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Guias de festas da Península de Setúbal

Abstract

O tema central deste trabalho de projecto são as Festas na Península de Setúbal, que é composta por nove regiões, tendo sido escolhidas para estudar as suas principais festas. Este trabalho centra-se sobretudo em analisar as características das festividades, de forma a posteriormente divulgar essa informação a turistas ou interessados. Um dos objectivos principais foi a construção de um roteiro online, onde é possível consultar alguma informação, assim como, onde e quando se realizam as celebrações. Desta forma, é possível constatar a importância das festas para o desenvolvimento do local onde se inserem, como para o turismo, possibilitando aos turistas uma maior facilidade em consultar informação e despertar o interesse de uma visita às regiões da Península de Setúbal.

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Guias de festas da Península de Setúbal

Author: Macedo, Ana Carolina Pereira Martins
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/30156/2/Trabalho%20Final.pdf
Guia de Fes as da Península de Se úbal
Fes i i ies guide o Se úbal Península
Ana Ca olina Pe ei a Ma ins Macedo
T abalho de P ojec o de Mes ado em P á icas Cul u ais pa a
Municípios
Se emb o de 2017
T abalho de P ojec o ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em P á icas Cul u ais pa a Municípios ealizado sob a
o ien ação cien í ica do P o esso Dou o An ónio Camões Gou eia.
Dedica ó ia pessoal
A odas as pessoas especiais que me odeiam.
AGRADECIMENTOS
Uma ez e minado o abalho de p ojec o, cump e-se o sen ido da pala a de
ag adecimen o, a odos aqueles que o e ece am o seu sabe , disponibilidade e
ines imá el colabo ação, sem os quais não se ia possí el alcança os objec i os a que
me p opus.
A p imei a pala a é di igida ao meu o ien ado , o P o esso Dou o An ónio
Camões Gou eia, pelo p o issionalismo e exigência que semp e incu iu, es imulando-
me a supe a desa ios, que se o alece am e se ão uma p eciosa ajuda pa a enca a o
meu u u o com mais con iança.
Po im, uma pala a pa a os meus amilia es e amigos, que semp e me
incen i a am, apoia am e comp eende am ao longo da elabo ação des e abalho.
Guia de Fes as da Península de Se úbal
Fes i i ies guide o Se úbal Peninsula
Ana Ca olina Pe ei a Ma ins Macedo
Resumo
O ema cen al des e abalho de p ojec o são as Fes as na Península de Se úbal,
que é compos a po no e egiões, endo sido escolhidas pa a es uda as suas p incipais
es as. Es e abalho cen a-se sob e udo em analisa as ca ac e ís icas das es i idades,
de o ma a pos e io men e di ulga essa in o mação a u is as ou in e essados.
Um dos objec i os p incipais oi a cons ução de um o ei o online, onde é
possí el consul a alguma in o mação, assim como, onde e quando se ealizam as
celeb ações. Des a o ma, é possí el cons a a a impo ância das es as pa a o
desen ol imen o do local onde se inse em, como pa a o u ismo, possibili ando aos
u is as uma maio acilidade em consul a in o mação e despe a o in e esse de uma
isi a às egiões da Península de Se úbal.
PALAVRAS-CHAVE: Fes as, Península de Se úbal, Ro ei o Online.
Abs ac
The main heme o his wo k is he Fes i i ies in he Península o Se úbal,
which is o med by nine egions ha had been chosen o s udy hei majo es i i ies.
This wo k ocuses mainly on he es i i ies cha ac e is ics analysis, in o de o
subsequen ly allow ou is s and o he use s o access his in o ma ion.
One o he main objec i es was he cons uc ion o an Online Guide, whe e i
is possible o check some in o ma ion, as well as whe e and when he celeb a ions ake
place. Thus, i is possible o e i y he ele ance o he es i i ies on local de elopmen .
I is also impo an o p o ide an easy access o in o ma ion o ou is s, in o de o
inc ease hei in e es in isi ing he Península o Se úbal egions.
KEYWORDS: Fes i i ies, Peninsula de Se úbal, Online Guide.

Índice
In odução ......................................................................................................................... 1
Capí ulo I – Con ex ualização .......................................................................................... 3
1. Concei os ............................................................................................................... 3
1.1 A Fes a................................................................................................................. 3
1.2. Me odologias: Obse ação Pa icipan e .......................................................... 10
1.3. De oção ........................................................................................................... 11
1.4. Ac ualidade .......................................................................................................... 14
1.5. Impo ância Tu ís ica ........................................................................................... 14
Capí ulo II – Fes as na Península de Se úbal .................................................................. 15
1. Alcoche e ................................................................................................................ 15
1.1.Fes a do Ba e e Ve de e das Salinas ................................................................ 15
1.2.Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ...................................................... 16
2. Almada .................................................................................................................... 20
2.1. Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso ........................................................ 20
2.2. Fes a e Roma ia em Hon a de S. João da Ramalha .......................................... 21
3. Ba ei o ................................................................................................................... 21
3.1. Fes a a Nossa Senho a do Rosá io ................................................................... 21
4. Moi a ....................................................................................................................... 23
4.1. Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem ....................................... 23
4.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os ...................... 25
5. Mon ijo .................................................................................................................... 26
5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia .................................................................. 26
5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a ................................................................. 28
5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o ............................................................................. 29
5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os .................................................................... 32
6. Palmela .................................................................................................................... 33
6.1. Fes a da Escudei a ............................................................................................ 33
6.2. Fes a das Vindimas........................................................................................... 34
7. Seixal ...................................................................................................................... 36
7.1. Fes a de Nossa Senho a da Anunciada do Mon e Sião .................................... 36
7.2. Fes a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela .......................................... 37
7.3. Fes as em Hon a de S. Ped o ............................................................................ 38
8. Sesimb a .................................................................................................................. 39
8.1. Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas ................................................... 39
8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo .................................................... 41
9. Se úbal .................................................................................................................... 43
9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida ............................................... 43
9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im .................................................................... 45
9.3. Fes a de S. Luís da Se a .................................................................................. 45
Capí ulo III - Elabo ação do guia online ........................................................................ 47
1. Sín ese de Con eúdos ............................................ E o! Ma cado não de inido.
2. Ro ei o Online ..................................................................................................... 48
Conclusão ....................................................................................................................... 50
Bibliog a ia ..................................................................................................................... 51
Anexos ............................................................................................................................ 53
Anexo I – Sín ese das Fes a na Península de Se úbal ................................................. 53
Anexo II - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Cul o ............................ 66
Anexo IV - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Região ........................ 71
Anexo V – Da ação das es as na Península de Se úbal ............................................. 75
Anexo VI – Ro ei o Online ......................................................................................... 81
Anexo VII – Calendá io de es as na Península de Se úbal ........................................ 84
1
In odução
Es e abalho de p ojec o isa conclui a componen e não lec i a do mes ado em
P á icas Cul u ais pa a Municípios, minis ado pelo Depa amen o de His ó ia da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
A escolha do ema - Guia de Fes as na Península de Se úbal – acon ece po
exis i pouca in o mação sob e as celeb ações es i as, de a que e euni
especi icamen e po zona, com a qual exis e um laço a ec i o, o que ajudou
ine i a elmen e à selecção dos locais a in es iga , a a és de um o ei o online. Em
elação à escolha do e i ó io a analisa , a Península de Se úbal é uma sub- egião
es a ís ica po uguesa, azendo pa e da Região de Lisboa e ab angendo a pa e no e do
Dis i o de Se úbal. A Península de Se úbal comp eende no e concelhos: Alcoche e,
Almada, Ba ei o, Moi a, Mon ijo, Palmela, Seixal, Sesimb a e Se úbal.
Rela i amen e à es u u a do abalho, di ide-se em ês capí ulos:
O p imei o capí ulo ap esen a um ca ác e in odu ó io ao ema p incipal do
abalho, onde são analisados concei os ligados às es as, que pe mi em comp eende
melho o seu con eúdo e as suas e en es. A de inição de es a o na-se assim, a mais
impo an e a conside a , passando pelas á ias manei as de e a es a, ac o es
posi i os e nega i os, impac os causados na egião onde se inse e, assim como a
eacção de quem pa icipa na celeb ação es i a, no que espei a à o ganização, ou a
população que apenas assis e assiduamen e, ano após ano, à “sua” es a. Seguem-se
ou as de inições impo an es, como a de inição de oma ia, que é uma es a de ca ác e
eligioso, p es ando homenagem a um san o, ep esen ado no malmen e po uma
imagem. Es a pe eg inação popula es á in insecamen e ligada ao sag ado, endo
semp e como espaço um san uá io o a do espaço habi ado. Ou a de inição impo an e
pa a a ealização des e abalho é o cí io. Os cí ios ap esen am-se como g upos de
de o os, o ganizados em I mandades ou Con a ias. A de inição de a aial ambém
con ibui pa a uma melho abo dagem à es a popula , sendo a sua conc e ização e o seu
símbolo p i ilegiado. Um concei o que em g ande adição na Península de Se úbal é a
es a b a a, ansmi ida a a és das co idas e la gadas de ou os que acon ecem em
es as e ei as. Ainda no p imei o capí ulo, e e e-se a ei a como uma impo an e
ins i uição associada às es as eligiosas. Os me cados, con a iamen e às ei as,
acon ecem com mais equência, jun ando á ios amos de comé cio, com o objec i o
2
da ob enção de luc o. A es a é a aliada pela população pa icipan e, compos a po
di e en es ge ações que a obse am de manei a di e en e. Nes e capí ulo ambém se
p e ende analisa a de oção, di eccionada a um san o, num de e minado luga , que
ca ac e iza a p óp ia es a. Con udo, não deixa de se impo an e e aze uma análise das
celeb ações es i as na ac ualidade em que i emos. É nes e capi ulo que se menciona a
ac ualidade das es as, assim como a impo ância que ap esen am a ní el u ís ico, e
qual o seu papel no desen ol imen o da egião onde se inse em.
O segundo capí ulo e e e-se à desc ição de algumas das es as na Península de
Se úbal. Apesa da di e sidade de es as exis en es em cada uma das no e egiões da
Península de Se úbal, o am abo dadas as que pa ecem se as mais impo an es, is o é,
as mais ele an es pa a cada egião onde se inse em. Pa a cada es a oi analisada
in o mação sob e as suas celeb ações, his ó ia, da as, en e ou os ac o es impo an es.
O e cei o capí ulo especí ica o modo como o o ei o online oi cons uído, a sua
es u u a, os seus con eúdos, e de que o ma as es as se podem o na bené icas às
Câma as Municipais, e ao público in e essado na egião da Península de Se úbal.
Com es e abalho p e ende-se, sob e udo, di ulga e da a conhece as
es i idades que acon ecem na Península de Se úbal, ag upá-las e o ganizá-las, pa a
pos e io men e cede essa in o mação, pa a que possa se acul ada a pessoas com
in e esse em sabe mais sob e o assun o, mas sob e udo cede a u is as. Sendo um guia
de es as, es e abalho isa acul a in o mações ú eis e necessá ias ao u is a que enha
in e esse em isi a a egião no deco e das es as.
O o ei o online ende a ap esen a a mesma inalidade, podendo se consul ado
mais acilmen e, a a és da In e ne e em qualque luga . Des a o ma a In e ne o na-se
uma boa e amen a de di ulgação e exposição de in o mação.
Ac ualmen e, podemos assis i a um g ande desen ol imen o no sec o u ís ico.
Es e abalho ende a e idencia a sua impo ância, o impac o das es as no u ismo, a
o ma como se en iquecem, an o a p óp ia es a como o local onde se inse em. Um
u is a, ao p og ama p e iamen e a sua iagem, pode con a com a pa icipação em
celeb ações es i as da egião, de modo a conhece mais sob e o local onde ai,
ap eciando, sob e udo, a sua cul u a.
9
1.1.5. Fei as
A necessidade da oca de p odu os en e o homem do campo e da cidade, e en e
di e en es egiões deu o igem às ei as. São uma das ins i uições mais impo an es
p o enien es da Idade Média. A sua expansão es á p o undamen e ligada às es i idades
eligiosas, como as oma ias e pe eg inações, po se em um momen o de aglome ação
de pessoas em dias de éguas.
31
Nas da as e e en es à Páscoa, ao co po de Deus, à na i idade da Vi gem, aos dias
de S. João, S. Ped o, S. Miguel, ealiza am-se as maio es ei as.
Hoje, na egião da Península de Se úbal ealizam-se ei as em p a icamen e odos os
concelhos, associadas a es i idades eligiosas, a ei as de a esana o, de p odu os
indus iais e ag ícolas de cada concelho, e de animais, como o ca alo, ou bo inos e
suínos. Em Alcoche e ealiza-se a Fei a do Ca alo, no Ba ei o a BARRIND, na Moi a
a Fei a de Maio e da Vaca F ísia, no Mon ijo a Fei a Nacional do Po co e da
Salsicha ia, em Palmela (na Quin a do Anjo) a Fei a do Queijo, Pão e Vinho, e em
Se úbal a Fei a de San iago.
1.1.6. Me cados
Nas oma ias, o g ande ajun amen o de população exigia a exis ência de um
me cado po encial, onde es a am ep esen ados odos os amos do comé cio. To nou-se
uma a acção pa a os me cado es, le ados pelo desejo de ob enção de luc o.
32
Os me cados di e enciam-se das ei as pela sua pe iodicidade. Enquan o as ei as se
ealizam anualmen e, os me cados são diá ios, semanais ou mensais. No malmen e
ealizam-se in e caladamen e nas localidades de uma mesma á ea geog á ica em dias da
semana de e minados ao longo de cada mês.
33
É di ícil de e mina a o igem de mui os dos me cados que nos nossos dias
con inuam a e papel de e minan e no abas ecimen o das localidades da egião da
península de Se úbal, apesa da expansão e di e si icação das o mas de comé cio. Os
me cados são um mundo a descob i , po que aí podemos encon a um pouco de udo,
31
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.143.
32
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.149.
33
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.153.

