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Relatório de estágio de mestrado

Seromenho, Filipe António Heath

Abstract

Este relatório descreve o estágio curricular realizado na Editorial Divergência. São abordados tópicos como a edição, a revisão, design, leituras de originais, comunicação e marketing, as várias fases na conceção de um livro e as dificuldades a enfrentar durante este processo.

Full text

Mes ado em Edição de Tex o Es ágio Cu icula Rela ó io de Es ágio Cu icula na Edi o ial Di e gência Filipe An ónio Hea h Se omenho O ien ado : P o esso Rui Zink Lisboa, janei o de 2022 Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Edição de Tex o sob a o ien ação cien í ica do P o esso Rui Zink. RESUMO Es e ela ó io desc e e o es ágio cu icula ealizado na Edi o ial Di e gência. São abo dados ópicos como a edição, a e isão, design, lei u as de o iginais, comunicação e ma ke ing, as á ias ases na conceção de um li o e as di iculdades a en en a du an e es e p ocesso. PALAVRAS-CHAVE: edição; Edi o ial Di e gência; Rela ó io de Es ágio na Edi o ial Di e gência Filipe An ónio Hea h Se omenho ABSTRACT This epo desc ibes he in e nship a Edi o ial Di e gência. I ouches on edi ing, e ising, edi o ial design, manusc ip e alua ion, communica ion and ma ke ing and he a ious phases o c ea ing a book and all di icul ies o o e come du ing his p ocess. KEYWORDS: publishing; Edi o ial Di e gência; Índice In odução ......................................................................................................................... 6 I Ap esen ação do o ganismo de acolhimen o - Edi o ial Di e gência ............................ 7 II O P ocesso Edi o ial ..................................................................................................... 7 III Ta e as desen ol idas du an e o Es ágio..................................................................... 8 IV P émio An ónio de Macedo ....................................................................................... 10 V A aliação de O iginais ............................................................................................... 10 VI P imei a Re isão ....................................................................................................... 12 VII Re isão de Paginação............................................................................................... 14 VIII Design da Capa ....................................................................................................... 15 IX Esc e e a Sinopse..................................................................................................... 16 X Coo denação Edi o ial ................................................................................................ 17 XI Pedido de ISBN e Depósi o Legal ............................................................................. 18 XII Edição....................................................................................................................... 18 XIII Comunicação .......................................................................................................... 20 XIV Segunda Re isão .................................................................................................... 21 XV Fó um Fan ás ico ..................................................................................................... 22 XVI Segunda e Te cei a Edição ..................................................................................... 22 XVII Ma ke ing .............................................................................................................. 23 XVIII Te cei a Re isão .................................................................................................. 24 XIX Mais A aliação de O iginais .................................................................................. 25 XX Qua a e Quin a Edição ............................................................................................ 26 XXI T ansc ição ............................................................................................................. 