scieee Open visual document viewer

O Ouvido Atento - Escuta e comunicação no estúdio de gravação

Bucaretchi, Leon Tolentino

Abstract

Este trabalho tem como ponto de partida um estágio para estudar a importância que a comunicação desempenha num contexto de gravação, de produção musical e de áudio em estúdio. Por razões práticas, aqui é considerada como produção musical os processos de discussões e escolhas que permeiam as sessões de gravação propriamente ditas, não a préprodução que precede as mesmas. Partindo de situações práticas, são abordadas a importância do conhecimento técnico do som (durante os processos de gravação e manipulação do som) e a relevância da comunicação entre o(s) performer(s) e responsáveis pela produção (e ou gravação) do conteúdo. Este trabalho visa refletir sobre esta questão e oferecer pistas no que diz respeito ao diálogo entre produtor e performer, propondo abordagens que facilitam a alternância entre as diferentes funções que são realizadas neste ambiente de trabalho. Finalmente, sugerimos possibilidades que auxiliam na criação de um ambiente técnico e psicológico adequado ao registo da performance com a melhor qualidade possível, ao mesmo tempo que esclarecemos alguns pontos que pretendem auxiliar aqueles interessados a se iniciarem na área.

Full text

! ! ! ! ! ! ! O!Ou ido!A en o! Escu a!e!Comunicação!no!Es údio!de!G a ação!! ! ! ! Leon!Tolen ino!Buca e chi! ! ! Ma ço!de!2017! ! Rela ó io!de!Es ágio!de!Mes ado!em!A es!Musicais! Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em A es Musicais ealizado sob a o ien ação cien í ica de Isabel Pi es. II “Pala as são janelas ou são pa edes” Ru h Bebe meye À minha amília e mes es III AGRADECIMENTOS Ag adeço à minha amília e p o issionais que colabo a am de alguma o ma na minha o mação e na conc e ização des e ela ó io. Ag adeço a oda a equipa da MDB áudio, em especial ao Miguel Lamei o, pela pa ilha de conhecimen os e pela amizade que icou. Os meus since os ag adecimen os à P o esso a Dou o a Isabel Pi es pela o ien ação, paciência e disponibilidade incondicionais. IV V O OUVIDO ATENTO - ESCUTA E COMUNICAÇÃO NO ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO. LEON TOLENTINO BUCARETCHI PALAVRAS-CHAVE: Escu a a i a, Es údio de G a ação, Comunicação, Me á o as, Escu a c í ica, Análise do som. RESUMO Es e abalho em como pon o de pa ida um es ágio pa a es uda a impo ância que a comunicação desempenha num con ex o de g a ação, de p odução musical e de áudio em es údio. Po azões p á icas, aqui é conside ada como p odução musical os p ocessos de discussões e escolhas que pe meiam as sessões de g a ação p op iamen e di as, não a p é- p odução que p ecede as mesmas. Pa indo de si uações p á icas, são abo dadas a impo ância do conhecimen o écnico do som (du an e os p ocessos de g a ação e manipulação do som) e a ele ância da comunicação en e o(s) pe o me (s) e esponsá eis pela p odução (e ou g a ação) do con eúdo. Es e abalho isa e le i sob e es a ques ão e o e ece pis as no que diz espei o ao diálogo en e p odu o e pe o me , p opondo abo dagens que acili am a al e nância en e as di e en es unções que são ealizadas nes e ambien e de abalho. Finalmen e, suge imos possibilidades que auxiliam na c iação de um ambien e écnico e psicológico adequado ao egis o da pe o mance com a melho qualidade possí el, ao mesmo empo que escla ecemos alguns pon os que p e endem auxilia aqueles in e essados a se inicia em na á ea. VI THE ATTENTIVE EAR - LISTENING AND COMMUNICATION IN THE RECORDING STUDIO. LEON TOLENTINO BUCARETCHI KEYWORDS: Ac i e Lis ening, Reco ding S udio, Communica ion, Me apho s, C i ical Lis ening, Sound Analysis. ABSTRACT This wo k has as a s a ing poin an in e nship in a eco ding s udio o s udy he impo ance ha communica ion plays in he con ex o eco ding a music p oduc ion o audio. Fo p ac ical easons, he e is conside ed as musical p oduc ion he discussions and choices ha pe mea e he eco ding sessions hemsel es, a he han he p e-p oduc ion ha p ecedes hem. Based on p ac ical si ua ions, we will discuss he impo ance o he echnical aspec s o sound ( ega ding i s eco ding and i s manipula ion) and he ele ance o he communica ion be ween he pe o me (s) and hose esponsible o he p oduc ion (and/o eco ding) o a con en . This wo k explo es he dialogue be ween p oduce and pe o me , and indica es app oaches ha acili a e he al e na ion be ween he di e en asks ha a e pe o med in his wo k en i onmen . Finally, we sugges possibili ies ha help c ea e a echnical and psychological en i onmen sui able o he eco ding o he bes pe o mance possible, while a he same ime, we cla i y some poin s ha may help hose in e es ed in s a ing in hese a ea. ! VII ÍNDICE ! In odução ............................................................................................................................... 1! I - Ap esen ação da Emp esa de Acolhimen o ........................................................................ 5! MDB: Áudio P oduções Unipessoal Lda – Á ea de Ac uação e Se iços .......................................... 5! Equipa ............................................................................................................................................................ 6! II - Ins alações e Es údio ........................................................................................................ 7! Ins alações Ge ais ......................................................................................................................................... 7! Salas de P odução ......................................................................................................................................... 7! Es údio de G a ação .................................................................................................................................... 8! III - T abalhos desen ol idos du an e o pe íodo de es ágio ................................................. 11! III.1 - Reo ganização e Repa ch do Es údio ............................................................................................ 11! Rou ing ......................................................................................................................................... 12! Pa chBays ..................................................................................................................................... 12! Tipos de Pa chbays ...................................................................................................................... 13! Rou ing e Dan e ........................................................................................................................... 14! P oblemas e Soluções ................................................................................................................... 14! Room Modes ................................................................................................................................ 15! III.2 - G a ação de Gui a a Clássica ...................................................................................................... 16! P epa ação .................................................................................................................................... 16! G a ação: P oblemas e Soluções .................................................................................................. 16! Comunicação é a Cha e ............................................................................................................... 17! Escu a A en a ............................................................................................................................... 18! III.3 - G a ação de Voz ............................................................................................................................ 18! Fo a de Ho a ................................................................................................................................ 19! Escolhas de equipamen o ............................................................................................................ 19! Ping Pong ..................................................................................................................................... 20! III.4 - Mis u as e Sis ema Híb ido ........................................................................................................... 21! Impo ância da Cap ação na Mis u a .......................................................................................... 21! Mis u a Híb ida ............................................................................................................................ 22! Incon eniências do Sis ema Híb ido ........................................................................................... 23! III.5 – A Mis u a: Uma B e e Re ospec i a ......................................................................................... 24! F equências .................................................................................................................................. 25! Dinâmica ...................................................................................................................................... 26! Fase .............................................................................................................................................. 27! Espacialidade ............................................................................................................................... 27! C ia i idade .................................................................................................................................. 28! III.6 - Remix de G a ação ......................................................................................................................... 28! P ocessamen o Comum às Faixas ............................................................................................... 30! Voz ................................................................................................................................................ 31! Gui a as / Ha monia .................................................................................................................. 31! Solos ............................................................................................................................................. 32! Con abaixo i ual ....................................................................................................................... 32! Re e be ação ................................................................................................................................ 32! Mas e Buss .................................................................................................................................. 32! Conside ações inais ..................................................................................................................... 33! VIII IV - Fa o es De e minan es e Facili ado es da Comunicação em Es údio de G a ação ..... 35! IV.1 - Ques ões Relacionadas a Linguagem e Te minologia ............................................................... 36! As Me á o as no Es údio .............................................................................................................. 37! Te minologia dos P o issionais ................................................................................................... 39! Conhecimen o Musical ................................................................................................................ 42! IV.2 - Escu a A i a no Es údio de G a ação ........................................................................................ 44! A impo ância da Au oimagem .................................................................................................... 44! Au oimagem do A is a em Es údio ............................................................................................ 45! Implicações da Escu a A i a ........................................................................................................ 47! IV.3 – A Comunicação Não Violen a no Es údio de G a ação ......................................................... 48! Fa o es que di icul am a comunicação ........................................................................................ 48! A aplicação da Comunicação Não Violen a ................................................................................ 50! IV.4 - Escu a A i a e CNV e o Es údio de G a ação .......................................................................... 57! Conclusão .............................................................................................................................. 63! Re e ências bibliog a icas ..................................................................................................... 67! Anexo 1 - P incipais Equipamen os u ilizados no es údio du an e o pe íodo de es ágio. .... 71! Anexo 2 – Ques ioná ios - The "human side" o eco ding - Communica ion and pe o mance in he eco ding p ocess. .................................................................................. 