A T adução Técnica na Emp esa Mul ilingual Eu ope
Liliana Wu Zheng
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em T adução
Á ea de Especialização em Inglês
Fe e ei o 2022
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em T adução ealizado sob a o ien ação cien í ica do P o . Dou o Ma co Ne es
e da P o .ª Dou o a Ma ia Zulmi a Cas anhei a.
3
AGRADECIMENTOS
Gos a ia de ag adece à minha amília e amigos, bem como aos o ien ado es.
4
RESUMO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
A TRADUÇÃO TÉCNICA NA EMPRESA MULTILINGUAL EUROPE
LILIANA WU ZHENG
PALAVRAS-CHAVE: adução écnica, o ma ação, ansc ição, p oblemas e
di iculdades de adução, al e na i as ao uso de CAT ools
A adução écnica é um dos me cados mais impo an es da á ea da adução,
sendo o mais p ocu ado pelos clien es, que se des ine ao público em ge al, como no caso
de manuais de ins uções ou ó ulos, que se des ine a clien es indi iduais, como sucede
com ce idões de nascimen o ou diplomas. O p esen e ela ó io desc e e a expe iência da
es agiá ia numa emp esa de adução – Mul ilingual Eu ope – que se especializa em
adução écnica, pelo que i á abo da como é abalha numa emp esa de adução, como
es e ipo de emp esa se o ganiza e quais os mé odos de abalho u ilizados. Além disso,
i á ap esen a algumas das a e as ealizadas du an e o es ágio, iden i icando as
di iculdades e p oblemas encon ados no p ocesso de adução, bem como as soluções
escolhidas pa a os mesmos.
5
ABSTRACT
INTERNSHIP REPORT
TECHNICAL TRANSLATION AT MULTINGUAL EUROPE
LILIANA WU ZHENG
KEYWORDS: echnical ansla ion; layou ; ansc ip ion; ansla ion di icul ies
and p oblems; al e na i es o he use o CAT ools
Technical ansla ion is one o he mos impo an ma ke s o he ansla ion
indus y, being he mos demanded one by he clien s. Ei he i he ansla ion is aimed o
he gene al public, o ins ance ins uc ion manuals o p oduc labels, o i i is aimed o
indi idual clien s, o example bi h ce i ica es o diplomas. This epo will desc ibe he
in e n’s expe ience a a ansla ion company – Mul ilingual Eu ope – which specialises
in echnical ansla ion and will ocus on how i is o wo k in a ansla ion company, how
his ype o company is o ganized and wha kind o wo k me hods we e used. In addi ion,
i will discuss some o he asks done du ing he in e nship while indica ing he
di icul ies and p oblems ound in he ansla ion p ocess, as well as hei solu ions.
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ÍNDICE
In odução ............................................................................................................. 7
I. Ap esen ação Ge al do Es ágio................................................................... 9
1.1. Ap esen ação da Emp esa ....................................................................... 9
1.2. Expe iência de Es ágio .......................................................................... 10
II. PARTE TEÓRICA – A adução écnica ................................................. 13
2.1. De inição de adução écnica ............................................................... 13
2.2. O adu o écnico e as di iculdades da adução écnica ...................... 14
2.3. Possí eis soluções pa a p oblemas de adução écnica ....................... 16
2.4. A adução ce i icada em no á io ......................................................... 17
III. PARTE PRÁTICA – adução de ex os écnicos .................................... 19
3.1. Te mos e exp essões ............................................................................. 19
3.1.1. Ca a de T ans e ência de Aluno .................................................... 20
3.1.2. Regis o C iminal ............................................................................. 21
3.1.3. Pa ece ............................................................................................ 22
3.2. Logó ipos, selos e ca imbos .................................................................. 23
3.3. T ansc ição (esc i a) ............................................................................. 25
3.4. Fo ma ação sem o uso de CAT ools ..................................................... 28
Conclusão ........................................................................................................... 32
Bibliog a ia ......................................................................................................... 34
Lis a de Figu as ................................................................................................... 36
7
In odução
A adução ab ange á ias á eas. Uma das mais p ocu adas no me cado é a da
adução de ex os écnicos. Mui os dos p odu os u ilizados em Po ugal p o êm do
es angei o, ha endo assim uma necessidade de adução de documen ação elacionada
com os mesmos. Além disso, exis em a ualmen e mui os imig an es que op am po i
pa a Po ugal, ou po ugueses que decidem i abalha pa a ou os países, daí esul ando
a necessidade de aduzi documen os impo an es pa a esse e ei o.
