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Utilização dos anti-inflamatórios não esteróides (AINES) em Medicina Dentária: indicações, contra-indicações e efeitos adversos

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Utilização dos anti-inflamatórios não esteróides (AINES) em Medicina Dentária: indicações, contra-indicações e efeitos adversos

Author: Ana Clara Ribeiro de Sousa Verdasca
Year: 2015
DOI: 10.34626/d3bd-h955
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/79897/2/36147.pdf
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MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA DENTÁRIA
"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides
(AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
A Au o a:
Ana Cla a Ribei o de Sousa Ve dasca
N.º de Es udan e: 201102612
Co eio Elec ónico: [email p o ec ed]
O O ien ado :
Ped o de Sousa Gomes
P o esso Auxilia da Faculdade de Medicina Den á ia da Uni e sidade do Po o
A Coo ien ado a:
Ma ia Helena Raposo Fe nandes
P o esso a Ca ed á ica da Faculdade de Medicina Den á ia da Uni e sidade do Po o
Po o, 2015
"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
Julho de 2015
2!
Ag adecimen os
Ao meu o ien ado , P o esso Ped o Gomes, e à minha coo ien ado a,
P o esso a Helena Fe nandes, po oda a disponibilidade e ajuda
p es adas.
A i Mãe, Pai, Pa ícia e Kiki pelo apoio incondicional, pelo amo , pelo
ca inho, supo e e comp eensão. Po me ajuda em semp e, em odos os
momen os. Sem ocês, não se ia nada!
A i, A ó Emília e a i, A ô José, po semp e ac edi a em que e a possí el,
po o ce em semp e po mim e po odo o apoio. A ô, amos lu a a é ao
im!
A i, A onso, po se es incansá el no apoio, no amo e na comp eensão. Po
odos os momen os e po me ajuda es a c esce e a se melho .
A i, Ma co da Sil a, meu bins, companhei o des a iagem e da ida. Po
me apoia es nes a caminhada e po semp e me e es ajudado,
incondicionalmen e.
A odos os amigos que iz du an e es a jo nada, sem dú ida que seguem
comigo pa a a ida.
And o you, my angel, hope you’ e wa ching o e me, J*.
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Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Índice
1. Índice de Ab e ia u as.....................................................................................................4
2. Resumo............................................................................................................................5
3. Pala as-Cha e................................................................................................................5
4. In odução.......................................................................................................................7
5. Discussão........................................................................................................................9
5.1 Fisiopa ologia da do e da in lamação..............................................................9
5.2 Do em Medicina Den á ia..............................................................................12
5.3An i-in lama ó ios............................................................................................13
5.4 An i-in lama ó ios Não Es e óides..................................................................14
5.5 Mecanismo de Ação dos AINES.....................................................................18
5.6AINES em Medicina Den á ia.........................................................................26
5.6.1.AINES e T a amen o Pe iodon al....................................................27
5.6.2 AINES e O odon ia.........................................................................27
5.6.3 AINES e Ci u gia O al.....................................................................28
5.6.3 AINES e Do O o acial C ónica......................................................29
5.6.4 AINES e Endodon ia........................................................................30
6. Conclusão......................................................................................................................31
7. Bibliog a ia....................................................................................................................32
8. Anexos...........................................................................................................................36
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1. Índice de Ab e ia u as
AAS – Ácido Ace ilsalicílico
AINES – An i-In lama ó ios Não Es e óides
AVC – Aciden e Vascula Ce eb al
COX – Cicloxigenase
COX-1 – Cicloxigenase 1
COX-2 – Cicloxigenase 2
COX-3 – Cicloxigenase 3
DNA – Ácido Desoxi ibonucleico
FDA – Food and D ug Adminis a ion
GC – Glicoco icoides
Ic50 – Concen ação de Inibição Média
IECAS – Inibido es da Con e são da Angio ensina
IL- 1 – In e leucina 1
IL – 2 – In e leucina 2
LOX – Lipoxigenase
PGD2 – P os aglandina D2
PGE2 – P os aglandina E2
PGG2 – P os aglandina G2
PGI2 – P os aglandina I2
RNA – Ácido Ribonucleico
TXA2 – T omboxano A2
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2. Resumo
Os An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) es ão en e os á macos mais
comummen e p esc i os na á ea médica, pa icula men e em Medicina Den á ia, como
o ma de soluciona pa ologias de o igem in lama ó ia. Es ão indicados em di e sas
especialidades como a Pe iodon ologia, a O odon ia, a Endodon ia e Ci u gia O al o que
o na imp e e í el ao Médico Den is a conhece os mecanismos pelos quais os AINES
exe cem as suas unções bem como os esquemas posológicos mais indicados pa a as
di e sas si uações clínicas. Con udo, es es ap esen am ambém di e sas con a-
indicações e e ei os ad e sos que impo am en ende , uma ez que es es podem limi a o
seu uso na p á ica clínica diá ia.
