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O ambiente virtual usado como suporte ao programa de estágio extracurricular em nutrição clínica na Santa Casa de Misericórdia de Maceió

Abstract

Esta dissertação tem como tema que norteia a investigação do uso do ambiente virtual: o blog como ferramenta tecnológica no suporte ao estágio extracurricular de nutrição. Tivemos a oportunidade de observar e acompanhar a inserção e a contribuição da TIC ao programa de estágio e como as estagiárias utilizaram esta ferramenta para auxílio na construção do conhecimento. Buscamos nesta investigação avaliar a contribuição do blog no processo de ensino e aprendizagem durante o estágio, momento este em que é colocado na prática toda teoria adquirida em sala de aula. A investigação foi desenvolvida com estagiárias extracurriculares do curso de nutrição clínica na Santa Casa de Misericórdia de Maceió-Al. A metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa fundamentada em um estudo de caso e quantitativa ancorada em dados obtidos através de questionários e observação da participação por meio de registros no ambiente virtual. Após a análise, constatamos que as estagiárias obtiveram êxito no uso do blog como instrumento de estágio, facilitando a integração entre o grupo e aprimorando a construção do conhecimento, como relatado por elas. No entanto, há a necessidade de mais incentivo e estímulo para a prática da utilização do blog como ferramenta pedagógica no campo de estágio, aprimorando melhor a utilização deste recurso, sugerindo novas metodologias e obtendo mais segurança na realização das práticas de discussões propostas pela ferramenta.

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O ambiente virtual usado como suporte ao programa de estágio extracurricular em nutrição clínica na Santa Casa de Misericórdia de Maceió

Author: Pereira, Cynthia Paes
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/25981/1/disserta%c3%a7%c3%a3o%20corrigida.pdf
i
O ambien e i ual usado como supo e ao P og ama de Es ágio
Ex acu icula em Nu ição Clínica na San a Casa de Mise ico dia de
Maceió/Al
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
Cyn hia Paes Pe ei a
Disse ação de Mes ado de Ges ão de Sis ema de e-Lea ning
No emb o, 2017
No a: (Cyn hia Paes Pe ei a, O ambien e i ual usado como supo e ao P og ama de Es ágio
Ex acu icula em Nu ição Clinica na San a Casa de Mise ico dia de Maceió/Al).
- encade nação é mica -
ii
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção
do g au de Mes e em Ges ão de Sis emas e-lea ning, ealizada sob a o ien ação
cien í ica dos P o esso es Ca los Co eia e And eia Teles Viei a.
iii
DECLARAÇÕES
Decla o que es a Disse ação é o esul ado da minha in es igação pessoal e
independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão
de idamen e mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o,
Cyn hia Paes Pe ei a
Lisboa, 23 de ma ço de 2017
Decla o que es a Disse ação se encon a em condições de se ap eciado pelo jú i
a designa .
O (A) o ien ado (a),
Ca los Co eia
And eia Teles Viei a
Lisboa, 23 de No emb o de 2017
i
DEDICATÓRIA
À Deus pelas opo unidades que pe mi iu que
acon ecessem em minha ida.
Aos meus pais Sady e Yêda po udo que me
ensina am e ize am se .
Aos meus ilhos Caio e Paulo po semp e me
es imula em e apoia em em minhas decisões.
Ao meu companhei o Sil io, po emba ca comigo
nes e momen o e di idi as aleg ias e is ezas.
AGRADECIMENTOS
Aos meus i mãos, amilia es, amigos e colegas de abalho pela cons an e
p esença em minha ida o nando-me uma pessoa cada ez mais humana.
A amiga em especial Sil ya que nos momen os di íceis es a a jun o a mim, me
es imulando e ajudando a conclui es a aje ó ia.
A minha Cunhada Lilian que mui as ezes deixou suas ob igações pa a es a
jun o comigo apoiando e o ien ando nes a caminhada.
Aos p o esso es que me ensina am e con ibuí am pa a execução des e
abalho, em especial aos meus o ien ado es p o esso es Dou o Ca los Co eia e a
Dou o a And eia Teles Viei a.

i
O ambien e i ual usado como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula em
nu ição clínica da San a Casa de Mise icó dia de Maceió.
Cyn hia Paes Pe ei a
RESUMO
Es a disse ação em como ema que no eia a in es igação do uso do ambien e
i ual: o blog como e amen a ecnológica no supo e ao es ágio ex acu icula de
nu ição. Ti emos a opo unidade de obse a e acompanha a inse ção e a
con ibuição da TIC ao p og ama de es ágio e como as es agiá ias u iliza am es a
e amen a pa a auxílio na cons ução do conhecimen o. Buscamos nes a in es igação
a alia a con ibuição do blog no p ocesso de ensino e ap endizagem du an e o es ágio,
momen o es e em que é colocado na p á ica oda eo ia adqui ida em sala de aula. A
in es igação oi desen ol ida com es agiá ias ex acu icula es do cu so de nu ição
clínica na San a Casa de Mise icó dia de Maceió-Al. A me odologia u ilizada oi de
abo dagem quali a i a undamen ada em um es udo de caso e quan i a i a anco ada
em dados ob idos a a és de ques ioná ios e obse ação da pa icipação po meio de
egis os no ambien e i ual. Após a análise, cons a amos que as es agiá ias ob i e am
êxi o no uso do blog como ins umen o de es ágio, acili ando a in eg ação en e o
g upo e ap imo ando a cons ução do conhecimen o, como ela ado po elas. No
en an o, há a necessidade de mais incen i o e es ímulo pa a a p á ica da u ilização do
blog como e amen a pedagógica no campo de es ágio, ap imo ando melho a
u ilização des e ecu so, suge indo no as me odologias e ob endo mais segu ança na
ealização das p á icas de discussões p opos as pela e amen a.
PALAVRAS-CHAVE: Blog, ecnologia digi al, es ágio.
ii
O ambien e i ual usado como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula em
nu ição clínica da San a Casa de Mise icó dia de Maceió.
Cyn hia Paes Pe ei a
ABSTRACT
This disse a ion heme ha guides he in es iga ion o he use o he i ual
en i onmen : he blog as a ool o suppo ex acu icula echnological s age o
nu i ion. We had he oppo uni y o obse e and ollow he inse ion and he
con ibu ion o ICT o he in e nship p og am and how he in e n used his ool o aid
in he cons uc ion o knowledge. We seek in his in es iga ion o assess he
con ibu ion o he blog in he eaching and lea ning p ocess du ing he s age, his ime
in which is placed on p ac ice e e y heo y acqui ed in he class oom. The in es iga ion
was de eloped wi h ex acu icula cou se in e n nu i ion in San a Casa de
Mise ico dia de Maceió-Al. The me hodology used was o a quali a i e app oach based
on a case s udy and quan i a i e da a ob ained h ough ancho ed on ques ionnai es
and obse a ion o pa icipa ion h ough eco ds in he i ual en i onmen . A e
analysis, we ound ha he in e n succeeded in using he blog as a ool o s age,
acili a ing in eg a ion be ween he G oup and imp o ing he cons uc ion o
knowledge, as epo ed by hem. Howe e , he e is a need o mo e encou agemen
and s imulus o he p ac ice o using he blog as a pedagogical ool in he ield o
aining, enhancing be e use o his esou ce, sugges ing new me hodologies and
ge ing mo e con idence in ca ying ou he p ac ice o discussion p oposed by he ool.
KEYWORDS: Blog, Digi al echnology, in e nship
iii
LISTA DE ABREVIATURAS
AVA -
Ambien e Vi ual de ap endizagem
CFE -
Conselho Fede al de Educação
CFN -
Conselho Fede al de Nu icionis as
DCN -
Di e izes Cu icula es Nacionais
DEP -
Depa amen o de Ensino e Pesquisa
EaD -
Educação a Dis ância
ESD -
Educação Supe io a Dis ância
HE -
Hospi al Escola
IE -
Ins i uição de ensino
IES -
Ins i uição de ensino supe io
LDB -
Lei de Di e izes B asilei as
MEC -
Minis é io da Educação
MS -
Mídias Sociais
SUS -
Sis ema Único de Saúde
TIC -
Tecnologia de In o mação e Comunicação
UNICEF -
Fundo das Nações Unidas pa a a In ância
ix
ÍNDICE
In odução..................................................................................................................
1
Capí ulo 1: A Educação na Saúde: o mação p o issional…………………………................
5
1.1. O Es ágio e a Fo mação p o issional..........................................................
8
1.2. Concepções e ca ac e ís icas do es ágio....................................................
11
1.3. O Es ágio ex acu icula em nu ição: bases legais..................................
13
1.4. A ecnologia da in o mação e comunicação na saúde................................
15
Capí ulo 2: As ecnologias de in o mação e comunicação na o mação do
es agiá io.....................................................................................................................
18
2.1. O Es ágio ex acu icula na o mação do p o issional nu icionis a………
21
2.2. O ambien e i ual de ap endizagem na o mação do p o issional
nu icionis a…………………………………………………………………………………………………….
24
2.3. O Blog como e amen a de ecnologia de in o mação e comunicação na
ap endizagem………………………………………………………………………………………………...
