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PEACE: prova de escrita para avaliação e análise de competências de escrita - contributos para o desenvolvimento da primeira versão do instrumento

Abstract

Ao contrário da linguagem oral, a escrita é uma competência aprendida aquando da entrada no primeiro ciclo e que vai acompanhar o aluno durante toda a sua vida escolar e social. Por este motivo, deve ser atribuída a devida importância a esta competência pois dificuldades observadas nas primeiras fases de aprendizagem podem desencadear alterações marcantes para a criança. Assim, são necessárias avaliações específicas para esta área de forma a identificar estas dificuldades e direcionar a intervenção. Para tal, este trabalho propõe-se aos seguintes objetivos: (i) identificar os paradigmas basilares de instrumentos de avaliação de competências de escrita, (ii) desenvolver um instrumento de avaliação de competências de escrita e (iii) validar os critérios e estímulos selecionados para o instrumento. Os métodos utilizados para construção e estudos primários de validação são a revisão bibliográfica, a análise temática, a construção da prova e a peritagem por painel de peritos. Inicialmente, foi realizado um levantamento dos instrumentos de avaliação de competências de escrita (e/ou leitura e escrita), linguagem e competências de fonologia de forma a compilar os critérios que estão na base da criação de uma prova: estrutura, seleção dos estímulos, apresentação dos estímulos, estrutura do output, estrutura do registo e estrutura da cotação quantitativa e qualitativa. Seguiu-se a elaboração da estrutura da prova, resultando em 14 testes. Posteriormente, definidos os critérios linguísticos, ortográficos e psicomotores, selecionaram-se os estímulos para as provas de 1 a 5 e, posteriormente, elaboraram-se as tabelas de registo e cotação. Realizou-se a peritagem do instrumento (por painel de peritos) para validação dos critérios subjacentes à prova, da estrutura e dos estímulos. Para este processo, os peritos tiveram acesso ao manual, tabelas de seleção dos estímulos, folha de registo do output, folha de registo para a análise do desempenho e procedimentos de cotação (quantitativa e qualitativa). Os resultados culminam na sistematização da análise temática e desenvolvimento do instrumento. Com base nestas ferramentas, esboçou-se o instrumento com 14 provas. As primeiras cinco foram sujeitas a peritagem. Verifica-se um coeficiente de correlação intraclasse entre excelente e muito bom na apreciação da macroestrutura do instrumento pelos peritos. Estes resultados legitimam a análise qualitativa dos critérios que estiveram na base da seleção estímulos, por análise estatística descritiva, a fim de identificar aqueles que irão integrar a versão pós-peritagem. Este estudo é o primeiro passo para a construção do PEACE: Prova de Escrita para Avaliação e Análise de Competências da Escrita, prevendo-se a prossecução do desenvolvimento e finalização das provas 9 a 14, em termos da identificação dos estímulos e do desenvolvimento dos materiais de suporte: tabelas de descrição dos estímulos, folhas de registo e peritagem.

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PEACE: prova de escrita para avaliação e análise de competências de escrita - contributos para o desenvolvimento da primeira versão do instrumento

Author: Carvoeiro, Ana Rita Caravana Pereira
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/29985/1/TESE_42472.pdf
PEACE: P o a de Esc i a pa a A aliação e Análise de Compe ências de
Esc i a
- Con ibu os pa a o Desen ol imen o da P imei a Ve são do
Ins umen o
Ana Ri a Ca a ana Pe ei a Ca oei o
Se emb o, 2017
T abalho de P oje o do Mes ado em Desen ol imen o e Pe u bações
da Linguagem na C iança
i
T abalho de P oje o ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Desen ol imen o e Pe u bações da Linguagem na
C iança, ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Dina Cae ano
Al es
ii
Ag adecimen o
À P o esso a Dou o a Dina Cae ano Al es, pela disponibilidade e sábias o ien ações.
Aos meus pais e à minha i mã, pelo amo e ca inho que semp e me demons a am, e pelo
incansá el incen i o e apoio ao con inua da caminhada. Sem eles não e ia alcançado es e
obje i o.
A odos os meus amigos que me acompanha am ao longo des es anos.
A odas as pessoas que encon ei nes a aje ó ia pelo cons an e apoio e incen i o, a a és de
c í icas cons u i as, elogios e ajuda nos momen os di íceis, o que em mui o con ibuiu pa a a
execução des e abalho.
Mui o ob igado!
iii
RESUMO
Ao con á io da linguagem o al, a esc i a é uma compe ência ap endida aquando da
en ada no p imei o ciclo e que ai acompanha o aluno du an e oda a sua ida escola e
social. Po es e mo i o, de e se a ibuída a de ida impo ância a es a compe ência pois
di iculdades obse adas nas p imei as ases de ap endizagem podem desencadea al e ações
ma can es pa a a c iança. Assim, são necessá ias a aliações especí icas pa a es a á ea de
o ma a iden i ica es as di iculdades e di eciona a in e enção. Pa a al, es e abalho
p opõe-se aos seguin es obje i os: (i) iden i ica os pa adigmas basila es de ins umen os de
a aliação de compe ências de esc i a, (ii) desen ol e um ins umen o de a aliação de
compe ências de esc i a e (iii) alida os c i é ios e es ímulos selecionados pa a o ins umen o.
Os mé odos u ilizados pa a cons ução e es udos p imá ios de alidação são a e isão
bibliog á ica, a análise emá ica, a cons ução da p o a e a pe i agem po painel de pe i os.
Inicialmen e, oi ealizado um le an amen o dos ins umen os de a aliação de compe ências
de esc i a (e/ou lei u a e esc i a), linguagem e compe ências de onologia de o ma a compila
os c i é ios que es ão na base da c iação de uma p o a: es u u a, seleção dos es ímulos,
ap esen ação dos es ímulos, es u u a do ou pu , es u u a do egis o e es u u a da co ação
quan i a i a e quali a i a. Seguiu-se a elabo ação da es u u a da p o a, esul ando em 14
es es. Pos e io men e, de inidos os c i é ios linguís icos, o og á icos e psicomo o es,
seleciona am-se os es ímulos pa a as p o as de 1 a 5 e, pos e io men e, elabo a am-se as
abelas de egis o e co ação. Realizou-se a pe i agem do ins umen o (po painel de pe i os)
pa a alidação dos c i é ios subjacen es à p o a, da es u u a e dos es ímulos. Pa a es e
p ocesso, os pe i os i e am acesso ao manual, abelas de seleção dos es ímulos, olha de
egis o do ou pu , olha de egis o pa a a análise do desempenho e p ocedimen os de co ação
(quan i a i a e quali a i a).
Os esul ados culminam na sis ema ização da análise emá ica e desen ol imen o do
ins umen o. Com base nes as e amen as, esboçou-se o ins umen o com 14 p o as. As
p imei as cinco o am sujei as a pe i agem. Ve i ica-se um coe icien e de co elação
in aclasse en e excelen e e mui o bom na ap eciação da mac oes u u a do ins umen o pelos
pe i os. Es es esul ados legi imam a análise quali a i a dos c i é ios que es i e am na base da
seleção es ímulos, po análise es a ís ica desc i i a, a im de iden i ica aqueles que i ão
in eg a a e são pós-pe i agem.
Es e es udo é o p imei o passo pa a a cons ução do PEACE: P o a de Esc i a pa a
A aliação e Análise de Compe ências da Esc i a, p e endo-se a p ossecução do
desen ol imen o e inalização das p o as 9 a 14, em e mos da iden i icação dos es ímulos e
do desen ol imen o dos ma e iais de supo e: abelas de desc ição dos es ímulos, olhas de
egis o e pe i agem.
Pala as-Cha e: a aliação, esc i a, e os de esc i a, semiologia do e o (g ama ical,
o og á ica e psicomo o a), alidação
i
ABSTRACT
In opposi ion o o al language, w i ing is a skill ha is lea n when child en en oll
p ima y school and ha has a g ea impo ance h oughou hei schola and social li e. Fo
his eason, impo ance should be gi en owa ds his skill in he way ha he occu ence o
ce ain gaps a he beginning o he lea ning p ocess can igge ma ked diso de s ha can
di ec ly a ec he child. Conside ing i all, speci ic e alua ions a e needed o his a ea in a
way o iden i y hese needs and o conduc he in e en ion. The objec i es o he wo k a e: o
iden i y he basila pa adigms o he e alua ion ins umen s o he w i en skills, o de elop an
e alua ion ins umen o he w i en skills and o alida e he c i e ia and he selec ed s imulus
o he ins umen .
The used me hods o he cons uc ion and p ima y s udies o alida ion a e: e iew o
he li e a u e, hema ic analysis, he cons uc ion o he ial and he expe ise held by he
panel o expe s. Wi hin he i s app oach, i was made a esea ch o he exis ing assessmen
ools ela ed o w i ing (and/o eading and w i ing), language, skills o phonology, in a way
o compe ing he c i e ia ha a e in he ounda ions o he de elopmen o a new es :
s uc u e, selec ion o s imulus, p esen a ion o he s imulus, s uc u e o he ou pu , s uc u e
o he eco d and s uc u e o he quan i a i e and quali a i e e alua ion. The ollowing s ep
was he elabo a ion o he ins umen s uc u e, esul ing in 14 es s. Pos e io ly, conside ed
he linguis ic, spelling and psychomo o c i e ia, i was possible o selec he s imulus o he
es s om 1 o 5 and a e he quo a ion and egis e ables. The expe ise o he ins umen
has been made (by he panel o expe s) o e alua e he c i e ia unde lying he es , o he
s uc u e and he s imulus. In his p ocess, he panel o expe s had access o he manual,
selec ion ables o he s imulus, ou pu egis e shee , pe o mance analysis and quo a ion
p ocedu es (quan i a i e and quali a i e) egis e shee .
The esul s culmina e in he sys ema iza ion o he hema ic analysis and he
de elopmen o he ins umen . Based on hese ools he ins umen was ou lined wi h 14
es s. The i s i e we e aken o he panel o expe s in his s udy. F om he panel o expe s,
i was poin ed ou an in aclass co ela ion coe icien be ween excellen and e y-good in he
mac o app ecia ion o he ins umen by he expe s. These esul s legi imized he quali a i e
analysis, by he desc ibed s a is ical analysis, whe e i was possible o selec he s imulus o
in eg a e in he pos -expe ise e sion.
This s udy is he i s s ep owa ds he de elopmen o PEACE, p edic ing he
con inua ion o he de elopmen and he inaliza ion o he es s om 9 o 14, wi h
imp o emen o he s imulus and he de elopmen o he suppo ma e ials: s imulus
desc ip ion ables, egis e shee and panel o expe s.
Keywo ds: assessmen , spelling, spelling e o s, e o semiology (g amma ical, o hog aphic
and psychome ic), alida ion.

Índice
In odução ................................................................................................................................... 1
Capí ulo I. Fundamen ação eó ica ............................................................................................. 2
I.1. A Esc i a ........................................................................................................................... 2
I.2. Dimensão linguís ica ........................................................................................................ 5
I.2.1. Linguagem ................................................................................................................. 5
I.2.2. Linguagem esc i a ...................................................................................................... 6
I.3. Dimensão o og á ica ..................................................................................................... 10
I.3.1. O po uguês nas classi icações o og á icas ............................................................ 11
I.4. Dimensão psicomo o a ................................................................................................... 21
I.4.1. Mo icidade, aço e calig a ia ................................................................................. 22
I.5. Ou as dimensões ........................................................................................................... 25
I.5.1. Dimensão social, cul u al e psicológica .................................................................. 25
I.5.2. F equência de oco ência de pala as ...................................................................... 25
I.5.3. Dimensão pic og á ica ............................................................................................. 26
I.6. Me as Cu icula es do Po uguês do Ensino Básico ...................................................... 27
I.6.1. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 1º ciclo ..................................................... 27
I.6.2. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 2º ciclo ..................................................... 29
I.6.3. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 3º ciclo ..................................................... 29
I.7. A aliação das compe ências de esc i a .......................................................................... 31
I.7.1. A aliação educacional ............................................................................................. 31
I.7.2. A aliação clínica ..................................................................................................... 31
I.8. Indicado es psicomé icos .............................................................................................. 34
Capí ulo II. Me odologia .......................................................................................................... 38
II.1. Jus i icação do es udo ................................................................................................... 38
II.3. Obje i os de es udo ....................................................................................................... 38
II.2. Tipo de es udo ............................................................................................................... 38
II.4. Análise emá ica ............................................................................................................ 39
II.5. Cons ução do ins umen o ........................................................................................... 41
II.6. Pe i agem dos c i é ios .................................................................................................. 42
Capí ulo III. Ap esen ação e discussão dos esul ados ............................................................ 45
i
III.1. Análise emá ica .......................................................................................................... 45
III.2. Cons ução do ins umen o .......................................................................................... 47
III.3. Pe i agem dos c i é ios ................................................................................................ 53
III.3.1. Análise de conco dância e de co elação .............................................................. 53
III.3.2. Coe icien e de co elação in aclasse .................................................................... 56
III.3.3. Es a ís ica desc i i a .............................................................................................. 59
Conclusão ................................................................................................................................. 88
Bibliog a ia ............................................................................................................................... 90
Lis a de Quad os ....................................................................................................................... 99
Lis a de Tabelas ...................................................................................................................... 100
Apêndices …………………………………………………………………..……………..……i
Apêndice I: Manual do PEACE ……………………………………………....……………ii
Apêndice II: G elhas de ca a e ização dos ins umen os …………………………...…xxxix
Apêndice III: G elha com os c i é ios da PEACE ……………………………………....xl i
Apêndice IV: Es u u a da PEACE ……………………………………………...………xlix
Apêndice V: Folha de ca a e ização dos es ímulos, egis o do a aliado e egis o do
a aliado da p o a 1 ……………………………………………………………………….liii
Apêndice VI: Folha de ca a e ização dos es ímulos, egis o do a aliado e egis o do
a aliado da p o a 2 …………………………………………………………………...…l iii
Apêndice VII: Folha de ca a e ização dos es ímulos, egis o do a aliado e egis o do
a aliado da p o a 3 …………………………………………………………………...…lxiii
Apêndice VIII: Folha de ca a e ização dos es ímulos, egis o do a aliado e egis o do
a aliado da p o a 4 …………………………………………………………………….lx iii
Apêndice IX: Folha de ca a e ização dos es ímulos, egis o do a aliado e egis o do
a aliado da p o a 5 …………………………………………………………………….lxxiii
Apêndice X: Resul ados – W Kendall ………………………………………………...lxx iii
Apêndice XI: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 1, pós pe i agem……....lxxx i
Apêndice XII: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 2, pós pe i agem……lxxx iii
Apêndice XIII: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 3, pós pe i agem…............xc
Apêndice XIV: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 4, pós pe i agem………..xci
Apêndice XV: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 5, pós pe i agem….........xciii
Apêndice XVI: Folha de ca a e ização dos es ímulos da p o a 1 à p o a 5 …………….xc
ii
Lis a de Siglas
CV – consoan e e ogal
V – ogal
CVC – consoan e, ogal e consoan e
CVN – consoan e e ogal nasal
CVG(N) – consoan e, ogal e glide nasal
CVG – consoan e, ogal e glide
VC – ogal e consoan e
CCV – consoan e, consoan e e ogal
V(N) ogal nasal
CVGC – consoan e, ogal, glide e consoan e
VG – ogal e glide
1
In odução
“Ap ende a le e a esc e e az pa e de qualque cu ículo escola em qualque
sis ema de ensino. Te acesso à linguagem esc i a é c esce enquan o indi iduo sendo mais
in o mado, mais conscien e e mais c í ico em elação ao mundo que o odeia” (Sil a,
2012:19)
É amplamen e conhecido que a aquisição das compe ências de lei u a e esc i a é
condicionan e essencial de oda a ap endizagem u u a. Po an o, quando se e i icam
p oblemas nes as aquisições há uma al e ação em oda a ap endizagem da c iança, a e ando
odo o seu desen ol imen o a é à ase adul a.
Assim sendo, é de ex ema impo ância a exis ência de in es igação nes a á ea,
en ando encon a as causas e de ini es a égias pa a uma melho adequação da in e enção
po pa e de odos os p o issionais en ol idos com a esc i a.
Com es e abalho de p oje o, p e ende-se da início a um ins umen o de a aliação da
esc i a inédi a que consiga as ea as di iculdades da c iança na esc i a e iden i ica as á eas
esponsá eis po essas di iculdades.
Sendo uma ase inicial e endo em con a a impo ância de uma es u u a e es ímulos
bem undamen ados pa a a cons i uição do ins umen o, es e abalho deb uça-se sob e udo no
en endimen o dos c i é ios de/pa a a cons ução do ins umen o e mos a uma e são
p elimina .
Es a disse ação es á di idida em qua o pa es. Na p imei a pa e, capí ulo I, é
ap esen ada a e isão da li e a u a que supo a a emá ica em ques ão, abo dando a esc i a, as
suas á ias dimensões e os indicado es psicomé icos pa a a cons ução de ins umen os. Na
segunda pa e, capí ulo II, é de inido o ipo, obje i os e jus i icação do es udo, assim como a
me odologia pa a a análise emá ica, a cons ução do ins umen o e a pe i agem dos c i é ios
subjacen es às p o as. Seguidamen e, no capí ulo III ap esen am-se e discu em-se os
esul ados do abalho. Po im, na úl ima pa e, encon am-se as conclusões e suges ões pa a
abalhos sequen es.
8
Tunme , 1984; Be elson & Gelde , 1991; Jekins & Bowen, 1994; Gillon, 2004; F ei as,
Al es & Cos a, 2007 ci ado em Al es, 2012).
A sílaba é uma es u u a de ligação en e a pala a e a unidade mínima, o onema. Os
elemen os básicos da sílaba são a ami icação da sílaba em a aque e ima e a ami icação da
ima em núcleo e coda. Tan o o a aque como a ima podem se ami icados in oduzindo
complexidade à sílaba. O p eenchimen o des as es u u as com os onemas es á condicionado
pelas eg as da língua (Lima, 2009; Ma eus, Falé & F ei as, 2005; Sil a, 2006). No Po uguês
Eu opeu oco em es es ipos silábicos: V, CV, CV(N), VC, VG, CVC, CVG, CCV, CCVC,
CCVG e CVG(N) (Sil a, 2006). De en e odos es es ipos silábicos, a es u u a CV é a mais
equen e no Po uguês Eu opeu, seguida pela es u u a V e depois CVC. No Co pus es udado
po Sil a (2006) es as são as ês es u u as mais equen es.
Rela i amen e ao acen o, a classi icação das pala as é ealizada com base na sílaba
em que incide o acen o (no ní el oné ico), ou seja: agudas ou oxí onas, quando a sílaba
ónica es á em úl imo luga ; g a es ou pa oxí onas, quando se encon a em penúl imo e
esd uxulas ou p opa oxí onas quando se encon a em an epenúl imo luga (Ma eus, Falé &
F ei as, 2005).
Ac edi a-se, empi icamen e, que os nomes e adje i os acen uados na penúl ima sílaba
são mais equen es e, po isso, se oma es a como eg a ge al da língua. Con udo, pala as
que e minem com a es u u a sílaba CVC, g a adas com <l>, < >, <s> ou <z>, são
conside adas agudas ou oxí onas, al amen e equen es na língua e conside adas pelos alan es
na i os como egula es. Nes es casos, é necessá io obse a a es u u a mo ológica dos
nomes e adje i os (Ma eus, Falé & F ei as, 2005).
Ao ní el do desempenho onológico, espe a-se que a c iança a inja um bom domínio
da língua ma e na, sendo possí el obse a e manipula as suas unidades, como nes es ês
pon os: “1. Segmen a as pala as di adas em sílabas (…), mais a de em onemas (…) ou em
con igu ações in e mediá ias (a aques/ imas); 2. Realiza ou conse a na memó ia essa
segmen ação ao esc e e , mesmo de manei a não con encional (…); 3. Con ola
pos e io men e com a lei u a (…)” (Fayol, 2016:61). Ou seja, necessi a de a a a pala a não
como um obje o, mas se capaz de a manipula , segmen a e analisa nas espe i as
componen es (sílabas, onemas, en e ou os) (Fayol, 2016).
Pa a além de ep esen ações onológicas, é necessá io desen ol e ep esen ações
mo ológicas e sin á icas (Mous y & Aleg ia, 1997 ci ado em Ma ins, 2012).
A consciência mo ológica ambém é pa e in eg an e da consciência linguís ica.
Sendo a mo ologia ocalizada nas pala as e que es uda a es u u ação des as em mo emas, a