Nes e ela ó io de es ágio se á desc i a a expe iência de abalho da es agiá ia na
Mul ilingual Eu ope, uma emp esa que o nece não só se iços de adução écnica, como
ambém se iços de adução li e á ia, ce i icada, ma ke ing, en e ou os, e,
ocasionalmen e, se iços de in e p e ação. Du an e o es ágio, a maio pa e dos abalhos
ecebidos pela es agiá ia oi de adução écnica, pelo que se á es e o oco do p esen e
ela ó io.
No p imei o capí ulo, se á ei a uma ap esen ação da emp esa onde o es ágio
deco eu. Se á ap esen ada in o mação sob e a sua undação e a sua equipa dinâmica, a
localização da sua sede, bem como dos esc i ó ios que em espalhados pelo país. Se ão
igualmen e desc i os os se iços de adução que a emp esa o nece e os ipos de egime
em que as aduções podem se solici adas pelos clien es. No pon o a segui do mesmo
capí ulo, a -se-á uma desc ição da expe iência de es ágio. Se á explicado como oi o
p ocesso de candida u a e de o malização do p o ocolo, e, de seguida, se á cla i icado
como os abalhos e am ecebidos e en egues e os ipos de documen os aduzidos. Se ão
ambém indicadas as línguas que a es agiá ia abalhou. No inal des e capí ulo, ainda
se ão e e idas as e amen as u ilizadas no p ocesso de adução, assim como os
dicioná ios e enciclopédias consul ados.
No capí ulo seguin e, se á abo dado o amo da adução écnica, de um pon o de
is a eó ico. Ten a -se-á de ini o que é a adução écnica, de uma o ma ge al,
di e enciando os ex os écnicos dos ou os ipos de ex o, e iden i ica algumas
ca ac e ís icas dos mesmos. Após es e pon o, explica -se-á a unção e as compe ências
que um adu o écnico de e possui , e ainda as di iculdades de aduzi ex os écnicos,
que não se limi am apenas à e minologia especializada, mas a ou os aspe os que
me ecem se mencionados. É necessá io ac escen a que a adução écnica na emp esa
8
Mul ilingual Eu ope ab angia ex os de ca iz ju ídico, azão pela qual são ap esen ados
ce i icados, ce idões, en e ou os, como exemplos na seguin e secção.
O e cei o capí ulo i á ap esen a as di iculdades encon adas pela es agiá ia
du an e o p ocesso de adução de ex os écnicos, u ilizando os documen os abalhados
como exemplos. Se ão abo dadas as di iculdades en en adas du an e a p ocu a e escolha
de exp essões e e mos especializados, como ambém as de ansc ição na o ma esc i a,
pois alguns dos documen os ecebidos inham sido p eenchidos manualmen e, o que
di icul a a a sua lei u a e in e p e ação. De seguida, se á explicado o modo como a
emp esa eque ia à es agiá ia a ans e ência dos logó ipos, selos e ca imbos que se
encon a am em documen os ce i icados; e, ainda, como os documen os e am
o ma ados sem o auxílio de CAT ools, uma ez que a emp esa não o necia os mesmos
e, po isso, e a necessá io u iliza ou os so wa es pa a o e ei o.
Po úl imo, nas conclusões, se ão ap esen adas algumas e lexões sob e os
conhecimen os adqui idos du an e a expe iência de es ágio, na pe spe i a da sua u ilidade
pa a o u u o exe cício da p o issão de adu o a.
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I. Ap esen ação Ge al do Es ágio
1.1. Ap esen ação da Emp esa
A emp esa Mul ilingual Eu ope oi undada po á ios adu o es p o issionais,
sendo a a ual esponsá el a D a. Débo a Mes e She kiu. Encon a-se sediada na zona da
Alameda, em Lisboa, e con a com mais de 25 anos de expe iência no me cado da
adução. A emp esa possui á ios esc i ó ios na á ea da g ande Lisboa, onde o es ágio
oi ealizado, no en an o pode se encon ada em á ios pon os do país, pois em uma ede
de colabo ações com ou as emp esas que necessi am de se iços de adução, como po
exemplo em Se úbal, onde os clien es podem con ac a a emp esa a a és de um
solici ado pa a ob e em se iços de adução.