28
Capí ulo 3: A o mação do p o issional de nu ição baseada na in e ação e
colabo ação: os caminhos da in es igação………………………………………………………………
32
3.1. O P og ama de es ágio na San a Casa de Mise icó dia de Maceió………….
34
Capí ulo IV: O es ágio e o ambien e i ual de ap endizagem: análise do es udo de
caso...........................................................................................................................
40
3.1. U ilização do blog no es ágio..........................................................................
47
3.2. In e ação en e o g upo...............................................................................
49
3.3. Cons ução do conhecimen o......................................................................
51
3.4. Di iculdades no acesso ao blog....................................................................
51
Conclusão....................................................................................................................
53
Bibliog a ia..................................................................................................................
56
Lis a de Figu a.............................................................................................................
I
Lis a de G á icos..........................................................................................................
II
Apêndice A: Ques ioná io...........................................................................................
III
7
De aco do com o Censo B asilei o de EaD 2015, a maio ia dos p o esso es
ap esen ou mais de 20 anos de a uação no me cado de educação a dis ância. Nos
úl imos 5 anos oi pe cebido um aumen o signi ica i o, das ins i uições que abalham
com es a modalidade (Censo EaD.BR,2015).
Alguns ma cos his ó icos consolida am a Educação a Dis ância no mundo, a
pa i do século XVIII. Hoje, mais de 80 países, nos cinco con inen es, ado am a
Educação a Dis ância em odos os ní eis de ensino, em p og amas o mais e não
o mais, a endendo milhões de es udan es (Vasconcelos, 2010; Gou êa & Oli ei a,
2006).
No B asil, a é o inal do século 20, e am poucas as ins i uições de ensino
supe io que es a am en ol idas com educação a dis ância. O que exis iam e am
p og amas de al abe ização, suple i os ou cu sos de iniciação p o issionalizan e,
o e ecidos po co espondência ou po p og amas de ele isão e ádio. E a apenas uma
o ma de supe ação de de iciências educacionais, pa a a quali icação p o issional, ou
a ualização de conhecimen os (Al es, 2011).
Em 1966, a Lei de Di e izes e Bases da Educação Nacional (LDB) econheceu a
educação a dis ância e es a modalidade de ensino passou a ganha espaço em odos os
ní eis de ensino, p incipalmen e supe io e especialização.
A impo ância des a modalidade de educação es á c escendo globalmen e e
em se o nado um ins umen o undamen al de p omoção de opo unidades pa a
mui as pessoas (Al es, 2011).
Ca alcan e & Vasconcellos (2007) e a a que esse no o cená io que es amos
i endo desa ia às ins i uições de ensino de saúde a posiciona -se c i icamen e en e a
educação na saúde, a p ocede sob e à ino ação dos p ocessos de ensino-
ap endizagem, e a aumen a a p odução de conhecimen o sob e o uso das TIC na
saúde, na pesquisa, no ensino-ap endizagem e na ges ão do sis ema de saúde.
O uso da ecnologia pe mi e que a in o mação seja a ada de o ma e icaz,
ápida e p ecisa, o imizando a chegada das in o mações aos in e essados. Dian e disso,
es udiosos apon am que a TIC p opiciou aos p o issionais da saúde uma e olução de
o ma mais ápida e comple a, a a és da disseminação das in o mações do

8
conhecimen o cien í ico, chegando aos p o issionais des a á ea, seja o p o esso seja o
aluno em cu o pe íodo de empo.
Já é sabido que os a anços ecnológicos ouxe am inúme as melho ias na
educação e na saúde. En e an o a o mação do p o issional da saúde é egida po
p incípios é icos e sociais que de em se p io izados no momen o em que es es
passam a abalha com essas no as ecnologias de in o mação, endo como oco
básico o a o ecimen o con ínuo do ap endizado.
Segundo Canesqui e al (2000): "os a anços cien í icos e ecnológicos
amplia am o conhecimen o e as possibilidades de diagnós icos, a amen os e
p ognós icos das doenças, o nando-se di ícil imagina um p o issional que dê con a de
odo esse uni e so" (p.108).
1.1. O Es ágio e a o mação p o issional
A p á ica de um es ágio na á ea de saúde, a iculado a o mação do aluno,
apesa da impo ância assumida pelos p óp ios acadêmicos e pelas ins i uições
o mado as, ambém podem se on e de so imen o e con li os (Moulin,1988).
Na á ea de saúde, é ensinado ao aluno noções de saúde e doença, p e enção e
hábi os de ida, modos de en en amen o e i ências com a doença. Mui as ezes o
docen e se depa a com di iculdades que o le a a sensação de não e a ingido
esul ados sa is a ó ios. P o esso es o ien ado es e/ou supe iso es, pe cebendo ou
não, possuem um papel ans e encial na ida do aluno, seja pa cial ou o al, a e i a ou
hos il, sob o ma ecep i a ou não (Rudnicki & Ca lo o, 2007).
As Ins i uições de Ensino Supe io (IES) a a és das as Di e izes Cu icula es
Nacionais (DCN) êm buscado e e ua mudanças nos p oje os polí ico-pedagógicos,
endo como desa io a o mação de p o issionais na á ea de saúde com um pe il
humanis a, que sejam capazes de a ua em equipe, na sua in eg alidade com a enção à
9
saúde, ca ac e ís icas es as indispensá eis aos se iços do Sis ema Único de Saúde
(Pimen el, 2013).
Dian e des a o mação a a és do desen ol imen o de compe ências e
habilidades, do ape eiçoamen o cul u al, écnico e cien í ico, da implemen ação de
p oje os pedagógicos ino ado es, passa a exis i uma pe spec i a de mudança na
o mação p o issional e o es ágio passa a aze pa e impo an e nes e p ocesso de
ap endizagem, uma ez que a o mação ge al e especí ica dos eg essos/p o issionais,
dão ên ase a p omoção, p e enção, ecupe ação e eabili ação da saúde.
Segundo Ga cia (2001), o p ocesso ensino-ap endizagem nos campos de es ágio
ap esen a aspec os di e enciados daqueles encon ados em salas de aula, pe mi e que
as elações se es endam além da docen e-discen e, o nando-se mul ip o issional,
incluindo ambém os usuá ios e oda a equipe de abalho.
P aze es & e al (2013), e e encia “o es ágio, como p á ica, o ma o
undamen o e o esul ado da educação, pois ans o ma o pensamen o, o
conhecimen o, em me cado ias e se iços elemen a es à expansão e sus en ação de
qualque g upo humano”.
Os cu sos de g aduação nas di e en es á eas de conhecimen o abo dam os
es ágios de manei as dis in as, sejam es es ob iga ó ios ou não, no ocan e a a aliação,
a u o ia e a ou as especi icidades. Dian e disso con ínuas e lexões e
ape eiçoamen os são necessá ios pa a que se possa ga an i uma a uação esponsá el
e uma educação ans o mado a in eg ando odos os en ol idos no con ex o (Chaud &
de Ab eu, 2011).
A educação independen e da g aduação, é um p ocesso que dispõe aos sujei os
de uma sociedade o conhecimen o, as expe iências cul u ais, cien í icas, mo ais e
adap a i as, que os o nam ap os a a ua no meio social e mundial, ou seja, ela
depende da união dos sabe es, que podem se es abelecidos a a és de uma análise
das necessidades eais da população. A educação é uma a i idade humana necessá ia à
exis ência e ao uncionamen o de oda a sociedade, sendo um enômeno social e
uni e sal (Beni o, T is ão, Paula, San os, A aide & lima, 2012).
10
Ap ende e ensina a a és da solução de p oblemas i enciados, onde o aluno
passa a es á inse ido na si uação a ual, aplicando o eó ico à p á ica den o do
con ex o do que é undamen ado, o na o p ocesso e lexi o, uma ez que as pessoas
in es em mais nas si uações i idas e passam a se o na mais de seu in e esse. O
conhecimen o adqui ido po meio da expe iência e da i ência é undamen al pa a a
o mação dos no os p o issionais. Dian e de al si uação conclui-se que a
ap endizagem colabo a i a consis e num p ocesso complexo de a i idades sociais,
co obo ando a eo ia de Vygo sky (Ba bosa & Se ano, 2005).
Segundo Kennedy (2005), os p o issionais de saúde semp e o am expos os, ao
longo de sua o mação, a mé odos de ensino ep odu i is as baseado no escu e, leia,
deco e e epi a associados ao sabe écnico. A condição passi a que é impos a ao aluno
anula a sua c ia i idade, incen i a a dependência e o na-o p o issional apenas com
e iciência écnica, com menos i encia, c ia i idade e au onomia dian e dos p ocessos.
Daí a impo ância de uma maio in eg ação en e o aluno e o p ecep o du an e o
es ágio, a a és de uma didá ica pedagógica que coloque o aluno na condição de
sujei o no p ocesso de ap endizagem, incen i ando-o e desa iando-o na busca de
espos as às a i idades a se em desen ol idas (Feue we ke & Lima, 2002)
Rudnicki & Ca lo o (2007), e e e que os cu sos que ab angem a á ea da saúde
ge almen e possuem uma p á ica de es ágio na qual os es udan es pe cebem as
implicações e as limi ações de seu conhecimen o, quando aplicado na p á ica clínica.