9
consciência mo ológica é de inida como “a habilidade de e le i sob e, analisa e manipula
os elemen os mó icos nas pala as” (Ca lisle, 2010:466 ci ado em Soa es, 2016). Es es
elemen os, nas pala as, são o mo ema adical ( aiz ou lema - pa e ixa) e os a ixos – pa e
a iá el - que podem se mo emas lexionais ou mo emas lexicais (Rod igues, 2010; Soa es,
2016). Segundo Cas ilho (2010:685 ci ado em Soa es, 2016) “uns a ixos êm u ilização
p e isí el, na dependência do adical a que se aplicam: são os mo emas lexionais de géne o,
núme o, pessoa, empo e modo, ambém denominados mo emas g ama icais. Ou os êm
u ilização imp e isí el: são os mo emas de i acionais, ambém denominados mo emas
lexicais. Os p imei os in eg am o sis ema da g amá ica; os segundos, o sis ema do léxico”.
Assim, a mo ologia aba ca duas dimensões: a mo ologia de i acional e a mo ologia
lexional. A úl ima es á di e amen e elacionada com a sin axe, pois es es a ixos êm de
cump i eg as sin á icas de conco dância, e bal ou nominal na ase (Soa es, 2016). Os
a ixos de i acionais es ão elacionados com a semân ica, pois o ac éscimo de a ixos o ma
no as pala as com base num mo ema adical, con udo, ambém em in e e ência na sin axe,
pois, ao aplica a ixos, muda a classe da pala a (Soa es, 2016).
A semân ica desempenha um papel modes o no início da ap endizagem da lei u a
esc i a, mas a pa i do 3º ano já ap esen a mais impo ância (Fayol, 2016).
Pa a esc e e uma ase é necessá io o conhecimen o sin á ico (que se e e e à o dem
das pala as), mo ossin á ico (que em em con a as indicações de géne o e núme o) e o
léxico-semân ico (agen es). Is o implica o conhecimen o des as es u u as, das espe i as
unções e o seu a amen o (Fayol, 2016).
A p odução esc i a de uma ase oco e po cons angimen os lexicais e sin á icos
numa única o ganização. Podem se a aliadas es as es u u as pelo di ado de ases pala a a
pala a, di ado de ases comple as (implicando memo ização de oda a es u u a) e a
cons ução de ases induzida po imagens (Fayol, 2016).
Tendo em con a a complexidade e exigência da p odução de ex os, a elação da
c iança com a esc i a pode ica ma cada pelas di iculdades: e os o og á icos, al a de ideias
ou ideias con usas, deso ganizadas ou pouco c ia i as (Ba bei o, 2000)
Pa a a cons ução do ex o, as c ianças pa em de um ema e ão esc e endo as
in o mações à medida que são disponibilizadas pela memó ia. Pa a a sua edação necessi am
de e in eg ada a es u u a da na a i a, pois caso con á io al a coe ência ao ex o (Fayol,
2016).
Pa a além dos ou os aspe os, há dois a o es impo an es na cons ução dos ex os: a
coe ência e coesão.
10
A coe ência diz espei o à possibilidade de se es abelece o sen ido do ex o, es á
elacionada com a in e p e abilidade e in eligibilidade do assun o do ex o pa a os seus
lei o es (Koch & T a aglia, 2015).
Um ex o é mais que a junção de uma sequência de ases isoladas, e pa i daí su ge o
concei o de coesão, que segundo Halliday e Hasan (1976 ci ado em Koch, 2015:16) “oco e
quando a in e p e ação de algum elemen o no discu so é dependen e do ou o. Um p essupõe
o ou o, no sen ido de que não pode se e e i amen e descodi icado a não se po ecu so ao
ou o”.
Há duas g andes modalidades na coesão ex ual: a coesão e e encial e a coesão
sequencial. A p imei a oco e quando um elemen o az emissão a ou o componen e p esen e
ou a e ido a pa i do ex o. A segunda e e e-se às es u u as linguís icas que es abelecem
en e ou os elemen os do ex o á ios ipos de elação semân ica e/ou p agmá ica à medida
que o ex o se desen ol e (Koch, 2015).
Be be ian, Massi e Gua inello (2003) e e em que pa a a análise da p odução esc i a
espon ânea ao ní el do ex o, de e se ido em con a o ipo de ex o, a coe ência, a coesão, o
es ilo e o ema.
A consciência me a ex ual diz espei o à e lexão sob e o ex o. Spinillo e Simões
(2003 ci ado em Soa es, 2016) e e em duas ca ego ias: os aspe os mic olinguís icos do ex o,
como as cadeias coesi as e as ma cas de pon uação. A segunda ca ego ia e e e-se aos aspe os
mac olinguís icos, a coe ência e a es u u a.
A consciência p agmá ica conside a os esc i os como uma a i idade discu si a e,
po an o, colocam como obje o de análise as ma cas de in encionalidade, acei abilidade e
si uacionalidade. Todos es es pa âme os êm de e em con a o con ex o de emissão (Soa es,
2016).
Zo zi (2001) e e e que a compe ência da lei u a e esc i a não se esgo a quando a
c iança domina as le as, descodi ica-as e consegue aça-las. Ela p ecisa sabe quais as á ias
unções da esc i a em e mos socais, na sua in e ação com o meio e nas suas á ias
in e p e ações (Zo zi, 2001).
I.3. Dimensão o og á ica
A o og a ia pode se de inida como o domínio da esc i a con encional de pala as
(Zo zi & Clasca, 2008). Es e capí ulo enquad a a esc i a em po uguês à luz das classi icações
11
o og á icas associadas à sua Opacidade/T anspa ência, classi ica a elação onema-g a ema
em e mos de Regula idade/I egula idade, pe ceciona o p ocessamen o da esc i a pelo
modelo de dupla ia e conside a noções de nome e som da le a.
I.3.1. O po uguês nas classi icações o og á icas
Exis em in e e ês le as no Po uguês Eu opeu. Cada le a pode co esponde a um
ou mais onemas. O alo oné ico de cada le a ep esen a o onema que oco e com mais
equência (Ins i u o Camões, s.d.).
O quad o seguin e (quad o 1) mos a o alo oné ico dos onemas do Po uguês e seu
exemplo nas pala as (Ins i u o Camões, s.d.):
Quad o 1: Valo es base dos g a emas do Po uguês
Som
Exemplo
Valo Foné ico
CONSOANTES
[p]
pá
['pa]
[b]
bem
[ ]
u
[' u]
[d]
dou
['do]
[k]
cac o
['ka u]
[g]
ga o
['ga u]
[ ]
é
[' ɛ]
[ ]
ê
[' e]
[s]
sabe, passo, caça
['sabɨ, 'pasu, 'kasɐ]
[z]
casa, aza
['kazɐ, ɐ'zaɾ]
[ʃ]
cha e
[ʒ]
já
['ʒa]
[m]
mão
['mɐ
w]
[n]
não
['nɐ
w]
[ɲ]
enho
[' ɐɲu]
[l]
lá
['la]
[ʎ]
alha
[' aʎɐ]
[ɾ]
ca o
['kaɾu]
[ʀ]
ca o
['kaʀu]
VOGAIS ORAIS
[i]
i
[' i]
[e]
ê
[' e]
[ɛ]
pé
['pɛ]
[a]
pá
['pa]
[ɐ]
pa a
[pɐɾɐ]
[ɛ]
de
[ɔ]
sol
['sɔl]
[o]
pô , sou
['poɾ, 'so]
[u]
u
[' u]
VOGAIS ORAIS
[ĩ]
sim
['sĩ]
[e
]
pen e
[ɐ
]
omã, banco
[ʀu'mɐ
, 'bɐ
ku]
[õ]
põe, pon e
[ũ]
a um
[ɐ' ũ]
12
SEMIVOGAIS ORAIS E NASAIS
[j]
pai
['paj]
[w]
pau
['paw]
mãe
[w]
cão
['kɐ
w]
No quad o 1 é possí el obse a a co espondência en e a le a e o seu alo oné ico.
Algumas des as le as podem se combinadas e o ma dezasseis díg a os. O quad o
seguin e ca a e iza os díg a os da Língua Po uguesa (quad o adap ado ao Po uguês Eu opeu
pela au o a, a pa i da p opos a da Sec e a ia Municipal de Educação de São Paulo, 2011
ci ado em Nób ega, 2013 e com base no ex o “A p onúncia do po uguês eu opeu”, Ins i u o
Camões, s.d.):
Quad o 2: Díg a os da Língua Po uguesa
Díg a os
Fonemas ep esen ados
Exemplos
Vogais
Consoan es
<am> / <an>
/ã/
Ampulhe a, an ena
<em> / <en>
/e
/
Emp ego, en en a
<im> / <in>
/ĩ/
Impacien e, indi idual
<om> / <on>
/õ/
Somb a, onda
<um> / <un>
/ũ/
Cúmplice, undo
<ch>
/ʃ/
Cha a iz
<lh>
/ʎ/
Ilha
<nh>
/ɲ/
Caminho
<gu>
/g/
Gui a a
<qu>
/k/
Queijo
< >
/R/
Ba o
<ss>
/s/
Passagem
<sc>
/ʃ/
Piscina
<sç>
/ʃ/
C esça
<xc>
/ʃ/
Excesso
Es e quad o mos a a associação en e os díg a os e os onemas ep esen ados,
cons a ando-se que, em odos os casos, duas le as co espondem somen e a um som.
Opacidade/T anspa ência e Regula idade/I egula idade
O Po uguês é uma língua que segue o p incípio al abé ico, em que idealmen e cada
símbolo g á ico co esponde a um segmen o onológico, ou em alguns casos, a um segmen o
oné ico (Veloso, 2005a).
A codi icação al abé ica, como no caso do Po uguês, ap esen a uma ap endizagem
mais di ícil do que a codi icação silábica e ainda mais que a codi icação logog á ica, endo
13
em con a as necessidades de abs ação e e lexão (Downing, 1973 ci ado em Ho a & Ma ins,
2004).
A classi icação das o og a ias al abé icas, como mais opacas ou mais anspa en es, é
dada pelo g au de a as amen o do p incípio al abé ico, endo em con a a elação bi-uní oca
g a ema- onema, ou seja: “uma o og a ia é an o mais anspa en e quan o mais aduz a
onologia de o ma consis en e, e an o mais opaca quan o mais a elação en e a o og a ia e a
onologia se dis ancia” (Sucena & Cas o, 2009). Es a complexidade o og á ica, o nando as
línguas mais ou menos anspa en es, in luencia a ap endizagem, acili ando-a ou
di icul ando-a (Zo zi & Clasca, 2008). Nas línguas anspa en es, como a co espondência
g a ema- onema é mais egula , oco em menos e os. Nas opacas apa ecem mais
i egula idades e, po an o, exis em mais e os (Teles, 2004).
A g a ia das línguas eu opeias são classi icadas a pa i des e con inuum, onde os
ex emos são a anspa ência e a opacidade. Po exemplo, o i aliano si ua-se no polo
anspa en e e no mais opaco, o Inglês (A oyo, 1989 ci ado em Sousa, 2010).
Um es udo ealizado em 13 o og a ias, coloca o Po uguês numa posição in e média
(Cas o & Gomes, 2000; Teles, 2004), posicionando-o mais pa a o pólo opaco do que pa a o
pólo anspa en e (Cas o & Gomes, 2000). Ainda, e e en e ao mesmo es udo, Seymou e
E skine (2003, ci ado em Sucena & Cas o, 2009) e e em que o Po uguês se si ua numa
complexidade silábica simples (Sucena & Cas o, 2009).
Como o sis ema o og á ico Po uguês ica na posição in e média, não há uma
egula idade comple a na con e são onema-g a ema. Como mos a Fe nandes, Ven u a,
Que ido e Mo ais (2008), as 18 consoan es do po uguês eu opeu são ep esen adas po 29
le as.
Pa a desc e e es a di e gência na o og a ia do Po uguês, Mo ais e Tebe osky
(1994:26) desc e em “qua o ipos básicos de es ições da no ma sob e como os onemas e
os g a emas se elacionam”: as elações di e as, as elações egula es con ex uais, as elações
mo ológicas (g ama icais) e as i egula es.
Nas elações di e as, cada le a co esponde a um só onema e ice- e sa,
independen emen e da posição na pala a. Há uma egula idade absolu a na co espondência
en e le a e som (Mei eles & Co ea, 2005 ci ado em Sil a & Ribei o, 2011; Nób ega, 2013;
Rossa ola & Lazza o o-Volcão, 2015), de êm uma elação biuní oca (Mo ais & Tebe osky,
1994; Nób ega, 2013). Po exemplo, as le as <p>, <b>, < >, <d>, < > e < > ap esen am uma
elação di e a com os onemas que as ep esen am (Mo ais & Tebe osky, 1994; Mei eles &
Co ea, 2005 ci ado em Sil a & Ribei o, 2011; Nób ega, 2013).

14
Nas elações egula es con ex uais é necessá io e em con a o con ex o, e só a a és
des e é possí el p edize a esc i a co e a da pala a. É necessá io e em con a a posição que
a le a ocupa na pala a ou a le a que se lhe segue (Sil a & Ribei o, 2011) e nou os casos é
necessá io e em con a a onicidade e a posição em que o onema apa ece (Mo ais &
Tebe osky, 1994). Como exemplo, a nasalização da sílaba que an ecede as le as <p> e <b>,
é ob ida pela u ilização da le a <m>, como na pala a <pomba> ou < ampa> e não a a és da
le a <n>, que é usada nos es an es casos, como em <man a> ou <linda> (Sil a & Ribei o,
2011; Mo ais & Tebe osky, 1994); o uso de < > ou < >; <g> ou <gu> pa a ep esen a o
onema /g/; a onicidade pa a a u ilização dos g a emas <e> e <o> pa a ep esen a os
onemas /i/ e /u/ (Mo ais & Tebe osky, 1994).
O quad o 3 mos a odos os alo es con ex uais dos g a emas da língua po uguesa
(quad o adap ado ao Po uguês Eu opeu pela au o a, a pa i da p opos a da Sec e a ia
Municipal de Educação de São Paulo, 2011 ci ado em Nób ega, 2013 e com base no ex o “A
p onúncia do po uguês eu opeu”, Ins i u o Camões, s.d.):
Quad o 3: Valo es con ex uais dos g a emas da Língua Po uguesa
Le a
Fonema
Exemplo
Desc ição do con ex o
<a>
/a/
A o
/ã/
Rã
Com a sob eposição do il, no malmen e em inal de pala a
Campo, can o
<a> + <m>, <n> em inal de sílaba, seguidos de consoan e
Co ação
Em inal de pala as, compõe o di ongo nasal /ãw/, que no in e io de
pala as oco e apenas em diminu i os: co açãozinho
Cãib a
Compõe o di ongo nasal /ãj/ - apenas em sílaba inicial
Mãe, pães
Compõe o di ongo nasal /ãj/
Andam
Em inal de e bos, compõe o di ongo /ãw/, exce o em o mas do u u o
do p esen e do indica i o ou em o mas i egula es da 3ªpessoa do plu al
do p esen e do indica i o como es ão, são, dão, ão
<c>
/k/
Ca a
<c> + <a>, <o>, <u>
/s/
Ce a
<c> + <e>, <i>
Aciden e
<c> após di ongo + <e>, <i>
Louça
<ç> apos di ongo + <a>, <o>, <u>
Laço
<ç> + <a>, <o>, <u> - nunca em posição inicial
Desce , exce o
Díg a os <sc>, <xc> + <e>, <i> - nunca em posição inicial
Desça
Díg a os <sç> + <a>, <o> - nunca em posição inicial
Chama
Compõe o díg a o <ch>
<e>
/ɛ/
Fe a
/e/
Ce a
/ɨ/
Pen e
Em sílaba á ona
/ĩ/
En ei e
Em sílaba nasal á ona
/e
/
Lemb a , len o
<e> + <m>, <n> em inal de sílaba, seguida de consoan e
/y/
Esc e em
Em inal de e bos compõe o di ongo / e
j/
Espiões
Em di ongos
<g>
/g/
Gos o
<g> + <a>, <o>, <u>
Gue a
<gu> + <e>, <i>: compõe o díg a o <gu>
/ʒ/
Ges o
<g> + <e>, <i>
/h/
Chama, malha,
manhã
Modi ica o alo básico do g a ema an e io , compondo os díg a os
<ch>, <lh>, <nh>
Ø
Ha pa, hélice, hino,
hon a, humo
Em início de pala a (<h> + ogal), não ep esen a onema algum, nem
modi ica o alo básico dos g a emas seguin es, man ém-se em unção da
o igem e imológica da pala a
Ah! Oh!
Em in e jeições ( ogal + <h>)
15
Le a
Fonema
Exemplo
Desc ição do con ex o
<i>
/i/
I mão
/ĩ/
Ímpa , lindo
<i> + <m>, <n> em inal de sílaba, seguida de consoan e
/j/
Pai, quais
Em di ongos
<j>
/ʒ/
Jei o, ja o
<l>
/l/
La a, palácio
Em início de pala a ou sílaba
Plan a
Segunda consoan e em encon os consonân icos
/l/
Al a , papel
Em inal de sílaba ou pala a
/ʎ/
Malha
Compõe o díg a o <lh> - nunca em início de pala a
<m>
/m/
Mala
Omb o
Vogal + <m>: modi ica o alo básico do g a ema an e io , indicando
nasalidade (em posição in e na, no inal de sílaba, seguido de consoan e
<p> ou <b>)
/w/
Comp am
Em inal de e bos, compõe o di ongo /ãw/
/j/
Vendem
Em inal de e bos, compõe o di ongo /~ej/
<n>
/n/
Nada
/ɲ/
Manhã
Compõe o díg a o <nh> - nunca no inicio de pala a
An es
Vogal + <n>: modi ica o alo básico do g a ema an e io , indicando
nasalidade (em posição in e na, no inal de sílaba, seguida de qualque
consoan e di e en e de <p> ou <b>)
/y/
Bons, Bens, ins
Em plu ais
<o>
/ɔ/
Foge
/u/
Reposição
/õ/
Põe ( o ma do e bo
pô )
Compõe o di ongo /õj/
Pomba, pon e
<o> + <m>, <n> em inal de sílaba, seguida de consoan e
/u/
Pon o
Em sílaba á ona
/w/
Caos
Em di ongos
<q>
/k/
Quad o, que e
Semp e que em seguido de <u>, que nem semp e ep esen a um onema
(díg a o <qu>)
< >
/R/
Ra o
Em posição inicial
Hon a, Is ael
Em inicio de sílaba, p ecedido de <n> ou <s>
Ba o
Em posição in e ocálica, díg a o < >
/ /
Ca o
Em posição in e ocálica
P azo
Segunda consoan e em encon os consonan ais
/ /
U so, ma
Em inal de sílaba, em posição in e na ou em inal de pala a,
dependendo da a iedade
<s>
/s/
Salada
Em início de pala a,m qualque ogal
Psicólogo, absol e
Quando o p ecedido de consoan e
Isso, passado
Em posição in e ocálica, díg a o <ss>
Piscina, c esço
Em posição in e ocálica, díg a os <sc>, <sç>
/ʃ/
Casca, a ás
Em inal de sílaba seguido de consoan e su da ou inal de pala a,
dependendo da a iedade
/ʒ/
Desde
Em inal de sílaba p ecedida de consoan e sono a, dependendo da
a iedade
/z/
Asa
Em posição in e ocálica
Causa
Após di ongo
<u>
/u/
Tudo
/ũ/
Umbigo, un a
<u> + <m>, <n> em inal de sílaba, seguida de consoan e
/w/
Mau
Em di ongos
Ø
Gue a, que e
Depois de <g> ou <q> e an es de <e> e <i>, pode não ep esen a onema
algum, nem modi ica o alo básico do g a ema an e io , en ando na
composição dos díg a os <gu>, <qu>
<x>
/ʃ/
Xa ope, xaile
Em início de pala a
Enxame, enxe ga
No in e io da pala a, após inicial <en-> (a não se que o p e ixo se
anexe a adical com <ch>, po exemplo, <en> + cheio = enche , <en> +
cha co = encha ca )
Caixa, aixa
Após di ongo
/ʃ/
Tex o, sex a
Dependendo da a iedade, em inal de sílaba, p ecedido de <e>
/s/
Máximo
/z/
Exa o, exame
Apenas após ogal <e>
/ks/
Fixo, ó ax
<z>
/z/
Zelo, zonzo
Em início de pala a ou de sílaba p ecedido de consoan e
Azedo
Em posição in e ocálica
/ʃ/
Ca az
Em inal de pala a oxí ona, dependendo da a iedade
16
No quad o acima é possí el obse a a elação en e as le as e os onemas que essa
le a pode ep esen a , alguns exemplos e a desc ição do con ex o de oco ência.
Nas elações egula es mo ológico-g ama icais é necessá io u iliza a análise
mo ológica (g ama ical) das pala as pa a ob e a g a ia co e a de uma pala a. Como
exemplos, a escolha do su ixo <-eza> ou <-esa> que depende da ca ego ia g ama ical da
pala a em ques ão, is o é, coloca-se <s> se o um adje i o de i ado de um subs an i o,
como em <chinesa>; e <z> se o um subs an i o de i ado de um adje i o, como em
<pu eza> (Mei eles & Co ea, 2005 ci ado em Sil a & Ribei o, 2011); o in ini i o impessoal
dos e bos que é g a ado com < > no inal; o impe ei o do subjun i o é g a ado com <ss>
(Mo ais & Tebe osky, 1994).
É necessá io e em con a que o po uguês, mesmo sendo conside ada uma língua
ela i amen e egula , ap esen a uma es u u a mo ológica complexa (Mo a, Anibal, & Lima,
2008).
O quad o seguin e mos a as p incipais egula idades mo ológicas pa a o ien a o uso
das múl iplas ep esen ações dos onemas /s/ e /z/ 1 (quad o adap ado ao Po uguês Eu opeu
pela au o a, a pa i da p opos a da Sec e a ia Municipal de Educação de São Paulo, 2011
ci ado em Nób ega, 2013 e com base no ex o “A p onúncia do po uguês eu opeu”, Ins i u o
Camões, s.d.):
Quad o 4: P incipais egula idades mo o- onológicas do uso dos onemas /s/ e /z/
G a ema
Fonema
Con ex o
Exemplos
<c> e <ç> (e não
<s>, <ss> ou
<sc>)
/s/
Su ixos: -aça, -aço, -ação, -ece , -
iça, -ança, -uça, -uço.
Comunicação, amanhece , ho aliça,
es ança, den uça
<ss> (e não <c>
ou <ç>)
/s/
Su ixo –ense ( o mados de
adje i os gen ílicos)
Po uense, Pa isiense
/s/
Com p e ixo e minado em ogal
ou em <s> + pala a começada
com <s>: a-, an e-, an i-, con a-,
des-, dis-, ex a-, in a-, en e-,
plu i-, poli-, p e-, p o-, p o o-, e-,
semi-, sob e-, i-, ul a-, uni-
Assen a , an essala, an issép ico,
con assenso, dissocia , ex asseco,
polissílabo, p essupo , p ossegui ,
sob essal a , issílabo, ul assom,
uníssono
<s> (e não <z>)
/z/
Su ixos: -esa, -ose
P incesa ( í ulos nobiliá quicos),
ancesa (gen ílicos emininos), u ose
P e ixo e minado em <s> +
pala a começada po ogal ou
po <h>: des-, ans-
Desaba o, desa monia, ansa lân ico
Em diminu i o cujo adical
e mina em <s>
Casa → casinha
<z> (e não <s>)
/z/
Su ixo -eza
Ce o → ce eza, le e → le eza
( o mado de subs an i o a pa i de
adje i o)
<z> (e não <s>
em inal de
pala a)
/ʃ/
Su ixo -ez
G a idez, palidez
17
No quad o 4, pode-se obse a a elação en e os onemas /s/ e /z/ e as le as que os
podem ep esen a , alguns exemplos e a desc ição do con ex o de oco ência.
O qua o e úl imo ipo de es ições, denominadas elações i egula es, con empla
odas as ou as si uações onde não exis e eg a es abelecida pa a de ini a elação en e
onema-g a ema. São mui as ezes he dados da adição e e imologia. É dado o exemplo do
g a ema <h> em humo (Mo ais & Tebe osky, 1994).
O quad o seguin e mos a os p incipais con ex os i egula es dos g a emas da língua
po uguesa (Sec e a ia Municipal de Educação de São Paulo, 2011 ci ado em Nób ega, 2013
adap ação pela au o a ao Po uguês Eu opeu):
Quad o 5: P incipais con ex os i egula es dos g a emas da Língua Po uguesa
G a emas
Fonemas
Posição
Exemplos
<ch> ou <x>
/ʃ/
No começo ou no in e io da pala a
Chei o, mexe
<h> ou ogal
No início da sílaba
Háli o, he ança, hino, hoje, humilha ,
es ende , idealiza , o ganiza
<j> ou <g>
/ʒ/
No início ou no in e io da pala a,
seguido de <e> ou <i>
Gémeo, exigi , jiboia, p ojeção
<s> ou <c>
/s/
No início da pala a, seguido de <e>
ou <i>
Ce eza, selo, cica iz, silêncio
<s> ou <c>
/s/
No in e io da pala a, en e consoan e
e uma das ogais <e> ou <i>
Inse o, pe siana, pe cebe
<s> ou <ç>
/s/
No in e io da pala a, en e uma
consoan e e uma das ogais <a>, <o>
ou <u>
Ad e sá io, senso, consul a, calça,
calções
<s> ou <x>
/ ʃ /
No in e io da pala a em inal de
sílaba, seguido de consoan e
Tes e, ex o
<s> ou <z>
/z/
No in e io da pala a, en e ogais
Camisa, azedo
<s> ou <z>
/ ʃ /
No inal da pala a
Tênis, ca az
<ss> ou <ç>
/s/
No in e io da pala a, en e ogais
segundo que a segunda é <a>, <o> ou
<u>
Passa , assobia , assun o, cabeça,
ende eço, açúca
<ss>, <c> ou
<sc>
/s/
No in e io da pala a, en e ogais,
sendo que a segunda é <e> ou <i>
Passeio, sucessi o, dis a ce, maciei a,
c esce , descida
No quad o an e io , pode-se obse a alguns con ex os i egula es, os onemas
en ol idos, a posição em que oco e a i egula idade e alguns exemplos.
O quad o 6 mos a as p incipais co elações e imológicas pa a o ien a o uso das
ep esen ações dis in as dos onemas /s/ e /z/, como po exemplo nas pala as <a o> e
<ação>, o < > passa pa a <ç> (quad o adap ado ao Po uguês Eu opeu pela au o a, a pa i da
p opos a da Sec e a ia Municipal de Educação de São Paulo, 2011 ci ado em Nób ega, 2013 e
com base no ex o “A p onúncia do po uguês eu opeu”, Ins i u o Camões, s.d.).
24
A legibilidade elaciona-se com: “o espaçamen o das pala as, o espaçamen o das
linhas, a inclinação da esc i a, a o ma e amanho das le as e a ausência de lo eados”
(San os, s.d. ci ado em Goncal es, 1973:318).
Na apidez, pode-se conside a a “ acilidade do mo imen o, o i mo e o sen ido do
mo imen o, a con inuidade das le as, o amanho das le as, a inclinação da esc i a, o mé odo
de segu a na cane a e no papel e a espécie de apa o e papel” (San os, s.d. ci ado em
Goncal es, 1973:319).
A es é ica es á elacionada com a o ma das le as e a egula idade do açado (San os,
s.d. ci ado em Goncal es, 1973).
Pa alelamen e a es es pon os, cada c iança adqui e um ipo pessoal de le a, que e le e
o seu es ilo e empe amen o, sendo essa á ea de es udos a g a ologia (Gonçal es, 1973).
O oco da g a ologia é a o ma, a dimensão, a di eção, a p essão, elocidade,
o dem/disposição e con inuidade. A o ma diz espei o ao co po, pa e essencial da le a, as
has es, po cima das linha e/ou pe nas, po baixo da mesma. A dimensão pode se conside ada
em al u a e la gu a. A di eção é cons i uída po linhas ascenden es, ho izon ais, descenden es
ou ondulan es. A p essão, a ene gia u ilizada no u ensilio da esc i a pa a o papel, pode se
ealizada com i meza ou de o ma b anda. A elocidade e e e a apidez com que o indi iduo
ealiza o a o de esc e e . A o dem/disposição mos a a disciplina e mé odo na esc i a. A
con inuidade mos a se há suspensão ou não no pe cu so do u ensilio de esc i a sob e o papel
(He z, 1977).
Aquando da a aliação des a á ea, é necessá io e em con a o amanho de le a pedido,
o supo e da esc i a, o ma e ial com que se esc e e, en e ou os (Rebelo & Reche, 2013).
Imp esso e Manusc i o, Maiúsculo ou Minúsculo
Tendo em con a que cada le a em uma ep esen ação no maiúsculo, minúscula,
imp essa e manusc i a, a c iança em de lida com qua o al abe os. Ao longo da al abe ização
é con enien e que mos em à c iança a analogia exis en e en e eles pa a a enua a di iculdade
que a c iança sen e pa a econhece as le as e execu a os mo imen os necessá ios pa a a
esc i a (Gonçal es, 1973).

