i
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do
Mes ado em Ensino de Educação Musical no 2º Ciclo do
Ensino Básico
Depa amen o de Ciências Musicais
P o . D a. Isabel Figuei edo
P o . D . João Noguei a
Ab il de 2021
O PAPEL DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Isabel Ma ia Fe nandes Ne es
ii
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do
Mes ado em Ensino de Educação Musical no 2º Ciclo do
Ensino Básico
Depa amen o de Ciências Musicais
P o . D a. Isabel Figuei edo
P o . D . João Noguei a
Ab il de 2021
O PAPEL DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Isabel Ma ia Fe nandes Ne es
iii
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico (2º Ciclo
do Ensino Básico), ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Isabel
Figuei edo, P o esso a Auxilia Con idada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
da Uni e sidade No a de Lisboa e o do P o esso Dou o João Noguei a, P o esso
Auxilia da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
i
DECLARAÇÃO
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio é o esul ado da minha in es igação pessoal
e independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es ci adas es ão de idamen e
mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o
___________________________
Lisboa, ____ de _______________ de 2021
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio se encon a em condições de se
ap esen ado a p o as públicas:
O o ien ado
___________________________
Lisboa, ____ de _______________ de 2021
Assinado po : JOÃO MANUEL NUNES DA SILVA
NOGUEIRA
Num. de Iden i icação: 04318886
Da a: 2021.07.14 19:13:34 +0100
Dedica ó ia
Dedico es e abalho à minha mãe e à minha i mã, po mesmo longe e em sido
semp e o meu g ande pila ao longo des a caminhada, o e ecendo-me ca inho, amo e
con iança e con o ando-me nos momen os de desânimo.
Dedico es e abalho ao meu pai, que apesa de já não es a comigo, es e e no
meu co ação desde o início ao im e oi um dos p incipais mo i os pa a nunca desis i
des e sonho.
Dedico es e abalho ao Paulo Mon ei o, o meu p imei o p o esso de música, o
meu mes e, a minha g ande e e ência no mundo da música, a pessoa que, quando eu
e a pequena, me azia pensa odos os dias “Quando o g ande que o se como o
mes e”.
i
Ag adecimen os
Aos p o esso es Dou o João Noguei a e Dou o a Isabel Figuei edo, pelo apoio,
pela a enção, pela disponibilidade, pelos conselhos e pelos momen os de e lexão e
espí i o c í ico que me p opo cionou ao longo de odo o es ágio.
A odos os p o esso es que ize am pa e do mes ado, pela sabedo ia, pela
pa ilha, pela o ien ação, pela disponibilidade e po me ab i em no os ho izon es e a
c esce no conhecimen o.
À p o esso a coope an e, pela pa ilha, pelos conselhos, pela amizade e po me
ajuda a c esce enquan o u u a p o esso a de Educação Musical.
Aos meus ios Isabel e Ped o e à minha p ima Sand a, po me acolhe em du an e
es es dois anos e po me ajuda em a o na es e sonho eal.
À minha mãe Céu po e ei o de mim aquilo que sou hoje, po ac edi a em mim,
pela o ça, po odos os sac i ícios que ez po mim, po e sido mãe e pai ao longo de
odos es es anos, po se uma mulhe gue ei a, po se o meu maio exemplo e po
nunca e “baixado os b aços”.
À minha i mã Daniela po , desde semp e, se a minha melho amiga e po se a
que mais o ça me deu nes a caminhada.
À Célia Sanches, a minha segunda mãe, po es a semp e disponí el pa a mim,
pela amizade, po se um dos meus po os segu os e po me es a semp e a dize “Isa
és capaz de alcança udo aquilo a que e p opões”.
Ao João, po se o meu melho amigo, po es a do meu lado nos momen os mais
di íceis, pelo apoio nos momen os de desânimo e ince eza, po ac edi a em mim e po
odos os momen os inesquecí eis que pa ilhámos jun os.
À Má cia e ao Maia, po e em ei o es a caminhada comigo desde o p imei o dia,
pelos conselhos, pelas pa ilhas e pela amizade incondicional.
ii
À Alexand a, a minha g ande amiga, pelo companhei ismo desde o p imei o dia,
po odos os momen os, pela pa ilha des a g ande a en u a comigo e pela amizade que
se á pa a a ida.
À minha u ma, pelas b incadei as, po me e em ansmi ido no os sabe es e
pelas pa ilhas ao longo da i ência de odo es e sonho.
iii
RESUMO
O p esen e ela ó io é ealizado no âmbi o da unidade cu icula de P á ica de
Ensino Supe isionada do Mes ado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico
(2º Ciclo do Ensino Básico) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade
No a de Lisboa e em como inalidade ap esen a a a i idade desen ol ida, enquan o
es agiá ia, ao longo do ano le i o 2019 2020 numa Escola Pública do Ensino Básico com
alunos do 2º Ciclo.
O ela ó io encon a-se di idido em qua o capí ulos. No p imei o capí ulo ala-se
da his ó ia e e olução da Educação Musical, de alguns modelos de ap endizagem
musical e do cu ículo e p og ama da disciplina. O segundo capí ulo abo da os emas da
Educação Inclusi a, da legislação em igo e da impo ância da música em alunos com
necessidades de ap endizagem. O e cei o capí ulo incide na ca ac e ização do con ex o
do es ágio an o a ní el da ca ac e ização do ag upamen o de escolas como a ní el da
escola onde oi ealizado o es ágio. Es e capí ulo cen a-se ambém na desc ição das
expe iências i enciadas ao longo do es ágio desde as aulas obse adas às aulas
lecionadas. Po im, no qua o capí ulo, é ei a uma b e e e lexão sob e a in es igação
conjun a ealizada no deco e da P á ica de Ensino Supe isionada sob e o alo
didá ico de uma canção pa a a Educação Musical.
Pala as-cha e: Educação Musical; Educação Inclusi a
ix
ABSTRACT
This epo is ca ied ou in he scope o he Supe ised Teaching P ac ice uni o
he Mas e 's Deg ee in Music Educa ion in Basic School (2nd Cycle o Basic Educa ion)
o he Facul y o Social and Human Sciences o he New Uni e si y o Lisbon and aims o
p esen he ac i i y de eloped, as a ainee, h oughou he school yea 2019 2020 in a
Public School o Basic Educa ion wi h s uden s o he 2nd Cycle.
The epo is di ided in o ou chap e s. The i s chap e alks abou he his o y
and e olu ion o Music Educa ion, some models o music lea ning and he cu iculum
and p og am o he discipline. The second chap e deals wi h Inclusi e Educa ion,
cu en legisla ion and he impo ance o music in s uden s wi h lea ning needs. The
hi d chap e ocuses on he cha ac e iza ion o he con ex o he in e nship bo h a
he le el o he cha ac e iza ion o he clus e o schools and a he le el o he school
whe e he in e nship was held. This chap e also ocuses on he desc ip ion o he
lea ning inpu s expe ienced h oughou he in e nship om he classes obse ed o he
classes augh . Finally, in he ou h chap e , a b ie e lec ion is made on he join
esea ch ca ied ou du ing he Supe ised Teaching P ac ice on he didac ic alue o a
song o Music Educa ion.
Key wo ds: Music Educa ion; Inclusi e Educa ion
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Pla ão em e o ça a ideia da in luência da Música na o mação do indi íduo ao
a i ma , al como A is ó eles, que e a possí el c ia “pessoas boas median e um sis ema
público de educação cujos dois elemen os undamen ais e am a Ginás ica e a Música,
sendo a p imei a a disciplina do Co po e a segunda a disciplina do Espí i o” (G ou , 2007,
p.21). A Ci ilização Romana inspi ou-se nos mesmos p incípios da Música da Ci ilização
G ega e de endia ambém que a música desempenha a um papel impo an e na
educação dos jo ens (G ou , 2007).
Na Idade Média, os undamen os musicais desen ol e am-se no seio da Ig eja
C is ã. Nes a época, começa a su gi a p imei a no ação musical e a música cul a passou
a pe ence ao domínio quase exclusi o da Ig eja sendo a música do po o, mui as ezes,
ida como pe e sa. O ensino da música e a minis ado po p o esso es, com o mação
na Scholae Can o um, que abalha am com o in ui o de o ma apenas músicos de
Ig eja. Nos mos ei os, a Educação Musical e a de ca iz essencialmen e p á ico e nas
escolas das Ig ejas o obje i o e a p epa a os es udan es pa a o ing esso nas
Uni e sidades (G ou , 2007).
Em Po ugal, a Música eligiosa ocupa a um luga impo an e e o ensino da música
e a minis ado pela Ig eja, com o obje i o de p epa a musicalmen e quem pa icipa a
nos se iços eligiosos e, pelos Judeus que, po es a al u a, se encon a am ins alados
na Península Ibé ica e, nas suas sinagogas ensina am can o (Mo a, 2014).
Na Época Ba oca, Po ugal usu uiu da iqueza i aliana a ní el musical mas, os
g andes impulsionado es do ensino da música o am os Jesuí as que a in eg a am nos
seus colégios como sendo pa e impo an e na o mação dos alunos. No Pe íodo
Clássico, a bu guesia começa a a ibui um ele ado alo à música e es a, passa a se
ensinada po g upos que hoje são conside ados como sendo as p imei as bandas
ila mónicas (Mo a, 2014).
No século XIX oco em mudanças signi ica i as na Educação Musical, que passou
a ocupa um papel impo an e na o mação in eg al das c ianças pois a sociedade
começa a consciencializa -se de que o cidadão inha o di ei o a uma educação musical
elemen a . Em Po ugal, a música e a p a icada po pequenos g upos musicais que
execu a am conce os egula es pa a audiências cons i uídas po pequenas
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cole i idades. Es es pequenos conce os con ibuíam pa a o ensino e di ulgação da
música (Educação In o mal). Su ge, em 1878, nas e o mas de Passos Manuel e Cos a
Cab al, a disciplina de Can o Co al nos cu ículos escola es, baseando-se essencialmen e
no can o. Con udo, só no século XX, em 1968, a disciplina passa a denomina -se
Educação Musical e a in eg a o cu ículo do quin o e do sex o ano do ensino básico
(Mo a, 2014).
