Disse ação elabo ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au
de Mes e em Medicina.
Tí ulo: A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us
es u u al
Au o : Luciana B i o Bouça Fa ia
O ien ado : D . Adélio Jus ino Machado Vilaça
A iliação: Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza , Uni e sidade do Po o
Cen o Hospi ala do Po o, CHP
Valeu a pena? Tudo ale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem que passa além do Bojado
Tem que passa além da do .
Deus ao ma o pe igo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fe nando Pessoa, Mensagem
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
2
ÍNDICE
ABSTRACT ......................................................................................................................... 3
RESUMO ............................................................................................................................. 4
INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 5
MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................................. 7
PROTOCOLO CLÍNICO ......................................................................................................... 7
PROTOCOLO BIOMECÂNICO ................................................................................................ 8
PROTOCOLO EXPERIMENTAL .............................................................................................. 8
ANÁLISE DE DADOS .......................................................................................................... 10
RESULTADOS .................................................................................................................. 11
DISCUSSÃO ..................................................................................................................... 15
CONCLUSÃO ................................................................................................................... 18
CONFLITOS DE INTERESSE .......................................................................................... 19
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................. 20
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................ 23
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
3
ABSTRACT
The unc ions o he oo and he lowe ex emi y a e biomechanically in eg a ed; hus
no mal lowe ex emi y unc ion equi es no mal oo unc ion and ice e sa. The ange o
mo emen o i s me a a sophalangeal join is c ucial du ing he s ance phase o gai . A
blockage in he p og ession o sagi al plane on ha hi d “ ocke ”, will lead o
compensa ions a o he poin s in he biomechanical chain. The objec i e is o s udy which
compensa ions, he indi iduals wi h s uc u al hallux limi us, ha e du ing he gai in all
h ee planes o mo emen .
I was pe o med gai analysis using modi ied Ox o d oo model and e alua ed kinema ics
and g ound eac ion o ces in 4 cases demons a ing clinically s uc u al hallux limi us, and
4 con ols demons a ing a clinically no mal Hubsche maneu e . Twen y- h ee e lec i e
ma ke s we e applied o he oo and leg, wel e came as and 3 o ce pla es we e used o
collec he kinema ics and kine ic a he same ime. Subjec s we e es ed in ba e oo and
sel -selec ed eloci y.
Space ime ea u es did no di e be ween g oups. Excep o he hallux, he esul s o
angula kinema ic sugges ha he di e ences in he sagi al plane be ween he wo
g oups a e minimal, in con as o he esul s ob ained o he on al and ans e se plane.
In he ans e se plane, in all e alua ed segmen s, he e was a p edominance o ex e nal
o a ion o he join s in he g oup wi h s uc u al hallux limi us. The esul s also showed
kine ic di e ences, in which he con ol g oup p esen ed g ound o ce eac ions alues
highe in he componen s Fz and Fx.
The kine ic and kinema ic e alua ion o gai p o ides in o ma ion abou mo ion
compensa ion pa e ns such as ob ained in his s udy. I also sugges ed he need o
include assessmen o i s me a a sophalangeal join mobili y in he physical examina ion
o he pa ien .
Keywo ds: oo ; i s me a a sophalangeal join ; hallux limi us; gai analysis;
biomechanics; g ound o ce eac ions.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
4
RESUMO
As unções do pé e do memb o in e io são biomecânicamen e in eg adas e po isso, uma
unção no mal do memb o in e io eque uma unção no mal do pé e ice- e sa. O g au
de mo imen o da p imei a a iculação me a a so alângica (1MTF) é essencial du an e a
ase de apoio da ma cha. Um bloqueio do mo imen o no plano sagi al nes e e cei o
“ ocke ”, le a á a compensações em ou os pon os da cadeia biomecânica. O objec i o é
in es iga que compensações, os indi íduos com hallux limi us es u u al (HLE), êm
du an e a ma cha, nos ês planos de mo imen o.
Foi ealizada análise da ma cha, com ecu so ao modelo modi icado do pé de Ox o d, e
a aliada a cinemá ica, o ças de eação ao solo em 4 casos que ap esen a am HLE, e 4
con olos, que demos a am manob a de Hubsche no mal. Vin e e ês ma cado es
e le o es o am aplicados no pé e pe na , doze câma as e ape es de o ça o am usados
pa a cole a dados da cinemá ica e ciné ica ao mesmo empo. Os indi íduos caminha am
descalços e a elocidade au o-selecionada.
