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Tradução e validação da versão portuguesa do Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI)

Abstract

R E S U M O – A revisão da literatura indica que a avaliação da autoperceção da saúde oral através doGOHAI é cientificamente reconhecida e utilizada a nível mundial. Considera-se por issofundamental traduzir e validar este instrumento para a língua portuguesa.Objetivo: Tradução e validação da versão portuguesa do questionário Geriatric Oral HealthAssessment Index (GOHAI).Métodos: Este trabalho foi baseado nos processos de tradução e validação clássicos.A tradução do questionário seguiu a metodologia tradução e retroversão. A validação foiobtida pela análise da fiabilidade das 12 perguntas que compõem o questionário, utilizandoo alfa de Cronbach como coeficiente de consistência interna e o Kaiser-Meyer-Olkin (KMO)para validação do constructo. O questionário foi aplicado a 162 idosos, com idade igual ousuperior a 65 anos, inscritos no Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte.Resultados: Obteve-se um coeficiente alfa de Cronbach de 0,768. Na análise fatorial, 3 fatoresexplicaram 51,81% da variação total. A medida de KMO foi de 0,726 e o teste de esfericidadede Bartlett foi 505,769 com 66 graus de liberdade (p < 0,001).Conclusão: O questionário revelou-se um instrumento válido para medir a qualidade devida da saúde oral dos idosos na população portuguesa, verificando-se valores elevadosna validação de constructo e consistência interna.

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Tradução e validação da versão portuguesa do Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI)

Author: Carvalho, Catarina,Manso, Ana Cristina,Escoval, Ana,Salvado, Francisco,Nunes, Carla
Publisher: Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública
Year: 2013
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/19816/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202013%20-%20v31n2a04%20-%20p.166-172.pdf
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
www.else ie .p / psp
A igo
o iginal
T aduc¸ão
e
alidac¸ão
da
e são
po uguesa
do
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
(GOHAI)
Ca a ina
Ca alhoa,∗,
Ana
C is ina
Mansob,
Ana
Esco ala,
F ancisco
Sal adobe
Ca la
Nunesa
aEscola
Nacional
de
Saúde
Pública
–
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
bIns i u o
Supe io
de
Ciências
da
Saúde
Egas
Moniz,
Cen o
de
In es igac¸ão
In e disciplina
Egas
Moniz
(CiiEM),
Capa ica,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
1
de
ou ub o
de
2013
Acei e
a
11
de
ou ub o
de
2013
On-line
a
13
de
no emb o
de
2013
Pala as-cha e:
Idosos
Saúde
o al
Au ope cec¸ão
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
Validac¸ão
e
s
u
m
o
A
e isão
da
li e a u a
indica
que
a
a aliac¸ão
da
au ope cec¸ão
da
saúde
o al
a a és
do
GOHAI
é
cien ificamen e
econhecida
e
u ilizada
a
ní el
mundial.
Conside a-se
po
isso
undamen al
aduzi
e
alida
es e
ins umen o
pa a
a
língua
po uguesa.
Obje i o:
T aduc¸ão
e
alidac¸ão
da
e são
po uguesa
do
ques ioná io
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
(GOHAI).
Mé odos:
Es e
abalho
oi
baseado
nos
p ocessos
de
aduc¸ão
e
alidac¸ão
clássicos.
A
aduc¸ão
do
ques ioná io
seguiu
a
me odologia
aduc¸ão
e
e o e são.
A
alidac¸ão
oi
ob ida
pela
análise
da
fiabilidade
das
12
pe gun as
que
compõem
o
ques ioná io,
u ilizando
o
al a
de
C onbach
como
coeficien e
de
consis ência
in e na
e
o
Kaise -Meye -Olkin
(KMO)
pa a
alidac¸ão
do
cons uc o.
O
ques ioná io
oi
aplicado
a
162
idosos,
com
idade
igual
ou
supe io
a
65
anos,
insc i os
no
Ag upamen o
de
Cen os
de
Saúde
de
Lisboa
No e.
Resul ados:
Ob e e-se
um
coeficien e
al a
de
C onbach
de
0,768.
Na
análise
a o ial,
3
a o es
explica am
51,81%
da
a iac¸ão
o al.
A
medida
de
KMO
oi
de
0,726
e
o
es e
de
es e icidade
de
Ba le
oi
505,769
com
66
g aus
de
libe dade
(p
<
0,001).
Conclusão:
O
ques ioná io
e elou-se
um
ins umen o
álido
pa a
medi
a
qualidade
de
ida
da
saúde
o al
dos
idosos
na
populac¸ão
po uguesa,
e ificando-se
alo es
ele ados
na
alidac¸ão
de
cons uc o
e
consis ência
in e na.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
T ansla ion
and
alida ion
o
he
Po uguese
e sion
o
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
(GOHAI)
Keywo ds:
Elde ly
O al
heal h
a
b
s
a
c
A e
e iewing
he
li e a u e,
we
ound
ha
he
e alua ion
o
sel -pe cep ion
o
o al
heal h
h ough
GOHAI
is
inc easingly
ecognized
and
used
wo ldwide.
I
is
he e o e
essen ial
o
ansla e
and
alida e
his
ins umen
in o
Po uguese.
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
ca a ina.ms.ca [email protected]
(C.
Ca alho).
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2013.10.002
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
167
Sel -pe cep ion
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
Valida ion
Objec i e:
T ansla ion
and
alida ion
o
he
Po uguese
e sion
o
he
ques ionnai e
GOHAI
(Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index).