Nas p imei as in e enções, cos umam su gi dú idas, medos e ansiedades
elacionadas à p á ica e apêu ica is o que os es udan es êm de uma si uação ideal
de aluno, onde os p oblemas e as di iculdades da p á ica p o issional não são
abo dados di e amen e, ou são de o ma supe icial, azendo-o pe cebe que o
conhecimen o ali adqui ido pa ece adequado às u u as si uações de in e enção, o
quê, mui as ezes, não se con i ma na si uação p á ica. Todos os es udan es que
ing essam no es ágio êm eceio em come e algum e o, p ejudica o pacien e e não
se em econhecidos po pa e dos colegas e p ecep o es. (Palácio, 2002).
Os es udan es p ecisam associa a sua bagagem eó ica adqui idas em sala de
aula com a i ência da p á ica ob idas a a és dos p og amas de es ágios o nando-os
11
p o issionais mais segu os, quali icados e capaci ados no deco e de sua ida
p o issional.
Segundo And ade, A aújo & Lins (1989), o Es ágio em ca á e
p o issionalizan e, le a o es udan e a pe cebe o comp omisso social que pe meia a
sua u u a a uação p o issional, conduz o aluno a obse a e aplica c i e iosa e
e lexi amen e, p incípios e e e enciais eó ico-p á icos assimilados no deco e do
cu so de g aduação
1.2. Concepções e ca ac e ís icas de es ágio
No inal de 2008, di igen es, coo denado es e docen es de cu sos de g aduação
de Ins i uições de Ensino Supe io (IES) oma am conhecimen o da no a lei de es ágio,
a lei 11.788 de 25/09/2008 (B asil, 2008).
A Lei nº 11.788, de 25 de se emb o de 2008, de ine o es ágio como o a o
educa i o escola supe isionado, desen ol ido no ambien e de abalho, que isa à
p epa ação pa a o abalho p odu i o do es udan e. O es ágio in eg a o i ine á io
o ma i o do educando e az pa e do p oje o pedagógico do cu so.
Essa no a lei é ol ada aos aspec os pedagógicos, o que sinaliza a impo ância
acadêmica do es ágio, ao con á io da isão e ônea an e io men e concebida no
me cado de abalho, no ocan e à me a ep odução de a i idades ou de mão de ob a
ba a a ou a é mesmo g a ui a. Dian e dis o o na-se imp escindí el que o
es abelecimen o siga c i é ios pa a que o desen ol imen o do p og ama de es ágio
es eja den o das no mas es abelecidas na á ea do conhecimen o em ques ão, nesse
caso, a Ciência da Nu ição, e den o das no ma i as legais que de inem as p emissas
pedagógicas que egem o es ágio (Chaud & de Ab eu, 2011).
Essa lei o e ece mais segu ança ju ídica pa a as emp esas, p opicia eg as mais
cla as pa a as ins i uições de ensino, o e ece melho es condições e segu ança pa a o
es udan e coloca em p á ica o con eúdo eó ico adqui ido na g aduação, disponibiliza
12
pa a os es ágios não-ob iga ó ios bolsa compulsó ia, auxílio- anspo e, ecesso de 30
dias ou p opo cional, elabo ação do plano de a i idades com pe íodo não supe io a
seis meses, supe iso es de es ágios com a é 10 es agiá ios, opção do es udan e ao
egime de p e idência como au ônomo, legislação elacionada à saúde e segu ança do
abalhado , ica assegu ado às pessoas po ado as de de iciência ísica 10% das agas
o e adas pela conceden e, edução da ca ga ho á ia em pe íodos de p o as, ela ó io
de a i idades po pa e do es udan e, de inição do núme o de es agiá ios.
Os Es ágios são ca a e izados segundo sua inculação com os cu sos de
g aduação das unidades de ensino. Eles podem se es ágios cu icula es
supe isionados e es ágios ex acu icula es.
O Es ágio cu icula supe isionado é aquele inse ido na g ade cu icula do
cu so de g aduação, sendo indispensá el à in eg alização cu icula pa a o mação
acadêmica p o issional, azendo pa e do p ocesso de ensino e ap endizado, com ca ga
ho á ia especí ica, podendo se desen ol ido na p óp ia Unidade de Ensino ou em
locais de in e esse ins i ucional, median e celeb ação de con ênio.
O es ágio ex acu icula , oco da nossa pesquisa, é ca ac e izado po se uma
a i idade opcional, que não es á inse ido na g ade cu icula do cu so de g aduação,
passa a se uma opção pessoal de cada aluno que busca en iquece sua o mação
acadêmica e p o issional. Possui uma ca ga ho á ia egula e ob iga ó ia (§2º do a . 2º
da Lei nº 11.788/2008), é um momen o de ap endizagem no campo de abalho u u o.
To na-se um pe íodo de i ências associada as ocas eó ico-p á icas undamen ais
pa a a sua o mação inicial e pa a seu c escimen o p o issional que ai aze o
di e encial no u u o en e ao me cado de abalho. O Es agiá io de e se
acompanhando e mo i ado semp e po um p ecep o que ai supe isiona e o ien a
com a inalidade de p omo e uma educação apoiada numa isão in eg al
(San os,2005).

13
1.3. O Es ágio Ex acu icula em Nu ição: Bases Legais
Pa a ala mos do es ágio ex acu icula em nu ição p ecisamos conhece as
bases legais da p o issão nu icionis a. No B asil, a egulamen ação des a p o issão
oco eu em 24 de ab il de 1967, a a és da Lei nº 5.276, que dispõe sob e a p o issão
de nu icionis a e egula seu exe cício. Esse ins umen o legal igo ou a é 17 de
se emb o de 1991, quando oi e ogado pela Lei nº 8.234, a ualmen e em igo . A
egulamen ação e legi imidade da p o issão no B asil iniciou no inal da década de
1930 e p imei os anos da década de 1940. Em 1939, o am c iados, os cu sos écnicos
de ní el médio pa a o mação de nu icionis as-die is as, emb iões dos a uais cu sos de
g aduação em nu ição. Vin e e ês anos depois o Conselho Fede al de Educação (CFE),
ó gão do Minis é io da Educação, emi iu o Pa ece nº 265, de 19 de ou ub o de 1962
econhecendo a p o issão como ní el supe io . Pos e io men e a Lei nº 6.583, de 20 de
ou ub o de 1978, c ia os Conselhos Fede al e Regionais de Nu icionis as, que
egulamen a seu uncionamen o, iscaliza o exe cício da p o issão (Vasconcelos &
Calado, 2011).
Após o econhecimen o do cu so de g aduação em nu ição como ní el
supe io , da c iação do conselho ede al e egional, os es ágios passam a se
ob iga ó ios e aze em pa e da g ade cu icula . A no a lei de es ágio, a lei 11.788 de
25/09/2008 (BRASIL, 2008) passa a se o na de conhecimen o das Ins i uições de
Ensino Supe io (IES) e os p og amas passam a se egulamen os po es a.
Pa a ealização do es ágio é necessá io um con a o en e a Ins i uição de
Ensino Supe io com a Ins i uição que deseje ob e o p og ama de es ágio.
Segundo Chaud & de Ab eu (2011), os es agiá ios encon am-se em uma ase
de “ap ende ao a ua ” e u ilizam-se das p emissas: lide ança, omada de decisões,
assunção de esponsabilidades, aquisição de conhecimen os, a i udes e habilidades
pa a desen ol e seu p og ama de es ágio se quali icando e adqui indo i ência p á ica
pa a sua o mação.
Dian e de odas essas ca ac e ís icas e, p incipalmen e, po es a em na
14
susce í el condição di e a ou indi e amen e de lida em com idas, os es agiá ios
de em semp e es a ampa ado pelas no mas igen es emanadas das Di e izes
Cu icula es Nacionais pa a o Cu so de G aduação, em nossa in es igação, o de
nu ição, e de con a com supe isão do docen e e do p o issional esponsá el écnico
que o acompanha co idianamen e (CFN, 2006).
O es ágio ex acu icula em nu ição é um momen o que pe mi e ao es udan e
da g aduação, expe imen a si uações eais, as quais possibili em sua o mação e e i a.
O Conselho Fede al de Nu icionis as egulamen a odo p ocesso legal do es ágio e em
2006 ins i uiu como adequado o pa âme o de 20 ho as semanais des inadas as
a ibuições de es ágio pa a os g aduandos em nu ição.
Pelo Conselho ede al de nu icionis a é conside ado es agiá io de nu ição o
es udan e egula men e ma iculado e com equência e e i a no cu so de g aduação,
o e ecido po ins i uição de ensino supe io , de idamen e egula izada jun o a
au o idade compe en e, nos e mos da legislação de ensino igen e, que enha cu sado
ou es ejam cu sando os con eúdos necessá ios pa a as a i idades p á icas
desen ol idas no campo de es ágio (CFN, 2006).
As a ibuições do es agiá io de nu ição clínica ai depende das a i idades
desen ol idas na ins i uição. Den e es as des acam-se: o acompanhamen o dos
pacien es hospi alizados isando man e a segu ança dos mesmos, ealiza iagem
nu icional, a aliação nu icional, cálculo das necessidades nu icionais, elabo ação
conjun o com a p ecep o ia da p esc ição die é ica e esquema alimen a , isi as diá ia
aos pacien es hospi alizados, obse ando a acei ação da die a o e ada a im de
minimiza p oblemas ine en es a nu ição que es ejam in e e indo na sua ecupe ação
e desen ol e pesquisas cien í icas na á ea de nu ição clínica.
