Ha monização da e minologia nos documen os
p oduzidos no Gabine e de In e câmbio do Minis é io da
Cul u a de Angola
Sé gio Tomás Segunda
Disse ação de Mes ado em Te minologia e Ges ão de
In o mação de Especialidade
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
Junho, 2017
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Te minologia e Ges ão de In o mação de
Especialidade, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ma ia Ru e
Vilhena Cos a.
IV
DEDICATÓRIA
«À memó ia de meu que ido pai,
An ónio Capi ango Segunda».
V
AGRADECIMENTOS
Os meus ag adecimen os ão p imei amen e a Deus, pelo dom da ida.
À minha amília, pelo apoio incondicional, especialmen e à minha esposa
Vic ó ia Fe nando e aos meus ilhos Wandy Lau a, Lau a Wandy e S énio Segunda.
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ru e Cos a, po me e inse ido no
mundo da e minologia, com o seu p o undo sabe , igo e paciência.
Ao P o esso Dou o Ch is ophe Roche, à Dou o a Raquel Sil a e especialmen e
à P o esso a Dou o a Te esa Lino, pela amabilidade e disponibilidade com que me
ansmi i am os seus ensinamen os ao longo de oda a o mação.
Ao Minis é io da Cul u a em ge al e, ao Gabine e de In e câmbio em pa icula ,
pelo apoio ins i ucional que me oi concedido du an e o p ocesso de o mação.
Ao Minis é io do Ensino Supe io , em pa icula ao Ins i u o Nacional de Ges ão
de Bolsas de Es udo e ao Sec o de Es udan es da Embaixada de Angola em Lisboa,
pelo apoio em odo o p ocesso de concepção e ges ão da bolsa de es udo.
Ao Minis é io da Educação, em especial à D ª. Paula Hen iques, po me e
dado a opo unidade de aze pa e do g upo de o mandos em Te minologia.
Aos meus inesquecí eis colegas de o mação, pela amizade e solida iedade
desen ol ida an es e du an e a o mação.
A odos quan o di ec a ou indi ec amen e con ibuí am pa a que es e sonho se
o nasse uma ealidade.
VI
HARMONIZAÇÃO DA TERMINOLOGIA NOS DOCUMENTOS PRODUZIDOS NO
GABINETE DE INTERCÂMBIO DO MINISTÉRIO DA CULTURA DE ANGOLA
SÉRGIO TOMÁS SEGUNDA
RESUMO
A p esen e disse ação em como ema a ha monização da e minologia nos
documen os p oduzidos no Gabine e de In e câmbio do Minis é io da Cul u a de
Angola.
É pon o assen e que a e minologia, na sua dimensão concep ual e linguís ica,
cons i ui um elemen o indispensá el pa a a o ganização e ep esen ação do
conhecimen o. Mas nem semp e a e minologia em uso pelos especialis as da á ea de
conhecimen o sa is az a necessidade de comunicação, pelo que, o nosso es udo isa
p opo a o ganização da e minologia em uso nos documen os p oduzidos pelos
especialis as do Gabine e de In e câmbio do Minis é io da Cul u a de Angola.
Pa a conc e iza mos es e p opósi o, i emos como pon o de pa ida uma
abo dagem com base num co pus ex ual monolingue, compos o po ex os e e en es
às elações de coope ação cul u al es abelecidas en e o Es ado angolano e ou os
es ados, pa a ins de iden i icação e ex acção de unidades e minológicas que
designam os di e sos concei os da á ea de especialidade em es udo. A pa i do
co pus, analisámos e iden i icámos si uações de a iação e minológica deco en es de
ac o es de na u eza ex a-linguís ica pa a o de ido a amen o de dados. Pa a
assegu a a es abilidade dos e mos e p opo ciona melho o ganização e
sis ema ização da e minologia em uso no Gabine e de In e câmbio p opusemos um
modelo de base de dados e minológicos, des inado aos écnicos do e e ido gabine e.
Pala as-cha e: Te minologia; Va iação e minológica; Ha monização e minológica.
VII
HARMONISATION OF THE TERMINOLOGY USED IN DOCUMENTS PRODUCED BY THE
EXCHANGE OFFICE OF THE MINISTRY OF CULTURE OF ANGOLA
SÉRGIO TOMÁS SEGUNDA
ABSTRACT
The opic o his disse a ion is he ha monisa ion o he e minology used in
documen s p oduced by he Exchange O ice o he Minis y o Cul u e o Angola.
I is unde s ood ha e minology, in i s concep ual and linguis ic dimensions, is
essen ial o he o ganisa ion and ep esen a ion o knowledge. Howe e , he
e minology used by he expe s in a speci ic ield o s udies does no always mee
communica ion needs. The e o e, ou s udy aims o sugges he o ganisa ion o he
e minology used in he documen s p oduced by he expe s ha wo k o he
Exchange O ice o he Minis y o Cul u e o Angola.
In o de o implemen his p ojec , we employed an app oach based on a
monolingual co pus composed o ex s p oduced wi hin he scope o cul u al
coope a ion be ween Angola and o he s a es o he pu pose o iden i ying and
ex ac ing he e minological uni s ha designa e he di e en concep s used in his
ield. Wo king wi h he co pus, we ha e analysed and iden i ied ins ances o
e minological change ha a ise om ex a-linguis ic ac o s, and used ha
in o ma ion o p ocess ou da a. To ensu e he s abili y o he e ms and o e a be e
o ganisa ion and sys ema isa ion o he e minology used a he Exchange O ice, we
sugges a da abase model a ge ed a he echnicians ha wo k o ha O ice.
Keywo ds: Te minology, Te minological change, Te minological ha monisa ion.
VIII
ÍNDICE
INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………………..
1
I – CONTEXTUALIZAÇÃO…………………………………………………………………………………..
4
1.1. As Relações In e nacionais………………………………………………………………………
4
1.1.1. Relações de Coope ação Cul u al……………………………………………………………
5
1.2. Minis é io da Cul u a de Angola………………………………………………………………
7
1.2.1. An eceden es his ó icos………………………………………………………………………….
7
1.2.2. Polí ica Cul u al de Angola………………………………………………………………………
8
1.2.3. A ibuições e es u u a o gânica do Minis é io da Cul u a………………………
10
1.2.4. O Gabine e de In e câmbio…………………………………………………………………….
12
II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO…………………………………………………………………….
13
2.1. Ha monização em e minologia………………………………………………………………
13
2.2. Ha monização s No malização………………………………………………………………
14
2.2.1. No malização………………………………………………………………………………………….
15
2.2.2. Ha monização…………………………………………………………………………………………
16
2.3. Impo ância da ha monização da e minologia no con ex o da
Adminis ação Pública……………………………………………………………………………..
18
III – CONSTITUIÇÃO DE CORPUS……………………………………………………………………….
21
3.1. O Co pus…………………………………………………………………………………………………
21
3.2. C i é ios de cons i uição do co pus…………………………………………………………
22
3.3. E apas de cons i uição de co pus……………………………………………………………
23
3.3.1. Recolha e selecção de ex os………………………………………………………………….
23
3.3.2. Composição do co pus……………………………………………………………………………
26
3.4. Fe amen as pa a o a amen o semi-au omá ico dos ex os…………………
26
IX
3.5. T a amen o semi-au omá ico dos ex os…………………………………………………
27
3.5.1. F equências……………………………………………………………………………………………
27
IV – ESTUDO DA VARIAÇÃO EM TERMINOLOGIA PARA FINS DE
HARMONIZAÇÃO………………………………………………………………………………….