Objec i o: Es e a igo de e isão bibliog á ica em como obje i o não só desc e e as
di e sas u ilizações a ní el médico-den á io des e g upo de á macos como ambém
euni in o mações ace ca de possí eis limi ações do seu uso na p á ica clínica
3. Pala as-Cha e
As pala as-cha e u ilizadas o am An i-In lama ó ios Não Es e óides, AINES,
Medicina Den á ia, Indicações, E ei os Ad e sos e Con a-Indicações.
Abs ac
Nons e oidal An i-in lamma o y D ugs (NSAIDs) a e amongs he mos
commonly p esc ibed d ugs in he medical a ea, pa icula ly in den is y as a way o
sol e in lamma o y pa hologies. These d ugs a e indica ed in di e se special ies like
pe iodon ology, o hodon ics, endodon ics, and o al su ge y, making i essen ial o he
den is o know he ways by which he NSAIDs wo k as well as he dosage schemes mos
adequa e o each clinical si ua ion. Howe e , hese d ugs also come wi h di e se
con aindica ions and ad e se side e ec s ha one mus unde s and, since hey can limi
hei use in he daily clinical p ac ice.
Objec i e:
This sys ema ic e iew's objec i e is no only o desc ibe he di e se
applica ions o hese d ugs in he medical-den al p ac ice, bu also o ga he in o ma ion
abou possible limi a ions in i s clinical usage.

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Keywo ds
The keywo ds used we e Nons e oidal An i-in lamma o y D ugs, NSAIDs,
Den is y, indica ions, ad e se e ec s and con aindica ions.
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4. In odução
Os An i-in lama ó ios não es e oides (AINES) pe encem ao g upo a macêu ico
dos an i-in lama ó ios.1 Es es á macos es ão en e os medicamen os mais u ilizados em
odo o mundo, sendo p esc i os em di e sas á eas clínicas na esolução de pa ologias
dolo osas e/ou de base in lama ó ia.1,2
A in lamação consis e num mecanismo na u al de de esa desencadeado pelo
nosso o ganismo quando lhe são in ligidas ag essões/danos de na u eza ísica, química
ou in ecciosa.1,3 O p ocesso in lama ó io em como p incipal inalidade delimi a a á ea
a e ada pe mi indo que es a possa se con enien emen e epa ada e egene ada.3
No en an o, pa a além des es bene ícios, o p ocesso in lama ó io desencadeia do ,
edema e dis unção que esul am em descon o o e p ejuízo uncional pa a o indi íduo,
sendo necessá io eco e a á macos que enham a capacidade de con ola es es e ei os,
como é o caso dos AINES.3
Com o uso des e g upo de an i-in lama ó ios p e ende-se ob e clinicamen e a
diminuição da do , e i ema, edema, hipe e mia e ambém ecupe a a capacidade
uncional dos ecidos que so e am ag essão.1
De ac o, a maio ia das odon algias es ão elacionadas com p ocessos
in lama ó ios agudos, assumindo-se os AINES como os á macos mais comummen e
u ilizados pa a a esolução des es episódios.1 O uso des es medicamen os é ans e sal a
di e sas á eas da Medicina Den á ia, de que são exemplos a Pe iodon ologia, a Ci u gia
O al, a O odon ia e a Endodon ia.4
Em Medicina Den á ia, os an i-in lama ó ios não es e óides cons i uem um pila
na esolução e a amen o da do de ca ác e agudo1,4, auxiliando ambém no a amen o
da do o o acial de na u eza c ónica, se indo como coadju an es no a amen o da
doença pe iodon al, no a amen o da do de o igem endodôn ica e na minimização da
do e do edema deco en e de um p ocedimen o ci ú gico o o-den á io.4
Assim, o conhecimen o dos mecanismos pelos quais a uam e os esquemas
posológicos mais indicados pa a cada si uação são de suma impo ância na p á ica clínica
do Médico Den is a.1,3,4
Con udo, as epe cussões dos AINES a ní el do ecido ósseo quando aplicados no
a amen o de ce as pa ologias médico-den á ias é ainda con o e so, não exis indo
consenso quan o às possí eis epe cussões na dinâmica des e ecido.2,5
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Es e a igo de e isão bibliog á ica em como obje i o não só desc e e as
di e sas u ilizações a ní el médico-den á io des e g upo de á macos como ambém
euni in o mações ace ca de possí eis limi ações do seu uso na p á ica clínica.
