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Relatório de estágio de mestrado

Abstract

Este relatório descreve o estágio curricular realizado na Editorial Divergência. São abordados tópicos como a edição, a revisão, design, leituras de originais, comunicação e marketing, as várias fases na conceção de um livro e as dificuldades a enfrentar durante este processo.

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Relatório de estágio de mestrado

Author: Seromenho, Filipe António Heath
Year: 2022
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/138276/1/Relat%c3%b3rio%20Final%20Fevereiro.pdf
Mes ado em Edição de Tex o
Es ágio Cu icula
Rela ó io de Es ágio Cu icula
na Edi o ial Di e gência
Filipe An ónio Hea h Se omenho
O ien ado : P o esso Rui Zink
Lisboa, janei o de 2022
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Edição de Tex o sob a o ien ação cien í ica
do P o esso Rui Zink.
RESUMO
Es e ela ó io desc e e o es ágio cu icula ealizado na Edi o ial Di e gência. São
abo dados ópicos como a edição, a e isão, design, lei u as de o iginais, comunicação e
ma ke ing, as á ias ases na conceção de um li o e as di iculdades a en en a du an e
es e p ocesso.
PALAVRAS-CHAVE: edição; Edi o ial Di e gência;
Rela ó io de Es ágio na Edi o ial Di e gência
Filipe An ónio Hea h Se omenho
ABSTRACT
This epo desc ibes he in e nship a Edi o ial Di e gência. I ouches on edi ing,
e ising, edi o ial design, manusc ip e alua ion, communica ion and ma ke ing and
he a ious phases o c ea ing a book and all di icul ies o o e come du ing his
p ocess.
KEYWORDS: publishing; Edi o ial Di e gência;
Índice
In odução ......................................................................................................................... 6
I Ap esen ação do o ganismo de acolhimen o - Edi o ial Di e gência ............................ 7
II O P ocesso Edi o ial ..................................................................................................... 7
III Ta e as desen ol idas du an e o Es ágio..................................................................... 8
IV P émio An ónio de Macedo ....................................................................................... 10
V A aliação de O iginais ............................................................................................... 10
VI P imei a Re isão ....................................................................................................... 12
VII Re isão de Paginação............................................................................................... 14
VIII Design da Capa ....................................................................................................... 15
IX Esc e e a Sinopse..................................................................................................... 16
X Coo denação Edi o ial ................................................................................................ 17
XI Pedido de ISBN e Depósi o Legal ............................................................................. 18
XII Edição....................................................................................................................... 18
XIII Comunicação .......................................................................................................... 20
XIV Segunda Re isão .................................................................................................... 21
XV Fó um Fan ás ico ..................................................................................................... 22
XVI Segunda e Te cei a Edição ..................................................................................... 22
XVII Ma ke ing .............................................................................................................. 23
XVIII Te cei a Re isão .................................................................................................. 24
XIX Mais A aliação de O iginais .................................................................................. 25
XX Qua a e Quin a Edição ............................................................................................ 26
XXI T ansc ição ............................................................................................................. 27
Conclusão ....................................................................................................................... 27
Bibliog a ia ..................................................................................................................... 32
Webg a ia ....................................................................................................................... 32
Anexos ............................................................................................................................ 33

6
In odução
O es ágio cu icula que ealizei na Edi o ial Di e gência in eg a-se da ase inal do cu so
de Mes ado em Edição de Tex o, iniciado a se emb o de 2020, na Uni e sidade No a de
Lisboa. Es e es ágio e e a du ação de 3 meses, en e 15 de se emb o a 10 de dezemb o
de 2021, e o e eceu-me a opo unidade de ing essa no mundo edi o ial, de o ma a
complemen a a o mação eó ica que adqui i ao longo da licencia u a e do mes ado.
Du an e o es ágio oi-me a ibuída a unção de Assis en e Edi o ial sob o ien ação de
Diogo Resende, Edi o da Edi o ial Di e gência, endo ambém sido acompanhado pelo
P o esso Rui Zink da Uni e sidade No a de Lisboa.
En e as á ias a e as que iz encon am-se: a aliação de submissões, enda de li os em
e en o, edição, e isão, e isão de paginação, coo denação edi o ial, comunicação e
ma ke ing, design edi o ial e ainda ui jú i de um p émio li e á io.
7
I Ap esen ação do o ganismo de acolhimen o - Edi o ial Di e gência
A Edi o ial Di e gência é uma emp esa que se dedica à edição e dis ibuição de li os e
encon a-se no me cado edi o ial po uguês desde 2012. A mesma publica
exclusi amen e li os de au o es po ugueses den o dos géne os do Te o , Fan asia e
Ficção Cien í ica. É um nicho de me cado den o de ou o. A Edi o ial Di e gência
p eocupa-se em ep esen a quem em menos opo unidades.