31
4.1. Ca ac e ização da a iação em e minologia…………………………………………
31
4.1.1. Classi icação e desc ição da a iação e minológica………………………………
33
4.1.2. Iden i icação e análise dos casos de a iação e minológica………………….
35
4.2. P opos a de um modelo de base de dados e minológicos………………………
45
4.2.1. C iação da base de dados……………………………………………………………………….
45
4.2.2. De inição do público-al o…………………………………………………………………………
46
4.2.3. Desc ição da es u u a in e na da base de dados……………………………………
46
4.2.4. Regis o das ichas e minológicas……………………………………………………………
48
CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………………………
51
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………………………………………………
53
7
angolano, em con o midade com o Dec e o nº34/92 de 17 de Julho e com os p incípios
da Con enção de Viena sob e as Relações Diplomá icas, de 18 de Ab il de 1961.
Apesa de os se iços cul u ais e de os adidos cul u ais depende em
adminis a i amen e do Minis é io das Relações Ex e io es, me odologicamen e es es
ó gãos e agen es cul u ais dependem do Minis é io da Cul u a.
1.2. Minis é io da Cul u a de Angola
1.2.1. An eceden es his ó icos
Desde 11 de No emb o de 1975, da a que ma ca a p oclamação da
independência nacional de Angola, as ques ões de âmbi o cul u al o am sendo
a adas po di e en es o ganismos do Es ado.
O p ocesso de ges ão des as ques ões e e início em 1975, com a c iação da
Sec e a ia de Es ado da Cul u a (Lei n.º 1/75, de 12 de No emb o), cujo objec i o
isa a a de inição de polí icas de esga es dos alo es cul u ais do po o angolano, de
o ma a ga an i a sua iden idade cul u al, a p ese ação e a alo ização do pa imónio
his ó ico-cul u al, bem como o desen ol imen o da c iação a ís ica e cul u al do país.
Es e pe íodo icou ma cado com a ins i uição do 8 de Janei o como o dia da
Cul u a Nacional (Dec e o n.º 21/86, de 01 de No emb o).
Em 1993, com a ealização das p imei as eleições ge ais e a ins au ação da
democ acia mul ipa idá ia, oi ex in a a Sec e a ia de Es ado da Cul u a e c iado o
Minis é io da Cul u a (Dec e o n.º 36/93, de 10 de Dezemb o). Es a ins i uição
ap esen a a-se mais ajus ada à ac ual ealidade socioeconómica e cul u al do país e,
às es a égias e p og amas enden es ao desen ol imen o da cul u a nacional.
Em 1999, deu-se a usão en e o Minis é io da Cul u a e o Minis é io da
Educação, passando a se designado po Minis é io da Educação e Cul u a (Dec e o-Lei
n.º 6/99, de 9 de Junho). Obse ou-se, nes e pe íodo, uma a iculação das polí icas
8
educa i as e cul u ais, em i ude de se conside a que g ande pa e dos p oblemas
cul u ais e a de aiz educa i a e ice- e sa.
Em 2002, deu-se a desin eg ação do Minis é io da Cul u a, o nando-se um
minis é io independen e do Minis é io da Educação (Dec e o-Lei n.º 16/02, de 9 de
Dezemb o). Es e o ma o, que igu a de 2002 à ac ualidade, oi impulsionado de ido
ao p ocesso de es abilidade polí ica e mili a do país que culminou com os aco dos de
Paz assinados em 2002.
1.2.2. Polí ica Cul u al de Angola
Angola é um país cons i uído po á ios g upos e comunidades é nicas. Cada
g upo ap esen a um conjun o de aços dis in os e di e si icados, com base nos seus
usos e cos umes, c enças, línguas, eligião, que ep esen am o mosaico da cul u a de
Angola.
Segundo Ma ins, a cul u a é o «conjun o coe en e e coo denado de sis emas
de alo es, c enças, ep esen ações, eg as de compo amen o, e écnicas ma e iais e
in elec uais ca ac e ís icas de uma sociedade ou de um g upo social» (Ma ins,
1995:170).
Nes a con o midade, a cul u a angolana exp ime-se nos seus alo es ima e iais
e ma e iais. Es es alo es são ep esen ados pelos seus ecu sos na u ais, c enças,
i uais, mani es ações a ís icas, eligiosas, ansmi idas de ge ação em ge ação.
Toda ia, Angola como país a icano e memb o de di e en es o ganizações de
ca ác e egional, con inen al e in e nacional, es á sujei o ao p ocesso de
mundialização que ans o mam o mundo numa aldeia global. As elações e
in e acções que Angola es abelece com ou os sujei os do Di ei o In e nacional azem
consigo elemen os no os que acabam en iquecendo ou en aquecendo os seus alo es
cul u ais.
9
Des e modo, o na-se necessá io da pa e dos ac o es polí icos angolanos, a
p odução de medidas conducen es à p ese ação, p omoção e ao desen ol imen o da
cul u a nacional, que no domínio in e no, que ex e no. Pelo que es as medidas
passam pela c iação de uma polí ica cul u al de Angola.
Rela i amen e a es a polí ica, es udos p elimina es e ec uados pela UNESCO
a i mam:
[…] ‘cul u al policy’ should be aken o mean he sum o al o he conscious and
delibe a e usages, ac ion o lack o ac ion in a socie y, aimed a mee ing ce ain
cul u al needs h ough he op imum u iliza ion o all he physical and human
esou ces a ailable o ha socie y a a gi en ime (UNESCO, 1969:10).
En endemos que a polí ica cul u al cons i ui ac o impo an e pa a o
c escimen o e o desen ol imen o da Cul u a que no con ex o in e no, que no
ex e no.
Impo a e e i que a polí ica cul u al de Angola
2
assen a em qua o p incípios
undamen ais, designadamen e: i) P ese ação da di e sidade cul u al; ii) Igualdade no
a amen o das di e sas cul u as a p ese a ; iii) Reconhecimen o de pe enças das
di e sas cul u as a uma comunidade comum e a um des ino comum, o da Nação
Angolana; i ) Unidade nacional.
É com base nes es p incípios que Angola isa alcança os seus objec i os em
ma é ia de in e esse nacional que se esumem, undamen almen e, na p omoção e
p o ecção da iden idade cul u al, endo em con a a di e sidade e a unidade nacional.
2
Minis é io da Cul u a – Polí ica Cul u al de Angola. Luanda: MINCULT, 2007, pp. 3-11.
10
1.2.3. A ibuições e es u u a o gânica do Minis é io da Cul u a
O Minis é io da Cul u a, ab e iadamen e designado po MINCULT, é um ó gão
auxilia do i ula do pode execu i o, a quem compe e o mula e execu a a polí ica
cul u al de Angola.
Os ó gãos auxilia es do i ula do pode execu i o são depa amen os
minis e iais, aos quais co espondem á eas especí icas de ac i idade, de aco do com
os pode es delegados
3
.