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5. Discussão
5.1 Fisiopa ologia da Do e In lamação
O p ocesso in lama ó io consis e num mecanismo na u al de de esa desencadeado
pelo o ganismo como espos a a ag essões/danos que lhe são in ligidos1. T a a-se de um
enómeno biológico único obse á el no ecido conjun i o do ado de ascula ização1 e
ap esen a-se como um mecanismo undamen al à sob e i ência dos o ganismos.6 Sem o
p ocesso in lama ó io, as lesões nos ecidos e iam di iculdade em cica iza e as in eções
pode iam passa despe cebidas, o que pe pe ua ia os p ocessos in eciosos no o ganismo.6
O concei o de “In lamação”, e imologicamen e, em di e sas o igens, como são
exemplos o la im “en lamma e”, do inglês medie al “en lamme” e do ancês medie al
“en lamm” que signi icam “es a em chamas”.7 De ac o, a in lamação consis e num
p ocesso de ele ada complexidade que eque uma espos a coo denada e egulada a
pa i dos asos sanguíneos, de elemen os celula es e mediado es químicos, que de
o igem plasmá ica, que de o igem celula .1,6
As ag essões in ligidas aos ecidos podem e di e sas o igens, esul ando de
es ímulos in eciosos (como agen es mic obianos), de es ímulos mecânicos, biológicos
(como a nec ose dos ecidos), é micos (como uma queimadu a), químicos (como alguns
cons i uin es ambien ais) e em espos a a enómenos au o-imunes.1,6 As lesões
p o ocadas po es as ag essões culminam com mudanças p og essi as na á ea lesada.7
Es as mudanças ca ac e izam-se pelo calo , ubo edema, do e limi ação ou mesmo
pe da da unção (designados po sinais ca dinais da in lamação) 1,6,7 e são esul an es das
al e ações ascula es e i icadas nas á eas lesadas.7
As espos as ascula es e celula es obse á eis du an e a in lamação de em-se a
a o es solú eis, ambém designados de mediado es in lama ó ios. Qualque que seja a
ag essão, es a i á desencadea a p odução de mediado es in lama ó ios, que são
esponsá eis po inicia , ampli ica e modula a espos a in lama ó ia.6
Numa p imei a ase, a espos a do o ganismo à ag essão é essencialmen e
ascula obse ando-se logo após e oco ido a ag essão1, dado que es e sis ema i á
se i de “ eículo” ao abas ecimen o máximo de elemen os celula es, p o eínas
plasmá icas e mediado es químicos que es ão en ol idos na p o eção do o ganismo,7
desde o in e io dos asos sanguíneos, a é ao local onde oco eu a lesão6. P imei amen e,
e após um b e e momen o de asocons ição, os capila es sanguíneos dila am e elaxam,
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Já a abela II esume os AINES mais comummen e p esc i os, bem como a dose,
a posologia e a idade mínima ecomendada pa a o seu uso:1,9,21,22
P incípio
A i o
Nome
Come cial
Ap esen ação
Fa macêu ica
Indicações
Posologia
aconselhada
Adul os
Posologia
aconselhada
C ianças
Ácido
Ace ilsalicílico
Aspi ina®
Comp imidos
- Do es de
in ensidade
ligei a a
mode ada
500 mg/ 4-6h
80-100mg/kg /
8h
A pa i dos 12 anos
Diclo enac
Ca a lam®
Flame il®
Vol a en®
Vol a en Rapid®
Fenil-V®
Do calo ®
Ol en®
Comp imidos
Suposi ó ios
Inje á el
- Do e edema
pós-ci ú gica;
-In lamação
100-150mg/dia
(2 a 3 omas)
Não
ecomendado
Ibup o eno
A en®
B u en®
Dolocyl®
Mo in®
T i ene®
Comp imidos
Suspensão O al
Suposi ó ios
- Odon algias
- Do pós-
ci ú gica
(ex ação
den á ia)
- Do associada
a in lamação
Inicial: 1200-
1400 mg/dia
(3 a 4 omas)
Manu enção:
800-1200mg/dia
20mg/kg/dia
(3 a 4 omas)
A pa i dos 6
meses
Nap oxeno
Nap ozyn®
Reuxen®
Comp imidos
Saque as
Suposi ó ios
- Con olo da
do pós-
ex ação
den á ia
250-500mg/ 12h
10-20mg/kg/dia
(2 omas)
A pa i dos 2 anos
Pi oxicam
B exin®
Feldene®
Flexa ®
Flogocan®
Reumoxican®
Comp imidos
Suposi ó ios
Inje á el
- Do pós-
ci u gia
20mg/dia
(1 oma)
Não
ecomendado
Nimesulida
Aulin®
Donulide®
Jabasulide®
Nimed®
Sulimed®
Comp imidos
Suposi ó ios
Saque as
- Do pós-
ci ú gica
- Abcesso
den á io
- Fleimão
-In lamação
200 mg/dia
(2 omas)
200 mg/dia
(2 omas)
A pa i dos 12 anos
E odolac
Acudo ®
Dualgan®
Me azin®
Comp imidos
- Do pós-
ci ú gica
400mg/dia
(2 omas)
400mg/dia
(2 omas)
A pa i dos 15 anos
Ce op o eno
Ke o ene®
P o enid®
Comp imidos
Suposi ó ios
Inje á el
- Do
200mg/dia
(2 omas)
200mg/dia
(2 omas)
A pa i dos 15 anos