27 Conclusão ....................................................................................................................... 27 Bibliog a ia ..................................................................................................................... 32 Webg a ia ....................................................................................................................... 32 Anexos ............................................................................................................................ 33 6 In odução O es ágio cu icula que ealizei na Edi o ial Di e gência in eg a-se da ase inal do cu so de Mes ado em Edição de Tex o, iniciado a se emb o de 2020, na Uni e sidade No a de Lisboa. Es e es ágio e e a du ação de 3 meses, en e 15 de se emb o a 10 de dezemb o de 2021, e o e eceu-me a opo unidade de ing essa no mundo edi o ial, de o ma a complemen a a o mação eó ica que adqui i ao longo da licencia u a e do mes ado. Du an e o es ágio oi-me a ibuída a unção de Assis en e Edi o ial sob o ien ação de Diogo Resende, Edi o da Edi o ial Di e gência, endo ambém sido acompanhado pelo P o esso Rui Zink da Uni e sidade No a de Lisboa. En e as á ias a e as que iz encon am-se: a aliação de submissões, enda de li os em e en o, edição, e isão, e isão de paginação, coo denação edi o ial, comunicação e ma ke ing, design edi o ial e ainda ui jú i de um p émio li e á io. 7 I Ap esen ação do o ganismo de acolhimen o - Edi o ial Di e gência A Edi o ial Di e gência é uma emp esa que se dedica à edição e dis ibuição de li os e encon a-se no me cado edi o ial po uguês desde 2012. A mesma publica exclusi amen e li os de au o es po ugueses den o dos géne os do Te o , Fan asia e Ficção Cien í ica. É um nicho de me cado den o de ou o. A Edi o ial Di e gência p eocupa-se em ep esen a quem em menos opo unidades. O que de ende a Edi o ial Di e gência? No si e da edi o a pa ilham ês aspe os que os ep esen am: cuida do plane a - as edições são amigas do ambien e pelo ipo de ma e iais u ilizados; os au o es ecebem apoio na di ulgação e pagamen o jus o pelo seu abalho sem e em de in es i do seu p óp io bolso; a pa ilha dos luc os - pa e dos luc os são dis ibuídos pelos colabo ado es e in es ido em no os au o es. É impo an e exis i es a anspa ência sendo que no me cado li e á io po uguês as pequenas edi o as são á ias ezes le adas menos a sé io po culpa das edi o as ani y, po exemplo, Chiado Books, onde o au o em de paga um alo absu do pa a e o seu abalho publicado. Não é ce o ou e ado, mas a Edi o ial Di e gência não se iden i ica com esse mé odo. Esc e i um a igo in i ulado A Fal a de Di e sidade na Indús ia Li e á ia 1 pa a a cadei a de Técnicas da Edição do P o esso Rui Zink. Decidi, en ão, en ia o pedido pa a aze es ágio na Edi o ial Di e gência cujo slogan é “O Cul o pela Di e ença” e êm como obje i o o apoio aos au o es po ugueses. II O P ocesso Edi o ial An es de da a conhece ao lei o a expe iência adqui ida em cada uma das a e as ac edi o que é impo an e de ini o p ocesso edi o ial de uma edi o a. Uma edi o a é uma emp esa que coo dena a publicação de li os, logo, exis e um plano que se em em con a na c iação de um li o. O p ocesso edi o ial é cons i uído po á ias ases, das quais des aco: 1 disponí el em h ps:// ilipehea h.medium.com/ 8 • Análise de p opos as edi o iais e negociação de di ei os de au o ; • Re isão; • P é-p odução (paginação, e isão, capa); • P odução (imp essão e acabamen o); • Comunicação e ma ke ing; • Dis ibuição e come cialização Na u almen e, o es ágio não seguiu à linha es a o dem, no en an o, passei po cada uma des as ases, abalhando mais sob e umas do que ou as. III Ta e as desen ol idas du an e o Es ágio Es e ela ó io oi edigido seguindo os abalhos de o ma c onológica, pa a uma lei u a que pe mi a obse a de o ma cla a a elação causal en e cada das a e as. Passo a desc e e as unções que me o am a ibuídas e de seguida analiso-as de o ma mais ap o undada. • No que consis e a a aliação de manusc i os pa a po encial publicação? Le de o ma c í ica pa e de odas