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Las Brujas. Manual para la deconstrucción de un sujeto político

Abstract

Desde um sentir própio, procurar uma melhor compreensão acerca do enraizamento profundo da ideia do medo em relação á mulher, estabelecendo o ponto de partida para iniciar o delicado trabalho de desenredar uma apertada rede simbólica, fabricada em redor do sujeito mulher e seu devir. Um denso tecido de sentidos cobriram praxis e epistemes que desde o feminino mobilizavam o mundo. Assinalando a experiência da cristiandade como o processo e mediante o qual se impôs sobre o ethos das mulheres uma manta de desprestigio social, que ao longo dos séculos se foi tornando norma. Abordarei, como a partir de o mito literário se universalizou a ideia do mal em relação as mulheres. As elaborações construidas desde o universo do simbólico, tornaram conflictivas as relacões da mulher com o seu corpo, problematizaram as suas experiências com o intimo, o pessoal e o publico. Esta pesquisa pretende demonstrar como “ A experiência do medo” foi um empresa pedagógica assumida por formas perversas de manipulação teológica e política; As quais fundaram uma normativa misógena e patriarcal a partir de universos simbólicos. Desde a instucionalidade , se concretou um estado de terror mediante o desenrolar de uma série de acções çegais que marcaram com fogo a historia das mulheres Finalizando, mostrarei como essa criação conceptual da “Bruxa Europeia” foi desenvolvida desde uma episteme do velho continente, que para a cosmovisão ancestral indigena ou africana, representou um objecto caricaturesco e mesmo “naif”. Desde esse mal estar, as possibilidades de descolonizar esta figura e capacitando-a a partir de um lugar de emancipação própio, foi a porta aberta ao encontro de algumas ferramentas de desmontagem dessa feminidade ficcionada.

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Las Brujas. Manual para la deconstrucción de un sujeto político

Author: Valencia Castrillón, Andrea
Year: 2018
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/50261/1/Modelo%20formal.pdf
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção
do g au de
Mes e em Es udos sob e as Mulhe es. Mulhe na sociedade e na cul u a
Realizada sob a o ien ação cien í ica de Ma ía Augus a Babo
2
Al pu o ins in o.
3
AGRADECIMENTOS
G acias a odas las Gua dianas de la Tie a, a los cí culos de muje es en odo el
plane a, a las dignidades ebeldes, a las muje es que nos ansmi ie on sus
conocimien os.
G acias a odas mis maes as, lide es y guías del camino. G acias a las eminis as en mi
ida. G acias a odas mis amigas, a mi he mandad, a mis he manas de sang e, a mi
he mana meno po su doc ina de aleg ía; a mis p imas en odo el mundo. G acias a mis
pa cé as de ies a, de aquela es, de polí icas. G acias a mis he mani as meno es, a
mis sueg as.
A mi mad e que es luna, a mi abuela que es sol. G acias abuela po da me la
es uc u a, la disciplina, g acias mad e po que e es manan ial p o undo y us aguas son
anspa en es pa a mí, me mi o en ellas y encuen o la magia.
G acias a odas las muje es de ciencia de medicina que me han cu ado con sus sabe es
an a memo ia en e ma.
G acias a mis he manos, amigos y a odos los homb es que saben ama .
G acias la g an Mad e Tie a po obsequia me el pode de ola sin escoba.
And ea Valencia. Lisboa 2018
4
LAS BRUJAS.
MANUAL PARA LA DECONSTRUCCIÓN DE UN SUJETO POLÍTICO
ANDREA VALENCIA CASTRILLÓN
RESUMO
Desde um sen i p ópio, p ocu a uma melho comp eensão ace ca do en aizamen o
p o undo da ideia do medo em elação á mulhe , es abelecendo o pon o de pa ida
pa a inicia o delicado abalho de desen eda uma ape ada ede simbólica, ab icada
em edo do sujei o mulhe e seu de i .
Um denso ecido de sen idos cob i am p axis e epis emes que desde o eminino
mobiliza am o mundo.
Assinalando a expe iência da c is iandade como o p ocesso e median e o qual se
impôs sob e o e hos das mulhe es uma man a de desp es igio social, que ao longo dos
séculos se oi o nando no ma.
Abo da ei, como a pa i de o mi o li e á io se uni e salizou a ideia do mal em elação
as mulhe es. As elabo ações cons uidas desde o uni e so do simbólico, o na am
con lic i as as elacões da mulhe com o seu co po, p oblema iza am as suas
expe iências com o in imo, o pessoal e o publico.
Es a pesquisa p e ende demons a como “ A expe iência do medo” oi um emp esa
pedagógica assumida po o mas pe e sas de manipulação eológica e polí ica; As
quais unda am uma no ma i a misógena e pa ia cal a pa i de uni e sos simbólicos.
Desde a ins ucionalidade , se conc e ou um es ado de e o median e o desen ola de
uma sé ie de acções çegais que ma ca am com ogo a his o ia das mulhe es
5
Finalizando, mos a ei como essa c iação concep ual da “B uxa Eu opeia” oi
desen ol ida desde uma epis eme do elho con inen e, que pa a a cosmo isão
ances al indigena ou a icana, ep esen ou um objec o ca ica u esco e mesmo “nai ”.
Desde esse mal es a , as possibilidades de descoloniza es a igu a e capaci ando-a a
pa i de um luga de emancipação p ópio, oi a po a abe a ao encon o de algumas
e amen as de desmon agem dessa eminidade iccionada.
PALAVRAS-CHAVE: B uxa ia, B uxas, Feminismo, Mi os, Religião, Descolonialidade,
His o ia das Mulhe es
ABSTRACT
F om a pe sonal sense, seeking a be e unde s anding abou he idea o ea in
ela ion o he woman, es ablishing he poin o depa u e o begin he delica e wo k
o un a eling a igh symbolic ne wo k, ab ica ed a ound he woman subjec and he
becoming.
A dense issue o senses co e ed p axis and epis emics ha om he eminine
mobilized he wo ld.
Rema king he expe ience o Ch is iani y as he p ocess and h ough which imposed
on he e hos o women a blanke o social disc edi , which o e he cen u ies has
become a no m.
I will add ess, as om he li e a y my h, he idea o e il in ela ion o he women. The
elabo a ions buil om he uni e se o he symbolic, became he woman's
ela ionships wi h he body in o a s uggle, and acing p oblems whi expe iencing wi h
he in ima e, he pe sonal and he public.

6
This esea ch in ends o demons a e how "The expe ience o he ea " was a
pedagogic socie y assumed by pe e se o ms o heological and poli ical
manipula ion; which ounded a misogynis ic and pa ia chal no m om symbolic
uni e ses.
Since he ins i u ionaliza ion, a s a e o e o has been achie ed h ough a se ies o
basic ac ions ha ma ked he his o y o women wi h i e.
Finally, I will show how his concep ual c ea ion o he "Eu opean Wi ch" was
de eloped om an epis eme o he old con inen , o he indigenous o A ican
ances al wo ld iew, ep esen ed a ca ica u ed objec and e en "nai ".
Since his malaise, he possibili ies o decolonizing his igu e and enabling i o om a
place o emancipa ion, was he doo open o mee ing ools o disassemble his
ic ional eminini y.
P oposing he Wi ch in Ame ica, as a poli ical place o es ablish a con on a ion o
symbolic alues, om he ees ablishmen o popula knowledge as a o m o poli ical
"powe ".
KEYWORDS: Wi chc a , Wi ches, Feminism, Mi hs, Religion, Decolonialism, Women
His o y
7
ÍNDICE
INTRODUCCIÓN...............................................................................................................9
CAPÍTULO I. PRIMERA ELABORACION DEL MIEDO: EL MAL..........................................12
1.1 - Los alsos espejos ..................................................................................................13
1.2 - El mi o....................................................................................................................15
1.3 - La maquina ía simbólica: El mono eísmo.............................................................16
1.3.1 El Mi o Adámico...........................................................................................17
1.3.2 E a y el i o de paso.....................................................................................17
1.4 La Iniciación.............................................................................................................20
1.4.1 La Seducción.................................................................................................21
1.4.2 La Se pien e..................................................................................................22
1.5 Pa aíso Pe dido, La desnudez.................................................................................23
1.5.1 El goce pagano...............................................................................................25
1.5.2 La P os i u a...................................................................................................28
1.5.3 La Pu ain de Babylone ..................................................................................29
CAPÍTULO II.
SEGUNDA ELABORACION DEL MIEDO: El Te o ...........................................................32
2.1 Los Mons uos y la Realidad Mágica.......................................................................34
2.2 El holocaus o emenino...........................................................................................37
2.2.1 La conspi ación.............................................................................................40
2.2.2 La Cul u a de la Violación y la es e a pública...............................................42
2.2.3 Los homb es de Dios y Les Bonnes emmes.................................................43
2.3 El apa a o mediá ico. El lib o..................................................................................51
2.3.1 El somb e o...................................................................................................52
2.4 La Hogue a.............................................................................................................56
CAPÍTULO III.
TERCERA ELABORACION DEL MIEDO: Las B ujas..........................................................59
3.1 El E os Sal aje...........................................................................................................61
8
3.2 B ujas en el Nue o Mundo...................................................................................64
3.3 La Pachamama y La Dignidad Rebelde................................................................66
CONCLUSIONES. Algunas conside aciones en o no a la p ohibición de ola .........69
4.1 La Resis encia.......................................................................................................70
4.2 El Mani ies o W.I.T.C.H.........................................................................................72
BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................74
9
INTRODUCCION
Como muje a is a la inoame icana, hija de la con empo aneidad y educada en
algunos aspec os den o de los es ánda es ideológicos del p oyec o mode no; e isa
c í icamen e, es deci , desde una consciencia eminis a; a ios cons uc os cul u ales
que econocía imp esos en mis p opios imagina ios se o no una eme gencia
cons an e.
A la ho a de en en a p ocesos c ea i os como a is a plás ica, pe o ambién a la ho a
de de ini un luga de enunciación en el co idiano, me ue impe a i o la con on ación
con una de las o mas de disciplina mien o más ue es a la que nos en en amos las
muje es en el anscu so de la ida: La Religión.
Desde un sen i p opio, busca una comp ensión ace ca del p o undo en aizamien o
de una cie a idea de miedo con elación a la muje ue el pun o de pa ida, pa a lo
que conside o, un in incado abajo de desma añamien o de una compac a ed
simbólica; que es a ía cons uida al ededo del suje o muje y su de eni .
Fib as sob e ib as de un ejido denso de sen idos encub ie on p axis y epis émes que
desde lo emenino accionaban en el mundo.
Si ua é la expe iencia de la c is iandad cómo el p oceso y la maquina ia median e los
cuales se log o impos a sob e el e hos de las muje es una man a de desp es igio
social que con los siglos se impos o como algo "na u al".
En el p ime capí ulo abo da e cómo a pa i de un mi o li e a io se consiguie on
uni e saliza la idea del mal en elación a las muje es y e ichiza las con la idea del
pecado.
Es as elabo aciones cons uidas desde el uni e so de lo simbólico, o na on
con lic i as la elaciones de la muje con su cue po; p oblema iza on sus expe iencias
con elación a lo in imo, lo pe sonal, lo p i ado y lo público.
El eco ido de es a pesquisa p e endió demos a cómo "La expe iencia del miedo a
la muje es" ue una emp esa pedagógica asumida en pleno po o mas pe e sas de
16
negada, censu ada, exp opiada y/o in isibilidad po causa de una posición de
subo dinación.
1.3 La maquina ía simbólica: El mono eísmo
An és del e bo e a el ú e o.
Rosa Leono Ped o.
El apa a o simbólico de la c is iandad la máquina con que se c ea el mono eísmo.
El mono eísmo es el inicio del o den pa ia cal a ni el ideológico en occiden e. El
mono eísmo o na ilegi imo cualquie me a-cosmos di e en e al dios único.
Mue en las Diosas mad e, su ge el Dios Pad e, comienza el pa ia cado.
Todas las di inidades emeninas ue on p ohibidas po es e o den ilosó ico
acionalis a. El mono eísmo es una mane a de ilegaliza a odos los dioses y diosas
di e en es al dios del judaísmo, dice Amelia Valcá cel.
7
El mono eísmo es un aciocinio ab icado a pa i de un mi o de o igen. Na ado,
ein e p e ado y con múl iples aducciones que coinciden en una idea: Dios es el
logos, Dios es la palab a: "al p incipio exis ía la palab a".
Dios es el símbolo masculino po an onomasia. El mono eísmo es el p es igio del
homb e sabio, ci ilizado, es el código, es la no ma i a de la amilia y del es ado
pa ia cal.
