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O papel da mHealth na gestão de doenças crónicas na África Subsariana: revisão sistemática da literatura

Abstract

RESUMO - Introdução: Nos últimos anos, os países da região da África Subsariana registaram uma maior incidência e prevalência de doenças crónicas, tendo como principal factor de risco a hipertensão arterial. Ao mesmo tempo, têm registado um crescimento exponencial do mercado de telecomunicações, o qual suscitou interesse para o desenvolvimento de estratégias da chamada saúde móvel (“mobile health”, ou mHealth) na gestão de doenças crónicas na região. Objectivos: Examinar os potenciais benefícios, aceitação e operacionalização da mHealth na educação em saúde sobre hipertensão arterial e prevenção de doenças crónicas na África Subsariana. Metodologia: Optou-se por realizar uma revisão sistemática da literatura, através de pesquisa nas bases de dados científicas da PubMed, Cochrane, B-On, Science Direct, e Google Scholar. Foram incluídos estudos de metodologia mista (quantitativa e qualitativa), decorridos entre 2010 e 2018. Resultados: Foram seleccionados 5 estudos decorridos em dois países da região (África do Sul e Gana).Os mesmos abordaram uma das multi-componentes operativas da mHealth (educação ao utente), na identificação e avaliação de aspectos como alterações no conhecimento e nos comportamentos de saúde dos participantes, e factores associados à aceitabilidade (ou não) na adesão terapêutica da hipertensão arterial. Conclusão: Os resultados dos 5 artigos mostram que o uso da mHealth na gestão de hipertensão teve resultados positivos no conhecimento e na alteração de comportamentos de saúde dos participantes. No entanto, concluiu-se igualmente que é uma área com pouca evidência disponível na África Subsariana e que necessita de uma investigação mais aprofundada.

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O papel da mHealth na gestão de doenças crónicas na África Subsariana: revisão sistemática da literatura

Author: Pedrosa, Vasco Murteira
Year: 2018
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/57504/1/RUN%20-%20Disserta%c3%a7%c3%a3o%20de%20Mestrado%20-%20Vasco%20Pedrosa.pdf
Uni e sidade No a de Lisboa
Escola Nacional de Saúde Pública
O papel da mHeal h na ges ão de doenças c ónicas na Á ica
Subsa iana: Re isão Sis emá ica da Li e a u a
XII Cu so de Mes ado em Ges ão da Saúde
Vasco Mu ei a Ped osa
23 de Julho de 2018
Uni e sidade No a de Lisboa
Escola Nacional de Saúde Pública
O papel da mHeal h na ges ão de doenças c ónicas na Á ica
Subsa iana: Re isão Sis emá ica da Li e a u a
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em Ges ão da Saúde, ealizada sob a o ien ação cien í ica do
P o esso Dou o Alexand e Ab an es
23 de Julho de 2018
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ii
Ag adecimen os
A p esen e disse ação é u o da minha e lexão pessoal, cons i uindo não apenas um
ins umen o de a aliação do desempenho cu icula e dos conhecimen os adqui idos ao
longo do mes ado, mas ambém uma o ma de e lec i sob e odo o pe cu so pessoal
e ex a-cu icula pe co ido e que me ez en e eda pelo ema que oi p opos o como
abalho inal. P es es a e mina uma e apa que se e elou desa iado a, gos a ia de
exp essa os meus ag adecimen os a quem me pe mi iu chega a es e pon o:
- Ao meu o ien ado , o P o esso Dou o Alexand e Viei a Ab an es, po oda a
ap endizagem p esen eada e po e susci ado, a a és do seu conhecimen o e
expe iência p o issional e pessoal ela adas du an es as suas lições, o meu in e esse
cada ez maio na á ea da saúde pública, e pelo qual decidi a isca num ema en aizado
nessa mesma á ea;
- Aos meus pais, Miguel e Rosa inho, po odo o amo , dedicação e sac i ício
p opo cionados ao longo de odos es es anos, an o nos bons momen os como nos
pe íodos em que me sen i em baixo, e po semp e e em ac edi ado nas minhas
capacidades e o ien ado pelo caminho ce o;
- Aos meus i mãos, Rod igo, Miguel e Ri a, com os quais nem semp e es i e p esen e
du an e os úl imos anos, e que embo a sejam mais no os me inspi am odos os dias
pelo seu pe cu so pessoal e p o issional pe co ido e que deixam o “mano” mais elho
cheio de o gulho;
- A odos os meus amilia es, e em especial ao meu ídolo de in ância: à minha a ó M.ª
Helena Ped osa (“Zi a”), po se a pessoa mais pu a e al uís a que já conheci e po me
aze ac edi a em que a compaixão, educação e humildade podem con ibui e muda
a ida de ou as pessoas;
- A odos os meus amigos e amigas mais chegados, os quais me p opo ciona am ao
longo dos úl imos anos momen os e a en u as inesquecí eis;
- E po im, que o deixa um úl imo ag adecimen o à Gap Medics, a qual me deu a
opo unidade de ealiza aquela que oi, a é ago a, a iagem mais inesquecí el da minha
ida, e onde nasceu a ideia pa a a disse ação: I inga, Tanzânia, local onde es agiei
num hospi al público du an e 1 mês, e onde conheci dos melho es e mais dedicados
p o issionais de saúde.
A odos, um since o ob igado!

iii
i
Resumo
In odução: Nos úl imos anos, os países da egião da Á ica Subsa iana egis a am uma
maio incidência e p e alência de doenças c ónicas, endo como p incipal ac o de isco
a hipe ensão a e ial. Ao mesmo empo, êm egis ado um c escimen o exponencial do
me cado de elecomunicações, o qual susci ou in e esse pa a o desen ol imen o de
es a égias da chamada saúde mó el (“mobile heal h”, ou mHeal h) na ges ão de
doenças c ónicas na egião.
Objec i os: Examina os po enciais bene ícios, acei ação e ope acionalização da
mHeal h na educação em saúde sob e hipe ensão a e ial e p e enção de doenças
c ónicas na Á ica Subsa iana.
Me odologia: Op ou-se po ealiza uma e isão sis emá ica da li e a u a, a a és de
pesquisa nas bases de dados cien í icas da PubMed, Coch ane, B-On, Science Di ec ,
e Google Schola . Fo am incluídos es udos de me odologia mis a (quan i a i a e
quali a i a), deco idos en e 2010 e 2018.
Resul ados: Fo am seleccionados 5 es udos deco idos em dois países da egião (Á ica
do Sul e Gana).Os mesmos abo da am uma das mul i-componen es ope a i as da
mHeal h (educação ao u en e), na iden i icação e a aliação de aspec os como
al e ações no conhecimen o e nos compo amen os de saúde dos pa icipan es, e
ac o es associados à acei abilidade (ou não) na adesão e apêu ica da hipe ensão
a e ial.
Conclusão: Os esul ados dos 5 a igos mos am que o uso da mHeal h na ges ão de
hipe ensão e e esul ados posi i os no conhecimen o e na al e ação de
compo amen os de saúde dos pa icipan es. No en an o, concluiu-se igualmen e que é
uma á ea com pouca e idência disponí el na Á ica Subsa iana e que necessi a de uma
in es igação mais ap o undada.
Pala as-cha e: mHeal h; Á ica Subsa iana; doenças c ónicas; hipe ensão.
Abs ac
In oduc ion: In ecen yea s, Sub-Saha an A ica coun ies ha e egis e ed a highe
incidence and p e alence o ch onic diseases, wi h he main isk ac o being
hype ension. A he same ime, he e has been an exponen ial g ow h in he
elecommunica ions ma ke , which has a ac ed in e es in he de elopmen o mobile
heal h s a egies (mHeal h) in he managemen o ch onic diseases in he egion.
Objec i es: The cu en disse a ion p e ends o examine he po en ial bene i s,
accep ance, and ope a ionaliza ion o mHeal h in heal h educa ion on hype ension and
ch onic disease p e en ion in sub-Saha an A ica.
Me hodology: I was decided o do a sys ema ic e iew o he li e a u e, h ough esea ch
in he scien i ic da abases o PubMed, Coch ane, B-On, Science Di ec , and Google
Schola . The included s udies had a mixed me hodology (quan i a i e and quali a i e),
we e de eloped be ween 2010 and 2018.
Resul s: Fi e s udies we e conduc ed in wo coun ies in he egion (Sou h A ica and
Ghana). They add essed one o mHeal h's mul i-ope a ional componen s (clien
educa ion), in he iden i ica ion and e alua ion o aspec s such as changes in heal h
knowledge and beha io o he pa icipan s, and ac o s associa ed wi h accep abili y (o
no ) in he he apeu ic adhe ence o hype ension.
Conclusion: The esul s o he 5 a icles show ha he use o mHeal h in hype ension
managemen had posi i e esul s in he heal h knowledge and changes in heal h
beha io s o he pa icipan s. Howe e , i has also been concluded ha i is an a ea wi h
a lack o e idence a ailable in sub-Saha an A ica, wi h needs o u he in es iga ion.
Keywo ds: mHeal h; Sub-Saha an A ica; non-communicable diseases; hype ension.
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Índice
Lis as de Figu as e Tabelas ......................................................................................... ix
Lis a de Ab e ia u as .................................................................................................... x
1- In odução ................................................................................................................ 1
2- Enquad amen o Teó ico ........................................................................................... 4
2.1- Re isão da li e a u a .......................................................................................... 5
2.1.1- Con ex o global das doenças c ónicas e hipe ensão .................................. 5
2.1.1.2- Epidemiologia e e iologia da hipe ensão a e ial no Mundo ..................... 7
2.1.2- Con ex o da Á ica Subsa iana .................................................................... 9
2.1.2.1- Con ex o socio-demog á ico e económico ................................................ 9
2.1.2.2- Con ex o da Saúde ................................................................................. 12
2.1.2.3- Epidemiologia e obs áculos na ges ão da hipe ensão a e ial ................ 16
2.1.2.4- Es a égias de p e enção da hipe ensão a e ial ................................... 18
2.1.3- mHeal h ..................................................................................................... 19
2.1.3.1- Pano ama ge al ...................................................................................... 19
2.1.3.2- Ecossis ema da mHeal h ........................................................................ 21
2.1.3.3- P oli e ação da mHeal h no Mundo ......................................................... 23
2.1.3.4- Po encial na ges ão de doenças c ónicas ............................................... 25
2.1.3.5- Limi ações sob e a e idência cien í ica ................................................... 26
2.1.4- mHeal h na Á ica Subsa iana ................................................................... 27
2.1.4.1- C escimen o e p oli e ação do me cado de elecomunicações ............... 27
2.1.4.2- Pano ama ge al na Á ica Subsa iana .................................................... 29
2.1.4.3- Obs áculos à implemen ação .................................................................. 31
2.2- Pe gun a de In es igação e Objec i os ............................................................ 32
2.2.1- Pe gun a de in es igação .......................................................................... 33
2.2.2- Objec i o Ge al .......................................................................................... 33
2.2.3- Objec i os especí icos ............................................................................... 33
3- Me odologia ............................................................................................................ 34
2
No en an o, p e ê-se que na Á ica Subsa iana o “bu den o disease” po DCNT seja
supe io ao das doenças ansmissí eis, ma e nas, pe ina ais e nu icionais,
combinadas em 2030. Isso ep esen a um desa io pa a as nações que en en am
ecu sos humanos, inancei os e de in a-es u u a limi ados, onde as DCNT já
ep esen am 1/4 das mo es em alguns países, e a o ça de abalho da saúde é escassa
pa a a ende às necessidades básicas de saúde da população (Chen e al, 2004; WHO,
2005; ci ados po Bloom ield e al, 2014).
A hipe ensão, como ac o de isco modi icá el, é possí el de se e e ida, já que a
a aliação da p essão a e ial pa a diagnós ico e moni o ização é simples, podendo se
con olada a a és de esquemas e apêu icos p esc i os, assim como em mudanças no
p óp io es ilo de ida da pessoa. No en an o, a hipe ensão é adequadamen e con olada
em ce ca de 13% das pessoas diagnos icadas com o ans o no em odo o mundo,
sendo que na Á ica Subsa iana g ande pa e das pessoas com hipe ensão
desconhecem os seus iscos, ou en ão pe manece não diagnos icada, não a ada ou
a ada inadequadamen e ((Angell, De Cock e F ieden, 2015; e Bloom ield e al, 2014).
Pa alelamen e à c escen e p e alência de hipe ensão a e ial e do consequen e peso
das DCNT, o mundo es á a es emunha ou a endência global que pode á se pa e da
solução u gen emen e necessá ia: as chamadas ecnologias de in o mação e
comunicação na á ea da saúde, das quais se encon a a apelidada saúde mó el, ou
mobile heal h (mHeal h). A mHeal h é de inida pela OMS (WHO, 2015) como a p á ica
médica e de saúde pública supo ada po disposi i os mó eis, como elemó eis,
sma phones, able s, assis en es digi ais pessoais e ou os disposi i os sem io.
Os elemó eis são a ecnologia mais adop ada no mundo, es ando p esen e em
p a icamen e odos os con ex os. Na á ea da saúde, com a emancipação des e ipo de
ecnologia mó el, su ge a ques ão: como podemos ala anca o pode dos elemó eis
pa a alcança me as globais de saúde? Globalmen e, os u ilizado es de elemó eis
c esce am de menos de 1 bilião em 2000 pa a mais de 7 biliões em 2015,
co espondendo a uma axa de dispe são de ede mó el de 97% em odo o mundo. Es e
c escimen o é is o como um ca alisado pa a a mudança de saúde em egiões menos
desen ol idas, como na Á ica Subsa iana, pa a abo da dispa idades e desigualdades
no acesso e en ega de se iços de saúde, ba ei as geog á icas, al a de mão-de-ob a,
e al os cus os com cuidados de saúde (In e na ional Communica ion Union, 2015;
Fio delli, Di iani e Schulz, 2013; Mendoza, Okoko, Konopka e Jonas, 2013; ci ados po
I iba en e al, 2017).