as submissões de o iginais e elabo a os espe i os pa ece es. Se jú i de um p émio ambém esul ou na lei u a das submissões, escolha dos li os que se des aca am, jus i ica o po quê e euni pa a discu i quem me ecia ganha • A e isão unciona a com o Wo d abe o, na opção e e . Regis a Al e ações em modo a i o na opção Ma cação Simples. Qualque comen á io sob e o li o, seja pa a o au o , o ien ado ou o segundo e iso , u ilizei a opção Comen á ios. P ocu a a e os o og á icos, a ualiza a com o Aco do O og á ico ce o e co igia e os de g amá ica. • Quan o à e isão de paginação, p ocu a a po e os de paginação, en e eles: pa ág a os não inden ados, ex o não jus i icado e e i ica a se os núme os das páginas es a am ce os. 9 • No que conce ne a comunicação e ma ke ing, c iei algumas imagens no p og ama Can a pa a o Ins ag am e Facebook, seja de apelo ao o o ou a con ida os consumido es a isi a a li a ia independen e que ende odos os li os da Edi o ial Di e gência. • Relacionado com a comunicação, abalhei no p ocesso c ia i o da capa de um dos lançamen os. Consis iu em p ocu a inspi ação e de ende as ideias que inha pa a a capa em eunião. T abalhei ambém na c iação de uma sinopse pa a esse mesmo li o. • A coo denação edi o ial consis e em c ia uma pon e de comunicação en e oda a equipa e o au o . Es abelecemos o p oje o e escolhemos os ecu sos, os e iso es, os edi o es, os designe s. Foi uma oca de emails com os au o es pa a e se es a a udo co e o. • A edição consis iu em: pe cebe se odos os con eúdos da his ó ia e am esol idos a é ao im, es a a en o a incong uências de en edo, o na os pe sonagens consis en es e ealis as, aze modi icações que possam auxilia o lei o (ex: oca nomes demasiado semelhan es), elimina as passagens ambíguas, pe cebe se exis e espaço pa a explo a mais o en edo, ou aspe os que gos a a de e a se em abo dados. • A enda em e en o consis iu em mon a a banca da Edi o ial Di e gência, e i a os li os das caixas, coloca os p eços em pedaços de papel den o de cada um dos li os, o ganiza de o ma es e icamen e ag adá el (ou onde ha ia espaço), encon a um espaço pa a se i como balcão de pagamen o e a melho pa e: da a conhece o nosso ca álogo aos lei o es com o p opósi o de ge a endas. Passo a desc e e cada uma das a i idades que ealizei du an e es es meses de es ágio de o ma mais ap o undada, al como uma e lexão com o obje i o de aze o lei o ap ende como unciona es a emp esa em especí ico. 16 Fui con idado a uma eunião 4 de discussão de ideias sob e a capa do li o que es a a a abalha : Os Medos da Cidade. As ideias que me su gi am es a am elacionadas com o ac o de o li o mis u a a cidade com elemen os de an asia, pensei em algo duplo, b inca com os opos os, b anco e p e o ou e melho e p e o e aze algo des e géne o, u ilizando a silhue a de uma skyline pa a eme e a cidade. A ideia de inclui a silhue a da Mo e oi da capis a. O nosso abalho em conjun o esul ou numa das minhas capas a o i as do ca álogo. Fiquei su p eendido quando ecebemos a capa. No ei que inham u ilizado as suges ões, an o de co es como das o mas g á icas. Fig. 1 Capa de Os Medos da Cidade IX Esc e e a Sinopse A ase seguin e com Os Medos da Cidade oi esc e e a sinopse. A elabo ação da sinopse de um li o implica e a capacidade de sín ese, pois o ex o de e ap esen a um esumo do li o sem ul apassa ce ca de 100 pala as. Foi um p ocesso mais complicado do que 4 No dia 27 de ou ub o 17 espe a a, po que é uma an ologia e não e a possí el ansmi i a essência de cada um dos con os, logo, e a essencial u iliza uma ideia ge al que osse in e essan e pa a o lei o . O mé odo que u ilizei pa a esc e e a sinopse oi: pesquisa momen os-cha e de cada con o, o ganizá-los num documen o, e en a pe cebe o que se des aca a. A sinopse esc i a po mim: Todas as cidades escondem seg edos. Seja a capi al ou no in e io , o eceio consegue consumi os habi an es. Os Medos da Cidade con a com dez ozes ino ado as que nos azem ques iona se podemos con ia nas c ia u as mágicas que iajam pelos can os da sel a u bana ou a é que pon o é que o se -humano é le ado pela loucu a. Um mundo eple o de an asia