Rela ó io de Es ágio em Moni o ização de Es udos
Clínicos
Rela ó io de Es ágio pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da
In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade
NOVA de Lisboa (Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School;
Ins i u o Supe io de Es a ís ica e Ges ão da In o mação/NOVA IMS —
In o ma ion Managemen School; Escola Nacional de Saúde Pública/NOVA
Na ional School o Public Heal h)
Ana F ancisca Ca nei o B agança
Janei o de 2021
Rela ó io de Es ágio em Moni o ização de Es udos
Clínicos
Rela ó io de Es ágio pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da
In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade
NOVA de Lisboa (Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School;
Ins i u o Supe io de Es a ís ica e Ges ão da In o mação/NOVA IMS —
In o ma ion Managemen School; Escola Nacional de Saúde Pública/NOVA
Na ional School o Public Heal h)
Ana F ancisca Ca nei o B agança
Janei o de 2021
Rela ó io ealizado sob e a o ien ação da P o esso a Dou o a Te esa He dei o,
P o esso a Auxilia da Uni e sidade de A ei o, e P o esso a Dou o a Ana Moi a
de Macedo, P o esso a Auxilia Con idada da Uni e sidade do Alga e e CEO
da Keypoin – Consul o ia Cien í ica
3
Resumo
A moni o ização de es udos clínicos em como p opósi o assegu a a p o eção
dos di ei os e do bem-es a dos se es humanos e ga an i a qualidade e
in eg idade dos dados ecolhidos no âmbi o dos es udos clínicos. Nos úl imos
anos, hou e uma al e ação do pa adigma ela i amen e à a i idade de
moni o ização, endo es a deixado de se uma a i idade ealizada apenas
p esencialmen e pa a passa a con a ambém com a i idades de moni o ização
cen al e moni o ização emo a.
Realizou-se um es ágio na á ea da moni o ização de es udos clínicos na
emp esa Keypoin – Consul o ia Cien í ica onde se desempenha am di e sas
a i idades no âmbi o de es udos obse acionais e ensaios clínicos, elacionadas
com assun os egulamen a es, moni o ização e de ges ão de es udos clínicos.
Es a expe iência possibili ou a aplicação e consolidação dos con eúdos
adqui idos du an e a o mação académica e o desen ol imen o de di e sas
compe ências a ní el pessoal e p o issional.
4
Abs ac
The moni o ing o clinical s udies aims o ensu e he p o ec ion o he igh s and
well-being o human subjec s and o gua an ee he quali y and in eg i y o he
da a collec ed in he con ex o clinical s udies. In he pas yea s, he e has been
a change in he pa adigm in ela ion o he moni o ing ac i i y, which has ceased
o be an ac i i y ca ied ou only on-si e and s a ed o include cen al moni o ing
and emo e moni o ing ac i i ies.
An in e nship was ca ied ou in he a ea o moni o ing clinical s udies a he
company Keypoin - Consul o ia Cien í ica whe e se e al ac i i ies we e ca ied
ou in he scope o obse a ional s udies and clinical ials, ela ed o egula o y
a ai s, moni o ing, and managemen o clinical s udies.
This expe ience enabled he applica ion and consolida ion o he con en
acqui ed a he academic le el and he de elopmen o se e al skills a a pe sonal
and p o essional le el.
5
Ag adecimen os
Aos meus pais, po odo o es o ço, dedicação e po semp e ac edi a em em mim
e me incen i a em a se melho .
Ao João, po se o melho i mão que eu pode ia e .
À Ca a ina po oda a amizade e apoio.
À Keypoin e a odos os seus colabo ado es que de alguma o ma con ibuí am
pa a o meu c escimen o pessoal e p o issional.
6
Índice
Resumo .............................................................................................................. 3
Abs ac .............................................................................................................. 4
Ag adecimen os ................................................................................................. 5
Lis a de Ab e ia u as .......................................................................................... 8
Lis a de Tabelas e Figu as ............................................................................... 10
1. In odução .................................................................................................. 11
2. A In es igação clínica ................................................................................ 11
3. É ica na In es igação Clínica ..................................................................... 12
4. Regulamen ação In e nacional e Nacional ................................................ 14
5. Moni o ização de Es udos Clínicos ............................................................ 15
5.1. O Moni o ............................................................................................. 16
5.2. Mudança de Pa adigma na Moni o ização de Es udos Clínicos.......... 17
5.3. Moni o ização Baseada no Risco ........................................................ 18
5.3.1. A aliação do Risco ....................................................................... 20
5.3.2. Plano de Moni o ização ................................................................ 21
5.4. Tipos de Moni o ização ....................................................................... 23
5.4.1. T ial O e sigh Commi es ............................................................ 23
5.4.2. Moni o ização Cen al ................................................................... 24
5.4.2.1. Moni o ização Cen al Es a ís ica ........................................... 25
5.4.3. Moni o ização Remo a .................................................................. 26
5.4.4. Moni o ização P esencial .............................................................. 27
5.4.4.1. Visi a de Seleção ................................................................... 27
5.4.4.2. Visi a de Início ........................................................................ 28
5.4.4.3. Visi as de Moni o ização ........................................................ 28
5.4.4.4. Visi a de Ence amen o .......................................................... 29
6. Es ágio Cu icula numa Con ac Resea ch O ganiza ion ........................ 30
7
6.1. Keypoin – Consul o ia Cien í ica, Lda. ............................................... 30
7. Obje i os do Es ágio Cu icula ................................................................. 32
8. A i idades ealizadas du an e o es ágio .................................................... 33
8.1. Assun os Regulamen a es .................................................................. 35
8.1.1. Submissões às au o idades nacionais, INFARMED e CEIC......... 35
8.1.2. Submissão de Es udos Obse acionais ....................................... 38
8.1.3. Con a os Financei os ................................................................... 41
8.2. Dossiês do es udo: T ial Mas e File e In es iga o Si e File ............... 44
8.3. Moni o ização ...................................................................................... 46
8.3.1. Visi as de início ............................................................................. 46
8.3.2. Visi as de Moni o ização ............................................................... 48
8.3.2.1. Condução da Visi a de Moni o ização ao Se iço .................. 49
8.3.2.2. Condução da Visi a de Moni o ização à Fa mácia ................. 50
8.3.3. A i idades de Moni o ização Remo a ........................................... 53
8.4. A i idades de Fa maco igilância ......................................................... 55
8.5. Ges ão de P oje o ............................................................................... 56
9. Elemen os alo a i os do es ágio .............................................................. 58
10. Des ios ao plano de a i idades .............................................................. 59
11. Discussão ............................................................................................... 59
12. Conclusões ............................................................................................. 61
13. Bibliog a ia .............................................................................................. 62
14. Anexos ................................................................................................... 66
8
Lis a de Ab e ia u as
AE – E en o Ad e so
AIM – Au o ização de In odução no Me cado
CA – Conselho de Adminis ação
CEC – Comissão de É ica Compe en e
CEIC – Comissão de É ica pa a a In es igação Clínica
CES – Comissão de É ica pa a a Saúde
CRF – Case Repo Fo m
CRO – Clinical Resea ch O ganiza ion
CV – Cu iculum Vi ae
DCF – Da a Cla i ica ion Fo m
DMC - Da a Moni o ing Commi ee
DSMB - Da a Sa e ing Moni o ing Boa d
DSUR – Rela ó io Anual de Segu ança
eCRF – Elec onic Case Repo Fo m
EMA – Eu opean Medica ion Agency
EU – União Eu opeia
FDA – Food and D ugs Adminis a ion
GCP – Good Clinical P ac ice
ICF- Fo mulá io de Consen imen o In o mado
ICH - In e na ional Council o Ha monisa ion
INFARMED - Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, I.P
IP – In es igado P incipal
ISF – In es iga o Si e File
ME – Medicamen o Expe imen al
RAM - Reações Ad e sas Medicamen osas
9
RBM – Risk Based Moni o ing
RNEC – Regis o Nacional de Ensaios Clínicos
SDV – emo e Sou ce Da a Ve ica ion
SAE – Se ious Ad e se E en
SDR - Sou ce Da a Re iew
SDV - Sou ce Da a Ve i ica ion
SIV – Visi a de Início
SOP – S anda d Ope a ion P ocedu es
SUSAR - Suspei a de Reação Ad e sa G a e e Inespe ada
TMC – T ial Managemen Commi ee
TMF – T ial Mas e File
TSC - T ial S ee ing Commi ee
UE – União Eu opeia
16
egulamen a es aplicá eis e que os dados ecolhidos são de ele ada qualidade
e i ão p opo ciona esul ados c edí eis.(12,17)
Desen ol e e implemen a um ensaio clínico aca e a á ias esponsabilidades
desempenhadas po di e sos in e enien es, nomeadamen e, o P omo o , os
In es igado es e es an e equipa de es udo, a Con ac Resea ch O ganiza ion
(CRO), as au o idades egulamen a es (comissão de é ica e au o idade do
medicamen o) e, po úl imo, os pa icipan es.
