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Liderança e sucessão nas empresas familiares - um estudo de caso

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Liderança e sucessão nas empresas familiares - um estudo de caso

Author: Diogo Miguel Gomes Cruz
Year: 2014
DOI: 10.34626/b69q-1697
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/70183/2/25160.pdf
LIDERANÇA E SUCESSÃO NAS EMPRESAS FAMILIARES –
UM ESTUDO DE CASO
Po
Diogo Miguel Gomes C uz
Disse ação de Mes ado em Economia e Ges ão de Recu sos Humanos
O ien ada po :
P o . Dou o Ped o Nuno de F ei as Lopes Teixei a
Faculdade de Economia do Po o
2013
i
B e e No a Biog á ica
O candida o licenciou-se em Ges ão na Faculdade de Economia do Po o em
2010.
Desempenhou desde 2006, a empo pa cial, unções de assesso ia à ges ão numa
emp esa de se iços. Ing essou, a empo in ei o nessa mesma emp esa, na posição de
Ges o , em 2011.
ii
Resumo
O es udo das Emp esas Familia es é um aspec o impo an e do sis ema
económico. Es e ipo de o ganizações con igu a-se como um dos mais ep esen a i os
globalmen e, endo um con ibu o undamen al ao ní el da o e a de emp ego e da
p odução in e na. Es e aspec o e ela a impo ância duma análise das pa icula idades
des e ipo de emp esa.
Assim, es e es udo p e ende con ibui pa a a e lexão sob e a in luência da
lide ança no con ex o das Emp esas Familia es e as consequências des a no
uncionamen o das mesmas. As elações amilia es, associadas à lide ança des as
o ganizações, implicam consequências que se podem e lec i na au onomia da emp esa.
Como al, es e es udo analisa de que o ma os mé odos de lide ança nas Emp esas
Familia es se e lec em na dependência das mesmas ace ao seu líde .
Além disso, es e es udo elaciona as elações de dependência nes as
o ganizações, com os p ocessos associados ao planeamen o de sucessão. Des a o ma,
p ocu a iden i ica e e lec i sob e as consequências que o planeamen o de sucessão
pode possibili a a uma Emp esa Familia , ao ní el da es u u a de unções e
esponsabilidades.
Pa a a execução do es udo, oi es udada uma pequena Emp esa Familia
po uguesa. Es a pe mi iu-nos a ob enção de dados, a a és de en e is as aos
uncioná ios, que possibili am uma e lexão sob e as pa icula idades da lide ança nessa
o ganização, a dependência da emp esa ace à mesma e sob e as medidas
implemen adas que i e am consequências ao ní el dessa elação de dependência.
Pe mi e-nos ainda e ec ua alguns pa alelismos en e as medidas ins i uídas e os
p ocessos de planeamen o de sucessão.
Pala as-cha e: Emp esas Familia es, Lide ança, Sucessão, Planeamen o de
Sucessão, Dependência.
iii
Abs ac
The s udy o Family Fi ms is an impo an aspec o he economic sys em. This
ype o o ganiza ion is one o he mos globally ep esen a i e, wi h a majo
con ibu ion in e ms o employmen and in e nal p oduc ion. This aspec e eals he
impo ance o an analysis o he peculia i ies o his ype o company.
Thus, his s udy aims o con ibu e o he e lec ion on he in luence o leade ship in he
con ex o Family Fi ms and he consequences o his ea u e in hei unc ioning.
Family ela ionships associa ed wi h leade ship in hese o ganiza ions, imply
consequences ha may e lec on he au onomy o he company. As such, his s udy
examines how he me hods o leade ship in he Family Business a e e lec ed in hei
dependence o hei leade .
The e o e, his s udy ela es he dependency ela ionships in hese o ganiza ions
wi h he p ocesses associa ed wi h succession planning. Thus, i seeks o iden i y and
e lec on he consequences ha succession planning can enable on he s uc u e o oles
and esponsibili ies, in a Family Business. Fo he execu ion o he s udy, we s udied a
small Po uguese Family Business. This allowed us o ob ain da a h ough in e iews
wi h employees, which suppo ed a e lec ion on he pa icula i ies o he leade ship in
his o ganiza ion, he company's dependence on his leade ship and he measu es
implemen ed which had consequences in his dependency ela ionship. Hence, his
allowed us o make some u he compa isons be ween he measu es in oduced and he
p ocesses o succession planning.
Keywo ds: Family Business, Leade ship, Succession, Succession Planning,
Dependency.
i
Índice
B e e No a Biog á ica ............................................................................................................... i
Resumo ..................................................................................................................................... ii
Abs ac ................................................................................................................................... iii
I. In odução ......................................................................................................................... 1
II. Lide ança e Sucessão nas Emp esas Familia es ............................................................... 5
1. As Emp esas Familia es ............................................................................................... 7
1.1. Enquad amen o ..................................................................................................... 7
1.2. De inição .............................................................................................................. 9
1.3. Es u u a e e olução das Emp esas Familia es ................................................... 15
2. O es ilo de lide ança ................................................................................................... 18
3. A dependência ace ao líde e o planeamen o de sucessão como o ma de a enua esse
ac o ................................................................................................................................... 29
3.1. A dependência ace ao líde ............................................................................... 29
3.2. A sucessão .......................................................................................................... 30
4. Sín ese dos aspec os ele an es iden i icados na li e a u a ........................................ 46
III. Me odologia................................................................................................................ 51
1. De inição do mé odo de ecolha de in o mação ......................................................... 53
1.1. A emp esa ........................................................................................................... 59
1.2. O es ilo de lide ança ........................................................................................... 60
1.3 A dependência ace ao líde e o planeamen o de sucessão como o ma de a enua
esse ac o ....................................................................................................................... 61
IV. Análise das en e is as ............................................................................................... 63
1. A emp esa ................................................................................................................... 65
2. Aspec os ele an es ecolhidos na en e is a ............................................................. 71
2.1. Es ilo de Lide ança ............................................................................................. 71
2.2. Dependência ace ao líde e planeamen o de sucessão ....................................... 78
3. Enquad amen o das análises e ec uadas nos modelos eó icos e li e a u a analisados83
3.1. Es u u a da Emp esa Familia – Modelo dos ês cí culos ................................ 83
3.2. Es ilo de Lide ança ............................................................................................. 85
3.3. Dependência ace ao Líde e Planeamen o de Sucessão .................................... 94

4. Sumá io conclusi o .................................................................................................. 100
V. Conclusão ..................................................................................................................... 103
Limi ações ao es udo ........................................................................................................ 105
Fu u os es udos nes a á ea ................................................................................................ 106
Re e ências Bibliog á icas ................................................................................................... 108
Anexo I – En e is as aos elemen os da emp esa ................................................................. 112
1
I. In odução
Es e abalho p e ende e lec i sob e a p oblemá ica da dependência ace à
lide ança numa Emp esa Familia e da u ilização do planeamen o de sucessão como
mé odo de edução desse ac o . A análise a es e ema e ao seu in e esse pa a es e ipo
de emp esas, le a-nos a conside a como ques ão undamen al a o ma como es a
o ganização se elaciona com o seu líde e a o ma como es e ipo de elações
condicionam o u u o da emp esa, especi icamen e no que se e e e a uma u u a
sucessão. O es udo, po an o, p e ende oca -se mais nas medidas e ans o mações que
uma emp esa pode adop a de o ma a p epa a uma sucessão a cu o-p azo, a o na -se
mais au ónoma ace ao seu líde e mais uncional na sua ausência. Logo, o objec i o do
es udo se á ap o unda a o ma como uma Emp esa Familia pode adap a -se de
manei a a o na -se mais lexí el e independen e ace ao seu líde , a dis ibui e delega
esponsabilidades e unções, e i icando quais as epe cussões de medidas associadas
ao planeamen o de sucessão.
Es a ques ão cen a á a sua impo ância na dependência ac ual que a o ganização
so e ace ao seu líde e na o ma como um planeamen o de sucessão pode á
descen aliza odos os p ocedimen os co en es na emp esa, melho ando o
uncionamen o da mesma e e o çando-a ace a uma possí el ausência daquele. Is o é, o
objec i o essencial do es udo não se p ende com uma sucessão imedia a ao líde em
ques ão, mas sim, no es udo de uma possí el adap ação da emp esa es udada a um
modelo de uncionamen o em que as esponsabilidades se ão mais dis ibuídas, de
manei a que uma ausência do líde não seja ão d amá ica. Es e ema concen a,
po an o, ês âmbi os de análise, nomeadamen e: o es udo das Emp esas Familia es, o
da lide ança nas Emp esas Familia es e o do planeamen o de sucessão.
As Emp esas Familia es são uma pa e undamen al do ecido emp esa ial
po uguês, ep esen ando segundo a Associação de Emp esas Familia es, en e 70% a
80% do núme o de emp esas nacionais. Es e núme o e ela a impo ância das mesmas
no nosso país e a pe inência do es udo das Emp esas Familia es pa a a comp eensão e
análise da es u u a da economia po uguesa.
Associado ao concei o de Emp esa Familia es á no malmen e o do seu undado
ou o da sua amília. Es a elação e pa icula idade associada à Emp esa Familia pode
2
implica , na nossa opinião, uma elação de dependência da es u u a ace à sua
lide ança, que en endemos como signi ica i a e de e minan e no umo da o ganização.
Como al, en endemos que o es udo dessa a iá el é pe inen e e necessá io pa a a
comp eensão do uncionamen o e ciclo de ida das Emp esas Familia es. Conside amos
que um es udo da g adual e olução da emp esa a é ao momen o da sucessão, da elação
en e o líde duma Emp esa Familia e a p óp ia es u u a da o ganização, sus en ado no
planeamen o de sucessão, pode pe mi i uma comp eensão mais ab angen e das elações
de dependência nes e ipo de emp esa.
A ques ão da sucessão abo da um pe íodo que se espe a bas an e p olongado, já
que a sucessão de e se p epa ada, an ecipadamen e, e não apenas no pe íodo em que
eme ge essa necessidade. Po ém, o que espe amos analisa nes e abalho é o ipo de
modi icações que pode começa a se aplicado numa o ganização de o ma a, não só
p epa á-la pa a a sucessão, mas ambém mui o an es da sucessão, ga an i uma melho ia
do seu uncionamen o em momen os de ausência do líde e, mesmo em momen os em
que o líde es á p esen e, pe mi i uma descen alização das esponsabilidades na
o ganização.
Como al, es e es udo p ocu a, a a és da obse ação, ecolha e análise de dados
em Emp esas Familia es e in eg ação desses dados, ao ab igo da li e a u a ele an e,
oca os seguin es âmbi os de pesquisa:
- Analisa as especi icidades da emp esa es udada, enquad ando-a nas de inições
e ca ac e ís icas das Emp esas Familia es;
- Examina as ca ac e ís icas do es ilo de lide ança igen e, e i icando as
epe cussões que as pa icula idades do mesmo implicam na es u u a da o ganização e
nas elações en e os seus agen es;
- Comp eende quais as consequências des e es ilo de lide ança nas elações de
dependência na o ganização, especi icamen e nas que se e e em à dependência dos
elemen os da emp esa ace ao líde ;
- A alia de que o ma o planeamen o de sucessão es á a se u ilizado na
o ganização es udada e de que o ma o mesmo pode in lui nas elações de dependência
ace à lide ança exis en e.
3
Des e modo, começamos, nes e abalho, po e ec ua uma análise da li e a u a
ele an e sob e as Emp esas Familia es, p ocu ando ob e escla ecimen o sob e a sua
ele ância na economia nacional e mundial. Ten amos comp eende as especi icidades
des e ipo de emp esa e as pa icula idades das mesmas que as dis inguem dos ou os
ipos de emp esas não associadas com a amília. Associada a es as pa icula idades,
en amos e lec i sob e a de inição de Emp esa Familia e sob e a sua adequação ao
es udo que p e endemos e ec ua . Ainda, p ocu amos pe cebe a a és da li e a u a
ele an e, a e olução his ó ica da de inição e es u u a das Emp esas Familia es e das
consequências dessa e olução pa a o es udo das mesmas.
Den o des a análise da li e a u a ele an e, o es udo oca-se seguidamen e, no
es udo da lide ança. Nes a secção p ocu amos abo da os es udos ele an es sob e
ca ac e ís icas de lide ança que pe mi em uma e lexão sob e as suas epe cussões numa
emp esa. O oco des a análise é o de en a pe cebe de que o ma, as ca ac e ís icas do
es ilo de lide ança duma emp esa podem se pe inen es no es udo da dependência ace
à lide ança e como es as podem se enquad adas no es udo de lide ança numa Emp esa
Familia .
No seguimen o dessa análise, p ocedemos a uma e lexão sob e a li e a u a
exis en e sob e a dependência ace à Lide ança nas Emp esas Familia es e sob e o
planeamen o de sucessão. O nosso objec i o é, po an o, en a pe cebe os p ocessos
associados ao planeamen o de sucessão e de que o ma es es se podem e lec i na
dependência ace à lide ança numa o ganização. Assim, p ocu amos comp eende os
mé odos e e idos nos es udos sob e a sucessão e a sua implicação na dis ibuição de
unções e esponsabilidades numa emp esa.
No capí ulo seguin e e ec uamos uma decomposição sob e os mé odos de
ecolha de in o mação associados a es e ipo de es udo. Nele explicamos quais os
mé odos que conside amos se em mais adequados ao ipo de dados que p e endemos
ecolhe , bem como as azões po não op a mos pelos ou os ipos de mé odos.
P ocu amos salien a as an agens dos mé odos escolhidos pa a es e es udo,
sus en ando-as com o seu enquad amen o na li e a u a ele an e sob e es a á ea.
10
- Vá ios c i é ios não mu uamen e exclusi os - Romano e al. (2000: 286)
conside am Emp esa Familia aquela que obedece a um dos seguin es c i é ios: “a) 50%
ou mais da p op iedade é de ida po uma única amília ou po memb os de á ias
amílias, b) uma única amília con ola o negócio e c) uma pa e signi ica i a dos
ges o es pe ence à mesma amília”.
- Vá ios c i é ios em simul âneo – Li z (1995) p opôs uma de inição de Emp esa
Familia que en ol e ês aspec os: a dimensão da p op iedade e/ou da ges ão, o g au de
en ol imen o da amília e a disponibilidade dos memb os amilia es pa a a
ans e ência de ge ação. Assim, “uma emp esa pode se conside ada Emp esa
Familia quando a sua p op iedade e ges ão es ão concen adas numa amília e
quando os seus memb os se es o çam pa a alcança , man e , e/ou aumen a as elações
amilia es den o da es u u a o ganizacional da emp esa”.
Também Cos a (2005), al como Co eia (2003), dis ingue di e sos c i é ios,
u ilizados po au o es dis in os, pa a a de inição de Emp esas Familia es. Esses c i é ios
assen am em aspec os como a o igem e his ó ia da emp esa, con olo ou p esença dos
memb os da amília na adminis ação da emp esa, de enção do capi al da emp esa ou
in enção u u a de pe manência da amília no con olo da emp esa.
Gallo (1995) indica que uma de inição au ên ica de Emp esa Familia se de e
basea na coincidência de alo es de uma emp esa e de uma amília. Uma emp esa é
classi icada como amilia , quando exis e um impo an e nexo de união en e a emp esa
e a amília. Nexo que de e se cons i uído pela pa ilha pa cial e olun á ia de alo es e
c enças, du an e longos pe íodos de empo. A i ma, con udo, que es a de inição é di ícil
de ope acionaliza uma ez que não é simples iden i ica a cul u a de uma emp esa, nem
ão pouco a de uma amília. Pa a ul apassa es a limi ação, Gallo (1995) conside a
Emp esa Familia aquela onde coexis em ês dimensões: p op iedade, pode e
inco po ação da 2ª ge ação. Se al sucede , é mui o p o á el que ambém exis a o nexo
cul u al e que se possa a i ma que a emp esa é uma Emp esa Familia .
A mesma di iculdade em encon a uma de inição única é encon ada po Paulo
(2009). Assim, es e salien a a de inição das mesmas na con aposição ace às emp esas
não amilia es. Es e e e e que an o as Emp esas Familia es como as emp esas não

11
amilia es êm como objec i o p imo dial o luc o e que, pa a a ingi esse objec i o, êm
que de ini um conjun o de ou os objec i os, elacionados com o aumen o da quo a de
me cado, qualidade, sa is ação de s akeholde s, en e ou os. Po ém, além des as
e en es, as Emp esas Familia es es ão en ol idas num conjun o de aspec os
di ec amen e ligados à amília, como os elacionados com a subsis ência da mesma ou
os e e en es à con inuidade da p op iedade da emp esa nas mãos da amília, ao longo
das ge ações.
Ussman (2004), no seu li o Emp esas Familia es, p opõe uma de inição
baseada na p op iedade e con olo da emp esa, indicando que es as se de inem “como
aquelas em que a p op iedade (ainda que pa cial) e con olo es ão nas mãos de um
g upo unido po elações de pa en esco (podendo ambém a a -se de uma ou mais
amílias a o ma al g upo). (…) Os de en o es da p op iedade, ainda que pa cial, êm
a possibilidade de de e mina os des inos da emp esa. Quando a p op iedade se alia ao
con ole/di ecção nas mãos de um g upo de pessoas da mesma amília que se epe e
po á ias ge ações, exis e a possibilidade de in luencia os alo es da emp esa e de aí
ins i ucionaliza uma ce a o ma de es a dessa amília. É p ecisamen e es a elação
p o unda en e uma amília e uma emp esa que az da segunda uma Emp esa
Familia ”.
No amos po an o, uma abundância de de inições, de aco do com c i é ios
dis in os como a p op iedade da emp esa, o con olo, a in enção de con inuidade ou a
pa ilha de alo es e c enças. Es a al a de unanimidade ao ní el da de inição oi al o de
a enção de ins i uições como a União Eu opeia. Es a e i icou a abundância de c i é ios
escolhidos pelos di e sos au o es pa a as de inições e a di iculdade que es a ques ão
azia ao es udo das Emp esas Familia es, nomeadamen e ao ní el da ob enção e
compa abilidade de dados es a ís icos. Como al, e ace à ele ância das des e ipo de
o ganizações no con ex o eu opeu, p ocu ou c ia mecanismos que pe mi issem
uni o miza e acili a o es udo das Emp esas Familia es na Eu opa. Assim, a União
Eu opeia c iou um G upo de Pe i os em Emp esas Familia es, pa a o qual, em 2007, o
P esiden e da Associação Po uguesa de Emp esas Familia es, Pe e Villax, oi
12
nomeado como ep esen an e de Po ugal. Es e g upo em como objec i o o deba e de
aspec os especí icos das Emp esas Familia es de o ma a p epa a legislação especí ica
pa a o sec o .
Num ela ó io publicado a 4 de Dezemb o de 2009, a Comissão da União
Eu opeia anunciou a ecomendação aos Es ados Memb os da adopção de uma de inição
de Emp esa Familia . Nes e ela ó io a Comissão indica que as Emp esas Familia es
ab angem di e en es dimensões e sec o es de ac i idade, ep esen ando mais de 60% de
odas as emp esas eu opeias. No en an o, segundo es a Comissão, a li e a u a
especializada demons a que não exis ia uma de inição única de Emp esa Familia que
pudesse se aplicá el a qualque discussão polí ica, sob e egulamen os legais, ou pa a o
o necimen o de dados es a ís icos e es udos académicos.
Uma das p incipais conclusões do abalho des a Comissão é de que uma
de inição de Emp esa Familia de e inco po a ês elemen os: a amília, o negócio e a
p op iedade. Es e a gumen o eme e-nos pa a o modelo de 3 cí culos que abo da ei no
pon o 1.3 des e abalho. Ou a das conclusões e e idas no es udo é a exis ência de um
g ande núme o de de inições pa a Emp esas Familia es, endo sido iden i icadas mais
de 90. Es as baseiam-se em di e sos aspec os como a p op iedade po pa e da amília,
en ol imen o da ges ão, con olo es a égico, negócio como p incipal on e de
endimen o da amília e ans e ências in e ge acionais. Assim, ace ao econhecimen o
e documen ação da g ande di iculdade em ob e uma de inição unânime pa a Emp esa
Familia , a Comissão p ocu ou es abelece uma de inição simples, cla a e acilmen e
aplicá el, que pe mi isse a ob enção de es a ís icas do sec o e a compa abilidade en e
países. Como al, baseou a de inição p opos a na o mulada pelo Finnish Wo king
G oup on Family En ep eneu ship, de inição essa, la gamen e acei e e com a an agem
de se comp eensi a e ope acional. Essa de inição oi adap ada com o in ui o de a o na
mais cla a e aplicá el a odos os ipos de emp esas. A de inição p opos a oi a seguin e:
“Uma i ma, de qualque dimensão, é uma Emp esa Familia se:
1 – A maio ia dos pode es de omada de decisão es á na posse da(s) pessoa(s)
que c iou/c ia am a emp esa, ou na posse da(s) pessoa(s) que adqui iu/adqui i am o
13
capi al da emp esa, ou na posse dos seus cônjuges, pais, ilhos ou he dei os di ec os
dos ilhos.
2 – A maio ia dos pode es de omada de decisão é di ec a ou indi ec a.
3 – Pelo menos um ep esen an e da amília ou pa en e es á o malmen e
en ol ido na adminis ação da emp esa.
4 – As emp esas co adas sa is azem a de inição de Emp esa Familia se a
pessoa que c iou ou adqui iu a i ma (capi al social) ou as suas amílias ou
descenden es possuí em 25% do pode de omada de decisão manda ado pelo seu
capi al social.
Segundo a de inição, são Emp esas Familia es aquelas em que a amília em o
pode de decisão no capi al da i ma e pelo menos um dos seus memb os é ges o . No
caso das emp esas co adas em bolsa, é su icien e uma pa icipação de pelo menos 25%.
Es a é, po an o, a de inição que ep esen a a opinião dos memb os do g upo de pe i os
que ecomenda a sua u ilização nos Es ados Memb os, de o ma a p oduzi in o mação
quan i a i a compa á el no sec o das Emp esas Familia es.
Associação Po uguesa das Emp esas Familia es (APEF)
1
, c iada em 1998,
adop ou uma de inição de Emp esa Familia que em como base o ela ó io do G upo de
Pe i os da Comissão da União Eu opeia. Desse modo, a APEF conside a que podem se
associados, de aco do com o a igo 5º do capí ulo III dos seus es a u os, “as emp esas
po uguesas, em que a maio ia, ou uma pa e impo an e do seu capi al social, seja
de ida po pessoas ligadas po laços amilia es, ou aquelas em que o seu capi al social
es eja concen ado em poucas pessoas, e semp e que alguns desses de en o es do
capi al pa icipem nos ó gãos de con olo e/ou de ges ão da emp esa, e neles exe çam
uma in luência decisi a, qualque que seja o sec o de ac i idade económica a que es a
pe ença”.
A de inição p opos a pelo G upo de Pe i os da Comissão da União Eu opeia e
adap ada pela APEF dis ingue-se, pois, da es an e li e a u a abo dada, su gindo como
uma de inição menos delimi a i a e mais ab angen e nomeadamen e, no que oca à
1
Es a in o mação oi ob ida a a és de con ac o ealizado com a APEF
14
ques ão da p op iedade. A de inição da APEF admi e, inclusi amen e, como Emp esa
Familia , emp esas cujos de en o es do capi al não sejam da mesma amília. Ambas não
ele am o ac o da in enção de con inuidade da p op iedade da emp esa po pa e da
amília, como alguns au o es e is os. Es a opção, pelo menos, numa pe spec i a de
cu o p azo, acaba, no nosso pon o de is a, po se lógica, na medida em que uma
Emp esa Familia de 1ª ge ação pode passa á ios anos e a é décadas sem de ini
igo osamen e como se á abo dada a ques ão da sucessão, pelo que não ha e á uma
decisão sob e essa in enção de con inuidade numa g ande pa e do ciclo de ida da
emp esa.
Face à e lexão sob e a ex ensa li e a u a exis en e sob e o ema, a conclusão
mais salien e é a de que a de inição de Emp esa Familia a ia de au o pa a au o e
depende do c i é io ou conjun o de c i é ios u ilizado pa a o e ei o. Tendo a emp esa um
conjun o de aspec os di e sos e ca ac e ís icas p óp ias, o na-se complexa a inse ção da
mesma den o de uma de inição, pa icula men e, em emp esas ainda numa ase inicial
do seu ciclo de ida. Assim, encon a-se nos di e sos au o es e is os, uma escolha
pessoal dos aspec os que es es conside am se em os ele an es pa a a de inição de
Emp esa Familia .
Des e modo, en endemos pa a es e es udo adop a a de inição p opos a pelo
G upo de Pe i os da União Eu opeia. Is o, po que conside amos a de inição explíci a,
cla a e de ácil e i icação. Es a ácil e i icação, ad ém, no nosso en endimen o, da
cla eza e simplicidade dos c i é ios es abelecidos. Ou seja, en endemos que é
ela i amen e simples comp o a se uma de e minada emp esa cump e os equisi os
exigí eis pela de inição pa a se enquad a na de inição de Emp esa Familia . Também,
en endemos que o ac o des a de inição se concen a na ac ualidade da emp esa e não
no seu passado (nomeadamen e na his ó ia da undação ou p op iedade da emp esa) ou
no seu u u o (po exemplo, conside ando a in enção de con inuidade ou abandono da
p op iedade da emp esa), se adequa a um es udo que deco e á num pe íodo cu o.
Como e e ido an e io men e, as emp esas podem passa décadas sem abo da em
ques ões como sucessão ou ans e ência de p op iedade, pelo que en endemos que uma
15
de inição que não c ie limi es nessas á eas se á mais adequada. As de inições p opos as
po Gallo (1995) ou Ussman (2004), po exemplo, e e em a coincidência de alo es
en e a amília e a emp esa du an e longos pe íodos de empo. O a, na nossa opinião,
pa a es e es udo, não se ia iá el adop a uma de inição que implicasse, não só uma
pesquisa sob e um pe íodo ala gado de ida das emp esas, como ambém uma análise a
alo es e ideais, po es a se pode o na demasiado subjec i a. Pa a inaliza , ambém
en endemos que os ó gãos que c ia am e p opuse am es a de inição são ó gãos de
econhecida compe ência e alia, pa ilhando a opinião dos mesmos de que pa a uma
maio e icácia e acili ação de compa abilidade en e es udos, é do in e esse dos Es ados
Memb os a adopção duma de inição única.
1.3. Es u u a e e olução das Emp esas Familia es
Pa indo da de inição de Emp esas Familia es adop ada, su gem nes as ês
sis emas de agen es in e essados, que se elacionam de inindo e condicionando o umo
da emp esa: p op ie á ios, amília e emp esa. No ela ó io publicado a 4 de Dezemb o
de 2009, a Comissão da União Eu opeia, e e e ambém que, apesa do in enso deba e
exis en e sob e as Emp esas Familia es, exis e um consenso ge al de que uma de inição
de e compo a esses ês elemen os essenciais. Os pe i os de endem ambém, o uso do
modelo dos ês cí culos pa a o es udo dos enómenos na Emp esa Familia .
As in e acções en e os di e sos cí culos de in e esse, que se in e - elacionam,
são abo dadas po di e sos au o es. Bo elho (2008) indica que as Emp esas Familia es
começa am a se es udadas na década de 60-70. Inicialmen e, apenas e am conside ados
duas dimensões: a emp esa e a amília. E am associadas às emp esas amilia es
ca ac e ís icas como “o nepo ismo, al a de ges ão p o issionalizada, con li os de
ge ações, i alidade en e memb os da amília, en e ou as”. E am apon ados
p oblemas que su giam de ido aos con li os en e os in e esses da amília e os da
emp esa.