u bana em que po ezes o caçado o na-se a p esa. A esc i a pelo meu o ien ado : De Coimb a a Toma , de Lisboa ao Po o, uma coisa é ce a: odas as cidades êm os seus mis é ios. Os Medos da Cidade eúne dez con os de ozes únicas po uguesas que ab i am a caixa de Pando a ci adina e que nos mos am os se es que agueiam pelas nossas uas, as somb as que habi am as nossas calçadas. A inal, que seg edos gua dam as cidades po uguesas? Como pa ilhei com o meu o ien ado na al u a, não sen i que caixa de Pando a soasse bem, nem e a adequado pa a o me cado li e á io da a ualidade, mas não oi ei a nenhuma al e ação e icou essa a sinopse inal. X Coo denação Edi o ial A coo denação edi o ial consis ia em en ia um email aos au o es a a isa que en ia a em anexo num email o seu con o pa a pode em analisa e aze as úl imas al e ações ou pa a alida o abalho ei o. Pedia ambém uma b e e biog a ia com ce ca de 80 pala as e pa a ub ica em no amen e a p imei a página do con a o. Po quê uma no a ub ica? Foi-me di o pelo meu o ien ado de es ágio que bas a a dize aos au o es que: "Foi necessá io elabo a uma pequena adenda no con a o. Es a al e ação cons a na p imei a cláusula, p imei o pon o, onde ago a es á iden i icado qual o osso con o, pa a além da an ologia onde pa icipam, e em nada al e a a e são que inham assinado inicialmen e do con a o". Tenho de admi i que não me sen i con o á el pa a es a a e a, pois oi uma 18 g ande esponsabilidade enquan o es agiá io, apesa de ap ecia a con iança deposi ada em mim. Todos os au o es eagi am de o ma posi i a e oi ambém uma opo unidade de me ap esen a como assis en e edi o ial. No en an o, achei que não e a a pessoa indicada pa a a a de ques ões legais. En iei cada um dos con os já e is os e paginados pa a os au o es consul a em com odas as al e ações ei as e se es a am sa is ei os. Quando ecebi pedidos de al e ações oi udo ano ado. De seguida, iz as al e ações com a au o ização do meu o ien ado e en iei pa a os au o es mais uma ez. Hou e um con a o mui o p óximo com os mesmos. O p ocesso de conceção de Os Medos da Cidade oi o que acompanhei mais de pe o. Dos li os que abalhei, é o p imei o a se publicado (ma ço, 2022) e es a an ologia ai con a com dez con os sendo que duas au o as são amigas minhas e oi um p aze abalha com elas. É uma pena não pode acompanha o p ocesso de comunicação comple o pa a os lei o es. Sin o que i nasce Os Medos da Cidade. XI Pedido de ISBN e Depósi o Legal O úl imo con a o com Os Medos da Cidade oi o pedido de ISBN e Depósi o Legal. Deu- me um p aze imenso a a da pa e mais bu oc á ica po que semp e u ilizei ISBN pa a gua da li os numa aplicação online e nunca inha pensando na sua c iação. Fo am-me en iados alguns códigos pelo meu o ien ado , bas ou inse i-los nos si es h ps://isbn.apel.p /codigoBa as e h p://deplegal.bnpo ugal.go .p /DLEn idades/ e adiciona algumas in o mações ex a sob e a edição em si. Espe ei ce ca de um dia pa a ecebe o ISBN e o Depósi o Legal. XII Edição A a e a seguin e oi a edição de um li o nomeado pa a o P émio An ónio de Macedo in i ulado Up ia sk. De odos os que li nes es ês meses, es e oi o que me deu mais gos o 19 em abalha . Co eu mui o melho do que a e isão po que já es a a mais amilia izado com a edição, con udo, ap endi bas an e com as dicas dadas pelo o ien ado . A dica dada pelo meu o ien ado que mais me ajudou nes e p ocesso de edição oi: e i a o om de suges ão ou opinião, já que isso pode pe mi i ao au o imedia amen e in alida a nossa ideia. Algo como "Gos a ia de e X", "Acho que Y", é acilmen e maleá el. Em ez de um "Acho que o ga o de ia se p e o", é impo an e que seja um "O ga o de ia se p e o, pois X, Y, Z". Is o po que um edi o de e p ocu a e um sen ido dis in o de au o idade e e a gumen os pa a mos a que essa al e ação i á o alece o li o. Temos de nos coloca como lei o inexpe ien e. Pensa semp e no li o que es amos a edi a como se osse a p imei a lei u a de alguém. T abalha o li o de o ma que cause no lei o um ício de lei u a. Ac edi ei no Up ia sk desde o momen o que chegou às minhas mãos e li pela p imei a ez, oda ia, e a demasiado pequeno pa