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Requalificação do espaço público: critérios para avaliação da qualidade do espaço público

Lopes, Letícia Maria Duarte

Abstract

Ao longo do tempo, as cidades têm sofrido significativas mudanças e, a par disso, a sociedade tem-se tornado cada vez mais diversa e complexa. Esta complexidade decorre da existência de múltiplos atores com preocupações e objetivos, por vezes distintos e conflituosos. Para tal, o desenvolvimento das cidades e de estratégias que promovam a sua coesão territorial e social deverá assentar numa abordagem integrada, onde é necessário articular os objetivos do território como as necessidades da população, dado que são um dos elementos essenciais, uma vez que trazem riqueza, conhecimento, dinamismo económico, social e cultural. Para isso, é necessário que o seu desenvolvimento, contemple a criação/requalificação de espaços públicos com qualidade, ou seja, com caraterísticas como: o conforto, a segurança, a agradabilidade. A requalificação de espaços públicos não deve só integrar a componente material, mas também a componente imaterial, como o envolvimento da população e de múltiplos atores que tenham como objetivo criar espaços atrativos, para os devolver às pessoas. Para o desenvolvimento de espaços públicos com qualidade é necessário que a prestação de serviços de transporte seja feita de forma adequada, acessível e eficiente, o desenho urbano tenha em conta as necessidades da população e que os projetos de requalificação de espaço público tenham como objetivo desenvolver espaços atrativos, seguros, diversos e bem conectados com a envolvente. Através da pesquisa bibliográfica pretende-se enriquecer os métodos de avaliação da qualidade do espaço público através da construção de critérios que se consideram fulcrais para avaliar os espaços públicos, em momentos distintos (antes, durante e a após as intervenções). A aplicação dos critérios será feita através da análise do programa “Uma Praça em cada Bairro” e permitirá retirar valiosos contributos para a requalificação do espaço público.

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Ab il, 2016 Disse ação de Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público Casos de es udo: Picoas e P aça Duque de Saldanha Le ícia Ma ia Dua e Lopes Le ícia Ma ia Dua e Lopes Ab il, 2016 Disse ação de Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público Casos de es udo: Picoas e P aça Duque de Saldanha Le ícia Ma ia Dua e Lopes Le ícia Ma ia Dua e Lopes Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público i Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io, ealizada sob a o ien ação cien í ica de João Mu alha Fa inha. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público ii Dedica ó ia pessoal Dedico a conclusão des a e apa aos meus pais, que desde cedo lu a am po uma ida melho , sei e ejo que a ida de imig an e não é ácil, mas com de e minação consegui am da -nos o melho . Ob igada pelo es o ço e pela dedicação em ga an i a melho educação possí el, po ac edi a em que a educação pe mi e melho a a ida e o ma melho es pessoas. Vejo e alo izo a excelen e qualidade de ida que ocês nos p opo cionam e po nos deixa em segui os sonhos algo que, po ci cuns âncias das ossas idas não os oi possí el conc e iza . Dedico es e abalho a ocês po se em um excelen e exemplo de o ça, de e minação, dedicação, pe sis ência e esis ência. Dedico a i, Ama a Lopes, a minha ado ada i mã, es e abalho po que sabes que es a disse ação em um signi icado especial, uma ez que o ano de 2015 oi um ano di ícil pa a odos nós, mas como gue ei as que somos aguen ámos o es e i mes. Es a disse ação não é somen e um abalho sob e espaço público, é um abalho que simboliza a minha lu a po conclui um mes ado, simboliza a ua lu a pa a alcança es equilíb io e saúde, a nossa lu a po alcança dias melho es semp e com pensamen o posi i o. Apesa de se es pequena, é um se humano eno me. Tens uma ene gia magní ica e mesmo sendo a i mã mais elha ap endo con igo odos os dias, és sem uma das Mulhe es da Minha Vida, uma on e de o ça e de inspi ação. Ob igada po es a es ao meu lado, a apazigua a minha men e, po me ou i es e po da es conselhos ão sábios. Tu és uma Mulhe 5 es elas, ag adeço odos os dias po e e na minha ida como i mã, amiga, conselhei a, basicamen e uma das melho es pessoas que conheci em oda a minha ida. Ob igada do undo do co ação! Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público iii Ag adecimen os A conc e ização des a e apa é u o do meu es o ço e da minha pe sis ência em alcança os meus obje i os. É a conclusão de uma e apa du a que não se ia possí el, se não i esse o apoio da minha Família, dos meus Amigos e do meu Amo , desde já um g ande ob igado pelo apoio, po ac edi a em no meu abalho e po me ajuda em a cons ui um u u o melho . Ag adeço ao P o esso João Fa inha po e o ien ado o meu abalho e ajudado no desen ol imen o da disse ação. Ag adeço à Câma a Municipal de Lisboa po e cedido ão gen ilmen e in o mação pa a o meu caso p á ico. Re o ço os ag adecimen os à minha Família, po apos a em na educação das suas ilhas como o ma de ga an i em um u u o melho . Admi o o sac i ício, a ga a e a pe sis ência com que aga am a ida e po se em e dadei os gue ei os. Ag adeço à minha segunda Família, que são, sem dú ida, os melho es amigos do mundo, ob igada po me apoia em e po ac edi a em em mim. Sou uma pessoa abençoada po e - os na minha ida, o gulho na minha segunda Família. Ag adeço a i, Meu Amo , po se es um Homem com bom co ação e po me ajuda es a cla i ica a minha men e quando udo pa ece es a do a esso. És o meu po o segu o e jun os alcança emos os nossos sonhos po que jun os somos mais o es. Um especial ag adecimen o às minhas que idas amigas, onde a geog a ia nos uniu e nunca nos i á sepa a . Ob igada po odos os momen os de s ess, de aleg ia, de cansaço que ca a e izam a ida de um es udan e académico. Po im e não menos impo an e ag adeço a i Inês Pin o, po se es uma excelen e colega e amiga, po me a u a es ao longo do mes ado e po e mos e minado jun as o mes ado. Ac edi a que a ua ajuda oi essencial pa a e mina es a e apa com cha e de ou o. Que con inues a se essa Mulhe de e minada e uma excelen e geóg a a. Como ou i uma ez, sem sac i ícios não há i ó ias! Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público i Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público Le ícia Ma ia Dua e Lopes Resumo Ao longo do empo, as cidades êm so ido signi ica i as mudanças e, a pa disso, a sociedade em-se o nado cada ez mais di e sa e complexa. Es a complexidade deco e da exis ência de múl iplos a o es com p eocupações e obje i os, po ezes dis in os e con li uosos. Pa a al, o desen ol imen o das cidades e de es a égias que p omo am a sua coesão e i o ial e social de e á assen a numa abo dagem in eg ada, onde é necessá io a icula os obje i os do e i ó io como as necessidades da população, dado que são um dos elemen os essenciais, uma ez que azem iqueza, conhecimen o, dinamismo económico, social e cul u al. Pa a isso, é necessá io que o seu desen ol imen o, con emple a c iação/ equali icação de espaços públicos com qualidade, ou seja, com ca a e ís icas como: o con o o, a segu ança, a ag adabilidade. A equali icação de espaços públicos não de e só in eg a a componen e ma e ial, mas ambém a componen e ima e ial, como o en ol imen o da população e de múl iplos a o es que enham como obje i o c ia espaços a a i os, pa a os de ol e às pessoas. Pa a o desen ol imen o de espaços públicos com qualidade é necessá io que a p es ação de se iços de anspo e seja ei a de o ma adequada, acessí el e e icien e, o desenho u bano enha em con a as necessidades da população e que os p oje os de equali icação de espaço público enham como obje i o desen ol e espaços a a i os, segu os, di e sos e bem conec ados com a en ol en e. A a és da pesquisa bibliog á ica p e ende-se en iquece os mé odos de a aliação da qualidade do espaço público a a és da cons ução de c i é ios que se conside am ulc ais pa a a alia os espaços públicos, em momen os dis in os (an es, du an e e a após as in e enções). A aplicação dos c i é ios se á ei a a a és da análise do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” e pe mi i á e i a aliosos con ibu os pa a a equali icação do espaço público. Pala as-cha e: Espaço Público, A aliação da qualidade, Requali icação do espaço público Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público i Requali ica ion o he Public Space: C i e ia o assessing he quali y o public space Le ícia Ma ia Dua e Lopes Abs ac O e ime, ci ies ha e aced signi ican changes and in addi ion o ha , socie y ha e become mo e and mo e di e se and complex. This complexi y appea s om he exis ence o mul iple ac o s wi h conce ns and objec i es, some imes dis inc and con li ual. Fo his, he de elopmen o ci ies and s a egies ha p omo e he e i o ial and social should se le in o an in eg a ed app oach, whe e is necessa y o a icula e he e i o y goals such as he popula ion needs, because hey a e one o he essen ial elemen s, as hey b ing weal h, knowledge, economic, social and cul u al dynamism. In his ega d, i is necessa y ha he de elopmen , emb aces he c ea ion/ equali ica ion o public spaces wi h quali y, in o he wo ds, wi h cha ac e is ics like: com o , sa e y, pleasan ness. The public spaces equali ica ion should no be jus o in eg a e he ma e ial componen , bu also he ima e ial componen , like he in ol emen o he popula ion and mul iple ac o s ha ha e as objec i e o c ea e a ac i e spaces, o e u n hem o he people. Fo he de elopmen o public spaces wi h quali y, he p o ision o public anspo se ice needs o be p ope ly done, accessible and e icien , he u ban d aw ha e o ake in o accoun he popula ion needs and he p ojec s o public spaces equali ica ion ha e as aim o de elop a ac i e, secu e di e se and well connec ed spaces wi h he su ounding. Th ough he bibliog aphic esea ch he aim is o en ich he quali y e alua ion me hods o he public space h ough he c i e ia cons uc ion ha a e conside ed c ucial o e alua e he public spaces, in di e en e momen s (be o e, du ing and a e he in e en ion). The applica ion o c i e ion will be made h ough he analysis o he p og am “Uma P aça em cada Bai o” and will allow o e ain aluable con ibu ions o he equali ica ion o he public space. Keywo ds: Public Space, quali y assessmen , equali ica ion o public space. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público ii Índice 1. In odução ............................................................................................................. 1 1.1. Enquad amen o ............................................................................................... 1 1.2. Mo i ação ....................................................................................................... 2 1.3. Obje i os e Me odologia ................................................................................. 2 1.4. O ganização da disse ação ............................................................................. 4 2. Espaço Público: Concei os, Funções, Impo ância ................................................ 6 2.1. Concei o e Ca a e ís icas ................................................................................. 6 2.2. Impo ância ................................................................................................... 15 2.3. P oje o Cen o Abe o, São Paulo .................................................................. 21 2.3.1. La go Paissandu e A enida São João ..................................................... 22 2.3.2. La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e Sil a ........................... 25 3. C i é ios de Qualidade dos Espaços Públicos ...................................................... 30 3.1. A ní el do sis ema “cidade” .......................................................................... 30 3.2. C i é ios de qualidade do espaço público....................................................... 34 3.2.1. Jan Gehl ................................................................................................. 36 3.2.2. DGTODU .............................................................................................. 38 3.2.3. P ojec o Public Spaces ....................................................................... 40 3.2.4. P oje o São Paulo – Cen o Abe o ......................................................... 42 3.3. Cons ução do painel de c i é ios de qualidade do espaço público pa a Lisboa 45 4. Lisboa: “Uma P aça em cada Bai o” ................................................................. 52 4.1. Desc ição do P og ama ................................................................................. 52 4.1.1. Obje i os ............................................................................................... 52 4.1.2. Me odologia........................................................................................... 55 4.2. Caso de es udo: Picoas e Saldanha ................................................................ 58 4.2.1. Picoas .................................................................................................... 62 Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 1 1. In odução 1.1. Enquad amen o O p esen e abalho inse e-se no âmbi o do mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io e em como inalidade desen ol e uma disse ação com en oque no espaço público, nomeadamen e na de inição das ca a e ís icas, das unções e da impo ância des e na dinâmica dos espaços u banos. Os espaços públicos êm um papel undamen al no equilíb io da paisagem u bana, mas além disso são ambém espaços de cidadania, de iden idade, de desa ogo, de laze , onde as pessoas podem des u a do espaço e ealiza o maio núme o possí el de a i idades que es es podem o e ece . Po an o, os espaços públicos desempenham múl iplas unções adap adas às ca a e ís icas do local (clima, opog a ia, a i idades, en e ou os) e à população. A necessidade de abo da es e ema es á ligada às ans o mações que as cidades êm indo a so e nos úl imos empos. A in odução do au omó el no meio u bano p o ocou mudanças adicais na o ma como as pessoas se deslocam nas cidades e na elação en e os di e en es modos de anspo e. Po um lado, a expansão do uso do au omó el con ibuiu pa a o encu amen o da dis ância- empo e dis ância-cus o, mas po ou o, o espaço des inado às pessoas encon a-se subjugado às necessidades dos au omó eis, que pa a o ala gamen o das aixas que pa a a c iação de locais pa a o es acionamen o. A u u a com es a lógica em sido ado ada po di e sas cidades, po isso, o na- se impo an e a alia a qualidade dos espaços públicos, que seja do pon o de is a do desenho u bano, que seja do pon o de is a da u ilização desses espaços po pa e das pessoas. Hoje em dia c esce cada ez mais o sen imen o de di ei o à cidade, di ei o em in e i na cidade e o ná-la uma cidade pa icipada e humana. (Seixas, 2013) As ans o mações oco idas no espaço público salien am um despe a da consciência da população, que é cada ez mais complexa, exigen e e conscien e dos p oblemas, que em indo pouco a pouco a in e i em ques ões ligadas ao e i ó io e que, em úl ima ins ância, in e e e de o ma signi ica i a na qualidade de ida. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 2 1.2. Mo i ação Um dos p incipais mo i os pa a a escolha des e ema de abalho es á elacionado com a necessidade de ap o unda os conhecimen os, pa a além do domínio empí ico e pessoal, em e mos de espaço público. O in e esse po es e ema oi omen ado pelas unidades cu icula es equen adas ao longo do mes ado, em especial de Cidades Sus en á eis e Ino ação U bana, Mobilidade e T anspo es Sus en á eis. Es es emas são ulc ais pa a o desen ol imen o de cidades inclusi as, segu as, a a i as, saudá eis e sus en á eis. Nes e campo, os espaços públicos de êm um papel undamen al, uma ez que são espaços de cidadania, de iden idade e, como João Fe ão a i ma os espaços públicos são o “(…) ba óme o da saúde de uma cidade” (Fe ão, 2007). A impo ância e pe inência des e ema no mundo a ual ez com que a sua escolha osse ela i amen e ácil po que, hoje em dia, as cidades de em da cada ez mais a enção às pessoas e à o ma como elas se elacionam com o espaço: as uas, os la gos, as p aças, e c. Es as de em cons i ui um espaço de ansição en e a habi ação e o espaço li e, e de em assegu a di e sas ca a e ís icas como: a segu ança, o con o o, a legibilidade, en e ou os. 1.3. Obje i os e Me odologia A p esen e disse ação em como obje i os comp eende a impo ância dos espaços públicos nas cidades e aplica c i é ios pa a a alia a qualidade dos espaços públicos, dado que as in e enções em espaço público de em assegu a um conjun o de ca a e ís icas e de c i é ios que se aduzi ão numa melho u ilização e ap op iação do espaço. Numa p imei a ase, são ap o undados os concei os elacionados com o espaço público, nomeadamen e as ca a e ís icas, as unções e a impo ância des e espaço an o pa a cidade como pa a as pessoas. A elabo ação des a p imei a pa e oi ealizada, com ecu so a pesquisa bibliog á ica, o que pe mi iu uma abo dagem igo osa, concisa e undamen ada. Numa segunda ase, o p incipal obje i o é analisa as me odologias aplicadas pa a a a aliação do espaço público, e culmina com a elabo ação de um painel de c i é ios que, pos e io men e são aplicados no caso de es udo “Uma P aça em cada Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 3 Bai o”. A elabo ação do painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público oi ealizada após a lei u a de p oje os e de au o es ele an es na emá ica de espaço público como Jan Gehl. A aplicação dos c i é ios no caso de es udo “Uma P aça em cada Bai o” comp eende á um dos p incipais obje i os da disse ação, uma ez que culmina com a aplicação dos c i é ios na P aça Duque de Saldanha e em Picoas, em dois momen os dis in os: no momen o a ual e numa si uação u u a a a és da simulação do esul ado das in e enções. A aplicação dos c i é ios an es e após as in e enções pe mi i á es abelece uma compa ação, o que e o ça á a lei u a e a comp eensão dos e ei os das in e enções sob e o e i ó io e a população. Pa a a elabo ação des a pa e oi impo an e o o necimen o, po pa e da Câma a Municipal de Lisboa, de in o mação ela i a ao p og ama e e ido. A úl ima ase des e abalho pe mi e a elabo ação de possí eis ecomendações de boas p á icas pa a p ocessos de equali icação de espaços públicos, bem como a elabo ação de e en uais ajus amen os aos c i é ios p opos os no deco e do abalho. Em e mos mais de alhados, a disse ação isa:  Comp eende o que é o espaço público, as unções u banas que desempenha e a impo ância pa a a qualidade de ida das pessoas e pa a o ecido social e económico. Nes e âmbi o, es uda-se um exemplo de sucesso de equali icação de espaço público, o P oje o Cen o Abe o na cidade de São Paulo;  Iden i ica os c i é ios que de inem um bom espaço público e que o ien am as boas p á icas nas cidades dos nossos dias;  C ia um painel de c i é ios quan i a i os e quali a i os, que pe mi am a alia a qualidade do espaço público;  Analisa , de o ma de alhada, o p og ama “Uma P aça em cada Bai o”, nomeadamen e os obje i os e a me odologia aplicada;  Analisa , de o ma de alhada, a si uação a ual da P aça Duque de Saldanha e de Picoas, a a és da aplicação do painel de c i é ios pa a a aliação do espaço público;  Simula e discu i os esul ados ob idos a a és da aplicação do painel de c i é ios pa a a aliação do espaço público. Compa a os esul ados ob idos an es Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 4 e após as in e enções, de o ma a en iquece a análise sob e a qualidade do espaço público.  Re le i de o ma c í ica sob e a impo ância da equali icação do espaço público assen e numa abo dagem in eg ada, numa ges ão de p oximidade e no en ol imen o das pessoas nos p ocessos;  Re i a ensinamen os esul an es da análise do caso de es udo e p opo ecomendações pa a que os p ocessos de equali icação de espaços públicos sejam mais obus os e p oduzam ainda melho es esul ados. 1.4. O ganização da disse ação A es u u a ado ada pa a es a disse ação assen a em 5 capí ulos, que se o ganizam da seguin e o ma: O p imei o capí ulo dedicado à in odução, ap esen a uma b e e ca a e ização do abalho, nomeadamen e: o enquad amen o do abalho, a mo i ação, os obje i os a desen ol e e a me odologia aplicada. O segundo capí ulo diz espei o ao espaço público e abo da o concei o, as unções e a sua impo ância. Numa p imei a pa e é ei a e e ência ao concei o de espaço público, que deco e da compilação da lei u a de á ios documen os, bem como da pe ceção enquan o usuá ia de espaços públicos. Numa segunda pa e, conside ou-se impo an e oca um exemplo de in e enção em espaço público, na cidade de São Paulo po que expõe as p incipais p eocupações em alcança espaços públicos com qualidade. O e cei o capí ulo cen a-se nos c i é ios de qualidade dos espaços públicos. Numa p imei a ase, são de inidos os p incipais c i é ios a e em con a no sis ema cidade. Após essa de inição p e ende-se abo da os c i é ios que pe mi em a alia a qualidade do espaço público, endo como e e ência au o es, o ganizações e p oje os em cidades como a de São Paulo. P e ende-se e i ica quais os p incipais pon os pa a um bom espaço público, quais as p incipais semelhanças e di e enças en e os á ios c i é ios e, po im, cons ui um painel de c i é ios ajus ados à ealidade da cidade de Lisboa. O qua o capí ulo cen a-se no caso de es udo, o P og ama “Uma P aça em cada Bai o”, que em em is a a equali icação do espaço público como uma ânco a pa a e o ça a iden idade de Lisboa como uma cidade de bai os e uma cidade inclusi a, Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 5 pa icipada e sus en á el. Numa p imei a ase são ap esen ados, de o ma de alhada, os obje i os e a me odologia aplicados no p og ama. A segunda ase diz espei o aos casos de es udo, Picoas e P aça Duque de Saldanha, onde a análise é ei a a a és da aplicação dos c i é ios de inidos no subcapí ulo 3.3. em dois momen os dis in os (si uação a ual e si uação após as in e enções a a és da simulação). A compa ação en e os dois momen os pe mi i á pe cebe quais os pon os o es e acos das in e enções e ap esen a possí eis co eções aos c i é ios, de o ma a o na a aplicação mais ácil e comple a. Po im, o quin o capí ulo p e ende ap esen a os esul ados alcançados, assim como os bene ícios e i ados com a elabo ação do abalho. Es e capí ulo pe mi e ece um conjun o de ecomendações sob e o abalho desen ol ido, bem como aze uma e lexão c í ica sob e o abalho e as me odologias aplicadas. Figu a 1 – O ganização da disse ação Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 6 2. Espaço Público: Concei os, Funções, Impo ância 2.1. Concei o e Ca a e ís icas Quando se ala sob e o espaço público pode pensa -se quais as ca a e ís icas, as suas uncionalidades, o que de e assegu a : segu ança, con o o, beleza? Mas ambém é essencial sabe o que é um espaço público: um ja dim, uma ua, o espaço de cha nei a en e as ias e os edi ícios, me cados, mi adou os, en e ou os. Em p imei o luga , exis em di e sas de inições sob e o espaço público, B andão conside a que “É o espaço que é undado da o ma u bana, o espaço ‘en e edi ícios’ que con igu a o domínio da socialização e da i ência ‘comum’, como um bem cole i o da comunidade. (…) os espaços públicos de em se semp e is os como bens de u ilização li e, de aco do com um pad ão de uso socialmen e acei e. Que aduzem uma in e acção equilib ada en e o homem e o meio, os en ando uma singula idade que os homens econhecem acilmen e.” (B andão, 2008). Segundo o a qui e o Manuel Salgado, “Es e espaço abe o e acessí el a odos – o espaço público da cidadania - é o palco pa a a ida pública, indi idual e colec i a, o local das celeb ações, onde as c ianças ap endem a con i e e as cul u as se mis u am. São os locais onde as pessoas se encon am e ma cam encon o, onde as ocas sociais e económicas se p ocessam. São os espaços públicos que dão iden idade às cidades.” (Câma a Municipal de Lisboa, 2015). A pa i des as de inições é pe ce í el que o concei o de espaço público em subjacen e a noção de bem cole i o, uma ez que são espaços p i ilegiados pa a a população (u ilizados po di e sos g upos sociais: mo ado es, es udan es, abalhado es, isi an es, en e ou os), onde se encon am e ocam ideias. São espaços que concen am ida u bana, espaços de cidadania, que e le em impo ância, an o pa a a qualidade de ida dos habi an es, como pa a a imagem da cidade. En e an o a Ca a de Leipzig sob e as Cidades Eu opeias Sus en á eis conside a que são espaços “(…) pa a a ai as indús ias do conhecimen o, a mão-de- ob a quali icada e c ia i a e o u ismo.”, eme endo pa a a impo ância dos espaços públicos como pon os onde se concen am a i idades económicas e que, po sua ez, Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 7 con ibuem pa a a c iação de espaços a a i os, an o do pon o de is a económico como social. (Ca a de Leipzig sob e as Cidades Eu opeias Sus en á eis, 2007) O espaço público é um espaço de iden idade, de con í io, uma pe ei a conjugação das di e sas camadas da cidade, ou seja, é um espaço que e le e as polí icas desen ol idas pela cidade, a o ma como é ei a a ges ão u bana e a impo ância que a população dá a esse espaço, essencial na cidade. Pa a além da de inição de espaço público, ac esce a necessidade de de ini quais os locais que se pode ão conside a como espaço público. Numa p imei a abo dagem, a ua cons i ui-se como elemen o undamen al da cidade, um supo e base pa a a ins alação de in aes u u as de saneamen o e dis ibuição de água, que es abelece a ligação do espaço li e com as edi icações, uma linha que liga as p incipais á eas da cidade, nomeadamen e p aças, ja dins, la gos, en e ou os. Segundo O ega, “(…) a cidade po excelência é a cidade clássica e medi e ânica, onde o undamen al é a p aça.” (Goi ia, 2008). A p aça é um dos espaços com maio impo ância nas cidades i alianas, como Veneza, Flo ença ou Sienna. As p aças su gem como pon os de in e seção das uas, locais onde se concen am a i idades económicas e com ca gas simbólicas e ep esen a i as da his ó ia de uma cidade. Es es espaços são um bom exemplo do e lexo da his ó ia das cidades clássicas e da impo ância das unções económicas que as p aças desempenham, a pa da capacidade de a ai pessoas. Segundo B andão, pode-se ag upa o espaço público em 15 ipologias (quad o 1) de aco do com seis ca a e ís icas: açado, paisagem, deslocação, memó ia, espaços come ciais e ge ados po edi ícios, equipamen os e sis emas. Cada espaço público encon a-se associado a obje i os especí icos, como po exemplo: os la gos cons i uem espaços pa a encon o e ci culação de pessoas, os cemi é ios são espaços que eme em pa a a saudade, en e ou os. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 8 De aco do com o documen o da CCDR-LVT, “C i é ios de A aliação de P ojec os de Desenho de Espaço Público”, são 6 os g andes g upos de espaço público: (CCDR-LVT) 1. Pa ques U banos, Ja dins Públicos e Á eas Aja dinadas de Enquad amen o; 2. A enidas e Ruas; 3. P aças, La gos, P ace as, Te ei os e Recin os Mul i uncionais; 4. Espaços Canais – Vias Fé eas, Au o-Es adas e Vias Rápidas; 5. Pa ques de Es acionamen o; 6. Ma gens Flu iais e Ma í imas. A ca a e ização, an o ei a po B andão como pela CCDR-LVT é semelhan e, uma ez que de inem os mesmos espaços, à exceção da ag egação das ma gens lu iais e ma í imas, ei a pela CCDR, como espaço público. As en es ibei inhas êm me ecido especial a enção, a a és da equali icação des as á eas, pa a melho a a qualidade des es espaços, como é o caso da Ribei a das Naus na cidade de Lisboa ou de Anckland na No a Zelândia, pa a que possam se u ilizados po oda a população e pa a di e sas unções como: espaço pa a enda de li os e de obje os de a e como oco e jun o ao Rio Sena ou pa a o desen ol imen o de a i idades de laze jun o a S a ange Tipologias de Espaço Público Espaços - açado Encon o La gos, p aças Ci culação Ruas, a enidas Espaços - paisagem Laze - na u eza Ja dins, pa ques Con emplação Mi adou os, pano amas Espaços - deslocação T anspo e Es ações, pa agens, in e aces Canal Vias- é eas, au oes adas Es acionamen o Pa king, silos Espaços memó ia Saudade Cemi é ios A queologia Indus ial, ag ícola, se iços Memo iais Espaços monumen ais Espaços come ciais Semi-in e io es Me cados, cen os come ciais, a cadas Semiex e io es Me cado le an e, quiosques, oldos Espaços ge ados Po edi ícios Ad o, passagem, gale ia, pá io Po equipamen os Cul u ais, despo i os, eligiosos, in an is Po sis emas Iluminação, mobiliá io, comunicação, a e Quad o 1 - Tipologias de Espaço Público (B andão, 2008) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 9 (No uega). (PPS, P ojec o Public Spaces, 10 Quali ies o a G ea Wa e on Des ina ion, s.d.) En e an o Mo a di ide os espaços públicos em duas ca ego ias: espaços públicos adicionais e con empo âneos (quad o 2), o que o na a classi icação dos espaços públicos ela i amen e mais sin é ica, uma ez que exis em