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O papel da música na educação inclusiva

Abstract

O presente relatório é realizado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico (2º Ciclo do Ensino Básico) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e tem como finalidade apresentar a atividade desenvolvida, enquanto estagiária, ao longo do ano letivo 2019\2020 numa Escola Pública do Ensino Básico com alunos do 2º Ciclo. O relatório encontra-se dividido em quatro capítulos. No primeiro capítulo fala-se da história e evolução da Educação Musical, de alguns modelos de aprendizagem musical e do currículo e programa da disciplina. O segundo capítulo aborda os temas da Educação Inclusiva, da legislação em vigor e da importância da música em alunos com necessidades de aprendizagem. O terceiro capítulo incide na caracterização do contexto do estágio tanto a nível da caracterização do agrupamento de escolas como a nível da escola onde foi realizado o estágio. Este capítulo centra-se também na descrição das experiências vivenciadas ao longo do estágio desde as aulas observadas às aulas lecionadas. Por fim, no quarto capítulo, é feita uma breve reflexão sobre a investigação conjunta realizada no decorrer da Prática de Ensino Supervisionada sobre o valor didático de uma canção para a Educação Musical.

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O papel da música na educação inclusiva

Author: Neves, Isabel Maria Fernandes
Year: 2021
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/135872/1/1623781097660_Relat%c3%b3rio%20de%20Est%c3%a1gio_signed.pdf
i
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do
Mes ado em Ensino de Educação Musical no 2º Ciclo do
Ensino Básico
Depa amen o de Ciências Musicais
P o . D a. Isabel Figuei edo
P o . D . João Noguei a
Ab il de 2021
O PAPEL DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Isabel Ma ia Fe nandes Ne es
ii
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do
Mes ado em Ensino de Educação Musical no 2º Ciclo do
Ensino Básico
Depa amen o de Ciências Musicais
P o . D a. Isabel Figuei edo
P o . D . João Noguei a
Ab il de 2021
O PAPEL DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Isabel Ma ia Fe nandes Ne es
iii
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico (2º Ciclo
do Ensino Básico), ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Isabel
Figuei edo, P o esso a Auxilia Con idada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
da Uni e sidade No a de Lisboa e o do P o esso Dou o João Noguei a, P o esso
Auxilia da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
i
DECLARAÇÃO
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio é o esul ado da minha in es igação pessoal
e independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es ci adas es ão de idamen e
mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o
___________________________
Lisboa, ____ de _______________ de 2021
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio se encon a em condições de se
ap esen ado a p o as públicas:
O o ien ado
___________________________
Lisboa, ____ de _______________ de 2021
Assinado po : JOÃO MANUEL NUNES DA SILVA
NOGUEIRA
Num. de Iden i icação: 04318886
Da a: 2021.07.14 19:13:34 +0100
Dedica ó ia
Dedico es e abalho à minha mãe e à minha i mã, po mesmo longe e em sido
semp e o meu g ande pila ao longo des a caminhada, o e ecendo-me ca inho, amo e
con iança e con o ando-me nos momen os de desânimo.
Dedico es e abalho ao meu pai, que apesa de já não es a comigo, es e e no
meu co ação desde o início ao im e oi um dos p incipais mo i os pa a nunca desis i
des e sonho.
Dedico es e abalho ao Paulo Mon ei o, o meu p imei o p o esso de música, o
meu mes e, a minha g ande e e ência no mundo da música, a pessoa que, quando eu
e a pequena, me azia pensa odos os dias “Quando o g ande que o se como o
mes e”.

i
Ag adecimen os
Aos p o esso es Dou o João Noguei a e Dou o a Isabel Figuei edo, pelo apoio,
pela a enção, pela disponibilidade, pelos conselhos e pelos momen os de e lexão e
espí i o c í ico que me p opo cionou ao longo de odo o es ágio.
A odos os p o esso es que ize am pa e do mes ado, pela sabedo ia, pela
pa ilha, pela o ien ação, pela disponibilidade e po me ab i em no os ho izon es e a
c esce no conhecimen o.
À p o esso a coope an e, pela pa ilha, pelos conselhos, pela amizade e po me
ajuda a c esce enquan o u u a p o esso a de Educação Musical.
Aos meus ios Isabel e Ped o e à minha p ima Sand a, po me acolhe em du an e
es es dois anos e po me ajuda em a o na es e sonho eal.
À minha mãe Céu po e ei o de mim aquilo que sou hoje, po ac edi a em mim,
pela o ça, po odos os sac i ícios que ez po mim, po e sido mãe e pai ao longo de
odos es es anos, po se uma mulhe gue ei a, po se o meu maio exemplo e po
nunca e “baixado os b aços”.
À minha i mã Daniela po , desde semp e, se a minha melho amiga e po se a
que mais o ça me deu nes a caminhada.
À Célia Sanches, a minha segunda mãe, po es a semp e disponí el pa a mim,
pela amizade, po se um dos meus po os segu os e po me es a semp e a dize “Isa
és capaz de alcança udo aquilo a que e p opões”.
Ao João, po se o meu melho amigo, po es a do meu lado nos momen os mais
di íceis, pelo apoio nos momen os de desânimo e ince eza, po ac edi a em mim e po
odos os momen os inesquecí eis que pa ilhámos jun os.
À Má cia e ao Maia, po e em ei o es a caminhada comigo desde o p imei o dia,
pelos conselhos, pelas pa ilhas e pela amizade incondicional.
ii
À Alexand a, a minha g ande amiga, pelo companhei ismo desde o p imei o dia,
po odos os momen os, pela pa ilha des a g ande a en u a comigo e pela amizade que
se á pa a a ida.
À minha u ma, pelas b incadei as, po me e em ansmi ido no os sabe es e
pelas pa ilhas ao longo da i ência de odo es e sonho.
iii
RESUMO
O p esen e ela ó io é ealizado no âmbi o da unidade cu icula de P á ica de
Ensino Supe isionada do Mes ado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico
(2º Ciclo do Ensino Básico) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade
No a de Lisboa e em como inalidade ap esen a a a i idade desen ol ida, enquan o
es agiá ia, ao longo do ano le i o 2019 2020 numa Escola Pública do Ensino Básico com
alunos do 2º Ciclo.
O ela ó io encon a-se di idido em qua o capí ulos. No p imei o capí ulo ala-se
da his ó ia e e olução da Educação Musical, de alguns modelos de ap endizagem
musical e do cu ículo e p og ama da disciplina. O segundo capí ulo abo da os emas da
Educação Inclusi a, da legislação em igo e da impo ância da música em alunos com
necessidades de ap endizagem. O e cei o capí ulo incide na ca ac e ização do con ex o
do es ágio an o a ní el da ca ac e ização do ag upamen o de escolas como a ní el da
escola onde oi ealizado o es ágio. Es e capí ulo cen a-se ambém na desc ição das
expe iências i enciadas ao longo do es ágio desde as aulas obse adas às aulas
lecionadas. Po im, no qua o capí ulo, é ei a uma b e e e lexão sob e a in es igação
conjun a ealizada no deco e da P á ica de Ensino Supe isionada sob e o alo
didá ico de uma canção pa a a Educação Musical.
Pala as-cha e: Educação Musical; Educação Inclusi a
ix
ABSTRACT
This epo is ca ied ou in he scope o he Supe ised Teaching P ac ice uni o
he Mas e 's Deg ee in Music Educa ion in Basic School (2nd Cycle o Basic Educa ion)
o he Facul y o Social and Human Sciences o he New Uni e si y o Lisbon and aims o
p esen he ac i i y de eloped, as a ainee, h oughou he school yea 2019 2020 in a
Public School o Basic Educa ion wi h s uden s o he 2nd Cycle.
The epo is di ided in o ou chap e s. The i s chap e alks abou he his o y
and e olu ion o Music Educa ion, some models o music lea ning and he cu iculum
and p og am o he discipline. The second chap e deals wi h Inclusi e Educa ion,
cu en legisla ion and he impo ance o music in s uden s wi h lea ning needs. The
hi d chap e ocuses on he cha ac e iza ion o he con ex o he in e nship bo h a
he le el o he cha ac e iza ion o he clus e o schools and a he le el o he school
whe e he in e nship was held. This chap e also ocuses on he desc ip ion o he
lea ning inpu s expe ienced h oughou he in e nship om he classes obse ed o he
classes augh . Finally, in he ou h chap e , a b ie e lec ion is made on he join
esea ch ca ied ou du ing he Supe ised Teaching P ac ice on he didac ic alue o a
song o Music Educa ion.
Key wo ds: Music Educa ion; Inclusi e Educa ion
4
Pla ão em e o ça a ideia da in luência da Música na o mação do indi íduo ao
a i ma , al como A is ó eles, que e a possí el c ia “pessoas boas median e um sis ema
público de educação cujos dois elemen os undamen ais e am a Ginás ica e a Música,
sendo a p imei a a disciplina do Co po e a segunda a disciplina do Espí i o” (G ou , 2007,
p.21). A Ci ilização Romana inspi ou-se nos mesmos p incípios da Música da Ci ilização
G ega e de endia ambém que a música desempenha a um papel impo an e na
educação dos jo ens (G ou , 2007).
Na Idade Média, os undamen os musicais desen ol e am-se no seio da Ig eja
C is ã. Nes a época, começa a su gi a p imei a no ação musical e a música cul a passou
a pe ence ao domínio quase exclusi o da Ig eja sendo a música do po o, mui as ezes,
ida como pe e sa. O ensino da música e a minis ado po p o esso es, com o mação
na Scholae Can o um, que abalha am com o in ui o de o ma apenas músicos de
Ig eja. Nos mos ei os, a Educação Musical e a de ca iz essencialmen e p á ico e nas
escolas das Ig ejas o obje i o e a p epa a os es udan es pa a o ing esso nas
Uni e sidades (G ou , 2007).
Em Po ugal, a Música eligiosa ocupa a um luga impo an e e o ensino da música
e a minis ado pela Ig eja, com o obje i o de p epa a musicalmen e quem pa icipa a
nos se iços eligiosos e, pelos Judeus que, po es a al u a, se encon a am ins alados
na Península Ibé ica e, nas suas sinagogas ensina am can o (Mo a, 2014).
Na Época Ba oca, Po ugal usu uiu da iqueza i aliana a ní el musical mas, os
g andes impulsionado es do ensino da música o am os Jesuí as que a in eg a am nos
seus colégios como sendo pa e impo an e na o mação dos alunos. No Pe íodo
Clássico, a bu guesia começa a a ibui um ele ado alo à música e es a, passa a se
ensinada po g upos que hoje são conside ados como sendo as p imei as bandas
ila mónicas (Mo a, 2014).
No século XIX oco em mudanças signi ica i as na Educação Musical, que passou
a ocupa um papel impo an e na o mação in eg al das c ianças pois a sociedade
começa a consciencializa -se de que o cidadão inha o di ei o a uma educação musical
elemen a . Em Po ugal, a música e a p a icada po pequenos g upos musicais que
execu a am conce os egula es pa a audiências cons i uídas po pequenas

