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1 !
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Jul ho ,'20 1 8'
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Tese 'de'Douto ramento' e m '
Hi stór ia' e' Teor ia' das' Ide i as '
!
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A' Poesia'Toda ' ou 'os' Poemas'Co mpletos :'
va ri a nte s ,'f lut uaç õe s' e 'prá ti ca s' te xt u ais 'e m 'He rb er to' H el de r '
'
Patríc ia'Alexand ra'Matias'Go mes'dos' S an tos'd e'Antunes'Cou ts !
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II !
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Jul ho ,'20 1 8'
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Tese 'de'Douto ramento' e m '
Hi stór ia' e' Teor ia' das' Ide i as '
!
!
A' Poesia'Toda ' ou 'os' Poemas'Co mpletos :'
va ri a nte s ,'f lut uaç õe s' e 'prá ti ca s' te xt u ais 'e m 'He rb er to' H el de r '
'
Patríc ia'Alexand ra'Matias'Go mes' do s'Sa ntos'd e'A ntun es' Couts !
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III !
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Tese!aprese ntada!para!cumprimento!dos! requisitos! necessários! à!obtenção!do!
grau!de!Doutor!em! His tória !e! Teori a!das!Idei as,!especi alidade!de!Pens amento,!
Cultura! e!Polít ica ,!realiza da!s ob!a!orie ntação!cient ífica! do!Profess or!Doutor!J osé!
Esteves!Pe reira. !
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NOVEMBRO ,!201 7!
IV !
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V !
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Para!ti,!Filipe.!
Para!a!Maria,!para!a!Diana!
e!para!a!mãe!Maria!do!Nascimento.!
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VI !
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Nota: !
Grande ! par te!da!pre sente!inves tigação ,!que!im plico u!um a!perc enta gem!e levad a!de!r edacç ão!
de! textos,! foi! realizada! durante! o! período! de! vigênci a! do! acordo! ortográf ico! anterior, ! daí! se!
ter!optad o!por!man ter!essa!grafia ! e!não!seguir!a! do!AO90 .!
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VII !
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VIII !
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IX !
Agradecimentos !
G ostari a ! de!agradecer :!
à!minha!família. !Filipe, ! como!teria!sido!sem!o!teu!apoio!e!paciência!constantes ? !
à! mãe !Mar ia, !po r!s er! a!me lho r!mã e!d o!mun do ,!por !me!te r!dado !as!m inhas !raízes . !
à! Mari a! e! à! Diana, ! por! serem! o! centro! do ! meu! coração! e! po r! m e! en sinarem! o! que! é!
o!amor!ver dadeiro .!
a o!Daniel !e!à!Tat iana!pela! ajuda!nos !momentos!de!maior ! freakou t .!
o brigada! por! me! ouvirem,! por! terem! est ado! aqui .! Pela! vossa! presença! durante! as!
horas! mais! cinz entas ,! de ! des ânim o,! e ! po r! acr editare m! em ! mim. ! Obr iga da! pe lo!vosso ! amor ! e!
amizade!incondicionai s ,!e!p or ! serem! the ! lig ht!tha t!never!g oes!ou t .!
ao! Professor!Doutor! Jo sé! Esteves! Pe reira,!p or! todas! as! críticas! e! sug estões! dura nte! a!
realização ! deste! traba lho ,! por! estar! sempre! disponível! pa ra! as! nos sas! reuniõe s,!
especialmente ! as ! de! longa! distânc ia! e! em! diferentes ! fusos! horários .! Obrigad a! por! ser! uma!
inspira ção!co nstante . !
à!Prof essora! Doutora!Helena!Barbas!pela! ajuda!de!sempre .! !
ao! poeta! João! Rui! de! Sousa,! por! me! ter! cedido! muitos! dos! raros! exemplares ! de!
Herber to!Helder ,!da!sua!bibli oteca!pri vada, !e! ao!meu!amigo, !poeta!e!editor ,! António!da!Silva!
Oli veira ,! por!me!ter!ce dido ! o!rarí ssimo!exemplar !de! A!P lenos!Pul mões .!
aos! funcionários! da! Rede! M unicipal! de! Bibliotecas! de! Lisboa,! em ! partic ular,! a! dos!
Coruchéus, ! dos! Olivais! e ! da! Penha! de! França,! pel a! vossa! amabili dade! e! celeridade! em!
requisitar! o s! volume s! que! and avam! desaparecidos ! quando! a! Bibl ioteca! do! Palá cio! das!
Galve ias!e steve! fechada !para! obras. !
a! todos! os! estudiosos! da! obra! herberti ana! que! têm! contribuído! para! a! sua!
divulgaç ão! em ! diversas! parte s! do! mundo! m as,! princ ipalmente ,! no! meu! am ado! Portugal. ! O!
meu! o brigada, ! em!especial ,! às!pioneir as!dos!estudos!herbert ianos. !
ao!poe ta! Herberto !Held er,!pois! sem! a!sua !existênc ia ,!no!mundo, ! este!trabalho!nunca!
teria!existido. !
! !
XVI !
!
! !
!
XVII !
ÍNDICE !
Âmbito ! ........................................................................................................................................... ! ! III !
Dedic atóri a ! ..................................................................................................................................... ! !V!
Decla rações ! ................................................................................................................................... ! !V II !
Agradeci mentos ! ............................................................................................................................. ! ! IX !
Epígrafe ! .......................................................................................................................................... ! !XI!
Resumo ! ........................................................................................................................................ ! !XI II !
Abstrac t ! ......................................................................................................................................... ! !XV!
Índice ! .......................................................................................................................................... ! ! XV II !
List a!de!Si glas!e!Abrevi aturas ! ...................................................................................................... ! ! XXI !
!
Introd ução ! ...................................................................................................................................... ! !1!
!
Capít ulo! 1.!Às!Port as!do!Labiri nto! ................................ .................................................................. ! !3!
1.1.!Est ado!da!Arte! ......................................................................................................................... ! !3!
1.2.!Enquadramento!Te órico!! ....................................................................................................... ! !21!
1.3.!Objec tivos! .............................................................................................................................. ! !30!
1.4.!Del imitação!do! Corpus ! ........................................................................................................... ! ! 31!
1.5.!Concei tos!e!Defini ções! .......................................................................................................... ! !33!
1.6.!Metodologi as! ......................................................................................................................... ! !36!
!
Cap ítulo! 2.!Os!Fios! de!Ariadne!! ..................................................................................................... ! !41!
2.1.! Ou! como!n avegar !nos! volume s ! ............................................................................................. ! !41!
2.1.1.! Mapeam ento!dos! volumes:!não!integ rados! e!integr ados ! ................................... ! !43!
2.1.2.! Volumes!não!integrados! ....................................................................................... ! !44!
2.1.3.! Volumes!integrados! .............................................................................................. ! !46!
XVIII !
2.1.4.! Casos!especiais ! ................................................................ ...................................... ! !47!
2.1.5.! Observações!e!mapeamento! ................................................................................ ! !49!
2.2.!Text os- base!e! nove!mapas ! .................................................................................................... ! !79!
2.2.1.! Mapeam ento!do!1. º!texto- bas e ! ........................................................................... ! !80!
2.2.2.! Mapeam ento!do!2. º!texto- bas e ! ........................................................................... ! !84!
2.2.3.! Mapeam ento!do!3. º!texto- bas e ! ........................................................................... ! !96!
2.2.4.! Mapeam ento!do!4. º!texto- bas e ! ........................................................................... ! !99!
2.2.5.! Mapeam ento!do!5. º!texto- bas e ! ......................................................................... ! !100!
2.2.6 .! Mapeamento!do!6.º! texto- base ! ......................................................................... ! !100!
2.2.7.! Mapeam ento!do!7. º!texto- bas e ! ......................................................................... ! !107!
2.2.8.! Mapeam ento!do!8. º!texto- bas e ! ......................................................................... ! !110!
2.2.9.! Mapeam ento!do!9. º!texto- bas e ! ......................................................................... ! !115!
2.2.10.! Publicações! versus ! versões ! ............................................................................... ! !121!
!
Capítulo!3. ! Ou!as !Téc nicas !Obscur as ! .......................................................................................... ! !125!
3.1.!Que!al terações?! ................................................................................................................... ! !125!
3.1.1.! Poemas!c om!alteraç ões! mín imas ! ....................................................................... ! !127!
3.1.2.! Poemas!com!alterações! mé dia s ! ......................................................................... ! !129!
3.1.3.! Poemas!com!alteraçõ es! má xima s ! ....................................................................... ! !130!
3.1.4.! Poemas!com!alterações! míni mas! e!mé dias ! ........................................................ ! !131!
3.1.5.! Poemas!com!alt erações!médias! e!máximas ! ....................................................... ! !132!
3.1.6.! Poemas!com!alterações!mínimas,! médi as ! e! máximas ! ....................................... ! !133!
3.1.7.! Migrações! ............................................................................................................ ! !134!
3 .1 .8.!Movimentações!er ráticas! ................................................................................... ! !137!
3.2.!Poemas!r etocados.! Poemas !i nt ocados,!poemas! intocávei s ! ............................................... ! !139!
3.2.1.! Poemas!intocados!e!r etoc ados ! ........................................................................... ! !139!
3.2.2.! P oemas!intocados, !intocá veis ! ............................................................................. ! !141!
!
XIX !
3.2.3 .!Variante s!e!invarian te s .! Editing :!a!clareza!n a!obsc uridad e ! ................................ ! !142!
!
Capítulo!4. !A!Obra!em!Labir into! ................................................................................................ .! !145!
4.1.!De! poesia!toda! a!toda ! a!poesia ! ........................................................................................... ! !145!
4.1.1.! Mapeam ento!do!t otal!de!poemas!que! integram!OC,!1967! ............................... ! !145!
4.1.2.! Mapeam ento!do!t otal!de!poemas!que! integram!PC,!2014! ................................ ! !149!
4.1.3.! Mapeam ento!dos! poemas!que!integram!OC,!1967! !
e!que!não!i ntegram!PC,!2014! ........................................................................................ ! !171!
4.1.4.! Mapeam ento!dos! poemas!que!integram!PC,! 2014!
e!que!não!i ntegram!OC,!1967! ....................................................................................... ! !172!
4.1.5.! Mapeam ento!dos! poemas!que!integram!ambos:!OC, !1967!e!PC,! 2014! ............ ! !191!
4.1.6 .! O! jogo! da!co mbinatór ia ! ...................................................................................... ! !194!
4.2.!A! poesia!toda!entr e! um ! ofíci o!cantante! e!os!poemas! que!ficar am!co mple tos ! .................. ! !198!
4.2.1.! Poemas!que!n ão!voltaram!a! ser!integrados ! ........................................................ ! 199!
4.2.2.! Poemas!que!foram!assimil ados! ................................................................ ........... ! 200!
4.2.3.! Dificuldades! encontradas!e!sugest ões!futuras! .................................................... ! 201!
!
Conclusão ! .................................................................................................................................... ! !203!
Bibliog rafia ! .................................................................................................................................. ! !207!
Lista!de!Figuras ! ........................................................................................................................... ! !247!
Lista!de!Gráficos ! .......................................................................................................................... ! !249!
Lista!de! Ma peame nto s ! ................................................................................................ ............... ! !251!
Apêndice! A:!Mapeamento! de!poemas!com!a lteraçõe s!mínimas ! ................................................... ! !i!
Apêndice! B:!Mapeamento! de!poemas!com!a lteraçõe s!médias ! ............................................... ! ! xxvii !
Apêndice! C:!Mapeamento ! de! poemas!com!alt erações!máxi mas ! ................................................. ! ! li!
Apêndice! D:!Mapeamento ! de! poemas!com!alt erações!míni mas!e!médias ! ................................ !!l iii !
Apêndice! E:!Mapeamento ! de !poemas!com!alt erações!média s!e!máximas ! ............................ ! ! cxciii !
XX !
Apêndice! F:!Mapeamento ! de !poemas!com!alt erações!míni mas,!médias! e!máximas ! ............ ! ! cxcix !
Apêndice! G:!Mapeamento ! de! poemas!intact os !
com!alteraç ões!exter iores!ao! corpo!do ! poe ma!e/ou!estr utura!da!e strofe ! ............................... ! ! cci x !
Apêndice! H:!Mapeamento ! de! poemas!intact os ! ..................................................................... ! ! ccxvii !
! !
!
XXI !
LISTA!DE!SIGLAS!E!ABREVIATURAS !
!
AV! –! O!Amor!em!Visita !
!
CB! –! A!Colher!na!Boca !
!
P! –! Poemacto !
!
L! –! Lugar !
!
PV! –! Os!Passos!em!Volta !
!
E! –! Electronicolírica !
!
ML!–! A!Máquina!Lírica !
!
H!–! Húmus !
!
OC! –! Ofício!Cantante !
!
MEP!–! A!Máquina!de!Emaranhar!Paisagens !
!
RM!–! Retrato!em!Movimento !
!
AR!–! Apresentação!do!Rosto !
!
BN! –! O!Bebedor!Nocturno !
!
VA! –! Vocação!Animal !
!
PT! –! Poesia!Toda !
!
CA! –! Comunicação!Académica !
!
ME!–! Movimentação!Errática !
!
CCL! –! Cinco!Canções!Lacunares !
!
K! –! Kodak !
!
BA! –! Os!Brancos!Arquipélagos !
!
A! –! Antropofagias !
!
C! –! Cobra !
XXII !
!
CLO! –! O!Corpo!O!Luxo!A!Obra !
!
P&V! –! Photomaton!&!Vox !
!
FL! –! Flash !
!
PP! –! A!Plenos!Pulmões !
!
CM!–! A!Cabeça!entre!as!Mãos !
!
ELD! –! Edoi!Lelia!Doura !
!
M!–! As!Magias !
!
UC! –! Última!Ciência !
!
ETC! –! ETC. !
!
EX!–! Exemplos !
!
OS! –! Os!Selos !
!
OSOU! –! Os!Selos,!Outros,!Últimos. !
!
DM!–! Do!Mundo !
!
DNNC! –! Doze!Nós!Numa!Corda !
!
O! –! Ouolof !
!
PA! –! Poemas!Ameríndios !
!
FO! –! Fonte !
!
OPC - S! –! Ou!o!Poema!Contínuo!—!Súmula !
!
D! –! Dedicatória !
!
OPC! –! Ou!o!Poema!Contínuo !
!
FNCF! –! A!Faca!não!Corta!o!Fogo !
!
S! –! Servidões !
!
MM!–! A!Morte!sem!Mestre !
!
!
XXIII !
PC! –! Poemas!Completos !
!
PCA! –! Poemas!Canhotos !
!!
LA! –! Letra!Aberta !
!
VI!—!Volume!integrado!
!
VN I!—!Volume!não!integrado!
!
VR !—! Volume!reunido !
!
VS! —!Volume!de!súmulas!
!
VV! —! Volume!de!versões !
!
VAN! —!Volume!antológico!
!
ed.! —!edição!
!
pub.! —!publicação/publicações!ou!publicado/publicados!
!
vers.! —!versão/versões!
!
vs.! —! versus !
!
dat.!—!datado!
!
s/d! —!sem!data!
!
s/n! —! sem!número !
!
Tir.! —!tiragem
!
1 !
INTRODUÇÃO !
O! presente! trabalho! propõe- se! p artir! numa! viagem! ao! interior! do! labirinto,!
que! é! a! obra! poética! h erbertiana,! com! o! objectivo! de! contar! a! su a! história! textual! e!
de! responder! a! um! conjunto! de! questões! até! agora! não! respondidas:! quantos! textos!
foram! editados! pelo! autor?! Esses! textos! foram! muito! ou! foram! pouco! alterados?!
Existem! textos! inalterados?! Existem! textos! e! livros! que! desaparecem ?! E ,! qual! a!
percentagem! da! su a! obra! que! é! absolutamente! original ! ou ,! pelo! contrário,! repetida,!
de!volume!para!volume?!
Não! é! objectivo! deste! estudo! analisar! poemas! e! textos! segundo! uma!
abordagem! literária! ou! linguística,! nem! debater! as! razões! que! levaram! o! autor! a!
tomar! determinado! tipo! de! decisões! no! que! respeita! às! suas! práticas! textuais! ou!
modo! de! organização! dos! seus! livros! em! volumes! reunidos.! Pretende- se,! desta!
forma ,!expor!o!que!o!autor!fez!e!como!fez,!em!vez!de!especular!porque!o!fez.!
Assim,! o! Capítulo! 1.! constitui! uma! preparação! para! a! entrada! no! labirinto.!
Nele! serão! apresentados! os! estudos! mais! importantes! realizados,! até! ao! presente,!
em! torno! da! obra! de! Herberto! Helder ,! de! forma! a! poder! enquadrar- se,!
teoricamente,! a! tese! que! aqui! se! apresenta,! justificando,! também,! as! razões!
fundamentais! da! sua! existência.! Por! se! tratar! de! um! trabalho! até! agora! nunca! feito,!
teve! de! se! adaptar! a! maior! parte! da! metodologia,! bem! como! as! defi nições! e! os!
conceitos!utilizados.!
Como! se! verá,! no! «Estado! da! Arte»,! muito ! se! tem! escrito! sobre! a! obra! de!
Helder! e,! não! raras! vezes,! as! análises! literárias! que! lhe! foram! dedicadas! tendem! a!
confundir! o! narrador,! ou! o! sujeito! poético,! com! a! sua! pessoa! —! enqu anto! figura!
pública ! que! foi.! O! que! não! surpreende,! pois,! uma! vez! qu e! Helder! op tou! por! ter! uma!
postura! peculiar,! perante! a! sociedade,! rode ando- se ! pelas! brumas! do! mistério! ou!
pelas! cortinas! da! privacidade.! Enquanto! autor,! devido! às! especificidades! da! sua!
escrita ,! ao! seu! tom! bíblico! ou! profético,! sagrado! e! profano,! foi! considerado,! pela!
crítica! e! pelos! estudiosos,! como ! obscuro! e! hermético.! Estes! acontecimentos!
8!
estudo,! partindo! d e! o! Cântico! dos! Cânticos ,! de! Salomão ,! em! O! Bebedor! Nocturno ,! e!
considerando-o! um! texto! da! autoria! de! H elder ! e! não! uma! tradução! do! bíblico,! o!
autor! procura! o! sentido! do! sagrado! na! obra! herbertiana.! A! perspectiva! do! sagrado!
que! aqui! é! procurada! não! se! enquadra! na! vivência! e! na! definição! da! relação!
Deus/Homem! e! Homem/Deus,! mas! adquire! con tornos! mais! específicos! e! pessoais.! A!
poesia! de! Helder! possui! inúmer os! elementos! simbólicos! e! metafóricos! que!
concorrem! pa ra! aproximar! o! leitor! de! uma! perspectiva! do! sagrado! na! sua! poesia:! o!
corpo! humano,! sobretudo! o! corpo! da! mulher;! o! corpo! do! mundo,! onde! se!
encontram ,! particularmente,! os! elementos! primordiais! (terra,! água,! ar,! fogo)! e! a!
noite.! Para! justificar! a! força! destes! elementos! na! poesia! herbertiana! e! a! sua!
importância,! o! autor! faz! uma! constante! leitura! intertextual! com! Os! Selos .! Assim,!
Gonçalves! procura! definir! os! pressupostos! para! a! sua! abordagem:! se! o! texto! em!
causa! é! tradução! ou! assumidamente! de! Helder;! que! tipo! de! intertextualidade! pode!
ser! considerada;! até! que! ponto! Os! Selos ! justifica! uma! intertextualidade! «homo-!
-autoral»;! qual! o! contributo! que! a! Bí blia ! e! o! Cântico! dos! Cânticos ! poder ão! trazer! a!
este!estudo!(Gonçalves,!2005).!
Em! 2007,! na! Faculdade! de! Letras! da! Universidade! Federal! do! Rio! de! Janeiro,!
Luís! Maffei! defende! a! tese! de! do utoramento! em! Letras! Vernáculas,! Do! Mundo! de!
Herberto! Helder .! Segundo! Maffei,! a! obra! de! H elder ! pode! ser! entendida! como! um!
longo! p oema! único,! o! que! fica! sugerido! já! pelo! título! do! livro! que! reúne! a! maior!
parte! da! produção! do! autor,! Ou! o! Poema! Contínuo .! Logo,! a! leitura! crítica! deste!
poema! exige! que! se! investiguem! os! recorrentes! temas! que! ali! se! vêem,! tais! como:! o!
amor,! a! morte,! a! maternidade! entre! muitos,! mas! sempre! tendo! em! conta! a! enorme!
singularidade! que! estes! temas! recebem! na! poesia! herbertiana.! Além! disso,! esta!
poesia! traz! para! si,! de! modo! transformante,! discursos! de! variadas! origens,! como! a!
reli giosidade,! a! alquimia,! a! magia! natural,! a! filosofia,! a! mitologia,! etc.,! e! cria,! a! partir!
deles,! uma! fala! própria,! em! que! a! linguagem! poética! é! reinventada! e! em! nada!
obedece! às! fontes! a! que! vai! beber.! Portanto,! realiza-se! uma! poesia! de! máxima!
abrangência,! que! chega,! também,! ao! estabelecimento! de! uma! tradição! bastante!
própria,! que! envolve! não! apenas! autores! e! obras,! mas! também! uma! fortíssima!
peculiarização!do!próprio!idioma!(Maffei,!2007).!
!
9 !
Em! 2007,! Diana! Pimentel! publica! Ver! a! voz,! ler! o! rosto.! Uma! polaróide! de!
Herberto! Helder ,! resultado! da! sua! dissertação! de! mestrado! em! Literatura!
Portuguesa,! ! defendida! na! Faculdade! de! Letras! da! Universidade! de! Lisboa! em! 1999.!
Este! livro! tenta! observar! a! relação! entre! Apresentação! do! Rosto ! (1968)! e!
Photomaton! &! Vox ! (1979),! pa ra! se! poder! Ver! a! Voz! e! Ler! o! Rosto! que! nesse!
movimento! de! reescrita! se! revelam.! Colecção! de! textos! de! Helder! que! são!
autobiográficos,!meta-textos! (prefácios!a! livros!seus),! textos!de! poética!(de! figuração!
do! autor),! textos! ecfrásticos! (sobre! exposições! de! fotografia! ou! de! escultura,! por!
exemplo)! e! textos ! críticos! sobre! outros! autores,! de! entre! a! diversidade! de! registos!
que! podem! ser! encontrados! em! Photomaton! &! Vox ! se! o! leitor! se! det iv er! (em! volta!
de)!um!retrato!do!autor!enquanto!figura!de!escrita!e!de!leitura!(Pimentel,!2007).!
No! ano! seguinte,! na! Universidade! Federal! do! Rio! de! Janeiro,! Izabela! Leal!
defende! a! tese! de! doutoramento! em! Letras! Vernáculas,! Doze! nós! num! poema:!
Herberto!Helder! e! as!vozes! comunicantes .!Segundo! Leal,! os!pontos! de! contacto!entre!
a! poética! de! H elder ! e! a! d os! autores! com! os! quais! dialoga,! tanto! nos! seus! livros! de!
tradução,! como! também! em! outras! práticas,! tais! como! a! citação! e! a! «eleição»! para!
uma! antologia,! demonstram! que! o! poeta! constrói! a! sua! própria! tradição.! A! relação!
do! poeta! com! a! língua! materna! é! paradoxal! e! violenta.! Por! um! lado,! precisa! de! se!
desprender! dela! para! que! encontre! o! seu! próprio! idioma,! por! outro! lado,! deixará!
sempre! em! evidência! uma! dívida! i nsuperável! para! com! ela.! Tal! como! acontece! com!
o! tradutor! quando! tenta! verter! uma! língua! estrangeira! para! a! sua! própria,! o! poeta!
depara-se! com! a! alteridade! na! realização ! de! uma! actividade! complexa:! a! escrita.! O!
reconhecimento! da! alteridade! é,! portanto,! fundamental! para! que! se! dê! a! criação,! já!
que! é! p reciso! passar! pela! voz! do! outro,! pelo! reino! do! passado! e! da! tradição,! para!
que! ambos,! tradutor! e! poeta,! afirmem! o! seu! lugar.! A! tarefa! tradutória! pode! lançar!
luz! sobre! a! prática! poética! porque! ambas! necessitam! de! uma! espécie! de! maturação!
das! palavras,! um! processo! de! génese! e! nascimento! do! autor! no! seio! de! uma! língua!
que,! apesar! de! ser! sua,! se! torna! também! estrangeira! pelas! alterações! que! sofre! na!
sua!estrutura!(Leal,!2008).!
No! mesmo! ano,! Tatiana! Aparecida! Picosque! defende,! na! Faculdade! de!
Filosofia,!Letras!e!Ciências!Vernáculas!da!Universidade!de!São!Paulo,!a! dissertação!de!
10 !
mestrado! Da! poética! movente:! uma! prática! quinhentista! em! diálogo! com! Herberto!
Helder .! O! objectivo! desta! dissertação! é! analisar! a! poética! do! século! XV I,! e! a! poética!
de! H elder .! Trata-se! de! produções! artísticas! que! se! assemelham! pois,! por! motivos!
distintos,! privilegiam! o! processo! de! criação! poética,! a! obra! inacabada,! em!
detrimento! do! produto! final,! a! obra! acabada.! Ao! mesmo! tempo,! Picosque!
demonstra! que! as! categorias! vigentes! no! imaginário! do! senso! comum! são!
insuficientes! para! explicitar! poéticas! moventes! como! estas.! Enquanto! obra! em!
processo,! Picosque! constata! que! a! produção! quinhentista,! sendo! um! meio! de!
comunicação! social,! caracteriza- se ! pela! adopção! de! um! princípio! cosmológico :! o!
devir.! Pela! adesão! a! este! princípio,! os! poemas! herbertianos! são! concebidos!
enquanto! corpos,! passíveis! de! transmutação! e,! concomitantemente,!
desencadeadores! de! transmutação.! A! poética! herbertiana,! ao! eleger! o! devir! como!
fundamento! universal! do! existente,! aparece! em! consonância! com! as! filosofias! da!
imanência! e! da! materialidade! da! comunicação! que,! por! sua! ve z,! desempenham! um!
papel!significativo!na!cena!do!pensamento!contemporâneo!(Picosque,!2008).!
Em! 2009,! Rita! Miranda! defende,! na! Uni versidade! do! Porto,! a! dissertação! de!
mestrado! em! Estudos! Literários,! Culturais! e! Interartes,! ramo! de! Estudos!
Comparatistas! e! Relações! Interculturais,! Percursos! da! Imagem:! relações! entre! a!
imagem! poética! e! a! imagem! cinematográfica! em! Herberto! Helder! e! em! Jean-Luc!
Godard .! Apesar! de! um! ser! poeta! e! o! outro! cineasta,! apesar! de! trabalharem! em! duas!
artes! diferentes! e,! logo,! em! duas! linguagens! diferentes,! Herberto! H elder ! e! Jean-!
- Luc ! Godard! exploram! um! território! comum.! A! aproximação! que! a! autora! p retende!
estabelecer! entre! Helder! e! Godard! acentua! esse! espaço! partilhado,! pondo! em!
evidência! uma! relação! recíproca! entre! as! duas! artes! nos! dois! autores:! aqui! interessa!
a! relação! que!H el der !estabelece! na! sua! poesia! com! o! cinema! e! a!relação! que! Godard!
estabelece! no! seu! cinema! com! a! poesia,! a! vários! níveis;! e,! principalmente,!
interessam! as! ligações! que! se! podem! aferir! entre! estas! duas! relações.! Esta!
dissertação! analisa,! assim,! uma! aproximação! entre! poeta! e! cineasta,! entre! p oesia! e!
cinema,! poema! e! filme,! tal! como! é! formulada! por! cada! um! dos! autores.! Também!
analisa! como! essa! aproximação! p ode! ser! deduzida! do! confronto! dos! modos! como !
ambos!os!autores!estabelecem!essa!aproximação!(Miranda,!2009).!
!
11 !
No! mesmo! ano,! Maria! Estela! Guedes! publica,! em! Portugal! e,! mais! tarde,! em!
2010,! no! Brasil,! Herberto! Helder:! Obra! ao! Rubro .! Neste! ensaio! há! dois! aspectos!
inusitados:! um! estrutural! e! outro! biográfico.! Nele,! a! obra! herbertiana! é! analisada! de!
acordo! com! modelos! oriundos! da! Biologia! e! uma! nova! visão! da! biografia! do! autor ,!
ainda! não! atendida! pela! academia,! decorre! da! pesquisa! dos! artigos! e! crónicas! que! o!
poeta! publicou! no! jornal! Notícia ,! de! Luan da,! Angola,! quando! foi! repórter! em! tempo!
de!guerra!(Guedes,!2009).!
Em! 2010,! na! Faculdade! de! Ciências! Sociais! e! Humanas! da! Universidade! Nova!
de! Li sboa,! Ana! Paiva! defende! a! dissertação! de! mestrado! em! Estética,! Entre! o! Húmus!
e! o! Sopro .! Este! estudo! aborda! a! fertilidade! do! «húmus»! presente! no! Homem,!
precisamente! nos! momentos! em! que! ele! age! e! cria.! Este! momento! participa! de! um!
fluxo! respiratório! semelhante! ao! da! «entrada»! e! da! «saída»! do! ar.! O! ar! que! entra! é!
considerado! «matéria-prima»! e! o! ar! que! sai! é! considerado! «obra».! O! trabalho! é!
conduzido! por! um! crescimento:! no! primeiro! e! segundo! capítulos! são! enunciadas! as!
principais! di rectrizes:! o! «húmus-estrume»,! a! «mulher-inspiração»! (que! também! se!
pode! traduzir! na! «árvore»)! e! as! implicações! que! a! «vida»! tem! na! «arte».! A! partir! do!
terceiro! capítulo! é! abordado! o! estado! activo! do! sonho,! como! impulsionador! da!
actividade!do!artista!(Paiva,!2010).!
No! mesmo! ano,! Rui! Torres! publica,! em! Portugal,! Herberto! Helder! leitor! de!
Raul! Brandão:! uma! leitura! de! Húmus,! poema-montagem .! Este! estudo! é! o! resultado!
da! dissertação! de! mestrado! em! Literatura! Luso-Brasileira,! defendida! em! 1999! na!
Universidade! da! Carolina! do! Norte,! Estados! Unidos! da! América.! Trata- se! da ! anál ise!
intertextual! do! poema-montagem! Húmus ! (1967),! de! Herberto! Helder,! no! qual! o!
autor! re -escreve! o! romance! homónimo! de! Raul! Brandão! (1917),! fazendo! dele! o! seu!
húmus! textual! onde! mor te! e! v ida,! passado! e! presente,! se! misturam.! Introduzem- se ,!
para! i sso,! conceitos! teóricos! que! explicam! esta! modalidade! discursiva,! tais! como! re-!
-leitura,! intertextualidade,! metalinguagem! e! paródia,! dando! especial! importância! à!
leitura! do! poema! enquanto! acto! comunicativo:! escrita! e! leitura,! produção! e!
recepção! da! obra! literária,! estes! são! alguns! dos! pólos! em! qu e! a! separação! entre! o!
poético! e! o! estético! se! manifestam.! Estuda-se! ainda! Raul! Brandão! e! o! seu! contexto!
literário! particularmente! no! que! diz! respeito! à! simbologia! de! Húmus ,! bem! como! os!
12 !
testemunhos! críticos! que! constituem! a! poética! de! H elder ! legados! em! prefácios! e!
posfácios! a! obras! suas! ou! de! outros! poetas.! Uma! leitura! da! simbologia! que,!
atravessando!toda! a! obra!do! poeta,! partilha!de! redes! de!significação! identificadas! no!
Húmus ! de! Brandão! também! é! apresentada,! seguindo- se! u ma! leitura! do! poema! de!
Helder! de! acordo! com! uma! classificação! operacional! de! algumas! transformações!
operadas! por! Helder! no! texto! de! Brandão.! Da! leitura! comparativa! de! ambos! os!
textos! resulta! ainda! a! desmontagem! da! montagem! de! Helder:! os! 380! versos! do!
poema ,! seguidos! do! excerto! respectivo! do! romance,! bem! como! uma! versão!
combinatória! estão! disponíveis! em! formato! digital,! em! CD-ROM! anexo! à! obra!
(Torres,!2010). !
No! ano! seguinte,! na! Faculdade! de! Ciências! Sociais! e! Humanas! da!
Universidade! Nova! de! Lisb oa,! Alexandra! Antunes! (autora! da! presente! tese )! defende!
a! dissertação! de! mestrado! em! Edição! de! Texto,! Herberto! Helder,! Cobra ,! Dispersão!
Poética! —! Edição! Evolutiva .! Trata-se! de! uma! edição! evolutiva! de! Cobra ,! a! obra!
«flutuante»! de! Herberto! Helder,! na! qual! se! faz! o! percurso! textual! e! crítico! que!
abrange!trinta!e!dois!anos! de!reedições!do!autor.!Neste!estudo!é! feita!a!transcrição!e!
fixação! da! primeira! versão! do! texto! (texto-base),! e! o! registo! de! todas! as! variantes!
que ! o! mesmo ! sofre ,! permitindo,! assim,! um a! reflexão! crítica! sobre! o! acto! da! escrita! e!
produção!poéticas!do!autor!(Antunes,!2011).!
Em! 2012,! Frederico! Canuto! defende,! na! Faculd ade! de! Letras! da! Universidade!
Federal!de! Minas!Gerais,! a! tese!de! doutoramento!em! Letras:!Estudos! Literários,! Geo -!
-grafias! da! Comunidade:! investigações! a! partir! do! excesso! da! vida! e! a! margem! da!
multidão .! Este! trabalho! pensa! a! questão! geográfica! na! su a! especificidade,! isto! é,! no!
campo! literário,! como! articuladora! de! um! pensamento! comunitário! espacial! a! partir!
de! uma! leitura! cerrada! de! duas! obras! seminais! portuguesas,! o! Livro! do!
Desassossego ,! de! Fernando! Pessoa,! e! Os! Passos! em! Volta ,! de! Herberto! Helder.!
Compreendendo! o! espaço! literário! como! lugar! de! produção! de! territorialidades!
heterotópicas! por! uma! grafia,! aqui! denomin ada! geo-grafia,! Canuto! cartografa-as! na!
sua! dimensão! comunitária,! dada! pelo! encontro! entre! um! e! outro,! entre! o! que! se!
conhece!e!o! que!traz!um!potencial! de!estranhamento.!Essas! geo-grafias!são!expostas!
em! dois! guias! cartográficos:! o! mapa,! interessado! n os! movimentos! de! produção! de!
!
13 !
cada! espaci alidade! produzida! nas! obras,! e! o! atlas,! voltado! a! compreender! os! limites!
desses! mapas! quando! em! conjunto.! Os! mapas,! nos! quais! fluem! movimentos!
literários! específicos! e! singulares,! através! de! vestígios! tanto! em! termos! narrativos!
quanto!da! grafia!e! escrita,!são! os!objectos!desta! tese,!que! visa!expor! os!modos! como!
Pessoa! e! Helder! fundam! comunidades! a! partir! de! des-funcionalizações,! in-!
-operalizações! e! transformações! na! língua! pelos! espaços.! O! atlas,! por! sua! vez,! dá!
prosseguimento! ao! olhar! geo-gráfico,! na! medida! em! que! o s! mapas! que! o! compõem!
circunscrevem!uma! noção! de!totalidade! que! tende,!ou! não,!à! sua! própria!dissolução. !
Pretende- se ,! assim,! vincular! a! exemplaridade! da! escrita! dessas! duas! obras! a! uma!
noção!de!comunidade!geo-graficamente!realizada!(Canuto,!2012).!
No! mesmo! ano,! Tatiana! Aparecida! Picosque! defende,! na! Faculdade! de!
Filosofia,! Letras! e! Ciências! Humanas! da! Universidade! de! São! Paulo,! a! tese! de!
doutoramento! em! Letras! Clássicas! e! Vernáculas,! Árvore! do! ouro,! árvore! da! carne:!
problematização! da! unidade! na! obra! de! Herberto! Helder! —! Análise! de! poemas! d'A!
faca! não! corta! o! fogo .! Neste! estudo! são! seleccionados! e! analisados! alguns! poemas!
desta! obra! epilogal,! problematizando! a! busca! da! unidade! entre! as! coisas! em! matéria!
de! poesia,! projecto! poético! situado! num! horizonte! histórico! da! mais! exacerbada!
fragmentação.! Mesmo! sabendo! não! atingi-la! definitivamente,! esta! busca! funciona!
como!mote!ou!motor! que!impulsiona!a!poesia!herbertiana,! levando-a!a!reverenciar!a!
linguagem! analógica.! A! autora! evidencia! os! momentos! do! livro! em! que! este!
objectivo! se! apresenta! árduo ! ou! quase! impraticável,! instau rando! a! tensão! entre! o!
desejo! de! potência! criativa! e! a! impotência! criativa,! obrigand o! o! poeta,! muitas! vezes,!
a! cantar! a! sua! falta! de! êxito! para! com! a! poesia.! Para! tal,! a! autora! propõe! como!
metodologia! analítica! a! leitura! metapoética! dos! te xtos! d e! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,!
partindo! deste! ponto! para! outras! temáticas! ou! questões! igualmente! relevantes.!
Assim,! destaca! os! diálogos! com! a! tradição! mais! evidentes! neste! livro,! a! saber:! o!
primeiro! romantismo! alemão,! o ! poeta! alemão! Friedrich! Hölderlin,! o s! gregos! antigos,!
a! Bíblia ,!a!lírica!medieval!e!o!poeta!Luís!de!Camões! (Picosque ,!2012). !
Em! 2012,! na! Université! Sorbonne! Nouvelle,! Daniel! Rodrigues! defende! a! tese!
de! doutoramento! em! Literatura! Portuguesa! Contemporânea,! Les! Démonstrations! du!
Corps.!L'œuvre!Poétique!de! Herberto!Helder .!Partindo!de! Ofí cio!Cantante !(2009),!esta!
14 !
tese! analisa! a! presença! do! corpo! na! obra! de! Herberto! H elder ,! frequentemente!
considerado! obscuro! e! hermético.! Segundo! Rodrigues,! estas! são! características!
tidas,! em! geral,! como! um! obstáculo! à! leitura! e,! tanto! permitem,! inversamente,! a!
compreensão! da! criação! poética! de! Helder,! como! podem! ser! lidas! enquanto!
experiência! corporal.! O! ponto! de! partida! deste! autor! divide-se,! assim,! em! duas!
hipóteses:! a! primeira! propõe! que! o! corpo! se! confunde! com! o! texto.! O! segundo!
propõe! que! o! corpo! é! uma! categoria! anterior! ao! texto,! ou ! uma! construção! textual.!
Em! ambos! os! casos,! o! corpo! é! uma! «demonstração! inexplicável»,! se! se! usar! as!
palavras! d o! poeta.! Segue-se,! assim,! a! evolução! das! diferentes! antologias! de! Helder!
para! mostrar! que! oferecem! a! leitura! da! totalidade! da! sua! escrita,! ou! a! sua! evolução,!
e! que,! de! facto,! inscrevem! uma! descontinuidade! no! corpo! d a! sua! escrita! (Rodrigues,!
2012). !
Em! 2013,! na! Faculdade! de! Letras! da! Universidade! de! Minas! Gerais,! Cíntia!
Ribeiro! defende! a! dissertação! de! mestrado! em! Estudos! Literários,! Crime! de! mão!
própria:! o! rastro! autobiográfico! em! Photomaton! &! Vox,! de! Herberto! Helder .! A!
imagem! do! crime! autobiográfico! em! Photomaton! &! Vox ! suscita! o! diálogo! com! uma!
variedade! de! discursos,! da! Teoria! da! Literatura! à! Filosofia,! incluindo,! também,! a!
História! e! o! Direito.! A! partir! destes! diálogos! este! estudo! descreve! como! se! produz,!
na! obra,! uma! voz! poética! extremamente! singular,! que! joga! com! elementos! da!
autobiografia.! Afastando-se,! entretanto,! das! principais! vertentes! teóricas!
tradicionalmente! voltadas! a! essa! prática! de! escrita,! esta! investigação! envereda! por!
uma! aproxi mação! entre! a! filosofia! de! Giorgio! Agamben! e! a! obra! herbertiana,! dand o!
especial!atenção!à!função!do!rasto!como!signo!da!negatividade!(Ribeiro,!2013).!
Em! 2015,! na! Universidade! Federal! do! Rio! de! Janeiro,! Natasha! Furlan! Felizi!
defende! a! dissertação! de! mestrado! em! Letras! Vernáculas,! A! Face! Antropofágica! de!
Herberto! Helder .! Este! estudo ! parte! de! pontos! de! contacto! entre! a! poética! de! Helder!
e! a! dos! autores! com! os! quais! dialoga! com! o! intuito! de! criar! uma! «tradição»! própr ia.!
Ao! criar! essa! «tradição»,! Helder! subverte! as! noções! genealógicas! implicadas! numa!
leitura! historicista! da! produção! literária,! que! associaria! os! autores! ao! momento!
histórico! em! que! produziram! as! sua s! obra s ," estabelecendo" relações" de" continuidade"
ou# ruptura# com# escolas# e# autores# de# períodos# anteriores.# Uma# das# estratégias# de#
!
15 !
Helder& para& a& criação& deste& cân one& próprio& é& o& motivo& da& antropofagia,& presen te# na#
sua$ obra,$ tanto$ pelo$ recurso$ à$ temática$ do$ canibalismo,$ da$ carne$ e$ da$ boca,$ quan to$
pela! atitude! antropofágica! em! relação! a! textos! de! outros! autores! e! expressões!
vernaculares! de! Portugal! ou! do! Brasil.! Felizi! identifica! alguns! pontos! de! articulação!
de sta! postura! com! a! Antropofagia! brasileira! [Manifesto! Antropófago]! criada! por!
Oswald! de! Andrade,! na! década! de! 1920.! Três! aspectos! da! antropofagia! oswaldiana!
—! o! matriarcado,! o! canibali smo! e! textos! in dígenas! e! africanos! —! são! utilizados! para!
o! exame! da! obra! de! Helder:! a! presença! das! imagens! da! mãe! e! da! mulher,! o! motivo!
do! canibalismo! e! as! apropriações! de! textos! alheios! e! os! poemas! ameríndios!
«mudados!para!português»!(Felizi,!2015).!
Em! 2016,! Rosa! Maria! Martelo! publica! Os! Nomes! da! Ob ra.! Herberto! Helder! ou!
O! Poe ma! Contínuo .! De! acordo! com! a! autora,! no! título! Ou! o! Poema! Contínuo ,! que!
Herberto! H elder ! usou! por! duas! vezes,! a! conjunção! i nicial! relaciona- se! com! o! nome!
do! autor! dizendo! ao! leitor! como! ler! a! escrita! de! uma! vida.! Leia-se! em! Helder! o! outro!
nome! da! obra,! o! outro! nome! da! «canção! ininterrupta».! O! poeta! via! na! escrita! um!
processo! de! «nomeação! física»,! de! montagem! das! imagens,! a! invenção! de! uma!
«irrealidade».! Em! 2013,! recuperou! um! texto! anterior! para! sopesar! o! caminho!
percorrido:! « cumprira -se! aquilo! que! eu! sempre! desejara! —! uma! vida! subtil,! unida! e!
invisível! que! o! fogo! celular! das! imagens! devorava.! Era! uma! vida! que! absorvera! o!
mundo! e! o! abandonara! depois,! abandonara! a! sua! realidade! fragmentária.! Era!
compacta!e!limpa.!Gramatical»!(Martelo,!2016).!
Para! além! destas! en saios,! teses! e! dissertações,! contam-se! outros! estudos! e!
artigos! também! eles! divulgados,! na! sua! maioria,! em! periódicos! portugueses! e!
publicações! académicas! portuguesas! e! brasileiras.! Desses! estudos! e! artigos!
destacam- se:! !
Em! «Para! um! estudo! da! realidade! simbólica ! na! poesia! de! Herberto! Helder»,!
João! Décio! (1977),! procura! fixar! os! processos! criadores! ligados! à! probl emática! da!
metáfora! e! do! símbolo,! assinalando! a! constante! recorrência! aos! aspectos! da!
natureza,! como! a! «flor»,! o! «fruto»,! o! «sol»,! a! «lua»,! que! conferem! à! poesia! um!
carácter! elemental! num! constan te! apelo! à! volta! das! origens.! Associados! ao! carácter!
simbó lico! e! metafórico,! o! autor! procura! detectar! os! elementos! plásticos! e! sensoriais!
16 !
da! poesia! de! Helder! que! começam! a! substituir! irresistivelmente! o! pensar,!
permanecendo! o! sentimento! constantemente! associado! àquelas! vivências.! Décio !
aponta! outros! processos! poéticos! como! a! an áfora! e! a! intensificação,! bem! como! a!
preocupação!com!a!metalinguagem!e!com!a!organização!de!uma!teoria!poética.!
Partindo! do! poema! «Em! s ilêncio! descobri! essa! cidade! no! mapa»,! inserido! n a!
obra! A! Máquina! Lírica ,! «Herberto! Helder:! a! poesia! inesperada» ,! Silvia! Niederauer!
( 2002) ! busca! desvelar! a! condição! humana! através! da! palavra,! o! centro! primordial! e!
irradiador!dos!sentidos!vários!que!assume!o!texto!poético.!
Em! «Dois! discursos ! para! um! rei»,! de! Teresa! Amado! (2003) ,! o! carácter! híbrido!
da! crónica! medieval! —! história! e! ficção,! verdade! relativa! a! níveis! diferentes! de!
percepção! —! encontra! em! Fernão! Lo pes! formas! particularmente! interessantes! d e!
realização.! A! Crónica! de! D.! Pedro ! introduz! na! história! do! reinado! uma! intensa! e!
subjectiva! tematização! da! justiça! e! do! amor.! Segundo! Amado ,! Herberto! H elder !
partiu! da! cena! mais! dramática! aí! narrada! para! escrever! uma! prosa! poética! sobre! o!
tema!da!paixão.!