Nas p imei as décadas do século XX e i icou-se uma e olução da p á ica
pedagógica musical. Segundo Gainza (1982, p.105), “a pedagogia musical en ou numa
e o ma al que al e ou, não só os undamen os dos ensino/ap endizagem como a é os
ma e iais e as écnicas de ensino – nes a e o ma pode no a -se a in luência do
es u u alismo, da linguís ica mode na e cibe né ica, da eo ia da comunicação, das
úl imas pesquisas em ma é ia da psicologia do desen ol imen o, da in eligência, da
ap endizagem”.
A Educação Musical p e ende c ia na c iança um despe a pa a o mundo dos
sons e um en ol imen o cada ez mais p o undo na pa e musical da sua ida e,
con a iamen e ao que acon eceu no século XIX, em que, a a és do mé odo do sol ejo,
a Educação Musical e a essencialmen e epe i i a e écnica, no século XX su gi am no as
co en es me odológicas que de am luga a uma pedagogia mais cen ada na c iança.
Es as co en es undamen a am-se essencialmen e em dois p incípios: o de que a
educação é baseada na a i idade da c iança e o de que a Educação Musical é acessí el
a odos (Gainza, 1982).
Na o igem des as ans o mações es ão á ios pedagogos ais como Dalc oze,
Kodály, Wa d, Willems, O , Wuy ack, Go don, Payn e , Scha e , Swanwick, en e
ou os que se dedica am à p ocu a de modelos de ensino e de ap endizagem da música
que es imulassem o in e esse dos alunos e con ibuíssem pa a a sua expansão social e
cul u al.
Ao longo dos anos, o am ei as á ias en a i as pa a que a disciplina chegasse a
odos os alunos mas só no ano de 1990, com a maio Re o ma da Educação Musical, a
disciplina ica es abelecida como ob iga ó ia pa a o quin o e sex o ano e como opção do
sé imo ao nono ano do ensino básico. Foi ambém nes a al u a que su giu o P og ama
6
de Educação Musical – O ganização Cu icula e P og amas que, a pa i daí a é aos dias
de hoje, começou a se conside ado como uma das p incipais e e ências pa a os
p o esso es de Educação Musical (Mo a, 2014).
1.2 Me odologias de Educação Musical
Nos séculos XIX e XX, o apa ecimen o de á ios modelos de ensino e de
ap endizagem, p opos os po di e sos pedagogos, ouxe am di e sos con ibu os pa a
a Educação Musical.
O p imei o modelo de ensino e de ap endizagem musical a ibui-se a Emile Jaques-
Dalc oze (1865-1950) pa a o qual o mo imen o inha um papel essencial. In luenciado
pelas ideias ilosó icas da época, Dalc oze en ou uni os sen imen os e a in eligência ao
co po, à ação e aos sen idos. A a és da obse ação dos seus alunos pe cebeu que es es
eagiam de o ma espon ânea semp e que ou iam ou execu a am música o que o le ou
a desen ol e a i idades como po exemplo caminha de aco do com a elocidade da
música concluindo que exis ia uma elação en e um es ímulo sono o que ia p o oca o
mo imen o do co po (Amado, 1999).
As di e sas expe iências ealizadas po Dalc oze le a am-no a conclui que a
ealização de expe iências co po ais e a undamen al na ap endizagem e na execução
musical e que o p imei o ins umen o musical a se einado de ia se o co po. Assim,
c iou o concei o de Eu i mia, que es uda os elemen os da música a a és do
mo imen o. A me odologia de Dalc oze é cons i uída po ês elemen os essenciais – os
sons, o mo imen o e a coo denação – e em duas componen es: uma, de iniciação
í mica di igidas às c ianças, baseada em jogos e exe cícios í micos e ou a elacionada
com a aplicação do abalho í mico ao es udo de um ins umen o musical (Amado,
1999).
Zol án Kodály, composi o e e nomusicólogo húnga o oi o g ande esponsá el
pela eno me dinamização da música e cul u a musical da Hung ia. O seu g ande
in e esse pela iden idade do seu país le ou-o a ealiza iagens pelo in e io do mesmo
pa a aze a ecolha e o egis o das músicas olcló icas o iginais. Es a ecolha e e como
7
consequência o desen ol imen o de uma me odologia que u iliza a es e géne o musical
como pon o de pa ida pa a o ensino de odos (Co ez, 2001).
Kodály, ao conside a o can o é o undamen o da cul u a musical, uma ez que a
oz é o modo p imo dial do se humano se exp essa , c iou pau as pa a desen ol e o
can o e o in e esse pela música. Assim, a a és de a i idades nela assen es, ensina am-
se concei os musicais e enco aja a-se o es udo de ins umen os e a audição de ou as
peças musicais (Co ez, 2001).
Segundo Kodály, a lei u a e a esc i a de e iam es a associados a uma audição
in e io pois, o impo an e e a en ende in e io men e a melodia. Pa a o au o , uma
c iança só pode ia ap ende um ins umen o depois de sabe can a uma ez que o seu
ou ido só se desen ol e ia se as p imei as noções de som ossem o madas a pa i do
seu p óp io can o (Co ez, 2001).
Kodály conside a a que o sol ejo ela i o, u ilizado po Guido D`A ezzo no séc. XI,
e a o mé odo mais adequado pa a desen ol e a audição in e io uma ez que p i ilegia
a oz can ada e só se começa o ins umen o depois de se sabe can a , ha endo uma
ên ase na consciência da melodia e da ha monia, endo semp e o sol ejo associado à
execução. Ou o ecu so u ilizado pelo au o é a onomímica que consis e em aze
co esponde a cada ges o manual um nome de uma no a musical que se aduzi ia
numa ajuda audi i o- isual (Co ez, 2001).
O mé odo p opos o po Jus ine Wa d (1879-1975) pe mi iu que o papel da música
osse econhecido na educação e incluído no cu ículo de escolas p imá ias ame icanas.
Des inado a c ianças dos seis aos ca o ze anos, o mé odo basea a-se nos p incípios da
psicologia, nomeadamen e o p incípio de que a educação de ia se a i a e es imula o
in e esse e a cu iosidade das c ianças e, inha como p incipal ca ac e ís ica mo i a a
descobe a de no os sons pa indo do conhecido (Neno, 1994).
A au o a da a g ande des aque a oz, sendo es a o p imei o ins umen o que as
c ianças ap endem a explo a a a és de um conjun o de jogos ocais que, adequado às
suas capacidades, se iam o nando mais complexos. No mé odo Wa d, o i mo e a
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i enciado a a és do ges o e a imp o isação e composição inham um papel
impo an e na ap endizagem musical da c iança (Neno, 1994).
Edga Willems en ou pe cebe qual a impo ância da música no desen ol imen o
da c iança e ac edi a a que a iniciação musical desen ol ia nas c ianças o amo pela
música e p epa a a-as pa a a p á ica ocal e ins umen al. A p opos a pedagógica de
Willems baseia-se num pon o de pa ida pedagógico e ilosó ico: a música é uma
linguagem. Os p imei os passos da c iança nes a linguagem começam com a
expe imen ação seguida da en a i a de cons ução de ases a é adqui i a sua p óp ia
linguagem (Willems, 1990).
Segundo Willems, a música é o e lexo da na u eza humana e po isso, na sua
me odologia, az ês pa alelismos en e a na u eza humana e a na u eza da música
compa ando a ida ísica com a ida í mica, a ida a e i a com a ida melódica e a ida
men al com a ida ha mónica. De o ma a jus i ica es es pa alelismos, Willems explicou
que pa a p oduzi i mo é p eciso o co po pois, se não há co po não há mo imen o logo
não há i mo. Rela i amen e ao segundo pa alelismo, o au o explicou que a ida a e i a
diz espei o às elações humanas al como a melodia é a elação en e os sons. Po im,
ela i amen e ao e cei o pa alelismo, Willems explicou que a ha monia em música
começa com um aco de, ou seja, a simul aneidade de sons e é no cé eb o que se c ia
es a alquimia (Willems, 1990).
Pa a Willems, a música é uma linguagem e a ap endizagem dessa linguagem
acon ece a a és da imp egnação e da expe imen ação. A cha e da ap endizagem é a
imp o isação onde explo amos os elemen os musicais e os comp eendemos (Willems,
1990).
Ca l O (1895-1982) oi au o de mui as ob as ligadas ao ensino da música das
quais se des aca Schulwe k. Es a ob a indica a na u eza do p incípio educacional de O :
ap endizagem a a és da expe imen ação e em g upo, o que ai e o ça o
desen ol imen o do e lexo es ímulo- espos a, da capacidade da a enção e da
mo i ação da c iança (Ga cia, 2001).
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Segundo O , a ap endizagem musical inha que da p aze e, po isso, da a
especial impo ância às a i idades c ia i as a a és das quais a c iança expe iencia a os
sons a a és de imas, p o é bios, canções de oda ou popula es, danças e olclo e. O
g ande obje i o do au o e a o de sensibiliza odas as c ianças pa a a música a a és da
expe iência musical pessoal (Ga cia, 2001).
Pa a além do seu mé odo, ou o dos con ibu os de O , pa a o ensino da música,
oi a edescobe a de um conjun o de ins umen os de pe cussão adicionais de á ios
países, conhecidos como Ins umen al O , que pe mi em à c iança, consoan e o ní el
de di iculdade, começa desde cedo a in e p e a pad ões i mos simples e i
p og edindo pa a escalas e peças mais complexas, adqui indo assim uma g ande
comp eensão da música (Ga cia, 2001).
Jos Wuy ack endo sido discípulo de O em, na sua pedagogia, mui as das ideias
do mé odo Schulwe k. Os p incipais p incípios da pedagogia de Wuy ack cen am-se na
a i idade, c ia i idade, o alidade e comunidade.
Segundo Wuy ack, a oz é o meio impo an e de exp essão humana po
excelência, mas odo o co po de e ambém colabo a na expe iência musical a a és do
mo imen o, da mímica e da dança. Pa a o au o , os ins umen os O são um meio da
c iança oca um ins umen os e pa icipa na música como a i idade em g upo, onde
odos c iam e es u u am ideias (Wuy ack, 1996).
Na pedagogia musical, a sua con ibuição mais ma can e oi o Sis ema de Audição
A i a, baseado na me odologia do musicog ama em que a música é ep esen ada
a a és de co es, símbolos e o mas geomé icas. Pa a Wuy ack, a audição baseia-se na
pe ceção e na memó ia e, pa a isso, “é necessá io desen ol e a memó ia musical. O
ac o de se e a ep esen ação g á ica da ob a na sua o alidade (musicog ama) é uma
ajuda p eciosa pa a a audição” (Wuy ack, 1996, p.19).