O que de ende a Edi o ial Di e gência? No si e da edi o a pa ilham ês aspe os que os
ep esen am: cuida do plane a - as edições são amigas do ambien e pelo ipo de ma e iais
u ilizados; os au o es ecebem apoio na di ulgação e pagamen o jus o pelo seu abalho
sem e em de in es i do seu p óp io bolso; a pa ilha dos luc os - pa e dos luc os são
dis ibuídos pelos colabo ado es e in es ido em no os au o es.
É impo an e exis i es a anspa ência sendo que no me cado li e á io po uguês as
pequenas edi o as são á ias ezes le adas menos a sé io po culpa das edi o as ani y,
po exemplo, Chiado Books, onde o au o em de paga um alo absu do pa a e o seu
abalho publicado. Não é ce o ou e ado, mas a Edi o ial Di e gência não se iden i ica
com esse mé odo.
Esc e i um a igo in i ulado A Fal a de Di e sidade na Indús ia Li e á ia
1
pa a a cadei a
de Técnicas da Edição do P o esso Rui Zink. Decidi, en ão, en ia o pedido pa a aze
es ágio na Edi o ial Di e gência cujo slogan é “O Cul o pela Di e ença” e êm como
obje i o o apoio aos au o es po ugueses.
II O P ocesso Edi o ial
An es de da a conhece ao lei o a expe iência adqui ida em cada uma das a e as ac edi o
que é impo an e de ini o p ocesso edi o ial de uma edi o a. Uma edi o a é uma emp esa
que coo dena a publicação de li os, logo, exis e um plano que se em em con a na c iação
de um li o. O p ocesso edi o ial é cons i uído po á ias ases, das quais des aco:
1
disponí el em h ps:// ilipehea h.medium.com/
8
• Análise de p opos as edi o iais e negociação de di ei os de au o ;
• Re isão;
• P é-p odução (paginação, e isão, capa);
• P odução (imp essão e acabamen o);
• Comunicação e ma ke ing;
• Dis ibuição e come cialização
Na u almen e, o es ágio não seguiu à linha es a o dem, no en an o, passei po cada uma
des as ases, abalhando mais sob e umas do que ou as.
III Ta e as desen ol idas du an e o Es ágio
Es e ela ó io oi edigido seguindo os abalhos de o ma c onológica, pa a uma lei u a
que pe mi a obse a de o ma cla a a elação causal en e cada das a e as. Passo a
desc e e as unções que me o am a ibuídas e de seguida analiso-as de o ma mais
ap o undada.
• No que consis e a a aliação de manusc i os pa a po encial publicação? Le de
o ma c í ica pa e de odas as submissões de o iginais e elabo a os espe i os
pa ece es. Se jú i de um p émio ambém esul ou na lei u a das submissões,
escolha dos li os que se des aca am, jus i ica o po quê e euni pa a discu i
quem me ecia ganha
• A e isão unciona a com o Wo d abe o, na opção e e . Regis a Al e ações em
modo a i o na opção Ma cação Simples. Qualque comen á io sob e o li o, seja
pa a o au o , o ien ado ou o segundo e iso , u ilizei a opção Comen á ios.
P ocu a a e os o og á icos, a ualiza a com o Aco do O og á ico ce o e
co igia e os de g amá ica.
• Quan o à e isão de paginação, p ocu a a po e os de paginação, en e eles:
pa ág a os não inden ados, ex o não jus i icado e e i ica a se os núme os das
páginas es a am ce os.
9
• No que conce ne a comunicação e ma ke ing, c iei algumas imagens no p og ama
Can a pa a o Ins ag am e Facebook, seja de apelo ao o o ou a con ida os
consumido es a isi a a li a ia independen e que ende odos os li os da
Edi o ial Di e gência.
• Relacionado com a comunicação, abalhei no p ocesso c ia i o da capa de um
dos lançamen os. Consis iu em p ocu a inspi ação e de ende as ideias que inha
pa a a capa em eunião. T abalhei ambém na c iação de uma sinopse pa a esse
mesmo li o.
• A coo denação edi o ial consis e em c ia uma pon e de comunicação en e oda
a equipa e o au o . Es abelecemos o p oje o e escolhemos os ecu sos, os e iso es,
os edi o es, os designe s. Foi uma oca de emails com os au o es pa a e se
es a a udo co e o.