5
cole i idades. Es es pequenos conce os con ibuíam pa a o ensino e di ulgação da
música (Educação In o mal). Su ge, em 1878, nas e o mas de Passos Manuel e Cos a
Cab al, a disciplina de Can o Co al nos cu ículos escola es, baseando-se essencialmen e
no can o. Con udo, só no século XX, em 1968, a disciplina passa a denomina -se
Educação Musical e a in eg a o cu ículo do quin o e do sex o ano do ensino básico
(Mo a, 2014).
Nas p imei as décadas do século XX e i icou-se uma e olução da p á ica
pedagógica musical. Segundo Gainza (1982, p.105), “a pedagogia musical en ou numa
e o ma al que al e ou, não só os undamen os dos ensino/ap endizagem como a é os
ma e iais e as écnicas de ensino – nes a e o ma pode no a -se a in luência do
es u u alismo, da linguís ica mode na e cibe né ica, da eo ia da comunicação, das
úl imas pesquisas em ma é ia da psicologia do desen ol imen o, da in eligência, da
ap endizagem”.
A Educação Musical p e ende c ia na c iança um despe a pa a o mundo dos
sons e um en ol imen o cada ez mais p o undo na pa e musical da sua ida e,
con a iamen e ao que acon eceu no século XIX, em que, a a és do mé odo do sol ejo,
a Educação Musical e a essencialmen e epe i i a e écnica, no século XX su gi am no as
co en es me odológicas que de am luga a uma pedagogia mais cen ada na c iança.
Es as co en es undamen a am-se essencialmen e em dois p incípios: o de que a
educação é baseada na a i idade da c iança e o de que a Educação Musical é acessí el
a odos (Gainza, 1982).
Na o igem des as ans o mações es ão á ios pedagogos ais como Dalc oze,
Kodály, Wa d, Willems, O , Wuy ack, Go don, Payn e , Scha e , Swanwick, en e
ou os que se dedica am à p ocu a de modelos de ensino e de ap endizagem da música
que es imulassem o in e esse dos alunos e con ibuíssem pa a a sua expansão social e
cul u al.
Ao longo dos anos, o am ei as á ias en a i as pa a que a disciplina chegasse a
odos os alunos mas só no ano de 1990, com a maio Re o ma da Educação Musical, a
disciplina ica es abelecida como ob iga ó ia pa a o quin o e sex o ano e como opção do
sé imo ao nono ano do ensino básico. Foi ambém nes a al u a que su giu o P og ama
6
de Educação Musical – O ganização Cu icula e P og amas que, a pa i daí a é aos dias
de hoje, começou a se conside ado como uma das p incipais e e ências pa a os
p o esso es de Educação Musical (Mo a, 2014).
1.2 Me odologias de Educação Musical
Nos séculos XIX e XX, o apa ecimen o de á ios modelos de ensino e de
ap endizagem, p opos os po di e sos pedagogos, ouxe am di e sos con ibu os pa a
a Educação Musical.
O p imei o modelo de ensino e de ap endizagem musical a ibui-se a Emile Jaques-
Dalc oze (1865-1950) pa a o qual o mo imen o inha um papel essencial. In luenciado
pelas ideias ilosó icas da época, Dalc oze en ou uni os sen imen os e a in eligência ao
co po, à ação e aos sen idos. A a és da obse ação dos seus alunos pe cebeu que es es
eagiam de o ma espon ânea semp e que ou iam ou execu a am música o que o le ou
a desen ol e a i idades como po exemplo caminha de aco do com a elocidade da
música concluindo que exis ia uma elação en e um es ímulo sono o que ia p o oca o
mo imen o do co po (Amado, 1999).
As di e sas expe iências ealizadas po Dalc oze le a am-no a conclui que a
ealização de expe iências co po ais e a undamen al na ap endizagem e na execução
musical e que o p imei o ins umen o musical a se einado de ia se o co po. Assim,
c iou o concei o de Eu i mia, que es uda os elemen os da música a a és do
mo imen o. A me odologia de Dalc oze é cons i uída po ês elemen os essenciais – os
sons, o mo imen o e a coo denação – e em duas componen es: uma, de iniciação
í mica di igidas às c ianças, baseada em jogos e exe cícios í micos e ou a elacionada
com a aplicação do abalho í mico ao es udo de um ins umen o musical (Amado,
1999).
Zol án Kodály, composi o e e nomusicólogo húnga o oi o g ande esponsá el
pela eno me dinamização da música e cul u a musical da Hung ia. O seu g ande
in e esse pela iden idade do seu país le ou-o a ealiza iagens pelo in e io do mesmo
pa a aze a ecolha e o egis o das músicas olcló icas o iginais. Es a ecolha e e como
7
consequência o desen ol imen o de uma me odologia que u iliza a es e géne o musical
como pon o de pa ida pa a o ensino de odos (Co ez, 2001).
Kodály, ao conside a o can o é o undamen o da cul u a musical, uma ez que a
oz é o modo p imo dial do se humano se exp essa , c iou pau as pa a desen ol e o
can o e o in e esse pela música. Assim, a a és de a i idades nela assen es, ensina am-
se concei os musicais e enco aja a-se o es udo de ins umen os e a audição de ou as
peças musicais (Co ez, 2001).
Segundo Kodály, a lei u a e a esc i a de e iam es a associados a uma audição
in e io pois, o impo an e e a en ende in e io men e a melodia. Pa a o au o , uma
c iança só pode ia ap ende um ins umen o depois de sabe can a uma ez que o seu
ou ido só se desen ol e ia se as p imei as noções de som ossem o madas a pa i do
seu p óp io can o (Co ez, 2001).
Kodály conside a a que o sol ejo ela i o, u ilizado po Guido D`A ezzo no séc. XI,
e a o mé odo mais adequado pa a desen ol e a audição in e io uma ez que p i ilegia
a oz can ada e só se começa o ins umen o depois de se sabe can a , ha endo uma
ên ase na consciência da melodia e da ha monia, endo semp e o sol ejo associado à
execução. Ou o ecu so u ilizado pelo au o é a onomímica que consis e em aze
co esponde a cada ges o manual um nome de uma no a musical que se aduzi ia
numa ajuda audi i o- isual (Co ez, 2001).
O mé odo p opos o po Jus ine Wa d (1879-1975) pe mi iu que o papel da música
osse econhecido na educação e incluído no cu ículo de escolas p imá ias ame icanas.
Des inado a c ianças dos seis aos ca o ze anos, o mé odo basea a-se nos p incípios da
psicologia, nomeadamen e o p incípio de que a educação de ia se a i a e es imula o
in e esse e a cu iosidade das c ianças e, inha como p incipal ca ac e ís ica mo i a a
descobe a de no os sons pa indo do conhecido (Neno, 1994).
A au o a da a g ande des aque a oz, sendo es a o p imei o ins umen o que as
c ianças ap endem a explo a a a és de um conjun o de jogos ocais que, adequado às
suas capacidades, se iam o nando mais complexos. No mé odo Wa d, o i mo e a
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i enciado a a és do ges o e a imp o isação e composição inham um papel
impo an e na ap endizagem musical da c iança (Neno, 1994).
Edga Willems en ou pe cebe qual a impo ância da música no desen ol imen o
da c iança e ac edi a a que a iniciação musical desen ol ia nas c ianças o amo pela
música e p epa a a-as pa a a p á ica ocal e ins umen al. A p opos a pedagógica de
Willems baseia-se num pon o de pa ida pedagógico e ilosó ico: a música é uma
linguagem. Os p imei os passos da c iança nes a linguagem começam com a
expe imen ação seguida da en a i a de cons ução de ases a é adqui i a sua p óp ia
linguagem (Willems, 1990).
Segundo Willems, a música é o e lexo da na u eza humana e po isso, na sua
me odologia, az ês pa alelismos en e a na u eza humana e a na u eza da música
compa ando a ida ísica com a ida í mica, a ida a e i a com a ida melódica e a ida
men al com a ida ha mónica. De o ma a jus i ica es es pa alelismos, Willems explicou
que pa a p oduzi i mo é p eciso o co po pois, se não há co po não há mo imen o logo
não há i mo. Rela i amen e ao segundo pa alelismo, o au o explicou que a ida a e i a
diz espei o às elações humanas al como a melodia é a elação en e os sons. Po im,
ela i amen e ao e cei o pa alelismo, Willems explicou que a ha monia em música
começa com um aco de, ou seja, a simul aneidade de sons e é no cé eb o que se c ia
es a alquimia (Willems, 1990).
Pa a Willems, a música é uma linguagem e a ap endizagem dessa linguagem
acon ece a a és da imp egnação e da expe imen ação. A cha e da ap endizagem é a
imp o isação onde explo amos os elemen os musicais e os comp eendemos (Willems,
1990).
Ca l O (1895-1982) oi au o de mui as ob as ligadas ao ensino da música das
quais se des aca Schulwe k. Es a ob a indica a na u eza do p incípio educacional de O :
ap endizagem a a és da expe imen ação e em g upo, o que ai e o ça o
desen ol imen o do e lexo es ímulo- espos a, da capacidade da a enção e da
mo i ação da c iança (Ga cia, 2001).
9
Segundo O , a ap endizagem musical inha que da p aze e, po isso, da a
especial impo ância às a i idades c ia i as a a és das quais a c iança expe iencia a os
sons a a és de imas, p o é bios, canções de oda ou popula es, danças e olclo e. O
g ande obje i o do au o e a o de sensibiliza odas as c ianças pa a a música a a és da
expe iência musical pessoal (Ga cia, 2001).
Pa a além do seu mé odo, ou o dos con ibu os de O , pa a o ensino da música,
oi a edescobe a de um conjun o de ins umen os de pe cussão adicionais de á ios
países, conhecidos como Ins umen al O , que pe mi em à c iança, consoan e o ní el
de di iculdade, começa desde cedo a in e p e a pad ões i mos simples e i
p og edindo pa a escalas e peças mais complexas, adqui indo assim uma g ande
comp eensão da música (Ga cia, 2001).
Jos Wuy ack endo sido discípulo de O em, na sua pedagogia, mui as das ideias
do mé odo Schulwe k. Os p incipais p incípios da pedagogia de Wuy ack cen am-se na
a i idade, c ia i idade, o alidade e comunidade.
Segundo Wuy ack, a oz é o meio impo an e de exp essão humana po
excelência, mas odo o co po de e ambém colabo a na expe iência musical a a és do
mo imen o, da mímica e da dança. Pa a o au o , os ins umen os O são um meio da
c iança oca um ins umen os e pa icipa na música como a i idade em g upo, onde
odos c iam e es u u am ideias (Wuy ack, 1996).
Na pedagogia musical, a sua con ibuição mais ma can e oi o Sis ema de Audição
A i a, baseado na me odologia do musicog ama em que a música é ep esen ada
a a és de co es, símbolos e o mas geomé icas. Pa a Wuy ack, a audição baseia-se na
pe ceção e na memó ia e, pa a isso, “é necessá io desen ol e a memó ia musical. O
ac o de se e a ep esen ação g á ica da ob a na sua o alidade (musicog ama) é uma
ajuda p eciosa pa a a audição” (Wuy ack, 1996, p.19).
Edwin Go don (1927-2015) ocou-se na o ma como as c ianças ap endem e em
que momen o es ão p epa adas pa a desen ol e de e minadas compe ências
undamen ando a sua in es igação na Teo ia de Ap endizagem Musical.

