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Associação entre a diabetes e os internamentos evitáveis múltiplos

Abstract

RESUMO - Introdução: ACSC são condições de saúde específicas cujo internamento pode ser potencialmente evitado através de cuidados de ambulatório apropriados. A diabetes é um problema de saúde pública crescente, frequentemente considerada uma ACSC. Nesta área de investigação, o conceito de internamentos evitáveis múltiplos tem vindo a surgir e ganhar relevo. A presente dissertação de mestrado tem como principal objetivo investigar a associação entre a diabetes e os internamentos evitáveis múltiplos. Métodos: Foi desenvolvido um estudo observacional retrospetivo através do qual foram analisados dados de admissão por ACSC, entre doentes de idade igual ou superior a 18 anos, em todos os hospitais públicos de Portugal Continental no período compreendido entre 2013 e 2015. Inicialmente, procedeu-se à caracterização dos internamentos evitáveis e evitáveis múltiplos com e sem diagnóstico de diabetes. Posteriormente, foi estimado o risco de internamento evitável e evitável múltiplo pela presença de diabetes. Os internamentos por ACSC foram identificados de acordo com a metodologia dos PQIs da AHRQ. Os doentes foram definidos como utilizadores múltiplos se no período analisado tiveram mais de um internamento por ACSC. Resultados: 15,3% dos 1.969.844 episódios de internamento analisados foram identificados como sendo potencialmente evitáveis. Destes, 36,4% ocorreram em doentes com diabetes (74.068 doentes) e 54,1% dos internamentos evitáveis com diabetes foram múltiplos (23.692 doentes). Doentes com diabetes têm 2,28 vezes (p<0.001) maior probabilidade de serem admitidos por uma ACSC, comparativamente a doentes sem diabetes e um risco 1,49 vezes (p<0.001) superior de terem internamentos evitáveis múltiplos. Os internamentos evitáveis múltiplos com diabetes são ainda, em média, mais longos e mais dispendiosos. Conclusão: A diabetes está associada à ocorrência de internamentos evitáveis e evitáveis múltiplos, o que realça o potencial de melhoria da gestão de doenças crónicas, tais como a diabetes.

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Associação entre a diabetes e os internamentos evitáveis múltiplos

Author: Seringa, Joana Margarida Domingos
Year: 2018
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/57607/1/RUN%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o%20de%20Mestrado%20-%20Joana%20Seringa.pdf
Associação en e a Diabe es e os In e namen os E i á eis
Múl iplos
XII Cu so de Mes ado Ges ão da Saúde
Joana Ma ga ida Domingos Se inga
Agos o, 2018
Associação en e a Diabe es e os In e namen os E i á eis
Múl iplos
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Ges ão da Saúde
O ien ado :
P o esso Dou o Rui San ana
Coo ien ado es:
D a. Ana Pa ícia Ma ques
D . B uno Moi a
Agos o, 2018
A p esen e disse ação oi desen ol ida no âmbi o do p oje o
NOVA Saúde: “Es udo das múl iplas admissões e i á eis no
in e namen o hospi ala : a in luência da diabe es”, uma
pa ce ia en e a Escola Nacional de Saúde Pública,
Uni e sidade No a de Lisboa e a No a Medical
School|Faculdade de Ciências Médicas, Uni e sidade No a
de Lisboa. Es e p oje o é coo denado pelo P o esso Dou o
Rui San ana e pelo P o esso Dou o João Raposo, e
desen ol ido po uma equipa de in es igado es: Dou o a Ana
Pa ícia Ma ques, Dou o B uno Moi a, Dou o João
Sa men o, Dou o a Inês Dan as e Dou o a Cá ia Gaspa . O
obje i o do p oje o NOVA Saúde é incen i a a colabo ação
en e as di e en es unidades o gânicas da NOVA, no sen ido
de p omo e a e iciência e ino ação a a és da in es igação.
AGRADECIMENTOS
Desejo exp essa oda a minha g a idão a odos aqueles que con ibuí am pa a
a ealização des a disse ação.
Em p imei o luga , ao P o esso Dou o Rui San ana, na qualidade de meu
o ien ado , pelo desa io e opo unidade que me p opo cionou ao aze pa e
des e p oje o, pela pa ilha de conhecimen os, po me ale a pa a di e en es
pe spe i as, e sob e udo po e ac edi ado em mim e nas minhas capacidades.
Ob igada pela con iança, oi um eno me p i ilégio pode se o ien ada po si.
Ag adeço ao P o esso Dou o João Filipe Raposo pelos seus impo an es
con ibu os que ajuda am a da umo a es e p oje o.
Ag adeço de o ma mui o especial à Dou o a Pa ícia Ma ques po odo o empo
que me dedicou, po odas as co eções, pela cons an e mo i ação e apoio
incansá el, em odos os momen os e odas as si uações, mesmo pa a além do
âmbi o des e p oje o. De igual o ma ag adeço ao Dou o B uno Moi a po oda a
disponibilidade e pa ilha de conhecimen os, pelas nossas euniões em que an o
ap endi. Foi um eno me p aze abalha com ambos. Sin o que não há pala as
su icien es pa a ag adece .
À Dou o a Inês Dan as e ao Dou o João Sa men o pelos seus con ibu os,
p incipalmen e no início des e pe cu so.
Aos meus colegas da Escola Nacional de Saúde Pública, em especial ao Ped o,
à Joana e à Cá ia pelo apoio ao longo des e p ocesso.
Aos meus amigos po oda a amizade e paciência. Um ob igada em especial à
Raquel e à Pipas.
À minha amília, em pa icula à minha mãe, po que com o seu amo , ão g ande
e inexplicá el, udo é possí el, e ao meu i mão po se o meu melho amigo.
Ob igada po se em os meus pila es.
Os meus since os ag adecimen os a odos.
RESUMO
In odução: ACSC são condições de saúde especí icas cujo in e namen o pode
se po encialmen e e i ado a a és de cuidados de ambula ó io ap op iados. A
diabe es é um p oblema de saúde pública c escen e, equen emen e
conside ada uma ACSC. Nes a á ea de in es igação, o concei o de
in e namen os e i á eis múl iplos em indo a su gi e ganha ele o. A p esen e
disse ação de mes ado em como p incipal obje i o in es iga a associação
en e a diabe es e os in e namen os e i á eis múl iplos.
Mé odos: Foi desen ol ido um es udo obse acional e ospe i o a a és do
qual o am analisados dados de admissão po ACSC, en e doen es de idade
igual ou supe io a 18 anos, em odos os hospi ais públicos de Po ugal
Con inen al no pe íodo comp eendido en e 2013 e 2015. Inicialmen e,
p ocedeu-se à ca ac e ização dos in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos
com e sem diagnós ico de diabe es. Pos e io men e, oi es imado o isco de
in e namen o e i á el e e i á el múl iplo pela p esença de diabe es. Os
in e namen os po ACSC o am iden i icados de aco do com a me odologia dos
PQIs da AHRQ. Os doen es o am de inidos como u ilizado es múl iplos se no
pe íodo analisado i e am mais de um in e namen o po ACSC.
Resul ados: 15,3% dos 1.969.844 episódios de in e namen o analisados o am
iden i icados como sendo po encialmen e e i á eis. Des es, 36,4% oco e am
em doen es com diabe es (74.068 doen es) e 54,1% dos in e namen os e i á eis
com diabe es o am múl iplos (23.692 doen es). Doen es com diabe es êm 2,28
ezes (p<0.001) maio p obabilidade de se em admi idos po uma ACSC,
compa a i amen e a doen es sem diabe es e um isco 1,49 ezes (p<0.001)
supe io de e em in e namen os e i á eis múl iplos. Os in e namen os e i á eis
múl iplos com diabe es são ainda, em média, mais longos e mais dispendiosos.
Conclusão: A diabe es es á associada à oco ência de in e namen os e i á eis
e e i á eis múl iplos, o que ealça o po encial de melho ia da ges ão de doenças
c ónicas, ais como a diabe es.
Pala as-cha e: in e namen os e i á eis; in e namen os e i á eis múl iplos;
diabe es

