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Sobre o controlo de qualidade em tradução: uma proposta de modelo para as ciências da saúde

Abstract

As preocupações com a qualidade em tradução têm levado vários autores a investigar sobre este assunto, sobretudo nas décadas recentes. Surgiram, assim, estudos sobre a avaliação, o controlo e a garantia da qualidade da tradução, entre os quais se destaca Juliane House (1997, 1998, 2001, 2009, 2013, 2014, 2015 e 2016; House e Baumgarten 2007), Wioleta Karwacka (2014), Daniel Gouadec (2007 e 2010) e Brian Mossop (1992, 2001, 2007, 2007a, 2011, 2014 e 2015). Apesar de várias obras evidenciarem a necessidade de abordar o controlo da qualidade na tradução, a literatura não é rica em estudos sobre este tópico concretamente para textos das ciências da saúde. É nesse contexto do estudo da qualidade e da ausência de investigações para o controlo da qualidade de traduções das ciências da saúde que se insere a presente dissertação. Intitulada Sobre o Controlo da Qualidade em Tradução: Uma Proposta para as Ciências da Saúde, visa tratar o controlo da qualidade de traduções desta área, de inglês para português europeu, com base na revisão dos documentos traduzidos. O objetivo é o de propor um padrão de controlo da qualidade baseado na revisão, após a avaliação da aplicabilidade das propostas de Mossop (2014) a traduções das ciências da saúde. Assim, parte desta dissertação consiste na análise dos conceitos de “tradução médica”, “tradução das ciências da saúde”, “qualidade”, “controlo da qualidade” e “revisão” presentes na literatura consultada, e sua adaptação à presente dissertação. Em seguida, são analisados os documentos dos dois corpora constituídos para a presente dissertação, bem como as propostas de Mossop (2014). Os textos dos corpora pertencem a três tipos textuais, de acordo com a sua função principal: Consentimento Informado, Resumo das Carcaterísticas do Produto e Orientações Clínicas. Em comum têm o facto de se destinarem à boa prática clínica. A proposta aqui apresentada resultou do estudo destes tipos de texto, podendo estudos posteriores vir a confirmar a sua aplicabilidade a outras tipologias na mesma área.

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Sobre o controlo de qualidade em tradução: uma proposta de modelo para as ciências da saúde

Author: Ferreira, Andreia Filipa Ramalho Mendes e Viçoso
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/30060/1/Dissertacao_AndreiaFerreira_full.pdf
0
SOBRE O CONTROLO DA QUALIDADE EM TRADUÇÃO:
UMA PROPOSTA PARA AS CIÊNCIAS DA SAÚDE
And eia Filipa Ramalho Mendes e Viçoso Fe ei a
Disse ação de Mes ado em T adução (Inglês)
julho de 2017
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em T adução, ealizada sob a o ien ação cien í ica de
P o esso a Dou o a Ma ia Zulmi a Cas anhei a e Mes e Susana Valdez.
AGRADECIMENTOS
Ag adeço, em p imei o luga , aos meus pais, po odo o es o ço que ize am pa a
me ajuda em ao longo do meu pe cu so académico, em especial no úl imo ano.
À P o esso a Dou o a Ma ia Zulmi a Cas anhei a e à p o esso a Mes e Susana
Valdez, pela o ien ação e disponibilidade du an e a ealização da componen e não le i a
do mes ado, de que esul a es a disse ação. A ambas ag adeço ambém os conselhos
e mo i ação que me de am em al u as c uciais.
À P o esso a Dou o a Gab iela Gânda a Te enas, po me e despe ado e
omen ado o gos o pela in es igação académica.
Aos es an es p o esso es de Licencia u a e Mes ado, des a e de ou as á eas,
que con ibuí am pa a a minha o mação académica.
A odos os ou os se es e, em especial, aos amigos que me êm mo i ado, cujos
nomes não menciono, mas que sabem quem são, pelo companhei ismo, pelas con e sas
animadas, pela oca de ideias e pelo bom humo .
SOBRE O CONTROLO DA QUALIDADE EM TRADUÇÃO:
UMA PROPOSTA PARA AS CIÊNCIAS DA SAÚDE
ANDREIA FILIPA RAMALHO MENDES E VIÇOSO FERREIRA
RESUMO
As p eocupações com a qualidade em adução êm le ado á ios au o es a
in es iga sob e es e assun o, sob e udo nas décadas ecen es. Su gi am, assim, es udos
sob e a a aliação, o con olo e a ga an ia da qualidade da adução, en e os quais se
des aca Juliane House (1997, 1998, 2001, 2009, 2013, 2014, 2015 e 2016; House e
Baumga en 2007), Wiole a Ka wacka (2014), Daniel Gouadec (2007 e 2010) e B ian
Mossop (1992, 2001, 2007, 2007a, 2011, 2014 e 2015). Apesa de á ias ob as
e idencia em a necessidade de abo da o con olo da qualidade na adução, a li e a u a
não é ica em es udos sob e es e ópico conc e amen e pa a ex os das ciências da
saúde.
É nesse con ex o do es udo da qualidade e da ausência de in es igações pa a o
con olo da qualidade de aduções das ciências da saúde que se inse e a p esen e
disse ação. In i ulada Sob e o Con olo da Qualidade em T adução: Uma P opos a pa a
as Ciências da Saúde, isa a a o con olo da qualidade de aduções des a á ea, de
inglês pa a po uguês eu opeu, com base na e isão dos documen os aduzidos. O
obje i o é o de p opo um pad ão de con olo da qualidade baseado na e isão, após a
a aliação da aplicabilidade das p opos as de Mossop (2014) a aduções das ciências da
saúde.
Assim, pa e des a disse ação consis e na análise dos concei os de “ adução
médica”, “ adução das ciências da saúde”, “qualidade”, “con olo da qualidade” e
“ e isão” p esen es na li e a u a consul ada, e sua adap ação à p esen e disse ação.
Em seguida, são analisados os documen os dos dois co po a cons i uídos pa a a
p esen e disse ação, bem como as p opos as de Mossop (2014). Os ex os dos co po a
pe encem a ês ipos ex uais, de aco do com a sua unção p incipal: Consen imen o
In o mado, Resumo das Ca ca e ís icas do P odu o e O ien ações Clínicas. Em comum
êm o ac o de se des ina em à boa p á ica clínica.
A p opos a aqui ap esen ada esul ou do es udo des es ipos de ex o, podendo
es udos pos e io es i a con i ma a sua aplicabilidade a ou as ipologias na mesma
á ea.
PALAVRAS-CHAVE: ciências da saúde, qualidade, con olo da qualidade, B ian Mossop,
e isão.
ABSTRACT
Many au ho s ha e s udied ansla ion quali y, especially in ecen decades.
The e o e, new esea ches on quali y assessmen , quali y con ol and quali y assu ance
in ansla ion ha e eme ged. Among hose au ho s a e Juliane House (1997, 1998, 2001,
2009, 2013, 2014, 2015 and 2016; House and Baumga en 2007), Wiole a Ka wacka
(2014), Daniel Gouadec (2007 and 2010) and B ian Mossop (1992, 2001, 2007, 2007a,
2011, 2014 and 2015). Despi e se e al wo ks e idencing a need o mo e esea ch on
ansla ion quali y, e y ew wo ks abou quali y in ansla ion o heal h sciences a e
a ailable.
In his con ex , his disse a ion, Sob e o Con olo da Qualidade em T adução:
Uma P opos a pa a as Ciências da Saúde, aims o s udy he quali y con ol h ough
e ision in he ansla ion o heal h sciences ex s om English in o Eu opean
Po uguese. The main objec i e is o pu o wa d a s anda d o quali y con ol based on
e ision, a e assessing he applicabili y o Mossop’s (2014) e ision p oposal o
ansla ions o he heal h sciences
Thus, much o his esea ch discusses he concep s behind “medical ansla ion”,
“ ansla ion o heal h sciences”, “quali y”, “quali y con ol” and “ e ision”. These a e
p esen in he bibliog aphy and adap ed o his s udy. A e ha , I analyse he wo
co po a collec ed o he pu pose o his disse a ion, as well as Mossop’s (2014)
p oposal. The co po a a e composed o h ee ex ypes, in line wi h hei main unc ion:
in o med consen , summa y o p oduc cha ac e is ics and clinical guidelines. These
ex s ha e in common he ac ha hey all aim a he bes clinical p ac ice.
The model p oposed ou comes om he s udy on hese ex ypes. I s
applicabili y o o he ex ypes o he heal h sciences migh be con i med by u he
esea ch.
KEYWORDS: heal h sciences, quali y, quali y con ol, B ian Mossop, e ision.

ÍNDICE
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS .................................................................. i
ÍNDICE DE TABELAS ................................................................................................................ ii
In odução .............................................................................................................................. 1
C i é ios Me odológicos ......................................................................................................... 4
Capí ulo 1 - Os Tex os das Ciências da Saúde ....................................................................... 6
1.1 De inições ................................................................................................................... 6
1.2 Tipologia ................................................................................................................... 10
1.3 Ca ac e ís icas ge ais ............................................................................................... 14
1.4 Os ex os das ciências da saúde nos Es udos de T adução .................................... 21
Capí ulo 2 - O Concei o de “Qualidade” na T adução ........................................................ 24
2.1 “Qualidade” nos Es udos de T adução: no as pa a o es ado da a e .................... 25
2.2 Algumas p opos as de de inição de “qualidade” ................................................... 29
Capí ulo 3 - O Con ibu o de B ian Mossop pa a a Qualidade da T adução ..................... 41
3.1 O concei o de e isão .............................................................................................. 41
3.2 Os pa âme os de e isão p opos os po Mossop ................................................. 47
3.2.1 P oblemas de ans e ência ................................................................ 47
3.2.2 P oblemas de con eúdo ...................................................................... 50
3.2.3 P oblemas de linguagem ..................................................................... 51
3.2.4 P oblemas de ap esen ação ................................................................ 55
3.3 P essupos os eó icos da e isão na ob a de Mossop ........................................... 56
Capí ulo 4 – A Aplicabilidade das P opos as de Mossop .................................................... 64
4.1 Ca ac e ís icas dos ex os dos co po a em análise ................................................. 64
4.1.1 Consen imen o In o mado .................................................................. 64
4.1.2 Resumo das Ca ca e ís icas do P odu o .............................................. 68
4.1.3 O ien ações Clínicas ............................................................................ 70
4.2 A aliação da aplicabiliade ........................................................................................ 73
CONCLUSÕES ........................................................................................................................ 85
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................ 90
ANEXOS ............................................................................................................................... 108
Anexo I – Resumos das Ca ac e ís icas do P odu o.................................................... 109
Anexo I (a) – Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o Ve e iná io Api a
500 mg .................................................................................................................... 109
Anexo I (b) – Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o Ve e iná io
Se emucoli solução o al ......................................................................................... 115
Anexo I (c) – Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o pa a uso humano .. 123
Anexo II – Ca ac e ís icas ge ais dos documen os Consen imen o In o mado, Resumo
das C aca e ís icas do P odu o e O ien ações Clínicas............................................... 140
Anexo III – Fo mulá io de Consen imen o In o mado nos e mos da no ma n.º 5/2013
da Di eção-Ge al da Saúde .......................................................................................... 141
Anexo IV – Consen imen o In o mado em linguagem não especializada ................. 143
Anexo IV (a) – Consen imen o In o mado em linguagem não especializada
– po uguês ............................................................................................................ 143
Anexo IV (b) – Consen imen o In o mado em linguagem não especializada –
inglês ...................................................................................................................... 149
Anexo V – Modelos de Consen imen o In o mado pa a pa icipação em es udo .... 162
Anexo V (a) – Modelo de Consen imen o In o mado p enien e do
co pus B .................................................................................................................. 162
Anexo V (b) – Modelo de Consen imen o In o mado p o enien e de p oje o
de adução do co pus A ........................................................................................ 163
Anexo VI – Es u u a do Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o de aco do com as
disposições da EMA ..................................................................................................... 164
Anexo VII – Índices de O ien ações Clínicas ................................................................ 165
Anexo VII (a) – Índice das O ien ações Clínicas Di icul In a enous Access,
publicadas pela Eme gency Nu ses Associa ion .................................................... 165
Anexo VII (b) – Índice das O ien ações Clínicas Suicide Risk Assessmen ,
publicadas pela Eme gency Nu ses Associa ion .................................................... 166
i
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
CEN – Comi é Eu opeu de No malização
CI – Consen imen o In o mado
EMA – Agência de Medicamen os Eu opeia
IMIA – In e na ional Medical In e p e e s Associa ion (Associação In e nacional de
In é p e es de Medicina)
ISO – O ganização In e nacional de No malização
LC – Língua de chegada
LE – Língua de especialidade
LP – Língua de pa ida
OC – O ien ações Clínicas
OMS – O ganização Mundial da Saúde
PST – P es ado de se iço de adução
RCP – Resumo das Ca ca e ís icas do P odu o
TC – Tex o de chegada
TP – Tex o de pa ida
6
Capí ulo 1 - Os Tex os das Ciências da Saúde
O discu so sob e a adução de documen os do âmbi o das á eas da ida, saúde
e medicina em-se e e ido a essa especialidade como “ adução médica”. Na li e a u a
dedicada à adução egis a-se a sua p esença equen e, sem dis inção en e os á ios
sabe es que pe mi em o desen ol imen o e a p á ica da Medicina.
Es e p imei o capí ulo da p esen e disse ação ap esen a uma pe spe i a c í ica
sob e o e mo “ adução médica”, no sen ido de p opo uma de inição pa a a adução
das ciências da saúde. É ap esen ada uma ipologia de ex os da á ea e as ca ac e ís icas
ge ais dos documen os usados pelos p o issionais da saúde, e minando com uma b e e
análise do es ado a ual da e lexão sob e os ex os das ciências da saúde nos Es udos de
T adução.
1.1 De inições
Um abalho sob e a adução de documen os do domínio das ciências da saúde
de e inclui uma cla i icação do que se en ende po “ciências da saúde”. Julgando pelas
designações p esen es em ob as especializadas em emas associados a es a á ea do
conhecimen o, pode a i ma -se que a designação e minológica não é unânime,
a iando en e “ciências médicas” (medical sciences), “ciências da saúde” (heal h
sciences) e “ciências da ida” (li e sciences). En e os exemplos de ob as de especialidade
que não a adução que a am das ciências da saúde e que usam as di e en es
designações pa a a elas se e e i em con am-se Epidemiology. An In oduc o y Tex o
Medical and O he Heal h Science S uden s, de Da id Ch is ie e al. (1997), Medical
S a is ics. A Tex book o he Heal h Sciences, de Da id Machin e al. (2007), Chemis y.
An In oduc ion o Medical and Heal hca e Sciences, de Alan Jones (2005) ou
Visualiza ion in Medicine and Li e Sciences, de La s Linsen e al. (2008).
A de inição de “saúde” p opos a pela O ganização Mundial da Saúde (OMS) é a
seguin e: “Heal h is a s a e o comple e physical, men al and social well-being and no

7
me ely he absence o disease o in i mi y”.
1
Nos mesmos e mos, o Dicioná io de
Ciências da Saúde, da au o ia de Ramon Piñei o Gonzalez e al., assume o concei o de
“saúde” como um “es ado em que o se o gânico exe ce no malmen e odas as suas
unções (…) de bem-es a óp imo, ísico, men al e social, com ausência de doença”
(1997:398).
Nes e âmbi o, podemos de ini as “ciências da saúde” enquan o disciplinas
dedicadas ao es udo e in es igação do co po humano e animal (no caso da medicina
e e iná ia) e a ques ões elacionadas com a saúde, bem como à aplicação dos
conhecimen os daí esul an es, no sen ido de a melho a e de p e eni e cu a doenças.
De aco do com Ka he ine Cullen na in odução a Encyclopedia o Li e Science
(2009: ii), as “ciências da ida” são aquelas que es udam as células, a he edi a iedade
molecula , a e olução biológica, a in e dependência dos o ganismos e a o ganização dos
o ganismos i os e seus compo amen os. Na base de dados mul ilingue online da União
Eu opeia (IATE – In e Ac i e Te minology o Eu ope), a de inição do e mo em língua
inglesa inclui a medicina e é a seguin e: “any o he b anches o na u al science dealing
wi h he s uc u e and beha iou o li ing o ganisms; o example, biology, medicine,
an h opology, ecology, and physiology”.
No dicioná io de especialidade S edman’s Medical Dic iona y (1995:1074), a
de inição do adje i o “médico” (medical) eme e pa a a p á ica clínica, a qual depende
da exis ência de á ias disciplinas pa a es udo do diagnós ico, a amen o e p e enção
de doenças, nomeadamen e a ana omia, a biologia e a imunologia. A en ada “Medical
science” no Ox o d Online Dic iona y iden i ica as “ciências médicas” como os amos da
ciência que es udam o diagnós ico, a amen o e p e enção das doenças, como a
ana omia e a imunologia.
2
Da análise des as de inições, comp eende-se que os ês amos da ciência que
nos ocupam – saúde, ida e medicina – ap esen am ba ei as énues e não es anques
1
Es a de inição, p esen e na Cons i u ion o he Wo ld Heal h O ganiza ion (1946:1) assinada em 22 de
julho de 1946 pelos ep esen an es dos Es ados da o ganização, da a de 1946. Tendo en ado em igo
em 7 de ab il de 1948, não so eu qualque al e ação a é aos dias de hoje. C . Wo ld Heal h O ganiza ion
In e im Commission (1948:100-103).
2
O link h p://www.macmillandic iona y.com/ hesau us-ca ego y/b i ish/b anches-o -medical-science,
do MacMillan Dic iona y, enume a di e sos amos das ciências médicas. Es a lis a não es á, no en an o,
comple a, al ando, po exemplo, a medicina e e iná ia ( e e ina y science) e a en e magem (nu se y).
8
en e si, pois encon am-se in e ligados: sem o conhecimen o p opo cionado pelos
es udos das ciências da ida, mui os dos a anços na medicina
3
não se iam possí eis e,
sem o ecu so a écnicas e especialidades ab angidas pelas ciências da saúde, as
de inições de saúde ap esen adas não a iam sen ido, nomeadamen e no que diz
espei o ao bem-es a ísico e men al do se humano.
Em alguma da li e a u a consul ada, de que são exemplo Fischbach (1962, 1986
e 1963), Angelelli (2004), Mon al and Da ies (2007) e Mon al (2010), o e mo “médico”
é equen emen e aplicado po ex ensão a ou as ciências elacionadas com a saúde que
não somen e a medicina, como a biologia. Es a ca ac e ís ica ambém es á p esen e em
dicioná ios que à medicina se dedicam: po exemplo, no p e ácio à p imei a edição do
Dicioná io Médico (Manuila e al.), onde são designados como p incipais des ina á ios
da ob a “os es udan es de Medicina, Fa mácia, Biologia, e ou os cu sos co ela i os (…)
en im, odos os elemen os do que de e se a equipa de saúde (…) e mui as ou as
ca ego ias de p o issionais da saúde” (2004:13); ou na a i mação de J. L. Themudo
Ba a a em Dicioná io Médico pa a Todos, “A linguagem médica de e se dominada não
só pelos médicos e es udan es de Medicina, mas ambém po ou os p o issionais
ligados à saúde” (2007:12).
Na li e a u a sob e adução e in e p e ação conc e amen e das á eas da saúde
é, ambém, comum o uso dos e mos “ adução médica” (medical ansla ion) e
“in e p e ação médica” (medical in e p e ing)
4
pa a e e i a adução e in e p e ação
não apenas no âmbi o da medicina, mas da saúde, a i mação a es ada po Vicen
Mon al (2010) na ci ação seguin e:
Medical ansla ion e e s o a speci ic ype o scien i ic and echnical ansla ion
ha ocuses on medicine and o he ields closely ela ed o heal h and disease such as
nu se y, public heal h, pha macology, psychia y, psychology, molecula biology, gene ics
and e e ina y sciences. (79)
3
Dos á ios amos da medicina apon ados, po exemplo, po Ludmila Manuila e al. (13), des acam-se,
nes e âmbi o, a imunologia, a i ologia, a in eciologia, a gené ica, en e ou os.
4
A in e p e ação médica é de inida no P e ácio de Medical In e p e ing S anda ds o P ac ice (1995:7)
nos seguin es e mos: “spoken language in e p e ing in medical se ings”. Des e modo, é iden i icá el
com o concei o de “ adução médica” apon ado na ci ação an e io .
9
Aos campos mencionados po Mon al , podem ac escen a -se especialidades
como imunologia, epidemiologia, oxicologia, imagiologia, nu ição, die é ica, isiologia,
ana omia, nos campos da medicina e da saúde, ou biologia e mic obiologia, bioquímica,
his ologia, gené ica, nos campos das ciências da saúde e da ida, disciplinas que igu am
em á ios cu icula académicos po ugueses de ensino supe io .
5
E e i amen e, analisando alguns cu icula académicos po ugueses nas á eas da
saúde, cons a a-se a p esença simul ânea dos e mos “ciências da saúde”, ou apenas
“saúde”, e “ciências da ida”, de que são exemplo os planos de es udos da Licencia u a
em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências da Uni e sidade de Lisboa
(h ps://ciencias.ulisboa.p /p /o e a- o ma i a/cu so/licencia u a/ciencias-da-saude)
e do Mes ado em T adução Especializada a deco e na Escola Supe io de Saúde da
Uni e sidade de A ei o (h ps://www.ua.p /ensino/cou se/122), e a p esença de
disciplinas conside adas do âmbi o das ciências médicas, da saúde e da ida, na
es u u a cu icula do Mes ado In eg ado em Medicina pela Faculdade de Ciências
Médicas da Uni e sidade No a de Lisboa
(h p://www. cm.unl.p /main/alldoc/gale ia_imagens/Regulamen o_MIM_Agos o201
6.pd ), que ap esen a disciplinas como “Tecidos, células e moléculas”, “Nu ição e
Me abolismo” ou “Fa macologia,” en e ou as. A o e a ao ní el dos cu sos nas escolas
de especialização nas á eas da saúde, como, po exemplo, a Escola Supe io de Saúde
do Ins i u o Poli écnico de B agança (h p://www.essa.ipb.p ), ou a Escola Supe io de
Tecnologia da Saúde de Lisboa (h ps://www.es esl.ipl.p /cu sos) é, ambém, indicado a
da di e sidade e complemen a idade en e ciências da ida, da saúde e da medicina.
Fei as as conside ações acima, a designação “ciências da saúde” pa ece se mais
ab angen e do que “ciências médicas”, po não se epo a apenas à p á ica da
medicina, mas aos es udos a es a ine en es e a odas as á eas de es udo elacionadas
com a ida, a saúde e a doença. É, po isso, o e mo selecionado pa a a p esen e
disse ação. Toda ia, econhecendo que o e mo maio i a iamen e emp egue na
5
Pa a uma lis a das disciplinas lecionadas nas ins i uições de ensino supe io em Po ugal, nas
Licencia u as em Medicina, e Con en e (2008:349-350). Ressal e-se apenas que a in o mação nela
con ida da a de 2003, pelo que, de ido à es u u ação de cu sos em anos ecen es, pode á não se
encon a comple amen e a ualizada.
10
li e a u a co esponde a “ adução médica” (medical ansla ion), es e se á ambém
usado nas passagens em que a p esen e disse ação se e e i a es udos cujo e mo
emp egue é esse.
6
É o caso da p óxima secção des e capí ulo, em que se ão
ap esen adas algumas ipologias de ex os na á ea da saúde p opos as pelos au o es em
es udo.
1.2 Tipologia
A impo ância da classi icação de ex os po ipologias oi a i mada pelos Es udos
de T adução logo na década de 1970, nomeadamen e a a és do econhecimen o de
que o adu o de e comp eende o uncionamen o dos ex os
7
pa a que possa
seleciona a(s) es a égia(s) de adução mais adequada(s) (Gambie 2013:65).
8
Os ex os das ciências da saúde ap esen am uma linguagem aplicada a a iadas
si uações comunica i as, se indo di e en es p opósi os: podem pa i de/di igi -se a
in es igado es e p o issionais da saúde, a docen es e es udan es da saúde, a u en es, ao
público em ge al, cada g upo com um de e minado ho izon e de expec a i a e obje i o
na “aplicação da in o mação”, na o mulação de Mon al e Da ies (2007:53). É nes e
sen ido que se podem admi i duas endências no plano da pa ilha de in o mação,
designá eis, espe i amen e, po ho izon al, em que o discu so se ealiza en e pa es, e
6
A es e espei o, ale a-se pa a o ac o de e mos como “ciências médicas” (medical sciences) ou
semelhan es pode em se usados como sinónimo de “ciências da saúde” (heal h sciences) na p esen e
disse ação.
7
No e be e de que p o ém es a in o mação, Gambie (2013) não explici a o concei o de “ uncionamen o
dos ex os”. No p esen e es udo, en ende-se como sendo o modo como o con eúdo, a unção e a in enção
comunica i a dos ex os são pe cecionados pelos lei o es, o uso que deles é ei o e o subsequen e
cump imen o (ou não) da unção em ambos os sis emas cul u ais de pa ida e de chegada.
8
Mon al e Da ies (2007:60) e Reiss e Ve mee (2013:171-180) são exemplos de au o es que conco dam
com a impo ância do ( e)conhecimen o dos géne os ex uais pelo adu o na omada de decisões sob e
as es a égias de adução a ado a , pois al a o ece á a comp eensão do(s) ex o(s) de pa ida (TP), o
p ocesso de adução, a iden i icação das especi icidades in e linguís icas p esen es e as possí eis
mudanças de géne o ex ual.
Não cabendo na p esen e disse ação discu i os concei os de “géne o” e “ ipo”, os e mos ado ados
se ão aqueles usados na li e a u a espe i a. Tal opção em em con a as obse ações de au o es como
Anna T osbo g (1997: ii) de que o e mo “géne o” é, po ezes, usado em sen ido la o pa a e e i
a iações de egis o, ou con undido com ipos e ó icos, não dis inguindo, po exemplo, ex os
exposi i os, a gumen a i os ou ou os como géne os ex uais, e Y es Gambie (2013:64), que a i ma que
a dis inção en e os dois pe manece aga e con usa.
Pa a de inições des es e mos e , po exemplo, Baze man (1998:24), T osbo g (1997, 1997a e 2000),
Hu ado Albi (2001:458-506), Mon al and Da ies (2007:57), Palumbo (2009:53-54), Reiss and Ve mee
(2013:157-161) e Olohan (2016:15-18).
11
po e ical, quando a comunicação é es abelecida en e indi íduos com di e en es
ní eis de conhecimen o e especialização, e pode ap esen a maio ou meno g au de
o malidade e ca ac e ís icas linguís icas e o mais mais ou menos especializadas.
9
Pa indo de ais p essupos os, Mon al e Da ies (2007:58) exempli icam á ios
géne os ex uais das ciências da saúde de aco do com 1) a in enção comunica i a, que
pode se ins u i a, exposi i a ou a gumen a i a e 2) a unção social ge al, ep oduzidos
nas abelas abaixo.
10
In enção comunica i a ge al do au o
Exemplos de géne o ex uais
Ins u i a: da ins uções aos lei o es pa a
que p ocedam a de e minadas ações
O ien ações Clínicas, olhe os de
in o mação ao u en e, manuais.
Exposi i a: o nece in o mação aos
lei o es
A las ana ómicos, a ados, a igos de
e isão, ela ó ios clínicos, p imei a pa e
de um Consen imen o In o mado
(in o ma i a).
A gumen a i a: con ence os lei o es
Edi o iais médicos, a igos o iginais,
pos e s de campanhas médicas.
Tabela 1 – Exemplos de géne os ex uais de aco do com a in enção comunica i a ge al do au o .
T aduzido e adap ado de Mon al e Da ies (2007:58).
9
De no a que a li e a u a especializada consul ada sob e os ex os em es udo não disc imina es as duas
linhas de di eção de comunicação, limi ando-se à designação dos di e en es ipos de público-lei o . A esse
espei o, Mon al e Da ies (2007:47) apenas iden i icam a comunicação en e locu o es com di e en es
ní eis de especialização, ado ando os e mos op-down e bo om-up, consoan e a comunicação pa a de
um agen e mais especializado pa a ou o menos especializado, ou ice- e sa. A comunicação en e
agen es que pe encem ao mesmo público-lei o é, na sua ob a, iden i icá el nomeadamen e a a és do
conhecimen o das ca ac e ís icas dos géne os pe encen es a cada ca ego ia ex ual de inida po Mon al
e Da ies (2007:30-31) e Mon al (2010:81), pelo que no p esen e ex o se op ou po c ia uma designação
p óp ia (“ho izon al” e “ e ical”) e adequada às di eções de comunicação e e idas.
10
No que espei a à o ganização dos ex os po géne os, Mon al e Da ies (2007:46 e 51) assumem que
os ex os que pa ilham a mesma in enção comunica i a e público-lei o e, po isso, ca ac e ís icas o mais
ais como es u u a, eo , es ilo, e minologia ou aseologias, pe encem ao mesmo géne o ex ual.
Em nenhuma passagem os au o es explici am o concei o de “in enção comunica i a” ( he o ical pu pose)
ou de “ unção social ge al” (o e all social unc ion). No en an o, de aco do com os dados disponí eis nas
abelas em que es es e mos são emp egues, ambos pa ecem mui o p óximos, não sendo cla a a dis inção
en e eles.

