Resumo
O Museu Nacional do Azulejo (MNAz) comemo ou em 2009 o quin o cen ená io da
undação do Mos ei o da Mad e de Deus a a és de uma exposição que se in i ulou
Casa Pe ei íssima. 500 Anos da undação do Mos ei o da Mad e de Deus. Es e ex o
isa ap esen a uma e lexão sob e o plano das comemo ações que assinala am es a
da a, pa indo do colóquio que an ecedeu a exposição e que oi undamen al pa a os
con eúdos do espec i o ca álogo, como a concepção do p ojec o exposi i o, soluções
museog á icas encon adas e o con eúdo dos di e en es núcleos. •
Abs ac
In 2009 he Museu Nacional do Azulejo (MNAz) [Na ional Museum o Tiles] com-
memo a ed he i e hund ed yea s o he ounda ion o he Monas e y o Mad e
Deus wi h an exhibi ion en i led The Mos Pe ec House. 500 Yea s o he ounda-
ion o he Monas e y o Mad e Deus. This ex in ends o be a e lec ion on he plan
o commemo a ion ha ma ked his da e, s a ing om he con e ence ha p eced-
ed he exhibi ion and was essen ial o he con en s o he espec i e ca alogue, as
well as he concep ion o he exhibi ion, museum solu ions and con en s o he di -
e en ooms. •
pala as-cha e
Museu
Exposição
P ojec o exposi i o
Museog a ia
key-wo ds
Museum
Exhibi ion
Exhibi ion p ojec
Museum s udies
Comemo ou-se em 2009 o quin o cen ená io da undação do Mos ei o da Mad e de
Deus, edi ício que se encon a classi icado como monumen o nacional e que in e-
g a ac ualmen e, e desde 1983, o Museu Nacional do Azulejo (MNAz).
Nas ac i idades p e is as pa a o MNAz em 2009, es e e en o assumiu, na u almen-
e, um des aque pa icula . E a in enção celeb a a da a da undação, o que icou e-
gis ado a a és do pos al ilus ado edi ado pelos CTT, mas, acima de udo, delinea
um p og ama de acções, a culmina numa exposição, que colocasse em e idência as
mais ecen es in es igações desen ol idas em o no da igu a de D. Leono e da sua
Casa, na qual o mos ei o se in eg a a como um dos núcleos undamen ais.
A his ó ia ac ual é conhecida: o mos ei o de Xab egas, ou Enxob egas, como ambém
é denominado, oi undado em 1509 po inicia i a da Rainha D. Leono (1458-1525),
mulhe de D. João II e i mã do Rei D. Manuel I. Cedo es e espaço se a i mou como
um luga de excepção no con ex o po uguês, desde logo pela no abilidade de algu-
mas das igu as que lhe ica am associadas, começando pela da sua undado a, pe -
sonagem ímpa no uni e so in elec ual e mecená ico da Eu opa de en ão, assim como
com as ob as de a e nele eunidas.
Inicialmen e pensado pa a ecebe um núme o eduzido de ei as ( o am se e as eli-
giosas ans e idas do Con en o de Jesus de Se úbal pa a a Mad e de Deus em
1509), o núme o de pedidos de ing esso, que se aduziu na con abilização de 42
ei as logo em 1525, e e um impac o imedia o na eo ganização do mos ei o e da
ida con en ual. Em causa es a a uma i ência comuni á ia que, po se eminina,
se pau a a po pa icula idades que se e lec iam nos espec i os es a u os (obse -
ância da O dem de San a Cla a).
OS CAMINHOS
PARA A CASA PERFEITÍSSIMA
ALEXANDRA CURVELO
Técnica Supe io do Museu Nacional do Azulejo,
comissá ia cien í ica e execu i a da exposição;
P o esso a Auxilia con idada do Depa amen o
de His ó ia da A e da FCSH/UNL e in es igado a
in eg ada do Cen o de His ó ia de Além-Ma
(FCSH/UNL).