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É de ealça que, apenas o ácido ace ilsalicílico, o nap oxeno e o ibup o eno são
ap o ados pela Food and D ug Adminis a ion (FDA) pa a uso pediá ico.9
Po ém, nem odos os AINES ap esen am a mesma a i idade analgésica, an i-
in lama ó ia e an ipi é ica. Embo a quase odos ap esen em capacidade analgésica e
an ipi é ica, o mesmo não se e i ica com a capacidade an i-in lama ó ia, que a ia en e
in ensa (na indome acina e no pi oxicam), mode ada (no ibup o eno e na maio ia dos
á macos des a classe) e p a icamen e inexis en e (como é o caso do pa ace amol).1
Assim, equen emen e, obse a-se que a dose necessá ia pa a se ob e o e ei o an i-
in lama ó io é supe io à dose necessá ia pa a po encia o e ei o an ipi é ico e
analgésico.1,9
O e ei o analgésico dos AINES es á elacionado com a inibição da p odução das
p os aglandinas que são p oduzidas ace a uma ag essão ecidula . Es a inibição i á
diminui a sensibilidade dos ece o es nóxicos aos es ímulos dolo osos desencadeados
po mediado es da espos a in lama ó ia local (como a his amina e a b adicinina).1,19
Assim, os AINES exe cem o seu e ei o analgésico p e e encialmen e em si uações em
que a componen e álgica es á elacionada com o aumen o das p os aglandinas como
acon ece nas do es de o igem muscula , ascula e den á ia1 e, se usados numa dose mais
ele ada, em do es pós-ope a ó ias, pós- aumá icas e oncológicas, nos seus es ádios mais
iniciais.19 Embo a a inibição da p odução de p os aglandinas a ní el pe i é ico seja um
conhecido mecanismo an iálgico dos AINES, es es a uam ambém a ní el cen al.1 O
pa ace amol, po exemplo, sendo um aco inibido das cicloxigenases, ap esen a e icácia
analgésica em do es de in ensidade mode ada. Es e e ei o de e-se ao ac o de, embo a
p a icamen e sem a i idade an i-in lama ó ia, o pa ace amol a ua a ní el cen al, po
diminuição das p os aglandinas a ní el do Sis ema Ne oso.1
No que espei a ao e ei o an i-in lama ó io es e associa-se ao e ei o inibi ó io
sob e as cicloxigenases e, consequen emen e, sob e a sín ese das p os aglandinas.1
Con o me an e io men e e e ido, as p os aglandinas exe cem os seus e ei os em di e sos
ecidos, in e indo na manu enção do ónus ascula , na cica ização das e idas, na
coagulação sanguínea e nas espos as imunes.23 Nes e seguimen o, as p os aglandinas são
esponsá eis pela asodila ação e quimio axia obse ada na ase inicial do p ocesso
in lama ó io.24 Es as duas ações são esponsá eis pelo e i ema, pelo edema e ubo
ca ac e ís icos do p ocesso in lama ó io. É da inibição des es e ei os que su ge a ação
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an i-in lama ó ia dos AINES.1 No en an o, impo a e e i que exis em di e sos
mecanismos pelos quais os AINES ealizam o seu e ei o an i-in lama ó io.1,19 Pa a além
de inibi em a sín ese de p os aglandinas, os AINES in e e em ambém na sín ese de
leuco ienos, em di e sas unções dos neu ó ilos (células mais abundan es da
in lamação) como na sua capacidade de adesão, ag egação, agoci ose e quimio axia,
in e e em na p odução de adicais li es p o enien es da molécula do oxigénio e azo o,
na sín ese e libe ação de mediado es da in lamação, na es abilidade da memb ana
lisossomal e ainda na a i idade da os olipase A2.1,19
O e ei o an ipi é ico a ibuído aos AINES deco e do impedimen o da sín ese de
p os aglandinas a ní el do hipo álamo, p incipalmen e da p os aglandina E, esponsá el
pela ele ação da empe a u a co po al.1 A pi exia, desencadeada pela p os aglandina E,
a a-se de uma espos a neu oendóc ina e au ónoma desencadeada po si uações como
in eções, lesões dos ecidos e in lamação.19 Es e enómeno pe mi e não só ale a pa a
uma si uação ano mal no o ganismo como sendo po encialmen e lesi a, como ambém
pe mi e que seja desencadeada oda uma sé ie de mecanismos isiológicos que isam
p o ege o o ganismo.19 Des e modo, os AINES ao inibi em as p os aglandinas pe mi em
que o o ganismo ajus e a sua empe a u a pa a alo es no mais não in e e indo con udo,
na empe a u a no mal co po al nem em si uações em que a pi exia é de ida a excessos
de calo ou di iculdades em eliminá-lo.1
Es as ações a macológicas, bem como os seus e ei os indesejá eis, es ão