12
Função social ge al
Exemplos de géne os ex uais
P e eni doenças, educa o público em
ge al, consciencializa sob e iscos, e c.
Documen os de campanhas
ins i ucionais, ais como comunicados de
imp ensa, in o mações pa a u en es, e c.
P ocede a ações ais como segui uma
die a ou um a amen o…
Die as, olhe os de in o mação ao u en e,
manuais, e c.
Comunica no as descobe as a lei o es
não especializados
A igos de jo nal, sumá ios pa a o u en e,
li os pa a o g ande público, manuais
pa a não especialis as, e c.
Ensina e ap ende a se um p o issional
de saúde
Li os, manuais, enciclopédias, a las
ana ómicos, e c.
Exe ce as p á icas médicas, implemen a
no as écnicas na p á ica clínica
His ó icos dos u en es, guiões de p á ica,
manuais, e c.
Vende p odu os a p o issionais
P opaganda, pan le os e ou os ma e iais
p o issionais
Comunica no as in es igações a públicos
especializados
A igos o iginais, a igos de e isão,
edi o iais cien í icos, e c.
Tabela 2 – Exemplos de géne os ex uais de aco do com a unção social ge al.
T aduzido e adap ado de Mon al e Da ies (2007:58).
Es as delimi ações ei as po Mon al e Da ies não são isen as de c í ica. Dois
exemplos: o Folhe o In o ma i o, inse ido, na p imei a abela, na unção comunica i a
“ins u i a” po p e ende conduzi o lei o a de e minadas ações, ambém é um
documen o exposi i o, pois o nece in o mações; e os manuais, p esen es, na segunda
abela, na unção social ge al “exe ce as p á icas médicas…”, êm ambém em is a a
ealização de de e minadas ações po pa e do lei o (como ap esen ado na abela 1).
Es as conside ações e elam que os exemplos apon ados pelos au o es não cabem,
13
necessa iamen e, em apenas uma “in enção comunica i a ge al do au o ” ou “ unção
social ge al”.
Ou o au o que in es igou sob e a ques ão da ipologia dos ex os nas á eas da
saúde é Hen y Fishbach, a quem se de e uma das p imei as publicações dedicadas ao
ema, da ada de 1962. O ex o inicia-se com uma dis inção en e os documen os pela
sua unção in o ma i a ou de di ulgação e a a i mação de que ambas não são
mu uamen e exclusi as (462): um ex o pode, ao mesmo empo, in o ma e di ulga ,
como é o caso dos a igos de especialidade ap esen ados em con e ências, po exemplo.
A es e espei o, ambém se p onunciou Y es Gambie (2013:63), ao a i ma que os
géne os ex uais são, mui as ezes, híb idos, podendo se i di e sas unções. No que a
es as espei a, Leande Doo nekamp (2011:13) con a cinco: in o ma , ins ui ,
con ence , a i a e en e e .
De aco do com a unção social, Mon al e Da ies (2007:30-31) e Mon al
(2010:81) dis inguem qua o ca ego ias, de que Csilla Ke esz es (2013:538) az eco, a
sabe : in es igação, compos a pelos ex os usados po in es igado es e médicos pa a
ap esen a descobe as e discussões (po exemplo, em encon os cien í icos);
p o issional, o mada pelos ex os usados pelos p o issionais da saúde; educacional,
com ex os de ca iz ins u i o; e come cial, englobando os ex os cujo p opósi o é o da
enda e/ou aquisição de p odu os.
Tendo em con a es a ca ego ização, a p esen e disse ação cen a-se
p ecisamen e nos ex os da e e ida ca ego ia p o issional em ambos os sis emas
cul u ais de pa ida e de chegada pa a o pa de línguas inglês-po uguês eu opeu.
11
Es a
opção oi ei a endo em con a a a iedade ex ual nas ciências da saúde e os limi es
impos os a um abalho académico des a na u eza, po um lado, e a a iedade
11
O p esen e es udo segue a ca ego ização quad ipa ida ei a po Mon al and Da ies (2007:30-31) e
ep oduzida po Mon al (2010:81) ela i amen e à unção social. Tal opção de e-se ao ac o de se em
es es os au o es em li e a u a que explo am o ema da adução de documen ação médica e dos cuidados
de saúde ab angendo á ios géne os documen ais, e de a au o a do p esen e ensaio c e que uma
ipologia baseada nos TP é pa icula men e signi ica i a pa a os TC no caso de es es man e em, em
simul âneo, a in enção comunica i a, a unção, o público-lei o e, po an o, o géne o ex ual dos
p imei os.
14
bibliog á ica em e mos de o ganização ipológica dos ex os,
12
po ou o. De en e os
géne os mais aduzidos des inados ao uso em con ex o p o issional, con am-se,
segundo Mon al e Da ies (2007:30-31), os seguin es: O ien ações Clínicas,
p ocedimen os ope acionais no malizados, esumos das ca ac e ís icas dos p odu os,
consen imen os in o mados, es es de labo a ó io, ques ioná ios médicos, glossá ios de
e minologia médica, manuais, guias de manu enção, ela ó ios anuais, bole ins,
ela ó ios de especialis as, his o iais clínicos, classi icações de doenças, nomencla u as,
dicioná ios médicos, ade-mécuns e in e aces de so wa e.
A p óxima secção dedica -se-á à ca ac e ização dos ex os cujos des ina á ios são
os p o issionais da saúde.
1.3 Ca ac e ís icas ge ais
No início da secção an e io , indicou-se que o adu o de e comp eende como
uncionam os ex os nas cul u as em que se inse em, no sen ido de usa es a égias de
adução adequadas à a e a que em em mãos (Gambie 2013:65). Assim se
comp eende, pois, que o conhecimen o das ca ac e ís icas ex uais de cada géne o é de
g ande impo ância pa a o abalho do adu o : unciona como guia de o ien ação no
p ocesso de adução e na omada de decisões, nomeadamen e a a és da
comp eensão da(s) unção(ões) do ex o, da possibilidade de an ecipação das pesquisas
necessá ias e do econhecimen o de possí eis di e enças na o ma como os ex os são
conc e izados nas cul u as de pa ida e de chegada.
12
De en e os exemplos, con am-se a abo dagem uncionalis a de Ka ha ina Reiss (1977/89), que
ap esen a uma ipologia o ien ada pa a os ex os aduzidos, com base em ês ca ego ias, in o ma i a,
exp essi a e ope a i a, ap esen ada po Je emy Munday em In oducing T ansla ion S udies. Theo ies and
Applica ions (2008:72-74); Juliane House, que publicou, em T ansla ion Quali y Assessmen : A Model
Re isi ed, um esquema pa a análise e compa ação dos ex os de pa ida e de chegada com base na
co elação en e as ca ac e ís icas ex uais e linguís icas de ambos e as ca ac e ís icas si uacionais (66-
71); Anna T osbo g, que elaciona as es a égicas e ó icas que de e minam os ipos de ex o com a
in enção comunica i a (1997a) e de ende que o géne o ex ual é indicado pela unção do ex o (2000: ii);
Ch is iane No d (1997), que a ibui maio ele ância ao p ocesso de adução, baseando a o ganização de
uma ipologia na unção do ex o de chegada (TC) no sis ema cul u al espe i o e na elação en e o
abalho do adu o e os es an es agen es do p ocesso de adução.
Em “Towa ds a Typology o T ansla ions”, Ronda P. Robe s expõe alguns c i é ios de o ganização
ipológica (ex. unção do ex o de pa ida, g au de especialização no ex o de pa ida, p opósi o da
adução, es ilo do ex o de pa ida, con eúdo, en e ou os).
Pa a ou os exemplos de o ganização ipológica, e Robe s (1995) e bibliog a ia p esen e em Gambie
(2013:68-69).
15
Um es udo dedicado aos ex os das ciências da saúde não signi ica que a e
apenas de documen os al amen e especializados e de ca ac e ís icas pad onizadas, com
e minologia, sin axe e egis o especí icos. Em igo , as ca ac e ís icas ex uais endem
a adap a -se a ci cuns âncias como os di e en es ipos de público-lei o a que os
documen os se des inam ou as con enções do géne o a que pe encem. Po isso, no que
diz espei o à linguagem dos ex os médicos, Mon al e Da ies a i mam o seguin e:
(…) medical language has been ega ded (…) as (…) objec i e, neu al and non-
he o ical, whose only unc ion was o ansmi in o ma ion, a so-called ‘ e e en ial’
unc ion. In his adi ional, ecei ed image o medical language, wo ds and ex s a e
de ached om socie y and om he indi idual. (…) hey con ain no cul u al o ideological
e e ences, and ha e a uni o m and impe sonal s yle. Fu he mo e, each concep is
ep esen ed by one – and only one – e m, (…) and concep s a e p ecise and emain s able
and unchanging o e ime. (2007:50)
A a i mação que os au o es em causa azem a espei o des a isão adicional
suge e que a linguagem médica me ecia, à da a do ex o ci ado, maio a enção da pa e
dos Es udos de T adução. Na ealidade, da li e a u a consul ada pa a elabo ação da
p esen e disse ação en ende-se que as publicações se cen a am, mui as ezes, em
in es igações de ca á e linguís ico, nomeadamen e e minológico, ou do âmbi o dos
p oblemas colocados pelos ex os em es udo ao adu o .
13
Con udo, a a-se de uma
li e a u a que, po se selecionada, impõe limi es à conco dância com os au o es em
ques ão.
Con a iamen e a es a isão ap esen ada po Mon al and Da ies, a linguagem
dos ex os em ques ão pa ece se adap ada à unção do ex o no espe i o sis ema
cul u al, disce nindo-se uma a iedade de es ilos e ó icos e egis ando-se o ecu so a
me á o as, a e mos e concei os sinónimos, polissémicos e homónimos, a neologismos,
13
Es a in o mação é co obo ada pelas publicações de Con en e (2008), Fischbach (1962 e 1986), Maglie
(2009), Pede sen e Halliday (2009), Pilegaa d (1997), Ree es (2005), Vandaele (2002) e Vihla (1999).
Em Po ugal, os aspe os cul u ais e e minológicos da linguagem médica o am abo dados na ese de
dou o amen o de Con en e (2008). Ac escen a-se, ainda, que em Po ugal, segundo o Regis o Nacional
de Teses de Dou o amen o em Cu so da Di eção-Ge al de Es a ís icas da Educação e Ciência, a única ese
de dou o amen o em cu so sob e adução na á ea das ciências da saúde é a de Valdez, não exis indo
nenhuma ou a de endida em Po ugal na á ea, segundo o RCAAP - Reposi ó io Cien í ico de Acesso
Abe o de Po ugal.
22
Em p imei o luga , des aca-se Fischbach, que a ou a his ó ia da adução
médica desde a An iguidade (1993) e os p oblemas colocados du an e o p ocesso
adu ó io (1962 e 1986).
Wakabayashi (1996), Mon al e Da ies (2007) e Doo nekamp (2011)
deb uça am-se sob e a didá ica da adução médica, salien ando-se, po um lado,
Mon al e Da ies, po se em os au o es da única ob a a é hoje in ei amen e dedicada
ao ensino da adução des es ex os, ainda que o necendo apenas di e izes ge ais sem
e em em con a a mul iplicidade de públicos-lei o es e as di e en es abo dagens que
cada um eque na adução e, po ou o, Doo nekamp, po p ocu a colma a es a
alha, ao aplica linhas de o ien ação ge ais à adução de ex os das ciências da saúde
de aco do com ês ipos de público-lei o : leigo, es udan il e p o issional.
Sob e os aspe os cul u ais e linguís icos da comunicação (leia-se adução e
in e p e ação) médica, são de menciona os abalhos de Pilegaa d (1997), Angelelli
(2004) Felbe g e Skaaden (2012) e C ezee (2013).
A li e a u a é especialmen e p o ícua em in o mação sob e ex os al amen e
especializados das á eas médicas e dos cuidados de saúde, sua e minologia e exp essão
linguís ica, nomeadamen e elacionadas com o concei o de “equi alência” e assumindo,
mui as ezes, um ca á e p esc i i o ao ní el da adução (Mon al 2010:79 e 81). São
de menciona os abalhos de Vihla (1999) a espei o do uso de e bos modais nes es
documen os, de Vandaele (2002) e de Ree es (2005) sob e o uso de me á o as no
discu so médico, de Maglie (2009) sob e as ca ac e ís icas linguís icas ge ais dos ex os,
e de Con en e (2008) sob e os aspe os e minológicos e concep uais da linguagem
médica, en e ou os. Ainda que não ão ecen e, é de e e i , ambém, o p imei o
núme o do olume 31 da e is a de adução Me a (ma ço de 1986), in ei amen e
dedicado à adução e e minologia médicas.
Mon al (2010:82) ambém dá indicação da exis ência de publicações ecen es
ela i as a ce os aspe os de alguns géne os ex uais da á ea em es udo, embo a não
nomeie qualque um. Con udo, das pesquisas ealizadas pa a a p esen e disse ação,
podem enume a -se a disse ação de Pede sen e Halliday (2009), a ese de
dou o amen o de Jensen (2013) e o a igo de Ke esz es (2013).

