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Guias de festas da Península de Setúbal

Macedo, Ana Carolina Pereira Martins

Abstract

O tema central deste trabalho de projecto são as Festas na Península de Setúbal, que é composta por nove regiões, tendo sido escolhidas para estudar as suas principais festas. Este trabalho centra-se sobretudo em analisar as características das festividades, de forma a posteriormente divulgar essa informação a turistas ou interessados. Um dos objectivos principais foi a construção de um roteiro online, onde é possível consultar alguma informação, assim como, onde e quando se realizam as celebrações. Desta forma, é possível constatar a importância das festas para o desenvolvimento do local onde se inserem, como para o turismo, possibilitando aos turistas uma maior facilidade em consultar informação e despertar o interesse de uma visita às regiões da Península de Setúbal.

Full text

Guia de Fes as da Península de Se úbal Fes i i ies guide o Se úbal Península Ana Ca olina Pe ei a Ma ins Macedo T abalho de P ojec o de Mes ado em P á icas Cul u ais pa a Municípios Se emb o de 2017 T abalho de P ojec o ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em P á icas Cul u ais pa a Municípios ealizado sob a o ien ação cien í ica do P o esso Dou o An ónio Camões Gou eia. Dedica ó ia pessoal A odas as pessoas especiais que me odeiam. AGRADECIMENTOS Uma ez e minado o abalho de p ojec o, cump e-se o sen ido da pala a de ag adecimen o, a odos aqueles que o e ece am o seu sabe , disponibilidade e ines imá el colabo ação, sem os quais não se ia possí el alcança os objec i os a que me p opus. A p imei a pala a é di igida ao meu o ien ado , o P o esso Dou o An ónio Camões Gou eia, pelo p o issionalismo e exigência que semp e incu iu, es imulando- me a supe a desa ios, que se o alece am e se ão uma p eciosa ajuda pa a enca a o meu u u o com mais con iança. Po im, uma pala a pa a os meus amilia es e amigos, que semp e me incen i a am, apoia am e comp eende am ao longo da elabo ação des e abalho. Guia de Fes as da Península de Se úbal Fes i i ies guide o Se úbal Peninsula Ana Ca olina Pe ei a Ma ins Macedo Resumo O ema cen al des e abalho de p ojec o são as Fes as na Península de Se úbal, que é compos a po no e egiões, endo sido escolhidas pa a es uda as suas p incipais es as. Es e abalho cen a-se sob e udo em analisa as ca ac e ís icas das es i idades, de o ma a pos e io men e di ulga essa in o mação a u is as ou in e essados. Um dos objec i os p incipais oi a cons ução de um o ei o online, onde é possí el consul a alguma in o mação, assim como, onde e quando se ealizam as celeb ações. Des a o ma, é possí el cons a a a impo ância das es as pa a o desen ol imen o do local onde se inse em, como pa a o u ismo, possibili ando aos u is as uma maio acilidade em consul a in o mação e despe a o in e esse de uma isi a às egiões da Península de Se úbal. PALAVRAS-CHAVE: Fes as, Península de Se úbal, Ro ei o Online. Abs ac The main heme o his wo k is he Fes i i ies in he Península o Se úbal, which is o med by nine egions ha had been chosen o s udy hei majo es i i ies. This wo k ocuses mainly on he es i i ies cha ac e is ics analysis, in o de o subsequen ly allow ou is s and o he use s o access his in o ma ion. One o he main objec i es was he cons uc ion o an Online Guide, whe e i is possible o check some in o ma ion, as well as whe e and when he celeb a ions ake place. Thus, i is possible o e i y he ele ance o he es i i ies on local de elopmen . I is also impo an o p o ide an easy access o in o ma ion o ou is s, in o de o inc ease hei in e es in isi ing he Península o Se úbal egions. KEYWORDS: Fes i i ies, Peninsula de Se úbal, Online Guide. Índice In odução ......................................................................................................................... 1 Capí ulo I – Con ex ualização .......................................................................................... 3 1. Concei os ............................................................................................................... 3 1.1 A Fes a................................................................................................................. 3 1.2. Me odologias: Obse ação Pa icipan e .......................................................... 10 1.3. De oção ........................................................................................................... 11 1.4. Ac ualidade .......................................................................................................... 14 1.5. Impo ância Tu ís ica ........................................................................................... 14 Capí ulo II – Fes as na Península de Se úbal .................................................................. 15 1. Alcoche e ................................................................................................................ 15 1.1.Fes a do Ba e e Ve de e das Salinas ................................................................ 15 1.2.Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ...................................................... 16 2. Almada .................................................................................................................... 20 2.1. Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso ........................................................ 20 2.2. Fes a e Roma ia em Hon a de S. João da Ramalha .......................................... 21 3. Ba ei o ................................................................................................................... 21 3.1. Fes a a Nossa Senho a do Rosá io ................................................................... 21 4. Moi a ....................................................................................................................... 23 4.1. Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem ....................................... 23 4.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os ...................... 25 5. Mon ijo .................................................................................................................... 26 5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia .................................................................. 26 5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a ................................................................. 28 5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o ............................................................................. 29 5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os .................................................................... 32 6. Palmela .................................................................................................................... 33 6.1. Fes a da Escudei a ............................................................................................ 33 6.2. Fes a das Vindimas........................................................................................... 34 7. Seixal ...................................................................................................................... 36 7.1. Fes a de Nossa Senho a da Anunciada do Mon e Sião .................................... 36 7.2. Fes a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela .......................................... 37 7.3. Fes as em Hon a de S. Ped o ............................................................................ 38 8. Sesimb a .................................................................................................................. 39 8.1. Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas ................................................... 39 8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo .................................................... 41 9. Se úbal .................................................................................................................... 43 9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida ............................................... 43 9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im .................................................................... 45 9.3. Fes a de S. Luís da Se a .................................................................................. 45 Capí ulo III - Elabo ação do guia online ........................................................................ 47 1. Sín ese de Con eúdos ............................................ E o! Ma cado não de inido. 2. Ro ei o Online ..................................................................................................... 48 Conclusão ....................................................................................................................... 50 Bibliog a ia ..................................................................................................................... 51 Anexos ............................................................................................................................ 53 Anexo I – Sín ese das Fes a na Península de Se úbal ................................................. 53 Anexo II - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Cul o ............................ 66 Anexo IV - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Região ........................ 71 Anexo V – Da ação das es as na Península de Se úbal ............................................. 75 Anexo VI – Ro ei o Online ......................................................................................... 81 Anexo VII – Calendá io de es as na Península de Se úbal ........................................ 84 1 In odução Es e abalho de p ojec o isa conclui a componen e não lec i a do mes ado em P á icas Cul u ais pa a Municípios, minis ado pelo Depa amen o de His ó ia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. A escolha do ema - Guia de Fes as na Península de Se úbal – acon ece po exis i pouca in o mação sob e as celeb ações es i as, de a que e euni especi icamen e po zona, com a qual exis e um laço a ec i o, o que ajudou ine i a elmen e à selecção dos locais a in es iga , a a és de um o ei o online. Em elação à escolha do e i ó io a analisa , a Península de Se úbal é uma sub- egião es a ís ica po uguesa, azendo pa e da Região de Lisboa e ab angendo a pa e no e do Dis i o de Se úbal. A Península de Se úbal comp eende no e concelhos: Alcoche e, Almada, Ba ei o, Moi a, Mon ijo, Palmela, Seixal, Sesimb a e Se úbal. Rela i amen e à es u u a do abalho, di ide-se em ês capí ulos: O p imei o capí ulo ap esen a um ca ác e in odu ó io ao ema p incipal do abalho, onde são analisados concei os ligados às es as, que pe mi em comp eende melho o seu con eúdo e as suas e en es. A de inição de es a o na-se assim, a mais impo an e a conside a , passando pelas á ias manei as de e a es a, ac o es posi i os e nega i os, impac os causados na egião onde se inse e, assim como a eacção de quem pa icipa na celeb ação es i a, no que espei a à o ganização, ou a população que apenas assis e assiduamen e, ano após ano, à “sua” es a. Seguem-se ou as de inições impo an es, como a de inição de oma ia, que é uma es a de ca ác e eligioso, p es ando homenagem a um san o, ep esen ado no malmen e po uma imagem. Es a pe eg inação popula es á in insecamen e ligada ao sag ado, endo semp e como espaço um san uá io o a do espaço habi ado. Ou a de inição impo an e pa a a ealização des e abalho é o cí io. Os cí ios ap esen am-se como g upos de de o os, o ganizados em I mandades ou Con a ias. A de inição de a aial ambém con ibui pa a uma melho abo dagem à es a popula , sendo a sua conc e ização e o seu símbolo p i ilegiado. Um concei o que em g ande adição na Península de Se úbal é a es a b a a, ansmi ida a a és das co idas e la gadas de ou os que acon ecem em es as e ei