ABSTRACT
Backg ound: ACSC a e condi ions o which admissions can be po en ially
p e en able h ough app op ia e ou pa ien ca e. Diabe es is an inc easing public
heal h issue, equen ly conside ed as an ACSC. In his amewo k, he concep
o mul iple admissions o ACSC has ecen ly eme ged. We aimed o s udy he
associa ion be ween diabe es and mul iple admissions o ACSC.
Me hods: A e ospec i e obse a ional s udy was pe o med h ough which
ACSC admission da a, om all Po uguese Mainland NHS hospi als om 2013
o 2015, we e analyzed om pa ien s aged 18 yea s o olde . Ini ially, p e en able
and mul iple p e en able admissions wi h and wi hou diabe es we e
cha ac e ized. Subsequen ly, he isk o p e en able and mul iple p e en able
admissions was es ima ed by he p esence o diabe es. The admissions o
ACSC we e iden i ied acco ding o he AHRQ’s PQI me hodology. Pa ien s we e
de ined as mul iple use s i in he analyzed pe iod had mo e han one admission
o any ACSC.
Resul s: 15.3% o he 1,969,844 admissions conside ed we e iden i ied as
ACSC. O hese, 36.4% occu ed in pa ien s wi h diabe es (74,068 pa ien s) and
54.1% om hose we e mul iple admissions (23,692 pa ien s). Pa ien s wi h
diabe es we e 2.28 (p <0.001) mo e likely o be admi ed o any ACSC han non-
diabe ic pa ien s. Fo hose admi ed o any ACSC, ha ing diabe es inc eases
he p obabili y o becoming mul iple use by 1.49 imes (p<0.001). Also, mul iple
admissions o ACSC wi h diabe es a e, on a e age, longe and mo e expensi e.
Conclusions: Diabe es is associa ed wi h he occu ence o po en ially
p e en able admissions and i s mul iplici y, which highligh s he po en ial o
imp o ed managemen o ch onic diseases, such as diabe es.
Keywo ds: po en ially p e en able admissions; mul iple admissions o ACSC;
diabe es
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS .......................................................................................... 4
RESUMO ............................................................................................................. 5
ABSTRACT ......................................................................................................... 6
LISTA DE TABELAS .......................................................................................... 9
LISTA DE FIGURAS ......................................................................................... 10
LISTA DE SIGLAS/ABREVIATURAS .............................................................. 11
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 12
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO ................................................................. 14
2.1. INTERNAMENTOS EVITÁVEIS ............................................................. 14
2.1.1. De inição, p e alência e impac o inancei o ..................................... 14
2.1.2. Indicado de desempenho dos cuidados de saúde p imá ios e de
ambula ó io..................................................................................................16
2.2. DIABETES MELLITUS ............................................................................ 20
2.2.1. De inição e classi icação .................................................................. 20
2.2.2. Complicações e impac o na qualidade de ida ................................ 21
2.2.3. P e alência e mo alidade ................................................................ 22
2.2.4. Impac o económico da diabe es ....................................................... 23
2.3. INTERNAMENTOS EVITÁVEIS MÚLTIPLOS E A DIABETES .............. 25
3. QUESTÃO E OBJETIVOS DE INVESTIGAÇÃO ....................................... 28
4. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO ...................................................... 29
4.1. Desenho do es udo ................................................................................. 29
4.2. Fon e de dados ....................................................................................... 29
4.2.1. Re isão de li e a u a ......................................................................... 29
4.2.2. Base de dados p imá ia .................................................................... 29
4.3. Va iá eis em es udo ............................................................................... 30
4.3.1. Va iá eis dependen es ..................................................................... 30
4.3.2. Va iá el explica i a ........................................................................... 31
4.3.3. Va iá eis de con olo ........................................................................ 32
4.4. População em es udo e c i é ios de seleção .......................................... 32
4.4.1. Seleção de episódios em es udo ..................................................... 32
4.5. E apas da análise es a ís ica .................................................................. 34
1. Ca ac e ização e compa ação en e os in e namen os e i á eis com e
sem diagnós ico de diabe es ...................................................................... 34
2. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el pela p esença da
diabe es..35
3. Ca ac e ização e compa ação en e in e namen os e i á eis múl iplos e
in e namen os e i á eis únicos. .................................................................. 35
Compa ação de in e namen os e i á eis múl iplos com e sem diagnós ico
de diabe es ............................................................................................. 35
4. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da
diabe es ...................................................................................................... 37
5. Análise de sensibilidade ......................................................................... 37
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ................................................... 38
5.1. Dis ibuição de episódios, indi íduos e cus os o ais .............................. 38
5.2. Ca ac e ização e compa ação en e os in e namen os e i á eis com e
sem diagnós ico de diabe es .......................................................................... 39
5.3. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el pela p esença da
diabe es..........................................................................................................42
5.4. Ca ac e ização e compa ação en e in e namen os e i á eis múl iplos e
in e namen os e i á eis únicos. Compa ação de in e namen os e i á eis
múl iplos com e sem diagnós ico de diabe es ................................................ 43
5.5. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da
diabe es .......................................................................................................... 50
5.6. Análise de sensibilidade .......................................................................... 53
6. DISCUSSÃO ............................................................................................... 54
6.1. Discussão dos Resul ados ...................................................................... 54
6.1.1. F equência de u ilização ................................................................... 54
6.1.2. Dados demog á icos ......................................................................... 55
6.1.3. Causas de in e namen o ................................................................... 56
6.1.4. Consumo de ecu sos ....................................................................... 57
6.1.5. Risco de in e namen o e i á el e e i á el múl iplo ........................... 57
6.2. Discussão Me odológica e Limi ações do Es udo .................................. 59
6.2.1. Desenho de es udo .......................................................................... 59
6.2.2. Fon e de dados ................................................................................ 59
6.2.3. População em es udo ....................................................................... 60
6.2.4. Análise dos dados ............................................................................ 61
7. RECOMENDAÇÕES .................................................................................. 63
7.1. O ganização ............................................................................................ 63
7.2. P odução ................................................................................................ 65
7.3. A aliação desempenho e inanciamen o ................................................ 66
8. CONCLUSÕES ........................................................................................... 69
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 70
ANEXOS ........................................................................................................... 79
Anexo I. Re isão ap o undada da li e a u a ................................................... 80
Anexo II. Ca ac e ização da amos a ............................................................. 86
Anexo III. Risco de in e namen o e i á el pelas a iá eis ICC e diabe es .... 88
Anexo IV. Risco de in e namen o e i á el múl iplo pelas a iá eis ICC,
condições e i á eis e diabe es ...................................................................... 89!
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Lis a dos PQIs indi iduais que cons i uem o PQI 90 da AHRQ (2016) ....... 30
Tabela 2. Desc ição das a iá eis de con olo ............................................................ 32
Tabela 3. Análise desc i i a dos in e namen os po encialmen e e i á eis com e sem
diagnós ico de diabe es ................................................................................................ 40
Tabela 4. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do episódio
e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis com diagnós ico de diabe es
e sem diagnós ico de diabe es ..................................................................................... 41
Tabela 5. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis e as
a iá eis sexo e aixa e á ia ......................................................................................... 42
Tabela 6. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis e as
a iá eis ICC e diabe es, não ajus ada (OR) e ajus ada (AOR) po sexo e aixa e á ia
...................................................................................................................................... 43
Tabela 7. Análise desc i i a dos in e namen os e i á eis múl iplos e únicos com e sem
diagnós ico de diabe es ................................................................................................ 45
Tabela 8. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do episódio
e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis múl iplos e in e namen os
e i á eis únicos ............................................................................................................ 47
Tabela 9. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do episódio
e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis múl iplos com diagnós ico de
diabe es e sem diagnós ico de diabe es ...................................................................... 48
Tabela 10. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do
episódio e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis com diabe es
múl iplos e únicos ......................................................................................................... 49
Tabela 11. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis sexo e aixa e á ia .................................................................. 50
Tabela 12. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis ICC, condições e i á eis e diabe es, não ajus ada (OR) e
ajus ada (AOR) po sexo e aixa e á ia ........................................................................ 50
Tabela 13. Reg essão logís ica da análise de sensibilidade das 3 condições e i á eis
mais p e alen es e não elacionadas com diabe es, não ajus ado (OR) e ajus ado (AOR)
po sexo e aixa e á ia. ................................................................................................. 53
Tabela 14. Resumo dos es udos deco en es da e isão ap o undada da li e a u a .. 82
Tabela 15. Es a ís ica desc i i a da amos a (N=1.969.844) ....................................... 86
Tabela 16. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis e as
a iá eis ICC e diabe es, não ajus ada (OR) e ajus ada (AOR) .................................. 88
Tabela 17. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis ICC, condições e i á eis e diabe es, não ajus ada (OR) e
ajus ada (AOR) ............................................................................................................. 89
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2.1.2. Indicado de desempenho dos cuidados de saúde p imá ios e de
ambula ó io
O e mo ACSC su giu no início dos anos de 1990 (Longman e al., 2015). O
p essupos o de que es es in e namen os podem se eduzidos, a a és de
in e enção em ambula ó io, ao ní el do diagnós ico, a amen o e e i o de
condições agudas e adequada ges ão de doenças c ónicas (Ko nelius e al,
2014), sus en ou o seu desen ol imen o e u ilização, nos EUA, como indicado
pa a a alia a acessibilidade, e e i idade e qualidade dos cuidados de saúde de
ambula ó io (Billings, 1993). Desde a sua conceção, a axa de in e namen os po
ACSC em sido u ilizada como um indicado de desempenho dos cuidados de
ambula ó io em á ios sis emas de saúde a ní el in e nacional (Walke e al.,
2017).
As al e ações sociodemog á icas, exp essas po um aumen o da população mais
idosa e com mais doenças c ónicas complexas, e o c escen e impe a i o de
edução de cus os e melho ia con ínua da qualidade dos cuidados de saúde,
con ibuiu pa a que es e ópico se o nasse de especial in e esse no domínio da
saúde (Mkan a e al., 2016).
O c escen e in e esse pelos in e namen os po ACSC associa-se a uma
expe a i a gene alizada de que a p e enção e edução de ein e namen os e
in e namen os e i á eis possa con ibui pa a a edução de cus os e melho ia da
e iciência do sis ema de saúde (Walke e al., 2017; Mkan a e al., 2016),
azendo bene ícios signi ica i os que pa a o sis ema de saúde, que pa a os
doen es e suas amílias (Longman e al., 2015; Eggli e al., 2014).
Assim, a axa de in e namen os po ACSC em sido amplamen e u ilizada e
sus en ada pela li e a u a, al como e idencia a e isão sis emá ica de Rosano
e al. (2012), na qual a maio ia dos es udos analisados con i mou uma edução
no núme o de in e namen os e i á eis em á eas com maio acesso a cuidados
de ambula ó io.
Con udo, a u ilização dos in e namen os po ACSC pa a iden i icação dos
in e namen os po encialmen e e i á eis ap esen a um conjun o de
cons angimen os.
Longman e al. (2015) de endem que o ac o de os in e namen os po ACSC
se em uma medida de base populacional não pe mi e a alia a p e enção dos

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in e namen os a ní el indi idual. Os au o es e e em ainda que um dos maio es
cons angimen os da u ilização des es in e namen os, mais especi icamen e, dos
in e namen os po ACSC c ónicas, consis e no ac o de que, mesmo com uma
ges ão adequada da doença, o es ado de saúde do doen e se i á de e io a
na u almen e a é chega a um momen o em que o in e namen o hospi ala
pode á se ine i á el (Longman e al., 2015). Nes a medida, Longman e al.
(2015) de endem que a iden i icação dos in e namen os po ACSC c ónicas
es a á a sob es ima os in e namen os e i á eis.
De o ma a minimiza os cons angimen os de u ilização dos in e namen os po
ACSC é necessá ia, aquando da sua análise e compa ação, a aplicação
ap op iada de a o es de ajus amen o (Rosano e al., 2012), bem como a
consciência de que a elação en e os in e namen os po ACSC e o acesso e
qualidade dos cuidados de saúde de ambula ó io é in luenciada po um as o
conjun o de a o es ex e nos que não es á sob o domínio dos p es ado es de
cuidados de saúde (F eund e al., 2013).
Sa men o e al. (2015) sis ema iza am os a o es passí eis de in luencia os
in e namen os po ACSC em qua o g andes ca ego ias: a o es associados aos
p es ado es de cuidados, a o es socioeconómicos e demog á icos, a o es
geog á icos e a o es epidemiológicos, como po exemplo a p e alência e
se e idade da doença.
Di e sos es udos êm-se dedicado à análise des as ca ac e ís icas e ao seu
impac o nos in e namen os po ACSC. Pa a além de a o es como e idade igual
ou supe io a 70 anos (WHO, 2016; Dan as e al., 2016) e/ou se do sexo
masculino (Dan as e al., 2016), ou as ca ac e ís icas êm sido conside adas.
Nos EUA maio es axas de in e namen os po ACSC êm sido associadas a
pio es condições socioeconómicas, suge indo desigualdades no acesso a
cuidados de saúde p e en i os de qualidade (Eggli e al., 2014). Também em
Po ugal o es udo de Dimi o o á e al. (2017) cons a ou o impac o de
ca ac e ís icas socioeconómicas nas axas de in e namen os po ACSC,
nomeadamen e, que os municípios com maio es ní eis de ili e acia e ní eis mais
baixos de pode de comp a ap esen am maio es axas de in e namen os
elacionados com ACSC.
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Um ou o a o que em sido obje o de es udo é a p esença de como bilidades.
Dan as e al. (2016) concluí am que o isco de um in e namen o po ACSC
aumen a em 1,35 ezes po cada doença c ónica adicional e aumen a em 3,29
ezes em doen es com pelo menos qua o doenças c ónicas. No mesmo es udo,
os au o es obse a am, ao analisa a média do núme o de doenças c ónicas,
que es a e a duas ezes supe io em in e namen os po ACSC, ela i amen e a
in e namen os não elacionados a ACSC.
Ou a ques ão que susci a con o é sia no âmbi o da u ilização da axa de ACSC
como indicado pa a a aliação de desempenho de e-se à al a de consenso
ela i amen e às condições de saúde (c ónicas e agudas) pa a as quais os
in e namen os podem se conside ados e i á eis.
De ac o, á ias lis as de ACSC êm sido desen ol idas e implemen adas, em
di e en es con ex os, es ando sus en adas em di e en es c i é ios de inclusão e
exclusão. Algumas das lis as exis en es são a de Billings e al. (1993) e da AHRQ
(2004), ambas desen ol idas nos EUA; a de Caminal e al. (2001) desen ol ida
em Espanha; a de CIHI (2008) no Canadá; e de Pu dy e al. (2009) desen ol ida
no Reino Unido.
A exis ência e u ilização de á ias lis as pa a iden i icação de ACSC le a a que
exis am esul ados di e en es pa a a mesma ealidade consoan e a lis a u ilizada.
Es a ques ão é demons ada no es udo de Sa men o e al. (2015), no qual o am
u ilizadas duas lis as, a canadiana alidada po CIHI e a espanhola alidada po
Caminal, pa a ca ac e iza a e olução dos in e namen os e i á eis em Po ugal,
e onde se ob i e am esul ados subs ancialmen e dis in os, median e a aplicação
de uma ou ou a lis a.
A limi ação deco en e da ob enção de esul ados díspa es, ao se em aplicadas
di e en es lis as, é a di iculdade na compa ação de esul ados (Sa men o e al.,
2015). Es a limi ação oco e na compa ação de esul ados en e di e en es
países (Pu dy e al., 2009), mas ambém na compa ação de esul ados de
di e en es es udos a ní el nacional, uma ez que em Po ugal não es á de inida
uma lis a única de ACSC, nem es abelecida uma me odologia única a u iliza
(Sa men o e al., 2015).
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Dada a di e sidade de lis as e suas consequências, Nedel e al. (2011) p opõem
a seleção de causas a conside a como ACSC median e dois p incípios que
conside am undamen ais:
• exis ência de ecnologia e conhecimen o que pe mi am e i a um
in e namen o po uma causa de saúde especí ica;
• a e i abilidade do in e namen o deco e de ações que são da
esponsabilidade dos cuidados de saúde de ambula ó io (p incípio
da sensibilidade).
Os au o es e e em ainda a necessidade do indicado se especí ico, ad ogando
assim a exclusão de doenças menos sensí eis ou não elacionadas a ações dos
cuidados de saúde de ambula ó io.
Con udo, a pe spe i a de Nedel e al. (2011) não é pa ilhada po odos os
in es igado es. Po exemplo, Caminal e al. (2004) de ende a exis ência de
di e sas lis as, adap adas a di e en es con ex os e sis emas de saúde, de o ma
a assegu a a alidade e iabilidade das axas de in e namen o.
Em suma, apesa dos conhecidos cons angimen os da u ilização do indicado
de ACSC, es e é econhecido como uma medida indi e a de acesso e qualidade
dos cuidados de saúde de ambula ó io, que pe mi e e em sido aplicada no
planeamen o de se iços de saúde, no sen ido de eduzi os cus os com
cuidados de saúde (She idan e al, 2012; Ansa i e al., 2012).
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2.2. DIABETES MELLITUS
2.2.1. De inição e classi icação
A diabe es de ine-se po um conjun o de dis ú bios me abólicos que pa ilham
como ca ac e ís ica comum a hipe glicemia. Es a hipe glicemia pode esul a da
de icien e sec eção da insulina, da sua de icien e ação ou, mais equen emen e,
da associação de ambas (ADA, 2014). O desen ol imen o do conhecimen o
ela i amen e às di e en es e iologias da diabe es pe mi iu dis ingui e classi ica
em di e en es ipos (ADA,2014):
• Diabe es ipo 1
o Diabe es au o-imune
o Diabe es idiopá ica
• Diabe es ipo 2
• Ou os ipos especí icos de diabe es
o De ei os gené icos das células ß
o De ei os gené icos na ação da insulina
o Pa ologias do pânc eas exóc ino
o Endoc inopa ias
o Relacionada com químicos ou á macos
o In eções
o Fo mas pouco comuns de diabe es au o-imune
o Ou as sínd omes gené icas associadas à diabe es
• Diabe es ges acional
De uma o ma ge al, a Diabe es ipo 1 ca ac e iza-se pela des uição das células
ß do pânc eas, esul ando na de icien e sec eção de insulina; es e ipo de
diabe es co esponde a 5-10% dos casos. Po ou o lado, a diabe es ipo 2 é a
o ma mais p e alen e, a e ando ce ca de 90% das pessoas com diabe es, e
ca ac e iza-se po dis ú bios na sec eção e ação da insulina. O apa ecimen o e
e olução des es dis ú bios é um p ocesso complexo e mul i a o ial, encon ando-
se equen emen e associado, en e ou os a o es, à obesidade (ADA, 2014).
Na ca ego ia dos ou os ipos de diabe es encon am-se, ge almen e, causas
menos comuns de diabe es, mas cujo p ocesso pa ológico pode se iden i icado
de uma o ma mais especí ica. Po exemplo, a diabe es ges acional diz espei o
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à p esença de hipe glicemia que em inicio ou é iden i icada du an e a g a idez
(ADA, 2014).
2.2.2. Complicações e impac o na qualidade de ida
A diabe es es á associada a um as o conjun o de complicações, que podem
a e a di e sas es u u as do co po humano, podendo mani es a -se de
di e en es o mas em di e en es pessoas (IDF, 2015). Es as complicações
di idem-se, habi ualmen e, em mac o ascula es e mic o ascula es. As
complicações mac o ascula es esul am em doença a e ial co oná ia, doença
a e ial pe i é ica e AVC, enquan o as complicações mic o ascula es esul am
em e inopa ia diabé ica, ne opa ia e neu opa ia (Fowle , 2008).
Es as complicações podem se p e enidas ou e a dadas a a és do diagnós ico
p ecoce e ges ão e e i a e a empada da diabe es, nomeadamen e, a a és de
a amen o que pe mi a man e os ní eis de glicemia, p essão a e ial e coles e ol
o mais p óximo do no mal possí el (IDF, 2015).
Pa a além des as complicações, os indi íduos com diabe es êm ainda um isco
aumen ado de desen ol e in eções (IDF, 2015) e uma maio p edisposição pa a
so e de dep essão (Ca pe e al., 2014), que su ge associada à p esença e
g a idade das complicações e como bilidades da diabe es (Maddigan, 2005).
De aco do com Ca pe e al (2014) a p esença de diabe es quase duplica a
p obabilidade de so e um ans o no dep essi o bipola , mas ambém a
p esença des e ans o no aumen a em 37% a p obabilidade de desen ol e
diabe es, o que o na es a elação bila e al (Ca pe e al., 2014). Es a associação
não só é signi ica i a, como ambém se aduz em pio es esul ados em saúde,
o que pode á le a a mais complicações de saúde e maio mo alidade (Ca pe
e al., 2014).
Nes a medida, a dep essão assume-se como um impo an e a o de isco pa a
uma pio qualidade de ida nos indi íduos diabé icos (Ca pe e al., 2014), al
como e idencia o es udo desen ol ido po Jacobson e al. (1997) que suge e
que an o a g a idade da diabe es e suas complicações, como a p esença de
sin omas e doenças psiquiá icas in luenciam nega i amen e a qualidade de ida
dos doen es com diabe es.