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Na sequência dos seus es udos, no que diz espei o à ap idão musical, Go don
chegou à conclusão que es a é ina a e que o momen o em que se possui maio ní el de
ap idão musical é no nascimen o. O au o a i ma ainda que, caso o ambien e seja
adequado, o ní el de ap idão musical com que se nasce pode se desen ol ido ou
ecupe ado a é aos no e anos de idade, es abilizando nes a al u a. Assim, em 1980, c ia
o concei o de audia ion (audiação) cujo signi icado é a capacidade de ou i e
comp eende musicalmen e um som quando es e não es á isicamen e p esen e
(Go don, 2000).
Segundo Go don, a música é uma a e ei a de sonos e como al de ende que
ap endemos música como ap endemos a linguagem alada. Um dos seus g andes
con ibu os oi a de inição de como se ou e musicalmen e (comp eende o signi icado
dos sons), o que se ou e (da sen ido ao que se ou e) e quando se ou e (es ádio de
comp eensão musical em que se encon a o indi íduo). Pa a o au o , os p imei os cinco
anos de ida de uma c iança são c uciais pa a es abelece boas bases pa a um
desen ol imen o musical ó imo e, as expe iências musicais i idas nesses p imei os
anos êm um p o undo impac o na o ma como es a ai se capaz de pe cebe , ap ecia
e comp eende a música como adul o (Go don, 2000).
Em odos os es ádios de ap endizagem o mo imen o é essencial pa a o
desen ol imen o do sen ido í mico e a oz é um ins umen o p i ilegiado em que o
adul o se e de modelo pa a a c iança e onde es a ap ende á a dis ingui a oz alada
da oz can ada. Os exemplos musicais expos os às c ianças de e ão se os mais
di e si icados possí eis an o a ní el de modo, mé ica e es ilo pa a que a c iança possa
abso e um eno me ocabulá io que se i á de p epa ação pa a a sua Educação
Musical o mal (Go don, 2000).
John Payn e (1931-2010) de endeu a impo ância da música na educação ge al
da c iança a i mando que a c ia i idade, desen ol ida a a és da explo ação do som,
de ia cons i ui a base do ensino des a a e (Payn e , 2000).
O au o de ende que as c ianças de em se colocadas em con ac o com a música,
endo como ecu so a sua p óp ia imaginação musical. A sua ob a Sound and s uc u e,
de 1992, é uma das g andes e e ências no ensino da música, uncionando como um
11
guia que combina sons, écnicas, es u u as musicais e composição, a a és do es ímulo
à c ia i idade da c iança (Payn e , 2000).
Na mesma linha de pensamen o encon a-se Kei h Swanwick que, inspi ado po
Jean Piage e Je ome B une p opôs uma eo ia de desen ol imen o musical que
consis e na hipó ese do conhecimen o musical obedece a e apas sucessi as, de aco do
com o ní el psicológico do indi íduo.
Piage , na sua Teo ia de Desen ol imen o Cogni i o, demons ou como é que o
sujei o e oluiu in elec ualmen e a i mando que o desen ol imen o da in eligência é o
esul ado da in e ação do sujei o com o seu ambien e (Ba bosa, 2009).
O au o de ende que o c escimen o cogni i o de desen ol e a a és de dois
p ocessos cogni i os denominados de assimilação e acomodação. O p imei o pe mi e
in eg a elemen os no os em es u u as ou esquemas já exis en es, is o é, não esul a
numa mudança de esquemas, mas possibili a uma ampliação sem implica uma
ans o mação. No segundo oco e a c iação de no os esquemas ou a modi icação de
elhos esquemas em que só depois da c iação de um no o esquema ou da modi icação
de um elho esquema, é que pode ha e assimilação de um no o es ímulo (Ba bosa,
2009).
Tal como Piage , B une , na sua Teo ia de Ap endizagem, coloca a ma u ação e a
in e ação do sujei o com o ambien e no cen o do p ocesso de desen ol imen o e
o mação da pessoa a i mando que é possí el ensina udo aos alunos desde que se
u ilizem p ocedimen os adap ados aos es ilos cogni i os e às necessidades dos alunos.
Pa a isso, B une , ap esen a um ou o con ibu o impo an e elacionado com os
concei os de p on idão e de ap endizagem em espi al em que os mesmos ópicos se ão,
pos e io men e, e omados e ap o undados mais a de (Ma ques, 2010).
Seguindo as ideias de Piage e de B une , Swanwick c ia uma espi al de
desen ol imen o musical em que a icula as a i idades musicais e as suas in luências no
p ocesso de ap endizagem da música em que os elemen os musicais de em se
en endidos, pa indo do simples pa a o complexo e, as aquisições an e io es são
12
necessá ias pa a se p oduzi em as ases seguin es. A pa i des a eo ia, Swanwick
ap esen a qua o es ádios de desen ol imen o musical (Swanwick, 2006):
 1º Es ádio – ai a é aos 4 anos e a p incipal ca ac e ís ica e le e-se na
exis ência de expe iências que as c ianças ão endo com os obje os,
a a és do ba imen o e da explicação das possibilidades de p odução de
sons dos ins umen os;
 2º Es ádio – dos 5 aos 9 anos. A manipulação dos sons unciona como uma
o ma de mani es ação do pensamen o, o que dá o igem às p imei as
composições, mui o pa ecidas com as que as c ianças conhecem, po que,
epe idamen e, as can am, ocam e ou em.
 3º Es ádio – dos 10 aos 14 anos. As c iações o nam-se mais ino ado as e
a iadas. As a iações passam a espei a os pad ões de de e minados
es ilos especí icos.
 4º Es ádio – a pa i dos 15 anos. Engloba os ês es ádios an e io es e a
música ep esen a um alo impo an e pa a a ida do adolescen e,
ma cado mais po uma elação emocional indi idual.
Swanwick de ende que o ensino da música de e p i ilegia a imaginação das
c ianças a a és da c iação, imp o isação e composição salien ando ambém a
impo ância do uni e so sociocul u al e a e i o da c iança, explici ando que es a de e
se es imulada com música do seu dia-a-dia e com os pad ões musicais da sua cul u a
(Swanwick, 2006).
1.3 O ien ações Cu icula es
O Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia, homologado pelo
Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho, é um documen o de e e ência pa a a o ganização
de odo o sis ema educa i o, con ibuindo pa a a con e gência e a a iculação das
decisões ine en es às á ias dimensões do desen ol imen o cu icula e que desc e e
os p incípios, a isão, os alo es, as á eas de compe ência e as implicações p á icas da
educação nos es udan es po ugueses a é o 12º ano de escola idade (Ma ins e al.,
2017).
13
Segundo es e documen o os alunos, à saída da escola idade ob iga ó ia, de em
de capazes de mobiliza alo es e compe ências pa a aze pa e da ida e his ó ia dos
indi íduos e das sociedades, oma decisões li es e undamen adas sob e emas
na u ais, sociais e é icas, e consegui pa icipa na sociedade de o ma cí ica, a i a,
conscien e e esponsá el. Pa a isso, de em e uma educação escola na qual
desen ol am uma cul u a sólida nas á eas cien í icas e a ís icas com uma base
humanis a, al como ilus a o Anexo A.
O cu ículo Nacional do Ensino Básico em como p incipal obje i o o
desen ol imen o das compe ências dos alunos, endo po base os p incípios e alo es
pa a a sociedade. De aco do com o Cu ículo Nacional do Ensino Básico – Compe ências
Essenciais (2001, p.165):
“As compe ências a ís ico-musicais desen ol em-se a a és de p ocessos
di e si icados de ap op iação dos sen idos, de écnicas, de expe iências de ep odução,
de c iação e e lexão, de aco do com os ní eis de desen ol imen os das c ianças e dos
jo ens.
As compe ências especí icas es ão pensadas no sen ido de p o idencia p á icas
a ís icas di e enciadas e adequadas aos di e en es con ex os onde se exe ce a ação
educa i a, de o ma a possibili a a cons ução e o desen ol imen o da li e acia musical
em no e g andes dimensões (…).
Es as dimensões consubs anciam-se em expe iências pedagógicas e musicais
di e si icadas, baseadas na i ência e na expe imen ação a ís ica e es é ica si uada em
di e en es épocas, ipologias e cul u as musicais do passado ao p esen e.”
A disciplina de Educação Musical em ido, nos úl imos anos, um alo ac escido
no Ensino em Po ugal. No sis ema educa i o a ual, a disciplina es á in eg ada de uma
o ma mais explíci a e a i ma i a, com um p og ama cujo p incipal obje i o é o
desen ol imen o do pensamen o musical dos alunos a a és da comp eensão e
assimilação dos concei os musicais e de p á icas musicais, as quais se adqui em a pa i
de elemen os básicos (Mo a, 2014).
20
ap endizagem de alunos em isco académico e social, assim como dos alunos com
sucesso académico. O au o de ende que os p og amas de educação inclusi a
p omo em ambém em odos os alunos o desen ol imen o de a i udes e alo es
posi i os ace à di e ença e di e sidade, omen ando a i udes de coope ação e
en eajuda.
Assim, a Escola Inclusi a pe mi e desen ol e a i udes posi i as pe an e a
di e sidade, acili a a aquisição de ganhos ao ní el do desen ol imen o académico e
social, p epa a pa a a ida em comunidade e e i a os e ei os nega i os da exclusão
pois, al como a i ma Co eia, “uma escola inclusi a é uma escola onde oda a c iança é
espei ada e enco ajada a ap ende a é ao limi e das suas capacidades” (Co eia, 2003,
p.32).
2.1 Legislação A ual – Dec e o-Lei nº54 2018
A 6 de Julho de 2018 oi publicado o Dec e o-Lei nº54 2018, que al e ou a
legislação que a é en ão exis ia no Sis ema Educa i o Po uguês, nomeadamen e o
Dec e o-Lei nº3/2008.
Enquan o o Dec e o-Lei nº3/2008 se des ina a a odas as c ianças e jo ens com
limi ações signi ica i as ao ní el da a i idade e da pa icipação num ou á ios domínios
de ida deco en es de al e ações uncionais ou es u u ais de ca á e pe manen e
esul ando em di iculdades cons an es ao ní el da comunicação, da ap endizagem, da
mobilidade, da au onomia, do elacionamen o in e pessoal e da pa icipação social, o
Dec e o-Lei nº54 2018 em como p incipal obje i o es abelece “os p incípios e as
no mas que ga an em a inclusão, enquan o p ocesso que isa esponde à di e sidade
das necessidades e po encialidades de odos e de cada aluno, a a és do aumen o da
pa icipação nos p ocessos de ap endizagem e na ida da comunidade educa i a” (nº1
do a igo 1º), de o ma a “ espei a os in e esses e ap idões dos alunos, po o ma a
cons ui pe cu sos cu icula es que aumen em os seus ní eis de pa icipação e lhes
pe mi am expe iencia e e i amen e o sucesso educa i o e pessoal” (Dec e o-Lei
nª54 2018).