La o ma polí ica del mono eísmo ex e minó a la o ma plu i-uni e sal del poli eísmo.
El poli eísmo ue deslegi imado como la decadencia, la ba ba ie, lo sal aje; lo no
ci ilizado.
La eligión como ci ilizado a es la idea que en is e a la c is iandad con plenos pode es:
Pleni udo po es a is. Siendo sociedades eligiosas, la ley es del o den de lo sag ado. Los
7
Amelia Valcá cel (España 1950) es una ilóso a eminis a au o a de lib os como Sexo y Filoso ía (1991)
Del miedo a la igualdad (1993), La polí ica de las muje es (1997), Feminismo en un mundo global (2009)

17
códigos é icos, las no ma i as apa ecie on en los lib os sag ados: ce emonias, i os,
luga es san os, el Dios y las leyes; los diez mandamien os, la ley es asegu ada po Dios
y pos e io men e po sus ep esen an es aquí en la ie a. Las eligiones impusie on los
e e en es de la humanidad. Somos p o undamen e idola as al econoce nos en esos
e e en es.
1.3.1 El mi o adámico.
Dice Celia Amo ós: Los mi os de o igen son una ca a con la cual se explica cómo se
cons i uyo la p ime a no ma i a: Del caos al o den. Den o del compendio de mi os de
o igen de la humanidad, el mi o de Adámico es a su ez un mi o an opológico. "Adán
signi ica homb e" (Ricoeu . 2017:250). El mi o adámico da ía cuen a de la c eación
del "pad e biológico" de la humanidad. Adán es una sue e de homb e-niño, que
adquie e p o agonismo his ó ico a pa i de un e en o ascenden al que es ablece la
e ec i a di e encia en e lo humano y lo di ino.
Re isando la na a i a del Génesis, es in e esan e des aca que la pa icipación de
Adán en el mi o es silenciosa; apoya la eo ía de un p ime homb e, ma e ializa la
imagen de lo masculino y ic imiza odo el linaje de a ones pos e io es al e en o
iniciá ico de la humanidad. El po encial del mi o adámico es a ía concen ado en
es ablece la noción del é mino "Homb e" como el é mino gené ico de la
humanidad y en el hecho de dona su cos illa pa a da ida a la mí ica E a.
Adán a pa i de es e e e en e ep esen a la Na u aleza, el Homb e; Adán es la
Na u aleza del Homb e. Adán en el pa aíso es la humanidad no iniciada, una
humanidad sin e e en es.
1.3.2 E a y el i o de paso.
Según las c eencias judía, c is iana y musulmana, E a ue la p ime a y la única muje
que conoció el Pa aíso bíblico. E a iene como aliada la condición mágica de la
18
na u aleza. Adán ambién es La Na u aleza. E a se sume ge en la na u aleza. La
na u aleza es la ue za desbo dada que da a E a la consciencia c í ica de su exis encia.
Quién soy? Es la p egun a de E a. E a le an a la oz.
E a sucumbe al deseo de la expe iencia p o ana: place , pode ; conocimien o. E a, la
muje escucha esa oz como una oz ex e io : Quie es sabe lo? Momen o-umb al de
la exis encia. E a "La ida", E a "la i ien e", E a la sace do isa en el i ual de paso
hacia la co po eidad.
E a se en ega al deseo pa a que su p opio cue po le sea e elado. El deseo de la
muje es el conocimien o, en el place de la muje es á su au oconocimien o. E a es
seducida. Adán es seducido po E a: - Seducidme. - Dejadme seduci os. En la seducción
es a ía el eje cicio de un pode
8
.
La en ación pa ecie a simul anea al in e dic o. La en ación es la pue a de en ada a
o o uni e so. La en ación de econoce una nue a sobe anía, la del deseo. La
en ación de E a es el o ecimien o de se Reina de la Na u aleza, sobe ana del mundo
de la magia. La en ación es o az, abie a, desa ian e.
Los juegos de seducción no ac i an las ala mas del panóp ico mís ico, po que la
seducción ence en sec e o. Es la su ileza de lo emenino. Se conc e iza en un lapso de
no- iempo, po eso la en ación y la seducción son del es a u o de lo i ual, del
ce emonioso silencio. La en ación es el an es, la seducción es el du an e y la
co po eidad es el después.
Hay un an eceden e li e a io pa a el pe sonaje de la E a-cos illa
9
. Un pe sonaje
emenino que a pesa de se ci ado en a ios ex os de la an igüedad a a se poco
isibilizado y ep esen a ía a la p ime a muje en el mi o de c eación heb aico.
Lili h. La p ime a eminis a, la insubo dinada, la nin ómana; una maga sexual. Héca e
10
.
8
Jean Baud illa d, De la Seducción habla como el cue po es el sopo e de una g ande emp esa de
signi icaciones. Esa emp esa obliga al cue po emenino a signi ica , un des ino polí ico.
9
Ma cela Laga de u iliza el é mino "E a-cos illa" en su lib o "Los cau i e ios de las muje es" pa a
e e i se a la cons ucción ideológica de un pe sonaje sub-al e no desde su esencia.
10
Héca e e a ambién is a como una g ande diosa en la G ecia Micénica.
19
El o igen de Lili h es á a ibuido a los pueblos asi io-babilónicos, apa ece ambién en la
mi ología Mesopo ámica. Lili h se ía an eceso a de E a según el manusc i o o iginal de
Bem Si a
11
.
Hab ía sido la p ime a muje c eada po Dios; de la misma sus ancia de Adán y no de
su cos illa, sin memo ias de obediencia o sub-al e idad. Es a ca ac e ís ica la hab ía
lle ado a abandona po cuen a p opia el Pa aíso.
En condición de pa ía Lili h se jun a a los ángeles caídos y se une con Samael, el mayo
de los demonios. Lili h y Samael engend an una legión de súcubos e íncubos; g acias a
es a p olí ica descendencia, Lili h iene una posición des acada en los lib os de
demonología heb aica.
La mención de Lili h, Lili u o Lili e en "las sag adas esc i u as" es discu ida.
12
La
hipó esis que más me in e esan e, es la que plan ea como en los múl iples p ocesos de
e-signi icación simbólica ealizados po la c is iandad, el pe sonaje de Lili h ue
sinc e izado en una o ma animal: la se pien e.
En la mi ología mesopo ámica Lili h es un demonio emenino elacionado po el
elemen al del ien o. El ien o como elemen o comunicado de males, dolencias,
incluso la p opia mue e. En la mi ología G iega Lili h asociada con la diosa Héca e,
simboliza la noche. Conocida ambién como "La muje esca la a", e a una di inidad
e o í ica que gua daba las pue as del in e no, mon ada en un eno me pe o de es
cabezas. La muje esca la a apa ece ambién en el lib o del Apocalipsis ep esen ando
a La pu a de Babilonia
13
. Lili h como igu a emenina desp es igiada adquie e nomb es
como: La g an Rame a, La pu a de Babilonia, La alsa, Demonio, La b uja del desie o,
La pe e sa, La neg a.
Iconog á icamen e, el cue po de Lili h es la ep esen ación de un emenino
desbo dado: la sinuosidad de un cue po desnudo en una supues a disposición a los
11
También conocidos como los Manusc i os del Ma Mue o, son una se íe de ex os y e angelios
apóc i os, encon ados en e 1940 y 1950. Su o igen es a ibuido a un g upo llamado Los Esenios, den o
del cual ab ía sido ins uido el Jeshua judío y Ma ía Magdalena.
12
La única mención en la Biblia apa ece en Isaías 34:14 «Los ga os sal ajes se jun a án con hienas y un
sá i o llama á al o o; ambién allí eposa á Lili h y en él encon a á descanso».
13
La Rame a de Babilonia es un pe sonaje que apa ece en el lib o bíblico del Apocalipsis. Es á asociado
con la idea del An i-C is o, de la caída de Babilonia, del in del mundo.
20
p imi i os ins in os sexuales. La e-signi icación de la co po eidad emenina alcanza los
limi es más ex emos y es así como el cue po de la muje se e ichiza; asume la o ma
sinuosa, la muje es engullida po la se pien e. Lili h ue engullida po un cue po
simbólico: el ep il bíblico.
Lili h plan ea la elación de la muje con la animalidad en con aposición a la elación
homb e-espí i u; lo e enal en oposición a lo di ino.
1.4 La Iniciación.
"P imei o oi o en o. Mais a de, como un elampago, como uma língua de p a a no céu; oi anunciada
no ale de Anáhuac a empes ade que la a ia o sangye da ped a. Foi depois do sac i icio que cidade
oscu eceu e se ou i am explosões ensu decedo as; mais a de apa eceu no céu uma se pen e p a eada
que oi is a em di e sos luga es"
Nacimien o de la Malinche po Lau a Esqui el.
La an opóloga Timi Gaspa i
14
de ine los i os de Iniciación como nacimien os sociales.
Solamen e después de habe pasado ese umb al, los indi iduos son au o izados de
pa icipa en los momen os ascenden es de la ida colec i a.
El iempo i ual es un ejemplo de esos es adios donde el se expe imen a es ados
al e ados de consciencia a a és de di e en es dinámicas: p ac icas medi a i as,
consumo de psico ópicos, es ados de consciencia al e ada, e c.
Ese no- iempo plan ea a un máximo delei e pa a el se que lo expe imen a. Po un
lado la disolución del yo y po o o; la idea del gozo elacionado la e e nidad, con una
expe iencia mís ica; el no iempo del nace , del place , del do mi , del mo i
15
.
Sin emba go, el iempo i ual ambién supone una expe iencia de angus ia po su
ca ác e de ini o io. Sec e os cons i u i os del colec i o, sis emas de c eencia son
e elados a los iniciados. Signi ica muchas eces hace se adul o, desposa .
14
Timi Gaspa i es an opóloga y p o eso a de Es udios A icanos y o ien ales de la Uni e sidad de
Lond es.
15
La pe i e mo del o gasmo sexual. El éx asis de una muje ausen e p esa del des a ío.
21
No había sexualidad en e Adán y E a an es de la iniciación, sólo el e o ismo ag esi o
de la in ancia. E a es iniciada p ime o, sólo un iniciado puede inicia a o o. E a inicia a
Adán. E a es la sace do isa. Ese agenciamien o es p ohibido y se á du amen e
juzgado. La in ini a uen e de odo ins in o, el despe a del sexual emenino, es el
p ime es adio del i ual y el encuen o con la se pien e ep esen a a la ce emonia.
Pode osos a canos le son o ecidos a la muje . E a da el sal o, ha dejado su cue po a
disposición del iniciado . E a La P ime a Vi gen enca a el cul o, sin ce ezas de sus
p opios deseos. Accede al conocimien o. La seducción es el i ual donde se o ece esa
consag ación.
La ce emonia se o icializa en un ja dín sec e o. Un e lejo in e io del cons uc o
con enedo se ma e ializa a a és del éx asis del momen o. E a isiona, nue as
imágenes son c eadas. - Se éis como dioses! - P edijo el Iniciado . Apa ece el cue po.
Del Logos al E hos a a és del E os. Me amo osis. Hamb e, sed, ha comenzado la
ebelión del cue po. El cielo obliga a endi cuen as.
1.4.1 La Seducción.
Un des ino indeleble ecae sob e la seducción. Pa a la eligión ue una es a egia del diablo, ya uese
b uja o aman e. La seducción es siemp e la del mal. O la del mundo. Es el a i icio del mundo.
Jean B aud illa d.
La seducción p opone una debilidad. - "Flesh is weak" says he Gospel. La debilidad de
la ca ne, del cue po, de lo humano como no di ino. Los i uales humanos p ecisan del
cue po, no así los i uales di inos. Pa a la muje es absolu a en ega al momen o.
Des anecimien o del sen ido, a ojamien o.
Se impone una palab a, ance. Hipnosis, una his e ia p e- eudiana. En aizamien o del
se en la p o undidad mundana. El cue po media. En el cue po se insc ibe el cu so del
cambio. El cue po gana conocimien o. La seducción como pode , el pode como
conocimien o. La seducción desa ía la sumisión de la men e, con on a el abú de ene
un cue po.

22
La seducción no es del o den de los símbolos, la seducción es un hechizo. La seducción
es la p ime a o ma de magia, asumida como in ínseca a lo emenino.
El iempo i ual de la seducción es pa a la muje un espacio en el cual la di inidad
pa ia cal pie de su omnipo encia. Ella es á sola en su encuen o. Mi ando un espejo
que la mi a. Mi ada de Medusa que no congela, pe o ad ie e pelig os.
Si somos humanos es po nues a capacidad de se seducidos, de cae o cede . E a cae,
cae la humanidad. E a no es iniciada po Dios, ni po el homb e. P ime a
desobediencia de la muje , no se des lo ada po el pad e.