in imamen e elacionados com o mecanismo pelo o qual es es á macos a uam, is o é,
pela ina i ação das cicloxigenases o que, po sua ez, le a á à diminuição da p odução
de p os aglandinas, subs âncias com ampla dis ibuição no o ganismo e en ol idas em
á ios p ocessos isiopa ológicos no o ganismo.1,9,24
5.5 Mecanismo de Ação dos AINES
A igu a I e idencia, esquema icamen e, a ação a macológicas dos AINES e dos
Glicoco icoides (GC):1,11,19, 24
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Embo a a maio ia dos AINES inibam as duas iso o mas da enzima COX exis em
an i-in lama ó ios que inibem de modo mais sele i o cada uma delas.1,9 Es a sele i idade
pode se exp essa, a a és da Ic50 da COX, is o é, a concen ação necessá ia pa a ina i a
50% da a i idade da enzima COX, e é aduzida pelo ácio Ic50 COX-2/ Ic50 COX-1.1,23
Embo a es es ácios sejam baseados em es udos ealizados in i o podem se
u ilizados pa a p e e a sele i idade in i o dos di e sos AINES.23
A abela III mos a a a inidade ela i a pa a cada uma das enzimas pa a alguns
dos AINES mais comummen e p esc i os:1,23
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AINE_________________ Ic50 COX-2/ Ic50 COX-1
Ácido Ace ilsalicílico.........166
Pi oxicam............................250
Indome acina.......................60
Ibup o eno...........................15
Pa ace amol.........................7,5
Nap oxeno...........................0,6
Diclo enac...........................0,7
Meloxicam..........................0,8
Nimesulida..........................0,1
Celecoxibe..........................0,1
Ro ecoxibe.........................0,001
É obse á el uma sele i idade a iá el pa a as duas enzimas pa a cada um dos
á macos desc i os, sendo es a ca ac e ís ica esponsá el po consequências no pe il
a macológico.1 Fá macos como a Nimesulida, o Celecoxibe e o Ro ecoxibe ap esen am
g au de sele i idade p e e encial pa a a enzima COX-2. Assim, se na dose e apêu ica um
á maco inibi exclusi amen e a COX-2, sem in e e i na a i idade da iso o ma 1,
designa-se po inibido especí ico da COX-2.23 Des e modo, é possí el classi ica os
AINES em ês g upos dis in os consoan e a sua sele i idade enzimá ica. Os que inibem,
p a icamen e, de igual modo as duas iso o mas, sem p e e ência po uma delas,
designam-se po inibido es sem sele i idade (de que são exemplos o ibup o eno, o
pi oxicam, o nap oxeno e o ácido ace ilsalicílico), os inibido es sele i os são os que êm
p e e ência pa a uma das iso o mas, maio i a iamen e a COX-2, (como a nimesulida, o
e odolac e o meloxicam) e os inibido es especí icos, que inibem de o ma quase
exclusi a a COX-2 (como o o ecoxibe e e e ocoxibe).18,24
O pe il a macológico des es á macos é de e minado não só pelo o g au de
sele i idade pa a as duas iso o mas, mas ambém pelo modo como oco e a inibição da
enzima COX.1 Assim, es a inibição pode oco e de modo i e e sí el, como acon ece
com o ácido ace ilsalicílico, ou de modo compe i i o, como oco e com a maio ia dos
AINES.1 Exis em ainda in e ações mais complexas que as úl imas e e idas, como
acon ece no caso do Diclo enac em que, numa p imei a ase, oco e inibição compe i i a,
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es abelecendo-se uma elação e e sí el mas que, com o empo, le a a al e ações
con o macionais na cicloxigenase.1
Os AINES são á macos de ca ác e ácido aco, que ap esen am ápida abso ção,
sendo que es a oco e maio i a iamen e no es ômago e na pa e supe io do in es ino
delgado. A me abolização oco e p edominan emen e no ígado e a exc eção é,
essencialmen e, enal. Nas c ianças, que a me abolização que a exc eção é mais ápida,
o que culmina com a necessidade de adminis ações mais equen es.1,9 Quando en am
na co en e sanguínea, os AINES ligam-se em al o g au às p o eínas do plasma,
ap esen ando um empo de semi ida plasmá ica a iá el. Se a sua semi ida é in e io a 6
ho as, es es á macos ap esen am-se como endo cu a du ação, como é o caso do
pa ace amol, do ibup o eno e do diclo enac. Se a sua semi ida é supe io a 10h
ap esen am longa du ação, como o nap oxeno, pi oxicam e o o ecoxibe.1
Dado o amplo papel desempenhado pelas p os aglandinas na isiologia humana, é