Partindo! das! traduções! feitas! por! Helder! a! poemas! de! Michaux,! publicados!
em! Doze! nós! numa! corda , ! «Henri! Michaux! e! Herberto! Helder:! dois! poetas! em! busca!
da! alteridade»,! Izabela! Leal! ( 2004) ! reflecte! sobre! o! acto! de! tradução! de! Helder ,!
observando ,! depois, ! as! afinidades! entre! as! poéticas! de! ambos! os! autores.! Para! além!
de! alguns! dados! concretos,! como! o! facto! de! terem! viajado! por! todo! o! mundo! e! de!
terem! entrado! em! contacto! com! tradições! primitivas,! Helder! e! Michaux!
compreendem! o! trabalho! poético! como! uma! busca! da! alteridade,! na! tentativa! de!
pensar! o! homem! para! além! dos! limites! da! racionalidade! e! da! identidade.! Deste!
modo,!o!acto!da!escrita!é!entendido!como!um!acto!de!exílio!e!de!metamorfose.!
«Scherzo! com! helicópteros:! A! metáfora! do! voo! em! Herberto! Helder» ,! de !
Pedro! Eiras! ( 2005) ,! parte! de! um! texto! de! H elder ! onde! se! trata! de! bicicletas! e!
helicópteros! propondo! a! abertura! para! o! imprevisível! de! um! passeio.! Entendido!
como! exploração,! o! passeio! confunde-se! com! a! incógnita! e! só! termina! quando! o!
explorável! se! torna! conhecido.! O! autor! procura! responder! como! dar! conta! da!
fenomenologia! do! passear,! abarcando! desde! a! força! das! expectativas! anteriores! até!
à! formação! de! uma! panorâmica,! uma! assimilação! do! diverso! na! percepção!
!
17 !
simultânea,! desde! o! acto! de! desocultação! até! à! organização! do! saber.! Este! ensaio!
segue,! assim,! o! exemplo! herbertiano,! abrindo-se! a! um! plural! imprevisível.! Seja! o!
ensaio! o! duplo! do! passeio,! adquirindo! por! sincretismo! os! contornos! da!
fenomenologia!do!passear/voar!herbertiano.!
A! «Tradução! e! transgressão! em! Artaud! e! Herberto! Helder»,! de! Izabela! Leal!
( 2006) ,!avalia! o!significado!do !gesto!de! inscrição!do!nome! do!autor! ao!lado!de! outros!
nomes! com! os! quais! compartilh a! a! tarefa! tradutória,! assinalando! algun s! pontos! de!
contacto! entre!a! sua! poética! e! a! de!Artaud.! A! busca! de! uma!renovação! da! linguagem!
representa,! para! ambos,! a! possibilidade! de! uma! quebra! dos! automatismos!
linguísticos,! o! que! implica! a! concepção! da! poesia! como! uma! força! viva,!
transgressora,!capaz!de!actuar!sobre!as!estruturas!cristalizadas!do!discurso.!
«Herberto!Helder,! sim,! o! poema!contínuo» ,! de! Luís! Maffei!( 2006b) ,! refere! ser!
notável! a! peculiaridade! do! poema! inédito! que! H eld er ! publicou! em! 2001,! em ! Ou! o!
Poema!Contínuo .! Segundo!Maffei,! o! livro!confessa -se,!desde! a!capa,! uma!súmula,! e!é!
aberto! por! uma! «nota»! do! autor;! a! mesma! capa,! que! apresenta! a! reprodução! de!
uma! pintura! de! Goya,! estabelece! uma! intensa! relação! com! o! poema! inédito! que!
encerra!o! volume,!pois!se! na!capa! Saturno!devora! um!filho,!um! dos!temas! fulcrais!do!
poema! novo! é! precisamente! a! ideia! de! qu e! a! relação! entre! o! autor! e! a! sua! obra!
passa! por,! talvez,! uma! escolha,! e! desse! jogo! optativo! fará! parte! o! leitor;! se! o! volume!
se!i ntitula! Ou! o! Poema!Contí nuo ,!um ! olhar! mais! atento!poderá! revelar! que,!acima! do!
nome! do! livro,! está! o! nome! do! autor,! o! que! configura! um! novo! sintagma:! Herberto!
Helder!ou!o!poema!contínuo.!
Em! «No! reino! das! mães:! notas! sobre! a! poética! de! Herberto! Helder»,! de!
Izabela! Leal! ( 2008) ,! a! relação! do! poeta! com! a! sua! língua! materna! é! paradoxal! e!
violenta.! Por! um! lado,! ele! precisa! desprender-se! dela! para! que! encontre! o! seu!
próprio! i dioma,! por! outro! lado,! deixará! sempre! em! evidência! a! sua! dívida! para! co m!
ela.! Este! trabalho! investiga! a! relação! entre! presente! e! passado! na! construção! do!
idioma! poético,! utilizando,! para! isso,! a! metáfora! da! mãe! e! do! filho! presentes! na!
poesia!herbertiana.!
De! acordo! com! a! mesma! autora,! em! «Herberto! Helder! e! o! tradutor!
libertino»,! a! tradução ! é! uma! tarefa! inquietante,! como! já! pensava! Walter! Benjamin!
24 !
1971,! são! fiel mente! transcritos! para! a! segunda! part e! do! livro! Vocação!
Animal ! («Festas! do! C rime»)! sete! texto s! originalmen te! incluídos! em !
Apresent ação! do! Rosto .! 197 9! é! o! ano! da! pr imeira! ed ição! de ! P hotom aton!
&! Vox ,! onde ! passa ram! a! figura r,! com ! algu mas! alterações ,! qua tro! tex tos!
que! pertenci am! ao! livro! de! 1968.! Ent re! eles,! aquel e! que! lhe! servia! de !
epílogo! (a! fechar,! justamente,! o! ca pítulo! «Os! Epílog os»)! e! que! pass ará! a!
chamar - se! «(um a! ilha! em! sketches ) ».! [...]! os ! outros! textos! [são] !
«recuperados»![e]!passarão!a! intitul ar - se! «(os! diálogos)»,!«(introduçã o!ao!
quotidiano ) »! e! «(os! ofícios! da! vista)» .! Aind a! em ! Photomaton! & ! Vox ,! m ais!
precisamente! nos ! textos! «(os! cader nos! imaginários) »! e! «(as!
transmuta ções)» ,! s ão! incluídos!excertos! igualmente! provenientes! do! livro!
de!1968!( Freitas,! 2001:!17 - 22). !
Depois! de! ter! dedicado! uma! pequena! parte! do! seu! ensaio! à! análise! da!
movimentação! e! alteração! dos! textos! de! AR,! Freitas! conclui! que! este! não! é! um! livro!
«imediatamente! renegado,! sofrendo,! pelo! contrário,! um! longo! processo! de!
amputação! e! reescrita! parcial! que! vai! de! 1970! a! 1994.»! ( Idem ,! ibidem :! 23).! Além!
disso,! o! autor! afirma! que! «só! passados! vinte! anos! é! que! Apresentação! do! Rosto !
desaparece!da!bibliografia!pessoal!de!H.H.»!( Idem ,! ibidem :!23). !
Também! Clara! Riso! refere,! no! final! de! um! artigo! seu,! que! alguns! textos! de!
P&V! são! recuperados! e! outros! reescritos.! Para! além! disto,! Riso! nota! que! o! autor!
inclui! textos! inéditos! e! exclui! todos! os! livros! de! versões! (os! poemas! mudados! para!
Português),!a!partir!de!OPC:!
«(a! morte! própri a)» ! foi! já! recu perada! du as! vezes! na s! reedições! d e!
Photomaton!& !Vox ' e!que! desde!esse! texto!final!até!hoje! a!escrita!voltou!a!
sobrepor - se! ao! silêncio! tanto! na ! edição! de! textos! inéditos! como! na !
reescrita! de! o utros ! anteri ores.! A! úl tima! manifestação! da ! «aventura!
criadora» ! de# Herberto# Helder# é,# à# data,# Ou! o! P oema! Cont ínuo , ' de! 2004,!
uma! muito! recente! edição! de! Poesia! T oda ' que! exclui! todos! os! livros! de!
versões! e! retoma! o! título! de! Ou! o! Poema! Contí nuo ' de! 2001,! que! ass i m!
passa! a! ser! a! súm ula ' de! um! livro! posterior. ! Depois! do! livro! de! 2001,! Ou! o!
Poema! Contínuo ' de! 2004! marca! mais! uma! etapa! na! cont inuidade! da!
escrita,! para! lá! dos! sucessivos! patam ares! de! finalizaç ão! da! obra,! para! lá!
dos!vários! silê ncios! finai s.!Este! novo! (?)! Ou! o!Poema!Contínuo ' é"mais" um a!
vez!um!texto!final,!tal!como!«(a!morte!própria)» ,! Apresentação !do!Rosto ' e!
a! súmula ' de!2001,!ent re!outros!ou! todos!(Riso, !2004:!58 ). !
No! seu! ensaio! de! 2007,! resultado! da! sua! dissertação! de! mestrado! em!
Literatura! Portuguesa,! em! 1999 7 ,! Diana! Pimentel! aponta! o! gesto! recorrente! de!
emenda!e!de!correcção!discursivas!de!Herberto!H elder ! em!P&V: !
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
7 ! Pimentel,! D.,! 1999.! Herberto! Helder:! hipótese! de! i nvesti gação:! estudo! sobre! o! conceito ! de! r eescri ta!
em!Photomaton!&!Vox .!D issertação!d e!mestrado !em!L iter atura!Po rtuguesa ,!Universid ade!de!Lis boa. !
!
25 !
O! tex to! int itulad o! (em! volta ! de) ! — ! publicado!em! Photomaton! &! Vox ! (co m!
três! edições,! resp ectivamente! em ! 1979,! 198 7! e! 1995)! — ! é,! para! a!
consideração! das! questõe s! aqui! colocadas,! um! metatexto! essencial! à!
definiç ão! da! poéti ca! de! Her berto! Helde r.! Assi nale - se,! em! primeiro! lugar,!
que! este! text o! foi! publicado, ! na! sua! primeira! ediç ão,! com! o! título! (os!
passos!em!volta,!apresentação!do!rosto) .!Co ncebido! event ualmente !com o!
um! ensaio ! so bre! as! obras! do! autor! citadas! no! título! (estas! obras! foram!
editadas! em! 1963! e! em! 1968,! respectivamente;! a! segunda! das! quais! foi!
rejeitada! pe lo! autor! e! excluída! da! sua! bibliografia), ! o! enunciado! titular!
deste! texto! foi! alterado! para! (em ! vo lta! de) ! a! partir! da! segunda! edição! de!
Photomaton! &! Vox .! Para ! além! de! e sta! ser! um a! alteração! s ubstancia l,!
consequência! de! um ! processo! de! reescrita! e! de! emend a! frequente ! em!
Helder ,! a! modi ficação! do! títul o! opera! uma! rasura! num! dos! tr aços! mais !
significativos! deste! texto,! precisame nte! o! facto! de! se! con stituir! co mo! um !
ensaio! metatextual! sobre! anteriores! obras! do! autor. ! De! facto,! o! título!
deste!texto! na! sua!primeira!edição! per mit e! o!reenv io!inequ ívoc o! do!text o!
àqueles! livros! ( em! prosa)! de! Helder,! instaurando - se! como! um ! ensaio!
sobre! o! proce sso! de! escrita,! em! p rimeira! instância,! das! obras! Os! Passos!
em! Volta ! e! Apresentação ! do! Rosto ,! ma s,! em! últ ima! aná lise,! sob re! a!
poética! do!autor ! (Pimentel,!200 7:!18 - 19). !
Noutro! ponto! do! seu! ensaio,! Pimentel! detém-se! sobre! AR,! reafirmando! o!
processo! de! reescrita! de! fragmentos! que! migram! de! uma! obra! para! outra.! AR! é,!
assim:!
uma! «autobiografi a»,! reescri ta,! em! fragmentos! sel eccionados,! em!
Photomaton! & ! Vox ! [incluind o]! textos! e xplicitame nte! autob iográficos!
[que]! são !o s! lugares! privile giados! par a! se! poder,! po r! um! lado,! ob servar! os!
mecan ismos ! text uais ! e! disc ursi vos! p or! que! s e! dá! f orma! ao ! retr ato! do !
autor! e,! por! outro,! averiguar! da! possibilidade! de! ser! esse ! o! modo! de! dar!
origem!à! experiência! de!escrita !( Idem ,! ib idem :!43 ). !
Em! 2009,! Luís! Maffei! escreve! sobre! o! fenómeno! textual! operado! em! Cobra ,!
notando,! à! semelhança! dos! autores! supracitados,! existirem! textos! que! migram! para!
Photomaton! &! Vox ,! e! títulos! que! são! recuperados! e,! por! assim! dizer,! reutilizados.!
Neste!artigo!pode!ler- se: !
O! «liv ro,! em! si ! mesmo,! fl utua»:! s im,! Cobra ! flutua,' mas' a' ideia ' de'
flutuação ) é ) bastante ) fe cunda) p ara) a) p oesia) de) Herberto ) Helder) em) g eral,)
e! começo! a! suspeitar! de! que! Cobra ! seja,! nalgu ma! medida ,! uma! cur iosa!
meton ímia ! para! poema! contí nuo ,! exp ressão! q ue! Ofíci o! Cantante ! não!
invalid a.! A! prop ósito,! continua ! o! poema ,! o! ofício ,! porq ue! ago ra,! pela!
primeira! vez,! a! poesi a! assume - se! completa ! (noção! diferen te! de! toda )" na"
capa$ do$ vo lume$ de$ 2009,$ e$ a$ nota$ de$ abertura$ é ,$ por$ si$ só,$ reveladora$ de $
uma! continuidade ! [...]$ «o$ título»$ é$ «re cuperado »$ de$ um a$ «publica ção»$
vinda& à & luz& por& um a& editora& já& « extinta»,& mas& o& título,& se& se& encontrava&
extinto,( volta( à( vi da( no( nobilís simo! lugar! de! n ome! da! obra! inteira,!
completa ! (Ma ffei,!2009b:!91). !
26 !
Para! além! do! já! citado,! Maffei! nota! uma! prática! recorrente! em! Herberto!
H elder ,! na! qual! é! comum! a! inclusão! de! poemas! inéditos,! numa! obra,! que! nem!
sempre!surgem!na!obra!seguinte,!para!reaparecerem!em!obras!posteriores:!
em! 2001,! Herberto! Helder! lança! uma! súmula,! de! título! Ou! o! Poema!
Contínuo ,! na! qua l! se! en contra! um ! po ema! inéd ito.! Surpre endent ement e,!
justo! na! poesia! reun ida! qu e! tem ,! em ! 200 4,! Ou! o! Poema! Contí nuo ! como!
título,! o! inédito! não ! aparece, ! para,! no!entanto,! aparecer!em! 2008,!dentro!
de! outro! inédito! de! outra! súmula,! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo .! E m! Ofíc io!
Cantan te,! o! inéd ito! de! 2 008! está! presente,! mas,! m esmo! co m! tão! pouco!
tempo!de corrido,!já!mudado !( Idem ,! ibidem :!9 2). !
Antes! de! analisar! algumas! das! alterações! textuais! efectuadas! em! Cobra ,!
Maffei!reconhece!que:!
a! «organicidade»! de! Cobra ! faz! com! qu e! o! livro! seja,! para ! além! das!
«razões! espaci ais»,! «uma! forma! separada», ! uma! forma,! portanto,!
autônoma.! Após! 2009,! isso! se! torna! ainda! mais! radical .! Quem! quiser!
encontrar! Cobra ! não! mais! pode! c ontar! com! a! poesia! completa ,! e! a!
autonomia! é! mais! extr ema! que! antes,! mas! autônoma! ainda.! Encontrar!
Cobra ,! se! fora! da! poesia! completa ,! é ! volta r! ao ! livro ! de! 197 7,! v oltar,! por!
exemplo,!a!«Memória,!Montagem».!( Idem ,! ib idem :!93 ). !
Em! 2011,! também! Alexandra! Antunes! d edica! a! sua! dissertação! de! mestrado!
em! Edição! de! Texto! ao! estudo! de! Cobra .! Para! além! da! inclusão! de! todas! as! variantes!
do! texto,! a! autora! inclui,! ainda,! um! exemplar! de! Cobra ,! alterado! manuscritamente!
por! H erberto! H el der ,! com! o! intuito! de! reflectir! sobre! o! acto! de! escrita! e! produção!
poéticas!do!autor:!
Como! é! sabido,! o! autor ,! em! cada! nova! edição! das! suas ! obras,! alter a!
textos! e! títulos,! de slocando - os! ou! até! eliminando - os,! che gando! a,! por!
vezes,! recuperá - los ! de ! certo ! livro ! pa ra! in cluí - los! no utro.! Cobra ,! p ara! além !
destas! singularidades, ! com! uma! tiragem! de! 1 ! 200! exemplares,! teve! 200!
deles! for a! do! mercado.! Destes, ! não! se! sabe! ao! cer to! quantos! terão! sido!
ofereci dos! por! HH! ao! seu! círcul o! restrito! de! amig os! com! alterações!
manus crit as! feitas! pelo! autor. ! [...]! Por ! se! tratar! de! um! texto! tão!
trabalhado ,! ou! seja,! muit íssimo! alterado! pelo! autor,! terá! de! se! p ercorrer!
toda! a! obra! herbertiana ,! desd e! a! pub licação! de! Cobra ,! em! 1 977,! até! ao !
último! liv ro! de! «poesia! toda»! editado! em! 2009:! Ofíci o! Cantant e,! Poesi a!
Completa ! ―! tít ulo ! que! foi ,! aliá s, ! rec uper ado! de! uma! publ ica ção! de! 1967,!
também ! ela! de! po esia! reun ida.! Se rá! neces sário! de tectar! em ! qu e! obra s! se!
encontra! o! texto! (ou! partes! dele), ! identificar! os! textos! que! foram!
incluíd os! ou! exc luídos;! reg istar! toda s! as! varian tes! do! tex to ,! e! citar! as!
obras! das! quais ! as! mesmas! foram! retirad as.! Incluiu - se ,! ainda,! nesta!
edição,! como! exemplo,! um! dos! exemplares! alterados! manuscritamente!
pelo! autor! ―! oferecido! a! João! Rui ! de! Sousa! ― ! facto! sing ular! que! veio!
!
27 !
acrescentar!um!m aior!número!de! variantes!ao!texto - base!(Antunes,!2011:!
1). !
Apesar! de! centrar! a! sua! in vestigação! em! apenas! uma! das! obras! do! corpus !
herbertiano! total,! Antunes,! foi,! assim,! a! primeira! estudiosa! a! registar,!
sistematicamente,!e!a!publicar!todas!as!alterações!efectuadas!pela!mão!de!Helder:!
Por! se! pretender! acompanhar! toda! a! evolução! de! Cobra ,! de sde! a! data! da!
sua! publicação,! em ! 1 977,! até! ao! último! l ivro! editado! por! HH! em! 2009,! e!
pela! singularidade ! desta! obra,! os! textos! utili zados! para! a! presente! edição!
foram! tra nscritos! de! um ! desses! ex emplares,! sem ! qualqu er! rasura! pela !
mão! do! autor .! Este! é,! portanto,! o! texto - base,! sem! variantes, ! ao! contrári o!
do! que! ocorre! nas! edi ções! críti cas! e! críti co - genéticas,! em! que! o! texto -!
- base! é! a! versão! última! do! texto! e! não! a! primeira,! e! no! qual! as! variantes!
registadas! se! refere m! a ! todo s! os! testemunh os! e! a! to das! as! publicações!
anteriores!( Idem ,! ibidem :!19). !
Depois! de! percorrer! trinta! e! dois! anos! de! publicações! e! reedições,! Antunes!
confirma! qu e! Cobra ! foi! «sofrendo! transformações! bastante! peculiares.! [...]! Cobra ! só!
existe! como! um! todo! na! edição! de! 1977.! Cobra ! é,! a! partir! de! 1977,! “sempre! outra!
coisa”,! diversa! de! Cobra ,! a! obra.»! ( Idem ,! ibidem :! 19).! Desta! forma,! partindo! da!
elaboração!de!uma!edição!evolutiva,!a!autora!conclui!que!
além! das! inúmeras! variantes! apresentadas, ! existem! textos! que! são!
eliminados! totalmente,! ou tros! que! são! ex cluídos! de! um a! obra! para!
voltarem! a! ser! incluídos! noutra;! que! existem! textos! muito! ma is!
trabalhado s! que! outros,! com o! é! o! caso! particu lar! de! «Exem plo»! e! «E!
Outros ! Exemp los».! É! na ! edição! d e! PT,! de! 1 981 ,! que ! Cobra ! desapar ece!
como! um ! todo,! uma! vez! que! os! textos! vão! se ndo! desintegrados! e!
incluíd os! no utras! o bras! ( veja - se! o! ca so! de! «M emória,! Montage m.»! que,! a!
partir ! de! 1979,! m igra ! para! P&V! não! voltando! a! ser! integrado! em! nenhum!
outro! l ivro! do! autor).! O! ci clo! de! poemas! «Cobra»,! centro! da ! obra,! como!
pôde! ver - se,! é! o ! que! mais! alterações! sofre,! em ! termos! de! variantes,! ao!
longo ! de! toda s! as! ediçõ es.! Em ! JRS ! [exem plar! a lterado! ma nuscritam ente],!
curiosamente,! o! núm ero! de! variantes! é! considerável:! as! alterações!
principi am! e!centr am - se!em !«Cobra» ,!sendo! que! o!autor,! para!além !disto,!
modi fica ! ap enas! os! dois! últ imos! poemas ! d e! « E! O utros ! E xempl os»! ( Idem ,!
ibidem :!80). !
Mais! recentemente,! em! 2016,! Rosa! Maria! Martelo! retoma! o! assunto! das!
práticas!textuais!herbertianas:!
O!títu lo! Ou!o!Poema! Contí nuo ! foi!u sado!p ela!prim eira!vez! na!«Sú mula»! de!
2001,! mas! Herberto! Helder! r etomou - o! em! 2004! para! recobrir! Poesi a!
Toda ,! aban donan do! assim ! a! desi gnação ! que! usa va! desd e! 1973 ! para! a!
recolha! da!sua !poesia.! [...]!quaren ta!e!s eis!anos! depois! da!pu blicação! de! O!
Amor! em! Visita ,! o! texto! de ! Poesia! Toda ,! várias! vez es! depu rado,!
28 !
expandido,! refeito,! apr esentava - se! explicitamente! co mo! um! «poem a!
contínuo»,! sublinhando! a! co nstante! reescrita! que! o! reelaborava! como!
texto! segu ido! […]! q uer! em! O! Poema! Contínuo! — ! Súmula ! (2001) ! quer! em!
A! Faca! Não! Corta! o! Fogo! — ! Súmula! &! Inédita ! (2008 ),! o ! entend imento! da!
obra!como!sequênci a!ininterr upta!é!sugerido!pel a!exclusão!dos! títulos!dos!
poemas!e! pelo!facto!de!mesmo! os!títulos!das!obras!serem!apenas! objecto!
de! uma! discreta! menção! e ntre! parênteses! a! s eguir! aos! poemas!
respectivos!(M artelo,!2016:!11 - 12). !
A! autora! aponta,! ainda,! a! proveniência! de! textos! dispersos! que! são! incluídos,!
mais! tarde,! em! volume,! como,! por! exemplo,! o! «preâmbulo! de! Servidões ! [que]! reúne!
três! textos! de! diferentes! proveniências.! A! história! do! porco! selvagem! [...]! tinh a! sido!
publicada! pela! primeira! vez! em! 1999,! em! Cult! —! Revista! Brasileira! de! Literatura ,! n.º!
27,!sob!o!título!“A!ordem!ininterrupta!das!magias”.»!( Idem ,! ibidem :!18). !
Acerca!das! suas! práticas! textuais!e! editoriais,! a! autora!vai! mais! longe,! quando!
afirma! que! Helder! não! teria! tido! qualquer! intenção! de! «criar! objectos! raros! para!
alfarrabistas! no! modo! como! as! obras! foram! editadas! sem! reedições,! com! os! livros!
rapidamente!esgotados.»!( Idem ,! ibidem :!21).! !
Martelo! chama! também! a! atenção! para! o! acto! de! reescrita! e! organização! do!
autor!dentro!dos!volumes!de!«poesia!toda»!e!de!«súmulas»:!
Ao! longo! de! toda! a! sua! vida, ! Herberto! Helde r! foi! faz endo! recolhas! dos!
livros! de! po esia! que! pu blicava:! Ofíci o! Canta nte ! (1967),! Poesia! Toda! I ! e! II !
(1973),! Poesia! Toda ! (1981;! 1990;! 1996),! Ou! o ! Poema! Contí nuo ! (2004),!
novamente! Ofíci o! Cantante ! (2009),! e! po r! fim! Poemas! Com pletos ! (2014).!
Publicou! ainda! du as! recolhas! selectivas,! Ou! o! Poema! Contínuo! — ! Súmula !
(2001)! e! A! Faca! Não! Cort a! o! Fogo! —! Súmula! & ! In édita ! (200 8).! Em ! tod os!
esses! volumes! (que! ao! contrário! das! obras! singulares! t inham! tiragens!
bastante! signif icativas), ! reescreveu! e! r eorganizou! os! livros! de! poesia! que!
até! então! publicara, ! algumas! vezes! de! forma! muito! rel evante.! Su primiu!
textos,! transfer iu ! o utros! p ara! livros! como! Photomaton! &! Vox ,! ou ! para! os!
livros! de ! «poem as! mud ados! p ara! o! po rtuguês» ,! refez! e! reord enou!
poemas!( Idem ,! ibide m :!21). !
De! igual! importância! é! a! referência! de! que! estes! volumes! se! apresentam!
como! uma! reunião! de! poemas,! recolhidos! e! selecionados! pelo! autor,! em! vez! de! se!
apresentarem! como! volumes! de! poesia! completa! ou! até! mesmo! obras! completas,!
ainda!que!os!diversos!títulos!possam!sugerir!de!que!se!trata! de! poesia!completa:!
Assim,! e! exceptuando! o! volume! pós tumo! Poemas! Canhotos ,! a! poes ia! de!
Herber to!Helder!apres enta - se!hoje! sob!o! título! Poemas! Completos ! (2014),!
no! livro! que! volta! a! reunir ! a! poesia! publicada! desde! 1958,! mas,! e! com o!
!
29 !
sempre,! sob! um a! forma! que! não! correspon de! linearmente! ao! que! se!
poderia! esperar! de! um! volume! de! recolha! integral! de! uma! obr a! poétic a.!
Ao! contrári o! do! que! este! tít ulo! pode! sugerir! —! e! ao! contrário! do! que!
também ! já! sugeria! o! subtítu lo! «poesia! com pleta»! que! an tes!
acompanhava! Ofíci o! Cantante ! (2009)! — ,! estas! r ecolhas ! nunca ! são! a!
simples! reedição! do! con junto! dos! livr os! publicados! pelo! a utor,! já! que!
estes! foram!sofrendo! alterações! sucessivas!e! supressões! significativas!nas!
várias!edições!e!reedições!da!«poesia!toda»!( Idem ,! ibidem :!30). !
Martelo,! à! semelhança! de! outros! estudiosos,! refere! algumas! das! práticas!
textuais! herbertianas! que,! como! já! referidas,! incluem! a! reescrita,! a! inclusão! ou! não!
inclusão! e! algumas! migrações! de! textos:! «mesmo! nos! livros! mais! recentes,!
recolhidos! apenas! em! Poemas! Completos ,! há! algumas! alterações! a! assinalar»! ( Idem ,!
ibidem :! 31 -33).! Referindo,! igualmente,! o! caso! de! Cobra ! ( Idem ,! ibidem :! 51! e! 54),!
Antropofagias ,! Vocação!Animal ! e! Apresentação!do!Rosto !( Idem ,! ibidem :!53). !
Estes! são! os! principais! estudos! que,! ainda! não! tendo! como! discussão!
principal! as! alterações! textuais! herbertianas,! dedicam! partes! de! capítulos! a! esta!
temática.! Destes! estudos,! o! único! que! se! ocupa! inteiramente! desde! fenómeno! é! o!
estudo! de! Antunes! ( Op.! cit. ).! O! trabalho! que! se! propõe! desenvolver! continua,! em!
parte,!esse!estudo.!
Como! se! referiu,! a! edição! evolutiva! de! Antunes! p ermite! observar,! através! do!
registo! de! todas! as! variantes! textuais,! o! modo! de! construção! poética! de! Herberto!
H elder :! alterações! lexicais! e! composicionais,! modificação! de! títulos,! deslocação! de!
textos,! textos! que! foram! retirados! de! uma! obra! para! serem! recuperados! noutra,! ou,!
ainda,! textos! que! foram! excluídos.! No! entanto,! esse! estudo! centra-se! apenas! em!
poemas! e! textos! de! uma! obra! específica.! Assim,! é! d e! grande! importância,! não! só!
para! a! crítica! e! para! os! estudiosos,! mas! também! para! o! público! em! geral,! uma!
investigação! mais! profunda! que! permita! uma! visão! detalhada,! minuciosa! e!
abrangente! da! obra! poética! herbertiana,! organizada! e! editada! pelo! autor,! em! vida,!
nos! seus! aspectos! técnicos! e! editoriais.! Como! é! sabido,! e! como! reafirma! o! presente!
«Enquadramento! T eórico » ,! H erberto! H elder ,! tem! um! modo! muito! próprio! de!
trabalhar! os! seus! textos.! Em! consequência! disso,! a! sua! poesia! destaca-se,! não!
somente! pelo! hermetismo,! mas! igual mente! por! esse! modo! de! metamorfose! textual.!
E! é! a! história! dessa! metamorfose! técnica/textual! que! se! pretende! desenvolver! e!
apresentar,!abrangendo,!agora,!a!sua!obra!poética!total.!
30 !
1.3.!Objectivos !
Para! além! de! um! estilo! muito! próprio,! a! poesia! de! Herberto! Helder! tem! sido!
destacada ,! como! se! viu, ! pelas! suas! características! instáveis,! de! al teração! co nstante!
de! textos,! poemas! e! livros! inteiros.! Segundo! os! autores! referidos! no! «Estado! da!
Arte»! e! no ! «Enquadramento! Teórico»,! todos! eles! partilham! a! mesma! posição,! a! de!
que! nenh um! poema,! texto! ou! livro! escritos! pela! mão! de! Helder,! é! igual! aos! poemas,!
textos! e! livros ! publicados! noutras! edições.! De! acordo! com! os! mesmos! autores,!
conhecidas!são,!igualmente,!as!suas!«recusas»!em!reeditar!as!suas!obras.!
Dado! o ! panorama! editorial! relacionado! com! as! técnicas! de! editing ! de! H el der ,!
o! trabalho! que! se! propõe! desenvolver! procura! responder! a! muitas! perguntas! qu e!
essas! técnicas! levantam! e! que! ainda! ninguém! conseguiu! responder,! de! forma! total! e!
sistemática.!De!um!modo!geral! e!mais!abrangente,!essas!perguntas!incluem:! quantos!
textos! foram,! afinal,! alterados! por! H elder ?! Esses! textos! foram! muito! alterados?!
Existem! textos! pouco! alterados?! Existem! textos! inalterados?! Quantos! textos! o! autor!
deixa! de! i ncluir ,! desde! a! primeira! publicação! do! seu! volume! de! «poesia! toda»,! até! à!
última! versão! deste! volume! reunido ?! E! qual! a! totalidade! de! textos! incluídos! em!
todos! os! volumes! de! «poesia! toda»?! Existem,! de! facto,! livros! e! textos! que!
desaparecem ?! E,! por! fim,! que! percentagem! da! sua! obra! poética! total! é!
absolutamente! original !ou,!pelo!contrário,!repetida,!de!volume!para!volume?!
Assim,! o! primeiro! objectivo! é! contar! a! história! destes! textos! para! descobrir,!
identificar! e! expor! o! método! de! edição! e! publicação! herbertianos.! Quer! isto! dizer!
que! se!pretende! contar! a! história!d a!organização! da! sua! obra!poética! total,! e! como! a!
sua! obra! poética! total! é! representada! (a! totalidade! da! sua! obra! poética! oficial! está!
representada! nos! volumes! de! «poesia! toda»! que! se! vão! construindo! a o! longo! do!
tempo!sendo,!portanto,!necessário!recorrer!a!uma!ordem!cronológica).!
O! segundo! objectivo! consiste! em! identificar,! classificar! e! agrupar! todos! os!
textos! que! integram! todos! os! volumes! de! «poesia! toda».! Desta! forma! pretende- se!
chegar!ao!número!total!de!textos!de!maneira!a!atingir!a!obra!poética!completa.!
O! terceiro! objectivo! trata! de! identificar,! classificar! e! agrupar! poemas!
alterados!e,!havendo,!poemas!que!não!tenham!sido!alterados.!
!
31 !
Desta! maneira! é! possível! expor ,! detalhadamente,! a! construção! p oé tica! e!
organização! textual! do! autor,! e! compreender,! em! termos! quantitativos,! quais! as!
percentagens! de! textos! que! foram! muito! alterados,! pouco! alterados! ou! nunca!
alterado s. !
Este! trabalho! servirá! de! compl emento! aos! muitos! estudos! existentes! da! obra!
herbert iana! porque! irá! mostrar! o! seu! modo! de! construção! textual! e! a! forma! como! o!
autor! organizou! a! sua! obra! em! função! das! suas! antologias,! isto! é,! o! que! o! autor! ia!
incluindo!e!não!incluindo!até!chegar!à!sua!versão!final.!
A! escrita! é! um! processo! de! editing ! constante,! sobretudo,! em! Herberto!
Helder,!e!é!esse!acto,!essa!prática,!que!importa!expor,!mostrar.!
Este! trabalho! pretende! ser! acessível! não! só! aos! estudiosos! e! investigadores!
académicos! da! obra! herbertiana,! mas! também! a! todos! os! leitores! de! Herberto!
Helder!aos!quais!esta!temática!possa!interessar,!e!ao!público,!em!geral.!
1.4.!Delimitação!do! Corpus !
Como! já! foi! referido,! o! objectivo! d este! estudo! é! o! de! mostrar! as! alterações!
textuais! feitas! por! Herberto! H elder ! e! verificar,! também,! o! número! total! das! suas!
publicações,! em! volume,! para! confirmar! se,! na! verdade,! o! autor! se! recusa! ou! não! a!
reeditar! os! seus! liv ro s.! Foi ! neste! contexto! que! nasceu! a! elaboração! desta! tese.! Para!
tal,! foi! necessário! definir! um! corpus ! e,! por! se! pretender! contar! uma! história,! teve! de!
se! seguir! uma! metodologia! (este! assunto! será! sistematizado! no! capítulo!
subsequente ). !
A!delimitação!do! corpus !é!a!seguinte:!
De! um! lado,! tem-se! os! volumes! integrados! dentro!d os!vol umes!reunid os,!que!
são!todos!os!textos-base!(com!algumas!excepções!explicadas!posteriormente).!
De! outro! lado,! tem-se! os! volumes! não! integrados,! dos! quais! são! retiradas! as!
variantes! (quando ! as! há)! de! um! texto.! Algumas! variantes! são! retiradas! de! textos! de!
volumes! integrados,! quando! o! autor! repete! a! versão! de! um! texto! já! tido! com! texto-!
-base.!
32 !
O!ponto!de!partida!é! o!primeiro!volume!reunido!(OC,!1967),! pe rcorrendo -se!a!
obra!poética!de!H elder !até!se!chegar!ao!último!volume!reunido!(PC,!2014).!
Por!se! querer! registar!todas! as!variantes! de! cada!texto,! haverá!momentos! em!
que! terá! de! se! recuar! no! tempo,! para! se! poder! registar! as! variantes! desse! texto!
encontradas!na!sua!primeira!publicação,!em! volume. !
O! corpus ! d este! trabalho! inclui! os! textos! publicados! em! vida! (textos! póstumos!
não! serão! considerados,! excepto! casos! específicos! que! possam! precisar! de! ser!
citados)! e! que! estejam! acessíveis 8 !não! só! a! investigadores! credenciados,! mas! ao!
público,! em! geral.! Os! textos! póstumos! ficam! fora! do! corpus ,! uma! vez! que! um! dos!
objectivos! é! observar! as! alterações! textuais! efectuadas! pelo! autor! em! obras!
publicadas! em! vida.! Desta! forma,! não! haverá! quaisquer! dúvidas! relativamente! às!
opções! tomadas! no! que! respeita! às! variantes! de! cada! texto,! bem! como! outras!
alterações!já!mencionadas.!
O! ponto! de! partida! são! os! volumes! reunidos,! os! quais! é! necessário! explicar! a!
razão!da!sua!escolha!para!delimitação!do! corpus .!
Os! volumes! reunidos! são! todas! as! antol ogias! que! reúnem! os! poemas! e! textos!
tidos! como! mais! «importantes»! pelo! autor.! Estes! textos! representam! a! sua! escolha!
pe ssoal,!a! sua!eleição!e! vontade,!ou!sel ecção,!últimas.!Contudo,! a!razão! que!motivou!
as! suas! escolhas! não! é! objecto! deste! estudo,! uma! vez! que! o! risco! de! se! cair! em!
especulações!é!demasiado,!perigoso!e!pouco!científico.!
Partindo! dos! volumes! reunidos,! parte- se! de! uma! selecção! feita! pelo! autor:!
são! estes! volumes! que! definem! o! corpus ! porque! neles! se! vão! encontrar! todas! as!
versões!«definitivas»!de! cada!selecção!feita!por! Helder.!E!porque! essas!selecções!são!
oito,!teve!de!se!recorrer!à!incorporação!de!mais!do!que!um!texto-base.!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
8 ! Apesar! de! se! ter! recorrido,! também,! a! e dições! de! bibliotecas! privadas, ! incluindo! a! da! autor a! de ste!
trabalho,! com ! excepção! de ! A! Plenos! Pul mões ,! de ! 1981! e ! de! Kodak ,! de! 198 4,! todo s! os! volu mes!
consultados! encontraram - se,! então,! disponíveis,! nas! segu intes! bibliotecas: ! Bibli oteca! Nacional! de !
Portugal,! na! Bibl ioteca! de! Arte! da! Fundação! Calouste! Gulbenkian,! na! bibl ioteca! da! Faculdade! de!
Ciências! Sociais! e! Humanas,! na! bibl ioteca! da! Faculdade! de! L etras! de! Lisboa! e! na! Rede! Municipal! de!
Bibliot ecas! de! Lisboa . ! Ao! r ecorrer! a! estes! volumes! conse guiu - se! t er! uma! m aior! perspectiva! de! qu ais!
estão! acessíveis! ao! público! l eitor! —! o! que! é,! sem! dúvida,! importante, ! em! termos! culturai s! e!
educacionais. !
!
33 !
Sendo!uma!situação!menos!complexa,!recorrer- se -ia!à! última!versão/selecção!
feita! pelo! autor! e! u tilizar- se -ia! apenas! um! texto-base.! Mas,! sendo! a! obra! em! estudo!
escrita,! organizada! e! publicada! por! Herberto! H elder ,! a! situação! é! muito! mais! difícil ,!
e,! p or! isso,! teve! de! se! adaptar! as! metodologias! em! torno! daquilo ! que! a! estrutura! do!
texto!e!das!publicações!ia!revelando.!
1.5.!Conceitos!e!Definições !
Como! se! referiu ,! no! ponto! anterior,! teve! de! ad aptar-se! as! metodologias! do!
trabalho!à!medida!que!o!mesmo!se!ia!definindo,!ganhando!forma!e!crescendo.!
De! maneira! a! compreender! melhor! as! metodologias! e! a! análise! que! se! lhe!
segue ,!é!necessário!apresentar!os!conceitos!e!definições!dos!termos!utilizados .! Note-!
-se! que! estes! conceitos! e! definições! se! referem! ao! presente! estudo,! tendo! sido,!
também,!a!ele!adaptados,!de!forma!a!poder!explicar-se!o!que!se!fez!e!como!se!fez.!
Texto - base/textos - base :!texto-base!é!aquele!que!foi!transcrito!e!que!serve!de!base!à!
soma! das! variantes;! é! o! texto! ao! qual! se! vão! adicionando! todas! as! variantes!
de! um! texto,! sempre! que! as! haja.! Porque! se! parte! dos! volumes! reunidos,!
respeitando! certa! ordem! cronológica,! existem! mais! do! q ue! um! texto-base,!
sendo! que! o! primeiro! corresponde! a! todos! os! textos! publicados! no! primeiro!
volume! reunido! (OC,! 1967).! Depois! disto,! sempre! que! surjam! novos! textos!
em! volumes! reunidos! seguintes,! esses! textos! correspondem! a! novos! textos-!
-base! sendo,! por! isso,! numerados! de! acordo! com! a! su a! ordem! de! «entrada».!
Existem,! contudo,! dois! textos-base! que! não! provêm! de! volumes! reunidos.!
Procedeu -se! assim! por! razões! que! caberá! explicitar! no! capítulo! referente! a!
este! assunto.! Por! não! se! tratar! de! uma! edição! crítica,! crítico-genética! ou!
evolutiva,! nenhum! dos! textos-base! será! apresentado! integralmente! mas!
apenas! as! partes! que! foram! alteradas! com! a(s)! sua(s)! respectiva(s)!
variante(s).!
Primeira' versão :! a! primeira! versão! de! cada! texto! publicada! em! volume! não!
integrado.!
40 !
herbertiana!a!que!se!chamou!«migrações»!e!«movimentações!erráticas» 12 .! !
A! nona' fase ! corresponde! à! análise! dos! resultados! obtidos,! à! realização! de!
cálculos! e! obtenção! de! percentagens,! e! à! elaboração! de! figuras! e! de! gráficos!
exemplificativos.!
A! décima ! e! últ ima! fase ! é! dedicada! às! conclusões! a! que! se! chegou,! às!
dificuldades! encontradas! durante! a! investigação! e! elaboração! d o! presente! trabalho!
e!à!sua!discussão!final.!
! !
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
12 ! Pel as! razões! explicitadas! em ! nota! anterior,! alguns! destes! mapeam entos! não! serão! apresentados,!
embora!as!ocorrências!nel es!encontradas!sejam!debatidas!no!C apítulo! 3. !
!
41 !
CAP ÍTULO!2.!OS !FIOS!DE!ARIA DNE !
2.1.!Ou!como!navegar!nos!volumes !
Como! se! tem! vindo! a! debater,! Herberto! Helder! recorreu! a! técnicas! de! editing !
às! quais! nem! sempre! é! fácil! seguir! o! rasto.! Estas! técnicas! foram,! também,! e! de! certa!
forma,! aplicadas! à! organização! da! sua! obra.! Por! essa! razão,! a! mesma ,! como! se! verá,!
foi !construída!em!labirinto.!Mas,!para!entrar!nesse!labirinto,!são!necessárias!algumas!
ferramentas.! Daí! o! título! «Os! fios! de! Ariadne»! porque,! sem! estes! mapeamentos,!
muito! dificilmente! se! conseguiria! entrar! e! sair! desta! obra! que! se! organiza! em! puzzle !
ou ! em ! maze .!
O!objectivo! deste!capítulo! é,!assim,! facultar!os! primeiros!10! mapeamentos!da!
obra!herbertiana!realizados!e!sua!respectiva!análise.!
A! elaboração! dos! primeiros! mapeamentos! constitui! o! alicerce! da! presente!
investigação,! porque! foi! a! partir! deles! que! se! construiu! o! registo! total! de! vol umes,!
poemas! e! textos.! Estes! registos! permitiram,! numa! fase! posterior,! calcular! o! número!
de! publicações,! o! número! de! alterações! textuais! e! a! sua! natureza,! e,! por! fim,! o!
número!de!versões!de!cada!texto.!
Este! capítulo! pretende! mostrar! as! técnicas! utilizadas,! durante! a! presente!
investigação,! que! permitiram! avaliar! as! técnicas! utilizadas! pelo! autor,! durante! a!
publicação! da! sua! obra! em! volume.! Assi m,! mostrar- se -á! o! que! se! fez! e! como! se! fez!
para!se!poder!mostrar!o!que!o!autor!fez!e!como!fez.!
O! primeiro! mapeamento! apresenta! a! história! de! cada! volume,! porque! foi! dos!
volumes! que! se! partiu,! nesta! viagem,! pelo! interior! do! labirinto.! Em! termos!
metafóricos,! cada! volume! representa! uma! parede! que! se! ergue! e! na! qual! os! tijol os!
seriam!os!poemas!e!ciclos!de!poemas.!
Neste! mapeamento! está! contida! a! hi stória! de! cada! volume,! bem! como! a! sua!
natureza,!de!acordo!com!a!classificação!utilizada!neste!trabalho.!
Os! nove! mapeamentos! que! se! seguem! representam! a! construção! dos! «fios!
de! Ariadne»,! nos! quais! se! procedeu! ao! registo! dos! textos-base! e! da! anotação! de!
42 !
todas!as! variantes.!Repare-se! que!a!anotação! das!primeiras! variantes,!e! consequente!
registo! d os! oito! textos-base,! bem! como! das! variantes! seguintes,! todos! dependeram!
do!registo!do!primeiro!texto-base.!Ele!é,!por!isso,!a!pedra!basilar!desta!investigação.!
Apesar! de! não! se! apresentarem,! neste! capítulo,! as! variantes! de! cada! poema,!
optou-se! por! apresentar! o! número! das! suas! publicações! e! versões.! Deste! modo,!
mostra-se!a!frequência!que!cada!poema!foi!publicado!e!alterad o. !
Antes! de! se! prosseguir,! e! para! um! maior! entendimento! do! que! são! os!
volumes! não! integrados,! integrados! e! reunidos,! apresentam-se! d uas! ilustrações! q ue!
servem! de! apoio! à! compreensão! do! método! utilizado! na! elaboração! de! cada!
mapeamento.!
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Figura ! 2.1 .!E xemplo!de!volum e!não!integrado!e!exemplo!de!volume!reunido. !
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). '
1.ª!versão! d o! texto !
ex. :! CB ,! 19 61 !( A! C o l h er!
na !Boc a ) !
Vol ume!R euni do !
ex. :!OC! ( Ofí ci o !Cantan te )!
1.ª ,! 2.ª , !3. ª, !e tc .!v e r são !d o! te xt o! in t egr a d o!e m ! vol u me !r eu ni d o !
ex. :! CB ! [OC,! 1967 ! ( A! Colhe r! na! Boc a ,! 1 . ª! v ers ão ! d o ! t ex t o! pa ssa ! a !