Pa a alcança os ins con e idos po lei (Dec e o P esidencial n.º 268/14, de 22
de Se emb o de 2014), o Minis é io da Cul u a - MINCULT se e-se de um conjun o de
a ibuições, endo como ealce «a ges ão e coo denação das á eas do pa imónio
cul u al, da c iação a ís ica, da acção cul u al, das línguas nacionais de Angola, dos
di ei os de au o e conexos, dos a qui os, das biblio ecas, do enómeno eligioso, bem
como da in es igação cien í ica no domínio da cul u a e a p omoção da coope ação
cul u al in e nacional».
No quad o da no a o gânica ap o ada po Dec e o P esidencial nº. 211, de 27
de Se emb o, o MINCULT comp eende á ios ó gãos e se iços, que pe mi em a
p ossecução das suas a ibuições.
De en e os ó gãos e se iços emos a des aca : o ó gão de di ecção, che iado
pelo Minis o da Cul u a que, no exe cício das suas compe ências, é coadju ado pelo
Sec e á io de Es ado a quem delega pa e das unções que lhe são a ibuídas; ó gão de
apoio consul i o enca egue de es uda , analisa e elabo a p opos as e
ecomendações sob e a polí ica do execu i o pa a o domínio da cul u a; se iços de
apoio écnico e execu i o di ec o, aqueles que êm a seu ca go a execução das
a ibuições especí icas do minis é io; ó gãos supe in endidos ou u elados, en idades
au ónomas que exe cem unções adminis a i as sob a supe in endência do
Minis é io.
3
Sousa, An ónio F. (2014) – Manual de Di ei o Adminis a i o Angolano. Po o: Vida Económica, pp. 225;
11
Impo a e e i que os ó gãos e se iços cen ais do Minis é io da Cul u a
egem-se pelos espec i os egulamen os, que são ap o ados po dec e o execu i o
do Minis o da Cul u a.
A segui ap esen amos o o ganig ama ex aído do Es a u o O gânico do
Minis é io da Cul u a, ap o ado po Dec e o P esidencial n.º 268/14, de 22 de
Se emb o:
Figu a 1 – Es u u a o gânica do MINCULT
12
1.2.4. O Gabine e de In e câmbio
De ido ao g ande núme o de ó gãos e se iços que in eg am a o gânica do
Minis é io da Cul u a de Angola, decidimos limi a o nosso âmbi o de es udo à á ea do
Gabine e de In e câmbio.
De aco do com o Dec e o Execu i o n.º 34/05, de 4 de Ma ço, o Gabine e de
In e câmbio ab e iadamen e designado po GI, «é o ó gão minis e ial enca egue de
assegu a e acompanha odos os con ac os necessá ios ao es abelecimen o de
elações en e o Minis é io e os o ganismos congéne es de ou os países e as
o ganizações in e nacionais».
No âmbi o das suas a ibuições compe e ao Gabine e de In e câmbio es uda e
dinamiza a polí ica de coope ação en e o Minis é io e as en idades congéne es de
ou os países e as o ganizações in e nacionais em colabo ação com os demais
o ganismos da Adminis ação Cen al do Es ado.
O Gabine e comp eende duas á eas especí icas: a á ea de coope ação bila e al
e a de o ganismos in e nacionais.
➢ Coope ação bila e al é a á ea des inada a p omo e a oca de expe iência
com ou os países no domínio da cul u a e colabo a na elabo ação de
aco dos, p o ocolos nos di e sos domínios espei an e ao sec o da cul u a,
bem como acompanha a sua implemen ação.
➢ O ganismos in e nacionais co espondem a á ea de coope ação mul ila e al,
des inados a acompanha as ac i idades das o ganizações in e nacionais de
que Angola é pa e in eg an e (ONU, UA, UNESCO, SADC, CPLP, PALOP, OMPI,
CICIBA).
Impo a salien a que, pa a o cump imen o das suas a ibuições, o Gabine e de
In e câmbio se e-se dos agen es in e nos, écnicos do Gabine e, além dos agen es
ex e nos, adidos cul u ais.
13
II – ENQUADRAMENTO TEÓRICO
2.1. Ha monização em e minologia
A abo dagem em o no da ha monização em sido objec o de es udo
desen ol ido po di e en es au o es (Cab é, 1993), (Fauls ich, 1998), (Pa el e Nole ,
2002), (Ba os, 2004).
As e minologias, enquan o conjun os de e mos que designam concei os
pe encen es a uma língua de especialidade, oco em e desen ol em-se num
de e minado con ex o social e p o issional. O ca ác e dinâmico, e olu i o e
in e disciplina da e minologia le a os p o issionais a eco e em a á ias unidades
linguís icas pa a da em espos as às necessidades sen idas em di e en es con ex os
comunica i os.
Po ém, o uso indisc iminado de di e en es unidades linguís icas em con ex os
discu si os ou comunica i os nem semp e se ecomenda, pelo ac o de mui as des as
unidades linguís icas o na em a comunicação ambígua, sem cla eza nem
objec i idade. Se é e dade que há con ex os em que a a iação é uma iqueza, ou os
casos há em que a exis ência de a ian es pode esul a da c iação não conscien es de
e mos di e sos pa a concei os iguais. É es a si uação julgamos se necessá io egula :
es abiliza os e mos no seio do Minis é io po o ma a eduzi ac o es de
ambiguidades. Pa a al, é necessá io passa po me odologias de ha monização dos
e mos.
Segundo Ba os «a ha monização é o esul ado de um aco do es abelecido
sob e o uso de conjun os e minológicos emp egados em um de e minado domínio»
(Ba os, 2004:88). Es e aco do esul a da necessidade dos especialis as de um domínio
da em espos a às necessidades de comunicação que o con ex o sócio p o issional lhes
ap esen a.
São á ios os ac o es que nos conduzem pa a uma ha monização da
e minologia p oduzida em di e en es domínios p o issionais, designadamen e: os
p oblemas de inconsis ências da e minologia deco en es de á ios enómenos
14
linguís icos; a exis ência de a iação e de sinonímia; a al a de coe ência linguís ica e
e minológica nos ex os e discu sos p oduzidos po especialis as de um domínio; o
uso indisc iminado de es angei ismos e emp és imos in a-linguís icos e in e -
linguís icos.
Assim sendo, a al a de ha monização da e minologia pode di icul a a
in e p e ação que c ia en a es à comunicação en e os especialis as. Daí a
necessidade dos p o issionais op a em po uma e minologia consensual que acili e a
p odução ex ual e discu si a e, po conseguin e, uma comunicação e icaz en e os
especialis as.
2.2. Ha monização s No malização
A ha monização e a no malização são duas ac i idades que esul am do
p ocesso de plani icação e minológica.
De aco do com a No ma ISO 1087-1, a plani icação e minológica co esponde
a «ac i i ies aimed a de eloping, imp o ing, implemen ing and dissemina ing he
e minology o a subjec ield». A mesma No ma e e e ainda que « e minology
planning in ol es all aspec s o e minology wo k and has among o he objec i es he
objec i e o achie ing ocabula y con ol h ough such no ma i e documen s as
hesau i and e minology s anda ds» (ISO 1087-1, 2000:11).
Embo a o abalho enha como objec o a ha monização, impo a aze uma
b e e dis inção en e a ha monização e a no malização, em i ude da es ei a elação
que exis e en e as duas ac i idades.