O P omo o é esponsá el pela conceção, ealização, ges ão e inanciamen o de
um ensaio clínico. O P omo o pode delega a ealização de alguns dos seus
de e es num ensaio clínico a uma CRO, mas a esponsabilidade inal pela
qualidade e in eg idade dos dados do es udo é semp e do P omo o . Assim
sendo, a moni o ização adequada do ensaio clínico e a seleção do Moni o de
es udo é esponsabilidade do P omo o , podendo es e op a po delega a a e a
a uma CRO.(12,17)
5.1. O Moni o
O Moni o , segundo a Lei da In es igação Clínica po uguesa, é “o p o issional,
do ado da necessá ia compe ência cien í ica ou clínica, designado pelo P omo o
pa a acompanha o es udo clínico e pa a o man e pe manen emen e in o mado,
ela ando a sua e olução e e i icando as in o mações e dados coligidos.”(1)
As esponsabilidades do Moni o podem es a elacionadas com ges ão de
p oje o, moni o ização e con olo de qualidade. A guideline ICH GCP E6 (R2)
lis a á ias esponsabilidades do Moni o , que isam ga an i a segu ança e bem-
es a do doen e, a in eg idade e alidade dos dados e o cump imen o de oda as
condições de inidas no p o ocolo, GCP, SOP e equisi os egulamen a es. Pa a
17
al, o Moni o de e e i ica a ob enção do consen imen o in o mado esc i o e a
p ecisão e in eg idade dos dados ecolhidos no âmbi o do es udo endo em con a
a documen ação on e. De e ga an i que o cen o em acesso a odos os
documen os e ma e iais necessá ios pa a a ealização do es udo, incluindo o
medicamen o expe imen al, e que es ão eunidas odas as condições pa a o
a mazenamen o e dispensa do mesmo. Pa a além disso, de e assegu a que a
equipa de es udo é quali icada, se encon a einada e es á a cump i odas as
unções de aco do com os p ocedimen os de e minados no p o ocolo. O Moni o
é ambém a p incipal pon e de con ac o en e o P omo o e o In es igado .(12,19)
5.2. Mudança de Pa adigma na Moni o ização de Es udos Clínicos
Du an e bas an e empo, as a i idades ealizadas pa a ga an i a qualidade do
ensaio, a moni o ização e as audi o ias, e am ea i as, pois, oca am-se em
esol e p oblemas de e ados du an e a e isão e na ausência de e o, ao in és
de se oca em na in eg idade dos dados ou na segu ança do doen e.(20) A
moni o ização e a uma a i idade apenas ealizada p esencialmen e, jun o dos
cen os e das equipas de in es igação.(21)
O mé odo de moni o ização adicional e u ilizado du an e es as isi as de
moni o ização p esenciais e a o 100% Sou ce Da a Ve i ica ion (SDV). SDV é o
p ocesso pelo qual o Moni o c uza a in o mação egis ada nos documen os on e
com a in o mação in oduzida no Cade no de Recolha de Dados ambém
conhecido po Case Repo Fo m (CRF), pela equipa de in es igação.(17,22) É
impo an e e e i que são conside ados documen os on e os documen os
o iginais do doen e ( egis o clínico, ela ó ios de exames, esul ados
labo a o iais, egis os de dispensa de medicação da a mácia, e c.).(12)
18
Semp e que o Moni o encon a uma disc epância, es a de e se ap esen ada e
discu ida com a equipa, que de e ealiza a co eção do CRF. O SDV p e ende
assim assegu a a p ecisão dos dados ecolhidos e ga an i a in eg idade dos
dados e dos esul ados do ensaio.(17)
A aplicação des e mé odo é bas an e mo osa e dispendiosa, consumindo g ande
pa e do o çamen o que os P omo o es êm disponí el pa a o es udo.(23) Pa a
além disso, o aumen o do amanho e da complexidade dos ensaios, o aumen o
dos equisi os egulamen a es e a dispe são geog á ica dos cen os do es udo,
ie am ambém con ibui pa a cus os o ais dos ensaios di íceis de supo a o
que ameaça a ge ação de e idência.(20,23)
Pa a além de consumi mui os ecu sos, em indo a comp o a -se que o SDV é
uma écnica de con olo de qualidade limi ada e cujo impac o na qualidade dos
dados é baixo. G ande pa e dos e os iden i icados a a és de SDV são
alea ó ios e podem se de e ados u ilizando ou as mé odos de
moni o ização.(22,24)
5.3. Moni o ização Baseada no Risco
A mudança de pa adigma oco eu apenas quando a Eu opean Medica ion
Agency (EMA) e a Food and D ugs Adminis a ion (FDA) econhece am o
p oblema e a necessidade de al e a a manei a como a qualidade dos ensaios
clínicos e a pe cecionada pelos P omo o es. E a assim necessá io alo iza a
p oa i idade e a colabo ação, bem como conside a a qualidade como pa e
in eg an e de odo o ensaio e não como uma unção à pa e.(20,25,26) Em 2013,
a EMA e a FDA publica am os documen os “Re lec ion pape on isk based
quali y managemen in clinical ials”(27) e “O e sigh o Clinical In es iga ions —
19
A Risk-Based App oach o Moni o ing”(28), espe i amen e. Nes es documen os,
os o ganismos eu opeu e ame icano ap esen a am o concei o de moni o ização
baseada no isco, ambém conhecida como Risk Based Moni o ing (RBM), e
de e mina am a alo ização da qualidade e a p o eção dos doen es en ol idos
nos ensaios clínicos.(23,29)
Es as guidelines de am mais libe dade aos P omo o es pa a de ini em o plano
de moni o ização baseado no desenho e especi icidades do ensaio e na análise
do isco, di ando a u ilização de no as abo dagens pa a a moni o ização dos
seus es udos clínicos.(23,25,29)
Em 2016, o ICH publicou a adenda à guideline ICH GCP, onde ambém apela ao
desen ol imen o po pa e dos P omo o es de uma abo dagem de moni o ização
dos ensaios clínicos baseada no isco. Es e o ganismo decla a ambém que a
lexibilidade o necida, que em elação à ex ensão como à na u eza da
moni o ização, em como obje i o pe mi i a adoção de abo dagens que
melho em a e icácia e a e iciência da moni o ização.(12,25)
A FDA, no seu documen o sob e o RBM, de ende que a moni o ização baseada
