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O lugar da investigação participada de base comunitária na promoção da saúde mental

Abstract

R E S U M O - A saúde mental é imprescindível ao desenvolvimento social e económico das comunidades. Envolver as comunidades no desenho e desenvolvimento de planos locais de promoção da saúde mental é um importante desafio para garantir mais e melhor saúde mental a cada comunidade. De 2009 a 2012 desenvolveu-se um estudo de caso baseado nos pressupostos de uma investigação participada de base comunitária numa comunidade urbana da região metropolitana de Lisboa, com o objetivo de fundamentar o desenho de um plano local de promoção da saúde mental local. O resultado deste trabalho de parceria, que envolveu habitantes e organizações governamentais e não-governamentais da comunidade urbana, fundamentado na capacitação individual e comunitária da comunidade e dos seus membros, confirmou a necessidade de uma participação ativa e efetiva da comunidade no desenvolvimento de políticas locais de promoção da saúde e concluiu pela definição de 6 eixos estratégicos de intervenção pelo período temporal 2012/2015: uma escola com saúde mental; uma comunidade ativa e segura; uma comunidade solidária e inclusiva; uma comunidade atenta; uma organização económico-laboral promotora de saúde mental; uma senioridade mentalmente saudável.

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O lugar da investigação participada de base comunitária na promoção da saúde mental

Author: Gomes, José Carlos Rodrigues,Loureiro, Maria Isabel Guedes
Publisher: Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública
Year: 2013
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/19795/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202013%20-%20v31n1a04%20-%20p.32-48.pdf
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
www.else ie .p / psp
A igo
o iginal
O
luga
da
in es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia
na
p omoc¸ão
da
saúde
men al
José
Ca los
Rod igues
Gomesa,∗e
Ma ia
Isabel
Guedes
Lou ei ob
aDepa amen o
de
En e magem,
Escola
Supe io
de
Saúde,
Ins i u o
Poli écnico
de
Lei ia,
Lei ia,
Po ugal
bDepa amen o
de
Es a égias
em
Saúde,
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública,
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
21
de
ou ub o
de
2012
Acei e
a
3
de
junho
de
2013
On-line
a
11
de
julho
de
2013
Pala as-cha e:
Espac¸o
u bano
In es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia
P omoc¸ão
da
saúde
men al
Capaci ac¸ão
e
s
u
m
o
A
saúde
men al
é
imp escindí el
ao
desen ol imen o
social
e
económico
das
comunidades.
En ol e
as
comunidades
no
desenho
e
desen ol imen o
de
planos
locais
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
é
um
impo an e
desafio
pa a
ga an i
mais
e
melho
saúde
men al
a
cada
comunidade.
De
2009
a
2012
desen ol eu-se
um
es udo
de
caso
baseado
nos
p essupos os
de
uma
in es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia
numa
comunidade
u bana
da
egião
me o-
poli ana
de
Lisboa,
com
o
obje i o
de
undamen a
o
desenho
de
um
plano
local
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
local.
O
esul ado
des e
abalho
de
pa ce ia,
que
en ol eu
habi an es
e
o ganizac¸ões
go e -
namen ais
e
não-go e namen ais
da
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u bana,
undamen ado
na
capaci ac¸ão
indi idual
e
comuni á ia
da
comunidade
e
dos
seus
memb os,
confi mou
a
necessidade
de
uma
pa icipac¸ão
a i a
e
e e i a
da
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no
desen ol imen o
de
polí icas
locais
de
p omoc¸ão
da
saúde
e
concluiu
pela
definic¸ão
de
6
eixos
es a égicos
de
in e enc¸ão
pelo
pe íodo
empo al
2012/2015:
uma
escola
com
saúde
men al;
uma
comunidade
a i a
e
segu a;
uma
comunidade
solidá ia
e
inclusi a;
uma
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a en a;
uma
o ganizac¸ão
económico-labo al
p omo o a
de
saúde
men al;
uma
senio idade
men almen e
saudá el.
©
2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
The
ole
o
communi y-based
pa icipa o y
esea ch
in
men al
heal h
p omo ion
Keywo ds:
U ban
space
Communi y-based
pa icipa o y
esea ch
Men al
heal h
p omo ion
Empowe men
a
b
s
a
c
Men al
heal h
is
essen ial
o
communi y
social
and
economic
de elopmen .
In ol ing
com-
muni ies
in
he
design
and
de elopmen
o
men al
heal h
p omo ion
local
plans
is
a
majo
challenge
o
ensu e
mo e
and
be e
men al
heal h
in
each
communi y.
F om
2009
o
2012
a
case
s udy
was
de eloped
based
on
he
assump ions
o
a
communi y-
based
pa icipa o y
esea ch
in
an
u ban
communi y
in
he
me opoli an
a ea
o
Lisbon,
in
o de
o
suppo
he
design
o
a
men al
heal h
p omo ion
local
plan.
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
jc [email p o ec ed]
(J.C.R.
Gomes).
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
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di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2013.06.001
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1(1):32–48
33
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inhabi an s
and
go e nmen al
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go e nmen al
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and
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pa icipa ion
o
he
communi y
in
he
de elopmen
o
heal h
p omo ion
local
poli-
cies
and
concluded
by
defining
six
s a egic
a eas
o
in e en ion
be ween
2012
and
2015:
a
school
wi h
men al
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ac i e
and
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communi y,
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suppo i e
and
inclusi e
com-
muni y,
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awa e,
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p omo ing
economic
and
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men al
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2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
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by
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No a
in odu ó ia
A
saúde
é
um
dos
mais
impo an es
elemen os
de
sucesso
pa a
o
desen ol imen o
de
uma
comunidade.
A
p omoc¸ão
da
saúde,
is a
como
o
p ocesso
de
capaci a
as
pessoas
pa a
aumen a
e
melho a
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con olo
sob e
a
sua
saúde1,
é
uma
a e a
á dua
que
exige
o
en ol imen o
de
oda
a
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É
com
as
pessoas,
nos
seus
con ex os
de
ida,
que
de emos
in es i
no
p ocesso
de
cons ui
saúde2.
As
polí icas
de
saúde
men al
e
sua
dimensão
económica
–
o
capi al
men al
–
são
uma
pa e
impo an e
da
polí ica
social
e
da
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de
bem-es a .
O
capi al
men al
é
uma
condic¸ão
p é ia
pa a
qualque
polí ica
de
ino ac¸ão
e
de
desen ol i-
men o
da
p odu i idade
de
uma
comunidade.
A
p omoc¸ão
de
saúde
men al
é,
po
isso,
uma
es-
ponsabilidade
de
oda
a
sociedade:
no
comé cio
e
na
indús ia,
no
planeamen o
local,
na
educac¸ão,
na
cul u a,
na
segu anc¸a
nacional
e
em
an os
ou os
aspe os
da
socie-
dade,
p omo endo
a
pa icipac¸ão
e e i a
de
odos
os
cidadãos.
A
esponsabilidade
final
na
o ganizac¸ão
de
se ic¸os
e
ou as
a i idades
no
campo
da
saúde
men al
pe ence
ao
go e no
do
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da
egião,
ou
da
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local.
Reconhecendo
o
con-
cei o
e
os
de e minan es
de
saúde
men al,
cada
país,
egião
e
comunidade
local
de em
e
uma
polí ica
de
saúde
men-
al
ab angen e
em
que
os
obje i os,
as
es a égias,
as
ac¸ões
necessá ias
e
os
in e enien es
esponsá eis
são
indicados.
Um
p og ama
de
p omoc¸ão
da
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men al
de e
ajuda
cada
pessoa
a
sen i -se
bem
consigo
p óp io
e
com
os
ou os,
e
a
desen ol e
um
sen ido
de
esponsabilidade
em
unc¸ão
do
seu
p óp io
bem-es a
e
do
bem-es a
dos
ou os.
Cada
mem-
b o
de
uma
comunidade
fica
des a
o ma
melho
p epa ado
pa a
pensa
po
si
p óp io,
oma
conscien emen e
e
ealis i-
camen e
as
suas
decisões,
adap ando-se
às
con a iedades
da
ida,
in eg ando-se
e
in e agindo
socialmen e.
A
p e alência
anual
de
22,9%
pa a
o
o al
do
so imen o
men al
e
a
p e alência
ao
longo
da
ida
que
a inge
os
42,7%3
é
p eocupan e
se
efle i mos
no
di ícil
momen o
que
a a es-
samos
de
dificuldades
económicas
e
financei as.
Po
ou o
lado,
o
cons an e
c escimen o
da
populac¸ão
em
espac¸o
u bano
e
o
econhecimen o
da
impo ância
da
saúde
men al
na
o ganizac¸ão
e
uncionamen o
das
nossas
socie-
dades,
em
le ado
a iadas
o ganizac¸ões
go e namen ais
e
não-go e namen ais,
especialmen e
nas
duas
úl imas
déca-
das,
a
lanc¸a em
á ios
desafios
no
con ex o
da
p omoc¸ão
da
saúde4,5.