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A e idência que apoia a implemen ação da mHeal h nos países da Á ica Subsa iana
em sido ocada p incipalmen e em doenças ansmissí eis, como o VIH/SIDA e malá ia,
e na saúde ma e no-in an il, apesa do ac o das DCNT con inua em a c esce a um
i mo mais acele ado. No en an o, a mHeal h pode se i como e amen a, an o pa a
os sis emas de saúde como pa a os seus u ilizado es, como uma al e na i a pa a
supo a um en elhecimen o mais saudá el na p e enção, a amen o e ges ão de
DCNT, o e ecendo no as o mas de ansmi i in o mações e maio acilidade de
comunicação, po exemplo, assim como os ale as po mensagens de ex o são ú eis
pa a aumen a a conscien ização de saúde pública sob e doenças ansmissí eis, esses
mesmos ipos de ale as podem se usados pa a assegu a a adesão do pacien e ao
a amen o de p oblemas de saúde como a hipe ensão a e ial. La anjo e al (2015)
conside a que es e ipo de ecnologia em o po encial de capaci a os pacien es no que
diz espei o ao au o-cuidado, bem como aumen a a pe sonalização e con eniência dos
cuidados p es ados pelos p o issionais de saúde.
Nes e sen ido, p e ende-se, com o p esen e abalho de in es igação, ap esen a
e idências cien í icas que iden i iquem as implicações da mHeal h na ges ão de doenças
c ónicas, mais p ecisamen e como pode se conside ada pa a p e eni , con ola e
ecolhe in o mação sob e as mesmas, sendo que se p e ende u iliza como es udo de
caso a egião da Á ica Subsa iana. Com a in o mação ecolhida ao longo do p ojec o,
e de o ma a apoia e acili a a comp eensão do ema em ques ão, op ou-se po aze
uma abo dagem ocada em es udos cien í icos sob e p ojec os de mHeal h na ges ão
de hipe ensão a e ial, conside ada um dos p incipais ac o es de isco ao
desen ol imen o de DCNT e aquele que aca e a um maio peso a ní el global.
O abalho ap esen a-se di idido em 6 pa es: a p esen e in odução, seguida do
enquad amen o eó ico, em que é ei a uma abo dagem ge al da epidemiologia da
hipe ensão a e ial e DCNT no mundo e na egião da Á ica Subsa iana, e as
ca ac e ís icas e unções comuns da mHeal h e da sua disseminação no mundo, de
manei a a comp eende as suas uncionalidades e o seu po encial pa a os sis emas de
saúde, an o em países desen ol idos como menos desen ol idos. Os es an es
capí ulos o am di ididos em: me odologia, esul ados, discussão e conclusão. No inal
do abalho, é ap esen ada ainda a espec i a bibliog a ia u ilizada du an e odo o
p ocesso, e ainda os anexos, que incluem alguma in o mação ex a que não oi possí el
adiciona na pa e esc i a, mas que e ão o in ui o de simpli ica e o na mais consis en e
a lei u a. O abalho oi elabo ado de aco do com a No ma Po uguesa, bem como as
no mas do An igo Aco do O og á ico, po decisão pessoal do au o .
4
2- Enquad amen o Teó ico
O planeamen o e ges ão da saúde eque , an es de udo, um es udo e abo dagem
obse acional sob e uma de e minada pa ologia ou p oblema de saúde, a a és da
pesquisa e ecolha de in o mação, seguida depois po uma análise dos dados
disponí eis e da iden i icação das a iá eis que compõem o p oblema em es udo.
De manei a a sus en a a base eó ica do ema desen ol ido du an e a disse ação, no
p esen e capí ulo se ão ap esen ados os p incipais concei os e e idências elacionados
com a mHeal h, endo em con a as suas unções e u ilização nos cuidados de saúde em
ge al, assim como na ges ão e p e enção de hipe ensão a e ial e de DCNT. P e ende-
se, ainda, ap esen a uma isão ge al sob e es e ac o de isco e a sua p e alência em
países menos desen ol idos, em pa icula em países na egião da Á ica Subsa iana,
desde o seu impac o epidemiológico nos sis emas de saúde a é às necessidades
especí icas das populações.
No caso dos países da Á ica Subsa iana, es a egião em indo a egis a um
c escimen o silencioso de DCNT, ao mesmo empo em que as a enções na á ea da
saúde global es ão ainda ocadas no comba e às doenças ansmissí eis e p oblemas
de saúde ma e no-in an il, pelo que é necessá ia uma abo dagem u gen e e ino ado a
pa a o comba e ao p oblema da igilância da hipe ensão a e ial. O ac o da sua ges ão
eque e um acompanhamen o e a amen o p olongado o na-a num p oblema de
saúde global com um peso ele an e nos sis emas de saúde.
Tendo em con a o c escimen o económico egis ado nes a egião du an e os úl imos
anos, p incipalmen e no me cado das elecomunicações, se á dada uma especial
a enção à aplicação de ecnologias mó eis (nes e caso elemó eis, a a és das unções
ope a i as que o e ecem aos u ilizado es) pa a a á ea da saúde, na medida em que são
ins umen os p á icos e ú eis, com bas an e po encial pa a a ges ão e con olo de
hipe ensão a e ial e ou os ac o es de isco, e podendo o e ece uma solução
económica e iá el pa a as populações e pa a os sis emas de saúde dos países da
Á ica Subsa iana.
Ao longo do desen ol imen o da e isão bibliog á ica, p e endeu-se selecciona es udos
ecen es e ac ualizados, pa a que se possa enquad a a pe inência dos dados
ap esen ados com a ealidade da Á ica Subsa iana e com o es o do mundo. No inal
da e isão bibliog á ica se á ap esen ada a ques ão de in es igação, e os objec i os que
guia am o abalho desen ol ido.
5
2.1- Re isão da li e a u a
2.1.1- Con ex o global das doenças c ónicas e hipe ensão
2.1.1.1- Epidemiologia e e iologia de doenças c ónicas no Mundo
As doenças c ónicas, ambém apelidadas de doenças c ónicas não ansmissí eis
(DCNT), cons i uem uma sé ia ameaça pa a a saúde global e pa a a sus en abilidade
dos sis emas de saúde. Es e ipo de doenças, como o p óp io nome indica, diz espei o
a qualque pa ologia de causa não in ecciosa, e que como e e ido pela OMS (WHO,
2014), desen ol em-se de ido à conjugação de uma sé ie de agen es, ou ac o es de
di e en es na u ezas (gené icos, isiológicos, ambien ais e compo amen ais). As
doenças c ónicas, ao con á io das doenças ansmissí eis ou in ecciosas, endem a e
uma du ação mais p olongada, e consequen emen e endem a se mais dispendiosas.
Em e mos de “bu den o disease” a ní el mundial, as p incipais causas de mo e
p ema u a e incapacidade e oluí am d ama icamen e nos úl imos 20 anos, endo sido
egis adas qua o endências p incipais que p o oca am essas al e ações: o
en elhecimen o populacional, o aumen o das doenças c ónicas, a mudança pa a
causas incapaci an es e ausência de causas a ais, e mudanças nos ac o es de isco
( e igu a 1) (IHME, HDN, e Wo ld Bank, 2013).
Ac ualmen e, cons i uem a p incipal causa de mo bidade e mo alidade em odo o
mundo, sendo que a ges ão des e ipo de doenças nos países desen ol idos, e cada
ez mais nos países menos desen ol idos, ap esen a-se desa iado a. Segundo a OMS
(WHO, 2014), dos 56 milhões de óbi os egis ados em 2012, 38 milhões o am de idos
a DCNT, p incipalmen e doenças ca dio ascula es, canc o e doenças espi a ó ias
c ónicas, e em que quase 3/4 dessas mo es po DCNT (ce ca de 28 milhões) oco e am
em países de baixo endimen o e endimen o médio-baixo.
A OMS (WHO, 2014) e e e ainda que o núme o de mo es po DCNT egis ou um
aumen o desde 2000 em odo o mundo e em odas as egiões, al u a em que o am
no i icadas ce ca de 31 milhões de mo es de ido a es e ipo de doenças. As egiões
que so e am um maio aumen o o am o Sudes e da Ásia (de 6,7 milhões em 2000 pa a
8,5 milhões em 2012), e a Região do Pací ico Ociden al (de 8,6 milhões pa a 10,9
milhões) (consul a anexo 1, igu a 1.1). A OMS p e ê ainda um aumen o no núme o de
mo es po DCNT de 36 milhões em 2008 pa a 52 milhões a é 2030, dos quais 15,4
milhões são p ojec ados pa a pessoas com idade in e io a 70 anos (consul a anexo 1,
igu a 1.2).
6
Figu a 1: 25 p incipais causas e a iação pe cen ual dos ní eis de anos de ida ajus ados po incapacidade (DALY) a
ní el mundial, 1990-2010 (Fon e: IHME, HDN, e Wo ld Bank. The Global Bu den o Disease: Gene a ing E idence,
Guiding Policy. SSA Ed. 2013
Lou ei o e Mi anda (2016) ealçam que o aumen o da incidência e a ac ual p e alência
des e ipo de doenças exige uma ea aliação p o unda dos ac o es que de e minam a
saúde indi idual e colec i a, e de espos as mais adequadas e e ec i as que de em se
dadas pelos go e nos e po oda a sociedade. O en elhecimen o da população, o i mo
de u banização e as d ás icas mudanças nos es ilos de ida, como a ausência de
ac i idade ísica, a alimen ação desequilib ada e o abagismo, são esponsá eis “majo ”
po es a ansição epidemiológica e pela ca ga de doenças c ónicas.
En e as DCNT “majo ”, as doenças ca dio ascula es (DCV) cons i uem uma das
p incipais con ibuin es pa a a c escen e p e alência e mo alidade de causas c ónicas
de saúde pública (Yea es e al, 2015). As DCV são esponsá eis pela maio ia das
mo es po causa c ónica, com 17,5 milhões de óbi os po ano (ce ca de 46,2% de odas
as causas de mo e po doença c ónica), seguidas de canc o (8,2 milhões, ou 21,7%),
doenças espi a ó ias (4 milhões, ou 10,7%) e diabe es (1,5 milhão, ou 4%). As qua o
p incipais combinadas ep esen am 82% de odas as mo es po DCNT (WHO, 2014).
G ande pa e do isco populacional de DCV, assim como g ande pa e das DCNT, é
a ibuí el a 8 ac o es de isco adicionais modi icá eis: abagismo, hipe ensão a e ial,
7
hipe glicemia, obesidade, alimen ação desequilib ada, inac i idade ísica, consumo
excessi o de álcool e dislipidémia (Ge sh, Sliwa, Mayosi e Yusu , 2010; ci ados po
Cappuccio e Mille , 2016). Em 2010, os ês p incipais ac o es de isco pa a a ca ga
global de doenças c ónicas o am a hipe ensão (7,0% dos anos de ida ajus ados po
incapacidade global, ou Disabili y-Adjus ed Li e Yea /DALY, onde um DALY de e se
conside ado como um ano de pe da de ida saudá el); abagismo (6,3%) e poluição do
a a mos é ico a pa i de combus í eis sólidos (4,3%). Os ac o es de isco die é ico e
a inac i idade ísica ep esen a am, em conjun o,10,0% dos DALYs globais em 2010
(Lim e al, 2012; ci ado po Cappuccio e Mille , 2016).
A complemen a os ac o es de isco modi icá eis, exis em ainda os chamados ac o es
psicossociais, que dizem espei o a uma sé ie de de e minan es subjacen es das DCNT
ou "as causas das causas". Es es são um e lexo das p incipais o ças que impulsionam
a mudança social, económica e cul u al, como po exemplo a globalização, u banização
e en elhecimen o da população. Ou os de e minan es incluem pob eza, s ess e
ac o es he edi á ios (WHO, 2006; WHO, 2009; ci ada po Cappuccio e Mille , 2016).
2.1.1.2- Epidemiologia e e iologia da hipe ensão a e ial no Mundo
A p essão a e ial ele ada, ambém conhecida como hipe ensão, é de inida, segundo
a OMS (WHO, 2014) como sendo a p essão a e ial sis ólica com alo es de 140 mmHg
ou supe io , e p essão a e ial dias ólica de 90 mmHg ou supe io . A hipe ensão é um
dos p incipais p oblemas de saúde pública em odo o mundo, com ap oximadamen e
45% das mo es a ibuí eis a doenças ca díacas e mais de 50% das mo es a ibuí eis
ao AVC.
A hipe ensão a e ial, é, segundo a OMS (WHO, 2014), um dos p incipais ac o es de
isco pa a a mo alidade global e es ima-se que enha causado 9,4 milhões de mo es e
7% do “bu den o disease” - con o me medido nos DALYs - em 2010. O aumen o da
p essão a e ial é um impo an e ac o de isco ca dio ascula , e caso não seja
con olada adequadamen e, pode causa uma a iedade de p oblemas, ais como
de ame, en a e do miocá dio, insu iciência ca díaca, demência, insu iciência enal e
ceguei a, além de pode cons i ui um p oblema economicamen e dispendioso, an o
pa a as pessoas como pa a os sis emas de saúde.
A OMS (WHO, 2014) e e e ainda que a p e alência global da hipe ensão a e ial em
adul os com 18 anos ou mais, oi ce ca de 22% em 2014. A p opo ção da população
mundial com p essão a e ial ele ada ou hipe ensão descon olada caiu modes amen e

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en e 1980 e 2010. No en an o, de ido ao c escimen o e en elhecimen o populacional,
o núme o de pessoas com hipe ensão aumen ou ao longo dos anos. A p e alência
global de hipe ensão, em adul os com idade igual ou supe io a 18 anos, oi ce ca de
24,1% em homens, e 20,1% em mulhe es em 2014 (consul a anexo 1, igu as 1.3 e
1.4). O núme o dos adul os com hipe ensão aumen ou de 594 milhões em 1975 pa a
1,13 biliões em 2014, p incipalmen e em países de baixo endimen o e endimen o
médio (consul a anexo 1, igu a 1.5).
Vo s e (2002) e Kea ney e al (2005), ci ados po Cappuccio e Mille (2016), e e em
que a p e alência ac ual em mui os países menos desen ol idos, pa icula men e em
á eas u banas, já é ão al a quan o a obse ada nos países desen ol idos, sendo que
o núme o de adul os com hipe ensão em 2025 de e á aumen a em ce ca de 60% pa a
um o al de 1,56 biliões, com p e alência desp opo cional em países menos
desen ol idos.
Ainda segundo a OMS (WHO, 2014), a hipe ensão não é uma consequência ine i á el
do en elhecimen o. Na maio ia dos casos, a causa exac a da hipe ensão é
desconhecida, mas a p esença de á ios ac o es aumen a o isco de desen ol ê-la,
sendo que a maio ia deles é, como e e ido an e io men e, modi icá el. Desses ac o es
que con ibuem, globalmen e, pa a a p e alência da hipe ensão a e ial, e que es ão
igualmen e elacionados ao desen ol imen o de doenças c ónicas, des acam-se (WHO,
2014): Alimen ação inadequada, como po exemplo a al a inges ão de sal e go du a, e
ainda não come bas an es u as e legumes; Sob epeso e obesidade; Consumo
excessi o de álcool; Seden a ismo e inac i idade ísica; En elhecimen o; Fac o es
gené icos; S ess psicológico; De e minan es socioeconómicos; Acesso inadequado aos
cuidados de saúde.
Uma ca ac e ís ica c í ica na ges ão de ac o es de isco de DCNT, nes e caso em
pa icula da hipe ensão a e ial, é que es a ge almen e eque um acompanhamen o
linea , no qual é incluído:
1) um ciclo de medicação p olongado e du ado . Po es a azão, exis e uma maio
p obabilidade de uma aca adesão aos planos de medicação e de cuidados;
2) Em segundo luga , a hipe ensão a e ial a ec a uma p opo ção conside a elmen e
g ande da população mundial, com p e isões de especialis as a e e i em que a sua
p e alência i á aumen a nos p óximos 10-20 anos e, po an o, me ece uma
p eocupação como p oblema de saúde pública e global;
9
3) O e cei o aspec o é que es e ac o de isco ge almen e possui uma o e componen e
compo amen al em elação a es a égias p e en i as, is o é, a sua incidência e
p e alência são, em g ande pa e, de e minadas po ac o es modi icá eis ela i os ao
es ilo de ida e compo amen o da pessoa e, que são mui as ezes necessá ias pa a
eduzi o isco de complicações adicionais. Es a ealidade é mais comum em países
menos desen ol idos e com sis emas de saúde com ecu sos inancei os e humanos
escassos.
Como a hipe ensão a amen e ap esen a sin omas nos seus es ágios iniciais, mui as
pessoas não são diagnos icadas. Aqueles que são diagnos icados podem não e
acesso ao a amen o e podem não consegui con ola es a al e ação com sucesso a
longo p azo (WHO, 2015). A na u eza e ges ão da hipe ensão a e ial eque , po an o,
um sis ema de saúde bem in eg ado pa a a ende às necessidades c ónicas de saúde
da população. Isso ep esen a um desa io pa a as nações que en en am ecu sos
humanos, inancei os e de in a-es u u a limi ados. Is o é especialmen e e dadei o na
egião da Á ica Subsa iana.
2.1.2- Con ex o da Á ica Subsa iana
2.1.2.1- Con ex o socio-demog á ico e económico
A Á ica Subsa iana co esponde a uma pa e conside á el do con inen e A icano,
si uando-se a sul do g ande dese o do Saha a, e sendo cons i uída po ce ca de 48
países. Ac ualmen e, segundo dados do Banco Mundial (Wo ld Bank, 2018), é
cons i uída po uma população de ce ca de 1,033 biliões de pessoas, sendo a Nigé ia a
nação mais populosa (mais de 185 milhões de pessoas) e a República de Seychelles a
menos populosa (ce ca de 94 mil pessoas). Em e mos das ca ac e ís icas
socioeconómicas e geog á icas de cada um dos 48 países da egião, es as podem se
consul adas em abela p óp ia pa a cada país e á ea geog á ica, mais p ecisamen e no
capí ulo dos anexos (anexo 2).
A Á ica Subsa iana di ide-se em 5 sub- egiões, ou á eas geog á icas:
- No e de Á ica, no qual se incluí apenas 1 país (Sudão);
- Á ica Ociden al, da qual azem pa e 16 países (Benin, Bu kina Faso, Cos a do Ma im,
Cabo Ve de, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libé ia, Mali, Mau i ânia, Níge ,
Nigé ia, Senegal, Se a Leoa e Togo);
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- Á ica O ien al, onde que se incluem 17 países (Bu undi, Como es, E i eia, E iópia,
Quénia, Madagásca , Moçambique, Ilhas Mau ícias, Malawi, Ruanda, Somália, Sudão
do Sul, Seychelles, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe);
- Á ica Cen al, cons i uída po 9 países (Angola, Chade, Cama ões, Gabão, Guiné
Equa o ial, República Cen o-A icana, República Democ á ica do Congo, República do
Congo e São Tomé e P íncipe);
- Sul de Á ica, a qual incluí 5 países (Á ica do Sul, Bo swana, Leso ho, Namíbia e
Swazilândia).
Nas úl imas décadas, a Á ica Subsa iana em sido ma cada po um desen ol imen o
económico posi i o, sendo a i mado pela Deloi e (2012) que se es á a o na na egião
com maio c escimen o a ní el mundial, especialmen e as economias da Á ica O ien al,
Ociden al e do Sul de Á ica, com axas de c escimen o posi i as do p odu o in e no
b u o (PIB). Em e mos mac oeconómicos, a Nigé ia e a Á ica do Sul des acam-se como
as g andes po ências económicas da egião, ambas com o PIB a ul apassa os 200
milhões de dóla es (Wo ld Bank, 2018). (consul a anexo 2, abela 1).
Ac ualmen e, o Banco Mundial (Wo ld Bank, 2018) de ine um país de endimen o baixo
cujo PIB (p odu o in e no b u o) pe capi a o igual ou in e io a 1005 dóla es; en e os
31 países que o Banco Mundial classi ica como pe encen es a es a nomencla u a, 27
encon am-se na Á ica Subsa iana (Benin, Bu kina Faso, Bu undi, Chade, Como es,
E i eia, E iópia, Gâmbia, Guiné, Guiné Bissau, Libé ia, Madagásca , Malawi, Mali,
Moçambique, Níge , República Cen o-A icana, República Democ á ica do Congo,
Ruanda, Senegal, Se a Leoa, Somália, Sudão do Sul, Tanzânia, Togo, Uganda e
Zimbabwe).
Em elação ainda ao ipo de endimen o, exis e apenas 1 país na egião classi icado
como país de al o endimen o (PIB pe capi a igual ou supe io a 12, 236 dóla es), mais
p ecisamen e as Seychelles. A egião em ainda 6 países de endimen o médio-al o (PIB
pe capi a en e 3,956-12,295 dóla es), nos quais se encon am Á ica do Sul, Bo swana,
Gabão, Guiné Equa o ial, Ilhas Mau ícias e Namíbia; e po im 14 países de endimen o
médio-baixo (PIB pe capi a en e 1,006-3,955 dóla es), en e os quais es ão Angola,
Cabo Ve de, Cama ões, Cos a do Ma im, Gana, Leso ho, Quénia, Mau i ânia, Nigé ia,
República do Congo, São Tomé e P íncipe, Sudão, Swazilândia e Zâmbia (Wo ld Bank,
2018).
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Além dos aspec os económicos, ale a pena essal a ou os pon os con ex uais na
Á ica Subsa iana, que po sua ez podem es a co elacionados e ca ac e izam, em
pa e, as di iculdades encon adas a ní el de saúde pública na egião. En e eles, az-
se aqui e e ência aos baixos ní eis de al abe ização da população de mui os dos seus
países, e ainda ao indicado da espe ança média de ida. Es es dois pa âme os podem
se igualmen e consul ados no capí ulo dos anexos (anexo 2) jun amen e com as abelas
de cada egião e país.
Em elação à axa de al abe ização da população adul a (com idade supe io a 15 anos
e de ambos os sexos), es a a ia igualmen e de egião pa a egião, e de país pa a país.
Pode essal a -se, no caso da egião do Sul de Á ica, a qual ap esen a uma axa média
de al abe ização de 88,1% egis ada em 2015 (WHO, 2018), na qual se des acam os
casos da Á ica do Sul (com 94,6%) e da Namíbia (com 90,8%), e ainda onde os
es an es países que azem pa e des a egião ap esen am odos alo es supe io es a
75%. Em elação à classi icação dos países, pode dize -se que exis em países, em cada
egião com uma axa média de al abe ização supe io a 90% em 2015, dos quais, além
dos já e e idos an e io men e, encon am-se as Seychelles (com 95,3%), a Guiné
Equa o ial (com 95,2%) e as Ilhas Mau ícias (com 92,7%). Po ém, exis em países que
egis am ní eis de al abe ização de e as p eocupan es e in e io es a 35%, dos quais se
des acam Níge (com 19,1%), a Guiné (com 30,5%), o Sudão do Sul (com 32%), e o
Mali (com 33,1%).
No ge al, a Á ica Subsa iana ez p og essos mode ados no aumen o de espe ança
média de ida, e consequen emen e no aumen o da idade média de mo e en e 1970 e
2010 (consul a anexo 2, igu a 2.1), alcançando um ganho médio de ce ca de 11 anos
em cada país. No en an o, exis e g ande a iação na egião, com Cabo Ve de a egis a
o maio ganho (ce ca de 28 anos) e o Chade o alo mais eduzido (ce ca de 1,4 anos).
A ca ego ização do endimen o dos países não pa ece se a p incipal o ça p opulso a
esul an e dessas di e enças, pois os países de endimen o médio-al o e médio-baixo
i e am ganhos com uma média de 9 anos e 12 anos, espec i amen e, e o ganho médio
nos países de endimen o baixo na egião oi ce ca de 10 anos (IHME, HDN, e Wo ld
Bank, 2013).
No Rela ó io sob e os Objec i os de Desen ol imen o do Milénio (2015), a OMS e e e
que, em 2011, odas as egiões em ias de desen ol imen o, excep o a Á ica
Subsa iana, inham alcançado a me a global de eduzi pa a me ade a p opo ção de
pessoas que i e em pob eza ex ema, po ém a axa de pob eza da Á ica Subsa iana
apenas caiu abaixo do ní el de 1990 depois de 2002. Apesa do declínio da pob eza e
18
2.1.2.4- Es a égias de p e enção da hipe ensão a e ial
Globalmen e, os países mais desen ol idos cen a am o comba e à hipe ensão po
meio de polí icas de saúde pública cen adas na edução de sal e alimen os
p ocessados, na melho ia da disponibilidade e na capacidade de dis ibuição de u as
e ege ais, e ainda na c iação de ambien es que p omo am a ac i idade ísica (WHO,
2014). Os esul ados mos a am uma endência dec escen e da p essão a e ial,
jun amen e com declínios no abagismo, índice de massa co po al e coles e ol,
con ibuindo pa a uma edução da mo alidade po causas ca dio ascula es em quase
me ade nalguns países mais desen ol idos. No en an o, os países de endimen o baixo
e médio-baixo egis a am di iculdades no planeamen o e execução des as polí icas de
saúde pública, que po sua ez esul a am em endências c escen es de p essão a e ial
nes es países.
A pesquisa de a aliação da capacidade dos países, ealizada em 2013, indicou mui as
lacunas na implemen ação de polí icas públicas de saúde que são undamen ais pa a a
p e enção da hipe ensão, na qual a Região A icana egis ou os alo es mais baixos
em e mos de polí icas, planos ou es a égias sob e ac o es compo amen ais de isco
(WHO, 2014) (consul a anexo 3, igu a 3.3).
Em odo o mundo, a al a p e alência de hipe ensão con ibui signi ica i amen e pa a o
desen ol imen o de p oblemas c ónicos de saúde. Como já oi discu ido, na egião da
Á ica Subsa iana, mui as pessoas desconhecem que êm hipe ensão, e as axas de
de ecção e con olo são eduzidas (WHO, 2014). Uma ez que a hipe ensão se
desen ol a, pode exigi a amen o e apêu ico i alício, além de que o mesmo pode se
dispendioso, an o pa a pessoas diagnos icadas como pa a os sis emas de saúde.
A OMS (WHO, 2014) e e e ainda, assim como nas in e enções na gene alidade das
doenças c ónicas, as abo dagens baseadas em e idências pa a o alece o au o-
cuidado podem acili a não só a de ecção p ecoce da hipe ensão, mas ambém a
adesão à medicação e à adopção de compo amen os e es ilos de ida saudá eis,
podendo assim con ibui pa a um melho con olo e conscien ização sob e a
impo ância de busca o ien ação médica quando necessá io. O au o-cuidado é po isso
impo an e pa a odos, mas é pa icula men e ú il pa a pessoas que êm acesso limi ado
aos se iços de saúde de ido a azões geog á icas, ísicas ou económicas.
Face aos p oblemas aca e ados po pa e dos sis emas de saúde na Á ica Subsa iana,
assim como pa a as á ias p e isões que suge em que a ansição epidemiológica de
DCNT e dos seus ac o es de isco, dos quais a hipe ensão com o í ulo de ac o
“majo ”, con inua á a c esce nos p óximos anos, su ge a u gência de se em c iadas