MARIANO PIÇARRA E LUÍS AFONSO
O Designe Ma iano Piça a, da Fundação Calous e
Gulbenkian, oi o esponsá el pelo P ojec o
museog á ico e Coo denação do Design
da exposição, endo cabido ao A elie a onsoca alho a
p odução da mesma.
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REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011
D. Leono , modelo de i udes c is ãs, undado a das Mise icó dias e uma das es-
ponsá eis pela cons ução de ins i uições hospi ala es como o Hospi al do Pópulo,
nas Caldas da Rainha, e o Hospi al eal de Todos-os-San os, em Lisboa, oi igual-
men e p omo o a da in odução da imp ensa em Po ugal. A ela se de e a enco-
menda de uma sé ie de ob as, an o no eino, como na Eu opa do sul e do no e.
São peças de pin u a, iluminu a, ce âmica, êx eis e escul u a, que aliam à qualidade
écnica uma iqueza iconog á ica e de sen ido que impo a sublinha no en endi-
men o da igu a da p óp ia Rainha e do luga a que icou associada.
Foi p ecisamen e com is a à ap esen ação e discussão de ideias sob e es e uni e so
humano e pa imonial, que se o ganizou um colóquio que deco eu en e os dias 21
e 23 de Maio de 2009 no MNAz. O í ulo dado, o mesmo que eio a e a exposi-
ção e espec i o ca álogo, eme ia p ecisamen e pa a es e enquad amen o:
Casa
Pe ei íssima. 500 Anos da undação do Mos ei o da Mad e de Deus.
A pala a “Casa”, na acepção coe a do e mo, e oca o conjun o de pessoas e de
bens associados a D. Leono , e e ida na
C ónica Se á ica
de F ei Je ónimo de
Belém e no ex o do Pad e Mes e Jo ge de S. Paulo dedicado à his ó ia do Hospi-
al das Caldas como
Rainha Pe ei íssima
. Modelo de i udes c is ãs e complemen o
da acção égia de D. João II, cognominado o
P íncipe Pe ei o
, pa a ela o am
ese ados os supe la i os, ago a pa cialmen e eap op iados e lemb ados.
A es u u ação dos painéis das comunicações e e como io condu o aquele que
eio a modela , em la ga medida, a p óp ia na a i a exposi i a e o espec i o ca-
álogo, omando como pon o de pa ida pa a discussão e e lexão a igu a da Rai-
nha e do enquad amen o eligioso que pau ou o seu empo, pa a passa à discus-
são da cul u a ma e ial que lhe es á associada. Po ém, e ao con á io do
enquad amen o empo al que eio a ma ca a exposição, “emoldu ada” pelo a co
c onológico da ida da mona ca, no colóquio hou e a p eocupação de a ende aos
momen os subsequen es da his ó ia do mos ei o e de uma ocasião comemo a i a
com impac o a ní el nacional: o do V cen ená io do nascimen o da Rainha, celeb a-
do em 1958.
Com um p og ama de comemo ação que começou a se concebido e abalhado em
Janei o de 2009, a escassíssimos 11 meses da abe u a da exposição, a ealização
do colóquio assumiu uma impo ância ac escida, endo sido a pa i das comunica-
ções en ão ap esen adas que se p epa ou o ca álogo bilingue (Po uguês/Inglês),
que con ou com a colabo ação de especialis as po ugueses e es angei os, an o
do mundo académico como p o issionais de museus.
O ep o e a duplo: p oduzi um ca álogo que ouxesse, do pon o de is a da in es-
igação, no as p opos as de in e p e ação e de lei u a da ida e do con ex o cul u-
al de D. Leono , assim como inse i um conjun o impo an e de ob as que po
icissi udes á ias não pude am se incluídas na exposição. T a a a-se, pois, de
p oduzi um egis o esc i o e isual que aduzisse an o quan o possí el o p og ama
comemo a i o desen ol ido pela equipa do MNAz e que, em e mos da co espon-
dência exposi i a, isa a ul apassa a memó ia ma e ial das peças exibidas.