Baseado
nos
abalhos
de
G een
e
K eu e 6,7 e
de
Min-
kle
e
Walle s ein8,
abalhou-se
num
es udo
de
caso,
numa
comunidade
u bana
da
á ea
me opoli ana
de
Lisboa,
pa a
com-
p eende
o
sen ido
e
a
o c¸a
da
elac¸ão
en e
a iá eis
que
ca a e izam
a
o ganizac¸ão
es u u al
do
espac¸o
u bano,
de
um
lado,
e
os
ní eis
de
saúde
men al
da
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u bana
po
ou o,
undamen ando
o
desenho
pa icipado
de
um
Plano
Local
de
P omoc¸ão
da
Saúde
Men al
(PLPSM),
eco endo
a
uma
me odologia
de
In es igac¸ão
Pa icipada
de
Base
Comuni á ia
(IPBC).
Fo am
omadas
em
conside ac¸ão
as
compe ências
em
p omoc¸ão
da
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desen ol idas
po
Dempsey
e
al.9,
basea-
das
nos
concei os
e
nos
p incípios
undamen ais
da
p omoc¸ão
da
saúde
lanc¸ados
na
Ca a
de
O a a
e
nas
sucessi as
ca -
as
e
decla ac¸ões
da
O ganizac¸ão
Mundial
de
Saúde
(OMS)10–15
sob e
a
p omoc¸ão
da
saúde.
A
saúde
é
concep ualizada
como
um
ecu so
pa a
a
ida
quo idiana,
en a izando
ecu sos
soci-
ais,
pessoais
e
capacidades
ísicas.
A
p omoc¸ão
da
saúde
é
is a
não
apenas
como
uma
esponsabilidade
do
se o
saúde,
mas
ambém
como
a
ga an ia
do
desen ol imen o
de
es ilos
de
ida
saudá eis
e
de
condic¸ões
de
ida
dig-
nas,
que
p omo am
o
bem-es a
sendo
um
p ocesso
social
e
polí ico
ab angen e
que
não
aba ca
apenas
a
ac¸ão
di i-
gida
a
o alece
as
capacidades
e
as
compe ências
dos
indi íduos,
mas
ambém
a
ac¸ão
di igida
à
mudanc¸a
das
condic¸ões
sociais,
ambien ais
e
económicas.
As
a i idades
de
p omoc¸ão
da
saúde
incluem
os
p og amas,
as
polí icas
e
ou as
in e enc¸ões
o ganizadas
que
sejam
capaci ado as
dos
indi íduos
e
das
comunidades,
numa
es a égia
pa i-
cipa i a,
holís ica,
in e se o ial,
equi a i a
e
sus en á el.
No
con ex o
da
p omoc¸ão
da
saúde
men al
em
espac¸o
u bano
p opõe-se
um
olha
pa icula
à
eflexão
e e uada
po
Ba y
e
Jenkins16.
Es as
compe ências
de em
se
colocadas
ao
se ic¸o
das
comunidades
(pessoas,
o ganizac¸ões
go e namen ais
e
não-go e namen ais)
no
desen ol imen o
de
polí icas
de
saúde
men al,
baseadas
em
indicado es
es u u ais
de
cada
ealidade
e
do
con ex o
do
espac¸o
u bano
onde
se
p e enda
in e i .
In es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia:
uma
cons uc¸ão
pa ilhada
A
me odologia
selecionada
cen ou-se
nos
p incípios
da
IPBC17,18.
Com
ecu so
a
uma
me odologia
de
es udo
de
caso,
analisa am-se
dezenas
de
documen os
de
e e ência
local
e
egis os
em
a qui o
e
p ocedeu-se
a
uma
obse ac¸ão
di e a
e
a
uma
obse ac¸ão
pa icipan e
da
comunidade
em
es udo.
Reco endo
a
uma
amos agem
em
bola
de
ne e,
es a ificada
po
á ea
de
esidência,
o am
selecionados
34
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
Comunidade u bana Seleção dos ins umen os
(Ozamiz e al, 2006; Leh inen, 2008; La ikainen, 2006)
1. A aliação
social
1. Documen os
Obse ação
in loco
2. Legislação
2. A aliação
epidemiológica
3. A aliação
educa i a e
ecológica
(Lou ei o &
Mi anda, 2010)
Iden i icação de uma po a de en ada (NECSFA)
Iden i icação de apoios locais
Iden i icação de líde es e
ep esen an es
T eino de
en e is ado es (sessões
e guião de apoio)
Clus e s
P o esso es (196)
TSSS (12)
En e is as
(697)
Es abelecimen o de pa ce ias (CSFA)
Focus g oup
Discussão da p opos a de plano local de p omoção da saúde men al
4. Delineamen o da in e enção
Plano local da p omoção da saúde men al
(P opos a com análise dos esul ados)
Plano local de p omoção da saúde men al
(n’Amo a bem)
Figu a
1
–
Rep esen ac¸ão
g áfica
do
PLPSM.
697
habi an es
de
uma
cidade
da
á ea
me opoli ana
de
Lisboa.
Es es
habi an es
o am
en e is ados
po
42
en e is ado es
p e iamen e
o mados,
assim
como
o am
en iados
ques i-
oná ios
on-line
di igidos
aos
p o esso es
(196)
e
aos
Técnicos
Supe io es
de
Se ic¸o
Social
(12)
em
exe cício
na
cidade
em
es udo,
pa a
a
ca a e izac¸ão
sociodemog áfica
e
pa a
a aliac¸ão
de
indicado es
de
saúde,
de
indicado es
elacionados
com
a
saúde
e
de
indicado es
es u u ais
de
saúde
men al.
Com
es e
desenho
oi
es u u ada
uma
in es igac¸ão
que
em
como
en idade
final
a
sua
en idade
inicial
–
a
comunidade
–
num
ciclo
con ínuo
e
i uoso.
O
acesso
do
in es iga-
do /p omo o
de
saúde
à
comunidade
ez-se
a a és
do
Núcleo
Execu i o
da
Comissão
Social
de
F eguesia
(NECSFA)
onde
se
iden ifica am
apoios
locais
ans e sais
à
comunidade,
com
os
seus
líde es
e
ep esen an es
e
onde
se
es abelece am
as
pa ce ias
necessá ias
à
p ossecuc¸ão
do
es udo.
A
selec¸ão
dos
ins umen os,
subsidiada
numa
pesquisa
bibliog áfica
ealizada
po
uma
equipa
de
in es igado es
eu opeus
que
definiu
31
indicado es
es u u ais
de
saúde
men al19,
oi
igualmen e
discu ida
e
a e ida
com
o
NECSFA.
Num
p ocesso
de
eflexão
con ínua
e
de
cons an es
e ei-
os
de
influência
en e
os
di e en es
passos
delineados
pa a
a
in e enc¸ão,
p ocedeu-se
ao
cump imen o
dos
p imei os
3
passos
da
IPBC:
1)
a aliac¸ão
social,
2)
a aliac¸ão
epidemi-
ológica
e
3)
a aliac¸ão
educa i a
e
ecológica.
Numa
segunda
en e,
p ocedeu-se
a
uma
iden ificac¸ão
de
g upos
de
e e-
ência
(clus e s)
pa a
a
ecolha
de
dados.
Se
pa a
os
clus e s
P o esso es
e
Técnicos
Supe io es
de
Se ic¸o
Social
(TSSS)
a
ecolha
de
in o mac¸ão
ela i a
aos
indicado es
es u u ais
de
saúde
men al
oi
acilmen e
cump ida
pelo
lanc¸amen o
de
2
ques i-
oná ios
on-line,
pa a
chega
à
populac¸ão
o
p ocesso
o nou-se
mais
complexo.
P ocedeu-se
a
uma
selec¸ão
de
olun á ios,
pa indo
da
Comissão
Social
de
F eguesia
(CSFA)
e
o ganizou-
se
e
implemen ou-se
o mac¸ão
e
documen os
o ien ado es
pa a
a
ecolha
de
dados
po
en e is a
(fig.
1).
Foi
da
junc¸ão
des as
componen es,
associadas
a
uma
obse ac¸ão
in
loco
(p esencialmen e
du an e
3
dias
e
eco -
endo
às
no as
ecnologias,
em
pa icula
o©Google
Ea h),
que
se
delineou
uma
in e enc¸ão
que
oi
discu ida
em
CSFA
a a-
és
de
uma
me odologia
de
ocus
g oup.
Da
discussão
e
análise
e i ada
des a
eflexão,
em
que
se
eco eu
a
uma
me odologia
hinking
aloud,
oi
cons uído
o
Plano
Local
de
P omoc¸ão
da
Saúde
Men al
(PLPSM),
pe enc¸a
da
comunidade,
que
pa icipou
em
odos
os
momen os
no
p ocesso
de
IPBC.