19
al e na i as sus en á eis pa a a sua ges ão nes es con ex os de ecu sos limi ados.
Nes e âmbi o, uma abo dagem p omisso a que em sido cada ez mais explo ada pa a
a igilância da saúde pública em á ios países en ol e a u ilização das chamadas
ecnologias de in o mação e comunicação (TIC) no amo da saúde, en e as quais se
encon a a saúde mó el (mobile heal h, ou mHeal h).
2.1.3- mHeal h
2.1.3.1- Pano ama ge al
Os desen ol imen os ecnológicos es ão a da o igem a no os ipos de o ganização e
no as o mas de pa ce ia em ede que a a essam os limi es en e os á ios sec o es
da sociedade con empo ânea. O i mo acele ado da adopção ecnológica, na qual os
elemó eis e a In e ne ap esen am-se como os exemplos mais pe inen es, com a
p omessa de cobe u a de ede uni e sal, dá c edibilidade às c enças de que a úl ima
ge ação de ecnologias mó eis apoia á mudanças bené icas subs anciais na
o ganização do sec o de saúde.
A adopção gene alizada das chamadas ecnologias de in o mação e comunicação (TIC)
cons i ui, hoje em dia, uma es a égia undamen al pa a en en a os desa ios que os
sis emas de saúde ap esen am, nomeadamen e no que oca ao aumen o das
necessidades de cuidados de saúde po pa e das populações, ao aumen o de cus os,
ecu sos limi ados e escassez de mão-de-ob a. Segundo Mu ay e al (2011), o uso de
TIC na á ea de saúde é conside ado essencial pa a cuidados de saúde de al a qualidade
e pa a a e en e cus o-bene ício.
Nes e âmbi o su ge o concei o de eHeal h (saúde elec ónica, ou saúde em linha), que
diz espei o, po an o, à u ilização das TIC no amo da saúde, em apoio a e en es da
á ea, incluindo se iços de saúde, igilância da saúde, li e acia e educação em saúde,
conhecimen o e pesquisa. Es udos demons a am que a eHeal h no sec o de saúde é
capaz de: aumen a a e iciência; eduzi e os; apoia os cuidados em equipa; melho a
a in eg ação de melho es p á icas, pe mi indo um en ol imen o mais ac i o dos u en es
nos seus cuidados; e p oduzi se iços mais e icien es a a és de mudanças nas
unções e esponsabilidades p o issionais (Chaund hy e al, 2006; e Ca e al, 2008;
ci ados po Wes b ook e al, 2009).
20
Du an e a úl ima década, o a anço das TIC le ou ao su gimen o da chamada saúde
mó el, mais conhecida como mobile heal h ou mHeal h. Lewis, Ray e Liaw (2016)
ealçam a di e sidade das TIC baseada na isão da OMS, que ê a eHeal h como um
e mo gené ico, que inclui qua o componen es dis in os, mas elacionados:
- Saúde Mó el (mobile heal h, ou mHeal h): P es ação de se iços e in o mações de
saúde a a és de ecnologias mó eis e sem io, como po exemplo elemó eis e/ou
sma hphones;
- Sis emas de In o mação em Saúde (Heal h In o ma ion Sys ems ou HIS): incluindo
egis os ele ónicos de pacien es e sis emas adminis a i os;
- Telemedicina: p es ação de se iços de saúde à dis ância; pode se usado pa a
comunicação in e p o issional, comunicação com pacien es e consul as;
- Educação à Dis ância (eLea ning): Educação e o mação em o ma o ele ónico pa a
p o issionais de saúde.
No início, o e mo mHeal h oi de inido de o ma limi ada, sendo con undida com a
elemedicina, na medida em que en ol ia o uso de ecnologias mó eis de
elecomunicações e mul imédia e a sua in eg ação com os sis emas mó eis de en ega
de cuidados de saúde (Is epanian e Lacal 2003, ci ados po F iede ici, Hullin, e
Yamamichi, 2012). No en an o, essa de inição não az jus iça à ampla a iedade de
pa es in e essadas e ipos de usos que ab ange.
Segundo Qiang e al (2011), a mHeal h ab ange qualque uso de ecnologia mó el pa a
en en a os desa ios de cuidados de saúde, ais como qualidade, acessibilidade,
co espondência de ecu sos e no mas compo amen ais, a a és da oca e pa ilha de
in o mações. No con ex o global de saúde, pode se de inida como um sis ema de
in o mação e de en ega de cuidados de saúde que é ealizado a a és de disposi i os
mó eis, e que po sua ez pe mi em ao u ilizado um melho acesso aos cuidados de
saúde, assim como uma e amen a de apoio ao desempenho dos p o issionais de
saúde, pe mi indo ainda uma pa icipação ac i a po pa e dos pacien es na ges ão dos
cuidados.
É um campo dinâmico pa a se iços ino ado es que a as am os cuidados de saúde da
en ega pu a do se iço público pa a e o pacien e como consumido . O so wa e e os
se iços de saúde mó el p o a am se e amen as e sá eis pa a a ecolha de dados
no pon o de acção, o que pode esul a numa ges ão mais esponsá el da in o mação
na p es ação de cuidados de saúde, cada ez mais além da elemedicina (F iede ici,
Hullin, e Yamamichi, 2012).
21
Lab ique e al (2013) desen ol eu uma es u u a pa a 12 aplicações comuns de mHeal h
que se em pa a mapea e ca aloga os se iços de saúde e iden i ica lacunas na
ino ação, soluções e ac i idades de implemen ação. Os domínios que são usados com
maio equência no âmbi o des e ipo de ecnologia ( e igu a 4), adap ado de Lab ique
e al (2013), bem como exemplos de unções ope a i as de elemó eis que são usadas
no âmbi o dessas 12 aplicações, são ap esen ados no anexo 4 ( abela 3.1).
Figu a 4: Aplicações comuns de mHeal h (Fon e: Lab ique e al, mHeal h inno a ions as heal h sys em s eng hening
ools: 12 common applica ions and a isual amewo k, 2013).
2.1.3.2- Ecossis ema da mHeal h
O ecossis ema da mHeal h engloba, segundo Qiang e al (2011), um conjun o de
sec o es dinâmicos: saúde, ecnologia e inanças (consul a anexo 4, igu a 4.1).
Ab angendo odas essas es e as es á a in luência polí ica dos go e nos, cujo pode de
es abelece egulamen os, polí icas e es a égias pode a ec a odos eles ao longo do
desen ol imen o e uso de in e enções de mHeal h. As mui as pa es in e essadas
in luenciam, po sua ez, os mui os ac o es pelos quais mHeal h pode consegui
alcança esul ados posi i os na es e a global da saúde (consul a anexo 4, igu a 4.2).
Os modelos do ecossis ema da mHeal h e o seu impac o na saúde ap esen ados são,
po necessidade, uma simpli icação. Segundo Qiang e al (2011), exis e mui a
a iabilidade nas pa es in e essadas, ecu sos e p ocessos en ol idos na
implemen ação de in e enções de saúde mó el pa a cap u a em ep esen ações
isuais simples, de modo que as igu as ap esen adas no anexo 4 sejam mais
ilus a i as.
22
A Deloi e (2012) e e e, no seu ela ó io sob e mHeal h, que os p ojec os mui as ezes
não são sus en á eis o su icien e pa a i além da ase pilo o, e o aumen o da
implemen ação é mui as ezes limi ado po que al a uma es u u a global e consis en e,
incluindo indicado es e mé odos de a aliação. Nes e con ex o, os inanciado es,
go e nos e egulado es êm ac ualmen e o papel mais impo an e no ecossis ema da
mHeal h, na medida em que de em c ia um ambien e de apoio pa a as ou as pa es
in e essadas, de o ma a o alece a in e ligação en e os di e en es in e enien es,
c iando assim um modelo de coope ação.
Qiang e al (2011) e e e que a iqueza de uma comunidade pode a ec a
signi ica i amen e a sua saúde. Mui os países desen ol idos êm sis emas de saúde
bem in eg ados e que conseguem da espos as às necessidades dos seus cidadãos
a a és da p es ação de cuidados de saúde. Os países em desen ol imen o - an o de
baixo endimen o como de endimen o médio - equen emen e so em de de iciências
es u u ais e o ganizacionais no sec o da saúde, que po ezes ambém exis em em
algumas á eas pob es dos países desen ol idos. A maio ia dessas dispa idades
deco e de escassez de ecu sos, pa icula men e inanciamen o, capi al ísico e
p o issionais de saúde quali icados. E mesmo quando alguns desses ecu sos são
o necidos po meio de ajuda ex e na, as melho ias sus en á eis na saúde podem não
se su icien es se a o ganização e a in a-es u u a de um país não melho a em.
A OMS (WHO, 2005; WHO, 2010; WHO, 2013), ci ada po Bagayoko e al (2014),
econheceu o papel impo an e das TIC na c iação de um sis ema de cuidados de saúde
adequado em países menos desen ol idos, na medida em que p omo em um meio
pa a o alece os sis emas de saúde, a a és de di e en es mecanismos e acções como:
P omo e polí icas nacionais e conscien ização em eHeal h; Fo alece a lide ança e a
coo denação da eHeal h, explo ando a possibilidade de c ia mecanismos de apoio
mul idisciplina e in e sec o ial; Desen ol e sis ema icamen e a capacidade humana
pa a a eHeal h a a és da in odução do ensino das TIC nas ins i uições de saúde;
In es imen o em se iços de in a-es u u a pa a eHeal h; Incen i os em alcança oda
a comunidade, com se iços adequados pa a a ende às suas necessidades.
A p oli e ação de ecnologia mó el em odo mundo, e p incipalmen e nos países em
desen ol imen o, pode o e ece esse ipo de opo unidade. Disposi i os mó eis, como
os elemó eis, p opaga am-se ápida e p o undamen e nes e ipo de países, supe ando
de longe o c escimen o de in a-es u u as mais an igas, como edes elé icas e
ele ones ixos, com a opo unidade assim de alcança populações an e io men e
inacessí eis (Qiang e al, 2011).
23
2.1.3.3- P oli e ação da mHeal h no Mundo
A União In e nacional das Telecomunicações (In e na ional Telecommunica ion Union,
ou ITU) es imou ce ca de seis biliões de assina u as de edes mó eis em 2011,
ep esen ando 87% da axa de pene ação mó el a ní el global e 79% em países de
baixo endimen o e endimen o médio-baixo. O objec i o da O ganização das Nações
Unidas (ONU) de cobe u a sem io de 50% a é 2015 ambém oi supe ado, com as
edes mó eis a egis a em ce ca de 90% da população mundial em 2009 e 143 países
que o e ecem se iços de e cei a ge ação (3G) em 2010 (Ngabo e al, 2012; Lemay,
Sulli an, Jumbe e Pe y, 2012; Li man-Quinn e al, 2011; ci ados po Abaza e
Ma schollek, 2017). Os elemó eis são indiscu i elmen e a ecnologia mode na mais
p óspe a e ce amen e a mais adqui ida em países icos e pob es.
Segundo dados do Banco Mundial (Wo ld Bank, 2018), a axa de subsc ição de
elemó eis po 100 pessoas egis ou, em 2016, um alo supe io a 100% em odo o
mundo, enquan o que nos países de baixo endimen o e endimen o médio baixo
egis ou, espec i amen e, 58% e 96% de subsc ições po 100 pessoas. Em elação à
pe cen agem de pessoas que u iliza a In e ne , o Banco Mundial (Wo ld Bank, 2018)
e e e que nos países de baixo endimen o e de endimen o médio-baixo es a egis ou,
em 2016, ce ca de 13% e 39% de u ilizado es espec i amen e, enquan o no mundo
es a oi de 46%. No en an o, nos países de al o endimen o, es a axa é ela i amen e
supe io , com mais de 82% de u ilizado es com acesso à In e ne .
É e e ido pela OMS (WHO, 2011) que hou e um aumen o do in e esse e
conscien ização polí ica a ní el mundial ace ca do po encial da saúde mó el como uma
es a égia complemen a pa a o alece os sis emas de saúde e a ingi os Objec i os
de Desen ol imen o do Milénio (ODM) elacionados à saúde nos países baixo
endimen o e endimen o médio-baixo. Esse in e esse deu o igem a uma sé ie de
p ojec os desen ol idos po odo o mundo que o necem e idências p ecoces do
po encial das ecnologias mó eis e sem io. A mHeal h começou po se aplicada
p incipalmen e na saúde ma e na e in an il e ainda em p og amas de p e enção e
con olo de doenças elacionadas com a pob eza, incluindo o VIH / SIDA, a malá ia e a
ube culose. Es es p ojec os de saúde mó el o am es ados em cená ios ão di e sos
como, po exemplo, melho a a acessibilidade a se iços e in o mações de eme gência
e de saúde em ge al, ge i a assis ência ao pacien e, eduzi a al a de medicamen os
nas clínicas de saúde, melho a o diagnós ico clínico e a adesão ao a amen o, en e
ou os.