as. Ainda no p imei o capí ulo, e e e-se a ei a como uma impo an e ins i uição associada às es as eligiosas. Os me cados, con a iamen e às ei as, acon ecem com mais equência, jun ando á ios amos de comé cio, com o objec i o 2 da ob enção de luc o. A es a é a aliada pela população pa icipan e, compos a po di e en es ge ações que a obse am de manei a di e en e. Nes e capí ulo ambém se p e ende analisa a de oção, di eccionada a um san o, num de e minado luga , que ca ac e iza a p óp ia es a. Con udo, não deixa de se impo an e e aze uma análise das celeb ações es i as na ac ualidade em que i emos. É nes e capi ulo que se menciona a ac ualidade das es as, assim como a impo ância que ap esen am a ní el u ís ico, e qual o seu papel no desen ol imen o da egião onde se inse em. O segundo capí ulo e e e-se à desc ição de algumas das es as na Península de Se úbal. Apesa da di e sidade de es as exis en es em cada uma das no e egiões da Península de Se úbal, o am abo dadas as que pa ecem se as mais impo an es, is o é, as mais ele an es pa a cada egião onde se inse em. Pa a cada es a oi analisada in o mação sob e as suas celeb ações, his ó ia, da as, en e ou os ac o es impo an es. O e cei o capí ulo especí ica o modo como o o ei o online oi cons uído, a sua es u u a, os seus con eúdos, e de que o ma as es as se podem o na bené icas às Câma as Municipais, e ao público in e essado na egião da Península de Se úbal. Com es e abalho p e ende-se, sob e udo, di ulga e da a conhece as es i idades que acon ecem na Península de Se úbal, ag upá-las e o ganizá-las, pa a pos e io men e cede essa in o mação, pa a que possa se acul ada a pessoas com in e esse em sabe mais sob e o assun o, mas sob e udo cede a u is as. Sendo um guia de es as, es e abalho isa acul a in o mações ú eis e necessá ias ao u is a que enha in e esse em isi a a egião no deco e das es as. O o ei o online ende a ap esen a a mesma inalidade, podendo se consul ado mais acilmen e, a a és da In e ne e em qualque luga . Des a o ma a In e ne o na-se uma boa e amen a de di ulgação e exposição de in o mação. Ac ualmen e, podemos assis i a um g ande desen ol imen o no sec o u ís ico. Es e abalho ende a e idencia a sua impo ância, o impac o das es as no u ismo, a o ma como se en iquecem, an o a p óp ia es a como o local onde se inse em. Um u is a, ao p og ama p e iamen e a sua iagem, pode con a com a pa icipação em celeb ações es i as da egião, de modo a conhece mais sob e o local onde ai, ap eciando, sob e udo, a sua cul u a. 9 1.1.5. Fei as A necessidade da oca de p odu os en e o homem do campo e da cidade, e en e di e en es egiões deu o igem às ei as. São uma das ins i uições mais impo an es p o enien es da Idade Média. A sua expansão es á p o undamen e ligada às es i idades eligiosas, como as oma ias e pe eg inações, po se em um momen o de aglome ação de pessoas em dias de éguas. 31 Nas da as e e en es à Páscoa, ao co po de Deus, à na i idade da Vi gem, aos dias de S. João, S. Ped o, S. Miguel, ealiza am-se as maio es ei as. Hoje, na egião da Península de Se úbal ealizam-se ei as em p a icamen e odos os concelhos, associadas a es i idades eligiosas, a ei as de a esana o, de p odu os indus iais e ag ícolas de cada concelho, e de animais, como o ca alo, ou bo inos e suínos. Em Alcoche e ealiza-se a Fei a do Ca alo, no Ba ei o a BARRIND, na Moi a a Fei a de Maio e da Vaca F ísia, no Mon ijo a Fei a Nacional do Po co e da Salsicha ia, em Palmela (na Quin a do Anjo) a Fei a do Queijo, Pão e Vinho, e em Se úbal a Fei a de San iago. 1.1.6. Me cados Nas oma ias, o g ande ajun amen o de população exigia a exis ência de um me cado po encial, onde es a am ep esen ados odos os amos do comé cio. To nou-se uma a acção pa a os me cado es, le ados pelo desejo de ob enção de luc o. 32 Os me cados di e enciam-se das ei as pela sua pe iodicidade. Enquan o as ei as se ealizam anualmen e, os me cados são diá ios, semanais ou mensais. No malmen e ealizam-se in e caladamen e nas localidades de uma mesma á ea geog á ica em dias da semana de e minados ao longo de cada mês. 33 É di ícil de e mina a o igem de mui os dos me cados que nos nossos dias con inuam a e papel de e minan e no abas ecimen o das localidades da egião da península de Se úbal, apesa da expansão e di e si icação das o mas de comé cio. Os me cados são um mundo a descob i , po que aí podemos encon a um pouco de udo, 31 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.143. 32 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.149. 33 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.153. 10 desde as cebolas, al aces, ba a as, “di ec amen e do p odu o ”, ao calçado, à música, à ce âmica adicional com que podemos deco a a casa. 34 Na Península de Se úbal podemos de e mina um conjun o de me cados mensais que, du an e os Domingos de cada mês, ão ci culando pelas ilas de Azei ão, Coina, Pinhal No o e Moi a. 35 1.2. Me odologias: Obse ação Pa icipan e Exis em di e en es manei as de obse a a es a. A ge ação mais jo em, que abandonou a aldeia pa a i es uda pa a a cidade ou pa a abalha , emig ando pa a ou o país, ê na es a “uma ocasião de encon o mais li e en e apa igas e apazes (sob e udo de aldeias di e en es) ” e de expe iências mais comple as. Os mais elhos possuem uma isão “ eligiosa” da celeb ação es i a. Vêem os “excessos” come idos na es a como sendo ano mais na si uação em ques ão, mesmo não sendo absolu amen e condená eis. Os “excessos”, que azem pa e do enómeno es i o, podem-se de ini como “libe ação aná quica e iolen a dos ges os, danças desen eadas ou, pelo con á io, lânguidas, bebida, a en u as sen imen ais ou ansg essões sexuais”. 36 A concepção sob e a oma ia adicional não é unânime. Po um lado cons a a peni ência, de pessoas com mais idade, e po ou o, a exube ância es i a, dos mais jo ens. An es da g ande o ensi a eclesiás ica do segundo qua el do século, é possí el o ma uma noção do que e a a es a, como sendo uma expe iência complexa “onde a do e p aze , o excesso sensual e o êx ase mís ico, os encan amen os a i iciais do olha e a usão do meio na u al, a p i ação do jejum e a sociedade comungan e e lúdica, o isolamen o do silêncio de o o e o a do da p ocu a e ó ica, en im, a comunhão do se eno encon o e a os en ação quase i ual da ag essi idade, cong ega em-se indissolu elmen e pa a compo em uma homenagem em hon a do san o”. 37 34 Ibidem. 35 Ibidem. 36 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.159. 37 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.160. 11 1.3. De oção No deco e das oma ias, os pe eg inos aleg emen e e omam con ac o com um luga , conec ado a uma p esença do além. O “san o” ep esen a his o icamen e o sag ado, é o objec o p incipal de de oção pa a os pe eg inos. Pode se ep esen ado po uma imagem de C is o, da Vi gem ou de um pe sonagem canonizado – es e ocábulo é equen emen e emp egue sob o ma de diminu i o, com a ec i idade e en oação de e dadei a e nu a (“San inho”, “Nosso San inho”). 38 A imagem é ge almen e uma es á ua, que além de se objec o de de oção, em a unção de cu a e de p o ege a aldeia. Analisando a a i ude dos de o os pa a com as es á uas - é a que se e ia pa a com uma pessoa i a – “ ala-se-lhes, oca-se-lhes, ixam- se com uma insis ência de quem espe a espos a, le am-se jun o dela objec os amilia es ou c ianças”. 39 Con udo, a imagem ambém adqui e ou a dimensão dinâmica – a es á ua é ene ada de o ma pa icula , le ada aos omb os, animada pelo i mo da ma cha, pe co e os caminhos da ida quo idiana; “a imagem alcança a pleni ude da sua p esença uncional. Comunica e az comunica ”. O san o eno a e in ensi ica o con ac o. 40 Acima da mul idão dos seus iéis, a es á ua do san o é le ada em p ocissão sob e um ando que a sus ém, “dança”, num espec áculo em ma cha ao i mo da música da banda ou de cân icos. Sendo assim, é impo an e coloca a seguin e ques ão: Quem é o “san o”? Pa a os pe eg inos a a-se de “alguém que pisou os caminhos dos homens, conheceu a sua expe iência e i eu os seus sen imen os (…) é in es ido de um pode que lhe pe mi e domina o cosmo, a exis ência social, a ida. Além disso, mani es ou á ias ezes a on ade de se de um luga e de uma comunidade pa icula , g aças às ci cuns âncias que odea am a apa ição da sua imagem”. 41 Assim, as oma ias são consag adas ao cul o de di e en es di indades. A in ocação de C is o e e e-se ao c uci icado: o Cal á io e a C uz, o “Bom Jesus” 38 Idem, p.41. 39 Idem, p.42. 40 Idem, p.44. 41 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.45. 12 c uci icado, o Senho da Piedade, dos A li os ou dos Na egan es. 42 A essência do cul o c is ão es á em Jesus C is o. Nas p ocissões é isí el a eligiosidade que ma cou p o undamen e o cul o c is ão, ocadas em comunidades pisca ó ias, sendo es as as mais de o as à igu a de C is o, a quem pedem ajuda aquando das di iculdades da aina ma í ima. Na egião da Península de Se úbal, as es as do Senho Jesus das Chagas em Sesimb a, do Senho Jesus do Bon im em Se úbal e do Senho Jesus dos A li os no Mon ijo, são exemplos do cul o p es ado a Jesus C is o. 43 A Vi gem em í ulos di e en es de in ocação, ag upados em duas ca ego ias p incipais – os a ec i amen e neu os ( oponímicos, elacionados com a localização do san uá io, his ó icos, lendá ios) e os que quali icam o sen imen o de de oção e compõem uma ca ga a ec i a. Es as podem-se di idi em ês g upos: os que se e e em a um “Mis é io” de Ma ia, a um dos seus í ulos de gló ia e e ocam uma a i ude de admi ação (“San a Ma ia”, “San a Ma ia a G ande”, “Nossa Senho a do Mundo In ei o” “Nossa Senho a do Rosá io”, “Nossa Senho a do Ca melo”, “Nossa Senho a da Espe ança”, “Nossa Senho a da Conceição”, “Nossa Senho a da Visi ação”, “Nossa Senho a da Assunção”, en e ou os); os que ene am um acon ecimen o da sua ida, p es am-se a uma especialização da de oção a uma in ocação de de e minada Vi gem local como pad oei a da si uação humana undamen al (“Nossa Senho a do Lei e”, “Nossa Senho a da Ho a”, ou “do Li amen o”, “da Na i idade”, “das Do es”, “da Agonia”, “da Boa Mo e”, en e ou os). No úl imo g upo, a in ocação da Vi gem ap esen a-se como o ma de p o ecção, an o nas ac i idades p o issionais, ge almen e elacionadas com a pesca (“Nossa Senho a da Boa Viagem”, “do Bom Tempo”), como pelo conjun o da sua exis ência (“Nossa Senho a da Paz”, “do Soco o”, “das G aças”, “da Na i idade”, “das Do es”, “da Agonia”, “da Boa Mo e”, en e ou os, “Nossa Senho a da Saúde”, “Nossa Senho a dos Remédios”). 44 Mui as da es i idades são em hon a de san os. Em Po ugal, a de oção pelos ês “San os Popula es” é ge al, não ap esen ando semp e a o ma de oma ia. As es as e e en es aos San os Popula es deco em no mês de Junho po odo o país – animam as 42 Ibidem. 43 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.81. 44 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.46. 13 uas, bai os, ilas e cidades em mani es ações onde a de oção e a olia se associam. A aiz des as es as es á, mui o p o a elmen e, nos cul os pagãos que assinala am o sols ício do Ve ão. Tal ez a de oção mais an iga seja a do san o que bap izou Jesus, S. João, sendo ambém o que em e i ó io po uguês em maio di usão (24 de Julho – co esponde ao sols ício de Ve ão). O sols ício de Ve ão é, po na u eza, uma época de aleg ia, po assinala o início da es ação das colhei as, dos bailes da ida ao a li e e, nos dias de hoje, pe íodo do ano que mais se associa ao laze e às é ias. O cul o a S. João ap esen a á ios i uais, como oguei as, banhos san os e as o alhadas. Em Po ugal a adição das oguei as, es á di undida po odo o país. Na gas onomia domina a sa dinha assada e o caldo e de que, em cada casa, ua, bai o de cada ila ou cidade en usiasmam com os seus a omas odos os oliões dos san os popula es. Na Península de Se úbal, as es as de S. João êm maio p eponde ância em Almada e em Alcoche e. No caso da de oção a S. Ped o, ap esen a uma pa icula idade – é p o agonizada po um g upo p o issional, nes e caso ma í imos e pescado es. 45 No en an o, é São Ben o que apa ece como cen alizado de mui as pe eg inações, cuja de oção es á ligada à implan ação monás ica em Po ugal, sendo o seu cul o acompanhado ge almen e, pelo de São Mau o e de San a Escolás ica. Toda ia, exis em ou os san os a que se p es a cul o em Po ugal – Nossa Senho a, São Ba olomeu, São Sebas ião, Rainha San a, São Lou enço, São Miguel, São Gonçalo, São Roque, San a Bá ba a, São Ma co, San a Lúcia, São C is ó ão, San o An ónio e São F ancisco. 