El i o se comple a, el deseo emenino se libe a y es pues o al se icio de un nue o
e os social. El i ual e mina: -La se pien e me sedujo -dice E a.
1.4.2 La Se pien e
E a es iniciada bajo un símbolo uni e sal de p o undas y an iguas concepciones sob e
el iempo, la sabidu ía y la ene gía. Es e símbolo es La se pien e. Ricoeu dice que la
se pien e ep esen a ía la en ación de coloca la ida sexual al se icio de cul os
paganos y la en ega al libe inaje que el paganismo ep esen aba. El p oceso de
sa anización de la se pien e como símbolo, es el p oceso de e ichización de la muje
como cue po; la se pien e es el p ime a cano en el camino de la c eación del mal. No
hay un pa aíso sin se pien e.
El as eo de la se pien e como símbolo a oja una amplia y an ás ica se ie de
esul ados. Su es a us es el de un símbolo uni e sal. La se pien e ep esen a el iempo
cíclico, el e e no e o no, la au o exis encia, la con inuidad, la inmo alidad; la ueda
del iempo. El símbolo ma emá ico del in ini o pod ía de i a se de él.
Es a elación simbólica que se a icula en e la se pien e y el ca ác e cíclico de la ida
la incula con la mís ica luna . Ci lo
16
desc ibe la se pien e como: Epi anía de la luna.
16
Juan Edua do Ci lo , Dicciona io de Símbolos (1992:408).
23
Los alo es selénicos de la se pien e se es ablecen en a ios aspec os: Los ciclos con la
eno ación de piel de la se pien e, la noche con la condición elú ica del ep il que se
esconde po pe iodos en la somb a, en o mas de espi al se sinc e izan símbolos que
ilus an las ases de la luna. La elación que se es ablece en e la luna, la se pien e y la
muje es en onces del o den de lo cien í ico, ísico y me a ísico.
El econocimien o de un ciclo pe pe uo a a és de la obse ación de los i mos
luna es se á en onces de e minan e pa a el en endimien o de lo emenino: e ilidad,
ie a, agua, llu ia, egene ación pe iódica de la ida. Es e en endimien o asocia a la
muje con el descub imien o de la ag icul u a; pe o ambién con la capacidad de
con ola la ida y la mue e. La magia, la sang e y su elación con las an iguas
p ac icas de e ilidad pe enecen a es e o den de ideas.
Se puede in e i el impo an e papel de las diosas luna es en las cosmo isiones de las
ci ilizaciones humanas p e-c is ianas: Los Acadios enían a la diosa luna Ish a , Ha ho
en el an iguo Egip o, Anai is en Pe sia, Mesopo amia iene a la diosa Sin, G ecia a
A emisa, Héca e, Febe, Selene, Rea. Egip o iene a Tho , Jonsu, Iah. Roma a Diana,
Luna, Venus. La Ci ilización Inca a La Mama Quilla, la ci ilización Az eca ado aba a
Coyolxauhqui, Cihuacóa l, “Muje Se pien e” (en náhua l), diosa del nacimien o,
pa ona de los médicos, de los sang ado es, de las pa e as, de los ci ujanos y de los
que daban emedios pa a abo a , guía ecolec o a de las almas. También e a llamada
Quilaz li, Yaocíhua l (muje gue e a y aman e de los gue e os), Tona zin (nues a
mad e) y Hui zilnicua ec (cabeza de colib í). En No uega la diosa Máni, Japón a
Tsukuyomi. La ci ilización Muisca ado aba a la diosa Chia .
1.5 Pa aíso Pe dido, La Desnudez
E a cede a la en ación y apa ece como un cue po desnudo. La na ación bíblica
plan ea el econocimien o de la co po eidad a a és de la isión de la desnudez, que
se á en adelan e econocida como el g an símbolo de la Inocencia pé dida.
24
En el Medioe o las ep esen aciones pic ó icas ec ean el mi o de Adámico en el
Pa aíso Te enal; cue pos desnudos sin señas de e o ismo. Es e cue po desnudo alude
a un es ado de inocencia elacionada con la desnudez in an il, un es ado de pu eza
que es ansg edido a a és del cue po, que ca gado de sen idos se ubo iza an e su
e lejo en el espejo.
La pe dida de la Inocencia, así como la Pé dida del Pa aíso se econocen en la
eme gencia de sensaciones con que lo humano es en es ido: e güenza, culpa, dolo .
17
La expulsión del mundo de la inmanencia plan ea pa a lo humano un quehace , un
acciona de la c eación de un nue o es ablecimien o en el e i o io de la inde inición.
El abajo y el des ie o como cas igo. Rudol O o
18
habla de un "Mys e ium
T emendum" que expe imen a el homb e en elación a una ue za sob ena u al que
equipa a el pode de c eación con un pode di ino, con una deidad; omnip esen e,
inmu able, abs ac a, incomp ensible y e e na. Respec o a es os pode es el homb e
expe imen a á una sensación de p o unda insigni icancia, enómeno que pod ía se el
núcleo de la expe iencia eligiosa en cuan o a la necesidad humana de asumi la
c eación de su mundo y de es a mane a, imi a la ob a de los dioses.
La egión ex amu os, es un e i o io oscu o, amo o; es el caos mís ico y simboliza el
espacio p o ano po excelencia; donde lo humano habi a ía abyec o y con cons an e
nos algia de un e o no al éx asis del espacio sag ado p imigenio.
La expulsión del Pa aíso es al Homus Religiuos lo que la sepa ación de la mad e es al
in an e: obia p ima ia, el miedo al acío; el miedo a la mue e.
Pa a las muje es La expulsión del Pa aíso es el mi o occiden al que es uc u ó
simbólicamen e un edi icio de concep os como culpa, pecado, desobediencia y cas igo.
E a como esponsable, E a sace do isa, E a símbolo de la desobediencia ci il. E a nos
inicia páganos.
17
Es ele an e ano a que pa a la isión judía le expe iencia del Pecado y la culpa enía que e con la
madu ez.
18
Teólogo p o es an e alemán. Au o en 1971 de La idea de lo san o.
25
1.5.1 El Goce Pagano
Una escuela de e nólogos alemanes y aus iacos de ienden la exis encia de cie as
p ác icas i uales pe iódicas que es a ían elacionadas con el llamado "Ciclo ma ia cal
ag ícola"; pe iodo e olu i o donde la muje hab ía enido el domino capi al sob e la
economía y la ida social de la comunidad.
Julio Ca o Ba oja
19
a es uno de los e e en es imp escindibles en la esis de la exis encia
de un posible ma ia cado en e los pueblos cán ab os. Ba oja de iende la exis encia
de un ma ia cado al desc ibi una sociedad ma ilineal, donde el pode económico y
polí ico de las muje es e a sus en ado po el p ecioso y exhaus i o conocimien o que
poseían ace ca de los ciclos, echas y odo lo conce nien e al éxi o de las cosechas.
Ma ia cado end ía que e con la ida y no con un eje cicio de pode semejan e al
pa ia cal. Al pa ece las ibus del no e, los lusi anos, los cel íbe os y los habi an es
de la Bé ica enían cie a di inidad selénica cuyo nomb e e a un abú, y a la que se
endía cul o ce emonial, donde las muje es asumían el ol de sace do isas (Ba oja.
1978: 30).
El e mino más an iguo pa a sace do isa p ocede del sume io y es aducido como
«P os i u ée Sac ée" dice Cli o d Bishop en su lib o El sexo y lo sag ado.
20
La p os i u a sag ada e a una muje al se icio de la comunidad, de impo an e es a us
po su linaje, ni el educa i o o de iqueza; pe o que a la ez enca naba empo almen e
la esencia de la diosa que la consag aba. Los eyes p ecisaban la bendición de la diosa
pa a ga an iza su pode en un es adio del iempo cuando la sexualidad, la eligión y la
cul u a e an ans e sales en el p oceso de desen ol imien o del cosmos social.
Sexualidad y el mis icismo es aban ligados en el mundo p e-c is iano. La iniciación-
consag ación a la diosa o naba a las sace do isas deposi a ias del pode oso
conocimien o de las a es e ó ica, ep esen adas como ene gía p imo dial.
19
VEASE, Ca o Ba oja, Julio. As b uxas e o seu mundo. 1978
20
VEASE Bishop, Cli o d. Le sexe y le sac é. 1997
32
CAPITULO II
SEGUNDA ELABORACIÓN DEL MIEDO: El Te o
En 1985 M.Taussing
25
eseña en su lib o Chamanismo, colonialismo y homb e sal aje
un ex o del esc i o chileno A iel Do man
26
, donde el au o hace uso de una leyenda
pe enecien e a la mi ología Mapuche
27
, pa a e e i se al modelo au o i a io
es ablecido du an e la dic adu a mili a chilena:
"Así los huesos no hayan sido queb ados, ni cosidas las bocas; los chilenos ya son, en
cie o modo, como Imbunches. Es án aislados unos de o os, sus medios de
comunicación han sido sup imidos, co adas sus conexiones, sus sen idos embo ados
po el miedo".
Es a leyenda mapuche cuen a que las b ujas de la zona, ap aban niños pa a
ans o ma los en una o ma mons uosa llamada «Imbunche», quienes es aban
des inados a p o ege las cue as donde ellas habi aban.
El p oceso pa a ans o ma los niños e a ho ible y despiadado: en p ime luga , las
b ujas queb aban una de sus pie nas y se la cosían en la espalda, pa a que el niño no
pudie a escapa . Oídos, ojos y boca e an cosidos ambién. La cabeza se la acomodaban
al e és, de al o ma que la c ia u a camina a hacia a ás. Algunas eces el Imbunche
in e umpía el silencio de la noche con chillidos desag adables con los que se
comunicaban con las b ujas, el mi o cuen a que el sonido e a an mons uoso que
a e o izaba a los iaje os noc u nos.
25
Michael Taussing (Aus alia 1940) es an opólogo, au o de Xamanismo, Colonialismo e o Homem
Sel agem, Fe ichismo da Me cado ia, The De il and Commodi y Fe ishism in Sou h Ame ica, The
Ne ous Sys em, Mimesis and Al e i y; A The Magic o he S a e, en e o os.
26
A iel Do man (A gen ina 1942) P o eso de li e a u a y es udios la inoame icanos en Duke Uni e si y
(U.S.A) y au o de El la go adios a Pinoche , La mue e y la doncella, co-au o de la ob a Cómo lee al
Pa o Donald,
27
Los Mapuches son un pueblo o igina io de la egión cen o-su de Chile y del sud-oes e de A gen ina.
P o agonis as en la ac ualidad de una ue e esis encia indígena en con a de la exp opiación e i o ial
y la ecupe ación del e i o io ances al.

33
El mi o desc ibe la po encialidad de un se maligno y mis e ioso que iene la acul ad
de domina la men e y el cue po de los se es humanos; debili ando sus acul ades po
medio del aislamien o y algún mis e ioso y pode oso conocimien o sob e cómo
ans o ma el cue po.
La b uja Mapuche como iden idad abyec a habi a en el e i o io de la inde inición, sus
pode es pasan po el absolu o dominio de lo co pó eo, siendo capaz de
me amo osea la inocencia, la pu eza de la exis encia, sub i iendo y ansg ediendo
la humanidad. Ninguna comunidad se si e de ella, ella misma es enemiga de la
humanidad. Come e el más mons uoso de los c ímenes al p i a de libe ad a la ida
que lo ece, inhabili ando la capacidad de mo imien o, de habla, de in e acción con
o os indi iduos; de es a o ma su alquimia in e sa gene a un se que pie de odo
con ac o con sus semejan es, des inculado, desa aigado, pa ía. Radicalmen e
excluido de la es e a social: el Imbunche, ep esen a el máximo ni el de enajenación
social
28
.
La b uja Mapuche posee la capacidad de log a un in pa icula sob e los suje os,
a iculando el uso del con ol, la manipulación y la di ección de mecanismos ocul os;
pa ologías del mal, disposi i os "sob ena u ales" que se ian inalmen e, la
quin aesencia de su pode .
La in eligen e me á o a que p opone Do man in e p e a el pe iodo del égimen
mili a chileno
29
como un es ado de e o , que no necesa iamen e es á ligado a la
mue e. Los pe sonajes p oponen un sen ido de pé dida del "yo", una me amo osis
en la holís ica de los indi iduos sob e quienes se expe imen an los di e en es
ins umen os de iolencia en las dic adu as y egímenes.