A ha monização e a no malização cons i uem ac i idades dis in as mas
complemen a es, is o que, a p imei a ge almen e ep esen a uma ia pa a a
no malização.
15
2.2.1. No malização
A no malização pode se en endida como a «selecção, alidação e di usão de
um ou mais e mos po uma en idade de no malização econhecida, com objec i o de
ecomenda ou desaconselha o uso de um e mo em uma de e minada comunidade»
(Pa el e Nole , 2002:126).
Segundo Ba os, «a no malização de um e mo signi ica que o seu uso exclui o
uso de qualque ou o e mo que designe um mesmo concei o, pelas pessoas ísicas ou
mo ais subme idas ao manda o do no malizado , sob pena da aplicação de sanções
p e is as» (Ba os, 2004:85).
Pelo expos o, podemos comp eende que a ac i idade de no malização
p essupõe a in e enção ins i ucional com au o idade pa a con e i o uso de um
de e minado conjun o de e mos em de imen o de ou os ela i o a um domínio
especí ico.
Es a in e enção pode se ei a pelos o ganismos nacionais de no malização e
pelos o ganismos in e nacionais de no malização. No en an o, é no segundo ipo de
in e enção desencadeado pelos o ganismos in e nacionais de no malização que se
enquad a a In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion–ISO, cuja inalidade consis e
na no malização do uso dos e mos écnicos e cien í icos.
A no malização dos e mos écnicos e cien í icos oi uma p eocupação
sob e udo mani es ada pelos especialis as ligados às á eas das engenha ias ou á eas
écnicas. Es e g upo de especialis as p i ilegia a p esc ição dos concei os em
de imen o dos e mos, com o objec i o de esol e p oblemas de o ganização do
conhecimen o ou da classi icação dos objec os.
De en e eles, emos a des aca Eugen Wüs e , que de endia a no malização da
e minologia com a inalidade de assegu a a uni ocidade da comunicação p o issional,
undamen almen e no plano in e nacional (Cab é, 1998:10).
16
Po ém, alguns au o es conside am que os p incípios de endidos po Wüs e ,
cons i uem na p á ica, di ícil de se aplica em odos os domínios de ac i idade, de ido
a um conjun o de in luências sociolinguís icas e p o issionais.
Nes a pe spec i a, Mendes da Cos a (2000:313), a i ma:
[…] a di e enciação e a a iação e minológica, po exemplo, são alo izadas
posi i amen e, suben endendo-se que e mos di e en es em unção do g upo
de inido pela p o issão, pela classe social ou po c i é ios geog á icos,
co espondem a necessidades especí icas e são, po essa azão, au o-jus i icadas”.
Impo a e e i que, a no malização ei a po o ganismos in e nacionais e pelos
o ganismos nacionais de no malização é de ca ác e p esc i i o ou no ma i o, com
is a a e i a a ambiguidade e acili a a comunicação en e os especialis as.
2.2.2. Ha monização
A ha monização é uma ac i idade que esul a do p ocesso de plani icação
e minológica e cons i ui o p imei o passo pa a a no malização e minológica.
Segundo Fauls ich, «a ha monização é um abalho conscien e emp eendido
pelos especialis as em e minologia di ec amen e com especialis as do meio e que isa
o consenso linguís ico- e minológico, o mais amplo possí el» (Fauls ich, 1998:263).
A No ma ISO 1087-1 (2000:11) e e e-se à ha monização nos seguin es e mos:
Ha monisa ion des e mes: ac i i é isan à designe , dans plusieu s langues, un
même concep pa des e mes qui e lè en des ca ac è es iden iques ou don la
o me es la même ou similai e;
Ha monisa ion des concep s: ac i i é isan à édui e ou élimine les di é ences
mineu es en e deux ou plusieu s concep s qui son déjà p oches les uns des
au es.
23
ex os dão espos as a si uações de comunicação in e na e ex e na, ou seja, a ní el do
Gabine e, dos o ganismos e ins i uições nacionais e in e nacionais.
Os ex os são iá eis na medida em que o am concedidos po uma on e o icial
da Adminis ação Cen al do Es ado Angolano.
Impo a ainda e e i que os ex os são pe inen es em i ude de e lec i em o
uso e o compo amen o linguís ico dos seus p odu o es e u ilizado es em si uações de
comunicação esc i a.
3.3. E apas de cons i uição do co pus
3.3.1. Recolha e selecção dos ex os
Pa a a cons i uição do co pus e ec uou-se a ecolha de ex os p oduzidos e
u ilizados no Gabine e de In e câmbio, designadamen e:
➢ O ícios
Segundo Mo ei a o o ício «é uma o ma de comunicação esc i a p óp ia dos
ó gãos de Adminis ação Pública e é equi alen e a ca a come cial» (Mo ei a,
2016:197). Pa a a au o a, o o ício em como inalidade o a amen o de assun os
o iciais e an o pode se emi ido pa a ou os ó gãos o iciais como pa a pa icula es,
no i icando-os ou p es ando in o mações.
➢ Memo ando
O Memo ando é «um documen o adminis a i o de ci culação limi ada ao
âmbi o da p óp ia o ganização ou o ganizações associadas, que se e pa a lemb a
algo a a és de mensagens cu as ou pa a p es a in o mações sucin as» (Mo ei a,
2016:188).
24
No âmbi o diplomá ico, o memo ando ep esen a uma comunicação menos
solene eme ida a uma en idade, epo ando o es ado da coope ação com um
de e minado país.
➢ Despachos
Os despachos «são mani es ações esc i as de au o idades, sob e assun os de
sua compe ência, subme idos a sua ap eciação em au os ou papéis adminis a i os»
(Bello o, 1991:58).
➢ Aco dos
Os aco dos «são ins umen os con encionais in e nacionais» (Sousa, 2005:4).
No domínio da Cul u a os aco dos isam egula as elações en e os Es ados sob e
á ias ma é ias de in e esse comum.
➢ Rela ó ios
O ela ó io «é um documen o elabo ado po quem obse ou, es udou ou
conhece um de e minado assun o ou si uação e ansmi e a expe iência adqui ida a
e cei os, que de e ou de em con ia e u iliza as in o mações dadas e as conclusões
i adas pa a implemen ação ou esolução de de e minado assun o» (Mo ei a,
2016:200).
➢ Pa ece es
O Pa ece «É uma opinião écnica sob e um ac o, se indo de base pa a a
decisão» (Bello o, 1991:59). É um ex o écnico que consis e num p onunciamen o
po esc i o de uma opinião écnica, emi ida po um ou á ios especialis as sob e um
de e minado assun o.
➢ O dem de se iço
A o dem de se iço «é um documen o au o izando a execução de um se iço»
(Bello o, 1991:59).
25
➢ No a e bal
A no a e bal «é uma co espondência o icial de minis o de um país a ou o ou
comunicação de ca ác e o icial emanada de al as au o idades» (Bello o, 1991:58).