46 A de oção dedicada aos San os, a Vi gem e a C is o ca ac e iza não só a es a, mas a p óp ia eligião popula , a a és da p á ica da p omessa. Po an o, pode-se de ini p omessa como “a elação es abelecida en e a condição humana conc e a e um in óluc o de san idade que a odeia”; a p omessa cons i ui um modo de comunicação essencial, ap oximando-se do sac i ício, p opo cionando a oca. Quando a segu ança da exis ência indi idual, amilia ou social es á em pe igo, “p ome e-se” a um “san o”. 47 45 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.99-101. 46 SANCHIS, Pie e, A aial: Fes a de um Po o – as oma ias po uguesas, Lisboa, Dom Quixo e, 1992, p.47. 47 Ibidem. 14 1.4. Ac ualidade Ao analisa o aspec o “ es i o” da ida social po uguesa, pode-se obse a que em Po ugal, o Mundo da es a es á i o. 48 No en an o, o enómeno es i o oi so endo p o undas al e ações – e olução das o mas de sociabilidade, epe ó io musical que se eno a ou desapa ece, ins umen os popula es que se o nam a os, cos umes que se pe dem e a in asão de ó mulas es e eo ipadas que impõem o “e ei o de demons ação” da cidade a é nas mais pequenas aldeias, a uni e salidade dos sucessos musicais, a a acção do espec áculo. Mesmo assim, nas comunidades u ais, as es as con inua am a pola iza a ida social dos seus habi an es. 49 Em conclusão, segundo Pie e Sanchis, a es a nos dias de hoje baseia-se na maximização da p odução e de luc o. 50 1.5. Impo ância Tu ís ica “Uma das mais impo an es mo i ações do u ismo in e nacional é o desejo de conhece ou os po os e o seu modo de ida bem como conhece as ci ilizações do passado. Como o modo de ida de cada po o é in luenciado pelas suas adições, pela cul u a e pela his ó ia, os alo es a ís icos e monumen ais azem pa e do u ismo como ac o de p imei a g andeza”. 51 A cul u a cons i ui um ac o de inc emen o do u ismo. Da a conhece a impo ância ou simplesmen e o “acon ece ” das es as que oco em pelo país, possibili a a hipó ese de se em isi adas po quem es á “de passagem”. Pos o is o, as es as, seja de pequena ou g ande dimensão, o nam-se mo i o de a acção dos u is as que isi am Po ugal, ans o mam-se num ac o de desen ol imen o u ís ico local, mo imen am a economia local e dinamizam as aldeias. As componen es sag adas e p o anas des as es as são on e de g ande a acção u ís ica le ando odos os anos milha es de isi an es a i e es es singula es e en os, i epe í eis, des a o ma, em qualque ou a pa e do mundo. 52 48 Idem, p.17. 49 Idem, p.18. 50 Idem, p.30. 51 CUNHA, Licínio, In odução ao Tu ismo, Lisboa, Ve bo, 2009, p, 268. 52 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.15. 15 Capí ulo II – Fes as na Península de Se úbal O capí ulo que se segue é o esul ado da análise da in o mação ecolhida sob e as es as que se ealizam nas localidades que azem pa e da Península de Se úbal. Sendo um dos objec i os a ealização de um Guia de Fes as, p e ende-se abo da di e sos aspec os impo an es, de o ma a ap o unda um pouco mais o conhecimen o sob e o ema. O p esen e capí ulo analisa cada uma das es as escolhidas em cada localidade, des acando di e sos pon os impo an es sob e as es as: em que dia e mês se ealizam, em que locais acon ecem, quan o empo du am as suas celeb ações, a homenagem que p es am, um pouco sob e a sua his ó ia, as celeb ações que se ealizam, a desc ição da imagem a que se p es a cul o, de que o ma se anga iam undos pa a a ealização das es i idades, quem az pa e da o ganização, assim como os a iados e en os que deco em ao longo da du ação das es as. Des a o ma, o undamen o des e guia se á in o ma quem p e enda isi a , nomeadamen e os u is as que equen em as localidades, ou apenas po me a cu iosidade. As es as seguem o ganizadas po localidades, po o dem al abé ica. A ecolha ealizada, além de es udos locais e dos sí ios e e idos em no as, e e po base os abalhos de Dua e, Pe ei a e Gonçal es (1997), o Guia das mais amosas es as e oma ias de Po ugal (2012) e a colec ânea de Ba os e Cos a (2002). 1. Alcoche e 1.1.Fes a do Ba e e Ve de e das Salinas A es a au ina de Alcoche e ealiza-se no segundo im-de-semana de Agos o e em a du ação de se e dias. Tendo como p o agonis a o ou o, designa-se como es a b a a. No en an o, as es as do Ba e e Ve de e das Salinas, emon am às es as em Hon a de Nossa Senho a da Vida. Fo am ins i uídas em 1940, mas ealiza am-se pela p imei a ez no ano seguin e, em 1941, com a inicia i a de José And é dos San os, no escaldo de um g ande empo al que oco eu nesse ano. Fo am p og amadas pa a deco e em na segunda semana de Agos o. Desde o início que o am consag adas ao o cado, aos salinei os e aos campinos. A oma ia a Nossa Senho a da Vida aumen ou de ido a es as es as. A ila de Alcoche e du an e as es as, p epa a-se e ans o ma-se, pa a ecebe os 16 isi an es. A ila é oda deco ada, pelas uas exis em a aiais, azendo com que a população i a a sua es a in ensamen e. 53 Du an e o deco e dos se e dias de es a, exis em qua o momen os impo an es: o p imei o, são os a aiais, os conce os musicais, os baila icos, que acon ecem du an e odos os dias da es a; o segundo momen o ocupa-se de inicia i as cul u ais e despo i as, com ealização de o neios e exposições; o e cei o momen o es á ligado à Fes a B a a, em que se ealiza a Fei a Tau ina, La gadas e Espe as de ou os, diu nas e noc u nas; o qua o momen o em ca iz eligioso, a celeb ação da missa e da p ocissão, em Hon a de Nossa Senho a da Vida, no Domingo. No Sábado, quem isi e a es a ambém pode pa icipa na sa dinhada e assis i ao des ile que pe co e as uas da ila, em homenagem ao campino, ao salinei o e ao o cado. 54 A o ganização da es a pe encia à San a Casa da Mise icó dia local, com o apoio da Câma a Municipal, endo sido c iado em consequência dos es ejos, o Aposen o do Ba e e Ve de, que desde 1944 p omo e os es ejos. 55 1.2.Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e Também designada po “Fes a da Páscoa”, a Fes a do Cí io dos Ma í imos em início no Sábado de Aleluia, p olongando-se po mais ês dias, a é Te ça- ei a, numa sequência de momen os únicos de de oção e con í io, que anualmen e eúnem cen enas de pessoas, naquela que é a es a mais an iga de Alcoche e. O Cí io dos Ma í imos é um dos seis cí ios que es ejam a Nossa Senho a da A alaia no seu San uá io e na á ea en ol en e, pela oma ia anual. Segundo a lenda, que es á na o igem da undação da Con a ia dos Ba quei os de Alcoche e, em época emo a, um ba co que na ega a no Rio Tejo oi su p eendido po uma empes ade. Em desespe o, um dos ba quei os p ome eu a Nossa Senho a da A alaia que, caso se sal asse com os companhei os, o ganiza ia uma con a ia pa a es ejá-la anualmen e. O empo amainou 53 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.130. 54 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.130. 55 Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições, A lân ico P ess, 2012, p. 241. 17 e consegui am alcança e a a sal o. Desde en ão, os Ma í imos de Alcoche e êm cump ido a p omessa. 56 Pela esc i u a de dema cação dos e mos de Aldeia Galega e de Alcoche e ealizada em 1539, icamos a sabe que, en ão, ha ia um Cí io de Ma í imos Sol ei os e ou o de Casados. Du an e as es i idades, celeb a a-se a missa. No começo do século XX, o Cí ios dos Sol ei os eg essa a da A alaia no domingo à a de, enquan o o dos Casados eg essa a na segunda- ei a, igualmen e de a de. Algum empo depois, os dois Cí ios undi am-se, dando o igem ao Cí io dos Ma í imos. No en an o, ainda hoje se obse am es ígios nos co ejos, pois mulhe es sol ei as e mulhe es casadas des ilam sepa adas. 57 O Cí io dos Ma í imos de Alcoche e possui uma c uz do es ei o, um guião e ce ca de uma cen ena de bandei as. A c uz, que o es ei o gua da em casa du an e o ano e com que des ila nos co ejos, é uma c uz p ocessional, de p a a, do século XIX, com uma es u u a em aço. O guião é de seda la ada, com galão dou ado. Ao cen o, es á ep esen ada a Senho a. As bandei as, com ap oximadamen e dois me os, são ei as de ce im. No passado, e am pin adas, hoje são es ampadas. 58 O Cí io dos Ma í imos de Alcoche e não em ins alações p óp ias pa a acomodação dos omei os, nem em Alcoche e nem na A alaia. O Cí io começa po se ins ala em Alcoche e, no Sábado de Aleluia. A segui , ai pa a a A alaia, no Domingo de Páscoa, à a de, acabando po eg essa à ila na a de de Segunda- ei a. 59 O designado “chininá”, des inado a en e e o es ei o, é compos o po um ocado de gai a-de- oles e ou o de caixa. Os dois músicos êm de ba co no Sábado, sendo a sua chegada à pon e-cais assinalada com um ogue e, dando início às es i idades: um des ile a pé pelas uas p incipais. 60 No Sábado de Aleluia, pelas dezasseis ho as, o “chininá”, acompanhado po um indi íduo designado pela comissão, que anspo a os ogue es, emba ca na pon e-cais, no bo e “Alca ejo”, e na ega em en e da ila, du an e pe o de uma ho a. De seguida, já em e a, o “chininá” oca nas p incipais uas da pa e an iga da ila. Pelas dezoi o ho as e in a minu os, a ol a es á e minada e o g upo eg essa à casa do Cí io. 56 Má io Balsei o Dias, Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, Alcoche e, Câma a Municipal de Alcoche e, 2002, p. 19. 57 Idem, p.20. 58 Idem, p. 25. 59 Idem, p.29-30. 60 Idem, p. 32. 18 Ul imamen e, à noi e, no jan a , compa ecem já cen enas de pessoas, em especial a ema an es de bandei as e seus amilia es. Du an e es a e eição, e como em odas as que se segui ão na es a, o “chininá” anda pelo meio das pessoas a in e p e a algumas peças do seu epo ó io. 61 No Domingo de Páscoa, em Alcoche e, depois do pequeno-almoço omado na casa do Cí io, o “chininá” oca nas uas da ila, eg essando no inal, no amen e ao Cí io. A é ecen emen e, po ol a das onze ho as e in a minu os, o “chininá” ia chama as moças sol ei as que pa icipa iam no des ile, à a de. Quando es a saía, a música oca a e, de ez em quando, a i a a-se um ogue e. Às dezoi o ho as e in a minu os, o co ejo pa e da casa do Cí io, passa pelas p incipais uas an igas da ila e e mina na Escola dos Segundo e Te cei o Ciclos do Ensino Básico El-Rei D. Manuel I. O co ejo é o mado da seguin e manei a: à en e, à di ei a, ai, a ca alo, o es ei o, que le a, na mão, a c uz da es a; à esque da, ao lado do es ei o, segue o juiz, a ca alo igualmen e; a segui , mon ada no p imei o bu o, caminha a juíza do ano co en e; depois, a do ano seguin e; segue-se o g upo das mulhe es sol ei as e, a ás, as casadas, mon adas de lado, ambém em jumen os; a penúl ima mulhe do des ile é a es ei a do p óximo ano e, a úl ima, a do ano co en e. Os asnos le am um lençol b anco, bo dado, po cima da alba da. Os pais, namo ados, ma idos ou ou os, conduzem os animais pela a ea a. Uma ca e a, puxada po duas acas mi andesas, en ei ada com amos de palmei a e cobe a com um lençol b anco, echa o co ejo. 62 E o “chininá”, numa ca e a puxada po bois, com a sua música, anima o des ile, ocando sem in e upção. Chegados ao começo da es ada, deixam os ca alos e os bu os e p ossegue udo de au omó el, que semp e são seis quilóme os a é à A alaia. À excepção de algumas pessoas que se deslocam a pé em cump imen o de p omessa. Nesse dia o jan a é se ido na chamada “casa do cí io”, pe o da capela. Realiza-se um baile e a aial (sem ei an es), com alguns dos pa icipan es a eg essa em a Alcoche e ou a ica em na A alaia pa a o dia seguin e. 63 61 Má io Balsei o Dias, Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, Alcoche e, Câma a Municipal de Alcoche e, 2002, p. 40. 62 Idem, p. 43. 