25
I.5. Ou as dimensões
Quando se es uda a esc i a não se pode apenas pe ceciona as habilidades pe ce uais e
mo o as, mas ambém e em con a o con ex o da c iança e as opo unidades que lhe são dadas
pa a i encia si uações de lei u a e esc i a (Zo zi, 2001). Nes a pequena pa e, desc e em-se
ou as dimensões elacionadas com a es imulação dada à c iança em e mos da esc i a.
I.5.1. Dimensão social, cul u al e psicológica
Tendo em con a que a esc i a deco e da ap endizagem e e uada em unção das
inci ações, das solici ações e da equência do con ac o, is o implica uma di e enciação
sociocul u al mui o p ecoce e acen uada (Zo zi, 2011; Fayol, 2016). Fayol (2016) e e e que
nos meios mais des a o ecidos não é dada a de ida impo ância à dimensão o mal, ou seja,
di eção de lei u a, o ma das le as e das pala as.
Há ês a iá eis de ele ância psicológica elacionadas com as pala as e que as
ligam ao econhecimen o, à ap op iação senso ial e à e ocação do signi icado.
A amilia idade é conside ada uma medida de equência da exposição a uma
de e minada pala a. Ten ando elimina a subje i idade implíci a, pode se u ilizada a
equência obje i a de oco ência da pala a num co pus, medindo assim o con ac o dos
alan es com essa pala a (Lei ão, Figuei a & Almeida, 2010).
A imaginabilidade ambém es á elacionada com a expe iência e implica a e ocação
de uma expe iência análoga à dos sen idos, a a és de uma pala a. Es e concei o es á
elacionado com a conc e ude, no en an o, não uncionam como sinónimos (Lei ão, Figuei a
& Almeida, 2010).
A capacidade pa a e , ou i ou oca algo é ansmi ida pela conc e ude (Bi d,
F anklin, & Howa d, 2001) de endo se pe cecionada como uma p op iedade das en idades
do mundo e e idas pela pala a (Lei ão, Figuei a & Almeida, 2010).
I.5.2. F equência de oco ência de pala as
A equência de oco ência ou equência obje i a é uma medida que “pe mi e es ima
o núme o de ezes que um lei o e/ou ou in e encon ou uma dada pala a” (Ven u a,
26
2003:6). Co esponde ao núme o de oco ência da pala a num co pus cons i uído po á ios
milhões de pala as (Ven u a, 2003).
Vá ios es udos mos am que quan o mais ezes a pala a se epe e numa língua, mais
apidamen e e de o ma co e a se á econhecida e p oduzida compa a i amen e a pala as
com meno oco ência (Ven u a, 2003; Vigá io, F o a & Ma ins, 2010; Pinhei o & Ro he-
Ne es, 2001).
Há p ocessos que dependem da equência das pala as, como po exemplo: “a
ele ada equência das pala as pode po encia p ocessos de edução ou inibi a
egula izações de o mações i egula es (Vigá io, F o a, Ma ins & C uz, 2006:1)”. A
equência em in luência nas unções da o a léxico- onémica (Pinhei o & Ro he-Ne es,
2001; Cas o & Gomes, 2000).
Os es udos de p ocessamen o equen emen e epo am a equência onológica e de
pala a como ele an es (Vigá io, F o a, Ma ins & C uz, 2006).
Há á ias e amen as/co pus pa a acede à equência: F eP, F eP_B, F eP_LUDO,
F ePOP (Vigá io, F o a, Ma ins & C uz, 2006) e Escolex (Soa es e . al., 2014).
Escolex é o p imei o co pus lexical do Po uguês Eu opeu de pala as com equência
es a ís ica pa a c ianças o mado a pa i de 3.2 milhões de pala as. ESCOLEX o nece
48,381 pala as e i adas de 171 li os do 1º e 2º ciclo, de c ianças com idades
comp eendidas en e os 6 e os 11 anos do Sis ema de Educação Po uguês. Fo nece índice de
equência absolu a, núme o de le as da pala a, ca ego ia da sin á ica da pala a, núme o de
sílabas, es u u a silábica e equência no adul o, e i ada da PPAL (um co pus lexical do
Po uguês Eu opeu (Soa es, e . al., 2010 ci ado em Soa es e . al., 2014).
I.5.3. Dimensão pic og á ica
Tendo em con a que a p odução esc i a pode se elici ada a a és de imagens,
conside a-se pe inen e acla a a o ma como essa es imulação de e chega à c iança.
Assim, de e ão se cump idas as leis de Ges al que p omo em a comp eensão das
imagens: equilíb io, sime ia, simplicidade, ha monia, cla eza da o ma e o g au de
exp essi idade (Goldsmi h, 1984 ci ado em Videi a, Cas o & Al es, 2015).
Quando as o ças isuais a uam simul aneamen e sob e ambos os lados dos elemen os
o iginado a sensação que os dois lados do obje o es ão iguais ou compensados mu uamen e,
pode-se conside a que o equilíb io es á assegu ado (Filho, 2009 ci ado em Videi a, Cas o &
Al es, 2015).
27
A sime ia em em con a o equilíb io en e um ou mais eixos da imagem, nas posições
ho izon al, e ical, diagonal ou de qualque inclinação, que p o ocam duas ou mais
o mulações isuais, opos as e iguais (Filho, 2009, ci ado em Videi a, Cas o & Al es, 2015).
A eduzida quan idade de in o mações ou unidades isuais de ine a simplicidade
(Filho, 2009, ci ado em Videi a, Cas o & Al es, 2015).
Po ha monia, conside a-se “a disposição o mal bem o ganizada en e odos os
elemen os da imagem, ansmi indo egula idade de o ma simples e cla a. A ha monia po
o dem az uni o midade en e as unidades e a ha monia po egula idade az elemen os
absolu amen e ni elados em e mos de equilíb io isual” (Filho, 2009, ci ado em Videi a,
Cas o & Al es, 2015:8).
A cla eza da o ma implica “uma isualização bem o ganizada, uni icada, ha moniosa
e equilib ada da imagem. A es u u a do obje o não in luencia a cla eza da o ma, pelo que
es e pode e uma es u u a simples ou complexa. A cla eza da o ma pe mi e que haja ou não
con as e igu a- undo” (Filho, 2009, ci ado em Videi a, Cas o & Al es, 2015:8).
O a o que o na uma imagem mais ou menos ealis a é o g au de exp essi idade
Allen, Bloom e Hodgson (2010, ci ado em Videi a, Cas o & Al es, 2015).
I.6. Me as Cu icula es do Po uguês do Ensino Básico
Es e p og ama ap esen a os con eúdos po ano de escola idade, com o ganização
sequencial e hie á quica pa a os no e anos do Ensino Básico, com qua o domínios pa a o 1º e
2º ciclo (O alidade, Lei u a e Esc i a, Educação Li e á ia e G amá ica) e cinco domínios pa a
o 3ºciclo (os qua o an e io es, mas com a sepa ação dos domínios de Lei u a e Esc i a)
(Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015). Face ao al o do p esen e abalho, in e essa
desc e e as me as mais ocadas na dimensão da Esc i a.
I.6.1. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 1º ciclo
No p imei o ano a ónica ecai sob e udo na ap endizagem das le as, na
co espondência en e as o mas minúscula e maiúscula, imp ensa e manusc i a; na esc i a das
le as segundo o nome da le a e o som; na esc i a da maio ia das sílabas, pala as e
28
pseudopala as; na cons ução de ases simples, espei ando as eg as de co espondência
onema – g a ema; na legendagem de imagens e na esc i a de ex os de 3 a 4 ases (“po
exemplo, ap esen ando‐se, ca ac e izando alguém ou e e indo o essencial de um ex o lido”)
(Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015:44).
No segundo ano, de em consegui esc e e co e amen e um maio núme o de
pala as; iden i ica e u iliza acen os; espei a as eg as con ex uais da o og a ia; elabo a e
esc e e uma ase simples, espei ando as ma cas do géne o e do núme o nos nomes,
adje i os e e bos; esc e e ex os, com um mínimo de 50 pala as, pa a aseando,
in o mando ou explicando; e esc e e pequenas na a i as, a pa i de suges ões do p o esso ,
com iden i icação dos elemen os quem, quando, onde, o quê, como (Buescu, Mo ais, Rocha &
Magalhães, 2015).
No e cei o ano já se p econiza uma diminuição acen uada dos e os o og á icos; a
u ilização co e a do plu al, das o mas e bais, dos nomes e minados em ‐ão e dos nomes e
adje i os e minados em consoan e; a cons ução de pequenos ex os, incluindo os elemen os
cons i uin es quem, quando, onde,o quê e como; a in odução de diálogos em ex os
na a i os, com ase de abe u a, ase de in e ação e ase de echo e a cons ução de ca as e
con i es (Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
No úl imo ano do 1ºciclo, os alunos de em esc e e um ex o em si uação de di ado
sem come e e os, com especial a enção a homó onas mais comuns; u iliza uma calig a ia
legí el; espei a as eg as de o og a ia e de pon uação; esc e e ases comple as,
espei ando elações de conco dância en e os seus elemen os; edigi á ios ipos de ex o
(in o ma i o, desc i i o, en e ou os), u ilizando os mecanismos de coesão e coe ência
adequados ( e omas nominais e p onominais; adequação dos empos e bais; conec o es
discu si os), com uma in odução ao ópico; o desen ol imen o des e, com a in o mação
ag upada em pa ág a os e uma conclusão, nos diálogos, con endo a ase de abe u a, a ase de
in e ação e a ase de echo, com encadeamen o lógico e com desc ições de pessoas, obje os ou
paisagens, e e indo ca ac e ís icas (Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
Ao longo do p imei o ciclo, e i ica-se uma au oma ização da esc i a com a aquisição
do p incípio al abé ico e das eg as o og á icas. Também se e i icam mudanças g ada i as
nas ases e ex os (Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
29
I.6.2. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 2º ciclo
No 5ºano de escola idade, p econiza-se que o aluno consiga explici a e aplica as
eg as de o og a ia e acen uação; aplica eg as de uso de sinais de pon uação pa a
ep esen a ipos de ase e mo imen os sin á icos básicos (enume ação, delimi ação do
oca i o, encaixe, sepa ação de o ações); cons ui disposi i os de encadeamen o
(c ono)lógico, de e oma e de subs i uição que assegu em a coesão e a con inuidade de
sen ido ( epe ições; subs i uições po sinónimos, po exp essões equi alen es e po p onomes
pessoais; e e ência po possessi os; uso de conec o es adequados); esc e e pequenos ex os,
in eg ando os elemen os quem, quando, onde, o quê, como, po quê e espei ando uma
sequência que con emple: ap esen ação do cená io ( empo e luga ) e das pe sonagens,
acon ecimen o desencadeado da ação, a ação, a conclusão e as emoções ou sen imen os
p o ocados pelo des echo da na a i a; e esc e e ex os com a omada de uma posição e
ap esen ando, pelo menos, duas azões que a jus i iquem e uma conclusão coe en e (Buescu,
Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
No 6ºano de escola idade, o aluno de e espei a as eg as de o og a ia, de
acen uação, de pon uação e os sinais auxilia es de esc i a; u iliza unidades linguís icas com
di e en es unções na cadeia discu si a: o denação, explici ação e e i icação, e o ço
a gumen a i o e conc e ização; usa ocabulá io especí ico do assun o que es á a se a ado,
endo em a enção a iqueza ocabula , campos lexicais e semân icos; esc e e ex os com a
omada de uma posição, a ap esen ação de, pelo menos, ês azões que a jus i iquem, com
uma explicação dessas azões, e uma conclusão coe en e; esumi ex os na a i os e
exposi i os/in o ma i os; e esc e e ex os biog á icos, ca as, sumá ios, ela ó ios (Buescu,
Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
Ao longo do segundo ciclo, o aluno de e da a enção à qualidade da esc i a com a
u ilização co e a de odas as es u u as ap endidas a é en ão. Há um aumen o da
complexidade do ex o e á ios ipos de ex o a domina (Buescu, Mo ais, Rocha &
Magalhães, 2015).
I.6.3. Me as Cu icula es do Po uguês pa a o 3º ciclo
No 7ºano, o aluno de e consegui o dena e hie a quiza a in o mação, endo em is a
a con inuidade do sen ido, a p og essão emá ica e a coe ência global do ex o; adequa os