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Des e modo, as complicações e como bilidades da diabe es são conside adas
uma causa majo pa a a incapacidade, edução da qualidade de ida e
mo alidade p ema u a a ní el mundial (IDF, 2015), impondo assim ele ados
cus os indi e os e in angí eis na sociedade (ADA, 2013).
2.2.3. P e alência e mo alidade
A diabe es em indo a di undi -se amplamen e, não só em países
desen ol idos, mas ambém em países em desen ol imen o (Seu ing, 2015).
Es e aumen o da p e alência de diabe es, pa icula men e da diabe es ipo 2,
su ge associada a di e sos a o es, ais como a ápida u banização e o p ocesso
de ansição nu icional pa a die as hipe caló icas e es ilos de ida seden á ios
(Hu, 2011).
De aco do com os dados da Fede ação Nacional de Diabe es, es a pa ologia,
assumia em 2013, ela i amen e à aixa e á ia dos 20 aos 79 anos, uma
p e alência de 8,3%, a ní el mundial, o que co espondia a 382 milhões de
pessoas a e adas. Es e alo aumen ou pa a 415 milhões de indi íduos (8,8%)
em 2015 e p e ê-se o seu con ínuo aumen o, pe spe i ando-se que em 2040
a e e 642 milhões de pessoas (IDF, 2015). Es ima-se, ainda pa a 2015, que es a
pa ologia enha sido esponsá el po 5 milhões de mo es a ní el mundial (IDF,
2015).
Rela i amen e a Po ugal, a p e alência es imada da Diabe es, em 2015,
ambém pa a a aixa e á ia dos 20 aos 79 anos, e a de 13,3%, o que
co espondia a mais de 1 milhão de indi íduos a e ados nes e g upo e á io,
sendo que des a p e alência 7,5% e a diagnos icada e 5,8% não diagnos icada
(SPD, 2016). Es a p e alência es imada ep esen a um c escimen o de 1,6%
en e 2009 e 2015 (SPD, 2016). Não obs an e, ambém a incidência es imada da
Diabe es aumen ou, em Po ugal, de 2013 pa a 2015, egis ando-se,
ap oximadamen e, 58 mil e 61 mil no os casos, espe i amen e (SPD, 2016).
En e 2013 e 2015, inclusi e, con abilizou-se um o al de 173.426 no os casos
es imados (SPD, 2016)
A ní el mundial, es as p e alências assumem di e en es dis ibuições en e
zonas u banas (269,7milhões de pessoas) e zonas uais (145,1 milhões de
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pessoas) (IDF, 2015); bem como en e indi íduos do sexo masculino (onde é
mais p e alen e) e do sexo eminino. Em Po ugal es a di e ença de p e alências
en e o sexo masculino e eminino e a es a is icamen e signi ica i a em 2015,
assumindo uma p e alência de 15,9% nos homens e de 10,9% nas mulhe es
(SPD, 2016).
2.2.4. Impac o económico da diabe es
O aumen o da p e alência da Diabe es e das complicações a si associadas êm
con ibuído pa a o aumen o dos cus os di e os, elacionados com o consumo de
cuidados de saúde, mas ambém de cus os indi e os, nomeadamen e po
absen ismo e pe da de p odu i idade (ADA, 2013).
A ní el global, es ima-se que ce ca de 12% da despesa com a saúde seja
alocada à diabe es, sendo de salien a que a maio ia dos países dedica en e 5
e 20% da sua despesa o al com a saúde à diabe es (IDF, 2015).
Nes e seguimen o, a ADA (2013) concluiu que, após ajus a pa a sexo e idade,
a despesa anual em saúde pe capi a é 2,3 ezes supe io em indi íduos com
diabe es, compa a i amen e àqueles que não são po ado es da pa ologia (ADA,
2013).
Dando o exemplo do Reino Unido, ce ca de 10% dos cus os em saúde são
dedicados à diabe es, sendo que des a pe cen agem apenas ¼ diz espei o ao
a amen o e ges ão da diabe es, po si p óp ia, e o es an e pa a o a amen o
das complicações a si associadas (Hex e al., 2012).
Nos EUA, ela i amen e ao ano de 2012, es ima-se que o cus o o al com a
diabe es enha sido de 245 mil milhões de dóla es, dos quais 176 mil milhões
co espondem a cus os di e os e 69 mil milhões a pe da de p odu i idade, um
alo supe io aos 174 mil milhões de dóla es es imados em 2007 (ADA, 2013).
A Ame ican Diabe es Associa ion (2013) conside a que es e aumen o de cus os
en e 2007 e 2012 e le e a o es como o aumen o da p e alência da diabe es e
o c escimen o da u ilização de se iços de saúde.
Também ela i amen e a 2012, es ima-se que nos EUA, o núme o de dias de
in e namen o de pessoas com diabe es e aqueles que são a ibuídos à pa ologia
c esce am em 6% e 9%, espe i amen e, compa a i amen e ao ano de 2007,
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apesa dos dias de in e namen o, a ní el nacional, e em diminuído ce ca de 10%
(ADA, 2013).
Ainda ela i amen e à média de dias de in e namen o, Hex e al. (2012),
concluí am que os doen es com diabe es admi idos pa a ci u gia es ão
in e nados, em média, mais 2,6 dias compa a i amen e aos doen es sem
diabe es.
Já em Po ugal, no ano de 2014, es ima-se que o cus o di e o com a Diabe es
enha sido en e 1300 e 1550 milhões de eu os, o que co esponde a 8-10% da
despesa o al em saúde em 2015, e a 0,7-0,9% do PIB po uguês ela i amen e
ao mesmo ano (SPD, 2016).
De uma o ma ge al, a p esença de diabe es es á associada a maio núme o de
in e namen os, maio empo de in e namen o (Comino e al., 2015) e maio es
cus os (ADA, 2013); mas ambém ao aumen o do núme o de in e namen os
po encialmen e e i á eis. Nie eld e al. (2003) iden i ica am 7% de in e namen os
e i á eis em doen es com diabe es ipo II. Em 2013, ela i amen e a Po ugal, a
Diabe es e a esponsá el po 3,9% do o al de in e namen os po ACSC (WHO,
2016).
Também Dan as e al. (2016) concluí am que e uma doença c ónica do g upo
nosológico endóc ino, nu icional, me abólico e da imunidade, onde se incluiu a
diabe es, aumen a em 1,64 ezes o isco de e um in e namen o e i á el.
Nes a medida, a diabe es é não só uma doença com um impo an e impac o na
qualidade de ida dos doen es, mas ambém na e iciência do sis ema de saúde,
impondo um signi ica i o enca go inancei o, que pode coloca em causa o
desen ol imen o económico sus en á el dos di e en es países (IDF, 2015).
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2.3. INTERNAMENTOS EVITÁVEIS MÚLTIPLOS E A DIABETES
Ao longo dos úl imos anos, á ios es udos se êm deb uçado sob e os
in e namen os e i á eis e ambém sob e as eadmissões hospi ala es,
eme endo, equen emen e, pa a eadmissões p ecoces, is o é, no espaço de
30 dias (Ma esanz-Fe nández e al, 2015).
As eadmissões hospi ala es a 30 dias podem se de inidas como admissões,
não planeadas, po qualque condição, que oco em a é 30 dias depois do
p imei o in e namen o (Ho wi z e al, 2011).
Nos EUA, 19,6% dos doen es com Medica e são eadmi idos den o de 30 dias,
cons i uindo um cus o anual es imado de 17,4 mil milhões de dóla es (Jencks e
al., 2009). Pa e des as eadmissões são conside adas po encialmen e e i á eis
e c ê-se que es ão elacionadas com a qualidade dos cuidados hospi ala es e
p epa ação pa a a al a (Fische e al., 2014). Po es a azão, as eadmissões a
30 dias êm su gido como um indicado de qualidade dos cuidados hospi ala es
(Be y e al., 2011), cujo obje i o p imá io é eduzi es es in e namen os, com
consequen e melho ia da qualidade e edução de cus os em saúde (Fische e
al., 2014; Be y e al., 2018)
Con udo, um concei o mais ecen e em indo a se in oduzido, o qual diz
espei o aos in e namen os múl iplos, is o é, á ios in e namen os, pelo mesmo
indi íduo, num pe íodo especí ico de empo (Ma esanz-Fe nández e al., 2015).
A no idade des e concei o, az com que ainda não seja consensual a de inição
do pe íodo de empo, nem do núme o de in e namen os a conside a (Ma esanz-
Fe nández e al., 2015), pelo que, de es udo pa a es udo, é possí el encon a
di e en es de inições (E xebe ia-Lekuona e al., 2015). Não obs an e, o concei o
é dis in o do das eadmissões a 30 dias, uma ez que o obje i o da medida é
a alia a qualidade dos cuidados de ambula ó io e não a qualidade dos cuidados
p es ados du an e o in e namen o e planeamen o de al a.
Nes a medida, in e namen os e i á eis múl iplos podem se de inidos como
á ios in e namen os, pelo mesmo indi íduo, po ACSC du an e um pe íodo
especí ico de empo.
Rela i amen e à ealidade po uguesa, Sa men o e San ana (2016),
iden i ica am, em 2013, num o al de 11,4% admissões e i á eis (do o al de
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4.3.3. Va iá eis de con olo
Fo am conside adas como a iá eis de con olo: sexo, aixa e á ia, índice de
como bilidade de Cha lson e condições e i á eis (Tabela 2).
Tabela 2. Desc ição das a iá eis de con olo
Va iá el
Desc ição
Tipo e ca ego ias da a iá el
Sexo
Sexo do indi íduo
Nominal
• Masculino
• Feminino
Faixa e á ia
Faixa e á ia do
indi íduo
O dinal
• 18-39;
• 40-64;
• 65-79;
• ≥80.
Índice de
como bilidade
Cha lson (ICC)
Classi icação de
g a idade que e le e o
isco de óbi o, associado
às como bilidades dos
doen es
Nominal
• 1
• 2
• 3
• 4
• 5
• 6
• ≥7
Condições
e i á eis
Condições e i á eis
associadas ao episódio
de in e namen o;
de inidas de aco do
com a me odologia da
AHRQ (2016).
Nominal
• Complicações de cu o p azo da
diabe es;
• Complicações de longo p azo da
diabe es;
• DPOC ou Asma em adul os idosos;
• Hipe ensão;
• Insu iciência Ca díaca;
• Desid a ação;
• Pneumonia bac e iana;
• In eção do a o u iná io;
• Diabe es descon olada;
• Asma em jo ens adul os;
• Ampu ação da ex emidade in e io
em doen es com diabe es.
4.4. População em es udo e c i é ios de seleção
4.4.1. Seleção de episódios em es udo
Nes e es udo o am inicialmen e iden i icados odos os episódios de
in e namen o egis ados en e Janei o de 2013 e Dezemb o de 2015, em
Po ugal Con inen al, na BDMH. A amos a inicial incluía 3.041.447 episódios de
in e namen o.