El se humano es some ido po una igu a que enca na el concep o de la maldad, la
c ueldad, lo despiadado; lo inhumano. El se humano ulne ado y sepa ado de su
28
El concep o "enajenación" puede encon a se en di e en es con ex os; económico, ju ídico,
psicológico. En la es e a de lo ilosó ico se elaciona la enajenación con el concep o "alienación" que
plan ea una condición de ex añeza, algo ajeno a si mismo, un "yo" a i icado, una condición de
ex añeza.
29
Pe iodo his ó ico chileno comp endido en e sep iemb e de 1973 y ma zo de 1990, iempo du an e el
cual se desa ollo una dic adu a mili a lide ada po Augus o Pinoche .
34
colec i idad, aislado de la es e a social, es ablece un sen ido de pé dida de desa aigo,
quedando des inculado de un odo.
Sin pe sonalidad legal o polí ica, sin cualquie es a us de humanidad ese se , queda
abandonado en un cosmos de iolencia impene able.
Los é minos que lo suje an ísica y psicológicamen e a un sen ido de la ealidad son
bloqueados, ans o mados y suplan ados en p ocesos sis emá icos de in imidación y
cas igo que des uyen los p incipios que igen los uni e sos especí icos de cada
indi iduo. T ansg edidos odos los limi es el mundo de iene un ea o de la c ueldad,
oda sue e de ep esen aciones macab as que amenazan la exis encia: La B uja y su
mons uosa c eación el Imbunche son símbolos del égimen dic a o ial chileno, de la
iolencia ex ema en ese égimen de e o .
Do am u iliza á el é mino "Realidad Mágica"
30
, pa a e e i se a -un episodio en que
un al o unciona io del égimen al se in e ogado po la de ención a bi a ia en un
es adio de 5000 habi an es de los ugu ios chilenos, negó o undamen e la exis encia
de los hechos, espondiendo: "Cuál es adio? Cuáles ugu ios?". Hechos, espacio y
pe sonajes habían desapa ecido po a e de magia.
2.1 Los Mons uos y la ealidad mágica.
A woman in he shape o a mons e
a mons e in he shape o a woman
he skies a e ull o hem.
Ad ienne Rich
30
En el con ex o La inoame icano lo eció en las décadas de 1960 y 1970, una pode osa co ien e
li e a ia e iden i á ia llamada "Realismo Mágico" que ue una espues a polí ica y c ea i a a la i anía de
los egímenes y dic adu as que buscaban bo a la memo ia y silencia las oces de miles de íc imas
que ue on o u adas, asesinadas y despa ecidas en Chile, A gen ina, B asil y Boli ia en ese pe iodo. El
Realismo Mágico enc ip ó la denuncia haciendo uso de pe sonajes e mi os p opios de las cosmogonías
del su ; log ando así in e p e a y egis a el lado más oscu o, absu do y ambiguo del de eni humano.
35
Un o ali a ismo
31
es un égimen de e o , una pode osa ab ica de macab as
ep esen aciones que pe soni ican los miedos más ín imos de la humanidad. Una
igu a del pode absolu o desplegando una doc ina cap ichosa y pe e sa, donde los
se es eg esan a un es ado de inde ensión.
El humanis a búlga o Tz e an Todo o
32
ad ie e en su lib o "Memo ia del mal,
en ación del bien"
33
, que debido al al o g ado de di icul ad que demanda asimila e
in e p e a lo abe an e de lo acon ecido en un égimen de e o como po ejemplo,
el holocaus o judío; el se humano ecu e a mecanismos de de ensa o a es a egias
de a on amien o como pod ía se el hecho de ec ea la igu a de los nazis en un
umb al po ue a de lo humano, un de eni in-humano, bes ial; lo mons uoso en
cuan o a ca encia de alma se e ie e.
P imo Le i
34
ambién indaga á en el e mino desde el mismo con ex o y llega á a una
conclusión; a pa i de la iada homb e-ac os-mons uos hace una acla ación: "Los
mons uos exis en, pe o son poco nume osos pa a se e dade amen e pelig osos. Los
que sí son e dade amen e pelig osos, son los homb es comunes que come en ac os
mons uosos."
35
36
La dislocación del se humano hacia la mons uosidad puede
acon ece po la ía simbólica y po la ía polí ica.
His ó icamen e la cons ucción y de-cons ucción de iden idades ha sido una de las
cla es en la p oducción de los modelos de sociedad en el mundo ci ilizado. Los
sabe es y lenguajes dominan es se es ablecen a pa i de di e sas no ma i as
32
Tz e an Todo o (Bulga ia 1939-F ancia 2017) Filóso o, ilólogo y linguis a, esc ibió sob e la memo ia
y los hechos que el se humano decide eco da desde su p opia expe iencia con el o ali a ismo y el
holocaus o nazi. La conquis a de Amé ica, Las mo ales de la His o ia, F en e al lími e y Los abusos de la
memo ia son algunas de sus ob as.
33
Todo o asume la esis sob e o ali a ismo de Hanna A end h; analiza á dos o mas de eco dación;
una memo ia lineal que ocupa la o ma del " auma" y una memo ia ejempla que iene capacidad de
elabo a ese auma y o na al se humano en un se esilen e.
34
P imo Le i (Tu ín 1919-1987). Fue un esc i o i alianos conocido po su abajo sob e el Holocaus o
Nazi.
35
FEDERICO IRAZÁBAL, El gi o polí ico. Una in oducción al ea o polí ico en el ma co de las eo ías
débiles (debili adas) 2004: 112
36
"El sueño de la azón p oduce mons uos" es un g abado de la se ie Los Cap ichos del pin o español
F ancisco de Goya. Se publicó en 1799
36
mo ales, legales, es é icas y/o me a ísicas, que implan an códigos mains eam
37
,
buscando con ola la mul iplicidad de la ida social con ines especí icos.
Es cla o que desde sus genealogías, muchos suje os sociales desde sus subje i idades,
ep esen a on un desa ío pa a esas no ma i as y u ie on que en ena se
polí icamen e con lo es ablecido. Es e en en amien o es ablece una posición de
ebeldía que busca a se es angulada po medio de un anillo coe ci i o de pode :
sal ajes, ba ba os, aido es, paganos, he ejes, apos a as, b ujas, escla os cima ones,
illanos, ebeldes, aido es, e oluciona ios, con a e oluciona ios, e o is as,
sub e si os, gue ille os, son ue on o mas de esis encia ci il que en los p ocesos de
señalamien o, ue on educidos a ins ancias e o icas de oposición, sub-al e idad,
ilegalidad, ex añeza.
El mons uo polí ico una o ma que se en en a a la no ma i a, quie e es ablece el
caos. La acep ación de los indi iduos po pa e del s a us quo es lo que los legi ima
como no males o "ano males"
38
y son los apa a os ideológicos del es ado: la eligión,
la educación, la amilia, las leyes, el sis ema polí ico, los media, la cul u a, los
enca gados de ese agencia an o a los unos como a los o os.
Se busca á en onces que las iden idades que po una u o a azón desa íen la
no ma i a, se o nen ue zas op imidas; es o es: que sean silenciadas, que pie dan
libe ad de acción y que salgan de la escena do lo público po dos ías: Siendo
desp es igiadas y condenadas al desa aigo social o siendo aniquiladas.
Las iden idades po ue a de la no ma i a son señaladas, sa anizadas; poli izadas y
empiezan a lo a en un me a-cosmos, un limbo. Un es ado de pa ías, usando el
e mino de Hanna A end
39
. Exp opiadas del es a us de humanidad, no ienen
de echos ci iles; se esconden o i en la expe iencia de la pe secución polí ica; en el
37
Mains eam en cuan o o mas cul u ales que la mayo ía de gen e asume como no mal, con encional
o de ley.
38
A pa i de múl iples uen es eológicas, ju ídicas y médicas, Foucaul p oblema iza la exis encia de
cie os indi iduos "pelig osos" que en el siglo XIX, se nomb a on como "ano males" (mons uos,
inco egibles y onanis as).
39
VEASE A end , Hanna. La condición Humana (1998:2).
37
peo de los casos con i en con la amenaza de mue e, de se o u adas, mu iladas ,
escla izadas o ejecu adas. Esa me a-cosmos es el o ali a ismo.
Some idas a los códices de cas igo, o u a, aislamien o, dolo , silencio, soledad y
mue e; las iden idades oposi o as al égimen son con on adas a expe iencias
ca á icas que aspasan las on e as de lo gené icamen e humano. El égimen de
e o es una dimensión sob ena u al, desde esa pe spec i a.
H. A end e ie e en La his o ia del To ali a ismo cómo los al os ni eles de
a bi a iedad y el po encial de des ucción de los ins umen os de iolencia usados en
los egímenes de e o ; dis o sionan la pe cepción de los pe sonajes y de los hechos;
al e an el sis ema de alo es de la sociedad y inalmen e, menguan la capacidad pa a
dis ingui en e lo que es e ídico y lo que es icción en e esas ealidades.
La es a egia base de El o ali a ismo es ins au a el miedo humano a a és de
di e en es mecanismos. El miedo se cons i uye en onces como la cons ucción cul u al
más pode osa pa a el con ol de poblaciones, masas humanas, incluso de naciones.
2.2 El Holocaus o Femeníno.
"Diez, ein e, ein a mil o u adas, mue as... En es os angos las ci as dejan de ene una signi icación
humana"
Pila Cal ei o, Pode y desapa ición
La necesidad de comp ende y desmon a cie as " e dades his ó icas", obligó a las
muje es a abaja en la e isión de muchos de las na aciones his o iog á icas que las
sociedades asumie on como cie as. Una de las mejo es cosas que es án pasando
g acias al eminismo es que las muje es comenza on a apa ece más en los lib os de
His o ia; y muchas de las que ue on in isibilizadas en el pasado es án siendo sacadas a
la luz.
En la his o ia occiden al paganos, c is ianos , judíos, musulmanes, indígenas y neg os
llega on a se iden idades ep esen a i as del mal, de la ba ba ie o incluso de lo no-

38
humano y sus expe iencias den o de egímenes o ali a is as es á más o menos
documen adas.
Sin emba go, los hechos acon ecidos du an e los siglos XV, XVI y XVIII
40
; cuando las
muje es ue on obje i o polí ico pa a el égimen de e o de la Inquisición; es un
episodio de la humanidad a ado sin igo y sob e odo, sin pe spec i a de géne o.
El no econocimien o de la igu a de La Inquisición como un eje cicio de o ali a ismo
y la Caza a las b ujas como un "genocidio eminicida
41
pod ía es a elacionado con la
ausencia de las muje es en la con ección de su p opia his o ia.
Teniendo en cuen a que sólo en el siglo XIX las muje es comenza on a eje ce sus
de echos ci iles, es cla o que da alo a odas sus expe iencias, como una o ma de
accede a la e dad his ó ica; es un eje cicio en el que se ha eco ido un ayec o muy
co o.
Fue on las his o iado as eminis as quienes se p egun a on ace ca de los e dade os
hechos, los mó iles polí icos y las azones po las cuales cien os de miles de muje es
ue an o u adas, masac adas y pos e io men e e- ic imizadas sin que eso u ie a
g an ele ancia his ó ica. Algunos aspec os que pod ían elaciona se al espec o
se ían:
1. Que La caza de b ujas ue pa a la his o ia uni e sal casi una icción. Es cla o que
odo lo acon ecido a las muje es en ese égimen de e o y du an e casi es siglos, se
es ableció en la memo ia colec i a
42
como un pe iodo de " ealidad no-o dina ia";
cuando el mundo e a i ido y pensado de o a mane a. Que bajo ese a gumen o los
di ec os esponsables de al ba ba ie (La Iglesia Ca ólica en la igu a de la Inquisición),
40
siglos XV, XVI Y XII
41
Es posible encon a el é mino Ginocide en inglés pa a e e i se al asesina o de g an núme o de
muje es.
42
El ilóso o y sociólogo Mau ice Halbwachs (F ancia 1897 allecido en el campo nazi de Buchenwald en
1945) acuñó el é mino Memo ia colec i a pa a hace e e encia a los ecue dos y memo ias que
a eso a y des aca una sociedad.
39
ob u ie on el bene icio de la duda; aspec o undamen al pa a en ende la le edad
c í ica con que la his o ia o icial asumió La caza a las b ujas
43
.
2. Que el ma e ial p oba o io: cien os de ac as, elabo adas de alladamen e po los
esc ibas de los T ibunales de la Inquisición, donde se compila un uni e so de
con esiones bajo o u a ue on censu ados.
Las ac os de los juicios donde muje es sin de echo a la de ensa, con esa on p ác icas
de canibalismo, in an icidio, ab icación de enenos, sac i icios humanos, zoo ilia,
ado aciones macab as, daños en p opiedad ajena, asociaciones delic i as, pac os
sa ánicos e c. es u ie on has a hace pocos años, bajo la ca ego ía de ma e ial Ul a
Sec e o p opiedad del Va icano. Sólo en el año de 1998 se ab ie on al público los
a chi os sec e os de la ac ual Cong egación pa a la Doc ina de la Fe, an iguo San o
O icio.