O nu icionis a o ien ado de es ágio de e se acili ado des e p ocesso de
ap endizagem, con ibuindo pa a o mação e ape eiçoamen o écnico cien í ico do
es udan e, obedecendo aos p incípios é icos que no eiam o exe cício da p o issão,
o ien ando, escla ecendo e in o mando aos es agiá ios ace ca dos p incípios e das
no mas con idas no código de é ica p o issional, quando es ão no desen ol imen o das
15
a i idades p á icas p e is as pa a o es ágio, bem como das no mas usuais nos locais de
es ágio (CFN, 2006).
1.4. A ecnologia da in o mação e comunicação na saúde
As Tecnologias da In o mação e da Comunicação (TIC) es ão cada ez mais
p esen es nas a i idades do dia da população. No mundo globalizado as in o mações
são disponibilizadas de o ma exace bada e, ine en e a elas, a ecnologia se az
p esen e, o nando necessá io a adesão da TIC pa a p ocessa essas in o mações da
manei a mais ápida possí el (da Sil a & Ma ques, 2011).
A abo dagem sob e as ecnologias de in o mação e comunicação na saúde,
a a és dos ambien es i uais de ap endizagem (AVA), êm ganhando espaço nas
discussões ace ca da o mação dos p o issionais, já e a de e espe a que o mundo
i ual osse apidamen e in oduzido e ado ada no meio acadêmico.
No início da década de 1960 a In e ne se ins alou na men e dos cien is as da
compu ação, po ém somen e em 1995 ela começou a es á p esen e no dia a dia da
sociedade, aca e ando mudanças signi ica i as no co idiano da população. Essa “e a”
acompanhada das ecnologias de in o mação e comunicação possibili ou a cons ução
de uma no a linguagem, que além de media as elações pessoais e sociais, deu início a
uma “no a” sociedade que oi denominada de “Sociedade em ede”(Cas ells, 2003;
Fe ei a, 2003).
Dian e dessa sociedade de edes, a educação online passa a se um p oje o
ino ado , u ilizando a TIC como e amen a de ensino pa a um no o caminho de
ap endizagem, com ecu sos pa a a cons ução de p á icas pedagógicas cu icula es
ino ado as e e icazes passando a aze pa e do dia a dia da população em ge al. A
O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, a Ciência e a Cul u a (Unesco)
conside am as TIC como elemen o essencial pa a en ende as sociedades
con empo âneas (Magnagnagno, Ramos & Oli ei a, 2015).
16
T a a das ecnologias de in o mação e comunicação (TIC) com e amen a de
supo e pa a a ap endizagem seja na o mação do docen e como do discen e, es á
espalda na “LDB - Lei de Di e izes e Bases da Educação (1996), em especial nos seus
a igos 80 e 87, que econhece a educação a dis ância, e a pa i daí se in ensi icam os
cu sos nos á ios ní eis e em á ias á eas” (San os, 2005).
Quando passamos a ala do uso das ecnologias na á ea da saúde não
podemos des incula da educação, ale salien a que nos espaços de ensino o mal, a
cons ução do conhecimen o é ga an ida quando há uma mo i ação in ínseca ou
ex ínseca, e os ins umen os ecnológicos em sendo u ilizados como meios
ino ado es, lexibilizando os meios con encionais de ensino que a o eçam um
ap endizado in e disciplina e cole i o (San os, 2005).
O uso da TIC na educação es á se expandindo a cada pesquisa que é ealizada,
isso ica e idenciado a a és do in e esse dos docen es em ado a no as p á icas de
ensino e ap endizagem que possam mo i a e ga an i o aluno a ape eiçoa e expandi
seus conhecimen os.
A u ilização das TIC no p ocesso de ensino e ap endizagem, em con ibuindo
pa a cons ução do sabe de o ma indi idual e ou cole i a, p opo cionando uma maio
lexibilidade de empo e espaço pa a o aluno adqui i conhecimen os e o nando-se de
undamen al impo ância pa a ampliação desses conhecimen os, a a és de uma
educação colabo a i a, que incen i a e es imula o ap endizado. No en an o, pa a
a ende essa necessidade na e olução da educação, o p o esso p ecisa possui
domínio ins umen al e pedagógico no uso das TIC (San os, 2005).
Nas Escolas da Eu opa oi ealizado uma a aliação sob e o uso e a i udes em
ace das ecnologias, e e elou que os es udan es êm maio equência de u ilização
das TIC nas aulas quando minis adas po p o esso mais expe ien es, que em mais
habilidades nas mídias sociais e capacidade de usa a in e ne com maio segu ança e
esponsabilidade, bem como aqueles que epassam e dominam as opiniões posi i as
sob e os ecu sos da TIC no ensino ( Was iau e al. 2013 )
A impo ância de u iliza as ecnologias de in o mações no p ocesso de
ap endizagem em dá necessidade de os docen es busca em no as o mas e
23
No B asil, á ios são os campos em que o nu icionis a pode a ua , algumas
pesquisas êm sido e e uadas, isando conhece a inse ção de des e p o issional no
me cado de abalho.
Es udo ealizado po Vasconcelos (1991), em Flo ianópolis, San a Ca a iana (SC),
mos ou que o “se o hospi ala abso e 48,4% dos p o issionais; adminis ação de
Se iços de Alimen ação de Emp esas, 18,7%; à docência, 17,2% e a nu ição em Saúde
Pública, 10,9%”.
Em uma ou a Pesquisa ealizada no Es ado do Rio de Janei o, obse ou que
22,0% dos eg essos não abalha am na á ea de nu ição, que 51,3% a ua am na á ea
e encon a am-se alocados em hospi ais e 22,4% em emp esas p es ado as de se iços
de alimen ação e nu ição (P ado & Ab eu, 1991).
Pa a 69,0% dos eg essos não hou e di iculdade em consegui o p imei o
emp ego como nu icionis a, que oco eu po meio de p ocesso sele i o pa a 31,5% e
po es ágios cu icula es pa a 21,8%. Ou as o mas assinaladas o am es ágios
ex acu icula es, in luência e con a os pessoais e anúncios eiculados em jo nais
(P ado & Ab eu, 1991).
2
Segundo o Conselho ede al de nu icionis as ó gão que o es agiá io pode
a ua nas demais á eas de a uação, desde que supe isionados pelo p o issional
nu icionis a - Alimen ação cole i a onde o p o issional a ua em unidades p odu o as
de e eições, a ualmen e é conside ada a á ea que mais abso e o p o issional
nu icionis a no me cado de abalho; Saúde Cole i a á ea onde são desen ol idas
a i idades de alimen ação e nu ição ealizadas em polí icas e p og amas ins i ucionais,
de a enção básica e de igilância sani á ia; Indús ia de Alimen os á ea onde é exe cido
a i idades de desen ol imen o e p odução de alimen os; Nu ição em Espo es
a ualmen e á ea que es á em bas an e c escimen o, onde são ealizadas a i idades
elacionadas à alimen ação e à nu ição em academias, clubes espo i os e simila es;
Ma ke ing na á ea de Alimen ação e Nu ição á ea onde são desen ol idas a i idades
de ma ke ing e publicidade cien í ica elacionada à alimen ação e à nu ição; Nu ição
2
CFN N° - RESOLUÇÃO CFN N° 380/2005 Dispõe sob e a de inição das á eas de a uação do nu icionis a e
suas a ibuições, es abelece pa âme os numé icos de e e ência, po á ea de a uação, e dá ou as p o idencias.

24
Clínica á ea onde são exe cidas as a i idades de alimen ação e nu ição ealizadas em
hospi ais e clínicas, nas ins i uições de longa pe manência pa a idosos, nos
ambula ó ios e consul ó ios, nos bancos de lei e humano, nos lac á ios, nas cen ais de
e apia nu icional, nos SPAs, em a endimen o domicilia e à Docência á ea des inada
as a i idades de ensino, ex ensão, pesquisa e coo denação elacionadas à alimen ação
e à nu ição.(CFN, 2005)
O p ecep o de es ágio passa a se um agen e de ans o mação, condu as e
expe iências i idas no deco e do es ágio são undamen ais pa a uma o mação mais
obje i a e segu a do u u o p o issional. A ealização das a i idades de es ágio na á ea
que mais se iden i ica, pe mi e o desen ol imen o de compe ências écnicas que a ão
a di e ença no me cado de abalho.
É a a és dos p og amas de es ágios que os alunos desen ol em suas a i idades
p á icas e o nam-se p o issionais c í icos e expe ien es no con ex o que e le e a
p óp ia ealidade dian e de si uações i idas.
2.2. O ambien e i ual de ap endizagem na o mação do p o issional
nu icionis a
San os (2003) ca ac e iza o ambien e i ual de ap endizagem (AVA) como um
espaço ecundo de signi icação onde os se es humanos e os obje os écnicos
in e agem, po encializando a cons ução do conhecimen o (p.223).
Nos úl imos anos, o p ocesso de ensino-ap endizagem em so endo
signi ica i as mudanças de ido à inse ção de ou as modalidades ao con ex o da
educação, den e elas, podemos ci a os Ambien es Vi uais de Ap endizagem que se
des acam como e amen as u ilizadas pa a complemen a a o mação de p o issionais
no ambien e acadêmico (Júnio , 2016).