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4.4.1.1. C i é ios de exclusão
Pa a e ei os de análise o am excluídos episódios com as seguin es
ca ac e ís icas:
Ø Indi íduos com idade in e io a 18 anos. Uma ez que uma das
especi icações do PQI 90 (compósi o o al) da me odologia da AHRQ é a
inclusão de indi íduos de idade igual ou supe io a 18 anos;
Ø Hospi ais especializados, uma ez que são hospi ais de 2ª ou 3ª linha,
que não a am in e namen os ge ais de agudos. Também no es udo de
Kim e al. (2011) o am excluídos episódios de in e namen os em hospi ais
psiquiá icos, de eabili ação e de longa du ação;
Ø Episódios da GCD 14 G a idez, Pa o e Pue pé io, uma ez que uma das
p incipais especi icações da me odologia da AHRQ pa a os PQIs
di e amen e elacionados com a diabe es (PQI 1, 3, 14 e 16) é a exclusão
de in e namen os obs é icos;
Ø P ocedimen o de adio e apia, endo em con a que es e é, po no ma, de
ambula ó io, mas esponsá el po um ele ado núme o de episódios de
in e namen o na base de dados em análise, com concen ação ele ada
em p es ado es especí icos;
Ø Diagnós ico de hemodiálise nos indi íduos com diagnós ico de
insu iciência enal c ónica associado a dias de in e namen o igual a 0. À
semelhança do p ocedimen o de adio e apia, ambém o núme o de
episódios de in e namen o po diagnós ico de hemodiálise assume um
ele ado núme o na base de dados analisada. O p ocedimen o de
exclusão de diagnós ico de hemodiálise já inha sido ado ado no es udo
de Sp inge el a . (2017);
Ø Indi íduos com mais de 30 episódios ao longo do pe íodo de 3 anos. Dada
a exis ência de indi íduos com ele ado núme o de episódios de
in e namen o, op ou-se pela de inição de um pon o de co e (30 episódios
du an e 3 anos), de o ma a que es e conjun o de indi íduos não
sob es imasse o núme o de episódios múl iplos.
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1. Ca ac e ização e compa ação en e os in e namen os e i á eis com e
sem diagnós ico de diabe es
4.4.1.2. Ou as exclusões
Tendo em is a uma maio obus ez de análise dos dados o am ainda excluídos
os seguin es episódios:
• G upos de e o;
• Sexo omisso;
• Episódios sem iden i icação de doen e;
• Dias de in e namen o nega i os.
Em suma, o am excluídos 1.071.603 episódios de in e namen o. Pelo que a
amos a inal incluiu 1.969.844 episódios de in e namen o, o que co esponde a,
ap oximadamen e, 65% dos episódios da base de dados o iginal. A
ca ac e ização da amos a encon a-se desc i a no anexo II.
4.5. E apas da análise es a ís ica
De o ma a da espos a aos obje i os p opos os pa a o p esen e es udo a
análise dos dados sus en a-se numa abo dagem de in es igação quan i a i a,
di idindo-se em cinco e apas me odológicas undamen ais:
Es a ca ac e ização ealizou-se pa a as a iá eis sexo, aixa e á ia, ipo de
admissão, índice de como bilidade de Cha lson, mo alidade in a-hospi ala ,
condições e i á eis, du ação de in e namen o e espe i o cus o es imado, e
cus o es imado po doen e, no o al do pe íodo em análise.
Pa a analisa os dados ela i os à du ação de in e namen o, cus o es imado po
in e namen o e cus o es imado po doen e en e as di e en es amos as,
começou-se po aplica o es e de Kolmogo o -Smi no pa a analisa a sua
no malidade. Cons a ou-se que com uma p obabilidade de e o de 5% a
dis ibuição das duas a iá eis não é no mal, pelo que oi u ilizado o es e não
pa amé ico de Mann-Whi ney.
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3. Ca ac e ização e compa ação en e in e namen os e i á eis múl iplos e
in e namen os e i á eis únicos.
Compa ação de in e namen os e i á eis múl iplos com e sem
diagnós ico de diabe es
2. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el pela p esença da diabe es
Foi u ilizada eg essão logís ica pa a es ima a p obabilidade da diabe es
in luencia a oco ência de in e namen o e i á el, ajus ando pa a sexo e aixa
e á ia. A p obabilidade é epo ada como odds a io (OR), uma medida de
associação en e uma exposição e um esul ado, a a és da qual é possí el
compa a , no caso em conc e o, a p obabilidade ela i a da oco ência de
in e namen o e i á el dada a exposição à diabe es. Se OR=1 a exposição não
a e a o esul ado; se OR>1 a exposição es á associada a maio p obabilidade de
oco ência de de e minado esul ado; se OR<1 a exposição es á associada a
meno p obabilidade de um esul ado (Szumilas, 2010).
A pa com a es ima i a do isco de in e namen o e i á el pela p esença de
diabe es, p ocedeu-se, ambém, à mesma análise pa a o índice de
como bilidade de Cha lson.
Conside ando que as a iá eis sexo e aixa e á ia podem in luencia o isco de
in e namen o e i á el, o am conside adas como a iá eis de ajus amen o do
isco.
Foi u ilizado o in e alo de con iança de 95% pa a es ima a p ecisão do OR.
P ocedeu-se a uma análise quan i a i a desc i i a, compa a i a, de
in e namen os e i á eis múl iplos e únicos (não múl iplos), bem como dos
in e namen os e i á eis múl iplos com e sem diagnós ico de diabe es, em unção
das seguin es a iá eis:
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Figu a 1. Va iá eis de análise dos in e namen os e i á eis múl iplos e únicos
com e sem diagnós ico de diabe es
Também pa a analisa a du ação de in e namen o e cus o es imado do
in e namen o e po doen e, no o al do pe íodo em análise, en e as di e en es
amos as aplicou-se o es e não pa amé ico de Mann-Whi ney, uma ez que as
a iá eis não assumem uma dis ibuição no mal.
•Nº!médio!episódios!
po !doen e!
•To al
•Sexo
•Faixa!e á ia
•Tipo!de!admissão
•Indice!de!
como bilidade!de!
Cha lson!(ICC)
•Condições!e i á eis
Volume
Recu sosTempo
In e namen o1
•Du ação!de!in e namen o!
•Cus o!uni á io!es imado!
do!episódio!
•Cus o!es imado!po !
doen e!
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4. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da
diabe es
5. Análise de sensibilidade
Com o p opósi o de es ima o isco (Odds Ra io) de in e namen o e i á el
múl iplo pela p esença da diabe es u ilizou-se o modelo de eg essão logís ica
ajus ando pa a sexo e aixa e á ia.
Foi aplicado o mesmo modelo pa a de e minação do isco de in e namen o
e i á el múl iplo pelo índice de como bilidade de Cha lson e po cada uma das
condições e i á eis (PQIs do modelo da AHRQ, 2016).
As a iá eis sexo e aixa e á ia o am conside adas como a iá eis de
ajus amen o do isco.
Foi u ilizado o in e alo de con iança de 95% pa a es ima a p ecisão do OR.
Dada a me odologia de classi icação dos in e namen os e i á eis, onde 4 dos 11
PQIs se encon am di e amen e elacionados com a diabe es, e admi indo a
hipó ese dos nossos esul ados se em in luenciados e sob es imados pelo
p óp io modelo, p ocedeu-se a uma análise de sensibilidade do isco de
in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da diabe es. Pa a al, o am
selecionadas as 3 condições e i á eis mais p e alen es e cujo diagnós ico
p incipal de admissão não e a a diabe es: pneumonia bac e iana, insu iciência
ca díaca e in eções do a o u iná io, e aplicou-se o modelo base de eg essão
logís ica.
Pa a a análise es a ís ica eco eu-se ao so wa e in o má ico SPSS e são 24.0.
Foi de inindo um ní el de signi icância < 0,05, pa a um in e alo de con iança de
95%