10
desde as cebolas, al aces, ba a as, “di ec amen e do p odu o ”, ao calçado, à música, à
ce âmica adicional com que podemos deco a a casa.
34
Na Península de Se úbal podemos de e mina um conjun o de me cados mensais
que, du an e os Domingos de cada mês, ão ci culando pelas ilas de Azei ão, Coina,
Pinhal No o e Moi a.
35
1.2. Me odologias: Obse ação Pa icipan e
Exis em di e en es manei as de obse a a es a. A ge ação mais jo em, que
abandonou a aldeia pa a i es uda pa a a cidade ou pa a abalha , emig ando pa a ou o
país, ê na es a “uma ocasião de encon o mais li e en e apa igas e apazes
(sob e udo de aldeias di e en es) ” e de expe iências mais comple as. Os mais elhos
possuem uma isão “ eligiosa” da celeb ação es i a. Vêem os “excessos” come idos na
es a como sendo ano mais na si uação em ques ão, mesmo não sendo absolu amen e
condená eis. Os “excessos”, que azem pa e do enómeno es i o, podem-se de ini
como “libe ação aná quica e iolen a dos ges os, danças desen eadas ou, pelo
con á io, lânguidas, bebida, a en u as sen imen ais ou ansg essões sexuais”.
36
A concepção sob e a oma ia adicional não é unânime. Po um lado cons a a
peni ência, de pessoas com mais idade, e po ou o, a exube ância es i a, dos mais
jo ens.
An es da g ande o ensi a eclesiás ica do segundo qua el do século, é possí el
o ma uma noção do que e a a es a, como sendo uma expe iência complexa “onde a
do e p aze , o excesso sensual e o êx ase mís ico, os encan amen os a i iciais do olha
e a usão do meio na u al, a p i ação do jejum e a sociedade comungan e e lúdica, o
isolamen o do silêncio de o o e o a do da p ocu a e ó ica, en im, a comunhão do
se eno encon o e a os en ação quase i ual da ag essi idade, cong ega em-se
indissolu elmen e pa a compo em uma homenagem em hon a do san o”.
37
34
Ibidem.
35
Ibidem.
36
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.159.
37
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.160.
11
1.3. De oção
No deco e das oma ias, os pe eg inos aleg emen e e omam con ac o com um
luga , conec ado a uma p esença do além. O “san o” ep esen a his o icamen e o
sag ado, é o objec o p incipal de de oção pa a os pe eg inos. Pode se ep esen ado po
uma imagem de C is o, da Vi gem ou de um pe sonagem canonizado – es e ocábulo é
equen emen e emp egue sob o ma de diminu i o, com a ec i idade e en oação de
e dadei a e nu a (“San inho”, “Nosso San inho”).
38
A imagem é ge almen e uma es á ua, que além de se objec o de de oção, em a
unção de cu a e de p o ege a aldeia. Analisando a a i ude dos de o os pa a com as
es á uas - é a que se e ia pa a com uma pessoa i a – “ ala-se-lhes, oca-se-lhes, ixam-
se com uma insis ência de quem espe a espos a, le am-se jun o dela objec os amilia es
ou c ianças”.
39
Con udo, a imagem ambém adqui e ou a dimensão dinâmica – a es á ua é
ene ada de o ma pa icula , le ada aos omb os, animada pelo i mo da ma cha,
pe co e os caminhos da ida quo idiana; “a imagem alcança a pleni ude da sua
p esença uncional. Comunica e az comunica ”. O san o eno a e in ensi ica o
con ac o.
40
Acima da mul idão dos seus iéis, a es á ua do san o é le ada em p ocissão sob e
um ando que a sus ém, “dança”, num espec áculo em ma cha ao i mo da música da
banda ou de cân icos. Sendo assim, é impo an e coloca a seguin e ques ão: Quem é o
“san o”? Pa a os pe eg inos a a-se de “alguém que pisou os caminhos dos homens,
conheceu a sua expe iência e i eu os seus sen imen os (…) é in es ido de um pode
que lhe pe mi e domina o cosmo, a exis ência social, a ida. Além disso, mani es ou
á ias ezes a on ade de se de um luga e de uma comunidade pa icula , g aças às
ci cuns âncias que odea am a apa ição da sua imagem”.
41
Assim, as oma ias são consag adas ao cul o de di e en es di indades. A
in ocação de C is o e e e-se ao c uci icado: o Cal á io e a C uz, o “Bom Jesus”
38
Idem, p.41.
39
Idem, p.42.
40
Idem, p.44.
41
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.45.
12
c uci icado, o Senho da Piedade, dos A li os ou dos Na egan es.
42
A essência do cul o
c is ão es á em Jesus C is o. Nas p ocissões é isí el a eligiosidade que ma cou
p o undamen e o cul o c is ão, ocadas em comunidades pisca ó ias, sendo es as as mais
de o as à igu a de C is o, a quem pedem ajuda aquando das di iculdades da aina
ma í ima.
Na egião da Península de Se úbal, as es as do Senho Jesus das Chagas em
Sesimb a, do Senho Jesus do Bon im em Se úbal e do Senho Jesus dos A li os no
Mon ijo, são exemplos do cul o p es ado a Jesus C is o.
43
A Vi gem em í ulos di e en es de in ocação, ag upados em duas ca ego ias
p incipais – os a ec i amen e neu os ( oponímicos, elacionados com a localização do
san uá io, his ó icos, lendá ios) e os que quali icam o sen imen o de de oção e
compõem uma ca ga a ec i a. Es as podem-se di idi em ês g upos: os que se e e em
a um “Mis é io” de Ma ia, a um dos seus í ulos de gló ia e e ocam uma a i ude de
admi ação (“San a Ma ia”, “San a Ma ia a G ande”, “Nossa Senho a do Mundo In ei o”
“Nossa Senho a do Rosá io”, “Nossa Senho a do Ca melo”, “Nossa Senho a da
Espe ança”, “Nossa Senho a da Conceição”, “Nossa Senho a da Visi ação”, “Nossa
Senho a da Assunção”, en e ou os); os que ene am um acon ecimen o da sua ida,
p es am-se a uma especialização da de oção a uma in ocação de de e minada Vi gem
local como pad oei a da si uação humana undamen al (“Nossa Senho a do Lei e”,
“Nossa Senho a da Ho a”, ou “do Li amen o”, “da Na i idade”, “das Do es”, “da
Agonia”, “da Boa Mo e”, en e ou os). No úl imo g upo, a in ocação da Vi gem
ap esen a-se como o ma de p o ecção, an o nas ac i idades p o issionais, ge almen e
elacionadas com a pesca (“Nossa Senho a da Boa Viagem”, “do Bom Tempo”), como
pelo conjun o da sua exis ência (“Nossa Senho a da Paz”, “do Soco o”, “das G aças”,
“da Na i idade”, “das Do es”, “da Agonia”, “da Boa Mo e”, en e ou os, “Nossa
Senho a da Saúde”, “Nossa Senho a dos Remédios”).
44
Mui as da es i idades são em hon a de san os. Em Po ugal, a de oção pelos ês
“San os Popula es” é ge al, não ap esen ando semp e a o ma de oma ia. As es as
e e en es aos San os Popula es deco em no mês de Junho po odo o país – animam as
42
Ibidem.
43
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.81.
44
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.46.
13
uas, bai os, ilas e cidades em mani es ações onde a de oção e a olia se associam. A
aiz des as es as es á, mui o p o a elmen e, nos cul os pagãos que assinala am o
sols ício do Ve ão. Tal ez a de oção mais an iga seja a do san o que bap izou Jesus, S.
João, sendo ambém o que em e i ó io po uguês em maio di usão (24 de Julho –
co esponde ao sols ício de Ve ão). O sols ício de Ve ão é, po na u eza, uma época de
aleg ia, po assinala o início da es ação das colhei as, dos bailes da ida ao a li e e,
nos dias de hoje, pe íodo do ano que mais se associa ao laze e às é ias. O cul o a S.
João ap esen a á ios i uais, como oguei as, banhos san os e as o alhadas. Em
Po ugal a adição das oguei as, es á di undida po odo o país. Na gas onomia
domina a sa dinha assada e o caldo e de que, em cada casa, ua, bai o de cada ila ou
cidade en usiasmam com os seus a omas odos os oliões dos san os popula es. Na
Península de Se úbal, as es as de S. João êm maio p eponde ância em Almada e em
Alcoche e. No caso da de oção a S. Ped o, ap esen a uma pa icula idade – é
p o agonizada po um g upo p o issional, nes e caso ma í imos e pescado es.
45
No en an o, é São Ben o que apa ece como cen alizado de mui as pe eg inações,
cuja de oção es á ligada à implan ação monás ica em Po ugal, sendo o seu cul o
acompanhado ge almen e, pelo de São Mau o e de San a Escolás ica. Toda ia, exis em
ou os san os a que se p es a cul o em Po ugal – Nossa Senho a, São Ba olomeu, São
Sebas ião, Rainha San a, São Lou enço, São Miguel, São Gonçalo, São Roque, San a
Bá ba a, São Ma co, San a Lúcia, São C is ó ão, San o An ónio e São F ancisco.
46
A de oção dedicada aos San os, a Vi gem e a C is o ca ac e iza não só a es a, mas a
p óp ia eligião popula , a a és da p á ica da p omessa. Po an o, pode-se de ini
p omessa como “a elação es abelecida en e a condição humana conc e a e um
in óluc o de san idade que a odeia”; a p omessa cons i ui um modo de comunicação
essencial, ap oximando-se do sac i ício, p opo cionando a oca. Quando a segu ança da
exis ência indi idual, amilia ou social es á em pe igo, “p ome e-se” a um “san o”.
47
45
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.99-101.
46
SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992,
p.47.
47
Ibidem.
14
1.4. Ac ualidade
Ao analisa o aspec o “ es i o” da ida social po uguesa, pode-se obse a que
em Po ugal, o Mundo da es a es á i o.
48
No en an o, o enómeno es i o oi so endo
p o undas al e ações – e olução das o mas de sociabilidade, epe ó io musical que se
eno a ou desapa ece, ins umen os popula es que se o nam a os, cos umes que se
pe dem e a in asão de ó mulas es e eo ipadas que impõem o “e ei o de demons ação”
da cidade a é nas mais pequenas aldeias, a uni e salidade dos sucessos musicais, a
a acção do espec áculo. Mesmo assim, nas comunidades u ais, as es as con inua am a
pola iza a ida social dos seus habi an es.
49
Em conclusão, segundo Pie e Sanchis, a es a nos dias de hoje baseia-se na
maximização da p odução e de luc o.
50
1.5. Impo ância Tu ís ica
“Uma das mais impo an es mo i ações do u ismo in e nacional é o desejo de
conhece ou os po os e o seu modo de ida bem como conhece as ci ilizações do
passado. Como o modo de ida de cada po o é in luenciado pelas suas adições, pela
cul u a e pela his ó ia, os alo es a ís icos e monumen ais azem pa e do u ismo como
ac o de p imei a g andeza”.
51
A cul u a cons i ui um ac o de inc emen o do u ismo. Da a conhece a
impo ância ou simplesmen e o “acon ece ” das es as que oco em pelo país, possibili a
a hipó ese de se em isi adas po quem es á “de passagem”. Pos o is o, as es as, seja de
pequena ou g ande dimensão, o nam-se mo i o de a acção dos u is as que isi am
Po ugal, ans o mam-se num ac o de desen ol imen o u ís ico local, mo imen am a
economia local e dinamizam as aldeias.
As componen es sag adas e p o anas des as es as são on e de g ande a acção
u ís ica le ando odos os anos milha es de isi an es a i e es es singula es e en os,
i epe í eis, des a o ma, em qualque ou a pa e do mundo.
52
48
Idem, p.17.
49
Idem, p.18.
50
Idem, p.30.
51
CUNHA, Licínio, In odução ao Tu ismo, Lisboa, Ve bo, 2009, p, 268.
52
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.15.

