da
pesquisa e a classi icação consis e em epa i os elemen os e impo uma o dem e uma
o ganização ao ma e ial (Ba din 1979, 118). As eg as de ca ego ização enunciadas po
Ba din guia am es e es udo explo a ó io al como a pesquisa mais signi ica i a que oi
ei a após es a p imei a abo dagem ao ma e ial. No pon o sob e as a iá eis c iadas pa a
as no ícias pa adigmá icas se ão ap o undados e explicados os p incípios undamen ais
pa a a ca ego ização, mas pode-se, desde já, ap esen á-los: a) a exclusão mú ua; b) a
homogeneidade; c) a pe inência; d) a objec i idade e a idelidade ((Ba din 1979, 120).
A ca ego ia p incipal nes e es udo explo a ó io oi a do g upo de no ícias
elacionadas com o desemp ego e o emp eendedo ismo po necessidade po se cen al
pa a o que se p e ende nes a disse ação, uma ez que eúne odas as no ícias em que os
dois concei os, emp eendedo ismo e desemp ego, se associam no discu so mediá ico.
Impo a sublinha que ez-se um con olo de alidação na selecção das no ícias pa a es a
ca ego ia, endo sido is as odas as no ícias bem mais do que uma ez pa a con i ma a
sua pe ença, ou não, à ca ego ia.
Desde logo, oi possí el pe cebe que apesa de odas se cen a em, de alguma
o ma, nos emas elacionados com o desemp ego, são di e sos os emas com os quais
associam-se. Assim, oi undamen al c ia subca ego ias de análise pa a echa melho
os di e sos emas den o do desemp ego. Es as subca ego ias o am su gindo ao longo
da cons an e elei u a das no ícias, com o in ui o de se consegui encon a o maio
núme o possí el de e e ências di e en es. Ou o objec i o passou po deixa
enquad adas em subca ego ias odas as no ícias, de modo a que não icasse nenhuma de
o a. Assim, pode obse a -se na abela abaixo, as di e sas subca ego ias encon adas.
62
Tabela 7 - Subca ego ias do g upo de no ícias elacionadas
com o desemp ego
Subca ego ias
Núme o
de
No ícias
Al e na i a ao desemp ego jo em
12
An ecipação de subsídio de desemp ego
3
Au o-emp ego
15
Casos de supe ação
4
Cen os de emp ego
1
Comba e ao desemp ego
3
Con ex o de c ise como a gumen o
4
C iação de emp egos
8
Ensino Supe io
6
Escolas
3
Inclusão
2
In aemp eendedo ismo e emp egabilidade
11
Tabela 8 - No ícias elacionadas com o desemp ego po ano e elação desse núme o com o o al das
no ícias selecionadas
63
An es de a ança na explicação de cada subca ego ia, é impo an e assumi a
possibilidade de algumas no ícias e em sido ca ego izadas subjec i amen e como sendo
de de e minada subca ego ia, apesa de se e p ocu ado ga an i que ossem apenas
a as excepções de i adas de alguma ambiguidade p esen e em ce as no ícias. Exis em
algumas subca ego ias que mais acilmen e se consegue enquad a objec i amen e,
como po exemplo, a exis ência da e e ência aos cen os de emp ego. Mas exis em
ou as em que a e e ência não é di ec a, como po exemplo, no ícias que elacionem o
emp eendedo ismo com casos de supe ação ou como al e na i a ao desemp ego jo em.
No p imei o exemplo, pode e acon ecido, um ou ou o caso, em que não hou esse no
ex o e e ências di ec as ao ema a ado como sendo um exemplo de caso de supe ação
do desemp ego ou de alguma si uação ulne á el. No en an o, ao analisa -se podem se
conside ados como sendo exemplos a e em con a como casos de supe ação, is o que
são casos em que a pala a “emp eendedo ismo” su ge como algo a acon ece depois de
uma si uação social mais ulne á el, ou pa a e i á-la. O mesmo se e pa a o segundo
exemplo, is o que podem não exis i e e ências di ec as às pala as “al e na i a ao
desemp ego jo em” mas que analisando o con eúdo a a-se de casos di eccionados ao
desemp ego jo em, mesmo que de o ma indi ec a. De qualque modo, quando se
p ocede à explicação de cada subca ego ia, se á possí el ap esen a exce os cada ez
que se en ende que, excepcionalmen e, a e e ência não é di ec a e cada ez que se
pe ceba uma e en ual necessidade de p o a essa ca ego ização.
Ou a e lexão ge al que se pode ealiza , desde já, é sob e a maio equência
com que algumas subca ego ias oco em, dis anciando-se de ou as. Assim, aquelas que
ganham, à pa ida, mais des aque são as subca ego ias “Au o-emp ego”, “Al e na i a ao
desemp ego jo em” e “In aemp eendedo ismo e Emp egabilidade”.
2010 – 4 - o alidade das no icias desse ano
2011 – 6 – menos de me ade das no ícias desse ano (16)
2012 – 8 –mais de me ade das no ícias desse ano (13)
2013 – 10 - pouco mais de me ade das no ícias desse ano (19)
To al = 27 – me ade das no ícias a é 2013 (54)
70
uma maio dis ância empo al da c ise, mesmo que seja só, e en ualmen e, no ní el de
pe cepção da opinião pública, 2011 já não se pode le an a essa hipó ese, uma ez que
se es a a no cen o da c ise inancei a que o iginou uma c ise polí ica em Po ugal, com
a queda do go e no do PS e o su gimen o de um no o go e no que p ojec ou mais na
p aça pública a p omoção do emp eendedo ismo.
Tabela 17 - Subca ego ia "C iação de
emp egos" - Núme o de no ícias po ano
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
No ícias
2
2
2
2
Aqui es ão inse idas odas as no ícias que, de alguma o ma, eme em o
emp eendedo ismo pa a a c iação de emp egos, a ibuindo à sua p omoção, en e ou as
an agens, a de c ia emp egos. Nalguns casos, pode-se encon a ambém e e ências à
subca ego ia de au o-emp ego, em que pode á ha e e e ência às duas o mas de
c iação de emp ego, a c iação do p óp io emp ego e do emp ego de ou as pessoas.
Exis e uma no ícia especí ica (Fonseca 2012) em que não ica cla o se a exp essão
“c iação de pos os de abalho” se e e e só ao au o-emp ego ou ambém à c iação de
emp egos pa a ou as pessoas e aí pa eceu se mais igo oso inclui ambém nes e
subg upo, pa a além daquele do au o-emp ego.
Tabela 18 - Exce o de no ícia de Fonseca 2012
07/08/2012
Económico
“Emp eendedo es que es ão o a das p imei as páginas
dos jo nais”
Exce o
“Também ele (Sec e á io de Es ado do Emp eendedo ismo) econhece dois
mundos no emp eendedo ismo: espe a que o ecnológico c ie médias e
g andes emp esas com u u o; que o au o-emp ego esol a o p esen e
de algumas pessoas. Iden i ica-lhe i udes: "É impo an e pa a a
coesão social e pode i a c ia alguns pos os de abalho. Não é uma
solução es u u al, mas uma no a o ma de olha a ques ão". En e as
mui as medidas de incen i o ao emp eendedo ismo, o Es ado p omo e
o adian amen o do alo do subsídio de desemp ego pa a a c iação do

71
p óp io negócio.” (Fonseca 2012)
Rela i amen e à equência de no ícias po anos, a única no a de análise que se
des aca é a de que a dis ibuição de no ícias nos anos encon ados é egula . O que
demons a que es a subca ego ia é uma das mais cons an es em odos os anos, apesa do
núme o se ainda cu o (dois po ano).
Aqui es ão as no ícias que enham e e ências ao ensino supe io no âmbi o da
p omoção do emp eendedo ismo. Algumas êm a p esença do ensino supe io no
sen ido de abo da em o mas de p omoção ao emp eendedo ismo nas Uni e sidades.
Ou as mencionam o emp eendedo ismo pa a os ecém-licenciados e mesmo
licenciados, no ge al. Assim, nes a subca ego ia es ão p esen es no ícias sob e
p omoção de emp eendedo ismo, no ensino supe io , mas ambém di igidas a
licenciados.
Quan o à dis ibuição anual, e i ica-se uma al e nância en e uma no ícia e ze o
a é 2012, sendo 2013 o ano em que as oco ências de no ícias a ingem o opo nes e
ema.
Tabela 19 - Subca ego ia "Ensino Supe io " -
Núme o de no ícias po ano
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
No ícias
1
0
1
3
Tabela 20 - Subca ego ia "Escolas" - Núme o
de no ícias po ano
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
No ícias
0
0
0
3
72
Todas as no ícias nas quais a p omoção do emp eendedo ismo su ja no âmbi o
do ensino ob iga ó io, desde o ensino p imá io ao secundá io. Uma des as no ícias
abo da as medidas cha e do go e no pa a impulsiona o c escimen o e o emp ego
(Jo nal de Negócios 2013), en e as quais se des aca a “In eg ação de compe ências de
emp eendedo ismo nos p og amas de ensino da escola idade ob iga ó ia”. Es a
no ícia mos a como o Go e no do PSD e do CDS, de 2011 a 2015, cen ou no
emp eendedo ismo uma g ande impo ância, ao pon o de se en ende como uma
medida cha e o ensino de compe ências emp eendedo as nos p og amas do ensino
ob iga ó io. As ou as duas no ícias êm e e ências de apelos pa a que se ensine o
emp eendedo ismo nas escolas, com o objec i o de esol e o desemp ego.
As ês no ícias são odas do mesmo ano, icando po pe cebe se é um ano
isolado ou o início de uma endência.
As no ícias que associem o emp eendedo ismo a medidas de inclusão social po
pa e de populações ulne á eis. Num caso são medidas num p og ama de eme gência
social do go e no PSD – CDS (Jo nal de Negócios 2011) que êm como objec i o
p omo e a emp egabilidade e omen a o emp eendedo ismo, conseguindo ao mesmo
empo comba e a exclusão social. Nou o caso a a-se da no ícia sob e um documen o
ap o ado pela União Eu opeia pa a a in eg ação das comunidades ciganas (Diá io
Digi al 2013) no qual é suge ido o apoio ao emp eendedo ismo.
No que conce ne à dis ibuição po anos, como se a am só de duas oco ências,
é uma dis ibuição, à pa ida, i egula , sendo uma de 2011 e ou a de 2013.