2.ª!versão! q ua ndo!inte grada!dentro!de ! vo lume !re un ido )!
!
43 !
!
!
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!
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Figura !2 .2.!E xem plo!de ! volume!não!integrado,!com!ciclos!de!poemas!e!poemas!que!se!dividem!em!
partes,! e!exemplo!de! volume s!integrados,!com!ciclos!de!poemas,!em!volum e ! reunido . !
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). '
2.1.1.!Mapeamento!dos!volumes:!não!integrados!e!integrados!!
Este! mapeamento! pretende! mostrar! quantos! volumes! existem,! na! sua!
totalidade 13 !e!contar,! também,! a! história!textual! e! editorial! de!cada! um! deles.! Assim,!
o! mapeamento! regista! todos! os! volumes! consultados! em! bibliotecas! privadas,!
municipais,! nas! bibliotecas! da! Faculdade! de! Ciências! Sociais! e! Humanas! e! da!
Faculdade! de! Letras! da! Universidade! de! Lisboa,! na! Biblioteca! de! Arte! da! Fundação!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
13 ! A! contagem! inclui ! v olumes! i ntegrados,! vol umes! não! integr ados,! volumes! de! súmulas,! v olumes ! de!
versões,! volume s! antológico s! e! reedições.! Por! essa! razão,! é! natural! que! o! núm ero! total! seja! superior!
ao!número!de!volumes ! «físic os» ! indic ados!na !bibliogra fia!activa. !
Ciclos! de!p oema s !
VI ’s !
Vol ume!R euni do !
Vol ume!n ão!i nteg rado !
Ciclos! de!p oema s !
Po em a s! que !
pode m ! ter !
vár ias!«par tes» !
44 !
Calouste! Gulbenkian,! e! na! Biblioteca! Nacional! de! Portugal.! Alguns! destes! volumes!
contêm!dedicatórias!manuscritas!do!autor.!
Na! organização! cron oló gica! que! vai! de! 1958! até! 2015,! encontram- se!
repre sentados! 57! anos 14 !de! edições! e! reedições,! contando-se! um! total! de! 59!
volumes ! não! integrados.! De! acordo! com! o! corpus ! deste! trabalho,! excluem- se! os!
livros!póstumos.!
Os! volumes! sublinhados! representam! casos! especiais:! mudanças! de! título,!
títulos! que! se! repetem,! com! pequenas! alterações,! volumes! que! integram!
parcialmente,!volumes! ou! partes!de! volumes!q ue!migram! para!outras! obras,! poemas!
que! passaram! a! ser! volumes! integrados,! ou! poemas! que! foram! publicad os! enquanto!
volumes! não! integrados.! Também! se! consideram! especiais! os! casos! dos! volumes!
integrados! que! não! existem! enquanto! volumes! não! integrados.! Optou- se! por! incluir!
o!número!total!destes!volumes!no!ponto!dedicado!aos!volumes!integrados.!
No!final!de!cada! volume,!em!mapeamento,!pode!encontrar-se,!num!resumo! a!
negrito,!a! identificação!do! texto-base!e!os! números!das! edições.!Chama-se!a! atenção!
para! o! facto! de! muitos! destes! volumes! acumularem! duas! ou! mais! designações.!
Alguns! dos! casos! especiais! são! apenas! títulos! de! poemas! ou! partes! de! livros! não!
constituindo,!portanto,!volumes.!
2.1.2.!Volumes!não!integrados!
Dos! 59! vol umes! não! integrados,! que! incluem! o! total! de! edições! e! reedições ,!
14! são! volumes! não! integrados! que! nunca! integram! os! volumes! reunidos.! Destes! 14,!
oito! são! volumes! reunidos,! três! são! volumes! de! versões! e! um! é! volume! d e! súmulas!
(Figura!2.3.).!Para!além!destes!números,!dos! 59!volumes,!existem!4 5!c ujos!títulos!são!
repetidos! ou! duplicados! nos! volumes! i ntegrados! em! volumes! reunidos.! Destes! 45,!
um! é! volume! de! sú mulas,! seis! são! volumes! d e! versões,! um! é! volume! antológico! e! 37!
são!os!restantes!volumes!de!poesia!e!de!ficção!ou!prosa!poética!(Figura!2.3. ). !
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
14 ! Est e! é! um! número! aproximado,! sendo! que! o! autor! morr eu! a! 23! de! Março! de! 2015! e! o! últi mo!
volume!a!ser!publicado,!em!vida ! (PV,!2015),!da ta!de!Janeiro!de !2015. !
!
45 !
!
Figura!2.3 .!R epresentação!esquemática ! dos!volumes! não!integrados .!
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). !
Ainda! dos! 59! volumes! não! integrados,! existem! outras! informações! a! reter.!
Dois! desses! volumes! são! edições! de! autor! e! 13! são! folhetos 15 !e! serigrafias.! Existem!
18! livros! que! foram! reeditados! e! que! as! editoras! referem! o! número! da! edição!
correcta,! sete! volumes! que! foram! reeditados! e! que! as! editoras! omitem! o! número! da!
edição,! e! um! volume! que! foi! reeditado! no! qual! a! editora! refere! o! número! da! sua!
edição!ignorando!as!edições!publicadas!anteriormente!noutras!editoras.!
Dez! destes! volumes! são! de! capa! dura,! em! opo sição! aos! restantes,! de! capa!
brochada 16 .! Quanto! aos ! números! de! exemplares,! por! cada! edição,! 21 17 ! referem! os!
números!de!tiragens,!em!oposição!aos!restantes,!que!os!omitem.!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
15 ! De! aco rdo! com! o! Dicionário ! do! Livro ,! «f olheto! é! o! t ermo! utiliza do! para! ! d esignar ! um ! do cumen to!
constituído! po r! um a! folha! simp les! ou! dob rada! geralm ente! revestida! p or! uma! ca pa! em! pa pel;!
publicação! impressa,! não! periódica,! com! mais! de! quatro! e! não! mais! de! quarenta! e! oito! páginas,! sem!
contar! as! da! capa;! publicação! imp ressa! não! periódica,! em! geral! brochada,! constituíd a! por! poucas!
folhas;! panfle to;! opúsculo;! obra ! com! meno s! de! cem! páginas ! ou! cinquenta! folh as;! pequena! folh a! ou!
brochura! de! propa ganda! religios a,! polític a,! cultural ,! etc.»! (Far ia! e! Pericão, ! 2008:! 562).! No! mesmo!
dicionár io,! no! ver bete! «Livro»,! «segundo! a! agênc ia! po rtuguesa ! p ara! o! “ISB N! (Internationa l! St andard !
Book! Numbering)”! é! toda! a! publicação! não! periódica! com! um! m ínimo! de! quarenta! e! cinco! páginas! e!
que! esteja! suj eita! a! depósit o! legal;! segundo! a! “I SO! (Internati onal! Standards! Orga nization)”! é! uma!
publicação! i mpr essa!não! perió dica, ! com! mais! de! quar enta ! e! oit o! página s,! sem! inc lui r! as! da! capa, ! que!
constitui! uma! unidade! bibliográfica.»! ( Idem ,! ibidem :! 763).! Assim,! e! seguindo! a! definição! da! agência!
portuguesa! par a! o! ISBN,! todos! os! li vros! com! menos! de! quarenta! e! ci nco! páginas! foram! contados !
como! sendo! folhetos ,! embo ra,! par a! o! pre sente! estudo , ! tenham! sido ! classificados,! todos! eles,! como!
volumes! — ! para!ser - se!mais!claro!e!preciso. !
16 ! O! verbe te! «Capa! de ! Brochura »! dá! a! segui nte! def inição :! «Capa! menos ! rígid a! do! que! a! de!
encadernação;!é!em!geral! feita!de!papel!ou!c artolina.»!( Idem ,! ib idem :!20 0). !
17 ! 22, !se!se!!contar !com!a!serigraf ia! Kodak ,!de!198 4,!que!te ve!uma !tiragem !de!20!e xemp lares. !
59'VNI'
dos'quais'
45'cujos'
\tulos'são'
duplicados'em'
VI'
14'que'nunca'
integram'VR'
dos'quais'
8'são'VR' 6'os'volumes'
restantes'
46 !
2.1.3.!Volumes!integrados!
São!141!o!total!de!volumes!integrados!em!volumes!reunidos.!D estes!volumes,!
66! são! apenas! integrados,! isto! é,! só! existem! dentro! dos! volumes! reunidos! onde!
foram! publicados! pela! primeira! vez,! em! volume.! Alguns! destes! volumes,! contudo,!
são! volumes! aos! quais! o! autor! mudou! apenas! o! título.! Subtraindo! este! n úmero! a!
141,! o btém- se! 75,! que! é! o! númer o! total! de! vezes! em! que! os! títu los! de! volumes! não!
integrados!se!repetem!dentro!dos!volumes!reunidos 18 !( Figura !2 .4. ).!
!Para! além! destes! 66! volumes,! existem! 33! títulos 19 !que! integram! outros!
volumes! tais! como! volu mes! de! súmulas! e! até! volumes! não! integrados! sendo,! estes!
últimos,! casos! excepcionais! que! quebram! a! «regra».! Veja-se,! por! exemplo,! o ! caso! de!
DM,! volume! integrado! e! volume!não !integrado,! simultaneamente,! mas! que! se! divide!
em! duas! partes:! OSOU,! ciclo! de! poemas,! e! DM,! a! parte! i nédita! da! obra.! Ora! esta!
divisão,! e! consequente! integração! de! OSOU,! torna! a! classificação! do! volume! DM!
ainda! mais! difícil.! Não! se! pode! dizer! que! este! é! também! um! volume! de! súmulas,!
porque! OSOU,! p ara! além! de! ser! um! ciclo! de! poemas,! provém! de! uma! publicação!
periódica,!portanto,!fora!do!presente! corpus ! e!da!presente!metodologia.!No!entanto,!
OSOU! virá!a! integrar! o! volume! reunido! de!1996,! só! ali! se! tornando! volume!i ntegrado!
e! texto-base:! (OSOU! [PT,! 199 6:! 573 -586;! 7.º! texto-base).! Mas,! Herberto! H elder !
chama!a! atenção!para!esta! sua!técnica! em!1994!(Mapeamento! 2.1. ).!Como! se!referiu!
anteriormente,! não! é! raro! encontrar! o! autor! a! dar! pistas! ao! leitor! no! que! respeita! às!
suas!técnicas!de!publicação!e!de! editing .!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
18 ! Est es! títulos,! como! se! vi u! no! ponto! anterior,! são! 45.! Quer! ist o! dizer! os! 45! títulos! do s! VNI! irão!
mult ipli car - se! num!total!de!75!títulos!quando!os!VN I!passam!a!VI. !
19 ! Est es! 33! títulos! repres entam! um! dos! casos! em! que! existem! títulos! a! multipli carem - se,! embora,!
aqui,!se!multi pliquem!fora!dos!VR. !
!
47 !
!
!
Figura !2 .4.!R epresentação!esquemática ! dos!volumes!int egrados .!
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). !
2.1.4.!Casos!Especiais!
Se! se! exceptuarem! o! número! de! re edições! e! to das! as! vezes! em! que! os! título s!
se! repetem,! os! casos! especiais! resumem-se! a! 32! títulos 20 .! Todavia,! esses! 32! títu los!
multiplicam-se! em! reedições,! sejam! elas! em! volume! integrado! ou! em! volume! não!
integrado.!
Como! se! disse,! os! casos! especiais! incluem:! mudanças! de! título,! títulos! que! se!
repetem,! com! pequenas! alterações,! volumes! que! integram! parcialmente,! volumes!
ou! partes! de! volumes! que! migram! para! outras! obras,! poemas! que! passaram! a! ser!
volumes! integrados,! ou! poemas! que! foram! publicados! enquanto! volumes! não!
integrados.!
Já! se! tratou! do! assunto! dos! volumes! integrados! que! existem! apenas! em!
volumes! reunidos! e! que,! consequentemente,! não! existem! enquanto! volumes! não!
integrados.! Irá! agora! compreender-se! que! casos! e! quantos! são! os! restantes.! Note- se!
que! alguns! volumes! podem! acumular! mais! do! que! um! destes! fenómenos.! Por!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
20 ! Não! co nfundir! es te! número! com! o! número! r eferido ! no! ponto! anterior. ! No! ponto! anterior, ! 33!
refere - se! ao! número! total! de! títulos,! incluind o! reedições! e! repetições,! que! integram ! outros! volum es,!
tais! com o! volume s! de! súm ulas! (CB,! P ,! L,! H,! M L,! CCL,! BA ,! A,! EX,! O S,! FL,! CM ,! UC,! DM ,! OSOU ,! D,! FNC F)! e!
não! integrado s! (D M! e! OSOU).! Neste! p onto,! 32! refere - se! ao! número! de! títulos ! dos! casos! especiai s,!
sem! con tar! com! reedições! ou! repetiçõ es .! Esses! títulos! são:! AV ,!PV ,!E ,!H,! OC ,!M L,! MEP,! AR,! BN,! VA ,!PT ,!
ME,! CA, !K, !CCL ,!B A,! A,! ETC, !EX ,!OS ,!C ,!C LO,! P&V, !M,! DM,! OSOU, !FO ,!OP C -S ,!D,!O PC,!FNC F,!ELD .! !
141'total'VI'
66'são'apenas'
VI'
3'mudam'de'
\tulo'
[ETC,'EX,'D]'
+'33'\tulos'
que'integram'
outros'
31'em'VS' 2'em'VNI'
75'VNI'que'se'
repetem'
quando'
passam'a'VI'
48 !
exemplo,! VA,! para! além! d e! ser! um! volume! não! integrado,! é! um! ciclo! de! poemas! em!
volume! integrado!e,! por! essa!razão,! integra! parcialmente.! Quando!VA! integra! PT,! em!
1973,! integra! o! volume! RM.! Assim,! VA! integra! uma! obra! integrada! noutra! obra,!
integrando!apenas!parte!de!VA,!ou!seja,!um!ciclo!de!poemas.!
Começando! pelas! mudanças! de! título! ocorridas! nos! volumes! da! ob ra! poética!
herbertiana,! elas!são! apenas! duas:! E!que! passa! a! ML,!e! P&V! que!passa! a! D.! Ambas!as!
mudanças! dão-se! dentro! de! vol umes! reunidos.! É! importante! referir! que! P&V! é! um!
caso! que! acumula! mais! do! que! um! destes! fenómenos,! uma! vez! que! também! é! um!
título! que! se! repete! com! pequenas! alterações.! Depois,! contam-se! dois! títulos! de!
poemas! ou! ciclos! de! poemas! que! mudam! de! título:! ETC,! poema! que! muda! de! título,!
e!EX!ciclo!de!poemas!que!também!muda!de!título.!
Quanto! aos! títulos! que! se! repetem! com! pequenas! alterações,! são! 11:! PV,! H,!
OC,! AR,! BN,! PT,! A,! CLO,! P&V,! M,! OPC-S! e! OPC! (estes! dois! últimos,! são! identificados!
de! forma! diferente! mas! conta- se! como! uma! alteração! apenas,! pois! os! únicos!
elementos! qu e! os! distinguem! um! do ! outro,! no! título,! são! apenas! um! travessão! e! a!
palavra! «súmula»).! No! caso! de! OC,! o! autor,! mai s! uma! vez,! chama! a! atenção! para! a!
recuperação,! em! 2009,! d e! um! título! de! 1967.! A! acrescentar! a! estes! casos,! existe! o!
caso! particular! de! ME,! que! não! é! volume,! po ema! ou! ciclo! de! poemas,! mas! apenas!
um! título! que! se! repete,! e! o! caso! de! C,! que! se! repete! enquanto! volume! (não!
integrado! e! integrado)! e! também! enquanto! ciclo! de! poemas.! L! é! igualmente! um!
título! usado! no! interior! da! obra! que! lhe! é! homónima.! DM! e! FNCF! são! tí tulos! que! se!
repetem! dentro! das! obras! homónimas;! funcionam! como! elementos! que! dividem! a!
obra,!nestes!dois!casos,!«ao!meio».!
Dos! volumes! que! integram! parcialmente,! contam- se! 20:! 12! edições! de! PV,!
uma! edição! de! AR,! uma! edição! de! VA,! cinco! edições! de! P&V! e! uma! edição! de! ELD.!
Deste!último!é!integrado!um!texto!apenas,!o!«texto!introdutório».!
Existem! sete! vol umes! ou! partes! de! volumes! que! migram! para! outras! obras.!
Esses! títul os! incluem:! AV,! PV,! AR,! VA,! K,! C! e! FO.! Destes,! K! e! FO! partilham! as! mesmas!
qualidades,! embora! K! seja! volume! integrado! e! FO! ciclo! de! poemas,! ambos! migram,!
por! uma! só! vez,! dos! volumes! reunid os,! para! surgirem! enquanto! dois! volumes! não!
integrados.! Abre-se! aqui! um! parêntesis,! contud o,! para! o! caso! de! K! que! surge! como!
!
49 !
poema! montado! em! serigrafia! de! João! Vieira! (K,! 1994).! AV! é! um! caso! interessante!
porque! também! ele! migra! para! CB! quando! este! é! integrado! no! primeiro! volume!
reunido!(CB![OC,!1967).!AV!existe!apenas!enquanto!volume!não!integrado.!
Por! último,! são! seis! os! poemas! e! ciclos! de! poemas! que! passaram! a! ser!
volumes ! integrados.! No! volume! reunido! PT,! 1990,! o! poema! «Cólofon»! passa! a! ser!
ETC,! o! ciclo! d e! poemas! «E! Outros! Exemplos»! passa! a! ser! EX,! e! o! ciclo! de! poemas!
«Cobra»! passa! a! ser! C.! Em! PT,! 1996 ,! o! ciclo! de! poemas! «Os! Selos,! Outros,! Últimos.»,!
que ! integrara! a! primeira! parte! de! DM,! 1994,! passa! a! OSOU,! e! o! ciclo! de! poemas!
«(dedicatória)»,!integrado!em!OPC- S,!2001 ,!passa!a!ser!D!em!OPC,!2004.!
2.1.5.!Observações!e!mapeamento!
À!parte! de!outras! subdivisões! analisadas!nos! pontos!anteriores,! importa! reter!
que! o! número! de! volumes! não! integrados! é! 59,! e! que! o! número! de! volumes!
integrados!é!141.!Somados,!ambos,!obtém-se!um!total!de!200!volumes.!
Como! se! pode! observar,! o! número! de! volumes! integrados! é! significativo!
quando! comparado! com! o! número! de! vol umes! não! integrados.! Sabe-se,! também,!
que! 45! dos! títulos! de! volumes! não! integrados! se! repetem! 75! vezes! dentro! dos!
volumes! reunidos,! o! que! dá! um! total! de! 120! títulos.! E,! no! entanto,! pondo! a! obra!
compl eta! de! Herberto! H elder ! numa! estante,! o! to tal! dos! volumes! «físicos»,! contan do!
com! reedições! (que,! de! si ,! já! incluem! títulos! repetidos),! e! excluindo! os! volumes!
póstumos,! obter- se -iam! apenas! 59! volumes.! A! acrescentar! a! este! valor,! há,! ainda,! os!
66!títulos!que!são!publicados,!pela!primeira!vez,!dentro!dos!volumes!reunidos.!
Quanto! aos! 32! títulos! onde ! ocorrem! fenómenos! que! se! classificam! como!
sendo! especiais,!os!seus!conteúdos!serão!analisados ,! detalhadamente,!no!Capítulo!3.!
Chama- se ,! igualmente,! a! atenção! para! dois! factos! importantes.! O! primeiro!
facto,! tem! que! ver! com! as! antologias.! Apesar! de! se! ter! optado! por! classificar! apenas!
uma! antologia! organizada! pelo! autor! como! sendo! vol ume! antológico,! ELD! não! é! a!
única! antologia! existente! na! obra! herbertiana.! Tod os! os! volumes! reuni dos,! todos! os!
volumes! de! súmulas! e! todos! os! volumes! de! versões! são,! da! mesma! forma,!
antologias.!
56 !
arrependimento.! /! Pois! que! o! corpo! é! interno! e! eterno! /! do! se u! corpo.! /! Nã o! tenho!
inocência,! mas! o ! dom! /! de! toda! uma! inocência.! /! E! lentidão! ou! harmonia.! /! Poesia!
sem! perdão! ou! esquecimento.! /! Idade! de! poesia»:! (OC,! 1967:! 7);! Contém!
dedicatória:! «Para! a! Fátima»:! (OC,! 1967:! 11);! contém! citação:! «Je! ne! peux! pas! me!
reposer,! ma!vie! est! une! pas,! je! ne!dors! pas,! je! fais! de! l’insomnie,! tantôt!mon! âme! est!
debout!sur! mon!corps! couché,!tantôt! mon!âme! insomnie,!je!n e!travaille!choichée! sur!
mon! corps! debout,! mais! jamais! il! n’y! a! sommeil! pour! moi,! ma! colonne! vertébrale! a!
sa! veilleuse,! impossible! de! l’éteindre.! Ne! serait-ce! pas! la! prudence! qui! me! tient!
éveillé,! car! cherchant,! cherchant! et! cherchant,! c’est! dans! tout! indifféremment! que!
j’ai! chance! de! trou ver! ce! que! je! cherche! puisque! ce! que! je! cherche! je! ne! le! sais.»!
Henri! Michaux.! (OC,! 1967:! 12).! Integra! (PT,! 1973:! 7-295).! Contém! a! seguinte!
indicação:! «Em! dois! volumes! se! reúnem! todos! os! poemas,! tidos! pessoalmente! como!
aproveitáveis,! que! o! autor! escreveu! entre! 1953! e! 1971.! Com! a! evidente! ressalva! dos!
inéditos,! os! textos! foram! publ icados! —! em! jorn a is,! revistas! e ! livros! —! entre! 1953! e!
1972.! Introduziram-se! neles! algumas! alterações! de! composição,! e! outras! ainda! na!
organização! dos! conjuntos,! havendo! a! indicar! terem! mesmo! determinados! desses!
conjuntos! sido! absorvidos! por! outros.! Esta! edição! pretende- se! completa! e!
definitiva.»!
Ofício! Cantante ! é! também! o! título! da! primeira! parte! de! PT,! 1973.! PT,! 1973,! tem! a!
seguinte! indicação,! no! final! do! primeiro! volume:! «Este! livro,! primeiro! volume! das!
obras!completas!do!autor![...].»!
Publicado! pela! segunda! vez,! em! volume,! em! 2009,! na! editora! Assírio! e! Alvim,! com! o!
título! Ofício! Cantante,! poesia! completa:! (OC,! 2009).! Contém! a! seguinte! informação:!
«Ofício! Cantante! foi! o! título! escolhido! para! a! primeira! publicação,! em! 1967,! de!
poemas! reunidos! do! autor,! na! colecção! Poetas! de! Hoje,! da! extinta! Portugália!
Editora,! título! agora! recuperado! para! a! sua! poesia! completa.»,! [Nota! introdutória]!
(OC,! 2009:! 5);! contém! citação:! «Or! l’on! ne! peut! pas! ne! pas! parler»,! André! Le!
Milinaire.!
1.ª' ed.' 1967 ! e! 1.º' texto - base:' OC,' 1967 ,! com! o! título! Of ício! Cantante,! 1953- 1963 ,!
dat.:!1953-1963,!s/n!Tir.,!Portugália!Editora.!
!
57 !
2.ª' ed.' 2009 ,! com! o! título! Ofício! Cantante,! poesia! completa ,! s/d,! Ti r.! 4500,! Ass írio! e!
Alvim,!capa!dura![a!editora!não!refere!ser!uma!2.ª!ed.].!
ML !–!A!MÁQUINA!LÍRICA !! [ver! E ]![VNI !com!título!diferente,!VI!com!este!título]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1964,! na! Guimarães! Editores,! com! o!
título! Electronicolírica :! (E,! 1964).! Contém! dedicatória:! «Para! António! Aragão! e!
António! Ramos! Rosa! —! que! leram! estes! poemas! quando! foram! escritos.»! Contém! o!
seguinte! texto! [posfácio]:! «Em! 1961! Nanni! Balestrini! realizou! em! Milão! uma!
curiosíssima! experiência.! Escolhendo! alguns! fragmentos! de! textos! antigos! e!
modernos,! forneceu -os! a! uma! calculadora! electrónica! que,! com! eles,! organizou,!
segund o! certas! regras! combinatórias! prèviamente! estabelecidas,! 3002! combinações,!
depois! sel eccionadas.! /! O! autor! destes! poemas! aproveitou! da! referida! experiência! o!
princípio! combinatório! geral! nele!implícito.! Assim,! utilizando! um! limitado! número! de!
expressões! e! palavras! mestras,! promoveu! a! sua! transferência! ao! longo! de! cada!
poema,! sem! no! entanto! se! cingir! a! qualquer! regra.! Sempre! que! lhe! apeteceu,!
recusou! os! núcleos! vocabulares! iniciais! e! in troduziu! outros! novos,! q ue! passavam! a!
combinar- se! com! os! primeiros! ou! sim plesmente! entre! si.! /! Devid o! ao! uso! de! restrito!
número! de! palavras,! as! composições! vinham! a! assemelhar-se,! nesse! aspecto,! a!
certos! textos! m ágicos! primitivos,! a! certa! poesia! popular,! a! certo! lirismo ! medieval.! A!
aplicação! obsessiva! dos! mesmos! vocábulos! gerava! uma! linguagem! encantatória,!
espécie! de! fórmul a! ritual! mágica,! de! que! o! refrão! popular! é! um! vestígio! e! de! que! é!
vestígio! também! o! paralelismo! medieval,! exemplificável! com! as! cantigas! dos!
cancioneiros.! / ! O! principio! combinatório! é,! na! ver dade,! a! base! linguística! da! criação!
poética.»!(E,!1964:!49- 50). !
Integra:! (ML! [OC,! 1967:! 211-246;! 1.º! texto-base),! (ML! [PT,! 1973:! 11-46),! (ML! [PT,!
1981:! 315 - 348),! (ML! [PT,! 1990:! 247-271),! (ML! [PT,! 1996:! 247-271),! (ML! [OPC,! 2004:!
187 -214),!(ML![ OC,!2009:!187 -214),!(ML![PC,!20 14:!187 - 214). !
Integra:! (ML! [OPC- S,! 2001:! 32 -34),! (ML! [FNCF,! 2008:! 30-32);! «(A! máquina! lírica)»,!
[composto!por!um!poema!apenas].!
58 !
1.ª' ed.' 1964 ,! com! o! título! Electronicolírica ,! ed.! única,! dat.:! 1963;! s/n! Tir.,! Guimarães!
Editores.!
1.ª' pub./ed.' e' 1.º' texto- base ' (com' este' título):' ML' [OC,' 1967 ;! dat.:! 1963;! é! neste!
volume! reunido! que! o! autor! muda! o! nome! de! Electronicolírica ! para! A! Máquina!
Lírica ;!ML!será!sempre!volume!integrado!em!volume!reunido. '
MEP !–!A!MÁQUINA!DE!EMARANHAR!PAISAGENS! [VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Ofício! Cantante ,! 1967,! na! Portugália!
Editora:! (MEP! [OC,! 1967).! Existe,! apenas,! enquanto! volume! integrado! em! vol umes!
reunidos. !
Integra:! (MEP![OC,! 1967:! 247-253;!1.º! texto-base),! (MEP! [PT,!1973:! 47-53),! (MEP! [PT,!
1981:! 349 -355),! (MEP! [PT,! 1990:! 273-278),! (MEP! [PT,! 1996:! 273-278),! (MEP! [OPC,!
2004:!215 -221),!(MEP![OC,!2009:!215-221),!(MEP![PC,!2014:!215- 221). !
1.ª'pub./ed.' e ' 1.º'texto -base:'MEP'[OC,'1967 ,!dat.:!1963.!
RM !–!RETRATO!EM!MOVIMENTO![VNI!e!VI]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1967,! na! Editora! Ulisseia:! (RM,! 1967).!
Contém! dedicatória! manuscrita:! «Para! o! Rui! de! Sousa,! a! amizade! do! Herberto!
Helder.! Lisboa,! Maio! 67».! Contém! dedi catória:! «Para! a! Maria! Emília,! em! todos! os!
lugares».! Contém! a! seguinte! indicação:! «Razão! (menor)! —! pontuação,! acentuação,!
ortografia.!Razão!(maior)!—!concordância!do!predicado!com!o!sujeito.»!
Integra:! (RM! [PT,! 1973:! 73-160;! 2.º! texto-base),! (RM! [PT,! 1981:! 375- 463) ;! mantém! a!
indicação!anterior.!
Não!integra:! (PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(P C,!2014). !
1.ª'ed.'1967 ,!ed.!única,!dat.:!1961- 66,!s/n!Tir. !
2.º'texto -base:'RM'[PT,'1973 ,!dat.:!1961- 1968. !
!
59 !
AR ! –! APRESENTAÇÃO! DO! ROSTO! [ VNI ,! VI ! parcialmente,! porque! i ntegram! partes! de!
textos]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1968,! na! editora! Ulisseia:! (AR,! 1968).!
Contém! a! seguinte! citação:! «e! tudo! será! devorado! pelo! exército! que! avança! em!
força! /! todas! as! árvores! de! fruto! até! ao! duplo! tecido ! de! sua! casca! /! todas! as! bagas!
selvagens! que! a! fecunda! montanha! faz! crescer! /! e! toda! a! água! secará! nas! ribeiras! /!
onde! se! mitiga! a! negra! sede! dos! que! bebem! a! longos! tragos! /! e! de! longe! se!
provocará! uma! nuvem! de! flechas! como! uma! cúpula! formada! /! sobre! a! cabeça! dos!
soldados! e! um! alto! nevoeiro! /! como! uma! sombra! ocultará! o! astro! e! o! fogo! se!
extinguirá! /! mas! há-de! florir! o! tempo! de! uma! rosa! de! Locres! /! então! depois! de! haver!
tudo! queimado! como! se! queima! um! deserto! de! restolho! /! por! sua! vez! ele!
experimentará! a! fuga! /! buscará! o! abrigo! da! barca! como! uma! rapariga! /! invoca! e!
busca! junto! às! sombras! da! noite! /! aterrorizado! por! uma! espada! nua! //! L YCOPHRON,!
dito!“O!Obscuro”»;!
Contém! o! seguinte! texto,! acompanhado! por! um! retrato! do! autor,! nas! badanas:!
«Uma! das! vozes! mais! pessoais! da! moderna! literatura! portuguesa,! a! obra! de!
Herberto!Helder!caracteriza-se!sobretudo!pelo!tom!original!e!único!da!sua!linguagem!
e! estilo,! pela! féerie! sempre! caudalosa! das! suas! imagens,! pelo! gosto! e! prazer!
encantatório! de! saber! escrever! e! agradar,! de! descobrir! os! sinais! mágicos! de! um!
mundo!subterrâneo,!mas!distinto!no!panorama!da!nossa!literatura!contemporânea.!
! Os!magníficos! contos!de! “Os!Passos!em! Volta”!abriram! um!caminho! diferente!
na! expressão! criadora! de! Herberto! Helder.! “Retrato! em! Movimento”! retomou!
depois,! embora! numa! linguagem! e! construção! mais! apuradas,! o! mesmo! caminho! de!
um! escritor! que! se! cria! ao! escrever,! que! se! autobiografa! no! próprio! acto! de! criação.!
“Apresentação! do! Rosto”,! outra! espécie! do! mesmo! “retrato! em! movimento”,! é! uma!
narrativa! fragmentada,! contada! em! sobressaltos! de! emoções! e! sentimento s,! de!
ideias! e! paixões,! numa! escrita! “circular”,! hermética,! mais! surreal! do! que! objectiva,!
mas! clara! e! límpida! na! sua! descoberta! do! mundo:! o! homem! (autor)! que! é! o!
arquitecto! da! própria! casa! (o! livro),! o! escultor! da! própria! peça! que! vai! lentamente!
60 !
modelando! (o! amor! construído! e! lembrado! nas! imagens! à! distância! daquilo ! que! o!
tempo!lhe!fez!conhecer,!viver!e!sentir).!
! O! “espanto”,! a! “purificação” ,! o! “regresso! às! origens”! fazem! desta! admirável!
autobiografia! de! Herberto! Helder! uma! das! obras! mais! autênticas! da! nossa!
moderníssima! literatura.!Apresentação! do! Rosto! é,!de! facto,! o! livro! de!um! poeta! que!
não! receia! pôr-se! diante! do! espelho! e! ver-se! em! profundidade! com! os! “fantasmas”!
da! sua! verdadeira! descoberta! de! homem! que! procura! no! tempo! a! dimensão! exacta!
da! sua! presença! no! mundo.! Através! das! páginas! desta! autobiografia! romanceada,!
desde! “Os! Prólogos”! aos! “Epílogos”,! percorremos! sempre! o! mesmo! caminho:! a!
aventura! de! um! grande! poeta! que! tenta! descobrir! os! labirintos! da! vida,! encontrar! a!
imagem!plena!e!real!da!sua!condição!de!homem.!
! Obra! de! ímpar! beleza! literária! e! de! sugestivo! poder! imagístico,!
“Apresentação! do! Rosto”! consagra! definitivamente! Herberto! Helder! como! um! dos!
nossos! escritores! de! maior! personalidade! e! talento! criador,! co nfirmando! ao! mesmo!
tempo! estas! palavras! de! José! Rodrigues! Miguéis,! aquando! do! aparecimento! de! “Os!
Passos!em!Volta”,!numa!entrevista!ao!jornal!“República”:!
! “Herberto! Helder,! sem! dúvida! o! único! caso! de! surrealismo! que! entre! nós! se!
aproxima! da! ‘perfeição’,! restitui! a! realidade! sensorial! à! ‘irrealidade’! natural,! original,!
das!coisas;!o! caos!espontâneo,!ao! seu!apelo!primitivo;! e!posso!dizer! que!não!há! nada!
mais! difícil! para! um! escritor,! q ue! não! seja! assi m! por! natureza,! do! que! fazer! recuar! a!
vida!a!uma!espécie!de!estado! nascente,!o!que!só!se!consegue!por!meio! da!linguagem!
adequada.! E! ele! tem-na:! madura,! elementar,! concisa,! essencial.! Era! a! linguagem!
“diferente”! que! esperávamos! para! exprimir! aquilo! mesmo.! O! talento! é,! apenas,! a!
coragem! de! o! ter.! (...)! No! panorama! algo! incolor! das! nossas! letras,! Passos! em! Volta!
(sic)! é! uma! revelação.! Que! oxalá! não! degenere! em! “fácil”! —! mas! os! autênticos!
poetas!são!duma!disciplina!severa!”.»!
No!primeiro! texto!de!«Artes! e!Ofícios»,! de! Retrato!em! Movimento ,!o! autor!menciona!
«apresentação! do! rosto »! no! final! do! nono! parágrafo :! «Talvez! procure! o! seu! espelho,!
!
61 !
o! seu! cravo,! n ão! sabendo! de! um! impulso! remoto,! inson dável! desejo! de! morrer! pelo!
perfume,!pela!apresentação!do!rosto.»,!(RM,!1967:!25).!
«Apresentação! do! rosto»! surge,! ainda,! num! dos! títulos! de! textos,! dentro! de!
Photomaton!&! Vox ,!grafado!da!seguinte!forma:! (os!passos!em!volta,!apresentação!do!
rosto) ,!(P&V,!1979:!71). !
1.ª'ed.'1968 ,!ed.!única,!s/d,!s/n!Tir.!Editora!Ulisseia.!
BN !–!O!BEBEDOR!NOCTURNO![VNI,!VI!e!VV]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1968,! na! Portugália! Editora,! com! o!
título! O!Bebedor!Nocturno,!Versões!de!Herberto!Helder :!(BN,!1968). !
Integra:! (BN! [PT,! 1973:! 207 -295;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 211- 308),! com! o!
título! O!Bebedor!Nocturno,!Versões .!
Integra:! (BN! [PT,! 1990:! 159 - 241),! (BN! [PT,! 1996:! 159 - 241),! ( BN,! 2010),! (BN,! 2013);!
substitui,!no!título,!«versões»!por!«poemas!mudados!para!português».!
Integra:!(BN,!2015),!póstumo.!
Não!integra:!(OPC,!2004),!( OC,!2009),!(PC,!2014). !
1.ª' ed.' 1968 ,! com! o! título! O! Bebedor! Nocturno,! Versões! de! Herberto! Helder ,! dat.!
1961 -66,!s/n!Tir.,!Portugália!Editora.!
2.ª' ed.' 2010, !com!o!título! O!Bebedor!Nocturno,!poemas!mudados!para!português!por!
Herberto! Helder ! [no! livro! não! refere! que! é! uma! 2.ª! ed.]! dat.:! 1961- 66;! Tir.! 1500,!
Assírio!e!Alvim. !
3.ª' ed.' 2013 ,! mantém! título! anterior,! refere! que! é! uma! 2.ª! ed.! mas! uma! 2.ª! ed.! da!
Assírio!e!Alvim![na!Porto!Editora],!dat.:!1961- 66,!s/n!Tir. !
4.ª' e d.' 2015 ! [póstumo]! mantém! títu lo! anterior,! refere! que! é! uma! 3.ª! ed.! da! obra! e! a!
1.ª!na!Porto!Editora,!dat.:!1961-66,!s/n!Tir.,!capa!dura.!
62 !
2.º' texto - base:' BN' [PT,' 1973 ,! com! o! título! O! Bebedor! Nocturno,! Versões ,! dat.:! 1961-
1966. !
O! título! O! Bebedor! Nocturno !s urge!num! dos! títulos! de! textos,! dentro! de! Photomaton!
&! Vox ,! grafado! da! seguinte! forma:! (o! bebedor! nocturno) ,! (P&V,! 1979:! 74),! (P&V,!
1987:!71),!(P& V,!1995:!71),!(P&V,!2006: !67),!(P&V,!2013:!68),!(P&V,!2015:!6 8). !
VA !–!VOCAÇÃO!ANIMAL![ VNI !e!ciclo!de!poemas!em! VI ;!integra!parcialmente]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1971! nas! Publicações! Dom! Quixote:!
(VA,!1971). !
Ciclo! de! sete! textos,! «Vocação! Animal»! integra:! (RM! [PT,! 1973:! 139-152;! 2.º! texto-!
-base),!(RM![PT,!1981:!442- 445). !
Não!integra:! (PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(P C,!2014). !
1.ª' ed.' 1971 ,! ed.! única,! s/d,! s/n! Tir.,! Publicações! Dom! Quixote.! Na! secção! sobre! «O!
Autor:»! pode! ler -se:! «Herberto! Helder! nasceu! a! 23! de! Novembro! de! 1930! na! ilha! da!
Madeira.! Publicou:! “O! Amor! em! Visita”! (1958),! “A! Colher! na! Boca”! (1961),!
“Poemacto”! (1961),! “Lugar”! (1962),! “Os! Passos! em! Volta”! (1963),! “Electronicolérica”!
( sic )! (1964),! “Húmus”! (1967),! “Retrato! em! Movimento”! (1967),! “Ofício! Cantante”!
(1967),! “O! Bebedor! Nocturno”! (1968),! “Apresentação! do! Rosto”! (1968).! Deixou! de!
escrever! em! 1968.»;! na! contracapa:! «A! sua! poesia! tem! esse! carácter! único! dos!
grandes! visionários,! como! um! Van! Gogh,! um! Rilke,! um! Boschère,! um! Blake! [...]!
António! Ramos! Rosa»! Os! três! ciclos! de! textos! deste! livro! têm! datas! diferentes:!
«Dedicatória»,!1963;!«Os!animais!carnívoros»,!1968;!«Festas!do!crime»,!1967.!
2.º' tex to -base:' RM' [PT,' 1973 ,! dat.:! 1961-1968;! passa! a! ser! ciclo! de! textos! («Vocação!
Animal»)!em!volume!integrado!( Retrato!em!Movimento )!em!volumes!reunidos. !
PT !–!POESIA!TODA! [2.º,!3.º,!4.º!e!5.º! VR ]!
1.ª' ed.' 1973 ,! s/n! Tir.,! Plátano! Editora.! 2! vol.! e! duas! partes;! 1.ª! parte:! «Ofício!
Cantante»,! s/d;! 2.ª! parte:! «Movimentação! Errática»! s/d.! Contém! a! seguinte!
informação:! «Em! dois! volumes! se! reúnem! todos! os! poemas,! tidos! pessoalmente!
!
63 !
como! aproveitáveis,! que! o! autor! escreveu! entre! 1953! e! 1971.! Com! a! evidente!
ressalva! dos! inéditos,! os! textos! foram! publi cados! —! em! jornais,! revistas! e! livro s! —!
entre! 1953! e! 1972.! Introduziram-se! neles! algumas! alterações! de! composição,! e!
outras! ainda! na! organização! dos! conjuntos,! havendo! a! indicar! terem! mesmo!
determinados! desses! conjuntos! sido! absorvido s! por! outros. ! Esta! edição ! pretende- se!
completa!e!definitiva.»!
2.ª' ed.' 1981, !com!o!título! Poesia!Toda,!1953 - 1980 ,!s/n!Ti r.,!Assírio!e!Alvim.![a!editora!
Assírio! e! Alvim! não! refere! ser! uma! 2.ª! ed.! de! PT];! contém! citação:! «AUTOR!
FRAGMENTO! //! Da! metáfora! e! veracidade! d o! chão! recolho! a! poesia! toda ;! herberto!
ou! auto r,! no! túnel! /! do! universo! pensa! no! exemplar! bilingue! de! celan! ou! na! vontade!
/! de! morrer! sensivelmente! sem! a! escrita,! no! esmalte.! Este! é! a! figura! /! de! estilística!
da! mesa! ou! do! ciclo,! de! lamentos,! na! corola! negra.! /! Esta! (sic)! é! o! símbolo! da!
tempestade! ou! a! realidade! traduzida! /! do! diálogo! sobre! a! estrela! entre! os! trópicos.! /!
Livros! lívidos!! Palavra! suicídio ! entre! números! dígitos! de! anos,! autor!! ignorando! /!
como! recomeçar! o! uniforme,! o! verso! e! o! reverso.! Dedica! o! livro,! levanta- se! sobre! o!
verídico 1! e! desaparece! nos! precipícios! que! são! os! textos,! /! as! estrelas! negras! na!
descrição! de! Autor.! //! 1 O! chão.! //! Fiama! Hasse! Pais! Brandão! //! in! O! Texto! de! João!
Zorro ,! 1974.»;! está! incluído,! neste! volume! de! PT,! e! antes! do! í ndice,! uma! bibliografia!
das! «Primeiras!publicações! dispersas! de! poemas!deste! volume! antes! de!reunidos! em!
livro! ou!de! devidamente! organizados! em! conjuntos»;!contém! a! seguinte! informação,!
no! final! do! livro:! «Para! a! reprodução! deste! volume,! o! editor! foi! apoiado! pelo!
Instituto!Português!do!Livro»!
3. ª' ed.' 1990 ,! s/d,! s/n! Tir.! [a! editora! Assírio! e! Alvim! não! refere! ser! uma! 3.ª! ed.]!
Contém! dedicatória! manuscrita:! «Para! o! João! Rui! de! Sousa,! /! este! ponto! final! que!
tardou,!/!com!um!abraço!amigo!/!do!Herberto!Helder.!//!Dez.!90»!
4.ª'ed.'1996 ,!s/d,!s/n!Tir.![a !editora!Assírio!e!Alvim!não!refere!ser!uma!4.ª!ed.]!
ME !–!MOVIMENTAÇÃO!ERRÁTICA!
Título! que! surge,! pela! 1.ª' vez ,! em! Poesia' Toda ,! 2! vol.,! 2.º! vol.,! 2.ª! parte,! 1973 . ! [este!
título! surge,! também,! em! Photomaton! &! Vox ,! grafado! da! seguinte! maneira:!
64 !
(movimentação! errática) ,! (P&V,! 1979:! 136),! (P&V,! 1987:! 130),! (P&V,! 1995:! 130),!
(P&V,!2006:!124),!(P&V,!2013:!124),!(P&V,!2015:!124)] !
CA !–!COMUNICAÇÃO!ACADÉMICA![ VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! 1973,! na! Plátano! Editora:!
(CA! [PT,! 1973:! 7 - 10;! 2.º ! texto-base);! contém! citação:! «A! minha! posição! é! esta:! todas!
as! coisas! que! parecem! possuir! uma! identidade! individual! são! apenas! ilhas,!
projecções! de! um! continente! submarino,! e! não! possuem! contornos! reais.»! Charles!
Fort.!
Comunicação! Académica ! existe,! apenas,! enquanto! volume! integrado! em! volumes!
reunidos. !
Integra:! (CA! [PT,! 1981:! 309- 314),! (CA! [PT,! 1990:! 243 - 246),! (CA! [PT,! 1996:! 243 - 246),!
(CA![OPC,!2004:!183 - 186),!(CA![ OC,!2009:!183 - 186),!(CA![PC,!2014:!183 - 186). !
1.ª'pub./ed.' e ' 2.º'texto - base:'C A'[PT,'1973 ,!dat.:!1963.!
K' –! KODAK ![ VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! 1973,! na! Plátano! Editora:!
(K! [PT,! 1973).! Existe,! apenas,! enquanto! volume! integrado! em! volumes! reunidos.!
[Nota:!Sabe-se!que!este!poema,!de!8! folhas!montad o!em!se rigrafia!de!João!Vieira,! foi!
exposto! na! Galeria! Altamira ,! em! Lisboa,! em! 1984 .! Trata-se! de! uma! tiragem! fora! de!
mercado! de! 20! exemplares.! No! entanto,! não! foi! possível! localizar! este! exemplar,!
nem! mesmo! na! Biblioteca! Nacional! de! Portugal.! Obteve-se! esta! informação! em!
contacto! com! um! alfarrabista! e! um! particular! qu e! tinham! fotografias! do! exemplar! já!
vendido ,! contudo,! insuficientemente! legíveis! para! se! proceder! à! anotação! de!
variantes.! Esta! edição! é! referenciada! na! bibliografia! do! autor! incluída! no! seu!
prim eiro!livro!póstumo,! Poemas!Canhotos ,!de!2015. ]!
Integra:!(K![PT,!1973:!161-170;!2.º!texto-base),! (K![PT,!1981:!465 - 474). !