16
Figu a 1 - Modelo Bidimensional
( igu a o iginal de Bo elho (2008))
Face a es es con li os su ge en ão o modelo idimensional, ap esen ando além
dos dois cí culos iniciais, um cí culo ep esen a i o da p op iedade.
Figu a 2 – Modelo T idimensional
( igu a o iginal de Ge sick e al., 1998)
Gallo (1995) es abelece elações en es es es ês sis emas, iden i icando qua o
subsis emas:
1 – P op ie á ios e memb os da amília que abalham na emp esa;
2 – P op ie á ios que abalham na emp esa, mas que não são memb os da
amília;
3 – Memb os da amília que abalham na emp esa, mas não são p op ie á ios;
4 – Memb os da amília e p op ie á ios, mas não abalham na emp esa.
17
Segundo Gallo e Ribei o (1996), as in e acções e elações en e os qua o
subsis emas de inem os pon os o es e os pon os acos da emp esa, dependendo delas,
a c iação de um clima e cul u a de união en e os seus elemen os ou a o igem de c ises
es u u ais que podem ameaça a sob e i ência da emp esa.
Paulo (2009) e e e ambém o modelo dos ês cí culos, e e indo se ú il po
pe mi i “pe cebe quais as on es de con li o in e pessoal, quais os dilemas,
p op iedades e on ei as da amília”. Es a au o a e e e os di e sos agen es,
possi elmen e, en ol idos numa Emp esa Familia , nomeadamen e:
1 – Memb os da amília que não êm capi al nem abalham na emp esa;
2 – Accionis as que não são memb os da amília e não abalham na emp esa;
3 – Emp egados que não são memb os da amília;
4 – Memb os da amília que êm acções na emp esa, mas que não abalham
nela;
5 – Accionis as que não são memb os da amília, mas que abalham na
emp esa;
6 – Memb os da amília que abalham na emp esa, mas não êm acções;
7 – Memb os da amília que êm acções e abalham na emp esa
Es e modelo pe mi e-nos pe cebe as ês g andes o ças den o da Emp esa
Familia : p op iedade, amília e emp esa. Con a iamen e à emp esa não- amilia ,
dis ingue-se a exis ência do in e esse amilia e da ges ão amilia ace à ges ão
p o issional e odas as consequências que isso aduz. Po an o, e con as ando com as
emp esas não amilia es, são as elações en e a emp esa e a amília que ealmen e
de inem e dis inguem es as emp esas das es an es. Sua ez (2005) e e e que, de o ma a
comp eende as o ganizações amilia es, é necessá io pe cebe as in e acções en e o
subsis ema amilia e o subsis ema do negócio.
18
2. O es ilo de lide ança
Como an e io men e e e ido, o es ilo de ges ão e lide ança numa Emp esa
Familia é de e minan e, acabando po de ini a p óp ia emp esa. São as opções e
de inição de objec i os da ges ão e lide ança duma emp esa que de ini ão aspec os
ulc ais. Aspec os como a con a ação e in eg ação de colabo ado es, como a escolha de
me cados-al o ou de á eas de negócio, dependem de decisões do líde . Es as a iá eis
se ão impo an es no umo de inido po uma emp esa, na sua dimensão, núme o de
colabo ado es ou olume de negócios. Também e ão in luência decisi a ou os
aspec os como a sua exposição ao isco ou abe u a à mudança.
Especi icamen e, no que se e e e aos pad ões de lide ança exis en es nas
Emp esas Familia es, Co eia (2003) e e e que exis e po pa e do ges o amilia uma
p e e ência pelo con olo di ec o e pessoal. Indica que os objec i os dos p op ie á ios
não se limi am aos in e esses inancei os (maximização do luc o, dimensão da emp esa,
en e ou os), ocando-se es e ipo de ges o es em aspec os como o con olo da emp esa,
o es ilo de ida e a segu ança no abalho. Es as ca ac e ís icas implicam que as
decisões de in es imen o ou de dis ibuição de di idendos sejam mais a ec adas pelas
elações amilia es do que pelas necessidades da emp esa. No en an o, se po um lado, a
ges ão p o issional se oca mais nos in e esses económicos, o es ilo de ges ão amilia
possui an agens como o ac o de os memb os amilia es es a em mais dispos os a
ajuda inancei amen e a emp esa, ou, em ce os casos, a epu ação da amília acili a
as elações económicas a es abelece . É, po an o, o es ilo de lide ança den o da
emp esa, um ac o de e minan e no seu umo e ciclo de ida e uma ca ac e ís ica
indissociá el das Emp esas Familia es. É, aliás, al ez a ca ac e ís ica mais
de e minan e das mesmas, já que é es e es ilo de ges ão in eg ado com os in e esses da
amília que i á de ini o umo, os objec i os e o u u o da emp esa. Des e modo,
en endemos como ele an e e ec ua uma análise à li e a u a sob e a lide ança, na
medida em que, o mesmo pode de ini ca ac e ís icas essenciais e undamen ais à
19
comp eensão da emp esa. Es a pe mi e um g ande núme o de abo dagens, eo ias e
pe spec i as. Den o des as abo dagens, su gem algumas que nos pa ecem mais
pe inen es pa a a pe spec i a da ese.
Desde logo, conside amos ele an e, pa a melho enquad amen o des e es udo
abo da os concei os de Lide ança T ansaccional e Lide ança T ans o macional. A
pe spec i a da Lide ança T ansaccional assume que a lide ança é exe cida de aco do
com assunções como:
• A mo i ação dos colabo ado es é ge ida a a és de ecompensas e punições;
• Os subo dinados êm que obedece às o dens dos seus supe io es;
• Os subo dinados não se au o-mo i am, êm que se moni o izados e con olados
pa a que e ec uem o abalho.
Po an o, os líde es ansaccionais en a izam objec i os de inidos e de cu o
p azo, eg as e p ocedimen os es anda dizados. O oco é no esul ado, sendo esse
esul ado associado a pad ões de inidos e mensu á eis como o olume de negócios, a
p odu i idade ou o empo de espos a. Não há, ou é pouco alo izado, o oco no
aumen o da c ia i idade ou ge ação de ideias na emp esa. O líde ansaccional pode se
bas an e e ec i o em decisões ao ní el de edução de cus os e aumen o de
p odu i idade, es abelecendo uma elação com os colabo ado es ansi ó ia e não
baseada em laços emocionais. Exis e, en ão, en e os colabo ado es e a lide ança uma
ansacção de ecompensas, no malmen e mone á ias, pelo seu es o ço e dedicação.
São colocadas algumas compa ações en e a Lide ança T ansaccional e a
Lide ança T ans o macional:
Lide ança T ansaccional Lide ança T ans o macional
O Líde age em espos a aos
p oblemas
O Líde é p oac i o
T abalha den o da cul u a
o ganizacional exis en e
T abalha pa a muda a cul u a o ganizacional
exis en e implemen ando no as ideias
26
ca ego ia subdi ide-se em qua o aços: In eligência, Conscienciosidade
(Conscien iousness), Abe u a à expe iência e Es abilidade emocional.
o A ibu os in e pessoais – “A ibu os in e pessoais é uma ca ego ia de aços
de lide ança que se e e e à o ma como os indi íduos abo dam as
in e acções sociais” (Bass & Bass, 2008). Es es aços incluem a
ex o e são, ag adabilidade, capacidade de comunicação, en e ou os.
• Compo amen os do Líde – Segundo a li e a u a analisada pelos au o es, es es
compo amen os podem enquad a -se em qua o ca ego ias: o ien ados pa a a
a e a, o ien ados pa a a elação, o ien ados pa a a mudança e lide ança passi a.
o Compo amen os o ien ados pa a a a e a – Es es compo amen os do líde
de i am da noção de lide ança ansaccional segundo a qual os
compo amen os do líde incluem acções como a de inição de a e as, papéis
e elacionamen os en e memb os da o ganização, coo denação das acções
dos memb os do g upo, de e minação de pad ões de pe o mance, en e
ou as. Da mesma o ma, es e ipo de lide ança deixa cla o quais os
esul ados espe ados pa a as a e as e quais as ecompensas po ob e esses
esul ados exe cendo medidas co ec i as quando esses esul ados não são
a ingidos. Es es líde es de inem cla amen e as suas expec a i as e pad ões
de p odu i idade, usando-os como o ma de mo i a e comp ome e os
colabo ado es.
o Compo amen os o ien ados pa a a elação – Es e ipo de compo amen os
do líde de inem-se po a ibu os como po exemplo, a conside ação ou
delegação de esponsabilidades. Es es líde es “mos am conside ação e
espei o po elemen os do g upo, são amigá eis e acessí eis, abe os a
suges ões dos ou os, e a am odos os elemen os do g upo como iguais”
(Bass, 1990). O líde p ocu a cons ui uma elação de espei o com os
subo dinados de o ma a mo i á-los pa a con ibui pa a o bem-es a do
g upo.
o Compo amen os o ien ados pa a a mudança - Nes e ipo de
compo amen os incluem-se acções como desen ol e e comunica uma

27
isão pa a a mudança, enco aja pensamen os ino ado es, enco aja omada
de iscos, en e ou os. Es e é um ipo de compo amen os que se baseia no
concei o de lide ança ans o macional, já que se oca na es imulação
in elec ual, na ob enção de di e en es isões e pe spec i as do g upo e na
omada de iscos.
o Lide ança passi a – Além dos ês g upos já e e idos, é conside ada po
mui os au o es lide ança passi a, ou seja a ausência de acção. Es es e e em
que po ezes o líde quando não exis em p oblemas ou quando não lhes
são apa en es, não exibe ac i amen e qualque acção. Ac ua, po an o, po
excepção, pa a soluciona p oblemas.
• Associações elacionais – Es as incluem os p ocessos de iden i icação en e o
líde e o g upo e os p ocessos de a ibuição da lide ança. Ou seja, a o ma como
a lide ança su ge ou é a ibuída numa o ganização e a manei a como ela é
pe cebida pelos elemen os da emp esa.
Figu a 4 – Modelo in eg ado de T aços, Compo amen os e E iciência do Líde (DeRue, D. S.,
Nah gang, J. D., Wellman, N., Humph ey, (2011). T ai and beha io al heo ies o leade ship: An
in eg a ion and me a-analy ic es o hei ela i e alidi y. Pe sonnel Psychology 2011, 64, pág.10)
28
Com base nes as p emissas, os au o es en endem se mais adequada a a aliação
da e iciência da lide ança, a a és da análise conjun a dos aços e compo amen os do
líde . Assim, o es udo compo amen al do líde ocado po au o es como Tannembaum
e Schmid (1973), de ende a exis ência de aços, ou seja, ca ac e ís icas de
pe sonalidade ine en es ao líde , que ajudam a de ini a sua e iciência enquan o ges o
de uma o ganização. Quan o a es e pon o, os esul ados do es udo concluem pela maio
e iciência de líde es com aços de pe sonalidade em que sob essai a conscienciosidade
(conscien iousness), a ex o e são e a ag adabilidade. Indicam que um líde o e em
conscienciosidade (conscien iousness) e ag adabilidade e á uma maio capacidade de
melho a a pe o mance do g upo que lide a.
Os au o es concluem ambém no seu es udo pela ine iciência da lide ança
passi a, ou seja, de endem que não se de e apenas espe a que os p oblemas su jam.
A i mam ambém, que a lide ança mais e icaz é a que consegue se o e nos ês
pa adigmas de compo amen o do líde ( a e a, elação e mudança) e que de e se uma
p eocupação de uma o ganização que os seus líde es enham capacidade de cob i esses
ês âmbi os de compo amen o.
A li e a u a analisada sob e os es ilos de lide ança oca dois aspec os que
conside amos ele an es pa a o es udo que p e endemos e ec ua : as ca ac e ís icas e
capacidades do líde e a sua elação com os seus colabo ado es. Den o dos á ios
pon os de is a abo dados e e is os, essas duas e en es e elam-se como as que
de inem a lide ança e o umo da emp esa.
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3. A dependência ace ao líde e o planeamen o de sucessão como o ma de
a enua esse ac o
3.1. A dependência ace ao líde
Após a e lexão sob e o es ilo de lide ança e sob e a impo ância desse es ilo na
de inição da es u u a das emp esas amilia es e ec uada no Capí ulo II des e abalho,
o na-se ele an e analisa as ques ões ela i as à dependência das Emp esas Familia es
ace à lide ança e a o ma como essa dependência pode se minimizada com base em
p ocessos de planeamen o de sucessão.
Assim, no que oca à li e a u a e e en e à dependência das emp esas ace ao
líde , Fos e (2012) indica que em pequenas emp esas em que o undado é a “ o ça-
mo iz” do negócio, su ge uma al u a em que es e undado , es ando numa posição de
es abilidade e p ospe idade, conside a ês cená ios de u u o:
• As suas capacidades usadas a é ago a não são as necessá ias pa a le a o negócio
ao p óximo ní el;
• O desejo de c escimen o é subs i uído pelo desejo de se a as a mais empo do
negócio e ap o ei a a ida;
• Vende a emp esa.
Segundo o au o , odos es es cená ios podem se acili ados se o e ec uado um
abalho pa a eduzi a dependência ace ao undado , aumen ando as esponsabilidades
e compe ências dos colabo ado es-cha e e melho ando a sis ema ização de p ocessos.
Es es p ocessos ap esen am bene ícios como o ac o de a emp esa se mais endí el se
depende menos do p op ie á io, a possibilidade dos abalhado es-cha e da emp esa
assumi em papéis de esponsabilidade e de lide ança, assumindo-se como possí eis
sucesso es, ou o ac o da expansão da equipa de ges ão p o idencia compe ências
complemen a es aos ac uais donos que podem se impo an es pa a o u u o da emp esa.
Fel ham, Fel ham e Ba ne (2005) ap esen am um modelo que p ocu a de ini a
dependência de uma Emp esa Familia ace ao seu líde . Pa a al, como não exis e um
único elemen o que pe mi a medi esse aspec o, es am qua o medidas di e en es de
30
dependência ( isão do undado sob e a dependência, decisões uncionais que passam
pelo líde , núme o de ges o es cha e, sucesso já escolhido ou plano de sucessão em
execução). Salien am ambém a di e ença exis en e en e a dependência pe cebida e a
dependência e ec i a já que podem exis i dispa idades g andes en e o que o líde ê e
o que objec i amen e oco e na o ganização.
Fel ham, Fel ham e Ba ne (2005) concluem que as Emp esas Familia es são
mui o dependen es de um único elemen o com pode de decisão. Além disso, concluem
que as o ganizações inham noção dessa dependência, mas não e am omadas medidas
no sen ido de a eduzi . Ainda, no que oca à escolha de um sucesso , concluem que os
ac o es signi ican es pa a essa decisão e am a idade do líde ou a ap oximação da sua
e o ma. Também, pa a explica o núme o de decisões ele an es que passam
necessa iamen e pelo líde , concluem que es e eduz o núme o de decisões com a idade
e com o aumen o do olume da emp esa. Em ge al, com o aumen o da idade do líde e o
aumen o do olume da emp esa, a dependência ende a baixa .
Es e es udo az uma análise mais cen ada na pe spec i a do dono e não an o na
dos uncioná ios. É, no en an o, pe inen e na o ma como con i ma o p oblema da
dependência ace ao líde nas Emp esas Familia es e na abo dagem à ques ão da isão
díspa do líde e dos seus colabo ado es ace a es a ques ão. É ambém impo an e pelas
e idências que ecolhe, nomeadamen e no que se e e e à in luência de ac o es como a
idade do líde ou o olume de negócios da emp esa na dependência ace à lide ança
3.2. A sucessão
A ques ão da dependência ace ao líde , de uma o ma na u al conduz à
p oblemá ica da sucessão a esse líde . Pa ece-nos que uma emp esa que es eja
ex emamen e dependen e da sua lide ança, sen i á di iculdades na espos a ao
abandono da mesma. A li e a u a exis en e sob e es a ma é ia e e e, no malmen e, o
planeamen o de sucessão como uma das espos as às ques ões elacionadas com a
31
lide ança nas pequenas emp esas. Assim, o na-se ele an e e lec i sob e a sucessão e
sob e o planeamen o da mesma.
Como in odução a es e ema, conside amos in e essan e e e i alguns dados
ecolhidos e di ulgados na publicação PwC Family Business Su ey 2012. A mesma
indica que 32% dos inqui idos no seu es udo, se mos am já ap eensi os sob e a
ans e ência do negócio pa a a p óxima ge ação, sendo que 9% admi iam que isso
pode ia o igina con li os amilia es. Ou o dado ele an e pa a o es udo sob e a
p oblemá ica da sucessão é que 64% das emp esas inqui idas êm elemen os ex e nos à
amília na di ecção da emp esa, sendo que esse núme o aumen a pa a 75% em emp esas
com u no e supe io a 100 milhões de dóla es. No que se e e e à ans e ência de
p op iedade, 41% dos inqui idos demons ou a in enção de passa a p op iedade e a
ges ão da emp esa pa a a p óxima ge ação da amília, 25% a in enção de passa a
p op iedade, mas op a po ges o es p o issionais, 12% ainda não inham omado uma
decisão e 17% p e endiam ende a emp esa an es do p ocesso de sucessão pode
oco e .
Es es dados são demons a i os da p oblemá ica que en ol e a ques ão da
sucessão numa Emp esa Familia , sendo di e sas as opções possí eis que podem se
omadas pela ges ão. Assim, p e endemos seguidamen e e ec ua uma análise das
di e sas o ças en ol idas nes e p ocesso de sucessão nas Emp esas Familia es.
A sucessão numa Emp esa Familia em sido de inida como “a passagem da
ba u a da lide ança do undado -p op ie á io pa a um sucesso que pode se um
memb o da amília ou um elemen o não- amilia , ou seja, um ges o p o issional”
(Beckha d e Bu ke (1983) p. 3). Alco n (1982) indica que o e mo “sucessão” se e e e,
especi icamen e, a mudanças na lide ança de opo, embo a mudanças em ní eis
in e io es possam exibi os mesmos sin omas que sucessão a lide ança de opo.
Como p eâmbulo ao p ocesso de sucessão, Paulo (2009) abo da o concei o de
ciclo de ida da Emp esa Familia já que, os dois concei os es ão in imamen e ligados.
Es e ciclo é de inido em qua o ases: undação, c escimen o, ma u idade e declínio e,
segundo a au o a Ussman (2004), dis ingue-se nas Emp esas Familia es e não amilia es
p ecisamen e de ido à amília. Is o po que, a única dis inção encon ada en e os ciclos