Edwin Go don (1927-2015) ocou-se na o ma como as c ianças ap endem e em
que momen o es ão p epa adas pa a desen ol e de e minadas compe ências
undamen ando a sua in es igação na Teo ia de Ap endizagem Musical.
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Na sequência dos seus es udos, no que diz espei o à ap idão musical, Go don
chegou à conclusão que es a é ina a e que o momen o em que se possui maio ní el de
ap idão musical é no nascimen o. O au o a i ma ainda que, caso o ambien e seja
adequado, o ní el de ap idão musical com que se nasce pode se desen ol ido ou
ecupe ado a é aos no e anos de idade, es abilizando nes a al u a. Assim, em 1980, c ia
o concei o de audia ion (audiação) cujo signi icado é a capacidade de ou i e
comp eende musicalmen e um som quando es e não es á isicamen e p esen e
(Go don, 2000).
Segundo Go don, a música é uma a e ei a de sonos e como al de ende que
ap endemos música como ap endemos a linguagem alada. Um dos seus g andes
con ibu os oi a de inição de como se ou e musicalmen e (comp eende o signi icado
dos sons), o que se ou e (da sen ido ao que se ou e) e quando se ou e (es ádio de
comp eensão musical em que se encon a o indi íduo). Pa a o au o , os p imei os cinco
anos de ida de uma c iança são c uciais pa a es abelece boas bases pa a um
desen ol imen o musical ó imo e, as expe iências musicais i idas nesses p imei os
anos êm um p o undo impac o na o ma como es a ai se capaz de pe cebe , ap ecia
e comp eende a música como adul o (Go don, 2000).
Em odos os es ádios de ap endizagem o mo imen o é essencial pa a o
desen ol imen o do sen ido í mico e a oz é um ins umen o p i ilegiado em que o
adul o se e de modelo pa a a c iança e onde es a ap ende á a dis ingui a oz alada
da oz can ada. Os exemplos musicais expos os às c ianças de e ão se os mais
di e si icados possí eis an o a ní el de modo, mé ica e es ilo pa a que a c iança possa
abso e um eno me ocabulá io que se i á de p epa ação pa a a sua Educação
Musical o mal (Go don, 2000).
John Payn e (1931-2010) de endeu a impo ância da música na educação ge al
da c iança a i mando que a c ia i idade, desen ol ida a a és da explo ação do som,
de ia cons i ui a base do ensino des a a e (Payn e , 2000).
O au o de ende que as c ianças de em se colocadas em con ac o com a música,
endo como ecu so a sua p óp ia imaginação musical. A sua ob a Sound and s uc u e,
de 1992, é uma das g andes e e ências no ensino da música, uncionando como um
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guia que combina sons, écnicas, es u u as musicais e composição, a a és do es ímulo
à c ia i idade da c iança (Payn e , 2000).
Na mesma linha de pensamen o encon a-se Kei h Swanwick que, inspi ado po
Jean Piage e Je ome B une p opôs uma eo ia de desen ol imen o musical que
consis e na hipó ese do conhecimen o musical obedece a e apas sucessi as, de aco do
com o ní el psicológico do indi íduo.
Piage , na sua Teo ia de Desen ol imen o Cogni i o, demons ou como é que o
sujei o e oluiu in elec ualmen e a i mando que o desen ol imen o da in eligência é o
esul ado da in e ação do sujei o com o seu ambien e (Ba bosa, 2009).
O au o de ende que o c escimen o cogni i o de desen ol e a a és de dois
p ocessos cogni i os denominados de assimilação e acomodação. O p imei o pe mi e
in eg a elemen os no os em es u u as ou esquemas já exis en es, is o é, não esul a
numa mudança de esquemas, mas possibili a uma ampliação sem implica uma
ans o mação. No segundo oco e a c iação de no os esquemas ou a modi icação de
elhos esquemas em que só depois da c iação de um no o esquema ou da modi icação
de um elho esquema, é que pode ha e assimilação de um no o es ímulo (Ba bosa,
2009).
Tal como Piage , B une , na sua Teo ia de Ap endizagem, coloca a ma u ação e a
in e ação do sujei o com o ambien e no cen o do p ocesso de desen ol imen o e
o mação da pessoa a i mando que é possí el ensina udo aos alunos desde que se
u ilizem p ocedimen os adap ados aos es ilos cogni i os e às necessidades dos alunos.
Pa a isso, B une , ap esen a um ou o con ibu o impo an e elacionado com os
concei os de p on idão e de ap endizagem em espi al em que os mesmos ópicos se ão,
pos e io men e, e omados e ap o undados mais a de (Ma ques, 2010).
Seguindo as ideias de Piage e de B une , Swanwick c ia uma espi al de
desen ol imen o musical em que a icula as a i idades musicais e as suas in luências no
p ocesso de ap endizagem da música em que os elemen os musicais de em se
en endidos, pa indo do simples pa a o complexo e, as aquisições an e io es são
12
necessá ias pa a se p oduzi em as ases seguin es. A pa i des a eo ia, Swanwick
ap esen a qua o es ádios de desen ol imen o musical (Swanwick, 2006):
1º Es ádio – ai a é aos 4 anos e a p incipal ca ac e ís ica e le e-se na
exis ência de expe iências que as c ianças ão endo com os obje os,
a a és do ba imen o e da explicação das possibilidades de p odução de
sons dos ins umen os;
2º Es ádio – dos 5 aos 9 anos. A manipulação dos sons unciona como uma
o ma de mani es ação do pensamen o, o que dá o igem às p imei as
composições, mui o pa ecidas com as que as c ianças conhecem, po que,
epe idamen e, as can am, ocam e ou em.
3º Es ádio – dos 10 aos 14 anos. As c iações o nam-se mais ino ado as e
a iadas. As a iações passam a espei a os pad ões de de e minados
es ilos especí icos.
4º Es ádio – a pa i dos 15 anos. Engloba os ês es ádios an e io es e a
música ep esen a um alo impo an e pa a a ida do adolescen e,
ma cado mais po uma elação emocional indi idual.
Swanwick de ende que o ensino da música de e p i ilegia a imaginação das
c ianças a a és da c iação, imp o isação e composição salien ando ambém a
impo ância do uni e so sociocul u al e a e i o da c iança, explici ando que es a de e
se es imulada com música do seu dia-a-dia e com os pad ões musicais da sua cul u a
(Swanwick, 2006).
1.3 O ien ações Cu icula es
O Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia, homologado pelo
Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho, é um documen o de e e ência pa a a o ganização
de odo o sis ema educa i o, con ibuindo pa a a con e gência e a a iculação das
decisões ine en es às á ias dimensões do desen ol imen o cu icula e que desc e e
os p incípios, a isão, os alo es, as á eas de compe ência e as implicações p á icas da
educação nos es udan es po ugueses a é o 12º ano de escola idade (Ma ins e al.,
2017).
13
Segundo es e documen o os alunos, à saída da escola idade ob iga ó ia, de em
de capazes de mobiliza alo es e compe ências pa a aze pa e da ida e his ó ia dos
indi íduos e das sociedades, oma decisões li es e undamen adas sob e emas
na u ais, sociais e é icas, e consegui pa icipa na sociedade de o ma cí ica, a i a,
conscien e e esponsá el. Pa a isso, de em e uma educação escola na qual
desen ol am uma cul u a sólida nas á eas cien í icas e a ís icas com uma base
humanis a, al como ilus a o Anexo A.
O cu ículo Nacional do Ensino Básico em como p incipal obje i o o
desen ol imen o das compe ências dos alunos, endo po base os p incípios e alo es
pa a a sociedade. De aco do com o Cu ículo Nacional do Ensino Básico – Compe ências
Essenciais (2001, p.165):
“As compe ências a ís ico-musicais desen ol em-se a a és de p ocessos
di e si icados de ap op iação dos sen idos, de écnicas, de expe iências de ep odução,
de c iação e e lexão, de aco do com os ní eis de desen ol imen os das c ianças e dos
jo ens.
As compe ências especí icas es ão pensadas no sen ido de p o idencia p á icas
a ís icas di e enciadas e adequadas aos di e en es con ex os onde se exe ce a ação
educa i a, de o ma a possibili a a cons ução e o desen ol imen o da li e acia musical
em no e g andes dimensões (…).
Es as dimensões consubs anciam-se em expe iências pedagógicas e musicais
di e si icadas, baseadas na i ência e na expe imen ação a ís ica e es é ica si uada em
di e en es épocas, ipologias e cul u as musicais do passado ao p esen e.”
A disciplina de Educação Musical em ido, nos úl imos anos, um alo ac escido
no Ensino em Po ugal. No sis ema educa i o a ual, a disciplina es á in eg ada de uma
o ma mais explíci a e a i ma i a, com um p og ama cujo p incipal obje i o é o
desen ol imen o do pensamen o musical dos alunos a a és da comp eensão e
assimilação dos concei os musicais e de p á icas musicais, as quais se adqui em a pa i
de elemen os básicos (Mo a, 2014).
20
ap endizagem de alunos em isco académico e social, assim como dos alunos com
sucesso académico. O au o de ende que os p og amas de educação inclusi a
p omo em ambém em odos os alunos o desen ol imen o de a i udes e alo es
posi i os ace à di e ença e di e sidade, omen ando a i udes de coope ação e
en eajuda.
Assim, a Escola Inclusi a pe mi e desen ol e a i udes posi i as pe an e a
di e sidade, acili a a aquisição de ganhos ao ní el do desen ol imen o académico e
social, p epa a pa a a ida em comunidade e e i a os e ei os nega i os da exclusão
pois, al como a i ma Co eia, “uma escola inclusi a é uma escola onde oda a c iança é
espei ada e enco ajada a ap ende a é ao limi e das suas capacidades” (Co eia, 2003,
p.32).
2.1 Legislação A ual – Dec e o-Lei nº54 2018
A 6 de Julho de 2018 oi publicado o Dec e o-Lei nº54 2018, que al e ou a
legislação que a é en ão exis ia no Sis ema Educa i o Po uguês, nomeadamen e o
Dec e o-Lei nº3/2008.