O
modelo
PRECEDER/PROCEDER
e
a
in es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia
A
IPBC
é
uma
me odologia
de
in es igac¸ão
in e disciplina
que
en ol e
in es igado es
do
mundo
académico
e
ele-
men os
de
uma
comunidade
específica
num
abalho
de
pa ce ia20 no
desen ol imen o,
implemen ac¸ão
e
di ulgac¸ão
de
uma
in es igac¸ão
que
seja
ele an e
pa a
essa
mesma
comunidade21 (fig.
2).
Assim
enquad ado,
o
es udo
ez
ecu so
a
medidas
es a ís-
icas
desc i i as
e
in e enciais,
sem
p ejuízo
de
um
impo an e
con ex o
explo a ó io
e
da
pa icipac¸ão
comuni á ia
no
seu
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
35
Comunidade
Man ém a in es igação undamen ada e icamen e e socialmen e ele an e
Disseminação
Implemen ação
Vai ao encon o das
p io idades da comunidade
Assegu a ins umen os
acessí eis
Assegu a um ec u amen o
e ec i o e segu o
Di ulga esul ados
Ajuda a comunidade a se
eo ganiza
Conclusões mais adequadas ao
con ex o
Desenho das in e enções
(plano de p omoção da saúde
men al) mais ealis a
Melho possibilidade de
ans e ências do conhecimen o
da eo ia pa a a p á ica
Maio acilidade no
ec u amen o de pa icipan es
Mais acilidade na colhei a de
dados
Melho análise e in e p e ação
dos dados
Assegu a um ec u amen o
cien í ico e e i o e segu o
Assegu a o igo cien í ico
Cons ói no o conhecimen o
Publica esul ados
Man ém a in es igação undamen ada cien i icamen e e academicamen e ele an e
In es igado es
Tem ele ância pa a a
comunidade
Desen ol imen o
Maio oco na de inção do
p oblema
Melho desenho me odológico
Maio es possibilidades de
inanciamen o
Tem alo cien í ico
Vai ao encon o das
p io idades dos inanciado es
Figu a
2
–
As
sine gias
da
in es igac¸ão
de
anslac¸ão.
desen ol imen o.
A
p opos a
p e endeu
ap oxima
o
es udo,
que
se
p e ende
cien ífica
e
academicamen e
ele an e,
da
ealidade
de
uma
comunidade,
com
as
suas
ca ac e ís i-
cas
sociais
e
cul u ais
específicas
e
as
suas
necessidades,
con e indo-lhe
ambém
uma
ele ância
polí ica.
In oduz-
se,
assim,
uma
componen e
de
in es igac¸ão
de
anslac¸ão22,
impo an e
pa a
o
sucesso
das
in e enc¸ões
baseadas
na
e i-
dência
cien ífica.
O
modelo
PRECEDER/PROCEDER
é
um
modelo
de
planea-
men o
que
apoia
o
desen ol imen o
pa icipado
de
p og amas
de
p omoc¸ão
da
saúde.
O
seu
p incípio
undamen al
é
o
de
que
a
mudanc¸a
de
compo amen os
em
saúde
mais
du adou a
e
com
um
melho
cus o-e e i idade
é
de
na u eza
olun á ia,
en ol endo
a i amen e
os
indi íduos
e
as
comunidades
no
p ocesso
de
mudanc¸a.
No
modelo
que
se
baseia
no
concei o
de
capaci ac¸ão
lanc¸ado
pela
Ca a
de
O a a,
é
imp escindí el
que
haja
pa icipac¸ão
do(s)
indi íduo(s)
(capaci ac¸ão
indi idual)
e
da
comunidade
(capaci ac¸ão
comuni á ia)
no
p ocesso.
Es e
p in-
cípio
é
efle ido
num
planeamen o
sis emá ico,
pa icipado
e
sis émico,
em
que
a
comp eensão,
mo i ac¸ão,
compe-
ências
e
ecu sos
(indi iduais
e
comuni á ios)23 habili am
pa a
uma
pa icipac¸ão
e e i a
nos
assun os
da
comuni-
dade,
numa
pe spe i a
de
melho ia
da
sua
qualidade
de
ida.
Exis e
e idência
de
que
a
mudanc¸a
de
compo amen o
é
mais
p o á el
e
du adou a
(e e i a
e
sus en ada)
quando
as
pessoas
êm
uma
pa icipac¸ão
a i a
nas
decisões
sob e
o
assun o.
Em
complemen o,
as
pessoas
azem
escolhas
sau-
dá eis
mais
acilmen e
quan o
exis em
polí icas
e
ambien es
que
acili am
esse
compo amen o.
Aqui
eside
a
impo ância
do
en ol imen o,
desde
o
minu o
inicial
do
planeamen o,
à
implemen ac¸ão
do
plano,
moni o izac¸ão
e
a aliac¸ão
do
impac o
em
saúde
das
in e enc¸ões
delineadas,
das
au o i-
dades
locais
e
go e namen ais
(au a quias,
adminis ac¸ões
egionais,
ag upamen os
de
cen os
de
saúde
(ACES),
ag u-
pamen os
de
escolas,
o c¸as
de
segu anc¸a)
e
ambém
de
es u u as
não-go e namen ais
(associac¸ões
locais
e
egio-
nais,
Ins i uic¸ões
Pa icula es
de
Solida iedade
Social),
bem
como
um
en ol imen o
e e i o
dos
elemen os
da
comunidade
local.
A
figu a
3
ep esen a
o
enquad amen o
do
es udo
no
modelo
PRECEDER/PROCEDER.
O
es udo
aqui
expos o
ape-
nas
ab ange
as
4
p imei as
ases
do
p ocesso:
1)
a aliac¸ão
social,
2)
a aliac¸ão
epidemiológica,
3)
a aliac¸ão
educa i a
e
ecológica
e
4)
delineamen o
da
in e enc¸ão
–
(com
con-
o no
a
cheio);
p opondo
a
in e enc¸ão
necessá ia
às
es an es
3
ases:
5)
implemen ac¸ão,
6)
a aliac¸ão
do
p ocesso,
7)
impac o
e
a aliac¸ão
dos
esul ados
–
com
con o no
a
acejado.
P ocedimen os
pa icipados:
a
comunidade
no
cen o
da
in e enc¸ão
A
me odologia
u ilizada
exigiu
um
abalho
de
cons uc¸ão
e
pa ilha
pe manen e
com
uma
la ga
a iedade
de
es u u-
as
locais,
go e namen ais
e
não-go e namen ais.
O
es udo
oi
planeado
en e
julho
de
2006
e
dezemb o
de
2007
com
o
obje i o
de
a anc¸a
pa a
um
abalho
de
campo
em
2008.
Reconhecendo
que
em
qualque
IPBC
há
que
con a
com
um
pe íodo
de
negociac¸ão
longo
e
cheio
de
a anc¸os
e
ecuos,
36
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
Fase 3
A aliação
educa i a
e ecológica
Fase 2
A aliação
epidemiológica
Fase 4b
A aliação
de polí icas
e de
ecu sos
Fase 5
Implemen ação
Fase 6
A alia ção
do p ocesso
Fase 7
Impac o e a aliação dos esul ados
Qualidade
de ida
P ojec o
de saúde
Saúde
Ambien e
Capaci ação
Poli ica
egulação,
o ganização
Re o ço
Es a égias
educa i as
P edisposição
Compo amen o
Gené ica
Fase 1
A aliação
social
P ecede - p ocede
Fase 4
Delineamen o
da in e enção
PLPSM
(Lou ei o, l; Mi anda, N; 2010)
Figu a
3
–
Enquad amen o
do
es udo
no
modelo
PRECEDER/PROCEDER.
quando,
em
2009,
as
condic¸ões
pa a
o
desen ol imen o
do
abalho
es a am
cons uídas,
as
eleic¸ões
au á quicas
que
deco e am
nesse
ano
(2009)
ob iga am
a
um
pe íodo
de
espe a.
Foi
mani es ado
in e esse
pelo
p oje o,
mas
o
momen o
polí ico
não
e a
o
adequado
conside ando
a
pos-
sibilidade
de
mudanc¸a
nas
es u u as
de
ges ão
au á quica.
No
final
de
2009,
ul apassados
os
con a empos,
einicia am-se
os
con ac os.
Um
pedido
de
ajuda
de
uma
au a quia
local
( eguesia
u bana
da
á ea
geog áfica
onde
se
inham
iniciado
os
con ac os)
pa a
o
desen ol imen o
de
um
PLPSM
eio
da
o ma
ao
a anque
e e i o
do
es udo.
