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Uma reflexão sobre a tradução e o seu contributo na Assembleia da República

Abstract

A elaboração do presente relatório integra-se no âmbito do estágio curricular de 400 horas que perfaz a componente não-letiva do Mestrado em Tradução da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. O estágio teve lugar no Núcleo de Tradução da Assembleia da República. A tradução é uma parte importante da comunicação. Esta tem um papel fundamental quando se desenvolve em instituições públicas que lidam com o plano internacional e são responsáveis por importantes decisões que acarretam consequências para as populações que ajudam a governar. A Assembleia da República é uma dessas instituições, dado ser um dos órgãos de soberania do país. O propósito da tradução institucional da Assembleia da República é produzir textos que sejam fiéis ao formato do texto original. Deste modo, pretende-se salientar a importância da clareza dessa comunicação, quer em português quer em inglês, mantendo o foco no Código de Redação Interinstitucional por ser o guia para coerência terminológica e respeito das regras de cada língua.

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Uma reflexão sobre a tradução e o seu contributo na Assembleia da República

Author: Castanheira, Mariana de Mendonça e Passos dos Anjos
Year: 2023
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/160562/1/Mariana%20Castanheira%20-%20Relato%20rio%20Final%20de%20Esta%20gio.pdf
Uma e lexão sob e a adução e o seu con ibu o na
Assembleia da República
Ma iana de Mendonça e Passos dos Anjos Cas anhei a
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em T adução
Á ea de Especialização em Inglês
Ma ço 2023
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção
do g au de Mes e em T adução – Especialização em Inglês, ealizado sob a o ien ação
cien í ica da P o esso a Dou o a Iolanda Ramos (Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas, Uni e sidade No a de Lisboa).
Ag adecimen os
Em p imei o luga , gos a ia de ag adece à Assembleia da República pela
opo unidade de ealiza o es ágio e pela disponibilidade ao longo de odo o p ocesso.
Um g ande ob igada à P o esso a Dou o a Iolanda Ramos po e acei ado se a
minha o ien ado a quando ainda nem sabia onde i ia es agia , e es ado semp e
disponí el pa a qualque dú ida e suges ão e po odos os conselhos aliosos.
Ag adeço ambém à o ien ado a da ins i uição de acolhimen o, a D a. Ana Guapo,
po me e acompanhado du an e os ês meses de es ágio, e à Mes e Raquel Sal ado po
odos os conhecimen os que me ansmi iu e ajuda que p es ou.
Um ob igado gigan e aos meus pais po es a em semp e ao meu lado e pelo apoio
con ínuo.
À Bia, à Diana e à Ma iana po se em as melho es amigas que pode ia e , pelos
almoços e lanches ap essados, pela companhia, po es a em semp e p esen es nem que
seja po mensagens. À Ca a ina, ao Diogo e à Ca olina pelos semp e bons momen os.
Po im, um ob igado in ini o ao meu io e à minha ia, os melho es do mundo, po
udo. Conce os, sleepo e s, apoio às c ises exis enciais, conselhos… Tudo, desde
semp e.
Resumo
A elabo ação do p esen e ela ó io in eg a-se no âmbi o do es ágio cu icula de
400 ho as que pe az a componen e não-le i a do Mes ado em T adução da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade NOVA de Lisboa. O es ágio e e luga no
Núcleo de T adução da Assembleia da República.
A adução é uma pa e impo an e da comunicação. Es a em um papel
undamen al quando se desen ol e em ins i uições públicas que lidam com o plano
in e nacional e são esponsá eis po impo an es decisões que aca e am consequências
pa a as populações que ajudam a go e na . A Assembleia da República é uma dessas
ins i uições, dado se um dos ó gãos de sobe ania do país.
O p opósi o da adução ins i ucional da Assembleia da República é p oduzi
ex os que sejam iéis ao o ma o do ex o o iginal. Des e modo, p e ende-se salien a a
impo ância da cla eza dessa comunicação, que em po uguês que em inglês, man endo
o oco no Código de Redação In e ins i ucional po se o guia pa a coe ência
e minológica e espei o das eg as de cada língua.
Pala as-cha e: Assembleia da República, Relações In e nacionais, o ganismos
públicos, adução ju ídica, SDL T ados, Guia de Redação In e ins i ucional.
Abs ac
This epo is a esul o he 400-hou cu icula in e nship ha make up he non-
academic componen o he Mas e s in T ansla ion o he School o Social Sciences and
and Humani ies o he NOVA Uni e si y o Lisbon. The in e nship ook place a he
ansla ion depa men o he Assembleia da República (Po uguese Pa liamen ).
T ansla ion is an impo an pa o communica ion. Communica ion plays a c ucial
ole in public ins i u ions ha in e ac in in e na ional domains and a e esponsible o
impo an decisions wi h consequences o he popula ions hey help go e n. The
Assembleia da República is one o hose ins i u ions, as i is one o he ou so e eign
bodies in Po ugal.
The ins i u ional ansla ion p ac ised a he Assembleia da República aims o
p oduce ex s which a e ue o he o ma o he sou ce ex s. Thus, he pu pose o his
epo is o highligh he impo ance o clea communica ion, in English and in
Po uguese, keeping he In e ins i u ional S yle Guide a he cen e o being he guide o
e minological ha mony and espec o he ules o each language.
