scieee Open visual document viewer

Tradução e validação da versão portuguesa do Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI)

Carvalho, Catarina,Manso, Ana Cristina,Escoval, Ana,Salvado, Francisco,Nunes, Carla

Abstract

R E S U M O – A revisão da literatura indica que a avaliação da autoperceção da saúde oral através doGOHAI é cientificamente reconhecida e utilizada a nível mundial. Considera-se por issofundamental traduzir e validar este instrumento para a língua portuguesa.Objetivo: Tradução e validação da versão portuguesa do questionário Geriatric Oral HealthAssessment Index (GOHAI).Métodos: Este trabalho foi baseado nos processos de tradução e validação clássicos.A tradução do questionário seguiu a metodologia tradução e retroversão. A validação foiobtida pela análise da fiabilidade das 12 perguntas que compõem o questionário, utilizandoo alfa de Cronbach como coeficiente de consistência interna e o Kaiser-Meyer-Olkin (KMO)para validação do constructo. O questionário foi aplicado a 162 idosos, com idade igual ousuperior a 65 anos, inscritos no Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte.Resultados: Obteve-se um coeficiente alfa de Cronbach de 0,768. Na análise fatorial, 3 fatoresexplicaram 51,81% da variação total. A medida de KMO foi de 0,726 e o teste de esfericidadede Bartlett foi 505,769 com 66 graus de liberdade (p < 0,001).Conclusão: O questionário revelou-se um instrumento válido para medir a qualidade devida da saúde oral dos idosos na população portuguesa, verificando-se valores elevadosna validação de constructo e consistência interna.

Full text

e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 www.else ie .p / psp A igo o iginal T aduc¸ão e alidac¸ão da e são po uguesa do Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI) Ca a ina Ca alhoa,∗, Ana C is ina Mansob, Ana Esco ala, F ancisco Sal adobe Ca la Nunesa aEscola Nacional de Saúde Pública – Uni e sidade No a de Lisboa, Lisboa, Po ugal bIns i u o Supe io de Ciências da Saúde Egas Moniz, Cen o de In es igac¸ão In e disciplina Egas Moniz (CiiEM), Capa ica, Po ugal in o mação sob e o a igo His o ial do a igo: Recebido a 1 de ou ub o de 2013 Acei e a 11 de ou ub o de 2013 On-line a 13 de no emb o de 2013 Pala as-cha e: Idosos Saúde o al Au ope cec¸ão Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index Validac¸ão e s u m o A e isão da li e a u a indica que a a aliac¸ão da au ope cec¸ão da saúde o al a a és do GOHAI é cien ificamen e econhecida e u ilizada a ní el mundial. Conside a-se po isso undamen al aduzi e alida es e ins umen o pa a a língua po uguesa. Obje i o: T aduc¸ão e alidac¸ão da e são po uguesa do ques ioná io Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI). Mé odos: Es e abalho oi baseado nos p ocessos de aduc¸ão e alidac¸ão clássicos. A aduc¸ão do ques ioná io seguiu a me odologia aduc¸ão e e o e são. A alidac¸ão oi ob ida pela análise da fiabilidade das 12 pe gun as que compõem o ques ioná io, u ilizando o al a de C onbach como coeficien e de consis ência in e na e o Kaise -Meye -Olkin (KMO) pa a alidac¸ão do cons uc o. O ques ioná io oi aplicado a 162 idosos, com idade igual ou supe io a 65 anos, insc i os no Ag upamen o de Cen os de Saúde de Lisboa No e. Resul ados: Ob e e-se um coeficien e al a de C onbach de 0,768. Na análise a o ial, 3 a o es explica am 51,81% da a iac¸ão o al. A medida de KMO oi de 0,726 e o es e de es e icidade de Ba le oi 505,769 com 66 g aus de libe dade (p < 0,001). Conclusão: O ques ioná io e elou-se um ins umen o álido pa a medi a qualidade de ida da saúde o al dos idosos na populac¸ão po uguesa, e ificando-se alo es ele ados na alidac¸ão de cons uc o e consis ência in e na. © 2013 Escola Nacional de Saúde Pública. Publicado po Else ie España, S.L. Todos os di ei os ese ados. T ansla ion and alida ion o he Po uguese e sion o Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI) Keywo ds: Elde ly O al heal h a b s a c A e e iewing he li e a u e, we ound ha he e alua ion o sel -pe cep ion o o al heal h h ough GOHAI is inc easingly ecognized and used wo ldwide. I is he e o e essen ial o ansla e and alida e his ins umen in o Po uguese. ∗Au o pa a co espondência. Co eio ele ónico: ca a ina.ms.ca [email protected] (C. Ca alho). 