qua o g upos de espaços: as p aças, os pa ques, as uas e as en es de água como espaços adicionais e no caso das p aças es es espaços êm um g ande alo simbólico e de e e ência nas cidades. Ao ní el dos espaços con empo âneos são de inidos dois ipos: in e io e in o mais, no p imei o são conside ados os log adou os, pá ios, ig ejas, e c. e cump em uma de e minada unção de aco do com a população. Os espaços in o mais su gem ace à inexis ência de espaços públicos o mais com qualidade. Tipologias de espaços públicos Ca ego ias Tipos Concei o Sub ipos T adicionais P aças Tes emunho da his ó ia e da cul u a Cen al, simbólica - cí ica, coope a i a, de me cado, de bai o, p ace a Luga de e e ência que elaciona di e en es componen es da es u u a u bana Pa ques Espaço li e des inado pa a a i idades ec ea i as, lúdicas (despo o). Nacional, me opoli ano, cen al, despo i o, emá ico, es acionamen o, cemi é io e local Espaço de descanso, pa a con a o com a na u eza e embelezamen o do local Ruas Luga undamen al pa a a mobilidade e es u u a ísica da cidade A enida, pedonal, caminho, calçada, á ego es ingido Limi a o público do p i ado e p opo ciona iluminação e en ilação na u al Luga de encon o espon âneo F en es de água Limi e cos ei o, úl ima ua u bana De in e câmbio, come cial, indus ial, ec ea i o, p o eção Supo e de di e sos se iços Con empo âneos Espaço público in e io Limi ado po ou os edi ícios e equipamen os com ce os ní eis de con olo que cump em unções Á ios, pá ios, log adou os, ig ejas, ea os, casas Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 10 públicas de aco do com a população cul u ais, edi ícios pa imoniais, cen os ec ea i os e come ciais Espaço in o mal Uso espon âneo de ou o espaço po inexis ência ou condições p ecá ias do espaço dos espaços adicionais Escadas, co edo es, esquinas, uas, pa agens de au oca o, azios u banos, somb as de á o es, e enos baldios, espaços esiduais, e c. Quad o 2 – Tipologia de espaços públicos (Mo a, 2009) Segundo Salgado, es a di e sidade de espaços públicos, com o igens di e sas (o gânico, planeado) e condicionado pelas ca a e ís icas in ínsecas de um e i ó io como a opog a ia, a es u u a undiá ia, ladeado po edi ícios com dimensões, unções e qualidades dis in as, con ibuem pa a a c iação de uma paisagem u bana ica an o do pon o de is a da a qui e u a, como do u banismo, e da paisagem. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Pa a além da iden i icação das di e sas ipologias que classi icam o espaço público, exis e um conjun o de elemen os iden i á ios e com signi icado no espaço público ais como a oponímia, a plan a da cidade, a a qui e u a, a a e (exemplo: os monumen os). De aco do com a DGOTDU, o espaço público pode se obse ado em cinco dimensões que es ão p esen es na igu a 2. Cada dimensão es á in e ligada com as ca a e ís icas do espaço público, umas mais ligadas à componen e senso ial, ou as ligadas às unções do espaço público, mas que no seu conjun o a combinação de odas es as dimensões e á como esul ados bons espaços públicos. Figu a 2 – Dimensões do Espaço Público (DGOTDU, 2008) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 17 A mudança de pensamen o sob e o e ei o dos anspo es nas cidades o nou- se mais e iden e a pa i dos anos 70 com o obje i o de as pessoas econquis a em o espaço público, de se equali ica em á eas da cidade, melho a em os sis emas de anspo es públicos, incen i a em a in e modalidade e a deslocação em modos sua es bem como eduzi em o papel do au omó el na cidade. A in luência dos au omó eis no espaço público di ide opiniões em elação à sua u ilização, mas a discussão de e á cen a -se no apelo à in e modalidade dos di e en es modos de anspo e e no desen ol imen o de sis emas de anspo e cada ez mais e icien es, in eligen es e in eg ados. São conhecidas cidades que i e am um papel impo an e nes a mudança de pensamen o, como o caso de Ba celona com a malha de Ce dá. O Plano de Ex ensão (Ensanche) de Ba celona inha como p eocupação melho a a qualidade de ida da população, da maio luidez aos anspo es e à mobilidade dos cidadãos. É no á el a impo ância do espaço público onde p opunha uas en e os 20 a 60 me os de la gu a. (Na ciso, 2008) Figu a 4 – Obs áculos que in e e em na deslocação pedonal (Ca alho, 2013) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 18 Figu a 5 – Espaço público em Ba celona (2014) (Fon e p óp ia) A equali icação do io Cheonggyecheon (Seul) é, sem dú ida, um excelen e exemplo no que diz espei o à equali icação do espaço público, onde a o ça polí ica e e um papel undamen al na omada de decisão. Foi uma in e enção que ma cou a cidade e con ibuiu pa a que es a osse egene ada do pon o de is a económico, social e ambien al, e idenciando a abo dagem in eg ada e in e disciplina nes e caso. Figu a 6 - T ans o mação do io Cheonggyecheon (Pa en, Geo ge, 2012) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 19 Es e exemplo é mui o in e essan e po que é isí el a u u a de um pad ão onde o au omó el e a p i ilegiado e que e e como esul ado a impe meabilização do io. Com o passa dos anos, a humidade do io con ibuiu pa a p oblemas na manu enção da es ada e em ele ados cus os da manu enção. Os p incipais obje i os pa a a equali icação da á ea o am: e i aliza a á ea cen al a a és da alo ização dos ecu sos endógenos, desen ol e uma cidade mais segu a, humanizada e sus en á el e edescob i a his ó ia e cul u a do local. (ITDP, Emba q. B asil, 2013) De aco do com o documen o Vida e Mo e das Rodo ias U banas, os p incipais e ei os o am (ITDP, Emba q. B asil, 2013):  O aumen o do ní el da acessibilidade nos anspo es públicos nos bai os Do-hong, Gangbook, Sungbook, Nowon de Seul;  O aumen o da alo ização mobiliá ia, exemplo nos bai os Byunk-San e Hyundai, em 2002 o p eço médio po m2 e a de 2 225$ e em 2006 aumen ou pa a 2 758$;  A combinação da expansão do anspo e público ( o am cons uídas aixas exclusi as pa a os au oca os ao longo de 57.6 km) com a es ição do uso do au omó el p i ado con ibuiu pa a a diminuição do núme o de eículos pa a os 43% - 47%;  A melho ia da qualidade do a : diminuição das pa ículas PM10 (que são al amen e p ejudicais pa a a saúde humana) pa a 23% (dados do go e no municipal de Seul);  A edução do e ei o de ilha de calo em 8ºC bem como a edução do uído e a melho ia da qualidade da água;  O aumen o da auna e da lo a, onde se e i ica o aumen o de peixes e de a es. É isí el que as ans o mações em espaço público êm um impac o posi i o na qualidade de ida da população, mas ambém são isí eis os e ei os na alo ização imobiliá ia, na melho ia dos sis emas de anspo e, na melho ia da qualidade ambien al. Po an o, as in e enções em espaço público pe mi em melho a o espaço em si e ambém do espaço en ol en e. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 20 Rela i amen e a in e enções em pequena escala e i o ial podem-se e e i o caso da A enida Duque d’ Á ila ( igu a 7) onde as in e enções i e am uma g ande impo ância pa a o desen ol imen o de um espaço ag adá el e segu o pa a os peões. A coexis ência en e os di e en es modos de anspo e é uma das p incipais mudanças na A enida, que esul ou na in odução de uma ciclo ia. A u ilização do espaço pa a a ins alação de esplanadas p omo e maio dinamismo económico e social, bem como a ins alação de mobiliá io u bano pe mi e que as pessoas possam u iliza o espaço pa a con e sa , le , obse a , e c. Es as ans o mações aduzem-se cla amen e em e ei os posi i os pa a a cidade: mais espaço pa a os peões, menos poluição sono a e a mos é ica, mais espaços de con í io, de laze , de ocas que pe mi em o na a cidade um espaço mais humano. Em suma, exis e uma elação di e a en e as in e ações sociais e a in ensidade de á ego exis en e ( igu a 8), uma ez que os anspo es êm como esul ados: o e ei o ba ei a e únel, o que se aduz no meno con í io en e os habi an es. As in e enções, an o em Ba celona como em Seul ou na A enida Duque d’Á ila, demons am é que as al e ações em espaço público con ibuem pa a a edução do ní el de á ego, o que in luencia posi i amen e a qualidade do espaço pedonal e o con í io en e as pessoas. Figu a 7 - T ans o mação da A enida Duque d’Á ila (Fon e p óp ia) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 21 Segundo Isabel Gue a, “A cidade, e mui o pa icula men e o espaço público, e e lec e as in e acções sociais, as edes de pode , de denominação e a impo ância que a sociedade a ibui à coesão social e espacial.”. (Gue a, 2007) É uma lei u a mui o in e essan e do espaço público po que um dos elemen os mais impo an e des es espaços são as pessoas, são elas que ap op iam e que i em es es espaços. Po isso, os espaços públicos de em e em con a: a escala humana, a acessibilidade, os espaços de es a e de laze . Es as ca a e ís icas são desc i as pelo a qui e o Jan Gehl e se ão al o de es udo nos p óximos capí ulos. 2.3. P oje o Cen o Abe o, São Paulo Nes e capí ulo conside ou-se impo an e oca um exemplo de ans o mação de espaço público po que demons a as p incipais p eocupações ela i amen e ao espaço público e aos p oblemas de acessibilidade. O esul ado da expe iência pe mi e pe cebe que a melho ia dos espaços públicos não esul a só de ob as, mas sim da in eg ação das componen es ma e iais e ima e iais, como a pa icipação da população. Numa p imei a ase desen ol e am-se dois p oje os pilo o no La go Paissandu e na A enida São João e no La go São F ancisco e na P aça Ou ido Pacheco e Sil a pa a es a as al e ações e a eação da população ace às in e enções. Figu a 8 - Con i ência s. Di e en es in ensidades de á ego (Gil, 2009) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 22 2.3.1. La go Paissandu e A enida São João O La go Paissandu cons i ui um dos p incipais nós de ligação do anspo e público na cidade de São Paulo, ca a e ís ica que lhe con e e pon os posi i os e nega i os. Po um lado, o ele ado luxo de au oca os di icul a o acesso e isola o La go e, po ou o lado, a localização de pa agens de au oca o no La go pe mi e que haja ci culação de pessoas ao longo do dia. O p oje o Cen o Abe o de iniu como obje i os pa a o La go:  Melho a as condições de segu ança e con o o dos peões e dos passagei os;  Equilib a o espaço de aco do com os usos e as necessidades da população;  Melho a a acessibilidade e a mobilidade do espaço a a és da c iação de locais pa a es a e sen a com pequenas in e enções que o nem o espaço a a i o e con ida i o e que as ligações pedonais sejam segu as e di e as;  Melho a as condições de espe a do anspo e público a a és de somb as, de locais pa a es a e sen a e de a i idades lúdicas como o en e enimen o ou a comida de ua. O obje i o é eduzi o empo de espe a, pa a que a população possa des u a o máximo possí el do La go. A a és des es obje i os, é pe ce í el que exis e uma cla a necessidade de a icula o anspo e público com as pessoas que o u ilizam ou que simplesmen e des u am do espaço, o que jus i ica a necessidade de o na o espaço público con o á el, con ida i o e segu o. Segundo o P oje o Cen o Abe o, 94% dos en e is ados ap o a am a in e enção do Cen o Abe o Paissandu. (P e ei u a de São Paulo, 2014) As p opos as pa a a melho ia do acesso e da ci culação dos peões de inidas o am: a colocação de sinalização desde do La go a é à A enida São João; de balizado es de ânsi o (pequenos blocos colocados nos passeios de o ma a impossibili a o es acionamen o); a in odução de elemen os e des e de in aes u u as de apoio pa a bicicle as. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 23 Fo am c iadas á eas p io i á ias pa a peões, as passadei as o am ala gadas e o am c iadas no as passadei as em c uzamen os e pon os es a égicos en e:  La go Paissandu e Rua Conselhei o C ispiniano;  La go Paissandu e Rua Dom José de Ba os;  A . São João e Rua Conselhei o Nébias;  A . São João e Rua Ped o Amé ico. No caso da in e seção da A enida São João e Ipi anga ( igu a 9) oi implemen ada uma passadei a na diagonal, o que pe mi iu a edução do empo de a a essamen o dos peões e o aumen o da segu ança. Um dos esul ados e iden es des a in e enção oi a diminuição dos a a essamen os o a da passadei a pa a os 49.5% compa a i amen e à si uação an e io . Em elação à in e seção La go do Paissandu e Rua D. José de Ba os e e como esul ados uma diminuição de 33.3% de a essias o a da passadei a. Ao ní el dos anspo es públicos, as condições do empo de espe a o am melho adas a a és da melho ia da iluminação pública e da colocação de bancos nas pa agens e no La go. Na P aça Mo ada de São João ( igu a 10 e 11), o ala gamen o do passeio pe mi iu a colocação de bancos, equipamen os pa a a p á ica de exe cício ísico e Figu a 9 – In e seção A enida São João e Ipi anga (P e ei u a de São Paulo, 2014) Figu a 11 – P aça Mo ada de São João em 2014 (P e ei u a de São Paulo, 2014) Figu a 10 – P aça Mo ada de São João em 2013 (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 24 mobiliá io po á il (exemplo: cadei as de p aia). Ou o aspe o mui o impo an e pa a es a á ea oi a c iação de condições de pe manência nos espaços públicos, em especial no La go Paissandu e as ações omadas o am as seguin es:  Exis ência de comida de ua;  Realização de a i idades cul u ais, como shows, espe áculos de dança, ba alhas de b eak dance, ea o de ua, o icinas pa a c ianças;  Opo unidades pa a es a e sen a ;  C iação de uma á ea de ec eio pa a c ianças em o no do La go, um elemen o que pe mi e en ol e aixas e á ias mais no as, um pon o impo an e no La go, is o que a con i ência de di e sas idades ge a maio sen imen o de segu ança. A colocação de mobiliá io u bano po á il como bancos, cadei as de p aia ou mesas desdob á eis pe mi em que o La go se o ne um local con o á el, con ida i o, ag adá el an o pa a con e sa , como pa a es a , pa a espe a o au oca o ou simplesmen e pa a con empla o local e o espaço en ol en e. Segundo o g á ico 2, é pe ce í el que hou e uma mudança na u ilização do local, elacionada com o aumen o de a i idades e sob e udo a melho ia das condições de espe a do au oca o e das condições de pe manência do La go, uma ez que se c ia am mais opo unidades pa a sen a , mais a i idades como po exemplo: a i idade ísica, cul u al, come cial. G á ico 2 – Regis o de a i idades de pe manência (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 25 Com o P oje o Cen o Abe o Paissandu hou e um aumen o de 35,6% de pe manência de pessoas, 100% dos come cian es locais en e is ados a alia am a in e enção como boa ou mui o boa, “(…) sendo que 18% dos come cian es a i ma am que a in e enção con ibuiu pa a o aumen o das endas.” (P e ei u a de São Paulo, 2014) Segundo o P oje o Cen o Abe o “A ida u bana depende das pessoas a i ando o espaço público. Pedes es são uma pa e luida da cidade, dando ida aos espaços po um empo de e minado. Quan o mais empo cada pessoa ica no espaço público, mais ida u bana é acumulada nes as á eas. Po isso, o e a opo unidades pa a es a e con i e com ou as pessoas o na-se mui o impo an e pa a c ia uma cidade mais acolhedo a.”