A equipa é cons i uída po adu o es p o issionais e na i os que es ão dis ibuídos
pelos esc i ó ios espalhados pelo país, no en an o, caso não haja adu o pa a uma ce a
língua solici ada po pa e do clien e, os documen os são aduzidos po adu o es em
egime eelance . Como já oi mencionado acima, a emp esa Mul ilingual Eu ope
colabo a com ou as emp esas, nomeadamen e solici ado es, pelo que, caso sejam
necessá ias aduções ce i icadas, es as são en iadas pa a os mesmos pa a ga an i que o
con eúdo do ex o aduzido é iel.
Quan o aos se iços de adução o e ecidos pela Mul ilingual Eu ope, es es são
a iados e o necidos em mais de 50 línguas. No en an o, a emp esa especializa-se em
adução écnica e ju ídica, sendo es a co esponden e no malmen e a aduções
ce i icadas, o ipo de se iço mais p ocu ado no deco e do es ágio. Ao ecebe o
documen o do clien e, é-lhe semp e pe gun ado se é necessá ia a ce i icação da adução;
caso o mesmo esponda posi i amen e, o documen o com a adução inal é en iado pa a
um solici ado in e no pa a que seja ce i icado. Pa a além de adução écnica e ju ídica,
a emp esa ambém o nece se iços de adução li e á ia e, ocasionalmen e, se iços de
in e p e ação, dob agem e legendagem.
Pa a além disso, as aduções podem se solici adas em egime no mal ou em
egime de u gência. As aduções de cu a ex ensão solici adas em egime no mal endem
a demo a po ol a de ês dias, já em egime de u gência são en egues em menos de
in e e qua o ho as; no en an o, caso a ex ensão do documen o seja maio , se á negociado
um p azo com o clien e endo em con a a u gência e a disponibilidade da emp esa.
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Pode en ão dize -se que o adu o p ecisa não só de e bom domínio das línguas
de pa ida e de chegada, como ambém um conhecimen o ge al sob e a(s) á ea(s) de
especialidade em que abalha, e ainda de compe ências de in es igação pa a pode
p oduzi uma adução de boa qualidade.
2.3. Possí eis soluções pa a p oblemas de adução écnica
Fo am já an e io men e mencionadas algumas di iculdades que o adu o de
ex os écnicos pode encon a no p ocesso de adução, po an o, na p esen e secção,
se ão ago a e e idas algumas soluções possí eis pa a a esolução dessas mesmas
di iculdades.
Apesa de e sido e e ido á ias ezes que a e minologia não é o único aspe o
impo an e da adução écnica, a mesma con inua a se uma pa e undamen al. É
necessá io p es a mui a a enção e escolhe com cuidado o e mo na língua da chegada,
uma ez que ao op a pelo e mo inco e o al pode in luencia a in e p e ação do lei o e
isso esul a no uso inco e o de um p odu o, no caso de manuais de ins uções, po
exemplo. Aqui, os glossá ios sob e a á ea em causa pode ão se bons auxilia es pa a o
adu o , não só pela maio apidez que p opo cionam na ealização da adução, como
pelo igo e minológico que assegu am, pois con êm a e minologia especí ica na língua
o iginal e o seu co esponden e na língua de chegada. Ques iona um especialis a ou um
e minológo sob e essas dú idas de adução pode á se ou a solução, pa a comp eende
melho o que e mo na língua de pa ida signi ica e encon a o mais adequado na língua
de chegada.
Com as no as ecnologias, o uso de CAT ools ( e amen as de adução assis ida
po compu ado ) como o memoQ ou o T ados é equen e en e adu o es. Quando um
adu o ecebe um abalho, po ezes esse documen o pode inclui á ios segmen os
epe idos ou inclui segmen os que epe em secções de documen os an e io es, e é aqui
que en am as CAT ools, as quais ajudam os adu o es a aduzi de o ma mais ápida.
A unção ansla ion memo y (TM) acul ada po es as e amen as liga os segmen os da
língua de pa ida aos da língua de chegada, a mazenando-os na base de dados pa a u u o
uso e, quando um segmen o na língua de pa ida é semelhan e ao que oi a mazenado,
es e é au oma icamen e aduzido pela e amen a, endo em con a o segmen o da língua
de chegada já aduzido an e io men e. A TM ambém ajuda na c iação de glossá ios
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pessoais, uma ez que o p óp io adu o pode escolhe a mazena os e mos que
conside a se em impo an es e ú eis pa a u u as aduções num ce o domínio, sendo
possí el o ganizá-los po línguas ou á eas de abalho. Como a i ma O’Hagan (2013, p.
504):
TM is designed p ima ily o inc ease he ansla o ’s p oduc i i y by elimina ing he
need o ansla e he same segmen mo e han once.
