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Relatório de Estágio

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Relatório de Estágio

Author: Daniela Sofia Soares Pereira
Year: 2016
DOI: 10.34626/shfm-4k78
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/82203/2/37795.pdf
Daniela So ia Soa es Pe ei a
Rela ó io de es ágio
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em T adução e Se iços Linguís icos,
o ien ada pelo(a) P o esso (a) Dou o (a) Thomas Juan Ca los Hüsgen
Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o
Se emb o de 2015
Rela ó io de es ágio
Daniela So ia Soa es Pe ei a
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em T adução e Se iços Linguís icos,
o ien ada pelo(a) P o esso (a) Dou o (a) Thomas Juan Ca los Hüsgen
Memb os do Jú i
P o esso Dou o Rogélio José Ponce de León Romeo
Faculdade de Le as - Uni e sidade do Po o
P o esso Dou o Thomas Juan Ca los Hüsgen
Faculdade de Le as - Uni e sidade do Po o
P o esso a Dou o a Ma ia Joana de Sousa Pin o Guima ães de Cas o Mendonça
Faculdade de Le as – Uni e sidade do Po o
Classi icação ob ida: 16 alo es
“The ansla o has o do consciously wha he au ho did ins inc i ely.
And ye i mus be ins inc i e.”
- Richa d Pe ea

ÍNDICE
Ag adecimen os ................................................................................................................. i
Resumo ............................................................................................................................. ii
Abs ac ............................................................................................................................ iii
Índice de igu as .............................................................................................................. i
Índice de siglas e ab e ia u as ..........................................................................................
In odução ......................................................................................................................... 1
Pa e I – Ap esen ação da emp esa e do es ágio ............................................................... 2
1. Ap esen ação da emp esa .......................................................................................... 2
1.1 Equipa de abalho ................................................................................................. 2
1.2 O ganização e ges ão do abalho .......................................................................... 4
2. Desc ição do es ágio.................................................................................................. 7
2.1 Desc ição das a e as ealizadas ............................................................................ 8
2.2 Fe amen as de apoio à adução ......................................................................... 14
2.3 P incipais ecu sos u ilizados .............................................................................. 18
2.4 Ap eciação global do es ágio ............................................................................... 19
Pa e II – T adução: Análise de casos p á icos ............................................................... 20
1. Análise de casos p á icos......................................................................................... 20
1.1 A impo ância da imagem no p ocesso de adução ................................................. 21
1.2 Ques ões e minológicas ........................................................................................... 27
1.3 A ambiguidade lexical .............................................................................................. 33
1.4 Re e ências cul u ais................................................................................................. 38
1.5 P oblemas écnicos ................................................................................................... 41
1.6 O Po uguês do B asil ............................................................................................... 43
1.6.1 Léxico e e minologia ............................................................................................ 44
1.6.2 G a ia ..................................................................................................................... 48
1.6.3 Tempos e bais ...................................................................................................... 51
1.6.4 A igos ................................................................................................................... 52
1.6.5 P eposições ............................................................................................................ 53
1.6.6 Conside ações inais .............................................................................................. 54
Conclusão ....................................................................................................................... 56
Re e ências bibliog á icas .............................................................................................. 58
Anexos ............................................................................................................................ 60
Anexo I – Lis a das aduções ealizadas ao longo do es ágio ....................................... 61
Anexo II – Exemplos de adução .................................................................................. 63
Anexo III – Plano de es ágio .......................................................................................... 70
Anexo IV – A aliação do es ágio cu icula po pa e da o ien ado a ........................... 72
i
AGRADECIMENTOS
Ao dou o Thomas Hüsgen, po odos os conselhos e ecomendações
ansmi idos du an e a elabo ação des e ela ó io. Ag adeço igualmen e a odo o co po
docen e do Mes ado em T adução e Se iços Linguís icos, coo denado ago a pelo
P o .º Thomas Hüsgen, que me auxiliou a desen ol e as minhas capacidades e ap idões
na á ea da adução e em pa icula , à P o .ª And ea Iglesias pela cons an e pe sis ência
e con iança nas minhas capacidades, especialmen e nos momen os em que me sen ia
mais insegu a.
Os meus since os ag adecimen os às dou o as Joana Pin o e Mónica Sil a po
me concede em a opo unidade de ealiza um es ágio na K aliTex , assim como a odos
os colabo ado es e colegas de abalho, em especial à minha o ien ado a Ca a ina
Ramos pela paciência, dedicação e disponibilidade que semp e e elou pa a auxilia -me
a melho a o meu pe cu so ao longo des es ês meses.
Finalmen e, aos meus pais po semp e ac edi a em em mim, apoia em a minha
o mação académica de o ma incondicional e e em in es ido no meu u u o, à minha
i mã pelo apoio cons an e e ao Ped o, pelo ca inho e companhei ismo.
ii
RESUMO
O p esen e ela ó io cons i ui uma análise e e lexão do es ágio cu icula
ealizado na emp esa K aliTex - Se iços de adução, Lda., no pe íodo comp eendido
en e 2 de e e ei o de 2015 e 30 de ab il de 2015 no âmbi o do Mes ado em T adução
e Se iços Linguís icos da Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o. Tem como
p incipal obje i o analisa e e le i sob e o p ocesso adu i o le ado a cabo, analisando
alguns exemplos ilus a i os. P imei amen e, se á abo dada a es u u a e a o ma de
uncionamen o da emp esa e, de seguida, se á e e uada uma desc ição dos p incipais
abalhos ealizados e dos ecu sos u ilizados. Numa segunda pa e, p ocede-se a uma
análise de exemplos de algumas di iculdades sen idas du an e o p ocesso de adução,
das soluções encon adas pa a supe a as di iculdades, elacionando-as, em á ios casos,
com as eo ias de adução. Po im, ambém se ão abo dadas algumas das p incipais
di e enças de e adas en e o Po uguês eu opeu e o Po uguês do B asil.
Pala as-cha e: es ágio cu icula , adução, emp esa de adução, di iculdades
adu i as
4
g ande pa e dos ex os aduzidos, em especial du an e o segundo e e cei o mês de
es ágio, não e am de ca ác e ge al. Pelo con á io, o g au de especi icidade e a bas an e
ele ado, e elando-se ex os pa a um adu o com uma unção supe io à de adu o
assis en e.
Po úl imo, é ambém ele an e menciona os eelance s, cuja unção pode
oscila em i ude da sua e sa ilidade. Con udo, na K aliTex oi possí el in e i que
e am esponsá eis, ge almen e, pela adução do seu p óp io abalho, pela e isão de
p oje os ealizados pelos adu o es da equipa in e na ou a é pela simples ealização de
QA (Quali y Assu ance) de um p oje o, cujo e iso es a a indisponí el de ido à ca ga
de abalho exis en e. Obse ou-se igualmen e que cos uma am pa icipa na adução
de ex os de ele ada dimensão, su gindo semp e que e a necessá io uma ajuda
ex ao diná ia.
Um dos equisi os da no ma eu opeia 15038:2006 p ende-se com a o mação dos
elemen os que cons i uem os ecu sos humanos. Segundo a no ma, os adu o es
de e ão ap esen a compe ências na á ea, is o é, a a és de o mação supe io o icial em
adução, ou alguns anos de expe iência documen ada em adução.
1
Foi possí el
cons a a a aplicação des e equisi o, uma ez que odos os colabo ado es da K aliTex
êm o mação o icial em adução. Além disso, a sua o mação é con ínua uma ez que
a emp esa o ganiza equen es o mações na á ea da adução, eunindo odos os seus
colabo ado es. Ao longo da ealização do es ágio, o am ealizadas á ias o mações e
euniões pa a discussão de p ocedimen os de melho ia da qualidade do abalho.
Finalmen e e ainda em elação à composição da emp esa, é de e e i que o
depa amen o adminis a i o é cons i uído pela D a. Joana Pin o e a D a. Mónica Sil a e
o depa amen o ecnológico pelo IT Manage , esponsá el po soluciona as ques ões
p oblemá icas ap esen adas pela equipa ela i amen e ao so wa e, ao ha dwa e, e ao
so wa e in e no da ges ão de p oje os (PO).
1.2 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO
1
Consul a : www.idiomaglobal.p /documen os/paginas/en15038_p .pd

5
A ges ão de odas as a e as elacionadas com os p oje os de adução é le ada a
cabo a a és de uma pla a o ma in o má ica desen ol ida pela emp esa e designada
P ojec -Open (PO). Pa a pode acede a es a pla a o ma a pa i de cada compu ado
indi idual, cada colabo ado possui c edenciais, cons i uídas po um nome de u ilizado
(são cons i uídas ge almen e pelas iniciais do nome do uncioná io) e uma pala a-
passe. Após a in odução das espe i as c edenciais, cada memb o em acesso à sua
página pessoal, onde pode á isualiza os p oje os em cu so que lhe o am a ibuídos.
É no PO que as ges o as de p oje os c iam os p oje os, in oduzem odos os
dados necessá ios e ele an es e dis ibuem as a e as de adução e e isão pelos
colabo ado es en ol idos no p ocesso. Assim que essa a e a o c iada na pla a o ma,
as pa es en ol idas ecebem um e-mail a a és do seu co eio ele ónico in e no com
uma hipe ligação di e a pa a o p oje o ao qual oi associado (conside ado mui as ezes
uma mais alia em e mos de poupança de empo). A a és do PO, o adu o em
acesso a odos os elemen os necessá ios pa a a ealização da a e a em causa, como po
exemplo, os ichei os o iginais, as ins uções, os ma e iais de e e ência ou e en uais
glossá ios en iados pelo clien e. Além disso, o PO ambém inclui in o mações ge ais
sob e o p oje o, como o nome e o código in e no do p oje o, a da a de eceção e de
en ega, as línguas de pa ida e de chegada, o núme o de pala as do documen o e o
núme o de pala as a se em aduzidas, o o ma o em que o documen o de e á se
en egue, en e ou os.
A pla a o ma es á di idida in e namen e em á ios sepa ado es, sendo que o
sepa ado P ojec s é o mais ele an e. Es e sepa ado es á di idido em 4
subsepa ado es: Summa y, Files, T ans Tasks e Assignmen s, al como é possí el
obse a na igu a 1.
