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Da utilização da investigação em saúde à criação de políticas e práticas de empowerment dos cidadãos

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Da utilização da investigação em saúde à criação de políticas e práticas de empowerment dos cidadãos

Author: Loureiro, Isabel
Publisher: Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública
Year: 2013
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/19793/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202013%20-%20v31n1a00%20-%20p.1-2.pdf
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):1–2
www.else ie .p / psp
Edi o ial
Da
u ilizac¸ão
da
in es igac¸ão
em
saúde
à
c iac¸ão
de
polí icas
e
p á icas
de
empowe men
dos
cidadãos
How
o
ansla e
heal h
esea ch
in o
policy
and
p ac ice
o
ci izen
empowe men
A
saúde
é
uma
base
undamen al
pa a
o
uncionamen o
da
sociedade,
da
economia
e
do
p og esso
de
uma
nac¸ão
e
acei e,
cada
ez
mais,
como
esponsabilidade
de
odos.
No
en an o,
no
desenho
e
implemen ac¸ão
de
polí icas
de
saúde
alguns
con inuam
a
ado a
uma
abo dagem
blaming
he
ic-
im,
colocando
o
ónus
de
compo amen os
menos
saudá eis
nos
indi íduos
ou,
mais
ecen emen e,
uma
isão
blaming
he
sys em,
a ibuindo
a
«culpa»
ao
pode
cen al.
Ce amen e
ainda
ma cada
pelo
obscu an ismo
do
pe íodo
da
di adu a
em
Po ugal,
a
nossa
cul u a
não
em
alo izado
suficien emen e
as
po encialidades
do
pode
local
pa a
p o-
mo e
a
saúde
e
em
ido
dificuldade
em
unciona
com
a
confianc¸a
que
es á
na
base
da
descen alizac¸ão
do
pode
e
do
abalho
em
pa ce ia,
essenciais
pa a
bem
esponde
às
neces-
sidades
locais.
Impulsiona
a
descen alizac¸ão,
a
au onomia
das
o ganizac¸ões
e
a
esponsabilidade
das
comunidades
a a-
és
de
polí icas
que
espei em
os
cidadãos
é
undamen al
pa a
o
p og esso
da
nossa
sociedade.
As
a uais
c ises
-
financei a,
social
e
indi idual
-
o nam
p emen e
a
necessidade
de
c ia
polí icas
e
compe ências
pa a
o imiza
opo unidades
de
saúde
ao
ní el
local,
egional
e
nacional
di igidas,
an o
quan o
possí el,
às
causas
dos
p o-
blemas.
In e i
nos
de e minan es
da
saúde
exige
o
es abele-
cimen o
de
pon es
de
diálogo
que
ap oximem
os
di e sos
se o es
da
sociedade,
a
c iac¸ão
de
sine gias
en e
sabe es
−do
académico
à
expe iência
de
ida−
o
desenho
de
polí icas
que
espondam
às
necessidades
das
populac¸ões
e
de
mecanismos
que
ga an am
a
sua
implemen ac¸ão.
A
ligac¸ão
in eg ada
en e
a
in es igac¸ão,
a
polí ica
e
a
p á ica
cons i ui
uma
o ma
e e-
i a
de
anslac¸ão
do
conhecimen o,
em
que
se
alo iza
que
o
conhecimen o
que
em
da
in es igac¸ão
undamen al
e
em
saúde
pública
que
o
que
em
da
sua
aplicac¸ão
na
p á ica.
Es a
es ei a
ligac¸ão
é
undamen al
à
sua
disseminac¸ão
e
um
desa-
fio
à
ciência
da
implemen ac¸ão.
Tal
como
a
e idência
cien ífica
de e
mos a
ele ância
pa a
da
espos a
às
necessidades
de
saúde
das
pessoas,
ambém
o
modo
como
ela
é
ans e ida
e
implemen ada
pode
cons i ui
um
modelo
de
e e ência
pa a
boas
p á icas.
O
pode
local,
a a és
das
suas
ins i uic¸ões
e
o mas
o gani-
za i as
nas
comunidades,
em
ine en es
po encialidades
pa a
ans o ma
em
o ien ac¸ões
p á icas
o
que
os
esul ados
da
in es igac¸ão
em
saúde
pública
êm
conseguido
e idencia .
Há
alguns
anos,
mui os
municípios
inham
dificuldade
em
assumi
o
seu
papel
na
p omoc¸ão
da
saúde,
ou
po que
não
que iam
implica -se
di e amen e
ou
po que
não
ha ia
plena
conscien izac¸ão
do
p ocesso.
Hoje,
alguns
uncionam
já
segundo
os
p incípios
das
Cidades
Saudá eis,
mo imen o
c iado
pela
O ganizac¸ão
Mundial
de
Saúde
(OMS).
Po
isso,
celeb amos
nas
secc¸ões
«No ícias»
e
«No a
In o ma i a»
des a
publicac¸ão,
os
dois
municípios
que
ma cam
a
his ó ia
des e
mo imen o:
o
município
de
Lisboa,
onde
e e
luga
a
p imei a
eunião
da
OMS
no
âmbi o
do
p oje o
«Saúde
em
Lisboa»,
em
1986,
a a és
do
ex o
disponibilizado
pela
e eado a
Helena
Rose a,
e
o
município
do
Seixal,
a ual
coo denado
da
Rede
Po uguesa
das
Cidades
Saudá eis,
pelo
ex o
esc i o
pela
sua
e eado a
Co ália
Lou ei o.
