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!
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!
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O!Ou ido!A en o!
Escu a!e!Comunicação!no!Es údio!de!G a ação!!
!
!
!
Leon!Tolen ino!Buca e chi!
!
!
Ma ço!de!2017!
!
Rela ó io!de!Es ágio!de!Mes ado!em!A es!Musicais!
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em A es Musicais ealizado sob a o ien ação
cien í ica de Isabel Pi es.
II
“Pala as são janelas ou são pa edes”
Ru h Bebe meye
À minha amília e mes es
III
AGRADECIMENTOS
Ag adeço à minha amília e p o issionais que colabo a am de alguma o ma na minha
o mação e na conc e ização des e ela ó io.
Ag adeço a oda a equipa da MDB áudio, em especial ao Miguel Lamei o, pela pa ilha de
conhecimen os e pela amizade que icou.
Os meus since os ag adecimen os à P o esso a Dou o a Isabel Pi es pela o ien ação,
paciência e disponibilidade incondicionais.
IV
V
O OUVIDO ATENTO - ESCUTA E COMUNICAÇÃO NO ESTÚDIO DE
GRAVAÇÃO.
LEON TOLENTINO BUCARETCHI
PALAVRAS-CHAVE: Escu a a i a, Es údio de G a ação, Comunicação, Me á o as,
Escu a c í ica, Análise do som.
RESUMO
Es e abalho em como pon o de pa ida um es ágio pa a es uda a impo ância que a
comunicação desempenha num con ex o de g a ação, de p odução musical e de áudio em
es údio. Po azões p á icas, aqui é conside ada como p odução musical os p ocessos de
discussões e escolhas que pe meiam as sessões de g a ação p op iamen e di as, não a p é-
p odução que p ecede as mesmas. Pa indo de si uações p á icas, são abo dadas a
impo ância do conhecimen o écnico do som (du an e os p ocessos de g a ação e
manipulação do som) e a ele ância da comunicação en e o(s) pe o me (s) e esponsá eis
pela p odução (e ou g a ação) do con eúdo. Es e abalho isa e le i sob e es a ques ão e
o e ece pis as no que diz espei o ao diálogo en e p odu o e pe o me , p opondo
abo dagens que acili am a al e nância en e as di e en es unções que são ealizadas nes e
ambien e de abalho. Finalmen e, suge imos possibilidades que auxiliam na c iação de um
ambien e écnico e psicológico adequado ao egis o da pe o mance com a melho
qualidade possí el, ao mesmo empo que escla ecemos alguns pon os que p e endem
auxilia aqueles in e essados a se inicia em na á ea.
VI
THE ATTENTIVE EAR - LISTENING AND COMMUNICATION IN THE
RECORDING STUDIO.
LEON TOLENTINO BUCARETCHI
KEYWORDS: Ac i e Lis ening, Reco ding S udio, Communica ion, Me apho s, C i ical
Lis ening, Sound Analysis.
ABSTRACT
This wo k has as a s a ing poin an in e nship in a eco ding s udio o s udy he
impo ance ha communica ion plays in he con ex o eco ding a music p oduc ion o
audio. Fo p ac ical easons, he e is conside ed as musical p oduc ion he discussions and
choices ha pe mea e he eco ding sessions hemsel es, a he han he p e-p oduc ion
ha p ecedes hem. Based on p ac ical si ua ions, we will discuss he impo ance o he
echnical aspec s o sound ( ega ding i s eco ding and i s manipula ion) and he ele ance
o he communica ion be ween he pe o me (s) and hose esponsible o he p oduc ion
(and/o eco ding) o a con en . This wo k explo es he dialogue be ween p oduce and
pe o me , and indica es app oaches ha acili a e he al e na ion be ween he di e en
asks ha a e pe o med in his wo k en i onmen . Finally, we sugges possibili ies ha
help c ea e a echnical and psychological en i onmen sui able o he eco ding o he bes
pe o mance possible, while a he same ime, we cla i y some poin s ha may help hose
in e es ed in s a ing in hese a ea.
!
VII
ÍNDICE
!
In odução ............................................................................................................................... 1!
I - Ap esen ação da Emp esa de Acolhimen o ........................................................................ 5!
MDB: Áudio P oduções Unipessoal Lda – Á ea de Ac uação e Se iços .......................................... 5!
Equipa ............................................................................................................................................................ 6!
II - Ins alações e Es údio ........................................................................................................ 7!
Ins alações Ge ais ......................................................................................................................................... 7!
Salas de P odução ......................................................................................................................................... 7!
Es údio de G a ação .................................................................................................................................... 8!
III - T abalhos desen ol idos du an e o pe íodo de es ágio ................................................. 11!
III.1 - Reo ganização e Repa ch do Es údio ............................................................................................ 11!
Rou ing
......................................................................................................................................... 12!
Pa chBays
..................................................................................................................................... 12!
Tipos de
Pa chbays
...................................................................................................................... 13!
Rou ing
e Dan e ........................................................................................................................... 14!
P oblemas e Soluções ................................................................................................................... 14!
Room Modes
................................................................................................................................ 15!
III.2 - G a ação de Gui a a Clássica ...................................................................................................... 16!
P epa ação .................................................................................................................................... 16!
G a ação: P oblemas e Soluções .................................................................................................. 16!
Comunicação é a Cha e ............................................................................................................... 17!
Escu a A en a ............................................................................................................................... 18!
III.3 - G a ação de Voz ............................................................................................................................ 18!
Fo a de Ho a ................................................................................................................................ 19!
Escolhas de equipamen o ............................................................................................................ 19!
Ping Pong ..................................................................................................................................... 20!
III.4 - Mis u as e Sis ema Híb ido ........................................................................................................... 21!
Impo ância da Cap ação na Mis u a .......................................................................................... 21!
Mis u a Híb ida ............................................................................................................................ 22!
Incon eniências do Sis ema Híb ido ........................................................................................... 23!
III.5 – A Mis u a: Uma B e e Re ospec i a ......................................................................................... 24!
F equências .................................................................................................................................. 25!
Dinâmica ...................................................................................................................................... 26!
Fase .............................................................................................................................................. 27!
Espacialidade ............................................................................................................................... 27!
C ia i idade .................................................................................................................................. 28!
III.6 - Remix de G a ação ......................................................................................................................... 28!
P ocessamen o Comum às Faixas ............................................................................................... 30!
Voz ................................................................................................................................................ 31!
Gui a as / Ha monia .................................................................................................................. 31!
Solos ............................................................................................................................................. 32!
Con abaixo i ual ....................................................................................................................... 32!
Re e be ação ................................................................................................................................ 32!
Mas e Buss
.................................................................................................................................. 32!
Conside ações inais ..................................................................................................................... 33!
VIII
IV - Fa o es De e minan es e Facili ado es da Comunicação em Es údio de G a ação ..... 35!
IV.1 - Ques ões Relacionadas a Linguagem e Te minologia ............................................................... 36!
As Me á o as no Es údio .............................................................................................................. 37!
Te minologia dos P o issionais ................................................................................................... 39!
Conhecimen o Musical ................................................................................................................ 42!
IV.2 - Escu a A i a no Es údio de G a ação ........................................................................................ 44!
A impo ância da Au oimagem .................................................................................................... 44!
Au oimagem do A is a em Es údio ............................................................................................ 45!
Implicações da Escu a A i a ........................................................................................................ 47!
IV.3 – A Comunicação Não Violen a no Es údio de G a ação ......................................................... 48!
Fa o es que di icul am a comunicação ........................................................................................ 48!
A aplicação da Comunicação Não Violen a ................................................................................ 50!
IV.4 - Escu a A i a e CNV e o Es údio de G a ação .......................................................................... 57!
Conclusão .............................................................................................................................. 63!
Re e ências bibliog a icas ..................................................................................................... 67!
Anexo 1 - P incipais Equipamen os u ilizados no es údio du an e o pe íodo de es ágio. .... 71!
Anexo 2 – Ques ioná ios - The "human side" o eco ding - Communica ion and
pe o mance in he eco ding p ocess. .................................................................................. 75!
!
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* Ve são co igida e melho ada após a sua de esa pública*
!
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7
II - INSTALAÇÕES E ESTÚDIO
A MDB es á ins alada na ua do Ca eguei o nume o 26, Cos a do Valado em A ei o,
Po ugal, e con a com uma casa (imagem 1) e um anexo (imagem 2).
Ins alações Ge ais
As ins alações ge ais são si uadas na casa. Nela podemos encon a dois qua os que podem
ecebe a is as ou a equipe que es eja abalhando no es údio e necessi e pe noi a , uma
cozinha equipada e um esc i ó io onde o abalho adminis a i o é ei o.
Salas de P odução
A MDB con a com duas salas de p odução. Uma sala (imagem 4) mais simples si ua-se no
anexo onde o es údio es á ins alado, es a é a sala de abalho do DJ Cuca. Ela é
acus icamen e a ada, possui escu as Focal e Yamaha Ns10, e é u ilizada basicamen e pa a
p odução de pis as áudio no so wa e Cubase. Cuca cos uma u iliza plugins7 e samples8, e a
maio pa e do seu abalho é ei a com ins umen os i uais9.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
7 P ocessado es de sinal e e ei os digi ais u ilizados nos so wa es de mis u a (Digi al Audio Wo ks a ions).
8 Amos as de uma on e sono a, equen emen e u ilizados pa a c ia ins umen os i uais.
9 São conhecidos como “ins umen os i uais” as biblio ecas de som que são a mazenadas em um
compu ado e acessadas a a és de um so wa e especi ico, mui as ezes são cons i uídas po sons de
ins umen os eais g a ados e con oladas a a és de eclados.
Imagem 1 - Casa
Imagem 2 - Anexo
8
Na casa es á ins alada a p incipal sala de p odução (imagem 3) que é ambém u ilizada pa a
g a ação, es a é o pos o de abalho de Lucas Júnio . Tal Sala é a ada acus icamen e e
possui um ca ác e aconchegan e e in o mal que pode ca i a a is as que se sen em
in imidados pelo es údio. A sala dispõe de boas escu as (Focal e Au a ones), de p é-
ampli icado es e p ocessado es de sinal10.
Es údio de G a ação
O es údio es á si uado no anexo e é compos o po uma sala de g a ação (imagem 5) e uma
égie (imagem 6). T a ado acus icamen e, dispõe de uma g ande quan idade de ma e ial
analógico de di e en es ab ican es, o que possibili a uma ex ensa pale a de “co es”
ímb icas pa a as g a ações e mis u as11.
!
Imagem 5 - Sala de cap ação do som
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
10 No caso da sala de p odução: equalizado es, comp esso es e sin e izado es.
11 Cada apa elho analógico em suas p óp ias ca ac e ís icas no que diz espei o a espos a às equências,
espos a aos ansi ó ios e dis o ções ha mónicas.
Imagem 3 - Sala de p odução p incipal
Imagem 4 - Sala de p odução
9
A sala de g a ação é a ada com abso so es e di uso es, possuindo alguma e e be ação,
po an o sem se o almen e seca12. Essa ca ac e ís ica o na-a numa sala de qualidade pa a
a g a ação de ozes e ins umen os acús icos, que cos umam se a o ecidos pelas
p imei as e lexões acús icas que oco em no ambien e (como é o caso dos ins umen os
de co das e os sop os). Se o necessá io um ambien e mais seco, ou isolamen o en e os
ins umen os, exis em no es údio gobos que pe mi em di idi o espaço ou aumen a a
abso ção acús ica. A sala de g a ação é equipada com uma ba e ia, ampli icado es e pode
e a in ensidade de luminosidade con olada.
!
Imagem 6 - Régie
A égie (imagem 6) ambém é a ada acus icamen e com abso so es e di uso es de som e
es á equipada com escu as de moni o ação à dis ância p óxima (Au a ones, Focal), média
dis ancia (Focal) e um subwoo e que pe mi e a moni o ação de equências g a es. Os
equipamen os p esen es na égie são especi icados no Anexo 1(p.71) des e ela ó io.
Todas as salas de abalho (da casa e do anexo) es ão conec adas po uma ede, o que
pe mi e o acesso a qualque equipamen o a pa i de qualque sala e a g a ação simul ânea
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
12 O adjec i o « seco » é u ilizado pa a de ini ambien es onde as e lexões acús icas são escassas.
10
em salas di e en es, no caso de se deseja g a a algo em salas sepa adas pa a e ei o de
isolamen o ou na busca de ca ac e ís icas acús icas di e sas.
11
III - TRABALHOS DESENVOLVIDOS DURANTE O PERÍODO
DE ESTÁGIO
III.1 - Reo ganização e
Repa ch
do Es údio
An e io men e à minha chegada, o es údio ha ia passado po uma ees u u ação onde
no os equipamen os o am adqui idos e ou os o am deixados de lado. En e as
mudanças no es údio uma das p incipais oi a subs i uição da consola de mis u a SSL pelo
sis ema Ra en13 e po pe i é icos p ocessado es de sinal (comp esso es, equalizado es). No
en an o, odas as conexões de cabos pe maneciam como es a am logo após a e i ada da
consola, ou seja: à is a. A SSL possui um cabeamen o in e no pe mi indo esconde odos
os cabos que conec am a consola aos equipamen os pe i é icos, com a emoção da mesma
um g ande “espa gue e de cabos” se inha ins alado na sala e e a necessá ia uma
eo ganização.