Tabela 21 - Subca ego ia "Inclusão" - Núme o
de no ícias po ano
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
No ícias
0
1
0
1
Tabela 22 - Subca ego ia
"In aemp eendedo ismo e emp egabilidade" -
Núme o de no ícias po ano
73
Pa a inaliza , es a é a subca ego ia que enquad a odas as no ícias sob e o
emp eendedo ismo po pa e de abalhado es po con a de ou em. Es as no ícias azem
associação en e o emp eendedo ismo e o pe cu so p o issional den o de emp esas e do
me cado de abalho. Algumas azem um apelo à aquisição de compe ências
emp eendedo as, nomeadamen e em cu sos de o mação. Exis em aquelas que e e em
mesmo o e mo “in aemp eendedo ismo” e ou as já não, mas como o seu con eúdo
engloba-se nes e concei o is o na li e a u a op ou-se po engloba odos nes a
subca ego ia.
Tem ambém as no ícias que e ocam ou o concei o a ado na li e a u a, o da
emp egabilidade, que é possí el elaciona com o in aemp eendedo ismo, uma ez que
podem ha e no ícias que e i am o in aemp eendedo ismo como uma o ma de
melho a a emp egabilidade. Op ou-se po designa es a subca ego ia com os dois
concei os, po se a a de concei os igualmen e impo an es, não dando pa a sob epo as
no ícias que azem e e ência a um ao ou o concei o.
Rela i amen e à dis ibuição po anos, e i ica-se uma epe ição de oco ências
nos dois p imei os anos, a é que em 2012 começou a da -se um c escimen o que chega
a é 2013 em que a inge o opo das oco ências. Assim, coloca-se o ano de 2013 como
impo an e pa a a di ulgação do in aemp eendedo ismo e da e e ência do
emp eendedo ismo como o ma de emp egabilidade.
5.3.1 b) Exe cícios de análise en e odas as subca ego ias
Após es a análise de cada subca ego ia, é pe inen e pe cebe quais os anos que
se des acam mais em cada subca ego ia. Des e modo, p ocedeu-se à quan i icação do
núme o de ezes que cada ano a inge o opo das oco ências nas subca ego ias. Nos
casos em que oi mais que um ano, são con abilizados odos os que êm o máximo de
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o
de
No ícias
2
2
3
4
74
oco ências obse adas. Po exemplo, no caso do g upo “Al e na i a ao desemp ego
jo em”, 2012 e 2013 são os anos com máximo de oco ências, de cinco, e, po
conseguin e, se ão os anos con abilizados aqui. Es e exe cício é ealizado com o in ui o
de se es abelece os anos mais impo an es na p omoção do emp eendedo ismo ace ao
desemp ego.
Com es a abela é possí el chega a algumas e lexões. O p imei o g ande
des aque ai pa a o ano de 2013 que se dis ancia em mui o dos ou os anos, com quase
o dob o do máximo de oco ências que o segundo ano. Ou a cons a ação pe inen e é a
de que a impo ância dos anos é c escen e, 2010 é o ano com menos máximos e 2013 o
ano com mais, ha endo uma o dem c escen e dos máximos a ingidos. Es e c escendo
Tabela 23 - Núme o de ezes em que cada ano em mais oco ências
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
ezes
2
3
5
8
Subca ego ias
Con ex o de
c ise como
a gumen o
(2);
C iação de
emp egos
(2).
Casos de
supe ação
(2);
C iação de
emp egos
(2);
Inclusão
(1).
Al e na i a ao
desemp ego
jo em (5);
An ecipação
de subsídio de
desemp ego
(3);
Au o-emp ego
(5);
Con ex o de
c ise como
a gumen o
(2);
C iação de
emp egos (2).
Al e na i a ao
desemp ego jo em (5);
Cen os de emp ego (1);
Comba e ao desemp ego
(2);
C iação de emp egos (2);
Ensino Supe io (3);
Escolas (3);
Inclusão (1);
In aemp eendedo ismo
e emp egabilidade (4).
75
pode se co obo ado pelo núme o de no ícias encon adas pa a es a ca ego ia do
desemp ego, is o que ambém aí há uma o dem c escen e do núme o de no ícias
encon adas sob e a p omoção do emp eendedo ismo ace ao desemp ego. Como al, é
comp eensí el que essa o dem se man enha nos máximos de cada subca ego ia. Se há
mais no ícias de 2013, az sen ido que esse seja o ano que se des aque mais em cada
subca ego ia.
Já não há dú idas de que o ano de 2013 é o que em maio des aque, no en an o,
não se pode i a a impo ância aos ou os, 2011, po exemplo, apesa de se o segundo
pio ano, pode á se o p imei o ano em que a maio ia das subca ego ias começou a e
as p imei as no ícias. Se assim o , não deixa de se um ano bas an e impo an e
ambém. É esse papel que se ai es a no exe cício seguin e.
Tabela 24 - Núme o de no ícias sob e o desemp ego po ano e compa ação com as no ícias odas
2010 – 4 - o alidade das no icias desse ano
2011 – 6 – menos de me ade das no ícias desse ano (16)
2012 – 8 – mais de me ade das no ícias desse ano (13)
2013 – 10 - pouco mais de me ade das no ícias desse ano (19)
To al = 27 me ade das no ícias a é 2013 (54)
Tabela 25 - Núme o de ezes em que cada ano é o 1º nas subca ego ias
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de
ezes
6
2
2
2
Subca ego ias
Al e na i a ao desemp ego
jo em;
Au o-emp ego;
Casos de
Supe ação;
Inclusão.
An ecipação de
subsídio de
desemp ego;
Cen os de
emp ego;
Escolas.

76
Es a abela em e u a po comple o a ideia de que 2011 e a o ano em que se
es ea am mais ezes as no ícias de cada subca ego ia. Fica p o ado que 2010 é o ano
em que mais ezes se es eiam as subca ego ias. Ficando os ou os anos odos
empa ados no segundo luga . Es e esul ado mos a que, apesa de 2011 se ge almen e
cono ado como o ano em que o emp eendedo ismo começou a su gi com mais des aque
na comunicação social de ido à mudança de go e no, em 2010 já começa am a su gi
no ícias sob e a maio ia das subca ego ias aqui classi icadas. Com e ei o, me ade das
subca ego ias começou a apa ece logo em 2010, mesmo ha endo apenas qua o
no ícias encon adas nesse ano. Em suma, é legí imo a i ma que, se em quan idade de
no ícias encon adas, 2013, é o ano mais impo an e, em quan idade de subca ego ias,
2010, é o ano mais comple o, pelo menos, no que diz espei o ao início de oco ências.
Como se pode e no quad o seguin e, 2013 ambém é aquele que em mais
subca ego ias, ha endo aí ambém uma o dem c escen e, com a excepção de 2011 em
que o núme o encon ado em 2010 (já bas an e signi ica i o pa a um ano só com qua o
no ícias) man ém-se.
Pa a além das já e e idas, mais algumas conclusões podem se e i adas daqui.
Uma é a de que es es qua o anos podem se conside ados, odos eles, cada um à sua
Con ex o de c ise como
a gumen o;
C iação de emp egos;
Ensino Supe io ;
In aemp eendedo ismo e
Emp egabilidade.
Comba e ao
desemp ego.
Tabela 26 - Quan idade de subca ego ias po ano
Anos
2010
2011
2012
2013
Núme o de subca ego ias
6
6
9
10
77
manei a, impo an es na p omoção do emp eendedo ismo em Po ugal. É e dade que
2013 se des aca, mas é p eciso e em conside ação os anos an e io es pa a se chega aos
núme os de 2013. De ac o, na maio ia das subca ego ias, e i ica-se um su gimen o
p eceden e a esse ano de 2013, pe cebendo-se assim um p ocesso que se ai cons uindo
e acumulando a é 2013. Des a o ma, chega-se à hipó ese de que es es qua o anos
podem aze odos pa e do mesmo momen o, do mesmo p ocesso, mas a obse ação
dos anos seguin es se ia impo an e pa a se a e igua melho essa hipó ese.
Ainda assim, endo em con a que es e es udo explo a ó io não ai pa a além de
2013, é possí el aze um úl imo exe cício que si a de es e pa a o que oi di o acima
sob e os qua o anos se em odos eles o mesmo momen o. T a a-se de p ocu a sabe
que subca ego ias podem se iden i icadas com algum de e minado ano. Assim,
isualizando odas as abelas p eceden es, consegue-se e acessso à in o mação de que
exis em duas subca ego ias que só i e am no ícias num ano, sendo mais que uma
no ícia. Elas são a de “an ecipação do subsídio de desemp ego” que só e e no ícias em
2012 (oco endo ês) e a subca ego ia “Escolas” que só e e no ícias em 2013
(oco endo ambém ês). O a, se po um lado apa ece um ano já com mui o des aque,
2013, ambém apa ece ou o que em es ado em plano in e médio a ní el de des aque
nos exe cícios an e io es, 2012, podendo se associado ambém como o ano da
an ecipação do subsídio de desemp ego, assumindo assim alguma impo ância na
media ização e ins i ucionalização do emp eendedo ismo ace ao desemp ego. Es e
exe cício pe mi iu, po an o, pe cebe a impo ância de 2012 no que diz espei o à
medida de an ecipação do subsidio de desemp ego, e a impo ância de 2013 no que diz
espei o à p omoção do emp eendedo ismo nas escolas. Con udo, não é ambém nes e
exe cício que conseguimos sepa a es es qua o anos aqui a ados em momen os, is o
que cada ano em em sí mais no ícias em des aque, não sendo po exemplo 2012 o ano
apenas dos subsídios, oco endo ambém oda uma ou a sé ie de no ícias e
subca ego ias impo an es. Mais uma ez, pa ecem ale como um odo, um p ocesso
que se ai cons uindo de 2010 a 2013 nes a ca ego ia das no ícias do
emp eendedo ismo ace ao desemp ego/ po necessidade.
5.4 Ap esen ação das no ícias pa adigmá icas
Com a e lexão o iginada pelo es udo explo a ó io, chegou-se à conclusão de
que se ia necessá io sai das cons a ações e desc ições, o nando a análise mais
ans e sal de modo a que se pudesse encon a os nós de con ac o en e os emas. Pa a
78
al, oi omada a decisão de c ia a iá eis em que se pudesse c uza mais os discu sos,
explo ando-os de uma o ma mais de alhada e indo à sua subs ância. Assim,
conside ou-se mais exequí el uma selecção mais e inada no ma e ial das no ícias,
p ocedendo assim a uma il agem em que cons assem apenas as que i essem discu sos
signi ica i os e que se posicionassem sob e os emas, sem se limi a em a aze uma
me a e e ência ao emp eendedo ismo sem conside ações e a gumen os conc e os. Po
ou as pala as, selecionou-se o ma e ial que pudesse se is o como pa adigmá ico da
p omoção do emp eendedo ismo, aquele que si uasse os ac o es em o no do objec o de
p omoção. No e-se que es a selecção oi subme ida a uma alidação cons an e à medida
que iam su gindo no as a iá eis e subca ego ias.