a ha e possibilidade de se publicado. O o ien ado pe cebeu na eunião da escolha do encedo do P émio An ónio de Macedo que po mim e a es e que encia e, como al, pouco empo depois de e iniciado o es ágio oi-me dada a a e a de edição des e li o. Os comen á ios e suges ões de al e ações ou adições ajuda am a au o a, pois quando ol ou pa a a edi o a, o ex o inha aumen ado de o ma signi ica i a e oi a p imei a ez a sen i que ajudei uma au o a a ac edi a no seu abalho — o sen imen o não em p eço. O li o passou ambém pela ase de e isão ei a po mim, mas não enho conhecimen o se a ançou pelo segundo e iso , p a icamen e odas as a e as passa am de seguida po alguém com mais expe iência. Sendo que iz a edição sozinho, se á o p imei o li o em que es ou iden i icado como edi o na icha écnica. Espe o pode ê-lo nas li a ias um dia. Como unciona a o mé odo de abalho de edição? O sis ema u ilizado oi: a a és de comen á ios no Wo d, sublinha a a ase/pa ág a o e comen a a ao longo de odo o li o. 20 Não que ia suge i algo que osse le ado como o ensa, ou que o au o pensasse que o seu abalho não inha qualidade. Es a oi a p imei a expe iência p o issional com edição, po an o es e sen imen o des aneceu e pe cebi que o au o ai bene icia mais com c í icas cons u i as do que com palmadas nas cos as. Hou e espaço pa a discussão de ideias e espei o mú uo en e a au o a e o edi o . Uma boa edição en ol e, no mínimo, ês lei u as. A p imei a lei u a se e pa a conhece o en edo, a segunda pa a conec a os pon os que le am ao inal, e a e cei a pa a inse i as no as que iz com as lei u as an e io es. Quando es a ase e mina pode-se en ia ao au o , que i á mais a de de ol e o li o. I á implica no as lei u as pa a pe cebe como as al e ações in luenciam o en edo. Foi o que acon eceu. Passadas algumas semanas, ecebi o li o no amen e com as modi icações ei as pela au o a. Lemb o-me do meu o ien ado me elogia po que com as al e ações ei as o li o icou mais longo e e a esse o obje i o. Dei as suges ões necessá ias e oi a é emocionan e e que a au o a aplicou o conhecimen o que ansmi i e aumen ou ce as cenas, o nando a his ó ia mais con incen e e dando o ça à oz na a i a. Pa a mim oi um p aze eno me e sido edi o des e li o sendo que li es a his ó ia ce ca de cinco ezes e nunca me cansei dela. Ac edi o mui o no alen o da au o a e ico eliz po e conseguido abalha em conjun o com ela pa a um p odu o inal com o qual es i éssemos sa is ei os. XIII Comunicação A a e a seguin e oi a comunicação dos nomeados ela i amen e ao P émio Adamas o que ab iu pa a o ação online a é ao dia 2 de ou ub o e a es an e oi ei a du an e o e en o p esencial. No que consis iu o abalho den o do depa amen o de Comunicação? Di ulga os con os e li os da Edi o ial Di e gência que es a am disponí eis pa a o ação. Foi pedido pa a 21 p oduzi uma mon agem no si e Can a pa a pa ilha no Ins ag am e no Facebook a apela o o o, mas apenas de um li o em especí ico. O li o conseguiu o p émio, no en an o, achei que não e a jus o es a a des aca apenas um dos á ios li os nomeados. Re le i comigo mesmo se de e ia pe gun a o po quê de es a mos a unciona daquela manei a, mas c eio que sabia a espos a. Quem ganha cos uma e algum ipo de elação p óxima com os ju ados. A o ação oi ei a pelos lei o es, no en an o, como a edi o a apelou ao o o de um li o em especí ico, oi esse que ganhou. Foi-me di o pela minha colega da comunicação que ínhamos pouco empo pa a di ulga e chama a a enção das pessoas, de o ma que os lei o es o assem no li o que que íamos. Foi p epa ada uma imagem odos os dias pa a publica nas edes sociais e ambém u ilizei a minha pla a o ma pessoal pa a apela ao o o des e li o em conc e o. XIV Segunda Re isão Nos dias seguin es de o ação, a é chega o dia de anuncia o encedo no e en o do Fó um Fan ás ico, oi-me dada mais uma e isão. Es a a com eceio de aze e isão, mas admi o que o Funes os e Me álicos pa ecia não p ecisa de an a e isão como Os Medos da Cidade sendo que des a ez es a a a abalha o li o de um au o e não com uma an ologia. Quan o à a aliação de Funes os e Me álicos, o meu o ien ado disse que se no ou uma e olução em compa ação com Os Medos da Cidade, mas mesmo assim icou um bocado aquém da expec a i a de uma edi o a. Falhei na ques ão da mudança de PT-BR pa a PT-PT, sendo que em alguns momen os não conco dei com o o ien ado , pois oi-me di o que exis em casos de e mos como o “joga ” ou “busca ”, po exemplo, que ainda são mais do Po uguês do B asil do que do de Po ugal que, en e an o, Po ugal ambém já acabou po assumi um pouco, em ce as egiões. 