Foi assim opo una a minha chegada ao es údio nesse momen o, pois se po um lado a
minha ajuda e a álida pa a o Miguel, po ou o pa a mim, oi uma boa opo unidade de
sana qualque dú ida que eu pudesse e em elação ao luxo do sinal, ou seja de onde o
sinal em e pa a onde ai.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
13 Os p incipais equipamen os u lizados du an e o pe íodo de es agio es ão de alhados no Anexo 1. (p.71)
Imagem 7 - Es ado dos cabos an es
da eo ganização
12
Rou ing
A comp eensão da complexidade do signal low14 num local especí ico, pode causa algumas
dú idas e di iculdades caso o mesmo não seja cla amen e iden i icado. Po isso, é
necessá io e impo an e que odas as conexões e o ganização do es údio sejam e icazes e
uncionais. Dependendo da quan idade de p ocessamen o analógico que o sinal ai so e
podem se necessá ias di e sas conexões. Po exemplo: sinal sai do compu ado , é
ans o mado pelo con e so digi al-analógico, é en iado pa a um comp esso , do
comp esso é en iado pa a um equalizado , do equalizado é en iado pa a ou o
comp esso , des e comp esso e o na pa a um ou o canal que ai aze a con e são de
analógico pa a digi al e es amos de ol a ao compu ado ...
Pa chBays
Pa a se pode e mais lexibilidade e man e udo o ganizado, os es údios de g a ação e
mis u a azem suas conexões a a és de pa chbays. A pa chbay é uma caixa de me al com
en adas e saídas onde, po de ás da mesma, os equipamen os são conec ados.
!
Imagem 8 - Imagem on al de uma pa chbay
Na pa e da en e da pa chbay ( igu a 8) emos os locais de conexão (1/4 balanceada
êmea) de en ios e e o nos. U ilizamos pequenos cabos pa a conec a um equipamen o a
ou o pela pa e da en e da pa chbay. Isso acili a a conexão en e os equipamen os que
podem es a isicamen e dis an es no es údio, man ém a in eg idade do sinal (os cabos
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
14 Fluxo do sinal : de onde o sinal pa e, o caminho que pe co e e onde chega.
13
u ilizados nas conexões on ais na pa chbay são cu os) e aumen a a lexibilidade, uma ez
que os equipamen os podem se conec ados em di e sas con igu ações acilmen e.
Po exemplo: na imagem 8 emos cabos de co lilás, que saem de um con e so DA15, que
es á en iando uma g a ação de piano e que são conec ados ao inpu de um comp esso .
Ago a conec amos os cabos ama elos ao ou pu do mesmo comp esso e en iamos o sinal
pa a um con e so que ans o ma á o sinal já comp imido de analógico pa a digi al.
Tipos de
Pa chbays
As pa chbays podem ge i o sinal de di e en es manei as. No es údio da MDB u ilizamos
dois ipos: a no malizada e a in e ompida.
A “pa chbay no malizada” ai en ia au oma icamen e o sinal do equipamen o que es á
conec ado po de ás (conec o supe io ), pa a o conec o in e io no caso da inexis encia
de uma conexão de cabos pela en e da pa chbay.
Uma ez que um cabo é inse ido pela en e essa conexão “au omá ica” é in e ompida:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
15 Um con e so DA ou Digi al Analógico con e e sinais digi ais pa a analógicos.
Conexão dos Equipamen os
F en e da
pa chbay
Imagem 9 – Pa chbay No malizada
F en e da
pa chbay
Conex
ã
o dos Equipamen os
Conexão
Imagem 10 – Fluxo au omá ico in e ompido pela conexão
14
A u ilização da pa chbay no malizada o na o abalho p á ico e a o ganização do es údio
mais e icaz, no caso de exis i em conexões de uso cons an e (po exemplo uma
combinação de equipamen os usada equen emen e), pois uma ez que o luxo do sinal
passa au oma icamen e do conec o supe io pa a o in e io podemos e i a a conexão de
alguns cabos na pa e on al da pa chbay.
A ou a con igu ação de pa chbay u ilizada no es údio é a “pa chbay in e ompida”.
Es a con igu ação em os sinais de en io e e o no isolados necessi ando da conexão
on al po cabo.
Rou ing
e Dan e
Após o ganiza odos os equipamen os e conexões analógicas na pa chbay, é chegada a ho a
de o ganiza odo o ende eçamen o do sinal no compu ado . Po ou as pala as, o ganiza
o ou ing do sinal a im de se conhece qual canal de e se selecionado no compu ado pa a
que se possa acede aos di e en es equipamen os no es údio. Po exemplo: canal 22 se á
associado ao inpu do comp esso “X”. Pa a a comunicação en e os con e so es e o
compu ado , o es údio u iliza o p o ocolo Dan e, o que pe mi e uma la ência16
ex emamen e baixa. Pa a ge i as conexões Dan e, é u ilizado o so wa e Dan e Con ole .
P oblemas e Soluções
Pensa as conexões de um es údio com di e sos con e so es, múl iplos canais (128 canais
de con e são) e di e sos equipamen os pe i é icos pode se complexo e a igan e. Com o
desen ol imen o do abalho p á ico, algumas conexões inicialmen e p e is as i e am que
se e ei as pois não sa is aziam o desígnio e a p a icabilidade p e is a, mas na maio pa e
dos casos as conexões o am bem pensadas e ao es a o uncionamen o das mesmas, a
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
16 Di e ença empo al en e o início do e en o e o momen o em que o mesmo é pe cebido.
F en e da
pa chbay
Conex
ã
o dos Equipamen os
Imagem 11 – Pa chbay In e ompida
15
e icácia demons ada pe mi iu-nos man ê-las sem al e ação. É undamen al nomea e
e ique a udo pa a e i a pe de in o mações ela i as a esse ou ing do sinal. Cada cabo
de e possui e ique as con endo a sua unção em cada ex emidade e, cada equipamen o
de e possui e ique as na sua en e indicando a que canal es á conec ado. Após odas
conexões se em inalizadas, é necessá io que no meio da mul i ude de cabos, possamos
localiza a unção especí ica de cada um no caso de ha e um p oblema e p ecisa mos, po
exemplo, de subs i ui um cabo ou co igi uma conexão mal ei a.
Após liga mos odos os con e so es oi necessá io a ualiza o i mwa e17 dos mesmos e
encon a a melho o dem da conexão de cabos de ede ao swi ch18 pa a ob e a meno
la ência possí el e pe mi i a odos um uncionamen o co e o.
Room Modes19
Ao es a os equipamen os pe cebemos di e enças de som en e a coluna da esque da e da
di ei a. Pa a a e igua en iámos uma sinusoide20 pa a as mesmas. Pe cebemos que
dependendo do posicionamen o na sala ínhamos uma pe cepção di e en e de qual se ia a
coluna que es a a com mais olume. Ao en ia uma amos a de uído osa21 às colunas
pe cebemos que a pe cepção de equências da di ei a e esque da e a di e en e em unção
das e lexões que oco em na p óp ia sala e que e idenciam, dependendo da localização na
mesma, algumas equências (esse enómeno é conhecido po oom modes, ou modo de
ib ação da sala em ques ão). Compensámos as di e enças a a és dos equalizado es da
p óp ia coluna pa a a ingi um esul ado óp imo na posição de escu a de quem es á a aze
a mis u a22. Também eposicionámos as colunas pa a p opo ciona uma melho imagem do
es é eo no swee spo .
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
17 Conjun o de ins uções ope acionais p og amadas no ha dwa e do con e so .
18 Equipamen o que ge e as conexões da ede (onde os cabos de ede se ão conec ados).
19 De inição a segui no pa ág a o.
20 Apenas uma equência, no caso 440 Hz.
21 Espec o de equências que man em a ene gia igual em odas as oi a as (queda de 3db po oi a a).
22 Conhecida como swee spo .
16
III.2 - G a ação de Gui a a Clássica
O p imei o abalho de g a ação em que es i e p esen e oi a g a ação do músico Vic o
Cas o a oca gui a a clássica pa a um p oje o de música popula .
P epa ação
No dia que p ecedeu o egis o, a sala oi p epa ada pa a ecebe a sessão de g a ação.
Qua o mic o ones que pode iam unciona pa a di e en es con igu ações de cap ação
o am mon ados em seus espec i os ipés (é impo an e pensa no ma e ial a se u ilizado
em unção do obje i o sono o a se a ingido) e ealizou-se uma g a ação de es e. Es e
es e e a pa icula men e pe inen e pois se ia a p imei a g a ação a se ealizada após a
econ igu ação do es údio e e a p uden e ce i ica mo-nos que udo co ia bem. Miguel
en ou em con ac o po ele one com o p odu o da aixa a se g a ada pa a sabe quais
e am suas p e e ências de o ma o de a qui o (wa ou ai ) axa de amos agem e
p o undidade de bi s23 (no caso 48Khz e 24Bi s). Também e i icou se ha ia p e e ências
po pa e do p odu o no que dizia espei o às écnicas de cap ação do som (mono, XY,
ORTF, Blumlein) e qual o ipo de esul ado sono o p e endido ( e e ências de ou os
a is as, quan idade de e e be ação, e c.).
G a ação: P oblemas e Soluções
Vic o chegou ao es údio pa a g a a munido das suas gui a as e imedia amen e pediu pa a
subs i ui o banco onde se ins ala ia pa a es a mais con o á el na sua pos u a de
gui a is a clássico. Indagado sob e o ipo de som que busca a, disse que que ia um “som
abe o”. Também pe gun ou se Miguel possuía mic o ones AKG 414 e ao e que Miguel
ha ia escolhido cap á-lo apenas com um mic o one mos ou-se um pouco descon en e
a i mando que es a a acos umado a g a a com pelo menos dois ou ês mic o ones. A
cap ação do ins umen o em con igu ação es é eo ou mesmo a cap ação do ambien e da
sala24 é p á ica co en e na g a ação de gui a a clássica, especialmen e no caso de gui a a
solo ou pequenas o mações como duos onde a gui a a de e ocupa bas an e espaço
sono o (em elação a imagem es é eo) na aixa.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
23 Sample a e e bi dep h.
24 Mic o ones que são posicionados dis an es do ins umen o e que êm como obje i o cap a as in e ações
acús icas da sala ou ambien e onde se g a a.
23
Basicamen e, ao in és de possui um mas e ade 32 no so wa e pa a con ola a o alidade dos
sons, en iamos g upos de sons (ou sons indi iduais) pa a canais no summing mixe . O
mesmo ai “adiciona ” essas pis as em ambien e analógico.
A pa i do momen o que o som deixa o compu ado e es á em ambien e analógico,
podemos u iliza a pa chbay pa a conec a di e en es equipamen os (comp esso es,
equalizado es) e a a o som an es que es e seja en iado ao summing mixe e pos e io men e
econ e ido pa a digi al.
Os equipamen os analógicos são escolhidos em unção de seu ca ác e sono o e o ma que
execu am sua unção. Os equalizado es analógicos pe mi em um g ande aumen o na
ampli ude de equências sem soa em ão ag essi os ao ou ido quan o os digi ais. A
con igu ação dos equipamen os analógicos se dá de o ma bem mais eloz que no
ambien e digi al pe mi indo a ingi um bom esul ado mais ápido e op imiza o empo no
es údio.
Incon eniências do Sis ema Híb ido
Cada ez que o som sai do compu ado e á que se con e ido de digi al pa a analógico e
cada ez que e o na ao compu ado e á de se con e ido de analógico pa a digi al. Cada
con e são ocasiona uma pe da na qualidade do sinal, po an o o sis ema híb ido de e se
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
32 Também chamado de canal de mas e ou mas e buss ou 2buss.
1!
2!
3!
4!
5!
6!
7!
Imagem 14 - 1) G upos de ins umen os são sepa ados no compu ado . 2) O con e so DA ai ans o ma
o sinal digi al em analógico. 3) As di e sas pis as analógicas são en iadas pa a o summing mixe . 4) O summing
mixe mis u a as pis as 5) O esul ado da mis u a são duas pis as ( o ma o es é eo) que são en iadas pa a o
con e so AD. 6) O sinal é ans o mado de analógico pa a digi al. 7) Es amos de ol a ao compu ado .
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pensado de o ma a minimiza ao máximo es as con e sões. No uni e so analógico, é
impossí el aze um “ ecall”33 dos “ empla es”34 po an o odas as con igu ações dos
equipamen os de em se ano adas numa abela p óp ia pa a que iquem egis adas ( ecall
shee ). Lemb emos ainda que os equipamen os analógicos não são o almen e linea es, são
a ec ados pela empe a u a, humidade, empo de uso, e c. Po an o se há necessidade de se
econs i ui uma mis u a, mesmo endo a posição de cada bo ão ano ada é possí el que o
esul ado sono o seja um pouco di e en e do o iginal, pa a além do empo gas o pa a
econ igu a a pa chbay e odos os bo ões pa a as posições egis adas.
Esses p ocessos desc i os semp e que necessá ios são e e uados, po ém em mui as das
p oduções a uais o inanciamen o e o empo são limi ados. A acessibilidade que a g a ação
digi al ouxe, posicionou os clien es mais p óximos do p ocesso de mis u a e hoje é
no mal se em solici adas di e sas mudanças após a en ega da aixa mis u ada. Alguns
engenhei os minimizam es e p oblema o e ecendo um núme o de e isões limi ado. Ainda
assim, es a no a na u eza o abalho al e ou as elações humanas en e écnicos e clien es
no ambien e de es údio de áudio. Tais al e ações con ibuí am pa a que mui os
engenhei os, pa a sa is aze os pedidos de clien es e abalha a cus os mais baixos,
passassem a abalha com sis emas digi ais uma ez que as mudanças são ápidas e es ão
apenas à dis ância de alguns cliques de a o.
III.5 – A Mis u a: Uma B e e Re ospec i a
Ao longo de boa pa e do abalho es i e com o Miguel a ealiza mis u as. Como o am
canções di e sas, pa ece-me mais pe inen e ponde a as ações e concei os globais que
es i e am po de ás do conjun o de mis u as ealizado, que desc e e as e apas passo a
passo.
