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O ambiente virtual usado como suporte ao programa de estágio extracurricular em nutrição clínica na Santa Casa de Misericórdia de Maceió

Pereira, Cynthia Paes

Abstract

Esta dissertação tem como tema que norteia a investigação do uso do ambiente virtual: o blog como ferramenta tecnológica no suporte ao estágio extracurricular de nutrição. Tivemos a oportunidade de observar e acompanhar a inserção e a contribuição da TIC ao programa de estágio e como as estagiárias utilizaram esta ferramenta para auxílio na construção do conhecimento. Buscamos nesta investigação avaliar a contribuição do blog no processo de ensino e aprendizagem durante o estágio, momento este em que é colocado na prática toda teoria adquirida em sala de aula. A investigação foi desenvolvida com estagiárias extracurriculares do curso de nutrição clínica na Santa Casa de Misericórdia de Maceió-Al. A metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa fundamentada em um estudo de caso e quantitativa ancorada em dados obtidos através de questionários e observação da participação por meio de registros no ambiente virtual. Após a análise, constatamos que as estagiárias obtiveram êxito no uso do blog como instrumento de estágio, facilitando a integração entre o grupo e aprimorando a construção do conhecimento, como relatado por elas. No entanto, há a necessidade de mais incentivo e estímulo para a prática da utilização do blog como ferramenta pedagógica no campo de estágio, aprimorando melhor a utilização deste recurso, sugerindo novas metodologias e obtendo mais segurança na realização das práticas de discussões propostas pela ferramenta.

Full text

i O ambien e i ual usado como supo e ao P og ama de Es ágio Ex acu icula em Nu ição Clínica na San a Casa de Mise ico dia de Maceió/Al Ve são co igida e melho ada após de esa pública Cyn hia Paes Pe ei a Disse ação de Mes ado de Ges ão de Sis ema de e-Lea ning No emb o, 2017 No a: (Cyn hia Paes Pe ei a, O ambien e i ual usado como supo e ao P og ama de Es ágio Ex acu icula em Nu ição Clinica na San a Casa de Mise ico dia de Maceió/Al). - encade nação é mica - ii Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Ges ão de Sis emas e-lea ning, ealizada sob a o ien ação cien í ica dos P o esso es Ca los Co eia e And eia Teles Viei a. iii DECLARAÇÕES Decla o que es a Disse ação é o esul ado da minha in es igação pessoal e independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia. O candida o, Cyn hia Paes Pe ei a Lisboa, 23 de ma ço de 2017 Decla o que es a Disse ação se encon a em condições de se ap eciado pelo jú i a designa . O (A) o ien ado (a), Ca los Co eia And eia Teles Viei a Lisboa, 23 de No emb o de 2017 i DEDICATÓRIA À Deus pelas opo unidades que pe mi iu que acon ecessem em minha ida. Aos meus pais Sady e Yêda po udo que me ensina am e ize am se . Aos meus ilhos Caio e Paulo po semp e me es imula em e apoia em em minhas decisões. Ao meu companhei o Sil io, po emba ca comigo nes e momen o e di idi as aleg ias e is ezas. AGRADECIMENTOS Aos meus i mãos, amilia es, amigos e colegas de abalho pela cons an e p esença em minha ida o nando-me uma pessoa cada ez mais humana. A amiga em especial Sil ya que nos momen os di íceis es a a jun o a mim, me es imulando e ajudando a conclui es a aje ó ia. A minha Cunhada Lilian que mui as ezes deixou suas ob igações pa a es a jun o comigo apoiando e o ien ando nes a caminhada. Aos p o esso es que me ensina am e con ibuí am pa a execução des e abalho, em especial aos meus o ien ado es p o esso es Dou o Ca los Co eia e a Dou o a And eia Teles Viei a. i O ambien e i ual usado como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula em nu ição clínica da San a Casa de Mise icó dia de Maceió. Cyn hia Paes Pe ei a RESUMO Es a disse ação em como ema que no eia a in es igação do uso do ambien e i ual: o blog como e amen a ecnológica no supo e ao es ágio ex acu icula de nu ição. Ti emos a opo unidade de obse a e acompanha a inse ção e a con ibuição da TIC ao p og ama de es ágio e como as es agiá ias u iliza am es a e amen a pa a auxílio na cons ução do conhecimen o. Buscamos nes a in es igação a alia a con ibuição do blog no p ocesso de ensino e ap endizagem du an e o es ágio, momen o es e em que é colocado na p á ica oda eo ia adqui ida em sala de aula. A in es igação oi desen ol ida com es agiá ias ex acu icula es do cu so de nu ição clínica na San a Casa de Mise icó dia de Maceió-Al. A me odologia u ilizada oi de abo dagem quali a i a undamen ada em um es udo de caso e quan i a i a anco ada em dados ob idos a a és de ques ioná ios e obse ação da pa icipação po meio de egis os no ambien e i ual. Após a análise, cons a amos que as es agiá ias ob i e am êxi o no uso do blog como ins umen o de es ágio, acili ando a in eg ação en e o g upo e ap imo ando a cons ução do conhecimen o, como ela ado po elas. No en an o, há a necessidade de mais incen i o e es ímulo pa a a p á ica da u ilização do blog como e amen a pedagógica no campo de es ágio, ap imo ando melho a u ilização des e ecu so, suge indo no as me odologias e ob endo mais segu ança na ealização das p á icas de discussões p opos as pela e amen a. PALAVRAS-CHAVE: Blog, ecnologia digi al, es ágio. ii O ambien e i ual usado como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula em nu ição clínica da San a Casa de Mise icó dia de Maceió. Cyn hia Paes Pe ei a ABSTRACT This disse a ion heme ha guides he in es iga ion o he use o he i ual en i onmen : he blog as a ool o suppo ex acu icula echnological s age o nu i ion. We had he oppo uni y o obse e and ollow he inse ion and he con ibu ion o ICT o he in e nship p og am and how he in e n used his ool o aid in he cons uc ion o knowledge. We seek in his in es iga ion o assess he con ibu ion o he blog in he eaching and lea ning p ocess du ing he s age, his ime in which is placed on p ac ice e e y heo y acqui ed in he class oom. The in es iga ion was de eloped wi h ex acu icula cou se in e n nu i ion in San a Casa de Mise ico dia de Maceió-Al. The me hodology used was o a quali a i e app oach based on a case s udy and quan i a i e da a ob ained h ough ancho ed on ques ionnai es and obse a ion o pa icipa ion h ough eco ds in he i ual en i onmen . A e analysis, we ound ha he in e n succeeded in using he blog as a ool o s age, acili a ing in eg a ion be ween he G oup and imp o ing he cons uc ion o knowledge, as epo ed by hem. Howe e , he e is a need o mo e encou agemen and s imulus o he p ac ice o using he blog as a pedagogical ool in he ield o aining, enhancing be e use o his esou ce, sugges ing new me hodologies and ge ing mo e con idence in ca ying ou he p ac ice o discussion p oposed by he ool. KEYWORDS: Blog, Digi al echnology, in e nship iii LISTA DE ABREVIATURAS AVA - Ambien e Vi ual de ap endizagem CFE - Conselho Fede al de Educação CFN - Conselho Fede al de Nu icionis as DCN - Di e izes Cu icula es Nacionais DEP - Depa amen o de Ensino e Pesquisa EaD - Educação a Dis ância ESD - Educação Supe io a Dis ância HE - Hospi al Escola IE - Ins i uição de ensino IES - Ins i uição de ensino supe io LDB - Lei de Di e izes B asilei as MEC - Minis é io da Educação MS - Mídias Sociais SUS - Sis ema Único de Saúde TIC - Tecnologia de In o mação e Comunicação UNICEF - Fundo das Nações Unidas pa a a In ância ix ÍNDICE In odução.................................................................................................................. 1 Capí ulo 1: A Educação na Saúde: o mação p o issional…………………………................ 5 1.1. O Es ágio e a Fo mação p o issional.......................................................... 8 1.2. Concepções e ca ac e ís icas do es ágio.................................................... 11 1.3. O Es ágio ex acu icula em nu ição: bases legais.................................. 13 1.4. A ecnologia da in o mação e comunicação na saúde................................ 15 Capí ulo 2: As ecnologias de in o mação e comunicação na o mação do es agiá io..................................................................................................................... 18 2.1. O Es ágio ex acu icula na o mação do p o issional nu icionis a……… 21 2.2. O ambien e i ual de ap endizagem na o mação do p o issional nu icionis a……………………………………………………………………………………………………. 24 2.3. O Blog como e amen a de ecnologia de in o mação e comunicação na ap endizagem………………………………………………………………………………………………... 