Página| 38
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
5.1. Dis ibuição de episódios, indi íduos e cus os o ais
Tal como ilus a o diag ama ( igu a 2), en e 2013 e 2015, e i ica am-se 301.334
episódios de in e namen o po encialmen e e i á eis (15,3% do o al da amos a)
associados a 210.551 doen es dis in os. Des es, 109.812 episódios (i.e. 36,4%), o
que co espondeu a 74.068 indi íduos, inham diagnós ico, p incipal ou secundá io,
de diabe es. Mais de me ade (54,1%) dos in e namen os po encialmen e e i á eis
com diagnós ico de diabe es, es a am associados a 23.692 doen es que, no pe íodo
em análise, i e am dois ou mais in e namen os.
O cus o o al es imado, pa a os ês anos, dos in e namen os po encialmen e e i á eis
po doen es diabé icos oi de 236.812.450€. Des es, 128.998.085€ es i e am
associados a doen es que i e am dois ou mais in e namen os e i á eis no pe íodo.
Figu a 2. Diag ama de dis ibuição de episódios, indi íduos e cus os o ais
To al1Episódios
1.969.844!(100%)
1.220.363!indi íduos!
E i á eis
301.334!(15,3%)
210.551!
indi íduos!
607.100.690€
Diabe es
109.812 (36,4%)
74.068!indi íduos
236.812.450€
Múl iplos
59.436 (54,1%)
23.692!indi íduos
128.998.085€
Únicos
50.376!(45,9%)
107.814.365€
Sem1diabe es
191.522 (63,6%)
Múl iplos
84.773!(44,3%)
Únicos
106.749!(55,7%)
Não1E i á eis
1.668.510!(84,7%)!
Diabe es
288.755!(17,3%)
Múl iplos
191.606!(66,4%)
Únicos
97.149!(33,6%)
Sem1Diabe es
1.379.755!(82,7%)
Múl iplos
745.957!(54,1%)
Únicos
633.798!(45,9%)
Página| 39
5.2. Ca ac e ização e compa ação en e os in e namen os e i á eis com e
sem diagnós ico de diabe es
A análise desc i i a p esen e na Tabela 3 mos a que na globalidade dos
in e namen os e i á eis os indi íduos do sexo eminino e os indi íduos
pe encen es à aixa e á ia de idade igual ou supe io a 80 anos são os que
assumem uma maio p e alência. O ipo de admissão é p edominan emen e
u gen e.
Rela i amen e ao ICC, o sco e mais p e alen e nos indi íduos com diabe es é o
2, enquan o nos indi íduos sem diabe es é o sco e 1 do ICC. Impo a ainda
des aca que os in e namen os e i á eis com diabe es ap esen am
consis en emen e sco es mais ele ados no ICC compa a i amen e aos
in e namen os e i á eis sem diabe es. A pe cen agem de mo alidade in a-
hospi ala é supe io em indi íduos sem diabe es.
Independen emen e do s a us da diabe es, as condições e i á eis mais
p edominan es são a pneumonia bac e iana, insu iciência ca díaca e in eção do
a o u iná io. Nos in e namen os e i á eis com diabe es, es as condições são a
p incipal causa de admissão em mais de 65% dos in e namen os. Apenas 24,6%
dos in e namen os e i á eis com diabe es êm como causa de admissão
complicações di e amen e elacionadas com a diabe es.
Página| 40
Tabela 3. Análise desc i i a dos in e namen os po encialmen e e i á eis com e sem
diagnós ico de diabe es
In e namen os e i á eis
Diabe es
N (%)
Sem Diabe es
N (%)
To al
N (%)
Nº To al
109812
(36,4%)
191522
(63,6%)
301334
(100%)
Sexo
Feminino
57576
(52,4%)
98378
(51,4%)
155954
(51,8%)
Masculino
52236
(47,6%)
93144
(48,6%)
145380
(48,2%)
Faixa e á ia
18-39
2346
(2,1%)
7815
(4,1%)
10161
(3,4%)
40-64
16949
(15,4%)
29708
(15,5%)
46657
(15,5%)
65-79
44063
(40,1%)
53262
(27,8%)
97325
(32,3%)
≥ 80
46454
(42,3%)
100737
(52,6%)
147191
(48,8%)
Tipo de admissão
P og amada
7244
(6,6%)
6381
(3,3%)
13625
(4,5%)
U gen e
102293
(93,2%)
185105
(96,6%)
287398
(95,4%)
Ou os
275
(0,3%)
36
(0,0%)
311
(0,1%)
ICC
0
0
(0%)
42581
(22,2%)
42581
(14,1%)
1
17900
(16,3%)
61158
(31,9%)
79058
(26,2%)
2
28922
(26,3%)
41281
(21,6%)
70203
(23,3%)
3
22043
(20,1%)
23513
(12,3%)
45556
(15,1%)
4
16478
(15%)
12135
(6,3%)
28613
(9,5%)
5
12537
(11,4%)
4109
(2,1%)
16646
(5,5%)
6
6618
(6%)
3935
(1,9%)
10253
(3,4%)
≥7
5314
(4,8%)
3110
(1,6%)
8424
(2,8%)
Mo alidade in a-
hospi ala
29698
(27%)
57286
(29,9%)
86984
(28,9%)
Condições E i á eis
Pneumonia
bac e iana
29206
(26,6%)
78894
(41,2%)
108100
(35,9%)
Insu iciência ca díaca
25727
(23,4%)
40657
(21,1%)
66384
(22%)
In eção do a o
u iná io
17151
(15,6%)
36939
(19,3%)
54090
(18%)
DPOC ou asma em
adul os idosos
7585
(6,9%)
23512
(12,3%)
31097
(10,3%)
Complicações de
longo p azo da
diabe es
14989
(13,6%)
0
(0%)
14989
(5%)
Desid a ação
2916
(2,7%)
6765
(3,5%)
9681
(3,2%)
Complicações de
cu o p azo da
diabe es
4614
(4,2%)
0
(0%)
4614
(1,5%)
Ampu ação da
ex emidade in e io
em doen es com
diabe es
4037
(3,7%)
0
(0%)
4037
(1,3%)
Diabe es
descon olada
3373
(3,1%)
0
(0%)
3373
(1,1%)
Hipe ensão
1991
(1,8%)
3861
(2%)
5852
(1,9%)
Asma em jo ens
adul os
10
(0,0%)
894
(0,5%)
904
(0,3%)
Página| 41
Tal como e idencia a abela 4, a di e ença da du ação de in e namen o, do cus o
uni á io es imado do episódio e do cus o es imado po doen e, no o al do pe íodo
em análise, en e in e namen os e i á eis com diagnós ico de diabe es e sem
diagnós ico de diabe es é es a is icamen e signi ica i a (p<0,001). Obse a-se
que a demo a média é supe io em in e namen os e i á eis com diabe es (10,8
± 13) compa a i amen e àqueles sem diagnós ico de diabe es (9,6 ± 10).
Também o cus o médio es imado po episódio é supe io em in e namen os
e i á eis com diagnós ico de diabe es (2.157 ± 3.074), compa a i amen e a
in e namen os sem diabe es (1.933 ± 2648). O cus o médio po doen e é
igualmen e supe io pa a indi íduos com diabe es (3.279 ± 4.568)
compa a i amen e àqueles sem diabe es (2.680 ± 3.677).
Tabela 4. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do episódio
e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis com diagnós ico de diabe es
e sem diagnós ico de diabe es
In e namen os e i á eis
Com diabe es
Sem diabe es
Du ação de
in e namen o*
Mediana
8
7
Média
10,82
9,59
Des io Pad ão
13,01
9,98
Ampli ude
0 - 700
0 - 785
Cus o uni á io
es imado do
episódio*
Mediana
1749
1749
Média
2157
1933
Des io Pad ão
3074
2648
Ampli ude
423 – 133504
513 – 133504
Cus o es imado
po doen e*
Mediana
1938
1871
Média
3279
2680
Des io Pad ão
4568
3677
Ampli ude
423 - 140039
513 - 139807
*Aplicado es e Mann-Whi ney. Di e ença en e g upos es a is icamen e signi ica i a
(p<0,001).
Página| 48
Con o me se obse a na abela 9, a di e ença da du ação de in e namen o, do
cus o uni á io es imado do episódio e cus o es imado po doen e, no o al do
pe íodo em análise, en e in e namen os e i á eis múl iplos com e sem
diagnós ico de diabe es é es a is icamen e signi ica i a (p<0,001). Obse a-se
que a demo a média é supe io em in e namen os e i á eis múl iplos com
diabe es (11,1 ± 12,4) compa a i amen e a in e namen os sem diagnós ico de
diabe es (10 ± 9,3). Também o cus o médio es imado é supe io em
in e namen os com diagnós ico de diabe es (2.170 ± 2.630) compa a i amen e
àqueles sem diagnós ico de diabe es (1.931 ± 2.011). Tal como os doen es
u ilizado es múl iplos com diabe es êm cus os médios (5.999 ± 5.525) supe io es
aos doen es u ilizado es múl iplos sem diabe es (5.139 ± 4.397).
Tabela 9. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do episódio
e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis múl iplos com diagnós ico de
diabe es e sem diagnós ico de diabe es
In e namen os e i á eis múl iplos
Com diabe es
Sem diabe es
Du ação de
in e namen o*
Mediana
8
8
Média
11,10
10
Des io Pad ão
12,42
9,30
Ampli ude
0 - 700
0-266
Cus o uni á io
es imado do
episódio*
Mediana
1871
1858
Média
2170
1931
Des io Pad ão
2630
2011
Ampli ude
423 – 133504
537 - 133504
Cus o es imado
po doen e*
Mediana
4641
4009
Média
5999
5139
Des io Pad ão
5525
4397
Ampli ude
846 – 140039
1073 - 139807
*Aplicado es e Mann-Whi ney. Di e ença en e g upos es a is icamen e signi ica i a
(p<0,001).

Página| 49
A abela 10 demons a que a di e ença da du ação de in e namen o, do cus o
uni á io es imado do episódio e cus o es imado po doen e, no o al do pe íodo
em análise, en e in e namen os e i á eis com diabe es, múl iplos e únicos, é
es a is icamen e signi ica i a (p<0,001). Rela i amen e a episódios de
in e namen o e i á eis com diabe es, obse a-se que a demo a média é supe io
em in e namen os múl iplos (11,1 ± 12,4) compa a i amen e a in e namen os
únicos (10,5 ± 13,7). Também o cus o médio es imado po in e namen o é
supe io em in e namen os múl iplos (2.170 ± 2.630). O cus o es imado po
doen e é, em média, 2,8 ezes supe io pa a doen es diabé icos u ilizado es
múl iplos (5.999 ± 5.525) compa a i amen e a doen es diabé icos u ilizado es
únicos (2.140 ± 3.525).
Tabela 10. Compa ação da du ação de in e namen o, cus o uni á io es imado do
episódio e cus o es imado po doen e en e in e namen os e i á eis com diabe es
múl iplos e únicos
In e namen os e i á eis com diabe es
Múl iplos
Únicos
Du ação de
in e namen o*
Mediana
8
7
Média
11,10
10,49
Des io Pad ão
12,42
13,66
Ampli ude
0 - 700
0-537
Cus o uni á io
es imado do
episódio*
Mediana
1871
1749
Média
2170
2140
Des io Pad ão
2630
3526
Ampli ude
423 – 133504
423 - 133504
Cus o es imado
po doen e*
Mediana
4641
1749
Média
5999
2140
Des io Pad ão
5525
3526
Ampli ude
846 – 140039
423 - 133504
*Aplicado es e Mann-Whi ney. Di e ença en e g upos es a is icamen e signi ica i a
(p<0,001).
Página| 50
5.5. Es ima i a do isco de in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da
diabe es
A abela 11 exp essa o isco de in e namen o e i á el múl iplo pelas a iá eis
sexo e aixa e á ia, que o am de inidas como a iá eis de ajus amen o.
A abela 12 ilus a a associação en e os in e namen os e i á eis múl iplos e as
a iá eis ICC, condições e i á eis e diabe es, a a és de odds a io não
ajus ados e ajus ados po sexo e aixa e á ia. Obse a-se que a p obabilidade
de oco ência de in e namen o e i á el múl iplo, endo po classe de e e ência
ICC = 0, in ensi ica-se com o aumen o do sco e do ICC. Es a associação é
supe io pa a o sco e 5 do ICC (AOR=4,79; IC95%=4,61–4,98).
As condições e i á eis que mais se associam à p obabilidade de in e namen os
múl iplos são a insu iciência ca díaca (AOR=1,58; IC95%=1,55–1,61), DPOC ou
asma em adul os idosos (AOR=1,96; IC95%=1,91–2,01), complicações de longo
p azo da diabe es (AOR=1,57; IC95%=1,51–1,62) e ampu ação da ex emidade
in e io em doen es com diabe es (AOR=1,49; IC95%=1,39–1,59).
De en e os episódios de in e namen o e i á el, a p esença de diabe es aumen a
em 1,49 ezes (IC95%=1,47–1,51) a p obabilidade do in e namen o se
classi icado como múl iplo.
É assim possí el cons a a que a p esença de diabe es não só aumen a a
p obabilidade de e um in e namen o e i á el (AOR=2,28; IC95%=2,26–2,30),
mas ambém aumen a a p obabilidade do in e namen o e i á el se múl iplo
(AOR=1,49; IC95%=1,47–1,51).
A abela comple a, com os a o es de ajus amen o explici ados pelas a iá eis
ICC, condições e i á eis e diabe es, encon a-se em anexo IV.
Tabela 11. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis sexo e aixa e á ia
In e namen o e i á el múl iplo
OR [IC 95%]
Sexo eminino ( e e ência)
Sexo masculino
1,000
1,117 (1,101 - 1,133)
Faixa e á ia
[18 – 39] ( e e ência)
[40 – 64]
[65 – 79]
[≥80]
1,000
1,749 (1,668 – 1,835)
2,595 (2,480 – 2,717)
2,815 (2,691 – 2,945)
Página| 51
Tabela 12. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis ICC, condições e i á eis e diabe es, não ajus ada (OR) e
ajus ada (AOR) po sexo e aixa e á ia
*Es a is icamen e signi ica i o (p<0,01)
** Signi icância = 0,967 (p>0,05)
In e namen os e i á eis múl iplos
OR [IC 95%]
AOR [IC 95%]
Índice Como bilidade
Cha lson*
0 ( e e ência)
1,000
1,000
1
2,023 (1,972 – 2,076)
1,927 (1,878 – 1,977)
2
2,741 (2,670 – 2,813)
2,554 (2,488 – 2,623)
3
3,358 (3,265 – 3,455)
3,071 (2,984 – 3,160)
4
4,141 (4,011 – 4,275)
3,788 (3,667 – 3,912)
5
5,227 (5,030 – 5,433)
4,795 (4,612 – 4,985)
6
3,918 (3,746 – 4,097)
3,672 (3,510 – 3,842)
≥7
3,119 (2,973 – 3,272)
2,937 (2,799 – 3,082)
Condições E i á eis
Pneumonia bac e iana*
0,623 (0,614 – 0,633)
0,591 (0,582 – 0,600)
Insu iciência ca díaca*
1,661 (1,632 – 1,690)
1,583 (1,555 – 1,611)
In eção do a o u iná io*
0,864 (0,848 – 0,880)
0,901 (0,884 – 0,918)
DPOC ou asma em adul os
idosos*
1,914 (1,868 – 1,960)
1,958 (1,910 – 2,006)
Complicações de longo
p azo da diabe es*
1,414 (1,368 – 1,461)
1,566 (1,514 – 1,620)
Desid a ação*
0,632 (0,606 – 0,659)
0,606 (0,581 – 0,633)
Complicações de cu o
p azo da diabe es*
0,831 (0,784 – 0,882)
1,082 (1,019 – 1,150)
Ampu ação da ex emidade
in e io em doen es com
diabe es*
1,495 (1,404 – 1,592)
1,490 (1,399 – 1,587)
Diabe es descon olada*
0,552 (0,514 – 0,593)
0,621 (0,578 – 0,668)
Hipe ensão*
0,603 (0,571 – 0,636)
0,624 (0,591 – 0,659)
Asma em jo ens adul os**
0,400 (0,345 – 0,463)
0,997 (0,854 – 1,163)
Diabe es*
1,486 (1,464 – 1,508)
1,492 (1,470 – 1,515)
Página| 52
Sín ese dos p incipais esul ados
• 15,3% do núme o o al da amos a o am episódios po ACSC, des es
36,4% inham diagnós ico de diabe es. 54,1% dos in e namen os
po encialmen e e i á eis com diabe es o am múl iplos;
• Indi íduos de aixa e á ia ≥ 80 anos são os que ap esen a am maio
p e alência em odo o ipo de in e namen os, independen emen e do
s a us de diabe es;
• O ipo de admissão u gen e oi o mais p e alen e em qualque ipo de
in e namen o e independen emen e do s a us de diabe es;
• 22,2% dos episódios de in e namen o po ACSC com diabe es
ap esen a am sco e de ICC igual ou supe io a 5. Es a pe cen agem é de
5,6% em episódios sem diabe es;
• O sco e de 5 do ICC aumen a o isco de in e namen o e i á el em 7,32
ezes, compa a i amen e ao sco e de 0, após ajus amen o po sexo e
aixa e á ia;
• As condições e i á eis mais p e alen es em in e namen os e i á eis e
e i á eis múl iplos, independen emen e do s a us da diabe es são:
pneumonia bac e iana, insu iciência ca díaca e in eção do a o u iná io;
• In e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos com diagnós ico de diabe es
ap esen a am demo a média, cus o uni á io es imado do episódio e cus o
es imado po doen e supe io es, em compa ação com in e namen os sem
diabe es;
• O cus o es imado po doen e é, em média, 2,8 ezes supe io pa a
doen es diabé icos u ilizado es múl iplos de in e namen os e i á eis (5999
± 5525) compa a i amen e a doen es diabé icos u ilizado es únicos de
in e namen os e i á eis (2140 ± 3525);
• A p esença da diabe es aumen a 2,28 ezes o isco de in e namen o
e i á el e 1,49 ezes o isco de in e namen o e i á el múl iplo,
compa a i amen e à ausência do diagnós ico de diabe es, após
ajus amen o po sexo e aixa e á ia.
Página| 53
5.6. Análise de sensibilidade
A abela 13 exp essa o isco de in e namen o e i á el múl iplo po pneumonia
bac e iana, insu iciência ca díaca e in eção do a o u iná io em unção da
p esença de diabe es.
A análise, ajus ada pa a sexo e aixa e á ia, pe mi e e i ica que, apesa do isco
de in e namen o e i á el múl iplo po diabe es eduzi esidualmen e quando se
analisa apenas as ês condições e i á eis mais p e alen es, a endência de
aumen o do isco de in e namen o e i á el múl iplo pela p esença da diabe es
man ém-se (OR=1,40; IC95%=1,38–1,43).
Tabela 13. Reg essão logís ica da análise de sensibilidade das 3 condições e i á eis
mais p e alen es e não elacionadas com diabe es, não ajus ado (OR) e ajus ado (AOR)
po sexo e aixa e á ia.
*Es a is icamen e signi ica i o (p<0,01)
In e namen os e i á eis múl iplos po
pneumonia bac e iana, insu iciência ca díaca e
in eção do a o u iná io
OR [IC 95%]
AOR [IC 95%]
Diabe es*
1,446 (1,420 – 1,471)
1,401 (1,376 – 1,427)
Sexo masculino
--
1,069 (1,051 - 1,087)
Faixa e á ia
18 – 39 ( e e ência)
40 – 64
65 – 79
≥80
--
--
--
--
--
1,000
1,695 (1,587 – 1,811)
2,830 (2,658 – 3,014)
3,416 (3,211 – 3,634)