Não!integra:! (PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(P C,!2014). !
!
65 !
1.ª'pub./ed.'e'2.º'texto- base:'K'[PT,'1973 ;!dat.:!1968.!
CCL !–!CINCO!CANÇÕES!LACUNARES![ VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! 1973,! na! Plátano! Editora:!
(CCL![PT,!1973:!171 -188;!2.º!texto-base).!
Cinco! Canções! Lacunares ! existe,! apenas,! enquanto! volume! integrado! em! volumes!
reunidos. !
Integra:! (CCL![PT,!1981:! 475 - 492),! (CCL![PT,!1990:!293 - 307),! (CCL![PT,!1996:!293 - 307),!
(CCL![OPC,!2004:!241 - 257),! (CCL![OC,!2009:!241 - 257),!(CCL![PC,!2014:!241 - 257). !
Integra! «(Cinco! canções! lacunares)»! [composto! por! um! poema! apenas]:! (CCL! [FNCF,!
2008:!48 - 49). !
1.ª'p ub./ed.'e'2.º'texto - base:'CCL'[PT,'1973 ,!dat.:!1965- 1968. !
BA !–!OS!BRANCOS!ARQUIPÉLAGOS![ VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! na! Plátano! Edito ra:! (BA!
[PT,!1973).!Existe,!apenas,!enquanto!volume!integrado!em!volumes!reunidos.!
Ciclo! de! 10! poemas,! Os! Brancos! Arquipélagos ! integra:! (BA! [PT,! 1973:! 189- 199;! 2.º!
texto-base),! (BA! [PT,! 1981:! 493 - 503), ! (BA! [PT,! 1990:! 309 - 317),! (BA! [PT,! 1996:! 309 -
317),!(BA![OPC,!2004:!259 - 269),! (BA![OC,!2009:!259 - 269),!(BA![PC,!2014:!259 - 269). !
Ciclo! de! 10 ! poemas,! «(Os! b rancos! arquipélagos)»! integra:! (BA! [FNCF,! 2008:! 50- 58);!
retira!os!asteriscos!que!separam!os!poemas.!
1.ª'pub./ed.'e'2.º'texto- base:'BA ' [PT,'1973 ,!dat.:!1970.!
A !–!ANTROPOFAGIAS![ VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! na! Plátano! Editora:! (A! [PT,!
1973).!Existe,!apenas,!enquanto!volume!integrado!em!volumes!reunidos.!
72 !
ELD ! –! EDOI! LELIA! DOURA! [ VNI ,! VI ! parcialmente,! porque! integra! «nota! introdutória»,!
e!VAN] !
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1985,! na! editora! Assírio! e! Alvim,! com! o!
título! Edoi! Lelia! Doura.! Antologia! das! Vozes! Comunicantes! da! Poesia! Moderna!
Portuguesa,!organizada!por!Herberto!Helder :!(ELD,!1985). !
Contém! a! seg uinte! informação:! «Os! poemas! e! textos! que! constituem! a! presença! de!
cada! au tor! foram! distribuídos,! não! segundo! a! data! de! publicação! ou! a! sequência! em!
que! se! encontram! nos! livros! de! onde! se! extraíram,! mas! conforme! a! uma! norma! que!
garanta,! em! cada! caso,! uma! possível! organicidade! particular.! /! Quanto! aos! textos!
inéditos! ou! de! procedência! estranha! a! livros! individuais! —! tal! como! antologias,!
volumes! colectivos! ou! revistas! —! dar- se -ão! as! indicações! nos! sítios! adequados.! /!
Entre! parênteses! rectos! aparecem! os! títulos! da! nossa! lavra,! que! são! apenas!
designativos! —! poema,! soneto,! etc.! —! ou! repetem! o! título! do! livro! ou! da! série! de!
que! provêm,! ou! se! aproveitam! de! elocuções! do! próprio! escrito! original .! /! Nas! notas!
que! acompanham! os! nomes! dos! au tores,! apenas! se! fornecem! sucintos! elementos!
biobibliográ ficos.! Só! se! transgride! a! regra! quando! se! impõem! outras! observações,!
contudo! resumidas! sempre,! estritas.! /! Se! porventura! existem! desequilíbrios!
quantitativos! na! representação! de! alguns! autores,! deve-se! isso! mais! ao! volume!
limpo! das! respectivas! o bras! que! à! importância! indi vidual! atribuída! pelo! antologiador!
(e! quando! dizemos! “limpo”,! significamos! que! foi! tida! em! balanço,! das! obras! de!
todos,!apenas!aquela!parte!indisputável!ao!espírito!desta!antologia).»!(ELD,!1985:!8).!
Contém! citação:! «[CANTIGA! DE! AMIGO]! //! Eu! velida! non! dormia,! /! lelia! doura,! /! e!
meu! amigo! vénia,! /! edoi! lelia! doura.! //! Non! dormia! e! cuidava,! /! lelia! doura,! /! e! meu!
amigo! chegava,!/ !edoi! lelia! doura.! //! E! meu! amigo! venia,! /!lelia! doura,! /! e! d’amor! tan!
ben! dizia,! /! edoi! leli a! doura.! //! E! meu! amigo! chegava,! /! lelia! doura,! /! e! d’amor! tan!
ben! cantava,! /! edoi! lelia! doura.! //! Muito! desejei! amigo,! /! lelia! doura,! /! que! vos!
tevesse! comigo,! /! edoi! lelia! doura.! //! Muito! desejei! amado,! /! lelia! doura,! /! que! vos!
tevesse!a! meu! lado! /!edoi! lelia! doura.! //!Leli! leli,! par! Deus,!leli,! /! lelia!doura,! /! ben! sei!
eu! que[n]! non! diz! leli,! /! edoi! lelia! doura.! //! Ben! sei! eu! que[n]! non! diz! leli,! /! lelia!
!
73 !
doura,! /! demo!x’é! quen! non! diz! lelia,! /! edoi! lelia! doura.! //! Pedro!Eanes! Solaz! /! Jogral,!
séc.!XIII»!(ELD,!1985:!9).!
1.ª'ed.' 1985 ,!ed.!única,!s/d,!Tir.!3000,!Assírio!e!Alvim.!
M !–!AS!MAGIAS![VNI,!VI!e!VV]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1987,! na! Hiena! E ditora,! com! o! título! As!
Magias.!Versões!de!Herberto!Helder :!(M,!1987).!
Publicado!pela! segunda! vez,!em! volume,!em! 1988,!na! Assírio!e! Alvim,!com! o!títul o! As!
Magias! (alguns! exemplos).! Versões! de! Herberto! Helder :! (M,! 1988).! Contém! as!
seguintes! citações:! «—! Magia! —! //! E! quem! dirá! /! —! seja! qual! for! o! desencanto!
futuro!—!/!que!esquecemos!a!magia,! /!ou!que!pudemos!atraiçoar!/!na!terra!amarga! /!
a! macieira,! a! canção! /! e! o! ouro?»! Thomas! Wolfe;! «—! De:! Raízes! e! Ramos! —! //! Só!
existe! o! tempo! único.! /! Só! existe! o! deus! único.! /! Só! existe! a! promessa! única,! //! e! da!
sua! chama! /! e! das! margens! da! página! todos! se! incendeiam.! /! Só! existe! a! página!
única,! //! o! resto! fica! /! em! cinzas.! Só! existem! /! o! continente! úni co,! o! mar! único! —! //!
entrando! pelas! fendas,! batendo,! rebentando,! /! correndo! de! lado! a! lado.»! Robert!
Duncan.!
Integra:! (M! [PT,! 1990:! 461-513;! 6.º! texto-base);! com! o! título! As! Magias,! poemas!
mudados!para!português ;!mantém!as!citações!anteriores.!
Integra:!(M![PT,!1996:!461-513);!mantém!o!título!e!as!citações!anteriores.!
Publicado! pela! terceira! vez,! em! volume,! em! 2010,! na! Assírio! e! Alvim,! com! o! título! As!
Magias,! Alguns! Exemplos,! poemas! mudados! para! português! por! Herberto! Helder :!
(M,!2010);!mantém!as!citações!anteriores.!
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!( PC,!2014). !
1.ª' ed.' 1987 ,! com! o! título! As! Magias,! versões! de! Herberto! Helder ,! s/d,! Tir.! 1500,!
Hiena!Editora.!
74 !
2.ª' ed.' 1988 ,!com! o!títu lo! As! M agias,!(Alguns! Exemplos),!versões! de!Herberto! Helder ,!
dat.:!1986-87,!s/n!Tir.![a!ed.!Assírio!e!Alvim!não!refere!o!número!da!edição].!
3.ª' ed.' 2010 ,! com! o! título! As! Magias,! Alguns! Exemplos,! poemas! mudados! para!
português! por! Herberto! Helder ,! dat.:! 1986- 87,! Tir.! 1500! [a! ed.! Assírio! e! Alvim! não!
refere!o!número!da!edição].!
6.º' texto -base:' M' [PT,' 1990 ! com! o! título! As! Magias,! poemas! mudados! para!
português ,!dat.:!1987.!
UC !–!ÚLTIMA!CIÊNCIA![ VNI ! e! VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1988,! n a! Assírio! e! Alv im:! (UC,! 1988).!
Contém! dedicatória! manuscrita:! «Para! o! João! Rui! de! Sousa! //! esta! //! Última! Ciência!
de! acabar! //! —! enfim!! //! Com! um! abraço! do! velho! amigo! //! Herberto! Helder.»!
Contém! a! seguinte! informação! [nota! do! Autor]:! «Não! sendo! citações!
necessariamente! fiéis! extraídas! de! quadras! populares,! nelas! contudo! se! inspiram,! ou!
as! tomam! como! seus! modelos! directos! ou! indirectos,! as! seguintes! expressões!
utilizadas!neste!poema:!“Abaixa-te,!vara!alta,!(...)!põe-te! os!dedos,!deita!um!braço!de!
fora,! serve! de! estrela”,! “onde! a! laranja! recebe! soberania”,! “o! canteiro! (pedreiro)!
cheira! à! pedra”,! “a! lua! vira! o! peixe! no! frio”,! “o! nome! escrito! na! lenha,! o! tronco!
reverdeceu.”! O! verso! “os! trabalhos! e! os! dias! submarinos”! contém! um! título! de!
Hesíodo:!“Os!Trabalhos!e!os!Dias”.»;!1985,!revisto!em!1987.!
Integra:! (UC! [PT,! 1990:! 515-546;! 6.º! texto-base),! (UC! [PT,! 1996:! 515- 546),! (UC! [OPC,!
2004:! 427 - 468),! (UC! [OC,! 2009:! 397 - 438),! (UC! [ PC,! 2014:! 397 -438);! mantém! a!
informação!anterior![nota!do!Autor].!
Ciclo! de! seis! poemas,! «(Última! ciência)»! integra:! (UC! [OPC- S,! 2001:! 91 - 96),! (UC!
[FNCF,!2008:!100 - 105). !
1.ª'ed.'1988 ,!ed.!única,!dat.:!1985,!revisto!em!1987.,!Tir.!2500,!Assírio!e!Alvim.!
6.º'texto - base:'UC'[PT,'1990 ,!dat.:!1987.!
DM !–!DO!MUNDO![VNI!e! VI ]!
!
75 !
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1994,! n a! editora! Assírio! e! Alvim:! (DM,!
1994).! Contém! a! seguinte! indicação:! «Inserem-se! aqui! Os! Selos,! Outros,! Últimos. ,!
publicados! primeiro! na! folha! editorial! da! Assírio! &! Alvim! A! Phala ,! n.º! 27,! dezembro!
de! 1991,! e! que! deveriam! aparecer! junto! a! Os! Selos ! em! Poesia! Toda ,! ed .! 1990,! por!
pertencerem! ao! mesmo! impulso! de! escrita! e! com! eles! formarem! um! ciclo! completo.!
Aparecem! agora! em! livro! e! remetem-se! ao! volume! onde! estariam! melhor.! Do!
Mundo ,! inédito,! constitui! aquilo! que! foi! possível! fragmentariamente! salvar! de!
Retrato!em! Movimento ,!ou! foi! possível!fazer! partindo!de! sugestões! nele!esparsas,! ou!
nem! uma! coisa! nem! outra,! e! encontra-se! portanto! no! conjunto! por! razões! poéticas!
naturais,!razões!de!acção!e!dicção.»!
Assim,! Do! Mundo ! divide -se! em! duas! partes:! «Os! S elos,! Outros,! Últimos.»! (DM,! 1994:!
7-26)!e!«Do!Mundo»!(DM,!1994:!27- 87). !
Integra:! (DM,! 1994:! 27-87),! (DM! [PT,! 1996:! 587-622;! 7.º! texto-base),! (DM! [OPC,!
2004:!513 -561),!(DM![OC,!2009:!483- 531) ,! (DM![ PC,!2014:!483 - 531). !
Ciclo! de!10! poemas,! «(Do!mundo)»! integra:! (DM! [OPC- S,!2001:! 111 - 124),! (DM! [FNCF,!
2008:!120 - 133). !
1.ª' ed.' 1994 ,! ed.! única,! s/n! Tir.,! Assírio! e! Alvim.! Divide-se! em! duas! partes:! «Os! Selos,!
Outros,! Últimos.»! dat.:! Novembro-dezembro,! 1990! e! «Do! Mundo»,! dat.:! 1991! e!
1994]. !
7.º'texto -base:'DM'[PT:'1996 ,!dat.:!1994![ Do!Mundo ,!apenas].!
OSOU !–!OS!SELOS,!OUTROS,!ÚLTIMOS.![ciclo!de!poemas!e! VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Do! Mundo ,! 1994,! na! Assírio! e! Alvim:!
(OSOU![DM,! 1994:!7-26).!Trata-se! de!um! ciclo!de!sei s!poemas,!que! integra!a! primeira!
parte! de! Do! Mundo .! Após! esta! publicação,! existe,! apenas,! enquanto! volume!
integrado!em!volumes!reunidos.!
76 !
Ciclo! de! seis! poemas,! Os! Selos,! Outros,! Últimos. ,! integra:! (OSOU! [DM,! 1994:! 9- 26),!
(OSOU! [PT,!1996:! 573 -586;! 7.º!texto-base),! (OSOU! [OPC,! 2004:!499- 512),! (OSOU! [OC,!
2009:!469 - 482),! (OSOU![ PC,!2014:!469 - 482). !
Ciclo! de! três! poemas,! «(Os! selos,! outros,! últimos.)»! integra:! (OS! [OPC - S,! 2001:! 105 -
111),!(OS![F NCF,!2008:!115 - 120). !
1.ª'pub./ed.:'OSOU'[DM,'1994 !(1.ª!parte!de!DM,!dat.:!Novembro-dezembro,!1990).!
7.º'texto - base:'OSOU'[PT,'1996 ![onde!passa!a!ser!volume!integrado;!dat.:!1990].!
DNNC !–! DOZ E!NÓS!NUMA!CORDA![não!integra;!VV]!
1.ª' ed.' 1997, ! com! o! título! Doze! Nós! Numa! Corda,! Poemas! Mudados! para! Portuguê s!
por! Herberto! Helder ,! ed.! única,! dat.:! 1995- 97.,! s/n! Tir.,! Assírio! e! Alvim.! Contém!
citação:! «Saisir:! traduire.! Et! tout! est! tr aduction! /! à! tout! niveau,! en! toute! direction.! /!
Le! mal,! c’est! le! rythme! des! autres.! /! On! parle! à! des! décapités! /! les! décapités!
répondent!en!“ouolof”!//!HENRI!MICHAUX»!
O !–!OUOLOF![não!integra;!VV]!
1.ª' ed.' 1997 ! com! o! título! Ouolof,! Poemas! Mudados! Para! Português! por! Herberto!
Helder ,! ed.! única,! dat.:! 1987! e! 1996- 97.,! s/n! Tir.,! Assí rio! e! Alvim. ! Contém! citação:!
«L’enfer,! c’est! le! rythme! des! autres.! /! On! parle! à! des! décapités! /! les! décapités!
répondent!en!“ouolof”!//!HENRI!MICHAUX»!
PA !–!POEMAS!AMERÍNDIOS![não!integra;!VV]!
1.ª' ed.' 1997 !com!o!título! Poemas!Ameríndios,!Mudados!Para!Português!por!Herbe rto!
Helder ,!ed.!única,!dat.:!1996- 97.,!s/n!Tir.,!Assírio!e!Alvim. !
FO !–! FONTE ![ciclo!de!poemas!e! VNI ]!
Ciclo! de! seis! poemas,! «Fonte»,! integra:! (CB,! 19 61:! 61- 77),! (CB! [OC,! 1967:! 62 - 75;! 1.º!
texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 58 - 71),! (CB! [PT,! 1981:! 60 - 73),! (CB! [PT,! 1990:! 41 - 52),! (CB!
[PT,! 1996:! 41 - 52),! (CB! [OPC,! 2004:! 45 - 57),! (CB! [OC,! 2009:! 45 - 57),! (CB! [PC,! 2014:! 45 -
57). !
!
77 !
Fonte ! foi! publicado! numa! edição! que! «não! se! destina! a! fins! comerciais»,! em! 1998,!
pela!editora!Assírio!e!Alvim,!mantendo!o!ciclo!original!de!seis!poemas:!(FO,!1998).!
1.ª' ed.' 1998 ,! ed.! única,! s/d,! s/n! Tir.! Contém! a! seguinte! referência:! «edição! exclusiva!
para:! Livrarias! Assírio! &! Alvim,! Livraria! Barata,! Livraria! Buchholz,! Livrarias! Castil,!
Livraria! do! Centro! Cultural! Brasileiro,! Livraria! Ferin,! Livrarias! Notícias,! Livraria! do!
Teatro,!Loja!AZ»!
1.ª' pub./ed.,' enquanto' ciclo' de' seis' poemas,' em :' CB,' 1961 ;! 1.º' texto - base:' C B' [OC,'
1967 ,! dat.:! 1953-1960! [é! sempre! um! ciclo! de! seis! poemas! em! A! Colher! na! Boca ,!
volume!integrado!em!volumes!reunidos].!
OPC -S !–!OU!O!POEMA!CONTÍNUO!–! Súmula ![ VNI ! e! VS ]!
1.ª' ed.' 2001,' enquanto' volume' de' súmulas :! ed.! única,! s/d,! s/n! Ti r.,! Assírio ! e! Alvim,!
capa!dura![contém!um!poema!inédito].!
2.ª'ed.'2004,'enquanto'volume'reunido :![ver!OPC]. !
D !–!DEDICATÓRIA![ciclo!de!poemas!e! VI ]!
1.ª'pu b./ed.'com'o'título'(Dedicatória)'e m'volume'de'súmula:'D'[OPC - S,'2001 ,!s/d. !
2.ª' pub./ed.,' com ' este' título,' em:' D' [OPC,' 2004 ,!onde!passa!a!ser!vol ume!integrado,!
dat.:!1978;! integra!(D! [FNCF,!2008:!71- 86),! (D![OC,! 2009:!329 - 347),! (D ! [PC,!2014:! 329 -
347);! anterior! ciclo! de! seis! poemas! De! «Photomaton! &! Vox» ,! volume! integrado! em!
volumes! reunidos;! P&V! [PT,! 1981;! 3.º! texto-base;! dat.:! 1978.! O! título! «Dedicatória»!
surge,! pela! primeira! vez,! em! PV,! 1964:! 7! (este! texto! surge! como! dedicatória!
precedendo!o!primeiro!texto,!«Estilo»).![ver!P&V]!
OPC !–!OU!O!POEMA!CONTÍNUO! [6.º! VR ]!
2.ª' ed.' 2004,' enquanto' volume' reunido :! ed.! única,! sem! texto-base,! co m' variantes ,!
s/d,! Tir.! 3000,! Assírio! e! Alvim! [a! editora! não! refere! o! número! da! ed.].! Contém! a!
seguinte! informação:! «NOTA! //! para! dizer! que! é! uma! ressalva! ao! poema! contínuo!
pelo! autor! ch amado! poesia! toda.! O! poema! contínuo! parecia! não! exigir! a! escusa! das!
78 !
partes! que! não! eram! punti! luminosi! poundi anos,! ou! núcleos! de! energia! assegurando!
uma!continuidade! imediatamente!sensível.! O!livro! de!agora!pretende! então!aceitar! a!
escusa! e,! em! tempos! de! redundância,! estabelecer! apenas! as! notas! impreteríveis!
para! que! da! pauta! se! erga! a! música,! uma! decerto! não! muito! hínica,! não! muito! larga!
nem! límpida! música,! mas! este! som! de! quem! sopra! os! instrumentos! na! escuridão,!
música! às! vezes! de! louvor! à! própria! insuficiência,! sabendo-se! no! entanto! inteira,!
ininterrupta,! com! os! seus! pequenos! recursos! e! quantidades,! e! segundo! as!
inspirações!pessoais!do!idioma.»,!(OPC- S,!2001:!5 - 6). !
1.ª'ed.'2001,'enquanto'volume'de'súmulas: ! [ver!OPC - S] !
FNCF !–!A!FACA!NÃO!CORTA!O!FOGO![ VNI ,! VS ! e! VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 2008,! na! editora! Assírio! e! Alv im,! A! Faca!
não! Corta! o! Fogo ,! súmula! e! inédita:! (FNCF,! 2008:! 133 - 207).! Contém! citação:! «Não! se!
pode! cortar! o! fogo! com! uma! faca . ! —! provérbio! grego»! [c iclo ! de! 89! poemas,! «(A! faca!
não!corta!o!fogo)»,!2.ª!parte!de!FNCF ]. !
Ciclo! de! 99! poemas,! A! Faca! Não! Corta! o! F ogo ! integra:! (FNCF! [OC,! 2009:! 533- 618;! 8.º !
texto-base),! (FNCF![ PC,!2014:!533 -618);!mantém!a!citação!anterior.!
1.ª' ed.' 2008 ,! ed.! única,! súmula! e! inédita.! Divide-se! em! duas! partes:! a! súmula,! sem!
título,! sem! data;! e! a! inédita,! A! faca! não! corta! o! fogo ;! s/d,! Tir.! 3000,! Assírio! e! Alvim,!
capa!dura.!
8.º'texto -base:'FNCF'[OC,'2009 ,!dat.:!2008.!
S !–!SERVIDÕES![ VNI ! e! VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 2013,! na! editora! Assírio! e! Alvim:! (S,!
2013).! Contém! a! seguinte! indicação:! «Edição! ún ica! em! Maio! de! 2013».! Contém! as!
seguintes! citações:! «ANDRÉ! BRETON! —! Des! têtes!! Mais! tout! le! monde! sait! ce! que!
c’est!qu’une!tête.»,!«ALBERTO!GIACOMETTI!—!Moi,!je!ne!sais!pas.»!
Integra:!(S![PC,!2014:!619-709;!9.º!texto-base).!
!
79 !
1.ª' ed.' 2013 ,! ed.! única,! dat.:! 2010.12,! s/n! Tir.,! Assírio! e! Alvim! [na! Porto! Edito ra],!
capa!dura.!
9.º'texto - base:'S'[PC,'2014 ,!dat.:!2010.!
MM !–!A!MORTE!SEM!MESTRE![ VNI ! e! VI ]!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 2014,! na! Porto! Editora:! (MM,! 2014).!
Contém! a! seguinte! informação:! «Tudo! quanto! neste! livro! possa! parecer!acidental! /! é!
de! facto! intencional.»! Contém! CD! com! a! selecção! de! cinco! poemas! desta! obra! lidos!
por!Herberto!Helder.![ciclo!de!28!poemas,! A!Morte!Sem!Mestre ]!
Ciclo! de! 28! poemas,! A! Morte! Sem! Mestre ! integra:! (MM! [PC,! 2014:! 711- 752;! 9.º!
texto-base).!
1.ª' ed.' 2014 ,! ed.! única,! dat.:! 2013,! marca! a! mudança! do! autor! para! a! Porto! Edito ra.!
Edição! de! luxo,! com! CD;! na! contracapa:! [inclui! CD! de! oferta];! s/n! Tir.! capa! dura! com!
sobrecapa;! inclui! a! seguinte! informação,! no ! final! do! livro,! depois! do! índice:! «NOTA!
DO! EDITOR! //! Herberto! Helder! tem! por! háb ito! encadernar! os! seus! livros! com! papel!
de!embrulh o!castanho,! escrevendo! por!fora! com! caneta!de! feltro! vermelha!o! título! e!
o!nome! do! autor.!A! sobrecapa! da!presente! edição! evoca!esse! hábito,!reprodu zindo!a!
sua!caligrafia.»!
9.º'texto -base:'MM'[PC,'2014 ,!dat.:!2013.!
PC !–!POEMAS!COMPLETOS![8.º!e!último! VR ]!
1.ª' ed.' 2014 ,! ed.! úni ca,! s/d,! s/n! Tir.,! Porto! Editora,! capa! dura.! Contém! citação:! «Or!
l’on!ne!peut!pas!ne!pas!parler.!André!Le!Milinaire»!
2.2.!Textos - base!e!nove!mapas !
Seguindo! as! metodologias! a! que! este! trabalho! se! propôs,! são! nove! os!
mapeamentos! que! permitem! «navegar»! pelos! textos-base.! Neles,! apresentam- se!
apenas! os! títulos! dos! poemas,! os! números! de! cada! publicação! e! de! cada! versão .!
Quando! o! poema! tem! título,! apresenta-se,! primeiro! o! título,! seguido! do! primeiro!
80 !
verso! entre! parêntesis! rectos.! Nos! casos! em! que! o! poema! não ! tem! título,! apresenta-!
-se!o!primeiro! verso!entre!parêntesis!rectos.! Nos!casos!em! que!o!título! do!poema!e!o!
primeiro! verso! s ão! iguais,! por! questões! de! sistematização,! apresentam- se! os! dois.!
Sempre! que! o! poema! for! numerado! pelo! autor,! apresenta-se,! também,! essa!
numeração.! A! numeração! que! não! tenha! sido! feita! pelo! autor! e! as! demais! seriações!
e! informações,! são! sempre! apresentadas! entre! parêntesis! rectos,! caso! as! haja .! As!
restantes! informações,! respeitantes! a! cada! poema,! são! apresentadas,! em! detalhe,!
no! C apítulo! 3.,! o! capítulo! dedicado! à! classificação! de! poemas! segundo! as! suas!
alterações.!
2.2.1.!Mapeamento!do!1.º!texto-base!
O! 1.º!texto-base! representa! o!ponto! de! partida! para!a! anotação! das! variantes!
e! consequente! classificação! e! selecção! dos! poemas! alterados! e! intactos.! Por! essa!
razão,! o! 1.º! texto-base! é! a! pedra! basilar! de! toda! a! investigação! desenvolvida! e! aqui!
apresentada.!
São!70!o! número!total!de!poemas! desta!série!e!todos! eles!integram!OC,!1967 ,!
primeiro! volume! reunido. ! Depois! de! se! somar! o! número! de! publicações! de! cada!
texto,! o! número! que! se! obteve! foi! 640,! ou! seja,! o! número! de! vezes! em! que! estes!
poemas! foram! publicados.! Procedendo! da! mesma! forma! com! o! n úmero! de! versões!
de! cada! texto,! o! número! que! se! obteve! foi! 260.! Como! se! poderá! constatar,! há!
poemas! que! acumulam! um! maior! número! de! publicações! e! um! menor! número! de!
versões.! To mando! o! exemplo! do ! primeiro! poema! deste! mapeamento:! 9! pub.! vs.! 5!
vers.,! significa! que! este! poema! foi! publicado! nove! vezes,! em! nove! volumes!
(integrados! e! não! integrados)! mas! que! só! existem! ci nco! versões! desse! texto! (o! autor!
alterou!este!poema!quatro!vezes 23 ,!todas!elas!diferentes!umas!das!outras).!
Este! mapeamento! irá! coincidir! com! o! mapeamento! de! poemas! que! integram!
OC,! 1967 ,! apresentado! no! Capítulo! 4.! Contudo,! op ta-se! por! apresentar! ambos,! uma!
vez!que!ambos!têm!propósitos!diferentes.!
! !
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
23 ! O! texto - bas e!conta!sempre! como!uma!versão!do! texto. !
!
81 !
Mape ament o ! 2.2.!M apeamento!do!1.º!texto - ba se. !
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). !
[Falemos!de!casas.!Do!sagaz!exercício!de!um!poder]! 9'pub.'vs.'5'vers. '
[ «Transforma-se!o!amador!na!coisa!amada»!com!seu ]! 9'pub.'vs.'3 ' vers. !
I![Escuto!a!fonte,!meu!misterioso!desígnio]! 4'pub.'vs.'3'vers. !
II![Não!sei!como!dizer-te!que!a!minha!voz!te!procura,]! 9'pub.'vs.'5'vers. !
III![Todas!as!coisas!são!mesa!para!os!pensamentos]! 9'pub.'vs.'4'vers. !
IV![Mais!uma!vez!a!perdi.!Em!cada!minuto]! 4'pub.'vs.'3'vers. !
V![Uma!noite!acordarei!junto!ao!corpo!infindável]! 4'pub.'vs.'3'vers. !
O!AMOR!EM!VISITA![Dai-me!uma!jovem!mulher!com!sua!harpa!de!sombra]! 10'pub.'
vs.'5'vers. !
I![Um!poema!cresce!inseguramente]! 9'pub.'vs.'4'vers. !
II![A!palavra!erguia- se!como !um!candelabro,]! 9'pub.'vs.'5'vers. !
III![Às!vezes!estou!à!mesa,!e!como!ou!sonho!ou!estou]! 9'pub.'vs.'5'vers. !
IV![Nesta!laranja!encontro!aquele!repouso!frio]! 9'pub.'vs.'3'vers. !
V![Existia!alguma!coisa!para!denominar!no!alto!desta!sombria]! 9'pub.'vs.'4'vers. !
VI![Fecundo!mês!da!oferta!onde!a!invenção!ilumina]! 9'pub.'vs.'5'vers. !
VII![A!manhã!começa!a!bater!no!meu!poema.]! 9'pub.'vs.'6'vers. !
I![Ela!é!a!fonte.!Eu!posso!saber!que!é]! 10'pub.'vs.'3'vers. !
II![No!sorriso!louco!das!mães!batem!as!leves]! 12'pub.'vs.'3'ver s. !
III![Ó!mãe!violada!pela!noite,!deposta,!disposta]! 10'pub.'vs.'5'vers. !
IV![Mal!se!empina!a!cabra!com!suas!patas!traseiras]! 10'pub.'vs.'4'vers. !
V![Apenas!te!digo!o!ouro!de!uma!palavra,!no!meio!da!névoa.]! 10'pub.'vs.'5'vers. !
VI![Estás!verdadeiramente!deitada.!É!impossível!gritar!sobre!esse!abismo]! 10'pub.'
vs.'4'vers. !
I![Como!se!poderia!desfazer!em!mim!tua!nobre!cabeça?]! 9'pub.'vs.'4'vers. !
88 !
[Quando!o!peixe!se!move,!turvam-se!as!águas;]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[No!fundo!das!montanhas!está!guardado!um!tesouro]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[As!colinas!são!azuis!por!elas!mesmas;]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Sentada!calmamente!sem!coisa!alguma!fazer,]! 7'pub.' vs.'1'vers. !
[Os!rochedos!levantam- se!no!céu,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Colhe!flores,!e!as!tuas!vestes!ficarão!perfumadas;]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[O!vento!pára,!as!flores!caem,!um!pássaro!canta]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
O!MISTÉRIO!DE!AMEIGEN! (Irlanda) ![Eu!sou!o!vento!que!sopra!à!flor!do!mar,]! 7'pub.'
vs.'1'vers. !
ORAÇÃO!MÁGICA!FINLANDESA!PARA!ESTANCAR!O!SANGUE!DAS!FERIDAS![Pára,!
sangue,!de!correr,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
CANÇÃO!ESCOCESA![«Porque!escorre!o!sangue!pela!tua!espada,]! 7'pub.'vs.'4'vers. !
DIVISA![Conhecem-me!os!cavalos!e!a!noite!e!os!desertos]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
ORNATOS![O!vinho!cor- de -rosa!é!bom,!ó!companheiros.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
DECEPÇÃO![Disseram!que!a!minha!Layla!vive!em!Tayma’,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
TUDO!O!QUE!É!NOVO!É!BELO![De!tudo!o!que!é!novo!nasce!um!novo!praz er,]! 7'pub.'
vs.'1'vers. !
A!LEITURA![Meus!olhos!resgatam!o!que!está!preso!na!página:]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!NOZ![É!uma!envoltura!formada!por!duas!peças!maravilhosamente!unidas:]! 7'pub.'
vs.'1'vers. !
A!BERINGELA![É!um!fruto!de!forma!esférica,!gosto!vivo,]! 7'pub. ' vs.'2'vers. !
O!DEDAL![Dedal!dourado!como!o!sol:!todo!se!ilumina,!se!lhe!bate!a!luz!de!uma!
estrela.]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
A!AÇUCENA![As!mãos!da!Primavera!edificaram,!no!cimo!dos!caules,!os!castelos!da!
açucena;]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!LUA![A!lua!é!um!espelho!empanado!pelo!hálito!das!raparigas.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
!
89 !
O!RIO![Belo!deslizava!o!rio!no!seu!leito,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
O!NADADOR!NEGRO![Nadava!um!negro!num!lago,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
CAVALO!ALAZÃO![Era!um!cavalo!alazão,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
OS!JARROS![Pesados!eram!os!jarros,!mas!quando!os!encheram!de!vinho!puro,]! 7'
pub.'vs.'1'vers. !
CAVALO!BRANCO![Alvo!como!luz!quando!o!sol!se!levanta!— ]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
BOLHAS![Quando!o!encheram!de!vinho,!inflamou-se!o!jarro,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!BARCA![Lá!vem!a!barca!como!um!nadador!de!pernas!rígidas,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
ROSAS![Desfolharam-se!as!rosas!sobre!o!rio!e,!passando,!espalharam-nas!os!ventos,]!
7'pub.'vs.'1'vers. !
RIO!AZUL![Múrmuro,!um!rio!de!pérolas!corre!transparentemente.]! 7'pub.'vs.'1 ' vers. !
CENA!DE!AMOR![Enquanto!a!noite!arrastava!a!cauda!negra,]! 7'pub.'vs.'3'vers. !
A!CEGONHA![Emigrante!de!outras!terras,!que!anuncia!o!tempo,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
BOLHAS![Troca-me!a!prata!pelo!oiro!do!vinho!—!digo!eu!ao!copeiro.!—! Dá - me!vinho!
novo.]! 7'pub. ' vs.'1'vers. !
VISITA!DA!MULHER!AMADA![Vieste!um!pouco!antes!de!soarem!os!sinos!cristãos,]! 7'
pub.'vs.'1'vers. !
ARROZAL!DE!MADRUGADA![Às!quatro!da!manhã,!arranco]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
LÍRIO![O!corpo!deitado!do!meu!amante,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
AS!TRÊS!CLARIDADES![A!Lua!a!leste,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
AMOR!MUDO![Ardendo!de!amor,!as!cigarras]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Ervas!do!estio:]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Um!cuco]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Primeira!neve:]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Libélula!vermelha.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Pimentão!vermelho. ]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
90 !
[Pelo!meio!do!arrozal]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Pirilampos]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Festa!das!flores.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Casa!sob!as!flores!brancas.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Crescente!lunar.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[A!lua!deitou!sobre!as!coisas]! 7' pub.'vs.'1'vers. !
[Monte!de!Higashi.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Caracol,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Um!cuco]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Ah,!o!passado.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
CANTOS!ALTERNADOS![Sou!como!uma!peça!de!seda!cor- de -rosa,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
UMA!RAPARIGA!RESPONDE!A!PERGUNTAS![Cresce!o!bambu!ao!lado!do!pagode.]! 7'
pub.'vs.'1'vers. !
[Perdi!uma!pérola!na!erva.]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Formigas!vermelhas!no!bambu!vazio,!vaso]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Ouve -se!a!água!bater!no!coração!do!coco!verde,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Abre!o!fruto!de!odor!inquietante,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Aos!milhares!voam!os!pombos,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!até!vós!subir!o!movimento!das!águas,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
CANÇÃO!DA!CABÍLIA![Leve,!aparece!na!dança!— ]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[A!terra!é!um!palácio!que!olha!para!cima,]! 7' pub.'vs.'1'vers. !
[Tem!o!irmão!primogénito!um!odor!vivo!de!fruta,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[És!um!fruto!dourado,!uma!banana!madura.]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Rescende!a!colina!à!salva,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!é!para!ti,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
!
91 !
[Não!há!raiz!da!vida,]! 7' pub.'vs.'2'vers. !
[Subiu!a!rapariga!para!cima!da!amoreira,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Tu!eras!na!floresta!um!cardeal!vermelho,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Rapariga!sòzinha!na!ilha,!rapariga]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
CANÇÃO!TÁRTARA![O!rosto!da!minha!amada!cobriu-se!de!sangue.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Levanto-me!da!cama!com!gestos]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[O!grande!fluxo!do!oceano!põe-me!em!movimento,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Os!mortos!que!sobem!ao!céu]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Vejo!aproximarem-se!os!brancos!cães!da!aurora:]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
I![Espírito!do!ar,!vem,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
II![Quero!visitar!uma!mulher!estrangeira,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
CANÇÃO!DE!AMOR![Esta!mulher!é!formosa]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!PUBERDADE![Sai!depressa,!depressa.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!OBSCURIDADE![Esperamos!na!obscuridade.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
RITUAL!DA!CHUVA![Desde!os!tempos!antigos,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
PINTURA!NA!AREIA![Para!curar-me,!o!feiticeiro]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
AS!ESTRELAS![«Somos!estrelas!que!cantam,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
CANÇÃO!DE!AMOR![Levantei- me!cedo,!cedo! —!e!era!azul]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
A!YUCCA![Mesmo!diante!da!casa,!no!alto]! 7'pub.'vs.'3'vers. !
DONS!DO!AMANTE![Sobre!a!tua!cabeleira!hei-de!pôr,!para!as!núpcias,]! 7'pub.'vs.'2'
vers. !
COMUNICAÇÃO!ACADÉMICA!1963![Gato!dormindo!debaixo!de!um!pimenteiro:]! 7'
pub.'vs. ' 3'vers. !
HÚMUS,!Poema-montagem![Pátios!de!lajes!soerguidas!pelo!único]! 10'pub.'vs.'4'
vers. !
92 !
I![ Dedicatória !—!a!uma!devagarosa!mulher!de!onde!surgem!os!dedos,!dez!e!
queimados!por!uma!forte!delicadeza.]! 4'pub.'vs.'2'vers. !
II![Era!uma!vez!um!pintor!que!tinha!um!aquário!e,!dentro!do!aquário,!um!peixe!
encarnado.]! 10'pub.'vs.'2'vers. !
III![Quando!se!caminha!para!a!frente!ou!para!trás,!ao!longo!dos!dicionários,!vai- se!
desembocar!na!palavra!Terror.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
IV![ (Tive!um a!alucinação:!vi!abertamente!no!espaço!de!uma!mão!clara!e!imóvel. ]! 3'
pub.'vs.'3'vers. !
I![Os!jornais!chegaram!pelo!lado!onde!eu!estava!mais!distraído,!com!as!suas!belas!
folhas!negras,!brancas,!intersticiais.]! 3'pub.'vs.'3'vers. !
II![ Porque!a!imprensa!fornece!um!novo!dia!e!uma!noite!maior: ]! 6'pub.'vs.'3'vers. !
III![Leio!no!jornal!um!homem!em!crime!absoluto.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
IV![Há!gente!que!dá!cravos,!e!se!assusta.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
V![Retratos!com!sono!pelas!câmaras!carbónicas!e!frias,!e!o!meu!delírio!de! pés!
múltiplos!cambaleando!em!letras!íngremes!e!vírgulas!terríveis.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
VI![Uma!criança!disse:!«Quando!eu!crescer,!vou!cortar!as!flores!grandes!para!não!
haver!vento.»]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
A!IMAGEM!EXPANSIVA!Dafne!e!Cloé![ Vem!das!estampas!de!ouro,!o!sono!encurva- lhe!
os!cabelos,!fica!branca!de!andar!encostada!à!noite,!e!respira,!respira, ]! 5'pub.'vs.'5'
vers. !
I![Dava!pelo!nome!muito!estrangeiro!de!Amor,!era!preciso!chamá-lo!sem!voz!— ]! 3'
pub.'vs.'1'vers. !
II![Havia!uma!cidade!em!espanto!linear!a!cavalo!noutra!cidade!em!geometria!
ambígua,]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
III![Sempre!que!penso!em!ti!estás!a!dançar!levemente!num!clima!de!canela!
despenteada,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
IV![Vou!chamar-te!vagarosa!deambulação,!também!há!lugares!para!estrelas!
dromedárias,]! 3' pub.'vs.'2'vers. !
!
93 !
V![O!mês!de!março!vem!ver!como!é!e!toca!em!tudo,!e!as!montanhas!descem!pela!
tarde!íngreme,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
VI![A!água!anda!a!uma!velocidade!branca,!porém!tu!dizes:!também!sei!que!o!amor!é!
sinistro!— ]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
VII![Há!um!perfume!de!roupa!fria!ao!longo!dos!dias!que!nos!percorrem,!ao!fundo!
inclinam-se!os!montes!com!os!dorsos!latejantes,]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
VIII![Eucaliptos!em!contínuas!folhas!tumultuam!na!paisagem!onde!estás,!silêncio!
feminino:]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
IX![A!montanha!fica!pensativa!até!ao!fim!da!claridade,!o!vento!dá!alguns!passos!com!
uma!braçada!de!glicínias!— ]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
X![E!tu!reapareces!a!rir!com!a!cabeleira!bêbeda,!o!ar!é!uma!árvore!onde!a!estação!
treme!com!as!folhas!depressa,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
XI![E!maio!empregara-se!nos!jardins!com!uma!velocidade!ao!pé!do!esplendor,]! 3'
pub.'vs.'2'vers. !
XII![Só!agora!se!vê!a!desordem!geográfica,!diz!alguém,!só!agora!conduz!os!castiçais!
frenéticos!— ]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
I![O!marceneiro!louco!faz!cadeiras!para!que!a!noite!se!sente.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
II![Como!um!pássaro!se!encosta!ao!canto.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
III![É!ainda!o!teu!retrato!com!a!brusca!cabeleira!de!prata.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
IV![Recordo!a!bebedeira!amarela!das!luzes,!as!ilhas!sonoras!e!o!terror!das!visões!
antigas.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
V![Para!onde!arrasta!Deus!os!dons!que!me!obscurecem?]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
VI![Era!assim:!ao!fundo!dos!corredores!enlouqueciam!as!rosas,!e!as!portas!rodavam.]!
3'pub.'vs.'1'vers. !
VI I![Eu!via!o!dorso!dos!vestidos,!suas!cruas!pétalas!desalojando-se!da!madeira!
morta.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
VIII![Cão!que!dá!flor!por!dentro.!Do!nome,!irrompe-lhe!a!cabeça!para!o!lado!da!luz.]!
3'pub.'vs.'2'vers. !
94 !
IX![Vinda!dos!confins!da!candura!com!o!sol!às!costas,!uma!criança!atravessa!os!
roseirais.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
X![Amadurecem!países!de!geografia!interior.!Montanhas!de!neve!ardem!a!caminho!
do!céu!verde.]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
XI![Os!lençóis!rebentavam!de!brancura.!Delicadas,!vermelhas!— ]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
XII![ Com!seus!ramos!de!enxofre,!a!europa!arde!encostada!ao!dorso!nocturno!da!
lembrança. ]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
XIII![De!uma!cega!beleza,!a!cabeça!cheia!de!folhas!negras.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
I![Leia-se!esta!paisagem!da!direita!para!a!esquerda!e!vice-versa,!ou! vice -versa!e!de!
baixo!para!cima,]! 4'pub.'vs.'2'vers. !
II![A!pessoa!escolhe!a!parte!mais!fria,!e!dispõe!absolutamente!a!camélia!ou!a!viva!
madeira!da!viola.]! 4'pub.'vs.'1'vers. !
III![Deslocações!de!ar,!de!palavras,!partes!do!corpo,!deslocações!de!sentido!nas!
partes!do!corpo.]! 4'pub.'vs.'1'vers. !
IV![Durmo.]! 4'pub.'vs.'1'vers. !
V![O!dia!começa!a!meter-se!para!dentro.]! 4'pub.'vs.'2'vers. !
VI![As!flores!que!devoram!mel!ficam!negras!em!frente!dos!espelhos.]! 4'pub.'vs.'2'
vers. !
VII![Ficarão!para!sempre!abertas!as!minhas!salas!negras.]! 4'pub.'vs.'1'vers. !
I![Há!aqui!uma!história!de!mãos.!Trata-se!dos!terríveis!trabalhadores!rimbaldianos!
que!trabalham!o!pesadelo.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
II![Louco!e!triste,!sento-me!de!costas!para!a!noit e.]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
III![Experimentei!esta!liberdade:!a!de!ver!os!dias!moverem-se!de!um!lado!para!outro!
dentro!das!semanas,]! 3'pub.'vs.'3'vers. !
KODAK![Toda!a!profissão!é!hidrográfica:!flui]! 2'pub.'vs.'2'vers. !
BICICLETA![Lá!vai!a!bicicleta!do!poeta!em!direcção]! 8'pub.'vs.'2'vers. !
!
95 !
CANÇÃO!DESPOVOADA![Num!tempo!sentado!em!seda,!uma!mulher!imersa]! 7'pub.'
vs.'3'vers. !
[A!maçã!precipitada,!os!incêndios!da!noite,!a!neve!forte:]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Tantos!nomes!que!não!há!para!dizer!o!silêncio!— ]! 7'pub.'vs.'1'vers. '
[Às!vezes,!sobre!um!soneto!voraz!e!abrupto,!passa]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Sobre!os!cotovelos!a!água!olha!o!dia!sobre]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
UM!DEUS!LISÉRGICO![Ele!viu,!a!muitas!noites!de!distância!!!!!!!o!Rosto]! 7'pu b.'vs.'3'
vers. !
OS!MORTOS!PERIGOSOS,!FIM.![Os!jardins!contorcem-se!entre!o!estio!e!as!trevas.]! 7'
pub.'vs.'2'vers. !
[o!texto!assim!coagulado,!alusivas!braçadas]! 8'pub.'vs.'2'vers. !