de espe a que, a a és da sup essão sis émica das mesmas pela inibição das
cicloxigenases, oco am e ei os indesejá eis.23 Os e ei os indesejá eis obse ados nos
AINES são de idos undamen almen e a ês mecanismos, sendo eles associados à
sup essão da sín ese das p os aglandinas, de ido ao ca ác e ácido da maio ia des es
á macos e ainda de ido aos e ei os idiossinc á icos de cada um deles.1
Es es e en os indesejados mani es am-se p edominan emen e a ní el
gas oin es inal, ca dio ascula , enal, cu âneo, hema ológico e na unção
plaque á ia.1,11,19,23
No que espei a aos e ei os indesejá eis no a o gas oin es inal es es assumem-
se como os mais equen emen e obse ados e incluem eações como dispepsia, dia eia,
ómi os, náuseas e ainda obs ipação.1,20 Com o uso c ónico, podem desen ol e -se
úlce as no es ômago e duodeno, eso agi e, azia e es enoses no esó ago.20 De ac o, a
inibição da p odução de p os aglandinas aca e a a ní el gas oin es inal a diminuição da
p odução de muco p o e o , a diminuição da sec eção de bica bona o, do luxo sanguíneo
da mucosa e ainda da p oli e ação epi elial.25 Sendo a COX-1 a enzima esponsá el pela
p odução des as p os aglandinas, os inibido es com p e e ência pa a a COX-2
ap esen am uma meno incidência de e ei os gas oin es inais indesejá eis.1 Con udo, a
idade a ançada, a dose adminis ada (quan o maio , maio p obabilidade), a his ó ia de
úlce as, o uso concomi an e dos AINES com ou os á macos da mesma classe, com
co icos e óides ou com an icoagulan es a uam como a o es coadju an es pa a a

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oco ência des es e ei os indesejá eis.25,26 Além dos e ei os p o ocados pela inibição das
p os aglandinas, ambém o ca ác e ácido dos AINES es á implicado nos e ei os ad e sos
obse ados no sis ema diges i o já que as subs âncias ácidas ao acumula em-se
in acelula men e em locais onde o pH é mais baixo (mucosa gás ica) p o ocam e ei o
óxico di e o.1 Toda ia, exis em o mas de mino a o isco de complicações
gas oin es inais, como a u ilização al e na i a de ou os á macos como o pa ace amol
ou a p esc ição da dose e e i a mais baixa do AINE em ques ão pois o isco é dependen e
da dose adminis ada.26
A ní el enal, os e ei os da inibição das p os aglandinas aduzem-se na
diminuição da pe usão enal e na e enção de água, po ássio e sódio, con ibuindo
globalmen e pa a a diminuição da unção dos ins. 1,19 Es es e ei os não se obse am
no malmen e em indi íduos saudá eis19 oda ia, em pacien es com suscep ibilidade (com
insu iciência ca díaca conges i a, diabe es, doen es ci ó icos e idosos) e com o uso
p olongado êm aumen ada a p obabilidade da sua oco ência.1,11 Dado que a COX-2
ambém é exp essa no im, os inibido es com sele i idade pa a es a enzima a e am
ambém a unção enal.1
As eações cu âneas mais comuns incluem o ossensibilidade, e i ema mul i o me
e u icá ia.11
Já a ní el ca dio ascula , p incipalmen e de ido aos inibido es especí icos pa a a
COX-2, exis e isco ac escido de en a e agudo do miocá dio e de aciden e ascula
ce eb al (AVC).27 De ac o, a maio sele i idade dos á macos pa a a COX-2 pa ece
de e mina maio isco de oco ência de e en os ca dio ascula es enquan o que, se es a
sele i idade o pa a a COX-1, pa ece aumen a o isco de e ei os gas oin es inais.27
Es es á macos de em, po an o, se p esc i os com p ecaução em pacien es com isco
pa a e en os ca dio ascula es como os diabé icos, os hipe ensos e com hipe lipemia
sendo, con udo, con aindicados em pacien es com his ó ia de doenças isquémicas, de
AVC ou insu iciência ca díaca e mesmo os po ado es do a o V de Leiden.27,28
Além dis o, os AINES podem ainda in e e i na ensão a e ial, ap esen ando
como e ei o ad e so o seu aumen o.28 Es e e ei o é pa icula men e e iden e pa a doses
ele adas de AINES e de AAS e é de ido aos po enciais e ei os an agonis as des es sob e
os an i-hipe enso es, de endo se adminis ados com p ecaução em pacien es com es e
ipo de medicação.28
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Embo a em p obabilidade mui o eduzida, a ní el hema ológico, po inibição da
COX-2, pode oco e ag anuloci ose, anemia hemolí ica e neu openia, e ei os g a es que