Du an e o p ocesso de mis u a p ocu amos equilib a os olumes e equências pa a que
odos os ins umen os p esen es na g a ação sejam pe cebidos. Pa a além disso u ilizamos
e ei os que ão al e a ou co igi a noção do som e espaço pe cebidos na g a ação.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
33 Em linguagem de áudio ecall e e e-se à e-u ilização de comandos p e iamen e u ilizados e de inidos.
34 Os empla es são modelos que gua dam uma sé ie de ins uções e con igu ações. No so wa es de áudio
podemos sal a empla es de p oje os pa a pode acele a o empo de abalho e e i a e aze a mesma a e a
a ias ezes. Pode-se po exemplo numa DAW sal a um empla e de “canção” onde se podem escolhe as
pis as, quais p ocessamen os que es as pis as ão so e , e c.
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Ob iamen e, odas as escolhas são ins umen adas pelo ou ido e, po an o, ele es a á
a en o aos mínimos de alhes, pa âme os e ca ac e ís icas do som.
F equências
Du an e um p ocesso de mis u a es amos a en os ao con eúdo equencial dos
ins umen os e, a o ma que um elemen o sono o é ap esen ado numa mis u a pode não
e a a uma ealidade ísica ou o som eal do ins umen o no espaço ísico. Podemos
escolhe po exemplo sup imi os g a es de uma gui a a pa a con e i um ca ác e mais
pe cussi o à mesma ou aumen a as equências agudas de uma oz pa a aze o a (som da
espi ação, suspi o) con ido na mesma mais pe cep í el.
No malmen e exis em duas o mas de se abo da o con eúdo equencial: a co e i a e a
c ia i a. Na o ma co e i a p ocu amos co igi , ge almen e sup imi essonâncias ou
equências exage adas esul an es do ins umen o ou de e lexões na sala onde o
ins umen o oi g a ado. F equen emen e o que se busca é um som cla o e a iculado que
pe mi e a melho pe cepção possí el da mensagem sono a (no as musicais de uma melodia,
a iculação da oz, ansi ó ios de uma pe cussão). Na o ma c ia i a p ocu a-se c ia um
som a pa i de uma ma é ia b u a sono a e não há um comp omisso com a ealidade ísica
do som (o exemplo da gui a a acima). O abalho começa na escolha de mic o ones e p é
ampli icado es. De e-se escolhe um equipamen o que nos auxilie a a ingi um obje i o
sono o, e idencia ou esconde de e minadas equências. Nes a pe spec i a o mic o one
unciona como um equalizado uma ez que cada um possui sua p óp ia cu a de espos a
e ai e idencia equências especí icas. Podemos escolhe po exemplo um mic o one com
pouca sensibilidade aos g a es pa a sup imi uma equência que é exage ada nes a egião.
Ou exa amen e o con á io, escolhe um mic o one que e idencia uma de e minada
equência pa a a po encia . Se ão u ilizados equalizado es se o necessá io sup imi
equências ou a adicioná-las ao som. As dis o ções ha mónicas ac escen adas pelos
equipamen os ambém possuem con eúdo ha mónico e, nes a pe spec i a ambém a e am
a equalização quando se es á a modela o som, es e é, po an o, ou o ac o a e em con a.
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Dinâmica
Os p ocessado es dinâmicos (comp esso es, expanso es, ga es e limi ado es) são u ilizados
pa a con ola a dinâmica, a en ol en e dinâmica do sinal35 e colo i o som. O p incipal
con ole dinâmico u ilizado é a comp essão que consis e na edução da dis ância de
ampli ude en e a no a mais aca (menos in ensa) e a no a mais o e ocada. Basicamen e
eduzimos a ampli ude da no a mais al a em de e minada p opo ção e aumen amos o
ganho ge al. Como esul ado conseguimos con ola a dinâmica de um som.
P incipalmen e na música pop o som possui no malmen e mui a comp essão. As ozes são
ins umen os dinâmicos po excelência e a p incipal ó mula u ilizada pa a man e ozes
semp e em e idência independen e da quan idade de ins umen os que as acompanham é a
comp essão. É pe inen e lemb a que a comp essão pode aze e ei os nega i os ao som
ex inguindo a dinâmica e a p esença de ansi ó ios o nando-o assim desin e essan e e
mesmo cansa i o no caso de longos pe íodos de escu a. A comp essão em excesso se e a
uma concepção de canção enquan o single pois a ex inção da dinâmica pode a o ece o
aumen o de olume pe cebido da pis a g a ada quando compa ada a ou as pis as que
possuem mais dinâmica. Es a p á ica é u ilizada po p odu o es e engenhei os pa a aze em
com que as suas pis as soem mais al as em compa ação a ou as no ádio. O audi o associa
ais pis as a uma sensação de exci ação causada pelo olume mais al o. Em con apa ida,
como a a iação dinâmica é ex in a, é a igan e pa a o ou ido se expos o a uma sequência
de músicas que sigam al pad ão es é ico.
Os p ocessado es dinâmicos possuem con olos que pe mi em ao u ilizado con igu a o
a aque (quão ápido o p ocessado passa a agi ) e o elaxamen o (quan o ápido deixa de
agi ) e, po an o, a uam di e amen e na en ol en e dinâmica do som (em alguns modelos
de equipamen o, como é o caso do comp esso La2 esses alo es são ixos). Um
comp esso 117636 po exemplo, pe mi e-nos a enua o a aque no caso de uma oz
ag essi a ou aumen a o elaxamen o se que emos acen ua a du ação de uma no a de
con abaixo, po exemplo.
Esses equipamen os imp imem ca ac e ís icas p óp ias ao som, uma ce a “co ”. Es a di a
“co ” é ge ada pelas dis o ções e il agens que o apa elho adiciona ao som. Comp esso es
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
35 A sigla que de ine a en ol en e do som é ADSR - do inglês : A ack, Decay, Sus ain, Release - A aque ( ase
inicial do som), Decaimen o (decaimen o após o a aque an es do som se es abiliza ), Sus en ação ( empo de
du ação da no a) e Relaxamen o ( inal da no a onde a in ensidade decai a é desapa ece ).
36 Modelo de comp esso baseado no ab ican e o iginal U ei 1176.
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como o LA2 ou o 1176 o am ão u ilizados que já es amos habi uados às suas
ca ac e ís icas sono as. Po an o, pa a além da comp essão, os comp esso es são
equen emen e u ilizados pa a imp imi suas ca ac e ís icas sono as p óp ias ao som. Na
linguagem de es údio é di o que são u ilizados pa a “colo i ” o som.
Fase
Ou o i em ao qual se que es a a en o no es údio é a ase da onda sono a. No malmen e a
p eocupação com a ase das ondas sono as de e oco e quando há mais de um mic o one
a cap a uma on e, is o que as ondas sono as chega ão em momen os di e en es a cada
mic o one e dependendo da elação que desen ol e em nesse pe cu so pode á ha e uma
in e e ência da ase en e os dois sinais. Nas equências mais g a es é ácil pe cebe uma
consequência des u i a da in e ação en e os sons pois um p ocesso de oposição de onda é
e idenciado quando audi i amen e se pe cebe uma a enuação de equências g a es. Nas
equências mais agudas o e ei o mais no ó io é uma al e ação ímb ica. Po ezes, o e ei o
p o ocado no sinal po uma pe u bação de ase pode lemb a e ei os p óximos ao phase
ou cho us37. Pa a além da cap ação, a u ilização de equalizado es e comp esso es ambém
a e am a ase da onda po isso de emos es a a en os às consequências audi i as sob e o
sinal sono o no uso de qualque equipamen o ou plugin.
Espacialidade
A espacialidade é abalhada de di e sas o mas du an e o p ocesso de mis u a.
P imei amen e abalhamos as disposições dos ins umen os no pano ama es é eo a a és
do con ole de pan. No en an o, a espacialidade numa mis u a co e amen e ei a en ol e
mui o mais p ocessos que a simples dis ibuição do som en e o lado di ei o e o esque do:
cada som de e e seu con eúdo equencial modelizado de o ma que exis a como
elemen o único ao mesmo empo que coexis e com os ou os sons (a exceção a essa eg a
acon ece no caso de múl iplos sons que são adicionados com o obje i o de c ia um imb e
único ou elemen o sono o singula como no caso da sob eposição de pads). A
p o undidade sono a, a sensação de que um som es á mais p óximo ou dis an e é a ingida
a a és da manipulação do olume, das equências (sup essão dos agudos po exemplo,
pa a dis ancia um som) ou na adição de e ei os como e e be ações.
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37 E ei os ob idos manipulando-se a empo alidade do som.
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C ia i idade
Exis e uma pa e da mis u a undamen almen e écnica que é cen ada na co eção de
p oblemas (sup essão de equências exage adas, equilíb io de olumes, con ole de
dinâmica e sibilâncias, e c.). No en an o, especialmen e no con ex o de músicas não
acús icas38, o som é manipulado e ec iado du an e o p ocesso de mis u a. A maio pa e
das músicas abalhadas du an e o pe íodo de es ágio e am de cunho pop elec ónico, des a
o ma, g ande pa e da p odução é a ingida du an e a mis u a e mas e ização. Vozes são
in ensamen e p ocessadas, ins umen os êm os seus imb es manipulados e ec iados. Em
e mos de écnicas de es údio es e ipo de música é um e eno é il. Pude assim bene icia
do g ande conhecimen o écnico de Miguel e de seu ex enso léxico no que diz espei o aos
equipamen os, e ei os e p ocessamen os do sinal. Exis em na u almen e e amen as que
são mais u ilizadas, mas equen emen e a pos u a e a a de con on a com o som e analisá-
lo a im de pe cebe cla amen e o que se p ocu a an es de escolhe a e amen a, ou
e amen as mais adequadas pa a ealiza de e minada a e a. Às ezes as soluções
encon adas são as mais simples, como passa o som po de e minado apa elho sem seque
al e a as suas con igu ações s anda d. Em ou os momen os pode se mais labo ioso, se
o necessá io a co eção de um p oblema que pode i a causa um ou o, po exemplo o
uso de um De-esse que acaba po o na o som de uma oz desin e essan e (po a enua
de e minadas equências). Nes a ci cuns ância se á necessá io encon a ou a solução pa a
o p oblema.
Em elação ao uso de equipamen os e e amen as no es údio de g a ação é impo an e e
em men e o que se deseja a ingi sem se es ingi a uncionalidade pa a qual um
equipamen o oi desen ol ido. Um p ocessado de e ei os des inado a gui a as pode se
ú il a ozes, a desca ac e ização sono a de uma aixa pode se i como uma aixa pa alela,
ou seja, num con ex o onde se em domínio écnico e cla eza do esul ado que se p e ende
a ingi , não de em ha e limi es pa a a c ia i idade.
III.6 -
Remix
de G a ação
A meio do es ágio, i e a opo unidade de execu a um exe cício p á ico de o ma
au ónoma u ilizando o ma e ial analógico e a in aes u u a do es údio.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
38 As músicas acús icas aqui e e idas são aquelas em que se p ocu a apenas g a a o som de um g upo
musical isando na g a ação a ep esen ação de um e en o eal. Es e ipo de abo dagem é equen e na
g a ação da música clássica, jazz, músicas adicionais e g upos de ock al e na i o.
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Após mais de um mês a p esencia o modo de abalha do Miguel e a discu i as escolhas
du an e as mis u as, as opções de equipamen o, o ca á e sono o e o po quê das opções de
a amen o, pude aplica os concei os e écnicas ap endidos numa si uação p á ica.
T a ou-se de um abalho de mis u a. Escolhi uma canção g a ada po mim, há mui os
anos, ealizada com ma e ial p ecá io e em ambien e não a ado acus icamen e. Escolhi
es a canção po alguns mo i os:
- É uma g a ação ela i amen e simples com poucos elemen os.
- Conside ei que se ia in e essan e compa a os esul ados de mis u a ob idos na
época com os a uais pa a e o quão de e minan e em e mos de esul ado sono o
se ia o abalho no es údio o equipamen o ago a ao meu dispo .
- É uma canção com di ei os em domínio público não le an ando, po an o,
p oblemas se di ulgada ou ap esen ada.
- Como ui eu mesmo que g a ei a canção conheço o desen ol imen o da p odução
e oda a cadeia de áudio en ol ida desde o início.
A canção é um a anjo meu pa a uma canção Com que Roupa compos a pelo sambis a
Noel Rosa e in e p e ada pelo g upo Manuchiados. T a a-se um p oje o musical que
mis u a melodias popula es b asilei as com um es ilo de música chamado Jazz Manouche,
Gipsy Jazz ou Jazz Cigano su gido nos anos 30 e imo alizado na igu a do gui a is a
Django Reinha d .
Na g a ação da canção oi u ilizado um mic o one de condensado de dia agma pequeno
de baixo cus o (Supe lux cmh8k). Es e mic o one é ú il pa a uso ao i o, mas não é ideal
pa a g a ação pois possui uma cu a que acen ua as equências en e 5Khz e 10Khz e que
pode ap esen a um pico de mais de 5dbs po ol a de 8Khz o nando-o um mic o one
bas an e b ilhan e. Como p é-ampli icado oi u ilizado uma mesa de 2 canais Beh inge e o
con e so AD39 oi o de uma placa de som MAudio Fas T ack USB. Na época odo
equipamen o u ilizado o aliza a menos de 300 eu os. A g a ação em um ca á e sono o
de uma g a ação amado a (não p o issional), ou seja, a ep esen ação sono a dos
ins umen os na g a ação é impe ei a em e mos de equências e idelidade da on e
sono a. Exis em ainda p oblemas esul an es da sala onde a pe o mance oi g a ada,
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
39 Con e so Analógico – Digi al, u ilizado pa a con e e sinais analógicos em digi ais.
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nomeadamen e e lexões que a e am o imb e dos ins umen os e que são mul iplicadas
pelo núme o de canais, uma ez que os ins umen os o am g a ados sepa adamen e.
As pis as abalhadas o am:
- Voz (Monize Mou a);
- Violino (Leona do Pado ani);
- Gui a a solo (Leon TB);
- 2 Gui a as a execu a a ha monia (Leon TB);
- Con abaixo i ual (Leon TB).
