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Recensão: Jorge Custódio, “Renascença artística” e práticas de conservação e restauro arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República

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Recensão: Jorge Custódio, “Renascença artística” e práticas de conservação e restauro arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República

Author: Baião, Joana,Custódio, Jorge
Publisher: Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL
Year: 2011
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/16707/1/RHA_8_REC_1_JBai%c3%a3o.pdf
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A his ó ia do pa imónio cul u al po uguês, analisada a pa i do en endimen o das
ins i uições e pe sonalidades que con ibuí am pa a a sua sal agua da, es udo e
di ulgação, em indo a se ei a len amen e – na medida em que é uma á ea de
in es igação ela i amen e ecen e no nosso país –, o que acaba po epe cu i -se na
escassez de publicações e di ulgação bibliog á ica sob e esses assun os. Con udo,
nos úl imos anos emos indo a assis i a um inc emen o da in es igação sob e es a
emá ica, nomeadamen e a a és de disciplinas como a His ó ia, His ó ia da A e,
Pa imónio, Museologia, A qui ec u a ou Sociologia, endo indo a aumen a o
núme o de abalhos p oduzidos em con ex o académico ( eses, comunicações,
ecensões, po ezes publicados) que con ibuem pa a a cons ução, a pouco e
pouco, de uma his ó ia do pa imónio a ís ico po uguês. Esses abalhos são ex e-
mamen e impo an es que po a a em assun os nunca ou acamen e es udados,
que po implica em a di ulgação e in e p e ação de ma e iais inédi os, que ainda
JORGE CUSTÓDIO:
“RENASCENÇA ARTÍSTICA”
E PRÁTICAS DE
CONSERVAÇÃO E RESTAURO
ARQUITECTÓNICO
EM PORTUGAL, DURANTE
A 1.ª REPÚBLICA.
TESE DE DOUTORAMENTO
EM ARQUITECTURA.
UNIVERSIDADE DE ÉVORA, 2009.
[TEXTO POLICOPIADO].
JOANA BAIÃO
Ins i u o de His ó ia da A e FCSH/UNL,
linha de in es igação Museum S udies
Bolsei a de Dou o amen o da FCT
(SFRH/BD/63045/2009)
REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011
RECENSÕES · “RENASCENÇA ARTÍSTICA” E PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO ARQUITECTÓNICO EM PORTUGAL, DURANTE A 1.ª REPÚBLICA
po enuncia em p oblemá icas que despe am o in e esse de ou os in es igado es,
omen ando no os p ojec os.
Um dos g andes impulsionado es des e domínio de in es igação é Jo ge Cus ódio,
que em 2009 de endeu na Uni e sidade de É o a a sua ese de dou o amen o, in i-
ulada
“Renascença a ís ica” e p á icas de conse ação e es au o a qui ec ónico em
Po ugal, du an e a 1.ª República
. Jo ge Cus ódio, p o esso , a queólogo, his o ia-
do e museólogo, é uma das igu as incon o ná eis no es udo da a queologia e
museologia indus ial e em indo, ao longo da sua ca ei a, a dedica g ande a en-
ção à his ó ia do pa imónio po uguês. Ac ual di ec o do Museu Nacional Fe o iá-
io (En oncamen o), do seu as o cu ículo des acam-se: a di ecção do Con en o de
C is o (Toma ), os abalhos que es i e am na génese e cons i uição de á ios museus
indus iais (Museu dos Lani ícios, Museu da Fáb ica de Rolhas de Co iça do Inglês,
Museu do Cimen o de Macei a-Liz, e o p ojec o do Museu do Tempo) e a au o ia e
colabo ação em di e sas publicações elacionadas com a in es igação e di ulgação
des as á eas.
F u o de um abalho con inuado de mui os anos, a ese de dou o amen o de Jo ge
Cus ódio azia al a no con ex o da in es igação e di ulgação das emá icas elacio-
nadas com a his ó ia do pa imónio cul u al po uguês, como passa emos a jus i i-
ca . As páginas de que dispomos não se ão su icien es pa a esumi anali icamen e
e com o cuidado necessá io o seu ex enso abalho; po ém, não nos escusamos a
chama a a enção pa a a ex ema impo ância des a que, c emos nós, é já uma ob a
de e e ência pa a qualque in es igado que p e enda es uda o con ex o cul u al
e pa imonial po uguês na ansição do século XIX pa a o século XX.
