scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Las Brujas. Manual para la deconstrucción de un sujeto político

Valencia Castrillón, Andrea

Abstract

Desde um sentir própio, procurar uma melhor compreensão acerca do enraizamento profundo da ideia do medo em relação á mulher, estabelecendo o ponto de partida para iniciar o delicado trabalho de desenredar uma apertada rede simbólica, fabricada em redor do sujeito mulher e seu devir. Um denso tecido de sentidos cobriram praxis e epistemes que desde o feminino mobilizavam o mundo. Assinalando a experiência da cristiandade como o processo e mediante o qual se impôs sobre o ethos das mulheres uma manta de desprestigio social, que ao longo dos séculos se foi tornando norma. Abordarei, como a partir de o mito literário se universalizou a ideia do mal em relação as mulheres. As elaborações construidas desde o universo do simbólico, tornaram conflictivas as relacões da mulher com o seu corpo, problematizaram as suas experiências com o intimo, o pessoal e o publico. Esta pesquisa pretende demonstrar como “ A experiência do medo” foi um empresa pedagógica assumida por formas perversas de manipulação teológica e política; As quais fundaram uma normativa misógena e patriarcal a partir de universos simbólicos. Desde a instucionalidade , se concretou um estado de terror mediante o desenrolar de uma série de acções çegais que marcaram com fogo a historia das mulheres Finalizando, mostrarei como essa criação conceptual da “Bruxa Europeia” foi desenvolvida desde uma episteme do velho continente, que para a cosmovisão ancestral indigena ou africana, representou um objecto caricaturesco e mesmo “naif”. Desde esse mal estar, as possibilidades de descolonizar esta figura e capacitando-a a partir de um lugar de emancipação própio, foi a porta aberta ao encontro de algumas ferramentas de desmontagem dessa feminidade ficcionada.

Full text

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Estudos sobre as Mulheres. Mulher na sociedade e na cultura Realizada sob a orientação científica de María Augusta Babo 2 Al puro instinto. 3 AGRADECIMENTOS Gracias a todas las Guardianas de la Tierra, a los círculos de mujeres en todo el planeta, a las dignidades rebeldes, a las mujeres que nos transmitieron sus conocimientos. Gracias a todas mis maestras, lideres y guías del camino. Gracias a las feministas en mi vida. Gracias a todas mis amigas, a mi hermandad, a mis hermanas de sangre, a mi hermana menor por su doctrina de alegría; a mis primas en todo el mundo. Gracias a mis parcéras de fiesta, de aquelarres, de políticas. Gracias a mis hermanitas menores, a mis suegras. A mi madre que es luna, a mi abuela que es sol. Gracias abuela por darme la estructura, la disciplina, gracias madre porque eres manantial profundo y tus aguas son transparentes para mí, me miro en ellas y encuentro la magia. Gracias a todas las mujeres de ciencia de medicina que me han curado con sus saberes tanta memoria enferma. Gracias a mis hermanos, amigos y a todos los hombres que saben amar. Gracias la gran Madre Tierra por obsequiarme el poder de volar sin escoba. Andrea Valencia. Lisboa 2018 4 LAS BRUJAS. MANUAL PARA LA DECONSTRUCCIÓN DE UN SUJETO POLÍTICO ANDREA VALENCIA CASTRILLÓN RESUMO Desde um sentir própio, procurar uma melhor compreensão acerca do enraizamento profundo da ideia do medo em relação á mulher, estabelecendo o ponto de partida para iniciar o delicado trabalho de desenredar uma apertada rede simbólica, fabricada em redor do sujeito mulher e seu devir. Um denso tecido de sentidos cobriram praxis e epistemes que desde o feminino mobilizavam o mundo. Assinalando a experiência da cristiandade como o processo e mediante o qual se impôs sobre o ethos das mulheres uma manta de desprestigio social, que ao longo dos séculos se foi tornando norma. Abordarei, como a partir de o mito literário se universalizou a ideia do mal em relação as mulheres. As elaborações construidas desde o universo do simbólico, tornaram conflictivas as relacões da mulher com o seu corpo, problematizaram as suas experiências com o intimo, o pessoal e o publico. Esta pesquisa pretende demonstrar como “ A experiência do medo” foi um empresa pedagógica assumida por formas perversas de manipulação teológica e política; As quais fundaram uma normativa misógena e patriarcal a partir de universos simbólicos. Desde a instucionalidade , se concretou um estado de terror mediante o desenrolar de uma série de acções çegais que marcaram com fogo a historia das mulheres 5 Finalizando, mostrarei como essa criação conceptual da “Bruxa Europeia” foi desenvolvida desde uma episteme do velho continente, que para a cosmovisão ancestral indigena ou africana, representou um objecto caricaturesco e mesmo “naif”. Desde esse mal estar, as possibilidades de descolonizar esta figura e capacitando-a a partir de um lugar de emancipação própio, foi a porta aberta ao encontro de algumas ferramentas de desmontagem dessa feminidade ficcionada. PALAVRAS-CHAVE: Bruxaria, Bruxas, Feminismo, Mitos, Religião, Descolonialidade, Historia das Mulheres ABSTRACT From a personal sense, seeking a better understanding about the idea of fear in relation to the woman, establishing the point of departure to begin the delicate work of unraveling a tight symbolic network, fabricated around the woman subject and her becoming. A dense tissue of senses covered praxis and epistemics that from the feminine mobilized the world. Remarking the experience of Christianity as the process and through which imposed on the ethos of women a blanket of social discredit, which over the centuries has become a norm. I will address, as from the literary myth, the idea of evil in relation to the women. The elaborations built from the universe of the symbolic, became the woman's relationships with her body into a struggle, and facing problems whit experiencing with the intimate, the personal and the public. 6 This research intends to demonstrate how "The experience of the fear" was a pedagogic society assumed by perverse forms of theological and political manipulation; which founded a misogynistic and patriarchal norm from symbolic universes. Since the institutionalization, a state of terror has been achieved through a series of basic actions that marked the history of women with fire. Finally, I will show how this conceptual creation of the "European Witch" was developed from an episteme of the old continent, to the indigenous or African ancestral world view, represented a caricatured object and even "naif". Since this malaise, the possibilities of decolonizing this figure and enabling it to from a place of emancipation, was the door open to meeting tools to disassemble this fictional femininity. Proposing the Witch in America, as a political place to establish a confrontation of symbolic values, from the reestablishment of popular knowledge as a form of political "power". KEYWORDS: Witchcraft, Witches, Feminism, Miths, Religion, Decolonialism, Women History 7 ÍNDICE INTRODUCCIÓN...............................................................................................................9 CAPÍTULO I. PRIMERA ELABORACION DEL MIEDO: EL MAL..........................................12 1.1 - Los falsos espejos ..................................................................................................13 1.2 - El mito....................................................................................................................15 1.3 - La maquinaría simbólica: El monoteísmo.............................................................16 1.3.1 El Mito Adámico...........................................................................................17 1.3.2 Eva y el rito de paso.....................................................................................17 1.4 La Iniciación.............................................................................................................20 1.4.1 La Seducción.................................................................................................21 1.4.2 La Serpiente..................................................................................................22 1.5 Paraíso Perdido, La desnudez.................................................................................23 1.5.1 El goce pagano...............................................................................................25 1.5.2 La Prostituta...................................................................................................28 1.5.3 La Putain de Babylone ..................................................................................29 CAPÍTULO II. SEGUNDA ELABORACION DEL MIEDO: El Terror...........................................................32 2.1 Los Monstruos y la Realidad Mágica.......................................................................34 2.2 El holocausto femenino...........................................................................................37 2.2.1 La conspiración.............................................................................................40 2.2.2 La Cultura de la Violación y la esfera pública...............................................42 2.2.3 Los hombres de Dios y Les Bonnes femmes.................................................43 2.3 El aparato mediático. El libro..................................................................................51 2.3.1 El sombrero...................................................................................................52 2.4 La Hoguera.............................................................................................................56 CAPÍTULO III. TERCERA ELABORACION DEL MIEDO: Las Brujas..........................................................59 3.1 El Eros Salvaje...........................................................................................................61 8 3.2 Brujas en el Nuevo Mundo...................................................................................64 3.3 La Pachamama y La Dignidad Rebelde................................................................66 CONCLUSIONES. Algunas consideraciones en torno a la prohibición de volar.........69 4.1 La Resistencia.......................................................................................................70 4.2 El Manifiesto W.I.T.C.H.........................................................................................72 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................74 9 INTRODUCCION Como mujer artista latinoamericana, hija de la contemporaneidad y educada en algunos aspectos dentro de los estándares ideológicos del proyecto moderno; revisar críticamente, es decir, desde una consciencia feminista; varios constructos culturales que reconocía impresos en mis propios imaginarios se torno una emergencia constante. A la hora de enfrentar procesos creativos como artista plástica, pero también a la hora de definir un lugar de enunciación en el cotidiano, me fue imperativo la confrontación con una de las formas de disciplina miento más fuertes a la que nos enfrentamos las mujeres en el transcurso de la vida: La Religión. Desde un sentir propio, buscar una comprensión acerca del profundo enraizamiento de una cierta idea de miedo con relación a la mujer fue el punto de partida, para lo que considero, un intrincado trabajo de desmarañamiento de una compacta red simbólica; que estaría construida alrededor del sujeto mujer y su devenir. Fibras sobre fibras de un tejido denso de sentidos encubrieron praxis y epistémes que desde lo femenino accionaban en el mundo. Situaré la experiencia de la cristiandad cómo el proceso y la maquinaria mediante los cuales se logro impostar sobre el ethos de las mujeres una manta de desprestigio social que con los siglos se imposto como algo "natural". En el primer capítulo abordare cómo a partir de un mito literario se consiguieron universalizar la idea del mal en relación a las mujeres y fetichizarlas con la idea del pecado. Estas elaboraciones construidas desde el universo de lo simbólico, tornaron conflictivas la relaciones de la mujer con su cuerpo; problematizaron sus experiencias con relación a lo intimo, lo personal, lo privado y lo público. El recorrido de esta pesquisa pretendió demostrar cómo "La experiencia del miedo a la mujeres" fue una empresa pedagógica asumida en pleno por formas perversas de 16 negada, censurada, expropiada y/o invisibilidad por causa de una posición de subordinación. 