OS CAMINHOS PARA A
CASA PERFEITÍSSIMA
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Es u u ado em duas pa es complemen a es, o ca álogo ap esen a um p imei o con-
jun o de dezasseis ex os dis ibuídos po ês secções: “D. Leono , a «Rainha pe ei-
íssima»”; “O sí io de Enxob egas: A qui ec u as e Vi ências” e “O Mos ei o da Mad e
de Deus: A Casa Pe ei íssima”. Segue-se o “Ca álogo”, ou as en adas de peças,
incluindo, como e e ido, as que não o am expos as, mas cuja associação ao mos ei o
e/ou à ainha conside á amos impo an e pa a uma comp eensão mais ab angen e do
objec o de es udo e de exposição.
Algumas das no idades di ulgadas esul a am não apenas da in es igação a qui ís ica
e bibliog á ica ealizada nas úl imas décadas, como do con ibu o azido pelos exames
e ec uados no âmbi o das in e enções de conse ação e es au o le ados a cabo
pelos p o issionais des a á ea. Se o ca álogo e lec e inequi ocamen e a es ei a ela-
ção da His ó ia e da His ó ia da A e com a Conse ação e Res au o, p e endeu-se que
o isi an e da exposição i esse igualmen e consciência do abalho conjun o ealizado
e da impo ância da documen ação a ele associada. Nessa medida, e pa a dois casos
especí icos (ambos pin u as), coloca am-se ep oduções de ma e ial o og á ico (um
aio-X num caso e uma o og a ia no ou o), chamando-se a a enção pa a os dados
mais impo an es a oma em conside ação no ex o que compunha a legenda ala gada
que acompanha a cada uma das peças expos as. E ec i amen e, cons a ou-se a impo -
ância da inclusão, a pa da habi ual icha écnica ela i a à iden i icação sumá ia dos
objec os, de um ex o de acompanhamen o cons i uído po um ou dois pa ág a os com
in o mação que o necesse ao isi an e dados adicionais de in e p e ação e lei u a.
A exposição
A exposição, que inaugu ou dia 9 de Dezemb o de 2009 com da a de ence amen-
o inicialmen e p e is o pa a 11 de Ab il de 2010, mas que eio a se p olongada a é
dia 13 de Junho, compôs-se de ce ca de meia cen ena de peças p o enien es, odas
elas, de ins i uições nacionais: da colecção do p óp io MNAz, da Biblio eca Nacio-
nal de Po ugal, do Cen o Cul u al do Pa ia cado de Lisboa / Mos ei o de São Vi-
cen e de Fo a, da Fundação da Casa de B agança / Museu-Biblio eca da Casa de B a-
gança, Museu Ca los Machado, Museu G ão Vasco e Museu Nacional de A e An iga.
Es a úl ima ins i uição, ac ualmen e de en o a da g ande maio ia do pa imónio do
p imi i o Mos ei o da Mad e de Deus, assumiu po es a azão um papel p eponde-
an e, an o enquan o en idade emp es ado a, como elo undamen al no diálogo
es abelecido com pa e do seu co po écnico na discussão de ideias e colabo ação
e ec i a no colóquio e ca álogo ealizados.
Re omando pa cialmen e a g elha de ap esen ações adop ada no colóquio, a expo-
sição es u u ou-se em qua o núcleos di e enciados:
De o io Mode na
,
Casa Pe ei-
íssima
,
Co e e Religião
e
Um Mos ei o de Cla issas
.
O p imei o, co esponden e a uma sala onde se euni am li os, pin u a, escul u a e uma
apeça ia, cons i uindo aquele que se pau ou po uma maio di e sidade de supo es,
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isa a eme e pa a o con ex o de um mo imen o espi i ual que ma cou o inal da Idade
Média e o início da época mode na na Eu opa ca ólica. Apelando à p ocu a de uma ela-
ção mais di ec a dos c en es com Deus, a
De o io Mode na
an ecipou assim o pe íodo
de apogeu, nos séculos XVII e XVIII, de uma eligiosidade monás ica assen e na peni-
ência, na con emplação e na união espi i ual, elemen os dis in i os da piedade que
ca ac e izou o quo idiano das ei as que habi a am o mos ei o da Mad e de Deus. Os
objec os que aqui se euni am su giam como es emunho e e lexo de uma eligiosidade
cul i ada po D. Leono , de o a senho a, p o undamen e ca ólica, que se en ega a às
emoções de uma espi i ualidade c is ológica.