O ce ne da ese consis iu no es udo, en endimen o e ixação do papel dos agen es
cul u ais da 1.ª República (as di e sas ins i uições, públicas ou p i adas, a sociedade
ci il) no domínio das p á icas de conse ação e es au o do pa imónio monumen-
al, a qui ec ónico e a ís ico po uguês. À pa ida, no amos logo dois mé i os nes e
abalho: o es udo ap o undado de um mega- ema que en ol e e lexões sob e as
disciplinas acima ci adas; e a abo dagem a um pe íodo c onológico ainda pouco
es udado de o ma sis emá ica, pa icula men e no que diz espei o aos assun os
pa imoniais (ainda que nos úl imos anos enha indo a c esce o in e esse pela 1.ª
República, seja pelo dis anciamen o empo al que pe mi e no as e eno adas lei-
u as, seja pela conjun u a das comemo ações do cen ená io da implan ação da
República em Po ugal, que eio a da azo a es udos, exposições e publicações
sob e esse pe íodo – embo a a ideia de “comemo ação” implique, po ezes, algu-
mas con aminações nos discu sos c iados…).
Mas o abalho ap esen ado po Jo ge Cus ódio é mui o mais ico do que à pa ida
o í ulo possa suge i , uma ez que ex a asa de modo posi i o o ema e a c ono-
logia p opos os. Po um lado, apesa da ixação do es udo no pe íodo epublicano
– balizado en e 1910 e 1932 –, o au o assume a necessidade de es ende essa ba -
ei a c onológica: pa a ás, pa a en ende de que modo as ins i uições e p o ago-
nis as epublicanos lida am com os concei os e ideias he dados do pe íodo
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REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011
FIG. 1 – O a olamen o do esou o da Sé de Lisboa
(cliché de Joshua Benoliel). Ilus ação Po uguesa,
n.º 281, 10 de Julho de 1911, p. 60.
oi ocen is a; e pa a a en e, pa a da con a da con inuidade e das up u as ins i u-
cionais e legisla i as no no o enquad amen o polí ico, o Es ado No o. Po ou o,
mais do que se deb uça sob e as “p á icas de conse ação e es au o a qui ec ó-
nico em Po ugal”, Jo ge Cus ódio az um exaus i o abalho de le an amen o dos
concei os, e lexões e polí icas pa imoniais que es ão po de ás dessas p á icas.
O es udo de Jo ge Cus ódio es á di idido em qua o g andes g upos. Os dois p imei-
os ap esen am o enquad amen o das p oblemá icas que p opõe analisa , ixando
concei os undamen ais e obse ando com pa icula p o undidade o con ex o pa i-
monial po uguês oi ocen is a. O au o az o le an amen o e a análise dos p o ago-
nis as e ac i idades elacionados com o pa imónio monumen al po uguês an es da
implan ação da República, abo dando simul aneamen e as ques ões pa imoniais no
con ex o in e nacional, «com a inalidade de conhece os concei os e as p á icas que
êm uma ma iz comum e ecoam pela Eu opa» (CUSTÓDIO 2009: 26). De des aca
que Jo ge Cus ódio dedica em odo o abalho pa icula a enção ao enquad a-
men o in e nacional das concepções e p á icas pa imoniais, de modo a en ende as
suas p emissas e in luências em Po ugal, cons uindo en ão a sua in es igação
«seguindo as o ien ações his o iog á icas de ca ác e in e nacional» (
ibidem
: 29).