[toda,!a!doçura!trepida,!toda!ameaçada,]! 8'pub.'vs.'2'vers. !
[beleza!de!manhãs!arrefecidas!sobre!o!aniquilamento,]! 8'pub.'vs.'2'vers. !
[põem -se!as!salas!ordenadas!no!compasso]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[geografia!em!pólvora,!solitária!brancura]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[animais!rompendo!as!barreiras!do!sono,]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[nervuras!respirantes,!agulhas,!veios!luzindo]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[essas!vozes!que!batem!no!ar,!esses!parques!a!ferver,]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[massas!implacáveis,!tensas!florações!químicas,!fortemente]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[tudo!se!espalha!num!impulso!curvamente]! 8'pub.'vs.'1'ver s. !
TEXTO!1![Todo!o!discurso!é!apenas!o!símbolo!de!uma!inflexão]! 7'pub.'vs.'3'vers. !
TEXTO!2![Não!se!vai!entregar!aos!vários!«motores»!a!fabricação!do!estio]! 7'pub.'vs.'
1'vers. !
TEXTO!3![Afinal!a!ideia!é!sempre!a!mesma!o!bailarino!a!pôr!o!pé]! 9'pub.'vs.'3'ver s. !
TEXTO!4![Eu!podia!abrir!um!mapa:!«o!corpo»!com!relevos!crepitantes]! 7'pub.'vs.'3'
vers. !
96 !
TEXTO!5![«Uma!devassidão!aracnídea»!se!se!quiser]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
TEXTO!6![Não!se!esqueçam!de!uma!energia!bruta!e!de!uma!certa]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
TEXTO!7![Tenho!uma!pequena!coisa!africana!para!dizer!aos!senhores]! 9'pub.'vs.'2'
vers. !
TEXTO!8![Nenhuma!atenção!se!esqueceu!de!me!cravar!os!dedos]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
TEXTO!9![Porque!também!«isso»!acontece!dizer-se!que!se!lavra]! 7'pub.'vs.'3'vers. !
TEXTO!10![Encontro-me!na!posição!de!estar!frenèticamente!suspenso]! 7'pub.'vs.'3'
vers. !
TEXTO!11![«Estudara»!muito!pouco!o!comportamento!das!paisagens]! 7'pub.'vs.'2'
vers. !
TEXTO!12![Sei!de!um!poeta!que!passou!os!anos!mais!próximos!do!seu]! 7'pub.'vs.'1'
vers. !
2.2.3.!Mapeamento!do!3.º!texto-base!
Neste! mapeamento! estão! representados! o! número! total! de! poemas! que!
constituem! o! 3.º! texto-base,! sendo! o! mesmo! constituído! por! 38! p oemas .! T odos! eles!
integram! PT,! 1981 ,! apresentando! um! número! bastante! reduzido! quando! comparado!
com!os!219!poemas!integrados!no!mapeamento!anterior.!!
Durante! a! composição! do! 3.º! texto-base! deu - se ! continuidade! tanto! à!
anotação! de! variantes,! como! à! integração! destes! 38! poemas.! A! totalidade! destes!
poemas! são,! na! sua! maio ria,! os! poemas! provenientes! de! C ,! de! CL O ! e! de! P& V,! ainda!
que! parcialmente .! O! caso! de! C,! devido! às! suas! especificidades,! não! foi! classificado!
enquanto! volume! que! integra! parcialmente,! embora ! este! volume! reunido,! já! o!
integre! com! 4! partes! apenas,! em! vez! das! 5! originais,! e! com! dois! poemas,! no! total,! a!
meno s.! CLO! também! não! foi! classificado! como! volume! que! integra! parcialmente,!
embora! seja! apenas! um! texto! que! o! autor! decida! não! integrar.! Em! ambos! os! casos,!
como! se! verá ! adiante,! por! questões! de! unidade,! mas! não! só,! optou-se! por! in tegrar!
as!partes!que!faltavam!de!C!e!a!parte!que!faltava!de!CLO.!
!
97 !
Para! além! destes! dois! casos,! o! autor! começa! por! integrar! alguns! textos!
provenientes! de! P&V ,!q ue!irá! manter,!simultaneamente,! em!volu mes!não! integrados!
e! em! vol umes! reunidos.! É! por! essa! razão! que! estes! textos! têm! um! maior! número! de!
publicações!quando!comparados!com!os!restantes.!
Quanto! ao! número! total! de! publicações,! obteve-se! 291! contrastando! com! os!
1382! do! mapeamento! anterior.! O! n úmero! total! de! versões! é! de! apenas! 81,! número!
bastante! reduzido.! Contudo,! há! que! ter! em! conta! que! neste! mapeamento!
integraram!apenas!38!novos!textos.!
Mape ament o! 2.4.! M apeam ento!do!3.º! texto - base. !
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). '
EXEMPLO![A!teoria!era!esta:!arrasar!tudo!—!mas!alguém!pegou]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[E!então!vinha!a!baforada!do!estio!como!se!abrissem!uma!porta]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[A!força!do!medo!verga!a!constelação!do!sexo.]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Os!lençóis!brilham!como!se!eu!tivesse!tomado!veneno.]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[A!parede!contempla!a!minha!brancura!no!fundo:]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[As!folhas!ressumam!da!luz,!os!cometas!escoam- se]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[O!espelho!é!uma!chama!cortada,!um!astro.]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[O!rosto!espera!no!seu!abismo!animal.]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Ele!queria!coar!na!cabeça!da!mulher!aprofundada]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[A!doçura,!a!febre!e!o!medo!sombriamente!agravam]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Tomo!o!poder!nas!mãos!dos!animais!—!quer!dizer:]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Amo!este!verão!negro!com!as!furnas!de!onde!se!arrancam]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Que!eu!atinja!a!minha!loucura!na!sua!estrela!expelida]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Deixarei!os!jardins!a!brilhar!com!seus!olhos]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
CÓLOFON![Como!o!centro!da!frase!é!o!silêncio!e!o!centro!deste!silêncio]! 7'pub.'vs.'2'
ver s. !
104 !
—! Os!ferreiros! —!(Marie!L.!de!Welch) ![Já!não!terão!carne!e!sangue.]! 5'pub.'vs.'1'
vers. !
—!As!coisas!feitas!em!ferro!—!(D.H.!Lawrence) ![As!coisas!feitas!em!aço!e!trabalhadas!
em!ferro]! 4'pub.'vs.'1'vers. '
—!A!identidade!dos!contrários!—!(Edouard!Roditi) ![Sonho!que!sou!louco,!e!na!minha!
loucura]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
(Conde!de!Saint -Germain) ![Da!natureza!inteira!atento!escrutador,]! 4'pub.'vs.'1'vers. !
[Com!uma!rosa!no!fundo!da!cabeça,!que!maneira!obscura]! 8'pub.' vs.'1'vers. !
[Não!cortem!o!cordão!que!liga!o!corpo!à!criança!do!sonho,]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[Criança!à!beira!do!ar.!Caminha!pelas!cores!prodigiosas,!iluminações]! 6'pub.'vs.'1'
vers. !
[Engoli]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[As!crianças!que!há!no!mundo,!vindas!de!lunações!de!objectos]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Correm!com!braços!e!cabelo,!com!a!luz!que!espancam,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Cada!sítio!tem!um!mapa!de!luas.!Há!uma!criança!radial!vista]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Os!animais!vermelhos,!ou!de!ouro!peça!a!peça:]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[Ninguém!se!aproxima!de!ninguém!se!não!for!num!murmúrio,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Ficas!toda!perfumada!de!passar!por!baixo!do!vento!que!vem]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[Transbordas!toda!em!sangue!e!nome,!por!motivos]! 6'pub .'vs.'1'vers. !
[Toquei!num!flanco!súbito.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Onde!se!escreve!mãe!e!filho]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Depois!de!atravessar!altas!pedras!preciosas,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Há!uma!árvore!de!gotas!em!todos!os!paraísos.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[O!dia,!esse!bojo!de!linfa,!uma!vertigem!de!hélio!—!arcaicamente]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Leões!de!pedra!à!porta!de!jardins!alerta]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Uma!golfada!de!ar!que!me!acorda!numa!imagem!larga.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
!
105 !
[Laranjas!instantâneas,!defronte!—! e! as!íris!ficam!amarelas.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Insectos!nucleares,!cor!de!púrpura,!mortais,!saídos!reluzindo]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Estátuas!irrompendo!da!terra,!que!tumulto!absorvem?]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Bate!na!madeira!vermelha,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Laranja,!peso,!potência.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Os!cometas!dão!a!volta!e!batem!as!caudas.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Pavões,!glicínias,!abelhas!—!e!no!leque!gradual!da!luz,]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[Girassóis!percorrem!o!dia!fotosférico,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[De!todos!os!sítios!do!parque!uma!vibração!ataca]! 6'pub.'vs.'1'vers. '
[Sou!um!lugar!carregado!de!cactos!junto!à!água,!lua,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Dias!esquecidos!um!a!um,!inventa-os!a!memória.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Mulheres!geniais!pelo!excesso!da!seda,!mães]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[Não!toques!nos!objectos!imediatos.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Águas!espasmódicas,!luas!repetidas!nas!águas.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Paisagem!caiada,!sangue!até!ao!ramo!das!vértebras:]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Que!ofício!debruçado:!polir!a!jóia!extenuante,]! 8'pub.'vs.'1 ' vers. '
[A!solidão!de!uma!palavra.!Uma!colina!quando!a!espuma]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Ninguém!sabe!se!o!vento!arrasta!a!lua!ou!se!a!lua]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Quem!bebe!água!exposta!à!lua!sazona!depressa:]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[A!arte!íngreme!que!pratico!escondido!no!sono!pratica- se]! 8'pub.'vs.'1'vers. !
[O!dia!abre!a!cauda!de!água,!o!copo]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[O!canteiro!cheira!à!pedra.!Da!rosa!cavada!nela!cheirará,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Abre!a!fonte!no!mármore,!sob!a!força!dos!dedos]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[O!dia!ordena!os!cântaros!um!a!um!em!filas!vivas.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[O!mármore!maduro!desabrocha,!move- o!pelo!meio]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
106 !
[O!espaço!do!leopardo,!enche-o!com!a!magnificência.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Entre!varais!de!sal,!no!fundo,!onde!se!fica!ce go.]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[A!lua!leveda!o!mênstruo,!vira!o!peixe!no!frio,!ilumina]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[É!amargo!o!coração!do!poema.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Mergulhador!na!radiografia!de!brancura!escarpada.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Levanto!as!mãos!e!o!vento!levanta-se!nelas.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!olhas!a!serpente!nos!olhos,!sentes!como!a!inocência]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Dálias!cerebrais!de!repente.!Artesianas,!irrigadas]! 6'pub.'vs.'2'vers. !
[Ninguém!tem!mais!peso!que!o!seu!canto.]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Gárgula.]! 8'pub.' vs.'1'vers. !
[As!varas!frias!que!batem!nos!meus!lugares!levantam]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Os!tubos!de!que!é!feito!o!corpo,]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Pratiquei!a!minha!arte!de!roseira:!a!fria]! 6'pub.'vs.'1'vers. !
[Será!que!Deus!não!consegue!compreender!a!linguagem!dos!artesãos?]! 7'pub.'vs.'2'
vers. !
[Astralidade,!zonas!saturadas,!a!noite!suspende!um!ramo.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Ela!disse:!porque!os!vestidos!transbordam!de!vento.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[A!oferenda!pode!ser!um!chifre!ou!um!crânio!claro!ou]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[E ntre!temperatura!e!visão!a!frase!africana!com!as!colunas!de!ar]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[São!estes!—!leopardo!e!leão:!carne!turva!e]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Os!lugares!uns!nos!outros!—!e!se!alguém!está!lá!dentro!com!grandes!nós!de!carne:]!
7'pub.'vs.'1'vers. !
[Entre!porta!e!porta!—!a!porta!que!abre!à!água!e!a!porta!aberta]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[A!poesia!também!pode!ser!isso:]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Uma!razão!e!as!suas!palavras,!não!sou!leve!não!tenho]! 5'pub.'vs.'1'vers. '
!
107 !
[Podem!mexer!dentro!da!cabeça!com!a!música!porque!um!acerbo!clamor!porque]! 5'
pub.'vs.'1'vers. !
[Doces!criaturas!de!mãos!levantadas,!ferozes!cabeleiras,!centrífugas!pelos!olhos!
para]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
2.2.7.!Mapeamento!do!7.º!texto-base!
Em!1996! são!integrados,! no! volume! reunido ! de!PT,! 68!novos! poemas!que! dão!
origem! ao! mapeamento! do! 7.º! texto-base.! Este! mapeamento,! ao! integrar! seis!
poemas! de! OSOU! e! 62! poemas! de! DM,! apresenta! uma! outra! técnica! editorial!
herbertiana!que!cabe!explicitar!neste!ponto.!
DM!é,!originalmente,!um!volume!não!integrado!publicado!em!1994.! Acontece!
que! DM! divide-se! em! duas! partes:! OSOU,! a! primeira,! e! DM,! a! segunda.! Tem- se,!
assim,! OSOU! a! integrar! DM! e! D M! a! integrar! DM.! Quando,! em! 19 96 ! o! autor! integra! o!
total! de! 68! poemas,! OSOU,! que! era! um! ciclo! de! seis! poemas,! passa! a! ser! volume!
integrado,! mantendo,! ainda! assim,! o! ciclo! original! de! seis! poemas.! DM,! passa! a!
existir,! para! além! de! volume! não! integrado,! como! volume! integrado,! sendo!
constituído! por! 62! poemas! apenas! e! mantendo! o! número! original! da! segunda! parte!
de!DM.!
O! mapeamento! do! 7.º! texto-base! apresenta! um! total! de! 366! publicações! e!
um! total! de! 82! versões,! números! que! mostram! o! contraste! elevado! entre! poemas!
que!se!multiplicam!e!poemas!que!foram!alterados.!
Relembra-se! que! muitos! destes! poemas! também! apresentam! um! maior!
número! de! publicações! quando! comparados! com! outros! poemas! por! terem! sido!
integrados!em!volumes!de!súmulas.!
Mape ament o! 2.8.! M apeam ento!do!7.º! texto - base. !
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). !
[Se!mexem!as!mãos!memoriais!as!mães]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Alguns!nomes!são!filhos!vivos!alguns!ensinos!de!memória!e!dor]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Um!nome!simples!para!nascer!por!fora!dormir!comer!subir]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
108 !
[Dançam!segundo!o!ouro!quer!dizer!fazem!da!fieira!de!estrelas!africanas]! 5'pub.'vs.'
1'vers. !
[Ele!disse!que]! 7'pub .'vs.'1'vers. !
[São!escórias!queimadas!tocas!ao!negro.!Com!seus!anéis!de!chumbo!é!a!agre]! 5'pub.'
vs.'1'vers. !
[A!uma!devagarosa!mulher!com!cinco!dedos!potentes]! 5'pub.'vs.'3'vers. !
[Nas!mãos!um!ramo!de!lâminas.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Pus -me!a!saber:!estou!branca!sobre!uma!arte]! 5'pub.'vs.'2'vers. !
[Se!é!uma!criança,!diz:!eu!cá!sou!cor- de -laranja.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Porque!eu!sou!uma!abertura,]! 5'pub.'vs.'2'vers. !
[Olha!a!minha!sombra!natural!exactamente!amarela,!diz,]! 5'pub.'vs.'1'ver s. !
[Se!te!inclinas!nos!dias!inteligentes!—!entende- se]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Beleza!ou!ciência:!uma!nova!maneira!súbita]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Água!sombria!fechada!num!lugar!luminoso,!noite,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[E!aparece!a!criança;]! 5'pub.'vs.'1'vers. '
[Porque!ela!vai!morrer.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Rosas!divagadas!pelas!roseiras,!as!sombras!das!rosas]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Porque!abalando!as!águas!côncavas!o!acordou!a!lua!e!empurrou!para!fora,]! 7'pub.'
vs.'1'vers. !
[Guelras!por!onde!respira!toda!a!luz!desabrochada,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!perguntarem:!das!artes!do!mundo?]! 5'pub.'vs.'1'vers. '
[Ferro!em!brasa!no!flanco!de!um!só!dia,!um!buraco]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Esta!coluna!de!água,!bastam- lhe!o!peso!próprio,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Ainda!não!é!a!coluna!madura!de!uma!árvore,!não!fabrica]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Pêras!maduras!ao!longe,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Pode!colher -se!na!espera!da!árvore,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
!
109 !
[Uma!colher!a!transbordar!de!azeite:]! 5'pub.'vs.'2'vers. !
[Músculo,!tendão,!nervo,!e!o!peso!da!veia!que!leva,]! 5' pub.'vs.'1'vers. !
[Dias!pensando-se!uns!aos!outros!na!sua!seda!estendida,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Atravessa!a!água!até!ao!fundo!da!estrela.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Leia -se!esta!paisagem!da!direita!para!a!esquerda!e!vice-versa]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Murmurar!num!sítio!a!frase!difícil,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Ríspido,!zoológico,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Ninguém!sabe!de!onde!pode!soprar.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[A!água!nas!torneiras,!nos!diamantes,!nos!copos.]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Em!recessos,!com!picareta!e!pá,!sem!máscara,!trabalha]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Abre!o!buraco!à!força!de!homem,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Deixa!a!madeira!preparar-se!por!si!mesma!até!ao!oculto!da!obra.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Folheie!as!mãos!nas!plainas!enquanto!desusa!a!gramática!da!madeira,!obscura]! 5'
pub.'vs.'1'vers. !
[Tanto!lavra!as!madeiras!para!que!seja!outro!o!espaço]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Marfim!desde!o!segredo!rompendo!pela!boca,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!o!fio!acaba!nos!dedos,!o!fio!vivo,!se!os!dedos]! 7'pub.'vs.'2 ' vers. !
[O!dia!meteu-se!para!dentro:!a!água!enche!o!meu!sono]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Nem!sempre!se!tem!a!voltagem!das!coisas:!mesa!aqui,!fogão!aceso,]! 7'pub.'vs.'1'
vers. !
[Num!espaço!unido!a!luz!sacode]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[A!ascensão!do!aloés:!vê- se,]! 5'pub.'vs .'1'vers. !
[A!alimentação!simples!da!fruta,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Sopra!na!cana!até!que!dê!flor.]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Folha!a!folha!como!se!constrói!um!pássaro]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
110 !
[Foi -me!dada!um!dia!apenas,!num!dos!centros!da!idade,]! 7'pub.'vs.'2'vers. !
[Est e!que!chegou!ao!seu!poema!pelo!mais!alto!que!os!poemas!têm]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!houver!ainda!para!desentranhar!da!assimetria]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Por!isso!ele!era!rei,!e!alguém]! 5'pub.'vs.'2'vers. !
[Quero!um!erro!de!gramática!que!refaça]! 5'pub.'vs.'1'ver s. !
[Um!espelho!em!frente!de!um!espelho:!imagem]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Trabalha!naquilo!antigo!enquanto!o!mundo!se!move]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Se!se!pudesse,!se!um!insecto!exímio!pudesse,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[O!olhar!é!um!pensamento.]! 5'pub.'vs.'2'vers. !
[Medido!de!espiga!a!espiga!durante!a!terra!contínua,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Sou!eu,!assimétrico,!artesão,!anterior]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Arquipélago:]! 5'pub.'vs.'1'vers. '
[Com!uma!pêra,!dou- lhe!um!nome!de!erro]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Dentro!das!pedras!circula!a!água,!sussurram,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Não!peço!que!o!espaço!à!minha!volta!se!engrandeça,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[O!astro!peristáltico!passado!da!vagina!à!boca,]! 5'pub.'vs.'1'vers. !
[Quem!anel!a!anel!há- de!pôr -me!a!nu!os!dedos,]! 5'p ub.'vs.'2'vers. !
[Selaram-no!com!um!nó!vivo!como!se!faz!a!um!odre,]! 7'pub.'vs.'1'vers. !
[Duro,!o!sopro!e!o!sangue!tornaram- no!duro,]! 7'pub.'vs.'3'vers. !
2.2.8.!Mapeamento!do!8.º!texto-base!
Em! 2009! são! integrados,! em! volume! reunido,! 99! novos! poemas.! Os ! 99!
poemas! que! constituem! o! mapeamento! do! 8.º! texto-base! provêm,! na! sua! maioria,!
de! FNCF .! Destes! 99! poemas,! existem! 89! o riginários! da! segunda! parte! d e! FNCF! que!
!
111 !
integra! FNCF, 28 !aos! quais! o! autor! acrescenta! 10,! um! deles,! o! 72.º! deste!
mapeamento,! único! poema! inédito! de! OPC-S.! Este! poema,! proveniente! de! OPC- S! é,!
assim,! integrado! pela! primeira! vez! em! volu me! reunido,! integrando,! também,! o! novo!
ciclo!de!poemas!de!FNCF!perfazendo!o!total!de!99.!
Tendo!em!conta!de!que! se!trata!de!99!novos!poemas,! apenas,!o!mapeamento!
do! 8.º! texto-base! apresenta! um! total! de! 288! publicações,! e! um! total! de! 111! versões ,!
números,!ainda!assim,!consideráveis.!
Mape ament o! 2.9.! M apeam ento!do!8.º! texto - base. !
Fonte:! A.! Couts ! (2017). !
[até!que!Deus!é!destruído!pelo!extremo!exercício!da!beleza]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[sobressalto,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[do!saibro!irrompe!a!flor!do!cardo,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[argutos,!um!a!um,!dedos]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[o!aroma!do!mundo!é!o!de!salsugem!no!escuro]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[pratica-te!como!contínua!abertura,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[e!tu!viras!vibrantemente!a!cabeça]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[estende!a!tua!mão!contra!a!minha!boca!e!respira,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[que!fosses!escrita!com!todas!as!linhas!de!todas!as!coisas!numa!frase!de!ensino!e]! 3'
pub.'vs.'1'vers. !
[mordidos!por!dentes!caninos,!que!substantivos!]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[cabelos!amarrados!quentes!que!se!desamarram,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[sou!eu!que!te!abro!pela!boca,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[que! eu!aprenda!tudo!desde!a!morte,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[glória!dos!objectos!]! 3'pub.'vs.'2'vers. '
[roupa!agitada!pela!força!da!luz!que!irrompe!dela,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
28 ! Not e - se!que!o!autor!utiliza!uma ! té cnica!semelhan te!já!usada ! em !DM ,!199 4,!em!qu e!DM !é!a!seg unda!
parte!de! DM!e!que!a!int egra,!port anto. !
112 !
[o!fundo!do!cabelo!quando!o!agarras!todo!para!quebrá-la,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[e!eu!reluzo!no!fundo!de!um!universo!que!desconheço,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[não!some,!que!eu!lhe!procuro,!e!lhe!boto]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
[aos!vinte!ou!quarenta!os!poemas!de!amor!têm!uma!força!directa,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[porque!estremeço!à!maravilha!da!volta!com!que!tiras!o!vestido!por!cima!da!cabeça,]!
2'pub.'vs.'1'vers. !
[a!luz!de!um!só!tecido!a!mover-se!sob!o!vestido]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[põem -te!a!água!defronte!e!a!mão!aberta!dentro!da!água!não!se!apaga,]! 3'pub.'vs.'1'
ve rs. !
[e!ele!disse:!não!deixes!fechar-se!a!ferida]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[¿mas!se!basta!uma!braçada!de!luz!com!água,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[frutas,!púcaros,!ondas,!folhas,!dedos,!tudo]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[e!regresso!ao!resplendor,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[cabelo!cortado!vivo,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[noite!funcionada!a!furos!de!ouro!fundido,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[perder!o!dom,!mas!quem!o!perde?]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[rosto!de!osso,!cabelo!rude,!boca!agra,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[retira-se!alguém!um!pouco!atrás!na!noite]! 3'pub.' vs.'1'vers. !
[¿mas!como:!um!pequeno!poema!com!um!relâmpago!íngreme!e!instantâneo!entre!
as!linhas,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[a!laranja,!com!que!força!aparece!de!dentro!para!fora,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[madeira!por!onde!o!mundo!se!enche!de!seiva,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[os!animais!fazem!tremer!o!chão!se!passam!debaixo!dela]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[para!que!venha!alguém!no!estio!e!lhe!arranque!o!coração,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[Quem!sabe!é!que!é!alto!para!dentro!até!apanhá-la:]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[na!mão!madura!a!luz!imóvel!pára!a!pêra!sucessiva,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
!
113 !
[pêras!plenas!na!luz!subida!para!colhê-las]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[alguém!salgado!porventura]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
[já!sai!para!o!visível!e!o!conjunto!a!olaria,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[roupas!pesadas!de!sangue,!cabeças]! 3'pu b.'vs.'1'vers. !
[aparas!gregas!de!mármore!em!redor!da!cabeça,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[a!madeira!trabalhamo-la!às!escondidas,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[vem!aí!o!sagrado,!e!tornam-se!radiosas!as!coisas!mínimas,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[o!fogo!arrebata-se!do!gás!até!à!cara,!e!lavra-a,]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
[se!procuro!entre!as!roupas,!nas!gavetas,!entre!as!armas!da!cozinha,]! 3'pub.'vs.'1'
vers. !
[álcool,!tabaco,!anfetaminas,!que!alumiação,!mijo!cor!de!ouro!e!esperma!grosso,]! 3'
pub.'vs.'1' vers. !
[moço,!digo!eu!ao!canteiro!de!rojo,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[a!faca!não!corta!o!fogo,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[exultação,!fervor,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[no!mundo!há!poucos!fenómenos!do!fogo,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[do!mundo!que!malmolha!ou!desolha!não!me!defendo, ]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[mas!eu,!que!tenho!o!dom!das!línguas,!senti]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[a!acerba,!funda!língua!portuguesa,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[espaço!que!o!corpo!soma!quando!se!move,]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
[mesmo!sem!gente!nenhuma!que!te!ouça,]! 3'pub.'vs.'1've rs. !
[se!do!fundo!da!garganta!aos!dentes!a!areia!do!teu!nome,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[ (...)!e!escrever!poemas!cheios!de!honestidades!várias!e!pequenas!digitações!
gramaticais, ]! 3'pub.'vs.'2'vers. !
[acima!do!cabelo!radioso,]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
[se!te]! 3'pub.'vs.'1'vers. !
120 !
[o!teu!nome!novo,!comecei!eu!a!tirá-lo!com!uma!navalha!da!madeira!grossa,]! 2'pub.'
vs.'1 ' vers. !
[que!um!nó!de!sangue!na!garganta,]! 2'pub.'vs.'2'vers. !
[tão!fortes!eram!que!sobreviveram!à!língua!morta,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[filhos!não!te!são!nada,!carne!da!tua!carne!são!os!poemas]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[¿dentre!os!nomes!mais!internos!o!mais!intenso!de!todos]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[e!só!agora!penso.]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[um!leão!atrás!da!porta,!que!faz!ele?]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[tão!fortes!eram!que!sobreviveram!à!língua!morta]! 2'pub.'vs.'2'vers. !
[queria!ver!se!chegava!por!extenso!ao!contrário:]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[¿mal!com!as!—!soberbas!!—!pequenas!putas!que!me!ensinaram!tudo]! 2'pub.'vs.'1'
vers. !
[e!eu!sensível!apenas!ao!papel!e!à!esferográfica:]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[meus!veros!filhos!em!que!mudei!a!carne!aflita]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[se!um!dia!destes!parar!não!sei!se!não!morro!logo,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[queria!fechar-se!inteiro!num!poema]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[como!de!facto!dia!a!dia!sinto!que!morro!muito,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[estava!o!rei!em!suas!câmaras,!mandou!que!lhe!trouxessem!as!fêmeas,]! 2'pub.'vs.'2'
vers. !
[e!eu!que!me!esqueci!de!cultivar:!família,!inocência,!delicadeza,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[que!nenhum!outro!pensamento!me!doesse,!nenhuma!imagem!profunda:]! 2'pub.'vs.'
1'vers. '
[lá!está!o!cabrão!do!velho!no!deserto,!último!piso!esquerdo,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[e!e u,!que!em!tantos!anos!não!consegui!inventar!um!resquício!metafísico,]! 2'pub.'vs.'
1'vers. !
[a!burro!velho!dê- se -lhe!uma!pouca!de!palha!velha]! 2'pub.'vs.'2'vers. !
!
121 !
[botou-se!à!água!do!rio,]! 2'pub.'vs.'1'vers. '
[porque!já!me!não!lavo,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[e!encerrar-me!todo!num!poema,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[há!não!sei!quantos!mil!anos!um!canavial!estremeceu!na!Assíria]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[folhas!soltas,!cadernos,!livros,!montões!inexplicáveis,!e!cada!vez!que!lhes!toco!fica!
tudo!mais!caótico!e!não!descubro!nada,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
[a!última!bilha!de!gás!durou!dois!meses!e!três!dias,]! 2'pub.'vs.'1'vers. !
2.2.10.! Publicações! versus ! versões !
Ex cluindo! o! número! total! de! publicações,! e! contando! com! a! primeira! versão!
de! cada! texto! publicada,! ao! longo! de! quase! seis! décadas,! nos! oito! volumes! reunidos,!
a! totalidade! dos! nove! textos-base! é! de! 716! poemas.! Neste! número,! in cluem - se! os!
três! poemas! integrados! no! 4.º! e! no! 5.º! texto-base,! cujas! proveniências! são!
exteriores! aos! volumes! reunidos.! Estes! três! poemas! foram! incluídos! para!
exemplificar! os! casos! de! volumes! não! integrados! que,! ao! integrarem! os! volumes!
reunidos,! vêem! alguns! dos! seus! constituintes! migrar 29 !para! outros! volumes,! neste!
caso,! também! eles! não! integrados.! Assim,! se! Helder! nunca! ti vesse! reeditado! os! seus!
poemas,! com! ou! sem! alterações,! este! seria! o! total! da! sua! obra! poética! completa,!
publicada! em!volume. !
Quando! analisados,! em! termos! percentuais! ( Gr á fico! 2.1.),! cerca! de! 31%! dos!
poemas! con centram-se! no! 2.º! texto-base,! e,! cerca! de! metade! desse! valor ,! 16%,! no!
6.º!texto-base.!Os!restantes,!apresentam!percentagens!menores:!o!8.º!e! o!9.º!textos-!
-base! partilham! um! valor! aproximado,! com! 14%! cada;! o! 1.º! e! o! 7.º! também!
partilham! a! mesma! percentagem! de! cerca! de! 10%;! o! 3.º! texto-base! mostra! um! valor!
muito! baixo! com! cerca! de! 5%! dos! poemas;! e,! por! ú ltimo,! o! 4.º! e! o! 5.º! textos-base!
que,! como! se! disse,! representam! uma! excepção! à! presente! metodologia,! cujos! três!
poem as,!na!sua!totalidade,!representam!a!insignificante!percentagem!de!0%.!
!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
29 ! O! assunto! das!«mi grações »!será !trat ado,!e m!detal he,!no! Capítu lo! 3. ,! ponto!3.1. 7. !
122 !
!
Grá fico!2.1.!T otal!dos! textos - base ! com!percentagens .!
Fonte:!A.!Couts ! ( 2017). !
Como! se! disse,! a! totalidade! dos! nove! textos-base! é! de! 716! poemas.! Os!
textos-base! são! as! primeiras! versões! encontradas! nos! oito! volu mes! reunidos.!
Contudo,! porque! Helder! reeditou ,! ao! longo! do! seu! ofício! cantante ,! grande! parte! da!
sua! poesia,! os! números! obtidos,! no! total! de! publicações! e! no! total! de! versões,!
contrastam! com! os! 716! das! primeiras! versões.! Desta! forma,! o! número! total! de!
publicações! é! de! 3852,! número! que! já! incl ui! as! primeiras! versões! d e! cada! poema,! os!
poemas! provenientes! dos! volumes! de! versões! e! os! poemas! sem! variantes;! e! o!
número!total!de!versões!é!de!1136.!Estes! 1136!representam!todas!as!vezes!em!qu e!o!
autor!reeditou!poemas!que!contêm!variantes.!
O! número! de! volumes! reunidos,! oito,! contrasta! com! o! número! de! textos!
base,! nove,! por! terem! sido! incluídos! os! doi s! textos-base! que! se! referiu.! Ainda! assim,!
se! s e! retirarem! esses! dois! textos-base,! restam! sete,! o! que! significa! que! existe! um!
volume! reunido! ao! qual! não! foram! acrescentados! novos! textos! mas! apenas!
variantes.!
O! 6.º! volume! reunido,! OPC,! de! 2004,! além! de! ser! um! volume! de! difícil!
classificação! (Mapeamento! 2.1.),! representa! o! único! caso! em! que! o! autor! inclui!
apenas! variantes! dos! seus! textos.! OPC-S,! edição! anterior! a! OPC,! apresentava! apenas!
10%!
31%!
5%!
0%! 0%!
16%!
10%!
14%!
14%!
1.º!texto-base!
2.º!texto-base!
3.º!texto-base!
4.º!texto-base!
5.º!texto-base!
6.º!texto-base!
7.º!texto-base!
8.º!texto-base!
9.º!texto-base!
!
123 !
um! texto! totalmente! novo.! Desta! forma! conclui-se! que! todos! os! textos! publ icados!
em!OPC!são!apenas!reedições!de!poemas!anteriores,!com!ou!sem!alterações.!
! !
124 !
!
! !
!
125 !
CAP ÍTULO!3.!OU!AS! TÉCNICAS!OBSCURAS !
3.1.!Que!alterações? !
Neste! capítulo! apresentam-se! as! alterações! feitas! por! Herberto! H elder ! a!
todos! os! poemas! e! textos! que! integram! a! sua! obra! poética.! Como! se! pô de! ver,! no!
capítulo! anterior,! através! dos! mapeamentos! dos! textos-base,! existem! dois! factores!
importantes!a! reter:! o!primeiro,! consiste! no!número! de! publicações,!e! o!segund o,!no!
número! de! versões.! Ora! as! versões,! como! se! tem! vindo! a! indicar,! representam! o!
número! de! vezes! em! que! um! texto! foi! alterado.! No! entanto ,! após! os! mapeamentos!
dos! textos-base! estarem! todos! concluídos,! era! já! flagrante! que! estas! alterações! se!
dividiam! e! combinavam! em! diferentes! graus! de! importância.! E! foi! precisamente! por!
essa! razão,! que! próprio! trabalho! ex igiu! q ue! se! dividissem! em! várias! categorias .!
Assim,! o! total! de! 716 30 !poemas! foram! classificados! de! acordo! com! o! seu! grau! de!
relevância,!pela!seguinte!ordem!que!aqui!se!apresenta:!
• poemas!com!alterações!mínimas;!
• poemas!com!alterações!médias;!
• poemas!com!alterações!máximas;!
• poemas!com!alterações!mínimas!e!médias;!
• poemas!com!alterações!médias!e!máximas;!
• poemas!com!alterações!mínimas,!médias!e!máximas;!
• poemas! intactos! com! alterações! exteriores! ao! corpo! do! poema! e/ou!
estrutura!da!estrofe;!
• poemas!intactos.!
São! oito! os! mapeamentos! que! permitem! analisar! a! natureza! de! cada!
alteração.! Porém,! devido! à! sua! extensão,! e! por! contere m! um! número! superior ! de!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !
30 ! Relembra - se! que! três! destes! 716 ! textos! e! poemas! não! prov êm! de! volumes! reun idos.! E! há,!
igualm ente,! o! caso! de! K,! de! 1 984,! qu e! n unca! se! con seguiu! localizar! e! q ue,! porta nto,! nã o ! foi! incluíd o!
no! número! total! de! textos! e! poemas,! nem! no! total! de! publi cações! e! de! versões.! Ainda! assi m,! irá!
referir - se!sempre!a!este!número!com o!sendo!o!número!total!de!textos!e!poemas. !
126 !
informação! detalhada,! os! mapeamentos! das! alterações! são!ap resentados!no! final !do!
trabalho,!em!apêndices.!
Quando! se! refere,! no! início! de! cada! grupo,! o! número! total! de! poemas,! esse!
número!exclui !o!número!de!publicações!e!versões.!
Cada! poema! ( ou! texto),! quando! tem! título,! é! seguido! do! seu! p rimeiro! verso!
(ou! linha )! entre! parêntesis! rectos.! Os! títulos,! bem! como! os! textos-base,! foram!
transcritos! de! acordo! com! a! edição! a! que! se! referem.! Quand o! um! poema! não! tem!
título,! surge! o! seu! primeiro! verso! entre! parêntesis! rectos.! Quando! o! título! é! igual! ao!
primeiro!verso,!por!questões!de!sistematização,!surgem!ambos,!um!após!o!outro.!
Após! a! identificação! de! cada! poema,! surge! o! número! de! publicações! e! o!
número!de!versões!que!esse!poema!tem,!na!sua!totalidade.!
Existem! poemas! que! integram! em! ciclos! de! poemas.! Muitas! vezes,! estes!
ciclos! foram! identificados! pelo! autor.! No! entanto,! nem! sempre .! Por! isso ,! por! razões!
de! sistematização,! proc edeu -se! à! sua! classificação! dessa! maneira:! agrupando! os!
poemas!em!ciclos.!O!volume!FL!pode!ser!tomado! como!exemplo!de!um!texto!em!que!
se! procedeu! ao! agrupamento! de! poemas! por! ciclos! de! poemas.! Deste! modo ,! e! por!
ser! natural! o! autor! alterar! sequências! de! textos! e! poemas,! foi! possível! identificar,!
com!rigor,!o!lugar!e!a!sequência!de!cada!texto!ou!poema!no!texto-base.!
Algumas! vezes,! como! é! exemplo! de! UC,! teve! de! se! proceder! à! divisão! por!
partes.! Desta! forma,! quando! o! autor! desloca! um! poema,! de! um! volume! para! outro,!
isolando-o,! ou! colocando-o! num! ciclo! de! poemas! diferente,! é! possível! identificá- lo,!
sempre. !
Cada! poema! é! acompanhado! pela! sua! história! textual! da! qual! faz! parte,!
igualmente,!a!anotação!das!suas!variantes.!Assim,!por!exemplo:!
[33]! Os! quartos! vergam- se.! → ! Vergam-se! os! quartos.! (EX! [PT,! 1990:! 390),! (EX! [PT,!
1996:!390),!(EX![OPC,!2004:!346),!(EX![OC,!2009:!316),!(EX![PC,!2014:!316).!
O! número! que! surge! entre! parêntesis! rectos! corresponde! ao! n úmero! do!
verso! (ou!da! linha,!se!se!tratar! de!um!texto)!da! primeira!parte,! que! é! sempre!o!texto-!
-base.!A!segunda!parte,!ap ós!a!seta,!é!a!variante!o u!as!variantes,!seguidas!da!obra! ou!
!
127 !
das! obras! às! quais! foram! retiradas.! Neste! caso,! o! autor! mantem! a! varian te ,! desd e!
1990! até! 2014.! Nos! casos! em! que! existe! mais! do! que! uma! variante,! apresenta- se!
sempre!o!texto-base,!em!primeiro!lugar.!
A! soma! dos! poemas! de! todos! os! grupo s! é! 716,! número! correspondente! ao!
total! dos! poemas! dos! textos-base.! Este! número! representa! o! número! total! de!
poemas! e! textos! separado! do! número! total! de! publicações! e! do! número! total! de!
variantes.! Estes! números! serão! apresentados,! na! sua! totalidade,! no! final! deste!
capítulo.!
Para! além! disso,! serão! apresentados! dois! fenómenos! ocorridos! dentro! da!
obra! poética! herbertiana,! aos! quais! se! chamou! «migrações»! e! «movimentações!
erráticas».! Nos! pontos! dedicados! a! estes! fenómenos,! poder- se -á! constatar! como!
existem! textos! que! migram! dos! volumes! reunidos! para! outr os! volumes,! e! como! o!
autor!altera!as!sequências!de!certos!poemas.!
3.1.1.!Poemas!com!alterações!mínimas!
São! 65! o! número! total! de! poemas! classificados! com! alterações! mínimas,!
significando!que!este!grupo!não!combina!mais!do!que!um!tipo!de!alteração.!
No! entanto,!dentro! deste! grupo,! existem!dois! tipos! de! alterações!mínimas:! a s!
que! não! mudam! o! sentido! do! verso! ou! da! frase! e/ou! a! entoação! do! poema! ou! texto;!
as! que! mudam! ligeiramente! o! sentido! e! a! ênfase! do! verso ! ou! da! frase.! Estas!
alterações!abrangem! de!um!a !dois!versos,!no!máximo.!Alguns!exemplos!são:!
• elimina!aspas:!«E! → !E!
• elimina! vírgulas:! aproximam- se, ! → ! aproximam- se;! que,! se! virdes! o!
meu! amado,! → ! que! se! virdes! o! meu! amado;! Mas,! no! meio! da! manhã,!
→ ! Mas! no! meio! da! manhã;! Deus,! como! num! livro! → ! Deus! como! num!
livro;!remando,!todo!pálido,! → !remando!todo!pálido!
• elimina! uma! palavra,! ou! mais! do! que! uma! palavra:! vozes! vozes,! → !
vozes,!
• elimina!o!artigo!definido:!as!suas! → !suas;!para!a! → !para!
128 !
• insere! o! artigo! definido:! mortos! → ! os! mortos ;! com ! → ! com! o;! fez - se!
→ ! fez - se!a !
• insere!aspas:!Porque! → ! «Porque !
• substitui! o! artigo! defin ido! pela! contracção! da! preposição! com! o! artigo!
ou!pronome:!a ! → !à!
• substitui! a! preposi ção! s imples! por! uma! contracção! de! preposição:! de!
→ ! da ;!de ! → ! dos ;!em! → !nas;!em! → ! na !
• substitui! a! contracção! de! preposição! por! uma! preposição! simples:! da!
→ ! de;!do ! → ! de ;! na! → ! em !
• substitui! contracção! de! preposição! por! outra! contracção! de!
preposição:! do! → !ao!
• substitui!ponto!final!por!travessão:!sono.!Álcoois,! → ! sono! —!álcoois,!
• substitui! ponto! final! por ! dois! pontos! seguido! de! travessão:! drogas.!
Curvam! → !drogas:!—!Curvam!
• altera! a! posição! do! pronome! pessoal! reflexo :! se! levantavam! → !
levantavam- se ,!se!quebram! → !quebram- se ;!se!rasgou! → !rasgou- se !
• altera! minúscula !para!maiúscula :!ó! → !Ó;!aquele! → ! Aquele !
• altera!maiúscula!para!minúscula:!Astro! → !astro;!
• altera!a!posição!do!advérbio:!já!ele! → ! ele!já !
• altera! a! posição! do! adjectivo! colocando-o! depois! do! substantivo:!
brancos! mortos! → ! mortos! brancos;! vermelhas! fábulas! → ! fábulas!
vermelhas!
• altera! a! ordem! dos! substantivos:! madeira! ou! barro! → ! barro! ou!
madeira!
• alteração!de!ortografia:!como! → ! cômo ;!seca ! → ! séca !
• correcções! ortográficas:! eramos! → ! éramos;! peras! → ! pêras;! ozone! → !
ozono;!etc! → !etc.;!exameiem! → !enxameiem!
• actualização! de! ortografia:! enigmàticamente! → ! enigmaticamente;!
sòmente! → !somente;!ameixieira! → !ameixoeira!
• actualização! de! palavras! que! foram! adaptadas! para! Português:!
Nefertoum! → !Nefertum;!Fouji! → ! Fuji;!yucca ! → ! iúca !
!
129 !
• actualização!da!grafia!das!interjeições:!Ha-ha!! → !Ah,!ah!!
Estes! são! alguns! exemplos! daquilo! que! se! consideram! ser! as! alterações!
mínimas.! No! geral,! são! pequenas! mudanças! que! po uco! afectam! a! estrutura! do! verso!
e!pouco!ou!nada!a!estrutura!e!o!sentido!do!poema!( Apêndice !A ). !
3.1.2.!Poemas!com!alteraçõ es! médias!
São! 59! o! total! dos! poemas! que! constituem! este! grupo.! As! alterações! médias,!
são! alterações! que,! embora! possam! alterar! a(s)! palavra(s)! e! o! sentido! do(s)! verso(s)!
ou ! até!mesmo! eliminar! de! um! a! quatro! versos,!não! mudam! radicalmente! a! estrutura!
do! poema,! nem! fazem! co m! que! esse! poema! se! transforme! num! outro.! Estes! são!
alguns!exemplos!de!alterações!com!alguma!moderação:!
• elimina! o! advérbio! (neste! caso,! advérbio! de! tempo):! são! sempre ! as!
casas! → !são!as!casas!
• elimina!a!conjunção:!contudo,!só! → ! só !
• elimina! a! preposição! +! artigo! indefinido:! de! uma! beleza! confusa! e!
evocativa.! → !beleza!evocativa!e!confusa.!
• elimina!o!artigo!indefinido:!uma!música,! → !música,!
• elimina! o! pronome! pessoal! reflexo ! e! altera! o! verbo:! se! queimam! → !
fulguram!
• elimina!de!um!a!três! ver sos !
• altera!o!adjectivo:!casto! → !manso!
• altera! o! substantivo:! chamas! → ! labaredas;! ar! → ! mar;! vírgula,! → !
pausa,!
• altera! o! género! das! palavras:! Cingido! → ! Cingida;! um! fruto! dourado,!
→ !uma!fruta!dourada,!
• altera!a!pessoa!do!verbo:!atravessa! → !atravessam!
• altera! mais! do! que! duas! palavras! seguidas:! cólera! de! janeiro,! → !
tumultos!do!estio,!
• altera!singular!para!plural:!fogo! → ! fogos !
232 !
______ ,!2015. !«Vertigens!do!Lugar».!In! Herberto!Helder:!Se!eu!quisesse!enlouquecia ,!
(org.!Catherine!Dumas,!Daniel!Rodrigues,!Ilda!Mendes).!Rio!de!Janeiro:!Oficina!
Raquel,!pp.!153- 160. !
Marques,!J.!E.,!2015.!«Herberto!Helder:!morreu!o!poeta!que!nunca!se!deixou!
capturar».! Observador ,!24!de!Março.!Disponível!em!
http://observador.pt/especiais/herberto- helder - morreu -o-poeta- que - nunca - se -
deixou -capturar/![ Acedido ! em!06.12.2016]. !
