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Start-up e monitorização de estudos clínicos

Abstract

Clinical Investigation consists in a type of integrative research of several areas within the life sciences field. It allows to adopt new medical procedures and to put new pharmaceuticals and medical devices on the market. During the last few years, Precision Medicine has been evolving rapidly, making an impact on the observational and clinical trials dynamics. However, there are some identified economical constraints that should not be dismissed. In order to increase the success rate of clinical studies, and the effectiveness of resource usage, it is vital to establish collaborations with specialized structures. Clinical Trial Units are multidisciplinary units that dedicate themselves to the design, conduction and publication of clinical studies results. Taking into account the growing complexity associated to performing clinical studies, the scientific, methodologic and logistical support provided, these units are a key factor to the success of clinical studies. The entry into force of the new European medical device regulation (2017/745) represents an example of the support given by these units. The dynamics of medical device commercialization has been significantly altered both at a European and national levels. Clinical Trial Units present themselves as structures with the necessary resources to aid manufacturers and/or sponsors transitioning to the new regulatory framework. On the scope of the Masters Degree on Clinical Research Management, an internship was performed on the start-up and monitoring fields at NOVA Clinical Research Unit. This opportunity allowed to acquire and consolidate soft and hard skills and, simultaneously, to experience the reality of the job market on the field of clinical research management.

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Start-up e monitorização de estudos clínicos

Author: Silvério, Catarina de Oliveira Belmonte
Year: 2022
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/147983/1/Relat%c3%b3rio_Est%c3%a1gio_MEGIC_Catarina_Silv%c3%a9rio_v3.0.pdf
START-UP E MONITORIZAÇÃO DE ESTUDOS CLÍNICOS
CATARINA DE OLIVEIRA BELMONTE SILVÉRIO
Rela ó io de Es ágio pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade NOVA de Lisboa
(Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School; Ins i u o Supe io de Es a ís ica e
Ges ão da In o mação/NOVA IMS — In o ma ion Managemen School; Escola Nacional de Saúde
Pública/NOVA Na ional School o Public Heal h)
Se emb o, 2022
START-UP E MONITORIZAÇÃO DE ESTUDOS CLÍNICOS
Ca a ina de Oli ei a Belmon e Sil é io
O ien ado : Lúcia Domingues, In es igado a Auxilia Con idada da Faculdade de Ciências
Médicas da Uni e sidade NOVA de Lisboa
Rela ó io de Es ágio pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade NOVA de Lisboa
Se emb o, 2022
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos i
Ag adecimen os
Em p imei o luga , gos a ia de ag adece à P o esso a Dou o a Nélia Gou eia pelo auxílio
p es ado na busca de um local de es ágio compa í el com a minha ida p o issional e as
minhas p e e ências den o da á ea da Ges ão da In es igação Clínica.
Gos a ia ambém de exp essa o meu ag adecimen o à Dou o a Lúcia Domingues pela
o ien ação e u o ia dedicadas e cuidadas do meu es ágio cu icula e à es an e equipa da
NOVA Clinical Resea ch Uni pelo apoio e ensinamen os aliosos.
Um especial ag adecimen o é di igido ao D . Vi o Ribei o, D . João Ag ia e a oda a equipa,
passada e p esen e, da Fa mácia Ribei o do A nei o, pela comp eensão demons ada e
ápida agilização do meu ho á io de abalho pa a que me osse possí el e i a o máximo
p o ei o des e mes ado.
Aos meus amigos e amilia es pelo enco ajamen o con ínuo e apoio p es ado, po ezes
das o mas mais inespe adas. Em especial, à minha mãe e ao Vi o .
Po im, aos meus colegas do Mes ado em Ges ão da In es igação Clínica, pela oca de
ideias ao longo des es dois anos que me pe mi i am expandi os meus ho izon es e
encon a no as o mas de a alia as si uações e de concebe es a égias pa a as mesmas.
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos ii
Resumo
A In es igação Clínica é um ipo de in es igação in eg a i a de á ias á eas das
ciências da ida e que pe mi e ado a no os p ocedimen os médicos e coloca
medicamen os e disposi i os médicos no os no me cado. Du an e os úl imos anos, a
Medicina de P ecisão em indo a e olui cada ez mais, impac ando posi i amen e a
dinâmica dos es udos de in es igação clínica. No en an o, exis em cons angimen os de
na u eza económica que não de em se igno ados. De o ma a aumen a a axa de sucesso
dos es udos clínicos, e a e e i idade dos ecu sos despendidos, é ulc al o es abelecimen o
de colabo ações com es u u as especializadas.
As Clinical T ial Uni s cons i uem unidades mul idisciplina es especialis as no
desenho, condução e publicação de esul ados de es udos clínicos. A endendo ao g au de
complexidade c escen e associado à ealização de es udos de in es igação clínica, o apoio
cien í ico, me odológico e logís ico que o necem é um a o de e minan e pa a o sucesso
de um es udo clínico. A en ada em igo do no o egulamen o eu opeu de disposi i os
médicos (2017/745) cons i ui um exemplo da impo ância do apoio p es ado. A dinâmica de
colocação de disposi i os médicos no me cado al e ou-se signi ica i amen e, an o a ní el
eu opeu, como a ní el nacional. As Clinical T ial Uni s ap esen am-se como es u u as
possuido as dos ecu sos necessá ios pa a auxilia os ab ican es e/ou p omo o es a
e e i a es e ipo de ansição egulamen a .
No âmbi o do Mes ado em Ges ão da In es igação Clínica, oi possí el ealiza um
es ágio cu icula na á ea de s a -up e moni o ização de es udos clínicos na NOVA Clinical
Resea ch Uni . Es a opo unidade pe mi iu adqui i e consolida so e ha d skills e, ao
mesmo empo, expe iencia a ealidade a ual do me cado de abalho na á ea da ges ão da
in es igação clínica.
Pala as-cha e: in es igação clínica; clinical ial uni ; mes ado; ges ão; s a -up;
moni o ização.
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos iii
Abs ac
Clinical In es iga ion consis s in a ype o in eg a i e esea ch o se e al a eas
wi hin he li e sciences ield. I allows o adop new medical p ocedu es and o pu new
pha maceu icals and medical de ices on he ma ke . Du ing he las ew yea s, P ecision
Medicine has been e ol ing apidly, making an impac on he obse a ional and clinical ials
dynamics. Howe e , he e a e some iden i ied economical cons ain s ha should no be
dismissed. In o de o inc ease he success a e o clinical s udies, and he e ec i eness o
esou ce usage, i is i al o es ablish collabo a ions wi h specialized s uc u es.
Clinical T ial Uni s a e mul idisciplina y uni s ha dedica e hemsel es o he design,
conduc ion and publica ion o clinical s udies esul s. Taking in o accoun he g owing
complexi y associa ed o pe o ming clinical s udies, he scien i ic, me hodologic and
logis ical suppo p o ided, hese uni s a e a key ac o o he success o clinical s udies.
The en y in o o ce o he new Eu opean medical de ice egula ion (2017/745) ep esen s
an example o he suppo gi en by hese uni s. The dynamics o medical de ice
comme cializa ion has been signi ican ly al e ed bo h a a Eu opean and na ional le els.
Clinical T ial Uni s p esen hemsel es as s uc u es wi h he necessa y esou ces o aid
manu ac u e s and/o sponso s ansi ioning o he new egula o y amewo k.
On he scope o he Mas e s Deg ee on Clinical Resea ch Managemen , an
in e nship was pe o med on he s a -up and moni o ing ields a NOVA Clinical Resea ch
Uni . This oppo uni y allowed o acqui e and consolida e so and ha d skills and,
simul aneously, o expe ience he eali y o he job ma ke on he ield o clinical esea ch
managemen .
