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VOL. 24, N.o 2 — JUNHO/DEZEMBRO 2006
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SAÚDE E INOVAÇÃO
LISBOA, 2008
Na ida académica que le amos, o abalho e as memó ias que o supo am são
po oados po e e ências que nos imp essiona am pa a semp e.
Desde há mui o ocou-me aquilo que pude e e do pensamen o de Galileu — a
c is alina coe ência com que eo izou, obse ou, eo izou de no o pa a con inua a
obse a , so endo p o undamen e com a ensão c escen e en e aquilo que pe cebia
da ealidade e os p econcei os do seu empo.
Ou a e e ência quase ine i á el é a de Jenne , o expe imen ado a e ido, que
con i mou que a ma é ia in ecciosa ex aída das acas inoculada no homem o p o-
egia da a íola. Des a o ma, ao obse a , eo iza , expe imen a e obse a de
no o, lançou as bases da p á ica da acinação, ainda hoje um dos mais impo an es
pila es da Saúde Pública.
Ao olha mos pa a os a anços mais ecen es da biologia encon amos necessa ia-
men e as ma cas obse acionais de Galileu e do expe imen alismo de Jenne , mas
ambém alguns no os ing edien es da a e de ino a :
— Modi icam-se bac é ias pa a que in ec em plan as, «ob igando-as» a p oduzi
espos as an i-in ecciosas p ees abelecidas, que depois podemos usa como medica-
men os pa a as mais di e sas u ilizações;
— Iden i icam-se células indi e enciadas como se ossem uma espécie de plas icina
biológica poli alen e que se e pa a epa a ecidos deg adados pela doença ou pelo
empo;
— Eme gem no as écnicas que nos dão mapas gené icos onde somos en ados a
p ocu a e a modi ica as on es p imei as do bem e do mal.
Es es são p og essos cujas implicações pa a a Saúde Pública comp eendemos de
o ma ainda mui o incomple a.
Rep oduzimos no meio onde abalhamos e ap eendemos, o gos o, a lógica e a é ica
de um modo labo ioso de a a in o mação, de ce zi eias de alhadas de a gumen os
e con a-a gumen os, de seg ega e a di ulga conhecimen o. E é sob e es es p oces-
sos que edi icamos os símbolos e os pa amen os das nossas ins i uições e ambém
as nossas ambições in elec uais.
Mas es e mundo já o emen e ins i ucionalizado con inua inquie o.
A ciência é cada ez mais e dadei amen e global; não há p a icamen e luga pa a
in es igado es isolados, pa a pequenas disse ações o a de linhas de in es igação
o emen e assumidas. Es as são necessa iamen e pa ilhadas po dezenas e a é cen-
4REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
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enas, de colabo ações complemen a es. Os que pagam a in es igação deixa am de
inancia pequenos becos sem saída.
Pa a os nossos hábi os, es e é já um des io ex ao diná io.
Mas al ez não seja es e ainda o desa io p incipal.
E isso po que, enquan o con inuamos en e idos nes e a ã de cuida mos de se mais
o es na capacidade de aze ciência na concepção mais clássica e comum do e mo,
de p ocu a acul u a os mais jo ens a es as o mas de pensa , com a delicadeza, a
elabo ação, a in e io ização e o empo que isso implica, o mundo que nos odeia,
semp e incómodo, começa a pedi -nos ou as coisas.
Julgo que hoje nos pede que açamos pa e da economia da ino ação.
T a a-se undamen almen e de econhece que a p odução de bens e se iços se az
hoje a pa i de um conjun o in e elacionado de acções que buscam a p odução de
alo (nas suas múl iplas exp essões), alimen adas con inuamen e po ecu sos ma e-
iais e ecnológicos, mas ambém, e cada ez mais, po in angí eis como o conhe-
cimen o, a con iança, a dedicação e a é a paixão.
Saúde Pública não é um soma ó io de á ias disciplinas e dos seus p o agonis as.
Saúde Pública é acção o ganizada pa a melho a a saúde da nossa comunidade.
E se isso é assim, al ez o maio desa io que uma Escola de Saúde Pública hoje
en en a é o de iden i ica à sua ol a es as « edes de alo » associados à saúde o
se capaz de, ao «si ua -se» nessas edes, aí injec a os in angí eis que as nu em e
que azem pa e da essência de uma Escola (e epi o): in o mação e conhecimen o;
clima e elações de con iança; signi icados que acendem os a ec os que dão sen ido
às coisas que azemos.
As edes de alo da Saúde Pública não êm on ei as. Pe ence a es e «no o
mundo» implica, en e mui as ou as coisas, um eno me es o ço de in e nacionaliza-
ção.
Foi, conscien es des e ex ao diná io desa io, que decidimos o ganiza em Lisboa,
em No emb o de 2008, a Con e ência Anual da Associação Eu opeia de Saúde
Pública, e p opusemos que o ema des a con e ência eu opeia, osse «Saúde e Ino-
ação».
Que emos ap o ei a es a opo unidade, p opo cionada pela Re is a Po uguesa de
Saúde Pública, pa a con ida odos os que se in e essam pela Saúde Pública no país,
a se associa em à p epa ação e ealização des e impo an e acon ecimen o, de modo
a aze dele uma opo unidade pa a o desen ol imen o da nossa Saúde Pública.