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6. DISCUSSÃO
A discussão se á di idida em discussão de esul ados e discussão me odológica.
Rela i amen e à discussão dos esul ados, p ocede -se-á ao con on o en e os
esul ados ob idos e os exis en es na li e a u a e pos e io ap esen ação de
possí eis causas que possam jus i ica os esul ados. A discussão me odológica
incide sob e os p essupos os e opções me odológicas p esen es no abalho e o
seu possí el impac o nos esul ados ob idos.
6.1. Discussão dos Resul ados
Tan o quan o é do nosso conhecimen o es e é o p imei o es udo nacional a
analisa a associação en e a diabe es e os in e namen os e i á eis múl iplos.
Em sín ese os p incipais esul ados ob idos o am:
• Exp essi a pe cen agem de in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos
onde o diagnós ico de diabe es es á p esen e;
• Maio pe cen agem de in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos com
diagnós ico secundá io de diabe es, compa a i amen e a in e namen os
com diagnós ico p incipal de diabe es;
• Ac éscimo nos cus os dos doen es com diabe es;
• Ac éscimo nos cus os dos doen es u ilizado es múl iplos com diabe es,
compa a i amen e a u ilizado es únicos com diabe es;
• Aumen o do isco de in e namen o e i á el e e i á el múl iplo pela
p esença da diabe es.
6.1.1. F equência de u ilização
Os esul ados ap esen ados e idenciam que mais de me ade dos in e namen os
e i á eis com diabe es (54,1%), en e 2013 e 2015, e am múl iplos, o que
co espondia a 59.436 episódios de in e namen o e a um impac o inancei o
es imado de 128.998.085€, ge ado po 23.692 indi íduos.
Apesa de ce ca de 32% dos doen es com diabe es e em sido in e nados po
causas po encialmen e e i á eis mais de uma ez ao longo dos 3 anos de es udo
(23.692 indi íduos de 74.068), es es são esponsá eis po 54% do o al dos
cus os com in e namen os e i á eis po doen es diabé icos (128.998.085€ de
236.812.450€). Es es esul ados suge em, à pa ida, uma signi ica i a
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opo unidade de melho ia da ges ão da diabe es em con ex o de cuidados de
ambula ó io com p incipal oco na edução de in e namen os múl iplos.
O es udo de Kim e al. (2011), desen ol ido na Cali ó nia, E.U.A., iden i icou um
esul ado semelhan e, em que 55,3% dos in e namen os po doen es idosos com
diabe es e am múl iplos. Também Jiang e al. (2003), apesa de não analisa em
in e namen os e i á eis, iden i ica am que 30% dos doen es diabé icos
in e nados em 1999, em cinco es ados ame icanos, inham ido dois ou mais
in e namen os, o que co espondia a ce ca de 55% do o al dos in e namen os.
6.1.2. Dados demog á icos
Os esul ados e idencia am ainda que nos in e namen os com diabe es, que
enham sido e i á eis, que e i á eis múl iplos, a aixa e á ia p edominan e oi a
dos indi íduos com idade igual ou supe io a 80 anos, o que pode á se
jus i icado pela ulne abilidade ac escida des e g upo de indi íduos,
nomeadamen e, po ap esen a em, equen emen e, mul imo bilidade. Es e
esul ado ai em linha com o es udo de Dan as e al. (2016) que e elou um
aumen o nas axas de in e namen o po ACSC de 4,5%, na amos a o al, pa a
7,9% na população acima dos 65 anos.
À semelhança do es udo de Kim e al. (2011), os nossos esul ados e ela am
maio p e alência de in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos em indi íduos
diabé icos do sexo eminino. No en an o, a associação en e a diabe es e os
in e namen os e i á eis e in e namen os e i á eis múl iplos oi supe io em
indi íduos do sexo masculino (AOR=1,054; IC95%=1,045 – 1,063) e
(AOR=1,130; IC95%=1,114 – 1,147), espe i amen e, quando em análise
simul ânea com a aixa e á ia.
A associação en e o sexo masculino e in e namen os po ACSC já inha sido
iden i icado nou os es udos, como é exemplo o de Dan as e al. (2016).
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6.1.3. Causas de in e namen o
As p incipais condições e i á eis iden i icadas no nosso es udo, que em
in e namen os e i á eis, que em in e namen os e i á eis múl iplos, com
diabe es, o am a pneumonia bac e iana, 26,6% e 23%, espe i amen e, a
insu iciência ca díaca 23,4% e 27,7%, e a in eção u iná ia 15,6% e 15,5%.
Es es esul ados são compa á eis, po ém in e io es aos ob idos po Kim e al.
(2011), nos quais a pneumonia bac e iana co espondia a 25,6% do o al de
in e namen os e i á eis em adul os idosos com diabe es, a insu iciência ca díaca
co espondia a 43,3% e as in eções do a o u iná io a 12,3%. Es a di e ença
pode de e -se ao ac o do es udo de Kim analisa apenas 8 condições e i á eis
e o nosso es udo conside a 11 condições, o que pode le a a uma dis ibuição
dis in a das pe cen agens.
Realça-se o ac o da pneumonia bac e iana, a insu iciência ca díaca e as
in eções do a o u iná io se em condições de saúde dis in as da diabe es e se
assumi em, no p esen e es udo, como a p incipal causa de admissão em mais
de 65% dos in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos com diabe es, sendo
que apenas 24,6% e 23% dos in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos com
diabe es, espe i amen e, i e am como causa de admissão complicações
di e amen e elacionadas com a diabe es.
Também Gillani e al. (2015) iden i ica am que apenas 14% dos doen es
diabé icos eadmi idos du an e um ano ci il i e am como causa p incipal uma
condição di e amen e elacionada com a diabe es.
Es e ac o já inha sido e e ido an e io men e pela Ame ican Diabe es
Associa ion (2013) ao a i ma que uma impo an e pe cen agem da u ilização de
ecu sos de saúde a ibuída à diabe es, nomeadamen e, in e namen os e idas à
u gência, e a de ida a condições de saúde que não são complicações c ónicas
in insecamen e elacionadas com a diabe es.
Rela i amen e ao índice de como bilidade de Cha lson, os episódios com
diabe es ap esen a am, endencialmen e, maio es sco es e, po an o, maio isco
de mo alidade a 1 ano, independen emen e de se in e namen o e i á el ou
e i á el múl iplo. Es e esul ado pode de e -se ao ac o da diabe es su gi
equen emen e associada a como bilidades e ambém de se a p óp ia diabe es
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uma condição que az pa e da lis a des e índice, o que a ibui, logo à pa ida,
um sco e ao doen e diabé ico. O es udo de Kim e al. (2011), que analisou a
ca ga de doença a a és da con agem de doenças c ónicas po cada sis ema do
co po humano, iden i icou que mais de 60% dos doen es idosos com diabe es
inham 4 ou mais como bilidades.
6.1.4. Consumo de ecu sos
No que conce ne ao consumo de ecu sos, os esul ados mos a am ainda um
aumen o da demo a média e do cus o médio es imado em in e namen os
e i á eis e e i á eis múl iplos com diabe es. Es e esul ado ai ao encon o da
li e a u a que con i ma que a diabe es con ibui pa a maio empo de
pe manência hospi ala , independen emen e da causa de admissão (ADA,
2013), o que consequen emen e az aumen a p opo cionalmen e o cus o médio
do in e namen o. A ADA (2013) iden i icou ainda que pessoas diagnos icadas
com diabe es êm, em média, despesas médicas 2,3 ezes supe io es,
compa a i amen e a pessoas não diagnos icadas com diabe es.
Especi icamen e nos doen es com diabe es, obse ou-se que os que êm
in e namen os e i á eis múl iplos êm uma demo a média ligei amen e supe io
aos doen es com in e namen os e i á eis únicos (11,10 dias s. 10,49 dias).
Como espe ado, os cus os médios, de odo o pe íodo analisado, dos doen es
diabé icos com in e namen os e i á eis múl iplos o am quase ês ezes
supe io es aos que i e am in e namen os e i á eis únicos (5.999€ s. 2.140€).
Es es esul ados já inham sido iden i icados no es udo de Jiang e al. (2003),
que compa ou cus os en e doen es diabé icos com in e namen os simples e
doen es diabé icos com in e namen os múl iplos.
6.1.5. Risco de in e namen o e i á el e e i á el múl iplo
Ao analisa a p obabilidade de in e namen o e i á el, iden i icámos que os
doen es com diabe es êm 2,28 ezes maio p obabilidade de se admi idos po
uma ACSC compa a i amen e a doen es sem diabe es.
Também a nossa ques ão de in es igação oi con i mada pelos esul ados
ob idos, dado que oi possí el iden i ica que doen es diabé icos admi idos po
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locais, em unção das suas necessidades (WHO, 2013), a in eg ação de se iços
de saúde é a ualmen e, conside ada uma es a égica e e i a pa a melho a a
qualidade dos cuidados e eduzi os cus os com a saúde em doen es c ónicos
(Hube e al. 2016).
A ecen e me a- e isão de Ma ínez-González e al. (2014), suge e e ei os
posi i os de p og amas de in eg ação de cuidados, pa a doen es c ónicos, em
di e sos esul ados, designadamen e, na edução de admissões e eadmissões
hospi ala es, edução da mo alidade, melho ia da adesão a di e izes de
a amen o e melho ia da qualidade de ida.
Também o es udo de Hube e al. (2016) e elou que o en ol imen o num
p og ama de in eg ação de cuidados eduz signi ica i amen e o isco de
in e namen os u u os, elacionados com a mesma doença, en e doen es com
diabe es. Ou o dos esul ados des e es udo oi que os cuidados in eg ados
eduzem os cus os com cuidados de saúde a é 10%, p incipalmen e nos doen es
com diabe es (Hube e al., 2016).
Nes a pe spe i a, Guillani e al. (2015) en a izam que a diabe es, enquan o
doença c ónica complexa, associada a mul imo bilidade, exige uma abo dagem
mul idisciplina , cujas in e enções de em es a inco po adas num sis ema
in eg ado de p es ação de cuidados. É nes e sen ido que Po e (2010) de ende
as unidades de p á ica in eg ada que sejam esponsá eis po odos os cuidados
a uma condição médica especí ica e suas complicações, nes e caso, a diabe es.
Ainda elacionado com a in eg ação de cuidados, McKinsey&Company (2015),
iden i ica am qua o elemen os essenciais pa a o sucesso de p og amas nes e
âmbi o: o empode amen o e educação dos doen es, coo denação de cuidados,
equipas de saúde mul idisciplina es e planos de saúde pe sonalizados.
Po exemplo, em Po ugal, o P og ama Nacional pa a a Diabe es exis e desde a
década de se en a e é um dos mais an igos p og amas nacionais de saúde
pública. As es a égias des e p og ama assen am numa abo dagem e ical ao
ní el da p e enção p imá ia, secundá ia e e ciá ia da diabe es (Despacho no
13277/2016). Con udo, es e p og ama não oca numa abo dagem
mul idisciplina que é conside ada undamen al pa a a ges ão in eg ada da
doença.