21
O Dec e o-Lei nº54 2018 abandona po comple o os sis emas de ca ego ização
dos alunos, incluindo a “ca ego ia” necessidades educa i as especiais p omo endo uma
isão mais ab angen e da escola e do p ocesso de ensino-ap endizagem pedindo que se
olhe pa a a escola como um odo, aba cando a mul iplicidade e a in e ação das suas
dimensões e, ale ando pa a o ac o de qualque aluno, em qualque momen o do seu
pe cu so académico, necessi a de medidas de supo e à ap endizagem (Dec e o-Lei
nª54 2018).
Pa a além des as medidas, o A igo 4º egulamen a que “Os pais e enca egados
de educação êm o di ei o e o de e de pa icipa e coope a a i amen e em udo o que
se elacione com a educação do seu ilho ou educando bem como acede a oda a
in o mação cons an e no p ocesso indi idual do aluno, designadamen e no que diz
espei o às medidas de supo e à ap endizagem e à inclusão” (Dec e o-Lei nª54 2018).
Signi ica is o que os pais assumem um papel undamen al no p ocesso educa i o dos
seus ilhos, cabendo à escola incen i a a sua pa icipação a a és de melho ias ao ní el
da comunicação, das a i udes e no en ol imen o das amílias na educação dos ilhos
pois a colabo ação en e a escola e a amília es á in imamen e ligada ao sucesso escola
dos alunos (Dec e o-Lei nª54 2018).
Segundo es e Dec e o-Lei, de em se omadas medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão em unção das necessidades educa i as de cada aluno sendo
que quan o mais signi ica i as e ex ensas o em as agilidades do aluno, mais medidas
e mais ecu sos se ão necessá ios mobiliza (Dec e o-Lei nª54 2018).
Como e e ido no a igo 7º, a decisão sob e que medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão se i ão mobiliza pe ence à equipa mul idisciplina , a qual
de e analisa a in o mação disponí el, deco en e da a aliação e da moni o ização
sis emá ica da e olução do aluno. Es as medidas es ão o ganizadas em ês ní eis,
podendo se (Dec e o-Lei nª54 2018):
 Medidas Uni e sais – espos as educa i as que a escola em pa a odos os
alunos com o obje i o de p omo e a pa icipação e a melho ia das
ap endizagens;
22
 Medidas Sele i as – espos as que isam colma a as necessidades de
supo e à ap endizagem, não sup imidas pela aplicação das an e io es;
 Medidas Adicionais – espos as que isam colma a di iculdades
acen uadas e pe sis en es ao ní el da comunicação, in e ação, cognição ou
ap endizagens que exigem ecu sos especializados de apoio à
ap endizagem e à inclusão.
As Medidas Uni e sais, egulamen adas no A igo 8º, conside am a
indi idualidade de odos e de cada um dos alunos a a és da implemen ação das
seguin es ações e es a égias (Dec e o-Lei nª54 2018):
 Di e enciação Pedagógica
 Acomodações Cu icula es
 En iquecimen o Cu icula
 P omoção do Compo amen o P ó-Social
 In e enção com oco académico ou compo amen al em pequenos
g upos
Regulamen adas no A igo 9º, as Medidas Sele i as, di igidas aos alunos que
e idenciam necessidades de supo e à ap endizagem que não o am sup idas pela
aplicação das medias uni e sais e pa a as quais é necessá io a elabo ação pela Equipa
Mul idisciplina do Rela ó io Técnico-Pedagógico
1
, são (Dec e o-Lei nª54 2018):
 Pe cu sos Cu icula es Di e enciados
 Adap ações Cu icula es Não Signi ica i as
 Apoio Psicopedagógico
 An ecipação e Re o ço das Ap endizagens
 Apoio Tu o ial
As Medidas Adicionais egulamen adas no A igo 10º e cuja mobilização das
mesmas só de e se e e uada depois da demons ação, undamen ada no Rela ó io
1
Documen o que supo a a omada de decisões ela i amen e à necessidade de mobilização de medidas
sele i as e ou adicionais de supo e à ap endizagem e à inclusão.
23
Técnico-Pedagógico, da insu iciência das Medidas Uni e sais e Sele i as são (Dec e o-
Lei nª54 2018):
 F equência do ano de escola idade po disciplinas
 Adap ações Cu icula es Signi ica i as
 Plano Indi idual de T ansição
 Desen ol imen o de me odologias e es a égias de ensino es u u ado
 Desen ol imen o de compe ências de au onomia pessoal e social
Es a mudança de pa adigma na educação que, pelo menos eo icamen e, implica
e em con a as peculia idades de cada aluno, as suas necessidades e o espei o pelas
suas di e enças cons i ui o p incípio básico pa a a inclusão social a pa i do sis ema
educa i o, não só do cole i o de alunos com de iciência, mas ambém de qualque
a iedade sociocul u al (Dec e o-Lei nª54 2018).
2.2 A con ibuição da música na Educação Inclusi a
A Música sendo um excelen e meio pa a o desen ol imen o da exp essão, do
equilíb io, da au o es ima e do au o conhecimen o é ambém um pode oso meio de
in eg ação social en e pessoas, independen emen e, da di e ença en e elas (S o ms,
1989).
A música é um elemen o com longo pe cu so no abalho com pessoas de
educação especial, uma ez que as a i idades de música podem consegui bene ícios em
di e en es á eas em que os alunos com di iculdades de ap endizagem podem e
di iculdade uma ez que em o pode de os inse i nas suas noções cul u ais en ol en es,
independen emen e da sua si uação men al ou ísica (S o ms, 1989).
No que diz espei o à música, es a em uma impo ância signi ica i a na inclusão
dos alunos com di iculdades de ap endizagem, uma ez que é na escola inclusi a que os
alunos podem i encia a música e ap endê-la de uma ou a o ma, c iando um g ande
g au de mo i ação pa a a aquisição de conhecimen os musicais. Gonçal es (2006)
a i ma que,
24
“(…) se o ensino da música em escolas especializadas es inge-se aos alunos
com um mínimo de pode aquisi i o, é na escola egula que essa desigualdade pode á
se amenizada, pois a educação musical não implica, a p io i, a aquisição e execução de
algum ins umen o musical, e sim a cons ução do conhecimen o e o en endimen o de
concei os eó icos que possibili em o aze musical c ia i o” (Gonçal es, 2006)
A impo ância da música na educação inclusi a o na-se assim bas an e
signi ica i a uma ez que essa ap endizagem se e le i á na ida u u a dos alunos.
Gonçal es (2006) a i ma que uma boa educação musical na in ância pode despe a o
educando, pa a opo unidades com as quais al ez nem sonhasse se não i esse ido
con a o com a música enquan o linguagem (Gonçal es, 2006).
A ap endizagem musical a a és de i ências i á p opo ciona aos alunos com
di iculdades de ap endizagem uma melho elação com o ou o e com o Mundo, uma
ez que lhe possibili a á pa ilha as suas expe iências musicais, ou ou as, com o g upo
no qual es á inse ido (Benenzon, 1985).
As a i idades de música com alunos, cujas medidas de supo e à ap endizagem e
à inclusão são mais acen uadas, uncionam mais como uma e apia e, os p incipais
obje i os das sessões de música com es e cole i o são desen ol e a coo denação
mo o a, diminui possí eis compo amen os epe i i os com a concen ação em
de e minados mo imen os í micos, abalha a a enção e concen ação, aumen a a
memó ia, desen ol e a ala e a exp essão o al, o nece no as on es de in e esse
elacionadas com a música e es imula a sua a i idade ísica e emocional e omen a
no as o mas de comunicação e acili a elações ao exe ci a uma ação comum num
plano em que não se necessi am pala as (Gonçal es, 2006).
De modo a que es es alunos possam assimila odos os conhecimen os que lhes
são ansmi idos e possam expe iencia odos os ma e iais à sua disposição o na-se
impo an e que o p o esso enha um p o undo conhecimen o sob e qual ou quais as
ca ências que os seus alunos pa a a anja es a égias de ensino que se adequem às
ca ac e ís icas de cada um (Medina, 2000).
25
Em alunos com di iculdades de ap endizagem, a música em e ei os isí eis na
pa e educacional e na ida pessoal e social dos alunos uma ez que é capaz de mexe
com sen imen os, es ados de espí i o, com a memó ia e com a concen ação. Gonçal es
(2006) a i ma que,
“Pa a con i ma essa ideia, F ança (2005) complemen a que a música pode
auxilia c ianças po ado as de a aso do desen ol imen o ao “o e ece ecu sos
mo i acionais e mobilizado es al amen e adequados pa a o desen ol imen o da
a enção, memó ia, comunicação, habilidades mo o as, amadu ecimen o emocional e
socialização” (…). A Música ambém pode a o ece o desen ol imen o emocional de
pessoas com necessidades especiais, a conscien ização de si mesma, o despe a de
emoções e espon aneidade, a o ecendo, inclusi e, a in eg ação social e emocional,
en e ou as coisas” (Gonçal es, 2006).
Assim, pode a i ma -se que a a és da música es e ipo de alunos pode melho a
a comunicação, as elações, a ap endizagem, o mo imen o, a exp essão e a o ganização
sendo ambém uma e amen a impo an e pa a a sua inclusão no ambien e escola
(Medina, 2000).