24
A p oli e ação da ecnologia mó el le ou, po isso, a um c escimen o explosi o no
núme o de aplicações e u ilizado es de mHeal h. O es udo global da OMS (WHO, 2011)
sob e a mHeal h cons a ou, no inqué i o ealizado aos Es ados-Memb os das Nações
Unidas, que a maio ia dos países eco eu a inicia i as de saúde mó el, em que ce ca
83% dos 112 Es ados-Memb os pa icipan es comunica am a p esença de pelo menos
uma inicia i a de mHeal h no país ( e igu a 5). Des es, 3/4 ela a am qua o ou mais
ipos de inicia i as. Apenas 19 países pa icipan es não comunica am a p esença de
uma inicia i a de saúde mó el. A OMS (WHO, 2011) e e e ainda que hou e am ce as
limi ações na elabo ação do es udo, como po exemplo a não inclusão de p ojec os
locais execu ados po pequenas o ganizações ou o ganizações não-go e namen ais
(ONG), e ainda pelo ac o de os inqui idos pode em o nece apenas um exemplo pa a
cada ca ego ia de saúde mó el (consul a anexo 4, igu as 4.3 e 4.4). Assim, o núme o
de inicia i as ela adas e a a a ampli ude da ac i idade de mHeal h num país, mas não
ep esen a a p o undidade da ac i idade den o de cada ca ego ia.
Figu a 5: Es ados-Memb os da egião da OMS que comunica am pelo menos uma inicia i a de saúde mó el, 2009 (Fon e:
WHO, mHeal h: New ho izons o heal h h ough mobile echnologies, based on he indings o he second global su ey
on eHeal h, 2011)
A ampli ude da indús ia da mHeal h pe mi e, segundo Qiang e al (2011), o alcance de
me as pa a a saúde indi idual e pública. Como esul ado, os u ilizado es dos se iços
e aplicações de saúde mó el ab angem desde pacien es e o necedo es de bens e
se iços elacionados à saúde, a é p o issionais de saúde.
25
Com base nas ca ego izações do Banco Mundial, Qiang e al (2011) de iniu um conjun o
de 3 á eas emá icas em que a mHeal h em um g ande po encial pa a aze a di e ença
em países em desen ol imen o, e as quais incluem algumas das aplicações comuns
pa a a mHeal h do modelo de Lab ique e al (2013):
1- Melho a a qualidade e o acesso aos cuidados de saúde (supo e ao a amen o;
moni o ização de pacien es; ges ão da cadeia de abas ecimen o; inanciamen o; e
se iços de eme gência);
2- To na os ecu sos humanos mais e icien es (supo e à decisão clínica; melho a os
egis os clínicos; moni o ização e igilância);
3- P e enção de doenças e p omoção da saúde pública (educação e conscien ização;
p e enção de doenças).
2.1.3.4- Po encial na ges ão de doenças c ónicas
As ecnologias mó eis, como elemó eis e disposi i os de moni o ização sem io, são
cada ez mais usadas em cuidados e p á icas de saúde pública pa a comunicação,
ecolha de dados e in o mação, moni o ização de pacien es e educação, e pa a acili a
a adesão à ges ão de doenças c ónicas. Os disposi i os de saúde podem melho a a
p es ação de se iços e a ec a os esul ados dos pacien es, a a és de senso es e
ecu sos de conscien ização do con ex o que pe mi em a indi idualização e a en ega
de in o mações em empo eal. Além disso, os elemó eis ab em opo unidades pa a a
moni o ização con ínua de di e en es sin oma ologias e a conexão de pacien es com os
p o issionais de saúde o a das ins alações de cuidados de saúde (Hamine e al, 2015).
Reconhecendo que as DCNT são um g ande desa io pa a a saúde global no século XXI,
e endo em is a o po encial pa a a mHeal h aumen a d as icamen e a consciência da
doença e melho a a li e acia em saúde, a OMS (WHO, 2012), em pa ce ia com a ITU,
desen ol eu um p ojec o chamado “mHeal h o NCD” (“non-communicable diseases”),
com o objec i o de u iliza ecnologias mó eis na p e enção e a amen o de doenças
c ónicas, e de manei a a con ibui com os es o ços globais e nacionais pa a eduzi a
mo alidade e a mo bilidade, e ali ia o seu peso a ní el social e económico, a a és da
p omoção da saúde sob e os ac o es de isco, in o mação clínica sob e a e iologia das
doenças, p omoção da educação de saúde e adopção de compo amen os e es ilos de
ida saudá eis, e ainda na coope ação in e nacional pa a implemen a p og amas
nacionais de comba e a doenças c ónicas.
26
Pa k e al (2016) a i ma po isso que, ao con á io das abo dagens adicionais das
in e enções de mudança compo amen al, podemos ago a ap o ei a os a anços na
ecnologia mó el pa a examina a sua e icácia na melho ia dos esul ados
compo amen ais e clínicos, uma ez que es a o e ece um po encial sem p eceden es
na p e enção e na au o-ges ão de DCV e de ou as doenças c ónicas.
Uma unção impo an e dos sis emas de saúde é incen i a e p omo e , jun o da
população, a adopção de compo amen os saudá eis e a au o-ges ão na sua saúde.
Po ém, a quan idade de in o mação, enco ajamen o e apoio que podem se ansmi idos
du an e as consul as p esenciais nas in a-es u u as de se iços exis en es ou a a és
de ou os meios de comunicação adicionais (como olhe os publici á ios) é limi ado.
F ee e al (2013) e e e que a mHeal h cons i ui, po isso, um meio pa a o nece apoio
de ní el indi idual aos consumido es de cuidados de saúde, sendo que es e ipo de
ecnologia é p incipalmen e concebido pa a p omo e o compo amen o saudá el (po
exemplo, pa a p omo e a cessação do abagismo ou a ac i idade ísica), ou melho a
o a amen o da doença (po exemplo, p omo endo a adesão à medicação p esc i a).
O ipo de ecnologia como o elemó el ap esen a-se, assim, como um ins umen o
pe sonalizado e ba a o pa a múl iplas unções, pelo que pode o nece uma abo dagem
ino ado a e e ec i a pa a p omo e a p e enção e ges ão das DCNT e dos seus ac o es
de isco, en e os quais a hipe ensão. Em pessoas com isco de desen ol imen o ou
com algum ipo de doença c ónica já es abelecida, os elemó eis podem e um papel
impo an e na p e enção. No en an o, a au o-ges ão é mui as ezes desa iado a de ido
a p oblemas que es a aca e a: a complexidade dos egimes de medicamen os; a
impo ância da moni o ização de sinais e sin omas de complicações da doença; e a
di iculdade em aze mudanças no compo amen o do es ilo de ida.
2.1.3.5- Limi ações sob e a e idência cien í ica
Sendo econhecida pelos seus po enciais bene ícios, a mHeal h não es á a c esce a
um i mo desejá el nos países menos desen ol idos; ao longo da úl ima década, mais
de 600 es a égias e p og amas de pilo o de mHeal h o am in oduzidos globalmen e,
po ém a e idência da sua e icácia ainda é limi ada. Algumas c í icas incluem a sua
implemen ação a a és de pequenas inicia i as-pilo o, que abo da am uma única
doença ou p oblema na p es ação de se iços, e a escassez de e idência cien í ica pa a
a alia a sua e icácia (Wo ld Bank, 2012; ci ado po Hamine e al, 2015).
27
Em ge al, a mHeal h é equen emen e associada a meno es cus os e melho ias na
qualidade dos cuidados de saúde, mas ambém com oco na p e enção de doenças e
na p omoção de es ilos de ida saudá eis (F iede ici, Hullin, e Yamamichi, 2012).
Po ém, essas e idências são ob idas em g ande pa e a pa i de e isões que não
incluí am es udos ealizados em países menos desen ol idos, is o que a maio ia das
pesquisas a é o momen o oi conduzida em países desen ol idos, com in a-es u u a
a ançada e com maio o e a de ecu sos ma e iais, humanos e inancei os.
Le ine e al (2015), na 5.ª edição do compêndio sob e mHeal h, e e e que algumas
análises de es udos elabo ados em países menos desen ol idos, como o caso de
Tomlinson e al (2013) e o ela ó io do Banco Mundial de 2011, apon am pa a a al a de
ensaios clínicos alea ó ios de al a qualidade e e is os po pa es pa a conclui que
pouco se sabe sob e os impac os das in e enções de mHeal h. Nes e es udo, é ainda
a i mado que o aumen o da pesquisa igo osa em sido no á el, no en an o exige um
maio in es imen o de ecu sos no es udo do e ei o das suas in e enções em esul ados
de saúde, e en a iza a necessidade de econhece lacunas na e idência da saúde como
opo unidades pa a u u as pesquisas (Le ine e al, 2015).
Nesse âmbi o, além da pesquisa de esul ados de saúde, uma sé ie de a aliações de
p ojec os ge a am esul ados quan i a i os e quali a i os, que con ibuí am pa a
a gumen a os in es imen os des e ipo de ecnologia na egião da Á ica Subsa iana.
2.1.4- mHeal h na Á ica Subsa iana
2.1.4.1- C escimen o e p oli e ação do me cado de elecomunicações
A Deloi e (2012) e e e que, enquan o os me cados de elecomunicações no mundo
desen ol ido começam a o na -se sa u ados, as ecnologias mó eis no con inen e
a icano êm egis ado uma e olução cons an e na p oli e ação da cobe u a de ede
mó el, de simples e amen as de comunicação pa a pla a o mas de p es ação de
se iços. A melho ia da cobe u a da ede, bem como as possibilidades o e ecidas pelo
Wi i, aumen a am a conec i idade mó el na Á ica Subsa iana, pelo que a axa de
c escimen o do me cado de elecomunicações é uma das maio es do mundo.
F u o do c escimen o económico egis ado nos úl imos anos, a p oli e ação da ede
mó el aumen ou apidamen e nos úl imos anos na egião, passando de apenas 1% em
2000 pa a 54% em 2012, ep esen ando uma axa de c escimen o anual de ce ca de
36% (Deloi e, 2012).
34
3- Me odologia
A me odologia seleccionada pa a o desen ol imen o do p esen e abalho comp eende
a ap esen ação e iden i icação de um conjun o de bibliog a ia sob e p ojec os de
mHeal h na Á ica Subsa iana, endo es es como pano de undo a a aliação do impac o
das in e enções no conhecimen o da população dos es udos ace ca da hipe ensão
a e ial, e de como a mesmas podem in luencia posi i amen e a adesão ao a amen o
e a sua ges ão clínica. De o ma a a ingi os objec i os p opos os, op ou-se po ealiza
uma e isão sis emá ica da li e a u a, sem me a-análise.
As decisões omadas na á ea da saúde, an o no âmbi o de cuidados de saúde pa a a
população como pa a elabo ação de polí icas públicas, de em se baseadas pela
melho e idência cien í ica disponí el. Os deciso es de em se enco ajados a u iliza as
úl imas pesquisas e in o mações sob e as melho es p á icas e ga an i que as decisões
es ejam comp o adamen e en aizadas nesse conhecimen o.
Uma e isão sis emá ica da li e a u a en a euni odas as e idências empí icas que se
enquad am nos c i é ios de elegibilidade p é-especi icados pa a esponde a uma
pe gun a de in es igação especí ica, usando pa a esse e ei o mé odos explíci os e
sis emá icos que são seleccionados com o objec i o de minimiza ieses, e o necendo
esul ados e conclusões mais idedignos (An man 1992; Oxman, 1993; ci ados po
Higgins e G een, 2011). Os mesmos au o es e e em ainda que as p incipais
ca ac e ís icas de uma e isão sis emá ica são: um conjun o cla amen e de inido de
objec i os com c i é ios de elegibilidade p é-de inidos pa a es udos; uma me odologia
explíci a e ep odu í el; uma pesquisa sis emá ica que en a iden i ica odos os es udos
que eúnam os c i é ios de elegibilidade; uma a aliação da alidade dos esul ados dos
es udos incluídos, po exemplo a a és da a aliação do isco de iés; e uma
ap esen ação sis emá ica e sín ese, das ca ac e ís icas e achados dos es udos
incluídos.
Es e ipo de análise isa, po an o, iden i ica , a alia e esumi os esul ados de odos
os es udos indi iduais ele an es, o nando a e idência disponí el mais acessí el aos
deciso es, pelo que consegue o e ece uma es ima i a mais con iá el e p ecisa da
e icácia de uma in e enção ou polí ica de saúde. Além de es abelece em os esul ados
colec i os de es udos sob e uma in e enção pa icula , as e isões sis emá icas
ambém podem iden i ica onde exis em “gaps” e/ou conhecimen o insu icien e, o que
pode se usado pa a um maio ap o undamen o sob e de e minado ema, e como
o ien ação pa a u u as pesquisas.

35
Nes e âmbi o, a p esen e e isão sis emá ica da li e a u a oi elabo ada endo como
base os c i é ios da Coch ane Re iew (Higgins e G een, 2011). Além des e ipo de
me odologia, a disse ação oi ainda execu ada segundo os p incípios o ien ado es do
P isma S a emen (P e e ed Repo ing I ems o Sys ema ic e iews and Me a-
Analyses).
3.1- C i é ios de elegibilidade e exclusão
De manei a a selecciona os es udos e is os du an e a ase de pesquisa, e mais a de
se em usados pa a a espec i a ecolha e discussão dos dados encon ados, aplicou-
se uma es a égia o ganizada e sequencial adap ada da Coch ane Re iew (Higgins e
G een, 2011), que po sua ez pe mi iu abo da a pe gun a de in es igação e os
objec i os p opos os, endo em con a os c i é ios de elegibilidade desses mesmos
es udos. Essa abo dagem é designada como PICOS, que po sua ez indica,
ab e iadamen e: População/Pacien es; In e enções; Compa ado ; Resul ados
(“Ou comes”); e Desenho do Es udo (“S udy Design”).
3.1.1- População
Os a igos seleccionados o am de inidos, em p imei o luga , com base na sua
população/amos a em es udo. Nes e caso, o am escolhidos es udos cuja população
eunisse os seguin es c i é ios:
- Pessoas adul as (com idade igual ou supe io 18 anos, de ambos os sexos),
diagnos icados (ou não) com hipe ensão a e ial, esiden es em países da Á ica
Subsa iana, com uma condição c ónica e/ou em isco de desen ol e , com acesso a
elemó eis e que equen assem uma ins i uição de saúde de cuidados de saúde
p imá ios. Fo am ainda conside ados elegí eis a igos que es uda am sub-g upos da
população adul a compos a apenas po um dos sexos, com maio p e alência de
hipe ensão a e ial, e os p óp ios p o issionais de saúde de cuidados de saúde
p imá ios (médicos e en e mei os) ou secundá ios (em si uação de consul a ex e na de
especialidade nos hospi ais), com acesso a elemó eis e com con ac o com
in e enções de mHeal h pela p imei a ez.
No caso dos a igos excluídos, es es euni am c i é ios que não o am conside ados
adequados pa a a elabo ação da análise de dados, os quais consis i am,
p incipalmen e, em: Idade, g a idez e ma e nidade, localização geog á ica, pessoas
36
clinicamen e ins á eis, e com ecu so a cuidados de saúde secundá ios (nes e caso, em
si uações que a pessoa se encon e in e nada em hospi al ou em ambula ó io).
Con o me es a selecção, o am excluídos odos os es udos cuja população inclui-se
ecém-nascidos, c ianças ou adolescen es, ou ocados exclusi amen e em g á idas, ou
mulhe es que de am à luz num pe íodo de empo in e io a 3 meses. Fo am excluídos,
igualmen e, es udos cuja população não osse na u al ou que não esidisse em países
da Á ica Subsa iana; Os es udos cuja população com episódios agudos de c ises
hipe ensi as ou clinicamen e ins á eis, e que po sua ez eco em aos cuidados de
saúde secundá ios ou ambula ó ios com equência, ambém não o am conside ados
como elegí eis.
3.1.2- In e enção
Em elação à in e enção aplicada na população e no p oblema de saúde em ques ão,
o objec i o ocou-se em analisa in e enções de mHeal h, mais p ecisamen e a a és
de mensagens de ex os en iadas po elemó eis, na educação de saúde e ges ão
clínica de pessoas diagnos icadas (ou não) com hipe ensão a e ial. Nes e sen ido, os
es udos incluídos o am escolhidos pelos seguin es c i é ios:
- Es udos de p ojec os mHeal h ocadas na ges ão de uma condição c ónica e/ou ac o
de isco de DCNT, nes e caso na hipe ensão a e ial;
- Es udos que enham deco ido em con ex o de cuidados de saúde p imá ios, ou
cuidados secundá ios (em si uação de consul as ex e nas em hospi ais) de países da
Á ica Subsa iana, na ecen e década (de 2010 a é à ac ualidade);
- Es udos com oco cen ado num ipo de disposi i o especí ico de mHeal h, mais
p ecisamen e as mensagens de ex o po elemó el, en ol idas numa mul i-componen e
da á ea (educação e mudança compo amen al, e au o-ges ão);
- Es udos com oco nos pa icipan es das in e enções, e na comunicação e oca de
in o mação en e os mesmos (nes e caso, en e pacien e-pacien e e ambém pacien e-
p o issional de saúde).
Po ou o lado, o am excluídos es udos sob e in e enções ou p ojec os de mHeal h
que enham deco ido nou os países que não pe encessem à Á ica Subsa iana; que
analisassem exclusi amen e ou o ipo de ecnologia de saúde, como po exemplo a
elemedicina; es udos ocados em condições agudas em ez de condições c ónicas;
Es udos ocados me amen e na ges ão emo a de uma condição pelos p es ado es (não
37
en ol endo um componen e de au o-ges ão e de mudança compo amen al po pa e
dos pacien es); Es udos sob e elemedicina e ou os ipos de ecnologias de saúde cujas
in e enções ossem ealizadas po meio de disposi i os ixos, po exemplo uma linha
ele ónica ixa ou en ão pela In e ne , usando um compu ado , o am excluídas.
3.1.3- Compa ado
No p esen e abalho de in es igação, não o am de e minados compa ado es, uma ez
que se p e ende, a a és da análise de dados dos es udos seleccionados, a alia a
u ilização e e ec i idade do ipo de in e enção em es udo (uso de mensagens na
educação e li e acia de saúde pa a ges ão clínica da hipe ensão a e ial e de doenças
c ónicas) em países da Á ica Subsa iana, iden i icando os desa ios na elabo ação de
p ojec os nes es con ex os, assim como as opo unidades no seu uso, an o na óp ica
do u ilizado (pacien e e/ou p o issional de saúde), como do sis ema de saúde.
3.1.4- Resul ados (“Ou comes”)
Di e sos p ocessos e esul ados podem se a ec ados po in e enções de mHeal h
a a és do uso de mensagens po elemó el, que po sua ez isam acili a a
comunicação en e os u en es e p es ado es de se iços de saúde. As medidas dos
esul ados o am a aliadas de aco do com o quad o concep ual desen ol ido po
Bloom ield e al (2014), o qual se á ap esen ado pos e io men e no capí ulo da
discussão, que abo da á eas especí icas onde o am iden i icadas p o as pa a apoia a
e icácia das in e enções de saúde mó el na ges ão de DCNT, bem como as á eas em
que al e idência es á ausen e. Es a es u u a é baseada em dois conjun os de
pa âme os: os desa ios do sis ema de saúde e espec o con ínuo da doença. De
manei a a sin e iza os esul ados de inidos du an e a ealização da disse ação, es es
o am esumidos em esul ados p imá ios e secundá ios.
Resul ados p imá ios - Como esul ados p imá ios, o am incluídos es udos com
esul ados elacionados com: Impac o da in e enção em al e ações na li e acia e
modi icação dos es ilos e compo amen os de saúde, comp eensão da doença, impac o
na independência e esponsabilidade, e c iação de um ambien e de apoio; e a a aliação
do u ilizado (pacien e ou p o issional de saúde) da in e enção, incluindo sa is ação,
usabilidade, iabilidade e acei abilidade na ges ão clínica e adesão ao a amen o da
hipe ensão.
38
Resul ados secundá ios - Como esul ados secundá ios, o am incluídos es udos com
esul ados elacionados com: a iden i icação de ba ei as e acili ado es de
implemen ação da in e enção (indi iduais, in e pessoais, de saúde e comuni á ias);
E icácia da in e enção, que pode se a ibuída à adesão e apêu ica e às consequen es
al e ações isiológicas da in e enção, nes e caso em elação a mudanças nos alo es
de ensão a e ial du an e o ollow-up dos es udos.
3.1.5- Desenho do es udo
Uma ez que com o p esen e abalho p e ende-se, discu i a qualidade, acei abilidade,
usabilidade e iabilidade da mHeal h na educação e li e acia em saúde de doenças
c ónicas na Á ica Subsa iana, op ou-se po se aze uma e isão bibliog á ica em
es udos e/ou a igos de in es igação publicados e di ulgados em e is as cien í icas da
á ea da saúde pública. Fon es bibliog á icas, como edi o iais, a igos de opinião,
esumos de ap esen ações, es udos e e isões indisponí eis na ín eg a, e abalhos
académicos (como disse ações de mes ado e/ou dou o amen o, e monog a ias), o am
excluídos da elabo ação do abalho de in es igação.
A im de de e mina qual o melho ipo de es udo que pe mi isse esponde à pe gun a
de in es igação, op ou-se po escolhe um ipo de es udo de in es igação, de pa adigma
mis o (quali a i o e quan i a i o), com maio oco nos es udos quali a i os. A abo dagem
me odológica, a a és da elabo ação da e isão sis emá ica, além de e pe mi ido uma
análise a uma maio a iedade de ipos de es udos, possibili ou a in e p e ação e
discussão c í ica ace ca dos esul ados e do p óp io ema em es udo.
3.2- Es a égia de Pesquisa
A pesquisa bibliog á ica oi ealizada en e Ou ub o de 2017 e Fe e ei o de 2018,
a a és do ecu so a á ias bases de dados cien í icas, sendo que os es udos
disponí eis o am iden i icados a pa i das bases da PubMed, Coch ane, B-On, Science
Di ec , e ainda na e amen a da Google Schola . Ao longo da pesquisa, su giu a
necessidade de es ingi os e mos u ilizados, na iden i icação e selecção de es udos,
uma ez que os concei os elacionados ao ema em in es igação são, maio i a iamen e,
algo dis in os e pouco es anda dizados, podendo ge a uma as a dispe são de
esul ados di e en es du an e a pesquisa.
39
De manei a a lexibiliza essa necessidade, os e mos u ilizados pa a pesquisa o am,
nomeadamen e: “mobile heal h/mHeal h”, “ elemó eis”, “hipe ensão a e ial” e “ges ão
de hipe ensão a e ial”, e “Á ica Subsa iana”. Os e mos usados na pesquisa, como
e e ido an e io men e, são elacionados ao ópico a se es udado e são de inidos
p e iamen e. No caso de o núme o de esul ados ob idos e sido mui o baixo ou en ão
mui o al o e com mui a dispa idade, oi seleccionada ou a combinação de e mos a é
se pode ob e um núme o signi ica i o de esul ados.
Nas bases de dados escolhidas, oi ealizada semp e a opção de “pesquisa a ançada”,
uma ez que a mesma se ap esen a como um ins umen o bas an e p á ico e idedigno
à iden i icação e selecção de a igos, limi ando, ap op iadamen e, o núme o de
esul ados elacionados ao ema em es udo. Na pesquisa a ançada, o am ainda
u ilizadas as e amen as ope acionais que pe mi em lexibiliza a pesquisa dos e mos
seleccionados pa a a pesquisa, pe mi indo iden i ica es udos que ap esen em odos os
e mos, expandi a pesquisa a es udos que incluam os mesmos, e ainda exclui es udos
e/ou a igos com os e mos escolhidos. Essas e amen as são, espec i amen e, “AND”,
“OR” e “NOT”.
De seguida, são ap esen ados na Tabela 1 os e mos u ilizados nas bases de dados
escolhidas, sendo que em cada uma o am ainda aplicadas ou as opções de pesquisa,
com excepção da Coch ane, uma ez que de ido à es u u a da mesma, não oi possí el
selecciona opções e/ou ou os e mos pa a es ingi a pesquisa. No o al, ob e e-se
um o al de 633 a igos, no qual: 176 iden i icados na PubMed, 78 na Coch ane, 41 na
B-On, 52 na Science Di ec , e ce ca de 286 na Google Schola .
Tabela 1 - Fon es e c i é ios de pesquisa
Bases de
dados
Te mos de pesquisa
Ou as opções de pesquisa
Resul ados
(n) To al=
633
PubMed
- “mHeal h” OR “mobile heal h”;
- AND “hype ension” OR “hype ension
managemen ”;
- AND “Sub-Saha an A ica.”
- NOT “HIV; NOT “communicable diseases;
NOT “child en”; NOT “ma e nal heal h”.
- Idioma: Inglês;
- Da a de publicação: úl imos 5 anos;
- Tipo de es udo: es udos obse acionais; es udos
expe imen ais, en e os quais ensaios clínicos e ensaios
clínicos alea ó ios; e isões sis emá icas, com ou sem me a-
análise.
n= 176
Coch ane
- “mobile heal h” OR “mHeal h”;
- AND “hype ension managemen ”;
- AND “Sub-Saha an A ica”.
---------------
n= 78