0870-9025/$ – see on ma e © 2013 Escola Nacional de Saúde Pública. Publicado po Else ie España, S.L. Todos os di ei os ese ados. h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2013.10.002 e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 167 Sel -pe cep ion Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index Valida ion Objec i e: T ansla ion and alida ion o he Po uguese e sion o he ques ionnai e GOHAI (Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index). Me hods: This wo k was based in he ansla ion and classical alida ion p ocess. The ans- la ion o he ques ionnai e ollowed he ansla ion and e o e sion me hodology and, he alida ion was ob ained by he analysis o he eliabili y o he 12 ques ions ha com- pose he ques ionnai e, using he C onbach alpha as coe ficien o in e nal consis ency and he Kaise -Meye -Olkin (KMO) o alida ion o he cons uc . The ques ionnai e was applied o 162 elde ly insc ibed in Ag upamen o de Cen os de Saúde de Lisboa No e. Resul s: I ob ained a C onbach alpha coe ficien o 0,768. In he ac o ial analysis, h ee ac o s explained 51,81% o he o al a iance. The KMO measu e was 0,726 and he Ba le ’s sphe ici y es was 505,769 wi h 66 deg ees o eedom (p < 0,001). Conclusion: The ques ionnai e e ealed i sel a alid ins umen o measu e he quali y o li e o he o al heal h o he elde ly o he Po uguese popula ion, e i ying high alues in he alida ion o he cons uc and in he alida ion o in e nal consis ency. © 2013 Escola Nacional de Saúde Pública. Published by Else ie España, S.L. All igh s ese ed. In oduc¸ão A a aliac¸ão da condic¸ão da saúde o al de e conside a , não só c i é ios no ma i os – indicado es clínicos - como ambém a au ope cec¸ão indi idual, in e p e ando-a e con ex ualizando- a na sua ida diá ia. A au ope cec¸ão da saúde o al e o seu impac o na qualidade de ida da populac¸ão encon a-se suge- ida na li e a u a po á ios au o es1–3. Conhece a in o mac¸ão ecolhida, a a és des a abo dagem dual, cons i ui um a o de p ognós ico, pe mi indo melho a as polí icas de saúde, es abelecendo p io idades baseadas nas necessidades de a amen o da populac¸ão4. As polí icas de saúde pública êm hoje de esponde aos desafios que se colocam aos g upos p io i á ios da populac¸ão, como os idosos, pa a assegu a cuidados de saúde o al de ido ao en elhecimen o acele ado das populac¸ões dos países desen ol idos, em que Po ugal se inclui5,6. A saúde despe a cons an emen e a p ocu a de melho es cuidados p es ados à populac¸ão le ando à necessidade de efle i sob e as no as compe ências que nos pe mi am lida com es a si uac¸ão espe- cífica do idoso7,8. A au ope cec¸ão da saúde o al é uma medida mul idimen- sional que, efle indo a expe iência subje i a dos indi íduos sob e o seu bem-es a ísico e psicossocial, de e mina a p o- cu a po a amen os den á ios9. Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI); O al Heal h Impac P ofile (OHIP); O al Impac s on Daily Pe o - mances (OIDP) e O al Heal h-Rela ed Quali y o Li e (OHRQOL)3 são exemplos de ins umen os que, aplicados como ques io- ná ios, pe mi em a alia a au ope cec¸ão da saúde o al. Des es, o GOHAI oi desen ol ido especificamen e pa a a populac¸ão idosa10. Desde o seu desen ol imen o que o GOHAI em sido aduzido e alidado em mui os países ociden ais como a Alemanha, Espanha e F anc¸a, que a exemplo de Po - ugal êm uma sociedade en elhecida11–13. A a aliac¸ão da qualidade de ida a a és do GOHAI pe mi e pe cebe a ap idão de uncionamen o de um indi íduo, em oda a sua o ina e a o ma como ele p óp io comp eende odo o seu bem-es a , melho ando, des e modo, a decisão clínica e p o idenciando melho es cuidados de saúde o al2,3,5,6. Assim, é cada ez maio a necessidade de implemen a es e ipo de ins umen os pa a que a sociedade enha conhe- cimen o da condic¸ão epidemiológica da saúde o al do idoso, de modo a desen ol e