Os ambien es i uais de ap endizagem são espaços que podem se des inados
ao ensino e a ap endizagem, embo a a u ilização do compu ado na educação seja
25
complexo e a iado. A In e ne em se supe ado, a quan idade de in o mações
disponí eis nas edes c esce a cada dia, po ém o na-se p eocupan e, como u iliza
oda essa ecnologia de o ma a p opicia a cons ução do conhecimen o e não apenas
deixa udo como uma simples in o mação (Ma ins, 2002).
Ma ins (2002), e e e que “o binômio conhecimen o– ecnologia é indissociá el
pa a qualque p o issional, especialmen e pa a os educado es, ao lado do a o empo
eal, ou seja, qualque conhecimen o no o, qualque ino ação ecnológica é acessada
em empo eal”.
A u ilização do AVA na o mação do p o issional nu icionis a é assegu ada no
sen ido de sua e iciência de ido a á ias o mas de in e ação, em empo eal, a a és
de e amen as de comunicação que a o ecem uma in e ação sínc ona ou assínc ona
com aplicações adequadas de con eúdo.
O cibe espaço é de inido como o local onde o p ocesso de ap endizagem é
acili ado, is o que a p odução do conhecimen o é u o da ação cole i a, da sine gia
das compe ências e dos modelos, independe da sua di e sidade (Ba bosa & Se ano,
2005). Pa a Lé y (1999), o cibe espaço designa o uni e so das edes digi ais, um espaço
no qual “ odo elemen o de in o mação encon a-se em con a o i ual com odos e
com cada um”.
Den o do cibe espaço encon amos as mídias sociais (MS) que são espaços de
colabo ação, de compa ilhamen o de in o mações, de cons ução de conhecimen o,
ealizados po meio de in e ações pela in e ne . A inse ção das mídias sociais como
ambien es i uais de ap endizagem colabo a i a é algo que em su gindo como mais
uma opção de e amen a na p á ica pedagógica p opiciando uma lexibilização do
ensino p esencial. Nes as a i idades colabo a i as, a ap endizagem oco e e
desen ol e-se pela in e ação com o ambien e i ual, explo ando-o e cons uindo o
conhecimen o a pa i dessas expe iências.
Pa a que se ob enha êxi o nes a o ma de ap endizagem colabo a i a é
necessá io a in e ação en e os memb os pa icipan es, a a és das ocas de
conhecimen os. As a i idades p ecisam se sinc onizadas e coo denadas, p ecisa se
26
bem de inido um obje i o e as aje ó ias de ap endizagem, a im de se a ingi a me a
p opos a pelo docen e.
Segundo Smyse (1993), o concei o da ap endizagem colabo a i a, su ge como
um aspec o undamen al nesse con ex o. Pa a o au o , a aquisição de conhecimen o se
dá a pa i do momen o em que os alunos pa icipam a i amen e no p ocesso de
ap endizagem, como pa cei os en e si e com o p o esso .
O ambien e i ual ede ine o espaço ísico onde os sujei os en ol idos se
encon am, ambien es di e sos, in e ligando po meios da comunicação, pe mi indo
ocas de in o mações que con ibuem pa a o ap endizado (San os, 2005). A
o ganização e a es u u ação des es ambien es i uais p opo cionam ao p o issional e
ao aluno au onomia no desen ol imen o de suas a i idades i uais de es udo
p incipalmen e pa a aqueles que p ecisam adequa ho á ios de abalho e es udo
p opo cionando uma maio uncionalidade no p ocesso de o mação.
O Ambien e i ual de ap endizagem (AVA) são cen ados em con eúdos e
a i idades cu icula es p opos as pelas ins i uições de ensino, no qual de em se
p e iamen e de inidas e bem planejadas, de alhando oda es u u a de ap endizagem.
Como já e e enciado são espaços onde os alunos podem in e agi independen emen e
do local e ho a, p opo cionando uma comunicação de “mão dupla”, a a és da
in e a i idade na cons ução cole i a. Tu o iais de em se o e ados com acili ado
des as a i idades, de em se apidamen e acessí eis, possui á ios meios de
in o mação in eg ados a pa i de di e en es pon os de is a, p opo cionando
possibilidade de in e ação com di e en es con eúdos e com os p o esso es e
especialis as.
Es a modalidade de ensino, a educação a dis ância (EaD), no B asil em
c escendo de o ma signi ica i a nos úl imos anos, pe mi indo o e ece educação pa a
pessoas que quei am ou necessi am de quali icação po meio da aquisição e
compa ilhamen o do conhecimen o, o e ecendo lexibilidade espei ando o i mo do
aluno, desen ol endo independência e inicia i a. Os ecu sos me odológicos e
ecnológicos u ilizados a iam de aco do com as concepções de ensino e ap endizagem
ado adas pelas ins i uições de ensino. (Guima ães,2015)
27
No B asil, a EaD ob e e espaldo legal pa a sua ealização com a Lei de
Di e izes e Bases da Educação – Lei nº 9.394, de 20 de dezemb o de 1996
3
, que
es abelece, em seu A . 80, a possibilidade de uso o gânico des a modalidade em odos
os ní eis e modalidades de ensino (B asil, 1996).
De aco do com o MEC (2007), a EaD é uma modalidade de ensino impo an e
no desen ol imen o da educação supe io no B asil, sendo undamen ais p incípios,
di e izes e c i é ios que sejam e e enciais de qualidade pa a as ins i uições que
ado a ão es á modalidade. Esses e e enciais de qualidade es ão elacionados ao
o denamen o legal igen e em complemen o às de e minações especí icas da Lei de
Di e izes e Bases da Educação, do Dec e o nº 5.622, de 20 de dezemb o de 2005
4
, do
Dec e o nº 5.773, de junho de 2006
5
, e das Po a ias No ma i as nº 1 e 2, de 11 de
janei o de 2007 (Oli ei a, Acioly, Filho & Nakayama, 2014).
O uso da EaD na o mação p o issional do nu icionis a em sendo u ilizada po
algumas IES que possuem um se o especí ico onde abalha pa a o ap imo amen o do
uso das TIC, u ilizando o AVA em algumas disciplinas pa a o ap imo amen o e
po encialização de ca á e semip esencial.
A egulamen ação pa a os cu sos de g aduação em uni e sidades que pe mi e a
u ilização de ambien es i uais es á na po a ia nº 4.059/2004 que em seu A . 1
6
es abelece pa a as ins i uições de ensino supe io ede al a inse ção na sua p opos a e
cu icula a o e a de disciplinas a dis ância. Po ém o § 2º de e mina que não pode
excede a 20% da ca ga o al do cu so. Também é i mado nes a po a ia que a u o ia
das disciplinas o e adas na modalidade a dis ância implica na exis ência de
3
Lei nº 9.394, de 20 de dezemb o de 1996 - Es abelece as di e izes e bases da educação - dos p incípios e
ins da educação nacional
4
Regulamen a o a . 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezemb o de 1996, que es abelece as di e izes e bases da
educação nacional.
5
Dispõe sob e o exe cício das unções de egulação, supe isão e a aliação de ins i uições de educação
supe io e cu sos supe io es de g aduação e sequenciais no sis ema ede al de ensino.
6
A . 1o. As ins i uições de ensino supe io pode ão in oduzi , na o ganização pedagógica e cu icula de
seus cu sos supe io es econhecidos, a o e a de disciplinas in eg an es do cu ículo que u ilizem modalidade
semip esencial, com base no a . 81 da Lei n. 9.394, de 1.996, e no dispos o nes a Po a ia.
28
p o issionais da educação com o mação na á ea do cu so e quali icados em ní el
compa í el ao p e is o no p oje o pedagógico.
Dian e des e no o cená io da educação, algumas IES ado am es a modalidade
no cu so de g aduação, pós-g aduação e a ualizações em nu ição azendo pa e do
eixo de o mação p o issional de odos que ing essam nos cu sos com o obje i o de
ap imo a o conhecimen o di undindo de o ma p á ica e e icaz. As dinâmicas da
u o ia nes as modalidades oco em de o ma p oa i a, pois o u o az in e enções e
ques ionamen os aos alunos nos ó uns de discussão das disciplinas e ambém
esponde dú idas dos alunos em ó um especí ico. Exis em o mas de a aliações que
ão depende do p og ama do cu so e da ins i uição supe io que o e a es a
modalidade.
O Ambien e i ual de ap endizagem ede ine os espaços onde os sujei os
en ol idos se encon am em ambien es di e sos, po ém in e ligados po meio da
comunicação e já azem pa e do p ocesso de c escimen o p o issional em di e sas
á eas da saúde.
2.3. O Blog como e amen a de ecnologias de in o mação e
comunicação na ap endizagem
Nes e capí ulo amos aze uma abo dagem sob e o blog
7
, e amen a
escolhida pa a se abalhada em nossa pesquisa, espaço de p omoção e pa ilha de
in o mação especializada, o mado de comunidade en e pessoas com in e esses
comuns que buscam conhecimen o e oca de in o mações pe inen es a cons ução
do conhecimen o.
Exis em á ios meios de se abalha a educação a a és de um ambien e
i ual, os á ios ipos de ecnologias de in o mação e comunicação possibili am a
7
Blog oi a e amen a escolhida pa a se u ilizada na in es igação e oi c iada pela in es igado a
(p ecep o a) a endendo os obje i os da p opos a.