32
de ida das Emp esas Familia es e emp esas não- amilia es é a in e enção da amília,
nomeadamen e a a és do p ocesso de sucessão. A au o a conside a que, nas Emp esas
Familia es, du an e a ase de ma u idade da emp esa, um p ocesso de sucessão in oduz
uma no a ase com o elançamen o da mesma. Ussman (2004) e e e que o p ocesso de
sucessão não é um ac o único e isolado no empo, podendo se di idido em qua o ases:
• P eambula : os in e enien es não êm consciência que es á a o ma -se um
p ocesso de sucessão. Jo ens ão man endo uma elação in ui i a com a
emp esa, que lhes ai dando o gos o pela mesma, sem que es es se ape cebam. O
jo em, sem que e , ai in e io izando alo es que o p edispõem pa a a emp esa.
• En ol imen o: a no a ge ação en a pa a a emp esa e já conhece os emp egados,
sendo ácil a sua in eg ação. Passam po mui os ca gos e en ol em-se de o ma
na u al. Não êm expe iência p o issional po que acaba am de sai dos cu sos
(ou nem isso) e po isso êm uma o mação p á ica e ganham expe iência
unicamen e na emp esa. T abalham pe o do pai, mas o pode de decisão é
pequeno e a au onomia eduzida.
• Fo malização: po doença, mo e do esponsá el máximo, ou necessidade de
mudança, o pode passa au oma icamen e pa a o sucesso , pois ao longo dos
anos essa ideia oi sendo cons uída na men e de odos.
• A i mação: o sucesso é capaz de con inua com a missão da amília. In oduz as
ão espe adas mudanças e eju enesce a emp esa.
• E ec i ação: o sucesso é, de o ma incon es ada, o esponsá el máximo.
Também Chu chill e Ha en (1987) desen ol e am uma abo dagem baseada no
ciclo de ida pa a desc e e o p ocesso de sucessão de pai pa a ilho numa Emp esa
Familia . Es e en ol e qua o ases:
• Uma ase onde o undado é o único memb o da amília di ec amen e en ol ido
no negócio;
• Uma ase de eino e desen ol imen o em que o sucesso ap ende o que é o
negócio;
• Uma ase de sociedade en e pai e ilho;
33
• Uma ase de ans e ência de pode em que as esponsabilidades passam pa a o
sucesso .
Além des as ases, o au o e e e as ases de e olução do sucesso den o da
o ganização, nomeadamen e:
• A ase p é-negócio em que o sucesso pode apenas passi amen e es a
conscien e de algumas ace as da o ganização;
• A ase in odu ó ia em que o sucesso pode se expos o po memb os amilia es
a concei os e memb os da o ganização embo a não abalhando na mesma;
• A ase in odu ó io- uncional, em que o sucesso abalha a pa - ime na
emp esa;
• A ase uncional, em que o sucesso passa a abalha a empo in ei o na
emp esa;
• A ase uncional a ançada, em que o sucesso assume esponsabilidades de
ges ão;
• A ase de sucessão inicial, em que o sucesso assume a p esidência da
o ganização;
• A ase de sucessão madu a, em que o sucesso se o na ealmen e o “líde de
ac o” da o ganização.
Es as ases e lec em uma sucessão pensada como um p ocesso que i á conduzi
um sucesso da mesma amília, igno ando a possibilidade da escolha de um sucesso
ex e no à amília ou a enda da p op iedade da emp esa. No en an o, podemos
cla amen e enquad a uma sucessão pa a um sucesso ex e no à amília den o des es
ciclos, an o o e e ido po Ussman (2004) como os de Chu chill e Ha en (1987).
Re i ando al ez os es ágios in odu ó ios que, se e e em a uma socialização e ec uada
amilia men e, mas conside ando odos os es ágios desde a en ada na o ganização e
início do eino e adap ação à emp esa.
Es as ases da sucessão podem co esponde a di e en es opções de ans e ência
da p op iedade. Ne es (2001) e e e as di e en es o mas de sucessão numa emp esa
amilia , nomeadamen e:
• T ansmissão pa a he dei os;
34
• Venda a memb os da amília;
• Venda aos ges o es p o issionais da emp esa;
• Venda a e cei os.
Ne es (2001) indica que mui as ezes o p op ie á io não p e ende que a emp esa
so a uma mudança subs ancial e que con inue a se na sua essência a mesma emp esa
de semp e pa a com os seus s akeholde s (clien es, o necedo es, colabo ado es,
pa cei os inancei os, en e ou os). Ainda, a i ma que não é con enien e pa a as
emp esas que o p ocesso de sucessão seja p omo o de uma up u a na o ganização, sem
que isso se e ele ealmen e necessá io. Des a o ma, a enda a ges o es in e nos à
emp esa acaba po se p e e encial à enda a e cei os. Is o po que, um sucesso in e no
ap esen a an agens como o conhecimen o da emp esa, dos seus p odu os e me cados,
en endimen o da sua cul u a in e na e do elacionamen o com os seus emp egados e o
conhecimen o dos p ocedimen os in e nos. Ao escolhe um sucesso in e no, o
p op ie á io pode á consegui pe pe ua de alguma o ma a sua ligação à emp esa. Uma
decisão que escolha a con inuidade da emp esa sob con olo dos seus quad os e lec i á
uma alo ização dos ecu sos humanos da emp esa po pa e do p op ie á io, e elando-
se, po an o, como uma ecompensa pela dedicação das pessoas à emp esa.
Pa a que es a sucessão seja e ec i a, Dye (1986) en ende que numa Emp esa
Familia há condições c í icas, nomeadamen e os papéis do negócio, amília e dos
ges o es. Quan o ao negócio, en ende que a sucessão de e se e ec uada num pe íodo
em que a o ganização é ela i amen e es á el inancei amen e, salien a o a as amen o
g adual do undado do en ol imen o ac i o na i ma como condição impo an e nes e
sucesso. Re e e ambém o papel essencial dum p og ama de eino e socialização pa a o
sucesso e indica que é ele an e a exis ência duma elação in e dependen e en e o
sucedido e os sucesso es. No que oca às condições amilia es, en ende se impo an e
que a amília enha isões semelhan es quan o à p op iedade do capi al da emp esa, que
exis a uma g ande con iança en e os memb os amilia es e que enha p e is o e
planeado eme gências e ou as con ingências. Den o das condições dos ges o es, as
elações de pode de em se cla as e a ges ão de e e a compe ência necessá ia pa a
ge i p oblemas an o ela i os à i ma como à amília.
35
Pa ece-nos impo an e salien a que, a ques ão da sucessão é ida pela g ande
maio ia dos au o es analisados como um p ocesso e não um e en o isolado no empo.
Handle (1994), al como Chu chill e Ha en (1987) ou Ussman (2004), ala num
p ocesso mul i aseado que começa ainda an es da en ada dos possí eis sucesso es na
emp esa e que não e mina imedia amen e com a escolha dum sucesso . Depende de
ac o es como a u u a saúde da emp esa ou a p óp ia qualidade de ida da amília.
Handle (1994) ala da sucessão como um p ocesso de ajus amen o mú uo de papéis
en e o undado e os sucesso es. Essa noção de papéis su ge da de inição ins i uída po
Kelly (1955) de que um papel é “um p ocesso psicológico baseado na cons ução do
ac o ( ole playe ) de aspec os dos sis emas de cons ução daqueles com os quais se
p ocu a jun a num comp omisso social” (p.97) ou “em linguagem idiomá ica, um
papel é a posição que alguém pode desempenha numa de e minada equipa sem seque
espe a pelos sinais” (p. 98).
Como al, como base nes a noção, Handle (1994) en ende que cada uma das
ases da sucessão es á associada a um papel do undado e do possí el sucesso e que a
ansição de ase pa a ase é ambém uma ansição de papel pa a papel. Es a ansição e
ajus amen o de papéis dá-se na medida em que o compo amen o dos ou os nos az
ajus a o nosso, ou seja, o indi iduo i á compo a -se de aco do com o papel que p e ê
que os ou os i ão desempenha e ice- e sa. Há, po an o, um ajus amen o mú uo.
Handle (1994) e ela que nas suas en e is as com di e sos elemen os amilia es da
p óxima ge ação (nex -gene a ion amily membe s) e i icou es e p ocesso de
ajus amen o mú uo de papéis. Es e p ocesso de ajus amen o depende dum p ocesso
pa alelo de mo imen ação ao longo de ases de maio en ol imen o po pa e da no a
ge ação, enquan o implica que o p op ie á io i á passa po um ajus amen o que se
aduzi á num cada ez meno en ol imen o. “Essencial a es e p ocesso é a
ans e ência de expe iência de lide ança, au o idade, pode de decisão e equidade. O
undado passa dum papel em que é o único emp esá io, num papel cen al à amília e
o ganização, pa a o de mona ca ( endo pode p eeminen e sob e odos os ou os), pa a
um papel de ei o -delegado e inalmen e pa a o de consul o desligado ou e i ado da
42
No que se e e e às abo dagens al e na i as, são indicadas a ede inição
o ganizacional, a ede inição de p ocessos, o ou sou cing, a oca de elemen os
empo á ia com ou as o ganizações, o es abelecimen o de “ alen pools” ou a
descobe a de on es de conhecimen o o a da o ganização. As duas p imei as
al e na i as baseiam-se no concei o de que uma posição não p ecisa necessa iamen e de
se di ec amen e subs i uída. Tal po que, as a e as e esponsabilidades a ibuídas à
mesma podem se dis ibuídas po ou os elemen os, ou as unções associadas à posição
podem se e ec uada de o mas que não impliquem uma subs i uição di ec a. As
es an es al e na i as assen am essencialmen e no concei o de que não é necessá ia a
escolha di ec a de um sucesso e podem se a aliados com o empo di e sas
al e na i as, den o de um g upo de po enciais alen os, sejam esses alen os elemen os
da o ganização ou al e na i as ex e io es à emp esa.
A ede inição o ganizacional oco e quando, pa a subs i ui alguém numa
posição cha e da emp esa, em ez de se coloca um elemen o nessa mesma posição, se
op a po edis ibui as suas unções e esponsabilidades pelos es an es elemen os da
es u u a da emp esa. Es a opção pode se bené ica numa pe spec i a de edução de
cus os e de alo ização de ou os elemen os da es u u a ( ace à a ibuição de no as
unções e esponsabilidades). No en an o, pode á aze p oblemas, nomeadamen e ao
ní el da e iciência dos colabo ado es aos quais essas a e as são delegadas, ace ao
aumen o da ca ga de abalho.
A ede inição de p ocessos implica que pa a subs i ui um elemen o numa
posição cha e da emp esa, se analise a unção e odos os p ocessos a ela associados,
decidindo se ela é ealmen e necessá ia ou se pode se e ec uada dou as o mas.
No ou sou cing, em ez de se op a pela subs i uição duma posição, é a aliada
pe iodicamen e a hipó ese dos cus os dessa subs i uição podendo se mais eduzidos,
caso a a e a seja e ec uada ex e namen e.
A al e na i a de oca empo á ia de elemen os com ou as o ganizações pe mi e
às emp esas man e elemen os com ele ado po encial que não sejam necessá ios no
momen o, em ac i idade e desen ol imen o nou as emp esas. No en an o, podem

43
implica a pe da de ini i a desses elemen os, caso eles pe cam a ligação à emp esa e
p e i am op a po ou as em que sejam mais solici ados.
A opção pelos alen pools e e e-se ao desen ol imen o de á ios candida os
pa a as posições desejadas, a a és da o ação de unções e exposição às di e sas á eas
da o ganização. Es a opção pode con ibui pa a que es es elemen os se o nem mais
mul i ace ados, no en an o, pode ambém causa edução de p odu i idade de ido à
cons an e o ação de posições.
Ou o mé odo é o wo-in- he-box a angemen , is o é, uma al e na i a em que
exis e um ges o e um assis en e desse ges o . Essa posição é u ilizada pa a o nece a
expe iência necessá ia aos indi íduos de o ma a pode em, passado algum empo,
ocupa uma posição mais al a na hie a quia. Pe mi e o desen ol imen o de
compe ências e a adap ação aos mé odos de abalho igen es. É, no en an o, ambém
um mé odo que pode aze cus os adicionais e excesso de pessoal.
Po úl imo, há a al e na i a de es abelece in en á ios de compe ências de
abalhado es de po encial ele ado, ex e nos à o ganização. Em ez de op a pelo
desen ol imen o do alen o, a o ganização iden i ica on es de abalhado es com
po encial ele ado e ec u a-os, apenas quando necessá io. Es a opção az des an agens
como a o e possibilidade de e esses alen os a op a em po ou as o ganizações.
Conside amos ambém impo an e, pa a a análise do p ocesso de sucessão numa
Emp esa Familia , analisa a li e a u a, não apenas, sob e os mé odos e o p ocesso em
si, mas ambém sob e o esul ado. Nomeadamen e, e lec i , numa pe spec i a em que o
p ocesso de sucessão es á inalizado, quais as azões que podem e le ado o mesmo a
se ine icien e. Como al, i emos oca -nos em quais os p incipais ac o es de insucesso
na ans e ência de lide ança nas Emp esas Familia es e e idos pelos au o es.
Den o das causas de insucesso a ibuídas à escolha do sucesso , Le inson
(1974) encon a ês classi icações pa a sucesso es inadequados: o se o iel (loyal
se an ), que é um ajudan e compe en e mas um líde incompe en e; o espe an e a en o
(wa ch ul wai e ) que é um p o issional excelen e do ex e io , mas que p ecisa de
espe a , po ezes inde inidamen e que o pode lhe seja ans e ido; e o also p o e a
44
( alse p ophe ) que é uma pessoa cuja á ea de compe ência não se enquad a com o papel
eque ido e, po an o, é uma escolha i ealis a pa a sucesso .
De Massis, Chua e Ch isman (2008) englobam as causas que impedem uma
sucessão e icien e em ês ca ego ias:
• Todos os po enciais sucesso es amilia es declinam a lide ança do negócio;
• A ges ão dominan e ejei a odos os po enciais sucesso es amilia es;
• A ges ão dominan e decide con a a sucessão amilia , de ido a azões em que o
negócio é conside ado inancei amen e in iá el ou não su icien emen e
emune ado .
Es as ês causas, segundo o au o , de em-se a cinco ca ego ias de ac o es:
ac o es indi iduais, ac o es elacionais, ac o es con ex uais, ac o es inancei os e
ac o es p ocessuais. Os ac o es indi iduais e e em-se à incapacidade ou al a de
mo i ação dos po enciais sucesso es, a pe das p ema u as e inespe adas dos undado es
ou dos po enciais sucesso es, à ixação do undado com o negócio e ecusa em se
e i a do mesmo ou a ac o es elacionados com di ó cios e no os casamen os do
undado . Os ac o es elacionais incluem con li os ou i alidades en e pais e ilhos ou
ou os memb os da amília, al a de con iança da amília nos po enciais sucesso es ou
ainda con li os en e os po enciais sucesso es e memb os da o ganização, não
amilia es. Oco em ainda ac o es inancei os ou con ex uais que impedem a sucessão,
como ques ões elacionadas com insol ência da emp esa ou al a de ecompensa
su icien e pa a con inua com o negócio. Já os ac o es p ocessuais, e e em-se
di ec amen e ao p ocesso de sucessão e podem se de ido a al a de de inição cla a dos
papéis do undado e dos po enciais sucesso es, al a de comunicação e pa ilha de
decisões impo an es nes e p ocesso com memb os da amília ou ou os s akeholde s,
a aliação inco ec a das necessidades e compe ências dos po enciais sucesso es, e os
no eino dos po enciais sucesso es, exposição a dia ou insu icien e do sucesso às
e en es do negócio, al a de eedback aos po enciais sucesso es sob e o seu p og esso
na o ganização ou al a de de inição acional e objec i a de c i é ios pa a a selecção de
sucesso es.
45
Da análise da li e a u a ele an e, cons a amos exis i uma maio abundância de
es udos com oco numa sucessão in a amilia , no malmen e de pai pa a ilho. Po ém
podemos salien a o oco nos aspec os da ansição g adual de papéis en e o undado e
os po enciais sucesso es, bem como a impo ância do eino desses po enciais
sucesso es pa a os papéis que lhe se ão des inados. Sendo a sucessão da emp esa
des inada a um elemen o amilia , a um elemen o não amilia ou mesmo a um g upo de
ges o es mais ala gado, é ele an e o planeamen o da mesma, a de inição de objec i os
e a o mação e acompanhamen o dos po enciais sucesso es. Assim, pe cebemos, apesa
do oco da li e a u a mais no esul ado inal da sucessão do que nas di e sas e apas do
p ocesso, que o planeamen o de sucessão é uma o ma de eduzi g adualmen e a
dependência duma emp esa ace ao seu líde e de c ia e eina compe ências num ou
di e sos elemen os da emp esa, não necessa iamen e, pa a que possam se u u os
sucesso es, mas essencialmen e, pa a que pe mi am à emp esa sup i uma u u a
ausência do seu líde . Es a ansição pode se e ec uada de á ias o mas, endo como
objec i o a adap ação e sob e i ência da emp esa.
46
4. Sín ese dos aspec os ele an es iden i icados na li e a u a
E ec uada es a análise sob e os emas ele an es pa a es e es udo e da li e a u a
sob e as á eas e e idas, en endemos de e ece algumas conside ações sob e os
aspec os ecolhidos que conside amos mais pe inen es. Es e p ocesso de e lexão
pe mi iu-nos iden i ica á ios os aspec os que en endemos como impo an es pa a os
objec i os des e abalho, pelo que e ec uamos de seguida algumas ap eciações.
Den o da p oblemá ica da Emp esa Familia , sua de inição e es u u a,
cons a amos a di iculdade exis en e na li e a u a pa a ob e uma de inição comum. Es e
aspec o o na-se especialmen e ele an e no sen ido em que di icul a uma in e acção e
compa abilidade en e os di e sos abalhos nessa á ea. Assim, conside amos
impo an e a es a égia adop ada pela Comissão da União Eu opeia, ao nomea um
g upo de pe i os com o in ui o de es uda e con ibui pa a uma maio o ganização na
á ea das Emp esas Familia es. A p opos a pa a adopção de uma de inição comum a
ní el eu opeu pa a as Emp esas Familia es, de inição po nós adop ada nes e abalho, é
um passo impo an e pa a a uni o mização de c i é ios e melho ia da compa abilidade
de dados es a ís icos do sec o .
Ou o pon o que e i icamos se comum ao es udo das Emp esas Familia es é a
ên ase no modelo dos ês cí culos como modelo de ca ac e ização das o ças exis en es
numa Emp esa Familia . Os ac o es amília, emp esa e p op iedade são ele ados pela
li e a u a exis en e, sendo os ac o es de inido es da es u u a e es a égia das Emp esas
Familia es. Em dis inção, ace às emp esas não- amilia es, su ge o cí culo da amília
sendo as elações en e es e e os es an es o que ealmen e dis ingue as Emp esas
Familia es das es an es. Nes e aspec o, o que p ocu a emos e ec ua nes e abalho é
e i ica o enquad amen o da emp esa es udada na de inição adop ada de Emp esa
Familia e e i ica quais as ca ac e ís icas da es u u a da mesma, à luz do modelo de
ês cí culos, p ocu ando pe cebe as epe cussões dessas no uncionamen o da
o ganização e elacionamen o en e os seus elemen os.
47
O ema das o ças de in luência den o duma Emp esa Familia e mais
especi icamen e da in luência da Família na de inição da es u u a e objec i os des e
ipo de emp esa, le a-nos à e lexão sob e o es ilo de lide ança nes as emp esas. Den o
des e ema, e i icamos que o es ilo de lide ança é conside ado um ac o de e minan e
no umo e ciclo de ida das Emp esas Familia es, sendo conside ado po alguns au o es
como a ca ac e ís ica mais de e minan e des e ipo de emp esas, essencialmen e no que
se e e e à in eg ação da lide ança da emp esa com os in e esses da amília.
Den o dos modelos de lide ança analisados, salien amos o oco na análise de
aços e compo amen os do líde e nas suas associações com o g upo. Ve i icamos que
de endem que ce os aspec os e ca ac e ís icas do indi íduo, ou seja aços, podem
esul a numa maio e iciência da sua lide ança e elação com os colabo ado es. Po ém,
no nosso en endimen o, o pon o mais e e enciado e ele ado na li e a u a sob e es e
ema é a impo ância dos compo amen os do líde e da sua adequação pa a a e iciência
da ges ão e da sua elação com os colabo ado es. Es es compo amen os de ini ão o
g au de cen alização da lide ança no líde ou nos seus colabo ado es, o g au de
au onomia concedido aos subo dinados, en e ou os aspec os que i ão de ini a
es a égia e o umo da emp esa. É, po an o, es a adequação de compo amen os do
líde , a sua comp eensão das o ças com que lida na o ganização e do seu p óp io papel
na mesma que de ini á a es u u a e os p ocessos da emp esa, e a e iciência associada a
essas de inições.
No seguimen o des a e lexão sob e a adequação de compo amen os do líde ,
en endemos se ele an e e e i a ca ac e ização do es ilo de lide ança como
T ans o macional ou T ansaccional. Da análise e ec uada pe cebemos a ca ac e ização
da Lide ança T ansaccional como uma mais ocada pa a os objec i os de cu o-p azo,
nomeadamen e ao ní el da p odu i idade e e iciência, u ilizando pa a isso, es ímulos
baseados em ecompensas e punições (essencialmen e inancei as). Já a Lide ança
T ans o macional é aquela mais ocada nos in e esses indi iduais dos colabo ado es, no
seu desen ol imen o e no in ui o de c ia um espí i o de g upo que le e os indi íduos a
e ec ua es o ços adicionais pa a bem do g upo. Também nes e con on o en e
Lide ança T ans o macional e Lide ança T ansaccional, apesa de ha e um ên ase na