Nos pon os seguin es encon am-se as a iá eis conside adas mais signi ica i as,
c iadas a pa i da análise das no ícias selecionadas como sendo ma e ial comple o e
pa adigmá ico. Como já oi indicado, es as no ícias pa adigmá icas são as que o am
conside adas po ado as de opiniões dos ac o es ela i as ao ema, p oduzidas pelos
á ios ac o es en ol idos na p omoção do emp eendedo ismo
23
. No o al o am
encon adas 14, ha endo uma dis ibuição po odos os anos en e 2010 e 2016, com o
ano de 2011 a se o que em mais no ícias, no caso qua o. O ou o ano com mais de
duas no ícias é o ano de 2012. De es o, nos ou os anos há semp e uma a iação en e
uma no ícia e duas. É possí el e i ica que só os dois anos de 2011 e 2012 jun os êm
me ade das no ícias pa adigmá icas. Es a cons a ação pode á se uma p o a de que es es
dois anos são dois dos anos em que a p omoção do emp eendedo ismo começou a se
mais media izada e em que e am p oduzidas no ícias com a in enção de ap esen a em
po meno odas as ca ac e ís icas em edo da sua p omoção, bem como da oz a um
g ande núme o de ac o es associados a es a p omoção.
Tabela 27 - Núme o de No ícias Pa adigmá icas po anos
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
To al
1
4
3
1
2
1
2
14
23
Pa a não e ela de alhes sob e as ins i uições e os e e idos nas no ícias, a opção passou po ocul a na
análise e nos exce os em anexo os nomes dos ac o es en ol idos, in e essando apenas o ipo de ac o es,
algo que se á melho explicado mais adian e.
79
O exe cício de coloca em con on o es e ma e ial, pe mi i á, mais à en e, uma
isão de alhada sob e o amplo uni e so da p omoção do emp eendedo ismo como
espos a ao desemp ego. Po ago a, cabe p imei o ap esen a o ma e ial. Foi possí el
es abelece cinco g andes a iá eis. Es as cinco p incipais são: Consequências do
Emp eendedo ismo no Tempo; Ca ac e ís icas do Emp eendedo ; Funções
A ibuídas ao Emp eendedo ismo; Condições Fa o á eis A ibuídas; e En a es
A ibuídos. Após es a echada a análise a es as a iá eis se á possí el esponde a
algumas das pe gun as c iadas no âmbi o des a disse ação, que isam a comp eensão da
p omoção do emp eendedo ismo ace ao desemp ego em Po ugal, nomeadamen e
p ocu ando sabe que ipos de a gumen os são mobilizados, e como se ca ac e iza essa
p omoção.
Na selecção das a iá eis mais signi ica i as su gi am algumas dú idas que
con ém expo . A maio delas consis e na decisão de quais são as ge ais e quais os sub-
emas. Po exemplo, an es de chega à ca ego ia de “Condições a o á eis a ibuídas”,
ainda oi ponde ado encaixa algumas das suas en adas na ca ego ia “Funções
a ibuídas”, uma ez que ugi à c ise podia se en endido só como unção a ibuída,
mas ao e i ica que há ci ações no ma e ial que mos am esse momen o como ideal e
a o á el pa a o emp eendedo ismo, en endeu-se que se ia signi ica i o as condições
a o á eis cons a em como uma ca ego ia à pa e ambém. Des e modo, es a escolha
pe mi e uma ca ac e ização mais comple a do discu so da p omoção do
emp eendedo ismo. Ou a dú ida su giu no momen o da c iação de sub- emas,
sob e udo nas unções a ibuídas. É no ó ia a g ande di e sidade de unções a ibuídas
ao emp eendedo ismo e a dú ida consis iu em sabe -se se é mais pe inen e deixa como
es a am, ou seja, odas dispe sas consoan e o am encon adas, ou se oda essa
a iedade podia se encaixada po emas mais especí icos, po exemplo pelo ipo de
unções. Depois de algum es o ço de ca ego ização op ou-se pela esquema ização em
ipos de unções como se pode á e mais em baixo. Nas ca ac e ís icas do
emp eendedo ha ia uma dú ida semelhan e, que consis ia em sabe se e a mais
pe inen e deixa as ca ac e ís icas dispe sas como es a am ou se e a melho encaixá-las
po ca ego ias mais especí icas pelo ipo de ca ac e ís icas. A opção oi con á ia à da
dú ida an e io pelo ac o de nes a a iá el exis i em mui o menos en adas, sendo
possí el comp eende odas elas assim sol as, sem p ecisa echa mais, a é po que odas
as ca ac e ís icas encon adas são semelhan es, no seu ipo, não ha endo umas que são
86
supe io abo dam o emp eendedo ismo como uma o ma de escape das di iculdades
conjun u ais, e des a ez a e e ência é ei a como o ma de uga à c ise. De ce o modo,
é um complemen o da ideia de al e na i a à emig ação, e isso ica no ó io po se em
a gumen os que es ão lado a lado no discu so dos ac o es esponsá eis pela á ea do
emp eendedo ismo no ensino supe io . Quan o à p esença des a unção no discu so de
um Di ec o da Comissão Eu opeia se e como mais uma p o a de que pa iu da UE a
p omoção do emp eendedo ismo endo como p e ex o a c ise. É de ealça que a
exp essão “ uga à c ise” oi a que pa eceu mais adequada pa a engloba es es ês
exce os que associa am o emp eendedo ismo à ecupe ação inancei a e como o ma
de sai da c ise.
P eenche necessidades de cu o-p azo é a ou a unção a ibuída que oi
conside ada como conjun u al. Como já oi di o, es a é mais aga e abs ac a que as
an e io es, não ha endo explicações na no ícia em que apa ece de que necessidades se
a am. O ac o que az e e ência a es a unção é um di ec o de um p émio anual pa a
emp eendedo es (Pa cei o de uma emp esa in e nacional de consul o ia). Impo a deixa
cla o que ele e e e-se a um espi i o emp eendedo que i á pe mi i que as necessidades
de cu o-p azo mais p emen es possam se p eenchidas. De qualque modo, es e exce o
de uma no ícia de 2011 pode á eme e , nas en elinhas, pa a os ou os dois signi icados
mais especí icos aqui is os nes e ipo de unções conjun u ais.

87
c.2) Funções Cul u ais
As unções cul u ais são o ipo de unções que se en endeu e em como
e e encial o impac o cul u al do emp eendedo ismo, is o é, são aquelas que assen am a
a gumen ação nas supos as an agens cul u ais pa a quem p oduz o discu so,
nomeadamen e, o aumen o da cul u a emp esa ial ou da capacidade de a isca das
pessoas.
Ambas as en adas des e ipo de unções encon am-se numa no ícia do Jo nal de
No ícias de 2012 e são a ibuídas a um depu ado do PSD. Es es a gumen os são
mobilizados a p opósi o da ap esen ação de medidas pa a comba e o desemp ego
jo em, ha endo nessas medidas oco em incen i os pa a o emp eendedo ismo. A
unção de aumen o da capacidade de a isca pode se elacionada com a
esponsabilização indi idual e au onomia ine en es ao discu so de emp eendedo ismo.
c.3) Funções Económicas
Tabela 30 - No ícias po ano e ó gão de Imp ensa nas Funções Económicas
No ícias
2011 – 1
2012 – 1
2016 – 1
To al = 3
Jo nais/Si es
As Bei as - 1
Co eio do Minho – 1
Jo nal de No ícias - 1
As unções económicas ( e abela em Anexo 7) são odas aquelas em que a
economia é en endida como sendo a á ea isada na a gumen ação que é ei a. Chega a
es e ipo de unção oi p oblemá ico de ido ao pe igo de se uma ca ego ia mui o
subjec i a e de algumas en adas pode em con undi -se com unções sociais. Pois,
alguém que analise, pode en ende mui os dos assun os, que nas no ícias são
e e enciados como económicos, como ambém sendo eles sociais. Mas, endo em con a
que o que impo a aqui é sabe as a ibuições nos discu sos, op ou-se po es abelece -se
como económicas odas as en adas em que esse ema osse p io izado e e ocado. Po
exemplo, as en adas sob e c ia i idade ou ino ação, pode iam con undi -se com ou os
88
ipos de unções, po ém, como nos exce os em que se obse am es as unções, o oco
es a a na economia, pa eceu mais pe inen e encaixa nessa ca ego ia.
As unções económicas a ibuídas ao emp eendedo ismo são: Compe i i idade;
C escimen o da Economia; C iação de Emp esas; C iação de Riqueza; C ia i idade,
Ino ação. Todas elas são bas an e semelhan es, pois odas êm como al o a melho ia da
economia. Que seja de modo di ec o ou indi ec o, o al o dos a gumen os é a economia.
Es es exce os são e i ados de ês no ícias, uma de 2011, ou a de 2012 e ou a de
2016. Quan o aos ó gãos de comunicação em que saí am, dois são conside ados
egionais e um é nacional. Os ac o es que p oduzem es as a i mações são um depu ado
do PSD, um p o esso e in es igado de uma Uni e sidade e um p esiden e de uma
Associação de desen ol imen o local.
O depu ado do PSD a ibui a unção di ec a de c escimen o da economia. O
p o esso e In es igado uni e si á io a ibui as unções de compe i i idade,
c escimen o da economia, c ia i idade e Ino ação. E o p esiden e da associação de
desen ol imen o local a ibui as unções c iação de emp esas e c iação de iqueza. É
cu ioso e i ica que o p o esso uni e si á io e in es igado é o único que a ibui
unções elacionadas com concei os mais ge ais como c ia i idade e ino ação e a é
mesmo compe i i idade. Ao con á io do esponsá el de uma associação local que,
apesa de nunca menciona o oco di ec o no local, e sim na economia em ge al (po
essa azão es á nes e ipo e não no de unções locais), pode-se in e p e a as suas
a ibuições como mais conc e as e p á icas, sendo elas a c iação de iqueza e
p incipalmen e a c iação de emp esas.