Key-wo ds: clinical esea ch; clinical ial uni ; mas e s; managemen ; s a -up; moni o ing.

S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos i
Índice
Lis a de Figu as .................................................................................................................. i
Lis a de Tabelas ................................................................................................................ ii
Lis a de Ab e ia u as ........................................................................................................ iii
1. In odução ........................................................................................................................ 1
1.1. In es igação Clínica ...................................................................................................... 1
1.1.1. E olução no desenho de Ensaios Clínicos ................................................................ 3
1.1.2. Economia da In es igação Clínica ............................................................................. 5
1.1.3. Clinical T ial Uni s (CTUs) .......................................................................................... 7
1.2. Disposi i os Médicos: Es ado da A e ........................................................................... 9
1.2.1. A aliação Clínica ..................................................................................................... 13
1.2.2. In es igação Clínica ................................................................................................. 16
1.2.3. Base de Dados Eu opeia de Disposi i os Médicos (EUDAMED) ............................ 22
2. Obje i os do Es ágio ...................................................................................................... 23
3. Desc ição do Es ágio ..................................................................................................... 23
3.1. Obje i os Especí icos .................................................................................................. 24
3.2. Ins i uição Acolhedo a: NOVA CRU ............................................................................ 25
3.3. A i idades Realizadas ................................................................................................. 26
3.3.1. Submissão de Es udo Epidemiológico ..................................................................... 27
3.3.1.1. NOVACRU_02 ...................................................................................................... 28
3.3.2. Submissão de Es udo com In e enção de Disposi i os Médicos ........................... 30
3.3.3. Moni o ização de Es udos ........................................................................................ 31
3.3.3.1. NOVACRU_06 ...................................................................................................... 31
3.3.3.2. NOVACRU_05 ...................................................................................................... 35
3.3.3.3. NOVACRU_04 ...................................................................................................... 36
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos
3.3.4. Ence amen o de es udos ........................................................................................ 37
3.4. Des ios ao Plano de A i idades ................................................................................. 38
4. Discussão C í ica ........................................................................................................... 40
5. Conclusões .................................................................................................................... 43
6. Bibliog a ia ..................................................................................................................... 44
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos i
Lis a de Figu as
Figu a 1: Classi icação dos di e en es ipos de es udos de in es igação clínica. (Adap ado
de G imes, D. A. & Schulz, K. F. An o e iew o clinical esea ch: The lay o he land. Lance
359, 57–61. 2002). ............................................................................................................... 2
Figu a 2: Pi âmide da e idência clínica ela i amen e a disposi i os médicos. (Adap ado de
Mel in, T. & To e, M. New medical de ice egula ions: The egula o ’s iew. EFORT Open
Re . 4, 351–356. 2019.) .................................................................................................... 13
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos ii
Lis a de Tabelas
Tabela 1: Ca ac e ís icas das di e en es ases dos Ensaios Clínicos. (Adap ado de El-
hag assy, M. M. e al. P inciples o designing a clinical ial: op imizing chances o ial
success. Cu . Beha . Neu osci. Repo s 5, 143–152. 2018). ............................................. 4
Tabela 2: Quad o- esumo ela i amen e às p incipais al e ações na legislação dos
disposi i os médicos a ní el eu opeu. ............................................................................... 11
Tabela 3: Requisi os de submissão de es udos ao ab igo do RDM. (Adap ado de
INFARMED & Comissão de É ica pa a a In es igação Clínica. Documen ação pa a
Submissão. 2021.) ............................................................................................................. 20
Tabela 4: Plano de a i idades e e en e ao es ágio cu icula na NOVA CRU. ................. 24
Tabela 5: Ca ac e ização dos es udos a ibuídos du an e o es ágio cu icula . ................ 27
Tabela 6: Lis a de documen os eque idos pelas Comissões de É ica da ARSLVT e NMS
pa a submissão de es udo obse acional. ......................................................................... 29
Tabela 7: Composição do ISF e do TMF de aco do com a guideline das Boas P á icas
Clínicas. (Adap ado de: Eu opean Medicine Agency. Guideline o good clinical p ac ice
E6(R2). 2018.) ................................................................................................................... 33
Tabela 8: Es u u a do In es iga o e T ial Mas e File. ..................................................... 34
Tabela 9: Tabela compa a i a en e as a i idades p e is as e ealizadas no âmbi o do
es ágio cu icula . .............................................................................................................. 39
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 6 de 47
O cená io desc i o acima encon a-se em mu ação. A c ise económica mundial, a
desc ença nos especialis as, e na ciência em ge al, e exis ência de ou as á eas
eme gen es a compe i po inanciamen o começam a exe ce p essão sob e os
Go e nos.23
Exis e uma noção ge al a ní el mundial, pa icula men e nos países di os
desen ol idos, que os o çamen os de Es ado alocados à Saúde não podem con inua a
c esce de o ma exponencial como em indo a acon ece em anos ecen es, de ido à sua
insus en abilidade a médio-longo p azo.23,24 A pe ceção ge al é que a In es igação Clínica
conduz a ganhos, an o di e os como indi e os, a ní el económico pa a o país. No en an o,
es ima o e o no inancei o do in es imen o em in es igação é di ícil de ido à sua na u eza.
Em p imei o luga é necessá io a ibui um alo mone á io aos bene ícios ge ados.23 No
caso da in es igação clínica, es es podem se medidos em Quali y-Adjus ed Li e Yea s
(QALY) mas, no en an o, o alo a a ibui a es e pa âme o em-se e elado con o e so.