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ex os a di e en es públicos e inalidades comunica i as; di e si ica o ocabulá io e as
es u u as sin á icas; u iliza adequadamen e os sinais auxilia es da esc i a e os seguin es
sinais de pon uação: pon o inal, pon o de in e ogação, pon o de exclamação, dois pon os (em
in odução do discu so di e o e de enume ações) e í gula (em enume ações, uso do oca i o,
da as, deslocação de cons i uin es); esc e e ex os a gumen a i os com a omada de uma
posição, a ap esen ação de azões que a jus i iquem e uma conclusão coe en e; esc e e ex os
biog á icos, e a os e au o e a os, guiões de en e is a, ela ó ios e ca as (Buescu, Mo ais,
Rocha & Magalhães, 2015).
No 8ºano, é necessá io da ao ex o a es u u a e o o ma o adequados, espei ando o
géne o indicado e as ca ac e ís icas o og á icas es abelecidas; esc e e ex os exposi i os
sob e ques ões obje i as p opos as pelo p o esso , espei ando: a) o p edomínio da unção
in o ma i a; b) a es u u a in e na: in odução ao ema; desen ol imen o exposi i o,
sequencialmen e encadeado e co obo ado po e idências; conclusão; c) o uso p edominan e
da ase decla a i a; esc e e ex os a gumen a i os com a omada de uma posição, a
ap esen ação de azões que a jus i iquem, com a gumen os que diminuam a o ça das ideias
con á ias e uma conclusão coe en e; esc e e ex os de a gumen ação con á ia a ou os
p opos os pelo p o esso ; esc e e ex os biog á icos, páginas de diá io e de memó ias, ca as
de ap esen ação, comen á ios subo dinados a ópicos o necidos, ela ó ios e o ei os (Buescu,
Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
No úl imo ano do e cei o ciclo, p econiza-se que exis a a consolidação das eg as do
uso de sinais de pon uação pa a delimi a cons i uin es de ase e pa a eicula alo es
discu si os; a u ilização com p og essi a au onomia, de es a égias de e isão e
ape eiçoamen o de ex o, no decu so da edação; e a edação de guiões pa a d ama ização ou
ilme (Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
Ao longo do e cei o ciclo, ambém se e i ica uma complexidade c escen e na
es u u a e ipo de ex o. Pa a além disso, o aluno de e consegui adequá-lo ao lei o e e e a
sua esc i a de aco do com a no ma o og á ica (Buescu, Mo ais, Rocha & Magalhães, 2015).
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I.7. A aliação das compe ências de esc i a
Sabendo quais as compe ências ine en es a cada ano de escola idade, in e essa
desc e e a a aliação das compe ências de esc i a nos dois con ex os, pelos quais as c ianças
são sujei as a es e ipo de a aliação.
Nes a subsecção, expõe-se algumas in o mações sob e a a aliação de compe ências da
esc i a, que a ní el educacional, que a ní el clínico.
I.7.1. A aliação educacional
Desde a en ada da c iança no Sis ema Educa i o, logo desde o Ja dim de In ância, é
possí el obse a a sua esc i a, que pelos iscos, desenhos, esc i a in en ada ou esc i a do
nome. Es e é um p ocesso g adual e que ai ap imo ando com o desen ola do empo.
No con ex o escola , a esc i a das c ianças é a aliada em e mos da pe ce ibilidade
(calig a ia pe ce í el ou impe ce í el), pela quan idade de e os e al e ações da ase/ ex o.
Is o pode se obse ado em a i idades mais quo idianas, de sala de aula, du an e as cópias,
di ados, espos as abe as ou p odução ex ual e em um ca a e mais sé io nos es es de
a aliação em que é e i ada pon uação no caso de exis i em e os.
Au o es da Didá ica da Língua e e em que a o ma de a aliação do p og esso em
o og a ia pode se e i icado a a és de di ados-p o a e escalas o og á icas. No que e e e
ao p imei o, o au o expõe que apenas de e se lido o ex o, que pode se o ganizado pelo
p o esso com as es u u as es udadas e pode se aplicado de o ma cole i a ou indi idual
(Goncal es, 1973).
Quan o às escalas o og á icas, o au o e e e que são sé ies de pala as de g adação
c escen e de di iculdade, êm de se ap esen adas o almen e e a c iança apenas esc e e a
pala a e idenciada (Gonçal es, 1973).
Gonçal es (1973) ainda e e e que o p og esso na o og a ia pode se obse ado
a a és dos di e en es esc i os da c iança, p incipalmen e na composição.
I.7.2. A aliação clínica
Alguns au o es e e em que a a aliação clínica da esc i a pode se ealizada a pa i de
es es e p o as de A aliação da Linguagem, com a e as linguís icas descon ex ualizadas e
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maio i a iamen e me alinguís icas (Cunha, 1997, ci ado em Be be ian, Massi & Gua inello,
2003).
Po ou o lado, ambém e e em que são a aliados a o es como esquema co po al,
pe ceção e disc iminação audi i a, a iculação da ala, coo denação isuomo o a, o ien ação
espacial e empo al, la e alização e quocien e de in eligência po es a em elacionados com os
ní eis de lei u a e esc i a (Be be ian, Massi & Gua inello, 2003).
Tendo em con a que o mé odo analí ico, as amen e u ilizado, eque que a c iança
pa a ap ende a le e esc e e consiga isola e econhece audi i amen e as unidades sono as e
em seguidas as elaciona com o g a ema, a ónica de alguns ins umen os é colocada na
disc iminação audi i a e na emissão ao ní el oné ico e onológico de pe ceção audi i a e
isual como p é- equisi os pa a a esc i a (Be be ian, Massi & Gua inello, 2003).
A onso, Piza, Ba bosa e Macedo (2011) e e em que o di ado, a edação e a
nomeação po esc i a (elici ação isual) pe mi e a alia os e os o og á icos. Dauden e Mo i
(1997, ci ado em Be be ian, Massi & Gua inello, 2003) e e em a cópia ambém pode se
u ilizada.
Pa a es es au o es, pela cópia é possí el a alia a o ma dos símbolos enquan o que a
a aliação da pe ceção e disc iminação são conseguidas pelo di ado (Dauden & Mo i,1997,
ci ado em Be be ian, Massi & Gua inello, 2003).
Segundo Pé ez (2007, ci ado em Rebelo & Reche, 2013), a cópia ap esen a meno
di iculdade, pelo que é u ilizada num baixo ní el de ap endizagem. A c iança mos a a
des eza g a o-mo iz e pe ce i a e e enção isual su icien e (Rebelo & Reche, 2013).
A cópia em como obje i os p incipais o ape eiçoamen o e p á ica da esc i a e a sua
au oma ização e a aquisição e ixação das imagens o og á icas (Gonçal es, 1973) impo an e
na eo ia de duplo canal pa a a pa e isual. O uso da cópia é con o e so, po um lado pode
se conside ada uma a i idade o inei a e sem concen ação men al no ex o que es á a se
copiado. Con udo, o seu alo depende da o ien ação dada, pois pode se u ilizada como
complemen o de uma aula ou pa a sua p epa ação, endo de se dada a enção ao sen ido
semân ico e o ma o og á ica (Gonçal es, 1973). A cópia pode se u ilizada pa a im
calig á ico de algumas le as ou pala as que o aluno pode de u pa jun amen e com o es udo
o og á ico de pala as susce í eis de e o (Gonçal es, 1973).
O di ado ap esen a maio complexidade que a cópia, pois eque uma boa e enção
audi i a, a in e io ização p é ia dos g a emas, a co esponden e elação com os onemas, a
capacidade de sequencialização e o denação de es ímulos audi i os (Cue os, 2009 ci ado em
Rebelo & Reche, 2013).
33
Pe mi e con ola algumas ca a e ís icas das pala as, po exemplo: quan idade,
complexidade e amilia idade, possibili ando a alia o ipo de pala as que p o oca mais
e os (Angelelli, Judica, Spinelli, Zoccolo i & Luzza i, 2004, Dias & Á ila, 2008 ci ado em
A onso, Piza, Ba bosa & Macedo, 2011). Con udo, pelo di ado, a c iança em acesso à o ma
alada da pala a exa amen e an es de a esc e e (A onso, Piza, Ba bosa, Macedo & 2011).
Cue os (2009 ci ado em Rebelo & Reche, 2013) e e e a exis ência de qua o ias que
pe mi em a esc i a po di ado, endo em con a os p ocessos que in e êm na sua elabo ação.
A p imei a ia inicia com a análise da cadeia sono a: ases, pala as, sílabas e
onemas (T alle o, La iña, Ruiz & Pé ez, 2000; Rebelo & Reche, 2013). Após a iden i icação
dos onemas oco e o econhecimen o das pala as no léxico audi i o, ou seja, no a mazém de
pala as o ais que já o am u ilizadas com maio ou meno equência, seguidamen e é dado o
signi icado da pala a que se encon a no sis ema semân ico. A pa i des e é a i ada a o ma
o og á ica a mazenado no léxico o og á ico que ica na memó ia de cu o p azo (a mazém
g a émico) e que no seu seguimen o desencadeia os p ocessos mo o es (Rebelo & Roche,
2013).
A segunda ia pe mi e a esc i a de pala as pouco equen es ou pseudopala as.
Nes a ia não se a i a o sis ema semân ico nem o lexical, pois não há signi icado associado
aos sons e es as pala as e pseudopala as não se encon am a mazenadas no léxico audi i o.
Assim, desencadeiam-se os seguin es p ocessos: iden i icação de onemas; e enção da
es u u a e onemas no a mazém de onemas; ans o mação de cada som na le a (ou le as)
que lhe co esponde. Es a ia é susce í el a e os o og á icos (Rebelo & Reche, 2013).
Na e cei a ia oco e a iden i icação de onemas, o econhecimen o das pala as no
léxico audi i o e no sis ema semân ico. Seguidamen e não é a i ado o léxico o og á ico, mas
sim o léxico onológico, pe mi indo a con e são onema-g a ema. Nes a ia ambém há
p obabilidade de oco ência de e os (Rebelo & Reche, 2013).
Na qua a e úl ima ia desc i a, consul a-se o léxico o og á ico sem e a enção ao
léxico semân ico, is o pe mi e esc e e a pala a sem sabe o seu signi icado. É conside ada a
ia que pe mi e a esc i a co e a. (Rebelo & Reche, 2013).
Na edação é possí el a alia a esc i a espon ânea, mas é di ícil con ola á ios
aspe os, po exemplo, a quan idade de pala as (A onso, Piza, Ba bosa & Macedo, 2011). É
necessá io analisa a o ma, ou seja, a es u u a, a complexidade das ases, o ocabulá io,
en e ou os, e o con eúdo, o que se que ansmi i . De e se dado empo pa a planea a
mensagem, endo em con a o que que dize , a quem se di ige, pa a assim decidi que
ocabulá io u iliza e que es u u as sin á icas aplica . Des a o ma, o ex o se á cla o e
40
come cial, inédi os, aduzidos ou adap ados de p oduções es angei as; que ins umen os
esul an es de abalhos conducen es a g aus académicos (publicados ou não), que de p oje os
de in es igação. Apenas dois ins umen os ap esen am i ens pa a a alia a esc i a: ACLLE e
PALPA-P.
Inicialmen e, es e le an amen o es a a apenas ocacionado pa a a aliações de lei u a e
esc i a, con udo, de ido à pouca quan idade de ins umen os, op ou-se po analisa
ins umen os de ou as á eas elacionadas com a Te apia da ala, endo semp e em con a que
quan o maio osse o dis anciamen o em elação ao obje i o de es udo, menos elacionados
podiam es a os c i é ios linguís icos, sendo mais ú il os c i é ios psicomé icos. Tendo em
con a que a onologia es á in imamen e elaciona com a esc i a, op ou-se po analisa
ins umen os desse ní el.
Dos 28 ins umen os analisadas, 18 es ão elacionadas com a lei u a
1
, 3 com a esc i a
2
,
1 com lei u a e esc i a
3
, 1 com p é-compe ências de Lei u a e Esc i a
4
e 5 com Linguagem e
A iculação
5
(Al es & Ca oei o, em p ep.).
Seguidamen e, o am analisadas os ins umen os iden i icados, endo como obje i os:
e i ica se exis e algum ins umen o que esponda a o a elmen e à a aliação/obse ação do
desempenho na esc i a de c ianças a equen a os di e en es anos de escola idade do 1º ciclo,
que c i é ios linguís icos es i e am na base da sua conceção, desde a escolha das a e as, da
quan idade dos i ens, e dos p óp ios i ens; se passa am po análises psicolinguís icas, quais as
análises psicolinguís icas e como ge encia am esse p ocesso.
Ma e iais
Es a análise necessi ou da c iação de um conjun o de g elhas pa a sis ema iza a
in o mação ob ida. À medida que iam sendo analisados os ins umen os e os c i é ios, a g elha
es e e em cons an e ap imo amen o pa a que e le isse oda a in o mação de cada ins umen o
de o ma sis emá ica. A desc ição da g elha inal encon a-se no capí ulo da ap esen ação e
discussão dos esul ados, assim como uma isão global dos c i é ios mais u ilizados dos
ins umen os e is os.
1
ALEPE, Deci a , Hainau 1, Hainau 2, Lei u a de Comp eensão, Lei u a Rápida, Lei u a Técnica, Lob o , PADD,
PROCOMLEI, P o a de Comp eensão Lei o a, P o a A, PRP, TIL, Tes e de Lei u a de Pala as, Tes e de Lei u a de
Pala as e Pesudo-pala as A, Tes e de Lei u a de Pala as e Pesudo-pala as B e Tes e de Lei u a de Pala as e Pesudo-
pala as C.
2
BADD, PALPA-P (sub- es es) e PROESC
3
ACLLE
4
BACLE
5
PAFFS, PRpp, O Sol, TFF-ALPE e TL-ALPE

41
II.5. Cons ução do ins umen o
Es e pon o da me odologia esponde ao segundo obje i o dos de inidos pa a es e
es udo.
Pa a alguns au o es, a cons ução do ins umen o é o p imei o passo pa a a alidade de
con eúdo. Haynes, Richa d e Kuban (1995 ci ado em Alexand e & Coluci, 2009) e e em que
se de e segui e desc e e e apas e mé odos pad onizados e sis emá icos pa a usa du an e o
p ocesso de cons ução com o obje i o de melho a a qualidade dos ins umen os.
No caso das medidas cogni i as, Lynn (1986 ci ado em Alexand e & Coluci, 2009)
indica ês passos: iden i icação da o alidade dos domínios; cons ução dos i ens e
o ganização desses i ens.
P ocedimen os
Com base nos c i é ios da análise emá ica oi possí el seleciona os c i é ios basila es
do PEACE e endo em con a uma p og essão no sen ido c escen e de di iculdade e au onomia
da esc i a, elabo ou-se a es u u a do ins umen o e a di isão pelas di e en es p o as.
P o a a p o a o am selecionadas as dimensões al o, as unidades al o, as modalidades
de mani es ação da compe ência al o e as es a égias psicomo o as p omo o as da
compe ência al o.
Pos e io men e, o am selecionados os es ímulos a in eg a cada p o a, endo em con a
os c i é ios e a iá eis de inidas an e io men e.
Pa a inaliza , os es ímulos o am ca a e izados em g elhas especí icas, oi cons uída
a olha de egis o do a aliado e do a aliado .
Ma e iais
Pa a a cons ução das p o as, oi necessá io a u ilização do Wo d do Mic oso
O ice®, pa a os símbolos que in eg am o ins umen o e o ESCOLEX, uma base de dados de
equência de pala as e i adas dos manuais escola es (Soa es, e . al., 2014).
42
II.6. Pe i agem dos c i é ios
A pe i agem dos c i é ios esponde ao obje i o 3 enume ado pa a es e p oje o e
pe mi e a alidação dos con eúdos an e io men e de inidos po pe i agem.
Pa a alguns au o es, es a é a segunda ase da alidade de con eúdo (Alexand e &
Coluci, 2009).
A pe i agem oi ealizada po ques ioná ios. Nas ciências sociais, o inqué i o po
ques ioná io pe mi e e i ica hipó eses eó icas e analisa as co elações p o enien es dessas
hipó eses. No malmen e, as espos as são p é-codi icadas pa a que os en e is ados escolham
uma hipó ese en e as espos as o malmen e p opos as. Es e mé odo ap esen a como
p incipais an agens: quan i ica múl iplos dados e, po conseguin e, possibili a inúme as
análises de co elação; e p opo ciona que a ep esen a i idade do g upo de en e is ados seja
sa is ei a (Qui y & Campenhoud , 2008; Cou inho, 2015).
C i é ios de inclusão
Os c i é ios de inclusão de inidos são: P o issionais de di e en es á eas e com
acumulação de duas das seguin es p o issões: P o esso es, Psicomo icis as ou Técnicos
Supe io es de Ensino e Reabili ação, Te apeu as da Fala e Psicólogos, com econhecido
mé i o na á ea de in e enção das compe ências de esc i a e expe iência no ensino/ eabili ação
da lei u a e esc i a supe io a 5 anos.
Amos a
A amos a é o mada po 5 sujei os. Des es n=1 em 32 anos, n=3 êm 33 anos e n=1
em 39 anos (M=34,0; DP=2,83). Em e mos de anos de expe iência p o issional no ensino
eabili ação da lei u a e esc i a, M=10,6; DP=2,51; Mín=7; Máx=14.
Lynn (1986, ci ado em Alexand e & Coluci, 2009) e e e um mínimo de 5
pa icipan es e um máximo de 10 pa a a pe i agem po painel de pe i os.
43
Ma e iais
Pa a a pe i agem dos c i é ios, oi necessá io disponibiliza aos pe i os uma g elha de
ca a e ização dos es ímulos da p o a 1 à p o a 5, as olhas do a aliado e do a aliado das
mesmas p o as, o Manual do PEACE (apêndice I) e os ins umen os (ques ioná ios).
O Manual oi cons uído pa a da a conhece o ins umen o aos pe i os com a icha
écnica, uma b e e e isão das on es bibliog á icas que supo am eo icamen e o ins umen o
e a exposição da adminis ação e co ação. O Manual oi cons uído de o ma a segui o
ques ioná io pa a guia o pe i o du an e a a aliação.
Ins umen os
Os ins umen os da pe i agem o am ês ques ioná ios online (Google Fo ms). O
p imei o ques ioná io (consul a aqui) cons i uído po 29 ques ões abo da a a A aliação ge al
do Ins umen o (11 ques ões), a A aliação dos c i é ios pa a seleção dos es ímulos (10
ques ões) e a A aliação dos c i é ios pa a adminis ação e co ação (8 ques ões). O segundo
ques ioná io (consul a aqui) com 23 pe gun as pe mi ia aos pe i os alida os es ímulos da
p o a 1 à p o a 3 e o e cei o ques ioná io (consul a aqui) com 29 pe gun as pe mi ia alida
os es ímulos da p o a 4 e da p o a 5.
As ques ões e am de espos a echada, com escala ipo Like com 4 ní eis, em que o 1
co espondia a “disco do o almen e” e o 4 a “conco do o almen e” ou ques ões de escolha
múl ipla, em que o pe i o inha de decidi quais os es ímulos mais adequados e escolhe dois
pe an e o conjun o de es ímulos o necidos. A p o a 3, e a exceção pois como apenas inha 3
a iá eis e a pedido aos pe i os que selecionassem 5 es ímulos. Em ês ques ões da p o a 2,
apenas o am o necidos dois es ímulos aos pe i os, pelo que lhes oi pedido pa a escolhe um
es ímulo.
O pedido de pa icipação oi en iado po email pa a cada um dos pa icipan es, onde
e a pedida a colabo ação e se ez uma b e e explicação do ins umen o. Jun o com o pedido
seguiu o Manual do PEACE ( e apêndice I) e o link di e o dos ques ioná ios.
P ocedimen os es a ís icos
Todos os cálculos são ealizados no SPSS .21. O ní el de signi icância es a ís ico
ado ada é de 5% (
D
=0,05).
44
A análise da conco dância en e os pe i os se á e e uada pelo coe icien e de
conco dância de W Kendall. Ou seja, se á usado es e es e pa a sabe em que medida os
pe i os êm espos as conco dan es ace às ques ões colocadas. O coe icien e de conco dância
W a ia en e [0; 1], sendo que W=0 signi ica ausência de conco dância e W=1 conco dância
pe ei a. Po an o, quan o maio o alo de W, maio a conco dância en e os pe i os. As
hipó eses de inem-se como:
0:
0 WH
(não há conco dância en e os pe i os)
0:
1!WH
(há conco dância en e os pe i os)
Caso o alo de p seja não signi ica i o, não pode ão se conside ados os alo es de W
e se á necessá io u iliza o coe icien e de co elação in aclasse (CCI) (Sh ou & Fleiss, 1979).
Com o coe icien e de co elação in aclasse (CCI) é possí el ealiza a mensu ação da
iabilidade e o ipo de consis ência (in e - a e eliabili y) das medidas Se á ado ada a escala
de Cicche i (1994): meno que 0.40 signi ica co elação aca; en e 0.40 e 0.59 a co elação
é azoá el; en e 0.60 e 0.74 conside a-se boa co elação e en e 0.75 e 1.00 é uma excelen e
co elação.
Pa a uma análise mais desc i i a dos esul ados se á ealizada a análise explo a ó ia de
dados que incide sob e a equência absolu a (n) e ela i a (%) pa a as a iá eis quali a i as.
Nas a iá eis quali a i as se á usada a média (M), des io-pad ão (DP) e os alo es
mínimo (Min) e máximo (Max).
45
Capí ulo III. Ap esen ação e discussão dos esul ados
Nes e capí ulo, são ap esen ados e discu idos os esul ados des e es udo em ês
subsecções: análise emá ica, a cons ução do ins umen o e a pe i agem dos c i é ios.
III.1. Análise emá ica
Os esul ados da análise emá ica cen am-se num conjun o de abelas com a
o ganização dos c i é ios que es i e am na base da cons ução dos ins umen os exis en es.
Exis em qua o e sões da abela disponí eis no apêndice II, que e le em a e olução à
medida que os ins umen os e os c i é ios e am in e p e ados. Ao longo do p ocesso, a
p incipal al e ação p endeu-se com a especi icação dos c i é ios p incipalmen e com as
dimensões que es ão na base da conceção dos ins umen os (Al es & Ca oei o, em p ep.
6
).
De aco do com B aun e Cla ke (2006) é necessá io um p ocesso de e lexão con ínuo que
pa e da gene alização pa a a especi icação dos emas e no qual é possí el obse a pela
e olução das g elhas cons uídas.
Pela análise dos ins umen os, as dimensões que es ão na base da conceção são: a
dimensão linguís ica, a dimensão o og á ica, a equência, a dimensão pic og á ica, a
dimensão social/cul u al/psicológica e a dimensão acús ica. Hoch e Elias (2017) conside a a
complexidade da p odução esc i a e que a sua ap endizagem pa e de um conjun o de bases
associada à linguagem, o og a ia, g a ia, en e ou os (Rebelo, 1993; Pin o, 1994; Ba bei o,
2000, Cunha & Capellini, 2009; Fayol, 2016; Koch & Elias, 2017).
A g elha inal pode se di idida em qua o g andes blocos (apêndice II). O p imei o
bloco (na g elha em azul) es á elacionado com a ca a e ização do ins umen o e em os
seguin es i ens: au o , edi o (coloca a edi o a, aculdade, e is a), ano, âmbi o da c iação
(coloca ipo de a aliação, p. ex: o mal, in o mal, disse ação/ ese, o iginais, aduções),
obje i o, população al o (pa a quem se des ina o es e), o mas de aplicação (se indicam
6
Reco da-se que a análise emá ica e e uada nes e abalho isou exclusi amen e a iden i icação das dimensões e
c i é ios a conside a pa a a de inição da mac oes u u a do ins umen o a desen ol e , e espe i os es ímulos. A
sis ema ização da in o mação ela i a aos 28 ins umen os analisados encon a-se disponí el em Al es &
Ca oei o (em p ep.).