Pa a melho en endimen o, ap esen amos, a segui , um quad o dos ipos de
ex os p oduzidos e u ilizados no Gabine e de In e câmbio:
Tipo de ex os
Géne o de ex o
Canal comunica i o
aco do
écnico
in e na / ex e na
ci cula
adminis a i o
in e na
despacho
adminis a i o
in e na / ex e na
memo ando
écnico
in e na / ex e na
no a e bal
adminis a i o
ex e na
o ício
adminis a i o
in e na / ex e na
o dem de se iço
adminis a i o
in e na
pa ece
écnico
in e na
ela ó io
adminis a i o / écnico
in e na
Quad o 1 – Tipos de ex os p oduzidos no Gabine e de In e câmbio
Es es ex os cons i uem os di e en es ipos de documen os u ilizados pelo
Gabine e pa a esponde a di e en es si uações de comunicação in e na e ex e na.
26
3.3.2. Composição do co pus
Em i ude dos ex os p oduzidos no Gabine e de In e câmbio se em de
ipologia di e sas e a a em de ma é ias di e en es, decidimos selecciona , pa a
composição do co pus, os aco dos e os memo andos.
A escolha des es ex os de e-se, po um lado, à sua unção social, na medida
em que, são p oduzidos pa a da espos as a si uações de comunicação den o e o a
do Gabine e de In e câmbio. Po ou o, po abo da em ma é ias ligadas as elações de
coope ação cul u al, á ea sob e a qual ecai o nosso es udo.
Assim sendo, o co pus do nosso abalho é compos o po 21 aco dos e 27
memo andos. Os ex os são de na u eza desc i i a, écnica e monolingue, is o é,
esc i os em língua po uguesa.
3.4. Fe amen as pa a o a amen o semi-au omá ico dos ex os
O a amen o semi-au omá ico dos ex os pa a análise linguís ica dos dados
se á e ec uado com ecu so ao p og ama in o má ico An Conc 3.3.4w (Windows)
2011.
O An Conc
4
é um p og ama c iado po Lau ence An hony, p o esso da
Faculdade de Ciências e Engenha ia da Uni e sidade de Waseda, no Japão, e com
o es in e esses nas pesquisas em linguís ica de co pus e p ocessamen o de língua
na u al. Escolhemos es e p og ama po se de ácil ob enção e execução em di e en es
sis emas ope acionais, ais como: Mic oso Windows, Macin osh OS X e Linux.
O An Conc dispõe de se e unções de g ande u ilidade pa a a análise do co pus,
designadamen e:
i. Conco dance se e pa a isualiza os esul ados de pesquisa de um e mo p é-
seleccionado e obse a os elemen os que apa ecem à esque da e à di ei a;
4
h p://www.an lab.sci.waseda.ac.jp/an conc_index.h ml
27
ii. Conco dance Plo pe mi e localiza os esul ados da pesquisa com base num
o ma o de códigos de ba as, que possibili a obse a a posição em que os
esul ados da pesquisa apa ecem nos ex os;
iii. File View pe mi e acede , median e a selecção de uma de e minada o ma
ealçada a co , o con ex o em que ela se encon a inse ida;
i . Clus e s ge a uma lis a ou g upo de pala as a pa i de uma o ma pesquisada;
. Colloca es ap esen a as o mas que apa ecem colocadas jun o da o ma
pesquisada, que à di ei a, que à esque da;
i. Wo d Lis ap esen a a quan idade de o mas exis en e no co pus po meio de
uma lis a o denada po o dem de equências;
ii. Keywo d Lis mos a as o mas que são in ulga men e equen es ou a as no
co pus em compa ação com as o mas num co pus de e e ência.
Es e conjun o de unções pe mi e um p ocessamen o ápido e e icien e de
g andes quan idades de ex os, assim como, a obse ação e desc ição de di e en es
enómenos linguís icos com maio p ecisão e iabilidade.
3.5. T a amen o semi-au omá ico dos ex os
3.5.1. F equências
Após o p ocesso de selecção dos ex os e composição do co pus do abalho, os
ex os o am con e idos do Wo d pa a o o ma o x ou ex o simples.
Pos e io men e, os ex os simples o am ans e idos pa a o p og ama An Conc. Po
meio da unção Wo d Lis ob e e-se a lis a de odas as o mas p esen es no co pus
com as espec i as equências.
En ende-se po o ma, o «a qué ipo co esponden e às oco ências idên icas
num co pus de ex o, is o é as oco ências compos as es i amen e pelos mesmos
ca ac e es não delimi ado es da oco ência» (Lino e al., 1991:139), enquan o a
equência é o «[…] núme o de oco ências (ou apa ecimen os) de um mesmo ac o
linguís ico ou de uma mesma unidade linguís ica num discu so de ex ensão
28
de e minado ( ex o g a ado, ex o esc i o)» (Galisson e Cos e, 1983:336). A equência
é o núme o de ezes que uma de e minada o ma oco e no co pus:
Figu a 2 - Wo d Lis : To al de oco ências ex aída po meio do An Conc
De um o al de 48 ex os obse ou-se a oco ência de um o al de 32.381
o mas (Wo d Tokens), das quais 2.558 são o mas únicas (Wo d Types).
A pa i da lis a acima ilus ada, podemos selecciona as o mas mais
equen es que nos ão ajuda no p ocesso de iden i icação dos candida os a e mos:
29
F equência
Fo mas
464
pa es
415
coope ação
334
aco do
316
a igo
260
cul u al
250
epública
234
angola
214
cul u a
188
in e câmbio
138
go e no
123
ins i uições
122
á eas
98
p og amas
95
o mação
95
minis é io
83
oca
80
a es
79
implemen ação
77
di ei os
68
es udo
68
nacional
67
ac i idades
66
p ojec os
65
p omo e
65
ealização
63
diplomá ica
63
execu i o
63
p ojec o
58
cinema
58
elações
55
domínio
55
pa imónio
30
53
his ó ia
53
línguas
52
lei
51
p og ama
48
o ganizações
36
comissão
Quad o 2 – Fo mas de al a equen es seleccionadas a pa i do Wo d Lis
Impo a salien a que es e conjun o de o mas cons i uídas po subs an i os,
adjec i os e e bos ep esen am elemen os com sen ido e e encial que nos eme em
pa a o domínio em es udo, pelo que, se i ão de objec o de análise no capí ulo
e e en e ao a amen o dos dados.
31
IV - ESTUDO DA VARIAÇÃO EM TERMINOLOGIA PARA FINS DE
HARMONIZAÇÃO
4.1. Ca ac e ização da a iação em e minologia
A a iação em e minologia em sendo abo dado ao longo dos anos po á ios
au o es, designadamen e, Wüs e (1979), Sage (1993), Cab é (1993), Gaudin (1993),
Fauls ich (2001) e F eixa (2002).
Eugen Wüs e , undado da Teo ia Ge al da Te minologia (TGT), conside a a a
a iação como sendo « oda pe u bación de la unidadlingüís ica» ca ac e izada pelo
«apa ición de sinónimos u homónimos de a iación» (Wüs e , 1998:242).
Pa a Cab é, p ecu so a da Teo ia Comunica i a da Te minologia (TCT), « odas
as línguas de especialidades pe mi em a iações» (1993:157). Não obs an e a es e
posicionamen o, a au o a econhece que, «[…] la unción p imo dial de los lenguajes
de especialidad – pe mi i un in e cambio de in o mación obje i o, p eciso y sin
ambigüedades en e especialis as y p o esionales […]» (1993:161).
A esse espei o, Sage en a iza que «exis e la necesidad de a iación
léxica/ e minológica y se mani ies a con di e sa in ensidad en los di e en es ipos
ex os. A pesa de la a i mación eó ica de la uni ocidad de la e e encia, de hecho, en
los lenguajes especializados exis e una a iación conside able de designación» (Sage ,
1993:295).