no isco passa po um plano com uma mis u a de écnicas de moni o ização
cen alizada e moni o ização p esencial com o obje i o de p o ege os
pa icipan es do ensaio e ga an i a in eg idade dos dados esul an es do
ensaio.(28,29) Já a EMA, no seu a igo de e lexão, ap esen a o concei o de
ges ão de qualidade baseada no isco, com a aplicação não só à ase de
moni o ização, mas a odas as ases do ensaio, desde o desenho a é à a aliação
do mesmo.(27,29)
20
RBM é assim uma abo dagem que p e ê a ealização de moni o ização baseada
no ní el de isco, a de inição de p io idades endo em con a esse isco e a
iden i icação de medidas de mi igação de isco.(17,24,30) Nes a abo dagem, a
moni o ização ealizada baseia-se em moni o ização emo a e cen al de
pa âme os c í icos do es udo e isi as de moni o ização p esenciais mais
ocadas em a i idades de mi igação de isco, como a e i icação do cump imen o
das GCP e eino da equipa.(24,30) Di eciona o oco da moni o ização pa a as
á eas de maio necessidade e que êm maio impac o na segu ança dos doen es
e na in eg idade dos dados, acabando po eduzi os cus os e o empo ele ados
associados à moni o ização adicional.(17,24,26)
5.3.1. A aliação do Risco
A a aliação de isco de um es udo de e se e e uada numa ase inicial e de o ma
con ínua ao longo do mesmo.(30) Segundo a ICH-GCP, os p ocessos e os dados
c í icos de em se iden i icados du an e o desen ol imen o do p o ocolo. De
seguida, os iscos elacionados com esses p ocessos e dados c í icos de em
se iden i icados e a aliados endo em con a a p obabilidade da oco ência de
e o, a ex ensão em que ais e os se iam de e á eis e o impac o que esses e os
pode iam e na p o eção do sujei o humano e in eg idade do ensaio.(12,25,28)
O P omo o de e u iliza o esul ado da análise de isco e e uada pa a ealiza
um plano de moni o ização, de inindo uma abo dagem que pe mi a a edução
dos iscos.(25,28)
Exis em á ias á eas do ensaio a conside a du an e a a aliação de isco, como
po exemplo, a ase do ensaio, a complexidade do mesmo, a segu ança, a
população em es udo, o o ma o de ecolha dos dados, os endpoin s, a á ea da
21
doença em es udo, o medicamen o expe imen al, o núme o, a localização, a
expe iência e os ecu sos dos cen os.(28)
Ao longo do empo o am c iadas di e sas e amen as que no âmbi o come cial
como não come cial, com o obje i o de auxilia a a aliação de isco e
consequen e c iação de um plano de mi igação dos mesmos.(24,31)
No en an o, Fneish e al. aplica am á ias e amen as de a aliação de isco não
come ciais a di e en es p o ocolos de ensaios e os esul ados mos a am que a
a aliação global de isco de cada p o ocolo di e ia consoan e a e amen a
aplicada. Tal esul a ia num plano de mi igação de iscos di e en e consoan e a
e amen a u ilizada, e elando assim uma necessidade de ape eiçoamen o
des as e amen as.(31)
A al a de e idência ela i amen e à u ilização do RBM e da supe io idade do
mesmo ela i amen e à moni o ização adicional, bem como alguma ince eza
ela i amen e à melho o ma de o aplica , az com que es e ainda seja al o de
alguma esis ência po pa e dos P omo o es e dos moni o es.(24,25,31)
No en an o, á ios es udos ecen es concluí am que a u ilização de RBM não é
in e io ao mé odo de moni o ização adicional, que o RBM con ibui pa a a
ob enção de esul ados de con iança e que p omo e uma moni o ização mais
e icien e e com menos cus os associados.(21,24,32)
5.3.2. Plano de Moni o ização
Pa a cada ensaio clínico, a moni o ização de e se planeada à p io i e de o ma
a cump i o seu p incipal obje i o, nomeadamen e p o ege os pa icipan es e
ga an i a in eg idade dos dados.(12,18)
22
O P omo o é esponsá el po ga an i que o seu ensaio possui um plano de
moni o ização c iado de aco do com as suas ca ac e ís icas e com base na
análise de isco do ensaio.(18,25,32) O obje i o des e documen o passa po
desc e e os possí eis p oblemas que pode ão pô em causa a segu ança e os
di ei os do pa icipan e e/ou a in eg idade dos esul ados do es udo e ap esen a
uma es a égia pa a a moni o ização, ges ão e mi igação dos mesmos.(18,26)
O plano de moni o ização de e inclui uma b e e desc ição do es udo, dos seus
obje i os, dados c í icos e ainda dos p ocedimen os do es udo, em pa icula se
algum deles o di e en e daquilo que é a p á ica clínica e pa a o qual se á
necessá io eina a equipa de es udo. Pa a além disso, nes e documen o de em
es a desc i os os seguin es pon os: a es a égia de moni o ização, os mé odos
de moni o ização a aplica e o acional pa a a sua u ilização, a de inição das
esponsabilidades das pa es en ol idas, a moni o ização dos dados e
p ocessos c í icos do ensaio, eino nos p ocedimen os do es udo e e e ência
às polí icas e p ocedimen os aplicá eis.(12,28)
Pa a além disso, podem encon a -se desc i as no plano de moni o ização
in o mações ela i as à pe iodicidade e ex ensão das a i idades de
moni o ização, e amen as e o mulá ios a u iliza du an e o ensaio, no mas pa a
o epo e das a i idades de moni o ização, ges ão de e en os ad e sos (AE) e
des ios ao p o ocolo.(28)
O plano de moni o ização se á o documen o de abalho do moni o . Uma ez
que es e documen o em po base a análise de isco do ensaio e que es a é ei a
con inuamen e ao longo do mesmo, o plano de moni o ização pode so e
al e ações du an e o cu so do ensaio clínico.(17,26,28)
23
5.4. Tipos de Moni o ização
Tal como mencionado an e io men e, o P omo o de e de ini os moldes da
moni o ização a ealiza em de e minado ensaio clínico endo em con a as
ca ac e ís icas do mesmo e a análise de isco e e uada.