23
A pa das publicações exclusi amen e sob e adução médica, su gem algumas
menções em ob as mais ge ais, nomeadamen e a p opósi o da discussão sob e a
dis inção en e adução écnica e/ou adução cien í ica. A es e espei o, são á ios os
au o es que ad ogam que a linguagem médica é cien í ica e que a adução des es
documen os ende a se mais cien í ica do que écnica.
34
De especial ele ância pa a a p esen e disse ação são as publicações ela i as à
a aliação e ao con olo de qualidade, com des aque pa a Juliane House (1997, 2001,
2015), Daniel Gouadec (2010) e Mossop (2014), ainda que nenhum des es au o es a e
conc e amen e ex os das ciências da saúde, domínio em elação ao qual a li e a u a
demons a se , ace a es e aspe o e de aco do com a in es igação le ada a cabo à
p esen e da a, escassa, con ando apenas com cu as publicações como a de G unwald
e al. (2006), as de And iesen (2006 e 2008) e a de Ka wacka (2014).
Ap esen ado o concei o da adução de ex os das ciências da saúde, de inido e
ca ac e izado, em e mos linguís icos ge ais, o conjun o de documen os a a a e
desc i o, ainda que de o ma esumida, o pano ama da in es igação sob e os ex os das
ciências da saúde nos Es udos de T adução, segue-se a ap esen ação e p oblema ização
de ou o concei o impo an e pa a o p esen e es udo: “qualidade” na adução.
34
De en e a li e a u a, des acam-se Newma k (1979), Fischbach (1998:1), Ree es (2005), Pede sen e
Hallliday (2009:35-37).
Não sendo obje i o da p esen e disse ação analisa os concei os de adução cien í ica e adução écnica
p opos os pelos á ios au o es da bibliog a ia, eme e-se o lei o pa a algumas publicações: By ne
(2006:3-6), Gouadec (2007:24-54), Olohan (2008 e 2016), Mon al (2010:79), W igh (2011) e Ca aco-C uz
(2012:3-40).
24
Capí ulo 2 - O Concei o de “Qualidade” na T adução
A globalização e o c escen e olume de aduções ei as a ní el mundial êm
implicado o desen ol imen o de no mas elabo adas po ó gãos in e nacionais que
isam egulamen a a qualidade dos se iços de adução.
Des a o ma su gi am a EN 15038:2006 T ansla ion Se ices – Requi emen s,
35
p imei a no ma eu opeia pa a p es ação de se iços de adução, publicada pelo Comi é
Eu opeu de No malização (CEN), a ISO 17100:2015 T ansla ion Se ices – Requi emen s
o T ansla ion Se ices,
36
no ma in e nacional sob e os equisi os dos se iços de
adução, que eio subs i ui a EN 15038, e a ISO 9001:2000 Quali y Managemen
Sys ems – Requi emen s.
37
A úl ima es abelece as bases de ges ão da qualidade pa a
que um p odu o inal á de encon o às exigências do clien e e a egulamen os
exis en es (como a ISO 17100:2015 ou ou os ado ados po cada ins i uição). As no mas
ISO o am publicadas pela O ganização In e nacional de No malização (ISO). As duas
ins i uições (CEN e ISO) são esponsá eis pela pad onização dos equisi os de qualidade
nas aduções a um ní el ge al.
Em pa icula pa a a adução das ciências da saúde, des aca-se o IMIA Guide on
Medical T ansla ion, que abo da a ges ão da adução e es abelece linhas o ien ado as
do con olo da qualidade da adução em jei o de “Pe gun as F equen es”, publicado
em janei o de 2009 pela In e na ional Medical In e p e e s Associa ion (IMIA)
38
(Associação In e nacional de In é p e es de Medicina).
35
A e e ência po uguesa é Se iços de adução – Requisi os.
36
A e e ência po uguesa é Se iços de adução – Requisi os pa a os Se iços de T adução.
37
A e e ência po uguesa é Sis emas de Ges ão da Qualidade – Requisi os.
Es a no ma oi e is a e subs i uída pela ISO 9001:2008 Quali y Managemen Sys ems – Requi emen s,
po sua ez e is a e subs i uída pela ISO 9001:2015 Quali y Managemen Sys ems – Requi emen s. As
ês especi icam os equisi os pa a um sis ema de ges ão da qualidade com o oco no clien e, endo po
obje i o i de encon o às suas exigências, assim aumen ando a sua sa is ação, a a és do cump imen o
das especi icações dos sis emas de ges ão de qualidade. Con a iamen e à EN 15038:2006 e à
ISO 17100:2015, ce i icam sis emas de ges ão no ge al e não a p es ação de se iços de adução.
De no a que as no mas e e idas não se ocam na no malização da qualidade, mas nos p ocedimen os a
e em con a pa a essa no malização, com is a à p es ação de se iços de qualidade.
38
Sob e es e documen o, ica a essal a de que é di ecionado pa a a ealidade da adução de
documen ação médica pa a o inglês no e-ame icano (EN-US) nos Es ados Unidos da Amé ica.
25
Tendo em con a as no mas acima indicadas e a li e a u a consul ada, o obje i o
do p esen e capí ulo é o de o nece algumas indicações ela i amen e aos es udos
sob e a qualidade na adução e examina algumas p opos as de de inição de
“qualidade”. Pa a al, de en e as ob as dedicadas ao ópico, selecionam-se nomes
ele an es como Juliane House, B ian Mossop, Daniel Gouadec e Wiole a Ka wacka, a
pa i dos quais se p ocu a á de ini um concei o de “qualidade” e de “con olo da
qualidade” adequado à p esen e disse ação.
2.1 “Qualidade” nos Es udos de T adução: no as pa a o es ado da
a e
O discu so eó ico em o no dos modos de aduzi , que ouxe consigo a
a aliação quali a i a da adução li e á ia, emon a já ao pe íodo clássico da his ó ia.
39
No que oca à qualidade da adução no ge al, a discussão oi abe a de o ma ala gada
num simpósio in e nacional sob e o ema no ano de 1959, em Pa is (Williams 2001:327).
As p eocupações com a qualidade dos se iços de adução e seus p odu os culmina am
na elabo ação, pelo CEN e pela ISO, das no mas e e idas na secção an e io , já no úl imo
qua el do século XX, a pa de abalhos que êm indo a se desen ol idos na á ea. Os
pa ág a os que se seguem êm po obje i o o nece algumas indicações sob e o es ado
da p odução cien í ica dedicada ao ema da qualidade na adução. Es a exposição
sumá ia se á essencialmen e apoiada na li e a u a consul ada e em bases de dados
bibliog á icas especializadas em T adução.
Mais do que o concei o de “qualidade”, de que Palumbo ap esen a uma
de inição em ob a dedicada a e mos-cha e na adução (2009) e Gouadec num e be e
publicado no p imei o olume de Handbook o T ansla ion S udies (2010), a li e a u a
em-se concen ado em ques ões de a aliação, con olo e ga an ia da qualidade nes a
á ea (Koby e al. 2014).
A al a de abalhos sis emá icos sob e a a aliação da qualidade na adução oi
no ada po House, no modelo que desen ol eu pa a ob enção do g au de Dou o a,
39
Ve Venu i (2012).
26
publicado em 1977 em A Model o T ansla ion Quali y Assessmen .
40
De aco do com as
pesquisas bibliog á icas e e uadas a é ao p esen e, es a é a au o a que mais se em
deb uçado sob e o ema, con ando com á ias publicações em que dis ingue di e en es
abo dagens à a aliação da qualidade (1997, 1998, 2001, 2009, 2013, 2014, 2015 e 2016;
House e Baumga en 2007). O modelo o iginal oi po si e is o em 1997 e a ualizado
em 2014.
41
Algumas pe spe i as iniciais sob e a a aliação da qualidade o am demons adas
po au o es como Nida (1964) e Nida e Tabe (1969), cujas abo dagens são
essencialmen e p esc i i as.
42
Da escola uncionalis a azem pa e as abo dagens de
Reiss (1971), de Kolle (1979), de Reiss e Ve mee (1984, de No d (1991) e de Schä ne
(1998).
43
Mais ecen emen e, á ios p o issionais e académicos êm indo a desen ol e
p opos as pa a a a aliação da qualidade da adução baseadas no uso de co po a
(Bowke 2000), em pa âme os de ca á e uni e sal (Malcolm Williams 2001, 2004 e
2009, endo iniciado os seus es udos sob e o ema em 1989), na exis ência de e os de
adução (Wadding on 2001 e 2003), em écnicas de e o adução (Tyupa 2011), em
pe spe i as eclé icas e plu idimensionais dos ex os (Moba aki e Aminzadeh 2012;
Ma iana e al. 2015) e nas especi icações dos clien es (Hague e al. 2014). Algumas das
40
Es e modelo oi epublicado, no mesmo ano, no núme o 2 do olume 22 da e is a Me a, sob o í ulo
“A Model o Assessing T ansla ion Quali y”.
41
A a ualização do modelo de House oi ambém publicada em T ansla ion Quali y Assessmen . Pas and
P esen (2015).
Apesa da e e ência ei a po Lee-Jahnke (2001:206) à necessidade de ha e mais es udos cen ados na
a aliação da qualidade, a p imei a página da ob a de House (2015) indica que es e assun o se em indo
a o na um dos p incipais ópicos dos Es udos de T adução.
42
Os au o es e e idos, Nida e Tabe , são esponsá eis pelo su gimen o dos concei os de “equi alência
dinâmica” e de “equi alência o mal”. A p imei a em po base a ansposição do signi icado dos
documen os em LP pa a as aduções espe i as de aco do com as no mas linguís icas do sis ema cul u al
de chegada, de modo a que o e ei o da mensagem nos lei o es seja equi alen e em ambos os con ex os
de pa ida e de chegada. Po sua ez, a “equi alência o mal” segue o p incípio de que os elemen os
linguís icos e g ama icais p esen es no ex o aduzido ep esen am o equi alen e mais p óximo, em
e mos de o ma e de con eúdo da mensagem, àqueles do TP co esponden e, is o é, as no mas
linguís icas do TP podem se encon adas no TC. Tal ca ac e ís ica, anco ada num modelo que lemb a a
adução li e al, pe mi e que o ex o aduzido seja iden i icado enquan o al, sob e udo se as no mas
linguís icas dos sis emas de pa ida e de chegada di e i em subs ancialmen e.
43
Os au o es da pe spe i a uncionalis a êm des acado, ela i amen e à a aliação da qualidade da
adução, ipologias e unções ex uais, nomeadamen e com base na Skopos heo ie, alice çada no
p opósi o dos ex os nos sis emas cul u ais de pa ida e de chegada e em noções de equi alência e
adequabilidade.
27
p opos as exis en es encon am-se analisadas na ob a de D ugan (2013), que disco e
sob e á ias abo dagens académicas e p o issionais à qualidade, com oco nas úl imas.
Po sua ez, o con olo da qualidade das aduções, em ge al, oi abo dado po
Ches e man que, no capí ulo 5 de Memes o T ansla ion (1997), “T ansla ion as Theo y”,
disco e sob e á ios modos de a aliação da adução, e po Samuelsson-B own (2004),
que ap esen a um modelo de con olo da qualidade das aduções em o ma de icha
(108).
Em Po ugal, a í ulo ilus a i o, des acam-se ês ela ó ios de es ágio pa a
aquisição do g au de Mes e em T adução, ap esen ados à Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa que, di e a ou indi e amen e, a am o ema
do con olo da qualidade na adução: Al es (2014) e Gonçal es (2014) p opuse am um
guia de es ilo de adução pa a as emp esas de adução em que es agia am, e Thomas
Williams (2013) concebeu um sis ema de con olo da qualidade das aduções pa a a
Assembleia da República.
No que exclusi amen e à adução médica oca, egis am-se o a igo de
G unwald e Gold a b (2006), que incide sob e o con olo de qualidade da adução de
consen imen os in o mados com base na e o adução, e a publicação de And iesen
(2008), onde são iden i icados alguns mé odos de con olo da qualidade dos ex os
aduzidos dessa á ea.
Do con olo da qualidade az pa e o p ocesso de e isão da adução, ema
cen al da p esen e disse ação.
44
Es e aspe o oi ela i amen e pouco abo dado a é aos
p imei os anos do no o milénio. De en e as publicações sob e o ema, su gem algumas
sob e a a aliação de e isões, com as de A he n (1983 e 1987) e de Pila Lo enzo (2002),
e sob e ques ões p á icas de e isão, de que são exemplo as de Mossop (1992, 2001,
2007, 2007a e 2014), de Ho guelin e B une e (1998) e de B une e e al. (2005),
o e ecendo o ien ações a es udan es e p o issionais da adução.
A julga pelas ob as que se dedicam à e isão, es e ópico em ganho algum
ele o sob e udo em anos ecen es, des acando-se algumas publicações. Em p imei o
44
Nem odos os au o es conco dam com es a a i mação, sendo Mossop (2001, 2007 e 2014) um exemplo
no p esen e es udo, como se e á na secção seguin e.

28
luga , Ho ning e Becke (2006) açam a his ó ia e o desen ol imen o da eo ia e da
p á ica da e isão de ex os no ge al. Künzli (2006, 2006a e 2007) em desen ol ido
es udos que ocam a é ica do e iso e o ensino da e isão enquan o p ocesso e p odu o.
Pa a Galiano (2007) desen ol eu uma p opos a me odológica pa a a e isão, cujos
pa âme os su gem associados às ca ac e ís icas do TC e à adequação do e iso à sua
a e a. La lamme (2007) desen ol eu um modelo de e isão baseado no con ex o em
que esse p ocesso se desen ola. Robe (2008) es udou o impac o dos p ocedimen os
de e isão no p ocesso de e isão e no p odu o inal. A ob a de Mossop (2001), e e ida
no pa ág a o an e io , em que o au o de ende a e isão, o con olo da qualidade e a
a aliação da qualidade como a e as que con luem pa a o mesmo im – a ga an ia da
qualidade –, con ou com duas no as edições, espe i amen e em 2007 e 2014, sendo a
úl ima e is a e a ualizada.
45
Ou as in es igações êm sido dedicadas às p á icas de au o e isão po
es udan es de adução e adu o es p o issionais. São exemplo Jakobsen (2002) e Shih
(2006).
Do discu so sob e e isão em língua po uguesa indicam-se, pelo seu ca á e
ecen e, algumas in es igações académicas. Vaz (2012) es udou a impo ância da
e isão da adução de a igos cien í icos pa a publicação po um alan e na i o. Fidalgo
(2014) ap esen ou uma p opos a pa a o exe cício da e isão da adução, com especial
en oque no ex o écnico. Po im, Melo (2015) dedicou-se às compe ências especí icas
que o adu o e o e iso de ex os em inglês das á eas da saúde de em e .
No que oca a modelos de ga an ia da qualidade e e idos no p esen e es udo, o
único conhecido especi icamen e pa a a adução médica é da au o ia de Ka wacka e oi
desen ol ido na úl ima década (2014).
Ao ní el das publicações pe iódicas, é de salien a o núme o especial da e is a
Me a (46.2, de junho de 2001), in ei amen e dedicado à qualidade na adução, com
45
No p esen e ensaio a -se-á uso essencialmen e da úl ima, po se nessa que Mossop expõe o seu
pensamen o mais a ual.
O au o em indo a compila , ainda, uma base bibliog á ica online sob e a e isão e edição da adução
(sem exclusão da au o e isão e da pós-edição), disponí el no link
h p://www.yo ku.ca/b mossop/Re isionBiblio.h m. A da a da úl ima a ualização é 19 de e e ei o de
2017.
29
pa icipação de Heid un, House, Delisle, Lee-Jahnke, Pin o, Ma ínez Melis e Hu ado
Albi , Ø s ed, Wadding on e Williams.
A ques ão da qualidade na adução em sido abo dada, ambém, em ob as
sob e a c í ica da adução, de que se des aca T ansla ion C i icism – The Po en ials and
Limi a ions. Ca ego ies and C i e ia o T ansla ion Quali y Assessmen , de Reiss (2000).
2.2 Algumas p opos as de de inição de “qualidade”
O concei o de “qualidade” a ia consoan e o domínio a que se epo a, seja a
ges ão, a cons ução, a a e, ou ou os. Tal a iação ambém se encon a p esen e na
li e a u a sob e adução, a julga pelas di e sas abo dagens encon adas nas
e e ências bibliog á icas des a disse ação.
Segundo a EN 15038, “[o]s PST [P es ado es de Se iços de T adução] de em e
um sis ema de ges ão da qualidade documen ado, p opo cional à espe i a dimensão e
es u u a o ganizacional” (2006:8). Apesa de e como obje i o o es abelecimen o e
de inição das condições pa a a p es ação de um se iço de qualidade pelos PST,
46
nem
es e nem os es an es documen os acima e e idos, que pad onizam os equisi os a
p eenche po um se iço de qualidade (ISO 17100:201, ISO 9001:2000 e IMIA Guide…),
ap esen am uma de inição cla a do e mo em ap eço. A análise dos documen os é a que
se segue.
No seu o ma o de pe gun a e espos a, o ex o elabo ado pela IMIA, IMIA
Guide…, limi a-se a escla ece que o pad ão de qualidade da p es ação de se iços de
adução médica é assegu ado po pessoal quali icado: pa a desempenha as a e as em
p ol do se iço p e endido pelo clien e, os PST de em e as compe ências linguís icas e
cul u ais necessá ias, conhecendo as nuances dos sis emas cul u ais de pa ida e de
chegada.
47
46
Po p es ado do se iço de adução en ende-se odos os esponsá eis pelo se iço, à exceção do
clien e: ges o de p oje os, adu o , e iso , e minólogo e ou os.
47
Conc e amen e pa a o con ex o do po uguês eu opeu, as compe ências dos adu o es êm indo a
se abalhadas po au o es como Calhanas (2017), em disse ação de mes ado in i ulada A In o má ica
pa a a T adução: As Compe ências Tecnológicas do T adu o no Con ex o do Me cado Po uguês, e Valdez
e Ma ins ( o hcoming), em es udo com o í ulo “A Digi al Pla o m o Li e a y T ansla ion: collabo a i e
ansla ion and eaching”.
30
Da lei u a da no ma EN 15038:2006 e da sua subs i u a, a ISO 17100:2015,
dep eende-se uma noção de “qualidade” baseada na posse, po pa e do PST, das
quali icações e compe ências necessá ias pa a ealiza o se iço aco dado com o clien e.
As compe ências es abelecidas pela no ma mais ecen e são 6, e incidem sob e as
capacidades linguís icas e cul u ais e de uso das e amen as e ecu sos necessá ios,
com is a ao cump imen o dos equisi os do clien e e, consequen emen e, à sa is ação
des e agen e.
48
No mesmo âmbi o, o p e ácio do Guia do u ilizado da ISO 9001:2015
(2015:[s./p.]),
49
publicado pela APCER (Associação Po uguesa de Ce i icação), indica
que a noção de “qualidade” subjacen e a es a no ma se elaciona com a sa is ação do
clien e a a és da demons ação das capacidades de uma ins i uição pa a p es a
se iços con o me as especi icações do p imei o.
Da “ amília” des a no ma é a ISO 9000:2015. No pon o 2.2.1 “Qualidade” des e
documen o, o concei o em ap eço é de inido nos seguin es e mos:
(…) cul u a que se aduz em compo amen os, a i udes, a i idades e p ocessos
que p opo cionam alo ao sa is aze as necessidades e as expe a i as dos clien es e de
ou as pa es in e essadas ele an es.
A qualidade (…) é de e minada pela ap idão pa a sa is aze os clien es e pelo
impac o, p e endido ou não, sob e ou as pa es in e essadas ele an es. (2015a:7)
A no ma salien a, assim, o ac o de a impo ância da qualidade i pa a além da
sa is ação do clien e, podendo e impac o na epu ação do PST (ISO 2015a:7). Po an o,
em e mos ge ais, pode in e i -se que es as no mas en endem a “qualidade” enquan o
a ibu o do PST com is a à sa is ação do clien e, sendo que as ISO 9000:2015 e
ISO 9001:2015 es endem o concei o à epu ação do di o p es ado .
Os pa ág a os que se seguem analisam algumas indicações p esen es em ob as
que se deb uçam di e amen e sob e o concei o em análise.
48
As compe ências p esen es na no ma ISO 17100:2015 (6) são: 1) adu ó ia, 2) linguís ica e ex ual, 3)
de pesquisa, aquisição e p ocessamen o da in o mação, 4) cul u al, 5) écnica e 6) de domínio dos
documen os a a a . Es a úl ima compe ência não es á incluída na EN 15038:2006.
49
De o a em dian e e e ido apenas po Guia do u ilizado .
31
Em 1997, House (119), nome de e e ência em ma é ia de a aliação da qualidade
da adução, a gumen a a que o concei o de “qualidade” é p oblemá ico: é necessá io
e em con a a sua conceção po pa e dos agen es do p ocesso de adução. Na lis a de
agen es, Palumbo (2009:99) e Gouadec (2010:270) incluem o clien e, pa a quem um
se iço de qualidade implica o cump imen o das especi icações po si o necidas e a
en ega dos documen os inalizados den o do limi e empo al es abelecido.
Focando-se no ex o, House (1997:37) indica como p incípios o ien ado es pa a
a qualidade a equi alência linguís ica, semân ica e p agmá ica en e o TP e o TC,
equi alência essa que dá con a da ep odução da unção do p imei o no segundo, sem
esquece a elação en e ex o e con ex o.
50
Es a aceção eicula a ideia de que a
equi alência en e documen os dos sis emas cul u ais de pa ida e de chegada se
elaciona com o géne o ex ual e a unção indi idual de cada ex o,
51
podendo os
elemen os linguís icos e de egis o do TC ace ao TP se al e ados aquando da adução.
Essa al e ação se á ealizada de aco do com as no mas cul u ais do sis ema a que a
adução pe ence, de modo a cump i a unção espe i a.
52
Sob e es e aspe o, Mon al
e Da ies (2007:12) ambém a i mam que o adu o de e a en a na unção do
documen o.
Con a iamen e ao que se ia de espe a a julga pelo í ulo do e be e “Quali y
o ansla ion”, da Rou ledge Encyclopedia o T ansla ion S udies (1998:197-200), House
não de ine qualidade pe se, mas abo da, ainda que de o ma b e e, di e en es modos
de a alia a qualidade das aduções de aco do com alguns au o es que se
50
Tan o o modelo de a aliação da qualidade inicial de House (1977 e 1977a) como o modelo e is o (1997)
êm po base a compa ação en e TP e TC. O capí ulo 5 de T ansla ion Quali y Assessmen . A Model
Re isi ed, “Analysis and Compa ison o Sou ce and T ansla ion Tex s” (121-157), é dedicado aos
elemen os a a és dos quais é possí el, de aco do com House, aze a compa ação en e TP e TC aos ní eis
lexical, sin á ico, ex ual, emá ico e de géne o.
51
Po “ unção ex ual” House (1997:36) en ende a aplicação ou uso do ex o em de e minada si uação,
de inição que en ol e, pa a si, a análise linguís ico-p agmá ica sis emá ica do ex o no seu con ex o.
52
Nes e âmbi o, House in oduz o concei o de “ il o cul u al” (cul u al il e ), es a égia a a és da qual
o adu o ajus a o TP às con enções do sis ema cul u al de chegada, no sen ido de os ex os cump i em
a mesma unção nos dois sis emas cul u ais ( e Palumbo 2009:164). No en an o, na aceção da au o a,
es e il o é aplicado apenas em ques ões linguís icas e o mais. Igno a, assim, oda uma ede de aços
cul u ais dis in a en e os sis emas cul u ais espe i os, de e minan e pa a a elação en e o adu o , o
TP e o TC.
38
apenas du an e o p ocesso de adução, mas an es e depois e po odos os agen es.
Mossop não oi o p imei o a abo da es a ques ão, p esen e na publicação de Williams
“The Applica ion o A gumen a ion Theo y…” (2001:327).
Palumbo (2009:99) e Mossop (2014:128) indicam que a a aliação da qualidade,
a e a que pode e luga depois da en ega do se iço ao clien e, se p ende com a
iden i icação, mas não co eção, de p oblemas na adução, a im de a e igua o g au
de co espondência do se iço p es ado com as no mas de ce i icação e os pad ões
p o issionais do p es ado .
A pa dos e mos “ga an ia da qualidade” e “a aliação da qualidade”, Mossop
e e e um e cei o: “con olo da qualidade” (quali y con ol) – p ocesso no qual se
podem encon a e co igi e os (2001:84; 2007:110 e 2014:116) – que, ao longo da sua
ob a, usa como sinónimo de “ e isão” ( e ision) e que é ealizado an es da en ega do
se iço ao clien e (2001:92 e 2014:128). Toda ia, o au o ap esen a uma dis inção en e
os dois: pa a si, a e isão encon a-se a ca go de um adu o quali icado an es da
en ega do se iço, ao passo que o con olo da qualidade pode se ei o po ou o agen e
en ol ido no p ocesso de adução com a unção de e i ica o ex o e co igi e os sem
necessidade de compa a TP e TC (Mossop 2001:84; 2007:110 e 2014:116).
De aco do com os p incípios de Mossop, o con olo e a a aliação da qualidade
con ibuem pa a a ga an ia da qualidade do se iço p es ado pela en idade ao clien e
(2014:129). Essa ga an ia passa pela omada de medidas como a o mação ap op iada
do adu o pa a os se iços eque idos e o acesso do PST às e amen as e ecu sos
necessá ios à p es ação do se iço, a ce eza de que o p ocesso adu ó io deco e no
sen ido de p es a um se iço em con o midade com as especi icações do clien e e a
ob enção de eedback do clien e ela i amen e a abalhos an e io es (se aplicá el)
(2014:27).
Assumindo o concei o de “con olo da qualidade” enquan o p ocesso conduzido
aquando da lei u a de p o a e da e isão no qual se encon am e co igem e os,
Gouadec (2007:24-25) di e encia ês ipos de con olo que podem se ealizados po