Figu a 1 - Sepa ado es na secção P ojec s do PO
No sepa ado “Summa y” é possí el isualiza as in o mações ge ais do p oje o,
p eenchidas pelas PMs, en e elas as da as de eceção e en ega, pa es de línguas,
6
o ma o de en ega do documen o inal e a é o ende eço pa a a memó ia de adução que
de e á se u ilizada, en e ou os aspe os já mencionados acima.
No sepa ado “Files” é possí el encon a ge almen e qua o pas as, en e elas, a
pas a “Sou ce”, na qual se encon a o ichei o o iginal a aduzi , a pas a “T ans” que
cons i ui a pas a na qual o adu o de e á semp e ca ega o ichei o aduzido. Mesmo
que esse documen o enha sido aduzido a a és do se ido de um clien e numa CAT
ool como o MemoQ é necessá io e e ua semp e uma cópia pa a se colocada nes a
pas a pa a egis o in e no. Além disso, no caso de p oje os de g ande dimensão que
en ol em á ios ba ches (sé ies e/ou paco es) é nes a pas a que o adu o de e c ia
subpas as com a designação do ba ch e a da a de en ega da adução co esponden e.
Em seguida, obse a-se a pas a “Edi ”, onde é colocada a e são do p oje o já e is a e
p on a pa a se en iada ao clien e. Finalmen e, encon a-se a pas a “Deli e ed”, que
como o p óp io nome indica, é a pas a pa a a qual as ges o as de p oje os ca egam o
documen o ou a pas a inal que oi en egue ao clien e. As es an es pas as ins uções,
ma e iais de e e ência ou glossá ios o necidos pelo clien e.
O sepa ado “T ans Tasks” cons i ui um dos sepa ado es que mais con ibui pa a a
luidez e a o ganização den o da equipa, uma ez que cabe ao colabo ado in o ma as
es an es pa es en ol idas da ase em que se encon a o p ocesso, is o é, se o
documen o já es á p on o pa a se aduzido (opção “Fo T ans”), se já es á em ase de
adução (“T ans-ing”), se es á p on o pa a se e is o (“Fo Edi ”), se já es á a se
e is o (“Edi ing”) se es á p on o pa a se en egue ou se já oi en egue ao clien e. A
a ualização cons an e e adequada des e sepa ado é uma das a e as mais impo an es
que os adu o es de em le a a cabo, já que sem a sua a ualização a es an e equipa não
es a á a pa da ase a ual do p oje o e a sua não execução pode mesmo p ejudica e
a asa os p azos de en ega e a alocação de no os p oje os.
Po im, o sepa ado “Assignmen s” é o local onde se encon a a in o mação sob e a
unção de cada colabo ado no p oje o. No caso de p oje os de g ande dimensão, es e
sepa ado é undamen al pa a uma excelen e o ganização den o da equipa, já que
no malmen e es es p oje os são cons i uídos po di e sos ichei os com di e en es da as
de en ega e a sua ealização é a ibuída a á ios adu o es e e iso es da emp esa, e
mui as ezes, a eelance s.
No PO, ambém é possí el inse i o núme o de ho as dispensadas pa a cada p oje o,
no sepa ado Timeshee . O Timeshee é p eenchido dia iamen e po cada colabo ado ,
no inal de cada p oje o execu ado, cons i uindo um excelen e mecanismo pa a con ola
7
o empo u ilizado po cada adu o pa a cada p oje o, em especial, p oje os de g ande
dimensão.
No ambien e de abalho de cada compu ado indi idual, ambém é possí el
encon a uma pas a designada “O ganização”, onde o am colocadas inúme as
subpas as com á ios ipos de in o mações sob e a emp esa. En e elas, os
p ocedimen os in e nos de qualidade, ichei os sob e algumas das di e enças en e o
Po uguês eu opeu e o Po uguês do B asil ou a é mesmo, in o mações mais supé luas
como as da as de ani e sá ios dos memb os da equipa, en e ou os. Além dis o, no
ambien e de abalho cons a ambém uma pas a com as memó ias de adução da
emp esa, designada “TMs”.
Po im, é de menciona que a emp esa possui o seu p óp io cha in e no,
denominado Spa k, a a és do qual odos os elemen os da emp esa podem comunica
en e si, algo que se e elou ex emamen e ú il ao longo do es ágio.
2. DESCRIÇÃO DO ESTÁGIO
O es ágio cu icula ealizado na K aliTex e e a du ação de ês meses em egime
de ull- ime. A única a e a a ibuída ao longo des es ês meses oi a de adução de
ex os. Con udo, no p imei o dia de es ágio oi incumbida apenas da lei u a de di e sos
ma e iais po pa e da o ien ado a. En e esses ma e iais encon am-se os p ocedimen os
in e nos de qualidade, cuja lei u a cons i uiu uma mais- alia ao longo da ealização dos
p oje os alocados, pois o am abso idas in o mações undamen ais sob e os p incipais
p ocedimen os e os mecanismos in e nos. Es as in o mações e am ela i as não só à
es u u a e o ganização do abalho, mas ambém à e minologia e ao es ilo. Algumas
des as in o mações e am, po exemplo, e os comuns a se em e i ados e guias de es ilo
in e nos, que incluíam as eg as a segui ela i amen e às unidades de medida ou à
pon uação.
O p incipal obje i o que a emp esa de acolhimen o p e endia que osse a ingido ao
longo do es ágio e a a consolidação dos conhecimen os adqui idos du an e a o mação
académica e das compe ências écnicas no âmbi o da adução. Apesa des es obje i os
e em sido a ingidos, ao ní el pessoal, e am ambicionadas ou as me as: es a a
capacidade de adap ação ao abalho diá io de um adu o num ambien e com
8
adu o es in-house numa emp esa de adução, con i e com adu o es senio es, com
mui a expe iência na á ea, e abalha com di e en es e amen as e ecu sos de
adução. Todos es es obje i os o am alcançados ao longo da ealização do es ágio
cu icula , an o as me as p opos as pela emp esa, como as indi iduais, a i mando po
isso, que o es ágio p opo cionou expe iências únicas a á ios ní eis.
2.1 DESCRIÇÃO DAS TAREFAS REALIZADAS
Tal como já oi mencionado an e io men e, ao longo do es ágio, a única unção
le ada a cabo oi a adução de documen os, a a és das mais a iadas e amen as de
apoio à adução. Du an e os ês meses de es ágio cu icula , o am ealizados 36
p oje os e aduzidas ce ca de 120 000 pala as. Pa a ap esen a o exa o luxo de
abalho, é possí el obse a na igu a 2 a dis ibuição do núme o de p oje os e do
núme o de pala as ealizados ao longo des es ês meses.
Como demons a o g á ico da igu a acima, hou e uma conside á el oscilação
no luxo de abalho ao longo do pe íodo de es ágio. Du an e o p imei o mês o am
aduzidas ce ca de 34 000 pala as, um alo ela i amen e baixo que é possí el
jus i ica pelo ac o de ainda se a a de uma ase inicial do es ágio, is o é, a adu o a
Figu a 2 - N.º de p oje os e n.º de pala as ap oximados po mês
9
ainda se encon a a numa ase de adap ação à me odologia e ao uncionamen o da
emp esa. No en an o, no mês seguin e, o am aduzidas menos 10 000 pala as, uma
edução conside á el, endo em conside ação que os núme os de e iam, na eo ia, se
c escen es. Es e ac o pode se explicado não só pelo p óp io luxo de abalho da
emp esa acolhedo a, mas ambém po uma elação en e os p oje os e as pala as
aduzidas. Is o é, no mês de ma ço o am ealizados um ele ado núme o de p oje os, o
que p ejudicou subs ancialmen e o núme o de pala as aduzidas uma ez que cada ez
que um colabo ado al e na de p oje o é necessá io le a a cabo um complexo p ocesso
a é ao p oje o chega às mãos do e iso . Es e p ocesso inclui di e sos passos, como a
e isão do p óp io abalho, a ealização da e i icação o og á ica do ex o no Wo d,
um p ocedimen o de melho ia da qualidade, a a és da ealização de Quali y Assu ance
po meio de uma e amen a p óp ia, o ca egamen o de á ias pas as pa a o PO, o
p eenchimen o de uma checklis (o p eenchimen o da lis a de e i icação é um passo
undamen al e ob iga ó io após a conclusão de um p oje o, pois in o ma o e iso dos
passos que o am ou não ealizados du an e o p oje o) e o p eenchimen o do Timeshee ,
en e ou as a e as de meno dimensão.
Assim, é possí el a i ma que o mês de ab il oi o mês mais p odu i o,
pa cialmen e de ido a es e mo i o. Como se pode obse a , nes e mês o am aduzidas
ce ca de 62 000 pala as e apenas o am ealizados 9 p oje os ao longo de odo o mês.
Uma ez que o núme o de p oje os oi eduzido, o núme o de pala as aumen ou
conside a elmen e, já que o am aduzidos os mesmos p oje os ao longo de á ios dias,
auxiliando assim à p odu i idade diá ia indi idual.
Nes e sen ido e em e mos da p odu i idade diá ia, é possí el a i ma que na
sequência dos dados ap esen ados acima, os núme os ilus ados no g á ico abaixo
( igu a 3) não cons i uem uma su p esa.

10
Figu a 3 - N.º ap oximado de pala as diá ias aduzidas po mês
Tendo como pon o de pa ida, o núme o de pala as aduzidas em cada mês e
di idindo-o po uma média de 20 dias de abalho em e e ei o e 22 dias em ma ço e
ab il, é possí el ob e a média ap esen ada no g á ico. Es es núme os es ão em
con o midade com os obje i os indi iduais e os obje i os es ipulados pela en idade,
pois e i ica-se um isí el c escimen o e uma p og essão do i mo de abalho, apesa
do mês de ma ço e sido in luenciado pelo luxo de abalho na emp esa e pelo
p ocesso já mencionado an e io men e.
Quan o às línguas de abalho, é de e e i que o am obse ados alguns pad ões. O
pa Inglês-Po uguês Eu opeu oi o mais equen e e o pa Espanhol-Po uguês Eu opeu
ambém su gia com bas an e equência. Além disso, su gi am ex os que inham como
língua de pa ida an o o Inglês como o Espanhol e o Po uguês do B asil como língua
de chegada.
