I
Síl ia Alexand a Mo ei a Mon ei o
Neu o oxicidade da dopamina e dos seus conjugados.
Es udos in i o em neu ónios humanos dopaminé gicos
SH-SY5Y e in i o, em a os Sp ague-Dawley.
Disse ação de Mes ado em Toxicologia Analí ica Clínica e Fo ense
T abalho ealizado sob a o ien ação do
P o esso Dou o João Paulo Capela
E co-o ien ação do P o esso Dou o Félix Dias Ca alho
Se emb o de 2010
II
É au o izada a ep odução pa cial des a disse ação, apenas pa a e ei os de
in es igação, median e decla ação esc i a do in e essado, que a al se
comp ome e.
III
“I am among hose who hink ha science has g ea beau y. A scien is in his labo a o y is
no only a echnician: he is also a child placed be o e na u al phenomena which imp ess
him like a ai y ale.”
Ma ie Cu ie
IV
V
Dedico es e abalho À minha amília, Aos meus e dadei os amigos, Às pessoas que me
de am apoio, À amília de U bino e Ao Supe Má io….. Foi mais 1UP!
I dedica e his wo k To my Family, To my ue iends, To he pe sons who suppo ed me,
To my amily in U bino and To Supe Ma io….. I ’s ano he 1UP!
VI
VII
RESUMOS
VIII
IX
RESUMO
A Doença de Pa kinson (DP) é a segunda doença neu odegene a i a mais comum e a
deso dem do mo imen o mais equen e. É diagnos icada com base na p esença dos ês
sin omas mo o es mais signi ica i os: b adicinesia ou acinesia, igidez muscula e
emo es em epouso.
A DP é ca ac e izada pela neu odegene ação especí ica da subs ância neg a
acompanhada pela diminuição signi ica i a da dopamina em odos os componen es dos
gânglios basais e pela p esença de co pos de Lewi. A doença é de e iologia
desconhecida mas pensa-se que a dis unção mi ocond ial, a dis unção p o eossomal e o
s essee oxida i o possam es a en ol idos na pa ogénese da DP. Além disso, o am já
descobe as algumas al e ações gené icas que le am ao apa ecimen o dos sin omas.
Os neu ónios dopaminé gicos são sensí eis à neu odegene ação po á ios mo i os
elacionados com a p esença da dopamina, incluindo a o mação de conjugados com a
glu a iona e a cis eína, que se conside am neu o óxicos: 5-S-glu a ionildopamina, 5-S-
cis einildopamina e 5-S-N-ace ilcis einildopamina.
O objec i o des e abalho oi a alia a neu o oxicidade e possí eis mecanismos de
oxicidade da dopamina, do seu p ecu so L-DOPA, do me aboli o da dopamina DOPAC,
e dos seus conjugados 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA, nas concen ações de
10, 100, 500 e 1000 M e empos de exposição de 24, 48 e 72h, na linha celula
di e enciada de neu ónios dopaminé gicos humanos SH-SY5Y. Além disso, oi es ada a
neu o oxicidade do 5-S-NAC-DA quando injec ada in aes ia almen e a dose de 4,26 ng
em a os Sp ague-Dawley com 7 dias, e o seu possí el mecanismo de oxicidade.
Es a disse ação mos ou pela p imei a ez que odos os compos os es udados são
neu o óxicos nas células dopaminé gicas SH-SY5Y de uma o ma dependen e do empo
e da concen ação. Além disso a aliou-se o po encial neu op o ec o da N-ace ilcis eína
(NAC) e e i icou-se que a adição p é ia de NAC às cul u as celula es p e eniu em la ga
medida a neu o oxicidade dos compos os es udados indicando que in i o o mecanismo
de oxicidade des es inclui o s esse oxida i o.
Pa a a alia o papel do s esse oxida i o no p ocesso de neu o oxicidade, os ní eis de
glu a iona (GSH) in acelula o am de e minados, assim como oi usada a bu ionina
sul oximina (BSO), um inibido da enzima limi an e na sín ese de GSH, a γ-
glu amilcis eína sin e ase. Como espos a ao insul o de algumas das concen ações dos
XVI
2.2.6. Neu oin lamação ............................................................................................... 29
3.IMPORTÂNCIA DA DOPAMINA NA GÉNESE DA DOENÇA DE PARKINSON ........... 30
3.1. Sín ese da Dopamina .......................................................................................... 30
3.2. Me abolismo da Dopamina ................................................................................. 31
3.3. Relação en e a Dopamina e a α-Sinucleina na Génese da Doença de
Pa kinson.. .......................................................................................................... 33
3.4. Impo ância da Dopamina e dos seus Conjugados na Génese da Doença de
Pa kinson ............................................................................................................ 35
3.4.1. Conjugação da Dopamina com a Glu a iona .................................................... 37
4.MODELOS PARA O ESTUDO DA DOENÇA DE PARKINSON .................................... 45
4.1. Modelos Fa macologicamen e Induzidos ............................................................ 45
4.1.1. α-Me il-p- i osina e Rese pina ........................................................................... 45
4.1.2. 6-Hid oxidopamina ............................................................................................ 46
4.1.3. MPTP ................................................................................................................ 46
4.1.4. Ro enona .......................................................................................................... 48
4.1.5. Pa aqua o ......................................................................................................... 49
4.1.6. An e aminas ...................................................................................................... 50
4.2. Modelos Celula es in i o ................................................................................... 50
4.2.1. Cul u a P imá ia de Neu ónios Dopaminé gicos ............................................... 51
4.2.2. Cul u a de Células Imo alizadas ...................................................................... 51
4.2.3. Linha Celula SH-SY5Y .................................................................................... 53
4.3. Modelos Animais ....................................................................................................................... 55
5.OBJECTIVOS ................................................................................................................ 58
CAPÍTULO II: COMPONENTE EXPERIMENTAL ............................................................ 59
MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................................ 61
1. Ma e iais ...................................................................................................................................... 61
2. Sín ese dos Conjugados da Dopamina ............................................................... 61
3. Mé odos in i o ................................................................................................... 63
3.1. Cul u a Celula .................................................................................................. 63
3.2. De e minação da Viabilidade Celula ................................................................ 63
3.3. Doseamen o da Glu a iona ............................................................................... 64
3.4. Análise Es a ís ica ............................................................................................ 65
4. Mé odos in i o .......................................................................................................................... 65
4.1. T a amen o Animal e Adminis ação de Iode o de P opídio ............................. 65
XVII
4.2. Wes e n Blo ing ............................................................................................... 66
4.3. Imunohis oquímica ............................................................................................ 68
4.4. Análise Es a ís ica ............................................................................................ 68
RESULTADOS EXPERIMENTAIS .................................................................................... 69
1. Resul ados das Expe iências in i o com as Células SH-SY5Y .............................. 69
1.1. Ci o oxicidade da DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-
DA ..................................................................................................................... 69
1.2. Ní eis de GSH In acelula após Exposição aos Compos os DA, L-DOPA,
DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA .......................................... 73
1.3. E ei o do P é- a amen o com NAC e BSO na Ci o oxicidade da DA, L-DOPA,
DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA .......................................... 77
1.4. E ei o do P é- a amen o com NAC e BSO nos Ní eis de GSH In acelula .... 81
1.5. Obse ação mic oscópica das células SH-SY5Y ............................................. 84
2. Resul ados das Expe iências in i o nos Ra os Sp ague-Dawley ............................ 86
2.1. Mo e celula p o ocada pelo conjugado 5-S-NAC-DA .................................... 86
2.2. Exp essão da caspase-3, p17, α-espec ina e PKCα no Es iado .................... 89
CAPÍTULO III: DISCUSSÃO E CONCLUSÕES .............................................................. 91
DISCUSSÃO ..................................................................................................................... 93
1. Discussão dos Resul ados das Expe iências in i o com as Células Sh-SY5Y 93
2. Discussão os Resul ados das Expe iências in i o com os Ra os Sp ague-
Dawley .............................................................................................................. 101
CONCLUSÕES ............................................................................................................... 104
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 105
XVIII
XIX
ÍNDICE DE FIGURAS
FIGURA 1 - DIFERENÇAS NA ACTIVIDADE DDOS GB NUM INDÍDULO NORMAL (A) E NUM
INDIVÍDUO COM DP (B).. ............................................................................................... 11
FIGURA 2 – POSSÍVEIS MECANISMOS DE INFLUÊNCIA DA DISFUNÇÃO MITOCONDRIAL NA
APOPTOSE . ................................................................................................................. 20
FIGURA 3 - PRODUÇÃO DE H2O2 PELA ACTIVIDADE DA SOD (A) E DA MAO (B). ..................... 22
FIGURA 4 - REACÇÕES POSSÍVEIS PARA A ORIGEM DE ROS NOS NEURÓNIOS DOPAMINÉRGICOS.
................................................................................................................................... 23
FIGURA 5 - FACTORES QUE PODEM CONTRIBUIR PARA A NEURODEGENERAÇÃO DA DP,
ENVOLVENDO O STRESSE OXIDATIVO.. ........................................................................... 24
FIGURA 6 - CONVERSÃO DA DOPAMINA EM AMINOCROMO. .................................................... 28
FIGURA 7 - ESTRUTURA QUÍMICA DA DOPAMINA. ................................................................... 30
FIGURA 8 - SÍNTESE DAS CATECOLAMINAS. .......................................................................... 31
FIGURA 9 – VIAS METABÓLICAS DA DA ................................................................................. 32
FIGURA 10 - POSSÍVEIS INTERACÇÕES ENTRE A DA E A AS NA GÉNESE DA DP . .................... 34
FIGURA 11- POSSÍVEIS MECANISMOS DE TOXICIDADE DA DOPAMINA E DOS SEUS PRODUTOS
QUINÓNICOS NOS NEURÓNIOS DOPAMINÉRGICOS. .......................................................... 36
FIGURA 12 - METABOLISMO DA DA PELA VAM. .................................................................... 39
FIGURA 13 - METABOLISMO DA DA E DOPAC PELA VAM. .................................................... 40
FIGURA 14 – AUTO-OXIDAÇÃO DA 6-OHDA . ........................................................................ 46
FIGURA 15 - ESTRUTURA QUÍMICA DO MPTP (A), DO IÃO MPP+ (B) E DO MPPP (C). ........... 47
FIGURA 16 - ESTRUTURA QUÍMICA DA ROTENONA. ................................................................ 48
FIGURA 17 - CICLO REDOX DO PARAQUATO . ........................................................................ 49
FIGURA 18 - ESTRUTURA QUÍMICA DA METANFETAMINA. ....................................................... 50
FIGURA 19 - NÍVEL A 4110 DO MAPA ESTEREOTÁXICO DE KÖNIG E KEPPEL, MARCADO COM OS
3 NÍVEIS CONSIDERADOS DO ESTRIADO PARA A CONTAGEM DE CÉLULAS PI-POSITIVAS (A, B
E C).. ........................................................................................................................... 66
FIGURA 20 – VIABILIDADE DAS CÉLULAS SH-SY5Y APÓS EXPOSIÇÃO AOS DIFERENTES
COMPOSTOS AVALIADA PELO ENSAIO MTT. OS DADOS SÃO APRESENTADOS COMO
PERCENTAGEM DE CONTROLO, AO QUAL FOI ATRIBUÍDO O VALOR DE 100% (N=18 DE
3EXPERIÊNCIAS INDEPENDENTES). ................................................................................ 70
FIGURA 21 - PERCENTAGEM DE MORTALIDADE CELULAR APÓS EXPOSIÇÃO DAS CÉLULAS SH-
SY5Y AOS DIFERENTES COMPOSTOS. OS DADOS SÃO APRESENTADOS COMO
XX
PERCENTAGEM DO RÁCIO ENTRE A ACTIVIDADE DA LDH EXTRACELULAR E DA LDH TOTAL
(N=18 DE 3 EXPERIÊNCIAS INDEPENDENTES). ................................................................ 72
FIGURA 22 – NÍVEIS DE GSH INTRACELULAR E CONTEÚDO PROTEICO DAS CÉLULAS SH-SY5Y,
24H APÓS A EXPOSIÇÃO ÀS CONCENTRAÇÕES DE 10, 100, 500 E 1000 µM DOS
COMPOSTOS. OS DADOS DE CONCENTRAÇÃO INTRACELULAR DE GSH ENCONTRAM-SE
NORMALIZADOS DE ACORDO COM O CONTEÚDO PROTEICO. OS DADOS DO CONTEÚDO
PROTEICO SÃO APRESENTADOS COMO PERCENTAGEM DO RESPECTIVO CONTROLO, AO
QUAL FOI ATRIBUÍDO O VALOR DE 100% (N=9 DE 3 EXPERIÊNCIAS INDEPENDENTES). ...... 76
FIGURA 23 - EFEITO DO PRÉ-TRATAMENTO COM COM NAC (1 MM) E BSO (25 µM) NA
NEUROTOXICIDADE INDUZIDA PELA EXPOSIÇÃO DURANTE 24H À CONCENTTRAÇÃO DE 500
µM DOS DIVERSOS COMPOSTOS (N=9 DE 3 EXPERIÊNCIAS INDEPENDENTES). ................. 80
FIGURA 24 – CONCENTRAÇÃO DE GSH INTRACELULAR AQUANDO DA INCUBAÇÃO DOS
COMPOSTOS EM ESTUDO COM O PRÉ-TRATAMENTO COM NAC E BSO (N=9 DE 3
EXPERIÊNCIAS INDEPENDENTES). .................................................................................. 83
FIGURA 25 – FOTOGRAFIAS DAS CÉLULAS SH-SY5Y OBTIDAS NO MICROSCÓPIO INVERTIDO DE
CONSTRASTE DE FASE APÓS 24H DE EXPOSIÇÃO AOS COMPOSTOS NA CENCENTRAÇÃO DE
500 M (AMPLIAÇÃO 400X), SEM OU COM PRÉ-INCUBAÇÃO COM NAC (1MM). ................ 85
FIGURA 26 - MARCAÇÃO DAS SECÇÕES DO ESTRIADO COM PI VISUALIZADA EM FOTOGRAFIAS
DE MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA (AMPLIAÇÃO 100X). AS SECÇÕES ESTRIATAIS DOS
ANIMAIS FORAM OBTIDAS APÓS INJECÇÃO INTRA-ESTRIATAL COM 5-S-NAC-DA OU APENAS
PBS.. .......................................................................................................................... 87
FIGURA 27 - NÚMERO DE CÉLULAS PI-POSITVAS NOS ANIMAIS CONTROLO (N=5) E TRATADOS
COM 5-S-NAC-DA (N=5) (A) E NÚMERO DE CÉLULAS PI-POSITIVAS EM 3 DIFERENTES
ÀREAS DO ESTRIADO (A. B E C) DOS ANIMAIS CONTROLO (N=5) E TRATADOS COM 5-S-
NAC-DA (N=5) (B). ...................................................................................................... 88
FIGURA 28 - CO-LOCALIZAÇÃO DA MARCAÇÃO COM PI (VERMELHO) E NEUN (VERDE)
VISUALIZADA EM FOTOGRAFIAS DE MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA (AMPLIAÇÃO 100X).
AS SECÇÕES ESTRIATAIS DOS ANIMAIS FORAM OBTIDAS APÓS INJECÇÃO INTRA-ESTRIATAL
COM 5-S-NAC-DA OU APENAS PBS, NO CASO DOS OS ANIMAIS CONTROLO. .................. 88
FIGURA 30 - EXPRESSÃO DA CASPASE-3 (CPP32), CASPASE-3 CLIVADA (P17) (A), DE Α-
ESPECTRINA E DE PKCΑ (B) NO ESTRIADO DOS ANIMAIS CONTROLO INJECTADOS COM PBS
(N=5) E ANIMAIS TRATADOS COM 5-S-NAC-DA (N=5).. .................................................. 90
XXI
ÍNDICE DE TABELAS
TABELA 1 - PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA DA DP, EM VÁRIOS ESTUDOS (N), EM VÁRIOS GRUPOS
ETÁRIOS (MÉDIA±DESVIO PADRÃO) (ADAPTADO DE TABA ET AL, 2004). ............................ 7
TABELA 2 - SINTOMAS NÃO MOTORES DA DOENÇA DE PARKINSON (ADAPTADO DE CHAUDHURI
ET AL, 2005). ................................................................................................................. 9
TABELA 3 - COMPONENTES DOS CL (ADAPTADO DE DICKSON, 2008). ................................... 17
TABELA 4 - ALTERAÇÕES GENÉTICAS COM RELEVÂNCIA NA DP. ............................................ 26
TABELA 5 – SISTEMAS DE CULTURA DE NEURÓNIOS DOPAMINÉRGICOS. AMP – ADENOSINA
MONOFOSFATO, AS – Α-SINUCLEÍNA, BDNF – FACTOR NEUROTRÓFICO, D2R – RECEPTOR
DA DA, DA – DOPAMINA, DAT – TRANSPROTADOR DA DA, GDNF – FACTOR
NEUROTRÓFICO DERIVADO DAS CÉLULAS DA GLIA, METH – METANFETAMINA, RA – ÁCIDO
RETINÓICO, TH – TIROSINA HIDROXILASE (ADAPTADO DE FALKENBURGER E SCHULZ,
2006). ......................................................................................................................... 52
TABELA 6 – EXEMPLOS DE ESTUDOS QUE ENVOLVEM O USO DE NEUROTÓXICOS EM ROEDORES
COMO MODELO DE ESTUDO PARA A DP (ADAPTADO DE EMBORG ET AL, 2004). ............... 56
XXII
XXIII
LISTA DE ABREVIATURAS
XXIV
XXV
LISTA DE ABREVIATURAS
AIF – ac o iniciado da apop ose
ALDH – aldeído desid ogenase
ALR – aldeído edu ase
AMPA – α-amino-3-hid oxil-5-me il-4-isoxazole-p opiona o
AMPT – α-me il-p- i osinase
AS – α-sinucleína
ATP – adenosina i- os a o
BHE – ba ei a hema oence álica
BSA – albumina de so o bo ino
BSO – bu ionina sul oximina
CL – co pos de Lewi
CNAT – N-ace il ans e ase de conjugados de S-cis eína
COMT – ca ecol-O-me il ans e ase
DA – dopamina
DAT – anspo ado da dopamina
DDC – 3,4-dihid oxi enilalanina desca boxilase
DMEM – meio de Eagle modi icado po Dubelcco
DOPAC – ácido 3,4-dihid oxi enilacé ico
DOPAL – 3,4-dihid oxi enilace aldeído
DOPET – 3,4-dihid o enile anol
DP – doença de Pa kinson
DHBT – dihid obenzo iazina
4
1. DOENÇA DE PARKINSON
1.1. Pe spec i a His ó ica
Os p imei os ela os de sin omas que hoje são associados ao pa kinsonismo da am de
5000 A.C. e são p o enien es da Índia. A doença a que os médicos Ayu édicos
designa am de Kampa a a, e a a ada com Mucuna p u iens, uma plan a da amília das
abáceas e de nome comum “ eijão a eludado”. Es a plan a é a única on e na u al
conhecida de le odopa (L-DOPA), o p ecu so di ec o da dopamina (DA) (3).
