Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
INSPEÇÃO SANITÁRIA
ABATE ESPECIAL DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO
Fá ima A minda Pe ei a da Rocha
O ien ado a
Edua da Ma ia F ei as Gomes da Sil a Ne es
Co-O ien ado a
Vi gínia Ma ia Pinhei o de Oli ei a Capêlo
Po o 2013
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
INSPEÇÃO SANITÁRIA
ABATE ESPECIAL DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO
Fá ima A minda Pe ei a da Rocha
O ien ado a
Edua da Ma ia F ei as Gomes da Sil a Ne es
Co-O ien ado a
Vi gínia Ma ia Pinhei o de Oli ei a Capêlo
Po o 2013
i
Resumo
O p esen e ela ó io e e e-se ao es ágio cu icula do Mes ado In eg ado em Medicina
Ve e iná ia do Ins i u o de Ciências Biomédicas de Abel Salaza da Uni e sidade do Po o, com
du ação de 16 semanas na á ea da Higiene Pública Ve e iná ia - Inspeção Sani á ia. Es e es ágio
e e como obje i os pedagógicos o ap o undamen o dos undamen os cien í icos, écnicos-
legais da inspeção sani á ia, o desen ol imen o da capacidade de obse ação e in eg ação de
conhecimen os p e iamen e adqui idos no pe cu so académico e o acompanhamen o do
exe cício de unções do Médico Ve e iná io O icial nas suas di e sas e en es. As unções
e e idas são desc i as ao longo do ela ó io, nomeadamen e as en ol idas com as á eas de
in e enção no ma adou o e audi o ias, bem como é ap esen ada a casuís ica obse ada du an e o
pe íodo de es ágio.
A ealização de aba e de eme gência o a do ma adou o, apesa de es a p e is a na
legislação, não e a um p ocedimen o equen emen e ado ado. Con udo, du an e o pe íodo de
es ágio e i icou-se uma al e ação des a ealidade com a ealização de se e aba es de eme gência
o a do ma adou o, endo ido a opo unidade de pa icipa em qua o. A ealização des es aba es
eque a e i icação da exis ência de alguns a o es que de e minam se um animal es a á ap o ou
não a se subme ido a es e ipo de aba e. Além des es a o es, é necessá ia a colabo ação de uma
Unidade de Aba e que se localize pe o do local onde es á o animal que disponibiliza á um
uncioná io habili ado a insensibiliza e sang a o animal na explo ação. Pos e io men e a
ca caça é encaminhada pa a as espe i as ins alações onde deco e á a inspeção pos mo em.
Es e assun o ge a mui a con o é sia ha endo médicos e e iná ios, assis en es ou o iciais, que
ques ionam a e e i a segu ança da ca ne ob ida des es animais. Es e ela ó io ap esen a as
condições necessá ias pa a ealização des es aba es, bem como as con ingências e con o é sias
associadas e ainda algumas p opos as pa a agiliza a ealização dos mesmos.
ii
Ag adecimen os
Es e abalho ep esen a o im de mais uma e apa da minha ida, uma e apa que exigiu
mui o de mim, du an e a qual mui os desa ios o am en en ados, e encidos. Mui a sede de
ap ende , mui a on ade de ence e alguma co agem ouxe am-me a é aqui. Mas nada dis o
se ia possí el sem o apoio de algumas pessoas, pessoas an ás icas que semp e me odea am e
nunca du ida am de mim. Po isso es e abalho é dedicado a odas es as pessoas, espe o que elas
saibam que o am undamen ais e que lhes de o mui o. De o en ão um especial ag adecimen o:
À minha amília, pela o mação que me deu, pelos p incípios que me o am ansmi idos
e po aze em de mim a pessoa que hoje sou. Sem dú ida, a amília é um pila na minha ida.
Ao meu namo ado que semp e me apoiou, me incen i ou a es uda e a a ingi odos os
meus obje i os. Nunca deixou es a p esen e com o seu amo , mas ambém soube es a ausen e,
quando assim inha de se , sem queixas e com mui a comp eensão.
Ao S . Manuel Jo ge, que desde que me admi iu na sua emp esa, semp e me concedeu
o al lexibilidade, pe mi indo assim concilia da melho o ma o abalho com a o mação
académica. Sem o seu apoio, al ez a conclusão des e cu so não osse possí el em empo ão
eduzido.
A odos os meus amigos que o na am a minha ida mui o mais p eenchida e di e ida,
azendo-me esquece das di iculdades e mesmo do cansaço que esul a a de uma o ina ão cheia
de ocupações. Aos TS’s, à Con a ia, às MC’s, aos colegas de cu so, aos lousadenses… odos
o am, são e se ão semp e pa e da minha ida.
À Ângela, amiga e colega de casa du an e g ande pa e do cu so. Ob igada pela amizade,
e já ago a, pelas bolachas e chocola e do bom du an e as épocas de exames, mas só du an e es as
épocas!
À Ca la que semp e ac edi ou em mim, que semp e me apoiou, an o ao ní el p o issional
como pessoal. Uma g ande g ande mulhe que mui o admi o e que me p i ilegia com a sua
amizade. Nem enho pala as pa a i Ca la Cos a, sin o-me mesmo uma p i ilegiada.
À Elsa pelo apoio e amizade que são mui o impo an es pa a mim, e cla o, pela
ansmissão de conhecimen os p á icos do dia-a-dia em quase odas as con e sas es abelecidas.
iii
À P o esso a Dou o a Edua da Gomes Ne es po se e disponibilizado a se minha
o ien ado a, ainda an es da minha decisão inal, endo-me elucidado e p epa ado pa a os desa ios
des a p o issão.
À D a. Vi gínia Capêlo po e acei e se minha o ien ado a, pela ansmissão de
conhecimen os, apoio, simpa ia, pa ilha e dedicação ao longo de odo o pe íodo de es ágio.
Aos es an es Médicos Ve e iná ios O iciais com quem i e opo unidade de ap ende no
deco e do es ágio, mos ando-me no as écnicas e ensinando pequenos uques que acili am o
abalho na linha de aba e.
A odos um Mui o Ob igada!