63 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 211-213. 25 come bi anas, en emeadas ou cou a os no pão, o na-se um i ual gas onómico. 84 As a des incluem ou os e en os gas onómicos, como a “Ta de do Foga ei o”, que ans o ma a a enida p incipal num g ande es au an e, onde os pa icipan es, amigos e amílias pe iscam e con i em, enquan o a cha anga “Huga-Guga do Rosá io” cos uma anima “o mais amoso almoço” dos es ejos popula es do país. 85 À noi e, jun amen e com as co idas de ou os, chegam os conce os, os espec áculos e os bailes que animam a ida noc u na. No úl imo dia da es a (Domingo) assis e-se a um espec áculo de ogo-de-a i ício, que ence a as es i idades. Du an e os dias es i os, ambém se pode assis i a ou os e en os, como es i ais de olclo e, p o as despo i as, concu sos dos ba cos melho engalanados, ega as de ba cos no Tejo, e alguns o neios. 4.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os Em Alhos Ved os, es a es a de cul o ma iano ealiza-se no Domingo mais p óximo do dia 2 de Agos o, dia o icial da comemo ação de Nossa Senho a dos Anjos, endo a du ação de 5 dias. A in ocação a Nossa Senho a dos Anjos de Alhos Ved os es á ligada a uma lenda. Con a-se que após a de o a do exé ci o de D. A onso Hen iques, na conquis a de Palmela, os mo ado es do cas elo ugi am pa a Alhos Ved os, onde os habi an es assis iam na ig eja aos o ícios do Domingo de Ramos. Es es, ecebe am os da ila conquis ada e saí am da ig eja ao som dos sinos, pedindo p o ecção a Nossa Senho a dos Anjos, que os a ende a. Em memó ia des a dádi a, os habi an es de Alhos Ved os decidi am celeb a o sucesso do Domingo de Ramos com uma p ocissão solene, em acção de g aças e com se mão, seguido dos o ícios di inos. Os mo ado es das e as ci cundan es acediam a es a solenidade com os seus pá ocos, c uzes pa oquiais, ogaças e cí ios em o e a à Senho a. 86 A Fes a ap esen a a sua componen e sag ada e p o ana. É no Domingo que a imagem sai em p ocissão, pe co endo as p incipais uas da eguesia, deslocando-se a é ao cais, ol ando depois no amen e pa a a ig eja. A p ocissão du a ce ca de duas ho as, 84 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.52. 85 Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições, A lân ico P ess, 2012, p. 245-246. 86 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.68. 26 con ando com a pa icipação da p óp ia comunidade. A Comissão de es as é compos a po memb os designados pela Ig eja e pela Jun a de F eguesia, e é esponsá el pela o ganização da es a, planeia á ios es ejos que se iniciam dez dias an es da p ocissão, a uma Sex a- ei a. 87 Du an e a semana es i a, ealizam-se espec áculos pa a odos os gos os, comes e bebes e di e imen os. 5. Mon ijo 5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia É no úl imo im-de-semana de Agos o, en e a úl ima Sex a e a Segunda- ei a seguin e, que se ealiza du an e qua o dias, a es a de cul o ma iano, na A alaia. Em 1607 conco iam à A alaia 23 cí ios. 88 Em 1923 calculou-se que es i e a uma mul idão de oi o mil pessoas na Fes a da A alaia. Po ol a de 1950, a oma ia à A alaia, nos inais de Agos o, e a conside ada a maio da egião ao sul do Tejo. 89 É conside ada a oma ia mais an iga ealizada no sul do país. 90 Du an e os dias da es a, são cinco os cí ios que se deslocam à A alaia: o Cí io da Ca eguei a, o Cí io da Quin a do Anjo e o Cí io dos Olhos de Água ( odos de Palmela), o Cí io No o e o Cí io da Azóia (de Sesimb a). A es a, ambém designada po “Fes a G ande”, inicia-se na Sex a- ei a, com a abe u a do a aial, espalhado po oda a egião, a exis ência de uma ei a, di e imen os, e enda de comida. Cada cí io, al como o cí io dos Ma í imos de Alcoche e, possui na A alaia a chamada “casa dos cí ios”, dispe sas pela eguesia, pa a se i de alojamen o aos pe eg inos que ali descansam, ambém como espaço de baila icos, que du am a é de manhã. Nomeadamen e de Domingo pa a Segunda- ei a, e a mesmo p oibido do mi . A p oibição ou a igília, inha como objec i o a deslocação, na manhã seguin e (Segunda- ei a), à “Fon e-San a” pa a a habi ual “la agem da ca a” na nascen e da “água san a”, pos e io men e ans o mada em on e. O i ual man ém-se, embo a a água se encon e 87 Ibidem. 88 PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 129. 89 PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 130. 90 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 215. 27 poluída. A lenda con a, pela oz do po o, que a imagem da Senho a oi encon ada em empos an igos, jun o da nascen e milag osa. 91 A omagem dos cí ios inicia-se no Sábado, cada co ejo anspo a um ando com a imagem da Senho a da A alaia, o guião e as bandei as, di igindo-se a é ao C uzei o- mo , onde são dadas ês ol as i uais em seu edo , acompanhadas po ês músicos: o gai a-de- oles, o bombo e o cla ine e, ou os acompanhados po uma an a a de bombei os ou po uma banda ila mónica. Cada cí io eg essa ao ad o da ig eja. No deco e dos co ejos, ou em-se ogue es e mo ei os no a , a anuncia a ce imónia. No Domingo, os cinco cí ios eúnem-se num co ejo único pa a segui em no amen e a é ao C uzei o, ol ando a epe i as ês ol as i uais, acompanhados de mo ei os ogue es e música. En e an o, pela manhã são ealizadas duas missas na capela, uma às dez ho as, pelo Cí io da Quin a do Anjo e ou a às onze ho as, pelo Cí io da Azóia. Na Segunda- ei a celeb a-se uma no a missa, pelos es an es cí ios. Nas duas missas os cí ios são ep esen ados apenas po um elemen o que anspo a o guião. É no Domingo que se ealiza a p ocissão, às dezasse e ho as, com a imagem de Nossa Senho a da A alaia, p esen e na capela, seguem-se os elemen os dos cí ios, a banda ila mónica e mui o po o, que pe co e as uas da localidade. 92 As bandei as e o guião com a imagem da Senho a da A alaia, o e as p o enien es de p omessas, são leiloados nas espec i as “casas dos cí ios”, cabendo a quem as a ema a, le á-las pa a casa a é às es as do ano que se segue. Os ando es pe manecem gua dados na sua “casa”, sendo que alguns já possuem um o a ó io. A imagem de Nossa Senho a da A alaia, segundo a lenda e na oz do po o, oi encon ada jun o da nascen e milag osa onde oco e o i ual da “la agem da ca a”, a Fon e-San a, que é hoje uma eguesia. 93 Desde a sua apa ição que aumen ou a a luência de de o os a isi a esse sí io pi o esco. Todos os cí ios que odos os anos equen am a A alaia, nunca esquecem es e luga abençoado pela Vi gem. “É um espec áculo imponen e e pela mad ugada de Domingo a ex ao diná ia conco ência do po o a ci cunda es a on e san a”. Nes a al u a o a aial do sí io da A alaia quase se despo oa, os omei os ão a é à on e, uns 91 Idem, p. 216. 92 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 217. 93 Idem, p. 215-216. 28 pela de oção de bebe em a água de Nossa Senho a, ou os pa a p ocede em à la agem, p e iamen e abas ecidos de bacias e oalhas. 94 Os cinco cí ios que azem pa e da oma ia de Nossa Senho a da A alaia, desde os empos an igos con inuam a e ec ua um pedi ó io, pelas localidades mais p óximas, a im de anga ia dona i os pa a a deslocação à A alaia. Os es ei os ão acompanhados de músicos pelas uas, ao som de ins umen os como a gai a-de- oles, o cla ine e e o bombo. 95 A es a dos cí ios inicia-se na Sex a- ei a, com a abe u a de a aial, que deco e po oda a egião, compos o po uma ei a, di e sões, e ba acas de pe iscos. 96 5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a A es a dedicada a Nossa Senho a da Oli ei a, ealiza-se no úl imo im-de-semana de Agos o, deco e en e Sex a- ei a e Domingo, em Canha. As es as em Hon a de Nossa Senho a da Oli ei a são ela i amen e ecen es. Tendo pouco anos de exis ência, nela pa icipa oda a população da egião de Canha. Cabe à população o planeamen o e execução de oda a deco ação das uas da ila, u ilizando lo es de papel. A deco ação é man ida em seg edo a é ao dia de início da es a. 97 É a meio da a de de Sex a- ei a que se inicia a ce imónia de abe u a dos es ejos, com a isi a dos con idados e do po o de Canha às uas p e iamen e deco adas de lo es de papel. Após a isi a, sucede a p imei a la gada de ou os na ua p incipal da ila. É pela noi e que culmina o baile e a música. O Sábado é o g ande dia da es a p o ana, que se inicia pelas oi o ho as a é à mad ugada de Domingo. A es a con a com bandas musicais, bailes e cha angas. Às qua o da mad ugada de Domingo az-se a monumen al sa dinhada, com pão e inho da egião, o e ecido pela população aos isi an es. Às cinco ho as assis e-se à la gada de ou os, a é às oi o ho as da manhã. O Domingo é o dia que é dedicado a Nossa Senho a da Oli ei a. A missa solene é ao meio dia, na Ig eja Ma iz de Canha. A p ocissão ealiza-se ao im da a de, pe co endo as p incipais uas de Canha. O ence amen o da es a acon ece à meia- 94 PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 130. 95 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 217. 96 Idem, p. 215. 97 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.74. 29 noi e, com uma g ande sal a de mo ei os. 98 É nes a es a de g ande con í io que cada um pa ilha o seu oga ei o com o isi an e e com o izinho. Há a aial, cha angas, sa dinhas assadas, e la gada de ou os. 99 5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o A Fes a em Hon a de S. Ped o ealiza-se de 29 de Junho (Fe iado Municipal) a 30 de Junho, no Bai o dos Pescado es, do Mon ijo. As Fes as de São Ped o de hoje em dia, nasce am a pa i de 1951. São Ped o o na-se pad oei o dos pescado es, embo a o pa ono do Mon ijo seja o Di ino Espí i o San o. Num passado longínquo, os pescado es p esen ea am a sua e a com um espec áculo, que consis ia em en ei a um elho ba el, com bandei as e loi os, que e a anspo ado em p ocissão, desde o bai o dos pescado es, passando pelas uas p incipais da po oação, a é ao ad o da ig eja ma iz. A banda ila mónica e os ogue es acompanha am o co ejo, que se ealiza a ao im da a de. À noi e o ganiza a-se um baile, em que as danças e can o ias acon eciam em edo do ba el, em chamas, ao som dos ogue es. A es a acaba a quando o ba el icasse eduzido a um b asei o. 100 O i ual es i o da “queima do ba el” con inua a ealiza -se, u ilizando um ba co já sem u ilidade, que é en ei ado e queimado jun o ao io, pe o do Cais das Faluas. 101 No dia seguin e, en e as dez e as onze ho as da manhã é celeb ada a missa solene, com se mão e p ocissão. A ig eja do Espí i o San o enchia-se de c is ãos, pescado es que pediam a Deus po in e médio de S. Ped o, que os p o egesse do ma e que eg essassem sãos e sal os, que abençoasse o seu abalho, demons ando con iança absolu a em S. Ped o. 102 A p ocissão ealiza a-se semp e depois da missa solene, não endo ho a exac a, obedecendo à ma é cheia, de ido à bênção do ma e das emba cações. As p omessas e o os ei os du an e o ano, e am cump idos nes a ce imónia. 103 A segui à missa 98 Ibidem. 99 Guia das mais amosas Fes as e Roma ias de Po ugal - Uma Viagem Comple a às nossas T adições, A lân ico P ess, 2012, p. 250. 100 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 10. 101 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 199. 102 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 11. 103 Idem, p. 200. 