28 Capí ulo 3: A o mação do p o issional de nu ição baseada na in e ação e colabo ação: os caminhos da in es igação……………………………………………………………… 32 3.1. O P og ama de es ágio na San a Casa de Mise icó dia de Maceió…………. 34 Capí ulo IV: O es ágio e o ambien e i ual de ap endizagem: análise do es udo de caso........................................................................................................................... 40 3.1. U ilização do blog no es ágio.......................................................................... 47 3.2. In e ação en e o g upo............................................................................... 49 3.3. Cons ução do conhecimen o...................................................................... 51 3.4. Di iculdades no acesso ao blog.................................................................... 51 Conclusão.................................................................................................................... 53 Bibliog a ia.................................................................................................................. 56 Lis a de Figu a............................................................................................................. I Lis a de G á icos.......................................................................................................... II Apêndice A: Ques ioná io........................................................................................... III 7 De aco do com o Censo B asilei o de EaD 2015, a maio ia dos p o esso es ap esen ou mais de 20 anos de a uação no me cado de educação a dis ância. Nos úl imos 5 anos oi pe cebido um aumen o signi ica i o, das ins i uições que abalham com es a modalidade (Censo EaD.BR,2015). Alguns ma cos his ó icos consolida am a Educação a Dis ância no mundo, a pa i do século XVIII. Hoje, mais de 80 países, nos cinco con inen es, ado am a Educação a Dis ância em odos os ní eis de ensino, em p og amas o mais e não o mais, a endendo milhões de es udan es (Vasconcelos, 2010; Gou êa & Oli ei a, 2006). No B asil, a é o inal do século 20, e am poucas as ins i uições de ensino supe io que es a am en ol idas com educação a dis ância. O que exis iam e am p og amas de al abe ização, suple i os ou cu sos de iniciação p o issionalizan e, o e ecidos po co espondência ou po p og amas de ele isão e ádio. E a apenas uma o ma de supe ação de de iciências educacionais, pa a a quali icação p o issional, ou a ualização de conhecimen os (Al es, 2011). Em 1966, a Lei de Di e izes e Bases da Educação Nacional (LDB) econheceu a educação a dis ância e es a modalidade de ensino passou a ganha espaço em odos os ní eis de ensino, p incipalmen e supe io e especialização. A impo ância des a modalidade de educação es á c escendo globalmen e e em se o nado um ins umen o undamen al de p omoção de opo unidades pa a mui as pessoas (Al es, 2011). Ca alcan e & Vasconcellos (2007) e a a que esse no o cená io que es amos i endo desa ia às ins i uições de ensino de saúde a posiciona -se c i icamen e en e a educação na saúde, a p ocede sob e à ino ação dos p ocessos de ensino- ap endizagem, e a aumen a a p odução de conhecimen o sob e o uso das TIC na saúde, na pesquisa, no ensino-ap endizagem e na ges ão do sis ema de saúde. O uso da ecnologia pe mi e que a in o mação seja a ada de o ma e icaz, ápida e p ecisa, o imizando a chegada das in o mações aos in e essados. Dian e disso, es udiosos apon am que a TIC p opiciou aos p o issionais da saúde uma e olução de o ma mais ápida e comple a, a a és da disseminação das in o mações do 8 conhecimen o cien í ico, chegando aos p o issionais des a á ea, seja o p o esso seja o aluno em cu o pe íodo de empo. Já é sabido que os a anços ecnológicos ouxe am inúme as melho ias na educação e na saúde. En e an o a o mação do p o issional da saúde é egida po p incípios é icos e sociais que de em se p io izados no momen o em que es es passam a abalha com essas no as ecnologias de in o mação, endo como oco básico o a o ecimen o con ínuo do ap endizado. Segundo Canesqui e al (2000): "os a anços cien í icos e ecnológicos amplia am o conhecimen o e as possibilidades de diagnós icos, a amen os e p ognós icos das doenças, o nando-se di ícil imagina um p o issional que dê con a de odo esse uni e so" (p.108). 1.1. O Es ágio e a o mação p o issional A p á ica de um es ágio na á ea de saúde, a iculado a o mação do aluno, apesa da impo ância assumida pelos p óp ios acadêmicos e pelas ins i uições o mado as, ambém podem se on e de so imen o e con li os (Moulin,1988). Na á ea de saúde, é ensinado ao aluno noções de saúde e doença, p e enção e hábi os de ida, modos de en en amen o e i ências com a doença. Mui as ezes o docen e se depa a com di iculdades que o le a a sensação de não e a ingido esul ados sa is a ó ios. P o esso es o ien ado es e/ou supe iso es, pe cebendo ou não, possuem um papel ans e encial na ida do aluno, seja pa cial ou o al, a e i a ou hos il, sob o ma ecep i a ou não (Rudnicki & Ca lo o, 2007). As Ins i uições de Ensino Supe io (IES) a a és das as Di e izes Cu icula es Nacionais (DCN) êm buscado e e ua mudanças nos p oje os polí ico-pedagógicos, endo como desa io a o mação de p o issionais na á ea de saúde com um pe il humanis a, que sejam capazes de a ua em equipe, na sua in eg alidade com a enção à 9 saúde, ca ac e ís icas es as indispensá eis aos se iços do Sis ema Único de Saúde (Pimen el, 2013). Dian e des a o mação a a és do desen ol imen o de compe ências e habilidades, do ape eiçoamen o cul u al, écnico e cien í ico, da implemen ação de p oje os pedagógicos ino ado es, passa a exis i uma pe spec i a de mudança na o mação p o issional e o es ágio passa a aze pa e impo an e nes e p ocesso de ap endizagem, uma ez que a o mação ge al e especí ica dos eg essos/p o issionais, dão ên ase a p omoção, p e enção, ecupe ação e eabili ação da saúde. Segundo Ga cia (2001), o p ocesso ensino-ap endizagem nos campos de es ágio ap esen a aspec os di e enciados daqueles encon ados em salas de aula, pe mi e que as elações se es endam além da docen e-discen e, o nando-se mul ip o issional, incluindo ambém os usuá ios e oda a equipe de abalho. P aze es & e al (2013), e e encia “o es ágio, como p á ica, o ma o undamen o e o esul ado da educação, pois ans o ma o pensamen o, o conhecimen o, em me cado ias e se iços elemen a es à expansão e sus en ação de qualque g upo humano”. Os cu sos de g aduação nas di e en es á eas de conhecimen o abo dam os es ágios de manei as dis in as, sejam es es ob iga ó ios ou não, no ocan e a a aliação, a u o ia e a ou as especi icidades. Dian e disso con ínuas e lexões e ape eiçoamen os são necessá ios pa a que se possa ga an i uma a uação esponsá el e uma educação ans o mado a in eg ando odos os en ol idos no con ex o (Chaud & de Ab eu, 2011). A educação independen e da g aduação, é um p ocesso que dispõe aos sujei os de uma sociedade o conhecimen o, as expe iências cul u ais, cien í icas, mo ais e adap a i as, que os o nam ap os a a ua no meio social e mundial, ou seja, ela depende da união dos sabe es, que podem se es abelecidos a a és de uma análise das necessidades eais da população. A educação é uma a i idade humana necessá ia à exis ência e ao uncionamen o de oda a sociedade, sendo um enômeno social e uni e sal (Beni o, T is ão, Paula, San os, A aide & lima, 2012). 