As ca ac e ís icas espaço empo ais não ap esen a am di e enças en e os g upos. Com
exceção do hallux, os esul ados da cinemá ica angula , suge em que no plano sagi al as
di e enças en e os dois g upos são mínimas ao con á io dos esul ados ob idos pa a o
plano on al e ans e so. Nes e úl imo e i ica-se que em odos os segmen os a aliados,
há um p edomínio maio de o ação ex e na das a iculações no g upo com HLE. Os
esul ados da ciné ica ambém ap esen a am di e enças, com o g upo de con olo a
ap esen a alo es de o ça de eação ao solo (FRS) supe io es nas componen es Fz e
Fx.
A a aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha pe mi e ob e in o mações sob e pad ões de
compensação da ma cha al como o ob ido nes e es udo. Fica ambém suge ida a
necessidade de inclui a a aliação da mobilidade da 1MTF no exame ísico do doen e.
Pala as cha e: pé; p imei a a iculação me a a so alângica; hallux limi us; análise da
ma cha; biomecânica; o ças de eação ao solo.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
5
INTRODUÇÃO
A ma cha no mal eque uma combinação complexa de componen es pos u ais
au omá icos e oli i os com o obje i o de ob e uma p og essão ene ge icamen e
e icien e do co po. No pé, o am desc i os ês mecanismos essenciais – “ ocke s”, que
êm como unção ansmi i de o ma sucessi a o mo imen o no plano sagi al desde o
calcanha a é ao an epé du an e a ase de apoio e pe mi i es abilidade su icien e pa a o
supo e an i-g a í ico do peso co po al. (1-4)
A p imei a a iculação me a a so alângica é conside ada o e cei o “ ocke ”
implicado nes a unção e a ua desde a ele ação do calcanha a é à ase inal de apoio.
Es e mo imen o e es abilidade dependem de uma adequada do si lexão da a iculação e
consequen e a i ação do mecanismo de windlass pe mi indo o a anço do cen o de
massa pa a a en e do pé de apoio. (1, 2) Quando es e mo imen o es á bloqueado,
oco e ão compensações que se podem epe cu i em pad ões de ma cha ano mais e
al e ações pa ológicas da p óp ia a iculação. (5-10)
A pa ologia hallux limi us em me ecido especial a enção na li e a u a e e e e-se
à es ição do mo imen o da 1MTF no plano sagi al. O hallux limi us uncional (HLF), é
uma condição dinâmica, na qual a limi ação apenas es a p esen e du an e a ma cha.
(9,10) Quando es a limi ação ambém se obse a numa a aliação es á ica, com ou sem
ca ga, associada a sinais clínicos de adap ação óssea e ecidula designa-se hallux
limi us es u u al (HLE). Com es ição con inuada da do si lexão e bloqueio da
a iculação, pode ão oco e al e ações degene a i as que culminam em imobilidade e
do que ca ac e izam o hallux igidus. (5,7,9-11).
Es á pa en e na li e a u a a ideia de que o hallux igidus é a e apa inal de
de e io ação a icula do hallux limi us. Is o é supo ado an o pelo ac o de o mecanismo
biomecânico, limi ação no plano sagi al, se o mesmo como ambém pela idên ica
e iologia subjacen e. (5,7,12) As adap ações que esul am da p esença e p og essão do
hallux limi us de em me ece a enção especial po pa e do clinico, no sen ido da sua
iden i icação p ecoce, e e icção do ag a amen o pa a es adios de a ose e anquilose
que necessi am de in e enções mais in asi as.