Uma ou a unção que os CAT ools possuem é a do p eenchimen o de núme os
au oma icamen e. Po exemplo, de ez em quando é pedido ao adu o que aduza
documen os bancá ios, como uma lis agem de ans e ências, a qual no malmen e
ap esen a abelas com imensos núme os. No caso do memoQ, a unção popula e numbe
only segmen s ajuda a ans e i os núme os do ex o de pa ida pa a o ex o de chegada,
o que poupa mui o empo e abalho ao adu o , sendo que não é necessá io digi á-los.
Em caso de p azos ape ados, es a unção é uma g ande an agem.
O abalho de um adu o não é ácil e po ezes é necessá io passa mui o empo
à ol a de uma ase ou de um e mo pa a comp eendê-los e aduzi-los bem, pelo que
es as são apenas algumas possí eis soluções que podem acili a o abalho do adu o .
2.4. A adução ce i icada em no á io
Ainda que o uso de glossá ios e enciclopédias possa se um g ande auxílio pa a o
adu o du an e o p ocesso de adução, o uso dos mesmos não é ão an ajoso no caso
da adução de ex os legais. Como e e e Cao (2010, p. 191), a maio di iculdade na
adução de ex os legais são as di e enças linguís icas, de cul u a e de sis emas legais
en e o país da língua de pa ida e o país da língua de chegada:
In essence, he na u e o law and legal language con ibu es o he complexi y and
di icul y in legal ansla ion. This is compounded by complica ions a ising om
c ossing wo languages and legal sys ems in ansla ion. Acco dingly, sou ces o legal
ansla ion di icul y include he sys emic di e ences in law, linguis ic as well as
cul u al di e ences.
Os e os de adução em ex os legais pode ão a e a g a emen e o clien e, po
exemplo causa danos de p op iedade ou pe das inancei as, pelo que é necessá io
encon a os e mos mais co e os na língua de chegada. Assim, pa a adu o es que êm
pouca expe iência nes a á ea, es es e ão de p ocu a amilia iza -se com os e mos legais
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e o es ilo de esc i a usados an o na língua de pa ida como na de chegada, e só en ão
pode ão p oduzi uma adução da o ma mais compe en e e coe en e possí el. No caso
de documen os p i ados, po exemplo ce idões de nascimen o ou óbi o, ce i icados de
habili ações, egis os c iminais, en e ou os, é po ezes solici ada, po pa e dos clien es,
uma adução ce i icada, is o é, aduções ealizadas po um adu o aju amen ado pa a
ga an i a idelidade do con eúdo aduzido.
Em Po ugal, po ém, a adução ce i icada é ealizada de o ma di e en e. Es es
ipos de aduções pode ão se ealizados po adu o es de ou as á eas que não a ju ídica,
uma ez que não exis em adu o es aju amen ados no país. Assim, pa a as aduções
se em alidadas, os adu o es êm de se di igi a um no á io, o qual edige uma decla ação
no a ial ce i icando a iden idade da pessoa como adu o a a és da e i icação do
documen o de iden i icação. Es a decla ação i á acompanha an o o documen o o iginal
como a adução e se á a ga an ia de que es a em o mesmo alo que o documen o o iginal
quando o en egue à en idade em causa. É necessá io e em a enção que udo no
documen o o iginal em de se anspos o pa a a adução: não é apenas uma ans e ência
do con eúdo da língua de pa ida pa a a língua de chegada, é igualmen e necessá io
iden i ica odos os ca imbos, selos e assina u as ap esen ados.
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III. PARTE PRÁTICA – adução de ex os écnicos
O p ocesso de adução nunca é ácil. Não é apenas necessá io sabe os pa es de
línguas pedidos pa a a adução, como é ambém undamen al aze pesquisa ap o undada
sob e a á ea especí ica, a im de conhece os e mos ou exp essões u ilizadas na mesma e
escolhe os mais adequados na língua de chegada, como já mencionado no capí ulo a ás.
Du an e o es ágio, a es agiá ia encon ou es as mesmas di iculdades. Em cada
adução oi necessá io aze mui a pesquisa e algumas ezes, quando o e mo ou
exp essão na língua de chegada não e am encon ados, pe gun a a às colegas com quem
abalhou, is o que são adu o as p o issionais e já com mui a expe iência no amo da
adução. Caso o e mo ou a exp essão adequados pe manecessem du idosos, e a en ão
escolhido o/a que na al u a pa ecia se o/a mais co e o/a e assinala a-se a ama elo, como
já e e ido no Capí ulo I, como indicação de que exis ia alguma ince eza quan o à solução
a ado a . No en an o, a p ocu a de e mos e de exp essões adequadas não oi a única
di iculdade. Foi necessá io p es a a enção a ou os aspe os do p ocesso da adução com
que a es agiá ia ainda não se inha depa ado an es e que, apesa de não es a em
elacionados com a adução do con eúdo, azem igualmen e pa e do p ocesso de
adução.