Os dois g upos iniciais o mam, po an o, no seu conjun o, quase uma ese in o-
du ó ia da ese em si, al a p o undidade com que o au o os desen ol e. De ac o,
a necessidade de «escla ece aspec os essenciais da his ó ia do pa imónio po u-
guês daquele pe íodo» (
idem
: 1334) e o acesso a ma e iais inédi os ou mui o pouco
es udados pe mi i am ao au o « eesc e e » (a exp essão é do p óp io) a his ó ia do
pa imónio du an e a Mona quia Cons i ucional. Jo ge Cus ódio chama a a enção
pa a o ac o de o país so e , du an e odo o pe íodo da Mona quia Cons i ucional
(1820-1910), os e ei os cul u ais deco en es da ex inção das o dens eligiosas e da
deslocação do seu pa imónio pa a a u ela do Es ado, exigindo uma sé ia eo ga-
nização pa imonial. Re e e en ão as sucessi as en a i as de o ganização e e o -
mas dos se iços elacionados com o pa imónio, a pa i das es u u as públicas
( u eladas pelo Minis é io do Reino e Minis é io das Ob as Públicas) e de es u u-
as associa i as (po exemplo, a Real Associação dos A qui ec os Ci is e A queólo-
gos Po ugueses), concluindo que, apesa da não exis ência, de ac o, de uma
polí ica pa imonial
(de ido ao clima de ins abilidade económica e social que ca ac-
e izou as úl imas décadas da Mona quia Cons i ucional), hou e uma en a i a de
ges ão, «de alguma o ma», dos p oblemas elacionados com os monumen os nacio-
nais, bem como uma p eocupação pa imonial, que es i e am na génese da cons-
i uição e desen ol imen o dos p imei os museus do Es ado (
ibidem
: 1336). Logo,
os anos que an ecede am a implan ação da República em Po ugal o am ma cados
pelas sucessi as en a i as de implemen ação de e o mas pa imoniais e pela acção
de um conjun o de pessoas que, enquad adas nas di e sas ins i uições, es i e am
na base de um mo imen o de consciencialização do pa imónio enquan o bem da
nação, con ibuindo pa a um e ec i o c escimen o do p es ígio público dos se iços
elacionados com os monumen os e com o pa imónio.
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FIG. 2 – A comissão a olado a do Paço Pa ia cal
de S. Vicen e (cliché de Joshua Benoliel). Ilus ação
Po uguesa, n.º 309, 22 de Janei o de 1912, p.110.
RECENSÕES · “RENASCENÇA ARTÍSTICA” E PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO ARQUITECTÓNICO EM PORTUGAL, DURANTE A 1.ª REPÚBLICA
A p imei a década do século XX é e e ida como aquela em que «a ques ão dos
monumen os assumiu uma escala nacional, como nunca inha a ingido a é en ão»,
o que e á sido po enciado pelo p ocesso de classi icação dos monumen os his ó-
icos, que cons i ui ia, na opinião de Cus ódio, «um dos aspec os essenciais e mais
du adou os do sis ema do pa imónio desen ol ido no inal da mona quia cons i-
ucional» (
ibidem
: 1337). Após demo ada análise das es a égias de classi icação dos
monumen os seguidas no nosso país, o au o conclui que esse p ocesso de classi-
icação, apesa de impo an e, acabou po se e ela bas an e débil como base pa a
a es a égia de sal agua da e conse ação do pa imónio – que no pe íodo moná -
quico, que já no epublicano – uma ez que o no o enquad amen o dos monumen-
os não oi acompanhado de soluções es u u ais pa a a sua sal agua da e
p o ecção.
Os e cei o e qua o g upos em que se es u u a a ese cons i uem o âmago do a-
balho, na medida em que se cen am no ema cen al p opos o pelo au o : em p i-
mei o luga são ap esen adas as concepções da polí ica e cul u a pa imonialis as e
suas elações com a sociedade; em seguida, az-se o le an amen o e es udo analí-
ico das p á icas de conse ação e es au o do pa imónio a qui ec ónico du an e o
pe íodo analisado, com ecu so a exemplos conc e os (in e enções ealizadas po
odo o país, o seu enquad amen o polí ico, cul u al e social, a ní el cen al e local,
os p o agonis as indi iduais e colec i os).
O au o ca ac e iza o ambien e polí ico, económico, social, cul u al po uguês no
pe íodo de ansição da Mona quia Cons i ucional pa a a 1.ª República, dando pa -
icula en oque ao clima de “c ise cul u al” que assola a o país. É nesse clima que
Jo ge Cus ódio enquad a o concei o de “ enascença” a ís ica que dá í ulo à ese.
