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Uma reflexão sobre a tradução e o seu contributo na Assembleia da República

Castanheira, Mariana de Mendonça e Passos dos Anjos

Abstract

A elaboração do presente relatório integra-se no âmbito do estágio curricular de 400 horas que perfaz a componente não-letiva do Mestrado em Tradução da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. O estágio teve lugar no Núcleo de Tradução da Assembleia da República. A tradução é uma parte importante da comunicação. Esta tem um papel fundamental quando se desenvolve em instituições públicas que lidam com o plano internacional e são responsáveis por importantes decisões que acarretam consequências para as populações que ajudam a governar. A Assembleia da República é uma dessas instituições, dado ser um dos órgãos de soberania do país. O propósito da tradução institucional da Assembleia da República é produzir textos que sejam fiéis ao formato do texto original. Deste modo, pretende-se salientar a importância da clareza dessa comunicação, quer em português quer em inglês, mantendo o foco no Código de Redação Interinstitucional por ser o guia para coerência terminológica e respeito das regras de cada língua.

Full text

Uma e lexão sob e a adução e o seu con ibu o na Assembleia da República Ma iana de Mendonça e Passos dos Anjos Cas anhei a Rela ó io de Es ágio de Mes ado em T adução Á ea de Especialização em Inglês Ma ço 2023 Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em T adução – Especialização em Inglês, ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Iolanda Ramos (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade No a de Lisboa). Ag adecimen os Em p imei o luga , gos a ia de ag adece à Assembleia da República pela opo unidade de ealiza o es ágio e pela disponibilidade ao longo de odo o p ocesso. Um g ande ob igada à P o esso a Dou o a Iolanda Ramos po e acei ado se a minha o ien ado a quando ainda nem sabia onde i ia es agia , e es ado semp e disponí el pa a qualque dú ida e suges ão e po odos os conselhos aliosos. Ag adeço ambém à o ien ado a da ins i uição de acolhimen o, a D a. Ana Guapo, po me e acompanhado du an e os ês meses de es ágio, e à Mes e Raquel Sal ado po odos os conhecimen os que me ansmi iu e ajuda que p es ou. Um ob igado gigan e aos meus pais po es a em semp e ao meu lado e pelo apoio con ínuo. À Bia, à Diana e à Ma iana po se em as melho es amigas que pode ia e , pelos almoços e lanches ap essados, pela companhia, po es a em semp e p esen es nem que seja po mensagens. À Ca a ina, ao Diogo e à Ca olina pelos semp e bons momen os. Po im, um ob igado in ini o ao meu io e à minha ia, os melho es do mundo, po udo. Conce os, sleepo e s, apoio às c ises exis enciais, conselhos… Tudo, desde semp e. Resumo A elabo ação do p esen e ela ó io in eg a-se no âmbi o do es ágio cu icula de 400 ho as que pe az a componen e não-le i a do Mes ado em T adução da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade NOVA de Lisboa. O es ágio e e luga no Núcleo de T adução da Assembleia da República. A adução é uma pa e impo an e da comunicação. Es a em um papel undamen al quando se desen ol e em ins i uições públicas que lidam com o plano in e nacional e são esponsá eis po impo an es decisões que aca e am consequências pa a as populações que ajudam a go e na . A Assembleia da República é uma dessas ins i uições, dado se um dos ó gãos de sobe ania do país. O p opósi o da adução ins i ucional da Assembleia da República é p oduzi ex os que sejam iéis ao o ma o do ex o o iginal. Des e modo, p e ende-se salien a a impo ância da cla eza dessa comunicação, que em po uguês que em inglês, man endo o oco no Código de Redação In e ins i ucional po se o guia pa a coe ência e minológica e espei o das eg as de cada língua. Pala as-cha e: Assembleia da República, Relações In e nacionais, o ganismos públicos, adução ju ídica, SDL T ados, Guia de Redação In e ins i ucional. Abs ac This epo is a esul o he 400-hou cu icula in e nship ha make up he non- academic componen o he Mas e s in T ansla ion o he School o Social Sciences and and Humani ies o he NOVA Uni e si y o Lisbon. The in e nship ook place a he ansla ion depa men o he Assembleia da República (Po uguese Pa liamen ). T ansla ion is an impo an pa o communica ion. Communica ion plays a c ucial ole in public ins i u ions ha in e ac in in e na ional domains and a e esponsible o impo an decisions wi h consequences o he popula ions hey help go e n. The Assembleia da República is one o hose ins i u ions, as i is one o he ou so e eign bodies in Po ugal. The ins i u ional ansla ion p ac ised a he Assembleia da República aims o p oduce ex s which a e ue o he o ma o he sou ce ex s. Thus, he pu pose o his epo is o highligh he impo ance o clea communica ion, in English and in Po uguese, keeping he In e ins i u ional S yle Guide a he cen e o being he guide o e minological ha mony and espec o he ules o each language. Keywo ds: Assembleia da República, In e na ional Rela ions, public bodies, legal ansla ion, SDL T ados, In e ins i u ional S yle Guide Índice Lis a de ab e ia u as ……………………………………………………………………… i Lis a de igu as …………………………………………………………………………… i In odução ……………………………………………………………………………...… 1 Me odologias …………………………………………………………………….............. 3 1. A Assembleia da República e o Núcleo de T adução ……………………………….... 4 1.1. A Assembleia da República ……………………………………………….... 4 1.2. O Núcleo de T adução ……………………………………………………… 6 2. Os guias de es ilo e o Código de Redação In e ins i ucional ………………………... 10 3. O es ágio ……………………………………………………………………………... 13 4. T adução e análise dos TP ………………………………………………………….... 17 Conclusão ………………………………………………………………………………. 