• A edição consis iu em: pe cebe se odos os con eúdos da his ó ia e am esol idos
a é ao im, es a a en o a incong uências de en edo, o na os pe sonagens
consis en es e ealis as, aze modi icações que possam auxilia o lei o (ex: oca
nomes demasiado semelhan es), elimina as passagens ambíguas, pe cebe se
exis e espaço pa a explo a mais o en edo, ou aspe os que gos a a de e a se em
abo dados.
• A enda em e en o consis iu em mon a a banca da Edi o ial Di e gência, e i a
os li os das caixas, coloca os p eços em pedaços de papel den o de cada um dos
li os, o ganiza de o ma es e icamen e ag adá el (ou onde ha ia espaço),
encon a um espaço pa a se i como balcão de pagamen o e a melho pa e: da
a conhece o nosso ca álogo aos lei o es com o p opósi o de ge a endas.
Passo a desc e e cada uma das a i idades que ealizei du an e es es meses de es ágio de
o ma mais ap o undada, al como uma e lexão com o obje i o de aze o lei o ap ende
como unciona es a emp esa em especí ico.
16
Fui con idado a uma eunião
4
de discussão de ideias sob e a capa do li o que es a a a
abalha : Os Medos da Cidade. As ideias que me su gi am es a am elacionadas com o
ac o de o li o mis u a a cidade com elemen os de an asia, pensei em algo duplo,
b inca com os opos os, b anco e p e o ou e melho e p e o e aze algo des e géne o,
u ilizando a silhue a de uma skyline pa a eme e a cidade.
A ideia de inclui a silhue a da Mo e oi da capis a. O nosso abalho em conjun o
esul ou numa das minhas capas a o i as do ca álogo. Fiquei su p eendido quando
ecebemos a capa. No ei que inham u ilizado as suges ões, an o de co es como das
o mas g á icas.
Fig. 1 Capa de Os Medos da Cidade
IX Esc e e a Sinopse
A ase seguin e com Os Medos da Cidade oi esc e e a sinopse. A elabo ação da sinopse
de um li o implica e a capacidade de sín ese, pois o ex o de e ap esen a um esumo
do li o sem ul apassa ce ca de 100 pala as. Foi um p ocesso mais complicado do que
4
No dia 27 de ou ub o

17
espe a a, po que é uma an ologia e não e a possí el ansmi i a essência de cada um dos
con os, logo, e a essencial u iliza uma ideia ge al que osse in e essan e pa a o lei o . O
mé odo que u ilizei pa a esc e e a sinopse oi: pesquisa momen os-cha e de cada con o,
o ganizá-los num documen o, e en a pe cebe o que se des aca a.
A sinopse esc i a po mim: Todas as cidades escondem seg edos. Seja a capi al ou no in e io , o
eceio consegue consumi os habi an es. Os Medos da Cidade con a com dez ozes ino ado as
que nos azem ques iona se podemos con ia nas c ia u as mágicas que iajam pelos can os da
sel a u bana ou a é que pon o é que o se -humano é le ado pela loucu a. Um mundo eple o de
an asia u bana em que po ezes o caçado o na-se a p esa.
A esc i a pelo meu o ien ado : De Coimb a a Toma , de Lisboa ao Po o, uma coisa é ce a:
odas as cidades êm os seus mis é ios. Os Medos da Cidade eúne dez con os de ozes únicas
po uguesas que ab i am a caixa de Pando a ci adina e que nos mos am os se es que agueiam
pelas nossas uas, as somb as que habi am as nossas calçadas. A inal, que seg edos gua dam as
cidades po uguesas?
Como pa ilhei com o meu o ien ado na al u a, não sen i que caixa de Pando a soasse
bem, nem e a adequado pa a o me cado li e á io da a ualidade, mas não oi ei a nenhuma
al e ação e icou essa a sinopse inal.
X Coo denação Edi o ial
A coo denação edi o ial consis ia em en ia um email aos au o es a a isa que en ia a
em anexo num email o seu con o pa a pode em analisa e aze as úl imas al e ações ou
pa a alida o abalho ei o. Pedia ambém uma b e e biog a ia com ce ca de 80 pala as
e pa a ub ica em no amen e a p imei a página do con a o. Po quê uma no a ub ica?
Foi-me di o pelo meu o ien ado de es ágio que bas a a dize aos au o es que: "Foi
necessá io elabo a uma pequena adenda no con a o. Es a al e ação cons a na p imei a
cláusula, p imei o pon o, onde ago a es á iden i icado qual o osso con o, pa a além da
an ologia onde pa icipam, e em nada al e a a e são que inham assinado inicialmen e
do con a o". Tenho de admi i que não me sen i con o á el pa a es a a e a, pois oi uma
18
g ande esponsabilidade enquan o es agiá io, apesa de ap ecia a con iança deposi ada
em mim.
