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Aplicação de Técnicas Lean na Melhoria da Eficiência Produtiva de uma Fábrica de Pavimentos de Cortiça

Abstract

Atualmente a indústria a nível mundial, tem se tornado cada vez mais competitiva e diligente, como consequência da crescente exigência demonstrada por parte do cliente. Face a isto as empresas dão prioridade à maximização dos seus lucros, em função da satisfação de um cliente conhecedor do seu poder e capaz de procurar alternativas mais fiáveis e de maior qualidade. Assim sendo, o uso coerente e eficiente dos recursos disponíveis, dita a capacidade de uma empresa crescer ou desaparecer e de formar ou perder relações a longo prazo com o cliente (Womack, Womack, Jones, & Roos, 1990). No mundo industrial moderno, o uso dos recursos adequado e eficiente, gera para as empresas um dilema de inovação, que envolve a criação e implementação continuada de melhorias, a fim de aumentar a eficiência e a eficácia e ao mesmo tempo procurar eliminar desperdícios, que por sua vez levam a redução de custos associados (Moreira, Campos, & Pais, 2011). O processo de inovação e melhoria contínua exige um plano de ação bem fundamentado e um mindset dos colaboradores que assegure a sustentabilidade do mesmo. Assim sendo, o projeto é sempre desenvolvido de perto e em sintonia com os operadores. O objetivo final será o aumento da produtividade e eficiência da indústria. De forma a se conseguir medir e acompanhar o desenvolvimento do desempenho, é utilizado o indicador de eficiência global de equipamentos (Overall Equipment Efficiency - OEE). Este indicador permite a medição da evolução temporal e a decomposição em 3 indicadores, disponibilidade, rendimento e qualidade, que facilita a identificação das origens de ineficiência. Esta rápida identificação, por sua vez permite às empresas traçar planos de ação e os implementar com maior celeridade, possibilitando a rápida eliminação de ineficiências. O projeto teve como início a melhoria dos tempos de setup da linha de Corte Final 5 e Embalagem, no departamento de Acabamentos Finais 3. A fim de se conseguir realizar essa melhoria e também aumentar eficiência operacional das linhas, foram escolhidas e implementadas as seguintes metodologias Lean: SMED (Single Minute Exchange of Dies), 5S, Standard Work, Gestão Visual e TPM (Total Productive Maintenance). Foram alcançadas melhorias reais e impactantes em termos de produtividade e eficiência evidenciando-se um aumento do OEE e das suas componentes e redução das paragens, com a implementação do SMED e do Plano de Manutenção Preventiva. Registou-se um aumento do OEE de 10% para a linha de corte e de 16,3% para a linha de embalagem, decorrente da implementação do SMED para o setup de mudança de produção, totalizando uma economia de 75,8 horas anuais. Os aumentos do rendimento (Linha de Corte - 9,8% ; Linha de Embalagem - 20,3%) e da disponibilidade (Linha de Corte - 8% ; Linha de Embalagem - 14%), foram os que mais contribuíram para o aumento da eficiência global. Como resultado da implementação do Plano de Manutenção preventiva, foi também possível gerar uma economia de 79 horas anuais e uma redução das paragens por "Avaria" de 19% para a linha de corte e 78% para a linha de embalagem. Em suma, registou se uma economia de 154,8 horas anuais, para uma poupança de 49 992 euros anuais, com a padronização de todas as tarefas e melhorias implementadas ao longo de ambas as linhas. No entanto é necessário salientar, que apesar do valor acrescentado, não é boa prática partir do princípio que as alterações introduzidas são definitivas e imutáveis. Para que as conquistas alcançadas sejam sustentáveis, é essencial uma aprendizagem contínua e um controlo permanente. Dessa forma foi desenvolvido em paralelo a base para a melhoria futura do setup com 2 operadores para a linha de corte, podendo gerar uma poupança de 27 520 euros anuais.

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Aplicação de Técnicas Lean na Melhoria da Eficiência Produtiva de uma Fábrica de Pavimentos de Cortiça

Author: João Trindade Enes
Year: 2020
DOI: 10.34626/368q-q811
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/132727/2/382887.pdf
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência
P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
João T indade Enes
Disse ação de Mes ado
O ien ado na FEUP: P o . Edua do Gil da Cos a
Mes ado In eg ado em Engenha ia e Ges ão Indus ial
2020-01-26
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
ii
À minha amília
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
iii
Resumo
A ualmen e, a ní el mundial, a indús ia em-se o nado cada ez mais compe i i a e diligen e,
como consequência da c escen e exigência demons ada po pa e do clien e. Nes a lógica, as
emp esas dão p io idade à maximização dos seus luc os em unção da sa is ação de um clien e
conhecedo do seu pode e capaz de p ocu a al e na i as mais iá eis e de maio qualidade.
Assim sendo, o uso coe en e e e icien e dos ecu sos disponí eis di a a capacidade de uma
emp esa c esce ou desapa ece e de o ma ou pe de elações a longo p azo com o clien e
(Womack, Womack, Jones, & Roos, 1990).
No mundo indus ial mode no, o uso de ecu sos adequados e e icien es ge a, nas emp esas, um
dilema de ino ação que en ol e a c iação e implemen ação con ínua de melho ias, pa a
aumen a a e iciência e a e icácia e ao mesmo empo elimina despe dícios que, po sua ez,
eduzem os cus os associados (Mo ei a, Campos, & Pais, 2011). O p ocesso de ino ação e
melho ia con ínua exige um plano de ação bem undamen ado e um mindse dos colabo ado es
que assegu e a sus en abilidade do mesmo. Assim, o p oje o é semp e desen ol ido em
p oximidade e sin onia com os colabo ado es.
O obje i o inal é o aumen o da p odu i idade e da e iciência da indús ia. Pa a se consegui
medi e acompanha a e olução do desempenho, é u ilizado o indicado de e iciência global de
equipamen os (O e all Equipmen E iciency – OEE). Es e indicado pe mi e a medição da
e olução empo al e a decomposição em ês indicado es: disponibilidade, endimen o e
qualidade, que acili am a iden i icação das o igens da ine iciência. Es a ápida iden i icação
pe mi e às emp esas aça planos de ação e a sua implemen ação com maio cele idade,
possibili ando a ápida eliminação de ine iciências.
O p esen e p oje o e e como início a melho ia dos empos de se up da linha de Co e Final 5 e
Embalagem, no depa amen o de Acabamen os Finais 3 da emp esa Amo im Co k. Pa a
conc e iza essa melho ia e ambém aumen a a e iciência ope acional das linhas, o am
escolhidas e implemen adas as me odologias SMED (Single Minu e Exchange o Dies), 5S,
S anda d Wo ks, Ges ão Visual e TPM (To al P oduc i e Main enance).
Fo am ob idos esul ados eais e com impac o em e mos de p odu i idade e e iciência,
e idenciando-se um aumen o do OEE e uma edução das pa agens, com a implemen ação do
SMED, S anda d Wo ks e Plano de Manu enção P e en i a. Regis ou-se um aumen o do OEE
de 12% pa a a linha de co e e de 14,6% pa a a linha de embalagem, deco en e da
implemen ação do SMED pa a o se up de mudança de p odução e do S anda d Wo ks pa a a
a e a “T oca de Fe amen as”, o alizando uma economia de 123,7 ho as anuais. Os aumen os
do endimen o (Linha de Co e - 5% ; Linha de Embalagem - 13,7%) e da disponibilidade
(Linha de Co e – 5% ; Linha de Embalagem – 12%), o am os que mais con ibuí am pa a o
aumen o da e iciência global. Adicionalmen e, e i icou-se uma edução gene alizada de 8%
no núme o médio de lad ilhos ejei ados. Como esul ado da implemen ação do Plano de
Manu enção p e en i a, oi ambém possí el ge a uma economia de 79 ho as anuais e uma
edução das pa agens po “A a ia” de 8% pa a a linha de co e e 48% pa a a linha de
embalagem. Em suma, egis ou-se uma economia de 202,7 ho as anuais pa a uma poupança de
50.000 eu os anuais, com odas as melho ias e pad onizações in oduzidas.
No en an o, é necessá io salien a que, apesa do alo ac escen ado, não é boa p á ica pa i do
p incípio que as al e ações in oduzidas são de ini i as e imu á eis. Pa a que as conquis as
alcançadas sejam sus en á eis, é essencial uma ap endizagem con ínua e um con olo
pe manen e. Dessa o ma, oi desen ol ido, em pa alelo, uma base pa a a melho ia u u a do
se up com 2 ope ado es na linha de co e, podendo ge a uma poupança de 27.520 eu os anuais.
Pala as-Cha e: Muda, Lean, OEE, SMED, 5S, Ges ão Visual, Manu enção P e en i a,
S anda d Wo ks, In eligência Emocional, PDCA, mindse , se up.
i
Applica ion o Lean Techniques in Imp o ing he P oduc i e
E iciency o a Co k Floo Fac o y
Abs ac
Nowadays, he indus y has become g adually compe i i e and diligen as esul o he ising
demand e ealed by he cus ome . This way companies gi e p io i y in maximizing hei p o i s
due o he app o al o a cus ome who knows his powe and is able o look o mo e eliable
and highe quali y op ions. Thus, he consis en and e icien use o a ailable means dic a es
he abili y o a company o g ow o disappea and o o m o lose du able ela ions wi h he
cus ome (Womack, Womack, Jones, & Roos, 1990).
In he mode n indus ial wo ld, he use o adequa e and e icien means causes, in he
companies, a dilemma o inno a ion ha in ol es he c ea ion and cons an applica ion o
p og esses o inc ease e iciency and e ec i eness, while emo ing was e ha in u n educes
ela ed cos s (Mo ei a, Campos, & Pais, 2011). The p ocess o inno a ion and con inuous
p og ess equi es a logical ac ion plan and a mindse o he wo ke s ha ensu es he
sus ainabili y o he same. So, he p ojec is always de eloped in p oximi y and consensus wi h
he wo ke s.
The inal goal is o inc ease ou pu and e iciency o he indus y. To be able o measu e and
moni o he e olu ion o pe o mance, he O e all Equipmen E iciency (OEE) indica o is
used. This indica o allows he measu emen o empo al e olu ion and decomposi ion in h ee
indica o s: a ailabili y, p o i and quali y, which enables he iden i ica ion o he o igins o
ine iciency. This as iden i ica ion allows companies o d aw ac ion plans and hei execu ion
mo e quickly, enabling apid emo al o ine iciencies.
This p ojec began o imp o e he se up imes o he Final Cu 5 and Packaging line in he Final
Finishes Depa men 3 o Amo im Co k. To achie e his ad ance and also inc ease he
ope a ional e iciency o he lines, he SMED (Single Minu e Exchange o Dies), 5S, S anda d
Wo ks, Visual Managemen and To al P oduc i e Main enance (TPM) me hods we e chosen
and implemen ed.
Real esul s we e ob ained and impac ed in e ms o ou pu and e iciency, showing an inc ease
in OEE and a educ ion in s ops wi h he implemen a ion o SMED, S anda d Wo ks and
P e en i e Main enance Plan. The e was a 12% ise in he OEE o he cu ing line and 14.6%
o he packaging line, esul ing om he implemen a ion o SMED o he p oduc ion change
se up and S anda d Wo ks o he "Tool Exchange" ask, o aling sa ings o 123.7 hou s
annually. Income ises (Cu ing Line - 5%; Packaging Line - 13.7%) and a ailabili y (Cu ing
Line - 5%; Packaging Line – 12%) a e he ones ha con ibu ed he mos o he ise in o e all
e iciency. The e was also a widesp ead educ ion o 8% in he a e age numbe o banned iles.
As a esul o he applica ion o he P e en i e Main enance Plan, i was also possible o make
sa ings o 79 hou s annually and a d op in s ops by "B eakdown" o 8% o he cu ing line and
48% o he packaging line. In sho , wi h all ad ances and p o ocols in oduced he e we e
sa ings o 202.7 hou s pe yea , o sa ings o EUR 50,000 annually.
Ye i mus be no ed ha , despi e he added alue, i is no a good p ac ice o assume ha he
changes in oduced a e inal and immu able. In o de o he accomplishmen s achie ed o be
sus ainable, con inuous lea ning and pe manen con ol is essen ial. So, a basis o u u e
upg ading o he se up wi h 2 ope a o s in he cu ing line was de eloped in pa allel and can
gene a e sa ings o 27,520 eu os pe yea .
Keywo ds: Muda, Lean, OEE, SMED, 5S, Visual Managemen , P e en i e Main enance,
S anda d Wo ks, Emo ional In elligence, PDCA, mindse , se up.

Ag adecimen os
Deixo o meu ag adecimen o à Amo im Re es imen os S.A e a oda a sua es u u a, pelo apoio
e acompanhamen o demons ado, ao longo do odas as e apas do p oje o. Em especial, ag adeço
ao Eng.º. Ca los Albe o, Eng.º Moisés Ribei o e Eng.ª Ma iana San os, pela sua o ien ação,
in e esse demons ado e p on idão em o nece in o mações e conselhos c uciais pa a a
ealização des e p oje o. O meu ap eço pelo Eng.º Filipe Fe ei a, Ode e Soa es, Eng.º He nâni
Pacheco e Eng.º Luís Espinhosa po me apoia em na alidação e implemen ação de p opos as
de melho ia.
À Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o, em especial ao P o . Edua do Gil da
Cos a, po e o ien ado es a ese, demons ado disponibilidade e in e esse pa a acompanha de
pe o o desen ol e do p oje o e, po im, pelos incen i os e conselhos aliosos ansmi idos.