15
Capí ulo II – Fes as na Península de Se úbal
O capí ulo que se segue é o esul ado da análise da in o mação ecolhida sob e
as es as que se ealizam nas localidades que azem pa e da Península de Se úbal.
Sendo um dos objec i os a ealização de um Guia de Fes as, p e ende-se abo da
di e sos aspec os impo an es, de o ma a ap o unda um pouco mais o conhecimen o
sob e o ema. O p esen e capí ulo analisa cada uma das es as escolhidas em cada
localidade, des acando di e sos pon os impo an es sob e as es as: em que dia e mês se
ealizam, em que locais acon ecem, quan o empo du am as suas celeb ações, a
homenagem que p es am, um pouco sob e a sua his ó ia, as celeb ações que se ealizam,
a desc ição da imagem a que se p es a cul o, de que o ma se anga iam undos pa a a
ealização das es i idades, quem az pa e da o ganização, assim como os a iados
e en os que deco em ao longo da du ação das es as. Des a o ma, o undamen o des e
guia se á in o ma quem p e enda isi a , nomeadamen e os u is as que equen em as
localidades, ou apenas po me a cu iosidade.
As es as seguem o ganizadas po localidades, po o dem al abé ica. A ecolha
ealizada, além de es udos locais e dos sí ios e e idos em no as, e e po base os
abalhos de Dua e, Pe ei a e Gonçal es (1997), o Guia das mais amosas es as e
oma ias de Po ugal (2012) e a colec ânea de Ba os e Cos a (2002).
1. Alcoche e
1.1.Fes a do Ba e e Ve de e das Salinas
A es a au ina de Alcoche e ealiza-se no segundo im-de-semana de Agos o e em
a du ação de se e dias. Tendo como p o agonis a o ou o, designa-se como es a b a a.
No en an o, as es as do Ba e e Ve de e das Salinas, emon am às es as em Hon a de
Nossa Senho a da Vida. Fo am ins i uídas em 1940, mas ealiza am-se pela p imei a
ez no ano seguin e, em 1941, com a inicia i a de José And é dos San os, no escaldo
de um g ande empo al que oco eu nesse ano. Fo am p og amadas pa a deco e em na
segunda semana de Agos o. Desde o início que o am consag adas ao o cado, aos
salinei os e aos campinos. A oma ia a Nossa Senho a da Vida aumen ou de ido a es as
es as. A ila de Alcoche e du an e as es as, p epa a-se e ans o ma-se, pa a ecebe os
16
isi an es. A ila é oda deco ada, pelas uas exis em a aiais, azendo com que a
população i a a sua es a in ensamen e.
53
Du an e o deco e dos se e dias de es a, exis em qua o momen os impo an es: o
p imei o, são os a aiais, os conce os musicais, os baila icos, que acon ecem du an e
odos os dias da es a; o segundo momen o ocupa-se de inicia i as cul u ais e
despo i as, com ealização de o neios e exposições; o e cei o momen o es á ligado à
Fes a B a a, em que se ealiza a Fei a Tau ina, La gadas e Espe as de ou os, diu nas e
noc u nas; o qua o momen o em ca iz eligioso, a celeb ação da missa e da p ocissão,
em Hon a de Nossa Senho a da Vida, no Domingo. No Sábado, quem isi e a es a
ambém pode pa icipa na sa dinhada e assis i ao des ile que pe co e as uas da ila,
em homenagem ao campino, ao salinei o e ao o cado.
54
A o ganização da es a pe encia à San a Casa da Mise icó dia local, com o apoio da
Câma a Municipal, endo sido c iado em consequência dos es ejos, o Aposen o do
Ba e e Ve de, que desde 1944 p omo e os es ejos.
55
1.2.Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e
Também designada po “Fes a da Páscoa”, a Fes a do Cí io dos Ma í imos em
início no Sábado de Aleluia, p olongando-se po mais ês dias, a é Te ça- ei a, numa
sequência de momen os únicos de de oção e con í io, que anualmen e eúnem cen enas
de pessoas, naquela que é a es a mais an iga de Alcoche e.
O Cí io dos Ma í imos é um dos seis cí ios que es ejam a Nossa Senho a da A alaia
no seu San uá io e na á ea en ol en e, pela oma ia anual. Segundo a lenda, que es á na
o igem da undação da Con a ia dos Ba quei os de Alcoche e, em época emo a, um
ba co que na ega a no Rio Tejo oi su p eendido po uma empes ade. Em desespe o,
um dos ba quei os p ome eu a Nossa Senho a da A alaia que, caso se sal asse com os
companhei os, o ganiza ia uma con a ia pa a es ejá-la anualmen e. O empo amainou
53
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.130.
54
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.130.
55
Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições,
A lân ico P ess, 2012, p. 241.
17
e consegui am alcança e a a sal o. Desde en ão, os Ma í imos de Alcoche e êm
cump ido a p omessa.
56
Pela esc i u a de dema cação dos e mos de Aldeia Galega e de Alcoche e ealizada
em 1539, icamos a sabe que, en ão, ha ia um Cí io de Ma í imos Sol ei os e ou o de
Casados. Du an e as es i idades, celeb a a-se a missa. No começo do século XX, o
Cí ios dos Sol ei os eg essa a da A alaia no domingo à a de, enquan o o dos Casados
eg essa a na segunda- ei a, igualmen e de a de. Algum empo depois, os dois Cí ios
undi am-se, dando o igem ao Cí io dos Ma í imos. No en an o, ainda hoje se obse am
es ígios nos co ejos, pois mulhe es sol ei as e mulhe es casadas des ilam sepa adas.
57
O Cí io dos Ma í imos de Alcoche e possui uma c uz do es ei o, um guião e ce ca
de uma cen ena de bandei as. A c uz, que o es ei o gua da em casa du an e o ano e com
que des ila nos co ejos, é uma c uz p ocessional, de p a a, do século XIX, com uma
es u u a em aço. O guião é de seda la ada, com galão dou ado. Ao cen o, es á
ep esen ada a Senho a. As bandei as, com ap oximadamen e dois me os, são ei as de
ce im. No passado, e am pin adas, hoje são es ampadas.
58
O Cí io dos Ma í imos de Alcoche e não em ins alações p óp ias pa a acomodação
dos omei os, nem em Alcoche e nem na A alaia. O Cí io começa po se ins ala em
Alcoche e, no Sábado de Aleluia. A segui , ai pa a a A alaia, no Domingo de Páscoa, à
a de, acabando po eg essa à ila na a de de Segunda- ei a.
59
O designado “chininá”, des inado a en e e o es ei o, é compos o po um ocado
de gai a-de- oles e ou o de caixa. Os dois músicos êm de ba co no Sábado, sendo a
sua chegada à pon e-cais assinalada com um ogue e, dando início às es i idades: um
des ile a pé pelas uas p incipais.
60
No Sábado de Aleluia, pelas dezasseis ho as, o “chininá”, acompanhado po um
indi íduo designado pela comissão, que anspo a os ogue es, emba ca na pon e-cais,
no bo e “Alca ejo”, e na ega em en e da ila, du an e pe o de uma ho a. De seguida,
já em e a, o “chininá” oca nas p incipais uas da pa e an iga da ila. Pelas dezoi o
ho as e in a minu os, a ol a es á e minada e o g upo eg essa à casa do Cí io.
56
Má io Balsei o Dias, Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, Alcoche e, Câma a Municipal de Alcoche e,
2002, p. 19.
57
Idem, p.20.
58
Idem, p. 25.
59
Idem, p.29-30.
60
Idem, p. 32.
18
Ul imamen e, à noi e, no jan a , compa ecem já cen enas de pessoas, em especial
a ema an es de bandei as e seus amilia es. Du an e es a e eição, e como em odas as
que se segui ão na es a, o “chininá” anda pelo meio das pessoas a in e p e a algumas
peças do seu epo ó io.
61
No Domingo de Páscoa, em Alcoche e, depois do pequeno-almoço omado na casa
do Cí io, o “chininá” oca nas uas da ila, eg essando no inal, no amen e ao Cí io.
A é ecen emen e, po ol a das onze ho as e in a minu os, o “chininá” ia chama as
moças sol ei as que pa icipa iam no des ile, à a de. Quando es a saía, a música oca a
e, de ez em quando, a i a a-se um ogue e. Às dezoi o ho as e in a minu os, o co ejo
pa e da casa do Cí io, passa pelas p incipais uas an igas da ila e e mina na Escola
dos Segundo e Te cei o Ciclos do Ensino Básico El-Rei D. Manuel I.
O co ejo é o mado da seguin e manei a: à en e, à di ei a, ai, a ca alo, o es ei o,
que le a, na mão, a c uz da es a; à esque da, ao lado do es ei o, segue o juiz, a ca alo
igualmen e; a segui , mon ada no p imei o bu o, caminha a juíza do ano co en e;
depois, a do ano seguin e; segue-se o g upo das mulhe es sol ei as e, a ás, as casadas,
mon adas de lado, ambém em jumen os; a penúl ima mulhe do des ile é a es ei a do
p óximo ano e, a úl ima, a do ano co en e. Os asnos le am um lençol b anco, bo dado,
po cima da alba da. Os pais, namo ados, ma idos ou ou os, conduzem os animais pela
a ea a. Uma ca e a, puxada po duas acas mi andesas, en ei ada com amos de
palmei a e cobe a com um lençol b anco, echa o co ejo.
62
E o “chininá”, numa ca e a
puxada po bois, com a sua música, anima o des ile, ocando sem in e upção. Chegados
ao começo da es ada, deixam os ca alos e os bu os e p ossegue udo de au omó el,
que semp e são seis quilóme os a é à A alaia. À excepção de algumas pessoas que se
deslocam a pé em cump imen o de p omessa. Nesse dia o jan a é se ido na chamada
“casa do cí io”, pe o da capela. Realiza-se um baile e a aial (sem ei an es), com
alguns dos pa icipan es a eg essa em a Alcoche e ou a ica em na A alaia pa a o dia
seguin e.
63
61
Má io Balsei o Dias, Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, Alcoche e, Câma a Municipal de Alcoche e,
2002, p. 40.
62
Idem, p. 43.
63
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 211-213.
25
come bi anas, en emeadas ou cou a os no pão, o na-se um i ual gas onómico.
84
As
a des incluem ou os e en os gas onómicos, como a “Ta de do Foga ei o”, que
ans o ma a a enida p incipal num g ande es au an e, onde os pa icipan es, amigos e
amílias pe iscam e con i em, enquan o a cha anga “Huga-Guga do Rosá io” cos uma
anima “o mais amoso almoço” dos es ejos popula es do país.
85
À noi e, jun amen e com as co idas de ou os, chegam os conce os, os espec áculos
e os bailes que animam a ida noc u na. No úl imo dia da es a (Domingo) assis e-se a
um espec áculo de ogo-de-a i ício, que ence a as es i idades. Du an e os dias
es i os, ambém se pode assis i a ou os e en os, como es i ais de olclo e, p o as
despo i as, concu sos dos ba cos melho engalanados, ega as de ba cos no Tejo, e
alguns o neios.
4.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os
Em Alhos Ved os, es a es a de cul o ma iano ealiza-se no Domingo mais p óximo
do dia 2 de Agos o, dia o icial da comemo ação de Nossa Senho a dos Anjos, endo a
du ação de 5 dias.
A in ocação a Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os es á ligada a uma lenda.
Con a-se que após a de o a do exé ci o de D. A onso Hen iques, na conquis a de
Palmela, os mo ado es do cas elo ugi am pa a Alhos Ved os, onde os habi an es
assis iam na ig eja aos o ícios do Domingo de Ramos. Es es, ecebe am os da ila
conquis ada e saí am da ig eja ao som dos sinos, pedindo p o ecção a Nossa Senho a
dos Anjos, que os a ende a. Em memó ia des a dádi a, os habi an es de Alhos Ved os
decidi am celeb a o sucesso do Domingo de Ramos com uma p ocissão solene, em
acção de g aças e com se mão, seguido dos o ícios di inos. Os mo ado es das e as
ci cundan es acediam a es a solenidade com os seus pá ocos, c uzes pa oquiais, ogaças
e cí ios em o e a à Senho a.
86
A Fes a ap esen a a sua componen e sag ada e p o ana. É no Domingo que a
imagem sai em p ocissão, pe co endo as p incipais uas da eguesia, deslocando-se a é
ao cais, ol ando depois no amen e pa a a ig eja. A p ocissão du a ce ca de duas ho as,
84
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.52.
85
Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições,
A lân ico P ess, 2012, p. 245-246.
86
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.68.