89
c.4) Funções ela i as a Emp ego/Desemp ego
Tabela 31 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções ela i as ao Emp ego/Desemp ego
No ícias
2010 – 1
2011 – 2
2012 – 2
2013 – 1
2015 – 1
2016 – 1
To al = 8
Jo nais/Si es
As Bei as – 1
Co eio do Minho – 1
Despo o na Linha - 1
Económico – 1
Jo nal de No ícias – 1
Público – 1
Rádio enascença – 1
UeLine – 1
No ipo de unções elacionadas com Emp ego/Desemp ego, encon am-se
en adas ( e abela em Anexo 8) que podem se encaixadas na ca ego ia económica ou
social, oda ia a ando-se um dos emas cen ais des a disse ação, pela pe inência e
impo ância, oi p e e í el coloca como sendo um ipo à pa e, uma ez que ele em sí é
homogéneo, pois odas as en adas a am das unções a ibuídas ao emp eendedo ismo
ela i as ao desemp ego ou ao emp ego. Impo a ambém e e i que só o am colocadas
nes e ipo as en adas que aziam e e ência di ec a ao emp ego e desemp ego. Exis iam
ou as en adas que pode iam es a elacionadas com o ema, con udo, como não inham
o oco di ec o, o am colocadas nou as á eas, como acon eceu, po exemplo, no caso da
en ada “p og essão na ca ei a” que oi colocada como unção social.
Desde já, pode-se a i ma que es e é o ipo de unções com mais no ícias, oi o
en e as 14 que cons i uem as mais signi ica i as, e aquele com mais en adas, se o em
incluídas nes as con as as subca ego ias. Po conseguin e, exis em mui as associações
di ec as en e emp eendedo ismo e emp ego ou desemp ego. Sendo es a a associação
p incipal nes a disse ação, se á ainda mais impo an e olha ao po meno odas as
en adas e os ac o es que as p oduzem. As en adas são “Au o-emp ego”; “C iação de
Emp egos”; “Emp egabilidade” e “Respos a ao Desemp ego”. A “C iação de
Emp egos” es á di idida em duas en adas e “Respos a ao Desemp ego” em qua o. A
decisão des as di isões se á jus i icada na explicação de cada uma das en adas.
90
Po ago a, cabe começa pela en ada “Au o-emp ego”. Es a é aquela que
associa mais di ec amen e o emp eendedo ismo à c iação do p óp io emp ego (ou
p óp io negócio, num caso), cen ando o concei o de emp eendedo ismo nessa unção.
Tem cinco exce os, de qua o ac o es di e en es e pe encen es a ês no ícias de 2010,
uma de 2011, uma de 2012 e ou a de 2013. Assim, o na-se possí el iden i ica a
unção do “au o-emp ego” como pe encen e à p imei a me ade do pe íodo es udado. É
en ão nes es p imei os anos que se p ocu a p omo e mais o emp eendedo ismo
ligando-o di ec amen e à c iação do emp ego p óp io. Os ac o es são um esponsá el
po um p og ama de Ino ação de uma Uni e sidade, um p ó- ei o pa a o
emp eendedo ismo de uma Uni e sidade, um P esiden e de uma Au a quia (pelo PSD),
o Cen o de Emp ego ( IEFP, Ins i u o de Emp ego e Fo mação P o issional) e uma
emp esa de T abalho Tempo á io. Ou seja, dois ac o es elacionados com o Ensino
Supe io , um com a adminis ação pública local e dois com o sec o do me cado de
abalho, sendo um público e um p i ado. Quan o ao p esiden e de Câma a (pelo PSD),
de e-se explica que apesa de não ala di ec amen e de emp ego, inha a exp essão
“c ia em os seus negócios e cons uí em os seus p ojec os de elicidade” (Despo o na
Linha 2011) que pode se in e p e ada como au o-emp ego, pa a e i a -se cons ui uma
ca ego ia de uma o ma mui o li e al, uma ez que ica implíci a es a noção do seu
p óp io negócio e p ojec o de elicidade como associada à c iação do p óp io emp ego.
Já no ou os ac o es, não deixa de se in e essan e que os dois ac o es que êm como
unção encon a emp ego pa a as pessoas, açam es a p omoção do emp eendedo ismo
como uma o ma de au o-emp ego. Po exemplo, no caso da emp esa de abalho
empo á io, “O p imei o conselho (…) é es e: «se emp eendedo e c ia i o e c ia o
p óp io emp ego».” (Ribei o 2012). Repa e-se nes a ase na epe ição de pala as
associadas ao e bo c ia . O a, segundo es a no ícia, o p imei o conselho des a emp esa
de abalho empo á io é que o desemp egado seja como uma espécie de c iado de
emp ego. Ou seja, uma emp esa que i e da capacidade de encon a emp egos pa a
desemp egados e emp egados pa a as unções que as emp esas necessi em, eme e essa
unção pa a o p óp io desemp egado, que, nas suas pala as, de e se emp eendedo . Já
no caso do IEFP a a ibuição da unção su ge no âmbi o da c iação de cu sos com o
in ui o de o nece e amen as aos desemp egados que lhes pe mi am ol a em à ida
ac i a, e en ualmen e, a a és do au o-emp ego. Es a cons a ação demons a como o
emp eendedo ismo consegue e ealmen e g ande espaço de an ena, a é mesmo nas
en idades esponsá eis de consegui emp ego aos desemp egados, acabando po suge i
91
o con á io, que as pessoas consigam po si p óp ias o seu emp ego e sejam elas as
esponsá eis pelo seu emp ego a a és do emp eendedo ismo. Po ou as pala as,
pode-se dep eende que pa ece se mais ácil pa a en idades esponsá eis po encon a
emp egos eme e essa a e a pa a as p óp ias pessoas, passando a esponsabilidade do
sucesso ou insucesso pa a cada desemp egado.
A unção de “C iação de Emp egos”, dis ingue-se da do au o-emp ego pelo ac o
de nes a não ha e a especi icação de que é c iação de emp ego p óp io, podendo que e
signi ica an o a c iação de emp ego p óp io como ambém a c iação de emp egos pa a
ou as pessoas. Foi necessá io di idi os exce os en e a unção de c ia emp egos no
ge al e a de c ia emp egos quali icados, com o objec i o de echa ao máximo as
ca ego ias. Es a di isão de e-se às e e ências ei as nas no ícias, pois há aquelas que se
e e em apenas à c iação de emp egos, de o ma ge al, e uma que dá oco especí ico ao
emp ego quali icado. Na c iação de emp egos no ge al, exis em e e ências po pa e de
ês ac o es di e en es. Aqui exis e a coincidência de se em os mesmos ês que o am
encon ados nas unções económicas. Ou seja, epe e-se a desc ição ei a nessa
ca ego ia. Es es exce os são e i ados de ês no ícias, uma de 2011, ou a de 2012 e
ou a de 2016. Quan o aos ó gãos de comunicação em que saí am, dois são
conside ados egionais e um é nacional. Os ac o es que p oduzem es as a i mações são
um depu ado do PSD, um P o esso e in es igado de uma Uni e sidade e um
p esiden e de uma Associação de desen ol imen o local. O exce o que eme e pa a o
emp ego quali icado encon a-se numa no ícia de 2010 e é p oduzido po um
esponsá el po um p og ama de Ino ação de uma Uni e sidade. Es e ac o ambém já
inha sido iden i icado aquando da a ibuição da unção de au o-emp ego e com es a
ou a unção a ibuída co obo a-se a possibilidade de se aze ao mesmo empo
e e ência ao emp eendedo ismo como c iação de emp ego p óp io e de ou os
emp egos, no caso, emp egos quali icados.
A e e ência à emp egabilidade como unção do emp eendedo ismo é ei a po
um esponsá el po um p og ama de Ino ação de uma Uni e sidade, numa no ícia de
2010, quando a i ma que o e o no da apos a do emp eendedo ismo no Ensino Supe io
acon ece á, en e ou as o mas, com a emp egabilidade dos es udan es. Es a e e ência
indica como o emp eendedo ismo pode se ambém is o no âmbi o do
in aemp eendedo ismo, não es ando, no en an o, cla o que não i esse apenas o
p opósi o de eme e pa a a c iação do emp ego p óp io. Mas como essa e e ência

92
di ec a não é p oduzida, ica a hipó ese do in a-emp eendedo ismo, ambém de ido à
o ça do concei o de emp egabilidade, já is o nes a disse ação.
A úl ima unção, “Respos a ao Desemp ego” di ide-se em qua o di e en es,
sendo elas “Al e na i a ao Desemp ego”, “Al e na i a ao Desemp ego Jo em”,
“Comba e ao Desemp ego” e “Comba e ao Desemp ego jo em”. Aqui op ou-se pela
di isão de ido a azões pa ecida à di isão da unção “C iação de Emp egos”. Ou seja,
hou e uma escolha de pala as di e en es, endo umas o oco no comba e. Es a escolha
di e en e de pala a pode se pe inen e ao olha pa a a pala a comba e como uma
pe spec i a do emp eendedo ismo como uma a ma de e dadei o comba e ao
desemp ego, sendo mais do que uma me a al e na i a. É e dade que no caso da pala a
al e na i a, ela não é mencionada, mas e i ica-se nos exce os selecionados uma
associação a essa ideia, uma ez que o emp eendedo ismo apa ece numa sequência de
ideias após e e ência ao desemp ego, subs i uindo o desemp ego no discu so. Tal
e i ica-se, po exemplo, nes e exce o:
“«Po ugal es á a passa po um pe íodo que ai se bas an e du o em e mos de
emp ego. Quando o me cado de abalho não es á bem, emos de aze alguma
coisa po nós p óp ios. Mui as pessoas ão pensa em aze o seu p óp io
negócio. (…)»,(…).” (Pe onilho e Dua e 2010).
No e-se ainda que a pa e inal des e exce o ambém se inse e na unção de
au o-emp ego, mas como a pa e an e io a es a em g ande oco nes a ideia de
al e na i a, ou subs i uição, oi conside ado pe inen e selecciona es a pa e pa a duas
unções di e en es, uma ez que ela em ine en e em si, p ecisamen e, es a dupla unção,
ha endo uma e e ência cla a às duas unções. Pode -se-ia eba e es a seleccção
a gumen ando que o e mo “au o-emp ego” já em semp e uma e e ência indi ec a à
subs i uição do desemp ego, mas a espos a a esse a gumen o é que essa elação nem
semp e é e e ida di ec amen e e como nes e caso hou e odo um p ocesso de aciocínio
cla o que desembocou nessa subs i uição do desemp ego pelo emp eendedo ismo,
pa eceu necessá ia a decisão de en a iza es a e e ência mais cla a.
A ou a di isão em cada uma des as é na especi icação do desemp ego jo em,
is o é, umas abo dam o desemp ego de o ma ge al e ou as apenas o jo em.