impo am ealça .11,19
No âmbi o dos e ei os ad e sos, exis em ainda as eações de hipe sensibilidade
p o ocadas pelos AINES, sendo es es os á macos mais equen emen e en ol idos nes e
ipo de eações.29 Es as eações mani es am-se maio i a iamen e a ní el espi a ó io
causando ini e, sinusi e e asma b ônquica e a ní el cu âneo p o ocando angioedema e
u icá ia.29,30 A hipe sensibilidade, consoan e o mecanismo que lhe es á subjacen e, pode
se classi icada como dependen e ou não dependen e do sis ema imunológico. As eações
não imunes são as mais comuns e dependem do mecanismo da ação dos AINES po
inibição da COX-1. Já os e ei os imunes são dependen es de componen es humo ais,
como a imunoglobulina E ou pelas células-T, e es ão elacionados com o mime ismo do
econhecimen o an igénico.29 Clinicamen e, em pacien es com pa ologia espi a ó ia
subjacen e e que so am de u icá ia idiopá ica es á desaconselhada oda a classe dos
AINES con encionais podendo no en an o, os inibido es sele i os da COX-2, como o
celecoxib, se em adminis ados de o ma segu a.30 Se, po ou o lado, pacien es sem
pa ologia subjacen e desen ol em eações espi a ó ias e cu âneas após adminis ação de
AINES, de e se ecomendado ou o AINE de ou a amília química ( e abela I) ou
mesmo e i a qualque AINE p esc e endo, em al e na i a, pa ace amol. 30
No que espei a às in e ações a macológicas es as êm subjacen e di e sos
mecanismos pelos quais os á macos in e agem en e si, designadamen e a ní el
a macociné ico, pela capacidade de um de e minado á maco al e a a a macociné ica
do ou o (a e ando qualque das suas e apas: abso ção, dis ibuição, bio ans o mação e
exc eção) e ainda elacionado com o seu índice e apêu ico, aduzido pelo ácio en e a
sua dose le al média e sua dose média e icaz.31 Rela i amen e aos AINES es es in e agem
com di e sas subs âncias como o e anol, o me o exa o, an i-hipe enso es, inibido es
sele i os da ecap ação da se o onina, lí io e com an icoagulan es, an iag egan es e
an idiabé icos o ais.31,32,33
O e anol combinado com AINES aumen a o isco de sang amen o e pe da de
sangue nas ezes associado a úlce as e e osões gas o-duodenais.31,32 De ac o, o e anol
es imula a p odução de ácido pelo es ômago o que, associado ao e ei o noci o a ní el
gas oin es inal dos AINES, culmina com um ag a amen o das lesões obse adas no
sis ema diges i o e aumen o global da oxicidade nes e sis ema.31,32 Es e e ei o é mais
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p onunciado nos inibido es não sele i os ecomendando-se, no caso da aspi ina, uma
di e ença de 12h en e o consumo dos mesmos.31
O me o exa o a a-se de um medicamen o imunossup esso e an ineoplásico,
que a ua pela inibição do ácido ólico, impo an e subs ância na sín ese de DNA e RNA
celula es, que é u ilizado no a amen o da a i e euma óide, da pso íase e do canc o.19
Ap esen a baixo índice e apêu ico e, quando adminis ado em doses ele adas, pode
desencadea neu openia, omboci openia e alência enal.31 Quando minis ado
concomi an emen e com AINES, es es diminuem o clea ence enal do me o exa o, po
diminuição da pe usão enal (que é dependen e das p os aglandinas) p o ocando maio
isco de oco ência dos e ei os ad e sos do me o exa o, bem como o aumen o da
oxicidade enal e gas oin es inal.31,32 Assim, em pacien es medicados com me o exa o
es á desaconselhado o uso de qualque AINE (especialmen e o nap oxeno, o ibup o eno e
o lu bip o eno), nomeadamen e em pacien es que ecebem doses ele adas pa a o
a amen o de canc o.32
Os AINES in e agem ambém com os qua o g andes g upos a macológicos de
an i-hipe enso es, nomeadamen e os be a-bloqueado es, os diu é icos, os Inibido es da
con e são da angio ensina (IECAS) e os an agonis as dos ecep o es AT1 da
angio ensina.32 A in e ação a macológica elaciona-se com a inibição do e ei o das
p os aglandinas enais na manu enção da homeos ase enal. Dado que ambas as
iso o mas da cicloxigenase coexis em no im p a icamen e odas as classes de AINES
in e agem com os an i-hipe enso es.31 Os e ei os obse ados são a hipe calémia,
ne o oxicidade e ainda insu iciência enal.33 Assim, aquando da p esc ição de AINES a
