Ab il, 2016
Disse ação de Mes ado em
U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io
Requali icação do Espaço Público:
C i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público
Casos de es udo: Picoas e P aça Duque de Saldanha
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Ab il, 2016
Disse ação de Mes ado em
U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io
Requali icação do Espaço Público:
C i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público
Casos de es udo: Picoas e P aça Duque de Saldanha
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
i
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io, ealizada sob a
o ien ação cien í ica de João Mu alha Fa inha.
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ii
Dedica ó ia pessoal
Dedico a conclusão des a e apa aos meus pais, que desde cedo lu a am po uma
ida melho , sei e ejo que a ida de imig an e não é ácil, mas com de e minação
consegui am da -nos o melho . Ob igada pelo es o ço e pela dedicação em ga an i a
melho educação possí el, po ac edi a em que a educação pe mi e melho a a ida e
o ma melho es pessoas. Vejo e alo izo a excelen e qualidade de ida que ocês nos
p opo cionam e po nos deixa em segui os sonhos algo que, po ci cuns âncias das
ossas idas não os oi possí el conc e iza .
Dedico es e abalho a ocês po se em um excelen e exemplo de o ça,
de e minação, dedicação, pe sis ência e esis ência.
Dedico a i, Ama a Lopes, a minha ado ada i mã, es e abalho po que sabes que
es a disse ação em um signi icado especial, uma ez que o ano de 2015 oi um ano
di ícil pa a odos nós, mas como gue ei as que somos aguen ámos o es e i mes. Es a
disse ação não é somen e um abalho sob e espaço público, é um abalho que
simboliza a minha lu a po conclui um mes ado, simboliza a ua lu a pa a alcança es
equilíb io e saúde, a nossa lu a po alcança dias melho es semp e com pensamen o
posi i o.
Apesa de se es pequena, é um se humano eno me. Tens uma ene gia magní ica
e mesmo sendo a i mã mais elha ap endo con igo odos os dias, és sem uma das
Mulhe es da Minha Vida, uma on e de o ça e de inspi ação. Ob igada po es a es ao
meu lado, a apazigua a minha men e, po me ou i es e po da es conselhos ão sábios.
Tu és uma Mulhe 5 es elas, ag adeço odos os dias po e e na minha ida como
i mã, amiga, conselhei a, basicamen e uma das melho es pessoas que conheci em oda a
minha ida.
Ob igada do undo do co ação!
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
iii
Ag adecimen os
A conc e ização des a e apa é u o do meu es o ço e da minha pe sis ência em
alcança os meus obje i os. É a conclusão de uma e apa du a que não se ia possí el, se
não i esse o apoio da minha Família, dos meus Amigos e do meu Amo , desde já um
g ande ob igado pelo apoio, po ac edi a em no meu abalho e po me ajuda em a
cons ui um u u o melho .
Ag adeço ao P o esso João Fa inha po e o ien ado o meu abalho e ajudado
no desen ol imen o da disse ação.
Ag adeço à Câma a Municipal de Lisboa po e cedido ão gen ilmen e
in o mação pa a o meu caso p á ico.
Re o ço os ag adecimen os à minha Família, po apos a em na educação das
suas ilhas como o ma de ga an i em um u u o melho . Admi o o sac i ício, a ga a e a
pe sis ência com que aga am a ida e po se em e dadei os gue ei os.
Ag adeço à minha segunda Família, que são, sem dú ida, os melho es amigos do
mundo, ob igada po me apoia em e po ac edi a em em mim. Sou uma pessoa
abençoada po e - os na minha ida, o gulho na minha segunda Família.
Ag adeço a i, Meu Amo , po se es um Homem com bom co ação e po me
ajuda es a cla i ica a minha men e quando udo pa ece es a do a esso. És o meu po o
segu o e jun os alcança emos os nossos sonhos po que jun os somos mais o es.
Um especial ag adecimen o às minhas que idas amigas, onde a geog a ia nos
uniu e nunca nos i á sepa a . Ob igada po odos os momen os de s ess, de aleg ia, de
cansaço que ca a e izam a ida de um es udan e académico.
Po im e não menos impo an e ag adeço a i Inês Pin o, po se es uma
excelen e colega e amiga, po me a u a es ao longo do mes ado e po e mos e minado
jun as o mes ado. Ac edi a que a ua ajuda oi essencial pa a e mina es a e apa com
cha e de ou o. Que con inues a se essa Mulhe de e minada e uma excelen e geóg a a.
Como ou i uma ez, sem sac i ícios não há i ó ias!
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
i
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a a aliação da qualidade do
espaço público
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Resumo
Ao longo do empo, as cidades êm so ido signi ica i as mudanças e, a pa
disso, a sociedade em-se o nado cada ez mais di e sa e complexa. Es a complexidade
deco e da exis ência de múl iplos a o es com p eocupações e obje i os, po ezes
dis in os e con li uosos. Pa a al, o desen ol imen o das cidades e de es a égias que
p omo am a sua coesão e i o ial e social de e á assen a numa abo dagem in eg ada,
onde é necessá io a icula os obje i os do e i ó io como as necessidades da
população, dado que são um dos elemen os essenciais, uma ez que azem iqueza,
conhecimen o, dinamismo económico, social e cul u al.
Pa a isso, é necessá io que o seu desen ol imen o, con emple a
c iação/ equali icação de espaços públicos com qualidade, ou seja, com ca a e ís icas
como: o con o o, a segu ança, a ag adabilidade. A equali icação de espaços públicos
não de e só in eg a a componen e ma e ial, mas ambém a componen e ima e ial, como
o en ol imen o da população e de múl iplos a o es que enham como obje i o c ia
espaços a a i os, pa a os de ol e às pessoas.
Pa a o desen ol imen o de espaços públicos com qualidade é necessá io que a
p es ação de se iços de anspo e seja ei a de o ma adequada, acessí el e e icien e, o
desenho u bano enha em con a as necessidades da população e que os p oje os de
equali icação de espaço público enham como obje i o desen ol e espaços a a i os,
segu os, di e sos e bem conec ados com a en ol en e.
A a és da pesquisa bibliog á ica p e ende-se en iquece os mé odos de
a aliação da qualidade do espaço público a a és da cons ução de c i é ios que se
conside am ulc ais pa a a alia os espaços públicos, em momen os dis in os (an es,
du an e e a após as in e enções). A aplicação dos c i é ios se á ei a a a és da análise
do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” e pe mi i á e i a aliosos con ibu os pa a
a equali icação do espaço público.
Pala as-cha e: Espaço Público, A aliação da qualidade, Requali icação do espaço
público
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
i
Requali ica ion o he Public Space: C i e ia o assessing he quali y o public
space
Le ícia Ma ia Dua e Lopes
Abs ac
O e ime, ci ies ha e aced signi ican changes and in addi ion o ha , socie y
ha e become mo e and mo e di e se and complex. This complexi y appea s om he
exis ence o mul iple ac o s wi h conce ns and objec i es, some imes dis inc and
con li ual. Fo his, he de elopmen o ci ies and s a egies ha p omo e he e i o ial
and social should se le in o an in eg a ed app oach, whe e is necessa y o a icula e he
e i o y goals such as he popula ion needs, because hey a e one o he essen ial
elemen s, as hey b ing weal h, knowledge, economic, social and cul u al dynamism.
In his ega d, i is necessa y ha he de elopmen , emb aces he
c ea ion/ equali ica ion o public spaces wi h quali y, in o he wo ds, wi h
cha ac e is ics like: com o , sa e y, pleasan ness. The public spaces equali ica ion
should no be jus o in eg a e he ma e ial componen , bu also he ima e ial componen ,
like he in ol emen o he popula ion and mul iple ac o s ha ha e as objec i e o
c ea e a ac i e spaces, o e u n hem o he people.
Fo he de elopmen o public spaces wi h quali y, he p o ision o public
anspo se ice needs o be p ope ly done, accessible and e icien , he u ban d aw
ha e o ake in o accoun he popula ion needs and he p ojec s o public spaces
equali ica ion ha e as aim o de elop a ac i e, secu e di e se and well connec ed
spaces wi h he su ounding.
Th ough he bibliog aphic esea ch he aim is o en ich he quali y e alua ion
me hods o he public space h ough he c i e ia cons uc ion ha a e conside ed c ucial
o e alua e he public spaces, in di e en e momen s (be o e, du ing and a e he
in e en ion). The applica ion o c i e ion will be made h ough he analysis o he
p og am “Uma P aça em cada Bai o” and will allow o e ain aluable con ibu ions o
he equali ica ion o he public space.
Keywo ds: Public Space, quali y assessmen , equali ica ion o public space.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
ii
Índice
1. In odução ............................................................................................................. 1
1.1. Enquad amen o ............................................................................................... 1
1.2. Mo i ação ....................................................................................................... 2
1.3. Obje i os e Me odologia ................................................................................. 2
1.4. O ganização da disse ação ............................................................................. 4
2. Espaço Público: Concei os, Funções, Impo ância ................................................ 6
2.1. Concei o e Ca a e ís icas ................................................................................. 6
2.2. Impo ância ................................................................................................... 15
2.3. P oje o Cen o Abe o, São Paulo .................................................................. 21
2.3.1. La go Paissandu e A enida São João ..................................................... 22
2.3.2. La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e Sil a ........................... 25
3. C i é ios de Qualidade dos Espaços Públicos ...................................................... 30
3.1. A ní el do sis ema “cidade” .......................................................................... 30
3.2. C i é ios de qualidade do espaço público....................................................... 34
3.2.1. Jan Gehl ................................................................................................. 36
3.2.2. DGTODU .............................................................................................. 38
3.2.3. P ojec o Public Spaces ....................................................................... 40
3.2.4. P oje o São Paulo – Cen o Abe o ......................................................... 42
3.3. Cons ução do painel de c i é ios de qualidade do espaço público pa a Lisboa
45
4. Lisboa: “Uma P aça em cada Bai o” ................................................................. 52
4.1. Desc ição do P og ama ................................................................................. 52
4.1.1. Obje i os ............................................................................................... 52
4.1.2. Me odologia........................................................................................... 55
4.2. Caso de es udo: Picoas e Saldanha ................................................................ 58
4.2.1. Picoas .................................................................................................... 62
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
1
1. In odução
1.1. Enquad amen o
O p esen e abalho inse e-se no âmbi o do mes ado em U banismo Sus en á el
e O denamen o do Te i ó io e em como inalidade desen ol e uma disse ação com
en oque no espaço público, nomeadamen e na de inição das ca a e ís icas, das unções e
da impo ância des e na dinâmica dos espaços u banos. Os espaços públicos êm um
papel undamen al no equilíb io da paisagem u bana, mas além disso são ambém
espaços de cidadania, de iden idade, de desa ogo, de laze , onde as pessoas podem
des u a do espaço e ealiza o maio núme o possí el de a i idades que es es podem
o e ece . Po an o, os espaços públicos desempenham múl iplas unções adap adas às
ca a e ís icas do local (clima, opog a ia, a i idades, en e ou os) e à população.
A necessidade de abo da es e ema es á ligada às ans o mações que as cidades
êm indo a so e nos úl imos empos. A in odução do au omó el no meio u bano
p o ocou mudanças adicais na o ma como as pessoas se deslocam nas cidades e na
elação en e os di e en es modos de anspo e. Po um lado, a expansão do uso do
au omó el con ibuiu pa a o encu amen o da dis ância- empo e dis ância-cus o, mas
po ou o, o espaço des inado às pessoas encon a-se subjugado às necessidades dos
au omó eis, que pa a o ala gamen o das aixas que pa a a c iação de locais pa a o
es acionamen o.
A u u a com es a lógica em sido ado ada po di e sas cidades, po isso, o na-
se impo an e a alia a qualidade dos espaços públicos, que seja do pon o de is a do
desenho u bano, que seja do pon o de is a da u ilização desses espaços po pa e das
pessoas.
Hoje em dia c esce cada ez mais o sen imen o de di ei o à cidade, di ei o em
in e i na cidade e o ná-la uma cidade pa icipada e humana. (Seixas, 2013) As
ans o mações oco idas no espaço público salien am um despe a da consciência da
população, que é cada ez mais complexa, exigen e e conscien e dos p oblemas, que
em indo pouco a pouco a in e i em ques ões ligadas ao e i ó io e que, em úl ima
ins ância, in e e e de o ma signi ica i a na qualidade de ida.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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1.2. Mo i ação
Um dos p incipais mo i os pa a a escolha des e ema de abalho es á
elacionado com a necessidade de ap o unda os conhecimen os, pa a além do domínio
empí ico e pessoal, em e mos de espaço público. O in e esse po es e ema oi
omen ado pelas unidades cu icula es equen adas ao longo do mes ado, em especial
de Cidades Sus en á eis e Ino ação U bana, Mobilidade e T anspo es Sus en á eis.
Es es emas são ulc ais pa a o desen ol imen o de cidades inclusi as, segu as,
a a i as, saudá eis e sus en á eis. Nes e campo, os espaços públicos de êm um papel
undamen al, uma ez que são espaços de cidadania, de iden idade e, como João Fe ão
a i ma os espaços públicos são o “(…) ba óme o da saúde de uma cidade” (Fe ão,
2007).
A impo ância e pe inência des e ema no mundo a ual ez com que a sua
escolha osse ela i amen e ácil po que, hoje em dia, as cidades de em da cada ez
mais a enção às pessoas e à o ma como elas se elacionam com o espaço: as uas, os
la gos, as p aças, e c. Es as de em cons i ui um espaço de ansição en e a habi ação e
o espaço li e, e de em assegu a di e sas ca a e ís icas como: a segu ança, o con o o,
a legibilidade, en e ou os.
1.3. Obje i os e Me odologia
A p esen e disse ação em como obje i os comp eende a impo ância dos
espaços públicos nas cidades e aplica c i é ios pa a a alia a qualidade dos espaços
públicos, dado que as in e enções em espaço público de em assegu a um conjun o de
ca a e ís icas e de c i é ios que se aduzi ão numa melho u ilização e ap op iação do
espaço.
Numa p imei a ase, são ap o undados os concei os elacionados com o espaço
público, nomeadamen e as ca a e ís icas, as unções e a impo ância des e espaço an o
pa a cidade como pa a as pessoas. A elabo ação des a p imei a pa e oi ealizada, com
ecu so a pesquisa bibliog á ica, o que pe mi iu uma abo dagem igo osa, concisa e
undamen ada.
Numa segunda ase, o p incipal obje i o é analisa as me odologias aplicadas
pa a a a aliação do espaço público, e culmina com a elabo ação de um painel de
c i é ios que, pos e io men e são aplicados no caso de es udo “Uma P aça em cada
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
3
Bai o”. A elabo ação do painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço
público oi ealizada após a lei u a de p oje os e de au o es ele an es na emá ica de
espaço público como Jan Gehl.