5.4.1. T ial O e sigh Commi es
O P omo o do es udo pode nomea á ios comi és especí icos pa a
supe isiona o seu ensaio clínico de o ma a diminui os iscos associadas à
condução do mesmo. A a ibuição des es comi és de supe isão depende do
amanho, da complexidade e dos iscos do ensaio.(18)
O T ial Managemen Commi ee (TMC) é um ó gão compos o po memb os
ope acionais como in es igado coo denado , es a ís ico, coo denado do
ensaio, ges o de dados, e c., e é esponsá el po ga an i que es ão
implemen ados sis emas que pe mi em iden i ica odo o ipo de e os e que a
es a égia de moni o ização do ensaio se encon a es abelecida an es do início
do mesmo.(18,33) O abalho des e comi é é ele an e an es do início do
es udo.(33)
O T ial S ee ing Commi ee (TSC), é uma comissão que supe isiona, dá
aconselhamen o es a égico no deco e do ensaio clínico e em o pode de
de e mina a descon inuação do ensaio.(17) Es e comi é é compos o po alguns
memb os do TMC e ou os memb os independen es e é esponsá el po
assegu a que o desenho do es udo é ap op iado, iden i ica de medidas que
melho em a qualidade dos dados ecolhidos e ga an i uma análise de dados
ap op iada an es de qualque publicação.(18,33)
24
O Da a Moni o ing Commi ee ou Da a Sa e ing Moni o ing Boa d (DCM/DSMB)
é compos o po um g upo de especialis as cujo p opósi o é assegu a a
segu ança dos pa icipan es do ensaio, em pa icula no que em que e com
eações ad e sas g a es, suspei a de eações ad e sas g a es inespe adas
(SUSAR) e mo alidade do ensaio.(17) Pa a além da análise dos dados ealizada
po es e comi é ao longo de oda a ase de ge ação de dados do ensaio, o DMC
ambém pode con ibui an es do início do es udo, a a és da análise do
p o ocolo do ensaio po o ma a e i a que e os no desenho do ensaio sejam
de e ados em ases a dias.(18,33) Podem aze ecomendações ao TSC e ao
P omo o ela i amen e à descon inuação p ecoce do es udo endo em con a
ques ões de segu ança e/ou é icas.(17,18)
5.4.2. Moni o ização Cen al
P ocesso pelo qual di e sos dados de um ensaio clínico são e is os
cen almen e de o ma emo a e pe iódica, po pessoas de idamen e
quali icadas.(12,17,24)
Den o da moni o ização cen al, exis em di e sas abo dagens que podem se
ado adas, como a moni o ização cen al es a ís ica, compa ação da pe o mance
de di e sos cen os pa icipan es no ensaio clínico, c iação de alidações
au omá icas nas pla a o mas de ecolha de dados, e isão cen al de
documen os ou o mulá ios subme idos pelo cen o em pla a o mas especí icas,
en e ou as.(17,18,26) A o ma como es a de e se aplicada em cada es udo
de e es a de inida no plano de moni o ização do mesmo, endo em con a a
análise de isco e e uada.
25
Po no ma, a moni o ização cen al oca-se na e isão da in o mação c í ica do
ensaio al como os c i é ios de elegibilidade, os AE, os Fo mulá ios de
Consen imen o In o mado (ICF), in o mação elacionada com o enpoin p imá io
do es udo, o mulá ios de con abilização de medicação, in o mação elacionada
com o ec u amen o, en e ou as.(17,26)
Es a e isão pe mi e a iden i icação de dados em al a ou inconsis en es, de
des ios ao p o ocolo, de e os signi ica i os e a a aliação das endências a ní el
do cen o e a compa ação en e os á ios cen os pa icipan es.(12,18) É uma
e amen a ú il pa a a moni o ização, na medida em que ac escen a capacidades
que podem complemen a as isi as p esenciais ao cen o, eduzindo a sua
du ação e equência. Es e mé odo auxilia na a aliação da iabilidade e
in eg idade dos dados ecolhidos no âmbi o do ensaio.(12,26)
5.4.2.1. Moni o ização Cen al Es a ís ica
Pa a a e isão da in o mação c í ica, são u ilizados po ezes mé odos e
algo i mos es a ís icos.(12,17) Nos ensaios mul icên icos, é u ilizado o mesmo
p o ocolo nos di e en es cen os e os mesmos CRF pa a odos os doen es
incluídos, sendo assim possí el analisa e compa a os dados dos á ios cen os
pa icipan es.(34) Es a análise pode pe mi i a iden i icação de pad ões
es anhos, e os sis emá icos, dados inco e os e a é má condu a po pa e dos
cen os de ensaio.(17,18,26)
A moni o ização cen al es a ís ica é ú il a iden i ica p oblemas que, a a és dos
mé odos adicionais de moni o ização, di icilmen e se iam iden i icados. O
econhecimen o de pad ões ano mais, podem de e mina a adoção de medidas
32
Figu a 1- Es u u a O ganizacional Keypoin
7. Obje i os do Es ágio Cu icula
O obje i o ge al do es ágio cu icula é pe mi i desen ol e di e sas
compe ências em ambien e eal de abalho na á ea da in es igação clínica.
Pa a o pe íodo de es ágio na Keypoin – Consul o ia Cien í ica, o am p opos os
os seguin es obje i os:
• Adqui i conhecimen os sob e a emp esa e os seus p ocedimen os;
Adminis ação/
Ges ão
Di eção Cien i ica
Coo denação
Unidade Es udos
Clínicos
Ges ão de P oje os
Moni o es
Coo denação
Unidade
Comunicação
Técnicos
Co denação
Unidades de
Supo e
Medical W i ing
Ges ão de Dados
Es a ís ica
Consul o Médico
Depa amen o de
ges ão de Qualidde Adminis a i os
33
• Domina os concei os da legislação aplicá el à á ea da In es igação
Clínica;
• Iden i ica e aplica os equisi os dos di e en es ipos de submissões às
au o idades nacionais e conhece o uncionamen o da pla a o ma Regis o
Nacional de Ensaios Clíncos (RNEC);
• Comp eende a o ganização e o uncionamen o das Comissões de É ica
pa a a Saúde;
• Conhece os p ocessos de a maco igilância exigidos no âmbi o dos
es udos clínicos;
• Realiza a i idades elacionadas com a p epa ação, condução e ollow up
dos di e en es ipos de isi as de moni o ização, an o pa a es udos
obse acionais como pa a ensaios clínicos;
• Comp eende os equisi os inancei os in eg an es do es udo clínico;
• Desen ol e espí i o c í ico pa a a análise de po enciais di iculdades à
implemen ação e/ou cump imen o dos p ocedimen os do es udo;
• Elabo a documen os elacionados com a ges ão e implemen ação dos
ensaios clínicos.
8. A i idades ealizadas du an e o es ágio
Du an e es e es ágio, es i e en ol ida em a i idades ealizadas no âmbi o á ios
es udos obse acionais e ensaios clínicos. Nes es p oje os, o am desen ol idas
a i idades elacionadas com assun os egulamen a es, moni o ização,
a maco igilância e ges ão de p oje o. A abela 1 ca ac e iza de o ma sumá ia
os es udos clínicos em que es i e en ol ida e a abela 2 esume as a i idades
ealizadas em cada um deles.
34
Tabela 1 Es udos clínicos a ibuídos du an e o es ágio
Es udo
Tipo de
es udo
P omo o
Á ea
e apêu ica
Cen os
Calenda ização
2019/2020
1
Ensaio Clínico
Académico
Oncologia
1
Ou ub o 2019
2
Ensaio Clínico
Indús ia
Oncologia
7
Ou ub o 2019 a
ma ço 2020
3
Obse acional
Indús ia
Oncologia
9
Ou ub o 2019 a
ma ço 2020
4
Obse acional
Indús ia
De ma ologia
9
Ou ub o 2019 a
ma ço 2020
5
Obse acional
Indús ia
In eciologia
15
Dezemb o 2019 a
ma ço 2020
6
Obse acional
Académico
Oncologia
13
Dezemb o 2019 a
ma ço 2020
7
Obse acional
Indús ia
Ca diologia
16
Janei o a ma ço
2020
Tabela 2 A i idades ealizadas nos es udos clínicos du an e o es ágio
Es udos
A i idades ealizadas
1
2
3
4
5
6
7
Submissão CEIC e INFARMED
X
X
Submissão aos Cen os
X
X
X
X
Con a os Financei os
X
X
X
X
P epa ação/A ualização ISF e TMF
X
X
X
X
X
Visi a de Início
X
X
X
Visi a de Moni o ização
X
Acompanhamen o
X
X
X
X
X
Moni o ização Remo a
X
X
X
A i idades de a maco igilância
X
X
Ges ão de P oje o
X
X
X
X
35
De seguida, con ex ualizam-se e desc e em-se as a i idades ealizadas, bem
como as alências adqui idas na execução das mesmas.