46
como se aplica o es e), empo de aplicação, ma e iais, es u u a, co ação e explici ação do
acional.
O segundo bloco (na g elha em ama elo) ap esen a a explicação da cons ução do
ins umen o e con a como i ens como: ca a e ização dos es ímulos, dimensão linguís ica,
dimensão o og á ica, equência, dimensão g á ica, dimensão social/cul u al/psicológica e
dimensão acús ica. A iden i icação do cons u o e das dimensões basila es do ins umen o
cons i ui um passo impo an e na alidade des e (Alexand e e Coluci, 2009).
O e cei o bloco e e e-se aos dados psicomé icos com i ens como: amos a, desenho
expe imen al, pad onização, a e ição, alidade, sensibilidade e iabilidade. A li e a u a em
ale ado que no momen o de cons ução de um ins umen o de medida de em se ga an idos
indicado es con iá eis e apon am os seguin es: alidade, con iabilidade, p a icabilidade,
sensibilidade e esponsi idade (Dempsey & Dempsey, 1996, De Ve , Te wee & Bou e , 2003,
Faye s & Machin, 2000 ci ado em Alexand e & Coluci, 2011).
O qua o e úl imo bloco indica a análise SWOT ealizada aos ins umen os. A a és
des a análise é ei a uma ap eciação das o ças (S- s eng hness), aquezas (W- weaknesses),
opo unidades (O-oppo uni ies) e ameças (T- h ea s). A pa i da análise SWOT é possí el
e uma isão global do ins umen o, a a és de uma isão in eg ada, c uzando as
opo unidades com as o ças e as aquezas com as ameaças (Tonini, Spínola & Lau indo,
2007, Dan as & Melo, 2008 ci ado em Ribei o & Al es, 2015).
O bloco e e en e à ca a e ização dos ins umen os oi acilmen e p eenchido, pois as
a aliações ap esen am in o mações impo an es ela i as a es a á ea.
Quan o ao segundo bloco, ela i o à explicação da cons ução dos ins umen os, as
in o mações são mais escassas. Na dimensão linguís ica, as in o mações cen am-se mais na
á ea da onologia e semân ica. Na p imei a e e em, como c i é io, a es u u a silábica, a
p esença dos onemas do Po uguês Eu opeu e a ex ensão da pala a. No que conce ne à
semân ica e e em as ca ego ias semân icas dos es ímulos. Tal como Soa es (2016) e e e, a
e en e onológica é a á ea a que os pesquisado es dão mais impo ância e é uma á ea
bas an e es udada.
Nos es es psicomé icos ambém há pouca in o mação, pois só alguns ins umen os
ap esen am dados de alidade, sensibilidade, iabilidade e dados no ma i os. Con a iamen e
ao que a li e a u a suge e, ainda há poucos ins umen os no Po uguês Eu opeu com dados
psicomé icos (Alexand e e Coluci, 2001).
47
III.2. Cons ução do ins umen o
Pelo seguimen o da análise emá ica e endo em con a os c i é ios da cons ução dos
ins umen os analisados e as on es bibliog á icas consul adas, o am selecionados os c i é ios
basila es do PEACE (apêndice III).
Tendo em con a a g elha desc i a an e io men e, é possí el comple a as subsecções 1
e 2: ca a e ização e acional do ins umen o.
Ca a e ização do ins umen o
O ins umen o designa-se po PEACE – P o a de Esc i a pa a A aliação e Análise da
Compe ência de Esc i a.
Tem como obje i o a alia a esc i a, a ní el linguís ico, o og á ico e g á ico. Tem po
base os undamen os dos au o es que conside am a esc i a uma a i idade complexa e com
á ias dimensões que a supo am (Rebelo, 1993; Pin o, 1994; Ba bei o, 2000, Cunha &
Capellini, 2009; Fayol, 2016; Koch & Elias, 2017). Des ina-se aos alunos do 1º, 2º e 3ºciclos.
Apesa de e como inalidade a alia as di iculdades o mais p ecocemen e possí el, pode á
acon ece que as di iculdades na p odução esc i a apenas se mani es em no 2º ou 3º ciclo
quando a complexidade aumen a com a p odução dos ex os e é necessá io o ec u amen o do
conhecimen o sin á ico, mo ossin á ico e léxico-semân ico (Fayol, 2016). Pa a além dis o
ainda é necessá ia uma e lexão sob e o que es á a se p oduzido, a consciência me a ex ual
(Spinillo & Siões, 2003 ci ado em Soa es, 2016)
P econiza-se que e á uma du ação ap oximada de 30 minu os.
Tem como es u u a: esc i a de g a ismo; esc i a de le as, g a emas, sílabas e
pseudopala as; esc i a de pala as elici ada po di ado e po imagens; di ado de ases;
esc i a elici ada de ases; esc i a espon ânea de ases; di ado do ex o; esc i a elici ada e
espon ânea de ex o. A es u u a do es e comp ome e-se com um g au c escen e de
di iculdade. Inicia pelo g a ismo, pois é conside ado um exe cício inicial pa a a p odução
g á ica das pala as e no caso de exis i em di iculdades, condiciona a p odução g á ica das
le as (Gonçal es, 1973). Sendo o mé odo analí ico o mais u ilizado em Po ugal, ambém a
es u u a ai de encon o sendo as p o as inicias baseadas em le as apenas (Gonçal es,
1973).
Fo am de inidos os ecu sos: olhas de egis o, ichei os áudio de pala as, lis a de
pala as, conjun os de imagens de pala as, ichei os áudio de ases, lis a de ases, conjun o
48
de imagens de ações, ichei os áudio de ex o, ex o, imagem complexa/ conjun o de imagens
com á ias ações e p og ama/aplicação.
Os p ocedimen os de aplicação con emplam: di ado de pala as isoladas a a és de
exposição a g a ação áudio de cada es ímulo, esc i a das pala as isoladas co esponden es a
um conjun o de imagens, di ado de um conjun o de ases a a és de exposição a g a ação
áudio, esc i a de ases co esponden es a um conjun o de imagens, esc i a espon ânea de
ases, di ado do ex o a a és de exposição a g a ação áudio, esc i a induzida de ex o, a
pa i de imagem complexa/conjun o de imagens e esc i a espon ânea de ex o. A cópia, o
di ado e a esc i a espon ânea a iam no seu obje i o e pe mi em uma a aliação mais ica da
p odução esc i a (Gonçal es, 1973; Rebelo & Reche, 2013).
Quan o ao egis o, p opõe-se um egis o da espos a na olha do a aliado e um egis o
pa a o a aliado . Rebelo & Reche (2013) indicam que, no momen o de a aliação, é necessá io
e em con a o supo e da esc i a e o ma e ial com que se esc e e e po an o se á um pon o a
se con olado.
P econiza-se uma co ação quan i a i a e quali a i a, di e enciadas. Pa a a quan i a i a,
se á dado 1 alo pa a o ace o no al o e 0 pa a o e o no al o. Na pa e quali a i a, se á um
alo pa a o e o.
Racional do ins umen o
No segundo bloco, na explicação do acional do ins umen o, os es ímulos que a
compõem são le as, segmen os (sons da ala), sílabas, pseudopala as, pala as, ases e
ex os.
Na dimensão linguís ica, na e en e da onológica são a aliados os
segmen os/ onemas, sílabas e pseudopala as. As pseudopala as ambém o am conside adas
unidades de a aliação, pois ep esen am uma no a o ma onológica (Tommaselo, 2001,
ci ado em A chibald, 2008; Ga he cole, 2006 ci ado em Ribei o, 2011), necessi ando de
aciona a ia onológica pa a a esc i a. Foi de e minado inclui odas as p op iedades
onológicas do Po uguês Eu opeu pe inen es pa a o p ocessamen o dos onemas, sílabas
( o ma o, cons i uin es e ex ensão) e acen o. Es a p og essão es á de aco do com Ba bei o
(1993), pa indo da unidade mais elemen a , o onema, seguindo pa a as sílabas, pala as,
ases e ex o.
Ao ní el da consciência lexical são a aliadas as pala as e selecionou-se as ca ego ias
de obje os de uso comum, animais, pa es do co po, b inquedos e ações. Es a dimensão e á
49
mais impac o nas p o as de p odução de ases de ido às es ições léxico-semân icas (Fayol,
2016). Nas p o as, com as pala as, pode exis i in e e ência, endo em con a a associação
com a equência, sendo a i ada a ia lexical (Sousa, 1999).
No que conce ne à mo ologia, analisa-se as pseudopala as e as pala as, lemas e
o mas compa í eis com os mo emas do Po uguês Eu opeu e a egula idade mo ológica-
g ama ical. Segundo Mo ais e Tebe osky (1994) es e é um ipo de egula idade na con e são
g a ema- onema e depende da análise mo ológica da pala a. Mo a, Aníbal e Lima (2008)
e e em que o Po uguês ap esen a uma es u u a mo ológica complexa, sendo a egula idade
mo ológica um pon o sensí el no que conce ne à p odução esc i a.
Rela i amen e à consciência sin á ica e p agmá ica são a aliadas ases e ex os. A
sin axe ai c ia cons angimen os na p odução esc i a que êm de se espei ados na ase e
no ex o (Fayol, 2016). Como a p odução esc i a é uma a i idade discu si a é necessá io e
em con a o con ex o, in encionalidade, acei abilidade e si uacionalidade (Soa es, 2016).
A es u u a do ins umen o, comp ome e-se com es e acional, desde a unidade mais
elemen a - os onemas, a é à unidade mais complexa – o ex o.
Na dimensão o og á ica são incluídas dois pon os: o acen o, com pala as esd úxulas,
g a es e agudas com e sem acen o/diac í ico g á ico e a egula idade: biuní oca, con ex ual e
os con ex os i egula es. Es es ês con ex os são de inidos po Mo ais e Tebe osky (1994)
como o ien ado es da con e são en e onema-g a ema.
Na dimensão psicomo o a são con empladas le as maiúsculas, minúsculas, imp essas
e manusc i as po cópia e e ocação, com o supo e de olha quad iculada. De aco do com
Gonçal es (1973) como cada le a ap esen a qua o ealizações di e en es, le as maiúsculas,
minúsculas, imp essas e manusc i as, a c iança em de ap ende qua o al abe os, a sua
analogia e execução mo o a. A cópia e a e ocação (po di ado) pe mi em a a aliação de
di e en es compe ências, pela cópia pode se obse ada a execução dos símbolos com o
e e encial e pelo di ado ob emos acesso à memo ização desse símbolo (Dauden & Mo i,
1997 ci ado em Be be ian, Massi & Gua inello, 2003).
A equência é con olada pelo ESCOLEX. No caso de as pala as se em mui o
equen es pode a sua p odução apenas depende da ia isual e lexical (Sousa, 1999).
Na dimensão pic og á ica é conside ada a sime ia, a simplicidade e a cla eza da
o ma. Em algumas p o as é necessá io u iliza imagens e po an o são usadas as leis de
Ges al que p omo em a comp eensão das imagens (Goldsm h, 1984 ci ado em Videi a,
Cas o & Al es, 2015).
56
III.3.2. Coe icien e de co elação in aclasse
Como já de inido na me odologia e na subsecção an e io , desencadeou-se a écnica
de inida como sendo uma segunda ase de análise da conco dância. Nes e sen ido, nes a
subsecção, são ap esen ados os esul ados do coe icien e de co elação in aclasse pa a a
alidação de con eúdo do ins umen o e a ca a e ização das p o as de 1 a 5.
A aliação ge al do ins umen o
A Tabela 5 mos a o coe icien e de co elação in aclasse dos i ens de ca a e ização
ge al do ins umen o, conside ando os obje i os de es udo, a população al o, as ca a e is icas
do ins umen o, o ma e ial, a es u u a, a co ação, an o a ní el quan i a i o como quali a i o,
os aplicado es, o empo p e is o pa a a aplicação, o o ma o de aplicação e o o ma o inal do
ins umen o, a in eg ação das a iá eis enunciadas, as modalidades da compe ência al o, as
es a égias psicomo o as p omo o as da compe ência al o e as p op iedades do ou pu .
Tabela 5 – CCI – A aliação ge al do ins umen o
CCI
► Conside a os obje i os pe inen es pa a um ins umen o de a aliação das compe ências da
esc i a?
0.999
► Conco da com a eleição da população al o?
0.750
► Conside a pe inen es as ca ac e ís icas do ins umen o?
0.417
► Conside a o ma e ial adequado ao ins umen o?
0.914
► Conco da com a es u u a do ins umen o?
0.713
► Conco da com a co ação, o ní el quan i a i o do p ocesso de a aliação?
---
► Conco da com o egis o e a amen o de esul ados, o ní el quali a i o do p ocesso de
a aliação?
---
► Conco da com os aplicado es?
0.235
► Conco da com o empo p e is o de aplicação (30 a 45 minu os)?
---
► Conco da com o o ma o de aplicação?
0.001
► Conco da com o o ma o do ins umen o?
0.503
► Conco da com a in eg ação da dimensão linguís ica?
0.846
► Conco da com a in eg ação da dimensão o og á ica?
0.999
► Conco da com a in eg ação da dimensão psicomo o a?
0.623
► Conco da com a in eg ação da a iá el equência?
0.947
► Conco da com as modalidades de mani es ação da compe ência al o?
0.001
► Conco da com as es a égias psicomo o as p omo o as da compe ência al o?
0.956
► Conco da com as p op iedades do ou -pu ?
0.928
Pela Tabela 5, e i ica-se que, no ge al, o coe icien e de co elação é supe io a 0,75 e,
po isso, conside ado excelen e. Is o oco e pa a os i ens: obje i os, população al o, ma e ial,
dimensão linguís ica, dimensão o og á ica, equência, es a égias psicomo o as e
p op iedades do ou pu . Nes as a iá eis, odos os pe i os es ão em consonância, chegando a

57
alo es bas an e p óximos. Uma g ande pa e dos i ens ob ém es a classi icação, o que
signi ica que os pe i os es ão de aco do com a in eg ação des es c i é ios pa a a elabo ação do
ins umen o.
Com um coe icien e conside ado bom, ou seja, en e 0,60 e 0,74 es ão os i ens
es u u a e dimensão psicomo o a.
En e 0,40 e 0,59, conside ando um coe icien e azoá el, es ão os i ens: ca a e ís icas
do ins umen o e o ma o.
Com um coe icien e aco, meno que 0,40 es ão os i ens: aplicado es, o ma o da
aplicação e as modalidades da mani es ação da compe ência al o (Cicche i, 1994). Na análise
desc i i a do ins umen o, é possí el e i ica em que medida os pe i os não conco da am
en e si com es as a iá eis.
Ca a e ização das p o as 1, 2 e 3
A Tabela 6 mos a o coe icien e de co elação in aclasse dos i ens de a aliação da
p o a 1, 2 e 3, conside ando os c i é ios que es ão na base da escolha dos es ímulos.
Pa a a p o a 1, os c i é ios são: aço con ínuo, aço e ilíneo, aço cu o e di eção-
diagonal, e ical e ho izon al.
Na p o a 2, são conside ados os c i é ios: le a e diac í ico, imp esso e manusc i o,
maiúsculo e minúsculo.
A p o a 3 in eg a os c i é ios: uma co espondência nome da le a, g a ema; e á ias
co espondências nome da le a, g a ema.
Tabela 6 – CCI – A aliação da P o a 1, 2 e 3
CCI
► Conco da com os c i é ios pa a a seleção dos es ímulos des a p o a?
0.865
Pela Tabela 6, e i ica-se que o coe icien e é excelen e po es a acima de 0,75
(Cicche i, 1994). Assim, mos a que, pa a os c i é ios das p o as 1, 2 e 3, os pe i os es ão em
conco dância en e si e com as a iá eis de inidas.
58
Ca a e ização da p o a 4
A Tabela 7 mos a o coe icien e de co elação in aclasse dos i ens de a aliação da
p o a 4, endo em con a os c i é ios que es ão na base pa a a seleção dos es ímulos des a
p o a, pa a a análise das consoan es: modo, pon o e ozeamen o e pa a a análise das ogais:
al u a, pon o e nasalidade.
Tabela 7 – CCI – A aliação da P o a 4
CCI
► Conco da com as ca ego ias conside adas?
0.949
Pela Tabela 7, e i ica-se que o coe icien e é excelen e po es a acima de 0,75
(Cicche i, 1994). Es e é o maio coe icien e conseguido pa a as p o as. Nes as a iá eis, os
pe i os mos am um aco do quase o al pa a os c i é ios que es ão base da seleção dos
es ímulos des a p o a.
Ca a e ização da p o a 5
A Tabela 8 mos a o coe icien e de co elação in aclasse dos i ens de a aliação da
p o a 5, conside ando os c i é ios CV, VC, CCV, CVC, CVG, CCVC, CCVG, VG, V,
CVG(N) e CV(N), que es ão na base da seleção dos es ímulos des a p o a.
Tabela 8 – CCI – A aliação da P o a 5
CCI
► Conco da com as ca ego ias conside adas?
0.825
Pela Tabela 8, e i ica-se que o coe icien e é excelen e po es a acima de 0,75
(Cicche i, 1994). Es e coe icien e elucida que os pe i os conco dam com as a iá eis
des acadas pa a a p o a 5.
59
III.3.3. Es a ís ica desc i i a
A. Ca a e ização dos pe i os
A Tabela 9 ca a e iza o painel de pe i os des e es udo quan o às habili ações
académicas: g au académico e ano de conclusão.
Tabela 9 – Ca a e ização dos pe i os – habili ações académicas.
n
%
Géne o
Feminino
5
100
► Á ea de ob enção do g au académico [1]
Te apia da Fala
2
40
Ensino Especial e Reabili ação
1
20
Te apia da Fala + Ensino Especial e Reabili ação
1
20
Te apia da Fala + Psicologia
1
20
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 1985-1989
Bacha ela o
1
20
Licencia u a
1
20
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 2000-2004
Licencia u a
2
40
Mes ado
1
20
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 2005-2009
Licencia u a
2
40
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 2010-2016
Mes ado
1
20
Dou o amen o
1
20
► Á ea de ob enção do g au académico [2]
Ensino Especial e Reabili ação
1
20
Te apia da Fala
1
20
Ou o
1
20
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 2005-2009
Mes ado
1
20
x G au académico e Ano de Conclusão da á ea sup aci ada: 2010-2016
Mes ado
1
20
A o alidade da amos a é do sexo eminino e a maio ia dos sujei os es udou e apia da
ala (n=2+1+1; 80%) e duas delas acumulam á eas de o mação p o issional (Te apia da Fala
e Ensino Especial e Reabili ação ou Te apia da Fala e Psicologia). O pe i o sem o mação em
Te apia da Fala, é da á ea do Ensino Especial e Reabili ação, com as a expe iência na á ea
de es udo e, al como os es an es elemen os do painel, de econhecido mé i o.
Quan o ao p imei o g au académico ob ido, con a a-se que a o alidade dos sujei os
ob e e a licencia u a, en e 1985 e 2009. Ainda nes e pe íodo um sujei o ob e e o mes ado;
mais a de, ou o sujei o ob e e mes ado e ou o, o dou o amen o.
60
Quan o ao segundo g au académico ob ido, ês sujei os ob i e am nas á eas do ensino
especial e eabili ação, e apia da ala e ou o. Des es, dois sujei os ealiza am o mes ado
(en e 2005 e 2016).
Independen emen e do g au académico de p imei o ciclo ob ido (bacha ela o ou
licencia u a), odos acumulam um g au de segundo ou e cei o ciclo (mes ado ou
dou o amen o, espe i amen e). Toda o pe cu so p o issional e académico dos pe i os em
sido desen ol ido no domínio da á ea em es udo nes e abalho, al como p opos o na
li e a u a, em e mos de o mação (Alexand e & Coluci, 2009).
A abela 10 ca a e iza os pe i os quan o às á eas de in e enção no campo da
linguagem e à o mação e in es igação desen ol ida na á ea da lei u a e esc i a e/ nou as
á eas.
Tabela 10 – Ca a e ização dos pe i os – á eas de in e enção, o mação e in es igação.
n
%
► P incipais á eas de in e enção no campo da "linguagem"
x Lei u a
4
80
x Esc i a
3
60
x Ap endizagem e Di iculdades de Ap endizagem (Dislexia, Diso og a ia, Discalculia,
Disg a ia, e c.)
4
80
x Linguagem O al
4
80
x A iculação e Fala
4
80
► P incipais á eas de o mação a ançada con ínua
x Lei u a
3
60
x Esc i a
3
60
x Ap endizagem e Di iculdades de Ap endizagem (Dislexia, Diso og a ia, Discalculia,
Disg a ia, e c.)
3
60
x Linguagem O al
3
60
x A iculação e Fala
2
40
x Saúde Pública - P omoção e p o eção da saúde
1
20
x Epidemiologia
1
20
► In es igação desen ol ida na á ea da lei u a e esc i a
x Pa icipei, no âmbi o de (ou os) p oje os de in es igação académicos/cien í icos
2
40
x Pa icipei, no âmbi o de p oje os comuni á ios desen ol idos em con ex os
p o issionais
1
20
x Pa icipei, no âmbi o de abalho de mes ado
1
20
x Não pa icipei em nenhum abalho de in es igação
2
40
► P incipais á eas de in es igação
x A iculação e Fala
2
40
x Linguagem O al
3
60
x Ap endizagem e Di iculdades de Ap endizagem
2
40
x Esc i a, disg a ia
2
40
x Lei u a
1
20
x Epidemiologia
1
20
61
Obse a-se, que, ao ní el das p incipais á eas de in e enção no campo da linguagem,
sob essaem a lei u a, a ap endizagem e di iculdades de ap endizagem, a linguagem o al e a
a iculação da ala.
Em e mos de p incipais á eas de o mação, e elam-se, como p io i á ias, a lei u a, a
esc i a, a ap endizagem e di iculdades de ap endizagem e a linguagem o al.
Ao ní el da in es igação desen ol ida, a p incipal á ea de in es igação é a linguagem
o al.
De no a , que nas ques ões da Tabela 10, cada sujei o podia ap esen a mais do que
uma opção de espos a.
Com es es dados, é possí el pe cebe que odos os pe i os ap esen am in e esse na á ea
da lei u a e esc i a, que pela in e enção que desempenham, que pela o mação e
in es igação que ealizam. Es a in o mação co obo a a inclusão des es sujei os como pe i os
pa a es e abalho (Alexand e & Coluci, 2009).
B. A aliação ge al do ins umen o
A Tabela 11 mos a a omada de posição dos pe i os quan o à ca a e ização do
ins umen o, endo em con a os obje i os, a população al o, as ca a e ís icas ge ais de
aplicação, co ação e egis o; o ma e ial, a es u u a, os aplicado es, o empo e o o ma o de
aplicação e o o ma o inal do ins umen o.