26
con ando com a pa icipação da p óp ia comunidade. A Comissão de es as é compos a
po memb os designados pela Ig eja e pela Jun a de F eguesia, e é esponsá el pela
o ganização da es a, planeia á ios es ejos que se iniciam dez dias an es da p ocissão,
a uma Sex a- ei a.
87
Du an e a semana es i a, ealizam-se espec áculos pa a odos os
gos os, comes e bebes e di e imen os.
5. Mon ijo
5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia
É no úl imo im-de-semana de Agos o, en e a úl ima Sex a e a Segunda- ei a
seguin e, que se ealiza du an e qua o dias, a es a de cul o ma iano, na A alaia. Em
1607 conco iam à A alaia 23 cí ios.
88
Em 1923 calculou-se que es i e a uma mul idão
de oi o mil pessoas na Fes a da A alaia. Po ol a de 1950, a oma ia à A alaia, nos
inais de Agos o, e a conside ada a maio da egião ao sul do Tejo.
89
É conside ada a
oma ia mais an iga ealizada no sul do país.
90
Du an e os dias da es a, são cinco os cí ios que se deslocam à A alaia: o Cí io da
Ca eguei a, o Cí io da Quin a do Anjo e o Cí io dos Olhos de Água ( odos de Palmela),
o Cí io No o e o Cí io da Azóia (de Sesimb a).
A es a, ambém designada po “Fes a G ande”, inicia-se na Sex a- ei a, com a
abe u a do a aial, espalhado po oda a egião, a exis ência de uma ei a,
di e imen os, e enda de comida.
Cada cí io, al como o cí io dos Ma í imos de Alcoche e, possui na A alaia a
chamada “casa dos cí ios”, dispe sas pela eguesia, pa a se i de alojamen o aos
pe eg inos que ali descansam, ambém como espaço de baila icos, que du am a é de
manhã. Nomeadamen e de Domingo pa a Segunda- ei a, e a mesmo p oibido do mi . A
p oibição ou a igília, inha como objec i o a deslocação, na manhã seguin e (Segunda-
ei a), à “Fon e-San a” pa a a habi ual “la agem da ca a” na nascen e da “água san a”,
pos e io men e ans o mada em on e. O i ual man ém-se, embo a a água se encon e
87
Ibidem.
88
PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as
da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 129.
89
PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da
A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 130.
90
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 215.
27
poluída. A lenda con a, pela oz do po o, que a imagem da Senho a oi encon ada em
empos an igos, jun o da nascen e milag osa.
91
A omagem dos cí ios inicia-se no Sábado, cada co ejo anspo a um ando com a
imagem da Senho a da A alaia, o guião e as bandei as, di igindo-se a é ao C uzei o-
mo , onde são dadas ês ol as i uais em seu edo , acompanhadas po ês músicos: o
gai a-de- oles, o bombo e o cla ine e, ou os acompanhados po uma an a a de
bombei os ou po uma banda ila mónica. Cada cí io eg essa ao ad o da ig eja. No
deco e dos co ejos, ou em-se ogue es e mo ei os no a , a anuncia a ce imónia.
No Domingo, os cinco cí ios eúnem-se num co ejo único pa a segui em
no amen e a é ao C uzei o, ol ando a epe i as ês ol as i uais, acompanhados de
mo ei os ogue es e música. En e an o, pela manhã são ealizadas duas missas na
capela, uma às dez ho as, pelo Cí io da Quin a do Anjo e ou a às onze ho as, pelo Cí io
da Azóia. Na Segunda- ei a celeb a-se uma no a missa, pelos es an es cí ios. Nas duas
missas os cí ios são ep esen ados apenas po um elemen o que anspo a o guião.
É no Domingo que se ealiza a p ocissão, às dezasse e ho as, com a imagem de
Nossa Senho a da A alaia, p esen e na capela, seguem-se os elemen os dos cí ios, a
banda ila mónica e mui o po o, que pe co e as uas da localidade.
92
As bandei as e o
guião com a imagem da Senho a da A alaia, o e as p o enien es de p omessas, são
leiloados nas espec i as “casas dos cí ios”, cabendo a quem as a ema a, le á-las pa a
casa a é às es as do ano que se segue. Os ando es pe manecem gua dados na sua
“casa”, sendo que alguns já possuem um o a ó io.
A imagem de Nossa Senho a da A alaia, segundo a lenda e na oz do po o, oi
encon ada jun o da nascen e milag osa onde oco e o i ual da “la agem da ca a”, a
Fon e-San a, que é hoje uma eguesia.
93
Desde a sua apa ição que aumen ou a a luência de de o os a isi a esse sí io
pi o esco. Todos os cí ios que odos os anos equen am a A alaia, nunca esquecem es e
luga abençoado pela Vi gem. “É um espec áculo imponen e e pela mad ugada de
Domingo a ex ao diná ia conco ência do po o a ci cunda es a on e san a”. Nes a
al u a o a aial do sí io da A alaia quase se despo oa, os omei os ão a é à on e, uns
91
Idem, p. 216.
92
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 217.
93
Idem, p. 215-216.
28
pela de oção de bebe em a água de Nossa Senho a, ou os pa a p ocede em à la agem,
p e iamen e abas ecidos de bacias e oalhas.
94
Os cinco cí ios que azem pa e da oma ia de Nossa Senho a da A alaia, desde os
empos an igos con inuam a e ec ua um pedi ó io, pelas localidades mais p óximas, a
im de anga ia dona i os pa a a deslocação à A alaia. Os es ei os ão acompanhados
de músicos pelas uas, ao som de ins umen os como a gai a-de- oles, o cla ine e e o
bombo.
95
A es a dos cí ios inicia-se na Sex a- ei a, com a abe u a de a aial, que
deco e po oda a egião, compos o po uma ei a, di e sões, e ba acas de pe iscos.
96
5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a
A es a dedicada a Nossa Senho a da Oli ei a, ealiza-se no úl imo im-de-semana
de Agos o, deco e en e Sex a- ei a e Domingo, em Canha. As es as em Hon a de
Nossa Senho a da Oli ei a são ela i amen e ecen es. Tendo pouco anos de exis ência,
nela pa icipa oda a população da egião de Canha. Cabe à população o planeamen o e
execução de oda a deco ação das uas da ila, u ilizando lo es de papel. A deco ação é
man ida em seg edo a é ao dia de início da es a.
97
É a meio da a de de Sex a- ei a que se inicia a ce imónia de abe u a dos es ejos,
com a isi a dos con idados e do po o de Canha às uas p e iamen e deco adas de
lo es de papel. Após a isi a, sucede a p imei a la gada de ou os na ua p incipal da
ila. É pela noi e que culmina o baile e a música.
O Sábado é o g ande dia da es a p o ana, que se inicia pelas oi o ho as a é à
mad ugada de Domingo. A es a con a com bandas musicais, bailes e cha angas. Às
qua o da mad ugada de Domingo az-se a monumen al sa dinhada, com pão e inho da
egião, o e ecido pela população aos isi an es. Às cinco ho as assis e-se à la gada de
ou os, a é às oi o ho as da manhã.
O Domingo é o dia que é dedicado a Nossa Senho a da Oli ei a. A missa solene é
ao meio dia, na Ig eja Ma iz de Canha. A p ocissão ealiza-se ao im da a de,
pe co endo as p incipais uas de Canha. O ence amen o da es a acon ece à meia-
94
PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da
A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 130.
95
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 217.
96
Idem, p. 215.
97
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.74.
29
noi e, com uma g ande sal a de mo ei os.
98
É nes a es a de g ande con í io que cada
um pa ilha o seu oga ei o com o isi an e e com o izinho. Há a aial, cha angas,
sa dinhas assadas, e la gada de ou os.
99
5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o
A Fes a em Hon a de S. Ped o ealiza-se de 29 de Junho (Fe iado Municipal) a 30
de Junho, no Bai o dos Pescado es, do Mon ijo. As Fes as de São Ped o de hoje em
dia, nasce am a pa i de 1951. São Ped o o na-se pad oei o dos pescado es, embo a o
pa ono do Mon ijo seja o Di ino Espí i o San o.
Num passado longínquo, os pescado es p esen ea am a sua e a com um
espec áculo, que consis ia em en ei a um elho ba el, com bandei as e loi os, que e a
anspo ado em p ocissão, desde o bai o dos pescado es, passando pelas uas
p incipais da po oação, a é ao ad o da ig eja ma iz. A banda ila mónica e os ogue es
acompanha am o co ejo, que se ealiza a ao im da a de. À noi e o ganiza a-se um
baile, em que as danças e can o ias acon eciam em edo do ba el, em chamas, ao som
dos ogue es. A es a acaba a quando o ba el icasse eduzido a um b asei o.
100
O i ual
es i o da “queima do ba el” con inua a ealiza -se, u ilizando um ba co já sem
u ilidade, que é en ei ado e queimado jun o ao io, pe o do Cais das Faluas.
101
No dia seguin e, en e as dez e as onze ho as da manhã é celeb ada a missa solene,
com se mão e p ocissão. A ig eja do Espí i o San o enchia-se de c is ãos, pescado es
que pediam a Deus po in e médio de S. Ped o, que os p o egesse do ma e que
eg essassem sãos e sal os, que abençoasse o seu abalho, demons ando con iança
absolu a em S. Ped o.
102
A p ocissão ealiza a-se semp e depois da missa solene, não endo ho a exac a,
obedecendo à ma é cheia, de ido à bênção do ma e das emba cações. As p omessas e
o os ei os du an e o ano, e am cump idos nes a ce imónia.
103
A segui à missa
98
Ibidem.
99
Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições,
A lân ico P ess, 2012, p. 250.
100
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 10.
101
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 199.
102
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 11.
103
Idem, p. 200.
30
ambém se seguia uma omagem ao cemi é io em hon a dos pescado es alecidos.
Pescado es e po o seguem em ba cos, de odos os géne os, es i amen e o namen ados
com lo es e bandei as, a é à Base Aé ea nº 6 do Mon ijo. É aí que ecolhem a imagem
de São Ped o ( anspo ada pa a ali dias an es), que azem à a de em p ocissão pelo
ma a é ao Cais das Faluas. Em seguida, a imagem é le ada pelos pescado es, ambém
em p ocissão, a é à ig eja ma iz.
À noi e, pelas in e e duas ho as, em luga a g ande e solene P ocissão de São
Ped o, com a imagem no seu ando , em o ma de ba co, no meio de lo es na u ais,
conduzido mais uma ez pelos pescado es, semp e descalços. Nes a p ocissão in eg am-
se os ando es da Senho a da A alaia, de São Ra ael, de San o An ónio, de São João e de
São José.
Du an e ap oximadamen e duas ho as, a p ocissão pe co e desde o Bai o dos
Pescado es, passando pelas uas p incipais do Mon ijo em di ecção ao ad o da Ig eja
Ma iz do Espí i o San o, com o co ejo acompanhado pela banda ila mónica, ao som
dos ogue es.
104
As a enidas são a is icamen e o namen adas e iluminadas, p o idas de
al o- alan es.
105
No dia seguin e, dedicado a São Ma çal, pelas seis ou se e ho as da manhã, ealiza-
se a oma ia ou “ma cha dos pescado es”, jun amen e com o po o, à “la agem” na
Quin a do Saldanha. Es a p á ica i ual consis ia na la agem da ca a ou das mãos dos
que pa icipa am, num anque de ped a que desde há mui o que se e pa a o e ei o.
106
No inal da manhã, há luga à “a ema ação das bandei as”, igu adas com san os e
com pequenas imagens de San o An ónio, São Ma çal e São Ped o (a mais dispu ada).
São leiloadas, a ingindo lances de algumas cen enas de eu os. Quem ize o melho
lance em o di ei o de conse a a bandei a ou imagem em sua casa a é à a ema ação do
ano seguin e, quando as bandei as e imagens ol am a se p op iedade da Sociedade
Coope a i a União Pisca ó ia Aldegaleda, pa a que ol em a se leiloadas.
107
O Cí io dos Pescado es já exis ia no einado de D. Manuel I (1459-1521), que oi
seu juiz pe pé uo, assim como odos os seus sucesso es mona cas. D. Manuel I
104
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 199.
105
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 14 & 12.
106
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 201.
107
Idem, p.202.