A aplicação dos c i é ios no caso de es udo “Uma P aça em cada Bai o”
comp eende á um dos p incipais obje i os da disse ação, uma ez que culmina com a
aplicação dos c i é ios na P aça Duque de Saldanha e em Picoas, em dois momen os
dis in os: no momen o a ual e numa si uação u u a a a és da simulação do esul ado
das in e enções. A aplicação dos c i é ios an es e após as in e enções pe mi i á
es abelece uma compa ação, o que e o ça á a lei u a e a comp eensão dos e ei os das
in e enções sob e o e i ó io e a população. Pa a a elabo ação des a pa e oi
impo an e o o necimen o, po pa e da Câma a Municipal de Lisboa, de in o mação
ela i a ao p og ama e e ido.
A úl ima ase des e abalho pe mi e a elabo ação de possí eis ecomendações
de boas p á icas pa a p ocessos de equali icação de espaços públicos, bem como a
elabo ação de e en uais ajus amen os aos c i é ios p opos os no deco e do abalho.
Em e mos mais de alhados, a disse ação isa:
Comp eende o que é o espaço público, as unções u banas que desempenha e a
impo ância pa a a qualidade de ida das pessoas e pa a o ecido social e
económico. Nes e âmbi o, es uda-se um exemplo de sucesso de equali icação de
espaço público, o P oje o Cen o Abe o na cidade de São Paulo;
Iden i ica os c i é ios que de inem um bom espaço público e que o ien am as
boas p á icas nas cidades dos nossos dias;
C ia um painel de c i é ios quan i a i os e quali a i os, que pe mi am a alia a
qualidade do espaço público;
Analisa , de o ma de alhada, o p og ama “Uma P aça em cada Bai o”,
nomeadamen e os obje i os e a me odologia aplicada;
Analisa , de o ma de alhada, a si uação a ual da P aça Duque de Saldanha e de
Picoas, a a és da aplicação do painel de c i é ios pa a a aliação do espaço
público;
Simula e discu i os esul ados ob idos a a és da aplicação do painel de
c i é ios pa a a aliação do espaço público. Compa a os esul ados ob idos an es
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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e após as in e enções, de o ma a en iquece a análise sob e a qualidade do
espaço público.
Re le i de o ma c í ica sob e a impo ância da equali icação do espaço público
assen e numa abo dagem in eg ada, numa ges ão de p oximidade e no
en ol imen o das pessoas nos p ocessos;
Re i a ensinamen os esul an es da análise do caso de es udo e p opo
ecomendações pa a que os p ocessos de equali icação de espaços públicos
sejam mais obus os e p oduzam ainda melho es esul ados.
1.4. O ganização da disse ação
A es u u a ado ada pa a es a disse ação assen a em 5 capí ulos, que se
o ganizam da seguin e o ma:
O p imei o capí ulo dedicado à in odução, ap esen a uma b e e ca a e ização do
abalho, nomeadamen e: o enquad amen o do abalho, a mo i ação, os obje i os a
desen ol e e a me odologia aplicada.
O segundo capí ulo diz espei o ao espaço público e abo da o concei o, as
unções e a sua impo ância. Numa p imei a pa e é ei a e e ência ao concei o de
espaço público, que deco e da compilação da lei u a de á ios documen os, bem como
da pe ceção enquan o usuá ia de espaços públicos. Numa segunda pa e, conside ou-se
impo an e oca um exemplo de in e enção em espaço público, na cidade de São Paulo
po que expõe as p incipais p eocupações em alcança espaços públicos com qualidade.
O e cei o capí ulo cen a-se nos c i é ios de qualidade dos espaços públicos.
Numa p imei a ase, são de inidos os p incipais c i é ios a e em con a no sis ema
cidade. Após essa de inição p e ende-se abo da os c i é ios que pe mi em a alia a
qualidade do espaço público, endo como e e ência au o es, o ganizações e p oje os em
cidades como a de São Paulo. P e ende-se e i ica quais os p incipais pon os pa a um
bom espaço público, quais as p incipais semelhanças e di e enças en e os á ios
c i é ios e, po im, cons ui um painel de c i é ios ajus ados à ealidade da cidade de
Lisboa.
O qua o capí ulo cen a-se no caso de es udo, o P og ama “Uma P aça em cada
Bai o”, que em em is a a equali icação do espaço público como uma ânco a pa a
e o ça a iden idade de Lisboa como uma cidade de bai os e uma cidade inclusi a,
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
5
pa icipada e sus en á el. Numa p imei a ase são ap esen ados, de o ma de alhada, os
obje i os e a me odologia aplicados no p og ama. A segunda ase diz espei o aos casos
de es udo, Picoas e P aça Duque de Saldanha, onde a análise é ei a a a és da aplicação
dos c i é ios de inidos no subcapí ulo 3.3. em dois momen os dis in os (si uação a ual e
si uação após as in e enções a a és da simulação). A compa ação en e os dois
momen os pe mi i á pe cebe quais os pon os o es e acos das in e enções e
ap esen a possí eis co eções aos c i é ios, de o ma a o na a aplicação mais ácil e
comple a.
Po im, o quin o capí ulo p e ende ap esen a os esul ados alcançados, assim
como os bene ícios e i ados com a elabo ação do abalho. Es e capí ulo pe mi e ece
um conjun o de ecomendações sob e o abalho desen ol ido, bem como aze uma
e lexão c í ica sob e o abalho e as me odologias aplicadas.
Figu a 1 – O ganização da disse ação
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
6
2. Espaço Público: Concei os,
Funções, Impo ância
2.1. Concei o e Ca a e ís icas
Quando se ala sob e o espaço público pode pensa -se quais as ca a e ís icas, as
suas uncionalidades, o que de e assegu a : segu ança, con o o, beleza? Mas ambém é
essencial sabe o que é um espaço público: um ja dim, uma ua, o espaço de cha nei a
en e as ias e os edi ícios, me cados, mi adou os, en e ou os.
Em p imei o luga , exis em di e sas de inições sob e o espaço público, B andão
conside a que “É o espaço que é undado da o ma u bana, o espaço ‘en e edi ícios’
que con igu a o domínio da socialização e da i ência ‘comum’, como um bem cole i o
da comunidade. (…) os espaços públicos de em se semp e is os como bens de
u ilização li e, de aco do com um pad ão de uso socialmen e acei e. Que aduzem
uma in e acção equilib ada en e o homem e o meio, os en ando uma singula idade
que os homens econhecem acilmen e.” (B andão, 2008).
Segundo o a qui e o Manuel Salgado, “Es e espaço abe o e acessí el a odos –
o espaço público da cidadania - é o palco pa a a ida pública, indi idual e colec i a, o
local das celeb ações, onde as c ianças ap endem a con i e e as cul u as se mis u am.
São os locais onde as pessoas se encon am e ma cam encon o, onde as ocas sociais
e económicas se p ocessam. São os espaços públicos que dão iden idade às cidades.”
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015).
A pa i des as de inições é pe ce í el que o concei o de espaço público em
subjacen e a noção de bem cole i o, uma ez que são espaços p i ilegiados pa a a
população (u ilizados po di e sos g upos sociais: mo ado es, es udan es, abalhado es,
isi an es, en e ou os), onde se encon am e ocam ideias. São espaços que
concen am ida u bana, espaços de cidadania, que e le em impo ância, an o pa a a
qualidade de ida dos habi an es, como pa a a imagem da cidade.
En e an o a Ca a de Leipzig sob e as Cidades Eu opeias Sus en á eis
conside a que são espaços “(…) pa a a ai as indús ias do conhecimen o, a mão-de-
ob a quali icada e c ia i a e o u ismo.”, eme endo pa a a impo ância dos espaços
públicos como pon os onde se concen am a i idades económicas e que, po sua ez,
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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con ibuem pa a a c iação de espaços a a i os, an o do pon o de is a económico
como social. (Ca a de Leipzig sob e as Cidades Eu opeias Sus en á eis, 2007)
O espaço público é um espaço de iden idade, de con í io, uma pe ei a
conjugação das di e sas camadas da cidade, ou seja, é um espaço que e le e as polí icas
desen ol idas pela cidade, a o ma como é ei a a ges ão u bana e a impo ância que a
população dá a esse espaço, essencial na cidade.
Pa a além da de inição de espaço público, ac esce a necessidade de de ini quais
os locais que se pode ão conside a como espaço público. Numa p imei a abo dagem, a
ua cons i ui-se como elemen o undamen al da cidade, um supo e base pa a a
ins alação de in aes u u as de saneamen o e dis ibuição de água, que es abelece a
ligação do espaço li e com as edi icações, uma linha que liga as p incipais á eas da
cidade, nomeadamen e p aças, ja dins, la gos, en e ou os.
Segundo O ega, “(…) a cidade po excelência é a cidade clássica e
medi e ânica, onde o undamen al é a p aça.” (Goi ia, 2008). A p aça é um dos
espaços com maio impo ância nas cidades i alianas, como Veneza, Flo ença ou
Sienna. As p aças su gem como pon os de in e seção das uas, locais onde se
concen am a i idades económicas e com ca gas simbólicas e ep esen a i as da his ó ia
de uma cidade. Es es espaços são um bom exemplo do e lexo da his ó ia das cidades
clássicas e da impo ância das unções económicas que as p aças desempenham, a pa
da capacidade de a ai pessoas.
Segundo B andão, pode-se ag upa o espaço público em 15 ipologias (quad o
1) de aco do com seis ca a e ís icas: açado, paisagem, deslocação, memó ia, espaços
come ciais e ge ados po edi ícios, equipamen os e sis emas. Cada espaço público
encon a-se associado a obje i os especí icos, como po exemplo: os la gos cons i uem
espaços pa a encon o e ci culação de pessoas, os cemi é ios são espaços que eme em
pa a a saudade, en e ou os.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
8
De aco do com o documen o da CCDR-LVT, “C i é ios de A aliação de
P ojec os de Desenho de Espaço Público”, são 6 os g andes g upos de espaço público:
(CCDR-LVT)
1. Pa ques U banos, Ja dins Públicos e Á eas Aja dinadas de
Enquad amen o;
2. A enidas e Ruas;
3. P aças, La gos, P ace as, Te ei os e Recin os Mul i uncionais;
4. Espaços Canais – Vias Fé eas, Au o-Es adas e Vias Rápidas;
5. Pa ques de Es acionamen o;
6. Ma gens Flu iais e Ma í imas.
A ca a e ização, an o ei a po B andão como pela CCDR-LVT é semelhan e,
uma ez que de inem os mesmos espaços, à exceção da ag egação das ma gens lu iais
e ma í imas, ei a pela CCDR, como espaço público. As en es ibei inhas êm
me ecido especial a enção, a a és da equali icação des as á eas, pa a melho a a
qualidade des es espaços, como é o caso da Ribei a das Naus na cidade de Lisboa ou de
Anckland na No a Zelândia, pa a que possam se u ilizados po oda a população e pa a
di e sas unções como: espaço pa a enda de li os e de obje os de a e como oco e
jun o ao Rio Sena ou pa a o desen ol imen o de a i idades de laze jun o a S a ange
Tipologias de Espaço Público
Espaços - açado
Encon o
La gos, p aças
Ci culação
Ruas, a enidas
Espaços - paisagem
Laze - na u eza
Ja dins, pa ques
Con emplação
Mi adou os, pano amas
Espaços - deslocação
T anspo e
Es ações, pa agens, in e aces
Canal
Vias- é eas, au oes adas
Es acionamen o
Pa king, silos
Espaços memó ia
Saudade
Cemi é ios
A queologia
Indus ial, ag ícola, se iços
Memo iais
Espaços monumen ais
Espaços come ciais
Semi-in e io es
Me cados, cen os come ciais, a cadas
Semiex e io es
Me cado le an e, quiosques, oldos
Espaços ge ados
Po edi ícios
Ad o, passagem, gale ia, pá io
Po equipamen os
Cul u ais, despo i os, eligiosos, in an is
Po sis emas
Iluminação, mobiliá io, comunicação, a e
Quad o 1 - Tipologias de Espaço Público (B andão, 2008)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
9
(No uega). (PPS, P ojec o Public Spaces, 10 Quali ies o a G ea Wa e on
Des ina ion, s.d.)
En e an o Mo a di ide os espaços públicos em duas ca ego ias: espaços
públicos adicionais e con empo âneos (quad o 2), o que o na a classi icação dos
espaços públicos ela i amen e mais sin é ica, uma ez que exis em qua o g upos de
espaços: as p aças, os pa ques, as uas e as en es de água como espaços adicionais e
no caso das p aças es es espaços êm um g ande alo simbólico e de e e ência nas
cidades. Ao ní el dos espaços con empo âneos são de inidos dois ipos: in e io e
in o mais, no p imei o são conside ados os log adou os, pá ios, ig ejas, e c. e cump em
uma de e minada unção de aco do com a população. Os espaços in o mais su gem ace
à inexis ência de espaços públicos o mais com qualidade.
Tipologias de espaços públicos
Ca ego ias
Tipos
Concei o
Sub ipos
T adicionais
P aças
Tes emunho da his ó ia e da cul u a
Cen al, simbólica -
cí ica, coope a i a,
de me cado, de
bai o, p ace a
Luga de e e ência que elaciona
di e en es componen es da es u u a
u bana
Pa ques
Espaço li e des inado pa a
a i idades ec ea i as, lúdicas
(despo o).
Nacional,
me opoli ano,
cen al, despo i o,
emá ico,
es acionamen o,
cemi é io e local
Espaço de descanso, pa a con a o
com a na u eza e embelezamen o do
local
Ruas
Luga undamen al pa a a
mobilidade e es u u a ísica da
cidade
A enida, pedonal,
caminho, calçada,
á ego es ingido
Limi a o público do p i ado e
p opo ciona iluminação e
en ilação na u al
Luga de encon o espon âneo
F en es de água
Limi e cos ei o, úl ima ua u bana
De in e câmbio,
come cial, indus ial,
ec ea i o, p o eção
Supo e de di e sos se iços
Con empo âneos
Espaço público in e io
Limi ado po ou os edi ícios e
equipamen os com ce os ní eis de
con olo que cump em unções
Á ios, pá ios,
log adou os, ig ejas,
ea os, casas
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
10
públicas de aco do com a população
cul u ais, edi ícios
pa imoniais, cen os
ec ea i os e
come ciais
Espaço in o mal
Uso espon âneo de ou o espaço po
inexis ência ou condições p ecá ias
do espaço dos espaços adicionais
Escadas, co edo es,
esquinas, uas,
pa agens de
au oca o, azios
u banos, somb as de
á o es, e enos
baldios, espaços
esiduais, e c.