62
Tabela 11 – Ca a e ização do ins umen o
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
N
%
n
%
n
%
► Conside a os obje i os pe inen es pa a um ins umen o de a aliação das compe ências
de esc i a?
x A alia e apu a o ní el do desempenho o og á ico, em odas as suas e en es
---
---
---
---
---
---
5
100
x Iden i ica e desc e e ca a e iza das di iculdades e ou e os encon adas na esc i a
---
---
---
---
---
---
5
100
x Con ibui pa a a iden i icação das dimensões com maio in e e ência no desempenho
o og á ico
---
---
---
---
---
---
5
100
► Conco da com a eleição da população al o?
x Alunos do 1 ciclo
---
---
---
---
---
---
5
100
x Alunos do 2 ciclo
---
---
---
---
1
20
4
80
x Alunos do 3 ciclo
---
---
---
---
1
20
4
80
► Conside a pe inen es as ca ac e ís icas do ins umen o?
x Aplicação e co ação simples
---
---
---
---
---
---
5
100
x Regis o, análise e in e p e ação especializada do p ocesso de esc i a o og á ica
---
---
---
---
1
20
4
80
x A aliação do p ocesso de esc i a o og á ica, em con ex os ans e sais esc i a po
di ado, cópia e espon ânea
---
---
---
---
---
---
5
100
x A aliação do p ocesso de esc i a o og á ica ocada nas unidades ans e sais desde a
unidade segmen al a é à lexical, assumindo os alo es o og á icos e g á icos dos
g a emas e das le as
---
---
---
---
---
---
5
100
x A aliação quan i a i a e quali a i a do desempenho o og á ico sob análise
---
---
---
---
1
20
4
80
► Conside a o ma e ial adequado ao ins umen o?
x Manual de Ap esen ação e Aplicação do Ins umen o
---
---
1
20
2
40
2
40
x Folhas de p o a e egis o
---
---
2
40
2
40
1
20
x Fichei os áudio de es ímulos linguís icos
1
20
---
---
2
40
2
40
x Imagens de es ímulos linguís icos
1
20
---
---
2
40
2
40
► Conco da com a es u u a do ins umen o?
x P o a 1. Esc i a de g a ismos elici ada po cópia
---
---
1
20
2
40
2
40
x P o a 2. Esc i a de le as elici ada po cópia
---
---
---
---
2
40
3
60
x P o a 3. Esc i a de le as elici ada pelo “nome das le as”
---
---
---
---
---
---
5
100
x P o a 4. Esc i a de g a emas elici ada pelos segmen os onemas
---
---
---
---
---
---
5
100
63
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
n
%
n
%
n
%
x P o a 5. Esc i a de sílabas elici ada po di ado
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 6. Esc i a de pseudopala as elici ada po di ado
---
---
---
---
---
---
5
100
x P o a 7. Esc i a de pala as elici ada po di ado
---
---
---
---
---
---
5
100
x P o a 8. Esc i a de pala as elici ada po imagens
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 9. Esc i a de ases elici ada po di ado
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 10. Esc i a de ases elici ada po imagens
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 11. Esc i a espon ânea e di ecionada de ases
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 12. Esc i a de ex o elici ada po di ado
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 13. Esc i a de ex o elici ada po imagem
---
---
---
---
1
20
4
80
x P o a 14. Esc i a espon ânea e di ecionada de ex o
---
---
---
---
1
20
4
80
► Conco da com a co ação, o ní el quan i a i o do p ocesso de a aliação?
---
---
---
---
1
20
4
80
► Conco da com o egis o e a amen o de esul ados, o ní el quali a i o do p ocesso de
a aliação?
---
---
---
---
2
40
3
60
► Conco da com os aplicado es?
x Ní el quan i a i o p o issionais da á ea, especializados ou não (Te apeu as da Fala,
P o esso es, Psicólogos, Psicomo icis as, ...)
---
---
2
40
---
---
3
60
x Ní el quali a i o dos p o issionais da á ea, com conhecimen os a ançados nes e
domínio
---
---
---
---
2
40
3
60
► Conco da com o empo p e is o de aplicação (30 a 45 minu os)?
---
---
---
---
2
40
3
60
► Conco da com o o ma o de aplicação?
x Indi idual
---
---
---
---
---
---
5
100
x G upo
---
---
---
---
2
40
3
60
► Conco da com o o ma o do ins umen o?
x Físico
---
---
---
---
---
---
5
100
x Digi al: ísico
---
---
---
---
---
---
5
100
x Digi al: so wa e
1
20
---
---
1
20
3
60
x Digi al: aplicação
---
---
1
20
---
---
4
80
x Digi al: online
---
---
1
20
---
---
4
80
64
Pela Tabela 11, obse a-se que a maio pa e dos pe i os em espos as nas opções
“conco do” e “conco do plenamen e”, embo a mais e iden e nes a úl ima. As ques ões onde
há maio di e ença de opiniões si uam-se nos assun os elacionados com o ma e ial pa a a
ealização do ins umen o, a sua es u u a, os aplicado es e o o ma o.
Todos os sujei os “conco dam plenamen e” com os obje i os p opos os pa a o
ins umen o e o mesmo oco e pa a a aplicação do ins umen o aos alunos do p imei o ciclo.
Os obje i os en am espelha o que é e e ido na li e a u a, ou seja, o nece dados
consis en es que undamen em conclusões (Rocha, 2000) e que pe mi am a delineação de
caminhos de in e enção.
Pela Tabela 3, e i ica-se que na espos a à ques ão “Conside a os obje i os
pe inen es pa a um ins umen o de a aliação das compe ências de esc i a?” exis em 3
a iá eis. Uma ez que as espos as dos pe i os são cons an es nos 3 i ens que compõem a
a iá el, al in iabiliza a ealização do es e W Kendall.
Quan o à aplicação do ins umen o, odos os pe i os conco dam com a aplicação no
1ºciclo, pois é nesse pe íodo de empo que oco e a ap endizagem o mal da esc i a e as
di iculdades de em se iden i icadas o mais p ecocemen e possí el. Pa a o 2º e 3º ciclo há um
pe i o que coloca a sua posição no “conco do” e os es an es no “conco do plenamen e”.
Tendo em con a as Me as Cu icula es pa a a Língua Po uguesa, é possí el e i ica que no
2ºciclo é dada en ase à explici ação das eg as o og á icas e à esc i a sem e os, pa a além da
esc i a de ases e ex o com co eção. No 3ºciclo, e i ica-se um g ande c escimen o da
exigência ao ní el do ex o (Buesco, Rocha & Magalhães, 2015). Tendo em con a es e
c escendo de exigência, as di iculdades na esc i a podem oco e em qualque um dos ciclos
de escola idade.
O ma e ial p opos o pa a o ins umen o ge a alguma con o é sia: um pe i o disco dou
o almen e com os ichei os áudio dos es ímulos linguís icos e com as imagens dos es ímulos
linguís icos.
Em elação à es u u a da p o a, apenas um pe i o “disco da” com a p o a 1: esc i a de
g a ismos elici ada po cópia. Es a posição dis ancia-se da in o mação da li e a u a que indica
que a execução mo o a ac escen a di iculdade à esc i a (Fayol, 2016).
Todos os pe i os “conco da am plenamen e” com as p o as: 3 (esc i a de le as
elici ada pelo “nome das le as”), 4 (esc i a de g a emas elici ada pelos segmen os/ onemas),
6 (esc i a de pseudopala as elici ada po di ado) e 7 (esc i a de pala as elici ada po di ado).
Nas es an es p o as, as espos as es ão en e o “conco do” e o “conco do plenamen e”. As
p o as que ob i e am o al aco do são elici adas po di ado e como e e e na li e a u a, o
65
di ado ap esen a maio complexidade que a cópia e maio con ole dos es ímulos, sendo a
mais escolhida pa a p o as de a aliação do desempenho (A onso, Piza, Ba bosa & Macedo,
2011; Rebelo & Reche, 2013)
A co ação ambém ob ém espos as en e o “conco do” e o “conco do plenamen e”.
Quan o aos aplicado es, dois sujei os disco dam com o ní el quan i a i o se ealizado
po p o issionais da á ea especializados ou não.
A aplicação indi idual do ins umen o ob ém uma conco dância plena de odos os
sujei os, assim como se em o ma o ísico ou digi al. Con udo, um pe i o “disco da
o almen e” com a disponibilização do ins umen o em so wa e, e a disponibilização po
aplicação e online ap esen am um “disco do” cada.
C. A aliação dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos
A Tabela 12 ap esen a a a aliação dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos endo em
con a as a iá eis da dimensão linguís ica, da dimensão o og á ica, da dimensão psicomo o a
e da equência. Ainda posiciona os pe i os quan o às modalidades de mani es ação da
compe ência al o, às es a égias psicomo o as p omo o as da compe ência al o e às
p op iedades do ou pu .
72
E. Ca ac e ização da p o a 1
A Tabela 14 ca a e iza os c i é ios pa a a seleção dos es ímulos da p o a 1
conside ando o aço con ínuo, descon ínuo, e ilíneo e cu o e di eção: e ical,
ho izon al e diagonal.
Tabela 14 – Ca a e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos da p o a 1.
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
n
%
n
%
n
%
► Conco da com os c i é ios pa a a
seleção dos es ímulos des a p o a?
x T aço con ínuo
---
---
1
20
1
20
3
60
x T aço descon ínuo
---
---
1
20
2
40
2
40
x T aço e ilíneo
---
---
1
20
1
20
3
60
x T aço cu o
---
---
1
20
1
20
3
60
x Di eção Ve ical
---
---
1
20
1
20
3
60
x Di eção Ho izon al
---
---
1
20
1
20
3
60
x Di eção Diagonal
---
---
1
20
1
20
3
60
Pela Tabela 14, obse a-se que nenhum sujei o e e e disco da o almen e com
cada i em da ques ão “Conco da com os c i é ios pa a a seleção dos es ímulos des a
p o a?”. Con udo, as espos as à maio pa e dos i ens es ão dis ibuídas pelas es an es
opções de espos a, ainda que em maio equência nas opções “conco do” e “conco do
plenamen e”.
Tendo em con a que a maio ia dos pe i os (80%) e e e conco da , es es c i é ios
man ém-se pa a a p o a 1.
A Tabela 15 mos a a seleção dos es ímulos ealizada pelos pe i os pa a a p o a
1. Da e são p é-pe i agem cons a am 32 es ímulos selecionados pelos c i é ios
enume ados na abela 14, endo o pe i o de seleciona dois es ímulos po c i é io.
Tabela 15 – Seleção dos es ímulos da p o a 1
n
%
► Tendo em con a o c i é io aço con ínuo, escolha os dois es ímulos que conside a
mais adequados
x 
1
20
x , _
2
40
x ┌
1
20
x Ͻ, С
1
20

73
n
%
► Tendo em con a o c i é io aço descon ínuo, escolha os dois es ímulos que conside a
mais adequados
x Ꜿ, Ł
1
20
x Ⱶ, ¥
4
80
n
%
► Tendo em con a o c i é io di ecção e ical, escolha os dois es ímulos que conside a
mais adequados
x |
1
20
x |, ||
1
20
x |, ǁǀ
1
20
x ||, Ⱶ
1
20
x ||, ǁǀ
1
20
► Tendo em con a o c i é io di ecção ho izon al, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x _
1
20
x _, _ _
1
20
x _, ‡
1
20
x _, Ⱶ
1
20
x ∟, _ _
1
20
► Tendo em con a o c i é io di ecção diagonal, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x /
1
20
x /, ꟿ
3
60
x ◊, ꟿ
1
20
► Tendo em con a o c i é io di ecção e ical e ho izon al, escolha os dois es ímulos
que conside a mais adequados
x ‡, ┐
1
20
x □, Ʇ
1
20
x Π
1
20
x Π, Ⱶ
1
20
x Π, Ʇ
1
20
► Tendo em con a o c i é io di ecção e ical, ho izon al e diagonal escolha os
es ímulos que conside a mais adequado
x ⌂
1
20
x ₭
1
20
x ₭, ¥
2
40
x Ł
1
20
► Tendo em con a o c i é io aço ec ilíneo escolha os dois es ímulos que conside a
mais adequados
x _, ||
1
20
x /
1
20
x /, _
1
20
x /, Π
1
20
x ∟
1
20
► Tendo em con a o c i é io aço cu o escolha os dois es ímulos que conside a mais
adequados
x 
1
20
x , Ͻ
2
40
x ᴤ, С
1
20
x Ͻ, Ꜿ
1
20
74
De odos os es ímulos ap esen ados, os pe i os seleciona am os es ímulos
p esen es na abela 15. No caso da p o a 1, selecionando os dois es ímulos mais o ados
po c i é io, ob ém-se um o al de 18 es ímulos. Nes a p o a, os pe i os são bas an e
conco dan es pelo que é possí el ob e exa amen e dois es ímulos po c i é io.
Pa a o c i é io aço con ínuo, o am ap esen ados aos pe i os in e es ímulos. Os
dois selecionados e conside ados pa a a p o a são:  _.
Pa a o c i é io aço descon ínuo, o am ap esen ados doze es ímulos. Os dois
selecionados e conside ados pa a a p o a são: Ⱶ, ¥.
Tendo em con a o c i é io di eção e ical, o am ap esen ados dezasseis
es ímulos. Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: |, ||.
Pa a o c i é io di eção ho izon al, o am ap esen ados dezasse e es ímulos. Os
dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: _, _ _.
Tendo em con a o c i é io di eção diagonal, o am ap esen ados se e es ímulos.
Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: / ꟿ.
Tendo em con a o c i é io di eção e ical e ho izon al, o am ap esen ados dez
es ímulos. Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: Ʇ, Π.
Pa a o c i é io di eção e ical, ho izon al e diagonal, o am ap esen ados qua o
es ímulos. Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: ₭ ¥.
Pa a o c i é io aço e ilíneo, o am ap esen ados in e e ês es ímulos. Os dois
selecionados e conside ados pa a a p o a são: _, /.
Tendo em con a o c i é io aço cu o, o am ap esen ados dez es ímulos. Os
dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: , Ͻ.
De uma o ma global, na e são p é-pe i agem, es a p o a con a a com 32
es ímulos e na e são pós-pe i agem ica com 13 ( e apêndice XI), pois alguns
es ímulos epe em-se en e os c i é ios.
F. Ca ac e ização da p o a 2
A Tabela 16 mos a a ca a e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos
pa a a p o a 2, endo em con a o ipo de le a e diac í ico: imp enso e manusc i o,
maiúsculo e minúsculo.
75
Tabela 16 – Ca a e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos da p o a 2
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
n
%
n
%
n
%
► Conco da com os c i é ios pa a a
seleção dos es ímulos des a p o a?
x Le a Imp ensa Maiúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
x Le a Imp ensa Minúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
x Le a Manusc i a Maiúscula
---
---
---
---
1
20
4
80
x Le a Manusc i a Minúscula
---
---
---
---
1
20
4
80
x Diac í ico Imp ensa Maiúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
x Diac í ico Imp ensa Minúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
x Diac í ico Manusc i a Maiúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
x Diac í ico Manusc i a Minúscula
---
---
1
20
2
40
2
40
Pela Tabela 16, obse a-se que nenhum sujei o e e e disco da o almen e com
cada i em da ques ão. Con udo, as espos as à maio pa e dos i ens es ão dis ibuídas
pelas es an es opções de espos a, ainda que em maio equência nas opções
“conco do” e “conco do plenamen e”.
Tendo em con a que a maio ia dos pe i os (80%) e e e conco da , es es c i é ios
man ém-se pa a a p o a 2.
A Tabela 17 mos a a seleção dos es ímulos ealizada pelos pe i os pa a a p o a
2. Da e são p é-pe i agem cons a am 34 es ímulos selecionados pelos c i é ios
enume ados na abela 16, endo o pe i o de seleciona dois es ímulos po c i é io.
Tabela 17 – Seleção dos es ímulos da p o a 2
n
%
► Tendo em con a o c i é io le a imp essa maiúscula, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x <C>, <S>
1
20
x <C>, <V>
1
20
x <N>, <G>
3
60
► Tendo em con a o c i é io le a imp essa minúscula, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x <d>, <a>
1
20
x <d>, <x>
1
20
x <l>, <d>
2
40
x <l>, <i>
1
20
► Tendo em con a o c i é io le a manusc i a maiúscula, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x <R>, <F>
1
20
x <R>, <P>
1
20
x <F>, <B>
3
60
76
n
%
► Tendo em con a o c i é io le a manusc i a minúscula, escolha os dois es ímulos que
conside a mais adequados
x <m>, < >
2
40
x <m>, <u>
1
20
x < >
1
20
x < >, <u>
1
20
► Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a imp essa maiúscula, escolha o es ímulo
que conside a mais adequado
x <Á>
1
20
x <Á>, <É>
1
20
x <É>
3
60
► Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a imp essa minúscula, escolha o es ímulo
que conside a mais adequado
x <ã>
1
20
x <ã>, <ç>
1
20
x <ç>
2
40
x <ç>, <ê>
1
20
► Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a manusc i a maiúscula, escolha o
es ímulo que conside a mais adequado
x <Ó>
4
80
x <Õ>
1
20
► Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a manusc i a minúscula, escolha o
es ímulo que conside a mais adequado
x <â>
4
80
x <ã>
1
20
De odos os es ímulos ap esen ados, os pe i os seleciona am os es ímulos
p esen es na abela 17. No caso da p o a 2, selecionando os dois es ímulos mais o ados
po c i é io, ob ém-se um o al de 16 es ímulos. Nes a p o a, os pe i os são bas an e
conco dan es pelo que é possí el ob e exa amen e dois es ímulos po c i é io. Exis em
ês c i é ios em que apenas o am ap esen ados dois es ímulos aos pe i os, pelo que,
nesses casos, se á selecionado o es ímulos com maio consenso, ou seja, maio
pon uação. Também nes e caso, há conco dância e não oco e empa e en e es ímulos.
Pa a o c i é io le a imp essa maiúscula, o am ap esen ados se e es ímulos. Os
dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: <N> e <G>.
Tendo em con a o c i é io le a imp essa minúscula, o am ap esen ados dez
es ímulos. Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: <l> e <d>.
Pa a o c i é io le a manusc i a maiúscula, o am ap esen ados cinco es ímulos.
Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: <F> e <B>.
77
Pa a o c i é io le a manusc i a minúscula, o am ap esen ados qua o es ímulos.
Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: <m> e < >.
Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a imp essa maiúscula, o am
ap esen ados dois es ímulos. O es ímulo selecionado e conside ado pa a a p o a é: <É>.
Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a imp essa minúscula, o am
ap esen ados ês es ímulos. Os dois selecionados e conside ados pa a a p o a são: <ç>
e <ã>.
Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a manusc i a maiúscula, o am
ap esen ados dois es ímulos. O es ímulo selecionado e conside ado pa a a p o a é: <Ó>.
Tendo em con a o c i é io diac í ico com le a manusc i a minúscula, o am
ap esen ados dois es ímulos. O es ímulo selecionado e conside ado pa a a p o a é: <â>.
Globalmen e, na e são p é-pe i agem, es a p o a inha 34 es ímulos e, na
e são pós-pe i agem, ica com 16 (apêndice XII).
G. Ca ac e ização da p o a 3
A Tabela 18 ap esen a a ca a e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos
da p o a 3, conside ando: le as com uma co espondência nome – le a; le as com
á ias co espondências nome – le a e diac í icos.
Tabela 18 – Ca ac e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos da p o a 3
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
n
%
n
%
n
%
► Conco da com os c i é ios pa a a seleção dos
es ímulos des a p o a?
x Le as com uma co espondência nome - le a
---
---
---
---
---
---
5
100
x Le as com á ias co espondências nome - le a
---
---
---
---
---
---
5
100
x Diac í icos
---
---
---
---
---
---
5
100
Pela Tabela 18, e i ica-se que as espos as dos pe i os são unanimes no
“conco do plenamen e” e po an o es es c i é ios se ão man idos.
A Tabela 19 mos a a seleção dos es ímulos ealizada pelos pe i os pa a a p o a
3. Da e são p é-pe i agem cons a am 41 es ímulos, selecionados pelos c i é ios
enume ados na abela 18, endo o pe i o de seleciona cinco es ímulos po c i é io.