O segundo núcleo, inse ido na “Sala Á abe” ou “Capela da Rainha”, um espaço do
museu con íguo à Ig eja e assim dis anciado das salas do piso é eo e do p imei o anda
onde se localiza am as es an es secções da mos a empo á ia, uncionou como uma
á ea ela i amen e independen e e que oi, equen emen e, isi ada no inal do pe -
cu so exposi i o. Ocupando uma sala simbolicamen e impo an e do edi ício do p imi-
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CASA PERFEITÍSSIMA
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P imei o núcleo © Ma iano Piça a.
OS CAMINHOS PARA A
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REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011
i o mos ei o, uma ez que, de aco do com uma on e documen al ele an e, é p o á-
el que enha es ado na o igem da escolha des e sí io pa a a undação do cenóbio, es e
núcleo ecebeu o mesmo í ulo da exposição:
Casa Pe ei íssima
. As peças que o cons-
i uíam – a emblemá ica pin u a “Pano ama de Je usalém” e qua o
ondi
da o icina
Della Robbia com a ep esen ação dos E angelis as – o am expos os já omando em
conside ação a musealização des e espaço mesmo após o é mino da exposição. Asso-
ciando uma ob a da Eu opa do no e, esul ado de uma o e a do Impe ado Maximi-
liano I da Áus ia a D. Leono , a uma encomenda da mona ca po uguesa a uma das
mais impo an es o icinas de ce âmica da Flo ença enascen is a, p ocu ou-se chama
a a enção pa a o ca ác e de singula idade da p óp ia D. Leono , sob e udo enquan o
mecenas das a es e uma das g andes encomendado as do Po ugal de en ão.
Figu a poliéd ica, com uma exis ência pau ada en e a i ência da Co e e uma
eclusão monás ica, duas ealidades a que se ez co esponde os dois núcleos inais
–
Co e e Religião
e
Um mos ei o de cla issas
–, D. Leono e e uma ida que a a-
essou pa e do einado de D. A onso V, odo o einado de D. João II e de D. Manuel
I e o início do de D. João III, o que lhe pe mi iu assis i a mudanças adicais no eino,
coincidindo com um momen o undamen al da expansão ul ama ina po uguesa.
À da a do seu nascimen o, da a-se a omada da p aça ma oquina de Alcáce Cegue .
Sessen a e se e anos mais a de, em 1525, já a p esença po uguesa inha alcançado
o Ma da China. Os ecos ma e iais dos con ac os es abelecidos com ou as cul u as
ma e ializa am-se ambém no pa imónio eunido no mos ei o leono ino ainda em
ida da ainha, seja a a és de peças de po celana hoje desapa ecidas ou, da adas de
um pe íodo mais a dio, ob as p o enien es da an iga Pé sia e Ceilão.
Es a ida longa, p opiciou, ambém, o encon o com pe sonagens maio es do uni e so
cul u al de en ão. O in e esse da sobe ana pela ida in elec ual e lec e-se numa sé ie
de acções que lhe es ão associadas, an o po ia da p omoção do ea o de Gil Vicen e,
como pela in odução da imp ensa em Po ugal, a impo ação de ob as de a e e o
mecena o a ís ico in e no. Figu a impo an e no uni e so in elec ual e mecená ico
eu opeus, D. Leono oi um elo undamen al da Co e po uguesa com ou as co es
eu opeias. O Mos ei o da Mad e de Deus e o Paço de San o Elói, onde se ez odea
da mais ina eli e in elec ual da época, o ma am a sua p óp ia “Casa”, endo sido pon-
os nodais impo an es de dinâmica ci il e eligiosa do eino no início do século XVI.