El papa Juan Pablo II pidió a la iglesia ca ólica un examen de consciencia sin
p eceden es. La Comisión His ó ico- eológica del Comi é pa a el G an Jubileo del año
2000 con ocó e especialis as, his o iado es y académicos a un cong eso in e nacional
sob e la Inquisición. Los econocidos especialis as de di e en es eligiones analiza on
en iempo eco d, cien os de ac as de juicios y documen os que es u ie on e ados
po siglos.
El desenlace se esume a una mediá ica ansmisión del Papa Juan Pablo II, pidiendo
un comedido pe dón po los e o es come idos po los hijos de la iglesia en el pasado y
al ca denal dominico Geo ge Co ie
44
, miemb o de la comisión Teológica
In e nacional; o eciendo un sin é ico juicio: «La g an debilidad de la Inquisición
consis e en habe que ido de ende la e dad con medios iolen os». Es a posición es
de g an impo ancia, ya que absuel e de culpa his ó ico-mo al a la Iglesia, jus i icando
la "de ensa de la e dad" como in único de los p ocesos inquisi o iales y los "medios
iolen os"
45
como el cen o de los cues ionamien os.
43
El p oceso que desen ol ió la igu a de una iden idad emenina demoníaca, ue asumido po la
mode nidad y la con empo aneidad como pa e de un imagina io p opio del pensamien o medie al y lo
acon ecido es is o como las eglas del juego del en onces.
44
In elec ual ca ólico y eólogo emé i o de la Casa Pon i icia.
45
La iolencia es ella misma un pode económico. Ma x, Ka l, El capi al, omo I (2006:940)
40
3. Que La caza a las b ujas ue un disposi i o bio-polí ico que al ans es i se con
bande as eligiosas, log o manipula y despoli iza el hecho de habe exp opiado a las
muje es de sus cue pos y de los de echos sob e ellos mismos.
Sil ia Fede ici econoce el égimen de e o inquisi o ial como pa e de un eje cicio
de disciplinamien o ci il, necesa io pa a da el paso de un modelo eudal de economía
a un modelo capi alis a. La esis de Fede ici plan ea que con el hecho de habe
con inando sis emá icamen e a las muje es a la es e a de lo p i ado, se des uyó oda
o ma de comunalidad solida ia
46
; es deci , modos y p ác icas de empode amien o
popula donde las muje es e an igu a cla e ue on debili adas y inalmen e
des uidas.
47
2.2.1 La conspi ación.
El signi icado p ác ico de la manía de las b ujas consis ió, así, en desplaza la esponsabilidad de la c isis
de la sociedad medie al a día desde la iglesia y el es ado hacia demonios imagina ios con o ma
humana. P eocupadas po las ac i idades an ás icas de esos demonios, las masas depaupe adas,
alienadas, enloquecidas, a ibuye on sus males al desen eno del Diablo en ez de a la co upción del
cle o y la apacidad de la nobleza.
Ma in Ha is
Siemp e que un égimen de e o se ins au a en una sociedad, es po que ha
desplegado odo su capi al de iolencia sob e esa sociedad. Ese despliegue es
uncional g acias a gigan escas maquina ias ideológicas especializadas.
Reconoce que La caza de b ujas ue en odos sus aspec os un égimen de
o ali a ismo, es un eje cicio académico con el que algunas his o iado as eminis as
46
La socióloga aima a Sil ia Ri e a Cusicanqui (Boli ia 10949) de iende la "comunidad solida ia"
(Cusicanqui y Lehm, Los a esanos libe a ios y la é ica del abajo. 1998) como una o ma de economía
au o-su icien e: ueques, in e cambios, plo ach; dinámicas que ue on y son p ac icadas hoy en día po
algunas colec i os ( e el caso de Boli ia y sus p ác icas de democ acia comuni a ia como modelos
al e na i os de ida comunal). La coope a i idad desapa ece con la p i a ización de la ie a.
47
Lo común e a muy impo an e en la aldea eudal, los sie os siemp e disponían de algún ecu so y se
ges ionaban e dade as o mas de au o-gobe nabilidad. R.D.Tawney usa el é mino "Comunismo
p imi i o" pa a e e i se a la ed de elaciones de coope ación en la aldea eudal.
41
han log ado escla ece las e dade as inalidades económicas y polí icas que se
escondían de ás de una maquina ia p oduc o a de icciones .
Fede ici cuen a como básicamen e, a inales del siglo XIII Eu opa es aba in es ada de
gen es que amenazaban el s a us quo de la sociedad medie al. El ocaso del
eudalismo, el su gimien o de mona quías nacionales y la c isis demog á ica c eó un
pe iodo de g an ensión.
Los mo imien os de p o es a, las demandas popula es en p ocu a de jus icia social y la
necesidad de una eno ación espi i ual mo iliza on mul i udes. Rebeldes, lib e
pensado es; c i icaban las je a quías sociales, la co upción del cle o, la explo ación de
la gen e, las je a quías sociales. En ese sen ido - El mo imien o he é ico ue la p ime a
in e nacional p ole a ia -dice Fede ici, la p incipal o ma de esis encia social en la
edad media
48
.
El mo imien o he é ico uncionaba como una ed ansnacional, que se io obligada a
o na se clandes ina an e el despliegue legisla i o que impuso la pena de mue e a sus
miemb os; sin emba go sus células y colec i os o ecie on el máximo de esis encia.
Cá a os, espi i uales, los pob es de Lyon, los aldenses su gie on en F ancia, Flandes,
Alemania y amenazaban el monopolio del máximo p elado en Roma.
P oponían una democ acia ob e a y desa iaba el pensamien o pa ia cal de la iglesia.
Las muje es o maban sus p opias comunidades como el caso de las Beguinas en
Alemania y Flandes, Los Cá a os ado aban una igu a emenina: Nues a seño a del
Pensamien o, daban mayo impo ancia a la igu a de Ma ía Magdalena en su papel
como di uso a del c is ianismo, en e los Valdenses las muje es alcanzaban el es a us
de sace do isas; p edicaban y bau izaban ein e p e ando la adición eligiosa; los
Bogomilos, ana quis as adicales e an escép icos al ma imonio.
El mo imien o he é ico p opo cionó a la masa empob ecida un sen ido de colec i o,
he manándolos y empode ándolos ideológicamen e. Las muje es e an pa e
48
En e el siglo XII y el siglo XIII puede si ua se la apa ición de los Mo imien os Milena is as y He é icos,
ep esen ados po campesinos empob ecidos, jo nale os u banos y u ales, muje es empob ecidas,
cu as ebeldes, p os i u as.
48
La Eu opa del Medioe o
64
es un con inen e cons an emen e diezmado po las pes es.
Te ibles dolencias se ins alaban po siglos. Jules Michele es ablece pa a cada siglo
una en e medad: El siglo XIV como el Siglo lep oso, el siglo XV como el Siglo epilép ico
y el siglo XVI como Siglo si ilí ico.
El despliegue de las pandemias e a ácil de comp ende al imagina la mise ia social
del Medioe o, pe o ambién hay un aspec o in e esan e en las p ác icas médicas del
con ex o.
Los médicos econocidos e an homb es á abes o judíos cuyos hono a ios sólo el cle o
y los eyes podían paga ; de al mane a el dolo y la en e medad del pueblo e an
a ados po muje es que poseían conocimien os ace ca del uso medicinal de las
hie bas. La hechice a nace como consecuencia de la mise ia de los sie os, dice
Michele .
Un g an ango de es as plan as e a conocido po es as muje es a las que se les dio el
nomb e de Bonnes emmes, un nomb e delicado que se le dio a las b ujas o
hechice as.
Hie bas de las hechice as se les llamó a las plan as de hue a o del bosque que ellas
usaban. Sus conocimien os e an p ecisos y conseguían es ablece dosis exac as pa a
calma insopo ables dolo es, seda a los en e mos pa a p ac ica les alguna
in e ención o incluso, pa a ayuda los en el paso hacia el o o mundo. "A medicina da
Idade Média ocupa-se unicamen e do se supe io e pu o (o homen), esse que pode se
pad e e, sozinho, no al a , ab ica Deus. Ocupa-se dos animais; po eles se começa. Pensa-
se nas c ianças? Ra amen e. E na mulhe ? Nunca. (Michele 1974: 115)
Las Bonnes emmes ambién ayudaban a o as muje es en los p ocesos de emba azo y pa o;
e an las pa e as de la comunidad, pe o ambién enían conocimien os sob e mé odos
con acep i os y de las en e medades p opias de las muje es. El his o iado John Riddle
65
documen a en su ob a The E e´s He bs como du an e el Medioe o las muje es usaban
64
El his o iado , geóg a o, a queólogo y humanis a del Renacimien o Fla io Biondo (I alia 1392-1463)
acuñó el é mino Edad Media pa a señala la exis encia de unidad de iempo comp endida en e el siglo
V y el XV. La expe a en Claude-Clai Kapple (F ancia, Cen e na ional de la eche che scien i ique
(CNRS) pou les li é a u es médié ales) señala un pe iodo comp endido po casí diez siglos. Mons es,
démons e me eilles à la in du Moyen Age (1999:19).
65
John Riddle (U.S.A 1937) especialis a en la his o ia de la medicina, es ablece como desde el An iguo
Egip o y has a el siglo XV la muje había con iado en una amplia gama a macológica de abo i os
he báceos y con acep i os pa a egula su e ilidad.

49
mé odos con acep i os en o ma de bebidas o suposi o ios ab icados a pa i de hie bas; que
al se consumidos p o ocaban abo os o condiciones de es e ilidad. Es impo an e ano a
como los p ime os juicios po b uje ía ue on po c ímenes con a la ep oducción.
Sin emba go, además de la medicina amilia , la medicina social ambién despe ó el
in e és de los inquisido es po esas muje es. La muje que cu aba ambién p o e izaba,
leía o áculos de adi inación, ayudaba a descub i eso os, aconsejaba, se le con iaban
sec e os. Les Bonnes emmes ecuen aban el bosque en busca de las medicinas,
enían como aliada a la na u aleza. Con ocaban y lide aban ce emonias de e ilidad,
desa ollaban un abajo social con la comunidad. Las Bonnes emmes ep esen aban
un pode emenino, un desa ío al o den pa ia cal
66
Pa a el año 1471, el papa Six o IV p omulga las hechice as son una sociedad
in e nacional lide adas po una igu a masculina, Sa anás. Las hechice as son las
no ias del diablo (Michele 1974:117). Se unda la Inquisición española; los eyes Isabel
La Ca ólica y Fe nando de A agón son la suma po es ad de la Inquisición de la Edad
Mode na
67
.
Se o o ga al aile dominico Tomás de To quemada el í ulo de "G ande Inquisido de
Cas illa". El c onis a español Sebas ián de Olmedo de ine a To quemada como "El
ma illo de los he ejes, la luz de España, el sal ado de su país, la hon a de su o den" .
To quemada un an isemi a, adiciona a la lis a de pe seguidos los homosexuales, los
judíos, los p es amis as y los bígamos. No hay ci as cie as ace ca de cuan as pe sonas
ue on sen enciadas a la hogue a po cuen a del dominico; c ueldad le alió a los
dominicos se econocidos como "Los pe os de Dios".
En 1484 el Papa Inocencio VIII ins au a la Bula Summis Deside an is a ec ibus, un
hecho cla e pa a el desa ollo de la Caza a las B ujas. La bula dejó sin igencia una
an igua cons i ución llamada Canon Episcopi, que de alguna mane a p o egía a las b ujas
ya que negaba su exis encia.
66
La apa ición de la igu a del Diablo como aliado y pa ono buscó mengua ese empode amien o de las
muje es.
67
La Inquisición de la Edad Mode na que a di e encia de la medie al es aba bajo la au o idad de
los Reyes Ca ólicos en quienes el papa había delegado odo el pode en lo e e en e al ex e minio de la
he ejía en Eu opa y en odo e i o io sob e los dominios de su Mona quía.
50
El canon e a una no ma i a disciplina ia pa a se usada po los obispo y es aba lleno de
e e en es sob e b uje ía, con enía es imonios de muje es poseídas po el demonio y es el
documen o que mencionó po p ime a ez la exis encia de un encuen o clandes ino de
b ujas: el Sabba
68
. El canon e a explici o en que odas esas isiones hacían pa e de la
imaginación de las almas impías. El canon había p ohibido c ee en la posibilidad del
uelo de escoba.