Ao longo dos séculos o am desc i os sin omas que incluem emo es in olun á ios e
pos u as não con encionais. Desde a An iga G écia, passando pelo Impé io Romano,
pelos esc i os bíblicos e pela Ilíada de Home o, a é a um passado mais ecen e, onde
pe sonalidades conhecidas de á ias á eas de es udo dão o seu con ibu o pa a o
conhecimen o do pa kinsonismo, incluindo Leona do da Vinci e William Shakespea e.
En e as pe sonalidades mais ma can es da desc ição o mal dos sin omas ligados às
deso dens do mo imen o, des acam-se F anciscus de le Böe, F ançois de la C oix e
Wilhelm on Humbold . Es e úl imo desc e e nas suas ca as os seus p óp ios sin omas e
condição clínica, uma desc ição mui o comple a do que são os sin omas da DP (4).
A p imei a desc ição o mal da doença encon a-se na monog a ia “An Essay on The
Shaking Palsy”, esc i a po James Pa kinson e publicada em 1817, um médico que
desc e e com igo a his ó ia clínica e os sin omas do pa kinsonismo, baseando-se
somen e nas suas obse ações (5).
Foi em 1861/62, que Jean-Ma in Cha co jun amen e com Al ed Vulpian, desc e em
pela p imei a ez, de o ma exaus i a, os sin omas do pa kinsonismo e que a sínd ome
an e io men e es udada po Pa kinson é o malmen e econhecida como uma condição
pa ológica, adqui indo o nome de doença de Pa kinson (6).
Ao longo do empo, Cha co disc imina a di e ença en e b adicinesia e igidez (sin omas
mais equen emen e associados à DP), egis a a equência dos emo es, econhece a
mic og a ia como uma ca ac e ís ica comum a odos os doen es, e p esc e e os p imei os
a amen os (7).
Só na década de 50 já no século XX são iden i icadas, po A id Ca lsson, as p imei as
al e ações bioquímicas no cé eb o que conduzem à doença. Ca lsson demons ou que a
5
DA é um neu o ansmisso do sis ema ne oso cen al (SNC) e não só um p ecu so da
no ad enalina, como se pensa a an e io men e. Ao usa o á maco ese pina (que
p o oca a depleção das esículas neu onais das ca ecolaminas) em animais de
labo a ó io, e i icou que os ní eis de DA dec escem signi ica i amen e, o que p o oca
sin omas semelhan es aos da DP, e admi e a possibilidade da adminis ação de L-DOPA
aos doen es pa a o con olo dos sin omas (8). Desen ol eu ainda um mé odo que
possibili a a de e minação da concen ação de DA no cé eb o e descob e que es e
neu o ansmisso se encon a em ele adas concen ações numa zona ce eb al
especí ica, in imamen e elacionada com o mo imen o, os gânglios da base (GB) (9).
De ido ao seu abalho, Ca lsson iden i icou a p imei a causa isiopa ológica da DP, e
ecebe o P émio Nobel da Medicina e Fisiologia em 2000.
As descobe as de A id Ca lsson le a am a que ou os médicos po odo o mundo
p esc e essem L-DOPA aos seus pacien es pa a alí io dos sin omas da doença. Nes a
ase, des aca-se Geo ge C. Co zias, que adequa a posologia da L-DOPA, com con olo
signi ica i o da sin oma ologia e p og essão da doença (10).
Na década de 70, oi desen ol ido o p imei o medicamen o cons i uído pela combinação
de 2 á macos: L-DOPA e ca bidopa (inibido do me abolismo pe i é ico da L-DOPA).
Es a combinação é mais e icaz no a amen o da sin oma ologia, aumen ando a axa de
con e são da L-DOPA em DA ao ní el ce eb al (11). Em 1991, es e p odu o é ap o ado
pela FDA e e oluciona o a amen o sin omá ico da doença.
1.2. Epidemiologia
A DP é conside ada a deso dem do mo imen o que a ec a mais indi íduos em odo o
mundo e a segunda doença neu odegene a i a mais comum (sendo a p imei a a doença
de Alzheime ). Es ima-se a p e alência da doença en e 1 e 2% da população mundial
com mais de 65 anos e 3 a 5% dos indi íduos com mais de 85 anos (12) num o al de 4
milhões de pessoas em odo o mundo (13). Em 2006, a OMS es ima a a incidência da
DP en e 4,5 a 10 no os casos po 100.000 indi íduos; es e alo ajus ado pa a a idade
da população em ques ão, a ia en e os 9,7 e 13,8. Es ima a-se a p e alência da
doença en e 72 e 258,8 casos po 100.000 indi íduos (2).
6
A p e alência é in luenciada pela equência de oco ência da doença (incidência) e pela
axa de sob e i ência dos indi íduos. Numa compilação de es udos ob idos ao longo do
empo, em á ios países dos á ios con inen es, a p e alência b u a a ia en e 31 e 201
po 100.000 indi íduos e a p e alência ajus ada à idade da população a ia en e 60 e
190. A incidência b u a a ia en e 1,5 e 22 po 100.000 e a incidência ajus ada a ia
en e 0,9 e 19 po 100.000 indi íduos (14).
De no a que, apesa de se uma doença global, pa ecem ha e di e enças de incidência
e p e alência en e di e en es egiões, que podem se de idas a á ios ac o es: idade da
população em es udo, c i é ios de diagnós ico da doença, mé odos de análise e ac o es
gené icos e ambien ais. É impo an e e em con a os ac o es elacionados com os
se iços de saúde, p incipalmen e na es ima i a da p e alência (15).
Es udos ecen es apon am pa a uma p e alência mais ele ada em caucasianos,
eu opeus e no e-ame icanos, média nos asiá icos da China e Japão e mais baixa nos
neg os a icanos. Além disso, pa ece e iden e que nos países mais desen ol idos onde a
população idosa é maio , a incidência da doença seja supe io em elação aos países
menos desen ol idos (2).
Ao longo do empo, com o c escen e aumen o da espe ança de ida e da idade da
população, a incidência em endência a aumen a . De ido à melho ia da qualidade de
ida po ia da in odução e uso de á macos que isam o con olo dos sin omas da
doença, jun amen e com o apoio social p es ado aos doen es, a p e alência ap esen a a
mesma endência.
Desde o nascimen o a é à mo e, a p obabilidade de um indi íduo desen ol e PD é de
2% nos homens e 1,3% nas mulhe es (a p obabilidade do apa ecimen o dos sin omas de
pa kinsonismo é ligei amen e maio ) e o isco aumen a ao longo da ida, com a idade
(16) (Tabela 1).
7
Tabela 1 - P e alência e incidência da DP, em á ios es udos (n), em á ios g upos e á ios (Média±des io
pad ão) (adap ado de Taba e al, 2004).
G upos e á ios
30-39
40-49
50-59
60-69
70-79
80-89
P e alência
9,27 12,27
(11)
37,2 35,21
(19)
131,28 78,2
(25)
385,56 182,89
(25)
787,17 456,52
(24)
1142,9 881,73
(22)
Incidência
0,78 0,53
(8)
2,93 1,93
(9)
14,94 7,13
(12)
45,98 23,94
(12)
95,43 33,82
(12)
101,10 73,85
(12)
Rela i amen e à sin oma ologia, as mulhe es pa ecem e maio p opensão pa a a
ins abilidade pos u al, incapacidade de desempenha a e as diá ias e pa a a dep essão,
enquan o os homens são mais p edispos os pa a os dis ú bios do sono (17). Além disso,
pa ecem exis i di e enças de géne o ao ní el do me abolismo na á ea ce eb al dos GB
(18).
A mo alidade da DP é di ícil de de e mina pois a doença não é, no malmen e, a causa
di ec a da mo e, mas sim os sin omas da doença que diminuem a espe ança de ida
(como po exemplo, a p opensão pa a as quedas) (19).
Em Po ugal, um es udo de Dias e colabo ado es ealizado em 1992 concluiu que, num
o al de 219.928 indi íduos analisados, o am iden i icados 291 casos de DP, es imando-
se uma p e alência em 130 doen es po 100.000 indi íduos (20).
1.3. Sin oma ologia
O diagnós ico da DP é no malmen e a dio, de ido à inespeci icidade dos sin omas inicias
que incluem do es a iadas, dis ú bios do sono, ansiedade e dep essão, mo imen os
mais len os em a e as de o ina (po exemplo, di iculdade a es i ) e ma cha mais len a.
Mais a de, com o ag a amen o dos sin omas, o indi íduo oma o p imei o con ac o com o
médico, o nando-se já e iden es os emo es, a di iculdade em i a -se e baixa -se, o
passo i egula , o discu so mais len o e a mic og a ia, odos eles sinais ca ac e ís icos da
DP (21).
Os c i é ios mundialmen e usados pa a o diagnós ico co ec o da DP são aqueles
desc i os pelo UKBB (UK Pa kinson’s Disease Socie y B ain Bank) e pelo NINDS
8
(Na ional Ins i u e o Neu ological Diso de s and S oke), es imando-se que 90% dos
diagnós icos baseados nes es c i é ios es ejam co ec os (12).
1.3.1. Sin omas Mo o es
Os p incipais sin omas mo o es da DP e os mais signi ica i os são: b adicinesia ou
acinesia, igidez muscula e emo es em epouso. Es es são equen es en e os doen es
de Pa kinson e causado as do aumen o da mo bilidade e mo alidade elacionada com a
doença (22).
Os sinais mais ca ac e ís icos da b adicinesia são o balancea ano mal dos memb os
supe io es du an e a ma cha, edução da equência de pes aneja e a di iculdade em
deglu i . Os doen es de Pa kinson ap esen am amimia ( eduzida exp essão acial) e um
discu so monó ono (discu so sussu ado, ápida sequência de sílabas a baixo olume) e
azem pouco uso dos b aços du an e a ala. Nos memb os supe io es, a b adicinesia é
acilmen e iden i icada pelo apa ecimen o da mic og a ia (22).
Os doen es sen em di iculdade em desempenha mo imen os “ inos” (po exemplo,
abo oa -se), em execu a mo imen os de o ação co po al (po exemplo, i a -se na
cama) e e gue -se de posições sen adas ou baixas. Du an e a ma cha, ap esen am
di iculdade em inicia o mo imen o, len idão e dão passos pequenos, que jun amen e com
a pos u a desequilib ada e insegu a dão o igem a quedas.
A igidez muscula es á elacionada com o aumen o do ónus muscula , jun amen e com
a diminuída capacidade de elaxamen o, associada à esis ência de mo imen os impos a
an o pelos músculos lec o es como ex enso es (21).
Na DP, os emo es são mais usuais em posições de epouso, nos memb os supe io es,
a ec ando ambém os memb os in e io es e a cabeça, embo a menos equen emen e.
Os emo es nos memb os supe io es encon am-se diminuídos du an e as acções
olun á ias, pa icula men e ao es ica os b aços. O enómeno de emo pa ece e
o igem na al e nância en e ciclos de con acção e descon acção nos músculos, po sua
ez causada pela ac i idade oscila ó ia dessinc onizada dos GB (22).
9
1.3.2. Sin omas Não Mo o es
Ao con á io dos sin omas mo o es da DP, os sin omas não mo o es são pouco
especí icos e mui as ezes não co elacioná eis com a doença. Os sinais não mo o es
são á ios, podendo es a elacionados com o sis ema ne oso au ónomo ou com
sis ema cogni i o (Tabela 2) (23).
Tabela 2 - Sin omas não mo o es da doença de Pa kinson (adap ado de Chaudhu i e al, 2005).
Sin omas Neu opsiquiá icos
Dep essão, apa ia, ansiedade
Anedonia
Dé ices de a enção
Alucinações
Delí ios
Demência
Compo amen o obsessi o
Deso dens do sono (sonolência
e/ou insónias)
Sin omas do sis ema au ónomo
Dis ú bios enais
Noc ú ia
U gência em u ina
Al e ações de equência de micção
Sudo ese
Hipo ensão o os á ica
Quedas elacionadas com a hipo ensão o os á ica
Do es muscula es
Dis unções sexuais
Hipe sexualidade
Impo ência sexual
Hipossec eção de es os e ona
Sin omas gas oin es inais
Baba
Ageusia
Dis agia
Re luxo gas o-eso ágico
Vómi os
Náuseas
Obs ipação
Incon inência ecal
Sin omas senso iais
Do
Pa es esia
Dis ú bios ol ac i os
Ou os sin omas
Fadiga
Diplopia
Visão des ocada
Sebo eia
Pe da de peso
Disa ia
10
1.4. In luência da Neu o ansmissão Dopaminé gica na Doença de
Pa kinson
Além das á eas co icais ce eb ais pa a o con olo das ac i idades muscula es, duas
ou as es u u as são essenciais pa a a unção mo o a: o ce ebelo e os GB. Es as não
uncionam isoladamen e, mas in e agem en e si e com ou os sis emas. O ce ebelo é a
á ea ce eb al que auxilia a colocação em sequência das ac i idades mo o as e az
ajus es co ec i os nessas ac i idades à medida que são execu adas, pa a que sejam
ealizadas de aco do com os sinais en iados pelo có ex ce eb al e de ou as pa es do
cé eb o. Os GB localizam-se em á eas p óximas do álamo, ocupando uma pa e
signi ica i a das egiões in e io es de ambos os hemis é ios ce eb ais. Os GB incluem as
seguin es egiões ana ómicas: es iado, o globo pálido, o núcleo subs alámico e a SN
(24).
Exis e um g ande núme o de pa ologias associadas a es a zona ce eb al, e elacionadas
com os neu ónios dopaminé gicos, ca ac e izadas po um lado pelo excesso ou es ição
do mo imen o, às quais a comunidade cien í ica designa de deso dens do mo imen o.
Exis em ês classes de pa ologias des e ipo: as hipe ciné icas, hipociné icas e dis onias.
As doenças hipe ciné icas são ca ac e izadas pelo excesso de mo imen os incon olá eis
e ac os mo o es ápidos. Os mo imen os ano mais são a enuados pela adminis ação de
an agonis as dos ecep o es da DA e exace bados po agonis as da DA, ou seja, um
p o á el excesso de es imulação dopaminé gica es á associado a es e ipo de doenças,
das quais é exemplo a doença de Hun ing on. As doenças hipociné icas de em-se à
pe da da capacidade de neu o ansmissão dopaminé gica, cujo exemplo mais conhecido
é a DP. O úl imo ipo de deso dens do mo imen o é as dis onias, cujo sin oma mais
ma can e é a pa agem dos mo imen os du an e uma acção, de ido a con acções
muscula es in olun á ias, len as e epe i i as, como na pa alisia sup anuclea p og essi a
(25).
Os sin omas da DP êm o igem na neu odegene ação dos neu ónios dopaminé gicos
(neu ónios p odu o es do neu o ansmisso DA), cujos co pos celula es se localizam na
SN e os axónios libe am DA no pu amen e núcleo caudado – designado co po es iado
(CS) ou nig oes iado.
O CS é a p incipal zona de ecepção da in o mação neu onal p o enien e dos GB, po
ês ias di e en es: co icoes ia al, alamoco ical e a nig os ia al (aquela que é mais
a ec ada pela neu odegene ação na DP). A ia dopaminé gica nig oes ia al con ém
11
neu ónios dopaminé gicos cujos co pos celula es, localizados na SN (assim denominada
de ido à concen ação ele ada de neu omelanina (NM)), en iam axónios pa a o CS (26).
A in o mação neu onal é p ocessada nos ci cui os dos GB, en iada pa a o álamo e daí
pa a o có ex ce eb al. A in o mação p ocessada no CS pode se ansmi ida aos GB pela
ia di ec a ou indi ec a. A ia di ec a, ao inibi os GB, le a à inibição do álamo e à
exci ação do có ex ce eb al. A ia indi ec a, ao inibi os GB, p omo e a exci ação de
cen os ne osos que conduzem es ímulos à medula espinal (Figu a 1A). Na DP, a
inexis ência de ansmissão dopaminé gica p o enien e da SN pode le a à inibição
excessi a dos GB e do álamo, p o ocando a diminuição da es imulação do có ex mo o
e o apa ecimen o de b adicinesia ou acinesia (Figu a 1B) (27).
Figu a 1 - Di e enças na ac i idade ddos GB num indídulo no mal (A) e num indi íduo com DP (B). Se as
p e as ep esen am es ímulos exci a ó ios, se as cinzen as ep esen am es ímulos inibi ó ios. GPe - globo
pálido ex e no, GPi - globo pálido in e no, NST – núcleo sub alámico, SNc – subs ância neg a pa s compac a,
SN – subs ância neg a pa s e icula a (adap ado de Gal an e al, 2008).
O pa kinsonismo pa ece se uma deso dem complexa, na qual a ac i idade ano mal de
alguns g upos neu onais dos GB a ec a g andemen e a exci abilidade, a ac i idade
oscila ó ia, a sinc onia e as espos as sensó ias do có ex ce eb al en ol ido no
planeamen o e execução do mo imen o, assim como no sis ema senso ial (27).
12
1.5. In luência de Ou os Neu o ansmisso es na Doença de Pa kinsom
A maio ia dos es udos exis en es elacionam a pe da de neu o ansmissão
dopaminé gica com o apa ecimen o de sin omas mo o es, mas os sin omas não mo o es
ca ac e ís icos da DP podem es a associados a ou os sis emas de neu o ansmissão.
