AVALIAÇÃO DO IMPACTO ECONÓMICO DA INTRODUÇÃO DE
UMA TÉCNICA RÁPIDA DE BIOLOGIA MOLECULAR PARA
RASTREIO DE MRSA
XIII CURSO DE MESTRADO EM GESTÃO EM SAÚDE
CÁTIA MARINA RODRIGUES DA PIEDADE
OUTUBRO 2020
P á g i n a 2 | 74
AVALIAÇÃO DO IMPACTO ECONÓMICO DA INTRODUÇÃO DE
UMA TÉCNICA RÁPIDA DE BIOLOGIA MOLECULAR PARA
RASTREIO DE MRSA
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em Ges ão em Saúde, ealizada sob a o ien ação cien í ica do
P o esso Dou o Paulo Sousa e P o esso a Dou o a Joana Al es
OUTUBRO 2020
P á g i n a 3 | 74
Ag adecimen os
Em p imei o luga , ag adeço aos meus o ien ado es, P o esso Paulo Sousa e
P o esso a Joana Al es pela opo unidade de ealiza a minha ese de mes ado sob e
a sua o ien ação. Sei que i e al os e baixos e que isso mui as ezes não ajudou o
desen ola do abalho. Ob igada pela paciência e pelo o o de con iança.
Um ag adecimen o especial ao Hospi al onde ealizei o abalho, pela
au o ização pa a a ealização do mesmo e po oda a disponibilidade e ajuda que me
acul a am du an e a ecolha da in o mação. Hospi al esse onde c esci
p o issionalmen e e que gua da ei pa a semp e no meu co ação.
Aos meus pais, i mão e a ó, mui o ob igada po udo, mais uma ez ajuda am-
me a conclui mais uma e apa da minha ida, sei que mui as ezes não oi ácil pa a
ocês ambém, sem o osso apoio nada dis o e a possí el. À minha mãe, mais uma
ez, ag adeço po oda a paciência e po es a semp e p on a pa a me ou i e da os
melho es conselhos.
Ag adeço aos meus que idos amigos Paulo Paixão e Ma ia Jesus Chasquei a,
sem a ossa cons an e mo i ação possi elmen e não e ia chegado a é aqui. Ob igada
po e em semp e uma pala a amiga e econ o an e pa a me da e po nunca me e em
deixado desis i .
À minha que ida amiga Vanessa, que me acompanha em odos os desa ios da
minha ida e que nes e não oi exceção, ag adeço po es a semp e ao meu lado, po
não se cansa de me ou i e po con inua semp e a ac edi a em mim.
Aos meus amigos, aqueles que acompanha am es a ase de pe o, ob igada po
odo o apoio, sei que du an e a ealização des e abalho não ui, mui as ezes, uma
boa companhia, p ome o ecompensa - os.
Dedico es e abalho ao meu que ido a ô, que apesa de já nos e deixado há
mui os anos, con inua a se a é hoje a minha g ande inspi ação, que os alo es que me
ansmi iu me acompanhem pa a o es o da ida.
Ob igada a odos que de uma manei a ou de ou a ajuda am na elabo ação des e
abalho.
P á g i n a 4 | 74
Resumo
As in eções po MRSA es ão associadas a al as axas de mo alidade, doença
p olongada e in e namen o hospi ala p olongado. Pa a diminui as in eções po MRSA,
a maio ia das ins i uições ealizam o as eio de pacien es na admissão. O as eio
labo a o ial de MRSA pode se ealizado a a és de di e en es me odologias, sendo as
mais u ilizadas a cul u a em meios c omogénicos e as écnicas ápidas de biologia
molecula . As p imei as ap esen am um cus o mais baixo, mas podem demo a a é 48
ho as a p oduzi esul ados e as segundas são mais ápidas (2 ho as) mas ap esen am
um cus o mais ele ado.
O p incipal obje i o do abalho desen ol ido oi a alia o impac o económico da
implemen ação de uma écnica ápida de biologia molecula pa a as eio de pacien es
colonizados com MRSA num hospi al p i ado po uguês. Assim, p e endeu-se a alia se
a in odução des a no a me odologia, ap esen a a edução de cus os
compa a i amen e à an e io . Iden i ica am-se odos os indi íduos que ealiza am o
as eio de MRSA (n = 2418), num hospi al p i ado da egião da g ande Lisboa, en e
janei o de 2016 e dezemb o de 2018. A me odologia an e io (meios c omogénicos),
apesa de mais ba a a, é mais demo ada ob igando ao isolamen o dos pacien es
du an e a espe a dos esul ados. Pa a compa a as duas me odologias, conside ou-se
os cus os não só do as eio labo a o ial, mas ambém do isolamen o dos pacien es, que
nos casos dos pacien es com as eio nega i o, e ela am-se cus os desnecessá ios.
Du an e o pe íodo em análise, o empo médio e i á el de isolamen o oi de 49,3
ho as, sendo o núme o o al de dias de isolamen o e i á el de 1808,1 e os cus os o ais
pa a 49,3 ho as de isolamen o e i á el de 753,96 €. Tendo em con a a p e alência de
MRSA da ins i uição, 12 %, o impac o económico da u ilização da no a écnica oi de
460 104,12 €, mos ando assim que em e mos globais a implemen ação da no a
écnica aduziu-se numa edução de cus os o ais.
Es e es udo e o çou a impo ância de se u iliza em écnicas ápidas de biologia
molecula pa a o as eio de MRSA, is o se em écnicas mais ápidas e que pe mi em
apenas o isolamen o de indi íduos que ap esen em um as eio posi i o, e i ando o
isolamen o desnecessá io.
Pala as cha e: S aphylococcus au eus me icilina esis en e - MRSA; Ras eio; Cul u a
em meios c omogénicos; Técnicas ápidas de Biologia molecula ; Isolamen o e i á el.
P á g i n a 5 | 74
Abs ac
MRSA in ec ions a e associa ed wi h high mo ali y a es, p olonged illness and
p olonged hospi al s ay. To dec ease MRSA in ec ions, mos ins i u ions sc een pa ien s
on admission. Labo a o y sc eening o MRSA can be pe o med using di e en
me hodologies, he mos used ones being cul u e in ch omogenic media and apid
molecula biology echniques. The o me ha e a lowe cos , bu can ake up o 48 hou s
o p oduce esul s and he la e is as e (2 hou s) bu ha e a highe cos .
The main objec i e o he wo k de eloped was o e alua e he economic impac
o implemen ing a apid molecula biology echnique o sc eening pa ien s colonized
wi h MRSA in a Po uguese p i a e hospi al. Thus, i was in ended o assess whe he
he in oduc ion o his new me hodology p esen ed a cos educ ion compa ed o he
p e ious one. All indi iduals who unde wen MRSA sc eening (n = 2418) we e iden i ied
in a p i a e hospi al in he G ea e Lisbon egion be ween Janua y 2016 and Decembe
2018. The p e ious me hodology (ch omogenic media), al hough cheape , is longe ,
o cing pa ien s o be isola ed while wai ing o he esul s. To compa e he wo
me hodologies, we conside ed he cos s no only o labo a o y sc eening, bu also o
isola ing pa ien s, which in he cases o pa ien s wi h nega i e sc eening, p o ed o be
unnecessa y cos s.
Du ing he pe iod unde analyze, he a e age a oidable isola ion ime was 49,3
hou s, wi h he o al numbe o p e en able isola ion days being 1808,1 and he o al
cos s o 49,3 hou s o p e en able isola ion was 753,96 €. Taking in o accoun he
ins i u ion's p e alence o MRSA (12%) he economic impac o using he new echnique
was 460104,12 €, hus showing ha in global e ms he implemen a ion o he new
echnique esul ed in a educ ion in o al cos s.
This s udy ein o ced he impo ance o using as molecula biology echniques
o sc eening MRSA, as hey a e as e echniques ha allow only he isola ion o
indi iduals who ha e a posi i e sc eening, a oiding unnecessa y isola ion.
Keywo ds: S aphylococcus au eus me hicillin esis an - MRSA; Sc eening; Cul u e in
ch omogenic media; Fas molecula biology echniques; unnecessa y isola ion.
P á g i n a 6 | 74
Índice
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 11
2. ENQUADRAMENTO TÉORICO ........................................................................................ 17
2.1. In eções associadas aos cuidados de saúde (IACS) .............................................. 18
2.2. In eção/ colonização po MRSA ................................................................................. 22
2.3. Ras eio do MRSA ........................................................................................................ 24
2.4. Tes es labo a o iais pa a de eção de MRSA ............................................................ 29
2.5. A aliação económica e cus os elacionados com as IACS ................................... 32
3. METODOLOGIA ................................................................................................................... 35
3.1. Con ex o do es udo ...................................................................................................... 36
3.2. Ques ão de in es igação ............................................................................................. 36
3.3. Obje i os do es udo ...................................................................................................... 36
3.3.1. Obje i o ge al do es udo ...................................................................................... 36
3.3.2. Obje i os especí icos ............................................................................................ 36
3.4. Tipo de es udo ............................................................................................................... 37
3.5. Ca a e ização do local de es udo ............................................................................... 37
3.6. População em es udo .................................................................................................. 38
3.7. In e enção em es udo ................................................................................................ 38
3.8. Recolha de in o mação e de dados ........................................................................... 40
3.8.1. Lis a de pacien es elegí eis ................................................................................. 41
3.8.2. Tempo médio e i á el de isolamen o ................................................................. 41
3.8.3. Cálculo dos cus os o ais das unidades de ecu sos u ilizadas .................... 41
3.8.4. Cus o o al da écnica an iga e sus a ual ........................................................ 42
3.8.5. Análise de sensibilidade pa a di e en es p e alências de MRSA .................. 43
3.9. T a amen o dos dados ................................................................................................. 43
3.10. Aspe os é icos ............................................................................................................. 43
4. RESULTADOS ..................................................................................................................... 45
4.1. Ca a e ização ge al da amos a ................................................................................. 46
4.2. Ap esen ação do empo médio de isolamen o com o mé odo an igo de
as eio (isolamen o e i á el) .............................................................................................. 47
4.2.1. Núme o o al de dias de isolamen o e i á el .................................................... 48
4.3. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o uni á io a cada unidade de
consumí eis ........................................................................................................................... 48
4.4. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o uni á io a cada unidade de
ecu so iden i icado no as eio com o mé odo an igo e com o mé odo a ual ............ 49
4.5. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o diá io do qua o de
in e namen o em egime de isolamen o ............................................................................ 49
P á g i n a 7 | 74
4.6. Ap esen ação dos cus os o ais com cada uma das écnicas de as eio e
compa ação dos mesmos ................................................................................................... 50
4.6.1. Cus os o ais com écnica an iga de as eio de MRSA (mé odo cul u al em
meios c omogénicos) ....................................................................................................... 50
4.6.2. Cus os o ais com écnica a ual de as eio de MRSA (mé odo molecula ) . 51
4.6.3. Di e ença de cus os en e os dois mé odos de as eio de MRSA ................ 52
4.7. Compa ação dos cus os nos casos de esul ado posi i o pa a o MRSA com o
mé odo an igo e com mé odo a ual ................................................................................... 52
4.8. Compa ação dos cus os nos casos de esul ado nega i o de MRSA com o
mé odo an igo e no mé odo a ual ...................................................................................... 53
4.9. Cus o o al da écnica an iga e sus a ual ............................................................ 53
4.9.1. Cus os To ais com écnica an iga ....................................................................... 54
4.9.2. Cus os To ais com écnica a ual ......................................................................... 54
4.10. Análise ge al do impac o económico da u ilização da no a écnica ............ 54
4.11. Análise de sensibilidade pa a di e en es p e alências de MRSA ................. 55
5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................................................... 56
6. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 62
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................. 65
P á g i n a 8 | 74
Lis a de igu as
1. Esquema ep esen a i o da me odologia do
es udo………………………………………………………………………...……....37
2. His og ama e e en e ao empo de saída do esul ado
(ho as)……………….........................................................................................44
3. His og ama e e en e aos cus os o ais com a écnica an iga de as eio de
MRSA…………………………………………………………………………………46
4. Esquema ep esen a i o dos cus os da écnica an iga e sus
a ual…………………………………………………………………………………..49
5. G á ico da a iação de cus os e sus p e alência de
MRSA…………………......................................................................................50
P á g i n a 9 | 74
Lis a de abelas
1. Tabela de dis ibuição de esul ados pelo mé odo de as eio u ilizado e sus
esul ado do es e (posi i o/nega i o)……..………………………………………43
2. Tabela de dis ibuição de esul ados pelo mé odo de as eio u ilizado e sus
sexo (masculino/ eminino)…………………………..……………………………..43
3. Tabela de dis ibuição de esul ado do es e (posi i o/nega i o) e sus sexo
(masculino/ eminino)………………………………………………………………..43
4. Tabela de dis ibuição da p e alência pelos dois mé odos u ilizados e
esul ado do es e e sus sexo (masculino/ eminino)…………………………...44
5. Tabela e e en es aos esul ados es a ís icos (média, mediano, minino e
máximo e pe cen is) do empo médio de isolamen o com a u ilização do
mé odo an igo de as eio…………………………………………………………..44
6. Tabela das di e en es unidades de ecu so iden i icadas e espe i o cus o
uni á io………………………………………………………………………………..45
7. Tabela dos alo es o ais do mé odo an igo e do mé odo a ual de as eio de
MRSA…………………………………………………………………………………46
8. Tabela do cus o diá io do qua o de in e namen o em egime de
isolamen o……………………………………………………………………………46
9. Tabela e e en e aos esul ados es a ís icos (média, mediana, minino e
máximo e des io pad ão) e e en es aos cus os o ais com a écnica an iga de
as eio de
MRSA…………………………………………………………………………………47
10. Tabela dos cus os o ais com a u ilização do mé odo an igo de as eio pa a o
empo de isolamen o e i á el………………………………………………………47
11. Tabela dos cus os o ais com a u ilização do mé odo a ual de as eio……….48
12. Tabela da di e ença de cus os en e os dois mé odos de as eio de MRSA...48
13. Tabela dos cus os po dia de in e namen o…………………………………..….49
14. Tabela do alo da écnica an iga e da écnica a ual……………………………49
P á g i n a 16 | 74
caso dos pacien es não colonizados) o cus o de pelo menos 24 ho as de isolamen o.