Me hods:
This
wo k
was
based
in
he
ansla ion
and
classical
alida ion
p ocess.
The
ans-
la ion
o
he
ques ionnai e
ollowed
he
ansla ion
and
e o e sion
me hodology
and,
he
alida ion
was
ob ained
by
he
analysis
o
he
eliabili y
o
he
12
ques ions
ha
com-
pose
he
ques ionnai e,
using
he
C onbach
alpha
as
coe ficien
o
in e nal
consis ency
and
he
Kaise -Meye -Olkin
(KMO)
o
alida ion
o
he
cons uc .
The
ques ionnai e
was
applied
o
162
elde ly
insc ibed
in
Ag upamen o
de
Cen os
de
Saúde
de
Lisboa
No e.
Resul s:
I
ob ained
a
C onbach
alpha
coe ficien
o
0,768.
In
he
ac o ial
analysis,
h ee
ac o s
explained
51,81%
o
he
o al
a iance.
The
KMO
measu e
was
0,726
and
he
Ba le ’s
sphe ici y
es
was
505,769
wi h
66
deg ees
o
eedom
(p
<
0,001).
Conclusion:
The
ques ionnai e
e ealed
i sel
a
alid
ins umen
o
measu e
he
quali y
o
li e
o
he
o al
heal h
o
he
elde ly
o
he
Po uguese
popula ion,
e i ying
high
alues
in
he
alida ion
o
he
cons uc
and
in
he
alida ion
o
in e nal
consis ency.
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Published
by
Else ie
España,
S.L.
All
igh s
ese ed.
In oduc¸ão
A
a aliac¸ão
da
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da
saúde
o al
de e
conside a ,
não
só
c i é ios
no ma i os
–
indicado es
clínicos
-
como
ambém
a
au ope cec¸ão
indi idual,
in e p e ando-a
e
con ex ualizando-
a
na
sua
ida
diá ia.
A
au ope cec¸ão
da
saúde
o al
e
o
seu
impac o
na
qualidade
de
ida
da
populac¸ão
encon a-se
suge-
ida
na
li e a u a
po
á ios
au o es1–3.
Conhece
a
in o mac¸ão
ecolhida,
a a és
des a
abo dagem
dual,
cons i ui
um
a o
de
p ognós ico,
pe mi indo
melho a
as
polí icas
de
saúde,
es abelecendo
p io idades
baseadas
nas
necessidades
de
a amen o
da
populac¸ão4.
As
polí icas
de
saúde
pública
êm
hoje
de
esponde
aos
desafios
que
se
colocam
aos
g upos
p io i á ios
da
populac¸ão,
como
os
idosos,
pa a
assegu a
cuidados
de
saúde
o al
de ido
ao
en elhecimen o
acele ado
das
populac¸ões
dos
países
desen ol idos,
em
que
Po ugal
se
inclui5,6.
A
saúde
despe a
cons an emen e
a
p ocu a
de
melho es
cuidados
p es ados
à
populac¸ão
le ando
à
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de
efle i
sob e
as
no as
compe ências
que
nos
pe mi am
lida
com
es a
si uac¸ão
espe-
cífica
do
idoso7,8.
A
au ope cec¸ão
da
saúde
o al
é
uma
medida
mul idimen-
sional
que,
efle indo
a
expe iência
subje i a
dos
indi íduos
sob e
o
seu
bem-es a
ísico
e
psicossocial,
de e mina
a
p o-
cu a
po
a amen os
den á ios9.
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
(GOHAI);
O al
Heal h
Impac
P ofile
(OHIP);
O al
Impac s
on
Daily
Pe o -
mances
(OIDP)
e
O al
Heal h-Rela ed
Quali y
o
Li e
(OHRQOL)3
são
exemplos
de
ins umen os
que,
aplicados
como
ques io-
ná ios,
pe mi em
a alia
a
au ope cec¸ão
da
saúde
o al.
Des es,
o
GOHAI
oi
desen ol ido
especificamen e
pa a
a
populac¸ão
idosa10.
Desde
o
seu
desen ol imen o
que
o
GOHAI
em
sido
aduzido
e
alidado
em
mui os
países
ociden ais
como
a
Alemanha,
Espanha
e
F anc¸a,
que
a
exemplo
de
Po -
ugal
êm
uma
sociedade
en elhecida11–13.
A
a aliac¸ão
da
qualidade
de
ida
a a és
do
GOHAI
pe mi e
pe cebe
a
ap idão
de
uncionamen o
de
um
indi íduo,
em
oda
a
sua
o ina
e
a
o ma
como
ele
p óp io
comp eende
odo
o
seu
bem-es a ,
melho ando,
des e
modo,
a
decisão
clínica
e
p o idenciando
melho es
cuidados
de
saúde
o al2,3,5,6.
Assim,
é
cada
ez
maio
a
necessidade
de
implemen a
es e
ipo
de
ins umen os
pa a
que
a
sociedade
enha
conhe-
cimen o
da
condic¸ão
epidemiológica
da
saúde
o al
do
idoso,
de
modo
a
desen ol e
ac¸ões
sociais
de
p e enc¸ão,
diagnós-
ico
e
in e enc¸ão.
São,
da
mesma
o ma,
imp escindí eis
pa a
melho
o ien a
os
p ofissionais
nas
ac¸ões
de
saúde
e
elabo ac¸ão
de
polí icas
de
saúde
pública
como
p og amas
edu-
ca i os,
p e en i os
e
cu a i os2,3,5,6.