Os GB dependem da ac i idade de á ios neu o ansmisso es, que podem con ibui pa a
as di e sas dis unções associadas à DP. De ac o, os GB es ão não só elacionados com
a unção mo o a mas ambém com as unções cogni i as e com o compo amen o
emocional (28). As elações neu onais exis en es en e o có ex e os GB (pa icula men e
o CS) pa ecem es a en ol idas na modulação da in o mação cogni i a (29), na
ap endizagem, na memó ia (30), nas espos as pa lo ianas (31) e no compo amen o
associado às d ogas de abuso (32).
1.5.1. Neu o ansmissão Coliné gica
A unção mo o a do CS es á dependen e do equilíb io en e a concen ação de DA e
ace ilcolina e a dis unção desse equilíb io con ibui pa a o apa ecimen o da DP (33). Além
disso, a dis unção cogni i a nes es doen es es á elacionada com a neu o ansmissão
coliné gica.
Nos pacien es com DP oi de ec ada a pe da neu onal nos núcleos basais de Meyne
(localizados na subs ância inomina a, no globo pálido) (34, 35). Es as células são icas
em colina ace il asn e ase e neu ónios coliné gicos, que p ojec am axónios pa a o
có ex. Foi demons ado que o declínio das unções cogni i as nos doen es de Pa kinson
es á in imamen e elacionado com a edução da ac i idade coliné gica no có ex e com a
degene ação dos neu ónios nos núcleos de Meyne (35, 36).
E idências clínicas demons am que o a amen o com á macos an icoliné gicos podem
aumen a os já exis en es dé ices de memó ia nos doen es com DP (37) e que o
a amen o com inibido es das colines e ases (po exemplo, i as igmina) melho a as
unções cogni i as (38).
Foi suge ido que a dis unção na neu o ansmissão coliné gica pode se esponsá el ou
con ibui pa a o apa ecimen o de sin omas associados ao sis ema ne oso au ónomo
(39). Es es sin omas incluem dis unções nos sis emas sudomo o , gas oin es inal e
13
u iná io, dis ú bios do sono e dis unção sexual. Es e ipo de sin omas é mui o comum nos
doen es de Pa kinson, a ec ando ce ca de 70 a 80% dos indi íduos (40).
1.5.2. Neu o ansmissão Se o oniné gica
Os ecep o es se o oniné gicos nas células ce eb ais modulam as ias dopaminé gicas
de á ias o mas, po exemplo, a ac i ação dos ecep o es da se o onina (5-HT, 5-
hid o ip amina) 5-HT1A e 5-HT1B acili am a libe ação da DA, enquan o a ac i ação dos
ecep o es 5-HT2C inibem a sua libe ação (41). Fo am de ec ados eduções da o dem
dos 50% na concen ação de 5-HT no có ex e GB nos doen es de Pa kinson, podendo
es a elacionado com al e ações de humo , dep essão e al e ações na a qui ec u a do
sono (42).
A do é uma mani es ação equen e da DP, a ec ando ap oximadamen e 83% dos
indi íduos, sendo que a mais equen e es á associada ao sis ema musculo-esquelé ico
(ap oximadamen e, em 70% dos casos) (43). Foi suge ido que a neu o ansmissão
se o oninné gica possa es a en ol ida na modulação da do , uma ez que o a amen o
des e sin oma com inibido es da ecap ação de 5-HT e no ad enalina (como a
duloxe ina), esul a no alí io da do em 65% dos doen es (44).
A obs ipação, ou o dos sin omas da DP, é p o ocada pela diminuição da ac i idade do
sis ema gas o-in es inal. Os a amen os com agen es dopaminé gicos (po exemplo,
apomo ina e duodopa) mos a am-se bené icos no alí io da obs ipação (45). No en an o,
o sis ema se o oninné gico pode es a ambém en ol ido, uma ez que e idências p é-
clinicas suge em que a ac i ação dos ecep o es 5-HT4 localizados ao longo do ubo
diges i o aumen am a mobilidade in es inal (46).
1.5.3. Neu o ansmissão No ad ené gica
Os doen es de Pa kinson possuem baixas concen ações de no ad enalina (47). A pe da
de no ad enalina pa ece p o oca o ag a amen o da doença, aumen ando a
suscep ibilidade dos neu ónios dopaminé gicos, ou inibindo a epa ação dos neu ónios já
dani icados (48).
20
ac o es e e idos an e io men e, que pode acon ece em condições de s esse oxida i o
ou inibição da cadeia anspo ado a de elec ões (105).
Figu a 2 – Possí eis mecanismos de in luência da dis unção mi ocond ial na apop ose (adap ado de
Henchcli e and Beal, 2008).
Assim, a dis unção mi ocond ial e a inibição da cadeia espi a ó ia, podem es a na
o igem da mo e celula p og amada. Es a si uação assume pa icula impo ância na DP,
uma ez que exis em e idências da in luência da dis unção mi ocond ial na sua
pa ogénese, em pa icula na inibição do complexo I da cadeia espi a ó ia (71, 102).
Recen emen e, oi descobe o uma al e ação p o eica numa das subunidades que
cons i uem o complexo mi ocond ial I, que le a à diminuição da axa de ans e ência de
elec ões ao longo da cadeia. Suge iu-se que as al e ações uncionais do complexo I
pode iam es a na base da pa ogénese da DP, uma ez que es as al e ações não se
e i icam nou as doenças que ap esen am sin omas de pa kinsonismo, como a a o ia
sis émica múl ipla (106).
A exci o oxicidade pa ece se um p ocesso que pode es a elacionado com a ac i idade
mi ocond ial. A mo e neu onal como esul ado da exci o oxicidade de e-se à ac i ação
dos ecep o es NMDA pelo neu o ansmisso glu ama o, que p o oca o in luxo de cálcio
(107). Em condições no mais de po encial de memb ana, o in luxo de cálcio é bloqueado
pelo anspo e de magnésio, no en an o, a manu enção do po encial de memb ana é
21
dependen e de ene gia e numa si uação de dis unção mi ocond ial há edução do
po encial memb ana e dá-se o in luxo de cálcio (102).
O cálcio é seques ado pela mi ocônd ia, o que le a à abe u a dos po os mi ocond iais
de ansição, com libe ação do ci oc omo c e ou os ac o es p ó-apop ó icos e
consequen e ac i ação da ia apop ó ica (105).
As e idências mais cla as do en ol imen o da dis unção mi ocond ial no desen ol imen o
da DP p o êm de es udos epidemiológicos que elacionam a exposição a ac o es
ambien ais com o desen ol imen o da doença. G ande pa e dos es udos den o des a
ma é ia incide sob e a exposição a pes icidas. Vi ualmen e, qualque compos o que
possa p o oca as al e ações bioquímicas acima e e idas pode á se um indu o da DP.
Assim, oi es udada a po encial in luência do pa aqua o (he bicida) adminis ado em
simul âneo com o ungicida maneb (e ilenoepis ioca bama o de manganês), da o enona
(insec icida) e pes icidas o ganoclo ados, como a dield ina (108).
Os pes icidas e e idos p o ocam sin omas ca ac e ís icos da DP, como acinesia e igidez
muscula , em di e en es animais de labo a ó ios, como a os, p ima as, ou ainda em
insec os como a D osophila melanogas e , en e ou os. No en an o, nenhum deles
consegue ep oduzi na o alidade os sin omas e as suas ca ac e ís icas pa o isiológicas
da DP em humanos (76, 109-111).
2.2.2. S esse Oxida i o
Todas as células ap esen am um ní el basal de s esse oxida i o e, po esse mo i o, são
necessá ios mecanismos an ioxidan es que eliminem o excesso de adicais li es, e
ou os que epa em e/ou subs i uam as moléculas dani icadas. Uma alha nes es
sis emas de p o ecção pode p o oca a mo e celula e, em pa icula a
neu odegene ação, pelo aumen o de espécies eac i as, incluindo as espécies eac i as
de oxigénio (ROS), uma amília que inclui os adicais li es de oxigénio e os seus
de i ados (112).
O cé eb o humano é especialmen e sensí el ao s esse oxida i o. Uma das azões é o
ele ado consumo de oxigénio, de ido à g ande necessidade de p odução de ATP pa a a
manu enção da homeos asia iónica (112). O cé eb o consome 20% do oxigénio do
o ganismo mas ep esen a apenas 2% da massa co po al, ou seja, a po encial p odução
de ROS du an e a os o ilação oxida i a é eno me (113).
22
As espécies eac i as podem le a à pe meabilização da ba ei a hema o-ence álica
(BHE) di ec amen e, pela diminuição da sín ese de p o eínas essenciais na manu enção
das junções ape adas en e as células (114), ou indi ec amen e, pela ac i ação de
me alop o einases. A pe meabilização da BHE pe mi e a en ada no SNC de possí eis
neu o oxinas, endo oxinas e células in lama ó ias, com po encial ele ância na
pa ogénese da DP (115).
O O2•- é o mado po á ias ias nos neu ónios, in i o. As mais impo an es são a
ac i idade da cadeia mi ocond ial anspo ado a de elec ões (116) e a au o-oxidação de
moléculas com es u u a ca ecólica, como a ad enalina, a no ad enalina, L-DOPA, DA, 6-
hid oxidopamina (6-OHDA) e ióis, po exemplo, a cis eína. Es es compos os eagem com
a molécula de oxigénio, p oduzindo-se O2•- e compos os quinónicos, que podem liga -se e
deple a a GSH in acelula e/ou liga -se a p o eínas com g upos SH (117).
O me abolismo ce eb al é na u almen e p odu o de H2O2. As enzimas SOD u ilizam o
O2•- con e endo-o em H2O2 (Figu a 3A) (118). Exis em, no en an o, ou as enzimas, po
exemplo, a monoamina oxidase (MAO) que ca alisa a eacção en e as monoaminas e o
oxigénio, com o mação de H2O2 (Figu a 3B) (112).
322222
222
)(
22)(
NHOHRCHOONHRCHB
OHHOA
Figu a 3 - P odução de H2O2 pela ac i idade da SOD (A) e da MAO (B).
A ac i idade da SOD, com o objec i o de emo e o O2•-, é complemen ada com a
ac uação de ou as enzimas que emo em o H2O2. Po exemplo, o H2O2 pode se
eliminado quando ligado à GSH, ia GSH pe oxidase, com o mação de GSH oxidada
(GSSG) (Figu a 4a) (119). No en an o, é de salien a que a pe da de GSH de ec ada no
cé eb o de doen es de Pa kinson não é acompanhada pelo aumen o de GSSG, não
ha endo pe da pela sua me abolização, nem diminuição da capacidade de sín ese, uma
ez que não se e i icam al e ações nas enzimas que a p oduzem (88). Es es ac os
conjugados podem indica que o s esse oxida i o não é o único enómeno ine en e à
pe da de GSH.
Nos doen es de Pa kinson, exis em e idências cla as de s esse oxida i o, incluindo os
ní eis ele ados de pe oxidação lipídica, dano p o eico (com ele ação dos ní eis de
23
g upos ca bonilo) e dos ácidos nucleicos. O dano lipídico le a à pe da da in eg idade da
memb ana celula e ao aumen o da sua pe meabilidade aos iões, ais como o cálcio, que
po sua ez conduz à exci o oxicidade. O p odu o do dano lipídico 4-hid oxinonenal é
ci o óxico pa a os neu ónios, p omo e o aumen o de Ca2+ in acelula , inac i a os
anspo ado es do glu ama o e dani ica os neu o ilamen os (120). Foi de ec ado o
aumen o de aduc os p o eicos de 4-hid oxinonenal em doen es de Pa kinson (121).
Vá ias egiões ana ómicas neu onais (po exemplo, SN, núcleo caudado, pu amen e
globo pálido) ap esen am concen ações ele adas de e o e oi já de ec ada a p esença
de concen ações ano malmen e ele adas des e me al em doen es de Pa kinson, com
especial ele ância na SN (99). O e o, ano malmen e ele ado na SN dos doen es de
Pa kinson, pode se um elemen o que p omo e o s esse oxida i o, uma ez que pode
es a en ol ido na con e são do H2O2 em OH•, com oxidação de Fe2+ a Fe3+, na eacção
de Fen on (Figu a 4b) ou na eacção de Habe -Weiss (Figu a 4c) (99). Es a in o mação é
consis en e com os achados pa o isiológicos que desc e em o aumen o de e o o al e
de Fe3+ nas células da SN dos doen es de Pa kinson (99).
Mui os es udos elacionam ambém o su gimen o da DP com a exposição a me ais de
ansição, como o manganês (122, 123), que ocupacionalmen e, que a a és da die a
(124).
Os neu ónios dopaminé gicos es ão pa icula men e expos os ao s esse oxida i o uma
ez que de e minadas ROS são na u almen e p oduzidos du an e o me abolismo da DA,
incluindo O2•-, quinonas e HO- (Figu a 4d e 4e). A deg adação da DA pode oco e
espon aneamen e, na p esença de e o, ou enzima icamen e, a a és da enzima MAO-B,
com o mação de H2O2 (Figu a 4 ) (125). Pa ece ha e uma es ei a elação en e o
desen ol imen o da DP e a concen ação de e o na SN, com o mação de complexos
de e o e DA, que p omo em o s esse oxida i o (126).
22322
22
2
22
2
2
3
222
32
22
222
)
2)
2)
)
)
22)
OHNHDOPACOHODA
OHSQHODAe
HOSQODAd
FeOHOHOFeOOHc
FeOHOHFeOHb
OHGSSGGSHOHa
MAO
Figu a 4 - Reacções possí eis pa a a o igem de ROS nos neu ónios dopaminé gicos (adap ado de Lo ha ius
e B undin, 2002).
24
O s esse oxida i o desempenha um papel undamen al na neu odegene ação,
especi icamen e na SN, é ac ualmen e acei e como um ac o undamen al pa a a
pa ogénese da DP (Figu a 5).
Figu a 5 - Fac o es que podem con ibui pa a a neu odegene ação da DP, en ol endo o s esse oxida i o.
DA – dopamina, GSH – glu a iona, NM – neu omelanina, UPS – sis ema p o eossomal da ubiqui ina
(adap ado de Be g e al, 2005).
2.2.3. Inibição P o eossomal da Ubiqui ina
A neu odegene ação dos neu ónios da SN é acompanhada pela acumulação de
p o eínas dis uncionais não deg adadas e pela sua aglome ação em inclusões
ci oplasmá icas, os CL.
Como já oi e e ido, e i ica-se um dec éscimo da ac i idade p o eossomal em biopsias
pos -mo em da SN de doen es de Pa kinson, que pode a ingi os 40% (98). Além disso,
e i ica-se que os CL êm na sua cons i uição ubiqui ina e ou as subunidades
p o eossomais (68).
25
O sis ema p o eossomal da ubiqui ina (UPS) exis e na u almen e em odas as células,
cuja unção é a deg adação de p o eínas ano mais. Pa a a sua deg adação, as p o eínas
êm que se ma cadas com esíduos p o eicos de ubiqui ina pelo p o eossoma, um
sis ema p o eico compos o po ês enzimas conjugadas, a E1, E2 e E3 ligases, que
p omo em a ligação da ubiqui ina a uma zona especí ica da p o eína ano mal (127).
A p esença de AS e ubiqui ina nos CL pa ece es a elacionada com a deg adação
incomple a das ib ilas de AS, após ma cação com a ubiqui ina pelo UPS (128). As
o mas monomé icas e oligomé icas (na o ma de ib ilas) da AS são solú eis e oco em
na u almen e nas células neu onais. Quando p esen e em g andes concen ações, as
ib ilas podem o ma ag egados ib ila es, o nando-se insolú eis e podendo conjuga -se
com a ubiqui ina, o mando os CL (128). Sabe-se ambém que as p o o ib ilas de AS são
moléculas ci o óxicas ( e capí ulo 3.3), e a inibição do complexo UPS le a ia à não
deg adação des as p o eínas ano mais (129).
Es udos demons am que a inibição do UPS dá o igem a inclusões ci oplasmá icas de AS
e p o oca apop ose em células dopaminé gicas in i o (130). Foi já de ec ada uma
mu ação gené ica no gene que codi ica a p o eína Pa kin, uma ligase do ipo E3 (131), e
uma mu ação no gene codi ican e da ubiqui ina c- e minal hid olase (132), que le am ao
desen ol imen o de DP de o igem amilia ( e capí ulo 3.2.4).
O sis ema p o eossomal 26S, esponsá el pela p o eólise dependen e da ma cação pela
ubiqui ina é compos o pelo p o eossoma 20S (p o einase mul ica alí ica) que se conjuga
com o complexo egulado 19S (133). Um es udo de McNaugh e colabo ado es e i icou
a inexis ência das subunidades do sis ema p o eossomal 20/26S nas células
dopaminé gicas e que a ac i idade do p o eossoma 20S es á diminuída nos casos
espo ádicos de DP. Ve i ica am ambém que a ac i idade dos ac i ado es p o eossomais
PA700 e PA28 é eduzida e a concen ação des es ac i ado es é p a icamen e
inde ec á el na SN nos doen es com DP, compa ando com ou as á eas ce eb ais de
doen es de Pa kinson e ou na SN de indi íduos saudá eis (134).
2.2.4. Al e ações Gené icas
São conhecidos 11 loci com po encial ele ância no desen ol imen o da DP, 6 deles
associados a genes já conhecidos, que dão o igem a p o eínas com unção conhecida
(Tabela 4) (135).
26
Fo am descobe as 3 mu ações no gene SNCA, cujo p odu o génico é a p o eína AS, em
3 amílias di e en es, com o mas amilia es de DP: a mu ação A53T (136), A30P (137), e
E46K (138). Foi ambém descobe a uma iplicação no gene SNCA (139). As mu ações
A53T e A30P p omo em a o mação de p o o ib ilas in i o em elação à p o eína em
es ado na u al (140), e a mu ação E46K acele a a o mação de ib ilas, ela i amen e às
mu ações an e io es (141). Ve i ica-se que a sob e-exp essão da p o eína na u al AS
p o oca o desen ol imen o de ca ac e ís icas de pa kinsonismo e um aumen o da
concen ação ci ossólica de ca ecolaminas (142).
Tabela 4 - Al e ações gené icas com ele ância na DP.