Es e es udo incidiu sob e o cálculo do cus o po dia de isolamen o e i ado e os cus os
inc emen ais do es e ápido de as eio pa a MRSA quando compa ado ao as eio pelo
mé odo de cul u a em meios c omogénicos.
Des a o ma, o obje i o ge al do es udo é a alia o impac o económico da
implemen ação da écnica ápida de biologia molecula pa a as eio de pacien es
colonizados com MRSA num hospi al p i ado po uguês.
P á g i n a 17 | 74
2. ENQUADRAMENTO TÉORICO
P á g i n a 18 | 74
2.1. In eções associadas aos cuidados de saúde (IACS)
O e mo in eção associada aos cuidados de saúde (IACS), em sido u ilizado
quando se p e ende desc e e odas as in eções que su gem no decu so do con ac o
com cuidados de saúde. No en an o, uma das maio es edes de igilância
epidemiológicas, como é o caso do Cen o de con olo e p e enção de doenças dos
Es ados Unidos da Amé ica (CDC), u iliza o e mo IACS quando se p e ende e e i
apenas a in eções adqui idas em con ex o hospi ala . Des a o ma, pa a o CDC, a IACS
“é uma si uação sis émica ou localizada que esul a de uma eação ad e sa à p esença
de um agen e (ou agen es) in ecioso (s) ou da sua oxina (ou oxinas), que não es a a
p esen e ou em incubação no momen o da admissão na unidade hospi ala que oco e
após as p imei as 48 ho as de admissão hospi ala ”. (8)
Nos úl imos anos as IACS so e am al e ações, deixando de se exclusi amen e
dos hospi ais e começa am a e impac o ambém em con ex o de ambula ó io. Assim,
começa am a su gi em g ande núme o pacien es com in eções com o igem na
comunidade, mas que i e am con a o an e io com se iços de saúde, não se
encaixando, no en an o, na desc ição de in eção adqui ida no hospi al acima desc i a.
Po sua ez, á ias de inições de IACS êm su gido, o que êm di icul ado a análise dos
dados da li e a u a e uma al a de consenso ela i amen e à escolha da mais
ab angen e. Con udo, a de inição o iginal desc i a po F iedman e colabo ado es pa ece
se a mais consensual. (17) Segundo es es, as IACS de inem-se como “uma in eção
p esen e à admissão ou que se desen ol e nas p imei as 48 ho as após a admissão,
no doen e que cump a qualque um dos seguin es c i é ios:
a) Tenha ecebido e apêu ica in a enosa, a amen o de e idas ou cuidados
de en e magem especializados no domicílio; ou enha au oadminis ado
e apêu ica in a enosa nos 30 dias que an ecedem o apa ecimen o da
in eção;
b) Tenha es ado no hospi al ou numa clínica de hemodiálise ou enha ecebido
quimio e apia nos 30 dias que an ecede am o apa ecimen o da in eção;
c) Tenha es ado hospi alizado num hospi al de agudos po dois ou mais dias
nos 90 dias que an ecede am o apa ecimen o da in eção;
d) Tenha esidido num la ou numa unidade de cuidados de saúde
con inuados.”
Nes a desc ição mais gene alizada, ambém es ão incluídas as in eções
adqui idas em unidades de cuidados con inuados, em unidades de saúde em egime de
P á g i n a 19 | 74
ambula ó io, em la es e ambém as in eções desen ol idas pelos p o issionais de saúde
no deco e da sua a i idade. (8)(17) Resumindo, as IACS ca ac e izam-se po se em
in eções adqui idas pelos indi íduos no deco e da p es ação dos cuidados e
p ocedimen os de saúde e que pode ambém a e a os p o issionais de saúde du an e
o exe cício da sua a i idade. Apesa das IACS não se em um p oblema no o,
ap esen am cada ez mais ele o em Po ugal e no mundo. Alguns es udos
in e nacionais êm demons ado que quase um e ço das in eções adqui idas no decu so
da p es ação de cuidados de saúde são segu amen e e i á eis. (18)
As causas das IACS podem es a elacionadas com agen es in eciosos de
o igem endógena ou exógena. As on es endógenas êm o igem em locais com lo a,
como o na iz, a boca, a pele ou/e a o gas oin es inal. As on es exogéneas êm o igem
ex e na, como ou os pacien es, isi as, p o issionais de saúde, disposi i os e
equipamen os médicos. Quando o ema IACS é abo dado, de emos e semp e em linha
de con a que as colonizações não são incluídas nas IACS, es as de inem-se apenas
pela p esença de mic o ganismos que não causam sinais ou sin omas. Po ou o lado,
os indi íduos que se encon am colonizados são mui as ezes a o igem da
con aminação.(8) Segundo a O ganização Mundial da Saúde as IACS cons i uem hoje
uma epidemia silenciosa. (19)
As IACS são o e en o ad e so mais comum du an e a p es ação de cuidados de
saúde, a ualmen e nenhum país nem nenhuma ins i uição pode dize que êm o
p oblema esol ido. Com base em dados o necidos e ecolhidos em á ios países, é
es imado que po ano, cen enas de milhões de indi íduos em odo o Mundo sejam
a e ados po IACS. Todos os dias, as IACS dão o igem a in e namen os p olongados,
incapacidade a longo p azo, aumen o da esis ência de mic o ganismos a
an imic obianos, cus os suplemen a es ele ados pa a os sis emas de saúde, al os
cus os pa a os pacien es e pa a as suas amílias e em mo es desnecessá ias. Apesa
das IACS se em desc i as como o e en o ad e so mais comum nos cuidados de saúde,
não se conhece a sua e dadei a ca ga global pelo ac o de se di ícil compila dados
de con iança, um ez que a maio ia dos países não dispõem de e amen as como
sis emas de igilância pa a as IACS, e po ou o lado os que dispõem são con on ados
com a complexidade e a al a de uni o midade de c i é ios pa a o diagnós ico.(25)
Na Eu opa, os es udos desc e em uma p e alência de 5 a 10 % de in eções em
indi íduos in e nados. Anualmen e, é es imado ha e sensi elmen e 3 milhões de casos
e 50 000 mo es elacionadas em oda a União Eu opeia. Em ma ço de 2009 oi
ealizado em Po ugal, o “Inqué i o Nacional de P e alência de In eção” pelo P og ama
Nacional de Con olo de In eção (PNCI-DGS), onde o am incluídos 21 459 indi íduos
P á g i n a 20 | 74
in e nados em 144 hospi ais dis ibuídos de no e a sul do país, obse ando-se uma
p e alência de 11,03 % de IACS em 9,8 % de indi íduos hospi alizados. (20)
É es imado que as axas de incidência sejam no malmen e me ade das axas de
p e alência obse adas. Is o aduz-se que pelo menos 5 em cada cem indi íduos
assis idos em unidades hospi ala es em Po ugal podem e adqui ido uma in eção em
esul ado do seu in e namen o. (21) No inqué i o de p e alência de in eção ealizado na
Eu opa em 2012, Po ugal ap esen a a uma axa de in eção adqui ida a ní el hospi ala
supe io à média eu opeia de 6,1%. Ve i icou-se ambém que quase me ade dos
indi íduos in e nados (45,3%), inham sido medicados com an ibió ico no in e namen o
es udado, compa a i amen e aos hospi ais eu opeus em que essa pe cen agem oi de
35,8%. (22)
A oma de an ibió icos aduz-se num aumen o da p essão de seleção de es i pes
esis en es, elacionando-se assim di e amen e com o aumen o das esis ências. Po
sua ez, a p esc ição inap op iada de an ibió icos que o igina o aumen o da
p obabilidade de oco e e en os ad e sos, pela ausência do bene ício clínico da sua
u ilização, assim como no aumen o das esis ências aos an ibió icos, sendo is a como
uma das g andes ameaças de saúde pública em odo o mundo. (23) A u ilização
inap op iada de an ibió icos, ao con á io de ou o ipo de medicação, ap esen a um
impac o nega i o não só pa a o p óp io pacien e, mas ambém pa a ou os pacien es
que não são expos os aos an ibió icos di e amen e, a a és de pude em con ai
in eções com bac é ias esis en es. Algumas p ojeções in e nacionais desc e em que,
se não hou e mudança de compo amen os, em 2050 pode ão mo e ce ca de 390
000 pessoas po ano na Eu opa e 10 milhões em odo o mundo, como consequência
di e a das esis ências aos an imic obianos. (1)
As IACS es ão en e as p incipais complicações da e apêu ica médica mode na,
de ido ao aumen o da idade e complexidade dos pacien es, aumen o da u ilização de
disposi i os in asi os e, mui as ezes, uso inadequado de e apêu ica an imic obiana.