Nes e sen ido, a igu a 4 ep esen a a pe cen agem e o núme o de p oje os ealizados
endo em conside ação a sua língua de pa ida.
11
72% (26)
28% (10)
Inglês
Espanhol
72% (26)
28% (10)
Po uguês
eu opeu
Po uguês do
B asil
Figu a 4 - Pe cen agem e n.º de p oje os po idioma de pa ida
Po ou o lado, ela i amen e à língua de chegada, odas as aduções ealizadas
inham como idioma o Po uguês, apesa de oscila equen emen e en e o Po uguês
eu opeu e o Po uguês do B asil ao longo de odas as a e as. O g á ico seguin e
ap esen a os dados (pe cen agem e núme o) dos p oje os ealizados, analisando o
idioma de chegada dos di e sos ex os aduzidos e azendo uma dis inção en e as
a ian es.
Figu a 5 - Pe cen agem e n.º de p oje os po idioma de pa ida
Tal como é possí el obse a a a és dos g á icos, o Inglês dominou como
língua dos documen os de pa ida, ep esen ando 72% dos p oje os ealizados, algo que
já e a espe ado an es do início do es ágio dada a impo ância des e idioma a ní el
global. No en an o, o Espanhol ambém ob e e 28%, ep esen ando 10 dos 36 p oje os
ealizados, o que pode se jus i icado pela p oximidade geog á ica en e os dois países e
12
pela consequen e expansão inicial de de e minados negócios espanhóis. Po ugal
cons i ui equen emen e um dos p imei os me cados in e nacionais pa a os quais um
negócio Espanhol ende a expandi . Ge almen e, quando se aduzia um ex o endo
como língua de pa ida o Espanhol, mui o p o a elmen e e ia como idioma de chegada
o Po uguês eu opeu e não o b asilei o. No e-se que nunca se aduziu um p oje o cuja
língua de pa ida osse uma a ian e sul-ame icana da língua Espanhola.
Nes e sen ido e ela i amen e às línguas de chegada, é possí el conclui a a és
do g á ico na igu a 5, que o Po uguês eu opeu ep esen ou o idioma de chegada
p e e encial, ep esen ando 72%, is o é, 26 dos p oje os le ados a cabo, o que não
cons i uiu qualque su p esa. Po ém, os es an es 26% (10 p oje os) o am aduções
pa a a a ian e b asilei a da língua po uguesa, o que cons i uiu e e i amen e um ac o
inespe ado, apesa da eme gência da a ian e b asilei a nos úl imos anos e da sua
c escen e impo ância no me cado de abalho e ao ní el mundial.
Quan o ao ipo de adução, os abalhos ealizados o am, maio i a iamen e, de
adução especializada, apesa da adução de ex os de ca iz ge al ambém se
equen e. Segundo Gouadec (2007), a adução ge al e e e-se à adução de
documen os e ma e iais que não pe encem a um ipo ou domínio especí ico.
“ ha do no belong o any speci ic ype o domain a ea (...)”
Já a adução especializada e e e-se à adução de ex os de um domínio ou
campo al amen e especializado, como a adução legal, inancei a, écnica, no domínio
das elecomunicações, ecnologias da in o mação e do ma ke ing, en e ou as.
O g á ico da igu a 6 ap esen a os dados ela i os aos ipos de aduções le adas
a cabo ao longo do es ágio em pe cen agens e núme o de p oje os co esponden es.
13
Figu a 6 - Pe cen agem e n.º de p oje os segundo o ipo de adução
Tal como é possí el obse a na Figu a 6, a adução especializada oi
p edominan e, ep esen ando 78% da o alidade dos p oje os ealizados, ace aos 22%
da adução de ca ác e ge al.
A adução écnica oi o p incipal ipo de adução ealizada, ep esen ando 28%
das aduções na o alidade. Nes e domínio, o am aduzidos p incipalmen e manuais
de ins uções e pequenas ichas desc i i as de p odu os, cujos ex os e am ge almen e de
pequena ou média dimensão, apesa de e pa icipado num ex o écnico com ce ca de
150 000 pala as.
Após a adução écnica, a adução de ex os de ma ke ing ambém oi uma
a e a equen e, ep esen ando 20% dos ex os ealizados. Aqui, p edomina a a
adução de bole ins in o ma i os, ap esen ações de no os p odu os, sendo ge almen e
p oje os com menos de 1000 ou 2000 pala as, apesa de ha e exceções. No en an o, a
dimensão des es ex os de ma ke ing, em nada e le ia a di iculdade do seu p ocesso de
adução, uma ez que a unção apela i a des e ipo de ex os ob iga a a uma e lexão e
exigia o iginalidade po pa e do adu o esponsá el, de modo a cump i com o
p opósi o undamen al do ex o o iginal: apela e ca i a o lei o .
A localização de websi es (cons i uindo 19% dos p oje os) ambém não oi
simples e acessí el, já que en ol ia uma e minologia especializada, exigindo assim
uma g ande pesquisa e consequen e empo dispensado pa a le a a cabo essa pesquisa, o
que no malmen e encu a a o empo pa a desen ol e a adução, di icul ando o
cump imen o dos p azos de en ega. Um exemplo dis o oi a adução de um websi e
sob e ecei as de sob emesas, que exigia bas an e pesquisa. Além disso, de ido à
20
con ibuí am pa a um p og esso das compe ências e, cla o, uma maio con i ência en e
os memb os da equipa.
Finalmen e, é de e e i o excelen e a amen o dos es agiá ios. Como es agiá ia a
equen a um es ágio cu icula num ambien e p o issional e em cons an e in e ação
com p o issionais da á ea da adução é possí el a i ma que não oi sen ida qualque
di e ença na o ma de a amen o, em compa ação com os adu o es in e nos. Ao longo
do es ágio, os p oje os alocados e am idên icos aos dos adu o es in-house, apesa de,
no início do es ágio, se no ó ia uma endência pa a a ibui p oje os de ca ác e mais
ge al pa a pe mi i uma adap ação g adual do adu o . Além disso, as opiniões das
es agiá ias cu icula es e am idas em con a e es as e am ques ionadas sob e algumas
das soluções encon adas po pa e dos e iso es.
O es ágio pe mi iu expe iencia o mundo eal no qual es á inse ido um adu o
p o issional, endo sido po isso uma expe iência única e es imulado a que con ibuiu
em mui o pa a o conhecimen o e i ência pessoal nes a á ea.
PARTE II – TRADUÇÃO: ANÁLISE DE CASOS PRÁTICOS
1. ANÁLISE DE CASOS PRÁTICOS
Nes a secção, se á ealizada uma exposição e análise de alguns exemplos que
cons i uí am p oblemas adu i os, desc e endo as soluções le adas a cabo pa a
en en a esses desa ios e es abelecendo, semp e que possí el, uma elação en e as
soluções encon adas e os modelos de adução que as undamen am. Semp e que o
conside ado adequado e pe inen e, ealiza -se-á, a a és de uma abela, uma
compa ação en e as soluções encon adas po pa e do adu o e do e iso .
Quan o ao c i é io de seleção dos exemplos, es e oi ealizado com base em
e os, dú idas ou casos pe inen es de e e i que su gi am ao longo do es ágio – e os

21
de i ados da ambiguidade lexical, p oblemas e minológicos, e os de g a ia,
p eposições e léxico p o enien es da adap ação ao Po uguês do B asil, en e ou os.
1.1 A IMPORTÂNCIA DA IMAGEM NO PROCESSO DE TRADUÇÃO
No domínio da adução, as imagens são conside adas excelen es ma e iais de
e e ência, cons i uindo, em mui os casos, um elemen o indispensá el pa a que a
adução cump a o seu p opósi o e seja adequada no ex o de chegada (TC). Con udo, a
ques ão do não o necimen o de imagens po pa e de mui os clien es é uma
p oblemá ica que a e a um ele ado núme o de p oje os e que, in elizmen e, az pa e do
dia-a-dia de mui os adu o es, que eelance s, que adu o es in-house. A polissemia
de á ias pala as, aliada à al a de imagens, pode esul a em aduções inco e as e
e dadei amen e inadequadas. Um bom exemplo dis o oi a adução de um manual de
ins uções de um no o ele ado , como é possí el e de o ma mais de alhada abaixo.
Caso n.º 1
N.º de pala as: 10 000
Línguas de abalho: ES > PE
Fe amen a de adução: SDL T ados S udio 2011
Função do ex o: e e encial
3
Géne o ex ual: manual de ins uções
Con ex o: T adução de um manual de ins uções de uma gama de ele ado es, ab icada
pelo p óp io clien e.
O p oje o consis ia na adução de um ex o écnico, que abo da uma no a gama
de ele ado es, c iada pelo clien e, o que p essupõe desde logo alguns p oblemas. Po
um lado, calcula-se que su gi á e minologia p óp ia ela i a às unções, peças e
ma e iais do p odu o, mui as ezes exclusi os daquele clien e e dos seus p odu os. Ou
3
A e minologia u ilizada pa a desc e e as unções de cada ex o é baseada em No d (2005).
22
seja, su gi á a necessidade de ma e ial de e e ência ú il pa a se possí el comp eende
essa mesma e minologia.
Po no ma, os p oje os que implicam a adução dos manuais de ins uções,
cos umam i acompanhados pelo manual no seu idioma o iginal (nes e caso se ia em
Espanhol) em o ma o pd ou Wo d. No en an o, esse não oi o caso do exemplo que se
segue. Uma ez que o manual p e endia ins ui o lei o ace ca do uncionamen o de um
no o ele ado e de odas as suas peças e uncionalidades, e a de espe a que o ma e ial
de e e ência o necido incluísse algumas imagens ilus a i as. Con udo, apenas oi
o necido um ichei o Excel po pa e do clien e, cujas e e ências incluíam unicamen e
o ex o a se aduzido e os seus espe i os segmen os no SDL T ados S udio.