Enquan o o Dec e o-Lei nº3/2008 se des ina a a odas as c ianças e jo ens com
limi ações signi ica i as ao ní el da a i idade e da pa icipação num ou á ios domínios
de ida deco en es de al e ações uncionais ou es u u ais de ca á e pe manen e
esul ando em di iculdades cons an es ao ní el da comunicação, da ap endizagem, da
mobilidade, da au onomia, do elacionamen o in e pessoal e da pa icipação social, o
Dec e o-Lei nº54 2018 em como p incipal obje i o es abelece “os p incípios e as
no mas que ga an em a inclusão, enquan o p ocesso que isa esponde à di e sidade
das necessidades e po encialidades de odos e de cada aluno, a a és do aumen o da
pa icipação nos p ocessos de ap endizagem e na ida da comunidade educa i a” (nº1
do a igo 1º), de o ma a “ espei a os in e esses e ap idões dos alunos, po o ma a
cons ui pe cu sos cu icula es que aumen em os seus ní eis de pa icipação e lhes
pe mi am expe iencia e e i amen e o sucesso educa i o e pessoal” (Dec e o-Lei
nª54 2018).
21
O Dec e o-Lei nº54 2018 abandona po comple o os sis emas de ca ego ização
dos alunos, incluindo a “ca ego ia” necessidades educa i as especiais p omo endo uma
isão mais ab angen e da escola e do p ocesso de ensino-ap endizagem pedindo que se
olhe pa a a escola como um odo, aba cando a mul iplicidade e a in e ação das suas
dimensões e, ale ando pa a o ac o de qualque aluno, em qualque momen o do seu
pe cu so académico, necessi a de medidas de supo e à ap endizagem (Dec e o-Lei
nª54 2018).
Pa a além des as medidas, o A igo 4º egulamen a que “Os pais e enca egados
de educação êm o di ei o e o de e de pa icipa e coope a a i amen e em udo o que
se elacione com a educação do seu ilho ou educando bem como acede a oda a
in o mação cons an e no p ocesso indi idual do aluno, designadamen e no que diz
espei o às medidas de supo e à ap endizagem e à inclusão” (Dec e o-Lei nª54 2018).
Signi ica is o que os pais assumem um papel undamen al no p ocesso educa i o dos
seus ilhos, cabendo à escola incen i a a sua pa icipação a a és de melho ias ao ní el
da comunicação, das a i udes e no en ol imen o das amílias na educação dos ilhos
pois a colabo ação en e a escola e a amília es á in imamen e ligada ao sucesso escola
dos alunos (Dec e o-Lei nª54 2018).
Segundo es e Dec e o-Lei, de em se omadas medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão em unção das necessidades educa i as de cada aluno sendo
que quan o mais signi ica i as e ex ensas o em as agilidades do aluno, mais medidas
e mais ecu sos se ão necessá ios mobiliza (Dec e o-Lei nª54 2018).
Como e e ido no a igo 7º, a decisão sob e que medidas de supo e à
ap endizagem e à inclusão se i ão mobiliza pe ence à equipa mul idisciplina , a qual
de e analisa a in o mação disponí el, deco en e da a aliação e da moni o ização
sis emá ica da e olução do aluno. Es as medidas es ão o ganizadas em ês ní eis,
podendo se (Dec e o-Lei nª54 2018):
Medidas Uni e sais – espos as educa i as que a escola em pa a odos os
alunos com o obje i o de p omo e a pa icipação e a melho ia das
ap endizagens;
22
Medidas Sele i as – espos as que isam colma a as necessidades de
supo e à ap endizagem, não sup imidas pela aplicação das an e io es;
Medidas Adicionais – espos as que isam colma a di iculdades
acen uadas e pe sis en es ao ní el da comunicação, in e ação, cognição ou
ap endizagens que exigem ecu sos especializados de apoio à
ap endizagem e à inclusão.
As Medidas Uni e sais, egulamen adas no A igo 8º, conside am a
indi idualidade de odos e de cada um dos alunos a a és da implemen ação das
seguin es ações e es a égias (Dec e o-Lei nª54 2018):
Di e enciação Pedagógica
Acomodações Cu icula es
En iquecimen o Cu icula
P omoção do Compo amen o P ó-Social
In e enção com oco académico ou compo amen al em pequenos
g upos
Regulamen adas no A igo 9º, as Medidas Sele i as, di igidas aos alunos que
e idenciam necessidades de supo e à ap endizagem que não o am sup idas pela
aplicação das medias uni e sais e pa a as quais é necessá io a elabo ação pela Equipa
Mul idisciplina do Rela ó io Técnico-Pedagógico
1
, são (Dec e o-Lei nª54 2018):
Pe cu sos Cu icula es Di e enciados
Adap ações Cu icula es Não Signi ica i as
Apoio Psicopedagógico
An ecipação e Re o ço das Ap endizagens
Apoio Tu o ial
As Medidas Adicionais egulamen adas no A igo 10º e cuja mobilização das
mesmas só de e se e e uada depois da demons ação, undamen ada no Rela ó io
1
Documen o que supo a a omada de decisões ela i amen e à necessidade de mobilização de medidas
sele i as e ou adicionais de supo e à ap endizagem e à inclusão.
23
Técnico-Pedagógico, da insu iciência das Medidas Uni e sais e Sele i as são (Dec e o-
Lei nª54 2018):
F equência do ano de escola idade po disciplinas
Adap ações Cu icula es Signi ica i as
Plano Indi idual de T ansição
Desen ol imen o de me odologias e es a égias de ensino es u u ado
Desen ol imen o de compe ências de au onomia pessoal e social
Es a mudança de pa adigma na educação que, pelo menos eo icamen e, implica
e em con a as peculia idades de cada aluno, as suas necessidades e o espei o pelas
suas di e enças cons i ui o p incípio básico pa a a inclusão social a pa i do sis ema
educa i o, não só do cole i o de alunos com de iciência, mas ambém de qualque
a iedade sociocul u al (Dec e o-Lei nª54 2018).
2.2 A con ibuição da música na Educação Inclusi a
A Música sendo um excelen e meio pa a o desen ol imen o da exp essão, do
equilíb io, da au o es ima e do au o conhecimen o é ambém um pode oso meio de
in eg ação social en e pessoas, independen emen e, da di e ença en e elas (S o ms,
1989).
A música é um elemen o com longo pe cu so no abalho com pessoas de
educação especial, uma ez que as a i idades de música podem consegui bene ícios em
di e en es á eas em que os alunos com di iculdades de ap endizagem podem e
di iculdade uma ez que em o pode de os inse i nas suas noções cul u ais en ol en es,
independen emen e da sua si uação men al ou ísica (S o ms, 1989).
No que diz espei o à música, es a em uma impo ância signi ica i a na inclusão
dos alunos com di iculdades de ap endizagem, uma ez que é na escola inclusi a que os
alunos podem i encia a música e ap endê-la de uma ou a o ma, c iando um g ande
g au de mo i ação pa a a aquisição de conhecimen os musicais. Gonçal es (2006)
a i ma que,
24
“(…) se o ensino da música em escolas especializadas es inge-se aos alunos
com um mínimo de pode aquisi i o, é na escola egula que essa desigualdade pode á
se amenizada, pois a educação musical não implica, a p io i, a aquisição e execução de
algum ins umen o musical, e sim a cons ução do conhecimen o e o en endimen o de
concei os eó icos que possibili em o aze musical c ia i o” (Gonçal es, 2006)
A impo ância da música na educação inclusi a o na-se assim bas an e
signi ica i a uma ez que essa ap endizagem se e le i á na ida u u a dos alunos.
Gonçal es (2006) a i ma que uma boa educação musical na in ância pode despe a o
educando, pa a opo unidades com as quais al ez nem sonhasse se não i esse ido
con a o com a música enquan o linguagem (Gonçal es, 2006).
A ap endizagem musical a a és de i ências i á p opo ciona aos alunos com
di iculdades de ap endizagem uma melho elação com o ou o e com o Mundo, uma
ez que lhe possibili a á pa ilha as suas expe iências musicais, ou ou as, com o g upo
no qual es á inse ido (Benenzon, 1985).
As a i idades de música com alunos, cujas medidas de supo e à ap endizagem e
à inclusão são mais acen uadas, uncionam mais como uma e apia e, os p incipais
obje i os das sessões de música com es e cole i o são desen ol e a coo denação
mo o a, diminui possí eis compo amen os epe i i os com a concen ação em
de e minados mo imen os í micos, abalha a a enção e concen ação, aumen a a
memó ia, desen ol e a ala e a exp essão o al, o nece no as on es de in e esse
elacionadas com a música e es imula a sua a i idade ísica e emocional e omen a
no as o mas de comunicação e acili a elações ao exe ci a uma ação comum num
plano em que não se necessi am pala as (Gonçal es, 2006).
De modo a que es es alunos possam assimila odos os conhecimen os que lhes
são ansmi idos e possam expe iencia odos os ma e iais à sua disposição o na-se
impo an e que o p o esso enha um p o undo conhecimen o sob e qual ou quais as
ca ências que os seus alunos pa a a anja es a égias de ensino que se adequem às
ca ac e ís icas de cada um (Medina, 2000).
25
Em alunos com di iculdades de ap endizagem, a música em e ei os isí eis na
pa e educacional e na ida pessoal e social dos alunos uma ez que é capaz de mexe
com sen imen os, es ados de espí i o, com a memó ia e com a concen ação. Gonçal es
(2006) a i ma que,
“Pa a con i ma essa ideia, F ança (2005) complemen a que a música pode
auxilia c ianças po ado as de a aso do desen ol imen o ao “o e ece ecu sos
mo i acionais e mobilizado es al amen e adequados pa a o desen ol imen o da
a enção, memó ia, comunicação, habilidades mo o as, amadu ecimen o emocional e
socialização” (…). A Música ambém pode a o ece o desen ol imen o emocional de
pessoas com necessidades especiais, a conscien ização de si mesma, o despe a de
emoções e espon aneidade, a o ecendo, inclusi e, a in eg ação social e emocional,
en e ou as coisas” (Gonçal es, 2006).
Assim, pode a i ma -se que a a és da música es e ipo de alunos pode melho a
a comunicação, as elações, a ap endizagem, o mo imen o, a exp essão e a o ganização
sendo ambém uma e amen a impo an e pa a a sua inclusão no ambien e escola
(Medina, 2000).
26
3. P á ica de Ensino Supe isionada
3.1 Ca ac e ização do Ag upamen o de Escolas e da Escola
A escola onde desen ol i a minha p á ica enquan o es agiá ia é um
es abelecimen o público pe encen e ao P og ama Te i ó ios Educa i os de
In e enção P io i á ia (TEIP). Es e P og ama é uma inicia i a go e namen al
implemen ada em di e sos ag upamen os de escolas e em escolas não ag upadas que
se localizam em e i ó ios des a o ecidos a ní el económico e social, ma cados pela
pob eza e exclusão social e, onde mais se mani es am a iolência, a indisciplina, o
abandono e o insucesso escola .