Es ão desc i os á ios es igmas que clinicamen e pode iam se ú eis na
iden i icação do hallux limi us no en an o, mui os deles não são especí icos e não se
co elacionam com o es adio e olu i o da pa ologia. A sin oma ologia dolo osa é ambém
mui o a iá el dependendo de á ios ac o es nomeadamen e do ipo da solici ação
mecânica da a iculação pa a as a i idades de ida diá ia ou exe cício ísico, da
elocidade de p og essão, das adap ações p oximais adqui idas necessá ias pa a
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
6
compensa a ma cha ap opulsi a e, pode ainda su gi p ecocemen e num pé com
apa ência clínica e adiog á ica no mal. (2,7,8,10,13)
Vá ios au o es p opuse am a iações da ma cha que podem oco e como
sequela des e bloqueio no plano sagi al (1,9,10,14) descu ando as consequências
nou os planos ana ómicos, ou os a alia am odos os planos u ilizando, no en an o, uma
limi ação a i icial da a iculação me a a so alângica (15,16)
É po an o, objec i o do p esen e es udo a alia quan i a i amen e como o hallux
limi us es u u al in luencia a ciné ica e a cinemá ica, nos planos ans e so e on al pa a
além do sagi al, das a iculações da anca, joelho, o nozelo e p imei a
me a a so alângica. Especi icamen e, a hipó ese em es udo é de que a a aliação
biomecânica pe mi i á iden i ica pad ões de compensação da ma cha nes es indi íduos.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
7
MATERIAIS E MÉTODOS
É um es udo desc i i o, p ospec i o ans e sal de casos e con olos, en ol endo um
g upo de olun á ios dos quais o am selecionados 4 com c i é ios clínicos de HLE e 4
sem pa ologia.
O es udo oi ap o ado pela Comissão de é ica do Cen o Hospi ala do Po o com o
N/REF.ª 2015.077(071-DEFI/066-CES).
C i é ios de inclusão:
1. indi íduos de ambos os sexos com idades comp eendidas en e 18 e 40 anos pa a
elimina doença a icula degene a i a;
2. indi íduos que ap esen am HLE;
3. acei ação na pa icipação do es udo median e consen imen o in o mado.
C i é ios de exclusão:
1. indi íduos meno es de idade;
2. p esença de de o midades se e as nos pés e memb os in e io es;
3. his ó ia clínica de auma ismo dos pés ou memb os in e io es nos úl imos 6 meses;
4. his ó ia de ci u gia os eoa icula dos pés ou memb os in e io es;
5. do nos pés ou memb os in e io es;
6. p esença de HLF.
P o ocolo clínico
Os indi íduos o am selecionados segundo os c i é ios de inclusão e exclusão e
ecolhidos os dados (idade, sexo, peso, al u a e IMC, g au de lexão da p imei a
a iculação me a a so alângica) de inindo-se assim o g upo de HLE e con olo. Foi
u ilizado um goniôme o com 2 b aços de 35 cm, com escala de 1° e o eixo longo do
me a a so como posição de e e ência pa a medição do g au de mo imen o da p imei a
a iculação me a a so alângica.
Hallux limi us es u u al
Uma do si lexão da 1MTF ≤40° medida com goniôme o na ausência de ca ga inclui os
indi íduos no g upo de HLE. O indi íduo encon a-se sen ado, com as a iculações do
joelho e o nozelo le idas a 90°, o calcâneo alinhado com o eixo longo da pe na e os pés
no chão, o examinado do si le e o hallux passi amen e a é à posição máxima e alinha o
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
8
goniôme o com a posição de e e ência. (3,17) Fo am e ec uadas 3 medições da
do si lexão no pé com maio es ição e ealizada a sua média.
Hallux limi us uncional
Uma do si lexão da mesma a iculação >40°, a aliada com goniôme o nas condições
desc i as an e io men e, necessi a de exclusão da p esença de hallux limi us uncional
pa a inclusão dos indi íduos no g upo de con olo. Pa a al p ocede-se à ealização da
manob a de Hubsche , em que o examinado do si le e o hallux passi amen e enquan o
o indi iduo se encon a em posição supina apoiado sob e as duas pe nas e com os
joelhos em ex ensão. Um es e no mal desc e e a si uação em que o hallux do si le e
li emen e >40° com esis ência mínima associado a encu amen o e ele ação do a co
medial longi udinal. Depois de excluída, isualmen e, a p esença de HLF, oi selecionado
o memb o com que o indi íduo inicia a ma cha. Fo am e e uadas 3 medições da
do si lexão nas condições desc i as pa a a medição do HLE e ealizada a sua média. (17,
18)
P o ocolo biomecânico
Todos os dados o ma ob idos com o indi íduo descalço, a elocidade au o-selecionada e
seguindo o p o ocolo modi icado de Ox o d oo model (OFM) (Tabela I). O conjun o de
ma cado es do memb o de ine os segmen os da anca e joelho enquan o os ma cado es
do OFM de ine o pé em 3 segmen os ( íbia, e opé e an epé) e um e o (hallux). O
mediopé oi conside ado como um mecanismo de ansmissão de mo imen o en e o
e opé e o an epé. (19) O o nozelo oi conside ado como o mo imen o en e o an epé e
a íbia.
