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No a bibliog á ica
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no a
bibliog á ica
Recensão bibliog á ica do li o
de Ga y Hamel The Fu u e o
Managemen
Nes e seu li o sob e o u u o da
ges ão, Ga y Hamel con a-nos po -
que é que a ges ão da ino ação in e-
essa às o ganizações de hoje e de
amanhã.
Que se quei a que não, as pessoas
e as o ganizações abalham com
um pa adigma de ges ão ul apas-
sado, usando iloso ias c iadas po
pessoas que nasce am no século XIX
(Webe , Taylo ), p ocessos desen-
ol idos em meados do século XX, e
usam ecnologias dos inícios do
Século XXI. Es a combinação se iu
no passado, mas é insu icien e pa a
as mudanças b uscas que se
pe spec i am pa a o u u o.
Em algumas dessas o ganizações,
essa já e a uma p eocupação no pas-
sado, endo essas o ganizações líde-
es esol ido esses desa ios, de um
modo conside ado pouco adicional
em unção dos concei os ac uais,
dado que as melho es p á icas de
on em não são nem adap á eis nem
c ia i as o su icien e pa a os desa-
ios do u u o.
Os desa ios que se colocam às o ga-
nizações de hoje são mudanças ao
ní el dos modelos de ges ão. Con-
ibui pa a essa mudança, o na a
mudança pa e do abalho dos cola-
bo ado es e aze com que eles
dêem o melho de si, é ou o dos
desa ios. Hoje, já não in e essa
coloca os colabo ado es a aze as
mesmas coisas, de uma o ma mais
e icien e e eplicá el. O que in e-
essa, é sabe como ino a . Daí os
modelos ac uais de ges ão es a em
desadequados e se necessá io
ein en á-los. Acele a a mudança
é, en ão, uma necessidade das o ga-
nizações pa a se adap a em ao dia
de amanhã. Uma das soluções ap e-
sen adas é a c iação de o ganizações
como o ganismos humanos (sis é-
micos), com p ocessos au ónomos.
Tal como a comunicação é a sei a
ou sangue de uma o ganização, e
sem ela uma o ganização as ixia e
mo e, ambém uma o ganização,
al como um co ação ou ou o
ó gão, que eage apidamen e e
au oma icamen e ace às necessida-
des en en adas po um o ganismo,
pa a subsis i de e eagi apida-
men e aos es ímulos e adap a -se.
Es as o ganizações de em es a
ocadas na ob enção de an agens
e olu i as ao longo do empo, e não
só em de e minadas ocasiões. Uma
dessas o ganizações é a Google.
Hamel conside a que as o gani-
zações do amanhã de em es a
o ganizadas em pequenas equipas,
au oge idas com anspa ência
(accoun abili y), e com ecompen-
sas di e enciadas. A p á ica é ú il,
po que pa a se p oduzi mui a expe-
imen ação é necessá io ha e mui a
di e sidade.
Simul aneamen e, ou o desa io
pa a as o ganizações, aquando da
mudança de modelo de ges ão, é
consegui o na a ino ação como
pa e do abalho diá io de cada
colabo ado . Hamel elogia ou a
o ganização, a WL Go e, a qual
pede aos seus colabo ado es pa a
emp ega em 10% do seu abalho
em p ojec os de ino ação. Coloca-
se aqui um desa io de le a as pes-
soas a da em o melho de si. Is o é,
de e em c ia i idade. O conheci-
men o e a c ia i idade o na am-se
158 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
No a bibliog á ica
num bem, o que implica i e mos
numa economia de c ia i idade.
O que é necessá io a uma o ganiza-
ção pa a compe i , ela pode comp a .
Ca ac e ís icas como a obediência,
diligência e in eligência exis em em
abundância. O desa io coloca-se em
consegui que os colabo ado es,
além de aze em o seu abalho
com os seus conhecimen os, o
açam com alguns ac o es
di e enciado es, como a capacidade
de ino a , a c ia i idade e paixão
po aquilo que azem. Um dos
cons angimen os é que não se
podem con ola , e são coisas que
apenas as pessoas podem escolhe
aze .
Nes as condições, o CEO (Chie
Execu i e O ice) deixa de e como
unções o se isioná io e o coman-
dan e; passa a se o elemen o que
p ocu a ga an i o alo ge ado da
in e acção en e o clien e e o cola-
bo ado . Nes a abo dagem, não
implica a pe da de disciplina. Ela
pode con i e bem com uma maio
libe dade, num modelo c ia i o.
No en an o, hoje a maio ia das
o ganizações u iliza e amen as de
disciplina e con olo que oubam
lexibilidade à o ganização. Uma
das soluções p opos as po Hamel é
que as pessoas desen ol am o seu
con olo pessoal. As o ganizações
são ão humanas como as pessoas
que nelas abalham. Se somos ino-
ado es, e emos capacidade de
adap ação, po que azão as o gani-
zações não o são ambém? Es e é
um aspec o mo al e de negócio que
é undamen al esol e .