1.3 La maquinaría simbólica: El monoteísmo Antés del verbo era el útero. Rosa Leonor Pedro. El aparato simbólico de la cristiandad la máquina con que se crea el monoteísmo. El monoteísmo es el inicio del orden patriarcal a nivel ideológico en occidente. El monoteísmo torna ilegitimo cualquier meta-cosmos diferente al dios único. Mueren las Diosas madre, surge el Dios Padre, comienza el patriarcado. Todas las divinidades femeninas fueron prohibidas por este orden filosófico racionalista. El monoteísmo es una manera de ilegalizar a todos los dioses y diosas diferentes al dios del judaísmo, dice Amelia Valcárcel. 7 El monoteísmo es un raciocinio fabricado a partir de un mito de origen. Narrado, reinterpretado y con múltiples traducciones que coinciden en una idea: Dios es el logos, Dios es la palabra: "al principio existía la palabra". Dios es el símbolo masculino por antonomasia. El monoteísmo es el prestigio del hombre sabio, civilizado, es el código, es la normativa de la familia y del estado patriarcal. La forma política del monoteísmo exterminó a la forma pluri-universal del politeísmo. El politeísmo fue deslegitimado como la decadencia, la barbarie, lo salvaje; lo no civilizado. La religión como civilizadora es la idea que enviste a la cristiandad con plenos poderes: Plenitudo potestatis. Siendo sociedades religiosas, la ley es del orden de lo sagrado. Los 7 Amelia Valcárcel (España 1950) es una filósofa feminista autora de libros como Sexo y Filosofía (1991) Del miedo a la igualdad (1993), La política de las mujeres (1997), Feminismo en un mundo global (2009) 17 códigos éticos, las normativas aparecieron en los libros sagrados: ceremonias, ritos, lugares santos, el Dios y las leyes; los diez mandamientos, la ley es asegurada por Dios y posteriormente por sus representantes aquí en la tierra. Las religiones impusieron los referentes de la humanidad. Somos profundamente idolatras al reconocernos en esos referentes. 1.3.1 El mito adámico. Dice Celia Amorós: Los mitos de origen son una carta con la cual se explica cómo se constituyo la primera normativa: Del caos al orden. Dentro del compendio de mitos de origen de la humanidad, el mito de Adámico es a su vez un mito antropológico. "Adán significa hombre" (Ricoeur. 2017:250). El mito adámico daría cuenta de la creación del "padre biológico" de la humanidad. Adán es una suerte de hombre-niño, que adquiere protagonismo histórico a partir de un evento trascendental que establece la efectiva diferencia entre lo humano y lo divino. Revisando la narrativa del Génesis, es interesante destacar que la participación de Adán en el mito es silenciosa; apoya la teoría de un primer hombre, materializa la imagen de lo masculino y victimiza todo el linaje de varones posteriores al evento iniciático de la humanidad. El potencial del mito adámico estaría concentrado en establecer la noción del término "Hombre" como el término genérico de la humanidad y en el hecho de donar su costilla para dar vida a la mítica Eva. Adán a partir de este referente representa la Naturaleza, el Hombre; Adán es la Naturaleza del Hombre. Adán en el paraíso es la humanidad no iniciada, una humanidad sin referentes. 1.3.2 Eva y el rito de paso. Según las creencias judía, cristiana y musulmana, Eva fue la primera y la única mujer que conoció el Paraíso bíblico. Eva tiene como aliada la condición mágica de la 18 naturaleza. Adán también es La Naturaleza. Eva se sumerge en la naturaleza. La naturaleza es la fuerza desbordada que da a Eva la consciencia crítica de su existencia. Quién soy? Es la pregunta de Eva. Eva levanta la voz. Eva sucumbe al deseo de la experiencia profana: placer, poder; conocimiento. Eva, la mujer escucha esa voz como una voz exterior: Quieres saberlo? Momento-umbral de la existencia. Eva "La vida", Eva "la viviente", Eva la sacerdotisa en el ritual de paso hacia la corporeidad. Eva se entrega al deseo para que su propio cuerpo le sea revelado. El deseo de la mujer es el conocimiento, en el placer de la mujer está su autoconocimiento. Eva es seducida. Adán es seducido por Eva: - Seducidme. - Dejadme seduciros. En la seducción estaría el ejercicio de un poder 8 . La tentación pareciera simultanea al interdicto. La tentación es la puerta de entrada a otro universo. La tentación de reconocer una nueva soberanía, la del deseo. La tentación de Eva es el ofrecimiento de ser Reina de la Naturaleza, soberana del mundo de la magia. La tentación es voraz, abierta, desafiante. Los juegos de seducción no activan las alarmas del panóptico místico, porque la seducción vence en secreto. Es la sutileza de lo femenino. Se concretiza en un lapso de no-tiempo, por eso la tentación y la seducción son del estatuto de lo ritual, del ceremonioso silencio. La tentación es el antes, la seducción es el durante y la corporeidad es el después. Hay un antecedente literario para el personaje de la Eva-costilla 9 . Un personaje femenino que a pesar de ser citado en varios textos de la antigüedad va a ser poco visibilizado y representaría a la primera mujer en el mito de creación hebraico. Lilith. La primera feminista, la insubordinada, la ninfómana; una maga sexual. Hécate 10 . 8 Jean Baudrillard, De la Seducción habla como el cuerpo es el soporte de una grande empresa de significaciones. Esa empresa obliga al cuerpo femenino a significar, un destino político. 9 Marcela Lagarde utiliza el término "Eva-costilla" en su libro "Los cautiverios de las mujeres" para referirse a la construcción ideológica de un personaje sub-alterno desde su esencia. 10 Hécate era también vista como una grande diosa en la Grecia Micénica. 19 El origen de Lilith está atribuido a los pueblos asirio-babilónicos, aparece también en la mitología Mesopotámica. Lilith sería antecesora de Eva según el manuscrito original de Bem Sira 11 . Habría sido la primera mujer creada por Dios; de la misma sustancia de Adán y no de su costilla, sin memorias de obediencia o sub-alteridad. Esta característica la habría llevado a abandonar por cuenta propia el Paraíso. En condición de paría Lilith se junta a los ángeles caídos y se une con Samael, el mayor de los demonios. Lilith y Samael engendran una legión de súcubos e íncubos; gracias a esta prolífica descendencia, Lilith tiene una posición destacada en los libros de demonología hebraica. La mención de Lilith, Lilitu o Lilite en "las sagradas escrituras" es discutida. 12 La hipótesis que más me interesante, es la que plantea como en los múltiples procesos de re-significación simbólica realizados por la cristiandad, el personaje de Lilith fue sincretizado en una forma animal: la serpiente. En la mitología mesopotámica Lilith es un demonio femenino relacionado por el elemental del viento. El viento como elemento comunicador de males, dolencias, incluso la propia muerte. En la mitología Griega Lilith asociada con la diosa Hécate, simboliza la noche. Conocida también como "La mujer escarlata", era una divinidad terrorífica que guardaba las puertas del inferno, montada en un enorme perro de tres cabezas. La mujer escarlata aparece también en el libro del Apocalipsis representando a La puta de Babilonia 13 . Lilith como figura femenina desprestigiada adquiere nombres como: La gran Ramera, La puta de Babilonia, La falsa, Demonio, La bruja del desierto, La perversa, La negra. Iconográficamente, el cuerpo de Lilith es la representación de un femenino desbordado: la sinuosidad de un cuerpo desnudo en una supuesta disposición a los 11 También conocidos como los Manuscritos del Mar Muerto, son una seríe de textos y evangelios apócrifos, encontrados entre 1940 y 1950. Su origen es atribuido a un grupo llamado Los Esenios, dentro del cual abría sido instruido el Jeshua judío y María Magdalena. 12 La única mención en la Biblia aparece en Isaías 34:14 «Los gatos salvajes se juntarán con hienas y un sátiro llamará al otro; también allí reposará Lilith y en él encontrará descanso». 13 La Ramera de Babilonia es un personaje que aparece en el libro bíblico del Apocalipsis. Está asociado con la idea del Anti-Cristo, de la caída de Babilonia, del fin del mundo. 20 primitivos instintos sexuales. La re-significación de la corporeidad femenina alcanza los limites más extremos y es así como el cuerpo de la mujer se fetichiza; asume la forma sinuosa, la mujer es engullida por la serpiente. Lilith fue engullida por un cuerpo simbólico: el reptil bíblico. Lilith plantea la relación de la mujer con la animalidad en contraposición a la relación hombre-espíritu; lo terrenal en oposición a lo divino. 1.4 La Iniciación. "Primeiro foi o vento. Mais tarde, como un relampago, como uma língua de prata no céu; foi anunciada no vale de Anáhuac a tempestade que lavaria o sangye da pedra. Foi depois do sacrificio que cidade oscureceu e se ouviram explosões ensurdecedoras; mais tarde apareceu no céu uma serpente prateada que foi vista em diversos lugares" Nacimiento de la Malinche por Laura Esquivel. La antropóloga Timi Gaspari 14 define los ritos de Iniciación como nacimientos sociales. Solamente después de haber pasado ese umbral, los individuos son autorizados de participar en los momentos trascendentes de la vida colectiva. El tiempo ritual es un ejemplo de esos estadios donde el ser experimenta estados alterados de consciencia a través de diferentes dinámicas: practicas meditativas, consumo de psicotrópicos, estados de consciencia alterada, etc. Ese no-tiempo planteara un máximo deleite para el ser que lo experimenta. Por un lado la disolución del yo y por otro; la idea del gozo relacionado la eternidad, con una experiencia mística; el no tiempo del nacer, del placer , del dormir, del morir 15 . Sin embargo, el tiempo ritual también supone una experiencia de angustia por su carácter definitorio. Secretos constitutivos del colectivo, sistemas de creencia son revelados a los iniciados. Significa muchas veces hacerse adulto, desposar. 14 Timi Gaspari es antropóloga y profesora de Estudios Africanos y orientales de la Universidad de Londres. 15 La petite mort del orgasmo sexual. El éxtasis de una mujer ausente presa del desvarío. 21 No había sexualidad entre Adán y Eva antes de la iniciación, sólo el erotismo agresivo de la infancia. Eva es iniciada primero, sólo un iniciado puede iniciar a otro. Eva inicia a Adán. Eva es la sacerdotisa. Ese agenciamiento es prohibido y será duramente juzgado. La infinita fuente de todo instinto, el despertar del sexual femenino, es el primer estadio del ritual y el encuentro con la serpiente representara la ceremonia. Poderosos arcanos le son ofrecidos a la mujer. Eva da el salto, ha dejado su cuerpo a disposición del iniciador. Eva La Primera Virgen encara el culto, sin certezas de sus propios deseos. Accede al conocimiento. La seducción es el ritual donde se ofrece esa consagración. La ceremonia se oficializa en un jardín secreto. Un reflejo interior del constructo contenedor se materializa a través del éxtasis del momento. Eva visiona, nuevas imágenes son creadas. - Seréis como dioses! - Predijo el Iniciador. Aparece el cuerpo. Del Logos al Ethos a través del Eros. Metamorfosis. Hambre, sed, ha comenzado la rebelión del cuerpo. El cielo obliga a rendir cuentas. 