Conside a-se,
po an o,
ú il
aduzi
e
alida
pa a
a
língua
po uguesa
es e
ins umen o
de
a aliac¸ão
com
a
finalidade
de
disponibiliza
aos
p ofissionais
de
saúde
um
ins umen o
adequado,
pa a
a
medic¸ão
da
au ope cepc¸ão
da
saúde
o al
do
idoso.
Mé odos
Conside ac¸ões
é icas
Es e
es udo
oi
subme ido
à
Comissão
de
É ica
da
Di ec¸ão
Ge al
da
Saúde
(DGS),
endo
sido
ob ido
um
pa ece
a o-
á el,
pa ece
n.◦61/2010,
a a és
do
Gabine e
de
Assun os
Ju ídicos,
É ica
e
Responsabilidade
des a
en idade
pública.
Foi
ambém
seguido,
com
sucesso,
o
p ocesso
de
au o izac¸ão
das
au o as
da
e são
o iginal
do
De elopmen
o
he
Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
(GOHAI),
Ka h yn
A.
A chi-
son
e
Te esa
A.
Dolan.
Os
c i é ios
de
inclusão
no
es udo
o am
os
seguin es:
idade
igual
ou
supe io
a
65
anos;
con-
co da
pa icipa
no
es udo;
capacidade
de
comp eende
e
assina
o
consen imen o
in o mado;
es a em
insc i os,
em
2008,
no
Ag upamen o
de
Cen os
de
Saúde
de
Lisboa
No e
e
se em
u en es
dos
cen os
de
saúde
onde
es a am
a
esponde
ao
ques ioná io.
Foi
en egue
a
odos
os
indi íduos
pe en-
cen es
à
amos a
um
ex o
e
imp esso
de
Consen imen o
In o mado,
em
po uguês.
A
pa icipac¸ão
oi
olun á ia,
g a-
ui a
e
não
emune ada
e
a
odos
os
indi íduos
da
amos a
oi
explicado
o
obje i o
e
a
jus ificac¸ão
da
pesquisa.
Fo am
excluídos
do
es udo
os
indi íduos
que
se
ecusa am
a
pa ici-
pa
e
que
não
euniam
os
c i é ios
de
inclusão,
an e io men e
desc i os.
Es e
es udo
não
ecebeu
financiamen o
pa a
a
sua
ealizac¸ão.
168
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
Amos a
A
e são
final
do
GOHAI
em
po uguês
oi
aplicada
a
162
ido-
sos,
u en es
dos
Cen os
de
Saúde
de
Al alade,
Benfica,
Lumia
e
Pon inha.
A
amos a
oi
de
con eniência,
os
indi íduos
o am
selecionados
de
en e
os
que
espe a am
a
consul a,
en e
e e-
ei o
e
junho
de
2012.
A
en e is a
oi
ei a
ace-a- ace
com
o
cuidado
do
en e is ado
não
influencia
as
espos as
do
en e is ado.
Ins umen o
de
ecolha
de
dados
O
p ocesso
de
aduc¸ão
e
alidac¸ão
de
um
ins umen o
pa a
ecolha
de
dados,
na
o ma
de
ques ioná io,
consis e
basica-
men e
em
3
e apas,
sendo
elas
a
aduc¸ão,
a
aplicac¸ão
do
ques-
ioná io
numa
amos a
de
indi íduos
pa a
alidac¸ão
e
a
aná-
lise
dos
dados
ob idos
a a és
da
aplicac¸ão
do
ins umen o14.
O
ques ioná io
o iginal
GOHAI,
é
cons i uído
po
12
pe gun-
as,
elacionadas
com
a
influência
dos
p oblemas
de
saúde
o al
nas
dimensões,
ísica,
psicossocial
e
do
ou
descon o o:
•
a
unc¸ão
ísica,
ep esen ada
pelo
pad ão
de
mas igac¸ão,
ala
e
deglu ic¸ão10,13,15–22;
•
a
unc¸ão
psicossocial,
ep esen ada
pela
p eocupac¸ão
com
a
saúde
o al,
sa is ac¸ão
ou
insa is ac¸ão
com
a
apa ência,
au oconsciência
sob e
a
sua
saúde
o al
e
e i a
o
con ac o
social
de ido
a
p oblemas
o ais10,13,15–22;
•
a
do
ou
descon o o,
ep esen ada
pelo
uso
de
medicac¸ão
pa a
ali ia
a
do
ou
descon o o10,13,15–22.
Pa a
A chison
&
Dolan10,
as
opc¸ões
de
espos a
podem
e
de
3-6
ca ego ias
(de
«semp e»
a
«nunca»).
Nes e
es udo
op ou-se
pela
escala
de
equência
simplificada
suge ida
pelas
au o as
com
3
ca ego ias
«semp e»,
«algumas
ezes»
e
«nunca»,
com
alo es
de
1,
2
e
3,
espe i amen e.
Pa a
ob enc¸ão
do
índice
final
ealizou-se
a
soma
simples
dos
alo es,
numa
escala
de
12-36.
O
maio
alo
indicou
alo-
es
de
ele ada
au ope cec¸ão
a
espei o
da
saúde
o al10.