i
Lis a de ab e ia u as:
UA - Unidades de Aba e
MVO - Médicos Ve e iná ios O iciais
DRAVRN - Di eção de Se iços de Alimen ação e Ve e iná ia da Região No e
DGAV - Di eção Ge al de Alimen ação e Ve e iná ia
MIMV - Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
DAV - Di isão de Alimen ação e Ve e iná ia
IRCA - In o mação Rela i a à Cadeia Alimen a
BEA - Bem-es a Animal
MRE - Ma é ias de Risco Especí ico
EET - Ence alopa ias Espongi o mes T ansmissí eis
OIE - O ganização In e nacional de Epizoo ias
EEB - Ence alopa ia Espongi o me Bo ina
EM - Es ados-Memb os
DDO - Doença de Decla ação Ob iga ó ia
PNCR - Plano Nacional de Con olo de Resíduos
PACE - Plano de Ap o ação e Con olo dos Es abelecimen os
BSE – Bo ine Spongi o m Encephalopa hy
TSE – T ansmissible Spongi o m Encephalopa hy
GBP - Guia de Boas P á icas
Índice Ge al
RESUMO………………………………………………………………………………………………………………i
AGRADECIMENTOS……………………………………………………………………………………………….ii
LISTA DE ABREVIATURAS………………………………………………………………………………………iii
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................. 1
2. ÁREAS DE INTERVENÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO OFICIAL NO MATADOURO ................ 2
2.1 PROCEDIMENTOS NA RECEÇÃO DE ANIMAIS ..................................................................................................... 2
2.1.1 Receção de Animais e Con olo Documen al ........................................................................................ 2
2.1.2 Bem-Es a Animal .................................................................................................................................. 3
2.1.3 Inspeção an e mo em ............................................................................................................................ 4
2.2 PROCEDIMENTOS DE ABATE ............................................................................................................................. 5
2.2.1 Imobilização e Insensibilização ............................................................................................................. 5
2.2.2 Sang ia .................................................................................................................................................. 5
2.2.3 Es ola e Excisão de ex emidades podais nos bo inos e solípedes ........................................................ 6
2.2.4 Es ola dos pequenos uminan es ........................................................................................................... 6
2.2.5 Escaldão, depilação e chamusco nos suínos: ........................................................................................ 6
2.2.6 E isce ação ........................................................................................................................................... 7
2.2.7 Co e longi udinal .................................................................................................................................. 7
2.2.8 Subp odu os ........................................................................................................................................... 9
2.3 INSPEÇÃO POST MORTEM .................................................................................................................................. 9
2.3.1 Tes es labo a o iais ............................................................................................................................. 10
2.4 DECISÃO SANITÁRIA ...................................................................................................................................... 11
2.5 MARCA DE SALUBRIDADE .............................................................................................................................. 11
3. CASUÍSTICA OBSERVADA ......................................................................................................................... 12
3.1 CARNES LANDEIRO S.A. ................................................................................................................................ 12
3.2 CENTRAL CARNES - MATADOURO CENTRAL DE ENTRE DOURO E MINHO, LDA. ........................................... 15
3.3 AVELINO DOS SANTOS & ROSA BRAGA, LDA. ............................................................................................... 17
4. AUDITORIAS .................................................................................................................................................. 19
5. ABATE DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO ........................................................................... 20
5.1 ANIMAL NÃO APTO PARA O TRANSPORTE. O QUE FAZER? .............................................................................. 21
5.1.1 P ocedimen o do aba e de eme gência o a do ma adou o ................................................................. 22
5.1.2 Ocisão e eliminação do animal ........................................................................................................... 24
5.2 CONTINGÊNCIAS DOS ABATES DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO ......................................................... 24
5.3 CONTROVÉRSIAS RELACIONADAS COM O ABATE DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO ............................. 25
5.4 OCORRÊNCIAS DE ABATES DE EMERGÊNCIA FORA DO MATADOURO ............................................................... 27
i
6. DISCUSSÃO ..................................................................................................................................................... 27
7. CONCLUSÃO .................................................................................................................................................. 30
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................................... 30
ANEXO I - PASSAPORTE INDIVIDUAL DE BOVINOS………………………………………………….……II
ANEXO II - METODOLOGIA DA INSPEÇÃO POST MORTEM OBRIGATÓRIA…………………………III
ANEXO III - IMAGENS DAS LESÕES MAIS OBSERVADAS E OUTROS ACHADOS……………………IV
ANEXO IV - DECLARAÇÃO VETERINÁRIA DO MÉDICO VETERINÁRIO ASSISTENTE…………...VI
ANEXO V - DECLARAÇÃO VETERINÁRIA PARAANEXAR À IRCA……….………………………...…VII
ANEXO VI - GUIA PARA O EXAME EM VIDA NA EXPLORAÇÃO ……….……………………………VIII
Índice de Tabelas
TABELA 1 - LISTA DE MRE, DE ACORDO COM O ESTIPULADO NO RESPETIVO REGULAMENTO. ....................................... 9
TABELA 2 - RESUMO DA CARACTERIZAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES DE BOVINOS PARA REALIZAÇÃO DE TESTES
RÁPIDOS………………………………………………………………………………………………………... 10
TABELA 3 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE BOVINOS EM SETEMBRO DE 2012. ..................................... 12
TABELA 4- RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE BOVINOS EM NOVEMBRO DE 2012. ..................................... 12
TABELA 5 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE BOVINOS ATÉ 10 DE JANEIRO DE 2013. .............................. 13
TABELA 6 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS EM SETEMBRO DE 2012. ........................................ 13
TABELA 7 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS EM NOVEMBRO DE 2012. ....................................... 13
TABELA 8 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS ATÉ 10 DE JANEIRO DE 2013. ................................ 13
TABELA 9 - TOTAL DE REJEIÇÕES E RESPETIVOS MOTIVOS RELATIVOS AO MÊS DE SETEMBRO DE 2012. ....................... 13
TABELA 10 - TOTAL DE REJEIÇÕES E RESPETIVOS MOTIVOS RELATIVOS AO MÊS DE NOVEMBRO DE 2012. ................... 14
TABELA 11 - TOTAL DE REJEIÇÕES E RESPETIVOS MOTIVOS RELATIVOS AO MÊS DE JANEIRO DE 2013 (ATÉ O DIA 10). 15
TABELA 12 - RESUMO DO NÚMERO DE ANIMAIS DE CADA ESPÉCIE ABATIDA EM OUTUBRO DE 2012. ........................... 15
TABELA 13 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE BOVINOS EM OUTUBRO DE 2012. ..................................... 15
TABELA 14 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS EM OUTUBRO DE 2012. ....................................... 15
TABELA 15 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE PEQUENOS RUMINANTES EM OUTUBRO DE 2012. NÃO
HOUVE ABATE DE CAPRINOS. .............................................................................................................................. 15
TABELA 16 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE/REJEIÇÕES DE SOLÍPEDES EM OUTUBRO DE 2012. .................................. 15
TABELA 17 - TOTAL DE REJEIÇÕES E RESPETIVOS MOTIVOS RELATIVOS AO MÊS DE OUTUBRO DE 2012. ...................... 17
TABELA 18 - RESUMO DO NÚMERO DE ANIMAIS DE CADA ESPÉCIE ABATIDA EM DEZEMBRO DE 2012. ......................... 17
TABELA 19 - RESUMO DO ABATE/REJEIÇÕES DE BOVINOS NO MÊS DE DEZEMBRO DE 2012. ......................................... 17
TABELA 20 - RESUMO DO ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS ADULTOS EM DEZEMBRO DE 2012. ......................................... 17
TABELA 21 - RESUMO DO ABATE/REJEIÇÕES DE SUÍNOS LEITÕES EM DEZEMBRO DE 2012. ........................................... 17
ii
TABELA 22 - RESUMO DO ABATE/REJEIÇÕES DE PEQUENOS RUMINANTES EM DEZEMBRO DE 2012. ............................. 18
TABELA 23- RESUMO DE ABATE/REJEIÇÕES DE SOLÍPEDES EM DEZEMBRO DE 2012. .................................................... 18
TABELA 24 - TOTAL DE REJEIÇÕES E RESPETIVOS MOTIVOS RELATIVOS AO MÊS DE DEZEMBRO DE 2012. .................... 19
TABELA 25 – ESTABELECIMENTOS VISITADOS NO ÂMBITO DO PACE. ......................................................................... 19
Índice de G á icos
GRÁFICO 1- RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE DE BOVINOS EM SETEMBRO DE 2012. ...................................................... 12
GRÁFICO 2 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE DE BOVINOS EM NOVEMBRO DE 2012. .................................................... 12
GRÁFICO 3 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE DE BOVINOS ATÉ 10 DE JANEIRO DE 2013. .............................................. 13
GRÁFICO 4- RESUMO DO NÚMERO DE ANIMAIS DE CADA ESPÉCIE ABATIDA EM OUTUBRO DE 2012. ............................. 15
GRÁFICO 5 - RESUMO DOS TOTAIS DE ABATE DE BOVINOS EM OUTUBRO DE 2012. ....................................................... 15
GRÁFICO 6 - RESUMO DO NÚMERO DE ANIMAIS DE CADA ESPÉCIE ABATIDA EM DEZEMBRO DE 2012. .......................... 17
GRÁFICO 7 - RESUMO DO ABATE DE BOVINOS NO MÊS DE DEZEMBRO DE 2012. ........................................................... 17
GRÁFICO 8 - RESUMO DO ABATE DE PEQUENOS RUMINANTES EM DEZEMBRO DE 2012. ................................................ 18
7
são ob iga o iamen e ejei ados pa a consumo, sendo ca ego izados como M2, de aco do com
Regulamen o (CE) n.º 1774/2002 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 3 de Ou ub o (5) de
2002 e suas al e ações. Após a saída de escaldão, as ca caças passam numa depilado a o a i a
com aspado es que emo em as ce das, a emoção das unhas é ei a de o ma manual.