10 Ap ende e ensina a a és da solução de p oblemas i enciados, onde o aluno passa a es á inse ido na si uação a ual, aplicando o eó ico à p á ica den o do con ex o do que é undamen ado, o na o p ocesso e lexi o, uma ez que as pessoas in es em mais nas si uações i idas e passam a se o na mais de seu in e esse. O conhecimen o adqui ido po meio da expe iência e da i ência é undamen al pa a a o mação dos no os p o issionais. Dian e de al si uação conclui-se que a ap endizagem colabo a i a consis e num p ocesso complexo de a i idades sociais, co obo ando a eo ia de Vygo sky (Ba bosa & Se ano, 2005). Segundo Kennedy (2005), os p o issionais de saúde semp e o am expos os, ao longo de sua o mação, a mé odos de ensino ep odu i is as baseado no escu e, leia, deco e e epi a associados ao sabe écnico. A condição passi a que é impos a ao aluno anula a sua c ia i idade, incen i a a dependência e o na-o p o issional apenas com e iciência écnica, com menos i encia, c ia i idade e au onomia dian e dos p ocessos. Daí a impo ância de uma maio in eg ação en e o aluno e o p ecep o du an e o es ágio, a a és de uma didá ica pedagógica que coloque o aluno na condição de sujei o no p ocesso de ap endizagem, incen i ando-o e desa iando-o na busca de espos as às a i idades a se em desen ol idas (Feue we ke & Lima, 2002) Rudnicki & Ca lo o (2007), e e e que os cu sos que ab angem a á ea da saúde ge almen e possuem uma p á ica de es ágio na qual os es udan es pe cebem as implicações e as limi ações de seu conhecimen o, quando aplicado na p á ica clínica. Nas p imei as in e enções, cos umam su gi dú idas, medos e ansiedades elacionadas à p á ica e apêu ica is o que os es udan es êm de uma si uação ideal de aluno, onde os p oblemas e as di iculdades da p á ica p o issional não são abo dados di e amen e, ou são de o ma supe icial, azendo-o pe cebe que o conhecimen o ali adqui ido pa ece adequado às u u as si uações de in e enção, o quê, mui as ezes, não se con i ma na si uação p á ica. Todos os es udan es que ing essam no es ágio êm eceio em come e algum e o, p ejudica o pacien e e não se em econhecidos po pa e dos colegas e p ecep o es. (Palácio, 2002). Os es udan es p ecisam associa a sua bagagem eó ica adqui idas em sala de aula com a i ência da p á ica ob idas a a és dos p og amas de es ágios o nando-os 11 p o issionais mais segu os, quali icados e capaci ados no deco e de sua ida p o issional. Segundo And ade, A aújo & Lins (1989), o Es ágio em ca á e p o issionalizan e, le a o es udan e a pe cebe o comp omisso social que pe meia a sua u u a a uação p o issional, conduz o aluno a obse a e aplica c i e iosa e e lexi amen e, p incípios e e e enciais eó ico-p á icos assimilados no deco e do cu so de g aduação 1.2. Concepções e ca ac e ís icas de es ágio No inal de 2008, di igen es, coo denado es e docen es de cu sos de g aduação de Ins i uições de Ensino Supe io (IES) oma am conhecimen o da no a lei de es ágio, a lei 11.788 de 25/09/2008 (B asil, 2008). A Lei nº 11.788, de 25 de se emb o de 2008, de ine o es ágio como o a o educa i o escola supe isionado, desen ol ido no ambien e de abalho, que isa à p epa ação pa a o abalho p odu i o do es udan e. O es ágio in eg a o i ine á io o ma i o do educando e az pa e do p oje o pedagógico do cu so. Essa no a lei é ol ada aos aspec os pedagógicos, o que sinaliza a impo ância acadêmica do es ágio, ao con á io da isão e ônea an e io men e concebida no me cado de abalho, no ocan e à me a ep odução de a i idades ou de mão de ob a ba a a ou a é mesmo g a ui a. Dian e dis o o na-se imp escindí el que o es abelecimen o siga c i é ios pa a que o desen ol imen o do p og ama de es ágio es eja den o das no mas es abelecidas na á ea do conhecimen o em ques ão, nesse caso, a Ciência da Nu ição, e den o das no ma i as legais que de inem as p emissas pedagógicas que egem o es ágio (Chaud & de Ab eu, 2011). Essa lei o e ece mais segu ança ju ídica pa a as emp esas, p opicia eg as mais cla as pa a as ins i uições de ensino, o e ece melho es condições e segu ança pa a o es udan e coloca em p á ica o con eúdo eó ico adqui ido na g aduação, disponibiliza 12 pa a os es ágios não-ob iga ó ios bolsa compulsó ia, auxílio- anspo e, ecesso de 30 dias ou p opo cional, elabo ação do plano de a i idades com pe íodo não supe io a seis meses, supe iso es de es ágios com a é 10 es agiá ios, opção do es udan e ao egime de p e idência como au ônomo, legislação elacionada à saúde e segu ança do abalhado , ica assegu ado às pessoas po ado as de de iciência ísica 10% das agas o e adas pela conceden e, edução da ca ga ho á ia em pe íodos de p o as, ela ó io de a i idades po pa e do es udan e, de inição do núme o de es agiá ios. Os Es ágios são ca a e izados segundo sua inculação com os cu sos de g aduação das unidades de ensino. Eles podem se es ágios cu icula es supe isionados e es ágios ex acu icula es. O Es ágio cu icula supe isionado é aquele inse ido na g ade cu icula do cu so de g aduação, sendo indispensá el à in eg alização cu icula pa a o mação acadêmica p o issional, azendo pa e do p ocesso de ensino e ap endizado, com ca ga ho á ia especí ica, podendo se desen ol ido na p óp ia Unidade de Ensino ou em locais de in e esse ins i ucional, median e celeb ação de con ênio. O es ágio ex acu icula , oco da nossa pesquisa, é ca ac e izado po se uma a i idade opcional, que não es á inse ido na g ade cu icula do cu so de g aduação, passa a se uma opção pessoal de cada aluno que busca en iquece sua o mação acadêmica e p o issional. Possui uma ca ga ho á ia egula e ob iga ó ia (§2º do a . 2º da Lei nº 11.788/2008), é um momen o de ap endizagem no campo de abalho u u o. To na-se um pe íodo de i ências associada as ocas eó ico-p á icas undamen ais pa a a sua o mação inicial e pa a seu c escimen o p o issional que ai aze o di e encial no u u o en e ao me cado de abalho. O Es agiá io de e se acompanhando e mo i ado semp e po um p ecep o que ai supe isiona e o ien a com a inalidade de p omo e uma educação apoiada numa isão in eg al (San os,2005). 13 1.3. O Es ágio Ex acu icula em Nu ição: Bases Legais Pa a ala mos do es ágio ex acu icula em nu ição p ecisamos conhece as bases legais da p o issão nu icionis a. No B asil, a egulamen ação des a p o issão oco eu em 24 de ab il de 1967, a a és da Lei nº 5.276, que dispõe sob e a p o issão de nu icionis a e egula seu exe cício. Esse ins umen o legal igo ou a é 17 de se emb o de 1991, quando oi e ogado pela Lei nº 8.234, a ualmen e em igo . A egulamen ação e legi imidade da p o issão no B asil iniciou no inal da década de 1930 e p imei os anos da década de 1940. Em 1939, o am c iados, os cu sos écnicos de ní el médio pa a o mação de nu icionis as-die is as, emb iões dos a uais cu sos de g aduação em nu ição. Vin e e ês anos depois o Conselho Fede al de Educação (CFE), ó gão do Minis é io da Educação, emi iu o Pa ece nº 265, de 19 de ou ub o de 1962 econhecendo a p o issão como ní el supe io . Pos e io men e a Lei nº 6.583, de 20 de ou ub o de 1978, c ia os Conselhos Fede al e Regionais de Nu icionis as, que egulamen a seu uncionamen o, iscaliza o exe cício da p o issão (Vasconcelos & Calado, 2011). Após o econhecimen o do cu so de g aduação em nu ição como ní el supe io , da c iação do conselho ede al e egional, os es ágios passam a se ob iga ó ios e aze em pa e da g ade cu icula . A no a lei de es ágio, a lei 11.788 de 25/09/2008 (BRASIL, 2008) passa a se o na de conhecimen o das Ins i uições de Ensino Supe io (IES) e os p og amas passam a se egulamen os po es a. Pa a ealização do es ágio é necessá io um con a o en e a Ins i uição de Ensino Supe io com a Ins i uição que deseje ob e o p og ama de es ágio. Segundo Chaud & de Ab eu (2011), os es agiá ios encon am-se em uma ase de “ap ende ao a ua ” e u ilizam-se das p emissas: lide ança, omada de decisões, assunção de esponsabilidades, aquisição de conhecimen os, a i udes e habilidades pa a desen ol e seu p og ama de es ágio se quali icando e adqui indo i ência p á ica pa a sua o mação. Dian e de odas essas ca ac e ís icas e, p incipalmen e, po es a em na 14 susce í el condição di e a ou indi e amen e de lida em com idas, os es agiá ios de em semp e es a ampa ado pelas no mas igen es emanadas das Di e izes Cu icula es Nacionais pa a o Cu so de G aduação, em nossa in es igação, o de nu ição, e de con a com supe isão do docen e e do p o issional esponsá el écnico que o acompanha co idianamen e (CFN, 2006). O es ágio ex acu icula em nu ição é um momen o que pe mi e ao es udan e da g aduação, expe imen a si uações eais, as quais possibili em sua o mação e e i a. O Conselho Fede al de Nu icionis as egulamen a odo p ocesso legal do es ágio e em 2006 ins i uiu como adequado o pa âme o de 20 ho as semanais des inadas as a ibuições de es ágio pa a os g aduandos em nu ição. Pelo Conselho ede al de nu icionis a é conside ado es agiá io de nu ição o es udan e egula men e ma iculado e com equência e e i a no cu so de g aduação, o e ecido po ins i uição de ensino supe io , de idamen e egula izada jun o a au o idade compe en e, nos e mos da legislação de ensino igen e, que enha cu sado ou es ejam cu sando os con eúdos necessá ios pa a as a i idades p á icas desen ol idas no campo de es ágio (CFN, 2006). As a ibuições do es agiá io de nu ição clínica ai depende das a i idades desen ol idas na ins i uição. Den e es as des acam-se: o acompanhamen o dos pacien es hospi alizados isando man e a segu ança dos mesmos, ealiza iagem nu icional, a aliação nu icional, cálculo das necessidades nu icionais, elabo ação conjun o com a p ecep o ia da p esc ição die é ica e esquema alimen a , isi as diá ia aos pacien es hospi alizados, obse ando a acei ação da die a o e ada a im de minimiza p oblemas ine en es a nu ição que es ejam in e e indo na sua ecupe ação e desen ol e pesquisas cien í icas na á ea de nu ição clínica. O nu icionis a o ien ado de es ágio de e se acili ado des e p ocesso de ap endizagem, con ibuindo pa a o mação e ape eiçoamen o écnico cien í ico do es udan e, obedecendo aos p incípios é icos que no eiam o exe cício da p o issão, o ien ando, escla ecendo e in o mando aos es agiá ios ace ca dos p incípios e das no mas con idas no código de é ica p o issional, quando es ão no desen ol imen o das 15 a i idades p á icas p e is as pa a o es ágio, bem como das no mas usuais nos locais de es ágio (CFN, 2006). 