39
qualque PST en ol ido no p ocesso:
64
lei u a de p o a (co eção de e os g ama icais,
omissões e o ma ação, ano ação de e os de adução a e i ica pelo PST esponsá el),
e isão (co eção de e os e al e ações necessá ias pa a a ende aos c i é ios e ní eis de
qualidade) e pós-edição ( e i icação, lei u a de p o a e e isão de aduções
au omá icas
65
). Es e au o (2007:25) no a que, pa a “ á ias pessoas” ( o many people),
o concei o de “pós- adução” co esponde ao de “con olo da qualidade”.
66
Na sua
opinião, eme e pa a a e apa do p ocesso adu ó io que se segue ao que denomina
ans e phase (2007:23). Es a “ ase de ans e ência”, na qual se dá a con e são dos
elemen os a aduzi do sis ema cul u al de pa ida pa a o de chegada, inclui as
e i icações ei as pelo p óp io adu o e az pa e da ga an ia da qualidade do se iço
p es ado (2007:24).
Da análise das conside ações acima comp eende-se que 1) o concei o de
“qualidade” na adução es á longe de alcança a unanimidade, a iando consoan e os
p incípios de cada au o e o agen e do p ocesso adu ó io; e 2) a li e a u a é consensual
no que oca à al a de c i é ios obje i os e uni e salmen e acei es po odos esses
agen es pa a a a aliação e con olo da qualidade das aduções.
67
Uma en a i a de
uni o mização de c i é ios ma e ializa-se no e e ido IMIA Guide…, c iado com is a ao
apoio de adu o es, in é p e es e clien es, ainda que desen ol ido com base na
ealidade da adução no e-ame icana.
Po es as azões, e endo em mãos uma disse ação sob e o con olo da
qualidade de documen os aduzidos da á ea da saúde, o na-se necessá io p opo uma
de inição de “qualidade” e de “con olo da qualidade” adequadas às especi icidades
des a disse ação: a a a e isão de ex os das ciências da saúde em con ex o
64
Não p e endendo analisa odas as a e as a ca go de cada agen e a que o au o se e e e, eme e-se o
lei o pa a o pon o 6, “Pe o ming quali y con ols and upg ades”, do capí ulo 3, “The ansla ion p ocess
om A o Z”, da ob a (2007:74-81).
65
En ende-se po “ adução au omá ica” o uso de p og amas de compu ado pa a aduzi ex os de uma
língua pa a ou a de o ma au omá ica (Ping 2009:162).
66
O au o não menciona quais as pessoas a que se e e e, nem az menção a on es bibliog á icas que se
iden i iquem com a ideia exp essa.
67
Ve , po exemplo, Sage (1983), House (1997, 1998, 2001, 2013, 2014, 2015 e 2016), Ches e man (1997),
Mossop (2001 e 2014), Williams (2001, 2004 e 2009), Palumbo (2009), Gouadec (2010) e D ugan (2013)
pa a a adução no ge al, e Ka wacka (2014) pa a a adução médica em pa icula .
40
p o issional. As noções que se seguem oma ão como base o enquad amen o eó ico
p esen e nos pa ág a os an e io es.
Pa a de ini “qualidade” na adução, é necessá io a ende ao que se
comp eende po “ adução” endo em con a os ins p esen es
68
: o p odu o inal
esul an e do p ocesso adu ó io. Admi indo que es e se inicia com a negociação do
con a o en e PST e clien e e e mina aquando da en ega do se iço ao clien e,
a u ação e eceção do pagamen o espe i o, pa a e ei os da p esen e disse ação
assumi -se-á como “qualidade” uma p op iedade que an o o PST como, especialmen e,
o clien e a ibuem ao p odu o do se iço p es ado pelo p imei o e que comp eende a
sa is ação mú ua des es agen es. Tal sa is ação ad ém do cump imen o dos equisi os
do clien e pelo PST, pa en es no ex o aduzido.
Po sua ez, en enda-se po “con olo da qualidade” os mecanismos acionados
e exe cidos pelos agen es do p ocesso adu ó io, essencialmen e na ase de pós-
adução e an es da en ega do p odu o ao clien e, com is a ao cump imen o dos
equisi os (ou necessidades implíci as e explíci as e e idas po Mossop 2014:22) do
clien e e à qualidade do p odu o (a adução). Engloba a e i icação da co eção
linguís ica, es ilís ica e o mal dos documen os aduzidos, a con o midade des es
elemen os com as especi icações do clien e e a a e iguação da adequabilidade das
aduções ao p opósi o das mesmas, ques ões a e em con a nos p ocessos de e isão
e edição da adução.
69
À luz des as conceções, pode iden i ica -se a ga an ia da
qualidade com uma ase do p ocesso adu ó io e elaciona o con olo da qualidade
com o seu p odu o.
Delineadas as ideias base do p esen e es udo, segue-se uma exposição da
li e a u a sob e e isão da adução e a ap esen ação dos pa âme os de e isão
suge idos po Mossop, eó ico ambém com longa expe iência p á ica enquan o
adu o p o issional, na ob a Re ising and Edi ing o T ansla o s.
68
Sob e a al a de consenso ela i amen e ao que é a adução, a qualidade e a qualidade na adução,
e Koby e al. (2014).
69
O concei o de “ e isão” u ilizado po Mossop é essencialmen e linguís ico, elegando os aspe os como
a es u u a e o ma ação das aduções pa a o concei o de “edição”. Não obs an e, o modelo de e isão
do au o aba ca o concei o de “edição” po si abalhado.
41
Capí ulo 3 - O Con ibu o de B ian Mossop pa a a Qualidade da T adução
As p opos as de e isão de B ian Mossop o am concebidas com a inalidade de
ins ui es udan es e p o issionais de adução sob e como e e as p óp ias aduções
ou as p oduzidas po ou os. Encon am-se publicadas em Re ising and Edi ing o
T ansla o s (2001), ob a eedi ada em 2007 e a ualizada em 2014. As mo i ações do
au o p ende am-se com a al a de es udos sob e e isão no ensino da adução no
ge al, po um lado, e com a al a de isão c í ica em elação a p ocedimen os de e isão
a ado a pa a ealização dessa a e a, po ou o (Mossop 2001:5; 2007:3 e 2014:3).
O p esen e capí ulo em como obje i o desc e e as suges ões desen ol idas
pelo au o em análise. Nesse sen ido, se á ap esen ado, ainda que de o ma b e e, o
concei o de e isão des e e de ou os au o es, seguido dos pa âme os de e isão
es abelecidos po Mossop e da desc ição das suas p opos as.
70
3.1 O concei o de e isão
Künzli (2006:9), Mossop (2007a:6) e Robe (2008:1) são exemplos de au o es
que econhecem que o p ocesso de e isão ganhou maio impo ância po con a da
publicação da EN 15038:2006, onde se pode le sob e o alo c ucial do a o de e isão
no p ocesso adu ó io: “The T ansla ion Se ice P o ide shall ensu e ha he
ansla ion is e ised.” (11).
A no ma mencionada dis ingue os concei os de e ise e e iew (5-6) que, na
li e a u a po uguesa consul ada, co espondem ambos ao e mo “ e e ”.
71
Tan o nes a
70
A es e espei o, a publicação u ilizada com maio equência se á a e cei a edição de Re ising and
Edi ing o T ansla o s, po se a a da edição e is a e mais a ualizada da ob a, como já a i mado
an e io men e ( e no a de odapé 45 do p esen e es udo, página 28).
Nes a edição, o au o coloca maio peso na componen e de lei u a que de esc i a na e isão (Mossop
2014:8). O capí ulo que mais al e ações so eu oi o 9, “The Wo k o a Re ise ”, a que o am adicionadas
in o mações que incidem sob e a e isão de segunda língua, a elação en e empo e qualidade, a au o
e isão e as especi icações da a e a do e iso . Con udo, os pa âme os de e isão ap esen ados nas
edições an e io es man êm-se sem al e ações. No capi ulo 14, “Re ising he Wo k o O he s” (2014:192-
204), oi ambém ac escen ado um pon o dedicado à e isão de memó ias de adução (2014:201-203).
71
Os e mos e ise e e iew encon am equi alência em au o es como B une e e al. (2005),
espe i amen e bilingual e ision (“ e isão bilingue”) e monolingual e ision (“ e isão monolingue”), e
nas designações de Mossop (2001:84; 2007:110 e 2014) compa a i e e- eading (“ elei u a compa a i a”)
e unilingual e- eading (“ elei u a unilingue”).
Apesa da de inição p esen e na EN 15038, algumas publicações do mesmo ano (2006) e pos e io es
e e em que o concei o de e ising (“ e isão”) ca ece de unanimidade no seio dos académicos e
p o issionais da adução. De aco do com Robe (2008:4 e 6) e Mossop (2014:116) o e mo é, mui as
42
como na que a subs i uiu, a ISO 17100:2015 (2), o p imei o e mo, e ise, e e e-se à
e isão com base na compa ação en e TP e TC e o segundo, e iew, à e isão do TC
apenas. Em ambas as a e as, p ocede-se à e i icação da adequabilidade das opções
adu ó ias às con enções ex uais co esponden es no sis ema cul u al de chegada e
ao aco dado com o clien e, esul ando nas p opos as de al e ação ei as pelo e iso .
No pon o 2.2 da p esen e disse ação (páginas 29-40), oi abo dado o concei o
de “qualidade” na ob a de Mossop, en e ou os au o es. Sob e es e, a i mou-se que
assume a e isão enquan o p ocesso que con ibui pa a a ga an ia da qualidade da
adução. Mossop (2001:169; 2007:109 e 2014:115) e Künzli (2006:7) de inem “ e isão”
como o p ocesso de lei u a do ex o aduzido e ealização das al e ações necessá ias,
com is a à ga an ia da qualidade. Ambos e e em as a e as de encon a ca ac e ís icas
no TC que não são acei á eis ace ao TP e de aze as co eções e melho amen os
necessá ios ( e i ica omissões, e os o og á icos, e minológicos, de adução e
o ma ação e des ios às no mas da língua de chegada) (Mossop 2014:115). Pode,
po an o, a i ma -se que o p ocesso de e isão é, pa a o au o em es udo,
essencialmen e linguís ico, ainda que ês dos pa âme os de e isão po si
ap esen ados ( o ma ação, ipog a ia e o ganização) se elacionem com ques ões de
edição ex ual.
Os e mos compa a i e e- eading e unilingual e- eading expos os na ob a de
Mossop (2014) ambém se e le em quando o au o di e encia a unção dos
esponsá eis pela e isão da dos esponsá eis pelo con olo da qualidade.
E e i amen e, Mossop (2014:116) assume que a a e a dos segundos não en ol e
p ocede a uma e isão compa a i a:
(…) while ‘quali y con ol’ and ‘ e ision’ a e synonyms, a dis inc ion is made
be ween ‘quali y con olle s’ and ‘ e ise s’. The la e ca ego y consis s en i ely o
quali ied ansla o s; he o me ca ego y is b oade , including anyone who pe o ms a
ezes, con undido com checking (“ e i icação”), e- eading (“ elei u a”), QC-con olling (“con olo da
qualidade”), en e ou os. Pa a au o es que se deb uçam sob e es e assun o e , po exemplo, Lee (2006)
e Robe (2008).
Na p esen e disse ação, se ão ap esen adas apenas algumas de inições, po não se a sua análise o
obje i o úl imo: o es udo da aplicabilidade das p opos as de Mossop aos ex os aduzidos das Ciências
da Saúde.
43
checking and co ec ing unc ion. Thus, non- ansla o s (such as p oo eade s o subjec -
ma e expe s) who do only hose o ms o checking and co ec ing ha don’ in ol e
compa ing he ansla ion o i s sou ce, a e quali y con olle s bu hey a e no e ise s.
(2014:116)
Com es as pala as, Mossop des aca os dois ipos de e isão (com e sem
compa ação en e TP e TC) enquan o mé odos do con olo da qualidade da adução,
po conside a os e mos sinónimos. Além disso, des aca os e iso es como sendo
p o issionais da adução, enquan o os con olado es da qualidade podem se apenas
especialis as na ma é ia de que a a o ex o. Na mesma página, Mossop ambém
dis ingue a a e a dos e iso es da dos con olado es da qualidade a i mando que
aqueles p ocedem à lei u a compa a i a do ex o na ín eg a e que, pelo con á io, o
con olo da qualidade ealizado pelos con olado es pode e como obje o apenas
pa es selecionadas do documen o.
72
Es a azão le ou o au o a de ende a “ e isão
comple a” como o mais ele ado g au de con olo da qualidade da adução
(2014:116).
73
De aco do com o agen e, Mossop (2007a:10 e 12; 2014:1) dis ingue ou os dois
ipos de e isão: sel - e ision (“au o e isão”) e o he e ision (“he e o e isão”). A
au o e isão é pa e in eg al do a o de adução, ealizada pelo p óp io adu o e, po
isso, em qualque momen o da a i idade adu ó ia.
74
Encon a co espondência na
denominação check (“ e i icação”) p esen e na ISO:2015 (2). O segundo ipo,
he e o e isão, é le ado a cabo po um e iso que não o adu o e que eúna as
condições necessá ias à a e a a execu a .
72
Nes e caso, Mossop (2014:116) e e e-se à “ e isão comple a” ( ull e ision). Na secção 3.3,
“P essupos os eó icos da e isão na ob a de Mossop”, do p esen e es udo (páginas 56-63) se ão
ap esen ados á ios g aus de e isão de aco do com o au o .
73
O capí ulo 11 de Re ising and Edi ing…, “Deg ees o Re ision” (2014:150-164) dedica-se, p ecisamen e,
aos di e en es g aus de e isão dis inguidos po Mossop, nos quais se enquad a a ampli ude da e isão
em e mos de ex ensão do ex o e is o.
74
O au o pa ece con e i maio impo ância a es e e mo na 3ª edição de Re ising and Edi ing… que nas
an e io es, adicionando dois pon os aos capí ulos 9, The Wo k o a Re ise (2014:115-133), e 13, “Sel -
Re ision" (2014:182-191), espe i amen e 9.4, “Reliance on sel - e ision” (2014:118-119) e 13.3, “The
e m ‘sel - e ision’” (2014:187-188). Na página 118 a i ma, inclusi e, que a subs i uição da e isão po
ou em po um p ocesso de au o e isão e con olo da qualidade (leia-se lei u a do TC po e cei os) pode
o na o adu o mais independen e.