Keywo ds: Assembleia da República, In e na ional Rela ions, public bodies, legal
ansla ion, SDL T ados, In e ins i u ional S yle Guide

Índice
Lis a de ab e ia u as ……………………………………………………………………… i
Lis a de igu as …………………………………………………………………………… i
In odução ……………………………………………………………………………...… 1
Me odologias …………………………………………………………………….............. 3
1. A Assembleia da República e o Núcleo de T adução ……………………………….... 4
1.1. A Assembleia da República ……………………………………………….... 4
1.2. O Núcleo de T adução ……………………………………………………… 6
2. Os guias de es ilo e o Código de Redação In e ins i ucional ………………………... 10
3. O es ágio ……………………………………………………………………………... 13
4. T adução e análise dos TP ………………………………………………………….... 17
Conclusão ………………………………………………………………………………. 29
Bibliog a ia ……………………………………………………………………………... 31
Anexos ………………………………………………………………………………….. 33
Anexo 1: Exemplo de adução 1 — Rela ó io da eunião emá ica da UIP-CPLP
sob e mudanças climá icas ………………………………………………...….... 33
Anexo 2: Exemplo de adução 2 — Pa ece emi ido pelo Facebook ………….. 37
Anexo 3: Exemplo de adução 3 — Con eúdo web sob e uma pin u a da Ba alha
de São Mamede ….……………………………………………………………… 40
Anexo 4: Exemplo de adução 4 — Emen a de e en o …..……………………. 41
Lis a de ab e ia u as
AR – Assembleia da República
CRI – Código de Redação In e ins i ucional
EN — Inglês
ISG – In e ins i u ional S yle Guide
LC – Língua de Chegada
LP – Língua de Pa ida
PT – Po uguês
TC – Tex o de Chegada
TP – Tex o de Pa ida
UE – União Eu opeia
Lis a de igu as
Figu a 1 — O ganog ama da AR
Figu a 2 — Capí ulo 2.7 do CRI, onde se encon am as di e izes pa a e e ências a a os e
às suas subdi isões, nomeadamen e os a igos
Figu a 2 — Capí ulo 2.7 do ISG, onde se encon am as di e izes pa a e e ências a a os e
às suas subdi isões, nomeadamen e os a igos
Figu a 3 e 5 — Cabeçalho da abela e exce o da abela que inclui o exemplo mencionado
Figu a 6 e 7 — Cabeçalho da lis a e exce o da mesma que inclui o exemplo mencionado
Figu a 8 — ISG: ep esen ação das da as
Figu a 9 — ISG: ep esen ação das ho as
Figu a 10 — ISG: ep esen ação dos p eços
In odução
O p esen e ela ó io oi elabo ado no âmbi o do Es ágio Cu icula ealizado no
Núcleo de T adução da Assembleia da República, co espondendo à componen e não-
le i a do Mes ado em T adução da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Uni e sidade NOVA de Lisboa. Foi equi alen e a 400 ho as de abalho p á ico no local
de es ágio e deco eu en e 19 de se emb o e 19 de dezemb o de 2022.
Ado ou-se a es u u a habi ual nes e ipo de abalho, pelo que p imei amen e se
p ocede a uma ap esen ação da me odologia u ilizada pa a a elabo ação des e ela ó io.
Segue-se o capí ulo dedicado à ins i uição de acolhimen o do es ágio, ealçando o
seu papel nacional e a sua in e ação com os es an es ó gãos de sobe ania. No pon o
seguin e, a a enção cen a-se pa icula men e no depa amen o consag ado à adução na
Assembleia da República, o e ecendo, num p imei o momen o, uma isão gene alizada
sob e o ipo de abalho ealizado e, depois, dados es a ís icos conc e os sob e a a i idade
adu ó ia e e uada du an e o ano de 2022, a é à da a de im do es ágio.
No capí ulo seguin e, é ei a uma in odução aos guias de es ilo e, em pa icula ,
ao Código de Redação In e ins i ucional, po se es e o ins umen o que assegu a a
ha monização e minológica em odos os documen os p oduzidos na e pa a a União
Eu opeia.
Em e cei o luga , desen ol e-se a pa e p á ica do ela ó io, espei an e ao
abalho ei o du an e o pe íodo de es ágio, u ilizando algumas es a ís icas. Fo am ei as
aduções de documen os mui o di e si icados, desde ap esen ações em o ma o
Powe Poin e olhe os publici á ios, passando po ca as e discu sos, cu ículos
p o issionais, ques ioná ios e ela ó ios, con eúdo digi al, en e ou os. Es a a iedade
ex ual esul a da ab angência de públicos-al o da Assembleia da República, os quais
pe mi em que os documen os p oduzidos sejam dis inguidos, de uma o ma mui o ge al,
en e documen os de u ilização in e na e documen os de u ilização ex e na. A p imei a
ca ego ia di ige-se aos memb os pa lamen a es e se iços da Assembleia da República,
enquan o a segunda se des ina ao público-ge al e o ganizações in e nacionais.
Num qua o momen o, a abo dagem ecai sob e o enquad amen o eó ico ele an e
pa a a a i idade adu ó ia desen ol ida du an e o es ágio, a a és da análise de alguns
1
exemplos p á icos abalhados du an e o es ágio. Reco endo não só a conhecimen os
eó icos p é-adqui idos, mas ambém a uma pe spe i a c í ica da bibliog a ia analisada, e
endo em con a a expe iência le ada a cabo na ins i uição especí ica onde deco eu o
es ágio, pode conclui -se que nem semp e a eo ia é passí el de se aplicada na e en e
p á ica e p o issional da adução, pelo menos de o ma ex ensi a.
Nos qua o anexos inse em-se alguns exemplos de adução, ep oduzidos na
ín eg a.
2
ap o undado sob e ma é ias mais especí icas e consul a de comunidades de adução pa a
escla ecimen o de alguma dú ida que su ja.
De o ma a ilus a o abalho que se az no Núcleo de T adução da AR, eis alguns
dados es a ís icos e e en es ao úl imo ano, a é no emb o
7
: o am ei os 262 pedidos de
adução, um o al de 1314 páginas; os ex os de pa ida su gi am em 5 línguas, incluindo
po uguês (além de ancês, inglês, espanhol e alemão) e os de chegada cons i uí am o
mesmo núme o, mas con ando com á abe em ez de alemão; os p incipais emas dos
abalhos ecaí am sob e a omada de posse do PAR a 29 de ma ço de 2022, a no a
legisla u a iniciada a 30 de ma ço de 2022 (com implicações em CVs, comissões
pa lamen a es, g upos pa lamen a es e g upos pa lamen a es de amizade, os quais
cons i uem pa ce ias en e os pa lamen os de Po ugal e dos países conside ados amigos),
publicações de modelos p o ocola es, no as b ochu as e a exposição comemo a i a dos
200 anos da Cons i uição, que deco eu de 23 de se emb o a 30 de dezemb o de 2022.
En e os p incipais ipos de documen os aduzidos encon am-se ca as, CVs,
discu sos, emen as, ap esen ações, con eúdos pa a a página web do pa lamen o,
exposições e publicações. Os ipos de documen o que mais o am aduzidos o am ca as,
ca álogos, publicações, con eúdos pa a a web e discu sos, mas, em e mos de núme o de
páginas, os mais ex ensos o am as ap esen ações, publicidade, discu sos, ela ó ios e
legislação. Os pa es de línguas mais u ilizados (pe cen agem em elação ao núme o o al
de pedidos) o am: po uguês-inglês (60%), po uguês- ancês (23%), línguas
ex e nalizadas (8%), e isões de inglês (4%), e isões de ancês (3%), inglês-po uguês
(2%). Po im, os ês depa amen os que mais equisi a am os se iços do Núcleo de
T adução o am: a Di eção de Relações In e nacionais e Coope ação (27%), o Gabine e
do PAR (14%) e a Di eção de Relações Públicas e P o ocolo (14%).