ac¸ões sociais de p e enc¸ão, diagnós- ico e in e enc¸ão. São, da mesma o ma, imp escindí eis pa a melho o ien a os p ofissionais nas ac¸ões de saúde e elabo ac¸ão de polí icas de saúde pública como p og amas edu- ca i os, p e en i os e cu a i os2,3,5,6. Conside a-se, po an o, ú il aduzi e alida pa a a língua po uguesa es e ins umen o de a aliac¸ão com a finalidade de disponibiliza aos p ofissionais de saúde um ins umen o adequado, pa a a medic¸ão da au ope cepc¸ão da saúde o al do idoso. Mé odos Conside ac¸ões é icas Es e es udo oi subme ido à Comissão de É ica da Di ec¸ão Ge al da Saúde (DGS), endo sido ob ido um pa ece a o- á el, pa ece n.◦61/2010, a a és do Gabine e de Assun os Ju ídicos, É ica e Responsabilidade des a en idade pública. Foi ambém seguido, com sucesso, o p ocesso de au o izac¸ão das au o as da e são o iginal do De elopmen o he Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI), Ka h yn A. A chi- son e Te esa A. Dolan. Os c i é ios de inclusão no es udo o am os seguin es: idade igual ou supe io a 65 anos; con- co da pa icipa no es udo; capacidade de comp eende e assina o consen imen o in o mado; es a em insc i os, em 2008, no Ag upamen o de Cen os de Saúde de Lisboa No e e se em u en es dos cen os de saúde onde es a am a esponde ao ques ioná io. Foi en egue a odos os indi íduos pe en- cen es à amos a um ex o e imp esso de Consen imen o In o mado, em po uguês. A pa icipac¸ão oi olun á ia, g a- ui a e não emune ada e a odos os indi íduos da amos a oi explicado o obje i o e a jus ificac¸ão da pesquisa. Fo am excluídos do es udo os indi íduos que se ecusa am a pa ici- pa e que não euniam os c i é ios de inclusão, an e io men e desc i os. Es e es udo não ecebeu financiamen o pa a a sua ealizac¸ão. 168 e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 Amos a A e são final do GOHAI em po uguês oi aplicada a 162 ido- sos, u en es dos Cen os de Saúde de Al alade, Benfica, Lumia e Pon inha. A amos a oi de con eniência, os indi íduos o am selecionados de en e os que espe a am a consul a, en e e e- ei o e junho de 2012. A en e is a oi ei a ace-a- ace com o cuidado do en e is ado não influencia as espos as do en e is ado. Ins umen o de ecolha de dados O p ocesso de aduc¸ão e alidac¸ão de um ins umen o pa a ecolha de dados, na o ma de ques ioná io, consis e basica- men e em 3 e apas, sendo elas a aduc¸ão, a aplicac¸ão do ques- ioná io numa amos a de indi íduos pa a alidac¸ão e a aná- lise dos dados ob idos a a és da aplicac¸ão do ins umen o14. O ques ioná io o iginal GOHAI, é cons i uído po 12 pe gun- as, elacionadas com a influência dos p oblemas de saúde o al nas dimensões, ísica, psicossocial e do ou descon o o: • a unc¸ão ísica, ep esen ada pelo pad ão de mas igac¸ão, ala e deglu ic¸ão10,13,15–22; • a unc¸ão psicossocial, ep esen ada pela p eocupac¸ão com a saúde o al, sa is ac¸ão ou insa is ac¸ão com a apa ência, au oconsciência sob e a sua saúde o al e e i a o con ac o social de ido a p oblemas o ais10,13,15–22; • a do ou descon o o, ep esen ada pelo uso de medicac¸ão pa a ali ia a do ou descon o o10,13,15–22. Pa a A chison & Dolan10, as opc¸ões de espos a podem e de 3-6 ca ego ias (de «semp e» a «nunca»). Nes e es udo op ou-se pela escala de equência simplificada suge ida pelas au o as com 3 ca ego ias «semp e», «algumas ezes» e «nunca», com alo es de 1, 2 e 3, espe i amen e. Pa a ob enc¸ão do índice final ealizou-se a soma simples dos alo es, numa escala de 12-36. O maio alo indicou alo- es de ele ada au ope cec¸ão a espei o da saúde o al10. De aco do com a Sociedade Ame icana de Ge ia ia23, nas ques- ões di e as, quan o mais p e alen e a ca ego ia «semp e», mais ele ada é a au ope cec¸ão e pio es se ão as condic¸ões de saúde o al, e ificando-se o con á io pa a a ques ão in e sa. O índice GOHAI classificou a au ope cec¸ão em «ele ada» (34-36 pon os), «mode ada» (30-33 pon os) e «baixa» (< 30 pon os) pelo c i é io de A chison & Dolan10 pa a escala simplificada. Pa a a definic¸ão dos i ens que compõe cada uma das 3 dimensões (Física, Psicossocial e Do ou