Todos es es au o es azem e e ência à a iação mas sob p ismas di e en es,
em unção das á ias pe spec i as eó icas de abo dagem e minológica. Wüs e
de endia o p incípio da uni ocidade, segundo o qual, cada concei o de ia se
designado po um e mo e, cada e mo e e i -se a um concei o, com is a a elimina a
a iação e e i a a ambiguidade na comunicação en e p o issionais das á eas écnicas
e cien í icas.
32
Ou os, po oposição a Wüs e , econhecem a a iação como uma ealidade
obse ada em e minologia, esul an e da p á ica discu si a, comunica i a e do meio
sociop o issional em que elas oco em.
Po an o, es as e lexões em o no da a iação demons am-nos que a a iação
e minológica cons i ui um enómeno an igo, p esen e nos ex os de especialidades e,
con inua a me ece a a enção de á ios es udiosos ligados a de e minados domínios
de conhecimen o.
A a iação e minológica «conce ne les changemen s qu'un e me subi dans
les ex es spécialisés» (L’Homme, 2004:74). Nes a pe spec i a, o enómeno de
a iação e minológica esul a de um p ocesso de iden i icação de duas ou mais
unidades e minológicas que, num con ex o designam o mesmo concei o e eme em
pa a uma mesma ealidade. O e e ido enómeno (a a iação e minológica) pode
oco e , que a ní el onológico, mo ológico, semân ico ou p agmá ico.
Pa a o e ei o, F eixa (2013:39-41) ap esen a uma ipologia das causas de
a iação em ex os de especialidades:
TIPOS
SUBTIPOS
1. Causas p e ias
La edundancia lingüís ica
La a bi a iedad del signo lingüís ico
Las posibilidades de a iación de la lengua
2. Causas dialec ales
Va iación geog á ica
Va iación c onológica
Va iación social
3. Causas uncionales
Adecuación al ni el de lengua
Adecuación al ni el de especialización
4. Causas discu si as
E i a la epe ición
Economía lingüís ica
C ea i idad, én asis y exp esi idad
5. Causas in e lingüís icas
Con i encia del é mino "local" con el p és amo
Di e sidad de p opues as al e na i as
6. Causas cogni i as
Imp ecisión concep ual
Dis anciación ideológica
Di e encias en la concep ualización
Quad o 3 - Causas da a iação segundo F eixa (2013:3)
39
Es as en idades ap esen am a seguin e ma iz e minológica:
[N
+
P ep
+
[N
+
Adj]]
P og ama
de
Coope ação
Cul u al
[[N
+
Adj]
+
P ep
+
N]
P og ama
Execu i o
de
Coope ação
[[N
+
Adj]
+
P ep
+
[N
+
Adj]]
P og ama
Execu i o
de
Coope ação
Cul u al
Podemos cons a a que a exp essão, “P og ama Execu i o de Coope ação
Cul u al” e a unidade e minológica mul ilexical de maio ex ensão. O “P og ama de
Execu i o de Coope ação” e o “P og ama de Coope ação Cul u al” ap esen am na sua
es u u a omissões de um dos elemen os que eduz a ex ensão da unidade
e minológica, pa ecendo designa o mesmo concei o. Des e modo, conside amos as
duas úl imas unidades e minológicas como sendo a ian es da p imei a.
Nes a con o midade, Fauls ich a i ma que «pa a uma dada o ma ( e mo x), há
en idades linguís icas de g ande p oximidade ( e mo Y), que se ap esen am como:
o mas condensadas ou expandidas esc i as de manei a quase idên ica, com o mesmo
signi icado» (Fauls ich, 2001:20).
En e an o, embo a as en idades al e na i as ou a ian es possam se
igualmen e econhecidas pelos écnicos, julgamos indispensá el a necessidade de
ha monizá-las de o mas a e i a si uações de ambiguidades.
40
Nes e sen ido, ao analisa mos a conco ência das en idades no con ex o
discu si o ou comunica i o em que oco em, julgamos se a en idade de maio
ex ensão “P og ama Execu i o de Coope ação Cul u al” a mais adequada, em i ude
de ga an i maio p ecisão à si uação de comunicação. Pelo que, se analisa mos as ês
en idades aqui ilus adas, chega emos a seguin e e lexão:
1. O “P og ama de Coope ação Cul u al” ap esen a um ele ado g au de
abs acção, is o que, não e lec e, na ealidade, o domínio da cul u a,
enquan o ó gão do Es ado. Pois pode -se-ia a a de um p og ama de
coope ação cul u al de qualque segmen o da sociedade ci il.
2. O “P og ama Execu i o de Coope ação” ap esen a ambém um ce o
g au de abs acção, na medida em que az e e ência a um p og ama
de inido pelo ó gão cen al do Es ado angolano, sem, no en an o,
especi ica um domínio de ac i idade em conc e o.
3. Po sua ez, o “P og ama Execu i o de Coope ação Cul u al” é mais
especí ico e, po isso, mais p eciso, na medida em que es inge o
âmbi o de aplicação do p og ama de coope ação. Os adjec i os
“Execu i o” e “Cul u al” con e em maio especi icidade e p ecisão, em
i ude de designa em um p og ama de inido pelo Es ado angolano e
es i o ao sec o da Cul u a, espec i amen e.
41
Exemplo: 2
As en idades “in e câmbio de ca a anas” e “in e câmbio de ca a anas
cul u ais” azem e e ência a oca de g upos a ís icos de di e en es á eas da cul u a
(música, ea o, dança, cinema, li e a u a, a esana o, a es plás icas) es abelecidas
en e dois Es ados, com objec i o de desen ol e em ac i idades de in e esse comum.
Es as en idades ap esen am a seguin e ma iz e minológica:
[N
+
P ep
+
N]
in e câmbio
de
Ca a anas
[N
+
P ep
+
[N
+
Adj]]
in e câmbio
de
ca a anas
cul u ais
42
Podemos ambém obse a , nes e caso, que a p imei a en idade “in e câmbio
de ca a anas” ap esen a-se como a unidade e minológica mul ilexical de meno
ex ensão em elação a segunda “in e câmbio de ca a anas cul u ais”
A a iação oco e pela omissão do elemen o “cul u ais” da en idade
“in e câmbio de ca a anas”, o que eduz a ex ensão des a unidade e minológica. O
elemen o omisso “cul u ais” pode não al e a o concei o e comp eensão do mesmo.
No en an o, ao analisa mos a conco ência das en idades em con ex o,
podemos deduzi que a unidade e minológica eduzida “in e câmbio de ca a anas”
ga an e meno p ecisão em elação a unidade e minológica ex ensa “in e câmbio de
ca a anas cul u ais”, em i ude da p imei a ap esen a um ce o g au de
gene alização. A gene alização deco e do ac o de o “in e câmbio de ca a anas” não
aludi a um domínio especí ico.