De
aco do
com
a
Sociedade
Ame icana
de
Ge ia ia23,
nas
ques-
ões
di e as,
quan o
mais
p e alen e
a
ca ego ia
«semp e»,
mais
ele ada
é
a
au ope cec¸ão
e
pio es
se ão
as
condic¸ões
de
saúde
o al,
e ificando-se
o
con á io
pa a
a
ques ão
in e sa.
O
índice
GOHAI
classificou
a
au ope cec¸ão
em
«ele ada»
(34-36
pon os),
«mode ada»
(30-33
pon os)
e
«baixa»
(<
30
pon os)
pelo
c i é io
de
A chison
&
Dolan10 pa a
escala
simplificada.
Pa a
a
definic¸ão
dos
i ens
que
compõe
cada
uma
das
3
dimensões
(Física,
Psicossocial
e
Do
ou
Descon o o),
não
ha endo
uma
soluc¸ão
única,
oi
u ilizada
a
seguin e
me odo-
logia:
mé odos
de
clus e
hie á quico
de
a iá eis
(Comple e
Linkage);
análise
c í ica
quali a i a
das
dimensões
e
a aliac¸ão
da
classificac¸ão
das
dimensões
pela
compa ac¸ão
com
ou os
a igos.
T aduc¸ão
O
GOHAI
oi
aduzido
pa a
a
língua
po uguesa.
O
p ocesso
en ol eu
a
aduc¸ão
de
inglês
pa a
po uguês
po
2
a-
du o es
bilingues
cuja
p imei a
língua
e a
o
po uguês
e
a
e o e são
de
po uguês
pa a
inglês,
po
2
adu o es
bilin-
gues
cuja
p imei a
língua
e a
o
inglês.
Foi
en ão
cons i uído
um
g upo
de
discussão
com
os
adu o es
e
os
au o es
do
es udo
pa a
analisa
e
compa a
a
e são
o iginal
do
GOHAI
com
a
e são
aduzida,
dando
especial
a enc¸ão
aos
empos
e bais,
exp essões
coloquiais
e
cul u a
local.
Foi
ei o
um
p é-
es e
sendo
aplicadas
as
al e ac¸ões
necessá ias
de
o ma
a
ob e
um
ques ioná io
semân ica
e
concep ualmen e
equi a-
len e
à
e são
em
inglês.
Po
exemplo,
nas
pe gun as
1
e
6
o
ques ioná io
em
inglês
especifica
«den es
e
p ó eses»,
mas
em
Po ugal
quando
se
ques iona
sob e
p oblemas
nos
den es,
conside am-se
implíci as
as
p ó eses,
pelo
que
se
p ocedeu
à
al e ac¸ão
das
ques ões;
nas
ques ões
3
e
5
são
u ilizados
os
e mos
«engoli
con o a elmen e»
e
«come
sem
sen i
descon o o».
Como
es as
exp essões
não
são
equen es
na
língua
po uguesa
ez-se
a
al e ac¸ão
na
pe gun a
3
pa a
« e e
do
ou
descon o o
pa a
engoli »
e
na
pe gun a
5
pa a
«sen iu
algum
descon o o
ao
come ».
No
ques ioná io
em
inglês
as
ques ões
3
e
5
são
ques ões
in e sas,
o
que
não
acon ece
na
e são
po uguesa
po
uma
ques ão
de
cla eza
e
comp eensão
das
mesmas.
Es udo
pilo o
Seguiu-se
o
es udo
pilo o
–
aplicac¸ão
da
e são
po uguesa
a
uma
amos a
po
con eniência
de
39
indi íduos
com
idade
igual
ou
supe io
a
65
anos
no
Cen o
de
Saúde
do
Lumia ,
de
o ma
a
a alia
a
capacidade
de
lei u a
des a
e são.
Os
idosos
o am
selecionados
de
en e
os
que
espe a am
a
con-
sul a,
en e
e e ei o
e
junho
de
2011,
e
a
en e is a
oi
ei a
ace-a- ace.
Fo am
ob idos
bons
esul ados
p elimina es
na
aplicac¸ão
do
ques ioná io
(al a
de
C onbach
de
0,65).
Após
os
úl imos
ajus es
aos
empos
e bais
e
exp essões
coloquiais,
ealizou-
se
a
codificac¸ão
e
ca ego izac¸ão
das
espos as,
de
aco do
com
a
escala
de
equência
simplificada
suge ida
pelas
au o as
e
já
explicada
an e io men e.
Ve são
final
Após
o
es udo
pilo o
com
39
indi íduos
idosos,
passou-
se
à
aplicac¸ão
da
e são
final
do
GOHAI
em
po uguês
a
162
idosos.
A
ecolha
de
dados
oi
ealizada
a a és
de
ques i-
oná io.
Na
p imei a
pa e
o am
p eenchidos
os
dados
pa a
a
ca ac e izac¸ão
sociodemog áfica,
na
segunda
o am
elabo a-
das
ques ões
ace ca
da
saúde
o al
do
idoso
e
na
e cei a
pa e
aplicou-se
o
GOHAI.
Análise
de
dados
Os
dados
o am
a ados
es a is icamen e
com
ecu so
à
es a-
ís ica
desc i i a
e
in e encial
adequada
e
ao
so wa e
SPSS®,
e são
18.
Es a
análise
en ol eu
a
a aliac¸ão
da
fiabilidade,
a a és
do
cálculo
da
consis ência
in e na
pelo
al a
(␣)
de
C onbach,
e
da
alidade,
a a és
da
écnica
da
análise
a o ial
com
ex ac¸ão
de
a o es
pelo
c i é io
de
Kaise
( alo es
p óp ios
supe io es
a
um).