Página| 65
Rela i amen e à ges ão de caso, es a em indo a se equen emen e
mencionada como uma es a égia pa a a edução de ein e namen os (Ellswo h,
2015), sendo conside ada uma in e enção pa a pessoas com ele ado isco de
u ilização excessi a de cuidados de saúde (No is e al., 2002).
O ges o de caso, ao se esponsá el pela coo denação dos cuidados (No is e
al., 2002) e acompanhamen o do doen e a a és do seu con inuum,
nomeadamen e, no que espei a à acili ação da comunicação en e doen e,
amília e equipa de saúde, em o po encial de eduzi a agmen ação dos
cuidados e melho a a sua qualidade (Ellswo h, 2015).
Assim, endo po base a li e a u a exis en e que sus en a os con ibu os da
ges ão de caso pa a a edução dos ein e namen os, conside a-se que es a
pode ia se uma es a égia a conside a , cujo cus o-bene ício e ia de se
a aliado.
Apesa das ecomendações suge idas, nenhuma das in e enções mencionadas
oi analisada no p esen e es udo, pelo que se ecomenda o desen ol imen o de
es udos u u os no sen ido de in es iga o impac o des as es a égias na edução
de in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos, po doen es diabé icos, no
con ex o po uguês.
7.2. P odução
Di e sos deba es se êm dedicado à emá ica da mudança do oco do sis ema
de saúde do olume de se iços p es ados pa a a c iação de alo pa a os
doen es. Con udo, a ansição p á ica des e pa adigma em-se mos ado
aga osa (Po e e al., 2016). A ualmen e o sis ema inancia pelo olume e não
pelos esul ados ob idos (Po e ; Lee, 2016).
De aco do com Po e e Lee (2015), o p incipal obje i o das o ganizações de
saúde de e se melho a o alo pa a os doen es, a a és da melho ia dos
esul ados em saúde pa a cada doen e, ao longo do ciclo de cuidados.
Is o é, eo ganiza o sis ema de saúde de o ma a que os doen es es ejam
e e i amen e no cen o do sis ema, pois só assim se á possí el p omo e a sua
saúde e p es a cuidados com qualidade que sa is açam as suas necessidades.
Página| 66
A a és do p esen e es udo, em que a unidade de análise não oi apenas o
episódio de in e namen o, mas ambém o doen e, oi possí el cons a a que os
u ilizado es múl iplos são uma ealidade do sis ema de saúde po uguês. Foi ao
olha pa a o doen e, e não somen e pa a o olume, que oi possí el chega a
es a conclusão.
Nes e âmbi o e no sen ido de eduzi as axas de ein e namen o, Guillani e al.
(2015) suge em que os doen es de al o isco pa a in e namen os múl iplos sejam
iden i icados, o seu isco de po encial eadmissão seja es a i icado e seja
implemen ada uma in e enção especí ica, com pos e io a aliação do seu
desempenho a a és de écnicas como audi o ias, ela ó ios de inciden es e
análise de e en os c í icos.
Po e e Lee (2016) conside am que es a mudança de pa adigma pode á le a a
melho ia da qualidade, edução de cus os e maio sa is ação dos doen es e
p o issionais de saúde.
7.3. A aliação desempenho e inanciamen o
A al e ação de pa adigma do sis ema de saúde cen ado no olume pa a um
sis ema de saúde cen ado no doen e, nas suas necessidades e p e e ências
e á, ine i a elmen e, implicações na o ma como é medida e a aliada a
pe o mance das o ganizações e sis ema de saúde.
A ualmen e, as eadmissões a 30 dias e os in e namen os e i á eis es ão
es abelecidos, no nosso país, como indicado es de desempenho das
o ganizações de saúde. Con udo, es a abo dagem oca nos in e namen os de
uma o ma mui o ampla o que ap esen a limi ações (Po e ; Lee, 2016).
Segundo Po e (2010) um simples indicado não pe mi e exp essa os
esul ados do cuidado p es ado, pelo que conside a necessá ia a de inição de
um conjun o de indicado es pa a cada condição de saúde especí ica, com
consequen e, medição, a aliação e compa ação de esul ados en e di e en es
o ganizações de saúde.
Po e (2010) conside a ainda que o alo c iado pa a o doen e de e se medido
de o ma in eg ada, incluindo odos os se iços e in e enções que es ejam
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en ol idos no cuidado ao doen e, ao longo do con inuum de cuidados, o que
signi ica, ambém, a inclusão do cuidado às condições de saúde associadas à
pa ologia p incipal. Dando o exemplo da diabe es o au o e e e que a medição
dos esul ados da p es ação de cuidados a es a pa ologia, de e inclui a medição
dos esul ados aos cuidados p es ados pa a condições como a hipe ensão,
doença enal, e inopa ia e doença ascula .
Associadas à a aliação do desempenho, su gem as ques ões elacionadas com
os modelos de inanciamen o. Nes e âmbi o, o pay- o -pe o mance ou
pagamen o pelo desempenho (P4P), iden i ica-se como um mé odo de
pagamen o po incen i os aos p es ado es de cuidados de saúde em unção dos
esul ados ob idos e a sua qualidade (Lee e al., 2012), endo em is a a melho ia
da e iciência e qualidade dos cuidados de saúde.
Es e ipo de pagamen o em sido ado ado em di e sos países do mundo,
incluindo Po ugal, e designadamen e no Reino Unido a a és do p og ama
Quali y and Ou come F amewo k (Pe elman e al., 2016; Lee, 2012), cujo um dos
obje i os e a, p ecisamen e, a edução dos in e namen os hospi ala es
desnecessá ios (Pu dy e al., 2009).
Alguns es udos êm-se deb uçado sob e a análise des e modelo de
inanciamen o e a sua adequação aos seus obje i os de melho ia da e iciência e
qualidade. Po exemplo, o es udo desen ol ido po Lee e al. (2010), no âmbi o
do impac o do P4P num p og ama de diabe es em Taiwan, pe mi iu conclui que
os doen es ab angidos pelo p og ama de P4P egis a am menos in e namen os,
compa a i amen e aos indi íduos que não es a am ab angidos pelo p og ama.
Ou o exemplo é o es udo desen ol ido po Chen e al. (2010), que consis iu na
a aliação do impac o do P4P na qualidade dos cuidados e na edução das axas
de in e namen o en e pessoas com diabe es numa o ganização de saúde do
Ha ai. Os esul ados do es udo pe mi i am conclui que os doen es
acompanhados po médicos inse idos nesse p og ama de pagamen o inham
maio p obabilidade de e em melho es cuidados de saúde e meno
p obabilidade de se em in e nados.
Ainda no âmbi o in e nacional, des aca-se o es udo de Ha ison e al. (2014),
desen ol ido no Reino Unido, ela i amen e ao impac o do pagamen o pelo
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desempenho nos CSP ela i amen e às ACSC. Es e es udo demons ou um
impac o posi i o do pagamen o pelo desempenho na edução das axas de
admissões u gen es po ACSC, egis ando uma edução des as admissões em
8% no ano de 2010/2011.
Rela i amen e ao con ex o po uguês, um dos esul ados do abalho de
Pe elman e al. (2016) apon a pa a uma maio p opo ção de diabé icos e
hipe ensos con olados em USF compa a i amen e a UCSP, o que suge e,
segundo os au o es, um impac o posi i o do P4P na p e enção secundá ia
(Pe elman, 2015; WHO, 2016).
Apesa das conclusões dos es udos enunciados, au o es como Pe elman e al.
(2016), essal am que os ganhos conseguidos a a és des e modelo de
inanciamen o são modes os e limi ados no empo.
Conside a-se, assim, pe inen e a análise, em es udos u u os, da associação
en e o P4P e os in e namen os po ACSC, em pa icula po doen es com
diabe es, no con ex o po uguês.
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8. CONCLUSÕES
Os nossos esul ados o necem insigh s ace ca da ges ão de cuidados de saúde,
em pa icula num con ex o de c escen e complexidade, não só pelo aumen o da
p e alência de indi íduos com múl iplas doenças c ónicas e como bilidades, mas
ambém pelo impe a i o de con enção de cus os no que conce ne à á ea da
saúde.
O p imei o aspe o a des aca des e es udo iden i ica-se com o ac o de incidi em
in e namen os e i á eis múl iplos. A oco ência de in e namen os
po encialmen e e i á eis, que inham o po encial de se em p e enidos a a és
de cuidados de ambula ó io, ale am, à pa ida, pa a alguma ine iciência do
sis ema, mas a eco ência des es in e namen os, possi elmen e, sinaliza
p oblemas sis emá icos na espos a às necessidades dos indi íduos. P oblemas
es es que esul am em ele ados cus os pa a os doen es e sis emas de saúde e
que inham o po encial de se em p e enidos.
O es udo da mul iplicidade dos in e namen os e i á eis é ainda mui o incipien e,
pelo que o ac o do p esen e es udo analisa es e ipo de in e namen os
ap esen a-se como um con ibu o impo an e pa a en iquece o seu deba e endo
em is a o delineamen o de in e enções que pe mi am a sua mi igação.
Um ou o aspe o que es e es udo pe mi iu ealça é a signi ica i a associação
en e a diabe es, uma doença c ónica e complexa, e a oco ência de
in e namen os e i á eis e e i á eis múl iplos, o que des aca o po encial de
melho ia na ges ão de doenças c ónicas, a a és de cuidados de saúde de
ambula ó io de qualidade e que sa is açam as e dadei as necessidades em
saúde da população, is o é, uma ges ão baseada na c iação de alo pa a odos
os indi íduos e sis ema de saúde en ol idos no p ocesso.
Não obs an e os con ibu os da p esen e disse ação, conside amos que
in es igação u u a é imp escindí el não só pa a melho comp eende es e
enómeno e a sua elação com ou as doenças, mas ambém pa a de ini e
implemen a es a égias e icazes na ges ão de doenças c ónicas e na ges ão
o ganizacional do sis ema de saúde endo em is a a edução des es
in e namen os po encialmen e e i á eis e a sua mul iplicidade.

Página| 70
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Página| 80
Anexo I. Re isão ap o undada da li e a u a
Figu a 3. Fluxog ama da seleção dos a igos
Os a igos selecionados o am analisados, compa a i amen e à localização do
es udo, pe íodo da amos a, amos a, me odologia u lizada e p incipais
esul ados. Es a in o mação encon a-se sin e izada na abela abaixo.
Exce o o es udo de Gillani e al. (2015), que oi desen ol ido no Reino Unido,
odos os es udos o am desen ol idos nos EUA, incidindo en e o ano de 2005
e 2012.
No es udo de Kim e al. (2011) um in e namen o múl iplo oi conside ado como
mais do que um in e namen o, du an e um ano ci il. Já no es udo de Kim e al.
(2010) oi conside ada a 1º eadmissão a é 3 meses após o in e namen o índice,
e no es udo de Gillani e al. (2015) o am conside ados in e namen os a pa i da
3ª admissão não planeada, du an e o pe íodo de um ano. O es udo de Benjamin
e al. (2015), oi o único a incidi a sua análise nos in e namen os múl iplos pela
mesma condição ou diagnós ico de al a, ambém du an e um ano.
O es udo de Benjamin e al. (2015), que ez uma análise compa a i a en e
in e namen os po indi íduos diabé icos e não diabé icos, con i mou um aumen o
das axas de in e namen os múl iplos em indi íduos diabé icos.
Apesa dos es udos oca em di e en es aspe os, Benjamin e al. (2015), Kim e
al. (2010) e Kim e al. (2011) iden i ica am uma associação en e a insu iciência
ca díaca conges i a e o aumen o do núme o de in e namen os múl iplos