. (P e ei u a de São Paulo, 2014) Pa a além das ans o mações no La go e na A enida é isí el que a en ol en e ambém se al e a, é o caso da Ig eja Nossa Senho a do Rosá io ( igu a 12) onde a eno ação da achada oi es imulada com as modi icações na en ol en e. 2.3.2. La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e Sil a O p oje o Cen o Abe o no La go São F ancisco e P aça Ou ido Pacheco e Sil a e e como um dos p incipais obje i os econquis a o espaço público, que ou o a se encon a a ce cado po g ades. Es as limi a am an o isual como isicamen e os habi an es e es imula am uma sensação de insegu ança. Os obje i os de inidos pa a es a á ea o am: Figu a 12 – Ig eja Nossa Senho a do Rosá io (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 26  Do a o espaço com no as unções;  In ensi ica o uso do espaço público;  Desen ol e um espaço de encon o e descanso ao a li e;  P opo ciona si uações de pe manência de al a qualidade como assen os, somb a, a i idades cul u ais: cinema ao a li e, comida de ua, wi- i g á is. A es a égia do P oje o Cen o Abe o São F ancisco é semelhan e à do Cen o Abe o Paissandu. Ve i icou-se a melho ia da mobilidade e a u ilização de sinais ho izon ais (pequenos blocos de g ani o, locais pa a es acionamen o de bicicle as) ga an i am maio segu ança à população. Foi c iada uma no a passadei a en e a P aça e o La go ( igu a 13 e 14) que e e esul ados an ás icos, uma ez que an es da c iação da passadei a a média de a essias e a de 95 pessoas po ho a e com a implan ação da passadei a a média passou pa a 162 pessoas po ho a. (P e ei u a de São Paulo, 2014) Figu a 13 – P aça Ou ido Pacheco e Sil a, 2013 (P e ei u a de São Paulo, 2014) Figu a 14 – P aça Ou ido Pacheco e Sil a, 2014 (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 33 ho izon e empo al de médio p azo. Es e p ocesso esul ou na iden i icação de 130 locais signi ican es “(…) a pa i dos quais se ence ou um abalho de compa ibilização com es udos já elabo ados e a a iculação com as Unidades de In e enção Te i o ial e ou os se iços municipais es abilizando num o al de 149 cen alidades, sendo que 132 e am cen alidades exis en es e 17 o am conside adas po enciais.” (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Bai os Cen alidades Bai o de Al alade A enida da Ig eja Es ados Unidos da Amé ica C uzamen o Es ados Unidos da Amé ica A co do Cego P aça de Lond es A eei o A enida de Roma A enida de Roma A enida de Roma Bai o dos A o es Alameda D. A onso Hen iques Olaias Ro unda das Olaias A oios P aça do Chile A enidas No as Campo Pequeno Saldanha Quad o 4 – Exemplo das cen alidades associadas a um bai o (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Após a iden i icação e a análise das 149 cen alidades, p ocedeu-se à análise da acessibilidade pedonal “(…) eco endo pa a isso ao desenho em ca og a ia de um bu e de 500 me os em o no de cada uma delas (equi alen e a uma iagem a pé de ce ca de 15 minu os), pe mi iu conclui que a cidade ica á bem se ida de espaços públicos.”, isí el na igu a 17. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 34 A ase seguin e co espondeu à iden i icação das p aças p io i á ias, com o apoio dos execu i os das jun as de eguesia. Fo am de inidas 30 cen alidades p io i á ias, onde oi elabo ada uma ca a e ização mais p o unda das cen alidades a a és da análise ca og á ica, da sis ema ização em SWOT e da elabo ação de p opos as de in e enção. 3.2. C i é ios de qualidade do espaço público A qualidade do espaço público es á ligada a di e sas ca a e ís icas ais como: o con o o, a segu ança, a a a i idade, a mul i uncionalidade, en e ou os. Es as são de e minan es quando se a alia um de e minado espaço, po que a obse ação e a análise des es de e ag ega di e sos aspe os como: o desenho do espaço adequado à escala humana, a exis ência e di e sidade de a i idades económicas e cul u ais e a exis ência de mobiliá io u bano con o á el e adequado ao espaço e às necessidades da população. Todos es es aspe os con ibuem pa a o sucesso dos espaços públicos. Rela i amen e à o ganização, P ojec o Public Spaces são de inidos dez bene ícios associados à c iação de bons espaços públicos. Es es in e ligam aspe os como: a economia local, a segu ança dos peões, a in e modalidade dos anspo es públicos e a p o eção do ambien e. São eles, de aco do com Fe nandes (2012):  Apoia as economias locais; Figu a 17 - Po encial acessibilidade pedonal das cen alidades (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 35  A ai in es imen o;  A ai Tu ismo;  P omo e a i idades cul u ais;  Enco aja o olun a iado;  Reduzi o c ime;  Melho a a segu ança pedonal;  Aumen a o uso de anspo es públicos;  Melho a a qualidade de saúde pública ao melho a a qualidade da ci culação pedonal;  Melho a e p o ege o ambien e. A igu a 18 az e e ência aos 10 c i é ios sob e um bom espaço público que es ão ligados à possibilidade de: uma pessoa le um li o, de e locais pa a es a e sen a , de disponibiliza um espaço onde di e en es modos de deslocação con i am em ha monia e com segu ança e que as a i idades come ciais sejam a a i as. Po an o, quando se az e e ência a bons espaços públicos é in e essan e pe cebe a ligação das componen es elacionadas com: a economia local, a mobilidade ( an o po anspo es cole i os como modos sua es), a comunidade local (e não só, uma ez que se pode Figu a 18 - 10 c i é ios sob e um bom espaço público (PPS, P ojec o Public Spaces, Powe o 10 - Place, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 36 inclui isi an es, u is as, abalhado es) e o ambien e, ou seja a c iação de bons espaços públicos p essupõe a c iação de p oje os assen es numa abo dagem holís ica, in eg ada e pa icipada (en ol imen o da população e de s akeholde s com di e sas á eas cien í icas). 3.2.1. Jan Gehl Segundo os u banis as Jan Gehl, La s Gemzøe, Sia Ka naes e B i S e nhagen Sónde gaa d no li o Cidade pa a Pessoas são desc i os 12 c i é ios que pe mi em a alia um bom espaço público ( igu a 19). Es es encon am-se o ganizados em ês g upos: P o eção, Con o o e Ag adabilidade. (Gehl, 2013) Figu a 19 - 12 C i é ios pa a a aliação do Espaço Público (Ba a o, 2013) 1. P o eção con a o á ego e aciden es – A segu ança dos peões é um aspe o undamen al nas cidades. Pa a isso, os espaços públicos de em assegu a a p o eção dos peões ace ao á ego e aos aciden es, bem como a sua segu ança e eceio ace ao á ego. 2. P o eção con a o c ime e a iolência – Es e c i é io é impo an e po que os espaços públicos de em se espaços com um ambien e cheio de ida, segu os pa a a ci culação das pessoas e pa a a ealização de a e as an o diu nas como no u nas. Nes e úl imo aspe o, é essencial que es es espaços enham uma boa iluminação. É undamen al que os Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 37 espaços públicos p o ejam con a o c ime e a iolência a a és da c iação de ambien es com ida e mo imen o. 3. P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis – Es e c i é io eme e-nos pa a a p o eção con a: o en o, o io/calo , a chu a/ne e, a poluição sono a e a mos é ica, en e ou os. Nes e campo, a p esença de ege ação em um papel ú il an o pa a o embelezamen o do espaço como pa a a p o eção da população, a a és da c iação de somb as pa a os dias de calo e de e úgio nos dias com en o. 4. Opo unidades pa a caminha – Es e c i é io diz espei o à impo ância de caminha num espaço ap azí el, segu o e con ida i o. A acessibilidade pa a oda a população, sem obs áculos, é ulc al na c iação de espaços públicos inclusi os, com boas supe ícies e achadas in e essan es. 5. Opo unidades pa a pe manece em pé – Es e c i é io es á ligado à c iação de locais públicos ag adá eis que pe mi am a pe manência das pessoas no local, ou seja, espaços de ansição pa a pe manece em pé. 6. Opo unidade pa a sen a – A p esença de mobiliá io u bano adequado pe mi e a c iação de condições de pe manência num de e minado espaço público. É impo an e a exis ência de bons locais pa a descanso, onde seja possí el con empla a is a, o sol e as pessoas. 7. Opo unidade pa a obse a – Es e c i é io es á associado à con emplação da is a, pon o ulc al nos mi adou os, nos ja dins, nos pa ques, en e ou os, pa a além de achadas e de paisagens in e essan es. 8. Opo unidades pa a ou i e con e sa – Baixo ní el de uído que pe mi a uma con e sa ag adá el. Pa a isso os espaços públicos de em p o idencia mobiliá io u bano adequado e con o á el, uma ez que são locais de con í io e de oca de ideias en e pessoas. 9. Opo unidades pa a b inca e p a ica a i idade ísica – Opo unidades pa a exe ci a an o no e ão como no in e no, como de dia ou de noi e e que con idem as pessoas a des u a do espaço pa a a p á ica de a i idade ísica, de jogos, de ginás ica. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 38 10. Escala humana – Es e c i é io dá especial a enção ao espaço cons uído, uma ez que, os p édios e os espaços de em es a cons uídos à escala humana. 11. Opo unidade pa a ap o ei a os aspe os posi i os do clima – Es e c i é io encon a-se ligado com o ap o ei amen o das ca a e ís icas climá icas ag adá eis. 12. Boas expe iências senso iais – O bom design, a boa escolha de ma e iais, como a p esença de á o es, plan as e água (como on es, espelhos de água) su gem como elemen os undamen ais pa a a c iação de boas expe iências. 3.2.2. DGTODU Os 7 c i é ios de inidos pela DGOTDU esul am da adap ação do li o “O chão da cidade” (quad o 5). Os 7 c i é ios englobam a a aliação do espaço público, an o do pon o de is a do espaço público em si e das ca a e ís icas que de em assegu a , como da pe ceção da população ace ao espaço público e a en ol en e, adicionando aspe os ligados à sus en abilidade, iden idade, acessibilidade e mobilidade. C i é ios e pa âme os da qualidade do espaço público Iden idade P omo e o ca ác e o mal e os signi icados econhecí eis no local P omo e os pad ões ca a e ís icos da cul u a e do desen ol imen o local P omo e a c iação de no os elemen os de di e enciação Con inuidade, pe meabilidade P opo ciona uma boa in eg ação no con ex o e na malha u bana Possibili a o econhecimen o, diu no e no u no de ma cos de o ien ação Es abelece uma cla eza de delimi ações, en e espaço público e p i ado Segu ança, con o o, ap azibilidade P omo e a segu ança de pessoas e bens e a elação segu a peões - á ego O e ece qualidade isual e elação in ensa e ap azí el com a en ol en e Inco po a c i é ios de con o o, u ilidade, e gonomia pa a os u en es Acessibilidade e Mobilidade O e ece acilidade de mo imen ação, e/ou de a a essamen o e/ou ligação P omo e a in e ligação dos pad ões de mo imen ação (modos e pe cu sos) A en o às expe a i as e necessidades no uso do espaço, sem exclusões Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 39 Di e sidade e adap abilidade Flexibilidade pa a adap ação a usos di e sos e a possí eis mudanças u u as Compa ibilidade com a escolha de di e en es se iços e equipamen os P omo e a di e sidade o mal (na u al/a i icial) e al e na i as de i ência Robus ez e esis ência Adequação às solici ações do uso e desgas e e aos elemen os do clima Adequação à p e enção do andalismo Adequação ao maio empo ú il de ida possí el, diminuindo a manu enção Sus en abilidade Económica - É iá el no empo, p oduz alo supe io ao consumido Ambien al - Com pouco impac e ecológico, na cons ução e manu enção Social - Co esponde às aspi ações e necessidades, p omo e a equidade Cul u al - Reconhecimen o dos signi icados, com cla eza e consis ência Quad o 5 - C i é ios pa a a aliação do Espaço Público (B andão, 2008) Os c i é ios p opos os po Jan Gehl dizem espei o ao espaço público e à sua conceção do pon o de is a das pessoas, já que es e espaço de e es a enquad ado an o ao ní el da escala, como dos usos e da sua cons ução. Os c i é ios p opos os pela DGOTDU incluem a dimensão da sus en abilidade económica, ambien al, social e cul u al, pois a isão do espaço público de e inclui as p eocupações ambien ais. A in odução dos elemen os e des az bene ícios an o pa a a cidade (aumen o de espécies au óc ones, aumen o de espaços e des na cidade, maio embelezamen o da cidade) como pa a a população, mas ambém de e inclui aspe os económicos po que é ulc al pe cebe os cus os associados à c iação dos espaços públicos, à sua ges ão e manu enção. Pa a além disso, os c i é ios da DGOTDU iden i icam o c i é io da iden idade, um pon o ulc al nos espaços públicos, uma ez que es es de em es a enquad ados com as ca a e ís icas do local, apesa de se possí el a in odução de no os usos e de no os símbolos. Mas é essencial que a população se iden i ique com o local e que seja c iado um sen imen o de pe ença, o que aduzi -se-á na p o eção e na manu enção do espaço. É po isso que os espaços públicos não de em se cópias de ou os espaços, es es de em p i ilegia as ca a e ís icas locais, bem como a comunidade local. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 40 Po im, a DGOTDU inclui o c i é io acessibilidade e mobilidade de ido à impo ância da ligação dos espaços públicos com os di e en es modos de anspo e, bem como da p omoção da deslocação em modos sua es. Po an o, es e c i é io co esponde a um dos pila es undamen ais pa a as cidades sus en á eis, uma ez que cada ez mais as cidades de e ão p i ilegia a epa ição dos di e en es modos de anspo e de o ma mais equilib ada. 3.2.3. P ojec o Public Spaces A o ganização no e-ame icana P ojec o Public Spaces p opõe um diag ama compos o po qua o aspe os undamen ais pa a o sucesso de um espaço público, ou seja, as qua o qualidades que a o ganização conside ou como as mais impo an es pa a a conceção de bons espaços públicos: sociabilidade, usos e a i idades, con o o e imagem, acessos e ligações. Figu a X: C i é ios pa a a aliação do Espaço Público Fon e: DGOTDU (2008:27) Figu a 20 - Wha Makes a G ea Place? (PPS, P ojec o Public Spaces, Wha makes a success ul Space?, s.d.) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 41 An es da obse ação e in e p e ação do diag ama ( igu a 20), a o ganização su ge com uma pe gun a undamen al pa a in e p e a os espaços públicos, as suas unções e usos: “O que a ai as pessoas?” e a epos a é nos o necida a a és da obse ação e da capacidade de a ação de um de e minado espaço público. Deco en e des a pe gun a a o ganização de ine um conjun o de pon os ulc ais pa a a c iação de bons espaços públicos, nomeadamen e:  Ele ada p opo ção de pessoas em g upos;  P opo ção de mulhe es supe io à média, endo em con a que as mulhe es endem a se mais sele i as nos espaços que usam;  Pessoas de di e en es idades, o que ge almen e signi ica que o luga con ém á ias alências pa a di e sos pe íodos do dia. Po exemplo, as c ianças da idade p é-escola e os seus esponsá eis podem u iliza o pa que enquan o as ou as pessoas es ão a abalha , assim como os senio es e os e o mados;  A i idades a iadas;  A eição, median e a obse ação de ges os como so i , beija , ab aça e cump imen a , a endendo a que é mais a o quando os espaços públicos são p oblemá icos. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Po an o, os a o es de e minan es pa a a c iação de um bom espaço público es ão elacionados com: as pessoas que u ilizam o espaço, dando especial a enção às mulhe es, às c ianças e aos idosos; as a i idades exis en es que pe mi em uma maio in e ação social e po sua ez mais ida u bana e, po im aspe os senso iais e subje i os nomeadamen e: a in e ação en e as pessoas a a és de ges os. Ao ní el do diag ama pa a en ende mos a sua dinâmica de e-se p imei o imagina que se es á numa ua, numa p aça, num la go e a pa i daí pode a alia -se esse espaço de aco do com os qua o a ibu os-cha e: sociabilidade, usos e a i idades, con o o e imagem, acessos e ligações. A pa i des es qua o a ibu os pode ca a e iza -se, po exemplo, uma p aça de aco do com os aspe os quali a i os (conside ados como in angí eis) desc i os pa a cada a ibu o que es ão na segunda co oa. Po im, pode a alia -se uma p aça segundo aspe os quan i a i os como a axa de c iminalidade, as condições de habi abilidade, o á ego odo iá io, en e ou os. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 42 Em elação à sociabilidade, um de e minado espaço público de e á e di e sas ca a e ís icas: se amigá el, in e a i o, di e so do pon o de is a das pessoas que usam o espaço (mulhe es, idosos, c ianças), com boa izinhança e que as pessoas se sin am bem- ecebidas. Ao ní el dos usos e das a i idades, um espaço público de e se : a i o, i al, ú il, especial e sus en á el. Es es aspe os a ão com que as pessoas se sin am bem a ealiza uma de e minada a e a e que o espaço ap esen e di e sas a i idades. O con o o e a imagem es ão ligados às opo unidades que o espaço público o e ece ao ní el do mobiliá io u bano, ou seja, opo unidades pa a sen a , pa a caminha . A segu ança e a limpeza são pon os essenciais, p i ilegiam-se espaços que es ejam limpos, que sejam equen ados mais po mulhe es do que po homens, já que as mulhe es são mais sele i as e a di e sidade de géne os e de idades num espaço público ansmi e maio sensação de segu ança. Po im, os acessos e as ligações co espondem à cone i idade de uma p aça com a en ol en e bem como a con inuidade desse espaço a a és de achadas in e essan es que pe mi am que o caminha pelas uas seja uma a i idade segu a e a a i a. Pa a além des a con inuidade do espaço, a p oximidade e a acessibilidade dos espaços públicos, es es de em se de ácil lei u a e os di e en es modos de anspo e de em es a bem a iculados. Es a me odologia ab ange di e sos aspe os que se de e obse a no espaço público, uma ez que, in e liga os usuá ios, as a i idades, a cone i idade do espaço e o seu con o o e imagem. Con udo, es a me odologia oca-se na u ilização e nas ca a e ís icas quali a i as e senso iais des es espaços e não comp eende a dimensão ma e ial dos espaços públicos. Enquan o que os c i é ios de Jan Gehl se ocam nos espaços públicos e na sua conceção à escala humana, os c i é ios da PPS cen am-se na impo ância de espaços a a i os an o do pon o is a económico como social. 3.2.4. P oje o São Paulo – Cen o Abe o A abo dagem dos p oje os Cen o Abe o nes e capí ulo su ge da necessidade de in eg a não só o ganizações, mas ambém um p oje o, onde se possa iden i ica a me odologia e os c i é ios u ilizados. Es e p oje o es abelece uma boa ligação en e os Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 49 CRITÉRIOS PARÂMETROS 1 2 3 4 5 PROTEÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões Ní el de eceio ace ao á ego P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo Iluminação Sensação diu na Sensação no u na P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis G au de limpeza Ní el de poluição (sono a, a mos é ica) CONFORTO Opo unidades pa a caminha Espaços pa a caminha com boas supe ícies Ausência de obs áculos Acessí el a odos Opo unidades pa a pe manece em pé Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé Espaços a aen es Opo unidades pa a se sen a Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção) Opo unidades pa a obse a Vis as obs uídas e in e essan es Opo unidades pa a ou i e con e sa Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção) Ní el de uído AGRADABILIDADE Escala Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima Design e p oje o Elemen os e des e p esença de água Expe iências senso iais posi i as Exis ência de somb as DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) A i idades cul u ais E en os ao longo ano A i idades ísicas Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção) Fachadas In e essan es, a a i as e di e sas ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 50 Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão Acessos aos anspo es públicos Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade Coexis ência de di e sos modos de anspo e Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade Quad o 6 – Painel de c i é ios quali a i os pa a a aliação do espaço público (Elabo ação p óp ia) CRITÉRIOS PARÂMETROS INDICADORES Valo es PROTECÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões N.º T a essias o a da passadei a N.º de a essias po ho a P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo Pe cen agem de peões Pe manência média das pessoas po ho a Pe cen agem de c ianças, mulhe es e idosos DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) N.º de es abelecimen os come ciais ao ní el do és-do-chão A i idades cul u ais E en os ao longo ano N.º de e en os cul u ais ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade Pe cen agem de peões Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão Pe cen agem de ciclis as Quad o 7 – Painel de c i é ios quan i a i os pa a a aliação do espaço público (Elabo ação p óp ia) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 51 N.º do inqué i o: ______ Da a: ____/____/_____ Ho a: ___:____ Ca a e ização do en e is ado: 1. Faixa e á ia: Menos de 18 anos  18 – 30 anos  30 – 50 anos  50 – 70 anos  + 70 anos  2. Sexo: Feminino  Masculino  3. Si uação P o issional: Es udan e  Emp egado  Desemp egado  Re o mado  4. Local de esidência: _____________________________________________ A i idades desen ol idas: 5. Quais as a i idades que ealiza nes e local: Sen ado  A con e sa  A le  A come  À espe a do au oca o  6. F equen a es e espaço du an e: Dias ú eis  Fins de semana  7. Como se desloca pa a a P aça: A pé  De bicicle a  De anspo es públicos , se sim quais______________________________ De au omó el  A aliação do p oje o: 8. 3 aspe os nega i os an es da in e enção: ______________________________________________________________________ 9. 3 aspe os posi i os depois da in e enção: ______________________________________________________________________ 10. Pa a além das in e enções oco idas, o que espe a e ealizado: ______________________________________________________________________ 11. De 0 a 10 qual é a a aliação pa a a P aça: _______ Especí ico pa a os come cian es: 12. A in e enção e e um e lexo posi i o nas endas: ________________________________________________________________ Inqué i o pa a a aliação das ans o mações oco idas na P aça __________________ “Uma P aça em cada Bai o” Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 52 4. Lisboa: “Uma P aça em cada Bai o” A equali icação do espaço público pode se is a como uma ânco a pa a a egene ação u bana, pa a a ixação da população e pa a a melho ia da qualidade de ida. Nes e sen ido, a in e enção sob e o espaço u bano de e não só in eg a a componen e ma e ial (como a ealização de ob as) mas ambém de e inclui a componen e ima e ial como a ap op iação mul icul u al do espaço, is o que a he e ogeneidade cul u al é um pon o impo an e no desen ol imen o de uma cidade coesa an o do pon o is a económico como social e cul u al. (Po ugal, 2004) Segundo Isabel Gue a “A in e enção sob e o espaço é an o mais posi i a quan o a mesma acção in eg a em simul âneo as di e en es es e as: a equali icação do espaço, a o mação p o issional, a ap op iação mul icul u al do espaço, a c iação de emp ego, e c., po isso eme gem concei os no os en ando aduzi essa in eg ação e e i o ialização das es e as de ida social: desen ol imen o social u bano, desen ol imen o in eg ado, desen ol imen o pa icipado, e c.” (Gue a, 2007). Es a a i mação demons a a impo ância de uma abo dagem in eg ada no desen ol imen o de espaços públicos com qualidade, que co espondam aos obje i os de inidos pelas cidades e que se adequem às ca a e ís icas e às necessidades locais. 4.1. Desc ição do P og ama 4.1.1. Obje i os O p og ama “Uma P aça em cada Bai o” em como inalidade alo iza a iden idade de Lisboa, como uma Cidade de Bai os (sendo um dos eixos do p og ama do go e no da cidade de Lisboa 2013/2017), ou seja, p e ende-se que, a pa i de uma p aça, de um la go, de uma ua se desen ol am espaços de con í io e pon os de encon o onde se concen am a i idades, emp ego e, pa a al, que se c iem espaços públicos de excelência. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 53 A isão es a égica de inida pa a o p og ama “Uma P aça em cada Bai o”, p e ende p omo e a cidade de Lisboa como uma cidade sus en á el, melho ando a qualidade dos espaços públicos a a és da edução do núme o de eículos, do incen i o ao uso dos anspo es cole i os e da deslocação em modos sua es. Também se p e ende desen ol e uma cidade inclusi a onde o espaço público possa se u ilizado po odas as pessoas e os di e en es modos de anspo e possam coexis i de o ma con o á el e segu a. A elabo ação des e p og ama con a com a colabo ação de 24 eguesias pa a desen ol e espaços públicos de qualidade, in e ligando as emá icas: economia, anspo es, sociedade e ambien e (obje i os desc i os na igu a 22). Figu a 22 – Obje i os pa a Lisboa, uma cidade de bai os (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Segundo Manuel Salgado, e eado da Câma a Municipal de Lisboa, é impo an e a alo ização da cidade de Lisboa como uma cidade de bai os e, pa a que se conc e ize es a isão, é necessá io p omo e um mix de esidência, emp ego e comé cio bem como e o ça os equipamen os cole i os e adap a os espaços públicos, como espaços de cidadania. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Lisboa, uma cidade de bai os, uma cidade sus en á el Ambien al Redução do uído Redução da poluição do a Mais espaços e des Mobilidade Redução do á ego de au omó el Modos sua es, pé, bicicle a, anspo es elé icos Espaços de coexis ência en e os modos de anspo e Inclusi a Espaço público acessí el a oda população Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 54 Segundo o Rela ó io Me odológico do p og ama “A p opos a de in e enção consis e na equali icação de cada uma des as mic ocen alidades aumen ando as á eas de es a ao a li e o nando-as mais con o á eis e segu as – ala gando passeios, ins alando esplanadas, plan ando á o es, c iando somb as, ein oduzindo a água como elemen o da paisagem u bana, a enuando o impac o do á ego au omó el, – mas igualmen e incen i ando a ins alação de comé cio e equipamen os colec i os de p oximidade.” (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) O P og ama “Uma P aça em cada Bai o” em como p incipais obje i os:  Melho a a qualidade do espaço público;  Aumen a o espaço des inado pa a os peões e po sua ez o ganiza o ânsi o au omó el;  P i ilegia a deslocação em modos sua es (a pé e de bicicle a) bem como a deslocação em anspo es públicos;  P omo e a ap op iação dos espaços públicos, omen ado o sen imen o de iden idade e pe ença dos espaços públicos, desen ol endo uma con i ência social nos espaços públicos. Pa a além da pe ceção des es obje i os, é impo an e enquad a os concei os u ilizados no p oje o, nomeadamen e: Bai o, Cen alidade e Espaço Público, sendo que o úl imo concei o oi abo dado no Capí ulo 2. Bai o – A de inição do concei o de bai os é algo imp eciso e discu í el, uma ez que não em uma delimi ação e i o ial p ecisa. Con udo, a sua delimi ação pode á se ei a a a és do consenso en e os habi an es nesse local e os que esidem o a dele. Pa a a delimi ação dos bai os oi conside ada a e olução his ó ica de Lisboa e a sua e olução adminis a i a; inse iu-se os bai os como subdi isão das eguesias da cidade “(…) p e alecendo os p essupos os his ó icos e mo ológicos, o que implicou que alguns bai os possam pe ence a mais que uma eguesia”. (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Cen alidade – As cen alidades cons i uem pon os de impo ância a ní el local. São pon os de a ação que pola izam pessoas, a i idades, eículos, capi ais e me cado ias, dado que são zonas de abas ecimen o diá io. Um dos a o es de e minan es pa a a de inição de uma cen alidade é a acessibilidade, ou seja, a o ma como as pessoas se deslocam pa a um dado espaço que seja a pé, de bicicle a ou a a és de Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 55 anspo es públicos, sendo que a acessibilidade de e á se assegu ada pa a os esiden es, mas ambém pa a os isi an es, abalhado es e es udan es. A in e enção nas cen alidades em como obje i os:  Melho a as acessibilidades e a ci culação pedonal, sendo necessá io desen ol e uma ede pedonal con ínua segu a, e icaz, mul i uncional e de acesso uni e sal. Es e obje i o pe mi i á desen ol e uma cidade sem ba ei as, uma cidade pa a odas as pessoas;  P omo e a mul i uncionalidade dos espaços públicos, a a és da di e sidade de comé cio e se iços, o que pe mi i á aumen a a in e ação en e as pessoas;  P omo e a deslocação em modos sua es a a és da p omoção da deslocação a bicicle a a a és da c iação de mais ciclo ias e da u ilização de anspo es cole i os;  A icula com o Plano de Acessibilidade Pedonal e a Es a égia da Câma a Municipal, p omo e a acessibilidade nos p óximos 5 anos. 4.1.2. Me odologia A elabo ação da me odologia