De
aco do
com
a
li e a u a
cien ífica,
o
alo
espe ado
do
al a
de
C onbach
pa a
o
es udo
de
uma
escala
de e
se
en e
0,7-0,9.
Na
alidac¸ão
do
cons uc o
pela
análise
a o ial,
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
169
o
es e
de
es e icidade
de
Ba le
de e
se
es a is icamen e
significa i o.
Es a
alidac¸ão
implicou
a
aplicac¸ão
de
um
es e
es a ís ico
denominado
de
Kaise -Meye -Olkin
(KMO),
que
aju-
dou
a
e ifica
se
os
indi íduos
que
pa icipa am
na
espos a
ao
ins umen o
o
fize am
de
o ma
consis en e.
Se
o
alo
de
KMO
o
supe io
a
0,60,
podemos
dize
que
essa
consis ência
oco eu14,24.
Resul ados
Os
indi íduos
da
amos a
des e
es udo
inham
em
média
74
anos
(des io-pad ão
6,8);
61,7%
e a
do
sexo
eminino
e
38,3%
do
sexo
masculino.
A
g ande
maio ia
encon a a-
se
e o mada
(86,4%);
46,9%
ap esen a
um
ní el
de
escola-
idade
a é
ao
4.◦ano
e
85,8%
conside a-se
o almen e
inde-
penden e
em
elac¸ão
às
suas
a i idades
quo idianas.
Apenas
0,6%
sabia
que
em
um
p ofissional
de
saúde
o al
no
cen o
de
saúde
a
que
pe ence;
56,8%
não
isi a a
um
médico
den is a
há
mais
de
um
ano;
63%
dos
indi íduos
usa a
p ó ese
den á ia,
sendo
que
apenas
46,9%
se
encon a a
sa is ei o
com
a
mesma
( abela
1).
Na
aplicac¸ão
do
ques ioná io
GOHAI
e ificou-se
que
de
um
modo
ge al
os
idosos
a alia am
a o a elmen e
a
sua
saúde
o al,
sendo
que
59,9%
dos
indi íduos
ap esen am
uma
ele-
ada
au ope cec¸ão
da
sua
saúde
o al
com
alo es
supe io es
a
33,
27,8%
ap esen am
uma
au ope cec¸ão
mode ada
( alo es
en e
30-33)
e
apenas
12,3%
uma
au ope cec¸ão
baixa
( alo es
in e io es
a
30).
Como
oi
possí el
e ifica ,
a
aplicac¸ão
do
ques ioná io
GOHAI
esul ou
em
alo es
médios
p óximos
do
limi e
supe-
io
da
escala
de
a iac¸ão
de
medida
pa a
o
índice
global.
Pa a
a
definic¸ão
dos
i ens
que
compõe
cada
uma
das
3
dimensões,
aplicando-se
o
p ocesso
e e ido
na
me odologia,
ob e e-se
a
seguin e
dis ibuic¸ão:
Dimensão
Física,
que
inclui
a
limi ac¸ão
na
escolha
dos
alimen os,
p oblemas
na
mas igac¸ão,
p o-
blemas
na
ala
e
descon o o
a
come ,
ques ões
1,
2,
4
e
5,
espe i amen e;
Dimensão
Psicossocial,
que
inclui
a
limi ac¸ão
e
descon o o
nos
con ac os
sociais
e
o
descon o o
com
a
apa-
ência,
ques ões
6,
7
e
11;
Dimensão
da
Do
ou
Descon o o,
que
inclui
o
descon o o
ao
engoli ,
o
uso
de
medicac¸ão
pa a
a
do ,
a
p eocupac¸ão
e
a
au oconsciência
sob e
os
p oblemas
da
sua
boca
e
a
sensibilidade
den á ia,
ques ões
3,
8,
9,
10,
12
( e
Anexo1).
A aliac¸ão
da
fiabilidade
–
cálculo
da
consis ência
in e na
Pa a
de e mina
a
consis ência
in e na
da
e são
po uguesa
do
ques ioná io
GOHAI
oi
u ilizado
o
al a
(␣)
de
C onbach,
endo-se
ob ido
um
alo
de
␣
=
0,768.
Os
alo es
de
consis ência
in e na
ela i os
a
cada
i em
o am
supe io es
a
0,71.
Análise
a o ial
com
ex ac¸ão
de
a o es
As
espos as
ao
ques ioná io
o am
analisadas
u ilizando
os
componen es
p incipais
da
análise
a o ial,
Kaise -
Maye -Olkin
(KMO),
Ba le ’
es
e
a
ma iz
de
co elac¸ão.
O
alo
ob ido
de
Kaise -Maye -Olkin
(KMO)
conside a-se
bom,
supe io
a
0,6
(KMO
=
0,726)
e
o
Ba le ’
es ,
conside ado
mui o
Tabela
1
–
Ca ac e ís icas
sociodemog áficas
e
clínicas.