7
Es es dados, cuja on e bibliog á ica cons i ui uma ap esen ação em Powe Poin elabo ada pelas adu o as
esiden es da AR, são e i ados de um documen o in e no, um ichei o Excel, onde são manualmen e
egis ados os dados e e en es às aduções pedidas. Não oi concedido acesso a es e documen o pa a
inclusão no p esen e ela ó io.
9

2. Os guias de es ilo e o Código de Redação In e ins i ucional
An es de se passa ao desen ol imen o dos á ios ópicos do ela ó io, é pe inen e
começa com uma con ex ualização e uma de inição ab angen e, nomeadamen e,
ca ac e izando suma iamen e o que é um guia de es ilo.
Um guia de es ilo assemelha-se a um manual de ins uções de aspe o linguís ico, o
qual é de uma impo ância ulc al pa a qualque o ganização, emp esa ou ins i uição que
necessi e de se iços edi o iais, adu ó ios, en e ou os. Um guia des e ipo assegu a a
consis ência de imagem e de mensagem. Assim, os guias de es ilo podem se de inidos
como «(…) e amen as indispensá eis pa a es abelece a u ilização consis en e e
uni o me das con enções linguís icas e es ilís icas que de e iam se espei adas pelos
colabo ado es de uma emp esa» (Al es 2014, p. 8), sendo que «emp esa» pode se
subs i uída po qualque uma das opções mencionadas acima.
T anspo ando es a de inição pa a o mundo da adução, pode ci a -se a mesma
au o a dizendo que um «guia de es ilo de adução consis e num documen o de e e ência
e no malização ao se iço dos adu o es e e iso es pa a assegu a a consis ência, coesão
e uni o midade das aduções» (Al es, 2014, p. 9). Como isa ap esen a o ien ações
especí icas de o dem linguís ica, es ilís ica e cul u al, pode se conside ado «um ecu so
mul i uncional que em em conside ação o u ilizado inal, es abelecendo ao mesmo
empo um equilíb io en e a p ecisão linguís ica e a uncionalidade comunica i a» (Al es,
2014, p. 9).
Pos o is o, é na u al que uma o ganização como a UE, cons i uída po 27 países e
24 línguas o iciais, necessi e de um guia que egule odos os documen os que são
emi idos e pa ilhados en e as á ias ins i uições, que nacionais que in e nacionais.
Te e assim o igem o Código de Redação In e ins i ucional.
O Código de Redação In e ins i ucional oi elabo ado (e é ge ido) po ês
en idades: o Comi é In e ins i ucional, a secção de coo denação ge al do Código de
Redação e os á ios g upos linguís icos in e ins i ucionais. O Comi é In e ins i ucional é
apon ado pelo Comi é Di e i o do Se iço de Publicações, o qual é compos o pelos
ep esen an es ge ais de á ias ins i uições eu opeias, como o Pa lamen o Eu opeu, a
Comissão Eu opeia, o Conselho da União Eu opeia, além das en idades económicas e de
jus iça. Os ep esen an es o iciais enca egues dos abalhos dos g upos são nomeados po
10
es e Comi é, cabendo-lhe ainda a esolução de p oblemas que su jam. A secção de
coo denação ge al é a ges o a do p ocesso de edação do CRI, além de man e o sí io web
8
a ualizado. Po im, os g upos linguís icos in e ins i ucionais, que são um po cada uma
das 24 línguas o iciais da UE, são cons i uídos po ep esen an es selecionados pelo
Comi é In e ins i ucional. Es es g upos enca egam-se da elabo ação do CRI e das suas
e sões, supe isionados pela espe i a secção de coo denação. São cons i uídos po
adu o es, e iso es, pe i os em e minologia e ju is as-linguis as.
Re o ça-se que o CRI apenas o nece in o mação às 24 línguas o iciais, o que
signi ica que a UE impôs limi es linguís icos à sua ab angência, nomeadamen e de ido ao
ele ado cus o de se iços de adução que implica ia inclui odas as línguas aladas na
UE, além de que não se ia possí el ob e ecu sos linguís icos pa a e sob e odas. Como
e e e Koskinen (2014), «E en wi h 23 languages, he Eu opean Union se s bounda ies o
i s ansla ion and in e p e ing p o ision. (…) comple eness e e s o ull co e age o
documen a ion in ansla ion, and hus equal access o in o ma ion o all speake s o hese
o icial languages, no o mul ilingualism ex ended o any language».
O CRI des ina-se a se usado pelas á ias ins i uições eu opeias, onde se incluem
os ês ó gãos p incipais da UE: a Comissão Eu opeia, o Conselho da União Eu opeia e o
Pa lamen o Eu opeu.
Além de inclui as linhas que de em se seguidas na edação de documen os
o iginais, a impo ância do Código pa a a p o issão do adu o é indiscu í el. Embo a o
impac o pa eça limi a -se às ins i uições mais di e amen e elacionadas com a Eu opa, a
UE e as elações polí icas man idas en e os memb os a ní el sup anacional, ambém a
ní el nacional se a i ma como undamen al, pois as ins i uições polí icas de cada país
man êm elações diplomá icas com ou os países, en iam ep esen an es nacionais pa a
e en os in e nacionais de espe o eu opeu, celeb am a ados e aco dos com ou os países,
po exemplo, e es as ci cuns âncias começam odas a ní el nacional e são p epa adas
endo o seu papel in e nacional em is a.
Pode conclui -se que o g ande empenho do Código, e o seu p incipal p opósi o, é a
consis ência e a ha monização da comunicação. Aliás, como cons a da in odução do
mesmo: «A p esen e publicação cons i ui um p ocesso de ha monização linguís ica único
no seu géne o, dado o núme o de comunidades linguís icas implicadas na sua elabo ação.
8
Página do CRI disponí el em: h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -000100.h m
11
Des ina-se a se i de ins umen o de e e ência no domínio da esc i a pa a odas as
ins i uições e odos os ó gãos e o ganismos da União Eu opeia»
9
.