78
Tabela 19 – Seleção dos es ímulos da p o a 3
n
%
► Tendo em con a o c i é io, le as com uma co espondência, escolha cinco es ímulos que
conside a mais adequados
x <a> - á - /a/, <c> - cê - /se/, <d> - dê - /de/, <j> - jo a - /ʒɔ ɐ/, <p> - pê - /pe/
1
20
x <a> - á - /a/, <c> - cê - /se/, <j> - jo a - /ʒɔ ɐ/, < > - ê - / e/, < > - ê - / e/
1
20
x <a> - á - /a/, <c> - cê - /se/, <p> - pê - /pe/, <s> - esse - /ɛsɨ/, <x> - xis - /ʃiʃ/
1
20
x <b> - bê - /be/, <d> - dê - /de/, <h> - agá - /ɐga/, <p> - pê - /pe/, < > - ê - / e/
1
20
x <d> - dê - /de/, <g> - gê - /ge/, <j> - jo a - /ʒɔ ɐ/, < > - ê - / e/, <z> - zê - /ze/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, le as com á ias co espondências, escolha cinco es ímulos
que conside a mais adequados
x < > - e e - /ɛ ɨ/, <l> - ele - /ɛlɨ/, <m> - eme - /ɛmɨ/, <n> - ene - /ɛnɨ/, < > - e e - /ɛʀɨ/
3
60
x <k> - cá - /ka/, <l> - lê - /le/, <m> - mê - /me/, <n> - nê - /ne/, < > - ê - /ʀe/
1
20
x <l> - ele - /ɛlɨ/, <n> - nê - /ne/, < > - ê - /ʀe/
1
20
► Tendo em con a o c i é io diac í ico com uma co espondência, escolha cinco es ímulos
que conside a mais adequados
x <ã> - á com il - /akõ il/, <â> - á com acen o ci cun lexo - /akõɐse usiɾkũ lɛksu/, <à> - á
com acen o g a e - /akõɐse ugɾa ɨ/, <á> - á com acen o agudo - /akõɐse uɐgudu/, <ç> - c
de cedilha - /sedɨsɨdiʎɐ/
1
20
x <ã> - á com il - /akõ il/, <à> - á com acen o g a e - /akõɐse ugɾa ɨ/, <á> - á com acen o
agudo - /akõɐse uɐgudu/, <õ> - ó com il - /ɔkõ il/, <ç> - c de cedilha - /sedɨsɨdiʎɐ/
1
20
x <ã> - á com il - /akõ il/, <ê> - é com acen o ci cun lexo - /ɛkõɐse usiɾkũ lɛksu/, <à> - á
com acen o g a e - /akõɐse ugɾa ɨ/, <á> - á com acen o agudo - /akõɐse uɐgudu/, <ç> - c
de cedilha - /sedɨsɨdiʎɐ/
3
60
De odos os es ímulos ap esen ados, os pe i os seleciona am os es ímulos
p esen es na abela 19.
Pa a es a p o a, de aco do com o que es a a de inido, cons a a da e são pós-
pe i agem os cinco es ímulos mais o ados pelos pe i os, po c i é io. Selecionando os
dois es ímulos mais o ados po c i é io, ob ém-se um o al de 15 es ímulos. Nes a
p o a, os pe i os são bas an e conco dan es, pelo que é possí el ob e exa amen e cinco
es ímulos po c i é io.
Tendo em con a o c i é io, le as com uma co espondência, o am ap esen ados
dezano e es ímulos. Os cinco selecionados e conside ados pa a a p o a são: <a> - á -
/a/, <c> - cê - /se/, <d> - dê - /de/, <j> - jo a - /ʒɔ ɐ/, <p> - pê - /pe/.
Pa a o c i é io, le as com á ias co espondências, o am ap esen ados ca o ze
es ímulos. Os cinco selecionados e conside ados pa a a p o a são: < > - e e - /ɛ ɨ/, <l> -
ele - /ɛlɨ/, <m> - eme - /ɛmɨ/, <n> - ene - /ɛnɨ/, < > - e e - /ɛʀɨ/.
Pa a o c i é io, diac í ico com uma co espondência, o am ap esen ados se e
es ímulos. Os cinco selecionados e conside ados pa a a p o a são: <ã> - á com il -
/akõ il/, <à> - á com acen o g a e - /akõɐse ugɾa ɨ/, <á> - á com acen o agudo -
79
/akõɐse uɐgudu/, <ç> - c de cedilha - /sedɨsɨdiʎɐ/, <ê> - é com acen o ci cun lexo -
/ɛkõɐse usiɾkũ lɛksu/.
Inicialmen e, na e são p é-pe i agem, es a p o a con a a com 41 es ímulos e na
e são pós-pe i agem ica com 15 (apêndice XIII).
H. Ca ac e ização da p o a 4
A Tabela 20 ca a e iza os c i é ios pa a a seleção dos es ímulos pa a a p o a 4
quan o ao modo, pon o, ozeamen o, al u a e nasalidade.
Tabela 20 – Ca a e ização dos c i é ios pa a a seleção dos es ímulos da p o a 4
Disco do
To almen e
Disco do
Conco do
Conco do
Plenamen e
n
%
n
%
n
%
n
%
► Conco da com as ca ego ias
conside adas?
x Modo – oclusi as
---
---
---
---
---
---
5
100
x Modo – ica i as
---
---
---
---
---
---
5
100
x Modo – líquidas
---
---
---
---
1
20
4
80
x Modo – nasais
---
---
---
---
---
---
5
100
x Pon o – labial
---
---
---
---
---
---
5
100
x Pon o - co onal an e io
---
---
---
---
1
20
4
80
x Pon o - co onal não an e io
---
---
---
---
1
20
4
80
x Pon o – do sal
---
---
---
---
1
20
4
80
x Vozeamen o – ozeada
---
---
---
---
---
---
5
100
x Vozeamen o - não ozeada
---
---
---
---
---
---
5
100
x Al u a – al o
---
---
1
20
---
---
4
80
x Al u a – baixo
---
---
1
20
---
---
4
80
x Pon o – co onal
---
---
---
---
1
20
4
80
x Pon o – do sal
---
---
---
---
1
20
4
80
x Pon o – labial
---
---
---
---
1
20
4
80
x Nasalidade
---
---
---
---
1
20
4
80
x Esc i a alea ó ia de um g a ema/díg a o
---
---
---
---
1
20
4
80
x Não espondeu
---
---
---
---
---
---
5
100
x Esc i a impe ce í el
---
---
---
---
---
---
5
100
Pela Tabela 20, obse a-se que a maio pa e dos sujei os da amos a a i ma
“conco do” e “conco do plenamen e”, ainda que com maio equência na ca ego ia
“conco do plenamen e”.
De odas as ca ego ias, apenas a “al u a” egis a opiniões de “disco do”.
Todos os pe i os conco dam plenamen e com as seguin es ca ego ias: “modo –
oclusi as, ica i as e nasais, pon o – labial, ozeamen o – ozeada e não ozeada, não
espondeu e esc i a impe ce í el”.
80
Todos os c i é ios ap esen am espos as acima dos 80% po an o são in eg ados
na e são pós-pe i agem.
A Tabela 21 mos a a seleção dos es ímulos ealizada pelos pe i os pa a a p o a
4. Da e são p é-pe i agem cons a am 34 es ímulos, selecionados pelos c i é ios
enume ados na abela 20, endo o pe i o de seleciona dois es ímulos po c i é io.
Tabela 21 – Seleção dos es ímulos da p o a 4
n
%
► Tendo em con a o c i é io, modo-oclusi as, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /b/, /g/
1
20
x /k/, /g/
1
20
x /p/, /g/
1
20
x / /, /d/
1
20
x / /, /g/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, modo- ica i as, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x / /, / /
1
20
x /s/, /ʃ/
1
20
x / /, /s/
1
20
x / /, /ʃ/
1
20
x / /, /ʒ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, modo-líquidas, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /l/, /ʎ/
1
20
x /l/, /ɾ/
3
60
x /ʎ/, /ɾ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, modo-nasal, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /m/, /n/
2
40
x /m/, /ɲ/
3
60
► Tendo em con a o c i é io, pon o – labial, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /b/, / /
1
20
x /p/, /b/
1
20
x /p/, / /
1
20
x /p/, /m/
2
40
► Tendo em con a o c i é io, pon o – co onal an e io , escolha dois es ímulos que conside a
mais adequados
x /n/, /z/
1
20
x /s/
1
20
x / /, /n/
1
20
x / /, /ɾ/
1
20
x / /, /z/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, pon o – co onal não an e io , escolha dois es ímulos que
conside a mais adequados
x /ʎ/
1
20
x /ʎ/, /ʒ/
3
60
x /ɲ/, /ʎ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, pon o – do sal, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /g/, /ʀ/
1
20
x /K/, /g/
3
60
x /K/, /ʀ/
1
20
81
n
%
► Tendo em con a o c i é io, ozeamen o – não ozeada, escolha dois es ímulos que conside a
mais adequados
x / /, /ʃ/
1
20
x /p/, / /
1
20
x /s/, /ʃ/
1
20
x / /, / /
2
40
► Tendo em con a o c i é io, ozeamen o – ozeada, escolha dois es ímulos que conside a
mais adequados
x /b/, / /
1
20
x /d/, / /
1
20
x / /, /ʒ/
2
40
x /z/, /ʒ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, al u a – al o, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /i/, /ɨ/
3
60
x /i/, /u/
2
40
► Tendo em con a o c i é io, al u a – baixo, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /a/, /ɔ/
2
40
x /ɛ/, /a/
2
40
x /ɛ/, /ɔ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, pon o – co onal, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /e/
1
20
x /e/, /ɛ/
2
40
x /i/, /e/
1
20
x /i/, /ɛ/
1
20
► Tendo em con a o c i é io, pon o – do sal, escolha dois es ímulos que conside a mais
adequados
x /a/, /ɐ/
2
40
x /ɐ/, /ɨ/
3
60
► Tendo em con a o c i é io, pon o – labial, escolha dois es ímulos que conside a mais adequados
x /o/, /u/
2
40
x /ɔ/, /o/
2
40
x /ɔ/, /u/
1
20
► Tendo em con a o c i é io nasalidade, escolha dois es ímulos que conside a mais adequados
x /ɐ
/, /e
/
1
20
x /ɐ
/, /ĩ/
1
20
x /ɐ
/, /õ/
1
20
x /ɐ
/, /ũ/
1
20
x /e
/, /ĩ/
1
20
De odos os es ímulos ap esen ados, os pe i os seleciona am os es ímulos
p esen es na abela 21.
No caso da p o a 4, selecionando os es ímulos mais o ados po c i é io, ob ém-
se um o al de 39 es ímulos. Nes a p o a, em alguns c i é ios há empa e, pelo que são
selecionados ês es ímulos.
Pa a o c i é io modo-oclusi as, o am ap esen ados seis es ímulos. Os dois
selecionados e conside ados pa a a p o a são: /g/ e / /.
Pa a o c i é io modo- ica i as, o am ap esen ados seis es ímulos. Os
selecionados e conside ados pa a a p o a são: / /, /s/ e /ʃ/ pois há empa e no segundo
es ímulo mais o ado.
88
Conclusão
Tan o a ní el clínico, como educacional é necessá io disponibiliza
p ocedimen os de a aliação que pe mi am iden i ica o pe il (psico)linguís ico de
c ianças com e sem di iculdades de ap endizagem de lei u a e esc i a. Po um lado, só
assim é possí el an ecipa di iculdades de ap endizagem e p e eni o acasso escola
das c ianças e, po ou o, a alia , diagnos ica e in e i de modo mais especí ico e
asse i o (Capellini, 2007; Capellini & Con ado, 2009).
Es e abalho cons i ui o a anque do ins umen o PEACE. A a és dos
p ocedimen os me odológicos ado ados nes e abalho, oi possí el chega à es u u a
concep ual do ins umen o, de ini as p o as, seleciona os c i é ios e es ímulos das
cinco p imei as p o as e p ossegui com as demais e apas do p oje o.
Ve i icou-se uma o e conco dância en e os pe i os no p ocesso de alidação
de con eúdo do ins umen o, no que se e e e aos c i é ios basila es das p o as. A
maio ia dos c i é ios ob ém espos as ao ní el do “conco do” e “conco do o almen e”.
Em e mos da seleção dos es ímulos, é possí el chega a um g upo
ep esen a i o pa a cada p o a, pois os pe i os são conco dan es e consensuais com os
es ímulos a in eg a , não se dispe sando pelas ou as opções disponí eis. Ao longo do
capí ulo da desc ição dos esul ados é disponibilizada a e são pós-pe i agem, po
p o a. A e são pós-pe i agem, comple a (p o as 1 a 5), pode se consul ada no
apêndice XVI.
A maio limi ação des e es udo es á elacionada com o núme o eduzido de
pe i os, que in iabiliza os esul ados ob idos pela u ilização do es e es a ís ico W
Kendall. No en an o, pelo coe icien e de co elação in aclasse, é possí el con i ma a
conco dância en e os pe i os, pe mi indo conclui que a mac oes u u a do ins umen o,
os c i é ios e es ímulos ap esen am alidade de con eúdo.
Sabendo que os c i é ios e es ímulos das p o as 6, 7 e 8 es ão iden i icados,
embo a ca ecendo da seleção dos c i é ios mais asse i os e especí icos, pa a as ases
subsequen es, suge e-se o ecu so a um ocus g oup, pois p opo ciona á a discussão que
conduzi á à sua iden i icação pa a, depois, se em in eg ados nas p o as. A
mac oes u u a das p o as 9 a 14 ambém es á desen ol ida e alidada - eco da-se que
oda a mac oes u u a do ins umen o oi alidada nes e es udo -, con udo, é necessá io

89
iden i ica os c i é ios que es a ão na base da seleção dos es ímulos pa a pos e io
pe i agem.
Após o desen ol imen o e alidação de con eúdo das es an es p o as do
ins umen o, suge e-se a ealização de um es e pilo o pa a a ope acionalização do uso
do ins umen o em di e en es con ex os (clínico e educacional) e a endendo a di e en es
inalidades ( as eio clínico ou sinalização educacional e sus a aliação clínica)
( alidade acial). Pa a esponde às necessidades do con ex o educacional, o
ins umen o de e á se adap ado a necessidades de p o issionais de saúde ou de
educação e a p ocedimen os de aplicação em g upo (pa a ins de as eio clínico ou
sinalização educacional, espe i amen e). Pa a esponde às necessidades do con ex o
clínico, o ins umen o de e á se adap ado a necessidades de p o issionais de saúde e a
p ocedimen os de aplicação indi idual (pa a ins de a aliação clínica). Nes e p ocesso
de adap ação do ins umen o aos dois con ex os e e idos, de e á se dada especial
a enção aos p ocedimen os de análise quan i a i a e quali a i a, dado a u ilidade da
quali a i a pa a o con ex o clínico e a uncionalidade da quan i a i a pa a o con ex o
educacional.
Concluídas es as adap ações, p ocede -se-á à no malização e a e ição das
di e en es e sões do ins umen o à população po uguesa.
90
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idealizado po Ana Ri a Ca oei o e Dina Cae ano Al es, oi desen ol ido no âmbi o do mes ado
em Desen ol imen o e Pe u bações da Linguagem na C iança pela Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa e a Escola Supe io de Saúde do Ins i u o
Poli écnico de Se úbal.
A mo i ação pa a a cons ução des a p o a eme ge da escassez de ins umen os de
a aliação de compe ências de esc i a, alidados, no malizados e a e idos à população
po uguesa.
Es e manual disponibiliza uma icha écnica do ins umen o, uma desc ição do seu
acional e uma explici ação dos p ocedimen os ela i os à sua adminis ação e co ação.