29 Bibliog a ia ……………………………………………………………………………... 31 Anexos ………………………………………………………………………………….. 33 Anexo 1: Exemplo de adução 1 — Rela ó io da eunião emá ica da UIP-CPLP sob e mudanças climá icas ………………………………………………...….... 33 Anexo 2: Exemplo de adução 2 — Pa ece emi ido pelo Facebook ………….. 37 Anexo 3: Exemplo de adução 3 — Con eúdo web sob e uma pin u a da Ba alha de São Mamede ….……………………………………………………………… 40 Anexo 4: Exemplo de adução 4 — Emen a de e en o …..……………………. 41 Lis a de ab e ia u as AR – Assembleia da República CRI – Código de Redação In e ins i ucional EN — Inglês ISG – In e ins i u ional S yle Guide LC – Língua de Chegada LP – Língua de Pa ida PT – Po uguês TC – Tex o de Chegada TP – Tex o de Pa ida UE – União Eu opeia Lis a de igu as Figu a 1 — O ganog ama da AR Figu a 2 — Capí ulo 2.7 do CRI, onde se encon am as di e izes pa a e e ências a a os e às suas subdi isões, nomeadamen e os a igos Figu a 2 — Capí ulo 2.7 do ISG, onde se encon am as di e izes pa a e e ências a a os e às suas subdi isões, nomeadamen e os a igos Figu a 3 e 5 — Cabeçalho da abela e exce o da abela que inclui o exemplo mencionado Figu a 6 e 7 — Cabeçalho da lis a e exce o da mesma que inclui o exemplo mencionado Figu a 8 — ISG: ep esen ação das da as Figu a 9 — ISG: ep esen ação das ho as Figu a 10 — ISG: ep esen ação dos p eços In odução O p esen e ela ó io oi elabo ado no âmbi o do Es ágio Cu icula ealizado no Núcleo de T adução da Assembleia da República, co espondendo à componen e não- le i a do Mes ado em T adução da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade NOVA de Lisboa. Foi equi alen e a 400 ho as de abalho p á ico no local de es ágio e deco eu en e 19 de se emb o e 19 de dezemb o de 2022. Ado ou-se a es u u a habi ual nes e ipo de abalho, pelo que p imei amen e se p ocede a uma ap esen ação da me odologia u ilizada pa a a elabo ação des e ela ó io. Segue-se o capí ulo dedicado à ins i uição de acolhimen o do es ágio, ealçando o seu papel nacional e a sua in e ação com os es an es ó gãos de sobe ania. No pon o seguin e, a a enção cen a-se pa icula men e no depa amen o consag ado à adução na Assembleia da República, o e ecendo, num p imei o momen o, uma isão gene alizada sob e o ipo de abalho ealizado e, depois, dados es a ís icos conc e os sob e a a i idade adu ó ia e e uada du an e o ano de 2022, a é à da a de im do es ágio. No capí ulo seguin e, é ei a uma in odução aos guias de es ilo e, em pa icula , ao Código de Redação In e ins i ucional, po se es e o ins umen o que assegu a a ha monização e minológica em odos os documen os p oduzidos na e pa a a União Eu opeia. Em e cei o luga , desen ol e-se a pa e p á ica do ela ó io, espei an e ao abalho ei o du an e o pe íodo de es ágio, u ilizando algumas es a ís icas. Fo am ei as aduções de documen os mui o di e si icados, desde ap esen ações em o ma o Powe Poin e olhe os publici á ios, passando po ca as e discu sos, cu ículos p o issionais, ques ioná ios e ela ó ios, con eúdo digi al, en e ou os. Es a a iedade ex ual esul a da ab angência de públicos-al o da Assembleia da República, os quais pe mi em que os documen os p oduzidos sejam dis inguidos, de uma o ma mui o ge al, en e documen os de u ilização in e na e documen os de u ilização ex e na. A p imei a ca ego ia di ige-se aos memb os pa lamen a es e se iços da Assembleia da República, enquan o a segunda se des ina ao público-ge al e o ganizações in e nacionais. Num qua o momen o, a abo dagem ecai sob e o enquad amen o eó ico ele an e pa a a a i idade adu ó ia desen ol ida du an e o es ágio, a a és da análise de alguns 1 exemplos p á icos abalhados du an e o es ágio. Reco endo não só a conhecimen os eó icos p é-adqui idos, mas ambém a uma pe spe i a c í ica da bibliog a ia analisada, e endo em con a a expe iência le ada a cabo na ins i uição especí ica onde deco eu o es ágio, pode conclui -se que nem semp e a eo ia é passí el de se aplicada na e en e p á ica e p o issional da adução, pelo menos de o ma ex ensi a. Nos qua o anexos inse em-se alguns exemplos de adução, ep oduzidos na ín eg a. 2 ap o undado sob e ma é ias mais especí icas e consul a de comunidades de adução pa a escla ecimen o de alguma dú ida que su ja. De o ma a ilus a o abalho que se az no Núcleo de T adução da AR, eis alguns dados es a ís icos e e en es ao úl imo ano, a é no emb o 7 : o am ei os 262 pedidos de adução, um o al de 1314 páginas; os ex os de pa ida su gi am em 5 línguas, incluindo po uguês (além de ancês, inglês, espanhol e alemão) e os de chegada cons i uí am o mesmo núme o, mas con ando com á abe em ez de alemão; os p incipais emas dos abalhos ecaí am sob e a omada de posse do PAR a 29 de ma ço de 2022, a no a legisla u a iniciada a 30 de ma ço de 2022 (com implicações em CVs, comissões pa lamen a es, g upos pa lamen a es e g upos pa lamen a es de amizade, os quais cons i uem pa ce ias en e os pa lamen os de Po ugal e dos países conside ados amigos), publicações de modelos p o ocola es, no as b ochu as e a exposição comemo a i a dos 200 anos da Cons i uição, que deco eu de 23 de se emb o a 30 de dezemb o de 2022. En e os p incipais ipos de documen os aduzidos encon am-se ca as, CVs, discu sos, emen as, ap esen ações, con eúdos pa a a página web do pa lamen o, exposições e publicações. Os ipos de documen o que mais o am aduzidos o am ca as, ca álogos, publicações, con eúdos pa a a web e discu sos, mas, em e mos de núme o de páginas, os mais ex ensos o am as ap esen ações, publicidade, discu sos, ela ó ios e legislação. Os pa es de línguas mais u ilizados (pe cen agem em elação ao núme o o al de pedidos) o am: po uguês-inglês (60%), po uguês- ancês (23%), línguas ex e nalizadas (8%), e isões de inglês (4%), e isões de ancês (3%), inglês-po uguês (2%). Po im, os ês depa amen os que mais equisi a am os se iços do Núcleo de T adução o am: a Di eção de Relações In e nacionais e Coope ação (27%), o Gabine e do PAR (14%) e a Di eção de Relações Públicas e P o ocolo (14%). 