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Recensão bibliográfica do livro de Gary Hamel - The Future of Management : nota bibliográfica

Morais, Luís

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157 VOL. 27, N.o 1 — JANEIRO/JUNHO 2009 No a bibliog á ica ●●●●●●●● ●●●●●●●● ●●●●●●●● ●●●●●●●● ●●●●●●●● ●●●●●●●● no a bibliog á ica Recensão bibliog á ica do li o de Ga y Hamel The Fu u e o Managemen Nes e seu li o sob e o u u o da ges ão, Ga y Hamel con a-nos po - que é que a ges ão da ino ação in e- essa às o ganizações de hoje e de amanhã. Que se quei a que não, as pessoas e as o ganizações abalham com um pa adigma de ges ão ul apas- sado, usando iloso ias c iadas po pessoas que nasce am no século XIX (Webe , Taylo ), p ocessos desen- ol idos em meados do século XX, e usam ecnologias dos inícios do Século XXI. Es a combinação se iu no passado, mas é insu icien e pa a as mudanças b uscas que se pe spec i am pa a o u u o. Em algumas dessas o ganizações, essa já e a uma p eocupação no pas- sado, endo essas o ganizações líde- es esol ido esses desa ios, de um modo conside ado pouco adicional em unção dos concei os ac uais, dado que as melho es p á icas de on em não são nem adap á eis nem c ia i as o su icien e pa a os desa- ios do u u o. Os desa ios que se colocam às o ga- nizações de hoje são mudanças ao ní el dos modelos de ges ão. Con- ibui pa a essa mudança, o na a mudança pa e do abalho dos cola- bo ado es e aze com que eles dêem o melho de si, é ou o dos desa ios. Hoje, já não in e essa coloca os colabo ado es a aze as mesmas coisas, de uma o ma mais e icien e e eplicá el. O que in e- essa, é sabe como ino a . Daí os modelos ac uais de ges ão es a em desadequados e se necessá io ein en á-los. Acele a a mudança é, en ão, uma necessidade das o ga- nizações pa a se adap a em ao dia de amanhã. Uma das soluções ap e- sen adas é a c iação de o ganizações como o ganismos humanos (sis é- micos), com p ocessos au ónomos. Tal como a comunicação é a sei a ou sangue de uma o ganização, e sem ela uma o ganização as ixia e mo e, ambém uma o ganização, al como um co ação ou ou o ó gão, que eage apidamen e e au oma icamen e ace às necessida- des en en adas po um o ganismo, pa a subsis i de e eagi apida- men e aos es ímulos e adap a -se. Es as o ganizações de em es a ocadas na ob enção de an agens e olu i as ao longo do empo, e não só em de e minadas ocasiões. Uma dessas o ganizações é a Google. Hamel conside a que as o gani- zações do amanhã de em es a o ganizadas em pequenas equipas, au oge idas com anspa ência (accoun abili y), e com ecompen- sas di e enciadas. A p á ica é ú il, po que pa a se p oduzi mui a expe- imen ação é necessá io ha e mui a di e sidade. Simul aneamen e, ou o desa io pa a as o ganizações, aquando da mudança de modelo de ges ão, é consegui o na a ino ação como pa e do abalho diá io de cada colabo ado . Hamel elogia ou a o ganização, a WL Go e, a qual pede aos seus colabo ado es pa a emp ega em 10% do seu abalho em p ojec os de ino ação. Coloca- se aqui um desa io de le a as pes- soas a da em o melho de si. Is o é, de e em c ia i idade. O conheci- men o e a c ia i idade o na am-se 158 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA No a bibliog á ica num bem, o que implica i e mos numa economia de c ia i idade. O que é necessá io a uma o ganiza- ção pa a compe i , ela pode comp a . Ca ac e ís icas como a obediência, diligência e in eligência exis em em abundância. O desa io coloca-se em consegui que os colabo ado es, além de aze em o seu abalho com os seus conhecimen os, o açam com alguns ac o es di e enciado es, como a capacidade de ino a , a c ia i idade e paixão po aquilo que azem. Um dos cons angimen os é que não se podem con ola , e são coisas que apenas as pessoas podem