Quad o 2 – Tipologia de espaços públicos (Mo a, 2009)
Segundo Salgado, es a di e sidade de espaços públicos, com o igens di e sas
(o gânico, planeado) e condicionado pelas ca a e ís icas in ínsecas de um e i ó io
como a opog a ia, a es u u a undiá ia, ladeado po edi ícios com dimensões, unções
e qualidades dis in as, con ibuem pa a a c iação de uma paisagem u bana ica an o
do pon o de is a da a qui e u a, como do u banismo, e da paisagem. (Câma a
Municipal de Lisboa, 2015)
Pa a além da iden i icação das di e sas ipologias que classi icam o espaço
público, exis e um conjun o de elemen os iden i á ios e com signi icado no espaço
público ais como a oponímia, a plan a da cidade, a a qui e u a, a a e (exemplo: os
monumen os).
De aco do com a DGOTDU,
o espaço público pode se obse ado
em cinco dimensões que es ão
p esen es na igu a 2. Cada dimensão
es á in e ligada com as ca a e ís icas
do espaço público, umas mais ligadas
à componen e senso ial, ou as
ligadas às unções do espaço público,
mas que no seu conjun o a
combinação de odas es as
dimensões e á como esul ados bons espaços públicos.
Figu a 2 – Dimensões do Espaço Público (DGOTDU, 2008)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
17
A mudança de pensamen o sob e o e ei o dos anspo es nas cidades o nou-
se mais e iden e a pa i dos anos 70 com o obje i o de as pessoas econquis a em o
espaço público, de se equali ica em á eas da cidade, melho a em os sis emas de
anspo es públicos, incen i a em a in e modalidade e a deslocação em modos sua es
bem como eduzi em o papel do au omó el na cidade.
A in luência dos au omó eis no espaço público di ide opiniões em elação à sua
u ilização, mas a discussão de e á cen a -se no apelo à in e modalidade dos di e en es
modos de anspo e e no desen ol imen o de sis emas de anspo e cada ez mais
e icien es, in eligen es e in eg ados.
São conhecidas cidades que i e am um papel impo an e nes a mudança de
pensamen o, como o caso de Ba celona com a malha de Ce dá. O Plano de Ex ensão
(Ensanche) de Ba celona inha como p eocupação melho a a qualidade de ida da
população, da maio luidez aos anspo es e à mobilidade dos cidadãos. É no á el a
impo ância do espaço público onde p opunha uas en e os 20 a 60 me os de la gu a.
(Na ciso, 2008)
Figu a 4 – Obs áculos que in e e em na deslocação pedonal (Ca alho, 2013)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
18
Figu a 5 – Espaço público em Ba celona (2014) (Fon e p óp ia)
A equali icação do io Cheonggyecheon (Seul) é, sem dú ida, um excelen e
exemplo no que diz espei o à equali icação do espaço público, onde a o ça polí ica
e e um papel undamen al na omada de decisão. Foi uma in e enção que ma cou a
cidade e con ibuiu pa a que es a osse egene ada do pon o de is a económico, social e
ambien al, e idenciando a abo dagem in eg ada e in e disciplina nes e caso.
Figu a 6 - T ans o mação do io Cheonggyecheon (Pa en, Geo ge, 2012)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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Es e exemplo é mui o in e essan e po que é isí el a u u a de um pad ão onde o
au omó el e a p i ilegiado e que e e como esul ado a impe meabilização do io. Com
o passa dos anos, a humidade do io con ibuiu pa a p oblemas na manu enção da
es ada e em ele ados cus os da manu enção. Os p incipais obje i os pa a a
equali icação da á ea o am: e i aliza a á ea cen al a a és da alo ização dos
ecu sos endógenos, desen ol e uma cidade mais segu a, humanizada e sus en á el e
edescob i a his ó ia e cul u a do local. (ITDP, Emba q. B asil, 2013)
De aco do com o documen o Vida e Mo e das Rodo ias U banas, os p incipais
e ei os o am (ITDP, Emba q. B asil, 2013):
O aumen o do ní el da acessibilidade nos anspo es públicos nos
bai os Do-hong, Gangbook, Sungbook, Nowon de Seul;
O aumen o da alo ização mobiliá ia, exemplo nos bai os Byunk-San
e Hyundai, em 2002 o p eço médio po m2 e a de 2 225$ e em 2006
aumen ou pa a 2 758$;
A combinação da expansão do anspo e público ( o am cons uídas
aixas exclusi as pa a os au oca os ao longo de 57.6 km) com a es ição
do uso do au omó el p i ado con ibuiu pa a a diminuição do núme o
de eículos pa a os 43% - 47%;
A melho ia da qualidade do a : diminuição das pa ículas PM10 (que
são al amen e p ejudicais pa a a saúde humana) pa a 23% (dados do
go e no municipal de Seul);
A edução do e ei o de ilha de calo em 8ºC bem como a edução do
uído e a melho ia da qualidade da água;
O aumen o da auna e da lo a, onde se e i ica o aumen o de peixes e
de a es.
É isí el que as ans o mações em espaço público êm um impac o posi i o na
qualidade de ida da população, mas ambém são isí eis os e ei os na alo ização
imobiliá ia, na melho ia dos sis emas de anspo e, na melho ia da qualidade ambien al.
Po an o, as in e enções em espaço público pe mi em melho a o espaço em si e
ambém do espaço en ol en e.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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Rela i amen e a in e enções em pequena escala e i o ial podem-se e e i o
caso da A enida Duque d’ Á ila ( igu a 7) onde as in e enções i e am uma g ande
impo ância pa a o desen ol imen o de um espaço ag adá el e segu o pa a os peões. A
coexis ência en e os di e en es modos de anspo e é uma das p incipais mudanças na
A enida, que esul ou na in odução de uma ciclo ia. A u ilização do espaço pa a a
ins alação de esplanadas p omo e maio dinamismo económico e social, bem como a
ins alação de mobiliá io u bano pe mi e que as pessoas possam u iliza o espaço pa a
con e sa , le , obse a , e c.
Es as ans o mações aduzem-se cla amen e em e ei os posi i os pa a a
cidade: mais espaço pa a os peões, menos poluição sono a e a mos é ica, mais espaços
de con í io, de laze , de ocas que pe mi em o na a cidade um espaço mais
humano.
Em suma, exis e uma elação di e a en e as in e ações sociais e a
in ensidade de á ego exis en e ( igu a 8), uma ez que os anspo es êm como
esul ados: o e ei o ba ei a e únel, o que se aduz no meno con í io en e os
habi an es. As in e enções, an o em Ba celona como em Seul ou na A enida Duque
d’Á ila, demons am é que as al e ações em espaço público con ibuem pa a a edução
do ní el de á ego, o que in luencia posi i amen e a qualidade do espaço pedonal e o
con í io en e as pessoas.
Figu a 7 - T ans o mação da A enida Duque d’Á ila (Fon e p óp ia)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
21
Segundo Isabel Gue a, “A cidade, e mui o pa icula men e o espaço público, e
e lec e as in e acções sociais, as edes de pode , de denominação e a impo ância que
a sociedade a ibui à coesão social e espacial.”. (Gue a, 2007) É uma lei u a mui o
in e essan e do espaço público po que um dos elemen os mais impo an e des es
espaços são as pessoas, são elas que ap op iam e que i em es es espaços. Po isso, os
espaços públicos de em e em con a: a escala humana, a acessibilidade, os espaços de
es a e de laze . Es as ca a e ís icas são desc i as pelo a qui e o Jan Gehl e se ão al o de
es udo nos p óximos capí ulos.
2.3. P oje o Cen o Abe o, São Paulo
Nes e capí ulo conside ou-se impo an e oca um exemplo de ans o mação de
espaço público po que demons a as p incipais p eocupações ela i amen e ao espaço
público e aos p oblemas de acessibilidade. O esul ado da expe iência pe mi e pe cebe
que a melho ia dos espaços públicos não esul a só de ob as, mas sim da in eg ação das
componen es ma e iais e ima e iais, como a pa icipação da população.
Numa p imei a ase desen ol e am-se dois p oje os pilo o no La go Paissandu e
na A enida São João e no La go São F ancisco e na P aça Ou ido Pacheco e Sil a pa a
es a as al e ações e a eação da população ace às in e enções.
Figu a 8 - Con i ência s. Di e en es in ensidades de á ego (Gil, 2009)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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2.3.1. La go Paissandu e A enida São João
O La go Paissandu cons i ui um dos p incipais nós de ligação do anspo e
público na cidade de São Paulo, ca a e ís ica que lhe con e e pon os posi i os e
nega i os. Po um lado, o ele ado luxo de au oca os di icul a o acesso e isola o La go
e, po ou o lado, a localização de pa agens de au oca o no La go pe mi e que haja
ci culação de pessoas ao longo do dia.
O p oje o Cen o Abe o de iniu como obje i os pa a o La go:
Melho a as condições de segu ança e con o o dos peões e dos
passagei os;
Equilib a o espaço de aco do com os usos e as necessidades da
população;
Melho a a acessibilidade e a mobilidade do espaço a a és da c iação de
locais pa a es a e sen a com pequenas in e enções que o nem o
espaço a a i o e con ida i o e que as ligações pedonais sejam segu as e
di e as;
Melho a as condições de espe a do anspo e público a a és de
somb as, de locais pa a es a e sen a e de a i idades lúdicas como o
en e enimen o ou a comida de ua. O obje i o é eduzi o empo de
espe a, pa a que a população possa des u a o máximo possí el do
La go.
A a és des es obje i os, é pe ce í el que exis e uma cla a necessidade de
a icula o anspo e público com as pessoas que o u ilizam ou que simplesmen e
des u am do espaço, o que jus i ica a necessidade de o na o espaço público
con o á el, con ida i o e segu o.
Segundo o P oje o Cen o Abe o, 94% dos en e is ados ap o a am a
in e enção do Cen o Abe o Paissandu. (P e ei u a de São Paulo, 2014)
As p opos as pa a a melho ia do acesso e da ci culação dos peões de inidas
o am: a colocação de sinalização desde do La go a é à A enida São João; de
balizado es de ânsi o (pequenos blocos colocados nos passeios de o ma a
impossibili a o es acionamen o); a in odução de elemen os e des e de in aes u u as
de apoio pa a bicicle as.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
23
Fo am c iadas á eas p io i á ias pa a peões, as passadei as o am ala gadas e
o am c iadas no as passadei as em c uzamen os e pon os es a égicos en e:
La go Paissandu e Rua Conselhei o C ispiniano;
La go Paissandu e Rua Dom José de Ba os;
A . São João e Rua Conselhei o Nébias;
A . São João e Rua Ped o Amé ico.
No caso da in e seção da
A enida São João e Ipi anga ( igu a 9)
oi implemen ada uma passadei a na
diagonal, o que pe mi iu a edução do
empo de a a essamen o dos peões e o
aumen o da segu ança. Um dos
esul ados e iden es des a in e enção
oi a diminuição dos a a essamen os
o a da passadei a pa a os 49.5%
compa a i amen e à si uação
an e io .
Em elação à in e seção La go do Paissandu e Rua D. José de Ba os e e como
esul ados uma diminuição de 33.3% de a essias o a da passadei a.
Ao ní el dos anspo es públicos, as condições do empo de espe a o am
melho adas a a és da melho ia da iluminação pública e da colocação de bancos nas
pa agens e no La go.
Na P aça Mo ada de São João ( igu a 10 e 11), o ala gamen o do passeio
pe mi iu a colocação de bancos, equipamen os pa a a p á ica de exe cício ísico e
Figu a 9 – In e seção A enida São João e Ipi anga
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Figu a 11 – P aça Mo ada de São João em 2014
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Figu a 10 – P aça Mo ada de São João em 2013
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
24
mobiliá io po á il (exemplo: cadei as de p aia).
Ou o aspe o mui o impo an e pa a es a á ea oi a c iação de condições de
pe manência nos espaços públicos, em especial no La go Paissandu e as ações
omadas o am as seguin es:
Exis ência de comida de ua;
Realização de a i idades cul u ais, como shows, espe áculos de dança,
ba alhas de b eak dance, ea o de ua, o icinas pa a c ianças;
Opo unidades pa a es a e sen a ;
C iação de uma á ea de ec eio pa a c ianças em o no do La go, um
elemen o que pe mi e en ol e aixas e á ias mais no as, um pon o
impo an e no La go, is o que a con i ência de di e sas idades ge a
maio sen imen o de segu ança.
A colocação de mobiliá io u bano po á il como bancos, cadei as de p aia ou
mesas desdob á eis pe mi em que o La go se o ne um local con o á el, con ida i o,
ag adá el an o pa a con e sa , como pa a es a , pa a espe a o au oca o ou
simplesmen e pa a con empla
o local e o espaço en ol en e.
Segundo o g á ico 2, é
pe ce í el que hou e uma
mudança na u ilização do local,
elacionada com o aumen o de
a i idades e sob e udo a
melho ia das condições de
espe a do au oca o e das
condições de pe manência do
La go, uma ez que se c ia am
mais opo unidades pa a sen a ,
mais a i idades como po
exemplo: a i idade ísica,
cul u al, come cial.
G á ico 2 – Regis o de a i idades de pe manência
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
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Com o P oje o Cen o Abe o Paissandu hou e um aumen o de 35,6% de
pe manência de pessoas, 100% dos come cian es locais en e is ados a alia am a
in e enção como boa ou mui o boa, “(…) sendo que 18% dos come cian es a i ma am
que a in e enção con ibuiu pa a o aumen o das endas.” (P e ei u a de São Paulo,
2014)
Segundo o P oje o Cen o Abe o “A ida u bana depende das pessoas a i ando
o espaço público. Pedes es são uma pa e luida da cidade, dando ida aos espaços
po um empo de e minado. Quan o mais empo cada pessoa ica no espaço público,
mais ida u bana é acumulada nes as á eas. Po isso, o e a opo unidades pa a es a
e con i e com ou as pessoas o na-se mui o impo an e pa a c ia uma cidade mais
acolhedo a.”. (P e ei u a de São Paulo, 2014)
Pa a além das ans o mações
no La go e na A enida é isí el que
a en ol en e ambém se al e a, é o
caso da Ig eja Nossa Senho a do
Rosá io ( igu a 12) onde a eno ação
da achada oi es imulada com as
modi icações na en ol en e.
2.3.2. La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e Sil a
O p oje o Cen o Abe o no La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e
Sil a e e como um dos p incipais obje i os econquis a o espaço público, que
ou o a se encon a a ce cado po g ades. Es as limi a am an o isual como
isicamen e os habi an es e es imula am uma sensação de insegu ança.