O
desenho
inicialmen e
p opos o
oi
discu ido
e
negociado,
endo
sido
e is o
e
adap ado.
Es a a
iden ificada
a
po a
de
en ada
e
cons uídas
as
condic¸ões
essenciais
pa a
o
a anc¸o
do
p ocesso.
O
início
da
ase
des e
planeamen o
pa icipado
iniciou-se
pela
a aliac¸ão
social,
em
que
se
iden ifica am
os
de e minan es
sociais
que
influenciam
a
saúde
men al
e
as
p io idades
dos
indi íduos
e
da
populac¸ão
u bana
em
es udo
(o
desemp ego,
os
es ilos
de
ida,
o
sen imen o
de
segu anc¸a,
a
u banizac¸ão,
a
coesão
social,
a
qualidade
de
ida,
en e
ou os).
A
Rede
Social
desempenhou
uma
impo an e
unc¸ão.
Base-
ado
nes e
p essupos o,
o
cen o
da
in e enc¸ão
oi
o
NECSFA.
Es e
diagnós ico
local
implicou,
pa a
cump imen o
dos
seus
obje i os
no
âmbi o
de
um
planeamen o
em
p omoc¸ão
da
saúde
men al,
a
aplicac¸ão
de
á ias
p emissas
desc i as
na
abela
1.
No
espei o
po
es as
p emissas,
o
diagnós ico
social
oi
baseado:
1)
na
pa icipac¸ão
dos
p ofissionais
en ol idos
e
da
comunidade;
2)
na
manu enc¸ão
do
oco
na
finalidade;
3)
na
p eocupac¸ão
com
as
in e ligac¸ões;
4)
na
iden ificac¸ão
de
emas
elacionados
com
a
eo ia
e
com
a
in es igac¸ão;
5)
na
p omoc¸ão
da
confianc¸a;
6)
na
ocalizac¸ão
nos
indicado es
sociais,
económicos
e
educa i os.
Selec¸ão
e
ope acionalizac¸ão
das
a iá eis:
um
p ocesso
pa icipado
Ainda
numa
ase
de
diagnós ico
in e essou,
igualmen e,
p ocede
a
uma
a aliac¸ão
epidemiológica,
em
que
se
de e -
mina am
os
p oblemas
de
saúde
e
seus
de e minan es
(a
mo bilidade,
os
a o es
de
isco
e
os
a o es
p o e o es).
Es a
isão
inicial
do
diagnós ico
social
e
epidemiológico
oi
e o c¸ada
com
uma
a aliac¸ão
dos
ambien es
e
dos
con ex os
e
a
sua
elac¸ão
com
os
compo amen os,
que
p ocu ou
iden ifica
as
p á icas
de
saúde
elacionadas
com
os
p oblemas
de
saúde
–
aquilo
a
que
Law ence
G een
denomina
de
indicado es
i ais
(as
ac¸ões
p e en i as,
a
u ilizac¸ão
e
o
acesso
aos
se ic¸os
de
saúde,
o
au ocuidado,
os
es ilos
de
ida,
os
aspe os
econó-
micos
e
amilia es,
as
condic¸ões
de
habi ac¸ão,
o
me cado
de
abalho,
o
espac¸o
u bano
e
o
ambien e
escola
e
labo al).
Es e
diagnós ico
compo amen al
apon ou
a
ês
en es:
o
indi i-
dual
(alimen ac¸ão,
a i idade
ísica,
amamen ac¸ão,
consumo
de
medicamen os,
pa icipac¸ão
social,
ida
p ofissional);
o
o ganizacional
( o mas
de
in e ac¸ão
en e
os
p ofissionais
e
se o es
que
influenciam
a
saúde
dos
ou os
no
seio
do
ambi-
en e
ci cundan e
com
especial
ele o
pa a
a
es u u a
ísica,
o
ambien e
escola
e
o
abalho
social
desen ol ido
na
comuni-
dade
em
es udo);
e
o
polí ico
(ac¸ões
que
podem
influencia
o
ambien e
ísico,
social
ou
polí ico:
planeamen o
u bano,
incluindo
espac¸os
e des,
c iac¸ão
de
ambien es
segu os
e
ag adá eis
e
p omoc¸ão
da
saúde
nos
locais
de
abalho
e
em
meio
escola ).

e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
37
Tabela
1
–
P emissas
pa a
o
diagnós ico
social
e
passos
no
âmbi o
do
PLPSM
P emissas
pa a
o
diagnós ico
social
Passos
no
desen ol imen o
do
PLPSM
1
Iden ifica
uma
po a
de
en ada
na
comunidade
Foi
a a és
da
p óp ia
jun a
de
eguesia
e
do
NECSFA
que
se
iniciou
o
p ocesso
de
IPBC
2
Iden ifica
apoios
locais
Os
apoios
locais
o am
iden ificados
a
pa i
do
plená io
da
CSFA
3
Es abelece
pa ce ias
A
pa ce ia
oi
es abelecida
com
o ganizac¸ões
e
com
indi íduos:
á ias
es u u as
go e namen ais
e
não-go e namen ais
pa icipa am
a i amen e
no
p ocesso
Qua en a
e
dois
en e is ado es
o am
o mados
pa a
pa icipa em
nas
720
en e is as
ealizadas
4
Iden ifica
líde es
e
ep esen an es Os
elemen os
cons i uin es
do
NECSFA
o am
iden ificados
como
líde es
e
ep esen an es
da
comunidade
5
Recolhe
dados Indicado es
selecionados
e
ope acionalizados
com
a
pa icipac¸ão
a i a
do
NECSFA
Dados
ecolhidos
em
documen os
oficiais
dos
di e en es
ní eis
NUTS
da
á ea
em
es udo
Dois
ques ioná ios
colocados
on-line
pa a
ecolha
de
dados
jun o
dos
es a os
P o esso es
e
Técnicos
Supe io es
de
Se ic¸o
Social
Qua en a
e
dois
en e is ado es
pa icipa am
nas
720
en e is as
ealizadas
nas
6
semanas
de
ecolha
de
dados
6
Execu a
a
análise
Uma
p imei a
eunião
de
a aliac¸ão
p elimina
oi
ealizada
em
ab il
de
2011
O
PLPSM
oi
discu ido
a
16
de
no emb o
de
2011
com
o
NECSFA
e
com
o
plená io
da
CSFA
7
P oduzi
ela ó io
e
p epa a
o
seguimen o,
a a és
de
encon os
abe os
Elabo ado
ela ó io
final
e
ap esen ado
ao
go e no
local.
Definida
es a égia
de
desen ol imen o
do
PLPSM
8
Comp eende
o
con ex o
económico
e
sociopolí ico
Eixos
de
análise:
ques ioná io
populac¸ão;
aco do
Po ugal-UE-FMI;
euniões
com
o
NECSFA
Des a
o ma,
o
es udo
inco po ou
a iá eis
ela i as
à
ca ac e izac¸ão
do
espac¸o
u bano,
eco endo
ao
abalho
desen ol ido
po
Ozamiz
e
al.
–
o
Ques ioná io
de
Indicado-
es
Es u u ais
de
Saúde
Men al
(MMHE-31).
Alguns
dos
dados
ela i os
aos
indicado es
conside ados
no
MMHE-31
o am
ecolhidos
a a és
dos
2
ques ioná ios
aplicados
a a és
de
um
p eenchimen o
on-line
e
di igidos
aos
clus e s
P o esso es
e
Técnicos
Supe io es
de
Se ic¸o
Social.
Os
es an es
dados
o am
ecolhidos
u ilizando
ma e iais
do
Ins i u o
Nacional
de
Es a-
ís ica
(INE),
da
Câma a
Municipal
e
dos
Ag upamen os
de
Cen os
de
Saúde
(ACES)
locais
e
das
es u u as
escola es
em
uncionamen o
na
cidade
em
es udo.
Pa a
a
ecolha
de
dados
à
populac¸ão
a a és
de
en e is a
oi
desenhada
a
seguin e
es u u a:
•
Uma
abela
ela i a
a
a iá eis
de
na u eza
sociodemog áfica
que
inclui
a
zona
u bana
onde
i e
e
o
índice
socioeconómico24;
•
Uma
abela
a e a
ao
supo e
social,
u ilizando
pa a
o
e ei o
a
Oslo
Social
Suppo
Scale25 -
OSS
3,
aduzida
e
alidada
pa a
a
populac¸ão
po uguesa
no
âmbi o
des e
es udo;
•
Um
conjun o
ela i o
a
medidas
de
saúde
men al
incluindo
o
In en á io
de
Saúde
Men al
de
5
i ens
-
MHI
526,
o
Ques ioná io
de
Sen ido
de
Coe ência27,
a
ene gia
e
i alidade
(SF
36)28 e
o
consumo
de
álcool
(AUDIT-5)29;
•
Um
conjun o
ela i o
a
compo amen os
incluindo
hábi-
os
alimen a es,
a i idade
ísica,
consumo
de
álcool,
p oblemas
de
saúde
(doenc¸as
c ónicas),
consumo
de
medicamen os
e
pa icipac¸ão
social
( eco endo
a
ques ões
u ilizadas
no
Inqué i o
Nacional
de
Saúde
2005/200630);
•
Um
conjun o
di igido
a
pais
há
menos
de
10
anos
(MMHE-31);
•
Um
conjun o
di igido
à
populac¸ão
a i a
(MMHE-31);
•
Um
conjun o
di igido
à
populac¸ão
sénio
–
maio
de
65
anos
(MMHE-31).