26
3. P á ica de Ensino Supe isionada
3.1 Ca ac e ização do Ag upamen o de Escolas e da Escola
A escola onde desen ol i a minha p á ica enquan o es agiá ia é um
es abelecimen o público pe encen e ao P og ama Te i ó ios Educa i os de
In e enção P io i á ia (TEIP). Es e P og ama é uma inicia i a go e namen al
implemen ada em di e sos ag upamen os de escolas e em escolas não ag upadas que
se localizam em e i ó ios des a o ecidos a ní el económico e social, ma cados pela
pob eza e exclusão social e, onde mais se mani es am a iolência, a indisciplina, o
abandono e o insucesso escola .
Os obje i os cen ais do P og ama TEIP são a p e enção e edução do abandono
escola p ecoce e do absen ismo, a edução da indisciplina e a p omoção do sucesso
educa i o de odos os alunos.
O Ag upamen o de Escolas é cons i uído po qua o escolas: 3 do 1º ciclo e 1 do
2º e 3º ciclo. Es e Ag upamen o em uma o e a educa i a pa a ce ca de 1400 alunos
desde o p é-escola a é ao 3º ciclo. O Ag upamen o o e ece ainda o ensino a ís ico
especializado, nomeadamen e o Cu so Básico de Música, em egime a iculado com
uma ins i uição do dis i o de Lisboa, do qual azem pa e ce ca de 60 alunos do 5º ao
9º ano.
O Ag upamen o de Escolas é uma e e ência no que diz espei o à Educação
Inclusi a pois, exis em no ag upamen o u mas egula es e u mas de Pe cu so
Cu icula Al e na i o (PCA) e, exis em ainda duas unidades de apoio especializado pa a
a educação de alunos com di iculdades adicionais.
Rela i amen e à di e sidade cul u al das amílias dos alunos, e i ica-se que, na
sua maio ia são quase odos de nacionalidade Po uguesa. Con udo, exis em amílias
o iundas da China, Índia, Eu opa de Les e, Á ica do Sul e Paquis ão. As habili ações
li e á ias dos pais e enca egados de educação são ambém di e si icadas indo desde o
ní el 1 (sem habili ações li e á ias) ao ní el 10 (dou o amen o), sendo o ní el 5 (ensino
secundá io) o ní el p edominan e.
27
No que diz espei o à si uação de abalho das amílias dos alunos, e i ica-se que
a maio ia das amílias em uma si uação es á el. No en an o, exis e ainda um núme o
signi ica i o de amílias desemp egadas ou ab angidas po apoios e, de o ma a
minimiza es as di iculdades, bene iciam do apoio do ASE ce ca de 680 alunos que es ão
in eg ados no escalão A e no escalão B.
Pa a além da população docen e e não docen e, colabo am com o Ag upamen o
uma Psicóloga Escola , uma Educado a Social, uma Técnica de Se iço Social e uma
Mediado a.
A e e ida escola é uma Escola Básica de 2º e 3º ciclo e é sede de Ag upamen o de
um dos Ag upamen os de Escola do Dis i o de Lisboa e Vale do Tejo.
A escola é cons i uída po á ios pa ilhões nos quais se si uam as salas de aula e
de apoio educa i o indi idual, o ba , sala de p o esso es, biblio eca, o pa ilhão
gimnodespo i o, gabine e da di eção, se iços adminis a i os, ep og a ia, e ei ó io,
sala de p o esso es e di e o es de u ma, sala de euniões, salas de a endimen o aos
enca egados de educação, gabine e de Se iços de Psicologia e O ien ação e do
Gabine e de Apoio ao Aluno e à Família do Ag upamen o e a sala dos Assis en es
Ope acionais.
A população docen e da escola é cons i uída po ce ca de 60 p o esso es
dis ibuídos pelo 2º e 3º ciclo. A população não docen e ul apassa as se e dezenas
sendo maio i a iamen e do sexo eminino.
Pa a além das a i idades le i as, exis em na escola di e sas a i idades
ex acu icula es como os clubes de despo o, a es plás icas, jo nal escola , ea o e o
clube de música.
A escola mos a-se p eocupada na elabo ação de es a égias que isam comba e
a oscilação dos esul ados escola es, o absen ismo de alo es sociais e de assiduidade,
a desin es imen o nas a e as e con eúdos escola es, a desmo i ação e a baixa
au oes ima que acabam po conduzi ao insucesso e ao abandono escola .
De o ma a comba e isso, a escola, como medidas de p omoção ao sucesso
escola , disponibiliza o apoio diá io ao es udo, apoio em sala de aula, es udo o ien ado,
28
u o ias de aconselhamen o e o ien ação, planos indi iduais de abalho e apoio de
écnicos especializados, inclusi e de Psicologia e Educação Especial.
3.2 O dia-a-dia na Escola
No dia 18 de Se emb o de 2019, quando as es agiá ias de di igi am à escola pela
p imei a ez acompanhadas do p o esso coo denado do mes ado da aculdade pa a
a eunião com a p o esso a coope an e, a Di e o a da Escola ecebeu as es agiá ias de
o ma mui o posi i a e mos ou-se disponí el pa a o que es as necessi assem ao longo
do ano le i o.
O dia na escola começa a às 8h da manhã com a en ada na escola de odos os
alunos. Du an e o 1º pe íodo quem os ecebia e a a Di e o a da Escola que odas as
manhãs es a a ao po ão da escola demons ando assim uma p oximidade com os
alunos.
As a i idades le i as inicia am às 8h15 e e mina am às 13h. A pa e da a de e a
des inada às a i idades ex acu icula es dos alunos e a euniões dos p o esso es.
Nos in e alos os alunos inham imenso espaço ao a li e uma ez que a escola
e a cons i uída po imensos espaços e des. Quan o aos p o esso es, pa a além da sala
de p o esso es no pa ilhão cen al, es es dispunham de uma sala pa a es a em alguns
pa ilhões e no ba da escola. Nos in e alos, os docen es pa ilha am acon ecimen os
das suas aulas e do dia-a-dia o a da escola o que demons a a uma boa elação en e
eles.
3.3 G upo de Es ágio
O G upo de Es ágio oi cons i uído po mim e po uma colega e o ien ado pela
p o esso a coope an e.
A P á ica de Ensino Supe isionada (PES) iniciou-se no dia 23 de Se emb o de 2019,
sendo que no dia 18 de Se emb o de 2019, deco eu na escola de es ágio, uma eunião
en e o g upo de es ágio e a p o esso a coope an e onde a mesma se ap esen ou e deu
as boas indas às es agiá ias e, onde deu a conhece ao g upo de es ágio o seu ho á io,
29
do qual aziam pa e 4 u mas de 5º ano, 3 u mas de 6º ano e 1 u ma cons i uída po
alunos com di iculdades adicionais.
No que diz espei o ao ho á io, como eu e a minha colega somos abalhado as-
es udan es, pe cebemos que e íamos que al a um dia po semana e, como odas as
u mas de 5º e 6º ano inham duas aulas de Educação Musical po semana, numa u ma
de 5º e numa u ma de 6º ano apenas íamos es a p esen es uma ez po semana.
Du an e a eunião do dia 18 de Se emb o, a p o esso a coope an e aconselhou a
aquisição dos manuais da disciplina ado ados pela escola, in o mou-nos que, só no 2º
pe íodo i íamos começa a leciona , sendo o 1º pe íodo des inado à obse ação, deu
in o mações sob e a disciplina e sob e as u mas e, mos ou-se semp e disponí el pa a
ajuda em algo que p ecisássemos ao longo do ano le i o.
De ido ao apa ecimen o da Co id-19 no início de Ma ço, a PES deixou de se
p esencial a pa i do dia 13 de Ma ço passando a ealiza -se à dis ância a é ao inal do
mês de Maio. Du an e os meses em que o ensino passou a se à dis ância, as es agiá ias
deixa am de p epa a qualque a i idade pa a os alunos uma ez que, a di eção da
escola de es ágio decidiu que os p o esso es de cada depa amen o de e iam p epa a
as a i idades em conjun o, de o ma a odas as u mas dos mesmos anos ealiza em as
mesmas a i idades nas di e sas disciplinas.
3.4 As Salas de Educação Musical
As salas de Educação Musical ica am si uadas num dos pa ilhões da escola. A sala
de aula onde deco e am as aulas de 5º ano inha a plan a em o ma de U e e a
desp o ida de mesas. Con a iamen e, apesa de e ambém plan a em o ma de U, a
sala de aula onde deco e am as aulas de 6º ano e a cons i uída po mesas. Ambas as
salas inham ao dispo um as o equipamen o indispensá el pa a as aulas de Educação
Musical com um excelen e sis ema de som, colunas, p oje o , compu ado , quad o
b anco e um piano. Apenas na sala sem mesas ha ia um quad o pau ado ao lado do
quad o b anco.
36
con o á eis, segu os e con ian es. De aco do com D eiku s, as punições ou a i udes
au o i á ias de em se subs i uídas po demons ações de espei o e coope ação
mú uos. D eiku s a i ma ainda que o “encou agemen is mo e impo an e han any o he
aspec o child- aising. I is so impo an e ha he lack o i can be conside ed he basic
cause o misbeha io . A misbeha io child is a discou aged child.” (D eiku s, 1964, p.
36)
No caso des es dois alunos, a má pos u a na sala de aula e am uma chamada de
a enção e o que e se econhecidos pois, semp e que aziam algo de co e o e a
p o esso a coope an e os elogia a es es sen iam-se econhecidos. O mesmo acon ecia
semp e que os mesmos es a am a pa icipa nas a i idades e, po algum mo i o
desis iam, a p o esso a coope an e os incen i a a a con inua em a pa icipa
deslocando-se pa a pe o deles e ealizando a a i idade em conjun o com eles.
3.8 Ou os Con ex os de Obse ação
Du an e o 1º Pe íodo, i e a opo unidade de obse a uma aula lecionada pelo
ou o p o esso de Educação Musical da Escola. Na aula obse ada depa ei-me com uma
ealidade comple amen e dis in a da que es a a habi uada a obse a nas aulas da
p o esso a coope an e.
Enquan o nas aulas da p o esso a coope an e es a man inha uma elação
amigá el e de p oximidade com os alunos, nas aulas do ou o p o esso não acon ecia o
mesmo pois o p o esso man inha semp e uma pos u a ude e de dis anciamen o pa a
com os alunos. Con udo, a p incipal di e ença que encon ei en e os dois docen es oi
a o ma de conduzi a aula. Con a iamen e à p o esso a coope an e, o ou o p o esso
mos ou se bas an e adicional, apoiando a sua aula es i amen e na u ilização do
manual. Ou a di e ença encon ada oi o silêncio o al du an e oda a aula pois, de ido
à dis ância que o p o esso mos a a pa a com os alunos, es es nunca ala am a não se
quando o p o esso lhes ques iona a algo.
Ve i iquei ao longo da aula que, de ido ao p o esso se ão exigen e com os
alunos, es es mui as ezes sen iam medo de e a ou de dize algo de e ado com eceio
que o p o esso os cas igasse.