Pos e io men e, podem passa no chamusco, com maça icos a gás pa a comple a a emoção de
ce das e es a o có neo da pele, ou en ão, como acon ece na UA A elino dos San os & Rosa
B aga, Lda., são queimados e aspados manualmen e pa a comple a a emoção de ce das e
es a o có neo da pele.
No caso dos lei ões, o escaldão e emoção das ce das é e e uada simul aneamen e numa
máquina onde ambém oco e a emoção das unhas. Após es a ope ação são colocados num
anque com água ia pa a a e ecimen o e em seguida é e minada a p epa ação da ca caça de
o ma manual com emoção das ce das dos locais onde a máquina não a uou, bem como das
unhas não emo idas.
2.2.6
A e isce ação é e e uada em á ias ases. Inicia-se pela ca idade abdominal com emoção
das ísce as b ancas compos as pelos compa imen os gás icos, in es inos, baço e ó gãos do
apa elho geni o-u iná io, exce o o im. Na ase seguin e, emo em-se as ísce as e melhas,
compos as po língua, esó ago, aqueia, co ação, pulmões, dia agma, ígado e im.
E isce ação
Na UA Cen al Ca nes - Ma adou o Cen al de En e Dou o e Minho, Lda, os ins são
inspecionados jun o com as ísce as e melhas e ainda com a go du a pe i enal, a a és da
incisão da mesma, ao con á io do A elino dos San os & Rosa B aga, Lda., que são
inspecionados sem a go du a pe i enal.
Na UA Ca nes Landei o, SA os ins pe manecem na ca caça, sendo emo idos
pos e io men e e a inspeção ealizada po lo es já sem go du a pe i enal.
2.2.7
Todas as ca caças são seccionadas longi udinalmen e de o ma a pe mi i o a o de inspe i o e
emoção ob iga ó ia das Ma é ias de Risco Especí ico (MRE) segundo a legislação igen e,
nomeadamen e, a espinal medula em animais com mais de 12 meses, coluna e eb al e gânglios
das aízes do sais dos animais com mais de 30 meses. Apesa da emoção da medula espinhal
dos bo inos se ob iga ó ia apenas pa a animais com idade supe io a 12 meses, nos ma adou os
onde deco eu o es ágio, es a e a um p ocedimen o sis emá ico, independen emen e da idade.
Co e longi udinal
8
O Regulamen o (CE) N.º 854/2004 de 29 de Ab il (1) p e ê a possibilidade da au o idade
compe en e au o iza a come cialização de ca caças de solípedes domés icos, de bo inos com
mais de 6 meses de idade e de suínos domés icos com mais de qua o semanas não seccionadas
sagi almen e. Du an e o pe íodo de es ágio apenas cons a ei es a pe missão po pa e da
DSAVRN pa a a saída de ca caças de suínos e po ques ões sociocul u ais egionais.
Figu a 1 – Imagens ep esen a i as de alguns passos ealizados na linha de aba e. A - Repouso de lei ões com acesso
a água po á el. B – Encaminhamen o de suínos. C – Pa que de insensibilização e içamen o de animal
insensibilizado. D - Caixa de es ição pa a insensibilização de bo inos e solípedes. E – Sang ia de suínos. F –
Sang ia de solípedes. G – emoção das ex emidades podais de solípedes. H – Es ola de bo ino. I – Escaldão
ho izon al de suínos. J – Suíno a en a na depilado a o a i a au omá ica. L – Suíno no chamusco. M – E isce ação
de suínos. N – co e longi udinal de ca caça de bo ino.
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
L
M
N
9
2.2.8
De aco do com o Regulamen o (CE) N.º 722/2007 de 25 de junho de 2007 (6), as MRE são as
seguin es:
Subp odu os
Espécie
Idade
Ó gãos / Tecidos
Bo ina
Supe io a 12
meses
C ânio (excluindo a mandíbula), incluindo o cé eb o e os olhos, e
espinal medula
Supe io a 30
meses a Coluna e eb al e gânglios das aízes do sais b
Qualque idade
Amígdalas, in es inos, desde o duodeno a é ao e o, e mesen é io
O ina /
Cap ina
Supe io a 12
meses c
C ânio, incluindo o cé eb o e os olhos, as amígdalas e a espinal
medula
Qualque idade
Baço e íleo de animais de qualque idade.
a) O Regulamen o (CE) N.º 357/2008 de 22 de ab il de 2008 (7) al e a a idade p e is a no
Regulamen o sup aci ado.
b) E
xcluindo as é eb as do abo, as apó ises espinhosas e ans e sas das é eb as ce icais,
o ácicas e lomba es, a c is a mediana e as asas do sac o
c) Ou um incisi o pe manen e que enha pe u ado a gengi a
Tabela 1 - Lis a de MRE, de aco do com o es ipulado no Regulamen o (CE) N.º 722/2007 de 25 de junho de 2007 (6).
O MVO e i ica se a emoção, sepa ação, acondicionamen o e des ino das MRE e ou os
subp odu os animais é ei a de aco do com o p e is o no Regulamen o (CE) N.º 1774/2002 de 3
de ou ub o (5) e suas al e ações. De e ainda se assegu ado que o ope ado ome as medidas
necessá ias pa a e i a a con aminação da ca ne com MRE du an e o aba e.
2.3 Inspeção pos mo em
A inspeção pos mo em é ob iga ó ia, imedia amen e após o aba e. Es e a o inspe i o
consis e na a aliação senso ial e mac oscópica da ca caça, eco endo-se semp e que necessá io
à palpação e/ou incisão de es u u as, que das ca caças que das ísce as, ou mesmo a es es
labo a o iais. Os p ocedimen os de inspeção pos mo em são e e uados de aco do com o
Regulamen o (CE) N.º 854/2004 de 29 de Ab il (1), espei ando a ecomendação legal da
manipulação mínima, de o ma a e i a con aminações c uzadas. Nes a ase, é dada especial
impo ância à de eção de doenças zoonó icas e doenças lis adas na O ganização In e nacional de
Epizoo ias (OIE).
10
A me odologia es á esumida na abela em anexo (anexo II).
2.3.1
O MVO de e assegu a a ecolha, iden i icação, a amen o e en io de amos as pa a o
labo a ó io. De aco do com o plano igilância e con olo de zoonoses são ealizados es es
ápidos pa a as EET, ao ab igo do Regulamen o (CE) N.º 999/2001 de 22 de Maio (8) e
Regulamen o (CE) N.º 722/2007 de 25 de junho de 2007 (6). Das UA em ap eço, apenas o
Ma adou o A elino dos San os & Rosa B aga, Lda. es á ce i icado pa a execu a es es es es.
Tes es labo a o iais
A Decisão n.º2011/358/EU (9) al e a o Plano de Vigilância e Con olo da Ence alopa ia
Espongi o me Bo ina (EEB), com aplicação apenas aos bo inos nascidos nos Es ados-Memb os
(EM) no anexo do di o documen o. As al e ações es ão lis adas na abela abaixo.