Nes e
p ocesso
de
abalho
pa icipado
com
a
comunidade,
a
selec¸ão
dos
indicado es
e
a
ope acionalizac¸ão
das
a iá eis
a
conside a
pa a
o
es udo
o am
discu idas
e
cons uídas
com
o
NECSFA.
A
necessidade
de
ins umen os
simples
e
de
eduzida
dimensão
oi
um
impo an e
aspe o
discu ido
com
a
comu-
nidade
en ol ida
na
IPBC.
P ocu a a-se
um
ins umen o
de
colhei a
de
dados
suficien emen e
ab angen e
pa a
esponde
às
necessidades
do
es udo,
enquad ado
numa
dimensão
dos
indicado es
es u u ais
de
saúde
men al31,
mas
que,
simul-
aneamen e,
não
pusesse
em
causa
o
abalho
de
campo
dos
en e is ado es
pela
sua
exage ada
dimensão.
Nes e
sen ido,
alguns
ins umen os
inicialmen e
p opos os,
deco en es
da
pesquisa
bibliog áfica
e e uada,
o am
e i ados
ou
subs i uí-
dos
em
consequência
do
deba e
e e uado
com
o
NECSFA
e
a
CSFA
(po
exemplo
a
subs i uic¸ão
do
ins umen o
usado
na
a aliac¸ão
do
supo e
social).
Ou os
o am
incluídos
a
pedido
das
es u u as
locais
pa cei as
da
IPBC
(caso
das
ques ões
ela-
i as
aos
alimen os
inge idos
no
dia
an e io
à
en e is a,
às
doenc¸as
c ónicas
e
ao
consumo
de
álcool).
A
cons uc¸ão
do
plano
local
de
p omoc¸ão
de
saúde
men al
Analisa
e
in e p e a
os
dados
numa
IPBC
é
um
abalho
de
colabo ac¸ão
onde
académicos
e
comunidade
se
en ol em
na
cons uc¸ão
de
uma
me odologia
de
coap endizagem32 que
pe mi a
a
discussão
e
in e p e ac¸ão
dos
dados
e
dos
esul ados
38
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
iden ificados,
assim
como
a
iden ificac¸ão
das
p io idades
e
das
es a égias
de
in e enc¸ão.
A
IPBC
não
di e e
de
ou as
o mas
de
in es igac¸ão,
u i-
lizando
uma
as a
a iedade
de
abo dagens
quan i a i as
e
quali a i as
como
já
obse ado.
A
di e enc¸a
eside
na
a i ude
dos
in es igado es
que
de e minam
como,
po
quem
e
pa a
quem
a
in es igac¸ão
é
concep ualizada
e
conduzida,
e
a
co espon-
den e
dis ibuic¸ão
de
pode
aos
seus
di e sos
in e enien es
em
cada
ase
do
p ocesso
de
in es igac¸ão33.
A
7
de
janei o
de
2010
iniciou-se
o
aje o
que
ago a
ep o-
duzimos
na
cons uc¸ão
do
PLPSM.
Um
abalho
p epa a ó io
que
se
p olongou
po
um
ano
a é
se em
c iadas
as
condic¸ões
pa a
a
ecolha
de
dados
e
a
espos a
ao
deside a o
p opos o
e
po
mais
ou o
ano
pa a
se
a ingi
uma
si uac¸ão
de
a aliac¸ão
polí ica.
Foi
u ilizado
o
ins umen o
designado
po
p o ocolo
pa a
a
in es igac¸ão
baseada
na
comunidade34 pa a
undamen a
e
efle i
o
desen ola
do
p ocesso.
Segundo
os
seus
au o es,
es e
p o ocolo
é
um
pon o
de
pa ida
pa a
um
diálogo
mais
ala gado
ace ca
da
na u eza
da
in es igac¸ão
académica.
Na
essência
p ocu a-se
pe cebe
a
ele ância
da
in es igac¸ão
aca-
démica
pa a
as
necessidades
específicas
de
saúde
de
uma
de e minada
comunidade.
Po
ou as
pala as,
o
p o ocolo
p ocu a
apoia
a
adequac¸ão
das
me odologias
de
in es igac¸ão
às
necessidades
de
uma
de e minada
populac¸ão
com
a
sua
his ó ia,
os
seus
ecu sos
e
as
suas
ca ac e ís icas
específi-
cas,
en ol endo-a
nos
di e en es
passos
do
p ocesso.
De
uma
o ma
mui o
simples,
o
p o ocolo
es á
desen ol ido
como
uma
sé ie
de
ques ões
à
ol a
das
quais
in es igado es
e
comuni-
dade
de em
cen a
o
seu
diálogo.
Cada
uma
des as
ques ões
em
pelo
menos
duas
abo dagens
possí eis
e
dis in as:
a
abo -
dagem
do
pon o
de
is a
do
in es igado
e
a
abo dagem
do
pon o
de
is a
da
comunidade.
No
caso
de
desen ol imen o
des e
PLPSM,
a
sa is ac¸ão
das
ques ões
do
p o ocolo
pa a
a
in es igac¸ão
base-
ada
na
comunidade
oi
e e uada
pelo
in es igado /p omo o
de
saúde
em
colabo ac¸ão
con ínua
e
sínc ona
com
as
es u u as
de
ges ão
da
jun a
de
eguesia
local
e
com
o
NECSFA.
O
desenho
do
PLPSM
p op iamen e
di o
pode
se
desc i o
com
ecu so
a
19
momen os
deco idos
en e
janei o
de
2010
e
ma c¸o
de
2012
( abela
2).
Num
p imei o
momen o,
iden ificada
a
po a
de
en ada
na
comunidade,
oi
analisada
a
me odologia
a
desen ol e
e
os
ins umen os
mais
adequados
aos
p opósi os
do
es udo.
Em
5
euniões
de
abalho,
deco idas
en e
maio
e
ou ub o
de
2010
(6
meses)
abalha am-se
os
obje i os
da
in es igac¸ão,
os
mé odos
a
u iliza ,
as
populac¸ões
e
amos as
(incluído
as
écnicas
de
amos agem
a
u iliza ),
as
a iá eis
mais
ajus adas
e
a
sua
espe i a
ope acionalizac¸ão.
Num
segundo
momen o
in es iu-se
undamen al-
men e
sob e
a
ecolha
de
dados.
En e
ou ub o
de
2010
e
e e ei o
de
2011
(4
meses),
ope acionalizou-
se
a
ecolha
de
dados
com
ecu sos
a
uma
a aliac¸ão
e
adequac¸ão
c í ica
do
ins umen o,
cons uído
no
p imei o
momen o,
a
o mac¸ão
dos
en e is ado es,
com
ecu -
sos
à
pa icipac¸ão
a i a
de
es u u as
go e namen ais
e
não-go e namen ais
da
comunidade
em
es udo
e
a
ecolha
de
dados
p op iamen e
di a
pelos
en e is ado es
o mados
com
ecu sos
a
um
o mulá io
adminis ado
po
en e is a.
De
um
pe íodo
inicial
p e is o
de
4
semanas
pa a
o
abalho
de
campo,
hou e
necessidade
de
se
p ocede
a
um
ala gamen o
pa a
6
semanas,
undamen almen e
pelo
ca iz
do
abalho
olun á io
dos
42
en e is ado es
en ol idos
no
p ocesso.
Em
pa alelo,
ecolhe am-se
os
dados
ela i os
aos
clus e s
P o es-
so es
e
TSSS,
com
ecu so
aos
2
ques ioná ios
disponibilizados
on-line.
Seguiu-se
um
e cei o
momen o,
en e
ma c¸o
e
no emb o
de
2011
(9
meses),
em
que
o
abalho
se
cen ou
undamen-
almen e
no
in es igado /p omo o
de
saúde,
pa a
a
análise
e
in e p e ac¸ão
dos
dados.
Nes e
p ocesso
o am
analisados
os
dados
ecolhidos
a a és
dos
3
ins umen os
cons uídos
na
IPBC,
mas
ambém
os
dados
ecolhidos
com
ecu sos
a
a iadas
on es,
com
pa icula
des aque
pa a
a
in o mac¸ão
disponibilizada
nos
ela ó ios
do
INE,
nos
a qui os
da
jun a
de
eguesia
e
câma a
municipal
locais
e
em
documen os
com
on e
no
Minis é io
da
Educac¸ão.