30 ambém se seguia uma omagem ao cemi é io em hon a dos pescado es alecidos. Pescado es e po o seguem em ba cos, de odos os géne os, es i amen e o namen ados com lo es e bandei as, a é à Base Aé ea nº 6 do Mon ijo. É aí que ecolhem a imagem de São Ped o ( anspo ada pa a ali dias an es), que azem à a de em p ocissão pelo ma a é ao Cais das Faluas. Em seguida, a imagem é le ada pelos pescado es, ambém em p ocissão, a é à ig eja ma iz. À noi e, pelas in e e duas ho as, em luga a g ande e solene P ocissão de São Ped o, com a imagem no seu ando , em o ma de ba co, no meio de lo es na u ais, conduzido mais uma ez pelos pescado es, semp e descalços. Nes a p ocissão in eg am- se os ando es da Senho a da A alaia, de São Ra ael, de San o An ónio, de São João e de São José. Du an e ap oximadamen e duas ho as, a p ocissão pe co e desde o Bai o dos Pescado es, passando pelas uas p incipais do Mon ijo em di ecção ao ad o da Ig eja Ma iz do Espí i o San o, com o co ejo acompanhado pela banda ila mónica, ao som dos ogue es. 104 As a enidas são a is icamen e o namen adas e iluminadas, p o idas de al o- alan es. 105 No dia seguin e, dedicado a São Ma çal, pelas seis ou se e ho as da manhã, ealiza- se a oma ia ou “ma cha dos pescado es”, jun amen e com o po o, à “la agem” na Quin a do Saldanha. Es a p á ica i ual consis ia na la agem da ca a ou das mãos dos que pa icipa am, num anque de ped a que desde há mui o que se e pa a o e ei o. 106 No inal da manhã, há luga à “a ema ação das bandei as”, igu adas com san os e com pequenas imagens de San o An ónio, São Ma çal e São Ped o (a mais dispu ada). São leiloadas, a ingindo lances de algumas cen enas de eu os. Quem ize o melho lance em o di ei o de conse a a bandei a ou imagem em sua casa a é à a ema ação do ano seguin e, quando as bandei as e imagens ol am a se p op iedade da Sociedade Coope a i a União Pisca ó ia Aldegaleda, pa a que ol em a se leiloadas. 107 O Cí io dos Pescado es já exis ia no einado de D. Manuel I (1459-1521), que oi seu juiz pe pé uo, assim como odos os seus sucesso es mona cas. D. Manuel I 104 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 199. 105 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 14 & 12. 106 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 201. 107 Idem, p.202. 31 p omo ia a sua es a no san uá io da A alaia, onde deco ia a missa solene, se mão e p ocissão. E a o juiz da es a, o Rei, que paga a o se mão. O p egado e a dado pelos eligiosos p o enien es da O dem de S. F ancisco. 108 As ou adas o am inse idas nos es ejos da ila no século XVI, po p o isão eal do ei D. Manuel I, “pa a di e são do po o”. As la gadas de ou os passa am a cons i ui mais uma a acção da es a. 109 Apesa de alguns anos de declínio, os es ejos nunca deixa am de se ealiza anualmen e no Bai o dos Pescado es, man endo-se semp e os en ei es e iluminação pelas uas, becos e pá ios, pa a além da que messe, dos bailes e la gadas de ou os. Po ol a de 1607 e a cos ume, no dia da es a, a Con a ia dos Pescado es p ocede à eleição dos es ei os e do juiz- esou ei o, a quem cabia a o ganização da es a no ano que seguin e. A escolha ecaia nos pescado es mais abas ados, nomeadamen e p op ie á ios de emba cações. Quan o mais se pesca a mais esplendo e ia a es a desse ano, uma ez que as quo as e pe cen agens dos luc os de cada ba co e e iam pa a as despesas dos es ejos, assim como o dinhei o de mealhei os que e am colocados nas emba cações onde e am deposi adas quan ias des inadas à con a ia. No ou-se em 1951, um c escimen o das es as, sendo adop ado um no o p ocesso, em que os mealhei os passa iam a se espalhados pelos es abelecimen os da cidade, possibili ando assim, a con ibuição do po o pa a as despesas da es a. 110 A imagem é supo ada no ando , em o ma de ba co, no meio de lo es na u ais. 111 No ando pega a quem desse mais. 112 No deco e da p ocissão, a imagem e a ol ada po ês ezes pa a a assis ência, como se i esse a abençoa ou a despedi -se dos seus de o os. 113 As despesas dos es ejos e am supo adas pelas quo as, pe cen agens dos luc os de cada ba co de pesca, pelos mealhei os colocados nas emba cações des inados ao depósi o de quan ias, ao inal do mês, des inadas à con a ia. 114 Tan o a o namen ação 108 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 15. 109 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 194. 110 Idem, p.198. 111 Idem, p. 201. 112 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 11. 113 Idem, p. 12. 114 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 198. 32 como a iluminação das uas, êm o pa ocínio da Câma a Municipal. 115 Após a a ema ação das bandei as segue-se o almoço-con í io anual, dois concu sos, o de mon as e da janela melho en ei ada, desde que si uada no pe cu so da la gada de ou os, no Bai o dos Pescado es. Ac ualmen e, pa a além das solenidades eligiosas, o a aial, a ei a e os conce os ealizados na P aça da República, man êm-se. 116 A pa i de 1957, a ou ada passou a aze pa e das Fes as Popula es de São Ped o. A la gada de ou os cons i uía o es i al au ino, e e a uma adição das gen es locais. Em 1991, as es as passa am a inclui ma chas popula es. 117 Além das solenidades eligiosas, há ei a e a aial no ecin o, com di e sões, conce os musicais, que messe, ômbola e espec áculo de ogo-de-a i ício. 118 5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os É no Mon ijo que se ealiza, no dia 30 de Junho, a Fes a em Hon a do Senho Jesus dos A li os. No Mon ijo exis e uma g ande de oção po pa e de oda a classe ma í ima pelo Senho Jesus dos A li os, que sejam pescado es, emba cados ou pe encen es a ba cos de passagei os. O cul o pode se ei o numa pequena capela jun o ao io. Todos os anos, du an e a p ocissão e de oção a S. Ped o, os ma í imos cump em uma adição, p o enien e do século XVI. Pela manhã, deslocam-se em oma ia, anspo ando as bandei as da a ema ação do ano an e io , a é à capela do Senho Jesus dos A li os, onde oco e o i ual da la agem. Ainda pela manhã, em luga a a ema ação das bandei as pa a as es as de S. Ped o do p óximo ano. Segue-se o almoço en e odos os pescado es da egião. 119 A imagem de C is o c uci icado, ene ada numa pequena e mida dos inais do século XVIII, sendo es a ei a de ma im indo-po uguês do século XVII, possuindo ainda a c uz o iginal, ambém indo-po uguesa, o namen ada com inc us ações me álicas. C is o encon a-se em pose agonizan e, o momen o do seu úl imo suspi o, olhando pa a os céus. Es a imagem des aca-se pelo ma cado a amen o ana ómico do 115 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 14. 116 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o JUNHO, p. 202-203. 117 Idem, p. 203. 118 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 13. 119 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.109. 33 onco, b aços e pe nas, desenho dos cabelos e ba bas, e pela o namen ação do cendal. As o igens des a peça são desconhecidas, e á sido azida da Índia, em inícios do século XVIII, e o e ecida ao san uá io local, desencadeando o seu cul o, a é aos dias de hoje. 120 Não e a a Con a ia dos Pescado es de Aldeia Galega que o ganiza a es as es as, mas sim os pescado es, que pa icula men e as p omo iam. 121 6. Palmela 6.1. Fes a da Escudei a A Fes a da Escudei a ealiza-se no mês de Agos o, en e S. Paulo e a Se a do Lou o, mais especi icamen e na Se a dos Ba is, onde exis e uma capela, na Quin a da Escudei a em Vale Ba is. 122 Du a qua os dias. Es es es ejos, que emon am a empos imemo iais, começa am a deco e de o ma o ganizada po ol a de 1750, da a da cons ução da Capela. 123 À oma ia eligiosa, alia-se o es ejo popula de e ão, com bailes e a aial. 124 Apesa de se chamada Fes a da Escudei a, o seu cul o é ma iano, sendo em hon a da Assunção de Nossa Senho a. 125 Es a es a u al e popula inicia-se na Sex a- ei a, com a ac uação da an a a dos Bombei os Volun á ios de Palmela e, em seguida, um ogo-de-a i ício, em modo de saudação a Nossa Senho a, assim como um b inde com á ios inhos da egião a odos os p esen es. 126 Du an e os dias de es a, assis em-se a á ios bailes popula es pela noi e den o, que messes, ac uação de anchos olcló icos, e po ezes, i o aos p a os. É na a de de Sábado e na manhã de Domingo, que se assis e ao pon o al o dos di e imen os, a “ acada”, num ecin o p epa ado pa a esse im. Os pe eg inos eúnem-se no ecin o das es as às 17:30h de Domingo, pa a assis i à p ocissão e à missa. Na Segunda- ei a 120 Idem, p. 107. 121 LANDEIRO, José Manuel, No ola dos anos (As Fes as de S.Ped o dos Pescado es de Aldeia Galega – Mon ijo), Mon ijo, Di ecção do O ana o de Mon ijo, 1952, p. 19. 122 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.71. 123 Disponí el em h ps://www.cm-palmela.p / on o ice/pages/1717?news_id=4218 consul ado em Agos o de 2017 124 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.71. 125 PINHO, Jaime; SILVA, Ca los da; GONÇALVES, Fe nanda, En e U zes e Cama inhas – as Fes as da A ábida e de T óia”, Se úbal, Flamingo Rosa, 1992, p. 128. 126 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.72. 34 celeb a-se a missa em hon a dos es ei os alecidos, há a ema ação de ogaças a é de mad ugada, como o ma de pô im às es as da Escudei a. Em elação à anga iação de undos “As Fes as da Escudei a, po se em conside adas pa imónio cul u al da egião, con am com o apoio da Câma a Municipal e da Jun a de F eguesia de Palmela e do Pa que Na u al da A ábida. Não êm ins luc a i os, odas as ecei as p o enien es das mesmas são in eg almen e canalizadas, pela Comissão das Fes as da Escudei a, pa a o inanciamen o do e en o.” 127 A o ganização da Fes a da Escudei a es á a ca go da Associação Nossa Senho a da Escudei a, com o apoio da Câma a Municipal de Palmela, en e ou os. 128 Du an e as Fes as da Escudei a exis em baila icos, piqueniques amilia es, ogo-de-a i ício, i o aos p a os, que messes, anchos olcló icos, en e ou os di e imen os. 6.2. Fes a das Vindimas A Fes a dedicada à Vindima ealiza-se anualmen e, desde a Quin a- ei a an e io ao p imei o Domingo do mês de Se emb o a é à Te ça- ei a seguin e, na Vila de Palmela, endo a du ação de 6 dias. Tem como objec i o a p omoção do inho da egião da Península de Se úbal, mas ambém das u as. 129 Desde há mui o que a indima é a úl ima e mais impo an e a e a do ano ag ícola, sendo uma celeb ação comuni á ia, uma aliança en e o abalho e o di e imen o, o cansaço e a aleg ia mis u am-se, p opo cionando o con í io en e as gen es, os indimado es. Desde 1963, a Vila de Palmela passou a o ganiza a Fes a das Vindimas. A indima é um abalho de en eajuda, as pessoas ajudam-se, jun am-se pa a p ocede à indima de cada um, sem pagamen os, exis indo apenas a e ibuição em mão de ob a. A e eição o e ecida a quem pa icipou na indima ou ou a impo an e a e a do campo designa-se po “adia a”. É a ecompensa do es o ço e da solida iedade, p incipalmen e 127 Disponí el em h p://www.quin adaescudei a.p / es a-nossa-senho a-da-escudei a/consul ado em Agos o de 2017. 128 Disponí el em h ps://www.cm-palmela.p / on o ice/pages/1717?news_id=4218 consul ado em Agos o de 2017 129 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.138. 41 seus sucesso es, o iundos da classe pisca ó ia, comp ome endo-se a le a em a bom e mo a ealização das es as no ano seguin e. 154 A Fes a do Senho Jesus das Chagas inclui ambém uma ei a, que deco e a e dia 8 de Maio. O a aial, aleg e e uidoso 155 , deco e na A enida da Libe dade, com as usuais endas de ei an es, ba aquinhas de comida e á ios di e imen os. Ao mesmo empo ambém oco em e en os cul u ais e ec ea i os, como espec áculos de música, exposições e pales as. 156 8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Em Sesimb a, o Cí io dos Pescado es, oma ia de cul o ma iano, ealiza-se du an e os ês dias do úl imo im-de-semana de Se emb o, no Cabo Espichel. O Cabo Espichel compo a dois espaços de cul o: o San uá io, onde se encon a a imagem de Nossa Senho a, e a E mida da Memó ia, cujo in e io é e es ido de painéis de azulejo que desc e em a lenda da apa ição da imagem e a edi icação do emplo ac ual. 157 A lenda con a que, no ano de 1410, um saloio de Alcabideche (aldeia na Se a de Sin a) obse ou sob e o Cabo Espichel, uma es ela mui o b ilhan e. Nossa Senho a, du an e um sonho, e elou es e luga e a isou-o que exis ia uma imagem numa lapa. Pediu-lhe pa a que os c en es lhe p es assem cul o. Foi en ão que o saloio se pôs a caminho do Cabo Espichel, num Sábado ao amanhece , conduzido pela mensagem de Nossa Senho a. Como o caminho e a longo, oi na Capa ica que pediu a uma mulhe pe missão pa a pe noi a na sua casa, acabando po lhe con a o sonho que e e. A mulhe , mui o imp essionada e c en e a Deus, decidiu pa i an es dele, em busca da imagem. Quando ele aco dou, não iu a mulhe que p ome eu ajudá-lo nos di íceis a alhos do seu caminho. Con udo, o homem pa iu, em busca da sua ambição. Quando chegou, a mulhe lá es a a, p os ada em ado ação à imagem da Vi gem, igual à que iu no seu sonho. Após as suas o ações, ambos decidi am cons ui uma e midinha de alec im, e a abundan e no local. De modo a conse a melho a eco dação do milag e, oi 154 Idem, p. 84-85. 