Gene
Modo de
ansmissão
Locus
P odu o génico
Rele ância da génese
da DP
Re e ências
SNCA
Au ossómico
dominan e
PARK1
α-sinucleína
Fo mação CL, s esse
oxida i o
(136-138)
SNCA
Au ossómico
dominan e
PARK4
T iplicação
gené ica AS w
Fo mação CL, s esse
oxida i o
(141)
Pa kin
Au ossómico
ecessi o
PARK2
E2 ubiqui ina
ligase
Inibição UPS
(131, 134)
UCHL1
Au ossómico
dominan e
PARK5
ubiqui ina c-
e minal hid olase
Inibição UPS
(132, 143)
PINK1
Au ossómico
ecessi o
PARK6
Se ina- ionina
cinase 1
s esse oxida i o,
dis unção mi ocond ial
(13, 144)
LRRK2
Au ossómico
dominan e
PARK8
Se ina- ionina
cinase 2
Dis unção mi ocond ial
(135, 145)
DJ-1
Au ossómico
ecessi o
PARK7
P o eína DJ-1
s esse oxida i o, CL
(146)
Foi iden i icada uma al e ação no gene Pa kin com po encial ele ância na DP (131) que
codi ica a enzima E2 ubiqui ina ligase, um dos componen es do UPS que pa icipa na
ans e ência na ubiqui ina e na sua ligação a pép idos (147). Foi suge ido que a
inac i ação des e gene es á en ol ida na pa ogénese da DP de ido à acumulação
ci oplasmá ica de alguns dos subs a os do seu p odu o génico, p o ocada pela
diminuição da ac i idade ligase (po exemplo, acumulação de ib ilas de AS) (68). Assim,
pensa-se que a sob e-exp essão da p o eína Pa kin seja neu op o ec o a em á ias
si uações, nomeadamen e, quando há inibição do UPS, sob e-exp essão e/ou
acumulação de AS, no a amen o com MPTP e na oxicidade dependen e da DA (135).
27
Também elacionada com a al e ação do UPS es á a mu ação que pode se encon ada
no gene UCHL1, que le a ao desen ol imen o de DP amilia (132). Es e gene codi ica a
enzima ubiqui ina c- e minal hid olase, um ou o componen e do UPS, cujas unções
incluem a eciclagem da ubiqui ina (143). No en an o, oi apenas iden i icada uma amília
com es a a ian e da doença e po an o é con o e so se es a mu ação é signi ica i a
pa a o seu desen ol imen o (148).
A mu ação no gene PINK1 oi descobe a em 3 amílias consanguíneas com DP (13).
Células isoladas de indi íduos com a mu ação no gene PINK1 ap esen am eduzida
ac i idade do complexo mi ocond ial I e e idências de s esse oxida i o (144). Pensa-se
que es e gene possa e um e ei o neu op o ec o , uma ez que se demons ou que a
p o eína na u al a enua algumas o mas de apop ose e eduz a libe ação do ci oc omo c
quando sob e-exp essa in i o (149).
A delecção no gene DJ-1, com a consequen e ausência do seu p odu o génico, p o oca
DP (146). A p esença da p o eína DJ-1 na u al p o ege as células con a uma g ande
a iedade de danos, po exemplo, no modelo D. melanogas e os mu an es DJ-1 são
mais sensí eis à acção da o enona, do pa aqua o (150) e do MPTP (151), e ap esen am
ní eis ele ados de ROS e maio sensibilidade ao s esse oxida i o o que esul a na
degene ação de neu ónios dopaminé gicos (152). Além disso, e i ica-se que a o ma
na u al da p o eína eduz a ag egação da AS (153).
As mu ações no gene LRRK2 ep esen am a causa mais comum de pa kinsonismo
amilia , ep esen ando 5 a 6% do pa kinsonismo he edi á io e 1 a 2% dos casos de
pa kinsonismo espo ádico (13) e os doen es com es a mu ação ap esen am odos os
sin omas ep esen a i os da DP idiopá ica (145). O gene LRRK2 codi ica uma p o eína
cinase MAP (cinase ac i ada po mi ogénios), p e e encialmen e localizada jun o à
memb ana ex e na mi ocond ial. Uma ez que a mu ação nes e gene aumen a a
ac i idade cinase da p o eína, pensa-se que a sua hipe ac i idade possa a ec a a unção
mi ocond ial (135).
2.2.5. Rele ância da Neu omelanina na Doença de Pa kinson
A SN é assim designada de ido à p esença de pigmen os escu os de NM nos seus
neu ónios. A NM é uma molécula polimé ica p esen e no SNC humano, localizada em
o ganelos de dupla memb ana que se assemelham a lisossomas pigmen ados, sendo
28
que as zonas ce eb ais com maio quan idade de NM são a SN e o locus ce uleus (154).
Começa a o ma -se aos 2/3 anos de idade e aumen a com a idade, en e os 50-90 anos
(155).
A NM possui uma es u u a semelhan e à melanina (156) e g ande pa e des a é o mada
a pa i de quinonas e semi-quinonas, p odu os da au o-oxidação da DA, no ad enalina e
L-DOPA e conjugados de cis eína com a DA (157).
A NM pode se sin e izada enzima icamen e, po exemplo, ia i osinase (158), i osina
hid oxilase (TH) (159), pe oxidase (160) ou p os aglandina H sin e ase (161, 162), ou ia
au o-oxidação da DA. A sín ese não enzimá ica da NM de e-se à au o-oxidação de
ca ecóis a quinonas, com a subsequen e adição de g upos iol, eacção que oi
demons ada oco e no cé eb o humano (163). Po exemplo, as quinonas o madas
aquando da au o-oxidação da DA podem cicliza e o ma aminoc omos, que são ambém
p ecu so es da NM quando polime izados (Figu a 6) (164).
Figu a 6 - Con e são da dopamina em aminoc omo (adap ado de Pa is e al, 2009).
Ve i ica-se que na DP há pe da selec i a de neu ónios pigmen ados na SN, oda ia os
neu ónios não pigmen ados sob e i em (165). Pensa-se que a NM possa e , po um
lado, um papel neu op o ec o , seques ando espécies me álicas eac i as e compos os
o gânicos óxicos. Po ou o lado, pa ece desempenha ela p óp ia um papel neu o óxico,
podendo se uma on e de adicais li es ao eagi com o H2O2 (166).
A NM possui g ande capacidade de ligação a me ais como o e o, cob e e zinco (167).
Na SN humana, a e i ina es á p esen e nos oligodend óci os e nos as óci os, no en an o
não é de ec ada nos neu ónios dopaminé gicos. Assim, o único sis ema de de esa con a
o aumen o da concen ação de e o é a sua ligação à NM.
Além disso, a NM libe ada po neu ónios em degene ação pode le a à ac i ação da
mic oglia, libe ando-se moléculas ci o óxicas que podem dani ica ou os neu ónios,
29
exace bando o p ocesso neu odegene a i o. Po ou o lado, inibe a acção enzimá ica do
p o eassoma 26S, in i o (168).
A NM pode in e agi com compos os ele an es na génese da DP, demons ando mais
uma ez o seu papel neu op o ec o . O MPP+ (ião 1-me il-4- enil pi ídio) pode liga -se à
NM ( eduzindo a oxicidade do MPTP in i o) (169) e ao pa aqua o (170), no en an o,
pode ambém le a à sua libe ação g adual dos neu ónios, p o ocando pos e io
neu odegene ação da SN.
2.2.6. Neu oin lamação
O SNC é ele p óp io capaz de desencadea uma espos a imuni á ia, não só con a
agen es ex e nos, mas ambém como espos a a um p ocesso imune ine en e ao p óp io
SNC. As células e ec o as des a espos a são células da glia, p icipalmen e as células da
mic oglia (171). Alguns au o es suge em que o p ocesso neu oin lama ó io pode não se
ge ado somen e po p ocessos gliais mas en ol e a p esença de células imuni á ias
pe i é icas. O signi icado da sua p esença é desconhecido, mas pode á indica que a
ba ei a hema o-ence álica es á de algum modo comp ome ida na DP (172).
Ve i ica-se a ac i ação das células da mic oglia nos doen es de Pa kinson (173) e em
indi íduos expos os ao MPTP (174), cuja causa é e dadei amen e desconhecida:
de ec a-se o aumen o da concen ação de ci ocinas e ou as p o eínas, po exemplo,
in e leucinas e TNF-α, na egião nig os ia al e no luído ce eb oespinal (175, 176).
Os ecep o es de ci ocinas p ó-in lama ó ias, como o TNF-α, es ão p esen es nos co pos
celula es e nas dend i es dos neu ónios nig oes ia ais, o que p o a elmen e os o na
suscep í eis ao e ei o ci o óxico das ci ocinas libe adas pelas células da mic oglia
ac i adas (177) e a ac i ação des es ecep o es pode ac i a a casca a das caspases que
conduz à apop ose (178).
A ac i ação da mic oglia pode ambém le a ao s esse oxida i o, com p odução de óxido
ní ico (NO), que ao en a nos neu ónios e conjuga -se com o O2•-, o igina pe oxini i o
(ONOO-), uma espécie mui o eac i a (179, 180).
36
Figu a 11- Possí eis mecanismos de oxicidade da dopamina e dos seus p odu os quinónicos nos neu ónios
dopaminé gicos (adap ado de Miyazaki e Asanuma, 2008).
Ve i icou-se que as quinonas de i adas de DA podem liga -se ao DNA, o mando
aduc os, que pode á le a a mu ações que es ão na o igem do desen ol imen o de DP
(206).
As quinonas, de i adas da au o-oxidação das ca ecolaminas, são mui o eac i as na
p esença de iola os, o mando-se ca ecol ioé e es. Nos sis emas biológicos, são
equen es os ligandos des es compos os à cis eína ou à GSH, pela VAM. Na DP,
assume pa icula ele ância a o mação de ca ecol ioé e es de i ados da DA e dos seus
me aboli os, no en an o, a no ad enalina e a ad enalina podem so e eacções de au o-
oxidação e me abolismo semelhan es. No en an o, a ca ecolamina com maio
p obabilidade de en a em ciclo edox é a DA (147).
Como já oi e e ido, um dos achados pa o isiológicos nas células neu onais da SN em
doen es de Pa kinson é o aumen o da azão 5-S-cis-DA/DA. Ve i ica-se que a
deg adação química da neu omelanina dá o igem a p odu os que suge em que a sua
composição con ém esíduos indólicos e de i ados de 5-S-cis-DA, suge indo que a 5-S-
cis-DA é um dos p ecu so es da neu omelanina (207). No en an o, com o aumen o da
concen ação de 5-S-cis-DA in acelula , a p odução de melanina diminui a é que pá a, in
37
i o. Suge iu-se que a p esença de cis eína inibe a ciclização da DA-o-quinona em
dopaminoc omo (208), podendo se um dos mecanismos que le e à despigmen ação dos
neu ónios dopaminé gicos nos doen es de Pa kinson.
3.4.1. Conjugação da Dopamina com a Glu a iona
A GSH é um an ioxidan e que eage não enzima icamen e com ROS e é um auxilia na
des oxi icação de alguns xenobió icos. Possui ainda ou as unções nas células, como
meio de a mazenamen o e anspo e de cis eína (209), na p oli e ação celula (210) e na
egulação da apop ose (211). A sín ese da GSH é ga an ida pela acção consecu i a de 2
enzimas: a -glu amilcis eína sin e ase ( -GS) (que combina os aminoácidos glu ama o e
cis eína), seguida da acção da enzima GSH sin e ase (que combina o dipép ido an e io
com o aminácido glicina). Pa a a ac i idade des as 2 enzimas é necessá io ATP (113),
logo, se a cadeia mi ocond ial espi a ó ia es i e comp ome ida, a sín ese de GSH
encon a-se diminuída.
A ligação da GSH a ROS pode se de 2 ipos: eacção não enzimá ica ou enzimá ica,
uncionando como dado de elec ões na eacção da GSH pe oxidase (GPx) (cuja unção
é eduzi o H2O2 a água). Na p imei a, a GSH liga-se a ROS, po exemplo O2•- e NO (212,
213). Na segunda, a GSH é oxidada a GSSG, sendo que a sua egene ação se dá ia
GSH educ ase (GR) (214). Nas eacções ca alisadas pela GPx e GR, a GSH não é
consumida mas eciclada. No en an o, du an e a o mação de conjugados de GSH ia
glu a iona-S- ans e ase (GST) (du an e a ans o mação de possí eis xenobió icos a
compos os menos óxicos e mais hid ossolú eis) (215), ou pela libe ação de GSH das
células du an e a sua homeos asia (216), a concen ação de GSH in acelula diminui e
há necessidade de sín ese de no o.
Nos doen es de Pa kinson, a concen ação de GSH es á diminuída en e 40 a 50% na SN
(85, 86). A pe da de GSH isoladamen e não é esponsá el pelo dano nig oes ia al na
DP, uma ez que a edução da concen ação da GSH ce eb al a a és de in usões
c ónicas de BSO (bu ionina sul oximina) não é su icien e pa a eduzi o núme o de
neu ónios dopaminé gicos (217) mas pode con ibui pa a o aumen o da suscep ibilidade
des as células. A BSO é esponsá el pela depleção de GSH a a és da inibição da
enzima limi an e da sua sín ese, a -GS.
38
A ia de conjugação da GSH com xenobió icos ia GST é uma impo an e ia de
des oxi icação nas células. Os subs a os pa a es a eacção são elec ó ilos
po encialmen e óxicos de ido a sua capacidade de ligação a ou os nucleó ilos (como
p o eínas e ácidos nucleicos), causando danos celula es e gené icos, ou compos os que
podem acilmen e en a em ciclo edox e causa s esse oxida i o. Os conjugados de
GSH denominan-se ioé e es, o mados aquando do a aque nucleo ílico do anião iola o
da GSH (GS-) com um á omo elec o ílico do xenobió ico (C, O, N ou S) (218).
A con e são dos conjugados de GSH a ácido me cap ú ico, o me aboli o menos óxico e
exc e á el do xenobió ico, en ol e a emoção sequencial do ácido glu âmico pela enzima
-GT, e da glicina pela alanil-aminopep idase, seguida da N-ace ilação do conjugado de
cis eína a ácido me cap ú ico (Figu a 12).
Toda ia, em alguns casos, a conjugação do xenobió ico com a GSH aumen a a sua
oxicidade. Tal ac o pode oco e de 5 o mas di e en es: (1) o mação de conjugados de
haloalcanos, iociana os o gânicos e ni osoguaninas (po exemplo, mecanismo de
oxicidade do diclo ome ano), (2) o mação de conjugados de dihaloalcanos (po
exemplo, mecanismo de oxicidade do ciclo oe ano e do dib omoe ano), (3) o mação de
conjugados de alcenos halogenados, deg adados a me aboli os óxicos no ígado pela
enzima β-liase (po exemplo, mecanismo de oxicidade do hexaclo ou adieno), (4)
conjugação cíclica com a GSH, le ando à sua depleção (po exemplo, mecanismo de
oxicidade dos alil-, benzil- e enoe il- iociana os) e (5) o mação de conjugados de
quinonas, quinoneinimas e iso iociana os (po exemplo, mecanismo de oxicidade do
b omobenzeno) (219, 220).
A VAM inicia-se com a junção in acelula da GSH ao elec ó ilo da O-quinona da DA,
que espon aneamen e, que pela acção enzimá ica da GST. Os conjugados de GSH são
anspo ados pa a o meio ex acelula , onde são hid olisados pela enzima -GT,
jun amen e com pep idases, aos seus co esponden es conjugados de cis eína. Os
conjugados de cis eína een am nas células e são me abolizados pela enzima
mic ossomal CNAT (N-ace il ans e ase de conjugados de S-cis eína) em conjugados de
ácido me cap ú ico (147, 221). A concen ação in acelula de conjugados de ácido
me cap ú ico é man ida pelo equilíb io en e a acção das enzimas CNAT (que le am à
sua o mação) e das ace ilases (que a o ecem a eacção de deg adação do adical
ace il) (183).
Nos doen es de Pa kinson, de ido ao s esse oxida i o, a o mação de conjugados de DA
e L-DOPA encon a-se acili ada a a és da p odução de quinonas (200).Tendo em con a
39
as O-quinonas de i adas da DA, na VAM dá-se a o mação de 5-S-glu a ionildopamina
(5-S-GSH-DA, o conjugado de GSH), de 5-S-cis einildopamina (5-S-cis-DA, o conjugado
de cis eína) e 5-S-N-ace ilcis einildopamina (5-S-NAC-DA, o conjugado de ácido
me cap ú ico) (Figu a 12) (221). A DA, ao se me abolizada pela MAO-B le a à o mação
de DOPAC, que pode so e o mesmo p ocesso de conjugação da VAM (Figu a 13) (147).
No sen ido de comp o a a possibilidade da o mação de odos os me aboli os
dependen es da DA e en ol idos na VAM, Shen e colabo ado es demons a am que a
conjugação de DA-O-quinonas com a cis eína le a à o mação de 5-S-cis-DA (p odu o
maio i á io) e 2-S-cis einilDA (p odu o mino i á io), in i o. Es es compos os são
apidamen e oxidados, dando o igem a 2,5-bis-S-cis-DA, 2,5,6- is-S-cis-DA, DHBT-1,
DHBT-5, e conjugados des es dois úl imos com a cis eína, o mando conjugados 6-S-
cis einilDHBT (222).
Figu a 12 - Me abolismo da DA pela VAM (CNAT - N-ace il ans e ase de conjugados de S-cis eína, DA –
dopamina, DP – dipep idase, GST – glu a iona-S- ans e ase, -GT – -glu amil ans e ase, 5-S-Cis-DA – 5-S-
cis einildopamina, 5-S-GSH-DA – 5-S-glu a ionildopamina, 5-S-NAC-DA – 5-S-N-ace ilcis einildopamina)
(adap ado de Mon ine e al, 2000).
40
Figu a 13 - Me abolismo da DA e DOPAC pela VAM (DA (1) e o mação de DA-O-quinona (2), 5-S-GSH-DA
(3), 5-S-cis-DA (4) e 5-S-NAC-DA (5); me aboli o da DA, DOPAC (6), DOPAC-O-quinona (7), 5-S-GSH-
DOPAC (8), 5-S-Cis-DOPAC (9) e 5-S-NAC-DOPAC (10). ALDH – aldeído desid ogenase, MAO –
monoamina oxidase (adap ado de Zhang e al, 2000).