Cen os
de
Saúde
de
Al alade,
Benfica
e
Pon inha
2011-2012
Va iá eis/Ca ego ias
Ca ac e ís icas
sociodemog áficas
N
%
Sexo
Masculino
62
38,3
Feminino
100
61,7
Faixa
e á ia
(anos)
65-74
86
53,1
75-84
61
37,7
85
ou
+
15
19,3
Es ado
ci il
Casado/união
de
ac o
91
56,2
Sepa ado
de
ac o/di o ciado
14
8,6
Sol ei o
7
4,3
Viú o
50
30,9
Ní el
de
escola idade
Não
sabe
le
nem
esc e e
22
13,6
Sabe
le
e
esc e e
7
4,3
A é
ao
4.◦ano
76
46,9
A é
ao
7.◦ano
9
5,6
A é
ao
9.◦ano
22
13,6
A é
ao
12.◦ano
16
9,9
Cu so
supe io
8
4,9
Pós-g aduac¸ão
2
1,2
Rendimen o
amilia
<
1
salá io
mínimo
48
29,6
1-2
salá ios
mínimos
56
34,6
2-4
salá ios
mínimos
21
13
>
4
salá ios
mínimos 7
4,3
Capacidade
de
au onomia
de
ida
To almen e
independen e
139
85,8
Pa cialmen e
dependen e
22
13,6
To almen e
dependen e
1
0,6
Condic¸ões
clínicas
Úl ima
consul a
de
medicina
den á ia
Há
menos
de
um
ano
66
40,7
Há
mais
de
um
ano
92
56,8
Usa
p ó ese
Sim
102
63
Não
60
37
bom
(␹2(66) =
505,769;
p
<
0,001).
Com
o
obje i o
de
e ifica
a é
que
pon o
é
que
os
i ens
do
ques ioná io
es ão
elacionados,
u ilizou-se
ambém
o
coeficien e
de
co elac¸ão
de
Spea man
que
mos ou
que
a
maio
pa e
das
elac¸ões
en e
i ens
é
aca
ou
mode ada,
com
odas
as
co elac¸ões
abaixo
dos
0,3,e iden-
ciando
um
bom
esul ado.
Pa a
iden ifica
as
dimensões
co e as
oi
u ilizada
a
aná-
lise
de
componen es
p incipais
com
a
ex ac¸ão
de
3
a o es
(Eigen alues
supe io es
a
um).
O
g áfico
do
sc ee
plo
(pon o
de
inflexão
ou
co o elo)
ambém
oi
analisado.
O
alo
ob ido
da
a iância
explicada
oi
de
51,81%.
Discussão
A
adap ac¸ão
e
alidac¸ão
po uguesa
do
GOHAI
co espon-
deu
à
necessidade
de
p eenche
um
azio
exis en e
na
a aliac¸ão
do
impac o
dos
p oblemas
de
saúde
o al
na
qua-
lidade
de
ida
dos
idosos.
T a a-se
de
um
ins umen o
170
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
cu o,
de
ápida
e
ácil
aplicac¸ão,
de
baixo
cus o
econó-
mico
e
que
a alia
a
au ope cec¸ão
da
saúde
o al,
sendo
po
isso
impo an e
na
a aliac¸ão
da
necessidade
e
e e i idade
de
um
a amen o
den á io.
Pode
se
aplicado
ace
a
ace,
como
oi
o
caso
des e
es udo,
ou
pode
se
au oadminis-
ado.
A
média
de
idade
encon ada
en e
os
idosos
des e
es udo
oi
de
74
anos,
sendo
es e
alo
p óximo
dos
mais
ecen es
dados
do
INE26 e e en es
à
populac¸ão
idosa
po uguesa
e
am-
bém
à
média
encon ada
nou os
es udos,
que
a ia am
en e
os
67,1-73,5
anos10,13,25–28.
No
que
espei a
à
a iá el
ní el
de
escola idade,
des acou-
se
o
ac o
de
ap oximadamen e
50%
dos
indi íduos
da
amos a
e
uma
o mac¸ão
igual
ou
in e io
ao
4.◦ano
de
escola i-
dade,
sendo
que
13,6%
e e e
não
sabe
le
nem
esc e e .
Na
análise
des es
alo es
o am
conside ados
os
dados
do
Inqué i o
ao
Emp ego
de
2001,
em
que
se
de e mina am
os
ní eis
de
ins uc¸ão
da
populac¸ão
idosa
com
base
nas
ca ego-
ias
da
In e na ional
S anda d
Classifica ion
o
Educa ion
(ISCED)
u ilizada
pelas
Nac¸ões
Unidas.
Foi
possí el
conclui
que
a
populac¸ão
idosa
de ém,
de
um
modo
ge al,
baixos
ní eis
de
ins uc¸ão26.
Um
ou o
conjun o
de
a iá eis
com
g ande
significado
na
análise
da
si uac¸ão
de
saúde
dos
idosos
em
a
e
com
o
en-
dimen o
amilia .
Assim,
cons a ámos
que
uma
pe cen agem
de
29,6%
da
amos a
afi mou
não
e
um
endimen o
in e io
a
um
salá io
mínimo.
Es es
dados
de em
se
con on ados
com
os
que
nos
são
o necidos
pelo
Eu os a 29 sob e
o
isco
de
pob eza
dos
idosos.
A
média
dos
alo es
do
GOHAI
nes e
es udo
(33,1)
suge-
iu
uma
ele ada
au ope cec¸ão
da
saúde
o al
da
populac¸ão
em
es udo,
idên ico
ao
que
acon ece
na
e são
o iginal10 e
nou os
es udos
na
China30,
Japão27 e
A ábia31.
O
ins umen o
e elou
se
fiá el
po
e
boa
consis ência
in e na
(0,768),
de
onde
se
concluiu
a
alidade
de
odas
as
pe gun as
al
como
acon eceu
na
e são
o iginal
em
inglês10
onde
se
ob e e
um
coeficien e
al a
de
C onbach
de
0,79.