Descon o o), não ha endo uma soluc¸ão única, oi u ilizada a seguin e me odo- logia: mé odos de clus e hie á quico de a iá eis (Comple e Linkage); análise c í ica quali a i a das dimensões e a aliac¸ão da classificac¸ão das dimensões pela compa ac¸ão com ou os a igos. T aduc¸ão O GOHAI oi aduzido pa a a língua po uguesa. O p ocesso en ol eu a aduc¸ão de inglês pa a po uguês po 2 a- du o es bilingues cuja p imei a língua e a o po uguês e a e o e são de po uguês pa a inglês, po 2 adu o es bilin- gues cuja p imei a língua e a o inglês. Foi en ão cons i uído um g upo de discussão com os adu o es e os au o es do es udo pa a analisa e compa a a e são o iginal do GOHAI com a e são aduzida, dando especial a enc¸ão aos empos e bais, exp essões coloquiais e cul u a local. Foi ei o um p é- es e sendo aplicadas as al e ac¸ões necessá ias de o ma a ob e um ques ioná io semân ica e concep ualmen e equi a- len e à e são em inglês. Po exemplo, nas pe gun as 1 e 6 o ques ioná io em inglês especifica «den es e p ó eses», mas em Po ugal quando se ques iona sob e p oblemas nos den es, conside am-se implíci as as p ó eses, pelo que se p ocedeu à al e ac¸ão das ques ões; nas ques ões 3 e 5 são u ilizados os e mos «engoli con o a elmen e» e «come sem sen i descon o o». Como es as exp essões não são equen es na língua po uguesa ez-se a al e ac¸ão na pe gun a 3 pa a « e e do ou descon o o pa a engoli » e na pe gun a 5 pa a «sen iu algum descon o o ao come ». No ques ioná io em inglês as ques ões 3 e 5 são ques ões in e sas, o que não acon ece na e são po uguesa po uma ques ão de cla eza e comp eensão das mesmas. Es udo pilo o Seguiu-se o es udo pilo o – aplicac¸ão da e são po uguesa a uma amos a po con eniência de 39 indi íduos com idade igual ou supe io a 65 anos no Cen o de Saúde do Lumia , de o ma a a alia a capacidade de lei u a des a e são. Os idosos o am selecionados de en e os que espe a am a con- sul a, en e e e ei o e junho de 2011, e a en e is a oi ei a ace-a- ace. Fo am ob idos bons esul ados p elimina es na aplicac¸ão do ques ioná io (al a de C onbach de 0,65). Após os úl imos ajus es aos empos e bais e exp essões coloquiais, ealizou- se a codificac¸ão e ca ego izac¸ão das espos as, de aco do com a escala de equência simplificada suge ida pelas au o as e já explicada an e io men e. Ve são final Após o es udo pilo o com 39 indi íduos idosos, passou- se à aplicac¸ão da e são final do GOHAI em po uguês a 162 idosos. A ecolha de dados oi ealizada a a és de ques i- oná io. Na p imei a pa e o am p eenchidos os dados pa a a ca ac e izac¸ão sociodemog áfica, na segunda o am elabo a- das ques ões ace ca da saúde o al do idoso e na e cei a pa e aplicou-se o GOHAI. Análise de dados Os dados o am a ados es a is icamen e com ecu so à es a- ís ica desc i i a e in e encial adequada e ao so wa e SPSS®, e são 18. Es a análise en ol eu a a aliac¸ão da fiabilidade, a a és do cálculo da consis ência in e na pelo al a (␣) de C onbach, e da alidade, a a és da écnica da análise a o ial com ex ac¸ão de a o es pelo c i é io de Kaise ( alo es p óp ios supe io es a um). De aco do com a li e a u a cien ífica, o alo espe ado do al a de C onbach pa a o es udo de uma escala de e se en e 0,7-0,9. Na alidac¸ão do cons uc o pela análise a o ial, e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 169 o es e de es e icidade de Ba le de e se es a is icamen e significa i o. Es a alidac¸ão implicou a aplicac¸ão de um es e es a ís ico denominado de Kaise -Meye -Olkin (KMO), que aju- dou a e ifica se os indi íduos que pa icipa am na espos a ao ins umen o o fize am de o ma consis en e. Se o alo de KMO o supe io a 0,60, podemos dize que essa consis ência oco eu14,24. Resul ados Os indi íduos da amos a des e es udo inham em média 74 anos (des io-pad ão 6,8); 61,7% e a do sexo eminino e 38,3% do sexo masculino. A g ande maio ia encon a a- se e o mada (86,4%); 46,9% ap esen a um ní el de escola- idade a é ao 4.