A oxidação do me aboli o 5-S-cis-DA, na p esença de cis eína li e, a pH p óximo de 7,4,
aduz-se na o mação de DHBT-1, um dos compos os da amília das benzo iazinas,
endo oxinas que po si só podem le a à degene ação dos neu ónios dopaminé gicos,
pela inibição do complexo mi ocond ial I e a o mação de ROS (222).
41
Es udos e elam que a VAM e a o mação de conjugados de DA é compa í el com os
pa âme os bioquímicos encon ados na SN de animais de labo a ó io e em á ios
es udos elacionados com a DP. Ve i ica-se a diminuição da concen ação de DA, a
diminuição da concen ação de GSH, pela ligação à DA e o mação de conjugados, o
aumen o da ac i idade de enzima -GT, o aumen o da concen ação de anião O2-
in aneu onal e o aumen o das eacções de oxidação da DA com consequen e o mação
de O-quinonas (223). Ve i ica-se ambém um aumen o da azão 5-S-cis-DA/DA (163).
De no a , no en an o, que o aumen o da ac i idade da enzima -GT pode se um
esul ado adap a i o da células em espos a à diminuição da quan idade de GSH (224).
Desde 1986 que é conhecida a p esença de conjugados de cis eína de i ados da DA, L-
DOPA e DOPAC em cé eb os de mamí e os, em egiões ce eb ais onde a DA é
encon ada em maio concen ação (163). Foi ambém já de ec ada a p esença de 5-S-
cis-DA no cé eb o de humanos, em zonas icas em DA, como o núcleo caudado, o
pu amen, o globo pálido e a SN, mas não nou as egiões ce eb ais (como o ce ebelo e o
có ex occipi al) (225) e, em doen es de Pa kinson, na SN a concen ação de 5-S-cis-DA,
5-S-cis-DOPA e 5-S-cis-DOPAC é signi ica i amen e maio do que nos indi íduos
con olo (117).
Apesa da VAM se basicamen e uma ia de des oxi icação, que le a à inac i ação e
exc eção de compos os po encialmen e óxicos, pa ece ha e si uações em que a sua
exis ência le a à o mação de me aboli os mais óxicos que o compos o o iginal. A
oxidação da DA pela VAM pa ece se um desses casos (218).
Spence e colabo ado es e i ica am que exis e uma elação cla a en e a diminuição da
GSH com a o mação de conjugados de cis eína (117). A incubação in i o de GSH com
DA ou L-DOPA não p o oca a diminuição de concen ação da GSH. A incubação de
apenas GSH com um sis ema enzimá ico ge ado de ROS (H2O2 e O2-) aduz-se na
pe da len a de GSH. No en an o, a incubação simul ânea de GSH com DA (ou L-DOPA) e
ROS le a à pe da signi ica i a de GSH, de modo linea e dependen e da concen ação de
DA, mime izando o ambien e oxidan e exis en e nos neu ónios dopaminé gicos (117).
Es e es udo pe mi iu de ec a po HPLC no os compos os, que se concluiu se em o 5-S-
GSH-DA, 5-S-GSH-DOPA, 5-S-cis-DA e 5-S-cis-DOPA (117). A concen ação de
conjugados encon ada na maio ia das egiões ana ómicas ce eb ais analisadas nos
doen es de Pa kinson não oi signi ica i amen e di e en e dos con olos, com excepção
da SN e da subs ância inomina a, onde se encon a am os ní eis mais al os de
conjugados de cis eína (5-S-cis-DA e 5-S-cis-DOPA). Pensa-se que nes as zonas g ande
42
pe cen agem de DA e L-DOPA seja oxidada nos seus conjugados. Em eo ia, pode dize -
se que qualque mecanismo que esul e na oxidação das ca ecolaminas pode le a à
diminuição da concen ação in aneu onal da GSH, pela indução da VAM, e o a amen o
dos doen es com L-DOPA pode exace ba es e p oblema, uma ez que es a molécula
ambém so e p ocessos de au o-oxidação e o mação de conjugados de cis eína,
po encialmen e ci o óxicos (117).
Dependendo dos es udos e das condições expe imen ais, a L-DOPA pode ac ua como
p ó-oxidan e ou an ioxidan e. Alguns es udos demons am que a exposição de células
dopaminé gicas à DA e/ou L-DOPA o igina ci o oxidade mediada pela exposição ao
s esse oxida i o (226-228). Pelo con á io, ou os es udos apon am pa a um e ei o
neu op o ec o , a a és do aumen o dos ní eis de GSH ou aumen o da p odução de
ac o es neu o ó icos (229-231).
Os p imei os es udos ealizados com o objec i o que e i ica a possí el neu o oxicidade
dos conjugados de cis eína de i ados de DA o am conc e izados po Zhang e
colabo ado es. Es e concluiu que exis e uma elação dose- espos a linea en e a
concen ação de DA e a apop ose neu onal e que, à excepção da DA e do seu me aboli o
5-S-NAC-DA, que demons a am neu o oxicidade, não ob i e am esul ados cla os
ace ca de ou os me aboli os da VAM en ol endo a DA. No en an o, nes e es udo oi
usado como modelo a linha celula MES, de i ada de neu ónios mesence álicos de a o,
cuja limi ação é o ac o de cons i ui uma população celula homogénea de neu ónios não
di e enciados. Ou seja, não oi possí el es a a especi icidade des es me aboli os em
elação aos neu ónios humanos dopaminé gicos (147).
Picklo e colabo ado es demons a am que a oxidação dos conjugados da DA
p o enien es da VAM, o 5-S-cis-DA e o 5-S-NAC-DA, é mais ápida e p omo e maio
s esse oxida i o que a p óp ia DA li e in acelula (125).
Ou o es udo po Spence e colabo ado es a aliou o po encial neu o óxico dos aduc os
de 5-S-cis einilca ecóis, em neu ónios nig oes ia ais, usando a linha celula CSM14.1.
Foi es udada a iabilidade celula , o dano nucleico, a p odução de ROS e a ac i idade
das caspases-3 (232). Ve i icou-se que a incubação de células com DA p o oca uma
diminuição da edução do MTT (o que indica pe da de iabilidade celula ) a
concen ações de DA acima de 100 M e empo de exposição en e 24 e 48 ho as. A
pe da de iabilidade celula é mais ex ensa quando as células são incubadas com 5-S-
cis-DA, a concen ação de 100 M, mas po pe íodos de exposição meno es, en e 12 e
48 ho as.
43
Apesa de não se e i ica mo e neu onal em pe íodos de exposição de 6 ho as com 5-
S-cis-DA, e i icou-se um aumen o signi ica i o na de ecção de bases pu ínicas e
pi imidínicas oxidadas, o que é indica i o de s esse oxida i o e dano nos ácidos
nucleicos. Não se de ec a am bases oxidadas na incubação com L-DOPA ou DOPAC,
mas o am de ec adas aquando da incubação com conjugados de L-DOPA e DOPAC,
apesa de se em meno ex ensão do que com 5-S-cis-DA. A incubação celula com 5-S-
cis-DA em concen ações supe io es p o ocou um aumen o signi ica i o da p odução de
ROS, quando compa ado com as células expos as à DA. O mesmo acon ece com a
exposição aos conjugados de L-DOPA e DOPAC.
O mesmo es udo a aliou a apop ose como mecanismo de mo e celula . Ve i icou-se que
a exposição a 5-S-cis-DA (10 M) du an e 6 ho as p oduziu um aumen o signi ica i o na
ac i ação das caspases-3.
Es e es udo pe mi iu conclui que os 5-S-cis einilconjugados de DA, L-DOPA ou DOPAC
são ci o óxicos pa a os neu ónios, p o ocando oxidação de bases azo adas e a p odução
de ROS. O aumen o da ac i idade das caspases-3 indica mo e celula po apop ose,
possi elmen e com inibição da cadeia espi a ó ia, que pode de e -se ao aumen o da
p odução de ROS ou ao a aque di ec o dos cis einilconjugados (232).
Ou os es udos demons a am que os compos os da amília das benzo iazinas, que
esul am da oxidação dos conjugados de cis eína em DHBT, são apidamen e
acumulados nas mi ocônd ias e inibem o complexo I. O mecanismo de inac i ação des as
enzimas pode es a elacionado com a bioac i ação do DHBT po oxidação em
me aboli os al amen e elec o ílicos que se ligam a esíduos de cis eína (223).
Assim, os conjugados de cis eína podem le a à ulne abilidade neu onal não só pela
p odução de neu o oxinas de i adas de benzo iazinas (que le am à inibição mi ocond ial)
mas ambém aumen ando os ní eis de s esse oxida i o. Es es conjugados são mais
apidamen e oxidados que os seus p ecu so es, le ando à o mação de conjugados mais
complexos ou ao aumen o dos p odu os oxidan es, como o O2•-, H2O2 ou adicais hid oxilo
(232).
Um es udo de Mosca e colabo ado es pe mi iu demons a que, na ealidade, o
conjugado 5-S-Cis-DA é mais ci o óxico do que o seu p ecu so DA, na linha celula
neu onal dopaminé gica SH-SY5Y. Ve i ica am que es e compos o desencadeia
ci o oxicidade de o ma dependen e do empo e da concen ação, e após o a amen o
com es e conjugado a 100 M, é possí el e i ica um aumen o da p odução de ROS,
acompanhado de uma diminuição da de ecção de g upos iol, a pa i das 24h de
44
incubação. Obse a-se ambém uma diminuição ma cada do po encial ansmemb ana
da mi ocônd ia acompanhado da inibição do complexo mi ocond ial I, agmen ação do
DNA nuclea e aumen o da ac i idade das caspases-3 (233).
O s esse oxida i o obse ado aquando da incubação com es e compos o, pela p odução
de ROS e diminuição de g upos iol pode de e -se a 2 mo i os: au o-oxidação do
conjugado e/ou inibição com complexo I, como já oi obse ado an e io men e com a
u ilização da o enona, in i o (234). Po ou o lado, a inibição do complexo I pode de e -
se à ac i idade di ec a do 5-S-Cis-DA (235) ou à p odução de benzo iazidas dele
de i adas (236).
O mesmo es udo desc e eu á ias e idências de mo e apop ó ica aquando da
incubação com 5-S-Cis-DA, como a diminuição do po encial ansmemb ana
mi ocond ial, que pode á se um enómeno desencadeado da apop ose, agmen ação
do DNA nuclea e aumen o da ac i idade das caspases-3. De no a que a 5-S-Cis-DA
demons ou maio ci o oxicidade que a DA em odos os pa âme os obse ados (233).
45
4. MODELOS PARA O ESTUDO DA DOENÇA DE PARKINSON
Na gene alidade, a u ilidade de um modelo pa a o es udo de uma doença depende da
o ma como esse modelo ep oduz a condição humana. No que oca à DP, apesa de
nenhum modelo ep oduzi na o alidade as ca ac e ís icas compo amen ais, bioquímicas
e his opa ológicas da doença, pe mi em ap o unda o conhecimen o ace ca dos
mecanismos ine en es ao desen ol imen o da doença e a sua possibilidade de
a amen o (237).
De seguida se ão enume ados os p incipais modelos celula es e animais usados pa a
es uda a doença de Pa kinson. Além disso, se ão ab odadas as moléculas que pe mi em
ob e modelos que pe mi em o melho es udo da DP.
4.1. Modelos Fa macologicamen e Induzidos
Tan o em modelos animais como em es udo eco endo a cul u as celula es usam-se
moléculas com di e sos mecanismos de acção endo como objec i o de epo duzi as
ca ac e ís icas isiopa ológicas da doença.
4.1.1. α-Me il-p- i osina e Rese pina
Com o objec i o de al e a a ia de neu o ansmissão dopaminé gica eco e-se ao uso
da ese pina ou da α-me il-p- i osinase (AMPT). A ese pina é um á maco que deple a as
esiculas das monoaminas. Foi es ado inicialmen e po Ca lsson e colabo ado es,
le ando à hipó ese de que a DP se de e à pe da de neu o ansmissão dopaminé gica (8).
A AMPT unciona como agen e deple o das ca ecolaminas inibindo di ec amen e a
enzima TH (a sín ese de DA é inibida) (238).
52
Tabela 5 – Sis emas de cul u a de neu ónios dopaminé gicos. AMP – adenosina mono os a o, AS – α-
sinucleína, BDNF – ac o neu o ó ico, D2R – ecep o da DA, DA – dopamina, DAT – ansp o ado da DA,
GDNF – ac o neu o ó ico de i ado das células da glia, Me h – me an e amina, RA – ácido e inóico, TH –
i osina hid oxilase (adap ado de Falkenbu ge e Schulz, 2006).
Linha
celula
O igem
Fac o de
di e enciação
Fenó ipo
dopaminé gico
Pa ologia
SH-SY5Y
Neu oblas oma
humano
RA ± TPA
DAT, D2R, DA,
TH, esículas,
libe ação DA
Inclusões eosino ílicas
ci oplasmá icas
aquando co-exp essão
de AS e sin ilina-1
PC12
Neu oblas oma de
a o
NGF
DAT, D2R, DA,
TH, esículas,
libe ação DA
Sob e-exp essão de
AS após exposição ao
NGF, inclusões
ci oplasmá icas após
inibição do UPS e
exposição à Me h
MN9D
Células
mesence álicas de
a o
GDNF, RA,
sob e-exp essão
de Nu 11
DA, TH, D2R,
sensí el a MPTP
----- 2
CSM14.1
Células
emb ioná ias
mesence álicas de
a o
39ºC
(imo alização
sensí el à
empe a u a)
TH
----- 2
MESC2.10
Células
mesence álicas
humanas (8
semanas de
idades)
Te aciclina,
GDNF, AMP
TH, DAT,
libe ação DA,
elec icamen e
ac i as
Exp essão de
inclusões de AS após
exposição à Me h e
sob e-exp essão de AS
1 Nu -1 – ac o de ansc ição que es á ac i o nos neu ónios dopaminé gicos.
2 Não encon ada bibliog a ia que elacione es as células com o apa ecimen o de ca ac e ís icas pa ológicas
da DP
53
4.2.3. Linha Celula SH-SY5Y
A linha celula SH-SY5Y é uma sublinha celula clonada a pa i da linha celula SK-N-
SH, o iginalmen e de i adas de um pacien e com neu oblas oma (267). A linha celula
SK-N-SH con ém células com 3 enó ipos di e en es: neu onal ( ipo N), células de
Schwann ( ipo S) e in e médias ( ipo I), enquan o a linha SH-SY5Y con ém apenas
células com enó ipo ipo N, ou seja, neu onais (268).
A linha celula SH-SY5Y pa ece se um bom modelo de neu ónios dopaminé gicos po
á ios mo i os. Es as células possuem a capacidade de sin e iza DA e no ad enalina,
pois exp essam i osina e DA-β-hid oxílase (269), e exp essam o anspo ado DAT,
exp esso apenas nos neu ónios dopaminé gicos (270). Apesa de possui baixos ní eis
de exp essão de ecep o es da DA, o uso de agonis as da DA, que são eles p óp ios
neu op o ec o es, pode se a aliado nes a linha celula (271).
No malmen e, e com o objec i o de ob e uma linha celula com o enó ipo o mais
semelhan e possí el ao dopaminé gico, é in oduzido na cul u a das células SH-SY5Y um
ac o di e enciado , po exemplo, ácido e inóico (RA), o bol és e de 12-O-
e adecanoil o bol-13-ace a o (TPA), ac o de c escimen o neu onal (BDNF) ou
adenosina mono os a o (AMP).
As des an agens da u ilização da linha celula SH-SY5Y não di e enciada como modelo
pa a o es udo da DP são á ias. P imei o, enquan o células não di e enciadas, con inuam
a sua di isão celula ao longo dos ensaios expe imen ais, pelo que é di ícil pe cebe se
os agen es neu op o ec o es ou neu o óxicos es ão a in luencia a axa de di isão ou de
mo e celula (272). Segundo, em cul u a as células c escem assinc onizadamen e e nem
semp e exibem os ma cado es neu onais de células madu as, o que le a a ince ezas no
abalho expe imen al. Po im, as células SH-SY5Y não di e enciadas exp essam ní eis
eduzidos de enzimas da sín ese de DA e de anspo ado DAT (273). Apesa des as
células exp essa em a DA-β-hid oxilase e a TH, a sín ese de ca ecolaminas (DA e
no ad enalina) é limi ada de ido à baixa ac i idade da DDC (274).
Des e modo, a u ilização de ac o es de di e enciação na cul u a celula das células SH-
SY5Y é undamen al pa a a aquisição do enó ipo neu onal madu o. Após di e enciação,
as células pa am de p oli e a , o nando-se uma população es á el, e demons am
c escimen o das neu i es mo ologicamen e semelhan es aos neu ónios do cé eb o
humano (275). Mais ainda, exibem uma g ande a iedade de ma cado es neu onais:
GAP-43 (p o eína associada ao c escimen o), ecep o es pa a compos os neu o ó icos,
54
neu opep idos, enolase especí ica neu onal, ma cação com NeuN (ma cado especí ico
pa a o núcleo neu onal) e p o eínas especí icas do ci osquele o neu onal, incluindo os
mic o úbulos, Tau e neu o ilamen os (272). Ou seja, as células di e enciadas possuem
mais semelhanças bioquímicas, ul aes u u ais, mo ológicas e elec o isiológicas com
neu ónios do SNC (271).
As células SH-SY5Y êm sido es udadas e usadas como modelo pa a o es udo de á ias
doenças degene a i as, incluindo a DP (276-278). Po exemplo, no es udo de
mecanismos de oxicidade de compos os com ele ância na pa ogénese da DP: o MPTP
(279, 280), a o enona (281-283), o pa aqua o (152, 284), da DA (285, 286), do seu
me aboli o DOPAC e do p ecu so L-DOPA (287). Ess e modelo celula oi u ilizado pa a
es uda a in luência da AS na pa ogénse da DP, po exemplo, como neu op o ec o (288)
ou como indu o de neu o oxicidade (como já oi e e ido an e io men e) ou pa a e i ica
a sua in luência nou os mecanismos elacionados com o desen ol imen o da DP, como
a ac i idade p o eassomal (289).
Es e modelo em sido la gamen e u ilizado no es udo de mecanismos e compos os que
possam se neu op o ec o es. U ilizam-se neu o óxicos que con e em neu o oxicidade
especí ica nos neu ónios dopaminé gicos e são es ados compos os que con i am
neu op o ecção con a o mecanismo de oxicidade. Po exemplo, são a aliados
compos os que possam con e i p o ecção con a a neu o oxicidade do MPTP (290, 291),
da 6-OHDA (292, 293), da o enona (123, 271, 294-296) e do excesso de H2O2 (297).