37
No meu pon o de is a, es a o ma de ensina não desen ol e o pensamen o
musical dos alunos uma ez que os mesmos deixam de explo a os sons e de se c ia i os
com medo de aze em algo de e ado.
Es a si uação pode se explicada, po exemplo, a a és da eo ia p opos a po
Je ome B une . Segundo B une o sujei o de e e um papel a i o na p óp ia
ap endizagem sendo es a um p ocesso a i o, de cons ução de no as ideias e concei os
baseados nas expe iências an e io es. Pa a o au o , ensina bem é enco aja o aluno a
explo a al e na i as e a descob i no as elações, po que ac os e elações descobe os
pela c iança a pa i das suas explo ações são melho ap endidos (B une , 1960).
B une de ende que o p o esso de e incen i a o aluno a explo a os dados do
p oblema e al e na i as de solução e de e o ien a o p ocesso de descobe a. O
docen e. Pa a isso, não bas a dize aos alunos que êm que se es o ça nem é necessá io
ep eende os alunos semp e que es es e am. É necessá io sim que o p o esso se
man enha ao lado do alno e o á ajudando nas suas di e en es en a i as, ques ionando-
o, colocando as pe gun as que pode ão da o igem à descobe a das espos as
adequadas e eencaminhando o aluno quando es e se des ia do caminho que a elas
conduz (B une , 1960).
Na aula obse ada is o não acon ecia pois, o ac o de o p o esso man e semp e
uma pos u a ude e au o i á ia com os alunos impedia que os mesmos se sen issem
desenco ajados a descob i e a ap ende po si p óp ios com medo de e a em ou de
se em ep eendidos.
Du an e o 2º Pe íodo i e a opo unidade de obse a uma aula de uma u ma de
3º Ciclo na disciplina de Po uguês.
Nes a aula e i iquei que o mé odo de ensino u ilizado pelo docen e e a bas an e
e icien e pa a ca i a e man e a a enção dos alunos du an e a aula. Ao longo da aula o
docen e conseguiu leciona os con eúdos e, ao mesmo empo, p opo ciona momen os
de di e são aos alunos.
38
Semp e que o docen e obse a a nos alunos algum de sinal de descon o o ou
desin e esse pa a com a aula a anja semp e o ma de ca i a a sua a enção e de os
mo i a o a con ando uma piada o a dizendo uma cu iosidade sob e um ema ao acaso.
Es a si uação pode se explicada, po exemplo, a a és do mé odo “no lose” de
Thomas Go don, ca ac e izado po um p ocesso de pequenas compe ências, que são
negociadas com o p opósi o de encon a uma solução sa is a ó ia pa a os en ol idos.
Thomas Go don de ende que uma das bases pa a um ensino e icaz é a elação que o
p o esso es abelece com os alunos: quan o mais o e o es a elação, menos
p oblemas de indisciplina de egis am e mais e icaz se á o ensino. Pa a o au o , a
qualidade da elação es abelecida en e p o esso e alunos é um aspe o de e minan e
na e icácia de um p o esso e, mui o mais impo an e que aquilo que se ensina, é a
o ma como se ensina (Go don, 2003).
Thomas Go don de ende que a elação p o esso -aluno de e possui as seguin es
ca ac e ís icas: abe u a e anspa ência, p eocupação pelos ou os, in e dependência,
indi idualidade e sa is ação das necessidades mú uas. Es as ca ac e ís icas pe mi em o
es abelecimen o de uma elação de con iança que e i a si uações de indisciplina e
descon o o e omen a no aluno o sen ido de esponsabilidade (Go don, 2003).
Pa a o au o a cons ução des a elação inicia-se na sala de aula, luga po
excelência da comunicação en e p o esso e aluno, onde se dá essa in e ação que ai
se decisi a pa a a elação en e ambos (Go don, 2003).
Nes e con ex o de obse ação, o docen e, ao obse a que os alunos es a am a
ica desin e essados com o con eúdo da aula, ca i a a os mesmos eco endo a piadas
ou cu iosidades sob e di e sos emas e, com isso, conseguia e a a enção dos alunos
de ol a.
3.9 Aulas Lecionadas
No dia 29 de Janei o de 2020 iniciei a lecionação às u mas do 5º ano com a u ma
do 5ºA. Lecionei 5 aulas a es a u ma sendo a úl ima no dia 14 de Fe e ei o de 2020. No
39
mesmo dia, 14 de Fe e ei o de 2020, iniciei a lecionação à u ma do 5ºF à qual lecionei
5 aulas.
Nas u mas do 5º ano ensinei a “Canção de Bom Dia” da minha au o ia, desen ol i
algumas a i idades í micas e melódicas c iadas po mim e lecionei alguns con eúdos
p esen es no manual 100% Música, manual ado ado pela escola (Anexo C e Anexo D).
Nas aulas lecionadas às duas u mas do 5º ano, en ei não ugi mui o à es u u a
das aulas da p o esso a coope an e. Iniciei semp e as minhas aulas com a “Canção de
Bom Dia” em Modo Maio e em Modo Meno ou com um jogo í mico em que os alunos
inham que le células í micas em di isão biná ia e di isão e ná ia ao mesmo empo
que ma ca am os Mac o empos e os Mic o empos. De seguida, da a início aos
con eúdos p esen es no manual a a és da lei u a sol ejada e en oada das peças a se
es udadas.
Na u ma do 5ºA concluí o es udo da peça “Up own Funk”, iniciado pela
p o esso a coope an e, iniciei e concluí o es udo da peça “Mikado” na qual abo dei o
concei o de In e lúdio e in oduzi as no as Mi e Sol na pau a e na lau a, iniciei o es udo
da peça “Tempo é Dinhei o” onde abo dei a igu a í mica da Mínima. Além des as
peças, ealizei uma lei u a í mica em di isão biná ia em que os alunos inham que le
com as sílabas í micas Du e Du Dei. Realizei ainda uma lei u a melódica com as no as
musicais ap endidas (Mi, Sol, Lá e Dó) de o ma a in oduzi as dinâmicas c escendo e
diminuendo e e e as dinâmicas piano, mezzo o e e o e abo dadas pela p o esso a
coope an e.
Na u ma do 5ºF concluí o es udo da peça “Mikado” iniciado pela p o esso a
coope an e, ealizei um jogo í mico, in en ado po mim, com sons co po ais em di isão
biná ia e di isão e ná ia e iniciei o es udo da peça “Tempo é Dinhei o” onde in oduzi
a igu a í mica da Mínima.
No dia 10 de Ma ço de 2020, iniciei a lecionação às u mas do 6º ano com a u ma
do 6ºC. De ido ao apa ecimen o do su o da co id-19 e ao início do es ado de
eme gência que conduziu ao ence amen o das escolas, apenas pude leciona 2 aulas a
es a u ma. A pa i des a da a, a escola decidiu que cada depa amen o de ia c ia
40
a i idades pa a as suas disciplinas e, as a i idades ealizadas na disciplina de Educação
Musical, nas quais as es agiá ias não pa icipa am, es ão desc i as no Anexo F e no
Anexo G.
Nas duas aulas lecionadas conclui o es udo da peça “Sailing”, iniciado pela
p o esso a coope an e, em que e i o concei o de Coda e as no as Ré agudo e Si bemol
na lau a, ensinei a música “Akai Hana” na qual abo dei os concei os de lega o e
s acca o. Além disso abo dei o concei o de Al e ação Tímb ica a a és de uma
ap esen ação em Powe Poin . Es a iniciou com uma pe gun a elacionada com o
Timb e, de o ma a e e o concei o e, e minou com um quiz elacionado com os
exemplos de écnicas e acessó ios u ilizados pelos di e sos ins umen os expos os ao
longo da ap esen ação (Anexo E).
3.10 Re lexão das aulas lecionadas
Segundo Gue a (2000), o planeamen o é “um p ocesso conce ado da in e enção
que, ace a obje i os negociados, cons ua sucessi amen e um modo de aze , azendo”.
É nes a ase que se de inem as es a égias com o obje i o de analisa o melho caminho
pa a pe co e , de modo a a ingi mos os obje i os p opos os. A au o a de ende que as
es a égias “podem se de inidas como as g andes o ien ações me odológicas de
in e enção do p oje o conside adas em e mos da elação en e ecu sos e obje i os,
ou seja, as es a égias são as g andes opções que o p oje o az ace às possí eis linhas
de o ien ação” (Gue a, 2000, pág.167).
O es ágio cu icula no 2º ciclo do Ensino básico oi o início de uma g ande
caminhada que me mos ou cla amen e qual a me odologia de ensino que gos a ia de
ado a enquan o u u a p o esso a de Educação Musical, a me odologia da p á ica em
de imen o da eo ia pois, é sem dú ida aquela que conside o se mais p odu i a e mais
e icien e. Tal como a i ma Wuy ack (1998):
41
“… a música é ambém uma ciência. Pa a uma melho comp eensão da música, a
expe iência musical comple a-se com um abalho in elec ual, com um conhecimen o da
eo ia. Mas ensinamos pa indo da expe iência pa a a eo ia. A eo ia da música de e
se ap endida, (…) a explicação da eo ia não em in e esse, se não o ligada à p á ica
musical” (Wuy ack, 1998, p.65)
Quando iniciei a minha p á ica, apesa de e ido o cuidado p é io de plani ica
cada a i idade das aulas, es a a insegu a e com medo de alha pois nunca inha ido
uma expe iência semelhan e. Es a insegu ança mani es ou-se nas p imei as aulas que
lecionei em cada u ma nomeadamen e nas u mas do 5º ano em que inha que u iliza
um ins umen o que não domino (piano) pa a inicia as aulas. Em odas as aulas que
lecionei i e o cuidado de me adap a às ca ac e ís icas de cada u ma e às necessidades
de cada aluno. Nes a ase, o apoio e a disponibilidade da p o esso a coope an e o am
de e minan es pa a melho a e ajus a a minha p á ica aos con ex os de cada u ma. No
deco e das minhas aulas, o ac o de a p o esso a coope an e pa icipa nas a i idades
e a semp e um incen i o posi i o que le ou a que a minha insegu ança osse
desapa ecendo len amen e.
Ou o a o de e minan e pa a o modo como lecionei as minhas aulas o am os
conhecimen os e expe iências pa ilhadas pela P o esso a Dou o a Isabel Figuei edo e
pelo P o esso Dou o João Noguei a que me acul ou e amen as que me ajuda am a
analisa a minha o ma de pensa e a o ma de pensa dos alunos em algumas si uações
oco idas em con ex o de sala de aula.
Um dos g andes desa ios da minha p á ica oi a ealização das plani icações de
cada aula, nomeadamen e as plani icações das u mas do 5º ano. Como já e e i
an e io men e, nas u mas do 5º ano, a p o esso a coope an e u iliza a com equência
elemen os da Teo ia da Ap endizagem Musical de Edwin Go don nas a i idades que
ealiza a com os alunos. Po isso, o meu obje i o e a da con inuidade ao abalho da
p o esso a coope an e no en an o, c ia ambém le a algo no o aos alunos onde es es
pudessem ambém aplica esses elemen os. Po isso, c iei a “Canção de Bom Dia” pa a