Todos os au o es eagi am de o ma posi i a e oi ambém uma opo unidade de me
ap esen a como assis en e edi o ial. No en an o, achei que não e a a pessoa indicada pa a
a a de ques ões legais.
En iei cada um dos con os já e is os e paginados pa a os au o es consul a em com odas
as al e ações ei as e se es a am sa is ei os. Quando ecebi pedidos de al e ações oi udo
ano ado. De seguida, iz as al e ações com a au o ização do meu o ien ado e en iei pa a
os au o es mais uma ez. Hou e um con a o mui o p óximo com os mesmos.
O p ocesso de conceção de Os Medos da Cidade oi o que acompanhei mais de pe o.
Dos li os que abalhei, é o p imei o a se publicado (ma ço, 2022) e es a an ologia ai
con a com dez con os sendo que duas au o as são amigas minhas e oi um p aze
abalha com elas. É uma pena não pode acompanha o p ocesso de comunicação
comple o pa a os lei o es. Sin o que i nasce Os Medos da Cidade.
XI Pedido de ISBN e Depósi o Legal
O úl imo con a o com Os Medos da Cidade oi o pedido de ISBN e Depósi o Legal. Deu-
me um p aze imenso a a da pa e mais bu oc á ica po que semp e u ilizei ISBN pa a
gua da li os numa aplicação online e nunca inha pensando na sua c iação. Fo am-me
en iados alguns códigos pelo meu o ien ado , bas ou inse i-los nos si es
h ps://isbn.apel.p /codigoBa as e h p://deplegal.bnpo ugal.go .p /DLEn idades/ e
adiciona algumas in o mações ex a sob e a edição em si. Espe ei ce ca de um dia pa a
ecebe o ISBN e o Depósi o Legal.
XII Edição
A a e a seguin e oi a edição de um li o nomeado pa a o P émio An ónio de Macedo
in i ulado Up ia sk. De odos os que li nes es ês meses, es e oi o que me deu mais gos o
19
em abalha . Co eu mui o melho do que a e isão po que já es a a mais amilia izado
com a edição, con udo, ap endi bas an e com as dicas dadas pelo o ien ado .
A dica dada pelo meu o ien ado que mais me ajudou nes e p ocesso de edição oi: e i a
o om de suges ão ou opinião, já que isso pode pe mi i ao au o imedia amen e in alida
a nossa ideia. Algo como "Gos a ia de e X", "Acho que Y", é acilmen e maleá el.
Em ez de um "Acho que o ga o de ia se p e o", é impo an e que seja um "O ga o de ia
se p e o, pois X, Y, Z". Is o po que um edi o de e p ocu a e um sen ido dis in o de
au o idade e e a gumen os pa a mos a que essa al e ação i á o alece o li o.
Temos de nos coloca como lei o inexpe ien e. Pensa semp e no li o que es amos a
edi a como se osse a p imei a lei u a de alguém. T abalha o li o de o ma que cause
no lei o um ício de lei u a.
Ac edi ei no Up ia sk desde o momen o que chegou às minhas mãos e li pela p imei a
ez, oda ia, e a demasiado pequeno pa a ha e possibilidade de se publicado. O
o ien ado pe cebeu na eunião da escolha do encedo do P émio An ónio de Macedo
que po mim e a es e que encia e, como al, pouco empo depois de e iniciado o es ágio
oi-me dada a a e a de edição des e li o.
Os comen á ios e suges ões de al e ações ou adições ajuda am a au o a, pois quando
ol ou pa a a edi o a, o ex o inha aumen ado de o ma signi ica i a e oi a p imei a ez
a sen i que ajudei uma au o a a ac edi a no seu abalho — o sen imen o não em p eço.
O li o passou ambém pela ase de e isão ei a po mim, mas não enho conhecimen o
se a ançou pelo segundo e iso , p a icamen e odas as a e as passa am de seguida po
alguém com mais expe iência. Sendo que iz a edição sozinho, se á o p imei o li o em
que es ou iden i icado como edi o na icha écnica. Espe o pode ê-lo nas li a ias um
dia. Como unciona a o mé odo de abalho de edição? O sis ema u ilizado oi: a a és
de comen á ios no Wo d, sublinha a a ase/pa ág a o e comen a a ao longo de odo o
li o.