9
Disponí el em: h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -000900.h m
12
3. O es ágio
Como já e e ido, es e ela ó io é o esul ado de um es ágio de 400 ho as, ealizado
ao longo de ês meses com um ho á io de abalho das 9h às 17h, depois de dada a
opo unidade de escolha do mesmo à es agiá ia. O es ágio ca ac e izou-se po um
conjun o de a i idades mui o homogéneas e ao im de algum empo o nou-se numa o ina
con o á el e p e isí el, em que se da a início ao dia de abalho com a con inuação de
adução de documen os não acabados no dia an e io ou com o início de no as aduções
após escolha em conjun o com a adu o a de inglês da AR. Nos dias em que a adu o a
ainda não se encon a a na AR, a a enção e a ocada num p oje o pa alelo, o qual oi
suge ido pela adu o a: a elabo ação de uma abela que se i ia de di e ó io pa a os
capí ulos mais consul ados do CRI. O seu p opósi o e a o de acili a a consul a dos
capí ulos mais ele an es pa a as aduções, como po exemplo os que incluem as abelas
com os nomes o icias dos Es ados e das suas moedas. Con udo, es e p oje o não icou
concluído, de ido ao mencionado es abelecimen o da o ina de aduções, sendo a a enção
o almen e ocada no p ocesso de adução e de e isão, com o obje i o de p ocu a
encon a as melho es écnicas de abo dagem ao abalho desen ol ido no âmbi o de uma
ins i uição como a AR.
As exceções às a i idades habi uais oco e am em dois dias. É cos ume a AR
ealiza uma ap esen ação do Núcleo de T adução a es udan es de Licencia u a ou de
Mes ado da á ea. Em 2022, seis alunas da Licencia u a em T adução da Uni e sidade
Ca ólica de Lisboa isi a am a AR, guiadas po uma docen e já conhecedo a da ins i uição
e do Núcleo, a p o esso a Anne F ance. Es a ap esen ação é acompanhada de uma isi a
ao palácio, quando possí el, como oi o caso nes e dia. A ou a ocasião que eque eu pa e
do empo dedicado à adução oi no dia de p epa ação do Powe Poin in o ma i o que
apoia ia a ap esen ação às alunas e à docen e, a ualizando os dados e, pos e io men e,
p a icando a exposição o al po pa e das adu o as e da es agiá ia.
Ao longo des e pe íodo, aduzi am-se ap oximadamen e 6 762 pala as (12
documen os) de inglês pa a po uguês e 23 696 pala as (39 documen os) de po uguês
pa a inglês. Ao odo, as aduções con am com 51 ex os, chegando a ce ca de 30 458
pala as, sendo os mais comuns discu sos, ca as e cu ículos. Nem odos os documen os
chega am a se e is os pela adu o a de inglês da AR de ido ao semp e p esen e e
conside á el olume de pedidos de adução, mas, de ido ao seu abalho e dedicação
13
incansá eis, exis em 30 documen os e is os (ap oximadamen e 18 813 pala as e is as,
sem disc imina en e aduções EN-PT e PT-EN), dos quais alguns o am u ilizados pa a
e e ência e como exemplo no p esen e ela ó io, de o ma a ap esen a apenas
documen os aduzidos que o am e e i amen e ap o ados po uma adu o a p o issional
mui o expe ien e.
Começando pela ca ego ia que ap esen a meno es núme os es a ís icos, o am
aduzidos 12 documen os de inglês pa a po uguês. Des es, apenas um ipo de documen o
oi epe ido, pois o am aduzidos dois ca álogos.
De es o, p ocedeu-se à adução de uma ca a, uma emen a, um p og ama, um
ques ioná io, um ela ó io, um pa ece , um documen o legisla i o, um discu so, um
cu ículo p o issional e uma ap esen ação. Fo am e is os 9 des es documen os.
Os ex os aduzidos de po uguês pa a inglês con am com mais a iedade nos
ipos de documen os, mas ambém mais epe ições, pe azendo 39 ex os no o al. Fo am
aduzidos 6 discu sos, 5 ca as, 5 cu ículos p o issionais, 3 emen as, 3 ques ioná ios, 2
ca álogos, 2 documen os legisla i os, 2 ap esen ações, 2 p og amas/guiões de isi as, 2
ex os publici á ios, 2 ela ó ios, uma exposição, um ex o de con eúdo web pa a o sí io da
In e ne do Pa lamen o, um pa ece e um ex o publici á io. Exis em 21 e isões.
Quan o ao p ocesso de adução, es e consis iu nos mesmos passos do p ocesso
explicado no capí ulo 1.2. Dada a al a de expe iência adu ó ia da es agiá ia nes e ipo
de ambien e e com es es documen os, a sua es a égia passou po ado a odos os
conselhos dados, odas as ins uções acul adas, seguindo an o quan o possí el os
p ocedimen os das adu o as p o issionais da AR.
Também as e amen as usadas pelas p o issionais o am explo adas pela
es agiá ia: o SDL T ados oi u ilizado cons an emen e e os conhecimen os sob e o seu
uncionamen o bas an e ap o undados, o que cons i uiu uma das g andes mais- alias
adqui idas pa a o u u o.
Os ecu sos online consis i am na base de dados do IATE pa a linguagem écnica,
não esquecendo, no en an o, que é uma on e que de e se u ilizada com cau ela, dado se
no malmen e a ada pelos es agiá ios de adução da UE; e na BDTT-AR, a qual ambém
eque cuidado na u ilização po não es a a pa da e minologia a ual, embo a a sua
a ualização seja um p ocesso em cu so que es á a ca go das adu o as da AR, já que são
as suas p incipais u ilizado as, êm os conhecimen os necessá ios e abalham as ês
14

línguas que a Base de Dados u iliza. Con am-se ainda en e as e amen as u ilizadas o
adu o DeepL pa a dú idas de es u u a ásica ou mesmo de adução con ex ualizada,
bem como os á ios dicioná ios ísicos monolingues e bilingues (mesmo o dicioná io
Me iam-Webs e se e de e e ência, sem esquece que se a a de um dicioná io de
inglês ame icano).
Quan o à pós- adução, es a oi, em alguns casos, di e en e do p a icado pelas
adu o as da AR. Tal de eu-se ao que oi aco dado com a es agiá ia, que não incluía lida
com aduções ecen es ( i ando uma ou ou a exceção, que p opo cionou a discussão de
escolhas adu ó ias e es a égias ado adas com as duas adu o as) nem com pedidos
a uais, pelo que ica a dispensada da a e a de e e os documen os aduzidos assim que
e mina a a sua adução. Não obs an e, na maio ia das ezes, de o ma a simula o
melho possí el um cená io ealis a do abalho de um adu o p o issional, a e isão e a
ei a de seguida. Es a segue a mesma lógica de segui o p ocesso que é u ilizado pelas
duas adu o as da AR.