De seguida, se ão ap esen adas algumas das di iculdades en en adas pela
es agiá ia du an e o p ocesso de adução.
3.1. Te mos e exp essões
As línguas não são iguais en e si e, mesmo quando p óximas, exis em semp e
di e enças que deco em das especi icidades cul u ais e de dis in as isões do mundo. Na
adução de ex o écnico al di e sidade o na-se e iden e. Te mos ou exp essões que
pa ecem de ácil adução podem não se e e i à mesma ealidade ou ao mesmo ópico
na língua de chegada, pelo que hou e alguma di iculdade no seu p ocesso de adução em
encon a a exp essão ou e mo co e o.
20
3.1.1. Ca a de T ans e ência de Aluno
O iginal
T adução
Re isão
S uden T ans e Ca d
Papel de T ans e ência do
Aluno
Ca ão de T ans e ência
da Aluna
S uden
Aluno
Aluna
Pa en
Pa en e
P ogeni o
Gua dian
Responsá el
Enca egado de Educação
Heal h His o y and
App aisal
Heal h His o y and
App aisal (Regis o e
A aliação de Saúde)
His o ial e A aliação de
Saúde
Nes e p imei o caso, o documen o e a uma ca a de ans e ência de uma aluna
que equen a a o ensino secundá io. Con ém in o mações básicas sob e a aluna, os
nomes das escolas, bem como as a aliações inais que ob e e, acompanhadas de alguns
comen á ios dos p o esso es. Apesa de não e sido uma adução complicada, a
es agiá ia ainda encon ou algumas di iculdades du an e o p ocesso de adução.
A denominação do documen o susci ou de imedia o algumas dú idas. A pala a
inglesa “ca d” é aduzida no malmen e po “ca ão” na língua po uguesa, o que à
es agiá ia lhe eco da pos ais ou ca ões de isi a. Pa a e e i documen os de maio
impo ância na língua po uguesa, ge almen e são usadas pala as como “ eque imen o”,
“ o mulá io” ou “decla ação”. Con udo, a ando-se de um o mulá io pa a p eenche
com o obje i o de ans e i um aluno pa a ou a escola, pa eceu à es agiá ia que pode ia
aduzi “ ans e ca d” po “papel de ans e ência”. Po ém, após subme e o documen o
pa a e isão, oi ei a mais pesquisa sob e o e mo e descob iu-se que “bole im de
ans e ência” é a denominação usada nas escolas pa a o mulá ios des e ipo. Na e isão,
a e iso a op ou pela solução “ca ão de ans e ência”.
Uma ou a al e ação após a e isão oi o géne o u ilizado na adução da pala a
“s uden ”. A es agiá ia op ou pelo géne o masculino da pala a em po uguês, “aluno”,
is o que é o u ilizado quando se e e e um ce o g upo de pessoas em ge al e po se a a
21
de um documen o p o idenciado ao enca egado de educação pa a p eenchimen o,
independen emen e do géne o do/da es udan e. Po ém, na e isão, a adução de “aluno”
oi al e ada pa a “aluna”, uma ez que o caso em ques ão e a do géne o eminino. Quan o
às pala as inglesas “pa en ” e “gua dian”, o am aduzidas pa a “pa en e” e
“ esponsá el”, espe i amen e, pela es agiá ia que, após ecebida a e isão, pe cebeu que
não ha iam sido as escolhas mais adequadas ao con ex o, endo sido al e adas pela
e iso a pa a “p ogeni o ” e “enca egado de educação”.
Po úl imo, o e mo “Heal h His o y and App aisal” co esponde a um his o ial de
saúde das c ianças que inclui a a alização da saúde ísica da mesma, ajudando a escla ece
se a c iança pode pa icipa em e en os despo i os escola es, po exemplo. Como é um
e mo especí ico dos Es ados Unidos da Amé ica, a es agiá ia decidiu deixa o e mo
o iginal com a adução a segui en e pa ên eses, “Heal h His o y and App aisal (Regis o
e A aliação de Saúde)”, pa a que a au o idade que osse ecebe o documen o i esse po
e e ência o e mo o iginal, sendo a adução em po uguês uma cla i icação adicional.