do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” e e como inspi ações, exemplos de e e ência de in e enção em espaço público como: o Plaza P og am (New Yo k), o P oje o Cen o Abe o (São Paulo) e a me odologia desen ol ida pela o ganização P ojec o Public Spaces. Os c i é ios e e en es ao P ojec o Public Spaces (desc i os no capí ulo 3.2.3.), colocam uma pe gun a impo an e: “O que a ai as pessoas?” e a epos a é ob ida a a és da obse ação, da sua capacidade de a ação e da in e p e ação do espaço de aco do com os a ibu os disponí eis na igu a 23. Figu a 23 – Diag ama P ojec o Public Spaces (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 56 Ao ní el do Plaza P og am, desen ol ido na cidade de New Yo k, consis e num p og ama de e i alização e eno ação dos espaços públicos, onde as en idades sem ins luc a i os candida am os seus p oje os e a p io idade é dada pa a os locais mais des a o ecidos. É dada especial impo ância aos g upos comuni á ios po que são es es que u ilizam, man êm e azem a ges ão do espaço. Es e p og ama em como p essupos os c ia p aças de bai o em oda a cidade, onde os espaços subu ilizados passam a se espaços públicos ib an es e o acesso a pé a um espaço público de e se de 15 minu os. (New Yo k Ci y, 2016) Po im, o p oje o Cen o Abe o, na cidade de São Paulo, (capí ulo 3.2.4.) consis e num p og ama de ea i ação do espaço público, cen ado na melho ia das condições de pe manência no espaço público, na melho ia da segu ança dos peões e dos ciclis as e na maio di e sidade de a i idades económicas, cul u ais e ísicas. No caso do p og ama “Uma P aça em cada Bai o” a me odologia aplicada encon a-se de inida em 3 ases. A p imei a ase ( igu a 24) dedicada à análise p og amá ica que comp eendeu a análise u bana an o a a és de ca og a ia his ó ica como de indicado es de desen ol imen o u bano, o que pe mi iu delimi a os bai os e as 30 p a ças p io i á ias. Figu a 24 – Me odologia aplicada na 1ª Fase (adap ado) (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 57 A iden i icação e delimi ação de cen alidades na cidade de Lisboa oi ei a a a és da u ilização de di e sos indicado es de ca ac e ização (baseados na me odologia da PPS) como a densidade populacional, a dimensão média da amília, as en es de comé cio, os pon os de sociabilidade, os edi ícios classi icados, os equipamen os cole i os, as ias e nós iá ios que pos e io men e o am analisados a a és de um SIG (Sis ema de In o mação Geog á ica). De seguida, as á eas que se des aca am o am sujei as a uma análise po meno izada na qual se p ocu a am ja dins, p aças, la gos e uas que aduzissem uma cen alidade, ealizou-se “o c uzamen o com os bai os an e io men e delimi ados, de modo a que as cen alidades ossem associadas a um bai o.” (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) A segunda ase oi dedicada à pa icipação pública, onde oi essencial ecolhe os con ibu os da população pa a que osse possí el inclui os con ibu os no p oje o. É nes a ase que é ei a a ap esen ação da me odologia bem como das p opos as e dos p oje os. A ase de p oje o e de ob a é a úl ima ase que co esponde à ap esen ação pública dos p oje os e ao lançamen o das emp ei adas que inicia á ainda es e ano. Figu a 25 – 3 ase do P oje o - Me odologia (adap ado) (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 58 4.2. Caso de es udo: Picoas e Saldanha A escolha da P aça Duque de Saldanha e de Picoas pa a a aplicação dos c i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público deco e da impo ância des a á ea no âmbi o do p og ama. Es a á ea az pa e do eixo es u u an e do p oje o, nomeadamen e Ma quês de Pombal-En ecampos e, pa a al, su ge a necessidade de aplica os indicado es pa a a a aliação das ans o mações em espaço público. A P aça Duque de Saldanha e de Picoas ap esen am-se como espaços de cha nei a en e as eguesias das A enidas No as e de A oios e cons i uem-se como eixos es u u an es no âmbi o do P og ama “Uma P aça em cada Bai o”. Ambas são ca a e izadas pela o e p esença de unções e ciá ias e do comé cio. Picoas e a P aça Duque de Saldanha ap esen am pon os o es, como a ele ada concen ação de unções e ciá ias, a exis ência de uma boa ede de anspo es públicos (p oximidade com a es ação e o iá ia de En ecampos, ligação com as linhas de me o – Picoas, Saldanha, ligação com a ede da Ca is), a boa localização des a á ea ace à en ol en e e o ele ado po encial da ans o mação do local pa a um espaço com qualidade e exemplo de boas p á icas em espaço público. Os pon os acos encon am-se associados ao ele ado á ego au omó el e à localização de di e sas á eas pa a o es acionamen o de au omó eis, o que con ibui pa a a edução do espaço dos peões, o que, desde já, c ia um con li o de in e esses pelo espaço e a poluição a mos é ica e sono a que ad ém da u ilização pouco sus en á el dos au omó eis. O sen imen o de insegu ança ace ao á ego au omó el e a p io ização dos au omó eis ace aos peões (aspe o isí el nos momen os de a a essamen o das passadei as, onde o empo é bas an e limi ado e ap esen a como um en a e pa a as pessoas com mobilidade eduzida). Após o le an amen o de alhado de in o mações, po pa e da Câma a, que supo assem as p opos as, e i icou-se que os p incipais p oblemas dizem espei o à acessibilidade, ao mobiliá io u bano (bancos), ao ânsi o au omó el e es acionamen o, às ca gas e desca gas, à limpeza de uas e ja dins, aos ecopon os e aos pa ques in an is. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 65 Quad o 8 - Obje i os pa a a equali icação de Picoas (adap ado) (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) É pe ce í el que em Picoas, não se á ei a somen e a ans o mação do espaço pedonal, a equali icação em Picoas comp eende á ambém uma ans o mação na ci culação au omó el, na alo ização do papel de in e ace des e local e na ligação des a á ea com a en ol en e que pe mi i á po encia ainda mais o local, uma ez que concen a um g ande núme o de unções e se iços. Segundo o a qui e o Ped o Dinis, a eo ganização do ânsi o se á ei a a a és da eliminação da i agem à esque da pa a a Rua La ino Coelho po que o maio luxo de eículos é de No e pa a Sul. Es a al e ação es a á associada a duas in e enções, uma em que a ci culação na o unda do Saldanha se á mais ápida e a ou a ligada à c iação de dois sen idos na Rua Tomás Ribei o. Pa a além disso, a ci culação em en e ao Picoas Plaza na Rua Vi ia o se á al e ada de modo a man e o sen ido descenden e e con e endo o ou o sen ido numa á ea pedonal. (Soa es, 2015) Concen a o seu papel de in e ace, a a és da elocalização das pa agens da A . Fon es Pe ei a de Melo/Picoas. Obje i os especí icos, Picoas: Reo ganiza o es acionamen o de mo ociclos jun o ao edi ício da Po ugal Telecom Requali ica a ligação pedonal com a P aça José Fon ana e Liceu Camões C ia 2 sen idos na Rua Tomás Ribei o Elimina a ia de i agem à esque da em en e ao Fó um Picoas Aumen a a á ea pedonal em en e do Fó um Picoas e Cen o Come cial Ima iz Obje i os especí icos, A enida Fon es Pe ei a Melo: C ia um sepa ado cen al C ia um co edo de á o es ao longo dos passeios Da con inuidade à ciclo ia Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 66 4.2.1.1. Picoas – aplicação dos c i é ios de qualidade do espaço público De aco do com os obje i os de inidos é possí el simula esul ados com a in e enção em Picoas. A a aliação da qualidade dos espaços públicos e á em con a os 5 c i é ios de inido no subcapí ulo 3.3.. A simulação i á iden i ica pon os ulc ais das in e enções e de e mina o sucesso dos espaços públicos. Con udo, a ges ão de p oximidade e uma ligação equilib ada en e as componen es ha dwa e (ob as) e so wa e (ges ão do espaço po pa e da população e dos écnicos) pe mi i á uma a aliação mais igo osa dos p ocessos. A cons an e moni o ização pe mi i á encon a os p incipais pon os posi i os da equali icação e e i a conclusões impo an es pa a as p óximas in e enções. As in e enções em Picoas e ão como p incipais esul ados a:  Melho ia da qualidade do espaço pedonal, das condições de a a essamen o a a és da eliminação do es acionamen o de eículos (au omó eis e mo ociclos);  Melho ia das condições de pe manência pa a as pessoas;  Aumen o de espaços e des;  C iação da pis a ciclá el que pe mi i á liga desde A enida Fon e Pe ei a Melo a é à P aça Duque de Saldanha. A pa i da isualização das igu as 30 e 31 e da aplicação dos c i é ios de a aliação da qualidade do espaço público 6 numa si uação de simulação, é pe ce í el a melho ia do espaço sob e udo na qualidade pa a os peões, is o que o espaço des inado pa a os peões se encon a ocupado pelo es acionamen o an o de eículos ligei os como de mo ociclos. Os c i é ios de con o o e de p o eção são os que ap esen am melho ias mais no ó ias: a in odução de elemen os e des pe mi e embeleza o local, c ia á eas de somb a e sepa a as aixas de odagem. A c iação da ciclo ia e a sua ligação com a P aça Duque de Saldanha é um dos pon os o es da equali icação, uma ez que pe mi e a expansão da ciclo ia e e o ça uma das es a égias do município de Lisboa. O aumen o das a i idades económicas encon a-se associado à e alo ização dos espaços azios, is o se em ecu sos do men es na A enida. 6 Ve Anexo 2, quad o 16: painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 67 As in e enções em espaço público não só azem bene ícios pa a a qualidade do espaço público (nomeadamen e locais pa a es a , sen a , a o ganização do espaço, e c.) mas ambém p omo em dinamismo económico do local. Um dos e ei os que se e i icou na cidade de São Paulo oi a melho ia da en ol en e, an o do pon o de is a es é ico como da o e a de a i idades. Face às in e enções ealizadas é possí el que os espaços que se encon am azios possam se ocupados, como consequência das melho ias no espaço público. O seguin e quad o 9 sin e iza a in o mação ela i a à aplicação dos c i é ios pa a a a aliação da qualidade do espaço público an o do pon o de is a quali a i o como quan i a i o. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 68 Requali icação em Picoas Simulação dos esul ados C i é ios P incipais al e ações A aliação (1 a 5) Quali a i o Quan i a i o Valo es P o eção 4 Melho ia nas condições de a a essamen o ao localiza as passadei as de uma o ma mais simples e di e a, o que ge a um sen imen o de segu ança N.º T a essias o a da passadei a N.º de a essias po ho a Maio in e ação social e i ência u bana omen ada pela c iação de mais espaços pa a as pessoas, especialmen e jun o ao edi ício da PT e do cen o come cial Ima iz Pe cen agem de peões Pe manência média das pessoas po ho a Pe cen agem de c ianças, mulhe es e idosos Con o o 4 Diminuição do ní el de uído, associado à p esença de ege ação ao longo da a enida e da eo ganização do ânsi o Melho ia das condições de pe manência: locais pa a es a , sen a , le , obse a o espaço Aumen o do espaço pedonal Bons espaços pa a caminha a en o às necessidades da população (acessibilidade uni e sal sem obs áculos) Melho ia dos passeios em e mos da dimensão, da qualidade da calçada e do ebaixamen o do passeio jun o às passadei as Maio legibilidade do espaço em en e ao cen o come cial Ima iz a a és da eliminação do es acionamen o Ag adabilidade 4 Mais espaços com somb a a o ecidos pela in odução de elemen os e des Embelezamen o do local a a és da ege ação, o que o na o espaço mais ag adá el Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 69 C iação de um co edo e de jun o aos passeios e no sepa ado cen al Di e sidade de usos e a i idades 3 Aumen o de a i idades económicas N.º de es abelecimen os come ciais 22 Ausência de a i idades cul u ais, o que é comp eensí el ace às ca a e ís icas do local N.º de e en os cul u ais 0 In odução de a i idades ísicas com a ciclo ia Acessibilidade e Mobilidade 4 In odução de uma ciclo ia, o que pe mi e a c iação de uma ede ciclá el con ínua Pe cen agem de ciclis as Uni o mização dos passeios (qualidade e dimensão) Pe cen agem de peões Espaço acessí el a odos a a és da eliminação de obs áculos Melho ia da qualidade dos momen os de espe a dos anspo es públicos Coexis ência segu a e con o á el en e os di e en es modos de anspo e e a deslocação em modos sua es Quad o 9 – Simulação da aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público - Picoas Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 70 Figu a 32 - P opos a p elimina pa a Picoas Fon e - (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Figu a 31 - Si uação a ual em Picoas Fon e: (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Figu a 30 - Si uação após as in e enções em Picoas Fon e - (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 71 4.2.2. P aça Duque de Saldanha A P aça do Duque de Saldanha ap esen a di e sas ca a e ís icas posi i as ais como: o ele ado luxo de pessoas associado à localização de esc i ó ios na en ol en e, a exis ência de dois cen os come ciais: A ium Saldanha e Monumen al e a boa ligação de an spo es púb lico s que ge a m aind a mais iagen s. De aco do com a igu a 33 é isí el que o espaço em edo da P aça se encon a ocupado, sal o a exis ência de um edi ício de olu o e de um espaço que se encon a sem qualque ipo de a i idade. O espaço não o e ece condições de pe manência na P aça, uma ez que es a se encon a subjugada ao es acionamen o dos au omó eis e, à p aça de áxis, o que não ansmi e o de ido concei o de p aça, como um espaço de encon o que concen a a i idades económicas e é ambém um es emunho da his ó ia da cidade. (Mo a, 2009) Es e espaço ap esen a di e sas po encialidades po que é um espaço abe o e a ejado e, a dimensão da P aça é um ecu so que se encon a sub alo izado, uma ez que se e somen e como espaço pa a ci culação de pessoas, de anspo es cole i os e p i ados. Um dos obje i os do p og ama é a alo ização des a á ea com a c iação de Figu a 33 - Le an amen o uncional (ao ní el do és-do-chão) na P aça Duque de Saldanha (Elabo ação p óp ia) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 72 espaços pa a es a , sen a , ou i , obse a , e c., o que o o na á ainda mais ap azí el, boni o, con o á el e segu o. Es a po encialidade pe mi e dis ingui os obje i os de inidos pa a Picoas e Saldanha. Enquan o em Picoas um dos obje i os se á a c iação de um espaço mais segu o pa a o peões e ciclis as, onde os di e sos modos de anspo e pode ão coexis i de o ma equilib ada e segu a. Na P aça Duque de Saldanha, os obje i os co espondem à melho ia da expe iência das pessoas na P aça pe mi indo que haja espaços pa a esplanadas, pa a es a , espaços e des e calçadas ebaixadas, is o que o município de Lisboa em po obje i o o na -se uma cidade inclusi a, segu a e acessí el. Melho a a qualidade das ligações pedonais se á undamen al bem como assegu a que os a a essamen os sejam cada ez mais segu os e legí eis. Deco en e da pa icipação da população a a és da in e ne , a igu a 34 ap esen a uma sín ese das suges ões da população, que é possí el di idi em ês g andes g upos: o espaço público, os anspo es e a mobilidade. As p eocupações da população e le em a impo ância que os espaços públicos exe cem sob e a sua qualidade de ida, a u gência da c iação de espaços onde as pessoas possam des u a do clima e das a i idades localizadas na P aça. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 73 A a és da aplicação dos c i é ios pa a a alia a qualidade da P aça Duque de Saldanha 7 pe cebemos que o c i é io de con o o é o que ap esen a mais agilidades, especi icamen e nas opo unidades pa a es a , sen a , obse a e pe manece em pé apesa de ap esen a bons espaços pa a caminha (dimensão e qualidade da calçada) apesa do espaço exis en e se ocupado pelo es acionamen o dos au omó eis. O ní el de uído é um pon o nega i o, sendo um dado ligado ao ele ado á ego de au omó eis e à al a de ci ismo dos condu o es. Ao ní el de p o eção, os pon os posi i os es ão ligados ao ac o de a P aça se um espaço mui o mo imen ado po di e sos ipos de pessoas, o que ansmi e uma sensação de segu ança e de ap azibilidade. Os pon os nega i os encon am-se elacionados com o ní el de eceio ace ao á ego, es a á ea em uma ci culação bas an e ele ada e, po ezes, a deslocação dos peões pode á não se ei a com a melho segu ança possí el. A deslocação na P aça, po ezes, não é ei a da o ma mais in eligen e, ou seja, as ligações não são ei as de o ma di e a e con ínua e o empo de 7 Ve no Anexo 3, quad o18: painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público. Figu a 34 - Sín ese das suges ões da população pa a a P aça Duque de Saldanha (Câma a Municipal de Lisboa, 2015) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 74 a a essamen o nas passadei as não é adequado pa a pessoas idosas ou com mobilidade eduzida. Em elação ao c i é io da ag adabilidade, e i ica-se que o e ece poucas opo unidades de somb a e, quando su gem, co espondem à somb a dos edi ícios e não das á o es. A exis ência de espaços e des é um pon o aco, dado que as á o es exis en es se localizam somen e na p aça de áxis, sendo uma po encialidade a se explo ada is o que a P aça ap esen a condições pa a o aumen o do espaço e de. A di e sidade de a i idades económicas é uma mais- alia des a P aça, a localização dos dois cen os come ciais na P aça az com que haja mais mo imen o e que o espaço seja mais i ido. Con udo, a al a de espaços de esplanada e de bancos cons i uem-se como pon os acos, uma ez que não são ap o ei adas as dimensões da P aça pa a a p omoção de uma maio in e ação social (e en os cul u ais) e, po consequência, maio i ência u bana. Ao ní el da acessibilidade e mobilidade, o acesso a anspo es públicos e a coexis ência de di e sos modos de anspo e (au oca o, me o, áxis) ap esen am-se como pon os o es, uma ez que a á ea é se ida po uma boa ede de anspo es públicos. A qualidade das ciclo ias é um pon o que não é explo ado nes as á eas, mas u u amen e i á cons i ui -se como pa e in eg an e da ede de ciclo ia e que pe mi i á liga à A enida Duque de Á ila (A enida que se iu de inspi ação pa a o P og ama). Os obje i os pa a a equali icação da P aça Duque de Saldanha (quad o 10) es ão elacionados com a melho ia do espaço público, o en ol imen o da população na equali icação da á ea, a melho ia das condições de acessibilidade e mobilidade den o da P aça e com a e ol en e. Requali icação da P aça Duque de Saldanha Obje i os ge ais: Aumen a o espaço pedonal de es adia p incipal jun o ao edi icado; Pe mi i á eas de esplanadas; Po encia o e ei o cénico da P aça no ema e u bano da A enida da República; Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 81 4.2.3. Resul ados e Discussão De um modo ge al, as in e enções e ão um e ei o bené ico an o em Picoas como na P aça Duque de Saldanha, uma ez que ambas pe mi i ão de ol e as uas e, as p aças às pessoas, a a és da edução do con li o en e o á ego odo iá io, que pe mi i á melho a as condições de con o o e sob e udo de segu ança, is o que são á eas com g ande luxo de pessoas. A in odução de no as a i idades, em especial na P aça Duque de Saldanha, pe mi i á uma maio in e ação en e as pessoas, uma ez que se ão c iadas melho es condições de pe manência na P aça. Es as no as a i idades pe mi i ão o p olongamen o da pe manência no espaço, o que i á desen ol e um ambien e segu o e com ida u bana. A eo ganização do ânsi o au omó el pe mi i á libe a um espaço essencial pa a as pessoas, a ans o mação des es espaços se i á como on e de inspi ação pa a os es an es p oje os na cidade de Lisboa. A coexis ência equilib ada en e os di e sos modos de anspo e é uma mais- alia pa a os p oje os em espaço público po que es es de em se de ácil acesso pa a oda a população. Pa a além da conc e ização dos obje i os p e is os nas duas á eas, é essencial que a edução do es acionamen o e do possí el á ego de au omó eis seja ei a a a és de uma epa ição modal mais equilib ada, is o é, p omo e a u ilização dos anspo es públicos e desincen i a o uso do anspo e p i ado. A c iação de bolsas de es acionamen o na pe i e ia pe mi i á que as pessoas deixem os ca os e que e e uem o es o da iagem em anspo e público. A c iação da ciclo ia é um passo impo an e pa a o desen ol imen o de uma cidade acessí el, sus en á el e esilien e. Pa a além das in e enções, é essencial e i a ensinamen os pa a que possí eis e os não sejam eaplicados e que se pe ceba quais os pon os sensí eis quando oco em ans o mações em espaço público. Ao ní el da aplicação dos c i é ios, um dos p incipais pon os posi i os é a capacidade de obse a o espaço público em di e sas componen es, ais como: o con o o, a p o eção, a ag adabilidade, a di e sidade de usos e a i idades e, po im, a acessibilidade e mobilidade. A necessidade de o na os c i é ios de Jan Gehl mais Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 82 obus os es á associada à necessidade de obse a mos os espaços públicos de uma o ma mais ab angen e, uma ez que o sucesso des es não es á só elacionado com o con o o pa a se es a sen ado ou a le ou a esc e e , mas pela p esença ambém de a i idades que económicas, cul u ais e sociais que en iquecem os espaços públicos. De um modo ge al, os c i é ios são de ácil aplicação e comp eensão, es es pe mi em uma lei u a as a dos espaços públicos an o do pon o de is a da sua conceção, como da pe ceção das pessoas ace às al e ações que oco em nos mesmos. Um dos pon os ulc ais que de e minam a aplicabilidade dos c i é ios quan i a i os é a ges ão de p oximidade dos espaços públicos, uma ez que es a in o mação implica uma obse ação con ínua do e i ó io. Es e é, sem dú ida, um dos pon os onde pode ão su gi p oblemas, mas que simul aneamen e exe ce um papel mui o in e essan e na obse ação dos espaços. A conc e ização e sucesso da aplicação dos c i é ios quan i a i os se á de inida a a és do en ol imen o de um g upo de abalho que numa ase inicial i á comp eende as di e en es pe spe i as da população ace às in e enções. A ges ão e icien e e de p oximidade pe mi i á i a o máximo pa ido da equali icação, sendo que uma das ases mais impo an es nes as in e enções em espaço público é a sua cons an e p omoção, ou seja, a cons an e manu enção e ges ão que pode á se ei a pela população local, o que i á po encia o sen imen o de pe ença. A aplicação do painel de c i é ios an o quan i a i os como quali a i os pe mi e uma a aliação ab angen e das in e enções, is o que es es não só pe mi em a alia a si uação a ual, mas ambém a e olução das in e enções e os e ei os sob e o e i ó io e as pessoas. A cons an e moni o ização das in e enções é uma mais- alia pa a o p og ama is o que es as á eas azem pa e do eixo es u u an e do p og ama e pa a al a aplicação des e mé odo de abalho pe mi i á e i a conclusões undamen ais pa a as in e enções em espaço público e con ibui á pa a a eaplicação em ou as in e enções com um meno g au de e o. Tan o nas cidades de No a Io que como de São Paulo, a ges ão de p oximidade su giu como um elemen o undamen al pa a a conc e ização de bons espaços públicos. A pa i des a lei u a e da expe iência des as cidades é in e essan e ag egá-lo à cidade de Lisboa. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 83 Os quad os 12 e 13 ap esen am uma sín ese da aplicação dos c i é ios nas in e enções em Picoas e na P aça Duque de Saldanha. Es a lei u a pe mi e obse a os p incipais e ei os sob e as á eas in e encionadas, onde á ei a a compa ação en e a si uação a ual e a simulação dos possí eis esul ados. Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 84 Picoas C i é ios Si uação A ual Simulação A aliação (1 a 5) P incipais ca a e ís icas A aliação (1 a 5) P incipais mudanças P o eção 3 Ní el de eceio ace ao á ego exis en e 4 Melho ia nas condições de a a essamen o na localização das passadei as de uma o ma mais simples e di e a, o que p opo ciona um maio sen imen o de segu ança Tempo de a a essamen o não é adequado pa a pessoas idosas ou com mobilidade eduzida. Ambien e cheio de pessoas Maio in e ação social associada à c iação de mais espaços pa a as pessoas, especialmen e jun o ao edi ício da PT e do Cen o Come cial Ima iz Con o o 2 O espaço não o e ece quaisque condições pa a se sen a , es a ou pe manece em pé 4 C iação de espaços pa a sen a , es a e pe manece em pé. Espaço pouco legí el, sob e udo em en e ao Ho el She a on e o Cen o Come cial Ima iz Eliminação do es acionamen o em en e ao cen o come cial Ima iz, o que con ibuiu pa a a c iação de um espaço mais a a i o, legí el e con o á el pa a os peões Jun o ao edi ício da PT pa e do passeio em como p incipal unção o es acionamen o de mo ociclos e po ezes as pessoas andam jun o à es ada Eliminação do es acionamen o de mo ociclos e ans o mação de um espaço ag adá el pa a caminha , es a ou sen a Os passeios não se encon am ebaixados jun o às passadei as e não p opo cionam uma deslocação ácil e sem obs áculos. Uni o mização dos passeios a a és da eliminação de obs áculos como po exemplo: ebaixamen o dos passeios jun o às passadei as Ele ado uído deco en e do á ego exis en e e do pouco ci ismo dos condu o es Diminuição do ní el de uído, ligado à p esença de ege ação ao longo da a enida e à eo ganização do ânsi o Ag adabilidade 2 Poucos espaços e des (exce o pe o do edi ício da Meo) 4 In odução de espaços e des ao longo dos passeios e no sepa ado cen al, o que pe mi e uni o miza a paisagem ao longo da A enida a é à P aça Duque de Saldanha Fal a de espaços com somb a Mais espaços com somb a a o ecidos pela in odução de elemen os e des Edi ícios poucos adequados à escala humana Ca a e ís ica in ínseca ao local que não pode á se al e ada, a melho ia da expe iência no local se á induzida pela c iação de espaços pa a es a , sen a , con e sa , en e ou os Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 85 Di e sidade de usos e a i idades 2 Quase odos os edi ícios ao ní el do és-do-chão encon am-se ocupados com a i idades ligadas ao comé cio e/ou aos se iços. 3 Aumen o das a i idades económicas associado à ocupação de odos os edi ícios ao ní el do és-do-chão Fachadas pouco in e essan es Melho ia da qualidade das achadas induzido pelas mudanças na A enida e em Picoas Ausência de a i idades ísicas A in odução de a i idades ísicas es á ligada à p esença de uma ciclo ia Ausência de a i idades cul u ais Em pa e, a ausência de a i idades cul u ais es á ligada às ca a e ís icas do local e em con o midade com a escala humana. A equali icação em Picoas passa pela melho ia da qualidade pedonal e da a iculação en e os di e sos modos de anspo e Acessibilidade e Mobilidade 2 Boa ligação com os anspo es públicos 4 Re o ço da deslocação em modos sua es a a és da c iação da ciclo ia, o que pe mi e uma boa in e ligação en e os di e en es modos de anspo e Ausência de uma ciclo ia Exis ência de uma ciclo ia que pe mi e a con inuação da ciclo ia desde da A enida Fon es Pe ei a de Melo a é à P aça Duque de Saldanha Qualidade das ligações pedonais não é bem a aliada de ido à dimensão dos passeios e à exis ência de obs áculos Uni o mização dos passeios a a és da eliminação de obs áculos pa a que odas as pessoas possam ci cula de o ma con o á el e segu a Con li o do espaço pelos peões e os eículos p i ados Eliminação do es acionamen o jun o ao edi ício da PT e do Cen o Come cial Ima iz e c iação de um espaço pedonal com qualidade, onde os di e sos modos de anspo e con i em de o ma segu a Quad o 12 – Quad o sín ese nas in e enções em Picoas (si uação a ual e simulação das in e enções) (Elabo ação p óp ia) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 86 P aça Duque de Saldanha C i é ios Si uação A ual Simulação A aliação (1 a 5) P incipais ca a e ís icas A aliação (1 a 5) P incipais mudanças P o eção 3 Ní el de eceio ace ao á ego po que es a á ea em uma ci culação bas an e ele ada e po ezes a ci culação dos peões não é ei a com a melho segu ança possí el 4 Redução do ní el de eceio ace ao á ego ligado à eo ganização do ânsi o (eliminação da p aça de áxis, do es acionamen o na P aça e do co e da ligação da A enida P aia da Vi ó ia à P aça Duque de Saldanha) Deslocação na P aça não é ei a de o ma di e a e con ínua Deslocação mais ácil a a és da c iação de passadei as de o ma con ínua e di e a Tempo de a a essamen o não é adequado pa a pessoas idosas ou com mobilidade eduzida. Aumen o do empo de a a essamen o de o ma a o na o espaço segu o e acessí el pa a odas as pessoas Di e sidade económica ligada à p esença de dois cen os come ciais (A ium e Monumen al) e nos es an es edi ícios, ao ní el do és-do-chão encon am-se ocupados com comé cio e se iços A di e sidade económica é omen ada ainda mais pela c iação de espaços pa a esplanada, o que pe mi e aumen a o luxo de pessoas, o sen imen o de segu ança e as a i idades disponí eis Ele ado luxo de pessoas ligado aos esc i ó ios e aos dois cen os come ciais Aumen o do luxo de pessoas associado à c iação de uma p aça a a i a, segu a, con o á el, di e sa an o do pon o de is a social com económico Con o o 2 O espaço não o e ece condições de pe manência na P aça 4 C iação de espaços pa a es adia, colocação de mobiliá io u bano con o á el e adequado ao local. A c iação de á eas de esplanada pe mi e o aumen o de espaços pa a es a e sen a . O espaço não p opo ciona uma deslocação ácil e sem obs áculos. Aumen o do espaço