Não se pode cons ui uma o gani-
zação pa a o u u o, que não seja
adequada pa a as pessoas.
Como p á icas in ulga es de ges ão
e e idas po Ga y Hamel, emos:
1 Os colabo ado es classi icam o
desempenho do che e;
2 Abolição de odos os í ulos;
3 Dá-se pode de e o aos colabo-
ado es sob e no os con a os;
4 Rompe-se com o p ocesso de
o çamen ação anual;
5 São publicados os de alhes
sob e o con a o de cada colabo-
ado .
Assim, na p imei a pa e do li o,
são p econizadas no as o mas de
ges ão dado que:
1 As an agens compe i i as
esgo am-se mais apidamen e
que no passado;
2A web e os ecossis emas es ão a
eduzi o con olo indi idual
sob e as o ganizações;
3 Exis e cada ez menos espaço
pa a p odu os e se iços medío-
c es;
4 Os ciclos das o ganizações são
mais ápidos (as o ganizações
nascem, desen ol em-se e
en am em declínio mais apida-
men e);
5 A des egulação e globalização
es ão na o dem do dia. Os
oligopólios es ão a se desmem-
b ados, e uma compe ição aná -
quica começa a su gi .
O au o de ine ino ação como algo
que al e a subs ancialmen e o umo
do abalho da o ganização, ou
modi ica signi ica i amen e a
o ma da o ganização, pe mi indo-
-lhe e objec i os o ganizacionais
mais a ançados.
São ap esen adas ês condições de
sucesso pa a uma ges ão ino ado a:
1 No os p incípios de ges ão que
desa iam a o odoxia;
2 Uma abo dagem sis émica;
3 A c iação de condições pa a
uma an agem compe i i a.
De emos simul aneamen e p o-
cu a bem no undo das o ganiza-
ções as ques ões que p e endemos
al e a , e que mui as das ezes
le am ao insucesso.
Os p ocessos de ges ão podem se
um ca alisado pa a a ino ação.
Assim, aze da ino ação um pon o
essencial na lide ança de p og amas
de desen ol imen o, ap o isiona
anualmen e algum capi al em p o-
jec os e dadei amen e ino ado es,
in oduzi uma cláusula em que
odos os p ojec os em desen ol i-
men o con enham ino ações, ei-
na colabo ado es pa a da supo e
às ino ações p opos as po ou os
colabo ado es, es abelece a ino a-
ção como um componen e unda-
men al da ges ão de opo, dispensa
algum empo a ealiza mee ings
pa a discussão dos p og amas e
unidades ino ado as, c ia um
ableau de boa d de ino ação pa a
e e e coloca no e eno as ideias
mais p omisso as, cons ui um
po al de ino ação pa a da acesso
aos colabo ado es a e amen as e a
coloca em as suas ideias e desen-
ol e indicado es pa a acompa-
nha os inpu s, h oughpu s, ou pu s
e ou comes.
A ino ação em á ios pa ama es: a
ino ação ope acional, a ino ação
ao ní el dos p odu os/se iços, a
ino ação es a égica e a ino ação
ao ní el da ges ão. Cada um deles
con ibui pa a o sucesso da ino a-
ção, mas se algum es i e ausen e
ou hou e um meno empenha-
men o, o sucesso se á limi ado ou
le a á ao seu insucesso.
Na segunda pa e, são desc i os ês
exemplos de ges ão da ino ação
(Whole Foods, W. L. Go e e
Google).
Na e cei a pa e do li o, o au o
explo a os ing edien es pa a um
pensamen o de ges ão di e en e:
a) No os p incípios com o pode
de ilumina no as abo dagens;
b) Desa ia as o odoxias que
cons angem o pensamen o c ia-
i o.
Pa a que se possa escapa de e os
e mal en endidos, o au o pede pa a
imagina mos seis desa ios:
1 C ia uma democ acia de ideias;
2 Ampli ica a imaginação humana;
3 Realoca ecu sos dinamica-
men e;
4 Ag ega conhecimen os colec i-
os;
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No a bibliog á ica
5 Minimiza o a as a de elhos
modelos e
6 P opo ciona a odos a opo u-
nidade de con ibui .
Assim, a c iação de uma o ganiza-
ção ib an e, c ia i a, adap á el e
e icien e não é mais uma espe ança
ou um sonho, mas uma ealidade.
Pa a Hamel, a é hoje nenhuma
o ganização conseguiu na pleni ude
desen ol e uma capacidade sis é-
mica pa a a ingi uma ino ação da
ges ão.
Se que emos se os p imei os,
Hamel, o e ece uma sé ie de p incí-
pios.
P imei o, é necessá ia co agem
pa a a aca es es desa ios.