Aos meus pais, i mãos e namo ada, po odo o supo e emocional e mo i acional du an e uma
e apa da minha ida ão impo an e.
i
Índice de Con eúdos
1 In odução .................................................................................................................. 1
1.1 Co icei a Amo im e Amo im Re es imen os, S.A. ................................................................. 1
1.2 Obje i os do p oje o ............................................................................................................... 2
1.3 Me odologia do P oje o .......................................................................................................... 2
1.4 Es u u a da Disse ação ........................................................................................................ 3
2 Enquad amen o Teó ico ............................................................................................. 5
2.1 Lean Thinking ......................................................................................................................... 5
2.1.1 P incípios de Lean Thinking ............................................................................................... 5
2.1.2 Os 7 Mudas ....................................................................................................................... 6
2.2 Fe amen as Lean .................................................................................................................. 7
2.2.1 Single Minu e Exchange o Die (SMED) ............................................................................ 7
2.2.2 S anda d Wo ks ................................................................................................................. 9
2.2.3 Mé odo 5S ....................................................................................................................... 10
2.2.4 Ges ão Visual .................................................................................................................. 11
2.3 O e all E iciency Equipmen (OEE) .................................................................................... 12
2.4 Tak - ime e Tempo de Ciclo ................................................................................................. 13
2.5 To al P oduc i e Main enance e Manu enção Au ônoma ..................................................... 14
2.6 In eligência Emocional e Lide ança ...................................................................................... 15
3 Si uação Inicial ........................................................................................................ 17
3.1 P odu os ............................................................................................................................... 17
3.1.1 Wood Resis Plus ............................................................................................................ 17
3.1.2 Wood Essence ................................................................................................................. 17
3.1.3 Wood Resis .................................................................................................................... 18
3.1.4 Wood Go .......................................................................................................................... 18
3.2 Linha de Co e dos Acabamen os Finais 3........................................................................... 19
3.3 Si uação Inicial ..................................................................................................................... 23
3.3.1 E olução do OEE ............................................................................................................ 24
3.3.2 Disponibilidade ................................................................................................................ 25
3.3.3 Rendimen o ..................................................................................................................... 27
3.3.4 Qualidade ........................................................................................................................ 29
3.3.5 Tak -Time e Tempo de Ciclo ............................................................................................ 30
3.3.6 Opo unidades de Melho ia .............................................................................................. 30
4 Implemen ações e Melho ias ................................................................................... 32
4.1 Implemen ação da Me odologia SMED ................................................................................ 32
4.1.1 Aplicação do SMED à mudança de P odução ................................................................. 32
4.1.2 Aplicação do SMED na linha de Co e Final 5 ................................................................. 32
4.1.3 Aplicação do SMED na linha de Embalagem .................................................................. 34
4.1.4 Pad onização dos Modos Ope a ó ios ............................................................................. 35
4.2 Aplicação de S anda d Wo ks e 5S à Mudança de F esas .................................................. 36
4.3 Implemen ação de Melho ias na Linha de Embalagem e Co e ........................................... 39
4.4 Desen ol imen o de um Plano de Manu enção P e en i a ................................................. 42
4.5 Desen ol imen o do Se up com 2 Ope ado es na Linha de Co e ...................................... 44
4.6 Resul ados ........................................................................................................................... 44
5 Conclusões e T abalhos u u os ............................................................................... 49
Re e ências ................................................................................................................... 50
ANEXO A: Tipos de De ei os Regis ados nos Lad ilhos ............................................ 52
ANEXO B: Lis a de Ta e as do Se up de Co e an es do SMED ................................. 53
ANEXO C: Lis a de Ta e as Se up Linha de Co e após SMED ................................. 54
ii
ANEXO D: Lis a de Ta e as do Se up da Embalagem an es do SMED ...................... 55
ANEXO E: Lis a de Ta e as do Se up da Linha Embalagem após SMED .................. 56
ANEXO F: Ca ões de Se up pa a a Linha de Co e (OP1 en e e e so) ................... 57
ANEXO G: Ca ões de Se up pa a a Linha de Embalagem (OP2 e OP3 - en e e e so)
................................................................................................................................. 58
ANEXO H: Lis a de Ta e as de T oca de F esas em ambas as Homags...................... 59
ANEXO I: Lis a de Ta e as de T oca de esa após S anda d Wo ks .......................... 60
ANEXO J: Ca ões de T oca de F esas pa a a Linha de Co e ( en e e e so) ........... 61
ANEXO L: Lis a Inicial de Ta e as de MPT pa a Linha de Co e e Embalagem ........ 62
ANEXO M: Lis a Inicial de Ta e as de MPT pa a Linha de Co e e Embalagem
(con inuação) ........................................................................................................... 63
ANEXO N: Ca ões de MPT das linhas de Co e e Embalagem.................................. 64
ANEXO O: Zona dos ca ões e calendá io de acompanhamen o de MPT ................... 65
ANEXO P: Quad o PDCA & SDCA de Ações de Melho ia P opos as ....................... 66
ANEXO Q: Sequência de Ta e as do Se up na linha de co e com 2 Ope ado es ....... 67
ANEXO R: Ca ão de Se up pa a o Co e inal com 2 Ope ado es ............................. 68
iii
Siglas
AR – Amo im Re es imen os
HDF - Aglome ado de ib as de al a densidade com Co kloc
LVT – Laye de Vinil T a ado
OEE – O e all E iciency Equipmen
OP1 – Ope ado núme o 1(Linha de Co e)
OP2 – Ope ado núme o 2 (Linha de Embalagem – Escolha)
OP3 – Ope ado núme o 3 (Linha de Embalagem – Zona de Expedição)
SMED – Single Minu e Exchange o Dyes
TPM – To al P oduc i e Main enance
TPS – Toyo a P oduc ion Sys em
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
4
capí ulo, que se ealiza o es udo da e olução empo al do OEE da linha, que po sua ez se
desdob a em ês índices e se enuncia o conjun o de p oblemas a soluciona .
No capí ulo qua o são demons adas as melho ias e al e ações implemen adas. P imei amen e
é de inido e explicado o plano de ação pa a cada melho ia e só depois são ap esen ados os
esul ados ob idos com a sua implemen ação. Em úl imo luga , ealiza-se a alidação e
no malização do plano de melho ia.
No capí ulo cinco são ap esen ados, de o ma esumida, os esul ados ob idos, em de imen o
da implemen ação das ações de melho ia.
No capí ulo seis são ap esen adas as conclusões do p oje o e possí eis abalhos u u os.
Po im, nos anexos, es ão inse idos os documen os de apoio, que o am u ilizados como supo e
à implemen ação das écnicas.

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5
2 Enquad amen o Teó ico
Pa a se consegui aplica ideias é necessá ia uma base eó ica sólida. Nesse sen ido, oi
ealizada uma ex ensa pesquisa bibliog á ica, a im de enquad a o p oblema co e amen e.
Nes e capí ulo são ap esen adas as e amen as e concei os eó icos em que es a disse ação se
undamen ou.
2.1 Lean Thinking
Lean Thinking é uma iloso ia que isa maximiza a c iação de alo po meio da eliminação
sis emá ica de despe dícios (Womack e al., 1990). Da mesma o ma que oi de inido o obje i o
do lean hinking, classi ica am-no como o an ído o pa a as 7 mudas (despe dícios),
an e io men e iden i icados po Taiichi Ohno (Womack, James P; Jones, 2003).
Com a adoção des a iloso ia, é espe ado que udo o que não ac escen e alo e seja is o como
despe dício seja emo ido, de o ma con ínua, a im de ge a aumen os da e iciência e eduzi
consumos de ecu sos, empo e espaço. Po an o, iden i ica as a i idades ge ado as de alo e
sequenciá-las, sem comp ome e o p ocesso e ao mesmo empo minimiza as pa agens
(assegu a o low o alue), en ol e um p ocesso de melho ia con ínua (Mel on, 2005).
Em úl ima ins ância, as ações de melho ia ao se em implemen adas, ão pe mi indo que uma
emp esa se o ne mais lexí el e po sua ez mais maleá el às necessidades do clien e.
2.1.1 P incípios de Lean Thinking
Os 5 p incípios do Lean, e idenciados na Figu a 4, são a base pa a a implemen ação de uma
iloso ia de Lean Thinking sucedida e sus en á el a longo p azo.
Figu a 4 - 5 P incípios do Lean. (Fon e: Womack & Jones, 2003).
Especi icação do Valo :
Na ó ica de Lean Thinking, o alo de um p odu o/se iço a se o e ecido é con olado pelo
clien e inal. Pa a que es a iloso ia uncione, é necessá io que a emp esa enha a capacidade de
en ende o que é o alo pa a o clien e. Uma ez de inido, pode-se inicia a eliminação de
despe dícios e ações sem alo ac escen ado, aduzindo num p odu o/se iço com meno es
cus os associados (Womack, James P; Jones, 2003).
Iden i icação da Cadeia de Valo :
4. P odução
Puxada
3. Fluxo
2.
Iden i icação
da Cadeia de
Valo
1.
Especi icação
de Valo
5. Pe eição
5 P incípios
de
Lean
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
6
Es e p incípio isa a iden i icação e eliminação dos mudas ao longo dos p ocessos que
cons i uem a cadeia de alo . Assim sendo, inicia-se numa cadeia de alo eal que comp eende
as a i idades, desde a conceção e engenha ia do p odu o/se iço a é à e apa inal de en ega ao
clien e, en ando elimina odos os despe dícios. No inal, é p e endida uma cadeia de alo
ideal, sem mudas e apenas com a i idades ge ado as de alo (Womack, James P; Jones, 2003).
Fluxo:
A p incipal p eocupação des e p incípio é a c iação de um luxo con ínuo das a i idades de um
p ocesso p odu i o. Is o é conseguido a a és da en a i a de eliminação dos empos de espe a
en e máquinas ou depa amen os, o nando mais ápida a chegada ao clien e (Womack, James
P; Jones, 2003).
P odução Puxada:
A ideia des e p incípio é que a p odução seja “puxada” pelo clien e, ao in és de se p oduzi
pa a o me cado, pois ao o ça -se o p odu o pa a o me cado, es e chega equen emen e em
quan idades não desejá eis. Di o is o, p e ende-se que haja a capacidade de o nece o clien e
de aco do com as suas necessidades e imings (Womack, James P; Jones, 2003).
Pe eição:
A iloso ia de lean hinking implica que se p ocu e a pe eição e essa p ocu a é um ciclo de
melho ia in ini o. Po essa azão, es e ciclo de melho ia con ínua de e incidi sob e os ou os
qua o p incípios an e io men e desc i os, p ocu ando e eliminando despe dícios. Es e p incípio
assegu a, en ão, que es e ciclo não seja ence ado e se aduza na cons an e p ocu a em eduzi
cus os, empo e ecu sos consumidos e aumen a a sa is ação do clien e (Womack, James P;
Jones, 2003).
2.1.2 Os 7 Mudas
Du an e a Segunda Gue a Mundial começa am a apa ece aplicações do concei o de muda, em
con ex os de o ganização indus ial. Du an e es a época, o me cado au omó el japonês lu a a
pa a sob e i e , egis ando p ocu a mui o baixa e as emp esas ca eciam de capacidade de
p oduzi g andes sé ies. Po ou o lado, a Eu opa e os Es ados Unidos já inham desen ol ido
uma cul u a de p odução em massa e assim no a a-se uma g ande des an agem ela i amen e
ao Japão (Kenney & Flo ida, 1988).
A en ada de Taiichi Ohno na Toyo a i ia a al e a es a ealidade, como consequência da
c iação da es a égia que i ia basea o sis ema de p odução da Toyo a (TPS). A es a égia ixou
como p io idade o aumen o da e iciência p odu i a po meio de eliminação de mudas. Uma
muda co esponde a uma a i idade que não adiciona alo e po sua ez só consome ecu sos e
ge a despe dício. Segundo Taiichi Ohno, exis em se e ca ego ias de mudas (Ohno, 1988):
De ei os:
Todos os p odu os ou componen es que não cump em pad ões de qualidade es abelecidos
(Domingo, 2013). Após classi icadas como de ei os, es as peças são sujei as a um p ocesso de
ejeição, onde são expedidas pa a suca a ou so em e abalho, que se aduz em gas os de
ecu sos e cus os ac escidos. A causa de de ei os é a iada, podendo se mau uncionamen o de
máquinas, anspo e e manuseamen o de componen es inadequados ou de iciências no
p ocesso de design do p odu o (Dha , Ahmad, Bu gess, & Canagassababady, 2006).
Excesso de P odução:
Su ge em si uações em que se p oduz em a anço ou não se em em a enção a quan idade de
peças su icien e pa a sa is aze a p ocu a (Domingo, 2013). Peças p oduzidas em excesso êm
que se a mazenadas em s ock a é que sejam endidas, c iando cus os de s ock e de
opo unidade, em elação à quan idade exigida pelo me cado (Ro he & Shook, 2003).
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
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Tempo de Espe a:
Tempo em que as máquinas e os ope ado es se encon am ina i os, po al a de condições pa a
p oduzi . De e-se no malmen e a pa agens de máquinas, desni elamen o de linhas e al a de
componen es (Rü imann & S öckli, 2016). Com o aumen o do empo de espe a, meno é a
p odução, esul ando em aumen os do cus o uni á io de p odução (S ama is, 2017).
T anspo e:
Quando qualque coisa – pessoas, equipamen os, ecu sos, e c. – são anspo ados de o ma
desnecessá ia de um local pa a ou o, ge a despe dício associado ao anspo e (Domingo,
2013). O anspo e não ge a alo e aumen a o isco de de ei os ou aciden es. A c iação de um
layou pouco e icien e, ge almen e es á na o igem des a muda, pois aumen am as dis âncias
en e p ocessos e depa amen os pos e io es (Imai, 2012).
P ocessamen o Inadequado (ou sob e-p ocessamen o):
Es a muda e i ica-se quando exis em p ocessos mal desenhados, que le am os p odu os a
se em subme idos a especi icações acima das exigidas pelo clien e e/ou po al a de e amen as
e icien es (Domingo, 2013). O p oblema aqui, além da ge ação de despe dício, são cus os ex as
associados à c iação de um p odu o com a ibu os acima do p e endido pelo clien e (Womack,
James P; Jones, 2003).
In en á io:
De i a de comp a, p odução, c iação de s ock excessi o ou excesso de ecu sos e ma e iais.
Acon ece equen emen e de ido à al a de planeamen o e alha em coo dena a ca ei a de
encomendas com os ecu sos necessá ios (Domingo, 2013), aduzindo-se em cus os de
manu enção de s ocks e isco de de e io ação ou obsolescência do p odu o (Imai, 2012).