Os obje i os cen ais do P og ama TEIP são a p e enção e edução do abandono
escola p ecoce e do absen ismo, a edução da indisciplina e a p omoção do sucesso
educa i o de odos os alunos.
O Ag upamen o de Escolas é cons i uído po qua o escolas: 3 do 1º ciclo e 1 do
2º e 3º ciclo. Es e Ag upamen o em uma o e a educa i a pa a ce ca de 1400 alunos
desde o p é-escola a é ao 3º ciclo. O Ag upamen o o e ece ainda o ensino a ís ico
especializado, nomeadamen e o Cu so Básico de Música, em egime a iculado com
uma ins i uição do dis i o de Lisboa, do qual azem pa e ce ca de 60 alunos do 5º ao
9º ano.
O Ag upamen o de Escolas é uma e e ência no que diz espei o à Educação
Inclusi a pois, exis em no ag upamen o u mas egula es e u mas de Pe cu so
Cu icula Al e na i o (PCA) e, exis em ainda duas unidades de apoio especializado pa a
a educação de alunos com di iculdades adicionais.
Rela i amen e à di e sidade cul u al das amílias dos alunos, e i ica-se que, na
sua maio ia são quase odos de nacionalidade Po uguesa. Con udo, exis em amílias
o iundas da China, Índia, Eu opa de Les e, Á ica do Sul e Paquis ão. As habili ações
li e á ias dos pais e enca egados de educação são ambém di e si icadas indo desde o
ní el 1 (sem habili ações li e á ias) ao ní el 10 (dou o amen o), sendo o ní el 5 (ensino
secundá io) o ní el p edominan e.
27
No que diz espei o à si uação de abalho das amílias dos alunos, e i ica-se que
a maio ia das amílias em uma si uação es á el. No en an o, exis e ainda um núme o
signi ica i o de amílias desemp egadas ou ab angidas po apoios e, de o ma a
minimiza es as di iculdades, bene iciam do apoio do ASE ce ca de 680 alunos que es ão
in eg ados no escalão A e no escalão B.
Pa a além da população docen e e não docen e, colabo am com o Ag upamen o
uma Psicóloga Escola , uma Educado a Social, uma Técnica de Se iço Social e uma
Mediado a.
A e e ida escola é uma Escola Básica de 2º e 3º ciclo e é sede de Ag upamen o de
um dos Ag upamen os de Escola do Dis i o de Lisboa e Vale do Tejo.
A escola é cons i uída po á ios pa ilhões nos quais se si uam as salas de aula e
de apoio educa i o indi idual, o ba , sala de p o esso es, biblio eca, o pa ilhão
gimnodespo i o, gabine e da di eção, se iços adminis a i os, ep og a ia, e ei ó io,
sala de p o esso es e di e o es de u ma, sala de euniões, salas de a endimen o aos
enca egados de educação, gabine e de Se iços de Psicologia e O ien ação e do
Gabine e de Apoio ao Aluno e à Família do Ag upamen o e a sala dos Assis en es
Ope acionais.
A população docen e da escola é cons i uída po ce ca de 60 p o esso es
dis ibuídos pelo 2º e 3º ciclo. A população não docen e ul apassa as se e dezenas
sendo maio i a iamen e do sexo eminino.
Pa a além das a i idades le i as, exis em na escola di e sas a i idades
ex acu icula es como os clubes de despo o, a es plás icas, jo nal escola , ea o e o
clube de música.
A escola mos a-se p eocupada na elabo ação de es a égias que isam comba e
a oscilação dos esul ados escola es, o absen ismo de alo es sociais e de assiduidade,
a desin es imen o nas a e as e con eúdos escola es, a desmo i ação e a baixa
au oes ima que acabam po conduzi ao insucesso e ao abandono escola .
De o ma a comba e isso, a escola, como medidas de p omoção ao sucesso
escola , disponibiliza o apoio diá io ao es udo, apoio em sala de aula, es udo o ien ado,
28
u o ias de aconselhamen o e o ien ação, planos indi iduais de abalho e apoio de
écnicos especializados, inclusi e de Psicologia e Educação Especial.
3.2 O dia-a-dia na Escola
No dia 18 de Se emb o de 2019, quando as es agiá ias de di igi am à escola pela
p imei a ez acompanhadas do p o esso coo denado do mes ado da aculdade pa a
a eunião com a p o esso a coope an e, a Di e o a da Escola ecebeu as es agiá ias de
o ma mui o posi i a e mos ou-se disponí el pa a o que es as necessi assem ao longo
do ano le i o.
O dia na escola começa a às 8h da manhã com a en ada na escola de odos os
alunos. Du an e o 1º pe íodo quem os ecebia e a a Di e o a da Escola que odas as
manhãs es a a ao po ão da escola demons ando assim uma p oximidade com os
alunos.
As a i idades le i as inicia am às 8h15 e e mina am às 13h. A pa e da a de e a
des inada às a i idades ex acu icula es dos alunos e a euniões dos p o esso es.
Nos in e alos os alunos inham imenso espaço ao a li e uma ez que a escola
e a cons i uída po imensos espaços e des. Quan o aos p o esso es, pa a além da sala
de p o esso es no pa ilhão cen al, es es dispunham de uma sala pa a es a em alguns
pa ilhões e no ba da escola. Nos in e alos, os docen es pa ilha am acon ecimen os
das suas aulas e do dia-a-dia o a da escola o que demons a a uma boa elação en e
eles.
3.3 G upo de Es ágio
O G upo de Es ágio oi cons i uído po mim e po uma colega e o ien ado pela
p o esso a coope an e.
A P á ica de Ensino Supe isionada (PES) iniciou-se no dia 23 de Se emb o de 2019,
sendo que no dia 18 de Se emb o de 2019, deco eu na escola de es ágio, uma eunião
en e o g upo de es ágio e a p o esso a coope an e onde a mesma se ap esen ou e deu
as boas indas às es agiá ias e, onde deu a conhece ao g upo de es ágio o seu ho á io,
29
do qual aziam pa e 4 u mas de 5º ano, 3 u mas de 6º ano e 1 u ma cons i uída po
alunos com di iculdades adicionais.
No que diz espei o ao ho á io, como eu e a minha colega somos abalhado as-
es udan es, pe cebemos que e íamos que al a um dia po semana e, como odas as
u mas de 5º e 6º ano inham duas aulas de Educação Musical po semana, numa u ma
de 5º e numa u ma de 6º ano apenas íamos es a p esen es uma ez po semana.
Du an e a eunião do dia 18 de Se emb o, a p o esso a coope an e aconselhou a
aquisição dos manuais da disciplina ado ados pela escola, in o mou-nos que, só no 2º
pe íodo i íamos começa a leciona , sendo o 1º pe íodo des inado à obse ação, deu
in o mações sob e a disciplina e sob e as u mas e, mos ou-se semp e disponí el pa a
ajuda em algo que p ecisássemos ao longo do ano le i o.
De ido ao apa ecimen o da Co id-19 no início de Ma ço, a PES deixou de se
p esencial a pa i do dia 13 de Ma ço passando a ealiza -se à dis ância a é ao inal do
mês de Maio. Du an e os meses em que o ensino passou a se à dis ância, as es agiá ias
deixa am de p epa a qualque a i idade pa a os alunos uma ez que, a di eção da
escola de es ágio decidiu que os p o esso es de cada depa amen o de e iam p epa a
as a i idades em conjun o, de o ma a odas as u mas dos mesmos anos ealiza em as
mesmas a i idades nas di e sas disciplinas.
3.4 As Salas de Educação Musical
As salas de Educação Musical ica am si uadas num dos pa ilhões da escola. A sala
de aula onde deco e am as aulas de 5º ano inha a plan a em o ma de U e e a
desp o ida de mesas. Con a iamen e, apesa de e ambém plan a em o ma de U, a
sala de aula onde deco e am as aulas de 6º ano e a cons i uída po mesas. Ambas as
salas inham ao dispo um as o equipamen o indispensá el pa a as aulas de Educação
Musical com um excelen e sis ema de som, colunas, p oje o , compu ado , quad o
b anco e um piano. Apenas na sala sem mesas ha ia um quad o pau ado ao lado do
quad o b anco.
36
con o á eis, segu os e con ian es. De aco do com D eiku s, as punições ou a i udes
au o i á ias de em se subs i uídas po demons ações de espei o e coope ação
mú uos. D eiku s a i ma ainda que o “encou agemen is mo e impo an e han any o he
aspec o child- aising. I is so impo an e ha he lack o i can be conside ed he basic
cause o misbeha io . A misbeha io child is a discou aged child.” (D eiku s, 1964, p.
36)
No caso des es dois alunos, a má pos u a na sala de aula e am uma chamada de
a enção e o que e se econhecidos pois, semp e que aziam algo de co e o e a
p o esso a coope an e os elogia a es es sen iam-se econhecidos. O mesmo acon ecia
semp e que os mesmos es a am a pa icipa nas a i idades e, po algum mo i o
desis iam, a p o esso a coope an e os incen i a a a con inua em a pa icipa
deslocando-se pa a pe o deles e ealizando a a i idade em conjun o com eles.
3.8 Ou os Con ex os de Obse ação
Du an e o 1º Pe íodo, i e a opo unidade de obse a uma aula lecionada pelo
ou o p o esso de Educação Musical da Escola. Na aula obse ada depa ei-me com uma
ealidade comple amen e dis in a da que es a a habi uada a obse a nas aulas da
p o esso a coope an e.
Enquan o nas aulas da p o esso a coope an e es a man inha uma elação
amigá el e de p oximidade com os alunos, nas aulas do ou o p o esso não acon ecia o
mesmo pois o p o esso man inha semp e uma pos u a ude e de dis anciamen o pa a
com os alunos. Con udo, a p incipal di e ença que encon ei en e os dois docen es oi
a o ma de conduzi a aula. Con a iamen e à p o esso a coope an e, o ou o p o esso
mos ou se bas an e adicional, apoiando a sua aula es i amen e na u ilização do
manual. Ou a di e ença encon ada oi o silêncio o al du an e oda a aula pois, de ido
à dis ância que o p o esso mos a a pa a com os alunos, es es nunca ala am a não se
quando o p o esso lhes ques iona a algo.