1.4.1 La Seducción. Un destino indeleble recae sobre la seducción. Para la religión fue una estrategia del diablo, ya fuese bruja o amante. La seducción es siempre la del mal. O la del mundo. Es el artificio del mundo. Jean Braudrillard. La seducción propone una debilidad. - "Flesh is weak" says the Gospel. La debilidad de la carne, del cuerpo, de lo humano como no divino. Los rituales humanos precisan del cuerpo, no así los rituales divinos. Para la mujer es absoluta entrega al momento. Desvanecimiento del sentido, arrojamiento. Se impone una palabra, trance. Hipnosis, una histeria pre-freudiana. Enraizamiento del ser en la profundidad mundana. El cuerpo media. En el cuerpo se inscribe el curso del cambio. El cuerpo gana conocimiento. La seducción como poder, el poder como conocimiento. La seducción desafía la sumisión de la mente, confronta el tabú de tener un cuerpo. 22 La seducción no es del orden de los símbolos, la seducción es un hechizo. La seducción es la primera forma de magia, asumida como intrínseca a lo femenino. El tiempo ritual de la seducción es para la mujer un espacio en el cual la divinidad patriarcal pierde su omnipotencia. Ella está sola en su encuentro. Mirando un espejo que la mira. Mirada de Medusa que no congela, pero advierte peligros. Si somos humanos es por nuestra capacidad de ser seducidos, de caer o ceder. Eva cae, cae la humanidad. Eva no es iniciada por Dios, ni por el hombre. Primera desobediencia de la mujer, no ser desflorada por el padre. El rito se completa, el deseo femenino se libera y es puesto al servicio de un nuevo eros social. El ritual termina: -La serpiente me sedujo -dice Eva. 1.4.2 La Serpiente Eva es iniciada bajo un símbolo universal de profundas y antiguas concepciones sobre el tiempo, la sabiduría y la energía. Este símbolo es La serpiente. Ricoeur dice que la serpiente representaría la tentación de colocar la vida sexual al servicio de cultos paganos y la entrega al libertinaje que el paganismo representaba. El proceso de satanización de la serpiente como símbolo, es el proceso de fetichización de la mujer como cuerpo; la serpiente es el primer arcano en el camino de la creación del mal. No hay un paraíso sin serpiente. El rastreo de la serpiente como símbolo arroja una amplia y fantástica serie de resultados. Su estatus es el de un símbolo universal. La serpiente representa el tiempo cíclico, el eterno retorno, la auto existencia, la continuidad, la inmortalidad; la rueda del tiempo. El símbolo matemático del infinito podría derivarse de él. Esta relación simbólica que se articula entre la serpiente y el carácter cíclico de la vida la vincula con la mística lunar. Cirlot 16 describe la serpiente como: Epifanía de la luna. 16 Juan Eduardo Cirlot, Diccionario de Símbolos (1992:408). 23 Los valores selénicos de la serpiente se establecen en varios aspectos: Los ciclos con la renovación de piel de la serpiente, la noche con la condición telúrica del reptil que se esconde por periodos en la sombra, en formas de espiral se sincretizan símbolos que ilustran las fases de la luna. La relación que se establece entre la luna, la serpiente y la mujer es entonces del orden de lo científico, físico y metafísico. El reconocimiento de un ciclo perpetuo a través de la observación de los ritmos lunares será entonces determinante para el entendimiento de lo femenino: fertilidad, tierra, agua, lluvia, regeneración periódica de la vida. Este entendimiento asocia a la mujer con el descubrimiento de la agricultura; pero también con la capacidad de controlar la vida y la muerte. La magia, la sangre y su relación con las antiguas practicas de fertilidad pertenecen a este orden de ideas. Se puede inferir el importante papel de las diosas lunares en las cosmovisiones de las civilizaciones humanas pre-cristianas: Los Acadios tenían a la diosa lunar Ishtar, Hathor en el antiguo Egipto, Anaitis en Persia, Mesopotamia tiene a la diosa Sin, Grecia a Artemisa, Hécate, Febe, Selene, Rea. Egipto tiene a Thot, Jonsu, Iah. Roma a Diana, Luna, Venus. La Civilización Inca a La Mama Quilla, la civilización Azteca adoraba a Coyolxauhqui, Cihuacóatl, “Mujer Serpiente” (en náhuatl), diosa del nacimiento, patrona de los médicos, de los sangradores, de las parteras, de los cirujanos y de los que daban remedios para abortar, guía recolectora de las almas. También era llamada Quilaztli, Yaocíhuatl (mujer guerrera y amante de los guerreros), Tonatzin (nuestra madre) y Huitzilnicuatec (cabeza de colibrí). En Noruega la diosa Máni, Japón a Tsukuyomi. La civilización Muisca adoraba a la diosa Chia . 1.5 Paraíso Perdido, La Desnudez Eva cede a la tentación y aparece como un cuerpo desnudo. La narración bíblica plantea el reconocimiento de la corporeidad a través de la visión de la desnudez, que será en adelante reconocida como el gran símbolo de la Inocencia pérdida. 24 En el Medioevo las representaciones pictóricas recrean el mito de Adámico en el Paraíso Terrenal; cuerpos desnudos sin señas de erotismo. Este cuerpo desnudo alude a un estado de inocencia relacionada con la desnudez infantil, un estado de pureza que es transgredido a través del cuerpo, que cargado de sentidos se ruboriza ante su reflejo en el espejo. La perdida de la Inocencia, así como la Pérdida del Paraíso se reconocen en la emergencia de sensaciones con que lo humano es envestido: vergüenza, culpa, dolor. 17 La expulsión del mundo de la inmanencia plantea para lo humano un quehacer, un accionar de la creación de un nuevo establecimiento en el territorio de la indefinición. El trabajo y el destierro como castigo. Rudolf Otto 18 habla de un "Mysterium Tremendum" que experimenta el hombre en relación a una fuerza sobrenatural que equipara el poder de creación con un poder divino, con una deidad; omnipresente, inmutable, abstracta, incomprensible y eterna. Respecto a estos poderes el hombre experimentará una sensación de profunda insignificancia, fenómeno que podría ser el núcleo de la experiencia religiosa en cuanto a la necesidad humana de asumir la creación de su mundo y de esta manera, imitar la obra de los dioses. La región extramuros, es un territorio oscuro, amorfo; es el caos místico y simboliza el espacio profano por excelencia; donde lo humano habitaría abyecto y con constante nostalgia de un retorno al éxtasis del espacio sagrado primigenio. La expulsión del Paraíso es al Homus Religiuos lo que la separación de la madre es al infante: fobia primaria, el miedo al vacío; el miedo a la muerte. Para las mujeres La expulsión del Paraíso es el mito occidental que estructuró simbólicamente un edificio de conceptos como culpa, pecado, desobediencia y castigo. Eva como responsable, Eva sacerdotisa, Eva símbolo de la desobediencia civil. Eva nos inicia páganos. 17 Es relevante anotar que para la visión judía le experiencia del Pecado y la culpa tenía que ver con la madurez. 18 Teólogo protestante alemán. Autor en 1971 de La idea de lo santo. 25 1.5.1 El Goce Pagano Una escuela de etnólogos alemanes y austriacos defienden la existencia de ciertas prácticas rituales periódicas que estarían relacionadas con el llamado "Ciclo matriarcal agrícola"; periodo evolutivo donde la mujer habría tenido el domino capital sobre la economía y la vida social de la comunidad. Julio Caro Baroja 19 a es uno de los referentes imprescindibles en la tesis de la existencia de un posible matriarcado entre los pueblos cántabros. Baroja defiende la existencia de un matriarcado al describir una sociedad matrilineal, donde el poder económico y político de las mujeres era sustentado por el precioso y exhaustivo conocimiento que poseían acerca de los ciclos, fechas y todo lo concerniente al éxito de las cosechas. Matriarcado tendría que ver con la vida y no con un ejercicio de poder semejante al patriarcal. Al parecer las tribus del norte, los lusitanos, los celtíberos y los habitantes de la Bética tenían cierta divinidad selénica cuyo nombre era un tabú, y a la que se rendía culto ceremonial, donde las mujeres asumían el rol de sacerdotisas (Baroja. 1978: 30). El termino más antiguo para sacerdotisa procede del sumerio y es traducido como «Prostitutée Sacrée" dice Cliford Bishop en su libro El sexo y lo sagrado. 20 La prostituta sagrada era una mujer al servicio de la comunidad, de importante estatus por su linaje, nivel educativo o de riqueza; pero que a la vez encarnaba temporalmente la esencia de la diosa que la consagraba. Los reyes precisaban la bendición de la diosa para garantizar su poder en un estadio del tiempo cuando la sexualidad, la religión y la cultura eran transversales en el proceso de desenvolvimiento del cosmos social. Sexualidad y el misticismo estaban ligados en el mundo pre-cristiano. La iniciaciónconsagración a la diosa tornaba a las sacerdotisas depositarias del poderoso conocimiento de las artes erótica, representadas como energía primordial. 19 VEASE, Caro Baroja, Julio. As bruxas e o seu mundo. 1978 20 VEASE Bishop, Cliford. Le sexe y le sacré. 1997 32 CAPITULO II SEGUNDA ELABORACIÓN DEL MIEDO: El Terror En 1985 M.Taussing 25 reseña en su libro Chamanismo, colonialismo y hombre salvaje un texto del escritor chileno Ariel Dorfman 26 , donde el autor hace uso de una leyenda perteneciente a la mitología Mapuche 27 , para referirse al modelo autoritario establecido durante la dictadura militar chilena: "Así los huesos no hayan sido quebrados, ni cosidas las bocas; los chilenos ya son, en cierto modo, como Imbunches. Están aislados unos de otros, sus medios de comunicación han sido suprimidos, cortadas sus conexiones, sus sentidos embotados por el miedo". Esta leyenda mapuche cuenta que las brujas de la zona, raptaban niños para transformarlos en una forma monstruosa llamada «Imbunche», quienes estaban destinados a proteger las cuevas donde ellas habitaban. El proceso para transformar los niños era horrible y despiadado: en primer lugar, las brujas quebraban una de sus piernas y se la cosían en la espalda, para que el niño no pudiera escapar. Oídos, ojos y boca eran cosidos también. La cabeza se la acomodaban al revés, de tal forma que la criatura caminara hacia atrás. Algunas veces el Imbunche interrumpía el silencio de la noche con chillidos desagradables con los que se comunicaban con las brujas, el mito cuenta que el sonido era tan monstruoso que aterrorizaba a los viajeros nocturnos. 25 Michael Taussing (Australia 1940) es antropólogo, autor de Xamanismo, Colonialismo e o Homem Selvagem, Fetichismo da Mercadoria, The Devil and Commodity Fetishism in South America, The Nervous System, Mimesis and Alterity; A The Magic of the State, entre otros. 26 Ariel Dorfman (Argentina 1942) Profesor de literatura y estudios latinoamericanos en Duke University (U.S.A) y autor de El largo adios a Pinochet, La muerte y la doncella, co-autor de la obra Cómo leer al Pato Donald, 27 Los Mapuches son un pueblo originario de la región centro-sur de Chile y del sud-oeste de Argentina. Protagonistas en la actualidad de una fuerte resistencia indígena en contra de la expropiación territorial y la recuperación del territorio ancestral. 