Ca ac e ização da subpopulação de bo inos a
es a
Idade dos nascidos nos EM
e e idos
Idade dos nascidos nou os EM
ou países e cei os
Aba e no mal pa a consumo ou campanha de
e adicação de doença, sem sinais clínicos da mesma Igual ou supe io a 72 meses Igual ou supe io a 30 meses
Aba e especial de eme gência
Igual ou supe io a 48 meses
Igual ou supe io a 24 meses
Aba e no mal pa a consumo ou campanha de
e adicação de doença, com sinais clínicos da mesma
(Aba e da di e i a)
Igual ou supe io a 48 meses Igual ou supe io a 24 meses
Mo os na explo ação/ anspo e/abegoa ia Igual ou supe io a 48 meses Igual ou supe io a 24 meses
Tabela 2 - Resumo da ca ac e ização das subpopulações de bo inos pa a ealização de es es ápidos.
No caso dos pequenos uminan es, o Regulamen o (CE) n.º 727/2007 de 26 de Junho (10)
p e ê a colhei a de onco ce eb al em animais com mais de 18 meses ou com mais de dois
incisi os pe manen es que enham pe u ado a gengi a. As colhei as são e e uadas a é se ob e a
dimensão mínima p e is a no egulamen o sup aci ado. São ainda ealizados es es pa a
geno ipagem em pelo menos 600 animais po que Po ugal é um Es ado-Memb o com uma
população de o inos supe io a 750.000 animais e ainda em odos os animais o iundos de
explo ações com casos posi i os de EET epo ados e seus coabi an es.
De aco do com o Regulamen o (CE) N.º 2075/2005 de 5 de Dezemb o (11), de e-se ainda
p ocede a pesquisa de iquina em músculo de suínos, no âmbi o da de eção de doenças que
cons am da lis a da O ganização In e nacional de Epizoo ias (OIE).
11
Qualque suspei a de Doença de Decla ação Ob iga ó ia (DDO) no exame pos
mo em esul a no p eenchimen o de modelo de comunicação de suspei a de DDO com en io à
DSAVRN. Semp e que a DDO mo i e colhei a de ma e ial é p eenchida a espe i a equisição
de análise ao Ins i u o Nacional de Recu sos Biológicos, I.P. / Labo a ó io Nacional de
In es igação Ve e iná ia.
Du an e o pe íodo de es ágio pude acompanha as colhei as de ma e ial pa a a p ossecução
do Plano Nacional de Con olo de Resíduos (PNCR), cump indo o es ipulado no Dec e o-Lei n.º
148/99 de 4 de Maio (12) e no Dec e o-Lei n.º 185/05 de 4 de No emb o (13), execu adas pelo
MVO de aco do com o planeado pa a cada UA.
2.4 Decisão Sani á ia
A decisão do a o inspe i o é baseada nos achados na inspeção pos mo em e de aco do com
o Regulamen o (CE) N.º 854/2004 de 29 de Ab il (1) podendo se :
- Rep o ação o al das ca caças – quando ap esen am pe igo pa a manipulado es, consumido es
ou eúnam ca ac e ís icas mac oscópicas indesejá eis. Ma cação das ca caças com a le a “R”;
- Rep o ação pa cial – lesões localizadas e bem delimi adas. Ma cação do ma e ial com a le a
“R”;
- Obse ação – a agua da esul ados de análises ou em casos de suspei as. Ma cação das
ca caças com a le a “O”;
- Ap o ação condicionada (indus ialização, a amen os é micos ou com dis ibuição limi ada a
zonas es i as). Nes es casos, o MVO pode exigi a aposição de uma ma ca especial de
salub idade, como a ma ca edonda do aba e especial o a do ma adou o;
- Ap o ação pa a consumo – aposição de ma ca de salub idade.
2.5 Ma ca de salub idade
A ma ca de salub idade é ei a apenas nas ca caças e espe i as ísce as ap o adas pa a
consumo humano, apos a na supe ície ex e io da ca caça a in a ou a ogo, de o ma a que, se as
ca caças o em desmanchadas em meias ca caças ou em qua os, ou se as meias ca caças o em
desmanchadas em ês peças, cada peça os en e uma ma ca de salub idade. A ma ca de
salub idade obedece ao es a uído no Regulamen o (CE) N.º 854/2004 de 29 de Ab il (1) ( o ma
o al). No caso de animais aba idos o a do ma adou o, a ma ca de salub idade de e se de o ma
edonda, podendo ambém es e ipo de ma ca se aplicada em ca caças/p odu os sujei os a
12
ap o ação condicionada. O MVO de e e i ica a aposição da ma ca de salub idade, bem como
o ipo de ma ca a u iliza de aco do com o a ás expos o.
3. Casuís ica obse ada
No deco e do es ágio oi e i icada uma g ande di e ença no ipo de pa ologias
ap esen adas nas di e sas UA, o que oi bas an e posi i o pa a a consolidação de conhecimen os
e p á icas de o ina dos MVO nas UA. Assim, é ap esen ada a casuís ica obse ada no pe íodo de
es ágio de aco do com cada UA. No anexo III ap esen am-se imagens das lesões encon adas
com mais equência e ou os achados nas di e sas UA.
3.1 Ca nes Landei o S.A.
Como se pode e i ica nas abelas e g á icos abaixo, a quan idade de ejeições nes a UA é
mui o baixa, não se e i icando a iação signi ica i a que no núme o de animais aba idos em
cada mês que deco eu o es ágio nes a UA que no núme o ou nos mo i os de ejeições. As
azões que le a am às ejeições obse adas nes es pe íodos encon am-se lis adas nas abelas 9,
10 e 11. Como nes a UA não exis e um g ande olume de ejeições, oi possí el ap ende e
p a ica com calma odas as a e as associadas à in e enção do MVO nas UA, nomeadamen e,
comp eende a lógica sani á ia do ipo de con olo documen al e e uado pelo MVO e execu a
odos os p ocedimen os de o ma co e a de aco do com o es a uído no Regulamen o (CE) N.º
854/2004 de 29 de Ab il (1).
BOVINOS
Sem es e BSE
1287
94%
Com es e BSE
75
6%
Di e i a
0
0%
TOTAL
1362
Rejeições
3
0%
Mo os anspo e/abegoa ia
2
0%
Tabela 3 - Resumo dos o ais de aba e/ ejeições de
bo inos em se emb o de 2012.
G á ico 1- Resumo dos o ais de aba e de bo inos em
se emb o de 2012.
BOVINOS
Sem es e BSE
1272
94%
Com es e BSE
73
5%
Di e i a
3
0%
TOTAL
1348
Rejeições
4
0%
Mo os
1
0%
Tabela 4- Resumo dos o ais de
aba e/ ejeições de
bo inos em no emb o de 2012.
G á ico 2 -
Resumo dos o ais de aba e de bo inos em
no emb o de 2012.
Aba e de Bo inos
Sem es e
BSE
Com es e
BSE
Di e i a
Aba e de Bo inos
Sem es e
BSE
Com es e
BSE
Di e i a
13
BOVINOS
Sem es e BSE
353
96%
Com es e BSE
16
4%
Di e i a
0
0%
TOTAL
369
Rejeições
0
0%
Mo os
0
0%
Tabela 5 -
Resumo dos o ais de aba e/ ejeições de
bo inos a é 10 de janei o de 2013.
G á ico 3 - Resumo dos o ais de aba e de bo inos a é
10 de janei o de 2013.
SUÍNOS
Nº animais aba idos
8990
Rejeições pos mo em 14
0
%
Mo os
anspo e/abegoa ia
20
0
%
Tabela 6 -
Resumo dos o ais de
aba e/ ejeições de suínos em
se emb o de 2012.
SUÍNOS
Nº animais
9417
Rejeições
pos
19
0
Mo os
anspo e/abego
a ia 9
0
%
Tabela 7 -
Resumo dos o ais
de aba e/ ejeições de suínos em
no emb o de 2012.