Es es compos os em es e pode ão se u ilizados como base pa a o desen ol imen o de
u u os á macos usados pa a o a amen o da DP.
Além da u ilização de compos os que possam mime iza os mecanismo que es ão na
o igem da neu odegene ação dopaminé gica associada à DP, podem combina -se com a
indução de al e ações gené icas. Os modelos gené icos êm o igem na manipulação de
de e minados genes, cuja exp essão pode se al e ada de á ias o mas: delecção do
gene de in e esse (modelo knock-ou ), in odução de um gene mu an e (knock-in) ou
al e ação da exp essão do gene de in e esse (knock-down, null ou o e -exp ession).
Rela i amen e ao es udo da DP, os genes que no malmen e são modi icados são
aqueles que se pensa e em in luência di ec a na pa ogénese da doença ( e capí ulo
2.2.4). Os modelos mais u ilizados incluem al e ações gené icas no gene SNCA
(in odução de al e ações da exp essão da AS), Pa kin, DJ-1, UCHL1, LRRK2 e PINK1
(237).
55
4.3. Modelos Animais
Os modelos animais o e ecem um g au de complexidade mui o supe io do que os
di e sos modelos in i o, pelo que mais acilmen e podem ep oduzi as di e sas
ca ac e ís icas de uma doença. A u ilidade de um modelo animal pa a o es udo de uma
doença depende da p oximidade com que esse modelo eplica em pa e ou no odo as
ca ac e ís icas dessa doença. Exis e uma g ande a iedade de modelos animais pa a o
es udo da DP, sendo que cada um dá a sua con ibuição pa icula pa a o es udo da
doença. Es es modelos animais de i am de uma g ande quan idade de espécies, como
po exemplo, oedo es, po cos e p ima as não humanos. São usadas á ias écnicas,
incluindo manipulação a macológica, adminis ação de neu o óxicos e modelos
gené icos. Apesa de es es modelos não se em idên icos à condição humana no que diz
espei o a ca ac e ís icas compo amen ais, ana omia ce eb al ou p og essão da doença,
o e ecem an agens signi ica i as pa a o conhecimen o dos mecanismos e
desen ol imen o de possí eis a amen os da DP (237).
Assim como oi e e ido pa a as cul u as celula es, os es udos com modelos animais
podem combina a u ilização de á macos que causem al e ações na ansmissão
dopaminé gica e al e ações gené icas nos genes com ele ância no desen ol imen o da
DP. Es es modelos isam ob e um modelo mais p óximo da DP (237).
Os oedo es como modelo animal ap esen am algumas an agens em elação ao ou os,
nomeadamen e a axa de ep odução ele ada, o espaço eduzido necessá io pa a a sua
sob e i ência e os egimes alimen a es simples. Nes es animais, é u ilizada
maio i a iamen e a adminis ação de neu o óxicos, p incipalmen e a 6-OHDA e o MPTP,
como en a i a de mime ização da DP. No en an o, en o os a os e a inhos exis em
di e enças de suscep ibilidade aos óxicos. Po exemplo, os a inhos são mais
suscep í eis ao MPTP do que os a os, is o de ido à maio concen ação de MAO-B
neu onal (Tabela 6) (298).
O géne o, a idade e a massa co po al dos a os usados são ac o es impo an es a e em
con a, pois a ec am a sensibilidade dos animais aos óxicos e a ep odu ibilidade das
lesões neu onais. Os animais jo ens (menos de 8 semanas de idade), êmeas e com
peso co po al in e io a 25 g amas são menos sensí eis e as lesões p oduzidas são mais
a iá eis. Os animais mais elhos demons am maio sensibilidade aos e ei os dos
neu o óxicos dopaminé gicos (299).
56
No en an o, no caso de lesões es e eo áxicas p oduzidas pela 6-OHDA, é a es i pe do
a o que pa ece a ec a mais a e ec i idade do p ocesso do que a sua idade. Po
exemplo, pa a induzi uma lesão mensu á el em a os Lewis jo ens ou elhos é
necessá ia uma dose maio do que pa a os a os Sp ague-Dawley, p o a elmen e de ido
à meno quan idade de anspo ado es DAT que os a os Lewis possuem nos seus
e minais dopaminé gicos (300).
Tabela 6 – Exemplos de es udos que en ol em o uso de neu o óxicos em oedo es como modelo de es udo
pa a a DP (adap ado de Embo g e al, 2004).
Neu o óxico
Modo de adminis ação
Espécie
Re e ência
6-OHDA
In anig al
Ra o (Fische )
(301)
6-OHDA
In a en icula
Ra o (Sp ague-Dawley)
(302)
6-OHDA
In aes ia al
Ra o (Sp ague-Dawley)
(303)
MPTP
Sis émica aguda
Ra inho (C57BL)
(304)
MPTP
Sis émica c ónica
Ra inho (C57BL)
(305)
Pa aqua o/Maneb
Sis émica c ónica
Ra o (Sp ague-Dawley)
(306)
Pa aqua o/Maneb
In ape i onial
Ra o (Sp ague-
Dawley/Wis a )
(111)
An e amina
In aes ia al
Ra o (Sp ague-Dawley)
(307)
Ro enona
In anig al
Ra o (Sp ague-Dawley)
(308)
Ro enona
Subcu ânea
Ra o (Inb ed Lew)
(254)
Ro enona
Sis émica c ónica
Ra o (Sp ague-Dawley)
(76)
Apesa da meno suscep ibilidade aos neu o oxócios, o uso de animais jo ens az
an agens pa a o es udo da DP. Nomeadamen e, é mais ácil o seu manuseamen o, é
mais ácil a écnica de injecção uma ez que o c ânio é mais maleá el e meno empo de
anes esia.
Usando um mapa es e eo áxico é possí el selecciona zonas ce eb ais especí icas.
Tipicamen e, as lesões são unila e iais e as injecções ealizadas na SN, es iado ou no
eixe p oesnce álico medial (309-311). A adminis ação de neu o óxicos e ec uada no
eixe p oesnce álico medial ou na SN induzem uma quase comple a pe da neu onal
dopaminé gica, compa á el à DP na sua ase inal. Em compa ação, a injecção
in aes ia al induz uma lesão g a e mas não comple a das células nig ais, equi alen e à
DP na ase sin omá ica. A injecção in a-es ia al é um modelo mais ealis a que pe mi e
57
es uda , po exemplo, po enciais neu op o ec o es. Além disso, como é induzida a mo e
celula dos neu ónios dopaminé gicos po anspo e e óg ado do neu o óxico, pe mi e
uma abe u a empo al pa a a acção de po enciais neu op o ec o es (298).
Os a os Sp ague-Dawley, são um modelo animal ex ensi amen e usado nas ciências
biomédicas, nomeadamen e em neu ologia em di e sas á eas, po exemplo, isquemia
(312, 313) e neu o oxicidade (314, 315). Além disso, os a os Sp ague-Dawley êm sido
usados como modelo animal no es udo da DP, po exemplo, no es udo de al e ações
compo amen ais p o ocadas po de e minado neu o óxico, ainda no es udo de
de e minados á macos como neu op o ec o es con a o e ei o óxico de compos os que
são u ilizados como modelo de es udo da DP e no es udo do e ei o de de e minados
compos os no sis ema de neu o ansmissão dopaminé gico (316-318).
Os a os jo ens são ambém usados como modelo pa a o es udo da DP. Num es udo,
o am usados a os Fishe de 5 dias com o objec i o de es uda o mecanismo de
oxicidade da 6-OHDA, após injecção in a-es ia al (319). Basendos-e nos es udos que
são e ec uados com a o enona, Nasu e colabo ado es usa am a os Wis a de 8 a 15
dias, expos os o almen e aos pi e óides, pa a es uda o e ei o da exposição a es es
pes icidas como possí el ac o de suscep ibilidade pa a o desen ol imen o da DP (320).
Num ou o es udo, o am usados a os Fishe jo ens de 13 dias, no sen ido de c ia um
modelo pa a o es udo da DP. Fo am injec ados com uma es i pe de í us causado da
ence ali e, uma ez que oi e i icado que es a es i pe causa al e ações neu onais
semelhan es às encon adas na doença, nomeadamen e a pe da neu onal na SN e a
gliose (321). Pa a a alia a neu o oxicidade da L-DOPA o am usados a os Sp ague-
Dawley de 2 dias, expos os pela ia subcu ânea ao á maco, o que pe mi e uma dose
e ec i a no cé eb o dos animais (322).
Apesa da meno suscep ibilidade aos neu o oxócios, o uso de animais jo ens az
an agens pa a o es udo da DP. Nomeadamen e, é mais ácil o seu manuseamen o, é
mais ácil a écnica de injecção uma ez que o c ânio é mais maleá el e meno empo de
anes esia. Além disso, é um modelo que pe mi e o es udo da doença em idades jo ens,
pois há si uações em que doença nos humanos su ge em ases p ecoces de ida,
nomeadamen e no caso de algumas al e ações gené icas (135). A lesão em animais
jo ens pe mi e ainda es uda a e olução das ca ac e ís icas isiopa ologicas ce eb ais
nos adul os.
58
5. OBJECTIVOS
Apesa de odos os mecanismos p opos os pa a a neu odegene ação especí ica da SN,
que causa o desen ol imen o da DP, ainda não se conhecem os mecanismos
desencadeado es de odas as ca ac e ís icas e sin omas que a doença ap esen a.
A DA e o seu p ecu so L-DOPA pa ecem desempenha um papel undamen al como
ge ado es de s esse oxida i o, an o pelo seu me abolismo ia MAO-B e au o-oxidação
com o mação de ROS e O-quinonas. O me abolismo da DA, dá o igem aos conjugados
5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA, cujos mecanismos de neu o oxicidade não são
ainda comple amen e conhecidos.
Assim, es e abalho, usando modelos in i o e in i o, e e como objec i os:
De e mina a neu o oxicidade dos compos os DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-
DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA, usando como modelo as células dopaminé gicas
di e enciadas de i adas de neu oblas oma humano, SH-SY5Y;
A alia o en ol imen o do s esse oxida i o no mecanismo de oxicidade des es
compos os in i o, a aliando o e ei o neu op o ec o da NAC e o en ol imen o da
GSH no mecanismo de p o ecção des as células, a a és do uso da BSO, na linha
celula SH-SY5Y;
De e mina a neu o oxicidade do compos o 5-S-NAC-DA in i o, após injecção
in a-es ia al em a os Sp ague-Dawley;
De e mina o ipo de células e o mecanimso de mo e celula induzida pelo
conjugado 5-S-NAC-DA, quando injec ado no es iado de a os Sp ague-Dawley.
59
CAPÍTULO II: COMPONENTE
EXPERIMENTAL
60
61
MATERIAIS E MÉTODOS
1. Ma e iais
Os eagen es e ma e iais usados pa a a cul u a celula o am ob idos aos seguin es
o necedo es: meio de cul u a DMEM (meio de Eagle modi icado po Dubelcco), ampão
os a o salino, ipsina/EDTA, penicilina/es ep omicina, aminoácidos não essenciais
(NEAA) e so o b ino e al (FBS) à Gibco (In i ogen, Paisley). As placas de cul u a de 6 e
48 poços o am adqui idas à Co ning Cos a (Co ning, NY, USA) e os ascos de 25 e 75
cm3 à TPP (T asadingen, Suiça).
Todos os ou os eagen es o am adqui idos à Sigma-Ald ich (S . Louis, MO, USA) ou à
Me ck (Da ms ad , Alemanha), sal o qualque excepção que é de idamen e e e enciada.
Pa a a sín ese dos conjugados de DA, a GSH, L-cis eína (Cis), N-ace ilcis eína (NAC),
DA (sal hid oclo ido) e i osinase (P1000 U/mg, EC 232-653-4), o am adqui idas à
Sigma-Ald ich (S . Louis, MO, USA).
2. Sín ese dos Conjugados da Dopamina
Os conjugados de DA o am sin e izados e pu i icados como desc i o an e io men e (323).
Os espec os de in a e melhos o am ob idos num espec o o ome o Spec um 1000 da
Pe kin Elme (Beacons iel, UK). As amos as o am analisadas como pas ilhas de
b ome o de po ássio ou ou em ilme, sem agen e dispe san e, em células de clo e o de
sódio. Os espec os do isí el o am ob idos num espec o o óme o UV/Vis The mo
Elec o Helios, en e 200 e 500 nm. Os espec os de essonância magné ica nuclea
(NMR) de p o ão e de ca bono o am ob idos num espec óme o B ucke ARX 400, a 400
e 100,62 MHz, espec i amen e. Os des ios de p o ões o am de e minados em unção
do sinal do e ame ilsilano que uncionou como pad ão in e no, e os des ios de ca bono
em unção do sinal esidual da água (4,7 ppm) e os des ios de ca bono e e enciado de
modo indi ec o ao p o ão da água.
68
de ni ocelulose. Foi usado como con olado do bom ca egamen o do gel a ma cação
com o co an e e melho de Panceau, que co a de e melho o con eúdo p o eico das
memb anas de ni ocelulose.
4.3. Imunohis oquímica
Após da la agem das lâminas em TBS com 0,1% T i on X-100, incubou-se com 1,5% de
BSA em TBS/T i on po 1h à empe a u a ambien e. Os seguin es an ico pos o am
usados: pa a a p o eína nucleica neu onal (an i-NeuN, an ico po monoclonal de a o,
1:200, Chemicon) e pa a a p o eína associada aos mic o ubulos (an i-MAP2, an ico po
policlonal de a o, 1:200, DAKO). As lâminas o am inubadas com o an ico po p imá io
du an e a noi e a 4ºC e depois com an ico po secundá io (1:200, FITC IgG an i- a o de
cab a) po 1 ho a à empe a u a ambien e.
As secções o am o og a adas e analisadas eco endo ao mic oscópio de luo escência
BX-51 Olympus, na ampliação de 100x.
4.4. Análise Es a ís ica
Os esul ados ap esen am-se sob a o ma Média SEM. Pa a a compa ação de 2 g upos
(con olo esus a ado) oi usado o es e não pa amé ico de Mann-Whi ney. Os alo es
de p in e io es a 0,05 o am acei es como es a is icamen e signi ica i os.
69
RESULTADOS EXPERIMENTAIS
1. Resul ados das Expe iências in i o com as Células SH-SY5Y
1.1. Ci o oxicidade da DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-
DA
A Figu a 20 mos a os e ei os da DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-
NAC-DA em concen ações c escen es (10, 100, 500 e 1000 M) e di e en es empos de
exposição (24, 48 e 72h) na iabilidade celula da linha neu onal di e enciada SH-SY5Y
a a és do ensaio da me abolização do MTT. Ve i icou-se que odos os compos os
es ados p o oca am a diminuição da iabilidade celula de uma o ma dependen e da
concen ação e do empo de incubação.
A DA (Figu a 20A) p o ocou diminuição da iabilidade celula es a is icamen e
signi ica i a na concen ação de 100 M, quando as células são incubadas du an e 48h e
72h, mas pa a a concen ação de 500 M a diminuição da iabilidade celula é já
es a is icamen e signi ica i a após o pe íodo de exposição de 24h.
No caso da L-DOPA (Figu a 20B) e do DOPAC (Figu a 20C), me aboli o da DA, a
iabilidade celula é eduzida pa a alo es es a is icamen e di e en es do con olo apenas
a pa i da concen ação de 500 M, sendo que es a edução é isí el a odos os empos
de incubação es udados. Ao con á io da DA, es es compos os não p o oca am
diminuição da iabilidade celula pa a a concen ação de 100 M.
Os compos os conjugados da DA, a 5-S-GSH-DA e a 5-S-NAC-DA (Figu a 20D e 20F,
espec i amen e) são aqueles que mais eduzi am a iabilidade celula após 24h de
exposição, po compa ação com o conjugado 5-S-Cis-DA (Figu a 20E). Pa a empos de
exposição supe io es a 24h es es 3 compos os eduzi am a iabilidade celula de uma
o ma semelhan e.
Os compos os 5-S-GSH-DA 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA (Figu a 20D, 20E e 20F,
espec i amen e), causa am uma diminuição da iabilidade celula es a is icamen e
signi ica i a a pa i da concen ação de 100 M. Nes a concen ação, em odos os
70
empos de incubação, e pa a os 3 conjugados, a di e ença ob ida em elação ao con olo
oi es a is icamen e signi ica i a.
Figu a 20 – Viabilidade das células SH-SY5Y após exposição aos di e en es compos os a aliada pelo ensaio
MTT. Os dados são ap esen ados como pe cen agem de con olo, ao qual oi a ibuído o alo de 100%
(n=18 de 3expe iências independen es). As compa ações en e g upos pelo es e de S uden -Newman-Keuls
o am e ec uadas após o es e de K uskal-Wallis. **p<0,01 con olo s. compos o; ++p<0,01 compos o 24h s.
compos o 48h; ##p<0,01 compos o 48h s. compos o 72h. DA – dopamina, DOPAC – ácido 3,4-
dihid oxi enilacé ico, L-DOPA – le odopa, 5-S-Cis-DA – 5-S-cis einildopamina, 5-S-GSH-DA – 5-S-
glu a ionildopamina, 5-S-NAC-DA – 5-S-N-ace ilcis einildopamina.
71
A Figu a 21 ap esen a a mo e celula a aliada pela ac i idade da enzima LDH, aquando
da incubação da linha celula SH-SY5Y com os compos os DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-
GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA, a di e en es concen ações (10, 100, 500 e 1000
M) e di e en es empos de exposição (24, 48 e 72h). Ve i icou-se que pa a odos os
compos os es udados a libe ação da LDH oco e de uma o ma dependen e da
concen ação e do empo de exposição.