pedonal e acessí el a odas as pessoas (eliminação dos obs áculos como o ebaixamen o dos passeios jun o às passadei as) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 87 A P aça encon a-se subjugada ao es acionamen o dos au omó eis e à p aça de áxis Eliminação do es acionamen o na P aça e elocalização da p aça de áxis pa a a A enida P aia da Vi ó ia Ele ado uído Redução do ní el do uído associado à eo ganização do ânsi o Ag adabilidade 3 O espaço ap esen a di e sas po encialidades po que é um espaço abe o e a ejado, a dimensão da P aça é um ecu so que se encon a sub alo izado 4 Valo ização da dimensão do espaço a a és de uma ges ão e icien e e di ecionada pa a as pessoas que pela eliminação do es acionamen o na P aça que pela melho ia do espaço pedonal Poucas opo unidades de somb a O aumen o de espaços e des em in luencias posi i as na c iação de locais com somb a o que o na a expe iência na p aça mais ag adá el As á o es exis en es encon am-se somen e na p aça de áxis In odução de elemen os e des em o no da p aça de o ma a c ia um espaço ag adá el e um co edo e de desde da A enida Fon es Pe ei a de Melo Di e sidade de usos e a i idades 2 Di e sidade de a i idades económicas (localização de dois cen os come ciais) e se iços 4 Pa a além das a i idades exis en es que já são uma mais alia na P aça, a c iação de espaços pa a esplanadas aumen a as suas a i idades, e o ça o luxo de pessoas exis en e e con ibuiu pa a o ala gamen o das ho as de es adia na P aça Ausência de a i idades ísicas e cul u ais Possibilidade de ealiza em a i idades cul u ais is o que a P aça ap esen a uma boa dimensão, es a opção i ia in oduzi uma no a a i idade e po sua ez as ho as de u ilização da P aça se ia aumen ada Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 88 Acessibilidade e Mobilidade 3 Boa ligação com os anspo es públicos 4 Pa a além da boa ligação com os anspo es públicos, a p omoção da deslocação em modos sua es é uma mais alia Ausência de uma ciclo ia Exis ência de uma ciclo ia que pe mi e a c iação de uma ligação di e a e con ínua com Picoas e a A enida Duque de Á ila Espaço não é acessí el a odos, obs áculos Melho ia da qualidade pedonal a a és da eliminação de obs áculos e na c iação de uma lei u a mais ácil, segu a e con o á el do espaço Quad o 13 - Quad o sín ese nas in e enções na P aça Duque de Saldanha (si uação a ual e simulação das in e enções) (Elabo ação p óp ia) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 89 5. Re lexão c í ica e conclusões Os espaços públicos de em se espaços con o á eis, segu os, a a i os, di e sos e ú eis. Es as ca a e ís icas são undamen ais pa a qualque espaço público e quando oco em ans o mações em espaço público, es as de e ão con empla odas as ca a e ís icas que con ibuem pa a a cons ução de bons espaços públicos. A c iação dos mesmos em implíci a a ligação de di e sas componen es como: a iabilidade económica do p oje o, a me odologia ado ada pa a o desenho do espaço público e a adequação do p oje o ao con ex o local. Con udo, a equali icação dos espaços públicos não de e á deco e somen e da ealização de ob as, de e á inclui a pa icipação da população, uma ez que as in e enções em espaço público in e e em na dinâmica económica, social e cul u al de uma cidade. Segundo Po as “Os p ojec os de in e enção u bana de e ão se necessa iamen e in eg ados, sis emá icos, pa icipados, equilib ados socialmen e e a aliados” (Po as & Rod igues, 2008). Es a a i mação e o ça a impo ância de uma abo dagem in eg ada e pa icipada na elabo ação de p oje os e na ges ão dos espaços públicos. O sucesso dos espaços públicos é de e minado pela qualidade do espaço, an o do pon o de is a es é ico, como do pon o de is a do con o o, mas ambém pelos usos e unções que esse espaço dispõe pa a a população. Quando a c iação de espaços públicos se p eocupa com a componen e es é ica, a a és de me as ob as de embelezamen o da cidade e não com a u ilidade do espaço, pode ão su i e ei os nega i os como: a inadequação com a en ol en e, a al a de dinamismo social e cul u al, o abandono desses espaços, uma ez que as pessoas não se iden i icam com o local. Po ezes, a al a de in eg ação dos espaços públicos, o a associados ao pouco alo p á ico, o a à exis ência de signi icados não pe cebidos, pode á esul a numa u ilização aquém das expec a i as e “a desadequação e idencia-se com o empo.” (B andão, 2008) Cada ez mais pe cebe-se que o desen ol imen o de es a égicas pa a a equali icação das cidades e, especi icamen e, dos espaços públicos passa de uma abo dagem se o ial pa a uma abo dagem in eg ada e, pa a al, é necessá io muda a Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público 90 consciência da população, ou seja, é necessá io desen ol e uma cul u a de e i ó io que pe mi i á en ol e a população no bai o onde i e e, o mais essencial, aze com que as pessoas i am as cidades e des u em de odas as suas alências. A pa da abo dagem in eg ada, onde é dada igual impo ância à componen e ma e ial como ima e ial, pode-se associá-la, sem dú ida, a uma das mais- alias do P og ama “Uma P aça em cada Bai o”. Ao longo do abalho pe cebe-se que uma das componen es mais aliosas na equali icação do espaço público, é a ges ão de p oximidade e a capacidade de e i a ensinamen os com as in e enções ealizadas, como o ma de melho a /ajus a as me odologias aos obje i os p essupos os. Pa a al, conside a-se que a ges ão de p oximidade e á e lexos posi i os no P og ama “Uma P aça em cada Bai o”, is o que a cons an e moni o ização pe mi i á a alia a qualidade das in e enções e os e lexos na dinâmica social, cul u al, económica e ambien al. A ges ão de p oximidade i á pe mi i , que os p ocessos de equali icação de espaços públicos sejam mais obus os e p oduzam ainda melho es esul ados, uma ez que é se pode conside a como um dos pon os undamen ais na a aliação da sua qualidade. A cons i uição de g upos de abalho se á undamen al pa a a moni o ização das in e enções e dos e ei os deco en e dos mesmos. A moni o ização não pe mi i á só a alia e pe cebe o impac o das in e enções, mas ambém con ibui á pa a a aquisição de in o mação ela i amen e aos momen os an es, du an e e após as in e enções. O pos e io a amen o da in o mação pe mi i á elabo a um conjun o de indicado es, pa a além dos desen ol idos no deco e do abalho, e com a aplicação dos inqué i os na ase inal das in e enções es a -se-á em condições de a alia o g au de sucesso das in e enções an o em Picoas com na P aça Duque de Saldanha. Es e é um dos caminhos que a disse ação pode á segui , uma ez que ap esen a uma abo dagem di e en e ela i amen e às in e enções em espaço público, es a abo dagem encon a-se assen e na a aliação con ínua dos p ocessos apoiados po di e sos elemen os como o painel de c i é ios e inqué i os. De um modo ge al, os obje i os de inidos o am cump idos, a pe ceção do que são espaços públicos, bem com a pe ceção dos c i é ios que pe mi em a alia os espaços Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público iii Figu a 39 - Caixa de e amen as pa a a i idades quo idianas, ins alações e se iços públicos (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público i Figu a 40 - Caixa de e amen as pa a bancos e sinalização, iluminação e a e pública (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público Figu a 41 - Caixa de e amen as pa a in e enções lúdicas e sinalização ho izon al (P e ei u a de São Paulo, 2014) Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público i 2. Painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público - Picoas Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público ii CRITÉRIOS PARÂMETROS 1 2 3 4 5 PROTEÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões x Ní el de eceio ace ao á ego x P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo x Iluminação x Sensação diu na x Sensação no u na x P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis G au de limpeza x Ní el de poluição (sono a, a mos é ica) x CONFORTO Opo unidades pa a caminha Espaços pa a caminha com boas supe ícies x Ausência de obs áculos x Acessí el a odos x Opo unidades pa a pe manece em pé Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé x Espaços a aen es x Opo unidades pa a se sen a Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção) x Opo unidades pa a obse a Vis as obs uídas e in e essan es x Opo unidades pa a ou i e con e sa Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção) x Ní el de uído x AGRADABILIDADE Escala Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana x Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima Design e p oje o x Elemen os e des e p esença de água x Expe iências senso iais posi i as Exis ência de somb as x DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) x A i idades cul u ais E en os ao longo ano x A i idades ísicas Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção) x Fachadas In e essan es, a a i as e di e sas x ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade x Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público iii 9 In o mação e i ada a a és do le amen o uncional das a i idades económicas exis en es Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão x Acessos aos anspo es públicos Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade x Coexis ência de di e sos modos de anspo e Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade x Quad o 14 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público – Si uação a ual Elabo ado no dia 24 de ma ço de 2016 Quad o 15 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço Público – Si uação a ual CRITÉRIOS PARÂMETROS INDICADORES Valo es PROTECÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões N.º T a essias o a da passadei a N.º de a essias po ho a P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo Pe cen agem de peões Pe manência média das pessoas po ho a Pe cen agem de c ianças, mulhe es e idosos DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) N.º de es abelecimen os come ciais ao ní el do és-do-chão9 19 A i idades cul u ais E en os ao longo ano N.º de e en os cul u ais 0 ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade Pe cen agem de peões Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão Pe cen agem de ciclis as 0 CRITÉRIOS PARÂMETROS 1 2 3 4 5 Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público ix PROTEÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões x Ní el de eceio ace ao á ego x P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo x Iluminação x Sensação diu na x Sensação no u na x P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis G au de limpeza x Ní el de poluição (sono a, a mos é ica) x CONFORTO Opo unidades pa a caminha Espaços pa a caminha com boas supe ícies x Ausência de obs áculos x Acessí el a odos x Opo unidades pa a pe manece em pé Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé x Espaços a aen es x Opo unidades pa a se sen a Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção) x Opo unidades pa a obse a Vis as obs uídas e in e essan es x Opo unidades pa a ou i e con e sa Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção) x Ní el de uído x AGRADABILIDADE Escala Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana x Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima Design e p oje o x Elemen os e des e p esença de água x Expe iências senso iais posi i as Exis ência de somb as x DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) x A i idades cul u ais E en os ao longo ano x A i idades ísicas Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção) x Fachadas In e essan es, a a i as e di e sas x ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade x Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão x Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público x Acessos aos anspo es públicos Legibilidade, Acessibilidade, Cone i idade x Coexis ência de di e sos modos de anspo e Fluxo, Acessibilidade, Cone i idade x Quad o 16 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação do espaço público - Simulação CRITÉRIOS PARÂMETROS INDICADORES Valo es PROTECÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões N.º T a essias o a da passadei a N.º de a essias po ho a P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo Pe cen agem de peões Pe manência média das pessoas po ho a Pe cen agem de c ianças, mulhe es e idosos DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) N.º de es abelecimen os come ciais ao ní el do és do chão 22 A i idades cul u ais E en os ao longo ano N.º de e en os cul u ais 0 ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade Pe cen agem de peões Qualidade das ciclo ias Con o o, Manu enção, Dimensão Pe cen agem de ciclis as Quad o 17 – Aplicação dos c i é ios pa a a aliação do espaço público - Simulação Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público xi 3. Painel de c i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público – P aça Duque de Saldanha Requali icação do Espaço Público: C i é ios pa a a aliação da qualidade do espaço público xii CRITÉRIOS PARÂMETROS 1 2 3 4 5 PROTEÇÃO P o eção con a o á ego Segu ança pa a os peões x Ní el de eceio ace ao á ego x P o eção con a o c ime e a iolência Ambien e cheio de pessoas e he e ogéneo x Iluminação x Sensação diu na x Sensação no u na x P o eção con a expe iências senso iais desag adá eis G au de limpeza x Ní el de poluição (sono a, a mos é ica) x CONFORTO Opo unidades pa a caminha Espaços pa a caminha com boas supe ícies x Ausência de obs áculos x Acessí el a odos x Opo unidades pa a pe manece em pé Apoio pa a as pessoas pe manece em em pé x Espaços a aen es x Opo unidades pa a se sen a Espaços pa a sen a (qualidade, quan idade, manu enção) x Opo unidades pa a obse a Vis as obs uídas e in e essan es x Opo unidades pa a ou i e con e sa Espaços pa a es a (qualidade, quan idade, manu enção) x Ní el de uído x AGRADABILIDADE Escala Edi ícios e espaços de aco do com a escala humana x Opo unidades pa a ap o ei a aspe os posi i os do clima Design e p oje o x Elemen os e des e p esença de água x Expe iências senso iais posi i as Exis ência de somb as x DIVERSIDADE DE USOS E ATIVIDADES A i idades económicas Qualidade dos espaços come ciais (a a i os e di e sos) x A i idades cul u ais E en os ao longo ano x A i idades ísicas Equipamen o exis en e (qualidade, quan idade, manu enção) x Fachadas In e essan es, a a i as e di e sas x ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE Qualidade das ligações pedonais Con o o, Legibilidade, Acessibilidade x