Ou o aspe o ele an e é o ac o de es e ipo de in es imen o apenas p oduzi e o nos a
médio-longo p azo.23 Assim, é necessá ia uma quan idade ele ada de in o mação ecolhida
ao longo de á ios anos pa a se pode em es ima os ganhos económicos p oduzidos pela
in es igação clínica.23 A li e a u a cien í ica nes e âmbi o ap esen a á ios ipos de análises
económicas passi as de medi os ganhos económicos ge ados pela in es igação clínica.24
No en an o, é e e ido que apenas um núme o eduzido de ensaios clínicos inclui planos de
análise o mais sob e a elação cus o-e e i idade da in e enção em causa.24 Des e modo,
é di ícil es ima com p ecisão os ganhos económicos, sendo bené ico desenha es udos
clínicos u u os de o ma a inclui ou comes que pe mi am e e ua uma análise o mal cus o-
e e i idade.24 A a aliação da in es igação clínica o na-se cada ez mais impo an e,
especialmen e po in luencia decisões go e namen ais em elação ao olume de
in es imen o a ealiza .25 No en an o, exis e deba e sob e a melho o ma de ealiza es a
a aliação, dado que, a é ao momen o, não exis e um mé odo es anda dizado pa a o e ei o.25
A igos publicados ela i amen e a es e ema apelam à necessidade p emen e de se
ealiza in es igação sob e a in es igação, pa a que possamos a e i de o ma mais p ecisa
os ganhos económicos associados a á ios ipos de in es igação e in e enção em
Saúde.23–25

S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 7 de 47
1.1.3. Clinical T ial Uni s (CTUs)
Os es udos de in es igação clínica necessi am de uma as a alocação de ecu sos,
nomeadamen e inancei os. É de undamen al impo ância que es es in es imen os sejam
ge idos de o ma e icaz, pa a que o es udo possa se acilmen e implemen ado e ge ido de
o ma a e i a o máximo p o ei o de odos os ecu sos alocados.26 Po ou o lado, a
complexidade a ual ela i amen e aos equisi os das Au o idades Compe en es pa a
submissão dos es udos eque um ní el de de alhe cien í ico, o ganizacional e me odológico
ele ados.27,28 Adicionalmen e, o despe dício associado ao planeamen o insu icien e dos
es udos le a a que in es imen os ele ados não enham o e o no espe ado. Is o oco e em
á ias e apas do planeamen o e execução do es udo: (1) escolha de ques ões de
in es igação pouco pe inen es ace ao a ual pa adigma de saúde das populações; (2)
ealização de es udos desnecessá ios ou que ap esen em um desenho insa is a ó io pa a
a ge ação de e idência; (3) ausência de publicação dos esul ados ou publicação a dia; (4)
iés de publicação, incluindo omissão de dados ele an es.29
As CTUs são unidades mul idisciplina es especialis as no desenho, condução e
publicação de esul ados dos es udos clínicos.27,28 O apoio cien í ico, me odológico e
logís ico que o necem é um a o essencial pa a o sucesso na ealização de um es udo
clínico, sendo o seu alo econhecido in e nacionalmen e.28
An es da exis ência das CTUs, mui os es udos, especialmen e ECs, não cump iam
o seu obje i o po alhas de ec u amen o. Aliás, um es udo que con emplou dados
e e en es a 114 ensaios clínicos que deco e am en e 1994 e 2003 epo ou que menos
de uma e ça pa e ec u ou o núme o p e endido de doen es e ce ca de e ça pa e pediu
ex ensões ao pe íodo de ec u amen o.30 Vá ios a o es ine en es às unções de uma CTU
se des aca am posi i amen e, ais como a exis ência de um ges o de es udo dedicado,
planeamen o de p oje o, abalho colabo a i o en e á ios especialis as, diminuição da axa
de es o ço das equipas clínicas e pa icipan es, es abelecimen o de sis emas de
moni o ização e edes de comunicação mais e icien es, en e ou os.26,30
Todas as CTUs possuem uma missão em comum, a de agi como um cen o de
compe ências mul idisciplina pa a a in es igação clínica ealizada na academia onde es ão
inse idas e ou as com as quais enham pa ce ias es abelecidas.27 No en an o, di e en es
unidades possuem di e en es á eas de especialidade consoan e o ambien e onde es ão
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inse idas e o ipo de se iço que cos uma se con a ado. As p incipais á eas de
especialidade são:27
▪ Aconselhamen o aos in es igado es ela i amen e à cons ução de um p o ocolo
de in es igação clínica;
▪ Supo e no p ocesso de submissão dos dossie s de es udo às Au o idades
Compe en es;
▪ Fo necimen o de supo e me odológico e logís ico necessá io à ealização da
in es igação clínica (exº equipas de coo denação de es udos sediadas no cen o
de es udo);
▪ Condução de in es igação clínica em pa ce ia com os in es igado es;
▪ Fo necimen o de o mação adequada às equipas clínicas.
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 9 de 47
1.2. Disposi i os Médicos: Es ado da A e
Um disposi i o médico de ine-se como “qualque ins umen o, apa elho,
equipamen o, so wa e, implan e, eagen e, ma e ial ou ou o a igo, des inado pelo
ab ican e a se u ilizado, isolada ou conjun amen e, em se es humanos, pa a um ou mais
dos seguin es ins médicos especí icos:1
▪ diagnós ico, p e enção, moni o ização, p e isão, p ognós ico, a amen o ou
a enuação de uma doença;
▪ diagnós ico, moni o ização, a amen o, a enuação ou compensação de uma
lesão ou de uma de iciência;
▪ es udo, subs i uição ou al e ação da ana omia ou de um p ocesso ou es ado
isiológico ou pa ológico;
▪ o necimen o de in o mações po meio de exame in i o de amos as
p o enien es do co po humano, incluindo dádi as de ó gãos, sangue e ecidos,
e cujo p incipal e ei o p e endido no co po humano não seja alcançado po meios
a macológicos, imunológicos ou me abólicos, embo a a sua unção possa se
apoiada po esses meios.
São igualmen e conside ados disposi i os médicos os seguin es p odu os:
▪ os disposi i os de con olo ou supo e da conceção;
▪ os p odu os especi icamen e des inados à limpeza, desin eção ou es e ilização
dos disposi i os a que se e e e o a igo 1.º, n.º 4, e daqueles a que se e e e o
p imei o pa ág a o do p esen e pon o”1
O ambien e egulamen a dos DMs em indo a so e á ias al e ações ao longo das
úl imas duas décadas a ní el concep ual, de conceção, ab ico, classi icação, colocação e
manu enção no me cado, en e ou os.1,31–33 Es as modi icações êm sido ealizadas an o
a ní el nacional como a ní el Eu opeu, no sen ido de melho a a anspa ência e o igo dos
p ocessos de colocação de DMs no me cado, a sua qualidade e de ele a o seu ní el de
segu ança.1,33 A ní el do p ocesso de ge ação de e idência cien í ica sus en ada, ambém
o am e e uadas al e ações espei an es ao p ocesso de a aliação e in es igação clínica.1,34
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Nos úl imos anos os a anços ecnológicos dos DMs êm su gido a um i mo
exponencial, e le indo-se num aumen o do núme o de disposi i os em ci culação no
me cado, especialmen e dos in asi os, e na dependência c escen e das pessoas no seu
co e o uncionamen o.35 Es imam-se que hajam a ualmen e ce ca de 500 000 disposi i os
médicos di e en es em ci culação no me cado eu opeu.35 O cená io a ual indica que
p a icamen e oda a população mundial se á expos a a um disposi i o médico du an e o
cu so da sua ida. Mui as pessoas dependem já de disposi i os médicos implan á eis e,
po an o, a segu ança e e e i idade dos mesmos é de ele ada impo ância.35 Quando es e
cená io se começou a o na e iden e, a União Eu opeia colocou na sua lis a de p io idades
a c iação de polí icas e quad o egulamen a que es abelecessem pad ões ele ados de
qualidade e segu ança pa a o ab ico, a aliação clínica e colocação no me cado de DMs.36
O pano ama egulamen a que igo a a a é Maio de 2021 ela i amen e à
in es igação, ab ico, come cialização, en ada em se iço, igilância e publicidade dos
disposi i os médicos e espe i os acessó ios e a cons i uído pelas Di e i as 90/385/CEE32
e 93/42/CEE, da Comunidade Económica Eu opeia (CEE),31 o Dec e o-Lei 145/200933 e a
Lei 21/2014 da In es igação Clínica (LIC).34 Em Ab il de 2017 a União Eu opeia (UE) eio
al e a es e cená io emanando o Regulamen o Eu opeu de Disposi i os Médicos (2017/745)
(RDM), que de e ia e en ado em igo a 26 de Maio de 2020. No en an o, de ido à
si uação pandémica que se i ia nesse momen o, oi emanado o Regulamen o Eu opeu
2020/561, al e ando á ios p azos es abelecidos no RDM. Uma dessas al e ações e le iu-
se na sua da a de aplicação, passando pa a 26 de Maio de 2021.1,37 Assim, a pa i do
momen o que o RDM en ou em igo , as Di e i as Eu opeias 90/385/CEE e 93/42/CEE
o am e ogadas e o Dec e o-Lei 145/2009 e a LIC o am de ogados aci amen e nos
pon os em que es abelecem no mas dissonan es, ou menos exigen es, que as cons an es
do RDM.1 Um quad o- esumo ela i amen e à legislação nacional e eu opeia sob e DMs
e ogada, de ogada e em igo pode se encon ada abaixo (Tabela 2).
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 11 de 47
Tabela 2: Quad o- esumo ela i amen e às p incipais al e ações na legislação dos disposi i os médicos a ní el eu opeu.