Ve i icou-se que a mo e celula p o ocada pela exposição à DA é es a is icamen e
di e en e ela i amen e ao con olo pa a as concen ações de 500 e 1000 M em odos os
empos de exposição (Figu a 21A). Na DA na concen ação de 1000 M às 24h de
exposição a mo e celula é já supe io a 50%. No caso da L-DOPA (Figu a 21B)
e i icou-se que na concen ação de 500 M (a 24h e 48h) e de 1000 M (a 24h), a mo e
celula não ul apassa os 25%, apesa de se signi ica i amen e di e en e do con olo. Tal
como a DA, a exposição ao DOPAC (Figu a 21C) p o ocou mo e celula es a is icamen e
signi ica i a ela i amen e ao con olo pa a as concen ações de 500 e de 1000 M, em
odos os empos de exposição, sendo que na concen ação de 500 M às 72h de
exposição a mo e celula é já supe io a 75%.
Os conjugados 5-S-GSH-DA e 5-S-NAC-DA (Figu a 21D e 21F, espec i amen e)
causa am mo e celula es a is icamen e signi ica i a ela i amen e ao con olo pa a
concen ações supe io es a 100 M a odos os empos de exposição. A pa i da
concen ação de 500 M ambos os compos os p o ca am ap oximadamen e 100% de
mo e celula , pa a odos os empos de incubação. O compos o 5-S-Cis-DA (Figu a 21E)
p o ocou a mo e celula pa a concen ações supe io es a 500 M, a odos os empos de
exposição, de modo es a is icamen e signi ica i o em elação ao con olo. Pa a a
concen ação de 1000 M nos empos de exposição de 48 e 72h e i ocu-se
ap oximadamen e 80% de mo e celula .
72
Figu a 21 - Pe cen agem de mo alidade celula após exposição das células SH-SY5Y aos di e en es
compos os. Os dados são ap esen ados como pe cen agem do ácio en e a ac i idade da LDH ex acelula e
da LDH o al (n=18 de 3 expe iências independen es). As compa ações en e g upos pelo es e de S uden -
Newman-Keuls o am e ec uadas após o es e de K uskal-Wallis. **p<0,01 con olo s. compos o; ++p<0,01
compos o 24h s. compos o 48h; ##p<0,01 compos o 48h s. compos o 72h. DA – dopamina, DOPAC –
ácido 3,4-dihid oxi enilacé ico, L-DOPA – le odopa, 5-S-Cis-DA – 5-S-cis einildopamina, 5-S-GSH-DA – 5-S-
glu a ionildopamina, 5-S-NAC-DA – 5-S-N-ace ilcis einildopamina.
73
1.2. Ní eis de GSH In acelula após Exposição aos Compos os DA, L-DOPA,
DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA
A Figu a 22 ap esen a a concen ação de GSH in acelula e o con eúdo p o eico das
células SH-SY5Y, 24h após a exposição às concen ações de 10, 100, 500 e 1000 M
dos di e en es compos os.
Ve i icou-se que, na gene alidade, os compos os es udados p o oca am a diminuição do
con eúdo p o eico de uma o ma dependen e do aumen o da concen ação e do pe íodo
de exposição. No en an o, hou e um aumen o da concen ação de GSH in acelula após
exposição a algumas das concen ações es adas.
Ve i icou-se que quando as células são expos as à DA du an e 24h, na concen ação de
100 M, o con eúdo p o eico aumen ou de modo es a is icamen e signi ica i o em elação
ao con olo. Pelo con á io, pa a concen ações mais ele adas o con eúdo p o eico
diminuiu, a ingindo alo es p a icamen e nulos na concen ação de 1000 M. No en an o,
e i icou-se que a concen ação de GSH in acelula aumen ou de o ma es a is icamen e
signi ica i a em elação ao con olo pa a concen ações iguais ou supe io es a 100 M,
apesa da diminuição acen uada do con eúdo p o eico.
Ve i icou-se que a exposição à L-DOPA (Figu a 22C e D) p o ocou uma espos a das
células semelhan e àquela p omo ida pela DA, ela i amen e à concen ação in acelula
de GSH e con eúdo p o eico. No en an o, o aumen o da concen ação de GSH é
es a is icamen e di e en e do con olo pa a concen ações iguais ou supe io es a 500 M.
O compos o DOPAC (Figu a 22E e 22F) p o ocou o aumen o da concen ação de GSH
in acelula pa a concen ações iguais ou in e eio es a 500 M. Is o apesa da diminuição
es a i icamen e signi ica i a, em odas as concen ações es adas, do con eúdo p o eico,
de uma o ma depende da concen ação.
Dada a eduzida quan idade de células p esen es, após o pe íodo de exposição não oi
possí el quan i ica a concen ação de GSH e o con eúdo p o eico pa a o compos o
DOPAC na concen ação de 1000 M assim como pa a o conjugado 5-S-NAC-DA pa a
as concen ações de 500 M e 1000 M. Pa a o conjugado 5-S-GSH-DA, não oi possí el
quan i ica a concen ação de GSH pa a as concen ações de 500 M e 1000 M, nem o
con eúdo p o eico pa a a concen ação de 1000 M. Nes es casos, a quan idade que de
GSH que de p o eína encon a a-se abaixo do limi e de de ecção do mé odo.
74
Quando as células são expos as ao conjugado 5-S-Cis-DA (Figu a 22I e J), e i icou-se
um aumen o da concen ação da GSH in acelula dependen e da concen ação usada,
apesa des e não se es a is icamen e signi ica i o em elação ao con olo. No en an o,
e i icou-se uma diminuição do con eúdo p o eico de uma o ma dependen e da
concen ação, cujas di e enças são es a is icamen e signi ica i as em elação ao con olo
pa a as concen ações de 500 e 1000 M.
Ve i icou-se que os conjugados 5-S-GSH-DA (Figu a 22G e H) e 5-S-NAC-DA (Figu a
22K e L) p o oca am um aumen o da concen ação de GSH, apenas pa a a concen ação
de 100 M. Apesa de pa a a concen ação de 500 e 1000 M não e sido possí el
quan i ica a concen ação de GSH, pa a as concen ações de 10 e de 100 M hou e um
dec éscimo do con eúdo p o eico, de uma o ma dependen e da concen ação. No
en an o, esse dec éscimo apenas oi es a is icamen e signi ica i o no caso do conjugado
5-S-NAC-DA na concen ação de 100 M.
75
76
Figu a 22 – Ní eis de GSH in acelula e con eúdo p o eico das células SH-SY5Y, 24h após a exposição às
concen ações de 10, 100, 500 e 1000 µM dos compos os. Os dados de concen ação in acelula de GSH
encon am-se no malizados de aco do com o con eúdo p o eico. Os dados do con eúdo p o eico são
ap esen ados como pe cen agem do espec i o con olo, ao qual oi a ibuído o alo de 100% (n=9 de 3
expe iências independen es). As compa ações en e g upos pelo es e de S uden -Newman-Keuls o am
e ec uadas após o es e de K uskal-Wallis. *p<0,05 con olo s. compos o; **p<0,01 con olo s. compos o.
DA – dopamina, DOPAC – ácido 3,4-dihid oxi enilacé ico, L-DOPA – le odopa, 5-S-Cis-DA – 5-S-
cis einildopamina, 5-S-GSH-DA – 5-S-glu a ionildopamina, 5-S-NAC-DA – 5-S-N-ace ilcis einildopamina.
77
1.3. E ei o do P é- a amen o com NAC e BSO na Ci o oxicidade da DA, L-
DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA
Tal como oi e e ido na secção da me odologia expe imen al, pa a os ensaios com os
compos os BSO e NAC, escolheu-se a concen ação de 500 M e o pe íodo de
exposição de 24h pa a odos os compos os.
A Figu a 23 mos a a iabilidade celula , a aliada pelo es e da me abolização do MTT, e
a mo e celula , a aliada ensaio da libe ação da LDH, aquando da incubação das células
SH-SY5Y po um pe íodo de 24h. As células o am subme idas ao p é- a amen o com
NAC (1 mM), BSO (25 M) ou ambos, 30 minu os an es da exposição aos compos os em
es udo.
A p é-incubação apenas com NAC, BSO ou ambos, não a ec a pe si a iabilidade
celula , na concen ação e empos de exposição es udados. Ve i icou-se, em odos os
compos os, que a p é-incubação das células com NAC, an es da exposição ao compos o
em es e, e i ou em la ga medida a mo e celula . Ve i icou-se, ainda, que de uma o ma
ge al a odos os compos os a p é-incubação com BSO p omo eu uma diminui ção da
iabilidade celula .
No caso da incubação com a DA (Figu a 23A e B), e i icou-se que o p é- a amen o com
NAC e NAC com BSO p e eniu la gamen e a pe da de iabilidade celula . O p é-
a amen o apenas com BSO p o ocou um ag a amen o signi ica i o da mo e celula
ela i amen e à condição em que as células são apenas incubadas com a DA
Pa a os compos os L-DOPA (Figu a 23C e D) e DOPAC (Figu a 23E e F) o p é-
a amen o com NAC e NAC com BSO e i ou la gamen e a mo e celula de uma o ma
es is icamen e signi ica i a. Po ou o lado, a p é-incubação com BSO po enciou a mo e
celula de uma o ma es is icamen e signi ica i a. Pa a os compos os DA, L-DOPA e
DOPAC, o p é- a amen o com NAC e i ou na quase o alidade a ci o oxicidade dos
compos os. De igual o ma, a p é-incubação com NAC jun amen e BSO e i ou na quase
o alidade a ci o oxicidade dos compos os.
Rela i amen e ao conjugado 5-S-GSH-DA (Figu a 23G e H) e i icou-se que o p é-
a amen o com NAC p e eniu de uma o ma es a is icamen e signi ica i a a
neu o oxicidade em elação ao a amen o apenas com o conjugado. O p é- a amen o
com BSO p o ocou um aumen o bas an e signi ica i o da mo e celula . Além disso,
84
1.5. Obse ação mic oscópica das células SH-SY5Y
A obse ação mic oscópica das células SH-SY5Y após exposição aos compos os DA, L-
DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC (500 M) pelo pe íodo de 24h de
exposição (Figu a 25) demons a uma cla a e idência de mo e celula , com algumas
ca ac e ís icas apop ó icas: desin eg ação de dend i es, agmen ação do núcleo e
encolhimen o do ci oplasma. O p é- a amen o com NAC p e ine em la ga medida os
e ei os ci o óxicos a ní el mo ológico no caso de DA, L-DOPA, DOPAC, 5-S-GSH-DA e
5-S-Cis-DA mas não no caso dos compos os 5-S-NAC-DA.
85
Figu a 25 – Fo og a ias das células SH-SY5Y ob idas no mic oscópio in e ido de cons as e de ase após
24h de exposição aos compos os na cencen ação de 500 M (ampliação 400x), sem ou com p é-incubação
com NAC (1mM). DA – dopamina, DOPAC – ácido 3,4-dihid oxi enilacé ico, L-DOPA – le odopa, NAC – N-
ace ilcis eína, 5-S-Cis-DA – 5-S-cois einildopamina, 5-S-GSH-DA – 5-S-glu a ionildopamina, 5-S-NAC-DA –
5-S-N-ace ilcis einildopamina
86
2. Resul ados das Expe iências in i o nos Ra os Sp ague-Dawley
2.1. Mo e celula p o ocada pelo conjugado 5-S-NAC-DA
Ra os Sp ague-Dawley de 7 dias de idade o am injec ados a ní el es ia al com 4,26 ng
de 5-S-NAC-DA. Após 24h, e i icou-se a mo e celula causada pela adminis ação do
conjugado da DA a a és do uso do co an e PI, al como desc i o na secção da
me odologia. As células PI-posi i as o am encon adas no lado ipsila e al (di ei o) do
es iado nos a os adminis ados com 5-S-NAC-DA mas não no lado con a-la e al
(esque do), nem no es iado dos animais con olo, injec ados apenas com PBS (Figu a
26).
Ve i icou-se que a quan idade de células ma cadas com PI no es iado dos animais
a ados com 5-S-NAC-DA é signi ica i amen e maio que nos animais a ados com PBS
(Figu a 27A). Além disso, quando analisadas 3 zonas di e en es do es iados e i icou-se
que em odas essas zonas, a quan idade de células ma cadas com PI é
signi ica i amen e maio nos animais a ados do que nos animais con olo (Figu a 27B).
Apesa de e em sido ealizados co es his ológicos a é à á ea ce eb al da SN, não se
encon a am nessa á ea células PI-posi i as.
Pa a e i ica se e am as células neu onais as mais a ec adas pela oxicidade do
compos o, as secções p e iamen e ma cadas com PI o am subme idas a ma cação
imunoci oquímica com um an ico po especí ico pa a o núcleo neu onal, NeuN. Ve i icou-
se uma o e co-localização en e os 2 ma cado es, indicando que as células a ec adas
pela neu o oxicidade do compos o são undamen almen e neu onais (Figu a 28).
87
Figu a 26 - Ma cação das secções do es iado com PI isualizada em o og a ias de mic oscopia de
luo escência (ampliação 100x). As secções es ia ais dos animais o am ob idas após injecção in a-es ia al
com 5-S-NAC-DA ou apenas PBS. D – lado di ei o, ipsila e al; E – lado esque do, con ala e al.
88
Figu a 27 - Núme o de células PI-posi as nos animais con olo (n=5) e a ados com 5-S-NAC-DA (n=5) (A)
e núme o de células PI-posi i as em 3 di e en es à eas do es iado (A. B e C) dos animais con olo (n=5) e
a ados com 5-S-NAC-DA (n=5) (B). As compa ações en e g upos o am e ec uadas pelo es e de Mann-
Whi ney. *p<0,05 animais con olo s. animais a ados, es e de Mann-Whi ney. CC – có ex ce eb al, HC –
hipocampo, ST – es iado. D – lado di ei o, ipsila e al; E – lado esque do, con ala e al.
Figu a 28 - Co-localização da ma cação com PI ( e melho) e NeuN ( e de) isualizada em o og a ias de
mic oscopia de luo escência (ampliação 100x). As secções es ia ais dos animais o am ob idas após
injecção in a-es ia al com 5-S-NAC-DA ou apenas PBS, no caso dos os animais con olo.
89
2.2. Exp essão da caspase-3, p17, α-espec ina e PKCα no Es iado
Pa a a alia o ipo de mo e neu onal após adminis ação in a-es ia al do me aboli o 5-S-
NAC-DA aos animais, e i icou-se a exp essão de caspase-3 (CPP32) não cli ada e
cli ada (p17). No es iado dos animais a ados é maio a quan idade de caspase-3 do
que nos animais con olo, apesa des a di e ença não se es a is icamen e signi ica i a.
Não oi de ec á el a exp essão de caspase-3 cli ada nos dois ipos de a amen o (Figu a
31A).
Usou-se, ainda, como ma cado especi ico do dano neu onal, a cli agem da p o eína α-
spec ina (ASP). A o mação de agmen os com 150/145 kDa de peso molecula daquela
p o eína é signi ica i amen e maio no es iado dos animais a ados com 5-S-NAC-DA do
que nos animais con olo, com um aco aumen o da o mação de agmen os com 120
kDa. Ve i icou-se ainda uma diminuição da quan idade da subunidade α da p o eína
cinase C (PKCα) no es iado dos animais a ados com 5-S-NAC-DA em compa ação
com os animais a ados apenas com PBS, apesa de es a não se es a is icamen e
signi ica i a (Figu a 31B).
90
Figu a 29 - Exp essão da caspase-3 (CPP32), caspase-3 cli ada (p17) (A), de α-espec ina e de PKCα (B)
no es iado dos animais con olo injec ados com PBS (n=5) e animais a ados com 5-S-NAC-DA (n=5). As
compa ações en e g upos o am e ec uadas pelo es e de Mann-Whi ney (*p<0,05 animais con olo s.
a ados).
*
91
CAPÍTULO III: DISCUSSÃO E
CONCLUSÕES
92
93
DISCUSSÃO
1. Discussão dos Resul ados das Expe iências in i o com as Células SH-
SY5Y
Nes e es udo oi a aliado o po encial neu o óxico da DA, do seu p ecu so L-DOPA, do
seu me aboli o DOPAC e dos seus conjugados 5-S-GSH-DA, 5-S-Cis-DA e 5-S-NAC-DA,,
na linha neu onal dopaminé gica di e enciada SH-SY5Y de i ada de um neu oblas oma
humano. Es e es udo é o p imei o a a alia a neu o oxicidade de odos es es compos os
em células humanas dopaminé gicas.
Nes e abalho oi usado como ac o de di e enciação da linha celula a incubação das
células 6 dias com RA, de modo a aumen a o seu enó ipo dopaminé gico. Em es udos
an e io es e i icou-se que não há di e enças en e a exp essão de DAT e TH em células
di e enciadas com RA e não di e enciadas (272, 273, 329). Com ou o p o ocolo de
di e enciação, as células di e enciadas com RA/TPA exibem maio ci o oxicidade e
dis unção mi ocond ial, como consequência do a amen o com MPTP, que pode á se
de ido ao aumen o da suscep ibilidade das células di e enciadas des e modo, uma ez
que exp essam mais DAT e TH (mas meno VMAT) (273).
Po ou o lado, a di e enciação apenas com RA aumen a a exp essão de Bcl-2 (p o eína
an i-apop ó ica) e diminui a exp essão de p53 (p o eína p ó-apop ó ica) (330). O RA
ac i a casca as de sinalização que p omo em a sob e i ência celula e eduzem a
suscep ibilidade a neu o óxicos (331). O RA é ambém usado com o objec i o de ob e
p o piedades mais semelhan es com os neu ónios madu os, como o c escimen o de
neu i es (332).
Demons ou-se que odos os compos os es udados p omo em neu o oxicidade de uma
o ma dependen e da concen ação e do empo de exposição. Reco endo aos ensaios
de me abolização do MTT e de libe ação da enzima LDH, e i icou-se que os compos os
que p omo em maio oxicidade são os conjugados 5-S-GSH-DA e 5-S-NAC-DA, pois
são aqueles que p o ocam maio ci o oxicidade em concen ações e empos meno es. O
compos o 5-S-Cis-DA, e elou uma neu o oxicidade meno que os dois an e io es. Além
disso, e i icou-se que são aqueles que p o ocam uma diminuição mais acen uada do
con eúdo p o eico da cul u a celula , chegando a alo es não quan i icá eis, pelo mé odo
usado, na concen ação de 500 M às 24h de exposição.
100
e es ando a enzima -GS inibida, a concen ação de GSH pode á diminui de ido à
conjugação da GSH com os compos os.