A ideia de “ enascença” apa ece associada aos concei os de “ essu gimen o”,
“ enascimen o” ou “ egene ação”, p oclamados em con ex os de mo imen os e o-
lucioná ios, em climas de mudança: nes e sen ido, a “ enascença” a ís ica é en en-
dida como um «mo imen o» com aízes cul u ais no ideá io da ge ação de 1870,
ideologicamen e ma cado po um ca ác e egene acionis a e nacionalis a, e que se
mani es ou em di e en es momen os: na c í ica à Mona quia Cons i ucional, na
génese do mo imen o epublicano, na c í ica ao clima de ins abilidade do inal da
1.ª República ou nos undamen os da polí ica da Di adu a Mili a e do Es ado
No o. Po ou o lado, há um associa da ideia de “ enascença” a ís ica ao in e esse
his o iog á ico e aos discu sos su gidos no inal do século XIX e no início do século
XX ela i os a um “po uguesismo” na a e, num con ex o de exal ação de uma a e
que e lec isse uma iden idade pá ia, uma adição nacional – a « enascença po -
uguesa (…) na sua elação com o “pa imónio da nação”» (
ibidem
: 665-666). Cus-
ódio cen a-se pa icula men e na ob a de duas igu as cen ais da cul u a
po uguesa no i a do século: Joaquim de Vasconcelos, que « ep esen a a co en e
cien í ica dos undamen os o iginais ou p imi i os da a e po uguesa» e Ramalho
O igão, ep esen an e da «co en e da c í ica a ís ica, que anos de obse ação da
sociedade po uguesa con empo ânea lhe p opo ciona am» (
ibidem
: 666 e seg.).
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Na conclusão Cus ódio sin e iza a sua ideia de “ enascença” a ís ica po uguesa,
e e indo en ão a sua impo ância «como o ma de a iculação das adições a ís-
icas do po o com as ca ac e ís icas e os alo es da “ e a po uguesa” e com a dinâ-
mica social e cul u al con empo ânea» (
ibidem
: 1341), e salien ando que, na sua
opinião, e á sido esse concei o o «elemen o aglu inado da e o ma epublicana»,
na medida em que «e a em nome da “ enascença” a ís ica que as academias e esco-
las de Belas-A es de iam se e o madas, os museus exis en es “ es au ados” (…)
e os pensiona os a ís icos egulamen ados pa a p oduzi em a is as, conse ado-
es de museus e es au ado es das ob as de a e» (
ibidem
: 1342).
Cen ada nes a ideia de “ enascença” a ís ica, a 1.ª República é, pois, en endida po
Jo ge Cus ódio como o pe íodo da g ande mudança de pa adigma pe an e o pa i-
mónio a ís ico, de endendo o au o que aquele egime « oi esponsá el pelo
desen ol imen o de ins i uições, c iação de concei os, classi icação de imó eis e
ealização de es au os, de inição de es a égias de sal agua da e de conse ação
de bens cul u ais mó eis e imó eis que a enob ece am na his ó ia do pa imónio em
Po ugal», o que lhe con e e «um luga à pa e da mode nização das co en es pa i-
moniais e nos ho izon es da ansmissão in e ge acional do legado cul u al» (
ibidem
:
1346). Es as pala as le am a c e que a 1.ª República e á sido,
enquan o egime,
a g ande omen ado a do desen ol imen o das acções pa imoniais (públicas e p i-
adas) do nosso país, ma cando uma up u a com a linha que inha a se seguida
du an e os anos da Mona quia Cons i ucional, e p epa ando e eno pa a a ac i i-
dade que se ia desen ol ida du an e o Es ado No o. No en an o, o p óp io au o
acaba po con i ma a con inuidade de algumas e o mas e ideias no con ex o de
mudança de egimes e ins i uições. Podem, en ão, de ec a -se ligei as con adições
in e nas nas conside ações de Jo ge Cus ódio na análise dos pe íodos de ansição,
sob e udo no da Mona quia pa a a República (nomeadamen e em elação à impo -
ância e qualidade de acção pa imonial desen ol ida em cada egime), al ez po
alguma a ec ação de ideá io, mas sem p ejuízo ge al do excelen e abalho de
le an amen o e es udo das on es e do domínio das e amen as de in e p e ação
his ó ica que ca ac e izam o seu abalho. Fica po aze um exe cício de e lexão
que o dis anciamen o his ó ico e os conhecimen os do au o pe mi i iam ce amen e
desen ol e com pa icula in e esse: a é que pon o de e minadas mudanças e
ac ualizações nas polí icas pa imoniais não se iam ine i á eis com o simples deco -
e do empo, independen emen e do egime polí ico, e endo em con a as in luên-
cias indas do es angei o? Não i iam, independen emen e dos egimes, a maio ia
dos p o agonis as do con ex o cul u al e pa imonial po uguês a se os mesmos
(ainda que com ou os g aus de impo ância e ac i idade) e a de ende as mesmas
ideias, dada a pequenez do país e o núme o eduzido de pessoas com o mação e
com in e esse po es es assun os?