20
Não que ia suge i algo que osse le ado como o ensa, ou que o au o pensasse que o seu
abalho não inha qualidade. Es a oi a p imei a expe iência p o issional com edição,
po an o es e sen imen o des aneceu e pe cebi que o au o ai bene icia mais com c í icas
cons u i as do que com palmadas nas cos as. Hou e espaço pa a discussão de ideias e
espei o mú uo en e a au o a e o edi o .
Uma boa edição en ol e, no mínimo, ês lei u as. A p imei a lei u a se e pa a conhece
o en edo, a segunda pa a conec a os pon os que le am ao inal, e a e cei a pa a inse i
as no as que iz com as lei u as an e io es.
Quando es a ase e mina pode-se en ia ao au o , que i á mais a de de ol e o li o. I á
implica no as lei u as pa a pe cebe como as al e ações in luenciam o en edo. Foi o que
acon eceu. Passadas algumas semanas, ecebi o li o no amen e com as modi icações
ei as pela au o a.
Lemb o-me do meu o ien ado me elogia po que com as al e ações ei as o li o icou
mais longo e e a esse o obje i o. Dei as suges ões necessá ias e oi a é emocionan e e
que a au o a aplicou o conhecimen o que ansmi i e aumen ou ce as cenas, o nando a
his ó ia mais con incen e e dando o ça à oz na a i a.
Pa a mim oi um p aze eno me e sido edi o des e li o sendo que li es a his ó ia ce ca
de cinco ezes e nunca me cansei dela. Ac edi o mui o no alen o da au o a e ico eliz
po e conseguido abalha em conjun o com ela pa a um p odu o inal com o qual
es i éssemos sa is ei os.
XIII Comunicação
A a e a seguin e oi a comunicação dos nomeados ela i amen e ao P émio Adamas o
que ab iu pa a o ação online a é ao dia 2 de ou ub o e a es an e oi ei a du an e o e en o
p esencial.
No que consis iu o abalho den o do depa amen o de Comunicação? Di ulga os con os
e li os da Edi o ial Di e gência que es a am disponí eis pa a o ação. Foi pedido pa a
21
p oduzi uma mon agem no si e Can a pa a pa ilha no Ins ag am e no Facebook a apela
o o o, mas apenas de um li o em especí ico.
O li o conseguiu o p émio, no en an o, achei que não e a jus o es a a des aca apenas
um dos á ios li os nomeados. Re le i comigo mesmo se de e ia pe gun a o po quê de
es a mos a unciona daquela manei a, mas c eio que sabia a espos a. Quem ganha
cos uma e algum ipo de elação p óxima com os ju ados. A o ação oi ei a pelos
lei o es, no en an o, como a edi o a apelou ao o o de um li o em especí ico, oi esse
que ganhou.
Foi-me di o pela minha colega da comunicação que ínhamos pouco empo pa a di ulga
e chama a a enção das pessoas, de o ma que os lei o es o assem no li o que que íamos.
Foi p epa ada uma imagem odos os dias pa a publica nas edes sociais e ambém u ilizei
a minha pla a o ma pessoal pa a apela ao o o des e li o em conc e o.
XIV Segunda Re isão
Nos dias seguin es de o ação, a é chega o dia de anuncia o encedo no e en o do
Fó um Fan ás ico, oi-me dada mais uma e isão. Es a a com eceio de aze e isão,
mas admi o que o Funes os e Me álicos pa ecia não p ecisa de an a e isão como Os
Medos da Cidade sendo que des a ez es a a a abalha o li o de um au o e não com
uma an ologia.
Quan o à a aliação de Funes os e Me álicos, o meu o ien ado disse que se no ou uma
e olução em compa ação com Os Medos da Cidade, mas mesmo assim icou um bocado
aquém da expec a i a de uma edi o a.
Falhei na ques ão da mudança de PT-BR pa a PT-PT, sendo que em alguns momen os
não conco dei com o o ien ado , pois oi-me di o que exis em casos de e mos como o
“joga ” ou “busca ”, po exemplo, que ainda são mais do Po uguês do B asil do que do
de Po ugal que, en e an o, Po ugal ambém já acabou po assumi um pouco, em ce as
egiões.

22
Ou o dos aspe os em que i e di iculdade oi: a abalha com o modo de e odas as
al e ações, pois acaba a po in oduzi e os na o ma de espaços. Is o é, ce as pala as
es a am coladas umas às ou as, e isso acon ece po que ao al e a uma pala a na ín eg a
acaba-se po emo e ambém o espaço que o acompanha. São es es os de alhes que azem
a di e ença.