Mo imen o Desnecessá io:
Semp e que, ao ealiza uma a e a, sejam ei os mo imen os desnecessá ios é c iada es a muda.
Exemplo disso, se ia um ope ado e de i busca ma e iais ou e amen as que não es ão no
seu pos o de abalho, abaixa -se pa a i busca uma e amen a ou p ocu a manuais de
ins uções ou documen os. Pos os de abalho deso ganizados e layou s ine icien es são a
o igem des a muda e implica, equen emen e, a asos no início do abalho ou dis upção do
wo k low (Domingo, 2013).
2.2 Fe amen as Lean
2.2.1 Single Minu e Exchange o Die (SMED)
A me odologia SMED (Single Minu e Exchange o Die), ambém conhecida como me odologia
da “ oca ápida”, oi desen ol ida po Shingo Shigeo em 1985.
Es a me odologia co esponde a um conjun o de écnicas u ilizadas pa a eduzi os empos de
se up dos equipamen os. O obje i o do SMED é consegui eduzi os empos de se up a menos
de 10 minu os (single digi ), mesmo sabendo que exis em p ocessos em que isso não é possí el
(Shingo, 1985; Womack, James P; Jones, 2003).
An es da c iação da me odologia SMED, a melho al e na i a pa a eduzi os cus os associados
aos se ups, e a a p odução de g andes lo es, de o ma a dilui a pe cen agem de empo pa ado
po unidade p oduzida. De aco do com (Min & Pheng, 2007), a quan idade ideal pa a cada lo e,
e a ob ida quando os cus os de s ock iguala am os cus os de change o e .
Com o apa ecimen o da no a me odologia, passa a se en ão mais e icien e eduzi os se up
imes, de o ma a eduzi a quan idade de p odução pe dida (Shingo, 1985). Po an o, se as
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
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al e ações de p odução pude em se ei as em menos empo, a quan idade de p odução ideal
pode se meno , pe mi indo eduzi cus os associados a lo es g andes (Mo ei a e al., 2011).
De aco do com Shingo (1985), a me odologia SMED de e segui uma implemen ação
compos a po qua o e apas, ep esen ada na Figu a 6.
Figu a 5 - Fases da Me odologia SMED. Baseado em Singo (1985).
E apa 1 – E apa P elimina de Regis o das A i idades de Se up:
Nes a e apa p elimina , o p incipal obje i o é analisa e egis a as ope ações e as suas du ações
du an e o se up. Is o pode se ei o a a és de análises de alhadas de ilmagens e c onome agem
(Shingo, 1985).
Nes a sequência é c iada uma lis a de a i idades sem di e enciação en e ope ações in e nas,
ealizadas com a máquina pa ada, e ope ações ex e nas, que são execu adas com a máquina em
uncionamen o.
E apa 2 – Sepa a Se up In e no e Ex e no:
O p imei o passo se á classi ica as a i idades iden i icadas na e apa an e io e pos e io men e
uma iagem e ag upamen o em se up ex e no ou em se up in e no. Como a Figu a 6 suge e,
inicialmen e não se conseguem dis ingui as ações in e nas das ex e nas e o ope ado ealiza-as
de o ma alea ó ia.
Na p á ica, e i ica-se que mui as a e as ei as como ações in e nas pode iam se ealizadas
como ações ex e nas, mas não são (Pelleg ini, She y, Manzione, & Ha o d, 2012). A
sepa ação des as ações e a sua ealização como ex e nas, e não in e nas, pode eduzi o se up
en e 30% a 50% (P oduc i i y P ess. De elopmen Team & Shingo, 1996).
No en an o, de e se ido em a enção que, no caso de exis i uma a i idade ex e na en e duas
in e nas, pa a e ei os p á icos de em se conside adas as ês a e as in e nas, assumindo que se
ealizam na mesma sequência.
E apa 3 – Con e e Se up In e no em Ex e no
Pa a se ealiza es a e apa é necessá io isualiza o p ocesso de se up, como se osse algo no o
de manei a a consegui e no as pe spe i as, que não se p endam a elhos hábi os (Shingo,
1985). Es a ase consis e em eanalisa o p ocesso e e i ica se exis em passos classi icados
como in e nos de o ma e ada e p ocu a o mas de os con e e em ações ex e nas, eco endo
a écnicas de pad onização e p epa ação an ecipada do ambien e ope acional.
E apa 4 – Simpli ica os Aspe os das Ope ações de Se up
Es a e apa p ocu a a ingi , de o ma con inuada, o “single minu e” que , equen emen e, não é
a ingido apenas com as ês e apas an e io es. Is o en ol e uma melho ia con ínua dos se ups,
onde as a i idades 5S, execução de ope ações em pa alelo e au oma ização podem ajuda
signi ica i amen e (P oduc i i y P ess. De elopmen Team & Shingo, 1996).
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A aplicação, com sucesso, da me odologia SMED numa linha/máquina, pode aduzi -se em
eduções de cus os de p odução, capacidade de u iliza lo es meno es, aumen o da
disponibilidade e endimen o, eduzi in en á ios e, po im, melho a a elação com o clien e
(Inc. Vo ne Indus ies., 2019).
2.2.2 S anda d Wo ks
A a iabilidade nas indús ias, le a ao aumen o da p obabilidade de pa agens, e os ou ou as
ações que se aduzam em despe dícios com cus os associados. Em i ude da eliminação de
despe dícios (7 Mudas), su ge a necessidade da c iação de um abalho pad onizado (S anda d
Wo ks) (Ohno, 1988). A ideia assen a na eliminação da a iabilidade e no con olo do p ocesso
que pe mi e c ia uma base pa a melho ia con ínua.
A e amen a S anda d Wo ks, pe mi e analisa cada passo e pon os c uciais de um p ocesso.
Toda ia, pa a se inicia es e mé odo é necessá io classi ica o p ocesso de aco do com a
a iabilidade de a e as e di iculdade de análise. Pa a acili a essa classi icação eco e-se a
e amen as como a ep esen ada na Figu a 5. No eixo X é ap esen ada a a iabilidade de a e as
de baixa a al a. No eixo Y é quan i icada a di iculdade em analisa as a e as de al a a é baixa.
No quad an e in e io esque do inse em-se a e as de o ina, como exemplo de linhas de
mon agem e se iços de as ood ( a e as simples e epe i i as). No quad an e in e io di ei o
su gem a e as de di ícil análise e com g ande a iabilidade, como po exemplo manu enção de
equipamen os e inspeções. No can o supe io di ei o apa ecem a e as que não são de o ina
(ap esen am g ande a iabilidade e baixa di iculdade de análise). Finalmen e. no can o supe io
esque do classi icam-se as a e as com baixa a iabilidade e di iculdade de análise (Feng &
Balla d, 2008).
Figu a 6 - Classi icação de Ta e as. Baseado em: Feng & Balla d (2008).
Todos os p ocessos possuem os 3 ipos de a e as: (1) Ro ina, (2) Não Ro inei a e (3) Auxilia es.
As a e as de o ina seguem passos epe i i os e acilmen e são decompos as em e apas. Ta e as
não o inei as êm unção de supo e ao p ocesso global e podem se comple adas de á ias
o mas. As a e as auxilia es oco em de o ma alea ó ia, con o me as necessidades do p ocesso
num de e minado momen o.
A pad onização des as a e as não consis e unicamen e em o na odas as a e as epe i i as,
mas sim em de ini os mé odos mais adequados e eduzi a a iabilidade no mé odo de abalho
emp egue. No en an o, o oco de e-se man e nas a e as c í icas e assegu a que a sua
pad onização é cump ida. As a e as de meno impo ância não de em so e mui a
pad onização, caso não a e em nega i amen e a qualidade.
Uma o ma de e i a o excesso de pad onização consis e no ecu so à iden i icação de pon os
cha e. Exis em cinco ipos de pon os cha e na análise de uma a e a (1) Segu ança, (2)

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Qualidade, (3) P odu i idade, (4) Técnica Especí ica e (5) Con olo de Cus os. Facilmen e se
classi ica uma a e a u ilizando es es pon os como ap esen ado na Tabela 1 (Feng & Balla d,
2008).
Tabela 1 - Pon os Cha e de uma Ta e a. Baseado em: Feng & Balla d (2008).
Ca ego ia
Desc ição
Segu ança
Como e i a lesões
Qualidade
Como execu a as a e as sem causa de ei os ou e os
P odu i idade
Como e quais as écnicas a u iliza pa a cump i os p azos
Técnica Especí ica
Aspe os da a e a que necessi em de especial a enção
Con olo de Cus os
Que mé odos u iliza pa a man e o cus o pad ão do p odu o
O S anda d Wo ks, ao se implemen ado, exige a o mação dos ope á ios a im des es
conhece em e ap ende em os pad ões impos os pa a o p ocesso indus ial. Po an o, o oco é
uni o miza as a i idades de o ma a que sejam ealizadas semp e da mesma o ma e no mesmo
empo. A im de ga an i o cump imen o dos planos impos os, ealizam-se audi o ias pe iódicas.
Es as podem se , ambém, opo unidades pa a os ope ado es suge i em no as melho ias ou
al e na i as ao p ocesso. Se uma a e a o pad onizada é semp e mais ácil es uda no as
o mas pa a a melho a e c ia uma base pa a melho ia con ínua.
2.2.3 Mé odo 5S
O mé odo 5S é um sis ema o mado po um conjun o de e apas e p ocessos, que são
implemen ados nas á eas de abalho, a im de maximiza o desempenho, o con o o, a
segu ança e a limpeza de emp esas ou indi íduos (Pe e son & Smi h, 2019).
Inicialmen e desen ol ido no Japão, o mé odo 5S combina cinco pala as: Sei i (Classi ica );
Sei on (O ganiza ); Seiso (Limpa ); Seike su (No maliza ); Shi suke (Disciplina ) e idenciadas
na Figu a 8 (Jiménez, Rome o, Domínguez, & Espinosa, 2015).
Figu a 7 - Me odologia 5S. Adap ado de: (Ag aha i, Dangle, & Chand a e, 2015).
Sei i (Classi ica ): Remo e odas as e amen as e pa es desnecessá ias. P imei amen e,
odos os obje os são iden i icados e classi icados segundo a u ilidade. Finalmen e, são
emo idos os que são inú eis.
Sei on (O ganiza ): O ganiza odos os ecu sos ma e iais, in o ma i os e humanos associados
a um pos o de abalho, de o ma a que o wo k low seja o mais e icien e possí el e as pe das de
empo mínimas.
O ganiza
(Sei on)
Disciplina
(Shi suke)
Classi ica
(Sei i)
Limpa
(Seiso)
No maliza
(Seike su)
Melho ia
Con ínua
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Seiso (Limpa ): Es e S p ocu a que o pos o de abalha e equipamen o es eja semp e limpo e
a umado pa a o p óximo u ilizado . Pe mi e que se eduzam aciden es, o ma e ial enha mais
du abilidade e que os de ei os sejam apidamen e de e ados.
Seike su (No maliza ): O co e des e S é assegu a que os 3S an e io es são cump idos,
pe mi indo que os p ocedimen os e se ups sejam cons an es. Po an o a dis inção en e si uações
no mais e ano mais é ei a acilmen e de o ma isual.
Shi suke (Disciplina): A sus en abilidade da e amen a 5S es á na c iação de o inas e do
cump imen o sis emá ico das eg as impos as. Es e S ga an e que odos os ou os são cump idos
e espei ados numa base egula .
2.2.4 Ges ão Visual
A ualmen e i e-se uma e a onde a e olução ecnológica a ança mais ápido que nunca e a
complexidade c iada po es as ino ações esul a num luxo de in o mação com o qual as
pessoas êm de lida nos seus ambien es de abalho.
Face a is o, as emp esas começam a u iliza e amen as isuais, pa a il a essa in o mação
em in o mação de qualidade, pa a as pessoas u iliza em no seu abalho diá io de o ma
e icien e. Es e a amen o da in o mação denomina-se po Ges ão Visual. T a a-se de um
sis ema que p ocu a melho a o desempenho o ganizacional, alinhando a isão, alo es, cul u a
e obje i os da emp esa com os sis emas de ges ão, p ocessos de abalho, local de abalho e
colabo ado es, po meio de es ímulos senso iais ( isão, audição, chei o e a o) (Tezel, BA,
Koskela, LJ and Tzo zopoulos, 2009).
Es e sis ema é aplicado nos locais de abalho, u ilizando e amen as isuais que comuniquem
com os abalhado es e o nem o abalho explíci o, o denado, au o egulado e con inuamen e
melho ado. O abalhado necessi a apenas de olha em edo , pa a ex ai a in o mação que lhe
é necessá ia, eco endo a sinais ou indicado es isuais.
A Ges ão Visual pa icipa ambém nou as á eas de ges ão, assumindo um papel de supo e.
Con olo de Ges ão Visual, 5S, con olo de qualidade isual, Kanban e Andon, são alguns
exemplos desses papéis. As elações en e a Ges ão Visual e as ou as o mas de ges ão podem
se isualizadas na Figu a 7:
Figu a 8 - Relações da Ges ão Visual. (Fon e: Tezel, BA, Koskela, LJ and Tzo zopoulos, 2009).
Além de desempenha um papel de supo e nou as á eas da ges ão, a Ges ão Visual pode
assumi unções na e en e ope acional. Exemplos des as unções encon am-se suma iadas na
Tabela 2.
Ges ão De
Recu sos
Humanos
Ges ão
Da
P odução
Ges ão
Da
Qualidade
Ges ão
Da
Segu ança
Ges ão do
Local de
T abalho
Ges ão
De
In en á io
Ges ão
De
Conhecimen o
Ges ão
De
Desempenho
Ges ão
De
P ocesso
Ges ão
Visual
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Tabela 2 - Funções da Ges ão Visual. Baseada em: Tezel e al. (2009).