Te minamos as nossas b e es conside ações sob e o abalho de Jo ge Cus ódio cha-
mando a a enção pa a o ac o da sua ese se bem mais complexa do que o que aqui
pôde ica exp esso. Ex a asando a ideia inicial de analisa o p ocesso de sal a-
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gua da e conse ação do pa imónio a qui ec ónico monumen al du an e a 1.ª
República, o au o acabou po aça e ec i amen e o a é ago a mais comple o
quad o das mo imen ações polí icas e ins i ucionais em o no do pa imónio a ís-
ico po uguês en e 1875 e 1932:
a)
ixando a his ó ia de ins i uições que e a
u gen e es uda (Comissão dos Monumen os Nacionais, Concelho dos Monumen-
os Nacionais, Concelhos de A e e A queologia);
b)
azendo o le an amen o e
es udo das inúme as associações da sociedade ci il ligadas à de esa do pa imónio
(en e ou os, a Liga dos Amigos do Cas elo de Lei ia, a Comissão de Sal amen o
dos Monumen os An igos de San a ém, a União dos Amigos dos Monumen os da
O dem de C is o, o G upo P ó-É o a, a Sociedade Ma ins Sa men o);
c)
elencando
os p o agonis as e suas acções e elações du an e odo o pe íodo es udado, a ní el
cen al e local (po exemplo, Ramalho O igão, Gab iel Pe ei a, Augus o Fuschini,
Joaquim de Vasconcelos, An ónio Augus o Gonçal es, José de Figuei edo, Luciano
F ei e, José Ma ques da Sil a, F ancisco Ga cez Teixei a, An ónio Cou o);
d)
anali-
sando as p incipais e o mas, p ocessos e in e enções pa imoniais (o p ocesso de
classi icação dos monumen os nacionais; a eo ganização dos se iços a ís icos e
a queológicos; as consequências da lei de sepa ação da Ig eja e do Es ado no pa i-
mónio a ís ico po uguês; as in e enções de conse ação e es au o dos monu-
men os; o papel dos museus nacionais e egionais);
e)
in en a iando as in e enções
que o am ei as em monumen os de odo o país, explo ando os concei os e p á i-
cas que es i e am na sua base;
)
es udando as polí icas de sal agua da dos bens
cul u ais numa pe spec i a eu opeia (legislação, euniões e ecomendações in e -
nacionais e sua ecepção em Po ugal).
Não podemos deixa de aze , po im, uma e e ência à exposição comissa iada po
Jo ge Cus ódio,
100 anos de pa imónio: memó ia e iden idade – Po ugal 1910-2010
,
pa en e na Gale ia de Pin u a do Rei D. Luís (Palácio Nacional da Ajuda) en e 30
de Se emb o e 21 de Dezemb o de 2010,,onde se p e ende aça a e olução dos
concei os e p á icas pa imoniais em Po ugal, desde os an eceden es p é- epubli-
canos a é à ac ualidade. Exposição ex ensa, os p imei os núcleos (a é ao Es ado
No o) são cons uídos endo como base a ese daquele au o e, embo a pa ilhem
com ela um ce o comp ome imen o ideológico, são os mais consis en es e mais
bem conseguidos museog a icamen e. A pa i do núcleo 4 (“Depois da Ca a de
Veneza (1964-1980)”), no amos uma p og essi a agilidade que ao ní el do dis-
cu so, que ao ní el exposi i o, al ez pela complexidade e quan idade de in o -
mação implicada. Ficamos no en an o a agua da o ca álogo, que no momen o em
que esc e emos (Ou . 2010) não es á ainda publicado. •
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