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impo ância da Lide ança T ans o macional na lexibilização e sob e i ência das
emp esas, e i icamos se salien ado que um líde de e sabe adequa os seus
compo amen os, pois ambos os es ilos podem se e icazes de aco do com a si uação em
que es ão inse idos.
Po an o, o nosso in ui o nes e es udo se á o de en a pe cebe quais os
compo amen os adop ados pela lide ança da emp esa es udada e de que o ma es es se
e lec em na elação com os colabo ado es e na ges ão da emp esa. Também
e ec ua emos uma análise aos aços de lide ança que possam anspa ece após a
ecolha de in o mações. Po ém, en endemos que os mé odos que escolhemos pa a es a
ecolha, in luenciados pela limi ação empo al associada ao es udo, pode ão não
o nece conclusões álidas sob e aspec os como, po exemplo, ca ac e ís icas da
pe sonalidade dos elemen os da emp esa.
O es ilo de lide ança i á, po sua ez, e uma in luência de e minan e no ema
da dependência da Emp esa Familia ace ao seu líde e na o ma como o planeamen o
de sucessão pode pe mi i eduzi esse ac o . Nes e ema, e i icamos que o p ocesso
de edução de dependência pode se undamen al, de o ma a acili a o su gimen o de
elemen os na emp esa que se assumam como possí eis sucesso es. Também a p óp ia
possibilidade de enda da emp esa pode o na -se mais apela i a, caso a emp esa se
ap esen e como menos dependen e ace ao seu líde . A análise da li e a u a sob e es e
ema e lec e a impossibilidade em de ini e medi di ec amen e a dependência numa
emp esa, de ido à complexidade des e ac o . Assim os es udos analisados op am po
azê-lo com base na medição de á ias a iá eis em conjun o. Des es es udos
en endemos como impo an e a noção de que o aumen o de olume da emp esa e da
idade do líde são ac o es endencialmen e associados à diminuição da dependência.
Nes e abalho, i emos en ão p ocu a e i ica de que o ma é econhecí el na
emp esa es udada a dependência ace à lide ança e quais as a iá eis, em comum com
os es udos analisados, que podemos iden i ica . Também, p ocu a emos comp o a se
as conclusões ob idas nos es udos analisados são con i madas na emp esa es udada.
Quan o ao p ocesso de sucessão, es e é de inido de uma o ma ge al como o
p ocesso de ans e ência da lide ança da emp esa pa a um sucesso in e no ou ex e no à
49
amília. Es e p ocesso pode oco e com uma ansmissão pa a he dei os, enda a
elemen os da amília ou a ges o es p o issionais da emp esa ou enda a elemen os
ex e nos à emp esa. En endemos se ele an e a associação do mesmo ao ciclo de ida
da emp esa e ec uada po alguns au o es. Es es indicam que, al como o ciclo de ida da
emp esa, ambém a sucessão é um p ocesso aseado e não um ac o isolado no empo. É
ele an e, po ém, salien a a opinião de Ussman (2004), segundo a qual o ciclo de ida
de uma Emp esa Familia se dis ingue das es an es já que além das ases de undação,
c escimen o, ma u idade e declínio, con empla ambém uma ase de elançamen o da
emp esa, que acon ece exac amen e nesse pe íodo da sucessão.
Du an e es e p ocesso, e i icamos a impo ância de mé odos de
acompanhamen o e desen ol imen o dos possí eis sucesso es pa a que possam
pe co e as di e sas ases do p ocesso de sucessão. Assim, é salien ada a impo ância
do eino pa a a sucessão que pode acili a uma g adual ans e ência de a e as e
esponsabilidades en e o líde e o possí el sucesso . No que se e e e a es e eino,
apesa da e e ência ao eino ex e no à emp esa ( o mação académica ou ou as
expe iências de abalho) é salien ada a impo ância da con inuidade do eino den o da
o ganização, sendo e e ido es e, como o que ga an e mais ap endizagem ao indi íduo
pa a uma e en ual sucessão ao líde .
Ou o aspec o que en endemos se bas an e impo an e é o da escolha do
sucesso po pa e do undado da emp esa. Apesa de no malmen e ha e uma ên ase
na ans e ência de pais pa a ilhos, e i icamos que o líde apenas pe mi e es a
ans e ência quando pe cebe no possí el sucesso o pe il e os alo es que en ende
se em indicados à con inuação do negócio. Ou seja, o líde duma Emp esa Familia
oma a decisão da sucessão mui as ezes mo i ado po ac o es como a sua isão u u a
do negócio e os seus alo es e não com base em c i é ios es i amen e económicos.
São e e idas, pela li e a u a, di e sas o mas de p ocede à sucessão dum
elemen o da emp esa, como a con a ação, p omoção, edis ibuição de
esponsabilidades, en e ou as. Salien amos po ém, a e e ência às al e ações da
es u u a de esponsabilidade da emp esa e à capacidade da o ganização di isional de
50
acili a o p ocesso de sucessão. Is o po pe mi i uma maio di isão de
esponsabilidades e apoio à ges ão do líde .
Po úl imo, de emos e e i a impo ância dada, pela li e a u a, ao planeamen o
da sucessão como o ma de ga an i a e iciência do p ocesso e a con inuidade da cul u a
o ganizacional. Assim, p ocu a emos nes e es udo e i ica se es á ins i uído, na
emp esa escolhida, algum p ocesso de planeamen o de sucessão e se, exis indo ou não
es e planeamen o, se e i icam na mesma alguns dos mé odos e e idos.
Nomeadamen e, p ocu a emos a alia se exis e algum acompanhamen o e eino jun o
de elemen os da emp esa, com o in ui o de os p epa a pa a uma e en ual sucessão.
P ocu a emos ambém e i ica qual a posição da ge ência da emp esa ace a es e
p ocesso, quais as hipó eses que se conside am pa a a sucessão e se a con a ação de
elemen os ex e nos à emp esa é uma hipó ese iá el. Também, en endemos como
impo an e analisa a es u u a de esponsabilidades da emp esa e as e en uais
al e ações oco idas à mesma, du an e o seu ciclo de ida, bem como as que possam
es a planeadas, de o ma a i a conclusões sob e a di isão de esponsabilidades e a sua
epe cussão no g au de dependência ace ao líde .
Po ém, conside amos ambém, ace à limi ação empo al associada a es e
abalho, se algo imp o á el a ob enção de dados comple os pa a uma análise
concluden e ao p ocesso de sucessão, na medida em que o mesmo pode demo a a é
á ias décadas a oco e numa emp esa. Assim, caso na emp esa es udada não exis a um
planeamen o cla o ou sinais dis in os de p epa ação pa a a sucessão, admi imos que
possa ha e alguma insu iciência de dados. No en an o, endo em con a que o objec i o
do abalho se p ende não com o esul ado do p ocesso de sucessão em si, mas com o
e ei o que o p ocesso pode e na edução de dependência ace ao líde , conside amos
que podem se ob idas conclusões ele an es pa a o es udo do ema.
51
III. Me odologia
Com es e abalho p e endemos e ec ua um es udo sob e a dependência ace à
lide ança numa Emp esa Familia e sob e o planeamen o de sucessão como meio de
eduzi essa mesma dependência. Pa a al, en endemos e ec ua uma análise ao modelo
de lide ança duma Emp esa Familia de pequena dimensão e aos p ocessos de
planeamen o de sucessão nela ins i uídos. Com es a análise p ocu amos conclui sob e o
g au de dependência des a emp esa ace à lide ança e sob e os mé odos que in luenciam
esse ac o , con ibuindo pa a a sua edução ou aumen o. Es e es udo p e ende, po an o,
ob e conclusões sob e o planeamen o de sucessão e ec uado nas Emp esas Familia es e
as suas epe cussões nas elações de lide ança na o ganização.
Com base nes es p essupos os, en endemos, ace à limi ação empo al p e is a
pa a es e es udo e à ex ensa análise que um es udo sob e a lide ança en ol e, e ec uá-lo
numa única Emp esa Familia . Conside amos que um es udo mais ocado e concen ado
nes a única emp esa, nos pe mi i á ob e uma isão mais idedigna sob e pa âme os
e e en es à lide ança e à dependência ace à mesma. Is o po que en endemos que pa a
uma a aliação iá el desses dados, necessi amos de um es udo cuidado e, ela i amen e
demo ado, op ando en ão po concen a o oco numa só o ganização. Também, e
apesa de se nes e es udo enquad ada a emp esa-al o den o da ca ego ia de Emp esa
Familia , não conside amos que osse adequado ala ga o uni e so de es udo a ou as
Emp esas Familia es que não i essem ca ac e ís icas ela i as ao olume de negócios,
ca ei a de clien es e hie a quia o ganizacional semelhan es à es udada. Es a
conside ação baseia-se não só no ac o já e e ido da al a de empo su icien e pa a
desen ol e um es udo ap o undado ala gado a á ias emp esas, mas ambém na
di iculdade ine en e a encon a emp esas com as ca ac e ís icas adequadas, disponí eis
a colabo a e o nece a in o mação necessá ia aos objec i os p e endidos. Po an o, o
ac o de conside a mos que as a iá eis que p e endemos es uda de em se analisadas
de o ma cuidada e a ela i a di iculdade em encon a emp esas, disponí eis a
58
Es as ques ões são ambém le an adas po Manzini (2003), que e e e que
de em se omadas p ecauções na elabo ação das ques ões a coloca ao en e is ado,
nomeadamen e no que se e e e à linguagem, à o mulação das pe gun as e à sequência
dos o ei os. Já na execução da en e is a em si, o au o indica a iá eis que podem
condiciona a ecolha de in o mações e dados objec i os, como a in luência do
en e is ado no discu so do en e is ado ou nos p ocessos de aciocínio do mesmo.
Abo dando as possí eis des an agens des e mé odo, New on (2010) indica que
as ca ac e ís icas pessoais, é nicas, en e ou as, do en e is ado podem in e i na
quan idade de in o mação que os en e is ados es ão dispos os a di ulga e na
hones idade da mesma. Es e p oblema depende mui o da na u eza dos ópicos a se em
discu idos, pelo que ha e á si uações em que não se coloca. Além disso, a a és da
in e acção, de inição cla a dos objec i os da en e is a e do p opósi o dos ópicos, es a
condicionan e pode se ul apassada.
Pa on (2002) indica que ace à adequação de cada en e is a ao en e is ado de
aco do com os objec i os p e endidos, a compa abilidade das en e is as pode se
eduzida já que a sequência e a o mulação de cada en e is a se ão di e en es. Po ém,
e e e que o que é po encialmen e pe dido, é ganho ao pe mi i que as en e is as
desen ol am a sua p óp ia coe ência, que po si só pode se analisada. Conco dando
com os au o es an e io men e e e idos, indica que as capacidades do en e is ado
de inem signi ica i amen e o sucesso e a alidade da en e is a.
New on (2010) en ende que podem se dadas espos as a cada uma das
des an agens mencionadas, já que a análise de con eúdos pode se u ilizada mesmo com
en e is as com mui o pouca es u u a ob endo dados compa á eis. A o ça das
en e is as semies u u adas, segundo o au o , é que o necem es emunhos icos e
o iginais que podem se usados pa a cons ui na a i as da pesquisa que dão ao mé odo
uma qualidade ines imá el. O ac o dos en e is ados se mos a em disponí eis pa a
ala no amen e é impo an e pa a a alidade da pesquisa.
New on (2010) ece conside ações ambém sob e a ques ão é ica des as
en e is as, já que es as pe mi em aos indi íduos a di ulgação de pensamen os e
sen imen os cla amen e p i ados. Es e mé odo baseia-se nas qualidades in e pessoais do

59
en e is ado que são aliosas, mas e icamen e mui o sensí eis. Assim, odas as
ques ões ela i as a con idencialidade, ques ões a se em colocadas ou e en ualmen e
anonimidade de em se discu idas, não só pa a assegu a o p o issionalismo dos
abalhos, mas ambém pa a pe mi i a manu enção da elação de con iança que pode
acili a pesquisas u u as.
Com base nes a análise, en endemos que as ca ac e ís icas do mé odo da
en e is a semies u u ada, nomeadamen e, as an agens como a possibilidade de
ap o unda imedia amen e emas que conside e ele an es e que ão su gindo du an e a
en e is a, ou a mais ácil pe cepção da alidade das espos as dos en e is ados com
base nas suas eacções ou emoções, são as mais adequadas a es e es udo. Se a a és
des e abalho p e endemos ob e uma ca ac e ização objec i a do ambien e emp esa ial,
dos a ibu os dos colabo ado es e das elações en e os mesmos, a en e is a
semies u u ada ap esen a-se como o mé odo mais adequado. Não só po pe mi i
ap o unda e es abelece uma compa abilidade nos emas mais complexos, mas ambém
po que não exclui a possibilidade de ob e espos as mais di ec as e objec i as pa a
pe gun as mais echadas, po exemplo as que são elacionadas com a de inição da
es u u a da emp esa. Po an o, com es e mé odo, podemos ob e in o mação ica,
ex ensa e álida, essencial pa a um es udo ão especí ico, cen ado numa só
o ganização.
Com base no nosso en endimen o dos mé odos adequados à ecolha de
in o mação pa a es e es udo, enquad amos de seguida os mesmos de aco do com os
emas de inidos e os objec os de es udo seleccionados:
1.1. A emp esa
P ocu amos uma Emp esa Familia de pequena dimensão com disponibilidade
pa a pa icipa e colabo a com es e abalho, endo op ado po e ec uá-lo numa emp esa
p es ado a de se iços. A emp esa escolhida é uma emp esa que desen ol e a p es ação
60
de se iços numa á ea mui o especí ica, endo como clien es poucas emp esas de g ande
dimensão que ep esen am a quase o alidade do olume de negócios da mesma. A
azão des a escolha p endeu-se, essencialmen e, com a disponibilidade demons ada
pela emp esa pa a a acili ação de dados e espos a às ques ões necessá ias e com a
es u u a hie á quica ela i amen e simples da emp esa, o que acili a á a ecolha das
in o mações necessá ias. Também o conhecimen o ace ca da emp esa nos pe mi iu
iden i ica que a ques ão da dependência inha sido al o de a enção po pa e da ges ão,
o que nos le ou a conside a que es a emp esa e ia pa icula idades ideais a es e es udo.
Iden i icamos nes a emp esa a ibu os ao ní el do en ol imen o da amília na hie a quia
e a p ocedimen os na es u u a elacionados com a dependência ace à lide ança, que
conside amos pe inen es pa a o nosso es udo e nos le a am a op a pela análise da
mesma.
1.2. O es ilo de lide ança
Pa a o es udo do es ilo de lide ança na o ganização conside amos undamen al
ecolhe dados que pe mi am ca ac e iza o líde , os seus colabo ado es e a in e acção
en e os mesmos. A ca ac e ização dessa in e acção é undamen al não só na pe spec i a
da p ocu a da de inição das elações de dependência den o da emp esa, mas ambém de
o ma a e ec ua um es udo sob e as di e enças exis en es en e a lide ança pe cebida
pelo líde e pelos seus colabo ado es e a lide ança e ec i a.
Pa a esse e ei o, a a és de en e is as semies u u adas ao ges o e
colabo ado es da emp esa, se ão ecolhidos dados ace ca do ges o , ela i os à sua
ca ac e ização (ní el de escola idade, idade, al u a em que en ou na o ganização), à sua
elação com a emp esa (po que en ou ou undou a mesma, qual a sua isão e ideais e
de que o ma es es se e lec em na o ganização, se p e ende e i a -se da emp esa e em
que al u a, en e ou as), à sua o ma de ge i a o ganização (qual o g au de au onomia
que dá aos seus colabo ado es, qual o g au de pa icipação nos p ocessos da emp esa, de
que o ma pa icipa na o mação dos colabo ado es, qual o apoio que em nas suas
decisões nas di e sas á eas, en e ou as).
61
Da mesma o ma se ão ecolhidos dados ace ca dos abalhado es da emp esa
ela i os aos seus a ibu os (idade, sexo, ní el de escola idade, en e ou os), à sua
elação com a emp esa ( unção, an iguidade na emp esa, pe cu so e e olução na
hie a quia, esponsabilidades, en e ou as) e à sua elação com a lide ança da
o ganização (g au de pa en esco com o líde , g au de au onomia den o da emp esa,
pa icipação nas suas decisões , en e ou os).
Se ão, po an o, os objec i os p incipais des a ecolha de in o mação p ocu a
ob e dados sob e as seguin es ques ões:
• As ca ac e ís icas que o líde e e e sob e o seu es ilo de lide ança e a sua
elação com os colabo ado es;
• As ca ac e ís icas que os colabo ado es a ibuem ao líde e às in e acções com os
es an es elemen os da emp esa;
• As ca ac e ís icas des es agen es e da sua elação que seja possí el ap eende
a a és da obse ação e ecolha de dados e as possí eis di e enças, ace às
ca ac e ís icas pe cebidas pelos agen es es udados.
1.3 A dependência ace ao líde e o planeamen o de sucessão como o ma
de a enua esse ac o
Após a ca ac e ização da emp esa e dos agen es nela inse idos, nomeadamen e
no que se e e e à elação en e o líde e os colabo ado es, su ge a e cei a ques ão, a da
dependência ace ao líde e a o ma como esse ac o em sido ge ido na o ganização.
Assim, e emos como objec i o ap o unda ques ões jun o do líde e dos colabo ado es,
p ocu ando ob e a a és das en e is as aos mesmos, in o mações sob e a o ma como
eles pe cebem essa dependência na o ganização, que mudanças en endem que se êm
e i icado e qual a sua opinião sob e o u u o da emp esa.
Se á, po an o, undamen al ob e a isão do líde sob e o uncionamen o da
emp esa, sob e as decisões que conside a pode em se omadas na sua ausência, sob e a
sua isão de u u o da emp esa, nomeadamen e, no que se e e e à sua posição na
62
mesma ou sob e a exis ência de algum planeamen o de sua sucessão. No que se e e e,
pa icula men e, a es e planeamen o, se á impo an e ques iona o líde sob e a
exis ência de um planeamen o de sucessão e ec i amen e aplicado e de inido, ou algum
possí el sucesso ou sucesso es escolhidos e quais as compe ências alo izadas pelo
mesmo pa a essas escolhas e o que p e ende desen ol e nos seus colabo ado es.
Também da pa e dos colabo ado es se á ida em con a as suas conside ações
sob e o uncionamen o ac ual da emp esa no que se e e e à au onomia com que
exe cem as suas unções, os colabo ado es aos quais a ibuem au o idade, as
esponsabilidades ac uais den o da o ganização, a sua e olução den o da emp esa e a
sua isão sob e qual se á o u u o da o ganização e se es a e á condições pa a se
adap a a uma ausência ou abandono do líde . Se ão es udados os p ocessos de
o mação e ap endizagem dos colabo ado es den o da o ganização, o e ei o dos
mesmos ao ní el da a ibuição de esponsabilidades e au onomia de decisões e quais os
objec i os de inidos pa a essa o mação in e na no que se e e e ao u u o da emp esa.
Ainda, a a és da análise dos es emunhos e documen ação ecolhida na
o ganização se ão analisadas as mudanças na es u u a hie á quica omadas ou
planeadas den o da o ganização e os e ei os das mesmas ao ní el da dependência ace
ao líde . A li e a u a e is a ece algumas conside ações sob e a o ma como a es u u a
hie á quica den o da o ganização pode a ec a a dis ibuição de esponsabilidades na
mesma e, po an o, es a ques ão su ge como um p ocesso ele an e na análise à
dependência da emp esa ace ao seu ges o .
63
IV.
Análise das en e is as
1. A Emp esa
a. Desc ição da emp esa es udada
i. Da a de undação
ii. Es u u a de p op iedade
iii. Núme o de colabo ado es
i . E olução da es u u a hie á quica
. Funções dos elemen os da emp esa
i. Elemen os amilia es in eg ados na emp esa;
b. Enquad amen o da emp esa na de inição adop ada de Emp esa Familia .
2. Aspec os ele an es ecolhidos na en e is a
2.1 Es ilo de Lide ança
a. Es ilo de lide ança das che ias de opo
i. Mé odos de con olo e a aliação de abalhado es – punição e
ecompensas
ii. En ol imen o dos colabo ado es na omada de decisões
iii. Delegação de a e as e esponsabilidades
b. Lide ança das che ias in e médias
i. Pa icipação na omada de decisões na emp esa
ii. Responsabilidades que lhes es ão delegadas
c. Relação en e os es an es colabo ado es e os seus supe io es hie á quicos
i. Pa icipação na omada de decisões na emp esa
ii. Con olo e a aliação do seu abalho
iii. Comunicação in e na de decisões e objec i os
i . Fo mação e acompanhamen o
2.2 Dependência ace ao líde e planeamen o de sucessão
d. Consequências da ausência da ges ão de opo no abalho da emp esa

64
e. P ocessos de delegação de esponsabilidades e a e as exis en es na emp esa
pa a sup i em ausência da ges ão de opo
i. Responsabilidades delegadas empo a iamen e (apenas nas
ausências) às che ias in e médias e a colabo ado es
ii. Con olo e a aliação do abalho du an e as ausências
. P ocessos ins i uídos pe manen emen e com o objec i o de edução da
dependência ace à ges ão de opo
g. Planeamen o de sucessão na emp esa
h. In enções u u as da ges ão de opo ela i amen e a:
i. Manu enção ou abandono da posição na emp esa
ii. Fo mação e acompanhamen o a elemen os da o ganização no sen ido
de ocupação de posições no opo da hie a quia
3. Enquad amen o das análises e ec uadas nos modelos eó icos e li e a u a analisados
4. Conclusão
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1. A emp esa
A emp esa es udada em ce ca de 20 anos. À da a da undação a emp esa inha
dois sócios: o sócio-ge en e A e o seu ilho. A esposa do sócio-ge en e, ago a ambém
sócio-ge en e (sócio-ge en e B), à da a de undação não e e pa icipação, de ido a
ques ões p o issionais. Mais a de o capi al social da emp esa oi aumen ado e, nessa
al u a, a esposa en ou pa a sócia da mesma, icando a es u u a de p op iedade com a
con igu ação ac ual.
A emp esa começou po e apenas um uncioná io, o sócio-ge en e A, con ando
ac ualmen e com 9 colabo ado es in e nos, abalhando ambém com elemen os
ex e nos, que e ec uam abalho pago “à peça”. As azões que le a am a es e aumen o
do núme o de colabo ado es p endem-se, inicialmen e com a necessidade de con a a
alguém que execu asse as unções adminis a i as da emp esa e, pos e io men e, com o
aumen o do abalho, o que le ou a que se ossem con a ando pessoas. “Quan o mais
abalho mais pessoas”. Es as pessoas o am en ando an o pa a a pa e adminis a i a
como pa a a pa e écnica. Além des es elemen os a empo in ei o a emp esa em uma
elação de abalho ambém com elemen os ex e nos, essencialmen e na á ea écnica,
embo a enha ambém elemen os em pa - ime a desempenha unções adminis a i as e
de con abilidade.
À da a de undação da emp esa, es a e a cons i uída, apenas, pelo sócio-ge en e
A. A emp esa su giu, segundo o sócio-ge en e B, com a in enção de cons i ui o pos o
de abalho do seu undado não ha endo, na al u a, pe spec i as de que es a
ul apassasse os 3 elemen os: o sócio-ge en e A e e en ualmen e um máximo de duas
pessoas a apoiá-lo. Po ém, o aumen o g adual do olume de abalho implicou que
ossem sendo in eg ados no os elemen os na o ganização e consequen emen e mudando
a sua es u u a hie á quica.
Po an o, a es u u a hie á quica inicial da emp esa so eu essencialmen e 2
mudanças impo an es: com a en ada em unções de coo denação da á ea económica e
66
adminis a i a da emp esa po pa e do sócio-ge en e B e com a p omoção de dois
elemen os à subche ia das á eas adminis a i a e écnica.
Assim, a é 2005 a es u u a hie á quica da emp esa esumia-se ao sócio-ge en e
A na posição de con olo e ges ão da emp esa e aos es an es colabo ado es di ididos
em duas á eas da emp esa, a adminis a i a e a écnica, semp e espondendo
di ec amen e a es e elemen o.
Na á ea adminis a i a, o ac ual di ec o adminis a i o desempenha a unções,
exclusi amen e, elacionadas com essa á ea, exis indo ou os colabo ado es nessa á ea,
que começa am po desempenha unções na á ea écnica, sendo depois encaminhados
pa a a á ea adminis a i a.
Em elação aos écnicos, exis em os que desempenha am semp e unções écnicas,
mas um desses écnicos conciliou du an e algum empo essas unções com unções na
á ea de con abilidade (a é à con a ação em pa - ime dum elemen o pa a essa á ea).
Em 2005, com a en ada do sócio-ge en e B na es u u a da emp esa, as
esponsabilidades na ges ão de opo di idi am-se, icando o sócio-ge en e A no opo da
hie a quia da á ea écnica e o sócio-ge en e B nas á eas adminis a i a e inancei a. Os
es an es elemen os, en e an o con a ados pela o ganização, man i e am-se
subdi ididos, de aco do com as unções desempenhadas, nas duas á eas da o ganização
( écnica e adminis a i a), numa posição in e io da hie a quia, espondendo
di ec amen e aos sócios-ge en es.
Finalmen e, em meados de 2012 a ges ão en endeu e ec ua uma al e ação à
hie a quia da emp esa, p omo endo dois elemen os in e nos a uma posição de
di ec o es da emp esa. Es es ica am po an o numa posição in e média en e a ges ão
de opo e os es an es colabo ado es, se indo um pouco como elo de ligação e
complemen o aos sócios-ge en es. Um dos écnicos oi p omo ido à posição de di ec o
écnico, esponsá el pela á ea écnica, enquan o um dos elemen os adminis a i os oi
p omo ido à posição de di ec o adminis a i o, esponsá el pela á ea adminis a i a.
Como al, ac ualmen e, a es u u a da emp esa es á di idida ho izon almen e em
duas á eas ( écnica e adminis a i a) e e icalmen e em ês escalões de pode es e
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esponsabilidades com os sócios-ge en es no opo da hie a quia, os di ec o es como
subche ias e os es an es colabo ado es na base da hie a quia.
Figu a 6 – Es u u a hie á quica da emp esa es udada
No que se e e e às unções dos elemen os da emp esa, o sócio-ge en e A
inicialmen e e a o único sócio-ge en e e uncioná io da emp esa, sendo po an o o único
écnico especializado da mesma. Com a en ada de no os elemen os na o ganização,
passou a desempenha ambém as unções de con olo e a aliação do abalho desses
colabo ado es e o papel de p incipal esponsá el pela o mação den o da emp esa.
Ac ualmen e, man ém as unções écnicas, con inuando a execu a essas a e as, embo a
em meno quan idade do que inicialmen e. No que se e e e à ges ão da emp esa, com a
en ada da sua esposa na emp esa delegou a ges ão adminis a i a e inancei a nesse
elemen o, desempenhando, po an o, e p incipalmen e, o papel de ges ão da á ea
écnica.
74
de decisões é semp e omado com empo, ponde adas e que, po an o, não são
delegadas. Podem se omadas de á ias o mas, incluindo à dis ância, pelo que mesmo
em e en uais ausências dos sócios-ge en es não são delegadas. Também a es e ní el, a
ge ência indica que há decisões que em e en uais ausências dos sócios-ge en es podem
se omadas pelos di ec o es, mas que nunca são decisões impo an es, que al e em os
pa âme os de inidos pa a a emp esa.
No que se e e e às decisões, exclusi amen e, elacionadas com o abalho,
digamos as decisões co en es, a ge ência e e e que exis em nes e momen o di ec o es
nos quais es ão delegadas unções e que não é necessá ia a sua p esença pa a que o
abalho deco a no malmen e. Po an o, os p ocessos co en es elacionados com o
abalho deco em nes e momen o de uma o ma na u al, com delegações de a e as
essencialmen e nos dois di ec o es, que pe mi em à emp esa unciona da mesma o ma.
En endemos, ainda, se ele an e, ela i amen e a es as delegações de a e as e
esponsabilidades, que as a e as de con olo e a aliação do abalho não es ejam
delegadas, sendo exclusi amen e da esponsabilidade dos sócios-ge en es.
Che ias in e médias
Ao ní el da pa icipação nas decisões da emp esa, a in o mação ecolhida jun o
das che ias in e médias em de encon o ao e e ido pelos sócios-ge en es. Apesa de
se no ó io que não en endem que a sua pa icipação seja ão ele an e como o indicado
pelos sócios-ge en es, ambos e e em se chamados a da a opinião na omada de
decisões. É isí el, ambém, a sepa ação colocada po ambos en e as decisões
e e en es ao abalho e as decisões de ges ão. Ambos e e em que pa icipam, apenas,
nas decisões ela i as às suas á eas de abalho e não nas decisões sob e a ges ão ou o
umo da emp esa.
Quan o às unções delegadas nos di ec o es, e i icamos na pa e écnica,
nomeadamen e no di ec o écnico, que lhe o am delegadas unções de di ecção do
abalho, ao ní el de escla ecimen o de dú idas e coo denação de p ocessos de
pe i agem. Es a delegação de a e as implica essencialmen e que o sócio-ge en e
esponsá el po essa á ea, apesa de con inua ambém a desempenha essas unções,