Em suma, as e amen as de Ges ão Visual o am desen ol idas pa a acili a a comunicação e
são u ilizadas pa a ajuda a conduzi as ope ações e p ocessos em empo eal. É p e endido, que
a in o mação seja disponibilizada a odos os ope ado es, is o que isso acili a a ealização das
suas a e as. A acilidade em ealiza o abalho e a anspa ência da in o mação, pe mi em a
c iação de um ambien e de abalho mo i ado e que p omo e o con olo e a de eção de e os
(Planning & Pa y, 2019).
2.3 O e all E iciency Equipmen (OEE)
O OEE (O e all E iciency Equipmen ), é uma e amen a que de i a do concei o TPM (To al
P oduc i e Main enance), c iado po Nakajima em 1988 (Pin elon & Muchi i, 2010). Es e
pa âme o é de inido como uma medida da pe o mance o al de um equipamen o, ou seja,
a alia a é que pon o um ma e ial es á a aze o que é supos o (Williamson, 2006). As
o ganizações eco em à sua análise ao longo do empo, a im de consegui em iden i ica e
implemen a ações de melho ia que p essupõe aumen o de luc o e compe i i idade. O
pa âme o em si, di ide-se em ês componen es, em que cada uma mede uma dimensão:
disponibilidade, endimen o e qualidade.
𝑂𝐸𝐸 = 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 × 𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 × 𝑄𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (2.1)
Associando as ês componen es é possí el e uma noção global do desempenho do p ocesso
em causa. Cada uma das componen es é calculada de aco do com as ó mulas (2.2), 2.3) e (2.4),
espe i amen e.
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙−𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 𝑛ã𝑜 𝑃𝑟𝑜𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎𝑠
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 (2.2)
𝑄𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙−𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝐷𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑢𝑜𝑠𝑎
𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 (2.3)
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 ×𝐶𝑎𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎 (2.4)
Es abelece um OEE ideal, pa a um ou mais p ocessos, é uma p á ica comum nas indús ias,
uma ez que pe mi e con ola a p odução e apoia a implemen ação de melho ias. No en an o,
o OEE escolhido em de se compe i i o e c i e ioso. Pa a al, é necessá ia a a aliação da
indús ia ou p ocessos em causa. O OEE é uma e amen a ligada ao TPM e c iada pa a
iden i ica pe das que eduzem a e iciência dos equipamen os. Es as pe das são esul ado de
múl iplas oco ências ao longo da p odução e que po se em mui o equen es, são di íceis de
de e a em ce os casos. T a a-se de uma abo dagem “bo om-up”, onde os es o ços se cen am
Função
De inição
T anspa ência
Capacidade de um p ocesso de p odução
comunica com as pessoas
Disciplina
C ia o inas de manu enção de p ocedimen os
co e os
Melho ia Con ínua
Foca no p ocesso de melho ia sus en á el e
con ínua
Facili ação de Ta e as
Física e Psicologicamen e acili a os es o ços dos
abalhos de o ina
On- he-job T aining
Ap endizagem com base na expe iência
C iação de Posse Pa ilhada
Sen imen o de posse e ligação com um obje o
(ma e ial ou ima e ial)
Ges ão Fac ual
Uso de ac os e dados es a ís icos
Simpli icação
Es o ços con ínuos pa a con ola , p ocessa ,
isualiza e dis ibui in o mação pelas equipas e
indi íduos
Uni icação
Remo e pa cialmen e ba ei as e c ia empa ia
den o da emp esa po meio de pa ilha de
in o mação e icien e
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
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em iden i ica e elimina as seis “g andes pe das”. Es as pe das podem se di ididas em unção
dos ês indicado es do OEE con o me a Tabela 3 (Pin elon & Muchi i, 2010).
Tabela 3 - 6 G andes Pe das de OEE.
2.4 Tak - ime e Tempo de Ciclo
Hoje em dia, os me cados são cada ez mais ins á eis e dinâmicos, de ido ao g ande aumen o
da compe ição. Es e dinamismo c ia a necessidade de mudança e adap ação cons an es, a a és
da implemen ação de melho ias e ino ações nos p ocessos p odu i os, man endo a capacidade
de sa is ação do clien e e iabilidade inancei a pois, de ou a o ma, não é possí el man e a
compe i i idade. Mui as emp esas êm indo a ado a o concei o de p odução lean, como o ma
de sob e i e em aos me cados compe i i os. Uma das p incipais e amen as de p odução lean
é o Tak - ime (M.Ali; M.Dei , 2014).
A pala a “Tak ” signi ica i mo (ou cadência) na língua alemã, co espondendo à egula idade
com que algo é ei o, endo sido in oduzida no Japão nos anos 30. Es e pa âme o é u ilizado
na p odução, como a unidade de empo na qual um p odu o de e se ei o (supply a e), a im
de iguala a necessidade po unidade de empo des e mesmo p odu o (demand a e). A de inição
da cadência de abalho das máquinas é p io i á ia em indús ias onde se p ocu a o nece ao
clien e a quan idade desejada, e i ando escassez ou excesso de o e a (F andson, Be ghede, &
Tommelein, 2013).
O desen ol imen o do Tak - ime pa a uma linha, de o ma a balancea as capacidades
p odu i as das di e en es e apas, é conside ada uma ação de c í ica impo ância, pa a que odo
o sis ema de p odução uncione com sucesso. Se as e apas es i e em desalinhadas, o p odu o
ai acumula -se en e e apas, quando a e apa seguin e es i e sa u ada e não consegui ecebe
o p odu o pa a e e ua a sua ope ação. Ou en ão, uma e apa ica em espe a ( al a de abalho),
no caso de e e ua as suas ope ações de o ma mais ápida que a e apa an e io . Es as a iações
na p odução o nam o balanceamen o complexo, pois não exis e uma ó mula ge al pa a
esol e o p oblema e depende de cada caso.
Po an o, ao concebe um pa âme o de Tak - ime, c ia-se uma base pa a um sis ema de
p odução “puxada”. Es es sis emas de p odução puxada são o ien ados em unção da p ocu a
downs eam, pe mi indo man e um luxo de ou pu cons an e e que as axas de p ocu a sejam
cump idas. Po ou o lado, os sis emas de p odução “empu ada”, são o ien ados pa a
p oduções baseadas em p e isões: axas de ou pu e p ocu a não são necessa iamen e igualadas.
Ao con á io des es sis emas, os sis emas de p odução puxada pe mi em um luxo de p odução
mais sua e, sendo c iado um sis ema de p odução que labo a em luxo con ínuo, ajudando a
e idencia p oblemas de p odução (F andson e al., 2013).
Pa a de ini o Tak - ime, pa e-se da p ocu a e do empo disponí el pa a p odução,
es abelecendo-se o i mo de p odução necessá io pa a a ende a p ocu a. O Tak - ime (Equação
2.5) esul a da azão en e o empo disponí el pa a a p odução e o núme o de unidades a se em
p oduzidas.
𝑇𝑎𝑘𝑡 − 𝑡𝑖𝑚𝑒 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙
𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑃𝑙𝑎𝑛𝑒𝑎𝑑𝑎 (2.5)
IWAYAMA (1997) conside a que o Tak - ime é o empo des inado à p odução de uma peça ou
p odu o, numa célula ou linha. Pa e-se do p essupos o que o empo alocado é e e i amen e
aplicado po alguém e o Tak - ime não é um dado absolu o, mas sim de e minado. É ambém
Disponibilidade
Rendimen o
Qualidade
A a ias
Pa agens Cu as e Espe as
Rejeições de P odução
Se up/In e enções
Reduções de Velocidade
Rejeições no Início da
P odução
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Figu a 14 - Zona de Receção de Pale es.
No deco e da p odução, o luxo de ma e iais é assegu ado pelo despole a de necessidades
nos módulos seguin es da linha. Po an o, uma ez colocadas na zona de eceção, as placas são
encaminhadas pa a a ase seguin e de p é co e.
P é-Co e
No P é-Co e, ilus ado na Figu a 15, en am 2 placas de cada ez e so em um co e ans e sal
po ação de se as e des oçado es, c iando lad ilhos. As placas en am com dimensões de
1220x555x10,5mm ou 1830x555x11mm, e saem com dimensões de 1220x185x10,5mm ou
1830x185x11mm.
Figu a 15 - Máquina de P é-Co e.
Du an e o co e, as placas são p essionadas pa a que não exis a epidação e não su jam de ei os.
Pa a e i a que se acumulem pa ículas e esíduos de co iça du an e o co e, os lad ilhos so em
aspi ação e esco agem à saída da máquina de p é co e.
Em seguida os lad ilhos são encaminhados pa a uma i ado a po ação g a í ica. Finalmen e
os lad ilhos após se em i ados, icam acumulados num bu e e ical e ão, um a um po meio
de um ape e, em di eção à p imei a ase de co e na HOMAG 1.
HOMAG 1
A HOMAG1, ap esen ada na Figu a 16, é cons i uída po uma sucessão de esas que ão
pe ila os lad ilhos à medida que passam num ape e. Es a máquina possui 4 esas de diaman e,
esponsá eis pelo pe ilhamen o longi udinal dos encaixes êmea e macho e uma esa de
biselado. P imei o o lad ilho passa po duas esas que pe ilam o encaixe longi udinal do

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macho. Imedia amen e à en e, é pe ilado o encaixe êmea longi udinal ao longo de duas
esas.
Figu a 16 - Máquina HOMAG 1.
Ao sai da HOMAG 1, os lad ilhos são encaminhados pelo ape e a é à HOMAG 2. Du an e
odo o p ocesso de co e são aspi ados esíduos e pó p o enien e da esagem dos lad ilhos,
com o auxílio de condu as aspi ado as. Is o pe mi e limpa os lad ilhos, comba endo de ei os e
eap o ei a os esíduos de co iça pa a queima.
HOMAG 2
A HOMAG 2 ealiza o pe ilhamen o ans e sal dos encaixes êmea e macho. Es a máquina
possui um conjun o de 4 esas que ealizam o pe ilhamen o ans e sal, uma esa que ealiza
o biselado ans e sal e ainda uma esa ex a que le a a cabo uma ope ação de desbas e,
o alizando 6 esas.
Ao en a em na HOMAG 2, ep esen ada na Figu a 17, os lad ilhos são ixados pelas suas
ex emidades, passando em simul âneo pelas esas que ealizam o pe ilhamen o e biselado do
encaixe macho e êmea.
Figu a 17 - Máquina HOMAG 2.
Após saí em da HOMAG 2, os lad ilhos seguem na di eção da es ela o a i a que se e pa a
i a os lad ilhos e ao mesmo empo age como bu e an es da e apa de escolha do ma e ial.
Ao saí em da es ela o a i a, os lad ilhos são ag upados em conjun os de 12 e colocados numa
pale e de e o, po meio de um sis ema de en osas. En e a saída da HOMAG 2 e a en ada da
es ela o a i a o ope ado e i a uma amos a de lad ilhos e ealiza o p imei o con olo de
qualidade, a aliando se o co e, pe ilhamen o e biselado oi bem execu ado e se não exis em
de ei os ou danos nos lad ilhos. Es as pale es podem segui pa a a mazenamen o ou di e amen e
pa a a escolha. O seu anspo e é ei o de o ma au omá ica po um eículo obo , que segue
um pe cu so com auxílio de senso es. Tal como na HOMAG 1, são u ilizados aspi ado es pa a
ecolhe esíduos e pó.
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Escolha
Nes a e apa do p ocesso, os lad ilhos são desca egados da pale e me álica po meio de um
sis ema de en osas e colocados no ape e, sendo encaminhados pa a a zona de escolha. Nes a
zona, con o me pode se isualizado na Figu a 18, um ope ado com expe iência e capacidade
isual, p ocede à escolha do ma e ial. O ope ado , com a ajuda de luzes supe io es e la e ais,
p ocu a se e ipos de de ei os (desc i os no Anexo A): Can os Pa idos, Sujo, Fal a de Ma e ial,
E o de Imp essão, Bocas, Co as e Lei oso.
Figu a 18 - Zona de Escolha pa a Embalagem.
Se o iden i icado um lad ilho com de ei o, o ope ado p essiona um bo ão que imobiliza o
ape e da linha de escolha e e i a manualmen e o lad ilho, colocando-o num g upo pa a análise
e sepa ação po de ei o. No caso de se classi icado como e ugo, o lad ilho em como des ino
cen ais de a amen o de esíduos. Lad ilhos que possam se eciclados são pos e io men e
i u ados e ein oduzidos no p ocesso p odu i o.
Os lad ilhos ao passa em a zona de escolha seguem po um ape e que se sepa a em dois ape es.
No ape e supe io os lad ilhos seguem pa a uma i ado a que coloca o lad ilho com a camada
p o e o a i ada pa a baixo. No ape e in e io não passam pela i ado a, man endo o seu
pe cu so no mal com camada p o e o a i ada pa a cima. Ao im des a ami icação ambos os
lad ilhos, con e gem pa a um empilhado . Os lad ilhos são colocados des a o ma pa a
sal agua da a in eg idade do laye de co iça, que es á na base do lad ilho. A pa i do
empilhado , o conjun o de lad ilhos é encaminhado pelo ape e o a i o em di eção a zona de
Embalamen o.
Embalagem
Os lad ilhos são anspo ados po uma ga a e colocados den o de um pack de ca ão. Es e
pack é alimen ado po uma máquina que desliza sequencialmen e cada es u u a po mon a
pa a a zona onde os lad ilhos são colocados pela ga a. O pack segue po um ape e onde é
mon ado a é que a sua es u u a en ol a a base e as la e ais dos lad ilhos comple amen e.
No inal des a assemblagem, cada pack passa po uma máquina de e ique agem e plas i icação,
ep esen ada na Figu a 19, que coloca e ique as em sé ie, egis ando in o mações como o
código de ba as, denominação do p odu o, ab ican e e lo e. Is o pe mi e que os in en á ios
sejam au oma icamen e a ualizados no sis ema de in o mação, pe mi e con ola a p odução e,
semp e que necessá io, pe mi e localiza os lo es de p odu os. Uma ez e ique ado, o pack é
anspo ado a é uma plas i icado a, onde são colocados um pan le o e uma película. De modo
a que a película sele o pack, es e passa po um o no a 176 ºC, que ai aquece a película e
con aí-la a é se ajus a à o ma des e.
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Figu a 19 - Máquina de Inse s. E ique ado a. Plas i icado a.