Aquando da adução de uma lis a de ma e iais que aziam pa e do ele ado ,
su giu o seguin e p oblema:
Tex o O iginal
T adução
Re isão
“MR0126-GRUPO
PLACA ACUDES
MANIOBRA UP-900”
“MR0126-GRUPO
PLACA SINAL DE
CHAMADA COMANDO
UP-900”
“MR0126-GRUPO
PLACA SINAL
CHAMADA COMANDO
UP-900”
Nes e exemplo, a exp essão “Placa Acudes” mos ou-se um caso complicado de
adução. Desconhecendo o signi icado e sem qualque imagem alusi a ao ma e ial
p ocedeu-se a uma pesquisa no Linguee pa a pode ob e o seu signi icado em con ex o.
A busca nes e mo o de pesquisa e elou-se in u í e a, pois não o am ap esen ados
esul ados nos quais a exp essão apa ecesse em conjun o (“placa acudes”), apa ecendo
apenas o subs an i o “placa” ou o ocábulo “acudes”. Em seguida, oi ealizada uma
pesquisa no dicioná io monolingue RAE (Real Academia española) po “Acudes”. O
esul ado ob ido oi apenas o signi icado do e bo “acudi ”. O p imei o signi icado
desse e bo, con udo, e elou-se um an o ou quan o ú il:
(RAE)
4
1. in . Dicho de una pe sona: I al si io adonde le con iene o es llamada.
4
Fon e: h p://lema. ae.es/d ae/? al=acudes – úl ima consul a a: 6 de se emb o de 2015
23
Des e modo, e i ou-se a ideia de que al ez se a asse de uma placa com a qual
o indi íduo den o do ele ado pudesse chama alguém que se encon asse no ex e io ,
como um bo ão de eme gência. Foi ealizada uma pesquisa in ensi a em websi es
espanhóis a a és do mo o de pesquisa Yahoo.es e o am encon adas apenas duas
e e ências a “placa acudes” na á ea dos ma e iais em oda a web. Ainda assim, o
con ex o des as e e ências não e a su icien e e e a necessá io oma uma decisão.
Em seguida, op ou-se ques iona o clien e sob e es a e e ência. A espos a
ob ida oi de que se a a a de um sinal luminoso que indica a num anda que o
ele ado i ia a esse anda assim que osse possí el. Além dis o, o clien e ambém
p opo cionou a adução desse ma e ial em Inglês. Apesa da adução em Inglês e
eliminado po comple o a exp essão “placa acudes” e não se e e e ido a qualque sinal
luminoso op ou-se po aduzi como “sinal de chamada”, com base na b e e explicação
dada pelo clien e, apesa de es a não e sido, do pon o de is a da adu o a, sa is a ó ia.
Conclui-se es a desc ição com a no a de que oda es a si uação pode ia e sido
e i ada se o clien e i esse o necido imagens ou o manual o iginal, is o é, o manual
p opo cionado aos u ilizado es que ce amen e inclui ia imagens ilus a i as das á ias
unções e ma e iais do ele ado e não p opo ciona apenas uma colagem do ex o
o iginal num ichei o Excel, pois e ia acili ado o p ocesso de adução. Como se não
bas asse, o empo pe dido pa a a pesquisa des e ma e ial e de ou os ma e iais p esen es
na lis a omou p opo ções monumen ais, algo que pode ia e sido e i ado se a p o issão
e as a e as do adu o ossem mais comp eendidas po pa e do clien e.
Caso n.º 2
N.º de pala as: 17 671
Línguas de abalho: ES > PE
Fe amen a de adução: SDL T ados S udio 2011
Função do ex o: e e encial – in o ma o lei o ace ca dos passos que de e á le a a
cabo pa a a ealização de uma sob emesa.
Domínio: culiná ia
Géne o ex ual: ecei a culiná ia
24
Con ex o: Localização de um websi e dedicado exclusi amen e à exposição de ecei as
pa a a elabo ação de sob emesas, di ecionado pa a o público ge al.
A a e a a ibuída à es agiá ia consis ia na adução de odas as ecei as que
compunham o websi e ap esen ado acima.
Após es a expe iência, é possí el a i ma que o p ocesso de adução de ecei as
culiná ias necessi a ob iga o iamen e de imagens de e e ência pa a pe mi i que o
adu o enha uma ideia da sob emesa em causa e consiga aduzi adequadamen e o
nome das sob emesas pa a o seu público de chegada. Con udo, isso não sucedeu. O
clien e des e p oje o não p opo cionou quaisque imagens ou qualque espécie de
e e ência.
Face a es a si uação, a adução p ome ia se complicada, de ido igualmen e ao
desconhecimen o da adu o a ela i amen e à ma é ia em causa. Felizmen e, oi
possí el deduzi o nome do websi e a a és de e e ências em alguns segmen os. Não
cons i uiu qualque su p esa o ac o de es e e sido u ilizado como e e ência ao longo
de oda a adução do ex o, pois exis ia semp e uma imagem alusi a à sob emesa no
cabeçalho da página da sob emesa selecionada. Apesa de is o e pa ecido uma
“ i ó ia” no momen o em que oco eu, oi possí el comp eende , pouco empo depois,
que nem odas as sob emesas e iam imagens ú eis pa a a iden i icação inequí oca do
ipo de sob emesa p e endida, do e ei o deco a i o ou da o ma que oma am algumas
sob emesas mais ex emas ou in ulga es.
Apesa de a designação da sob emesa cons a no ex o a se aduzido, is o não
e a su icien e uma ez que, mui as ezes, as sob emesas e am adicionais de Espanha
ou da Amé ica Cen al e/ou do Sul, ou a é mesmo adicionais de de e minadas épocas
ou de celeb ações p óp ias des es locais. E am necessá ias imagens pa a pode adap a o
nome da sob emesa à cul u a po uguesa ou, pelo menos, aduzi de uma o ma que
pe mi isse ao lei o comp eende de que sob emesa se a a a quando lesse o í ulo, sem
necessi a de ab i a página Web. Consis ência, exa idão e p ecisão aziam pa e do
obje i o de adução.
25
A seguin e imagem é um exemplo de uma imagem ilus a i a de uma sob emesa
no websi e.
Figu a 8 - A imagem ep esen a i a da sob emesa “Pas eli os de Moka” no websi e
A isualização des a imagem con i ma o que já oi e e ido. Nem odas as
espe i as imagens das sob emesas no Si e e am exa as da sob emesa, o que di icul ou a
adução e a adap ação do nome da sob emesa. Especialmen e desde um pon o de is a
de um adu o , nes a imagem al a essencialmen e uma alusão ní ida ao “pas eli o”
(bolo) em si e não só uma pob e ilus ação, que apenas se concen a no e ei o deco a i o
que é possí el ealiza (com o ób io in ui o de o na a sob emesa apela i a ao lei o
pela sua boni a deco ação).
Po im, é de e e i aquelas sob emesas cujas imagens no websi e e am ní idas e
ú eis pois sem elas e -se-ia pe dido empo p ecioso em pesquisas in ensi as. Tome-se
como exemplo, o seguin e caso:
Apenas oi possí el aduzi o nome da sob emesa “bolas de na idad” de modo
adequado pa a o público Po uguês de ido à imagem alusi a no cabeçalho da página no
Si e.
Tex o O iginal
T adução
“Bolas de na idad”
“B igadei o de coco”

26
Sem es a imagem, a adu o a e ia de p ocede a uma complexa pesquisa em
websi es espanhóis, já que quando se pesquisa o nome da sob emesa ou quando se
ealiza uma pesquisa jun amen e com e mos mais especí icos da á ea da culiná ia na
secção de imagens da Yahoo.es apenas su gem imagens de bolas de na al e de alguns
en ei es ca ac e ís icos da época e em nada elacionados com a sob emesa em causa.
De ac o, há a ideia u ópica de que o adu o consegue ealiza aduções
adequadas sem qualque ipo de ma e ial de e e ência. A “adequação” numa adução,
segundo Reiss e Ve mee (1984) co esponde ao cump imen o do skopos delineado pelo
ansla ion b ie , is o é, o TC se á adequado de modo uncional e comunica i o se
cump i com o p opósi o que lhe oi a ibuído. A adequação das soluções encon adas
oi um c i é io u ilizado ao longo do p ocesso adu i o.
Como icou aqui p o ado, apesa de eco e mos equen emen e a especialis as,
ao clien e ou a ma e iais que possamos encon a pa a o escla ecimen o de dú idas,
es es ge almen e não são su icien es. Es a noção é consolidada nas pala as de Douglas
Robinson.
“How do you know wha he sou ce ex means, o how i is supposed o wo k?
You ely on you skill in he language; you check dic iona ies and o he e e ence
books; (…) you con ac he agency and/o clien (…). Bu he esul s o his esea ch
a e o en inconclusi e o unsa is ac o y;(…). (…) you p e end o be a compe en sou ce-
language eade . (…) Bu you know ha he e a e p oblems wi h you unde s anding o
his pa icula ex ; you know ha you don' know qui e enough; so you do you bes ,
Figu a 9 - A imagem ep esen a i a da sob emesa “bolas de na idad” no websi e
27
making educa ed guesses (abduc ions) ega ding wo ds o ph ases ha no one has been
able o help you wi h, and p esen you ansla ion as a inished, compe en , success ul
ansla ion.” (Robinson 2003: 164-165)
1.2 QUESTÕES TERMINOLÓGICAS
Caso n.º 1
N. º de pala as: 5141
Línguas de abalho: EN > PT-BR
Fe amen a de adução: SDL T ados S udio 2011
Função do ex o: e e encial e apela i a – da a conhece a di e sos che es de cozinha
as ca ac e ís icas do p odu o e apela à sua comp a.
Domínio: alimen ação
Géne o ex ual: b ochu a
Con ex o: Tex o sob e o p odu o exclusi o do clien e, designadamen e ba a as i as. A
in o mação es a a dis ibuída po 10 ichei os con o me o ópico em ques ão (po
exemplo, in o mações sob e a emp esa, o p ocesso in e no de seleção das ba a as, e c.) e
o público-al o, que nes e caso, se a a a de che es de cozinha ao ní el mundial,
ab angendo di e sos ipos de es au an es, como es au an es localizados em ho éis ou
de as ood.