44
As di as “condições necessá ias” são especi icadas nas no mas EN 15038 (11) e
ISO 17100 (10), que con e em g ande impo ância ao p ocesso de e isão, explici ando
que uma adução de qualidade de e se e is a pelo p óp io adu o e po e cei os e
dis inguindo en e os papéis de adu o e de e iso . As compe ências a ibuídas ao
e iso na ISO 17100 o am já indicadas no pon o 2.2, “Algumas p opos as de de inição
de “qualidade”’, da p esen e disse ação.
75
Con a iamen e à EN 15038, es a no ma
indica não apenas as compe ências, que são seis, mas as qualidades do adu o
( esumidas, não obs an e, à comp o ação da quali icação p o issional) (6), e de ine as
mesmas pa a quem az a e isão compa a i a. No caso de a e isão se le ada a cabo
apenas a a és da lei u a do TC, an o a EN 15038 (11) como a ISO 17100 (6) indicam
que de e se ei a po especialis as na ma é ia sob e a qual incide a adução.
Na e cei a edição de Re ising and Edi ing…, Mossop (4) e e e, pa a o e iso ,
as mesmas ês compe ências do adu o : in e p e ação de ex o, pesquisa,
composição e in o má ica.
Pa a uma e isão de qualidade, Mossop (2001:95-96; 2007:121 e 2014:120) e
Künzli (2007) suge em, ambém, que o e iso de e e ca ac e ís icas básicas como se
um adu o p o issional, quali icado e expe ien e. Künzli (2006:11) epa e essas
ca ac e ís icas po ês compe ências: 1) es a égica, 2) in e pessoal e 3) p o issional e
ins umen al.
76
No que a es es dois ipos de e isão explici ados po Mossop diz espei o, sel -
e ision e o he e ision, o p imei o pa ece se mais an ajoso no caso de o p azo pa a
en ega da adução se cu o e não pode despende -se do empo necessá io à e isão
po ou em. O au o em análise des aca, ace a es a ques ão, o seguin e: quando o
adu o e ê o p óp io abalho, é eliminada a endência do e iso pa a “co igi ”
elemen os do ex o (como o es ilo, po exemplo) apenas po gos o pessoal, além de que
o e iso , ao inicia a e isão, es á mais amilia izado com o ex o que aduziu (Mossop
2001:91; 2007a:12). Po ou o lado, es e ipo de e isão ambém ap esen a algumas
75
Ve no a de odapé 48, página 30.
76
Não sendo obje i o da p esen e disse ação, cujo oco é o abalho desen ol ido po Mossop, analisa
es as es a égias, eme e-se o lei o pa a as páginas 11-16 do a igo espe i o.
45
des an agens, como deixa passa e os que os olhos de um e cei o, não habi uados ao
ex o a e e , podem cap a (Mossop 2001:91; Balembe g 2014:28).
A dis inção en e “au o e isão” e “he e o e isão” em sido ado ada, ambém,
po au o es como Robe (2008:4), que a i ma a exis ência de ipos de e isão de aco do
com ês ealidades: quem e ê (o p óp io adu o ou ou em), quando e ê (du an e
ou após a ealização da adução) e se o ex o a e e co esponde, ou não, a uma
adução. Independen emen e da si uação (quem, quando e o que e ê), Kunzli
(2006:10) de ende que o p ocesso de e isão de e á e luga an es da en ega do
se iço ao clien e. Tal aceção me ece a obse ação seguin e: en endendo o p ocesso de
e isão como pa e do con olo da qualidade, nenhuma adução de e se en egue ao
clien e sem passa , pelo menos, pela au o e isão. Não obs an e, o clien e pode á
encomenda uma e isão po ou em após ecebe a adução, pelo que a asse ção de
Künzli de e se ida como ideal, mas não gene alizá el.
Em Key Te ms in T ansla ion S udies, Palumbo (2009:101-102) iden i ica a e isão
nos mesmos e mos dos au o es an e io es, i. e., lei u a compa a i a en e TC e TP de
o ma a encon a p oblemas e a esol ê-los. A elação en e o p ocesso de e isão e o
a o “qualidade” em a e , pa a es e au o , com os pad ões es abelecidos pelo PST
pa a que as necessidades do clien e sejam cump idas, assim di ando os p ocedimen os
da e isão. A mesma conceção é, ambém, ado ada po Lee (2006:410).
Pa a além de “ e isão”, ou o e mo em des aque no í ulo Re ising and Edi ing…
é o de “edição”. O au o dis ingue a edição da e isão eme endo aquela pa a a a e a
de e e aplicada a ex os que não são aduções, como os ex os o iginais (2014:1).
77
Nos dois casos, o edi o / e iso pode p ocede a algumas co eções no sen ido de uma
77
A exp essão usada po Mossop é o iginal w i ing (2014:1). Os “documen os o iginais” a que se e e e
podem co esponde aos TP das aduções. Nes e caso, em que a e isão co esponde ao concei o de
edi ing, de aco do com as pala as do au o o PST pode p ocede a al e ações do TP, po exemplo pa a
que algumas passagens p oblemá icas se o nem mais in eligí eis (2014:1).
Sob e a po encial al a de qualidade do TP nas ciências da saúde, e Mon al e Da ies (2007:22), que
a ibuem a causa ao ac o de os au o es não e em as compe ências de esc i a necessá ias à edação, e
And iesen (2006:158), que elaciona os p incipais p oblemas dos TP com o con eúdo (ambiguidades, uso
inco e o de e mos e concei os, e c.), o g au de in e nacionalização (ausência de e minologia local,
seleção de ilus ações e co es, caso se aplique, e c., de ido a e e ências cul u ais) e o o ma o e
o ma ação.
Pode ainda ac escen a -se que, quando o TP é edigido numa língua que não é a língua ma e na do(s)
au o e(s), ambém é possí el ap esen a al a de qualidade.
46
maio in eligibilidade do ex o, mas sem que o seu signi icado seja al e ado. Con udo,
apenas na e isão são co igidas omissões ou adições (2014:1).
Na conceção de Mossop, an o a e isão como a edição en ol em, pois, a
e i icação da adequabilidade do ex o no seu odo, i. e. ca ac e ís icas linguís icas e
ex uais, aos p opósi os pa a que o ex o oi c iado e ao público a que se di ige:
Edi ing means inding p oblems in a ex which is no a ansla ion, and hen
co ec ing and imp o ing i , wi h pa icula a en ion o making he ex sui able o i s
u u e eade s and o he use o which hey will pu i . Re ising is his same ask applied
o d a ansla ions. (Mossop 2001:iii).
78
Tendo em con a o in ui o da p esen e disse ação (a alia a aplicabilidade das
p opos as de e isão de Mossop a ex os das ciências da saúde), o concei o de “ e isão”
a e e con a e e e-se à compa ação en e TP e TC de o ma a encon a e
co igi /p opo co eção de e os, du an e ou após inalizada a adução, pelo p óp io
adu o ou po ou o PST a quem é incumbida al a e a.
É nes a aceção que se enquad a o p ocesso de e isão na de inição de “con olo
da qualidade” ap esen ada pela au o a da p esen e disse ação (página 40). Assume-se
que a inalidade do p ocesso é ga an i que os documen os aduzidos se encon am
con o me as eg as linguís icas e es ilís icas dos ex os no sis ema cul u al de chegada,
as especi icações do clien e e o que es e espe a do se iço p es ado ( espe i amen e,
pa e das necessidades explíci as e implíci as e e idas po Mossop 2014:22).
O obje i o das secções seguin es é o de analisa as p opos as de Mossop pa a a
e isão da adução.
78
A conceção de “edição” de Mossop nes a ob a limi a-se à e isão ex ual (copyedi ing), es ilís ica
(s ylis ic edi ing) e de alguns aspe os de es u u a e con eúdo (s uc u al and con en edi ing) (Mossop
2014:2), concei os abo dados nos capí ulos 3 a 6 de Re ising and Edi ing… (2014:42-89). Es a decisão
pa ece e em con a o público a que se di ige (es udan es e p o issionais da adução), e não os edi o es,
úl imos esponsá eis pela publicação das aduções e, po isso, com um concei o de “edição” mais
elacionado com ques ões ipog á icas e publici á ias, po exemplo. Algumas a e as dos edi o es de ex o
encon am-se lis adas nas páginas 29 e 30 da ob a em análise (3ª edição).
47
3.2 Os pa âme os de e isão p opos os po Mossop
O capí ulo 10 de Re ising and Edi ing o T ansla o s (2001:99-113; 2007:125-
139 e 2014:134-149), “The Re ision Pa ame e s", ap esen a os pa âme os de e isão
da adução suge idos po Mossop. Começa po uma de inição do que são: ipos de e o
que o e iso p ocu a (2014:134).
Do pon o de is a des e au o (2014:134-135), a e isão conco e pa a soluciona
qua o ipos de p oblemas: 1) de “ ans e ência”, 2) de “con eúdo”, 3) de “linguagem”
e 4) de “ap esen ação”.
79
As subsecções que se seguem explici am cada um deles e
expõem os pa âme os espe i os, seguindo a o dem ap esen ada na ob a em análise.
3.2.1 P oblemas de ans e ência
Dizem espei o à ans e ência de signi icado do TP pa a o TC e elacionam-se
com a exa idão (accu acy) e com ansmissão comple a da mensagem, i. e. sem que
enham sido omi idos elemen os (comple eness).
1) accu acy:
Pa a Mossop (2014:135), a “exa idão” é a ca ac e ís ica mais impo an e da
adução. O papel do e iso é o de ga an i que não há e os de adução que impedem
a ans e ência do signi icado do TP pa a o TC, não apenas ao ní el das pala as e ases,
mas da o ganização in e na do ex o, i. e. da elação en e as ases. Con udo, a
cons ução ásica não em de se idên ica nos dois ex os: o a o “legibilidade” de e
se conside ado.
Face a es e aspe o, Mossop (2014:136) en ende que o g au de exa idão da
79
Es a di isão po qua o g upos e 12 pa âme os ad ém do econhecimen o, po pa e do au o , de que
uma lis a exaus i a de e os se ia demasiado ex ensa (Mossop 2014:134). Tendo em con a que, no ge al,
cada pa âme o engloba mais de um p oblema de adução, pode a i ma -se que Mossop p ocu ou
engloba o maio núme o possí el na p opos a de e isão ap esen ada.
54
8) idiom
O pa âme o “exp essões idiomá icas” baseia-se na aceção de que, de odas as
combina ó ias lexicais possí eis, apenas um conjun o é usado.
Po ezes, os adu o es inco em no uso de cons uções menos comuns, mas
comp eensí eis, baseadas nas do TP. Tais cons uções podem causa es anheza no
lei o na i o da LC, azendo-o ques iona se a passagem em causa e á ou o signi icado.
Po es a azão, Mossop (2014:146) de ende que o e iso de e se , idealmen e, na i o
da LC.
87
O au o explica, ainda, que mesmo após anos de expe iência em adução e
e isão se pode du ida sob e a idioma icidade de ce a exp essão. O uso de dicioná ios
e bases de dados onde se pode e i ica a equência da oco ência dessa exp essão é,
nes e caso, de g ande u ilidade pa a o p o issional (Mossop 2014:146).
9) mechanics:
O úl imo pa âme o do g upo “linguagem” denomina-se “mecanismos”. É
cen ado no cump imen o do(s) guia(s) de es ilo especi icado(s) pa a a adução a e e .
Dos e os que azem pa e des e pa âme o des acam-se, po exemplo, as
con enções de pon uação e nume ais, o espaçamen o en e i ens (po exemplo, en e
nume ais e unidades de medida), as aspas, os signos (po exemplo, o ci ão), a
capi alização de pala as, o uso de i álicos, os neg i os, os pa ên esis e ou os do géne o.
Mossop (2014:147) en a iza a a enção que de e se p es ada quan o à adução
de nomes p óp ios, í ulos de publicações ou ou os em que haja capi alização, pelo
ac o de o lei o pode se induzido em e o. Com e ei o, é possí el que a adução de
í ulos de publicações (ou de ou os i ens semelhan es) le e o lei o a pensa que os
mesmos es ão disponí eis na LC, mesmo não sendo essa a ealidade.
87
A mesma ese é de endida po Vaz (2012).
Sob e a p oblemá ica da e isão nas á eas da saúde po não-na i os de língua inglesa, e Melo (2015:36-
38).

55
3.2.4 P oblemas de ap esen ação
São e os na o ma do documen o ao ní el do espaçamen o, inden ação e
ma gens (layou ), dos ipos de le a ( ypog aphy) e da o ganização do documen o no
seu odo (núme os de página, cabeçalhos, odapés, índices, e c.) (o ganiza ion).
10) layou :
O pa âme o “ o ma ação” elaciona-se com a disposição de odos os
cons i uin es do documen o ( ex o, imagens, g á icos ou ou os) na página.
Mossop (2014:148) des aca a p esença de ma gens e o espaçamen o como
essenciais à legibilidade. Ou os elemen os de impo ância são os cabeçalhos, odapés,
ma cas de enume ação, núme os de página ou ou os. Todos eles de em man e -se
consis en es ao longo do documen o, sob e udo se a adução o ap esen ada em
á ias línguas, em pa alelo, no mesmo documen o.
Nes a condição, caso o espaço ocupado po um ex o di i a subs ancialmen e de
ou o, Mossop (2014:148) suge e que se acionem mecanismos de o ma a c ia a ilusão
de que os amanhos dos dois são semelhan es. O au o exempli ica indicando que, se os
ex os se encon a em lado a lado, pode es ei a -se a coluna pa a o mais cu o, ou
ala ga -se a do mais longo (Mossop 2014:148).
No caso de a adução se subme ida a lei u a de p o a an es de se en egue ao
clien e, Mossop (2014:148) indica que es a e apa pode se sal ada pelo e iso .
11) ypog aphy:
A “ ipog a ia” diz espei o aos ipos e o ma ação das le as ao longo do
documen o, ambém elacionados com a legibilidade do ex o. A escolha dos o ma os
das le as de e e le i , po um lado, mode ação (não exage ando no uso de
maiúsculas/minúsculas, i álicos, neg i os, sublinhados ou na a iação de ipos e
amanhos de le a) e, po ou o, consis ência (usando-se a mesma o ma ação pa a os
mesmos ins).
56
Além disso, a ên ase ma cada pela o ma ação das le as de e aze sen ido na LC,
pois pode al e a a impo ância con e ida aos elemen os des acados no ex o (Mossop
2014:149).
12) o ganiza ion:
O úl imo pa âme o de e isão de inido po Mossop é a “o ganização”, que
co esponde à es u u a do ex o: localização de secções, subsecções, capí ulos,
subcapí ulos, imagens ou ou os, bem como lis agens po o dem al abé ica.
Nes a ase, o e iso de e ce i ica -se de que elemen os como as e e ências
ei as a páginas do documen o no co po do ex o es ão co e as. Mossop (2014:149)
obse a que, se o documen o o pa a publicação, o núme o p eciso de páginas só é
conhecido após o abalho do edi o esponsá el. Es e p o issional de e se no i icado
sob e a possibilidade de não co espondência en e as páginas mencionadas no ex o e
as eais, icando a seu ca go as al e ações necessá ias.
Ou o componen e do ex o a e em con a é o índice. Não só as denominações
de capí ulos e subcapí ulos/secções e subsecções de em es a de aco do com o ex o,
como os núme os e o ma ação espe i os.
88
Em caso de e o no núme o dos capí ulos/secções no TP, Mossop (2914:149)
apon a que o mesmo de e se man ido, sal o indicação con á ia do clien e.
Po im, o e iso de e e i ica a p esença de ci ações, cabeçalhos, odapés,
legendas ou ou os.
89
3.3 P essupos os eó icos da e isão na ob a de Mossop
Focado no concei o de “qualidade”, Mossop (2014:23-24) des aca ês obje i os
de e isão. O p imei o diz espei o à p ocu a e co eção de e os acilmen e no ados
88
Às denominações, nume ação e o ma ação, pode ac escen a -se os núme os de página que, al como
no caso das e e ências p esen es no co po do ex o, pode ão se da esponsabilidade do edi o se a
adução o pa a publicação.
89
Es es elemen os ex uais o am e e idos no pa âme o 10) “ o ma ação”. No pa âme o 12)
“o ganização”, Mossop não se e e e à o ma ação, mas à localização dos elemen os no ex o.
57
pelo clien e, como os ipog á icos ou e minológicos. O segundo elaciona-se com a
inalidade com que é ealizada, p ocedendo o e iso a al e ações meno es que enham
em is a a adequação da adução a essa inalidade.
90
Po im, o in ui o da e isão pode
se o de p omo e a LC ace à LP, que pode se dominan e, assim “melho ando” a
linguagem e o es ilo de aco do com as con enções do sis ema cul u al de chegada.
Se, de um modo ge al, a e isão se dedica à e i icação de p oblemas e ao
melho amen o da adução, como p ocede pa a os encon a e decidi quais co igi ?
A espos a à segunda pa e da ques ão, como decidi quais os e os a co igi , é cla a e
pode se di idida em á ios aspe os (Mossop 2014:150-160): 1) depende das
ca ac e ís icas especí icas do con a o com o clien e ao ní el do se iço p e endido; 2)
depende do p azo e do o çamen o aco dados; 3) depende do ipo e da impo ância do
ex o aduzido no sis ema cul u al de chegada; e 4) depende das compe ências
especí icas do adu o esponsá el pela adução ace ao TP.
91
Es es elemen os, in e dependen es en e si, conco em pa a a de e minação do
g au de e isão a aplica .
92
Pa a encon a p oblemas na adução, Mossop (2014:165) o nece á ias
indicações. Em p imei o luga , é necessá io que o e iso conheça o g au de e isão a
ealiza , com base no conhecimen o dos elemen os e e idos no pa ág a o an e io .
90
Es a conceção de e isão, elacionada com a de “qualidade”, es á p esen e na EN 15038 (11), onde se
lê: “The e ise shall examine he ansla ion o i s sui abili y o pu pose”. É, ambém, a escolhida na
ob a de Mossop (2014:24). O au o decla a, assim, que as suas p opos as de e isão êm como pano de
undo a adequabilidade da adução aos p opósi os do ex o no sis ema cul u al de chegada.
91
O’Neil (1998), Mon all e Da ies (2007), Ka wacka (2014) e Melo (2014) p onuncia am-se a espei o da
p e e ência po um adu o especializado na á ea da saúde ou po um especialis a dessa á ea. Em “Who
Makes a Be e T ansla o …”, O’Neil (1998:80) conclui que ambos podem p es a um se iço de adução
de qualidade: “Good medical ansla ion can be done by bo h edical p o essionals and medically
knowledgeable linguis s; (…) a lo e o language, an ea o s yle, a willingness o pu sue a cane
e minology and ca ing enough o ge i igh a e he keys o ue success”. Mon al e Da ies (2014:35)
conco dam com es a aceção, a i mando que os p o issionais da saúde que enham uma o mação
linguís ica e cul u al adequada podem desen ol e as compe ências necessá ias à adução. Ka wacka
(2014:31), po sua ez, admi e como ideal a ealização da adução po um adu o expe ien e e
especializado na á ea da saúde e a ealização da e isão po um p o issional da saúde, após o que se
segui á uma lei u a de p o as po e cei os. Melo (2014:35) segue as opiniões de O’Neil e de Mon al e
Da ies, opinando que o impo an e é que o esponsá el pela adução enha as compe ências necessá ias
ao desempenho da a e a de adução.
As an agens de a e isão se le ada a cabo po um especialis a na á ea o am, ambém, abo dadas po
Vaz (2012) em á ias passagens do seu es udo, indicando que, em e mos cien í icos, es a é a melho
solução.
92
En enda-se po “g au de e isão” a quan idade de ex o e is o em elação à o alidade de ex o
aduzido, o ipo de e isão (unilingue ou bilingue) e os pa âme os a e em a enção pelo e iso .
58
Assim, es e agen e de e decidi en e p ocede a uma e isão pa cial ou o al, unilingue
e/ou bilingue, e i ica o ex o a e e de uma ez ou po exce os, quais os pa âme os
a e i ica e se os e á odos em con a ao mesmo empo ou não.
De aco do com Mossop (2014:166), o ideal é examina os pa âme os
elacionados com a ans e ência da mensagem sepa adamen e da e i icação do
con eúdo, da linguagem e da ap esen ação do ex o, especialmen e se o ipo de
linguagem e o es ilo do TP o em impo an es na adução. A jus i icação adian ada pelo
au o é a de que a análise dos aspe os elacionados com a p esença da mensagem do
TP no TC – ans e ência – pode dis ai o e iso dos es an es p oblemas ex uais
(2014:166). Ao segui es e mé odo, e não o opos o, o e iso e i a in oduzi e os,
sob e udo de con eúdo e linguagem, du an e a e i icação da ans e ência da
mensagem, e os esses que não se ão, à pa ida, no amen e analisados.
Em e mos de e apas de a uação, Mossop aconselha a aze -se uma lei u a da
adução p imei o, de modo a e -se a pe ceção do lei o , seguida da compa ação en e
TP e TC:
(…) all hings being equal, you should ead he ansla ion alone i s , wi hou
compa ing i o he sou ce ex . This is especially so when you a e e ising someone else’s
wo k, because you ha e a golden oppo uni y o see he ansla ion om he use ’s poin
o iew. You a e no bu dened by p io knowledge o wha he ex is supposed o be
saying (…). You knowledge o he message is coming om he ansa ion alone.
(2014:167)
O au o não exclui a c edibilidade da e isão unilingue, p ocedendo-se apenas à
compa ação com o TP quando se suspei a ha e e os de ans e ência ou de lógica
(2014:158-159).
A opinião sob e as e apas de e isão a segui quan o ao ipo (unilingue ou
bilingue) a ia. Gile (1995:110) conco da com o p ocesso de inido po Mossop. Pelo
con á io, Ho guelin and B une e (1998:39) p e e em uma me odologia baseada na
59
lei u a do TP, seguida da compa ação en e TP e TC e, inalmen e, das al e ações
necessá ias e elei u a do TC.
93
A au o a des a disse ação é da opinião que só é possí el p ocede aos dois ipos
de e isão, unilingue e bilingue, nos casos em que o p azo es abelecido pa a a ealização
das a e as de adução e e isão e a negociação de um o çamen o jus o en e PST e
clien e o pe mi a. Nesse sen ido, a sensibilização do clien e com is a à negociação de
um p azo e o çamen o ealis a com o PST, de aco do com os equisi os do con a o
es abelecido, assume g ande impo ância.
A discussão sob e o ipo de e isão a ealiza em le ado au o es como
Balembe g (2014) e Mossop (2014) a a i ma a p e e ência pela e isão bilingue, pelas
an agens que ap esen a sob e a e isão não compa a i a, nomeadamen e em e mos
da p ocu a de e os. Idealmen e, as ês lei u as (do TC, compa ação en e TP e TC e,
no amen e, do TC) de em se ei as. No en an o, esse p ocesso é, p a icamen e, uma
impossibilidade, dados os cons angimen os “p azo” e “o çamen o” que, mui as ezes,
o nam a a e a de e isão nessas ês e apas in iá el.
Subsc e e-se a e e ida p e e ência de Mossop e de Balembe g, conco dando
que, na p á ica, se aça pelo menos a e isão compa a i a, especialmen e se o e iso
não co esponde ao adu o . Es a pe mi e que o e iso conheça as ca ac e ís icas do
TP e do TC, e i ique se a ans e ência dos elemen os es á de aco do com os
p essupos os con a uais es abelecidos e enha acesso ao documen o de chegada,
an e endo, assim, a pe ceção do TC pelo público-lei o . Além disso, no caso conc e o
dos ex os das ciências da saúde, o p ocesso de e isão compa a i a pode se c ucial
pa a apu a se não o am omi idas ou al e adas passagens, pois es es documen os
con êm, no ge al, in o mações impo an es que é necessá io passa com igo pa a o TC.
Só a compa ação en e os TP e TC acul a á a ce eza de que nenhuma dessas
93
Sob e a e isão compa a i a, Mossop (2014:168-169) chama a a enção pa a alguns iscos quando se
começa po le o TP: se a e isão incidi sob e o pa âme o “linguagem”, a opinião do e iso sob e a
qualidade da linguagem do TC pode se condicionada pelo conhecimen o p é io da do TP; a e isão pode
ica dependen e do modo como o e iso aduzi ia, ao aze uma adução men al enquan o lê; o e iso
pode in e p e a o TP de uma o ma di e en e da do adu o , sem pe cebe que o sen ido dado po es e
pode se o co e o; o e iso não lê o ex o do pon o de is a do lei o no sis ema cul u al de chegada.
Pa a ou os mé odos de e isão, e Robe 2008. Apesa de dedicada ao es udo de alguns mé odos de
e isão, aquela au o a não emi e qualque opinião sob e o p ocedimen o que p e e e.