Em segundo, é necessá io en ol e
odas as pessoas. De emos olha
pa a as p o undas causas dos p oble-
mas que que emos a aca , e não só
pa a os sin omas. Tem que se c ia
um sen ido de esponsabilidade e
p es ação de con as (accoun abili y),
e c ia incen i os adequados.
Em e cei o, i emos encon a ese -
a ó ios de ene gia inespe ados.
Quando as pessoas se de em con a
que podem colabo a no ein en a
do u u o, elas a ão pa a o in e io
da o ganização no os ní eis de
comp omisso e en usiasmo pa a
colabo a nos es o ços da o ganiza-
ção. Jun os se ão capazes de cons-
ui uma o ganização humana e
p epa ada pa a as opo unidades que
se lhes i ão ap esen a no amanhã.
LUÍS MORAIS
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
A Re is a Po uguesa de Saúde Pública acei a abalhos o iginais, de in es igação aplicada ou de e isão sob e qualque assun o elacionado com o ema ge al da
saúde pública, en endida es a no seu sen ido mais amplo.
Os a igos de e ão se en iados ao Di ec o , acompanhados de uma decla ação de au o que ga an e o seu ca ác e inédi o e de uma decla ação de disponibilização
pa a acesso mundial (disponí eis em h p://www.ensp.unl.p /disposi i os-de-apoio/cdi/cdi/sec o -de-publicacoes/no mas-edi o iais/no mas-edi o iais). Ao Di ec o da
Re is a cabe á a esponsabilidade de acei a , ejei a ou p opo modi icações. Pa a es e e ei o, se á apoiado po um Conselho Edi o ial e po um Conselho Cien í ico,
cons i uído po a aliado es in e nos e ex e nos, nacionais e in e nacionais, aplicando-se o sis ema de double-blind pee e iew na a aliação dos a igos.
Os a igos de e ão se en iados em supo e in o má ico e acompanhados po uma e são imp essa (incluindo abelas, quad os e igu as), dac ilog a ados a duas
en elinhas em olhas de o ma o A4. Em cada olha não de e ão se dac ilog a adas mais de 35 linhas de endo es as se nume adas po o dem sequencial. O núme o
limi e de páginas, incluindo igu as e quad os, não de e á ul apassa as 30.
Os abalhos de e ão con e o seguin e:
a) Tí ulo do abalho, nome(s) e pequeno esboço cu icula do(s) au o (es), p incipais unções ou í ulos, a é ao máximo de dois;
b) Pequena in odução ao a igo a é ao máximo de uma página dac ilog a ada;
c) O ex o;
d) Quad os e g á icos com í ulos e legendas, os quais de e ão se an ecedidos de e e ência em ex o;
e) Pequeno esumo do a igo acompanhado do espec i o í ulo e adução em inglês, assim como de pala as-cha e em po uguês e em inglês;
) Os o iginais não de e ão con e pés-de-página. Todas as e e ências bibliog á icas comple as se ão inse idas no inal do a igo.
A bibliog a ia de e á obedece às No mas Po uguesas — NP 405-1* e NP 405-4** pa a elabo ação de e e ências bibliog á icas de documen os imp essos e
elec ónicos, espec i amen e:
* INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE — NP 405-1 : 1994 : in o mação e documen ação : e e ências bibliog á icas : documen os imp essos. Lisboa :
Ins i u o Po uguês da Qualidade, 1995.
** INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE — NP 405-4 : 2001 : in o mação e documen ação : e e ências bibliog á icas : documen os elec ónicos. Lisboa :
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Todas as e e ências bibliog á icas de e ão se ob iga o iamen e ci adas no ex o.
Exemplos:
A é ês au o es:
En e pa ên esis esc e e(m)-se o(s) seu(s) apelido(s) e o ano de publicação:
(...) embo a o seu desempenho na epidemiologia, p e enção e a amen o ainda es eja pa a se a aliado (Campino, Pi es e Ab anches, 1996)
Mais de ês au o es:
En e pa ên esis indica-se somen e o apelido do p imei o au o , seguido de e al. e o ano de publicação:
(...) sabe-se ac ualmen e (De alia e al., 1997) que o ozono in e e e com a ac i idade (...)
Re isão de p o as: Os au o es ecebe ão p o as de composição do a igo pa a co ecção, a qual de e á incidi exclusi amen e sob e e os de dac ilog a ia.
A de olução das p o as de e se e ec uada no p azo de uma semana após a da a de ecepção pelo au o .
O e as: O 1.o au o ecebe á um exempla da e is a.
Co espondência: En iada po co eio no mal ou elec ónico ao cuidado do Di ec o pa a:
Re is a Po uguesa de Saúde Pública
Escola Nacional de Saúde Pública — UNL
A . Pad e C uz
1600-560 Lisboa
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