◦ano e 85,8% conside a-se o almen e inde- penden e em elac¸ão às suas a i idades quo idianas. Apenas 0,6% sabia que em um p ofissional de saúde o al no cen o de saúde a que pe ence; 56,8% não isi a a um médico den is a há mais de um ano; 63% dos indi íduos usa a p ó ese den á ia, sendo que apenas 46,9% se encon a a sa is ei o com a mesma ( abela 1). Na aplicac¸ão do ques ioná io GOHAI e ificou-se que de um modo ge al os idosos a alia am a o a elmen e a sua saúde o al, sendo que 59,9% dos indi íduos ap esen am uma ele- ada au ope cec¸ão da sua saúde o al com alo es supe io es a 33, 27,8% ap esen am uma au ope cec¸ão mode ada ( alo es en e 30-33) e apenas 12,3% uma au ope cec¸ão baixa ( alo es in e io es a 30). Como oi possí el e ifica , a aplicac¸ão do ques ioná io GOHAI esul ou em alo es médios p óximos do limi e supe- io da escala de a iac¸ão de medida pa a o índice global. Pa a a definic¸ão dos i ens que compõe cada uma das 3 dimensões, aplicando-se o p ocesso e e ido na me odologia, ob e e-se a seguin e dis ibuic¸ão: Dimensão Física, que inclui a limi ac¸ão na escolha dos alimen os, p oblemas na mas igac¸ão, p o- blemas na ala e descon o o a come , ques ões 1, 2, 4 e 5, espe i amen e; Dimensão Psicossocial, que inclui a limi ac¸ão e descon o o nos con ac os sociais e o descon o o com a apa- ência, ques ões 6, 7 e 11; Dimensão da Do ou Descon o o, que inclui o descon o o ao engoli , o uso de medicac¸ão pa a a do , a p eocupac¸ão e a au oconsciência sob e os p oblemas da sua boca e a sensibilidade den á ia, ques ões 3, 8, 9, 10, 12 ( e Anexo1). A aliac¸ão da fiabilidade – cálculo da consis ência in e na Pa a de e mina a consis ência in e na da e são po uguesa do ques ioná io GOHAI oi u ilizado o al a (␣) de C onbach, endo-se ob ido um alo de ␣ = 0,768. Os alo es de consis ência in e na ela i os a cada i em o am supe io es a 0,71. Análise a o ial com ex ac¸ão de a o es As espos as ao ques ioná io o am analisadas u ilizando os componen es p incipais da análise a o ial, Kaise - Maye -Olkin (KMO), Ba le ’ es e a ma iz de co elac¸ão. O alo ob ido de Kaise -Maye -Olkin (KMO) conside a-se bom, supe io a 0,6 (KMO = 0,726) e o Ba le ’ es , conside ado mui o Tabela 1 – Ca ac e ís icas sociodemog áficas e clínicas. Cen os de Saúde de Al alade, Benfica e Pon inha 2011-2012 Va iá eis/Ca ego ias Ca ac e ís icas sociodemog áficas N % Sexo Masculino 62 38,3 Feminino 100 61,7 Faixa e á ia (anos) 65-74 86 53,1 75-84 61 37,7 85 ou + 15 19,3 Es ado ci il Casado/união de ac o 91 56,2 Sepa ado de ac o/di o ciado 14 8,6 Sol ei o 7 4,3 Viú o 50 30,9 Ní el de escola idade Não sabe le nem esc e e 22 13,6 Sabe le e esc e e 7 4,3 A é ao 4.◦ano 76 46,9 A é ao 7.◦ano 9 5,6 A é ao 9.◦ano 22 13,6 A é ao 12.◦ano 16 9,9 Cu so supe io 8 4,9 Pós-g aduac¸ão 2 1,2 Rendimen o amilia < 1 salá io mínimo 48 29,6 1-2 salá ios mínimos 56 34,6 2-4 salá ios mínimos 21 13 > 4 salá ios mínimos 7 4,3 Capacidade de au onomia de ida To almen e independen e 139 85,8 Pa cialmen e dependen e 22 13,6 To almen e dependen e 1 0,6 Condic¸ões clínicas Úl ima consul a de medicina den á ia Há menos de um ano 66 40,7 Há mais de um ano 92 56,8 Usa p ó ese Sim 102 63 Não 60 37 bom (␹2(66) = 505,769; p < 0,001). Com o obje i o de e ifica a é que pon o é que os i ens do ques ioná io es ão elacionados, u ilizou-se ambém o coeficien e de co elac¸ão de Spea man que mos ou que a maio pa e das elac¸ões en e i ens é aca ou mode ada, com odas as co elac¸ões abaixo dos 0,3,e iden- ciando um bom esul ado. Pa a iden ifica as dimensões co e as oi u ilizada a aná- lise de componen es p incipais com a ex ac¸ão de 3 a o es (Eigen alues supe io es a um). O g áfico do sc ee plo (pon o de inflexão ou co o elo) ambém oi analisado. O alo ob ido da a iância explicada oi de 51,81%. Discussão A adap ac¸ão e alidac¸ão po uguesa do GOHAI co espon- deu à necessidade de p eenche um azio exis en e na a aliac¸ão do impac o dos p oblemas de saúde o al na qua- lidade de ida dos idosos. T a a-se de um ins umen o 170 e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 cu o, de ápida e ácil aplicac¸ão, de baixo cus o econó- mico e que a alia a au ope cec¸ão da saúde o al, sendo po isso impo an e na a aliac¸ão da necessidade e e e i idade de um a amen o den á io. Pode se aplicado ace a ace, como oi o caso des e es udo, ou pode se au oadminis- ado. A média de idade encon ada en e os idosos des e es udo oi de 74 anos, sendo es e alo p óximo dos mais ecen es dados do INE26 e e en es à populac¸ão idosa po uguesa e am- bém à média encon ada nou os es udos, que a ia am en e os 67,1-73,5 anos10,13,25–28. No que espei a à a iá el ní el de escola idade, des acou- se o ac o de ap oximadamen e 50% dos indi íduos da amos a e uma o mac¸ão igual ou in e io ao 4.