Pa alelamen e à exposição, e p ocu ando lemb a es a linha de acção undamen al,
ealizou-se uma lei u a encenada da peça icen ina
Au o da Sibila Cassand a
, num
acção conjun a do MNAz, Tea o Nacional D. Ma ia II e Conse a ó io Nacional.
A ep esen ação e e luga na ig eja da Mad e de Deus a 17 de Dezemb o de 2009,
quase em éspe as de Na al, à semelhança do que ha ia sucedido há 500 anos,
quando a pedido de D. Leono , Gil Vicen e esc e eu um dos seus mais c íp icos ex-
os com pos e io ep esen ação pa a as ei as do cenóbio.
A ambi alência de um quo idiano monás ico no con ex o de um mos ei o eminino de
eclusão em que a Co e se mani es a a mesmo a a és da p esença ísica de alguns
dos seus memb os, como oi o caso de D. Leono de Áus ia, 3ª mulhe de D. Manuel
(cujo e a o de Joos an Cle e ab ia o 3º núcleo), cons i uiu o pano-de- undo do
espaço do 1º piso do museu que acolheu as duas úl imas secções da exposição.
Pa a a cons a ação e obse ação do con as e en e a pin u a eligiosa em que o gos o
e moda da Co e es ão plasmados na o ma como as igu as (sob e udo de uma
hagiog a ia eminina) se encon am icamen e ajadas e a a iadas e as ob as pic ó-
icas de iconog a ia sob e udo anciscana, oi undamen al o con ibu o da equipa
que concebeu, p ojec ou e p oduziu a museog a ia da exposição.
O p ojec o a qui ec ónico
T ans o ma “um empo” e “um espaço”, num p opósi o de um
Onde
e num
Como.
Todo e qualque p oblema em uma solução. Encon a uma espos a adequada passa
semp e po um diagnós ico co ec o. Há p oblemas mais ou menos complicados e/ou
complexos, mas em p incipio odos eles êm solução. Se assim não o , po de inição,
não podem se p oblemas.
OS CAMINHOS PARA A
CASA PERFEITÍSSIMA
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Segundo núcleo © Ma iano Piça a.
OS CAMINHOS PARA A
CASA PERFEITÍSSIMA
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A ida p o issional (e não só) coloca-nos cons an es desa ios, que ão sendo ul a-
passados e esol idos. Essa expe iência sedimen a um leque de espos as e soluções,
sob e as quais e lec imos. Esse abalho de edução e ( e)alinhamen o desse(s)
sabe (es), sedimen a um
e i ó io
. Melho , es a
p axis
é a ans o mação ope acio-
nal num mapa de
sabe es
. Es e e i ó io é um
campo
de soluções, de ce ezas que
ganham co po e au onomia. No limi e são “iden idades” que de uma o ma mais limi-
ada podem se copiados e epe idos, mas de um modo mais exigen e e in eligen e
cons i uem-se como ala ancas de ou a soluções. Pa a além des a e e ência au o-
ágica, exis e uma ou a on e que se a i esse que aduzi num mo imen o, cha-
ma -lhe-ia – cen ípe o. É nes e “luga ” que se encon am saídas, que se “cozinham”
soluções. En e es es dois pólos exis em uma colabo ação es ei a e uma i alidade:
Aplica soluções es adas ou ino a ? Joga com ce ezas ou co e iscos?
É nes a ensão que se p oduzem no os con eúdos e ala gam pe spec i as.
Pa a lá de uma alência écnica/cien í ica, equisi os de ou a o dem se colocam; mais
sub is, não ão con abilizá eis, nem mensu á eis. É pa e in eg an e do p ojec o odo
um leque de alo es e de dados cul u ais: con ex o his ó ico, espaço cul u al, a icu-
OS CAMINHOS PARA A
CASA PERFEITÍSSIMA
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Te cei o e qua o núcleos © Ma iano Piça a.