8.1. Assun os Regulamen a es
A Keypoin é esponsá el pela ges ão dos assun os egulamen a es de á ios
ensaios clínicos e es udos obse acionais. Den o dos assun os egulamen a es
oi possí el colabo a em algumas a i idades elacionadas com:
• Submissão às au o idades nacionais, INFARMED e CEIC;
• Submissão aos cen os de es udo, nomeadamen e Comissões de É ica
pa a a Saúde locais e Conselhos de Adminis ação;
8.1.1. Submissões às au o idades nacionais, INFARMED e CEIC
Pa a a ealização de qualque ensaio clínico num cen o, es e em de se
a aliado e au o izado pelas au o idades compe en es, nomeadamen e a
Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, I.P. (INFARMED) e
a Comissão de É ica pa a a In es igação Clínica (CEIC). Cabe ambém a es as
au o idades supe isiona a ealização do ensaio clínico e a manu enção das
condições a aliadas. (1)
Na a aliação de um ensaio clínico, an o o INFARMED como a CEIC ão oca -
se na a aliação da pe inência cien í ica, do pe il bene ício isco e a segu ança
do ensaio clínico. Pa a além dessa a aliação, cada uma das au o idades ai
analisa di e en es á eas do ensaio clínico. O INFARMED i á a alia odas as
ques ões elacionadas com os dados do medicamen o expe imen al, como a
qualidade a macêu ica, os es es p é-clínicos e oxicológicos e dados de
exposição clínica. A CEIC i á oca -se nas condições dos cen os pa a a
36
ealização do ensaio e com as ques ões elacionadas com os pa icipan es do
es udo: consen imen o in o mado, ec u amen o, indeminizações,
compensações, segu o, en e ou as.(43)
São á ios os ipos de submissões que podem se subme idas à CEIC e ao
INFARMED, nomeadamen e (43):
• Au o ização de Ensaio Clínico de medicamen os pa a uso humano;
• Au o ização de Es udos Clínicos com in e enção de disposi i os
médicos;
• Al e ações Subs anciais ao Ensaio Clínico;
• No i icação de Conclusão do Ensaio Clínico;
• Rela ó io Anual de Segu ança (DSUR);
• No i icação de SUSAR;
• Ou as No i icações.
Pa a a submissão inicial de um es udo, a CEIC e o INFARMED disponibilizam
cada um uma lis a de documen os que de em cons a no dossiê de submissão
e o esquema de o ganização des e dossiê.(44,45)
An es da en ada em igo da Lei da In es igação Clínica, o p ocesso de
submissão consis ia na submissão independen e a cada uma das au o idades
de um dossiê ísico com um eque imen o do pedido de pa ece , o comp o a i o
de pagamen o da axa aplicá el e o o mulá io de pedido de ensaio clínico
assinado jun amen e com um CD-ROM com oda a documen ação necessá io à
submissão em e são ele ónica, e en ega na mo ada da CEIC e/ou INFARMED
em ho á io de expedien e. Es e p ocesso aplica a-se ambém em casos de
37
submissão de No i icação de Al e ação Subs ancial, Rela ó io Final de Ensaio
Clínico e Rela ó io Anual de Segu ança.(45,46)
A Lei da In es igação Clínica p e ia a c iação de um Regis o Nacional de
Ensaios Clínicos, o RNEC, pa a egis o, di ulgação e submissão de pedidos de
âmbi o egulamen a de odos os es udos clínicos en ol endo se es humanos a
deco e em Po ugal.(1)
Es a pla a o ma ele ónica em como p incipal obje i o se um eposi ó io de
in o mação dos es udos clínicos e acili a os p ocessos de au o ização,
no i icação, pedido de pa ece , acompanhamen o, e conclusão dos es udos
clínicos. Pa a além disso, o RNEC p e ende con ibui pa a o aumen o do acesso
a in o mação ele an e e pa a a di ulgação da in es igação clínica nacional à
sociedade, aos p o issionais de saúde e aos in es igado es.(47)
O RNEC eio ambém o na possí el a submissão simul ânea ao INFARMED e
à CEIC de pedidos e no i icações ela i as a ensaios clínicos com medicamen os
de uso humano e es udos clínicos com in e enção de disposi i os médicos, a
desma e ialização das submissões, e o acesso e acompanhamen o do es ado
do p ocesso online a a és de uma pla a o ma única, pelas pa es en ol idas no
p ocesso.(48,49)
Du an e o es ágio na Keypoin , p ocedeu-se a á ias submissões de al e ações
subs anciais às au o idades compe en es. Conside a-se uma al e ação
subs ancial a al e ação ao ensaio clínico que em impac o na segu ança e
in eg idade ísica ou men al dos pa icipan es e/ou no alo cien í ico do ensaio.
São de no i icação ob iga ó ia às au o idades, consoan e a á ea de compe ência,
is o é, qualque al e ação elacionada com cen os e com pa icipan es de e se
38
no i icada à CEIC, al e ações elacionadas com o medicamen o expe imen al
de em se comunicadas ao INFARMED e po im, al e ações que enham
impac o na segu ança, no pe il bene ício isco ou na pe inência do ensaio
de em se comunidades a ambas as au o idades.(43)
Fo am ealizadas submissões de al e ações subs anciais a a és da pla a o ma
RNEC no âmbi o de um ensaio clínico em oncologia, cuja submissão inicial já oi
ealizada a a és dessa mesma pla a o ma, mas ambém a a és de papel e CD
Room, no âmbi o de um ensaio clínico cuja submissão e au o ização oco eu
an es da en ada em igo da Lei da In es igação Clínica e da exis ência a da
pla a o ma RNEC.
8.1.2. Submissão de Es udos Obse acionais
Qualque es udo clínico só pode se ealizado após a ob enção de pa ece
a o á el de uma Comissão de É ica Compe en e (CEC). Como mencionado
an e io men e, os ensaios clínicos e os es udos de in e enção com disposi i os
médicos, são subme idos à CEIC, pois es a é a CEC esponsá el pela sua
a aliação. Nos es udos clínicos sem in e enção ou es udos obse acionais,
como ambém são conhecidos, a CEC esponsá el pela sua a aliação é a
Comissão de É ica pa a a Saúde (CES) de cada cen o onde se p e ende
conduzi o es udo.(1)
A submissão de ensaios clínicos à CEIC é ei a segundo os equisi os e
indicações es abelecidas pela mesma pelo que segue, pa a odos os ensaios
clínicos subme idos, a mesma o ganização.(44) Os es udos obse acionais são
a aliados pelas CES dos di e en es cen os, endo cada uma delas es abelecido
39
os seus p óp ios equisi os e indicações pa a a submissão e a aliação de um
es udo clínico.