◦ano de escola i- dade, sendo que 13,6% e e e não sabe le nem esc e e . Na análise des es alo es o am conside ados os dados do Inqué i o ao Emp ego de 2001, em que se de e mina am os ní eis de ins uc¸ão da populac¸ão idosa com base nas ca ego- ias da In e na ional S anda d Classifica ion o Educa ion (ISCED) u ilizada pelas Nac¸ões Unidas. Foi possí el conclui que a populac¸ão idosa de ém, de um modo ge al, baixos ní eis de ins uc¸ão26. Um ou o conjun o de a iá eis com g ande significado na análise da si uac¸ão de saúde dos idosos em a e com o en- dimen o amilia . Assim, cons a ámos que uma pe cen agem de 29,6% da amos a afi mou não e um endimen o in e io a um salá io mínimo. Es es dados de em se con on ados com os que nos são o necidos pelo Eu os a 29 sob e o isco de pob eza dos idosos. A média dos alo es do GOHAI nes e es udo (33,1) suge- iu uma ele ada au ope cec¸ão da saúde o al da populac¸ão em es udo, idên ico ao que acon ece na e são o iginal10 e nou os es udos na China30, Japão27 e A ábia31. O ins umen o e elou se fiá el po e boa consis ência in e na (0,768), de onde se concluiu a alidade de odas as pe gun as al como acon eceu na e são o iginal em inglês10 onde se ob e e um coeficien e al a de C onbach de 0,79. Es e alo oi em Espanha11 de 0,86; na China30 de 0,81; em F anc¸a12 de 0,86; na Suécia32 de 0,86; na Malásia28 de 0,79; no Japão27 de 0,89; na Alemanha13 de 0,92; na Tu quia33 de 0,75; na Jo dânia34 de 0,88; e no México4de 0,77. Os nossos esul ados mos am uma consis ência in e na ap oximada à e são o i- ginal e às e sões aduzidas e alidadas na Tu quia, México e Malásia. Da análise a o ial do ins umen o esul ou a disc iminac¸ão de 3 a o es undamen ais, que jus ifica- am 51,81% da a iância o al dos esul ados, onde a ex ac¸ão de apenas um a o jus ifica am-se 30,1% da a iância. Os alo es de consis ência in e na ela i os a cada i em o am ambém ele ados, semp e com alo es supe io es a 0,71. Ve ifica am-se esul ados semelhan es na e são mexicana do GOHAI4, em que na análise a o ial a ex ac¸ão de um a o explicou 30,6% da a iância o al. A medida de Kaise - Meye -Olkin (KMO) de adequac¸ão simples oi de 0,81, ambém supe io a 0,6 al como no p esen e es udo. O es e de es e- icidade de Ba le oi ambém semelhan e, ambos com 66 g aus de libe dade (p < 0,001)4. Não se e ificou significado es a ís ico en e a au ope cec¸ão da saúde o al e as a iá eis sociodemog áficas, à semelhanc¸a do que acon eceu no es udo de Pinzón-Pulido e al.11. Po ou o lado, em F anc¸a, oi demons ado que as a iá eis como o baixo ní el de escola idade e um endi- men o amilia eduzido de e minam uma meno pon uac¸ão do GOHAI12. Na China, a isi a ecen e ao médico den- is a oi de e minan e pa a uma baixa pon uac¸ão do GOHAI30. Conclusão O ins umen o e elou e boas qualidades psicomé icas na sua adap ac¸ão e alidac¸ão pa a a populac¸ão po u- guesa, endo demons ado se de ácil e ápida aplicac¸ão. Conside a-se um ins umen o álido e impo an e pa a a a aliac¸ão da qualidade de ida da saúde o al dos ido- sos. A populac¸ão des e es udo co esponde à populac¸ão po - uguesa e a ada no es udo mais ecen e da e oluc¸ão das ca ac e ís icas demog áficas em Po ugal, du an e os úl imos 10 anos. Fu u amen e, de em se ealizados es udos que nos pe - mi am a u ilizac¸ão do GOHAI como ins umen o de medida da au ope cepc¸ão da saúde o al nos idosos elacionando o impac o de ou as a iá eis sob e as condic¸ões de saúde o al. A con icc¸ão de que uma saúde o al p ecá ia é uma si uac¸ão