SUÍNOS
Nº animais aba idos
2925
Rejeições 14
0
%
Mo os
anspo e/abegoa ia
4
0
%
Tabela 8 -
Resumo dos o ais de
aba e/ ejeições de suínos a é 10 de janei o
de 2013.
REJEIÇÕES
Mo i o
Bo inos
Suínos
An e-mo em
Mo os no anspo e/abego ia
2
20
Pos -mo em
Al e ações ge ais
Ca nes sang en as
1
Caquexia, Hid oémia
1
Pioémia, Sep icémia 1
Al e ações localizadas
Pleu a, Pulmão, B ônquios
Abcessos pulmona es múl iplos
1
Pleu isia ib inosa/di usa ou se o ib inosa supu a i a
1
B oncopneumonia pu ulen a
1
Pneumonia pu ulen a 1
Pe i oneu
Pe i oni e ib inopu ulen a 1
Osso e a iculação, endão
Os eí e pu ulen a
2
Os eomieli e
3
A i e aguda ( ib inosa/pu ulen a) 3
Músculo
Miosi e nec ó ica 1
To al de ejeições
5
34
Tabela 9 - To al de ejeições e espe i os mo i os ela i os ao mês de se emb o de 2012.
Aba e de bo inos
Sem es e
BSE
Com es e
BSE
Di e i a
14
REJEIÇÕES
Mo i o
Bo inos
Suínos
An e-mo em
Mo os no anspo e/abego ia
1
9
Pos -mo em
Al e ações localizadas
Pe icá dio, Co ação, Vasos
Pe ica di e nec opu ulen a 1 0
Pleu a, Pulmão, B ônquios
B oncopneumonia pu ulen a
0
1
Pleu isia ib inosa / di usa ou se o ib inosa supu a i a
0
1
Pneumonia pu ulen a 0 1
Pleu opneumonia ib inopu ulen a
0
1
Abcessos pleu ais múl iplos 0 2
Pe i oneu
Pe i oni e di usa, aguda ou ex ensi a
0
1
Rim, Bexiga, U e a
Ne i e pu ulen a 0 1
Ú e o, Vagina
Tumo u e ino 1 0
Osso e a iculação, endão
F a u as com complicações
1
0
Os eí e pu ulen a
1
6
Os eomieli e 0 3
A i e aguda ( ib inosa/pu ulen a)
0
1
Polia i e 0 1
To al de ejeições
5
28
Tabela 10 - To al de ejeições e espe i os mo i os ela i os ao mês de no emb o de 2012.
REJEIÇÕES
Mo i o
Bo inos
Suínos
An e-mo em
Mo os no anspo e/abego ia
4
Pos -mo em
Al e ações ge ais
Lin adeni e gene alizada 1
Al e ações localizadas
Pleu a, Pulmão, B ônquios
Pleu isia ib inosa/di usa ou se o ib inosa supu a i a
1
B oncopneumonia pu ulen a
2
Pneumonia pu ulen a
1
Pe icá dio, Co ação, Vasos
Pe ica di e nec opu ulen a
1
Osso e a iculação, endão
Os eí e pu ulen a
4
15
Os eomieli e 2
A i e aguda ( ib inosa/pu ulen a)
2
To al de ejeições
0
18
Tabela 11 - To al de ejeições e espe i os mo i os ela i os ao mês de janei o de 2013 (a é o dia 10).
3.2 Cen al Ca nes - Ma adou o Cen al de En e Dou o e Minho, Lda.
O pe íodo de es ágio nes a UA oi mui o impo an e pela di e sidade de pa ologias
obse adas. Ao con á io da UA a ás ci ada, nes a UA já oi possí el obse a uma quan idade
signi ica a de ejeições com ele ada a iação nos mo i os, es ando es es lis ados na abela 17.
Es e ac o oi mui o a o á el à ap endizagem, podendo obse a as ca ac e ís icas das lesões de
cada pa ologia, nomeadamen e ex u a, chei o e localização mais equen e.
ESPÉCIES ABATIDAS
Bo inos
3424
10%
Suínos
30672
90%
Solípedes
93
0%
Pequenos uminan es
9
0%
TOTAL
34198
100%
Tabela 12 - Resumo do núme o de animais de cada espécie aba ida
em ou ub o de 2012.
G á ico 4- Resumo do núme o de animais de
cada espécie aba ida em ou ub o de 2012.
BOVINOS
Sem es e BSE
2404
70%
Com es e BSE
986
29%
Di e i a
34
1%
TOTAL
3424
Rejeições
87
3%
Mo os anspo e/abegoa ia
10
0%
Tabela 13 - Resumo dos o ais de aba e/ ejeições de bo inos em
ou ub o de 2012.
G á ico 5 - Resumo dos o ais de aba e de
bo inos em ou ub o de 2012.
SUÍNOS
Nº animais aba idos
30672
Rejeições
pos mo em
48 0%
Mo os anspo e/abegoa ia
41
0%
Tabela 14 - Resumo dos o ais de aba e/ ejeições de suínos em
PEQUENOS RUMINANTES
Nº o inos aba idos
O inos sem es e TSE
8
O inos com es e TSE
1
Rejeições
0
Mo os
0
Tabela 15 - Resumo dos o ais de
aba e/ ejeições de pequenos uminan es em
ou ub o de 2012. Não hou e aba e de
cap inos.
SOLÍPEDES
Nº animais aba idos
93
Rejeições
0
0%
Mo os anspo e/abegoa ia
0
0%
Tabela 16 - Resumo dos o ais de aba e/ ejeições de solípedes em
ou ub o de 2012
Espécies aba idas
Bo inos
Suínos
Solípedes
Aba e de Bo inos
Sem es e BSE
Com es e BSE
Di e i a
16
REJEIÇÕES
Mo i o
Bo inos
Suínos
An e-mo em
Mo os no anspo e/abego ia
10
43
Hipo e mia
1
Mau es ado ge al / Caquexia 1
Pos -mo em
Al e ações ge ais
Ca nes óxicas
1
Ca nes auma izadas
4
Ca nes conspu cadas
1
Caquexia, Hid oémia 7 1
Abcessos múl iplos
5
2
On alo lebi e aguda com in eção gene alizada 1
Suspei a de adminis ação medicamen osa
4
Al e ações localizadas
Pe icá dio, Co ação, Vasos
Pe ica di e ib inopu ulen a 1
Pe ica di e nec opu ulen a
2
Pleu a, Pulmão, B ônquios
B oncopneumonia pu ulen a
3
Abcessos pulmona es múl iplos
1
Pleu isia ib inosa / di usa ou se o ib inosa supu a i a
1
B oncopneumonia ib inopu ulen a 1 1
Pneumonia pu ulen a
4
Pleu opneumonia ib inopu ulen a 1
Es ômago e in es inos
En e i e hemo ágica
1
Pe i oneu
Pe i oni e di usa, aguda ou ex ensi a 3 1
Pe i oni e ib iopu ulen a
7
Rim, Bexiga, U e a
Ne i e pu ulen a
1
Ú e o, Vagina
Me i e aguda
1
Tumo u e ino 1
Me i e nec opu ulen a
1
Úbe e
Mami e associada a ou as lesões pa ológicas
1
Mami e nec opu ulen a
2
Mami e pu ulen a
1
Osso e a iculação, endão
Os eí e pu ulen a
14
17
Os eomieli e 4 12
23
III. Decla ação e e iná ia emi ida pelo médico e e iná io assis en e, de idamen e
p eenchida, decla ando qual o mo i o do aba e especial de eme gência o a do ma adou o
(anexo IV);
IV. IRCA e decla ação e e iná ia emi ida po médico e e iná io assis en e (opcional)
(anexo V)
V. P eenchimen o da decla ação e e iná ia, emi ida pelo p óp io MVO que ealizou a
inspeção an e mo em, indicando o esul ado a o á el da mesma, indicando ainda a da a
e ho a e a azão do aba e de eme gência e ainda a na u eza de qualque a amen o
adminis ado pelo e e iná io do animal (anexo VI)
Após a ealização da inspeção an e mo em pelo MVO, o animal de e se insensibilizado em
con o midade com as eg as p e is as no Dec e o-Lei n.º 28/96, de 2 de ab il (3), ela i o à
p o eção dos animais no aba e e ocisão. O mé odo mais equen e é o uso da pis ola de êmbolo
e á il. Impo a e e i que exis em pis olas de êmbolo e á il em odos os se iços egionais da
DGAV que podem se equisi adas pelos e e iná ios assis en es das explo ações.