1.4. A ecnologia da in o mação e comunicação na saúde As Tecnologias da In o mação e da Comunicação (TIC) es ão cada ez mais p esen es nas a i idades do dia da população. No mundo globalizado as in o mações são disponibilizadas de o ma exace bada e, ine en e a elas, a ecnologia se az p esen e, o nando necessá io a adesão da TIC pa a p ocessa essas in o mações da manei a mais ápida possí el (da Sil a & Ma ques, 2011). A abo dagem sob e as ecnologias de in o mação e comunicação na saúde, a a és dos ambien es i uais de ap endizagem (AVA), êm ganhando espaço nas discussões ace ca da o mação dos p o issionais, já e a de e espe a que o mundo i ual osse apidamen e in oduzido e ado ada no meio acadêmico. No início da década de 1960 a In e ne se ins alou na men e dos cien is as da compu ação, po ém somen e em 1995 ela começou a es á p esen e no dia a dia da sociedade, aca e ando mudanças signi ica i as no co idiano da população. Essa “e a” acompanhada das ecnologias de in o mação e comunicação possibili ou a cons ução de uma no a linguagem, que além de media as elações pessoais e sociais, deu início a uma “no a” sociedade que oi denominada de “Sociedade em ede”(Cas ells, 2003; Fe ei a, 2003). Dian e dessa sociedade de edes, a educação online passa a se um p oje o ino ado , u ilizando a TIC como e amen a de ensino pa a um no o caminho de ap endizagem, com ecu sos pa a a cons ução de p á icas pedagógicas cu icula es ino ado as e e icazes passando a aze pa e do dia a dia da população em ge al. A O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, a Ciência e a Cul u a (Unesco) conside am as TIC como elemen o essencial pa a en ende as sociedades con empo âneas (Magnagnagno, Ramos & Oli ei a, 2015). 16 T a a das ecnologias de in o mação e comunicação (TIC) com e amen a de supo e pa a a ap endizagem seja na o mação do docen e como do discen e, es á espalda na “LDB - Lei de Di e izes e Bases da Educação (1996), em especial nos seus a igos 80 e 87, que econhece a educação a dis ância, e a pa i daí se in ensi icam os cu sos nos á ios ní eis e em á ias á eas” (San os, 2005). Quando passamos a ala do uso das ecnologias na á ea da saúde não podemos des incula da educação, ale salien a que nos espaços de ensino o mal, a cons ução do conhecimen o é ga an ida quando há uma mo i ação in ínseca ou ex ínseca, e os ins umen os ecnológicos em sendo u ilizados como meios ino ado es, lexibilizando os meios con encionais de ensino que a o eçam um ap endizado in e disciplina e cole i o (San os, 2005). O uso da TIC na educação es á se expandindo a cada pesquisa que é ealizada, isso ica e idenciado a a és do in e esse dos docen es em ado a no as p á icas de ensino e ap endizagem que possam mo i a e ga an i o aluno a ape eiçoa e expandi seus conhecimen os. A u ilização das TIC no p ocesso de ensino e ap endizagem, em con ibuindo pa a cons ução do sabe de o ma indi idual e ou cole i a, p opo cionando uma maio lexibilidade de empo e espaço pa a o aluno adqui i conhecimen os e o nando-se de undamen al impo ância pa a ampliação desses conhecimen os, a a és de uma educação colabo a i a, que incen i a e es imula o ap endizado. No en an o, pa a a ende essa necessidade na e olução da educação, o p o esso p ecisa possui domínio ins umen al e pedagógico no uso das TIC (San os, 2005). Nas Escolas da Eu opa oi ealizado uma a aliação sob e o uso e a i udes em ace das ecnologias, e e elou que os es udan es êm maio equência de u ilização das TIC nas aulas quando minis adas po p o esso mais expe ien es, que em mais habilidades nas mídias sociais e capacidade de usa a in e ne com maio segu ança e esponsabilidade, bem como aqueles que epassam e dominam as opiniões posi i as sob e os ecu sos da TIC no ensino ( Was iau e al. 2013 ) A impo ância de u iliza as ecnologias de in o mações no p ocesso de ap endizagem em dá necessidade de os docen es busca em no as o mas e 23 No B asil, á ios são os campos em que o nu icionis a pode a ua , algumas pesquisas êm sido e e uadas, isando conhece a inse ção de des e p o issional no me cado de abalho. Es udo ealizado po Vasconcelos (1991), em Flo ianópolis, San a Ca a iana (SC), mos ou que o “se o hospi ala abso e 48,4% dos p o issionais; adminis ação de Se iços de Alimen ação de Emp esas, 18,7%; à docência, 17,2% e a nu ição em Saúde Pública, 10,9%”. Em uma ou a Pesquisa ealizada no Es ado do Rio de Janei o, obse ou que 22,0% dos eg essos não abalha am na á ea de nu ição, que 51,3% a ua am na á ea e encon a am-se alocados em hospi ais e 22,4% em emp esas p es ado as de se iços de alimen ação e nu ição (P ado & Ab eu, 1991). Pa a 69,0% dos eg essos não hou e di iculdade em consegui o p imei o emp ego como nu icionis a, que oco eu po meio de p ocesso sele i o pa a 31,5% e po es ágios cu icula es pa a 21,8%. Ou as o mas assinaladas o am es ágios ex acu icula es, in luência e con a os pessoais e anúncios eiculados em jo nais (P ado & Ab eu, 1991). 2 Segundo o Conselho ede al de nu icionis as ó gão que o es agiá io pode a ua nas demais á eas de a uação, desde que supe isionados pelo p o issional nu icionis a - Alimen ação cole i a onde o p o issional a ua em unidades p odu o as de e eições, a ualmen e é conside ada a á ea que mais abso e o p o issional nu icionis a no me cado de abalho; Saúde Cole i a á ea onde são desen ol idas a i idades de alimen ação e nu ição ealizadas em polí icas e p og amas ins i ucionais, de a enção básica e de igilância sani á ia; Indús ia de Alimen os á ea onde é exe cido a i idades de desen ol imen o e p odução de alimen os; Nu ição em Espo es a ualmen e á ea que es á em bas an e c escimen o, onde são ealizadas a i idades elacionadas à alimen ação e à nu ição em academias, clubes espo i os e simila es; Ma ke ing na á ea de Alimen ação e Nu ição á ea onde são desen ol idas a i idades de ma ke ing e publicidade cien í ica elacionada à alimen ação e à nu ição; Nu ição 2 CFN N° - RESOLUÇÃO CFN N° 380/2005 Dispõe sob e a de inição das á eas de a uação do nu icionis a e suas a ibuições, es abelece pa âme os numé icos de e e ência, po á ea de a uação, e dá ou as p o idencias. 24 Clínica á ea onde são exe cidas as a i idades de alimen ação e nu ição ealizadas em hospi ais e clínicas, nas ins i uições de longa pe manência pa a idosos, nos ambula ó ios e consul ó ios, nos bancos de lei e humano, nos lac á ios, nas cen ais de e apia nu icional, nos SPAs, em a endimen o domicilia e à Docência á ea des inada as a i idades de ensino, ex ensão, pesquisa e coo denação elacionadas à alimen ação e à nu ição.