Sin emba go, dije on los Inquisido es, desde la c eación del Canon Episcopi en el año
de 906 d.C has a 1484 echa en que se publicó la Summis Desside an es a ec ibus, se
había desa ollado un nue o ipo de b uja. Un pe sonaje con mucho más pode ,
enegado de la e ca ólica, alguien que había ealizado un pac o con el diablo.
Esa ado ación con a ia a la e ue lo que hizo de la b uja una apos a a, una he eje y el
uelo de escoba es sub ayado como una de las p incipales p uebas en su con a.
La Summis Desside an is a ec ibbus es ablece la di e encia en e la He e ica P i a a is
y la Nue a he ejía de B uje ía ca ólica.
Es a he ejía, di ie e de odas las o as en el sen ido que las demás he ejías simples no
habían es ablecido un pac o abie o con el demonio. Las nue as b ujas son
conocedo as de odas las o mas de a es pe niciosas y mis e iosas; de supe s iciones,
epugnan es y malignas, y la peo o ensa al dogma, blas ema con a la e e dade a.
Richa d Kieckhe e
69
ano a como la c is iandad ede inió o almen e el concep o de lo
pagano, al sup imi la idea de la ado ación de alsos dioses po la ado ación a
demonios.
En 1545 el Papa Paulo III con oca al Concilio de T en o. Se de e mina allí adop a una
posición du a y ep esi a con a las hechice as po emo a sus conocimien os. El Rey
Jacobo I en 1604, apo a a la causa es ableciendo la pena máxima pa a cualquie
pe sona que use la magia o in oque espí i us, dando la es ocada inal a la b uje ía en
Ingla e a.
68
Sabba a pesa de sus múl iples sen idos, has a es e momen o el Sabba pod ía se en endido como El
inocen e ca na al de los sie os. Du an e muchos siglos los sie os lle a on una ida de animal
noc u no. Las ies as noc u nas de los sie os ue on señaladas como euniones de e uel a, donde se
bebía la sang e de unos y o os y se comía ie a en ez de hós ias. (Michele 1974:129)
69
Richa d Kieckhe e his o iado de las eligiones y del Medioe o. P o eso de la Uni e sidad de
No hwes e n.
51
Así los homb es de Dios ge encia on la pe secución de les Bonnes emmes y de paso,
ges iona on el ex e minio de un pa imonio simbólico emenino de conocimien os,
sabe es y p ac icas ansmi idas de gene ación a gene ación.
2.3 El apa a o Mediá ico. El lib o.
En 1484 el Papa Inocencio VIII con ocó a dos inquisido es la misión de c ea un manual
pa a el e ec i o ex e minio de las b ujas en el No e de Alemania: Jakcob Sp enge y
a Hen ici Ins i o is; más conocidos como Sp enge y K eme .
Educados como eólogos, es os dos monjes dominicos enca na on las o mas más
adicales de misoginia. Toda la po encia de su odio con a las muje es ue condensada
en El Malleus Malle ica um, El Ma illo de las B ujas.
El lib o esc i o en la ín que a pesa de su dupla au o ía, se c eé ue esc i o en su
mayo ía po K eme , es un de allado manual de iolencias, o u as y c ímenes
eminicidas; así como ambién una ca illa de p egun as y espues as sob e: El pac o
sexual de la b uja con el diablo, los pode es de las b ujas sob e la sexualidad
masculina, los demonios.
El desa ollo de la imp en a en el SXV ue pieza cla e pa a la di ulgación del lib o en
Eu opa. Inquisido es de Alemania, Suiza, Bélgica, I alia, Ingla e a y F ancia ue on
ins uidos po el lib o. El Malleus Malle ica um ue el lib o guía po excelencia de los
inquisido es Eu opeos du an e 200 años.
La ascendencia del ex o es que es ablece la condición de b uja en elación exclusi a
a las muje es y su sexualidad.
La sexualidad emenina es an aseada a pa i de las pe e sidades de los ailes y el
deseo emenino es sa anizado con la p esencia de Sa anás. La luju ia es un es igma
social pa a la muje y es el emo más g ande de los homb es san os. El Malleus
Malle ica um llama a las muje es: "Las hijas del deseo, las Hijas de Caín". Las muje es
son eclamadas po su alianza con el mal.
52
Los asun os sexuales se po meno izan en g an pa e del lib o: el pac o, los hechizos, el
alo masculino, los íncubos y súcubos, cúpulas y encan amien os; los i uales sexuales
ue on una obsesión pa a los inquisido es: Las muje es son he mosas cuando se les
mi a, pe o con aminan cuando se les oca; a aen a los homb es, pe o sólo pa a
debili a los; hacen odo pa a complace los, pe o el place que dan, es más ama go que
la mue e, pues sus icios cues an a los homb es la pé dida de sus almas y al ez, sus
ó ganos sexuales. (Ko s Y Pe e s, 1972: 114- 115).
El Malleus Malle ica um o Ma illo de las B ujas ue una decla ación de gue a con a
las muje es.
2.3.1 El somb e o
The ha makes he wi ch.
Ma k Twain
La caza a las b ujas lide ó su pe secución en Eu opa, po medio de p opaganda
mul imedia. Una de las p ime as a eas de la imp en a ue p opaga en las masas los
pelig os que suponían las b ujas. Pan le os que publici aban los juicios más amosos y
sus de alles más a oces e an epa idos masi amen e (Fede ici, 2016:233).
La caza a las b ujas ue un mal sueño colec i o g acias a la bien o ganizada es uc u a
de la inquisición.
Si enemos en cuen a que uno de los íconos del a e del enacimien o es la capilla
Six ina podemos pe cibi las capacidades de los a is as plás icos al se icio del
es ablishmen . I ónicamen e el emplo donde se ealizan los concla es pa a escoge
al máximo pa ia ca de la iglesia, La capilla Six ina, ecibe su nomb e en hono a Six o
IV, esponsable de la ins au ación de la Inquisición en España.
El his o iado C. Zika
70
es ablece en los comienzos de los años 70, el es udio académico
de la p oducción plás ica espec o a la b uje ía. Zica acla a que an es de eso odo el
70
Cha les Zika es in es igado e his o iado de la Uni e sidad de Melbu ne en Aus alia, especializado en
cul u a isual, b uje ía y la elación en e eligión y emociones.
53
ma e ial isual no pasaba de me as ilus aciones deco a i as. En 1973 Maxime P éud
71
in luenciado po los es udios de expe os en el ema como Robe Mand ou
72
, Michel
de Ce au
73
, Ca o Ba oja y Hugh T e o
74
; ha ía la cu adu ía de Les So ciè es, la
p ime a exhibición con ca ác e cien í ico sob e el ema; o ganizada po la
Biblio hèque na ionale de F ancia.
75
Si el pánico se o no colec i o ue g acias al desa ollo de una imaginé ica de lo
b uje il. G abado es, pin o es, dibujan es y escul o es ue on los enca gados de
elabo a un p o o ipo plás ico de las b ujas, del aquela e y del Diablo. Pin o es como
Alb ech Dü e
76
, Lucas C anach
77
, Hie onymus Bosch
78
, Pie e B uegel
79
hicie on
magní icos apo es pa a la cons ucción de ese imagina io..
Hans Baldung G ieng
80
, pupilo de Dü e ue uno de los p ime os pin o es enacen is as
en desa olla una se ie de g abados, con la imagen de la b uja como una muje ieja;
en medio del aquela e o olando sob e un palo de escoba o sob e un animal.
Baldung sin e izo en su g abado más popula "Las B ujas" de 1510, el g an es e eo ipo
de la b uja eu opea. Ma ga e Mu ay
81
asegu a que el a is a hab ía mezclado cua o
mi os pa a p oduci la imagen:
1. La muje caníbal alemana que a acaba a las pe sonas du an e el sueño.
2. La S iga un an iguo demonio del impe io omano que olaba y de o aba niños.
3. El comensal de la cena caníbal en el Nue o Mundo.
4. El hacedo de pac os
71
Maxime P éaud (F ancia 1945) His o iado , cu ado y a is a del g abado.
72
Robe Mand ou (Pa is, 1921 — 1984) his o iado .
73
Michel de Ce au (F ancia 1925-1986) Pad e jesuí a, ilóso o, eólogo e his o iado .
74
Hugh T e o (Reino Unido 1914-2003) P o eso de His o ia Mode na de la Uni e sidad de Ox o d.
75
h p://gallica.bn . /a k:/12148/bp 6k6540432 / 1. ex eImage
76
Albe Dü e (Alemania 1471-1528) VEASE "El caballe o, la mue e y el diablo" G abado de 1513
77
Lucas C anach (Alemania 1472-1553) VEASE "La Fuen e de la Ju en ud" pin u a de 1546
78
Hie onymus Bosch (Holanda 1450-1516) VEASE "El juicio inal" pin u a de 1482, "Las Ten aciones de
San An onio" pin u a 1495/1500, "El ja dín de las delicias" pin u a de 1504, en e o as.
79
Pie e B uegel (Belgica1525?-1569) VEASE "La lucha en e el ca na al y la Cua esma" pin u a de 1559.
80
Hans Baldung G ieng (Alemania 1485-1545) Pin o y g abado . Su emá ica e a macab a, siendo la
mue e y el e o ismo un ema cons an e en oda su ob a.
81
Ma ga e Mu ay (India 1863-1963) A queóloga, egip óloga, his o iado a, olclo is a y an opóloga.
Au o a de, The Wi ch-Cul in Wes e n Eu ope, publicado po la Uni e sidad de Ox o d en 1921.

54
Es e es e eo ipo in i ió la imagen de las abuelas como muje es sabias. Siendo las más
ulne adas ue on usadas como símbolo de hos ilidad, esen imien o y decadencia
social. La muje pob e, soli a ia, llena de ga os ue el g an es e eo ipo de la b uja
eu opea has a inales del SXVII.
Un segundo es e eo ipo que sob e i e has a nues os días, es la b uja con el somb e o
cónico. Hace pa e de un e-elabo ación del imagina io, aunque pueda as ea se el
uso de es e ipo de somb e os desde iempos emo os:
 Desde la Edad de b once has a las p ác icas paganas an es de la imposición de
la c is iandad. El dios Odín, Pad e de odos en la mi ología nó dica iajaba
según el mi o es ido con una g an capa y un somb e o cónico, que
pos e io men e inspi ó la imagen del mago; Me lín, los d uidas son
ep esen ados con somb e os cónicos. Un mosaico bizan ino del siglo VI
ubicado en la iglesia de San Apolina el Nue o en Rá ena, mues a una imagen
de Los magos de O ien e que acuden a ado a a Jesús, los es usan es e ipo de
somb e o.
 Todo ipo de somb e os icónicos, de es y dos pun as ue on usados po las
muje es con signi icado i ual en la e a p e-c is iana.
 El Henan, un ex a agan e ocado usado po las muje es de la nobleza eu opea
en el Medioe o como símbolo de lujo.
 El go o igio adop ado po los ebeldes en Es ados Unidos y du an e la
e olución ancesa como símbolo de libe ad.
La esc i o a eminis a Ka y Waldman
82
elaciona el imagina io de la b uja con
somb e o cónico con dos an eceden es en el siglo XVIII:
1. La apa ición de b ujas con somb e o icónico en las ilus aciones de lib os de cuen os
de in an iles en Alemania.
2. La p oli e ación de "chapbooks" pa a niños en las décadas de 1710 y 1720 en
Ingla e a.
82
Ka y Waldman (U.S.A ?) Yale Uni e si y
55
La hipó esis de Waldman coincide con las obse aciones del p o eso Ga y Jensen
83
, en
su ob a The Pa h o he De il: Ea ly Mode n Wi ch Hun s
84
donde ad ie e que el
somb e o pun iagudo se con i ió en un símbolo que comenzó a se elacionado con la
magia oscu a a inales del siglo XVII y comienzos del siglo XVIII. Las b ujas con
somb e os pun iagudos comenza on a apa ece en las pos ales de las colonias del
nue o mundo. En algunas ac as de los Juicios de Salem
85
ealizados en e 1692-1693
en Es ados Unidos; hay egis os de es igos que ie on a El diablo como "un homb e
neg o g ande con un somb e o cónico, al o y co onado".
Jensen ambién señala que en 1215, en el Cua o Concilio de Le án, se o denó a odos
los judíos iden i ica se con el uso del Judenha , un somb e o cónico de uso obliga o io
pa a los a ones.
Du an e la Inquisición española se si úa el uso de un a uendo especial llamado
Sambeni o (Saco Bendi o); pa a señala a los condenados po la Inquisición.