A sang ia de e inicia -se imedia amen e, no máximo após 20 segundos após a
insensibilização. De em se usadas acas limpas, desin e adas e bem a iadas. De aco do com o
GBP, a sang ia é e icaz mesmo com o animal dei ado e de e demo a pelo menos 6 minu os. O
sangue de e se ecolhido e en iado jun o com o animal pa a a UA pa a se eliminado com
subp odu o.
De aco do com o Regulamen o (CE) N.º 853/2004, de 29 de ab il (16), a e isce ação pode
se e e uada no local, sob supe isão do e e iná io. No en an o, pode (e de e) se e i ada desde
que a du ação do anspo e do animal aba ido a é ao ma adou o não exceda 1 ho a e se a
empe a u a ambien e não o ele ada. No p imei o caso, as ísce as êm ob iga o iamen e de
acompanha a ca caça a é à UA. Se deco e em mais de 2 ho as en e o aba e e a chegada à UA,
o anspo e em que se e ige ado, exce o se as condições clima é icas pe mi i em o
a e ecimen o sem e ige ação a i a.
Tal como já e e ido no p esen e documen o, no caso de ap o ação des as ca nes pa a
consumo, de aco do com o Regulamen o (CE) N.º 853/2004, de 29 de ab il (16), a ma ca de
salub idade em que se especial, o ma edonda, de modo a que não possa se con undida com a
ma ca de salub idade e a ma ca de iden i icação p e is as nos Regulamen os (CE) N.º 853/2004
(16) e N.º 854/2004 (1) de aba e no mal, e só pode ão se come cializadas a ní el nacional.
24
Rela i amen e ao anspo e, além do que já oi e e ido ace ca da du ação e condições de
e ige ação, semp e que o animal i e sido e isce ado, são necessá ias p ecauções especiais
ela i as à higiene do eículo, de o ma a minimiza a con aminação do in e io da ca idade
abdominal, es ando a caixa do eículo bem limpa e sem ma e ial de cama. Es e pon o ca ece de
ins uções mais de alhadas no GBP (17), já que não são e e idas quais as condições mínimas de
higiene ela i as que aos anspo es que aos con en o es usados pa a anspo a as ísce as,
dado que se a am de ecidos edí eis a se anspo ados em meios de anspo es usados pa a
anspo e animais i os. Também os e e idos con en o es não são de idamen e ca ac e izados,
sendo apenas e e ido que de em e i a o con ac o das ísce as com a ca caça.
5.1.2
Em al e na i a, pe an e um animal que não es á ap o a se anspo ado e não ap o pa a aba e
pa a consumo humano a decisão de e á se a ocisão com a eliminação do animal. Es a é uma
opção que deco e de uma decisão do médico e e iná io assis en e com o consen imen o do
de en o . No caso de não ha e consen imen o do de en o , o médico e e iná io assis en e de e
consul a os se iços e e iná ios da egião. Um animal sujei o a ocisão não pode se des inado
nem ao consumo humano nem animal e o seu cadá e de e á se eliminado pelo SIRCA. Os
mé odos de ocisão au o izados es ão e is os no Dec e o-Lei n.º 28/96 de 2 de ab il (3), ela i o à
p o eção dos animais no aba e e ocisão. Os mé odos mais equen emen e usados em bo inos
são:
Ocisão e eliminação do animal
• Pis ola de êmbolo e á il – é um mé odo de insensibilização, apenas é au o izado como
mé odo de ocisão se o seguido de sang ia;
• A ma de p ojé il li e;
• Injeção le al com medicamen os au o izados – anes ésicos que p o oquem pe da imedia a
dos sen idos, seguida de mo e, nas doses e o mas de u ilização ap op iadas.
5.2 Con ingências dos aba es de eme gência o a do ma adou o
O de en o em que encon a uma UA, pe o da sua localização, que acei e o animal nas
condições em que se encon a, e que pe mi a a deslocação de um uncioná io à explo ação pa a
insensibiliza e sang a o animal, dado que es e p ocesso em que se ealizado po uma pessoa
compe en e e com eino. A p imei a di iculdade su ge aqui, os ma adou os podem não es a
ece i os à saída de um uncioná io do seu pos o na UA ou no caso de a si uação oco e o a do
ho á io de labo ação, podem não es a dispos os a inicia em-na apenas po um animal, com
odas as implicações ine en es: des aca uncioná ios, es an es ope ações de p epa ação da
25
ca caça e limpeza e desin eção do es abelecimen o pos e io a es as ope ações. Não exis e
ob iga o iedade das UA (es abelecimen os p i ados) colabo a em com es e ipo de aba es po que
o Es ado não pode ob iga nenhuma UA a acei a es as condições, uma ez que, não em
qualque pode na sua ges ão dado a a -se de en idades p i adas. Ao Es ado apenas é de ida a
disponibilização do MVO. Na possibilidade da UA acei a a ealização des es aba es o a do
pe íodo de labo ação, se á necessá io ambém a icula com os se iços o iciais pa a nomeação
de um MVO pa a a ealização da inspeção do animal em causa den o do empo p e is o no
Regulamen o (CE) n.º 853/2004, de 29 de ab il (16).
Além da di iculdade apon ada, ou a pode á se a de assegu a a capacidade e
disponibilização de equipamen os que pe mi am, após insensibilização, apidamen e iça ou
desloca o animal pa a um local ap op iado pa a a sang ia, is o é, um local limpo e que pe mi a a
ecolha do sangue pa a anspo a pa a a UA com o animal. Após a sang ia, é ainda necessá io,
al como já e e ido, ca ega a ca caça pa a um meio de anspo e que o le a á à UA.
5.3 Con o é sias elacionadas com o aba e de eme gência o a do ma adou o
A ques ão do aba e de eme gência o a do ma adou o é con o e sa, não exis indo consenso
nem mesmo acei ação des e p ocedimen o po algumas UA, médicos e e iná ios assis en es e
MVO.
Sendo a p o eção do BEA um p incípio undamen al na p odução animal é impe a i o
sensibiliza pa a a ealização de aba e de eme gência o a do ma adou o semp e que a si uação o
jus i ique. Simul aneamen e, pode impedi -se a des uição de um núme o signi ica i o de
ca caças ap as pa a o consumo de endendo assim os in e esses económicos dos p odu o es.
Na ealidade diá ia, oi e i icado que os de en o es op am na maio ia dos casos po a isca
e anspo a animais que so e am aciden es e que po an o são conside ados não ap os ao
anspo e, co endo o isco de so e em p ocesso con ao denacional e aplicada coima pelas
espe i as in ações. Ac esce ainda que a manipulação des es animais em so imen o em
epe cussões ambém na qualidade inal da ca ne, aumen ando a p obabilidade das ejeições que
das zonas auma izadas que da ca caça po eação o gânica ge al. A eação o gânica ge al
pode á mui as ezes se induzida mais pelo s ess da manipulação do que pelo so imen o
induzido pelo aciden e que condicionou si uação
Po ou o lado, exis em iscos associados a um aba e o a do ma adou o que não são
conside ados quando o animal é aba ido no ma adou o, onde a manipulação do animal é mínima
após o aba e e onde a e isce ação é ei a em pouco empo e de o ma higiénica.