As IACS mais impo an es são aquelas elacionadas com disposi i os in asi os:
in eções da co en e sanguínea associadas ao ca e e cen al, in eções do a o u iná io
associadas ao ca e e esical, pneumonia associada à en ilação mecânica e as
in eções do local ci ú gico. Mui as des as in eções associadas a disposi i os são
causadas po mic o ganismos esis en es a múl iplos á macos, ais como Clos idioides
di icile, S aphylococcus au eus esis en e à me icilina (MRSA), En e ococcus sp.
esis en es à ancomicina (VRE) e bacilos G am-nega i os mul i esis en es. (24)
P á g i n a 21 | 74
Embo a se saiba que algumas des as in eções pode iam se ine i á eis, os
a anços ecnológicos e e apêu icos pode iam esul a na p e enção de um núme o
signi ica i o de in eções. Con udo, é desconhecido o núme o de IACS que são
po encialmen e e i á eis. (21)
As in eções nosocomiais causadas po MRSA são um impo an e p oblema de
saúde na maio ia dos países desen ol idos. (25) Apesa do c escen e núme o de
ela os de in eções causadas pelos chamados MRSA associados à comunidade, a
maio ia das in eções po MRSA ainda es á elacionada ao ambien e hospi ala . (26) As
in eções po MRSA esul am des a o ma num p oblema de Saúde Pública em odo o
mundo, endo associado um peso signi ica i o em e mos de mo bilidade, mo alidade e
cus os. (8)
Em Po ugal, oi desen ol ido o “Plano Nacional pa a a Segu ança dos Doen es
2015-2020”, es e plano suge e a aplicação de ações ans e sais, que ão pe mi i
melho a a segu ança da p es ação de cuidados de saúde em odos os ní eis de
cuidados, de o ma in eg ada e numa lógica de melho ia con ínua da qualidade. O
e e ido plano baseia-se em 9 obje i os es a égicos, sendo um deles “P e eni e
con ola as in eções e as esis ências aos an imic obianos”. Pa a que es e obje i o
osse possí el, de ini am-se me as especi icas a a ingi a é 2020, ais como:
✓ “A ingi uma axa de p e alência de in eção hospi ala de 8%;
✓ Reduzi em 50% ace a 2014, o consumo de an imic obianos;
✓ A ingi uma axa de MRSA de 20%;
✓ Reduzi em 50% ace a 2014, o consumo de ca bapenemes;
✓ Reduzi em 50% ace a 2014, o consumo de quinolonas.” (27)
Com populações cada ez mais ins uídas e com a ampla disseminação de
in o mações a a és das edes sociais, há uma opo unidade pa a que a boa ciência
conduza abo dagens cen adas na comunidade e no pacien e pa a eduzi as IACS e
p o ege a segu ança do pacien e. Mesmo sabendo-se que a medida mais e icaz pa a
eduzi in eções enha e idências ge adas há um século e meio e ainda não seja
p a icada uni e salmen e. A co e a higiene das mãos é sem dú ida o pon o cha e de
qualque medida de con olo de in eção pa a eduzi o IACS. (24)
As p incipais medidas de p e enção e con olo baseiam-se, undamen almen e
po se em cump idas as boas p á icas, ais como: as p ecauções básicas (como higiene
das mãos, uso adequado de equipamen os de p o eção indi idual, con olo ambien al),
e no uso co e o dos an ibió icos. (21)
P á g i n a 22 | 74
2.2. In eção/ colonização po MRSA
O e mo colonização é usado pa a de ini o c escimen o e mul iplicação de um
mic o ganismo em supe ícies epi eliais do hospedei o, sem exp essão clínica ou
imunológica. Po ou as pala as, pela p esença pe manen e ou ansi ó ia de qualque
mic o ganismo num hospedei o, dissociada de sinais ou sin omas de doença in eciosa.
Apenas como uma e idência mic obiológica, sem signi icado pa ológico, não ha endo
necessidade de a amen o. Pode á ou não se pe cusso de uma in eção. Po ou o
lado, a In eção, é a ansmissão bem-sucedida de um mic o ganismo a um hospedei o
causando danos deco en es da in asão, mul iplicação ou ação de p odu os óxicos
(a a és de oxinas). Pode á mani es a -se de o ma clínica ou subclínica, acompanhada
po uma mensu á el espos a imunológica/ in lama ó ia do hospedei o. (28)
É sabido que a maio ia das in eções é p ecedida pela colonização com MRSA e
a in e ação com o sis ema de saúde con inua a se um a o de isco impo an e pa a o
anspo e de MRSA, com pacien es colonizados ep esen ando o p incipal ese a ó io
a pa i do qual a ansmissão oco e.(29)
A aquisição nosocomial de MRSA oco e po meio da ansmissão de pacien e
pa a pacien e (is o é, ansmissão c uzada ia p o issionais de saúde ansi o iamen e
colonizados ou po ma e ial ou equipamen os con aminados) ou po ansmissão de
p o issionais de saúde pe sis en emen e colonizados po MRSA, a ansmissão c uzada
oco e oi o ezes mais equen emen e que a ansmissão de um p o issional de saúde
pe sis en emen e colonizado em ambien es de al a p e alência. Em compa ação com
as di e en es unidades den o do hospi al, o isco de ansmissão é maio nas unidades
de cuidado in ensi os ( azão 3: 1) de ido à maio susce ibilidade dos pacien es, con a os
mais in ensos com o pacien e e maio uso de an ibió icos, o que pode da às bac é ias
esis en es uma an agem em coloniza pacien es compa adas com bac é ias não
esis en es. (30)
As axas de colonização ou in eção pelo MRSA a iam de aco do com a
localização geog á ica, o ipo de unidade de saúde e a população especí ica em
es udo. Em ambien es de cuidados agudos, a p e alência de colonização po MRSA
a ia de aco do com a localização do pacien e den o das ins alações.(31)
A colonização nasal, inguinal, axila ou e al com S. au eus susce í el ou
esis en e à me icilina, ge almen e p ecede a in eção. (32) A colonização nasal de
MRSA pode se encon ada em 1% a 2% da população em ge al e em 10% a 15% dos
pacien es in e nados. Vá ios es udos desc e em que os pacien es colonizados po
P á g i n a 23 | 74
MRSA êm maio isco de in eções in asi as po MRSA em compa ação com pacien es
não colonizados. A colonização po MRSA ap esen a ambém um isco mui o maio de
in eção do que a colonização de S aphylococcus au eus sensí eis à me icilina
(MSSA). Os pacien es in e nados que se sabe se em colonizados com MRSA de em
se moni o izados de pe o quan o a sinais e sin omas de in eção subsequen e. A
colonização nasal po MRSA es á associada a um aumen o de 4 ezes no isco de
in eção po MRSA. (33)
P á g i n a 24 | 74
2.3. Ras eio do MRSA
O as eio de po ado es de MRSA é e e uado a a és do uso de es es
mic obiológicos capazes de de e a a p esença mucocu ânea de MRSA de indi íduos
sem in eção clínica. Es e é um componen e essencial das es a égias de con olo do
MRSA em hospi ais de agudos e ambém é po encialmen e ú il em ou os
es abelecimen os de saúde, an o em ambien es endémicos como de baixa incidência
de MRSA. É conhecido que mais de me ade do ese a ó io de pacien es colonizados
po MRSA in e nados em hospi ais passa á despe cebido em amos as clínicas pa a
es es diagnós icos de o ina, a menos que amos as de za aga oas das na inas, pele,
e idas, e o e/ou o o a inge sejam es ados especi icamen e pa a de e a o MRSA
usando écnicas de cul u a sele i a e / ou écnicas de biologia molecula . (34) (35)
Os po ado es de MRSA (indi íduos colonizados) podem a ua como uma on e
de ansmissão pa a ou os pacien es que se encon em nas mesmas ins alações, a
menos que sejam p on amen e iden i icados e a ados com p ecauções adicionais de
isolamen o. Os modelos ma emá icos apoiam a isão de que, sem o as eio de
po ado es e sem a implemen ação de medidas de isolamen o e descolonização de
po ado es, não se á possí el diminui a ansmissão do MRSA em ins i uições de
saúde, p incipalmen e em unidades hospi ala es de agudos. (30) Além disso, o as eio
de po ado es de MRSA an es das ci u gias pa ece se bené ico pa a o pacien e
indi idual na edução do isco de in eção do local ci ú gico, pe mi indo descolonização
ópica p é-ope a ó ia di ecionada pa a MRSA e / ou p o ilaxia pe i ope a ó ia. (31) A
igilância a i a do MRSA pode ambém o nece in o mações sob e o s a us de
colonização, o que pode ajuda os clínicos a escolhe a an ibio e apia mais ap op iada
nos casos de in eção. (32) Assim, uma medida cha e pa a o con olo do MRSA é a
de eção p ecoce de po ado es ( as eio) pa a se inicia em medidas ap op iadas de
con olo de in eção, e apêu icas de sup essão e an ibio e apia adequada. O as eio de
MRSA em o po encial de aumen a a segu ança do pacien e e eduzi o isco de
ansmissão des e mic o ganismo mul i esis en e pa a ou os pacien es, eduzindo
assim o cus o do a amen o hospi ala . (36)
Depois de e em alhado algumas es a égias con encionais pa a con olo do
MRSA, alguns especialis as e au o idades de saúde pública p omo e am o as eio pa a
de e a po ado es assin omá icos de MRSA, como uma es a égia de p e enção e icaz.
Di e en es es udos mos a am esul ados con adi ó ios, mas ambém le an a am
inúme as ques ões sob e as populações ap op iadas pa a o as eio uni e sal e sus
di ecionado, mé odo (s) de iagem (s) e in e enção (ões).(37) Assim, um aspe o que
P á g i n a 25 | 74
ainda não é unânime e que não se encon a esol ido é a decisão sob e quem de e se
as eado na admissão hospi ala . Mui as ques ões con o e sas en ol em o
desen ol imen o de ecomendações pa a o as eio e diagnós ico clínico de in eção po
MRSA. Algumas delas baseiam-se se o as eio de e se di ecionado ou uni e sal, nos
mé odos de es e mais adequados e nas consequências económicas (cus os) da adoção
de uma abo dagem em de imen o de ou a. Rela i amen e a quem de e se di igido o
as eio, as opções a iam en e um as eio uni e sal ( ealizada pa a odos os pacien es
admi idos) e o as eio sele i o (seleção de g upos de al o isco). (38)
Alguns es udos obse acionais documen a am exis i uma g ande edução na
incidência de in eção po MRSA após a in odução do as eio uni e sal e do isolamen o
de po ado es em odos os casos de in e namen o hospi ala (39), assim alguns modelos
ma emá icos suge em que o as eio uni e sal se ia o mais e icaz. (30) No en an o, o
as eio sele i o é a p á ica mais acei e, po azões de cus o e logís ica. (39)
Os mé odos con encionais de de eção baseados em cul u a pa a MRSA são
demo ados, o que le a a p ecauções de isolamen o a asadas ou
desnecessá ias. A ualmen e, no as écnicas labo a o iais pe mi em um as eio ápido
de po ado es de MRSA, o que pode eduzi a ca ga logís ica e inancei a associada ao
isolamen o p e en i o e melho a a qualidade da p es ação de cuidados aos pacien es.
A economia de cus os depende do núme o de dias de isolamen o p e en i o que podem
se e i ados de ido a esul ados nega i os da PCR. (15)
À luz da c escen e incidência de in eções mul i esis en es, incluindo aquelas
causadas po MRSA, os di e en es países implemen a am o as eio di ecionado ou
uni e sal dos in e namen os hospi ala es pa a iden i ica po ado es de MRSA. Nos
Países Baixos, exis em ecomendações pa a o as eio sele i o de odos os pacien es
ans e idos do ex e io ou pa a as eio uni e sal de odas os in e namen os
hospi ala es. No Reino Unido, o as eio uni e sal oi aplicado em odos os
in e namen os hospi ala es. Nou os países (po exemplo, nos EUA), mesmo onde
exis em ecomendações ou di e izes legisla i as, hou e uma abso ção limi ada do
as eio uni e sal do MRSA, em pa e de ido a es ições inancei as e logís icas ou à
al a de consenso sob e o que aze com os dados ob idos. (38)(40)
Alguns países, como os países escandina os e os Países Baixos, man i e am
os ní eis de p e alência de in eções hospi ala es po MRSA in e io a 1 %,
p esumi elmen e de ido à implemen ação de polí icas nacionais pa a iden i ica a
ansmissão de MRSA e medidas especí icas de con olo de in eção pa a a manipulação
de pacien es colonizados. Essa polí ica denominada “sea ch & des oy” (S & D) oi
P á g i n a 32 | 74
2.5. A aliação económica e cus os elacionados com as IACS
Os es udos exis en es sob e cus os da doença pe mi em a alia o impac o
económico de uma doença ou es ado de saúde, de aco do com uma de e minada
pe spe i a. Assim, es e ipo de es udos possibili am apoia a decisão em e mos de
p io idades de inanciamen o. (8)
As IACS são despesas ex as pa a hospi ais e sis emas de saúde indi iduais.