Ficha Técnica
Nome
PEACE – P o as de Esc i a pa a A aliação e Análise de Compe ências de Esc i a
Ve são
V.1.0/2017
B e e desc ição do ins umen o
PEACE é uma p o a de a aliação e análise do desempenho o og á ico, em odas as suas
dimensões: linguís ica, o og á ica e psicomo o a, desde a unidade segmen al a é à lexical,
assumindo os alo es o og á icos e g á icos dos g a emas e das le as.
Es e o ma o sele i o do es e p opo ciona e lexões clinicas sob e cada uma das e en es
implicadas. Tal pa icula idade auxilia decisões clínicas subsequen es, nomeadamen e no
p ocesso de a aliação; que em e mos da seleção de es es mais especí icos a aplica , que em
e mos de encaminhamen os pa a ou as especialidades a im de a alia ou as compe ências
especí icas.
Obje i os
i. A alia e apu a o ní el do desempenho o og á ico, em odas as suas e en es.
ii. Iden i ica e desc e e /ca a e iza das di iculdades e/ou e os encon adas na esc i a.
iii. Con ibui pa a a iden i icação das dimensões com maio in e e ência no desempenho
o og á ico.
Público-Al o
Alunos do 1º, 2º e 3º ciclos
P incipais Ca a e ís icas
x Aplicação e co ação simples
x Regis o, análise e in e p e ação especializados do p ocesso de esc i a o og á ica
x A aliação do p ocesso de esc i a o og á ica, em con ex os ans e sais: esc i a po di ado,
cópia e espon ânea
i
x A aliação do p ocesso de esc i a o og á ica ocada nas unidades ans e sais: desde a
unidade segmen al a é à lexical, assumindo os alo es o og á icos e g á icos dos g a emas e
das le as
x A aliação quan i a i a e quali a i a do desempenho o og á ico sob análise
Ma e ial
Manual de Ap esen ação e Aplicação da P o a
Folhas de Regis o do A aliado
Folhas de Regis o e Análise do A aliado
Fichei os áudio de es ímulos linguís icos
Imagens de es ímulos linguís icos
Es u u a ( e apêndice 1)
P o a 1. Esc i a de g a ismos elici ada po cópia
P o a 2. Esc i a de le as elici ada po cópia
P o a 3. Esc i a de le as elici ada pelo “nome das le as”
P o a 4. Esc i a de g a emas elici ada pelos segmen os/ onemas
P o a 5. Esc i a de sílabas elici ada po di ado
P o a 6. Esc i a de pseudopala as elici ada po di ado
P o a 7. Esc i a de pala as elici ada po di ado
P o a 8. Esc i a de pala as elici ada po imagens
P o a 9. Esc i a de ases elici ada po di ado
P o a 10. Esc i a de ases elici ada po imagens
P o a 11. Esc i a espon ânea e di ecionada de ases
P o a 12. Esc i a de ex o elici ada po di ado
P o a 13. Esc i a de ex o elici ada po imagem
P o a 14. Esc i a espon ânea e di ecionada de ex o
Co ação | ní el quan i a i o do p ocesso de a aliação
1 alo pa a o ace o no al o
0 alo es pa a o(s) e o(s) no al o
Co ação, egis o e a amen o dos esul ados | ní el quali a i o do p ocesso de a aliação
1 alo es pa a o(s) e o(s) no al o
0 alo pa a o ace o no al o
ii
Regis o e a amen o quali a i o do p ocesso de esc i a do desempenho o og á ico, em odas
as suas e en es: linguís ica, o og á ica e psicomo o a.
Aplicado es
Pa a o ní el quan i a i o: p o issionais da á ea, especializados ou não na á ea (Te apeu as da
Fala, P o esso es, Psicólogos, Psicomo icis as,…)
Pa a o ní el quali a i o: p o issionais da á ea, com conhecimen o a ançados nes e domínio
Du ação de Aplicação
Tempo de du ação p e is o en e 30 a 45 minu os
Fo ma o de aplicação
Indi idual ou em g upo
Fo ma o
Físico e Digi al (so wa e, aplicação, online): em desen ol imen o
Au o es/Edi o es
Dina Cae ano Al es
Ana Ri a Ca oei o
Depósi o Legal: a de ini
ISBN: a de ini
Edição: Relicá io de Sons, Lda.
Imp essão: a de ini
Ilus ação, Design G á ico e Imagem G á ica: B ígida Machado
iii
Racional da P o a
O quad o abaixo ap esen ado isa explici a a elação en e a o ganização do
ins umen o (as suas pa es) e o p ocesso de esc i a o og á ica, em e mos das e en es nele
conside adas, eguladas pelas dimensões linguís ica, o og á ica e psicomo o a conside adas.
Quad o 1: Ap esen ação global do acional da p o a.
No quad o 1 é possí el obse a globalmen e o que es á inse ido em cada e en e:
dimensão, unidade, modalidade de mani es ação e es a égia psicomo o a pa a cada dimensão
do p ocesso de esc i a: linguís ica, o og á ica e psicomo o a e a sua elação com cada p o a.
Nes e capí ulo se á ap o undada cada e en e do Quad o 1.
P ocesso de Esc i a
Conside ando uma o ma básica, a exp essão esc i a pode se desc i a como a
capacidade de aze a con e são en e onemas e g a emas. De uma o ma mais ab angen e,
ix
podemos conside a a capacidade de edigi ex os, seguindo as eg as do sis ema o og á ico
(Pai a, 2009).
A ala e a esc i a são as duas o mas p incipais da exp essão da linguagem, no en an o,
há di e enças impo an es en e elas que azem com que a aquisição de uma não implique a
aquisição da ou a (Cas o & Gomes, 2000)
Con a iamen e à linguagem o al, a linguagem esc i a é ap endida e não adqui ida
espon aneamen e (Dua e, 2000; Pin o, 1994; C uz, 2005). Pois, a aquisição da linguagem o al
apenas necessi a de um conhecimen o “ áci o e implíci o dos sis emas de eg as da língua”,
enquan o que pa a ob e um bom domínio da linguagem esc i a “é necessá io an o o
conhecimen o implíci o como o explici o” (Pin o, 1994; C uz, 2005). Alguns au o es e e em que
ainda há que e em con a a mo icidade ina, a capacidade de a enção, disc iminação isual e
audi i a e elação en e o g a ismo e a linguagem (Cas o & Gomes, 2000). Tendo em con a es es
au o es há um jogo de in luências en e ês e en es impo an es na aquisição da esc i a: a
e en e linguís ica, a e en e o og á ica e a e en e psicomo o a.
Dimensão linguís ica da esc i a e Unidades de A aliação
A lei u a e esc i a omam pa e no sis ema ge al da linguagem. À medida que a c iança
c esce ai desen ol endo a linguagem o al supo ada no seu con ex o. Es a necessi a de
desen ol e um azoá el domínio da sua língua ma e na pa a assim pode en a na linguagem
esc i a (Rigole , 2000).
Segundo Smi h (1988 ci in Rebelo, 1993) a ap endizagem da lei u a e esc i a depende
do desen ol imen o linguís ico adqui ido a é à en ada na escola. A pa i desse momen o, a
c iança desen ol e a consciência linguís ica, ou seja, necessi a de aze da sua linguagem “obje o
de es udo, analisando e sin e izando os sons, le as e pala as” (Rebelo, 1993, p.35), passando
assim pa a o conhecimen o explíci o da linguagem.
A unidade mais elemen a da linguagem são os onemas, cons i uídos po aços
especí icos que se combinam de de e minada o ma em cada língua. A segui , su gem as sílabas
como unidades mais elemen a es das pala as (consciência onológica). A unidade mais
elemen a po ado a de signi icado são os mo emas (consciência mo ológca). As pala as
su gem como unidades independen es de sen ido, eiculando concei os (consciência lexical).
Pela combinação das pala as su gem as ases (consciência sin á ica). O uso de ases
co e amen e o denadas e com dependência o mam o ex o, adqui indo de e minado

x
signi icado e sendo possí el in e p e a no seu con ex o (consciência semân ica, sin á ica e
p agmá ica) (Rebelo, 1993).
Unidades de A aliação
Na e en e da onológica são a aliados os segmen os/ onemas, sílabas e pseudo-
pala as. An e io men e oi ap esen ada a explicação da u ilização dos onemas e sílabas. As
pseudo-pala as ambém o am conside adas unidades de a aliação pois ep esen am uma
no a o ma onológica (Tommaselo, 2001, ci ado po A chibald, 2008; Ga he cole, 2006 ci ado
po Ribei o, 2011), necessi ando de aciona a ia onológica pa a a esc i a (desc i a
pos e io men e).
Ao ní el da consciência lexical são a aliadas as pala as. No que conce ne à mo ologia,
analisa emos as pseudo-pala as e as pala as. Rela i amen e à consciência sin á ica e
p agmá ica se ão a aliadas ases e ex os.
A es u u a da p o a comp ome e-se com es e acional, desde a unidade mais
elemen a - os onemas, a é à unidades mais complexa – o ex o.
Dimensão o og á ica da esc i a e Unidades de A aliação
Segundo Ho a e Ma ins (2014, ci . In Lopes, 2011), a o og a ia é uma das
componen es da linguagem esc i a que pode se de inida como a “codi icação das o mas
linguís icas em o mas esc i as, espei ando um con a o social acei e e espei ado po odos,
que e ela o seu ca ac e con encional (…), di ado pelo cos ume e e imologia das pala as (…)
pelo uso e e olução his ó ica”. Assim pode-se conside a um código que e le e a his ó ia e
cul u a da língua (Lopes, 2011).
Os sis emas o og á icos al abé icos, como o caso do Po uguês Eu opeu, podem se
classi icados num con inuum en e o anspa en e e o opaco (Lopes, 2011).
Sucena e Cas o (2009) e e em que pa a se conside ada anspa en e de e á aduzi
a onologia de o ma consis en e e pa a se conside ada opaca es a elação de e á se dis an e.
Num es udo ealizado em 13 o og a ias os in es igado es p opuse am um con inuum de
anspa ência/opacidade o og á ica no qual a posição do Po uguês si ua-se numa posição
in e média, posicionando-o mais pa a o pólo opaco do que pa a o pólo anspa en e (Cas o &
Gomes, 2000; Sucena & Cas o, 2009).
xi
Tendo em con a a posição in e média nes e con inuum, pode-se u iliza uma
classi icação de egula idade/i egula idade na con e são g á ica.
Es a dico omia da g a ia po uguesa é mais no ó ia na ansc ição g á ica de uma pala a
do que na lei u a (Pinhei o, 1999 ci in Sousa, 2010). Is o e i ica-se po que as 18 consoan es do
po uguês eu opeu podem se ep esen adas po 29 le as (Fe nandes, Ven u a, Que ido &
Mo ais, 2008 ci . In Sil a e Ribei o, 2011).
De aco do com Mo ais e Tebe osky (1994, p. 26) na o og a ia do Po uguês
“encon amos qua o ipos básicos de es ições da no ma sob e como os onemas e os g a emas
se elacionam”.
Pa a Mei eles e Co ea (2005) e Sil a e Ribei o (2011), há ês ipos de elações egula es
na o og a ia po uguesa, a egula idade di e a, a egula idade con ex ual e a egula idade
mo ológico-g ama ical.
Na egula idade di e a, há uma elação biuní oca e absolu a en e o som e a le a, ou
seja, cada som apenas em uma co espondência pa a uma le a e ice- e sa,
independen emen e da posição na pala a. São exemplos des a egula idade, as elações en e
as le as <p>, <b>, < >, <d>, < > e < > e os onemas que as ep esen am. (Mei eles & Co ea,
2005; Sil a & Ribei o, 2011; Mo ais & Tebe osky, 1994).
O segundo ipo de elações ap esen adas são as con ex uais. Nes as, a esc i a co e a
depende do con ex o da pala a (posição da le a na pala a/a le a que lhe segue) e exis e uma
eg a que de e mina a sua u ilização (Mo ais & Tebe osky, 1994: Mo ais (1998) ci in Mei eles &
Co ea, 2005; Sil a & Ribei o, 2011). Sil a e Ribei o (2011), ap esen a como exemplo a
nasalização da sílaba que an ecipa as le as <p> e <b>, onde se coloca a le a <m>, como na
pala a <pomba> ou < ampa> e nas es an es le as, onde se coloca <n>, como em <man a> ou
<linda> (Sil a & Ribei o, 2011). Mo ais e Tebe osky (1994) a ibuem mais exemplos a es a
elação: as ogais <e>, <i>, <o> e <u>, os díg a os <qu>, <gu>, < > e <nh>, e as consoan es <m>,
<n>, <g>, <j>, <c> e < >. Segundo es es au o es há es ições uni e sais, aplicadas endo em
con a o con ex o e acilmen e usadas em pala as desconhecidas, po exemplo: o uso de < > ou
< >, <m> ou <n> pa a nasalação, <g> ou <gu> pa a ep esen a o onema /g/. No en an o, há
es ições pa ciais, como o caso do <e> e <o> pa a ep esen a os onemas /i/ e /u/ e dos
g a emas <g> e <j>, pa a as sílabas /ji/ e /je/. No p imei o caso, em algumas si uações o seu uso
pode se p e isí el de ido à onicidade, mas nem semp e é dedu í el. No segundo caso em
alguns con ex os pode se an e e a u ilização, mas não oco e em odos. Em suma, a elação
con ex ual implica di e en es aspe os de análise de con eúdo: posição do g a ema (<can o> e
<campo>), posição do onema (<casa> e <queijo>) e onicidade (Mo ais & Tebe osky, 1994).
xii
Na egula idade mo ológico-g ama ical, pa a ob e a g a ia co e a é necessá io e em
con a a g ama ica e em especial a mo ologia (Mo ais & Tebe osky, 1994; Sil a & Ribei o, 2011).
Sil a e Ribei o (2011) ap esen a como exemplo a escolha do su ixo <-eza> ou <-esa>. A decisão
depende da ca ego ia g ama ical da pala a em ques ão, no caso de um subs an i o de i ado
de um adje i o, se á esc i o com a le a <z>, como em <pu eza>; no caso de um adje i o
de i ado de um subs an i o se á esc i o com a le a <s>, como em <chinesa> (Mei eles & Co ea,
2005). Mo ais e Tebe osky (1994) e e em que es as es ições de e minam que o in ini i o
impessoal dos e bos, é esc i o com < > no inal; que o impe ei o do subjun i o é esc i o com
<ss>; que os adje i os gen ílicos (é nicos) com a e minação em /eza/, são esc i os com <s>; e
que os subs an i os com a mesma e minação são esc i os com <z>.
No qua o e úl imo ipo de es ições de inido po Mo ais e Tebe osky (1994), são
ab angidas odas as ou as si uações em que a elação en e onema-g a ema não é
es abelecida po eg as, sendo ca a e izadas de elações i egula es. Es as si uações são
he dadas da adição e e imologia. O g a ema <h>, em <humo > e pala as como <açúca >,
<assoa > e <azul> são exemplos des a es ição (Mo ais & Tebe osky, 1994).
Unidades de A aliação
O sis ema de esc i a Po uguês é do ipo al abé ico, compos o po sinais g á icos,
denominados g a emas, sendo cons i uídos po uma le a ou uma sequência de le as (díg a o)
(Ba oso, 1996).
Assim, no domínio o og á ico as unidades de a aliação são os g a emas, as le as e os
diac í icos.
Dimensão psicomo o a da esc i a e Unidades de A aliação
Ao longo dos p imei os empos da escola ização a c iança ap ende que há dois ipos
dis in os de g a ismo: o desenho e a esc i a, pe cebendo que ai de igu as e obje os conc e os
a o mas a bi á ias que ep esen am sons e pala as (Cas o & Gomes, 2000).
Numa ase inicial os mo imen os podem se la gos e os aços g andes. A c iança
necessi a de ap ende a pa a o mo imen o, coloca e le an a o lápis num sí io e posição
especí icas e o ganiza a esc i a sequencialmen e da esque da pa a a di ei a. Is o implica um
maio con olo olun á io do mo imen o o qual a c iança não es a habi uada, mas e á de se
exigido e ap endido po ela (Cas o & Gomes, 2000).
xiii
Es udos ecen es mos am que a elação en e o desen ol imen o psicomo o e a
ap endizagem da esc i a é impo an e pois o p imei o ajuda no desen ol imen o do segundo
(Domingues, 2014). E caso o p imei o não es eja bem desen ol idos pode p o oca á ios
p oblemas como “má concen ação, con usão no econhecimen o de pala as, con usão com
le as e sílabas e ou as di iculdades elacionadas à al abe ização” (Sole e al, 2009 ci in
Domingues, 2014).
Assim, ce as ap idões mo o as são essenciais pa a a ap endizagem da linguagem
esc i a, como a coo denação mo o a ina, o esquema co po al, a la e alização, a disc iminação
audi i a e isual e a o ganização espácio- empo al (Pe ei a e Calsa, 2007 ci in Domingues,
2014), pois a a e a g á ica é uma a i idade pe ce i o-mo o a mui o complexa, que implica
mo imen os coo denados e em que cada um em de acon ece no momen o que lhe
co esponde (Rebelo & Reche, 2013).
Pa a Goncal es (1973) a calig a ia possui oi o ca a e ís icas: ipo, amanho, inclinação,
alinhamen o, ligação e espacejamen o, sen ido do mo imen o g á ico, es u u a das le as e
unidades í micas.
O ipo da le a é ca ac e izado po ap esen a le a “a edondada, luen e, endo as
has es um amanho duplo ou iplo das do co po” (Goncal es, 1973; p.316).
Quan o ao amanho, inicialmen e a c iança esc e e com le a g ande pois ainda não
ap esen a um domínio segu o dos músculos g á icos, mas à medida que adqui e esse domínio,
ai o nando a le a mais pequena, chegando en e a 2 a 3 mm, conside ado o amanho no mal.
É de essal a que es a ca ac e ís ica é bas an e pessoal (Goncal es, 1973).
A inclinação es á elacionada com a posição do papel e do an eb aço e ambém é uma
ca ac e ís ica pessoal. Conside a-se que não de e excede os 20 g aus, que a le a e ical é mais
legí el, con udo a inclinada é mais luen e e que é necessá ia uma cuidadosa obse ação ao
pa alelismo das has es. Exce o nos canho os, a inclinação à esque da não é ecomendada
(Goncal es, 1973).
Rela i amen e ao alinhamen o conside a-se que a pa e in e io da le a de e assen a
na linha (Goncal es, 1973).
A ligação en e as le as é impo an e pois acili a a apidez na esc i a. Todas as le as,
exce o o <s>, ap esen am uma ami icação e minal, com dois p opósi os, liga à le a seguin e
e ma ca o espaço en e as le as. A le a <s> não ap esen a ami icação inal, sendo necessá ia
a ami icação inicial da le a que o segue. En e as le as, os espaços de em se semelhan es e
assinalados pela ami icação de ligação (Goncal es, 1973).
Cada le a possui um sen ido p óp io, que mais se ha moniza com a elocidade e
legibilidade (Goncal es, 1973).
xx
Lopes, F. T. (2011). Di iculdades de esc i a: o e o o og á ico, e elado do conhecimen o
me a onológico do esc e en e aluno do ensino básico. Faculdade de Le as da Uni e sidade de
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xxi
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lei u a. Coimb a: Almedina
He z, H. (1977). A G a ologia – 3ª edição. Publicações Eu opa-Amé ica. Coleção Sabe . Mem
Ma ins
xxii
Apêndices
xxiii
Apêndice 1: Es u u a da P o a
Quad o 2: Ap esen ação do acional po p o a (p o a de 1 a 5)
Quad o 3: Ap esen ação do acional po p o a (p o a 6 a 10)
Quad o 4: Ap esen ação do acional po p o a (p o a 11 a 14)
xxi
Apêndice 2: P o a 1
Folha de ca a e ização dos es ímulos da P o a 1
xx
Folha de egis o do a aliado da P o a 1

xx i
Folha de egis o e análise do a aliado da P o a 1
xx ii
Apêndice 3: P o a 2
Folha de ca a e ização dos es ímulos da P o a 2
xx iii
Folha de egis o do a aliado da P o a 2
xxix
Folha de egis o e análise do a aliado da P o a 2
xxx i
Apêndice 6: P o a 5
Folha de ca a e ização dos es ímulos da P o a 5

xxx ii
Folha de egis o do a aliado da P o a 5
xxx iii
Folha de egis o e análise do a aliado da P o a 5
xxxix
Apêndice II: G elha de ca a e ização dos ins umen os
Designação da P o a
Au o
Ano
Conceção
Âmbi o da c iação
Obje i o
Explici ação do acional
Dimensões conside adas
Linguís icas
O og á icas
População-Al o
Amos a
Fo mas de Aplicação
Tempo de Aplicação
Ma e iais
Es u u a
No ação e In e p e ação
Análise Psicomé ica
Índice de Di . dos i ens
Pode disc. Dos i ens
Pad onização e a e ição
Consis ência In e na
Validade
Fidelidade
Sensibilidade
Ou os
Pon os posi i os
Pon os nega i os
Lacunas
Resolução
Edi o
Fon e
xl
A
Designação da P o a
B
Au o
C
Edi o
D
Ano
E
Âmbi o da c iação
F
Obje i o
G
População Al o
H
Fo mas de Aplicação
I
Tempo de Aplicação
J
Ma e iais
K
Es u u a
L
Co ação
M
Explici ação do acional
N
Dimensão Linguís ica
O
Dimensão O og á icas
OO
Dimensão isual
P
Amos a
Q
Desenho Expe imen al
R
Pad onização
S
A e ição
T
Validade
U
Sensibilidade
V
Fiabilidade
W
Pon os posi i os
X
Pon os nega i os
Y
Lacunas
Z
Resolução
AA
Fon e
xli
A
Designação da P o a
B
Au o
C
Edi o
D
Ano
E
Âmbi o da c iação
F
Obje i o
G
População Al o
H
Fo mas de Aplicação
I
Tempo de Aplicação
J
Ma e iais
K
Es u u a
L
Co ação
M
Explici ação do acional
N
Dimensão Linguís ica
O
Dimensão O og á icas
O1
Dimensão isual
O2
Dimensão social/cul u al
O3
Dimensão senso ial
O4
Dimensão psicológica
P
Amos a
Q
Desenho Expe imen al
R
Pad onização
S
A e ição
T
Validade
U
Sensibilidade
V
Fiabilidade
W
S – Fo ças
X
W – F aquezas
Y
O – Opo unidades
Z
T - Ameaças
AA
Fon e

xlii
A
Designação da P o a
B
Au o
C
Edi o
D
Ano
E
Âmbi o da c iação
F
Obje i o
G
População Al o
H
Fo mas de Aplicação
I
Tempo de Aplicação
J
Ma e iais
K
Es u u a
L
Co ação
M
Explici ação do acional
Es ímulos
N
Dimensão Linguís ica
Fonologia
Semân ica
Sin axe
P agmá ica
Mo ologia
O
Dimensão O og á ica
Opacidade
T anspa ência
Ex ensão
Acen o
Imaginabilidade
Regula idade
F equência
O1
Dimensão g á ica
O2
Dimensão
social/cul u al/psicológica
O3
Dimensão acús ica
P
Amos a
Q
Desenho Expe imen al
R
Pad onização
S
A e ição
xliii
T
Validade
U
Sensibilidade
V
Fiabilidade
W
S – Fo ças
X
W – F aquezas
Y
O – Opo unidades
Z
T – Ameaças
AA
Fon e
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A
Designação da P o a
B
Au o
C
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D
Ano
E
Âmbi o da c iação
F
Obje i o
G
População Al o
H
Fo mas de Aplicação
I
Tempo de Aplicação
J
Ma e iais
K
Es u u a
L
Co ação
M
Explici ação do acional
Es ímulos
N
Dimensão Linguís ica
Fonologia
Semân ica
Sin axe
P agmá ica
Mo ologia
O
Dimensão O og á ica
Opacidade
T anspa ência
Ex ensão
Acen o
Imaginabilidade
Regula idade
F equência
O1
Dimensão g á ica
O2
Dimensão
social/cul u al/psicológica
O3
Dimensão acús ica
P
Amos a
Q
Desenho Expe imen al
R
Pad onização
xl
S
A e ição
T
Validade
U
Sensibilidade
V
Fiabilidade
W
S – Fo ças
X
W – F aquezas
Y
O – Opo unidades
Z
T – Ameaças
AA
Fon e