26
Alguns MVO e e em o isco ele ado de mig ações bac e ianas que se iniciam logo após o
aba e que podem condiciona a segu ança da ca ne, dado que, pode á ha e um aumen o
exponencial des as mig ações pelo ac o do animal es a a se manipulado e anspo ado, ainda
que den o do pe íodo de empo p e is o na legislação. Além disso, de e se conside ado que
no malmen e os manipulado es não usam lu as e exis e um isco maio de oco ência de
con aminações c uzadas en e manipulado es e ca caças.
As condições de higiene que algumas explo ações podem o e ece são mui as ezes
de ici á ias pa a a ealização des es aba es de o ma higiénica e segu a, po enciando o isco
associado a es es aba es. Além dis o, se não o em explo ações que iquem de ac o nas
imediações dos ma adou os, o anspo e pode se demo ado (mais que 1 ho a) e no caso de
ha e necessidade de e isce ação, o isco de con aminações aumen a mui o, mesmo com as
medidas adicionais de higiene nos ca os, como ecomendado no GBP (17), embo a não haja
especi icação exp essa de quais se ão essas medidas. Impo a conside a que apenas a
manipulação pa a in oduzi um animal e isce ado num meio de anspo e le a á ce amen e a
conspu cações ine i á eis que condiciona ão a segu ança des a ca ne. Conside ando es es
aspe os, apesa de se uma si uação p e is a na legislação e no GBP (17), não exis e uma
acei ação e conco dância des a medida po pa e de alguns MVO.
Uma ez que es as si uações le an am ques ões de segu ança e de saúde pública, deba e-se se
se á an ajoso p omo e an o o BEA e co e o isco de p ejudica a segu ança alimen a .
Alguns médicos e e iná ios assis en es e o iciais conside am mesmo que as no mas écnicas que
de inem o que ep esen am animais ap os ou não ap os pa a anspo e de e iam se e is as pois
são demasiado zelosas. Conside am que, dependo da g a idade da pa ologia, mui as ezes os
animais não so em assim an o com o anspo e, con ando que o anspo e já ap esen a
ca ac e ís icas que os p o egem de lesões e so imen os adicionais. De endem que em ez de se
p omo e em mecanismos pa a aba e animais nas explo ações, de iam se o imizados os meios
de anspo e e ape echá-los com mecanismos que p o ejam os animais, como supe ícies
acolchoadas que p e inam auma ismos e descon o o dos animais, ou mesmo mecanismos pa a
iça ou supo a os animais du an e o anspo e, e i ando o so imen o associado ao es o ço do
equilíb io. Des a o ma, e i a am-se aba es em condições inadequadas e p omo iam-se os aba es
no ma adou o, ao mesmo empo que se a o ecia o BEA, sem p ejuízo dos de en o es ou
anspo ado es.
27
5.4 Oco ências de aba es de eme gência o a do ma adou o
Du an e o pe íodo de es ágio o am ealizados na DSAVRN se e aba es de eme gência o a
do ma adou o dos quais p esenciei qua o.
- Ca nes Landei o, SA
• 14 de no emb o - animais conside ados não ap os pa a anspo e na ei a de gado Leica ,
onde oco e am os aba es. Es es ês animais ap esen a am mo i os di e en es pa a não
es a em ap os a se em anspo ados, a sabe :
o Tume ação e claudicação do memb o pos e io di ei o;
o Claudicação do memb o pos e io esque do com suspei a de luxação da anca;
o Co imen o ul a se o sanguinolen o e posição an iálgica, com elu ância ao
mo imen o.
• 9 de janei o - animal que so eu um aciden e e a u ou a coluna e eb al ao ní el L3-L4,
ap esen ando po isso uma pa apa ésia.
No caso dos animais aba idos na Leica , os animais o am sang ados dei ados, com a cabeça
penden e no cais de ca ga e desca ga dos animais ( endo sido deslocados po a as amen o após a
insensibilização) e no caso do animal aba ido na explo ação, o animal oi içado com auxílio de
um a o do de en o pa a pos e io sang ia. Em odos os casos, as ope ações oco e am de
o ma ápida, cump indo assim o dispos o no GBP (17). O anspo e oi p on amen e ealizado,
apenas passando ce ca 30 minu os desde o aba e a é à chegada à UA.
6. Discussão
A possibilidade de con ac a com di e en es UA no deco e do es ágio oi um aspe o
bas an e posi i o a assinala . Em cada UA oi possí el ob e expe iências di e en es e ape eiçoa
di e en es compe ências, consoan e as espécies aba idas e a casuís ica obse ada.
Conside o que o p incipal bene ício deco ido da passagem pela Ca nes Landei o, S.A oi a
possibilidade de assis i e pa icipa na inspeção de animais aba idos o a do ma adou o,
p ocedimen os que apenas ago a começa am a se aplicados. A passagem pelo Cen al Ca nes -
Ma adou o Cen al de En e Dou o e Minho, Lda. oi ambém mui o impo an e, em nenhuma
das ou as UA hou e opo unidade de obse a uma ão g ande di e sidade de quad os lesionais,
já que, além das que mo i a am ejeições o ais, su gi am igualmen e mui as lesões localizadas.
A UA A elino dos San os & Rosa B aga, Lda. po sua ez, oi essencial pa a ape eiçoa a
me odologia de inspeção pos mo em em pequenos uminan es e lei ões.
28
Ou a g ande di e ença en e UA que in e essa e e i é que apenas no Cen al Ca nes -
Ma adou o Cen al de En e Dou o e Minho, Lda. os suínos são sujei os a escaldão e ical,
le ando a uma p odução de subp odu os da ca ego ia M2 p opo cionalmen e in e io à das ou as
UA, uma ez que nessas, odos os pulmões são ejei ados e eliminados como subp odu os da
ca ego ia M2, de ido ao escaldão ho izon al.
Rela i amen e ao aba e de eme gência o a do ma adou o, oi e i icado que es a começa a
se uma solução p ocu ada pelos de en o es e anspo ado es de animais, uma ez que
p e endem e i a que a pe da de animais com consequen e p ejuízo económico, que p ocessos
con ao denacionais esul an es do en io de animais não ap os a se anspo ados. De ac o, no
deco e do es ágio, e i icou-se que a al e na i a à ealização do aba e de eme gência o a do
ma adou o em sido a ealização do anspo e de animais não ap os ao anspo e, já que nem
semp e es as si uações esul am nos ais p ocessos con ao denacionais. Na maio ia dos casos, os
de en o es p e e em a isca po que mesmo no caso de e em que paga uma coima, pode se
economicamen e mais an ajoso do que simplesmen e pe de o animal. Ou seja, pa a de en o es
e anspo ado es, a ques ão económica acaba semp e po se sob epo à do BEA. Pos o is o, a
melho o ma de p o ege o BEA é agiliza e p omo e a ealização des e ipo de aba e de
eme gência, e i ando assim o so imen o dos animais associado à manipulação necessá ia pa a
coloca num meio de anspo e um animal que não se consegue locomo e de o ma
independen e.
Com en ol imen o dos anspo ado es, que no malmen e são ambém negocian es, se á
possí el aumen a o núme o des es aba es, po que ge almen e êm boas elações come ciais com
as UA, e assim, consegui ão maio acei ação po pa e des as na p es ação do se iço em causa.