Du an e o pe íodo de es ágio, o am ealizadas submissões iniciais à CES e ao
Conselho de Adminis ação (CA) de di e sos cen os no âmbi o de di e en es
es udos obse acionais nas á eas da oncologia, de ma ologia, in eciologia. Em
odos eles, a seleção dos cen os e dos In es igado es P incipais oi ei a
p e iamen e pelo P omo o , pelo que não es i e en ol ida no p ocesso de
a aliação e seleção de cen os e in es igado es.
Encon ando-se já os cen os pa icipan es e os espe i os in es igado es
p incipais selecionados, dá-se início ao p ocesso de submissão do es udo
obse acional aos cen os, seguindo os passos que se encon am
esquema izadas na igu a 2 e desc i os de o ma mais po meno izada em
seguida:
Figu a 2 P ocesso de submissão de es udo obse acional ao cen o
1. con ac a o cen o pa a con i ma os p ocedimen os de submissão,
nomeadamen e, os documen os a subme e e o o ma o da submissão
(em papel, ele ónica ou a a és de pla a o ma especí ica do cen o);
2. du an e es e con ac o, se possí el, con i ma a pe iodicidade e a da a das
euniões da CES;
Con ac o
com cen os
e ecolha de
documen os
P epa ação
do dossiê de
submissão
Adapa ação
do con a o
inacei o
Submissão à
CES e ao CA
do cen o
A aliação do
es udo pelo
cen o
40
3. adap a os documen os e o mulá ios de submissão. Alguns cen os
possuem o mulá ios p óp ios pa a a submissão dos es udos que são de
p eenchimen o ob iga ó io;
4. ob enção das assina u as necessá ias po pa e do In es igado P incipal
(IP) e do Di e o de Se iço;
5. segue-se a compilação de odos os documen os num dossiê de
submissão. Como já mencionado, a documen ação eque ida pode a ia
de cen o pa a cen o. Na Figu a 3 encon am-se, de uma o ma ge al,
lis ados os documen os necessá ios à submissão do es udo;
6. en io do dossiê de submissão no o ma o indicado pelo cen o.
1. Lis a de con ac os - P omo o , In es igado Coo denado (se aplicá el),
IP e CRO;
2. Reque imen o di igido à CES, ao CA e às Unidades de In es igação
Clínica do Cen o (se aplicá el);
3. Au o ização do Di e o de Se iço;
4. P o ocolo, Sinopse e Página de Assina u as do P o ocolo;
5. Cu iculum Vi ae (CV) do IP;
6. Folha de In o mação ao Doen e e Fo mulá io de Consen imen o
In o mado;
7. Lis a de a iá eis a ecolhe e/ou Cade no de Recolha de Dados;
8. Con a o Financei o ou Decla ação a jus i ica que o documen o se
encon a em discussão/ e isão pelas pa es;
Figu a 3 Índice ge al do dossiê de submissão de um es udo obse acional
41
Es e p ocesso oi ealizado pa a cada um dos cen os pa icipan es no es udo.
Depois disso e an es de se pode da início a um es udo obse acional, es e
de e á e um pa ece posi i o da CES e a ap o ação do CA.
Os es udos são a aliados nas euniões da CES de cada cen o que, po no ma,
oco em com uma pe iodicidade mensal, e na qual se emi e um pa ece em
elação ao es udo. Só após a ob enção do pa ece posi i o da CES é que o
p ocesso é encaminhado in e namen e pa a o CA, que o a alia numa das
euniões semanais. Caso es eja de aco do com a implemen ação do es udo no
seu cen o, o CA emi e uma ca a de ap o ação e assina o Con a o Financei o.
Em alguns casos, o CA não emi e a ca a de ap o ação, mas o seu a al pa a a
implemen ação do es udo é comp o ado pela assina u a do con a o inancei o.
Há semelhança do que acon ece nos ensaios clínicos, al e ações subs anciais
ao es udo clínico, no i icações de inal de ec u amen o e de conclusão de es udo
ambém de em se subme idas às CES locais. Du an e o es ágio o am
subme idas uma al e ação subs ancial e uma no i icação de inal de
ec u amen o às CES dos á ios cen os en ol idos no es udo em ques ão.
8.1.3. Con a os Financei os
No deco e das submissões de es udos obse acionais e e uadas ao longo do
es ágio, oi possí el colabo a no p ocesso de adap ação e discussão dos
con a os inancei os celeb ados en e os P omo o es dos es udos
obse acionais e os cen os pa icipan es.
Pa a a ealização de um es udo clínico, é necessá io a celeb ação de um
con a o inancei o en e o P omo o , o Cen o onde o es udo i á se ealizado e
o In es igado P incipal. O con a o inancei o de ine e mos da ealização do
48
de Delegação de Responsabilidades, o Fo mulá io de Regis o de T eino en e
ou os o mulá ios que possam se exigidos pelo P omo o .
No inal da isi a, o Moni o de e solici a o en io das c edenciais de acesso ao
CRF ele ónico pa a oda a equipa p esen e na SIV, a qui a a documen ação
ecolhida no TMF, elabo a o ela ó io da isi a e en ia a ca a de ollow-up ao
cen o com a desc ição das a i idades ealizadas e os assun os penden es.
Po opção do P omo o ou po ou o azão impedi i a de deslocação ao cen o,
es as isi as podem se ealizadas emo amen e, a a és de pla a o mas de
ideocon e ência. A p epa ação, condução e seguimen o da isi a segue os
mesmos p essupos os das isi as p esenciais, sendo que a p incipal di e ença
es á no en io an ecipado dos dossiês do es udo pa a o cen o e na ecolha das
assina u as nos o mulá ios do es udo. Aquando da ealização da SIV emo a,
os documen os do es udo já se de em encon a no cen o pa a pe mi i que a
equipa os explo e du an e a explicação da o ganização dos mesmos. No dossiê
de em cons a ambém os documen os que a equipa de e á assina , p ocesso
que é explicado e acompanhado pelo Moni o du an e a ideochamada. Depois
o cen o ica enca egue de en ia uma digi alização de odos os documen os
solici ados e assinados e en ia po co eio os documen os o iginais.
8.3.2. Visi as de Moni o ização
Du an e o es ágio, o am ealizadas isi as de moni o ização no âmbi o de um
ensaio clínico de ase II na á ea de oncologia, alea o izado, sem ocul ação e
mul icên ico, cujo plano de moni o ização de ine que a moni o ização consis i á
numa mis u a de a i idades de moni o ização cen al, isi as de moni o ização
emo as e moni o ização p esencial.
49
A ealização de uma isi a de moni o ização pode di idi -se em 3 pa es: a
p epa ação da isi a, a condução da isi a e o seguimen o da isi a.
O p imei o passo é o agendamen o da isi a, onde se de e ga an i que os
memb os da equipa, nomeadamen e o IP, o coo denado de es udos e o
a macêu ico, no caso de isi a à a mácia, es ão disponí eis pa a ecebe o
moni o .
Na p epa ação da isi a, de e elabo a -se um plano ealis a sob e as a i idades
que se p e ende ealiza du an e a mesma. Pa a es e plano, o Moni o de e e
em con a o plano de moni o ização, o ela ó io da isi a passada e a abela de
assun os penden es do cen o. Ou as ques ões a e em con a du an e o
planeamen o da isi a são o es ado de p eenchimen o do CRF, os dossiês do
es udo, a oco ência de e en os ad e sos, en e ou os.
Após a p epa ação da isi a, de e en ia -se à equipa do es udo uma ca a de
con i mação da isi a de moni o ização onde, pa a além da con i mação da da a
e da ho a de chegada do Moni o ao cen o, se de em encon a desc i os os
obje i os da isi a e os assun os cuja esolução ainda se encon a penden e.