Os obje i os de inidos pa a es a á ea o am:
Figu a 12 – Ig eja Nossa Senho a do Rosá io
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
26
Do a o espaço com no as unções;
In ensi ica o uso do espaço público;
Desen ol e um espaço de encon o e descanso ao a li e;
P opo ciona si uações de pe manência de al a qualidade como assen os,
somb a, a i idades cul u ais: cinema ao a li e, comida de ua, wi- i
g á is.
A es a égia do P oje o Cen o Abe o São F ancisco é semelhan e à do Cen o
Abe o Paissandu. Ve i icou-se a melho ia da mobilidade e a u ilização de sinais
ho izon ais (pequenos blocos de g ani o, locais pa a es acionamen o de bicicle as)
ga an i am maio segu ança à população.
Foi c iada uma no a passadei a en e a P aça e o La go ( igu a 13 e 14) que e e
esul ados an ás icos, uma ez que an es da c iação da passadei a a média de a essias
e a de 95 pessoas po ho a e com a implan ação da passadei a a média passou pa a 162
pessoas po ho a. (P e ei u a de São Paulo, 2014)
Figu a 13 – P aça Ou ido Pacheco e Sil a, 2013
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Figu a 14 – P aça Ou ido Pacheco e Sil a, 2014
(P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
33
ho izon e empo al de médio p azo. Es e p ocesso esul ou na iden i icação de 130
locais signi ican es “(…) a pa i dos quais se ence ou um abalho de compa ibilização
com es udos já elabo ados e a a iculação com as Unidades de In e enção Te i o ial
e ou os se iços municipais es abilizando num o al de 149 cen alidades, sendo que
132 e am cen alidades exis en es e 17 o am conside adas po enciais.” (Câma a
Municipal de Lisboa, 2015)
Bai os
Cen alidades
Bai o de Al alade
A enida da Ig eja
Es ados Unidos da Amé ica
C uzamen o Es ados Unidos da Amé ica
A co do Cego
P aça de Lond es
A eei o
A enida de Roma
A enida de Roma
A enida de Roma
Bai o dos A o es
Alameda D. A onso Hen iques
Olaias
Ro unda das Olaias
A oios
P aça do Chile
A enidas No as
Campo Pequeno
Saldanha
Quad o 4 – Exemplo das cen alidades associadas a um bai o
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Após a iden i icação e a análise das 149 cen alidades, p ocedeu-se à análise da
acessibilidade pedonal “(…) eco endo pa a isso ao desenho em ca og a ia de um
bu e de 500 me os em o no de cada uma delas (equi alen e a uma iagem a pé de
ce ca de 15 minu os), pe mi iu conclui que a cidade ica á bem se ida de espaços
públicos.”, isí el na igu a 17. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
34
A ase seguin e co espondeu à iden i icação das p aças p io i á ias, com o apoio
dos execu i os das jun as de eguesia. Fo am de inidas 30 cen alidades p io i á ias,
onde oi elabo ada uma ca a e ização mais p o unda das cen alidades a a és da análise
ca og á ica, da sis ema ização em SWOT e da elabo ação de p opos as de in e enção.
3.2. C i é ios de qualidade do espaço público
A qualidade do espaço público es á ligada a di e sas ca a e ís icas ais como:
o con o o, a segu ança, a a a i idade, a mul i uncionalidade, en e ou os. Es as são
de e minan es quando se a alia um de e minado espaço, po que a obse ação e a
análise des es de e ag ega di e sos aspe os como: o desenho do espaço adequado à
escala humana, a exis ência e di e sidade de a i idades económicas e cul u ais e a
exis ência de mobiliá io u bano con o á el e adequado ao espaço e às necessidades da
população.
Todos es es aspe os con ibuem pa a o sucesso dos espaços públicos.
Rela i amen e à o ganização, P ojec o Public Spaces são de inidos dez bene ícios
associados à c iação de bons espaços públicos. Es es in e ligam aspe os como: a
economia local, a segu ança dos peões, a in e modalidade dos anspo es públicos e a
p o eção do ambien e. São eles, de aco do com Fe nandes (2012):
Apoia as economias locais;
Figu a 17 - Po encial acessibilidade pedonal das cen alidades
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
35
A ai in es imen o;
A ai Tu ismo;
P omo e a i idades cul u ais;
Enco aja o olun a iado;
Reduzi o c ime;
Melho a a segu ança pedonal;
Aumen a o uso de anspo es públicos;
Melho a a qualidade de saúde pública ao melho a a qualidade da
ci culação pedonal;
Melho a e p o ege o ambien e.
A igu a 18 az e e ência aos 10 c i é ios sob e um bom espaço público que
es ão ligados à possibilidade de: uma pessoa le um li o, de e locais pa a es a e
sen a , de disponibiliza um espaço onde di e en es modos de deslocação con i am em
ha monia e com segu ança e que as a i idades come ciais sejam a a i as. Po an o,
quando se az e e ência a bons espaços públicos é in e essan e pe cebe a ligação das
componen es elacionadas com: a economia local, a mobilidade ( an o po anspo es
cole i os como modos sua es), a comunidade local (e não só, uma ez que se pode
Figu a 18 - 10 c i é ios sob e um bom espaço público
(PPS, P ojec o Public Spaces, Powe o 10 - Place, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
36
inclui isi an es, u is as, abalhado es) e o ambien e, ou seja a c iação de bons espaços
públicos p essupõe a c iação de p oje os assen es numa abo dagem holís ica, in eg ada e
pa icipada (en ol imen o da população e de s akeholde s com di e sas á eas
cien í icas).
3.2.1. Jan Gehl
Segundo os u banis as Jan Gehl, La s Gemzøe, Sia Ka naes e B i S e nhagen
Sónde gaa d no li o Cidade pa a Pessoas são desc i os 12 c i é ios que pe mi em
a alia um bom espaço público ( igu a 19). Es es encon am-se o ganizados em ês
g upos: P o eção, Con o o e Ag adabilidade. (Gehl, 2013)
Figu a 19 - 12 C i é ios pa a a aliação do Espaço Público (Ba a o, 2013)
1. P o eção con a o á ego e aciden es – A segu ança dos peões é um
aspe o undamen al nas cidades. Pa a isso, os espaços públicos de em
assegu a a p o eção dos peões ace ao á ego e aos aciden es, bem como
a sua segu ança e eceio ace ao á ego.
2. P o eção con a o c ime e a iolência – Es e c i é io é impo an e
po que os espaços públicos de em se espaços com um ambien e cheio
de ida, segu os pa a a ci culação das pessoas e pa a a ealização de
a e as an o diu nas como no u nas. Nes e úl imo aspe o, é essencial
que es es espaços enham uma boa iluminação. É undamen al que os
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
37
espaços públicos p o ejam con a o c ime e a iolência a a és da c iação
de ambien es com ida e mo imen o.
3. P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis – Es e c i é io
eme e-nos pa a a p o eção con a: o en o, o io/calo , a chu a/ne e, a
poluição sono a e a mos é ica, en e ou os. Nes e campo, a p esença de
ege ação em um papel ú il an o pa a o embelezamen o do espaço como
pa a a p o eção da população, a a és da c iação de somb as pa a os dias
de calo e de e úgio nos dias com en o.
4. Opo unidades pa a caminha – Es e c i é io diz espei o à
impo ância de caminha num espaço ap azí el, segu o e con ida i o. A
acessibilidade pa a oda a população, sem obs áculos, é ulc al na c iação
de espaços públicos inclusi os, com boas supe ícies e achadas
in e essan es.
5. Opo unidades pa a pe manece em pé – Es e c i é io es á ligado à
c iação de locais públicos ag adá eis que pe mi am a pe manência das
pessoas no local, ou seja, espaços de ansição pa a pe manece em pé.
6. Opo unidade pa a sen a – A p esença de mobiliá io u bano adequado
pe mi e a c iação de condições de pe manência num de e minado espaço
público. É impo an e a exis ência de bons locais pa a descanso, onde
seja possí el con empla a is a, o sol e as pessoas.
7. Opo unidade pa a obse a – Es e c i é io es á associado à
con emplação da is a, pon o ulc al nos mi adou os, nos ja dins, nos
pa ques, en e ou os, pa a além de achadas e de paisagens in e essan es.
8. Opo unidades pa a ou i e con e sa – Baixo ní el de uído que
pe mi a uma con e sa ag adá el. Pa a isso os espaços públicos de em
p o idencia mobiliá io u bano adequado e con o á el, uma ez que são
locais de con í io e de oca de ideias en e pessoas.
9. Opo unidades pa a b inca e p a ica a i idade ísica –
Opo unidades pa a exe ci a an o no e ão como no in e no, como de
dia ou de noi e e que con idem as pessoas a des u a do espaço pa a a
p á ica de a i idade ísica, de jogos, de ginás ica.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
38
10. Escala humana – Es e c i é io dá especial a enção ao espaço cons uído,
uma ez que, os p édios e os espaços de em es a cons uídos à escala
humana.
11. Opo unidade pa a ap o ei a os aspe os posi i os do clima – Es e
c i é io encon a-se ligado com o ap o ei amen o das ca a e ís icas
climá icas ag adá eis.
12. Boas expe iências senso iais – O bom design, a boa escolha de
ma e iais, como a p esença de á o es, plan as e água (como on es,
espelhos de água) su gem como elemen os undamen ais pa a a c iação
de boas expe iências.
3.2.2. DGTODU
Os 7 c i é ios de inidos pela DGOTDU esul am da adap ação do li o “O chão
da cidade” (quad o 5). Os 7 c i é ios englobam a a aliação do espaço público, an o do
pon o de is a do espaço público em si e das ca a e ís icas que de em assegu a , como
da pe ceção da população ace ao espaço público e a en ol en e, adicionando aspe os
ligados à sus en abilidade, iden idade, acessibilidade e mobilidade.
C i é ios e pa âme os da qualidade do espaço público
Iden idade
P omo e o ca ác e o mal e os signi icados econhecí eis no local
P omo e os pad ões ca a e ís icos da cul u a e do desen ol imen o local
P omo e a c iação de no os elemen os de di e enciação
Con inuidade,
pe meabilidade
P opo ciona uma boa in eg ação no con ex o e na malha u bana
Possibili a o econhecimen o, diu no e no u no de ma cos de o ien ação
Es abelece uma cla eza de delimi ações, en e espaço público e p i ado
Segu ança, con o o,
ap azibilidade
P omo e a segu ança de pessoas e bens e a elação segu a peões - á ego
O e ece qualidade isual e elação in ensa e ap azí el com a en ol en e
Inco po a c i é ios de con o o, u ilidade, e gonomia pa a os u en es
Acessibilidade e Mobilidade
O e ece acilidade de mo imen ação, e/ou de a a essamen o e/ou ligação
P omo e a in e ligação dos pad ões de mo imen ação (modos e
pe cu sos)
A en o às expe a i as e necessidades no uso do espaço, sem exclusões
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
39
Di e sidade e
adap abilidade
Flexibilidade pa a adap ação a usos di e sos e a possí eis mudanças
u u as
Compa ibilidade com a escolha de di e en es se iços e equipamen os
P omo e a di e sidade o mal (na u al/a i icial) e al e na i as de
i ência
Robus ez e esis ência
Adequação às solici ações do uso e desgas e e aos elemen os do clima
Adequação à p e enção do andalismo
Adequação ao maio empo ú il de ida possí el, diminuindo a
manu enção
Sus en abilidade
Económica - É iá el no empo, p oduz alo supe io ao consumido
Ambien al - Com pouco impac e ecológico, na cons ução e manu enção
Social - Co esponde às aspi ações e necessidades, p omo e a equidade
Cul u al - Reconhecimen o dos signi icados, com cla eza e consis ência
Quad o 5 - C i é ios pa a a aliação do Espaço Público (B andão, 2008)
Os c i é ios p opos os po Jan Gehl dizem espei o ao espaço público e à sua
conceção do pon o de is a das pessoas, já que es e espaço de e es a enquad ado an o
ao ní el da escala, como dos usos e da sua cons ução. Os c i é ios p opos os pela
DGOTDU incluem a dimensão da sus en abilidade económica, ambien al, social e
cul u al, pois a isão do espaço público de e inclui as p eocupações ambien ais. A
in odução dos elemen os e des az bene ícios an o pa a a cidade (aumen o de
espécies au óc ones, aumen o de espaços e des na cidade, maio embelezamen o da
cidade) como pa a a população, mas ambém de e inclui aspe os económicos po que é
ulc al pe cebe os cus os associados à c iação dos espaços públicos, à sua ges ão e
manu enção.
Pa a além disso, os c i é ios da DGOTDU iden i icam o c i é io da iden idade,
um pon o ulc al nos espaços públicos, uma ez que es es de em es a enquad ados com
as ca a e ís icas do local, apesa de se possí el a in odução de no os usos e de no os
símbolos. Mas é essencial que a população se iden i ique com o local e que seja c iado
um sen imen o de pe ença, o que aduzi -se-á na p o eção e na manu enção do espaço.
É po isso que os espaços públicos não de em se cópias de ou os espaços, es es de em
p i ilegia as ca a e ís icas locais, bem como a comunidade local.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
40
Po im, a DGOTDU inclui o c i é io acessibilidade e mobilidade de ido à
impo ância da ligação dos espaços públicos com os di e en es modos de anspo e,
bem como da p omoção da deslocação em modos sua es. Po an o, es e c i é io
co esponde a um dos pila es undamen ais pa a as cidades sus en á eis, uma ez que
cada ez mais as cidades de e ão p i ilegia a epa ição dos di e en es modos de
anspo e de o ma mais equilib ada.
3.2.3. P ojec o Public Spaces
A o ganização no e-ame icana P ojec o Public Spaces p opõe um diag ama
compos o po qua o aspe os undamen ais pa a o sucesso de um espaço público, ou
seja, as qua o qualidades que a o ganização conside ou como as mais impo an es pa a
a conceção de bons espaços públicos: sociabilidade, usos e a i idades, con o o e
imagem, acessos e ligações.
Figu a X: C i é ios pa a a aliação do Espaço Público
Fon e: DGOTDU (2008:27)
Figu a 20 - Wha Makes a G ea Place?