XV Fó um Fan ás ico
No e en o do Fó um Fan ás ico, que e e luga na Biblio eca O lando Ribei o nos dias 8
a 10 de ou ub o, o am anunciados os encedo es do P émio Adamas o . Já no Fó um
Fan ás ico a minha unção ao longo dos ês dias oi ende li os na banca que a Edi o ial
Di e gência disponibilizou. Foi a minha p imei a ez a e es e con ac o di e o com os
lei o es – uma expe iência su eal.
Vi ca as já conhecidas, en e elas o João Mo ales, jo nalis a que deu uma ap esen ação
sob e o seu abalho numa aula do P o esso Rui Zink e Diana Pinguicha, au o a publicada
nos Es ados Unidos e não em Po ugal (con idada a um painel sob e esse ema) al como
blogge s e book ube s meus amigos.
Tenho de con essa que es a a ne oso no p imei o dia po se uma opo unidade g ande
pa a a minha ca ei a de edi o es a odeado de p o issionais do me cado li e á io, mas
deixa am-me à on ade. Quem gos a de li os cos uma se empá ico e ecebe as pessoas
de b aços abe os. Assim o ize am comigo.
Não inha conhecimen o des e e en o a é e de es a p esen e no mesmo a ende li os.
Fiquei su p eso com a quan idade de a i idades a deco e : con e sas, lançamen os de
li os, enda de li os, sessões de au óg a os, sessões de jogos e em ge al a celeb ação
do amo pelos li os.
XVI Segunda e Te cei a Edição
A edição do li o Up ia sk co eu bem, logo, decidi am que de e ia abalha mais sob e
es a á ea. A minha a e a seguin e oi a edição de dois li os: Os Re ugiados da Te a e
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O Ne oei o Neg o. Pa a ambos os li os u ilizei o mesmo p ocesso que expliquei
an e io men e pa a Up ia sk.
A edição e a ei a a a és de comen á ios no Wo d, que pos e io men e se iam acei es ou
não. Demo ei ce ca qua o a cinco dias pa a cada um dos li os, sendo que á ias ezes
abalha a o a de ho as pa a pode adian a abalho. P ocu a a aumen a cenas do li o
que me eciam se ap o undadas, azia co es em passagens que nada ac escen a am e
azia suges ões pa a o na a his ó ia o mais luída possí el, isando o na a lei u a numa
a i idade ician e pa a os nossos lei o es.
XVII Ma ke ing
No que conce ne o depa amen o de ma ke ing, ui con idado pela minha colega a c ia
uma o o de apelo a isi a a nossa li a ia independen e edi ada no Can a — a
Con e gência — o que oi p o a elmen e a a e a que menos gos ei de aze po que
abalhei a duamen e na c iação de á ias e sões di e en es e a imagem nem oi u ilizada.
Se me i essem dado a libe dade de c ia a imagem da manei a que eu acha a
es e icamen e ag adá el, não se ia o ipo de abalho que aço no malmen e, mas endo
pelo lado posi i o, oi um bom exe cício pa a eina as e amen as disponibilizadas.
24
Fig. 2 Opções de design
É possí el obse a di e enças no ipo de le a u ilizado, nas co es das le as (o azul
u ilizado em “li a ia ísica” oi e i ado do logo da Con e gência) e hou e um
posicionamen o di e en e do logo pa a pe cebe onde se des aca a e as co es do undo
ambém oi algo que analisei pa a que a imagem osse de ácil lei u a e chamasse a
a enção do clien e.
A imagem da li a ia em si ambém oi edi ada pa a da mais ib ação e sa u ação, pois
a o iginal a qual inha acesso inha uma meno qualidade.
XVIII Te cei a Re isão
A a e a seguin e oi mais uma e isão. Nes a al u a do es ágio já me es a a a sen i um
pouco es agnado de odo o abalho que inha p a icado nos úl imos meses. Já não
conseguia le po p aze . Es a a a le semp e os mesmos géne os e já no a a bas an es
semelhanças en e á ios li os, o que é bom numa ce a medida, is o que aumen a a
expe iência den o do géne o, mas acaba po se o na us an e se não o ei a ino ação.
A e isão do li o Con os de And o helys não co eu mui o melho do que as ou as duas
que inha p epa ado an e io men e. Deu pa a pe cebe que não é um pon o o e e apesa
de um edi o necessi a de se sen i con o á el com e isão, quando ecebi a ap eciação
des a a e a, pe cebi que ui pe dendo o in e esse em aze abalhos de e isão.