8.3.2.1. Condução da Visi a de Moni o ização ao Se iço
Du an e a isi a, de e-se solici a os dossiês do es udo ao coo denado de
es udo e segui o plano da isi a de inido an e io men e. Es e, po no ma, inicia-
se com a e isão de consen imen os in o mados e dos c i é ios de inclusão e
exclusão de cada doen e. É mui o impo an e e i ica a oco ência de SAE e a
no i icação dos mesmos ao P omo o nos moldes e p azos co e os. De e
p ocede -se à e isão das que ies abe as e p ocede à e isão do CRF endo
em con a o plano de inido.
50
De e ese a -se um momen o da isi a pa a ala com o In es igado P incipal
e equipa de es udo pa a discu i dú idas, pedi in o mações adicionais, discu i
des ios ao p o ocolo, ecolhe assina u as, e c.
A discussão dos des ios ao p o ocolo é mui o impo an e e o Moni o de e a alia
a necessidade de eina no amen e a equipa em de e minado p ocedimen o do
p o ocolo, eino esse que, se possí el, pode á se ei o du an e a p óp ia isi a.
Du an e a isi a, de e ambém p ocede -se à e isão do ISF po o ma a ga an i
que odos os documen os essenciais se encon am a qui ados e e i ica se os
o mulá ios do es udo se encon am comple os e a ualizados.
8.3.2.2. Condução da Visi a de Moni o ização à Fa mácia
Em elação às isi as de moni o ização à a mácia, de o ma ge al de e e i ica -
se a co e a eceção, dispensa, des uição, de olução, s ock de medicação,
condições a mazenamen o e odos os o mulá ios de egis o de odas es as
a i idades elacionadas com a ME do es udo, bem como o a qui o de oda a
documen ação do es udo no Dossiê da Fa mácia.
A o ganização dos o mulá ios de egis o da ME pode a ia de es udo pa a
es udo, consoan e o P omo o e as ca ac e ís icas do ensaio. Exis em ambém
cen os que desen ol e am os seus p óp ios o mulá ios, que podem se
u ilizados se o P omo o assim o au o iza . No caso do ensaio clínico
mencionado an e io men e, os o mulá ios o necidos pelo P omo o são os
seguin es:
• Fo mulá io de Dispensa (Dispensing Log), que de e se p eenchido po
ME e po doen e, com in o mação ela i a à dispensa e a de olução de
51
medicação u lizada po pa e dos doen es, es a úl ima só aplicá el no
caso de comp imidos;
• Fo mulá io de Con abilização (D ug Accoun abili y Log), que de e se
p eenchido pa a cada um dos ME, com in o mação ela i a a cada
eceção, dispensa e des uição de medicação. Es e o mulá io pe mi e
aze um c uzamen o en e a medicação dispensada e o s ock de
medicação disponí el no cen o;
• Fo mulá io de In en á io (D ug In en o y Fo m), que de e se p eenchido
pa a cada um dos ME, com a in o mação ela i a à eceção e des uição
de ME, de modo a pe mi i ealiza a econciliação da medicação no inal
do es udo.
O Moni o de e e i ica o p eenchimen o des es o mulá ios e e i ica se es ão
coe en es en e eles e ambém se a in o mação es á conco dan e com o que se
encon a desc i o no o mulá io de p esc ição de cada doen e e no CRF.
De o ma a con i ma a compliance dos doen es com o a amen o do ensaio, a
a mácia é ins uída a man e as caixas de medicação u ilizadas (no caso de
ascos de inje á eis) e os doen es são ins uídos a de ol e as caixas de
comp imidos u ilizadas à a mácia, pa a depois se em con abilizadas pelo
moni o , que c uza essa in o mação com os o mulá ios da a mácia.
O Moni o de e á ambém e i ica o s ock de medicação disponí el, o lo e da
mesma e a da a de alidade. Pa a além disso, a a mácia de e á disponibiliza
o egis o de empe a u a do igo i ico e/ou da sala onde se encon am
a mazenados o ME do es udo pa a e isão e con i mação da exis ência de algum
des io de empe a u a. Se o Moni o encon a algum des io, de e á solici a à
52
equipa da a mácia pa a coloca a medicação em qua en ena, epo a o des io
imedia amen e ao P omo o e espe a que es e a alie se medicação se encon a
em condições pa a se u ilizada.
Po im, o Moni o de e e e o dossiê da a mácia e ga an i que odos os
documen os do es udo se encon am a qui ados no mesmo.
Em odas as isi as de moni o ização, o Moni o e um ep esen an e do cen o
de em assina o Regis o de Visi as do es udo.
Se du an e a isi a o Moni o encon a algum des io signi ican e na condução
do es udo, como po exemplo, um SAE não epo ado, sujei os incluídos que não
cump em os c i é ios de inclusão e exclusão, ou qualque ou a oco ência que
o Moni o ac edi e que pode á comp ome e a condução do es udo, a segu ança
dos pa icipan es ou a e acidade dos dados ecolhidos, de e á de imedia o
en a em con ac o com o P omo o e epo a a si uação.
Após a isi a de moni o ização, o Moni o de e echa os assun os penden es
esol idos du an e a isi a, a qui a a documen ação ecolhida du an e a isi a
no TMF, elabo a o ela ó io da isi a e en ia ao P omo o , p epa a e en ia
uma ca a de seguimen o pa a o In es igado P incipal e pa a a a mácia, onde
i ão desc i as as a i idades ealizadas du an e a isi a, os des ios ao p o ocolo
de e ados (se aplicá el) e os assun os penden es iden i icados. O ela ó io da
isi a de e se e is o e assinado pelo Moni o e pelo P omo o e depois
a qui ado no TMF.
53
8.3.3. A i idades de Moni o ização Remo a
Fo am ealizadas á ias a i idades de moni o ização emo a, incluindo isi as de
moni o ização emo as, con ac os de moni o ização e e isão do CRF.
As e isões do CRF êm como obje i o con i ma o p eenchimen o dos dados
po pa e do cen o, bem como a coe ência dos dados p eenchidos e a exis ência
de des ios ao p o ocolo.
Es e p ocesso de e isão do CRF es á no malmen e desc i o no plano de
moni o ização, jun amen e com a de inição dos dados c í icos a e e . Du an e a
e isão do CRF, semp e que o Moni o de e a alguma incong uência ou
necessi a de uma cla i icação po pa e do cen o, de e c ia uma que y.
Os CRF ele ónicos (eCRF) êm incluída a uncionalidade de c iação de que ies,
no en an o, exis em eCRF que ainda não êm essa uncionalidade in eg ada.
Nesses casos, de e p ocede -se ao p eenchimen o de um Fo mulá io de
Cla i icação de Dados ou Da a Cla i ica ion Fo m (DCF), onde se desc e e o
p oblema encon ado, sendo depois en iado pa a o cen o, que de e esponde
ao mesmo, cla i icando o p oblema ou co igindo os dados do CRF. Es a e isão
no malmen e an ecede con ac os de moni o ização ou uma isi a de
moni o ização emo a.
As isi as de moni o ização emo a de em se agendadas com o cen o
(in es igado , coo denado de es udos ou a macêu ico do es udo) consoan e a
pe iodicidade de inida no plano de moni o ização.
An es da chamada com o cen o o Moni o e ê o CRF e os assun os penden es.