Po im, o ape e o a i o anspo a cada pack selado a é à zona de empilhamen o. Nes e pon o,
um b aço obo o mado de pale es, coloca 4 packs de cada ez numa pale e. Quando a pale e
i e 10 ilas de 4 packs, segue em di eção a uma zona onde o ope ado coloca manualmen e 4
can onei as na pale e e de seguida en a numa en olado a au omá ica, onde é cobe a po um
ilme ex ensí el. A pale e é de seguida en iada pa a a mazém pa a u u a expedição.
3.3 Si uação Inicial
Numa ase inicial oi necessá io a alia a si uação inicial das linhas de p odução. T a ando-se
de duas linhas dis in as (linha de co e e linha de embalagem) oi analisada a e olução do OEE
e das suas componen es em sepa ado.
A ecolha de dados pa a es e es udo ab angeu o pe íodo en e 29 de julho de 2019 e 12 de
ou ub o de 2019. O início do pe íodo de análise oi escolhido a pa i do momen o em que as
linhas o am sepa adas, pois a é à da a an e io abalha am como uma só linha. O olume de
dados sa is az as condições necessá ias pa a se inicia um es udo comp eensi o à e olução da
e iciência e ou os pa âme os das e e idas linhas.
De o ma a segmen a os dados, o pe íodo de análise oi di idido em semanas, ob endo-se 9
semanas no o al. No ou-se a p esença de exceções a as, em que os dados es a am incomple os
ou pouco iá eis, endo esses dados sido emo idos da análise. Quan o à o igem dos dados
ecolhidos, es es de i am dos egis os de p odução diá ia, da linha de co e e embalagem de
AF3, a mazenados na base de dados do sis ema in o má ico da AR.
Tendo em con a o mé odo de cálculo do OEE, o am e i ados os seguin es pa âme os dos
egis os:
• m2 de placas p oduzidas e m2 de placas ejei adas → cálculo do índice de qualidade;
• m2 o ais p oduzidos → cálculo do índice de endimen o;
• empo o al de pa agens não p og amadas → cálculo do índice de disponibilidade
• empo de uncionamen o → cálculo do índice de endimen o;
• empo o al disponí el → cálculo do índice de disponibilidade.
As pa agens não p og amadas são conside adas oco ências que su gem de o ma inespe ada e
o çam a pa agem da linha, a e ando nega i amen e o índice de disponibilidade. Pa agens como
os lanches e almoço o am emo idos do cálculo do índice, pois são polí icas da emp esa. As
pa agens são egis adas pelos ope ado es da linha, eco endo a códigos de pa agem
p ede inidos pela AR e inse indo a ho a de início e inal da pa agem.
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3.3.1 E olução do OEE
Pa a o es udo da e olução do OEE, uma ez que a linha oi sepa ada em duas linhas (Co e e
Embalagem), conside ou-se um OEE pa a cada. A Figu a 20, ap esen a e olução do OEE da
linha de Co e Final 5 a é à semana 9.
Figu a 20 - E olução do OEE Co e Final 5.
Ao longo do pe íodo em análise, oi es abelecido pela emp esa uma baseline de 60% pa a o
OEE, que nunca é a ingida. Na 4ª semana oi egis ado o alo de OEE mais baixo (41,2%),
consequência da ecen e sepa ação em duas linhas.
A 3ª semana oi ma cada po um ele ado núme o de pa agens não planeadas e a al a de
p ocessos o imizados e pad onizados. Nes e sen ido, o am aplicadas ações de melho ia, mais
conc e amen e, pad onização de o inas de abalho e o mação dos ope ado es, que conduzi am
a um c escimen o e i icado na 6ª semana (51,2%). As es an es semanas ica am ma cadas po
um dec éscimo con ínuo do OEE, a é que se a inge na semana 9 um alo de 41,4%, conside ado
como ep esen a i o do es ado inicial.
Em seguida oi e e uado o es udo da e olução do OEE da Embalagem, ep esen ada na Figu a
21, que é uma linha dependen e da linha de co e. Assim, espe a-se que al e ações so idas no
Co e causem impac o na Embalagem.
Figu a 21 - E olução do OEE pa a a linha de Embalagem.
AR ambém em de inida pa a a linha de Embalagem uma baseline de 60%. Apesa de essa
baseline se cump ida em duas semanas, es a linha ap esen a a iações na e olução do OEE. A
1ª semana egis a um alo de 65%, sendo que es e é esul ado da p odução que an ecedeu a
sepa ação de ambas as linhas.
Em esul ado da sepa ação das linhas, egis a-se um dec éscimo do OEE a é à semana 4
(43,9%). Du an e as 2 semanas seguin es, egis a-se um aumen o p og essi o do OEE, esul ado
da pad onização de p ocessos e amilia ização dos ope ado es com os p ocedimen os,
a ingindo-se um alo de 53,3% na semana 6. Ao longo das úl imas 3 semanas egis a-se um
dec éscimo da e iciência, a é que se a inge o alo mínimo de 38,1% na semana 9. Es e alo é
conside ado como alo base pa a a si uação inicial.
Tomando po base es a p imei a análise e as a iações nega i as de e iciência, p ocedeu-se ao
desdob amen o do OEE nas suas ca ego ias, a im de se pe cebe melho quais as causas pa a
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os baixos alo es egis ados. Es a p imei a análise pe mi e comp o a a elação de causalidade
en e a linha de Co e e Embalagem.
3.3.2 Disponibilidade
Nes e subcapí ulo é analisado o índice de Disponibilidade de ambas as linhas, du an e as 9
semanas de es udo. Realizou-se uma análise acompanhada da e olução do índice de OEE, a
im de se de e a em elações e in e i conclusões.
É impo an e e em con a que o a o de disponibilidade é in luenciado po pa agens
p olongadas na Linha de Co e e Embalagem, ou seja, pa agens que ul apassam os 5 minu os
es abelecidos no código de pa agens da AR. Fo am, po an o, iden i icadas e analisadas, pa a o
pe íodo em causa, os mo i os de pa agem e a sua espe i a du ação média e o al.
A im de simpli ica o en endimen o das pa agens em causa, a desc ição de cada ipo é
iden i icada na Tabela 4:
Tabela 4 - Tipos de Pa agem na linha de Co e Final 5.
Disponibilidade Co e Final 5
No que e e e à Disponibilidade pa a a linha de co e, ep esen ada na Figu a 22, o alo mínimo
oi e i icado nas semanas 4 e 7 (63%) e o alo máximo na semana 1 (82%).
Figu a 22 – E olução da Disponibilidade da linha de Co e Final 5.
O empo o al disponí el na semana 1 oi de 128 ho as. Ambas as linhas inham 128 ho as
planeadas pa a abalho nessas semanas, alo que co esponde a uma semana no mal de
p odução (5 dias x 24 ho as) e um u no ex a ealizado no Sábado ( u no A das 05:00 às 13:00).
Pa a além desses alo es, egis ou-se um empo o al de pa agens de 23,04 pa a a 1ª semana,
ob endo-se um índice de disponibilidade de 82%:
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑟𝑡𝑒 𝑆1 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙−𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 =128−23,04
128 =82% (3.1)
Pode-se conclui que, en e as semanas 2 e 5, a a iação do OEE, oi consequência di e a da
a iação do índice de Disponibilidade. Na Tabela 5 são ap esen adas as causas de pa agem
p esen es na Linha de Co e, as suas du ações o ais e médias em minu os:
Tipo de Pa agem
A a ia
Subs i uição de Fe amen as
Se up
Ensaios
Ene gia
MPT
Melho ias
A anque/Pa agem
Absen ismo
Re abalho
Fal a de Ma e ial
Fo mação
Ma e ial a se escolhido e co igido
Fal a de p odu o ou ma e ial pa a abalha na linha
Pales as e euniões com os ope ado es
Desc ição
Tes es execu ados na linha com no os ma e iais e p ocessos
Pa agem po co e de ene gia
Manun enção P e en i a e limpeza da á ea de abalho
Ins alação de equipamen os ou al e ações na linha
A anque e pa agem semanal da p odução
Fal a de colabo ado es pa a abalha na linha
A a ia mecânica em qualque zona da linha
T oca de e amen as nas máquinas de co e
Mudança de p odução en e 1830 mm e 1220 mm

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Tabela 5 Tempo To al e Médio de Pa agens da linha de Co e Final.
Com o obje i o de a alia o impac o nega i o de cada ipo de pa agem sob e o índice de
Disponibilidade, u ilizou-se a eg a de Pa e o, endo po base o empo o al de cada pa agem.
De aco do com a Figu a 23, exis em ês ca ego ias esponsá eis po 62% do empo o al de
pa agem: A a ias (29%), Se up (23%) e MPT (9%). Reco endo a es a e amen a consegue-se
iden i ica 3 p oblemas a comba e pa a aumen a a disponibilidade associada à linha de Co e
Final.
Figu a 23 - Pa e o Pa agens da Linha de Co e Final.
Disponibilidade Embalagem
Em elação à e olução da Disponibilidade egis ada na Embalagem, ep esen ada na Figu a 24,
o alo mínimo oco eu na semana 8 (65%) e o alo máximo na semana 1 (86%).
Figu a 24 – E olução da Disponibilidade da linha de Embalagem.
Du an e a semana 1, o empo disponí el oi de 124 ho as e o empo o al de pa agens de 6,5
ho as 17,36. O índice de Disponibilidade oi ob ido da seguin e o ma:
𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝐸𝑚𝑏𝑎𝑙𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑆1 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙−𝑃𝑎𝑟𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠
𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 =124−17,36
124 =86% (3.2)
Tipo de Pa agem Tempo To al Du ação Média %
A a ia 104,7 10,5 29%
Subs Fe a 28,5 2,9 8%
Se up 82,6 8,3 23%
Ensaios 17,4 1,7 5%
Ene gia 14,2 1,4 4%
MPT 32,6 3,3 9%
Melho ias 24,1 2,4 7%
A anque/Pa agem 12,1 1,2 3%
Absen ismo 2,5 0,3 1%
Re abalho 11,5 1,2 3%
Fal a de Ma 16,1 1,6 5%
Fo mação 10,5 1,1 3%
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A a és da análise do índice de Disponibilidade é possí el pe cebe que as a iações no OEE,
egis adas du an e as semanas 1 a 6, o am maio i a iamen e de ido à a iação do índice de
Disponibilidade. A im de se e a noção das pa agens da linha de Embalagem, egis ou-se na
Tabela 6 o ipo de pa agem, du ação o al, média em minu os e pe cen agem ep esen a i a:
Tabela 6 - Tempo To al e Médio de Pa agens da linha de Embalagem.
Mais uma ez, eco eu-se à eg a de Pa e o pa a a alia o impac o nega i o de cada ipo de
pa agem sob e a Disponibilidade da linha de Embalagem.
Figu a 25 - Pa e o Pa agens da linha de Embalagem.
Na Figu a 25, iden i icam-se qua o ca ego ias esponsá eis po 84% do empo o al de
pa agem: A a ias, Fal a de Ma e ial, MPT e Re abalho, sendo iden i icados qua o p oblemas
da linha de Embalagem, em especial o caso das A a ias (41%), que podem se abo dados a im
de melho a a disponibilidade da linha.
3.3.3 Rendimen o
O índice de Rendimen o oi analisado pa a ambas as linhas du an e as 9 semanas de es udo. A
análise da e olução do Rendimen o é ei a em pa alelo com a do OEE, pe mi indo assim ex ai
in o mação p ecisa. O índice de Rendimen o depende da elação en e as cadências eó icas e
eais es abelecidas pa a as linhas em causa. Os alo es das cadências eó icas o am de inidos
pela AR, em unção da linha e das dimensões do ma e ial.
A ualmen e, a cadência de p odução es abelece a a iabilidade nos esul ados en e semanas.
Des a o ma, con i ma-se que, pa a um de e minado empo e e i o de p odução, a quan idade
de m2 o al a chega ao im das linhas é in luenciada po a iações de ido a mic o pa agens
como a a ias, al a de ma e ial ou absen ismo.
Rendimen o da Linha de Co e Final 5
A Figu a 26 ep esen a a e olução do endimen o na linha de co e, egis ando-se um alo
máximo na semana 6 (71%) e um alo mínimo na semana 9 (58,8%).
Tipo de Pa agem Tempo To al Du ação Média %
A a ia 93,92 9,392 41%
Se up 18 1,8 8%
Ene gia 1 0,1 0%
MPT 25,75 2,575 11%
Melho ias 9,58 0,958 4%
A anque/Pa agem 4,91 0,491 2%
Re abalho 20 29%
Fal a de Ma 50,48 5,048 22%
Fo mação 3,75 0,375 2%
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Figu a 26 - E olução do Rendimen o da Linha de Co e Final 5.
Du an e a semana 6 egis ou-se uma p odução o al de 56142 m2, em 106 ho as de
uncionamen o e na semana 9 uma p odução o al de 32185 m2 pa a 108,17 ho as de
uncionamen o. A linha em ques ão possuía uma cadência eó ica de 750 m2/h an es de se
sepa ada e após se sepa ada passou a e uma cadência de 500 m2/h. O endimen o é calculado
de aco do com as equações 3.3 e 3.4.
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑆6 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎 × 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 56142
750 ×106 =71%
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑆10 =𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎 × 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 47703
108,17 ×750
=58,8%
A a és de uma análise supe icial da Figu a 26, pode se conclui que o aumen o egis ado no
OEE, da semana 5 pa a a semana 6, de eu-se em g ande pa e à a iação posi i a do índice de
endimen o.
Rendimen o da Linha de Embalagem
Na igu a 27 é ep esen ada a e olução do endimen o pa a a linha de embalagem, egis ando-
se o máximo na semana 2 (73,9%) e o mínimo na semana 9 (54,7%).
Figu a 27 - E olução do Rendimen o da Linha de Embalagem.