25
No caso de li os que ão ol a a se publicados pela Edi o ial Di e gência, mesmo
quando há edições que já o am ei as po uma ou a edi o a, emos de ques iona algo
que não nos aça an o sen ido. Às ezes le as escapam-nos na al u a. Fo am-me dadas
algumas dicas quan o à pon uação, po exemplo: quando emos duas o ações numa
mesma ase em que os sujei os são di e en es, colocamos uma í gula en e as duas;
ambém exis em si uações com os modi icado es de ase, como modi icado es empo ais
ou espaciais ou do p óp io nome. Is o é, são coisas que podem se e i adas da ase e não
a o nam ag ama ical.
XIX Mais A aliação de O iginais
Nos dias seguin es, a aliei ês o iginais: Os Cães de Ce bé o, An ologia Sola punk e A
His ó ia que o meu pai me con ou. Já es a a con o á el nes a a e a de le as submissões.
Po ezes é is o como pe da de empo, po an o, e a eu que lia odas. Semp e ado ei le
e da à minha equipa o meu pa ece c í ico, po an o, es a a e a e a do meu ag ado.
Com o li o da An ologia Sola punk, oi-me di o pelo o ien ado pa a pesquisa sob e
es e enómeno an es de le os con os pa a e uma melho comp eensão e assim o iz. Dos
ês que li, oi a An ologia Sola punk
5
que se des acou.
En e an o, ecebi mais um conjun o de con os pa a a aliação in i ulado An ologia
Winepunk
6
. Li odos eles po que achei um concei o in e essan e e nunca inha lido algo
do géne o, apesa da Edi o ial Di e gência já e publicado um p imei o olume com o
mesmo í ulo.
A a aliação acon eceu como odas as ou as que ealizei an e io men e. Um li o com
demasiados e os e a logo le ado pouco a sé io. P ocu a a p oblemas na o ma como a
his ó ia es a a a se con ada, se a linha da na a i a es a a o ganizada, como unciona a
o i mo, se as pe sonagens e am ca i an es e se o ipo de linguagem e esc i a e am
5
Sola punk é um mo imen o a ís ico que examina como pode á se o u u o se a humanidade
consegui esol e os p oblemas da a ualidade, com oco especial nas al e ações climá icas e a
poluição, bem como a desigualdade social
6
Um mundo com ene gia e ecnologia a pa i das ca es do inho do Po o.
32
Bibliog a ia
BARBOA, Conceição, Manual P á ico de P odução G á ica, Cascais, P incípia Edi o a,
2012
FERREIRA, Paulo, Manual de Ges ão de Ma ke ing, Fa o, Sílabas e Desa ios, 2017
FURTADO, José A onso, A Edição de Li os e a Ges ão Es a égica, Lisboa:
Book ailo s, 2008
PINTO, José M. de Cas o, No o P on uá io O og á ico, Lisboa, Plá ano Edi o a, 2011
Webg a ia
h p://apel.p /
h ps://blog ailo s.com/
h ps://www.bnpo ugal.go .p /
h ps://di e gencia.p /
h ps://isbn.apel.p /pedido
h ps://medium.com/
h ps://www.publico.p /cul u a
h ps://silabas-e-desa ios.p /
h ps://www.wook.p /
Todos os a igos, blogs e si es online o am consul ados en e se emb o de 2021 e
Janei o de 2022

33
Anexos
Anexo I - A aliação “Os Cães de Cé be o”
Po onde começa ...
Bem, não gos ei de odo do que li. P imei amen e, es a a um pouco con uso sob e o
concei o do li o sendo que começa com a his ó ia de ida de Theo Zaba (li 65 páginas
e achei abo ecido, não hou e nenhum momen o onde i ei a página a ques iona o que
i ia na página seguin e) e 438 páginas depois é que começa a cole ânea de poemas. Li
da página 438 à 639, são maio i a iamen e poemas, e enho a dize que pouquíssimos me
su p eende am pela posi i a. Sen i que nem o p óp io au o se es a a a le a a sé io e
g ande pa e dos poemas pa eciam se pala as sem sen ido pa a enche a página.
Po que digo is o? Num momen o es amos a ala do beijo de um cão, no momen o
seguin e emos ilho da p* a a apa ece 3 ezes em 2 linhas; ala-se de limpa m* da e no
momen o seguin e já se es á a ala de ciência e cadei as de odas. Sen i que e a demasiado
abs a o e não há qualque linha condu o a que o e eça ha monia en e os poemas. Há
cole âneas de poemas que os poemas não se elacionam uns com os ou os, mas nesse
caso os poemas sol os es ão bem esc i os, não posso dize o mesmo des es. O au o
ambém u iliza exp essões em inglês algumas ezes, mas odas as que eu li inham e os.
Vá ios poemas en am passa como piadas, mas, a meu e , não em piada nenhuma.