40
B-On
- “mobile heal h”;
- AND “ ex messaging”;
- AND “hype ension managemen ”;
- AND “Sub-Saha an A ica”.
- Idioma: Inglês;
- Da a de publicação: 2010-2018;
- Tipo de on e: Re is as académicas.
- Assun o: “De eloping coun ies”; “disease managemen ”;
“sys ema ic e iew”; “ elecommunica ion in medical ca e”;
“hype ension”; “ andomized con olled ials”; “mHeal h”;
“in o ma ion echnology”; “Non-communicable diseases”; “ ex
messages”; “blood p essu e”; “heal h p omo ion”; “mobile
phone”; “public heal h”; “Sub-Saha an A ica”; “da a analysis”
“in e ne ”; e “p ima y heal h ca e”.
n= 41
Science
Di ec
- “Mobile heal h”;
- AND “ ex messaging”;
- AND “hype ension managemen ”;
- AND “Sub-Saha an A ica”.
- Tipo de on e: Apenas e is as cien í icas/” Jou nals”;
- Da a de publicação: 2010-2018.
n= 52
Google
Schola
- “mobile heal h; mHeal h; hype ension
managemen ; e Sub-Saha an A ica”.
- Com odas as pala as: Mobile heal h; ex messaging;
- Com a exp essão exac a: hype ension managemen ;
- Com pelo menos uma das pala as: Sub-Saha an A ica
- Da a de publicação: 2010-2018;
- Exclui ci ações.
n= 286
No inal da p imei a ase da pesquisa, o am excluídos ce ca de 119 a igos que se
encon a am epe idos. Após es a ase, os es an es 514 a igos o am subme idos a
análise dos seus í ulos e esumos, endo sido aplicados os c i é ios especí icos de
elegibilidade na sua lei u a, excluindo-se ce ca de 496 a igos. Na úl ima ase de
pesquisa, em que es a am 18 a igos conside ados elegí eis, oi ei a a análise
comple a aos mesmos, na qual o am incluídos apenas 5 a igos pa a a ealização da
e isão sis emá ica da li e a u a.
Os es an es 13 a igos o am excluídos no inal do p ocesso de ido aos seguin es
c i é ios:
- 1 de ido à idade da população em es udo, que a ia a en e os 8-25 anos;
- 1 a igo com da a de publicação em 2009;
- 3 a igos sob e p ojec os de mHeal h aplicados na ges ão clínica da hipe ensão
a e ial, mas em países não pe encen es à egião da Á ica Subsa iana;
- 3 a igos que abo da am p ojec os pilo os a se em aplicados na Á ica Subsa iana, em
que 2 ap esen a am p opos as de modelos de in e enção de mHeal h, e 1 a a a-se
de um p ojec o pilo o já ap o ado, mas que ainda se encon a a na ase inicial de
implemen ação;
- 4 a igos cujo objec i o di e ia do p opos o pelo au o , dos quais 1 se oca a numa
pe spec i a mais es a égica do pon o de is a emp esa ial na análise a p ojec os de
41
mHeal h na Á ica Subsa iana (não azendo es ição en e p ojec os aplicados a DCNT
e doenças ansmissí eis); 1 a igo que p e endia in es iga a e icácia de in e enções
de eHeal h e mHeal h pa a p omo e a ac i idade ísica e die as saudá eis em países
em desen ol imen o não pe encen es à A ica Subsa iana; 1 em que o objec i o se
cen ou mais na iden i icação de mecanismos pessoais, sociais, cul u ais e
demog á icos que pe mi am a implemen ação dos p ojec os em pessoas com DCNT; 1
a igo cujo objec i o oi de analisa a elação cus o-e ec i idade do uso de uma aplicação
mó el po pa e de p o issionais de saúde comuni á ios de 3 países di e en es (Á ica
do Sul, Gua emala e México), compa a i amen e com o uso adicional de documen os
de papel, na p e enção de doenças ca dio ascula es.
- E po im, um a igo cujo ipo de ecnologia não es a a inse ida den o da á ea da
mHeal h, mais p ecisamen e ocado na e icácia do a amen o de hipe ensão a e ial
a a és da coope ação en e 30 cen os de saúde e 1 cen o de elemedicina nos
Cama ões. Na igu a 7 é ap esen ado o luxog ama da P isma S a emen (Mohe e al,
2009) que ilus a oda a ase de pesquisa e selecção de es udos ealizada du an e a
elabo ação da disse ação.
Figu a 7: Fluxog ama de in o mação das di e en es e apas da e isão sis emá ica da li e a u a (Fon e: Mohe e al,
P e e ed Repo ing I ems o Sys ema ic Re iews and Me a-Analyses: The PRISMA s a emen , 2009)
42
3.3- Es a égia de ex acção dos dados
Após a ase de pesquisa e aplicação dos c i é ios de elegibilidade e exclusão na
selecção dos es udos pa a analisa na e isão sis emá ica, os dados dos es udos
incluídos o am ob idos com base no modelo de ex acção de dados do Coch ane
Consume s and Communica ion Re iew G oup (Higgins e Cla k, 2011), de o ma a
delinea as ca ac e ís icas ecolhidas de cada a igo escolhido, endo sido di idido em 4
ópicos: In o mações ge ais: í ulo, au o es, da a de publicação, e país onde oi
desen ol ido o es udo; Mé odos do es udo: desenho do es udo, in e enção, o ipo de
domínio de mHeal h, e empo de acompanhamen o; Pa icipan es: desc ição ge al da
população dos es udos, idade, sexo e c i é ios de inclusão e exclusão; Resul ados:
al e ação no conhecimen o e nos compo amen os de saúde; e ac o es associados à
acei abilidade (ou não) na adesão e apêu ica da hipe ensão a e ial.
3.4- Limi ações me odológicas
Ao longo do desen ol imen o da pesquisa, concluiu-se que exis em á ias limi ações na
aplicação da me odologia escolhida pa a o abalho. Em p imei o luga , o núme o de
es udos iden i icados que a ende am aos c i é ios de elegibilidade oi conside ado
pequeno demais pa a qualque conside ação sob e se as in e enções de mHeal h são
plenamen e e icazes e acei á eis na educação e li e acia em saúde, e se con ibuem
pa a a melho ia da qualidade e acessibilidade nos cuidados de saúde de pessoas
diagnos icadas com hipe ensão a e ial.
Tendo ainda em con a que a e isão sis emá ica se ocou em es udos deco idos em
países da Á ica Subsa iana, e apesa da ex ensa pesquisa bibliog á ica e inclusão de
es udos pa a a ecolha de dados, as e idências disponí eis sob e in e enções
especí icas de mHeal h na hipe ensão a e ial, assim como em doenças c ónicas, é
bas an e limi ada, pelo que se op ou po u iliza e mos nominais que ap esen a am mais
esul ados na pesquisa (nes e caso, os e mos o am “hype ension”, “hype ension
managemen ”, e “Sub-Saha an A ica”). Po ém, a escolha de não se e u ilizado e mos
mais es i os e especí icos, como po exemplo o ipo de domínio de mHeal h (nes e
caso, pode iam e sido u ilizados e mos como “heal h educa ion”, “heal h li e acy”,
43
“clien educa ion”, ou “beha iou change”), ou mesmo os países da egião em ge al,
pode á e su ido e ei o nas disc epâncias dos esul ados ob idos, assim como na
análise da qualidade dos esul ados.
Numa e isão sis emá ica da li e a u a, é comum ha e uma colabo ação colec i a de
um ou mais au o es du an e o desen ol imen o do abalho, pe mi indo a discussão
a iculada sob e odo o p ocesso, incluindo na pesquisa, selecção e a aliação dos
es udos e dos dados ex aídos dos mesmos, e de manei a a aze uma melho ges ão
do empo disponí el pa a a ealização da e isão sis emá ica, bem como pa a e i a
dú idas e iéses. Toda ia, uma ez que o p esen e abalho de in es igação é de ca iz
indi idual, odo o p ocesso de elabo ação oi e ec uado pelo au o , o que po sua ez
exigiu uma ges ão mais lexí el do empo disponí el pa a a elabo ação do abalho, e
que ge ou um desen ol imen o algo inconsis en e, ao longo do qual su gi am semp e
no as dú idas sob e os objec i os do abalho, endo sido necessá io aze bas an es
e isões e al e ações ao longo de odo o p ocesso.
A p óp ia me odologia escolhida pa a o abalho cons i uiu uma limi ação ao
desen ol imen o do mesmo, em que os dados analisados dos es udos incluídos
depende am de esul ados pouco cla os e subjec i os, os quais podem de e -se ao
p óp io desenho do es udo, às medidas dos esul ados e à p óp ia amos a. Po
conseguin e, é e iden e que os achados do p esen e abalho possam se igualmen e
subjec i os e com necessidade de mais pesquisa sob e o assun o, sendo impo an e
examina o impac o das in e enções na p omoção da saúde e adopção de
compo amen os e es ilos de ida saudá eis de uma o ma mais pad onizada, o que
pode se complemen ado com o ecu so a mé odos quan i a i os, que po sua ez
possam a alia a e icácia e acei abilidade duma in e enção numa de e minada
população, e de o ma a con ibui pa a o deba e sob e se as in e enções de mHeal h
de em se ampliadas na egião como e amen a educacional pa a a p e enção de
doenças c ónicas.
Além disso, os objec i os de inidos na ase inicial do abalho o am sis ema icamen e
al e ados ao longo de odo o p ocesso, pelo que le ou ainda a aze mudanças no
p óp io desenho de es udo do abalho. Numa p imei a ase p e endeu-se analisa a
e idência cien í ica sob e a e icácia da saúde mó el na adesão e apêu ica na
hipe ensão a e ial. Uma ez que os esul ados encon ados du an e a pesquisa que
comp o em a sua e icácia o am bas an e limi ados, quase que impossibili ando a
conc e ização do abalho, hou e a necessidade de al e a a ques ão de in es igação e
os objec i os de abalho, endo em con a a e idência encon ada sob e o ema, pelo
50
adesão e apêu ica da hipe ensão a e ial numa clínica de saúde na Cidade do Cabo,
Á ica do Sul. A a aliação quali a i a in es igou o po encial mais amplo das in e enções
de mHeal h, explo ando a expe iência dos pa icipan es do es udo, incluindo a
acei abilidade, usabilidade, in e p e ação e espos a às mensagens de ex o, bem como
as ba ei as e acili ado es na adesão ao a amen o e ges ão clínica da hipe ensão,
pe mi indo assim complemen a as limi ações me odológicas do ensaio clínico.
Pa a a a aliação quali a i a da in e enção, os au o es desen ol e am um quad o de
pesquisa pa a eo iza explici amen e a conexão en e os objec i os de pesquisa do
es udo quan i a i o e os objec i os do es udo quali a i o na óp ica dos pacien es, dando
o igem a um cená io concep ual que o ien ou a análise dos esul ados. Fo am u ilizados,
como ins umen os quali a i os, dois Focus G oups e en e is as indi iduais.
Nos Focus G oups o am seleccionados ce ca de 22 pa icipan es do es udo, de ambos
os sexos e com idade en e os 34-78 anos. Fo am ainda ealizadas en e is as
indi iduais a 15 pa icipan es (11 dos quais o am seleccionados dos Focus G oups). Os
ópicos abo dados nes as duas in e enções oca am-se em aspec os ge ais do es udo,
en e os quais des aca am-se: a expe iência ge al do es e S AR; e ei os das mensagens
na mudança compo amen al; mudanças no econhecimen o do es ado da doença e
a i ude ace à mesma; ele ância dos eminde s; e o ço da mudança posi i a;
conec i idade social e mo i ação; acili ado es da mudança; ac o es que a ec assem a
adesão; ac o es psicossociais; e ac o es elacionados aos se iços de saúde.
Po im, o es udo de Nichols e al (2017) p e endeu, po sua ez, iden i ica as p incipais
ba ei as, acili ado es e es a égias de in e enção com ecu so a mensagens de
elemó el na p e enção e con olo de hipe ensão a e ial em pacien es com his o ial
clínico de aciden e ascula ce eb al. Especi icamen e, p e endeu-se a alia a
acei abilidade dos sob e i en es de aciden es ascula es ce eb ais em usa disposi i os
de mHeal h nos cuidados de p e enção, de o ma a iden i ica quais as necessidades
de educação e eino que e iam, e ainda explo a os ipos de supo e écnico
disponí eis. Além dos pacien es, ambém pa icipa am no es udo cuidado es in o mais,
líde es comuni á ios, e p o issionais de saúde (médicos e en e mei os).
Os au o es u iliza am, na elabo ação do es udo, um modelo ecológico social pa a
enquad a a ecolha e análise de dados. A a és des e modelo, ac o es como
in luências ísicas, in e pessoais, cul u ais, comuni á ias e o ganizacionais, en e ou os,
são a aliados pa a conside a o con ex o den o do qual se i e e a na u eza ecíp oca
do meio ambien e em saúde, compo amen os de saúde e esul ados de saúde
(B on enb enne , 1994; ci ado po Nichols e al, 2017).