75! ! ! ! ! ! * Ve são co igida e melho ada após a sua de esa pública* ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 7 II - INSTALAÇÕES E ESTÚDIO A MDB es á ins alada na ua do Ca eguei o nume o 26, Cos a do Valado em A ei o, Po ugal, e con a com uma casa (imagem 1) e um anexo (imagem 2). Ins alações Ge ais As ins alações ge ais são si uadas na casa. Nela podemos encon a dois qua os que podem ecebe a is as ou a equipe que es eja abalhando no es údio e necessi e pe noi a , uma cozinha equipada e um esc i ó io onde o abalho adminis a i o é ei o. Salas de P odução A MDB con a com duas salas de p odução. Uma sala (imagem 4) mais simples si ua-se no anexo onde o es údio es á ins alado, es a é a sala de abalho do DJ Cuca. Ela é acus icamen e a ada, possui escu as Focal e Yamaha Ns10, e é u ilizada basicamen e pa a p odução de pis as áudio no so wa e Cubase. Cuca cos uma u iliza plugins7 e samples8, e a maio pa e do seu abalho é ei a com ins umen os i uais9. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 7 P ocessado es de sinal e e ei os digi ais u ilizados nos so wa es de mis u a (Digi al Audio Wo ks a ions). 8 Amos as de uma on e sono a, equen emen e u ilizados pa a c ia ins umen os i uais. 9 São conhecidos como “ins umen os i uais” as biblio ecas de som que são a mazenadas em um compu ado e acessadas a a és de um so wa e especi ico, mui as ezes são cons i uídas po sons de ins umen os eais g a ados e con oladas a a és de eclados. Imagem 1 - Casa Imagem 2 - Anexo 8 Na casa es á ins alada a p incipal sala de p odução (imagem 3) que é ambém u ilizada pa a g a ação, es a é o pos o de abalho de Lucas Júnio . Tal Sala é a ada acus icamen e e possui um ca ác e aconchegan e e in o mal que pode ca i a a is as que se sen em in imidados pelo es údio. A sala dispõe de boas escu as (Focal e Au a ones), de p é- ampli icado es e p ocessado es de sinal10. Es údio de G a ação O es údio es á si uado no anexo e é compos o po uma sala de g a ação (imagem 5) e uma égie (imagem 6). T a ado acus icamen e, dispõe de uma g ande quan idade de ma e ial analógico de di e en es ab ican es, o que possibili a uma ex ensa pale a de “co es” ímb icas pa a as g a ações e mis u as11. ! Imagem 5 - Sala de cap ação do som !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 10 No caso da sala de p odução: equalizado es, comp esso es e sin e izado es. 11 Cada apa elho analógico em suas p óp ias ca ac e ís icas no que diz espei o a espos a às equências, espos a aos ansi ó ios e dis o ções ha mónicas. Imagem 3 - Sala de p odução p incipal Imagem 4 - Sala de p odução 9 A sala de g a ação é a ada com abso so es e di uso es, possuindo alguma e e be ação, po an o sem se o almen e seca12. Essa ca ac e ís ica o na-a numa sala de qualidade pa a a g a ação de ozes e ins umen os acús icos, que cos umam se a o ecidos pelas p imei as e lexões acús icas que oco em no ambien e (como é o caso dos ins umen os de co das e os sop os). Se o necessá io um ambien e mais seco, ou isolamen o en e os ins umen os, exis em no es údio gobos que pe mi em di idi o espaço ou aumen a a abso ção acús ica. A sala de g a ação é equipada com uma ba e ia, ampli icado es e pode e a in ensidade de luminosidade con olada. ! Imagem 6 - Régie A égie (imagem 6) ambém é a ada acus icamen e com abso so es e di uso es de som e es á equipada com escu as de moni o ação à dis ância p óxima (Au a ones, Focal), média dis ancia (Focal) e um subwoo e que pe mi e a moni o ação de equências g a es. Os equipamen os p esen es na égie são especi icados no Anexo 1(p.71) des e ela ó io. Todas as salas de abalho (da casa e do anexo) es ão conec adas po uma ede, o que pe mi e o acesso a qualque equipamen o a pa i de qualque sala e a g a ação simul ânea !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 12 O adjec i o « seco » é u ilizado pa a de ini ambien es onde as e lexões acús icas são escassas. 10 em salas di e en es, no caso de se deseja g a a algo em salas sepa adas pa a e ei o de isolamen o ou na busca de ca ac e ís icas acús icas di e sas. 11 III - TRABALHOS DESENVOLVIDOS DURANTE O PERÍODO DE ESTÁGIO III.1 - Reo ganização e Repa ch do Es údio An e io men e à minha chegada, o es údio ha ia passado po uma ees u u ação onde no os equipamen os o am adqui idos e ou os o am deixados de lado. En e as mudanças no es údio uma das p incipais oi a subs i uição da consola de mis u a SSL pelo sis ema Ra en13 e po pe i é icos p ocessado es de sinal (comp esso es, equalizado es). No en an o, odas as conexões de cabos pe maneciam como es a am logo após a e i ada da consola, ou seja: à is a. A SSL possui um cabeamen o in e no pe mi indo esconde odos os cabos que conec am a consola aos equipamen os pe i é icos, com a emoção da mesma um g ande “espa gue e de cabos” se inha ins alado na sala e e a necessá ia uma eo ganização. Foi assim opo una a minha chegada ao es údio nesse momen o, pois se po um lado a minha ajuda e a álida pa a o Miguel, po ou o pa a mim, oi uma boa opo unidade de sana qualque dú ida que eu pudesse e em elação ao luxo do sinal, ou seja de onde o sinal em e pa a onde ai. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 13 Os p incipais equipamen os u lizados du an e o pe íodo de es agio es ão de alhados no Anexo 1. (p.71) Imagem 7 - Es ado dos cabos an es da eo ganização 12 Rou ing A comp eensão da complexidade do signal low14 num local especí ico, pode causa algumas dú idas e di iculdades caso o mesmo não seja cla amen e iden i icado. Po isso, é necessá io e impo an e que odas as conexões e o ganização do es údio sejam e icazes e uncionais. Dependendo da quan idade de p ocessamen o analógico que o sinal ai so e podem se necessá ias di e sas conexões. Po exemplo: sinal sai do compu ado , é ans o mado pelo con e so digi al-analógico, é en iado pa a um comp esso , do comp esso é en iado pa a um equalizado , do equalizado é en iado pa a ou o comp esso , des e comp esso e o na pa a um ou o canal que ai aze a con e são de analógico pa a digi al e es amos de ol a ao compu ado ... Pa chBays Pa a se pode e mais lexibilidade e man e udo o ganizado, os es údios de g a ação e mis u a azem suas conexões a a és de pa chbays. A pa chbay é uma caixa de me al com en adas e saídas onde, po de ás da mesma, os equipamen os são conec ados. ! Imagem 8 - Imagem on al de uma pa chbay Na pa e da en e da pa chbay ( igu a 8) emos os locais de conexão (1/4 balanceada êmea) de en ios e e o nos. U ilizamos pequenos cabos pa a conec a um equipamen o a ou o pela pa e da en e da pa chbay. Isso acili a a conexão en e os equipamen os que podem es a isicamen e dis an es no es údio, man ém a in eg idade do sinal (os cabos !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 14 Fluxo do sinal : de onde o sinal pa e, o caminho que pe co e e onde chega. 13 u ilizados nas conexões on ais na pa chbay são cu os) e aumen a a lexibilidade, uma ez que os equipamen os podem se conec ados em di e sas con igu ações acilmen e. Po exemplo: na imagem 8 emos cabos de co lilás, que saem de um con e so DA15, que es á en iando uma g a ação de piano e que são conec ados ao inpu de um comp esso . Ago a conec amos os cabos ama elos ao ou pu do mesmo comp esso e en iamos o sinal pa a um con e so que ans o ma á o sinal já comp imido de analógico pa a digi al. Tipos de Pa chbays As pa chbays podem ge i o sinal de di e en es manei as. No es údio da MDB u ilizamos dois ipos: a no malizada e a in e ompida. A “pa chbay no malizada” ai en ia au oma icamen e o sinal do equipamen o que es á conec ado po de ás (conec o supe io ), pa a o conec o in e io no caso da inexis encia de uma conexão de cabos pela en e da pa chbay. Uma ez que um cabo é inse ido pela en e essa conexão “au omá ica” é in e ompida: !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 Um con e so DA ou Digi al Analógico con e e sinais digi ais pa a analógicos. Conexão dos Equipamen os F en e da pa chbay Imagem 9 – Pa chbay No malizada F en e da pa chbay Conex ã o dos Equipamen os Conexão Imagem 10 – Fluxo au omá ico in e ompido pela conexão 14 A u ilização da pa chbay no malizada o na o abalho p á ico e a o ganização do es údio mais e icaz, no caso de exis i em conexões de uso cons an e (po exemplo uma combinação de equipamen os usada equen emen e), pois uma ez que o luxo do sinal passa au oma icamen e do conec o supe io pa a o in e io podemos e i a a conexão de alguns cabos na pa e on al da pa chbay. A ou a con igu ação de pa chbay u ilizada no es údio é a “pa chbay in e ompida”. Es a con igu ação em os sinais de en io e e o no isolados necessi ando da conexão on al po cabo. Rou ing e Dan e Após o ganiza odos os equipamen os e conexões analógicas na pa chbay, é chegada a ho a de o ganiza odo o ende eçamen o do sinal no compu ado . Po ou as pala as, o ganiza o ou ing do sinal a im de se conhece qual canal de e se selecionado no compu ado pa a que se possa acede aos di e en es equipamen os no es údio. Po exemplo: canal 22 se á associado ao inpu do comp esso “X”. Pa a a comunicação en e os con e so es e o compu ado , o es údio u iliza o p o ocolo Dan e, o que pe mi e uma la ência16 ex emamen e baixa. Pa a ge i as conexões Dan e, é u ilizado o so wa e Dan e Con ole . P oblemas e Soluções Pensa as conexões de um es údio com di e sos con e so es, múl iplos canais (128 canais de con e são) e di e sos equipamen os pe i é icos pode se complexo e a igan e. Com o desen ol imen o do abalho p á ico, algumas conexões inicialmen e p e is as i e am que se e ei as pois não sa is aziam o desígnio e a p a icabilidade p e is a, mas na maio pa e dos casos as conexões o am bem pensadas e ao es a o uncionamen o das mesmas, a !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 16 Di e ença empo al en e o início do e en o e o momen o em que o mesmo é pe cebido. F en e da pa chbay Conex ã o dos Equipamen os Imagem 11 – Pa chbay In e ompida 15 e icácia demons ada pe mi iu-nos man ê-las sem al e ação. É undamen al nomea e e ique a udo pa a e i a pe de in o mações ela i as a esse ou ing do sinal. Cada cabo de e possui e ique as con endo a sua unção em cada ex emidade e, cada equipamen o de e possui e ique as na sua en e indicando a que canal es á conec ado. Após odas conexões se em inalizadas, é necessá io que no meio da mul i ude de cabos, possamos localiza a unção especí ica de cada um no caso de ha e um p oblema e p ecisa mos, po exemplo, de subs i ui um cabo ou co igi uma conexão mal ei a. Após liga mos odos os con e so es oi necessá io a ualiza o i mwa e17 dos mesmos e encon a a melho o dem da conexão de cabos de ede ao swi ch18 pa a ob e a meno la ência possí el e pe mi i a odos um uncionamen o co e o. Room Modes19 Ao es a os equipamen os pe cebemos di e enças de som en e a coluna da esque da e da di ei a. Pa a a e igua en iámos uma sinusoide20 pa a as mesmas. Pe cebemos que dependendo do posicionamen o na sala ínhamos uma pe cepção di e en e de qual se ia a coluna que es a a com mais olume. Ao en ia uma amos a de uído osa21 às colunas pe cebemos que a pe cepção de equências da di ei a e esque da e a di e en e em unção das e lexões que oco em na p óp ia sala e que e idenciam, dependendo da localização na mesma, algumas equências (esse enómeno é conhecido po oom modes, ou modo de ib ação da sala em ques ão). Compensámos as di e enças a a és dos equalizado es da p óp ia coluna pa a a ingi um esul ado óp imo na posição de escu a de quem es á a aze a mis u a22. Também eposicionámos as colunas pa a p opo ciona uma melho imagem do es é eo no swee spo . !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 17 Conjun o de ins uções ope acionais p og amadas no ha dwa e do con e so . 18 Equipamen o que ge e as conexões da ede (onde os cabos de ede se ão conec ados). 19 De inição a segui no pa ág a o. 20 Apenas uma equência, no caso 440 Hz. 21 Espec o de equências que man em a ene gia igual em odas as oi a as (queda de 3db po oi a a). 22 Conhecida como swee spo . 16 III.2 - G a ação de Gui a a Clássica O p imei o abalho de g a ação em que es i e p esen e oi a g a ação do músico Vic o Cas o a oca gui a a clássica pa a um p oje o de música popula . P epa ação No dia que p ecedeu o egis o, a sala oi p epa ada pa a ecebe a sessão de g a ação. Qua o mic o ones que pode iam unciona pa a di e en es con igu ações de cap ação o am mon ados em seus espec i os ipés (é impo an e pensa no ma e ial a se u ilizado em unção do obje i o sono o a se a ingido) e ealizou-se uma g a ação de es e. Es e es e e a pa icula men e pe inen e pois se ia a p imei a g a ação a se ealizada após a econ igu ação do es údio e e a p uden e ce i ica mo-nos que udo co ia bem. Miguel en ou em con ac o po ele one com o p odu o da aixa a se g a ada pa a sabe quais e am suas p e e ências de o ma o de a qui o (wa ou ai ) axa de amos agem e p o undidade de bi s23 (no caso 48Khz e 24Bi s). Também e i icou se ha ia p e e ências po pa e do p odu o no que dizia espei o às écnicas de cap ação do som (mono, XY, ORTF, Blumlein) e qual o ipo de esul ado sono o p e endido ( e e ências de ou os a is as, quan idade de e e be ação, e c.). G a ação: P oblemas e Soluções Vic o chegou ao es údio pa a g a a munido das suas gui a as e imedia amen e pediu pa a subs i ui o banco onde se ins ala ia pa a es a mais con o á el na sua pos u a de gui a is a clássico. Indagado sob e o ipo de som que busca a, disse que que ia um “som abe o”. Também pe gun ou se Miguel possuía mic o ones AKG 414 e ao e que Miguel ha ia escolhido cap á-lo apenas com um mic o one mos ou-se um pouco descon en e a i mando que es a a acos umado a g a a com pelo menos dois ou ês mic o ones. A cap ação do ins umen o em con igu ação es é eo ou mesmo a cap ação do ambien e da sala24 é p á ica co en e na g a ação de gui a a clássica, especialmen e no caso de gui a a solo ou pequenas o mações como duos onde a gui a a de e ocupa bas an e espaço sono o (em elação a imagem es é eo) na aixa. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 23 Sample a e e bi dep h. 24 Mic o ones que são posicionados dis an es do ins umen o e que êm como obje i o cap a as in e ações acús icas da sala ou ambien e onde se g a a. 23 Basicamen e, ao in és de possui um mas e ade 32 no so wa e pa a con ola a o alidade dos sons, en iamos g upos de sons (ou sons indi iduais) pa a canais no summing mixe . O mesmo ai “adiciona ” essas pis as em ambien e analógico. A pa i do momen o que o som deixa o compu ado e es á em ambien e analógico, podemos u iliza a pa chbay pa a conec a di e en es equipamen os (comp esso es, equalizado es) e a a o som an es que es e seja en iado ao summing mixe e pos e io men e econ e ido pa a digi al. Os equipamen os analógicos são escolhidos em unção de seu ca ác e sono o e o ma que execu am sua unção. Os equalizado es analógicos pe mi em um g ande aumen o na ampli ude de equências sem soa em ão ag essi os ao ou ido quan o os digi ais. A con igu ação dos equipamen os analógicos se dá de o ma bem mais eloz que no ambien e digi al pe mi indo a ingi um bom esul ado mais ápido e op imiza o empo no es údio. Incon eniências do Sis ema Híb ido Cada ez que o som sai do compu ado e á que se con e ido de digi al pa a analógico e cada ez que e o na ao compu ado e á de se con e ido de analógico pa a digi al. Cada con e são ocasiona uma pe da na qualidade do sinal, po an o o sis ema híb ido de e se !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 32 Também chamado de canal de mas e ou mas e buss ou 2buss. 1! 2! 3! 4! 5! 6! 7! Imagem 14 - 1) G upos de ins umen os são sepa ados no compu ado . 2) O con e so DA ai ans o ma o sinal digi al em analógico. 3) As di e sas pis as analógicas são en iadas pa a o summing mixe . 4) O summing mixe mis u a as pis as 5) O esul ado da mis u a são duas pis as ( o ma o es é eo) que são en iadas pa a o con e so AD. 6) O sinal é ans o mado de analógico pa a digi al. 7) Es amos de ol a ao compu ado . 24 pensado de o ma a minimiza ao máximo es as con e sões. No uni e so analógico, é impossí el aze um “ ecall”33 dos “ empla es”34 po an o odas as con igu ações dos equipamen os de em se ano adas numa abela p óp ia pa a que iquem egis adas ( ecall shee ). Lemb emos ainda que os equipamen os analógicos não são o almen e linea es, são a ec ados pela empe a u a, humidade, empo de uso, e c. Po an o se há necessidade de se econs i ui uma mis u a, mesmo endo a posição de cada bo ão ano ada é possí el que o esul ado sono o seja um pouco di e en e do o iginal, pa a além do empo gas o pa a econ igu a a pa chbay e odos os bo ões pa a as posições egis adas. Esses p ocessos desc i os semp e que necessá ios são e e uados, po ém em mui as das p oduções a uais o inanciamen o e o empo são limi ados. A acessibilidade que a g a ação digi al ouxe, posicionou os clien es mais p óximos do p ocesso de mis u a e hoje é no mal se em solici adas di e sas mudanças após a en ega da aixa mis u ada. Alguns engenhei os minimizam es e p oblema o e ecendo um núme o de e isões limi ado. Ainda assim, es a no a na u eza o abalho al e ou as elações humanas en e écnicos e clien es no ambien e de es údio de áudio. Tais al e ações con ibuí am pa a que mui os engenhei os, pa a sa is aze os pedidos de clien es e abalha a cus os mais baixos, passassem a abalha com sis emas digi ais uma ez que as mudanças são ápidas e es ão apenas à dis ância de alguns cliques de a o. III.5 – A Mis u a: Uma B e e Re ospec i a Ao longo de boa pa e do abalho es i e com o Miguel a ealiza mis u as. Como o am canções di e sas, pa ece-me mais pe inen e ponde a as ações e concei os globais que es i e am po de ás do conjun o de mis u as ealizado, que desc e e as e apas passo a passo. Du an e o p ocesso de mis u a p ocu amos equilib a os olumes e equências pa a que odos os ins umen os p esen es na g a ação sejam pe cebidos. Pa a além disso u ilizamos e ei os que ão al e a ou co igi a noção do som e espaço pe cebidos na g a ação. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 33 Em linguagem de áudio ecall e e e-se à e-u ilização de comandos p e iamen e u ilizados e de inidos. 34 Os empla es são modelos que gua dam uma sé ie de ins uções e con igu ações. No so wa es de áudio podemos sal a empla es de p oje os pa a pode acele a o empo de abalho e e i a e aze a mesma a e a a ias ezes. Pode-se po exemplo numa DAW sal a um empla e de “canção” onde se podem escolhe as pis as, quais p ocessamen os que es as pis as ão so e , e c. 25 Ob iamen e, odas as escolhas são ins umen adas pelo ou ido e, po an o, ele es a á a en o aos mínimos de alhes, pa âme os e ca ac e ís icas do som. F equências Du an e um p ocesso de mis u a es amos a en os ao con eúdo equencial dos ins umen os e, a o ma que um elemen o sono o é ap esen ado numa mis u a pode não e a a uma ealidade ísica ou o som eal do ins umen o no espaço ísico. Podemos escolhe po exemplo sup imi os g a es de uma gui a a pa a con e i um ca ác e mais pe cussi o à mesma ou aumen a as equências agudas de uma oz pa a aze o a (som da espi ação, suspi o) con ido na mesma mais pe cep í el. No malmen e exis em duas o mas de se abo da o con eúdo equencial: a co e i a e a c ia i a. Na o ma co e i a p ocu amos co igi , ge almen e sup imi essonâncias ou equências exage adas esul an es do ins umen o ou de e lexões na sala onde o ins umen o oi g a ado. F equen emen e o que se busca é um som cla o e a iculado que pe mi e a melho pe cepção possí el da mensagem sono a (no as musicais de uma melodia, a iculação da oz, ansi ó ios de uma pe cussão). Na o ma c ia i a p ocu a-se c ia um som a pa i de uma ma é ia b u a sono a e não há um comp omisso com a ealidade ísica do som (o exemplo da gui a a acima). O abalho começa na escolha de mic o ones e p é ampli icado es. De e-se escolhe um equipamen o que nos auxilie a a ingi um obje i o sono o, e idencia ou esconde de e minadas equências. Nes a pe spec i a o mic o one unciona como um equalizado uma ez que cada um possui sua p óp ia cu a de espos a e ai e idencia equências especí icas. Podemos escolhe po exemplo um mic o one com pouca sensibilidade aos g a es pa a sup imi uma equência que é exage ada nes a egião. Ou exa amen e o con á io, escolhe um mic o one que e idencia uma de e minada equência pa a a po encia . Se ão u ilizados equalizado es se o necessá io sup imi equências ou a adicioná-las ao som. As dis o ções ha mónicas ac escen adas pelos equipamen os ambém possuem con eúdo ha mónico e, nes a pe spec i a ambém a e am a equalização quando se es á a modela o som, es e é, po an o, ou o ac o a e em con a. 26 Dinâmica Os p ocessado es dinâmicos (comp esso es, expanso es, ga es e limi ado es) são u ilizados pa a con ola a dinâmica, a en ol en e dinâmica do sinal35 e colo i o som. O p incipal con ole dinâmico u ilizado é a comp essão que consis e na edução da dis ância de ampli ude en e a no a mais aca (menos in ensa) e a no a mais o e ocada. Basicamen e eduzimos a ampli ude da no a mais al a em de e minada p opo ção e aumen amos o ganho ge al. Como esul ado conseguimos con ola a dinâmica de um som. P incipalmen e na música pop o som possui no malmen e mui a comp essão. As ozes são ins umen os dinâmicos po excelência e a p incipal ó mula u ilizada pa a man e ozes semp e em e idência independen e da quan idade de ins umen os que as acompanham é a comp essão. É pe inen e lemb a que a comp essão pode aze e ei os nega i os ao som ex inguindo a dinâmica e a p esença de ansi ó ios o nando-o assim desin e essan e e mesmo cansa i o no caso de longos pe íodos de escu a. A comp essão em excesso se e a uma concepção de canção enquan o single pois a ex inção da dinâmica pode a o ece o aumen o de olume pe cebido da pis a g a ada quando compa ada a ou as pis as que possuem mais dinâmica. Es a p á ica é u ilizada po p odu o es e engenhei os pa a aze em com que as suas pis as soem mais al as em compa ação a ou as no ádio. O audi o associa ais pis as a uma sensação de exci ação causada pelo olume mais al o. Em con apa ida, como a a iação dinâmica é ex in a, é a igan e pa a o ou ido se expos o a uma sequência de músicas que sigam al pad ão es é ico. Os p ocessado es dinâmicos possuem con olos que pe mi em ao u ilizado con igu a o a aque (quão ápido o p ocessado passa a agi ) e o elaxamen o (quan o ápido deixa de agi ) e, po an o, a uam di e amen e na en ol en e dinâmica do som (em alguns modelos de equipamen o, como é o caso do comp esso La2 esses alo es são ixos). Um comp esso 117636 po exemplo, pe mi e-nos a enua o a aque no caso de uma oz ag essi a ou aumen a o elaxamen o se que emos acen ua a du ação de uma no a de con abaixo, po exemplo. Esses equipamen os imp imem ca ac e ís icas p óp ias ao som, uma ce a “co ”. Es a di a “co ” é ge ada pelas dis o ções e il agens que o apa elho adiciona ao som. Comp esso es !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 35 A sigla que de ine a en ol en e do som é ADSR - do inglês : A ack, Decay, Sus ain, Release - A aque ( ase inicial do som), Decaimen o (decaimen o após o a aque an es do som se es abiliza ), Sus en ação ( empo de du ação da no a) e Relaxamen o ( inal da no a onde a in ensidade decai a é desapa ece ). 36 Modelo de comp esso baseado no ab ican e o iginal U ei 1176. 27 como o LA2 ou o 1176 o am ão u ilizados que já es amos habi uados às suas ca ac e ís icas sono as. Po an o, pa a além da comp essão, os comp esso es são equen emen e u ilizados pa a imp imi suas ca ac e ís icas sono as p óp ias ao som. Na linguagem de es údio é di o que são u ilizados pa a “colo i ” o som. Fase Ou o i em ao qual se que es a a en o no es údio é a ase da onda sono a. No malmen e a p eocupação com a ase das ondas sono as de e oco e quando há mais de um mic o one a cap a uma on e, is o que as ondas sono as chega ão em momen os di e en es a cada mic o one e dependendo da elação que desen ol e em nesse pe cu so pode á ha e uma in e e ência da ase en e os dois sinais. Nas equências mais g a es é ácil pe cebe uma consequência des u i a da in e ação en e os sons pois um p ocesso de oposição de onda é e idenciado quando audi i amen e se pe cebe uma a enuação de equências g a es. Nas equências mais agudas o e ei o mais no ó io é uma al e ação ímb ica. Po ezes, o e ei o p o ocado no sinal po uma pe u bação de ase pode lemb a e ei os p óximos ao phase ou cho us37. Pa a além da cap ação, a u ilização de equalizado es e comp esso es ambém a e am a ase da onda po isso de emos es a a en os às consequências audi i as sob e o sinal sono o no uso de qualque equipamen o ou plugin. Espacialidade A espacialidade é abalhada de di e sas o mas du an e o p ocesso de mis u a. P imei amen e abalhamos as disposições dos ins umen os no pano ama es é eo a a és do con ole de pan. No en an o, a espacialidade numa mis u a co e amen e ei a en ol e mui o mais p ocessos que a simples dis ibuição do som en e o lado di ei o e o esque do: cada som de e e seu con eúdo equencial modelizado de o ma que exis a como elemen o único ao mesmo empo que coexis e com os ou os sons (a exceção a essa eg a acon ece no caso de múl iplos sons que são adicionados com o obje i o de c ia um imb e único ou elemen o sono o singula como no caso da sob eposição de pads). A p o undidade sono a, a sensação de que um som es á mais p óximo ou dis an e é a ingida a a és da manipulação do olume, das equências (sup essão dos agudos po exemplo, pa a dis ancia um som) ou na adição de e ei os como e e be ações. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 37 E ei os ob idos manipulando-se a empo alidade do som. 28 C ia i idade Exis e uma pa e da mis u a undamen almen e écnica que é cen ada na co eção de p oblemas (sup essão de equências exage adas, equilíb io de olumes, con ole de dinâmica e sibilâncias, e c.). No en an o, especialmen e no con ex o de músicas não acús icas38, o som é manipulado e ec iado du an e o p ocesso de mis u a. A maio pa e das músicas abalhadas du an e o pe íodo de es ágio e am de cunho pop elec ónico, des a o ma, g ande pa e da p odução é a ingida du an e a mis u a e mas e ização. Vozes são in ensamen e p ocessadas, ins umen os êm os seus imb es manipulados e ec iados. Em e mos de écnicas de es údio es e ipo de música é um e eno é il. Pude assim bene icia do g ande conhecimen o écnico de Miguel e de seu ex enso léxico no que diz espei o aos equipamen os, e ei os e p ocessamen os do sinal. Exis em na u almen e e amen as que são mais u ilizadas, mas equen emen e a pos u a e a a de con on a com o som e analisá- lo a im de pe cebe cla amen e o que se p ocu a an es de escolhe a e amen a, ou e amen as mais adequadas pa a ealiza de e minada a e a. Às ezes as soluções encon adas são as mais simples, como passa o som po de e minado apa elho sem seque al e a as suas con igu ações s anda d. Em ou os momen os pode se mais labo ioso, se o necessá io a co eção de um p oblema que pode i a causa um ou o, po exemplo o uso de um De-esse que acaba po o na o som de uma oz desin e essan e (po a enua de e minadas equências). Nes a ci cuns ância se á necessá io encon a ou a solução pa a o p oblema. Em elação ao uso de equipamen os e e amen as no es údio de g a ação é impo an e e em men e o que se deseja a ingi sem se es ingi a uncionalidade pa a qual um equipamen o oi desen ol ido. Um p ocessado de e ei os des inado a gui a as pode se ú il a ozes, a desca ac e ização sono a de uma aixa pode se i como uma aixa pa alela, ou seja, num con ex o onde se em domínio écnico e cla eza do esul ado que se p e ende a ingi , não de em ha e limi es pa a a c ia i idade. III.6 - Remix de G a ação A meio do es ágio, i e a opo unidade de execu a um exe cício p á ico de o ma au ónoma u ilizando o ma e ial analógico e a in aes u u a do es údio. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 38 As músicas acús icas aqui e e idas são aquelas em que se p ocu a apenas g a a o som de um g upo musical isando na g a ação a ep esen ação de um e en o eal. Es e ipo de abo dagem é equen e na g a ação da música clássica, jazz, músicas adicionais e g upos de ock al e na i o. 29 Após mais de um mês a p esencia o modo de abalha do Miguel e a discu i as escolhas du an e as mis u as, as opções de equipamen o, o ca á e sono o e o po quê das opções de a amen o, pude aplica os concei os e écnicas ap endidos numa si uação p á ica. T a ou-se de um abalho de mis u a. Escolhi uma canção g a ada po mim, há mui os anos, ealizada com ma e ial p ecá io e em ambien e não a ado acus icamen e. Escolhi es a canção po alguns mo i os: - É uma g a ação ela i amen e simples com poucos elemen os. - Conside ei que se ia in e essan e compa a os esul ados de mis u a ob idos na época com os a uais pa a e o quão de e minan e em e mos de esul ado sono o se ia o abalho no es údio o equipamen o ago a ao meu dispo . - É uma canção com di ei os em domínio público não le an ando, po an o, p oblemas se di ulgada ou ap esen ada. - Como ui eu mesmo que g a ei a canção conheço o desen ol imen o da p odução e oda a cadeia de áudio en ol ida desde o início. A canção é um a anjo meu pa a uma canção Com que Roupa compos a pelo sambis a Noel Rosa e in e p e ada pelo g upo Manuchiados. T a a-se um p oje o musical que mis u a melodias popula es b asilei as com um es ilo de música chamado Jazz Manouche, Gipsy Jazz ou Jazz Cigano su gido nos anos 30 e imo alizado na igu a do gui a is a Django Reinha d . Na g a ação da canção oi u ilizado um mic o one de condensado de dia agma pequeno de baixo cus o (Supe lux cmh8k). Es e mic o one é ú il pa a uso ao i o, mas não é ideal pa a g a ação pois possui uma cu a que acen ua as equências en e 5Khz e 10Khz e que pode ap esen a um pico de mais de 5dbs po ol a de 8Khz o nando-o um mic o one bas an e b ilhan e. Como p é-ampli icado oi u ilizado uma mesa de 2 canais Beh inge e o con e so AD39 oi o de uma placa de som MAudio Fas T ack USB. Na época odo equipamen o u ilizado o aliza a menos de 300 eu os. A g a ação em um ca á e sono o de uma g a ação amado a (não p o issional), ou seja, a ep esen ação sono a dos ins umen os na g a ação é impe ei a em e mos de equências e idelidade da on e sono a. Exis em ainda p oblemas esul an es da sala onde a pe o mance oi g a ada, !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 39 Con e so Analógico – Digi al, u ilizado pa a con e e sinais analógicos em digi ais. 30 nomeadamen e e lexões que a e am o imb e dos ins umen os e que são mul iplicadas pelo núme o de canais, uma ez que os ins umen os o am g a ados sepa adamen e. As pis as abalhadas o am: - Voz (Monize Mou a); - Violino (Leona do Pado ani); - Gui a a solo (Leon TB); - 2 Gui a as a execu a a ha monia (Leon TB); - Con abaixo i ual (Leon TB). Quando se começa uma mis u a é necessá io e obje i os de inidos pa a pode escolhe os melho es ecu sos pa a a unção desejada. O meu p incipal obje i o e a co igi ao máximo os p oblemas ocasionados pelo espaço (sala onde g a ação oi ei a), melho a o imb e das pis as dadas e encon a um bom equilíb io en e os ins umen os. Po ou o lado, inha ainda como obje i o u iliza o ma e ial analógico pa a pode coloca em p á ica o meu conhecimen o e udo que ha ia ap endido a é en ão no es ágio. Po an o, es e abalho, mais do que a busca de uma sono idade “acabada” como a de uma aixa de disco, e a pa a mim uma opo unidade de es a os equipamen os e co es que os mesmos adicionam ao som. Du an e o p ocesso de mis u a, es ei di e en es equipamen os bem como a o dem em que os mesmos são u ilizados semp e p ocu ando o melho esul ado sono o (equalizado an es ou após o comp esso po exemplo). Ao longo do dia, Miguel ez-me algumas isi as pa a acompanha o p ocesso e me o ien a no que osse necessá io. Ap esen o inalmen e uma b e e desc ição do p ocessamen o de cada aixa, os p ocessamen os u ilizados e como cada um con ibui em e mos sono os pa a a mis u a: P ocessamen o Comum às Faixas Pa a minimiza um pouco a p esença da sala oi u ilizado o plugin De-Re e b da Izo ope. Pa a eduzi o uído de undo oi u ilizado o De-Noise do mesmo ab ican e. Como é usual nos plug-ins des e géne o, o De-Noise nos pe mi e minimiza a p esença de uído na g a ação a a és da análise de um echo do áudio (passagem onde ins umen os não ocam e conseguimos isola só o uído) e uma pos e io in e são de ase. P ocessado es como o De- Esse ou o De-Noise de em se u ilizados com cuidado pois apesa de um apa en e esul ado 31 milag oso, podem a ec a d as icamen e o imb e e ac escen a a e ac os (anomalias) ao som. Finalmen e o am adicionados equalizado es (Fab Fil e P o-Q) com a unção de a enua equências incómodas ou que es i essem em excesso na g a ação. Voz Com o obje i o de minimiza o uído de undo e e lexões da sala o am aplicados os e ei os de De-Noise e De-Re e b e uma equalização sub a i a minimizando e lexões da sala po ol a de 350Hz e a enuando b ilho excessi o po ol a dos 8Khz com o plugin P o-Q. Após es a “limpeza” da pis a oi u ilizado o equalizado analógico BAE 1073 pa a ac escen a 220Hz pa a aze co po a oz e 7Khz pa a compensa o p é io co e dos agudos e aze mais p esença e a iculação à oz na mis u a. Pa a colo i a aixa com a sua dis o ção ha mónica ca ac e ís ica e con ola a dinâmica a a és da comp essão de ce ca de 4dBs oi u ilizado o comp esso analógico Chandle TG1 Limi e . O comp esso analógico Uni e sal Audio 1176 ambém oi u ilizado pa a e ec ua uma comp essão de ce ca de 2dBs nos momen os onde a ampli ude da oz é mais in ensa. Es e comp esso oi inse ido mais pela o ma que a e a o imb e, do que pela comp essão p op iamen e di a. Ele colabo a p incipalmen e pa a os médios da oz se aze em mais p esen es. Pa a co igi os excessos de sibilância oi u ilizado o P o-DS, plugin da Fab Fil e que ajuda a a enua uma aixa especí ica de equências onde no malmen e epousam os “Ss”. Gui a as / Ha monia As gui a as de base o am unidas num g upo e o am p ocessadas em conjun o. Da mesma o ma que na oz o am u ilizados os p ocessado es De-Room, De-Re e b, P o-Q (minimizando e lexões da sala po ol a de 350Hz e a enuando b ilho excessi o ago a com um il o shel a pa i de 4Khz). O equalizado analógico T iden A-Range se ocupou da a enuação de e lexões da sala, ac éscimo de médios g a es e agudos, p ocu ando o na o som da gui a a seco e pe cussi o, assim como do co e do b ilho excessi o a a és de um il o co a agudos a i ado a 15Khz. Tendo em is a a a enuação dos picos e colo i o som oi aplicado o comp esso analógico Manley Va iable Mu. 32 Solos Nes as pis as ambém o am aplicados os plugins De-Room, De-Re e b, P o-Q (minimizando e lexões da sala po ol a de 350Hz, minimizando a aque excessi o po ol a de 3Khz e a enuando b ilho excessi o po ol a dos 8k). Foi e ec uado um con ole dinâmico que a ia en e 3 e 5 dBs de comp essão nos momen os mais ag essi os e p incipalmen e colo indo o som oi aplicado o comp esso analógico Uni e sal áudio LA2A. Con abaixo i ual Essa pis a dispensou o a amen o de sala uma ez que se a a de um ins umen o i ual. A p incipal ans o mação sono a se deu a a és da comp essão de ce ca de 4dBs du an e quase odo o empo pa a o na o som do baixo es á ico. O Comp esso analógico Ne e 33609 oi con igu ado pa a diminui os ansi ó ios ag essi os do ins umen o i ual e man e o g a e mais p esen e. Pa a diminui o ca ác e a i icial do ins umen o i ual oi u ilizado o equalizado P o-Q, que p opo cionou uma a enuação acima de 4Khz e ac éscimo abaixo de 100Hz. Finalmen e oi in oduzido o equalizado analógico BAE 1073 colo indo o som, ac escen ando g a es, a enuando os a aques ag essi os, e ac escen ando agudos pa a aze co e p esença ao som. Re e be ação Fo am u ilizadas duas e e be ações nes a aixa. Pa a ec ia as p imei as e lexões e o espaço acús ico de uma sala a e e be ação Lexicon 480L (analógico) oi inse ida em odos ins umen os. A oz e ins umen os solis as o am ambém ac escidos da e e be ação Pla e EMT 140 (plugin) pa a aze mais b ilho aos solis as, posicioná-los em ou o espaço acús ico a auxilia a sepa ação dos ins umen os na mis u a. Mas e Buss Finalmen e a pis a oi a ada em sua o alidade no canal de mas e . O Comp esso no mas e cos uma se e e ido pelos écnicos como “cola”, posicionado na pa e inal da cadeia áudio, ele ai aze um le e con olo dinâmico da aixa como um odo, no malmen e comp imindo apenas 1dB, mas sendo de e minan e no imb e da aixa. Pa a essa a e a oi escolhido o comp esso analógico Ve igo Vsc2. A elocidade com que es a comp essão é ei a in lui di e amen e no “g oo e” da música e pode melho á-la ou a uiná-la, 39 simila es sob e a na u eza do som, sendo menos de e minan e a in e p e ação de uma in o mação subje i a p ocu ando um signi icado especí ico ou de e minado. Te minologia dos P o issionais Te conhecimen o da e minologia especí ica dos p o issionais de áudio, oi pa a mim um acili ado conside á el du an e o pe íodo de es ágio. Especialmen e du an e os p ocessos de mis u a que podem se longos e de ce a o ma subje i os. Consegui apidamen e localiza p oblemas, exp essá-los e ende eçá-los, o imiza conside a elmen e o abalho e a comunicação no caso de se es a a abalha em g upo. No mais, se capaz de comp eende as ações omadas a a és da sensibilidade audi i a mas ambém da discussão obje i a, pe mi iu-me comp eende a pe cepção sono a do Miguel e o po quê de suas ações. No sen ido in e so, quando eu es a a a abalha o som, e conhecimen o des e ocabulá io pe mi iu-me comp eende suas c í icas e o ien ações. A e minologia emp egada pelos écnicos e p o issionais de es údio de g a ação p ocu a desc e e as ca ac e ís icas do som; basicamen e: o seu con eúdo equencial (u ilizado pa a equalização) e a sua localização no espaço (u ilizada pa a aze o pano âmico e egula os olumes sono os). Em língua po uguesa é comum adop a -se a e minologia u ilizada na língua inglesa ou as aduções possí eis da mesma. Reco demos, no en an o, que al e minologia é u ilizada num con ex o especí ico e esse con ex o ambém é de e minan e no seu p ocesso de signi icação, como ponde a Lucy Schumann em Si ua ed Ac ions: (...) he communica i e signi icance o a linguis ic exp ession is always con ingen on he ci cums ances o i s use. A s a emen no o wha he language means in ela ion o any con ex , bu o wha he language-use means in ela ion o some pa icula con ex , would equi e a desc ip ion o he con ex o si ua ion o he u e ance i sel . And e e y u e ance's si ua ion comp ises an inde ini e ange o possibly ele an ea u es. (Suchman, 1985. p. 41) Da id Guibson nos o e ece algumas abelas e minológicas (1997. P. 139-142) e podemos pe cebe que a sua e minologia é de ce a o ma compa ilhada po Bobby Owinsky (1999. P. 27; 32), po B uce Ba le (2016) e ambém po inúme os p o issionais da á ea como podemos cons a a em en e is as e li os de engenha ia e écnica de som. Bas a aze uma busca de e mos especí icos como boomy, punchy ou p esence, pa a apidamen e encon a mos a oco ência dos mesmos em qualque guia. 40 Um écnico ap ende á a associa essa e minologia a ca ac e ís icas especí icas do som como uma banda de equências, do mesmo modo que ap endemos a associa ca ac e ís icas quali a i as que de inem um obje o ao mesmo, ou seja uma manei a de nomea . O nome passa a ep esen a um concei o especí ico. Já um músico que desconhece al ocabulá io, pode usa as mesmas pala as pa a exp essa algo o almen e di e en e e que se elaciona di e amen e à o ma como ele mesmo pe cebe o som. Em música, pa e da di iculdade de se es abelece em pad ões eside no po encial que a mesma em de aba ca á ios signi icados simul aneamen e, sendo que o signi icado a ia dependendo do con ex o e da expe iência pessoal. Na busca po escla ece essa ques ão, Po cello p opõe um modelo de classi icação di idindo a o ma que se ala sob e som no es údio de g a ação em cinco ca ego ias. 1- Vocábulos/can a - mime iza ca ac e ís icas ímb icas ou de essonância de sons musicais a a és de a iculações ocais como “hm”, “p s”, e c. 2- Léxico Onoma opeico – pala as que em alguma semelhança com o som que desc e em e são ao mesmo empo me á o as que desc e em o som de o ma mais abs a a. Nos exemplos “hollow”, “ ing”, mu ling” a o ma das ogais e consoan es possuem alguma semelhança com as ca ac e ís icas de algumas essonâncias. Pa a além do som que c iam, po se em pala as ca egam in o mações semân icas (signi icados cono a i os e deno a i os). 