S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 12 de 47
O RDM assume como obje i os o nece um quad o egulamen a uni icado obus o,
anspa en e, p e isí el e sus en á el pa a os DMs, assegu ando um ele ado ní el de
segu ança e saúde, supo ando ao mesmo empo a e en e ino ado a. O egulamen o
p e ende assegu a o bom uncionamen o do me cado in e no da UE ela i amen e aos
DMs, sem negligencia as pequenas e médias emp esas a ope a no se o . Um dos
obje i os p incipais p ende-se com a ele ação do g au de qualidade e segu ança dos DMs,
pa a que seja possí el a ingi pad ões sa is a ó ios de segu ança.1
A UE, ao ab igo do RDM, de e minou a c iação do Medical De ice Coo dina ion
G oup (MDCG). Es e g upo é compos o po pe i os apon ados pelos Es ados-Memb o, com
base na sua unção e á ea de especialidade. Exis em á ias a e as a ibuídas a es e g upo
no egulamen o. As p incipais p endem-se com os assun os mais p emen es no se o dos
DMs, desde a supe isão dos o ganismos no i icados, como a es anda dização da igilância
do me cado, assun os in e nacionais, no as ecnologias e in es igação clínica.
Adicionalmen e, es e g upo em indo a p epa a á ios documen os e no mas com is a a
guia os di e en es in e enien es du an e a ansição egulamen a que a a essamos.38,39
O oco p incipal des a e isão bibliog á ica incide nos p ocessos de a aliação e
in es igação clínica e na base de dados eu opeia c iada no âmbi o do RDM. Es es emas
são de pa icula impo ância no con ex o a ual da in es igação clínica, de ido ao aumen o
do núme o de es udos com disposi i os médicos e às exigências egulamen a es
associadas. Es es ópicos se ão compa ados endo em con a o quad o egulamen a p é io
e a ual, an o a ní el nacional como eu opeu.
S a -up e Moni o ização de Es udos Clínicos Página 13 de 47
1.2.1. A aliação Clínica
A a aliação clínica é uma componen e undamen al na ge ação de e idência clínica
ace ca de um disposi i o médico, no p esen e quad o egulamen a . Engloba os dados
clínicos exis en es, as in es igações clínicas ealizadas e os dados esul an es do
acompanhamen o clínico pós-come cialização. Abaixo podemos e o g au de e idência
clínica associada a cada um dos pon os an e io es (Figu a 2).
Na e são inicial da Di e i a 93/42/CEE as disposições ela i as à a aliação clínica
e am em núme o eduzido.31 Pos e io men e, oi emanada a Di e i a 2007/47/CE,
ac escen ando á ias disposições que ie am o na a Di e i a 93/42/CEE mais obus a.40
Dois anos depois su ge em Po ugal o Dec e o-Lei 145/2009, e le indo a e são
consolidada da Di e i a 93/42/CEE.41 A ualmen e, o RDM ap esen a-se como um quad o
egulamen a conside a elmen e mais obus o quando compa ado com ambos, que a
Di e i a 93/42/CEE al e ada pela de 2007/47/CE, que pelo Dec e o-Lei 145/2009.1,31,33,41 De
aco do com a di e i a, a a aliação de um DM de e comp o a a obse ância dos equisi os
ela i os às ca ac e ís icas e desempenho uncional nas condições no mais de
uncionamen o do disposi i o (Anexo I), a aliação dos e ei os secundá ios e acei abilidade
Figu a 2: Pi âmide da e idência clínica ela i amen e a disposi i os médicos.
(Adap ado de Mel in, T. & To e, M. New medical de ice egula ions: The
egula o ’s iew. EFORT Open Re . 4, 351–356. 2019.)
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da elação bene ício- isco. A a aliação clínica já es a a p e is a pa a odos os disposi i os
médicos. No en an o, apenas os disposi i os implan á eis e de classe III de e iam ealiza
in es igação clínica pa a sus en a a a aliação clínica. Só casos pon uais, com jus i icação
adequada, pode iam se dispensados de ealiza in es igação.41 Os dados clínicos pa a
ealização da a aliação clínica de e iam ainda, de aco do com a di e i a, basea -se apenas
nos seguin es pon os:41
1. A aliação c í ica da li e a u a cien í ica ele an e disponí el no momen o em ma é ia
de segu ança, desempenho uncional, ca ac e ís icas de conceção e inalidade do
disposi i o, em que es eja demons ada a equi alência do disposi i o com o
disposi i o a que se e e em os dados, e os dados demons em adequadamen e o
cump imen o dos equisi os essenciais aplicá eis;
2. A aliação c í ica dos esul ados de odas as in es igações clínicas e e uadas;
3. A aliação c í ica da combinação dos dados clínicos p e is os nos 2 pon os
an e io es.41
O Dec e o-Lei 145/2009, con o me mencionado an e io men e, esul a da
ansposição da Di e i a 93/42/CEE, al e ada pela 2007/47/CE, pa a o di ei o nacional.
Assim, não exis em al e ações signi ica i as esul an es da compa ação en e ambos os
quad os egulamen a es.33,41 Adicionalmen e, o Dec e o-Lei ag ega e desen ol e ambém
as disposições da Di e i a 90/385/CEE, passando a inclui disposições e e en es aos
disposi i os médicos a i os implan á eis.32,33 Assim, disposi i os de classe III, implan á eis
e a i os implan á eis, pa a além dos equisi os das es an es classes, de em con e na sua
a aliação clínica dados clínicos ob idos a a és de um p ocedimen o de inido e
me odologicamen e sólido, endo em conside ação as no mas ha monizadas.33 As
disposições ela i amen e à ealização da a aliação clínica con idas no Dec e o-Lei
145/2009, são ambém mui o semelhan es às cons an es na e são consolidada da e são
consolidada da Di e i a 93/42/CEE.33,41 O Dec e o-Lei possui ainda disposições especí icas
ela i amen e à ipologia de dados necessá ia pa a a aliação clínica e cons ução do
ela ó io inal, com is a à comp o ação de con o midade pa a colocação no me cado.33
O RDM, em compa ação com a Di e i a 93/42/CEE e com o Dec e o-Lei 145/2009,
ap esen a disposições mais obus as e in oduz á ios no os concei os e p ocedimen os
com is a à colocação no me cado de disposi i os médicos com ele ados pad ões de
segu ança e qualidade.1,33,41 Inclui, inclusi e, um capí ulo in ei o (Capí ulo VI) dedicado à
a aliação e in es igação clínicas, em adição aos espe i os anexos.1 A a aliação clínica
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em desc i a como sendo ob iga ó ia pa a odos os disposi i os médicos,
independen emen e da sua classe. As disposições ela i as a es a a aliação, cons an es
no RDM, ocam-se na con i mação da con o midade dos disposi i os médicos com os
Requisi os Ge ais de Segu ança e Desempenho (RGSD). Es es equisi os encon am-se
dispos os no Anexo I e di idem-se em ês ca ego ias p incipais: (1) equisi os ge ais, (2)
equisi os aplicá eis à conceção e ab ico e (3) equisi os ela i os à in o mação o necida
aos u ilizado es. Segundo o egulamen o, os ab ican es de e ão elabo a , execu a e
documen a um plano de a aliação clínica (Anexo XIV) pa a comp o a a conco dância com
os RGSD de inidos, endo em con a as ca ac e ís icas e a inalidade p e is a do disposi i o.1