51
O es udo oi abo dado a a és de uma es a égia de iangulação, com ecu so a
mé odos quan i a i os e quali a i os, em que os mesmos são analisados sepa adamen e
e depois compa ados pa a alida conclusões c uzadas (Nichols e al, 2017). Na
pesquisa quan i a i a, o am seleccionados ce ca de 234 pessoas, com his ó ia clínica
de aciden e ascula ce eb al, e que equen assem uma clínica de neu ologia em
Kumasi, Gana. Das 234 pessoas abo dadas, o am seleccionadas 200, de ambos os
sexos, que acei a am, a a és de consen imen o in o mado, pa icipa no es udo. A
in o mação demog á ica, incluindo idade, géne o, habili ações li e á ias, pe il do ac o
de isco ascula , ipo de aciden e ascula ce eb al e g a idade do aciden e ascula
ce eb al, oi a aliada u ilizando o Na ional Ins i u e o Heal h S oke Scale (NIHSS).
Du an e a ase quan i a i a, oi abo dado como ópico a adesão e apêu ica e a amen o
da hipe ensão a e ial, no qual du an e uma p imei a ase, oi ei a uma demons ação
em ídeo sob e os passos do p ocedimen o u ilizando o sis ema de moni o ização da
p essão a e ial de um disposi i o sem ios e com Blue oo h que se ia u ilizado a cada 3
dias, de manhã e à noi e, sendo complemen ado depois com SMS que unciona iam
como eminde s pa a o ho á io da medicação. Após a demons ação em ídeo do
sis ema, os pa icipan es p eenche am um inqué i o elacionado ao ema da mHeal h, e
ainda uma escala de adesão à medicação.
Na pesquisa quali a i a, os au o es p e ende am explo a especi icamen e as ba ei as,
os acili ado es e as es a égias ecomendadas de in e enção da mHeal h pa a
con ola a hipe ensão a e ial em sob e i en es de AVC, u ilizando pa a o e ei o Focus
G oups e en e is as indi iduais, onde o am abo dadas as seguin es ques ões de
pesquisa: (1) Quais são as ba ei as e acili ado es indi iduais, in e pessoais, de saúde
e comuni á ios, e acili ado es pa a o con olo de hipe ensão a e ial e uso de
e amen as de mHeal h (com e icácia documen ada em países desen ol idos) en e os
pacien es de AVC do Gana? (2) Quais são as es a égias in e pos as ecomendadas
pa a desen ol e uma in e enção bem-sucedida no sis ema e comunidade de saúde
do Gana?
Fo am ealizados 4 Focus G oups, nos quais pa icipa am ce ca de 28 pa icipan es,
en e os quais pacien es, cuidado es in o mais e líde es comuni á ios. As en e is as
o am ei as com um o al de 10 pa icipan es, en e os quais clínicos e pessoal
hospi ala . Aspec os como a demog a ia, a adesão e apêu ica e as a i udes e mudanças
de compo amen o dos pa icipan es o am a aliados con o me as suas pe cepções e
disposição em elação à u ilização de elemó eis na ges ão clínica de hipe ensão.
52
4.3- Pa icipan es
Em elação às ca ac e ís icas ge ais das populações dos es udos incluídos, op ou-se
po aze uma desc ição ge al dos pa icipan es de cada es udo, sendo ainda
inc emen ada com a idade, o sexo, e os c i é ios de elegibilidade e exclusão dos
pa icipan es. Aspec os socio-demog á icos, como a e nia, o ní el de educação, eligião,
comunidades locais em que es ão inse idos, ag egado amilia , emp ego e o endimen o,
o am ainda e e idos po alguns dos au o es dos a igos, po ém no p esen e sub-
capí ulo, op ou-se po não abo da as mesmas, uma ez que não o am conside adas
como a iá eis p imá ias, no en an o, se ão analisadas pos e io men e no capí ulo da
discussão, uma ez esses aspec os socio-demog á icos da população dos es udos
en a em con o midade com o objec i o do abalho na a aliação do papel da mHeal h
em con ex os com ecu sos limi ados, e de como os mesmos pode ão e in luência na
sucesso, ou não, da sua implemen ação.
4.3.1- Desc ição ge al da amos a populacional dos es udos
No es udo de Bob ow e al (2016), o qual abo da a adesão e apêu ica de pacien es
diagnos icados com hipe ensão a e ial a a és do ecu so a um sis ema de pa ilha e
oca de in o mação po mensagens de elemó eis (S AR), os in es igado es
selecciona am, como amos a populacional, pacien es que eco essem aos se iços de
consul a de doenças c ónicas numa clínica do sec o público na Cidade do Cabo, Á ica
do Sul. No pe íodo inicial do ensaio clínico, que deco eu de 26 de Junho de 2012 a é
23 de No emb o desse mesmo ano, o am incluídos ce ca de 1372 pa icipan es adul os
no es udo, dos quais depois o am dis ibuídos, alea o iamen e, pa a ecebe in o mação
ia SMS (n= 457), SMS in e ac i as (n=458), e cuidados habi uais (n=457).
De o ma a complemen a o ensaio clínico de Bob ow e al (2016), oi ealizado
simul aneamen e um es udo de me odologia quali a i a a um g upo de pa icipan es
dessa mesma in e enção, pelo qual Leon e al (2015) ec u ou um conjun o de 26
pessoas, as quais o am subme idas a 2 Focus G oups e ainda a en e is as indi iduais.
Hacking e al (2016), po sua ez, ec u ou ce ca de 223 pa icipan es que eco essem
a um cen o de saúde no dis i o de localizado no dis i o de Gugule hu, Cidade do Cabo.
Os 223 pa icipan es o am depois alea o izados em dois g upos, um de in e enção e
um de con olo, sendo depois mais a de, após pe da no seguimen o do es udo e a
exclusão de alguns dos pa icipan es, sido incluídos ce ca de 146 na análise inal (76 no
g upo de in e enção, e 70 no g upo de con olo).
53
No es udo de Ha icha an e al (2017), como e e ido an e io men e, o objec i o oi
explo a se uma campanha de saúde ia SMS des inada a pessoas su das su e e icácia
na li e acia sob e hipe ensão e a adopção de es ilos de ida saudá el, pelo qual o am
ec u ados ce ca de 82 pa icipan es a a és da Associação da Comunidade Su da da
Cidade do Cabo, Á ica do Sul, dos quais o am incluídos na análise inal 41, com os
es an es endo sido pe didos no ollow-up e/ou excluídos no p ocesso.
Po im, Nichols e al (2017), a a és de uma me odologia quan i a i a e quali a i a,
abo dou ce ca de 234 pessoas, com his ó ia clínica de AVC, e que equen assem a
clínica de Neu ologia do Hospi al Kom o Anokye, em Kumasi, Gana. Os pa icipan es
o am con idados a esponde em a um inqué i o inicial, sendo que 200 acei a am e
con inua am pa a a ase seguin e do es udo após consen imen o in o mado, e os
es an es 34 o am excluídos.
4.3.2- Idade e Sexo
Em e mos da idade e sexo dos pa icipan es nos a igos incluídos, não se e i ica am
disc epâncias signi ica i as nos dados ap esen ados pelos au o es ( e de seguida a
abela 4, onde são ap esen adas ambas as a iá eis). De e e i que a população de
cada es udo ap esen a uma aixa e á ia que en e a e apa adul a, com idade igual ou
supe io a 18 anos, e da e cei a idade, sendo que não hou e quaisque e e ências
quan o ao limi e de idade. No en an o, a a iá el idade oi calculada e ap esen ada de
manei as di e en es po cada au o , sendo que alguns deles o am pouco especí icos
quan o a es a a iá el, mais p ecisamen e nos es udos de Bob ow e al, 2016, e Leon
e al, 2015.
Em elação ao sexo da população dos es udos incluídos, o am abo dados em odos
eles pessoas do sexo masculino assim como do sexo eminino, e i icando-se uma
p edominância de pa icipan es mulhe es na maio ia dos es udos (n=3). Apenas os
es udos de Ha icha an e al (2017) e Nichols e al (2017) ap esen a am um maio
núme o de pa icipan es do sexo masculino.
54
Tabela 4 – Idade e sexo da população dos es udos
A igo
Idade
Sexo
Bob ow e al
(2016)
- Pa icipan es < 55 anos (n= 733)
- Pa icipan es >55 anos (n=639)
- Masculino (n=379)
- Feminino (n= 993)
Hacking e al
(2016)
- Média de idade (x= 52,83 anos);
- Masculino (n= 38);
- Feminino (n=108 ).
Ha icha an e al
(2017)
- Média de idade (x= 45);
- Masculino (n=25);
- Feminino (n=18).
Leon e al (2015)
- Faixa e á ia (dos pa icipan es dos Focus G oup) en e os 36-78
anos;
- Dos pa icipan es en e is ados, en e os 45 e 78 anos.
1. Focus G oup
- Masculino (n=6);
- Feminino (n= 16).
2. En e is as indi iduais
- Masculino (n= 7);
- Feminino (n= 8).
Nichols e al
(2017)
- Mediana = 62 anos (52-72).
- Masculino (n= 105);
- Feminino (n= 95).
4.3.3- C i é ios de inclusão e exclusão
Os c i é ios de inclusão e exclusão dos a igos a aliados eúnem, como p incipal elo de
ligação, o ac o de os objec i os de cada um deles es a em in insecamen e ocados no
impac o de in e enções de mHeal h na educação em saúde e p e enção da
hipe ensão a e ial e na adesão e apêu ica, em populações adul as que equen em
ins i uições de cuidados de saúde p imá ios e secundá ios, em países da Á ica
Subsa iana.
No en an o, embo a os objec i os dos es udos sejam pa cialmen e comuns, nem odos
os au o es desc e e am uma selecção de uma amos a populacional baseada num
conjun o de c i é ios, pelo que não oi possí el, du an e a análise aos a igos incluídos
no p esen e abalho, iden i ica os c i é ios de elegibilidade e de exclusão. Es e ac o
pode de e -se, em g ande pa e, ao ipo de desenho de es udo escolhido pa a
in es igação. Dos es udos in eg ados no abalho, apenas oi possí el iden i ica os
c i é ios de elegibilidade em 3 es udos (Bob ow e al, 2016; Ha icha an e al, 2017, e
Leon e al, 2015).
55
Tabela 5– C i é ios de elegibilidade e exclusão dos pa icipan es dos es udos incluídos na e isão sis emá ica.
A igo
C i é ios de elegibilidade
C i é ios de exclusão
Bob ow e al (2016)
- Idade > 21 anos;
- Diagnós ico de hipe ensão a e ial;
- Valo es da p essão a e ial sis ólica <220mmHg, ou
dias ólica <120mmHg;
- U en es no cen o de saúde;
- Posse de elemó el,
- Pacien es clinicamen e ins á eis e/ou com c ises
hipe ensi as e com necessidade de cuidados
secundá ios;
- G á idas e/ou mulhe es em pe íodo de pós-pa o <
3 meses;
- Pacien es com alo es da p essão a e ial sis ólica
> 220mmHg, ou dias ólica > 120mmHg.
Hacking e al (2016)
- Não e e ido.
- Não e e ido.
Ha icha an e al (2017)
- Pessoas com su dez, insc i os na Associação da
Comunidade Su da da Cidade do Cabo;
- Idade > 18 anos;
- Residen es na Cidade do Cabo.
- Não e e ido.
Leon e al (2015)
- Os mesmos c i é ios u ilizados po Bob ow e al (2016).
- Os mesmos c i é ios u ilizados po Bob ow e al
(2016).
Nichols e al (2017)
- Não e e ido.
- Não e e ido.
Bob ow e al (2016) de iniu como população de es udo os pa icipan es adul os: (1) com
idade igual ou supe io a 21 anos; (2) que equen em o cen o de saúde comuni á ia
Vangua d, localizado em Bon eheuwel, na Cidade do Cabo; (3) diagnos icados com
hipe ensão a e ial e que se encon em a aze a amen o; (4) com alo es da p essão
a e ial sis ólica iguais ou in e io es a 220mmHg, ou dias ólica igual ou in e io a
120mmHg; (5) que possuam ou enham acesso diá io a um elemó el. Po sua ez,
o am excluídos: (1) pacien es clinicamen e ins á eis e/ou com p esença de c ises
hipe ensi as e com necessidade de cuidados secundá ios; (2) g á idas e/ou mulhe es
em pe íodo de pós-pa o igual ou in e io a 3 meses; (3) pacien es com alo es da
p essão a e ial sis ólica supe io es a 220mmHg, ou dias ólica supe io es a 120mmHg.
Uma ez que o es udo de Leon e al (2015) ealizou uma análise quali a i a du an e o
pe íodo de desen ol imen o do ensaio clínico e com in e enção em pa icipan es do
mesmo, os c i é ios de elegibilidade e exclusão o am os mesmos u ilizados po Bob ow
e al (2016).
O es udo de Ha icha an e al (2017) de iniu como amos a populacional pessoas com
idade igual ou supe io a 18 anos, esiden es na Cidade do Cabo, Á ica do Sul, com
diagnós ico de su dez, que comunicassem a a és de linguagem ges ual, e que
es i essem insc i os na Associação da Comunidade Su da da Cidade do Cabo. No
en an o, os au o es não e e i am os c i é ios de exclusão du an e a selecção da

56
população do es udo. Dos 82 pa icipan es que o am ec u ados, apenas 41 o am
depois sujei os à a aliação da in e enção, sendo que os es an es pa icipan es o am
“pe didos” du an e o ollow-up, sen i am-se ince os quan o à sua p i acidade e em
ecebe SMS, ou não p eenche am o ques ioná io inicial.
Nos es an es es udos, e uma ez que a maio ia ap esen ou uma me odologia quali a i a
na abo dagem às in e enções de mHeal h nas suas populações, cen ada
p incipalmen e na acei abilidade, qualidade e e icácia da ges ão clínica na sua u ilização
po pa e dos u en es, os seus au o es op a am po ealiza o ec u amen o dos seus
pa icipan es em cen os de saúde e ins i uições de cuidados de saúde p imá ios
especí icos em que os es udos i e am luga . Du an e o ec u amen o e selecção da
população de es udo, os pa icipan es e am, em p imei o luga , in o mados ace ca da
in e enção e objec i os dos es udos, e a a és de consen imen o in o mado pode iam
de e mina ou não a sua pa icipação.
4.4- Resul ados
Os es udos incluídos, como e e ido an e io men e, u iliza am odos (com excepção de
Bob ow e al, 2016), uma abo dagem mis a, com dados quan i a i os e quali a i os, pa a
a alia e comp eende o p ocesso e o impac o das in e enções de mHeal h na
pe spec i a do seu u ilizado , pe mi indo iden i ica lacunas no seu conhecimen o e
compo amen os de saúde, que pode se complemen ada a a és das an agens
ecnológicas que os elemó eis o e ecem em e mos de acessibilidade e na oca e
pa ilha de in o mação, assim como pa a analisa quais os aspec os que di icul am a sua
implemen ação, e que possibili em a de inição de no as es a égias e p og amas de
educação de saúde.
Con o me esse aciocínio clínico, são ap esen ados no p esen e capí ulo os esul ados
dos es udos incluídos na e isão sis emá ica, que po sua ez o am de e minados
con o me o impac o das in e enções de mHeal h na ges ão da hipe ensão em 2
ópicos: al e ações no conhecimen o e nos compo amen os de saúde dos pa icipan es;
e ac o es associados à acei abilidade (ou não) na adesão e apêu ica da hipe ensão
a e ial.
57
4.4.1- Al e ação no conhecimen o e compo amen os de saúde
No es udo de Bob ow e al (2016) o am de inidos, como esul ados p imá ios, uma
mudança na p essão a e ial sis ólica, a aliada no início do es udo, e após 12 meses da
in e enção com ecu so ao sis ema de en io e oca de mensagens elacionadas à
hipe ensão a e ial, de o ma a isa a e icácia da in e enção na adesão e apêu ica
dos 2 g upos de in e enção compa a i amen e ao g upo de con olo. Como esul ados
secundá ios, os au o es conside am os seguin es esul ados: a p opo ção de
pa icipan es que ap esen a am uma p essão a e ial sis ólica média in e io a
140mmHg, e dias ólica in e io a 90mmHg; a p opo ção de consul as clínicas que
equen a am; e enção nos cuidados de saúde; sa is ação com os se iços e com os
cuidados p es ados; admissões hospi ala es; a au o-adesão ao a amen o; e a li e acia
em saúde.
Após a in e enção, que du ou 12 meses, os esul ados ob idos suge i am que os
cuidados p es ados a a és da ecepção, oca e pa ilha de in o mação de saúde po
SMS o am e icazes na ges ão clínica da hipe ensão a e ial, podendo melho a a
adesão e con inuação do a amen o, assim como demons ou e um pequeno impac o
nos alo es isiológicos da ensão a e ial compa a i amen e com os cuidados habi uais.
Pa a os esul ados p imá ios, o am analisados dados de ce ca de 1256 pa icipan es
(ce ca de 92% da amos a do es udo), os quais e idencia am uma edução na ensão
a e ial, a con a dos alo es de base a aliados no início do es udo, ao im dos 12 meses
pa a os 3 g upos. Os dois g upos de in e enção (o g upo que ecebeu as mensagens
in o ma i as e o g upo de oca e pa ilha de in o mação) egis a am, po sua ez, uma
ligei a melho ia na edução da p essão a e ial sis ólica compa a i amen e com o g upo
de con olo (média de 132,1 mmHg e 132.7mmHg, espec i amen e, enquan o a média
do g upo de con olo oi de 134,3mmHg). Em elação aos esul ados secundá ios, a
adesão e apêu ica oi calculada a a és da p opo ção de dias de medicação du an e os
12 meses, endo egis ado, espec i amen e, ce ca de 248 dias (62,8%) e 225 dias
(59,7%) pa a os 2 g upos de in e enção, e 190 dias (49,4%) pa a o g upo de con olo.
Po sua ez, Leon e al (2015), a a és dos dois Focus G oups ealizados e das 15
pessoas en e is adas no âmbi o do ensaio clínico de Bob ow e al (2016), concluiu que
as espos as ge ais à in e enção e a pa icipação no es udo o am posi i as, embo a
nem odos os pa icipan es enham e e ido um impac o da mesma na al e ação à
adesão e apêu ica. Em ge al, oi e e ido um aumen o na comp eensão ace ca da
hipe ensão a e ial, em pa icula na sua na u eza e g a idade, bem como da al e ação
de compo amen os de saúde e a p á ica de es ilos de ida saudá eis.
58
A maio ia dos pa icipan es conside ou, po an o, a in o mação das mensagens bas an e
ele an e, uma ez que a i ma am que es as aumen a am a sua pe cepção desse ac o
de isco e a necessidade de assumi um compo amen o mais esponsá el e conscien e
na ges ão da sua saúde.
No es udo de Hacking e al (2016) não se obse a am mudanças signi ica i as no
conhecimen o sob e a hipe ensão a e ial e compo amen os e es ilos de ida en e os
g upos de con olo e de in e enção. Os esul ados dos Focus G oups o am, no ge al,
bas an e posi i os, com ópicos des acados pelos pa icipan es, como as al e ações na
mudança de compo amen o, mais p ecisamen e como as SMS ecebidas se i am
como um ac o de mo i ação e lemb e e à mudança, na acei abilidade e oco no
pacien e, e na acessibilidade à in o mação clínica.
Os esul ados ge ais de Ha icha an e al (2017) ap esen a am ambém aspec os
posi i os na li e acia em saúde dos seus pa icipan es, sendo que a maio ia (80%)
conside ou as mensagens ecebidas e icazes em elação a in o mações clínicas sob e
a hipe ensão e os seus ac o es de isco. Po sua ez, os Focus G oups con i ma am a
exis ência de lacunas na li e acia em saúde en e os pa icipan es, pelo que os
pa icipan es conside a am a in e enção ú il e como uma al e na i a e icaz pa a abo da
o p oblema da pouca li e acia em saúde dos mesmos. Além disso, os Focus G oups
demons a am o po encial des e ipo de in e enção na conscien ização e p e enção da
hipe ensão a e ial, uma ez que as mensagens com in o mação sob e es ilos e
compo amen os de ida saudá el i e am um impac o posi i o nos pa icipan es.
Po im, Nichols e al (2017) concluiu que ambos os dados quali a i os e quan i a i os
do seu es udo apoia am, esmagado amen e, o uso da mHeal h na ges ão clínica da
hipe ensão a e ial em pacien es com his ó ia clínica de AVC, incluindo na ges ão
e apêu ica de an i-hipe ensi os. As a i udes e mudanças de compo amen o dos
pa icipan es, abo dados nos Focus G oups, o am a aliados con o me as suas
pe cepções e disposição em elação à u ilização de elemó eis na ges ão clínica de
hipe ensão, e não p op iamen e como um ins umen o de a aliação da in e enção nas
mudanças sen idas nos seus conhecimen os sob e o p oblema e ac o es elacionados.
A ecepção ge al oi posi i a, sendo que 96,5% dos pa icipan es conside ou a u ilização
des e ipo de ecnologia bas an e ú il e e icaz, e com bas an e po encial pa a a ges ão
clínica da hipe ensão a e ial.
59
4.4.2- Fac o es associados à acei abilidade (ou não) na adesão e apêu ica
O es udo de Leon e al (2015) pe mi iu, a a és da a aliação me odológica ao ensaio
clínico de Bob ow e al (2016), a i ma a impo ância, an o na u ilidade p á ica como nos
aspec os elacionais, da in e enção na adesão e apêu ica e na al e ação nos
compo amen os de saúde dos u ilizado es, examinando os acili ado es e as ba ei as
encon adas du an e a sua implemen ação e acompanha a expe iência dos
pa icipan es ao longo do empo.
Como acili ado es, ou ac o es associados à adesão ao a amen o, o am iden i icados
os seguin es: acessibilidade à in o mação clínica, sendo e e ido pelos au o es que os
pa icipan es conside a am a a -se de um mé odo mais lexí el e p á ico; oco na
pessoa, na medida em que oi sen ido um e o ço posi i o, a longo p azo, pa a á ios
pa icipan es, que ela a am bene ícios da in e enção a a és da c iação de o inas
pa a sus en a os seus compo amen os de adesão, bem como na alo ização do
con eúdo p og amá ico das mensagens; e ainda o con ac o en e os p o issionais de
saúde e os pacien es, uma ez que o aspec o elacional da in e enção pa eceu acili a
a espos a posi i a aos conselhos de saúde ecebidos a a és das SMS.
As ba ei as, ou ac o es associados à não adesão ao a amen o, o am igualmen e
iden i icadas e ela adas pelos au o es con o me as espos as dos pa icipan es nos
Focus G oups: ac o es écnicos da in e enção, sendo que alguns pa icipan es
e e i am di iculdades ou descon o os com o ipo de ecnologia, mais p ecisamen e
de ido a alhas ope a i as na ecepção de mensagens ou no planeamen o da sua
agenda, bem como o “pouco à on ade” em ecebe mensagens no seu elemó el
pessoal; ac o es psicossociais, incluindo s esso es elacionados à ida pessoal,
pob eza, desemp ego, c iminalidade, c enças pessoais e descon iança na medicação,
e a baixa li e acia em saúde, que po sua ez o na am mais di ícil p es a em a enção
às suas necessidades pessoais de saúde e ade i ao a amen o; ac o es elacionados
à o ganização dos sis emas de saúde, em pa icula p oblemas como as poucas
condições das in a-es u u as, o dé ice de ecu sos ma e iais e humanos, os longos de
empo de espe a pa a consul as, e ainda a al a de comunicação en e os p o issionais
de saúde com os pacien es.
Hacking e al (2016), po sua ez, conside ou que p oblemas écnicos e di iculdades na
u ilização do sis ema de en io das mensagens in o ma i as, dos quais, em média,
29,7% das mensagens não chega am a se en iadas pa a o g upo de in e enção,
pode á e colocado em dú ida a alidade dos esul ados.
66
maio supo e à adesão, o qual de e inclui a comp eensão dos ac o es complexos que
in luenciam a não-adesão e onde sejam c iadas condições de comp eensão e ole ância
pa a alhas ocasionais du an e o a amen o.
Ainda den o des es ac o es, Hacking e al (2016) e Ha icha an e al (2017), em
especial, iden i ica am algumas lacunas no conhecimen o de saúde dos pa icipan es
dos seus es udos ace ca da hipe ensão e da sua p e enção, o que po sua ez pode á
se abo dado a a és das in e enções de mHeal h, numa escala mais ala gada, na
Á ica Subsa iana. No caso pa icula de Ha icha an e al (2017), em que a in e enção
po SMS oi di ecionada me amen e pa a a população com su dez na Cidade do Cabo,
os au o es e e em que es a escolha de amos a de e-se ao ac o da li e acia em saúde
da população su da sob e hipe ensão se meno do que a população sem p oblemas
de su dez, pelo qual o impac o da in e enção pode á se maio .
Além disso, ou o aspec o ulc al e e ido po Ha icha an e al (2017) oi que a
in e enção de mHeal h le ou a uma melho ia signi ica i a na capacidade de
ap endizagem dos seus pa icipan es e na p ocu a de mais in o mação em elação à
hipe ensão a e ial e a compo amen os e hábi os de ida saudá eis, pe mi indo os
mesmos a oma decisões sob e a sua saúde. Po exemplo, os au o es ela am que:
alguns dos pa icipan es e e i am que, ao ecebe em as in o mações pela p imei a ez,
decidi am a alia a sua ensão a e ial; as mensagens ambém capaci a am os
pa icipan es como memb os ac i os e pa icipan es, pois usa am as in o mações
ecém-adqui idas em consul as médicas; e ainda pa a os pa icipan es diagnos icados
como hipe ensos, o am ela adas mudanças de compo amen o no que diz espei o à
die a e ao exe cício, pelo que os au o es a i ma am que o impac o da campanha de
SMS p o a elmen e oi in luenciado pelo ac o das mensagens se em conside adas um
meio segu o e de con iança pa a pa ilha e oca de in o mação, além de que mui os dos
pa icipan es sen i am se um meio mais a encioso pa a ecebe in o mações sob e
educação em saúde do que os habi uais.
No en an o, al como no es udo de Hacking e al (2016), que ambém abo da o impac o
de uma campanha ia SMS com in o mação sob e hipe ensão a e ial, é possí el que
que os pa icipan es do es udo, maio i a iamen e esiden es em á eas u banas, enham
um ní el de li e acia em saúde supe io e um in e esse pa icula no ópico em ge al,
sendo igualmen e concebí el que a pe da de acompanhamen o dos pa icipan es que
desis i am, que oco eu em ambos os es udos, possa se em pa e de ido ao seu ní el
de li e acia in e io e que po sua ez possa e con ibuído pa a a sua desis ência.