3- Me á o as pu as – pala as u ilizadas pa a desc e e ca ac e ís icas ímb icas, mas que não em simila idades acús icas com o som. Essas exp essões se apoiam em signi icados cono a i os e deno a i os em oposição a e ocação de uma simila idade com o som. Mui as dessas pala as são u ilizadas como e mos p o issionais codi icados en e músicos e engenhei os do som e cons oem uma base de conhecimen o écnico e iden i icação p o issional. Um exemplo se ia o e mo “boxy” e e indo a abundância de sons en e 250 e 500 Hz. 4- Associação – ci a ou os músicos, g a ações, pe íodos na busca de e e ências comuns. Essas associações uncionam como índices e podem e oca es ilos musicais, músicos e ecnologias. P odu o es ou écnicos expe ien es, apesa de se u iliza em de e mos associa i os em ci cuns âncias especí icas, não cos umam ala 41 de música em ais e mos. Essa abo dagem se ia mais comum a consumido es de música que a p o issionais da á ea 5- A aliação – U iliza julgamen os de alo pa a encon a uma conco dância nos obje i os sono os e em a i udes elacionadas a ecnologias musicais. É u ilizada pa a es abelece um senso de solida iedade en e os in e locu o es. Assim comp eendemos que en e es as ca ego ias é abundan e o uso de me á o as. Segundo Po cello, al u ilização se de e ao ac o de que as me á o as nos pe mi em desen ol e signi icados codi icados que podem se acilmen e aduzidos em ações especí icas. I an enginee is old ha he d ums a e oo ʻd yʼ o oo ʻ igh ʼ, he o she knows ha nine imes ou o en he solu ion will simply be o un hem h ough a e e b machine o o pu up some oom mics o cap u e mo e e lec ed sound (…) (Po cello, 2004. p.748) Obse amos ainda que no caso das “Associações” em que se ala de som a a és de e e ências ex e nas, as mesmas são ci ações não me a ó icas e, po an o, sujei as a um conhecimen o musical pa ilhado. Pa a além das ca ego ias abo dadas, podemos igualmen e ci a uma ou a es a égia de comunicação equen emen e u ilizada po engenhei os de som que é o uso de me onímias. O som é nomeado pelas ecnologias u ilizadas pa a ge á-lo ou modi icá-lo. Som de Telecas e e sus S a ocas e (modelos de gui a a elé ica), som SSL e sus som Ne e (modelos de mesas de mis u a) e c. Uma ou a pa icula idade do uso de me onímias é que um p o issional expe imen ado se mos a con ian e no seu uso anspa ecendo g ande conhecimen o de di e sos equipamen os e écnicas. Tal ca ac e ís ica con e e ao seu uso um ca á e hie á quico (p o issional expe imen ado e sus amado ). Obse amos que a e iciência do léxico de es údio es á condicionada a exp essões associadas a signi icados con encionais ( es i os ao uni e so da engenha ia e p odução do áudio), me a ó icos, mas ambém se apoia na elação com as ci cuns âncias que os en ol em. Suge imos inalmen e que a e minologia de es údio pode se di idida em ês g andes g upos: -Desc ição de ca ac e ís icas ímb icas do som, mui as ezes elacionadas à o ma como equências especí icas a e am o som. Alguns exemplos: boomy: excesso de 42 equências baixas po ol a dos 125 Hz, boxy; ên ase en e 250 e 600 Hz; e c. Nes a ca ego ia ambém incluímos e mos que se e e em à cla eza ou de inição do som e à p esença ou ausência de ou as ca ac e ís icas que podem a e a o imb e ou o ma da onda sono a, como a comp essão e a dis o ção. Exemplo: o e mo c unch associado a uma ag adá el dis o ção. - Equipamen os u ilizados. Essa ca ego ia inclui á as me onímias que azem e e ência ao som ge ado po equipamen os e ins umen os bem como exp essões que se e e em a con igu ações de equipamen os ou às consequências sono as do uso de um equipamen o de e minado. Exemplos: ga ed sound ou ga ed se e e e a um som que oi a ado com um ga e, comp essed sound a um som que oi a ado com um comp esso , condense mic ophone a um ipo especí ico de mic o one, a ack ime a uma con igu ação de um pa âme o especi ico num comp esso ou ga e. -Pe cepção da localização do som no espaço. Te mos que se e e em à localização do som no espaço sono o. Esses e mos p ocu am aduzi a sensação que possuímos do som es a mais p óximo ou dis an e, à di ei a ou à esque da, em cima ou em baixo. Po ezes azem e e ência a enómenos acús icos que são ep oduzidos a i icialmen e como é o caso da e e be ação. Alguns exemplos se iam dep h pa a a sensação de p oximidade ou dis ância do som e d y pa a um som sem e e be ação. Na en a i a de quali ica os sons, ambém é comum e a ans o mação de subs an i os em adje i os como po exemplo boxy pa a sons com p edominância equencial de médios boomy pa a sons com p edominância de médios-g a es, punchy pa a sons com a aque e g a es de inidos, ches y pa a p esença po ol a dos 200Hz, e c. Conhecimen o Musical Além da e minologia de es údio abo dada, espe a-se que no ambien e de es údio se enha ambém um conhecimen o de e mos musicais, pelo menos básico, mesmo no caso dos écnicos de som. I will be di icul o eco d music e ec i ely i you do no ha e some basic musical knowledge. Mos eco dis s ha e some musical backg ound; you need o ha e an unde s anding o some music undamen als, o you will no be able o do a good job wi h session low. (…) Knowing he undamen als o musical hy hm, such as coun ing, ba s and bea s, and so on; essen ial songw i ing e minology, such as e se, cho us, b idge, and he like; and basic music heo y, such as simple 43 scales and cho ds, is essen ial o communica ion in eco ding sessions. (Sa age, 2011. p. 227) Du an e as g a ações ealizadas no pe íodo de es ágio, um exemplo básico da impo ância de possui algum conhecimen o musical, mesmo que pa a ealiza uma a e a écnica se e elou po exemplo na comp eensão da o ma de uma canção. É necessá io consegui localiza -se na o ma da canção pa a execu a uma g a ação ou no caso de se e aze a g a ação de um echo especí ico. De nada adian a o écnico dize ao músico: “Vamos epe i a passagem na al u a de dois minu os e in a e ês?”. O músico espe a ou i uma ins ução do ipo “Vamos e aze o segundo e ão?”. A ques ão do conhecimen o musical básico aba ca ambém as e e ências musicais como um elemen o es u u ado da g a ação. Vejamos o caso em que se p oduz um es ilo musical especí ico em es údio. Digamos po exemplo, que se es á a desen ol e uma g a ação de jazz. P essupõe-se que as pessoas en ol idas em al p ocesso enham conhecimen o do es ilo, ou seja, conheçam o léxico do es ilo abalhado em elação a epe ó io, e e ências, imb es, e c. Um engenhei o de som que p e ende g a a jazz de e conhece as pa icula idades sono as dos discos da Blue No e46 e as e e ências musicais do g upo que p e ende g a a . O esul ado de uma g a ação que u iliza écnicas de ock num g upo de swing jazz pode a é se c ia i amen e in e essan e, mas p o a elmen e ugi á das e e ências que os músicos es ão acos umados em al es ilo. Uma solução lógica pa a ameniza p oblemas de comunicação no es údio nos pa ece ia se a de memo iza o ocabulá io ou e uma espécie de dicioná io à mão. É impo an e salien a , no en an o que, conhece um egis o não é o mesmo que e a capacidade de aplicá-lo co e amen e. Isso pa ece álido especialmen e quando exis em con enções sociais que ci cundam o seu uso. Pensemos naqueles pequenos guias de iagem que p e ensamen e se em pa a que se possa comunica numa língua es angei a. Po ezes consegue-se a é balbucia algumas ases num can onês so í el, no en an o como comp eende as espos as dadas pelo in e locu o ? Fica cla a aqui a dis inção en e a aquisição de uma linguagem e a socialização de uma linguagem. No caso do es údio a ques ão não é qual signi icado damos a um som, mas se as pessoas en ol idas no p ocesso o comp eendem como uma ealidade sono a p óxima. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 46 Céleb e edi o a de discos de jazz no e ame icana undada em 1939. 44 Em e mos p á icos du an e o es ágio, pudemos es emunha di e en es pos u as em elação ao uso da e minologia uma ez que en e écnicos comunicá amo-nos eco endo a e minologia especí ica, po ém ao comunica mo-nos com os a is as p ocu á amos comp eende suas solici ações sem necessa iamen e le a em con a al e minologia. IV.2 - Escu a A i a no Es údio de G a ação Di e en e de ou i , escu a é uma escolha. A escu a p edispõe concen ação pa a que possamos descodi ica o que ou imos. A escu a ap ende-se. Numa con e sa no mal oscilamos en e as ações de escu a e de ou i . A pa i do momen o em que di agamos no nosso pensamen o deixamos de escu a e passamos a apenas ou i . A escu a a i a é uma compe ência especí ica da comunicação. Ela consis e em da uma a enção sus en ada ao o ado . A ideia de escu a a i a é baseada nas pesquisas do psicólogo Ca l Roge s e busca “pe cebe os sen imen os e emoções po az das pala as, p opiciando a cons ução de um pad ão de sen imen os que es ão po az do que es á a se di o” (Roge s, 1974). A impo ância da Au oimagem Segundo Roge s (1984) as au oimagens (imagens de si p óp io) não são necessa iamen e a aen es. Uma pessoa pode po exemplo, conside a -se incapaz de cump i uma unção ou a e a. Ao e -se des a o ma, al indi íduo enuncia a odas as expe iências que lhe pa ecem con adize à imagem que az de si. Assim, é possí el que ele in e p e e como nega i os mesmo os julgamen os que lhe possam se a o á eis. Podemos ilus a o pensamen o de Roge s com uma si uação quo idiana no es údio de g a ação: um músico em p ocesso de g a ação. Se ele se sen i incapaz de execu a bem uma a e a de e minada, cump imen os ou elogios após a g a ação podem se in e p e ados como alsos ou men i osos mesmo sendo since os, ou a é como uma en a i a de con o á-lo após uma a e a que ele conside ou mal ealizada. Assim, mesmo uma a aliação posi i a pode impedi uma pessoa de comunica suas limi ações ou a o ma como se sen e. Po ou as pala as, na elação com o ou o, dependendo do con ex o um cump imen o pode se ão noci o quan o uma o ensa. Pa a Roge s a o ma como nos emos de e mina as expe iências que acei amos i e . Aquelas que não co espondem à nossa au oimagem 45 são mui o mais di íceis a acei a . Acco ding o Roge s, g owing up is he o ma ion o images and opinions abou one’s sel . The sel -image ha a ises in his manne is essen ial o he pe sonali y o he pe son in conside a ion and hei basic a i ude owa ds li e in he gi en en i onmen . (Naw o h, 2010. p. 9) Como es abelece en ão o con ac o com o p óximo? Como escu á-lo e esponde às suas expec a i as? O au o suge e e i a in luencia alguém pa a muda de di eção no sen ido de algo que nos con ém. Roge s conside a que po ezes, em ez de escu a o ou o en amos esponde às nossas p óp ias necessidades e passamos a impo ao ou o a nossa o ma de e o mundo. Wha we seldom ealize, howe e , is ha , (…) we a e usually esponding o ou own needs o see he wo ld in ce ain ways. I is always di icul o us o ole a e and unde s and ac ions which a e di e en om he ways in which we belie e we should ac . (Roge s, 1987) Assim, pa a que haja uma comunicação cons u i a é necessá io c ia uma a mos e a que não seja nem c í ica, nem a aliado a ou mo alizado a (e i a julga , po an o). Isso implica elimina a sensação de p esença de um audi o que en a muda o ou o. A a mos e a de « a amen o» ou «obse ação» des a o ece uma comunicação e icaz po que a pessoa que se sen e julgada passa a e uma a i ude de ensi a. When people a e lis ened o sensi i ely, hey end o lis en o hemsel es wi h mo e ca e and o make clea exac ly wha hey a e eeling and hinking. G oup membe s end o lis en mo e o each o he , o become less a gumen a i e, mo e eady o inco po a e o he poin s o iew. Because lis ening educes he h ea o ha ing one’s ideas c i icized, he pe son is be e able o see hem o wha hey a e and is mo e likely o eel ha his con ibu ions a e wo hwhile (Idem, 1987) Pa a c ia uma boa comunicação é necessá io, segundo Roge s es abelece uma elação calo osa de igualdade e comp eensão. O indi íduo sen i -se-á dessa o ma, su icien emen e segu o pa a acei a no as expe iências e alo es na sua p óp ia au oimagem. Au oimagem do A is a em Es údio O Engenhei o de som Da e Pensado (Pensado’s Place. 2015) cos uma e e i -se ao engenhei o de som como um a o psicológico no es údio. O engenhei o é, po an o, mui o mais que um écnico a ás do console de mis u a. Um bom p o issional é alguém a en o e abe o à escu a do ou o. O p odu o musical e engenhei o de som Hans Ma in Bu 46 conside ou num wo kshop47 ao qual assis i, que quando oi abalha com o a is a P ince ele não es a a ecnicamen e à al u a do abalho, mas o que ca i ou o a is a oi a sua pos u a como pessoa e sua p esença no ambien e de abalho. A escu a ai de e mina a escolha do ma e ial adequado na g a ação e pe mi i ao engenhei o pe cebe as p opos as e desejos do a is a. Em ge al o engenhei o48 de e p ocu a c ia uma si uação de con o o pa a que o a is a se sin a su icien emen e à on ade pa a que se possa se exp imi mesmo quando es á sob e p essão como no caso de uma g a ação. Fi s , communica ion should be genuine and hones . This p inciple is ai ly ob ious because co ec lis ening beha io is accompanied by he o ma ion o a basis o mu ual us . (Naw o h, 2010. p. 7) Nas si uações que en ol iam a is as e que i enciei du an e o pe íodo de es ágio no es údio, o Miguel mos ou-se empenhado em c ia uma a mos e a pa a pe mi i que o a is a em ques ão se sen isse con o á el. De ce a o ma, busca-se esquece a p essão que o elógio impõe nes e ipo de si uação, man endo-se ocado nas a e as que se desen ol em. Em elação à manei a de ala , equen emen e o Miguel u ilizou de uma abo dagem anquila e bem-humo ada pa a ajuda os a is as a se descon aí em, sem, no en an o, ala em demasia, es ando empenhado em ga an i os aspe os écnicos da g a ação e ao mesmo empo escu a o a is a. (…) Mos a is s a e e y insecu e and how he enginee speaks o hem and he "sa e" ye a is ic a mosphe e he c ea es can make a wo ld o di e ence o he a is . (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.83) An es de en a muda a di eção de uma p opos a do a is a o engenhei o de e es a à escu a. Ele de e sabe a é que pon o o a is a é lexí el e ap o a muda de ia. Mesmo se uma p opos a pa ece incoe en e, o a is a a ap esen ou seguindo as suas concepções e e dades in e nas ligadas, po an o, à sua au oimagem. Censu a ou impedi al mani es ação pode causa us ação e dis anciamen o seguido de uma pe da de con iança. Ca l Roge s s a ed ha he na u al endency o e alua e om he lis ene ’s own ame o e e ence, and app o e o disapp o e o wha ano he pe son is saying, is he majo ba ie o success ul in e pe sonal communica ion. (Robe son, 1054) Pa a deixa o a is a con ian e é necessá io c ia uma a mos e a de abalho em equipa onde !