75
não p ecise de o aze com a equência com que azia an e io men e. Po an o, a ou-se
não duma passagem de ini i a dessas esponsabilidades pa a o di ec o écnico, mas sim
duma pa ilha dessas esponsabilidades en e o di ec o écnico e o sócio-ge en e.
Já na á ea adminis a i a, o di ec o adminis a i o indica não e decisões
ele an es delegadas, consul ando semp e a ge ência pa a decisões desse ipo. Re e e,
po ém, que com a p omoção, assumiu maio es esponsabilidades ao ní el da ges ão dos
p ocessos, pa ilhando, po an o, a esponsabilidade do con olo do abalho com as
es an es che ias.
Relação en e os es an es colabo ado es e os seus supe io es hie á quicos
A pa icipação dos colabo ado es na omada de decisões da emp esa é de inida
essencialmen e pela ge ência. Segundo os dados ecolhidos, não há um c i é io
es i amen e de inido pa a as decisões em que os colabo ado es i ão ou não pa icipa ,
sendo os mesmos chamados a da a sua opinião de aco do com a on ade da ges ão.
Na pa e écnica, é e e ida a pa icipação, essencialmen e, em si uações de
discussão de p ocessos de pe i agem e de elabo ação de ela ó ios. No que se e e e aos
objec i os e me as a cump i pela emp esa, indicam que há p azos e objec i os
delineados pelos clien es e que es es lhes são comunicados pela ge ência, não ha endo,
po an o, discussão, mas apenas eedback. No a-se ambém uma di e ença en e a
opinião dos elemen os mais an igos e os mais ecen es na emp esa, já que enquan o os
elemen os mais an igos e e em se em ocasionalmen e, de aco do com a in enção da
ge ência, chamados a da a sua opinião, os elemen os mais no os e e em que odas as
decisões são exclusi as da ge ência.
No que oca à á ea adminis a i a, é e e ido um maio en ol imen o nas omadas
de decisão, sendo, segundo um elemen o adminis a i o, comum ha e euniões com os
colabo ado es pa a que emi am opinião sob e decisões elacionadas com as suas
unções, com os p ocessos e os equisi os dos clien es. No en an o, é salien ado que a
decisão inal cabe semp e ao sócio-ge en e da emp esa.
76
Tal como e e ido an e io men e, os écnicos com mais anos de emp esa ei e am
que o con olo do seu abalho é, em p imei a ins ância, e ec uado po eles p óp ios e
depois pela ge ência. No a-se, po an o, uma ên ase na esponsabilização pelo seu
abalho e au onomia pa a o desempenha . Da pa e des es elemen os, não exis e
qualque e e ência indi idual ao di ec o écnico, ha endo sim, e e ências a uma
colabo ação en e odo o g upo. Ve i ica-se, po an o, que ela i amen e aos elemen os
com maio expe iência, não exis e uma posição de con olo do abalho po pa e do
di ec o écnico com g ande ên ase. Já da pa e do elemen o mais no o na emp esa, é
no ó io ainda um g ande con olo do seu abalho, essencialmen e, po pa e do sócio-
ge en e A, su gindo o di ec o écnico num papel de subs i uição nes a unção. Não
exis e ainda a e e ência à esponsabilização sob e o p óp io abalho ou ao
cump imen o dos equisi os dos clien es, no ando-se uma maio dependência da
ge ência.
Na á ea adminis a i a é e e ido não se sabe de que o ma ou a a és de que
meios o abalho é con olado, apesa de se ac edi a que e ec i amen e o é. Assim,
e i ica-se al a de in o mação e eedback sob e o con olo do abalho dos
adminis a i os, não ha endo uma noção cla a de objec i os, c i é ios ou consequências
do con olo e a aliação do abalho. Sabemos, a a és dos dados ecolhidos jun o da
ge ência, que esse con olo é e ec uado pelo sócio-ge en e A, ambém, a a és de
mé odos es a ís icos e que o di ec o adminis a i o em ambém capacidade pa a da a
sua opinião sob e esse abalho. Po ém e i ica-se que essa noção não é explíci a pa a
os colabo ado es adminis a i os.
As decisões omadas na emp esa não são, na sua o alidade, comunicadas aos
colabo ado es. Es es e e em que ecebem comunicações de decisões que os en ol em
di ec amen e ou que es ão elacionadas com o abalho. Decisões de ges ão, de
elacionamen o com clien es e anga iação de abalho não são necessa iamen e
comunicadas, a não se que en ol am di ec amen e os colabo ado es. É salien ada a
o ma de comunicação di ec a, p esencial, e ec uada essencialmen e pela ge ência. É
ambém e e ida a comunicação a a és de e-mail.
77
A o mação in e na é uma á ea em que se no a a cla a in enção do sócio-ge en e A
de assumi essa esponsabilidade, numa ase de in eg ação na emp esa. Na á ea écnica,
odos os colabo ado es o am acompanhados po ele, no seu pe íodo inicial na emp esa.
Um dos écnicos, apesa de já e expe iência no me cado de abalho, oi acompanhado
nas pe i agens du an e á ios meses pelo sócio-ge en e A. Um ou o écnico e e iu não
e conhecimen os do amo de ac i idade da emp esa, passando po um pe íodo de
o mação com o sócio-ge en e A, que o p epa ou pa a a ac i idade. O écnico mais
ecen emen e in eg ado na emp esa indica ambém que a sua o mação oi e ec uada
com o sócio-ge en e A, con inuando ainda a se ei a com meno in ensidade. Foi-nos
inclusi amen e e e ido po um dos écnicos que, na sua opinião, de odas as a e as
exe cidas pelo sócio-ge en e A, a que lhe pa ece que em maio elu ância em delega , é
a ques ão da o mação aos no os elemen os. É, po an o, e iden e essa p eocupação
com a adap ação dos colabo ado es aos mé odos de abalho do sócio-ge en e A. O
mesmo e e e que “a maio pa e pa iu com o mação minha e com a minha manei a
de abalha . Ap ende am comigo, po assim dize .”.
Depois des e pe íodo inicial, os colabo ado es passam a e ec ua uma o mação
mais baseada no g upo, ha endo e e ências de elemen os da á ea écnica indicando que
odos ap endem uns com os ou os, ou que após o pe íodo de o mação com o sócio-
ge en e A, o g upo colabo ou na sua in eg ação.
Quan o aos colabo ado es adminis a i os, o di ec o e e e e sido acompanhado
ambém pelo sócio-ge en e A, que o adap ou às e amen as e mé odos de abalho
exis en es. Ou o elemen o da á ea adminis a i a e e e o acompanhamen o do sócio-
ge en e A, mas ambém de ou os colabo ado es, sendo que o sócio-ge en e B,
esponsá el pela á ea adminis a i a, indica e sido o esponsá el pela sua o mação na
emp esa.
O ac o de exis i em elemen os adminis a i os que não ecebe am um
acompanhamen o ão p óximo, pode á e lec i um meno en ol imen o do sócio-
ge en e A na o mação desses elemen os, sendo comp eensí el uma maio p eocupação
com a á ea écnica de ido à maio complexidade da mesma. No en an o, ace ao
78
eduzido núme o de elemen os nes e depa amen o, não é uma conclusão que possamos
a i ma .
2.2. Dependência ace ao líde e planeamen o de sucessão
As ausências da ges ão são abo dadas de o mas di e en es pelos sócios-ge en es e
pelos seus colabo ado es. Da pa e dos sócios-ge en es, p incipalmen e do sócio-ge en e
A, no a-se a p eocupação de se man e semp e p esen e, a i mando o mesmo que “nós
emos que es a disponí eis 365 dias po ano se ele só i e 365 dias e 24 ho as po
dia”. Além disso, e e e que a sua ausência mais p olongada, em dois episódios da ida
da emp esa, se e lec iu na edução da ac u ação. No en an o, apesa de e e i es es
ac os, quando ques ionado sob e se conside a a que es as ausências se e lec iam no
desen ol imen o do abalho, espondeu nega i amen e. O sócio-ge en e B indicou
pensa não exis i em g andes al e ações ao uncionamen o da emp esa, na ausência dos
sócios-ge en es, mas a i mou ambém que, não exis e nenhum elemen o na emp esa que
consiga p oduzi an o abalho como o sócio-ge en e A.
Da pa e dos colabo ado es da á ea adminis a i a, os ela os ob idos e e em que
as ausências dos sócios-ge en es não se e lec em, de o ma alguma, no
desen ol imen o do abalho. Es es e e em desen ol e o seu abalho no malmen e,
que os sócios-ge en es es ejam ou não p esen es, e não se eco dam de nenhuma
si uação em que não enha oco ido dessa o ma.
Já quan o à á ea écnica, a opinião é e ec i amen e de que as ausências não se
no am, no en an o, as jus i icações pa a al são di e en es. O di ec o écnico e e e, po
exemplo, que não e e nunca conhecimen o duma ausência p olongada po pa e da
ge ência e que exis e uma g ande p oximidade po pa e da mesma. Um écnico e e e
não ac edi a que essas ausências se no em, con inuando a desen ol e o seu abalho de
o ma na u al e con ando com a ajuda do g upo de abalho, semp e que necessá io. No
en an o, e e e que, mesmo que ausen e da emp esa, a o sócio-ge en e A con inua a
e ec ua um acompanhamen o cons an e de uma o ma “mais sub il, mais camu lada”.
79
Um ou o écnico em uma posição de maio au onomia e elando não sen i qualque
di e ença, execu ando o seu abalho de o ma a cump i as exigências dos clien es,
es eja ou não a ge ência p esen e. Já o écnico mais ecen emen e in eg ado na emp esa
e e e ambém não sen i as ausências da ge ência. O ac o de es e se o elemen o menos
expe ien e na emp esa e com maio acompanhamen o, ac ualmen e, pelo sócio-ge en e
A, acaba po não se incong uen e com a espos a, na nossa opinião, na medida em que,
como e i icamos an e io men e, na ausência do sócio-ge en e A, é o di ec o écnico
quem o subs i ui nesse con olo do abalho.
Assim, no a-se da pa e dos sócios-ge en es uma pe spec i a mais elu an e, ace
às possí eis ausências do que da pa e dos p óp ios colabo ado es. Na nossa opinião
es a si uação oco e á exac amen e pelo es o ço ei o pela ge ência de nunca es a
ausen e da emp esa, e ec uando um con olo mesmo à dis ância, po ezes a é passi o,
mas semp e que necessá io, p esen e. Também as medidas omadas ao ní el de posições
hie á quicas, pode ão e in luência nes a pe cepção dos colabo ado es, como
discu i emos de seguida.
As ausências dos sócios-ge en es não implicam uma adap ação empo á ia da
es u u a da o ganização. Como al, não exis em esponsabilidades que sejam delegadas
empo a iamen e a de e minados colabo ado es, apenas quando os sócios-ge en es não
es ão p esen es. Rela i amen e a es e aspec o, apenas a in o mação ecolhida jun o de
um dos écnicos indica que o con olo do seu abalho é e ec uado pelo di ec o écnico
na sua ausência. Po ém, como con i mamos jun o do di ec o écnico, essa é uma
esponsabilidade que lhe oi a ibuída com a p omoção a di ec o écnico e que oco e
es ando ou não a ge ência p esen e.
Assim, o que oi e ec i amen e e i icado, é que hou e e con inua a ha e uma
p eocupação da ges ão com a dependência ace à ge ência. Es a a i ma que em indo
ao longo dos empos a p ocu a que “as coisas cada ez enham menos dependência da
ges ão, das pessoas que exe cem a ges ão (…) nomeadamen e eu e a minha mulhe .”
Pa a esse e ei o a ge ência e e e a adopção de duas medidas essenciais: o
desen ol imen o duma aplicação in o má ica que pe mi e o acompanhamen o cons an e
de odos os p ocessos de pe i agem, an o po pa e dos di ec o es como dos es an es

80
colabo ado es, e a c iação desses dois pos os de di ec o es e p omoção de colabo ado es
in e nos a essas posições. Is o pe mi iu que, as decisões co en es e elacionadas
essencialmen e com o abalho, possam, nes e momen o, se omadas pelos di ec o es,
eduzindo a dependência ace aos ges o es.
Es a medida, nomeadamen e a p omoção dos dois ac uais di ec o es é salien ada
pelos á ios elemen os da emp esa. O di ec o adminis a i o indicou que a emp esa
adop ou essa medida pa a deixa de depende an o do abalho do sócio-ge en e A, que
e a po ezes solici ado especi icamen e como o écnico desejado pa a os abalhos. E
assim, o objec i o se ia pe mi i ao sócio-ge en e A uma maio concen ação na á ea
come cial e de ges ão da emp esa e uma delegação nas á eas écnica e adminis a i a.
Também o di ec o écnico e e e que a sua p omoção e e como in ui o a minimização
do “p ejuízo duma e en ual ausência mais p olongada po pa e da di ecção”. No
en an o, en ende que es a ees u u ação ainda de e se mais p o unda po con inua a
exis i mui a dependência ace à di ecção, na omada de decisões.
Face a es es dados e endo em con a os es emunhos ob idos sob e as implicações
da ausência da ges ão, que indicam se em pouco no ó ias, é algo pa adoxal que enha
sido uma p eocupação ão g ande da ges ão e ec ua es as al e ações es u u ais e
semp e com a ques ão da dependência ace à ges ão em men e. No en an o, ace aos
es emunhos ecolhidos, que indicam que as ausências se iam em pouco núme o e
semp e em pe íodos cu os, podemos conside a que os colabo ado es da emp esa nunca
e ão e ec i amen e en en ado uma eal e p olongada ausência da ges ão. Ou, ace à
indicação da ge ência de dois pe íodos de ausência com implicação no olume de
negócios, nunca e ão e ec i amen e pe cebido as eais consequências pa a a emp esa
que essas si uações ouxe am. Es a é uma ques ão que se coloca, essencialmen e
po que oda a á ea da ges ão da emp esa, nomeadamen e odas as ques ões económicas
e inancei as, es á exclusi amen e sob e a esponsabilidade da ge ência. Is o pode á
implica que os colabo ado es não enham uma noção p ecisa das consequências no
olume de abalho e ac u ação, que a ausência da ges ão pode p o oca .
Ques ionado sob e a exis ência de planeamen o de sucessão na emp esa, o sócio-
ge en e A espondeu nega i amen e. Indicou que nunca oi colocado o p oblema de
81
sucessão e que, conside a esse um p oblema de longo p azo. Es e indica não pensa de
o ma a p epa a as coisas pa a o u u o, indicando que essa é uma o ma nega i a de
pensa , colocando as p io idades da emp esa na idelização de clien es. Ac edi a que
idelizando o clien e, seja qual o a ges ão da emp esa os p oblemas se esol e ão. A
ques ão do planeamen o não é ambém is a como p io idade na medida em que,
en ende que mesmo que p og amando e planeando as coisas, não ac edi a que elas
oco am da o ma como ele p e ende. Re e iu ac edi a que, ao abalha com as
pessoas, lhes consiga passa alguma da sua o ma de abalha , mas que mui a coisa
muda ia e ambém a ges ão nesse sen ido. Assim, en ende como p incípios impo an es,
man e a qualidade do abalho e ideliza o clien e e que, man endo esses p incípios, o
u u o da emp esa es a á assegu ado, mesmo que com ou a ges ão. Já da pa e do sócio-
ge en e B, e i ica-se ambém não exis i um planeamen o de sucessão de inido. No
en an o, o seu es emunho indica que exis e algumas apos as in e nas que, caso enham
capacidade de espos a, pode ão e en ualmen e assegu a a u u a ges ão da emp esa.
E nesse sen ido, a opinião da ge ência é semelhan e no que oca à con a ação de
elemen os ex e nos, e e indo a mesma que es a nunca oi conside ada. O sócio-ge en e
A indica que a in enção é semp e a de e i ica se as pessoas se adap am à sua o ma de
abalha e que “elemen os den o da emp esa que ão mos ando a sua ape ência pa a
a lide ança, ou que ão mos ando o pe il de g ande compe ência de abalho, de
esponsabilidade, com ce eza que se ão eles um dia que ascende ão à che ia”. Assim,
apesa de se e i ica que não exis e um planeamen o de sucessão pos o em p á ica na
emp esa, pe cebe-se que exis em alguns p incípios de inidos des acando-se uma apos a
cla a nos elemen os in e nos, na sua o mação e adap ação aos mé odos ac ualmen e
exis en es na emp esa, pa a que, no u u o, possam e en ualmen e ascende à ges ão da
mesma.
No que oca às in enções u u as da ge ência, en endemos e e i alguns aspec os.
O es emunho de ambos os sócios-ge en es, no que se e e e à sua posição na emp esa,
indica que não êm qualque al e ação planeada pa a o u u o. Re e em que a na u eza
do amo de negócio, é impossí el p e e o olume de abalho diá io, mui o menos de
aze planos a longo p azo. Não êm um plano, êm que oma decisões elacionadas
82
com o abalho dia iamen e e epen inamen e, pelo que êm que man e a
disponibilidade o al pa a a emp esa.
No que se e e e a e en uais al e ações hie á quicas, indicam ambém que não há
al e ações u u as planeadas, sendo a p eocupação essencial em man e o abalho da
emp esa, com qualidade al a e p eços baixos. A p io idade é, po an o, assegu a que os
colabo ado es da emp esa a injam os ní eis exigí eis de qualidade e compe ência no
abalho que pe mi am a idelização dos clien es. Nes as indicações e i icamos que,
po um lado não exis e qualque planeamen o de al e ação de unções ou de posição na
emp esa po pa e da ge ência. Mas, po ou o lado, exis e uma especial a enção ao
desen ol imen o das compe ências dos elemen os da emp esa e da ga an ia que es es
consigam cump i com os equisi os de me cado, exigí eis à sus en abilidade da
emp esa.
Como já e e ido an e io men e, exis e uma decla ação de in enção da ges ão na
apos a no desen ol imen o e o mação dos colabo ado es in e nos que, caso cump am
as exigências e se des aquem posi i amen e, pode ão e en ualmen e ascende na
hie a quia da emp esa. Po ém, no que se e e e à o mação e acompanhamen o, não se
obse a uma apos a cla a da ges ão. A o mação é e ec uada duma o ma in ensi a no
início de ac i idade da emp esa, sendo após esse pe íodo de in eg ação desempenhada
po di e sos elemen os den o da emp esa, numa pe spec i a de colabo ação en e o
g upo. Exempli icando, no que se e e e aos di ec o es, o di ec o écnico conside a que
a o mação su ge da in e acção en e os colabo ado es, enquan o o di ec o
adminis a i o e e e a disponibilidade do sócio-ge en e A pa a o ajuda semp e que
necessi a de apoio. Es as decla ações aduzem uma o mação pouco in ensi a e não
planeada das che ias in e médias, numa pe spec i a mais de escla ecimen o de dú idas
do que de desen ol imen o de no as compe ências. Es es dados su gem um pouco na
sequência do, já e e ido, p ocesso de esponsabilização e de aumen o de au onomia no
abalho dos colabo ado es des a emp esa.
83
3. Enquad amen o das análises e ec uadas nos modelos eó icos e li e a u a
analisados
3.1. Es u u a da Emp esa Familia – Modelo dos ês cí culos
No seguimen o da análise da li e a u a ele an e que e ec uamos no capí ulo II
des e abalho, o na-se p emen e o enquad amen o dos dados ecolhidos sob e a
emp esa es udada nos modelos eó icos que en endemos como impo an es pa a es e
es udo. Assim, seguidamen e p ocedemos a uma análise da o ma como esses dados se
e lec em nesses modelos e que conclusões pe mi em i a sob e a ges ão e lide ança da
emp esa.
No pon o 1 des e capí ulo, ínhamos já comp o ado o enquad amen o da emp esa
es udada den o da de inição adop ada pa a Emp esa Familia . En endemos ambém
como ele an e a análise à es u u a da emp esa à luz do modelo de 3 cí culos e e ido
na análise da li e a u a. Como e e imos an e io men e, a a-se dum modelo
conside ado undamen al pa a o es udo da Emp esa Familia , na medida em que salien a
as ês p incipais o ças den o da emp esa: capi al, amília e emp esa.
Re e imos as análises de Gallo (1995) e Paulo (2009) a es e modelo dos ês
cí culos e aos di e en es ipos de agen es que podemos encon a na emp esa. Gallo
(1995) op a po iden i ica qua o subsis emas, enquan o Paulo (2009) encon a se e
subsis emas. Analisando a emp esa es udada, segundo a dis inção de subsis emas de
Gallo (1995), ob emos os seguin es dados:
1 – P op ie á ios e memb os da amília que abalham na emp esa – Exis em dois
p op ie á ios que abalham na emp esa: os sócios-ge en es da mesma;
2 – P op ie á ios que abalham na emp esa, mas que não são memb os da amília
– Não exis em nes a emp esa p op ie á ios que não sejam memb os da amília;
3 – Memb os da amília que abalham na emp esa, mas não são p op ie á ios –
Não exis em memb os da amília na emp esa além dos p op ie á ios;
90
- Compe ência pa a as a e as – Nes a á ea podemos a i ma que o sócio-ge en e
A é ex emamen e compe en e na á ea écnica da emp esa. Desde a a i mação da sócio-
ge en e B, indicando que não ha ia nenhum elemen o na emp esa com o seu ní el de
p odução, a a i mações de colabo ado es indicando que os clien es o solici a am
exclusi amen e pa a de e minados abalhos, emos sus en ação pa a comp o a que
es e é e ec i amen e compe en e na á ea écnica. Po an o, em á eas como a in eligência
ou o conhecimen o écnico podemos a i ma que o sócio-ge en e A é bas an e
compe en e.
Já o sócio-ge en e B e e e e alguma o mação na á ea da ges ão, embo a não
di ec amen e elacionada com a á ea de abalho da emp esa. Assim, no que se e e e à
á ea adminis a i a, é menos cla o qual a compe ência da ge ência nes a á ea. No
en an o, sabemos que as e amen as de con olo do abalho baseadas no Excel o am
desen ol idas pelo sócio-ge en e A e que, a o mação ecebida pelo di ec o
adminis a i o que o le ou, numa ase inicial da emp esa, a desempenha sozinho odas
as unções de assesso ia adminis a i a, oi dada pelo sócio-ge en e A. Podemos, pois,
a i ma que exis e ambém, da pa e des e, conhecimen o e compe ência na á ea
adminis a i a.
Quan o a a ibu os como a abe u a à expe iência ou a es abilidade emocional, não
emos dados pa a i a g andes conclusões. No en an o, podemos e e i que a emp esa
em, em quase 20 anos, man ido um umo den o da mesma á ea de negócio e que a
pos u a da ges ão nos pa ece se a e sa a g andes al e ações. P incípios como a apos a
nos colabo ado es in e nos, na sua adap ação aos mé odos de abalho ins i uídos e na
sua manu enção, con olo do abalho e disponibilidade quase o al, en e ou os, podem
e ela es abilidade emocional po pa e da ges ão e uma abe u a à expe iência
ela i amen e baixa. No en an o, sem um pe íodo de obse ação mais ala gado,
en endemos se desajus ado es a a e ec ua conclusões nes es pon os.
- A ibu os in e pessoais – Em elação a es es a ibu os, emos dados que nos
e e em que a g ande maio ia das decisões na emp esa são comunicadas di ec amen e
pela ge ência aos colabo ado es e que o con olo do abalho é ei o, não só com análise
es a ís ica, mas ambém com base na in e acção e diálogo com eles. Assim, apesa de