escolhe aze . Nes as condições, o CEO (Chie Execu i e O ice) deixa de e como unções o se isioná io e o coman- dan e; passa a se o elemen o que p ocu a ga an i o alo ge ado da in e acção en e o clien e e o cola- bo ado . Nes a abo dagem, não implica a pe da de disciplina. Ela pode con i e bem com uma maio libe dade, num modelo c ia i o. No en an o, hoje a maio ia das o ganizações u iliza e amen as de disciplina e con olo que oubam lexibilidade à o ganização. Uma das soluções p opos as po Hamel é que as pessoas desen ol am o seu con olo pessoal. As o ganizações são ão humanas como as pessoas que nelas abalham. Se somos ino- ado es, e emos capacidade de adap ação, po que azão as o gani- zações não o são ambém? Es e é um aspec o mo al e de negócio que é undamen al esol e . Não se pode cons ui uma o gani- zação pa a o u u o, que não seja adequada pa a as pessoas. Como p á icas in ulga es de ges ão e e idas po Ga y Hamel, emos: 1 Os colabo ado es classi icam o desempenho do che e; 2 Abolição de odos os í ulos; 3 Dá-se pode de e o aos colabo- ado es sob e no os con a os; 4 Rompe-se com o p ocesso de o çamen ação anual; 5 São publicados os de alhes sob e o con a o de cada colabo- ado . Assim, na p imei a pa e do li o, são p econizadas no as o mas de ges ão dado que: 1 As an agens compe i i as esgo am-se mais apidamen e que no passado; 2A web e os ecossis emas es ão a eduzi o con olo indi idual sob e as o ganizações; 3 Exis e cada ez menos espaço pa a p odu os e se iços medío- c es; 4 Os ciclos das o ganizações são mais ápidos (as o ganizações nascem, desen ol em-se e en am em declínio mais apida- men e); 5 A des egulação e globalização es ão na o dem do dia. Os oligopólios es ão a se desmem- b ados, e uma compe ição aná - quica começa a su gi . O au o de ine ino ação como algo que al e a subs ancialmen e o umo do abalho da o ganização, ou modi ica signi ica i amen e a o ma da o ganização, pe mi indo- -lhe e objec i os o ganizacionais mais a ançados. São ap esen adas ês condições de sucesso pa a uma ges ão ino ado a: 1 No os p incípios de ges ão que desa iam a o odoxia; 2 Uma abo dagem sis émica; 3 A c iação de condições pa a uma an agem compe i i a. De emos simul aneamen e p o- cu a bem no undo das o ganiza- ções as ques ões que p e endemos al e a , e que mui as das ezes le am ao insucesso. Os p ocessos de ges ão podem se um ca alisado pa a a ino ação. Assim, aze da ino ação um pon o essencial na lide ança de p og amas de desen ol imen o, ap o isiona anualmen e algum capi al em p o- jec os e dadei amen e ino ado es, in oduzi uma cláusula em que odos os p ojec os em desen ol i- men o con enham ino ações, ei- na colabo ado es pa a da supo e às ino ações p opos as po ou os colabo ado es, es abelece a ino a- ção como um componen e unda- men al da ges ão de opo, dispensa algum empo a ealiza mee ings pa a discussão dos p og amas e unidades ino ado as, c ia um ableau de boa d de ino ação pa a e e e coloca no e eno as ideias mais p omisso as, cons ui um po al de ino ação pa a da acesso aos colabo ado es a e amen as e a coloca em as suas ideias e desen- ol e indicado es pa a acompa- nha os inpu s, h oughpu s, ou pu s e ou comes. A ino ação em á ios pa ama es: a ino ação ope acional, a ino ação ao ní el dos p odu os/se iços, a ino ação es a égica e a ino ação ao ní el da ges ão. Cada um deles con ibui pa a o sucesso da ino a- ção, mas se algum es i e ausen e ou hou e um meno empenha- men o, o sucesso se á limi ado ou le a á ao seu insucesso. Na segunda pa e, são desc i os ês exemplos de ges ão da ino ação (Whole Foods, W. L. Go e e Google). Na e cei a pa e do li o, o au o explo a os ing edien es pa a um pensamen o de ges ão di e en e: a) No os p incípios com o pode de ilumina no as abo dagens; b) Desa ia as o odoxias que