155 MONTEIRO, Ra ael, A Fes a das Chagas – os painéis de Nuno Gonçal es e ou os emas, Câma a Municipal de Sesimb a, 2002, p.79. 156 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o MAIO, p. 72. 157 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 231. 42 cons uída uma e mida em al ena ia. A no ícia espalhou-se pelas gen es da Capa ica e de Alcabideche e dos e mos de Lisboa, que logo se desloca am em pe eg inação. 158 Em 1672 oi ins i uída a Con a ia de Nossa Senho a do Cabo, que se comp ome eu que a o ganização da es a p essupunha o gi o, ou seja, a o ação da imagem po algumas eguesias. Exis iam duas imagens de Nossa Senho a do Cabo, uma pe manecia semp e no San uá io, e a ou a, uma cópia iel, azia o gi o das eguesias. 159 Na Península de Se úbal, são as localidades de Sesimb a, Palmela e Azóia que êm Cí ios, dedicados a Nossa Senho a do Cabo. Realizam-se en e os meses de Ab il e No emb o, sendo os ês cí ios mais signi ica i os o Cí io da Azóia, que se ealiza no e cei o Domingo a segui à Páscoa, o Cí io de Palmela que se ealiza anualmen e dia 15 de Agos o, e o Cí io de Sesimb a que se e ec ua no úl imo im-de-semana de Se emb o. 160 O Cí io dos Pescado es de Sesimb a da a de 1430, em ce ca de dois séculos. Ao con á io dos ou os cí ios, es e é o ganizado po um g upo p o issional especí ico, sendo a comissão compos a maio i a iamen e po pescado es. An igamen e, du an e os dias es i os, os omei os muda am-se pa a o San uá io, ocupando as casas que, a é há ce ca de in e anos, es a am pa a isso des inadas. Os p imei os dias da es a êm ca ác e p o ano, com jogos, bailes e a aial. No Domingo as celeb ações são eligiosas, e é dedicado ao pagamen o das p omessas. A p imei a ce imónia eligiosa é a missa, seguindo-se da p ocissão. O co ejo é abe o po dois escu ei os, seguindo-se os juízes da es a, como a C uz de C is o, duas lan e nas e com a única bandei a da p ocissão. A ás em o pá oco, seguido do ando , com a imagem da Senho a do Cabo, anspo ada apenas po homens. 161 A imagem de Nossa Senho a, ap esen a-se com o Menino no b aço esque do, a cingi-lo ao pei o, com a mão e o b aço di ei o no ges o de segu a o man o, endo sido asladada pa a o san uá io, em 1707. 162 158 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.19. 159 Idem, p. 20. 160 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.22. 161 Idem, p. 24. 162 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 232. 43 A banda que segue o ando ai ma cando o i mo. Romei os e con idados echam o co ejo. No ajec o da p ocissão, passam pela e mida, onde apa eceu a imagem, segundo a lenda. É aí que can am um hino ao Oceano e ezam uma A é Ma ia. 163 Os es ejos p o anos começam no Sábado, em que se ealizam jogos adicionais, baile com conjun os musicais, ei an es que endem a esana o, pe iscos, pão com chou iço, en e ou os. No Domingo ao inal da a de, sucede-se o leilão das bandei as, que du an e o ano ica ão na casa de quem mais al o as lici ou, en egando-as no ano seguin e pa a no o leilão. 164 9. Se úbal 9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida A es a dedicada a Nossa Senho a da A ábida ealiza-se no segundo ou e cei o im-de-semana do mês de Julho, em T oino, endo a du ação de ês dias. O cul o a Nossa Senho a da A ábida em o igem numa lenda, que con a que, no início do einado de D. A onso II (1211 – 1223), ce ca do ano de 1215, uma nau inda de Ingla e a com des ino a Lisboa, ao anoi ece apanhou uma g ande empes ade, pe o da cos a. A cada momen o, o medo de oca num baixio ou despenha -se con a a cos a aumen a a, pois não conheciam bem e a escu idão não pe mi ia econhece o local. Hildeb and , me cado que inha numa nau, azia consigo uma imagem de Nossa Senho a, pela qual inha especial de oção, pa a o p o ege dos g andes pe igos nas suas iagens. Du an e uma empes ade, não a encon ando no seu cama o e, em a lição, ele e os seus companhei os começa am a o a , pedindo ajuda ao Senho e à Sua San íssima Mãe. Su giu en ão uma g ande luz no al o, que naquela noi e de empes ade lhes iluminou a nau, em seguida os ma es sossega am, as ondas ab anda am e os en os acalma am, deixando a emba cação numa anquila bonança. Como es a am pe o da cos a, lança am a ânco a e aí ica am a é ao amanhece do dia, dando g aças a Deus po ê-los li ado daquele g ande pe igo. Na manhã seguin e, subi am ao luga onde inham is o a luz, e descob i am a Imagem da Rainha dos Anjos que o me cado azia no seu cama o e e ha ia desapa ecido du an e a empes ade. Fica am admi ados com al ma a ilha e, 163 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.24. 164 BARROS, Jo ge; COSTA, Soledade Ma inho, Fes as e T adições Po uguesas, Lisboa, Cí culo de Lei o es, 2002, 8 ols, Li o SET/OUT, p. 235. 44 ag adecidos à Senho a pelo bene ício, de am g aças a Deus e à sua Mãe San íssima. Po ali e sido encon ada, ez com que decidissem que a imagem de e ia se ene ada naquele local. Hildeb and o nou-se o e emi a, pe manecendo naquele luga com alguns companhei os, onde oi edi icada uma e mida. Mais a de e gueu-se um Con en o da O dem de San o Agos inho. Es e luga o nou-se um cen o de pe eg inação, com oma ias p o enien es de di e sos luga es. F ei Ma inho de San a Ma ia p ocu a a um luga isolado, onde pudesse dedica -se a Deus. Foi-lhe en ão suge ida a Se a da A ábida, endo lhe sido en egue em 1539, a e mida undada po Hildeb and , onde se encon a a a imagem de Nossa Senho a dos Anjos da A ábida. O eligioso anciscano icou lá sozinho, numa ida de peni ência, gua dando a imagem de Nossa Senho a. 165 Nou os empos a es a inha a du ação de ês a seis dias, sendo os g andes dias da oma ia a Sex a- ei a, o Sábado e o Domingo. Po adição e a na Sex a- ei a que se da a início à animação da es a, em que as bandas musicais pe co iam as uas da egião. A pa ida de ba co e a no Sábado, com des ino ao Con en o a a és do Po inho da A ábida, onde ha ia baile oda noi e. No domingo os omei os concen a am-se no Con en o pa a assis i às ce imónias eligiosas. Segunda- ei a e a dia de a aial na p aia e eg essa a-se a Se úbal em co ejo ma í imo. Ac ualmen e, quem o ganiza as es as é uma comissão de laicos que colabo am com a ig eja. A é inícios dos anos no en a, os es ei os anspo a am a imagem da Ig eja da Anunciada po e a, depois de ob e em licença do Duque de Palmela pa a pe noi a em no con en o e aí deposi a em a imagem du an e ês dias e ealiza em o a aial e a p ocissão no Domingo, den o do ecin o do con en o. Hoje, o mesmo edi ício o nou- se num cen o de con e ências, ealizando-se a es a apenas no Domingo, compos a po p ocissão, de modo a obedece à adição. No La go da Palmei a, localizado no Bai o de T óino, em Se úbal, ealizam-se du an e ês dias espec áculos e di e imen os alusi os à es a, subs i uindo aqueles que se aziam du an e ês dias no espaço do con en o. 166 165 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.37 & 38. 166 Idem, p. 40. 45 9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im A Fes a em Hon a ao Senho Jesus do Bon im ealiza-se no p imei o im-de-semana de Maio, em Fon ainhas e T oino. A es a, p omo ida pelos homens do ma da cidade de Se úbal, comemo a a da a em que uma cópia da imagem do Senho Jesus do Bon im oi le ada pa a o B asil, pa a S. Sal ado da Baía, pelo capi ão de ma e de gue a, Teodósio Rod igues de Fa ia, o iundo de Se úbal. A imagem ao se le ada pa a o B asil pe mi iu o desen ol imen o do cul o do Senho do Bon im, conhecido em odo o mundo. No Sábado, ealiza-se uma es a eligiosa que se inicia de noi e, com uma igília no La go de Jesus, em que pa icipam odos os ep esen an es de odos os ma í imos do país. No Domingo, após a missa, dá-se início ao momen o al o, a p ocissão com a imagem do Senho do Bon im e com ou as imagens adicionalmen e ligadas à de oção dos ma í imos, como a de Nossa Senho a da A ábida e de Nossa Senho a do Rosá io de T óia, e ocação da Vi gem Ma ia, p o ec o a de duas an igas comunidades de pescado es de Se úbal, Fon ainhas e T oino. A p ocissão, acompanhada ao som de di e sas an a as, sai da Ig eja de Jesus, e di ige-se ao cais pa a abençoa as ac i idades ma í imas e os pescado es, momen o que culmina com os pescado es a lança em cen enas de lo es ao io. De seguida, eg essa à Ig eja de Jesus. 167 O cul o do Senho Jesus do Bon im es á na o igem do homónimo San uá io exis en e em S. Sal ado da Baía, no B asil, exemplo excepcional de sinc e ismo eligioso. 168 A Capela do Bon im é um p ecioso exemplo de o namen ação ba oca, com azulejos, alha e pin u a dos séculos XVII E XVIII. No cen o do al a -mo ene a-se a imagem do Senho do Bon im, um C is o c uci icado ba oco, de amanho na u al. 169 9.3. Fes a de S. Luís da Se a Em homenagem a S. Luís da Se a, pad oei o dos gados, a es a ealiza-se em inais de Ab il, no Domingo de Pascoela e na Segunda- ei a seguin e, em S. Luís da Se a, na Es ada das Necessidades, com a du ação de dois dias. 167 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.88. 168 Idem, p. 90. 169 Ibidem. 46 O in e io do maciço da A ábida oi, du an e séculos, um local inacessí el ao homem. De ido aos solos é eis, es abelece am-se á ias comunidades ag ícolas, nas o las des e maciço mon anhoso. No in e io da A ábida o am-se es abelecendo eligiosos e emi as que ali p ocu a am a solidão e uma ap oximação a Deus, assim como pas o es que na busca de pas os pa a os seus ebanhos pe co iam odos os can os da A ábida. Con en os, e midas, edis e pequenos plainos pa a os gados e am os únicos es ígios da p esença humana na solidão daquelas se as. Enquan o o Con en o dos F anciscanos da A ábida se o na a luga de pe eg inação dos homens do ma , signi icando o momen o em que se pedia p o ecção à Senho a da A ábida, a e mida que se si ua a no sopé da Se a de S. Luís, o nou-se o local de cul o dos pas o es. Foi no século XVII, que i eu nes a E mida de S. Luís da Se a um eligioso, que mais a de oi aí sepul ado. Si uada no caminho en e Se úbal e Azei ão, e a mui o p o á el que os pas o es lá pa assem pa a pedi em p o ecção pa a os seus gados, e que não al assem pas os, p incipalmen e du an e o Ve ão quen e e seco. 170 Foi po es a azão que se deu início à oma ia a S. Luís, aquando do ciclo do Ve ão. Na e mida jun a am-se pas o es do ale do Sado, que pediam ambém a p o ecção dos seus ebanhos, adição que ainda se man ém. O p og ama da es a, no início dos anos in e, incluía di e sos di e imen os pa a os omei os, como baila icos, ca alhadas, música, ogo-de-a i ício, acompanhados de pela Fila mónica da Cap icho Se ubalense. Ac ualmen e, pela mesma al u a, à ol a da capelinha, as amílias epe em o i ual, numa es a que em a aial, danças olcló icas, jogos adicionais e que messe. São os ogue es que, pela manhã, anunciam o início da es a, que se desen ol e du an e dois dias, em hon a do San o. Po se uma es a eligiosa, celeb a-se uma missa, azem-se o ações, e colocam-se na pequena e mida, imagens de ce a, esul an es de á ias p omessas. A e mida ap esen a um aspec o pa icula impo an e pa a os pescado es, que é o ac o da sua o e do sino se isí el do ma , le ando os pescado es a pedi em ambém p o ecção a S. Luís. 171 170 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.93. 171 DUARTE, Ana; PEREIRA, Fe nando A. B.; GONÇALVES, Luís J., Fes as, Fei as e Roma ias - Pe cu sos na Cos a Azul, Região de Tu ismo de Se úbal – Cos a Azul, 1997, p.94. 