Quando se começa uma mis u a é necessá io e obje i os de inidos pa a pode escolhe os
melho es ecu sos pa a a unção desejada. O meu p incipal obje i o e a co igi ao máximo
os p oblemas ocasionados pelo espaço (sala onde g a ação oi ei a), melho a o imb e das
pis as dadas e encon a um bom equilíb io en e os ins umen os. Po ou o lado, inha
ainda como obje i o u iliza o ma e ial analógico pa a pode coloca em p á ica o meu
conhecimen o e udo que ha ia ap endido a é en ão no es ágio. Po an o, es e abalho,
mais do que a busca de uma sono idade “acabada” como a de uma aixa de disco, e a pa a
mim uma opo unidade de es a os equipamen os e co es que os mesmos adicionam ao
som.
Du an e o p ocesso de mis u a, es ei di e en es equipamen os bem como a o dem em que
os mesmos são u ilizados semp e p ocu ando o melho esul ado sono o (equalizado an es
ou após o comp esso po exemplo). Ao longo do dia, Miguel ez-me algumas isi as pa a
acompanha o p ocesso e me o ien a no que osse necessá io.
Ap esen o inalmen e uma b e e desc ição do p ocessamen o de cada aixa, os
p ocessamen os u ilizados e como cada um con ibui em e mos sono os pa a a mis u a:
P ocessamen o Comum às Faixas
Pa a minimiza um pouco a p esença da sala oi u ilizado o plugin De-Re e b da Izo ope.
Pa a eduzi o uído de undo oi u ilizado o De-Noise do mesmo ab ican e. Como é usual
nos plug-ins des e géne o, o De-Noise nos pe mi e minimiza a p esença de uído na g a ação
a a és da análise de um echo do áudio (passagem onde ins umen os não ocam e
conseguimos isola só o uído) e uma pos e io in e são de ase. P ocessado es como o De-
Esse ou o De-Noise de em se u ilizados com cuidado pois apesa de um apa en e esul ado
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milag oso, podem a ec a d as icamen e o imb e e ac escen a a e ac os (anomalias) ao
som. Finalmen e o am adicionados equalizado es (Fab Fil e P o-Q) com a unção de
a enua equências incómodas ou que es i essem em excesso na g a ação.
Voz
Com o obje i o de minimiza o uído de undo e e lexões da sala o am aplicados os
e ei os de De-Noise e De-Re e b e uma equalização sub a i a minimizando e lexões da sala
po ol a de 350Hz e a enuando b ilho excessi o po ol a dos 8Khz com o plugin P o-Q.
Após es a “limpeza” da pis a oi u ilizado o equalizado analógico BAE 1073 pa a
ac escen a 220Hz pa a aze co po a oz e 7Khz pa a compensa o p é io co e dos
agudos e aze mais p esença e a iculação à oz na mis u a.
Pa a colo i a aixa com a sua dis o ção ha mónica ca ac e ís ica e con ola a dinâmica
a a és da comp essão de ce ca de 4dBs oi u ilizado o comp esso analógico Chandle
TG1 Limi e . O comp esso analógico Uni e sal Audio 1176 ambém oi u ilizado pa a
e ec ua uma comp essão de ce ca de 2dBs nos momen os onde a ampli ude da oz é mais
in ensa. Es e comp esso oi inse ido mais pela o ma que a e a o imb e, do que pela
comp essão p op iamen e di a. Ele colabo a p incipalmen e pa a os médios da oz se
aze em mais p esen es.
Pa a co igi os excessos de sibilância oi u ilizado o P o-DS, plugin da Fab Fil e que ajuda a
a enua uma aixa especí ica de equências onde no malmen e epousam os “Ss”.
Gui a as / Ha monia
As gui a as de base o am unidas num g upo e o am p ocessadas em conjun o.
Da mesma o ma que na oz o am u ilizados os p ocessado es De-Room, De-Re e b, P o-Q
(minimizando e lexões da sala po ol a de 350Hz e a enuando b ilho excessi o ago a com
um il o shel a pa i de 4Khz). O equalizado analógico T iden A-Range se ocupou da
a enuação de e lexões da sala, ac éscimo de médios g a es e agudos, p ocu ando o na o
som da gui a a seco e pe cussi o, assim como do co e do b ilho excessi o a a és de um
il o co a agudos a i ado a 15Khz. Tendo em is a a a enuação dos picos e colo i o som
oi aplicado o comp esso analógico Manley Va iable Mu.
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Solos
Nes as pis as ambém o am aplicados os plugins De-Room, De-Re e b, P o-Q (minimizando
e lexões da sala po ol a de 350Hz, minimizando a aque excessi o po ol a de 3Khz e
a enuando b ilho excessi o po ol a dos 8k). Foi e ec uado um con ole dinâmico que
a ia en e 3 e 5 dBs de comp essão nos momen os mais ag essi os e p incipalmen e
colo indo o som oi aplicado o comp esso analógico Uni e sal áudio LA2A.
Con abaixo i ual
Essa pis a dispensou o a amen o de sala uma ez que se a a de um ins umen o i ual.
A p incipal ans o mação sono a se deu a a és da comp essão de ce ca de 4dBs du an e
quase odo o empo pa a o na o som do baixo es á ico. O Comp esso analógico Ne e
33609 oi con igu ado pa a diminui os ansi ó ios ag essi os do ins umen o i ual e
man e o g a e mais p esen e. Pa a diminui o ca ác e a i icial do ins umen o i ual oi
u ilizado o equalizado P o-Q, que p opo cionou uma a enuação acima de 4Khz e
ac éscimo abaixo de 100Hz. Finalmen e oi in oduzido o equalizado analógico BAE 1073
colo indo o som, ac escen ando g a es, a enuando os a aques ag essi os, e ac escen ando
agudos pa a aze co e p esença ao som.
Re e be ação
Fo am u ilizadas duas e e be ações nes a aixa. Pa a ec ia as p imei as e lexões e o
espaço acús ico de uma sala a e e be ação Lexicon 480L (analógico) oi inse ida em odos
ins umen os. A oz e ins umen os solis as o am ambém ac escidos da e e be ação
Pla e EMT 140 (plugin) pa a aze mais b ilho aos solis as, posicioná-los em ou o espaço
acús ico a auxilia a sepa ação dos ins umen os na mis u a.
Mas e Buss
Finalmen e a pis a oi a ada em sua o alidade no canal de mas e .
O Comp esso no mas e cos uma se e e ido pelos écnicos como “cola”, posicionado na
pa e inal da cadeia áudio, ele ai aze um le e con olo dinâmico da aixa como um odo,
no malmen e comp imindo apenas 1dB, mas sendo de e minan e no imb e da aixa. Pa a
essa a e a oi escolhido o comp esso analógico Ve igo Vsc2. A elocidade com que es a
comp essão é ei a in lui di e amen e no “g oo e” da música e pode melho á-la ou a uiná-la,
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simila es sob e a na u eza do som, sendo menos de e minan e a in e p e ação de uma
in o mação subje i a p ocu ando um signi icado especí ico ou de e minado.
Te minologia dos P o issionais
Te conhecimen o da e minologia especí ica dos p o issionais de áudio, oi pa a mim um
acili ado conside á el du an e o pe íodo de es ágio. Especialmen e du an e os p ocessos
de mis u a que podem se longos e de ce a o ma subje i os. Consegui apidamen e
localiza p oblemas, exp essá-los e ende eçá-los, o imiza conside a elmen e o abalho e a
comunicação no caso de se es a a abalha em g upo. No mais, se capaz de comp eende
as ações omadas a a és da sensibilidade audi i a mas ambém da discussão obje i a,
pe mi iu-me comp eende a pe cepção sono a do Miguel e o po quê de suas ações. No
sen ido in e so, quando eu es a a a abalha o som, e conhecimen o des e ocabulá io
pe mi iu-me comp eende suas c í icas e o ien ações.
A e minologia emp egada pelos écnicos e p o issionais de es údio de g a ação p ocu a
desc e e as ca ac e ís icas do som; basicamen e: o seu con eúdo equencial (u ilizado pa a
equalização) e a sua localização no espaço (u ilizada pa a aze o pano âmico e egula os
olumes sono os). Em língua po uguesa é comum adop a -se a e minologia u ilizada na
língua inglesa ou as aduções possí eis da mesma.
Reco demos, no en an o, que al e minologia é u ilizada num con ex o especí ico e esse
con ex o ambém é de e minan e no seu p ocesso de signi icação, como ponde a Lucy
Schumann em Si ua ed Ac ions:
(...) he communica i e signi icance o a linguis ic exp ession is always con ingen on
he ci cums ances o i s use. A s a emen no o wha he language means in
ela ion o any con ex , bu o wha he language-use means in ela ion o some
pa icula con ex , would equi e a desc ip ion o he con ex o si ua ion o he
u e ance i sel . And e e y u e ance's si ua ion comp ises an inde ini e ange o
possibly ele an ea u es. (Suchman, 1985. p. 41)
Da id Guibson nos o e ece algumas abelas e minológicas (1997. P. 139-142) e podemos
pe cebe que a sua e minologia é de ce a o ma compa ilhada po Bobby Owinsky (1999.
P. 27; 32), po B uce Ba le (2016) e ambém po inúme os p o issionais da á ea como
podemos cons a a em en e is as e li os de engenha ia e écnica de som. Bas a aze uma
busca de e mos especí icos como boomy, punchy ou p esence, pa a apidamen e encon a mos
a oco ência dos mesmos em qualque guia.
40
Um écnico ap ende á a associa essa e minologia a ca ac e ís icas especí icas do som
como uma banda de equências, do mesmo modo que ap endemos a associa
ca ac e ís icas quali a i as que de inem um obje o ao mesmo, ou seja uma manei a de
nomea .
O nome passa a ep esen a um concei o especí ico. Já um músico que desconhece al
ocabulá io, pode usa as mesmas pala as pa a exp essa algo o almen e di e en e e que
se elaciona di e amen e à o ma como ele mesmo pe cebe o som.
Em música, pa e da di iculdade de se es abelece em pad ões eside no po encial que a
mesma em de aba ca á ios signi icados simul aneamen e, sendo que o signi icado a ia
dependendo do con ex o e da expe iência pessoal.
Na busca po escla ece essa ques ão, Po cello p opõe um modelo de classi icação
di idindo a o ma que se ala sob e som no es údio de g a ação em cinco ca ego ias.
1- Vocábulos/can a - mime iza ca ac e ís icas ímb icas ou de essonância de sons
musicais a a és de a iculações ocais como “hm”, “p s”, e c.
2- Léxico Onoma opeico – pala as que em alguma semelhança com o som que
desc e em e são ao mesmo empo me á o as que desc e em o som de o ma mais
abs a a. Nos exemplos “hollow”, “ ing”, mu ling” a o ma das ogais e
consoan es possuem alguma semelhança com as ca ac e ís icas de algumas
essonâncias. Pa a além do som que c iam, po se em pala as ca egam
in o mações semân icas (signi icados cono a i os e deno a i os).
3- Me á o as pu as – pala as u ilizadas pa a desc e e ca ac e ís icas ímb icas, mas
que não em simila idades acús icas com o som. Essas exp essões se apoiam em
signi icados cono a i os e deno a i os em oposição a e ocação de uma simila idade
com o som. Mui as dessas pala as são u ilizadas como e mos p o issionais
codi icados en e músicos e engenhei os do som e cons oem uma base de
conhecimen o écnico e iden i icação p o issional. Um exemplo se ia o e mo
“boxy” e e indo a abundância de sons en e 250 e 500 Hz.
4- Associação – ci a ou os músicos, g a ações, pe íodos na busca de e e ências
comuns. Essas associações uncionam como índices e podem e oca es ilos
musicais, músicos e ecnologias. P odu o es ou écnicos expe ien es, apesa de se
u iliza em de e mos associa i os em ci cuns âncias especí icas, não cos umam ala
41
de música em ais e mos. Essa abo dagem se ia mais comum a consumido es de
música que a p o issionais da á ea
5- A aliação – U iliza julgamen os de alo pa a encon a uma conco dância nos
obje i os sono os e em a i udes elacionadas a ecnologias musicais. É u ilizada
pa a es abelece um senso de solida iedade en e os in e locu o es.
Assim comp eendemos que en e es as ca ego ias é abundan e o uso de me á o as.
Segundo Po cello, al u ilização se de e ao ac o de que as me á o as nos pe mi em
desen ol e signi icados codi icados que podem se acilmen e aduzidos em ações
especí icas.
I an enginee is old ha he d ums a e oo ʻd yʼ o oo ʻ igh ʼ, he o she knows
ha nine imes ou o en he solu ion will simply be o un hem h ough a
e e b machine o o pu up some oom mics o cap u e mo e e lec ed sound
(…) (Po cello, 2004. p.748)
Obse amos ainda que no caso das “Associações” em que se ala de som a a és de
e e ências ex e nas, as mesmas são ci ações não me a ó icas e, po an o, sujei as a um
conhecimen o musical pa ilhado.
Pa a além das ca ego ias abo dadas, podemos igualmen e ci a uma ou a es a égia de
comunicação equen emen e u ilizada po engenhei os de som que é o uso de me onímias.
O som é nomeado pelas ecnologias u ilizadas pa a ge á-lo ou modi icá-lo. Som de Telecas e
e sus S a ocas e (modelos de gui a a elé ica), som SSL e sus som Ne e (modelos de
mesas de mis u a) e c. Uma ou a pa icula idade do uso de me onímias é que um
p o issional expe imen ado se mos a con ian e no seu uso anspa ecendo g ande
conhecimen o de di e sos equipamen os e écnicas. Tal ca ac e ís ica con e e ao seu uso
um ca á e hie á quico (p o issional expe imen ado e sus amado ).
Obse amos que a e iciência do léxico de es údio es á condicionada a exp essões
associadas a signi icados con encionais ( es i os ao uni e so da engenha ia e p odução do
áudio), me a ó icos, mas ambém se apoia na elação com as ci cuns âncias que os
en ol em.