______,!2016.!«Herberto!Helder.!Pode!o!poeta!perder!a!aura?».! Observador ,!10!de!
Abril.!Disponível!em! http://observador.pt/especiais/herberto- helder -poeta-
perdeu -aura/![ Acedido ! em!06.12.2016]. !
Martelo,!R.!M.,!2002.!«Corpo,!velocidade!e!dissolução!(de!Herberto!Helder!a!Al!
Berto)».! Cadernos!de!Literatura!Comparada:!Corpo!e!Identidades ,! n.º!3/4.!
Porto:!Instituto!de!Literatura!Comparada!Margarida!Losa!da!Faculdade!de!
Letras!do!Porto,!pp.!43- 58.!Disponível!em:!
http://www.ilcml.com/Var/Uploads/Publicacoes/Artigos/4eaea773d5a4e. pdf !
[ Acedido ! em!06.03.2015]. !
______,!2005.!«Os!poetas!futuros!com!máquinas!de!filmar!nas!mãos:!relações!entre!
poesia!e!cinema!em!Herberto!Helder!e!Manuel!Gusmão».! Rivista!di!Studi!
Portoghesi!e!Brasiliani ,!(VII),!pp.!49- 61.!Disponível!em:! http://repositorio-
aberto.up.pt/bitstream/10216/14208/2/10poetasfuturos000073915.pdf!
[ Acedido ! em!18.08.2015]. !
______,!2009.!«Em!que!língua!escreve!Herberto!Helder?».! Diacrítica,!Revista!do!
Centro!de!Estudos!Humanísticos!da!Universidade!do!Minho ,!n.!23,!Maio.!Braga:!
Livraria!Minho,!pp.!151- 168.!Disponível!em:!
http://ceh.ilch.uminho.pt/publicacoes/Diacr%C3%ADtica_23- 3.pdf ![ Acedido ! em!
17.08.2015]. !
______,!2012a.!«A!matéria!das!imagens».! Revista!Textos!e!Pretextos!-!Herberto!
Helder ,!n.º!17.!Lisboa:!Centro!de!Estudos!Comparatistas!da!Faculdade!de!Letras!
da!Universidade!Nova!de!Lisboa!/!Edições!Húmus!Lda.,!pp.74- 77. !
______ ,!2012b.! O!cinema!da!poesia ,!Lisboa:!Assírio!e!Alvim.!
______,!2013.!«Um!lance!último».! Ípsilon,!Público ,!Lisboa,!14!de!Junho.!Disponível!
em:! https://www.publico.pt/temas/jornal/um-lance-ultimo- 26642143 ![ Acedido !
em!15.03.2016]. !
______ ,!2015. !«Visões,!vozes,!imagens».!In! Herberto!Helder:! Se!eu!quisesse!
enlouquecia ,!(org.!Catherine!Dumas,!Daniel!Rodrigues,!Ilda!Mendes).!Rio!de!
Janeiro:!Oficina!Raquel,!pp.!217- 228. !
______ ,!2016.! Os!Nomes!da!Obra.! Herberto!Helder ! ou! O!Poema!Contínuo,!Lisboa:!
Documenta.!
!
233 !
Martinho,!F.!J.!B.,!1975.!«Recensão!crítica!a!“Poesia!Toda!-!2”,!de!Herberto!Helder».!
Colóquio/Letras ,!n.º!25.!Lisboa:!Fundação!Calouste!Gulbenkian,!pp.!79- 81.!
Disponível!em:!
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o=p![ Acedido ! em!02.10.2014]. !
______,!1978.!«Recensão!Crítica!a!“Cobra”,!de!Herberto!Helder».! Colóquio/Letras ,!
n.º!!44),!pp.!77 - 79.!Disponível!em:!
http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issueContentDisplay?n=44&p=77&
o=r![ Acedido ! em!02.10.2014]. !
______ ,!2015. !«Lembranças!de!Herberto,!a!partir!de!um!antigo!poema».! Relâmpago.!
Revista!de!Poesia ,!n.º!36/37.!Lisboa:!Fundação!Luís!Miguel!Nava,!Abril/Outubro,!
pp.!216 - 217. !
Martins,!M.!F.,!1979.!«De!“Cobra”!para!“Cobra”!ou!De!“Cobra”,!a!Linguagem!Total».!
Seara!Nova ,!n.º!1598 -1599.!Lisboa:!Associação!Intervenção!Democrática!–!ID.!
______ ,!1983.! Herberto!Helder,!Um!Silêncio!de!Bronze .!Lisboa:!Livros!Horizonte.!
______ ,!2015. !«Um!outro!olhar!sobre!a!condição!herbertiana!de!“levar!a!linguagem!
à!carnificina”».!In! Herberto!Helder:!Se!eu!quisesse!enlouquecia ,!(org.!Catherine!
Dumas,!Daniel!Rodrigues,!Ilda!Mendes).!Rio!de!Janeiro:!Oficina!Raquel,!pp.!231-
250. !
Mendonça,!J.!T.,!2015.!«Até!que!Deus!é!destruído!pelo!extremo!exercício!da!beleza».!
A!Revista!do!Expresso ,!n.º!2213,!Lisboa,!28!de!Março,!p.!10.!
Menezes,!R.!B.,!2012.! A!interminabilidade!e!a!incomunicabilidade!da!escrita:!
confluências!entre!Herberto!Helder!e!Maurice!Blanc hot .!Dissertação!de!
Mestrado!em!Letras,!Área!de!Especialização!em!Literatura!Comparada.!
Fortaleza:!Universidade!Federal!do!Ceará.!Disponível!em:!
http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=8518![ Acedido !
em!21.10.2016]. !
______ ,!2013.! «Antropofagias!Gramaticais!na!Poética!de!Herberto!Helder».!Revista!
Desassossego,!n.º!10,!Dezembro.!São!Paulo:!Universidade!de!São!Paulo,!pp.!97-
107.!Disponível!em:!
http://www.revistas.usp.br/desassossego/article/view/52609![ Acedido ! em!
21.10.2016]. !
Milhanas,!H.,!2012.!«Um!lugar!de!voz».! Revista!Textos!e!Pretextos!–!Herberto!Helder ,!
n.º!17.!Lisboa:!Centro!de!Estudos!Comparatistas!da!Faculdade!de!Letras!da!
Universidade!Nova!de!Lisboa!/!Edições!Húmus!Lda.,!pp.!82- 83. !
Ministro,!B.!e!Torres,!R.,!2016.!«Húmus:!Colagem;!Montagem;!Recombinação »,! eLyra!
–!Revista!da!Rede!Internacional!Lyracompoetics ,!n.º!7 .!Porto:!Faculdade!de!
Letras!da!Universidade!do!Porto,!pp.!151- 176.!Disponível!em:!
234 !
http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/119![ Acedido ! em!
19.11.2016]. !
Miranda,!R.!S.!N.,!2009.! Percursos!da!Imagem:!relações!entre!a!imagem!poética!e!a!
imagem!cinematográfica!em!Herberto!Helder!e!em!Jean-Luc!Godard .!
Dissertação!de!Mestrado!em!Estudos!Literários,!Culturais!e!Interartes,!Ramo!de!
Estudos!Comparatistas!e!Relações!Interculturais.!Porto:!Universidade!do!Port o.!
Disponível!em:! http://repositorio-
aberto.up.pt/bitstream/10216/20402/2/mestritamirandapercursos000085460.
pdf ![ Acedido ! em!03.07.2015]. !
______,!2012.!«Uma!escrita!para!ver».! Revista!Textos!e!Pretextos!–!Herberto!Helder ,!
n.º!17.!Lisboa:!Centro!de!Estudos!Comparatistas!da!Faculdade!de!Letras!da!
Universidade!Nova!de!Lisboa!/!Edições!Húmus!Lda.,!pp.!34- 49. !
Molder,!M.!F.,!2012.!«Relação!da!palavra!beleza!em!"A!faca!não!corta!o!fogo»!de!
Herberto!Helder».! Revista!Textos!e!Pretextos!-!Herberto!Helder ,!n.º!17.!Lisboa:!
Centro!de!Estudos!Comparatistas!da!Faculdade!de!Letras!da!Universidade!Nova!
de!Lisboa!/!Edições!Húmus!Lda.,!pp.!65- 73. !
Monteiro,!M.!H.,!1996.!«Herberto!Helder,!o!homem!de!palavra».! Margem!2 ,!n.º!3.!
Funchal:!Boletim!Municipal!da!Câmara!Municipal!do!Funchal,!Maio,!p.!5.!
Morão,!P.,!1990.!«Recensão!crítica!a!“Última!Ciência”,!de!Herberto!Helder».!
Colóquio/Letras ,!n.º!113/114.!Lisboa:!Fundação!Calouste!Gulbenkian,!pp.!210-
211.!Disponível!em!
http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issueContentDisplay?n=113&p=21
0&o=r![ Acedido ! em!27.11.2014]. !
Mourão,!L.,!2015.!«O!fim!“in!medias!res”!ou!“Que!hei-de!fazer!de!toda!a!minha!
experiência?”!seguido!de!“o!universo!passa!bem!sem!mim”».!In! Herberto!
Helder:!Se!eu!quisesse!enlouquecia ,!(org.!Catherine!Dumas,!Daniel!Rodrigues,!
Ilda!Mendes).!Rio!de!Janeiro:!Oficina!Raquel,!pp.!161- 198. !
Nascimento ,!B.,!200 5. !«Variantes!e!Invariantes!na!Literatura!Oral».! ELO.!Estudos!de!
Literatura!Oral ,!n.º!11/12.!Faro :! Sapientia,!Repositório!da!Universidade!do!
Algarve,!pp.!167- 180 .!
Niederauer,!S.,!2002.!«Herberto!Helder:!a!poesia!inesperada».! Vidya ,!vol.!21,!n.º!37.!
Rio!Grande!do!Sul:!Centro!Universitário!Franciscano,!pp.!141- 147.!Disponível!
em! http://www.periodicos.unifra.br/index.php/VIDYA/article/view/473/459!
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Sagrada!na!Noite!do!Mundo .!Lisboa:!Fundação!Calouste!Gulbenkian.!
______ ,!2007.! «"Os!Selos,!Outros,!Últimos",!de!Herberto!Helder:!pelo!sopro!da!
criação!à!harmonia»,!Revista!do!Centro!de!Estudos!Portugueses,!vol.!27,!n.º!38.!
Belo!Horizonte:!Universidade!Federal!de!Minas!Gerais,!pp.!11- 31.!Disponível!
em:! http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/cesp/article/view/6582!
[ Acedido ! em!18.11.2016]. !
______,!2009.!«“A!faca!não!corta!o!fogo”:!contextos!poéticos!de!uma!biografia».!
Diacrítica,!Revista!do!Centro!de!Estudos!Humanísticos!da!Universidade!do!
248 !
! !
!
249 !
LISTA!DE!GRÁFICOS !
Gráfico!2. 1.!Total! dos! textos - base!com!perc entagens ! ............................................................... ! !122!
Gráfico!3. 1.!Total! de!alterações! da!obra!poética! h erbertiana!com!percent agens ! .................... ! !143!
Gráfico!4. 1.!Comparação!entre! o!primeiro!vol ume!reunid o!e!o! último!vol ume!reunido ! ......... ! !197!
! !
250 !
! !
!
251 !
LISTA!DE!MAPEAMENTOS !
Mape amen to! 2.1.!Mapeamento!de!volumes! .............................................................................. ! !50!
Mapeamento!2.2.!Mapeamento!do!1.º! texto- base ! ..................................................................... ! !81!
Mapeamento!2.3.!Mapeamento!do!2.º! texto- base ! ..................................................................... ! !85!
Mapeamento!2.4.!Mapeamento!do!3.º! texto- base ! ..................................................................... ! !97!
Mapeamento!2.5.!Mapeamento!do!4.º! texto- base ! ..................................................................... ! !99!
Mapeamento!2.6.!Mapeamento!do!5.º! texto- base ! ................................................................... ! !100!
Mapeamento!2.7.!Mapeamento!do!6.º! texto- base ! ................................................................... ! !101!
Mapeamento!2.8.!Mapeamento!do!7.º! texto- base ! ................................................................... ! !107!
Mapeamento!2.9.!Mapeamento!do!8.º! texto- base ! ................................................................... ! !111!
Mapeamento!2.10.!Mapeamento!do!9.º! texto- base ! ................................................................ .! !116!
Mapeamento!4.1.!Mapeamento!do!total !de!p oemas!que! integram!OC,!1967! ......................... ! !146!
Mapeamento!4.2.!Mapeamento!do!total !de!poemas!que!inte gram!PC,!2014! ......................... ! !150!
Mapeamento!4.3.!Mapeamento!dos!poemas!que!i ntegram!OC,!1967!
e!que!não!i ntegram!PC,!2014! ..................................................................................................... ! !172!
Mapeamento!4.4.!Mapeamento!dos!poemas!que!i ntegram!PC,!2014!
e!que!n ão!int egram!OC,!1967! ..................................................................................................... ! !172!
Mapeamento!4.5.!Mapeamento!dos!poemas!que!i ntegram!ambos!
OC,!1967!e! PC,!2014! ................................................................................................................... ! !191!
!
!
i !
APÊNDICE!A !
Mapeame nto!de! poemas! com!alt erações !mínima s !
Fonte:! A.! Couts ! (2017) .!
II![No!sorriso!louco!das!mães!batem!as!leves]!12!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Fonte»,! [poema]! II:! (CB,! 1961:! 63- 65),! (CB! [OC,!
1967:! 64 -65;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 60- 61),! (CB! [P T,! 1981:! 62 - 63),! (CB!
[PT,! 1990:! 43 - 44),! (CB! [PT,!1996:! 43 - 44),!(CB! [OPC,! 2004:!47 - 48),! (CB! [OC,!2009:!
47 - 48),!(CB![PC,!2014:!47 - 48). !
Integra!o!ciclo!de!seis!poemas! Fonte ,![poema]!II:!(FO,!1998:!9- 11). !
Integra! o! ciclo! de! três! poemas! «(A! colher! na! boca)»,! [poema! 1]:! (CB! [OPC- S,!
2001:!7 - 9),!(CB![FNCF,!2008:!5 - 7). !
[7]! aproximam- se,! → ! aproximam- se! (CB! [PT,! 1990:! 43),! (CB! [PT,! 1996:!43),! (FO,!
1998:! 9),! (CB! [OPC - S,! 2001:! 7),! (CB! [OPC,! 2004:! 47),! (CB! [FNCF,! 2008:! 5),! (CB!
[OC,!2009:!47),!(CB![PC,!2014:!47). !
[45]! si,! → ! si! (CB! [PT,! 1990:! 44),! (CB! [PT,! 1996:! 44),! (FO,! 1998:! 11),! (CB! [OPC - S,!
2 001:! 9),! (CB! [OPC,! 2004:! 48),! (CB! [FNCF,! 2008:! 7),! (CB! [OC,! 2009:! 48),! (CB! [PC,!
2014:!48). !
[48]!sòmente! → !somente! (CB! [PT,!1981:! 63),!(CB! [PT,!1990:! 44),!(FO,! 1998:!11),!
(CB! [PT,! 1996:! 44),! (CB! [OPC - S,! 2001:! 9),! (CB! [OPC,! 2004:! 48),! (CB! [FNCF,! 2008:!
7),!(C B![OC,!2009:!48),!(CB![PC,!2014:!48). !
IV![Mulher,!casa!e!gato.]!9!pub.!vs.!3!vers.!
ii !
Integra! o! ciclo! de! oito! poemas! «As! Musas! Cegas»,! [poema]! IV:! (CB,! 1961:! 108-
110),! (CB! [OC,! 1967:! 105 -106;! 1.º! texto-base),! (C B! [PT,! 1973:! 101- 102),! (CB! [PT,!
1981:! 103 - 104),! (CB! [PT,! 1990:! 75 - 76),! (CB! [PT,! 1996:! 75 - 76),! (CB! [OPC,! 2004:!
84 - 85),!(CB![OC,!2009:!84 - 85),!(CB![PC,!2014:!84 - 85). !
[32]!com! → ! com!o!(CB,!1961:!109). !
[36]!Amo,! → ! Amo!(CB,!1961:!109). !
[37]! palavra,! → ! palavra! (CB! [PT,! 1990:! 76),! (CB! [PT,! 1996:! 76),! (CB! [OPC,! 2004:!
85),!(CB![OC,!2009:!85),!(CB![PC,!2014:!85). !
III![A!minha!idade!é!assim!—!verde,!sentada.]!11!pub.!vs.!4!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Teoria! Sentada»,! [poema]! III:! (L,! 1962:! 64- 66),!
(L! [OC,! 1967:! 198 -200;! 1.º! texto-base),! (L! [PT,! 1973:! 194- 196),! (L! [PT,! 1981:!
198 - 200),! (L! [PT,! 1990:! 151 - 152),! (L! [PT,! 1996:! 151 - 152),! (L! [OPC,! 2004:! 173 -
174),!(L![OC,!2009:!173 - 174),!(L![PC,!2014:!173 - 174). !
Integra! o! ciclo! de! cinco! poemas! «(Lugar)»,! [poema! 4]:! (L! [OPC- S,! 2001:! 27 - 28),!
(L![FNCF,!2008:!25 - 26). !
[2 6]! seca, → ! séca,! (L,! 1962:! 65),! (L! [PT,! 1981:! 199),! (L! [PT,! 1990:! 151),! (L! [PT,!
1996:! 151),! (L! [OPC - S,! 2001:! 28),! (L! [OPC,! 2004:! 174),! (L! [FNCF,! 2008:! 25),! (L!
[OC,!2009:!174),!(L![PC,!2014:!174). !
[27]!de! → !da!(L![PT,!1981:!199),!(L![PT,! 1990:!152),!(L![PT,! 1996:!152),!(L![OPC - S,!
2001:! 28),! (L! [OPC,! 2004:! 174),! (L! [FNCF,! 2008:! 25),! (L! [OC,! 2009:! 174),! (L! [PC,!
2014:!174). !
[34]! se! quebram! → ! quebram- se! (L! [PT,! 1990:! 152),! (L! [PT,! 1996:! 152),! (L! [OPC -
S,! 2001:!28),! (L! [OPC,!2004:! 174),!(L! [FNCF,! 2008:!26),! (L! [OC, ! 2009:! 174),! (L! [PC,!
2014:!174). !
IV![Quando!já!não!sei!pensar!no!alto!de!irrespiráveis!irrespiráveis]!9!pub.!vs.!2!vers.!
!
iii !
Integra! o! cicl o! de! seis! poemas! «Teoria! Sentada»,! [poema]! IV:! (L,! 1962:! 67- 68),!
(L! [OC,! 1967:! 201 -202;! 1.º! texto-base),! (L! [PT,! 1973:! 197- 198),! (L! [PT,! 1981:!
201 - 202),! (L! [PT ,! 1990:! 153),! (L! [PT,! 1996:! 153),! (L! [OPC,! 2004:! 175),! (L! [OC,!
2009:!175),!(L![PC,!2014:!175). !
[12]! irrespiràvelmente! → ! irrespiravelmente! (L! [PT,! 1981:! 201),! (L! [PT,! 1990:!
153),! (L! [PT,! 1996:! 153),! (L! [OPC,! 2004:! 175), ! (L! [OC,! 2009:! 175),! (L! [PC,! 2014:!
175). !
[19]! irrespiràvelmente! → ! irrespiravelmente! (L! [PT,! 1981:! 202),! (L! [PT,! 1990:!
153),! (L! [PT,! 1996:! 153),! (L! [OPC,! 2004:! 175),! (L! [OC,! 2009:! 175),! (L! [PC,! 2014:!
175). !
[23]! irrespiràvelmente! → ! irrespiravelmente! (L! [PT,! 1981:! 202),! (L! [PT,! 1990:!
153),! (L! [PT,! 1996:! 153),! (L! [OPC,! 2004:! 175),! (L! [OC,! 2009:! 175),! (L! [PC,! 2014:!
175). !
[25]! irrespiràvelmente! → ! irrespiravelmente! (L! [PT,! 1981:! 202),! (L! [PT,! 1990:!
153),! (L! [PT,! 1996:! 153),! (L! [OPC,! 2004:! 175),! (L! [OC,! 2009:! 175), ! (L! [PC,! 2014:!
175). !
[Desço!o!rio!numa!barca,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o! ciclo!de! quatro!poemas! «Fragmento!do! Cairo»,![poema! 2]:!(BN,! 1968:!
35),! (BN! [PT,! 1973:! 212 -213;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 214- 215),! (BN! [PT,!
1990:!162),!(BN![PT,!1996:!162),! (BN,!2010:!11 - 12),!(BN,!2013:!11 - 12). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[11]! Nefertoum! → ! Nefertum! (BN! [PT,! 1981:! 214),! (BN! [PT,! 1990:! 162),! (BN! [PT,!
1996:!162),!(BN,!2010:!11),!(BN,!2013:!11). !
[Bom!é!mergulhar,!bom,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
iv !
Integra!o! ciclo!de! quatro!poemas! «Fragmento!do! Cairo»,![poema! 3]:!(BN,! 1968:!
36),! (BN! [PT,! 1973:! 213;! 2.º! texto-b ase),! (BN! [PT,! 1981:! 215),! (BN! [PT,! 1990:!
163),!(BN![PT,!1996:!163),!(BN,!2010:!12),!(BN,!2013:!12). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,! 2014). !
[4]! Adivinhas- me,! → ! Adivinhas- me! (BN! [PT,! 1990:! 163),! (BN! [PT,! 1996:! 163),!
(BN,!2010:!12),!(BN,!2013:!12). !
[Sôbolos!rios!que!vão!por!Babilónia,!sentados]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Salmos»,! [poema! 1]:! (BN,! 1968:! 39- 40),! (BN!
[PT,! 1973:! 214 -215;! 2.º! texto-b ase),! (BN! [PT,! 1981:! 217- 218),! (BN! [PT,! 1990:!
164 - 165),!(BN![PT,!1996:!164 - 165),!(BN,!2010:!15 - 16),!(BN,!2013:!15 - 16). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[9]! direita,! → ! direita! (BN! [PT,! 1990:! 164),! (BN! [PT,! 199 6:! 164),! (BN,! 2010:! 15),!
(BN,!2013:!15). !
[11]! p aralise,! → ! paralise! (BN! [PT,! 1990:! 164),! (BN! [PT,! 1996:! 164),! (BN,! 2010:!
15),!(BN,!2013:!15). !
[14]! ó! → ! Ó! (BN! [PT,! 1990:! 164),! (BN! [PT,!1996:! 164),! (BN,! 2010:! 16),! (BN,! 2013:!
16). !
[Meu!Deus,!meu!Deus,!porque!me!abandonaste]!7!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Salmos»,! [poema! 3]:! (BN,! 1968:! 41- 42),! (BN!
[PT,! 1973:! 216 -217;! 2.º! texto-b ase),! (BN! [PT,! 1981:! 219- 220),! (BN! [PT,! 1990:!
165 - 166),!(BN![PT,!1996:!165 - 166),!(BN,!2010:!17 - 18),!(BN,!2013:!17 - 18) .!
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! de! → ! dos! (BN! [PT,! 1990:! 165),! (BN! [PT,! 1996:! 165),! (BN,! 2010:! 17),! (BN,!
2013:!17). !
!
v !
[15]! Basan! → ! Basã! (BN! [PT,! 1981:! 219),! (BN! [PT,! 1990:! 166),! (BN! [PT,! 1996:!
166),!(BN,!2010:!18),!(BN,!2013:!18). !
[A!g azela!brame!correndo!para!a!água,!e!corre!a!minha!alma!para!ti.]!7!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Salmos»,! [poema! 4]:! (BN,! 1968:! 42- 44),! (BN!
[PT,! 1973:! 216 -218;! 2.º! texto-b ase),! (BN! [PT,! 1981:! 220- 221),! (BN! [PT,! 1990:!
166 - 167),!(BN![PT,!1996:!166 - 167),!(BN,!2010:!18 - 19),!(BN,!2013:!18 - 19). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! aquele! → ! Aquele! (BN! [PT,! 1990:! 166),! (BN! [PT,! 1996:! 166),! ( BN,! 2010:! 18),!
(BN,!2013:!18). !
[3]! pranto,! → ! pranto! (BN! [PT,! 1990:! 166),! (BN! [PT,! 1996:! 16 6),! (BN,! 2010:! 18),!
(BN,!2013:!18). !
SEGUNDO!POEMA![Ouço!o!meu!amado.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas,! «Cântico! dos! Cânticos,! de! Salomão»,! [poema!
2]:! (BN,! 1968:! 55 - 58),! (BN! [PT,! 1973:! 226 -228;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:!
229 - 231),! (BN ! [PT,! 1990:! 174 - 176),! (BN! [PT,! 1996:! 174 - 176),! (BN,! 2010:! 32 - 34),!
(BN,!2013:!32 - 34). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[25]! a! → ! à! ( BN! [PT,! 1990:! 175),! (BN! [PT,! 1996:! 175),! (BN,! 2010:! 33),! (BN,! 2013:!
33). !
TERCEIRO!POEMA![Quem!é!que!sobe!do!deserto!como!uma!coluna!de!fumo,]!7!pub.!
vs.!2!vers. !
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas,! «Cântico! dos! Cânticos,! de! Salomão»,! [poema!
3]:! (BN,! 1968:! 58 - 62),! (BN! [PT,! 1973:! 228 -232;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:!
xii !
[3]! yucca! —! → ! iúca,! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [PT,! 1996:! 240),! (BN,! 2010:! 179),!
(BN,!2013:!179). !
[12]! Ha-ha!! → ! Ah,! ah!! (BN! [PT,! 1981:! 307),! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [P T,! 1996:!
240),!(BN,!2010:!179),!(BN,!2013:!179). !
[13]! «E ! → ! E! (BN! [PT,! 1981:! 307),! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [PT,! 1996:! 240),! (BN,!
2010:!179),!(BN,!2013:!179). !
[14]! Porque! → ! «Porque! (BN! [PT,! 1981:! 307),! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [P T,!
1996:!240),!(BN,!2010:!179),!(BN,!2013:!179). !
[15]! Ha-ha!! → ! Ah,! ah!! (BN! [PT,! 1981:! 307),! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [PT,! 1996:!
240),!(BN,!2010:!179),!(BN,!2013:!179). !
[16]! Mas,! no! meio! da! manhã,! → ! Mas! no ! meio! da! manhã! (BN! [PT,! 1990:! 240),!
(BN![PT,!1996:!240),!(BN,!2010:!179),!(BN,!2 013:!179). !
[18]! yucca,! → ! iúca,! (BN! [PT,! 1990:! 240),! (BN! [PT,! 1996:! 240),! (BN,! 2010: ! 180),!
(BN,!2013:!180). !
DONS!DO!AMANTE![Sobre!a!tua!cabeleira!hei-de!pôr,!para!as!núpcias,]!7!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! nove! poemas! «Poemas! dos! Peles-Vermelhas»,! [poema! 9]:!
(BN,! 1968:! 220),! (BN! [PT,! 1973:! 294 -295;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 308),!
(BN![PT,!1990:!241),!(BN![PT,!1996:!241),!(BN, !2010:!181),!(BN,!2013:!181). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! borboletas,! → ! borbol etas! (BN! [PT,! 199 0:! 241),! (BN! [PT,! 1996:! 241),! (BN,!
2010:!181),!(BN,!2013:!181). !
TODAS!PÁLIDAS,!AS!REDES!METIDAS!NA!VOZ.![Todas!pálidas,!as!redes!metidas!na!
voz.]!9!pub.!vs.!2!vers.!
!
xiii !
Integra:! (E,! 1964:! 34-36),! (ML! [OC,! 1967:! 234-236;! 1.º! texto-base),! (ML! [PT,!
1973:! 34 - 36),! (ML! [PT,! 1981:! 338-340),!(ML! [PT,! 1990:! 264-265),! (ML! [PT,! 1996:!
264 -265),! (ML! [OPC,! 2004:! 206-207),! (ML! [OC,! 2009:! 206-207),! (ML! [PC,! 2014:!
206 - 207). !
[2]! Cantando,! → ! Cantando! (ML! [PT,! 1990:!264),! (ML! [PT,! 1996:! 264),!(ML! [OPC,!
2004:!206),!(ML![OC,!2009:!206),!(ML![PC,!2014:!206).!
[13]! Deus,! como! num! livro,! → ! Deus! como! num! livro! (ML! [PT,! 1990:! 264),! (ML!
[PT,! 1996:! 264),! (ML! [OPC,! 2004:! 206),! (ML! [OC,! 2009:! 206),! (ML! [PC,! 2014:!
206). !
[22]! fora,! → ! fora! (ML! [PT,! 1990:! 264),! (ML! [PT,! 1996:! 264),! (ML! [OPC,! 2004:!
206),!(ML![OC,!2009:!206),!(ML![PC,!2014:!206).!
[27]! remando,! todo! p álido,! → ! remando! todo! pálido! (ML! [PT,! 1990:! 264),! (ML!
[PT,! 1996:! 264),! (ML! [OPC,! 2004:! 207),! (ML! [OC,! 2009:! 207),! (ML! [PC,! 2014:!
207). !
[35]! fora,! → ! fora! (ML! [PT,! 1990:! 265),! (ML! [PT,! 1996:! 265),! (ML! [OPC,! 2004:!
207),!(ML![OC,!2009:!207),!(ML![PC,!2014:!207).!
[43]! para! a! → ! para! (ML! [PT,! 1990:! 265),! (ML! [PT, ! 1996:! 265),! (ML! [OPC,! 2004:!
207),!(ML![OC,!2009:!207),!(ML![PC,!2014:!207).!
A!MÁQUINA!DE!EMARANHAR!PAISAGENS![ E!chamou!Deus!à!luz!Dia;!e!às!trevas!
chamou!Noite;!e!fez-se!a!tarde,!e!fez-se!a!manhã,!dia!primeiro. ]! 8!pub.!vs.!2!vers. !
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Ofício! Cantante ,! 1967,! na!
Portugália! Editora:! (MEP! [OC,! 1967).! Existe,! apenas,! enquanto! volume!
integrado!em!volumes!reunidos.!
Integra:! (MEP! [OC,! 1967:! 247-253;! 1.º! texto-base),! (MEP! [PT,! 1973:! 47- 53),!
(MEP! [PT,! 1981:! 349-355),! (MEP! [PT,! 1990:! 273-278),! (MEP! [PT,! 1996:! 273-
278),! (MEP! [OPC,! 2004:! 215-221),! (MEP! [OC,! 2009:! 215- 221),! ( MEP! [PC,! 2014:!
215 - 221). !
xiv !
[3]! fez ! → ! fez! a ! (ML! [PT,! 1990:! 275),! (ML! [PT,! 1996:! 275),! (MEP! [OPC,! 2004:!
217),!(MEP![OC,!2009:!217),!(MEP![PC,!2014:!217).!
[6]! e! se! torno u! o! sol ! → ! e! o! sol! tornou- se ! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:!
275),!(MEP![OPC,!2004:!217),!(MEP![OC,!2009:!217),!(MEP![PC,!2014:!217).!
[7]! se! tornou ! → ! tornou- se ! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),! (MEP!
[OPC,!2004:!217),!(MEP![OC,!2009:!217),!(MEP![PC,!2014:!217).!
[10]! se ! retirou ! → ! retirou- se ! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),! (MEP!
[OPC,!2004:!217),!(MEP![OC,!2009:!217),!(MEP![PC,!2014:!217).!
[31]! terramoto! → ! terramoto,! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),!
(MEP![OPC,!2004:!218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![ PC,!2014:!218). !
[31]! se! tornou! o! sol! → ! o! sol! tornou-se! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:!
275),!(MEP![OPC,!2004:!218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![PC,!2014:!218).!
[32]! se! tornou! → ! tornou-se! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),! (MEP!
[OPC,!2004:!218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![PC,!2014:!218).!
[32]! fez - se! → ! fez -se! a! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),! (MEP! [OPC,!
2004:!218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![PC,!2014:!218).!
[34]! se! retirou! → ! retirou-se! (MEP! [PT,! 1990:! 275),! (MEP! [PT,! 1996:! 275),! (MEP!
[OPC,!2004:!218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![PC,!2014:!218).!
[46]! —! → ! —,! (MEP! [PT,! 1990:! 276),! (MEP! [PT,! 1996:! 276),! (MEP! [OPC,! 2004:!
218),!(MEP![OC,!2009:!218),!(MEP![PC,!2014:! 218). !
[65]! mortos! → ! os! mortos! (MEP! [PT,! 1990:! 276),! (MEP! [PT,! 1996:! 276),! (MEP!
[OPC,!2004:!219),!(MEP![OC,!2009:!219),!(MEP![PC,!2014:!219).!
[68]! fez! → ! fez -se! a! (MEP! [PT,! 1990:! 276),! (MEP! [PT,! 1996:! 276),! (MEP! [OPC,!
2004:!219),!(MEP![OC,!2009:!219),!(MEP! [PC,!2014:!219). !
!
xv !
[77]! negro! sol! → ! sol! negro! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP! [PT,! 1996:! 277),! (MEP!
[OPC,!2004:!219),!(MEP![OC,!2009:!219),!(MEP![PC,!2014:!219).!
[78 -79]! firmamento,! firmamento! → ! firmamento! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP!
[PT,! 1996:!277),! (MEP! [OPC,! 2004:!219),! (MEP! [OC,! 2009:! 219),!(MEP! [PC,! 2014:!
219). !
[84]! vermelhas! ilhas! → ! ilhas! vermelhas! (MEP! [PT,! 1990:! 27 7),! (MEP! [PT,! 1996:!
277),!(MEP![OPC,!2004:!219),!(MEP![OC,!2009:!219),!(MEP![PC,!2014:!219).!
[85]! arrastados! montes! → ! montes! arrastados! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP! [PT,!
1996:! 277),! (MEP! [OPC,! 2004:! 219),! (MEP! [OC,! 2009:! 219),! (MEP! [PC,! 2014:!
219). !
[90]! brancos! mortos! → ! mortos! brancos! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP! [PT,! 1996:!
277),!(MEP![OPC,!2004:!220),!(MEP![OC,!2009:!220),!(MEP![PC,!2014:!220).!
[99]! v ermelhas! fábulas! → ! fábulas! vermelhas! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP! [PT,!
1996:! 277),! (MEP! [OPC,! 2004:! 220),! (MEP! [OC,! 2009:! 220),! (MEP! [PC,! 2014:!
220). !
[103 -104]! cegamente! a! luz! rasgou! os! aniquilados! seres! → ! a! luz! rasgou!
cegamente! os! seres! aniquilados! (MEP! [PT,! 1990:! 277),! (MEP! [PT,! 1996:! 277),!
(MEP![OPC,!2004:!220),!(MEP![OC,!2009:!220),!(MEP![PC,!2014:!220).!
[113]! verdes! mortos...! → ! mortos! verdes...! (MEP! [PT,! 1990:! 278),! (MEP! [PT,!
1996:! 278),! (MEP! [OPC,! 2004:! 221),! (MEP! [OC,! 2009:! 221),! (MEP! [PC,! 2014:!
221). !
[116]!colina! antiga! → ! antiga!colina! (MEP![PT,!1990:! 278),!(MEP! [PT,!1996:! 278),!
(MEP![OPC,!2004:!221),!(MEP![OC,!2009:!221),!(MEP![PC,!2014:!221).!
IV![Há!gente!que!dá!cravos,!e!se!assusta.]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!sete!textos!«Artes!e!Ofícios»,![texto]!V:!(RM,!1967:!33- 34). !
xvi !
Integra!o!ciclo! de!seis!textos!«Artes!e! Ofícios»,![texto]!IV:!(RM! [PT,!1973:!90- 91;!
2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!392- 393). !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[13]!rìtmicamente! → ! rit micamente!(RM![PT,!1981:!392).!
II![Havia!uma!cidade!em!espanto!linear!a!cavalo!noutra!cidade!em!geometria!
ambígua,]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! textos! «Os! Animais! Carnívoros»,! [texto! 2]:! (VA,! 1971:! 17-
18). !
Integra! o! ciclo! de! 12! textos! «Os! Ani mais! Carnívoros»,! [texto]! II:! (RM! [PT,! 1973:!
114;!2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!417).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[15]!éramos! → !eramos!(RM![PT,!1981:!417).!
I![O!marceneiro!louco!faz!cadeiras!para!que!a!noite!se!sente.]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!sete!textos!«Artes!e!Ofícios»,![texto]!VI:!(RM,!1967:!35).!
Integra! o! ciclo! de! 13! textos! «Estúdio»,! [texto]! I! (RM! [PT,! 1973:! 125;! 2.º! texto-!
-base),!(RM![PT,!1981:!428).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!19 96),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014). !
[2]!amor,! → !amor!(RM![PT,!1981:!428).!
[4]!verdade,! → !verdade!(RM![PT,!1981:!428).!
III![É!ainda!o!teu!retrato!com!a!brusca!cabeleira!de!prata.]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!sete!textos!«Artes!e!Ofícios»,![texto]!IV:!(RM,!1967:!31- 32). !
Integra! o!ciclo! de! 13! textos!«Estúd io»,![texto]! III:! (RM! [PT,!1973:! 127;! 2.º! texto-!
-base),!(RM![PT,!1981:!430).!
!
xvii !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]!Sòmente! → !Somente!(RM![PT,!1981:!430 ). !
IV![Recordo!a!bebedeira!amarela!das!luzes,!as!ilhas!sonoras!e!o!terror!das!visões!
antigas.]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!12!textos!«Estúdio»,![texto]!III:!(RM,!1967:!61- 62). !
Integra!o! ciclo!de! 13! textos!«Estúdio»,! [texto]!IV:! (RM![PT,! 1973:!128;! 2.º!texto-!
-base),!(RM![PT,!1981:!431).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[17]!terrìvelmente! → !terrivelmente!(RM![PT,!1981:!431).!
VII![Eu!via!o!dorso!dos!vestidos,!suas!cruas!pétalas!desalojando-se!da!madeira!
morta .]!3!pub.!vs.!2!vers. !
Integra!o!ciclo!de!12!textos!«Estúdio»,![texto]!VI:!(RM,!1967:!67).!
Integra! o! ciclo! de! 13! textos! «Estúdio»,! [texto]! VII:! (RM! [PT,! 1973:! 131;! 2.º!
texto-base),!(RM![PT,!1981:!434).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,! 2009),!(PC,!2014). !
[14]!se!ilumina! → ! ilumina -se!(RM![PT,!1981:!434).!
V![O!dia!começa!a!meter-se!para!dentro.]!4!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! textos! «As! Palavras»,! [5.ª! parte,! texto! 5]:! (AR,! 1968:!
189 - 190). !
Integra!o!ciclo!de!nove!textos!«Festas!do!Crime»,![texto!7]:!(VA,!1971:!65- 67). !
Integra! o! ciclo! de! sete! textos! «Vocação! Animal»,! [texto]! V:! (RM! [PT,! 1973:! 147-
148;!2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!450- 451). !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
xviii !
[35]!pêras! → !peras!(AR,!1968:!190),!(VA,!1971:!67).!
VI![As!flores!que!devoram!mel!ficam!negras!em!frente!dos!espelhos.]!4!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! sete! textos! «As! Palavras»,! [5.ª! parte,! texto! 6]:! (AR,! 1968:!
190 - 192). !
Integra!ciclo!de!nove!textos!«Festas!do!Crime»,![texto!8]:!(VA,!1971:!69- 71). !
Integra! o! ciclo! de! sete! textos! «Vocação! Animal»,! [texto]! VI:! (RM! [PT,! 1973:!
149 -150;!2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!452- 453). !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[13]!cor - de -laranja.! → !cor!de!laranja.!(VA,!1971:!70).!
KODAK![Toda!a!profissão!é!hidrográfica:!flui]!2!pub.!vs.!2!vers.!
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! Poesia! Toda ,! 1973,! na! Plátano!
Editora:! (K! [PT,! 1973).! Existe,! apenas,! enquanto! volume! integra do! em! volumes!
reunidos.![pelas! razões!apontadas!no! Mapeamento!2.1.,! Kodak,!1984!não! pôde!
ser!incluído!neste!trabalho]!
Integra:!(K![PT,!1973:!161-170;!2.º!texto-base),!(K![PT,!1981:!465- 474). !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC ,!2014). !
[115]!imòvelmente! → !imovelmente!(K![PT,!1981:!471).!
BICICLETA![Lá!vai!a!bicicleta!do!poeta!em!direcção]!8!pub.!vs.!2!vers.!
Integra:! (CCL! [PT,! 1973:! 173-175;! 2.º! texto-base),! (CCL! [PT,! 1981:! 477- 479),!
(CCL! [PT,! 1990:! 295 - 296),! (CCL! [PT,! 1996:! 295 -2 96),! (CCL! [OPC,! 2004:! 243 - 244),!
(CCL![OC,!2009:!243 - 244),!(CCL![PC,!2014:!243 - 244). !
Integra! «(Cinco! canções! lacunares)»,! [único! poema]:! (CCL! [FNCF,! 2008:! 48- 49);!
retira!o!título!do!poema.!
!
xix !
[18]!sàbiamente! → ! sabiamente!(CCL! [PT,! 1981:!478),! (CCL![PT,! 1990:! 2 95),!(CCL!
[PT,! 1996:! 295),! (C CL! [OPC,! 2004:! 243),! (CCL! [FNCF,! 2008:! 48),! (CCL! [O C,! 2009:!
243),!(CCL![PC,!2014:!243). !
CANÇÃO!DESPOVOADA![Num!tempo!sentado!em!seda,!uma!mulher!imersa]!7!pub.!
vs.!3!vers. !
Integra:! (CCL! [PT,! 1973:! 176-178;! 2.º! texto-base),! (CCL! [PT,! 1981:! 480 - 482),!
(CCL! [PT,! 1990:! 297 - 298),! (CCL! [PT,! 1996:! 297 - 298),! (CCL! [OPC,! 2004:! 245 - 247),!
(CCL![OC,!2009:!245 - 247),!(CCL![PC,!2014:!245 - 247). !
[41]! ciclámen! → ! ciclâmen! (CCL! [PT,! 1981:! 481);! ciclámen! → ! cíclame! (CCL! [PT,!
1990:! 298),! (CCL! [PT,! 1996: ! 298),! (CCL! [OPC,! 2004:! 246),! (CCL! [OC,! 2009:! 246),!
(CCL![PC,!2014:!246). !
[toda,!a!doçura!trepida,!toda!ameaçada,]!8!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas,! Os! Brancos! Arquipélagos ,! [poema! 2]:! (BA! [PT,!
1973:! 192;! 2.º! texto-base),! (BA! [PT,! 1981:! 496) ,! (BA! [PT,! 1990:! 311 - 312),! (BA!
[PT,! 1996:! 311 - 312),! (BA! [OPC,! 2004:! 262),! (BA! [OC,! 2009:! 262),! (BA! [PC,! 2014:!
262). !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Os! brancos! arquipélagos)»,! [poema! 2]:! (BA!
[FNCF,!2008:!50 -51);!retira!os!asteriscos!que!separam!os!poemas.!
[10]! ozone,! → ! ozono,! (BA! [PT,! 1990:! 312),!(BA! [PT,! 1996:! 312),! (BA! [OPC,! 2004:!
262),!(BA![FNCF,!2008:!51),!(BA![OC,!2009:!262),!(BA![PC,!2014:!262). !
TEXTO!1![Todo!o!discurso!é!apenas!o!símbolo!de!uma!inflexão]!7!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! poema s! Antropofagias ,! [poema]! 1:! (A! [PT,! 1973:! 203- 204;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 507- 508),! (A! [PT,! 1990:! 321 - 322),! (A! [PT,! 1996:!
321 - 322),! (A! [OPC,! 2004:! 273 - 274),! (A! [OC,! 2009:! 273 - 274),! (A! [PC,! 2014:! 273 -
274). !
xx !
[7]! pré -existir! → ! preexistir! (A! [PT,! 1990:! 321),! (A! [PT,! 1996:! 321),! (A! [OPC,!
2004:!273),!(A![OC,!2009:!273),!(A![PC,!2014:!273). !
[21]! etc! → ! etc.! (A! [PT,! 1981:! 508),! (A! [PT,! 1990:! 321),! (A! [PT,! 1996:! 321),! ( A!
[OPC,!2004:!273),!(A![OC,!2009:!273),! (A![PC,!2014:!273). !
[40]! oblìquamente! → ! obliquamente! (A! [PT,! 1981:! 508),! (A! [PT,! 1990:! 322),! (A!
[PT,!1996:!322),!(A![OPC,!2004:!274),!( A![OC,!2009:!274),!(A![PC,!2014:!274). !
TEXTO!4![Eu!podia!abrir!um!mapa:!«o!corpo»!com!relevos!crepitantes]!7!pub.!vs.!3!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [po ema]! 4:! (A! [PT,! 1973:! 209- 210;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 513- 514),! (A! [PT,! 1990:! 327 - 328),! (A! [PT,! 1996:!
327 - 328),! (A! [OPC,! 2004:! 279 - 280),! (A! [OC,! 2009:! 279 - 280),! (A! [PC,! 2014:! 279 -
280). !
[31]!ràpidamente! → !rapidamente! (A![PT,! 1981:!514),!(A! [PT,!1990:! 327),!(A! [PT,!
1996:!327),!(A![OPC,!2004:!280),!(A![OC,!2009:!280),!(A![PC,!2014:!280). !
[37]! sub - solo! → ! subsolo! (A! [PT,! 1990:! 328),! (A! [PT,! 1996:! 328),! (A! [OPC,! 2004:!
280),!(A![OC,!2009:!280),!(A![PC,!2014:!280 ). !
TEXTO!6![Não!se!esqueçam!de!uma!energia!bruta!e!de!uma!certa]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 6:! (A! [PT,! 1973:! 213- 214;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 517- 518),! (A! [PT,! 1990:! 331 - 332),! (A! [PT,! 1996:!
331 - 332),! (A! [O PC,! 2004:! 283 - 284),! (A! [OC,! 2009:! 283 - 284),! (A! [PC,! 2014:! 283 -
284). !
[39]! contìnuamente! → ! continuamente! (A! [PT,! 1981:! 518),! (A! [PT,! 1990:! 332),!
(A![PT,!1996:!332),!(A![OPC,!2004:!284),!(A![ OC,!2009:!284),!(A![PC,!2014:!284). !