47 Capí ulo III - Elabo ação do guia online 1. Sín ese de Con eúdos Na Península de Se úbal o calendá io es i o aumen a o seu i mo no mês de Ab il e ab anda em No emb o. Fazendo uma análise gene alizada das es as que acon ecem na zona da Península de Se úbal, é possí el conclui que nem odas as es as ap esen am as mesmas ca ac e ís icas. As es as p esen es no Capí ulo II podem ap esen a cí io e/ou oma ia. As duas o mas de cul o es ão p esen es na Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e, na Fes a de Nossa Senho a da A alaia e na Fes a em Hon a de S. Ped o no Mon ijo. A Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo ap esen a á ios cí ios, sendo um deles, o Cí io dos Pescado es de Sesimb a. Quan o à oma ia, es á p esen e na Fes a em Hon a de S. João da Ramalha em Almada, na Fes a do Senho Jesus dos A li os, na Fes a da Escudei a, na Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida e na Fes a de S. Luís da Se a. As es as na Península de Se úbal p es am cul o aos pad oei os das egiões, a Vi gem Ma ia, a C is o, aos San os Popula es, assim como à Vindima e ao Tou o. As es as, sendo essencialmen e de de oção, ap esen am celeb ações de ca ác e eligioso, como missas solenes e p ocissões que pe co em as uas das localidades. Em elação ao ac o his ó ico, mui as es as i e am a sua o igem de ido à oco ência de milag es, como empes ades que amaina am após p omessas ou apenas po exposição da imagem jun o da ad e sidade. Mui as das celeb ações es i as es ão ligadas à ac i idade pisca ó ia, nas quais se pedia à igu a de o a, a p o ecção dos pescado es du an e a aina. A homenagem ao ou o, como igu a p incipal da es a, es á p esen e na Fes a B a a, como se e i ica nas Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas e na Fei a Tau ina das Fes as de Nossa Senho a da Boa Viagem. Dada a impo ância do inho p oduzido na egião da Península de Se úbal ealiza-se, anualmen e, a Fes a das Vindimas, que p omo e es a impo an e ac i idade ag ícola. A o ganização das celeb ações cabe, no malmen e, a Comissões de Fes as, às Câma as Municipais, às Jun as de F eguesia, a I mandades ou Con a ias. Pa a que as es as se possam ealiza é necessá ia uma anga iação de undos, ei a maio i a iamen e 48 a a és de pedi ó ios. Algumas são supo adas pelos luc os do ano an e io , ou as pela a ema ação de bandei as, sendo es a uma o ma comum de adqui i o çamen o pa a a es a do ano seguin e. Apesa de e em o igem eligiosa e sendo essencialmen e es i idades de de oção, as es as ambém são mani es ações de laze , podendo con e na sua p og amação ei as, espec áculos, e en os despo i os, exposições, di e imen os e ogo-de-a i ício. 2. Ro ei o Online Na conc e ização do p esen e abalho, p opus a elabo ação de uma página na In e ne com alguma in o mação e e en e ao ema cen al – as es as na Península de Se úbal – ob ida a a és da sua ealização. O o ei o online em como objec i o a di ulgação da in o mação analisada, de uma o ma de alhada, expos a de o ma p á ica e acessí el, des inada a quem p e enda ap o unda mais conhecimen os sob e as es as, assim como a pessoas que isi am os locais, u is as in e essados em sabe mais, ou a é mesmo isi a , conhece e usu ui das es as na Península de Se úbal. A impo ância u ís ica das es as, an e io men e e e ida nes e abalho, oi um mo i o/ ac o impulsionado pa a a ealização do o ei o online. Des e modo, qualque u is a que enha acesso à In e ne , que seja a a és de um compu ado ou sma phone, pode consul a in o mações sob e as es as – quando e onde oco em, quan o empo du am, aspec os his ó icos impo an es, desc ição das celeb ações, en e ou as in o mações. O o ei o online oi cons uído a a és do h ps://p .wix.com/, onde oi possí el c ia o meu p óp io si e, sob e os assun os a ados nes e abalho de p ojec o, de o ma a cump i o objec i o de o c ia , como ambém pode u ilizá-lo como e amen a de di ulgação da in o mação ob ida na ealização des e abalho, mais especi icamen e do capí ulo II. Rela i amen e à es u u ação da in o mação expos a no o ei o online, as es as o am o ganizadas geog a icamen e. A página p incipal do si e é compos a pelo ema do abalho, com o os das a iadas es as como undo. Do lado esque do, ao clica em “Fes as po Região” es ão desc i as as no e egiões que cons i uem a Península de Se úbal. Clicando nas egiões, é possí el e as 49 es as exis en es, assim como e a sua in o mação. Na “Gale ia de Imagens” es ão o os das es i idades nas di e sas egiões, e i adas da In e ne . Em “Sob e mim” esc e i um ex o pessoal sob e o meu abalho de p ojec o, assim como o meu con ac o de e-mail. Na “Bibliog a ia”, es ão desc i os os li os u ilizados na elabo ação des e abalho, que possibili a am a cons ução do si e, acul ando a in o mação nele expos a. Em anexo, é possí el e i ica um pouco do que oi expos o no si e, a a és de imagens. Segue o link pa a acede ao o ei o online: h ps://anaca olinamacedo2.wixsi e.com/guiase ubal Em anexo, é possí el isualiza imagens e i adas do si e, com a in o mação nele expos a, assim como o og a ias das es i idades na Península de Se úbal. 50 Conclusão Após odos es es meses de lei u a, pesquisa, in es igação, e lexão, e mesmo algumas in e upções, assim como o ano que co espondeu à pa e lec i a do mes ado em P á icas Cul u ais pa a Municípios, conclui-se que o abalho desen ol ido oi impo an e pa a o en iquecimen o in elec ual e pa a o c escimen o a ní el pessoal, despole ando, assim, no as capacidades cogni i as necessá ias à elabo ação de um abalho de p ojec o. A escolha do es udo sob e as es as que oco em na Península de Se úbal de e- se, de ce a o ma, pela a ec i idade em elação à egião, ao gos o e à amilia idade que a zona elei a ep esen a. Numa ac ualidade em que o sec o do u ismo em Po ugal es á em cons an e desen ol imen o, é de salien a a impo ância das es as pa a o u ismo local das egiões que azem pa e da Península de Se úbal, nes e caso, e de que o ma podem desen ol e a sua localidade. Ao elabo a um guia sob e as es as na Península de Se úbal, em o ma de si e, objec i amen e p e ende-se p ojec a e acili a a di ulgação da in o mação sob e as es as, de manei a a que “cheguem” aos u is as, assim como ambém a pessoas que enham in e esse, e que p e endam apenas aumen a o conhecimen o sob e as es i idades que acon ecem. Es e guia em como inalidade cede in o mação, de modo a que as pessoas se in e essem, e sin am necessidade de isi a e assis i às celeb ações es i as das egiões. Po an o, o na-se impo an e salien a o papel das es as pa a o espaço onde oco em, pa a o seu desen ol imen o e en iquecimen o. 57  Espec áculos  Gas onomia  Di e imen os 5. Mon ijo 5.1. Fes a de Nossa Senho a da A alaia Da a e Local  Realiza-se no úl imo im-de-semana de Agos o, en e a úl ima Sex a e a Segunda- ei a seguin e, na A alaia. Du ação  4 dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a da A alaia Celeb ações/Componen es da Fes a  “Fes a G ande”  Roma ia à A alaia  Cí ios: o Cí io da Ca eguei a, o Cí io da Quin a do Anjo e o Cí io dos Olhos de Água ( odos de Palmela), o Cí io No o e o Cí io da Azóia (em Sesimb a).  A aial, baila icos ei a, di e imen os, enda de comida  Deslocação à “Fon e San a” pa a a “la agem da ca a”  Romagem dos cí ios – Ce imónia do co ejo dos cí ios  Fogue es, música  Missas  P ocissão  A ema ação de bandei as  Fei a, di e sões e ba acas de pe iscos 5.2. Fes a de Nossa Senho a da Oli ei a Da a e Local 58  Realiza-se no úl imo im-de-semana de Agos o, deco e en e Sex a- ei a e Domingo, em Canha Du ação  3 Dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a da Oli ei a Celeb ações/Componen es da Fes a  La gada de ou os  A aial, bandas musicais, bailes e cha angas  Sa dinhada com pão e inho da egião  Missa solene  P ocissão  Fes a de g ande con í io, em que cada um pa ilha o seu oga ei o com o isi an e e com o izinho. 5.3. Fes a em Hon a de S. Ped o Da a e Local  Realiza-se de 29 de Junho (Fe iado Municipal) a 30 de Junho, no Bai o dos Pescado es Du ação  5/6 dias Homenagem/Cul o  San os Popula es  S. Ped o Celeb ações/Componen es da Fes a  Ri ual es i o “queima do ba el”  Missa solene com se mão e p ocissão de S. Ped o 59  Romagem ao cemi é io em hon a dos pescado es alecidos  Roma ia ou “ma cha dos pescado es”, jun amen e com o po o, à “la agem” na Quin a do Saldanha.  A ema ação das bandei as  Cí io dos Pescado es  Almoço-con í io anual, dois concu sos, o de mon as e da janela melho en ei ada, desde que si uada no pe cu so da la gada de ou os, no Bai o dos Pescado es.  Tou ada e la gadas  Ma chas Popula es  Fei a e a aial no ecin o, com di e sões, conce os musicais, ogo-de-a i ício, que messe e ômbola 5.4. Fes a do Senho Jesus dos A li os Da a e Local  Realiza-se no dia 30 de Junho (dia de S. Ma çal) Du ação  1 dia Homenagem/Cul o  San os Popula es  Senho Jesus dos A li os Celeb ações/Componen es da Fes a  P ocissão  Roma ia  Ri ual da la agem  A ema ação das bandei as  Almoço en e odos os pescado es da egião 6. Palmela 60 6.1. Fes a da Escudei a Da a e Local  Realiza-se no mês de Agos o, en e S. Paulo e a Se a do Lou o, mais especi icamen e na Se a dos Ba is, na Quin a da Escudei a em Vale Ba is Du ação  4 dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Assunção de Nossa Senho a Celeb ações/Componen es da Fes a  Roma ia eligiosa  Fes ejo popula – bailes e a aial  Fogo-de-a i ício  Bailes popula es  Que messes  Ranchos olcló icos  Ti o aos p a os  “Vacada”  P ocissão e missa  A ema ação e ogaças 6.2. Fes a das Vindimas Da a e Local  Realiza-se anualmen e, desde a Quin a- ei a an e io ao p imei o Domingo do mês de Se emb o a é à Te ça- ei a seguin e, na Vila de Palmela Du ação  6 dias Homenagem/Cul o 61  As Fes as das Vindimas  P omoção do inho da egião da Península de Se úbal Celeb ações/Componen es da Fes a  Espec áculos e animação, p o as de inhos, exposições, e en os despo i os, as adicionais celeb ações do co ejo alegó ico, la gadas de ou os  Exis em ês g andes momen os: a Pisa e Bênção do P imei o Mos o, o Co ejo Alegó ico, e a Eleição da Rainha  Fei a, a aial, música nas uas, co ejos  Fei a Popula com ca osséis, endedo es de ua, conce os de a is as po ugueses e es angei os, es i ais de olclo e,  O “simulac o do ogo no cas elo” - magní ica sessão de ogo-de-a i ício que ence a as es i idades 7. Seixal 7.1.Fes a de Nossa Senho a da Anunciada do Mon e Sião Da a e Local  Realiza-se no mês de Agos o, na en e ibei inha da Amo a Du ação  5 dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a da Anunciada Celeb ações/Componen es da Fes a  “Fes as da Amo a”  P ocissão – na a de de 15 de Agos o  Conce os musicais  A aial, ei an es e come cian es, pe iscos, doces, a esana o, di e imen os e ca osséis 62 7.2. Fes a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela Da a e Local  Realiza-se no dia 1 de No emb o, dia de Todos os San os, na A en ela Du ação  1 dia Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a da Soledade Celeb ações/Componen es da Fes a  P ocissão dia 1 de No emb o  Se mão 7.3. Fes as em Hon a de S. Ped o Da a e Local  Realiza-se no úl imo im-de-semana de Junho, no Seixal Du ação  3 dias Homenagem/Cul o  San os Popula es  S. Ped o Celeb ações/Componen es da Fes a  P ocissão ma í ima  Música, a aiais, bailes  Exposições 8. Sesimb a 8.1. Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas 63 Da a e Local  Realiza-se dia 4 de Maio (Fe iado Municipal), na Vila de Sesimb a Du ação  1 dia Homenagem/Cul o  Fes as a C is o  Senho Jesus das Chagas Celeb ações/Componen es da Fes a  P ocissão  Se mão e a bênção ao ma e às emba cações  Fei a, que deco e a e dia 8 de Maio  A aial, endas de ei an es, de comida e á ios di e imen os  E en os cul u ais e ec ea i os, como espec áculos de música, exposições e pales as, ac i idades despo i as 8.2. Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Da a e Local  Realiza-se du an e os ês dias do úl imo im-de-semana de Se emb o, no Cabo Espichel Du ação  3 dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a do Cabo Celeb ações/Componen es da Fes a  Cí io dos Pescado es de Sesimb a  Missa, seguindo-se da p ocissão 64  Jogos adicionais, baile com conjun os musicais, ei an es que endem a esana o, pe iscos, pão com chou iço  Fei a 9. Se úbal 9.1. Fes a em Hon a de Nossa Senho a da A ábida Da a e Local  Realiza-se no segundo ou e cei o im-de-semana do mês de Julho, em T oino Du ação  3 dias Homenagem/Cul o  Cul o Ma iano  Nossa Senho a da A ábida Celeb ações/Componen es da Fes a  Roma ia  A aial  P ocissão  Animação, bandas musicais  Di e imen os 9.2. Fes a do Senho Jesus do Bon im Da a e Local  Realiza-se no p imei o im-de-semana de Maio, em Fon ainhas e T oino Du ação  3 dias Homenagem/Cul o  Fes as a C is o  Senho Jesus do Bon im 65 Celeb ações/Componen es da Fes a  Vigília  Missa  P ocissão 9.3.Fes a de S. Luís da Se a Da a e Local  Realiza-se em inais de Ab il, no Domingo de Pascoela e na Segunda- ei a seguin e, em S. Luís da Se a, na Es ada das Necessidades Du ação  2 dias Homenagem/Cul o  Fes as a C is o  S. Luís da Se a – pad oei o dos gados Celeb ações/Componen es da Fes a  Roma ia a S. Luís da Se a  Missa  Baila icos, ca alhadas, música, ogo-de-a i ício, ao som da Fila mónica da Cap icho Se ubalense  A aial, danças olcló icas, jogos adicionais e que messe 66 Anexo II - Lis agem das es as na Península de Se úbal po Cul o Cul o Ma iano  Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Espichel  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Luz em Sesimb a  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Conceição em Al a im  Fes a de Nossa Senho a da A ábida em Se úbal  Fes as da A ábida e Azei ão em Vila Noguei a de Azei ão  Fes a de Nossa Senho a do Rosá io de T óia  Fes as de Nossa Senho a da Saúde em Vila F esca de Azei ão  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela  Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Mon e Sião na Amo a  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Boa Ho a em Fe não Fe o  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Anunciada na Aldeia de Paio Pi es  Fes a da Escudei a em Palmela  Fes a de Nossa Senho a da A alaia no Mon ijo  Fes as de Nossa Senho a da Oli ei a em Canha  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem na Moi a  Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os  Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos  Fes a a Nossa Senho a do Rosá io no Ba ei o  Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas  Fes a de Todos os San os na Quin a do Anjo  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade em Almada  Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa  Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo Fes as a C is o  Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas em Sesimb a  Fes a de São Luís da Se a em Se úbal  Fes a do Senho Jesus do Bon im em Se úbal 73  Fes as em Hon a de São João  Fes as das Vindimas em Fo os de T apo  Fei a de An iguidades e Velha ias  Fei a Nacional do Po co e da Salsicha ia  Me cado da A alaia  Me cado do Mon ijo  Me cado A onsei o Moi a  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem  Fes a Tau ina das Fes as da Nossa Senho a da Boa Viagem  Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os  Roma ia a ca alo da Moi a a Viana do Alen ejo  Fes as Mul icul u ais em Hon a de São João Ba is a no Vale da Amo ei a  Fes as em Hon a de São José Ope á io na Baixa da Banhei a  Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos  Au omobilia Ibé ica da Moi a  Fei a de P ojec os Educa i os  Fei a de Maio e da aca ísia  Me cado Mensal  Me cado Semanal  Peças d’A e – Fei a de An iguidades, Velha ias e A esanan o  FECI- Fei a Come cial e Indus ial  Ab a a Bagagei a  A es e Talen os – Fei a de A esana o  Bio es a Ba ei o  Fes a a Nossa Senho a do Rosá io 74  Comemo ações Dia da Cidade  Dia Nacional dos Moinhos  Dia In e nacional dos Museus  Dia Mundial do Tu ismo  Concu so de Gas onomia Ribei inha  Mos a de Doça ia  Fei a BARRIND  Me cado de Coina Almada  Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas  Fes a em Hon a de São João da Ramalha  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade  Ma chas Popula es (Fes ejos de São João) em Cacilhas  Concu so de Quad as Popula es  Ma chas das Escolas e das Ins i uições de In ância  A aiais Popula es em Almada e Cacilhas  Fes a na Casa da Ce ca – Cen o de A e Con empo ânea  Fes a no Sola – Sabe es, Sabo es e Memó ias na Sob eda  Fes i al de Almada Alcoche e  Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas  Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa  Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo  Fes as em Hon a de São João Ba is a  Fei a do Ca alo 75 Anexo V – Da ação das es as na Península de Se úbal Sesimb a  Fes a em Hon a do Senho Jesus das Chagas – De 3 a 5 de Maio  Fes a em Hon a de Nossa Senho a do Cabo Espichel – No e cei o Domingo a segui à Páscoa  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Luz – No segundo Domingo de Se emb o  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Conceição – A 26 de Dezemb o  Ca na al  Fes as dos San os Popula es, São João, São Ped o e São Ma çal e Ma chas Popula es – De 23 a 30 de Junho  Cí io de Sesimb a – No úl imo im-de-semana de Se emb o  Fes as de San iago – A 25 de Julho  Fei a das Fes as do Senho Jesus das Chagas – Na p imei a semana de Maio  Fei a da Quin a do Conde – Na segunda semana de Junho  Zimb amel no Cabo Espichel- No úl imo im-de-semana de Agos o Se úbal  Fes a de São Luís da Se a – No Domingo de Pascoela e a Segunda- ei a seguin e  Fes a do Senho Jesus do Bon im  Fes a de Nossa Senho a da A ábida (Cí io) – Na p imei a quinzena de Agos o  Fes as da A ábida e de Azei ão  Fes a de Nossa Senho a do Rosá io de T óia (Cí io) - No malmen e no p imei o im-de-semana de Agos o, ou p óximo des a da a, consoan e as ma és  Fei a de San iago – No úl imo Sábado du an e duas semanas de Julho  Fes anima  São Simão em Fes a  São Julião em Fes a  Se es a 76  Fes as de Nossa Senho a da Saúde em Vila F esca de Azei ão – No p imei o im-de-semana de Se emb o  Fes as do Moinho de Ma é e da Mou isca  Fes a do Tea o  Me cado de Azei ão – No p imei o Domingo de cada mês  São Ped o do Alcube – A 29 de Junho  Fes as dos San os Popula es e Ma chas Popula es – De 23 a 30 de Junho  Fes as Bocageanas Seixal  Fes a em Hon a de São Ped o – A 29 de Junho (P ocissão)  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Soledade na A en ela – A 1 de No emb o  Fes a em Hon a de Nossa Senho a de Mon e Sião na Amo a – a 15 de Agos o  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Boa Ho a em Fe não Fe o – No úl imo Domingo de Julho  Fes a em Hon a de Nossa Senho a da Anunciada na Aldeia de Paio Pi es – No p imei o Domingo de Agos o  Fes as Popula es de Co oios – No e cei o im-de-semana de Agos o  Nossa Senho a da Paz em Casal do Ma co – No úl imo im-de-semana de Maio  Fes as da To e da Ma inha – No segundo im-de-semana de Julho  Fes a do A an e na Amo a – No p imei o im-de-semana de Se emb o Palmela  Fes a da Escudei a – A 15 de Agos o  Fes a das Vindimas – No p imei o im-de-semana de Se emb o  Fes as Popula es de Pinhal No o  Queima do Judas  Fes as de odos os San os na Quin a do Anjo – A 1 de No emb o  Fes i al do Queijo, Pão e Vinho  Fes i al do Mosca el de Se úbal  Mos a de Vinhos em Fe nando Pó 77  Me cado Ca amelo no Pinhal No o  Sin onia de Palmela  Palmela Wine Jazz  Ri ual Almena a  Fei a Medie al em Palmela  FIAR- Fes i al In e nacional de A es de Rua  FISP- Fes i al In e nacional de Saxo ones de Palmela  Me cado do Pinhal No o – No segundo Domingo de cada mês  Cí io de Palmela a Nossa Senho a do Cabo Espichel – A 15 de Agos o  Fei a da Fes a das Vindimas – No p imei o im-de-semana de Se emb o  Fei a de Maio do Pinhal No o – No segundo Domingo de Maio  Fei a do Queijo de Azei ão na Quin a do Anjo - No segundo im-de-semana de Ab il Mon ijo  Fes a de Nossa Senho a da A alaia – Cí io dos Ma í imos – No im-de-semana da Páscoa, os es an es Cí ios no úl imo im-de-semana de Agos o  Fes as de Nossa Senho a da Oli ei a em Canha – No úl imo im-de-semana de Agos o  Fes a em Hon a de São Ped o – No dia 29 de Junho  Fes a do Senho Jesus dos A li os – No dia 30 de Junho  Fes as em Hon a de São Jo ge em Sa ilhos G andes  Fes as em Hon a de San o Isid o  Fes as em Hon a de São João  Fes as das Vindimas em Fo os de T apo, Lagoinha, Faia e Fe não Pó – Em Se emb o  Fei a de An iguidades e Velha ias  Fei a Nacional do Po co e da Salsicha ia – No úl imo im-de-semana de Se emb o  Me cado da A alaia – No p imei o Sábado de cada mês (só pa a ei an es do concelho) 78  Me cado do Mon ijo – No segundo Sábado de cada mês  Me cado A onsei o – No p imei o e no e cei o Domingo de cada mês (só pa a ei an es do concelho)  S. João das C a ei as – a 24 de Junho, em Pegões  Fes a das Taipadas em Canha – Em Junho  Fes as Popula es do A onsei o – Em Agos o  Fei a das Fes as de São Ped o – Coincide com as es i idades de São Ped o Moi a  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Boa Viagem – No p imei o im-de- semana de Se emb o a segui ao dia 8  Fes a Tau ina das Fes as da Nossa Senho a da Boa Viagem  Fes a em Hon a de Nossa Senho a dos Anjos em Alhos Ved os – No Domingo mais p óximo do dia 2 de Agos o (dia o icial da comemo ação de Nossa Senho a dos Anjos)  Roma ia a ca alo da Moi a a Viana do Alen ejo  Fes as Mul icul u ais em Hon a de São João Ba is a no Vale da Amo ei a  Fes as em Hon a de São José Ope á io na Baixa da Banhei a – Em Julho  Fes as em Hon a de Nossa Senho a do Rosá io em Gaio-Rosá io – Na p imei a quinzena de Agos o, dependendo do calendá io das ma és  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da G aça em Sa ilhos Pequenos – Na p imei a quinzena de Agos o  Au omobilia Ibé ica da Moi a  Fei a de P ojec os Educa i os  Fei a de Maio e da Vaca F ísia – No úl imo Domingo de Maio  Fei a das Fes as de Nossa Senho a da Boa Viagem – Na segunda semana de Se emb o  Me cado Mensal – No qua o Domingo de cada mês  Me cado Semanal - Todas as Quin as- ei as  Peças d’A e – Fei a de An iguidades, Velha ias e A esana o  FECI- Fei a Come cial e Indus ial 79  Ab a a Bagagei a  A es e Talen os – Fei a de A esana o  Bio es a  Nossa Senho a da A alainha – Na úl ima semana de Se emb o, na Ba a Cheia Ba ei o  Fes a a Nossa Senho a do Rosá io (Fes as do Ba ei o) – No dia 15 de Agos o (Fe iado Municipal) - p ocissão  Comemo ações Dia da Cidade  Dia Nacional dos Moinhos  Dia In e nacional dos Museus  Dia Mundial do Tu ismo  Concu so de Gas onomia Ribei inha  Mos a de Doça ia  Fei a BARRIND – Te cei a semana de Agos o  Me cado de Coina – No e cei o Domingo de cada mês  S. An ónio da Cha neca – No dia 13 de Junho  Nossa Senho a dos Remédios – No úl imo im-de-semana de Se emb o, em Coina Almada  Fes a de Nossa Senho a do Bom Sucesso em Cacilhas – P ocissão a 1 de No emb o  Fes a e Roma ia em Hon a de São João da Ramalha – de 23 (p ocissão) a 25 de Junho  Fes as em Hon a de Nossa Senho a da Piedade – Roma ia a 15 de Agos o, na Co a da Piedade  Ma chas Popula es (Fes ejos de São João) em Cacilhas  Concu so de Quad as Popula es  Ma chas das Escolas e das Ins i uições de In ância 80  A aiais Popula es em Almada e Cacilhas  Fes a na Casa da Ce ca – Cen o de A e Con empo ânea  Fes a no Sola – Sabe es, Sabo es e Memó ias na Sob eda  Fes i al de Almada  Fei a das Fes as da Cidade – Em Junho  Fes i al da Caldei ada na Cos a de Capa ica – Em Janei o e Fe e ei o Alcoche e  Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas – No 2º im-de-semana de Agos o  Fes a do Cí io dos Ma í imos de Alcoche e ou Fes a da Páscoa – No im-de- semana da Páscoa  Fes as Popula es de Samouco em Hon a de Nossa Senho a do Ca mo – Na e cei a semana de Julho  Fes as em Hon a de São João Ba is a – 24 de Julho  Fei a do Ca alo – Úl imo im-de-semana de Ab il e os ês dias an e io es  Fes a de Con a e nização dos camponeses da Aldeia de S. F ancisco – Na segunda semana de Junho  Nossa Senho a da Vida – Du an e as Fes as do Ba e e Ve de e das Salinas – Na segunda semana de Agos o  Fes as dos San os Popula es e Ma chas Popula es – De 13 a 30 de Junho 81 Anexo VI – Ro ei o Online Ilus ação 1 - Página Inicial Ilus ação 2 - Sob e mim 82 Ilus ação 3 - Gale ia de Imagens Ilus ação 4 - Fes as po Região