Adicionalmen e, p e ê-se a possibilidade do ab ican e consul a um painel de pe i os,
p e iamen e à a aliação e/ou in es igação clínica, no caso dos disposi i os médicos de
classe III e de classe IIb a i os des inados a adminis ação e/ou eliminação de
medicamen os, pa a a alia a es a égia de desen ol imen o clínico e p opos as de
in es igações clínicas a ealiza .1
À semelhança do quad o egulamen a p e iamen e em igo , o RDM p e ê
p ocedimen os e me odologias pa a ealização da a aliação clínica:1
1. A aliação c í ica da li e a u a cien í ica ele an e disponí el no momen o, em ma é ia
de segu ança, desempenho, conceção, e inalidade p e is a, que cump a os
seguin es equisi os:
a. é demons ado que o disposi i o obje o da a aliação clínica pa a a inalidade
p e is a é equi alen e ao disposi i o a que se e e em os dados;
b. os dados demons am de o ma adequada o cump imen o dos equisi os
ge ais de segu ança e desempenho aplicá eis;
2. A aliação c í ica dos esul ados de odas as in es igações clínicas disponí eis
ealizadas ao ab igo do RDM;
3. Análise das al e na i as de a amen o a ualmen e disponí eis pa a o e ei o, caso
aplicá el.1
Os disposi i os médicos de classe III e os implan á eis, de aco do com o A igo 61.º(4) do
RDM, es ão isen os de e e ua in es igação clínica no âmbi o da a aliação clínica nos
seguin es casos:1
1. O disposi i o enha sido concebido a a és da modi icação de um disposi i o já
come cializado pelo mesmo ab ican e;
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1.2.3. Base de Dados Eu opeia de Disposi i os Médicos (EUDAMED)
O no o quad o egulamen a eu opeu de disposi i os médicos p e ê a c iação de
uma pla a o ma onde, en e ou os, se a ão os pedidos de ealização de in es igação
clínica, de o ma cen alizada. A Comissão Eu opeia, em colabo ação com os Es ados-
Memb os, encon a-se a cons ui uma pla a o ma ele ónica pa a as au o idades
compe en es pode em acompanha odo o ciclo de ida dos disposi i o médicos no
me cado eu opeu.1 Es a pla a o ma possui 6 módulos:47
▪ Regis o de ope ado es económicos;
▪ Núme o único de iden i icação de disposi i os e egis o de disposi i os médicos;
▪ O ganismos no i icados e ce i icados;
▪ In es igações clínicas e es udos de desempenho;
▪ Vigilância;
▪ Supe isão do me cado.47
A u ilização do EUDAMED ainda não é de ca ác e ob iga ó io, is o que se encon a
em desen ol imen o. De momen o, odos os pedidos e egis os que de e iam se ei os
nes a pla a o ma, es ão a se e e uados di e amen e aos Es ados-Memb o. A pa i do
momen o em que odos os módulos es i e em comple amen e ope acionais, semp e que o
RDM e e i que um p ocedimen o de e se ealizado ia pla a o ma ele ónica, es e se á
ealizado ia EUDAMED.1
A pla a o ma i á cen aliza os pedidos de au o ização pa a ealização de in es igação
clínica com disposi i o médico e ge a um núme o de iden i icação único pa a cada es udo.
Se á ambém mais ácil a oca de in o mação en e di e en es ope ado es económicos e
au o idades compe en es, com o obje i o de agiliza os p ocessos e acili a a pa ilha de
in o mação ele an e. Se á ambém nes a pla a o ma que se egis a ão os e en os
ad e sos e inciden es oco idos du an e as in es igações clínicas e os esul ados da
igilância pós-come cialização.1

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2. Obje i os do Es ágio
O MEGIC em como obje i o p incipal o ma ecu sos humanos al amen e
quali icados com is a a con ibui pa a a p o issionalização da in es igação clínica em
Po ugal.48 O plano de es udos des e cu so de 2º ciclo engloba, no úl imo semes e, uma
unidade cu icula anual denominada “Disse ação/P oje o/Es ágio”. Como e e ido
an e io men e, op ei po ealiza um es ágio cu icula em ambien e eal de abalho. Os
obje i os globais es abelecidos pa a o mesmo são:
1. Demons a um conhecimen o ap o undado das á ias componen es da in es igação
clínica, de inindo es a égias de ges ão da qualidade pa a implemen ação dos
es udos clínicos;
2. Plani ica e aplica as me odologias de ecolha de dados e as es a égias es a ís icas
mais adequadas, analisa e aplica as a i idades elacionadas com a ges ão dos
dados;
3. Iden i ica on es de inanciamen o e colabo a na edação de p opos as;
4. A alia as me odologias de p ocessamen o e moni o ização de amos as e ges ão
de biobancos;
5. Fo mula e lida com ques ões complexas e in eg a o conhecimen o;
6. Con ibui pa a a in es igação clínica;
7. Desen ol e a capacidade de au oap endizagem, pesquisa e escolha de in o mação
adequada;
8. Demons a capacidades adequadas de sín ese e comunicação.
3. Desc ição do Es ágio
O Es ágio Cu icula a que se e e e es e ela ó io deco eu na sede da NOVA CRU,
unidade o gânica pe encen e à NMS, sob o ien ação e u o ia da Dou o a Lúcia Domingues
e com a colabo ação da P o esso a Dou o a Ca a ina Madei a, D . Be na do Pá is e da D a.
Ma iana Co eia, memb os da equipa da NOVA-CRU. Realizou-se en e os meses de
Se emb o de 2021 a Ab il de 2022 endo sido ealizado na á ea de S a -up e Moni o ização
de Es udos Clínicos. De ido às medidas de segu ança impos as esul an es da pandemia
COVID-19, o es ágio oi ealizado in eg almen e em egime emo o.
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3.1. Obje i os Especí icos
Os obje i os especí icos de inidos pa a es e es ágio cu icula englobam á ias
unções a ibuí eis às posições de Clinical T ial Assis an (CTA), S a -up Specialis e
Clinical Resea ch Associa e (CRA). O oco do mesmo oi Submissão de es udos clínicos às
Au o idades Compe en es e Moni o ização de es udos clínicos. Abaixo encon am-se as
a e as p e is as pa a ealização no deco e do es ágio (Tabela 4).
Tabela 4: Plano de a i idades e e en e ao es ágio cu icula na NOVA CRU.
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3.2. Ins i uição Acolhedo a: NOVA CRU
A NOVA CRU é uma CTU que esul a da pa ce ia da NMS com a NOVA In o ma ion
Managemen School (NOVA IMS), especializada em planea e ealiza es udos clínicos da
inicia i a do in es igado e da indús ia. Cons i ui uma o ganização sem ins luc a i os que
disponibiliza á ios se iços no âmbi o do desenho e ges ão de es udos de in es igação
clínica de aco do com as no mas egulamen a es e é icas locais, eu opeias e in e nacionais.
Os se iços disponí eis incluem odas as ases de um es udo clínico, desde apoio na
candida u a a inanciamen o, desen ol imen os e e isão de p o ocolos de in es igação
clínica, ob enção de au o ização das au o idades compe en es pa a ealização dos es udos,
moni o ização, coo denação de es udos, con olo de qualidade, ges ão de dados, análise
inal e elabo ação de ela ó ios inais ela i amen e aos esul ados dos es udos.