Suge imos inalmen e que a e minologia de es údio pode se di idida em ês g andes
g upos:
-Desc ição de ca ac e ís icas ímb icas do som, mui as ezes elacionadas à o ma
como equências especí icas a e am o som. Alguns exemplos: boomy: excesso de
42
equências baixas po ol a dos 125 Hz, boxy; ên ase en e 250 e 600 Hz; e c. Nes a
ca ego ia ambém incluímos e mos que se e e em à cla eza ou de inição do som e à
p esença ou ausência de ou as ca ac e ís icas que podem a e a o imb e ou o ma da onda
sono a, como a comp essão e a dis o ção. Exemplo: o e mo c unch associado a uma
ag adá el dis o ção.
- Equipamen os u ilizados. Essa ca ego ia inclui á as me onímias que azem
e e ência ao som ge ado po equipamen os e ins umen os bem como exp essões que se
e e em a con igu ações de equipamen os ou às consequências sono as do uso de um
equipamen o de e minado. Exemplos: ga ed sound ou ga ed se e e e a um som que oi
a ado com um ga e, comp essed sound a um som que oi a ado com um comp esso ,
condense mic ophone a um ipo especí ico de mic o one, a ack ime a uma con igu ação de um
pa âme o especi ico num comp esso ou ga e.
-Pe cepção da localização do som no espaço. Te mos que se e e em à localização do
som no espaço sono o. Esses e mos p ocu am aduzi a sensação que possuímos do som
es a mais p óximo ou dis an e, à di ei a ou à esque da, em cima ou em baixo. Po ezes
azem e e ência a enómenos acús icos que são ep oduzidos a i icialmen e como é o
caso da e e be ação. Alguns exemplos se iam dep h pa a a sensação de p oximidade ou
dis ância do som e d y pa a um som sem e e be ação.
Na en a i a de quali ica os sons, ambém é comum e a ans o mação de subs an i os
em adje i os como po exemplo boxy pa a sons com p edominância equencial de médios
boomy pa a sons com p edominância de médios-g a es, punchy pa a sons com a aque e
g a es de inidos, ches y pa a p esença po ol a dos 200Hz, e c.
Conhecimen o Musical
Além da e minologia de es údio abo dada, espe a-se que no ambien e de es údio se enha
ambém um conhecimen o de e mos musicais, pelo menos básico, mesmo no caso dos
écnicos de som.
I will be di icul o eco d music e ec i ely i you do no ha e some basic
musical knowledge. Mos eco dis s ha e some musical backg ound; you need o
ha e an unde s anding o some music undamen als, o you will no be able o do
a good job wi h session low. (…) Knowing he undamen als o musical hy hm,
such as coun ing, ba s and bea s, and so on; essen ial songw i ing e minology,
such as e se, cho us, b idge, and he like; and basic music heo y, such as simple
43
scales and cho ds, is essen ial o communica ion in eco ding sessions. (Sa age,
2011. p. 227)
Du an e as g a ações ealizadas no pe íodo de es ágio, um exemplo básico da impo ância
de possui algum conhecimen o musical, mesmo que pa a ealiza uma a e a écnica se
e elou po exemplo na comp eensão da o ma de uma canção. É necessá io consegui
localiza -se na o ma da canção pa a execu a uma g a ação ou no caso de se e aze a
g a ação de um echo especí ico. De nada adian a o écnico dize ao músico: “Vamos
epe i a passagem na al u a de dois minu os e in a e ês?”. O músico espe a ou i uma
ins ução do ipo “Vamos e aze o segundo e ão?”.
A ques ão do conhecimen o musical básico aba ca ambém as e e ências musicais como
um elemen o es u u ado da g a ação. Vejamos o caso em que se p oduz um es ilo
musical especí ico em es údio. Digamos po exemplo, que se es á a desen ol e uma
g a ação de jazz. P essupõe-se que as pessoas en ol idas em al p ocesso enham
conhecimen o do es ilo, ou seja, conheçam o léxico do es ilo abalhado em elação a
epe ó io, e e ências, imb es, e c. Um engenhei o de som que p e ende g a a jazz de e
conhece as pa icula idades sono as dos discos da Blue No e46 e as e e ências musicais do
g upo que p e ende g a a . O esul ado de uma g a ação que u iliza écnicas de ock num
g upo de swing jazz pode a é se c ia i amen e in e essan e, mas p o a elmen e ugi á das
e e ências que os músicos es ão acos umados em al es ilo.
Uma solução lógica pa a ameniza p oblemas de comunicação no es údio nos pa ece ia se
a de memo iza o ocabulá io ou e uma espécie de dicioná io à mão. É impo an e
salien a , no en an o que, conhece um egis o não é o mesmo que e a capacidade de
aplicá-lo co e amen e. Isso pa ece álido especialmen e quando exis em con enções
sociais que ci cundam o seu uso. Pensemos naqueles pequenos guias de iagem que
p e ensamen e se em pa a que se possa comunica numa língua es angei a. Po ezes
consegue-se a é balbucia algumas ases num can onês so í el, no en an o como
comp eende as espos as dadas pelo in e locu o ? Fica cla a aqui a dis inção en e a
aquisição de uma linguagem e a socialização de uma linguagem.
No caso do es údio a ques ão não é qual signi icado damos a um som, mas se as pessoas
en ol idas no p ocesso o comp eendem como uma ealidade sono a p óxima.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
46 Céleb e edi o a de discos de jazz no e ame icana undada em 1939.
44
Em e mos p á icos du an e o es ágio, pudemos es emunha di e en es pos u as em
elação ao uso da e minologia uma ez que en e écnicos comunicá amo-nos eco endo
a e minologia especí ica, po ém ao comunica mo-nos com os a is as p ocu á amos
comp eende suas solici ações sem necessa iamen e le a em con a al e minologia.
IV.2 - Escu a A i a no Es údio de G a ação
Di e en e de ou i , escu a é uma escolha. A escu a p edispõe concen ação pa a que
possamos descodi ica o que ou imos. A escu a ap ende-se. Numa con e sa no mal
oscilamos en e as ações de escu a e de ou i . A pa i do momen o em que di agamos no
nosso pensamen o deixamos de escu a e passamos a apenas ou i .
A escu a a i a é uma compe ência especí ica da comunicação. Ela consis e em da uma
a enção sus en ada ao o ado . A ideia de escu a a i a é baseada nas pesquisas do psicólogo
Ca l Roge s e busca “pe cebe os sen imen os e emoções po az das pala as, p opiciando
a cons ução de um pad ão de sen imen os que es ão po az do que es á a se di o”
(Roge s, 1974).
A impo ância da Au oimagem
Segundo Roge s (1984) as au oimagens (imagens de si p óp io) não são necessa iamen e
a aen es. Uma pessoa pode po exemplo, conside a -se incapaz de cump i uma unção ou
a e a. Ao e -se des a o ma, al indi íduo enuncia a odas as expe iências que lhe
pa ecem con adize à imagem que az de si. Assim, é possí el que ele in e p e e como
nega i os mesmo os julgamen os que lhe possam se a o á eis.
Podemos ilus a o pensamen o de Roge s com uma si uação quo idiana no es údio de
g a ação: um músico em p ocesso de g a ação. Se ele se sen i incapaz de execu a bem
uma a e a de e minada, cump imen os ou elogios após a g a ação podem se
in e p e ados como alsos ou men i osos mesmo sendo since os, ou a é como uma
en a i a de con o á-lo após uma a e a que ele conside ou mal ealizada. Assim, mesmo
uma a aliação posi i a pode impedi uma pessoa de comunica suas limi ações ou a o ma
como se sen e.
Po ou as pala as, na elação com o ou o, dependendo do con ex o um cump imen o
pode se ão noci o quan o uma o ensa. Pa a Roge s a o ma como nos emos de e mina
as expe iências que acei amos i e . Aquelas que não co espondem à nossa au oimagem
45
são mui o mais di íceis a acei a .
Acco ding o Roge s, g owing up is he o ma ion o images and opinions
abou one’s sel . The sel -image ha a ises in his manne is essen ial o he
pe sonali y o he pe son in conside a ion and hei basic a i ude owa ds li e
in he gi en en i onmen . (Naw o h, 2010. p. 9)
Como es abelece en ão o con ac o com o p óximo? Como escu á-lo e esponde às suas
expec a i as? O au o suge e e i a in luencia alguém pa a muda de di eção no sen ido de
algo que nos con ém. Roge s conside a que po ezes, em ez de escu a o ou o en amos
esponde às nossas p óp ias necessidades e passamos a impo ao ou o a nossa o ma de
e o mundo.
Wha we seldom ealize, howe e , is ha , (…) we a e usually esponding o ou
own needs o see he wo ld in ce ain ways. I is always di icul o us o ole a e
and unde s and ac ions which a e di e en om he ways in which we belie e we
should ac . (Roge s, 1987)
Assim, pa a que haja uma comunicação cons u i a é necessá io c ia uma a mos e a que
não seja nem c í ica, nem a aliado a ou mo alizado a (e i a julga , po an o). Isso implica
elimina a sensação de p esença de um audi o que en a muda o ou o. A a mos e a de
« a amen o» ou «obse ação» des a o ece uma comunicação e icaz po que a pessoa que se
sen e julgada passa a e uma a i ude de ensi a.
When people a e lis ened o sensi i ely, hey end o lis en o hemsel es wi h
mo e ca e and o make clea exac ly wha hey a e eeling and hinking. G oup
membe s end o lis en mo e o each o he , o become less a gumen a i e, mo e
eady o inco po a e o he poin s o iew. Because lis ening educes he h ea o
ha ing one’s ideas c i icized, he pe son is be e able o see hem o wha hey
a e and is mo e likely o eel ha his con ibu ions a e wo hwhile (Idem, 1987)
Pa a c ia uma boa comunicação é necessá io, segundo Roge s es abelece uma elação
calo osa de igualdade e comp eensão. O indi íduo sen i -se-á dessa o ma, su icien emen e
segu o pa a acei a no as expe iências e alo es na sua p óp ia au oimagem.
Au oimagem do A is a em Es údio
O Engenhei o de som Da e Pensado (Pensado’s Place. 2015) cos uma e e i -se ao
engenhei o de som como um a o psicológico no es údio. O engenhei o é, po an o, mui o
mais que um écnico a ás do console de mis u a. Um bom p o issional é alguém a en o e
abe o à escu a do ou o. O p odu o musical e engenhei o de som Hans Ma in Bu
46
conside ou num wo kshop47 ao qual assis i, que quando oi abalha com o a is a P ince ele
não es a a ecnicamen e à al u a do abalho, mas o que ca i ou o a is a oi a sua pos u a
como pessoa e sua p esença no ambien e de abalho. A escu a ai de e mina a escolha do
ma e ial adequado na g a ação e pe mi i ao engenhei o pe cebe as p opos as e desejos do
a is a. Em ge al o engenhei o48 de e p ocu a c ia uma si uação de con o o pa a que o
a is a se sin a su icien emen e à on ade pa a que se possa se exp imi mesmo quando es á
sob e p essão como no caso de uma g a ação.
Fi s , communica ion should be genuine and hones . This p inciple is ai ly
ob ious because co ec lis ening beha io is accompanied by he o ma ion o
a basis o mu ual us . (Naw o h, 2010. p. 7)
Nas si uações que en ol iam a is as e que i enciei du an e o pe íodo de es ágio no
es údio, o Miguel mos ou-se empenhado em c ia uma a mos e a pa a pe mi i que o
a is a em ques ão se sen isse con o á el. De ce a o ma, busca-se esquece a p essão que
o elógio impõe nes e ipo de si uação, man endo-se ocado nas a e as que se
desen ol em. Em elação à manei a de ala , equen emen e o Miguel u ilizou de uma
abo dagem anquila e bem-humo ada pa a ajuda os a is as a se descon aí em, sem, no
en an o, ala em demasia, es ando empenhado em ga an i os aspe os écnicos da g a ação
e ao mesmo empo escu a o a is a.
(…) Mos a is s a e e y insecu e and how he enginee speaks o hem and he
"sa e" ye a is ic a mosphe e he c ea es can make a wo ld o di e ence o he
a is . (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.83)
An es de en a muda a di eção de uma p opos a do a is a o engenhei o de e es a à
escu a. Ele de e sabe a é que pon o o a is a é lexí el e ap o a muda de ia. Mesmo se
uma p opos a pa ece incoe en e, o a is a a ap esen ou seguindo as suas concepções e
e dades in e nas ligadas, po an o, à sua au oimagem. Censu a ou impedi al
mani es ação pode causa us ação e dis anciamen o seguido de uma pe da de con iança.
Ca l Roge s s a ed ha he na u al endency o e alua e om he lis ene ’s own
ame o e e ence, and app o e o disapp o e o wha ano he pe son is
saying, is he majo ba ie o success ul in e pe sonal communica ion.
(Robe son, 1054)
Pa a deixa o a is a con ian e é necessá io c ia uma a mos e a de abalho em equipa onde
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
47 Mas e Class com Hans-Ma in Bu (P ince, Sco pions, Zucche o, Sco pions, No Doub , Chaka Khan,
La y G aham, e c.) – oco ida no 13 de Julho de 2016 no SAE Ins i u e, em Geneb a.
48 Aqui assume-se a exis ência e necessidade de uma pos u a a i a do engenhei o de som, po ezes essa
unção é execu ada po um p odu o ou ou o a is a.
47
a pessoa não se sin a nem julgada nem obse ada, mas an es ap a a inco po a no as
p opos as. Sob e udo, o a is a de e sen i que consegue comunica seus desejos.
Implicações da Escu a A i a
Segundo Roge s (1987), pa a escu a ealmen e é necessá io coloca -se no in e io do ou o.