El Inquisido de la Co ona de A agón Nicolás Ayme ich au o del Di ec o ium
inquisi o um, desc ibe en su ob a la p enda como un g an escapula io con o ma
de poncho sob e la que iban cosidas unos símbolos según los deli os y sus sen encia.
La indumen a ia además se comple aba con un somb e o cónico del mismo colo de
los símbolos:
 Condenados a mue e: un sambeni o neg o con llamas y a eces, símbolos
del In ie no: demonios, d agones, se pien es. Un somb e o cónico ojo.
 Reconciliados o a epen idos: un sambeni o ama illo con dos c uces ojas de
San iago y llamas hacia abajo, ep esen ado el habe se lib ado de la hogue a.
Un somb e o cónico ama illo.
Lle a el Sambeni o e a un señalamien o y una condena a la humillación pública. Las
pe sonas e an paseadas po las plazas públicas descalzos, incluso e an condenados a
usa la p enda después de se ajus iciado en la hogue a como esca nio público.
83
Ga y Jensen P o eso de sociología y es udios sob e eligión de la Uni e sidad de Vande bil .
84
The Pa h o he De il es una in es igación in e disciplina ia que a icula académicamen e discu sos
his ó ico-sociales y sociológicos con los es udios sob e la muje .
85
Juzgamien os po b uje ía en una pequeña localidad llamada Salem en Massachuse s, Es ados
Unidos. VEASE Mille , A hu . Las B ujas de Salem o El C isol. Ob a de ea o de 1952.
56
A pa i de 1797 el pin o español F ancisco de Goya
86
desa olla una se ie de g abados
en pun a seca, i ulada "Los cap ichos". 80 ilus aciones ue on ealizadas du an e un
momen o de g an madu ez a ís ica del pin o , quien ilus a en ono de sá i a la
sociedad española de inales del siglo XVIII: la nobleza y el cle o.
Uno de los emas de los Cap ichos ue on los Sambeni os y la b uje ía. En 1799, el
a is a u o que e i a la se ie y exilia se en Bu deos (1824 y 1828) po miedo a la
Inquisición.
2.4 La Hogue a.
"Ma ga e p esenció sola su p ime a quema de b ujas. Lle aba su nue o go o azul y el chal de su
he mana, y es u o allí sola, espe ando. Hacía a o que había desis ido de in en a encon a a su
he mana y su cuñado en e la mul i ud, y aho a se aleg aba de es a sola mi ando. Sin ió un emo muy
ag adable y una au én ica exci ación an e las llamas; había i ido oda la ida en el campo y aho a,
i iendo con su he mana en la ciudad, es aba ap endiendo las cos umb es sociales." Shi ley Jackson
Cuan as muje es ue on asesinadas po la Inquisición? Imposible sabe lo.
Las in es igaciones de académicos, his o iado es, an opólogos y eminis as sólo han
in e ac uado al espec o en los úl imos años. Cada ama del conocimien o especula
ace ca de ci as desde sus sabe es.
Una cosa es cla a, que el episodio his ó ico de la Caza a las B ujas ocupó un la go
pe iodo de iempo, que po an o, muchos juicios ca ecen de egis os. Muchas ac as
de juicio ue on des uidas, se c ee que un g an núme o de ellas no han sido e eladas
po el Va icano.
Cien os de muje es mu ie on en cau i e io, si bien po que ue on abandonadas en las
mazmo as a su sue e o po que mu ie on po causa de las he idas p oducidas du an e
los p ocesos de in e oga o io bajo o u a. A es as mue es ab ía que suma un g an
núme o de suicidios que ep esen aban un escape a los ma i ios de la cáma a de
86
VEASE Pin u as neg as (1819-1823) Una se ie de 14 ob as mu ales en las que Goya explo a el ema de
lo Sublime Te ible, en imágenes (duelis as, supues os ailes, aquela es, monjas, amilia es de la
Inquisición) que ep esen an el mundo caduco an e io a los ideales de la Re olución ancesa.
57
o u as o de la hogue a misma; muchas muje es ue on ioladas y asesinas en las
celdas po sus gua dianes.
Anna L. Ba s ow p o eso a de His o ia de la Uni e sidad de New Yo k, jus i ica en su
ob a Wa 's Di y Sec e : Rape, P os i u ion, and O he C imes Agains Women, que
después de una ex ensa e isión de ac as de juicios po b uje ia, que al menos 200.000
muje es ue on juzgadas du an e es siglos, de las cuales un núme o meno ab ían
sido sen enciadas a la hogue a. Ba s on además a gumen a que al menos 100.000
muje es ue on linchadas po manos ci iles (Local Wi ch-hun e s).
Los au o-denominados cazado es de b ujas hacían negocio denunciando muje es,
iajando de pueblo en pueblo cob ando po no denuncia . Algunas ci as es ima i as
han sido o ecidas po los in es igado es:
Ch is ian Midel o p o eso de his o ia y eligión de la uni e sidad de Vi ginia: 3.200
muje es quemadas en e 1560 y 1670 en el sudes e de Alemania.
Ch is ina La ne pione a en es udios sob e His o ia de la B uje ia de la Uni e sidad de
Glasgow: 4.500 muje es ejecu adas en Escocia en e 1590 y 1650.
B ian P. Le ack His o iado ame icano p o eso d ela Uni e sidad de Texas y au o de
los lib os The Wi ch-Hun in Ea ly Mode n Eu ope, Wi ch-Hun ing in Sco land: Law,
Poli ics and Religion, The De il Wi hin: Possession and Exo cism in he Ch is ian Wes :
400 muje es ejecu adas en una pequeño e i o io llamado Fü s p obs ei de
Ellwangen solo en e los años 1611 y 1618.
Jules Michele his o iado ancés: 1600 muje es quemadas en España du an e el
einado de Felipe V a inales del siglo XVII, 10. 000 pe sonas juzgadas y quemadas po
To quemada en plena e a mode na.
El eco d de casos cons a ados no es ni pa cialmen e ep esen a i o de lo que en
ealidad ocu ió: hogue as colec i as ue on usadas en Baba ía y Aus ia.
Los juicios e an cos osos y la amilia de las acusadas e a obligada a paga el ca bón, la
b ea, el juez y el e dugo. Esposos, hijos, pad es es aban obligados a p esencia la
ejecución.
64
3.2 B ujas en el Nue o Mundo.
Que sea quemada i a quien ado e al sol, la luna, la ie a o la llu ia que la moja. Edua do Galeano
Bau ismos masi os, cambios de nomb e, nega a los dioses, abandona la poligamia y
las p ác icas sexuales no no ma i as. Cub i se los senos, usa pan alones. Códices,
luga es y elemen os sag ados quemados, p ohibiciones de idola ía, de endi ibu o a
los á boles, a los ances os, llama mad e a la ie a; la misión de con e sión ue
asumida po la Co ona Española y la bendición papal dio plena po es ad a la Iglesia
pa a e angeliza a Amé ica. La c uz como símbolo polí ico
100
se cla ó en el co azón de
Amé ica en 1536.
101
El genocidio indígena se ía o o ema a a a , si no ue a po que la Caza las B ujas
eu opea uso los mismos disposi i os y a gumen aciones pa a el ex e minio de
cualquie o ma de ado ación di e en e a la c is iandad en el Nue o Mundo. En e
1619 y 1660 se dio el op de la ep esión: un espacio de mue e se ab ió paso. Las
joyas de cul o, el consumo de las plan as sag adas como el peyo e o los hongos ue on
llamados "B uje ía aldeana" y cons i uían c ímenes cas igado con pena de mue e.
Los misione os eían demonios en odas las ep esen aciones sag adas na i as y
quisie on desapa ece oda o ma de p ac ica ances al. Pa a domes ica se usó el
a amien o que se le da ía a bes ias sal ajes. La esis encia indígena y A icana en
Amé ica ue in isibilidad y en ese pun o, esa esis encia se he mana con la de las
muje es.
Es cla o así, que La caza a las B ujas no ue un enómeno eu opeo, ue un enómeno
ansnacional que ue en en ado po medios muy di e so de esis encia en el Nue o
Mundo.
En 1560 apa ece el mo imien o na i o milena is a llamado Taki Onqoy en el Pe ú. El
mo imien o se p opuso como una alianza andina de los dioses locales pa a en en a la
100
En ique Dussel plan ea que la c uz nunca ue un símbolo eligioso. VEASE Teología de la Libe ación.
101
Año en que se in oduce la Inquisición en Amé ica.

65
colonización y p opicio un nue o sen ido de iden idad pa a la gen e de los Andes, a
a és de las huacas.
Las huacas e an luga es sag ados manan iales, mon añas, pied as y animales donde la
comunidad se encon aba, endía cul o a sus ances os, a los espí i us, a los dioses y
diosas; luga es de ado ación que los na i os con inua on ene ando de o ma
clandes ina. Las huacas enían el pode de no se isibles al ojo del homb e blanco.
En el mo imien o Taki Onqoy las muje es ue on p esencia ac i a y con g an
ep esen ación.
Las muje es de los pueblos o igina ios p esen a on un g an desa ió pa a los
colonizado es. Se negaban a asis i a los cul os e angelizado es, a bau iza a sus hijos
con nomb es eu opeos, algunas se suicida on y o as p ac ica on el in an icidio pa a
libe a a sus descendien es. Se sabe que las muje es neg as p ac ica on
sis emá icamen e el in an icidio ahogando a sus hijos cuya pa e nidad e a eu opea. Las
muje es enían euniones con el in de en ena a la comunidad en es a egias de
en en amien o, en la in o mación que se le iba a en ega a los sace do es y en la
o icialización de ce emonias de cul o en los luga es sag ados.
102
Ins igando a la e uel a an i-colonial desde di e en es en es, muchas se ie on
o zadas a e ugia se en zonas casi inaccesibles y dis an es de las ese as. Esos
espacios de exilio se llama on Punas. Po su pa e los escla os neg os ambién usa on
el mismo sis ema de exilio, conocido como el cima onaje.
103
Si los uni e sos simbólicos andino y a icano log a on sob e i i has a la
con empo aneidad es po las p ác icas de sinc e ismo y mime ismo con que la
esis encia na i a asumió el p oyec o e angelizado .
102
F ancisco He nández de Có doba llama a una península "Isla Muje es" po la g an can idad de ídolos
emeninos encon ados allí. He nández de Có doba es ableció el p ime con ac o con la ci ilización
Maya al opa se con la península de Yuca án en México. Fue cla e en la mo i ación de con inua los
iajes as habe cons a ado la p esencia de o o en la zona.
103
Una de las o mas que adquie e la eligión Yo uba en Cuba ecibe el nomb e de Palo Mon e, debido a
que los escla os a icanos se ins alaban en medio del mon e donde el homb e blanco no conseguía
llega .
66
La an opóloga I ene Sil e bla
104
señala que el la b uje ía y las b ujas, e an concep os
desconocidos pa a la sociedad andina. Las comunidades andinas no echazaban a las
muje es iejas, po el con a io "las mayo es" o "las abuelas" e an is as como muje es
en es ado de "ma e nidad ascenden e", muje es de conocimien o.
Las sociedades o igina ias del Nue o Mundo no ans o ma on a las muje es acusadas
de b uje ía en pa ias; po el con a io desa olla on es a egias ocul amien o pa a
p o ege las, g acias a la cual las adiciones ances ales de las an iguas eligiones p e-
colombinas, no pudie on se ex e minadas y con inúan siendo una o ma de
esis encia.
3.3 La Pachamamá y La Dignidad Rebelde.
Ac ualmen e di e en es comunidades, o ganizaciones e ins i uciones con o madas po
descendien es de los pueblos o igina ios de Amé ica, u ilizan en sus decla aciones
o ales y esc i os o iciales, el nomb e de Abya Yala pa a e e i se al e i o io
con inen al.
Cuen an "los p incipales"
105
del pueblo Kuna
106
que la Pachamama o Mad e Tie a ha
pasado po cua o momen os his ó icos, y que a cada una de es as e apas le
co esponde un nomb e dis in o: Kualagum Yala, Taga gun Yala, Tinya Yala y Abia
Yala.
El Abia Yala es el nomb e con que se econoce ac ualmen e al con inen e
107
. Abia
Yala
108
se compone de Abe, que quie e deci “sang e”, y Ala, que es un espacio, un
e i o io p oceden e de la Mad e G ande, la g an Pachamama.
104
I ene Sil e bla (U.S.A 1948) indaga las dimensiones cul u ales del pode , au o a de "Moon, sun,
Wi ches", una isión sob e los pueblos andinos en elación con la caza a las b ujas.
105
Los p incipales es el nomb e con que se econocen los homb es y muje es mayo es en las
comunidades indígenas. Los abuelos y abuelas ep esen an el conocimien o y la sabidu ía y son los que
gua dan las guías espi i uales del g upo.