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 47 Mas e Class com Hans-Ma in Bu (P ince, Sco pions, Zucche o, Sco pions, No Doub , Chaka Khan, La y G aham, e c.) – oco ida no 13 de Julho de 2016 no SAE Ins i u e, em Geneb a. 48 Aqui assume-se a exis ência e necessidade de uma pos u a a i a do engenhei o de som, po ezes essa unção é execu ada po um p odu o ou ou o a is a. 47 a pessoa não se sin a nem julgada nem obse ada, mas an es ap a a inco po a no as p opos as. Sob e udo, o a is a de e sen i que consegue comunica seus desejos. Implicações da Escu a A i a Segundo Roge s (1987), pa a escu a ealmen e é necessá io coloca -se no in e io do ou o. Ten a encon a , pa indo do seu pon o de is a, o que ele p ocu a comunica . Ao pe manece cons an emen e à escu a, o audi o dá ao seu in e locu o a imp essão de es a in e essado em conhece a impo ância de seus sen imen os. A inexis ência de julgamen os ou a aliações az ao o ado a con iança e sensação de que o seu audi o p ocu a ealmen e comp eendê-lo. Todas as mensagens que uma pessoa en a comunica compo am dois elemen os: o con eúdo da mensagem e o sen imen o ou a i ude suben endido nes e con eúdo. Ambos os elemen os são impo an es e ca egam o signi icado global da mensagem. Esse signi icado é o que de e se comp eendido. F equen emen e o in e locu o solici a de seu audi o algum ipo de julgamen o, a aliação ou omada de decisão. O audi o é con on ado en ão a al si uação: ele de e coloca -se de aco do ou em desaco do com o o ado . No en an o, ais si uações cos umam i acompanhadas de ou os indícios e elemen os. Quando quem ala pede a opinião do audi o (ex. Que pensas disso?) sua ques ão é ca egada de sen imen os e necessidades que ele p ocu a inconscien emen e comunica . Po ezes o con eúdo semân ico da ques ão é menos impo an e que o sen imen o suben endido. O en an a is has di icul y saying wha hey a e hinking. As an enginee , I y o unde s and wha hey a e hinking which may mean doing some hing qui e di e en han wha hey a e saying. (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.81) O audi o de e es a a en o ao signi icado o al da ques ão pos a. O que ele en a me dize ? O que isso signi ica pa a ele? Como ele ê al si uação? Como é sua pe sonalidade e como aze passa minha mensagem e mé odo de abalho? One p oblem he lis ene aces is ha o esponding o demands o decisions, judgmen s, and e alua ions. He is cons an ly called upon o ag ee o disag ee wi h someone o some hing. Ye , as he well knows, he ques ion o challenge equen ly is a masked exp ession o eelings o needs which he speake is a mo e anxious o communica e han he is o ha e he su ace ques ions answe ed. Because he canno speak hese eelings openly, he speake mus disguise hem o himsel and o o he s in an accep able o m. (Roge s, 1987) Mui os elemen os con ibuem pa a comunica uma mensagem. A hesi ação no discu so, as pausas, a espi ação, a in lexão da oz, exp essões do os o, ges os, olha , pos u a, e c. A comunicação de e se conside ada no seu odo e bal e não- e bal. 48 Des a o ma emos que a comunicação é peça de e minan e pa a se chega a um bom esul ado, e que o exe cício da escu a a i a pe mi e ao engenhei o se posiciona , comp eende p oposições e ga an i uma boa a mos e a no seu ambien e de abalho. IV.3 – A Comunicação Não Violen a no Es údio de G a ação Além da impo ância das me á o as, do conhecimen o da e minologia e da impo ância da escu a da pessoa, a o ma como a comunicação é abo dada é de e minan e no es údio de g a ação. Alguns concei os e abo dagens u ilizados po Ma shal Rosenbe g (Rosenbe g, 2006) na Comunicação Não Violen a (CNV) podem se de g ande alia se anspos os pa a o ambien e de es údio. A CNV es á es u u ada na impo ância que a escu a, obse ação e comp eensão podem ep esen a na nossa in e ação com o p óximo e na esolução de impasses. P óxima ao concei o já abo dado de escu a a i a a CNV o nece-nos e amen as e uma me odologia p á ica, suge indo como podemos abo da a comunicação e objec i ando a c iação de uma a mos e a de comp eensão mú ua e empa ia. Conside amos a CNV pe inen e no ambien e de es údio pois ao pe mi i que o pe o me ou a is a se exp esse li emen e, a o ece uma si uação de con o o que auxilia na c iação de um ambien e pa a uma melho pe o mance. The mo e elaxed he session, he easie i is o ha e hones communica ion. (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.82) Da pa e de quem g a a, sabe como se dá o p ocesso de comunicação e a comp eensão de uma solici ação pode auxilia na omada de uma posição adequada. Fa o es que di icul am a comunicação Rosenbe g (2006) iden i icou algumas o mas especí icas de linguagem e comunicação que con ibuem pa a um compo amen o ígido ( iolen o) em elação aos ou os e a nós mesmos. Ele designa essas o mas de comunicação como "comunicação alienan e da ida". P incipais o mas de comunicação alienan e: 1 – Julgamen os Mo alizado es. O uso de julgamen os mo alizado es que suben endem uma na u eza nega i a nas pessoas que agem em desaco do com nossos alo es, apa ecem em ases como: "O eu p oblema é se X", "Ela é X", "Eles são X", "Isso é X". Compa ações, culpa, insul os, dep eciação, o ulação e diagnós icos são o mas de 55 A - LINGUAGEM POSITIVA De emos oca -nos nas necessidades a se em a endidas, assim é melho que nos exp essemos di e amen e, dizendo o que que emos (em ez do que não que emos). Ao o ien a um in é p e e po exemplo, em ez de dize que a passagem não icou boa ou que não se p e ende que ele epi a uma ação especí ica, é mais posi i o dize cla amen e o que se que : “P eciso que u can es um pouco mais dis an e do mic o one” no luga de “não se ap oxime an o” po exemplo. Além de u iliza mos uma linguagem posi i a, de emos e i a ases agas, abs ac as ou ambíguas que possam ge a con usões de in e p e ação. De emos o mula as nossas solici ações na o ma de ações conc e as que os ou os possam ealiza . A simples exp essão de sen imen os não suge e uma omada de ação cla a (a celeb e ase “não es á ou não icou bom”, po exemplo). Po ezes nós mesmos es amos inconscien es do que pedimos. Fo mula um pedido conscien emen e é undamen al uma ez que quan o mais cla os somos, maio a p obabilidade de e mos o pedido a endido. Po ou as pala as, se somos incapazes de o mula conc e amen e o que desejamos, é melho e le i mais um ins an e an es de se mani es a po meio de demos ações agas e ambíguas que, não p opõem alguma possibilidade de ação. Se há um p oblema na g a ação, localiza-se o mesmo e suge e-se uma ação conc e a a se omada. P ocu ando ce i ica mo-nos que omos comp eendidos, podemos solici a ao ou in e que nos epi a o que acabámos de solici a . Como essa é uma abo dagem que pode causa es anheza é necessá io demons a ap eciação quando ele acei a o pedido e empa ia com quem não acei a . O obje i o é a o ece a comunicação e não o con á io. É po isso impo an e que ique cla o que nós que emos e a ce eza que omos comp eendidos, e que não es amos a ques iona a capacidade de comp eensão do ou in e, mas apenas p e endemos pe cebe nós mesmos, se nos exp essámos cla amen e e que a mensagem pe cebida oi a que se que ia passa . B - PEDIDO VERSUS EXIGÊNCIA Uma exigência em como consequência ine i a elmen e duas possibilidades po pa e do ou in e: subme e -se ou ebela -se. Pa a sabe se alguém exp essou uma exigência ou um pedido bas a obse a mos a eação de quem pediu se a solici ação não o a endida. É uma exigência se quem ez a solici ação c i ica ou julga a ou a pessoa, ou, en a aze a ou a pessoa sen i -se culpada em seguida. É um pedido se a pessoa que pediu o e ece em 56 seguida sua empa ia pa a com as necessidades da ou a pessoa. C - NECESSIDADE DE EMPATIA A empa ia é um mis o de escu a, consciência, comp eensão e conside ação ao que os ou os es ão i endo. Po ou as pala as, é a capacidade de es a mos p esen es, de nos coloca mos no luga do ou o. Mesmo cump imen os con encionais equen emen e omam a o ma de julgamen os, ainda que posi i os, e podem a é se ei os com a in enção de manipula o compo amen o dos ou os. Pa a c ia uma eal si uação de empa ia é undamen al es a mos o almen e p esen es com o ou o e com aquilo pelo que ele es á a passa . (…) a empa ia eque que es aziemos nossa men e e escu emos os ou os com a o alidade de nosso se . (Rosenbe g, 2006.p.151) Essa qualidade de p esença dis ingue a empa ia da comp eensão men al ou da solida iedade. Embo a possamos ocasionalmen e escolhe nos solida iza mos com os ou os é ú il e consciência de que no momen o em que es amos o e ecendo nossa solida iedade, não es amos o e ecendo nossa empa ia. D - PARÁFRASE Da mesma o ma que a epe ição é uma e amen a ú il pa a con i ma se omos comp eendidos, a pa á ase é ú il pa a con i ma mos se comp eendemos. Es a pode, segundo a eo ia da CNV, oma a o ma de pe gun as. Tal p á ica nos le a a en a pe cebe o que es á acon ecendo den o das ou as pessoas, ao mesmo empo que as es imulam a nos co igi em no caso de se sen i em mal comp eendidas. Pe gun as do ipo:. Como es ás e sen indo? Solici am in o mações sem an es se conec a com a pessoa podendo da a sensação de que nos colocamos na posição de p o esso ou psicólogo e não são, po an o, a o ma mais segu a pa a ob e as in o mações que buscamos. As pessoas cos umam sen i -se mais segu as se e ela mos os sen imen os e necessidades que ge am a pe gun a. Assim, um exemplo do au o se ia o de no luga de pe gun a a alguém "O que eu iz?", dize : "Es ou me sen indo us ado po que gos a ia de se mais cla o a espei o daquilo a que ocê es á se e e indo. A pa á ase pode da ao in e locu o uma sensação de maio segu ança de e sido comp eendido quando indagamos se a mensagem oi comp eendida (no luga de um 57 simples “sim” ou “en endi”). O om de oz u ilizado ao pa a asea alguém é mui o impo an e pois a pa á ase ambém pode se u ilizada pa a exp essa i onia ou sa casmo. O om de oz de e demons a que es amos a p ocu a sabe se comp eendemos co e amen e, ao in és de uma alegação de que comp eendemos. Quan o mais p a ica mos essa o ma de comunicação, mais pe cebe emos algo simples: po ás de odas as mensagens que pe mi imos que nos in imidem es ão simples indi íduos com necessidades insa is ei as pedindo que con ibuamos pa a o seu bem-es a . O au o suge e pe mi i aos ou os o espaço necessá io pa a se exp essa em, an es de começa a p opo soluções ou solici a ajuda. Semp e é possí el se ce i ica que uma elação empá ica oi a ingida indagando ao in e locu o se ele ainda deseja dize algo. Sabemos que a pessoa que ala ecebeu empa ia quando: (a) há um alí io de ensão ou (b) o luxo de suas pala as chega ao im. (Rosenbe g, 2006.p.148) IV.4 - Escu a A i a e CNV e o Es údio de G a ação Logicamen e podemos pe cebe semelhanças en e a Escu a A i a e a CNV, especialmen e a abo dagem empá ica onde se az impo an e es a a en o ao p óximo e isola escu a e julgamen o. De ce a o ma, a pos u a do engenhei o de som na escu a do som pode ap esen a semelhanças com a manei a de escu a as pessoas. Ao ou i um som, o engenhei o ai de ce a o ma descons ui-lo pa a comp eende qual pa âme o de e se modi icado, ou qual “p oblema” es á po de ás de uma inconsis ência sono a. Quando se comunica com o pe o me , o esponsá el pela g a ação en a descons ui o discu so do mesmo pa a encon a as necessidades não a endidas que es ão po de ás de solici ações e comen á ios e qual a ealidade sono a desejada po al a is a. Se nos oca mos no pe íodo de es ágio, lemb a emos de si uações onde uma pos u a p óxima da CNV oi omada e de si uações onde o con á io acon eceu. No capí ulo III (III-2 e III-3) ci ámos a impo ância da dimensão humana da escu a e da comunicação no es údio de g a ação, mas ocámo-nos p incipalmen e nos aspec os écnicos e na o ganização das sessões de g a ações p op iamen e di as. I emos deb uça -nos en ão, ago a, sob e as g a ações que oco e am du an e o es ágio ocando nas ações e pos u as omadas e elacionadas com a comunicação, no caso do gui a is a Vic o , do can o And é e da can o a Kya a. Podemos dize que no caso do Vic o a pos u a ado ada pelo Miguel oi bem p óxima à da 58 p opos a pela CNV. Du an e o p ocesso de g a ação, ele es e e semp e à escu a p ocu ando comp eende os desejos do Vic o e u ilizou uma linguagem posi i a e di e a quando ealizou pedidos e solici ações. (…) Teams a e wo king e icien ly i g oup membe s can ans e in o ma ion in a quick and e ec i e way, in e p e he in o ma ion co ec ly and ac upon i in a meaning ul way (…).