91
ambém en ende mos se uma á ea onde necessi a íamos duma obse ação mais
p olongada e p o unda, e i icamos ha e da pa e da ges ão uma apos a cla a no
diálogo e in e acção di ec a com os colabo ado es, pelo que podemos conside a que
são ealmen e alo izadas as in e acções sociais na emp esa. Também a apos a no
desen ol imen o dos colabo ado es, semp e acompanhados inicialmen e pelo sócio-
ge en e A, sus en a a alo ização das elações in e pessoais en e a ges ão e os
colabo ado es.
Quan o aos compo amen os de lide ança, en endemos enquad a os dados da
seguin e o ma:
- Compo amen os o ien ados pa a a a e a – No que se e e e a es e ipo de
compo amen os, en endemos que o p óp io amo de negócio exige que es es exis am.
Ou seja, os clien es da emp esa exigem o cump imen o de de e minados p azos e de
equisi os de qualidade à emp esa. A esse ní el, a ge ência e ec ua a comunicação
desses equisi os e um con olo es a ís ico sob e o cump imen o dos mesmos. Es á,
nes e aspec o, como que o çada a e ec ua uma ges ão o ien ada pa a a a e a, já que a
elação com os clien es disso depende.
Já nos aspec os que podem se con olados exclusi amen e pela ge ência,
e i icamos que apesa de exis i um con olo es a ís ico do abalho dos colabo ado es,
não exis e uma epe cussão objec i a desse con olo ao ní el de ecompensas ou
punições. O con olo es a ís ico é u ilizado, de aco do com a ge ência, como um mé odo
u ilizado pa a diálogo e discussão com os colabo ado es, pa a que si a como incen i o
e não como punição. É e e ido ambém pela ge ência que, ace às especi icidades do
negócio, o ac o de se abalha mui o num dia não implica que se possa descansa no
ou o e ice- e sa. Ou seja, o objec i o é semp e o de assegu a o cump imen o do
olume de pedidos po pa e dos clien es nos p azos aco dados. Salien a-se ambém
algumas decla ações de colabo ado es que e e i am não sabe de que o ma e am
a aliados ou quais as epe cussões dessa a aliação. Po an o, en endemos exis i da
pa e da ge ência um compo amen o o ien ado pa a a a e a, mo i ado pelos equisi os
de clien es associados ao amo de negócio, sendo que nas es an es á eas e a e as da
92
emp esa, não exis em pad ões de p odu i idade es i amen e de inidos, nem uma
in o mação exac a aos colabo ado es dos pad ões de p odu i idade expec á eis.
- Compo amen os o ien ados pa a a elação – Como já e e imos an e io men e,
exis e da pa e da ge ência des a emp esa uma in enção de c ia um espí i o de g upo e
de alo iza os esul ados da emp esa como os esul ados do abalho da equipa. A
esponsabilização dos colabo ado es pelo p óp io abalho ou a au onomia dada aos
mesmos, inse e-se nessa isão e den o dos compo amen os o ien ados pa a a elação.
Também, o ac o de odos os colabo ado es des a emp esa e em sido acompanhados
numa ase in odu ó ia à emp esa pelos ge en es, no malmen e pelo sócio-ge en e A,
e ela a conside ação e a amen o equi a i o aos colabo ado es da emp esa e a
mo i ação da ge ência pa a es abelece uma elação de espei o e coope ação com o
g upo. Ainda, a indicação da ge ência que o con olo es a ís ico não implica punições
aos colabo ado es, se indo sim pa a dialoga com eles, e lec e o ên ase na elação
com os colabo ado es, al como o ac o da maio ia das decisões da emp esa se
comunicada p esencialmen e e se possí el pelos p óp ios ge en es.
- Compo amen os o ien ados pa a a mudança – Não e i icamos nos es emunhos
ecolhidos, da pa e da ge ência des a emp esa, compo amen os o ien ados pa a a
mudança. No a-se que os sócios-ge en es es ão nes e momen o sa is ei os com o umo e
alo es ins i uídos na emp esa, não ha endo in enção de p ocede a al e ações ao s a us
quo ac ual da emp esa. A ên ase é, como e e ido pela ge ência, na idelização dos
clien es ac uais, com base na ga an ia de qualidade do abalho, não exis indo e e ência
a possibilidades de en ada nou os amos de negócio ou conquis a de no os clien es.
Assim, pa ece-nos exis i um compo amen o algo cau eloso, a e so ao isco e a
mudanças adicais po pa e da lide ança des a emp esa.
- Lide ança passi a – Nes e aspec o, podemos conside a que a ge ência da
emp esa op a po es a abo dagem nas decisões co en es da emp esa. Tendo delegado
algumas esponsabilidades nos di ec o es e dando bas an e au onomia e
esponsabilização pelo abalho aos seus colabo ado es, podemos en ende esses
compo amen os como enquad á eis numa lide ança passi a. No en an o, há que
salien a que o con olo es a ís ico do abalho é semp e e ec uado pelo sócio-ge en e A,
93
po an o, mesmo que apa en emen e possa pa ece que a ge ência não ac ua sem que
exis am p oblemas, podemos dize que es a es á semp e a e ec ua uma análise de o ma
a e i a o su gimen o desses p oblemas.
Quan o às associações elacionais na emp esa, en endemos se e iden e que
odos econhecem a lide ança po pa e dos sócios-ge en es. No en an o, conside amos
pode dis ingui en e a lide ança do sócio-ge en e A e a do sócio-ge en e B.
O sócio-ge en e A, u o da emp esa e su gido com o igem na sua unção,
assume uma lide ança na u al não só com base na sua posição hie á quica e de
p op iedade da emp esa, mas ambém com base na sua compe ência uncional.
Desempenhando es e, ainda unções écnicas e sendo, al como indicado pelo sócio-
ge en e B, o écnico mais p odu i o da emp esa, a sua posição de lide ança na á ea
écnica ica sus en ada com base na sua compe ência e conhecimen os écnicos. No a-se
ambém a iden i icação que o g upo em com a sua lide ança, sendo á ias ezes
solici ado pelos seus colabo ado es, semp e que p ecisem de escla ecimen o de dú idas
ou au o ização pa a alguma decisão impo an e.
Em elação ao sócio-ge en e B. esponsá el pela á ea adminis a i a, a sua
lide ança é sus en ada pela posição hie á quica e pela p op iedade da emp esa. Po ém, a
sua posição de lide ança como esponsá el da pa e adminis a i a da emp esa não
pa ece e um econhecimen o, po pa e dos colabo ado es, ão e iden e como o do
sócio-ge en e A. Is o po que podemos e i ica nos depoimen os de elemen os
adminis a i os, a e e ência ao sócio-ge en e A como elemen o que p ocu am pa a
escla ecimen o de dú idas ou omadas de decisão mais impo an es.
Po an o, en endemos que an o na á ea adminis a i a como écnica há uma
elação mais o e do g upo com a lide ança do sócio-ge en e A, possi elmen e de ido à
sua maio an iguidade na emp esa e ao ac o de e compe ências na á ea écnica e
adminis a i a, econhecidas como impo an es pelo g upo. O ac o de, po exemplo,
alguns mé odos e e amen as de abalho u ilizados na á ea adminis a i a e em sido
desen ol idos po ele, pode á jus i ica es a maio iden i icação dos colabo ado es
dessa á ea com a sua lide ança, apesa de eo icamen e na hie a quia, essa se a á ea de
esponsabilidade do ou o sócio-ge en e.
94
As conclusões de De ue, Nah gang, Wellman e Humph ey (2011) e elam que
aços como a ag adabilidade ou Conscienciosidade (conscien iousness) do líde
e lec em uma lide ança mais e icien e. Nes e es udo en endemos que não podemos i a
conclusões álidas sob e os aços dos sócios-ge en es, pelo que sob e es e aspec o não
podemos e ec ua g andes conside ações. Conside amos que de emos salien a a
a i mação des es au o es de que o ipo de lide ança mais e icaz é aquele que consegue
se o e nos ês âmbi os de compo amen o, ou seja a e a, elação e mudança. Assim,
pela análise que e ec uamos, podemos e i ica que exis e da pa e da ge ência des a
emp esa um oco na o ien ação pa a a a e a (mo i ado não só pelas in enções dos
sócios-ge en es, mas pelas p óp ias especi icidades do negócio) e na elação (com
ên ase na c iação de um espí i o de g upo e esponsabilização do g upo pelos esul ados
da emp esa). No amos, po an o, uma ausência de o ien ação da lide ança pa a a
mudança. Admi imos que pa a conclusões mais p o undas sob e es e aspec o
necessi ássemos de um pe íodo de es udo e obse ação mais ala gada, no en an o,
pa ece-nos e iden e nos es emunhos dos sócios-ge en es, uma meno concen ação
nes e aspec o.
3.3. Dependência ace ao Líde e Planeamen o de Sucessão
A dependência ace ao líde
Os es emunhos ecolhidos jun o da ge ência da emp esa e elam que o p oblema
da sucessão não oi ainda conside ado, pelo menos duma o ma di ec a e cla a.
Po an o, den o dos cená ios e e idos po Fos e (2012), podemos indica que o sócio-
ge en e A conside a-se ainda essencial ao negócio, e e indo sob e isso o seguin e:
“acho que ainda es amos mui o no os pa a pensa em delega nou os ou começa a
pensa na subs i uição, e c... Acho que ainda emos mui a expe iência pa a da ”. Não
se e i ica ambém o desejo de se a as a do negócio ou das ac uais unções, sendo
semp e salien ada a necessidade de es a disponí el, a qualque momen o, pa a a
95
emp esa e a hipó ese de enda da emp esa não é ambém nunca e e ida em qualque
momen o.
No en an o, e i icamos nos es emunhos an o da ge ência como dos es an es
colabo ado es, que exis iu e con inua a exis i uma in enção cla a de eduzi a
dependência da emp esa ace à sua lide ança. Po an o, apesa de não exis i um
planeamen o de sucessão ins i uído e uma p eocupação cla a nesse sen ido, podemos
a i ma que exis em p ocessos adop ados que pode ão acili a es e p ocesso no u u o
ao con ibui pa a a edução da dependência ace à ge ência.
Quan o ao enquad amen o nos es udos de Fel ham, Fel ham e Ba ne (2005)
podemos encon a pa alelismos. Nomeadamen e, as conclusões des es au o es de que,
com o aumen o da idade do líde e do olume da emp esa exis e, endencialmen e, uma
edução de dependência ace ao líde . Como e i icamos na emp esa es udada, com o
c escimen o da emp esa e o aumen o da idade dos sócios-ge en es, o am sendo
in eg ados no os colabo ado es e edis ibuídas as unções e esponsabilidades. Po
exemplo, na a iá el do núme o de decisões uncionais que passam pelo líde ,
e i icamos que a emp esa em indo a diminui es e núme o nos úl imos anos,
culminando em 2012 com a p omoção de dois elemen os a posições de di ec o es.
Também o ac o de os sócios-ge en es conside a em e ainda um u u o
p olongado na emp esa, ou seja, não se e i ica a ap oximação da idade da e o ma,
con e e com as conclusões de Fel ham, Fel ham e Ba ne (2005) de que es a
ap oximação é um ac o que in luencia a execução do plano de sucessão ou a escolha
do sucesso . Nes a emp esa, po não se e i ica ainda a ap oximação da e o ma dos
sócios-ge en es, não exis e um plano de sucessão ins i uído nem sucesso es escolhidos,
apesa de e e ido pela ge ência que exis em algumas pessoas com pe il pa a o ca go.
A sucessão
Como já e e imos, os es emunhos da ge ência da emp esa es udada indicam que
não exis e nenhum plano de sucessão ins i uído, nem seque se p e ende pensa nessa
hipó ese de momen o. No en an o, e i icamos exis i em já alguns p ocessos ins i uídos
na emp esa que se podem inse i den o do p ocesso de sucessão ou pelo menos acili a

96
o mesmo. No que se e e e à abo dagem do ciclo de ida da Emp esa Familia , podemos
conside a que a emp esa es udada se encon a en e a ase de c escimen o e de
ma u idade. A emp esa em indo g adualmen e a aumen a o seu núme o de
colabo ado es, assim como o seu olume de negócios, a é es abiliza há ce ca de 3 anos
a ás. Po ém, ace à c ise económica ac ual e a não e mos ainda dados que nos
pe mi am pe cebe qual se á a e olução des e índice nos p óximos anos, não podemos
a i ma cla amen e se a emp esa es a á ainda numa ase de c escimen o. No en an o, a
indicação po pa e dos sócios-ge en es de que não exis em quaisque al e ações
planeadas a ní el de es u u a hie á quica pode á e ela que a emp esa se encon a já
numa ase de ma u idade.
Rela i amen e às ases do p ocesso de sucessão e e idas po Ussman (2004) ou
Chu chill e Ha en (1987), ace a não exis i da pa e da ge ência uma e lexão cla a
sob e es e p oblema, podemos apenas e ec ua algumas conside ações sem conclusões
e iden es. Tendo em con a que não es á de inida de que o ma se p ocessa á a sucessão
e pa a que sucesso (es), podemos a i ma que os possí eis sucesso es, à luz do modelo
de Ussman (2004) es a ão ainda na ase p eambula ou de en ol imen o. Os elemen os
que são e e idos pela ge ência como es ando a se e en ualmen e conside ados pa a o
u u o, es ão, nes e momen o na ase de en ol imen o. Já no modelo de Chu chill e
Ha en (1987), podemos conside a que os elemen os e e idos es ão na ase uncional ou
na ase uncional a ançada, caso se a em dos dois elemen os que exe cem já uma
posição de subche ia.
O es udo de Ne es (2001) sob e as o mas de ans e ência da lide ança da
emp esa que podem se escolhidas, ap esen a algumas conclusões in e essan es sob e o
ema que podemos compa a com os es emunhos ob idos. Ne es (2001) a i ma que
endencialmen e os p op ie á ios op am po uma sucessão que não implique uma up u a
com os alo es da o ganização, pelo que a escolha dum sucesso in e no pode pe mi i
pe pe ua a ligação do sucedido à emp esa. Nes e sen ido, o sócio-ge en e A a i ma
nunca se e p eocupado com a sucessão, po não ac edi a que mesmo planeando a
mesma, a ges ão u u a osse de aco do com o que p e endia. A i ma: “Na u almen e,
ac edi o que alguma coisa ique nas pessoas ao abalha em comigo, habi uados aos
97
meus p incípios e modos de abalha . Mas ac edi o ambém que mui as coisas não
ica ão e, po an o, a ges ão muda ia po ce o. Pa a melho ou pa a pio , não sei.”
Ve i icamos, po an o, uma p eocupação com a ans e ência de p incípios e mé odos
pa a os seus colabo ado es, e en ualmen e, numa pe spec i a de assunção u u a de
ca gos de ge ência. Podemos, en ão, a i ma , exis i uma in enção de que uma sucessão
u u a se e ec ue pa a colabo ado es in e nos e pe mi a à emp esa man e o umo e
p incípios ins i uídos, ou pelo menos, não e ec ua uma up u a adical com os mesmos.
Podemos ambém es abelece um pa alelismo en e es a conclusão, as de Ta oglu, Kula
e Glais e (2008) e as de Gallo (1998) que e e em que a escolha do sucesso se de e,
no malmen e, não exclusi amen e a dados económicos, mas sim à iden i icação do líde
com o es ilo de lide ança e os ideais do sucesso escolhido.
Den o do modelo de Handle (1994), não podemos i a conclusões p o undas, já
que, como an e io men e e e ido, não emos ainda elemen os sob e como se i á
p ocessa a sucessão nes a emp esa. No en an o, podemos e e i que den o das
decisões de ges ão da emp esa, os sócios-ge en es podem se enquad ados numa
posição inicial do p ocesso, em papéis de únicos ges o es ou em de e minados casos de
Mona cas com alguns colabo ado es a desempenha em papéis de ajudan es. Já nas
decisões co en es, podemos conside a que os sócios-ge en es se encon am já numa
posição mais cen al do modelo, num papel de Delega o , es ando já dois elemen os a
desempenha a unção de Di ec o es (Manage ) que o am e oluindo nes a es u u a,
passando do papel de ajudan es pa a o de Di ec o es (Manage ) e que pa alelamen e,
a a és da delegação de unções e esponsabilidades, os sócios-ge en es se mo e am
dum papel de Mona cas pa a o de Delega o . Po ém, no que se e e e à e olução u u a
des e p ocesso, não podemos i a conclusões. Como e e ido po Handle (1994), es e
não é um p ocesso linea e, de aco do com a in enção dos sócios-ge en es o desempenho
dos colabo ado es na emp esa, pode e olui , mas ambém es agna ou quiçá eg edi ,
podendo e en ualmen e a é su gi ou os elemen os na emp esa que assumam posições
de Di ec o .
Quan o ao eino e desen ol imen o de compe ências jun o dos colabo ado es,
e e ido po Sua ez (2005), como já aludimos, exis e na in odução dos no os
98
colabo ado es na emp esa, um p ocesso de acompanhamen o que podemos enquad a na
u o ia. Após esse pe íodo, não e i icamos nos es emunhos, dados que indiquem
exis i algum p ocesso de desen ol imen o de compe ências ou acompanhamen o aos
colabo ado es. A ên ase, como já e e ido, passa pela esponsabilização pelo p óp io
abalho. Pode emos, e en ualmen e, admi i que es a au onomia e esponsabilização
pelo abalho pode ão pe mi i alguma exposição a p oblemas no os, o que pode á
pe mi i o desen ol imen o de compe ências. No en an o, não nos pa ece que es a
hipó ese, mesmo que exis en e, es eja ins i uída cla amen e e com o in ui o de
desen ol e compe ências de lide ança aos colabo ado es.
Conside amos ele an e e e i as conside ações de Gallo (1998) sob e as
an agens duma es u u a di isional de o ma a pe mi i a di isão de esponsabilidades
e o c escimen o da o ganização, enquad ando-as com a e olução da es u u a
hie á quica da emp esa. Es a começou po di idi a sua es u u a numa á ea écnica e
adminis a i a, cada uma sob e a alçada de um dos sócios-ge en es, es abelecendo,
ecen emen e, um no o ní el hie á quico e icalmen e. Po an o, a emp esa em
e oluído no sen ido de es abelece uma es u u a cada ez mais di isional e assim mais
adequada a um u u o p ocesso de sucessão.
No que se e e e ao p ocesso de sucessão em si, e às melho es p á icas de inidas
po Ro hwell (2005), podemos e e i que, ace aos es emunhos ob idos, não se e i ica
um cump imen o dessas p á icas, já que não há um planeamen o ins i uído. Apesa de
ha e , apa en emen e, uma iden i icação de alguns possí eis candida os, não exis e pa a
essa iden i icação a u ilização de c i é ios de inidos e objec i os. Já no que se e e e aos
meios possí eis pa a assegu a a sucessão em posições cha e da emp esa, podemos
salien a a cla a a e são dos sócios-ge en es à con a ação de elemen os ex e nos pa a
posições de che ia, sendo alo izados os elemen os in e nos. Com os dois di ec o es
e i icamos que oi u ilizado o mé odo da p omoção, acon ecendo o mesmo com
elemen os na á ea adminis a i a com o mé odo de ans e ência la e al, endo um
colabo ado iniciado a sua ac i idade na emp esa na á ea écnica e sendo depois
colocado em di e en es unções na á ea adminis a i a.
99
Há ambém o ecu so ao ou sou cing, com colabo ado es ex e nos a
desempenha em unções na á ea da con abilidade e na á ea écnica. Es e ecu so não é
u ilizado, po ém, numa pe spec i a de subs i ui unções de elemen os in e nos, mas sim
de o ma a complemen a as mesmas. Ou seja, na á ea écnica os abalhos conside ados
mais ele an es são semp e a ibuídos aos elemen os in e nos, uncionando o
ou sou cing como o ma de assegu a a capacidade de esponde ao olume de abalho
exigido. Face à á ea de ac i idade algo imp e isí el ao ní el do olume de negócios, o
ou sou cing unciona assim, como uma o ma de assegu a meios de espos a a olumes
de abalho ele ados, sem implica cus os desnecessá ios em pe íodos de olume de
abalho mais eduzido.
106
ela i amen e longo de empo. Não achamos possí el ob e conclusões álidas e
ex ensas sob e ca ac e ís icas da pe sonalidade dos elemen os da emp esa, na medida
em que es es não são e iden es a a és de en e is as nem de obse ações e in e acções
ela i amen e cu as com os colabo ado es da emp esa. Po an o, pa a que nos osse
possí el uma análise comple a e concluden e sob e as ca ac e ís icas da lide ança nes a
o ganização, en endemos que o es udo de e ia e um pe íodo empo al
subs ancialmen e mais ala gado;
- Análise da dependência ace ao líde , na medida em que ao e ec ua mos es a
análise num pe íodo isolado no empo de ida da emp esa, encon amos algumas
di iculdades em pe cebe a e olução des e aspec o na emp esa;
- Análise da e iciência do p ocesso de sucessão, na medida em que a emp esa
escolhida se encon a ainda numa ase p o a elmen e dis an e da e i ada dos sócios-
ge en es e, como al, a é que esse momen o oco a, mui os ac os ele an es pa a es e
es udo pode ão ainda acon ece . P ocessos como a escolha dum u u o sucesso , po
exemplo, não oco e am a é ao momen o na emp esa. Não es ando es e p ocesso
ins i uído na emp esa, e i icamos se complicado ob e conclusões de ini i as sob e a
e iciência do mesmo.
Fu u os es udos nes a á ea
En endemos que se á in e essan e pa a u u os es udos nes a á ea ala ga o
ho izon e empo al do es udo, bem como e ec ua um es udo mais ab angen e ao ní el
da amos a. Um es udo e ec uado em á ias Emp esas Familia es em Po ugal pe mi i ia
uma iqueza de dados e uma compa abilidade en e os mesmos que acili a ia a
sus en ação de conclusões.
Também, pa a um es udo ap o undado das epe cussões do es ilo de lide ança na
dependência das Emp esas Familia es ace aos líde es, en endemos que se ia necessá io
um pe íodo de obse ação cuidado e ala gado.