Pa a
não
a as a
a
análise
e
in e p e ac¸ão
dos
esul ados
da
comunidade,
ealizou-se
uma
ap esen ac¸ão
dos
dados
p elimina es
du an e
o
pe íodo
a ás
ci ado
no
plená io
da
CSFA,
onde
as
dezenas
de
indi í-
duos
p esen es
ques iona am,
c i ica am
e
p opuse am
ou as
in e p e ac¸ões
em
elac¸ão
aos
esul ados
ap esen ados.
Analisados
milha es
de
dados
e
cen enas
de
documen os,
num
abalho
de
pe manen e
con a o
com
o
NECSFA
( eco -
endo
equen emen e
a
meios
de
comunicac¸ão
à
dis ância,
com
pa icula
ele ância
pa a
o
co eio
ele ónico)
en á amos
no
qua o
momen o,
o
desenho
do
PLPSM.
Em
duas
euniões,
deco idas
em
janei o
e
e e ei o
de
2012,
defini am-se
os
eixos
de
in e enc¸ão
conside ados
p io i á ios,
os
obje i os
e
as
ac¸ões
a
desen ol e
e
os
ganhos
espe ados
com
cada
inici-
a i a.
A
a aliac¸ão
polí ica
acon eceu
em
27
de
ma c¸o
de
2012
com
a
ap esen ac¸ão
e
ap o ac¸ão
po
unanimidade
pelo
ple-
ná io
da
CSFA,
após
um
abalho
pa ilhado
de
2
meses
com
o
NECSFA.
Não
oi
possí el
ap o unda
o
en ol imen o
do
ACES
local,
impo an e
ecu so
pa a
a
in e enc¸ão
em
p omoc¸ão
da
saúde
na
comunidade.
Em
con apa ida,
ou as
es u-
u as
não-go e namen ais
da
comunidade
solici a am
um
maio
en ol imen o
no
p ocesso
do
que
aquele
que
inha
sido
p e iamen e
p e is o
na
ope acionalizac¸ão
me odoló-
gica
desenhada
com
o
NECSFA.
Exemplificando,
des acamos
a
Uni e sidade
Sénio ,
que
pa a
além
de
um
en ol imen o
p o-
undamen e
p ó-a i o
no
desen ol imen o
do
PLPSM
solici ou
algumas
in e enc¸ões
pa alelas,
onde
des acamos
a
abo da-
gem
do
p ocesso
nas
qua as- ei as
cul u ais
p omo idas
pela
o ganizac¸ão.
Foi
ambém
es e
in enso
en ol imen o
da
comunidade
que
pe mi iu
a
elabo ac¸ão
do
logó ipo
e
a
definic¸ão
da
denominac¸ão
do
PLPSM.
Desen ol imen o
do
plano
local
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al:
o
p odu o
O
PLPSM
em
po
obje i o
e o c¸a
os
a o es
de
p o ec¸ão
da
saúde
men al
e
da
espos as
locais,
que
a
p omo am,
p e inam
e
p opo cionem
ecu sos
pa a
ges ão
de
doenc¸a
men al
quando
exis en e.
O
PLPSM
econhece
a
impo ância
da
p omoc¸ão
da
saúde
men al
pa a
os
indi íduos
e
pa a
a
comunidade
no
seu
odo
e
incluiu
no
seu
desen ol imen o:
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
39
Tabela
2
–
C onog ama
das
ac¸ões
desen ol idas
com
a
comunidade
no
âmbi o
da
IPBC
Da a
Ac¸ão
Con eúdo
e
esul ados
1.◦momen o
1
Dia
7
janei o
2010
Reunião
com
a
Rede
Social
do
Município
Ap esen ac¸ão
do
p oje o
–
e o c¸ado
in e esse
de
pa icipac¸ão
2
Dia
3
maio
2010
Reunião
com
plená io
da
Comissão
Social
de
F eguesia
Início
do
desen ol imen o
do
Plano
Local
de
P omoc¸ão
da
Saúde
Men al:
ap esen ac¸ão
e
discussão
dos
obje i os
e
mé odos
3
Dia
8
junho
2010 Reunião
com
o
NECSFA Adequac¸ão
das
a iá eis
às
necessidades
da
eguesia
e
dos
pa cei os
en ol idos
(1apa e)
4
Dia
24
junho
2010 Reunião
com
o
NECSFA Adequac¸ão
das
a iá eis
às
necessidades
da
eguesia
e
dos
pa cei os
en ol idos
(2apa e)
5
Dia
27
se emb o
2010
Reunião
com
o
NECSFA
P imei a
ap eciac¸ão
dos
ins umen os
de
ecolha
de
dados
Definic¸ão
das
á eas
da
cidade
a
conside a
como
«clus e s»
6
Dia
20
ou ub o
2010
Reunião
com
o
Conselho
Local
de
Ac¸ão
Social
Análise
e
discussão
final
sob e
os
ins umen os
e
mé odos
pa a
a
ecolha
de
dados
(5
documen os
ap o ados
com
al e ac¸ões
suge idas
pelos
pa cei os)
2.◦momen o
7
Dia
25
ou ub o
2010
Reunião
com
o
NECSFA
Ope acionalizac¸ão
da
ecolha
de
dados
8
Dia
12
no emb o
2010
Reunião
com
o
Ag upamen o
de
Cen os
de
Saúde
local
(ACES)
P epa ac¸ão
da
ecolha
de
dados
nos
se ic¸os
de
saúde
Reunião
adiada
po
impossibilidade
do
ACES
9
Dia
13
no emb o
2010
Fo mac¸ão
en e is ado es
no
Cen o
de
Assis ência
Pa oquial
da
cidade
em
es udo
(CAPA)
15
en e is ado es
o mados
(dis ibuic¸ão
de
glossá io
e
ap esen ac¸ão
do
ins umen o
de
ecolha
de
dados).
Abe o
concu so
pa a
logó ipo
e
denominac¸ão
do
PLPSM
10
Dia
17
no emb o
2010
Reunião
no
ACES
P epa ac¸ão
da
ecolha
de
dados
nos
se ic¸os
de
saúde
Reunião
adiada
po
impossibilidade
do
ACES
11
Dia
22
no emb o
2010
Reunião
com
o
plená io
da
Comissão
Social
de
F eguesia
Mani es ac¸ão
( o mal)
de
in e esse:
CAPA;
associac¸ões
de
pais;
Uni e sidade
Sénio ;
ag upamen os
de
escolas;
bombei os;
escolas
secundá ias;
associac¸ões
de
e o mados;
Polícia
de
Segu anc¸a
Pública,
jun a
de
eguesia
12
Dia
11
janei o
2011 Fo mac¸ão
en e is ado es
no
plená io
da
Comissão
Social
de
F eguesia
27
en e is ado es
o mados
(dis ibuic¸ão
de
glossá io
e
ap esen ac¸ão
do
ins umen o
de
ecolha
de
dados).
Abe o
concu so
pa a
logó ipo
e
denominac¸ão
do
PLPSM
13
De
15
janei o
a
28
e e ei o
2011
En e is as
à
populac¸ão
42
en e is ado es
pa icipam
no
p ocesso
3.◦momen o
14
Dia
26
e e ei o
2011
A i idade
pa alela
Qua as- ei as
cul u ais
na
cidade
em
es udo
Pa icipac¸ão
numa
ac¸ão
com
a
Uni e sidade
Sénio
da
Amo a
subo dinada
ao
ema
«p omoc¸ão
da
saúde
men al»
15
Dia
14
ab il
2011
Reunião
com
o
plená io
da
Comissão
Social
de
F eguesia
Ap esen ac¸ão
e
discussão
dos
dados
p elimina es
ecolhidos
no
âmbi o
de
PLPSM
16
Dia
16
no emb o
2011
Reunião
com
o
plená io
da
Comissão
Social
de
F eguesia
Ap esen ac¸ão
e
discussão
dos
dados
finais
ecolhidos
no
âmbi o
do
PLPSM
4.◦momen o
17
Dia
26
janei o
2012
Focus
g oup
com
a
CSFA
Desenho
do
PLPSM
(1.apa e)
18
Dia
9
e e ei o
2012
Focus
g oup
com
a
CSFA
Desenho
do
PLPSM
(2.apa e)
19
Dia
27
ma c¸o
2012
Plená io
da
CSFA
Ap esen ac¸ão
do
PLPSM
Ap o ac¸ão
po
unanimidade
pelo
plená io
do
CSFA
•
Re isão
da
li e a u a,
en ol endo
ambém
a
expe iência
adqui ida
em
p oje os
de
âmbi o
eu opeu
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
(«Moni o ing
posi i e
men al
heal h»
e
«Moni o ing
Men al
Heal h
En i onmen s»);
•
Análise
das
polí icas
eu opeias35,
nacionais
(Plano
Naci-
onal
de
Saúde
Men al
2007-2016)
e
locais
(em
pa icula
no
abalho
desen ol ido
no
âmbi o
do
mo imen o
Cidades
Saudá eis
pela
câma a
municipal),
com
um
mapeamen o
das
a uais
es a égias
polí icas
(policies)
que
p omo em
a
saúde
men al;
•
Iden ificac¸ão
da
in o mac¸ão
elacionada
com
a
saúde
men-
al
a
ní el
local;
40
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
•
En ol imen o
das
di e en es
es u u as
comuni á ias
go e -
namen ais
e
não-go e namen ais
da
eguesia;
•
Realizac¸ão
de
a i idades
de
o mac¸ão
a
elemen os
da
comu-
nidade;
•
Elabo ac¸ão
de
um
documen o
final
pa a
ap eciac¸ão
pelo
NECSFA.