Es e
alo
oi
em
Espanha11 de
0,86;
na
China30 de
0,81;
em
F anc¸a12
de
0,86;
na
Suécia32 de
0,86;
na
Malásia28 de
0,79;
no
Japão27
de
0,89;
na
Alemanha13 de
0,92;
na
Tu quia33 de
0,75;
na
Jo dânia34 de
0,88;
e
no
México4de
0,77.
Os
nossos
esul ados
mos am
uma
consis ência
in e na
ap oximada
à
e são
o i-
ginal
e
às
e sões
aduzidas
e
alidadas
na
Tu quia,
México
e
Malásia.
Da
análise
a o ial
do
ins umen o
esul ou
a
disc iminac¸ão
de
3
a o es
undamen ais,
que
jus ifica-
am
51,81%
da
a iância
o al
dos
esul ados,
onde
a
ex ac¸ão
de
apenas
um
a o
jus ifica am-se
30,1%
da
a iância.
Os
alo es
de
consis ência
in e na
ela i os
a
cada
i em
o am
ambém
ele ados,
semp e
com
alo es
supe io es
a
0,71.
Ve ifica am-se
esul ados
semelhan es
na
e são
mexicana
do
GOHAI4,
em
que
na
análise
a o ial
a
ex ac¸ão
de
um
a o
explicou
30,6%
da
a iância
o al.
A
medida
de
Kaise -
Meye -Olkin
(KMO)
de
adequac¸ão
simples
oi
de
0,81,
ambém
supe io
a
0,6
al
como
no
p esen e
es udo.
O
es e
de
es e-
icidade
de
Ba le
oi
ambém
semelhan e,
ambos
com
66
g aus
de
libe dade
(p
<
0,001)4.
Não
se
e ificou
significado
es a ís ico
en e
a
au ope cec¸ão
da
saúde
o al
e
as
a iá eis
sociodemog áficas,
à
semelhanc¸a
do
que
acon eceu
no
es udo
de
Pinzón-Pulido
e
al.11.
Po
ou o
lado,
em
F anc¸a,
oi
demons ado
que
as
a iá eis
como
o
baixo
ní el
de
escola idade
e
um
endi-
men o
amilia
eduzido
de e minam
uma
meno
pon uac¸ão
do
GOHAI12.
Na
China,
a
isi a
ecen e
ao
médico
den-
is a
oi
de e minan e
pa a
uma
baixa
pon uac¸ão
do
GOHAI30.
Conclusão
O
ins umen o
e elou
e
boas
qualidades
psicomé icas
na
sua
adap ac¸ão
e
alidac¸ão
pa a
a
populac¸ão
po u-
guesa,
endo
demons ado
se
de
ácil
e
ápida
aplicac¸ão.
Conside a-se
um
ins umen o
álido
e
impo an e
pa a
a
a aliac¸ão
da
qualidade
de
ida
da
saúde
o al
dos
ido-
sos.
A
populac¸ão
des e
es udo
co esponde
à
populac¸ão
po -
uguesa
e a ada
no
es udo
mais
ecen e
da
e oluc¸ão
das
ca ac e ís icas
demog áficas
em
Po ugal,
du an e
os
úl imos
10
anos.
Fu u amen e,
de em
se
ealizados
es udos
que
nos
pe -
mi am
a
u ilizac¸ão
do
GOHAI
como
ins umen o
de
medida
da
au ope cepc¸ão
da
saúde
o al
nos
idosos
elacionando
o
impac o
de
ou as
a iá eis
sob e
as
condic¸ões
de
saúde
o al.
A
con icc¸ão
de
que
uma
saúde
o al
p ecá ia
é
uma
si uac¸ão
na u al
do
en elhecimen o
e
que
não
pode
se
modificada
é
acei e
unanimemen e
en e
os
idosos.
Há
neces-
sidade
de
desen ol imen o
de
ac¸ões
educa i as
e
p e en i as
pa a
es a
populac¸ão,
pa a
uma
maio
consciencializac¸ão
e
mudanc¸a
de
alo es
e
hábi os
que
condicionam
o
seu
compo amen o3,4.
Au o ia/colabo ado es
O
p imei o
au o
pa icipou
na
ideia
o iginal
do
ema,
na
ecolha
de
dados,
na
análise
e
in e p e ac¸ão
dos
dados
e
na
edac¸ão
do
a igo.
O
segundo,
e cei o
e
qua o
au o es
con i-
buí am
com
a
ideia
o iginal
do
ema,
coo dena am
o
p ocesso
de
calib ac¸ão
e
ecolha
de
dados
e
fize am
a
e isão
c í ica
da
e são
a
se
publicada.
O
quin o
au o
con ibuiu
pa a
a
aná-
lise
e
in e p e ac¸ão
dos
dados
e
e isão
c í ica
da
e são
a
se
publicada.
Confli o
de
in e esses
Os
au o es
decla am
não
ha e
confli o
de
in e esses.
Ag adecimen os
Os
au o es
ag adecem
a
Sa a
Espa˜
na,
Cláudia
A onso
e
Dua e
Du ão
a
sua
colabo ac¸ão
nes e
es udo.
Ag adecem
ambém
às
au o as
da
e são
o iginal
do
GOHAI,
Ka h yn
A.
A chison
e
Te esa
A.
Dolan
pelo
in e esse
e
en usiasmo
que
demons a-
am
pelo
desen ol imen o
des e
abalho.