(PPS, P ojec o Public Spaces, Wha makes a success ul Space?, s.d.)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
41
An es da obse ação e in e p e ação do diag ama ( igu a 20), a o ganização
su ge com uma pe gun a undamen al pa a in e p e a os espaços públicos, as suas
unções e usos: “O que a ai as pessoas?” e a epos a é nos o necida a a és da
obse ação e da capacidade de a ação de um de e minado espaço público. Deco en e
des a pe gun a a o ganização de ine um conjun o de pon os ulc ais pa a a c iação de
bons espaços públicos, nomeadamen e:
Ele ada p opo ção de pessoas em g upos;
P opo ção de mulhe es supe io à média, endo em con a que as mulhe es
endem a se mais sele i as nos espaços que usam;
Pessoas de di e en es idades, o que ge almen e signi ica que o luga
con ém á ias alências pa a di e sos pe íodos do dia. Po exemplo, as
c ianças da idade p é-escola e os seus esponsá eis podem u iliza o
pa que enquan o as ou as pessoas es ão a abalha , assim como os
senio es e os e o mados;
A i idades a iadas;
A eição, median e a obse ação de ges os como so i , beija , ab aça e
cump imen a , a endendo a que é mais a o quando os espaços públicos
são p oblemá icos. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Po an o, os a o es de e minan es pa a a c iação de um bom espaço público
es ão elacionados com: as pessoas que u ilizam o espaço, dando especial a enção às
mulhe es, às c ianças e aos idosos; as a i idades exis en es que pe mi em uma maio
in e ação social e po sua ez mais ida u bana e, po im aspe os senso iais e subje i os
nomeadamen e: a in e ação en e as pessoas a a és de ges os.
Ao ní el do diag ama pa a en ende mos a sua dinâmica de e-se p imei o
imagina que se es á numa ua, numa p aça, num la go e a pa i daí pode a alia -se esse
espaço de aco do com os qua o a ibu os-cha e: sociabilidade, usos e a i idades,
con o o e imagem, acessos e ligações.
A pa i des es qua o a ibu os pode ca a e iza -se, po exemplo, uma p aça de
aco do com os aspe os quali a i os (conside ados como in angí eis) desc i os pa a
cada a ibu o que es ão na segunda co oa. Po im, pode a alia -se uma p aça segundo
aspe os quan i a i os como a axa de c iminalidade, as condições de habi abilidade, o
á ego odo iá io, en e ou os.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
42
Em elação à sociabilidade, um de e minado espaço público de e á e di e sas
ca a e ís icas: se amigá el, in e a i o, di e so do pon o de is a das pessoas que usam o
espaço (mulhe es, idosos, c ianças), com boa izinhança e que as pessoas se sin am
bem- ecebidas.
Ao ní el dos usos e das a i idades, um espaço público de e se : a i o, i al,
ú il, especial e sus en á el. Es es aspe os a ão com que as pessoas se sin am bem a
ealiza uma de e minada a e a e que o espaço ap esen e di e sas a i idades.
O con o o e a imagem es ão ligados às opo unidades que o espaço público
o e ece ao ní el do mobiliá io u bano, ou seja, opo unidades pa a sen a , pa a
caminha . A segu ança e a limpeza são pon os essenciais, p i ilegiam-se espaços que
es ejam limpos, que sejam equen ados mais po mulhe es do que po homens, já que
as mulhe es são mais sele i as e a di e sidade de géne os e de idades num espaço
público ansmi e maio sensação de segu ança.
Po im, os acessos e as ligações co espondem à cone i idade de uma p aça
com a en ol en e bem como a con inuidade desse espaço a a és de achadas
in e essan es que pe mi am que o caminha pelas uas seja uma a i idade segu a e
a a i a. Pa a além des a con inuidade do espaço, a p oximidade e a acessibilidade dos
espaços públicos, es es de em se de ácil lei u a e os di e en es modos de anspo e
de em es a bem a iculados.
Es a me odologia ab ange di e sos aspe os que se de e obse a no espaço
público, uma ez que, in e liga os usuá ios, as a i idades, a cone i idade do espaço e o
seu con o o e imagem. Con udo, es a me odologia oca-se na u ilização e nas
ca a e ís icas quali a i as e senso iais des es espaços e não comp eende a dimensão
ma e ial dos espaços públicos. Enquan o que os c i é ios de Jan Gehl se ocam nos
espaços públicos e na sua conceção à escala humana, os c i é ios da PPS cen am-se na
impo ância de espaços a a i os an o do pon o is a económico como social.
3.2.4. P oje o São Paulo – Cen o Abe o
A abo dagem dos p oje os Cen o Abe o nes e capí ulo su ge da necessidade de
in eg a não só o ganizações, mas ambém um p oje o, onde se possa iden i ica a
me odologia e os c i é ios u ilizados. Es e p oje o es abelece uma boa ligação en e os
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
49
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
1
2
3
4
5
PROTEÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
Ní el de eceio ace ao á ego
P o eção con a o c ime e a iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
Iluminação
Sensação diu na
Sensação no u na
P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis
G au de limpeza
Ní el de poluição (sono a, a mos é ica)
CONFORTO
Opo unidades pa a caminha
Espaços pa a caminha com boas supe ícies
Ausência de obs áculos
Acessí el a odos
Opo unidades pa a pe manece em pé
Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé
Espaços a aen es
Opo unidades pa a se sen a
Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção)
Opo unidades pa a obse a
Vis as obs uídas e in e essan es
Opo unidades pa a ou i e con e sa
Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção)
Ní el de uído
AGRADABILIDADE
Escala
Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana
Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima
Design e p oje o
Elemen os e des e p esença de água
Expe iências senso iais posi i as
Exis ência de somb as
DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos)
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
A i idades ísicas
Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção)
Fachadas
In e essan es, a a i as e di e sas
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
50
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
Acessos aos anspo es públicos
Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade
Coexis ência de di e sos modos de anspo e
Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade
Quad o 6 – Painel de c i é ios quali a i os pa a a aliação do espaço público (Elabo ação p óp ia)
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
INDICADORES
Valo es
PROTECÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
N.º T a essias o a da passadei a
N.º de a essias po ho a
P o eção con a o c ime e a
iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
Pe cen agem de peões
Pe manência média das pessoas po
ho a
Pe cen agem de c ianças, mulhe es e
idosos
DIVERSIDADE DE USOS E
ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e
di e sos)
N.º de es abelecimen os come ciais ao
ní el do és-do-chão
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
N.º de e en os cul u ais
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
Pe cen agem de peões
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
Pe cen agem de ciclis as
Quad o 7 – Painel de c i é ios quan i a i os pa a a aliação do espaço público (Elabo ação p óp ia)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
51
N.º do inqué i o: ______
Da a: ____/____/_____
Ho a: ___:____
Ca a e ização do en e is ado:
1. Faixa e á ia:
Menos de 18 anos 18 – 30 anos 30 – 50 anos 50 – 70 anos + 70 anos
2. Sexo: Feminino Masculino
3. Si uação P o issional:
Es udan e Emp egado Desemp egado Re o mado
4. Local de esidência: _____________________________________________
A i idades desen ol idas:
5. Quais as a i idades que ealiza nes e local:
Sen ado A con e sa A le A come À espe a do au oca o
6. F equen a es e espaço du an e:
Dias ú eis Fins de semana
7. Como se desloca pa a a P aça:
A pé De bicicle a
De anspo es públicos , se sim quais______________________________
De au omó el
A aliação do p oje o:
8. 3 aspe os nega i os an es da in e enção:
______________________________________________________________________
9. 3 aspe os posi i os depois da in e enção:
______________________________________________________________________
10. Pa a além das in e enções oco idas, o que espe a e ealizado:
______________________________________________________________________
11. De 0 a 10 qual é a a aliação pa a a P aça: _______
Especí ico pa a os come cian es:
12. A in e enção e e um e lexo posi i o nas endas:
________________________________________________________________
Inqué i o pa a a aliação das ans o mações oco idas na P aça __________________
“Uma P aça em cada Bai o”
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
52
4. Lisboa:
“Uma P aça em cada Bai o”
A equali icação do espaço público pode se is a como uma ânco a pa a a
egene ação u bana, pa a a ixação da população e pa a a melho ia da qualidade de ida.
Nes e sen ido, a in e enção sob e o espaço u bano de e não só in eg a a componen e
ma e ial (como a ealização de ob as) mas ambém de e inclui a componen e ima e ial
como a ap op iação mul icul u al do espaço, is o que a he e ogeneidade cul u al é um
pon o impo an e no desen ol imen o de uma cidade coesa an o do pon o is a
económico como social e cul u al. (Po ugal, 2004)
Segundo Isabel Gue a “A in e enção sob e o espaço é an o mais posi i a
quan o a mesma acção in eg a em simul âneo as di e en es es e as: a equali icação
do espaço, a o mação p o issional, a ap op iação mul icul u al do espaço, a c iação
de emp ego, e c., po isso eme gem concei os no os en ando aduzi essa in eg ação e
e i o ialização das es e as de ida social: desen ol imen o social u bano,
desen ol imen o in eg ado, desen ol imen o pa icipado, e c.” (Gue a, 2007). Es a
a i mação demons a a impo ância de uma abo dagem in eg ada no desen ol imen o
de espaços públicos com qualidade, que co espondam aos obje i os de inidos pelas
cidades e que se adequem às ca a e ís icas e às necessidades locais.
4.1. Desc ição do P og ama
4.1.1. Obje i os
O p og ama “Uma P aça em cada Bai o” em como inalidade alo iza a
iden idade de Lisboa, como uma Cidade de Bai os (sendo um dos eixos do p og ama
do go e no da cidade de Lisboa 2013/2017), ou seja, p e ende-se que, a pa i de uma
p aça, de um la go, de uma ua se desen ol am espaços de con í io e pon os de
encon o onde se concen am a i idades, emp ego e, pa a al, que se c iem espaços
públicos de excelência.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
53
A isão es a égica de inida pa a o p og ama “Uma P aça em cada Bai o”,
p e ende p omo e a cidade de Lisboa como uma cidade sus en á el, melho ando a
qualidade dos espaços públicos a a és da edução do núme o de eículos, do incen i o
ao uso dos anspo es cole i os e da deslocação em modos sua es. Também se p e ende
desen ol e uma cidade inclusi a onde o espaço público possa se u ilizado po odas as
pessoas e os di e en es modos de anspo e possam coexis i de o ma con o á el e
segu a.
A elabo ação des e p og ama con a com a colabo ação de 24 eguesias pa a
desen ol e espaços públicos de qualidade, in e ligando as emá icas: economia,
anspo es, sociedade e ambien e (obje i os desc i os na igu a 22).
Figu a 22 – Obje i os pa a Lisboa, uma cidade de bai os
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Segundo Manuel Salgado, e eado da Câma a Municipal de Lisboa, é
impo an e a alo ização da cidade de Lisboa como uma cidade de bai os e, pa a que se
conc e ize es a isão, é necessá io p omo e um mix de esidência, emp ego e
comé cio bem como e o ça os equipamen os cole i os e adap a os espaços públicos,
como espaços de cidadania. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Lisboa, uma cidade
de bai os, uma
cidade sus en á el
Ambien al
Redução do uído
Redução da poluição
do a
Mais espaços e des
Mobilidade
Redução do á ego
de au omó el
Modos sua es, pé,
bicicle a, anspo es
elé icos
Espaços de
coexis ência en e os
modos de anspo e
Inclusi a
Espaço público
acessí el a oda
população
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
54
Segundo o Rela ó io Me odológico do p og ama “A p opos a de in e enção
consis e na equali icação de cada uma des as mic ocen alidades aumen ando as
á eas de es a ao a li e o nando-as mais con o á eis e segu as – ala gando
passeios, ins alando esplanadas, plan ando á o es, c iando somb as, ein oduzindo a
água como elemen o da paisagem u bana, a enuando o impac o do á ego au omó el,
– mas igualmen e incen i ando a ins alação de comé cio e equipamen os colec i os de
p oximidade.” (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
O P og ama “Uma P aça em cada Bai o” em como p incipais obje i os:
Melho a a qualidade do espaço público;
Aumen a o espaço des inado pa a os peões e po sua ez o ganiza o
ânsi o au omó el;
P i ilegia a deslocação em modos sua es (a pé e de bicicle a) bem como
a deslocação em anspo es públicos;
P omo e a ap op iação dos espaços públicos, omen ado o sen imen o
de iden idade e pe ença dos espaços públicos, desen ol endo uma
con i ência social nos espaços públicos.
Pa a além da pe ceção des es obje i os, é impo an e enquad a os concei os
u ilizados no p oje o, nomeadamen e: Bai o, Cen alidade e Espaço Público, sendo que
o úl imo concei o oi abo dado no Capí ulo 2.
Bai o – A de inição do concei o de bai os é algo imp eciso e discu í el, uma
ez que não em uma delimi ação e i o ial p ecisa. Con udo, a sua delimi ação pode á
se ei a a a és do consenso en e os habi an es nesse local e os que esidem o a dele.
Pa a a delimi ação dos bai os oi conside ada a e olução his ó ica de Lisboa e a sua
e olução adminis a i a; inse iu-se os bai os como subdi isão das eguesias da cidade
“(…) p e alecendo os p essupos os his ó icos e mo ológicos, o que implicou que alguns
bai os possam pe ence a mais que uma eguesia”. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Cen alidade – As cen alidades cons i uem pon os de impo ância a ní el local.
São pon os de a ação que pola izam pessoas, a i idades, eículos, capi ais e
me cado ias, dado que são zonas de abas ecimen o diá io. Um dos a o es de e minan es
pa a a de inição de uma cen alidade é a acessibilidade, ou seja, a o ma como as
pessoas se deslocam pa a um dado espaço que seja a pé, de bicicle a ou a a és de
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
55
anspo es públicos, sendo que a acessibilidade de e á se assegu ada pa a os
esiden es, mas ambém pa a os isi an es, abalhado es e es udan es.
A in e enção nas cen alidades em como obje i os:
Melho a as acessibilidades e a ci culação pedonal, sendo necessá io
desen ol e uma ede pedonal con ínua segu a, e icaz, mul i uncional e de
acesso uni e sal. Es e obje i o pe mi i á desen ol e uma cidade sem
ba ei as, uma cidade pa a odas as pessoas;
P omo e a mul i uncionalidade dos espaços públicos, a a és da
di e sidade de comé cio e se iços, o que pe mi i á aumen a a in e ação
en e as pessoas;
P omo e a deslocação em modos sua es a a és da p omoção da
deslocação a bicicle a a a és da c iação de mais ciclo ias e da u ilização de
anspo es cole i os;
A icula com o Plano de Acessibilidade Pedonal e a Es a égia da
Câma a Municipal, p omo e a acessibilidade nos p óximos 5 anos.
4.1.2. Me odologia
A elabo ação da me odologia do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” e e
como inspi ações, exemplos de e e ência de in e enção em espaço público como: o
Plaza P og am (New Yo k), o P oje o Cen o Abe o (São Paulo) e a me odologia
desen ol ida pela o ganização
P ojec o Public Spaces.