60
in o mações oi omi ida ou al e ada pelo adu o .
94
Es a a gumen ação es á
elacionada com o alcance des es documen os em e mos dos iscos que uma adução
de ici á ia pode ep esen a pa a a p á ica dos p o issionais e, consequen emen e, pa a
os u en es, seja no deco e da p á ica clínica ou na di ulgação de esul ados de
in es igações e ensaios.
Nas pala as de Mossop (2014: 158), a e isão pode, ainda, se pa cial, ou seja,
o ex o aduzido pode não se e is o na o alidade.
95
Os iscos que es e ipo de e isão
aca e a a iam en e a não e i icação da oco ência de alguns e os e a não e i icação
de possí eis omissões de passagens comple as, ou p oblemas semelhan es.
As polí icas que igo am na ins i uição p es ado a do se iço de adução e
e isão ambém podem di a o g au de e isão, embo a o e iso possa decidi oma
ou os aspe os em con a:
The p edominan iew (…) is ha no e e y ex equi es a second look, and (…)
he e ision can some imes be pa ial (…), need no be compa a i e (…), and need no
co e all pa ame e s.
(…) Some ansla ion se ices and agencies emphasize checking ce ain mic o-
aspec s o a ansla ion whe e e o s will be immedia ely isible o clien s (…). Howe e
he e ise s may no ac ually ollow his p e e ence s ic ly, and ins ead de o e qui e a lo
o ime o s yle (…). (2014: 150-151)
Pode, en ão, a i ma -se que o p ocesso de e isão nem semp e se limi a ao
cump imen o das ins uções o necidas ao e iso , cuja pe spe i a sob e o ex o a e e
pode e in luência no modo como e ê e nos pa âme os que em em con a na
ope ação de e isão. Re e indo-se à e isão das aduções no ge al, as pala as de
94
Es a aceção não em em con a os casos em que o adu o p ocede a omissões ou a al e ações de
con eúdo po indicação do clien e, po não se essa a ealidade a a a na p esen e disse ação: a e isão
de aduções cuja mensagem do TP de e se anspos a na ín eg a pa a os sis emas linguís ico e cul u al
de chegada.
95
A p opósi o do es abelecimen o de c i é ios pa a seleciona apenas pa e dos ex os a se em e is os,
e Rasmussen e Schjoldage (2011:91-92).
61
Mossop no p imei o pa ág a o do exce o acima elaciona -se-ão, ambém, com a
ealidade da e isão de ex os das ciências da saúde.
96
Ao disco e sob e a dependência do g au de e isão ace ao empo disponí el
pa a essa a e a, a pa do público-lei o e dos p opósi os da adução, Mossop
(2014:152) coloca algumas ques ões a e em men e, ep oduzidas na abela abaixo:
Ques ões pa a a de e minação do g au de e isão
Quais os pa âme os a e em
con a?
Quem é o público-lei o ?
Qual o p opósi o da adução?
Po quan o empo se á lida a adução?
Como se á lida a adução?
Onde se á lida a adução?
O e iso es á amilia izado com o abalho do
adu o ?
A adução oi ealizada à p essa?
Ha e á mais algum con olo da qualidade além
da e isão?
Qual o g au de exa idão e qual a
qualidade de esc i a necessá ios?
In eligí el, in o ma i a, publicá el, polida
Re isão pa cial ou o al?
Lei u a comple a, e isão localizada, lei u a em
diagonal, is a de olhos, compa ação ou
elei u a
Tabela 3 – Ques ões pa a a decisão do g au de e isão. T aduzido e adap ado de Mossop
(2014:152-160).
Em Medical T ansla ion S ep by S ep, Mon al e Da ies (2007:28-29) ha iam
colocado ques ões semelhan es, ep oduzidas ambém po Isabel Melo (2015:50-51) na
96
Es a a i mação diz espei o, essencialmen e, a ex os longos ou a p ocessos de e isão que dispõem de
p azos cu os pa a a quan idade de ex o a e e . Não de e, po isso, se ida como gene alizá el a odos
os ex os das ciências da saúde.
Toda ia, dada a impo ância das in o mações con idas nos ex os da á ea em es udo, nomeadamen e dos
documen os que azem pa e dos co po a do p esen e ensaio (Consen imen o In o mado, Resumo das
Ca ca e ís icas do P odu o e O ien ações Clínicas), é impo an e que o PST sensibilize o e iso pa a as
necessidades de e isão e de es a se o mais ex ensa possí el.
62
sua disse ação de mes ado a espei o da adução e e isão de a igos cien í icos da
á ea da saúde. De aco do com es es au o es, às ques ões le an adas po Mossop e
ap esen adas na abela acima podem adiciona -se duas, e e idas, aliás, ambém pelo
au o em análise na in odução do capí ulo 11 de Re ising and Edi ing…, “Deg ees o
Re ision” (2014:150). A p imei a e e e-se ao se iço p e endido pelo clien e, como
mencionado acima, e a segunda lida com a exis ência de ques ões legais que a e em a
p odução do TC. Es e é o caso do Consen imen o In o mado e do Resumo das
Ca ca e ís icas do P odu o, como se e á no p óximo capí ulo da p esen e disse ação.
Finalmen e, Mossop (2014:162) e e e que o e iso de e e em con a a
abo dagem do adu o à a e a que lhe é incumbida. Po exemplo, se a abo dagem
adu ó ia o a de ealiza uma adução adequada à inalidade, o e iso e á de oma
esse aspe o em conside ação.
Da análise dos pa âme os e p essupos os ap esen ados po Mossop, salien a-se
a ideia de que es e au o coloca o oco no sis ema cul u al de chegada. Insis e na
necessidade de a ende ao público-lei o e ao p opósi o da adução, a pa da
impo ância que con e e à ansmissão de mensagens e à legibilidade dos ex os, que
menciona eco en emen e. Ou as p eocupações que o e iso de e e em men e
elacionam-se com a cla eza da mensagem e a e minologia usada, bem como ques ões
de es ilo e o ma ação da adução.
Embo a Re ising and Edi ing o T ansla o s enha sido concebida, como já
a i mado, pa a es udan es e p o issionais da adução, Mossop (2014:135) assinala que
os pa âme os po si es abelecidos êm como obje i o o deba e e a e lexão sob e as
p á icas de e isão e não o uso em con ex o p o issional. Con udo, insis e na
necessidade de e e ência aos qua o g upos de p oblemas ap esen ados ( ans e ência,
con eúdo, linguagem e ap esen ação), no sen ido de se decidi sob e a dimensão da
e isão.
No capí ulo seguin e se ão ap esen adas as ca ac e ís icas dos ex os que
compõem os co po a da p esen e disse ação, pe encen es a ês ipologias:
Consen imen o In o mado, sumá io das ca ac e ís icas do p odu o e O ien ações
Clínicas. Es es ipos de ex o das ciências da saúde são usados em con ex o p o issional.
63
Em seguida, a -se-á a a aliação da aplicabilidade dos pa âme os de e isão p opos os
po Mossop a esses ipos ex uais especí icos.
70
No que espei a ao ipo de linguagem ca ac e ís ica do RCP, ap esen a e mos
ge almen e mais écnicos do que o olhe o in o ma i o (FI), ou o documen o que
acompanha o medicamen o, com o mesmo p incípio de uso segu o e e icaz, mas
des inado ao público em ge al.
4.1.3 O ien ações Clínicas
De aco do com Mon al e Da ies (78), os p o issionais da saúde ecebem, mui as
ezes, in o mações esumidas, po não e em acesso a oda a documen ação e e en e
ao assun o, po nem oda essa in o mação se , pa a si, ele an e e po não dispo em de
empo su icien e pa a a lei u a de odos os documen os.
Po isso, dedicam-se à lei u a de “O ien ações Clínicas”, documen os que
esumem as in o mações ele an es sob e de e minado es udo, elabo ados po
especialis as e que podem se di igidos a á ios públicos, como os p o issionais da
saúde, os u en es e a indús ia médica, que come cializa equipamen os de diagnós ico
e medicamen os. Rep esen am uma a ualização do conhecimen o na ma é ia sob e a
qual se deb uçam, pelo que as in o mações são mu á eis ou passí eis de a ualização
cons an e, à medida que no as descobe as são ei as. Des inam-se à educação e
o mação dos lei o es pa a auxílio na omada de decisões pelo p o issional e pelo u en e
ela i amen e a opções de a amen o em ci cuns âncias de e minadas (Mon al e
Da ies 2007:79), assim p omo endo a boa p á ica clínica e indo ao encon o das
necessidades do u en e, aumen ando a qualidade do se iço clínico e po enciando as
hipó eses de sucesso no a amen o (Commi ee o Minis e s o he Council o Eu ope,
2002:8).
Pa a que a elabo ação das OC osse no malizada, o Comi é de Minis os do
Conselho Eu opeu elabo ou e ado ou, em 2001, a Recomendação Rec(2001) 13,
aplicada nos es ados-memb os da União Eu opeia. Es e documen o des ina-se à
pad onização das polí icas de p odução, a aliação, a ualização e disseminação das
OC.
107
107
Ou as o ganizações ambém conco e am pa a a no malização da elabo ação de OC. Sob e es e
assun o, e Mon al e Da ies (2007:79-80).

71
Tal como os documen os an e io es, as OC de em e em con a o con ex o pa a
que são elabo adas. Daí, deco e o es abelecido na Recomendação Rec(2001) 13
(2002:16) de que es es documen os, quando adap ados de ou os países ou á eas,
de em se eedi ados e e is os ou es ados pa a se em aplicadas na no a ealidade
cul u al.
A quan idade de i ens ap esen ados nas OC e as in o mações co esponden es
podem se a iá eis, possi elmen e dependendo dos dados disponí eis e pa a
di ulgação. Os anexos VII (a), “Índice das O ien ações Clínicas Di icul In a enous
Access, publicadas pela Eme gency Nu ses Associa ion” (página 165), e (b), “Índice das
O ien ações Clínicas Suicide Risk Assessmen , publicadas pela Eme gency Nu ses
Associa ion” (página 166), se em como exemplo.
108
O ipo e a sequência das
in o mações ap esen adas não se esgo am nos exemplos des es anexos. P o a disso são
as OC que azem pa e do co pus A que, como já e e ido, po mo i os de
con idencialidade não pode á se di ulgado no p esen e es udo. Po ém, á ias
in o mações sob e os documen os que o compõem podem se a ançadas.
A espei o da ex ensão e dos i ens cons an es das OC, ês documen os êm
como obje o o es udo de de e minado medicamen o. Nes es documen os, é
ca ac e ís ica a p esença de i ens semelhan es aos dos RCP. O qua o documen o do
co pus A assemelha-se mais a ins uções de uso do p odu o (no caso, ma e ial clínico
não medicamen oso), do que a OC. Na ealidade, nes e documen o as ca ac e ís icas de
OC encon am-se em poucos i ens, nomeadamen e na p esença de con aindicações e
de complicações ad indas da u ilização do p odu o, esul an es de es udos p é ios.
Ou o documen o do co pus A limi a-se a dois campos: à u ilização p e is a do p odu o
medicamen oso a que se e e e e às eações ad e sas a agen es que en am na sua
composição. Dado o seu eo , pode se en endido como um esumo do RCP, po se
108
Os índices das á ias OC publicadas po es a en idade (ENA), disponí eis a a és do ende eço
ele ónico h ps://www.ena.o g/p ac ice- esea ch/ esea ch/CPG/Pages/De aul .aspx, ap esen am, no
ge al, os mesmos i ens, apenas com algumas a iações em núme o. O ac o de ou as OC, pe encen es
ao co pus A, publicadas po ou as en idades, ap esen a em i ens di e en es, pode á suge i que a
es u u a des es documen os depende da en idade esponsá el pela sua publicação. Toda ia, es a
in o mação só pode á se con i mada em es udos pos e io es, po não se esse o obje i o da p esen e
disse ação.
72
limi a a in o mações p esen es e ca a e ís icas desses documen os que, po sua ez,
ambém se em pa a o ien ação dos p o issionais da saúde.
Des a o ma, an o o documen o suma izado do co pus A como os di e en es
modos de conceção das OC, jus i icam c i ica a ipi icação ex ual apa en emen e ígida
o e ecida po Mon al e Da ies (20007:30-31). Na abe u a do p esen e capí ulo, oi di o
que sob e os ex os dos co po a em análise podem inse i -se em ês ipos ex uais. A
escolha do e bo “pode ” não oi inocen e. Com e ei o, o hib idismo de alguns
documen os mos a que os ipos ex uais não são es anques, podendo assumi -se que
Mon al e Da ies sen i am a necessidade de o ganiza uma ipologia endo em con a a
inalidade ins u i a da sua ob a. Facili a iam, assim, a ca ac e ização de alguns ex os e
o o necimen o de indicações ge ais ela i amen e a p ocedimen os pa a a sua
adução.
A linguagem das OC não pa ece se pad onizada, egis ando-se uma maio
p esença de e mos écnicos e de cons uções especí icas, com aseologias, sob e udo
nos documen os do co pus A ela i amen e ao co pus B, onde a linguagem a ia en e
mais especializada e mais acessí el ao público leigo, que bene icia da exis ência de
glossá ios nos espe i os documen os.
Ca ac e izados os ex os que cons i uem os co po a da p esen e disse ação,
conclui-se que o CI, o RCP e as OC êm an o ca ac e ís icas dis in i as como aços em
comum. Os ês encon am-se bem de inidos em e mos do p opósi o pa a que são
elabo ados e da unção que de em desempenha no seu con ex o de uso. A legislação
ou as ins uções de elabo ação, quando exis em, ei indicam a impo ância de a
linguagem se adap ada ao meio em que se ão u ilizados os documen os, endo em is a
a comp eensão pelo lei o e o cump imen o da unção que deles deco e.
A secção seguin e, úl ima da p esen e disse ação, a alia a aplicabilidade das
p opos as de e isão de Mossop em ex os das ciências da saúde, com base nos
documen os dos co po a analisados e na lei u a c í ica da li e a u a.
73
4.2 A aliação da aplicabiliade
No pon o 3.3 des a disse ação, “P essupos os eó icos da e isão na ob a de
Mossop” (páginas 56-63), o am ap esen ados os mé odos de a uação delimi ados po
esse au o pa a de ini que e os a co igi na adução, ou seja, quais os pa âme os a
e em con a du an e a e isão. Aí, icou es abelecido que o g au de e isão depende de
a o es ais como as ca ac e ís icas especí icas do con a o com o clien e ao ní el do
se iço p e endido, o p azo e o o çamen o aco dados en e PST e clien e, o ipo e a
impo ância do ex o aduzido no sis ema cul u al de chegada e as compe ências
especí icas do adu o esponsá el pela adução ace ao TP. Como se a i mou, es es
aspe os encon am-se odos in e ligados e se ão desen ol idos nos pa ág a os que se
seguem.
E e i amen e, o clien e pode encomenda ao PST apenas a adução de
documen os, sem inclui a e isão po e cei os. Po ém, se o p ocesso de e isão
con ibui pa a a qualidade da adução, p essupõe-se que o adu o p oceda semp e à
e i icação do TC, com ou sem compa ação en e TP e TC, ce i icando-se de que os
equisi os pa a a qualidade daquele se iço são cump idos. Con udo, an o os limi es
dessa e i icação como os da he e o e isão es ão sujei os ao p azo e ao o çamen o
de inidos em con a o, pois implicam empo que pode se ele ado e que de e se pago.
A esse espei o, é segu o a i ma que a ques ão do p azo em implicações no
empo que o PST pode dedica à e isão e no ipo de e isão a aze (monolingue ou
bilingue, o al ou pa cial). Se o p azo pa a o se iço o cu o pa a a dimensão do
documen o a e e , o e iso (ou adu o , no caso da au o e isão) pode á e , ainda,
de seleciona os pa âme os que lhe pa ecem mais impo an es de aco do com o ex o
e o público ao qual se des ina, endo em a enção os equisi os do clien e e as mo i ações
que le a am à adução, ligadas à unção do documen o no sis ema cul u al de chegada.
O p azo e o o çamen o aco dados com o clien e de em, assim, se ealis as, de modo a
cob i as necessidades especí icas de e isão.
A dependência do g au de e isão e dos pa âme os a e em con a
ela i amen e à impo ância do ex o aduzido no sis ema cul u al de chegada es á
in imamen e ligada às mo i ações da adução, ao p opósi o com que é ealizada, ao
empo de uso e à adequação à inalidade, ques ão ambém p e is a nas no mas EN
74
15038 (5) e ISO 17100 (2). Com e ei o, ce os ipos ex uais podem exigi um maio igo
ao ní el das ca ac e ís icas linguís icas. É o caso do CI, cuja linguagem de e se adap ada
aos conhecimen os e capacidades do lei o , o qual oma á uma decisão de aco do com
a lei u a e in e p e ação que az do ex o. Ou os ipos ex uais podem eque e uma
maio ên ase do que es e, po exemplo, no g upo “ap esen ação”, po se em des inados
à publicação e a sua es u u a se pad onizada, como o RCP.
Po im, e e iu-se que a e isão es á sujei a às compe ências especí icas do
esponsá el pela adução. Nes e pon o, impo a salien a a necessidade de obse ância
das compe ências do adu o es ipuladas na no ma ISO 17100 (6) e mencionadas na
página 30 da p esen e disse ação. Julgando pelas pala as de Mossop (2014:151), um
adu o menos expe ien e pode á elabo a um TC com maio es necessidades de
e isão. O au o em es udo pa ece, assim, des i ua o abalho do adu o com menos
expe iência, sem e em conside ação a o mação des e agen e. Com e ei o, se o
adu o i e conhecimen os na á ea a que se epo a a adução ou se se i e
especializado na adução dessa á ea, o seu abalho pode se uma mais alia ace a uma
adução ealizada po ou em que não possua os mesmos conhecimen os. A o mação
do adu o acili a á, pois, a sua comp eensão do documen o e o conhecimen o das
ca ac e ís icas que o mesmo de e á e no sis ema cul u al de chegada, podendo en ão
desen ol e um TC cuja qualidade se conside e ele ada. É a pa i des a noção da
impo ância da especialização do adu o que a opinião ap esen ada nes a disse ação
e as ideias de O’Neil (1998), Mon al e Da ies (2007), Ka wacka (2014) e Melo (2014) se
ocam.
109
Se o g au de e isão, os pa âme os a e em con a e sua impo ância a iam, no
ge al, con o me as ci cuns âncias do con a o de adução e e isão e o ex o a a a ,
as p opos as de Mossop são aplicá eis a qualque p oje o de e isão. Na ealidade, a
exis ência de cada adução em po de ás uma azão de se , uma de e minada
inalidade, di ige-se a um de e minado público e é usada em de e minado con ex o. Tal
como nou os casos, os ex os das ciências da saúde de em se aduzidos de aco do
com os p ecei os que se espe am cump idos pelo clien e com is a à sa is ação des e
109
Ve no a de odapé 91 da p esen e disse ação (página 57).
75
agen e e em consonância com as no mas e con enções ex uais do sis ema cul u al de
chegada.
Po an o, pa a a alia a aplicabilidade das p opos as de Mossop ao caso conc e o
das ciências da saúde, é necessá io e em con a as especi icidades do p oje o de
adução e e isão em causa. Só assim se pode de ini o que é ou não conside ado e o,
endo em con a que as p opos as de Mossop se baseiam na iden i icação e classi icação
de e os de adução. De o ma a ilus a um quad o possí el pa a as ciências da saúde,
pa a e ei os da p esen e disse ação se á c iado um cená io hipo é ico onde se usam os
ipos ex uais p esen es nos co po a de es udo (CI, RCP e OC). As ins uções ecebidas
pelo e iso ão no sen ido da manu enção do ipo, da inalidade e do con ex o de uso
dos ex os, e as ca ac e ís icas do público-lei o são as mesmas. Com o e iso , oi
aco dado um p azo e o çamen o ealis as que lhe pe mi em p ocede à lei u a e e isão
bilingue do documen o na o alidade.
A abela abaixo ap esen a as ca ac e ís icas a e em con a pelo e iso de aco do
com o ex o a abalha . Lemb ando que o cená io é me amen e hipo é ico, os dados
não ep esen am odas as ealidades possí eis dos documen os em análise. Pelo
con á io, encon am-se p eenchidos de aco do com as ca ac e ís icas a e em
conside ação pelo PST pa a es e caso conc e o.