31
p omo ia a sua es a no san uá io da A alaia, onde deco ia a missa solene, se mão e
p ocissão. E a o juiz da es a, o Rei, que paga a o se mão. O p egado e a dado pelos
eligiosos p o enien es da O dem de S. F ancisco.
108
As ou adas o am inse idas nos es ejos da ila no século XVI, po p o isão eal do
ei D. Manuel I, “pa a di e são do po o”. As la gadas de ou os passa am a cons i ui
mais uma a acção da es a.
109
Apesa de alguns anos de declínio, os es ejos nunca deixa am de se ealiza
anualmen e no Bai o dos Pescado es, man endo-se semp e os en ei es e iluminação
pelas uas, becos e pá ios, pa a além da que messe, dos bailes e la gadas de ou os. Po
ol a de 1607 e a cos ume, no dia da es a, a Con a ia dos Pescado es p ocede à
eleição dos es ei os e do juiz- esou ei o, a quem cabia a o ganização da es a no ano
que seguin e. A escolha ecaia nos pescado es mais abas ados, nomeadamen e
p op ie á ios de emba cações. Quan o mais se pesca a mais esplendo e ia a es a desse
ano, uma ez que as quo as e pe cen agens dos luc os de cada ba co e e iam pa a as
despesas dos es ejos, assim como o dinhei o de mealhei os que e am colocados nas
emba cações onde e am deposi adas quan ias des inadas à con a ia. No ou-se em 1951,
um c escimen o das es as, sendo adop ado um no o p ocesso, em que os mealhei os
passa iam a se espalhados pelos es abelecimen os da cidade, possibili ando assim, a
con ibuição do po o pa a as despesas da es a.
110
A imagem é supo ada no ando , em
o ma de ba co, no meio de lo es na u ais.
111
No ando pega a quem desse mais.
112
No deco e da p ocissão, a imagem e a ol ada po ês ezes pa a a assis ência,
como se i esse a abençoa ou a despedi -se dos seus de o os.
113
As despesas dos es ejos e am supo adas pelas quo as, pe cen agens dos luc os de
cada ba co de pesca, pelos mealhei os colocados nas emba cações des inados ao
depósi o de quan ias, ao inal do mês, des inadas à con a ia.
114
Tan o a o namen ação
108
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 15.
109
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 194.
110
Idem, p.198.
111
Idem, p. 201.
112
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 11.
113
Idem, p. 12.
114
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 198.
32
como a iluminação das uas, êm o pa ocínio da Câma a Municipal.
115
Após a
a ema ação das bandei as segue-se o almoço-con í io anual, dois concu sos, o de
mon as e da janela melho en ei ada, desde que si uada no pe cu so da la gada de
ou os, no Bai o dos Pescado es. Ac ualmen e, pa a além das solenidades eligiosas, o
a aial, a ei a e os conce os ealizados na P aça da República, man êm-se.
116
A pa i de 1957, a ou ada passou a aze pa e das Fes as Popula es de São Ped o.
A la gada de ou os cons i uía o es i al au ino, e e a uma adição das gen es locais.
Em 1991, as es as passa am a inclui ma chas popula es.
117
Além das solenidades
eligiosas, há ei a e a aial no ecin o, com di e sões, conce os musicais, que messe,
ômbola e espec áculo de ogo-de-a i ício.
118
5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os
É no Mon ijo que se ealiza, no dia 30 de Junho, a Fes a em Hon a do Senho Jesus
dos A li os. No Mon ijo exis e uma g ande de oção po pa e de oda a classe ma í ima
pelo Senho Jesus dos A li os, que sejam pescado es, emba cados ou pe encen es a
ba cos de passagei os. O cul o pode se ei o numa pequena capela jun o ao io.
Todos os anos, du an e a p ocissão e de oção a S. Ped o, os ma í imos cump em
uma adição, p o enien e do século XVI. Pela manhã, deslocam-se em oma ia,
anspo ando as bandei as da a ema ação do ano an e io , a é à capela do Senho Jesus
dos A li os, onde oco e o i ual da la agem. Ainda pela manhã, em luga a
a ema ação das bandei as pa a as es as de S. Ped o do p óximo ano. Segue-se o
almoço en e odos os pescado es da egião.
119
A imagem de C is o c uci icado, ene ada numa pequena e mida dos inais do
século XVIII, sendo es a ei a de ma im indo-po uguês do século XVII, possuindo
ainda a c uz o iginal, ambém indo-po uguesa, o namen ada com inc us ações
me álicas. C is o encon a-se em pose agonizan e, o momen o do seu úl imo suspi o,
olhando pa a os céus. Es a imagem des aca-se pelo ma cado a amen o ana ómico do
115
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 14.
116
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 202-203.
117
Idem, p. 203.
118
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 13.
119
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.109.
33
onco, b aços e pe nas, desenho dos cabelos e ba bas, e pela o namen ação do cendal.
As o igens des a peça são desconhecidas, e á sido azida da Índia, em inícios do século
XVIII, e o e ecida ao san uá io local, desencadeando o seu cul o, a é aos dias de hoje.
120
Não e a a Con a ia dos Pescado es de Aldeia Galega que o ganiza a es as es as,
mas sim os pescado es, que pa icula men e as p omo iam.
121
6. Palmela
6.1. Fes a da Escudei a
A Fes a da Escudei a ealiza-se no mês de Agos o, en e S. Paulo e a Se a do
Lou o, mais especi icamen e na Se a dos Ba is, onde exis e uma capela, na Quin a da
Escudei a em Vale Ba is.
122
Du a qua os dias. Es es es ejos, que emon am a empos
imemo iais, começa am a deco e de o ma o ganizada po ol a de 1750, da a da
cons ução da Capela.
123
À oma ia eligiosa, alia-se o es ejo popula de e ão, com
bailes e a aial.
124
Apesa de se chamada Fes a da Escudei a, o seu cul o é ma iano,
sendo em hon a da Assunção de Nossa Senho a.
125
Es a es a u al e popula inicia-se na Sex a- ei a, com a ac uação da an a a dos
Bombei os Volun á ios de Palmela e, em seguida, um ogo-de-a i ício, em modo de
saudação a Nossa Senho a, assim como um b inde com á ios inhos da egião a odos
os p esen es.
126
Du an e os dias de es a, assis em-se a á ios bailes popula es pela noi e den o,
que messes, ac uação de anchos olcló icos, e po ezes, i o aos p a os. É na a de de
Sábado e na manhã de Domingo, que se assis e ao pon o al o dos di e imen os, a
“ acada”, num ecin o p epa ado pa a esse im. Os pe eg inos eúnem-se no ecin o das
es as às 17:30h de Domingo, pa a assis i à p ocissão e à missa. Na Segunda- ei a
120
Idem, p. 107.
121
LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega –
Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 19.
122
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.71.
123
Disponí el em h ps://www.cm-palmela.p / on o ice/pages/1717?news_id=4218 consul ado em
Agos o de 2017
124
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.71.
125
PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as
da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 128.
126
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.72.
34
celeb a-se a missa em hon a dos es ei os alecidos, há a ema ação de ogaças a é de
mad ugada, como o ma de pô im às es as da Escudei a.
Em elação à anga iação de undos “As Fes as da Escudei a, po se em conside adas
pa imónio cul u al da egião, con am com o apoio da Câma a Municipal e da Jun a de
F eguesia de Palmela e do Pa que Na u al da A ábida. Não êm ins luc a i os, odas as
ecei as p o enien es das mesmas são in eg almen e canalizadas, pela Comissão das
Fes as da Escudei a, pa a o inanciamen o do e en o.”
127
A o ganização da Fes a da Escudei a es á a ca go da Associação Nossa Senho a da
Escudei a, com o apoio da Câma a Municipal de Palmela, en e ou os.
128
Du an e as
Fes as da Escudei a exis em baila icos, piqueniques amilia es, ogo-de-a i ício, i o
aos p a os, que messes, anchos olcló icos, en e ou os di e imen os.
6.2. Fes a das Vindimas
A Fes a dedicada à Vindima ealiza-se anualmen e, desde a Quin a- ei a an e io ao
p imei o Domingo do mês de Se emb o a é à Te ça- ei a seguin e, na Vila de Palmela,
endo a du ação de 6 dias. Tem como objec i o a p omoção do inho da egião da
Península de Se úbal, mas ambém das u as.
129
Desde há mui o que a indima é a úl ima e mais impo an e a e a do ano ag ícola,
sendo uma celeb ação comuni á ia, uma aliança en e o abalho e o di e imen o, o
cansaço e a aleg ia mis u am-se, p opo cionando o con í io en e as gen es, os
indimado es.
Desde 1963, a Vila de Palmela passou a o ganiza a Fes a das Vindimas. A indima
é um abalho de en eajuda, as pessoas ajudam-se, jun am-se pa a p ocede à indima
de cada um, sem pagamen os, exis indo apenas a e ibuição em mão de ob a. A
e eição o e ecida a quem pa icipou na indima ou ou a impo an e a e a do campo
designa-se po “adia a”. É a ecompensa do es o ço e da solida iedade, p incipalmen e
127
Disponí el em h p://www.quin adaescudei a.p / es a-nossa-senho a-da-escudei a/consul ado em
Agos o de 2017.
128
Disponí el em h ps://www.cm-palmela.p / on o ice/pages/1717?news_id=4218 consul ado em
Agos o de 2017
129
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.138.
41
seus sucesso es, o iundos da classe pisca ó ia, comp ome endo-se a le a em a bom
e mo a ealização das es as no ano seguin e.
154
A Fes a do Senho Jesus das Chagas inclui ambém uma ei a, que deco e a e dia 8
de Maio. O a aial, aleg e e uidoso
155
, deco e na A enida da Libe dade, com as usuais
endas de ei an es, ba aquinhas de comida e á ios di e imen os. Ao mesmo empo
ambém oco em e en os cul u ais e ec ea i os, como espec áculos de música,
exposições e pales as.
156
8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo
Em Sesimb a, o Cí io dos Pescado es, oma ia de cul o ma iano, ealiza-se du an e
os ês dias do úl imo im-de-semana de Se emb o, no Cabo Espichel. O Cabo Espichel
compo a dois espaços de cul o: o San uá io, onde se encon a a imagem de Nossa
Senho a, e a E mida da Memó ia, cujo in e io é e es ido de painéis de azulejo que
desc e em a lenda da apa ição da imagem e a edi icação do emplo ac ual.
157
A lenda con a que, no ano de 1410, um saloio de Alcabideche (aldeia na Se a de
Sin a) obse ou sob e o Cabo Espichel, uma es ela mui o b ilhan e. Nossa Senho a,
du an e um sonho, e elou es e luga e a isou-o que exis ia uma imagem numa lapa.
Pediu-lhe pa a que os c en es lhe p es assem cul o. Foi en ão que o saloio se pôs a
caminho do Cabo Espichel, num Sábado ao amanhece , conduzido pela mensagem de
Nossa Senho a. Como o caminho e a longo, oi na Capa ica que pediu a uma mulhe
pe missão pa a pe noi a na sua casa, acabando po lhe con a o sonho que e e. A
mulhe , mui o imp essionada e c en e a Deus, decidiu pa i an es dele, em busca da
imagem. Quando ele aco dou, não iu a mulhe que p ome eu ajudá-lo nos di íceis
a alhos do seu caminho. Con udo, o homem pa iu, em busca da sua ambição. Quando
chegou, a mulhe lá es a a, p os ada em ado ação à imagem da Vi gem, igual à que iu
no seu sonho.
Após as suas o ações, ambos decidi am cons ui uma e midinha de alec im, e a
abundan e no local. De modo a conse a melho a eco dação do milag e, oi
154
Idem, p. 84-85.
155
MONTEIRO, Ra ael, A Fes a das Chagas – os painéis de Nuno Gonçal es e ou os emas, Câma a
Municipal de Sesimb a, 2002, p.79.
156
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o MAIO, p. 72.
157
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 231.