O que menos gos ei oi a e e ência cons an e a mil e um emas di e en es o que o na
ainda mais di ícil ap o ei a o ex o po que es amos cons an emen e a se bomba deados
com in o mações. Sin o mui o que es e li o é um li o que o au o semp e quis esc e e
e o concei o na sua cabeça azia sen ido, mas como lei o não sin o que o concei o oi
bem execu ado.
34
Anexo II – B e es No as pa a An ologia Sola punk (Escolha de Con os)
A Mão Que Semeia (SIM)
• Esc i a cinemá ica
• Relação en e pai e ilha az com que o lei o c ie a eição a ambos
• Bem esc i o
• Simples e e icaz apesa de não e mui a ação
A iles (NÃO)
• Demasiado polí ico, não me pa ece ideal num con o
• A menção de polí icos eais o na o con o abo ecido po não aze nada de no o
• Não pe mi e a conexão com os pe sonagens
Diá io de um labi in o (NÃO)
• Não sen i que osse sola punk o su icien e
• A manei a como es á o ganizado é con usa
• Esc i a azoá el
Flo es a de Fe o (SIM)
• Boa elação en e i mãs, que pe mi e o lei o ica in e essado em conhece
melho
• Wo ld-building bem es u u ado e explicado
• Esc i a luída e in igan e
• Deseja a que osse maio
Luminá ia (TALVEZ)
• Gos ei dos pe sonagens
• Não sen i que se encaixa mui o no sola punk
O Fluxo Flui (SIM)
• Esc i a poé ica
• Desc ição da água de o ma ha moniosa
• Viagem apaixonan e
• Repe ição de “O Fluxo Flui” unciona mui o bem
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O Leão João e Man edo o Camaleão (NÃO)
• Con uso
• Mui os e os
• Não me conec ei com nada
O Voo de E a (TALVEZ)
• Esc i a p ende o lei o
• Consigo-me iden i ica com os pe sonagens
• Bem es u u ado
• Se á que se encaixa no sola punk?
P o ecia da Panaceia (TALVEZ)
• Demasiado complexo pa a o amanho
• Não associei a sola punk
• Bem plani icado, mas con ém demasiado in o mação
• Não em ação
Quando descemos a cidade? (SIM)
• Esc i a mui o ca i an e
• Desc ição inspi ado a
• Facilmen e se o na num li o
• Pe sonagens o es e únicas
Sejamos nós os que conquis amos a e a mãe ica e comum (NÃO)
• P e ensioso ou ino ado ?
• Mis u a polí ica de o ma en adonha
• Esc i a acessí el e di ec a
T ans o mações (SIM)
• Gos ei do concei o e a execução não deixou a deseja
• Bem es u u ado
• Esc i a simples e boni a
• Diálogos in igan es
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Anexo III – Suges ões de al e ação na ase de Coo denação Edi o ial de Os Medos
da Cidade
• página 73, linha 14 – Onde se lê “Uma música com so aque opical e a azida pela
a agem de oes e” subs i ui po “Uma música com so aque opical chega a com a a agem
do oes e”.
• página 74, linha 5 – Onde se lê “e ez-me sinal pa a con inua a pe segui o an asma.”
subs i ui po “e ez-me sinal pa a con inua .”
• página 76, linha 15 – Onde se lê “Aga ou-me o omb o com a mão – du a e seca como
ped a.” Subs i ui po “Aga ou-me o omb o com a mãe, du a e seca como ped a.”
• página 79, linha 25 – Onde se lê “Es icou-me uma chá ena com desenhos dou ados e
azuis.” Subs i ui po “Passou-se uma chá ena com desenhos dou ados e azuis.”
• página 80, linha 15 – Onde se lê “— Já i coisas mais es anhas na minha ida — iu-
se e pousou a chá ena.” Subs i ui po “- Já i coisas mais es anhas na minha ida. –
Riu-se e pousou a chá ena.”
• página 83, linha 1 – Onde se lê “A cu iosidade é um í us que a aca o espí i o humano
– que só a descobe a cu a.” Subs i ui po “A cu iosidade é um í us que a aca o espí i o
humano, que só o descob imen o cu a.”
• página 84, linha 3 – Onde se lê “Um homem de capuz inha su gido de um alçapão…”
subs i ui po “Um homem de capuz su giu de um alçapão…”
• página 88, linha 5 – Onde se lê “— Quando o meu pai con ou-me a his ó ia e mos ou-
me o mons o, iz-lhe a mesma pe gun a.” Subs i ui po “- Quando o meu pai me con ou
a his ó ia e mos ou o mons o, iz-lhe a mesma pe gun a.”