TEXTO!7![Tenho!uma!pequena!coisa!africana!para!dizer!aos!senhores]!9!pub.!vs.!2!
vers. !
!
xxi !
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 7:! (A! [PT,! 1973:! 215- 216;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 519- 520),! (A! [PT,! 1990:! 333 - 334),! (A! [PT,! 1996:!
333 - 334),! (A! [OPC,! 2004:! 285 - 286),! (A! [OC,! 2009:! 285 - 286),! (A! [PC,! 2014:! 285 -
286). !
Integra! o! ciclo! de! dois! poemas! «(Antropofagias)»,! [poema! 2]:! (A! [OPC- S,! 2001:!
51 - 53),!(A![FNCF,!2008:!60 -62);!retira!o!título!do!poema.!
[33]! animalidades! imóveis! → ! imóveis! animalidades! (A! [PT,! 1990:! 333),! (A! [PT,!
1996: ! 333),! (A! [OPC - S,! 2001:! 52),! (A! [OPC,! 2004:! 286),! (A! [FNCF,! 2008:! 61),! (A!
[OC,!2009:!286),!(A![PC,!2014:!286). !
TEXTO!8![Nenhuma!atenção!se!esqueceu!de!me!cravar!os!dedos]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 8:! (A! [PT,! 197 3:! 217 - 219;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 521- 523),! (A! [PT,! 1990:! 335 - 336),! (A! [PT,! 1996:!
335 - 336),! (A! [OPC,! 2004:! 287 - 288),! (A! [OC,! 2009:! 287 - 288),! (A! [PC,! 2014:! 287 -
288). !
[37]! exameiem! → ! enxameiem! (A! [PT,! 1990: ! 336),! (A! [PT,! 1996:! 336),! (A! [OPC,!
2004:!288),!(A![OC,!2009:!288),!(A![PC,!2014:!288). !
TEXTO!9![Porque!também!«isso»!acontece!dizer-se!que!se!lavra]!7!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 9:! (A! [PT,! 1973:! 220- 221;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 524- 525),! (A! [PT,! 1990:! 337 - 338),! (A! [PT,! 1996:!
337 - 338),! (A! [OPC,! 2004:! 289 - 290),! (A! [OC,! 2009:! 289 - 290),! (A! [PC,! 2014:! 289 -
290). !
[6]! sùbitamente! → ! subitamente! (A! [PT,! 1981:! 524),! (A! [PT,! 1990:! 337),! (A! [PT,!
1996:!337),!(A![OPC,!2004:!289),!(A![OC,!2009:!289),!(A![PC,!2014:!289). !
[26]! conversa! cerrada! → ! cerrada! conversa! (A! [PT,! 1990:! 337),! (A! [PT,! 1996:!
337),!(A![OPC,!2004:!290),!(A![OC,!2009:!290),!(A![PC,!2014:!290). !
4.![Não!se!pode!tocar!na!dança.!Toda!essa!fogueira.]!7!pub.!vs.!3!vers.!
xxviii !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[8]! f ogo! → ! fogos! (BN! [PT,! 1990:! 167),! (BN! [PT,! 1996:! 167), ! (BN,! 2010:! 20),! (BN,!
2013:!20). !
[19]! Oh,! → ! Oh!! (BN! [PT,! 1990:! 168),! (BN! [PT,! 1996:! 168),! (BN,! 2010:! 20),! (BN,!
2013:!20). !
[Tu!me!sondas,!Senhor,!e!me!conheces.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Salmos»,! [poema! 7]:! (BN,! 1968:! 46- 48),! (BN!
[ PT,! 1973:! 220 -221;! 2.º! texto-bas e),! (BN! [PT,! 1981:! 223- 224),! (BN! [PT,! 1990:!
169 - 170),!(BN![PT,!1996:!169 - 170),!(BN,!2010:!22 - 23),!(BN,!2013:!22 - 23). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[9]! d e! → ! a! (BN! [PT,! 1990:! 169),! (BN! [PT,! 1996:! 169),! (BN,! 2010:! 22),! (BN,! 2013:!
22). !
PRIMEIRO!POEMA![Sou!morena!mas!bela,!ó!raparigas!de!Jerusalém,]!7!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas,! «Cântico! dos! Cânticos,! de! Salomão»,! [poema!
1]:! (BN,! 1968:! 52 - 55),! (BN! [PT,! 1973:! 223 -226;! 2.º! texto-base),! (BN! [P T,! 1981:!
226 - 229),! (BN! [PT,! 1990:! 171 - 174),! (BN! [PT,! 1996:! 171 - 174),! (BN,! 2010:! 28 - 31),!
(BN,!2013:!28 - 31). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[17]! arrelada! → ! atrelada! (BN,! 1968:! 53),! (BN! [PT,! 1981:! 227),! (BN! [PT,! 1990:!
172),!(BN![PT,!1996:!172),!(BN,!2010:!29),!(BN,!2013:!29). !
[—!Filho,!e!o!papagaio!que!levanta!a!saia,!e!tira!a!capa,!e!a!camisa,!e!o!chapéu,!e!os!
sapatos?]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!sete!poemas!«Enigmas»,![poema!3]:!(BN,!1968:!79).!
!
xxix !
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Enigmas! Mayas»,! [poema! 3]:! (BN! [PT,! 1973:!
241;!2.º!texto-base).!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Enigmas! Maias»,! [poema! 3]:! (BN! [PT,! 1981:!
245),!(BN![PT,!1990:!187),!(BN![PT,!1996:!187),!(BN,!2010:!51),!(BN,!2013:!51). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(P C,!2014). !
[3]!levanta! → !inclina!(BN,!1968:!79).!
[—!Filho,!vai!buscar-me!uma!mulher!de!Jalisco!que!tenha!os!cabelos!em!desordem!e!
seja!muito!bela!e!virgem.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o!ciclo!de!sete!poemas!«Enigmas»,![poema!6]:!(BN,!1968:!80).!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Enigmas! Mayas»,! [poema! 6]:! (BN! [PT,! 1973:!
242;!2.º!texto-base).!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «Enigmas! Maias»,! [poema! 6]:! (BN! [PT,! 1981:!
246),!(BN![PT,!1990:!188),!(BN![PT,!1996:!188),!(BN,!2010:!52),!(BN,!2013:!52). !
Não!integra:!(OPC,! 2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014). !
[1]! buscar- me! → ! buscar! (BN! [PT,! 1990:! 188),! (BN! [PT,! 1996:! 188),! (BN,! 2010:!
52),!(BN,!2013:!52). !
[—!Uma!velha!com!cabelos!de!feno!branco!e!que!vela!à!porta!da!casa?]!7!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Enigmas! Aztecas»,! [poema! 2]:! (BN,! 1968:! 83),!
(BN![PT,!1973:!243;!2.º!texto-base).!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Enigmas! Astecas»,! [poema! 2]:! (BN! [PT,! 1981:!
247),!(BN![PT,!1990:!189),!(BN![PT,!1996:!189),!(BN,!2010:!55),!(BN,!2013:!55). !
Não!integra:!(OPC,!2004),! (OC,!2009),!(PC,!2014). !
xxx !
[3]! Uma! → ! A! (BN! [PT,! 1990:! 189),! (BN! [PT,! 1996:! 189),! (BN,! 2010:! 55),! (BN,!
2013:!55). !
[—!Uma!coisa!que!caminha,!levando!à!frente!plumas!vermelhas!e!que!é!seguida!por!
um!bando!de!corvos?]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Enigmas! Aztecas»,! [poema! 4]:! (BN,! 1968:! 83),!
(BN![PT,!1973:!243;!2.º!texto-base).!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Enigmas! Astecas»,! [poema! 4]:! (BN! [PT,! 1981:!
248),!(BN![PT,!1990:!189),!(BN![PT,!1996:!189),!(BN,!2010:!55),!(BN,!2013:!55). !
Não!integra :!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC ,!2014). !
[1 -2]! vermelhas! e! que! é! → ! vermelhas,! seguid a! (BN! [PT,! 1990:! 189),! (BN! [PT,!
1996:!189),!(BN,!2010:!55),!(BN,!2013:!55). !
I![Deitada,!repousa!a!flor.!Deitado,!além,!repousa!o!canto.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! três! poemas! «Elogios»,! [poema]! I:! (BN,! 1968:! 87),! (BN! [PT,!
1973:! 244;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 249),! (BN! [PT,! 1990:! 190),! (BN! [PT,!
1996:!190),!(BN,!2010:!59),!(BN,!2013:!59). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[6]!o! → ! um!(BN,!1968:!8 7). !
[Conduz!o!teu!cavalo!sobre!o!fio!de!uma!espada,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! d e! 16! poemas! «Poemas! Zen»,! [poema! 8]:! ! (BN, ! 1968:! 108 ),! (BN!
[PT,! 1973:! 253;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 260),! (BN! [PT,! 1990:! 200),! (BN!
[PT,!1996:!200),!(BN,!2010:!8 2),!(BN,!2013:!82). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! chamas.! → ! labaredas.! (BN! [PT,! 1990:! 200),! (BN! [PT,! 1996:! 200),! (BN,! 2010:!
82),!(BN,!2013:!82). !
!
xxxi !
A!BERINGELA![É!um!fruto!de!forma!esférica,!gosto!vivo,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 19! poemas! «Poemas! Arábico -Andaluzes»,! [poema! 3]:! (BN,!
1968:! 135),! (BN! [PT,! 1973:! 263 -264;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 272),! (BN!
[PT,!1990:!209),!(BN![PT,!1996:!209),!(BN,! 2010:!109),!(BN,!2013:!109). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!20 14). !
[3]! Cingido! → ! Cingida! (BN! [PT,! 1990:! 209),! (BN! [PT,! 1996:! 209),! (BN,! 2010:!
109),!(BN,!2013:!109). !
O!DEDAL![Dedal!dourado!como!o!sol:!todo!se!ilumina,!se!lhe!bate!a!luz!de!uma!
estrela.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 19! poemas! «Poemas! Arábi co- An daluzes»,! [poema! 4]:! (BN,!
1968:! 136),! (BN! [PT,! 1973:! 264;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 272),! (BN! [PT,!
1990:!209),!(BN![PT,!1996:!209),!(BN,!2010:!110),!(BN,!2013:!110). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[3]!o! tornar! → ! torná- lo! (BN![PT,!1 981:! 272),!(BN! [PT,! 1990:!209),! (BN![PT,! 1996:!
209),!(BN,!2010:!110),!(BN,!2013:!110). !
O!NADADOR!NEGRO![Nadava!um!negro!num!lago,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 19! poemas! «Poemas! Arábi co-Andaluzes»,! [poema! 8]:! (BN,!
1968:! 140),! (BN! [PT,! 1973:! 266;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 274- 275),! (BN!
[PT,!1990:!211),!(BN![PT,!1996:!211),!(BN,! 2010:!114),!(BN,!2013:!114). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[3]! pupila! → ! íris! (BN! [PT,! 1990:! 211),! (BN! [PT,!1996:! 211),! (BN,! 2010:! 114),! (BN,!
2013:!114). !
[4]! menina! do! olho.! → ! pupila.! (BN! [PT,! 1990:! 211),! (BN! [PT,! 1996:! 211),! (BN,!
2010:!114),!(BN,!2013:!114). !
xxxii !
[Perdi!uma!pérola!na!erva.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Canções! Indonésias»,! [poema! 1]:! (BN,! 1968:!
173),! (BN! [PT,! 1973:! 2 78;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 289),! (BN! [PT,! 1990:!
225),!(BN![PT,!1996:!225),!(BN,!2010:!147),!(BN,!2013:!147). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! secreto! → ! oculto! (BN! [PT,! 1990:! 225),! (BN! [PT,! 1996:! 225),! (BN,! 2010:! 147),!
(BN,!2013:!147). !
[És!um!fruto!dourado,!uma!banana!madura.]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! nove! poemas! «Canções! Malgaxes»,! [poema! 3]:! (BN,! 1968:!
187),! (BN! [PT,! 1973:! 282;! 2.º! texto- ba se),! (BN! [PT,! 1981:! 293 - 294),! (BN! [PT,!
1990:!229),!(BN![PT,!1996:!229),!(BN,!2010:!155 - 156),!(BN,!2013:!155 - 156). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[1]! um! fruto! dourado,! → ! uma! fruta! dourada,! (BN! [PT,! 1990:! 229),! (BN! [PT,!
1996:!229),!(BN,!2010:!155),!(BN,!2013:!155). !
[5]! mastiga,! → ! devora,! (BN! [PT,! 1990:! 229),! (BN! [PT,! 1996:! 229),! (BN,! 2010:!
156),!(BN,!2013:!156). !
[Tu!eras!na!floresta!um!cardeal!vermelho,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! nove! poemas! «Canções! Malgaxes»,! [poema! 8]:! (BN,! 1 968:!
192),! (BN! [PT,! 1973:! 284;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 295),! (BN! [PT,! 1990:!
230 - 231),!(BN![PT,!1996:!230 - 231),!(BN,!2010:!157),!(BN,!2013:!157). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]!aqui! → !de!aqui!(BN,!1968:!192).!
[Vejo!aproximarem-se!os!brancos!cães!da!aurora:]!7!pub.!vs.!2!vers.!
!
xxxiii !
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Cinco! Poemas! Esquimós»,! [poema! 4]:! (BN,!
1968:! 204),! (BN! [PT,! 1973:! 287;! 2.º! texto-base),! (BN! [PT,! 1981:! 299),! (BN! [PT,!
1990:!234),!(BN![PT,!1996:!234),!(BN,!2010:!166),!(BN, ! 2013:!166). !
Não!integra:!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[2]! amarro! → ! atrelo! (BN! [PT,! 1990:! 234),! (BN! [PT,! 1996:! 234),! (BN,! 2010:! 166),!
(BN,!2013:!166). !
IV![Vou!chamar-te!vagarosa!deambulação,!também!há!lugares!para!estrelas!
dromedárias,]!3!pub.!vs.! 2!vers. !
Integra! o! ciclo! de! 12! textos! «Os! Animais! Carnívoros»,! [texto! 4]:! (VA,! 1971:! 21-
22). !
Integra!o! ciclo! de!12! textos!«Os! Animais! Carnívoros»,![texto]! IV:!( RM![PT,! 1973:!
116;!2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!419).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),! (OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014). !
[16]!ar! → !mar!(VA,!1971:!22).!
X![Amadurecem!países!de!geografia!interior.!Montanhas!de!neve!ardem!a!caminho!
do!céu!verde.]!3!pub.!vs.!2!vers. !
Integra!o!ciclo!de!12!textos!«Estúdio»,![texto]!IX:!(RM,!1967:!71).!
Integra! o! ciclo! de! 13! textos! «Estúdio»,! [texto]! X:! (RM! [PT,! 1973:! 134;! 2.º ! texto-!
-base),!(RM![PT,!1981:!437).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[12]!Ó! → !Oh!(RM![PT,!1981:!437).!
[16]!Ó! → !Oh!(RM![PT,!1981:!437).!
[16]!ó! → ! oh!(R M![PT,!1981:!437).!
xxxiv !
XII![ Com!seus!ramos!de!enxofre,!a!europa!arde!encostada!ao!dorso!nocturno!da!
lembrança. ]!3!pub.!vs.!2!vers. !
Integra!o!ciclo!de!12!textos!«Estúdio»,![texto]!XI:!(RM,!1967:!74- 75). !
Integra! o! ciclo! de! 13! textos! « Estúdio»,! [texto]! XII:! (RM! [PT ,! 1973:! 136 - 137;! 2.º!
texto-base),!(RM![PT,!1981:!439- 440). !
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[28]!Ó! → !Oh!(RM![PT,!1981:!440).!
[o!texto!assim!coagulado,!alusivas!braçadas]!8!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas,! Os! Brancos! Arquipélagos ,! [poema! 1]:! (BA! [PT,!
1973:! 191 -192;! 2.º! texto-base),! (BA! [PT,! 1981:! 495- 496),! (BA! [PT,! 1990:! 311),!
(BA! [PT,! 1996:! 311), ! (BA! [OPC,! 2004:! 261),! (BA! [OC,! 2009:! 261),! (BA ! [PC,! 2014:!
261). !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Os! brancos! arquipélagos)»,! [poema! 1]:! (BA!
[FNCF,!2008:!50);!retira!os!asteriscos!que!separam!os!poemas.!
[5]! pela! branca! → ! pelos! brancos! (BA! [PT,! 1990:! 311),! (BA! [PT,! 1996:! 311),! (BA!
[OPC,! 2004:! 261),! (BA! [FNCF,! 2008:! 50),! (BA! [OC,! 2009:! 261),! (BA! [PC,! 2014:!
261). !
[6 ]! cólera! de! janei ro,! → ! tumultos! do! estio,! (BA! [PT,! 1990:! 311),! (BA! [PT,! 1996:!
311),! (BA! [OPC,! 2004:! 261),! (BA! [FNCF ,! 2008:! 50),! (BA! [OC,! 2009:! 261),! (BA! [PC,!
2014:!261). !
[beleza!de!manhãs!arrefecidas!sobre!o!aniquilamento,]!8!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas,! Os! Brancos! Arquipélagos ,! [poema! 3]:! (BA! [PT,!
1973:! 192 -193;! 2.º! texto-base),! (BA! [PT,! 1981:! 496- 497),! (BA! [PT,! 1990:! 312),!
(BA! [PT,! 1996:! 312),! (BA! [OPC,! 2004:! 262 - 263),! (BA! [OC,! 2009:! 262 - 263),! (BA!
[PC,!2014:!262 - 263). !
!
xxxv !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Os! brancos! arquipélagos)»,! [poema! 3]:! (BA!
[FNCF,!2008:!51 -52);!retira!os!asteriscos!que!separam!os!poemas.!
[5]! vírgula,! → ! pausa,! (BA! [PT,! 1990:! 312),! (BA! [PT,! 1996:! 312),! (BA! [OPC,! 2004:!
262),!(BA![FNCF,!2008:!51),!(BA![OC,!2009:!262),!(BA![PC, ! 2014:!262). !
TEXTO!5![«Uma!devassidão!aracnídea»!se!se!quiser]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 5:! (A! [PT,! 1973:! 211- 212;!
2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 515- 516),! (A! [PT,! 1990:! 329 - 330),! (A! [PT,! 1996:!
329 - 330),! (A! [OPC ,! 2004:! 281 - 282),! (A! [OC,! 2009:! 281 - 282),! (A! [PC,! 2014:! 281 -
282). !
[9]!num! → ! de!um!(A! [PT,!1990:!329),!(A![PT,!1996:!329),!(A![OPC,!2004:!281),!(A!
[OC,!2009:!281),!(A![PC,!2014:!281). !
TEXTO!11![«Estudara»!muito!pouco!o!comportamento!das!paisagens]![512]!7! pub.!
vs.!2!vers. !
Integra! o! ciclo! de! 12! poemas! Antropofagias ,! [poema]! 11:! (A! [PT,! 1973:! 224-
225;! 2.º! texto-base),! (A! [PT,! 1981:! 528- 529),! (A! [PT,! 1990:! 341 - 342),! (A! [PT,!
1996:! 341 - 342),! (A! [OPC,! 2004:! 293 - 294),! (A! [OC,! 2009:! 293 - 294),! (A! [PC,! 2014:!
293 - 294) .!
[3]!virara-se! bruscamente! → ! bruscamente!voltara- se! (A![PT,!1990:! 341),!(A! [PT,!
1996:!341),!(A![OPC,!2004:!293),!(A![OC,!2009:!293),!(A![PC,!2014:!293). !
[A!doçura,!a!febre!e!o!medo!sombriamente!agravam]!5!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 13! poemas! «Cobra»,! [poema! 9]:! (C,! 1977:! 44- 46),! (C! [PT,!
1981:!557 -559;!3.º!texto-base).!
Integra! o! cicl o! de! 13! poemas! Cobra ,! [poema! 9]:! (C! [PT,! 1990:! 370- 371),! (C! [PT ,!
1996:!370 - 371),!(C![OPC,!2004:!323 - 324). !
Não!integra:!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
xxxvi !
[2]!um,! → ! como!que!um!(C, !1977:!44);![verso!sem!indentação].!
[7]!estranha,!é! → !estranha!como!(C,!1977:!44).!
[9]!a!paixão!do!medo,! → !o!medo!como!uma!paixão,!(C,!1977:!44).!
[19]!se! → ! como!(C,!1977:!44). !
[19]! pessoas! → ! crianças! (C! [PT,! 1990:! 370),! (C! [PT,! 1996: ! 370),! (C! [OPC,! 2004:!
323). !
[21]! são! ainda! → ! são! (C! [PT,! 1990:! 370),! (C! [PT,! 1996:! 370),! (C! [OPC,! 2004:!
323). !
[23]! De! alto! a! baixo,! → ! Debaixo! para! o! alto,! (C! [PT,! 1990:! 370),! (C! [PT,! 1996:!
370),!(C![OPC,!2004:!324 ). !
[25]!ou!um! → ! um!(C![PT,!1990:!370),!(C![PT,!199 6:!370),!(C![OPC,!2004:!324). !
[27]! África.! → ! pedra.! (C! [PT,! 1990:! 370),! (C! [PT,! 1996:! 370),! (C! [OPC,! 2004:!
324). !
[28]! pelo! circuito! → ! pela! volta! (C! [PT,! 1990:! 371),! (C! [PT,! 1996:! 371),! (C! [OPC,!
2004:!324). !
[35]!como! → !das!(C![PT,!1990:!371),!(C![PT,!1996:!371),!(C![OPC,!2004:!324).!
[36]!Este! → ! É!um!(C![PT,!1990:!371), !(C![PT,!1996:!371),!(C![OPC,!2004:!3 24). !
[39]! sorvedouros! da! noite! → ! ávidos! (C! [PT,! 1990:! 371),! (C! [PT,! 1996:! 371),! (C!
[OPC,!2004:!324). !
[40]! —! ávidos.! → ! sorve douros! da! noite.! (C! [PT,! 1990:! 371),! (C ! [PT,! 1996:! 371),!
(C![OPC,!2004:!324). !
[41]! cavernas,! → ! cavernas,! os! nossos! mortos! (C! [PT,! 1990:! 371),! (C! [PT,! 1996:!
371),!(C![OPC,!2004:!324). !
!
xxxvii !
[42]!o! → ! de!(C![PT,!1990:!371),!(C![PT, !1996:!371),!(C![ OPC,!2004:!324). !
[46]! O! extremo! lunar! da! casa,! um! transe,! os! olhos! que! se! tornam! secretos! → !
Um! transe,! os! olhos! que! se! tornam! secretos,! o! extremo! lunar! da! casa! (C! [PT,!
1990:!371),!(C![PT,!1996:!371),!(C![OPC,!2004:!324). !
[Amo!este!verão!negro!com!as!furnas!de!onde!se!arrancam]!5!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 13! poemas! «Cobra»,! [poema! 11]:! (C,! 1977:! 49- 50),! (C! [PT,!
1981:!562 -563;!3.º!texto-base).!
Integra! o! ciclo! de! 13! poemas! Cobra ,! [poema! 11]:! (C! [PT,! 1990:! 374),! (C! [PT,!
1996:!374),!(C![OPC,!2004:!327). !
Não!integra:!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[4]! atravessa! → ! atravessam! (C! [PT,! 1990:! 374),! (C! [PT,! 1996:! 374),! (C! [OPC,!
2004:!327). !
[5]! O! pénis! resplandece! como! → ! Resplandeço! como! um! (C! [PT,! 1990:! 374),! (C!
[PT,!1996:!374),!(C![OPC,!2004:!327). !
[6]! o! ânus! e! a! boca:! espelhos.! → ! a! boca! e! o! ânus,! como! os! arcos! de! um!
espelho.!(C![PT,!1990:!374) ,!(C![PT,!1996:!374),!(C![OPC,!2004:!327). !
[19]!cabeças,!esses! → !cabeças!como!(C,!1977:!50).!
[21]!Este!verso!é!a!continuação!do!verso!anterior:!(C,!1977:!50).!
[Deixarei!os!jardins!a!brilhar!com!seus!olhos]!5!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 13! poemas! «Cobra»,! [poema! 13]:! (C,! 1977:! 54- 55),! (C! [PT,!
1981:!567 -568;!3.º!texto-base).!
Integra!o! ciclo! de!13! poemas! Cobra ,! [poema! 13]:!(C! [PT,!1990:! 377- 378),!(C! [PT,!
1996:!377 - 378),!(C![OPC,!2004:!331 - 332). !
Não!integra:!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
xliv !
Integra! ciclo! de! 13! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! I,! [poema! 5]:! (DM,! 199 4:!
32 -33),! (DM! [PT,! 1996:! 590-591;! 7.º! texto-base),! (DM! [OPC,! 2004:! 517- 518),!
(DM![OC,!2009:!487-488),!(DM![PC,!2014:!487- 488). !
[4]!queima.! → !queima!de!fora!para!dentro.!(DM,!1994:!32).!
[Uma!colher!a!transbordar!de!azeite:]!5!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! ciclo! de! 14! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! II,! [poema! 8]:! (DM,! 1994:!
46),!(DM![PT,!1996:!598;!7.º!texto-base),!(DM![OPC,!2004:!529),!(DM![OC,!2009:!
499),!(DM![PC,!2014:!499).!
[1]! azeite:! → ! mel:! (DM! [OPC,! 2004:! 529),! (DM! [OC,! 2009:! 499),! (DM! [PC,! 2014:!
499). !
[Abre!o!buraco!à!força!de!homem,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! ciclo! de! 13! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! III,! [poema! 4]:! (DM,! 1994:!
54 -56),! (DM! [PT,! 1996:! 602-603;! 7.º! texto-base),! (DM! [OPC,! 2004:! 535- 536),!
(DM![OC,!2009:!505-506),!(DM![PC,!2014:!505-5 06). !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Do! mundo)»,! [poema! 4]:! (DM! [OPC- S,! 2001:!
115 -116),!(DM![FNCF,!2008:!124- 125). !
[primeira! linha! anterior! ao ! poema]:! retira! esta! linha! (DM! [OPC- S,! 2001:! 115),!
(DM![FNCF,!2008:!124).!
[37]! os! rostos! → ! as! caras! (DM! [OPC,! 2004:! 536),! (DM! [FNCF,! 2008:! 125),! (DM!
[OC,!2009:!506),!(DM![PC,!2014:!506).!
[38]! alumbrados! → ! alumbradas! (DM! [OPC,! 2004:! 536),! (DM! [FNCF,! 2008:! 125),!
(DM![OC,!2009:!506),!(DM![PC,!2014:!506).!
[Se!o!fio!acaba!nos!dedos,!o!fio!vivo,!se!os!dedos]!7!pub.!vs.!2!ver s. !
!
xlv !
Integra! ciclo! de! 13! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! III,! [poema! 9]:! (DM,! 1994:!
60 -61),! (DM! [PT,! 1996:! 606;! 7.º! texto-base),! (DM! [OPC,! 2004:! 540-541),! (DM!
[OC,!2009:!510 -511),!(DM![PC,!2014:!510- 511). !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Do! mundo)»,! [poema! 5]:! (DM! [OPC- S,! 2001:!
117),!(DM![FNCF,!2008:!126).!
[6]! e! os! remoinhos! trazidos! ao! tecido! pela! fusão! dos! dedos! na! matéria!
nascente! —! → ! e! os! remoinhos! trazidos! ao! tecido! pela! fusão! dos! dedos! /! na!
matéria! nascente! das! minas! quando! bate! /! com! a! vara! no! chão! —! /! se! a! seiva!
treme!na!vara!e!rebenta!nos!poros,!(DM,!1994:!60).!
[17]!recôndito,! → !forno,!(DM,!1994:!60).!
[Foi -me!dada!um!dia!apenas,!num!dos!centros!da!idade,]!7!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 16! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! IV,! [poema! 4]:! (DM,!
1994:! 68 -70),! (DM! [PT,! 1996:! 611-612;! 7.º! texto-b ase),! (DM! [OPC,! 2004:! 546-
548),!(DM![OC,!2009:!516-518),!(DM![PC,!2014:!516- 518). !
Integra! o! ciclo! de! 10! poemas! «(Do! mundo)»,! [poema! 7]:! (DM! [OPC- S,! 2001:!
119 -120),!(DM![FNCF,!2008:!128- 129). !
[14]!outra.! → !outra!palavra.!(DM,!1994:!68).!
[Por!isso!ele!era!rei,!e!alguém]!5!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 16! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! IV,! [poema! 7]:! (DM,!
1994:! 72 -73),! (DM! [PT,! 1996:! 613-614;! 7.º! texto-b ase),! (DM! [OPC,! 2004:! 550-
551),!(DM![OC,!2009:! 520 -521),!(DM![PC,!2014:!520- 521). !
[9]!pelas!ramagens! → !pelo!fogo!(DM,!1994:!73).!
[10]!do!fogo,! → !branco,!(DM,!1994:!73).!
[O!olhar!é!um!pensamento.]!5!pub.!vs.!2!vers.!
xlvi !
Integra! o! ciclo! de! 16! poemas! [ciclo! sem! título],! [parte]! IV,! [poema! 12]:! (DM,!
1994:!75) ,!(DM![PT,!1996:!615;!7.º!texto-base),!(DM![OPC,!2004:!552),!(DM![OC,!
2009:!522),!(DM![PC,!2014:!522).!
[6]! —! Não! posso! escrever! mais! alto.! → ! Transmitem-se,! interiores,! as! formas.!
(DM,!1994:!75).!
[7]! Transmitem-se,! interiores,! as! formas.! → ! —! Não! posso! escrever! mais! alto.!
(DM,!1994:!75).!
[Quem!anel!a!anel!há- de!pôr -me!a!nu!os!dedos,]!5!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!ciclo!de! seis!poemas![ciclo! sem!título],![parte]! V,![poema!4]:!(DM,! 1994:!
82 -83),! (DM! [PT,! 1996:! 619-620;! 7.º! texto-base),! (DM! [OPC,! 2004:! 557- 559),!
(D M![OC,!2009:!527-529),!(DM![PC,!2014:!527- 529). !
[8]!combustível.! → !combustível,!desfaçam!(DM,!1994:!82).!
[9]!Desfaçam!devagar! → !devagar!(DM,!1994:!82).!
[10 -11]! primeiro! a! cada! estado! do! mundo,! /! depois! à! memória.! → ! primeiro! a!
cada!estado!do!mundo,!e!depois!à!memória.!(DM,!1994:!82).!
[12]!o! → !esse!(DM,!1994:!82).!
[glória!dos!objectos!]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 11]:! (FNCF,!
2008:!139 - 140). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 14 ]:! (FNCF! [OC,!
2009:!541 -542;!8.º!texto-base),!(FNCF![PC,!2014:!541- 542). !
[34]! de! um! lado! ao! o utro! o! sangue! toma! posse! de! um! corpo,! → ! como! se! fosse!
luz! ou! não! f osse! /! luz! nas! fêmeas,! /! de! um! lado! ao! outro! o! sangue! toma! posse!
de!uma!pessoa,!(FNCF,!2008:!140).!
!
xlvii !
[alguém!salgado!porventura]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 34]:! (FNCF,!
2008:!157). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 40]:!(FNCF! [OC,!
2009:!562 -563;!8.º!texto-base),!(FNCF! [PC,!2014:!562 - 563). !
[11]!te!tocaram! → !tocaram!(FNCF,!2008:!157).!
[espaço!que!o!corpo!soma!quando!se!move,]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 50]:! (FNCF,!
2008:!170 - 171). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 56]:!(FNCF! [OC,!
2009:!576 -577;!8.º!texto-base),!(FNCF![PC,!2014:!576- 577). !
[12]!louca,! → !lenta,!(FNCF,!2008:!171).!
resposta!a!uma!carta ![gloria!in!excelsis,!a!minha!língua!na!tua!língua,]!3!pub.!vs.!2!
vers. !
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 61]:! (FNCF,!
2008:!182 - 183). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 67]:!(FNCF! [OC,!
2009:!587 -589;!8.º!texto-base),!(FNCF![PC,!2014:!587- 589). !
[26]!poemas! → !poemas!maiores,!(FNCF,!2008:!183).!
[27]!Este!verso!é!eliminado:!(FNCF,!2008:!183).!
[36]!e! → !e!profanos,!(FNCF,!2008:!183).!
[37]!Este!verso!é!eliminado:!(FNCF,!2008:!183).!
[Redivivo.!E!basta!a!luz!do!mundo!movida!ao!toque!no!interruptor,]!4!pub.!vs.!2!vers.!
xlviii !
Publicado,! pela! primeira! vez,! em:! (OPC - S,! 2001:! 124 -126);! com! indicação,! no!
final!do!poema:! (Inédito) .!
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 64]:! (FNCF,!
2008:!186 - 188). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 72]:!(FNCF! [OC,!
2009:!595 - 596;!8. º!texto-base),!(FNCF![PC,!2014:!595- 596). !
[32]!rojo,! → !rodilhas,!(OPC- S,!2001:!126). !
[li!algures!que!os!gregos!antigos!não!escreviam!necrológios,]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 89! poemas! «(A! faca! não! corta! o! fogo)»,! [poema! 86]:! (FNCF,!
2008:!205 - 206 ). !
Integra! o! ciclo! de! 99! poemas! A! Faca! Não! Corta! o! Fogo ,! [poema! 94]:!(FNCF! [OC,!
2009:!612 -614;!8.º!texto-base),!(FNCF![PC,!2014:!612- 614). !
[35]!ah!não,! → !que!não,!(FNCF,!2008:!206).!
[já!não!tenho!tempo!para!ganhar!o!amor,!a!glória!ou!a!Abissínia,]!2!pub.!v s.!2!vers. !
Integra! o! ciclo! de! 73! poemas! Servidões ,! [poema! 12]:! (S,! 2013:! 35- 36),! (S! [PC,!
2014:!639;!9.º!texto-base).!
[15]!confusos! → ! obscuros!(S,!2013: !36). !
[as!luzes!todas!apagadas]!2!pub.!vs.!2!vers.!
Integra!o! ciclo! de!73! poemas! Servidões ,![poema! 15]:! (S,!2013:! 40),!(S! [PC,! 2014:!
643;!9.º!texto-base).!
[Início! do! poema]:! Introduz! os! seguintes! versos,!co meçando!o! poema! assim:! as!
luzes! todas! acesas! e! ninguém! dentro! da! casa! //! (ouvido! num! transporte!
público)! //!(S,!2013:!40). !
[1]!as!luzes! → !luzes!(S,!2013:! 40). !
!
xlix !
[cheirava!mal,!a!morto,!até!me!purificarem!pelo!fogo,]!2!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 73! poemas! Servidões ,! [poema! 64]:! (S,! 2013:! 104- 105),! (S! [PC,!
2014:!699;!9.º!texto-base).!
[4]!terrestres,! → !eternas,!(S,!2013:!104).!
[que!um!nó!de!sangue!na!garganta,]!2!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 28! poemas! A! Morte! Sem! Mestre ,! [poema! 3]:! (MM,! 2014:! 9-
10),!(MM![PC,!2014:!715;!9.º!texto-base).!
[10]!inferno,! → !inferno,!o!inverno,!(MM,!2014:!9).!
! !
l!
! !
!
li !
APÊNDICE!C !
Mapeame nto!de! poemas! com!alt erações !máximas !
F onte:! A. !Couts ! (2017) .!
VII! [Há! um! perfume! de! roupa! fria! ao! l ongo! dos! dias! que! nos! percorrem,! ao! fundo!
inclinam-se!os!montes!com!os!dorsos!latejantes,]!3!pub.!vs.!2!vers.!
Integra! o! ciclo! de! 12! textos! «Os! Animais! Carnívoros»,! [texto! 7]:! (VA,! 1971:! 27-
28). !
Integra! o! ciclo! de! 12! textos! «Os! Animais! Carnívoros»,! [texto]! VII:! (RM! [PT,!
1973:!119;!2.º!texto-base),!(RM![PT,!1981:!422).!
Não!integra:!(PT,!1990),!(PT,!1996),!(OPC,!2004),!(OC,!2009),!(PC,!2014).!
[5 -6]! brancamente! fechadas! —! assim! atravessamos! → ! brancamente! fechadas!
—! a! man eira! de! nos! vermos! é! também! uma! bi cicleta! de! barbatanas! de! seda,!
assim!atravessamos!(VA,!1971:!27).!
! !
lii !
! !
!
liii !
APÊNDICE!D !
Mapeame nto!de! poemas! com!alt erações !mínima s!e!mé dias !
Fonte:! A.! Couts ! (2017) .!
[Falemos!de!casas.!Do!sagaz!exercício!de!um! poder]!9!pub.!vs.!5!vers. !
Integra! o! ciclo! de! dois! poemas! «Prefácio»,! [poema! 1]:! (CB,! 1961:! 11- 15),! (CB!
[OC,!1967:!15 -18;!1.º!texto-base),!(CB![PT,!1973:!11- 14),!(CB![PT,!1981:!13 - 16). !
Integra:! (CB! [PT,! 1990:! 9- 11),! (CB! [PT,! 1996:! 9 - 11),! (CB! [OPC,! 2004:! 9 - 12),! (CB!
[OC,! 2009:! 9 - 12),! (CB! [PC,! 2014:! 9 -12),! deixando! de! ser! um! ciclo! de! dois!
poemas,!e!passando!a!chamar-se!«Prefácio».!
[1]! casas.! Do! → ! casas,! do! (CB! [PT,! 1973:! 11),! (CB! [PT,! 1981:! 13),! (CB! [PT,! 1990:!
9),!(CB![PT,!1996:!9),!(CB![OPC,!2004:!9),!(CB![OC ,!2009:!9),!(CB![PC ,!2014:!9). !
[6]!lama.! → !lama,!(CB,!1961:!11),!(CB![PT,!1973:!11),!(CB![PT,!1981:!13).!
[7]!De! → ! de!(CB,!1961:!11),!(CB![PT,!1 973:!11),!(CB![PT,!1981:!13). !
[10]! subtil,! → ! subtil! (CB,! 1961:! 11),! (CB! [PT,! 1990:! 9),! (CB! [PT,! 1996:! 9),! (CB!
[OP C,!2004:!9),!(CB![OC,!2009:!9),!(CB![PC,!2014:!9). !
[12!]!mundo.! → ! mundo;!(CB,!1961:!12). !
[13]!Descobrimos! → ! descobrimos!(CB,!1961:!12). !
[14]! fontes.! → ! fontes! —! (CB,! 1961:! 12),! (CB! [PT,! 1973:! 11),! (CB! [PT,! 1981:! 13),!
(CB! [PT,! 1990: ! 9),! (CB! [PT,! 1996:! 9),! (C B! [OPC,! 2004:! 9),! (CB! [OC,! 2009:! 9),! (CB!
[PC,!2014:!9). !
lx !
[28]!vai! cair! → !cai! (CB![PT,! 1981:! 22),!(CB! [PT,!1990:! 15),! (CB![PT,! 1996:!15),! (CB!
[OPC,!2004:!16),!(CB![OC,!2009:!16) ,!(CB![PC,!2014:!16). !
[29]!sinto! → !eu!sinto!(CB,!1961:!21).!
[29]! falta! → ! faltam! (CB! [PT,! 199 0:! 15),! (CB! [PT,! 1996:! 15),! (CB! [OPC,! 2004:! 16),!
(CB![OC,!2009:!16),!(CB![PC,!2014:!16). !
[35]!o!amor,! → !o!amor!(CB,!1961:!21).!
III![Todas!as!coisas!são!mesa!para!os!pensamentos]!9!pub.!vs.!4!vers.!
Integra!o!ciclo!de!cinco!poemas!«Ciclo»,! [poema]!III:!(CB,! 1961:!22 - 23),!(CB![OC,!
1967:!25 -26;!1.º!texto-base),!(CB![PT,!1973:!21- 22),!(CB![PT,!1981:!23 - 24). !
Integra! o! ciclo! de! três! poemas! «Tríptico »,! [poema]! III:! (CB! [PT,! 1990:! 16- 17),!
(CB! [PT,! 1996:! 16 - 17),! (CB! [OPC,! 2004:! 17 - 18),! (CB! [OC,! 2009:! 17 - 18),! (CB! [PC, !
2014:!17 - 18). !
[2]! paz,! → ! paz! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,! 2004:! 17),! (CB!
[OC,!2009:!17),!(CB![PC,!2014:!17). !
[3]! alegria,! → ! alegria! (CB,! 1961:! 22),! (CB! [PT,! 1973:! 21),! (CB! [PT,! 1981:! 23),! (CB!
[PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,! 2004:! 17) ,! (CB! [OC,! 2009:! 17),! (CB!
[PC,!2014:!17). !
[8]! mortos! → ! altos! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,! 2004:! 17),!
(CB![OC,!2009:!17),!(CB![PC,!2014:!17). !
[8]! se! criam! → ! criam- se! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [P T,! 1996:! 16),! (CB! [OC,! 2009:!
17 ),!(CB![PC,!2014:!17). !
[9]! casto,! → ! lento,! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OC,! 2009:! 17),!
(CB![PC,!2014:!17). !
[17]!mim! —! → ! mim,!(CB,!1961:!23). !
!
lxi !
[18]! brancas,! → ! brancas! (CB,! 1961:! 23),! (CB! [PT,! 1973:! 22),! (CB! [PT,! 1981:! 24),!
(CB! [PT,! 1990:! 16), ! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,! 2004:! 17),! (CB! [OC,! 2009:! 17),!
(CB![PC,!2014:!17). !
[19]!crianças! → !crianças,!(CB,!1961:!23).!
[20]! —! é! → ! é!(CB,!1961:!23). !
[21]! futuros! e! mortos.! → ! sobressaltados! e! antigos.! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,!
1996:!16),!(CB![OPC,!2004:!17),!(CB![OC,!2009:!17),!(CB![PC,!2014:!17). !
[22]! co ma.! E! → ! coma! e! (CB! [PT,! 1973:! 22),! (CB! [PT,! 1981:! 24),! (CB! [PT,! 1990:!
16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,! 2004:! 18),! (CB! [ OC,! 2009:! 18),! (CB! [PC,! 2014:!
18). !
[24]! hesitante! e! bom! → ! hesitante! (CB! [PT,! 1973:! 22),! (CB! [PT,! 1981:! 24);!
acontece!de!hesitante! e!bom! → ! acontece!pelos!dias! dentro.!(CB! [PT,!1990:!16),!
(CB![PT,!1996:!16),!(CB![OPC,!2004:!18),!(CB![OC,!2009:!18), !(CB![PC,! 2014:!18). !
[25]! Este! verso! é! eliminado:! (CB! [PT,! 1990:! 16),! (CB! [PT,! 1996:! 16),! (CB! [OPC,!
2004:!18),!(CB![OC,!2009:!18),!(CB![PC,!2014:!18). !
[27]! amoras,! → ! amoras! (CB! [PT,! 1973:! 22),! (CB! [PT,! 1981:! 24),! (CB! [PT,! 1990:!
17),! (CB! [PT,! 1996:! 17),! (CB! [OPC,! 2004:! 18),! (CB! [OC,! 2009:! 18),! (CB! [PC,! 2014:!
18). !
IV![Mais!uma!vez!a!perdi.!Em!cada!minuto]!4!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! cinco! poemas! «Ciclo»,! [poema]! IV:! (CB,! 1961:! 24- 26),! (CB!
[OC,!1967:!27 -29;!1.º!texto-base),!(CB![PT,!1973:!23- 25),!(CB![PT,!1981:!25 - 27). !
Não! integra:! (CB! [PT,! 1990),! (CB! [PT,! 1996),! (CB! [OPC,! 2004),! (CB! [OC,! 2009),!
(CB![PC,!2014). !
[2]!palavras,! → !palavras!(CB,!1961:!24),!(CB![PT,!1981:!25).!
[3]!se!depositam! → !depositam- se!(CB![PT,!1981:!25). !
lxii !
[5]!busco.! → ! busco,!(CB,!1961 :!24). !
[6]!Tacteando! → !tacteando!(CB,!1961:!24).!
[12]!feroz,! → !feroz!(CB,!1961:!24).!
[17]!Longe,!naquilo!que!o !acaso!teceu,! → !Longe!naquilo! que!o!acaso!teceu!(CB,!
1961:!25). !
[18]! elab oram-se! os! gestos.! No! casulo! remoto,! → ! seus! gestos! se! cho cam.! No!
casulo!remoto!(CB,!1961:!25);!remoto,! → !remoto!(CB![PT,!1981:!26).!
[19]! a! distância! se! forma! → ! que! a! distância! se! elabora! (CB,! 1961:! 25);! a!
distância!se!forma! → ! forma -se!a!distância!(CB![PT,!1981:!26).!
[20]!fonte.! → !fonte!!(CB,!1961:!25).!
[22]!E!as! → ! Que!(CB,!1961:!25). !
[23]!dos!instintos.! → !não!dão!seus!instintos!!(CB,!1961:!25).!
[24]! E! alguma! coisa! misteriosamente! → ! E! o! deplorável! é! qu e! algo! (CB,! 1961:!
25). !
[25]!a!fecunda.! → !misteriosamente!a!fecunda.!(CB,!1961:!25).!
[26]!bêbedo! → !bêbado!(CB,!1961:!25).!
[28]! Este! verso,! e! os!d ois! versos!seguintes,! constitu em!nova! estrofe:! (CB,! 1961:!
25). !
[30]!acontece.! → !acontece!!(CB,!1961:!25).!
[32]!nem! → !não!me!dá!(CB,!1961:!25).!
[32]!fogo!agressivo,! → ! fogo,!(CB![PT,!1981:!26). !
[33]!nem! → !não!me!dá!(CB,!1961:!25).!
!
lxiii !
[33]!nem!um!heroísmo!inaudito.! → !uma!estrela!violenta.!(CB![PT,!1981:!26).!
[36]!Minha!memória! → !A!memória!(CB![PT,!1981:!26).!
[38]!exaltam-na.! → !exaltam-na!(CB,!1961:!25).!
[39]!E! → ! e!(CB,!1961:!26). !
[39]!àrduamente.! → !arduamente.!(CB![PT,!1981:!26).!
[42]!b rutos! → ! bruscos!(CB![PT,!1981:!26). !
V![Uma!noite!acordarei!junto!ao!corpo!infindável]!4!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o!ciclo! de! cinco! poemas! «Ciclo»,! [poema]!V:! (CB,! 1961:! 27- 28),! (CB![OC,!