É solici ado ao cen o que du an e a chamada enha os documen os on e do
es udo disponí eis. Du an e a chamada, são discu idas as inconsis ências, os
54
des ios ao p o ocolo, ou as ques ões esul an es da e isão do CRF, assun os
penden es, en e ou os. Pode ambém solici a -se os o mulá ios da a mácia
pa a e isão e discussão de possí eis inconsis ências, con i mação do s ock de
medicação no cen o, e os egis os de empe a u a pa a e i icação das
condições de a mazenamen o do ME.
Finalmen e, es as isi as ambém podem se u ilizadas pa a o mação da equipa
de es udo em algum p ocedimen o no qual o moni o , a a és da e isão do CRF,
iden i icou a necessidade de eino da equipa.
No inal des as isi as, p ocede-se à elabo ação de um ela ó io de isi a de
moni o ização, que de e á se en iado pa a e isão do P omo o e quando
inalizado, de e se da ado e assinado po ambos, Moni o e P omo o , e en iado
pa a o TMF.
Pa a além das isi as de moni o ização emo as, ambém podem se ealizados
con ac os de moni o ização pa a ob e um s a us do cen o e aze seguimen o
de assun os penden es iden i icados nas isi as de moni o ização.
No âmbi o de es udos obse acionais, ealiza am-se di e sos con ac os de
moni o ização com os cen os, onde se abo da am di e en es ópicos, consoan e
a ase onde o es udo se encon a e os assun os penden es do cen o. Alguns
deles encon am-se abaixo lis ados:
• Seguimen o do ec u amen o do cen o;
• Re isão do p ocedimen o de ob enção do Consen imen o In o mado;
• Re isão de CRF e discussão de que ies abe as;
• No i icação de AE;
• Re isão do ISF e ecolha de documen os em al a;
55
• Escla ecimen o de ques ões ela i as aos p ocedimen os dos es udos;
• Con i mação do agendamen o da p óxima isi a do doen e ao cen o;
• Ou os ópicos de inidos no plano de moni o ização.
Após os con ac os de moni o ização, é necessá io egis a quem oi o memb o
da equipa con ac ado e os ópicos discu idos du an e o con ac o num o mulá io
Regis o de Con ac o, que de e depois se da ado e assinado pelo Moni o e
a qui ado no TMF.
8.4. A i idades de Fa maco igilância
A a maco igilância em um papel mui o impo an e na á ea dos ensaios clínicos
pois possibili a a de e minação do pe il de segu ança de um á maco. Du an e
odo o ensaio, o in es igado de e no i ica acon ecimen os ad e sos g a es ao
P omo o , bem como no i ica ce os acon ecimen os ad e sos não g a es e/ou
esul ados labo a o iais ano mais de aco do com o de inido no p o ocolo, e
p o idencia in o mação de seguimen o.(1)
O P omo o de e ga an i o egis o dos acon ecimen os ad e sos oco idos ao
longo do ensaio e, em caso de oco ência de um SUSAR, o P omo o de e á
no i icá-lo ao INFARMED e à CEIC. É ambém esponsabilidade do P omo o
no i ica anualmen e in o mação segu ança ao INFARMED e à CEIC, man e os
in es igado es in o mados e a alia con inuamen e a elação bene ício isco do
ensaio clínico e a segu ança do ME.(1,52)
Des a o ma, no âmbi o de um ensaio clínico, oi p o idenciado supo e às
equipas de es udo do ensaio clínico na no i icação de AE ao P omo o .
56
Após a Au o ização de In odução no Me cado (AIM), o medicamen o passa a
se u ilizado na população ge al onde, ao con á io do que acon ece nos ensaios
clínicos, a população é mui o he e ogénea, pe mi indo a de eção de um maio
núme o de Reações Ad e sas Medicamen osas (RAM) e consequen emen e o
ap imo amen o do pe il de segu ança dos á macos. Po essa azão, as
a i idades de a maco igilância e, em pa icula , a no i icação espon ânea de
RAM, são ão impo an es.(53) Os es udos obse acionais con ibuem ambém
pa a a a ualização do pe il de segu ança de um á maco pois, uma ez que não
exis e qualque ipo de in e enção e que as condições não são con oladas, a
in o mação de segu ança ecolhida esul a da exposição do doen e às condições
de p á ica clínica habi ual, não sendo in luenciada pelo desenho e pelas
condições do es udo.(54)
O p o ocolo de á ios es udos onde oi possí el colabo a , de e mina a a
no i icação de AE ao P omo o e egis o dos mesmos no CRF. Assim, p ocedeu-
se ao eino das equipas de es udo nos p ocessos de a maco igilância e no
p eenchimen o do o mulá io de no i icação de AE de e minado po cada
P omo o e p ocedeu-se ambém à moni o ização de o mulá ios de SAE
p eenchidos pelos cen os no âmbi o dos es udos.
8.5. Ges ão de P oje o
De manei a ge al, um p oje o é compos o po di e sas ases, ais como início,
planeamen o, implemen ação, moni o ização e con olo, análise e ela ó io. Tal
ambém se aplica ao ciclo de ida dos p oje os de in es igação clínica.(55)
A CRO pode desempenha á ias unções du an e odo o ciclo de ida do es udo
clínico, e du an e odas elas de e ga an i uma boa ges ão do p oje o de o ma
57
a ga an i o sucesso do mesmo. O ges o do es udo clínico é esponsá el pelo
acompanhamen o do p oje o, ga an indo que odas as a i idades planeadas
acon ecem den o dos empos p e is os, que os obje i os p opos os são
cump idos, que os p oblemas são iden i icados, ge idos e esol idos da melho
o ma e o mais apidamen e possí el.
Du an e o pe íodo de es ágio, es i e en ol ida em á ias a i idades elacionadas
com a ges ão de p oje o de alguns es udos obse acionais, ais como:
• Ges ão de imelines dos p oje os: du an e o planeamen o do es udo são
de inidos di e sos obje i os, a i idades e p azos. Pa a ga an i o sucesso
do p oje o é necessá io assegu a que odas as a i idades p e is as no
âmbi o de um de e minado es udo são ealizadas e que os obje i os são
cump idos den o dos p azos es abelecidos pa a o es udo.
• Ges ão do ec u amen o: o ec u amen o é pa e essencial de um es udo
e é mui o impo an e ga an i que es e oco e sob e os p essupos os
de e minados no p o ocolo e a um i mo que pe mi a a ingi o núme o
expec á el de doen es den o do pe íodo de e minado. Quando al não
acon ece, é necessá io aze um le an amen o ace ca das po enciais
azões pa a o ec u amen o não es a a co esponde às expec a i as.
Alguns desses mo i os podem es a elacionados com o desenho do
es udo, com c i é ios de elegibilidade que não se enquad am na p á ica
clínica dos cen os, com a mo i ação e a ca ga de abalho da equipa de
es udo, en e ou as azões. Após es e diagnós ico es a concluído, é
necessá io de ini e aplica medidas jun o dos cen os que isem melho a
os núme os do ec u amen o. Du an e o pe íodo de es ágio, no âmbi o de
um es udo obse acional, oi possí el pa icipa no p ocesso de a aliação
64
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52. Comissão Eu opeia. Di ec izes po meno izadas ela i as à ecolha, e i icação e
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66
14. Anexos
A. Decla ação de du ação e ca ga ho á ia po pa e do se iço
compe en e da Ins i uição acolhedo a
B. Pa ece es dos O ien ado es
Anexo A
Anexo B