O exemplo a segui é um exce o e i ado do ichei o que abo da a o p ocesso
de seleção das ba a as e os p ocedimen os in e nos aos quais as ba a as e am subme idas
a é es a em p on as pa a se em dis ibuídas.
Tex o O iginal
T adução
Re isão
“A e washing and
peeling, he po a oes a e
“Após a limpeza e o
descascamen o, as ba a as
“Após a limpeza e o
descascamen o, as ba a as
28
O p incipal p oblema encon ado nes e exemplo p ende-se com a al a de
equi alen es em Po uguês da exp essão “wa e kni es”.
No con ex o em que se inse e e sem e e ua qualque ipo de pesquisa, é possí el
in e i que se a a de um sis ema que en ol e acas numa a mos e a de água. No
en an o, após uma in ensa pesquisa a a és dos mais a iados ecu sos online não oi
possí el chega a qualque conclusão (incluindo a pesquisa po imagens). Apesa de as
imagens ap esen adas du an e a pesquisa se em ela i amen e semelhan es,
p opo cionando uma pe ceção isual do obje o em causa, não o neciam qualque
con ex o e á ias a é apa eciam na pesquisa, mas inham uma designação di e en e no
websi e em que es a am inco po adas.
De ac o, ao con á io de ou os casos que se ão abo dados mais à en e, uma
pesquisa comple a e in ensi a nem semp e o igina os esul ados espe ados. Foi
necessá ia, po isso, ou a abo dagem, eco endo-se a uma explicação do sis ema em si.
E e i amen e, apesa de não e sido possí el descob i um equi alen e di e o, a
pesquisa e elou algumas pequenas e e ências ao p ocesso de co e e a a és da
pla a o ma You ube oi possí el e uma ideia do ipo de máquina na qual as ba a as
e am colocadas e o p ocesso ao qual se iam sujei as. Assim sendo, eco i a uma
pequena na ação dos elemen os en ol idos no p ocesso.
No en an o, apesa de o e iso e ealizado poucas al e ações e e man ido o
concei o de que o co e das ba a as é ealizado a a és de ja os de água de al a p essão, é
cu . A special sys em o
kni es makes i possible o
cu he po a oes in he
desi ed shape and size. The
po a oes a e cu wi h
wa e kni es, which
gua an ees egula shape o
he ies wi h minimal
s a ch losses.”
são co adas. Um sis ema
especial de acas o na
possí el co a as ba a as
na o ma e amanho
desejados. As ba a as são
co adas com ja os de
água a al a p essão, com
acas que ga an em uma
o ma egula das ba a as
i as e pe das mínimas da
écula.”
são co adas. Um sis ema
especial de co es o na
possí el co a as ba a as
na o ma e amanhos
desejados. As ba a as são
co adas com ja os de
água de al a p essão, o
que ga an e uma o ma
egula das ba a as i as e
pe das mínimas de écula.”
29
possí el obse a na abela “Re isão” que o e iso e i ou as duas e e ências ao co e
a a és do uso de “ acas” que es a am p esen es na adução. Es e oi o único p oje o
ealizado ao longo de odo o pe íodo de es ágio, cujo e iso e a um eelance e com o
qual não i e a opo unidade de con ac a . Con udo, é possí el in e i o mo i o pelo
qual e e uou a di a al e ação. Ao longo da in ensa pesquisa e e uada, incluindo a
isualização de di e sos clips no You ube nunca oi o necida uma e e ência di e a e
explíci a ao uso de acas nes e p ocesso. Apesa de os esul ados alcançados não e em
sido mui o cla os em elação aos elemen os e ao seu papel exa o no p ocesso de co e,
oi um e o e conje u ado que o co e en ol e ia acas unicamen e de ido ao ex o de
pa ida e e e le ido essa conje u a na adução. Dado o empo ob iamen e limi ado
que oi a ibuído pa a a ealização da adução não oi colocada a hipó ese de que al ez
o p ocesso não en ol esse de ac o acas e que pudesse cons i ui uma me á o a de um
co e ealizado pela p óp ia água, o que al ez possa e oco ido ao e iso . Nes e
sen ido, a omissão des es obje os du an e a e isão oi a opção mais iá el po pe mi i
uma maio gene alidade do p ocesso de co e de ba a as, o que co esponde, de ac o, às
e dadei as in o mações ob idas a a és da pesquisa ealizada.
E e i amen e, após uma en a i a inicial de p ocu a um e mo equi alen e di e o
em Po uguês, al ez o ecu so a uma es a égia de adução p agmá ica enha sido a
opção mais co e a: uma es a égia na qual o adu o en a o na o TC mais cla o e
acessí el pa a os lei o es. Nes e sen ido, é possí el eco e à opinião de Ches e man
(1997) segundo o qual a es a égia “explici ness” é uma es a égia segundo a qual
alguma in o mação do ex o pode á se adicionada ou eliminada.
“This change [explici ness] is ei he owa ds mo e explici ness (explici a ion) o
mo e implici ness (implici a ion). Explici a ion is well known o be one o he mos
common ansla o ial s a egies.” (Ches e man 1997:108)
O obje i o des a es a égia co esponde àquele es abelecido pelo adu o du an e
o p ocesso adu i o de “wa e kni es”.
Nes e sen ido, o público-al o des e p oje o e am che es de cozinha, o que apesa
de in e i que possuem um ele ado conhecimen o na á ea da culiná ia, não implica que
saibam necessa iamen e odos os di e sos p ocessos de co e de ba a as. De ido
igualmen e à unção cona i a do ex o, a solução que ansmi e uma pequena explicação
do p ocesso em si é adequada pois o na a lei u a mais luída e p opo ciona uma maio
36
A a és dos ês exemplos ap esen ados é possí el e i ica como a ambiguidade
lexical e a consequen e possibilidade de exis i mais que uma in e p e ação podem
esul a em aduções inadequadas.
No exemplo n.º 1, “p in epo ” an o pode signi ica “imp imi ela ó io” como
“ ela ó io de imp essão”.
No exemplo n.º 2, “Fil e ” em duas aduções conside adas como as mais
p o á eis: “ il o” e “ il a ”. Dada a al a ex ema de con ex o, du an e o p ocesso de
adução oi selecionada a opção do e bo no in ini i o — “ il a ” — já que ace a
dú idas c iadas po ambiguidade lexical a es agiá ia es abeleceu a “ eg a” de que
aduzi ia a pala a como o e bo no in ini i o, se e quando pa ecesse adequado. Po ém,
du an e o p ocesso de e isão a pala a oi al e ada pa a “ il o”. Cla o que a
ambiguidade da pala a não pe mi ia que alguém “ganhasse” es a “ba alha” is o que
não é possí el e cem po cen o de ce eza quan o ao signi icado mais adequado nes e
caso.
No exemplo n.º 3, “Up” e “Down” são duas pala as que ap esen am uma
ele ada ambiguidade lexical pois pe mi em á ios signi icados. As seguin es igu as
ilus am o leque de signi icados de “down” na pla a o ma online de e mos
in o má icos, a Mic oso Language Po al — um dos p incipais ecu sos u ilizados
nes e p oje o.
8
Figu a 11 - P in sc een de um signi icado de “down”
8
É apenas ap esen ado o signi icado de “down” do Mic oso Language Po al pois “up” não ap esen a
esul ados nessa pla a o ma.

37
Dada a na u eza do domínio do ex o (in o má ica) as soluções de adução
ado adas basea am-se mui o nos esul ados ob idos no dicioná io da Mic oso ,
conside ado uma das on es online mais iá eis en e os adu o es e e iso es da
K aliTex . Con udo, o adu o não em ce ezas da adequabilidade da sua adução:
“up” e “down” a é podem se aduzidos de modo mais adequado como “pa a cima” e
“pa a baixo”, dependendo do papel que es as exp essões desempenham na e são
b asilei a do so wa e.
De ido à si uação desc i a acima oi necessá io con ac a o clien e pa a p ocu a
o escla ecimen o das dú idas. No en an o, es e não espondeu às ques ões que lhe o am
colocadas, pe mi indo que o adu o e o e iso explo assem as á ias possibilidades de
in e p e ação. E e i amen e, a g ande ca ência de con ex o, o desin e esse po pa e do
clien e em esponde às ques ões colocadas, a al a de ma e iais de e e ência e a
ambiguidade lexical das pala as não pe mi i am que osse possí el ob e as
in o mações necessá ias, di icul ando a adequação da adução do TC.
Apesa de já e em sido ap esen adas an e io men e, as pala as de Robinson
desc e em de modo ealis a o que mui as ezes o adu o se ê ob igado a ealiza ace
a si uações de ambiguidade lexical: “make[ing] educa ed guesses (abduc ions)
ega ding wo ds o ph ases ha no one has been able o help you wi h, and p esen
you ansla ion as a (…) success ul ansla ion.”
Nes e sen ido e em jei o de conclusão a adu o a é da opinião que uma das
a e as ine en es à p o issão do adu o , independen emen e do ipo de ex o ou géne o
ex ual é a de mui as ezes necessi a de “supo ”, “p esumi ” ou “adi inha ”.
E e i amen e, es a a i mação é consolidada no amen e pelas pala as de Douglas
Robinson.
Figu a 12 - P in sc een dos signi icados de “down”
38
“no one, no e en he bes ansla o , is e e pe ec ly p o icien on e e y job
s/he does; all ansla ion con ains an elemen o guesswo k. The ansla o who ne e
guessed, who e used e en in a i s ough d a o w i e down any hing abou which
s/he; was no absolu ely ce ain, would a ely inish a job.” (Robinson 2003:130).
1.4 REFERÊNCIAS CULTURAIS
Pa a Eugene Nida, o sucesso de uma adução depende de alguns a o es, mas
acima de udo es a de e á alcança uma espos a equi alen e (ao o iginal). Es e
conside a alguns aspe os como equisi os básicos de uma adução, nomeadamen e a
ealização de uma adução que aça sen ido, a ansmissão do espí i o e da o ma do
ex o o iginal, a p odução de uma espos a idên ica, de endo igualmen e possui uma
o ma de exp essão ácil e na u al (Apud Munday 2008:42).