Os c i é ios e e en es ao
P ojec o Public Spaces
(desc i os no capí ulo 3.2.3.),
colocam uma pe gun a impo an e:
“O que a ai as pessoas?” e a
epos a é ob ida a a és da
obse ação, da sua capacidade de
a ação e da in e p e ação do
espaço de aco do com os a ibu os
disponí eis na igu a 23.
Figu a 23 – Diag ama P ojec o Public Spaces
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
56
Ao ní el do Plaza P og am, desen ol ido na cidade de New Yo k, consis e num
p og ama de e i alização e eno ação dos espaços públicos, onde as en idades sem ins
luc a i os candida am os seus p oje os e a p io idade é dada pa a os locais mais
des a o ecidos. É dada especial impo ância aos g upos comuni á ios po que são es es
que u ilizam, man êm e azem a ges ão do espaço. Es e p og ama em como
p essupos os c ia p aças de bai o em oda a cidade, onde os espaços subu ilizados
passam a se espaços públicos ib an es e o acesso a pé a um espaço público de e se de
15 minu os. (New Yo k Ci y, 2016)
Po im, o p oje o Cen o Abe o, na cidade de São Paulo, (capí ulo 3.2.4.)
consis e num p og ama de ea i ação do espaço público, cen ado na melho ia das
condições de pe manência no espaço público, na melho ia da segu ança dos peões e dos
ciclis as e na maio di e sidade de a i idades económicas, cul u ais e ísicas.
No caso do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” a me odologia aplicada
encon a-se de inida em 3 ases. A p imei a ase ( igu a 24) dedicada à análise
p og amá ica que comp eendeu a análise u bana an o a a és de ca og a ia his ó ica como
de indicado es de desen ol imen o u bano, o que pe mi iu delimi a os bai os e as 30
p a
ças
p io i á ias.
Figu a 24 – Me odologia aplicada na 1ª Fase (adap ado)
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
57
A iden i icação e delimi ação de cen alidades na cidade de Lisboa oi ei a
a a és da u ilização de di e sos indicado es de ca ac e ização (baseados na me odologia da
PPS) como a densidade populacional, a dimensão média da amília, as en es de comé cio,
os pon os de sociabilidade, os edi ícios classi icados, os equipamen os cole i os, as ias e
nós iá ios que pos e io men e o am analisados a a és de um SIG (Sis ema de In o mação
Geog á ica). De seguida, as á eas que se des aca am o am sujei as a uma análise
po meno izada na qual se p ocu a am ja dins, p aças, la gos e uas que aduzissem uma
cen alidade, ealizou-se “o c uzamen o com os bai os an e io men e delimi ados, de modo
a que as cen alidades ossem associadas a um bai o.” (Câma a Municipal de Lisboa,
2015)
A segunda ase oi dedicada à pa icipação pública, onde oi essencial ecolhe
os con ibu os da população pa a que osse possí el inclui os con ibu os no p oje o. É
nes a ase que é ei a a ap esen ação da me odologia bem como das p opos as e dos
p oje os.
A ase de p oje o e de ob a é a úl ima ase que co esponde à ap esen ação
pública dos p oje os e ao lançamen o das emp ei adas que inicia á ainda es e ano.
Figu a 25 – 3 ase do P oje o - Me odologia (adap ado)
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
58
4.2. Caso de es udo: Picoas e Saldanha
A escolha da P aça Duque de Saldanha e de Picoas pa a a aplicação dos c i é ios
pa a a a aliação da qualidade do espaço público deco e da impo ância des a á ea no
âmbi o do p og ama. Es a á ea az pa e do eixo es u u an e do p oje o, nomeadamen e
Ma quês de Pombal-En ecampos e, pa a al, su ge a necessidade de aplica os
indicado es pa a a a aliação das ans o mações em espaço público.
A P aça Duque de Saldanha e de Picoas ap esen am-se como espaços de
cha nei a en e as eguesias das A enidas No as e de A oios e cons i uem-se como
eixos es u u an es no âmbi o do P og ama “Uma P aça em cada Bai o”. Ambas são
ca a e izadas pela o e p esença de unções e ciá ias e do comé cio.
Picoas e a P aça Duque de Saldanha ap esen am pon os o es, como a ele ada
concen ação de unções e ciá ias, a exis ência de uma boa ede de anspo es
públicos (p oximidade com a es ação e o iá ia de En ecampos, ligação com as linhas
de me o – Picoas, Saldanha, ligação com a ede da Ca is), a boa localização des a á ea
ace à en ol en e e o ele ado po encial da ans o mação do local pa a um espaço
com qualidade e exemplo de boas p á icas em espaço público.
Os pon os acos encon am-se associados ao ele ado á ego au omó el e à
localização de di e sas á eas pa a o es acionamen o de au omó eis, o que con ibui pa a
a edução do espaço dos peões, o que, desde já, c ia um con li o de in e esses pelo
espaço e a poluição a mos é ica e sono a que ad ém da u ilização pouco sus en á el dos
au omó eis. O sen imen o de insegu ança ace ao á ego au omó el e a p io ização
dos au omó eis ace aos peões (aspe o isí el nos momen os de a a essamen o das
passadei as, onde o empo é bas an e limi ado e ap esen a como um en a e pa a as
pessoas com mobilidade eduzida).
Após o le an amen o de alhado de in o mações, po pa e da Câma a, que
supo assem as p opos as, e i icou-se que os p incipais p oblemas dizem espei o à
acessibilidade, ao mobiliá io u bano (bancos), ao ânsi o au omó el e es acionamen o,
às ca gas e desca gas, à limpeza de uas e ja dins, aos ecopon os e aos pa ques in an is.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
65
Quad o 8 - Obje i os pa a a equali icação de Picoas (adap ado)
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
É pe ce í el que em Picoas, não se á ei a somen e a ans o mação do espaço
pedonal, a equali icação em Picoas comp eende á ambém uma ans o mação na
ci culação au omó el, na alo ização do papel de in e ace des e local e na ligação
des a á ea com a en ol en e que pe mi i á po encia ainda mais o local, uma ez que
concen a um g ande núme o de unções e se iços.
Segundo o a qui e o Ped o Dinis, a eo ganização do ânsi o se á ei a a a és
da eliminação da i agem à esque da pa a a Rua La ino Coelho po que o maio luxo de
eículos é de No e pa a Sul. Es a al e ação es a á associada a duas in e enções, uma
em que a ci culação na o unda do Saldanha se á mais ápida e a ou a ligada à c iação
de dois sen idos na Rua Tomás Ribei o. Pa a além disso, a ci culação em en e ao
Picoas Plaza na Rua Vi ia o se á al e ada de modo a man e o sen ido descenden e e
con e endo o ou o sen ido numa á ea pedonal. (Soa es, 2015)
Concen a o seu papel de in e ace, a a és da elocalização das pa agens da A . Fon es Pe ei a de
Melo/Picoas.
Obje i os especí icos, Picoas:
Reo ganiza o es acionamen o de mo ociclos jun o ao edi ício da Po ugal Telecom
Requali ica a ligação pedonal com a P aça José Fon ana e Liceu Camões
C ia 2 sen idos na Rua Tomás Ribei o
Elimina a ia de i agem à esque da em en e ao Fó um Picoas
Aumen a a á ea pedonal em en e do Fó um Picoas e Cen o Come cial Ima iz
Obje i os especí icos, A enida Fon es Pe ei a Melo:
C ia um sepa ado cen al
C ia um co edo de á o es ao longo dos passeios
Da con inuidade à ciclo ia
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
66
4.2.1.1. Picoas – aplicação dos c i é ios de qualidade do espaço público
De aco do com os obje i os de inidos é possí el simula esul ados com a
in e enção em Picoas. A a aliação da qualidade dos espaços públicos e á em con a os
5 c i é ios de inido no subcapí ulo 3.3..
A simulação i á iden i ica pon os ulc ais das in e enções e de e mina o
sucesso dos espaços públicos. Con udo, a ges ão de p oximidade e uma ligação
equilib ada en e as componen es ha dwa e (ob as) e so wa e (ges ão do espaço po
pa e da população e dos écnicos) pe mi i á uma a aliação mais igo osa dos p ocessos.
A cons an e moni o ização pe mi i á encon a os p incipais pon os posi i os da
equali icação e e i a conclusões impo an es pa a as p óximas in e enções.
As in e enções em Picoas e ão como p incipais esul ados a:
Melho ia da qualidade do espaço pedonal, das condições de
a a essamen o a a és da eliminação do es acionamen o de eículos
(au omó eis e mo ociclos);
Melho ia das condições de pe manência pa a as pessoas;
Aumen o de espaços e des;
C iação da pis a ciclá el que pe mi i á liga desde A enida Fon e Pe ei a
Melo a é à P aça Duque de Saldanha.
A pa i da isualização das igu as 30 e 31 e da aplicação dos c i é ios de
a aliação da qualidade do espaço público
6
numa si uação de simulação, é pe ce í el a
melho ia do espaço sob e udo na qualidade pa a os peões, is o que o espaço des inado
pa a os peões se encon a ocupado pelo es acionamen o an o de eículos ligei os como
de mo ociclos.
Os c i é ios de con o o e de p o eção são os que ap esen am melho ias mais
no ó ias: a in odução de elemen os e des pe mi e embeleza o local, c ia á eas de
somb a e sepa a as aixas de odagem. A c iação da ciclo ia e a sua ligação com a
P aça Duque de Saldanha é um dos pon os o es da equali icação, uma ez que
pe mi e a expansão da ciclo ia e e o ça uma das es a égias do município de Lisboa.
O aumen o das a i idades económicas encon a-se associado à e alo ização dos
espaços azios, is o se em ecu sos do men es na A enida.
6
Ve Anexo 2, quad o 16: painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
67
As in e enções em espaço público não só azem bene ícios pa a a qualidade do
espaço público (nomeadamen e locais pa a es a , sen a , a o ganização do espaço, e c.)
mas ambém p omo em dinamismo económico do local. Um dos e ei os que se
e i icou na cidade de São Paulo oi a melho ia da en ol en e, an o do pon o de is a
es é ico como da o e a de a i idades. Face às in e enções ealizadas é possí el que os
espaços que se encon am azios possam se ocupados, como consequência das
melho ias no espaço público.
O seguin e quad o 9 sin e iza a in o mação ela i a à aplicação dos c i é ios pa a
a a aliação da qualidade do espaço público an o do pon o de is a quali a i o como
quan i a i o.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
68
Requali icação em Picoas
Simulação dos esul ados
C i é ios
P incipais al e ações
A aliação
(1 a 5)
Quali a i o
Quan i a i o
Valo es
P o eção
4
Melho ia nas condições de a a essamen o ao localiza as
passadei as de uma o ma mais simples e di e a, o que ge a
um sen imen o de segu ança
N.º T a essias o a da passadei a
N.º de a essias po ho a
Maio in e ação social e i ência u bana omen ada pela
c iação de mais espaços pa a as pessoas, especialmen e
jun o ao edi ício da PT e do cen o come cial Ima iz
Pe cen agem de peões
Pe manência média das pessoas po ho a
Pe cen agem de c ianças, mulhe es e idosos
Con o o
4
Diminuição do ní el de uído, associado à p esença de
ege ação ao longo da a enida e da eo ganização do
ânsi o
Melho ia das condições de pe manência: locais pa a es a ,
sen a , le , obse a o espaço
Aumen o do espaço pedonal
Bons espaços pa a caminha a en o às necessidades da
população (acessibilidade uni e sal sem obs áculos)
Melho ia dos passeios em e mos da dimensão, da qualidade
da calçada e do ebaixamen o do passeio jun o às
passadei as
Maio legibilidade do espaço em en e ao cen o come cial
Ima iz a a és da eliminação do es acionamen o
Ag adabilidade
4
Mais espaços com somb a a o ecidos pela in odução de
elemen os e des
Embelezamen o do local a a és da ege ação, o que o na o
espaço mais ag adá el
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
69
C iação de um co edo e de jun o aos passeios e no
sepa ado cen al
Di e sidade de usos e a i idades
3
Aumen o de a i idades económicas
N.º de es abelecimen os come ciais
22
Ausência de a i idades cul u ais, o que é comp eensí el
ace às ca a e ís icas do local
N.º de e en os cul u ais
0
In odução de a i idades ísicas com a ciclo ia
Acessibilidade e Mobilidade
4
In odução de uma ciclo ia, o que pe mi e a c iação de uma
ede ciclá el con ínua
Pe cen agem de ciclis as
Uni o mização dos passeios (qualidade e dimensão)
Pe cen agem de peões
Espaço acessí el a odos a a és da eliminação de
obs áculos
Melho ia da qualidade dos momen os de espe a dos
anspo es públicos
Coexis ência segu a e con o á el en e os di e en es modos
de anspo e e a deslocação em modos sua es
Quad o 9 – Simulação da aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público - Picoas
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
70
Figu a 32 - P opos a p elimina pa a Picoas
Fon e - (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Figu a 31 - Si uação a ual em Picoas
Fon e: (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Figu a 30 - Si uação após as in e enções em Picoas
Fon e - (Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
71
4.2.2. P aça Duque de Saldanha
A P aça do Duque de Saldanha ap esen a di e sas ca a e ís icas posi i as ais
como: o ele ado luxo de pessoas associado à localização de esc i ó ios na en ol en e, a
exis ência de dois cen os come ciais: A ium Saldanha e Monumen al e a boa ligação
de
an
spo
es
púb
lico
s
que
ge a
m
aind
a
mais
iagen
s.
De aco do com a igu a 33 é isí el que o espaço em edo da P aça se encon a
ocupado, sal o a exis ência de um edi ício de olu o e de um espaço que se encon a sem
qualque ipo de a i idade.
O espaço não o e ece condições de pe manência na P aça, uma ez que es a se
encon a subjugada ao es acionamen o dos au omó eis e, à p aça de áxis, o que não
ansmi e o de ido concei o de p aça, como um espaço de encon o que concen a
a i idades económicas e é ambém um es emunho da his ó ia da cidade. (Mo a, 2009)
Es e espaço ap esen a di e sas po encialidades po que é um espaço abe o e
a ejado e, a dimensão da P aça é um ecu so que se encon a sub alo izado, uma ez
que se e somen e como espaço pa a ci culação de pessoas, de anspo es cole i os e
p i ados. Um dos obje i os do p og ama é a alo ização des a á ea com a c iação de
Figu a 33 - Le an amen o uncional (ao ní el do és-do-chão) na P aça Duque de Saldanha
(Elabo ação p óp ia)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
72
espaços pa a es a , sen a , ou i , obse a , e c., o que o o na á ainda mais ap azí el,
boni o, con o á el e segu o.