Quan o aos ac o es, em al e na i a ao desemp ego no ge al há dois esponsá eis
na á ea do emp eendedo ismo no Ensino Supe io (P ó- ei o pa a o emp eendedo ismo
de uma Uni e sidade e Memb o do conselho de ges ão pa a o emp eendedo ismo e
93
ligações emp esa iais de uma Uni e sidade) e no desemp ego ju enil uma emp esa de
abalho empo á io. É in e essan e e i ica no p imei o caso que apesa de se em
ac o es do ensino supe io , a e e ência é ei a pa a lá do desemp ego ju enil, is o apesa
de que ao longo da no ícia ala-se no desemp ego dos alunos ecém-licenciados, mas
nes es exce os não há essa e e ência di ec a. Es e é um daqueles casos em que o
con ex o da no ícia é especí ico, mas os exce os êm pala as que eme em pa a o ema
no ge al, ou seja, o desemp ego, e, assim, es a coloca no ema no ge al, is o que há
ou os exce os em que as pala as escolhidas especi icam o oco. Os anos de um e de
ou o são, espec i amen e, 2010 e 2012.
No comba e ao desemp ego no ge al os ac o es são um di ec o da Comissão
Eu opeia e um p o esso e in es igado uni e si á io. No comba e ao desemp ego jo em
o ac o é um g upo pa lamen a de um Pa ido. No p imei o caso ica cla o como há
ac o es com esponsabilidades polí icas a ní el eu opeu a coloca o deba e público nos
moldes de um comba e ao desemp ego como al o a aba e , sendo o emp eendedo ismo
a a ma escolhida. E no caso do desemp ego jo em ambém e i ica-se essa opção de
d ama ização, po pa e de esponsá eis polí icos, sendo o he ói o emp eendedo ismo.
Es a d ama ização elaciona-se com o is o an e io men e em Ce aï (2001, 74) quando
es e au o a i ma que os ac o es p ecisam de econ a uma na a i a, em que
ca ego izam-se uns aos ou os como lou á eis ou malé icos, ou mesmo he oicos ou
demoníacos. Rela i amen e aos anos, são no p imei o caso 2015 e 2016 e no segundo
2012, o que demons a que a pala a comba e não em um pe íodo único, sendo
u ilizada na p imei a me ade mas ambém na segunda me ade do pe íodo es udado. O
mesmo pode-se dize sob e o odo des a unção, espos a ao desemp ego, is o que es a
ideia di ec a de espos a ao desemp ego aba ca ambas as me ades do pe íodo es udado.
Na soma de odos os exce os des e ipo de unções elacionadas com emp ego e
desemp ego, e i ica-se a exis ência de no ícias em quase odos os anos do ma e ial
pa adigmá ico encon ado, icando apenas a al a uma no ícia de 2014. Assim, conclui-
se que exis e uma dis ibuição espalhada des e ipo de unções ao longo do empo
es udado.
94
c.5) Funções Locais
Tabela 32 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções Locais
No ícias
2011 – 1
2014 – 1
To al = 2
Jo nais/Si es
As Bei as – 1
Sul In o mação – 1
No que diz espei o às unções locais, como o nome indica, ambém se en endeu
que se ia pe inen e coloca as en adas aqui encon adas ( e abela em Anexo 9)
numa ca ego ia homogénea que eme esse pa a as ques ões locais. As duas en adas
aqui inse idas pode iam se conside adas sociais ou económicas, mas po e em como
elemen o comum o oco no local, conside ou-se o mais adequado c ia es a ca ego ia à
pa e.
As unções são ixa os jo ens no concelho e ul apassa p oblemas locais. A
dis inção que se pode aze é que uma mos a p eocupação sob e udo com uma
população especí ica, a jo em, a ou a unção já ab ange odos os p oblemas locais.
Ambas as unções são a ibuídas em exce os de no ícias de ó gãos de comunicação
locais, sendo uma de 2011 e ou a de 2014. Quan o aos ac o es, um é p esiden e de uma
associação de desen ol imen o local e o ou o e eado na á ea do emp eendedo ismo
de uma Câma a Municipal (pelo PS). Aqui o pad ão é ácil de se pe cebe , pois são
ambos os ac o es esponsá eis po á eas elacionadas com o ema nas localidades pa a
as quais são a ibuídas es as unções, um de uma associação e ou o de en o de um
ca go público.
c.6) Funções Sociais
Tabela 33 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções Sociais
No ícias
2011 – 2
2012 – 2
Jo nais/Si es
As Bei as – 1
Económico – 1
95
To al = 4
Jo nal de No ícias – 1
O Riba ejo – 1
No ipo de unções sociais ( e abela em Anexo 10), deu-se o mesmo
p oblema mencionado nas económicas, pois algumas ambém pode iam se con undidas
como unções económicas, ainda assim, mais uma ez, endo em con a o oco,
conside ou-se que se ossem encaixadas odas es as en adas, que nos seus con ex os
ocalizam-se mais em emas sociais, num g upo de unções sociais, es e se ia um g upo
mais homogéneo do que, po exemplo, c ia um g upo de unções socio-económicas que
enquad asse as unções colocadas nas sociais e nas económicas.
As unções sociais encon adas são: Aumen o de Qualidade de Vida; Mais
Opo unidades; P og essão na Ca ei a; Rendimen os Di e si icados; Sucesso Jo em.
Como se pode e , odas elas êm e e ências a consequências sociais.
Aumen o de qualidade de ida é uma unção a ibuída po um p esiden e de uma
associação de desen ol imen o local e numa no ícia de 2011. Mais opo unidades é uma
unção encon ada numa no ícia do mesmo ano e a ibuída po um jo nalis a. P og essão
na ca ei a é uma unção a ibuída em 2012 pela p esiden e de uma associação eu opeia
de emp esá ias. A unção de di e si ica endimen os é apon ada po um ac o que é
p esiden e de uma associação de desen ol imen o local numa no ícia de 2011. Po
úl imo, sucesso jo em é a unção a ibuída po um depu ado do PSD numa no ícia de
2012. No o al são cinco exce os de qua o no ícias di e en es, sendo duas de 2011 e
duas de 2012, obse ando-se en ão que as unções sociais são des acadas apenas nos
p imei os anos do pe íodo es udado, com a excepção de 2010. Es a p esença pode se
explicada pelo ac o de no início se p ocu a mais po uma jus i icação mais comple a
em o no do emp eendedo ismo, le ando-se a odo o ipo de a gumen ação que o
legi imem, em que se enquad am ambém as consequências e unções ao ní el social.
d) Va iá el “Condições Fa o á eis a ibuídas”
Es a a iá el é a que pe mi e sabe que condições são a ibuídas pelos ac o es da
p omoção do emp eendedo ismo como sendo a o á eis pa a o seu es abelecimen o
( e abela em Anexo 11). Op ou-se po di idi es as condições en e as exis en es,
aquelas que no en endimen o de quem p oduz as conside ações já es ão ac i as, e as po
102
P esiden e de uma associação de emp eendedo es de Lisboa.
Câma as Municipais – P esiden e de Câma a; Ve eado na á ea do emp eendedo ismo
numa Au a quia pelo PS.
Cen o de Emp ego - IEFP, Ins i u o de Emp ego e Fo mação P o issional
Depu ado - Depu ado do PSD.
Di igen es do Ensino Supe io - P ó- ei o pa a o emp eendedo ismo de uma
Uni e sidade; Responsá el de um p og ama de ino ação de uma Uni e sidade;
Memb o do conselho de ges ão pa a o emp eendedo ismo e ligações emp esa iais de
uma Uni e sidade.
Emp eendedo es – Emp eendedo a e P esiden e de uma associação de emp eendedo es
de Lisboa; Consul o de ma ke ing e emp eendedo .
Emp esas - Emp esa In e nacional de Audi o ia e Consul o ia; Emp esa de T abalho
Tempo á io.
In es igação Académica - Es udo global sob e emp eendedo ismo; P o esso e
in es igado de uma Uni e sidade.
Jo nalis a – Au o da no ícia do jo nal local “O Riba ejo”.
União Eu opeia - Di ec o da Comissão Eu opeia
Nes e quad o ge al e i ica-se uma o e p esença de ac o es polí icos com
unções de ins i ucionalização, nomeadamen e, Câma as Municipais, Cen o de
Emp ego, Depu ados, União Eu opeia, mas a é mesmo os Di igen es de Ensino
supe io , se se pensa nes es ca gos como ca gos públicos com pode es de decisão
polí ica. Depois, exis e ambém uma g ande p esença de ac o es p i ados como
associações e emp esas, jo nalis as e emp eendedo es.
Como já oi di o, es es ac o es são odos os que es ão ligados à p omoção do
emp eendedo ismo no ge al, p incipalmen e po causa de a iá eis como condições
a o á eis, en a es a ibuídos e ca ac e ís icas do emp eendedo que en ol iam
no ícias que pode iam não e a i mações di ec as elacionadas com o desemp ego, mas

103
que e am impo an es pa a se pe cebe esas a iá eis de desc ição da p omoção do
emp eendedo ismo. Des e modo, a segui p ocede-se a esse echamen o e se ão
ap esen ados apenas os ac o es com a i mações ace ao ema do emp ego e desemp ego,
com base nos exce os do ma e ial pa adigmá ico encon ado. A selecção passou po
ac o es ligados a exce os com e e ência di ec a ao ema do desemp ego ou a c iação de
emp egos ou a in aemp eendedo ismo. Po an o, ica am de o a odos os ac o es que
não inham nenhuma a i mação ace ca des es emas.
Tabela 35 - Tipos de Ac o es da p omoção do emp eendedo ismo apenas como espos a ao
desemp ego
Associação Eu opeia – P esiden e de uma associação eu opeia de emp esá ias
Associações Locais - P esiden e de uma Associação de desen ol imen o local.
Câma as Municipais – P esiden e de Câma a;
Cen o de Emp ego - IEFP, Ins i u o de Emp ego e Fo mação P o issional
Depu ado - Depu ado do PSD.
Di igen es do Ensino Supe io - P ó- ei o pa a o emp eendedo ismo de uma
Uni e sidade; Responsá el de um p og ama de ino ação de uma Uni e sidade;
Memb o do conselho de ges ão pa a o emp eendedo ismo e ligações emp esa iais de
uma Uni e sidade.
Emp esas - Emp esa de T abalho Tempo á io.
In es igação Académica - P o esso e in es igado de uma Uni e sidade.
União Eu opeia - Di ec o da Comissão Eu opeia.