Página| 81
e i á eis. A insu iciência ca díaca conges i a já inha sido iden i icada no es udo
de Nie eld e al. (2003) como uma condição impo an e que azia aumen a a
p obabilidade de in e namen o e i á el em indi íduos com diabe es ipo II.
Um ou o aspe o iden i icado, explici amen e, po Gillani e al. (2015) e Kim e al.
(2011), como po enciado de in e namen os múl iplos em doen es com diabe es
é a p esença de múl iplas como bilidades. Es e esul ado não é su p eenden e
conside ando que ce ca de 96% dos doen es com diabe es II êm pelo menos
ou a doença c ónica (Nie eld, e al., 2003).
Página| 82
Tabela 14. Resumo dos es udos deco en es da e isão ap o undada da li e a u a
Es udo
Localização
Amos a
empo al
Amos a
Me odologia
P incipais esul ados
“The Impac o
Repea
Hospi aliza ions
on
Hospi aliza ion
Ra es o
Selec ed
Condi ions
Among Adul s
Wi h and Wi hou
Diabe es, 12 US
S a es, 2011”
(Benjamin e al.,
2015)
EUA (12
Es ados)
Ano de
2011 (12
meses)
10.384.306
al as
hospi ala es
(doen es com
idade ≥ 18
anos).
• Análise e ospe i a de
dados adminis a i os
• In e namen o epe ido
de inido como mais de 1
in e namen o do mesmo
doen e pela mesma
condição ou diagnós ico
de al a, du an e um ano
Ø Pa a cada es ado, e de uma o ma ge al,
o aumen o das axas causado po
in e namen os epe idos oi supe io pa a
doen es com diabe es;
Ø Pa a insu iciência ca díaca e doença
ca dio ascula , o aumen o das axas
de ido a in e namen os epe idos oi
ap oximadamen e 10% supe io pa a
doen es com diabe es, compa a i amen e
a doen es sem diabe es;
Ø In e namen os de ido a hipo e
hipe glicémia ize am aumen a as axas
de in e namen os quando in e namen os
epe idos o am incluídos;
Ø Independen emen e da causa de
in e namen o, as axas o am
conside a elmen e supe io es pa a
doen es com diabe es.
Página| 83
Es udo
Localização
Amos a
empo al
Amos a
Me odologia
P incipais esul ados
“Non elec i e e-
admissions o an
acu e hospi al in
people wi h
diabe es: Causes
and he po en ial
o a oidance.
The WICKED
P ojec ” (Gillani
e al, 2015)
Reino Unido
Ano de
2012 (12
meses)
98 doen es
diabé icos com
≥3
eadmissões
não planeadas
• Análise e ospe i a de
dados;
• In e namen o epe ido
de inido como 3 ou mais
admissões não
planeadas du an e o
pe íodo de um ano.
Ø Condições que con ibuí am pa a a
admissão: p esença de como bilidade (≥2
em 57, ≥4 em 24 doen es); cuidados
palia i os (9); dis ú bios de saúde men al
(3); dependência (30); aca adesão
e apêu ica (6);
Ø Dos 98 doen es, 14 o am admi idos po
complicações in insecamen e
elacionadas com a diabe es: hipoglicémia
(5), hipe glicémia (6), ce oacidose
diabé ica (2), e úlce a do pé in e ada (1).
Des as, a maio ia (10) oi conside ada
e i á el;
Ø De 97 admissões jus i icadas, 19 o am
conside adas po encialmen e e i á eis;
Ø Pessoas com diabe es que i e am
múl iplas eadmissões no mesmo ano
inham mul imo bilidade.
Página| 84
Es udo
Localização
Amos a
empo al
Amos a
Me odologia
P incipais esul ados
“Po en ially
P e en able
Hospi aliza ions
Among Olde
Adul s Wi h
Diabe es” (Kim
e al., 2011)
EUA
(Cali ó nia)
2005-2006
(2 anos)
555.538
in e namen os
de 361.858
doen es
diagnos icados
com
diabe es (idade
≥65 anos).
• Análise e ospe i a de
dados de al a hospi ala ;
• De inição dos
in e namen os
po encialmen e
p e enidas pelos PQI,
AHRQ;
• In e namen os múl iplos
de inidos como mais de
um in e namen o, pelo
mesmo doen e, du an e
um ano;
• Unidade de análise:
in e namen os
Ø Em 96,7% dos in e namen os, a diabe es
su giu como diagnós ico secundá io;
Ø 58,1% dos in e namen os o am de
indi íduos caucasianos; 54,4% do sexo
eminino; 88,7% cobe os pelo segu o
Medica e; 93,4% esidiam em á eas
u banas;
Ø 74,6% dos in e namen os oco e am
a a és da u gência;
Ø 55,3% dos in e namen os o am
in e namen os múl iplos;
Ø 20,2% dos in e namen os e am
po encialmen e e i á eis e assumi am um
cus o de mais de 1.1 mil milhões de
dóla es;
Ø 43,3% dos in e namen os e i á eis o am
po insu iciência ca díaca e 25,6% po
pneumonia bac e iana;
Ø O isco de in e namen o e i á el é supe io
em doen es com múl iplos in e namen os
du an e um ano;
Ø O isco de in e namen o e i á el po ACSC
c ónicas é consis en emen e supe io em
doen es com múl iplas como bilidades
c ónicas;
Ø Se mais elho e do sexo eminino é um
a o de isco pa a in e namen os e i á eis;
Ø In e namen os de pessoas que i em em
á eas u ais e em bai os de baixa enda
êm maio p obabilidade de se em
e i á eis.
Página| 85
Es udo
Localização
Amos a
empo al
Amos a
Me odologia
P incipais esul ados
“Scheduled and
Unscheduled
Hospi al
Readmissions
among Diabe es
Pa ien s” (Kim e
al, 2010)
EUA
(Cali ó nia)
Ab il a
Se emb o
2006 (5
meses)
124.967
doen es com
50 ou mais
anos de idade
com diabe es
como
diagnós ico
p incipal ou
secundá io
• Análise e ospe i a de
dados de al a hospi ala ;
• Análise de eadmissões
a é 3 meses após o
in e namen o índice.
Apenas oi con abilizada
a p imei a eadmissão de
cada doen e.
• Lis a u ilizada pa a
iden i icação de
in e namen os epe idos
po encialmen e e i á eis:
PQI AHRQ
Ø 26,3% dos doen es o am eadmi idos nos
3 meses seguin es. Des es, 87,2% o am
eadmissões não planeadas
Ø 19% das eadmissões não planeadas
e am po encialmen e e i á eis (com base
na de inição dos PQI da AHRQ).
Ø Insu iciência ca díaca, pneumonia
bac e iana e in eções do a o u iná io
o am as ACSC mais equen es;
Ø O isco de e uma eadmissão não
planeada aumen a consis en emen e com
o núme o de doenças c ónicas.
Ø Doen es com 7 ou mais doenças c ónicas
êm quase 3x mais p obabilidade de e em
uma eadmissão não planeada,
compa a i amen e a doen es apenas com
diagnós ico de diabe es

Página| 86
Anexo II. Ca ac e ização da amos a
Tabela 15. Es a ís ica desc i i a da amos a (N=1.969.844)
Va iá eis
N
Indi íduos
N
Episódios
%
Episódios
N To al
1.220.363
1.969.844
100%
Sexo
Masculino
580.149
972.697
49,4%
Feminino
640.214
997.147
50,6%
Faixa e á ia
18-39
164.986
218.143
11,1%
40-64
425.320
645.715
32,8%
65-79
363.225
621.200
31,5%
≥ 80
266.832
484.786
24,6%
Tipo de Admissão
P og amada
426.318
667.184
33,9%
U gen e
755.926
1.253.762
63,6%
SIGIC
37.923
48.656
2,5%
Ou os
196
242
0,01%
Índice Como bilidade de
Cha lson
0
620.439
853.589
43,3%
1
245.017
385.797
19,6%
2
166.081
309.483
15,7%
3
83.086
167.564
8,5%
4
39.576
90.017
4,6%
5
17.182
45.490
2,3%
6
28.835
67.619
3,4%
≥ 7
20.147
50.285
2,6%
Mo alidade in a-hospi ala
139.028
302.785
15,4%
Diagnós ico de diabe es
210.957
398.567
20,2%
In e namen os e i á eis
148.592
301.334
15,3%
Página| 87
Va iá eis
N
Indi íduos
N
Episódios
%
Episódios
Condições E i á eis
Complicações de cu o p azo
da diabe es
2.782
4.614
0,2%
Complicações de longo p azo
da diabe es
7.297
14.989
0,8%
DPOC ou Asma em adul os
idosos
14.534
31.097
1,6%
Hipe ensão
3.448
5.852
0,3%
Insu iciência Ca díaca
29.569
66.384
3,4%
Desid a ação
5.014
9.681
0,5%
Pneumonia bac e iana
58.192
108.100
5,5%
In eção do a o u iná io
24.153
54.090
2,7%
Diabe es descon olada
2.160
3.373
0,2%
Asma em jo ens adul os
699
904
0,0%
Ampu ação da ex emidade
in e io em doen es com
diabe es
1.417
4.037
0,2%
In e namen os múl iplos
404.090
1.153.571
58,6%
In e namen os e i á eis
múl iplos
37.297
144.209
47,9%
Página| 88
Anexo III. Risco de in e namen o e i á el pelas a iá eis ICC e diabe es
Tabela 16. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis e as
a iá eis ICC e diabe es, não ajus ada (OR) e ajus ada (AOR)
In e namen os e i á eis
OR [IC 95%]
AOR [IC 95%]
Índice Como bilidade
Cha lson*
0 ( e e ência)
1,000
1,000
1
4,909 (4,848 – 4,971)
3,762 (3,714 – 3,811)
2
5,588 (5,517 – 5,660)
4,208 (4,152 – 4,265)
3
7,112 (7,009 – 7,216)
4,891 (4,817 – 4,966)
4
8,875 (8,725 – 9,028)
5,898 (5,794 – 6,004)
5
10,992 (10,759 – 11,230)
7,321 (7,160 – 7,486)
6
3,404 (3,326 – 3,484)
2,882 (2,814 – 2,951)
≥7
3,833 (3,737 – 3,931)
3,082 (3,003 – 3,163)
Sexo Masculino
--
0,950 (0,942 – 0,958)
Faixa e á ia
[18 - 39] ( e e ência)
[40 - 64]
[65 – 79]
[≥ 80]
--
--
--
--
--
1,000
1,044 (1,021 – 1,068)
1,909 (1,868 – 1,952)
4,086 (3,998 – 4,176)
Diabe es*
2,740 (2,717 – 2,763)
2,281 (2,261 – 2,301)
Sexo Masculino
--
1,054 (1,045 – 1,063)
Faixa e á ia
[18 - 39] ( e e ência)
[40 - 64]
[65 – 79]
[≥ 80]
--
--
--
--
--
1,000
1,401 (1,370 – 1,432)
2,932 (2,870 – 2,995)
7,333 (7,181 – 7,489)
*Es a is icamen e signi ica i o (p<0,01)
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Anexo IV. Risco de in e namen o e i á el múl iplo pelas a iá eis ICC,
condições e i á eis e diabe es
Tabela 17. Reg essão logís ica pa a a associação en e in e namen os e i á eis
múl iplos e as a iá eis ICC, condições e i á eis e diabe es, não ajus ada (OR) e
ajus ada (AOR)
In e namen os e i á eis múl iplos
OR [IC 95%]
AOR [IC 95%]
Índice Como bilidade
Cha lson*
0 ( e e ência)
1,000
1,000
1
2,023 (1,972 – 2,076)
1,927 (1,878 – 1,977)
2
2,741 (2,670 – 2,813)
2,554 (2,488 – 2,623)
3
3,358 (3,265 – 3,455)
3,071 (2,984 – 3,160)
4
4,141 (4,011 – 4,275)
3,788 (3,667 – 3,912)
5
5,227 (5,030 – 5,433)
4,795 (4,612 – 4,985)
6
3,918 (3,746 – 4,097)
3,672 (3,510 – 3,842)
≥7
3,119 (2,973 – 3,272)
2,937 (2,799 – 3,082)
Sexo masculino
--
1,061 (1,045 – 1,076)
Faixa e á ia
[18 – 39] ( e e ência)
[40 – 64]
[65 – 79]
[≥80]
--
--
--
--
--
1,000
1,333 (1,270 – 1,400)
1,727 (1,647 – 1,810)
1,921 (1,834 – 2,012)
Condições E i á eis
Pneumonia bac e iana*
0,623 (0,614 – 0,633)
0,591 (0,582 – 0,600)
Sexo masculino
--
1,169 (1,152 – 1,187)
Faixa e á ia
[18 – 39] ( e e ência)
[40 – 64]
[65 – 79]
[≥80]
--
--
--
--
--
1,000
1,761 (1,678 – 1,847)
2,643 (2,524 – 2,767)
3,024 (2,890 – 3,164)
Insu iciência ca díaca*
1,661 (1,632 – 1,690)
1,583 (1,555 – 1,611)
Sexo masculino
--
1,136 (1,119 – 1,153)
Faixa e á ia
[18 – 39] ( e e ência)
[40 – 64]
[65 – 79]
[≥80]
--
--
--
--
--
1,000
1,660 (1,582 – 1,741)
2,362 (2,257 – 2,473)
2,568 (2,455 – 2,687)