Na e isão, con udo, o e mo o iginal oi omi ido e icou an es a adução “His o ial e
A aliação de Saúde”. A escolha da pala a “ egis o” pa a a adução de “his o y” oi,
pois, al e ada pa a “his o ial”, is o que o e mo designa o his ó ico de saúde de uma
c iança.
3.1.2. Regis o C iminal
O iginal
T adução
Re isão
Heigh : 5 ee 10 inches
Al u a: 178 cm
Al u a: 178 cm
Weigh : 198 lbs
Peso: 90kg
Peso: 90kg
04-02-1977
04-02-1977
02-04-1977
Es e segundo caso é um documen o de egis o c iminal, o qual indica se um
indi íduo possui an eceden es c iminais. Inclui os dados básicos do indi íduo e as
in ações à lei come idas pelo mesmo, caso exis am, semp e egis adas com a espe i a
da a.
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Os exemplos ap esen ados acima so e am pequenas al e ações aquando do
p ocesso de adução. Nos casos da al u a e do peso, a es agiá ia es a a em dú ida se
de e ia con e e os mesmos pa a unidades de medida usadas em Po ugal e en ou i a
essa dú ida com as colegas adu o as que se encon a am no esc i ó io. Ambas
ecomenda am a con e são, pois em Po ugal não se usam as unidades de medida de
comp imen o “pé” e “polegadas” pa a a al u a, nem a unidade de massa “lib a” pa a o
peso, e sim as unidades “cen íme o” e “quilog ama”, espe i amen e. Assim sendo, com
a ajuda de um con e so , a al u a “5 ee 10 inches” oi con e ida pa a “178 cm” e o peso
“198 lbs” pa a “90 kg”.
A da a so eu uma pequena mudança, que oi explicada pela e iso a após a
es agiá ia e ecebido a e isão do documen o. Nos Es ados Unidos da Amé ica indica-
se uma da a de o ma di e en e do que é no ma em Po ugal. Ali, é cos ume indica o mês
an es do dia, seguido do ano, enquan o em Po ugal o dia é indicado an es do mês; po
es a azão, quando as da as es ão ep esen adas na sua o ma numé ica e apenas êm um
dígi o, al pode causa alguma con usão e o na di ícil pe cebe qual é o dia ou o mês.
Po conseguin e, a e iso a ecomendou à es agiá ia que izesse a al e ação na adução,
pa a e i a uma ambiguidade de in e p e ação. Assim, na e isão, a da a “04-02-1977”
oi co igida pa a “02-04-1977”, pois a da a de nascimen o do indi íduo co esponde a
“dois de ab il” e não “qua o de e e ei o”.
3.1.3. Pa ece
O iginal
T adução
Re isão
Band 6 Senio Nu se
En e mei a de Banda 6
Sénio
En e mei a Sénio de
Faixa 6
Nes e úl imo caso, o documen o é um pa ece ace ca de uma en e mei a que
p e ende ol a a Po ugal e con inua a abalha na á ea, pelo que solici ou uma ca a de
ecomendação ao seu an igo supe io pa a con i ma as suas compe ências.
A maio di iculdade encon ada nes e documen o oi o e mo “Band 6 Senio
Nu se”. No Reino Unido, os/as en e mei os/as são classi icados/as de aco do com as suas
quali icações. Numa p imei a e apa da ca ei a (newly quali ied egis e ed nu se), um/a
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en e mei o/a é classi icado/a como sendo de aixa 5, podendo subi de pa ama a é à aixa
9. Os papéis a desempenha se ão cada ez mais especializados e e ão ambém mais
esponsabilidades; os salá ios ambém di e em consoan e a ca ego ia. A es agiá ia
pesquisou glossá ios, enciclopédias e a igos em po uguês eu opeu onde pudesse
encon a a adução do e mo “band”, no en an o só ob e e esul ados em po uguês do
B asil: “banda”. O e mo oi salien ado a ama elo pa a a e iso a sabe que ainda exis ia
ince eza quan o à solução a ado a e a mesma co igiu pa a “ aixa”, esul ando na
adução inal, “En e mei a Sénio de Faixa 6”.