33 El mito describe la potencialidad de un ser maligno y misterioso que tiene la facultad de dominar la mente y el cuerpo de los seres humanos; debilitando sus facultades por medio del aislamiento y algún misterioso y poderoso conocimiento sobre cómo transformar el cuerpo. La bruja Mapuche como identidad abyecta habita en el territorio de la indefinición, sus poderes pasan por el absoluto dominio de lo corpóreo, siendo capaz de metamorfosear la inocencia, la pureza de la existencia, subvirtiendo y transgrediendo la humanidad. Ninguna comunidad se sirve de ella, ella misma es enemiga de la humanidad. Comete el más monstruoso de los crímenes al privar de libertad a la vida que florece, inhabilitando la capacidad de movimiento, de habla, de interacción con otros individuos; de esta forma su alquimia inversa genera un ser que pierde todo contacto con sus semejantes, desvinculado, desarraigado, paría. Radicalmente excluido de la esfera social: el Imbunche, representa el máximo nivel de enajenación social 28 . La bruja Mapuche posee la capacidad de lograr un fin particular sobre los sujetos, articulando el uso del control, la manipulación y la dirección de mecanismos ocultos; patologías del mal, dispositivos "sobrenaturales" que serian finalmente, la quintaesencia de su poder. La inteligente metáfora que propone Dorfman interpreta el periodo del régimen militar chileno 29 como un estado de terror, que no necesariamente está ligado a la muerte. Los personajes proponen un sentido de pérdida del "yo", una metamorfosis en la holística de los individuos sobre quienes se experimentan los diferentes instrumentos de violencia en las dictaduras y regímenes. El ser humano es sometido por una figura que encarna el concepto de la maldad, la crueldad, lo despiadado; lo inhumano. El ser humano vulnerado y separado de su 28 El concepto "enajenación" puede encontrarse en diferentes contextos; económico, jurídico, psicológico. En la esfera de lo filosófico se relaciona la enajenación con el concepto "alienación" que plantea una condición de extrañeza, algo ajeno a si mismo, un "yo" rarificado, una condición de extrañeza. 29 Periodo histórico chileno comprendido entre septiembre de 1973 y marzo de 1990, tiempo durante el cual se desarrollo una dictadura militar liderada por Augusto Pinochet. 34 colectividad, aislado de la esfera social, establece un sentido de pérdida de desarraigo, quedando desvinculado de un todo. Sin personalidad legal o política, sin cualquier estatus de humanidad ese ser, queda abandonado en un cosmos de violencia impenetrable. Los términos que lo sujetan física y psicológicamente a un sentido de la realidad son bloqueados, transformados y suplantados en procesos sistemáticos de intimidación y castigo que destruyen los principios que rigen los universos específicos de cada individuo. Transgredidos todos los limites el mundo deviene un teatro de la crueldad, toda suerte de representaciones macabras que amenazan la existencia: La Bruja y su monstruosa creación el Imbunche son símbolos del régimen dictatorial chileno, de la violencia extrema en ese régimen de terror. Dorfam utilizará el término "Realidad Mágica" 30 , para referirse a -un episodio en que un alto funcionario del régimen al ser interrogado por la detención arbitraria en un estadio de 5000 habitantes de los tugurios chilenos, negó rotundamente la existencia de los hechos, respondiendo: "Cuál estadio? Cuáles tugurios?". Hechos, espacio y personajes habían desaparecido por arte de magia. 2.1 Los Monstruos y la realidad mágica. A woman in the shape of a monster a monster in the shape of a woman the skies are full of them. Adrienne Rich 30 En el contexto Latinoamericano floreció en las décadas de 1960 y 1970, una poderosa corriente literaria e identitária llamada "Realismo Mágico" que fue una respuesta política y creativa a la tiranía de los regímenes y dictaduras que buscaban borrar la memoria y silenciar las voces de miles de víctimas que fueron torturadas, asesinadas y desparecidas en Chile, Argentina, Brasil y Bolivia en ese periodo. El Realismo Mágico encriptó la denuncia haciendo uso de personajes e mitos propios de las cosmogonías del sur; logrando así interpretar y registrar el lado más oscuro, absurdo y ambiguo del devenir humano. 35 Un totalitarismo 31 es un régimen de terror, una poderosa fabrica de macabras representaciones que personifican los miedos más íntimos de la humanidad. Una figura del poder absoluto desplegando una doctrina caprichosa y perversa, donde los seres regresan a un estado de indefensión. El humanista búlgaro Tzvetan Todorov 32 advierte en su libro "Memoria del mal, tentación del bien" 33 , que debido al alto grado de dificultad que demanda asimilar e interpretar lo aberrante de lo acontecido en un régimen de terror como por ejemplo, el holocausto judío; el ser humano recurre a mecanismos de defensa o a estrategias de afrontamiento como podría ser el hecho de recrear la figura de los nazis en un umbral por fuera de lo humano, un devenir in-humano, bestial; lo monstruoso en cuanto a carencia de alma se refiere. Primo Levi 34 también indagará en el termino desde el mismo contexto y llegará a una conclusión; a partir de la triada hombre-actos-monstruos hace una aclaración: "Los monstruos existen, pero son poco numerosos para ser verdaderamente peligrosos. Los que sí son verdaderamente peligrosos, son los hombres comunes que cometen actos monstruosos." 35 36 La dislocación del ser humano hacia la monstruosidad puede acontecer por la vía simbólica y por la vía política. Históricamente la construcción y de-construcción de identidades ha sido una de las claves en la producción de los modelos de sociedad en el mundo civilizado. Los saberes y lenguajes dominantes se establecen a partir de diversas normativas 32 Tzvetan Todorov (Bulgaria 1939-Francia 2017) Filósofo, filólogo y linguista, escribió sobre la memoria y los hechos que el ser humano decide recordar desde su propia experiencia con el totalitarismo y el holocausto nazi. La conquista de América, Las morales de la Historia, Frente al límite y Los abusos de la memoria son algunas de sus obras. 33 Todorov asume la tesis sobre totalitarismo de Hanna Arendth; analizará dos formas de recordación; una memoria lineal que ocupa la forma del "trauma" y una memoria ejemplar que tiene capacidad de elaborar ese trauma y tornar al ser humano en un ser resilente. 34 Primo Levi (Turín 1919-1987). Fue un escritor italianos conocido por su trabajo sobre el Holocausto Nazi. 35 FEDERICO IRAZÁBAL, El giro político. Una introducción al teatro político en el marco de las teorías débiles (debilitadas) 2004: 112 36 "El sueño de la razón produce monstruos" es un grabado de la serie Los Caprichos del pintor español Francisco de Goya. Se publicó en 1799 36 morales, legales, estéticas y/o metafísicas, que implantan códigos mainstream 37 , buscando controlar la multiplicidad de la vida social con fines específicos. Es claro que desde sus genealogías, muchos sujetos sociales desde sus subjetividades, representaron un desafío para esas normativas y tuvieron que enfrenarse políticamente con lo establecido. Este enfrentamiento establece una posición de rebeldía que buscara ser estrangulada por medio de un anillo coercitivo de poder: salvajes, barbaros, traidores, paganos, herejes, apostatas, brujas, esclavos cimarrones, villanos, rebeldes, traidores, revolucionarios, contrarrevolucionarios, terroristas, subversivos, guerrilleros, son fueron formas de resistencia civil que en los procesos de señalamiento, fueron reducidos a instancias retoricas de oposición, sub-alteridad, ilegalidad, extrañeza. El monstruo político una forma que se enfrenta a la normativa, quiere establecer el caos. La aceptación de los individuos por parte del status quo es lo que los legitima como normales o "anormales" 38 y son los aparatos ideológicos del estado: la religión, la educación, la familia, las leyes, el sistema político, los media, la cultura, los encargados de ese agenciar tanto a los unos como a los otros. Se buscará entonces que las identidades que por una u otra razón desafíen la normativa, se tornen fuerzas oprimidas; esto es: que sean silenciadas, que pierdan libertad de acción y que salgan de la escena do lo público por dos vías: Siendo desprestigiadas y condenadas al desarraigo social o siendo aniquiladas. Las identidades por fuera de la normativa son señaladas, satanizadas; politizadas y empiezan a flotar en un meta-cosmos, un limbo. Un estado de parías, usando el termino de Hanna Arendt 39 . Expropiadas del estatus de humanidad, no tienen derechos civiles; se esconden o viven la experiencia de la persecución política; en el 37 Mainstream en cuanto formas culturales que la mayoría de gente asume como normal, convencional o de ley. 38 A partir de múltiples fuentes teológicas, jurídicas y médicas, Foucault problematiza la existencia de ciertos individuos "peligrosos" que en el siglo XIX, se nombraron como "anormales" (monstruos, incorregibles y onanistas). 39 VEASE Arendt, Hanna. La condición Humana (1998:2). 37 peor de los casos conviven con la amenaza de muerte, de ser torturadas, mutiladas , esclavizadas o ejecutadas. Esa meta-cosmos es el totalitarismo. Sometidas a los códices de castigo, tortura, aislamiento, dolor, silencio, soledad y muerte; las identidades opositoras al régimen son confrontadas a experiencias catárticas que traspasan las fronteras de lo genéricamente humano. El régimen de terror es una dimensión sobrenatural, desde esa perspectiva. H. Arendt refiere en La historia del Totalitarismo cómo los altos niveles de arbitrariedad y el potencial de destrucción de los instrumentos de violencia usados en los regímenes de terror; distorsionan la percepción de los personajes y de los hechos; alteran el sistema de valores de la sociedad y finalmente, menguan la capacidad para distinguir entre lo que es verídico y lo que es ficción entre esas realidades. La estrategia base de El totalitarismo es instaurar el miedo humano a través de diferentes mecanismos. El miedo se constituye entonces como la construcción cultural más poderosa para el control de poblaciones, masas humanas, incluso de naciones. 2.2 El Holocausto Femeníno. "Diez, veinte, treinta mil torturadas, muertas... En estos rangos las cifras dejan de tener una significación humana" Pilar Calveiro, Poder y desaparición La necesidad de comprender y desmontar ciertas "verdades históricas", obligó a las mujeres a trabajar en la revisión de muchos de las narraciones historiográficas que las sociedades asumieron como ciertas. Una de las mejores cosas que están pasando gracias al feminismo es que las mujeres comenzaron a aparecer más en los libros de Historia; y muchas de las que fueron invisibilizadas en el pasado están siendo sacadas a la luz. En la historia occidental paganos, cristianos , judíos, musulmanes, indígenas y negros llegaron a ser identidades representativas del mal, de la barbarie o incluso de lo no- 38 humano y sus experiencias dentro de regímenes totalitaristas está más o menos documentadas. Sin embargo, los hechos acontecidos durante los siglos XV, XVI y XVIII 40 ; cuando las mujeres fueron objetivo político para el régimen de terror de la Inquisición; es un episodio de la humanidad tratado sin rigor y sobretodo, sin perspectiva de género. El no reconocimiento de la figura de La Inquisición como un ejercicio de totalitarismo y la Caza a las brujas como un "genocidio feminicida 41 podría estar relacionado con la ausencia de las mujeres en la confección de su propia historia. Teniendo en cuenta que sólo en el siglo XIX las mujeres comenzaron a ejercer sus derechos civiles, es claro que dar valor a todas sus experiencias, como una forma de acceder a la verdad histórica; es un ejercicio en el que se ha recorrido un trayecto muy corto. Fueron las historiadoras feministas quienes se preguntaron acerca de los verdaderos hechos, los móviles políticos y las razones por las cuales cientos de miles de mujeres fueran torturadas, masacradas y posteriormente re-victimizadas sin que eso tuviera gran relevancia histórica. Algunos aspectos que podrían relacionarse al respecto serían: 1. Que La caza de brujas fue para la historia universal casi una ficción. Es claro que todo lo acontecido a las mujeres en ese régimen de terror y durante casi tres siglos, se estableció en la memoria colectiva 42 como un periodo de "realidad no-ordinaria"; cuando el mundo era vivido y pensado de otra manera. Que bajo ese argumento los directos responsables de tal barbarie (La Iglesia Católica en la figura de la Inquisición), 40 siglos XV, XVI Y XII 41 Es posible encontrar el término Ginocide en inglés para referirse al asesinato de gran número de mujeres. 