(Naw o h, 2010) É impo an e salien a que assumi uma pos u a posi i a é di e en e de conco da e a ende a odas as solici ações do p óximo, o que se busca, é ga an i um bom luxo da comunicação a a és da escu a do ou o e da cla eza da sua p óp ia o ma de exp essão. A sessão de g a ação do Vic o , mos ou a an agem que uma pos u a con e gen e com a CNV pode e no es údio, pela sa is ação esul an e de ambas as pa es (a is a e écnico) e po que hou e uma mudança espon ânea an o na pos u a do a is a como nas suas concepções p ées abelecidas an es da sessão no es údio, sem, no en an o, e ha ido con li o. Pe cebemos essa mudança de pos u a pois o a is a se descon aiu g ada i amen e du an e o pe íodo no es údio. Como na amos no capi ulo III-2 sob e as g a ações, Vic o espe a a uma con igu ação dos equipamen os e lhe oi o e ecida ou a, que acabou po se p e e ida e idenciando assim uma mudança na concepção écnica da g a ação po pa e do músico. Em e mos p á icos, a pos u a do Miguel nessa sessão, oi a de p incipalmen e es a à escu a, ele dedicou mais empo a escu a e en a comp eende o a is a do que a dize o que pensa a. É álido salien a que po ezes as espos as no es údio em na o ma de ações di e as e não necessa iamen e a a és da ala (modi ica um equipamen o, en a aze o músico es a mais con o á el). Busca-se encon a as necessidades po de ás das solici ações e comen á ios do músico e a endê-las. Po ou o lado, nas suas p oposições e ideias em elação à g a ação, Miguel usou uma linguagem simples e di e a, sem abs ações pa a se aze comp eende . Using simple ocabula y and consis en ly saying he same sen ences like "you' e olling" makes he sessions mo e e icien . (G egoi e Yeche, 2016. Anexo 2. p.80) Nes e ambien e descon aído, po ém, p o issional, o músico pôde desen ol e a con iança necessá ia pa a acei a as p oposições do écnico do som e ao mesmo empo não se sen i p essionado ou julgado. A consequência oi uma boa pe o mance e uma g a ação ecnicamen e co e a. C ea i i y and p oduc i i y a e being acili a ed by ac o s such as empa hy, us , unde s anding, compassion, ollowing each o he ’s ains o hough , and 59 expe iencing sympa hy in dealing wi h each o he . (Naw o h, 2010) As g a ações do And é e da can o a Kya a ap esen a am já de início, uma si uação o almen e di e en e da g a ação do Vic o . Vejamos en ão as di e enças: - Já ha ia uma p ede inição da pe o mance a se desen ol e pois já exis ia uma g a ação demo da canção; - Exis iam mais pessoas na égie a obse a o a is a g a a e azendo solici ações (Miguel e Kya a na g a ação de And é e Miguel e And é na g a ação de Kya a); - Exis ia uma pessoa na sala de cap ação com o a is a (a aze baysi ing como desc e i no capi ulo III-3); - Foi uma g a ação ealizada no pe íodo no u no. Na g a ação do And é as coisas caminha am bem p óximas da g a ação do Vic o em e mos de comunicação. Pode íamos a é dize que a sessão do And é oi ainda mais descon aída, uma ez que emos que le a em con a a pe sonalidade de cada um. O And é se mos ou uma pessoa mui o abe a a ideias, sociá el, pa eceu con ia e admi a o abalho do Miguel, o nando as discussões no es údio bas an e elaxadas. Salien o ainda que a música g a ada e a de sua au o ia, po an o ele es a a a on ade com o ma e ial musical (p incipalmen e a le a da canção pois se a a de um a is a de ap). Eu es a a ao lado do And é auxiliando-o e pude p esencia de pe o sua descon ação quando discu ia as possibilidades musicais e mesmo pedia suges ões. Como cos umam se e e i no meio p o issional o And é mos ou se “um a is a ácil de se abalha ”. Miguel assumiu uma pos u a simila à que e e com o Vic o em elação à comunicação, p ocu ando a ende às necessidades do a is a. A Kya a ambém azia alguns comen á ios, mas es a a mais p esen e como expec ado a do que como agen e. No caso da g a ação da Kya a as coisas co e am um pouco de o ma di e en e. (…) Singe s ha e he mos p oblems wi h insecu i ies so o en when eco ding ocals, I'll eques ha he o he band membe s s ay away and only mysel , he ocalis and he p oduce a end he session. I onically, he e a e o he singe s ha lou ish a ound a en ion so he mo e people in he s udio, he be e hey sing. I 's he enginee s job o igu e ou which kind o a is hey a e wo king wi h. (Russ Long, 2016. Anexo 2. p.82) A a is a já en en a a um ní el de p essão mais ele ado pois pa icipa a de uma música de ou o a is a, possui uma pe sonalidade menos ex o e ida e inha que lida com as solici ações e expec a i as do Miguel, mas do And é ambém. Du an e uma pa e da 60 g a ação a pos u a empá ica na ada an e io men e oi ado ada e udo co eu bem. O exemplo de como uma pos u a con á ia à Comunicação não Violen a pode se nega i a no ambien e de es údio, eio quando oi solici ado à Kya a que imp o isasse algo num echo da música que se g a a a. Além de imp o isa ela de e ia azê-lo seguindo uma ce a p opos a de es ilo, que segundo a mesma não e a o seu e, po an o, não se sen ia con o á el em azê-lo. A espos a da pa e da égie oi de insis ência49. Assim, a a is a acabou po cede e g a a , mas não es a a à on ade e consequen emen e es e echo da pe o mance não sob e i eu à ase seguin e da p odução, não es ando na e são inal da música. (…) c ea ing a posi i e en i onmen /expe ience is de ini ely impo an . This may be mo e no iceable wi h ocalis s, because hei ins umen is hei own oice, which hey can eel unsecu e abou . (G egoi e Yeche, 2016. Anexo 2. p.80) É usual em p oduções de es údio, especialmen e de géne os pop, que um p odu o di ija o a is a e aça solici ações di e sas du an e a g a ação p ocu ando a ingi a sua ideia musical ou sono a pa a es a ou aquela canção. No en an o, como imos an e io men e, discussões sob e o que se deseja em e mos de ealização sono a podem en a num e eno ex emamen e subje i o e o luxo da comunicação pode pe de -se. Quando o luxo da comunicação é ompido podem ha e insa is ação, insegu ança, e c. Em e mos p á icos es e ipo de si uação aca e a uma pe da de p odu i idade, ou seja, gas a-se mais empo pa a execu a uma a e a, a mesma é ealizada de o ma insa is a ó ia, ou despende-se a ene gia dos que es ão en ol idos no p ocesso de g a ação em discussões, que, como imos an e io men e, endem a caminha pa a e mos agos. É p eciso, po an o, ees abelece o luxo da comunicação an es de segui com as solici ações. Como imos no início des e capí ulo, as e e ências ex e nas (músicas ou a is as po exemplo) podem auxilia nes e aspe o, nes a en a i a de se aze comp eende e de encon a um e eno comum onde se possa caminha . Uma ez que a comunicação é ees abelecida, de e-se busca comp eende e espei a os limi es do a is a. Po mais que um p odu o ache que al a is a é capaz de execu a uma unção, o ça uma omada de a i ude que con a ia a au oimagem do a is a é uma a i ude ag essi a que pode esul a an o numa má in e p e ação como no desgas e psicológico do mesmo. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 49 Lemb o-me que nes e momen o o Miguel não es a a só na égie e a p esença de ou as pessoas na sessão de g a ação in luencia as elações in e -pessoais no es údio. 61 (…) e e y a is is di e en , e e y si ua ion is di e en and you ha e o mee each issue wi h you expe ience. Then le he si ua ion dic a e he di ec ion. (Da id Thoene , 2016. Anexo 2. p.77) Como imos, na CNV exis em ou as o mas de se exp essa em solici ações ou pedidos sem apela pa a exigências, julgamen os ou culpa (no caso do a is a se sen i compelido a aze algo mesmo que es eja descon o á el po que sen e que em “ob igação” ou “de e”). No caso da Kya a, um exemplo de pos u a que es á de aco do com a CNV se ia, no luga de en a o ça uma pe o mance quando a a is a se mos ou descon o á el, esponde as expec a i as da a is a. Face a a i mação da mesma de que a p opos a es a a “ o a de seu es ilo” pode ia po exemplo, se solici a : “Você gos a ia en ão de me p opo algo que es eja de aco do com seu es ilo?”. Des a o ma es a íamos a espei a a au oimagem do a is a e é possí el, que, con o me a sessão a ançasse e a a is a se sen isse mais segu a, ela se o nasse a é mesmo dispos a a en a algo o a “de seu es ilo” pois se sen i ia menos p essionada. Assim, p esenciamos an o no es ágio, nos ques ioná ios (Anexo 2) quan o na bibliog a ia elacionada ao es údio de g a ação, que alguns p o issionais, ins in i amen e ou po o ça da expe iência, ado am uma pos u a análoga às eo ias que imos no p esen e capí ulo (IV). Em con apa ida, ao passo que não há necessa iamen e uma consciência das possibilidades e da na u eza das elações in e pessoais, po ezes, a pos u a ado ada é con á ia a esses p incípios. A consciência do uncionamen o da Escu a A i a e da Comunicação não Violen a pelo seu ca ác e p á ico e aplicá el, pa ece assim, uma e amen a ex emamen e ú il pa a se es abelece inicialmen e o bom luxo da comunicação, mas ambém pa a se ees u u a o mesmo quando ele se pe de. 62 63 CONCLUSÃO ! O p esen e ela ó io abo dou as a i idades desen ol idas num es údio de g a ação du an e um pe íodo de ês meses. As desc ições das a i idades e ec uadas con idas nesse ela ó io são acompanhadas de b e es e lexões sob e a impo ância das mesmas e ques ões que se pude am le an a . Vimos que exigindo ao mesmo empo conhecimen os écnicos, desen ol imen o da sensibilidade ao uni e so sono o e uma comp eensão das dimensões psicológicas das ocas in e pessoais, as escu as em es údio são um uni e so amplo a se explo a . Cla amen e exis em aspe os écnicos di e si icados que en ol em o abalho e unções desempenhadas num es údio50 de g a ação. O ac o de eu já e uma ce a i ência51 na á ea me possibili ou ap o ei a plenamen e a expe iência do es ágio, seja na aquisição de no os conhecimen os e mé odos de abalho, seja nos con ac os e elações de abalho desen ol idos. No dia a dia do es údio ui con on ado an o com ques ões ela i as à o ganização do ambien e de abalho e ao luxo do sinal como com a u ilização de equipamen os e as possibilidades de manipulação do som. Pa a manipula o som seguindo os s anda ds p o issionais de áudio é necessá io um as o conhecimen o e capaci ação écnica. Cada escolha de equipamen o ou ação a se omada de e se conscien e e, po an o, é necessá io conhece as e amen as p o undamen e. Nes e aspec o o es ágio me oi mui o posi i o, po que me p opo cionou o con ac o di e o com di e sos equipamen os analógicos52. Após conhece essas e amen as é possí el e uma noção mais cla a de quais equipamen os escolhe pa a de e minada a e a ou po exemplo, quais emulações digi ais ep oduzem sa is a o iamen e as ca ac e ís icas sono as do equipamen o analógico, uma ez que os plugins são e amen as mais acessí eis. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 50 Na conclusão usa emos o e mo « es údio » pa a ep esen a di e en es si uações de g a ação pa a simpli ica o ex o, po an o, não nos e e imos necessa iamen e, a um es údio de g a ação p o issional. 51 T abalhos com o áudio (g a ação e mis u a), sendo o mado em No as Tecnologias do Som pela Uni e sidade de Toulon – F ança e iz es ágios em es údios de g a ação e no PE Jazz Club do Soho, um impo an e clube de Jazz da capi al Lond ina. 52 Anexo1, p. 71. 64 Apesa do conhecimen o écnico se undamen al pa a o abalho em es údio e de se uma á ea as a e p a icamen e inesgo á el, escolhi nes e ela ó io p incipalmen e abo da e e le i sob e a dimensão humana des a p o issão. Cons a ei an o no diálogo com p o issionais, na bibliog a ia ou na minha expe iência pessoal que es a é uma a iá el menos abo dada em li os e guias, mas de impo ância c í ica pa a o abalho de egis o/g a ação de música/áudio no es údio de g a ação. No Anexo 2 (p.75) des e abalho, encon a emos es emunhos de p o issionais quali icados que a es am a impo ância que a comunicação ep esen a no ambien e de es údio. Alguns de endem que se capaz de exe ce uma boa comunicação com o pe o me é ão ou mais impo an e que os aspe os écnicos na g a ação de uma pe o mance. É necessá io que o ma e ial de base, o con eúdo g a ado, possua consis ência em e mos de in e p e ação. No as musicais podem se a inadas, equências manipuladas, dinâmicas al e adas, mas a in e p e ação é algo que nos dias de hoje, ainda não pode se ec iada a i icialmen e. A pe o mance es á di e amen e ligada a como o pe o me se sen e no momen o que a desen ol e. Num ambien e que o desag ada é na u al que a pe o mance seja comp ome ida. I he pe ome is no com o able in some way hen he/she won' be able o pe o m as good as hey could. I you wan ake ou o he pe o me s hei 100% hen you should lis en wha hey ha e o say and gi e hem wha hey need, wi h limi s o cou se. (Salomé Limon, 2016. Anexo 2. p.83) Assim, mui os p o issionais a ibuem uma boa luência da sessão de g a ação à capacidade de comunicação que es abelecem com os a is as e à impo ância dos mesmos se sen i em abe os e disponí eis pa a se exp essa . O a, esses p o issionais não es ão a de ende a ideia de que o conhecimen o écnico especi ico é desnecessá io nes e abalho. O que eles a es am é que a dimensão humana nas ocas in e pessoais é de e minan e nes a si uação p o issional e que não bas a apenas possui conhecimen os e habilidades écnicos. I hink he e a e ce ain basic hings ha occu in ha li le mic ocosm called a s udio which a lo o guys don’ ecognize. You’ e ge ing in o some basic human sensibili ies ha may no be appa en as you look a i . (…) I seems like he job is eally 10 pe cen echnical. The es o i ’s how you wo k wi h people and help hem ge wha hey wan . (Owsinski, 1999.p.185) Des a o ma, o aspec o écnico des e abalho de e exis i , mas não se á necessa iamen e o único oco de a enção numa sessão de g a ação. Um exemplo de uma si uação em que 71 ANEXO 1 - PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO ESTÚDIO DURANTE O PERÍODO DE ESTÁGIO. Ra en – É uma in e ace de mis u a. Um ec ã ác il que pe mi e o con ole simul âneo de múl iplos ade s e dispõe de uma sé ie de a alhos e mac os que acili am a edição e mis u a de som, além de se em pe sonalizá eis pa a cump i unções especi icas desejadas. ! ! LA-610 MkII Classic Tube Reco ding Channel Combinação de p éampli icado a ál ula de es ilo in age com comp esso LA2. ! Ne e 1073 p e/eq BAE - Rec iação iel do p éampli icado e equalizado in age da Ne e. !! 