Ten a encon a , pa indo do seu pon o de is a, o que ele p ocu a comunica . Ao
pe manece cons an emen e à escu a, o audi o dá ao seu in e locu o a imp essão de es a
in e essado em conhece a impo ância de seus sen imen os. A inexis ência de julgamen os
ou a aliações az ao o ado a con iança e sensação de que o seu audi o p ocu a ealmen e
comp eendê-lo. Todas as mensagens que uma pessoa en a comunica compo am dois
elemen os: o con eúdo da mensagem e o sen imen o ou a i ude suben endido nes e
con eúdo. Ambos os elemen os são impo an es e ca egam o signi icado global da
mensagem. Esse signi icado é o que de e se comp eendido. F equen emen e o
in e locu o solici a de seu audi o algum ipo de julgamen o, a aliação ou omada de
decisão. O audi o é con on ado en ão a al si uação: ele de e coloca -se de aco do ou em
desaco do com o o ado . No en an o, ais si uações cos umam i acompanhadas de ou os
indícios e elemen os. Quando quem ala pede a opinião do audi o (ex. Que pensas disso?)
sua ques ão é ca egada de sen imen os e necessidades que ele p ocu a inconscien emen e
comunica . Po ezes o con eúdo semân ico da ques ão é menos impo an e que o
sen imen o suben endido.
O en an a is has di icul y saying wha hey a e hinking. As an enginee , I y
o unde s and wha hey a e hinking which may mean doing some hing qui e
di e en han wha hey a e saying. (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.81)
O audi o de e es a a en o ao signi icado o al da ques ão pos a. O que ele en a me dize ?
O que isso signi ica pa a ele? Como ele ê al si uação? Como é sua pe sonalidade e como
aze passa minha mensagem e mé odo de abalho?
One p oblem he lis ene aces is ha o esponding o demands o decisions,
judgmen s, and e alua ions. He is cons an ly called upon o ag ee o disag ee
wi h someone o some hing. Ye , as he well knows, he ques ion o challenge
equen ly is a masked exp ession o eelings o needs which he speake is a
mo e anxious o communica e han he is o ha e he su ace ques ions answe ed.
Because he canno speak hese eelings openly, he speake mus disguise hem o
himsel and o o he s in an accep able o m. (Roge s, 1987)
Mui os elemen os con ibuem pa a comunica uma mensagem. A hesi ação no discu so, as
pausas, a espi ação, a in lexão da oz, exp essões do os o, ges os, olha , pos u a, e c. A
comunicação de e se conside ada no seu odo e bal e não- e bal.
48
Des a o ma emos que a comunicação é peça de e minan e pa a se chega a um bom
esul ado, e que o exe cício da escu a a i a pe mi e ao engenhei o se posiciona ,
comp eende p oposições e ga an i uma boa a mos e a no seu ambien e de abalho.
IV.3 – A Comunicação Não Violen a no Es údio de G a ação
Além da impo ância das me á o as, do conhecimen o da e minologia e da impo ância da
escu a da pessoa, a o ma como a comunicação é abo dada é de e minan e no es údio de
g a ação. Alguns concei os e abo dagens u ilizados po Ma shal Rosenbe g (Rosenbe g,
2006) na Comunicação Não Violen a (CNV) podem se de g ande alia se anspos os pa a
o ambien e de es údio. A CNV es á es u u ada na impo ância que a escu a, obse ação e
comp eensão podem ep esen a na nossa in e ação com o p óximo e na esolução de
impasses. P óxima ao concei o já abo dado de escu a a i a a CNV o nece-nos e amen as
e uma me odologia p á ica, suge indo como podemos abo da a comunicação e
objec i ando a c iação de uma a mos e a de comp eensão mú ua e empa ia.
Conside amos a CNV pe inen e no ambien e de es údio pois ao pe mi i que o pe o me
ou a is a se exp esse li emen e, a o ece uma si uação de con o o que auxilia na c iação
de um ambien e pa a uma melho pe o mance.
The mo e elaxed he session, he easie i is o ha e hones communica ion.
(Russ Long, 2016. Anexo 2. p.82)
Da pa e de quem g a a, sabe como se dá o p ocesso de comunicação e a comp eensão de
uma solici ação pode auxilia na omada de uma posição adequada.
Fa o es que di icul am a comunicação
Rosenbe g (2006) iden i icou algumas o mas especí icas de linguagem e comunicação que
con ibuem pa a um compo amen o ígido ( iolen o) em elação aos ou os e a nós
mesmos. Ele designa essas o mas de comunicação como "comunicação alienan e da ida".
P incipais o mas de comunicação alienan e:
1 – Julgamen os Mo alizado es. O uso de julgamen os mo alizado es que suben endem
uma na u eza nega i a nas pessoas que agem em desaco do com nossos alo es, apa ecem
em ases como: "O eu p oblema é se X", "Ela é X", "Eles são X", "Isso é X".
Compa ações, culpa, insul os, dep eciação, o ulação e diagnós icos são o mas de
55
A - LINGUAGEM POSITIVA
De emos oca -nos nas necessidades a se em a endidas, assim é melho que nos
exp essemos di e amen e, dizendo o que que emos (em ez do que não que emos). Ao
o ien a um in é p e e po exemplo, em ez de dize que a passagem não icou boa ou que
não se p e ende que ele epi a uma ação especí ica, é mais posi i o dize cla amen e o que
se que : “P eciso que u can es um pouco mais dis an e do mic o one” no luga de “não se
ap oxime an o” po exemplo. Além de u iliza mos uma linguagem posi i a, de emos
e i a ases agas, abs ac as ou ambíguas que possam ge a con usões de in e p e ação.
De emos o mula as nossas solici ações na o ma de ações conc e as que os ou os
possam ealiza . A simples exp essão de sen imen os não suge e uma omada de ação cla a
(a celeb e ase “não es á ou não icou bom”, po exemplo). Po ezes nós mesmos
es amos inconscien es do que pedimos. Fo mula um pedido conscien emen e é
undamen al uma ez que quan o mais cla os somos, maio a p obabilidade de e mos o
pedido a endido.
Po ou as pala as, se somos incapazes de o mula conc e amen e o que desejamos, é
melho e le i mais um ins an e an es de se mani es a po meio de demos ações agas e
ambíguas que, não p opõem alguma possibilidade de ação. Se há um p oblema na g a ação,
localiza-se o mesmo e suge e-se uma ação conc e a a se omada.
P ocu ando ce i ica mo-nos que omos comp eendidos, podemos solici a ao ou in e que
nos epi a o que acabámos de solici a . Como essa é uma abo dagem que pode causa
es anheza é necessá io demons a ap eciação quando ele acei a o pedido e empa ia com
quem não acei a . O obje i o é a o ece a comunicação e não o con á io. É po isso
impo an e que ique cla o que nós que emos e a ce eza que omos comp eendidos, e
que não es amos a ques iona a capacidade de comp eensão do ou in e, mas apenas
p e endemos pe cebe nós mesmos, se nos exp essámos cla amen e e que a mensagem
pe cebida oi a que se que ia passa .
B - PEDIDO VERSUS EXIGÊNCIA
Uma exigência em como consequência ine i a elmen e duas possibilidades po pa e do
ou in e: subme e -se ou ebela -se. Pa a sabe se alguém exp essou uma exigência ou um
pedido bas a obse a mos a eação de quem pediu se a solici ação não o a endida. É uma
exigência se quem ez a solici ação c i ica ou julga a ou a pessoa, ou, en a aze a ou a
pessoa sen i -se culpada em seguida. É um pedido se a pessoa que pediu o e ece em
56
seguida sua empa ia pa a com as necessidades da ou a pessoa.
C - NECESSIDADE DE EMPATIA
A empa ia é um mis o de escu a, consciência, comp eensão e conside ação ao que os
ou os es ão i endo. Po ou as pala as, é a capacidade de es a mos p esen es, de nos
coloca mos no luga do ou o. Mesmo cump imen os con encionais equen emen e
omam a o ma de julgamen os, ainda que posi i os, e podem a é se ei os com a in enção
de manipula o compo amen o dos ou os.
Pa a c ia uma eal si uação de empa ia é undamen al es a mos o almen e p esen es com
o ou o e com aquilo pelo que ele es á a passa .
(…) a empa ia eque que es aziemos nossa men e e escu emos os ou os com
a o alidade de nosso se . (Rosenbe g, 2006.p.151)
Essa qualidade de p esença dis ingue a empa ia da comp eensão men al ou da
solida iedade. Embo a possamos ocasionalmen e escolhe nos solida iza mos com os
ou os é ú il e consciência de que no momen o em que es amos o e ecendo nossa
solida iedade, não es amos o e ecendo nossa empa ia.
D - PARÁFRASE
Da mesma o ma que a epe ição é uma e amen a ú il pa a con i ma se omos
comp eendidos, a pa á ase é ú il pa a con i ma mos se comp eendemos. Es a pode,
segundo a eo ia da CNV, oma a o ma de pe gun as. Tal p á ica nos le a a en a
pe cebe o que es á acon ecendo den o das ou as pessoas, ao mesmo empo que as
es imulam a nos co igi em no caso de se sen i em mal comp eendidas.
Pe gun as do ipo:. Como es ás e sen indo? Solici am in o mações sem an es se conec a
com a pessoa podendo da a sensação de que nos colocamos na posição de p o esso ou
psicólogo e não são, po an o, a o ma mais segu a pa a ob e as in o mações que
buscamos. As pessoas cos umam sen i -se mais segu as se e ela mos os sen imen os e
necessidades que ge am a pe gun a. Assim, um exemplo do au o se ia o de no luga de
pe gun a a alguém "O que eu iz?", dize : "Es ou me sen indo us ado po que gos a ia
de se mais cla o a espei o daquilo a que ocê es á se e e indo.
A pa á ase pode da ao in e locu o uma sensação de maio segu ança de e sido
comp eendido quando indagamos se a mensagem oi comp eendida (no luga de um
57
simples “sim” ou “en endi”). O om de oz u ilizado ao pa a asea alguém é mui o
impo an e pois a pa á ase ambém pode se u ilizada pa a exp essa i onia ou sa casmo.
O om de oz de e demons a que es amos a p ocu a sabe se comp eendemos
co e amen e, ao in és de uma alegação de que comp eendemos. Quan o mais p a ica mos
essa o ma de comunicação, mais pe cebe emos algo simples: po ás de odas as
mensagens que pe mi imos que nos in imidem es ão simples indi íduos com necessidades
insa is ei as pedindo que con ibuamos pa a o seu bem-es a .
O au o suge e pe mi i aos ou os o espaço necessá io pa a se exp essa em, an es de
começa a p opo soluções ou solici a ajuda. Semp e é possí el se ce i ica que uma
elação empá ica oi a ingida indagando ao in e locu o se ele ainda deseja dize algo.
Sabemos que a pessoa que ala ecebeu empa ia quando: (a) há um alí io de
ensão ou (b) o luxo de suas pala as chega ao im. (Rosenbe g, 2006.p.148)
IV.4 - Escu a A i a e CNV e o Es údio de G a ação
Logicamen e podemos pe cebe semelhanças en e a Escu a A i a e a CNV, especialmen e
a abo dagem empá ica onde se az impo an e es a a en o ao p óximo e isola escu a e
julgamen o. De ce a o ma, a pos u a do engenhei o de som na escu a do som pode
ap esen a semelhanças com a manei a de escu a as pessoas. Ao ou i um som, o
engenhei o ai de ce a o ma descons ui-lo pa a comp eende qual pa âme o de e se
modi icado, ou qual “p oblema” es á po de ás de uma inconsis ência sono a. Quando se
comunica com o pe o me , o esponsá el pela g a ação en a descons ui o discu so do
mesmo pa a encon a as necessidades não a endidas que es ão po de ás de solici ações e
comen á ios e qual a ealidade sono a desejada po al a is a.
Se nos oca mos no pe íodo de es ágio, lemb a emos de si uações onde uma pos u a
p óxima da CNV oi omada e de si uações onde o con á io acon eceu. No capí ulo III
(III-2 e III-3) ci ámos a impo ância da dimensão humana da escu a e da comunicação no
es údio de g a ação, mas ocámo-nos p incipalmen e nos aspec os écnicos e na
o ganização das sessões de g a ações p op iamen e di as. I emos deb uça -nos en ão,
ago a, sob e as g a ações que oco e am du an e o es ágio ocando nas ações e pos u as
omadas e elacionadas com a comunicação, no caso do gui a is a Vic o , do can o And é
e da can o a Kya a.
Podemos dize que no caso do Vic o a pos u a ado ada pelo Miguel oi bem p óxima à da
58
p opos a pela CNV. Du an e o p ocesso de g a ação, ele es e e semp e à escu a
p ocu ando comp eende os desejos do Vic o e u ilizou uma linguagem posi i a e di e a
quando ealizou pedidos e solici ações.
(…) Teams a e wo king e icien ly i g oup membe s can ans e in o ma ion
in a quick and e ec i e way, in e p e he in o ma ion co ec ly and ac upon i
in a meaning ul way (…).(Naw o h, 2010)
É impo an e salien a que assumi uma pos u a posi i a é di e en e de conco da e a ende
a odas as solici ações do p óximo, o que se busca, é ga an i um bom luxo da
comunicação a a és da escu a do ou o e da cla eza da sua p óp ia o ma de exp essão. A
sessão de g a ação do Vic o , mos ou a an agem que uma pos u a con e gen e com a
CNV pode e no es údio, pela sa is ação esul an e de ambas as pa es (a is a e écnico) e
po que hou e uma mudança espon ânea an o na pos u a do a is a como nas suas
concepções p ées abelecidas an es da sessão no es údio, sem, no en an o, e ha ido
con li o. Pe cebemos essa mudança de pos u a pois o a is a se descon aiu g ada i amen e
du an e o pe íodo no es údio. Como na amos no capi ulo III-2 sob e as g a ações, Vic o
espe a a uma con igu ação dos equipamen os e lhe oi o e ecida ou a, que acabou po se
p e e ida e idenciando assim uma mudança na concepção écnica da g a ação po pa e do
músico. Em e mos p á icos, a pos u a do Miguel nessa sessão, oi a de p incipalmen e
es a à escu a, ele dedicou mais empo a escu a e en a comp eende o a is a do que a
dize o que pensa a. É álido salien a que po ezes as espos as no es údio em na o ma
de ações di e as e não necessa iamen e a a és da ala (modi ica um equipamen o, en a
aze o músico es a mais con o á el). Busca-se encon a as necessidades po de ás das
solici ações e comen á ios do músico e a endê-las.