106
Comunidad Na i a de la Sie a Ne ada, en el no e de Colombia.
107
Amé ica se ía el nomb e con que el homb e blanco eu opeo, bau izó el con inen e.
67
Abya Yala es en onces un nomb amien o ideológico de la iloso ía Indigenis a
Ances al , que plan ea la esis encia o ecida po los pueblos al du o y iolen o
p oceso his ó ico de e angelización al que ue on some idos. Es e nomb amien o
ep esen a el símbolo de una iden idad emancipada y cla amen e conscien e de su
p o agonismo his ó ico y de su capacidad de sos ene polí icas de iden idad,
asumidas en los p ocesos de esis encia y de descolonización.
La in ención de es as sociedades es ea i ma se como suje os enunciado es del
discu so y p opone sus isiones del mundo, como una al e na i a polí ica y económica
capaz de con on a el sis ema neolibe al ex accionis a:
1. El econocimien o de una exp esión de lo emenino en la g an Mad e Tie a o
Pachamama y la necesidad de es ablece la como un suje o de de echo.
109
2. De ensa de las p ac icas de comunalidad como una o ma de "Buen Gobie no"
110
.
3. Re o no a la sabidu ía ances al: plan as sag adas, esca e de las lenguas o iginales,
encuen os ce emoniales, ma e nidades colec i as, ac edi ación de las muje es
pa e as, e c.
La discusión de los pueblos a icula las es e as de lo económico, social, polí ico y
cul u al con p opues as al e na i as al sis ema mono eís a, pa ia cal y capi alis a.
En la con empo aneidad, nue amen e las muje es son ac i as en esos p oyec os
emancipado es.
En el mes de ab il de 2018 más de 7000 muje es de odos los con inen es acudie on al
mayo encuen o Zapa is a
111
has a el momen o
112
. Du an e es días las muje es
deba ie on sob e salud, o mas de c ianza, lesbianismo, iolencia de géne o y iolencia
108
La exp esión comenzó a se usada sen ido polí ico en la II Cumb e Con inen al de los Pueblos y
Nacionalidades Indígenas de Abya Yala, Qui o en 2004, pos e io men e, en la III Cumb e Con inen al de
los Pueblos y Nacionalidades Indígenas de ABYA YALA, Iximche, Gua emala, c eando la Coo dinación
Con inen al de las Nacionalidades y Pueblos Indígenas de Abya Yala.
109
La Pachamama en la isión cósmica de los pueblos o igina ios e a la Mad e, pa e del Uni e so; a
quien endían cul o con un espe o e e encial.
110
Después de la Decla ación de los de echos de los Indígenas (ONU 200), El Buen Vi i como modelo de
gobe nabilidad en una cosmo isión elacional y un sen ido plu al de en ende el mundo. VEASE Ecoso ía
Andina
111
El mo imien o zapa is a es una mani es ación del Eje ci o zapa is a de libe ación Nacional, que bajo
la o ma de gue ila ei indica los de echos de la comunidad indígena an e la iolencia de Es ado.
112
I Encuen o In e nacional polí ico, a ís ico, depo i o y cul u al de Muje es que luchan en el Ca acol
Zapa is a de la zona Tzo z Choj. Chiapas México, Ma zo de 2018
68
de Es ado; pe o ambién danza on al son de las músicas de la Dignidad Rebelde,
uma on las pipas, semb a on sus lunas, i ualiza on con Peyo e, ele a on ezos;
hicie on cí culos donde in e cambia on expe iencias; descub ie on que en Finlandia las
muje es Sami es án luchando po sus idas; que en Aus alia, Colombia, B asil y Pe ú el
ex ac i ismo in ade las comunidades; que son cons an emen e ioladas, que son
desplazadas con sus amilias hacia las u bes.
El encuen o se ce ó con es as palab as:
"No e indas,
No e endas
No claudiques
que así con es as palab as
es que e decimos
G acias he mana
G acias compañe a."
69
CONCLUSION
ALGUNAS CONSIDERACIONES ENTORNO A LA PROHIBICIÓN DE VOLAR
Cómo que no somos nada?
Es ábamos odas en la oscu idad, pe o llego el día de la luz.
Pe dimos el miedo
y la e güenza.
Es e He nández
Que ienen en común: La he eje Hypa ia de Alejand ía, la cu ande a Ma ía Sabino, las
esposas desobedien es, las eso é icas, la cla i iden e Joan Wy e., las pa e as cen o y
su ame icanas, las hie ba e as.
Obeah que en enenaba la comida del amo e inspi aba a los escla os a ebela se,
Medea la ab ican e de enenos, Celes ina La dudosa con iden e, la médica abo is a,
la ieja iuda soli a ia.
Las einas de la noche: Isis, la neg a Kali, Lili h, Héca e, A emisa, Diana; la dama del
bosque; La G an se pien e, la nin omaníaca Mesalina, la concubina del demonio, la
sace do isa Mo gan le Fay he manas a del Rey A u o y discípula de Me lín.
La gi ana emig an e que lee la mano en una e ia de ciudad, la a o is a en un bu del,
la muje que se anima a i i sola, la sobande a de huesos o os, la Na u aleza.
Ma gue i e Po e e la monja beguina que esc ibió en lenguas e náculas.
La san a Juana de A co, las soli a ias que i en con a ios ga os, las hechice as que
hacen il os.
Las muje es que no en ejecen, las que encan an a los homb es, las que usan muchos
anillos, las pe ume as, las que esc iben poemas que pa ecen hechizos, las yoguinis
an icas, las que p e ie en la noche en ez del día.
La esposa del sie o, einas como Ana Bolena.
Las b ujas de Zuga amu di, de Salem y de Be wick, La B ujas de Macbe h, La médica
Ma ga e Jones, Juana de Na a a.
Las wiccanas, las yo ubas, las magas, las xamánas y las xamánicas; las g andes
ado ado as de Isis, las sa as, las hijas de Oshun de A odi a; que las he mana?

70
4.1 La Resis encia.
Desde la expe iencia i al, como indi iduos del mundo es impo an e asumi los
p opios descub imien os; es os son asumidos a a és del au oconocimien o pe o
ambién en el encuen o con o as dinámicas de ida, sen i es y isiones del mundo.
Las es uc u as ígidas o no ma i as disciplina ias son camisas de ue za que bloquean
la posibilidad de lui o gánicamen e en las elaciones humanas. Ningún ipo de
imposición cul u al o legisla i a bene icia los in e cambios humanos.
Es cla o, que lo acon ecido con las muje es eu opeas, ame icanas y a icanas du an e
el pe iodo conocido como La caza a las b ujas, es mucho más que un ag a io his ó ico;
es aspec os a des aca en ese sen ido son:
1. Que el eje cicio bio-polí ico desplegado po los homb es de pode en la igu a de
papas y eyes, legalizó odas las o mas de iolencia de géne o y es el esponsable
di ec o de la eminización de la pob eza; al exp opia a las muje es de los de echos
sob e su cue po y su sexualidad.
2. Que la Caza a las b ujas es un an eceden e de To ali a ismo, igno ado po la His o ia
o icial.
3. Que la Iglesia Ca ólica como ins i ución de pode es la esponsable di ec a de un
genocidio undacional; un Gimnocidio cuyas ci as aún se desconocen.
3. Que las consecuencias de los hechos se pueden isualiza en la con empo aneidad.
Sin emba go, la capacidad de esilencia
113
de las muje es ha log ado la ans o mación
de muchas de esas memo ias y con inua en el desmon aje de esos condicionamien os.
El suje o "B uja" como el in en o concep ual de la es a egia del pode eu o-cén ico
no exis e.
Ese es e eo ipo de b uja cons uido a pa i de la igu a de muje es pob es, iejas o
soli a ias ue un imagina io de p opaganda mediá ica; que ca ica u izó una o ma de
113
La esilencia es un é mino psicológico que se e ie e a la capacidad de las pe sonas pa a ges iona
si uaciones de g an ad e sidad, supe a obs áculos o esis i a la p esión de una mane a c ea i a.
71
pode popula . Una b uja sin magia, con p ác icas p e-cien í icas, iluso ias. Muje es
comandadas po o a igu a pa ia cal: El Diablo. Escla as sexuales, animalizadas; sin
p es igio social, sin lide azgo.
O o uni e so es el de la B uja como una o ma de emineidad ebelde. T ansmiso a de
sabe es-pode es; adqui idos de gene ación en gene ación a a és de linajes
ma e nos, de his o ia o al.
Muje es de p o unda ciencia, de pensamien os libe a ios, lide esas comuni a ias,
o ado as y poe izas de e inado a e; son las e dade as enca gadas de e-signi ica el
pode de lo emenino y es ablece oda su po encialidad a a és de o mas de magia
social, que hoy en día son econocidas bajo la ca ego ía de iloso ía, polí ica, ciencia y
a e.
Sociedad o comunidad? Religión o c eencia? A e o magia? Filoso ía o mi o?
Conocimien o o sabidu ía? His o ia o ances alidad? Un cosmos bina io que busca
as ixia al plu i-uni e so que nos odea.
Toda ins i ucionalidad es pa ia cal y en ese sen ido, la Iglesia ca ólica ue sólo un
ejemplo. Su op esión gené ica, sus no ma i as absu damen e, sus mi os pu i anos, sus
o mas hipóc i amen e conse ado as y su a án po con inua la p i a ización de los
cue pos emeninos; es lo que es ablece un abismo en e las muje es y su no ma i a.
Desde E a, la obediencia nunca ue una opción.
Las muje es son el polo opues o cuando adquie en el empode amien o en la p ác ica
de sus mís icas pe sonales.
Cada muje iene p ac icas p opias y es poseedo a de oda una sue e de
pe o ma i idades ce emoniales. Las muje es c ean cí culos an dinámicos, que
despie an la en idia del sis ema pa ia cal.
Desobedecen las leyes que ulne an sus de echos ep oduc i os, se p ac ican abo os
a esanales, pin an con sang e mens ual, asumen sus ciclos, dis u an de la
au osu iciencia sexual.
72
Toda po encialidad emenina que in en o se ep imida con la no ma i a eligiosa se á
ma e ializada en una o ma de esis encia su il y mis e iosa: La B uja.
4.2 El Mani ies o W.I.T.C.H
W.I.T.C.H, somos odas las muje es.
Es el ea o, la e olución, la magia, el miedo, la elicidad, el encan o. Es la consciencia
de que las b ujas ue on las p ime as comba ien es y gue ille as con a la op esión, en
pa icula la op esión de las muje es a lo la go de los siglos.
Las b ujas siemp e ue on muje es sin miedo de exis i , de se alien es, ag esi as,
in eligen es, incon o mes, cu iosas, independien es, libe adas sexualmen e,
e oluciona ías ( al ez eso explica po que nue e millones de ellas ue an quemadas).
Las b ujas ue on las p ime as en p ac ica el con ol de los nacimien os y el abo o, las
p ime as alquimis as (¡ ans o ma pied a en o o, es muy pelig o pa a el capi alismo!),
ellas no se queda on de odillas en e a ningún homb e, e an sob e i ien es de la más
an igua cul u a, an es que la ep esión espi i ual, económica, sexual, mo al de la
sociedad álica, impe ialis a, ue a se e a, des uyendo las sociedades humanas y la
na u aleza.
W.I.T.C.H i e en cada muje . Es la pa e lib e de cada una de noso as, bajo las
son isas ímidas, la ap obación de la absu da dominación masculina, el maquillaje o la
opa as ixian e pa a la piel que nues a sociedad en e ma nos exige lle a .
No puedes simula se BRUJA ¡po que e es muje y con sólo mi a den o de í ya sabes
que e es BRUJA!
Cons uye us p opias eglas, se lib e y ebelde; o ma u p opio cí culo de he manas y
cons uye us u opías. Los enemigos: odo lo que es ep esi o, au o i a io, machis a.
Las a mas: el ea o, la sá i a, la poesía, la música, los es éncils, las pega inas, la
escoba, las pis olas, las muñecas udú. Toda la magní ica imaginación sin lími es,
73
po que u pode adica en que e es muje , y se o alece abajando con las o as
he manas.
¡E es b uja siendo muje insumisa, u iosa, eliz e inmo al!
114
A la memo ia de odas las muje es asesinadas po el pa ia cado.
La ga ida a las b ujas.
114
W.I.T.C.H. Women In e na ional Te o is Conspi acy om Hell" Nue a Yo k, 1968. G upo de
ac i is as eminis as que a lo la go de un año ealiza on nume osas acciones de in e ención bajo la
eo ía de la magia sub e si a y las polí icas del so ilegio.