cons angem o pensamen o c ia- i o. Pa a que se possa escapa de e os e mal en endidos, o au o pede pa a imagina mos seis desa ios: 1 C ia uma democ acia de ideias; 2 Ampli ica a imaginação humana; 3 Realoca ecu sos dinamica- men e; 4 Ag ega conhecimen os colec i- os; 159 VOL. 27, N.o 1 — JANEIRO/JUNHO 2009 No a bibliog á ica 5 Minimiza o a as a de elhos modelos e 6 P opo ciona a odos a opo u- nidade de con ibui . Assim, a c iação de uma o ganiza- ção ib an e, c ia i a, adap á el e e icien e não é mais uma espe ança ou um sonho, mas uma ealidade. Pa a Hamel, a é hoje nenhuma o ganização conseguiu na pleni ude desen ol e uma capacidade sis é- mica pa a a ingi uma ino ação da ges ão. Se que emos se os p imei os, Hamel, o e ece uma sé ie de p incí- pios. P imei o, é necessá ia co agem pa a a aca es es desa ios. Em segundo, é necessá io en ol e odas as pessoas. De emos olha pa a as p o undas causas dos p oble- mas que que emos a aca , e não só pa a os sin omas. Tem que se c ia um sen ido de esponsabilidade e p es ação de con as (accoun abili y), e c ia incen i os adequados. Em e cei o, i emos encon a ese - a ó ios de ene gia inespe ados. Quando as pessoas se de em con a que podem colabo a no ein en a do u u o, elas a ão pa a o in e io da o ganização no os ní eis de comp omisso e en usiasmo pa a colabo a nos es o ços da o ganiza- ção. Jun os se ão capazes de cons- ui uma o ganização humana e p epa ada pa a as opo unidades que se lhes i ão ap esen a no amanhã. LUÍS MORAIS INSTRUÇÕES AOS AUTORES A Re is a Po uguesa de Saúde Pública acei a abalhos o iginais, de in es igação aplicada ou de e isão sob e qualque assun o elacionado com o ema ge al da saúde pública, en endida es a no seu sen ido mais amplo. Os a igos de e ão se en iados ao Di ec o , acompanhados de uma decla ação de au o que ga an e o seu ca ác e inédi o e de uma decla ação de disponibilização pa a acesso mundial (disponí eis em h p://www.ensp.unl.p /disposi i os-de-apoio/cdi/cdi/sec o -de-publicacoes/no mas-edi o iais/no mas-edi o iais). Ao Di ec o da Re is a cabe á a esponsabilidade de acei a , ejei a ou p opo modi icações. Pa a es e e ei o, se á apoiado po um Conselho Edi o ial e po um Conselho Cien í ico, cons i uído po a aliado es in e nos e ex e nos, nacionais e in e nacionais, aplicando-se o sis ema de double-blind pee e iew na a aliação dos a igos. Os a igos de e ão se en iados em supo e in o má ico e acompanhados po uma e são imp essa (incluindo abelas, quad os e igu as), dac ilog a ados a duas en elinhas em olhas de o ma o A4. Em cada olha não de e ão se dac ilog a adas mais de 35 linhas de endo es as se nume adas po o dem sequencial. O núme o limi e de páginas, incluindo igu as e quad os, não de e á ul apassa as 30. Os abalhos de e ão con e o seguin e: a) Tí ulo do abalho, nome(s) e pequeno esboço cu icula do(s) au o (es), p incipais unções ou í ulos, a é ao máximo de dois; b) Pequena in odução ao a igo a é ao máximo de uma página dac ilog a ada; c) O ex o; d) Quad os e g á icos com í ulos e legendas, os quais de e ão se an ecedidos de e e ência em ex o; e) Pequeno esumo do a igo acompanhado do espec i o í ulo e adução em inglês, assim como de pala as-cha e em po uguês e em inglês; ) Os o iginais não de e ão con e pés-de-página. Todas as e e ências bibliog á icas comple as se ão inse idas no inal do a igo. A bibliog a ia de e á obedece às No mas Po uguesas — NP 405-1* e NP 405-4** pa a elabo ação de e e ências bibliog á icas de documen os imp essos e elec ónicos, espec i amen e: * INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE — NP 405-1 : 1994 : in o mação e documen ação : e e ências bibliog á icas : documen os imp essos. Lisboa : Ins i u o Po uguês da Qualidade, 1995. ** INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE — NP 405-4 : 2001 : in o mação e documen ação : e e ências bibliog á icas : documen os elec ónicos. Lisboa : Ins i u o Po uguês da Qualidade, 2002. Nas e e ências bibliog á icas os au o es de e ão se colocados po o dem al abé ica (apelido seguido dos es an es nomes): Quando se a a de um a igo de e is a: RAISLER, J., ALEXANDER, C., O’CAMPO, P. — B eas - eeding and in an illness : a dose- esponse ela ionship? Ame ican Jou nal o Public Heal h. Washing on, DC. ISSN 0090-0036. 