Um sis ema de cap u a e análise de mo imen o 3D, cons i uído po 12 câma as (Oqus
came a se ies, Qualisys) oi u ilizado pa a cap u a de mo imen o segmen al a 200 Hz.
Uma pla a o ma de o ça esis i a (Be e ec) (2000 Hz) oi u ilizada pa a ob e as FRS.
P o ocolo expe imen al
Os 23 ma cado es e le i os de 12 mm de diâme o, o am ixados à pele u ilizando-se i a
de dupla ace nos locais ana ómicos desc i os no memb o selecionado. P ocedeu-se à
ecolha de um ensaio es á ico em posição de pé du an e 5 s p e iamen e à ecolha
dinâmica. Foi epe ida a ma cha, a é se ob e 5 ensaios adequados, de inidos como o
con ac o comple o do pé na pla a o ma de o ças, sendo u ilizada a média pa a análise.
Pa a cada ensaio, os e en os, con ac o inicial e despegue o am de e ados
au oma icamen e pelo so wa e Visual 3D (C.mo ion Inc., USA). Subdi idiu-se a ase de
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
15
DISCUSSÃO
Es e es udo compa ou a ma cha e as o ças de eação ao solo en e um g upo de
indi íduos com HLE e um g upo de con olo nos ês planos de mo imen o, sagi al,
ans e so e co onal, com o in ui o de iden i ica pad ões de compensação comuns no
memb o in e io .
As ca ac e ís icas ísicas dos sujei os não pa ecem ap esen a di e enças
signi ica i as, o que se mos a de g ande impo ância no es udo da cinemá ica, uma ez
que o am desc i as a iações dos pa âme os empo ais, espaciais e g au de mo imen o
a icula , com a idade, géne o, al u a e peso. (20)
No que se e e e aos pa âme os espaço empo ais, a diminuição do
comp imen o da passada em indi íduos com HLE es á em conco dância com ou os
es udos simila es no en an o, es a não oi es a is icamen e signi ica i a. (6,16,21) Pa a os
es an es pa âme os ambém não se obse a am di e enças es a is icamen e
signi ica i as mas, pode ia se espe ada uma diminuição da elocidade (16,22) e um
aumen o do empo da ase de apoio (6) al como obse ado em es udos de es ição da
do si lexão da 1MTF.
O modelo u ilizado, OFM, é comummen e u ilizado em análise da ma cha em
indi íduos saudá eis e com pa ologia e em g ande con iabilidade e ep odu i idade em
adul os. (23-27) Es e desc e e o mo imen o de cada segmen o do pé ela i amen e ao
seu mais p oximal conside ando o mediopé um ansmisso de mo imen o en e o an epé
e o e opé. Fo am adicionados ma cado es no memb o in e io pa a desc e e o
mo imen o da anca e joelho.
Tal como espe ado e i icou-se uma diminuição da do si lexão do hallux pa a o
g upo de HLE na ase inal do apoio. É nes a ase inal que es e mo imen o é mais
impo an e pois sem ele, a a i ação dos mecanismos de au o-supo e essenciais pa a
con e e o pé num pi o , a a és do qual o co po se mo e, icam comp ome idos. (1, 6,
9)
Se ia de espe a um aumen o da do si lexão do o nozelo sob e udo na ase inal
do apoio pa a compensa a diminuição da do si lexão da 1MTF. (15, 16) A p esença de
maio e e são do o nozelo associado a maio o ação ex e na desc e em o mo imen o
combinado de p onação do pé. Pode en ão coloca -se a hipó ese de que a limi ação da
do si lexão da 1MTF é causado a de p onação e óg ada. O ac o de o mecanismo de
windlass não se a i ado de o ma adequada, ao não se e i ica o encu amen o da
áscia plan a e consequen e ele ação do a co longi udinal medial, pe mi e, pelo menos
em pa e, explica o su gimen o des a p onação. (3, 15, 28, 29)
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
16
No joelho, no plano sagi al, as di e enças mínimas encon adas en e os dois
g upos es ão de aco do com o es udo em que oi u ilizada uma ala pa a es ingi
a i icialmen e a 1MTF. (16) No en an o, oi epo ado um aumen o da ex ensão do joelho
nou o es udo semelhan e, du an e a ase média de apoio. (15) Os alo es mínimos e
máximos de adução são maio es no g upo com HLE mas não o am epo ados os
mesmos esul ados nou os es udos. No plano ans e so, a maio o ação ex e na do
joelho no g upo HLE, não se e i icou nou o es udo no en an o, a ansição pa a o ação
in e na na ase inal de apoio, nesse mesmo g upo. co obo a com o esul ado dessa
mesma in es igação. (15)
Na anca, as pequenas di e enças encon adas en e os dois g upos es ão de
aco do com um es udo p é io. (16) A maio o ação ex e na no g upo de HLE co obo a
com o pad ão que oco e na análise obse acional da ma cha ei a em indi íduos com
hallux igidus em que es es endem a ans e i o peso la e almen e ou azem o ação
ex e na da anca de o ma a ele a em o pé e, a ase de despegue oco e nos me a a sos
la e ais. (30)
As o ças de eação ao solo – Fz pa a o g upo de con olo ul apassa os alo es
máximos epo ados na li e a u a. (31) Já no g upo de HLE os alo es máximos são
supe io es àqueles ap esen ados pa a um es udo com indi íduos jo ens sem pa ologia.