O
eedback
do
NECSFA,
da
jun a
de
eguesia
e
dos
pa cei-
os
en ol idos
no
desen ol imen o
des e
PLPSM
oi
in eg ado
no
p ocesso
de
cons uc¸ão
e
é
espe ado
que
o
desen ol i-
men o
e
a
implemen ac¸ão
sejam
baseados
na
con inuidade
des a
colabo ac¸ão.
In e essa
ainda
que
o
p óximo
passo
no
desen ol imen o
do
PLPSM
en ol a
ambém
os
memb os
da
comunidade
com
p oblemas
de
saúde
men al,
seus
cuidado-
es
e
um
maio
núme o
de
p es ado es
de
se ic¸o
locais.
P essupos os
e
alo es
do
plano
local
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
A
saúde
men al
é
i ida
de
di e en e
o ma,
pelos
di e en es
g upos
de
uma
populac¸ão,
em
di e en es
ases
da
ida
(num
con inuum
ao
longo
do
ciclo
i al).
Os
memb os
da
comuni-
dade
mo em-se
en e
boa
saúde
men al
e
má
saúde
men al,
ambém
em
consequência
de
a o es
elacionados
com
a
saúde,
que
ul apassam
la gamen e
aquilo
que
comummen e
se
conside a
saúde
(numa
isão
mui o
limi ado a
cen ada
nos
se ic¸os
de
saúde).
Reconhecendo
es e
con inuum
e
os
a o es
que
causam
impac o
na
saúde
men al,
o
PLPSM
undamen a-
se
nos
seguin es
p essupos os:
P essupos o
1:
definic¸ão
de
saúde
men al
A
saúde
men al
aduz
a
ida
social,
emocional
e
o
bem-
es a
espi i ual
na
sua
elac¸ão
com
a
saúde
em
ge al
e
com
os
es ilos
de
ida
ado ados
no
quo idiano
po
cada
indi íduo.
A
saúde
men al
p opo ciona
aos
indi íduos
a
i alidade
neces-
sá ia
pa a
uma
ida
a i a,
a ingi
me as
e
in e agi
uns
com
os
ou os
num
con ex o
de
cidadania
esponsá el
e
pa icipada.
P essupos o
2:
ans e salidade
da
saúde
men al
Ao
es abelece
um
quad o
es a égico
em
p omoc¸ão
da
saúde
men al
pa a
a
comunidade
o
documen o
«Building
up
good
men al
heal h»
o nece
uma
base
ú il
pa a
a
comp eensão
da
ans e salidade
da
in e enc¸ão
em
p omoc¸ão
da
saúde
men-
al.
Es e
documen o
o ien ado
iden ifica
a
inclusão
social,
o
comba e
à
disc iminac¸ão
e
à
iolência
e
o
acesso
a
ecu sos
económicos
como
os
de e minan es
sociais
e
económicos
da
saúde
men al
e
base
pa a
a
in e enc¸ão.
P essupos o
3:
um
plano
cen ado
na
comunidade
Deco e
dos
2
p imei os
p essupos os
que
o
papel
das
es u-
u as
locais
na
p omoc¸ão
da
saúde
men al
de e
incidi
no
desen ol imen o
da
capacidade
de
indi íduos,
comunidades
e
o ganizac¸ões
(capaci y
building)
pa a:
1)
pa icipa
na
mudanc¸a
de
ambien es
sociais,
económicos
e
ísicos
(u banos)
pa a
melho a
a
saúde
e
o
bem-es a ;
2)
apoia
o
o alecimen o
das
compe ências
e
das
ap idões
dos
indi íduos
pa a
alcanc¸a
e
man e
uma
boa
saúde
men al.
P essupos o
4:
p io izac¸ão
de
in e enc¸ões
É
p io i á io
o
desen ol imen o
do
acesso
a
se ic¸os
uni-
e sais
pa a
odos
os
memb os
da
comunidade
(comba e
às
desigualdades
em
saúde),
acili ando
pa ce ias
com
agências
locais
que
o nec¸am
eabili ac¸ão
e
se ic¸os
clínicos
e
de
ad o-
cacia
pa a
apoia
uma
boa
saúde
men al.
In es e-se
ambém
na
uni e salizac¸ão
dos
se ic¸os
de
saúde
men al
e
bem-es a
de
apoio
à
comunidade,
melho ando
as
condic¸ões
sociais,
os
ambien es
ísicos
e
económicos
que
a e am
a
saúde
men al
das
populac¸ões
e
dos
indi íduos.
Es a
abo dagem
é
coe en e
com
o
a ual
Plano
Nacional
de
Saúde
Men al
(2007-2016)36.
Uma
comp eensão
da
saúde
men al
da
populac¸ão
pe mi e
iden ifica
as
necessidades
de
saúde
men al
pa a
a
oda
a
comunidade
e
as
di e en es
expe iências
dos
seus
memb os.
P essupos o
5:
saúde
como
bem
de
mé i o
Como
esul ado,
o
oco
do
PLPSM
se á
na
p e enc¸ão
e
in e enc¸ão
p ecoce
de
o ma
a
aumen a
os
a o es
de
p o ec¸ão
que
man em
uma
boa
saúde
men al
na
comunidade
e
es au a
a
boa
saúde
men al
nos
es ágios
iniciais
de
su gi-
men o
de
doenc¸a
men al.
Pa a
aze
isso,
o
NECSFA
i á
u iliza
a
sua
capacidade
de
in e i
nos
con ex os
sociais,
es u u ais,
económicos
e
ambien ais
que
a e am
a
saúde
men al
p o-
mo endo
a
uni e salidade
das
in e enc¸ões,
ga an indo
que
os
p og amas
e
as
a i idades
p e is as
são
acessí eis
a
oda
a
comunidade
e
que
o alecem
a
capacidade
da
populac¸ão
de
di e en es
aixas
e á ias
pa a
des u a
de
uma
boa
saúde
men al
e
de
bem-es a .
O
quad o
es abelecido
pa a
o
PLPSM
se á
aplicá el
a
pa -
i
de
2012
e
os
planos
de
ac¸ão
anuais
se ão
desen ol idos
em
colabo ac¸ão
com
as
agências
locais
e
elemen os
da
comu-
nidade,
incluindo
indi íduos
e
amílias
con on ados
com
p oblemas
de
saúde
men al.
Pon o
de
pa ida:
diagnós ico
esumo
O
pon o
de
pa ida
pa a
o
desenho
do
PLPSM
cen ou-se
no
Modelo
PRECEDER/PROCEDER,
nomeadamen e
nas
suas
3
p i-
mei as
ases:
1)
a aliac¸ão
social,
2)
a aliac¸ão
epidemiológica
e
3)
a aliac¸ão
educa i a
e
ecológica.
Com
os
esul ados
des-
as
3
a aliac¸ões
o am
elabo adas
2
abelas
com
os
alo es
obse ados
em
2011
em
cada
um
dos
indicado es
p e iamen e
selecionados,
endo
sido
efle idas
as
me as
conside adas
como
esul ado
espe ado
do
PLPSM.
A
abela
3
e e e-se
aos
indicado es
es u u ais
de
saúde
men al
e
a
abela
4
aos
indi-
cado es
elacionados
com
a
saúde
men al
e
ao
Índice
de
Massa
Co po al
(IMC).
Nas
abelas
em
ap ec¸o
pode
ainda
se
iden ificada
a
on e
da
in o mac¸ão.
Pe cebe-se,
des e
modo,
a
necessidade
de
ecu so
a
on es
de
in o mac¸ão
mui o
a iadas
o
que
ai
ao
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):32–48
47
O
PLPSM
suben ende
ainda
a
necessidade
de
uma
a aliac¸ão
in e cala
anual,
com
is a
à
iden ificac¸ão
de
des ios
e
à
eo ien ac¸ão
das
ac¸ões.