Podem aumen a os cus os do a endimen o ao pacien e de aco do com á ias
pe spe i as, que de adminis ado es hospi ala es, e cei os pagado es e pacien es. Nos
sis emas de saúde que dependem de sis emas de con abilidade de diá ias ixas, a
p esença de uma IACS não diminui necessa iamen e a ecei a de eembolso pa a
hospi ais, pois os dias de cama adicionais podem se cob ados às en idades pagado as
como os segu os de saúde. No en an o, nos que dependem de mecanismos de
pagamen o p ospe i os baseados em g upos elacionados ao diagnós ico e
classi icações semelhan es, os cus os o ais da IACS são mais equen emen e
supo ados pelos p óp ios hospi ais. (16)
Os cus os das IACS encon am-se di e amen e associadas com es es de
diagnós ico e com os a amen os ex as que êm de se p es ados, assim como com o
aumen o do empo de in e namen o, o isolamen o, as como bilidades, complicações
após al a, en e ou os. A quan i icação da ca ga económica exa a a ibuí el às IACS
ainda pe manece como uma ques ão desa iado a. (55)
Os cus os mais al os es ão elacionados com a ins alação de alas de isolamen o
pa a pacien es in e ados, com ou os cus os p incipalmen e associados à limpeza e
subs i uição de ma e iais. O conhecimen o limi ado en e os o mulado es de polí icas
sob e a e dadei a ca ga inancei a das IACS, como a in eção po MRSA, le ou a um
es udo ealizado na Escola de Higiene e Medicina T opical de Lond es. Dos esul ados
des a in es igação, oi es imado que uma IACS cus asse ap oximadamen e 1 bilhão de
lib as po ano. Os pacien es com IACS i e am cus os 2,8 ezes supe io es em elação
aos pacien es li es de in eção, com um cus o inc emen al médio de ap oximadamen e
3000 lib as. Em elação ao empo de pe manência, os pacien es com IACS passa am
ap oximadamen e 2,5 ezes mais empo no hospi al, o que equi ale a 11 dias a mais.
(56)
As IACS es ão associadas a cus os e enca gos subs anciais pa a o ganizações
de saúde. Nos Es ados Unidos, es ima-se que as IACS oco am em ce ca de dois
milhões de pacien es po ano, com um núme o o al 99 000 de mo es e um cus o de 33
P á g i n a 33 | 74
bilhões a cada ano. (57) Nos Es ados Unidos, as IACS o am encon adas como sendo
os p incipais con ibuin es pa a a eadmissão hospi ala . (58)
Ba ne e al., usa am um modelo de múl iplos es ados com empo disc e o pa a
quan i ica o empo de pe manência adicional gas o numa unidade de cuidados
in ensi os associada à in eção po MRSA. Os au o es e i ica am que a in eção po
MRSA diminuiu o isco de al a em 20% em elação aos pacien es sem in eção po
MRSA. (59)
Inques iona elmen e, as IACS êm e ei os subs anciais na mo bilidade e
mo alidade. É p o á el que os e ei os de cus o ou no empo de in e namen o em
excesso sejam supe es imados se o in e alo pa a o início da IACS não o
adequadamen e con abilizado no desenho ou análise do es udo. O e o mais equen e
nas e idências publicadas é a in odução de co- a iá eis dependen es do empo, com
p azo de e minado, p essupondo que o impac o dessa exposição no esul ado
pe maneça cons an e. Modelos longi udinais e de á ios es ados e i am o iés
dependen e do empo e abo dam a complexidade dos dados dependen e do empo. A
u ilização de mé odos es a ís icos ap op iados é impo an e na análise de cus os
excessi os associados a IACS. (16)
Aumen a a e icácia das medidas de descolonização ou con olo p e en i o
melho a o cus o-e e i idade da es a égia da u ilização de écnicas ápidas de PCR,
suge indo que os bene ícios de uma melho iden i icação de po ado es são eduzidos
na ausência de in e enções ap op iadas pa a os iden i icados. Especi icamen e, a
iden i icação p ecoce ge a menos bene ícios quando a e icácia do a amen o de
descolonização diminui. A a iação do isco de ansmissão c uzada en e os
p o issionais de saúde não iden i icados ambém a e a os esul ados, com uma
ansmissão mais al a melho ando a elação cus o-bene ício da es a égia de PCR. Em
locais com al a incidência de MRSA ou baixa adesão a p ocedimen os básicos de
con olo de in eção, como a higiene das mãos, pode-se conside a que o as eio
uni e sal po écnicas ápidas de PCR ap esen a meno es cus os do que em ou os
locais com axas de incidências baixas. (60)
A edução do empo de espe a do esul ado com a u ilização de écnicas de PCR
melho a a sua elação cus o-bene ício em compa ação com a não ealização de as eio,
suge indo que as no as ecnologias de as eio de PCR ápido pode iam impedi ainda
mais a in eção c uzada. Na ausência de um es e de PCR, as medidas omadas
p e en i amen e ao agua da os esul ados do es e de cul u a podem eduzi o isco de
in eção, embo a de a-se e a enção pa a limi a os danos e as despesas associadas
P á g i n a 34 | 74
ao isolamen o inde ido dos pacien es. O as eio uni e sal po PCR pode ap esen a -se
como uma opção com meno es cus os pa a eduzi a in eção po MRSA. No en an o,
epidemiologia local, cus os e p á icas de con olo de in eção desempenham um papel
impo an e e de em se conside adas em qualque a aliação do as eio. Dadas as
complexidades de seleciona uma es a égia de iagem ap op iada, são necessá ias
mais pesquisas sob e a elação cus o-e e i idade do con olo de in eção po MRSA em
cada local pa a se pude em implemen a o ipo de as eio mais adequado. (60)
P á g i n a 35 | 74
3. METODOLOGIA
P á g i n a 36 | 74
3.1. Con ex o do es udo
No p esen e es udo, p e ende-se a alia se a in odução de uma no a
me odologia pa a as eio labo a o ial de MRSA ap esen a edução de cus os
compa a i amen e à me odologia an e io men e u ilizado. A me odologia an e io ,
apesa de mais ba a a, é mais demo ada ob igando ao isolamen o dos pacien es
du an e a espe a dos esul ados. Assim, pa a aze a compa ação das duas
me odologias, e e-se em linha de con a os cus os não só do as eio labo a o ial, mas
ambém dos cus os do isolamen o dos pacien es (consumí eis e diá ia em qua o de
isolamen o) no pe íodo da ob enção do esul ado, que nos casos dos pacien es com
as eio nega i o, e ela am-se cus os desnecessá ios.
3.2. Ques ão de in es igação
Foi implemen ado um no o mé odo de as eio labo a o ial de MRSA que
ap esen a um cus o mais ele ado que o an e io men e u ilizado, mas com ob enção de
esul ados mais ápidos, e á es a implemen ação impac o económico pa a a en idade
inanciado a dos cuidados de saúde?
3.3. Obje i os do es udo
3.3.1. Obje i o ge al do es udo
Pa a o p esen e es udo, oi de inido como obje i o ge al:
• A alia o impac o económico da implemen ação da écnica ápida de
biologia molecula pa a as eio de pacien es colonizados com MRSA
num hospi al p i ado po uguês.
3.3.2. Obje i os especí icos
Como obje i os especí icos, o am de inidos:
• Ca a e ização dos pacien es elegí eis pa a as eio de colonização com
MRSA, num hospi al p i ado num pe íodo de 3 anos;
P á g i n a 37 | 74
• Iden i icação dos ecu sos u ilizados (núme o de dias de isolamen o e
equipamen o de p o eção indi idual) pa a cada uma das écnicas
u ilizadas: écnica con encional em cul u a em meios c omogénicos
(an e io ) e écnica ápida de biologia molecula (a ual)
• A ibuição de um cus o uni á io a cada unidade de ecu so iden i icada;
• De e minação dos cus os o ais com cada uma das écnicas de as eio
e compa ação dos mesmos;
• Análise de impac o o çamen al da u ilização da no a écnica;
• Análise de sensibilidade pa a di e en es p e alências de MRSA.
3.4. Tipo de es udo
O p esen e es udo, é um es udo obse acional e ospe i o e ans e sal, em
que os dados o am ecolhidos de o ma indi e a e sem a necessidade da pa icipação
dos indi íduos incluídos no mesmo. Pa a es e es udo, iden i ica am-se odos os
indi íduos que ealiza am a análise labo a o ial pa a as eio de MRSA (es udos de
colonização) num hospi al p i ado da egião da g ande Lisboa, en e janei o de 2016 e
dezemb o de 2018. Pelo que es ão ab angidos dados labo a o iais ob idos po dois
mé odos dis in os:
• De 1 de janei o de 2016 a 30 de junho de 2017 – as eio de MRSA
ealizado po écnica de cul u a em meios c omogénicos;
• De 1 julho de 2017 a 31 de dezemb o de 2018 – as eio de MRSA
ealizado po écnica de PCR em empo eal.
3.5. Ca a e ização do local de es udo
O Hospi al onde o am ecolhidos os dados, é uma unidade p i ada na egião da
g ande Lisboa. Que na al u a do deco e do es udo dispunha de 168 camas, consul as
de especialidades dis in as, u gência pe manen e pa a adul os e c ianças e unidades de
cuidados pós-agudos, con inuados, palia i os e medicina ísica e de eabili ação.
P á g i n a 38 | 74
3.6. População em es udo
Os pa icipan es do es udo, o am odos os indi íduos admi idos de o ma aguda
ou ele i a no hospi al em causa, en e janei o de 2016 e dezemb o de 2018, e que ao
ealiza em a a aliação inicial de isco epidemiológico, o am iden i icados c i é ios que
jus i ica am a ealização do as eio labo a o ial de MRSA.
3.7. In e enção em es udo
No local onde deco eu o es udo, semp e que um indi iduo é admi ido em
qualque con ex o de episódio de in e namen o, é ealizada pelo médico assis en e a
a aliação inicial de isco epidemiológico, eco endo pa a isso ao p eenchimen o do
inqué i o epidemiológico de admissão.
A u ilização des e inqué i o pe mi e a iden i icação p ecoce de pacien es com
suspei a ou con i mação de colonização e/ou in eção po mic o ganismos
epidemiologicamen e signi ica i os (como po exemplo o MRSA), e po ou o lado,
si uações clínicas que, pelas suas ca ac e ís icas, ep esen em uma ele ada
p obabilidade de con aminação ambien al. A u ilização do Inqué i o Epidemiológico de
Admissão pe mi e a iden i icação p ecoce de:
a. pacien es com suspei a ou con i mação de colonização e/ou in eção po
mic o ganismos epidemiologicamen e signi ica i os;
b. si uações clínicas que, pelas suas ca ac e ís icas, ep esen am uma
ele ada p obabilidade de con aminação ambien al (ex. e idas mui o
exsuda i as).