7 Es es dados, cuja on e bibliog á ica cons i ui uma ap esen ação em Powe Poin elabo ada pelas adu o as esiden es da AR, são e i ados de um documen o in e no, um ichei o Excel, onde são manualmen e egis ados os dados e e en es às aduções pedidas. Não oi concedido acesso a es e documen o pa a inclusão no p esen e ela ó io. 9 2. Os guias de es ilo e o Código de Redação In e ins i ucional An es de se passa ao desen ol imen o dos á ios ópicos do ela ó io, é pe inen e começa com uma con ex ualização e uma de inição ab angen e, nomeadamen e, ca ac e izando suma iamen e o que é um guia de es ilo. Um guia de es ilo assemelha-se a um manual de ins uções de aspe o linguís ico, o qual é de uma impo ância ulc al pa a qualque o ganização, emp esa ou ins i uição que necessi e de se iços edi o iais, adu ó ios, en e ou os. Um guia des e ipo assegu a a consis ência de imagem e de mensagem. Assim, os guias de es ilo podem se de inidos como «(…) e amen as indispensá eis pa a es abelece a u ilização consis en e e uni o me das con enções linguís icas e es ilís icas que de e iam se espei adas pelos colabo ado es de uma emp esa» (Al es 2014, p. 8), sendo que «emp esa» pode se subs i uída po qualque uma das opções mencionadas acima. T anspo ando es a de inição pa a o mundo da adução, pode ci a -se a mesma au o a dizendo que um «guia de es ilo de adução consis e num documen o de e e ência e no malização ao se iço dos adu o es e e iso es pa a assegu a a consis ência, coesão e uni o midade das aduções» (Al es, 2014, p. 9). Como isa ap esen a o ien ações especí icas de o dem linguís ica, es ilís ica e cul u al, pode se conside ado «um ecu so mul i uncional que em em conside ação o u ilizado inal, es abelecendo ao mesmo empo um equilíb io en e a p ecisão linguís ica e a uncionalidade comunica i a» (Al es, 2014, p. 9). Pos o is o, é na u al que uma o ganização como a UE, cons i uída po 27 países e 24 línguas o iciais, necessi e de um guia que egule odos os documen os que são emi idos e pa ilhados en e as á ias ins i uições, que nacionais que in e nacionais. Te e assim o igem o Código de Redação In e ins i ucional. O Código de Redação In e ins i ucional oi elabo ado (e é ge ido) po ês en idades: o Comi é In e ins i ucional, a secção de coo denação ge al do Código de Redação e os á ios g upos linguís icos in e ins i ucionais. O Comi é In e ins i ucional é apon ado pelo Comi é Di e i o do Se iço de Publicações, o qual é compos o pelos ep esen an es ge ais de á ias ins i uições eu opeias, como o Pa lamen o Eu opeu, a Comissão Eu opeia, o Conselho da União Eu opeia, além das en idades económicas e de jus iça. Os ep esen an es o iciais enca egues dos abalhos dos g upos são nomeados po 10 es e Comi é, cabendo-lhe ainda a esolução de p oblemas que su jam. A secção de coo denação ge al é a ges o a do p ocesso de edação do CRI, além de man e o sí io web 8 a ualizado. Po im, os g upos linguís icos in e ins i ucionais, que são um po cada uma das 24 línguas o iciais da UE, são cons i uídos po ep esen an es selecionados pelo Comi é In e ins i ucional. Es es g upos enca egam-se da elabo ação do CRI e das suas e sões, supe isionados pela espe i a secção de coo denação. São cons i uídos po adu o es, e iso es, pe i os em e minologia e ju is as-linguis as. Re o ça-se que o CRI apenas o nece in o mação às 24 línguas o iciais, o que signi ica que a UE impôs limi es linguís icos à sua ab angência, nomeadamen e de ido ao ele ado cus o de se iços de adução que implica ia inclui odas as línguas aladas na UE, além de que não se ia possí el ob e ecu sos linguís icos pa a e sob e odas. Como e e e Koskinen (2014), «E en wi h 23 languages, he Eu opean Union se s bounda ies o i s ansla ion and in e p e ing p o ision. (…) comple eness e e s o ull co e age o documen a ion in ansla ion, and hus equal access o in o ma ion o all speake s o hese o icial languages, no o mul ilingualism ex ended o any language». O CRI des ina-se a se usado pelas á ias ins i uições eu opeias, onde se incluem os ês ó gãos p incipais da UE: a Comissão Eu opeia, o Conselho da União Eu opeia e o Pa lamen o Eu opeu. Além de inclui as linhas que de em se seguidas na edação de documen os o iginais, a impo ância do Código pa a a p o issão do adu o é indiscu í el. Embo a o impac o pa eça limi a -se às ins i uições mais di e amen e elacionadas com a Eu opa, a UE e as elações polí icas man idas en e os memb os a ní el sup anacional, ambém a ní el nacional se a i ma como undamen al, pois as ins i uições polí icas de cada país man êm elações diplomá icas com ou os países, en iam ep esen an es nacionais pa a e en os in e nacionais de espe o eu opeu, celeb am a ados e aco dos com ou os países, po exemplo, e es as ci cuns âncias começam odas a ní el nacional e são p epa adas endo o seu papel in e nacional em is a. Pode conclui -se que o g ande empenho do Código, e o seu p incipal p opósi o, é a consis ência e a ha monização da comunicação. Aliás, como cons a da in odução do mesmo: «A p esen e publicação cons i ui um p ocesso de ha monização linguís ica único no seu géne o, dado o núme o de comunidades linguís icas implicadas na sua elabo ação. 8 Página do CRI disponí el em: h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -000100.h m 11 Des ina-se a se i de ins umen o de e e ência no domínio da esc i a pa a odas as ins i uições e odos os ó gãos e o ganismos da União Eu opeia» 9 . 