Adicionalmen e, a NOVA CRU o nece soluções de o mação especializada den o
de á ias á eas da ges ão da in es igação clínica a pedido.49
A unidade é cons i uída po duas e en es: a equipa co e e a de coo denação. A
p imei a dis ibui-se pela sede da NOVA CRU e pela NOVA IMS, sendo esponsá el pelas
á eas de (1) Ges ão da In es igação Clínica, (2) Ges ão de Dados e Es a ís ica e (3)
Fo mação. A equipa de coo denação encon a-se dis ibuída po dois cen os hospi ala es:
o Cen o Hospi ala de Lisboa Ociden al, E.P.E. e o Cen o Hospi ala de Se úbal. Es a é
esponsá el pelas á eas de (1) Coo denação de Es udos em Unidades de Saúde e (2)
Fo mação. À da a da esc i a des e ela ó io, a NOVA CRU já colabo ou em 45 es udos
clínicos, incluindo 22 ensaios clínicos e 10 pa ce ias in e nacionais.49,50
A NOVA CRU é um dos 3 memb os da Po uguese Clinical Resea ch In as uc u e
Ne wo k (P CRIN).49 Es a consis e numa in aes u u a dedicada à p omoção nacional e
in e nacional da coope ação em in es igação clínica, com a inalidade de bene icia os
doen es, cidadãos e sis emas de saúde. Os obje i os p imá ios des a o ganização são a
implemen ação e o ganização de in aes u u as nacionais pa a as CTUs e a capaci ação
Cen os Médicos Académicos e es u u as de in es igação pa a os s anda ds in e nacionais
pe inen es ao desen ol imen o de ensaios clínicos da inicia i a do in es igado . Es a
o ganização é ainda memb o da Eu opean Clinical Resea ch In as uc u e Ne wo k
(ECRIN), con ibuindo assim pa a uma maio p esença de Po ugal em ensaios clínicos
in e nacionais.51
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A o ganização in e na da NOVA CRU p e ê que a equipa co e eúna habi ualmen e
uma ez po semana, sal o cons angimen os de ho á ios, pa a e e ua um pon o de
si uação ela i amen e aos p oje os em desen ol imen o na unidade. Habi ualmen e é
p esidida pela Clinical Resea ch Manage (CRM) em conjun o com a Senio Resea ch
Associa e (S . CRA). Adicionalmen e às a ualizações do es ado dos á ios es udos a
deco e , a eunião se e o p opósi o de oca ideias e de ini abo dagens pa a a esolução
de algumas si uações que ão su gindo ao longo dos es udos.
Em e mos de o ganização in e na, a NOVA CRU possui um ichei o de ges ão,
no malmen e em o ma o Excel, pa a cada p oje o onde se encon a en ol ida. Es es
ichei os se em o p opósi o de acili a a na egação no p oje o e a dis ibuição de a e as
pela equipa. Pode con e á ias secções dependendo dos se iços con a ados pelo
in es igado e/ou ins i uição, desde o çamen os, a ask alloca ion lis s como lis as de
documen os a p epa a , núme os e e en es ao sc eening e ec u amen o dos á ios
cen os, egis os de deslocações, dados ela i os à moni o ização, en e ou os.
3.3. A i idades Realizadas
Ao longo do es ágio o am-me sendo a ibuídas a e as espei an es a á ios es udos,
com o dem de complexidade c escen e. Es as ab ange am as á eas de submissão,
moni o ização e ence amen o de es udos. Es es comp eende am es udos obse acionais,
epidemiológicos, com in e enção de disposi i os médicos e ensaios clínicos andomizados
com medicamen os. Abaixo encon a-se uma lis a de alhada de odos os es udos
abo dados du an e o es ágio (Tabela 5). As a i idades ealizadas encon am-se desc i as
nos subcapí ulos abaixo. A sua o ganização e le e o ciclo de um es udo clínico desde a
ase de s a -up a é ao seu ence amen o.
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Tabela 5: Ca ac e ização dos es udos a ibuídos du an e o es ágio cu icula .
3.3.1. Submissão de Es udo Epidemiológico
A p epa ação de documen ação pa a submissão às Au o idades Compe en es é um
conjun o de p ocessos de ele ada impo ância e impac o na decisão e/ou pa ece emi ido
pelas mesmas. Es e p ocesso é de e minan e pa a o sucesso do es udo dado que as
Au o idades de inem c i é ios mui o especí icos sob e a in o mação necessá ia pa a a
co e a a aliação do es udo.27 Documen ação incomple a ou em al a num p ocesso de
submissão le a a que o es udo demo e mais empo do que o necessá io a se ap o ado, o
que implica, po ezes, pe da pa cial de inanciamen o.
A o ganização in e na da NOVA CRU de e mina que o CRA alocado ao es udo é
esponsá el po euni a in o mação necessá ia ao p ocesso da pa e do(s) p omo o (es),
in es igado coo denado e/ou in es igado (es) p incipal(is). Pos e io men e elabo am a
documen ação necessá ia em conjun o com as pa es mencionadas, de aco do com o que
es á con a ualizado. Pos e io men e, os documen os são en iados pa a ap o ação pela
S . CRA e/ou CRM consoan e as esponsabilidades a ibuídas in e namen e.

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3.3.1.1. NOVACRU_02
No âmbi o des e es udo, oi p epa ada e ealizada a submissão à CE da
Adminis ação Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e à CE da NMS. A
submissão a ambas as CE Locais de eu-se ao ac o de o es udo se obse acional e
deco e em dois cen os de es udo di e en es. Es e es udo da inicia i a do in es igado ,
embo a não seja habi ual, con ou com 2 p omo o es (co-p omo o es): a NMS e uma
emp esa da Indús ia Fa macêu ica.
A p imei a e apa da p epa ação da submissão des e es udo consis iu na e isão do
p o ocolo de es udo elabo ado pelos p omo o es, com elabo ação de algumas suges ões
pa a que se encon asse comple amen e conco dan e com as leis e no mas egulamen a es
e é icas aplicá eis. O p omo o , em conjun o com o in es igado p incipal, elabo a am o
cade no de ecolha de dados. A NOVA CRU edigiu os Consen imen os In o mados
necessá ios à ealização do es udo e os es an es documen os necessá ios. Pa a es e
es udo não oi necessá ia a con a ação de um segu o de esponsabilidade ci il, po se um
es udo obse acional enquad ado na p á ica clínica de o ina. Os cen os de es udo ambém
não exigi am con a o inancei o, pelo que não oi elabo ado.
Todas as Comissões de É ica pa a a Saúde possuem equisi os especí icos
ela i amen e ao dossie de submissão de es udos clínicos e podem, a é, possui equisi os
di e en es pa a cada ipologia de es udo. É necessá io con ac a , p e iamen e à submissão,
as Comissões de É ica compe en es pa a ob e a lis agem de documen os e p ocedimen os
associados ao p ocesso in e no de emissão de pa ece de cada uma. Os equisi os da CE
ARSLVT e da NMS encon am-se abaixo, a í ulo ilus a i o (Tabela 6).52,53
Nes e es udo, a CE da NMS emi iu pa ece posi i o após submissão do dossie inicial
enquan o que a CE da ARSLVT eque eu escla ecimen os adicionais e al e ações aos
documen os em 2 ocasiões. No p imei o pedido complemen a de in o mações, a CE emi iu
pa ece a ques iona á ios pon os da documen ação en iada e a eque e in o mação que
conside ou omissa. Rela i amen e ao p o ocolo apenas oi solici ado que osse adicionado
um documen o com a ope acionalização das a iá eis em es udo. Ao Cade no de Recolha
de Dados oi elemb ado que odos os ques ioná ios a p eenche pelos pa icipan es
de e iam es a em língua po uguesa, pelo que se p ocedeu à adução do mesmo.
Adicionalmen e, oi necessá io indica à CE odas as e e ências bibliog á icas que
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comp o am a alidação das escalas u ilizadas pa a a população po uguesa. Quan o ao
Documen o de Consen imen o In o mado oi solici ado que osse adicionada uma desc ição
dos exames a ealiza pelo doen e, bem como indicação dos po enciais iscos de cada um.
Em e mos de esponsabilidades dos In es igado es, o am solici ados os Cu iculum Vi ae
(CV) dos Co-In es igado es, que não cons a am do dossie inicial, e decla ações das
en idades p omo o as e de comp omisso de en ega de ela ó io inal. Rela i amen e aos
cen os de es udo oi comunicado que não bas a ia a decla ação de condições do cen o
do p esiden e do Ag upamen o de Cen os de Saúde de Lisboa Cen al; se ia necessá io
ambém uma pa a cada um dos cen os de saúde do ag upamen o e ambém da NMS. Po
im, oi solici ada cópia do pa ece da CE da NMS.