6176 Vin age Channel S ip - O 6176 Vin age Channel S ip combina o som de ál ulas do p éampli icado 610 concebido po Bill Pu nam- com o comp esso FET do 1176LN. ! Chandle Limi ed - TG1 Limi e - Rec iação do limi ado dos es údios Abbey Road, em dis o ção ha mónica e imb e ca ac e ís ico. ! Mp esso - Comp esso c ia i o que o e ece unções especiais p opo cionando colo ação e possibilidades ex emas de p ocessamen o. !!!!! Dis esso - Comp esso . ! ! Ve igo VSC2 - Comp esso disc e o mui o u ilizado no canal mas e po sua capacidade de unciona como uma “cola” auxiliando na c iação de um ca ac e homogéneo aos di e sos ins umen os. ! Manley Va iable MU- Comp esso que ambém unciona bem como cola, possui imb e ca ac e ís ico e disc e o. ! UA 2-1176- e são es é eo do comp esso 1176. ! 72 UA 2 LA2 -Baseado no comp esso LA2 po em em e são es é eo. ! ! Ne e 33609 - Comp esso e limi ado . O som do Ne e é conhecido especialmen e pela o ma que esponde as equências g a es. ! ! Nail – Comp esso es é eo que pe mi e comp essões sub is ou se e as. Também pe mi e con igu ações di e en es pa a o canal di ei o e esque do aumen ando a imagem es é eo. ! A-Range – P éampli icado e equalizado . ! ! The Pulle EQ – Equalizado passi e com oco especial em equências médias.! ! EQ1 - Equalizado pa amé ico. ! ! Manley passi e EQ - Equalizado passi o que pe mi e molda sons de o ma disc e a po em p esen e. ! ! Ve igo Sound VSM-3 Mix Sa elli e – Fe amen a c ia i a de mis u a e mas e ização. Pe mi e p ocessamen o em pa alelo de auxilia es e manipulação de ha mónicos. ! Aphex au al exci e - Dois canais independen es de a inação, ha mónicos e con oles de mis u a pe mi indo o abalho em equências especí icas como num equalizado , po em sem aumen a o ganho de saída.! ! She man Fil e bank - Fil o analógico e unidade de dis o ção com uma g ande espos a de equência e compo amen o de dis o ção po ál ulas. ! PCM70 - O Lexicon PCM 70 o e ece mais de 40 p og amas de e ei os e e e be ações.! ! Lexicon 480L Digi al E ec s Sys em - O Lexicon 480L é uma e e be ação e p ocessado de e ei os e é u ilizado em di e sas p oduções e es údios de g a ação. ! 73 Ensonic DP/4 - Baseado no concei o de p ocessamen o pa alelo o DP/4 dispoe de 4 p ocessado es cada um capaz de p oduzi e ei os es é eo e dinâmicos de 24 bi s. Cada e ei o em seu se de pa âme os a se em p og amados pa a con ole o al do som. ! O Kempe P o ile é uma solução pa a gui a as e baixos eléc icos. P ocessado de e ei os e p eampli icado . Pe mi e a emulação de di e sos ampli icado es e c iação de sons. ! ! ! ! Nice ize - The Nice ize 16 mk2 é um summing mixe que pe mi e adiciona o som em ambien e analógico passando-o pelos ansís o es do mesmo. ! Shadow Hills Indus ies The Equinox - Dois canais de p éampli icado es com ci cui o que emula equipamen os dos ab ican es API, Ne e ou SSL, o summing mixe de 30 canais e con ole de moni o ação de qualidade pa a mas e ização.! ! Emagic Uni o -8– In e ace MIDI. ! ! Focus i e Redne – Sis ema de p éampli icado es e Con e so AD-DA. ! ! Eclipse 384 - Con e so analógico digi al de g ande qualidade. Pe mi e o con olo de pa âme os digi almen e pelo compu ado . ! ! An elope ubidium a omic clock – Relógio sinc onizado de ecnologia a ómica. ! ! ! ! 74 ! ! 75 ANEXO 2 – QUESTIONÁRIOS - THE "HUMAN SIDE" OF RECORDING - COMMUNICATION AND PERFORMANCE IN THE RECORDING PROCESS. Nes e anexo encon amos as espos as ao ques ioná io p opos o a alguns p o issionais do áudio sob e a impo ância da comunicação no ambien e do es údio de g a ação. Ac edi o que as espos as ep esen am bem essa classe p o issional uma ez que os en e is ados são p o issionais al amen e quali icados e cons a amos uma signi ica i a coe ência en e as espos as. Alguns dos en e is ados não esponde am odas as ques ões e pa a as en e is as oi u ilizada a e amen a de Fo mulá ios Google - . Onde as epos as não podem se pos e io men e edi adas. Name: Te y B own Occupa ion: Music P oduce Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.) RUSH - CUTTING CREW - TILES - BLURRED VISION (see discog aphy ) I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea and communica e wi h he pe o me "B%" A 20% - B 80% Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion whe e his beha io was employed ? Yes his is ue - a lo depends on he empe amen , pe sonali y o he a is . Singe s gene ally need a lo o encou agemen o achie e hei goals and ocals can be a long d awn ou a ai , depending on hei expe ience and inne con idence. In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)? This depends, again, on he pe sonali y o he pe o me . Some h i e on he ension o wo king in a big ci y/s udio en i onmen whe eas ano he indi idual would ha e o be in a u al, peace ul se ing o deli e hei ull po en ial. Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing 76 wi h di e en a is s? Some imes, bu emembe e e yone is di e en and has o be ea di e en ly. Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ? One has o ha e a le el o echnical abili y such ha i does no in ude in he c ea i e p ocess - ge ing good sounds, headphone mixes and being able o eco d when he a is is eady. You don' wan o hold up p oceedings and miss he pe ec ime o cap u e a pe o mance. Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing he eco ding sessions? Why? Absolu ely, he e is a chunk o ime ha you ge o know each o he be o e s epping in o he ing and duking i ou while paying o s udio ime. Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and ha ing a speci ic p ocedu e o each a is . oo many a iables Name: Da id Thoene Occupa ion: Reco ding Enginee , Mixe , p oduce Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.) AC/DC "Fo Those Abou To Rock" San ana "Smoo h" Ae osmi h "Don' Wanna Miss A Thing" Ma chbox 20, John Mellencamp, John Wai e, Vin age T ouble Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec he eco ding (p oduc ion) in a bad way? When I wo k on Japanese p ojec s, I ind i di icul o exp ess my exac ideas e en hough I ha e an in e p e e . Some imes he meaning o wha you' e ying o exp ess is no exac ly con eyed. I has ne e a ec ed he eco ding o mixing in a bad way, i 's jus us a ing o no exp ess exac ly wha I wan o con ey. Los in ansla ion is he us a ion. Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al du ing he session? The e ha e been imes when he a is was ei he p eoccupied wi h hings in hei li es ha we e in he way o concen a ion o ha ing a di icul day. An enginee /p oduce can help di ec he session and clea he pa h o a posi i e ou come. I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h 77 he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea and communica e wi h he pe o me "B%" Technical 20% because he a is hi es an enginee who is mo e echnical han hey a e many imes. I allows hem o concen a e on he s uc u e and a angemen o he song. Communica ing 80%. Communica ion wi h he enginee is impo an so he enginee knows wha he a is and p oduce a e looking o sonically. Then deli e ha quickly and accu a ely. Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion whe e his beha io was employed? Yes, many imes he a is o p oduce will desc ibe wha hey wan in e ms ha a e a li le ague, like, can you make i mo e "blue" o I wan i o sound "sad". The enginee has o ake hose desc ip ions and u n hem in o sonic eali ies. Some imes he a is is ha ing ouble wi h issues in hei li e ha a e p e en ing hem om deli e ing he song he way i needs o be con eyed, in ha case he enginee o p oduce can ake he a is aside and alk o hem, ind ou wha he issue is and y o help hem esol e i so he session can mo e o wa d. Music is an emo ional exp ession. All he musicians wo k as a uni o ge he bes pe o mance o a song. In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)? Many a is a e e y exp essi e in wha e e language hey sing. I wo k wi h many a is s ha speak a language I don' o ally unde s and. I will discuss he idea behind he song and wha he meaning is o hem. I hey don' speak English he e is usually an in e p e e , manage o o he band membe ha does speak English and I can communica e h ough hem. I ha e ne e ound a p oblem once ha connec ion is made. Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing wi h di e en a is s? No, e e y a is is di e en , e e y si ua ion is di e en and you ha e o mee each issue wi h you expe ience. Then le he si ua ion dic a e he di ec ion. Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ? T ying o keep up wi h a e y as pace. Some echnical issues a e ime consuming. Some imes a is don' wan o wai o echnical p oblems o be esol ed, bu hey ha e o. 78 I 's how you communica e he p oblems and y o ge hem o concen a e on some hing hey can con ol o ge he esul s you a e hoping o . Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing he eco ding sessions? Why? Yes. I an enginee can be pa o p e-p oduc ion ha 's e y help ul o connec wi h he song. Then when he band is in he s udio you no hea ing he song o he i s ime. Some imes you can ha e ideas ha ge he band exci ed abou he sounds you a e ge ing. Tha can inspi e hem deli e a be e pe o mance. Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and ha ing a speci ic p ocedu e o each a is . My gene al p ocedu e is o go ou in he oom, lis en o he sound o each ins umen and use di e en mic ophones, equalize s and comp esso s o cap u e he sound in he con ol oom like i is ou in he s udio and hen make i e en be e . Make i come ali e. When he band comes in o lis en you wan hem o be blown away wi h how g ea i sounds, which as I said ea lie , can inspi e he pe o mance. Some hing else o say? Reco ding, mixing and p oduc ion is an a . The e is no one-way o do any hing. You ha e o app oach e e y si ua ion wi h expe ience and b ing you ideas and c ea i i y o he s udio wi h you e e y day. Always eady o c ea e some magic. Name: Ryan F eeland Occupa ion: Audio Enginee Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.) Bonnie Rai , Wynona Judd, Ray LaMon agne, Aimee Mann, Joe Hen y, Billy B agg, Allen Toussain Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec he eco ding (p oduc ion) in a bad way? Yes Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al du ing he session? Yes I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding 79 how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea and communica e wi h he pe o me "B%" 50/50 Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion whe e his beha io was employed? Yes, people second-guess hemsel es. You need o keep hem ocused and con iden on he choices ha a e being made. In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)? Some people ha e di e en nomencla u e. Someone may say hey wan some hing wa m and in age bu wha hey mean is some hing di e en . Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing wi h di e en a is s? Su e Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ? Keeping ully ocused on bo h hings simul aneously. Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing he eco ding sessions? Why? No eally. Tha mo e impo an o he p oduce , no so much he enginee . The enginee can usually ge up o speed on day 1 o acking. Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and ha ing a special p ocedu e o each a is . Be hones bu mos ly lis en o wha he a is wan s. I 's hei album, no you s. Name: G egoi e Yeche Occupa ion : Reco ding Enginee / Audiologis Can you emembe a si ua ion whe e he absence o bad communica ion did a ec he eco ding (p oduc ion) in a bad way? Yes Can you emembe a si ua ion whe e hea ing he pe son and he way you did communica e o he a is /pe o me did sa e he eco ding session o we e i al du ing he session? 80 Yes Some c edi s (Albums, a is s ha you did wo k wi h, e c.) Local Chicago bands: Pink F os , Rada Eyes, Blizza d Babies, Bionic Ca emen, Unmanned Ship, and many o he unknown bands like hem. I you had o e e a pe cen age o he impo ance o hea ing/communica ing wi h he pe o me du ing he eco ding p ocess and he echnical aspec s o eco ding how much would i be? Technical aspec s o eco ding "A%" Being able o hea and communica e wi h he pe o me "B%" Technical aspec s: 80%, Communica ion wi h pe o me : 70% Some eco ding and p oducing p o essionals say ha he enginee has o ac like a kind o psychologis some imes...Do you ag ee? I so, can you emembe a si ua ion whe e his beha io was employed? I don' eally ag ee, bu c ea ing a posi i e en i onmen /expe ience is de ini ely impo an . This may be mo e no iceable wi h ocalis s, because hei ins umen is hei own oice, which hey can eel unsecu e abou . In wha measu e he “easy going” o a eco ding session is a ached o being able o hea he pe o me (hea he meaning behind he wo ds and ac ions)? Because communica ion b eakdowns and misunde s anding can be e y us a ing on bo h ends, and can c ea e a nega i e eeling. When ha happens se e al imes in a sho amoun o ime, i 's usually be e o mo e on o ake a b eak. Do you ind you sel epea ing ac ion and communica ion pa e ns when dealing wi h di e en a is s? Yes. Using simple ocabula y and consis en ly saying he same sen ences like "you' e olling" makes he sessions mo e e icien . Wha i is he bigges challenge when you’ e mul i asking be ween he echnical aspec s o eco ding and dealing wi h he a is ? Time managemen . Does being p esen o pa o he p e p oduc ion help he communica ion du ing he eco ding sessions? Why? Yes, bu ha a ely happens in my case. I helps because you a e amilia wi h he name and s uc u e o he songs, as well as he po en ial issues wi h pe o ming hose songs. Some wo ds abou ha ing a gene al p ocedu e dealing wi h a is s/pe o me s and ha ing a speci ic p ocedu e o each a is . Unless you know he pe o me pe sonally, i is p obably mo e e icien o use a gene al 87