22 Ou o dos aspe os em que i e di iculdade oi: a abalha com o modo de e odas as al e ações, pois acaba a po in oduzi e os na o ma de espaços. Is o é, ce as pala as es a am coladas umas às ou as, e isso acon ece po que ao al e a uma pala a na ín eg a acaba-se po emo e ambém o espaço que o acompanha. São es es os de alhes que azem a di e ença. XV Fó um Fan ás ico No e en o do Fó um Fan ás ico, que e e luga na Biblio eca O lando Ribei o nos dias 8 a 10 de ou ub o, o am anunciados os encedo es do P émio Adamas o . Já no Fó um Fan ás ico a minha unção ao longo dos ês dias oi ende li os na banca que a Edi o ial Di e gência disponibilizou. Foi a minha p imei a ez a e es e con ac o di e o com os lei o es – uma expe iência su eal. Vi ca as já conhecidas, en e elas o João Mo ales, jo nalis a que deu uma ap esen ação sob e o seu abalho numa aula do P o esso Rui Zink e Diana Pinguicha, au o a publicada nos Es ados Unidos e não em Po ugal (con idada a um painel sob e esse ema) al como blogge s e book ube s meus amigos. Tenho de con essa que es a a ne oso no p imei o dia po se uma opo unidade g ande pa a a minha ca ei a de edi o es a odeado de p o issionais do me cado li e á io, mas deixa am-me à on ade. Quem gos a de li os cos uma se empá ico e ecebe as pessoas de b aços abe os. Assim o ize am comigo. Não inha conhecimen o des e e en o a é e de es a p esen e no mesmo a ende li os. Fiquei su p eso com a quan idade de a i idades a deco e : con e sas, lançamen os de li os, enda de li os, sessões de au óg a os, sessões de jogos e em ge al a celeb ação do amo pelos li os. XVI Segunda e Te cei a Edição A edição do li o Up ia sk co eu bem, logo, decidi am que de e ia abalha mais sob e es a á ea. A minha a e a seguin e oi a edição de dois li os: Os Re ugiados da Te a e 23 O Ne oei o Neg o. Pa a ambos os li os u ilizei o mesmo p ocesso que expliquei an e io men e pa a Up ia sk. A edição e a ei a a a és de comen á ios no Wo d, que pos e io men e se iam acei es ou não. Demo ei ce ca qua o a cinco dias pa a cada um dos li os, sendo que á ias ezes abalha a o a de ho as pa a pode adian a abalho. P ocu a a aumen a cenas do li o que me eciam se ap o undadas, azia co es em passagens que nada ac escen a am e azia suges ões pa a o na a his ó ia o mais luída possí el, isando o na a lei u a numa a i idade ician e pa a os nossos lei o es. XVII Ma ke ing No que conce ne o depa amen o de ma ke ing, ui con idado pela minha colega a c ia uma o o de apelo a isi a a nossa li a ia independen e edi ada no Can a — a Con e gência — o que oi p o a elmen e a a e a que menos gos ei de aze po que abalhei a duamen e na c iação de á ias e sões di e en es e a imagem nem oi u ilizada. Se me i essem dado a libe dade de c ia a imagem da manei a que eu acha a es e icamen e ag adá el, não se ia o ipo de abalho que aço no malmen e, mas endo pelo lado posi i o, oi um bom exe cício pa a eina as e amen as disponibilizadas. 24 Fig. 2 Opções de design É possí el obse a di e enças no ipo de le a u ilizado, nas co es das le as (o azul u ilizado em “li a ia ísica” oi e i ado do logo da Con e gência) e hou e um posicionamen o di e en e do logo pa a pe cebe onde se des aca a e as co es do undo ambém oi algo que analisei pa a que a imagem osse de ácil lei u a e chamasse a a enção do clien e. A imagem da li a ia em si ambém oi edi ada pa a da mais ib ação e sa u ação, pois a o iginal a qual inha acesso inha uma meno qualidade. XVIII Te cei a Re isão A a e a seguin e oi mais uma e isão. Nes a al u a do es ágio já me es a a a sen i um pouco es agnado de odo o abalho que inha p a icado nos úl imos meses. Já não conseguia le po p aze . Es a a a le semp