Se ia expec á el que o segundo pico máximo da o ça osse in e io , al como epo ado
num ou o es udo, onde a p esença pa ologia no memb o in e io in e e e com a
in ensidade o ça ge ada pa a pe mi i a p opulsão. (21, 31) A componen e an e o-
pos e io – Fx indica que a o ça p opulsi a, desc i a como o pico máximo após o inicio da
ele ação do calcanha , no g upo de HLE é in e io à do g upo de con olo. Es e achado
em salien a o ac o de os indi íduos com es ição da 1MTF ap esen am al e ações na
ase p opulsi a da ma cha.
Apesa da impo ância dos esul ados ob idos, o es udo ap esen a algumas
limi ações e elemen os que podem es a sujei os discussão.
P imei o, a pequena dimensão da amos a limi a o pode do es udo. Dada a
panóplia de pa âme os que podem in e i na ma cha, se á con enien e aumen a a
amos a e pa ea o mais possí el os dois g upos e no maio núme o de ca ac e ís icas
ísicas, pa a assim diminui a a iabilidade induzida po es as.
A p esença de a e ac o elacionado com a colocação dos ma cado es sob e a
pele pode p oduzi alguma a iabilidade nos esul ados. (32, 33) Embo a enha sido
e i icado que os a e ac os sob e o pé são meno es que aqueles sob e locais mais
p oximais. (32, 34, 34) É po an o, ele an e que a colocação dos mesmos seja sob e udo
ealizada pela mesma pessoa em odas as sessões.
Vá ios es udos associa am a es u u a do a co longi udinal medial do pé com
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
17
al e ações da o ien ação do eixos a icula es do pé. (25, 26, 29) Assim de e u u amen e
inclui -se es a medida pa a ca ac e iza os indi íduos e eduzi a a iabilidade induzida
po es a.
Po im de e le a -se em con a que o es udo da ma cha pode á e ela -se
limi ado pa a o es udo de consequências pa ológicas. A i idades como co ida, sal o,
que exigem maio do si lexão pode ão induzi compensações a icula es maio es ou a é
di e en es daquelas encon adas pa a ma cha.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
18
CONCLUSÃO
A a aliação de indi íduos com limi ação da do si lexão da 1MTF pe mi iu
iden i ica alguns pad ões de compensação nos ês planos de mo imen o.
Os esul ados des e es udo indicam que a cinemá ica dos planos on al e
ans e so e ela am di e enças nos dois g upos es udados, enquan o que no plano
sagi al essas di e enças pa ecem se mínimas. Na ciné ica, p incipalmen e a componen e
an e o-pos e io , ap esen a ambém di e enças en e os g upos.
Assim, é suge í el que clinicamen e, a a aliação da mobilidade da 1MTF de a se
incluída no exame ísico do doen e que se ap esen e com do ou dis unção do memb o
in e io .
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
19
CONFLITOS DE INTERESSE
O au o decla a não e con li os de in e esse pa a com o abalho em ap eciação.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
20
BIBLIOGRAFIA
1) Dananbe g HJ. Sagi al plane biomechanics. Ame ican Diabe es Associa ion.
Jou nal o he Ame ican Podia ic Medical Associa ion. 2000;90(1):47-50.
2) Suá ez EM, Rosa MM. Mecánica clínica y e apeú ica de pie y obillo. Mad id:
Hospi al Uni e si a io Qui ón ; 2015.