Po ém, a unidade e minológica ex ensa “in e câmbio de ca a anas cul u ais”
o e ece maio p ecisão, na medida em que delimi a, com especi icidade, o domínio em
que o in e câmbio de ca a anas se p ocessa.
b) Va ian e e minológica sin ác ica
A a ian e e minológica sin ác ica oco e quando «há al e nância en e duas
cons uções sin agmá icas que uncionam como p edicação de uma Unidade
Te minológica Complexa» (Fauls ich, 2001:28). Segundo a au o a, a a iação p ocessa-
se na subs i uição de uma pa e de um elemen o lexical po ou o com es u u a
semelhan e, o mando uma mesma unidade e minológica.
Pa a F eixa (2002:301), es e ipo de a ian es pode se ca ac e izado como
sendo de na u eza mo ossin ác ica que podem oco e , que a ní el da manu enção
da es u u a, que a ní el da mudança da es u u a.
43
Vejamos os seguin es exemplos:
As en idades “P op iedade In elec ual e de Di ei os Au o ais” e “P op iedade
In elec ual e de Di ei os de Au o ” eme em pa a um «conjun o de ob as a ís icas e
li e á ias que ab angem as acções do conhecimen o humano, isando a sua
p o ecção»
6
. Ambas en idades ap esen am a seguin e ma iz e minológica:
[[N
+
Adj]
+
Conj
+
P ep
+
[N
+
Adj]]
P op iedade
In elec ual
e
de
Di ei os
Au o ais
[[N
+
Adj]
+
Conj
+
P ep
+
[N
+
P ep
+
N]]
P op iedade
In elec ual
e
de
Di ei os
de
Au o
6
h ps://www.igac.p / egis o-da-p op iedade-in elec ual
44
Podemos obse a uma modi icação da es u u a mo ossin ác ica das
exp essões “P op iedade In elec ual e de Di ei os de Au o ais” e “P op iedade
In elec ual e de Di ei os de Au o ”
Nes e caso, a a iação e i ica-se de ido à subs i uição de uma pa e da
unidade e minológica “Di ei os Au o ais” em que, ao in és do adjec i o “au o ais”,
u iliza-se uma es u u a com alo semelhan e, a locução adjec i a “de Au o ”,
o mando uma mesma unidade e minológica.
Na p imei a exp essão “P op iedade In elec ual e de Di ei os Au o ais” há uma
edução da unidade ma cada pelo sin agma adjec i al em “Di ei o Au o ais”,
ep esen ado po [N+Adj]. Na segunda exp essão “P op iedade In elec ual e de
Di ei os de Au o ” há uma ex ensão da unidade ma cada pelo sin agma p eposicional
em “Di ei os de Au o ” ep esen ado po [N+P ep+N].
Ao analisa mos a conco ência das exp essões nos seus espec i os con ex os
discu si os ou comunica i os, podemos pe cebe que, embo a ambas apon em pa a
uma mesma in o mação e e encial, julgamos que a segunda “P op iedade In elec ual
e de Di ei os de Au o ” deno a maio p ecisão e exp essi idade que a p imei a.
A p imei a exp essão “P op iedade in elec ual e de Di ei os Au o ais”
ap esen a uma ce a gene alidade, em i ude de exp imi um concei o associado ao
di ei o de p op iedade in elec ual sem especi ica um au o em conc e o.
Ao con á io, a segunda exp ime um concei o associado ao di ei o de
p op iedade in elec ual especí ico de um de e minado sujei o ou au o . Nes e caso, a
especi icidade é de e minada, mudando o sin agma adjec i al “Di ei os Au o ais” pelo
sin agma p eposicional “Di ei os de Au o ” que, pa a além de liga as duas unidades,
ac escen a ambém uma in o mação associada à posse.
45
4.2. P opos a de um modelo de base de dados e minológicos
4.2.1. C iação da base de dados
A base de dados enquan o «conjun o de in o mações in e - elacionadas de
o ma lógica e acessadas po meio de um p og ama ap op iado» (Pa el e Nole ,
2002:116) cons i ui um ecu so e minológico de g ande impo ância pa a a ges ão da
in o mação de qualque á ea ou domínio de ac i idade.
A p opos a de c iação de um modelo de base de dados que p e endemos
ap esen a em como objec i o, con ibui pa a a o ganização e melho ia do sis ema
de in o mação da e minologia em uso no Gabine e de In e câmbio do Minis é io da
Cul u a de Angola.
A c iação da e e ida base de dados jus i ica-se pelo ac o de, a é ao momen o,
não exis i , naquele Gabine e, qualque ecu so e minológico que possa acili a o
a mazenamen o, ges ão e ac ualização da e minologia em uso, bem como o acesso à
in o mação po pa e dos p o issionais da á ea.
En endemos se em á ias as an agens que es e ecu so pode á aze ao
Gabine e, designadamen e:
- Auxilia os écnicos do Gabine e e ou os p o issionais ao se iço do
Minis é io da cul u a a melho a o acesso e a ges ão das in o mações
elacionadas ao domínio da sua ac i idade;
- Assegu a a coe ência e minológica nos ex os e nos discu sos
p oduzidos pelos écnicos do Gabine e;
- Ga an i a ac ualização da e minologia de o ma a o ná-la mais
adequada e p ecisa.
O p ocesso de o ganização da e minologia nes e ecu so e minológico
pe mi i á auxilia quem p oduz os documen os e assim melho a a comunicação en e
os écnicos e adu o es do se iço do Gabine e.
46
4.2.2. De inição do público-al o
A de e minação do público-al o cons i ui um dos equisi os indispensá eis pa a
a c iação de qualque p odu o ou ecu so e minológico.
Nes e sen ido, a base de dados em e e ência se á des inada ao Minis é io da
Cul u a, especialmen e aos écnicos do Gabine e de In e câmbio e aos adu o es ao
se iço desse Minis é io.
4.2.3. Desc ição da es u u a in e na da base de dados
A base de dados se á compos a po á ias ichas e minológicas, is o é,
«supo e que cons i ui um conjun o es u u ado de dados e minológicos ela i os a
uma noção» (Lino e al., 1991:137).
Cada icha e minológica con empla á ios campos que cons i uem á eas p é-
de inidas pa a o egis o de um de e minado dado.
A segui ap esen amos, a í ulo ilus a i o, os campos das ichas e minológicas
c iadas a pa i do p og ama Access 2007:
Figu a 6 – C iação dos campos da icha e minológica
47
Após a c iação dos campos pa a o egis o dos dados, a icha e minológica
ap esen a á, apenas pa a e ei os de ilus ação, a seguin e con igu ação:
Figu a 7 - Modelo de icha e minológica
O núme o de campos ap esen ados nas ichas e minológicas co esponde a
um conjun o de in o mações que julgamos impo an es pa a sa is aze as necessidades
de na u eza linguís ica e e minológica dos p o issionais aos quais se des ina a base de
dados.
No plano ho izon al, ap esen amos: ID, campo co esponden e ao núme o
a ibuído a cada unidade e minológica pesquisada; ca . g ama ical (ca ego ia
g ama ical) - e e en e à classe g ama ical a que pe ence a unidade e minológica;
ab e ./sigla - ep esen a a o ma eduzida da unidade e minológica; domínio -
co esponde a á ea do sabe a que pe ence a unidade e minológica.