Ve i iquei ao longo da aula que, de ido ao p o esso se ão exigen e com os
alunos, es es mui as ezes sen iam medo de e a ou de dize algo de e ado com eceio
que o p o esso os cas igasse.
37
No meu pon o de is a, es a o ma de ensina não desen ol e o pensamen o
musical dos alunos uma ez que os mesmos deixam de explo a os sons e de se c ia i os
com medo de aze em algo de e ado.
Es a si uação pode se explicada, po exemplo, a a és da eo ia p opos a po
Je ome B une . Segundo B une o sujei o de e e um papel a i o na p óp ia
ap endizagem sendo es a um p ocesso a i o, de cons ução de no as ideias e concei os
baseados nas expe iências an e io es. Pa a o au o , ensina bem é enco aja o aluno a
explo a al e na i as e a descob i no as elações, po que ac os e elações descobe os
pela c iança a pa i das suas explo ações são melho ap endidos (B une , 1960).
B une de ende que o p o esso de e incen i a o aluno a explo a os dados do
p oblema e al e na i as de solução e de e o ien a o p ocesso de descobe a. O
docen e. Pa a isso, não bas a dize aos alunos que êm que se es o ça nem é necessá io
ep eende os alunos semp e que es es e am. É necessá io sim que o p o esso se
man enha ao lado do alno e o á ajudando nas suas di e en es en a i as, ques ionando-
o, colocando as pe gun as que pode ão da o igem à descobe a das espos as
adequadas e eencaminhando o aluno quando es e se des ia do caminho que a elas
conduz (B une , 1960).
Na aula obse ada is o não acon ecia pois, o ac o de o p o esso man e semp e
uma pos u a ude e au o i á ia com os alunos impedia que os mesmos se sen issem
desenco ajados a descob i e a ap ende po si p óp ios com medo de e a em ou de
se em ep eendidos.
Du an e o 2º Pe íodo i e a opo unidade de obse a uma aula de uma u ma de
3º Ciclo na disciplina de Po uguês.
Nes a aula e i iquei que o mé odo de ensino u ilizado pelo docen e e a bas an e
e icien e pa a ca i a e man e a a enção dos alunos du an e a aula. Ao longo da aula o
docen e conseguiu leciona os con eúdos e, ao mesmo empo, p opo ciona momen os
de di e são aos alunos.
38
Semp e que o docen e obse a a nos alunos algum de sinal de descon o o ou
desin e esse pa a com a aula a anja semp e o ma de ca i a a sua a enção e de os
mo i a o a con ando uma piada o a dizendo uma cu iosidade sob e um ema ao acaso.
Es a si uação pode se explicada, po exemplo, a a és do mé odo “no lose” de
Thomas Go don, ca ac e izado po um p ocesso de pequenas compe ências, que são
negociadas com o p opósi o de encon a uma solução sa is a ó ia pa a os en ol idos.
Thomas Go don de ende que uma das bases pa a um ensino e icaz é a elação que o
p o esso es abelece com os alunos: quan o mais o e o es a elação, menos
p oblemas de indisciplina de egis am e mais e icaz se á o ensino. Pa a o au o , a
qualidade da elação es abelecida en e p o esso e alunos é um aspe o de e minan e
na e icácia de um p o esso e, mui o mais impo an e que aquilo que se ensina, é a
o ma como se ensina (Go don, 2003).
Thomas Go don de ende que a elação p o esso -aluno de e possui as seguin es
ca ac e ís icas: abe u a e anspa ência, p eocupação pelos ou os, in e dependência,
indi idualidade e sa is ação das necessidades mú uas. Es as ca ac e ís icas pe mi em o
es abelecimen o de uma elação de con iança que e i a si uações de indisciplina e
descon o o e omen a no aluno o sen ido de esponsabilidade (Go don, 2003).
Pa a o au o a cons ução des a elação inicia-se na sala de aula, luga po
excelência da comunicação en e p o esso e aluno, onde se dá essa in e ação que ai
se decisi a pa a a elação en e ambos (Go don, 2003).
Nes e con ex o de obse ação, o docen e, ao obse a que os alunos es a am a
ica desin e essados com o con eúdo da aula, ca i a a os mesmos eco endo a piadas
ou cu iosidades sob e di e sos emas e, com isso, conseguia e a a enção dos alunos
de ol a.
3.9 Aulas Lecionadas
No dia 29 de Janei o de 2020 iniciei a lecionação às u mas do 5º ano com a u ma
do 5ºA. Lecionei 5 aulas a es a u ma sendo a úl ima no dia 14 de Fe e ei o de 2020. No
39
mesmo dia, 14 de Fe e ei o de 2020, iniciei a lecionação à u ma do 5ºF à qual lecionei
5 aulas.
Nas u mas do 5º ano ensinei a “Canção de Bom Dia” da minha au o ia, desen ol i
algumas a i idades í micas e melódicas c iadas po mim e lecionei alguns con eúdos
p esen es no manual 100% Música, manual ado ado pela escola (Anexo C e Anexo D).
Nas aulas lecionadas às duas u mas do 5º ano, en ei não ugi mui o à es u u a
das aulas da p o esso a coope an e. Iniciei semp e as minhas aulas com a “Canção de
Bom Dia” em Modo Maio e em Modo Meno ou com um jogo í mico em que os alunos
inham que le células í micas em di isão biná ia e di isão e ná ia ao mesmo empo
que ma ca am os Mac o empos e os Mic o empos. De seguida, da a início aos
con eúdos p esen es no manual a a és da lei u a sol ejada e en oada das peças a se
es udadas.
Na u ma do 5ºA concluí o es udo da peça “Up own Funk”, iniciado pela
p o esso a coope an e, iniciei e concluí o es udo da peça “Mikado” na qual abo dei o
concei o de In e lúdio e in oduzi as no as Mi e Sol na pau a e na lau a, iniciei o es udo
da peça “Tempo é Dinhei o” onde abo dei a igu a í mica da Mínima. Além des as
peças, ealizei uma lei u a í mica em di isão biná ia em que os alunos inham que le
com as sílabas í micas Du e Du Dei. Realizei ainda uma lei u a melódica com as no as
musicais ap endidas (Mi, Sol, Lá e Dó) de o ma a in oduzi as dinâmicas c escendo e
diminuendo e e e as dinâmicas piano, mezzo o e e o e abo dadas pela p o esso a
coope an e.
Na u ma do 5ºF concluí o es udo da peça “Mikado” iniciado pela p o esso a
coope an e, ealizei um jogo í mico, in en ado po mim, com sons co po ais em di isão
biná ia e di isão e ná ia e iniciei o es udo da peça “Tempo é Dinhei o” onde in oduzi
a igu a í mica da Mínima.
No dia 10 de Ma ço de 2020, iniciei a lecionação às u mas do 6º ano com a u ma
do 6ºC. De ido ao apa ecimen o do su o da co id-19 e ao início do es ado de
eme gência que conduziu ao ence amen o das escolas, apenas pude leciona 2 aulas a
es a u ma. A pa i des a da a, a escola decidiu que cada depa amen o de ia c ia
40
a i idades pa a as suas disciplinas e, as a i idades ealizadas na disciplina de Educação
Musical, nas quais as es agiá ias não pa icipa am, es ão desc i as no Anexo F e no
Anexo G.
Nas duas aulas lecionadas conclui o es udo da peça “Sailing”, iniciado pela
p o esso a coope an e, em que e i o concei o de Coda e as no as Ré agudo e Si bemol
na lau a, ensinei a música “Akai Hana” na qual abo dei os concei os de lega o e
s acca o. Além disso abo dei o concei o de Al e ação Tímb ica a a és de uma
ap esen ação em Powe Poin . Es a iniciou com uma pe gun a elacionada com o
Timb e, de o ma a e e o concei o e, e minou com um quiz elacionado com os
exemplos de écnicas e acessó ios u ilizados pelos di e sos ins umen os expos os ao
longo da ap esen ação (Anexo E).
3.10 Re lexão das aulas lecionadas
Segundo Gue a (2000), o planeamen o é “um p ocesso conce ado da in e enção
que, ace a obje i os negociados, cons ua sucessi amen e um modo de aze , azendo”.
É nes a ase que se de inem as es a égias com o obje i o de analisa o melho caminho
pa a pe co e , de modo a a ingi mos os obje i os p opos os. A au o a de ende que as
es a égias “podem se de inidas como as g andes o ien ações me odológicas de
in e enção do p oje o conside adas em e mos da elação en e ecu sos e obje i os,
ou seja, as es a égias são as g andes opções que o p oje o az ace às possí eis linhas
de o ien ação” (Gue a, 2000, pág.167).
O es ágio cu icula no 2º ciclo do Ensino básico oi o início de uma g ande
caminhada que me mos ou cla amen e qual a me odologia de ensino que gos a ia de
ado a enquan o u u a p o esso a de Educação Musical, a me odologia da p á ica em
de imen o da eo ia pois, é sem dú ida aquela que conside o se mais p odu i a e mais
e icien e. Tal como a i ma Wuy ack (1998):
41
“… a música é ambém uma ciência. Pa a uma melho comp eensão da música, a
expe iência musical comple a-se com um abalho in elec ual, com um conhecimen o da
eo ia. Mas ensinamos pa indo da expe iência pa a a eo ia. A eo ia da música de e
se ap endida, (…) a explicação da eo ia não em in e esse, se não o ligada à p á ica
musical” (Wuy ack, 1998, p.65)
Quando iniciei a minha p á ica, apesa de e ido o cuidado p é io de plani ica
cada a i idade das aulas, es a a insegu a e com medo de alha pois nunca inha ido
uma expe iência semelhan e. Es a insegu ança mani es ou-se nas p imei as aulas que
lecionei em cada u ma nomeadamen e nas u mas do 5º ano em que inha que u iliza
um ins umen o que não domino (piano) pa a inicia as aulas. Em odas as aulas que
lecionei i e o cuidado de me adap a às ca ac e ís icas de cada u ma e às necessidades
de cada aluno. Nes a ase, o apoio e a disponibilidade da p o esso a coope an e o am
de e minan es pa a melho a e ajus a a minha p á ica aos con ex os de cada u ma. No
deco e das minhas aulas, o ac o de a p o esso a coope an e pa icipa nas a i idades
e a semp e um incen i o posi i o que le ou a que a minha insegu ança osse
desapa ecendo len amen e.