Es a po encialidade pe mi e dis ingui os obje i os de inidos pa a Picoas e
Saldanha. Enquan o em Picoas um dos obje i os se á a c iação de um espaço mais
segu o pa a o peões e ciclis as, onde os di e sos modos de anspo e pode ão coexis i
de o ma equilib ada e segu a. Na P aça Duque de Saldanha, os obje i os co espondem
à melho ia da expe iência das pessoas na P aça pe mi indo que haja espaços pa a
esplanadas, pa a es a , espaços e des e calçadas ebaixadas, is o que o município de
Lisboa em po obje i o o na -se uma cidade inclusi a, segu a e acessí el. Melho a a
qualidade das ligações pedonais se á undamen al bem como assegu a que os
a a essamen os sejam cada ez mais segu os e legí eis.
Deco en e da pa icipação da população a a és da in e ne , a igu a 34
ap esen a uma sín ese das suges ões da população, que é possí el di idi em ês
g andes g upos: o espaço público, os anspo es e a mobilidade. As p eocupações da
população e le em a impo ância que os espaços públicos exe cem sob e a sua
qualidade de ida, a u gência da c iação de espaços onde as pessoas possam des u a
do clima e das a i idades localizadas na P aça.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
73
A a és da aplicação dos c i é ios pa a a alia a qualidade da P aça Duque
de Saldanha
7
pe cebemos que o c i é io de con o o é o que ap esen a mais agilidades,
especi icamen e nas opo unidades pa a es a , sen a , obse a e pe manece em pé
apesa de ap esen a bons espaços pa a caminha (dimensão e qualidade da calçada)
apesa do espaço exis en e se ocupado pelo es acionamen o dos au omó eis. O ní el de
uído é um pon o nega i o, sendo um dado ligado ao ele ado á ego de au omó eis e à
al a de ci ismo dos condu o es.
Ao ní el de p o eção, os pon os posi i os es ão ligados ao ac o de a P aça se
um espaço mui o mo imen ado po di e sos ipos de pessoas, o que ansmi e uma
sensação de segu ança e de ap azibilidade. Os pon os nega i os encon am-se
elacionados com o ní el de eceio ace ao á ego, es a á ea em uma ci culação
bas an e ele ada e, po ezes, a deslocação dos peões pode á não se ei a com a melho
segu ança possí el. A deslocação na P aça, po ezes, não é ei a da o ma mais
in eligen e, ou seja, as ligações não são ei as de o ma di e a e con ínua e o empo de
7
Ve no Anexo 3, quad o18: painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público.
Figu a 34 - Sín ese das suges ões da população pa a a P aça Duque de Saldanha
(Câma a Municipal de Lisboa, 2015)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
74
a a essamen o nas passadei as não é adequado pa a pessoas idosas ou com mobilidade
eduzida.
Em elação ao c i é io da ag adabilidade, e i ica-se que o e ece poucas
opo unidades de somb a e, quando su gem, co espondem à somb a dos edi ícios e não
das á o es. A exis ência de espaços e des é um pon o aco, dado que as á o es
exis en es se localizam somen e na p aça de áxis, sendo uma po encialidade a se
explo ada is o que a P aça ap esen a condições pa a o aumen o do espaço e de.
A di e sidade de a i idades económicas é uma mais- alia des a P aça, a
localização dos dois cen os come ciais na P aça az com que haja mais mo imen o e
que o espaço seja mais i ido. Con udo, a al a de espaços de esplanada e de bancos
cons i uem-se como pon os acos, uma ez que não são ap o ei adas as dimensões da
P aça pa a a p omoção de uma maio in e ação social (e en os cul u ais) e, po
consequência, maio i ência u bana.
Ao ní el da acessibilidade e mobilidade, o acesso a anspo es públicos e a
coexis ência de di e sos modos de anspo e (au oca o, me o, áxis) ap esen am-se
como pon os o es, uma ez que a á ea é se ida po uma boa ede de anspo es
públicos.
A qualidade das ciclo ias é um pon o que não é explo ado nes as á eas, mas
u u amen e i á cons i ui -se como pa e in eg an e da ede de ciclo ia e que pe mi i á
liga à A enida Duque de Á ila (A enida que se iu de inspi ação pa a o P og ama).
Os obje i os pa a a equali icação da P aça Duque de Saldanha (quad o 10)
es ão elacionados com a melho ia do espaço público, o en ol imen o da população na
equali icação da á ea, a melho ia das condições de acessibilidade e mobilidade den o
da P aça e com a e ol en e.
Requali icação da P aça Duque de Saldanha
Obje i os ge ais:
Aumen a o espaço pedonal de es adia p incipal jun o ao edi icado;
Pe mi i á eas de esplanadas;
Po encia o e ei o cénico da P aça no ema e u bano da A enida da República;
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
81
4.2.3. Resul ados e Discussão
De um modo ge al, as in e enções e ão um e ei o bené ico an o em Picoas
como na P aça Duque de Saldanha, uma ez que ambas pe mi i ão de ol e as uas e,
as p aças às pessoas, a a és da edução do con li o en e o á ego odo iá io, que
pe mi i á melho a as condições de con o o e sob e udo de segu ança, is o que são
á eas com g ande luxo de pessoas.
A in odução de no as a i idades, em especial na P aça Duque de Saldanha,
pe mi i á uma maio in e ação en e as pessoas, uma ez que se ão c iadas melho es
condições de pe manência na P aça. Es as no as a i idades pe mi i ão o p olongamen o
da pe manência no espaço, o que i á desen ol e um ambien e segu o e com ida
u bana.
A eo ganização do ânsi o au omó el pe mi i á libe a um espaço essencial
pa a as pessoas, a ans o mação des es espaços se i á como on e de inspi ação pa a
os es an es p oje os na cidade de Lisboa. A coexis ência equilib ada en e os di e sos
modos de anspo e é uma mais- alia pa a os p oje os em espaço público po que es es
de em se de ácil acesso pa a oda a população.
Pa a além da conc e ização dos obje i os p e is os nas duas á eas, é essencial
que a edução do es acionamen o e do possí el á ego de au omó eis seja ei a a a és
de uma epa ição modal mais equilib ada, is o é, p omo e a u ilização dos anspo es
públicos e desincen i a o uso do anspo e p i ado. A c iação de bolsas de
es acionamen o na pe i e ia pe mi i á que as pessoas deixem os ca os e que e e uem o
es o da iagem em anspo e público.
A c iação da ciclo ia é um passo impo an e pa a o desen ol imen o de uma
cidade acessí el, sus en á el e esilien e.
Pa a além das in e enções, é essencial e i a ensinamen os pa a que possí eis
e os não sejam eaplicados e que se pe ceba quais os pon os sensí eis quando oco em
ans o mações em espaço público.
Ao ní el da aplicação dos c i é ios, um dos p incipais pon os posi i os é a
capacidade de obse a o espaço público em di e sas componen es, ais como: o
con o o, a p o eção, a ag adabilidade, a di e sidade de usos e a i idades e, po im, a
acessibilidade e mobilidade. A necessidade de o na os c i é ios de Jan Gehl mais
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
82
obus os es á associada à necessidade de obse a mos os espaços públicos de uma
o ma mais ab angen e, uma ez que o sucesso des es não es á só elacionado com o
con o o pa a se es a sen ado ou a le ou a esc e e , mas pela p esença ambém de
a i idades que económicas, cul u ais e sociais que en iquecem os espaços públicos.
De um modo ge al, os c i é ios são de ácil aplicação e comp eensão, es es
pe mi em uma lei u a as a dos espaços públicos an o do pon o de is a da sua
conceção, como da pe ceção das pessoas ace às al e ações que oco em nos mesmos.
Um dos pon os ulc ais que de e minam a aplicabilidade dos c i é ios
quan i a i os é a ges ão de p oximidade dos espaços públicos, uma ez que es a
in o mação implica uma obse ação con ínua do e i ó io. Es e é, sem dú ida, um dos
pon os onde pode ão su gi p oblemas, mas que simul aneamen e exe ce um papel
mui o in e essan e na obse ação dos espaços. A conc e ização e sucesso da aplicação
dos c i é ios quan i a i os se á de inida a a és do en ol imen o de um g upo de
abalho que numa ase inicial i á comp eende as di e en es pe spe i as da população
ace às in e enções.
A ges ão e icien e e de p oximidade pe mi i á i a o máximo pa ido da
equali icação, sendo que uma das ases mais impo an es nes as in e enções em
espaço público é a sua cons an e p omoção, ou seja, a cons an e manu enção e ges ão
que pode á se ei a pela população local, o que i á po encia o sen imen o de pe ença.
A aplicação do painel de c i é ios an o quan i a i os como quali a i os pe mi e
uma a aliação ab angen e das in e enções, is o que es es não só pe mi em a alia a
si uação a ual, mas ambém a e olução das in e enções e os e ei os sob e o e i ó io e
as pessoas. A cons an e moni o ização das in e enções é uma mais- alia pa a o
p og ama is o que es as á eas azem pa e do eixo es u u an e do p og ama e pa a al a
aplicação des e mé odo de abalho pe mi i á e i a conclusões undamen ais pa a as
in e enções em espaço público e con ibui á pa a a eaplicação em ou as in e enções
com um meno g au de e o.
Tan o nas cidades de No a Io que como de São Paulo, a ges ão de p oximidade
su giu como um elemen o undamen al pa a a conc e ização de bons espaços públicos.
A pa i des a lei u a e da expe iência des as cidades é in e essan e ag egá-lo à cidade de
Lisboa.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
83
Os quad os 12 e 13 ap esen am uma sín ese da aplicação dos c i é ios nas
in e enções em Picoas e na P aça Duque de Saldanha. Es a lei u a pe mi e obse a os
p incipais e ei os sob e as á eas in e encionadas, onde á ei a a compa ação en e a
si uação a ual e a simulação dos possí eis esul ados.
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
84
Picoas
C i é ios
Si uação A ual
Simulação
A aliação
(1 a 5)
P incipais ca a e ís icas
A aliação
(1 a 5)
P incipais mudanças
P o eção
3
Ní el de eceio ace ao á ego exis en e
4
Melho ia nas condições de a a essamen o na localização das
passadei as de uma o ma mais simples e di e a, o que
p opo ciona um maio sen imen o de segu ança
Tempo de a a essamen o não é adequado pa a
pessoas idosas ou com mobilidade eduzida.
Ambien e cheio de pessoas
Maio in e ação social associada à c iação de mais espaços
pa a as pessoas, especialmen e jun o ao edi ício da PT e do
Cen o Come cial Ima iz
Con o o
2
O espaço não o e ece quaisque condições pa a
se sen a , es a ou pe manece em pé
4
C iação de espaços pa a sen a , es a e pe manece em pé.
Espaço pouco legí el, sob e udo em en e ao
Ho el She a on e o Cen o Come cial Ima iz
Eliminação do es acionamen o em en e ao cen o come cial
Ima iz, o que con ibuiu pa a a c iação de um espaço mais
a a i o, legí el e con o á el pa a os peões
Jun o ao edi ício da PT pa e do passeio em
como p incipal unção o es acionamen o de
mo ociclos e po ezes as pessoas andam jun o à
es ada
Eliminação do es acionamen o de mo ociclos e
ans o mação de um espaço ag adá el pa a caminha , es a
ou sen a
Os passeios não se encon am ebaixados jun o
às passadei as e não p opo cionam uma
deslocação ácil e sem obs áculos.
Uni o mização dos passeios a a és da eliminação de
obs áculos como po exemplo: ebaixamen o dos passeios
jun o às passadei as
Ele ado uído deco en e do á ego exis en e e
do pouco ci ismo dos condu o es
Diminuição do ní el de uído, ligado à p esença de ege ação
ao longo da a enida e à eo ganização do ânsi o
Ag adabilidade
2
Poucos espaços e des (exce o pe o do edi ício
da Meo)
4
In odução de espaços e des ao longo dos passeios e no
sepa ado cen al, o que pe mi e uni o miza a paisagem ao
longo da A enida a é à P aça Duque de Saldanha
Fal a de espaços com somb a
Mais espaços com somb a a o ecidos pela in odução de
elemen os e des
Edi ícios poucos adequados à escala humana
Ca a e ís ica in ínseca ao local que não pode á se al e ada,
a melho ia da expe iência no local se á induzida pela c iação
de espaços pa a es a , sen a , con e sa , en e ou os
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
85
Di e sidade de usos e
a i idades
2
Quase odos os edi ícios ao ní el do és-do-chão
encon am-se ocupados com a i idades ligadas
ao comé cio e/ou aos se iços.
3
Aumen o das a i idades económicas associado à ocupação de
odos os edi ícios ao ní el do és-do-chão
Fachadas pouco in e essan es
Melho ia da qualidade das achadas induzido pelas mudanças
na A enida e em Picoas
Ausência de a i idades ísicas
A in odução de a i idades ísicas es á ligada à p esença de
uma ciclo ia
Ausência de a i idades cul u ais
Em pa e, a ausência de a i idades cul u ais es á ligada às
ca a e ís icas do local e em con o midade com a escala
humana. A equali icação em Picoas passa pela melho ia da
qualidade pedonal e da a iculação en e os di e sos modos
de anspo e
Acessibilidade e
Mobilidade
2
Boa ligação com os anspo es públicos
4
Re o ço da deslocação em modos sua es a a és da c iação
da ciclo ia, o que pe mi e uma boa in e ligação en e os
di e en es modos de anspo e
Ausência de uma ciclo ia
Exis ência de uma ciclo ia que pe mi e a con inuação da
ciclo ia desde da A enida Fon es Pe ei a de Melo a é à P aça
Duque de Saldanha
Qualidade das ligações pedonais não é bem
a aliada de ido à dimensão dos passeios e à
exis ência de obs áculos
Uni o mização dos passeios a a és da eliminação de
obs áculos pa a que odas as pessoas possam ci cula de
o ma con o á el e segu a
Con li o do espaço pelos peões e os eículos
p i ados
Eliminação do es acionamen o jun o ao edi ício da PT e do
Cen o Come cial Ima iz e c iação de um espaço pedonal
com qualidade, onde os di e sos modos de anspo e
con i em de o ma segu a
Quad o 12 – Quad o sín ese nas in e enções em Picoas (si uação a ual e simulação das in e enções) (Elabo ação p óp ia)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
86
P aça Duque de Saldanha
C i é ios
Si uação A ual
Simulação
A aliação
(1 a 5)
P incipais ca a e ís icas
A aliação
(1 a 5)
P incipais mudanças
P o eção
3
Ní el de eceio ace ao á ego po que es a á ea em uma
ci culação bas an e ele ada e po ezes a ci culação dos
peões não é ei a com a melho segu ança possí el
4
Redução do ní el de eceio ace ao á ego
ligado à eo ganização do ânsi o (eliminação
da p aça de áxis, do es acionamen o na P aça
e do co e da ligação da A enida P aia da
Vi ó ia à P aça Duque de Saldanha)
Deslocação na P aça não é ei a de o ma di e a e
con ínua
Deslocação mais ácil a a és da c iação de
passadei as de o ma con ínua e di e a
Tempo de a a essamen o não é adequado pa a pessoas
idosas ou com mobilidade eduzida.