42
cons uída uma e mida em al ena ia. A no ícia espalhou-se pelas gen es da Capa ica e
de Alcabideche e dos e mos de Lisboa, que logo se desloca am em pe eg inação.
158
Em 1672 oi ins i uída a Con a ia de Nossa Senho a do Cabo, que se comp ome eu
que a o ganização da es a p essupunha o gi o, ou seja, a o ação da imagem po
algumas eguesias. Exis iam duas imagens de Nossa Senho a do Cabo, uma
pe manecia semp e no San uá io, e a ou a, uma cópia iel, azia o gi o das eguesias.
159
Na Península de Se úbal, são as localidades de Sesimb a, Palmela e Azóia que êm
Cí ios, dedicados a Nossa Senho a do Cabo. Realizam-se en e os meses de Ab il e
No emb o, sendo os ês cí ios mais signi ica i os o Cí io da Azóia, que se ealiza no
e cei o Domingo a segui à Páscoa, o Cí io de Palmela que se ealiza anualmen e dia 15
de Agos o, e o Cí io de Sesimb a que se e ec ua no úl imo im-de-semana de
Se emb o.
160
O Cí io dos Pescado es de Sesimb a da a de 1430, em ce ca de dois séculos. Ao
con á io dos ou os cí ios, es e é o ganizado po um g upo p o issional especí ico,
sendo a comissão compos a maio i a iamen e po pescado es.
An igamen e, du an e os dias es i os, os omei os muda am-se pa a o San uá io,
ocupando as casas que, a é há ce ca de in e anos, es a am pa a isso des inadas. Os
p imei os dias da es a êm ca ác e p o ano, com jogos, bailes e a aial. No Domingo as
celeb ações são eligiosas, e é dedicado ao pagamen o das p omessas. A p imei a
ce imónia eligiosa é a missa, seguindo-se da p ocissão.
O co ejo é abe o po dois escu ei os, seguindo-se os juízes da es a, como a C uz
de C is o, duas lan e nas e com a única bandei a da p ocissão. A ás em o pá oco,
seguido do ando , com a imagem da Senho a do Cabo, anspo ada apenas po
homens.
161
A imagem de Nossa Senho a, ap esen a-se com o Menino no b aço
esque do, a cingi-lo ao pei o, com a mão e o b aço di ei o no ges o de segu a o man o,
endo sido asladada pa a o san uá io, em 1707.
162
158
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.19.
159
Idem, p. 20.
160
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.22.
161
Idem, p. 24.
162
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 232.
43
A banda que segue o ando ai ma cando o i mo. Romei os e con idados echam o
co ejo. No ajec o da p ocissão, passam pela e mida, onde apa eceu a imagem,
segundo a lenda. É aí que can am um hino ao Oceano e ezam uma A é Ma ia.
163
Os es ejos p o anos começam no Sábado, em que se ealizam jogos adicionais,
baile com conjun os musicais, ei an es que endem a esana o, pe iscos, pão com
chou iço, en e ou os. No Domingo ao inal da a de, sucede-se o leilão das bandei as,
que du an e o ano ica ão na casa de quem mais al o as lici ou, en egando-as no ano
seguin e pa a no o leilão.
164
9. Se úbal
9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida
A es a dedicada a Nossa Senho a da A ábida ealiza-se no segundo ou e cei o
im-de-semana do mês de Julho, em T oino, endo a du ação de ês dias. O cul o a
Nossa Senho a da A ábida em o igem numa lenda, que con a que, no início do einado
de D. A onso II (1211 – 1223), ce ca do ano de 1215, uma nau inda de Ingla e a com
des ino a Lisboa, ao anoi ece apanhou uma g ande empes ade, pe o da cos a. A cada
momen o, o medo de oca num baixio ou despenha -se con a a cos a aumen a a, pois
não conheciam bem e a escu idão não pe mi ia econhece o local.
Hildeb and , me cado que inha numa nau, azia consigo uma imagem de Nossa
Senho a, pela qual inha especial de oção, pa a o p o ege dos g andes pe igos nas suas
iagens. Du an e uma empes ade, não a encon ando no seu cama o e, em a lição, ele e
os seus companhei os começa am a o a , pedindo ajuda ao Senho e à Sua San íssima
Mãe. Su giu en ão uma g ande luz no al o, que naquela noi e de empes ade lhes
iluminou a nau, em seguida os ma es sossega am, as ondas ab anda am e os en os
acalma am, deixando a emba cação numa anquila bonança. Como es a am pe o da
cos a, lança am a ânco a e aí ica am a é ao amanhece do dia, dando g aças a Deus po
ê-los li ado daquele g ande pe igo.
Na manhã seguin e, subi am ao luga onde inham is o a luz, e descob i am a
Imagem da Rainha dos Anjos que o me cado azia no seu cama o e e ha ia
desapa ecido du an e a empes ade. Fica am admi ados com al ma a ilha e,
163
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.24.
164
BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de
Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 235.
44
ag adecidos à Senho a pelo bene ício, de am g aças a Deus e à sua Mãe San íssima. Po
ali e sido encon ada, ez com que decidissem que a imagem de e ia se ene ada
naquele local. Hildeb and o nou-se o e emi a, pe manecendo naquele luga com alguns
companhei os, onde oi edi icada uma e mida. Mais a de e gueu-se um Con en o da
O dem de San o Agos inho. Es e luga o nou-se um cen o de pe eg inação, com
oma ias p o enien es de di e sos luga es.
F ei Ma inho de San a Ma ia p ocu a a um luga isolado, onde pudesse dedica -se
a Deus. Foi-lhe en ão suge ida a Se a da A ábida, endo lhe sido en egue em 1539, a
e mida undada po Hildeb and , onde se encon a a a imagem de Nossa Senho a dos
Anjos da A ábida. O eligioso anciscano icou lá sozinho, numa ida de peni ência,
gua dando a imagem de Nossa Senho a.
165
Nou os empos a es a inha a du ação de ês a seis dias, sendo os g andes dias da
oma ia a Sex a- ei a, o Sábado e o Domingo. Po adição e a na Sex a- ei a que se
da a início à animação da es a, em que as bandas musicais pe co iam as uas da
egião. A pa ida de ba co e a no Sábado, com des ino ao Con en o a a és do Po inho
da A ábida, onde ha ia baile oda noi e. No domingo os omei os concen a am-se no
Con en o pa a assis i às ce imónias eligiosas. Segunda- ei a e a dia de a aial na p aia
e eg essa a-se a Se úbal em co ejo ma í imo.
Ac ualmen e, quem o ganiza as es as é uma comissão de laicos que colabo am com
a ig eja. A é inícios dos anos no en a, os es ei os anspo a am a imagem da Ig eja da
Anunciada po e a, depois de ob e em licença do Duque de Palmela pa a pe noi a em
no con en o e aí deposi a em a imagem du an e ês dias e ealiza em o a aial e a
p ocissão no Domingo, den o do ecin o do con en o. Hoje, o mesmo edi ício o nou-
se num cen o de con e ências, ealizando-se a es a apenas no Domingo, compos a po
p ocissão, de modo a obedece à adição. No La go da Palmei a, localizado no Bai o
de T óino, em Se úbal, ealizam-se du an e ês dias espec áculos e di e imen os
alusi os à es a, subs i uindo aqueles que se aziam du an e ês dias no espaço do
con en o.
166
165
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.37 & 38.
166
Idem, p. 40.
45
9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im
A Fes a em Hon a ao Senho Jesus do Bon im ealiza-se no p imei o im-de-semana
de Maio, em Fon ainhas e T oino. A es a, p omo ida pelos homens do ma da cidade
de Se úbal, comemo a a da a em que uma cópia da imagem do Senho Jesus do Bon im
oi le ada pa a o B asil, pa a S. Sal ado da Baía, pelo capi ão de ma e de gue a,
Teodósio Rod igues de Fa ia, o iundo de Se úbal. A imagem ao se le ada pa a o B asil
pe mi iu o desen ol imen o do cul o do Senho do Bon im, conhecido em odo o
mundo.
No Sábado, ealiza-se uma es a eligiosa que se inicia de noi e, com uma igília no
La go de Jesus, em que pa icipam odos os ep esen an es de odos os ma í imos do
país. No Domingo, após a missa, dá-se início ao momen o al o, a p ocissão com a
imagem do Senho do Bon im e com ou as imagens adicionalmen e ligadas à de oção
dos ma í imos, como a de Nossa Senho a da A ábida e de Nossa Senho a do Rosá io
de T óia, e ocação da Vi gem Ma ia, p o ec o a de duas an igas comunidades de
pescado es de Se úbal, Fon ainhas e T oino. A p ocissão, acompanhada ao som de
di e sas an a as, sai da Ig eja de Jesus, e di ige-se ao cais pa a abençoa as ac i idades
ma í imas e os pescado es, momen o que culmina com os pescado es a lança em
cen enas de lo es ao io. De seguida, eg essa à Ig eja de Jesus.
167
O cul o do Senho Jesus do Bon im es á na o igem do homónimo San uá io
exis en e em S. Sal ado da Baía, no B asil, exemplo excepcional de sinc e ismo
eligioso.
168
A Capela do Bon im é um p ecioso exemplo de o namen ação ba oca, com
azulejos, alha e pin u a dos séculos XVII E XVIII. No cen o do al a -mo ene a-se a
imagem do Senho do Bon im, um C is o c uci icado ba oco, de amanho na u al.
169
9.3. Fes a de S. Luís da Se a
Em homenagem a S. Luís da Se a, pad oei o dos gados, a es a ealiza-se em inais
de Ab il, no Domingo de Pascoela e na Segunda- ei a seguin e, em S. Luís da Se a, na
Es ada das Necessidades, com a du ação de dois dias.
167
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.88.
168
Idem, p. 90.
169
Ibidem.
46
O in e io do maciço da A ábida oi, du an e séculos, um local inacessí el ao
homem. De ido aos solos é eis, es abelece am-se á ias comunidades ag ícolas, nas
o las des e maciço mon anhoso.
No in e io da A ábida o am-se es abelecendo eligiosos e emi as que ali
p ocu a am a solidão e uma ap oximação a Deus, assim como pas o es que na busca de
pas os pa a os seus ebanhos pe co iam odos os can os da A ábida. Con en os,
e midas, edis e pequenos plainos pa a os gados e am os únicos es ígios da p esença
humana na solidão daquelas se as.
Enquan o o Con en o dos F anciscanos da A ábida se o na a luga de pe eg inação
dos homens do ma , signi icando o momen o em que se pedia p o ecção à Senho a da
A ábida, a e mida que se si ua a no sopé da Se a de S. Luís, o nou-se o local de cul o
dos pas o es. Foi no século XVII, que i eu nes a E mida de S. Luís da Se a um
eligioso, que mais a de oi aí sepul ado. Si uada no caminho en e Se úbal e Azei ão,
e a mui o p o á el que os pas o es lá pa assem pa a pedi em p o ecção pa a os seus
gados, e que não al assem pas os, p incipalmen e du an e o Ve ão quen e e seco.
170
Foi po es a azão que se deu início à oma ia a S. Luís, aquando do ciclo do Ve ão.
Na e mida jun a am-se pas o es do ale do Sado, que pediam ambém a p o ecção dos
seus ebanhos, adição que ainda se man ém.
O p og ama da es a, no início dos anos in e, incluía di e sos di e imen os pa a os
omei os, como baila icos, ca alhadas, música, ogo-de-a i ício, acompanhados de pela
Fila mónica da Cap icho Se ubalense. Ac ualmen e, pela mesma al u a, à ol a da
capelinha, as amílias epe em o i ual, numa es a que em a aial, danças olcló icas,
jogos adicionais e que messe.
São os ogue es que, pela manhã, anunciam o início da es a, que se desen ol e
du an e dois dias, em hon a do San o. Po se uma es a eligiosa, celeb a-se uma missa,
azem-se o ações, e colocam-se na pequena e mida, imagens de ce a, esul an es de
á ias p omessas. A e mida ap esen a um aspec o pa icula impo an e pa a os
pescado es, que é o ac o da sua o e do sino se isí el do ma , le ando os pescado es
a pedi em ambém p o ecção a S. Luís.
171
170
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.93.
171
DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias -
Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.94.