1967:!30 -31;!1.º!texto-base),!(CB![PT,!1973:!26- 27),!(CB![PT,!1981:!28 - 29). !
Não! integra:! (CB! [PT,! 1990),! (CB! [PT,! 1996),! (CB! [OPC,! 2004),! (CB! [OC,! 2009),!
(CB![PC,!2014). !
[2]!amada,! → !amada!(CB,!1961:!27).!
[3]!Então,! → !Então!(CB,!1961:!27).!
[12]!Tempo,!tempo.! → !Tempo!!tempo!!(CB,!1961:!27).!
[18 -19]! «Guitarras! pensarão»! e! «a! alegria! nocturna.»! são! eliminados:! (CB! [PT,!
1973:!27),!(CB![PT,!1981:!29). !
[23]!Este!verso!é!eliminado:!(CB![PT,!1973:!27),!(CB![PT,!1981:!29).!
[24]!e! → ! E!(CB![PT,!1973:!27),!(CB![PT,!19 81:!29). !
O!AMOR!EM!VISITA![Dai-me!uma!jovem!mulher!com!sua!harpa!de!sombra]!10!pub.!
vs.!5!vers. !
Publicado! pela! primeira! vez,! em! volume,! em! 1958,! p ela! editora! Contraponto:!
(AV,!1958:! 1 -14);! contém!citação:! «El! lector! irresponsable,!que! es! el! más!sólito,!
patina! con! los! ójos! por! estas! líneas,! y! cree! que! se! ha! enterado,! porque! no!
lxiv !
contienen! abstrusos! signos! matemáticos.! Pèro! el! buen! lector! es! el! que! tiene!
casi!constantemente! la!impresión!d e!que!no! se!ha! enterado!bien.!En! efecto,!no!
entendemos! suficientemente! esos! versos! porque! no! sabemos! qué! quiere! decir!
el! autor! con! la! palavra! “amor”.»! Ortega! y! Gasset.! (AV,! 1958:! 3);! contém! a!
seguinte! informação,! no! final! do! livro:! Este! poema! foi! composto! e! impresso! na!
Gráfica! Sintrense,! Lda.,! e! é! uma! edição! do! autor! para! a! colecção! Contraponto!
(AV,!1958:!15). !
Integra:! (CB,!1961:! 29- 39),! (CB! [OC,! 1967:! 32 -41;!1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:!
28 - 37),! (CB! [PT,! 1981:! 30 - 39),! (CB! [PT,! 1990:! 18 - 25),! (CB! [PT,! 1996:! 18 - 25),! (CB!
[OPC,!2004:!19 - 27),!(CB![OC,!2009:!19 - 27),!(CB![PC,!2014:!19 - 27). !
[12]! noite,! → ! noite! (AV,! 1958:! 4),! (C B,! 1961:! 29),! (CB! [PT,! 1973:! 28),! (CB! [PT,!
1981:! 30),! (CB! [PT,! 1990:! 18),! (CB! [PT,! 1996:! 18),! (CB! [OPC,! 2004:! 19),! (CB! [OC,!
2009:!19),!(CB![PC,!2014:!19). !
[13]! marítimo,! → ! marítimo! (AV,! 1958:! 4),! (CB,! 1961:! 29),! (CB! [PT,! 1973:! 28),!
(CB! [PT,! 1981:! 30),! (CB! [PT,! 1990:! 18),! (CB! [PT,! 1996 :! 18),! (CB! [O PC,! 2004:! 19),!
(CB![OC,!2009:!19),!(CB![PC,!2014:!19). !
[14]!ondas!—! → !ondas,!(AV,!1958:!4),!(CB,!1961:!29).!
[15]!palpitantes.! → !palpitantes,!(AV,!1958:!4),!(CB,!1961:!29).!
[16]!Ele! → ! ele!(AV,!1958:!4),!(CB,!1961:! 29). !
[16]! in acessível! e! casta! → !! vertiginosa! e! alta! (CB! [PT,! 1990:! 18),! (CB! [PT,! 1996:!
18),!(CB![OPC,!2004:!19),!(CB![OC,!2009:!19),!(CB![PC,!2014:!19). !
[20]! Em! cada! mulher! existe! uma! morte! silenciosa.! → ! Ah!! em! cada! mulher!
existe! uma! morte! silenciosa;! este! verso! e! os! oito! versos! seguintes! pertencem! à!
estrofe!anterior:!(AV,!1958:!5),!(CB,!1961:!30).!
[21]!E! → ! e!(AV,!1958:!5),!(CB,!1961:!30) . !
!
lxv !
[21]! sob! nossos! → ! sob! os! (CB! [PT,! 1990:! 18),! (CB! [P T,! 1996:! 18),! (CB! [OPC,!
2004:!19),!(CB![OC,!2009:!19),!(CB![PC,!2014:!19). !
[24]!embriaguez! → !embriaguês!(AV,!1958:!5).!
[25]! Ó! → ! Oh! (CB! [PT,! 1990:! 18),! (CB! [PT, ! 1996:! 18),! (CB! [OPC,! 2004:! 20),! (CB!
[OC,!2009:!20),!(CB![PC,!2014:!20). !
[28]!alegria.! → !alegria!!(AV,!1958:!5),!(CB,!1961:!30).!
[35]!dos!cabelos.! → !dos!seus!cabelos.!(AV,!1958:!5),!(CB,!19 61:!30). !
[41]! águas .! → ! águas,! (AV,! 1958:! 6),! (CB,! 1961:! 31),! (CB! [PT,! 1973:! 30),! (CB! [PT,!
1981:! 31),! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 20),! (CB! [OC,!
2009:!20),!(CB![PC,!2014:!20). !
[42]! Dentro! → ! dentro! (AV,! 1958:! 6),! (CB,! 1961:! 31),! (C B! [PT,! 1973:! 30),! (CB! [PT,!
1981:! 32),! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 20),! (CB! [OC,!
2009:!20),!(CB![PC,!2014:!20). !
[44]! incendeia! → ! incendeiam! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB! [OPC,!
2004:!20),!(CB![OC,!2009:!20),!(CB![PC, ! 2014:!20). !
[48]! pungente,! → ! pungente! (AV,! 1958:! 6),! (CB,! 1961:! 31),! (CB! [PT,! 1973:! 30),!
(CB! [PT,! 1981:! 32),! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 21),!
(CB![OC,!2009:!21),!(CB![PC,!2014:!21). !
[51]! sombra.! → ! sombra! (AV,! 195 8:! 6),! (CB,! 1961:! 31);! sombra.! → ! sombra,! (CB!
[PT,! 1973:! 30),! (CB! [PT,! 1981:! 32),! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB!
[OPC,!2004:!21),!(CB![OC,!2009:!21) ,!(CB![PC,!2014:!21). !
[52]! Tua! boca! penetra! a! minha! voz,! co mo! a! espada! → ! e! tua! boca! penetra! a!
minha! voz! como! a! espada! (AV,! 1958:! 6),! (CB,! 1961:! 31);! Tua! boca! penetra! a!
minha!voz,!como!a! espada! → !tua!boca! penetra!a!minha!voz!co mo!a!espada!(CB!
[PT,! 1973:! 30),! (CB! [PT,! 1981:! 32),! (CB! [PT,! 1990:! 19),! (CB! [PT,! 1996:! 19),! (CB!
[OPC,!2004:!21),!(CB![OC,!2009:!21) ,!(CB![PC,! 2014:!21). !
lxvi !
[61]! partida,! → ! oculta,! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [OPC,! 2004:!
21),!(CB![OC,!2009:!21),!(CB![PC,!2014:!21). !
[62 -63]! os! ombros! violados,! /! o! sangue! penetrado! d e! paredes! nuas.! → ! o! corpo!
iluminado! pelas! luzes! longas.! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [OPC,!
2004:!21),!(CB![OC,!2009:!21),!(CB![PC,!2014:!21). !
[65]! se! transfiguram,! → ! transfiguram- se! (CB! [PT,! 1981:! 32),! (CB! [PT,! 1990:! 20),!
(CB![PT,!1996:!20),!(CB![OPC,!2004:!21),!(CB![OC,!2009:!21), !(CB![PC,!2014:!21). !
[66]!a!sombra! → ! o!sumo!(AV,!1958:!7),!(CB,!196 1:!32). !
[73]! à! → ! a! (AV,! 1958:! 7),! (CB,! 1961:! 32);! me! sento! → ! sento- me! (CB! [PT,! 1973:!
31),! (CB! [PT,! 1981:! 33),! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [OPC,! 2004:!
21),!(CB![OC,!2009:!21),!(CB![PC,!2014:!21). !
[76]! so mbra! → ! noite! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [OPC,! 2004:!
21),!(CB![OC,!2009:!21),!(CB![PC,!2014:!21). !
[84]! Este! verso! e! os! d ez! versos! seguintes! pertencem! à! estrofe! anterior:! (AV,!
1958:!7 - 8). !
[88]! Porém,! → ! Porém! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [OPC,! 2004:!
22),!(CB![OC,!2009:!22),!(CB![PC,!2014:!22). !
[90]! maternal.! E! → ! maternal,! e! (AV,! 1958:! 8),! (CB,! 1961:! 33),! (CB! [PT,! 1973:!
31),! (CB! [PT,! 1981:! 33),! (CB! [PT,! 1990:! 20),! (CB! [PT,! 1996:! 20),! (CB! [O PC,! 2004:!
22),!(CB![OC,!2009:!22),!(CB![PC,!2014:!22). !
[104]! poder! angélico! e! → ! poder! (CB! [PT,! 1990:! 21), ! (CB! [PT,! 1996:! 21),! (CB!
[OPC,!2004:!22),!(CB![OC,!2009:!22) ,!(CB![PC,!2014:!22). !
[129]!acolhes.! → !acolhes!!(AV,!1958:!9),!(CB,!1961:!34).!
[137]!morosa .! → !divina.!(AV,!1958:!10),!(CB,!1961:!35).!
!
lxvii !
[139]! gratidão.! → ! vida! breve.! (CB! [PT,! 1990:! 22),! (CB! [PT,! 1996:! 22),! (CB! [OPC,!
2004:!24),!(CB![OC,!2009:!24),!(CB![PC,!2014:!24). !
[140]! Felizmente! estás! → ! Estás! profundamente! (CB! [PT,! 1990:! 22)! (CB! [PT,!
1996:!22 ),!(CB![OPC,!2004:!24),!(CB![OC,!2009:!24),!(CB![PC,!2014:!24). !
[141]! castidade.! → ! castidade!! (AV,! 1958:! 10),! (CB,! 1961:! 35);! pungência! e!
castidade.! → ! força! e! pungência.! (CB! [PT,! 1990:! 22),! (CB! [PT,! 1996:! 22),! (CB!
[OPC,!2004:!24),!(CB![OC,!2009:!24) ,!(CB![PC,!2014:!24). !
[144]!noite,! → !noite!(CB! [PT,!1990:!22),! (CB![PT,! 1996:!22),!(CB! [OPC,!2004:!24),!
(CB![OC,!2009:!24),!(CB![PC,!2014:!24). !
[146]!angústia! e!prata!viva.! → !prata!viva.! (CB![PT,! 1990:!22),!(CB! [PT,!1996:!22),!
(CB![OPC,!2004:!24),!(CB![OC,!2009:!24),!(CB![PC,!2014:!24). !
[149]!pedra.!E! → !pedra,!e!(AV,!1958:!10),!(CB,!1961:!35),!(CB![PT,!1973:!34),!(CB!
[PT,! 1981:! 36),! (C B! [PT,! 1990:! 22),! (CB! [PT,! 1996:! 22),! (CB! [OPC,! 2004:! 24),! (CB!
[OC,!2009:!24),!(CB![PC,!2014:!24). !
[152]!nuvens! → ! núvens!(AV,!1958:!11). !
[154]! mim,! → ! mim! (AV,! 1958:! 11),! (CB! [PT,! 1973:! 34),! (CB! [PT,! 1981:! 36),! (CB!
[PT,! 1990:! 22),! (CB! [PT,! 1996:! 22),! (CB! [OPC ,! 2004:! 24),! (CB! [OC,! 2009:! 24),! (CB!
[PC ,!2014:!24). !
[161]! —! No! entanto,! → ! No! entanto! (AV,! 1958:! 11),! (CB,! 1961:! 36);! —! No!
entanto,! → !—! No! entanto! (CB![PT,! 1973:! 34),! (CB![PT,! 1981:! 36),! (CB![PT,! 1990:!
23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,! 2004:! 25),! (CB! [OC,! 2009:! 25),! (CB! [PC,! 2014:!
25). !
[162]! bo ca.! E! → ! boca,! e! (AV,! 1958:! 11),! (CB,! 1961:! 36),! (CB! [PT,! 1973:! 34),! (CB!
[PT,! 1981:! 36),! (C B! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,! 2004:! 25),! (CB!
[OC,!2009:!25),!(CB![PC,!2014:!25). !
lxviii !
[169]!face,! → !face!(CB![PT,!1973:!35),! (CB![PT,!1981:!37),!(CB![PT,! 1990:!23),!(CB!
[PT,!1996:!23),!(CB![OPC,!2004:!25),! (CB![OC,!2009:!25),!(CB![PC,!2014:!25). '
[169]! tua! → ! tua! face! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,! 2004:!
25),!(CB![OC,!2009:!25),!(CB![PC,!2014:!25). !
[170]! sobrenatural.! → ! sobrenatural,! (AV,! 1958:! 11),! (CB,! 1961:! 36),! (CB! [PT,!
1973:! 35),! (CB! [PT,! 1981:! 37),! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,!
2004:!25),!(CB![OC,!2009:!25),!(CB![PC,!2014:!25). !
[171]! Devo! → ! devo,! (AV,! 1958:! 11),! (CB,! 1961:! 36),! (CB! [PT,! 1973:! 35 ),! (CB! [PT,!
1981:! 37),! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,! 2004:! 25),! (CB! [OC,!
2009:!25),!(CB![PC,!2014:!25). !
[180]! crepúsculo,! → ! crepúsculo! (CB! [PT,! 1981:! 37),! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,!
1996:!23),!(CB![OPC,!2004:!25),!(CB![OC,!2009:!25),! (CB![PC,!2014:!25). !
[185]! sorriso! deserto,! → ! sorriso,! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23), ! (CB!
[OPC,!2004:!26),!(CB![OC,!2009:!26) ,!(CB![PC,!2014:!26). !
[187]! mosto,! → ! mosto! aberto! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,!
2004:!26),!(CB![OC,!2009:!26),!(CB![PC,!2014:!26), !
[188]! impo ssível! → ! terrível! (CB! [PT,! 1990:! 23),! (CB! [PT,! 1996:! 23),! (CB! [OPC,!
2004:!26),!(CB![OC,!2009:!26),!(CB![PC,!2014:!26). !
[195]! estará! → ! está! (CB! [PT,! 1990:! 24),! (CB! [PT,! 1996:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 26),!
(CB![OC,!2009:!26) ,!(CB![PC,!2014:!26). !
[198]! E! eu! → ! E! (CB! [PT,! 1990:! 24),! (CB! [PT,! 1996:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 26),! (CB!
[OC,!2009:!26),!(CB![PC,!2014:!26). !
[202]! Ó! → ! Oh! (CB! [PT,! 1990:! 24),! (CB! [PT,! 1996:! 24),! (CB! [ OPC,! 2004:! 26),! (CB!
[OC,!2009:!26),!(CB![PC,!2014:!26). !
!
lxix !
[216]! Perde - se,! → ! Perde - se! (AV,! 1958:! 14),! (CB,! 1961:! 39),! (CB! [PT,! 1973:! 37),!
(CB! [PT,! 1981:! 38),! (CB! [PT,! 1990:! 24),! (CB! [PT,! 1996:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 27),!
(CB![OC,!2009:!27),!(CB![PC,!2014:!27). !
[217]!arbusto,! → ! arbusto! (AV,!1958:! 14),!(CB,! 1961:! 39),!(CB! [PT,! 1973:! 37),!(CB!
[PT,! 1981:! 38),! (C B! [PT,! 1990:! 24),! (CB! [PT,! 1996:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 27),! (CB!
[OC,!2009:!27),!(CB![PC,!2014:!27). !
[218]!inclinam- se! → !farejam!(AV,!1958:!14),!(CB,!1961:!39).!
[219]! para!dentro! do! sono,! levantam-se! rosas!respirando! → ! seu! pedaço! de!sol,!
plantas!mastigam!seu!instante!(AV,!1958:!14),!(CB,!1961:!39).!
[220]!contra!o!ar.! → !matinal!(AV,!1958:!14),!(CB,!1961:!39).!
[221]!a!água!— → !o!mar,!(AV,!1958:!14),!(CB,!1961:!39).!
[222]!lento! → !místico!(AV,!1958:!14),!(CB,!1961:!39).!
I![Um!poema!cresce!inseguramente]!9!pub.!vs.!4!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «O! Poema»,! [poema]! I:! (CB,! 1961:! 40- 41),! (CB!
[OC,! 1967:! 42 -43;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 38- 39),! (CB! [PT,! 1981:! 40 - 41),!
(CB! [PT,! 1990:! 26 - 27),! (CB! [PT,! 1996:! 26 - 27),! (CB! [OPC,! 2004:! 28),! (CB! [OC,!
2009:!28),!(CB![PC,!2014:!28). !
[2]!carne.! → !carne!(CB,!1961:!40).!
[3]!Sobe! → ! sobre!(CB,!1961:!40). !
[5]!san gue,! → ! sangue! (CB,!1961:! 40),! (CB! [PT,!1973:! 38),! (CB![PT,! 1981:! 40),! (CB!
[PT,! 1990:! 26),! (CB! [PT,! 1996:! 26),! (CB! [OPC ,! 2004:! 28),! (CB! [OC,! 2009:! 28),! (CB!
[PC,!2014:!28). !
[11]! os! rios,! → ! rios,! (CB! [PT,! 1990:! 26),! (CB! [PT,! 1996:! 26),! (CB! [OPC,! 2004:! 28),!
(CB![OC,!2009:!28),!(CB![PC,!2014:!28). !
lxxvi !
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «O! Poema»,! [poema]! IV:! (CB,! 1961:! 49- 51),! (CB!
[OC,! 1967:! 50 -52;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 46- 48),! (CB! [PT,! 1981:! 48 - 50),!
(CB! [PT,! 1990:! 33 - 34),! (CB! [PT,! 1996:! 33 - 34),! (CB! [OPC,! 2004:! 34 - 36),! (CB! [OC,!
2009:!34 - 36),!(CB![PC,!2014:!34 - 36). !
[17]! de! cinza.! → ! oculta.! (CB! [PT,! 1990:! 33),! (CB! [PT,! 1996:! 33),! (CB! [OPC,! 2004:!
34),!(CB![OC,!2009:!34),!(CB![PC,!2014:!34). !
[20]! se! movessem,! → ! se! movessem ! (CB,! 1961:! 50);! se! movessem,! se!
movessem,! → ! se! movessem! (CB! [PT,! 1990:! 33),! (CB! [PT,! 1996:! 33),! (CB! [OPC,!
2004:!34),!(CB![OC,!2009:!34),!(CB![PC,!2014:!34). !
[45]!sepultara! → !sepultura!(CB,!1961:!50).!
V![Existia!alguma!coisa!para!denominar!no!alto!desta!sombria]!9!pub.!vs.!4!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «O! Poema»,! [poema]! V:! ( CB,! 1961:! 52- 54),! (CB!
[OC,! 1967:! 53 -55;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 49- 51),! (CB! [PT,! 1981:! 51 - 53),!
(CB! [PT,! 1990:! 35 - 36),! (CB! [PT,! 1996:! 35 - 36),! (CB! [OPC,! 2004:! 37 - 38),! (CB ! [OC,!
2009:!37 - 38),!(CB![PC,!2014:!37 - 38). !
[4]! ùnicamente! → ! unicamente! (CB! [PT,! 1981:! 51),! (CB! [PT,! 1990:! 35),! (CB! [PT,!
1996:!35),!(CB![OPC,!2004:!37),!(CB![OC,!2009:!37),!(CB![PC,!2014:!37). !
[10]! inspirações,! → ! inspirações! (CB,! 1961:! 52),! (CB! [PT,! 1973:! 4 9),! (CB! [PT,!
1981:! 51),! (CB! [PT,! 1990:! 35),! (CB! [PT,! 1996:! 35),! (CB! [OPC,! 2004:! 37),! (CB! [OC,!
2009:!37),!(CB![PC,!2014:!37). !
[11]!virtude.! → !virtude;!(CB,!1961:!52).!
[12]!Depois,! → ! depois!(CB,!1961:!52). !
[19]!Ah,! → ! Ah!!(CB,!1961:!53). !
[19]! Ah,! não! se! → ! Nun ca! se! (CB! [PT,! 1990:! 35),! (CB! [PT,! 1996:! 35),! (CB! [OPC,!
2004:!37),!(CB![OC,!2009:!37),!(CB![PC,!2014:!37). !
!
lxxvii !
[20]! brasas,! só! porque! se! → ! brasas! quando! se! (CB! [PT,! 1990:! 35),! (CB! [PT,!
1996:!35),!(CB![OPC,!2004:!37),!(CB![OC,!2009:!37),!(CB![PC,!2014:!37). !
[21 ]! fonte! ou! → ! fonte,! sobre! (CB! [P T,! 1990:! 35),! (CB! [PT,! 1996:! 35),! (CB! [OPC,!
2004:!37),!(CB![OC,!2009:!37),!(CB![PC,!2014:!37). !
[39]! er a! um! morto,! → ! eram! os! mortos,! (CB! [PT,! 1990:! 36),! (CB! [PT,! 1996:! 36),!
(CB![OPC,!2004:!38),!(CB![OC,!2009:!38),!(CB![PC,!20 14:!38). !
[41]!se!dobrava! → !dobrava- se!(CB,!1961:!54). !
[42]! estremecia! as! → ! corria! nas! (CB! [PT,! 1990:! 36),! (CB! [PT,! 1996:! 36),! (CB!
[OPC,!2004:!38),!(CB![OC,!2009:!38) ,!(CB![PC,!2014:!38). !
[42]! adormecidas,! → ! adormecidas! (CB,! 1961:! 54),! (CB! [PT,! 1973:! 51),! ( CB! [PT,!
1990:! 36),! (CB! [PT,! 1996:! 36),! (CB! [OPC,! 2004:! 38),! (CB! [OC,! 2009:! 38),! (CB! [PC,!
2014:!38). !
[43]! ou! → ! e! (CB! [PT ,! 1990:! 36),! (CB! [PT,! 1996:! 36),! (CB! [OPC,! 2004:! 38),! (C B!
[OC,!2009:!38),!(CB![PC,!2014:!38). !
[43]!que!logo! → ! que!(CB![PT,!1990:!36),!(CB![PT,!1996:!36),!(CB![OPC,!2004:!38), !
(CB![OC,!2009:!38),!(CB![PC,!2014:!38). !
[48]! morte,! → ! morte! (CB! [PT,! 1990:! 36),! (CB! [PT,! 1996:! 36),! (CB! [OPC,! 2004:!
38),!(CB![OC,!2009:!38),!(CB![PC,!2014:!38). !
[49]!misteriosas.! → !misteriosas...!(CB,!1961:!54).!
VI![Fecundo!mês!da!oferta!onde!a!invenção!ilumina]!9!pub.!vs.!5!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «O! Poema»,! [poema]! VI:! (CB,! 1961:! 55- 57),! (CB!
[OC,! 1967:! 56 -58;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 52- 54),! (CB! [PT,! 1981:! 54 - 56),!
(CB! [P T,! 1990:! 37 - 38),! (CB! [PT,! 1996:! 37 - 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 39 - 41),! (CB! [OC,!
2009:!39 - 41),!(CB![PC,!2014:!39 - 41). !
lxxviii !
[2]! harpa,! → ! harpa! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,! 2004:! 39),!
(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[3]!sangue.!Ó! → !sangue;!ó! (CB,!1961:!55). !
[4]! in terior,! → ! interior! (CB,! 1961:! 55),! (CB! [PT,! 1973:! 52),! (CB! [PT,! 1981:! 54),!
(CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,! 2004:! 39),! (CB! [OC,! 2009:! 39),!
(CB![PC,!2014:!39). !
[5]!casto ! → ! cândido! (CB! [PT,!1990:! 37),! (CB![PT,! 1996:! 37) ,! (CB![O PC,!2004:! 39),!
(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[6]!música.!Escada! → !música;!escada!(CB,!1961:!55).!
[8]! perpètuamente! → ! perpetuamente! (CB! [PT,! 1981:! 54),! (CB! [PT,! 1990:! 37),!
(CB![PT,!1996:!37),!(CB![OPC,!2004:!39),!(CB![OC,!2009:!39), !(CB![PC,!2014:!39). !
[11]!vinho.! Levanto! → !vinho,! levanto!(CB! [PT,!1973:! 52),!(CB! [PT,! 1981:!54),! (CB!
[PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC ,! 2004:! 39),! (CB! [OC,! 2009:! 39),! (CB!
[PC,!2014:!39). !
[18]!grata.! → !grata;!(CB,!1961:!56).!
[19]!E! → ! e!(CB,!1961:!56). !
[19]! E! por! onde,! s ubindo,! → ! E! subindo! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37), !
(CB![OPC,!2004:!39),!(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[19]! consumo,! → ! consumo.! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,!
2004:!39),!(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[20 -21]! e! purifico! as! mãos! espessas! /! de! operário! e! macho.! → ! Mês! das! mão s!
purificadas.!(CB! [PT,!1990:!37),! (CB![PT,!1996:! 37),!(CB![OPC,! 2004:!39),!(CB! [OC,!
2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[22]! Entanto,! mês! delicado! → ! Delicado! mês! (CB! [ PT,! 1990:! 37 ),! (CB! [PT,! 1996:!
37),!(CB![OPC,!2004:!39),!(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
!
lxxix !
[23]! para! um! → ! um! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,! 2004:! 39),!
(CB![OC,!2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[24]! de! verde! ternura! entre! mamas! e! coxas! femininas.! → ! entre! coxas! e!
mamas.! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,! 2004:! 39),! (CB! [OC,!
2009:!39),!(CB![PC,!2014:!39). !
[25! E! entre! a! areia! e! a! lama! → ! Em! lama! e! areia! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,!
1996:!37),!(CB![OPC,!2004:!40),!(CB![OC,!2009:!40),!(CB! [PC,!2014:!40). !
[26]! a! ideia,! → ! o! pensamento,! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,!
2004:!40),!(CB![OC,!2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[27]! virgem! e! extrema! como! → ! virgem! (CB! [PT,! 1990:! 37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),!
(CB![OPC,!2004:!40),!(CB![OC,!2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[28 -29]! um! bago! de! veneno,! um! cálice! /! de! morte.! → ! extrema.! (CB! [PT,! 1990:!
37),! (CB! [PT,! 1996:! 37),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),! (CB! [OC,! 2009:! 40),! (CB! [P C,! 2014:!
40). !
[34]! ébrio s,! → ! ébrios! (CB,! 1961:! 56),! ( CB! [PT,! 1973:! 53),! (CB! [PT,! 1981:! 55),! (CB!
[PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC ,! 2004:! 40),! (CB! [OC,! 2009:! 40),! (CB!
[PC,!2014:!40). !
[35]! resina,! → ! resina! (CB,! 1961:! 56),! (C B! [PT,! 1973:! 53),! (CB! [ PT,! 1981:! 55),! (CB!
[PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC ,! 2004:! 40),! (CB! [OC,! 2009:! 40),! (CB!
[PC,!2014:!40). !
[36]! montanhas,! → ! montanhas! (CB,! 1961:! 56),! (CB! [PT,! 1973:! 53),! (CB! [PT,!
1981:! 55),! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),! (CB! [OC,!
2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[42]! sujo! tempo! → ! tempo! (CB! [PT,! 1981:! 55);! Suave! mês! do! incesto,! sujo!
tempo! → ! Mês! da! aliança,! tempo! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB!
[OPC,!2004:!40),!(CB![OC,!2009:!40) ,!(CB![PC,!2014:!40). !
lxxx !
[43]! pure za,! → ! pureza! (CB! [PT,! 1973:! 53);! de! gelada! pureza,! → ! tremendo! da!
inocência,!(CB![PT,!1981:!55).!
[43]! de! gelada! pureza,! aonde! → ! tremendo! da! inocência! ond e! (CB! [PT,! 1990:!
38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),! (CB! [OC,! 2009:! 40),! (CB! [PC,! 2014:!
40). !
[45]! e! onde! a! → ! e! a! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),!
(CB![OC,!2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[47]! —! E! → ! E!(CB,!1961:!57). !
[48]! baixo,! o! instinto! → ! baixo.! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,!
2004:!40),!(CB![OC,!2009: ! 40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[49 -50]! envolvia! o! punhal! e! o! fruto.! Tecedeiras! /! deixavam! as! mãos! sobre! a!
atenção,! flores! → ! Tecedeiras! deixavam! mãos! sobre! a! atenção,! flores!
começavam! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),! (CB!
[OC,!2009:!40 ),!(CB![PC,!2014:!40). !
[51]! começavam! e! esfriavam! ao! → ! no! linho! com! o! tremor! (CB! [PT,! 1990:! 38),!
(CB![PT,!1996:!38),!(CB![OPC,!2004:!40),!(CB![OC,!2009:!40), !(CB![PC,!2014:!40). !
[52]!mês.! → ! mês!!(CB,!1961:!57). !
[52]! caía! sobre! o! peito,! e! o! coração! → ! pensava-se! em! palavra,! recolhia- se,!
renascia,! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 40),! (CB! [OC,!
2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[53 -54]! su bia! no! beijo.! Gastava-se! em! cinza,! renascia,! /! vi brava! no! beijo! puro!
da! loucura.! → ! vibrava! na!testa! como! o!beijo! da! loucura.! (CB![PT,! 1990:! 38),!(CB!
[PT,!1996:!38),!(CB![OPC,!2004:!40),! (CB![OC,!2009:!40),!(CB![PC,!2014:!40). !
[55]!crescia!o! trigo!insensato! → !aumentava!o! trigo!insensato! do!canto,!(CB! [PT,!
1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 41),! (CB ! [OC,! 2009:! 41),! (CB! [PC,!
2014:!41). !
!
lxxxi !
[57]! formas.! → ! formas,! (CB,! 1961:! 57),! (CB! [PT,! 1973:! 54),! (CB! [PT,! 1981:! 56);! e!
divino! do! canto,! pela! terra! adiante! /! o! perdão! nascia! das! formas.! → ! o! perdão!
nascia! das! formas,! (CB! [PT,! 1990:! 38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 41),!
(CB![OC,!2009:!41),!(CB![PC,!2014:!41). !
[58]! E! → ! e! (CB,! 1961:! 57),! (CB! [PT ,! 1973:! 54),! (CB! [PT,! 1981:! 56),! (CB! [PT,! 1990:!
38),! (CB! [PT,! 1996:! 38),! (CB! [OPC,! 2004:! 41) ,! (CB! [OC,! 2009:! 41),! ( CB! [PC,! 2014:!
41). !
[60]!obra.! → !obra...!(CB,!1961:!57).!
VII![A!manhã!começa!a!bater!no!meu!poema.]!9!pub.!vs.!6!vers.!
Integra! o! ciclo! de! sete! poemas! «O! Poema»,! [poema]! VII:! (CB,! 1961:! 58- 60),! (CB!
[OC,! 1967:! 59 -61;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 55 - 57),! (CB! [PT,! 1981:! 57 - 59),!
(CB! [PT,! 1990:! 39 - 40),! (CB! [PT,! 1996:! 39 - 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 42 - 44),! (CB! [OC,!
2009:!42 - 44),!(CB![PC,!2014:!42 - 44). !
[11]! ràpidamente! → ! rapidamente! (CB! [PT,! 1981:! 57),! (CB! [PT,! 1990:! 39),! (CB!
[PT,!1996:!39),!(CB ! [OPC,!2004:!42),!(CB! [OC,!2009:!42),!(CB![PC,!2014:!42). !
[31]!É! → !São!(CB![PT,!1973:!56).!
[32]! rola,! e! a! morte,! → ! que! rola! e! a! morte! (CB,! 1961:! 59),! (CB! [PT,! 1973:! 56),!
(CB! [PT,! 1981:! 58),! (CB! [PT,! 1990:! 40),! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 43),!
(CB![ OC,!2009:!43),!(CB![PC,!2014:!43). !
[33]! violenta! vida.! → ! vida! violenta.! (CB! [PT, ! 1990:! 40),! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB!
[OPC,!2004:!43),!(CB![OC,!2009:!43) ,!(CB![PC,!2014:!43). !
[35]! formas,! → ! formas! (CB,! 1961:! 59),! (CB! [PT,! 1973:! 56),! (CB! [PT,! 1981:! 58),!
(CB! [ PT ,! 1990:! 40),! (CB! [PT ,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 43),! (CB! [OC,! 2009:! 43),!
(CB![PC,!2014:!43). !
[41]! faz-me! feliz! → ! faz- me.! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 43),! (CB! [OC,!
2009:!43),!(CB![PC,!2014:!43). !
lxxxii !
[42]!trágico.! → !alto.!(CB![PT,!1990:!40).!
[42]! e! trágico.! O! → ! O! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 43),! (CB! [OC,! 2009:!
43),!(CB![PC,!2014:!43). !
[48]! canta- o,! → ! canta- o! (CB! [PT,! 1990:! 40),! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:!
43),!(CB![OC,!2009:!43),!(CB![PC,!2014:!43). !
[49]! se! desfaz! nos! campos! → ! crescem! o s! campos! levantados! (CB! [PT,! 1990:!
40),! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 44),! (CB! [OC,! 2009:! 44),! (CB! [PC,! 2014:!
44). !
[50]!que!se!levantam! aos!cumes!da!seiva.! → !ao!cume!das! seivas.!(CB![PT,!1990:!
40),! (CB! [PT,! 1996:! 40),! (CB! [OPC,! 2004:! 44),! (CB! [OC,! 2009:! 44),! (CB! [PC,! 2014:!
44). !
I![Ela!é!a!fonte.!Eu!posso!saber!que!é]!10!pub.!vs.!3!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Fonte»,! [poema]! I:! (CB,! 1961:! 61- 62),! (CB! [OC,!
1967:! 62 -63;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 58- 59),! (CB! [PT,! 1981:! 60 - 61),! (CB!
[PT,! 199 0:!41 - 42),! (CB![PT ,!1996:! 41 - 42),!(CB! [OPC,! 2004:!45 - 46),! (CB! [OC,!2009:!
45 - 46),!(CB![PC,!2014:!45 - 46). !
Integra!o!ciclo!de!seis!poemas! Fonte ,![poema]!I:!(FO,!1998:!7- 8). !
[5]!noite,! → !noite!(CB,!1961:!61).!
[7]!tempo!—! → !tempo!(CB,!1961:!61).!
[12]! Ah,! ningué m! → ! Ninguém! (CB! [PT,! 1990:! 41),! (CB! [PT,! 1996:! 41),! (FO,! 1998:!
7),!(CB![OPC,!2004:!45),!(CB![OC,!2009:!45),!(CB![PC,!2014:!45). !
[23]!ferocidade,! → !ferocidade!(CB,!1961:!62).!
III![Ó!mãe!violada!pela!noite,!deposta,!disposta]!10!pub.!vs.!5!vers.!
!
lxxxiii !
Integra! o! ciclo! de! seis!po emas!«Fonte»,! [poema]! III:! (CB,! 1961:! 66- 67),! (CB! [OC,!
1967:! 66 -67;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 62- 63),! (CB! [PT,! 1981:! 64 - 65),! (CB!
[PT,! 1990:!45 - 46),! (CB! [PT,!1996:! 45 - 46),! (CB![OPC,! 2004:!49 - 50),!(CB! [OC,!2009:!
49 - 50),!(CB![PC,!2014:!49 - 50). !
Integra!o!ciclo!de!seis!poemas! Fonte ,![poema]!III:!(FO,!1998:!13- 14). '
[5]! arrebatada! e! casta.! → ! arrebatada.! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),!
(FO,!1998:!13),!(CB![OPC,!2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49),!(CB![P C,!2014:!49). !
[6]!milagres,! → !milagres!(CB,!1961:!66).!
[8]!Sòmente! → !Somente!(CB![PT,!1981:!64).!
[8]! Sò mente! corres! → ! Corres! somente! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),!
(FO,!1998:!13),!(CB![OPC,!2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49),!(CB![P C,!2014:!49). !
[8]! memoriado,! → ! memoriado! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),! (FO,!
1998:!13),!(CB![OPC,!2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49),!(CB![PC,!2014:!49). !
[9]!e!sobes,! → !sòmente!sobes,!(CB,!1961:!66).!
[9]! vez,! → ! vez! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),! (FO,! 1998:! 13),! (CB! [OPC,!
2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49),!(CB![PC,!2014:!49). !
[10]! todas! as! vezes,! imperecíveis! → ! imperecíveis! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (FO,! 1998:!
13),! (CB! [PT,! 1996:! 45),! (CB! [OPC,! 2004:! 49),! (CB! [OC,! 2009:! 49),! (CB! [PC,! 2014:!
49). !
[12]!outras! → !do!tempo!jovem!espero!outras!(CB,!1961:!66).!
[14]!e!outro! → !outro!(CB,!1961:!66).!
[16 -17]! canto.! → ! canto,! (CB,! 1961:! 67);! ó! corola! /! imarcescível! do ! canto.! → ! ó!
corola! do! canto.! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),! (FO,! 1998:! 14),! (CB!
[OPC,!2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49) ,!(CB![PC,!2014:!49). !
lxxxiv !
[18]!Ma s! → !mas!(CB,!1961:!67).!
[19]! lisas! pedras.! → ! pedras! lisas.! (CB! [PT,! 1990:! 45),! (CB! [PT,! 1996:! 45),! (FO,!
1998:!14),!(CB![OPC,!2004:!49),!(CB![OC,!2009:!49),!(CB![PC,!2014:!49). !
[20]!E! → ! Ah!!eu!(CB,!1961:!67). !
[21]!frutos.! → !frutos!—! (CB,!1961:!67). !
[22]!Mas! → !mas!(CB,!1961:!67).!
[23]!ó! → !mas!tu,!ó!(CB,!1961:!67).!
[26]! dedos! frios ! → ! dedos! (CB! [PT,! 1990:! 46),! (CB! [PT,! 1996:!46),! (FO,! 1998:! 14),!
(CB![OPC,!2004:!50),!(CB![OC,!2009:!50),!(CB![PC,!2014:!50). !
[27]! mãe,! → ! mãe,! levo! (CB! [PT,! 1990:! 46),! (CB! [PT,! 1996:! 46),! (FO,! 1998:! 14),!
(CB![OPC,!2004:!50),!(CB![OC,!2009:!50),!(CB![PC,!2014:!50). !
[28]!levo! os!dedos! vazios!—! → !mas! levo!os! dedos!vazios! (CB,!1961:! 67);!levo! os!
→ ! os!(CB![PT,!1990:!46),!(CB![PT,!1996:!46),!(FO, ! 1998:!14),! (CB![OPC,!2004:!50),!
(CB![OC,!2009:!50),!(CB![PC,!2014:!50). !
[29]! e! só! → ! e! (CB! [PT,! 1990:! 46),! (CB! [PT,! 1996:! 46),! (FO,! 1998:! 14),! (CB! [OPC,!
2004:!50),!(CB![OC,!2009:!50),!(CB![PC,!2014:!50). '
[29]! infinitamente.! → ! totalmente.! (CB! [PT,! 1973:! 63) ,! (CB! [PT,! 1981:! 65),! (CB!
[PT,! 1990:! 46),! (CB! [PT,! 1996:! 46),! (F O,! 1998:! 14),! (CB! [OPC,! 2004:! 50) ,! (CB! [OC,!
2009:!50),!(CB![PC,!2014:!50). !
V![Apenas!te!digo!o!ouro!de!uma!palavra,!no!meio!da!névoa.]!10!pub.!vs.!5!vers.!
Integra! o! ciclo! de! seis! poemas! «Fonte»,! [poema]! V:! (CB,! 1961:! 71),! (CB! [OC,!
1967:! 70 -72;! 1.º! texto-base),! (CB! [PT,! 1973:! 66- 68),! (CB! [PT,! 1981:! 68 - 70),! (CB!
[PT,! 1990:!49 - 50),! (CB! [PT,!1996:! 49 - 50),! (CB![OPC,! 2004:!53 - 54),!(CB! [OC,!2009:!
53 - 54),!(CB![PC,!2014:!53 - 54). !
!
lxxxv !
Integra!o!ciclo!de!seis!poemas! Fonte ,![poema]!V:!(FO,!1998:!19- 21). !
[1]! pal avra,! no! meio! da! névoa.! → ! palavra! no! meio! da! névoa,! (CB,! 1961:! 71);!
névoa.! → ! névoa! (CB! [PT,! 1973:! 66);! palavra,! no! me io! da! névoa.! → ! palavra! no!
meio! da! névoa,! (CB! [PT,! 1981:! 68),! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,! 1996:! 49),! (FO,!
1998:!19),!(CB![OPC,!2004:!53),!(CB![OC,!2009:!53),!(CB![PC,!2014:!53). !
[2]! Formosura! → ! palavra! de! formosura! (CB,! 1961:! 71);! Formosura! → !
formosura! (CB! [PT,! 1973:! 66),! (CB! [PT,! 1981:! 68),! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,!
1996:! 49),! (FO,! 1998:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 53),! (CB! [OC,! 2009:! 53),! (CB! [PC,!
2014:!53). !
[2]! descerrada! cinza! → ! cinza! descerrada! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,! 1996:! 49),!
(FO,!199 8:!19),!(CB![OPC,!2004:!53),!(CB![OC,!2009:!53),!(CB![PC,!2014:!53). !
[4]! E! espero! → ! Espero! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,! 1996:! 49),! (FO,! 1998:! 19),!
(CB![OPC,!2004:!53),!(CB![OC,!2009:!53),!(CB![PC,!2014:!53). !
[5]! mãe,! → ! mãe! (CB,! 1961:! 71),! (CB! [PT,! 1973:! 66 ),! (CB! [PT,! 1981:! 68),! (CB! [PT,!
1990:! 49),! (CB! [PT,! 1996:! 49),! (FO,! 1998:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 53),! (CB! [OC,!
2009:!53),!(CB![PC,!2014:!53). !
[6]! aragem.! Seiva! → ! aragem,! a! seiva! (CB,! 1961:! 71);! aragem.! Seiva! → ! aragem,!
seiva!(CB![PT,!1973:!66),!(CB![PT,!1981:! 68). !
[6]! Seiva! que! inspire! → ! Que! se! inspire! na! seiva! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,!
1996:! 49),! (FO,! 1998:! 19),! (CB! [OPC,! 2004:! 53),! (CB! [OC,! 2009:! 53),! (CB! [PC,!
2014:!53). !
[7]!face,! → !face!(CB![PT,!1973:!66),!(CB![PT,!1981:!68).!
[7]! face,! entre! vivos! → ! face! (CB! [PT,! 1990:! 49),! (CB! [PT,! 1996:! 49),! (FO,! 1998:!
19),!(CB![OPC,!2004:!53),!(CB![OC,!2009:!53),!(CB![PC,!2014:!53). !
xcii !
[16]! Quando! ainda! → ! quando! ainda! os! (CB,! 1961:! 75);! Quando! ainda! → !
quando! ainda! (CB! [PT,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:! 72);! Quando! ainda! → ! quando!
os! (CB! [PT,! 1990:! 51),! (CB! [PT,! 1996:! 51),! (FO,! 1998:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 55),!
(CB![OC, ! 2009:!55),!(CB![PC,!2014:!55). !
[18]! l uzes.! → ! luzes?! (CB,! 1961:! 75),! (CB! [PT,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:! 72),! (CB!
[PT,! 1990:! 51),! (CB! [PT,! 1996:! 51),! (F O,! 1998:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 55) ,! (CB! [OC,!
2009:!55),!(CB![PC,!2014:!55). !
[18]! antigos,! → ! antigos! (CB,! 1 961:! 75),! (CB! [PT ,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:! 72),!
(CB! [PT,! 1990:! 51),! (CB! [PT,! 1996:! 51),! (FO,! 1998:! 24),! (CB! [ OPC,! 2004:! 55),! (CB!
[OC,!2009:!55),!(CB![PC,!2014:!55). !
[19]!procuro! → ! procuro!sempre!(CB,!1961:!75). !
[27]! águas,! → ! águas! (CB! [PT,! 1990:! 51),! (CB! [PT,! 1996:! 51),! (FO ,! 1998:! 24),! (CB!
[OPC,!2004:!56),!(CB![OC,!2009:!56) ,!(CB![PC,!2014:!56). !
[28]! invisível. ! → ! invisível,! (CB,! 1961:! 75),! (CB! [PT,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:! 72),!
(CB! [PT,! 1990:! 52),! (CB! [PT,! 1996:! 52),! (FO,! 1998:! 24),! (CB! [ OPC,! 2004:! 56),! (CB!
[OC,!2009:!56),!(CB![PC,!2014:!56). !
[29]! O u! → ! ou! (CB,! 1961:! 75),! (CB! [PT,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:! 72),! (CB! [PT,!
1990:! 52),! (CB! [PT,! 1996:! 52),! (FO,! 1998:! 24),! (CB! [OPC,! 2004:! 56),! (CB! [OC,!
2009:!56),!(CB![PC,!2014:!56). !
[29]! rápida.! Ou! → ! rápida,! ou! ( CB,! 1961:! 75),! (CB! [ PT,! 1973:! 70),! (CB! [PT,! 1981:!
72). !
[29]! rápida.! Ou! ainda! → ! rápida,! ou! (CB! [PT,! 1990:! 52),! (CB! [PT,! 1996:! 52),! (FO,!
1998:!24),!(CB![OPC,!2004:!56),!(CB![OC,!2009:!56),!(CB![PC,!2014:!56). !
[35]! vida,! → ! vida! (CB! [PT,! 1990:! 52),! (CB! [PT,! 19 96:! 52),! (FO,! 1998:! 25),! (CB!
[OPC,!2004:!56),!(CB![OC,!2009:!56) ,!(CB![PC,!2014:!56). !
[Document text truncated for crawler view.]