e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
171
Anexo
1.
Ques ioná io
GOHAI
1.
Nos
úl imos
3
meses
diminuiu
a
quan idade
de
alimen os
ou
mudou
o
ipo
de
alimen ac¸ão
po
causa
dos
seus
den es?
2.
Nos
úl imos
3
meses
e e
p oblemas
pa a
mas iga
alimen os?
3.
Nos
úl imos
3
meses
e e
do
ou
descon o o
pa a
engoli
alimen os?
4.
Nos
úl imos
3
meses
mudou
o
seu
modo
de
ala
po
causa
dos
p oblemas
da
sua
boca?
5.
Nos
úl imos
3
meses
sen iu
algum
descon o o
ao
come
algum
alimen o?
6.
Nos
úl imos
3
meses
deixou
de
se
encon a
com
ou as
pessoas
po
causa
da
sua
boca?
7.
Nos
úl imos
3
meses
sen iu-se
sa is ei o
ou
eliz
com
a
apa ência
da
sua
boca?
8.
Nos
úl imos
3
meses
e e
que
oma
medicamen os
pa a
passa
a
do
ou
o
descon o o
da
sua
boca?
9.
Nos
úl imos
3
meses
e e
algum
p oblema
na
sua
boca
que
o
deixou
p eocupado?
10.
Nos
úl imos
3
meses
chegou
a
sen i -se
ne oso
po
causa
dos
p oblemas
na
sua
boca?
11.
Nos
úl imos
3
meses
e i ou
come
jun o
de
ou as
pessoas
po
causa
de
p oblemas
na
boca?
12.
Nos
úl imos
3
meses
sen iu
os
seus
den es
ou
gengi as
fica em
sensí eis
a
alimen os
ou
líquidos?
b
i
b
l
i
o
g
a
i
a
1.
Sil a
SRC.
Au ope cepc¸ão
das
condic¸ões
bucais
em
pessoas
com
60
anos
e
mais
de
idade.
[Disse ac¸ão
-
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do
measu es
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‘o al
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quali y
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de
La
Fuen e-He nández
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Psychome ic
p ope ies
o
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75
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en
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población
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16.
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C,
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N,
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Iden ifica ion
o
he
mos
common
pa ien
p oblems
in
pa ien s
wi h
ch onic
condi ions
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ICF
Checklis .
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Medición
de
la
salud
y
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en e medad
en
odon ología
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EC,
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Odon ología
p e en i a
y
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na):
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18.
Sil a
DD,
Sousa
MLR,
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Au ope cepc¸ão
e
condic¸ões
de
saúde
bucal
em
uma
populac¸ão
de
idosos.
Cad
Saúde
Pública
Rio
de
Janei o.
2005;21:1251–9.
19.
MacEn ee
MI.
An
exis en ial
model
o
o al
heal h
om
e ol ing
iews
on
heal h,
unc ion
and
disabili y.
Communi y
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20.
G ill
E,
Jois en
S,
Swoboda
W,
S ucki
G.
Ea ly-s age
impai men s
and
limi a ions
o
unc ioning
om
he
ge ia ic
ICF
co e
se
as
de e minan s
o
independen
li ing
in
olde
pa ien s
a e
discha ge
om
pos -acu e
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J
Rehabil
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Cos a
EH,
Sain ain
MV,
Viei a
AP.
Sel -pe cep ion
o
o al
heal h
condi ion
o
he
ins i u ionalized
and
non
ins i u ionalized
elde s.
Cien
Saude
Cole .
2010;15:
2925–30.
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de
Souza
RF,
Te ada
ASSD,
Vecchia
MPD,
Regis
RR,
Zanini
AP,
Compagnoni
MA.
Valida ion
o
he
B azilian
e sions
o
wo
in en o ies
o
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SVS,
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da
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bucal
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27.
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Suzukamo
Y,
Nakayama
T,
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N,
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WN,
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Bak i
R,
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JG,
Jaa a
N,
Salleh
NC,
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Valida ion
o
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Ge ia ic
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Index
(GOHAI)
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he
Malay
language.
J
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2006;66:199–204.
29.
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Popula ion
s uc u e
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Eu opean
Comission;
2010
[consul ado
17
Fe
2011].
172
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):166–172
Disponí el
em
h p://epp.eu os a .ec.eu opa.eu/s a is ics
explained/index.php/Popula ion
s uc u e
and
ageing#
Fu he EUROSTAT:
New
Eu opean
Popula ion
p ojec ions
2008-2060&PUBLICACOESmodo=2
30.
Wong
MC,
Liu
JK,
Lo
EC.
T ansla ion
and
alida ion
o
he
Chinese
e sion
o
GOHAI.
J
Public
Heal h
Den .
2002;62:
78–83.
31.
A ieh
MA.
A abic
e sion
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ge ia ic
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2008;25:34–41.
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Hägglin
C,
Be gg en
U,
Lundg en
JA.
A
Swedish
e sion
o
he
GOHAI
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Psychome ic
p ope ies
and
alida ion.
Swed
Den
J.
2005;29:113–24.
33.
E gül
S,
Aka
GC.
Reliabili y
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alidi y
o
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Ge ia ic
O al
Heal h
Assessmen
Index
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Tu key.
J
Ge on ol
Nu s.
2008;34:33–9.
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Da adkeh
S,
Khade
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T ansla ion
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alida ion
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A abic
e sion
o
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Ge ia ic
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2008;50:453–9.