São conside ados a o es de isco pa a mic o ganismos epidemiologicamen e
signi ica i os:
a. an ibio e apia p é ia, em pa icula se p olongada ou múl ipla (mesmo que
de o ma sequencial) nos úl imos seis meses;
b. p esença de e idas c ónicas ou de disposi i os in asi os;
c. pacien es ins i ucionalizados (hospi al, unidade de cuidados con inuados
ou la / esidência de idosos) du an e pelo menos 3 dias nos úl imos 3 meses;
P á g i n a 39 | 74
Todos os elemen os espei an es à a aliação inicial do isco epidemiológico
de em ica egis ados em p ocesso clínico ele ónico do pacien e pa a acili a a
ope acionalização das medidas necessá ias numa pe spe i a de con inuidade de
cuidados. Es e inqué i o consis e num o mulá io ele ónico p esen e no p ocesso
clínico ele ónico e que con êm um conjun o de 7 ques ões de espos a sim/não. A
espos a posi i a a qualque uma das ques ões o igina a a i ação do símbolo de isco
biológico no pe il do p ocesso clínico ele ónico e a p esc ição au omá ica de
de e minadas ações, como po exemplo a ealização dos chamados es udos de
colonização que consis em na ealização de uma za aga oa nasal e ou a pe i-anal pa a
as eio labo a o ial de MRSA.
A é junho de 2016, o mé odo labo a o ial u ilizado pa a as eio de MRSA na
ins i uição e a o mé odo de cul u a, mais especi icamen e a cul u a em meios
c omogénicos, es e mé odo demo a pelo menos 24 a 48 ho as a p oduzi esul ados,
des a o ma, du an e pelo menos esse pe íodo o pacien e pe manecia em isolamen o,
independen emen e do seu esul ado se ou não posi i o. Se o esul ado osse nega i o,
o pacien e deixa a de es a em isolamen o, caso con á io pe manecia em isolamen o
a é e as eios nega i os e/ou a é à da a da al a clínica. Es a si uação conduzia a cus os
e i á eis, uma ez que o pacien e que não osse colonizado com MRSA ( as eio
nega i o) não e ia necessi ado de e es ado em isolamen o du an e o pe íodo de
ealização do as eio labo a o ial, e po sua ez o cus o com o qua o de isolamen o e
odo o equipamen o de p o eção indi idual e a e i á el.
A pa i de junho de 2016, o labo a ó io começou a u iliza uma no a
me odologia, uma écnica de biologia molecula pa a o as eio de MRSA, a écnica
u ilizada é uma écnica de PCR (polime ase chain eac ion), que u iliza p ime s
a ualizados que pe mi em de e a os genes mecA e mecC, genes p esen es em odas
as es i pes de MRSA (GeneXpe ®). Es a écnica p oduz esul ados en e 1 a 2 ho as,
des a o ma os pacien es só pe manecem em isolamen o se e e i amen e es i e em
colonizados po es e mic o ganismo mul i esis en e, ou seja, uma ez que o esul ado
é ob ido em pouco empo a decisão do isolamen o só é omada após o labo a ó io emi i
o esul ado, sendo assim e i á el (no caso dos pacien es com as eio nega i o) o cus o
de pelo menos 24 a 48 ho as de isolamen o.
P á g i n a 40 | 74
Figu a 1 – Esquema ep esen a i o da me odologia do es udo
3.8. Recolha de in o mação e de dados
Foi ealizada uma análise de cus os que pe mi iu compa a duas al e na i as de
diagnós ico, em e mos dos seus cus os, mais especi icamen e, oi ealizado um es udo
das consequências inancei as da implemen ação de uma no a écnica de as eio
labo a o ial de MRSA. Simul aneamen e, o am ealizadas á ias análises de dados e
cálculos imp escindí eis pa a a co e a ealização da a aliação de cus os.
Pa a ealização do cálculo das di e en es unidades de ecu so u ilizadas, a on e
u ilizada pa a a ob enção do alo de cada unidade oi a abela de p eços do hospi al
onde o es udo se ealizou, odos os alo es u ilizados o am os p eços p a icados a ní el
pa icula sem qualque compa icipação de segu ado a ou en idade.
De seguida, passo a enume a odos os passos ealizados assim como a o igem
das on es dos dados u ilizados.
P á g i n a 41 | 74
3.8.1. Lis a de pacien es elegí eis
A a és do acesso ao sis ema in o má ico do labo a ó io de Pa ologia Clínica do
Hospi al onde oi ealizado o es udo, o am e i ados os dados ela i os a odos as
análises de as eio labo a o ial de MRSA ealizados du an e o pe íodo de janei o de
2016 a dezemb o de 2018, endo o es udo um ho izon e empo al de 3 anos. Fo am
eliminados os duplicados, ou seja, os indi íduos que inham ealizado mais que um
as eio num espaço de pelo menos 3 dias. Den o de cada pe íodo do es udo, o am
dis ibuídos os indi íduos po esul ado do as eio, podendo des a o ma se calculada
a p e alência de MRSA, em cada pe íodo como ambém no o al do pe íodo es udado,
icando com a in o mação da p e alência de MRSA naquela unidade hospi ala de o ma
a pude compa a com a p e alência desc i a na li e a u a de ou as unidades
es udadas. Na lis agem, i e ainda acesso à in o mação de géne o de cada pa icipan e
do es udo, podendo des a o ma aze uma ca ac e ização po géne o da população
es udada.
3.8.2. Tempo médio e i á el de isolamen o
P e endeu es uda -se o cus o médio po dia de isolamen o e i ado. Pa a calcula
o empo médio e i á el de isolamen o, oi necessá io calcula pa a cada as eio
nega i o ealizado pelo mé odo an igo (mé odo cul u al), o empo en e a ealização da
colhei a das za aga oas pa a o as eio labo a o ial de MRSA e a saída dos esul ados
do mesmo, conside ando esse empo o empo e i á el de isolamen o.
Pa a um co e o cálculo des e empo, oi necessá io ab i o p ocesso de cada
indi iduo que inha ealizado o as eio en e janei o de 2016 e junho de 2017 (n = 882)
e calcula o empo de saída do esul ado, azendo a di e ença en e a da a e ho a de
en ada da amos a no labo a ó io e a da a e ho a de saída do esul ado. Após e sido
ei o o cálculo do empo de saída do esul ado indi idual de cada amos a, oi en ão
calculada a média do empo e i á el de isolamen o.
3.8.3. Cálculo dos cus os o ais das unidades de ecu sos u ilizadas
Pa a calcula os cus os das unidades de ecu so u ilizadas, de iniu-se
p imei amen e, quais as unidades de ecu sos que se i ia aloca ao isolamen o. Assim
o am de inidas como unidades de ecu so:
P á g i n a 48 | 74
Figu a 2 – His og ama e e en e ao empo de saída do esul ado (ho as)
O empo médio pa a saída do esul ado com o mé odo an igo oi de 49,27 ho as/
2,05 dias, es e oi o empo médio de isolamen o e i á el.
4.2.1. Núme o o al de dias de isolamen o e i á el
Se cada indi iduo em média, es e e 2,05 dias em isolamen o e i á el, uma ez
que na análise dos esul ados com o mé odo de as eio em cul u a (mé odo an igo)
ob i e am-se 882 as eios nega i os, assim o núme o o al de dias de isolamen o
e i á el oi de 1808,1 (núme o de as eios nega i os x empo médio de isolamen o
e i á el).
4.3. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o uni á io a cada
unidade de consumí eis
Depois de e sido ealizada uma análise exaus i a dos dados de a u ação de
uma amos agem dos pacien es que se encon a am em isolamen o, a im de a e i as
unidades de ecu so u ilizadas elacionadas com o isolamen o, na abela seguin e es á
ep esen ado o alo uni á io das unidades de ecu so iden i icados:
P á g i n a 49 | 74
Tabela 6 – Tabela das di e en es unidades de ecu so iden i icadas e espe i o cus o uni á io
(Fon e: Tabela de p eços a í ulo pa icula p a icados na ins i uição onde o es udo se ealizou)
4.4. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o uni á io a cada
unidade de ecu so iden i icado no as eio com o mé odo an igo e com o
mé odo a ual
Tal como explicado an e io men e, com a no a écnica de as eio u ilizada só
icam em isolamen o os pacien es que e e i amen e es ão colonizados com MRSA.
Como o empo de saída do esul ado com a u ilização des a me odologia é no máximo
2 ho as, não chegam a se implemen adas medidas de isolamen o, des a o ma a única
unidade de ecu so é o alo da análise pa a as eio labo a o ial de MRSA:
Tabela 7 – Valo es o ais do mé odo an igo e do mé odo a ual de as eio de MRSA
(Fon e: Tabela de p eços a í ulo pa icula p a icados na ins i uição onde o es udo se ealizou)
4.5. Ap esen ação dos alo es a ibuídos ao cus o diá io do qua o de
in e namen o em egime de isolamen o
No que diz espei o ao alo do cus o diá io do qua o de in e namen o em
egime de isolamen o, ap esen o a seguin e abela:
Tabela 8 – Cus o diá io do qua o de in e namen o em egime de isolamen o
(Fon e: Tabela de p eços a í ulo pa icula p a icados na ins i uição onde o es udo se ealizou)
Designação Valo uni á io (eu os)
A en al Plas ico 0,41 €
Lu a Ci u gica 1,59 €
Lu a Pa a Ci os á icos 3,45 €
Lu as Ni ilo 0,28 €
Lu as Palhaço 0,38 €
Lu as Vinyl 0,18 €
Valo o ais (eu os)
MRSA, PESQ. S aphyloc. Me icilina Resis en e (pe i-anal) 30,00 €
MRSA, PESQ. S aphyloc. Me icilina Resis en e (Nasal) 17,00 €
Mé odo
a ual
MRSA, Es udo de colonizaçao po me odos molecula es 232,30 €
Designação
Mé odo
an igo
Designação Valo o ais (eu os)
Diá ia em qua o de isolamen o 335€/dia = 13,96€/ho a
P á g i n a 50 | 74
4.6. Ap esen ação dos cus os o ais com cada uma das écnicas de
as eio e compa ação dos mesmos
4.6.1. Cus os o ais com écnica an iga de as eio de MRSA (mé odo cul u al
em meios c omogénicos)
Rela i amen e ao ma e ial de consumo (a en ais e lu as), o cus o médio po
doen e/dia oi de 9,18 € (0,38€ po doen e/ho a). O cus o mínimo po doen e/dia oi de
0,72 € (0,03€ po doen e/ho a) e o máximo de 30,90 € (1,29€ po doen e/ho a), de
seguida ap esen o a análise desc i i a:
Tabela 9- Tabela e e en es aos esul ados es a ís icos (média, mediana, minino e máximo e des io pad ão) e e en es aos cus os o ais
com a écnica an iga de as eio de MRSA
~
Figu a 3 – His og ama e e en e aos cus os o ais com a écnica an iga de as eio de MRSA
Média 9,1894
7,455
10,9239
Mediana 9,1113
Des io Pad ão 5,63573
Mínimo 0,72
Máximo 30,9
Es a ís ica - Cus os po doen e/dia
95% de in e alo de
con iança pa a a média:
Limi e in e io
Limi e supe io
P á g i n a 51 | 74
No que diz espei o aos cus os o ais gas os po 49,3 ho as, ou seja, pelo empo
médio de isolamen o e i á el, emos:
Tabela 10 – Cus o o ais com a u ilização do mé odo an igo de as eio pa a o empo de isolamen o e i á el
(Fon e: Tabela de p eços a í ulo pa icula p a icados na ins i uição onde o es udo se ealizou)
Com a u ilização da écnica an iga os cus os o ais po 49,3 ho as de isolamen o
e i á el é de 753,96 €, es e alo oi calculado a a és da soma das pa celas das
di e en es unidades que o am conside adas pa a o cálculo dos cus os e i á eis
(ma e ial de consumo, es e de as eio labo a o ial de MRSA e diá ia em qua o de
isolamen o). Desse alo , 91% es ão alocados à diá ia em qua o de isolamen o, sendo
es a que mais con ibui pa a os cus os o ais e i á eis. De seguida, a análise labo a o ial
de as eio de MRSA ap esen a 6,3% dos cus os o ais, e, po im, os cus os com
ma e ial de consumo e i á el ap esen a apenas 2,5% dos cus os o ais, sendo o cus o
des es apenas esidual.