42 El filósofo y sociólogo Maurice Halbwachs (Francia 1897 fallecido en el campo nazi de Buchenwald en 1945) acuñó el término Memoria colectiva para hacer referencia a los recuerdos y memorias que atesora y destaca una sociedad. 39 obtuvieron el beneficio de la duda; aspecto fundamental para entender la levedad crítica con que la historia oficial asumió La caza a las brujas 43 . 2. Que el material probatorio: cientos de actas, elaboradas detalladamente por los escribas de los Tribunales de la Inquisición, donde se compila un universo de confesiones bajo tortura fueron censurados. Las actos de los juicios donde mujeres sin derecho a la defensa, confesaron prácticas de canibalismo, infanticidio, fabricación de venenos, sacrificios humanos, zoofilia, adoraciones macabras, daños en propiedad ajena, asociaciones delictivas, pactos satánicos etc. estuvieron hasta hace pocos años, bajo la categoría de material Ultra Secreto propiedad del Vaticano. Sólo en el año de 1998 se abrieron al público los archivos secretos de la actual Congregación para la Doctrina de la Fe, antiguo Santo Oficio. El papa Juan Pablo II pidió a la iglesia católica un examen de consciencia sin precedentes. La Comisión Histórico-teológica del Comité para el Gran Jubileo del año 2000 convocó e especialistas, historiadores y académicos a un congreso internacional sobre la Inquisición. Los reconocidos especialistas de diferentes religiones analizaron en tiempo record, cientos de actas de juicios y documentos que estuvieron vetados por siglos. El desenlace se resume a una mediática transmisión del Papa Juan Pablo II, pidiendo un comedido perdón por los errores cometidos por los hijos de la iglesia en el pasado y al cardenal dominico George Cottier 44 , miembro de la comisión Teológica Internacional; ofreciendo un sintético juicio: «La gran debilidad de la Inquisición consiste en haber querido defender la verdad con medios violentos». Esta posición es de gran importancia, ya que absuelve de culpa histórico-moral a la Iglesia, justificando la "defensa de la verdad" como fin único de los procesos inquisitoriales y los "medios violentos" 45 como el centro de los cuestionamientos. 43 El proceso que desenvolvió la figura de una identidad femenina demoníaca, fue asumido por la modernidad y la contemporaneidad como parte de un imaginario propio del pensamiento medieval y lo acontecido es visto como las reglas del juego del entonces. 44 Intelectual católico y teólogo emérito de la Casa Pontificia. 45 La violencia es ella misma un poder económico. Marx, Karl, El capital, tomo I (2006:940) 40 3. Que La caza a las brujas fue un dispositivo bio-político que al transvestirse con banderas religiosas, logro manipular y despolitizar el hecho de haber expropiado a las mujeres de sus cuerpos y de los derechos sobre ellos mismos. Silvia Federici reconoce el régimen de terror inquisitorial como parte de un ejercicio de disciplinamiento civil, necesario para dar el paso de un modelo feudal de economía a un modelo capitalista. La tesis de Federici plantea que con el hecho de haber confinando sistemáticamente a las mujeres a la esfera de lo privado, se destruyó toda forma de comunalidad solidaria 46 ; es decir, modos y prácticas de empoderamiento popular donde las mujeres eran figura clave fueron debilitadas y finalmente destruidas. 47 2.2.1 La conspiración. El significado práctico de la manía de las brujas consistió, así, en desplazar la responsabilidad de la crisis de la sociedad medieval tardía desde la iglesia y el estado hacia demonios imaginarios con forma humana. Preocupadas por las actividades fantásticas de esos demonios, las masas depauperadas, alienadas, enloquecidas, atribuyeron sus males al desenfreno del Diablo en vez de a la corrupción del clero y la rapacidad de la nobleza. Marvin Harris Siempre que un régimen de terror se instaura en una sociedad, es porque ha desplegado todo su capital de violencia sobre esa sociedad. Ese despliegue es funcional gracias a gigantescas maquinarias ideológicas especializadas. Reconocer que La caza de brujas fue en todos sus aspectos un régimen de totalitarismo, es un ejercicio académico con el que algunas historiadoras feministas 46 La socióloga aimara Silvia Rivera Cusicanqui (Bolivia 10949) defiende la "comunidad solidaria" (Cusicanqui y Lehm, Los artesanos libertarios y la ética del trabajo. 1998) como una forma de economía auto-suficiente: trueques, intercambios, plotach; dinámicas que fueron y son practicadas hoy en día por algunas colectivos (ver el caso de Bolivia y sus prácticas de democracia comunitaria como modelos alternativos de vida comunal). La cooperatividad desaparece con la privatización de la tierra. 47 Lo común era muy importante en la aldea feudal, los siervos siempre disponían de algún recurso y se gestionaban verdaderas formas de auto-gobernabilidad. R.D.Tawney usa el término "Comunismo primitivo" para referirse a la red de relaciones de cooperación en la aldea feudal. 41 han logrado esclarecer las verdaderas finalidades económicas y políticas que se escondían detrás de una maquinaria productora de ficciones . Federici cuenta como básicamente, a finales del siglo XIII Europa estaba infestada de gentes que amenazaban el status quo de la sociedad medieval. El ocaso del feudalismo, el surgimiento de monarquías nacionales y la crisis demográfica creó un periodo de gran tensión. Los movimientos de protesta, las demandas populares en procura de justicia social y la necesidad de una renovación espiritual movilizaron multitudes. Rebeldes, libre pensadores; criticaban las jerarquías sociales, la corrupción del clero, la explotación de la gente, las jerarquías sociales. En ese sentido - El movimiento herético fue la primera internacional proletaria -dice Federici, la principal forma de resistencia social en la edad media 48 . El movimiento herético funcionaba como una red transnacional, que se vio obligada a tornarse clandestina ante el despliegue legislativo que impuso la pena de muerte a sus miembros; sin embargo sus células y colectivos ofrecieron el máximo de resistencia. Cátaros, espirituales, los pobres de Lyon, los valdenses surgieron en Francia, Flandes, Alemania y amenazaban el monopolio del máximo prelado en Roma. Proponían una democracia obrera y desafiaba el pensamiento patriarcal de la iglesia. Las mujeres formaban sus propias comunidades como el caso de las Beguinas en Alemania y Flandes, Los Cátaros adoraban una figura femenina: Nuestra señora del Pensamiento, daban mayor importancia a la figura de María Magdalena en su papel como difusora del cristianismo, entre los Valdenses las mujeres alcanzaban el estatus de sacerdotisas; predicaban y bautizaban reinterpretando la tradición religiosa; los Bogomilos, anarquistas radicales eran escépticos al matrimonio. El movimiento herético proporcionó a la masa empobrecida un sentido de colectivo, hermanándolos y empoderándolos ideológicamente. Las mujeres eran parte 48 Entre el siglo XII y el siglo XIII puede situarse la aparición de los Movimientos Milenaristas y Heréticos, representados por campesinos empobrecidos, jornaleros urbanos y rurales, mujeres empobrecidas, curas rebeldes, prostitutas. 48 La Europa del Medioevo 64 es un continente constantemente diezmado por las pestes. Terribles dolencias se instalaban por siglos. Jules Michelet establece para cada siglo una enfermedad: El siglo XIV como el Siglo leproso, el siglo XV como el Siglo epiléptico y el siglo XVI como Siglo sifilítico. El despliegue de las pandemias era fácil de comprender al imaginar la miseria social del Medioevo, pero también hay un aspecto interesante en las prácticas médicas del contexto. Los médicos reconocidos eran hombres árabes o judíos cuyos honorarios sólo el clero y los reyes podían pagar; de tal manera el dolor y la enfermedad del pueblo eran tratados por mujeres que poseían conocimientos acerca del uso medicinal de las hierbas. La hechicera nace como consecuencia de la miseria de los siervos, dice Michelet. Un gran rango de estas plantas era conocido por estas mujeres a las que se les dio el nombre de Bonnes femmes, un nombre delicado que se le dio a las brujas o hechiceras. Hierbas de las hechiceras se les llamó a las plantas de huerta o del bosque que ellas usaban. Sus conocimientos eran precisos y conseguían establecer dosis exactas para calmar insoportables dolores, sedar a los enfermos para practicarles alguna intervención o incluso, para ayudarlos en el paso hacia el otro mundo. "A medicina da Idade Média ocupa-se unicamente do ser superior e puro (o homen), esse que pode ser padre e, sozinho, no altar, fabricar Deus. Ocupa-se dos animais; por eles se começa. Pensase nas crianças? Raramente. E na mulher? Nunca. (Michelet 1974: 115) Las Bonnes femmes también ayudaban a otras mujeres en los procesos de embarazo y parto; eran las parteras de la comunidad, pero también tenían conocimientos sobre métodos contraceptivos y de las enfermedades propias de las mujeres. El historiador John Riddle 65 documenta en su obra The Eve´s Herbs como durante el Medioevo las mujeres usaban 64 El historiador, geógrafo, arqueólogo y humanista del Renacimiento Flavio Biondo (Italia 1392-1463) acuñó el término Edad Media para señalar la existencia de unidad de tiempo comprendida entre el siglo V y el XV. La experta en Claude-Clair Kappler (Francia, Centre national de la recherche scientifique (CNRS) pour les littératures médiévales) señala un periodo comprendido por casí diez siglos. Monstres, démons et merveilles à la fin du Moyen Age (1999:19). 65 John Riddle (U.S.A 1937) especialista en la historia de la medicina, establece como desde el Antiguo Egipto y hasta el siglo XV la mujer había confiado en una amplia gama farmacológica de abortivos herbáceos y contraceptivos para regular su fertilidad. 49 métodos contraceptivos en forma de bebidas o supositorios fabricados a partir de hierbas; que al ser consumidos provocaban abortos o condiciones de esterilidad. Es importante anotar como los primeros juicios por brujería fueron por crímenes contra la reproducción. Sin embargo, además de la medicina familiar, la medicina social también despertó el interés de los inquisidores por esas mujeres. La mujer que curaba también profetizaba, leía oráculos de adivinación, ayudaba a descubrir tesoros, aconsejaba, se le confiaban secretos. Les Bonnes femmes frecuentaban el bosque en busca de las medicinas, tenían como aliada a la naturaleza. Convocaban y lideraban ceremonias de fertilidad, desarrollaban un trabajo social con la comunidad. Las Bonnes femmes representaban un poder femenino, un desafío al orden patriarcal 66 Para el año 1471, el papa Sixto IV promulga las hechiceras son una sociedad internacional lideradas por una figura masculina, Satanás. Las hechiceras son las novias del diablo (Michelet 1974:117). Se funda la Inquisición española; los reyes Isabel La Católica y Fernando de Aragón son la suma potestad de la Inquisición de la Edad Moderna 67 . Se otorga al fraile dominico Tomás de Torquemada el título de "Grande Inquisidor de Castilla". El cronista español Sebastián de Olmedo define a Torquemada como "El martillo de los herejes, la luz de España, el salvador de su país, la honra de su orden" . Torquemada un antisemita, adiciona a la lista de perseguidos los homosexuales, los judíos, los prestamistas y los bígamos. No hay cifras ciertas acerca de cuantas personas fueron sentenciadas a la hoguera por cuenta del dominico; crueldad le valió a los dominicos ser reconocidos como "Los perros de Dios". En 1484 el Papa Inocencio VIII instaura la Bula Summis Desiderantis affectibus, un hecho clave para el desarrollo de la Caza a las Brujas. La bula dejó sin vigencia una antigua constitución llamada Canon Episcopi, que de alguna manera protegía a las brujas ya que negaba su existencia. 