(CFN, 2005) O p ecep o de es ágio passa a se um agen e de ans o mação, condu as e expe iências i idas no deco e do es ágio são undamen ais pa a uma o mação mais obje i a e segu a do u u o p o issional. A ealização das a i idades de es ágio na á ea que mais se iden i ica, pe mi e o desen ol imen o de compe ências écnicas que a ão a di e ença no me cado de abalho. É a a és dos p og amas de es ágios que os alunos desen ol em suas a i idades p á icas e o nam-se p o issionais c í icos e expe ien es no con ex o que e le e a p óp ia ealidade dian e de si uações i idas. 2.2. O ambien e i ual de ap endizagem na o mação do p o issional nu icionis a San os (2003) ca ac e iza o ambien e i ual de ap endizagem (AVA) como um espaço ecundo de signi icação onde os se es humanos e os obje os écnicos in e agem, po encializando a cons ução do conhecimen o (p.223). Nos úl imos anos, o p ocesso de ensino-ap endizagem em so endo signi ica i as mudanças de ido à inse ção de ou as modalidades ao con ex o da educação, den e elas, podemos ci a os Ambien es Vi uais de Ap endizagem que se des acam como e amen as u ilizadas pa a complemen a a o mação de p o issionais no ambien e acadêmico (Júnio , 2016). Os ambien es i uais de ap endizagem são espaços que podem se des inados ao ensino e a ap endizagem, embo a a u ilização do compu ado na educação seja 25 complexo e a iado. A In e ne em se supe ado, a quan idade de in o mações disponí eis nas edes c esce a cada dia, po ém o na-se p eocupan e, como u iliza oda essa ecnologia de o ma a p opicia a cons ução do conhecimen o e não apenas deixa udo como uma simples in o mação (Ma ins, 2002). Ma ins (2002), e e e que “o binômio conhecimen o– ecnologia é indissociá el pa a qualque p o issional, especialmen e pa a os educado es, ao lado do a o empo eal, ou seja, qualque conhecimen o no o, qualque ino ação ecnológica é acessada em empo eal”. A u ilização do AVA na o mação do p o issional nu icionis a é assegu ada no sen ido de sua e iciência de ido a á ias o mas de in e ação, em empo eal, a a és de e amen as de comunicação que a o ecem uma in e ação sínc ona ou assínc ona com aplicações adequadas de con eúdo. O cibe espaço é de inido como o local onde o p ocesso de ap endizagem é acili ado, is o que a p odução do conhecimen o é u o da ação cole i a, da sine gia das compe ências e dos modelos, independe da sua di e sidade (Ba bosa & Se ano, 2005). Pa a Lé y (1999), o cibe espaço designa o uni e so das edes digi ais, um espaço no qual “ odo elemen o de in o mação encon a-se em con a o i ual com odos e com cada um”. Den o do cibe espaço encon amos as mídias sociais (MS) que são espaços de colabo ação, de compa ilhamen o de in o mações, de cons ução de conhecimen o, ealizados po meio de in e ações pela in e ne . A inse ção das mídias sociais como ambien es i uais de ap endizagem colabo a i a é algo que em su gindo como mais uma opção de e amen a na p á ica pedagógica p opiciando uma lexibilização do ensino p esencial. Nes as a i idades colabo a i as, a ap endizagem oco e e desen ol e-se pela in e ação com o ambien e i ual, explo ando-o e cons uindo o conhecimen o a pa i dessas expe iências. Pa a que se ob enha êxi o nes a o ma de ap endizagem colabo a i a é necessá io a in e ação en e os memb os pa icipan es, a a és das ocas de conhecimen os. As a i idades p ecisam se sinc onizadas e coo denadas, p ecisa se 26 bem de inido um obje i o e as aje ó ias de ap endizagem, a im de se a ingi a me a p opos a pelo docen e. Segundo Smyse (1993), o concei o da ap endizagem colabo a i a, su ge como um aspec o undamen al nesse con ex o. Pa a o au o , a aquisição de conhecimen o se dá a pa i do momen o em que os alunos pa icipam a i amen e no p ocesso de ap endizagem, como pa cei os en e si e com o p o esso . O ambien e i ual ede ine o espaço ísico onde os sujei os en ol idos se encon am, ambien es di e sos, in e ligando po meios da comunicação, pe mi indo ocas de in o mações que con ibuem pa a o ap endizado (San os, 2005). A o ganização e a es u u ação des es ambien es i uais p opo cionam ao p o issional e ao aluno au onomia no desen ol imen o de suas a i idades i uais de es udo p incipalmen e pa a aqueles que p ecisam adequa ho á ios de abalho e es udo p opo cionando uma maio uncionalidade no p ocesso de o mação. O Ambien e i ual de ap endizagem (AVA) são cen ados em con eúdos e a i idades cu icula es p opos as pelas ins i uições de ensino, no qual de em se p e iamen e de inidas e bem planejadas, de alhando oda es u u a de ap endizagem. Como já e e enciado são espaços onde os alunos podem in e agi independen emen e do local e ho a, p opo cionando uma comunicação de “mão dupla”, a a és da in e a i idade na cons ução cole i a. Tu o iais de em se o e ados com acili ado des as a i idades, de em se apidamen e acessí eis, possui á ios meios de in o mação in eg ados a pa i de di e en es pon os de is a, p opo cionando possibilidade de in e ação com di e en es con eúdos e com os p o esso es e especialis as. Es a modalidade de ensino, a educação a dis ância (EaD), no B asil em c escendo de o ma signi ica i a nos úl imos anos, pe mi indo o e ece educação pa a pessoas que quei am ou necessi am de quali icação po meio da aquisição e compa ilhamen o do conhecimen o, o e ecendo lexibilidade espei ando o i mo do aluno, desen ol endo independência e inicia i a. Os ecu sos me odológicos e ecnológicos u ilizados a iam de aco do com as concepções de ensino e ap endizagem ado adas pelas ins i uições de ensino. (Guima ães,2015) 27 No B asil, a EaD ob e e espaldo legal pa a sua ealização com a Lei de Di e izes e Bases da Educação – Lei nº 9.394, de 20 de dezemb o de 1996 3 , que es abelece, em seu A . 80, a possibilidade de uso o gânico des a modalidade em odos os ní eis e modalidades de ensino (B asil, 1996). De aco do com o MEC (2007), a EaD é uma modalidade de ensino impo an e no desen ol imen o da educação supe io no B asil, sendo undamen ais p incípios, di e izes e c i é ios que sejam e e enciais de qualidade pa a as ins i uições que ado a ão es á modalidade. Esses e e enciais de qualidade es ão elacionados ao o denamen o legal igen e em complemen o às de e minações especí icas da Lei de Di e izes e Bases da Educação, do Dec e o nº 5.622, de 20 de dezemb o de 2005 4 , do Dec e o nº 5.773, de junho de 2006 5 , e das Po a ias No ma i as nº 1 e 2, de 11 de janei o de 2007 (Oli ei a, Acioly, Filho & Nakayama, 2014). O uso da EaD na o mação p o issional do nu icionis a em sendo u ilizada po algumas IES que possuem um se o especí ico onde abalha pa a o ap imo amen o do uso das TIC, u ilizando o AVA em algumas disciplinas pa a o ap imo amen o e po encialização de ca á e semip esencial. A egulamen ação pa a os cu sos de g aduação em uni e sidades que pe mi e a u ilização de ambien es i uais es á na po a ia nº 4.059/2004 que em seu A . 1 6 es abelece pa a as ins i uições de ensino supe io ede al a inse ção na sua p opos a e cu icula a o e a de disciplinas a dis ância. Po ém o § 2º de e mina que não pode excede a 20% da ca ga o al do cu so. Também é i mado nes a po a ia que a u o ia das disciplinas o e adas na modalidade a dis ância implica na exis ência de 3 Lei nº 9.394, de 20 de dezemb o de 1996 - Es abelece as di e izes e bases da educação - dos p incípios e ins da educação nacional 4 Regulamen a o a . 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezemb o de 1996, que es abelece as di e izes e bases da educação nacional. 5 Dispõe sob e o exe cício das unções de egulação, supe isão e a aliação de ins i uições de educação supe io e cu sos supe io es de g aduação e sequenciais no sis ema ede al de ensino. 6 A . 1o. As ins i uições de ensino supe io pode ão in oduzi , na o ganização pedagógica e cu icula de seus cu sos supe io es econhecidos, a o e a de disciplinas in eg an es do cu ículo que u ilizem modalidade semip esencial, com base no a . 81 da Lei n. 9.394, de 1.996, e no dispos o nes a Po a ia. 28 p o issionais da educação com o mação na á ea do cu so e quali icados em ní el compa í el ao p e is o no p oje o pedagógico. Dian e des e no o cená io da educação, algumas IES ado am es a modalidade no cu so de g aduação, pós-g aduação e a ualizações em nu ição azendo pa e do eixo de o mação p o issional de odos que ing essam nos cu sos com o obje i o de ap imo a o conhecimen o di undindo de o ma p á ica e e icaz. As dinâmicas da u o ia nes as modalidades oco em de o ma p oa i a, pois o u o az in e enções e ques ionamen os aos alunos nos ó uns de discussão das disciplinas e ambém esponde dú idas dos alunos em ó um especí ico. Exis em o mas de a aliações que ão depende do p og ama do cu so e da ins i uição supe io que o e a es a modalidade. O Ambien e i ual de ap endizagem ede ine os espaços onde os sujei os en ol idos se encon am em ambien es di e sos, po ém in e ligados po meio da comunicação e já azem pa e do p ocesso de c escimen o p o issional em di e sas á eas da saúde. 