9 Disponí el em: h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -000900.h m 12 3. O es ágio Como já e e ido, es e ela ó io é o esul ado de um es ágio de 400 ho as, ealizado ao longo de ês meses com um ho á io de abalho das 9h às 17h, depois de dada a opo unidade de escolha do mesmo à es agiá ia. O es ágio ca ac e izou-se po um conjun o de a i idades mui o homogéneas e ao im de algum empo o nou-se numa o ina con o á el e p e isí el, em que se da a início ao dia de abalho com a con inuação de adução de documen os não acabados no dia an e io ou com o início de no as aduções após escolha em conjun o com a adu o a de inglês da AR. Nos dias em que a adu o a ainda não se encon a a na AR, a a enção e a ocada num p oje o pa alelo, o qual oi suge ido pela adu o a: a elabo ação de uma abela que se i ia de di e ó io pa a os capí ulos mais consul ados do CRI. O seu p opósi o e a o de acili a a consul a dos capí ulos mais ele an es pa a as aduções, como po exemplo os que incluem as abelas com os nomes o icias dos Es ados e das suas moedas. Con udo, es e p oje o não icou concluído, de ido ao mencionado es abelecimen o da o ina de aduções, sendo a a enção o almen e ocada no p ocesso de adução e de e isão, com o obje i o de p ocu a encon a as melho es écnicas de abo dagem ao abalho desen ol ido no âmbi o de uma ins i uição como a AR. As exceções às a i idades habi uais oco e am em dois dias. É cos ume a AR ealiza uma ap esen ação do Núcleo de T adução a es udan es de Licencia u a ou de Mes ado da á ea. Em 2022, seis alunas da Licencia u a em T adução da Uni e sidade Ca ólica de Lisboa isi a am a AR, guiadas po uma docen e já conhecedo a da ins i uição e do Núcleo, a p o esso a Anne F ance. Es a ap esen ação é acompanhada de uma isi a ao palácio, quando possí el, como oi o caso nes e dia. A ou a ocasião que eque eu pa e do empo dedicado à adução oi no dia de p epa ação do Powe Poin in o ma i o que apoia ia a ap esen ação às alunas e à docen e, a ualizando os dados e, pos e io men e, p a icando a exposição o al po pa e das adu o as e da es agiá ia. Ao longo des e pe íodo, aduzi am-se ap oximadamen e 6 762 pala as (12 documen os) de inglês pa a po uguês e 23 696 pala as (39 documen os) de po uguês pa a inglês. Ao odo, as aduções con am com 51 ex os, chegando a ce ca de 30 458 pala as, sendo os mais comuns discu sos, ca as e cu ículos. Nem odos os documen os chega am a se e is os pela adu o a de inglês da AR de ido ao semp e p esen e e conside á el olume de pedidos de adução, mas, de ido ao seu abalho e dedicação 13 incansá eis, exis em 30 documen os e is os (ap oximadamen e 18 813 pala as e is as, sem disc imina en e aduções EN-PT e PT-EN), dos quais alguns o am u ilizados pa a e e ência e como exemplo no p esen e ela ó io, de o ma a ap esen a apenas documen os aduzidos que o am e e i amen e ap o ados po uma adu o a p o issional mui o expe ien e. Começando pela ca ego ia que ap esen a meno es núme os es a ís icos, o am aduzidos 12 documen os de inglês pa a po uguês. Des es, apenas um ipo de documen o oi epe ido, pois o am aduzidos dois ca álogos. De es o, p ocedeu-se à adução de uma ca a, uma emen a, um p og ama, um ques ioná io, um ela ó io, um pa ece , um documen o legisla i o, um discu so, um cu ículo p o issional e uma ap esen ação. Fo am e is os 9 des es documen os. Os ex os aduzidos de po uguês pa a inglês con am com mais a iedade nos ipos de documen os, mas ambém mais epe ições, pe azendo 39 ex os no o al. Fo am aduzidos 6 discu sos, 5 ca as, 5 cu ículos p o issionais, 3 emen as, 3 ques ioná ios, 2 ca álogos, 2 documen os legisla i os, 2 ap esen ações, 2 p og amas/guiões de isi as, 2 ex os publici á ios, 2 ela ó ios, uma exposição, um ex o de con eúdo web pa a o sí io da In e ne do Pa lamen o, um pa ece e um ex o publici á io. Exis em 21 e isões. Quan o ao p ocesso de adução, es e consis iu nos mesmos passos do p ocesso explicado no capí ulo 1.2. Dada a al a de expe iência adu ó ia da es agiá ia nes e ipo de ambien e e com es es documen os, a sua es a égia passou po ado a odos os conselhos dados, odas as ins uções acul adas, seguindo an o quan o possí el os p ocedimen os das adu o as p o issionais da AR. Também as e amen as usadas pelas p o issionais o am explo adas pela es agiá ia: o SDL T ados oi u ilizado cons an emen e e os conhecimen os sob e o seu uncionamen o bas an e ap o undados, o que cons i uiu uma das g andes mais- alias adqui idas pa a o u u o. Os ecu sos online consis i am na base de dados do IATE pa a linguagem écnica, não esquecendo, no en an o, que é uma on e que de e se u ilizada com cau ela, dado se no malmen e a ada pelos es agiá ios de adução da UE; e na BDTT-AR, a qual ambém eque cuidado na u ilização po não es a a pa da e minologia a ual, embo a a sua a ualização seja um p ocesso em cu so que es á a ca go das adu o as da AR, já que são as suas p incipais u ilizado as, êm os conhecimen os necessá ios e abalham as ês 14 línguas que a Base de Dados u iliza. Con am-se ainda en e as e amen as u ilizadas o adu o DeepL pa a dú idas de es u u a ásica ou mesmo de adução con ex ualizada, bem como os á ios dicioná ios ísicos monolingues e bilingues (mesmo o dicioná io Me iam-Webs e se e de e e ência, sem esquece que se a a de um dicioná io de inglês ame icano). Quan o à pós- adução, es a oi, em alguns casos, di e en e do p a icado pelas adu o as da AR. Tal de eu-se ao que oi aco dado com a es agiá ia, que não incluía lida com aduções ecen es ( i ando uma ou ou a exceção, que p opo cionou a discussão de escolhas adu ó ias e es a égias ado adas com as duas adu o as) nem com pedidos a uais, pelo que ica a dispensada da a e a de e e os documen os aduzidos assim que e mina a a sua adução. Não obs an e, na maio ia das ezes, de o ma a simula o melho possí el um cená io ealis a do abalho de um adu o p o issional, a e isão e a ei a de