29
escolha da e amen a que melho se adeque ao obje i o açado. A e olução das
e amen as ecnológicas possibili ou uma no a ase pa a o aluno, o nou au o e
p odu o de suas in o mações, essa no a ase icou conhecida como Web 2.0
ca ac e izada po possui inúme as TIC que es ão inse idas em um conjun o de
possí eis acili ado es e mo i ado es no p ocesso de ensino-ap endizado.
Um dos maio es exemplos dessa e olução são os weblogs, pala a compos a
po web, que signi ica página na in e ne , e log, que signi ica diá io de bo do, egis o
ele ônico. A chamada Web 2.0 é ida como uma e olução da es u u a da in e ne que
isa uma ampla pa icipação dos usuá ios da ede po meio de canais colabo a i os nos
quais podem a ua como emisso es e p odu o es de con eúdo, es imulando a au o ia a
in e a i idade e a socialização (Pon es, & de Cas o Filho, 2011).
Fonseca & Lindemann (2007), a i mam que e amen as como Blog, wiki e
wi e ,
8
p opiciam que o usuá io abandone a sua posição de ecep o passi o,
o nando-se ambém p odu o de con eúdo, o que descen aliza a emissão e pe mi e
que mais ozes possam se mani es a na in e ne .
Segundo Amo im & Cou inho e Bo en ui Júnio (2008), o blog ab iu a
possibilidade da cons ução do conhecimen o em qualque espaço, que ai além do
espaço ísico, “sala de aula”, con on ando ideias e e lexões que se o nam o p imei o
passo pa a o des elamen o c í ico- e lexi o dos sujei os.
O Blog su giu na década de 90 como um diá io i ual onde se compa ilha
pensamen os, ela os e e lexões. São on e de in o mações da web e, po isso,
p ecisam demons a con iabilidade. Não exige conhecimen o écnico e p og amação
especí ica pa a que se abalhe com es á e amen a. Suas páginas disponibilizam
espaços pa a que os usuá ios esc e am comen á ios, conco dando, disco dando ou
ac escen ando alguma discussão sob e a emá ica abo dada a o ecendo um diálogo
com o au o e ice- e sa. A acilidade p opiciada po es as pla a o mas pa a u ilização
dos blogs a o ece o desen ol imen o des e ambien e e seu uso esul a em es a égias
de possibilidades a se explo ada.
8
São e amen as u ilizadas na in e ne pa a comunicação e que podem se em u ilizadas a ins
educacionais;
30
Segundo G o o (2005), o blog pode se a ualizado dia iamen e, de o ma
da ada e ap esen a egis os de si uações diá ias de quem o esc e e. Po es a azão, os
blogs ainda são classi icados como diá ios pessoais em o ma o ele ônico, po
ap esen a em ca ac e ís icas como: ela os sob e a pessoa que esc e e, “sua amília,
seus gos os, a i idades e sen imen os, c enças e udo que o con e sá el”.
O Blog é uma e amen a de ecnologia de in o mação e comunicação que
ap esen a um ca á e dinâmico e de in e ação que se o na possí el pela acilidade de
acesso e de a ualização. Possui ca ac e ís icas que podem se conside adas
pedagógicas embo a não enha sido esse o seu obje i o inicial. É um ambien e i ual
de ap endizagem, que êm ganhando espaço nas discussões na educação e na saúde.
Nes a pe spec i a, es e ambien e passa a se mui o mais do que um espaço de
publicação de ma e iais e de a ualizações, passa a se um local u ilizado no con ex o
educacional, onde o p o esso p oje a as necessidades de in e ação e comunicação que
são exigidas pelo p oje o pedagógico pa a que es es sejam u ilizados como e amen a
de ensino e ap endizagem. Os blogs es ão ge ando no as o mas de elacionamen o,
c iando no as pe spec i as e um no o ipo de incen i o in elec ual e social.
A ualmen e, o blog em ocupando um luga de des aque no con ex o da
educação, di e sos ipos de blogs com ins pedagógicos são usados com esse obje i o.
Pode se a ualizado dia iamen e, egis ando si uações onde o au o publica ou di ulga
ex os, imagens, além de hipe links que pode complemen a a lei u a e o deba e,
elaciona e edi eciona a ou os blogs que e a am sob e o mesmo ema,
en iquecendo e p opo cionando uma melho discussão e ap endizado sob e o ema
abo dado.
Exis e no blog uma e amen a que se p oponhe a abalha aspec os
educacionais a a és da in e ação com o público, são os espaços pa a comen á ios, que
en iquecem a discussão no p ocesso de ap endizagem a a és de deba es esc i os com
a possibilidade de uma esc i a cole i a, não linea sob e si uações i idas e/ou
discussões de ideias, de emas e pesquisas sob e assun os e e en es aos pos s e aos
comen á ios an e io es (F anco, 2005).
31
Ba bosa e G anado (2004) já a i ma a que “se há alguma á ea onde os weblogs
podem se u ilizados como e amen a de comunicação e de oca de expe iências com
excelen es esul ados, essa á ea é sem dú ida, a da educação” (p.69).
A acilidade com que se pode aze egis os pa a a sua a ualização é o que
dis ingue o blog de um si e con encional. Es a e amen a o na-se mui o mais
dinâmica e ácil de se abalhada quando compa ada aos si es con encionais, pois sua
manu enção é mais simples e p á ica. A o ganização au omá ica das mensagens, ou
pos s, pelo sis ema, pe mi e que no os ex os sejam inse idos sem a di iculdade de
a ualização de um si e adicional. Seus egis os apa ecem em o dem c onológica
in e sa (o úl imo lançamen o apa ece semp e em p imei o luga ) e u iliza p og amas
simples que p a icamen e exigem apenas conhecimen os elemen a es de in o má ica
po pa e do usuá io o que o na mais ácil sua u ilização (Ba bosa & Se ano, 2005).
Vis o es a p a icidade do blog, a ualmen e exis e inúme os blogs no B asil que
e a am de o ma simples e p á ica a educação nu icional, não de o ma acadêmica,
mas sendo u ilizada de o ma pessoal pa a ansmissão de in o mação sem bases
cien í icas.
32
Capi ulo 3. A o mação do p o issional de nu ição baseada na in e ação
e colabo ação: os caminhos da in es igação.
Nes e capí ulo undamen amos as escolhas me odológicas da in es igação o a
ap esen ada. Concomi an emen e abo damos como a o mação do p o issional
nu icionis a de e es a baseado na in e ação e colabo ação, endo como p incipal
es a égia a o mação den o de um cená io pe meado pelas ecnologias de
in o mação e comunicação. Nesse sen ido desc emos os lócus, sujei os, ins umen os
de ecolha de dados e sua pos e io análise undamen ada pelas e e ências ci adas.
É p eciso en ende que a o mação p o issional é um p ocesso con ínuo de
cons ução de conhecimen os e compe ências, que o u u o p o issional de e á e
como p incípio, a educação con inuada, p ocesso que ga an i á a sua a uação na
sociedade, de o ma a ualizada, compe en e e esponsá el. Esse p ocesso de o mação
já é discu ido e es as mudanças se e e e a maio in eg ação en e o mundo do ensino
e o do abalho, com ên ase na o mação gene alis a, seguindo uma linha
mul ip o issional, a a és da di e si icação dos cená ios de p á ica e da adoção
imedia a de me odologias a i as que iabilizem a ap endizagem (San os e al.2005).
No con ex o da nu ição, i encia-se mais uma o ma de a uação pa a o
p o issional nu icionis a a a és da u ilização das ecnologias de in o mação e
comunicação como ins umen o de educação nu icional, ge ando conhecimen o em
empo eal. O p ocesso de ansição no pad ão alimen a e nu icional que o mundo
es á i endo az dos ambien es i uais uma e amen a impo an e na ans o mação
da in o mação a a és da educação e di ulgação de conhecimen os sob e a
alimen ação (San os e al.2005).
A ualmen e á ios são os ambien es i uais que abalham na disseminação do
conhecimen o e da educação nu icional a a és da in e ação e colabo ação do
p o issional com a população em ge al, com os alunos de g aduação e com ou os
colegas nu icionis as. A acilidade de in e agi nos ambien es i uais a a és da
ecnologia de in o mação e comunicação pe mi e in eg a múl iplas mídias, linguagem
39
das es a égias me odológicas u ilizadas su gi am a pa i do momen o em que a
in es igação se desen ol ia e no momen o em que dos dados ob idos o am
analisados.
Os dados cole ados, a a és de ques ioná ios, egis os cole i os e obse ação
dos pa icipan es, o am de suma impo ância pa a a análise da in es igação, is o que
alguns dados o am cole ados a pa i da con i ência com o ambien e i ual.
A cole a dos dados oi ealizada a a és da in e ação en e o pesquisado e o
g upo en ol ido no p oje o de in es igação, buscando e acompanhando as oco ências
pa a uma análise in e p e a i a coe en e e adequada. De aco do com Chizzo i (2003),
“os dados são colhidos, in e a i amen e, num p ocesso de idas e ol as, nas di e sas
e apas da pesquisa e na in e ação com seus sujei os” (p.89).