É ele an e cons a a , pa a e ei os des e ela ó io, que o p ocesso de e isão que é
p a icado no Núcleo de T adução não so eu al e ações desde a sua documen ação po
Thomas Williams (2013). T a a-se de um p ocesso bi ásico que ga an e a melho e isão
po pa e dos p óp ios adu o es, já que a e isão não é assegu ada po nenhuma ou a
on e, que in e na que ex e na. De ido aos p azos ape ados com que o Núcleo lida
dia iamen e, não é possí el usu ui do aconselhá el empo pa a dis anciamen o en e a
adução e a sua e isão. Da mesma o ma, quando uma adução é ex e nalizada, es a
passa semp e pela e isão das adu o as in e nas da AR.
Como ex ensi amen e explici ado no ela ó io de es ágio de Gonçal es (2019, pp.
53-54), após a adução, o adu o de e e e o documen o duas ezes, mas de uma o ma
dis in a, designadas po Mossop (2001, p. 116) como e isão unilingue e e isão bilingue.
Em p imei o luga , e ê-se o documen o aduzido, sem in luência do TP. Es a ase
p e ende ce i ica o adu o de que, linguis icamen e, não há e os no TC, que sejam
e os mais complexos, como um adje i o mal emp egue ou mais simples, como um lapso
numa le a de uma pala a. Depois de assegu ada a co eção linguís ica, passa-se à
e en e da co espondência, ou seja, uma compa ação en e o TP e o TC em busca de
e os que se elacionem com a ansmissão da mensagem p e endida. Es a de e se igual
nos dois ex os e cump i os equisi os da LC no que oca ao ipo de ex o que se aduz e
ao público-al o a que se di ige, po exemplo.
15
Mesmo sendo um p ocesso undamen almen e cons i uído po duas e apas, é
an ajoso chega ao im da análise de co espondência e epe i o p imei o passo da
e isão, pois podem e sido come idos no os e os linguís icos de i ados de ac escen os
ou omissões, al como oi apon ado po Albi (2001, pp. 633-641). Quan o mais e isões
o em possí eis, melho , mas, como e e ido, o cu o espaço de empo en e o pedido de
uma adução e o p azo de en ega de inido pelo eque en e não o pe mi e. Impo a
en a iza es a ca ac e ís ica, pois a a-se de uma endência comum no que espei a ao
me cado da adução, con o me oi sublinhado po Ge aldes (2019, p. 4), endência essa
que em uma in luência signi ica i a no p ocesso de adução, no desempenho e na
e isão do abalho. Des a o ma, ês e isões pa ecem se o mínimo pa a ga an i a
melho qualidade possí el do TC.
16
4. T adução e análise dos TP
Segue-se a análise das aduções ei as du an e o es ágio. De ido ao ele ado
núme o de documen os, o am selecionados pa a es e ela ó io apenas alguns, sendo que
qua o se encon am na sua ín eg a em anexo e os es an es são mencionados como
exemplos signi ica i os. O c i é io de escolha ecaiu sob e a quan idade de di iculdades
encon adas em cada um, en ando man e -se a di e sidade da ipologia de documen os e
de es a égias adu ó ias aplicadas. Assim, os documen os que pe mi em uma análise
mais de alhada são os que se encon am em anexo e os es an es se ão abo dados em
exce os nas abelas de compa ação en e TP e TC.
Os documen os u ilizados são os seguin es: uma ca a de con i e pa a uma eunião
emá ica, um ela ó io de uma eunião in e nacional, um ques ioná io en iado a a és do
Cen e Eu opéen de Reche che e de Documen a ion Pa lemen ai es, um pa ece emi ido
pela emp esa do Facebook, um ex o pa a publicação online, um cu ículo de um
depu ado, uma emen a e uma ap esen ação de diaposi i os. Des es, es ão ep oduzidos na
ín eg a, em anexo ao ela ó io, o ela ó io, o pa ece , o ex o pa a publicação online e a
emen a.
A abo dagem das di iculdades e das es a égias de adução e e po base a
me odologia de And ew Ches e man (2016). Não ão se a ados os e os come idos pela
es agiá ia que se p endam com o uso do a igo de inido e dos a igos inde inidos em
inglês (que se e elou uma ca ac e ís ica de ce os ipos de ex o), nem e en uais
dis ações ou ou os e os in olun á ios. No en an o, e azendo uso da ob a de
Ches e man, con am-se en e os e os a di iculdade em, po ezes, ugi ao TP, o que
esul a a numa adução demasiado li e al (Ches e man, 2016, pp. 91-92). É de salien a
ambém a ele ância das es a égias p agmá icas, aplicadas nes a expe iência de es ágio,
dada a a iedade dos ipos de documen os, o seu p opósi o e os seus públicos-al o, sendo
que são as que, de aco do com Ches e man (2016, p. 104), en ol em as maio es
al e ações do TP.
Das á ias subca ego ias que Ches e man ap esen a den o das es a égias
p agmá icas, algumas sob essaí am em elação a ou as, nomeadamen e mudanças de
explici ação, mudanças de coe ência, ansedição e o ma ação. As mudanças de
explici ação uncionam num de dois sen idos: ou o nam a mensagem do ex o mais cla a
17
ao explici a o que é ansmi ido, ou azem o con á io e e i am in o mação que ica
apenas implíci a no ex o. As mudanças de coe ência e e em-se à mudança da o dem em
que a in o mação é ap esen ada no TC, po exemplo, pa a ap oxima in o mação que a a
o mesmo ema, mas que no TP é sepa ada po con eúdo que não es á elacionado de
o ma ão di e a. Po ezes, os ex os o iginais chegam aos adu o es com e os de
o ma ação ou in o mação menos co e a, o que implica uma edição po pa e do adu o ,
além da adução, esul ando numa ansedição. A o ma ação é uma es a égia eco en e
nas aduções, pois os TCs de em semp e co esponde ao es ilo con ido no TP.
Seguem-se alguns exemplos em abela, assinalados a neg i o, com menção do
documen o de onde o am e i ados.
TP
(Inglês)
TC
(Po uguês)
Es a égia p agmá ica
(Ches e man, 2016)
«Please send hem o he
JPSG Sec e a ia email and
a copy o he Po uguese
P esidency Pa liamen
(email).» — Ca a con i e
«Pedimos que as en iem pa a
o Sec e a iado do GCPC
(email) e uma cópia pa a a
Dimensão Pa lamen a da
P esidência Po uguesa
(email).»
T ansedição
«The impo ance o s ong
wa e go e nance o ensu e
he heal h and well-being o
communi ies, and a igh s-
based app oach o disas e
p epa edness and esponse
was also s essed.» —
Rela ó io de eunião
«Salien ou-se ambém a
impo ância de uma go e nação
sólida no domínio da água pa a
assegu a a saúde e o bem-es a
das comunidades e de uma
abo dagem à p epa ação e
espos a a ca ás o es cen ada
nos di ei os.»