na u al do en elhecimen o e que não pode se modificada é acei e unanimemen e en e os idosos. Há neces- sidade de desen ol imen o de ac¸ões educa i as e p e en i as pa a es a populac¸ão, pa a uma maio consciencializac¸ão e mudanc¸a de alo es e hábi os que condicionam o seu compo amen o3,4. Au o ia/colabo ado es O p imei o au o pa icipou na ideia o iginal do ema, na ecolha de dados, na análise e in e p e ac¸ão dos dados e na edac¸ão do a igo. O segundo, e cei o e qua o au o es con i- buí am com a ideia o iginal do ema, coo dena am o p ocesso de calib ac¸ão e ecolha de dados e fize am a e isão c í ica da e são a se publicada. O quin o au o con ibuiu pa a a aná- lise e in e p e ac¸ão dos dados e e isão c í ica da e são a se publicada. Confli o de in e esses Os au o es decla am não ha e confli o de in e esses. Ag adecimen os Os au o es ag adecem a Sa a Espa˜ na, Cláudia A onso e Dua e Du ão a sua colabo ac¸ão nes e es udo. Ag adecem ambém às au o as da e são o iginal do GOHAI, Ka h yn A. A chison e Te esa A. Dolan pelo in e esse e en usiasmo que demons a- am pelo desen ol imen o des e abalho. e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 171 Anexo 1. Ques ioná io GOHAI 1. Nos úl imos 3 meses diminuiu a quan idade de alimen os ou mudou o ipo de alimen ac¸ão po causa dos seus den es? 2. Nos úl imos 3 meses e e p oblemas pa a mas iga alimen os? 3. Nos úl imos 3 meses e e do ou descon o o pa a engoli alimen os? 4. Nos úl imos 3 meses mudou o seu modo de ala po causa dos p oblemas da sua boca? 5. Nos úl imos 3 meses sen iu algum descon o o ao come algum alimen o? 6. Nos úl imos 3 meses deixou de se encon a com ou as pessoas po causa da sua boca? 7. Nos úl imos 3 meses sen iu-se sa is ei o ou eliz com a apa ência da sua boca? 8. Nos úl imos 3 meses e e que oma medicamen os pa a passa a do ou o descon o o da sua boca? 9. Nos úl imos 3 meses e e algum p oblema na sua boca que o deixou p eocupado? 10. Nos úl imos 3 meses chegou a sen i -se ne oso po causa dos p oblemas na sua boca? 11. Nos úl imos 3 meses e i ou come jun o de ou as pessoas po causa de p oblemas na boca? 12. Nos úl imos 3 meses sen iu os seus den es ou gengi as fica em sensí eis a alimen os ou líquidos? b i b l i o g a i a 1. Sil a SRC. Au ope cepc¸ão das condic¸ões bucais em pessoas com 60 anos e mais de idade. [Disse ac¸ão - Dou o amen o em Saúde Pública]. São Paulo (B asil): Faculdade de Saúde Pública da Uni e sidade de São Paulo. São Paulo; 1999. 2. Allen PF. Assessmen o o al heal h ela ed quali y o li e. Heal h Qual Li e Ou come. 2003;1:40. 3. Locke D, Allen F. Wha do measu es o ‘o al heal h- ela ed quali y o li e’ measu e? Communi y Den O al Epidemiol. 2007;35:401–11. 4. Sánchez-Ga cía S, He edia-Ponce E, Juá ez-Cedillo T, Gallegos-Ca illo K, Espinel-Be múdez C, de La Fuen e-He nández J, e al. Psychome ic p ope ies o he Gene al O al Heal h Assessmen Index (GOHAI) and den al s a us o an elde ly Mexican popula ion. J Public Heal h Den . 2010;70:300–7. 5. Pe e sen PE. Con inuous imp o emen o o al heal h in he 21s cen u y: he app oach o he WHO Global O al Heal h P og amme. Gene a: Wo ld Heal h O ganiza ion; 2003. 6. Pe e sen PE. Global policy o imp o emen o o al heal h in he 21s cen u y: implica ions o o al heal h esea ch o Wo ld Heal h Assembly 2007. Communi y Den O al Epidemiol. 2009;37:1–8. 7. S åhlnacke K, Unell L, Söde eld B, Ekbäck G, O dell S. Sel -pe cei ed o al heal h among 65 and 75 yea s old in wo Swedish coun ies. Swed Den J. 2010;34:107–19. 8. Deshmukh SP, Radke UM. T ansla ion and alida ion o Hindi e sion o he Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index. Ge odon ology. 2012;29:1052–8. 9. Joko ic A, Locke D. Dissa is ac ion wi h o al heal h s a us in an olde adul popula ion. J Public Heal h Den . 1997;57:40–7. 10. A chison KA, Dolan TA. De elopmen o he ge ia ic o al heal h assessmen index. J Den Educ. 1990;54:680–6. 11. Pinzón-Pulido SA, Gil-Mon oya JA. Validación del índice de alo ación de salud o al en ge ia ía en una población ge iá ica ins i ucionalizada de G anada. Re Esp Ge ia Ge on ol. 1999;34:273–82. 