Os ac o es eliminados nes e echamen o são: o e eado de uma Câma a
Municipal, os dois emp eendedo es; a associação de emp eendedo es de Lisboa; a
Emp esa In e nacional de Audi o ia e Consul o ia; o Es udo global sob e
emp eendedo ismo e o Jo nalis a. Nes e quad o de ac o es da p omoção do
emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego con inua a e i ica -se uma o e
p esença de ac o es polí icos com unções de ins i ucionalização, como Cen o de
104
Emp ego, Câma a Municipal, Depu ado, União Eu opeia, mas a é mesmo os Di igen es
de Ensino supe io . Quan o à p esença de ac o es p i ados, saem jo nalis as e
emp eendedo es, mas ambém ainda con inua a o e p esença de associações e
emp esas.
b) A gumen os mobilizados
Pe gun a a esponde : Que a gumen os são mais u ilizados na p omoção do
emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego?
Es a pe gun a é espondida com base nos a gumen os mobilizados em “Funções
A ibuídas“, po se a mais comple a e a que em mais a gumen os mobilizados. A
p emissa des a espos a é a de que as unções a ibuídas pelos ac o es se em de
a gumen ação pa a que o emp eendedo ismo seja implemen ado, po isso se o na ão
impo an e es a a iá el. À pa ida, a selecção pode pa ece já ei a ao e i ica -se o ipo
de unção especí ica ela i a ao emp ego e ao desemp ego. A espos a mais simples
se ia en ão conside a como a gumen os na p omoção do emp eendedo ismo como
espos a ao desemp ego aqueles que ad êm da a ibuição de unções elacionadas em
exclusi o com o ema. Po ém, os ou os ipos de unções a ibuídas ambém podem
se i de a gumen o pa a a p omoção do emp eendedo ismo ace ao desemp ego como
o ma de complemen a o a gumen o p incipal e se i em de base de apoio. Po
conseguin e, com a inalidade de o na a espos a mais comple a, se ão u ilizados odos
os a gumen os mobilizados pelos ac o es iden i icados no pon o an e io como azendo
p omoção do emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego e ob iamen e, os
ac o es que p oduzi am os exce os das unções ela i as a emp ego/desemp ego. Es a
escolha pe mi e en ão iden i ica os a gumen os que são mobilizados nos mesmos
exce os e con ex os em que o am p oduzidos os a gumen os de p omoção do
emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego. Pois, apesa de não se em di ec os
sob e o ema, ao se em mobilizados pelo mesmo ac o que az a p omoção no mesmo
exce o, eles assumem ambém p esença no e e encial de a gumen os que se i á essa
mesma p omoção.
Tabela 36 - A gumen os mobilizados na p omoção do emp eendedo ismo como espos a ao
desemp ego
Conjun u ais – Al e na i a à Emig ação; Fuga à C ise.
105
Cul u ais – Aumen a a Capacidade de Risco; Aumen a a Cul u a Emp esa ial.
Económicos – Compe i i idade; C escimen o da Economia; C iação de Emp esas;
C iação de Riqueza; C ia i idade, Ino ação.
Emp ego/Desemp ego – Al e na i a ao Desemp ego; Al e na i a ao Desemp ego
Jo em; Au o-emp ego; C iação de Emp ego; C iação de Emp ego Quali icado;
Comba e ao desemp ego; Comba e ao desemp ego Jo em; Emp egabilidade; Respos a
ao Desemp ego.
Locais – Fixa no Concelho.
Sociais – Aumen o de Qualidade de Vida; P og essão na Ca ei a
(in aemp eendedo ismo); Rendimen os Di e si icados; Sucesso Jo em.
c) Ac o es e A gumen os
Com as duas espos as an e io es oi possí el c ia uma abela com os
a gumen os da p omoção do emp eendedo ismo ace ao desemp ego e os espec i os
ipos de ac o es que os p oduzem.
Tabela 37 - A gumen os da p omoção do emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego e os
espec i os ipos de ac o es que os p oduzem
A gumen os
Ac o es
Conjun u ais
Al e na i a à Emig ação
Di igen es do Ensino Supe io ; In es igação
Académica
Fuga à C ise
Di igen es do Ensino Supe io ; União Eu opeia
Cul u ais
Aumen a a Capacidade de
Risco
Depu ado
Aumen a a Cul u a
Depu ado
106
Emp esa ial
Económicos
Compe i i idade
In es igação Académica
C escimen o da Economia
Depu ado; In es igação Académica;
C iação de Emp esas
In es igação Académica
C iação de Riqueza
Associações Locais
C ia i idade
In es igação Académica
Ino ação
In es igação Académica
Emp ego/Desemp ego
Al e na i a ao Desemp ego
Di igen es do Ensino Supe io
Al e na i a ao Desemp ego
Jo em
Emp esas
Au o-emp ego
Cen o de Emp ego; Câma as Municipais; Di igen es
do Ensino Supe io ; Emp esas
C iação de Emp ego
Associações Locais; Depu ado; In es igação
Académica
C iação de Emp ego
Quali icado
Di igen es do Ensino Supe io
Comba e ao desemp ego
In es igação Académica; União Eu opeia
Comba e ao desemp ego
Jo em
Depu ado
Emp egabilidade
Di igen es do Ensino Supe io
Respos a ao Desemp ego
Di igen es do Ensino Supe io ; Depu ado; Emp esas;
107
In es igação Académica; União Eu opeia
Locais
Fixa no Concelho
Associações Locais
Sociais
Aumen o de Qualidade de
Vida
Associações Locais
P og essão na Ca ei a
(in aemp eendedo ismo)
Associação Eu opeia
Rendimen os Di e si icados
Associações Locais
Sucesso Jo em.
Depu ado
d) D ama ização
Respos a às pe gun as: Exis e uma d ama ização na p omoção do
emp eendedo ismo? Quem é ilanizado? Quem é ido como he ói? Qual a
na a i a?
Sim, é possí el a i ma que exis e um om de d ama ização na p omoção do
emp eendedo ismo, endo em con a os aspec os da d ama ização is os em Ce aï (2001,
2012) e ambém Hilga ne e Bosk (1988) na e isão da li e a u a. Com es es au o es oi
ap endido que exis e uma d ama ização nas a enas públicas quando há uma na a i a
com he óis e ilões. O a, nas a iá eis aqui a adas é possí el e i ica a a ibuição da
igu a de he ói a ce as ca ac e ís icas e o seu opos o, uma ilanização a ce as
si uações. As duas a iá eis em que mais se e i ica es as si uações são “Ca ac e ís icas
do Emp eendedo ” e “En a es A ibuídos”. Como he óis emos os emp eendedo es e
as suas espec i as ca ac e ís icas: Audácia, Conc e ização dos sonhos, Insa is ei o,
Pe se e ança, Reage à mudança, Visão. Ou seja, na na a i a da p omoção do
emp eendedo ismo, o he ói é aquele que: é emp eendedo , audaz, consegue conc e iza
os seus sonhos, es á insa is ei o com o que consegue, é pe se e an e, eage às mudanças
e em isão. Pelo con á io, com base nes as a i mações pela posi i a, pode-se aplica o

108
p incípio de oposição, is o em Hie naux (1997) como disjunção
24
, e en ende que nes a
na a i a o ilão é: não emp eendedo , não audaz, não consegue conc e iza os seus
sonhos, ica sa is ei o com o que consegue, não é pe se e an e, não eage à mudança e
não em isão. Pa a além disso, ambém oi possí el e nos “en a es a ibuídos” que o
ilão da na a i a da p omoção do emp eendedo ismo não a isca e em medo de alha ,
Aqui po oposição ê-se o he ói, que a isca e não em medo de alha .
24
“[Os p incípios] Pa em da ideia de que o «sen ido», a pe cepção, esul a de – e «es á» em – elações
es abelecidas en e si pelos elemen os que o ma e ial põe em acção. Os undamen os des as elações são
de dois ipos apenas: - A disjunção (a con ade inição, a dis inção), que pe mi e, den o de um mesmo
géne o, iden i ica como exis en es e especí icas umas coisas ela i amen e a ou as ( pa a o s . Z, o
«in e io » ela i amen e ao «ex e io », quan o ao espaço, «conse a o chapéu« ela i amen e a « i a o
chapéu», quan o às acções…; na aula, «es a de pé» ela i amen e a es a «sen ado», quan o às posições,
e c.);” (Hie naux 1997, 163).
109
Conclusão
A p esen e disse ação oi ealizada no seguimen o da cu iosidade sociológica de
sabe o po quê da o ça da p omoção do emp eendedo ismo e do seu su gimen o na
discussão pública sob e o desemp ego e como se ai conseguindo man e como solução.
O objec i o cen al do qual de i a am odas as ques ões de in es igação
25
oi: Como se
cons ói socialmen e a p omoção do emp eendedo ismo como solução ao p oblema
social do desemp ego desde 2008 em Po ugal? Pa a cump i esse p opósi o, a
disse ação e e como io condu o segui a con ibuição de ac o es e co en es eó icas
pa a a media ização e ins i ucionalização da p omoção do emp eendedo ismo ace ao
desemp ego.
Nesse sen ido, p imei o p ocu ou-se pe cebe as cons uções sociais do
emp eendedo ismo e do desemp ego enquan o de inição social pa a chega à
p oblema ização ace ca da p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o
desemp ego. Foi possí el conhece os p ocessos que le am à massi icação da p omoção
do emp eendedo ismo no con ex o dos a anços do neolibe alismo. Comp eendeu-se os
á ios signi icados que o emp eendedo ismo assume, sendo como c iação de emp esas
ou como cul u a que se pode e enquan o emp egado subal e no de uma emp esa. No
que conce ne à sua p omoção, iu-se que o discu so que incen i a uma cul u a
emp eendedo a pa a que os indi íduos a isquem mais e não se deixem es a esignados
só àquilo que é ga an ido, combina de o ma pe ei a com a acei ação da lexibilização
p eca izan e do me cado de abalho.
Já na cons ução social do desemp ego, oi possí el conhece os p ocessos que
conduzi am a o mulações des e enómeno como ques ão social, a a és de de inições
colec i as. Po conseguin e, o desemp ego deixou de se conside ado em e mos
indi iduais e mo ais pa a se ido como um enómeno indus ial, social e objec i o.
Ac ualmen e e i ica-se um p ocesso in e so, uma ez que se assis e a um p ocesso de
ques ionamen o des a ca ego ia, ha endo en ão um eg esso ao oco nas ques ões
indi idualis as, esquecendo o desemp ego como ac o social e enómeno mac ossocial.
Vol a-se à concepção de que são, acima de udo, as ca ac e ís icas dos indi íduos que
explicam as suas di iculdades de inse ção em ez de uma dis unção do sis ema. Tal é
acompanhado com um o e eg esso ao concei o de emp egabilidade como e e ência.