seguida. Es a segue a mesma lógica de segui o p ocesso que é u ilizado pelas duas adu o as da AR. É ele an e cons a a , pa a e ei os des e ela ó io, que o p ocesso de e isão que é p a icado no Núcleo de T adução não so eu al e ações desde a sua documen ação po Thomas Williams (2013). T a a-se de um p ocesso bi ásico que ga an e a melho e isão po pa e dos p óp ios adu o es, já que a e isão não é assegu ada po nenhuma ou a on e, que in e na que ex e na. De ido aos p azos ape ados com que o Núcleo lida dia iamen e, não é possí el usu ui do aconselhá el empo pa a dis anciamen o en e a adução e a sua e isão. Da mesma o ma, quando uma adução é ex e nalizada, es a passa semp e pela e isão das adu o as in e nas da AR. Como ex ensi amen e explici ado no ela ó io de es ágio de Gonçal es (2019, pp. 53-54), após a adução, o adu o de e e e o documen o duas ezes, mas de uma o ma dis in a, designadas po Mossop (2001, p. 116) como e isão unilingue e e isão bilingue. Em p imei o luga , e ê-se o documen o aduzido, sem in luência do TP. Es a ase p e ende ce i ica o adu o de que, linguis icamen e, não há e os no TC, que sejam e os mais complexos, como um adje i o mal emp egue ou mais simples, como um lapso numa le a de uma pala a. Depois de assegu ada a co eção linguís ica, passa-se à e en e da co espondência, ou seja, uma compa ação en e o TP e o TC em busca de e os que se elacionem com a ansmissão da mensagem p e endida. Es a de e se igual nos dois ex os e cump i os equisi os da LC no que oca ao ipo de ex o que se aduz e ao público-al o a que se di ige, po exemplo. 15 Mesmo sendo um p ocesso undamen almen e cons i uído po duas e apas, é an ajoso chega ao im da análise de co espondência e epe i o p imei o passo da e isão, pois podem e sido come idos no os e os linguís icos de i ados de ac escen os ou omissões, al como oi apon ado po Albi (2001, pp. 633-641). Quan o mais e isões o em possí eis, melho , mas, como e e ido, o cu o espaço de empo en e o pedido de uma adução e o p azo de en ega de inido pelo eque en e não o pe mi e. Impo a en a iza es a ca ac e ís ica, pois a a-se de uma endência comum no que espei a ao me cado da adução, con o me oi sublinhado po Ge aldes (2019, p. 4), endência essa que em uma in luência signi ica i a no p ocesso de adução, no desempenho e na e isão do abalho. Des a o ma, ês e isões pa ecem se o mínimo pa a ga an i a melho qualidade possí el do TC. 16 4. T adução e análise dos TP Segue-se a análise das aduções ei as du an e o es ágio. De ido ao ele ado núme o de documen os, o am selecionados pa a es e ela ó io apenas alguns, sendo que qua o se encon am na sua ín eg a em anexo e os es an es são mencionados como exemplos signi ica i os. O c i é io de escolha ecaiu sob e a quan idade de di iculdades encon adas em cada um, en ando man e -se a di e sidade da ipologia de documen os e de es a égias adu ó ias aplicadas. Assim, os documen os que pe mi em uma análise mais de alhada são os que se encon am em anexo e os es an es se ão abo dados em exce os nas abelas de compa ação en e TP e TC. Os documen os u ilizados são os seguin es: uma ca a de con i e pa a uma eunião emá ica, um ela ó io de uma eunião in e nacional, um ques ioná io en iado a a és do Cen e Eu opéen de Reche che e de Documen a ion Pa lemen ai es, um pa ece emi ido pela emp esa do Facebook, um ex o pa a publicação online, um cu ículo de um depu ado, uma emen a e uma ap esen ação de diaposi i os. Des es, es ão ep oduzidos na ín eg a, em anexo ao ela ó io, o ela ó io, o pa ece , o ex o pa a publicação online e a emen a. A abo dagem das di iculdades e das es a égias de adução e e po base a me odologia de And ew Ches e man (2016). Não ão se a ados os e os come idos pela es agiá ia que se p endam com o uso do a igo de inido e dos a igos inde inidos em inglês (que se e elou uma ca ac e ís ica de ce os ipos de ex o), nem e en uais dis ações ou ou os e os in olun á ios. No en an o, e azendo uso da ob a de Ches e man, con am-se en e os e os a di iculdade em, po ezes, ugi ao TP, o que esul a a numa adução demasiado li e al (Ches e man, 2016, pp. 91-92). É de salien a ambém a ele ância das es a égias p agmá icas, aplicadas nes a expe iência de es ágio, dada a a iedade dos ipos de documen os, o seu p opósi o e os seus públicos-al o, sendo que são as que, de aco do com Ches e man (2016, p. 104), en ol em as maio es al e ações do TP. Das á ias subca ego ias que Ches e man ap esen a den o das es a égias p agmá icas, algumas sob essaí am em elação a ou as, nomeadamen e mudanças de explici ação, mudanças de coe ência, ansedição e o ma ação. As mudanças de explici ação uncionam num de dois sen idos: ou o nam a mensagem do ex o mais cla a 17 ao explici a o que é ansmi ido, ou azem o con á io e e i am in o mação que ica apenas implíci a no ex o. As mudanças de coe ência e e em-se à mudança da o dem em que a in o mação é ap esen ada no TC, po exemplo, pa a ap oxima in o mação que a a o mesmo ema, mas que no TP é sepa ada po con eúdo que não es á elacionado de o ma ão di e a. Po ezes, os ex os o iginais chegam aos adu o es com e os de o ma ação ou in o mação menos co e a, o que implica uma edição po pa e do adu o , além da adução, esul ando numa ansedição. A o ma ação é uma es a égia eco en e nas aduções, pois os TCs de em semp e co esponde ao es ilo con ido no TP. Seguem-se alguns exemplos em abela, assinalados a neg i o, com menção do documen o de onde o am e i ados. TP (Inglês) TC (Po uguês) Es a égia p agmá ica (Ches e man, 2016) «Please send hem o he JPSG Sec e a ia email and a copy o he Po uguese P esidency Pa liamen (email).» — Ca a con i e «Pedimos que as en iem pa a o Sec e a iado do GCPC (email) e uma cópia pa a a Dimensão Pa lamen a da P esidência Po uguesa (email).» T