2.3. O Blog como e amen a de ecnologias de in o mação e comunicação na ap endizagem Nes e capí ulo amos aze uma abo dagem sob e o blog 7 , e amen a escolhida pa a se abalhada em nossa pesquisa, espaço de p omoção e pa ilha de in o mação especializada, o mado de comunidade en e pessoas com in e esses comuns que buscam conhecimen o e oca de in o mações pe inen es a cons ução do conhecimen o. Exis em á ios meios de se abalha a educação a a és de um ambien e i ual, os á ios ipos de ecnologias de in o mação e comunicação possibili am a 7 Blog oi a e amen a escolhida pa a se u ilizada na in es igação e oi c iada pela in es igado a (p ecep o a) a endendo os obje i os da p opos a. 29 escolha da e amen a que melho se adeque ao obje i o açado. A e olução das e amen as ecnológicas possibili ou uma no a ase pa a o aluno, o nou au o e p odu o de suas in o mações, essa no a ase icou conhecida como Web 2.0 ca ac e izada po possui inúme as TIC que es ão inse idas em um conjun o de possí eis acili ado es e mo i ado es no p ocesso de ensino-ap endizado. Um dos maio es exemplos dessa e olução são os weblogs, pala a compos a po web, que signi ica página na in e ne , e log, que signi ica diá io de bo do, egis o ele ônico. A chamada Web 2.0 é ida como uma e olução da es u u a da in e ne que isa uma ampla pa icipação dos usuá ios da ede po meio de canais colabo a i os nos quais podem a ua como emisso es e p odu o es de con eúdo, es imulando a au o ia a in e a i idade e a socialização (Pon es, & de Cas o Filho, 2011). Fonseca & Lindemann (2007), a i mam que e amen as como Blog, wiki e wi e , 8 p opiciam que o usuá io abandone a sua posição de ecep o passi o, o nando-se ambém p odu o de con eúdo, o que descen aliza a emissão e pe mi e que mais ozes possam se mani es a na in e ne . Segundo Amo im & Cou inho e Bo en ui Júnio (2008), o blog ab iu a possibilidade da cons ução do conhecimen o em qualque espaço, que ai além do espaço ísico, “sala de aula”, con on ando ideias e e lexões que se o nam o p imei o passo pa a o des elamen o c í ico- e lexi o dos sujei os. O Blog su giu na década de 90 como um diá io i ual onde se compa ilha pensamen os, ela os e e lexões. São on e de in o mações da web e, po isso, p ecisam demons a con iabilidade. Não exige conhecimen o écnico e p og amação especí ica pa a que se abalhe com es á e amen a. Suas páginas disponibilizam espaços pa a que os usuá ios esc e am comen á ios, conco dando, disco dando ou ac escen ando alguma discussão sob e a emá ica abo dada a o ecendo um diálogo com o au o e ice- e sa. A acilidade p opiciada po es as pla a o mas pa a u ilização dos blogs a o ece o desen ol imen o des e ambien e e seu uso esul a em es a égias de possibilidades a se explo ada. 8 São e amen as u ilizadas na in e ne pa a comunicação e que podem se em u ilizadas a ins educacionais; 30 Segundo G o o (2005), o blog pode se a ualizado dia iamen e, de o ma da ada e ap esen a egis os de si uações diá ias de quem o esc e e. Po es a azão, os blogs ainda são classi icados como diá ios pessoais em o ma o ele ônico, po ap esen a em ca ac e ís icas como: ela os sob e a pessoa que esc e e, “sua amília, seus gos os, a i idades e sen imen os, c enças e udo que o con e sá el”. O Blog é uma e amen a de ecnologia de in o mação e comunicação que ap esen a um ca á e dinâmico e de in e ação que se o na possí el pela acilidade de acesso e de a ualização. Possui ca ac e ís icas que podem se conside adas pedagógicas embo a não enha sido esse o seu obje i o inicial. É um ambien e i ual de ap endizagem, que êm ganhando espaço nas discussões na educação e na saúde. Nes a pe spec i a, es e ambien e passa a se mui o mais do que um espaço de publicação de ma e iais e de a ualizações, passa a se um local u ilizado no con ex o educacional, onde o p o esso p oje a as necessidades de in e ação e comunicação que são exigidas pelo p oje o pedagógico pa a que es es sejam u ilizados como e amen a de ensino e ap endizagem. Os blogs es ão ge ando no as o mas de elacionamen o, c iando no as pe spec i as e um no o ipo de incen i o in elec ual e social. A ualmen e, o blog em ocupando um luga de des aque no con ex o da educação, di e sos ipos de blogs com ins pedagógicos são usados com esse obje i o. Pode se a ualizado dia iamen e, egis ando si uações onde o au o publica ou di ulga ex os, imagens, além de hipe links que pode complemen a a lei u a e o deba e, elaciona e edi eciona a ou os blogs que e a am sob e o mesmo ema, en iquecendo e p opo cionando uma melho discussão e ap endizado sob e o ema abo dado. Exis e no blog uma e amen a que se p oponhe a abalha aspec os educacionais a a és da in e ação com o público, são os espaços pa a comen á ios, que en iquecem a discussão no p ocesso de ap endizagem a a és de deba es esc i os com a possibilidade de uma esc i a cole i a, não linea sob e si uações i idas e/ou discussões de ideias, de emas e pesquisas sob e assun os e e en es aos pos s e aos comen á ios an e io es (F anco, 2005). 31 Ba bosa e G anado (2004) já a i ma a que “se há alguma á ea onde os weblogs podem se u ilizados como e amen a de comunicação e de oca de expe iências com excelen es esul ados, essa á ea é sem dú ida, a da educação” (p.69). A acilidade com que se pode aze egis os pa a a sua a ualização é o que dis ingue o blog de um si e con encional. Es a e amen a o na-se mui o mais dinâmica e ácil de se abalhada quando compa ada aos si es con encionais, pois sua manu enção é mais simples e p á ica. A o ganização au omá ica das mensagens, ou pos s, pelo sis ema, pe mi e que no os ex os sejam inse idos sem a di iculdade de a ualização de um si e adicional. Seus egis os apa ecem em o dem c onológica in e sa (o úl imo lançamen o apa ece semp e em p imei o luga ) e u iliza p og amas simples que p a icamen e exigem apenas conhecimen os elemen a es de in o má ica po pa e do usuá io o que o na mais ácil sua u ilização (Ba bosa & Se ano, 2005). Vis o es a p a icidade do blog, a ualmen e exis e inúme os blogs no B asil que e a am de o ma simples e p á ica a educação nu icional, não de o ma acadêmica, mas sendo u ilizada de o ma pessoal pa a ansmissão de in o mação sem bases cien í icas. 32 Capi ulo 3. A o mação do p o issional de nu ição baseada na in e ação e colabo ação: os caminhos da in es igação. Nes e capí ulo undamen amos as escolhas me odológicas da in es igação o a ap esen ada. Concomi an emen e abo damos como a o mação do p o issional nu icionis a de e es a baseado na in e ação e colabo ação, endo como p incipal es a égia a o mação den o de um cená io pe meado pelas ecnologias de in o mação e comunicação. Nesse sen ido desc emos os lócus, sujei os, ins umen os de ecolha de dados e sua pos e io análise undamen ada pelas e e ências ci adas. É p eciso en ende que a o mação p o issional é um p ocesso con ínuo de cons ução de conhecimen os e compe ências, que o u u o p o issional de e á e como p incípio, a educação con inuada, p ocesso que ga an i á a sua a uação na sociedade, de o ma a ualizada, compe en e e esponsá el. Esse p ocesso de o mação já é discu ido e es as mudanças se e e e a maio in eg ação en e o mundo do ensino e o do abalho, com ên ase na o mação gene alis a, seguindo uma linha mul ip o issional, a a és da di e si icação dos cená ios de p á ica e da adoção imedia a de me odologias a i as que iabilizem a ap endizagem (San os e al.2005). No con ex o da nu ição, i encia-se mais uma o ma de a uação pa a o p o issional nu icionis a a a és da u ilização das ecnologias de in o mação e comunicação como ins umen o de educação nu icional, ge ando conhecimen o em empo eal. O p ocesso de ansição no pad ão alimen a e nu icional que o mundo es á i endo az dos ambien es i uais uma e amen a impo an e na ans o mação da in o mação a a és da educação e di ulgação de conhecimen os sob e a alimen ação (San os e al.2005). A ualmen e á ios são os ambien es i uais que abalham na disseminação do conhecimen o e da educação nu icional a a és da in e ação e colabo ação do p o issional com a população em ge al, com os alunos de g aduação e com ou os colegas nu icionis as. A acilidade de in e agi nos ambien es i uais a a és da ecnologia de in o mação e comunicação pe mi e in eg a múl iplas mídias, linguagem 39 das es a égias me odológicas u ilizadas su gi am a pa i do momen o em que a in es igação se desen ol ia e no momen o em que dos dados ob idos o am analisados. Os dados cole ados, a a és de ques ioná ios, egis os cole i os e obse ação dos pa icipan es, o am de suma impo ância pa a a análise da in es igação, is o que alguns dados o am cole ados a pa i da con i ência com o ambien e i ual. A cole a dos dados oi ealizada a a és da in e ação en e o pesquisado e o g upo en ol ido no p oje o de in es igação, buscando e acompanhando as oco ências pa a uma análise in e p e a i a coe en e e adequada. De aco do com Chizzo i (2003), “os dados são colhidos, in e a i amen e, num p ocesso de idas e ol as, nas di e sas e apas da pesquisa e na in e ação com seus sujei os” (p.89). A obse ação se az necessá ia e oi u ilizada is o que coloca o pesquisado dian e da con ínua necessidade de a e i o seu g au de en ol imen o no e eno (Sa men o, 2003), pois o egis o, a seleção dos acon ecimen os e a busca dos dados de em da supo e a uma análise com sus en ação c í ica (p.60). Os dados da obse ação dos sujei os en ol idos na in es igação o am cole ados a a és da pa icipação a a és de egis os de cada um no ambien e i ual após a publicação dos a igos. Os dados dos ques ioná ios o am analisados a a és das espos as do ques ioná io 1 que oi aplicado no início da in es igação, onde oi possí el ealiza um diagnós ico sob e o uso da in e ne nes e g upo e do ques ioná io 2 que oi aplicado no inal da in es igação, onde oi possí el a alia a pa icipação dos es agiá ios e as di iculdades encon adas no deco e da in es igação em acessa o ambien e i ual de ap endizagem. 