Conclusão:
uma
pe spe i a
de
saúde
pública
Com
a
ealizac¸ão
do
p esen e
es udo
oi
possí el
desen ol e
um
plano
local
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
com
ecu so
a
uma
in es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á ia,
campo
undamen al
pa a
a
in e enc¸ão
em
saúde
pública.
Assumiu-
se
que
a
in es igac¸ão
em
saúde
men al
é
mul idisciplina
e
que
exige
uma
as a
comp eensão
dos
di e en es
de e -
minan es
sociais,
psicológicos
e
ísicos
que
egulam
a
ida
cogni i a,
a e i a
e
compo amen al
de
cada
indi íduo
e
do
seu
espac¸o
numa
comunidade.
A
cons uc¸ão
da
saúde
men-
al
é
pensada
no
con ex o
das
mudanc¸as
sociais,
polí icas,
económicas,
cien íficas
e
ecnológicas
que
desafiam
cons an-
emen e
as
comunidades,
assumindo
a
u banizac¸ão
como
a
mudanc¸a
demog áfica
mais
impo an e
das
úl imas
décadas
com
um
impac o
decisi o
sob e
a
saúde
pública.
Os
esul ados
ob idos
e o c¸am
a
necessidade
do
desen ol-
imen o
de
compe ências
e
es u u as
que
apoiem
o
desenho
de
plano
locais
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
en ol endo
a i-
amen e
es u u as
comuni á ias
e
populac¸ão
no
p ocesso.
Vá ios
es o c¸os
êm
sido
ei os
com
o
obje i o
de
p omo e
de
o ma
e e i a
uma
saúde
men al
comuni á ia,
nomeadamen e
ao
ní el
do
Minis é io
da
Saúde
(Plano
Nacional
de
Saúde
Men al
2007-2016).Com
a
expe iência
des e
PLPSM,
o nou-se
e iden e
a
impo ância
da
pa icipac¸ão
comuni á ia
como
um
elemen o
cen al
de
sucesso
e
de
po enciais
ganhos
em
saúde.
As
conclusões
ale am
ainda
pa a
que
a
a uac¸ão
em
saúde
pública
de e
con a
com
a
in e enc¸ão
das
au a quias
e
uni-
dades
de
saúde
locais
no
desen ol imen o
de
planos
locais
de
p omoc¸ão
da
saúde
men al
eco endo:
•
Às
compe ências
exis en es
e
a
desen ol e
em
p omoc¸ão
da
saúde
e
de
ecu sos
de
supo e
a
ní el
das
es u u-
as
au á quicas
e
das
o ganizac¸ões
não-go e namen ais
de
base
local;
•
À
a aliac¸ão
dos
ganhos
em
saúde
da
p omoc¸ão
da
saúde
men al
com
ecu so
a
es a égias
de
pa icipac¸ão
comuni á ia,
efle idos
numa
melho ia
do
ní el
de
saúde
men al
da(s)
comunidade(s),
p omo endo
o
desen ol i-
men o
da
a aliac¸ão
do
impac o
em
saúde
do
c escimen o
e
o ganizac¸ão
dos
espac¸os
u banos;
•
As
es a égias
de
ges ão
elacional
no
dia
a
dia
das
a i i-
dades
municipais,
p omo endo
espos as
pa icipa i as
da
comunidade
aos
p oblemas.
Pa a
o
e ei o
se á
necessá io
ousa
a ibui
o
pode
às
comunidades
locais,
p imei-
as
conhecedo as
das
suas
necessidades
e
dos
ecu sos
possí eis
no
seu
espac¸o
de
in e enc¸ão
e
cump i
o
p o-
pos o
na
Cons i uic¸ão
da
República
Po uguesa
no
que
à
descen alizac¸ão
diz
espei o;
•
À
inclusão,
nos
indicado es
de
saúde
comuni á ios,
de
indi-
cado es
es u u ais
de
saúde
men al
que
undamen em
a
p omoc¸ão
de
um
pa adigma
salu ogénico
nas
es u u as
de
cuidados
de
saúde
p imá ios
do
Se ic¸o
Nacional
de
Saúde;
•
À
apos a
na
in es igac¸ão
pa icipada
de
base
comuni á-
ia
pa a
iden ificac¸ão
de
espos as
pa a
as
necessidades
de
saúde
das
comunidades,
in eg ando
o
modelo
na
o mac¸ão
de
p ofissionais
en ol idos
em
p omoc¸ão
da
saúde
men al
(saúde,
se ic¸o
social,
educac¸ão,
en e
ou os).
A
IPBC
pe mi e,
com
cus os
ela i amen e
eduzi-
dos,
e
eco endo
a
es u u as
go e namen ais
e
não-
go e namen ais
já
exis en es,
a
o ganizac¸ão
de
espos as
a
p oblemas
locais,
com
o
en ol imen o
da
comunidade
local
e
ganhos
em
saúde
sen idos
como
necessá ios
pela
p óp ia
comunidade.
Conside ando
as
p o undas
al e ac¸ões
em
cu so
na
o ganizac¸ão
social
e
económica
das
nossas
comunidades,
o na-se
eme gen e
uma
ac¸ão
polí ica
que
possibili e
o
desen-
ol imen o
de
in e enc¸ões
pa icipadas
em
p omoc¸ão
da
saúde,
pugnando
po
mais
saúde,
pa a
o
maio
núme o
de
pes-
soas,
pelo
mais
baixo
cus o,
descen alizando
as
in e enc¸ões,
a é
ago a
assumidas
pelo
Minis é io
da
Saúde,
pa a
os
se ic¸os
locais
de
saúde,
as
au a quias,
associac¸ões
e
comunidades,
capaci ando
os
cidadãos
e
as
comunidades
lusas.
Confli o
de
in e esses
Os
au o es
decla am
não
ha e
confli o
de
in e esses.
b
i
b
l
i
o
g
a
i
a
1.
Wo ld
Heal h
O ganisa ion.
The
O awa
Cha e
o
Heal h
P omo ion.
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Building
up
good
men al
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Na ional
Resea ch
and
De elopmen
Cen e
o
Wel a e
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2008.
In eg ado
no
MMHE
P ojec ,
cofinanciado
pela
União
Eu opeia.
3.
Almeida
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Ap esen ac¸ão
p elimina
dos
esul ados
do
es udo
epidemiológico
nacional
de
saúde
men al.
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Faculdade
de
Medicina.
Uni e sidade
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de
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2010.
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F eudenbe g
N,
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S,
Saege
S,
edi o s.
U ban
heal h
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socie y:
in e disciplina y
app oaches
o
esea ch
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San
F ancisco:
John
Wiley
&
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G een
L,
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M.
Heal h
p omo ion
planning:
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educa ional
and
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Yo k:
McG aw-Hill;
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Minkle
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N,
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Communi y-based
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om
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C,
Ba el-Ki k
B,
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CompHP
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heal h
p omo ion
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Union
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Heal h
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48
e
p
o
s
a
ú
d
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p
ú
b
l
i
c
a
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2
0
1
3;3
1(1):32–48
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The
Bangkok
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Nai obi
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o
ac ion
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closing
he
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heal h
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7 h Global
Con e ence
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pa icipada
de
base
comuni á ia
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cons uc¸ão
da
saúde:
p oje o
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capaci ac¸ão
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p omoc¸ão
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saúde:
PROCAPS:
esul ados
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um
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Nacional
de
Saúde
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Rica do
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2011.
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A,
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I,
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R,
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J,
O iz
A,
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S uc u al
indica o s
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posi i e
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La ikainen
J,
F ye s
T,
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V,
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Imp o ing
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heal h
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Eu ope:
p oposal
o
he
MINDFUL
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A,
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ope acionalizac¸ão
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um
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saúde
men al
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Escola
Nacional
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Saúde
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Uni e sidade
No a
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Disse ac¸ão
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Mes ado.
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Pais
Ribei o
J.
O
impo an e
é
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saúde:
es udo
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adap ac¸ão
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uma
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de
a aliac¸ão
do
es ado
de
saúde
–
SF-36.
Lisboa:
Fundac¸ão
Me ck
Sha p
&
Dohme;
2005.
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Piccinelli
M,
Tessa i
E,
Bo olomasi
M,
Piase e
O,
Semenzin
M,
Ga zo o
N.
E ficacy
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he
alcohol
use
diso de s
iden ifica ion
es
as
a
sc eening
ool
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haza dous
alcohol
in ake
and
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diso de s
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p ima y
ca e:
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alidi y
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BMJ.
1997;314:420–4.
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Ins i u o
Nacional
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Es a ís ica.
Ins i u o
Nacional
de
Saúde
Dou o
Rica do
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Nacional
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Nacional
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Ins i u o
Nacional
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Saúde
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Rica do
Jo ge;
2009.
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La ikainen
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