ansedição «The impo ance o s ong wa e go e nance o ensu e he heal h and well-being o communi ies, and a igh s- based app oach o disas e p epa edness and esponse was also s essed.» — Rela ó io de eunião «Salien ou-se ambém a impo ância de uma go e nação sólida no domínio da água pa a assegu a a saúde e o bem-es a das comunidades e de uma abo dagem à p epa ação e espos a a ca ás o es cen ada nos di ei os.» Mudança de coe ência «We would be e y g a e ul, i you could p o ide he answe s o ou ques ionnai e, by 7 h o May.» — Ques ioná io sob e manuais escola es «Ag adecemos o en io das espos as ao nosso ques ioná io a é (dia) 7 de maio.» Mudança ilocucioná ia 18 expe iência adqui ida po já se e aduzido mais documen os do mesmo ipo não ajuda an o como com ou os ex os. Es e cu ículo começa com uma mudança de in o mação (Ches e man, 2016, p. 106) na pa e e e en e à mo ada do au o , nomeadamen e uma adição. É ac escen ado no TC o país de o igem, «Po ugal», po se a a de um documen o que se á is o po um público in e nacional que, mui o p o a elmen e, não conhece localidades po uguesas. Não oi salien ado na abela po não se su icien emen e ele an e, mas oco e uma omissão (Ches e man, 2016, p. 106) de dois elemen os da mo ada, nomeadamen e «N.º» e «Le a». O nome do pa ido a que o au o pe ence oi explici ado (Ches e man, 2016, pp. 105-106), assim como o da sua Faculdade, pela mesma azão que o país oi incluído na mo ada, ou seja, po que pode não se do conhecimen o de quem le o cu ículo. P ocedeu-se ao mesmo p ocesso pa a o nome da aculdade. A di e ença en e a explici ação e a adição de in o mação é que, enquan o na p imei a a in o mação pode se in e ida pelo lei o , a segunda ac escen a algo que de ou a o ma o lei o não sabe ia (Ches e man, 2016, p. 106). Po im, o adu o o na-se isí el (Ches e man, 2016, p. 108; Venu i, 1995, p. 1) ao ac escen a aduções en e pa ên eses de í ulos de con e ências e de a igos publicados. Quan o à in e enção do CRI nes e documen o, não oi ele an e, mas decidiu-se que de e ia se incluído po con e es a égias p agmá icas que os es an es ainda não inham ap esen ado. Um documen o ainda menos ex enso, uma emen a (Anexo 4), con ou com di iculdades que não são ca ac e ís icas des e ipo de ex o, pois é habi ual não se p oblemá ico, mas oi o p imei o documen o a se aduzido no es ágio e con ém á ias in e enções do CRI. No en an o, impo a e e i p imei amen e uma es a égia ado ada que não se inclui na ca ego ia das es a égias p agmá icas. No exemplo da abela, cons a uma secção que ge ou dú idas du an e o p ocesso de adução, nomeadamen e quan o a escolhe uma adução li e al ou pe de a c ia i idade do TP. Conside ou-se que a comp eensão do ex o po pa e do público-al o e a mais impo an e, o que le ou a abdica da me á o a do TP po meio de uma mudança de opo do e cei o ipo, ou seja, a me á o a cons an e do TP é comple amen e abandonada no TC (Ches e man, 2016, pp. 101-103). A ap esen ação das da as, das ho as e dos p eços segue eg as es ipuladas pelo CRI, al como mos am as imagens (Figu a 8, 9 e 10): 25 Figu a 8 - ISG: ep esen ação das da as Figu a 9 - ISG: ep esen ação das ho as Figu a 10 - ISG: ep esen ação dos p eços Es as ês e en es azem ou a eg a de p odução e adução de documen os que cons a do CRI e é comum a odas as ases que con enham alga ismos e núme os, ou seja, a in odução de espaços p o egidos 11 . Es es espaços ga an em que a anslineação não sepa a os núme os da pala a que lhes an ecede ou sucede, de aco do com o caso conc e o. Po exemplo, nes a emen a, inse em-se espaços p o egidos en e os núme os que indicam o núme o de pessoas e «PAX»; no exemplo que cons a do pa ág a o in a, odas as e e ências a a igos dos ex os legisla i os eque em espaços p o egidos en e «A icle» e o núme o espe i o, além de en e o núme o e a sigla que iden i ica a legislação onde se encon a. Tendo em con a que o seu obje i o p incipal é se en endido pelos isi an es es angei os, a c ia i idade usada no TP oi pe dida, como ilus ado na abela, de o ma a ga an i que o TC não c ia a mal-en endidos. 11 Es es espaços são inse idos du an e o p ocesso de edição do ex o, quando es e é expo ado do SDL T ados em o ma o Wo d. Pa a inse i um espaço p o egido, de e u iliza -se a combinação de eclas C l + Shi + Espaço ou Al + 0160. Es a in o mação es á disponí el no CRI, em: h ps://publica ions.eu opa.eu/code/p /p -240203.h m 26 Po úl imo, é de des aca uma ap esen ação, a ando-se de um conjun o de 35 diaposi i os com exce os de ês ex os legisla i os e e en es à ap o ação e iscalização do O çamen o de Es ado (OE) do go e no elei o em ma ço de 2022. Embo a se a e de um documen o ex enso, não oi dos mais complexos nem demo ados de ido aos ecu sos implicados, nomeadamen e a disponibilização de dois dos ex os legisla i os na in eg a na In e ne (o e cei o, e e en e à Lei de Enquad amen o O çamen al, es á a ualmen e a se aduzido pela adu o a de inglês da AR). No en an o, po es a mesma azão, os exce os espei an es à legislação po aduzi o am os que coloca am mais dú idas, ob igando a mais pesquisa e en a i as de compa ação com a linguagem usada nos dois ex os exis en es. Consis e, assim, numa adução que, exce o no con eúdo de 11 diaposi i os e dos exce os da Lei de Enquad amen o O çamen al, oi ei a a a és de «copy and pas e». O CRI oi consul ado de o ma a e e i os a igos das leis co e amen e, já que al é ei o de o ma di e en e da po uguesa: «A icle» não pode se ab e iado como «A .» em «A igo», as siglas pe manecem em po uguês, podendo ac escen a o seu signi icado em inglês como No a de T adução e sendo es a ou a o ma de e idencia o adu o num ex o (Ches e man, 2016, p. 108), em ez dos pa ên eses e os. A adução des a ap esen ação le ou ainda ao encon o de uma exp essão