25
As espos as às ques ões ão esponde a es e objec i o cen al
110
Todas es as mudanças es ão ambém associadas às ans o mações no mundo do
abalho e à imposição do neolibe alismo pa a aze cump i as leis do me cado e da
conco ência. De ac o, e i icou-se que a p omoção do emp eendedo ismo é uma
g ande e amen a neolibe al pa a esponsabiliza o indi iduo ela i amen e à sua
si uação pa a com o emp ego. O que se pe cebe é que as a i udes emp eendedo as são
cada ez mais alo izadas po uma sociedade que enal ece a inicia i a indi idual,
es ando a lógica emp esa ial inco po ada na lógica indi idual, pois uma e ou a de em
se a mesma coisa.
Uma das obse ações cen ais pa a se começa a comp eende o con ex o des a
elação en e emp eendedo ismo e desemp ego, deu-se na en e is a explo a ó ia a um
esponsá el pela inse ção p o issional de alunos de uma aculdade. Essa en e is a
pe mi iu elaciona -se algumas espos as com aquilo que se inha a obse a na
li e a u a, mas sob e udo, pe mi iu pe cebe as di e enças e as ans o mações no modo
como se olha pa a o indi iduo. Com e ei o, nessa en e is a obse ou-se a con icção de
que a posse de a i udes emp eendedo as é uma solução pa a o desemp ego, endo sido
sob e udo ú il pa a encon a uma e e ência à ino ação como o ma de sob e i ência
no me cado de abalho. Des e modo, é legí imo dep eende -se que já não se a a só da
de esa da ideia de que uma emp esa em de se ino ado a e emp eendedo a pa a
sob e i e (como se ia em Schumpe e (2001)) mas que mesmo o p óp io
abalhado /indi íduo em de sê-lo pa a ga an i a sua sob e i ência. Es a elação em
ao encon o da ideia de emp egabilidade, de que é o indi iduo que em de se
emp egá el de modo a pode se emp egado e assim sob e i e .
Todos os capí ulos a é aqui a ados nes a conclusão (1, 2, 3 e 4) es ão
elacionados com o objec i o cen al que es á p esen e em oda a disse ação e com um
dos conjun os de pe gun as cen ais, que su ge baseado nes a inicial: O que az com
que o emp eendedo ismo consiga ganha o espaço limi ado das a enas públicas
como espos a ao desemp ego? E que ca ac e ís icas especiais em a p omoção do
emp eendedo ismo pa a consegui ganha esse espaço limi ado?
As e lexões a é ao momen o nes a conclusão já pe mi em esponde , de ce a
o ma, a es as ques ões. Mas uma das p incipais conclusões e espos as às pe gun as
cen ais é aquela que se pode i a com a desc ição do con ex o em que se inse e a
p omoção do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego. Essa conclusão
consis e numa elação dupla, pois, po um lado, quando o pa adigma ac ual é associa o
111
p oblema do desemp ego como p oblema indi idual e de emp egabilidade, es á-se a
pe mi i que a solução que encaixe mais a essa lógica seja ela ambém indi idualizan e,
sendo a p omoção do emp eendedo ismo o elemen o essencial pa a essa
compa ibilidade en e manei a de de ini o p oblema e solução. Po ou o lado, ambém
é possí el não olha só pelo pon o de como se enquad a o p oblema, sendo ambém
impo an e e lec i sob e como o neolibe alismo ajuda a ede ini o p oblema pa a que
a sua solução cha e pa a odos os p oblemas da sociedade, a lógica emp esa ial, se
ap esen e na igu a do emp eendedo ismo como solução. Po ou as pala as, obse a-
se uma elação in e dependen e en e o mulação de p oblema e o mulação de solução,
uma adap a-se à ou a e ice- e sa. Po an o, ei e a-se que a o ça da p omoção do
emp eendedo ismo su ge como consequência das mudanças do mundo do abalho e da
o e imposição do neolibe alismo que incu e a lógica emp esa ial na lógica indi idual e
essa o ça de e-se ambém à ede inição do p oblema do desemp ego como indi idual,
sendo o emp eendedo ismo a solução mais à medida pelas suas ca ac e ís icas
especí icas de es imula a au onomia, ino ação, esponsabilização indi idual, ou seja, a
inco po ação indi idual das lógicas emp esa iais.
Depois das conclusões ob idas com os capí ulos sob e emp eendedo ismo e
desemp ego, é chegado o momen o de i a as p incipais conclusões a a és da
obse ação da media ização e ins i ucionalização. Com es as dimensões se ão dadas, de
o ma sucin a, as espos as às ques ões da in es igação que di ecciona am a pesquisa
bibliog á ica e a pesquisa de documen ação e de no ícias.
Pa a ica em es u u adas odas as espos as, começa-se pela o dem como as
pe gun as es ão ei as, elemb ando-as e indo espondendo a cada uma, explicando se
o am ob idas com o subcapí ulo das polí icas públicas de desemp ego (5.2), com os das
no ícias (5.3 e 5.4), ou com ambos os conjun os de ma e iais obse ados.
Como já oi di o, odas as ques ões de in es igação p ocu am esponde ao
objec i o cen al, pois odas elas ão ao encon o de sabe como se cons ói a p omoção
do emp eendedo ismo como solução pa a o desemp ego, mas é possí el ainda, pa a
além de odas as ques ões de in es igação, aze uma abo dagem especí ica que
esponda ao “como se cons ói”, eco endo às polí icas públicas aqui is as. Assim,
pode-se mos a b e emen e que pa e dessa cons ução polí ica de e-se ao su gimen o
de alo es associados ao emp eendedo ismo ao ní el da União Eu opeia. Uma das
p imei as mudanças no oco da esponsabilização indi idual e o isco indi idual deu-se
118
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h p:// ek.sapo.p /no icias/negocios/a igo/go e no_ em_15_medidas_pa a_ ans
o ma _emp eendedo ismo_numa_es a egia_naciona-46549bwj.h ml
To es Ved as Web. 2016. “Semana pa a emp eendedo es a pa i de segunda- ei a em
To es Ved as” 4 de Ma ço. h ps:// o es ed asweb.p /semana-emp eendedo es-
pa i -segunda- ei a- o es- ed as/
136
Índice de Tabelas
Tabela 1 - Quad o de ope acionalização - Dimensão Media ização ........................................... 45
Tabela 2 - Quad o de ope acionalização - Dimensão Ins i ucionalização................................... 47
Tabela 3 - F equência de pala as seleccionadas nos p og amas elei o ais pa idá ios (2011,
2015) – Fon e: Campos e Soei o (2016) ..................................................................................... 52
Tabela 4 – Núme o de páginas de esul ados po ano ................................................................. 59
Tabela 5 - Núme o de no ícias po ano ....................................................................................... 60
Tabela 6 - Núme o de no ícias po ano a é 2013 ......................................................................... 60
Tabela 7 - Subca ego ias do g upo de no ícias elacionadas com o desemp ego ........................ 62
Tabela 8 - No ícias elacionadas com o desemp ego po ano e elação desse núme o com o o al
das no ícias selecionadas ............................................................................................................. 62
Tabela 9 - Subca ego ia "Al e na i a ao desemp ego jo em" - Núme o de no ícias po ano ..... 64
Tabela 10 - Subca ego ia "An ecipação de subsídio de desemp ego" - Núme o de no ícias po
ano ............................................................................................................................................... 64
Tabela 11 - Subca ego ia "Au o-emp ego" - Núme o de no ícias po ano .................................. 65
Tabela 12 - Exce os da no ícia de Jo nal de No ícias 2012 ....................................................... 66
Tabela 13 - Subca ego ia "Casos de supe ação" - Núme o de no ícias po ano .......................... 67
Tabela 14 - Subca ego ia "Cen os de emp ego" - Núme o de no ícias po ano ......................... 67
Tabela 15 - Subca ego ia "Comba e ao desemp ego" - Núme o de no ícias po ano.................. 68
Tabela 16 - Subca ego ia "Con ex o de c ise como a gumen o " - Núme o de no ícias po ano 69
Tabela 17 - Subca ego ia "C iação de emp egos" - Núme o de no ícias po ano ....................... 70
Tabela 18 - Exce o de no ícia de Fonseca 2012 ......................................................................... 70
Tabela 19 - Subca ego ia "Ensino Supe io " - Núme o de no ícias po ano ............................... 71
Tabela 20 - Subca ego ia "Escolas" - Núme o de no ícias po ano ............................................. 71
Tabela 21 - Subca ego ia "Inclusão" - Núme o de no ícias po ano ........................................... 72
Tabela 22 - Subca ego ia "In aemp eendedo ismo e emp egabilidade" - Núme o de no ícias po
ano ............................................................................................................................................... 72
Tabela 23 - Núme o de ezes em que cada ano em mais oco ências ....................................... 74
Tabela 24 - Núme o de no ícias sob e o desemp ego po ano e compa ação com as no ícias
odas ............................................................................................................................................ 75
Tabela 25 - Núme o de ezes em que cada ano é o 1º nas subca ego ias ................................... 75
Tabela 26 - Quan idade de subca ego ias po ano ....................................................................... 76
Tabela 27 - Núme o de No ícias Pa adigmá icas po anos ......................................................... 78
Tabela 28 - Tipos de Funções da a iá el “Funções A ibuídas” .............................................. 83
Tabela 29 - No ícias po ano e ó gão de imp ensa nas Funções Conjun u ais ............................ 84
Tabela 30 - No ícias po ano e ó gão de Imp ensa nas Funções Económicas ............................. 87
Tabela 31 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções ela i as ao
Emp ego/Desemp ego ................................................................................................................. 89
Tabela 32 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções Locais ..................................... 94
Tabela 33 - No ícias po ano e Ó gão de Imp ensa nas Funções Sociais ................................... 94
Tabela 34 - Tipos de Ac o es nas no ícias seleccionadas .......................................................... 101
Tabela 35 - Tipos de Ac o es da p omoção do emp eendedo ismo apenas como espos a ao
desemp ego ............................................................................................................................... 103
137
Tabela 36 - A gumen os mobilizados na p omoção do emp eendedo ismo como espos a ao
desemp ego ............................................................................................................................... 104
Tabela 37 - A gumen os da p omoção do emp eendedo ismo como espos a ao desemp ego e os
espec i os ipos de ac o es que os p oduzem ........................................................................... 105
138
Anexos
Lis a de Anexos:
Anexo 1: Si e da Comissão Eu opeia – Es a égia Eu opeia de Emp ego – Secção
“Apoia os emp esá ios e os abalhado es po con a p óp ia”
Anexo 2: Si e da FCT – UNL – P og ama “Emp eendedo FCT NOVA”
Anexo 3: Tabela de Análise - Va iá el “Consequências no Tempo” com exce os
Anexo 4: Tabela de Análise - Va iá el “Ca ac e ís icas do emp eendedo ” com exce os
Anexo 5: Tabela de Análise – “Funções Conjun u ais” com exce os
Anexo 6: Tabela de Análise – “Funções Cul u ais” com exce os
Anexo 7: Tabela de Análise – “Funções Económicas” com exce os
Anexo 8: Tabela de Análise – “Funções ace ao Emp ego/Desemp ego” com exce os
Anexo 9: Tabela de Análise – “Funções Locais” com exce os
Anexo 10: Tabela de Análise – “Funções Sociais” com exce os
Anexo 11: Tabela de Análise – Va iá el “Condições Fa o á eis A ibuídas” com
exce os
Anexo 12: Tabela de Análise – Va iá el “En a es A ibuídos” com exce os
Anexo 13: Exce os de No ícias Pa adigmá icas
Anexo 14: Guião da En e is a Explo a ó ia
139
Anexo 1: Si e da Comissão Eu opeia – Es a égia Eu opeia de Emp ego – Secção
“Apoia os emp esá ios e os abalhado es po con a p óp ia”
“P omoção do emp eendedo ismo e da ac i idade po con a p óp ia:
▪ c ia emp ego
▪ desen ol e compe ências
▪ possibili a a plena pa icipação das pessoas desemp egadas e des a o ecidas na
sociedade e na economia.