Po
odo
o
país
se
assis e
à
p eocupac¸ão
de
mui as
au a -
quias
em
melho a
o
ní el
de
educac¸ão,
e o c¸a
as
edes
sociais
no
sen ido
de
uma
mais
eficien e
a iculac¸ão
en e
se o es
e
ins i uic¸ões,
consegui
maio
coesão
social,
de ende
e
p omo e
a
saúde
dos
munícipes.
Com
base
no
modelo
da
salu ogénese
es imula-se
a
iden ificac¸ão
dos
ecu sos
exis en-
es,
pa a
os
po encia
e
encon a
as
al e na i as
que
si am
as
populac¸ões,
desen ol endo,
do
ní el
indi idual
ao
social,
mecanismos
de
esiliência
e
de
c ia i idade.
Os
Planos
de
Desen ol imen o
Social
e
os
Planos
Munici-
pais
de
Saúde,
em
c escen e
pa ce ia
com
os
á ios
se o es
sociais,
da
saúde,
educac¸ão,
ac¸ão
social
e
ou os,
êm
cons i-
uído
expe iências
p omisso as
em
e mos
da
implemen ac¸ão
2
e
p
o
s
a
ú
d
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p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
3;3
1(1):1–2
do
que
é
p econizado
pela
filosofia
da
saúde
em
odas
as
polí icas.
Desde
Vi chow
(1821-1902),
que
no
século
XIX
de en-
deu
es a
isão,
a é
à
ap o ac¸ão
do
documen o
Heal h
in
All
Policies,
em
Helsínquia,
em
2006,
aquando
da
p esidência
fin-
landesa
da
União
Eu opeia,
em
sido
di ícil
os
á ios
se o es
assumi em
o
papel
que
lhes
cabe
na
de esa
e
p omoc¸ão
da
saúde
dos
cidadãos.
Os
mecanismos
de
go e nanc¸a
democ á ica,
p og essi a-
men e
a
se em
implemen ados
nos
e i ó ios,
são,
ainda,
insuficien es
e
ágeis,
mui as
ezes
dis anciados
da
maio ia
da
populac¸ão.
É
necessá ia
on ade
polí ica
e
um
o e
in es-
imen o
em
mecanismos
es u u ais
conducen es
a
acili a
a
pa icipac¸ão,
desen ol endo
compe ências
pa a
o
exe cício
de
uma
cidadania
a i a.
Nes e
núme o
da
RPSP
o
espe o
de
publicac¸ões
é
as o.
In eg a
a igos
que
abo dam
as
es a égias
de
comba e
à
pob eza
e
às
iniquidades
a a és
de
polí icas
de
âmbi o
in e -
nacional
e
nacional,
e
ou os
que
se
deb uc¸am
sob e
medidas
pa a
o
desen ol imen o
local.
Foca-se,
undamen almen e,
no
papel
que
as
au a quias
podem
assumi
na
p omoc¸ão
da
saúde
e
no
apoio
aos
doen es,
no
seu
p ocesso
de
a amen o
e
ecupe ac¸ão,
sem
igno a
a
complemen a idade
e
necessi-
dade
de
medidas
ao
mais
al o
ní el.
São
ap esen adas
que
p opos as
polí icas
ge ais
que
es a égias
locais
de
saúde
na
abo dagem
de
ques ões
ambien ais,
comba e
à
pob eza
e
compo amen os
ligados
à
saúde,
como
a
obesidade
e
o
abagismo.
Incluem-se
eflexões
sob e
a
pa icipac¸ão
dos
cida-
dãos
na
saúde
e
no
emp eendedo ismo
social.
Ap esen am-se
suges ões
de
me odologias
de
in es igac¸ão
e
de
planeamen o
pa icipado,
que
inco po am
os
p incípios
da
p omoc¸ão
da
saúde.
Os
abalhos
que
se
ap esen am
nes e
núme o
da
RPSP
assen am
nos
p incípios
dos
di ei os
humanos
e
da
p o ec¸ão
à
saúde,
consignados
na
Cons i uic¸ão
da
República
Po uguesa.
Espe a-se
que
a
publicac¸ão
des e
núme o,
o ien ado
pa a
o
ema
«Pode
Local
e
P omoc¸ão
da
Saúde»,
con ibua
pa a
uma
melho
cla ificac¸ão
sob e
o
modo
como
o
pode
local
pode
melho a
a
qualidade
de
ida
das
pessoas
e
c ia
mais
jus ic¸a
social,
a iculando
a
in es igac¸ão,
as
polí icas
e
as
p á icas.
De ende-se
a
pe manen e
eflexão
a
ní el
dos
muni-
cípios
sob e
os
con ex os
e
as
necessidades,
bem
como
sob e
as
p óp ias
capacidades
pa a
desen ol e
es a égias
locais,
com
au onomia,
es udando
o
impac e
na
saúde
dos
di e en es
modelos
de
go e nanc¸a
e
das
inicia i as
polí icas
das
á ias
á eas,
implicando
nos
p ocessos
odos
os
a o es-cha e
que
o em
ele an es.
Ale a-se
pa a
a
necessidade
de
polí icas,
a
odos
os
ní eis
e
em
odos
os
se o es,
que
p omo am
uma
sociedade
mais
jus a,
saudá el
e
eliz.
Espe a-se,
ambém,
que
es e
núme o
da
e is a
cons i ua
um
es ímulo
pa a
o
exe cício
de
uma
cidadania
a i a,
de
pleno
di ei o,
no
p ocesso
de
co esponsabilidade
e
coc iac¸ão
da
saúde.
Isabel
Lou ei o
Depa amen o
de
Es a égias
em
Saúde,
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública,
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
Co eio
ele ónico:
[email protected]
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2013.06.002