76
Tipo ex ual
Consen imen o
In o mado
Resumo das
Ca ca e ís icas
do P odu o
O ien ações
Clínicas
Público
U en e
P o issional da
saúde
P o issional da
saúde
Função
In o ma e
exp essa
consen imen o
Ins ui sob e a
u ilização ú il e
e icaz do
p odu o
In o ma e
ins ui sob e
in es igações
P opósi o
Escla ece o
u en e pa a
omada de
decisões e
exp imi o seu
consen imen o
Da a conhece
o p odu o pa a
ga an i a
u ilização e icaz
e segu a
Ins ui sob e
esul ados de
no as
in es igações
pa a omada de
decisões
Con ex o de uso
In es igação e
p á ica clínicas
P á ica clínica
P á ica clínica
Tempo de uso
Pon ual
P olongado
P olongado
Linguagem
Simples, cla a e
obje i a;
possí el
p esença de
ja gão
Especializada
Mais ou menos
especializada
G au de pad onização
Baixo (apenas
ao ní el das
pa es
cons i uin es e
seu con eúdo)
Ele ado
Rela i o
(es u u a e
con eúdo
podem se
a iá eis)
Tabela 4 – Ca ac e ís icas a e em con a pelo adu o / e iso de aco do com o
ex o a abalha , no cená io hipo é ico c iado pa a o p esen e
es udo.
110
A im de comp eende as in o mações da abela, explici am-se alguns e mos
usados. En ende-se po “ unção” a elação en e a adução e o obje i o com que é
ealizada, a necessidade a que esponde, e po “p opósi o” a exp essão desse obje i o.
110
No p esen e es udo en ende-se po público a quem se di ige o documen o e po des ina á io quem
a á uso do documen o. No caso do CI, o documen o é di igido, em p imei o luga , ao u en e, mas se e
ao p o issional da saúde pa a exe ce p á icas clínicas adequadas.
77
O campo “ empo de uso” diz espei o à possí el du ação de u ilização do documen o,
sendo que “pon ual” signi ica que o ex o é usado num dado momen o, numa si uação
especí ica.
111
Po oposição, a designação “p olongado” é usada pa a ex os cujo
con eúdo ende a se consul ado com ce a equência, em si uações di e sas – po
exemplo, os RCP e as OC se em à lei u a po á ios g upos ao longo do empo, e são
subs i uídos apenas quando se descob em no as in o mações passí eis de se em
in eg adas nes es documen os. O g au de pad onização es á classi icado como “baixo”
no caso do CI po exis i apenas ao ní el das pa es cons i uin es do documen o e seu
con eúdo, apesa de a legislação se e e i ambém ao ipo de linguagem a usa . Assume-
se que as OC possuem um g au “ ela i o” po que a sua es u u a e con eúdo mos a am-
se, de aco do com os documen os analisados, a iá eis, possi elmen e consoan e as
in o mações p es adas no documen o e a en idade esponsá el pela sua publicação. No
RCP, o g au de pad onização diz-se “ele ado” po es e documen o se encon a legislado
a ní el in e nacional, nomeadamen e em elação à es u u a e con eúdos ap esen ados.
A abela que se segue diz espei o aos g upos de p oblemas e espe i os
pa âme os de e isão desen ol idos po Mossop (2014:134-149) e a e em con a em
cada ipo ex ual de aco do com o cená io p opos o.
111
A espei o da pon ualidade do CI, al não signi ica que o documen o seja compos o pa a a si uação
especí ica de um caso único e exclusi o. Na e dade, a elabo ação do CI pode se massi icada, sendo o
documen o dis ibuído con o me necessá io. É o caso dos CI des inados a ensaios clínicos, que são
dis ibuídos aos u en es ou seus esponsá eis.
78
T ans e ência
Con eúdo
Linguagem
Ap esen ação
Consen imen o
In o mado
Exa idão e
comple ude
Lógica e
ac os
Fluidez,
pe sonalização,
sublinguagem,
exp essões
idiomá icas e
mecanismos
Fo ma ação,
ipog a ia e
o ganização
Resumo das
Ca ca e ís icas
do P odu o
Exa idão e
comple ude
Lógica e
ac os
Fluidez,
pe sonalização,
sublinguagem,
exp essões
idiomá icas e
mecanismos
Fo ma ação,
ipog a ia e
o ganização
O ien ações
Clínicas
Exa idão e
comple ude
Lógica e
ac os
Fluidez,
pe sonalização,
sublinguagem,
exp essões
idiomá icas e
mecanismos
Fo ma ação,
ipog a ia e
o ganização
Tabela 5 – G upos de p oblemas e pa âme os de e isão desen ol idos po
Mossop (2014:134-149) de aco do com o ipo ex ual e o cená io
p opos o.
Um p imei o olha à abela 4 dá a en ende que os doze pa âme os de Mossop
es ão, no ge al, p esen es. A azão pa a al é que, conside ando o aco do com o clien e,
p essupõe-se que se a á a e isão compa a i a do TC na ín eg a com is a à
iden i icação e co eção do núme o máximo de e os. Ainda assim, alguns pa âme os
pode ão se mais impo an es do que ou os, con o me o ipo de ex o, o p opósi o com
que oi ealizada a adução e o público a quem se di ige. A pe inência dos pa âme os
encon a-se di e enciada, na abela, a a és do des aque a sublinhado daqueles que
podem se conside ados de impo ância a iá el, explicada nos pa ág a os que se
seguem à medida que se es abelece uma p opos a de con olo da qualidade de
aduções de ex os das ciências da saúde a a és do p ocesso de e isão.
Num p imei o momen o, o e iso p ocede á à compa ação en e TP e TC,
e i icando se a mensagem do TP se e le e de o ma co e a e na o alidade da
adução. Nes e pon o, assume-se a conco dância com Mossop (2014:166) quando o
79
au o de ende que os e os de ans e ência da mensagem de em se examinados
sepa adamen e dos es an es. A jus i icação é de que o g upo “ ans e ência” diz
espei o à mensagem eiculada pelo ex o, ao passo que os g upos “con eúdo” e
“linguagem” se elacionam com as o mas linguís icas e sua o ganização no ex o pa a
eicula essa mensagem, e o g upo “ap esen ação” iden i ica p oblemas elacionados
com a componen e isual do ex o no seu conjun o. Após analisa os pa âme os
“exa idão” e “comple ude” da mensagem do TP no TC, o e iso pode á, en ão,
concen a -se nos es an es sem o isco de e in oduzido e os de con eúdo e
linguagem numa p imei a análise.
Os ipos de ex o que cons i uem os co po a des a disse ação (CI, RCP e OC) são
um auxílio pa a a omada de decisões conscien es em elação a a i udes a e po pa e
dos p o issionais da saúde, sob e udo no caso do RCP e das OC, e dos u en es no caso
do CI, na p á ica clínica ou em in es igações nas á eas da saúde. São, po an o, ipos de
ex o em que os pa âme os “exa idão” e “comple ude” se e es em de g ande
impo ância, mas não sem ese as. A en e-se no caso de um CI cuja in o mação se
epo a a uma in e enção ci ú gica: a menos que os p ocedimen os e os ma e iais
usados na ins i uição onde se á ealizada a in e enção sejam idên icos aos desc i os no
TP, o adu o pode á e al e ado essa desc ição. Ao e iso cabe ce i ica -se de que
odas as in o mações es ão de aco do com as ins uções o necidas ao adu o pa a
esse e ei o. Es e é um caso em que o pa âme o “exa idão” pode não se e i icado na
o alidade.
Associado à “ ans e ência” da mensagem do TP pa a o TC encon a-se o g upo
“con eúdo”. A sua impo ância na adução explica que, na abela acima, se encon e
ep esen ado de igual o ma nos ês ipos ex uais em es udo. E e i amen e, é
necessá io que o e iso a en e na possí el al a de sen ido ou na p esença de
con adições ao longo do ex o e e i ique a sua on e, de modo a ga an i a lógica dos
con eúdos do documen o (pa âme o “lógica”). Esses p oblemas podem es a , ambém,
associados ao pa âme o “ ac os”, a a és do qual o e iso a en a em e os de ca á e
ac ual, concep ual ou ma emá ico. Os e os ac uais ou concep uais podem, inclusi e,
encon a -se no TP. Nes e caso, o mais indicado se á que o clien e seja ale ado,
nomeadamen e nos casos em que dos documen os depende a omada de decisões
86
ciências da saúde e suge i um pad ão de e isão pa a os mesmos, que se ap esen e
ainda mais ab angen e.
A p imei a p oblemá ica abo dada p endeu-se com o e mo que designa, po
no ma, a adução das ciências da saúde: a designação “ adução médica” não pa ece
se su icien e pa a engloba odos os conhecimen os que es a implica. Po isso, com
base nas in es igações ei as pa a a p esen e disse ação, p opôs-se o uso do e mo
“ adução das ciências da saúde”, po se en ende mais inclusi o. Com e ei o, nele
cabem á eas do âmbi o da saúde, da ida e da medicina, conhecimen os que se
encon am in e ligados, com ba ei as énues e não es anques, e sob e os quais os
“ adu o es médicos” abalham (po exemplo, biologia, ana omia, imunologia, e c.).
Pa a abo da os ex os de de e minada á ea, é necessá io conhece as suas
ca ac e ís icas. Em e mos de linguagem, nos ex os das ciências da saúde pode se
aplicada a di e en es si uações comunica i as, com maio ou meno g au de o malidade
e de especialização. A esse p opósi o, de iniu-se a comunicação enquan o “ho izon al”,
in e pa es, e “ e ical”, quando emisso e ece o possuem di e en es g aus de
conhecimen o. Des a aceção esul a que nem odos os documen os são al amen e
especializados e pad onizados. Pelo con á io, as suas ca ac e ís icas linguís icas e
o mais endem a adap a -se às ci cuns âncias de uso a que se des inam,
nomeadamen e ao con ex o e ao público-lei o .
Tais ca ac e ís icas, aliadas ao eo dos documen os, es ão na o igem do
apa ecimen o de di e sas ipologias ex uais, o ganizadas seguindo di e en es
p ecei os. Pa a a p esen e disse ação, usou-se a elabo ada po Mon al e Da ies
(2007:30-31), que es á de aco do com a sua unção p incipal, no caso, a p á ica clínica.
As necessidades de es ição a um conjun o limi ado de ipos de ex o (Consen imen o
In o mado, Resumo das Ca ca e ís icas do P odu o e O ien ações Clínicas) p endeu-se
com a mul iplicidade de ipos ex uais das ciências da saúde, que a iam de aco do com
as suas ca ac e ís icas, inalidades e público a que se des inam. Embo a os ipos ex uais
selecionados sejam usados em con ex o p o issional, ep esen am uma ce a a iedade
em e mos linguís icos e es u u ais, po não e em em comum o público-lei o e de ido
à exis ência de legislação e ecomendações que os p ocu am pad oniza em e mos do
con eúdo e/ou da o ganização da mensagem.

87
Os concei os de “qualidade” e “con olo da qualidade” na li e a u a sob e
adução ambém não são consensuais. Po essa azão, um es udo sob e o con olo da
qualidade na adução eque uma de inição adequada aos p opósi os do mesmo.
Designou-se, en ão, po “qualidade” uma p op iedade que an o o PST como o clien e
a ibuem ao p odu o do se iço p es ado pelo p imei o e que comp eende a sa is ação
mú ua des es agen es, a qual ad ém do cump imen o dos equisi os do clien e pelo PST,
pa en es no ex o aduzido. Po sua ez, iden i icou-se o “con olo da qualidade” com
os mecanismos acionados e exe cidos pelos agen es do p ocesso adu ó io,
essencialmen e na ase de pós- adução e an es da en ega do p odu o ao clien e, com
is a ao cump imen o dos equisi os des e e à qualidade do p odu o (a adução), de
que az pa e o p ocesso de e isão.
Do mesmo modo, comp eende-se que uma das undamen ações de Mossop
(2014:3) pa a publicação de uma ob a dedicada à e isão e edição de aduções se
p enda com a al a de isão c í ica sob e o p ocesso de e isão po pa e dos
p o issionais da adução. Após a análise c í ica de li e a u a sob e es e assun o,
en endeu-se po “ e isão” o p ocesso de compa ação en e TP e TC, de o ma a
encon a e co igi e os com is a à ga an ia de que os documen os aduzidos se
encon am con o me as eg as dos ex os no sis ema cul u al de chegada e os equisi os
e expe a i as do clien e. Es e p ocesso pode se le ado a cabo du an e ou após a
ealização da adução, pelo p óp io adu o ou po ou em.
À luz dos concei os de inidos e das ca ac e ís icas dos ex os es udados, pode
a i ma -se que as p opos as desen ol idas po Mossop (2014) são aplicá eis, em maio
ou meno escala, a odos os ipos de ex o, pois a adução e, po ex ensão, a e isão,
êm, no ge al, em con a ques ões de con eúdo, linguagem e ap esen ação. A medida
em que o e iso op a pela aplicação de de e minados p essupos os, como a e isão
in eg al ou pa cial, e de ce os pa âme os em de imen o de ou os a ia,
nomeadamen e, de aco do com os obje i os da e isão e com o empo disponí el pa a
a a e a.
Em e mos de p ocesso de e isão de aduções das ciências da saúde, suge iu-
se o aco do de um p azo e o çamen o ealis as e jus os en e PST e clien e, pa a que a
lei u a dos ex os e a e isão compa a i a possa se le ada a cabo, de modo a que odos
88
os g upos de p oblemas de inidos po Mossop (2014) possam se examinados. Só assim
se pode á e em conside ação o maio núme o possí el de pa âme os ap esen ados
na p esen e disse ação, com is a a assegu a a maio qualidade possí el da adução.
Po ou o lado, os doze pa âme os de inidos po Mossop (2014) e ela am-se
insu icien es no con ex o da e isão p o issional de aduções de ex os das ciências da
saúde. A azão é que o au o não dedica espaço, nesses pa âme os, a ques ões de
in e p e ação/exigências de al e ação de e e en es cul u ais po mo i os de di e enças
cul u ais ou nas p á icas das di e en es ealidades de pa ida e de chegada, nem se
e e e a necessidades de e i icação da adequação do egis o do ex o aos p opósi os
da adução e ao público-lei o . Des e modo, o am suge idos dois no os pa âme os,
“in e nacionalização” e “ egis o”. Um e cei o, “consis ência”, oi ac escen ado po se
en ende que é um a o de legibilidade e que con e e maio sen ido ao documen o. Em
elação a es e pa âme o, não pode deixa de se conside a que é uma p op iedade
e e ida po Mossop ao longo da sua ob a, podendo disce ni -se que é iden i icá el com
a mensagem em e mos de con eúdo, linguagem e o ma.
Es e es udo não de e se ema ado sem se no a que é álido sob e udo pa a os
documen os es udados. De ido à es ição da análise da aplicabilidade das p opos as de
e isão de Mossop a apenas ês ipos de ex o das ciências da saúde, e apesa de alguns
exemplos de ou os se em o necidos ao longo da disse ação, a sua aplicação nou os
ipos ex uais ca ece de con i mação. Po sua ez, a c iação de um cená io hipo é ico
ambém não esgo a odas as possibilidades dos p oje os de adução e e isão, de cujas
especi icidades depende a a uação do adu o e do e iso .
Ademais, Re ising and Edi ing o T ansla o s (2014) cons i uiu o alice cepa a a
c iação do pad ão de con olo da qualidade aqui ap esen ado. Toda ia, econhece-se a
exis ência de ou os modelos de e isão, como o elabo ado po La lamme (2007), que
podem ambém se explo ados. A pa i des a ideia, ou os pad ões pode ão se
delineados com base na abo dagem à e isão ap esen ada po ou os au o es que não
Mossop.
A disse ação aqui ap esen ada a a-se, pois, do esul ado de uma possibilidade
de in es igação en e á ias: po não ab ange odos os ipos ex uais nem odos os
cená ios possí eis e po se dedica essencialmen e às p opos as de um au o . Suge e-
89
se, po isso, a ealização de es udos u u os nes e âmbi o, que selecionem ou os ipos
de ex os das ciências da saúde e que enham em con a ou os cená ios de adução e
e isão, no sen ido de ajuda a desen ol e p á icas de e isão o mais adequadas
possí el à adução de ex os des as á eas, de inques ioná el impo ância à escala global
e que cons i uem um se o de ele o no con ex o do me cado p o issional da adução.
Ao conclui , econhece-se que a in es igação e a e lexão ealizadas pa a a
elabo ação da p esen e disse ação, em a iculação com os conhecimen os adqui idos
ao longo da componen e lec i a do Mes ado em T adução, p opo ciona am uma maio
consciencialização da ulc al impo ância dos mecanismos de con olo de qualidade pa a
a p á ica p o issional da adução, aqui abo dada do pon o de is a especí ico dos ex os
da á ea das ciências da saúde, um se iço que de e se p es ado com compe ência, igo
e é ica.
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108
ANEXOS
109
Anexo I – Resumos das Ca ac e ís icas do P odu o
Anexo I (a) – Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o Ve e iná io Api a 500 mg
RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO VETERINÁRIO
1. Nome do medicamen o e e iná io,
APIVAR 500 mg, bandas an ipa asi á ias pa a abelhas melí e as
2. Composição quali a i a e quan i a i a
Ba as com as dimensões 20x4x0,2 cm, imp egnadas com a subs ancia a i a:
Ami az 500 mg
Pa a a lis a comple a de excipien es, e secção 6.1.
3. Fo ma a macêu ica
Bandas an ipa asi á ias pa a colmeias
4. In o mações clínicas
4.1 Espécie (s) al o
Abelhas melí e as, Apis melli e a.
4.2 Indicação (ões) especi icando as espécie (s) al o
110
T a amen o da Va oose (Va oa des uc o ) em colónias de abelhas-do-mel
4.3 Con a-indicações
Não adminis a em caso de hipe sensibilidade à subs ância a i a ou a qualque um dos
excipien es
4.4 Ad e ência (s) especial (ais) pa a cada espécie al o, se necessá io
Não exis em
4.5 P ecauções especiais de u ilização
P ecauções especiais pa a u ilização em animais
Não aplicá el
P ecauções especiais a adop a pela pessoa que adminis a o medicamen o aos
animais E i a qualque ipo de con ac o com a pele, a boca e os olhos. Usa lu as e la a as
mãos após manusea as i as. La a as mãos após manusea as i as. Não uma , bebe nem come
du an e a aplicação. Apenas pa a o a amen o de animais
E i a o con ac o das bandas com o mel des inado ao consumo humano.
4.6 Reacções ad e sas ( equência e g a idade)
Não desc i as
4.7 U ilização du an e a ges ação, a lac ação e a pos u a de o os
Não aplicá el
111
4.8 In e acções medicamen osas e ou as o mas de in e acção
Desconhecidas.
4.9 Posologia, modo e ia (s) de adminis ação Pa a aplicação apícola.
Aplica , nas colmeias, 2 bandas po colmeia, du an e pelo menos 6 semanas (1 ba a en e
2 quad os).
4.10 Sob edosagem, incluindo sin omas, medidas de eme gência e an ído os,
se
necessá io
O medicamen o e e iná io oi adminis ado às abelhas a é 5 ezes a dose e apêu ica
du an e 6 semanas, sem e ei os secundá ios pa a as abelhas.
4.11 In e alo de segu ança,
Mel e ou os p odu os apícolas (polén, ce a e p opolis): ze o dias
5. P op iedades a macológicas ou imunológicas
G upo a maco e apêu ico: ec opa asi icida pa a uso ópico, ami aze
Código ATC e : QP53AD01
5.1 P op iedades a macodinâmicas
O Ami az é uma subs ância de sín ese, com ac i idade aca icida e insec icida.
O modo de acção do Ami az é do ipo neu o óxico, como a maio ia dos ou os aca idicas.
Os neu o-mediado es mais equen emen e a ingidos pelos insec icidas ou aca icidas, são a
118
O p odu o é p oduzido a pa i de colos o ecolhido de acas man idas em
condições no mais de pas o. Além dos an ico pos con a E. coli F5 (K99), ambém
con ém ou os an ico pos con a ou os o ganismos como esul ado da acinação e/ou
exposição das acas dado as a o ganismos p esen es no meio ambien e. Es e aspec o
de e ia se conside ado aquando da plani icação de p og amas de acinação em i elos
que es ão ou es i e am sujei os ao a amen o com Se inucoli.
5.11 In e alo de segu ança
Ze o dias
5.12 P ecauções especiais a adop a pela pessoa que adminis a o
medicamen o e e iná io aos animais
Nenhuma
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1 Incompa ibilidades
Na ausência de es udos de incompa ibilidades, es e medicamen o e e iná io não
de e á se mis u ado com ou os p odu os medicinais.
6.2 P azo de alidade, se necessá io após econs i uição do medicamen o
e e iná io ou quando o ecipien e é abe o pela p imei a ez

119
21 meses
6.3 P ecauções especiais de conse ação
Conse a en e 2°C e 8°C.
Man e o con en o den o da sua embalagem ex e io . Não congela .
6.4 Na u eza e con eúdo do ecipien e
Recipien e de 60 ml em id o a macêu ico ipo III.
6.5 P ecauções especiais ela i as à eliminação do p odu o não u ilizado ou dos seus esíduos
Todos os ma e iais em excesso ou de despe dício de e ão se eliminados de
aco do com no mas locais.
6.6 Condições e es ições ela i as ao o necimen o e u ilização
A impo ação, enda, o necimen o e/ou uso des e p odu o pode se / i a se
p oibido em ce os Países Memb os na sua o alidade ou em pa es dos seus e i ó ios em
aplicação de no mas de Saúde Animal Nacional. Qualque pessoa, que enha a in enção
de impo a , ende , o nece e/ou usa es e p odu o de e á consul a as au o idades
compe en es ele an es dos Países Memb os pa a o econhecimen o de no mas de saúde
animal ac uais an es de impo a , ende , o nece e/ou usa .
7. NOME E MORADA DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
120
Biokema Ans al ,
Aeules asse 38,
9490 Vaduz,
Fü s en um Liech ens ein.
NÚMERO(S) NO REGISTO COMUNITÁRIO DE MEDICAMENTOS
[deixa em b anco]
DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA
AUTORIZAÇÃO
[deixa em b anco]
DATA DA REVISÃO DO TEXTO
[deixa em b anco]
121
ANEXO II
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE FABRICO RESPONSÁVEL PELA
IMPORTAÇÃO E LIBERTAÇÃO DO LOTE E CONDIÇÕES RELATIVAS Á
AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
A. TITULAR OU TITULARES DA AUTORIZAÇÃO OU AUTORIZAÇÕES DE FABRICO
Fab ican e esponsá eis pela libe ação do lo e
Me ial Labo a oi e de Ge land
A . Ma cel Mé ieux 254
69342 Lyon Cedex 07
F ança
Au o ização de ab ico emi ida em 26 de Ab il de 1996 po Minis é io F ancês
da Ag icul u a e Pescas.
B. CONDIÇÕES OU RESTRIÇÕES RELATIVAS AO
FORNECIMENTO E UTILIZAÇÃO
Medicamen o sujei o a ecei a médica.
C. PROIBIÇÃO DE VENDA, FORNECIMENTO E/OU UTILIZAÇÃO
122
Nos e mos do a igo 4º da Di ec i a 90/677/CEE5 do Conselho os Es ados-
memb os p oíbem ou podem p oibi a impo ação, a enda e/ou o uso de Se inucoli na
o alidade ou em pa e do seu e i ó io caso se e i ique que:
a adminis ação do medicamen o e e iná io in e e e com a aplicação de um
p og ama nacional de diagnós ico, con olo ou e adicação de doença animal, ou di icul e
a e i icação da ausência de con aminação em animais i os ou em p odu os alimen a es
ou ou os p odu os ob idos dos animais a ados
a doença pa a a qual o medicamen o e e iná io é supos o con e i imunidade, es á
em la ga medida ausen e de um e i ó io.
D. INDICAÇÃO DOS LIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOS QUE PODEM SER ACEITES NOS TERMOS DO
REGULAMENTO (CEE) N.º 2377/90 DO CONSELHO
Anexo II do Regulamen o (CEE) n.º 2377/90 do Conselho
Subs ância a mocologicamen e
ac i a
Espécies animais
Ou as disposições
Clo e o de cálcio 6
Todas as espécies des inada
à p odução de alimen os
Clo e o de sódio 7
Ácido lác eo 8
Hid óxido de sódio 9
Sal de sódio hid oxibenzoa o de
me ilo 10
Sal de sódio hid oxibenzoa o de
p opilo 11
P opiona o de sódio 12
Ácido p opiónico 13
123
Anexo I (c) – Resumo das Ca ac e ís icas do P odu o pa a uso humano
RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
NOME DO MEDICAMENTO
Fluoxe ina Jaba 20 mg Cápsulas,
COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula con ém clo id a o de luoxe ina, equi alen e a 20 mg de luoxe ina.
Lis a comple a de excipien es, e secção 6.1.
FORMA FARMACÊUTICA
Cápsula.
Cápsulas azul cla o e u quesa cla o.
INFORMAÇÕES CLÍNICAS
Indicações e apêu icas
Adul os:
Episódios Dep essi os Majo .