Na semana 2 oi egis ada uma p odução o al de 54966 m2, em 124 ho as de uncionamen o e
na semana 9 de 37444 m2, em 114 ho as. A linha de Embalagem em capacidade pa a ope a
com uma cadência eó ica de 600 m2/h. Resul ando assim o índice de endimen o pa a as
semanas 1 e 9:
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑆2 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎 × 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 54966
600 ×124 =73,9%
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑆9 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎 × 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 2422,3
600 ×114 =54,7%
Analisando a Figu a 27, pode-se in e i que os alo es do OEE pa a as semanas 2, 6 e 8,
o am o emen e impac ados pelas a iações so idas no índice de endimen o da linha.
(3.5)
(3.6)
(3.4)
)
(3.3)
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29
3.3.4 Qualidade
O índice de qualidade pa a a linha de co e é semp e assumido como 100%, is o que o egis o
da ejeição é ei o na embalagem. Po essa azão, a e olução do mesmo só oi es udada pa a a
linha de Embalagem, onde exis e uma e apa dedicada ao con olo de qualidade (Escolha).
A e olução do índice Qualidade encon a-se ep esen ada na Figu a 28, endo sido egis ado
um alo máximo na semana 6 (99,3%) e um alo mínimo na semana 7 (97,66%).
Figu a 28 - E olução da Qualidade da Linha de Embalagem.
Apesa de e exis ido uma edução do índice de qualidade, o OEE não oi a e ado
signi ica i amen e. Analisando a semana 7, o am ejei ados 851 m2 de lad ilhos, em 36342
m2 de lad ilhos p oduzidos. Dessa o ma ob e e-se um 97,66% pa a o índice de qualidade:
𝑄𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝐷𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑢𝑜𝑠𝑎
𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 36342 −851
36342 =97,66%
Os esul ados da qualidade, à pa ida, não jus i icam a al a de e iciência p odu i a egis ada ao
longo das 9 semanas. Toda ia, a iações acen uadas no índice de qualidade, mo i a am a
implemen ação de melho ias di ecionadas à sua edução
A im de consolida es a análise, es udou-se ambém o impac o dos de ei os na linha de
Embalagem. Na Tabela 7 são ap esen ados os di e en es ipos de ejeição, as quan idades de
m2 ejei ados, a pe cen agem ela i a e a equência de egis o ao longo das 9 semanas.
Tabela 7 - Núme o de De ei os egis ados e m2 de ei uosos.
Da análise da Tabela 7 esul a que o de ei o Sujo ep esen a a maio ia dos de ei os (33%),
seguido de Can o Pa ido (23%), Lei oso (16%) e Fal a de Ma e ial na Base (12%). Na Tabela
8 es ão calculadas as axas de ejeição pa a os qua o ipos de de ei os mais p esen es ao longo
das 9 semanas de análise, bem como a espe i a p odução em m2.
Tabela 8 - Pe cen agem de Rejeição nas 9 semanas, dos 4 ipos mais signi ica i os.
Com base na Tabela 8 e i ica-se o impac o da al a de limpeza do ma e ial, can os pa idos,
ma e ial lei oso e al a de ma e ial, an es da chegada ao pon o de Escolha da linha de
Embalagem, pa a um alo o al de 4,6% da p odução o al.
Tipo de De ei o F equência m2 De ei uosos Pe cen agem Rela i a
Sujo 391,0 6764,0 33%
Can o Pa ido 225,0 4723,7 23%
Lei oso 56,0 3277,8 16%
Fal a de Ma e ial 135,0 2445,0 12%
Co as 64,0 992,0 5%
Falha de Imp essão 10,0 877,0 4%
Mossas 16,0 708,2 3%
Bocas 34,0 498,0 2%
P in Film Dob ado 14,0 173,0 1%
P odução 9 Semanas (m2) 373091
Taxa de Rejeição Sujo 1,8%
Taxa de Rejeição Can o Pa ido 1,3%
Taxa de Rejeição Lei oso 0,9%
Taxa de Rejeição Fal a de Ma e ial 0,7%
(3.7)
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
36
modo ope a ó io se man i esse a longo p azo e pa a al oi necessá io p es a a o mação
adequada aos ope ado es, assim como disponibiliza e amen as que acili assem a
comp eensão e assimilação do conhecimen o ansmi ido.
Assim sendo, o am elabo ados ca ões de se up, ep esen ados na Figu a 35 pa a a linha de
co e e embalagem (ap esen ados em de alhe nos Anexos F e G), pa a o ien a os ope ado es
du an e o modo ope a ó io e ambém ansmi i conhecimen o a no os colabo ado es. Cada
ca ão co esponde a um se up a se ealizado pelo ope ado iden i icado e con ém uma lis a
nume ada de a e as, segundo a o dem desc i a e com os de alhes exigidos ( a e as de se up
ex e no es ão assinaladas a e melho). Além disso, no e so de cada ca ão encon a-se a plan a
da linha co esponden e com um o pe cu so a se seguido e locais das a e as, caso o ope ado
enha di iculdade em encon a o local e o pe cu so adequado.
Figu a 35 - Exemplo de ca ão de se up pa a o OP1, en e e e so.
Inicialmen e oi cons a ada alguma di iculdade no cump imen o do p ocedimen o, mas,
p og essi amen e, os 3 u nos mos a am sinais de e olução e consolidação das no as p á icas.
Face às no as implemen ações e e amen as desen ol idas, egis ou-se um aumen o da
disponibilidade e p odu i idade da linha. Finalmen e, endo em con a a complexidade dos
se ups espe a-se que, com as no as e amen as, a o mação de no os ope ado es seja mais
cla a e acili ada.
4.2 Aplicação de S anda d Wo ks e 5S à Mudança de F esas
Du an e as obse ações dos se ups e o deco e no mal da p odução na zona de Co e Final,
e i icou-se a necessidade de ealiza a mudança de esas em unção do comp imen o e das
ca ac e ís icas do ma e ial que se á co ado. Des a o ma, pa a que o ma e ial seja co ado com
p ecisão, são subs i uídas ou in e idas as esas de ambas as Homags da linha, sendo que o
núme o de esas a e adas é a iá el. Como esul ado da p odução, são acumulados esíduos de
co iça e LVT den o da máquina e en ilações, causando desgas e e edução da e iciência de
uncionamen o da mesma.
Figu a 36 - Homag suja de esíduos de co iça e LVT.

Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
37
Na Figu a 36, consegue-se isualiza o lado de uma Homag cobe o de esíduos de co iça e
LVT. Se es a si uação pe sis i , a máquina ica á enc a ada po al a de en ilação, algum mo o
ica á dani icado ou as placas sai ão com des ios signi ica i os, o çando a que haja uma
pa agem pa a despoei amen o/manu enção cu a i a e no a a inação das esas. Tendo em con a
as consequências, é c ucial que os ope ado es enham o cuidado de e e ua es e ipo de limpeza,
p ocedendo ao despoei amen o de cada lado das Homags com a comp imido e desen upimen o
dos ubos de en ilação.
Após discussão com os ope ado es e supe io es, concluiu-se que a a i idade é c í ica e que
de e á se ealizada semp e que se al e e a p odução ou esas. Após concluída a p epa ação da
Homag o ope ado de e p ocede à subs i uição ou in e são das esas, com o auxílio de
e amen as adequadas e, inalmen e, à espe i a a inação.
Ao longo de sucessi as obse ações, e i icou-se que cada ope ado ealiza a p epa ação e
mudança das esas de o ma di e en e. Apesa de se uma a e a com du ação a iá el pelo
ac o do núme o de esas ocadas ou in e idas se semp e di e en e, p ocu ou-se pad oniza
e eduzi o empo despendido. Nesse sen ido oi desen ol ido um plano de melho ia pa a a
mudança de esas com base na e amen a S anda d Wo ks.
S anda d Wo ks: Mudança de F esas
A oca de esas é uma a e a ealizada en e pa agens pa a mudança de p odução ou de
p odu o, endo uma du ação média de 33,9 minu os, em cada lado da Homag, incluindo
a inações. Du an e es a pa agem, o ope ado do co e inal 5 execu a, no malmen e, qua o
ope ações ge ais na seguin e o dem:
1. P epa a , Mon a e A ina Homag 1 no lado Macho;
2. P epa a , Mon a e A ina Homag 1 no Lado Fêmea;
3. P epa a , Mon a e A ina Homag 2 no Lado Fêmea;
4. P epa a , Mon a e A ina Homag 2 no Lado Macho.
Es a sequência oi egis ada na p imei a ase de implemen ação, com ecu so a ilmagens ( e
Anexo H). Após a análise das ilmagens, o am iden i icadas 29 a e as a ealiza du an e uma
oca de esas, apenas pa a um lado da Homag, e não endo sido conside adas a inações, de ido
a uma du ação ex emamen e a iá el. Na Figu a 37, são ap esen adas as a e as e o espe i o
empo de execução, onde a aplicação da me odologia S anda d Wo ks se ia uma melho ia
conside á el.
Figu a 37 - Lis a de a e as de oca de F esa, num só lado de uma Homag.
Na análise des e p oblema eco eu-se, ambém, ao diag ama de Espa gue e, com o obje i o de
mapea o deslocamen o e o local de execução das e apas, podendo assim iden i ica e melho a
as ine iciências no pe cu so. Na Figu a 38 é possí el isualiza o pe cu so que o ope ado
no malmen e ealiza ao subs i ui esas em ambos os lados das duas Homags.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
38
Figu a 38 – Diag ama de Espa gue e pa a T oca de F esas e Tempo de cada E apa.
Pela análise da sequência de a e as e do diag ama de Espa gue e, é possí el conclui que es e
não é o pe cu so ideal, is o que se consome ce ca de 5,6 minu os em deslocações e 17,7
minu os em a inações (se as a e melho e azul na Figu a 38), que ol a a epe i mais a de
( a e as 3, 6, 9 e 12).
Em elação às deslocações desnecessá ias, semp e que o ope ado ealiza uma a inação, é
o çado a desloca -se a é à Homag e e i a a placa pa a le a a é ao gabine e de qualidade. O
ope ado en ão ealiza as medições e con olo, ol ando à Homag caso enha de a a ina
no amen e. Além disso, ao começa pelo lado macho da Homag 1, é o çado a ol a a busca
e amen as e a anspo a esas de o ma ine icien e (se as e melhas na Figu a 38).
A im de c ia um wo k low mais luido e p eca e desa inamen os po sujidade p opôs-se, em
conjun o com os líde es de equipa e esponsá eis pela á ea, que os a inamen os ossem
ealizados após odas as Homags e em sido p epa adas, as i essem esas sido subs i uídas e,
an es de inicia a oca das esas, cada lado das Homags i esse sido sequencialmen e limpo.
Após desen ol ido o no o o ei o e sequenciamen o de oca de esas indi idual (Anexo I),
es e oi alidado e es ado. A no a sequência e os empos espe i os, pa a oca de esas em
ambas as Homags, são demons ados na Figu a 39.
Figu a 39 - No o modo ope a ó io de Mudança de F esas.
Finalizou-se a aplicação da e amen a de S anda d Wo ks com a c iação de um ca ão com o
sequenciamen o de a e as a execu a , de modo a o ien a o ope ado co e amen e du an e uma
oca de esas (Anexo J).
Como esul ado da aplicação da e amen a de S anda d Wo ks, eduziu-se o empo médio de
mudança de esas em 9,4 minu os (9,85%). Além disso, a no a sequência demons ou-se
in ui i a, segundo eedback dos ope ado es, acili ando o wo k low e a espe i a ap endizagem
no caso de o mação de u u os ope ado es.
Implemen ação de 5S na zona de Co e
Nº a e a Ope ação Tempo (min)
1 P epa a no o pedido 6
2 Pa a P é-Co e (após saída da úl ima placa) 1
3 Pa a H1 e H2 (após saída da úl ima placa) 1
4 P epa a H2 lado Fêmea 5
5 P epa a H1 lado Fêmea 4
6 P epa a H1 lado Macho 5
7 P epa a H2 lado Macho 4
8 Muda esas na H2 lado Macho 8
9 Muda esas na H2 lado Fêmea 9
10 Muda esas na H1 lado Fêmea 7
11 Muda esas na H1 lado Macho 9
12 Tes es Ajus es H1 e H2 27
86
No o Modo Ope a ó io Melho ado (Tes ado)
To al
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
39
Du an e o p oje o oi e i icado que o ope ado inha di iculdade em encon a e amen as e
esas du an e o p ocesso de mudança e se up. Apesa de exis i em locais de inidos pa a a sua
exis ência, a al a de sinalização e o ganização o na a a a e a de i busca e amen as ou
esas mais len a. Apesa des as ope ações não ap esen a am um despe dício signi ica i o, a
sua co eção con ibui pa a que o espaço es eja mais o ganizado e o deslocamen o do ope ado
seja semp e ei o de o ma e icien e e menos desgas an e, necessi ando apenas de p ocu a
pon os de e e ência pa a encon a o que necessi a. Sendo assim, desen ol eu-se um plano de
5S pa a a á ea de co e Final com as al e ações ilus adas na Figu a 40.
Figu a 40- Ca inho de esas, a má io de e amen as e zona das manguei as de A comp imido.
• Ca inhos de F esas: Fo am colocados e iden i icados dois ca inhos jun o das Homags, pa a
acili a o anspo e de e amen as e esas. Des a o ma, o ope ado pode le a o ca o pa a
ai e e ua as ocas e apidamen e dispõe de e amen as pa a oca de esas e se up;
• Tubos A Comp imido: Foi c iada e iden i icada uma zona onde a uma os ubos de a
comp imido. O ope ado não em de p ocu a na linha pelos ubos, e i ando que se pe cam;
• A má io de Fe amen as: Colocou-se um a má io de e amen as necessá ias pa a ope ações
na linha. As e amen as podem assim se a umadas de o ma o ganizada, acili ando ao
ope ado encon a a e amen a necessá ia pa a de e minada ope ação.
No que diz espei o ao a má io de e amen as, numa ase inicial p ocu ou-se iden i ica as
e amen as essenciais e elimina as desnecessá ias (Sei i), seguida de uma o ganização das
mesmas de aco do com o seu ipo (Sei on). Finalizou-se com a pad onização do p ocesso,
de inindo o local pa a a uma as e amen as de o ma sis emá ica (Seike su).