12. Tube -Jeannin S, Rio dan PJ, Mo el-Pape no A, Po che ay S, Saby-Colle S. Valida ion o an o al heal h quali y o li e index (GOHAI) in F ance. Communi y Den O al Epidemiol. 2003;31:275–84. 13. Hassel AJ, Rolko C, Koke U, Leisen J, Rammelsbe g P. A Ge man e sion o he GOHAI. Communi y Den O al Epidemiol. 2008;36:34–42. 14. Hill MM, Hill A. In es igac¸ão po ques ioná io. 2aEd. Lisboa: Sílabo; 2009. 15. Sil a SRC, Fe nandes RAC. Au o pe cepc¸ão das condic¸ões de saúde bucal pa a idosos, 35. B asil: Re is a de Saúde Pública.; 2001. p. 349–55. 16. Ewe T, Fuessl M, Cieza A, Ande sen C, Cha e ji S, Kos anjsek N, e al. Iden ifica ion o he mos common pa ien p oblems in pa ien s wi h ch onic condi ions using he ICF Checklis . J Rehabil Med. 2004;44:22–9. 17. Ma inico ena FJC. Medición de la salud y la en e medad en odon ología comuni a ia. In: Sala EC, Ga cía PB, edi o s. Odon ología p e en i a y comuni a ia. 3aEd. Ba celona (Espa˜ na): Masson; 2005. p. 337–69. 18. Sil a DD, Sousa MLR, Wada RS. Au ope cepc¸ão e condic¸ões de saúde bucal em uma populac¸ão de idosos. Cad Saúde Pública Rio de Janei o. 2005;21:1251–9. 19. MacEn ee MI. An exis en ial model o o al heal h om e ol ing iews on heal h, unc ion and disabili y. Communi y Den Heal h. 2006;23:5–14. 20. G ill E, Jois en S, Swoboda W, S ucki G. Ea ly-s age impai men s and limi a ions o unc ioning om he ge ia ic ICF co e se as de e minan s o independen li ing in olde pa ien s a e discha ge om pos -acu e ehabili a ion. J Rehabil Med. 2007;39:591–7. 21. Cos a EH, Sain ain MV, Viei a AP. Sel -pe cep ion o o al heal h condi ion o he ins i u ionalized and non ins i u ionalized elde s. Cien Saude Cole . 2010;15: 2925–30. 22. de Souza RF, Te ada ASSD, Vecchia MPD, Regis RR, Zanini AP, Compagnoni MA. Valida ion o he B azilian e sions o wo in en o ies o measu ing o al heal h- ela ed quali y o li e o eden ulous subjec s. Ge odon ology. 2012;29:88–95. 23. Reuben DB, Solomon DH. Assessmen in ge ia ics: o ca ea s and names. J Am Ge ia Soc. 1989;37:570–2. 24. Ma ôco J. Análise es a ís ica com u ilizac¸ão do SPSS. 2aEd. Lisboa: Sílabo; 2010. 25. Sil a DD, Held RB, To es SVS, Sousa MLR, Ne i AL, An unes JLF. Au ope cepc¸ão da saúde bucal em idosos e ac o es associados em Campinas. Re Saúde Pública. 2011;45:1145–53. 26. Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE). As pessoas; 2011. [em linha]. Lisboa: Ins i u o Nacional de Es a ís ica, I.P. ISBN 978-989-25-0074-4 [consul ado 17 Fe 2011]. Disponí el em: h p://www.ine.p /xpo al/xmain?xpid=INE&xpgid=ine publicacoes&PUBLICACOESpub boui=108445117& PUBLICACOESmodo 27. Nai o M, Suzukamo Y, Nakayama T, Hamajima N, Fukuha a S. Linguis ic adap a ion and alida ion o he Gene al O al Heal h Assessmen Index (GOHAI) in an elde ly Japanese popula ion. J Public Heal h Den . 2006;66:273–5. 28. O hman WN, Mu alib KA, Bak i R, Doss JG, Jaa a N, Salleh NC, e al. Valida ion o he Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI) in he Malay language. J Public Heal h Den . 2006;66:199–204. 29. EUROSTAT. Popula ion s uc u e and ageing. [em linha]. Eu opean Comission; 2010 [consul ado 17 Fe 2011]. 172 e p o s a ú d e p ú b l i c a . 2 0 1 3;3 1(2):166–172 Disponí el em h p://epp.eu os a .ec.eu opa.eu/s a is ics explained/index.php/Popula ion s uc u e and ageing# Fu he EUROSTAT: New Eu opean Popula ion p ojec ions 2008-2060&PUBLICACOESmodo=2 30. Wong MC, Liu JK, Lo EC. T ansla ion and alida ion o he Chinese e sion o GOHAI. J Public Heal h Den . 2002;62: 78–83. 31. A ieh MA. A abic e sion o he ge ia ic O al Heal h Assessmen Index. Ge odon ology. 2008;25:34–41. 32. Hägglin C, Be gg en U, Lundg en JA. A Swedish e sion o he GOHAI index. Psychome ic p ope ies and alida ion. Swed Den J. 2005;29:113–24. 33. E gül S, Aka GC. Reliabili y and alidi y o he Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index in Tu key. J Ge on ol Nu s. 2008;34:33–9. 34. Da adkeh S, Khade YS. T ansla ion and alida ion o he A abic e sion o he Ge ia ic O al Heal h Assessmen Index (GOHAI). J O al Sci. 2008;50:453–9.