66 La aparición de la figura del Diablo como aliado y patrono buscó menguar ese empoderamiento de las mujeres. 67 La Inquisición de la Edad Moderna que a diferencia de la medieval estaba bajo la autoridad de los Reyes Católicos en quienes el papa había delegado todo el poder en lo referente al exterminio de la herejía en Europa y en todo territorio sobre los dominios de su Monarquía. 50 El canon era una normativa disciplinaria para ser usada por los obispo y estaba lleno de referentes sobre brujería, contenía testimonios de mujeres poseídas por el demonio y es el documento que mencionó por primera vez la existencia de un encuentro clandestino de brujas: el Sabbat 68 . El canon era explicito en que todas esas visiones hacían parte de la imaginación de las almas impías. El canon había prohibido creer en la posibilidad del vuelo de escoba. Sin embargo, dijeron los Inquisidores, desde la creación del Canon Episcopi en el año de 906 d.C hasta 1484 fecha en que se publicó la Summis Dessideranttes afecttibus, se había desarrollado un nuevo tipo de bruja. Un personaje con mucho más poder, renegado de la fe católica, alguien que había realizado un pacto con el diablo. Esa adoración contraria a la fe fue lo que hizo de la bruja una apostata, una hereje y el vuelo de escoba es subrayado como una de las principales pruebas en su contra. La Summis Dessiderantis afectibbus establece la diferencia entre la Heretica Privattatis y la Nueva herejía de Brujería católica. Esta herejía, difiere de todas las otras en el sentido que las demás herejías simples no habían establecido un pacto abierto con el demonio. Las nuevas brujas son conocedoras de todas las formas de artes perniciosas y misteriosas; de supersticiones, repugnantes y malignas, y la peor ofensa al dogma, blasfemar contra la fe verdadera. Richard Kieckhefer 69 anota como la cristiandad redefinió totalmente el concepto de lo pagano, al suprimir la idea de la adoración de falsos dioses por la adoración a demonios. En 1545 el Papa Paulo III convoca al Concilio de Trento. Se determina allí adoptar una posición dura y represiva contra las hechiceras por temor a sus conocimientos. El Rey Jacobo I en 1604, aporta a la causa estableciendo la pena máxima para cualquier persona que use la magia o invoque espíritus, dando la estocada final a la brujería en Inglaterra. 68 Sabbat a pesar de sus múltiples sentidos, hasta este momento el Sabbat podría ser entendido como El inocente carnaval de los siervos. Durante muchos siglos los siervos llevaron una vida de animal nocturno. Las fiestas nocturnas de los siervos fueron señaladas como reuniones de revuelta, donde se bebía la sangre de unos y otros y se comía tierra en vez de hóstias. (Michelet 1974:129) 69 Richard Kieckhefer historiador de las religiones y del Medioevo. Profesor de la Universidad de Northwestern. 51 Así los hombres de Dios gerenciaron la persecución de les Bonnes femmes y de paso, gestionaron el exterminio de un patrimonio simbólico femenino de conocimientos, saberes y practicas transmitidas de generación a generación. 2.3 El aparato Mediático. El libro. En 1484 el Papa Inocencio VIII convocó a dos inquisidores la misión de crear un manual para el efectivo exterminio de las brujas en el Norte de Alemania: Jakcob Sprenger y a Henrici Institoris; más conocidos como Sprenger y Kremer. Educados como teólogos, estos dos monjes dominicos encarnaron las formas más radicales de misoginia. Toda la potencia de su odio contra las mujeres fue condensada en El Malleus Malleficarum, El Martillo de las Brujas. El libro escrito en latín que a pesar de su dupla autoría, se creé fue escrito en su mayoría por Kremer, es un detallado manual de violencias, torturas y crímenes feminicidas; así como también una cartilla de preguntas y respuestas sobre: El pacto sexual de la bruja con el diablo, los poderes de las brujas sobre la sexualidad masculina, los demonios. El desarrollo de la imprenta en el SXV fue pieza clave para la divulgación del libro en Europa. Inquisidores de Alemania, Suiza, Bélgica, Italia, Inglaterra y Francia fueron instruidos por el libro. El Malleus Malleficarum fue el libro guía por excelencia de los inquisidores Europeos durante 200 años. La trascendencia del texto es que establece la condición de bruja en relación exclusiva a las mujeres y su sexualidad. La sexualidad femenina es fantaseada a partir de las perversidades de los frailes y el deseo femenino es satanizado con la presencia de Satanás. La lujuria es un estigma social para la mujer y es el temor más grande de los hombres santos. El Malleus Malleficarum llama a las mujeres: "Las hijas del deseo, las Hijas de Caín". Las mujeres son reclamadas por su alianza con el mal. 52 Los asuntos sexuales se pormenorizan en gran parte del libro: el pacto, los hechizos, el falo masculino, los íncubos y súcubos, cúpulas y encantamientos; los rituales sexuales fueron una obsesión para los inquisidores: Las mujeres son hermosas cuando se les mira, pero contaminan cuando se les toca; atraen a los hombres, pero sólo para debilitarlos; hacen todo para complacerlos, pero el placer que dan, es más amargo que la muerte, pues sus vicios cuestan a los hombres la pérdida de sus almas y tal vez, sus órganos sexuales. (Kors Y Peters, 1972: 114115). El Malleus Malleficarum o Martillo de las Brujas fue una declaración de guerra contra las mujeres. 2.3.1 El sombrero The hat makes the witch. Mark Twain La caza a las brujas lideró su persecución en Europa, por medio de propaganda multimedia. Una de las primeras tareas de la imprenta fue propagar en las masas los peligros que suponían las brujas. Panfletos que publicitaban los juicios más famosos y sus detalles más atroces eran repartidos masivamente (Federici, 2016:233). La caza a las brujas fue un mal sueño colectivo gracias a la bien organizada estructura de la inquisición. Si tenemos en cuenta que uno de los íconos del arte del renacimiento es la capilla Sixtina podemos percibir las capacidades de los artistas plásticos al servicio del establishment. Irónicamente el templo donde se realizan los conclaves para escoger al máximo patriarca de la iglesia, La capilla Sixtina, recibe su nombre en honor a Sixto IV, responsable de la instauración de la Inquisición en España. El historiador C. Zika 70 establece en los comienzos de los años 70, el estudio académico de la producción plástica respecto a la brujería. Zica aclara que antes de eso todo el 70 Charles Zika es investigador e historiador de la Universidad de Melburne en Australia, especializado en cultura visual, brujería y la relación entre religión y emociones. 53 material visual no pasaba de meras ilustraciones decorativas. En 1973 Maxime Préud 71 influenciado por los estudios de expertos en el tema como Rober Mandrou 72 , Michel de Certau 73 , Caro Baroja y Hugh Trevor 74 ; haría la curaduría de Les Sorcières, la primera exhibición con carácter científico sobre el tema; organizada por la Bibliothèque nationale de Francia. 75 Si el pánico se torno colectivo fue gracias al desarrollo de una imaginética de lo brujeril. Grabadores, pintores, dibujantes y escultores fueron los encargados de elaborar un prototipo plástico de las brujas, del aquelarre y del Diablo. Pintores como Albrecht Dürer 76 , Lucas Cranach 77 , Hieronymus Bosch 78 , Pieter Bruegel 79 hicieron magníficos aportes para la construcción de ese imaginario.. Hans Baldung Grieng 80 , pupilo de Dürer fue uno de los primeros pintores renacentistas en desarrollar una serie de grabados, con la imagen de la bruja como una mujer vieja; en medio del aquelarre o volando sobre un palo de escoba o sobre un animal. Baldung sintetizo en su grabado más popular "Las Brujas" de 1510, el gran estereotipo de la bruja europea. Margaret Murray 81 asegura que el artista habría mezclado cuatro mitos para producir la imagen: 1. La mujer caníbal alemana que atacaba a las personas durante el sueño. 2. La Striga un antiguo demonio del imperio romano que volaba y devoraba niños. 3. El comensal de la cena caníbal en el Nuevo Mundo. 4. El hacedor de pactos 71 Maxime Préaud (Francia 1945) Historiador, curador y artista del grabado. 72 Robert Mandrou (Paris, 1921 — 1984) historiador. 73 Michel de Certau (Francia 1925-1986) Padre jesuíta, filósofo, teólogo e historiador. 74 Hugh Trevor (Reino Unido 1914-2003) Profesor de Historia Moderna de la Universidad de Oxford. 75 http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6540432v/f1.texteImage 76 Albert Dürer (Alemania 1471-1528) VEASE "El caballero, la muerte y el diablo" Grabado de 1513 77 Lucas Cranach (Alemania 1472-1553) VEASE "La Fuente de la Juventud" pintura de 1546 78 Hieronymus Bosch (Holanda 1450-1516) VEASE "El juicio final" pintura de 1482, "Las Tentaciones de San Antonio" pintura 1495/1500, "El jardín de las delicias" pintura de 1504, entre otras. 79 Pieter Bruegel (Belgica1525?-1569) VEASE "La lucha entre el carnaval y la Cuaresma" pintura de 1559. 80 Hans Baldung Grieng (Alemania 1485-1545) Pintor y grabador. Su temática era macabra, siendo la muerte y el erotismo un tema constante en toda su obra. 81 Margaret Murray (India 1863-1963) Arqueóloga, egiptóloga, historiadora, folclorista y antropóloga. Autora de, The Witch-Cult in Western Europe, publicado por la Universidad de Oxford en 1921. 54 Este estereotipo invirtió la imagen de las abuelas como mujeres sabias. Siendo las más vulneradas fueron usadas como símbolo de hostilidad, resentimiento y decadencia social. La mujer pobre, solitaria, llena de gatos fue el gran estereotipo de la bruja europea hasta finales del SXVII. Un segundo estereotipo que sobrevive hasta nuestros días, es la bruja con el sombrero cónico. Hace parte de un re-elaboración del imaginario, aunque pueda rastrearse el uso de este tipo de sombreros desde tiempos remotos:  Desde la Edad de bronce hasta las prácticas paganas antes de la imposición de la cristiandad. El dios Odín, Padre de todos en la mitología nórdica viajaba según el mito vestido con una gran capa y un sombrero cónico, que posteriormente inspiró la imagen del mago; Merlín, los druidas son representados con sombreros cónicos. Un mosaico bizantino del siglo VI ubicado en la iglesia de San Apolinar el Nuevo en Rávena, muestra una imagen de Los magos de Oriente que acuden a adorar a Jesús, los tres usan este tipo de sombrero.  Todo tipo de sombreros icónicos, de tres y dos puntas fueron usados por las mujeres con significado ritual en la era pre-cristiana.  El Henan, un extravagante tocado usado por las mujeres de la nobleza europea en el Medioevo como símbolo de lujo.  El gorro frigio adoptado por los rebeldes en Estados Unidos y durante la revolución francesa como símbolo de libertad. La escritora feminista Katy Waldman 82 relaciona el imaginario de la bruja con sombrero cónico con dos antecedentes en el siglo XVIII: 1. La aparición de brujas con sombrero icónico en las ilustraciones de libros de cuentos de infantiles en Alemania. 2. La proliferación de "chapbooks" para niños en las décadas de 1710 y 1720 en Inglaterra. 