42
da início a algumas aulas, c iei um jogo í mico com sons co po ais e um jogo í mico
onde e am u ilizados ca ões.
Pa a a c iação do jogo í mico com sons co po ais (Anexo D, Plani icações 2 e 5)
baseei-me células í micas da di isão biná ia e da di isão e ná ia c iadas po Edwin
Go don na sua Teo ia da Ap endizagem Musical e, que a p o esso a coope an e ambém
u iliza a nas suas a i idades. De o ma aos alunos memo iza em e pe cebe em as
di e enças en e cada uma das di isões c iei um jogo pa a a di isão biná ia e ou o pa a
a di isão e ná ia. O obje i o do jogo e a que os alunos ep oduzissem as células í micas
a a és da explo ação dos di e en es sons co po ais. O jogo consis iu em di idi os
alunos em g upos de 4 elemen os e, no deco e do jogo, os g upos dois a dois,
ep oduziam em simul âneo duas ases í micas di e en es, com di e en es pa es do
co po e, os ou os dois g upos inham que adi inha qual das ases inham sido
ep oduzidas.
3.11 Re lexão sob e o papel da música na Educação Inclusi a
Depois de ealizada a in es igação eó ica, p e endo nes e pon o discu i e
elaciona algumas si uações obse adas du an e a PES com a in es igação ealizada e
assim e i ica a e icácia da música no p ocesso de inclusão.
A Música, sendo um ins umen o de pensamen o e de exp essão de emoções
a a és da mo icidade, é capaz de a ingi as p o undezas do se que es ão inacessí eis
e que a Educação habi ualmen e não é capaz de esol e . A música oca em egiões do
se e do inconscien e, impossí eis de ob e po ou os meios, e exe ce uma eno me
in luência sob e as condições psico isiológicas do ou in e e, como consequência, p oduz
e ei os an o a ní el ísico como a ní el psíquico (B éscia, 2003).
Hoje em dia, sabe-se, a a és de in es igações já ealizadas, que a música é de
ex ema impo ância pa a o seu humano e que a mesma o e ece bene ícios a indi íduos
po ado es de de iciências ou com di iculdades de ap endizagem. No que diz espei o
às c ianças com di iculdades de ap endizagem, a música pode se um g ande con ibu o
43
pa a ajudá-las uma ez que não só as mo i a, como ambém, ajuda a desen ol e e
supe a os seus p oblemas (B éscia, 2003).
A c iança com dé ice in elec ual, ap esen a pe u bações e limi ações na o ma de
se elaciona com o meio e com os ou os. O ac o de essas limi ações se em ao ní el
comunica i o, colocam en a es à o ma como a c iança es á no mundo. Pelo ac o de a
música possibili a a comunicação, ajuda a memó ia, impulsiona e o ganiza as ações
mo o as é de ex ema na ( e)educação e desen ol imen o dos indi íduos com
de iciência (Rod igo, 2008).
As c ianças com de iciência, po exemplo, êm um gos o especial pelo i mo e pela
música e é de ex ema impo ância que se ponha es e gos o ao se iço do
desen ol imen o da sua exp essão co po al e da o mação do espí i o (Rod igo, 2008).
Po exemplo, numa u ma de 5º ano onde ha ia um aluno com mic oce alia e i iquei
que quando se ealiza am exe cícios í micos es e, mui as ezes, depois de obse a a
p o esso a coope an e e os es an es colegas, os execu a a de o ma pe ei a.
Segundo Dalc oze (ci ado po Benenzon, 1985) “… é indispensá el, no campo da
música, …, a o ece na c iança a libe dade das suas ações muscula es e ne osas,
ajudando-o a iun a sob e as esis ências e inibições e ha moniza as suas unções
co po ais com as do pensamen o”.
Nas c ianças com de iciência de e escu a -se o empo biológico pa icula de cada
c iança, pa a assim a ua com mais e icácia no a amen o da de iciência. Des e modo,
em de se e um conhecimen o sob e a idade c onológica e o quocien e in elec ual do
indi íduo e, po ou o lado, em de se di igi a um se humano a quem a a és de uma
linguagem especial ão se di igidas uma sé ie de mensagens que se i ão pa a o seu
desen ol imen o (B éscia, 2003).
Pa a Cos a (1995), as a i idades de música, com indi íduos po ado es de
de iciências, de em e semp e um ca á e lúdico pois o de icien e p ecisa de se
es imulado a b inca , po que só assim é que ai pode mani es a as suas capacidades e
a sua c ia i idade.
44
A u ilização da música na Educação Inclusi a em um papel impo an e uma ez
que unciona quase como um supo e acili ado de ou as ap endizagens. Sendo a
comunicação e bal uma oca de sons en e indi íduos com o in ui o de ansmi i e
ecebe in o mações, mani es a necessidades e exp essa sen imen os e emoções é
possí el conside a que a música pe mi e es abelece comunicação e bal e não- e bal
a a és do som e das suas p op iedades. Des a o ma, a música pe mi e es imula a
comunicação no indi íduo mesmo quando es e ap esen e di iculdades em comunica
de ido a algum p oblema (Rod igo, 2008).
Nas aulas obse adas da u ma cons i uída po alunos com di iculdades adicionais,
o am mui as as ocasiões em que alunos com Sínd ome de Down e Pa alisia Ce eb al
com di iculdades em comunica , a a és da música exp essa am os seus sen imen os e
emoções a a és do mo imen o ou de ocábulos. Quando a p o esso a coope an e
coloca a uma música que lhes osse amilia , os alunos começa am a mo imen a -se ao
som da música e a aze ges os e ocábulos de o ma a ansmi i que gos a am e
conheciam a música que es a am a ou i . Também os alunos com p oblemas mas com
acilidade de comunicação se mos a am sa is ei os com as músicas que ou iam e
dança am e can a am ao som das mesmas.
Po exemplo, uma das alunas des a u ma, que so ia de Pa alisia Ce eb al,
ap esen a a um g ande comp ome imen o ao ní el das unções da comunicação e da
a iculação no en an o, as suas eações às a i idades que a p o esso a coope an e
ealiza a nas aulas e am semp e mui o posi i as. A Academia Ame icana de Pa alisia
Ce eb al de ine es e dis ú bio como “qualque al e ação do mo imen o ou unção
mo o a causada po anomalias, lesão ou doença do ecido ne oso con ido den o da
ca idade c aniana” (Rod igo, 2008, p.38).
Segundo Rod igo, as a i idades de música com indi íduos com pa alisia ce eb al
ajudam-nos a con ola os mo imen os e emo es, a uando ambém a ní el emocional
e compo amen al. O au o a i ma que, a in e p e ação de canções, exe cícios í micos
e ocais, mo imen os e ba imen os co po ais são as p incipais a i idades a desen ol e
com indi íduos com pa alisia ce eb al uma ez que i ão ajuda a que os mesmos
desen ol am capacidades ao ní el da mo icidade e da comunicação (Rod igo, 2008).
45
Es a aluna mos a a-se semp e mui o ece i a e mui o pa icipa i a ba endo
palmas cons an emen e e en ando can a a melodia de odas as canções. Nes as aulas,
algo que eu semp e achei admi á el oi a p oximidade e a o ma como a p o esso a
coope an e a a a os alunos e, com es a aluna em pa icula semp e achei inc í el a
p o esso a coope an e consegui comunica com a mesma. Achei inc í el po que, como
e e i an e io men e, es a aluna ap esen a a mui os p oblemas ao ní el da
comunicação e, semp e que a aluna dizia alguma eu não conseguia pe cebe nada do
que ela dizia.
Nes es indi íduos, a música p omo e a comunicação uma ez que a in e ação com
o som a a és de, po exemplo, canções que possuam le a conduz à u ilização da oz,
da ocalização e da comunicação e bal (B éscia, 2003).
3.12 Re lexão sob e o Ensino à Dis ância
Como e e i an e io men e, de ido ao apa ecimen o da pandemia Co id-19, a
minha PES deixou de se p esencial e passou a ealiza -se à dis ância. Tan o eu como a
minha colega es agiá ia deixámos de p epa a qualque a i idade pa a as u mas às
quais es á amos a da aulas no en an o, a p o esso a coope an e semp e nos man e e
in o madas sob e a si uação de cada u ma e en ia a-nos os ma e iais que manda a
pa a os alunos.
Apesa de não e lecionado qualque aula à dis ância, a minha expe iência com o
ensino à dis ância oi nas aulas da unidade cu icula de O ien ação da P á ica de Ensino
Supe isionada com os meus colegas de mes ado nas quais os mesmos pa ilha am as
suas expe iências ela i amen e à no a ealidade. Es as aulas de ensino à dis ância
ealiza am-se po ideocon e ência a a és da pla a o ma Zoom.
Na escola onde desen ol i a minha PES, a pla a o ma u ilizada pa a aulas oi o
Teams. No en an o, apenas os di e o es de u ma comunica am com os alunos a a és
des a pla a o ma, nas disciplinas de ma emá ica, po uguês e inglês. Pa a as es an es
disciplinas não hou e aulas po ideocon e ência sendo que os alunos ecebiam as
a e as a ealiza a a és do mail ins i ucional o necido pela escola. Rela i amen e às
52
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consul ado a 16 03 2020 às 11h35
i
ANEXOS
ii
Anexo A
(Esquema conce ual do pe il dos alunos à saída da escola idade ob iga ó ia)