Ou o a o de e minan e pa a o modo como lecionei as minhas aulas o am os
conhecimen os e expe iências pa ilhadas pela P o esso a Dou o a Isabel Figuei edo e
pelo P o esso Dou o João Noguei a que me acul ou e amen as que me ajuda am a
analisa a minha o ma de pensa e a o ma de pensa dos alunos em algumas si uações
oco idas em con ex o de sala de aula.
Um dos g andes desa ios da minha p á ica oi a ealização das plani icações de
cada aula, nomeadamen e as plani icações das u mas do 5º ano. Como já e e i
an e io men e, nas u mas do 5º ano, a p o esso a coope an e u iliza a com equência
elemen os da Teo ia da Ap endizagem Musical de Edwin Go don nas a i idades que
ealiza a com os alunos. Po isso, o meu obje i o e a da con inuidade ao abalho da
p o esso a coope an e no en an o, c ia ambém le a algo no o aos alunos onde es es
pudessem ambém aplica esses elemen os. Po isso, c iei a “Canção de Bom Dia” pa a
42
da início a algumas aulas, c iei um jogo í mico com sons co po ais e um jogo í mico
onde e am u ilizados ca ões.
Pa a a c iação do jogo í mico com sons co po ais (Anexo D, Plani icações 2 e 5)
baseei-me células í micas da di isão biná ia e da di isão e ná ia c iadas po Edwin
Go don na sua Teo ia da Ap endizagem Musical e, que a p o esso a coope an e ambém
u iliza a nas suas a i idades. De o ma aos alunos memo iza em e pe cebe em as
di e enças en e cada uma das di isões c iei um jogo pa a a di isão biná ia e ou o pa a
a di isão e ná ia. O obje i o do jogo e a que os alunos ep oduzissem as células í micas
a a és da explo ação dos di e en es sons co po ais. O jogo consis iu em di idi os
alunos em g upos de 4 elemen os e, no deco e do jogo, os g upos dois a dois,
ep oduziam em simul âneo duas ases í micas di e en es, com di e en es pa es do
co po e, os ou os dois g upos inham que adi inha qual das ases inham sido
ep oduzidas.
3.11 Re lexão sob e o papel da música na Educação Inclusi a
Depois de ealizada a in es igação eó ica, p e endo nes e pon o discu i e
elaciona algumas si uações obse adas du an e a PES com a in es igação ealizada e
assim e i ica a e icácia da música no p ocesso de inclusão.
A Música, sendo um ins umen o de pensamen o e de exp essão de emoções
a a és da mo icidade, é capaz de a ingi as p o undezas do se que es ão inacessí eis
e que a Educação habi ualmen e não é capaz de esol e . A música oca em egiões do
se e do inconscien e, impossí eis de ob e po ou os meios, e exe ce uma eno me
in luência sob e as condições psico isiológicas do ou in e e, como consequência, p oduz
e ei os an o a ní el ísico como a ní el psíquico (B éscia, 2003).
Hoje em dia, sabe-se, a a és de in es igações já ealizadas, que a música é de
ex ema impo ância pa a o seu humano e que a mesma o e ece bene ícios a indi íduos
po ado es de de iciências ou com di iculdades de ap endizagem. No que diz espei o
às c ianças com di iculdades de ap endizagem, a música pode se um g ande con ibu o
43
pa a ajudá-las uma ez que não só as mo i a, como ambém, ajuda a desen ol e e
supe a os seus p oblemas (B éscia, 2003).
A c iança com dé ice in elec ual, ap esen a pe u bações e limi ações na o ma de
se elaciona com o meio e com os ou os. O ac o de essas limi ações se em ao ní el
comunica i o, colocam en a es à o ma como a c iança es á no mundo. Pelo ac o de a
música possibili a a comunicação, ajuda a memó ia, impulsiona e o ganiza as ações
mo o as é de ex ema na ( e)educação e desen ol imen o dos indi íduos com
de iciência (Rod igo, 2008).
As c ianças com de iciência, po exemplo, êm um gos o especial pelo i mo e pela
música e é de ex ema impo ância que se ponha es e gos o ao se iço do
desen ol imen o da sua exp essão co po al e da o mação do espí i o (Rod igo, 2008).
Po exemplo, numa u ma de 5º ano onde ha ia um aluno com mic oce alia e i iquei
que quando se ealiza am exe cícios í micos es e, mui as ezes, depois de obse a a
p o esso a coope an e e os es an es colegas, os execu a a de o ma pe ei a.
Segundo Dalc oze (ci ado po Benenzon, 1985) “… é indispensá el, no campo da
música, …, a o ece na c iança a libe dade das suas ações muscula es e ne osas,
ajudando-o a iun a sob e as esis ências e inibições e ha moniza as suas unções
co po ais com as do pensamen o”.
Nas c ianças com de iciência de e escu a -se o empo biológico pa icula de cada
c iança, pa a assim a ua com mais e icácia no a amen o da de iciência. Des e modo,
em de se e um conhecimen o sob e a idade c onológica e o quocien e in elec ual do
indi íduo e, po ou o lado, em de se di igi a um se humano a quem a a és de uma
linguagem especial ão se di igidas uma sé ie de mensagens que se i ão pa a o seu
desen ol imen o (B éscia, 2003).
Pa a Cos a (1995), as a i idades de música, com indi íduos po ado es de
de iciências, de em e semp e um ca á e lúdico pois o de icien e p ecisa de se
es imulado a b inca , po que só assim é que ai pode mani es a as suas capacidades e
a sua c ia i idade.
44
A u ilização da música na Educação Inclusi a em um papel impo an e uma ez
que unciona quase como um supo e acili ado de ou as ap endizagens. Sendo a
comunicação e bal uma oca de sons en e indi íduos com o in ui o de ansmi i e
ecebe in o mações, mani es a necessidades e exp essa sen imen os e emoções é
possí el conside a que a música pe mi e es abelece comunicação e bal e não- e bal
a a és do som e das suas p op iedades. Des a o ma, a música pe mi e es imula a
comunicação no indi íduo mesmo quando es e ap esen e di iculdades em comunica
de ido a algum p oblema (Rod igo, 2008).
Nas aulas obse adas da u ma cons i uída po alunos com di iculdades adicionais,
o am mui as as ocasiões em que alunos com Sínd ome de Down e Pa alisia Ce eb al
com di iculdades em comunica , a a és da música exp essa am os seus sen imen os e
emoções a a és do mo imen o ou de ocábulos. Quando a p o esso a coope an e
coloca a uma música que lhes osse amilia , os alunos começa am a mo imen a -se ao
som da música e a aze ges os e ocábulos de o ma a ansmi i que gos a am e
conheciam a música que es a am a ou i . Também os alunos com p oblemas mas com
acilidade de comunicação se mos a am sa is ei os com as músicas que ou iam e
dança am e can a am ao som das mesmas.
Po exemplo, uma das alunas des a u ma, que so ia de Pa alisia Ce eb al,
ap esen a a um g ande comp ome imen o ao ní el das unções da comunicação e da
a iculação no en an o, as suas eações às a i idades que a p o esso a coope an e
ealiza a nas aulas e am semp e mui o posi i as. A Academia Ame icana de Pa alisia
Ce eb al de ine es e dis ú bio como “qualque al e ação do mo imen o ou unção
mo o a causada po anomalias, lesão ou doença do ecido ne oso con ido den o da
ca idade c aniana” (Rod igo, 2008, p.38).
Segundo Rod igo, as a i idades de música com indi íduos com pa alisia ce eb al
ajudam-nos a con ola os mo imen os e emo es, a uando ambém a ní el emocional
e compo amen al. O au o a i ma que, a in e p e ação de canções, exe cícios í micos
e ocais, mo imen os e ba imen os co po ais são as p incipais a i idades a desen ol e
com indi íduos com pa alisia ce eb al uma ez que i ão ajuda a que os mesmos
desen ol am capacidades ao ní el da mo icidade e da comunicação (Rod igo, 2008).
45
Es a aluna mos a a-se semp e mui o ece i a e mui o pa icipa i a ba endo
palmas cons an emen e e en ando can a a melodia de odas as canções. Nes as aulas,
algo que eu semp e achei admi á el oi a p oximidade e a o ma como a p o esso a
coope an e a a a os alunos e, com es a aluna em pa icula semp e achei inc í el a
p o esso a coope an e consegui comunica com a mesma. Achei inc í el po que, como
e e i an e io men e, es a aluna ap esen a a mui os p oblemas ao ní el da
comunicação e, semp e que a aluna dizia alguma eu não conseguia pe cebe nada do
que ela dizia.
Nes es indi íduos, a música p omo e a comunicação uma ez que a in e ação com
o som a a és de, po exemplo, canções que possuam le a conduz à u ilização da oz,
da ocalização e da comunicação e bal (B éscia, 2003).
3.12 Re lexão sob e o Ensino à Dis ância
Como e e i an e io men e, de ido ao apa ecimen o da pandemia Co id-19, a
minha PES deixou de se p esencial e passou a ealiza -se à dis ância. Tan o eu como a
minha colega es agiá ia deixámos de p epa a qualque a i idade pa a as u mas às
quais es á amos a da aulas no en an o, a p o esso a coope an e semp e nos man e e
in o madas sob e a si uação de cada u ma e en ia a-nos os ma e iais que manda a
pa a os alunos.
Apesa de não e lecionado qualque aula à dis ância, a minha expe iência com o
ensino à dis ância oi nas aulas da unidade cu icula de O ien ação da P á ica de Ensino
Supe isionada com os meus colegas de mes ado nas quais os mesmos pa ilha am as
suas expe iências ela i amen e à no a ealidade. Es as aulas de ensino à dis ância
ealiza am-se po ideocon e ência a a és da pla a o ma Zoom.
Na escola onde desen ol i a minha PES, a pla a o ma u ilizada pa a aulas oi o
Teams. No en an o, apenas os di e o es de u ma comunica am com os alunos a a és
des a pla a o ma, nas disciplinas de ma emá ica, po uguês e inglês. Pa a as es an es
disciplinas não hou e aulas po ideocon e ência sendo que os alunos ecebiam as
a e as a ealiza a a és do mail ins i ucional o necido pela escola. Rela i amen e às
52
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consul ado a 16 03 2020 às 11h35
i
ANEXOS
ii
Anexo A
(Esquema conce ual do pe il dos alunos à saída da escola idade ob iga ó ia)
iii
Figu a 1 Esquema conce ual do Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
i
Anexo B
(Espi al de Concei os, MMCP)
Figu a 1 Espi al de concei os, adap ada de Manha an ille Music Cu iculum P og am, em
P og ama de Educação Musical, V. I (1991).
i
Anexo C
(Plani icações da Tu ma 5ºA)
xiii
Plani icação Nº 4 - Tu ma: 5ºA Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 12 02 2020
Sumá io: Canção de “Bom Dia”
A aliação da peça “Mikado”.