67
É po isso no amen e e o çado po Ha icha an e al (2017) a necessidade de es udos
con olados alea ó ios, que podem o nece e idências mais o es pa a a e icácia das
in e enções ia SMS, assim como pesquisa adicional ocada em pacien es hipe ensos
(com su dez ou na população em ge al), que pode á se ú il pa a a alia o e ei o nesse
g upo-al o, isando, assim, esul ados mais objec i os na melho ia da li e acia em
saúde e na p ocu a de mudanças compo amen ais.
Ou o obs áculo que di icul a a implemen ação des e ipo de p ojec os, e que é e e ida
pelos au o es, é o p óp io con ex o dos sis emas de saúde, nes e caso a sua si uação
nos países subsa ianos em que os 5 es udos deco em, a Á ica do Sul (n=4) e o Gana
(n=1), que pa ilham simila idades em e mos de di iculdades e ba ei as com os
sis emas de saúde de ou os países da egião. Em e mos da iden i icação dos ac o es
nega i os ine en es aos sis emas de saúde, pode dize -se que os esul ados dos
es udos incluídos na e isão sis emá ica o am sa is a ó ios, uma ez que pe mi i am
con ex ualiza a usabilidade das SMS como e amen as educa i as ace aos desa ios
que a hipe ensão, assim como as doenças c ónicas, aca e am a ní el dos sis emas de
saúde.
Nos es udos Leon e al (2015), deco ido na Á ica do Sul, e de Nichols e al (2016),
deco ido no Gana, os esul ados demons a am uma e idência que apoia a u ilização
da mHeal h na ges ão e p e enção da hipe ensão, uma ez que oi possí el iden i ica
an o os acili ado es como as ba ei as a in e enções de mHeal h na hipe ensão
a e ial, a a és do ecu so a mé odos quali a i os, sendo que em ambos os es udos os
seus pa icipan es ela a am quais os p incipais ac o es o ganizacionais que di icul am
o seu a amen o e ges ão clínica. An es de iden i ica e discu i esses ac o es, o na-
se p eponde an e aze uma e isão do con ex o ge al desses dois países, e
comp eende o seu po encial pa a a á ea da mHeal h e das doenças c ónicas.
Analisando esumidamen e o con ex o socio-económico e dos seus sis emas de saúde,
ambos os países egis a am bons índices de c escimen o económico nas úl imas
décadas, assim como melho ias modes as no o alecimen o dos seus sis emas de
saúde, com exemplos ecen es de es udos que abo da am a sua in luência nos cuidados
de saúde, em á eas como polí icas de con olo de doenças e desempenho dos sis emas
de saúde (Rispel e Ba on, 2010), equidade no inanciamen o e acesso aos cuidados de
saúde (Mills e al, 2012), melho ia dos sis emas de in o mação pa a apoio à omada de
decisão (Mu ale e al, 2013), e e o mas a ní el dos cuidados de saúde p imá ios
(Coo adia e al, 2009; e Aikins e al, 2014).
68
No en an o, an o a Á ica do Sul como o Gana ap esen a am, no ela ó io global sob e
doenças c ónicas da OMS (WHO, 2014), um c escimen o subs ancial, em con o midade
com os ou os países da Á ica Subsa iana, do peso das doenças c ónicas na axa de
mo alidade, em que a ingem já pe cen agens conside á eis e p eocupan es (a Á ica
do Sul com 43%, e o Gana com 42% espec i amen e), e em que a hipe ensão a e ial
cons i ui o p incipal ac o de isco (consul a anexo 7, igu as 7.1 e 7.2). Além desses
dados, um dos aspec os mais p eocupan es des e ela ó io é a espos a dos sis emas
de saúde des es países à c escen e incidência e p e alência des e ipo de doenças, em
que no inqué i o elabo ado pela OMS, com ce ca de 9 pe gun as elacionadas à
elabo ação de polí icas de p e enção e p omoção de saúde de DCNT, hou e apenas
espos a po pa e do Gana (5 pe gun as), e nenhuma po pa e da Á ica do Sul.
O ac o de exis i uma necessidade signi ica i a de p e enção, a amen o e a enção às
DCNT em ambos os países, assim como os al os ní eis de subsc ições de elemó eis
po 100 habi an es que egis am (consul a anexo 5, abela 4), e que se encon a
bas an e acima da média egis ada pela egião (A Á ica do Sul e o Gana egis a am em
2016, espec i amen e, uma axa média de 147% e 136%, enquan o a média da Á ica
Subsa iana é de 82%), le ou à discussão sob e o po encial da mHeal h pa a es es
países, bem como pa a oda a egião.
Na e isão sis emá ica de Deglise e al (2012), ci ados po Lee, Cho e Kim (2017), é
e e ido que p ojec os de mHeal h que eco e am à u ilização de mensagens de
elemó el como ins umen os de saúde pública e p e enção de doenças es a am
concen ados p incipalmen e na Á ica do Sul, no Quénia e na Índia. Além disso, an o
a Á ica do Sul como o Gana encon am-se localizados nas duas á eas, ou sub- egiões,
com maio axa de pene ação mó el na Á ica Subsa iana (a egião ociden al, com
ce ca de 91,9%, e a egião sul, com ce ca de 115%), pelo que podem lide a a discussão
sob e as es a égias de colabo ação egional pa a melho a a cobe u a da ede mó el,
e o aumen o e ec i o da saúde mó el em es a égias de p e enção de doenças c ónicas
(consul a anexo 5, abela 4).
Embo a não seja e e ido em nenhum dos es udos seleccionados, é e iden e a
impo ância que a educação pode á e em países que, como a Á ica do Sul e o Gana,
en en am di e sos p oblemas a odo o ní el das suas sociedades. Segundo Rudd
(2015), ci ado pela OMS (WHO, 2018), a li e acia em saúde não é apenas um ecu so
pessoal, mas ambém colec i o, o ganizacional e polí ico, na medida em que pode ge a
bene ícios sociais, ao pe mi i mobiliza an o indi íduos como comunidades, pa a
abo da de e minan es sociais, económicos, indi iduais e ambien ais.
69
Com base nes e concei o, é undamen al que a li e acia e educação em saúde não
sejam enquad adas como esponsabilidade exclusi a dos indi íduos, mas igualmen e
que sejam conside adas como e en es p io i á ias pa a o desen ol imen o sus en á el
po pa e dos go e nos, sis emas e en idades de saúde, de o ma ga an i a pa ilha de
in o mações cla as, p ecisas, ap op iadas e acessí eis pa a di e sos ins de saúde
pública, e de o ma a a ende às necessidades de oda a população.
Uma ez que se p e ende da ên ase à p esen e discussão sob e os p incipais
esul ados ob idos na e isão sis emá ica com a e idência cien í ica disponí el, e de
manei a a suge i po enciais abo dagens u u as sob e a u ilização da mHeal h como
ins umen o, não só educa i o, mas ambém pa a mais o ícios, pa a a egião da Á ica
Subsa iana, op ou-se po adap a os esul ados encon ados num quad o concep ual
desen ol ido po Bloom ield e al (2014), de manei a a que possam se de idamen e
con ex ualizados com a á ea em es udo, e que po sua ez pe mi am ealça esse
mesmo quad o como um ins umen o educa i o pa a u u as pesquisas.
Na e isão sis emá ica de Bloom ield e al (2014), como e e ido an e io men e no
capí ulo da me odologia, oi desen ol ido um quad o concep ual, pa a se aplicado an o
na Á ica Subsa iana como em ou as egiões sub-desen ol idas do mundo, baseado
na li e a u a exis en e que desc e e o po encial da mHeal h em doenças c ónicas na
Á ica Subsa iana, ela ó ios sob e in e enções de mHeal h exis en es, e as
in e enções e icazes incluídas no ela ó io de 2005 da OMS sob e P e enção de
Doenças C ónicas. Es e quad o oi ealizado com o objec i o de iden i ica á eas
especí icas onde o am encon ados esul ados pa a apoia a e icácia da mHeal h na
ges ão de DCNT, bem como as á eas em que al e idência es á ausen e. Es a es u u a
é baseada em dois conjun os de pa âme os que se c uzam: desa ios do sis ema de
saúde, e o espec o das doenças c ónicas.
Os desa ios do sis ema de saúde que os au o es iden i icam pa a a Á ica Subsa iana
são: P o ilaxia e a p e enção; de ecção e o diagnós ico; ligação aos cuidados de saúde;
e enção nos cuidados e acompanhamen o a longo p azo; qualidade dos cuidados; e a
coo denação dos cuidados. O espec o da doença, po sua ez, a ia con o me o
es adio em que se encon a a condição c ónica no indi íduo e/ou na população, que
pode i dos saudá eis àqueles com complicações da doença. Os desa ios do sis ema
de saúde mani es am-se di e en emen e com base no es ágio da doença do indi íduo.
70
No quad o ( e igu a 8), os desa ios do sis ema de saúde são ap esen ados ao lado
de exemplos de ba ei as especí icas elacionadas às DCNT, com o objec i o de se em
iden i icadas á eas es a égicas pa a aplicação de in e enções de mHeal h ace a essas
ba ei as. Os esul ados encon ados na pesquisa bibliog á ica de Bloom ield e al (2014)
são exibidos onde as in e enções dos es udos in e cep a am os espec i os desa ios
em pon os ao longo do espec o da doença c ónica.
Com base na es u u a concep ual des e quad o, oi possí el ac ualiza a pesquisa
desen ol ida po Bloom ield e al (2014), mas apenas com o es udo de Bob ow e al
(2016), o qual oi complemen ado com o es udo quali a i o de Leon e al (2015), e que
oi o único que demons ou esul ados com melho ias es a is icamen e signi ica i as na
e icácia da in e enção, em aspec os como a educação em saúde, adesão e apêu ica
e ges ão clínica da hipe ensão ( e igu a 8).
Em e mos dos esul ados encon ados nes es dois es udos, concluiu-se que os
mesmos abo da am ba ei as especí icas aos seguin es desa ios: a educação dos
u en es (incluída no desa io de p e enção e p o ilaxia); pe cepção do isco en e os
u en es (incluído no desa io da ligação aos cuidados); mo i ação en e os u en es,
adesão e apêu ica, check up´s egula es (incluídos no desa io da e enção e
acompanhamen o a longo p azo); e na comunicação en e p es ado de cuidados e
u en es, e na moni o ização da doença (incluídos no desa io da coo denação de
cuidados). No caso do espec o da doença, os pa icipan es do es udo de Bob ow e al
(2016) encon a am-se no es ágio de ac o de isco (hipe ensão).
Uma ez que o p esen e abalho ocou-se essencialmen e na unção ope a i a de
educação, oi possí el iden i ica aspec os posi i os ela ados pelos pa icipan es do
ensaio clínico no es udo de Leon e al (2015), o que pe mi iu adqui i em conhecimen os
ace ca da hipe ensão e o alece a sua mo i ação pa a o a amen o e adopção de
compo amen os mais saudá eis, capaci ando-os ainda como indi íduos mais ac i os e
pa icipa i os, e possibili ando ala ga , mesmo que num ní el eduzido, os ganhos
adqui idos em ou as á eas es a égicas na abo dagem aos desa ios dos sis emas de
saúde, como po exemplo na melho ia da coo denação dos cuidados. Além disso, e uma
ez que o a p esen e e isão sis emá ica abo dou um ac o de isco de desen ol imen o
de doenças c ónicas, a u ilização e cons an e ac ualização do quad o de Bloom ield e
al (2014), pode á su i esul ados posi i os em u u as pesquisas sob e a u ilização de
mHeal h na p e enção dessas doenças, a a és da abo dagem a ou os ac o es de
isco.
71
Figu a 8: Quad o de pesquisa sob e es a égias de saúde mó el pa a abo da os desa ios dos sis emas de saúde ace
aos cuidados de doenças c ónicas (Fon e: Bloom ield e al, 2014).
Legenda do quad o: a*- Es udos incluídos na e isão sis emá ica de Bloom ield e al (2014); b*- Es udos incluídos na
p esen e e isão sis emá ica
No en an o, não oi possí el abo da ou as á eas ela i as a desa ios dos sis emas de
saúde, assim como inclui os es an es es udos seleccionados na e isão sis emá ica
nes e quad o a alia i o, que embo a enham ido esul ados posi i os ela i amen e à
pe cepção dos pa icipan es ela i amen e a mudanças compo amen ais e a melho ias
na sua li e acia em saúde sob e a hipe ensão a e ial, não o am conclusi os pois não
ela a am a e icácia das in e enções nessas mudanças.