40 Capi ulo 4. O es ágio e o ambien e i ual de ap endizagem: Análise do es udo de Caso No p esen e ópico ap esen amos os esul ados alcançados du an e o p ocesso de in es igação. O caminho pe co ido em busca dos obje i os especi icados comp eende a iden i icação dos conhecimen os e usos p é ios das ecnologias de in o mação e comunicação pelas acadêmicas in es igadas, as mudanças em sua o ma de pesquisa e ap endizagem a a és do uso do blog e os momen os de acompanhamen o e discussões dos a igos publicados. Pa a uma melho comp eensão sob e a u ilização da ecnologia de in o mação e comunicação pa a o es ágio ex acu icula , mais especi icamen e o de nu ição clínica na San a Casa de Mise icó dia de Maceió, oi ei o uma análise, endo como supo e pa a acompanhamen o o blog. Vale salien a que o con a o i ual não acon eceu com odos os alunos da mesma o ma. Exis i am alunos que o am mais colabo a i os que ou os, pois o uso da ecnologia na educação não em o mesmo esul ado em odos, seja po al a de acesso à in e ne , al a de habilidade com as e amen as, di iculdade de abalha cole i amen e ou esis ência em acei a a ecnologia como e amen a educa i a. Com o obje i o de comp eende a ampliação dos concei os a a és do empo, a comunicação, in e a i idade e a oca de conhecimen os que se deu pelo blog, o am a aliadas as espos as dos ques ioná ios (Anexo 1 e 2) 11 aplicados du an e o desen ol imen o da in es igação, e em seguida oi analisado e obse ado os acessos ao ambien e i ual. A análise dos dados ecolhidos se deu de modo quan i a i o e quali a i o undamen ado em um es udo de caso. O g upo abalhado oi compos o po 03 es agiá ias ex acu icula es, o alizando 100%, e ap esen a am a seguin es ca ac e ização em elação ao gêne o: 11 Os ques ioná ios 1 e 2 o am de elabo ação do in es igado com a inalidade de e um diagnós ico inicial e um inal sob e o uso da TIC 41 Todas e am do gêne o eminino (n=3), em elação a idade inham idade média de 22 anos, 66,6% (n=2) e am es udan es de ins i uições de ensino pa icula es e 33,3% (n=1) e a de uni e sidade pública. Quando analisamos dados do Censo B asilei o de EaD, pe cebemos que em cu sos p esenciais, 47% de público é eminino, e nos cu sos a dis ância esse pe cen ual é de 56%. Nossa in es igação não se a a de um cu so a dis ância, po ém oi obse ado que as acadêmicas u iliza am o sis ema b-lea ning como me odologia de ap endizagem, assim como no p og ama do es ágio, onde exis iu o momen o p esencial, com aplicação da eo ia na p a ica, e o ensino a dis ância, a a és dos a igos publicados e discu idos no blog. Realidade essa, que em mui o se assemelha com o EaD. A aixa e á ia média in o mada pelo censo e elou que os alunos de cu sos a dis ância endem a se mais elhos do que os alunos de cu sos p esenciais. Ao se compa a a pi âmide e á ia dos pa icipan es de cu sos p esenciais e de EaD, icou ní ido que os es udan es da educação p esencial se concen am na aixa en e 21 e 30 anos (63,23%), enquan o o co po discen e dos cu sos a dis ância se encon a na aixa en e 31 e 40 anos (49,78%). Em nossa in es igação os sujei os 100% (n=3) co obo am com os dados do ensino p esencial, uma ez que o g upo in es igado az pa e de cu sos p esenciais e ap esen a idade média de 22 anos. No início da in es igação oi ealizada a aplicação de um ques ioná io diagnós ico pa a descob i a amilia ização com ambien e i ual e em seguida desen ol e o es udo. Po meio do ques ioná io de diagnós ico (anexo 1) oi a aliado a equência do uso do compu ado e da in e ne , os locais que mais cos uma am u iliza o compu ado , as a i idades desen ol idas na in e ne , a u ilização das TIC na g aduação, a impo ância da u ilização das TIC, os ecu sos ecnológicos de in o mação e comunicação que suge iam pa a se u ilizados na o mação, e as ca ego ias de TIC usadas pa a o mação, con o me ilus ado nos g á icos abaixo. 42 Ao analisa mos a equência de u ilização do compu ado , pela es agiá ias, oi pe cebido que 100% (n=3) dos sujei os u iliza am equen emen e, ou seja, mais de 1 x ao dia, como mos a a g á ico abaixo. G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a o compu ado Dian e des e esul ado encon ado pe cebeu-se que o g upo já em amilia idade com a ecnologia e que nes e diagnós ico cabe a u ilização do compu ado pa a en iquece o ambien e de ap endizagem e auxilia o acadêmico no p ocesso de cons ução do seu conhecimen o. Segundo Rod igues & Ma a (2003), os á ios inqué i os ealizados con i mam que a u ilização das TIC es á di e amen e e posi i amen e co elacionada com o ní el de ins ução dos indi íduos, e in e samen e co elacionada com a idade. Quando compa amos es a a i mação aos nossos dados podemos pe cebe que g upo in es igado az pa e des e cená io, uni e si á ias e com idade média de 22 anos. Com elação a equência da u ilização da in e ne , pe cebemos que há semelhança en e os dados do g á ico an e io , 100% (n=3) das in es igadas u ilizam equen emen e a in e ne , mais de 1 x ao dia, con o me ep esen ado no g á ico abaixo. 43 G á ico 2: F equência com que os sujei os da in es igação u iliza am a in e ne No que diz espei o à u ilização de in e ne , nossos dados se assemelham com dados a aliados na população po uguesa po Rod igues & Ma a (2003), onde e idenciou a pe cen agem maio de u ilizado es nos segmen os mais escola izados, a iando en e os 63% a 81%, enquan o na população com mais baixos ní eis de ins ução es as pe cen agens são de apenas 5% a 22%. A in e ne a ualmen e az pa e da e olução da sociedade, p opo ciona um meio a a és do qual as pessoas podem se comunica , oca in o mações, consul a e deba e , de manei a di e a, ápida e sem obs áculos bu oc á icos (Maia, 2001). Essa a i mação jus i ica a u ilização equen e des a e amen a na sociedade a ual. Foi ques ionado quais os locais que as es agiá ias cos uma am u iliza mais o compu ado , e icou e idenciado que 100% (n=3) u iliza am em casa e na uni e sidade, seguidos dos espaços públicos como biblio ecas e museus com 66,7% (n=2). E idenciamos ais esul ados exp essos no g á ico a segui . G á ico 3: Local que os sujei os da in es igação u iliza am compu ado 44 De aco do com a a i mação de Rod igues & Ma a (2003), nosso esul ado de maio equência de acesso nas uni e sidades oi e idenciado nos segmen os mais escola izados. Es es dados co obo am com o que en a izamos no deco e da in es igação, a ecnologia de in o mação e comunicação az pa e das a i idades diá ias da sociedade a ual. Quando o am ques ionados quais e am as a i idades mais desen ol idas pelo g upo na in e ne , e idenciou que 100% (n=3), u iliza am pa a acesso as edes sociais, di e são, es udo (assis i cu sos) e pesquisas cien í icas. 66,7% (n=2) u iliza am pa a assis i ídeos, con o me obse amos no g á ico abaixo. G á ico 4: A i idades ealizadas pelos sujei os da in es igação na in e ne A comunicação in o mal acon ece li emen e en e indi íduos e comunidades, e de e se is a como ecu so impo an e pa a uma in e p e ação p odu i a do elacionamen o das pessoas numa sociedade. A in e ne ap esen a um po encial impo an e no sen ido de da esponsabilidade ao aluno com seu p óp io ap endizado, expandindo seus ho izon es e melho ando a comunicação (Me cado & Gomes, 2004, p. 105-106). Os dados ob idos co obo am com o que oi en a izado no deco e da in es igação. A ecnologia de in o mação e comunicação az pa e das a i idades diá ia da sociedade a ual e es á anco ada na a i ma i a de da Sil a & Ma ques (2011), quando e a a que as TIC es ão cada ez mais p esen es nas a i idades diá ia da 45 população. As in o mações são disponibilizadas de o ma exace bada o nando-se necessá io a adesão às ecnologias, pa a que sejam p ocessadas em empo hábil. Quando o am ques ionados quais os ecu sos de ecnologia de in o mação e comunicação que o g upo es udado suge ia pa a se em u ilizados du an e a o mação, 100% (n=3) das pa icipan es e e i am a inse ção dos e-mails e dos ambien es i uais, 66,7% (n=2) e e i am os ó uns, ídeos e as edes sociais, con o me exp esso no g á ico abaixo. Mesmo dian e do esul ado encon ado, odas as pa icipan es da in es igação e e i am já e em u ilizados os ó uns como e amen a de ap endizagem du an e a g aduação. G á ico 5: TIC suge idas pelos sujei os in es igados pa a se em u ilizadas na o mação acadêmica Den e as ca ego ias de es a égias didá icas a aliadas pa a se em u ilizadas na o mação, 100% (n=3) das pa icipan es e e i am si uações de ap endizagem, esul ado es e já obse ado du an e o deco e da in es igação e e e enciado po á ios au o es. 66,7% (n=2) suge i am o uso pa a a i idades que eque e lexão, einamen os, compe ências globais e a i idades mo i acionais e 33,3% (n=1) suge e o uso das TIC em ca ego ia de a iculação, a i idades que eque e lexão, sequências didá icas baseadas em ní eis de complexidade, con o me exp esso no g á ico abaixo. 