No segundo pedido de in o mações complemen a es, oi apenas solici ada a
con i mação de que não ha e ia consul a do p ocesso clínico do doen e e que ossem ei os
uns ajus es mino inais ao Documen o de Consen imen o In o mado.
Após es e p ocesso oi emi ido pa ece posi i o. Nes as si uações é necessá io,
pos e io men e, en ia às es an es CEs os documen os a ualizados, sinalizando as
secções que so e am al e ações ace à(s) e são(ões) an e io (es).
Tabela 6: Lis a de documen os eque idos pelas Comissões de É ica da ARSLVT e NMS pa a submissão
de es udo obse acional.
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3.3.2. Submissão de Es udo com In e enção de Disposi i os Médicos
A submissão de es udos nacionais com in e enção de disposi i o médico,
a ualmen e, e de aco do com a legislação aplicá el, é ealizada à CEIC e INFARMED. O
es udo NOVACRU_03 enquad a-se nes a si uação dado a a -se de um es udo clínico que
p e ende a alia a segu ança, e icácia e alo ac escen ado na p á ica clínica habi ual de
um disposi i o médico ino ado de classe IIa.
Es e es udo p e ende a alia a e icácia de um disposi i o médico não só em adul os,
como em c ianças, g á idas, lac an es e idosos. De ido a es as ca ac e ís icas, oi um
es udo pa icula men e in e essan e de acompanha , dadas as p ecauções necessá ias a
e em con a aquando do desen ol imen o de um es udo que inclui populações ulne á eis.
Nes es casos exis em no mas e ecomendações especí icas, em documen o o ien ado da
CEIC a e em con a. Cada ipo de população conside ada ulne á el possui no mas
especí icas pa a pa icipação em es udo clínico.54 Os g upos de inidos pela CEIC são
doen es empo a iamen e incompe en es (aciden e ascula ce eb al, ombose e c),
doen es g a es e em isco de ida, populações em países de escassos ecu sos
económicos, c ianças, g á idas, lac an es, idosos e doen es pe manen emen e
incompe en es.54 Aquando do desenho de um es udo clínico, de e se ido em con a o ipo
de população a quem se di ige e quais os equisi os é icos especí icos pa a pode inclui
essas populações especiais.
No âmbi o des e es udo, as p incipais a e as ealizadas o am e isão do p o ocolo,
apoio ao desen ol imen o dos documen os de olha de in o mação ao pa icipan e,
assen imen o e consen imen o in o mados e à b ochu a do in es igado . Adicionalmen e a
NOVA CRU es a a enca egue de e i ica a es u u a e es an es documen os necessá ios
pa a submissão do dossie de es udo de aco do com o RDM.
A e isão do p o ocolo de es udo, compa a i amen e ao es udo an e io , oi mais
ap o undada. Incluiu e isão me odológica, aspe os egulamen a es undamen ais como a
e i icação da conco dância com a LIC, com o RDM, no ma i o da CEIC e INFARMED,
ISSO 14155:2020 e, ainda, com o Regulamen o Ge al de P o eção de Dados. Assim que
os pon os-cha e do p o ocolo ica am de inidos, deu-se início à elabo ação da olha de
in o mação ao pa icipan e e consen imen o in o mado pa a adul os (≥18 anos). Es e
documen o se iu de base a odos os ou os edigidos, podendo-se designa po mas e
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e sion. A pa i des a o am elabo ados os es an es documen os: olha de in o mação ao
doen e e consen imen o in o mado pa a os pais, c ianças dos 5 aos 11, dos 12 aos 15 e
dos 16 aos 17. O documen o de consen imen o in o mado é um dos mais impo an es na
submissão de um es udo e so e uma g au de esc u ínio ele ado po pa e da CEIC. Es e
documen o de e ansmi i oda a in o mação necessá ia e ele an e sob e o es udo pa a
que o pa icipan e possa oma uma decisão in o mada de o ma olun á ia, endo que se
ansmi ida em linguagem adequada pa a leigos.55
Ainda ela i amen e aos documen os majo , oi p epa ada a sinopse do p o ocolo.
Es a cons i ui uma abela-sín ese dos pon os undamen ais do p o ocolo do es udo. É um
documen o que assume ele ância aquando da ap esen ação do es udo a po enciais
in es igado es, ansmi indo o essencial do es udo sem le a o alidade do p o ocolo is o
que o mesmo con inha 46 páginas.
A NOVA CRU icou ambém enca egue, nes e es udo, da elabo ação e p epa ação
de alguns documen os mino : empla es pa a os documen os “A aliação É ico-Cien í ica”,
“Decla ação de Condições do Cen o” e “Ca a de ap esen ação”.
À da a de é mino do es ágio, ainda não se encon a am eunidos odos os
documen os necessá ios pa a pode da seguimen o à submissão, pelo que não oi possí el
inalizá-la em con ex o de es ágio.
3.3.3. Moni o ização de Es udos
Nes a á ea de es ágio o am acompanhados 3 es udos di e en es no âmbi o da
moni o ização. Os es udos são ensaios clínicos andomizados, 1 nacional de cen o único
e 2 mul icên icos, mul inacionais. Abaixo encon a-se a desc ição de cada es udo e as
a i idades ealizadas no âmbi o do es ágio.
3.3.3.1. NOVACRU_06
Es e es udo consis e num ensaio clínico andomizado de 2 b aços, s anda d o ca e
e a amen o, cuja população al o são g á idas que ap esen am uma de e minada
pa ologia. O a amen o em causa a a-se de um medicamen o com Au o ização de
In odução no Me cado, mas que es á a se a aliado pa a uma no a indicação. Es e es udo
já inha ob ido pa ece posi i o da CEIC e au o ização de ealização da pa e do INFARMED
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3.4. Des ios ao Plano de A i idades
O es ágio cu icula deco eu maio i a iamen e den o das a i idades p e is as, com
algumas exceções na á ea da moni o ização. P e iamen e à análise compa a i a das á ias
á eas p opos as de es ágio, é impo an e essal a que algumas a i idades não ealizadas
de e am-se às ci cuns âncias c iadas pela pandemia COVID-19, endo impac ado o
desen ol imen o das mesmas. Adicionalmen e, é impo an e e e i que o es ágio oi
ealizado 100% ia emo a. No en an o, não se conside a que as di e enças en e a i idades
ealizadas e p e is as enham sido impac adas po es e ac o.
Na á ea de S a -Up os obje i os o am a ingidos na sua quase o alidade, com
exceção da e isão e/ou elabo ação de con a os inancei os e elabo ação de dossie s pa a
solici ação de ap o ação dos Conselhos de Adminis ação. Os dossie s elabo ados no
âmbi o da submissão de es udos clínicos à CEIC, INFARMED não o am subme idos. Os
dossie s pa a ap o ação das CE Locais o am subme idos e ob i e am pa ece posi i o
du an e a ealização do es ágio.
A á ea da Moni o ização é onde se pode obse a uma maio di e ença en e as
a i idades p e is as e ealizadas. Não o am e e uadas isi as de moni o ização, de
ence amen o nem os espe i os ela ó ios. No en an o, o am ealizadas a i idades não
p e is as: cons ução de um ISF e edação de comunicações de ence amen o aos cen os
de es udo. De seguida encon a-se uma abela- esumo ela i amen e às a i idades
p e is as e ealizadas no âmbi o do es ágio cu icula (Tabela 9)

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Tabela 9: Tabela compa a i a en e as a i idades p e is as e ealizadas no âmbi o do es ágio cu icula .