Em elação aos ca inhos de esas, inicialmen e o am iden i icadas as e amen as e esas
c uciais pa a a subs i uição de esas e se ups (Sei i). Em seguida o am o ganizadas e colocadas
nos ca inhos (Sei on), sendo pos e io men e de inidos locais pa a a uma os ca inhos
(Seike su).
Como úl ima implemen ação de 5S na zona de co e, p ocu ou-se iden i ica uma zona
adequada pa a a uma a manguei a de a comp imido (Sei on) de o ma a man e os co edo es
desimpedidos e endo em con a os locais onde a manguei a é u ilizada (Seiso).
Todas es as implemen ações o am acompanhadas com o mação aos colabo ado es (Shi suke),
seguido de um pe íodo de expe iência e a aliação, ga an indo que as ope ações e am ealizadas
segundo os p ocedimen os pad onizados, c iando uma o ina de disciplina.
A ualmen e na AR são ealizadas audi o ias 5S pe iódicas, pa a ga an i o cump imen o das
eg as implemen adas.
4.3 Implemen ação de Melho ias na Linha de Embalagem e Co e
No deco e do p esen e p oje o o am iden i icadas opo unidades de melho ia nas linhas de
Co e e Embalagem, as quais o am alidadas com os ope ado es e com os líde es da p odução.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
40
A a és da análise dos egis os de p odução de ambas as linhas, concluiu-se que exis iam
melho ias que pode iam se implemen adas na zona de escolha e de co e, com o obje i o de
melho a o p ocesso de con olo e eduzi o núme o de lad ilhos ejei ados ou eencaminhados
pa a e abalho.
Além disso, o ope ado da embalagem, em ce as si uações, demons ou di iculdade em
encon a os inse s adequados pa a o p óximo pedido e em man e o con olo dos ní eis de
s ock. Foi desen ol ido um conjun o de melho ias, em sin onia com o Depa amen o de
Melho ia de P ocesso, pa a comba e as ine iciências encon adas e con ibui pa a a melho ia
da qualidade do p odu o em ge al.
Implemen ação de Melho ias na Linha de Embalagem
Ve i icou-se que exis ia um dé ice na iluminação do pos o de Escolha e que exis ia um ele ado
núme o de lad ilhos sujos de pa ículas de co iça. Es e dé ice de iluminação ob iga o
abalhado a ealiza o con olo com o ape e a uma elocidade mais eduzida que o no mal e
com um maio es o ço isual, le ando a que a linha abalhasse a um i mo meno e que o
ope ado so esse de adiga isual, a e ando o seu desempenho ope acional. Os lad ilhos sujos
e am pos e io men e limpos manualmen e, cons i uindo “Re abalho”.
Em espos a a es e p oblema, oi discu ido com os ope ado es qual se ia o melho mé odo de
iluminação pa a e e ua a a e a, concluindo-se que se ia necessá io co igi o ângulo e o ipo
de iluminação. Op ou-se, po u iliza iluminação supe io e la e al com lâmpadas con ínuas,
podendo assim cob i oda a ex ensão do lad ilho e diminui somb as c iadas no ele o. Na
Figu a 41, pode se isualizado o es ado da zona da escolha an es e depois da implemen ação
da melho ia.
Figu a 41 - Iluminação An es e Depois na Zona de Escolha.
Face ao p oblema dos lad ilhos com sujidade, is o que a o igem das pa ículas se ia a linha de
co e, en e a embalagem e o co e o am colocadas duas esco as o a i as, ilus adas na Figu a
42, que pe mi em a emoção de g ande pa e das pa ículas de co iça na supe ície do lad ilho.
Figu a 42 – Esco as de limpeza na saídad de Homag 2 e zona da Escolha.
A p imei a esco a oi colocada à saída da Homag 2 e a segunda esco a oi colocada an es do
pos o de escolha, a im de sal agua da a emoção de pa ículas que se possam e deposi ado
no lad ilho enquan o es e ansi a em di eção à escolha.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
41
Uma úl ima melho ia oi alidada e implemen ada na zona de expedição. An e io men e, após
a saída da pale e do obo Kuka, o ope ado coloca a manualmen e as can onei as e ajuda a no
p ocesso de en ol imen o da película. Pa a agiliza es e p ocesso e libe a o ope ado pa a
ou as unções, oi p opos a a au oma ização des a pa e da linha. Na Figu a 43 é possí el
isualiza o es ado a ual da zona de expedição.
Figu a 43 - No a zona de expedição da linha de Embalagem.
Após alidada a decisão, oi agendada a subs i uição dos equipamen os e concluiu-se o p ocesso
com ensaios e o mações aos ope ado es.
Implemen ação de Melho ias na Linha de Co e
Du an e o con olo de qualidade na linha de co e, o ope ado ealiza um conjun o de medições
e es es, que exigem um g au de p ecisão ele ado. Pa a al o ope ado em de es a ocado,
enquan o ealiza os ensaios e medições, e os equipamen os de medição êm de es a
esgua dados do ambien e de p odução. An e io men e, es es es es e medições e am ealizados
no chão da áb ica e os equipamen os de medição encon a am-se expos os ao ambien e de
p odução.
Como esul ado des as condições, o ope ado es a a sujei o a come e e os de medição e os
equipamen os p opensos a e os de calib ação ou desgas e p ecoce. Em espos a oi c iado um
gabine e de qualidade, ilus ado na Figu a 44.
Figu a 44 - Gabine e de con olo de qualidade pa a a linha de co e.
Após a c iação des a á ea, o ope ado pode ealiza os es es e medições em ambien e con olado
e os equipamen os encon am-se p o egidos de esíduos e ou os a o es que possam in luencia
a sua p ecisão e du abilidade.
Implemen ação de 5S e Ges ão Visual na Linha de Embalagem
Foi e e ido que, em ce as si uações, o ope ado inha di iculdade em encon a os inse s e
man e o con olo do s ock dos mesmos, is o que es es não se encon a am bem sinalizados e
o ganizados. Com o obje i o de eduzi o empo despendido e acili a ao ope ado a a e a de
encon a o inse adequado, o am iden i icados odos os inse s necessá ios à linha (Sei i) e
o am c iadas e ique as com códigos pa a cada um (Sei on). As e ique as pos e io men e o am

Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
42
colocadas na p a elei a dos inse s, o ganizando assim po zonas e código o ipo de inse
(Seike su) con o me se ilus a na Figu a 45.
Figu a 45 - E ique agem da zona dos inse s na linha de embalagem.
Após a implemen ação des a medida, o ope ado consegue encon a acilmen e o inse
necessá io a a és do código espe i o e con ola o ní el de s ock de o ma isual.
4.4 Desen ol imen o de um Plano de Manu enção P e en i a
Du an e o deco e des e p oje o oi iden i icada a necessidade da implemen ação de um plano
de manu enção p e en i a es u u ado e de ácil comp eensão. Inicialmen e, a manu enção e a
ealizada pelos ope ado es du an e a anques/pa agens e limpezas semanais, con emplando
apenas algumas e i icações e p ocedimen os limi ados com pouca o ganização. Po an o, sem
plano de ação de inido e egis o e icien e das a e as de manu enção p e en i a ealizadas, se ia
expec á el que icassem po cump i a e as e su gissem con a empos que a e assem a
disponibilidade da linha.
Assim sendo, a c iação de um plano de manu enção p e en i a ap esen a-se como uma
opo unidade de melho ia, demons ando como p incipais bene ícios: a diminuição do núme o
de a a ias, a pad onização de a e as de manu enção p e en i a, a especialização dos
ope ado es e a acili ação na ansmissão de conhecimen o.
Numa ase inicial, o am egis adas as a e as que os ope ado es pode iam execu a em ambas
as linhas. O egis o oi ei o em conjun o com o Depa amen o de Manu enção, com o
Depa amen o de Melho ia de P ocesso e com os ope ado es, sendo alidada cada uma das
a e as nos di e en es equipamen os das linhas de co e e embalagem. Pa a ga an i o
cump imen o do plano, p ocu ou-se que es e osse simples e exequí el num pe íodo de empo
que não comp ome esse a p odução, ha endo assim uma seleção cuidadosa das a e as a
ealiza .
Numa p imei a ase, iden i ica am-se odos os elemen os que necessi a am de algum ipo de
in e enção, sendo sepa ados po zonas e máquinas ( e Anexos L e M), num o al de 100
a e as.
Em seguida, oi ei a uma escolha e dis ibuição das a e as eco endo a ca ões, omando como
c i é ios de escolha os seguin es:
• Es ado da máquina: Ta e as incluídas num ipo de ca ão, são ealizadas apenas num
de e minado es ado da máquina (Ve melho – Pa ada; Ve des – Funcionamen o);
• Local de Realização: Ta e as ag upadas na mesma á ea e excecionalmen e em á eas
mui o p óximas;
• Pe iodicidade: cada ca ão inclui a e as que são ealizadas apenas com aquela
pe iodicidade;
• Tipo de Ta e a: Limpeza, Ve i icação ou Lub i icação.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
43
A adoção des es c i é ios ga an e que, ao execu a cada ca ão de manu enção p e en i a, os
ope ado es não êm de se desloca excessi amen e en e a e as e es as são execu adas no
momen o adequado. Des a o ma, o am c iados 28 ca ões, dos quais 23 e melhos e 5 e des.
A im de acili a ao ope ado a localização da a e a, o am colocadas imagens ilus a i as dos
locais onde as espe i as ope ações de manu enção de em se ealizadas, al como es á
ep esen ado na Figu a 46 (Ve Anexo N).
Figu a 46 - Ca ões de a i idade do plano de MPT.
É impo an e e e i que, pa a não comp ome e a p odução, as a e as execu adas o am
dis ibuídas de o ma equilib ada. P e ende-se que as a e as incluídas nos ca ões e melhos
sejam apenas execu adas com a linha pa ada du an e o a anque do início da semana e na
pa agem pa a im de semana. Os ca ões e des incluem a e as de manu enção que são
acilmen e conjugadas com as a e as de o ina. Como se ia necessá io acompanha o p ocesso
de manu enção e egis a as a i idades, oi desen ol ido um quad o de manu enção onde é ei o
o egis o da semana e do u no que ealizou o plano, que pode se isualizado no Anexo O.
An es da implemen ação do plano, p ocu ou-se o en ol imen o e eedback dos ope ado es que
se e i icou c ucial no p ocesso de melho ia con ínua. De o ma a da con inuidade a es e
p ocesso de melho ias, oi colocada jun o da linha uma olha pa a egis o de opo unidades de
melho ia ( e Anexo P). O obje i o des a ação e a ob e in o mação sob e alhas, po enciais
melho ias e di iculdades, e en ol e os ope ado es no p ocesso de melho ia. Finalmen e, de
modo a consolida os concei os e o inas, escla ece dú idas e ga an i en ol imen o dos
ope ado es nes a implemen ação, o am ealizadas o mações pa a odos os u nos.
Após o desen ol imen o e implemen ação do plano de manu enção p e en i a, concluiu-se o
p ocesso com a ase de alidação. Du an e es a ase, o am e idenciados os seguin es
esul ados:
• os ca ões e os quad os, isualmen e simples, o am acilmen e comp eendidos pelos
ope ado es;
• a pe iodicidade es abelecida acili ou o planeamen o da p odução e das manu enções
p e en i as;
• o desen ol imen o dos ca ões, com base na localização dos equipamen os, o nou o
abalho mais e icien e, p eca endo g andes deslocações en e a e as;
• o quad o de egis os pe mi e acilmen e iden i ica se o plano es á a se cump ido;
• a c iação de uma base de abalho pe mi e inclui ou modi ica acilmen e a e as no
plano;
• a in o mação e as o os dos equipamen os escla ecem dú idas e acili am a passagem
de conhecimen o, o nando a ap endizagem mais ácil pa a no os ope ado es.
O plano oi implemen ado com sucesso, sendo que cada ope ado de cada u no ecebeu a
o mação e o acompanhamen o necessá io, concebidos com a p eocupação de não a e a o
pe íodo de p odução da linha de Co e 5.
Nº #Local Local Ma e ial
Schiele N2
Secagem E Exaus ão
Schiele N2
Schiele N2
Schiele N2
C8T9
C8T7
295
C8T8
C8T3
146
Ve i ica olgas e es ado da guilho ina de soldadu a
C8T6
Co e Final 5
2
C8T3
146
Ve i ica ape o ( eape a se necessá io) e es ado dos
a as os da co eias no lado Di e Esq
4
C8T4
146
Ve i ica es ado da e amen a
3
MPT
Pe iocidade:
1 Semana
Ca ão Nº 8
Acção
1
C8T1
146
Limpeza das lâmpadas UV e e lec o es
3
4
2
1
Nº #Local Local Ma e ial
Máquina Co e Homag N1
Pin u a E Secagem
Máquina Co e Homag N1
T anspo e E Selagem
Máquina Co e Homag N1
Secagem E Exaus ão Di
C41T9
C41T7
295
C41T8
C41T3
100
Lub i ica usos de ab i / echa a máquina
C41T6
Co e Final 5
2
C41T2
100
Lub i ica usos de ab i / echa a máquina
C41T5
C41T4
3
MPT
Pe iocidade:
2 Semanas
Ca ão Nº 41
Acção
1
C41T1
100
Lub i ica usos de ab i / echa a máquina
1
2
3
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
44
4.5 Desen ol imen o do Se up com 2 Ope ado es na Linha de Co e
A melho ia da zona de expedição da linha de embalagem, oi pensada de o ma a ali ia o
ope ado 3 de uma sé ie de a e as mo osas, que o ob iga am a es a isicamen e p óximo da
zona. Tendo em con a a no a au oma ização, o OP3 apenas necessi a de i a essa zona pa a
man e os ní eis de inse s, caixas, can onei as e ilme de plás ico. Su ge assim, a opo unidade
de desloca o OP3 da linha de embalagem, pa a auxilia no se up da linha de co e, espe ando-
se uma edução do empo de se up e aumen o da lexibilidade da linha.
Com o obje i o de alida es a hipó ese, numa p imei a ase, oi ei a uma análise, onde se
p ocu ou coloca o OP3 da embalagem a auxilia o OP1 du an e os se ups, não comp ome endo
o uncionamen o no mal da linha de embalagem. Finalmen e, oi necessá io o desen ol imen o
e es e de um no o modo ope a ó io com 2 ope ado es.