46 G á ico 6: Es a égias didá icas a se em u ilizadas na g aduação, segundo a suges ão dos sujei os in es igados. Quando oi ques ionado sob e a impo ância da inse ção da ecnologia de in o mação e comunicação na g aduação, 100% (n=3) dos sujei os in es igados e e i am que se iam impo an es, e que os ambien es i uais con ibui iam de o ma posi i a com es e p opósi o. Como ou a es a égia de analise o am u ilizados os dados de egis os no ambien e i ual e o segundo ques ioná io (anexo 2) se indo como base pa a análise inal. Ao analisa mos o acesso das es agiá ias ao blog, oi possí el e idencia que a pa icipação se deu de o ma cons u i a, a a és da oca cole i a de in o mações e conhecimen o con ibuindo pa a uma maio in e ação e en ol imen o. Todo g upo acessou o blog de o ma con inua e a cada publicação da a-se início a uma no a discussão en e os sujei os en ol idos. Pa a análise quali a i a os dados o am ag upados em ca ego ias pa a melho in e p e ação, ex aídas das alas das es agiá ias nos ques ioná ios, subdi ididas em: u ilização do blog no es ágio, in e ação en e o g upo, cons ução do conhecimen o e di iculdades no acesso ao blog. Es as ca ego ias nos pe mi i am a alia e mos a como o ambien e i ual deu supo e ao es ágio, con o me desc i os. 47 4.1. U ilizações do blog no es ágio O uso do blog como ecu so ecnológico ao p og ama de es ágio ex acu icula de nu ição con ibuiu pa a a cons ução do conhecimen o do g upo a a és das pos agens que acon ece am a cada 15 dias com publicações de a igos cien í icos elacionadas às p á icas i enciadas po elas no deco e do es ágio. Foi obse ado que o g upo a aliado u ilizou o blog pa a compa ilha opiniões e exp essa suas necessidades sob e os emas abo dados a a és do espaço comen á io. A e amen a oi u ilizada de o ma con ínua du an e o deco e da in es igação. Segue abaixo algumas pos agens publicadas no blog, as quais se i am de subsídio no desen ol imen o da in es igação. Figu a 1: publicação do blog Figu a 2: publicação do blog Figu a 3: publicação do blog Figu a 4: publicação do blog Dian e da análise da ala das es agiá ias no ques ioná io obse ou-se que o blog con ibuiu pa a um c escimen o no p ocesso de aquisição de conhecimen os, uma ez 48 que, cada es agiá ia conheceu um pouco da ealidade e das di iculdades que as colegas i encia am nas suas clínicas de es ágio. A pa i des e momen o de oca de expe iências, elas começa am a se in e essa e cons ui um pensamen o ace ca do que e a i ido pela ou a: “O blog con ibuiu pa a a discussão de emas i idos na nossa o ina diá ia e ambém nos pe mi iu conhece um pouco o que e a i ido po ou os es agia ias que es a am em ou os se o es” (Acadêmica A1). “Achei mui o p o ei oso a u ilização do blog, pois con ibuiu pa a meu c escimen o, pude discu i si uações do nosso dia a dia e mos a pa a as pessoas que isi a am o blog como é a i encia den o do hospi al” (Acadêmica A2). “O Blog possibili ou conhecimen o e c escimen o p o issional, con ibuindo de o ma ab angen e a comp eensão de cada e apa do es ágio” (Acadêmica A3). É possí el pe cebe a a és da ala das es agia ias que a e amen a u ilizada a o eceu uma oca de i ências, que no deco e do es ágio con ibuiu com o c escimen o indi idual e cole i o do conhecimen o: “O blog ouxe a igos pa a discussões de emas que i enciamos na p á ica e que nos ajuda am no deco e do es ágio” (Acadêmica A1). “O Blog nos ajudou a conhece si uações di e en es, mos ando a i ência de cada uma den o de se o es di e en e” (Acadêmica A2). “A pa i do blog hou e uma oca de conhecimen os, opiniões e expe iências” (Acadêmica A3). Quando analisamos a ca ego ia acima desc i a, pe cebemos que a pa icipação do g upo a a és dos egis os em ambien e i ual oi um aspec o obse ado no deco e da in es igação, a o ecendo uma o mação cole i a, uma ez que os comen á ios, dicas, dú idas e escla ecimen os e am socializados quinzenalmen e, a o ecendo a cons ução do conhecimen o. Dian e do que oi encon ado, nossos esul ados co obo am com Ba bosa & Se ano, (2005) quando de inem o cibe espaço como o local onde o p ocesso de ap endizagem é acili ado, is o que a p odução do conhecimen o é u o da ação cole i a, da sine gia das compe ências e dos modelos, independe da sua di e sidade. 55 É cla o que em algum momen o o in es igado p ecisou mo i a o g upo, o na mais dinâmico o p ocesso de ap endizagem pa a que hou esse uma maio in e ação. É possí el que is o enha acon ecido po ainda não exis i o hábi o, e a esis ência na u ilização do blog como e amen a de ensino. Dian e dis o ica a necessidade de mais in es igações com a inse ção do blog como e amen a de ensino e ap endizagem pa a es imula e auxilia na o mação p o issional. 56 BIBLIOGRAFIA Almeida, G. W. D., & Mello, R. C. (2004). Uso de no as ecnologias de in o mação po p o issionais da á ea da saúde na Bahia. Re is a de Adminis ação Con empo ânea, 8(3), 9-27. Al es, L. (2011). 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Po o Aleg e: Bookman. 62 Lis a de Figu a Figu a 1: publicação no blog Figu a 2: publicação no blog: U ilização das TICs no p ocesso de ensino e ap endizagem; Figu a 3: publicação no blog: A igo e e en e a semana pa a discussão; Figu a 4: publicação no blog Figu a 5: publicação no blog: discussão no espaço comen á io do a igo publicado; Figu a 6: publicação no blog: discussão no espaço comen á io das in eg an es da in es igação; 63 Lis a de G á icos G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a o compu ado ; G á ico 1: F equência com que a amos a in es igada u iliza a a in e ne ; G á ico 3: Local que a amos a in es igada u iliza a compu ado ; G á ico 4: A i idades ealizadas pela amos a in es igada na in e ne ; G á ico 5: TICs suge idas pela amos a in es igada pa a se em u ilizadas na o mação acadêmica; G á ico 6: Es a égias didá icas a se em u ilizadas na g aduação, segundo a suges ão da amos a in es igada; 64 Apêndice A: Ques ioná io diagnós ico QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO Pesquisa: O ambien e Vi ual como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula de nu ição da San a Casa de Mise icó dia de Maceió Pesquisado a: Cyn hia Paes Pe ei a O p esen e ques ioná io inse e-se no campo do p oje o de Mes ado “O ambien e Vi ual como supo e ao p og ama de es ágio ex acu icula de nu ição da San a Casa de Mise icó dia de Maceió”, em decu so na Uni e sidade No a Lisboa – Po ugal. Solici amos a sua colabo ação na espos a, o mais hones a possí el, a um conjun o de pe gun as. Lemb e-se que não es á a se a aliado e que não exis em espos as ce as ou e adas. A espos a ao ques ioná io é olun á ia e anônima. Os dados que nos cede se ão a ados com a máxima con idencialidade e se ão u ilizados exclusi amen e pa a ins cien í icos. É impo an e que esponda a odas as pe gun as às quais não se ão u ilizadas de o ma que pe mi a a sua iden i icação. Caso enha alguma ques ão sob e o p oje o, es eja à on ade pa a en ia pa a: cyn hia.pa[email p o ec ed] Ob igada pela con ibuição e a enção. Pesquisado a: Cyn hia Paes Pe ei a 1. Iden i ique a á ea de sua o mação acadêmica de aco do com o ní el especi icado: G aduação Especialização Mes ado 2. Com qual equência u iliza o compu ado ? ( ) equen e – 1 ou 2 ezes ao dia ( ) a amen e – menos de 1 ez ao dia