72
5.1- Limi ações do abalho
No p esen e capí ulo da discussão, é impo an e iden i ica e e e i , além dos aspec os
posi i os, as p incipais ba ei as e limi ações na ealização da e isão sis emá ica da
li e a u a, a qual não es á isen a das mesmas. Apesa de pode em coloca em causa a
p óp ia alidade do abalho, o econhecimen o das suas limi ações pe mi i á, no
en an o, elabo a uma a aliação menos p ecipi ada e mais ealis a dos seus esul ados
e consequen emen e i a conclusões mais ace adas.
Como e e ido an e io men e, a e idência cien í ica que de ende a u ilização da mHeal h
na hipe ensão a e ial e p e enção de doenças c ónicas em países menos
desen ol idos, e p incipalmen e na Á ica Subsa iana, em indo ul imamen e a ganha
in e esse po pa e do meio académico de ido ao seu po encial e à quase omnip esença
de elemó eis na egião, o que ge a um as o campo de opo unidades pa a a sua
aplicação na á ea da saúde, como uma e amen a ú il e p á ica que pode soluciona
alguns dos p oblemas que os sis emas de saúde dos países da egião ap esen am. No
en an o, segundo Qiang e al (2011), é ainda uma á ea de es udo algo p ecoce e com
bas an e abalho pela en e, em que apesa das suas p omessas, ac ualmen e exis em
e idências limi adas sob e a sua u ilização na melho ia de esul ados de saúde na Á ica
Subsa iana.
Uma p imei a limi ação oi a inclusão de es udos apenas de língua inglesa, o que pode
po sua ez e limi ado a pesquisa e p o ocado a pe da de po enciais dados ele an es.
Os es udos de língua inglesa iden i icados na egião são bas an e eduzidos, sendo que
só oi possí el selecciona 5 em apenas 2 países (4 na Á ica do Sul e 1 no Gana), o
que po sua ez di icul a o deba e das conclusões ace ca da iabilidade das
in e enções em oda a egião, o que ealça a necessidade de coope ação a ní el
egional, e mesmo in e nacional. Qiang e al (2011) e e e que es abelece a sua
iabilidade con inua a se uma p io idade, e que dada a in a-es u u a a iada dos seus
48 países, é impo an e es a a iabilidade das in e enções de mHeal h numa ampla
dis ibuição geog á ica.
Es a pouca coope ação egional é igualmen e conside ada po Lee, Cho e Kim (2017),
e e indo no seu es udo que uma abo dagem agmen ada pa a a saúde mó el com
pequena cobe u a geog á ica na Á ica Subsa iana pode se limi ada e não pe mi e
comp eende o po encial de p oli e ação da ecnologia, em á eas como a e icácia, cus o-
e icácia e iabilidade. É ainda a i mado po Mangone e al (2016), ci ado po Lee, Cho
e Kim (2017), que pa ce ias en e di e en es países podem se um acili ado pa a a
73
edução de cus os pa a aqueles países que êm mais di iculdade em implemen a es e
ipo de p ojec os, especi icamen e pa a cus os ixos, como cus os de ecnologia,
adminis ação, pessoal e cus os p omocionais.
Ainda den o da p óp ia coope ação egional, ou o ópico que não oi analisado du an e
o abalho o am as p óp ias di e enças de cobe u a de ede mó el, e da axa de
u ilizado es de elemó eis, en e os meios u banos e os meios u ais, an o em oda a
egião como nos dois países em que os es udos seleccionados deco e am. Es e
aspec o pode explica e con ibui pa a uma a aliação mais ap o undada sob e as
di iculdades em implemen a p ojec os de mHeal h nesses países, uma ez que os
meios u ais dispõem de in a-es u u as ( an o de ede mó el como de saúde) mais
ágeis do que nas cidades e g andes meios u banos.
Embo a não izesse pa e dos c i é ios de elegibilidade pa a a e isão sis emá ica, não
oi abo dada a elação cus o-e icácia das in e enções, an o pa a os pacien es como
pa a os sis emas de saúde, em compa ação com os cuidados habi uais, limi ando po
isso a comp eensão da e isão ace ca da exequibilidade da mHeal h. O aspec o da
elação cus o-e icácia numa in e enção mHeal h é, segundo Mulle e al (2016),
necessá io pa a que se possa a alia o impac o nas al e ações compo amen ais e no
conhecimen o de saúde a um cus o acessí el, em pa icula em países menos
desen ol idos e com menos ecu sos disponí eis.
Uma ez que o abalho de in es igação, a a és do desenho de es udo escolhido, oi
de ca iz mais explo a ó io, com oco na educação dos pa icipan es e nas al e ações
nos seus compo amen os de saúde, ap esen a um esul ado pouco cla o e que possa
esponde à ques ão de sabe , e de con i ma , se as in e enções de mHeal h são mais
e icazes compa a i amen e com as in e enções habi uais, e se acili am a
acessibilidade aos cuidados pa a os pacien es. Po conseguin e, pode-se ainda e e i
que o abalho não con ibui pa a o deba e sob e se as in e enções de mHeal h de em
se ampliadas, uma ez que os es udos incluídos deco e am em apenas 2 países e
com um núme o de pa icipan es eduzido, além de que, como e e ido, o desenho dos
es udos oi quali a i o e, po an o, ge ado de hipó eses, em ez de es a a es a
hipó eses.
Ainda que se enha op ado po examina somen e a hipe ensão a e ial, de ido ao seu
impac o como um dos p incipais con ibuin es pa a a mo bidade e mo alidade po
DCNT, não o am abo dados ou os ac o es de isco, como o peso excessi o ou o
abagismo, ou mesmo ou as condições e/ou doenças c ónicas em especí ico, como po
exemplo a diabe es e/ou as doenças oncológicas, que em igualmen e um peso
74
conside á el na egião da Á ica Subsa iana. É po isso impo an e que a in es igação
sob e es a égias de p e enção de doenças c ónicas seja conduzida de manei a
o ganizada, e igualmen e ampla, pa a assim pe mi i uma comp eensão mais sub il da
sua u ilidade no a amen o da doença e dos desa ios sis émicos que a mHeal h pode
consegui esol e . Po exemplo, se ia in e essan e, em pesquisas u u as, explo a a
adequação das aplicações de mHeal h pa a di e en es doenças c ónicas e sob e
di e en es a e as de diagnós ico e a amen o, onde se pode ia inclui uma a aliação da
acilidade de u ilização da mHeal h pa a pa ilha eedback com pacien es com
di e en es doenças ou di e en es ní eis de g a idade, e os e ei os di e enciais nos
esul ados de saúde.
Os 5 es udos nes a e isão ela a am um eedback posi i o ge al em elação ao uso das
SMS na abo dagem à hipe ensão a e ial, po ém a compa ação igo osa en e esses
es udos oi di ícil de ido às suas di e enças no uso das SMS e na sua a aliação. Com
excepção dos es udos de Bob ow e al (2016), complemen ado com o de Leon e al
(2015), os es an es 3 es udos não incluí am compa ado es ou pa âme os clínicos,
endo consis ido apenas em es udos com in enção de a alia em uma única in e enção
e po sua ez c ia hipó eses pa a u u as pesquisas baseadas na u ilização da mHeal h
na componen e da educação de saúde e mudanças compo amen ais como supo e à
ges ão clínica da hipe ensão.
Uma ou a limi ação oi que, de ido à escassez e he e ogeneidade dos desenhos de
es udo encon ados du an e a pesquisa e dos es udos incluídos na e isão, não oi
possí el ealiza uma me a-análise quan i a i a dos esul ados. Es a di e ença de
esul ados di icul ou, consequen emen e, o p og esso do abalho na ecolha e
discussão dos dados analisados, c iando mais dú idas em elação à iabilidade do
p óp io abalho, e impossibili ando, po an o, a elabo ação de uma análise es a ís ica
ag egada dos esul ados.
75
5.2- Recomendações
A mHeal h cons i ui uma á ea ainda p ecoce e a da os p imei os passos na Á ica
Subsa iana, especialmen e na abo dagem às doenças c ónicas. Tendo o au o ealizado
um abalho de in es igação cen ado numa das unções da mHeal h, assim como
apenas num ac o de isco, e não p op iamen e numa doença ou mais doenças
especí icas, o na-se undamen al o desen ol imen o de es udos u u os que a aliem o
impac o duma in e enção com amos as populacionais maio es, com c i é ios de
elegibilidade bem de inidos, e ainda inclui indi íduos ou g upos de di e en es aixas
e á ias, mais p ecisamen e população mais jo em, que possam bene icia de
in e enções de educação em saúde e p e enção de doenças.
Es e apa e em elação a es a população de e-se ao ac o da incidência de doenças
c ónicas na egião, em pessoas mais jo ens, se cada ez maio , assim como a sua
mo bidade e mo alidade, sendo essencial acções p e en i as em idades mais no as.
Isso pode á possibili a a c iação de uma a iedade de es udos den o da á ea, uma ez
que as populações mais jo ens endem a e maio acilidade e acei abilidade em u iliza
um ipo de ecnologia como os elemó eis, e de manei a a e lec i se a a iá el da idade
se á um ac o p eponde an e pa a a adesão a es e ipo de in e enções.
Os es udos de em, como e e ido an e io men e no abalho, op a po uma me odologia
mis a, em especial com ecu so a ensaios clínicos alea ó ios jun amen e com mé odos
quali a i os, pois além de pe mi i em uma maio du ação de odo o p ocesso, pode ão
ob e esul ados mais sus en á eis e idedignos, ao longo do empo, ace ca da e icácia
e acei abilidade da in e enção no ipo de con ex o em es udo.
Rela i amen e ao ipo de e amen a de mHeal h seleccionada (as mensagens de ex o
po elemó el), é impo an e e e i ou o ipo de in e enções, em conjun o com a
educação e mudança compo amen al, que possam ajuda a desen ol e es udos que
abo dem a sua u ilização em conjun o com essas ou as in e enções/ unções, po
exemplo, a u ilização das mensagens de ex o ao apoio p o issional ou mesmo na oca
de in o mação e comunicação en e p o issionais de saúde, de manei a a a alia o e ei o
das mensagens de ex o, an o com ou sem essas in e enções adicionais.
Embo a possa o na -se algo inexequí el, se ia in e essan e a ealização de mais
es udos compa a i os en e países com di e en es con ex os e ní eis de
desen ol imen o, an o en e países da Á ica Subsa iana como en e es es e países de
ou os con inen es e mais desen ol idos. Es a compa ação pode á pe mi i , po seu
lado, a iden i icação e a aliação de medidas in e mediá ias que possam su gi nesses
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90
91
ANEXOS
98
Tabela 1.e – No e de Á ica
País
População
(2016)
PIB o al anual
(dóla es
ame icanos, 2016)
PIB pe capi a
anual
(dóla es
ame icanos, 2016)
Ní el de
endimen o
Taxa de
al abe ização da
população adul a
(idade >15 anos,
ambos os sexos, %,
2015)
Espe ança
média de ida à
nascença
(anos, 2016)
Espe ança de
ida saudá el à
nascença
(anos, 2016)
Sudão
39,578,828
95,584,380.03
4,290
LM
58,7
64
55,7
- Em elação à apelidada espe ança de ida saudá el (Heal hy Li e Expec ancy a bi h, ou
HALE), es a a alia, segundo a OMS (WHO, 2018), o núme o de anos equi alen es de saúde
plena, em média, que um ecém-nascido em, dados os iscos especí icos de mo alidade,
mo bidade e in alidez do con ex o em que se encon a inse ido. É, po ou as pala as, um
indicado das condições de saúde, incluindo os impac os da mo alidade e da mo bidade, e es á
in imamen e elacionado a ou as a iá eis demog á icas, pa icula men e à espe ança média de
ida à nascença, e ainda à saúde pública e ao meio ambien e, e a indicado es económicos dos
países, o necendo assim um quad o mais comple o do impac o da mo bilidade e da mo alidade
nas populações do que a axa de espe ança média de ida.
- Uma ez que es e indicado o nece um esumo das condições ge ais de saúde pa a uma
população, a a és da iden i icação e a aliação dos p incipais ac o es que aumen am a
mo bilidade e mo alidade, o núme o de anos de ida saudá eis “pe didos” à nascença calcula-
se a a és da ó mula (Los Heal hy yea s Equi alen /LHE = Li e Expec ancy a Bi h – HALE)
(WHO, 2018). Globalmen e, o alo da HALE em 2015 oi de 63,1% pa a ambos os sexos, 8,3
anos in e io à espe ança média de ida o al à nascença, ou seja, a incidência e p e alência de
p oblemas de saúde esul a am, em média, numa pe da de quase 8 anos de ida saudá el
(WHO, 2018).
- Na Á ica Subsa iana, os alo es da HALE egis a am, em 2016, uma média pouco signi ica i a
e com poucas di e enças en e as suas 5 egiões (consul a abelas espec i as nos anexos). No
en an o os alo es da espe ança média de ida, embo a enham indo a egis a melho ias
signi ica i as ao longo dos úl imos anos (com um c escimen o de ce ca de 50% pa a 61% de
2000 a 2016), ainda se encon am abaixo da média mundial (ce ca de 72%) (Wo ld Bank, 2018).

99
- Figu a 2.1: Idade média de mo e em países da Á ica subsa iana, 1970, em compa ação com 2010 (Fon e:
Ins i u e o Heal h Me ics and E alua ion, Human De elopmen Ne wo k, e Wo ld Bank. The Global Bu den
o Disease: Gene a ing E idence, Guiding Policy. Sub-Saha an A ica Edi ion. 2013).
- Figu a 2.2: P opo ção de pessoas que i em com menos de 1,25 dóla es po dia, 1990, 2011 e 2015
(pe cen agem) (Fon e: Uni ed Na ions O ganiza ion. The Millennium De elopmen Goals Repo : Ta ge 1-
E adica e ex eme po e y and Hunge . 2015).
100
Anexo 3: Con ex o do sec o da saúde na Á ica Subsa iana, incluindo epidemiologia das doenças
c ónicas e hipe ensão a e ial
Tabela 2.1: 25 p incipais causas e a iação pe cen ual dos ní eis de anos de ida ajus ados po
incapacidade (DALY) na Á ica subsa iana, 1990-2010 (Fon e: Ins i u e o Heal h Me ics and E alua ion,
Human De elopmen Ne wo k, e Wo ld Bank. The Global Bu den o Disease: Gene a ing E idence, Guiding
Policy. Sub-Saha an A ica Edi ion. 2013).
101
Tabela 2.2: 15 p incipais ac o es de isco classi icados pela ca ga a ibuí el de doenças nas egiões da
Á ica Subsa iana, 2010 (Fon e: Ma quez e Fa ig on. The Challenge o Non-Communicable Diseases and
Road T a ic Inju ies in Sub-Saha an A ica: An O e iew. 2013. The Wo ld Bank).
Figu a 3.1: P opo ção de mo es po aixa e á ia (anos) na Á ica Subsa iana, 2010 (Fon e: Ma quez e
Fa ig on. The Challenge o Non-Communicable Diseases and Road T a ic Inju ies in Sub-Saha an A ica:
An O e iew. 2013. The Wo ld Bank).
102
Figu a 3.2: Taxas de mo alidade e causa, pad onizadas po idade, das egiões da OMS, 2008 (Fon e:
Ma quez e Fa ig on. The Challenge o Non-Communicable Diseases and Road T a ic Inju ies in Sub-
Saha an A ica: An O e iew. 2013. The Wo ld Bank).
Tabela 2.3: P e alência (%) da hipe ensão, po sexo e po país na Á ica Subsa iana (Fon e: WHO. Repo
on he S a us o majo heal h isk ac o s o non-communicable diseases: WHO A ican Region. 2015).
103
Figu a 3.3: Polí icas, planos e es a égias pa a abo da os ac o es de isco compo amen ais da
hipe ensão, po egião da OMS e pelo ní el de endimen o do Banco Mundial (Fon e: WHO. Global S a us
Repo on Non-Communicable Diseases, 2014)
Anexo 4: mHeal h
Tabela 3.1: Exemplos de unções de elemó eis usadas nas aplicações comuns de mHeal h (Fon e: Lab ique e al,
2013). Legenda: GPRS - Gene al Packe Radio Se ice; WAP - Wi eless Applica ion P o ocol
Common mHeal h and ICT Applica ions
Examples o Mobile Phone Func ions
Clien educa ion and beha io change communica ion (BCC)
- Sho Message Se ice (SMS)
- Mul imedia Messaging Se ice (MMS)
- In e ac i e Voice Response (IVR)
- Voice communica ion/Audio clips
- Video clips
- Images
Senso s and poin -o -ca e diagnos ics
- Mobile phone came a
- Te he ed accesso y senso s, de ices
- Buil -in accele ome e
Regis ies and i al e en s acking
- Sho Message Se ice (SMS)
- Voice communica ion
- Digi al o ms
Da a collec ion and epo ing
- Sho Message Se ice (SMS)
- Digi al o ms
- Voice communica ion

104
Elec onic heal h eco ds
- Sho Message Se ice (SMS)
- Digi al o ms
- Voice communica ion
Elec onic decision suppo (in o ma ion, p o ocols, algo i hms,
checklis s)
- Mobile web (WAP/GPRS)
- S o ed in o ma ion ‘‘apps’’
- In e ac i e Voice Response (IVR)
P o ide - o-p o ide communica ion (use g oups, consul a ion)
- Sho Message Se ice (SMS)
- Mul imedia Messaging Se ice (MMS)
- Mobile phone came a
P o ide wo k planning and scheduling
- In e ac i e elec onic clien lis s
- Sho Message Se ice (SMS) ale s
- Mobile phone calenda
P o ide aining and educa ion
- Sho Message Se ice (SMS)
- Mul imedia Messaging Se ice (MMS)
- In e ac i e Voice Response (IVR)
- Voice communica ion
- Audio o ideo clips, images
Human esou ce managemen
- Web-based pe o mance dashboa ds
- Global Posi ioning Se ice (GPS)
- Voice communica ion
- Sho Message Se ice (SMS)
Supply chain managemen
- Web-based supply dashboa ds
- Global Posi ioning Se ice (GPS)
- Digi al o ms
- Sho Message Se ice (SMS)
Financial ansac ions and incen i es
- Mobile money ans e s and banking se ices
- T ans e o ai ime minu es
Figu a 4.1: Ecossis ema da mHeal h (Fon e: Qiang, C; e al. Mobile Applica ions o he Heal h Sec o . 2011.
ICT Sec o , The Wo ld Bank)
105
Figu a 4.2: mHeal h ou comes (Fon e: Qiang, C; e al. Mobile Applica ions o he Heal h Sec o . 2011. ICT
Sec o , The Wo ld Bank)
Figu a 4.3: Ca ego ias de mHeal h usadas na pesquisa de 2009 (Fon e: WHO, mHeal h: New ho izons o
heal h h ough mobile echnologies, based on he indings o he second global su ey on eHeal h, 2011)
106
Figu a 4.4: Adopção de inicia i as de mHeal h e ases de implemen ação, a ní el mundial (Fon e: WHO,
mHeal h: New ho izons o heal h h ough mobile echnologies, based on he indings o he second global
su ey on eHeal h, 2011).
Anexo 5: mHeal h na Á ica Subsa iana
Figu a 5.1: Pene ação da ede mó el po egião mundial (pe cen agem de população) (Fon e: GSMA, 2018)
107
Tabela 4: Taxa de subsc ições de elemó eis po 100 pessoas na Á ica Subsa iana (Wo ld Bank Da a
Base, 2018)