Mudança de coe ência
«We would be e y
g a e ul, i you could
p o ide he answe s o ou
ques ionnai e, by 7 h o
May.» — Ques ioná io
sob e manuais escola es
«Ag adecemos o en io das
espos as ao nosso
ques ioná io a é (dia) 7 de
maio.»
Mudança ilocucioná ia
18
expe iência adqui ida po já se e aduzido mais documen os do mesmo ipo não ajuda
an o como com ou os ex os. Es e cu ículo começa com uma mudança de in o mação
(Ches e man, 2016, p. 106) na pa e e e en e à mo ada do au o , nomeadamen e uma
adição. É ac escen ado no TC o país de o igem, «Po ugal», po se a a de um
documen o que se á is o po um público in e nacional que, mui o p o a elmen e, não
conhece localidades po uguesas. Não oi salien ado na abela po não se su icien emen e
ele an e, mas oco e uma omissão (Ches e man, 2016, p. 106) de dois elemen os da
mo ada, nomeadamen e «N.º» e «Le a». O nome do pa ido a que o au o pe ence oi
explici ado (Ches e man, 2016, pp. 105-106), assim como o da sua Faculdade, pela
mesma azão que o país oi incluído na mo ada, ou seja, po que pode não se do
conhecimen o de quem le o cu ículo. P ocedeu-se ao mesmo p ocesso pa a o nome da
aculdade. A di e ença en e a explici ação e a adição de in o mação é que, enquan o na
p imei a a in o mação pode se in e ida pelo lei o , a segunda ac escen a algo que de
ou a o ma o lei o não sabe ia (Ches e man, 2016, p. 106). Po im, o adu o o na-se
isí el (Ches e man, 2016, p. 108; Venu i, 1995, p. 1) ao ac escen a aduções en e
pa ên eses de í ulos de con e ências e de a igos publicados. Quan o à in e enção do
CRI nes e documen o, não oi ele an e, mas decidiu-se que de e ia se incluído po
con e es a égias p agmá icas que os es an es ainda não inham ap esen ado.
Um documen o ainda menos ex enso, uma emen a (Anexo 4), con ou com
di iculdades que não são ca ac e ís icas des e ipo de ex o, pois é habi ual não se
p oblemá ico, mas oi o p imei o documen o a se aduzido no es ágio e con ém á ias
in e enções do CRI. No en an o, impo a e e i p imei amen e uma es a égia ado ada
que não se inclui na ca ego ia das es a égias p agmá icas. No exemplo da abela, cons a
uma secção que ge ou dú idas du an e o p ocesso de adução, nomeadamen e quan o a
escolhe uma adução li e al ou pe de a c ia i idade do TP. Conside ou-se que a
comp eensão do ex o po pa e do público-al o e a mais impo an e, o que le ou a
abdica da me á o a do TP po meio de uma mudança de opo do e cei o ipo, ou seja, a
me á o a cons an e do TP é comple amen e abandonada no TC (Ches e man, 2016, pp.
101-103).
A ap esen ação das da as, das ho as e dos p eços segue eg as es ipuladas pelo
CRI, al como mos am as imagens (Figu a 8, 9 e 10):
25

Figu a 8 - ISG: ep esen ação das da as
Figu a 9 - ISG: ep esen ação das ho as
Figu a 10 - ISG: ep esen ação dos p eços
Es as ês e en es azem ou a eg a de p odução e adução de documen os que
cons a do CRI e é comum a odas as ases que con enham alga ismos e núme os, ou seja,
a in odução de espaços p o egidos
11
. Es es espaços ga an em que a anslineação não
sepa a os núme os da pala a que lhes an ecede ou sucede, de aco do com o caso
conc e o. Po exemplo, nes a emen a, inse em-se espaços p o egidos en e os núme os que
indicam o núme o de pessoas e «PAX»; no exemplo que cons a do pa ág a o in a, odas
as e e ências a a igos dos ex os legisla i os eque em espaços p o egidos en e
«A icle» e o núme o espe i o, além de en e o núme o e a sigla que iden i ica a
legislação onde se encon a.
Tendo em con a que o seu obje i o p incipal é se en endido pelos isi an es
es angei os, a c ia i idade usada no TP oi pe dida, como ilus ado na abela, de o ma a
ga an i que o TC não c ia a mal-en endidos.
11
Es es espaços são inse idos du an e o p ocesso de edição do ex o, quando es e é expo ado do SDL
T ados em o ma o Wo d. Pa a inse i um espaço p o egido, de e u iliza -se a combinação de eclas C l +
Shi + Espaço ou Al + 0160. Es a in o mação es á disponí el no CRI, em:
h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -240203.h m
26
Po úl imo, é de des aca uma ap esen ação, a ando-se de um conjun o de 35
diaposi i os com exce os de ês ex os legisla i os e e en es à ap o ação e iscalização
do O çamen o de Es ado (OE) do go e no elei o em ma ço de 2022. Embo a se a e de
um documen o ex enso, não oi dos mais complexos nem demo ados de ido aos ecu sos
implicados, nomeadamen e a disponibilização de dois dos ex os legisla i os na in eg a na
In e ne (o e cei o, e e en e à Lei de Enquad amen o O çamen al, es á a ualmen e a se
aduzido pela adu o a de inglês da AR). No en an o, po es a mesma azão, os exce os
espei an es à legislação po aduzi o am os que coloca am mais dú idas, ob igando a
mais pesquisa e en a i as de compa ação com a linguagem usada nos dois ex os
exis en es.
Consis e, assim, numa adução que, exce o no con eúdo de 11 diaposi i os e dos
exce os da Lei de Enquad amen o O çamen al, oi ei a a a és de «copy and pas e». O
CRI oi consul ado de o ma a e e i os a igos das leis co e amen e, já que al é ei o de
o ma di e en e da po uguesa: «A icle» não pode se ab e iado como «A .» em
«A igo», as siglas pe manecem em po uguês, podendo ac escen a o seu signi icado em
inglês como No a de T adução e sendo es a ou a o ma de e idencia o adu o num
ex o (Ches e man, 2016, p. 108), em ez dos pa ên eses e os. A adução des a
ap esen ação le ou ainda ao encon o de uma exp essão que não em equi alen e na LC,
«lei- a ão», sendo dada libe dade de escolha pa a uma exp essão ap op iada. Po ém, e
como cons a da abela, op ou-se po man e a exp essão da LP, conside ando que,
a ando-se de uma ap esen ação, o(s) o ado (es) explica iam o seu signi icado e espe i o
âmbi o. Em ez de uma il agem cul u al, oi ado ada a es a égia con á ia,
es angei ização (Jones, 1989)
12
. Es e documen o é ele an e ambém do pon o de is a da
o ma ação, pois, dado o uso de imagens com ex o em alguns diaposi i os, o na-se
necessá io u iliza aplicações como o Pain pa a cob i o ex o do TP com ex o do TC,
endo em a enção que a co das pala as, a co do undo e o ipo de le a de em es a em
con o midade com os do TP.