As UA pode ão ambém consegui um no o ipo de negócio, pois pode es abelece p eços
especiais aos de en o es des es animais, ganhando mais com es es aba es (com a jus i icação de
cus os adicionais associados à saída do uncioná io). Além dis o, ao disponibiliza um no o
se iço, pode ão assim ob e no os clien es que acaba ão po manda não só os animais que
necessi am de aba es de eme gência o a do ma adou o mas ambém os seus es an es animais.
Com is a ao aumen o da oco ência des e ipo de aba e, alguns anspo ado es ponde am
a é a aquisição de eículos e equipamen os ap op iados pa a dedica em ao aba e e anspo e de
animais aba idos o a do ma adou o, p omo endo as condições de higiene que as explo ações
pode ão p opo ciona no aba e na explo ação. Podem se adqui idos sis emas pa a iça o animal
na explo ação pa a a sang ia, com o auxílio dos a o es dos de en o es, possibili ando assim uma
sang ia em condições de higiene sa is a ó ias e com ácil ecolha do sangue a anspo a pa a a
29
UA. Além disso, o ac o de ha e um eículo dedicado a es es anspo es aumen a á a
disponibilidade do anspo ado e e ua es e se iço, e pode á diminui o empo de anspo e do
animal pa a a UA. Ha endo disponibilidade de eículos e equipamen os adequados, os
anspo ado es podem p es a um se iço aos de en o es ao mesmo empo que se p omo em as
condições de higiene no aba e o a do ma adou o.
Como e e ido an e io men e, segundo o GBP, apenas os animais que so e am um aciden e
de e ão se subme idos a aba e de eme gência o a do ma adou o, e não qualque ou o animal
que não es eja ap o a anspo e. No en an o, se ia mui o an ajoso aos donos das explo ações
pode em eco e a es e ipo de aba e pa a qualque animal que não possa se conside ado ap o
pa a anspo e po ou os mo i os que não um aciden e. Como exemplo des as si uações podem
se e e idos os animais com p oblemas podais, u u as muscula es, e idas abe as, animais com
impanismo, p olapsos u e inos, ou ou as si uações localizadas que não p o oquem al e ação do
es ado ge al do animal. Des a o ma, o BEA se ia ce amen e mais espei ado, sendo e i ado o
ecu so a anspo e de animais não ap os. Além disso, se es a al e ação osse acei e, o p o á el
aumen o conside á el do núme o de aba es de eme gência o a do ma adou o, incen i a ia a
c iação de mecanismos po o ma a acili a es e p ocesso. Es es mecanismos pode iam passa
pela c iação de uma elação con a ual en e de en o es e as UA ou en e os negocian es e UA,
le ando-as a assumi o comp omisso de acei a es es animais, e assim, possibili ando o ecu so
ao aba e de eme gência na explo ação semp e que um animal não es eja ap o a se anspo ado,
independen emen e do mo i o pa a a sua condição. Es e p ocesso ainda não acon ece com mui a
equência po não ha e uma ácil acei ação po pa e das UA, con udo, de e iam se e e uadas
ações de sensibilização, a a és da ealização deba es e sessões de escla ecimen os di ecionadas
aos médicos e e iná ios assis en es e de en o es. Podiam ainda se de inidas elações con a uais
que bene iciassem as UA, de o ma a incen i a a acei ação des es aba es, já que, ha endo
possibilidade de e i a anspo a animais não ap os, não de e ia ha e mais azões pa a o aze .
Apesa do desc i o no GBP (17), e i icou-se a acei ação des a condição po pa e da
DSAVRN, pois au o izou a ealização do aba e de eme gência o a do ma adou o de animais que
não o am í imas de aciden e, no caso dos animais da Leica . Le an a-se assim a ques ão se
pode á es a em is a uma al e ação des as no mas ou ecomendações, de o ma ala ga a
possibilidade de ecu so a es e ipo de aba e semp e que um animal não es eja ap o a se
anspo ado.
A ualmen e exis em mui os médicos e e iná ios assis en es das explo ações a p ocu a mais
in o mações ace ca das condições pa a ealização des es aba es pa a melho in o ma e
30
aconselha os de en o es. Es as in o mações podem se ob idas nos espe i os se iços egionais
e no po al da DGAV. Qualque médico e e iná io em po obje i o apoia a explo ação e
maximiza o luc o da mesma, e es a é uma o ma de e i a a pe da de animais que são
clinicamen e i ecupe á eis, mas ap os a se aba idos pa a consumo humano, e não podem se
en iados pa a o ma adou o.
7. Conclusão
A ealização des e es ágio possibili ou o con ac o com as di e sas a e as desempenhadas
pelos MVO, desde as suas á eas de in e enção no ma adou o às audi o ias de es abelecimen os,
sendo po isso uma expe iência mui o posi i a e en iquecedo a. Es e pe íodo pe mi iu o
desen ol imen o das compe ências necessá ias ao exe cício da p o issão, consolidando os
undamen os eó icos adqui idos du an e o pe cu so académico.
Pela expe iência deco ida conclui-se que exis e uma endência pa a a ealização de aba es de
eme gência o a do ma adou o, o que me mo i ou a ap o unda e ap esen a nes e abalho quais
condições que podem esul a nes e aba es, bem como os p ocedimen os que de em se seguidos.
8. Re e ências bibliog á icas
1- Regulamen o (CE) N.º 854/2004 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 29 de Ab il de 2004.
2- Regulamen o (CE) N.º 1/2005 do Conselho de 22 de Dezemb o de 2004.
3 -Diá io da República (1996). I, sé ie A, N.º 79. Dec e o-Lei nº 28/96 de 2 de Ab il de 1996.
4- Regulamen o (CE) N.º 1099/2009 do Conselho de 24 de Se emb o de 2009.
5- Regulamen o (CE) N.º 1774/2002 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 3 de Ou ub o de 2002.
6- Regulamen o (CE) N.º 722/2007 da Comissão de 25 de junho de 2007.
7- Regulamen o (CE) N.º 357/2008 da Comissão de 22 de ab il de 2008.
8- Regulamen o (CE) N.º 999/2001 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 22 de Maio de 2001.
9- Commission Implemen ing Decision o 17 June 2011 (2011/358/EU)
10- Regulamen o (CE) n.º 727/2007 da Comissão de 26 de Junho.
11- Regulamen o (CE) N.º 2075/2005 da Comissão de 5 de Dezemb o de 2005.
12- Diá io da República (1999). I, sé ie A, N.º 103. Dec e o-Lei n.º 148/99 de 4 de Maio de 1999.
13- Diá io da República (2005). I, sé ie A, N.º 212. Dec e o-Lei n.º 185/05 de 4 de No emb o de 2005.
14- Di e i a 86/609/CEE do Conselho de 24 de No emb o de 1986.
15- Diá io da República (2007). 1ª sé ie, N.º 141. Dec e o-Lei 265/07, de 24 de julho de 2007.
16- Regulamen o (CE) n.º 853/2004 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho de 29 de ab il de 2004.
17- DGAV. Guia de Boas P á icas - Ap idão pa a o anspo e e aba e de eme gência. Agos o de 2012.
18- Diá io da República (2003). II Sé ie, N.º 107. Despacho n.º 9137/2003 (2.ª sé ie) de 9 de maio de 2003.
I
ANEXOS
II
Anexo I – Passapo e indi idual de bo inos
Figu a 3 - Modelo 241-B/DGV do passapo e indi idual de bo inos - modelo an igo. Adap ado
de: DGAV. Manual de p ocedimen os. A e bamen os sani á ios em passapo es de bo inos.
Figu a 4 - Modelo 241-B/DGV do passapo e indi idual de bo inos - modelo no o. Adap ado
de: DGAV. Manual de p ocedimen os. A e bamen os sani á ios em passapo es de bo inos.