3) Hild GA, McKee PJ. E alua ion and biomechanics o he i s ay in he pa ien wi h
limi ed mo ion. Clinics in podia ic medicine and su ge y. 2011;28(2):245-67.
4) Ayyappa E. No mal Human Locomo ion, Pa 1: Basic Concep s and Te minology.
JPO: Jou nal o P os he ics and O ho ics. 1997;9(1):10-7.
5) He he ing on V, Musca ella V. Hallux Limi us and Hallux Rigidus. Tex book o
hallux algus and o e oo su ge y. 2000. pp. 313-325.
6) Canseco K, Long J, Ma ks R, Khazzam M, Ha is G. Quan i a i e cha ac e iza ion
o gai kinema ics in pa ien s wi h hallux igidus using he Milwaukee oo model.
Jou nal o O hopaedic Resea ch. 2008;26(4):419-27.
7) Bueno Fe moso R. Hallux limi us. REDUCA (En e me ía, Fisio e apia y
Podología). 2011;3(1)
8) Phillips A, McGlam y E. Hallux Limi us: Technique. ; 1989.
9) Di Napoli D. Gai analysis based on i s MTPJ unc ion: he unc ional hallux
limi us concep . Recons uc i e su ge y o he oo and leg upda e. 1993;93:27-32
10) Dananbe g HJ. Func ional hallux limi us and i s ela ionship o gai e iciency.
Jou nal o he Ame ican Podia ic Medical Associa ion. 1986(76):648-52
11) Blázquez Viudas R. Relación del Índice Pos u al del Pie con el Hallux Limi us Es uc u al.
REDUCA (En e me ía, Fisio e apia y Podología). 2010;2(1).
12) Bo ek G, Ande son MA. E iology, pa hophysiology, and s aging o hallux igidus.
Clinics in podia ic medicine and su ge y. 2011;28(2):229-43.
13) Olo L, T ayno C, Va i a ian S. Join sal age echniques o s age III/IV hallus
igidus. The Role o Os eo omy in he Co ec ion o Congeni al and Acqui ed
Diso de s o he Skele on InTech. 2012
14) Hall C, Nes e CJ. Sagi al plane compensa ions o a i icially induced limi a ion o
he i s me a a sophalangeal join : a p elimina y s udy. Jou nal o he Ame ican
Podia ic Medical Associa ion. 2004;94(3):269-74.
15) Wilkes C. Kinema ic Analysis o T i-plane Compensa ions o A i icially Induced
Limi a ion o he Fi s Me a a sophalangeal Join : A P elimina y S udy: The B i ish
School o Os eopa hy; 2009.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
21
16) Zhang J, Si Y, Zhang Y, Liu Y. The e ec s o es ic ing he lexion-ex ension
mo ion o he i s me a a sophalangeal join on human walking gai . Biomed Ma e
Eng. 2014;24(6):2577-84.
17) Hals ead J, Redmond AC. Weigh -bea ing passi e do si lexion o he hallux in
s anding is no ela ed o hallux do si lexion du ing walking. Jou nal o O hopaedic
& Spo s Physical The apy. 2006;36(8):550-6.
18) Nawoczenski DA, Baumhaue JF, Umbe ge BR. Rela ionship be ween clinical
measu emen s and mo ion o he i s me a a sophalangeal join du ing gai *. The
Jou nal o Bone & Join Su ge y. 1999;81(3):370-6.
19) Helm A. Mul i-segmen Foo Kinema ics in Young Adul s: A P elimina y S udy
Compa ing Two Biomechanical Gai Models. 2014.
20) Senden R, Meije K, Heylige s IC, Sa elbe g HHCM, G imm B. Impo ance o
co ec ing o indi idual di e ences in he clinical diagnosis o gai
diso de s. Physio he apy 2012; 98(4): 320-324.
21) S aco A, K ame s-de Que ain IA, Lude G, Lis R, S üssi E. G ound eac ion
o ces on s ai s: Pa II: Knee implan pa ien s e sus no mals. Gai & pos u e.
2007;26(1):48-58.