pacien es que execu em medicação an i-hipe enso a é impo an e não excede os 5 dias,
de modo a e i a possí eis e ei os ad e sos deco en es do uso concomi an e com os an i-
in lama ó ios.31,32
O lí io ap esen a-se com um an ipsicó ico de baixo índice e apêu ico,
equen emen e adminis ado no a amen o da doença bipola .32,34 Quando adminis ado
em doses ele adas pode cu sa com poliú ia, náuseas, ómi os, emo es e dia eia que,
em úl ima ins ância, podem le a ao coma e à mo e.32 Es es e ei os oco em com mais
equência em indi íduos com unção enal diminuída.34 O lí io em exc eção
p edominan emen e enal. Assim, os AINES aumen am a concen ação de lí io
plasmá ica po aumen o da eabso ção des e, sendo a indome acina o que ap esen a maio
in e ação.32 Des a o ma, é p e e í el que a adminis ação de AINES oco a po pe íodos
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cu os quando usada em concomi ância com o lí io, sendo ecomendado a moni o ização
plasmá ica des a subs ância de modo a ajus a a sua dose.32
Já os inibido es sele i os da ecap ação da se o onina, onde se incluem a
Fluoxe ina (P ozac®) e a Se alina (Zolo ®), u ilizados no a amen o da dep essão e de
ou os sínd omes a e i os, ap esen am como e ei os ad e sos episódios hemo ágicos
como a epis axis e hema omas, podendo a ingi mais g a emen e, sang amen os a ní el
gas oin es inal.31 Os e ei os obse ados no a o diges i o são 10 ezes supe io es
quando a sua adminis ação é simul ânea aos AINES. Es es e ei os são de idos ao
bloqueio da ecap ação da se o onina nas plaque as, al e ando a unção hemos á ica.35 De
ac o, em Ci u gia O al, exis em ela os de aumen o do sang amen o pós-ope a ó io em
pacien es medicados com es es á macos.31 Assim, de modo a suplan a es es e ei os,
ecomenda-se que ou uso de AINES seja ealizado du an e um pe íodo cu o, em doses
eduzidas, ou mesmo, caso se p e enda e ei o analgésico, o uso de pa ace amol. Po ém,
caso se p e enda a u ilização clínica dos AINES, es es de em se p e e encialmen e
especí icos pa a a COX-2, dado que es es á macos pa ecem e meno es e ei os a ní el
gas oin es inal. Além disso, no a amen o de si uações c ónicas como a do o o acial em
pacien es medicados com es es an idep essi os é desaconselhado o uso des a combinação
de á macos.35
Os an iag egan es plaque á ios como o Clopidog el, o Dipi idamol e a
Ticlopidina bem como os an icoagulan es, como a Va a ina e o Dicuma ol, em uso
simul âneo com os AINES, aumen am a p obabilidade da oco ência de e en os
hemo ágicos gas oin es inais32 po diminuição da coagulação sanguínea po enciada pela
inibição da ag egação das plaque as pelos AINES.1 Além disso, ambém a Aspi ina,
quando usada pa a e ei o ca diop o e o (en e 75-325mg/ dia)31 in e e e com a
adminis ação de ou os AINES, pois como ambos a uam a ní el plaque á io, o e ei o
an iag egan e da Aspi ina pode se diminuído.31
Embo a não exis am no malmen e e ei os ad e sos associados ao uso de AINES e
an i-diabé icos o ais, o am epo ados casos de hipoglicémia associados ao ibup o eno e
à indome acina.33
Mais ecen emen e, e dado o c escen e uso de subs âncias al e na i as com
a i idade e apêu ica, impo a e e i que a Ginkgo Biloba e o Dong Quai êm e ei os a
ní el da ag egação plaque á ia, podendo es a ação se po enciada aquando da
adminis ação em simul âneo com AINES.32
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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ANEXOS!
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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ANEXO!1!
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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38!
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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39!
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ANEXO!2!
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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"U ilização dos An i-In lama ó ios Não Es e óides (AINES) em Medicina Den á ia: Indicações,
Con a-Indicações e E ei os Ad e sos"
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Ana Cla a Ve dasca
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ANEXO!3!