A obse ação se az necessá ia e oi u ilizada is o que coloca o pesquisado
dian e da con ínua necessidade de a e i o seu g au de en ol imen o no e eno
(Sa men o, 2003), pois o egis o, a seleção dos acon ecimen os e a busca dos dados
de em da supo e a uma análise com sus en ação c í ica (p.60).
Os dados da obse ação dos sujei os en ol idos na in es igação o am
cole ados a a és da pa icipação a a és de egis os de cada um no ambien e i ual
após a publicação dos a igos.
Os dados dos ques ioná ios o am analisados a a és das espos as do
ques ioná io 1 que oi aplicado no início da in es igação, onde oi possí el ealiza um
diagnós ico sob e o uso da in e ne nes e g upo e do ques ioná io 2 que oi aplicado no
inal da in es igação, onde oi possí el a alia a pa icipação dos es agiá ios e as
di iculdades encon adas no deco e da in es igação em acessa o ambien e i ual de
ap endizagem.

40
Capi ulo 4. O es ágio e o ambien e i ual de ap endizagem: Análise do
es udo de Caso
No p esen e ópico ap esen amos os esul ados alcançados du an e o p ocesso
de in es igação. O caminho pe co ido em busca dos obje i os especi icados
comp eende a iden i icação dos conhecimen os e usos p é ios das ecnologias de
in o mação e comunicação pelas acadêmicas in es igadas, as mudanças em sua o ma
de pesquisa e ap endizagem a a és do uso do blog e os momen os de
acompanhamen o e discussões dos a igos publicados.
Pa a uma melho comp eensão sob e a u ilização da ecnologia de in o mação
e comunicação pa a o es ágio ex acu icula , mais especi icamen e o de nu ição
clínica na San a Casa de Mise icó dia de Maceió, oi ei o uma análise, endo como
supo e pa a acompanhamen o o blog.
Vale salien a que o con a o i ual não acon eceu com odos os alunos da
mesma o ma. Exis i am alunos que o am mais colabo a i os que ou os, pois o uso da
ecnologia na educação não em o mesmo esul ado em odos, seja po al a de acesso
à in e ne , al a de habilidade com as e amen as, di iculdade de abalha
cole i amen e ou esis ência em acei a a ecnologia como e amen a educa i a.
Com o obje i o de comp eende a ampliação dos concei os a a és do empo, a
comunicação, in e a i idade e a oca de conhecimen os que se deu pelo blog, o am
a aliadas as espos as dos ques ioná ios (Anexo 1 e 2)
11
aplicados du an e o
desen ol imen o da in es igação, e em seguida oi analisado e obse ado os acessos ao
ambien e i ual. A análise dos dados ecolhidos se deu de modo quan i a i o e
quali a i o undamen ado em um es udo de caso.
O g upo abalhado oi compos o po 03 es agiá ias ex acu icula es,
o alizando 100%, e ap esen a am a seguin es ca ac e ização em elação ao gêne o:
11
Os ques ioná ios 1 e 2 o am de elabo ação do in es igado com a inalidade de e um diagnós ico
inicial e um inal sob e o uso da TIC
41
Todas e am do gêne o eminino (n=3), em elação a idade inham idade média de 22
anos, 66,6% (n=2) e am es udan es de ins i uições de ensino pa icula es e 33,3% (n=1)
e a de uni e sidade pública.
Quando analisamos dados do Censo B asilei o de EaD, pe cebemos que em
cu sos p esenciais, 47% de público é eminino, e nos cu sos a dis ância esse pe cen ual
é de 56%. Nossa in es igação não se a a de um cu so a dis ância, po ém oi
obse ado que as acadêmicas u iliza am o sis ema b-lea ning como me odologia de
ap endizagem, assim como no p og ama do es ágio, onde exis iu o momen o
p esencial, com aplicação da eo ia na p a ica, e o ensino a dis ância, a a és dos
a igos publicados e discu idos no blog. Realidade essa, que em mui o se assemelha
com o EaD.
A aixa e á ia média in o mada pelo censo e elou que os alunos de cu sos a
dis ância endem a se mais elhos do que os alunos de cu sos p esenciais. Ao se
compa a a pi âmide e á ia dos pa icipan es de cu sos p esenciais e de EaD, icou
ní ido que os es udan es da educação p esencial se concen am na aixa en e 21 e 30
anos (63,23%), enquan o o co po discen e dos cu sos a dis ância se encon a na aixa
en e 31 e 40 anos (49,78%). Em nossa in es igação os sujei os 100% (n=3) co obo am
com os dados do ensino p esencial, uma ez que o g upo in es igado az pa e de
cu sos p esenciais e ap esen a idade média de 22 anos.
No início da in es igação oi ealizada a aplicação de um ques ioná io
diagnós ico pa a descob i a amilia ização com ambien e i ual e em seguida
desen ol e o es udo.
Po meio do ques ioná io de diagnós ico (anexo 1) oi a aliado a equência do
uso do compu ado e da in e ne , os locais que mais cos uma am u iliza o
compu ado , as a i idades desen ol idas na in e ne , a u ilização das TIC na g aduação,
a impo ância da u ilização das TIC, os ecu sos ecnológicos de in o mação e
comunicação que suge iam pa a se u ilizados na o mação, e as ca ego ias de TIC
usadas pa a o mação, con o me ilus ado nos g á icos abaixo.
42
Ao analisa mos a equência de u ilização do compu ado , pela es agiá ias, oi
pe cebido que 100% (n=3) dos sujei os u iliza am equen emen e, ou seja, mais de 1 x
ao dia, como mos a a g á ico abaixo.
G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a o compu ado
Dian e des e esul ado encon ado pe cebeu-se que o g upo já em
amilia idade com a ecnologia e que nes e diagnós ico cabe a u ilização do
compu ado pa a en iquece o ambien e de ap endizagem e auxilia o acadêmico no
p ocesso de cons ução do seu conhecimen o.
Segundo Rod igues & Ma a (2003), os á ios inqué i os ealizados con i mam
que a u ilização das TIC es á di e amen e e posi i amen e co elacionada com o ní el
de ins ução dos indi íduos, e in e samen e co elacionada com a idade. Quando
compa amos es a a i mação aos nossos dados podemos pe cebe que g upo
in es igado az pa e des e cená io, uni e si á ias e com idade média de 22 anos.
Com elação a equência da u ilização da in e ne , pe cebemos que há
semelhança en e os dados do g á ico an e io , 100% (n=3) das in es igadas u ilizam
equen emen e a in e ne , mais de 1 x ao dia, con o me ep esen ado no g á ico
abaixo.
43
G á ico 2: F equência com que os sujei os da in es igação u iliza am a in e ne
No que diz espei o à u ilização de in e ne , nossos dados se assemelham com
dados a aliados na população po uguesa po Rod igues & Ma a (2003), onde
e idenciou a pe cen agem maio de u ilizado es nos segmen os mais escola izados,
a iando en e os 63% a 81%, enquan o na população com mais baixos ní eis de
ins ução es as pe cen agens são de apenas 5% a 22%.
A in e ne a ualmen e az pa e da e olução da sociedade, p opo ciona um
meio a a és do qual as pessoas podem se comunica , oca in o mações, consul a e
deba e , de manei a di e a, ápida e sem obs áculos bu oc á icos (Maia, 2001). Essa
a i mação jus i ica a u ilização equen e des a e amen a na sociedade a ual.
Foi ques ionado quais os locais que as es agiá ias cos uma am u iliza mais o
compu ado , e icou e idenciado que 100% (n=3) u iliza am em casa e na uni e sidade,
seguidos dos espaços públicos como biblio ecas e museus com 66,7% (n=2).
E idenciamos ais esul ados exp essos no g á ico a segui .
G á ico 3: Local que os sujei os da in es igação u iliza am compu ado
44
De aco do com a a i mação de Rod igues & Ma a (2003), nosso esul ado de
maio equência de acesso nas uni e sidades oi e idenciado nos segmen os mais
escola izados. Es es dados co obo am com o que en a izamos no deco e da
in es igação, a ecnologia de in o mação e comunicação az pa e das a i idades diá ias
da sociedade a ual.
Quando o am ques ionados quais e am as a i idades mais desen ol idas pelo
g upo na in e ne , e idenciou que 100% (n=3), u iliza am pa a acesso as edes sociais,
di e são, es udo (assis i cu sos) e pesquisas cien í icas. 66,7% (n=2) u iliza am pa a
assis i ídeos, con o me obse amos no g á ico abaixo.
G á ico 4: A i idades ealizadas pelos sujei os da in es igação na in e ne
A comunicação in o mal acon ece li emen e en e indi íduos e comunidades, e
de e se is a como ecu so impo an e pa a uma in e p e ação p odu i a do
elacionamen o das pessoas numa sociedade.
A in e ne ap esen a um po encial impo an e no sen ido de da
esponsabilidade ao aluno com seu p óp io ap endizado, expandindo seus ho izon es e
melho ando a comunicação (Me cado & Gomes, 2004, p. 105-106).
Os dados ob idos co obo am com o que oi en a izado no deco e da
in es igação. A ecnologia de in o mação e comunicação az pa e das a i idades diá ia
da sociedade a ual e es á anco ada na a i ma i a de da Sil a & Ma ques (2011),
quando e a a que as TIC es ão cada ez mais p esen es nas a i idades diá ia da

45
população. As in o mações são disponibilizadas de o ma exace bada o nando-se
necessá io a adesão às ecnologias, pa a que sejam p ocessadas em empo hábil.