3.2. Logó ipos, selos e ca imbos
Vá ios dos documen os ecebidos pela es agiá ia pa a aduzi e am ce idões de
nascimen o e de óbi o, diplomas de conclusão de cu so, a es ados médicos e ca as de
ecomendação. Todos ap esen a am o logó ipo que iden i ica a a en idade que o necia
o documen o e selos ou ca imbos como p o a da ac edi ação dos mesmos. Nes a secção
se á ap esen ado, com exemplos, o modo como a emp esa aconselhou a es agiá ia a
p ocede quando se depa a a com logó ipos, selos e ca imbos.
Figu a 1 - Logó ipos de o ganizações po uguesas ap esen ados numa decla ação
pa a e ei os de isolamen o p o ilá ico
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A solução pa a os logó ipos e a simples, dependendo do o ma o em que e a
ecebido o documen o. Caso es e es i esse em o ma o Wo d, e a apenas necessá io
duplica o documen o pa a que o logó ipo pe manecesse na mesma posição do o iginal.
No en an o, quando o documen o inha sido ob ido em o ma o PDF, o na a-se
necessá io pesquisa online o logó ipo que e a no malmen e encon ado na página o icial
da en idade e copiá-lo depois pa a o Wo d. De seguida, a es agiá ia coloca a o logó ipo
na mesma posição em que se encon a a no o iginal e eco ia à opção “Fo ma ação da
Imagem” do Wo d pa a edi a o que osse necessá io, como po exemplo molda a
imagem no ex o, de ini uma co anspa en e, a im de apaga o undo, ou simplesmen e
inse i a co do logó ipo, pois alguns documen os e am ecebidos a p e o e b anco.
Po ezes, o logó ipo não se encon a a em nenhuma pla a o ma online. Nes as
si uações, na posição onde o iginalmen e es a ia a imagem do logó ipo, esc e ia-se en e
pa ên eses e os “logó ipo”. Is o unciona ia como indicação, pa a a au o idade que i ia
ecebe o documen o aduzido, do que se encon a a naquela posição no documen o
o iginal.
Figu a 2 - Selos p esen es numa ce idão de nascimen o da República do Líbano
Quan o aos selos e ca imbos, es es não podiam se copiados como se azia com os
logó ipos, pois al se ia conside ado alsi icação. Mesmo quando o documen o e a
ecebido em o ma o Wo d e o selo e/ou ca imbo es a am disponí eis como uma imagem,
e am apagados e subs i uídos. Na maio ia das ezes, o p ocedimen o seguido oi o
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u ilizado no caso dos logó ipos que não es a am disponí eis online: e am subs i uídos
po pa ên eses e os, indicando se se a a a de “selos” ou “ca imbos”.
Po ém, em algumas ce idões de nascimen o e óbi o os ca imbos con inham
in o mação impo an e que e a necessá io aduzi . Nes e caso, já não e am u ilizados os
pa ên eses e os. Reco ia-se à opção “Caixa de Tex o” disponí el no Wo d, pa a que
osse possí el aduzi de o ma adicional o con eúdo cons an e do ca imbo.
Seguidamen e, da mesma manei a que se p ocedia pa a os logó ipos, a caixa de ex o e a
moldada e colocada na posição onde o ca imbo se encon a a no documen o o iginal.
Figu a 3 - Selo com in o mação
undamen al a aduzi
Figu a 4 - T adução do selo com
in o mação undamen al a aduzi
No caso des a ce idão de nascimen o da República do Líbano, oi ce i icada no
Minis é io dos Assun os Es angei os e dos Libaneses com um ca imbo do Di e o do
Gabine e Legisla i o. Es e ca imbo con inha in o mação impo an e, pois se ia es a
mesma in o mação que i ia comp o a a c edibilidade do documen o. Po es a azão, não
oi subs i uído pela indicação “ca imbo”, mas aduzido como qualque ou o documen o.
3.3. T ansc ição (esc i a)
Documen os como ce idões de nascimen o e de óbi o, po exemplo, são
p eenchidos com in o mação indi idual de cada eque en e. Hoje em dia, o
p eenchimen o é ei o, no malmen e, no compu ado , de o ma digi al. No en an o, hou e
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Conclusão
A adução encon a-se em odo o lado. Quando se es á em casa a e ilmes ou
sé ies es angei as legendadas, ou quando se ai ao supe me cado comp a p odu os e nos
ape cebemos de que a in o mação ela i a aos de o igem es angei a e e de passa po
um p ocesso de adução pa a que o consumido comp eenda o que es á a adqui i ,
omamos consciência de que a adução é um enómeno que acompanha a nossa ida
quo idiana nes a e a de globalização.