82 Katy Waldman (U.S.A ?) Yale University 55 La hipótesis de Waldman coincide con las observaciones del profesor Gary Jensen 83 , en su obra The Path of the Devil: Early Modern Witch Hunts 84 donde advierte que el sombrero puntiagudo se convirtió en un símbolo que comenzó a ser relacionado con la magia oscura a finales del siglo XVII y comienzos del siglo XVIII. Las brujas con sombreros puntiagudos comenzaron a aparecer en las postales de las colonias del nuevo mundo. En algunas actas de los Juicios de Salem 85 realizados entre 1692-1693 en Estados Unidos; hay registros de testigos que vieron a El diablo como "un hombre negro grande con un sombrero cónico, alto y coronado". Jensen también señala que en 1215, en el Cuarto Concilio de Letrán, se ordenó a todos los judíos identificarse con el uso del Judenhat, un sombrero cónico de uso obligatorio para los varones. Durante la Inquisición española se sitúa el uso de un atuendo especial llamado Sambenito (Saco Bendito); para señalar a los condenados por la Inquisición. El Inquisidor de la Corona de Aragón Nicolás Aymerich autor del Directorium inquisitorum, describe en su obra la prenda como un gran escapulario con forma de poncho sobre la que iban cosidas unos símbolos según los delitos y sus sentencia. La indumentaria además se completaba con un sombrero cónico del mismo color de los símbolos:  Condenados a muerte: un sambenito negro con llamas y a veces, símbolos del Infierno: demonios, dragones, serpientes. Un sombrero cónico rojo.  Reconciliados o arrepentidos: un sambenito amarillo con dos cruces rojas de Santiago y llamas hacia abajo, representado el haberse librado de la hoguera. Un sombrero cónico amarillo. Llevar el Sambenito era un señalamiento y una condena a la humillación pública. Las personas eran paseadas por las plazas públicas descalzos, incluso eran condenados a usar la prenda después de ser ajusticiado en la hoguera como escarnio público. 83 Gary Jensen Profesor de sociología y estudios sobre religión de la Universidad de Vanderbilt. 84 The Path of the Devil es una investigación interdisciplinaria que articula académicamente discursos histórico-sociales y sociológicos con los estudios sobre la mujer. 85 Juzgamientos por brujería en una pequeña localidad llamada Salem en Massachusetts, Estados Unidos. VEASE Miller, Arthur. Las Brujas de Salem o El Crisol. Obra de teatro de 1952. 56 A partir de 1797 el pintor español Francisco de Goya 86 desarrolla una serie de grabados en punta seca, titulada "Los caprichos". 80 ilustraciones fueron realizadas durante un momento de gran madurez artística del pintor, quien ilustra en tono de sátira la sociedad española de finales del siglo XVIII: la nobleza y el clero. Uno de los temas de los Caprichos fueron los Sambenitos y la brujería. En 1799, el artista tuvo que retirar la serie y exiliarse en Burdeos (1824 y 1828) por miedo a la Inquisición. 2.4 La Hoguera. "Margaret presenció sola su primera quema de brujas. Llevaba su nuevo gorro azul y el chal de su hermana, y estuvo allí sola, esperando. Hacía rato que había desistido de intentar encontrar a su hermana y su cuñado entre la multitud, y ahora se alegraba de estar sola mirando. Sintió un temor muy agradable y una auténtica excitación ante las llamas; había vivido toda la vida en el campo y ahora, viviendo con su hermana en la ciudad, estaba aprendiendo las costumbres sociales." Shirley Jackson Cuantas mujeres fueron asesinadas por la Inquisición? Imposible saberlo. Las investigaciones de académicos, historiadores, antropólogos y feministas sólo han interactuado al respecto en los últimos años. Cada rama del conocimiento especula acerca de cifras desde sus saberes. Una cosa es clara, que el episodio histórico de la Caza a las Brujas ocupó un largo periodo de tiempo, que por tanto, muchos juicios carecen de registros. Muchas actas de juicio fueron destruidas, se cree que un gran número de ellas no han sido reveladas por el Vaticano. Cientos de mujeres murieron en cautiverio, si bien porque fueron abandonadas en las mazmorras a su suerte o porque murieron por causa de las heridas producidas durante los procesos de interrogatorio bajo tortura. A estas muertes abría que sumar un gran número de suicidios que representaban un escape a los martirios de la cámara de 86 VEASE Pinturas negras (1819-1823) Una serie de 14 obras murales en las que Goya explora el tema de lo Sublime Terrible, en imágenes (duelistas, supuestos frailes, aquelarres, monjas, familiares de la Inquisición) que representan el mundo caduco anterior a los ideales de la Revolución francesa. 57 torturas o de la hoguera misma; muchas mujeres fueron violadas y asesinas en las celdas por sus guardianes. Anna L. Barstow profesora de Historia de la Universidad de New York, justifica en su obra War's Dirty Secret: Rape, Prostitution, and Other Crimes Against Women, que después de una extensa revisión de actas de juicios por brujeria, que al menos 200.000 mujeres fueron juzgadas durante tres siglos, de las cuales un número menor abrían sido sentenciadas a la hoguera. Barston además argumenta que al menos 100.000 mujeres fueron linchadas por manos civiles (Local Witch-hunters). Los auto-denominados cazadores de brujas hacían negocio denunciando mujeres, viajando de pueblo en pueblo cobrando por no denunciar. Algunas cifras estimativas han sido ofrecidas por los investigadores: Christian Midelfort profesor de historia y religión de la universidad de Virginia: 3.200 mujeres quemadas entre 1560 y 1670 en el sudeste de Alemania. Christina Larner pionera en estudios sobre Histroria de la Brujeria de la Universidad de Glasgow: 4.500 mujeres ejecutadas en Escocia entre 1590 y 1650. Brian P. Levack Historiador americano profesor d ela Universidad de Texas y autor de los libros The Witch-Hunt in Early Modern Europe, Witch-Hunting in Scotland: Law, Politics and Religion, The Devil Within: Possession and Exorcism in the Christian West: 400 mujeres ejecutadas en una pequeño territorio llamado Fürstprobstei de Ellwangen solo entre los años 1611 y 1618. Jules Michelet historiador francés: 1600 mujeres quemadas en España durante el reinado de Felipe V a finales del siglo XVII, 10. 000 personas juzgadas y quemadas por Torquemada en plena era moderna. El record de casos constatados no es ni parcialmente representativo de lo que en realidad ocurrió: hogueras colectivas fueron usadas en Babaría y Austria. Los juicios eran costosos y la familia de las acusadas era obligada a pagar el carbón, la brea, el juez y el verdugo. Esposos, hijos, padres estaban obligados a presenciar la ejecución. 64 3.2 Brujas en el Nuevo Mundo. Que sea quemada viva quien adore al sol, la luna, la tierra o la lluvia que la moja. Eduardo Galeano Bautismos masivos, cambios de nombre, negar a los dioses, abandonar la poligamia y las prácticas sexuales no normativas. Cubrirse los senos, usar pantalones. Códices, lugares y elementos sagrados quemados, prohibiciones de idolatría, de rendir tributo a los árboles, a los ancestros, llamar madre a la tierra; la misión de conversión fue asumida por la Corona Española y la bendición papal dio plena potestad a la Iglesia para evangelizar a América. La cruz como símbolo político 100 se clavó en el corazón de América en 1536. 101 El genocidio indígena sería otro tema a tratar, si no fuera porque la Caza las Brujas europea uso los mismos dispositivos y argumentaciones para el exterminio de cualquier forma de adoración diferente a la cristiandad en el Nuevo Mundo. Entre 1619 y 1660 se dio el top de la represión: un espacio de muerte se abrió paso. Las joyas de culto, el consumo de las plantas sagradas como el peyote o los hongos fueron llamados "Brujería aldeana" y constituían crímenes castigado con pena de muerte. Los misioneros veían demonios en todas las representaciones sagradas nativas y quisieron desaparecer toda forma de practica ancestral. Para domesticar se usó el tratamiento que se le daría a bestias salvajes. La resistencia indígena y Africana en América fue invisibilidad y en ese punto, esa resistencia se hermana con la de las mujeres. Es claro así, que La caza a las Brujas no fue un fenómeno europeo, fue un fenómeno transnacional que fue enfrentado por medios muy diverso de resistencia en el Nuevo Mundo. En 1560 aparece el movimiento nativo milenarista llamado Taki Onqoy en el Perú. El movimiento se propuso como una alianza andina de los dioses locales para enfrentar la 100 Enrique Dussel plantea que la cruz nunca fue un símbolo religioso. VEASE Teología de la Liberación. 101 Año en que se introduce la Inquisición en América. 65 colonización y propicio un nuevo sentido de identidad para la gente de los Andes, a través de las huacas. Las huacas eran lugares sagrados manantiales, montañas, piedras y animales donde la comunidad se encontraba, rendía culto a sus ancestros, a los espíritus, a los dioses y diosas; lugares de adoración que los nativos continuaron venerando de forma clandestina. Las huacas tenían el poder de no ser visibles al ojo del hombre blanco. En el movimiento Taki Onqoy las mujeres fueron presencia activa y con gran representación. Las mujeres de los pueblos originarios presentaron un gran desafió para los colonizadores. Se negaban a asistir a los cultos evangelizadores, a bautizar a sus hijos con nombres europeos, algunas se suicidaron y otras practicaron el infanticidio para liberar a sus descendientes. Se sabe que las mujeres negras practicaron sistemáticamente el infanticidio ahogando a sus hijos cuya paternidad era europea. Las mujeres tenían reuniones con el fin de entrenar a la comunidad en estrategias de enfrentamiento, en la información que se le iba a entregar a los sacerdotes y en la oficialización de ceremonias de culto en los lugares sagrados. 102 Instigando a la revuelta anti-colonial desde diferentes frentes, muchas se vieron forzadas a refugiarse en zonas casi inaccesibles y distantes de las reservas. Esos espacios de exilio se llamaron Punas. Por su parte los esclavos negros también usaron el mismo sistema de exilio, conocido como el cimarronaje. 103 Si los universos simbólicos andino y africano lograron sobrevivir hasta la contemporaneidad es por las prácticas de sincretismo y mimetismo con que la resistencia nativa asumió el proyecto evangelizador. 102 Francisco Hernández de Córdoba llama a una península "Isla Mujeres" por la gran cantidad de ídolos femeninos encontrados allí. Hernández de Córdoba estableció el primer contacto con la civilización Maya al toparse con la península de Yucatán en México. Fue clave en la motivación de continuar los viajes tras haber constatado la presencia de oro en la zona. 103 Una de las formas que adquiere la religión Yoruba en Cuba recibe el nombre de Palo Monte, debido a que los esclavos africanos se instalaban en medio del monte donde el hombre blanco no conseguía llegar. 66 La antropóloga Irene Silverblat 104 señala que el la brujería y las brujas, eran conceptos desconocidos para la sociedad andina. Las comunidades andinas no rechazaban a las mujeres viejas, por el contrario "las mayores" o "las abuelas" eran vistas como mujeres en estado de "maternidad trascendente", mujeres de conocimiento. Las sociedades originarias del Nuevo Mundo no transformaron a las mujeres acusadas de brujería en parias; por el contrario desarrollaron estrategias ocultamiento para protegerlas, gracias a la cual las tradiciones ancestrales de las antiguas religiones precolombinas, no pudieron ser exterminadas y continúan siendo una forma de resistencia. 3.3 La Pachamamá y La Dignidad Rebelde. Actualmente diferentes comunidades, organizaciones e instituciones conformadas por descendientes de los pueblos originarios de América, utilizan en sus declaraciones orales y escritos oficiales, el nombre de Abya Yala para referirse al territorio continental. Cuentan "los principales" 105 del pueblo Kuna 106 que la Pachamama o Madre Tierra ha pasado por cuatro momentos históricos, y que a cada una de estas etapas le corresponde un nombre distinto: Kualagum Yala, Tagargun Yala, Tinya Yala y Abia Yala. El Abia Yala es el nombre con que se reconoce actualmente al continente 107 . Abia Yala 108 se compone de Abe, que quiere decir “sangre”, y Ala, que es un espacio, un territorio procedente de la Madre Grande, la gran Pachamama. 