4.6.2. Cus os o ais com écnica a ual de as eio de MRSA (mé odo molecula )
Tabela 11 – Cus o o ais com a u ilização do mé odo a ual de as eio
(Fon e: Tabela de p eços a í ulo pa icula p a icados na ins i uição onde o es udo se ealizou)
Com a u ilização da écnica a ual, não es ão alocados cus os a isolamen o
e i á el po que es e não exis e, es ão apenas alocados cus os ao alo da ealização
do es e de as eio de MRSA po mé odos molecula es, 232,30€.
Designação Valo o ais (eu os) Valo o ais (%)
Cus os e i á eis ma e iais de consumo 18,73 € 2,50%
MRSA, PESQ. S aphyloc. Me icilina Resis en e (pe i-anal) 30,00 € 4%
MRSA, PESQ. S aphyloc. Me icilina Resis en e (Nasal) 17,00 € 2,30%
Diá ia em qua o de isolamen o 688,23 € 91%
To al dos cus os de (49,3 ho as de isolamen o e i á el ) 753,96 € 100,00%
Valo o ais (eu os)
MRSA, Es udo de colonizaçao po me odos molecula es 232,30 €
Designação
P á g i n a 52 | 74
4.6.3. Di e ença de cus os en e os dois mé odos de as eio de MRSA
Tabela 12 – di e ença de cus os en e os dois mé odos de as eio de MRSA
Ve i icou-se que a di e ença de cus os o ais en e as duas écnicas, ou seja, a
ealização do as eio labo a o ial de cul u a em meios c omogénicos (mé odo an igo) e
o as eio labo a o ial po PCR (mé odo a ual) é de 521,66 €.
4.7. Compa ação dos cus os nos casos de esul ado posi i o pa a o
MRSA com o mé odo an igo e com mé odo a ual
Pa a compa a os cus os nos casos em que um indi iduo em um esul ado
posi i o no as eio de MRSA no mé odo an igo e no mé odo a ual, oi necessá io
calcula o alo po dia de in e namen o em isolamen o, o qual ap esen a um alo de
391,18 €.
Tabela 13 – To al dos cus os po dia de in e namen o
De seguida ap esen o o alo (eu os) pa a cada écnica, ou seja, pa a a an iga e pa a a
a ual:
Tabela 14 – alo da écnica an iga e da écnica a ual
Assim, com o mé odo an igo um indi iduo com um as eio posi i o pa a MRSA
(colonizado com MRSA) com um egime de in e namen o em isolamen o inha um cus o
po dia de 391,18 €, ao que soma ia o alo do es e labo a o ial de as eio de MRSA
de 47€. Po an o se um doen e i esse in e nado 1 dia e ia o cus o de 438,18 €.
Designação Valo o ais (eu os)
Técnica de as eio an iga (isolamen o e i á el) 753,96 €
Técnica de as eio a ual 232,30 €
Di e ença dos cus os en e as das écnicas de as eio 521,66 €
Designação Valo o ais (eu os)
Cus os ma e iais de consumo 9,18 €
Diá ia em qua o de isolamen o 335,00 €
To al dos cus os po dia de in e namen o 391,18 €
Mé odo an igo Mé odo a ual
47 € 232,30 €
P á g i n a 53 | 74
Po ou o lado, com o mé odo a ual um doen e com um as eio posi i o pa a
MRSA (colonizado com MRSA) com um egime de in e namen o em isolamen o êm um
cus o po dia de 391,18 € ao que soma ia o alo do es e labo a o ial de as eio de
MRSA de 232,30€. Po an o se um doen e i esse in e nado 1 dia e ia o cus o de
623,48€.
4.8. Compa ação dos cus os nos casos de esul ado nega i o de MRSA
com o mé odo an igo e no mé odo a ual
Pa a compa a os cus os nos casos em que um indi iduo em um esul ado
nega i o no as eio de MRSA no mé odo an igo e no mé odo a ual, oi necessá io e
em con a o alo po dia de in e namen o em isolamen o, o qual ap esen a um alo de
391,18 € ao que soma ia o alo do es e labo a o ial de as eio de MRSA de 47€.
Po an o se um doen e i esse in e nado 1 dia e ia o cus o de 438,18€.
Po ou o lado, com o mé odo a ual um doen e com um as eio nega i o pa a
MRSA (colonizado com MRSA) com um egime de in e namen o em isolamen o êm
apenas alocado o alo do es e labo a o ial de as eio de MRSA que é 232,30€.
4.9. Cus o o al da écnica an iga e sus a ual
Figu a 4 – Esquema ep esen a i o dos cus os da écnica an iga e sus a ual
88%
11%
12%
Técnicas
u ilizadas
Técnica
an iga
In e namen o
com Tes e +
Cus o es e an igo + cus o do in e namen o com
isolamen o necessá io
In e namen o
com Tes e - Cus o es e an igo + cus o do in e namen o com
isolamen o e i á el
Técnica
a ual
In e namen o
com Tes e + Cus o Tes e no o + cus o do in e namen o com
isolamen o necessá io
In e namen o com
Tes e - Cus o es e no o
89%
P á g i n a 54 | 74
4.9.1. Cus os To ais com écnica an iga
Pa a o cálculo dos cus os o ais médios po dia com a écnica an iga, u ilizou-se
a seguin e o mula:
[11% X Cus o in e namen o c/ es e +) + (89% X Cus o in e namen o c/ es e - )]
[(11% X 438,18€) + (89% X 438,18€)] = 438,18 €
Des a o ma, o alo do cus o o al médio po dia pa a a écnica an iga é de
438,18 €.
4.9.2. Cus os To ais com écnica a ual
Pa a o cálculo dos cus os o ais médios po dia com a écnica a ual, u ilizou-se a
seguin e o mula:
[12% X Cus o in e namen o c/ es e +) + (89% X Cus o es e)]
[(12% X 623,48€) + (88% X 232,30€)] = 279,24 €
Des a o ma, o alo do cus o o al médio po dia pa a a écnica a ual é de
279,24 €.
4.10. Análise ge al do impac o económico da u ilização da no a écnica
Du an e a ealização do es udo u ilizando a écnica an iga ob i e am-se 882
amos as nega i as, des a o ma o alo o al e i á el é de 460 104,12 € (núme o de
amos as nega i as x alo da di e ença da u ilização das di e en es écnicas), com a
u ilização da no a écnica se ia es e o alo que e ia sido e i ado.
P á g i n a 55 | 74
4.11. Análise de sensibilidade pa a di e en es p e alências de MRSA
Ao ealiza mos uma análise endo em con a a a iação de cus os en e a écnica
an iga e a écnica a ual e a p e alência de MRSA, podemos e i ica que con o me ai
aumen ando a p e alência de MRSA na população em es udo, ai diminuindo a a iação
de cus os en e a écnica an iga e a a ual. Des a o ma, a pa i de uma p e alência de
50% de MRSA, não exis e an agem a ní el de cus os da u ilização da no a écnica
(mé odo ápido de biologia molecula ) em p ol da écnica an iga (cul u a em meios
c omogénicos). Os alo es nega i os da a iação de cus os (eixo y), indicam a di e ença
de alo que é gas o a menos com a u ilização da no a écnica.
Figu a 5 – G á ico da a iação de cus os e sus p e alência de MRSA
P á g i n a 56 | 74
5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
P á g i n a 57 | 74
Tal como oi e e ido na in odução, os obje i os des e abalho elacionam-se
com a a aliação do impac o económico da implemen ação de uma écnica ápida de
biologia molecula pa a as eio de pacien es colonizados com MRSA num hospi al
p i ado po uguês. Es a écnica de as eio de MRSA eio pe mi i da uma espos a
ápida (2 ho as) compa a i amen e à écnica an e io men e u ilizada, que demo a a em
média ce ca de 48 ho as a p oduzi esul ados. Des a o ma, os pacien es agua da am
em isolamen o a é à saída do esul ado, que no caso de se nega i o, es e isolamen o
e a conside ado e i á el/ desnecessá io. No en an o, a écnica ápida implemen ada
ap esen a um cus o mais ele ado que a u ilizada an e io men e ( as eio em meios
c omogénicos), assim, com es e es udo p e endeu-se a alia se apesa da écnica e
um cus o mais ele ado o ac o de deixa de exis i isolamen o e i á el i ia aduzi -se
em edução de cus os o ais. Pa a ealiza essa a aliação oi necessá io a alia e
calcula di e en es a iá eis, as quais o am ap esen adas nos esul ados e que se ão
discu idas seguidamen e.
Com os cálculos ealizados, apu ou-se que o empo médio e i á el de
isolamen o oi de 49,3 ho as/ 2,05 dias, es e empo oi o empo que em média demo ou
o esul ado labo a o ial do as eio de MRSA a sai e des a o ma o empo médio que os
pacien es com um esul ado de as eio nega i o i e am em isolamen o sem
necessi a em (isolamen o e i á el). Com a u ilização da écnica an iga pa a as eio de
MRSA (cul u a em meios c omogénicos), o núme o o al de dias de isolamen o e i á el
oi de 1808,1. Os cus os o ais pa a 49,3 ho as de isolamen o e i á el o am de 753,96
€, es e alo co espondeu aos cus os e i á eis (ma e ial de consumo, análise de
as eio labo a o ial de MRSA e diá ia em qua o de isolamen o), em que 91% desse
alo es ão alocados à diá ia em qua o de isolamen o, sendo es e que mais con ibui
pa a os cus os o ais e i á eis.
Com a implemen ação da écnica ápida de as eio po PCR, não es ão alocados
cus os ao isolamen o p e en i o po que es e não ai exis i , o isolamen o é apenas
implemen ado aos po ado es de MRSA ( as eio posi i o), des a o ma es ão apenas
alocados cus os ao alo da ealização da análise po mé odos molecula es, ou seja,
232,30 €. Assim, e i icou-se que a di e ença de cus os o ais en e as duas écnicas é
de 521,66 € pa a os casos de indi íduos que não se encon am colonizados po MRSA
( as eio nega i o). O alo do cus o o al médio po dia pa a a écnica an iga oi de
438,18 € compa a i amen e com o alo do cus o o al médio po dia pa a a écnica a ual
que oi de 279,24 €.
Analisando os esul ados endo em con a apenas a posi i idade e nega i idade
do as eio em e mos indi iduais, pa a os indi íduos não colonizados a al e ação da
P á g i n a 64 | 74
ecnologias de as eio de PCR ápido podem impedi ainda mais a in eção c uzada. Na
ausência de um es e de PCR (mais ápido), as medidas omadas p e en i amen e ao
agua da os esul ados do es e de cul u a podem eduzi o isco de in eção, embo a
de a-se e em a enção os danos e as despesas associadas ao isolamen o inde ido dos
indi íduos. O as eio po PCR pa ece se uma boa opção pa a eduzi a in eção po
MRSA. No en an o, a epidemiologia local, os cus os e as p á icas de con olo de in eção
desempenham um papel impo an e e de em se conside adas em qualque a aliação
de as eio. (60)
Em esumo, os es es de PCR são uma boa e amen a pa a a de eção ápida
de po ado es de MRSA, mas os al os cus os exigem uma a aliação cuidadosa do seu
uso. Em populações de indi íduos com baixa p e alência po MRSA, o amplo uso da
PCR pode mos a-se en á el e o con olo de MRSA é mais ácil quando as axas são
baixas, sendo mais ácil de se aloca os es o ços de o ma a con ola essa p e alência.
Quando e como ealiza o as eio de MRSA pe manece como uma ques ão
con o e sa. As decisões de em se omadas no con ex o de mui os a o es, incluindo
a p e alência e a economia do sis ema de saúde. A ní el eu opeu exis em g andes
di e enças nas p á icas básicas de con olo de MRSA. As medidas de em se adap adas
a cada con ex o e ealidade como a população local, o amanho da ins i uição, os
ecu sos disponí eis, a capacidade e as boas polí icas de con olo de in eção de em
se omadas em linha de con a an es de inicia uma polí ica dispendiosa de as eio pa a
MRSA. (70)(71) Nes e caso conc e o, na ins i uição onde deco eu o es udo, a mudança
de me odologia mos ou se a adequada não só a ní el de edução de cus os mas
ambém no que diz espei o às boas p á icas de con olo de in eção exis en es naquela
ins i uição, con inuando hoje em dia a se a me odologia ado ada pa a as eio
labo a o ial de MRSA.