Res a conclui que, após uma e lexão e análise de alhada de odos os documen os
ap o ados pela e isão, se pe cebeu que há um «pad ão» no que espei a às al e ações
e e uadas du an e o p ocesso adu ó io. É c ucial e e i e sublinha que a AR não
unciona com documen os que pe mi am qualque ipo de «c ia i idade» po pa e das
adu o as, daí que a adução li e al seja a es a égia p eponde an e. T a a-se de adução
12
Ci ado po And ew Ches e man, em Memes o T ansla ion: The sp ead o ideas in ansla ion heo y.
Re ised edi ion. John Benjamins Publishing Company (2016).
27
ins i ucional e, como al, o esul ado é «any ansla ion ca ied ou in he name, on behal
o , and o he bene i o [ he] ins i u ion[s]» (Gouadec 2010, p. 36)
13
. Qualque al e ação
é mínima, passando pela explici ação de uma sigla que possa não se do conhecimen o
dos lei o es da LC, ou po uma uga à adução li e al de uma pala a po es a ep esen a
um alse iend
14
que ansmi i ia uma mensagem adul e ada e/ou e ada, ou po eg as
impos as pelo CRI, en e ou as oco ências. Em suma, o obje i o das aduções da AR é
man e a mensagem, o es ilo e a o ma ação o iginais, como se o adu o osse
comple amen e in isí el, sem deixa que exis am sob eposições ao CRI.
13
Ci ado po Kaisa Koskinen, em “Ins i u ional T ansla ion: The A o Go e nmen by
T ansla ion”. Pe spec i es - S udies in T ansla ology 22, nº 4 (2014): 479-92.
14
False iend é um e mo u ilizado pa a designa uma pala a que soa de o ma simila em duas línguas,
mas cujo signi icado di e e en e si. Es a exp essão em o igem ancesa ( aux amis) e oi cunhada po
Maxime Koessle e Jules De ocquigny, na sua ob a Les aux amis; ou, Les ahisons du ocabulai e anglais
(conseils aux aduc eu s) de 1928.
28
Conclusão
Como mencionado na in odução, nem semp e a eo ia se mani es a como
su icien emen e ele an e pa a jus i ica ce as p á icas adu ó ias. No caso conc e o da
adução p a icada na AR, e como se pode cons a a pelas análises ap esen adas, a a-se
de uma adução que pouco pode con a com al e ações ele an es ei as ao TP po pa e
do adu o . Pa a al con ibui o ac o de se em aduções que, na maio ia das ezes,
ol am ao au o do TP. Ao con á io do que acon ece com adução li e á ia, po exemplo,
ou legendagem de p og amas e ilmes, en e ou os, o au o do TP ai usa o TC, ai da -
lhe oz e ai ap esen á-lo a e cei os, que sejam igu as nacionais ou in e nacionais. Es e
ac o quase anula o adu o , edu-lo a con e so de línguas, e po isso não lhe es a
espaço pa a aplica ou as es a égias de o ma ex ensi a que não a de adução li e al.
Ou o a o que mos ou se de ex ema impo ância pa a o p ocesso adu ó io oi
o Código de Redação In e ins i ucional. Se, de modo ge al, exis em já limi ações ao que
um adu o pode ou não aze , o ac o de exis i um guia a egula a p odução, edição e
adução de documen os das ins i uições nacionais e in e nacionais que in eg am a Eu opa
ac esce especi icidades ao seu abalho. Po ém, é a o ma de ga an i que os documen os
es ão ha monizados a ní el e minológico e de o ma ação.
Pa ece ambém pe inen e inclui nes as e lexões inais uma ideia que deco e de
uma suges ão de Thomas Williams (2013, p. 11) e que bene icia ia o Núcleo de T adução
da Assembleia da República: a exis ência de um guia de es ilo p óp io. Como se pode
pe cebe pelos exemplos o necidos nes e ela ó io, exis em eg as pa icula es, e que ão
sendo al e adas, que são impo an es pa a a execução de uma boa adução e e isão
pos e io . A ins i uição e os p o issionais da adução que pa a ela con ibuem,
especialmen e os adu o es ex e nos nes e caso, bene icia iam de um guia de es ilo que as
compilasse de o ma a e i a empo despendido em escla ecimen o de dú idas e na
p óp ia e isão dos documen os, além de que e i a ia e os não de e ados.
Ou a suges ão passa pelo seguin e: conside ando que a ex e nalização de
aduções ob iga à e isão po pa e das adu o as in e nas, al ez a in e são des e
sen ido ambém osse possí el, ou seja, as aduções elabo adas in e namen e se em
depois ex e nalizadas pa a e isão. Po es e meio, mas sem coloca a compe ência das
adu o as em causa em pon o algum, al ez osse possí el assegu a a qualidade das
e isões. Não sendo exequí el c ia dis ância en e a adução de um ex o e a sua e isão
po pa e da mesma adu o a, eco e a um e cei o pa a a e isão c ia ia, em ez da
29
dis ância, maio impa cialidade. Con udo, pa a que es a ideia pudesse se implemen ada,
se ia necessá io p imei o elabo a o mencionado guia de es ilo com acesso po pa e dos
adu o es ex e nos pa a amilia ização com as idiossinc asias pa lamen a es e p e enção
de e os e minológicos.
Espe a-se, des e modo, que o p esen e ela ó io enha con ibuído an o pa a uma
a ualização do acompanhamen o das a e as adu ó ias na Assembleia da República,
como pa a a sua comp eensão e agilização, sendo de sublinha a g ande impo ância que
es a expe iência ep esen a no p og esso dos es agiá ios.
30

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32
Anexos
Anexo 1- Exemplo de adução 1 — Rela ó io da eunião emá ica da UIP-CPLP
sob e mudanças climá icas
Reunião Temá ica da UIP-CPLP sob e mudanças
climá icas ace aos desa ios do desen ol imen o
sus en á el
18-19 de julho de 2022, P aia, Cabo Ve de
RELATÓRIO
Mais de (...) pa icipan es de (...) países euni am-se na P aia, em Cabo Ve de, nos
dias 18 e 19 de julho de 2022, pa a a eunião emá ica sob e mudanças climá icas
ace aos desa ios do desen ol imen o sus en á el. O seminá io oi o ganizado
conjun amen e pela União In e pa lamen a (UIP) e pelo Pa lamen o de Cabo Ve de.