107
Da mesma o ma, o es udo dos p ocessos de sucessão ins i uídos nas Emp esas
Familia es e suas epe cussões na dependência ace à lide ança bene icia ia com um
es udo num pe íodo mais ex enso e numa amos a ala gada de Emp esas Familia es de
o ma a pode e i ica os e ei os dos di e sos p ocessos associados à sucessão em
á ias Emp esas Familia es. A compa abilidade en e es es dados a ia uma maio
iqueza à in o mação ob ida e uma maio sus en ação das conclusões.
108
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112
Anexo I – En e is as aos elemen os da emp esa
Sócio-Ge en e A
P: Qual a da a em que iniciou a sua ac i idade na emp esa e em que unções?
R: Sócio-Ge en e. Fundei a emp esa.
P: Qual a es u u a da p op iedade da emp esa?
R: Na al u a es a a sozinho.
P: E ac ualmen e man ém-se essa es u u a?
R: Ac ualmen e a emp esa con a com 9 uncioná ios.
P: E em elação à p op iedade?
R: A p op iedade mudou. E am dois sócios, na al u a pai e ilho e depois, mais a de,
eu, a minha mulhe e o ilho.
P: À da a de início de unções quan os colabo ado es exis iam na emp esa
R: Eu.
P: E qual a unção exe cida?
R: E a sócio-ge en e e uncioná io. Fazia udo.
P: En e an o quan os colabo ado es o am con a ados pa a a emp esa?
R: Ac ualmen e no e colabo ado es. Que dize , no e na o alidade incluindo eu.
P: Em que unções es ão esses colabo ado es?
R: Vá ias. Que écnicos, écnicos especializados, que na á ea adminis a i a e na pa e
con abilís ica que é pa e adminis a i a ambém.
113
P: A con a ação des es colabo ado es oi e ec uada po que mo i o?
R: A emp esa começou com alguns depois de mim, com ou os colabo ado es.
Colabo ado es que não e am a ec os á emp esa mas e am con a ados, e am
colabo ado es ex e nos. E hou e a necessidade pos e io men e de con a a alguém que
izesse a pa e adminis a i a e po an o en a am elemen os nessa e en e. E depois as
coisas o am de i ando no sen ido de, cada ez mais abalho e quan o mais abalho
mais pessoas. As pessoas o am en ando á medida que o abalho ia sendo cada ez
mais. Po an o, oi uma si uação que se oi desen ol endo ao longo do empo. As
pessoas iam en ando à medida que iam sendo necessá ias pa a da apoio. Que
colabo ado es ex e nos que elemen os in e nos pa a da apoio. Que colabo ado es
ex e nos que elemen os in e nos, que na á ea écnica que na á ea do apoio
adminis a i o.
P: Re e iu em elação à p op iedade a sua esposa e o seu ilho. Além des as elações
amilia es exis em mais elemen os da amília na emp esa?
R: Não.
P: A sua esposa e o seu ilho exe cem unções den o da emp esa?
R: O ilho não. A esposa é esponsá el pela á ea económica e adminis a i a.
P: Quais os mé odos que u iliza pa a o con olo e a aliação do abalho dos
colabo ado es?
R: Inicialmen e, quando comecei a desen ol e o abalho, a única o ma que eu inha
e am as e amen as in o má icas que exis iam na al u a e que eu mais ou menos
domina a, que e am as e amen as in o má icas do Windows, nomeadamen e o Excel.
Po an o desen ol i uma sé ie de olhas em Excel em que os abalhos e am inse idos e
depois um conjun o de si uações que me pe mi iam a alia o desen ol imen o de cada
um, o abalho e o desempenho de cada um. E a com essa e amen as in o má icas que
eu abalha a. Fe amen as essas que o am sendo desen ol idas e ape eiçoadas e que
114
ainda hoje es ão em uso, apesa de exis i em ou as. Mais a de, a a és do
desen ol imen o de uma aplicação in o má ica que ambém pe mi e es a ís ica,
es a ís ica essa que nos dá os dados ela i amen e ao desempenho. Mas a gen e em
e mos compa a i os con inua ainda a u iliza essas e amen as que êm desse empo,
essas e amen as do Windows, nomeadamen e o Excel.
P: Essa análise es a ís ica é ei a somen e po si?
R: Nes e momen o não. Na al u a e a. Na al u a ui eu que desen ol i essas e amen as,
e a eu que as lança a. Depois quando começamos a e pessoas a apoia
adminis a i amen e e am essas pessoas que aziam esses lançamen os de dados.
Faziam esses lançamen os de dados e eu depois é que analisa a a es a ís ica. E ainda
hoje são elas que azem isso (lançamen o de dados).
P: Nes e momen o já em colabo ado es no apoio nessa á ea?
R: Sim, nessa á ea sim.
P: Esse con olo e a aliação em implicações ao ní el de ecompensas ou punições aos
abalhado es?
R: O p incípio de e ia se esse, nunca oi usado como al. Mas se e pa a con e sa
com eles sob e isso, se e pa a con e sa com eles. Na u almen e que como penalização
nunca u ilizamos esse mé odo mas u ilizamos isso como mé odo de incen i o.
P: Quais são os elemen os que pa icipam na de inição de objec i os e omada de
decisões na emp esa? São chamados os colabo ado es a euni ?
R: Mais hoje do que on em mas as decisões são omadas po odos. Há decisões em que
se eúne odas as pessoas pa a oma as decisões. P incipalmen e quando são decisões
ulc ais pa a a con inuidade da p óp ia emp esa, essas ques ões podem-se pô . Exis i am
si uações em que eunimos, conc e amen e ha endo concu sos pa a en ega de abalho,
concu sos em que nos impunham um de e minado alo pa a os abalhos
115
desen ol idos. E que eles sabendo da es a ís ica que exis ia e dos cus os que exis iam
sabiam que e a quase, não di ia impossí el, mas que e a mui o di ícil consegui man e
a emp esa com esses alo es. E po an o, quando is o se pôs e quando me puse am o
p oblema de que os alo es es a am nesses pla onds, cheguei mesmo a pô em causa a
si uação da emp esa. Conside ei se ela de ia con inua ou não. E nessa al u a sei que
chamei odas as pessoas, euni com odas elas e elas decidi am que e a pa a con inua e
con inuamos. As pessoas acei a am que e ec i amen e e iam que abalha mui o mais,
pelos mesmos alo es ou ainda menos. Acei a am isso, mas o am elas que decidi am
nesse sen ido.
P: Nesse ipo de decisão chamou as pessoas a euni mas as pessoas pa icipam em
odas as á eas de decisão ou exis em algumas que passam exclusi amen e po si?
R: Há decisões que são omadas só pela ges ão, sim. Mas es e ipo de decisões, em que
a gen e acha que de e ha e a pa icipação de odos, na u almen e são chamados odos.
Mas não que dize que não haja decisões omadas sem que eles pa icipem. Dei um
exemplo de uma em que o am odos chamados po que e a uma coisa que inha a e
com odos e não a e com es e ou com aquele. Mas há decisões que são omadas só
pela ges ão.
P: Exis em algumas á eas de decisão que es ejam delegadas de ini i amen e nou os
elemen os da es u u a da emp esa?
R: As si uações nunca se de em pô de ini i amen e. Nunca se sabe o dia de amanhã
nem sabemos como as coisas pode ão oco e , p incipalmen e numa á ea como es a que
é uma á ea em que não se consegue sabe qual é a ca ei a de encomendas. Po que não
há uma ca ei a de encomendas, po an o não podemos es a à espe a do abalho.
Sabemos que ele exis e e po an o emos que lu a pa a pode con a com os nossos
clien es, sabendo que o abalho que ainda exis e diminui e aumen a imp e isi elmen e.
Po an o ideliza os clien es. A a i ude é mais na idelização do clien e sabendo que ele
pode e mais abalho ou menos abalho, mas pelo menos ideliza o clien e. A
pe spec i a de abalho é semp e nesse sen ido. Ago a dize que de ini i amen e
122
abalha com colabo ado es ex e nos pe mi e uma ce a almo ada que nos pe mi e que
essas coisas não sejam ão ígidas a esse pon o.

123
Sócio-Ge en e B
P: Qual a da a em que iniciou a sua ac i idade na emp esa?
R: Depois de Ma ço de 2005. Embo a enha colabo ado com o meu ma ido desde o
início da emp esa.
P: Em que unções?
R: Inicialmen e ajuda a-o naquilo que podia quando ele es a a, sob e udo,
sob eca egado. Depois de en a pa a a emp esa, iquei numa á ea que, nes e momen o,
é exe cida pela con abilis a, em que eu azia os lançamen os dos p ocessos ecebidos,
en iados, não ecebidos. E ambém iquei com a pa e da ges ão adminis a i a e
inancei a.
P: Qual a es u u a da p op iedade à da a do início de ac i idade?
R: E a cons i uída pelo meu ma ido e pelo meu ilho. Mais a de, o meu ma ido
aumen ou o capi al social da emp esa e eu nessa al u a en ei pa a sócia, que me
man enho a é ao momen o.
P: À da a em que iniciou unções na emp esa quan os colabo ado es exis iam?
R: Exis iam 5 pessoas incluindo o sócio-ge en e A.
P: Quais as unções dessas pessoas à da a de início das suas unções na emp esa?
R: As mesmas que exe cem hoje. Dois es ão mais elacionados com a pa e
adminis a i a. Os ou os dois são écnicos especializados.
P: E após a sua en ada pa a a emp esa o am con a ados mais elemen os?
R: Fo am. Dois écnicos especializados, um elemen o de ges ão e oi con a ada a meio-
empo a con abilis a que é esponsá el pela con abilidade, que e a ei a po um dos
124
écnicos especializados an es de ela en a pa a a emp esa. E ambém oi con a ada, não
bem a meio- empo mas quase, a emp egada de limpeza.
P: Esses colabo ado es que e e iu, desde a en ada deles a é ao momen o desempenham
as mesmas unções?
R: Man êm, com a excepção do di ec o écnico que, em 2012, assumiu a
esponsabilidade da ges ão écnica da emp esa pa a subs i ui um pouco o meu ma ido.
P: Exis em mé odos de con olo e a aliação do abalho dos colabo ado es?
R: Eu não me posso p onuncia mui o bem sob e os écnicos especializados, sob e o
uncionamen o, po que essa pa e é mais do meu ma ido. Mas penso que o meu ma ido
em con olo, em dados con abilís icos que pe mi em e quais são as pessoas que
p oduzem mais e melho , e c...
P: Den o da á ea adminis a i a não exis em mé odos de con olo do abalho?
R: Exis em. Mas na á ea adminis a i a p a icamen e só es ão dois elemen os, sendo que
um deles não es á o almen e po que ambém dá apoio à á ea écnica. Mas aí ambém
exis e po que o abalho é esol ido e é uma á ea em que há mui o se iço e es á semp e
em dia.
P: En ão esse con olo é e ec uado mais pelas p óp ias pessoas?
R: Não, eu penso que o meu ma ido em mapas em que consegue ao im do mês
e i ica a p odução de cada um. Mesmo em elação à pa e adminis a i a eu penso que
há esse con ole. Sabe-se quan os p ocessos en a am, quan os saí am, quan os o am
ac u ados, sabe-se quan os p ocessos os colabo ado es de am apoio. Po an o há um
con olo embo a não seja 100% de iabilidade, mas de qualque manei a há es a ís icas
que comp o am a p odução de cada um.
P: Essas es a ís icas e a aliações êm epe cussão em ecompensas ou punições?
125
R: A é ce o pon o. Aliás, os dois di ec o es ascende am á posição que êm hoje de
che ia, com base nos dados es a ís icos pa a essa si uação, pa a os ele a aquele ca go.
P: As decisões e a de inição de objec i os na emp esa, como são omadas?
R: No malmen e, no que diz espei o à pa e adminis a i a, no malmen e são omadas
po mim, pelo meu ma ido e pela di ec o a adminis a i a. Nunca omamos nenhuma
decisão sem p imei o ou i a che e dos se iços adminis a i os. No que espei a à pa e
écnica, no malmen e o meu ma ido e o di ec o écnico. Não que dize que o meu
ma ido não me auscul e pa a lhe da a minha opinião, embo a eu da pa e écnica
pe ceba mui o pouco ou quase nada.
P: Essas decisões são comunicadas aos es an es colabo ado es?
R: Sim, mui as ezes a é p e e imos ou i odos os colabo ado es pa a não e i
suscep ibilidades. Inclusi amen e quando oi pa a o di ec o écnico ascende à che ia,
o am ou idos odos pa a sabe em quem eles o a am. E maio i a iamen e, oda a
gen e o ou nos di ec o es ac uais. P e e imos, po que es á p o ado e gonomicamen e
que um bom ambien e de abalho pa a os uncioná ios ambém da á melho es
esul ados na emp esa. Que de emos mo i a os nossos abalhado es e p opo ciona
bom ambien e de abalho, pa a que eles possam p oduzi mais e melho . Po que um
abalhado mo i ado não enho dú idas de que abalha mais.
P: Exis em já á eas de decisão da emp esa que es ão delegadas nou os elemen os que
não na ges ão de opo?
R: Eu penso que não, a 100% não. Embo a, na nossa ausência, a di ec o a
adminis a i a e o di ec o écnico decidem mui as coisas. Mas se o assim uma decisão
que al e e o que se em ei o, eles êm o cuidado de ou i o sócio-ge en e.
P: Quando en am no os abalhado es na emp esa ecebem acompanhamen o e
o mação?
126
R: Sim. Aliás odos os nossos uncioná ios o am o mados na p óp ia emp esa. Só um
inha do me cado de abalho, já azia alguns ícios, mas oi o meu ma ido que o
p epa ou pa a a emp esa. De odos os uncioná ios que lá es ão, eu acompanhei um no
es ágio. Todos eles en a am po es ágio e depois ica am na emp esa. Todos os
es agiá ios que en a am na emp esa ica am e ec i os na emp esa.
P: Quem são as pessoas esponsá eis po essa o mação?
R: Eu o mei um que es á mais ocacionado pa a a á ea adminis a i a e o meu ma ido
acompanhou odos os ou os.
P: Quando exis em ausências da ges ão de opo na emp esa quem em a
esponsabilidade da omada de decisões?
R: A che e dos se iços adminis a i os e a che e dos se iços écnicos.
P: O con olo do abalho é e ec uado ambém po eles?
R: Não, o con olo do abalho é e ec uado pelo sócio-ge en e A. O con olo do abalho
não é ei o no dia-a-dia, é ei o nas es a ís icas. As pessoas num dia podem abalha
menos e no dia seguin e podem compensa . Ao im do mês é que se ê quem p oduziu o
quê e quando.
P: Conside a que as ausências da ges ão de opo se e lec em no desen ol imen o do
abalho?
R: Eu não posso p onuncia -me a 100% sob e isso. A é po que em 2007 o meu ma ido
se ausen ou du an e bas an e empo da emp esa e não se e i ica am g andes al e ações
no uncionamen o e na p odução da emp esa. Embo a se no e que, com o meu ma ido,
ele p óp io p oduz mais do que qualque ou o uncioná io.
P: A emp esa dispõe de alguma o ma de planeamen o de sucessão?
127
R: Não sei mui o bem. Acho que, nes e momen o, há algumas pessoas nas quais
es amos a en a apos a . Não sei se as pessoas ão e capacidade de espos a ou não.
Aí e e iu uma coisa e is o é mui o impo an e. Não sei se o meu ma ido e e iu isso.
Es a emp esa su giu pa a cons i ui um pos o de abalho pa a o meu ma ido, que es a a
cansado de abalha pa a ou os. E su giu pa a cons i ui o seu pos o de abalho. Nunca
se pensou quando se cons i uiu es a emp esa, que ela i esse mais que 3 pessoas: o meu
ma ido e mais duas pessoas a apoiá-lo. E p on o, a emp esa oi aumen ando e is o com
ce eza é bom sinal sob e udo nos dias que co em, a é po que ainda es e ano me emos
mais uma pessoa que acabou o es ágio e icou na emp esa.
P: Em elação ao modelo de ges ão da emp esa, es u u a hie á quica e a dis ibuição de
esponsabilidades exis e alguma al e ação ou es a égia de inida?
R: Nes e momen o não exis e, ou penso que não exis e. Não que dize que não enha a
exis i . Po que is o é uma emp esa em que as pessoas não podem p og ama com mui a
an ecedência. Já hou e al u as em que oi necessá io ha e uma ees u u ação ei a
mui o dep essa p ecisamen e po causa do olume de abalho. Po an o, se se e i ica
que acon ece uma u gência pa a e ec ua isso a -se-á, senão, com ce eza, i á con inua
como es á. Mas essa pa e diz mais espei o ao meu ma ido.
P: Nunca oi conside ada a con a ação de elemen os ex e nos pa a a ges ão de opo?
R: Penso que a nossa in enção es a á em que elemen os den o da emp esa, que ão
mos ando a sua ape ência pa a a lide ança, ou que ão mos ando o pe il de g ande
compe ência de abalho, de esponsabilidade, com ce eza que, se ão eles um dia que
ascende ão à che ia.
P: Em elação à sua posição e às suas unções em planeada alguma al e ação?
R: Não, não enho nada p og amado pa a al e a e penso que o meu ma ido ambém
não.