P á g i n a 65 | 74
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
P á g i n a 66 | 74
1. Hen ique F, Geo ge M. P e enção e Con olo de Colonização eR nesis en e à
Me icilina (MRSA) Hospi ais e Unidades de In e namen o de Cuidados
Con inuados In eg ados. 2015;1–24.
2. Ko ilainen P, Rou amaa M, Pel onen R, Oksi J, Rin ala E, Meu man O, e al.
Elimina ion o epidemic me hicillin- esis an S aphylococcus au eus om a
uni e si y hospi al and dis ic ins i u ions, Finland. Eme g In ec Dis [In e ne ].
Fe e ei o de 2003; 9(2):169–75. Disponí el em:
h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/12603986
3. Naza e h R, Gonçal es-Pe ei a J, Ta a es A, Mi agaia M, de Lencas e H,
Sil es e J, e al. In eção po s aphylococcus au eus me icilina- esis en e da
comunidade em Po ugal. Re Po Pneumol [In e ne ]. 1 de Janei o de 2012;
18(1):34–8. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0873215911000717? ia%3Di
hub#bbib0010
4. Sho AF. Epidemiology o S aphylococcal Resis ance. Clin In ec Dis [In e ne ].
15 de Se emb o de 2007;45(Supplemen _3):S171–6. Disponí el em:
h p://academic.oup.com/cid/a icle/45/Supplemen _3/S171/269744/Epidemiolog
y-o -S aphylococcal-Resis ance
5. Jain R, K alo ic SM, E ans ME, Amb ose M, Simba l LA, Sco D, e al. Ve e ans
A ai s Ini ia i e o P e en Me hicillin-Resis an S aphylococcus au eus In ec ions
A bs ac [In e ne ]. Vol. 364, N Engl J Med. 2011. Disponí el em:
www.census.go
6. Gould IM. Cos s o hospi al-acqui ed me hicillin- esis an S aphylococcus au eus
(MRSA) and i s con ol. In J An imic ob Agen s [In e ne ]. 1 de No emb o de
2006; 28(5):379–84. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0924857906003499? ia%3Di
hub#bib8
7. MacKenzie FM, G eig P, Mo ison D, Edwa ds G, Gould IM. Iden i ica ion and
cha ac e iza ion o eicoplanin-in e media e S aphylococcus au eus blood cul u e
isola es in NE Sco land. J An imic ob Chemo he [In e ne ]. 1 de No emb o de
2002; 50(5):689–97. Disponí el em: h ps://academic.oup.com/jac/a icle-
lookup/doi/10.1093/jac/dk 191
8. INFEÇÕES ASSOCIADAS A CUIDADOS DE SAÚDE [In e ne ]. [ci ado 19 de
P á g i n a 67 | 74
Maio de 2020]. Disponí el em:
h ps://www.api a ma.p /publicacoes/si ees udos/Documen s/Es udo IACS
Con ibu o MDiV - VFTo al.pd
9. Eu opean An imic obial Resis ance Su eillance Ne wo k (EARS-Ne ) [In e ne ].
[ci ado 13 de Fe e ei o de 2020]. Disponí el em:
h ps://www.ecdc.eu opa.eu/en/abou -us/pa ne ships-and-ne wo ks/disease-
and-labo a o y-ne wo ks/ea s-ne
10. Köck R, Becke K, Cookson B, an Geme -Pijnen JE, Ha ba h S, Kluy mans J,
e al. Sys ema ic li e a u e analysis and e iew o a ge ed p e en i e measu es
o limi heal hca e-associa ed in ec ions by me icillin- esis an S aphylococcus
au eus [In e ne ]. Disponí el em:
www.eu osu eillance.o gh p://www.eu osu eillance.o g/ViewA icle.aspx?A ic
leId=20860
11. G ayson ML, Russo PL, C uickshank M, Bea JL, Gee CA, Hughes CF, e al.
Ou comes om he i s 2 yea s o he Aus alian Na ional Hand Hygiene Ini ia i e.
Med J Aus [In e ne ]. 21 de No emb o de 2011;195(10):615–9. Disponí el em:
h ps://www.mja.com.au/jou nal/2011/195/10/ou comes- i s -2-yea s-aus alian-
na ional-hand-hygiene-ini ia i e
12. Lee AS, Hu ne B, Ha ba h S. Con ol o Me hicillin- esis an S aphylococcus
au eus. In ec Dis Clin N Am [In e ne ]. 2011;25:155–79. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/sd e/pd /download/eid/1-s2.0-
S0891552010000899/ i s -page-pd
13. Ha ba h S. Con ol o endemic me hicillin- esis an S aphylococcus au eus–-
ecen ad ances and u u e challenges. Clin Mic obiol In ec [In e ne ]. 1 de
Dezemb o de 2006; 12(12):1154–62. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1198743X14628664
14. Ha dy K, P ice C, Szczepu a A, Gossain S, Da ies R, S alla d N, e al. Reduc ion
in he a e o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus acquisi ion in su gical
wa ds by apid sc eening o coloniza ion: a p ospec i e, c oss-o e s udy. 2010;
15. Wassenbe g MWM, Kluy mans JAJW, Box ATA, Bosboom RW, Bui ing AGM, Van
Elzakke EPM, e al. Rapid sc eening o me hicillin- esis an S aphylococcus
au eus using PCR and ch omogenic aga : a p ospec i e s udy o e alua e cos s
and e ec s. 2010; Disponí el em: h p://www. i m.nl/ea ss/da abase/
16. De Angelis G, Mu hy A, Beye smann J, Ha ba h S. Es ima ing he impac o
P á g i n a 68 | 74
heal hca e-associa ed in ec ions on leng h o s ay and cos s. Clin Mic obiol In ec
[In e ne ]. 1 de Dezemb o de 2010;16(12):1729–35. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1198743X14605747? ia%3Di
hub
17. F iedman ND, Kaye KS, S ou JE, Mcga y SA, T i e e SL, B iggs JP, e al. Heal h
Ca e-Associa ed Bloods eam In ec ions in Adul s: A Reason To Change he
Accep ed De ini ion o Communi y-Acqui ed In ec ions Backg ound: Bloods eam
in ec ions occu ing in pe sons esid [In e ne ]. 2002. Disponí el em:
www.annals.o g
18. Di eção Ge al da Saúde. P og ama nacional de p e enção e con olo da in ecção
associada aos cuidados de saúde. 2007.
19. Pi e D, Alleg anzi B, S o J, Baghe i Nejad S, Dziekan G, Leo sakos A, e al.
In ec ion con ol as a majo Wo ld Heal h O ganiza ion p io i y o de eloping
coun ies. J Hosp In ec [In e ne ]. 1 de Ab il de 2008;68(4):285–92. Disponí el
em: h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/18329137
20. Humph eys H, Smy h ETM. P e alence su eys o heal hca e-associa ed
in ec ions: wha do hey ell us, i any hing? Clin Mic obiol In ec [In e ne ]. 1 de
Janei o de 2006; 12(1):2–4. Disponí el em:
h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/16460539
21. Escola Nacional de Sade Pblica (Po ugal) E, Fe ei a E, Ma ques A, Ma os B.
Re is a Po uguesa de Saúde Publica. Re is a Po uguesa de Saúde Pública
[In e ne ]. 1 de No emb o de 2010;Tema ico(10):27–39. Disponí el em:
h ps://www.else ie .es/en- e is a- e is a-po uguesa-saude-publica-323-
a iculo-in eccoes-associadas-aos-cuidados-saude-X0870902510898567
22. P e enção e Con olo de In eções e de Resis ência aos An imic obianos em
Núme os – 2015. 2015.
23. Depa men o Heal h U, Se ices H, o Disease Con ol C, Cen e o Zoono ic
In ec ious Diseases N, o Heal hca e Quali y P omo ion D. CORE ELEMENTS OF
HOSPITAL ANTIBIOTIC STEWARDSHIP PROGRAMS The Co e Elemen s o
Hospi al An ibio ic S ewa dship P og ams [In e ne ]. Disponí el em:
h p://www.cdc.go /ge sma /heal hca e/
24. Al-Taw iq JA, Tambyah PA. Heal hca e associa ed in ec ions (HAI) pe spec i es.
J In ec Public Heal h [In e ne ]. 1 de Julho de 2014; 7(4):339–44. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1876034114000689
P á g i n a 69 | 74
25. Tieme sma EW, B onzwae SLAM, Lyy ikäinen O, Degene JE, Sch ijnemake s
P, B uinsma N, e al. Me hicillin- esis an S aphylococcus au eus in Eu ope, 1999-
2002. Eme g In ec Dis [In e ne ]. Se emb o de 2004; 10(9):1627–34. Disponí el
em: h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/15498166
26. Ze ola N, F ancis JS, Nue mbe ge EL, Bishai WR. Communi y-acqui ed
me icillin- esis an S aphylococcus au eus: an eme ging h ea . Lance In ec Dis
[In e ne ]. 1 de Maio de 2005; 5(5):275–86. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1473309905701122
27. Di eção-Ge al da Saúde [In e ne ]. [ci ado 11 de Junho de 2020]. Disponí el em:
h ps://www.dgs.p /qualidade-e-segu anca/segu anca-dos-doen es/plano-
nacional-pa a-a-segu anca-dos-doen es-2015-2020.aspx
28. Dani A. Coloniza ion and in ec ion. Vol. 67, Cen al Eu opean Jou nal o U ology.
Polish U ological Associa ion; 2014. p. 86–7.
29. B enwald NP, Bake N, Oppenheim B. Feasibili y s udy o a eal- ime PCR es o
me icillin- esis an S aphylococcus au eus in a poin o ca e se ing. J Hosp In ec .
1 de Ma ço de 2010;74(3):245–9.
30. Boo sma MCJ, Diekmann O, Bon en MJM. Con olling me hicillin- esis an
S aphylococcus au eus: Quan i ying he e ec s o in e en ions and apid
diagnos ic es ing [In e ne ]. 2006. Disponí el em: www.wip.nl/
31. Da is KA, S ewa JJ, C ouch HK, Flo ez CE, Hospen hal DR. Me hicillin-
Resis an S aphylococcus au eus (MRSA) Na es Coloniza ion a Hospi al
Admission and I s E ec on Subsequen MRSA In ec ion. Clin In ec Dis [In e ne ].
15 de Se emb o de 2004; 39(6):776–82. Disponí el em:
h ps://academic.oup.com/cid/a icle-lookup/doi/10.1086/422997
32. Von Ei C, Becke K, Machka K, S amme H, Pe e s G. Nasal ca iage as a sou ce
o S aphylococcus au eus bac e emia. N Engl J Med. 4 de Janei o de
2001;344(1):11–6.
33. Sa da N, B adley EA. The Risk o In ec ion a e Nasal Coloniza ion wi h
S aphylococcus Au eus. Vol. 121, Ame ican Jou nal o Medicine. 2008. p. 310–5.
34. Humph eys H. Na ional guidelines o he con ol and p e en ion o me hicillin-
esis an S aphylococcus au eus - Wha do hey ell us? Vol. 13, Clinical
Mic obiology and In ec ion. Blackwell Publishing L d; 2007. p. 846–53.
35. B own DFJ, Edwa ds DI, Hawkey PM, Mo ison D, Ridgway GL, Towne KJ, e al.
Guidelines o he labo a o y diagnosis and suscep ibili y es ing o me hicillin-
P á g i n a 70 | 74
esis an S aphylococcus au eus (MRSA). J An imic ob Chemo he .