A eunião emá ica incluiu á ias ap esen ações e o deba e em plená io,
p opo cionando uma opo unidade única pa a desen ol e os deba es que le a am à
adoção da Decla ação de Nusa Dua na 144ª Assembleia da UIP, na qual
pa lamen a es de mais de 100 países delinea am ações-cha e pa a uma espos a
pa lamen a sólida e ans o mado a à c ise climá ica. A eunião ab iu caminho ao
e o ço da ação pa lamen a e da coope ação en e a Comunidade dos Países de
Língua Po uguesa (CPLP), em con o midade com a Decla ação.
O seminá io cen ou-se na iden i icação de boas p á icas em ma é ia de legislação
sob e al e ações climá icas en e os pa lamen os da CPLP, na explo ação de
opo unidades pa a desen ol e / e o ça a esiliência das populações des es países
e na p omoção da implemen ação de aco dos climá icos nacionais e in e nacionais.
As discussões o am en iquecidas pela pa ilha de boas p á icas, expe iências
nacionais e lições ap endidas com os pa lamen a es e [inclui aqui ou os
in e enien es que enham pa icipado, po exemplo, ep esen an es go e namen ais
e pe i os de agências das Nações Unidas, e c.]. A eunião incluiu ambém uma
sessão de abalho sob e o papel das mulhe es na ação climá ica e sob e o papel
33
dos jo ens na c iação e p omoção de soluções ecnológicas pa a comba e as
al e ações climá icas, com base nos conhecimen os pa ilhados na ecen e 8ª
Con e ência Global de Jo ens Pa lamen a es da UIP, ealizada em Sha m-el-Sheikh,
no Egi o.
As al e ações climá icas no con ex o global: os caminhos e desa ios pa a um
desen ol imen o sus en á el
O p imei o painel ap esen ou/p opo cionou uma isão ge al dos impac os das
al e ações climá icas a ní el mundial, com especial des aque pa a os países da CPLP.
Os o ado es des a sessão salien a am os e ei os desiguais das al e ações climá icas
nos países em desen ol imen o, en a izando os iscos e impac os que as al e ações
climá icas êm nas comunidades mais ulne á eis, pa icula men e as que i em em
zonas cos ei as de baixa al i ude e as que dependem da ag icul u a e da pesca pa a a
sua sob e i ência. Salien ou-se a impo ância de econhece não só os impac os
ambien ais, económicos e sociais da c ise climá ica, mas ambém os impac os na
saúde men al. Os pa lamen a es o am con idados a in eg a o apoio à saúde men al
na ação climá ica. Ap esen ou-se ambém uma in odução a polí icas e p á icas
e icazes de mi igação e adap ação, em con o midade com os obje i os de
desen ol imen o sus en á el, com ên ase nas es a égias ele an es pa a os países
insula es de pequena dimensão e pa a os países com zonas cos ei as de baixa
al i ude. Discu i am-se exemplos de polí icas e medidas que podem ajuda a alcança
os obje i os climá icos e os de desen ol imen o, nomeadamen e:
• P omo e o alinhamen o das polí icas e es a égias ela i as às al e ações
climá icas com os Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el e o Aco do de
Pa is;
• In eg a o apoio à saúde men al na ação climá ica e conside ações climá icas
nos p og amas de saúde men al;
• Ga an i que a legislação climá ica inclua a mi igação das al e ações
climá icas e a adap ação às mesmas.
Os desa ios pa a a aplicação dos di ei os humanos no quad o das al e ações
climá icas
O segundo painel cen ou-se na in eg ação de uma pe spe i a de di ei os humanos na ação
climá ica nos países da CPLP. Es a sessão demons ou a e icácia da adoção de uma abo dagem
cen ada nos di ei os humanos pa a en en a os impac os das al e ações climá icas. Apelou-se
aos pa lamen os que e li am sob e as ob igações que incumbem aos Es ados ao ab igo do
egime ju ídico in e nacional dos di ei os humanos, dos ins umen os in e nacionais e das suas
p óp ias leis nacionais, que a assegu a em o cump imen o do «di ei o a um ambien e limpo,
saudá el e sus en á el» e que ado em medidas adicionais pa a ga an i a ealização des e di ei o
nos seus espe i os pa lamen os. A ecupe ação ag o lo es al oi desc i a como uma es a égia
impo an e pa a eduzi o p oblema dos e ugiados climá icos. Salien ou-se ambém a
impo ância de uma go e nação sólida no domínio da água pa a assegu a a saúde e o bem-
es a das comunidades e de uma abo dagem à p epa ação e espos a a ca ás o es cen ada nos
di ei os. Des aca am-se á ias ações que os pa lamen a es podem emp eende pa a apoia a
aplicação dos di ei os humanos no con ex o das al e ações climá icas, designadamen e:
• Iden i ica e esponde às necessidades mais u gen es dos cidadãos ulne á eis na
c iação de disposições legais sob e al e ações climá icas;
• Apoia quad os ju ídicos que p omo am a implemen ação de medidas de espos a aos
e ugiados climá icos, incluindo polí icas de ecupe ação ag o lo es al, medidas de
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Anexo 4- Exemplo de adução 4 — Emen a de e en o
PROPOSALS
8.9.2022 – No o PAX 65
Eu opean Young Leade s Semina
Walking lunch (bu e )
–
Clois e s o
he Assembleia da República
F om 12.30 o 13.45
Soup: Ca o soup wi h o ange
Fish: Flaked cod wi h an oli e c us , oas ed po a oes on a bed o
g eenswi h ga lic oli e oil
Vege a ian op ion: Leek quiche wi h mush ooms
Glu en- ee op ion: Sau éed o u wi h Medi e anean salad (nu s)
Vegan op ion: Swee po a o lasagne wi h ege ables
Salads: Sea ood salad wi h ege ables, G een salad wi h balsamic
sauce, Mini mozza ella cheese wi h che y oma oes and ocke .
Cheese boa d
Desse and ui able: Ab an es pudding, Almond mousse wi h
be y soup, Chocola e deligh
D inks: Mine al wa e , o ange juice, so d inks and co ee
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P ice pe pe son: €17.00 including VAT
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COFFEE BREAK – Monks’ Re ec o y – 65 PAX
F om 15.15 o 15.45
Composi ion: Co ee, ea, mine al wa e , o ange
juice
P ice pe pe son: €3.00 + VAT
Human Resou ces: 4 wo ke s x €18.50 x 3 hou s
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