Quando o am ques ionados quais os ecu sos de ecnologia de in o mação e
comunicação que o g upo es udado suge ia pa a se em u ilizados du an e a o mação,
100% (n=3) das pa icipan es e e i am a inse ção dos e-mails e dos ambien es i uais,
66,7% (n=2) e e i am os ó uns, ídeos e as edes sociais, con o me exp esso no
g á ico abaixo. Mesmo dian e do esul ado encon ado, odas as pa icipan es da
in es igação e e i am já e em u ilizados os ó uns como e amen a de ap endizagem
du an e a g aduação.
G á ico 5: TIC suge idas pelos sujei os in es igados pa a se em u ilizadas na o mação acadêmica
Den e as ca ego ias de es a égias didá icas a aliadas pa a se em u ilizadas na
o mação, 100% (n=3) das pa icipan es e e i am si uações de ap endizagem,
esul ado es e já obse ado du an e o deco e da in es igação e e e enciado po
á ios au o es. 66,7% (n=2) suge i am o uso pa a a i idades que eque e lexão,
einamen os, compe ências globais e a i idades mo i acionais e 33,3% (n=1) suge e o
uso das TIC em ca ego ia de a iculação, a i idades que eque e lexão, sequências
didá icas baseadas em ní eis de complexidade, con o me exp esso no g á ico abaixo.
46
G á ico 6: Es a égias didá icas a se em u ilizadas na g aduação, segundo a suges ão dos sujei os
in es igados.
Quando oi ques ionado sob e a impo ância da inse ção da ecnologia de
in o mação e comunicação na g aduação, 100% (n=3) dos sujei os in es igados
e e i am que se iam impo an es, e que os ambien es i uais con ibui iam de o ma
posi i a com es e p opósi o.
Como ou a es a égia de analise o am u ilizados os dados de egis os no
ambien e i ual e o segundo ques ioná io (anexo 2) se indo como base pa a análise
inal.
Ao analisa mos o acesso das es agiá ias ao blog, oi possí el e idencia que a
pa icipação se deu de o ma cons u i a, a a és da oca cole i a de in o mações e
conhecimen o con ibuindo pa a uma maio in e ação e en ol imen o. Todo g upo
acessou o blog de o ma con inua e a cada publicação da a-se início a uma no a
discussão en e os sujei os en ol idos.
Pa a análise quali a i a os dados o am ag upados em ca ego ias pa a melho
in e p e ação, ex aídas das alas das es agiá ias nos ques ioná ios, subdi ididas em:
u ilização do blog no es ágio, in e ação en e o g upo, cons ução do conhecimen o e
di iculdades no acesso ao blog. Es as ca ego ias nos pe mi i am a alia e mos a como
o ambien e i ual deu supo e ao es ágio, con o me desc i os.
47
4.1. U ilizações do blog no es ágio
O uso do blog como ecu so ecnológico ao p og ama de es ágio ex acu icula
de nu ição con ibuiu pa a a cons ução do conhecimen o do g upo a a és das
pos agens que acon ece am a cada 15 dias com publicações de a igos cien í icos
elacionadas às p á icas i enciadas po elas no deco e do es ágio.
Foi obse ado que o g upo a aliado u ilizou o blog pa a compa ilha opiniões e
exp essa suas necessidades sob e os emas abo dados a a és do espaço comen á io.
A e amen a oi u ilizada de o ma con ínua du an e o deco e da in es igação.
Segue abaixo algumas pos agens publicadas no blog, as quais se i am de
subsídio no desen ol imen o da in es igação.
Figu a 1: publicação do blog Figu a 2: publicação do blog
Figu a 3: publicação do blog Figu a 4: publicação do blog
Dian e da análise da ala das es agiá ias no ques ioná io obse ou-se que o blog
con ibuiu pa a um c escimen o no p ocesso de aquisição de conhecimen os, uma ez
48
que, cada es agiá ia conheceu um pouco da ealidade e das di iculdades que as colegas
i encia am nas suas clínicas de es ágio. A pa i des e momen o de oca de
expe iências, elas começa am a se in e essa e cons ui um pensamen o ace ca do
que e a i ido pela ou a: “O blog con ibuiu pa a a discussão de emas i idos na
nossa o ina diá ia e ambém nos pe mi iu conhece um pouco o que e a i ido po
ou os es agia ias que es a am em ou os se o es” (Acadêmica A1). “Achei mui o
p o ei oso a u ilização do blog, pois con ibuiu pa a meu c escimen o, pude discu i
si uações do nosso dia a dia e mos a pa a as pessoas que isi a am o blog como é a
i encia den o do hospi al” (Acadêmica A2). “O Blog possibili ou conhecimen o e
c escimen o p o issional, con ibuindo de o ma ab angen e a comp eensão de cada
e apa do es ágio” (Acadêmica A3).
É possí el pe cebe a a és da ala das es agia ias que a e amen a u ilizada
a o eceu uma oca de i ências, que no deco e do es ágio con ibuiu com o
c escimen o indi idual e cole i o do conhecimen o: “O blog ouxe a igos pa a
discussões de emas que i enciamos na p á ica e que nos ajuda am no deco e do
es ágio” (Acadêmica A1). “O Blog nos ajudou a conhece si uações di e en es,
mos ando a i ência de cada uma den o de se o es di e en e” (Acadêmica A2). “A
pa i do blog hou e uma oca de conhecimen os, opiniões e expe iências” (Acadêmica
A3).
Quando analisamos a ca ego ia acima desc i a, pe cebemos que a pa icipação
do g upo a a és dos egis os em ambien e i ual oi um aspec o obse ado no
deco e da in es igação, a o ecendo uma o mação cole i a, uma ez que os
comen á ios, dicas, dú idas e escla ecimen os e am socializados quinzenalmen e,
a o ecendo a cons ução do conhecimen o.
Dian e do que oi encon ado, nossos esul ados co obo am com Ba bosa &
Se ano, (2005) quando de inem o cibe espaço como o local onde o p ocesso de
ap endizagem é acili ado, is o que a p odução do conhecimen o é u o da ação
cole i a, da sine gia das compe ências e dos modelos, independe da sua di e sidade.
55
É cla o que em algum momen o o in es igado p ecisou mo i a o g upo, o na
mais dinâmico o p ocesso de ap endizagem pa a que hou esse uma maio in e ação. É
possí el que is o enha acon ecido po ainda não exis i o hábi o, e a esis ência na
u ilização do blog como e amen a de ensino. Dian e dis o ica a necessidade de mais
in es igações com a inse ção do blog como e amen a de ensino e ap endizagem pa a
es imula e auxilia na o mação p o issional.

56
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Lis a de Figu a
Figu a 1: publicação no blog
Figu a 2: publicação no blog: U ilização das TICs no p ocesso de ensino e
ap endizagem;
Figu a 3: publicação no blog: A igo e e en e a semana pa a discussão;
Figu a 4: publicação no blog
Figu a 5: publicação no blog: discussão no espaço comen á io do a igo publicado;
Figu a 6: publicação no blog: discussão no espaço comen á io das in eg an es da
in es igação;
63
Lis a de G á icos
G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a o compu ado ;
G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a a in e ne ;
G á ico 3: Local que a amos a in es igada u iliza a compu ado ;
G á ico 4: A i idades ealizadas pela amos a in es igada na in e ne ;
G á ico 5: TICs suge idas pela amos a in es igada pa a se em u ilizadas na o mação
acadêmica;
G á ico 6: Es a égias didá icas a se em u ilizadas na g aduação, segundo a suges ão da
amos a in es igada;
64
Apêndice A: Ques ioná io diagnós ico
QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO
Pesquisa: O ambien e Vi ual como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula de
nu ição da San a Casa de Mise icó dia de Maceió
Pesquisado a: Cyn hia Paes Pe ei a
O p esen e ques ioná io inse e-se no campo do p oje o de Mes ado “O ambien e
Vi ual como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula de nu ição da San a
Casa de Mise icó dia de Maceió”, em decu so na Uni e sidade No a Lisboa – Po ugal.
Solici amos a sua colabo ação na espos a, o mais hones a possí el, a um conjun o de
pe gun as. Lemb e-se que não es á a se a aliado e que não exis em espos as ce as
ou e adas. A espos a ao ques ioná io é olun á ia e anônima. Os dados que nos cede
se ão a ados com a máxima con idencialidade e se ão u ilizados exclusi amen e pa a
ins cien í icos. É impo an e que esponda a odas as pe gun as às quais não se ão
u ilizadas de o ma que pe mi a a sua iden i icação.
Caso enha alguma ques ão sob e o p oje o, es eja à on ade pa a en ia pa a:
cyn hia.pa[email p o ec ed]
Ob igada pela con ibuição e a enção.
Pesquisado a: Cyn hia Paes Pe ei a
1. Iden i ique a á ea de sua o mação acadêmica de aco do com o ní el especi icado:
G aduação
Especialização
Mes ado
2. Com qual equência u iliza o compu ado ?
( ) equen e – 1 ou 2 ezes ao dia
( ) a amen e – menos de 1 ez ao dia