2005;56:1000–18.
36. Hu zschen eu e L, Flessa S, Di mann K, Hübne NO. Cos s o ou pa ien and
inpa ien MRSA sc eening and ea men s a egies o pa ien s a elec i e hospi al
admission - A decision ee analysis. An imic ob Resis In ec Con ol. 29 de
No emb o de 2018;7(1).
37. Ha ba h S, Hawkey PM, Teno e F, S e ani S, Pan os i A, S uelens MJ. Upda e
on sc eening and clinical diagnosis o me icillin- esis an S aphylococcus au eus
(MRSA). In J An imic ob Agen s [In e ne ]. 2010;37:110–7. Disponí el em:
h ps://ac.els-cdn.com/S0924857910004954/1-s2.0-S0924857910004954-
main.pd ?_ id=29a 9501-6 0d-4aa3-8085-
bed9c9de522&acdna =1552403881_b83d4d16 512d23e20602e905bbd8be
38. Kluy mans J. Con ol o me icillin- esis an S aphylococcus au eus (MRSA) and
he alue o apid es s. J Hosp In ec [In e ne ]. 1 de Junho de 2007; 65:100–4.
Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0195670107600243
39. S uelens MJ, Hawkey PM, F ench GL, Wi e W, Tacconelli E. Labo a o y ools
and s a egies o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus sc eening,
su eillance and yping: S a e o he a and unme needs. Vol. 15, Clinical
Mic obiology and In ec ion. Blackwell Publishing L d; 2009. p. 112–9.
40. S ü enbu g E. Rapid de ec ion o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus
di ec ly om clinical samples: me hods, e ec i eness and cos conside a ions.
Ge Med Sci [In e ne ]. 6 de Julho de 2009; 7:Doc06. Disponí el em:
h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/19675746
41. V iens M, Blok H, Flui A, T oels a A, We ken C an de , Ve hoe J. Cos s
Associa ed wi h a S ic Policy o E adica e Me hicillin-Resis an S aphylococcus
au eus in a Du ch Uni e si y Medical Cen e : A 10-Yea Su ey. Eu J Clin
Mic obiol In ec Dis [In e ne ]. 1 de No emb o de 2002;21(11):782–6. Disponí el
em: h p://link.sp inge .com/10.1007/s10096-002-0811-4
42. Ha is AD, Fu uno JP, Roghmann M-C, Johnson JK, Conway LJ, Venezia RA, e
al. Ta ge ed su eillance o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus and i s
po en ial use o guide empi ic an ibio ic he apy. An imic ob Agen s Chemo he
[In e ne ]. 1 de Agos o de 2010;54(8):3143–8. Disponí el em:
h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/20479207
P á g i n a 71 | 74
43. He dman MT, Wyncoll D, Halligan E, Cli PR, F ench G, Edgewo h JD. Clinical
applica ion o eal- ime PCR o sc eening c i ically ill and eme gency-ca e su gical
pa ien s o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus: a quan i a i e analy ical
s udy. J Clin Mic obiol [In e ne ]. 1 de Dezemb o de 2009;47(12):4102–8.
Disponí el em: h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/19846648
44. Mozzillo KL, O iz N, Mille LG. Pa ien s wi h me icillin- esis an S aphylococcus
au eus in ec ion: wen y- i s cen u y lepe s. J Hosp In ec [In e ne ]. 1 de Junho
de 2010; 75(2):132–4. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0195670109005106
45. McKinnell JA, Huang SS, Eells SJ, Cui E, Mille LG. Quan i ying he Impac o
Ex anasal Tes ing o Body Si es o Me hicillin-Resis an S aphylococcus au eus
Coloniza ion a he Time o Hospi al o In ensi e Ca e Uni Admission . In ec
Con ol Hosp Epidemiol. Fe e ei o de 2013;34(2):161–70.
46. Tui e N, Redding on K, Ba y T, Zumla A, Enne V. Rapid nucleic acid diagnos ics
o he de ec ion o an imic obial esis ance in G am-nega i e bac e ia: Is i ime
o a pa adigm shi ? J An imic ob Chemo he . 2014;69(7):1729–33.
47. Tom TSM, K use MW, Reichman RT. Upda e: Me hicillin-Resis an
S aphylococcus au eus Sc eening and Decoloniza ion in Ca diac Su ge y. Ann
Tho ac Su g [In e ne ]. 1 de Agos o de 2009;88(2):695–702. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S0003497509002276
48. Kaise AM, Schul sz C, K ui ho GJ, Debe s-Ossenkopp Y, Vandenb oucke-
G auls C. Ca iage o esis an mic oo ganisms in epa ia es om o eign
hospi als o The Ne he lands. Clin Mic obiol In ec [In e ne ]. 1 de No emb o de
2004; 10(11):972–9. Disponí el em:
h ps://www.sciencedi ec .com/science/a icle/pii/S1198743X14637071
49. Van Hei s ae en L, Co iñas Ab ahan es J, Lammens C, Lee A, Ha ba h S,
Molenbe ghs G, e al. Impac o a sho pe iod o p e-en ichmen on de ec ion and
bac e ial loads o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus om sc eening
specimens. J Clin Mic obiol [In e ne ]. 1 de Ou ub o de 2009;47(10):3326–8.
Disponí el em: h p://www.ncbi.nlm.nih.go /pubmed/19675216
50. Nonho C, Denis O, B enne A, Buidin P, Leg os N, Thi oux C, e al. Compa ison
o h ee ch omogenic media and en ichmen b o h media o he de ec ion o
me hicillin- esis an S aphylococcus au eus om mucocu aneous sc eening
specimens. Eu J Clin Mic obiol In ec Dis [In e ne ]. 15 de Ab il de
2009;28(4):363–9. Disponí el em: h p://link.sp inge .com/10.1007/s10096-008-
P á g i n a 72 | 74
0637-9
51. Liesen eld O, Lehman L, Hun eld K-P, Kos G. Molecula diagnosis o sepsis: New
aspec s and ecen de elopmen s. Eu J Mic obiol Immunol. Ma ço de
2014;4(1):1–25.
52. De San N, Denis O, Gasasi a MF, De Mendonça R, Nonho C, S uelens MJ.
Con olled e alua ion o he IDI-MRSA assay o de ec ion o coloniza ion by
me hicillin- esis an S aphylococcus au eus in di e se mucocu aneous
specimens. J Clin Mic obiol. 1 de Ab il de 2007;45(4):1098–101.
53. S uelens MJ. Rapid iden i ica ion o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus
(MRSA) and pa ien managemen . Vol. 12, Clinical Mic obiology and In ec ion.
Blackwell Publishing L d; 2006. p. 23–6.
54. Tacconelli E, De Angelis G, de Wau e C, Ca aldo MA, To e G La, Cauda R. Rapid
sc eening es s o me icillin- esis an S aphylococcus au eus a hospi al
admission: sys ema ic e iew and me a-analysis. Vol. 9, The Lance In ec ious
Diseases. Else ie ; 2009. p. 546–54.
55. G a es N, Ha ba h S, Beye smann J, Ba ne A, Hal on K, Coope B. Es ima ing
he Cos o Heal h Ca e–Associa ed In ec ions: Mind You p’s and q’s. Clin In ec
Dis. Ab il de 2010;50(7):1017–21.
56. Plowman R, G a es N, G i in MAS, Robe s JA, Swan A V., Cookson B, e al.
The a e and cos o hospi al-acqui ed in ec ions occu ing in pa ien s admi ed o
selec ed special ies o a dis ic gene al hospi al in England and he na ional
bu den imposed. J Hosp In ec . 2001;47(3):198–209.
57. The Di ecT MeDical cosTs o [In e ne ]. 2009 [ci ado 1 de Junho de 2019].
Disponí el em: h ps://www.cdc.go /hai/pd s/hai/sco _cos pape .pd
58. Eme son CB, Eyzagui e LM, Alb ech JS, Come AC, Ha is AD, Fu uno JP.
Heal hca e-Associa ed In ec ion and Hospi al Readmission. In ec Con ol Hosp
Epidemiol [In e ne ]. 2 de Junho de 2012;33(6):539–44. Disponí el em:
h ps://www.camb idge.o g/co e/p oduc /iden i ie /S0195941700030988/ ype/jou
nal_a icle
59. Ba ne AG, Ba a R, G a es N, Edgewo h J, Robo ham J, Coope B. Using a
longi udinal model o es ima e he e ec o me hicillin- esis an s aphylococcus
au eus in ec ion on leng h o s ay in an in ensi e ca e uni . Am J Epidemiol.
2009;170(9):1186–94.
60. Mu hy A, De Angelis G, Pi e D, Sch enzel J, Uckay I, Ha ba h S. Cos -
P á g i n a 73 | 74
e ec i eness o uni e sal MRSA sc eening on admission o su ge y. Clin
Mic obiol In ec . 1 de Dezemb o de 2010;16(12):1747–53.
61. Ha ba h S, Fankhause C, Sch enzel J, Ch is enson J, Ge az P, Bandie a-Cle c
C, e al. Uni e sal sc eening o me hicillin- esis an S aphylococcus au eus a
hospi al admission and nosocomial in ec ion in su gical pa ien s. JAMA - J Am
Med Assoc. 12 de Ma ço de 2008;299(10):1149–57.
62. Haley CC, Mi al D, LaViole e A, Jannapu eddy S, Pa ez N, Haley RW.
Me hicillin- esis an S aphylococcus au eus in ec ion o coloniza ion p esen a
hospi al admission: Mul i a iable isk ac o sc eening o inc ease e iciency o
su eillance cul u ing. J Clin Mic obiol. 1 de Se emb o de 2007;45(9):3031–8.
63. Hid on AI, Kou ba o a E V., Hal osa JS, Te ell BJ, McDougal LK, Teno e FC,
e al. Risk Fac o s o Coloniza ion wi h Me hicillin‐Resis an S aphylococcus
au eus (MRSA) in Pa ien s Admi ed o an U ban Hospi al: Eme gence o
Communi y‐Associa ed MRSA Nasal Ca iage . Clin In ec Dis [In e ne ]. 15 de
Julho de 2005; 41(2):159–66. Disponí el em:
h ps://academic.oup.com/cid/a icle-lookup/doi/10.1086/430910
64. Uçkay I, Sax H, I en A, Camus V, Renzi G, Sch enzel J, e al. E ec o Sc eening
o Me hicillin-Resis an S aphylococcus au eus Ca iage by Polyme ase Chain
Reac ion on he Du a ion o Unnecessa y P eemp i e Con ac Isola ion . In ec
Con ol Hosp Epidemiol. No emb o de 2008;29(11):1077–9.
65. In e na M, So ia Ca alho A, B ás Mon ei o F, C uz I, Mon ei o N, Ca doso M, e
al. REVISTA DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE MEDICINA INTERNA Es udo
P ospec i o de Colonização po S aphylococcus au eus Resis en e à Me icilina
um Se iço de Medicina In e na: População, Fac o es de Risco e Implicações
P ospec i e S udy o Me hicillin-Resis an S aphylococcus au eus Coloniza ion in
an In e nal Medicine Wa d: Popula ion, Risk Fac o s and Implica ions.
66. Beze a Valadas MM. Uni e sidade de A ei o 2010 Depa amen o de Biologia.
67. Ki kland KB, Weins ein JM. Ad e se e ec s o con ac isola ion. Lance . 2 de
Ou ub o de 1999;354(9185):1177–8.
68. Rump B, De Boe M, Reis R, Wassenbe g M, Van S eenbe gen J. Signs o s igma
and poo men al heal h among ca ie s o MRSA. J Hosp In ec . 1 de Ma ço de
2017;95(3):268–74.
69. S el ox HT, Ba es DW, Redelmeie DA. Sa e y o Pa ien s Isola ed o In ec ion
Con ol. J Am Med Assoc. 8 de Ou ub o de 2003;290(14):1899–905.