A adução de e e ências cul u ais em cons i uído um dos maio es desa ios
en en ados po um p o issional da á ea da adução. Nes e âmbi o, o adu o ê-se
con on ado com algumas opções, podendo eco e , segundo Nida, a dois ipos de
equi alência: a o mal e a dinâmica (Apud Munday 2008:42).
Caso n.º 1
N.º de pala as: 14 203
Línguas de abalho: EN > PT-BR
Fe amen a de adução: MemoQ 2014
Função do ex o: apela i a (sub unção: e e encial)
Domínio: ma ke ing e in o má ica
Con ex o: Tex o sob e os di e sos planos de um so wa e que o público podia adqui i ,
caso exe cessem o ca go de adminis ado (a) de uma emp esa, na qual, a a és de uma
equipa de abalho com alguma dimensão, p opo cionassem um se iço de apoio aos
seus clien es, em especial po ele one e co eio ele ónico.
39
Em ge al, o ex o em causa ap esen a a uma linguagem o mal, mas com
inúme as e e ências cul u ais e coloquialismos, com o in ui o de c ia uma elação
p óxima com o lei o (dada à na u eza do seu domínio) e pe suadi-lo a adqui i o
p odu o. Nes e sen ido, um p oblema su giu aquando da adução de um jogo in an il,
uma e e ência no TP ( ex o de pa ida) ela i a a uma das unções do so wa e que
inha como in ui o ap o unda a elação de p oximidade com o público e o na o
p odu o ainda mais apela i o, ansmi indo o concei o de “di e são” e “ acilidade” em
abalha com o so wa e.
Tex o O iginal
T adução
“Simon Says “Don’ Lea e Email”
(…)
“In ac , ou cus ome s ell us ha i no
jus makes hei li e be e - i ’s ac ually a
lo o un oo! Tha ’s why we made i in o
a game o Simon Says.”
“O Mes e manda "Não saia do e-mail”
(...)
Na e dade, nossos clien es nos dizem que
não o na apenas sua ida mais ácil -
ambém é mui o di e ido! É po isso que
o o namos em um jogo do Mes e
manda.”
Ao analisa o con ex o o iginal, e i ica-se que uma das unções/opções do
so wa e in i ula-se “Simon Says”. Es a unção, des inada ao adminis ado da emp esa,
em como obje i o comunica com a equipa de apoio ao clien e pa a que es es ealizem
alguma ação. Após alguma pesquisa e i icou-se que “Simon says” é um jogo in an il,
equi alen e ao jogo “O ei manda” em Po ugal. A p imei a solução, conside ada al ez
a mais adequada se ia adap a o jogo Inglês à cul u a b asilei a, op ando po um
equi alen e cul u al e minimizando a “es anheza” no TC. No en an o, a ase que su ge
depois da ase ap esen ada na abela acima, susci ou dú idas de ido ao segundo
con ex o no qual su ge a e e ência ao jogo.
40
Tex o O iginal
T adução
“Jus add all he commands you wan
you helpdesk o execu e wi hin he
@simonsays command.”
“Simplesmen e adicione odos os comandos
que deseja que seu helpdesk execu e no
comando @simonsays.”
Como é possí el obse a , a e e ência ao jogo é an ecedida pelo símbolo “@”,
o que signi ica que, nes e caso, a e e ência se a a do nome da uncionalidade
disponí el no so wa e, sendo po isso, mui o imp o á el que osse al e ada na e são
b asilei a do so wa e. Po conseguin e, es a e e ência de ia se p ese ada em Inglês
no TC.
Face aos con ex os em que es a e e ência cul u al su ge, o adu o ê-se
con on ado com duas opções: man e a e e ência no seu idioma o iginal na p imei a
opção – en ando a enua a es anheza po meio de pa ên eses, colocando o equi alen e
cul u al ou uma b e e explicação do jogo que pe mi a colma a as expec a i as e endo
assim apenas uma e e ência ao jogo, o que pe mi e a consis ência in a ex ual – ou
eco e a “equi alências dinâmicas”, que ansmi issem a ideia de “na u alidade”, o
p incipal equisi o pa a a ealização de uma adução pa a Nida.
“‘Na u alness’ is a key equi emen o Nida. Indeed, he de ines he goal o
dynamic equi alence as seeking ‘ he closes na u al equi alen o he sou ce-language
message’(…). This ecep o -o ien ed app oach conside s adap a ions o g amma , o
lexicon and o cul u al e e ences o be essen ial in o de o achie e na u alness; (…)”.
(Apud Munday 2008:42)
Nes e caso, a equi alência dinâmica mais na u al é a e e ência cul u al “o ei
manda”. Es a opção oi conside ada a mais adequada po pa e da adu o a, pois apesa
da menção dis in a ao jogo oi conside ado undamen al man e a unção apela i a do
TP, assim como o seu lado c ia i o; o in ui o oi p ese a , de o ma semelhan e, a
elação en e o ece o e a mensagem p esen e no ex o o iginal. (Munday 2008:42).
Nes e sen ido, uma ez que o ex o se des ina a ao público b asilei o, oi
necessá io descob i o nome des e jogo em Po uguês do B asil, e i icando a
41
e acidade e a p ecisão das opções encon adas. Nes a e apa, como adu o a de
nacionalidade po uguesa é de e e i que a “na u alidade” da adução da exp essão
pode ia de ce a o ma es a comp ome ida, pois o conhecimen o da cul u a b asilei a
e a limi ado. Ainda assim, oi ealizada uma pesquisa online e e i icou-se que no
B asil o equi alen e de “Simon says” é “O mes e mandou”.
Po ém, pa a con i ma a “na u alidade” des a exp essão oi pedido auxílio às
adu o as de nacionalidade b asilei a (que con i ma am o egis o a ual da exp essão “O
mes e”) e op ou-se en ão po man e o e bo p incipal no p esen e do indica i o e não
na sua o ma do p e é i o pe ei o. Is o pode jus i ica -se po se en ende que o p esen e
do indica i o ansmi i ia igualmen e a mensagem conc e a do jogo in an il, man endo o
lado c ia i o e apela i o do TC, sendo acilmen e iden i icá el pelo lei o e dando a
ideia de pode que o adminis ado podia exe ce sob e a sua equipa no momen o de
lei u a do ex o (após con i mação cla a de que is o se ia na u al pa a o público po
pa e das adu o as b asilei as).
1.5 PROBLEMAS TÉCNICOS
Caso n.º 1: Colocação de ags
N.º de pala as: 556
Línguas de abalho: EN > PE
Fe amen a de adução: SDL S udio 2011
Domínio: Medicina
De odos os p oje os ealizados ao longo do es ágio cu icula , hou e um que se
des acou dos es an es em i ude dos seus p oblemas écnicos e do impac o
signi ica i o que esses p oblemas p o oca am no p ocesso de adução. Nes e caso, o
p oblema p endia-se com o ele ado núme o de ags no con eúdo do ex o de pa ida, em
compa ação com o núme o de pala as. Es e p oje o, ealizado na e amen a SDL
S udio, con a a com 263 ags e 556 pala as ao odo. A igu a seguin e mos a
cla amen e es a si uação.

42
Nes e sen ido, uma ez que se a a a de um p oje o com apenas 556 pala as e
que con a a com uma memó ia de adução eple a de en adas deduziu-se que a sua
adução e mina ia num pe íodo máximo de duas ho as. Con udo, es e não oi o caso,
pois a colocação das ags cons i uiu uma a e a ex emamen e á dua e demo ada. Como
é possí el obse a na igu a, as ags encon a am-se não só em odos os pa ág a os e
ases, mas a é mesmo en e pala as, di idindo pala as em á ias sílabas ou le as,
isolando alguns sinais de pon uação como as í gula ou os pon os inais.
Foi necessá io, po an o, coloca cada uma das ags no seu local co e o no ex o
de chegada. Além de a a e a a asa po si só o p ocesso adu i o, a ca ool ainda
“in e p e a a” alguns des ios do ex o de pa ida como possí eis e os. Is o é,
iden i ica a alsamen e espaços no ex o de chegada que o am al e ados de ido à
sin axe da língua po uguesa, o nando-se con uso iden i ica se e a uma alha eal ou
alsa de ido ao ele ado núme o de ags em apenas uma ase. As duas ho as p e is as
pa a a conclusão des e p oje o ans o ma am-se num pe íodo de qua o ho as, o que
diminuiu signi ica i amen e o empo a ibuído de an emão pa a a ealização de ou os
p oje os de pequena dimensão alocados pa a esse dia. Como consequência des a
si uação, oi necessá io pe manece ho as ex a na emp esa pa a pode conclui odos os
p oje os a ibuídos pa a esse dia.
Como conclusão des a expe iência mui o nega i a, ica a no a de que os
esponsá eis pela análise dos p oje os e pela sua dis ibuição, nes e caso, os ges o es de
p oje os de e iam e es e ipo de aspe os em con a aquando da alocação dos mesmos e
e le i essa análise no empo dispensado aos adu o es pa a a ealização da adução.
Figu a 13 - P in sc een do TP na e amen a de apoio à adução
43
1.6 O PORTUGUÊS DO BRASIL
Ao longo des e es ágio oi possí el en a em con ac o com uma a ian e da
língua po uguesa, cuja p esença no me cado da adução é cada ez maio e mais
dominan e: o Po uguês do B asil. De e-se e e i que adução pa a o Po uguês do
B asil é uma p á ica mui o eco en e na K aliTex e que os es agiá ios cu icula es não
são p i ados dos ex os cujo idioma de chegada seja es a a ian e.
A adap ação à a ian e b asilei a não cons i uiu uma a e a ácil. Como
es agiá ia cu icula , com uma expe iência limi ada no me cado de abalho, alan e
ma e na da no ma eu opeia e cujo con ac o com a a ian e b asilei a e a escassa, p e ia-
se o su gimen o de á ias di iculdades. Di iculdades p oceden es não só da al a de
conhecimen o das di e enças g ama icais e lexicais en e ambas as a ian es do idioma,
mas ambém do desconhecimen o de on es online e ecu sos iá eis aos quais e a
possí el eco e pa a o escla ecimen o de dú idas.