104 Irene Silverblatt (U.S.A 1948) indaga las dimensiones culturales del poder, autora de "Moon, sun, Witches", una visión sobre los pueblos andinos en relación con la caza a las brujas. 105 Los principales es el nombre con que se reconocen los hombres y mujeres mayores en las comunidades indígenas. Los abuelos y abuelas representan el conocimiento y la sabiduría y son los que guardan las guías espirituales del grupo. 106 Comunidad Nativa de la Sierra Nevada, en el norte de Colombia. 107 América sería el nombre con que el hombre blanco europeo, bautizó el continente. 67 Abya Yala es entonces un nombramiento ideológico de la filosofía Indigenista Ancestral , que plantea la resistencia ofrecida por los pueblos al duro y violento proceso histórico de evangelización al que fueron sometidos. Este nombramiento representa el símbolo de una identidad emancipada y claramente consciente de su protagonismo histórico y de su capacidad de sostener políticas de identidad, asumidas en los procesos de resistencia y de descolonización. La intención de estas sociedades es reafirmarse como sujetos enunciadores del discurso y proponer sus visiones del mundo, como una alternativa política y económica capaz de confrontar el sistema neoliberal extraccionista: 1. El reconocimiento de una expresión de lo femenino en la gran Madre Tierra o Pachamama y la necesidad de establecerla como un sujeto de derecho. 109 2. Defensa de las practicas de comunalidad como una forma de "Buen Gobierno" 110 . 3. Retorno a la sabiduría ancestral: plantas sagradas, rescate de las lenguas originales, encuentros ceremoniales, maternidades colectivas, acreditación de las mujeres parteras, etc. La discusión de los pueblos articula las esferas de lo económico, social, político y cultural con propuestas alternativas al sistema monoteísta, patriarcal y capitalista. En la contemporaneidad, nuevamente las mujeres son activas en esos proyectos emancipadores. En el mes de abril de 2018 más de 7000 mujeres de todos los continentes acudieron al mayor encuentro Zapatista 111 hasta el momento 112 . Durante tres días las mujeres debatieron sobre salud, formas de crianza, lesbianismo, violencia de género y violencia 108 La expresión comenzó a ser usada sentido político en la II Cumbre Continental de los Pueblos y Nacionalidades Indígenas de Abya Yala, Quito en 2004, posteriormente, en la III Cumbre Continental de los Pueblos y Nacionalidades Indígenas de ABYA YALA, Iximche, Guatemala, creando la Coordinación Continental de las Nacionalidades y Pueblos Indígenas de Abya Yala. 109 La Pachamama en la visión cósmica de los pueblos originarios era la Madre, parte del Universo; a quien rendían culto con un respeto reverencial. 110 Después de la Declaración de los derechos de los Indígenas (ONU 200), El Buen Vivir como modelo de gobernabilidad en una cosmovisión relacional y un sentido plural de entender el mundo. VEASE Ecosofía Andina 111 El movimiento zapatista es una manifestación del Ejercito zapatista de liberación Nacional, que bajo la forma de guerrila reivindica los derechos de la comunidad indígena ante la violencia de Estado. 112 I Encuentro Internacional político, artístico, deportivo y cultural de Mujeres que luchan en el Caracol Zapatista de la zona Tzotz Choj. Chiapas México, Marzo de 2018 68 de Estado; pero también danzaron al son de las músicas de la Dignidad Rebelde, fumaron las pipas, sembraron sus lunas, ritualizaron con Peyote, elevaron rezos; hicieron círculos donde intercambiaron experiencias; descubrieron que en Finlandia las mujeres Sami están luchando por sus vidas; que en Australia, Colombia, Brasil y Perú el extractivismo invade las comunidades; que son constantemente violadas, que son desplazadas con sus familias hacia las urbes. El encuentro se cerró con estas palabras: "No te rindas, No te vendas No claudiques que así con estas palabras es que te decimos Gracias hermana Gracias compañera." 69 CONCLUSION ALGUNAS CONSIDERACIONES ENTORNO A LA PROHIBICIÓN DE VOLAR Cómo que no somos nada? Estábamos todas en la oscuridad, pero llego el día de la luz. Perdimos el miedo y la vergüenza. Ester Hernández Que tienen en común: La hereje Hypatia de Alejandría, la curandera María Sabino, las esposas desobedientes, las esotéricas, la clarividente Joan Wytte., las parteras centro y suramericanas, las hierbateras. Obeah que envenenaba la comida del amo e inspiraba a los esclavos a rebelarse, Medea la fabricante de venenos, Celestina La dudosa confidente, la médica abortista, la vieja viuda solitaria. Las reinas de la noche: Isis, la negra Kali, Lilith, Hécate, Artemisa, Diana; la dama del bosque; La Gran serpiente, la ninfomaníaca Mesalina, la concubina del demonio, la sacerdotisa Morgan le Fay hermanastra del Rey Arturo y discípula de Merlín. La gitana emigrante que lee la mano en una feria de ciudad, la tarotista en un burdel, la mujer que se anima a vivir sola, la sobandera de huesos rotos, la Naturaleza. Marguerite Porrette la monja beguina que escribió en lenguas vernáculas. La santa Juana de Arco, las solitarias que viven con varios gatos, las hechiceras que hacen filtros. Las mujeres que no envejecen, las que encantan a los hombres, las que usan muchos anillos, las perfumeras, las que escriben poemas que parecen hechizos, las yoguinis tantricas, las que prefieren la noche en vez del día. La esposa del siervo, reinas como Ana Bolena. Las brujas de Zugarramurdi, de Salem y de Berwick, La Brujas de Macbeth, La médica Margaret Jones, Juana de Navarra. Las wiccanas, las yorubas, las magas, las xamánas y las xamánicas; las grandes adoradoras de Isis, las satas, las hijas de Oshun de Afrodita; que las hermana? 70 4.1 La Resistencia. Desde la experiencia vital, como individuos del mundo es importante asumir los propios descubrimientos; estos son asumidos a través del autoconocimiento pero también en el encuentro con otras dinámicas de vida, sentires y visiones del mundo. Las estructuras rígidas o normativas disciplinarias son camisas de fuerza que bloquean la posibilidad de fluir orgánicamente en las relaciones humanas. Ningún tipo de imposición cultural o legislativa beneficia los intercambios humanos. Es claro, que lo acontecido con las mujeres europeas, americanas y africanas durante el periodo conocido como La caza a las brujas, es mucho más que un agravio histórico; tres aspectos a destacar en ese sentido son: 1. Que el ejercicio bio-político desplegado por los hombres de poder en la figura de papas y reyes, legalizó todas las formas de violencia de género y es el responsable directo de la feminización de la pobreza; al expropiar a las mujeres de los derechos sobre su cuerpo y su sexualidad. 2. Que la Caza a las brujas es un antecedente de Totalitarismo, ignorado por la Historia oficial. 3. Que la Iglesia Católica como institución de poder es la responsable directa de un genocidio fundacional; un Gimnocidio cuyas cifras aún se desconocen. 3. Que las consecuencias de los hechos se pueden visualizar en la contemporaneidad. Sin embargo, la capacidad de resilencia 113 de las mujeres ha logrado la transformación de muchas de esas memorias y continua en el desmontaje de esos condicionamientos. El sujeto "Bruja" como el invento conceptual de la estrategia del poder euro-céntrico no existe. Ese estereotipo de bruja construido a partir de la figura de mujeres pobres, viejas o solitarias fue un imaginario de propaganda mediática; que caricaturizó una forma de 113 La resilencia es un término psicológico que se refiere a la capacidad de las personas para gestionar situaciones de gran adversidad, superar obstáculos o resistir a la presión de una manera creativa. 71 poder popular. Una bruja sin magia, con prácticas pre-científicas, ilusorias. Mujeres comandadas por otra figura patriarcal: El Diablo. Esclavas sexuales, animalizadas; sin prestigio social, sin liderazgo. Otro universo es el de la Bruja como una forma de femineidad rebelde. Transmisora de saberes-poderes; adquiridos de generación en generación a través de linajes maternos, de historia oral. Mujeres de profunda ciencia, de pensamientos libertarios, lideresas comunitarias, oradoras y poetizas de refinado arte; son las verdaderas encargadas de re-significar el poder de lo femenino y restablecer toda su potencialidad a través de formas de magia social, que hoy en día son reconocidas bajo la categoría de filosofía, política, ciencia y arte. Sociedad o comunidad? Religión o creencia? Arte o magia? Filosofía o mito? Conocimiento o sabiduría? Historia o ancestralidad? Un cosmos binario que busca asfixiar al pluri-universo que nos rodea. Toda institucionalidad es patriarcal y en ese sentido, la Iglesia católica fue sólo un ejemplo. Su opresión genérica, sus normativas absurdamente, sus mitos puritanos, sus formas hipócritamente conservadoras y su afán por continuar la privatización de los cuerpos femeninos; es lo que establece un abismo entre las mujeres y su normativa. Desde Eva, la obediencia nunca fue una opción. Las mujeres son el polo opuesto cuando adquieren el empoderamiento en la práctica de sus místicas personales. Cada mujer tiene practicas propias y es poseedora de toda una suerte de performatividades ceremoniales. Las mujeres crean círculos tan dinámicos, que despiertan la envidia del sistema patriarcal. Desobedecen las leyes que vulneran sus derechos reproductivos, se practican abortos artesanales, pintan con sangre menstrual, asumen sus ciclos, disfrutan de la autosuficiencia sexual. 72 Toda potencialidad femenina que intento ser reprimida con la normativa religiosa será materializada en una forma de resistencia sutil y misteriosa: La Bruja. 4.2 El Manifiesto W.I.T.C.H W.I.T.C.H, somos todas las mujeres. Es el teatro, la revolución, la magia, el miedo, la felicidad, el encanto. Es la consciencia de que las brujas fueron las primeras combatientes y guerrilleras contra la opresión, en particular la opresión de las mujeres a lo largo de los siglos. Las brujas siempre fueron mujeres sin miedo de existir, de ser valientes, agresivas, inteligentes, inconformes, curiosas, independientes, liberadas sexualmente, revolucionarías (tal vez eso explica porque nueve millones de ellas fueran quemadas). Las brujas fueron las primeras en practicar el control de los nacimientos y el aborto, las primeras alquimistas (¡transformar piedra en oro, es muy peligro para el capitalismo!), ellas no se quedaron de rodillas frente a ningún hombre, eran sobrevivientes de la más antigua cultura, antes que la represión espiritual, económica, sexual, mortal de la sociedad fálica, imperialista, fuera severa, destruyendo las sociedades humanas y la naturaleza. W.I.T.C.H vive en cada mujer. Es la parte libre de cada una de nosotras, bajo las sonrisas tímidas, la aprobación de la absurda dominación masculina, el maquillaje o la ropa asfixiante para la piel que nuestra sociedad enferma nos exige llevar. No puedes simular ser BRUJA ¡porque eres mujer y con sólo mirar dentro de tí ya sabes que eres BRUJA! Construye tus propias reglas, se libre y rebelde; forma tu propio círculo de hermanas y construye tus utopías. Los enemigos: todo lo que es represivo, autoritario, machista. Las armas: el teatro, la sátira, la poesía, la música, los esténcils, las pegatinas, la escoba, las pistolas, las muñecas vudú. Toda la magnífica imaginación sin límites, 73 porque tu poder radica en que eres mujer, y se fortalece trabajando con las otras hermanas. ¡Eres bruja siendo mujer insumisa, furiosa, feliz e inmortal! 114 A la memoria de todas las mujeres asesinadas por el patriarcado. Larga vida a las brujas. 114 W.I.T.C.H. Women International Terrorist Conspiracy from Hell" Nueva York, 1968. Grupo de activistas feministas que a lo largo de un año realizaron numerosas acciones de intervención bajo la teoría de la magia subversiva y las políticas del sortilegio.