89 : 1 (Janua y 1999) 25-30. ARONSSON, G.; GUSTAFSSON, K.; DALLNER, M. — Sick bu ye a wo k : an empi ical s udy o sickness p esen eísm. [Em linha] Jou nal o Epidemiology and Communi y Heal h. 54 : 7 (2000) 502-509. [Consul . 20 Jan. 2005]. Disponí el em h p://www.jech.bmjjou nals.com/cgi/con en / ull/54/7/502 Quando se a a de um li o: Au o pessoa- ísica: ROBERTSON, L. S. — Inju y epidemiology : esea ch and con ol s a egies.2nd ed.. New Yo k : Ox o d Uni e si y P ess, 1998. ISBN 0-19-512202-X. DUSSAULT, G.; DUBOIS, C. A. — Human esou ces o heal h policies : a c i ical componen in heal h policies. [Em linha] Washing on DC : The In e na ional Bank o econs uc ion and de elopmen . The Wo ld Bank, 2004. (NP discussion pape ). [Consul . 20 Jan. 2005]. Disponí el em h p://www.wo ldbank.o g/ hnppublica ions. Colec i idade au o : PORTUGAL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. DGS — Plano Nacional de Saúde 2004-2010. Volume I — P io idades. Lisboa: Di ecção-Ge al da Saúde, 2004. WONCA INTERNATIONAL CLASSIFICATION COMMITTEE — ICPC-2 : in e na ional classi ica ion o p ima y ca e. 2nd ed.. NewYo k : Ox o d Uni e si y P ess, 1998. ISBN 0-19-262802-X. ILO — INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION — Sa eWo k : Global P og am on Sa e y, Heal h and he En i onmen , 2004. [Em linha] [Consul . 20 Jan. 2005]. Disponí el em h p://www.ilo.o g/public/english/p o ec ion/sa ewo k/manda e.h m Quando se a a de um capí ulo de li o: ARMENIAN, H. K. — Case-con ol me hods. In ARMENIAN, H. K., SHAPIRO, S. ed.li . — Epidemiology and heal h se ices. New Yo k : Ox o d Uni e si y P ess, 1998. ISBN 0-19-509359-3. 135-155. Quando se a a de comunicações ap esen adas em jo nadas, cong essos e simila es: DEBOYSER, P. — Polí ica eu opeia do medicamen o. In JORNADAS INFARMED, 1, Lisboa, 24-25 de Janei o de 1997 — Medicamen o : as polí icas nacionais ace à in e nacionalização. Lisboa : INFARMED, 1997. p. 21-24. GJERDING, A. N. — The e olu ion o he lexible i m: new concep s and a No dic compa ison. [Em linha]. In Con e ence, Rebild, Denma k, June 9 h-12 h — Na ional inno a ion sys ems, indus ial dynamics and inno a ion policy. Rebild: Danish Resea ch Uni o Indus ial Dynamics, 1999. [Consul . 2006-01-12]. Disponí el em www.d uid.o g. Todas as e e ências bibliog á icas de e ão se ob iga o iamen e ci adas no ex o. Exemplos: A é ês au o es: En e pa ên esis esc e e(m)-se o(s) seu(s) apelido(s) e o ano de publicação: (...) embo a o seu desempenho na epidemiologia, p e enção e a amen o ainda es eja pa a se a aliado (Campino, Pi es e Ab anches, 1996) Mais de ês au o es: En e pa ên esis indica-se somen e o apelido do p imei o au o , seguido de e al. e o ano de publicação: (...) sabe-se ac ualmen e (De alia e al., 1997) que o ozono in e e e com a ac i idade (...) Re isão de p o as: Os au o es ecebe ão p o as de composição do a igo pa a co ecção, a qual de e á incidi exclusi amen e sob e e os de dac ilog a ia. A de olução das p o as de e se e ec uada no p azo de uma semana após a da a de ecepção pelo au o . O e as: O 1.o au o ecebe á um exempla da e is a. Co espondência: En iada po co eio no mal ou elec ónico ao cuidado do Di ec o pa a: Re is a Po uguesa de Saúde Pública Escola Nacional de Saúde Pública — UNL A . Pad e C uz 1600-560 Lisboa e-mail: [email p o ec ed]