124
Pe u bação Obsessi o-Compulsi a.
Bulimia Ne osa: Fluoxe ina Jaba es á indicado como complemen o da psico e apia des inada à
edução da inges ão compulsi a e ac i idade pu ga i a.
Posologia e modo de adminis ação
Pa a adminis ação o al apenas pa a adul os.
Episódios Dep essi os Majo
Adul os e idosos: A dose aconselhada é 20 mg/dia. Se necessá io, a dose de e se e is a e ajus ada
den o de 3 a 4 semanas após o início da e apêu ica e, depois des e pe íodo, de aco do com uma a aliação
clínica adequada. Embo a possa ha e um aumen o po encial de e ei os indesejá eis com doses mais
ele adas, nalguns doen es com uma espos a insu icien e aos 20 mg, pode conside a -se um aumen o
g adual da dose a é a um máximo de 60 mg ( e secção 5.1). O ajus e posológico de e se ei o com cuidado,
endo em con a cada doen e indi idualmen e, de modo a man e os doen es na dose e ec i a mais baixa.
Os doen es com dep essão de em se a ados du an e um pe íodo de pelo menos 6 meses, de modo
a assegu a a emissão dos sin omas.
Pe u bação Obsessi o-Compulsi a
Adul os e idosos: A dose aconselhada é 20 mg/dia. Embo a possa ha e um aumen o po encial de
e ei os indesejá eis com doses mais ele adas, nalguns doen es, se ao im de duas semanas não hou e uma
espos a su icien e aos 20 mg, a dose pode se aumen ada g adualmen e a é um máximo de 60 mg.
Se não se e i ica qualque melho ia no espaço de 10 semanas, de e econside a -se o a amen o
com luoxe ina. Se i e sido ob ida uma boa espos a e apêu ica, pode con inua -se com o a amen o
u ilizando uma posologia ajus ada indi idualmen e. Embo a não exis am es udos sis emá icos pa a
esponde à pe gun a sob e du an e quan o empo se de e con inua a e apêu ica com luoxe ina,
conside ando que a Pe u bação Obsessi o-Compulsi a é uma doença c ónica, é azoá el conside a a
con inuação da e apêu ica pa a além das 10 semanas, em doen es que espondam à e apêu ica. De em
aze -se ajus es cuidadosos da dose numa base indi idual, de o ma a man e o doen e na dose mínima
e icaz. De e se ea aliada pe iodicamen e a necessidade do a amen o. Alguns clínicos de endem uma
psico e apia compo amen al concomi an e em doen es que espondam bem à a maco e apia.
125
Na Pe u bação Obsessi o-Compulsi a não oi demons ada e icácia a longo p azo (supe io a 24
semanas).
Bulimia Ne osa - Adul os e idosos: é ecomendada uma dose de 60 mg/dia.
Na bulimia ne osa não oi demons ada e icácia a longo p azo (supe io a 3 meses).
Adul os - Todas as indicações: A dose ecomendada pode se aumen ada ou diminuída. Doses
supe io es a 80 mg/dia não o am a aliadas sis ema icamen e.
A luoxe ina pode se adminis ada como dose única ou em doses di ididas du an e ou o a das
e eições.
Quando o a amen o é in e ompido, as subs âncias a macologicamen e ac i as pe manecem no
o ganismo du an e semanas. Es e ac o de e se ido em conside ação quando se inicia ou in e ompe o
a amen o.
Idosos: Recomenda-se p ecaução no aumen o da dose e a dose diá ia não de e, ge almen e,
excede os 40 mg. A dose máxima ecomendada é de 60 mg/dia.
De e conside a -se uma dose mais baixa ou menos equen e (po ex. 20 mg, em dias al e nados)
em doen es com insu iciência hepá ica ( e secção 5.2) ou nos doen es em que a medicação concomi an e
pode á e in e acção com Fluoxe ina Jaba ( e secção 4.5).
Sin omas de descon inuação obse ados quando se in e ompe o a amen o com Fluoxe ina Jaba:
A in e upção ab up a de e se e i ada. Quando se in e ompe o a amen o com Fluoxe ina Jaba, a dose
de e se g adualmen e eduzida du an e um pe íodo de pelo menos uma ou duas semanas, de modo a eduzi
o isco de eacções de descon inuação ( e secções 4.4 e 4.8). Se oco e em sin omas in ole á eis após uma
diminuição da dose ou após in e upção do a amen o, en ão pode conside a -se e oma a dose
an e io men e p esc i a. Subsequen emen e o médico pode con inua a diminui a dose, mas de uma o ma
mais g adual.
4.3 Con a-indicações
Hipe sensibilidade à luoxe ina ou a qualque dos excipien es.
126
Inibido es da Monoamino-Oxidase: Fo am no i icadas eacções g a es, nalguns casos a ais, em
doen es a oma um inibido selec i o da ecap ação da se o onina (ISRS) em combinação com um inibido
da monoamino-oxidase (IMAO) e em doen es que inham descon inuado ecen emen e um ISRS e
começa am um IMAO. O a amen o com luoxe ina apenas de e se iniciado 2 semanas após a
descon inuação de um IMAO i e e sí el e no dia seguin e à descon inuação de um IMAO-A e e sí el.
Alguns casos ap esen a am ca ac e ís icas semelhan es à sínd ome da se o onina (que pode
assemelha -se à sínd ome neu olép ica maligna e se diagnos icada como al). A cip ohep adina e o
dan oleno podem bene icia os doen es que desen ol am es as eacções. Os sin omas de uma in e acção
com um IMAO incluem: hipe e mia, igidez, mioclonias, ins abilidade au onómica com possí eis
lu uações ápidas dos sinais i ais, al e ações do es ado men al que incluem con usão, i i abilidade e
agi ação ex ema p og edindo pa a delí io e coma.
Assim, a luoxe ina es á con a-indicada em combinação com um IMAO não selec i o. De igual
modo, de em deco e , pelo menos, 5 semanas en e a in e upção da e apêu ica com luoxe ina e o início
da e apêu ica com um IMAO. Se a luoxe ina i e sido p esc i a pa a uso c ónico e/ou numa dose ele ada,
de e á conside a -se um in e alo mais longo en e as doses.
Apesa da combinação não se ecomendada, o a amen o com luoxe ina pode se iniciado no dia
seguin e à descon inuação de um IMAO e e sí el (p.ex. moclobemida).
4.4 Ad e ências e p ecauções especiais de u ilização
Exan ema e eacções alé gicas: êm sido no i icados exan ema, eacções ana ilac óides e e ei os
sis émicos p og essi os, algumas ezes g a es (en ol endo a pele, ins, ígado ou pulmões). No caso de
apa ecimen o de exan ema ou de ou o enómeno alé gico, pa a o qual não possa se iden i icada uma
e iologia al e na i a, o a amen o com luoxe ina de e se descon inuado.
Con ulsões: As con ulsões cons i uem um isco po encial da e apia com an idep essi os. Assim,
al como com ou os an idep essi os, a luoxe ina de e á se in oduzida cau elosamen e em doen es que
êm his ó ia de con ulsões. O a amen o de e á se descon inuado em qualque doen e que desen ol a
con ulsões ou quando haja um aumen o da equência das con ulsões. A luoxe ina de e se e i ada em
doen es com pe u bações con ulsi as ins á eis/epilepsia e os doen es com epilepsia con olada de e ão
se cuidadosamen e seguidos.
127
Mania: Os an idep essi os de em se u ilizados com p ecaução em doen es com his ó ia de
mania/hipomania. Tal como com odos os an idep essi os, a luoxe ina de e á se descon inuada em
qualque doen e que desencadeie uma ase maníaca.
Função hepá ica/ enal: A luoxe ina é ex ensamen e me abolizada no ígado e exc e ada pelos ins.
Uma dose in e io , po ex., adminis ação em dias al e nados, é ecomendada em doen es com dis unção
hepá ica signi ica i a. Quando oi adminis ada luoxe ina 20 mg/dia du an e 2 meses, a doen es com
insu iciência enal g a e (GFR<10 ml/min) em diálise, es es não demons a am di e enças nos ní eis
plasmá icos de luoxe ina ou no luoxe ina, quando compa ados com os con olos, com unção enal
no mal.
Pa ologia ca díaca: Não o am obse adas no ECG anomalias da condução que esul assem em
pa agem ca díaca, nos 312 doen es a quem oi adminis ada luoxe ina em ensaios clínicos com dupla
ocul ação. No en an o, ecomenda-se p ecaução po que a expe iência clínica em doença ca díaca aguda é
limi ada.
Pe da de peso: Pode oco e pe da de peso em doen es a oma luoxe ina que é no malmen e
p opo cional ao peso co po al no início do a amen o.
Diabe es: Em doen es com diabe es, o a amen o com um ISRS pode al e a o con olo da
glicemia. Oco eu hipoglicemia du an e a e apêu ica com luoxe ina e após a
descon inuação desen ol eu-se hipe glicemia. Pode se necessá io ajus a a dose de insulina e/ou
de hipoglicemian es o ais.
Suicídio/Ideação suicida/ag a amen o da si uação clínica: A dep essão es á associada ao aumen o
do isco de ideação suicida, au o-ag essi idade e suicídio
(pensamen os/compo amen os elacionados com suicídio). O isco p e alece a é que oco a
emissão signi ica i a dos sin omas. Como, du an e as p imei as semanas ou mais de a amen o, pode não
se e i ica qualque melho ia, os doen es de e ão e uma igilância mais igo osa a é que essa melho ia
oco a. De aco do com a p á ica clínica, em ge al o isco de suicídio pode aumen a nas ases iniciais da
ecupe ação.
Ou os dis ú bios psiquiá icos pa a os quais Fluoxe ina Jaba é p esc i o podem es a associados
ao aumen o do isco de ideação/compo amen os elacionados com o suicídio.
134
o a amen o com Fluoxe ina Jaba deixa de se necessá io, seja e ec uada uma in e upção com diminuição
g adual da dose ( e secções 4.2 e 4.4).
E ei os de classe:
Dados epidemiológicos, sob e udo de es udos conduzidos em doen es com idade igual ou supe io
a 50 anos, e idenciam um isco aumen ado de ac u as ósseas em doen es a oma inibido es selec i os da
ecap ação da se o onina (ISRS) e an idep essi os icíclicos. O mecanismo subjacen e a es e isco é ainda
desconhecido.
4.9 Sob edosagem
Os casos de sob edosagem de idos unicamen e à luoxe ina êm em ge al um desen ol imen o
mode ado. Os sin omas em casos de sob edosagem incluem, náuseas, ómi os, con ulsões, dis unções
ca dio ascula es que a iam de a i mias assin omá icas a pa agem ca díaca, dis unções pulmona es e
sinais de al e ação do SNC desde exci ação ao coma. Fo am ex emamen e a os, os casos de mo es
a ibuídas à sob edosagem unicamen e com luoxe ina. Recomenda-se a moni o ização dos sinais ca díacos
e i ais, jun amen e com medidas de supo e ge ais e sin omá icas. Desconhece-se a exis ência de um
an ído o especí ico pa a a luoxe ina.
É pouco p o á el que a diu ese o çada, diálise, hemope usão e exsanguíneo ans usão, sejam
bené icas. O ca ão ac i ado, que pode á se u ilizado jun amen e com so bi ol, pode se an o ou mais
e icaz que a emese ou la agem. Na p esença duma sob edosagem, de e conside a -se a possibilidade da
exis ência de múl iplos á macos. Pode á se necessá io um pe íodo suplemen a de obse ação clínica
cuidada pa a doen es que enham omado uma quan idade excessi a de an idep essi os icíclicos, no caso
de es a em a oma , ou e em omado ecen emen e luoxe ina.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1 P op iedades a macodinâmicas
G upo a maco e apêu ico: 2.9.3 Sis ema ne oso cen al. Psico á macos. An idep esso es.
Código ATC: N06A B03.
A luoxe ina é um inibido selec i o da ecap ação da se o onina e supõe-se que seja esse ac o o
esponsá el pelo seu mecanismo de acção. A luoxe ina não em p a icamen e a inidade pa a ou os

135
ecep o es ais como α1-, α2- e β-ad ené gicos se o oniné gicos, dopaminé gicos, his aminé gicos,
musca ínicos e ecep o es GABA.
Episódios Dep essi os Majo : Fo am ealizados ensaios clínicos em doen es com episódios
dep essi os majo e sus placebo e con olos ac i os. Fluoxe ina Jaba mos ou se signi ica i amen e mais
e icaz que o placebo, al como demons ado pela Escala Dep essi a de Hamil on (HAM-D). Nes es es udos,
Fluoxe ina Jaba a ingiu uma axa de espos a e de emissão signi ica i amen e supe io (de inida po uma
diminuição de 50% na escala HAM-D), quando compa ado com placebo.
Respos a à e apêu ica: Nos es udos com dose ixa em doen es com dep essão majo , a cu a de
espos a é plana, suge indo que, em e mos de e icácia, não há an agem de u iliza doses mais al as do que
as ecomendadas. No en an o, az pa e da expe iência clínica que um aumen o g adual da dose pode se
bené ico pa a alguns doen es.
Pe u bação Obsessi o-Compulsi a: Em ensaios de cu a du ação (in e io a 24 semanas), a
luoxe ina demons ou se signi ica i amen e mais e icaz que o placebo. Ve i icou-se e ei o e apêu ico
com uma dose de 20 mg/dia, mas doses supe io es (40 a
60 mg/dia) ap esen a am uma axa de espos a supe io . Em ensaios de longa du ação ( ase de
ex ensão de ês ensaios clínicos de cu a du ação e um de p e enção da ecaída) a e icácia não oi
demons ada.
Bulimia Ne osa: Em ensaios de cu a du ação (in e io a 16 semanas), em doen es em ambula ó io
a cump i os c i é ios do DSM-III.R pa a a bulimia ne osa, a luoxe ina a
60 mg/dia demons ou se signi ica i amen e mais e icaz do que o placebo na edução da inges ão
compulsi a e da ac i idade pu ga i a. No en an o, quan o à e icácia a longo p azo, não pode se e i ada
nenhuma conclusão.
Dois es udos con olados com placebo o am ealizados em doen es com Pe u bação Dis ó ica
P é-mens ual (PDPM) diagnos icada de aco do com os c i é ios da DSM-IV. As doen es incluídas e iam
de ap esen a sin omas su icien emen e g a es de modo a comp ome e a ida social e p o issional, assim
como a elação com os ou os. Fo am excluídas doen es a u iliza con acepção o al. No p imei o es udo
com 20 mg/dia con inuadamen e du an e 6 ciclos, obse a am-se melho ias no pa âme o de e icácia
p imá io (i i abilidade, ansiedade e dis o ia). No segundo es udo, com uma dose in e mi en e em ase lú ea
(20 mg dia iamen e du an e 14 dias) du an e 3 ciclos o am obse adas melho ias no pa âme o de e icácia
p imá io ( alo do Regis o Diá io de G a idade de P oblemas). No en an o, conclusões de ini i as quan o
à e icácia e du ação do a amen o não podem se ex aídas des es es udos.
136
5.2 P op iedades a macociné icas
Abso ção: A luoxe ina é bem abso ida a pa i do ac o gas in es inal após adminis ação o al.
A biodisponibilidade não é a ec ada pela inges ão de alimen os.
Dis ibuição: A luoxe ina liga-se ex ensamen e às p o eínas do plasma (95%) e é la gamen e
dis ibuída (Volume de Dis ibuição: 20 - 40 l/Kg). O es ado es acioná io das concen ações plasmá icas
a inge-se após á ias semanas de a amen o. As concen ações plasmá icas no es ado es acioná io após
a amen o p olongado são semelhan es às concen ações obse adas após 4 a 5 semanas.
Me abolismo: A luoxe ina em um pe il a macociné ico não-linea com e ei o de p imei a
passagem hepá ico. A concen ação plasmá ica máxima é, em ge al, a ingida em 6 a 8 ho as após
adminis ação. A luoxe ina é ex ensamen e me abolizada pela enzima polimó ica CYP2D6. A luoxe ina
é me abolizada p incipalmen e pelo ígado no seu me aboli o ac i o no luoxe ina (dime il luoxe ina), po
desme ilação.
Exc eção: A semi- ida de eliminação da luoxe ina é de 4-6 dias e a da no luoxe ina é de 4-16
dias. Es as longas semi- idas são esponsá eis pela pe sis ência do á maco du an e 5-6 semanas após
descon inuação. A exc eção é ei a p incipalmen e (ce ca de 60%) pelos ins. A luoxe ina é exc e ada no
lei e ma e no.
Populações de Risco:
Idosos: Pa âme os ciné icos não são al e ados em idosos saudá eis quando compa ados com
indi íduos mais jo ens;
Insu iciência hepá ica: Em caso de insu iciência hepá ica (ci ose alcoólica), as semi idas da
luoxe ina e no luoxe ina são aumen adas pa a 7 e 12 dias, espec i amen e.
De e se conside ada a diminuição de dose ou de equência de adminis ação. Insu iciência enal:
Após adminis ação de uma dose única de luoxe ina a doen es com insu iciência enal ligei a, mode ada
ou g a e (anú ia), os pa âme os ciné icos não se al e a am em compa ação com olun á ios sãos. No
en an o, após adminis ação epe ida pode se obse ado um aumen o da concen ação plasmá ica no es ado
es acioná io.
5.3 Dados de segu ança p é-clínica
137
Em es udos “in i o” e ealizados em animais, não hou e e idência de ca cinogenicidade,
mu agenicidade ou diminuição da e ilidade.
Num es udo oxicológico em a os CD jo ens, a adminis ação de 30 mg/kg/dia de clo id a o de
luoxe ina do dia 21 ao dia 90 após o nascimen o, esul ou em degene ação es icula i e e sí el e nec ose,
acuolação do epi élio do epidídimo, ima u idade e inac i idade do apa elho ep odu o das êmeas e
diminuição da e ilidade. Ve i ica am-se a asos na ma u ação sexual nos machos (10 a 30 mg/kg/dia) e
nas êmeas (30 mg/kg/dia). Desconhece-se qual o signi icado des es achados pa a o se humano. Ra os aos
quais o am adminis ados 30 mg/kg ambém i e am comp imen o do ému diminuído compa a i amen e
com os con olos e degene ação musculosquelé ica, nec ose e egene ação. Com 10 mg/kg/dia, os ní eis
plasmá icos a ingidos em animais o am ap oximadamen e 0,8 a 8,8 ezes ( luoxe ina) e 3,6 a 23,2 ezes
(no luoxe ina) os obse ados habi ualmen e nas c ianças. Com 3 mg/kg/dia, os ní eis plasmá icos
a ingidos nos animais o am ap oximadamen e 0,04 a 0,5 ezes
( luoxe ina) e 0,3 a 2,1 ezes (no luoxe ina) os habi ualmen e a ingidos nas c ianças.
Es udos em a inhos jo ens indica am que a inibição do anspo ado da se o onina inibe o
c escimen o da o mação óssea. Es e achado pa ece se supo ado pelos achados clínicos. A e e sibilidade
des e e ei o não icou es abelecida.
Ou o es udo em a inhos jo ens ( a ados do dia 4 ao dia 21 após o nascimen o) demons ou que
a inibição do anspo ado da se o onina e e e ei os de longa du ação no compo amen o dos a inhos.
Não exis e in o mação se es e e ei o oi e e sí el. A ele ância clínica des e achado não icou
demons ada.
INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
Lis a dos excipien es
Amido p é-geli icado.
Cápsulas de gela ina n.º 2 (cabeça azul cla a e co po u quesa cla o):
Azul b ilhan e (E133) Dióxido de i ânio (E171) Gela ina.
Tin a de imp essão das cápsulas - OPACODE S-1-8152 HV:
138
Óxido de e o neg o (E172)
Leci ina (soja) (E322)
Incompa ibilidades
Não aplicá el
P azo de alidade
3 anos
6.4 P ecauções especiais de conse ação
Não conse a acima de 30ºC.
6.5 Na u eza e con eúdo do ecipien e
As cápsulas de Fluoxe ina Jaba são acondicionadas em blis e s de PVC/Acla e Alumínio.
Embalagens de 10, 30 ou 60 cápsulas.
É possí el que não sejam come cializadas odas as ap esen ações.
6.6 P ecauções especiais de eliminação
Não exis em equisi os especiais.
Os p odu os não u ilizados ou os esíduos de em se eliminados de aco do com as exigências
locais.
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Jaba Reco da i S.A.
139
Lagoas Pa k, Edi icio 5, To e C, Piso 3
2740-298 Po o Sal o
NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Os núme os de egis o do medicamen o são os seguin es:
Nº de egis o: 4911095 - 10 cápsulas, 20 mg, blis e s de PVC/Acla e Alumínio.
Nº de egis o: 4911194 - 30 cápsulas, 20 mg, blis e s de PVC/Acla e Alumínio. Nº de egis o:
4911293 - 60 cápsulas, 20 mg, blis e s de PVC/Acla e Alumínio.
DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Da a da p imei a au o ização: 23 de Fe e ei o de 2004
Da a da úl ima eno ação: 22 de Julho de 2009
DATA DA REVISÃO DO TEXTO
Dezemb o de 2010

140
Anexo II – Ca ac e ís icas ge ais dos documen os Consen imen o In o mado, Resumo
das C aca e ís icas do P odu o e O ien ações Clínicas
Tipo ex ual
Consen imen o
in o mado
Resumo das
ca ac e ís icas do
p odu o
O ien ações clínicas
Público
U en e
P o issional da
saúde/ u en e
P o issional da saúde/
u en e/ indús ia
médica
Si uação comunica i a
Ve ical
Ho izon al
Ho izon al
Função
In o ma e exp essa
consen imen o
Ins ui sob e a
u ilização ú il e e icaz
do p odu o
In o ma e ins ui
sob e no as
in es igações
P opósi o
Escla ece o u en e pa a
omada de decisões e
exp imi o seu
consen imen o
Da a conhece o
p odu o pa a ga an i
a u ilização e icaz e
segu a
Ins ui sob e
esul ados de no as
in es igações pa a
omada de decisões
Con ex o de uso
P á ica e in es igação
clínicas
P á ica clínica
P á ica clínica
Tempo de uso
Pon ual
P olongado
P olongado
Linguagem
Simples, cla a e obje i a;
possí el p esença de
e mos especializados
Especializada
Mais ou menos
especializada
(con o me o
des ina á io e a
en idade esponsá el
pela di ulgação
G au de pad onização
Baixo (apenas ao ní el
das pa es cons i uin es
e seu con eúdo)
Ele ado (exis ência
de legislação a ní el
in e nacional)
Rela i o (es u u a e
con eúdo podem se
a iá eis)
141
Anexo III – Fo mulá io de Consen imen o In o mado nos e mos da no ma n.º 5/2013
da Di eção-Ge al da Saúde
142
143
Anexo IV – Consen imen o In o mado em linguagem não especializada
Anexo IV (a) – Consen imen o In o mado em linguagem não especializada – po uguês
CONSENTIMENTO INFORMADO, LIVRE E ESCLARECIDO
PARA COLOCAÇÃO DE IMPLANTE CONTRACEPTIVO
O que é o implan e con acep i o?
É um pequeno ubo de plás ico, de ce ca de 40 mm de comp imen o po 2 mm de
la gu a (o amanho de um pequeno gancho do cabelo), con endo um p oges a i o (uma
ho mona) e que é colocado acilmen e po um p o issional einado (*).
Como unciona?
O p oges a i o é libe ado pa a o sangue da po ado a, len amen e e de uma o ma
con ínua du an e 3 anos e unciona de ês modos: impedindo a o ulação (libe ação do
ó ulo dos o á ios); azendo com que o muco do colo do ú e o se espesse, o que di icul a
a passagem dos espe ma ozóides pa a o ú e o; e diminuindo a espessu a do e es imen o
do ú e o, o que o na di ícil que um ó ulo e ilizado aí se ixe.
Qual é a sua e icácia?
A sua e icácia é supe io a 99%. Calcula-se que, num ano, possa ha e um máximo
de 7 g a idezes em 10.000 mulhe es que usem o implan e. Se compa a mos es e núme o
com o núme o de mulhe es sexualmen e ac i as que anualmen e icam g á idas quando
não usam con acep i os (ce ca de 80 em cada 100 mulhe es), a possibilidade de g a idez
é mui o baixa.
Quais as an agens de usa implan e?
É um mé odo p á ico e de longa du ação (3 anos).