47
Capí ulo III - Elabo ação do guia online
1. Sín ese de Con eúdos
Na Península de Se úbal o calendá io es i o aumen a o seu i mo no mês de
Ab il e ab anda em No emb o. Fazendo uma análise gene alizada das es as que
acon ecem na zona da Península de Se úbal, é possí el conclui que nem odas as es as
ap esen am as mesmas ca ac e ís icas.
As es as p esen es no Capí ulo II podem ap esen a cí io e/ou oma ia. As duas
o mas de cul o es ão p esen es na Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, na Fes a
de Nossa Senho a da A alaia e na Fes a em Hon a de S. Ped o no Mon ijo. A Fes a em
Hon a de Nossa Senho a do Cabo ap esen a á ios cí ios, sendo um deles, o Cí io dos
Pescado es de Sesimb a. Quan o à oma ia, es á p esen e na Fes a em Hon a de S. João
da Ramalha em Almada, na Fes a do Senho Jesus dos A li os, na Fes a da Escudei a,
na Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida e na Fes a de S. Luís da Se a.
As es as na Península de Se úbal p es am cul o aos pad oei os das egiões, a
Vi gem Ma ia, a C is o, aos San os Popula es, assim como à Vindima e ao Tou o. As
es as, sendo essencialmen e de de oção, ap esen am celeb ações de ca ác e eligioso,
como missas solenes e p ocissões que pe co em as uas das localidades. Em elação ao
ac o his ó ico, mui as es as i e am a sua o igem de ido à oco ência de milag es,
como empes ades que amaina am após p omessas ou apenas po exposição da imagem
jun o da ad e sidade. Mui as das celeb ações es i as es ão ligadas à ac i idade
pisca ó ia, nas quais se pedia à igu a de o a, a p o ecção dos pescado es du an e a
aina.
A homenagem ao ou o, como igu a p incipal da es a, es á p esen e na Fes a
B a a, como se e i ica nas Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas e na Fei a Tau ina
das Fes as de Nossa Senho a da Boa Viagem.
Dada a impo ância do inho p oduzido na egião da Península de Se úbal
ealiza-se, anualmen e, a Fes a das Vindimas, que p omo e es a impo an e ac i idade
ag ícola.
A o ganização das celeb ações cabe, no malmen e, a Comissões de Fes as, às
Câma as Municipais, às Jun as de F eguesia, a I mandades ou Con a ias. Pa a que as
es as se possam ealiza é necessá ia uma anga iação de undos, ei a maio i a iamen e
48
a a és de pedi ó ios. Algumas são supo adas pelos luc os do ano an e io , ou as pela
a ema ação de bandei as, sendo es a uma o ma comum de adqui i o çamen o pa a a
es a do ano seguin e.
Apesa de e em o igem eligiosa e sendo essencialmen e es i idades de de oção,
as es as ambém são mani es ações de laze , podendo con e na sua p og amação ei as,
espec áculos, e en os despo i os, exposições, di e imen os e ogo-de-a i ício.
2. Ro ei o Online
Na conc e ização do p esen e abalho, p opus a elabo ação de uma página na
In e ne com alguma in o mação e e en e ao ema cen al – as es as na Península de
Se úbal – ob ida a a és da sua ealização.
O o ei o online em como objec i o a di ulgação da in o mação analisada, de
uma o ma de alhada, expos a de o ma p á ica e acessí el, des inada a quem p e enda
ap o unda mais conhecimen os sob e as es as, assim como a pessoas que isi am os
locais, u is as in e essados em sabe mais, ou a é mesmo isi a , conhece e usu ui
das es as na Península de Se úbal.
A impo ância u ís ica das es as, an e io men e e e ida nes e abalho, oi um
mo i o/ ac o impulsionado pa a a ealização do o ei o online. Des e modo, qualque
u is a que enha acesso à In e ne , que seja a a és de um compu ado ou sma phone,
pode consul a in o mações sob e as es as – quando e onde oco em, quan o empo
du am, aspec os his ó icos impo an es, desc ição das celeb ações, en e ou as
in o mações.
O o ei o online oi cons uído a a és do h ps://p .wix.com/, onde oi possí el
c ia o meu p óp io si e, sob e os assun os a ados nes e abalho de p ojec o, de o ma
a cump i o objec i o de o c ia , como ambém pode u ilizá-lo como e amen a de
di ulgação da in o mação ob ida na ealização des e abalho, mais especi icamen e do
capí ulo II.
Rela i amen e à es u u ação da in o mação expos a no o ei o online, as es as
o am o ganizadas geog a icamen e. A página p incipal do si e é compos a pelo ema do
abalho, com o os das a iadas es as como undo.
Do lado esque do, ao clica em “Fes as po Região” es ão desc i as as no e
egiões que cons i uem a Península de Se úbal. Clicando nas egiões, é possí el e as
49
es as exis en es, assim como e a sua in o mação. Na “Gale ia de Imagens” es ão
o os das es i idades nas di e sas egiões, e i adas da In e ne . Em “Sob e mim”
esc e i um ex o pessoal sob e o meu abalho de p ojec o, assim como o meu con ac o
de e-mail.
Na “Bibliog a ia”, es ão desc i os os li os u ilizados na elabo ação des e
abalho, que possibili a am a cons ução do si e, acul ando a in o mação nele expos a.
Em anexo, é possí el e i ica um pouco do que oi expos o no si e, a a és de imagens.
Segue o link pa a acede ao o ei o online:
h ps://anaca olinamacedo2.wixsi e.com/guiase ubal
Em anexo, é possí el isualiza imagens e i adas do si e, com a in o mação nele
expos a, assim como o og a ias das es i idades na Península de Se úbal.
50
Conclusão
Após odos es es meses de lei u a, pesquisa, in es igação, e lexão, e mesmo
algumas in e upções, assim como o ano que co espondeu à pa e lec i a do mes ado
em P á icas Cul u ais pa a Municípios, conclui-se que o abalho desen ol ido oi
impo an e pa a o en iquecimen o in elec ual e pa a o c escimen o a ní el pessoal,
despole ando, assim, no as capacidades cogni i as necessá ias à elabo ação de um
abalho de p ojec o.
A escolha do es udo sob e as es as que oco em na Península de Se úbal de e-
se, de ce a o ma, pela a ec i idade em elação à egião, ao gos o e à amilia idade que
a zona elei a ep esen a.
Numa ac ualidade em que o sec o do u ismo em Po ugal es á em cons an e
desen ol imen o, é de salien a a impo ância das es as pa a o u ismo local das egiões
que azem pa e da Península de Se úbal, nes e caso, e de que o ma podem desen ol e
a sua localidade.
Ao elabo a um guia sob e as es as na Península de Se úbal, em o ma de si e,
objec i amen e p e ende-se p ojec a e acili a a di ulgação da in o mação sob e as
es as, de manei a a que “cheguem” aos u is as, assim como ambém a pessoas que
enham in e esse, e que p e endam apenas aumen a o conhecimen o sob e as
es i idades que acon ecem. Es e guia em como inalidade cede in o mação, de modo
a que as pessoas se in e essem, e sin am necessidade de isi a e assis i às celeb ações
es i as das egiões. Po an o, o na-se impo an e salien a o papel das es as pa a o
espaço onde oco em, pa a o seu desen ol imen o e en iquecimen o.
57
 Espec áculos
 Gas onomia
 Di e imen os
5. Mon ijo
5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia
Da a e Local
 Realiza-se no úl imo im-de-semana de Agos o, en e a úl ima Sex a e a
Segunda- ei a seguin e, na A alaia.
Du ação
 4 dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a da A alaia
Celeb ações/Componen es da Fes a
 “Fes a G ande”
 Roma ia à A alaia
 Cí ios: o Cí io da Ca eguei a, o Cí io da Quin a do Anjo e o Cí io dos Olhos de
Água ( odos de Palmela), o Cí io No o e o Cí io da Azóia (em Sesimb a).
 A aial, baila icos ei a, di e imen os, enda de comida
 Deslocação à “Fon e San a” pa a a “la agem da ca a”
 Romagem dos cí ios – Ce imónia do co ejo dos cí ios
 Fogue es, música
 Missas
 P ocissão
 A ema ação de bandei as
 Fei a, di e sões e ba acas de pe iscos
5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a
Da a e Local

58
 Realiza-se no úl imo im-de-semana de Agos o, deco e en e Sex a- ei a e
Domingo, em Canha
Du ação
 3 Dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a da Oli ei a
Celeb ações/Componen es da Fes a
 La gada de ou os
 A aial, bandas musicais, bailes e cha angas
 Sa dinhada com pão e inho da egião
 Missa solene
 P ocissão
 Fes a de g ande con í io, em que cada um pa ilha o seu oga ei o com o
isi an e e com o izinho.
5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o
Da a e Local
 Realiza-se de 29 de Junho (Fe iado Municipal) a 30 de Junho, no Bai o dos
Pescado es
Du ação
 5/6 dias
Homenagem/Cul o
 San os Popula es
 S. Ped o
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Ri ual es i o “queima do ba el”
 Missa solene com se mão e p ocissão de S. Ped o
59
 Romagem ao cemi é io em hon a dos pescado es alecidos
 Roma ia ou “ma cha dos pescado es”, jun amen e com o po o, à “la agem” na
Quin a do Saldanha.
 A ema ação das bandei as
 Cí io dos Pescado es
 Almoço-con í io anual, dois concu sos, o de mon as e da janela melho
en ei ada, desde que si uada no pe cu so da la gada de ou os, no Bai o dos
Pescado es.
 Tou ada e la gadas
 Ma chas Popula es
 Fei a e a aial no ecin o, com di e sões, conce os musicais, ogo-de-a i ício,
que messe e ômbola
5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os
Da a e Local
 Realiza-se no dia 30 de Junho (dia de S. Ma çal)
Du ação
 1 dia
Homenagem/Cul o
 San os Popula es
 Senho Jesus dos A li os
Celeb ações/Componen es da Fes a
 P ocissão
 Roma ia
 Ri ual da la agem
 A ema ação das bandei as
 Almoço en e odos os pescado es da egião
6. Palmela
60
6.1. Fes a da Escudei a
Da a e Local
 Realiza-se no mês de Agos o, en e S. Paulo e a Se a do Lou o, mais
especi icamen e na Se a dos Ba is, na Quin a da Escudei a em Vale Ba is
Du ação
 4 dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Assunção de Nossa Senho a
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Roma ia eligiosa
 Fes ejo popula – bailes e a aial
 Fogo-de-a i ício
 Bailes popula es
 Que messes
 Ranchos olcló icos
 Ti o aos p a os
 “Vacada”
 P ocissão e missa
 A ema ação e ogaças
6.2. Fes a das Vindimas
Da a e Local
 Realiza-se anualmen e, desde a Quin a- ei a an e io ao p imei o Domingo do
mês de Se emb o a é à Te ça- ei a seguin e, na Vila de Palmela
Du ação
 6 dias
Homenagem/Cul o
61
 As Fes as das Vindimas
 P omoção do inho da egião da Península de Se úbal
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Espec áculos e animação, p o as de inhos, exposições, e en os despo i os, as
adicionais celeb ações do co ejo alegó ico, la gadas de ou os
 Exis em ês g andes momen os: a Pisa e Bênção do P imei o Mos o, o Co ejo
Alegó ico, e a Eleição da Rainha
 Fei a, a aial, música nas uas, co ejos
 Fei a Popula com ca osséis, endedo es de ua, conce os de a is as
po ugueses e es angei os, es i ais de olclo e,
 O “simulac o do ogo no cas elo” - magní ica sessão de ogo-de-a i ício que
ence a as es i idades
7. Seixal
7.1.Fes a de Nossa Senho a da Anunciada do Mon e Sião
Da a e Local
 Realiza-se no mês de Agos o, na en e ibei inha da Amo a
Du ação
 5 dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a da Anunciada
Celeb ações/Componen es da Fes a
 “Fes as da Amo a”
 P ocissão – na a de de 15 de Agos o
 Conce os musicais
 A aial, ei an es e come cian es, pe iscos, doces, a esana o, di e imen os e
ca osséis
62
7.2. Fes a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela
Da a e Local
 Realiza-se no dia 1 de No emb o, dia de Todos os San os, na A en ela
Du ação
 1 dia
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a da Soledade
Celeb ações/Componen es da Fes a
 P ocissão dia 1 de No emb o
 Se mão
7.3. Fes as em Hon a de S. Ped o
Da a e Local
 Realiza-se no úl imo im-de-semana de Junho, no Seixal
Du ação
 3 dias
Homenagem/Cul o
 San os Popula es
 S. Ped o
Celeb ações/Componen es da Fes a
 P ocissão ma í ima
 Música, a aiais, bailes
 Exposições
8. Sesimb a
8.1. Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas

63
Da a e Local
 Realiza-se dia 4 de Maio (Fe iado Municipal), na Vila de Sesimb a
Du ação
 1 dia
Homenagem/Cul o
 Fes as a C is o
 Senho Jesus das Chagas
Celeb ações/Componen es da Fes a
 P ocissão
 Se mão e a bênção ao ma e às emba cações
 Fei a, que deco e a e dia 8 de Maio
 A aial, endas de ei an es, de comida e á ios di e imen os
 E en os cul u ais e ec ea i os, como espec áculos de música, exposições e
pales as, ac i idades despo i as
8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo
Da a e Local
 Realiza-se du an e os ês dias do úl imo im-de-semana de Se emb o, no Cabo
Espichel
Du ação
 3 dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a do Cabo
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Cí io dos Pescado es de Sesimb a
 Missa, seguindo-se da p ocissão
64
 Jogos adicionais, baile com conjun os musicais, ei an es que endem
a esana o, pe iscos, pão com chou iço
 Fei a
9. Se úbal
9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida
Da a e Local
 Realiza-se no segundo ou e cei o im-de-semana do mês de Julho, em T oino
Du ação
 3 dias
Homenagem/Cul o
 Cul o Ma iano
 Nossa Senho a da A ábida
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Roma ia
 A aial
 P ocissão
 Animação, bandas musicais
 Di e imen os
9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im
Da a e Local
 Realiza-se no p imei o im-de-semana de Maio, em Fon ainhas e T oino
Du ação
 3 dias
Homenagem/Cul o
 Fes as a C is o
 Senho Jesus do Bon im
65
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Vigília
 Missa
 P ocissão
9.3.Fes a de S. Luís da Se a
Da a e Local
 Realiza-se em inais de Ab il, no Domingo de Pascoela e na Segunda- ei a
seguin e, em S. Luís da Se a, na Es ada das Necessidades
Du ação
 2 dias
Homenagem/Cul o
 Fes as a C is o
 S. Luís da Se a – pad oei o dos gados
Celeb ações/Componen es da Fes a
 Roma ia a S. Luís da Se a
 Missa
 Baila icos, ca alhadas, música, ogo-de-a i ício, ao som da Fila mónica da
Cap icho Se ubalense
 A aial, danças olcló icas, jogos adicionais e que messe
66
Anexo II - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Cul o
Cul o Ma iano
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Espichel
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Luz em Sesimb a
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Conceição em Al a im
 Fes a de Nossa Senho a da A ábida em Se úbal
 Fes as da A ábida e Azei ão em Vila Noguei a de Azei ão
 Fes a de Nossa Senho a do Rosá io de T óia
 Fes as de Nossa Senho a da Saúde em Vila F esca de Azei ão
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Mon e Sião na Amo a
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Boa Ho a em Fe não Fe o
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Anunciada na Aldeia de Paio Pi es
 Fes a da Escudei a em Palmela
 Fes a de Nossa Senho a da A alaia no Mon ijo
 Fes as de Nossa Senho a da Oli ei a em Canha
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem na Moi a
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos
 Fes a a Nossa Senho a do Rosá io no Ba ei o
 Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas
 Fes a de Todos os San os na Quin a do Anjo
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade em Almada
 Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa
 Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo
Fes as a C is o
 Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas em Sesimb a
 Fes a de São Luís da Se a em Se úbal
 Fes a do Senho Jesus do Bon im em Se úbal
73
 Fes as em Hon a de São João
 Fes as das Vindimas em Fo os de T apo
 Fei a de An iguidades e Velha ias
 Fei a Nacional do Po co e da Salsicha ia
 Me cado da A alaia
 Me cado do Mon ijo
 Me cado A onsei o
Moi a
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem
 Fes a Tau ina das Fes as da Nossa Senho a da Boa Viagem
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os
 Roma ia a ca alo da Moi a a Viana do Alen ejo
 Fes as Mul icul u ais em Hon a de São João Ba is a no Vale da Amo ei a
 Fes as em Hon a de São José Ope á io na Baixa da Banhei a
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos
 Au omobilia Ibé ica da Moi a
 Fei a de P ojec os Educa i os
 Fei a de Maio e da aca ísia
 Me cado Mensal
 Me cado Semanal
 Peças d’A e – Fei a de An iguidades, Velha ias e A esanan o
 FECI- Fei a Come cial e Indus ial
 Ab a a Bagagei a
 A es e Talen os – Fei a de A esana o
 Bio es a
Ba ei o
 Fes a a Nossa Senho a do Rosá io

74
 Comemo ações Dia da Cidade
 Dia Nacional dos Moinhos
 Dia In e nacional dos Museus
 Dia Mundial do Tu ismo
 Concu so de Gas onomia Ribei inha
 Mos a de Doça ia
 Fei a BARRIND
 Me cado de Coina
Almada
 Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas
 Fes a em Hon a de São João da Ramalha
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade
 Ma chas Popula es (Fes ejos de São João) em Cacilhas
 Concu so de Quad as Popula es
 Ma chas das Escolas e das Ins i uições de In ância
 A aiais Popula es em Almada e Cacilhas
 Fes a na Casa da Ce ca – Cen o de A e Con empo ânea
 Fes a no Sola – Sabe es, Sabo es e Memó ias na Sob eda
 Fes i al de Almada
Alcoche e
 Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas
 Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa
 Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo
 Fes as em Hon a de São João Ba is a
 Fei a do Ca alo
75
Anexo V – Da ação das es as na Península de Se úbal
Sesimb a
 Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas – De 3 a 5 de Maio
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Espichel – No e cei o Domingo a
segui à Páscoa
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Luz – No segundo Domingo de Se emb o
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Conceição – A 26 de Dezemb o
 Ca na al
 Fes as dos San os Popula es, São João, São Ped o e São Ma çal e Ma chas
Popula es – De 23 a 30 de Junho
 Cí io de Sesimb a – No úl imo im-de-semana de Se emb o
 Fes as de San iago – A 25 de Julho
 Fei a das Fes as do Senho Jesus das Chagas – Na p imei a semana de Maio
 Fei a da Quin a do Conde – Na segunda semana de Junho
 Zimb amel no Cabo Espichel- No úl imo im-de-semana de Agos o
Se úbal
 Fes a de São Luís da Se a – No Domingo de Pascoela e a Segunda- ei a
seguin e
 Fes a do Senho Jesus do Bon im
 Fes a de Nossa Senho a da A ábida (Cí io) – Na p imei a quinzena de Agos o
 Fes as da A ábida e de Azei ão
 Fes a de Nossa Senho a do Rosá io de T óia (Cí io) - No malmen e no p imei o
im-de-semana de Agos o, ou p óximo des a da a, consoan e as ma és
 Fei a de San iago – No úl imo Sábado du an e duas semanas de Julho
 Fes anima
 São Simão em Fes a
 São Julião em Fes a
 Se es a
76
 Fes as de Nossa Senho a da Saúde em Vila F esca de Azei ão – No p imei o
im-de-semana de Se emb o
 Fes as do Moinho de Ma é e da Mou isca
 Fes a do Tea o
 Me cado de Azei ão – No p imei o Domingo de cada mês
 São Ped o do Alcube – A 29 de Junho
 Fes as dos San os Popula es e Ma chas Popula es – De 23 a 30 de Junho
 Fes as Bocageanas
Seixal
 Fes a em Hon a de São Ped o – A 29 de Junho (P ocissão)
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela – A 1 de No emb o
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a de Mon e Sião na Amo a – a 15 de Agos o
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Boa Ho a em Fe não Fe o – No úl imo
Domingo de Julho
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Anunciada na Aldeia de Paio Pi es – No
p imei o Domingo de Agos o
 Fes as Popula es de Co oios – No e cei o im-de-semana de Agos o
 Nossa Senho a da Paz em Casal do Ma co – No úl imo im-de-semana de Maio
 Fes as da To e da Ma inha – No segundo im-de-semana de Julho
 Fes a do A an e na Amo a – No p imei o im-de-semana de Se emb o
Palmela
 Fes a da Escudei a – A 15 de Agos o
 Fes a das Vindimas – No p imei o im-de-semana de Se emb o
 Fes as Popula es de Pinhal No o
 Queima do Judas
 Fes as de odos os San os na Quin a do Anjo – A 1 de No emb o
 Fes i al do Queijo, Pão e Vinho
 Fes i al do Mosca el de Se úbal
 Mos a de Vinhos em Fe nando Pó
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 Me cado Ca amelo no Pinhal No o
 Sin onia de Palmela
 Palmela Wine Jazz
 Ri ual Almena a
 Fei a Medie al em Palmela
 FIAR- Fes i al In e nacional de A es de Rua
 FISP- Fes i al In e nacional de Saxo ones de Palmela
 Me cado do Pinhal No o – No segundo Domingo de cada mês
 Cí io de Palmela a Nossa Senho a do Cabo Espichel – A 15 de Agos o
 Fei a da Fes a das Vindimas – No p imei o im-de-semana de Se emb o
 Fei a de Maio do Pinhal No o – No segundo Domingo de Maio
 Fei a do Queijo de Azei ão na Quin a do Anjo - No segundo im-de-semana de
Ab il
Mon ijo
 Fes a de Nossa Senho a da A alaia – Cí io dos Ma í imos – No im-de-semana
da Páscoa, os es an es Cí ios no úl imo im-de-semana de Agos o
 Fes as de Nossa Senho a da Oli ei a em Canha – No úl imo im-de-semana de
Agos o
 Fes a em Hon a de São Ped o – No dia 29 de Junho
 Fes a do Senho Jesus dos A li os – No dia 30 de Junho
 Fes as em Hon a de São Jo ge em Sa ilhos G andes
 Fes as em Hon a de San o Isid o
 Fes as em Hon a de São João
 Fes as das Vindimas em Fo os de T apo, Lagoinha, Faia e Fe não Pó – Em
Se emb o
 Fei a de An iguidades e Velha ias
 Fei a Nacional do Po co e da Salsicha ia – No úl imo im-de-semana de
Se emb o
 Me cado da A alaia – No p imei o Sábado de cada mês (só pa a ei an es do
concelho)
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 Me cado do Mon ijo – No segundo Sábado de cada mês
 Me cado A onsei o – No p imei o e no e cei o Domingo de cada mês (só pa a
ei an es do concelho)
 S. João das C a ei as – a 24 de Junho, em Pegões
 Fes a das Taipadas em Canha – Em Junho
 Fes as Popula es do A onsei o – Em Agos o
 Fei a das Fes as de São Ped o – Coincide com as es i idades de São Ped o
Moi a
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem – No p imei o im-de-
semana de Se emb o a segui ao dia 8
 Fes a Tau ina das Fes as da Nossa Senho a da Boa Viagem
 Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os – No Domingo
mais p óximo do dia 2 de Agos o (dia o icial da comemo ação de Nossa Senho a
dos Anjos)
 Roma ia a ca alo da Moi a a Viana do Alen ejo
 Fes as Mul icul u ais em Hon a de São João Ba is a no Vale da Amo ei a
 Fes as em Hon a de São José Ope á io na Baixa da Banhei a – Em Julho
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io – Na p imei a
quinzena de Agos o, dependendo do calendá io das ma és
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos – Na
p imei a quinzena de Agos o
 Au omobilia Ibé ica da Moi a
 Fei a de P ojec os Educa i os
 Fei a de Maio e da Vaca F ísia – No úl imo Domingo de Maio
 Fei a das Fes as de Nossa Senho a da Boa Viagem – Na segunda semana de
Se emb o
 Me cado Mensal – No qua o Domingo de cada mês
 Me cado Semanal - Todas as Quin as- ei as
 Peças d’A e – Fei a de An iguidades, Velha ias e A esana o
 FECI- Fei a Come cial e Indus ial

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 Ab a a Bagagei a
 A es e Talen os – Fei a de A esana o
 Bio es a
 Nossa Senho a da A alainha – Na úl ima semana de Se emb o, na Ba a Cheia
Ba ei o
 Fes a a Nossa Senho a do Rosá io (Fes as do Ba ei o) – No dia 15 de Agos o
(Fe iado Municipal) - p ocissão
 Comemo ações Dia da Cidade
 Dia Nacional dos Moinhos
 Dia In e nacional dos Museus
 Dia Mundial do Tu ismo
 Concu so de Gas onomia Ribei inha
 Mos a de Doça ia
 Fei a BARRIND – Te cei a semana de Agos o
 Me cado de Coina – No e cei o Domingo de cada mês
 S. An ónio da Cha neca – No dia 13 de Junho
 Nossa Senho a dos Remédios – No úl imo im-de-semana de Se emb o, em
Coina
Almada
 Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas – P ocissão a 1 de
No emb o
 Fes a e Roma ia em Hon a de São João da Ramalha – de 23 (p ocissão) a 25 de
Junho
 Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade – Roma ia a 15 de Agos o, na
Co a da Piedade
 Ma chas Popula es (Fes ejos de São João) em Cacilhas
 Concu so de Quad as Popula es
 Ma chas das Escolas e das Ins i uições de In ância
80
 A aiais Popula es em Almada e Cacilhas
 Fes a na Casa da Ce ca – Cen o de A e Con empo ânea
 Fes a no Sola – Sabe es, Sabo es e Memó ias na Sob eda
 Fes i al de Almada
 Fei a das Fes as da Cidade – Em Junho
 Fes i al da Caldei ada na Cos a de Capa ica – Em Janei o e Fe e ei o
Alcoche e
 Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas – No 2º im-de-semana de Agos o
 Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa – No im-de-
semana da Páscoa
 Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo – Na
e cei a semana de Julho
 Fes as em Hon a de São João Ba is a – 24 de Julho
 Fei a do Ca alo – Úl imo im-de-semana de Ab il e os ês dias an e io es
 Fes a de Con a e nização dos camponeses da Aldeia de S. F ancisco – Na
segunda semana de Junho
 Nossa Senho a da Vida – Du an e as Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas – Na
segunda semana de Agos o
 Fes as dos San os Popula es e Ma chas Popula es – De 13 a 30 de Junho
81
Anexo VI – Ro ei o Online
Ilus ação 1 - Página Inicial
Ilus ação 2 - Sob e mim
82
Ilus ação 3 - Gale ia de Imagens
Ilus ação 4 - Fes as po Região