que não em equi alen e na LC, «lei- a ão», sendo dada libe dade de escolha pa a uma exp essão ap op iada. Po ém, e como cons a da abela, op ou-se po man e a exp essão da LP, conside ando que, a ando-se de uma ap esen ação, o(s) o ado (es) explica iam o seu signi icado e espe i o âmbi o. Em ez de uma il agem cul u al, oi ado ada a es a égia con á ia, es angei ização (Jones, 1989) 12 . Es e documen o é ele an e ambém do pon o de is a da o ma ação, pois, dado o uso de imagens com ex o em alguns diaposi i os, o na-se necessá io u iliza aplicações como o Pain pa a cob i o ex o do TP com ex o do TC, endo em a enção que a co das pala as, a co do undo e o ipo de le a de em es a em con o midade com os do TP. Res a conclui que, após uma e lexão e análise de alhada de odos os documen os ap o ados pela e isão, se pe cebeu que há um «pad ão» no que espei a às al e ações e e uadas du an e o p ocesso adu ó io. É c ucial e e i e sublinha que a AR não unciona com documen os que pe mi am qualque ipo de «c ia i idade» po pa e das adu o as, daí que a adução li e al seja a es a égia p eponde an e. T a a-se de adução 12 Ci ado po And ew Ches e man, em Memes o T ansla ion: The sp ead o ideas in ansla ion heo y. Re ised edi ion. John Benjamins Publishing Company (2016). 27 ins i ucional e, como al, o esul ado é «any ansla ion ca ied ou in he name, on behal o , and o he bene i o [ he] ins i u ion[s]» (Gouadec 2010, p. 36) 13 . Qualque al e ação é mínima, passando pela explici ação de uma sigla que possa não se do conhecimen o dos lei o es da LC, ou po uma uga à adução li e al de uma pala a po es a ep esen a um alse iend 14 que ansmi i ia uma mensagem adul e ada e/ou e ada, ou po eg as impos as pelo CRI, en e ou as oco ências. Em suma, o obje i o das aduções da AR é man e a mensagem, o es ilo e a o ma ação o iginais, como se o adu o osse comple amen e in isí el, sem deixa que exis am sob eposições ao CRI. 13 Ci ado po Kaisa Koskinen, em “Ins i u ional T ansla ion: The A o Go e nmen by T ansla ion”. Pe spec i es - S udies in T ansla ology 22, nº 4 (2014): 479-92. 14 False iend é um e mo u ilizado pa a designa uma pala a que soa de o ma simila em duas línguas, mas cujo signi icado di e e en e si. Es a exp essão em o igem ancesa ( aux amis) e oi cunhada po Maxime Koessle e Jules De ocquigny, na sua ob a Les aux amis; ou, Les ahisons du ocabulai e anglais (conseils aux aduc eu s) de 1928. 28 Conclusão Como mencionado na in odução, nem semp e a eo ia se mani es a como su icien emen e ele an e pa a jus i ica ce as p á icas adu ó ias. No caso conc e o da adução p a icada na AR, e como se pode cons a a pelas análises ap esen adas, a a-se de uma adução que pouco pode con a com al e ações ele an es ei as ao TP po pa e do adu o . Pa a al con ibui o ac o de se em aduções que, na maio ia das ezes, ol am ao au o do TP. Ao con á io do que acon ece com adução li e á ia, po exemplo, ou legendagem de p og amas e ilmes, en e ou os, o au o do TP ai usa o TC, ai da - lhe oz e ai ap esen á-lo a e cei os, que sejam igu as nacionais ou in e nacionais. Es e ac o quase anula o adu o , edu-lo a con e so de línguas, e po isso não lhe es a espaço pa a aplica ou as es a égias de o ma ex ensi a que não a de adução li e al. Ou o a o que mos ou se de ex ema impo ância pa a o p ocesso adu ó io oi o Código de Redação In e ins i ucional. Se, de modo ge al, exis em já limi ações ao que um adu o pode ou não aze , o ac o de exis i um guia a egula a p odução, edição e adução de documen os das ins i uições nacionais e in e nacionais que in eg am a Eu opa ac esce especi icidades ao seu abalho. Po ém, é a o ma de ga an i que os documen os es ão ha monizados a ní el e minológico e de o ma ação. Pa ece ambém pe inen e inclui nes as e lexões inais uma ideia que deco e de uma suges ão de Thomas Williams (2013, p. 11) e que bene icia ia o Núcleo de T adução da Assembleia da República: a exis ência de um guia de es ilo p óp io. Como se pode pe cebe pelos exemplos o necidos nes e ela ó io, exis em eg as pa icula es, e que ão sendo al e adas, que são impo an es pa a a execução de uma boa adução e e isão pos e io . A ins i uição e os p o issionais da adução que pa a ela con ibuem, especialmen e os adu o es ex e nos nes e caso, bene icia iam de um guia de es ilo que as compilasse de o ma a e i a empo despendido em escla ecimen o de dú idas e na p óp ia e isão dos documen os, além de que e i a ia e os não de e ados. Ou a suges ão passa pelo seguin e: conside ando que a ex e nalização de aduções ob iga à e isão po pa e das adu o as in e nas, al ez a in e são des e sen ido ambém osse possí el, ou seja, as aduções elabo adas in e namen e se em depois ex e nalizadas pa a e isão. Po es e meio, mas sem coloca a compe ência das adu o as em causa em pon o algum, al ez osse possí el assegu a a qualidade das e isões. Não sendo exequí el c ia dis ância en e a adução de um ex o e a sua e isão po pa e da mesma adu o a, eco e a um e cei o pa a a e isão c ia ia, em ez da 29 dis ância, maio impa cialidade. Con udo, pa a que es a ideia pudesse se implemen ada, se ia necessá io p imei o elabo a o mencionado guia de es ilo com acesso po pa e dos adu o es ex e nos pa a amilia ização com as idiossinc asias pa lamen a es e p e enção de e os e minológicos. Espe a-se, des e modo, que o p esen e ela ó io enha con ibuído an o pa a uma a ualização do acompanhamen o das a e as adu ó ias na Assembleia da República, como pa a a sua comp eensão e agilização, sendo de sublinha a g ande impo ância que es a expe iência ep esen a no p og esso dos es agiá ios. 30 Bibliog a ia Albi , A. H. (2001). T aducción y T aduc ología: In oducción a la aduc ología. Mad id: Cá ed a. Al es, A. S. (2014). A Impo ância dos Guias de Es ilo no P ocesso T adu ó io. Rela ó io de Es ágio em Mes ado de T adução. 