No plano e ical, ap esen amos na p imei a coluna: en ada - co esponde ao
campo de egis o da unidade e minológica que designa concei o do domínio em
48
es udo; de inição – e e e-se ao enunciado que desc e e os aços semân icos
dis in i os de um concei o; on e da de inição - cons i ui o ex o esc i o a pa i do qual
um dado e minológico é ex aído; con ex o - e e e-se à pa e ex ual que ilus a o
uso de uma unidade e minológica; on e do con ex o – co pus ex ual onde o
con ex o é ex aído.
Na segunda coluna ap esen amos: a ian e (s) - co esponde ao campo de
egis o da unidade e minológica o malmen e al e na i a de ou a unidade;
equi alen e (s) – e e e-se à unidade e minológica de uma língua que em o mesmo
ou simila signi icado com a unidade e minológica da língua em es udo; no a - campo
de egis o de oda in o mação elacionada a unidade e minológica conside ada
impo an e; da a - cons i ui o pe íodo de egis o em que a icha e minológica oi
p eenchida.
4.2.4. Regis o das ichas e minológicas
Os dados a se em inse idos na base de dados es a ão elacionados com o
domínio das elações in e nacionais, mais especi icamen e com as elações de
coope ação cul u al.
Nes a base de dados se ão egis adas, em po uguês, as unidades
e minológicas que designam concei os do domínio em es udo, com alguns
equi alen es em inglês e em ancês.
A escolha dos campos elacionados com os equi alen es em ancês e em Inglês
de e-se ao ac o de o Gabine e de In e câmbio, no âmbi o das ac i idades aí
desen ol idas, eco e ao se iço de adução pa a esponde a de e minadas
si uações de comunicação o al ou esc i a.
As igu as que se seguem são exemplos de modelos de p eenchimen o da icha
e minológica:
55
- Kennedy, G aeme (1998) – An in oduc ion o co pus linguis ics. London and New Yo k:
Longman, pp. 1-82, 204-259
- L’Homme, Ma ia C. (2004) – La e minologie: P incipes e echniques. Québec: Les
P esses de l’Uni e si é de Mon éal, pp. 74-78, [Consul . 15.03.2017]
h ps://books.google.p /books?id=w222 w 6Mo0C&pg=PA83&hl=p -
PT&sou ce=gbs_ oc_ &cad=3# =onepage&q& = alse
- Lino, Ma ia Te esa e al. (1991a) – Te minologia da lexicologia e lexicog a ia.
Dicioná io de e mos linguís icos. Vol. II, Lisboa: Cosmos
- Lino, Ma ia Te esa e al. (1991b) – Te minologia da e minologia e e minog a ia.
Dicioná io de e mos linguís icos. Vol. II. Lisboa: Cosmos
- Mc Ene y, Tony; Wilson, And ew (2001) – Co pus linguis ics. 2ª Edição. Edinbu gh:
Edinbu gh Uni e si y P ess, pp. 1-130
- Mendes da Cos a (2000) – Te minologia polí ica e polí ica e minológica. In VII
Simpósio Ibe o-ame icano de e minologie e indus ias da língua. O g. Ma ga i a
Co eia. Ba celona: ILTEC, pp. 309-320
- Pa el, Sil a; Nole , Diane (2002) – Manual de Te minologia. Canadá: Minis é io das
Ob as Públicas e Se iços Go e namen ais do Canadá, pp. XVII-140
- Raposo, Edua do e al. (O g). (2013) - G amá ica do po uguês. Lisboa: Fundação
Calous e Gulbenkian, Vol. I
- Sage , Juan (1993) – Cu so p á ico sob e el p ocesamien o de la e minología. Mad id:
Ediciones Pi ámede, pp. 94-293-297
- Sil a, Raquel (2014) – Ges ão da de e minologia pela qualidade. P ocesso de
alidação. Tese de dou o amen o. Lisboa: FCSH/UNL, pp. 87-143
56
- Sinclai , John (1996) – EAGLES: P elimina y ecommenda ions on co pus ypology (EAG
– TCWG – CTYP/P), Ve sion o May, pp. 8 – 12
- Sinclai , John (2005) – Co pus and ex – Basic P inciples. In De eloping Linguis ic
Co po a: a guide a good p ac ice. Ed. By Ma in Wynne. Ox o d: AHDS pp.5-24
[Consul . 15.03.2017]
h p://ica .uni -lyon2. /ecole_ hema ique/con aci/documen s/Baude/wynne.pd
- Teube , Wol gang (2004) – Co pus linguis ics. In M.A.K. Holliday e al. - Lexicology and
co pus linguis ics: an in oduc ion. London and New Yo k: Con innum, pp. 73-112
- Wüs e , E. (1979 [1998]) – In oducción a la Teo ía Gene al de la Te minología y a la
lexicog a ía e minológica. Ba celona, IULA, UPF, pp. 242-244
Relações In e nacionais e Cul u a:
- Fe nandes, An ónio (1991) – Relações In e nacionais. Fac os eo ias e o ganizações. 1ª
ed. Lisboa: Edi o ial P esença, 11-36, 37-83
- Fe nandes, An ónio (2015) – Relações In e nacionais. E olução, p o agonis as e
eo ias. Lisboa: Chiado, pp. 19-48
- Magalhães, José C. (2005) – Diplomacia pu a. 1ª ed. Lisboa: Bizâncio, pp. 15-30
- Minis é io da Cul u a de Angola (2007) - Polí ica Cul u al de Angola. Luanda: MINCULT
- Ma ins, Manuel (1995) – Relações in e nacionais (polí ica in e nacional). Lisboa:
Ped o Fe ei a – A es g á icas, 169-174
- Pin o, Albe o O. (2015) – His ó ia de Angola da p é-his ó ia ao início do século XXI. 1ª
Edição. Lisboa: Me cado de Le as
57
- Sousa, Fe nando (2005) – Dicioná io de Relações In e nacionais. Po o: Edições
A on amen os – CEPESE
- UNESCO (1969) – Cul u al policy. A p elimina y s udy. 1ª Edição. Pa is: UNESCO.
[Consul .07.12.2016]h p://unesdoc.unesco.o g/images/0000/000011/001173eo.pd
Ou as e e ências:
- Bello o, Heloísa (1991) – A qui os pe manen es: T a amen o documen al. São Paulo:
T.A. Quei oz, pp. 30-61
- Mo ei a, Isabel (2016) – Co espondência Come cial. 3ª Edição, Lisboa: ETEP – Edições
Técnicas e P o issionais
- Sousa, An ónio F. (2014) - Manual de Di ei o Adminis a i o Angolano. Po o: Vida
Económica
Legislações:
- Cons i uição da República de Angola (2010). 1ª Edição, Luanda: Imp ensa Nacional,
pp.39
- Dec e o P esidencial nº. 268/14, de 22 de Se emb o. Ap o a o Es a u o O gânico do
Minis é io da Cul u a, publicado no Diá io da República em 22 de Se emb o de 2014, I
Sé ie – N.º 175
- Dec e o Execu i o nº. 34/05, de 4 de Ma ço. Ap o a o Regulamen o In e no do
Gabine e de In e câmbio, publicado no Diá io da República em 4 de Ma ço de 2005, I
Sé ie – N.º 3
58
- Lexlink. Legislação [Consul . 26.11.2016];www.lexilink.eu/legislação/ge al/14793/ia-
se ie/po - ema
No ma:
- NORMA ISO 1087 – 1 (2000) – Te minology wo k – ocabula y: Theo y and Applica ion.
Geneb a: ISO