C escendo e Diminuendo
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Al u a
Modo Meno
1 – Iden i ica audi i amen e
uma melodia em Modo Meno
2 – Can a uma melodia em
Modo Meno
Audição
In e p e ação
Canção de Bom Dia em
Modo Meno (Fig. 6):
1 – Ensina a música;
2 – Can a a música
Piano
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de iden i ica
uma melodia em Modo
Meno
- Capacidade de en oa uma
melodia em Modo Meno
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a e execução da
peça “Mikado”
2 – A aliação da peça
“Mikado”, di idindo os
alunos em g upos de 5.
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio
xi
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Dinâmica
Piano
Mezzo Fo e
Fo e
C escendo
Diminuendo
- Iden i ica isualmen e na
pau a musical as di e sas
dinâmicas
- Rep oduzi co e amen e as
di e sas dinâmicas
In e p e ação
1 – Re isão das
in ensidades: piano,
mezzo o e e o e
2 – In odução e
explicação das
in ensidades: c escendo
e diminuendo
3 – En oação de uma
lei u a melódica e lei u a
de uma ase í mica
com as di e sas
in ensidades
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na
ep odução das di e sas
in ensidades
- Asse i idade na lei u a e
a inação das no as musicais
na pau a
- Asse i idade na lei u a das
células í micas
Figu a 6 Canção de Bom Dia em Modo Meno
x
Plani icação Nº 5 - Tu ma: 5ºA Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 14 02 2020
Sumá io: Canção de “Bom Dia”
Início do es udo da peça “Tempo é Dinhei o” – Fo ma Biná ia
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Al u a
Modo Meno
Modo Maio
1 – Iden i ica audi i amen e
uma melodia em Modo Meno e
em Modo Maio
2 – Can a uma melodia em
Modo Meno e em Modo Maio
Audição
In e p e ação
1 – Can a a música em
Modo Maio e em Modo
Meno
Piano
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de iden i ica
uma melodia em Modo
Meno e em Modo Maio
- Capacidade de en oa uma
melodia em Modo Meno e
em Modo Maio
Dinâmica
Ri mo
Al u a
Piano
Mezzo Fo e
Fo e
C escendo
Diminuendo
- Iden i ica isualmen e na
pau a musical as di e sas
dinâmicas
- Rep oduzi co e amen e as
di e sas dinâmicas
In e p e ação
1 – Lei u a de uma ase
í mica (Fig. 4) e
en oação de uma lei u a
melódica (Fig. 5) com as
di e sas in ensidades
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na
ep odução das di e sas
in ensidades
- Asse i idade na lei u a e
a inação das no as musicais
na pau a e na lei u a das
células í micas
x i
Ri mo
Al u a
Fo ma
Pulsação
Mínima
1 – Iden i ica isualmen e a
igu a í mica da mínima
2 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
3 – En oa a peça de o ma
a inada.
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a o ma biná ia
5 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – In odução à igu a
í mica da Mínima
2 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça com
acompanhamen o ao
piano
3 – Execução da peça
“Tempo é Dinhei o” (Fig.
7) com iden i icação do
In e lúdio
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as e na dedilhação
das no as na lau a.
- Capacidade de iden i ica
as duas pa es da música
x ii
Figu a 7 Peça "Tempo é Dinhei o"
x iii
Anexo D
(Plani icações da Tu ma 5ºF)
xix
Plani icações 5ºF
Plani icação Nº 1 - Tu ma: 5ºF Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 14 02 2020
Sumá io: Jogo í mico.
Con inuação do es udo da peça “Mikado”.
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Mac o empos e
Mic o empos
Semínima
Colcheia
Di isão Biná ia
1 – Iden i ica uma ase í mica
isual e audi i amen e;
2 – Le co e amen e í micos
em mé ica biná ia
3 – Asse i idade na ma cação
de Mac o empos e Mic o empos
Audição
In e p e ação
Jogo í mico:
1 – Ap esen ação das
células í micas;
2 – Lei u a de odas as
células í micas;
3 – Explicação e
ealização do jogo
Quad o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na ma cação
dos Mac o empos e
Mic o empos
- A aliação do
compo amen o dos alunos
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça “Mikado” (Fig.
1) com o nome das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça
2 – Explicação do
In e lúdio
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
xx
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 1 Peça "Mikado"
xxi
Plani icação Nº 2 - Tu ma: 5ºF Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 19 02 2020
Sumá io: Jogo í mico com sons co po ais
Con inuação do es udo da peça “Mikado”.
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Mac o empos e
Mic o empos
Di isão Te ná ia
1 – Iden i ica uma ase í mica
isual e audi i amen e;
2 – Le co e amen e í micos
em mé ica e ná ia
3 – Asse i idade na ma cação
de Mac o empos e Mic o empos
Audição
In e p e ação
Jogo í mico:
1 – Ap esen ação da
abela (Fig. 2);
2 – Lei u a de odas as
células í micas;
3 – Explicação e
ealização do jogo
Compu ado
P oje o
Quad o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Asse i idade na ma cação
dos Mac o empos e
Mic o empos
- A aliação do
compo amen o dos alunos
Ri mo
Al u a
Pulsação
No a Sol e No a
Mi na lau a e
na pau a
In e lúdio
1 – Iden i ica as no as Sol e Mi
na pau a.
2 – Execu a as no as Sol e Mi na
Flau a.
3 – Sol eja a peça com o nome
das no as.
4 – En oa a peça de o ma
a inada.
5 – Iden i ica o in e lúdio.
6 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a sol ejada e
en oada da peça
2 – Explicação do
In e lúdio
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Asse i idade na en oação
das no as
- Capacidade de
iden i icação do in e lúdio
xxii
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 2 Jogo Rí mico com Sons Co po ais em Mé ica Te ná ia
xxix
- Capacidade de
iden i icação da Mínima e da
Fo ma Biná ia
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Figu a 6 Jogo Rí mico com Sons Co po ais em Mé ica Biná ia
xxx
Anexo E
(Plani icações da Tu ma 6ºC)
xxxi
Plani icações 6ºC
Plani icação Nº 1 - Tu ma: 6ºC Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 10 03 2020
Sumá io: Conclusão do es udo da peça “Sailing”
Canção “Akai Hana” – Lega o e S acca o
Obse ações:
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Al u a
Fo ma
Semínima
Mínima
Pausa de
Mínima
Semib e e
Ri mos
Pon uados
Ré agudo e Si
bemol
Coda
1 – Iden i ica audi i a e
isualmen e as igu as í micas
da semínima, mínima e
semib e e
2 – Iden i ica as no as Ré agudo
e Si bemol na pau a
3 – Execu a as no as Ré agudo
e Si bemol na lau a
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a Coda
5 – Execu a a peça “Sailing” (Fig.
1) na sua o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Re isão da
dedilhação das no as Ré
agudo e Si bemol na
lau a
2 – Re isão da Coda
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Capacidade de
iden i icação da coda
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
xxxii
Dinâmica
Lega o e
S acca o
1 – Comp eende a di e ença
en e o Lega o e o S acca o
2 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e o Lega o e o
S acca o
3 - Can a a peça “Akai Hana”
(Fig. 2) de o ma a inada.
Audição
In e p e ação
1 – Audição da peça
2 – Explicação do Lega o
e do S acca o
3 – Execução da peça
Colunas
Compu ado
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de
iden i icação do lega o e do
s acca o
- Asse i idade na en oação
das no as
xxxiii
Figu a 1 Peça "Sailing"
Figu a 2 Peça "Akai Hana"
xxxi
Plani icação Nº 2 - Tu ma: 6ºC Isabel Ne es
Du ação: 50 minu os 13 03 2020
Sumá io: A aliação da peça “Sailing”.
Al e ação Tímb ica
Obse ações: Es a plani icação apenas oi cump ida pela me ade. De ido ao
su o de Co id-19 e à decisão do Go e no de echa as escolas no dia 16 de
Ma ço, mui os alunos não compa ece am a es a aula. Po isso a a aliação
p e is a pa a a p imei a pa e da aula oi adiada.
Concei o
Con eúdos
Compe ências
Domínios
A i idades
Recu sos
A aliação
Ri mo
Al u a
Fo ma
Semínima
Mínima
Pausa de
Mínima
Semib e e
Ri mos
Pon uados
Ré agudo e Si
bemol
Coda
1 – Iden i ica audi i a e
isualmen e as igu as í micas
da semínima, mínima e
semib e e
2 – Iden i ica as no as Ré agudo
e Si bemol na pau a
3 – Execu a as no as Ré agudo
e Si bemol na lau a
4 – Iden i ica isualmen e e
audi i amen e a Coda
5 – Execu a a peça na sua
o alidade
Audição
In e p e ação
1 – Lei u a e execução da
peça “Sailing”
2 – A aliação da peça
“Sailing”, di idindo os
alunos em g upos de 5.
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Regis o das al as de
ma e ial
- Capacidade de man e a
pulsação da música
- Asse i idade na lei u a da
pau a musical
- Capacidade de
iden i icação da coda
- Asse i idade na
dedilhação das no as na
lau a.
Timb e
Al e ação
Tímb ica
1 – De ini Timb e
2 – Reconhece audi i amen e a
Al e ação Tímb ica
Audição
In e p e ação
Ap esen ação em Powe
Poin (Fig.3-6):
1 – Re isão do concei o
de Timb e
Colunas
Compu ado
Flau a
Manual Digi al
P oje o
Obse ação di e a do
desempenho dos alunos:
- Capacidade de de ini
Timb e
xxx
2 – Explicação da
Al e ação Tímb ica
3 – Visualização e
Audição de exemplos de
Al e ação Tímb ica
4 – Quiz sob e a
Al e ação Tímb ica
- Capacidade de econhece
e comp eende a Al e ação
Tímb ica
Figu a 3 Ap esen ação em Powe Poin
xxx i
Figu a 4 Ap esen ação em Powe Poin
xxx ii
Figu a 5 Ap esen ação em Powe Poin
xxx iii
Figu a 6 Ap esen ação em Powe Poin