Nes e sen ido e com o in ui o de colma a es e desconhecimen o oi
p opo cionada uma o mação con ínua nes e âmbi o ao longo do es ágio cu icula po
pa e da emp esa acolhedo a. Pa a isso, po um lado, oi o necido ma e ial sob e
algumas das maio es di e enças en e as duas a ian es, cuja lei u a oi ealizada no
p imei o dia de es ágio, mas ao qual a es agiá ia inha acesso con ínuo. Po ou o, oi
ealizada uma sessão de o mação in e na pelas adu o as b asilei as sob e o Po uguês
do B asil, que se iu pa a o escla ecimen o de quaisque dú idas po pa e da equipa.
Além disso, e a possí el pedi auxílio aos colegas de equipa, em especial aos adu o es
senio es, com uma ele ada expe iência na á ea e que abalham há mui os anos na
K aliTex .
No en an o, apesa de odas es as es a égias po pa e da emp esa, o p ocesso de
adap ação oi mo oso e g adual, cons i uindo mesmo o maio desa io des e es ágio, pois
al como a i ma Michelle de Ab eu as disc epâncias en e ambas as a ian es são mui as
e exigem uma a enção edob ada po pa e do esponsá el pela adução, caso es e seja
de nacionalidade po uguesa.
44
“[…] quando olhamos mais de pe o, pe cebemos que as disc epâncias en e a
língua po uguesa eu opeia e a b asilei a são mui as, capazes a é de le a o lei o à
o al incomp eensão, ou à alsa ilusão de que en endeu o ex o quando, na e dade, ele
acabou de le ocábulos que exis em em ambas as línguas, mas que podem adqui i
signi icados di e en es em cada uma delas.” (Aio 2010:98)
1.6.1 LÉXICO E TERMINOLOGIA
Uma das maio es di iculdades en en adas ao longo das aduções ealizadas
pa a a a ian e b asilei a da língua po uguesa p endeu-se com as di e gências ao ní el
lexical e e minológico.
A expe iência ganha ao longo do es ágio pe mi iu comp eende que pa a pode
aduzi de modo adequado pa a a a ian e b asilei a é necessá io le a a cabo um
p ocesso de seleção de ocábulos, pois há de e minadas pala as que embo a exis am
em ambas as a ian es, não possuem o mesmo signi icado, as chamadas pala as
homónimas. Do mesmo modo, apesa de exis i em pala as iguais em ambas as
a ian es e o seu signi icado se idên ico, isso não se mani es a numa adução na u al.
Is o é, em mui os casos, o uso de de e minadas pala as é dependen e do con ex o em
que a ase e/ou ex o es á inse ido ou da sua ulga ização numa a ian e, o nando
mui os ocábulos adequados pa a de e minados enquad amen os e inadequados pa a
ou os. É necessá io, po isso, conhece não só o idioma, mas ambém a cul u a.
Uma ez que a adução écnica, em especial do domínio da in o má ica e a
localização de websi es ep esen ou uma po ção signi ica i a das aduções ealizadas, é
sem su p esa que se a i ma que algumas das p incipais di e enças en e as a ian es
o am encon adas nesse âmbi o.
A seguin e abela ep esen a uma compilação de alguns dos e mos eunidos ao
longo da ealização dos p oje os e cuja adução o igina ocábulos dis in os nas
a ian es po uguesa e b asilei a.
45
Inglês
Po uguês
Eu opeu
Po uguês do
B asil
Á ea
Applica ion
Aplicação
Aplica i o
In o má ica
A chi e
Fichei o
A qui o
In o má ica
B ake
T a ão
F eio
Mecânica
Ca é
(es abelecimen o)
Ca é
Lanchone e
Ge al
Da abase
Base de dados
Banco de dados
In o má ica
Desk op
Ambien e de
abalho
Á ea de abalho
In o má ica
Managemen
Ges ão
Ge enciamen o
In o má ica/Economia
Mouse
Ra o
Mouse9
In o má ica
Passenge
ca /Coach
Ca uagem
Vagão
T anspo es
Passwo d
Pala a-passe
Senha
In o má ica
Sc een
Ec ã
Tela
Ge al
S ep
Passo
E apa
Ge al
Supply
Fo necimen o
Sup imen o
P es ação de se iços
Tab
Sepa ado
Guia
In o má ica
To access
Acede
Acessa
In o má ica
To collec
Coleciona
Cole a
Ge al
To dele e
Elimina
Exclui
In o má ica
T uck
Camião
Caminhão
T anspo es
9
Aplica-se exclusi amen e à á ea da in o má ica. O animal ( a o) é designado do mesmo modo em PT-
BR que em Po uguês eu opeu.
52
Como é possí el e i ica , em ambos os casos oi aplicado o empo e bal
co e o no Po uguês eu opeu. Ao longo do es ágio, es e e o oco eu di e sas ezes e
em p oje os di e en es. Is o pode jus i ica -se pela len a adap ação a es a eg a po pa e
da es agiá ia, pois es a eg a é conside ada pouco na u al pa a um alan e de Po uguês
eu opeu. Mais uma ez e à semelhança do exemplo ap esen ado em 1.6.1, es es são
e os come idos po alguém que não de e ia es a a e e ua uma adução pa a uma
a ian e da qual não é na i a, ou caso osse uma a e a conside ada necessá ia, de e ia
e uma al a o mação do idioma de chegada.
1.6.4 ARTIGOS
O emp ego dos a igos de inidos di e e en e as a ian es. Em Po uguês do
B asil o seu uso es á p a icamen e ex in o quando es e an ecede um de e minan e
possessi o. Es a di e ença, de ca iz g ama ical, esul ou em algumas aduções
inco e as, apesa de es as e em oco ido exclusi amen e no início do es ágio de ido ao
desconhecimen o inicial e à insegu ança em elação à equência do seu uso nes a
“es anha” a ian e. O seguin e p oblema su giu aquando da adução de um co eio
ele ónico de boas- indas de pequena dimensão, de Inglês pa a Po uguês do B asil.
Tex o O iginal
T adução
Re isão
“Please ensu e ha da a is
handled acco ding o you
local da a p o ec ion laws.”
“Ga an a que os dados
são manuseados em
con o midade com suas
leis de p o eção de dados
locais.”
“Ga an a que os dados
sejam manuseados em
con o midade com suas
leis de p o eção de dados
locais.”
Tex o O iginal
T adução
Re isão
“Fi s s ep o you will be
o log in he e”
“O seu p imei o passo
se á e e ua login aqui”
“Seu p imei o passo se á
aze logon aqui”

53
Du an e o p ocesso de adução, achou-se po bem inclui o a igo an es do
de e minan e. Con udo, após a en ega do p oje o ao clien e, a e isão oi analisada po
inicia i a p óp ia e oi ealizada uma pesquisa céle e sob e a ma é ia; e i ou-se a
conclusão de que ace a um de e minan e possessi o e a inco e o p ecedê-lo po um
a igo de inido, independen emen e do con ex o em que pode ia su gi . Es e exemplo oi
e i ado de um p oje o ealizado na segunda semana de es ágio, cons i uindo um dos
p imei os p oje os ealizados pa a o Po uguês do B asil.
1.6.5 PREPOSIÇÕES
“As di e enças en e PB e PE ab angem, além do léxico (...) aspe os sin á icos,
onológicos, mo ológicos e p agmá icos.” (Aio 2010:105)
Ou a das di e enças mais signi ica i as en e as a ian es em causa e cuja
o mação nesse âmbi o oi mui o limi ada p ende-se com o uso das p eposições.
Os documen os p opo cionados pela emp esa, lidos no p imei o dia de es ágio e
cujo in ui o e a de ce o modo colma a o desconhecimen o dos es agiá ios em elação a
es as ques ões, a a és de guias de es ilo e eg as que es es de e iam segui , não
ab angiam adequadamen e o ema do uso das p eposições. De ac o, o am abo dadas
ma é ias como as di e enças en e o uso de ab e ia u as e de alguns símbolos, mas não
oi ab angido de idamen e o ópico e e en e ao uso das p eposições e às di e en es
o mas de os emp ega nas di e sas a ian es. De ido ao ób io desconhecimen o des as
aplicações, es a oi uma das á eas em que os p oblemas adu i os o am mais di íceis
de soluciona e em elação à qual hou e uma maio insegu ança du an e o p ocesso
adu i o. Como consequência, os e os de adução o am mais equen es e a
p og essão nes a á ea não oi g adual ou signi ica i a (ao con á io de ou as ma é ias).
Tome-se como ilus ação, o seguin e exemplo:
Tex o O iginal
T adução
Re isão
“Communica ion lines
“As linhas de comunicação
“As linhas de comunicação
54
Nes e caso, oi aplicada inicialmen e a p eposição co e a desde um pon o de
is a da a ian e eu opeia da língua po uguesa. Is o é, o uso de uma p eposição que
designa um modo (“a p e o”). Con udo, após uma análise da e isão e e uada e após
ques iona uma colega de equipa b asilei a, conclui-se que a cons ução ásica na
a ian e b asilei a é dis in a e necessi a da p eposição “em” e não da “a”.
1.6.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como conclusão des e ema, de e se di o que, apesa dos á ios p oblemas
en en ados e dos inúme os e os come idos, es a expe iência e elou-se mui o
elucida i a quan o à esc i a do Po uguês no B asil e ajudou à comp eensão da p óp ia
cul u a b asilei a. Con udo, pa a ob e uma adução adequada que cump a o seu
p opósi o de “na u alidade”, es a de e se ealizada po quem domine o almen e a
cul u a de chegada, uma ez que a adução en ol e mui o mais do que a simples
subs i uição de ocábulos e exp essões.
“T ansla ion in ol es a mo e han eplacemen o lexical and g amma ical
i ems be ween languages (…). (…) once he ansla o mo es away om close linguis ic
equi alence, he p oblems o de e mining he exac na u e o he le el o equi alence
aimed o begin o eme ge.” (Bassne 2014:35)
Além disso, a gene alidade des a expe iência não cons i uiu apenas uma
p ocesso de adução in e ex ual, pois pode ambém se conside ado de ce o modo
in alinguís ico, uma ez que o p ocesso de adap ação da esc i a do adu o ao
Po uguês do B asil e a con ínuo e passa a mui as ezes pela adap ação men al de uma
shown in black use o he
in e nal p o ocols (CAN,
PCIe, o p op ie a y
p o ocols).”
ap esen adas a p e o usam
ou os p o ocolos in e nos
(P o ocolos CAN, PCIe ou
de p op iedade).”
ap esen adas em p e o
usam ou os p o ocolos
in e nos (P o ocolos CAN,
PCIe ou de p op iedade).”