Após discussão com os ope ado es e líde es de equipa, concluiu-se que uma o ina de abalho
de 30 em 30 minu os consegue assegu a que não al am ma e iais à linha de embalagem, endo
sido desen ol ido e es ado um modo ope a ó io de se up, u ilizando 2 ope ado es. Nesse
sen ido o am desen ol idos ca ões de se up com base na sequência de a e as egis adas ( e
Anexos Q e R).
Finalmen e, concluiu-se que se ia possí el ealiza o se up com uma du ação média de 2 ho as
e 23 minu os, con ando com a inações e con olo da qualidade. De e se ealçado que, dada a
na u eza de supo e do OP3, se es e necessi a , pode i à linha de embalagem ealiza a e as,
não comp ome endo a du ação o al do se up. A du ação o al é de inida pelo OP1, pois es e é
quem ealiza os a inamen os e o con olo da qualidade. Face aos esul ados, pa ece opo uno
aloca o OP3 pa a a zona de co e inal du an e os se ups, pois agiliza ia o p ocesso em mais de
32% (du ação média a ual de 3 ho as e 29 minu os) e os ganhos anuais p oje ados são de 27.520
eu os.
4.6 Resul ados
No início da semana 10, odas as ações de melho ia encon a am-se implemen adas e os
ope ado es es a am in o mados e amilia izados com os no os p ocessos. Assim sendo, nes a
ase iniciou-se a ecolha de esul ados, endo como base o indicado OEE e o Tak - ime, pa a
iden i ica e a alia as melho ias na e iciência das linhas. Toda ia, é impo an e conside a que,
al como na si uação inicial, hou e a p eocupação ex e na ao p oje o em c ia e amen as que
pe mi issem aumen a a e iciência ope acional da linha.
E olução do OEE
Na Figu a 48 é ap esen ado o g á ico com a e olução do OEE pa a a linha de co e, onde es ão
ep esen ados a co es di e en es os pe íodos p é e pós implemen ação das medidas. A e olução
das componen es Disponibilidade e Rendimen o ambém se encon am ep esen adas na Figu a
48.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
45
Figu a 47 - E olução do OEE na Linha de Co e.
De um modo ge al, o OEE c esceu de o ma posi i a após a implemen ação das melho ias,
endo sido o aumen o da disponibilidade o que mais con ibuiu pa a o aumen o da e iciência
ope acional global. A a és da análise da Figu a 48, pode-se e i ica que o OEE aumen ou
ce ca de 12% após a semana 9, com o alo máximo na semana 18 (52,48%).
Pa a a linha de embalagem oi igualmen e analisada a e olução do OEE e das suas
componen es, que se encon a ep esen ada na Figu a 49. Tal como na igu a an e io , os
pe íodos p é e pós implemen ação das medidas es ão ep esen ados com co es di e en es.
Figu a 48 - E olução do OEE na Linha de Embalagem.
Após a semana 9 e i icou-se uma subida do OEE po enciada po aumen os nos índices de
endimen o e disponibilidade. Ve i ica-se que o OEE so eu uma subida de 14,6%, en e a
semana 9 e a semana 18, sendo que o alo máximo oi egis ado na semana 18 (52,7%) e o
alo mínimo na semana 10 (31,9%).
E olução da Disponibilidade
Os índices de Disponibilidade de cada linha, ap esen ados na Figu a 50, e idenciam melho ias
u o das eduções dos empos médios de se up e oca de e amen as. En e as semanas 9 a 18
a disponibilidade aumen ou 5% na linha de embalagem e 12% na linha de co e.
Figu a 49 - E olução da Disponibilidade na Linha de Co e e Embalagem.
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
52
ANEXO A: Tipos de De ei os Regis ados nos Lad ilhos
Figu a 1 - Tipos de De ei os egis ados na zona de Escolha.
Sujo
Lei oso
Co as
Sujo
Bocas
Can os Pa idos

Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
53
ANEXO B: Lis a de Ta e as do Se up de Co e an es do SMED
Nº da Ta e a DESCRIÇÃO Du ação Ta e a (min) I/E
1 Pa a Homag 1 0,7 I
2 Pa a Homag 2 0,7 I
3 Pa a P é-Co e 0,7 I
4 Muda P og ama do Despale izado pa a 1200 0,3 I
5 Baixa espessu a do p é co e 0,6 I
6 Ace a La gu a do i ado po g a idade 0,5 I
7 Subi Homag 1 0,4 I
8 Subi Homag 2 0,5 I
9 Fecha H2 1,4 I
10 Fecha Es ela 0,5 I
11 FEcha Guia H2 1,0 I
12 Fecha Schiele 9,8 I
13 Busca e amen as e lu as 2,0 I
14 Muda P og ama Homags e Inse i no os pa âme os 0,8 I
15 Ajus es no Vi ado 1,5 I
16 Puxa placas a é en ada da Homag 1 0,8 I
17 P epa a a T oca de F esas Lado Fêmea Homag 1 4,8 I
18 Subsi ui F esas na Homag 1 lado Fêmea 26,0 I
19 A uma e amen as 0,5 I
20 Despoei amen o Lado Macho Homag 1 4,3 I
21 Subsi ui F esas na Homag 1 lado Macho 22,0 I
22 A uma e amen as 0,4 I
23 A ina Pe il Homag 1 lado Macho 15,3 I
24 A ina Pe il Homag 1 lado Fêmea 20,0 I
25 Despoei amen o Lado Macho Homag 2 4,2 I
26 Subsi ui F esas na Homag 2 lado Macho 9,0 I
27 A uma e amen as e esas 0,5 I
28 Despoei amen o Lado Fêmea Homag 2 5,0 I
29 Subsi ui F esas na Homag 2 lado Fêmea 12,0 I
30 A uma e amen as e esas 0,4 I
31 A ina Pe il Homag 2 lado Macho 38,0 I
32 A ina Pe il Homag 2 lado Fêmea 38,0 I
33 Re-a anque da linha 26,0 I
Lis a de Ta e as Se up Co e (An es do SMED)
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
54
ANEXO C: Lis a de Ta e as Se up Linha de Co e após SMED
Nº da Ta e a Desc ição Du ação Ta e a (min)
1 Despoei amen o Lado Fêmea Homag 1 6,0
2 Despoei amen o Lado Fêmea Homag 2 5,0
3 Despoei amen o Lado Macho Homag 1 6,0
4 Despoei amen o Lado Macho Homag 2 6,0
5 Subi espessu a do p é co e 0,3
6 Ace a La gu a do i ado po g a idade 0,3
7 Subi Homag 1 0,3
8 Subi Homag 2 0,3
9 Ab i H2 e Inse i no os pa ame os 1,1
10 Ab i Es ela 0,5
11 Ace a Guia H2 1,0
12 Me e Tape es de H2 e Schiele a unciona 10,0
13 Passa Homag 1 a manual 0,3
14 Ajus es no Vi ado 1,0
15 Puxa placas a é en ada da Homag 1 0,7
16 P epa a e T oca F esas Lado Fêmea da Homag 1 26,0
17 P epa a e T oca F esas Lado Macho da Homag 1 27,0
18 P epa a e T oca F esas Lado Fêmea da Homag 2 9,4
19 P epa a e T oca F esas Lado Macho da Homag 2 9,0
20 A ina F esas Macho e Fêmea Homag 1 27,5
21 A ina F esas Macho e Fêmea Homag 2 27,5
22 Re-a anque da linha 44,0
209,0
To al
Se up Melho Sequência (COM SMED)
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
55
ANEXO D: Lis a de Ta e as do Se up da Embalagem an es do SMED
Nº DA TAREFA DESCRIÇÃO TEMPO DE REALIZÇÃO (min) I/E
1 Pa a a linha e ajus a b aço do alime nado 1 E
2 Es azia a linha 1 I
3 con a e ugo 1 I
4 ajus a escolha 2 I
5 ajus a en osas 8 I
6 busca e amen as 2 I
7 coloca ciaxas no alimen ado 2 I
8 Ajus es no alimen ado 0,2 I
9 Ajus a o i ado 0,1 I
10 Deslocações 3 I
11 Inse i no os dados de o ma o na consola 2 I
22,3
Nº DA TAREFA DESCRIÇÃO TEMPO DE REALIZÇÃO segundos I/E
1 P epa a Inse s 2 I
2 P epa a caixas no as 3 I
3 P epa a p óximo ma e ial 1 I
4 Con abiliza p odução an e io 1 I
5 Inse i dados de e ique as 1 I
6 Ajus a molde de caixas 2 I
7 T oca E ique as 2 I
8 Ab i Kuka 5 I
9 Coloca Pale es No as 3 I
10 Coloca no os inse s 1 I
11 Ajus a Caixas no kuka 2 I
23
To al
To al
OPERADOR 2
OPERADOR 3
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
56
ANEXO E: Lis a de Ta e as do Se up da Linha Embalagem após SMED
Nº DA TAREFA DESCRIÇÃO Du ação da Ta e a (min)
1 Ajus a Guia 1
2 Ajus a Espelho Escolha 2
3 Desliga Máquina pa a muda Fo ma o 3
4 Ajus a Ca oje 2
5 Ajus a Máquina de Caixas 2
6 Muda Ven osas 7,8
17,8
Nº DA TAREFA DESCRIÇÃO Du ação da Ta e a (min)
1 Muda Inse s 1
2 Muda E ique as 2
3 Muda Dimensão do Kuka 4
4 Ajus a Guias e Abe u a do B aço do kuka 3
5 Ajus a Guia da Saída do Robo 3
6 Coloca No as Pale es 5
18
OPERADOR 2
OPERADOR 3
To al
To al
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
57
ANEXO F: Ca ões de Se up pa a a Linha de Co e (OP1 en e e
e so)
Figu a 2 – Ca ão de Se up pa a o no o modo ope a ó io na linha da Co e (pa a ope ado 1).

Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
58
ANEXO G: Ca ões de Se up pa a a Linha de Embalagem (OP2 e OP3 -
en e e e so)
OP2
OP3
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ANEXO H: Lis a de Ta e as de T oca de F esas em ambas as Homags
Nº a e a Ope ação Tempo I/E
1 P epa a no o pedido 510 E
> I busca e amen as ( e ao pe da linha)
> i busca lu as (po ao pe da linha)
> Busca no as esas e caixas das esas em cu so
> Busca e Mon a manguei as de AC
> Inse i dados do no o pedido em H1 e H2
2 Pa a P é-Co e (após saída da úl ima placa) 30 E
3 Pa a H1 e H2 (após saída da úl ima placa) 60 E
4 P epa a H1 e H2 pa a a esa no a Lado Macho 1175 I
> ab i h2 lado macho
> e i a ampos das esas H2
> abi ga e as H2
> despoei amen o H2 lado macho
> coloca esas nos alo es de e e encia H2
> echa homag 2
> ab i h1 lado macho
> e i a ampos das esas H1
> abi ga e as H1
> coloca esas nos alo es de e e encia H1
> despoei amen o H1 lado macho
> coloca esas nos alo es de e e encia H1
> echa homag 1
> Mo e placas a é en ada H1 (em manual)
5 Mon a F esas Lado Macho H1 1018 I
> Re i a esas macho em cu so
> Mon a esas macho no as
> Tes a e Ajus a
6 P epa a H1 pa a a esa no a Lado Fêmea 425 I
> ab i h1 lado êmea
> e i a ampos das esas H1
> abi ga e as H1
> coloca esas nos alo es de e e encia H1
> despoei amen o H1 lado êmea
> coloca esas nos alo es de e e encia H1
> echa homag 1 lado êmea
7 Mon a F esas Lado Macho H1 1048 I
> Re i a esas êmea em cu so
> Mon a esas êmea no as
> Tes a e Ajus a
8 P epa a H2 pa a a esa no a Lado Fêmea 506 I
> coloca placas à en ada da H2
> ab i H2 lado êmea
> ab i ga e as H2 lado êmea
> Despoei amen o H2 lado êmea
> coloca esas nos alo es de e e encia H2
> echa homag 2 lado êmea
9 Mon a F esas H2 lado Fêmea 1086 I
> Re i a esas êmea em cu so
> Mon a esas êmea no as
> Tes a e Ajus a
10 Mon a F esas H2 lado Macho 1020
> Re i a esas êmea em cu so
> Mon a esas êmea no as
> Tes a e Ajus a
11 A anque da Linha e Con olo de Qualidade 40 I
12 A uma Fe amen as 60 E
13 Regis o de Se up 50 E
TOTAL em minu os
117
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
60
ANEXO I: Lis a de Ta e as de T oca de esa após S anda d Wo ks
Nº Ta e a Dec ição Du ação
1 Vi a cha e da Homag 1 pa a pa a mo o es 0,2
2 a i a anspo e schielle 1 0,2
3 ab i po a homag 1 0,1
4 despoei amen o homag 1 3,0
5 pega nas e amen as 0,2
6 e i a capo supe io 0,3
INÍCIO DAS ATIVIDADES DE TROCA
7 ecua esa 1,0
8 e i a capo in e io 0,2
9 desape a pa a uso do eio do mo o 0,3
10 desape a pe no 0,3
11 e i a esa e coloca na caixa 1,6
12 inse i no a esa 0,4
13 ape a pa a uso do eio do mo o 0,3
14 ape a pe no 0,4
15 inse i capo in e io 0,3
16 encos a esao ao encaixe de placa 1,2
17 ins io capo supe io 0,2
18 epe i a e as 7 a 18 na segunda esa 6,1
19 inse i ubos de aspi ação 0,4
20 echa po a da homag 1 0,1
16,7
Ta e as Realizadas num Lado de Homag Apenas Pad onizadas
To al
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
61
ANEXO J: Ca ões de T oca de F esas pa a a Linha de Co e ( en e e
e so)
Aplicação de Técnicas Lean na Melho ia da E iciência P odu i a de uma Fáb ica de Pa imen os de Co iça
68
ANEXO R: Ca ão de Se up pa a o Co e inal com 2 Ope ado es