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A eunião emá ica incluiu á ias ap esen ações e o deba e em plená io, p opo cionando uma opo unidade única pa a desen ol e os deba es que le a am à adoção da Decla ação de Nusa Dua na 144ª Assembleia da UIP, na qual pa lamen a es de mais de 100 países delinea am ações-cha e pa a uma espos a pa lamen a sólida e ans o mado a à c ise climá ica. A eunião ab iu caminho ao e o ço da ação pa lamen a e da coope ação en e a Comunidade dos Países de Língua Po uguesa (CPLP), em con o midade com a Decla ação. O seminá io cen ou-se na iden i icação de boas p á icas em ma é ia de legislação sob e al e ações climá icas en e os pa lamen os da CPLP, na explo ação de opo unidades pa a desen ol e / e o ça a esiliência das populações des es países e na p omoção da implemen ação de aco dos climá icos nacionais e in e nacionais. As discussões o am en iquecidas pela pa ilha de boas p á icas, expe iências nacionais e lições ap endidas com os pa lamen a es e [inclui aqui ou os in e enien es que enham pa icipado, po exemplo, ep esen an es go e namen ais e pe i os de agências das Nações Unidas, e c.]. A eunião incluiu ambém uma sessão de abalho sob e o papel das mulhe es na ação climá ica e sob e o papel 33 dos jo ens na c iação e p omoção de soluções ecnológicas pa a comba e as al e ações climá icas, com base nos conhecimen os pa ilhados na ecen e 8ª Con e ência Global de Jo ens Pa lamen a es da UIP, ealizada em Sha m-el-Sheikh, no Egi o. As al e ações climá icas no con ex o global: os caminhos e desa ios pa a um desen ol imen o sus en á el O p imei o painel ap esen ou/p opo cionou uma isão ge al dos impac os das al e ações climá icas a ní el mundial, com especial des aque pa a os países da CPLP. Os o ado es des a sessão salien a am os e ei os desiguais das al e ações climá icas nos países em desen ol imen o, en a izando os iscos e impac os que as al e ações climá icas êm nas comunidades mais ulne á eis, pa icula men e as que i em em zonas cos ei as de baixa al i ude e as que dependem da ag icul u a e da pesca pa a a sua sob e i ência. Salien ou-se a impo ância de econhece não só os impac os ambien ais, económicos e sociais da c ise climá ica, mas ambém os impac os na saúde men al. Os pa lamen a es o am con idados a in eg a o apoio à saúde men al na ação climá ica. Ap esen ou-se ambém uma in odução a polí icas e p á icas e icazes de mi igação e adap ação, em con o midade com os obje i os de desen ol imen o sus en á el, com ên ase nas es a égias ele an es pa a os países insula es de pequena dimensão e pa a os países com zonas cos ei as de baixa al i ude. Discu i am-se exemplos de polí icas e medidas que podem ajuda a alcança os obje i os climá icos e os de desen ol imen o, nomeadamen e: • P omo e o alinhamen o das polí icas e es a égias ela i as às al e ações climá icas com os Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el e o Aco do de Pa is; • In eg a o apoio à saúde men al na ação climá ica e conside ações climá icas nos p og amas de saúde men al; • Ga an i que a legislação climá ica inclua a mi igação das al e ações climá icas e a adap ação às mesmas. Os desa ios pa a a aplicação dos di ei os humanos no quad o das al e ações climá icas O segundo painel cen ou-se na in eg ação de uma pe spe i a de di ei os humanos na ação climá ica nos países da CPLP. Es a sessão demons ou a e icácia da adoção de uma abo dagem cen ada nos di ei os humanos pa a en en a os impac os das al e ações climá icas. Apelou-se aos pa lamen os que e li am sob e as ob igações que incumbem aos Es ados ao ab igo do egime ju ídico in e nacional dos di ei os humanos, dos ins umen os in e nacionais e das suas p óp ias leis nacionais, que a assegu a em o cump imen o do «di ei o a um ambien e limpo, saudá el e sus en á el» e que ado em medidas adicionais pa a ga an i a ealização des e di ei o nos seus espe i os pa lamen os. A ecupe ação ag o lo es al oi desc i a como uma es a égia impo an e pa a eduzi o p oblema dos e ugiados climá icos. Salien ou-se ambém a impo ância de uma go e nação sólida no domínio da água pa a assegu a a saúde e o bem- es a das comunidades e de uma abo dagem à p epa ação e espos a a ca ás o es cen ada nos di ei os. Des aca am-se á ias ações que os pa lamen a es podem emp eende pa a apoia a aplicação dos di ei os humanos no con ex o das al e ações climá icas, designadamen e: • Iden i ica e esponde às necessidades mais u gen es dos cidadãos ulne á eis na c iação de disposições legais sob e al e ações climá icas; • Apoia quad os ju ídicos que p omo am a implemen ação de medidas de espos a aos e ugiados climá icos, incluindo polí icas de ecupe ação ag o lo es al, medidas de 34 Anexo 4- Exemplo de adução 4 — Emen a de e en o PROPOSALS 8.9.2022 – No o PAX 65 Eu opean Young Leade s Semina Walking lunch (bu e ) – Clois e s o he Assembleia da República F om 12.30 o 13.45 Soup: Ca o soup wi h o ange Fish: Flaked cod wi h an oli e c us , oas ed po a oes on a bed o g eenswi h ga lic oli e oil Vege a ian op ion: Leek quiche wi h mush ooms Glu en- ee op ion: Sau éed o u wi h Medi e anean salad (nu s) Vegan op ion: Swee po a o lasagne wi h ege ables Salads: Sea ood salad wi h ege ables, G een salad wi h balsamic sauce, Mini mozza ella cheese wi h che y oma oes and ocke . Cheese boa d Desse and ui able: Ab an es pudding, Almond mousse wi h be y soup, Chocola e deligh D inks: Mine al wa e , o ange juice, so d inks and co ee 41 P ice pe pe son: €17.00 including VAT 42 COFFEE BREAK – Monks’ Re ec o y – 65 PAX F om 15.15 o 15.45 Composi ion: Co ee, ea, mine al wa e , o ange juice P ice pe pe son: €3.00 + VAT Human Resou ces: 4 wo ke s x €18.50 x 3 hou s 43