55
a ian e pa a a ou a. Como in aci ado, no p ocesso de adução in e linguís ico as
al e ações oco em den o do mesmo idioma.
“In alingual ansla ion would occu , o example, when we eph ase an
exp ession o when we summa ize o o he wise ew i e a ex in he same language.”
(Munday 2008:5)
56
CONCLUSÃO
O es ágio cu icula le ado a cabo na K aliTex oi uma expe iência mui o
en iquecedo a pois pe mi iu en a em con ac o com o me cado de adução a ual.
Du an e es es ês meses de abalho in enso oi possí el comp eende o luxo de
abalho de uma emp esa de adução e os moldes em que abalha um p o issional in-
house.
Foi possí el coloca em p á ica e ape eiçoa as compe ências já adqui idas
du an e a o mação académica, assim como adqui i no as p á icas de abalho e no as
compe ências in o má icas. Além disso, oi possí el supe a os limi es pessoais
elacionados com a ges ão do empo e a qualidade da adução.
Es e oi sem dú ida um dos p incipais aspe os a salien a : um p og esso
ex ao diná io da ges ão do empo e um p og esso g adual, mas igualmen e colossal da
apidez de abalho e consequen emen e da p odu i idade. Nes e p imei o impac o com
um con ex o p o issional oi necessá io ge i o empo a ibuído pelas PMs de uma o ma
ex emamen e disciplinada pa a pode conclui o p oje o a empo e en ega um abalho
com qualidade. No en an o, oco e am á ios p oblemas a es e ní el, pois como se
e i icou a a és dos exemplos ap esen ados no capí ulo II exis em á ios a o es e
ci cuns âncias que a e am signi ica i amen e a apidez e a qualidade de um de e minado
p oje o de adução. En e eles, os p oblemas écnicos, não só ao ní el da colocação de
ags, mas ambém aqueles que su gem no so wa e, mui as ezes e os que o p óp io
in o má ico da emp esa não consegue soluciona apidamen e; os p oblemas de i ados
das exigências do clien e ou da al a de ma e iais de e e ência não disponibilizados,
en e ou os. Po ém, nem semp e os clien es es ão cien es des es aspe os.
“[..] when one's concep ion o ansla ion is p oduc -d i en, all one asks o he
p ocess is ha i be eliable, in he complex sense o c ea ing a solidly us wo hy
p oduc on demand (and no cos ing oo much). We need i now. And i has o be good.
I a human ansla o can do i apidly and eliably, ine; i no , make me a machine
ha can.” (Robinson 2003:16)
57
Além disso, nes e es ágio oi possí el en a em con ac o com uma maio
a iedade de e amen as de apoio à adução, ipos de ex o e géne os ex uais e
ecu sos online do que aqueles expe ienciados no MTSL (Mes ado em T adução
Se iços Linguís icos). Nes e con ex o p o issional oi deposi ada ex ema con iança na
es agiá ia, oi possí el ganha au ocon iança e con i e com uma equipa an ás ica e
quali icada, compos a po adu o es que pa ilha am os conhecimen os adqui idos ao
longo dos seus anos de expe iência p o issional, semp e que a es agiá ia necessi asse
desse apoio.
Con udo, nem udo deco eu como espe ado. A ca ga de abalho e a mui o
ele ada, o que apesa de pe mi i pô em p á ica alguns dos conhecimen os adqui idos
no MTSL não pe mi iu eedback su icien e po pa e dos e iso es, nem mui o empo
pa a e le i sob e o p ocesso em si mesmo. O me cado da adução a ança a um i mo
ené ico, exigindo uma adap ação ápida po pa e das es agiá ias.
Além disso, es a a planeado um apoio à ges ão de p oje os, algo conside ado
en usiasman e po pa e da es agiá ia mas que in elizmen e acabou po não sucede ,
de ido, ce amen e ao luxo de abalho in enso. Es a á ea nunca oi abo dada no MTSL
e e ia sido mui o in e essan e comp eende a undo o abalho das ges o as de p oje os,
lida com o çamen os ou a é ob e algumas “luzes” ela i amen e à o ma como se de e
con e sa com os clien es. Não obs an e, es e es ágio pe mi iu uma ansição do mundo
académico pa a o mundo eal de abalho e p opo cionou no as ap endizagens a á ios
ní eis, pe mi indo um con ac o com á ios p o issionais da á ea.
Es a expe iência esul ou no culmina de anos de o mação académica na á ea da
adução, o nando-se uma mais- alia pa a a ca ei a, pois possibili ou ainda um
emp ego na K aliTex .

58
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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h p://www.academia.edu/576117/A_T aducao_Li e a ia_en e_o_Po ugues_Eu opeu_
e_o_Po ugues_B asilei o_Relacao_en e_Lingua_e_Cul u a (úl ima consul a em:
12/09/2015).
Bassne , S. (2014). T ansla ion S udies. (4.ª edição). New Yo k: Rou ledge.
Ches e man, A. (1997). Memes o T ansla ion: The sp ead o ideas in ansla ion
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(3.ª edição). Lisboa: Edi o a No a F on ei a, S.A.
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Benjamins B.V.
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T adTe m, Re is a do Cen o In e depa amen al de T adução e Te minologia.
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h p://www. e is as.usp.b / ad e m/a icle/ iewFile/49673/53784 (úl ima consul a em:
13/09/2015).
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de T adução Cien í ica e Técnica, n.º 4, pp. 29-41.
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59
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edição). New Yo k: Rou ledge.
Samuelsson-B own, G. (2010). A P ac ical Guide o T ansla o s. (5.ª edição).
B is ol/Tonowanda/No h Yo k: Mul ilingual Ma e s.
60
ANEXOS
61
ANEXO I – LISTA DAS TRADUÇÕES REALIZADAS AO LONGO DO
ESTÁGIO
16
Designação
Tipo de
adução
Pa de
línguas
Nº de
pala as
So wa e
P oje o 1
Ma ke ing
EN > PE
319
SDL S udio
2011
P oje o 2
Técnico
EN > PT-BR
6500
SDL S udio
2011
P oje o 3
Ge al
ES > PE
818
Tag Edi o
P oje o 4
Técnico
EN > PE
303
SDL S udio
2011
P oje o 5
Técnico
EN > PE
290
SDL S udio
2011
P oje o 6
Técnico
EN > PE
4325
Ac oss
P oje o 7
Técnico
EN > PE
1623
Ac oss
P oje o 8
Ge al
EN > PT-BR
135
SDL S udio
2011
P oje o 9
Técnico
EN > PE
435
Tag Edi o
P oje o 10
Localização
EN > PT-BR
19 856
SDL S udio
2011
P oje o 11
Técnico
EN > PE
744
SDL S udio
2011
P oje o 12
Ma ke ing
EN > PE
511
Tag Edi o
P oje o 13
Ma ke ing
EN > PT-BR
260
SDL S udio
2011
P oje o 14
Técnico
ES > PT
10 000
SDL S udio
2011
P oje o 15
Técnico
EN > PT
980
MemoQ 2013
P oje o 16
Técnico
EN > PT-BR
639
MemoQ 2013
P oje o 17
Ma ke ing
EN > PT-BR
448
SDL S udio
2011
16
Na lis a, os p oje os são ap esen ados segundo a o dem em que o am a ibuídos à es agiá ia.
68
English houseboa s page abou a ious
houseboa s, you may skip hese examples
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Exemplo 2: ex o écnico
N.º de Pala as: 134
Línguas de abalho: ES > PE
Fe amen a de adução: Tag Edi o
Ma e ial de e e ência: nenhum
Tex o O iginal
T adução
HILO SELLADOR PARA ROSCAS -
100% P.T.F.E.
FIO VEDANTE PARA ROSCAS –
100% P.T.F.E.
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
Sellado de al a du ación que se ajus a a la
osca du an e el p oceso de ins alación.
Válido pa a ubos de plás ico y me al.
Vedan e de ele ada du ação que se ajus a
à osca du an e o p ocesso de ins alação.
Válido pa a ubos de plás ico e me al.
Resis encia a la mayo ía de los p oduc os
químicos ag esi os. No es in lamable.
Resis en e à maio ia dos p odu os
químicos ag essi os. Não é in lamá el.
No es pelig oso, no p oduce ningún e ec o
en los luidos de los ubos.
Não é pe igoso e não p oduz qualque
e ei o nos luídos dos ubos.
Resis encia desde -200ºC a 240ºC.
Resis en e desde -200 °C a 240 °C.
MODO DE EMPLEO
MODO DE UTILIZAÇÃO
En olla el hilo desde la pa e inal de la
osca en la misma di ección que és a,
En ola o io desde a pa e inal da osca
na mesma di eção que es a, sob epondo-o

69
sob eponiéndolo ecuen emen e.
equen emen e.
Adecua el núme o de uel as según osca
y medida del ubo. Se ecomienda:
Adeque o núme o de ol as segundo a
osca e a medida do ubo. É ecomendado:
Tubo 1/2” de 12 a 18 uel as.
Tubo de 1/2 polegadas (12,5 mm) – 12 a
18 ol as.
Tubo 1 1/2” de 16 a 24 uel as.
Tubo de 1 1/2 polegadas (37,5 mm) – 16 a
24 ol as.
O os diáme os: ajus a núme o de
uel as
Ou os diâme os: ajus a núme o de
ol as.
Aplica 2-3 go as de luido
dis ibuyéndolo sob e el hilo con el dedo;
es e ma e ial es biodeg adable y no
pelig oso.
Aplique 2 ou 3 go as de luido e dis ibua-
o pelo io com o dedo; es e ma e ial é
biodeg adá el e não é pe igoso.
70
ANEXO III – PLANO DE ESTÁGIO
71
72
ANEXO IV – AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR POR
PARTE DA ORIENTADORA