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4. Discussão C í ica
Ao longo do es ágio cu icula na NOVA CRU, oi possí el anspo os conhecimen os
eó icos adqui idos no MEGIC pa a o ambien e eal de abalho. Embo a ce amen e
exis am di e enças en e a ealidade académica, da indús ia a macêu ica e das
consul o as, o es ágio pe mi iu-me e con ac o com á ias ipologias de es udo e com os
p ocedimen os ine en es às ases de S a -up e Moni o ização das mesmas.
O es ágio oi es u u ado de o ma a que o g au de di iculdade das a e as a ibuídas
osse c escen e e que a en ol ência nos es udos osse g adual. Os es udos acompanhados
o am ão di e sos quan o possí el, desde es udos obse acionais, a epidemiológicos, a
es udos com in e enção de disposi i o médico e a é ensaios clínicos andomizados.
De ido aos cons angimen os causados pela pandemia, e a cons angimen os p o issionais
p óp ios, o es ágio deco eu 100% online. No en an o, não sin o que a qualidade do es ágio
enha sido p ejudicada de alguma o ma. Os memb os in eg an es da NOVA CRU
mos a am-se semp e disponí eis pa a escla ece dú idas que su gissem e pa a
acompanha o abalho desen ol ido du an e o es ágio, o que o nou o p ocesso de
ap endizagem mais e icien e.
Na á ea de S a -Up, os dossie s elabo ados pa a submissão de es udo à CEIC e
INFARMED não chega am a se subme idos pa a ap o ação du an e o es ágio cu icula
po mo i os alheios à en idade de es ágio. Nes e ipo de submissões, o p ocesso é
no malmen e mo oso de ido aos equisi os egulamen a es e é icos, especialmen e com a
en ada em igo do RDM. O p omo o em ques ão encon a a-se ambém em ase de
adap ação ao no o egulamen o, pelo que o p ocesso oi mais demo ado do que o
inicialmen e p e is o.
Um dos es udos mais in e essan es e en iquecedo es acompanhado ao longo do
es ágio, ela i amen e à á ea de S a -Up oi o NOVACRU_03. Es e es udo clínico de
in e enção com disposi i o médico pe mi iu adqui i conhecimen os sólidos ela i amen e
ao RDM, o que cons i ui uma ha d skill di e enciado a e ele an e no pano ama a ual de
e olução exponencial da ecnologia e do aumen o do núme o de disposi i os médicos em
ci culação no me cado.35 Du an e a p epa ação da submissão des e es udo su gi am á ios
desa ios, ine en es a um es ágio, mas ambém de ido ao RDM se um egulamen o ecen e
e es e se o p imei o es udo da unidade a se subme ido ao ab igo do mesmo. Associado
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ao desa io do RDM, es e es udo p e ia ainda o ec u amen o de c ianças. Assim, a pa e
mais desa ian e na p epa ação da documen ação cons i uiu o desen ol imen o dos
assen imen os in o mados. Foi necessá io seleciona o con eúdo do documen o e adap a
a linguagem u ilizada pa a cada aixa e á ia, endo em con a o g au de ma u idade ípico de
cada uma. O equilíb io en e p es a a in o mação necessá ia de o ma adequada e não
coloca in o mação demasiado especí ica, que possa não se en endida pela c iança, é
di ícil de a ingi e eque á ias e isões, po ezes, po pessoas com pe spe i as di e en es.
O con ac o com á ios in e enien es da in es igação clínica, desde in es igado es,
a equipas clínicas, a p omo o es pe mi iu adqui i e desen ol e so skills na á ea da
comunicação in e pessoal.
Na á ea da Moni o ização oi onde o am ealizados maio es des ios ace ao plano
de a i idades p e is as. Po um lado, não oi possí el ealiza isi as de moni o ização e de
ence amen o. Is o de eu-se ao ac o de o único es udo que es a a nessa ase e uma
baixa axa de ec u amen o, não despole ando nenhuma isi a de moni o ização du an e o
deco e do es ágio cu icula . Em elação às Visi as de Ence amen o, de eu-se a não
exis i nenhum es udo a deco e na unidade que es i esse nessa ase. Po ou o lado, oi
possí el ealiza a i idades na á ea da moni o ização que não es a am inicialmen e
p e is as. No âmbi o de um ensaio clínico, oi possí el con ibui pa a a cons ução de um
ISF, TMF, Dossie da Fa mácia e Dossie do Labo a ó io. Is o incluiu a p epa ação de odos
os S udy Logs necessá ios, o ganização e es u u ação dos dossie s de aco do com as
BPC. Foi uma expe iência en iquecedo a em e mos de ap endizagem, is o cons i uí em
a qui os de documen ação essenciais pa a a condução e econs ução de um es udo de
in es igação clínica. Adicionalmen e, oi possí el acompanha e desempenha a e as
du an e a e apa de ence amen o dos cen os de es udo, pós Visi a de Ence amen o, não
es ando ambém p e is o inicialmen e.
As á eas da ges ão da in es igação clínica com as quais não oi possí el e con ac o
du an e o es ágio cu icula não são conside adas pa icula men e ele an es, dado que é
necessá ia uma maio expe iência p o issional na á ea pa a me pode depa a com ce o
ipo de si uações não expe ienciadas du an e o es ágio. A única exceção cons i ui as isi as
de moni o ização p op iamen e di as. Em e mos de plano de ação pa a colma a es a
úl ima, o mesmo já se encon a a deco e . Após a ealização des e es ágio ansicionei de
á ea p o issional, in eg ando ago a os p o issionais da á ea da ges ão da in es igação
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clínica; o plano passa po , semp e que possí el, e e ua ou acompanha colegas em isi as
de moni o ização po o ma a adqui i expe iência nessa á ea.
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5. Conclusões
A In es igação Clínica é uma á ea undamen al pa a que se possa e acesso a cada
ez melho es e mais pe sonalizados cuidados de saúde.2,6 Embo a exis am algumas
e idências no sen ido de que a in es igação ambém se aduz em ganhos económicos,
ainda não exis em mé icas es anda dizadas ap op iadas pa a o e ei o.23–25 É undamen al
que se in is a na o ma de in es iga a in es igação pa a que os Go e nos dos países
disponibilizem não só ecu sos inancei os, mas ambém pa a maximiza o ácio
in es imen o- e o no e es imula a adoção de polí icas que p omo am e apoiem a
in es igação em saúde.
A in odução do RDM em ele a os pad ões de segu ança, qualidade e o ní el de
cuidado p es ado aos u ilizado es de disposi i os médicos. No en an o, apesa de indica
que e e em con a o es o ço associado pa a as pequenas e médias emp esas, a aplicação
do egulamen o aca a alguns cons angimen os inancei os e ope acionais a essas
emp esas.1 O g au de conhecimen o necessá io pa a e e ua um es udo de in es igação
clínica de o ma co e a e e icien e já começa a se bas an e ele ado. É nes e ipo de
si uações que é undamen al exis i em p o issionais especializados na á ea da ges ão da
in es igação clínica, con ibuindo pa a p o issionaliza a in es igação clínica e aumen a a
axa de sucesso dos es udos ealizados.
A ealização do es ágio cu icula du an e o úl imo ano do MEGIC oi uma expe iência
di e enciado a e ex emamen e en iquecedo a, an o a ní el pessoal como p o issional. Foi
possí el coloca em p á ica conhecimen os eó icos adqui idos no MEGIC e expe iencia
á ias si uações do quo idiano de um especialis a em s a -up e de um moni o de es udos
clínicos. O es ágio pe mi iu ainda adqui i uma no a pe spe i a ela i amen e ao
ecossis ema da In es igação Clínica em Po ugal e às an agens e cons angimen os
associados ao mesmo.

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