22) And iacchi T.P., Ogle J.A., and Galan e J.O.: Walking speed as a basis o no mal
and abno mal gai measu emen s. J Biomech 1977; 10: pp. 261-268
23) W igh CJ, A nold BL, Co ey TG, Pidcoe PE. Repea abili y o he modi ied Ox o d
oo model du ing gai in heal hy adul s. Gai & pos u e. 2011;33(1):108-12
24) Dixon PC, Bohm H, Dode line L,. Ankle and mid oo kine ics du ing no mal gai : a
mul i-segmen app oach. Jou nal o biomechanics 2012; 45(6): 1011-1016.
25) Le inge P, Mu ley G S, Ba on C J, Co che M P, McSweeney S R, Menz H B. A
compa ison o oo kinema ics in people wi h no mal-and la -a ched ee using he
Ox o d Foo Model . Gai & pos u e 2010; 32(4): 519-523.
26) Deschamps K, Bi ch I, Desloo e e K, Ma icali GA. The impac o hallux algus on
oo kinema ics: a c oss-sec ional, compa a i e s udy. Gai & pos u e.
2010;32(1):102-6.
27) S ebbins J, Theologis T. Compa a i e mo ion o he oo du ing walking o men,
women and child en. Gai & Pos u e. 2009;30:S112.
28) Ki by K. Biomechanics o he no mal and abno mal oo . Jou nal o he Ame ican
P odia ic Medical Associa ion. 2000.
29) Rao S, Song J, K aszewski A, Backus S, Ellis SJ, Md JTD, e al. The e ec o oo
s uc u e on 1s me a a sophalangeal join lexibili y and hallucal loading. Gai &
pos u e. 2011;34(1):131-7.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
22
30) Be s R, F anks C, Duckwo h T. Foo p essu e s udies: no mal and pa hological
gai analysis. Diso de o he oo and ankle: medical and su gical managemen
2nd ed Philadelphia: WB Saunde s. 1991:484-579.
31) Dicha y J. Kinema ics and kine ics o gai : om lab o clinic . Clinics in spo s
medicine 2010; 29(3): 347-364.
32) Nes e C, Liu A, Wa d E, Howa d D, Cocheba J, De ick T, e al. In i o s udy o
oo kinema ics using a dynamic walking cada e model. Jou nal o biomechanics.
2007;40(9):1927-37
33) T anbe g R, Ka lsson D. The ela i e skin mo emen o he oo : a 2-D oen gen
pho og amme y s udy. Clinical Biomechanics. 1998;13(1):71-6.
34) Nes e C, Jones RK, Liu A, Howa d D, Lundbe g A, A nd A, e al. Foo kinema ics
du ing walking measu ed using bone and su ace moun ed ma ke s. Jou nal o
biomechanics. 2007;40(15):3412-23
35) Cappozzo A, Ca ani F, Lea dini A, Benede i M, Della C oce U. Posi ion and
o ien a ion in space o bones du ing mo emen : expe imen al a e ac s. Clinical
biomechanics. 1996;11(2):90-100.
A aliação ciné ica e cinemá ica da ma cha em indi íduos com hallux limi us es u u al
23
AGRADECIMENTOS
Embo a uma ese seja, pela sua inalidade académica, um abalho indi idual, há
con ibu os de na u eza di e sa que não podem e nem de em deixa de se ealçados.
Po essa azão, desejo exp essa os meus since os ag adecimen os:
Ao D . Adélio Vilaça, meu o ien ado , po oda a disponibilidade, c í icas,
co eções e suges ões ei as du an e a o ien ação e sob e udo po que que me incen i ou
a oa mais al o.
Ao P o esso João Paulo Vilas Boas Soa es Campos pela ecep i idade e
coope ação e po me e ei o sen ido em casa no labo a ó io de biomecânica do Po o -
LABIOMEP.
Ao Ped o Fonseca pela imp escindí el ajuda, paciência, disponibilidade e
ensinamen os no LABIOMEP.
Á Denise, à Tânia e à Camila pela ajuda e eupa ia nos momen os iniciais de
con ac o com o “no o mundo” do labo a ó io da biomecânica.
Aos meus amigos po odas a pala as de incen i o e po oda a gen ileza e ajuda
nes e abalho.
À minha equipa de u ebol pelos no en a minu os semanais de b incadei a, ga a
e suo e pela amizade incondicional.
Ao meu i mão pela e isão do esumo em inglês mas sob e udo pelas his ó ias e
ga galhadas que jun os pa ilhamos.
Ao meu a ô (in memo iam) que me ensinou alo es in indá eis.
Aos meus pais pelo amo incondicional, po se em modelos de co agem e de ida.