e os mesmos géne os e já no a a bas an es semelhanças en e á ios li os, o que é bom numa ce a medida, is o que aumen a a expe iência den o do géne o, mas acaba po se o na us an e se não o ei a ino ação. A e isão do li o Con os de And o helys não co eu mui o melho do que as ou as duas que inha p epa ado an e io men e. Deu pa a pe cebe que não é um pon o o e e apesa de um edi o necessi a de se sen i con o á el com e isão, quando ecebi a ap eciação des a a e a, pe cebi que ui pe dendo o in e esse em aze abalhos de e isão. 25 No caso de li os que ão ol a a se publicados pela Edi o ial Di e gência, mesmo quando há edições que já o am ei as po uma ou a edi o a, emos de ques iona algo que não nos aça an o sen ido. Às ezes le as escapam-nos na al u a. Fo am-me dadas algumas dicas quan o à pon uação, po exemplo: quando emos duas o ações numa mesma ase em que os sujei os são di e en es, colocamos uma í gula en e as duas; ambém exis em si uações com os modi icado es de ase, como modi icado es empo ais ou espaciais ou do p óp io nome. Is o é, são coisas que podem se e i adas da ase e não a o nam ag ama ical. XIX Mais A aliação de O iginais Nos dias seguin es, a aliei ês o iginais: Os Cães de Ce bé o, An ologia Sola punk e A His ó ia que o meu pai me con ou. Já es a a con o á el nes a a e a de le as submissões. Po ezes é is o como pe da de empo, po an o, e a eu que lia odas. Semp e ado ei le e da à minha equipa o meu pa ece c í ico, po an o, es a a e a e a do meu ag ado. Com o li o da An ologia Sola punk, oi-me di o pelo o ien ado pa a pesquisa sob e es e enómeno an es de le os con os pa a e uma melho comp eensão e assim o iz. Dos ês que li, oi a An ologia Sola punk 5 que se des acou. En e an o, ecebi mais um conjun o de con os pa a a aliação in i ulado An ologia Winepunk 6 . Li odos eles po que achei um concei o in e essan e e nunca inha lido algo do géne o, apesa da Edi o ial Di e gência já e publicado um p imei o olume com o mesmo í ulo. A a aliação acon eceu como odas as ou as que ealizei an e io men e. Um li o com demasiados e os e a logo le ado pouco a sé io. P ocu a a p oblemas na o ma como a his ó ia es a a a se con ada, se a linha da na a i a es a a o ganizada, como unciona a o i mo, se as pe sonagens e am ca i an es e se o ipo de linguagem e esc i a e am 5 Sola punk é um mo imen o a ís ico que examina como pode á se o u u o se a humanidade consegui esol e os p oblemas da a ualidade, com oco especial nas al e ações climá icas e a poluição, bem como a desigualdade social 6 Um mundo com ene gia e ecnologia a pa i das ca es do inho do Po o. 32 Bibliog a ia BARBOA, Conceição, Manual P á ico de P odução G á ica, Cascais, P incípia Edi o a, 2012 FERREIRA, Paulo, Manual de Ges ão de Ma ke ing, Fa o, Sílabas e Desa ios, 2017 FURTADO, José A onso, A Edição de Li os e a Ges ão Es a égica, Lisboa: Book ailo s, 2008 PINTO, José M. de Cas o, No o P on uá io O og á ico, Lisboa, Plá ano Edi o a, 2011 Webg a ia h p://apel.p / h ps://blog ailo s.com/ h ps://www.bnpo ugal.go .p / h ps://di e gencia.p / h ps://isbn.apel.p /pedido h ps://medium.com/ h ps://www.publico.p /cul u a h ps://silabas-e-desa ios.p / h ps://www.wook.p / Todos os a igos, blogs e si es online o am consul ados en e se emb o de 2021 e Janei o de 2022 33 Anexos Anexo I - A aliação “Os Cães de Cé be o” Po onde começa ... Bem, não gos ei de odo do que li. P imei amen e, es a a um pouco con uso sob e o concei o do li o sendo que começa com a his ó ia de ida de Theo Zaba (li 65 páginas e achei abo ecido, não hou e nenhum momen o onde i ei a página a ques iona o que i ia na página seguin e) e 438 páginas depois é que começa a cole ânea de poemas. Li da página 438 à 639, são maio i a iamen e poemas, e enho a dize que pouquíssimos me su p eende am pela posi i a. Sen i que nem o p óp io au o se es a a a le a a sé io e g ande pa e dos poemas pa eciam se pala as sem sen ido pa a enche a página. Po que digo is o? Num momen o es amos a ala do beijo de um cão, no momen o seguin e emos ilho da p* a a apa ece 3 ezes em 2 linhas; ala-se de limpa m* da e no momen o seguin e já se es á a ala de