Aumen o do empo de a a essamen o de
o ma a o na o espaço segu o e acessí el
pa a odas as pessoas
Di e sidade económica ligada à p esença de dois cen os
come ciais (A ium e Monumen al) e nos es an es
edi ícios, ao ní el do és-do-chão encon am-se ocupados
com comé cio e se iços
A di e sidade económica é omen ada ainda
mais pela c iação de espaços pa a esplanada, o
que pe mi e aumen a o luxo de pessoas, o
sen imen o de segu ança e as a i idades
disponí eis
Ele ado luxo de pessoas ligado aos esc i ó ios e aos dois
cen os come ciais
Aumen o do luxo de pessoas associado à
c iação de uma p aça a a i a, segu a,
con o á el, di e sa an o do pon o de is a
social com económico
Con o o
2
O espaço não o e ece condições de pe manência na P aça
4
C iação de espaços pa a es adia, colocação de
mobiliá io u bano con o á el e adequado ao
local. A c iação de á eas de esplanada pe mi e
o aumen o de espaços pa a es a e sen a .
O espaço não p opo ciona uma deslocação ácil e sem
obs áculos.
Aumen o do espaço pedonal e acessí el a
odas as pessoas (eliminação dos obs áculos
como o ebaixamen o dos passeios jun o às
passadei as)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
87
A P aça encon a-se subjugada ao es acionamen o dos
au omó eis e à p aça de áxis
Eliminação do es acionamen o na P aça e
elocalização da p aça de áxis pa a a A enida
P aia da Vi ó ia
Ele ado uído
Redução do ní el do uído associado à
eo ganização do ânsi o
Ag adabilidade
3
O espaço ap esen a di e sas po encialidades po que é um
espaço abe o e a ejado, a dimensão da P aça é um
ecu so que se encon a sub alo izado
4
Valo ização da dimensão do espaço a a és de
uma ges ão e icien e e di ecionada pa a as
pessoas que pela eliminação do
es acionamen o na P aça que pela melho ia
do espaço pedonal
Poucas opo unidades de somb a
O aumen o de espaços e des em in luencias
posi i as na c iação de locais com somb a o
que o na a expe iência na p aça mais
ag adá el
As á o es exis en es encon am-se somen e na p aça de
áxis
In odução de elemen os e des em o no da
p aça de o ma a c ia um espaço ag adá el e
um co edo e de desde da A enida Fon es
Pe ei a de Melo
Di e sidade de usos e a i idades
2
Di e sidade de a i idades económicas (localização de
dois cen os come ciais) e se iços
4
Pa a além das a i idades exis en es que já são
uma mais alia na P aça, a c iação de espaços
pa a esplanadas aumen a as suas a i idades,
e o ça o luxo de pessoas exis en e e
con ibuiu pa a o ala gamen o das ho as de
es adia na P aça
Ausência de a i idades ísicas e cul u ais
Possibilidade de ealiza em a i idades
cul u ais is o que a P aça ap esen a uma boa
dimensão, es a opção i ia in oduzi uma no a
a i idade e po sua ez as ho as de u ilização
da P aça se ia aumen ada
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
88
Acessibilidade e Mobilidade
3
Boa ligação com os anspo es públicos
4
Pa a além da boa ligação com os anspo es
públicos, a p omoção da deslocação em
modos sua es é uma mais alia
Ausência de uma ciclo ia
Exis ência de uma ciclo ia que pe mi e a
c iação de uma ligação di e a e con ínua com
Picoas e a A enida Duque de Á ila
Espaço não é acessí el a odos, obs áculos
Melho ia da qualidade pedonal a a és da
eliminação de obs áculos e na c iação de uma
lei u a mais ácil, segu a e con o á el do
espaço
Quad o 13 - Quad o sín ese nas in e enções na P aça Duque de Saldanha (si uação a ual e simulação das in e enções) (Elabo ação p óp ia)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
89
5. Re lexão c í ica e conclusões
Os espaços públicos de em se espaços con o á eis, segu os, a a i os, di e sos
e ú eis. Es as ca a e ís icas são undamen ais pa a qualque espaço público e quando
oco em ans o mações em espaço público, es as de e ão con empla odas as
ca a e ís icas que con ibuem pa a a cons ução de bons espaços públicos. A c iação dos
mesmos em implíci a a ligação de di e sas componen es como: a iabilidade
económica do p oje o, a me odologia ado ada pa a o desenho do espaço público e a
adequação do p oje o ao con ex o local.
Con udo, a equali icação dos espaços públicos não de e á deco e somen e da
ealização de ob as, de e á inclui a pa icipação da população, uma ez que as
in e enções em espaço público in e e em na dinâmica económica, social e cul u al de
uma cidade.
Segundo Po as “Os p ojec os de in e enção u bana de e ão se
necessa iamen e in eg ados, sis emá icos, pa icipados, equilib ados socialmen e e
a aliados” (Po as & Rod igues, 2008). Es a a i mação e o ça a impo ância de uma
abo dagem in eg ada e pa icipada na elabo ação de p oje os e na ges ão dos espaços
públicos.
O sucesso dos espaços públicos é de e minado pela qualidade do espaço, an o
do pon o de is a es é ico, como do pon o de is a do con o o, mas ambém pelos usos
e unções que esse espaço dispõe pa a a população. Quando a c iação de espaços
públicos se p eocupa com a componen e es é ica, a a és de me as ob as de
embelezamen o da cidade e não com a u ilidade do espaço, pode ão su i e ei os
nega i os como: a inadequação com a en ol en e, a al a de dinamismo social e
cul u al, o abandono desses espaços, uma ez que as pessoas não se iden i icam com o
local. Po ezes, a al a de in eg ação dos espaços públicos, o a associados ao pouco
alo p á ico, o a à exis ência de signi icados não pe cebidos, pode á esul a numa
u ilização aquém das expec a i as e “a desadequação e idencia-se com o empo.”
(B andão, 2008)
Cada ez mais pe cebe-se que o desen ol imen o de es a égicas pa a a
equali icação das cidades e, especi icamen e, dos espaços públicos passa de uma
abo dagem se o ial pa a uma abo dagem in eg ada e, pa a al, é necessá io muda a
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
90
consciência da população, ou seja, é necessá io desen ol e uma cul u a de e i ó io
que pe mi i á en ol e a população no bai o onde i e e, o mais essencial, aze com
que as pessoas i am as cidades e des u em de odas as suas alências.
A pa da abo dagem in eg ada, onde é dada igual impo ância à componen e
ma e ial como ima e ial, pode-se associá-la, sem dú ida, a uma das mais- alias do
P og ama “Uma P aça em cada Bai o”. Ao longo do abalho pe cebe-se que uma das
componen es mais aliosas na equali icação do espaço público, é a ges ão de
p oximidade e a capacidade de e i a ensinamen os com as in e enções ealizadas,
como o ma de melho a /ajus a as me odologias aos obje i os p essupos os. Pa a al,
conside a-se que a ges ão de p oximidade e á e lexos posi i os no P og ama “Uma
P aça em cada Bai o”, is o que a cons an e moni o ização pe mi i á a alia a
qualidade das in e enções e os e lexos na dinâmica social, cul u al, económica e
ambien al.
A ges ão de p oximidade i á pe mi i , que os p ocessos de equali icação de
espaços públicos sejam mais obus os e p oduzam ainda melho es esul ados, uma ez
que é se pode conside a como um dos pon os undamen ais na a aliação da sua
qualidade.
A cons i uição de g upos de abalho se á undamen al pa a a moni o ização das
in e enções e dos e ei os deco en e dos mesmos. A moni o ização não pe mi i á só
a alia e pe cebe o impac o das in e enções, mas ambém con ibui á pa a a aquisição
de in o mação ela i amen e aos momen os an es, du an e e após as in e enções. O
pos e io a amen o da in o mação pe mi i á elabo a um conjun o de indicado es, pa a
além dos desen ol idos no deco e do abalho, e com a aplicação dos inqué i os na
ase inal das in e enções es a -se-á em condições de a alia o g au de sucesso das
in e enções an o em Picoas com na P aça Duque de Saldanha.
Es e é um dos caminhos que a disse ação pode á segui , uma ez que ap esen a
uma abo dagem di e en e ela i amen e às in e enções em espaço público, es a
abo dagem encon a-se assen e na a aliação con ínua dos p ocessos apoiados po
di e sos elemen os como o painel de c i é ios e inqué i os.
De um modo ge al, os obje i os de inidos o am cump idos, a pe ceção do que
são espaços públicos, bem com a pe ceção dos c i é ios que pe mi em a alia os espaços
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
iii
Figu a 39 - Caixa de e amen as pa a a i idades quo idianas, ins alações e se iços públicos (P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
i
Figu a 40 - Caixa de e amen as pa a bancos e sinalização, iluminação e a e pública (P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
Figu a 41 - Caixa de e amen as pa a in e enções lúdicas e sinalização ho izon al (P e ei u a de São Paulo, 2014)
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
i
2. Painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público -
Picoas
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
ii
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
1
2
3
4
5
PROTEÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
x
Ní el de eceio ace ao á ego
x
P o eção con a o c ime e a iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
x
Iluminação
x
Sensação diu na
x
Sensação no u na
x
P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis
G au de limpeza
x
Ní el de poluição (sono a, a mos é ica)
x
CONFORTO
Opo unidades pa a caminha
Espaços pa a caminha com boas supe ícies
x
Ausência de obs áculos
x
Acessí el a odos
x
Opo unidades pa a pe manece em pé
Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé
x
Espaços a aen es
x
Opo unidades pa a se sen a
Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Opo unidades pa a obse a
Vis as obs uídas e in e essan es
x
Opo unidades pa a ou i e con e sa
Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Ní el de uído
x
AGRADABILIDADE
Escala
Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana
x
Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima
Design e p oje o
x
Elemen os e des e p esença de água
x
Expe iências senso iais posi i as
Exis ência de somb as
x
DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos)
x
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
x
A i idades ísicas
Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Fachadas
In e essan es, a a i as e di e sas
x
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
x
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
iii
9 In o mação e i ada a a és do le amen o uncional das a i idades económicas exis en es
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
x
Acessos aos anspo es públicos
Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade
x
Coexis ência de di e sos modos de anspo e
Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade
x
Quad o 14 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público – Si uação a ual
Elabo ado no dia 24 de ma ço de 2016
Quad o 15 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço Público – Si uação a ual
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
INDICADORES
Valo es
PROTECÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
N.º T a essias o a da passadei a
N.º de a essias po ho a
P o eção con a o c ime e a
iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
Pe cen agem de peões
Pe manência média das pessoas po
ho a
Pe cen agem de c ianças, mulhe es e
idosos
DIVERSIDADE DE USOS E
ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e
di e sos)
N.º de es abelecimen os come ciais ao
ní el do és-do-chão9
19
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
N.º de e en os cul u ais
0
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
Pe cen agem de peões
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
Pe cen agem de ciclis as
0
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
1
2
3
4
5
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
ix
PROTEÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
x
Ní el de eceio ace ao á ego
x
P o eção con a o c ime e a iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
x
Iluminação
x
Sensação diu na
x
Sensação no u na
x
P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis
G au de limpeza
x
Ní el de poluição (sono a, a mos é ica)
x
CONFORTO
Opo unidades pa a caminha
Espaços pa a caminha com boas supe ícies
x
Ausência de obs áculos
x
Acessí el a odos
x
Opo unidades pa a pe manece em pé
Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé
x
Espaços a aen es
x
Opo unidades pa a se sen a
Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Opo unidades pa a obse a
Vis as obs uídas e in e essan es
x
Opo unidades pa a ou i e con e sa
Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Ní el de uído
x
AGRADABILIDADE
Escala
Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana
x
Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima
Design e p oje o
x
Elemen os e des e p esença de água
x
Expe iências senso iais posi i as
Exis ência de somb as
x
DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos)
x
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
x
A i idades ísicas
Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Fachadas
In e essan es, a a i as e di e sas
x
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
x
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
x
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
x
Acessos aos anspo es públicos
Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade
x
Coexis ência de di e sos modos de anspo e
Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade
x
Quad o 16 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação do espaço público - Simulação
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
INDICADORES
Valo es
PROTECÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
N.º T a essias o a da passadei a
N.º de a essias po ho a
P o eção con a o c ime e a
iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
Pe cen agem de peões
Pe manência média das pessoas po
ho a
Pe cen agem de c ianças, mulhe es
e idosos
DIVERSIDADE DE USOS E
ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e
di e sos)
N.º de es abelecimen os come ciais
ao ní el do és do chão
22
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
N.º de e en os cul u ais
0
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
Pe cen agem de peões
Qualidade das ciclo ias
Con o o, Manu enção, Dimensão
Pe cen agem de ciclis as
Quad o 17 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação do espaço público - Simulação
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
xi
3. Painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público –
P aça Duque de Saldanha
Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público
xii
CRITÉRIOS
PARÂMETROS
1
2
3
4
5
PROTEÇÃO
P o eção con a o á ego
Segu ança pa a os peões
x
Ní el de eceio ace ao á ego
x
P o eção con a o c ime e a iolência
Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo
x
Iluminação
x
Sensação diu na
x
Sensação no u na
x
P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis
G au de limpeza
x
Ní el de poluição (sono a, a mos é ica)
x
CONFORTO
Opo unidades pa a caminha
Espaços pa a caminha com boas supe ícies
x
Ausência de obs áculos
x
Acessí el a odos
x
Opo unidades pa a pe manece em pé
Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé
x
Espaços a aen es
x
Opo unidades pa a se sen a
Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Opo unidades pa a obse a
Vis as obs uídas e in e essan es
x
Opo unidades pa a ou i e con e sa
Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Ní el de uído
x
AGRADABILIDADE
Escala
Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana
x
Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima
Design e p oje o
x
Elemen os e des e p esença de água
x
Expe iências senso iais posi i as
Exis ência de somb as
x
DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES
A i idades económicas
Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos)
x
A i idades cul u ais
E en os ao longo ano
x
A i idades ísicas
Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção)
x
Fachadas
In e essan es, a a i as e di e sas
x
ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE
Qualidade das ligações pedonais
Con o o, Legibilidade, Acessibilidade
x