Po ou o lado, nas suas p oposições e ideias em elação à g a ação, Miguel usou uma
linguagem simples e di e a, sem abs ações pa a se aze comp eende .
Using simple ocabula y and consis en ly saying he same sen ences like "you' e
olling" makes he sessions mo e e icien . (G egoi e Yeche, 2016. Anexo 2.
p.80)
Nes e ambien e descon aído, po ém, p o issional, o músico pôde desen ol e a con iança
necessá ia pa a acei a as p oposições do écnico do som e ao mesmo empo não se sen i
p essionado ou julgado. A consequência oi uma boa pe o mance e uma g a ação
ecnicamen e co e a.
C ea i i y and p oduc i i y a e being acili a ed by ac o s such as empa hy,
us , unde s anding, compassion, ollowing each o he ’s ains o hough , and
59
expe iencing sympa hy in dealing wi h each o he . (Naw o h, 2010)
As g a ações do And é e da can o a Kya a ap esen a am já de início, uma si uação
o almen e di e en e da g a ação do Vic o . Vejamos en ão as di e enças:
- Já ha ia uma p ede inição da pe o mance a se desen ol e pois já exis ia uma
g a ação demo da canção;
- Exis iam mais pessoas na égie a obse a o a is a g a a e azendo solici ações
(Miguel e Kya a na g a ação de And é e Miguel e And é na g a ação de Kya a);
- Exis ia uma pessoa na sala de cap ação com o a is a (a aze baysi ing como desc e i
no capi ulo III-3);
- Foi uma g a ação ealizada no pe íodo no u no.
Na g a ação do And é as coisas caminha am bem p óximas da g a ação do Vic o em
e mos de comunicação. Pode íamos a é dize que a sessão do And é oi ainda mais
descon aída, uma ez que emos que le a em con a a pe sonalidade de cada um. O And é
se mos ou uma pessoa mui o abe a a ideias, sociá el, pa eceu con ia e admi a o abalho
do Miguel, o nando as discussões no es údio bas an e elaxadas. Salien o ainda que a
música g a ada e a de sua au o ia, po an o ele es a a a on ade com o ma e ial musical
(p incipalmen e a le a da canção pois se a a de um a is a de ap). Eu es a a ao lado do
And é auxiliando-o e pude p esencia de pe o sua descon ação quando discu ia as
possibilidades musicais e mesmo pedia suges ões. Como cos umam se e e i no meio
p o issional o And é mos ou se “um a is a ácil de se abalha ”.
Miguel assumiu uma pos u a simila à que e e com o Vic o em elação à comunicação,
p ocu ando a ende às necessidades do a is a. A Kya a ambém azia alguns comen á ios,
mas es a a mais p esen e como expec ado a do que como agen e. No caso da g a ação da
Kya a as coisas co e am um pouco de o ma di e en e.
(…) Singe s ha e he mos p oblems wi h insecu i ies so o en when eco ding
ocals, I'll eques ha he o he band membe s s ay away and only mysel , he
ocalis and he p oduce a end he session. I onically, he e a e o he singe s
ha lou ish a ound a en ion so he mo e people in he s udio, he be e hey
sing. I 's he enginee s job o igu e ou which kind o a is hey a e wo king
wi h. (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.82)
A a is a já en en a a um ní el de p essão mais ele ado pois pa icipa a de uma música de
ou o a is a, possui uma pe sonalidade menos ex o e ida e inha que lida com as
solici ações e expec a i as do Miguel, mas do And é ambém. Du an e uma pa e da
60
g a ação a pos u a empá ica na ada an e io men e oi ado ada e udo co eu bem. O
exemplo de como uma pos u a con á ia à Comunicação não Violen a pode se nega i a no
ambien e de es údio, eio quando oi solici ado à Kya a que imp o isasse algo num echo
da música que se g a a a. Além de imp o isa ela de e ia azê-lo seguindo uma ce a
p opos a de es ilo, que segundo a mesma não e a o seu e, po an o, não se sen ia
con o á el em azê-lo. A espos a da pa e da égie oi de insis ência49. Assim, a a is a
acabou po cede e g a a , mas não es a a à on ade e consequen emen e es e echo da
pe o mance não sob e i eu à ase seguin e da p odução, não es ando na e são inal da
música.
(…) c ea ing a posi i e en i onmen /expe ience is de ini ely impo an . This
may be mo e no iceable wi h ocalis s, because hei ins umen is hei own
oice, which hey can eel unsecu e abou . (G egoi e Yeche, 2016. Anexo 2.
p.80)
É usual em p oduções de es údio, especialmen e de géne os pop, que um p odu o di ija o
a is a e aça solici ações di e sas du an e a g a ação p ocu ando a ingi a sua ideia musical
ou sono a pa a es a ou aquela canção. No en an o, como imos an e io men e, discussões
sob e o que se deseja em e mos de ealização sono a podem en a num e eno
ex emamen e subje i o e o luxo da comunicação pode pe de -se. Quando o luxo da
comunicação é ompido podem ha e insa is ação, insegu ança, e c. Em e mos p á icos
es e ipo de si uação aca e a uma pe da de p odu i idade, ou seja, gas a-se mais empo
pa a execu a uma a e a, a mesma é ealizada de o ma insa is a ó ia, ou despende-se a
ene gia dos que es ão en ol idos no p ocesso de g a ação em discussões, que, como imos
an e io men e, endem a caminha pa a e mos agos. É p eciso, po an o, ees abelece o
luxo da comunicação an es de segui com as solici ações. Como imos no início des e
capí ulo, as e e ências ex e nas (músicas ou a is as po exemplo) podem auxilia nes e
aspe o, nes a en a i a de se aze comp eende e de encon a um e eno comum onde se
possa caminha . Uma ez que a comunicação é ees abelecida, de e-se busca comp eende
e espei a os limi es do a is a. Po mais que um p odu o ache que al a is a é capaz de
execu a uma unção, o ça uma omada de a i ude que con a ia a au oimagem do a is a é
uma a i ude ag essi a que pode esul a an o numa má in e p e ação como no desgas e
psicológico do mesmo.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
49 Lemb o-me que nes e momen o o Miguel não es a a só na égie e a p esença de ou as pessoas na sessão
de g a ação in luencia as elações in e -pessoais no es údio.
61
(…) e e y a is is di e en , e e y si ua ion is di e en and you ha e o mee
each issue wi h you expe ience. Then le he si ua ion dic a e he di ec ion.
(Da id Thoene , 2016. Anexo 2. p.77)
Como imos, na CNV exis em ou as o mas de se exp essa em solici ações ou pedidos
sem apela pa a exigências, julgamen os ou culpa (no caso do a is a se sen i compelido a
aze algo mesmo que es eja descon o á el po que sen e que em “ob igação” ou “de e”).
No caso da Kya a, um exemplo de pos u a que es á de aco do com a CNV se ia, no luga
de en a o ça uma pe o mance quando a a is a se mos ou descon o á el, esponde as
expec a i as da a is a. Face a a i mação da mesma de que a p opos a es a a “ o a de seu
es ilo” pode ia po exemplo, se solici a : “Você gos a ia en ão de me p opo algo que es eja
de aco do com seu es ilo?”. Des a o ma es a íamos a espei a a au oimagem do a is a e é
possí el, que, con o me a sessão a ançasse e a a is a se sen isse mais segu a, ela se o nasse
a é mesmo dispos a a en a algo o a “de seu es ilo” pois se sen i ia menos p essionada.
Assim, p esenciamos an o no es ágio, nos ques ioná ios (Anexo 2) quan o na bibliog a ia
elacionada ao es údio de g a ação, que alguns p o issionais, ins in i amen e ou po o ça
da expe iência, ado am uma pos u a análoga às eo ias que imos no p esen e capí ulo (IV).
Em con apa ida, ao passo que não há necessa iamen e uma consciência das possibilidades
e da na u eza das elações in e pessoais, po ezes, a pos u a ado ada é con á ia a esses
p incípios. A consciência do uncionamen o da Escu a A i a e da Comunicação não
Violen a pelo seu ca ác e p á ico e aplicá el, pa ece assim, uma e amen a ex emamen e
ú il pa a se es abelece inicialmen e o bom luxo da comunicação, mas ambém pa a se
ees u u a o mesmo quando ele se pe de.
62
63
CONCLUSÃO
!
O p esen e ela ó io abo dou as a i idades desen ol idas num es údio de g a ação du an e
um pe íodo de ês meses. As desc ições das a i idades e ec uadas con idas nesse ela ó io
são acompanhadas de b e es e lexões sob e a impo ância das mesmas e ques ões que se
pude am le an a . Vimos que exigindo ao mesmo empo conhecimen os écnicos,
desen ol imen o da sensibilidade ao uni e so sono o e uma comp eensão das dimensões
psicológicas das ocas in e pessoais, as escu as em es údio são um uni e so amplo a se
explo a .
Cla amen e exis em aspe os écnicos di e si icados que en ol em o abalho e unções
desempenhadas num es údio50 de g a ação. O ac o de eu já e uma ce a i ência51 na á ea
me possibili ou ap o ei a plenamen e a expe iência do es ágio, seja na aquisição de no os
conhecimen os e mé odos de abalho, seja nos con ac os e elações de abalho
desen ol idos. No dia a dia do es údio ui con on ado an o com ques ões ela i as à
o ganização do ambien e de abalho e ao luxo do sinal como com a u ilização de
equipamen os e as possibilidades de manipulação do som. Pa a manipula o som seguindo
os s anda ds p o issionais de áudio é necessá io um as o conhecimen o e capaci ação
écnica.
Cada escolha de equipamen o ou ação a se omada de e se conscien e e, po an o, é
necessá io conhece as e amen as p o undamen e. Nes e aspec o o es ágio me oi mui o
posi i o, po que me p opo cionou o con ac o di e o com di e sos equipamen os
analógicos52.
Após conhece essas e amen as é possí el e uma noção mais cla a de quais
equipamen os escolhe pa a de e minada a e a ou po exemplo, quais emulações digi ais
ep oduzem sa is a o iamen e as ca ac e ís icas sono as do equipamen o analógico, uma
ez que os plugins são e amen as mais acessí eis.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
50 Na conclusão usa emos o e mo « es údio » pa a ep esen a di e en es si uações de g a ação pa a
simpli ica o ex o, po an o, não nos e e imos necessa iamen e, a um es údio de g a ação p o issional.
51 T abalhos com o áudio (g a ação e mis u a), sendo o mado em No as Tecnologias do Som pela
Uni e sidade de Toulon – F ança e iz es ágios em es údios de g a ação e no PE Jazz Club do Soho, um
impo an e clube de Jazz da capi al Lond ina.
52 Anexo1, p. 71.
64
Apesa do conhecimen o écnico se undamen al pa a o abalho em es údio e de se uma
á ea as a e p a icamen e inesgo á el, escolhi nes e ela ó io p incipalmen e abo da e
e le i sob e a dimensão humana des a p o issão. Cons a ei an o no diálogo com
p o issionais, na bibliog a ia ou na minha expe iência pessoal que es a é uma a iá el
menos abo dada em li os e guias, mas de impo ância c í ica pa a o abalho de
egis o/g a ação de música/áudio no es údio de g a ação.
No Anexo 2 (p.75) des e abalho, encon a emos es emunhos de p o issionais
quali icados que a es am a impo ância que a comunicação ep esen a no ambien e de
es údio. Alguns de endem que se capaz de exe ce uma boa comunicação com o
pe o me é ão ou mais impo an e que os aspe os écnicos na g a ação de uma
pe o mance. É necessá io que o ma e ial de base, o con eúdo g a ado, possua consis ência
em e mos de in e p e ação. No as musicais podem se a inadas, equências manipuladas,
dinâmicas al e adas, mas a in e p e ação é algo que nos dias de hoje, ainda não pode se
ec iada a i icialmen e.
A pe o mance es á di e amen e ligada a como o pe o me se sen e no momen o que a
desen ol e. Num ambien e que o desag ada é na u al que a pe o mance seja
comp ome ida.
I he pe ome is no com o able in some way hen he/she won' be able o
pe o m as good as hey could. I you wan ake ou o he pe o me s hei
100% hen you should lis en wha hey ha e o say and gi e hem wha hey
need, wi h limi s o cou se. (Salomé Limon, 2016. Anexo 2. p.83)
Assim, mui os p o issionais a ibuem uma boa luência da sessão de g a ação à capacidade
de comunicação que es abelecem com os a is as e à impo ância dos mesmos se sen i em
abe os e disponí eis pa a se exp essa . O a, esses p o issionais não es ão a de ende a ideia
de que o conhecimen o écnico especi ico é desnecessá io nes e abalho. O que eles
a es am é que a dimensão humana nas ocas in e pessoais é de e minan e nes a si uação
p o issional e que não bas a apenas possui conhecimen os e habilidades écnicos.
I hink he e a e ce ain basic hings ha occu in ha li le mic ocosm called a
s udio which a lo o guys don’ ecognize. You’ e ge ing in o some basic human
sensibili ies ha may no be appa en as you look a i . (…) I seems like he job
is eally 10 pe cen echnical. The es o i ’s how you wo k wi h people and help
hem ge wha hey wan . (Owsinski, 1999.p.185)
Des a o ma, o aspec o écnico des e abalho de e exis i , mas não se á necessa iamen e o
único oco de a enção numa sessão de g a ação. Um exemplo de uma si uação em que
71
ANEXO 1 - PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO
ESTÚDIO DURANTE O PERÍODO DE ESTÁGIO.