ciência e cadei as de odas. Sen i que e a demasiado abs a o e não há qualque linha condu o a que o e eça ha monia en e os poemas. Há cole âneas de poemas que os poemas não se elacionam uns com os ou os, mas nesse caso os poemas sol os es ão bem esc i os, não posso dize o mesmo des es. O au o ambém u iliza exp essões em inglês algumas ezes, mas odas as que eu li inham e os. Vá ios poemas en am passa como piadas, mas, a meu e , não em piada nenhuma. O que menos gos ei oi a e e ência cons an e a mil e um emas di e en es o que o na ainda mais di ícil ap o ei a o ex o po que es amos cons an emen e a se bomba deados com in o mações. Sin o mui o que es e li o é um li o que o au o semp e quis esc e e e o concei o na sua cabeça azia sen ido, mas como lei o não sin o que o concei o oi bem execu ado. 34 Anexo II – B e es No as pa a An ologia Sola punk (Escolha de Con os) A Mão Que Semeia (SIM) • Esc i a cinemá ica • Relação en e pai e ilha az com que o lei o c ie a eição a ambos • Bem esc i o • Simples e e icaz apesa de não e mui a ação A iles (NÃO) • Demasiado polí ico, não me pa ece ideal num con o • A menção de polí icos eais o na o con o abo ecido po não aze nada de no o • Não pe mi e a conexão com os pe sonagens Diá io de um labi in o (NÃO) • Não sen i que osse sola punk o su icien e • A manei a como es á o ganizado é con usa • Esc i a azoá el Flo es a de Fe o (SIM) • Boa elação en e i mãs, que pe mi e o lei o ica in e essado em conhece melho • Wo ld-building bem es u u ado e explicado • Esc i a luída e in igan e • Deseja a que osse maio Luminá ia (TALVEZ) • Gos ei dos pe sonagens • Não sen i que se encaixa mui o no sola punk O Fluxo Flui (SIM) • Esc i a poé ica • Desc ição da água de o ma ha moniosa • Viagem apaixonan e • Repe ição de “O Fluxo Flui” unciona mui o bem 35 O Leão João e Man edo o Camaleão (NÃO) • Con uso • Mui os e os • Não me conec ei com nada O Voo de E a (TALVEZ) • Esc i a p ende o lei o • Consigo-me iden i ica com os pe sonagens • Bem es u u ado • Se á que se encaixa no sola punk? P o ecia da Panaceia (TALVEZ) • Demasiado complexo pa a o amanho • Não associei a sola punk • Bem plani icado, mas con ém demasiado in o mação • Não em ação Quando descemos a cidade? (SIM) • Esc i a mui o ca i an e • Desc ição inspi ado a • Facilmen e se o na num li o • Pe sonagens o es e únicas Sejamos nós os que conquis amos a e a mãe ica e comum (NÃO) • P e ensioso ou ino ado ? • Mis u a polí ica de o ma en adonha • Esc i a acessí el e di ec a T ans o mações (SIM) • Gos ei do concei o e a execução não deixou a deseja • Bem es u u ado • Esc i a simples e boni a • Diálogos in igan es 36 Anexo III – Suges ões de al e ação na ase de Coo denação Edi o ial de Os Medos da Cidade • página 73, linha 14 – Onde se lê “Uma música com so aque opical e a azida pela a agem de oes e” subs i ui po “Uma música com so aque opical chega a com a a agem do oes e”. • página 74, linha 5 – Onde se lê “e ez-me sinal pa a con inua a pe segui o an asma.” subs i ui po “e ez-me sinal pa a con inua .” • página 76, linha 15 – Onde se lê “Aga ou-me o omb o com a mão – du a e seca como ped a.” Subs i ui po “Aga ou-me o omb o com a mãe, du a e seca como ped a.” • página 79, linha 25 – Onde se lê “Es icou-me uma chá ena com desenhos dou ados e azuis.” Subs i ui po “Passou-se uma chá ena com desenhos dou ados e azuis.” • página 80, linha 15 – Onde se lê “— Já i coisas mais es anhas na minha ida — iu- se e pousou a chá ena.” Subs i ui po “- Já i coisas mais es anhas na minha ida. – Riu-se e pousou a chá ena.” • página 83, linha 1 – Onde se lê “A cu iosidade é um í us que a aca o espí i o humano – que só a descobe a cu a.” Subs i ui po “A cu iosidade é um í us que a aca o espí i o humano, que só o descob imen o cu a.” • página 84, linha 3 – Onde se lê “Um homem de capuz inha su gido de um alçapão…” subs i ui po “Um homem de capuz su giu de um alçapão…” • página 88, linha 5 – Onde se lê “— Quando o meu pai con ou-me a his ó ia e mos ou- me o mons o, iz-lhe a mesma pe gun a.” Subs i ui po “- Quando o meu pai me con ou a his ó ia e mos ou o mons o, iz-lhe a mesma pe gun a.”