iii
Figu a 1 Esquema conce ual do Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
i
Anexo B
(Espi al de Concei os, MMCP)
Figu a 1 Espi al de concei os, adap ada de Manha an ille Music Cu iculum P og am, em
P og ama de Educação Musical, V. I (1991).
i
Anexo C
(Plani icações da Tu ma 5ºA)
xiii
Plani icação Nº 4 - Tu ma: 5ºA Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 12 02 2020
Sumá io: Canção de “Bom Dia”
A aliação da peça “Mikado”.
C escendo e Diminuendo
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Al u a
Modo Meno
1 – Iden i ica audi i amen e
uma melodia em Modo Meno
2 – Can a uma melodia em
Modo Meno
Audição
In e p e ação
Canção de Bom Dia em
Modo Meno (Fig. 6):
1 – Ensina a música;
2 – Can a a música
Piano
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de iden i ica
uma melodia em Modo
Meno
- Capacidade de en oa uma
melodia em Modo Meno
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a e execução da
peça “Mikado”
2 – A aliação da peça
“Mikado”, di idindo os
alunos em g upos de 5.
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio

xi
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Dinâmica
Piano
Mezzo Fo e
Fo e
C escendo
Diminuendo
- Iden i ica isualmen e na
pau a musical as di e sas
dinâmicas
- Rep oduzi co e amen e as
di e sas dinâmicas
In e p e ação
1 – Re isão das
in ensidades: piano,
mezzo o e e o e
2 – In odução e
explicação das
in ensidades: c escendo
e diminuendo
3 – En oação de uma
lei u a melódica e lei u a
de uma ase í mica
com as di e sas
in ensidades
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na
ep odução das di e sas
in ensidades
- Asse i idade na lei u a e
a inação das no as musicais
na pau a
- Asse i idade na lei u a das
células í micas
Figu a 6 Canção de Bom Dia em Modo Meno
x
Plani icação Nº 5 - Tu ma: 5ºA Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 14 02 2020
Sumá io: Canção de “Bom Dia”
Início do es udo da peça “Tempo é Dinhei o” – Fo ma Biná ia
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Al u a
Modo Meno
Modo Maio
1 – Iden i ica audi i amen e
uma melodia em Modo Meno e
em Modo Maio
2 – Can a uma melodia em
Modo Meno e em Modo Maio
Audição
In e p e ação
1 – Can a a música em
Modo Maio e em Modo
Meno
Piano
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de iden i ica
uma melodia em Modo
Meno e em Modo Maio
- Capacidade de en oa uma
melodia em Modo Meno e
em Modo Maio
Dinâmica
Ri mo
Al u a
Piano
Mezzo Fo e
Fo e
C escendo
Diminuendo
- Iden i ica isualmen e na
pau a musical as di e sas
dinâmicas
- Rep oduzi co e amen e as
di e sas dinâmicas
In e p e ação
1 – Lei u a de uma ase
í mica (Fig. 4) e
en oação de uma lei u a
melódica (Fig. 5) com as
di e sas in ensidades
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na
ep odução das di e sas
in ensidades
- Asse i idade na lei u a e
a inação das no as musicais
na pau a e na lei u a das
células í micas
x i
Ri mo
Al u a
Fo ma
Pulsação
Mínima
1 – Iden i ica isualmen e a
igu a í mica da mínima
2 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
3 – En oa a peça de o ma
a inada.
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a o ma biná ia
5 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – In odução à igu a
í mica da Mínima
2 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça com
acompanhamen o ao
piano
3 – Execução da peça
“Tempo é Dinhei o” (Fig.
7) com iden i icação do
In e lúdio
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as e na dedilhação
das no as na lau a.
- Capacidade de iden i ica
as duas pa es da música
x ii
Figu a 7 Peça "Tempo é Dinhei o"
x iii
Anexo D
(Plani icações da Tu ma 5ºF)

xix
Plani icações 5ºF
Plani icação Nº 1 - Tu ma: 5ºF Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 14 02 2020
Sumá io: Jogo í mico.
Con inuação do es udo da peça “Mikado”.
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Mac o empos e
Mic o empos
Semínima
Colcheia
Di isão Biná ia
1 – Iden i ica uma ase í mica
isual e audi i amen e;
2 – Le co e amen e í micos
em mé ica biná ia
3 – Asse i idade na ma cação
de Mac o empos e Mic o empos
Audição
In e p e ação
Jogo í mico:
1 – Ap esen ação das
células í micas;
2 – Lei u a de odas as
células í micas;
3 – Explicação e
ealização do jogo
Quad o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na ma cação
dos Mac o empos e
Mic o empos
- A aliação do
compo amen o dos alunos
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça “Mikado” (Fig.
1) com o nome das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça
2 – Explicação do
In e lúdio
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
xx
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 1 Peça "Mikado"
xxi
Plani icação Nº 2 - Tu ma: 5ºF Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 19 02 2020
Sumá io: Jogo í mico com sons co po ais
Con inuação do es udo da peça “Mikado”.
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Mac o empos e
Mic o empos
Di isão Te ná ia
1 – Iden i ica uma ase í mica
isual e audi i amen e;
2 – Le co e amen e í micos
em mé ica e ná ia
3 – Asse i idade na ma cação
de Mac o empos e Mic o empos
Audição
In e p e ação
Jogo í mico:
1 – Ap esen ação da
abela (Fig. 2);
2 – Lei u a de odas as
células í micas;
3 – Explicação e
ealização do jogo
Compu ado
P oje o
Quad o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na ma cação
dos Mac o empos e
Mic o empos
- A aliação do
compo amen o dos alunos
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça
2 – Explicação do
In e lúdio
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio
xxii
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 2 Jogo Rí mico com Sons Co po ais em Mé ica Te ná ia
xxix
- Capacidade de
iden i icação da Mínima e da
Fo ma Biná ia
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 6 Jogo Rí mico com Sons Co po ais em Mé ica Biná ia

xxx
Anexo E
(Plani icações da Tu ma 6ºC)
xxxi
Plani icações 6ºC
Plani icação Nº 1 - Tu ma: 6ºC Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 10 03 2020
Sumá io: Conclusão do es udo da peça “Sailing”
Canção “Akai Hana” – Lega o e S acca o
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Al u a
Fo ma
Semínima
Mínima
Pausa de
Mínima
Semib e e
Ri mos
Pon uados
Ré agudo e Si
bemol
Coda
1 – Iden i ica audi i a e
isualmen e as igu as í micas
da semínima, mínima e
semib e e
2 – Iden i ica as no as Ré agudo
e Si bemol na pau a
3 – Execu a as no as Ré agudo
e Si bemol na lau a
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a Coda
5 – Execu a a peça “Sailing” (Fig.
1) na sua o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Re isão da
dedilhação das no as Ré
agudo e Si bemol na
lau a
2 – Re isão da Coda
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Capacidade de
iden i icação da coda
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
xxxii
Dinâmica
Lega o e
S acca o
1 – Comp eende a di e ença
en e o Lega o e o S acca o
2 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e o Lega o e o
S acca o
3 - Can a a peça “Akai Hana”
(Fig. 2) de o ma a inada.
Audição
In e p e ação
1 – Audição da peça
2 – Explicação do Lega o
e do S acca o
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de
iden i icação do lega o e do
s acca o
- Asse i idade na en oação
das no as
xxxiii
Figu a 1 Peça "Sailing"
Figu a 2 Peça "Akai Hana"
xxxi
Plani icação Nº 2 - Tu ma: 6ºC Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 13 03 2020
Sumá io: A aliação da peça “Sailing”.
Al e ação Tímb ica
Obse ações: Es a plani icação apenas oi cump ida pela me ade. De ido ao
su o de Co id-19 e à decisão do Go e no de echa as escolas no dia 16 de
Ma ço, mui os alunos não compa ece am a es a aula. Po isso a a aliação
p e is a pa a a p imei a pa e da aula oi adiada.
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Al u a
Fo ma
Semínima
Mínima
Pausa de
Mínima
Semib e e
Ri mos
Pon uados
Ré agudo e Si
bemol
Coda
1 – Iden i ica audi i a e
isualmen e as igu as í micas
da semínima, mínima e
semib e e
2 – Iden i ica as no as Ré agudo
e Si bemol na pau a
3 – Execu a as no as Ré agudo
e Si bemol na lau a
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a Coda
5 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a e execução da
peça “Sailing”
2 – A aliação da peça
“Sailing”, di idindo os
alunos em g upos de 5.
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Capacidade de
iden i icação da coda
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Timb e
Al e ação
Tímb ica
1 – De ini Timb e
2 – Reconhece audi i amen e a
Al e ação Tímb ica
Audição
In e p e ação
Ap esen ação em Powe
Poin (Fig.3-6):
1 – Re isão do concei o
de Timb e
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de de ini
Timb e

xxx
2 – Explicação da
Al e ação Tímb ica
3 – Visualização e
Audição de exemplos de
Al e ação Tímb ica
4 – Quiz sob e a
Al e ação Tímb ica
- Capacidade de econhece
e comp eende a Al e ação
Tímb ica
Figu a 3 Ap esen ação em Powe Poin
xxx i
Figu a 4 Ap esen ação em Powe Poin
xxx ii
Figu a 5 Ap esen ação em Powe Poin
xxx iii
Figu a 6 Ap esen ação em Powe Poin