128
Di ec o a adminis a i a
P: Qual a da a em que iniciou a sua ac i idade de emp ego?
R: Foi em Ab il de 1997, há 14 anos.
P: Não oi logo na o mação de emp esa?
R: Não. A emp esa já e ia mais que dois ou ês anos.
P: Iniciou unções na emp esa na unção ac ual, ou en e an o já e e alguma ou a
unção?
R: Sim. Inicialmen e, p a icamen e e a eu só e o sócio-ge en e A aqui a abalha . Ele
azia os abalhos e eu ab ia os p ocessos. Basicamen e, é o que se es a a aze ago a, só
que a emp esa ambém oi c escendo e há mais unções. Mas, inicialmen e, e a ajuda a
pa e adminis a i a e depois, a pa e ambém de abe u a e echo de p ocessos, o que eu
azia. Depois, com o empo, o am en ando ou as pessoas que me o am apoiando e eu
ui subindo e eu nes e momen o es ou na pa e adminis a i a, a che ia . Mas,
basicamen e, udo den o das unções que es ou a desempenha mais ou menos desde
semp e. Também es a á ea de abalho não em mui o que ino a , não é? Mas a
emp esa, e ec i amen e, desde essa da a a é aqui, em c escido bas an e e en ão as
unções ão-se dissipando e ou azendo ou as coisas. Vou, al ez, che ia mais a pa e
adminis a i a e delegando ou os se iços a ou as pessoas. Mas depende das si uações.
P: Em elação à che ia dessa pa e adminis a i a, quais o am as unções mais
ele an es que lhe o am passadas?
R: Foi mais a esponsabilidade de e a ques ão dos p ocessos, ge i mais p ocessos. E
às ezes mais alguns pon os adminis a i os in e nos en ando esol ê-los sem es a a
incomoda os sócios-ge en es.
P: De que o ma pa icipa na de inição de objec i os e omadas de decisões na emp esa?
129
R: Algumas decisões são-me comunicadas. Algumas coisas mais ele an es
ela i amen e à pa e adminis a i a, que me são comunicadas den o da á ea do meu
abalho. São-me comunicadas, conco dando ou não conco dando. Há ou as si uações
que me passam comple amen e ao lado e não me são comunicadas. Mas acho que nem
odas as decisões e ão que me se comunicadas.
P: E não há decisões que sejam discu idas?
R: Há algumas decisões a ní el pessoal, algumas ques ões que me colocam a ní el de
pessoas e de abalho, das unções que me são solici adas e eu, den o do que sei
consigo, dou a minha opinião. Mas há ou as á eas que não me dizem espei o. É mais a
pa e adminis a i a.
P: Exis em á eas de decisão na emp esa que lhe es ão delegadas e não passam pela
ges ão?
R: Não enho assim decisões mui o ele an es que pe mi am ala sob e isso. Eu não
omo decisões mui o ele an es. Apenas algum p oblema, que su ja momen âneo, que
ache que consigo ul apassa . Mas, assim de ele an e, coisas impo an es, nunca as
omo sozinha sem ala com o sócio-ge en e A. Há coisas impo an es que a é posso
oma , mas en o semp e consul a e enho que consul a , acho que sim, as pessoas
supe io es, nomeadamen e o sócio-ge en e A.
P: O seu abalho é con olado e a aliado?
R: Acho que sim.
P: De que o ma?
R: Não sei. Eu acho que êm-me a aliado a é chega ao pon o da pa e adminis a i a e
de ges ão. É po que eles acha am que a é à da a enho desempenhado bem as unções. E
acho que eles a aliam nesse empo e acho que eles sabem pe ei amen e o que se passa
nesse sen ido.
P: Exe ce unções de con olo e a aliação sob e os es an es colabo ado es?
130
R: Não. Posso e di ec amen e que possa a alia o abalho das pessoas que es ão
den o da minha á ea. A pa e écnica não me diz espei o a mim. Posso sabe o que em
um e ou o e o abalho que em a aze e a dis ibui , mas a aliação não me compe e a
mim. As pessoas que es ão di ec amen e comigo, posso ala e sei o abalho deles e, se
me pedi em a opinião, sei a aliá-los.
P: En ão az o con olo mas não az a aliação?
R: Não. É mais di ec amen e na pa e adminis a i a po que da pa e écnica posso e
assim uma ideia mas acho que não é a mim que me compe e aze isso e po isso é que
emos a pa e écnica a aze esse ipo de se iço.
P: Além das esponsabilidades habi uais são-lhe delegadas mais algumas na ausência da
ges ão?
R: Sim. Há algumas coisas que eles es ando ausen es, que p ecisem, se su gi alguma
si uação, delegam em mim.
P: Consegue e e i uma si uação especí ica em que es eja de inido que na ausência da
ges ão passa pa a si?
R: Não enho assim nada de especí ico, não. Pode su gi alguma si uação, mas ambém
as ausências deles são mui o cu as e es ão semp e con ac á eis. Pode ha e alguma
si uação que podem i pa a o a mas, quando isso acon ece, podem delega mas só o
momen o e a si uação é que o diz.
P: Tendo em con a que e e e que es ão semp e con ac á eis, essas esponsabilidades
ac escidas se ão en ão com base em indicações?
R: Exac amen e, acho que as coisas ão desen olando. Há coisas mais u gen es mas,
no malmen e, as coisas icam mais ou menos con oladas e delineadas pa a que não seja
necessá io assim nada de u gen e.
P: Quando oco em essas ausências, e lec em-se no desen ol imen o do abalho?
131
R: Em odos es es anos, não me eco do duma si uação em que enha ha ido uma
ausência da pa e da ge ência e as coisas não enham sido esol idas, não me eco do.
F ancamen e, acho que as coisas, duma o ma ou de ou a, o am sendo ul apassadas.
Eu não me eco do, mas a ge ência pode á dize alguma si uação mais ele an e que eu
não enha conseguido esol e , mas não me lemb o. Não enho assim nes e empo odo.
Acho que as coisas êm-se desen olado no malmen e. F ancamen e não me eco da de
nada impo an e.
P: Es e e en ol ida em alguma decisão no sen ido de o na a emp esa mais au ónoma
em elação à ge ência?
R: Sim, eles ize am algumas euniões. Dizia que ce as si uações, nes e caso nós na
pa e adminis a i a e na pa e écnica, ele en ou ao delega uma pessoa em cada á ea,
eu ou o di ec o écnico en a mos esol e as coisas. Mas isso oi-nos comunicado, oi
em eunião indi idual, depois oi colec i a, oda a gen e e e conhecimen o disso. Mas
eles oma am a decisão, comunica am, a quem conco dou e quem não conco dou. Nes e
caso eu conco dei e achei impo an e ala mos indi idualmen e. Depois izemos uma
eunião com oda a gen e e oda a gen e omou conhecimen o da decisão.
P: En ão que dize que essa decisão da c iação das subche ias oi ambém uma
p eocupação com a dependência?
R: Sim, de ce a o ma. Po que ha ia si uações, em que só pediam a p esença do sócio-
ge en e A e essas coisas. Só que ha ia si uações em que ele e ia que se ausen a e ele,
digamos, não que ia que a emp esa osse só o sócio-ge en e A. Eu en endo isso, não é?
E p on o, ele de ce a o ma, e acho que bem, en ou e es á a en a , delega pa a que ele
ique mais li e. Ele, na al u a, jus i icou po ques ões mais come ciais, não es a a aze
an o abalho écnico mas mais come cial. Anga ia abalho pa a a emp esa, nes e
caso. E delega a pa e écnica. Po que a ní el adminis a i a, não ão pedi ao sócio-
ge en e A pa a ab i p ocessos. Mas da pa e écnica ha ia si uações dessas e a
p eocupação dele oi não se só ele a ca a den o da emp esa. É impo an e e isso é bom,
po que o abalho dele é alo izado, mas ambém ele dizia que ao ocupa -se da pa e
138
R: As que me en ol em sim. As que não me en ol em não. As que me en ol em são
odas comunicadas, as que me en ol em di ec amen e não é?
P: Ou seja ela i amen e à á ea écnica?
R: Sim. Há in o mações ge ais, que são pa a odos e há in o mações pa icula es. As
pa icula es é ób io, não é? Se são pa a mim, são pa a mim. Tenho algum conhecimen o
das ge ais, ago a das in o mações aos ou os colegas não enho.
P: E a comunicação dessas decisões, como é que é ei a? De o ma di ec a, pessoal?
R: Sim, habi ualmen e. Passamos cá a ida, no malmen e não é?
P: Exis e con olo e a aliação do seu abalho?
R: Eu p óp io en o aze isso mas eu acho que sim, que há. Tenho a ce eza que há.
Hoje em dia há con olo de oda a gen e.
P: Quem é o esponsá el po esse con olo e a aliação?
R: Numa p imei a análise sou eu. Na segunda, pa a mim é o sócio-ge en e A.
P: E em conhecimen o dos mé odos u ilizados pa a o con olo?
R: Não, po que eles são impos os po o a, um bocado. São impos os po clien es, mas
sabemos odos o que emos que cump i pe an e os aco dos que há com os clien es.
Po an o as imposições da ge ência são no undo o cump i o que exigem de o a. Não é
nem mais nem menos, se exigem de o a, a emp esa em de nos exigi a nós. No undo é
isso.
P: As ausências da ges ão são no adas? Na ausência do sócio-ge en e A quem é que
oma as decisões?
R: Decisões, eu acho que isso es á delegado. Es á delegado em duas pessoas que êm,
não que ia dize mais pode , mas êm uma maio esponsabilidade na emp esa. Uma

139
pessoa que a a da pa e adminis a i a e ou a que a a da pa e écnica. Se esses
es i e em ausen es, alamos odos. Acho que aqui, desde que cá abalho é alsa a
ques ão do “ Pa ão o a dia san o na loja”. É also. Se calha a é unciona ao con á io.
P: E essas duas pessoas que e e iu exe cem alguma o ma de con olo sob e o seu
abalho?
R: Sim, mas nós odos emos que se mui o au ónomos. Que dize , no undo
dependemos de odos, mas emos de nos con ola sozinhos. Ago a, essas exe cem o
con olo al como o sócio-ge en e A. Mas de o ma di e en e, não é?
P: Mas consegue especi ica essa di e ença?
R: Que dize , ela é di e en e da manei a que se ala. Mas isso são os anos que pesam.
Mas, pa a mim é e ec i a na mesma. Tan o az se o sócio-ge en e A como se em essas
pessoas, po que es ão a ansmi i no undo uma posição de sócios-ge en es. Que,
epi o, odos nós sabemos po que elas são impos as, as condições são impos as pelos
clien es. E nós sabemos as condições.
P: E en ão conside a que essas ausências da ges ão se e lec em no desen ol imen o do
seu abalho?
R: Since amen e eu acho que não. Tal como dizia há bocado, acho also a ideia do
“pa ão o a dia san o na loja”. Não ejo di e ença. Pelo menos, pa a mim é igual, o
abalho exis e na mesma, os clien es são os mesmos, as exigências são as mesmas. Não
é o sócio-ge en e A que ai aze o meu abalho, sou eu que enho que o aze
independen emen e se es á ou não es á. Pa a mim é igual.
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Técnico Especializado
P: Quando é que iniciou a sua ac i idade na emp esa?
R: Comecei a abalha na emp esa em inais de 99.
P: E em que unções é que começou a abalha ?
R: Numa ase inicial en ei pa a ajuda na elabo ação de ela ó ios, com base nos
se iços écnicos e ec uados pelos écnicos na al u a e, pos e io men e, após alguma
ase de ap endizagem, ambém comecei a aze is o ias.
P: E, ac ualmen e, que unções é que exe ce?
R: Con inuo a desempenha as unções de écnico especializado, basicamen e com a
elabo ação de ela ó ios que complemen am o abalho ei o o a do esc i ó io.
P: Falou nesse acompanhamen o. Recebeu, po an o, o mação?
R: Sim, eu quando en ei na emp esa os meus conhecimen os sob e a á ea e am
p a icamen e nulos e, na u almen e como em qualque emp esa, na en ada de um
elemen o há semp e uma o mação associada. Aqui nes e caso oi com si uações
p a icas e ambém com bas an es si uações eó icas ela ó ios que já exis iam, e c…
P: E quem é que e a o esponsá el po essa o mação?
R: O sócio-ge en e A oi a pessoa que, na al u a, solici ou a colabo ação da minha pa e
e ambém me oi dando o acompanhamen o. A dada al u a, ambém acaba am po se os
ou os écnicos e mesmo o pessoal do esc i ó io a inse i -me na emp esa.
P: Ainda con inua a ecebe o mação?
R: Sim, con inuamos em si uações écnicas, há si uações que po ezes não são ão
linea es quan o isso. Há si uações que emos que eco e uns aos ou os e acaba po
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ha e ali uma ce a aula eó ica ou p á ica, mas ambém exis em acções de o mação
que, uma ez ou ou a, pode se ei a.
P: Pa icipa nas omadas de decisão e de inição de objec i os da emp esa?
R: A emp esa é adminis ada pelo sócio-ge en e A, logo ele enquan o sócio-ge en e e á
as omadas de decisão odas ela i amen e aos clien es e c. No que diz espei o à
elabo ação de ela ó ios ou à pa icipação de si uações, a nossa opinião ambém é alida
e mui as ezes há si uações em que discu imos isso.
P: Mas, po exemplo, numa de inição de objec i os da emp esa é chamado a pa icipa
ou são-lhe apenas comunicados?
R: Os nossos clien es é que, em de e minada ase, di am as eg as e nós mui as ezes
emos que i a ás daquilo que é es ipulado po eles. O sócio-ge en e A eúne com eles e
depois ansmi e-nos o esul ado dessas euniões, ou seja basicamen e os nossos
objec i os passam ou bocado po aze aquilo que os p óp ios clien es nos exigem. Ao
im e ao cabo, nós somos p es ado es de se iços pa a eles. E o sócio-ge en e A
unciona como um in e mediá io e acaba po nos ansmi i o “ eedback” exis en e en e
o clien e e a emp esa.
P: Em elação ao seu abalho, como é que ele e con olado e a aliado?
R: Não sei esponde . Sei que exis em os p ocessos que en am, os abalhos que me são
a ibuídos e que enho que os conc e iza . O que me exigem desde semp e, desde o
início, é se iedade e compe ência na elabo ação do ela ó io. No caso de ha e si uações
em que enha uma ou ou a di iculdade en a escla ece jun o de quem de di ei o, de
o ma que o ela ó io siga em con o midade.
P: Mas não exis e nenhum ipo de “ eedback” em elação à qualidade do abalho? À
a aliação do abalho?
R: Po ezes pode ha e uma ou ou a si uação em que numa eunião se es ipule que há
ela ó ios que es ão a asados, que há ela ó ios que pode ha e uma alha de elemen os,
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mas po no ma há um acompanhamen o con inuo não só po pa e do sócio-ge en e A,
mas ambém po pa e dos ou os colabo ado es da emp esa. Há uma en eajuda, en e
odos.
P: Na e en ualidade da exis ência de ausências da ges ão de opo, quem é que oma as
decisões den o da emp esa?
R: A emp esa basicamen e é uma emp esa que quase se pode conside a amilia dado a
dimensão. E o sócio-ge en e A, desde semp e, não só pela capacidade de lide ança que
em, mas ambém pela pe sonalidade dele, semp e gos ou de e as coisas con oladas.
Mas de há uns empos pa a cá, e na minha opinião bem, em en ado dis ibui um
bocado as esponsabilidades e nes e momen o exis e uma pessoa ligada à pa e écnica e
uma ou a pessoa ligada à pa e de esc i ó io. Toda a bu oc acia ine en e aos ela ó ios e
ao con ac o com os clien es.
P: Na ausência da ges ão de opo, a a aliação do abalho e o con olo do abalho é
ei o po essas duas pessoas?
R: Sim, desde semp e, desde 99 não sin o g ande p essão na a aliação. Apenas me
p eocupo em aze o meu abalho a empo e ho as e de o ma co ec a. Sei e sin o que
exis e um con olo, mas é um con olo meio dissimulado. Pa ece que não exis e mas, de
ce a o ma, em de exis i . É ób io, não se pode deixa passa essa pa e, mas o
con olo exis e e semp e com o nosso conhecimen o. Ha endo uma alha é-nos logo
comunicada, ha endo alguma al e ação a aze ambém somos pos os logo ao co en e
da si uação.
P: Essas ausências, acha que se e lec em no desen ol imen o do seu abalho?
R: Since amen e não me ape cebo. Que o ac edi a que não. A ausência do sócio-
ge en e A na emp esa ou não, pa a mim, não cons i ui ac o de edução ou aumen o de
abalho, ou edução de “ imings” ou não. Sei que, como já inha di o, enho que
desempenha o meu abalho. Na emp esa, somos á ias pessoas e, com o conjuga de
es o ços, é que conseguimos chega a bom po o. O sócio-ge en e A con inua a
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acompanha is o como a pessoa que dá a ca a pela emp esa, já com alguma con iança
nas nossas pa es. A ausência dele não se no a, mas ambém a ausência dele no a-se. É
um pau de dois bicos como se cos uma dize .
P: Mas em elação aquilo que alou dos dois di ec o es, acha que an es dessa al e ação
essas ausências se no a am mais?
R: Pode ia no a -se algum dis anciamen o en e a ge ência e os uncioná ios mas, se ia
uma ausência que pode ia se mais ou menos pe cep í el pa a nós, mas se calha não
se ia bem essa a ealidade. O sócio-ge en e A pode pa ece , uma ez ou ou a, uma
pessoa ausen e mas, ce amen e, e ele é ambém a pa e in e essada nis o, ele que o
melho pa a a emp esa e, de ce eza, que em que aze um acompanhamen o, nem que
seja de uma o ma mais sub il, mais camu lada, po assim dize .

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Técnico Adminis a i o
P: Qual a da a em que iniciou a ac i idade na emp esa?
R: Acho que oi em 16 de No emb o de 2001. Se bem que nessa al u a comecei a
abalha aqui mas ainda es a a a abalha em pa - ime. Na al u a ainda es a a a
es uda e eco do-me que só abalha a du an e a semana da pa e da manhã. T abalha a
de 2ª a 6ª da pa e da manhã. Andei assim du an e um ano a é acaba a licencia u a.
Depois, comecei a abalha a empo in ei o.
P: Em que unções?
R: No início im pa a aqui, lemb o-me que iz uma o mação inicial com um en ão
colabo ado da emp esa e comecei po elabo a ela ó ios de ou os écnicos. Rela ó ios
que esse colabo ado me da a e da a-me o ien ação nesse sen ido. E comecei po
elabo a ela ó ios deles, essencialmen e. Andei ce ca de um ano só azia isso, só
elabo a a ela ó ios.
P: E ac ualmen e que unções exe ce?
R: Depois, a segui a essa ase, ainda es i e algum empo a abalha a ecibos e des.
Depois hou e opo unidade de aze um es ágio p o issional, inanciado pelo cen o de
emp ego, o am-me sendo a ibuídas ou as unções. Também iz se iços écnicos
du an e 3 anos. Depois, deixei de aze se iços écnicos, es i e du an e um pe íodo
exclusi amen e a elabo a ela ó ios do sócio-ge en e A. Da a-lhe ambém assesso ia
nos p ocessos e desempenha a ambém unções adminis a i as, p incipalmen e nas
é ias da pessoa que no malmen e desen ol e essas a e as. Ac ualmen e, ambém é isso
que eu aço. Elabo o ela ó ios, embo a ac ualmen e há ou as pessoas que o azem
ambém, mas ambém elabo o ela ó ios do sócio-ge en e A e ou os écnicos. Faço a
ges ão dos p ocessos dos écnicos ex e nos, dou alguma colabo ação ambém na
o ien ação dos p ocessos e no p ocessamen o de dados na emp esa depois que eles nos
en iam o p ocesso pa a cá, aço ges ão da base de dados e ambém desempenho
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pon ualmen e e, como já disse nas é ias do colega esponsá el, essas unções
adminis a i as.
P: Pa a essa al e ação ou maio ab angência de unções oi ecebendo o mação e
acompanhamen o?
R: Sim, eu acho que esse desen ol imen o, se é que lhe pode emos chama isso, ou o
e indo adqui indo no as unções oi acon ecendo na u almen e. Ha ia necessidade de
aze is o ou aquilo e eu, na u almen e, ui sendo di eccionado mais pa a es as ou
aquelas ac i idades, de aco do com as necessidades que ha ia e de aco do com a minha
ap idão pa a al.
P: Exis iu uma o mação pa a essas unções?
R: Sim, a o mação que oi ha endo oi uma o mação in e na aqui na emp esa. O
acompanhamen o com as pessoas que já inham mais anos de casa, abalha am aqui há
mais empo, essencialmen e com o sócio-ge en e A. Fui acompanhando no
desen ol imen o de ce as a e as que, a seu empo, algumas delas o am passadas pa a
mim e as quais eu passei a desempenha , semp e es ando sujei as à supe isão dele e à
análise dele, mas que passei a desempenha po mim.
P: Pa icipa na de inição de objec i os e omadas de decisão na emp esa? É chamado a
euni pa a discu i algumas decisões na emp esa?
R: Sim, eu acho que isso é habi ual. No malmen e, nós na emp esa, desde semp e me
eco da, de e ha ido euniões, com maio ou meno assiduidade. Semp e hou e
euniões em que se deba em assun os elacionados com a emp esa. Todo o ipo de
assun os, que sejam elacionados com os p ocessos, si uações das segu ado as, odo o
ipo de unções que as pessoas desempenham e quando é p eciso oma alguma decisão
ace ca des e ou daquele assun o, em e mos ge ais, no que à emp esa diz espei o, acho
que ais decisões êm sido dadas a conhece e que eu que os meus colegas emos sido
chamados. Temos ido conhecimen o e emos ido opo unidade de emi i opinião
ace ca des e ou daquele aspec o. Embo a, como é ób io, a decisão inal cabe semp e ao
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sócio-ge en e da emp esa, é ele que em a decisão inal. Embo a já haja ac ualmen e
pessoas esponsá eis, uma pessoa esponsá el pelo depa amen o écnico e ou a pela
pa e adminis a i a que ambém êm au onomia pa a decidi sem consul a o sócio-
ge en e da emp esa.
P: O seu abalho é con olado e a aliado?
R: Essa é uma pe gun a in e essan e. Semp e desejei isso e con inuo a deseja que seja
ou que de e ia se . E de ce a o ma en endo que o é, de uma o ma um bocado
camu lada, não mui o explíci a. A é po que se essa a aliação exis e, se calha de ia
ha e objec i os e, quando se a ingem de e minados objec i os, ambém acho que
de íamos se de idamen e ecompensados pelos objec i os que são alcançados. Eu
ac edi o que essa a aliação seja ei a, mas se é ei a, e é ei a, é ei a de uma o ma um
bocado silenciosa. Po que nem semp e, ou quase nunca, há da ou a pa e um eedback
em elação aquilo que azemos. Po que quando azemos mal somos chamados à a enção
pa a, emos que co igi , mas quando azemos bem, e modés ia à pa e acho que aço
mais bem do que mal, acho que ambém de íamos se cong a ulados po isso e acho que
me ecíamos uma pala a de a enção. Mas lá es á, ac edi o que essa a aliação exis e,
ago a o que não me pa ece que haja é c i é ios es abelecidos, de inidos, pa a que nós
quando ecebemos mais is o ou mais aquilo, e não es ou a ala só do pon o de is a
económico, e a supos o que soubéssemos po que é que e ec i amen e es amos a ecebe
is o ou aquilo.
P: Se bem pe cebi não os é comunicado qual o mé odo de a aliação nem os são
comunicados os esul ados dessa a aliação?
R: Sim, acho que é essencialmen e isso. Se somos a aliados, e eu epi o ac edi o que o
somos, os esul ados dessa a aliação não são mani es ados de uma o ma coe en e. De
es o, há e amen as implemen adas, nomeadamen e no que oca à assiduidade e
pon ualidade, nomeadamen e com o p eenchimen o de uma olha, de uma g elha com
ho a de en ada e ho a de saída. E, ambém, a é hoje, ainda não i e conhecimen o do
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esul ado dessa e i icação, dessa análise que é ei a em e mos de pon ualidade e
assiduidade.
P: As es an es decisões são comunicadas a odos os colabo ado es? De que o ma?
R: Eu acho que aquilo que é comunicado ambém, e há bocado já oquei um bocadinho
isso, são si uações essencialmen e elacionadas com a emp esa, com o desen ol imen o
do abalho, cump imen o de p azos, o mas de execução. Acho que e á mais a e com
isso. Ago a aquelas decisões mesmo de undo, pode ha e decisões de undo em e mos
de adminis ação, de anga iação de abalho, de con ac os com clien es, com en idades
impo an es no negócio e no abalho… Acho que essas si uações não nos são
comunicadas. Nem acho que de am se endo em con a os moldes da emp esa que é
uma emp esa amilia como já alamos.
P: Quando o sócio-ge en e não es á quem é que oma as decisões na emp esa?
R: Eu since amen e, nas unções que desempenho dia iamen e não sin o o ac o de ele
es a ou não es a . Não é que seja indi e en e, se calha a é posso usa essa pala a, mas
indi e en e po que emos alguma au onomia e den o das a e as que nos es ão
a ibuídas, que ele es eja ou não, as coisas já luem com alguma na u alidade e é isso
que amos azendo e desen ol endo. Quando ele não es á, ou po mo i os de é ias ou
po um pe íodo de empo mais p olongado, ele delega de e minadas unções nas
pessoas. E, como já disse, a emp esa ac ualmen e em dois esponsá eis, um na pa e
écnica e ou o na pa e adminis a i a que, embo a odas as pessoas sejam esponsá eis
e enham conhecimen o das a e as que êm que desempenha , acho que é delegada
p incipalmen e nessas duas pessoas a esponsabilidade de o ien a e de oma alguma
decisão que seja necessá ia.
P: Conside a que essas ausências se e lec em no desen ol imen o no mal do abalho?
R: Não, eu acho que não. P incipalmen e, e nesse aspec o acho que posso apenas ala
po mim, que ele es eja que não eu acho que desen ol o o meu abalho da mesma
o ma, com a mesma e icácia. É isso essencialmen e que eu p ocu o se , é se e icaz e