Ra en – É uma in e ace de mis u a. Um ec ã
ác il que pe mi e o con ole simul âneo de
múl iplos ade s e dispõe de uma sé ie de
a alhos e mac os que acili am a edição e
mis u a de som, além de se em pe sonalizá eis
pa a cump i unções especi icas desejadas.
!
!
LA-610 MkII Classic Tube Reco ding
Channel Combinação de p éampli icado a
ál ula de es ilo in age com comp esso LA2.
!
Ne e 1073 p e/eq BAE - Rec iação iel do
p éampli icado e equalizado in age da Ne e.
!!
6176 Vin age Channel S ip - O 6176
Vin age Channel S ip combina o som de
ál ulas do p éampli icado 610 concebido po
Bill Pu nam- com o comp esso FET do
1176LN.
!
Chandle Limi ed - TG1 Limi e - Rec iação
do limi ado dos es údios Abbey Road, em
dis o ção ha mónica e imb e ca ac e ís ico.
!
Mp esso - Comp esso c ia i o que o e ece
unções especiais p opo cionando colo ação e
possibilidades ex emas de p ocessamen o.
!!!!!
Dis esso - Comp esso .
!
!
Ve igo VSC2 - Comp esso disc e o mui o
u ilizado no canal mas e po sua capacidade
de unciona como uma “cola” auxiliando na
c iação de um ca ac e homogéneo aos
di e sos ins umen os.
!
Manley Va iable MU- Comp esso que
ambém unciona bem como cola, possui
imb e ca ac e ís ico e disc e o.
!
UA 2-1176- e são es é eo do comp esso
1176.
!
72
UA 2 LA2 -Baseado no comp esso LA2
po em em e são es é eo.
!
!
Ne e 33609 - Comp esso e limi ado . O som
do Ne e é conhecido especialmen e pela
o ma que esponde as equências g a es.
!
!
Nail – Comp esso es é eo que pe mi e
comp essões sub is ou se e as. Também
pe mi e con igu ações di e en es pa a o canal
di ei o e esque do aumen ando a imagem
es é eo.
!
A-Range – P éampli icado e equalizado .
!
!
The Pulle EQ – Equalizado passi e com
oco especial em equências médias.!
!
EQ1 - Equalizado pa amé ico.
!
!
Manley passi e EQ - Equalizado passi o
que pe mi e molda sons de o ma disc e a
po em p esen e.
!
!
Ve igo Sound VSM-3 Mix Sa elli e –
Fe amen a c ia i a de mis u a e mas e ização.
Pe mi e p ocessamen o em pa alelo de
auxilia es e manipulação de ha mónicos.
!
Aphex au al exci e - Dois canais
independen es de a inação, ha mónicos e
con oles de mis u a pe mi indo o abalho em
equências especí icas como num equalizado ,
po em sem aumen a o ganho de saída.!
!
She man Fil e bank - Fil o analógico e
unidade de dis o ção com uma g ande espos a
de equência e compo amen o de dis o ção
po ál ulas.
!
PCM70 - O Lexicon PCM 70 o e ece mais de
40 p og amas de e ei os e e e be ações.!
!
Lexicon 480L Digi al E ec s Sys em -
O Lexicon 480L é uma e e be ação e
p ocessado de e ei os e é u ilizado em
di e sas p oduções e es údios de g a ação.
!
73
Ensonic DP/4 - Baseado no concei o de
p ocessamen o pa alelo o DP/4 dispoe de 4
p ocessado es cada um capaz de p oduzi
e ei os es é eo e dinâmicos de 24 bi s. Cada
e ei o em seu se de pa âme os a se em
p og amados pa a con ole o al do som.
!
O Kempe P o ile é uma solução pa a
gui a as e baixos eléc icos. P ocessado de
e ei os e p eampli icado . Pe mi e a emulação
de di e sos ampli icado es e c iação de sons.
!
!
!
!
Nice ize - The Nice ize 16 mk2 é um
summing mixe que pe mi e adiciona o som em
ambien e analógico passando-o pelos
ansís o es do mesmo.
!
Shadow Hills Indus ies The Equinox -
Dois canais de p éampli icado es com ci cui o
que emula equipamen os dos ab ican es API,
Ne e ou SSL, o summing mixe de 30 canais e
con ole de moni o ação de qualidade pa a
mas e ização.!
!
Emagic Uni o -8– In e ace MIDI.
!
!
Focus i e Redne – Sis ema de
p éampli icado es e Con e so AD-DA.
!
!
Eclipse 384 - Con e so analógico digi al
de g ande qualidade. Pe mi e o con olo de
pa âme os digi almen e pelo compu ado .
!
!
An elope ubidium a omic clock – Relógio
sinc onizado de ecnologia a ómica.
!
!
! !
74
!
!
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ANEXO 2 – QUESTIONÁRIOS - THE "HUMAN SIDE" OF
RECORDING - COMMUNICATION AND PERFORMANCE IN
THE RECORDING PROCESS.
Nes e anexo encon amos as espos as ao ques ioná io p opos o a alguns p o issionais do
áudio sob e a impo ância da comunicação no ambien e do es údio de g a ação. Ac edi o
que as espos as ep esen am bem essa classe p o issional uma ez que os en e is ados são
p o issionais al amen e quali icados e cons a amos uma signi ica i a coe ência en e as
espos as. Alguns dos en e is ados não esponde am odas as ques ões e pa a as
en e is as oi u ilizada a e amen a de Fo mulá ios Google - . Onde as epos as não
podem se pos e io men e edi adas.
Name: Te y B own
Occupa ion: Music P oduce
Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.)
RUSH - CUTTING CREW - TILES - BLURRED VISION (see discog aphy )
I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h
he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding
how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea
and communica e wi h he pe o me "B%"
A 20% - B 80%
Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a
kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion
whe e his beha io was employed ?
Yes his is ue - a lo depends on he empe amen , pe sonali y o he a is . Singe s
gene ally need a lo o encou agemen o achie e hei goals and ocals can be a long
d awn ou a ai , depending on hei expe ience and inne con idence.
In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able
o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)?
This depends, again, on he pe sonali y o he pe o me . Some h i e on he ension o
wo king in a big ci y/s udio en i onmen whe eas ano he indi idual would ha e o be in a
u al, peace ul se ing o deli e hei ull po en ial.
Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing
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wi h di e en a is s?
Some imes, bu emembe e e yone is di e en and has o be ea di e en ly.
Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical
aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ?
One has o ha e a le el o echnical abili y such ha i does no in ude in he c ea i e
p ocess - ge ing good sounds, headphone mixes and being able o eco d when he a is is
eady. You don' wan o hold up p oceedings and miss he pe ec ime o cap u e a
pe o mance.
Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing
he eco ding sessions? Why?
Absolu ely, he e is a chunk o ime ha you ge o know each o he be o e s epping in o
he ing and duking i ou while paying o s udio ime.
Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and
ha ing a speci ic p ocedu e o each a is .
oo many a iables
Name: Da id Thoene
Occupa ion: Reco ding Enginee , Mixe , p oduce
Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.)
AC/DC "Fo Those Abou To Rock" San ana "Smoo h" Ae osmi h "Don' Wanna Miss A
Thing" Ma chbox 20, John Mellencamp, John Wai e, Vin age T ouble
Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec
he eco ding (p oduc ion) in a bad way?
When I wo k on Japanese p ojec s, I ind i di icul o exp ess my exac ideas e en hough
I ha e an in e p e e . Some imes he meaning o wha you' e ying o exp ess is no exac ly
con eyed. I has ne e a ec ed he eco ding o mixing in a bad way, i 's jus us a ing o
no exp ess exac ly wha I wan o con ey. Los in ansla ion is he us a ion.
Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did
communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al
du ing he session?
The e ha e been imes when he a is was ei he p eoccupied wi h hings in hei li es ha
we e in he way o concen a ion o ha ing a di icul day. An enginee /p oduce can help
di ec he session and clea he pa h o a posi i e ou come.
I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h
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he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding
how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea
and communica e wi h he pe o me "B%"
Technical 20% because he a is hi es an enginee who is mo e echnical han hey a e
many imes. I allows hem o concen a e on he s uc u e and a angemen o he song.
Communica ing 80%. Communica ion wi h he enginee is impo an so he enginee
knows wha he a is and p oduce a e looking o sonically. Then deli e ha quickly and
accu a ely.
Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a
kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion
whe e his beha io was employed?
Yes, many imes he a is o p oduce will desc ibe wha hey wan in e ms ha a e a li le
ague, like, can you make i mo e "blue" o I wan i o sound "sad". The enginee has o
ake hose desc ip ions and u n hem in o sonic eali ies. Some imes he a is is ha ing
ouble wi h issues in hei li e ha a e p e en ing hem om deli e ing he song he way i
needs o be con eyed, in ha case he enginee o p oduce can ake he a is aside and
alk o hem, ind ou wha he issue is and y o help hem esol e i so he session can
mo e o wa d. Music is an emo ional exp ession. All he musicians wo k as a uni o ge
he bes pe o mance o a song.
In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able
o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)?
Many a is a e e y exp essi e in wha e e language hey sing. I wo k wi h many a is s
ha speak a language I don' o ally unde s and. I will discuss he idea behind he song and
wha he meaning is o hem. I hey don' speak English he e is usually an in e p e e ,
manage o o he band membe ha does speak English and I can communica e h ough
hem. I ha e ne e ound a p oblem once ha connec ion is made.
Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing
wi h di e en a is s?
No, e e y a is is di e en , e e y si ua ion is di e en and you ha e o mee each issue
wi h you expe ience. Then le he si ua ion dic a e he di ec ion.
Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical
aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ?
T ying o keep up wi h a e y as pace. Some echnical issues a e ime consuming.
Some imes a is don' wan o wai o echnical p oblems o be esol ed, bu hey ha e o.
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I 's how you communica e he p oblems and y o ge hem o concen a e on some hing
hey can con ol o ge he esul s you a e hoping o .
Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing
he eco ding sessions? Why?
Yes. I an enginee can be pa o p e-p oduc ion ha 's e y help ul o connec wi h he
song. Then when he band is in he s udio you no hea ing he song o he i s ime.
Some imes you can ha e ideas ha ge he band exci ed abou he sounds you a e ge ing.
Tha can inspi e hem deli e a be e pe o mance.
Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and
ha ing a speci ic p ocedu e o each a is .
My gene al p ocedu e is o go ou in he oom, lis en o he sound o each ins umen and
use di e en mic ophones, equalize s and comp esso s o cap u e he sound in he con ol
oom like i is ou in he s udio and hen make i e en be e . Make i come ali e. When he
band comes in o lis en you wan hem o be blown away wi h how g ea i sounds, which
as I said ea lie , can inspi e he pe o mance.
Some hing else o say?
Reco ding, mixing and p oduc ion is an a . The e is no one-way o do any hing. You ha e
o app oach e e y si ua ion wi h expe ience and b ing you ideas and c ea i i y o he
s udio wi h you e e y day. Always eady o c ea e some magic.
Name: Ryan F eeland
Occupa ion: Audio Enginee
Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.)
Bonnie Rai , Wynona Judd, Ray LaMon agne, Aimee Mann, Joe Hen y, Billy B agg, Allen
Toussain
Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec
he eco ding (p oduc ion) in a bad way?
Yes
Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did
communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al
du ing he session?
Yes
I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h
he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding
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how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea
and communica e wi h he pe o me "B%"
50/50
Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a
kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion
whe e his beha io was employed?
Yes, people second-guess hemsel es. You need o keep hem ocused and con iden on
he choices ha a e being made.
In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able
o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)?
Some people ha e di e en nomencla u e. Someone may say hey wan some hing wa m
and in age bu wha hey mean is some hing di e en .
Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing
wi h di e en a is s?
Su e
Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical
aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ?
Keeping ully ocused on bo h hings simul aneously.
Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing
he eco ding sessions? Why?
No eally. Tha mo e impo an o he p oduce , no so much he enginee . The enginee
can usually ge up o speed on day 1 o acking.
Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and
ha ing a special p ocedu e o each a is .
Be hones bu mos ly lis en o wha he a is wan s. I 's hei album, no you s.
Name: G egoi e Yeche
Occupa ion : Reco ding Enginee / Audiologis
Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec
he eco ding (p oduc ion) in a bad way?
Yes
Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did
communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al
du ing he session?
80
Yes
Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.)
Local Chicago bands: Pink F os , Rada Eyes, Blizza d Babies, Bionic Ca emen,
Unmanned Ship, and many o he unknown bands like hem.
I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h
he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding
how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea
and communica e wi h he pe o me "B%"
Technical aspec s: 80%, Communica ion wi h pe o me : 70%
Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a
kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion
whe e his beha io was employed?
I don' eally ag ee, bu c ea ing a posi i e en i onmen /expe ience is de ini ely impo an .
This may be mo e no iceable wi h ocalis s, because hei ins umen is hei own oice,
which hey can eel unsecu e abou .
In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able
o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)?
Because communica ion b eakdowns and misunde s anding can be e y us a ing on bo h
ends, and can c ea e a nega i e eeling. When ha happens se e al imes in a sho amoun
o ime, i 's usually be e o mo e on o ake a b eak.
Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing
wi h di e en a is s?
Yes. Using simple ocabula y and consis en ly saying he same sen ences like "you' e
olling" makes he sessions mo e e icien .
Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical
aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ?
Time managemen .
Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing
he eco ding sessions? Why?
Yes, bu ha a ely happens in my case. I helps because you a e amilia wi h he name
and s uc u e o he songs, as well as he po en ial issues wi h pe o ming hose songs.
Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and
ha ing a speci ic p ocedu e o each a is .
Unless you know he pe o me pe sonally, i is p obably mo e e icien o use a gene al
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