Como oi di o no p esen e ela ó io, a adução écnica é uma das á eas mais
p ocu adas no me cado da adução p o issional, endo sido ambém o ipo de abalho
que mais ocupou a es agiá ia du an e a sua es ada na emp esa Mul ilingual Eu ope. A
maio pa e dos documen os co espondeu a egis os c iminais e ce idões de nascimen o
e óbi o, mas ambém e e opo unidade de abalha manuais de ins uções e ou os ipos
de ex o. Du an e o p ocesso de adução o am á ias as di iculdades en en adas, endo
icado p o ado que, ao con á io do que se pensa sob e a adução écnica, es a não se
limi a “apenas” à e minologia especializada e aos p oblemas na escolha de exp essões
adequadas na língua de chegada de ido às di e enças cul u ais en e os países. Também
inclui ou os aspe os, como a subs i uição de logó ipos, ca imbos e selos na adução inal;
a ansc ição de documen os que, quando esc i os manualmen e, podem conduzi a uma
in e p e ação e ada de ce as pala as; e a o ma ação de documen os, sendo necessá io
e um bom conhecimen o das e amen as de a amen o de ex o, como o Mic oso
Wo d, pa a pode ec ia a o ma ação o iginal na adução inal.
Ao abalha numa emp esa de adução, a es agiá ia depa ou-se com a imensa
a iedade de ex os ap esen ados pelos clien es, desde simples egis os de nascimen o a
documen os mais complexos, como con a os de locação ou manuais de ins uções. Os
ex os a ia am em á ea emá ica e con eúdo, com impac o nos p oblemas e di iculdades
de adução, ob iamen e; a es agiá ia não só abalhou com ex os legais, mas igualmen e
com ex os sob e culiná ia, mecânica, polí ica, en e ou os. Também, pe cebeu-se como
um adu o não apenas p ocu a e mos especializados e aduz o con eúdo do ex o, como
desempenha ambém ou as a e as, já exempli icadas acima, com as quais, no decu so
da pa e cu icula , não ha ia ido con ac o. Assim, du an e o es ágio, oi possí el aplica
conhecimen os p e iamen e adqui idos na componen e le i a e en iquece -se com no as
compe ências, o que deu à es agiá ia uma mais ampla pe spe i a sob e a adução.
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Da mesma o ma, a es agiá ia ape cebeu-se da impo ância do uso de e amen as
de adução, uma ez que não abalhou com o auxílio das mesmas e pôde oma
consciência da sua u ilidade, caso al i esse sido possí el. O uso de CAT ools pode ia
e ajudado a es agiá ia a inaliza as aduções de o ma mais ápida e e icien e, pois não
só acili a iam a adução de segmen os e e mos semelhan es, como pe mi i iam
ans e i au oma icamen e alguns segmen os numé icos que encon ou em ce os
documen os, como egis os c iminais, po exemplo. As e amen as de adução pode iam
ambém e auxiliado na ans e ência de o ma o, is o que, des a manei a, a es agiá ia
não e ia de copia manualmen e o o ma o pa a o documen o de chegada; aquele se ia
au oma icamen e ans e ido pelo CAT ool quando o documen o aduzido osse
gua dado.
Po úl imo, es a sublinha que o es ágio oi mui o p o ei oso, pois não apenas
p opo cionou a aquisição de no os conhecimen os, como pe mi iu ambém pe cebe
como é abalha numa emp esa de adução e e um p imei o con ac o com a logís ica
de uma o ganização des e ipo. Foi sem dú ida um passo impo an e pa a conhece
melho es a p o issão.
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Lis a de Figu as
Figu a 1 - Logó ipos de o ganizações po uguesas ap esen ados numa decla ação pa a
e ei os de isolamen o p o ilá ico
Figu a 2 - Selos p esen es numa ce idão de nascimen o da República do Líbano
Figu a 3 - Selo com in o mação undamen al a aduzi
Figu a 4 - T adução do selo com in o mação undamen al a aduzi
Figu a 5 - Ce idão de nascimen o da Roménia p eenchida manualmen e
Figu a 6 - Ce idão de nascimen o inglesa p eenchida manualmen e
Figu a 7 - T adução da ce idão de nascimen o inglesa p eenchida manualmen e
Figu a 8 - Documen o da página de "Agendamen os" do Po al do SEF
Figu a 9 - Fo ma ação da página de "Agendamen os" do Po al do SEF
Figu a 10 - Ce idão de nascimen o po uguesa
Figu a 11 - Manual de ins uções com uma o ma ação di e si icada