A es a égia Eu opa 2020 iden i ica o emp eendedo ismo e a c iação de uma ac i idade
po con a p óp ia como um elemen o undamen al pa a ga an i um c escimen o
in eligen e, sus en á el e inclusi o. Vá ias inicia i as emblemá icas incluem medidas
des inadas a p omo e es as duas e en es:
▪ Agenda pa a no as compe ências e no os emp egos
▪ Ju en ude em mo imen o: inicia i as sob e educação e emp ego
▪ Pla a o ma eu opeia con a a pob eza e a exclusão social.
In e enção a ní el da UE
No apoio ao emp eendedo ismo e à c iação de uma ac i idade po con a p óp ia,
aComissão Eu opeia cen a os seus es o ços nos seguin es aspec os:
▪ c iação de emp esas po desemp egados e po pessoas de g upos
sociaisdes a o ecidos;
▪ ga an ia da iabilidade e da qualidade do abalho desen ol ido po pessoas que
abalham po con a p óp ia e po mic o-emp esas;
▪ apoio a emp esas sociais;
▪ mic o inanciamen o
p ocu ando:
▪ melho a os conhecimen os sob e o emp eendedo ismo e a c iação de uma ac i idade
po con a p óp ia;
▪ sensibiliza , acili a a ap endizagem mú ua e c ia capacidades nos países e nas
egiões da UE;
▪ p omo e no mas olun á ias e medidas de p o ecção do emp eendedo ismo e da
ac i idade po con a p óp ia;
▪ apoia o emp eendedo ismo inancei amen e.
O Fundo Social Eu opeu (FSE) p omo e o emp eendedo ismo a a és de se iços de
assis ência écnica e inancei a. É dado apoio especial a mulhe es emp esá ias, apessoas
de g upos sociais des a o ecidos e a pessoas com de iciência.
Duas edes de ap endizagem do Fundo Social Eu opeu in e êm nes e con ex o:

140
▪ a Comunidade de P á ica sob e Emp eendedo ismo Inclusi o (CoPIE) que isa o na o
emp eendedo ismo acessí el a odas as camadas da sociedade;
▪ a Rede eu opeia de emp ego jo em que isa a oca de boas p á icas no quad o do
emp eendedo ismo jo em.
O Ins umen o Eu opeu de Mic o inanciamen o incen i a a c iação de uma ac i idade
po con a p óp ia e de mic oemp esas.
O Fundo Eu opeu de Desen ol imen o Regional (FEDER) apoia o emp eendedo ismo
a a és dos p ojec os INTERREG, nomeadamen e as inicia i as Enspi e EU, Senio
En e p ise e YES.”
h p://ec.eu opa.eu/social/main.jsp?ca Id=952&langId=p Consul ado pela úl ima ez a
3/06/2016
Anexo 2: Si e da FCT – UNL – P og ama “Emp eendedo FCT NOVA”
“O p og ama Emp eendedo FCT NOVA, desen ol ido pa a u iliza o
emp eendedo ismo, enquan o es a égia de desen ol imen o pessoal e o ganizacional,
ealiza-se na FCT NOVA de 19 de Janei o a 19 de Fe e ei o de 2016.
O Emp eendedo NOVA, p e ende mo i a os pa icipan es pa a o emp eendedo ismo e
pa a a necessidade da ino ação ecnológica, incen i ando os pa icipan es ao
emp eendedo ismo e à pe cepção e análise da en ol en e em busca de opo unidades de
negócio.
O cu so em a du ação de 45 ho as p esenciais ( eó ico-p á icas), o ganizadas em 15
sessões de 3 ho as. “
h p://www. c .unl.p /no icias/2016/01/p og ama-emp eendedo - c -no a Consul ado
pela úl ima ez a 08-01-2016
Anexo 3: Tabela de Análise - Va iá el “Consequências no Tempo” com exce os
Consequências
no empo
De que
o ma
No ícia
Exce os
Cu o-p azo
Responde às
necessidades
Onde: “P émio
‘Emp eendedo do
Ano’ ai dis ingui
negócios
ino ado es” –
Económico (au o :
Ped o Quedas)
Quando: 13/11/2011
“«Nes e momen o, a
exis ência des e espí i o é
undamen al pa a os
nossos emp esá ios
ence em os desa ios
p opo cionados pelo
141
Quem: Pa cei o de
uma emp esa
in e nacional de
consul o ia e di ec o
des e p émio em
Po ugal
me cado global,
encon ando equilíb ios
en e as necessidades
mais p emen es de cu o
p azo(…)»” (Quedas
2011b)
Médio-p azo
C iação dos
seus negócios
Onde: “Tucas ence
Concu so de Escolas
Emp eendedo as de
Cascais 2011” -
Despo o na Linha
(Au o não
especi icado)
Quando: 24/05/2011
Quem: Au a ca do
PSD
“E ealçou que «(…)A
médio p azo, Cascais
e á jo ens p epa ados e
cheios de on ade de
(…)c ia em os seus
negócios e cons uí em os
seus p ojec os de
elicidade». “
(Despo o na Linha 2011)
Sai da zona
de con o o
Onde: “Tucas ence
Concu so de Escolas
Emp eendedo as de
Cascais 2011” -
Despo o na Linha
(Au o não
especi icado)
Quando: 24/05/2011
Quem: Au a ca do
PSD
“E ealçou que «(…)A
médio p azo, Cascais
e á jo ens p epa ados e
cheios de on ade de
saí em da sua zona de
con o o,(…)». “
(Despo o na Linha 2011)
Longo-P azo
Au o-
emp ego
Onde: “Saiba o que
as uni e sidades
azem pa a apos a
no
emp eendedo ismo”
- Económico
(Au o as: Ana
Pe onilho e And ea
Dua e)
Quando: 21/11/2010
Quem: Responsá el
pelo p og ama de
Ino ação de uma
“«O e o no acon ece á
semp e a longo p azo,
(…)na c iação de au o-
emp ego (…)» “
(Pe onilho e Dua e 2010)
142
Uni e sidade
C escimen o
Onde: “P émio
‘Emp eendedo do
Ano’ ai dis ingui
negócios
ino ado es” –
Económico (au o :
Ped o Quedas)
Quando: 13/11/2011
Quem: Pa cei o de
uma emp esa
in e nacional de
consul o ia e di ec o
des e p émio em
Po ugal
“«(…)Nes e momen o, a
exis ência des e espí i o é
undamen al pa a os
nossos emp esá ios
ence em os desa ios
p opo cionados pelo
me cado global,
encon ando equilíb ios
en e as necessidades
mais p emen es de cu o
p azo com a p ocu a de
no as on es de
c escimen o de longo
p azo» (…)” (Quedas
2011b)
Emp ego
quali icado
Onde: “Saiba o que
as uni e sidades
azem pa a apos a
no
emp eendedo ismo”
- Económico
(Au o as: Ana
Pe onilho e And ea
Dua e)
Quando: 21/11/2010
Quem: Responsá el
pelo p og ama de
ino ação de uma
Uni e sidade
“«O e o no acon ece á
semp e a longo p azo,
(…)na c iação de (…)
emp ego
quali icado»(…)“
(Pe onilho e Dua e
2010)
Pe cu sos
di e si icados
Onde: “Saiba o que
as uni e sidades
azem pa a apos a
no
emp eendedo ismo”
- Económico
(Au o as: Ana
Pe onilho e And ea
Dua e)
"«O e o no acon ece á
semp e a longo p azo,
(…), em no os e mais
di e si icados pe cu sos
p o issionais(…)»(…)”
(Pe onilho e Dua e 2010)
143
Quando: 21/11/2010
Quem: Responsá el
pelo p og ama de
ino ação de uma
Uni e sidade
Anexo 4: Tabela de Análise - Va iá el “Ca ac e ís icas do emp eendedo ” com
exce os
Ca ac e ís icas
do
emp eendedo
No ícia
Exce os
Audácia
Onde: “P émio
‘Emp eendedo do
Ano’ ai dis ingui
negócios ino ado es” –
Económico (au o :
Ped o Quedas)
Quando: 13/11/2011
Quem: Pa cei o de
uma emp esa
in e nacional de
consul o ia e di ec o
des e p émio em
Po ugal
“«Um emp eendedo possui (…)
audácia pa a conc e iza com
sucesso es a isão es a égica»(…)“
(Quedas 2011b)
Conc e iza os sonhos
Onde: “P émio
‘Emp eendedo do
Ano’ ai dis ingui
negócios ino ado es” –
Económico (au o :
Ped o Quedas)
Quando: 13/11/2011
Quem: Pa cei o de
uma emp esa
in e nacional de
consul o ia e di ec o
des e p émio em
Po ugal
“Pa a o di ec o do p émio em
Po ugal, a compe ição p ocu a
homenagea ‘p o issionais que
ac edi a am nas suas ideias, mas
ambém que demons a am a
capacidade em o ná-las ealidade.
«Po que é es a a g ande compe ência
que se alo iza num emp eendedo .
Mais do que sonha , e a capacidade
de conc e iza aquilo que pa a
mui os não são de an asias.»“
(Quedas 2011b)
Insa is ei o
Onde:
“Poliemp eende: o
caso da ESDRM” - O
“O consul o e p a ican e de despo o
adian ou que po no ma o