Ve i icou-se que, aquando da exposição das células aos conjugados 5-S-GSH-DA e 5-S-
NAC-DA na concen ação de 500 M pelo pe ído de 24h não oi possí el a quan i icação
da GSH in acelula . Is o de eu-se á ele ada ci o oxicidade des es compos os nes as
condições. No en an o, a p é-incubação com NAC, an es da exposição à 5-S-GSH-DA
p omo eu o aumen o da GSH, inclusi amen e sendo maio que em elação às células
incubadas só com NAC. Nes e caso, a NAC ao exe ce a sua unção an ioxidan e e
dado a de cis eína, es á a exe ce uma unção neu op o ec o a con a a oxicidade do
conjugado, e i ando pa cialmen e a mo e celula , o nando-se possí el quan i ica o
con eúdo de GSH in acelula .
Ve i icou-se que a concen ação de GSH quando as células são a adas com 5-S-Cis-DA
ou com NAC e 5-S-Cis-DA não é es a is icamen e di e en e. Sabendo-se que o conjugado
5-S-Cis-DA é um es ímulo à p odução de GSH, a NAC pode es a a se dado de cis eína
e exe ce a unção de an ioxidan e e, po an o, a concen ação de GSH não a ia com o
p é- a amen o com NAC.
Ve i icou-se que quando as células são a adas com 5-S-NAC-DA, apesa de p é-
incubadas com NAC, BSO, ou ambas, não oi possí el aze quan i ca as p o eínas
e i adas do poço de cul u a. A concen ação de 500 M des e compos o é mui o
ci o óxica, pelo que quase a quase o alidade das células p esen es na cul u a celula
mo e am nes e pe íodo de exposição. Mesmo na p esença da NAC, como an ioxidan e e
dado de cis eína, o s esse oxida i o ge ado pa ece se de al o dem que a
neu op o ecção con e ida po es e compos o nes e pe íodo oi insu icien e.
É impo an e e e i que o meio de cul i o usado na cul u a das células SH-SY5Y,
p incipalmen e após incubação com os compos os em es udo, ap esen a uma co
p e a/acas anhada, mais escu a após incubação com os conjugados da DA Es a
colo ação co esponde à o mação de políme os do ipo melanina, de i ados da au o-
oxidação dos compos os usados, nomeadamen e da DA e dos seus conjugados (164).
Nou os es udos publicados e i ica-se que o meio de cul u a escu ece aquando da
incubação das células em cul u a com α-MeDA (α-me ildopamina) e N-Me-α-MeDA (N-
me il-α-me ildopamina), em consequência da sua oxidação aos co esponden es
aminoc omos e conjugação com GSH, é acompanhada da diminuição da sua
concen ação no meio. Os aminoc omos podem ainda se oxidados e conduzi à
o mação de um políme o do ipo melanina (346, 347). O mesmo acon ece com os
101
conjugados de DA, podendo so e oxidação, ciclização e o ma em-se aminoc omos
(147, 207, 222).
2. Discussão dos Resul ados das Expe iências in i o com os Ra os
Sp ague-Dawley
Pa a os es udos in i o com os a os Sp ague-Dawley de 7 dias, oi seleccionado o
conjugado 5-S-NAC-DA pois oi, en e odos os compos os es udados, aquele que
p o ocou maio ci o oxicidade in i o nas células SH-SY5Y. Além disso, dado que es e
compos o esul a da me abolização e minal ia àcidos me cap u icos, a pa i de ou os
conjugados com GSH. Impo an e é ambém e e i que não exis em es udos que enham
e i icado a neu o oxidade des e conjugado em animais.
Como já oi e e ido na in odução, os a os jo ens podem se usados como modelo de
es udo da DP, nomeadamen e, no es udo de ac o es que pode ão aumen a a
suscep ibilidade pa a o desen ol imen o da doença. Sabendo-se que os conjugados da
DA se o mam nos neu ónios dopaminé gicos os animais jo ens podem se usados como
modelo pa a o es udo da suscep ibilidade que es es compos os con e em. A u ilização de
animais jo ens e ela-se ainda ú il como con i mação dos esul ados ob idos in i o. Po
exemplo, num es udo comp o ou-se que a L-DOPA, que p o ocou neu o oxicidade in
i o, mas não p o ou se neu o óxica quando injec ada em animais de 2 dias, mesmo
quando injec ados p e iamen e com BSO (322).
Nes e caso oi usada a injecção in a-es ia al como mé odo de exposição ao 5-S-NAC-
DA, pois des a o ma é induzida uma lesão não comple a das células nig ais, equi alen e
à DP na ase sin omá ica e inicial (298).
O PI é um co an e usado em es udos in i o e in i o pa a ma ca células nec ó icas pois
é incapaz de a a essa memb anas não dani icadas (312). Ve i icou-se nes e abalho
que, quando o compos o 5-S-NAC-DA é injec ado no es iado do cé eb o de a o, há
mo e celula em quan idade signi ica i a. As células a ec adas p o a am se
undamen almen e neu ónios de ido à co-localização de células PI-posi i as e NeuN-
posi i as, uma ez que o NeuN é um an ico po especí ico usado pa a ma cação do
núcleo neu onal (348). Não o am encon adas células PI-posi i as na SN, p o a elmen e
de ido à não di usão do conjugado a é es a zona do cé eb o.
A caspase-3 (CPP32 ou apopaína) é uma p o eína apóp ica. A p esença de um sinal
apop ó ico p o oca a cli agem des a p o eína (32 kDa) pa a na sua o ma ac i a, que
102
consis e em subunidades de 17 kDa (ASP175) e 12 kDa, p omo e a cli agem e
ac i ação de ou as p o eínas apop ó icas (349). Ve i icou-se nes e es udo que o
compos o 5-S-NAC-DA le a ao um aumen o, não es is icamen e signi ica i o, da
exp essão da CPP32, sem o co esponden e aumen o da p17, ou seja, apesa de ha e
mo e celula es a pa ece se independen e da ac i ação da capase-3.
A p o eína α-especc ina (ASP, ambém chamada α- od ina) é uma componen e
es u u al da memb ana celula dos neu ónios, abundan e nos axónios e e minais p é-
sináp icos, e pensa-se es a en ol ida na libe ação de neu o ansmisso es (350). É
ainda um subs a o de p o eínas en ol idas da nec ose, como as calpaínas, e na
apop ose como a caspase-3 (351). A ASP é cli ada pela calpaína em 2 agmen os,
SBDP150 (150 kDa) e SBDP145 (145 kDa), e é cli ada pela caspase-3 em 2 agmen os,
SBDP150 e SBDP120 (120 kDa), sendo que es e úl imo é maio i á io (351, 352). Assim, é
possí el dis ingui uma si uação de mo e nec ó ica da apop ó ica a a és do pe il de
deg adação da ASP. Ve i icou-se a p esença des es agmen os em modelos de dano
neu onal apop ó ico e nec ó ico in i o (353) e in i o em a os (312) e em es udos de
dano aumá ico neu onal em humanos (354, 355). Ve i icou-se nes e es udo um aumen o
da de ecção dos agmen os de 145/150 kDa da ASP, sem exp essão de agmen os de
amanho 120 kDa, indicando a p esença de mo e neu onal do ipo nec ó ica, quando os
animais são injec ados com 5-S-NAC-DA. A de ecção des es agmen os nos animais
con olo (injec ados com PBS) pode de e -se ao auma ismo p o ocado pela punção da
agulha no es iado, algo ine en e ao mé odo. A di e ença en e os animais con olo e
a ados é signi ica i a, podendo admi i -se que o 5-S-NAC-DA p omo e mo e neu onal
essencialmen e po nec ose.
A amília das p o eínas cinases C (PKC) es á en ol ida num g ande núme o de
p ocessos celula es como o c ecimen o, di e enciação e sec eção de ci ocinas (356). A
iso o ma α (PKCα, 82 kDa) é um subs a o da calpaína (357), que numa si uação em que
há ac i ação des a enzima, como na nec ose, há deg adação de PKCα. Ve i icou-se uma
diminuição da exp essão da PKCα nos animais a ados, apesa de não se
es a is icamen e signi ica i a. Is o mos a uma endência e iden e pa a a indução de
nec ose pelo compos o 5-S-NAC-DA, conjun amen e com os dados ob idos com a ASP,
ou seja, uma ac i ação das enzimas calpaínas, que po um lado deg adam a ASP nos
seus agmen os 145/150 kDA e ambém deg adam a PKCα.
Ve i icou-se que du an e o desen ol imen o do cé eb o ima u o a apop ose neu onal é
um mecanismo que con ola o núme o de neu ónios e as conecções neu onais. Pensa-se
que o cé eb o ima u o p o ege-se que qualque e en o aumá ico des a o ma, ac i ando
103
a ia apop ó ica dependen e das caspases (319). Es e ac o dá mais ele ância à mo e
celula po nec ose causada pela exposição dos animais ao conjugado, uma ez que os
dados ob idos e idenciam que, apesa de ha e algum aumen o de ac i idade apop ó ica
(pelo aumen o da ac i idade das caspases-3), e i icou-se uma endência e iden e pa a a
mo e celula po nec ose. Assim sendo, o p ocesso p omo ido neu o óxico p omo ido
pelo compos o não se encon a elacionado com a ac i ação de casca as de mo e
celula deco en es do no mal p ocesso de ma u ação ce eb al.
Os animais o am sac i icados 24h após injecção in a-es ia al de 5-S-NAC-DA po que,
apesa de in i o já se ob e diminuição de iabilidade celula a concen ações mais
baixas que pa a ou os compos os em es udo, es udos an e io es pe mi i am e i ica que
a injecção in a-nig al de 6-OHDA em a os Sp ague-Dawley p o ocou a mo e celula
neu onal ao im de 12h (358). Um ou o es udo pe mi iu e i ica que a injecção de doses
subc ónicas de MPTP em a inhos p o ocou a ac i ação de caspases ao im de 24-48h
(359).
A é à da a, não o am encon ados ou os es udos que pe mi am compa a os esul ados
ob idos in i o com o conjugado 5-S-NAC-DA, após injecção in a-es ia al ou ou o meio
de adminis ação. Es e es udo e ela-se de maio impo ância pa a, pela p imei a ez,
demons a que es e compos o causa neu o oxicidade in i o quando a os Sp ague-
Dawley são subme idos a injecção in a-es ia al.
Os es udos in i o em a os Sp ague-Dawley pe mi i am con i ma in i o a
neu o oxicidade do conjugado da DA 5-S-NAC-DA, ob ida in i o na linha celula de
neu ónios dopaminé gicos humanos SH-SY5Y. Além disso, es e es udo em a os
con i ma o pe il de mo e celula p edominan emen e nec ó ica que es e compos o
p omo e. Ao se acumulado no cé eb o humano, a pa i do momen o em que a DA
es eja a se p oduzida e me abolizada, que enzima icamen e que pela conjugação com
a GSH, a o mação des e conjugado pode con e i um ac o de suscep ibilidade
impo an e pa a o u u o desen ol imen o da DP. Além disso, num indi íduo que possua
ou os ipos de ac o es de suscep ibilidade, como al e ações gené icas ele an es ou
exposição c ónica a alguns dos compos os neu o óxicos, como os pes icidas o enona ou
pa aqua o, pode encon a no 5-S-NAC um ac o de suscep ibilidade adicinal pa a o
desen ol imen o da doença.
104
CONCLUSÕES
A doença de Pa kinson é a segunda doença neu odegene a i a mais equen e. È
ca ac e izada pela neu odegene ação especí ica da subs ância neg a acompanhada pela
diminuição signi ica i a de dopamina em odos os componen es dos gânglios basais e
pela p esença de co pos de Lewi. A doença é de e iologia desconhecida mas pensa-se
que a p esença de dopamina nos neu ónios dopaminé gicos pode á se um impo an e
ac o pa a a neu odegene ação.Os conjugados de dopamina, cuja exis ência e o mação
se comp o ou no cé eb o de humanos pode ão se mais eac i os que a p ó p ia
dopamina, con ibuindo pa a a neu odegene ação dopaminé gica e o desen ol imen o da
doença de Pa kinson.
Es e abalho pe mi iu conclui que:
Todos os compos os es udados o am neu o óxicos nas células dopaminé gicas
SH-SY5Y de uma o ma dependen e do aumen o do empo de exposição e do
aumen o da concen ação;
As células SH-SY5Y aumen a am a concen ação de GSH in acelula como
espos a ao insul o neu o óxico p omo ido pelos compos os es udados;
O p é- a amen o com NAC con e iu neu op o ecção signi ica i a con a a
oxicidade dos compos os, indicando que in i o o mecanismo de oxicidade
des es inclui o s esse oxida i o;
O p é- a amen o com BSO, um inibido da enzima limi an e da sín ese da GSH,
aumen ou a oxicidade dos compos os es udados nas células SH-SY5Y, indicando
que a GSH é um mecanismo de neu op o ecção impo an e con a o insul o
des es compos os;
O compos o 5-S-NAC-DA, que e elou ele ada neu o oxicidade in i o, p o ocou
neu o oxicidade in i o p omo endo a mo e celula po nec ose, quando injec ado
no es iado de a os Sp ague-Dawley
O mecanismo de oxicidade dos conjugados da DA, que in i o que in i o,
dependeu la gamen e do s esse oxida i o que es es compos os p omo em.
105
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
106
107
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Madsen S, Gadehol G. Pa kinson's disease: epidemiology and
pha macoepidemiology. In: Madsen S, Roks aag PO, Bee man B, S adbe g K, edi o s.
T ea men o Pa kinson's Disease and Pa kinsonism. Oslo, No way1996.
2. Bake MJ, Ge shanik OS. Pa kinson's disease. In: Aa li JA, A anzini G, Be olo e
JM, Boe H, B ei ik H, Dua T, e al., edi o s. Neu ological Diso de s Public Heal h
Challenges. Gene a, Swi ze land: WHO; 2006.
3. Manyam BV. Pa alysis agi ans and le odopa in "Ayu eda": ancien Indian medical
ea ise. Mo Diso d. 1990;5(1):47-8.
4. Goe z CG. Ea ly iconog aphy o Pa kinson's diseaase. In: Pahwa R, Lyons KE,
edi o s. Handbook o Pa kinsonn's Disease. New Yo k, USA: In o ma Heal hca e; 2007.
5. Pa kinson J. An essay on he shaking palsy. 1817. J Neu opsychia y Clin
Neu osci. 2002 Sp ing;14(2):223-36; discussion 2.
6. Goe z CG. Cha co on Pa kinson's disease. Mo emen Diso de s. 1986;1(1):27-
32.
7. Goe z CG. Cha co and Pa kinson's disease. In: Fac o SA, Weine WJ, edi o s.
Pa kinson's Disease: Diagnosis and Clinical Managemen . New Yo k, USA: Demos
Medical Publishing; 2008.
8. Ca lsson A, Lindq is M, Magnusson T. 3,4-Dihyd oxyphenylalanine and 5-
hyd oxy yp ophan as ese pine an agonis s. Na u e. 1957 No 30;180(4596):1200.
9. Ca lsson A, Lindq is M, Magnusson T, Waldeck B. On he p esence o 3-
hyd oxy y amine in b ain. Science. 1958 Feb 28;127(3296):471.
10. Co zias GC, Papa asiliou PS, Gellene R. Modi ica ion o Pa kinsonism--ch onic
ea men wi h L-dopa. N Engl J Med. 1969 Feb 13;280(7):337-45.
11. Co odi H, Fuxe K, Hok el T, Lidb ink P, Unge s ed U. E ec o e go d ugs on
cen al ca echolamine neu ons: e idence o a s imula ion o cen al dopamine neu ons. J
Pha m Pha macol. 1973 May;25(5):409-12.
12. Al es G, Fo saa EB, Pede sen KF, D ee z Gje s ad M, La sen JP. Epidemiology o
Pa kinson's disease. J Neu ol. 2008 Sep;255 Suppl 5:18-32.
13. Do sey ER, Cons an inescu R, Thompson JP, Biglan KM, Holloway RG, Kiebu z
K, e al. P ojec ed numbe o people wi h Pa kinson disease in he mos populous na ions,
2005 h ough 2030. Neu ology. 2007 Jan 30;68(5):384-6.
14. Taba P, Asse T. Epidemiology o Pa kinson's disease. Re iews in Clinical
Ge on ology. 2004;14(03):211-28.
108
15. Chade A, Kas en M, Tanne CM. Epidemiology o Pa kinson's disease. In: Dawson
TM, edi o . Pa kinson's Disease: Gene ics and Pa hogenesis. New Yo k, USA: In o ma
Heal hca e; 2007.
16. Mayeux R. Epidemiology o neu odegene a ion. Annu Re Neu osci. 2003;26:81-
104.
17. Ui i RJ, Baba Y, Wszolek ZK, Pu zke DJ. De ining he Pa kinson's disease
pheno ype: ini ial symp oms and baseline cha ac e is ics in a clinical coho . Pa kinsonism
Rela Diso d. 2005 May;11(3):139-45.
18. Kaasinen V, Nu mi E, B uck A, Eskola O, Be gman J, Solin O, e al. Inc eased
on al [18F] luo odopa up ake in ea ly Pa kinson's disease: sex di e ences in he
p e on al co ex. B ain. 2001 June 1, 2001;124(6):1125-30.
19. Beye MK, He lo son K, A sland D, La sen JP. Causes o dea h in a communi y-
based s udy o Pa kinson's disease. Ac a Neu ol Scand. 2001 Jan;103(1):7-11.
20. Dias JA, Felguei as MM, Sanchez JP, Goncal es JM, Falcao JM, Pimen a ZP. The
p e alence o Pa kinson's disease in Po ugal. A popula ion app oach. Eu J Epidemiol.
1994 Dec;10(6):763-7.
21. Wein aub D, Comella CL, Ho n S. Pa kinson's disease--Pa 1: Pa hophysiology,
symp oms, bu den, diagnosis, and assessmen . Am J Manag Ca e. 2008 Ma ;14(2
Suppl):S40-8.
22. Klockge he T. Pa kinson's disease: clinical aspec s. Cell Tissue Res. 2004
Oc ;318(1):115-20.
23. Chaudhu i KR, Ya es L, Ma inez-Ma in P. The non-mo o symp om complex o
Pa kinson's disease: a comp ehensi e assessmen is essen ial. Cu Neu ol Neu osci
Rep. 2005 Jul;5(4):275-83.
24. Guy on AC, Hall JE. In: Guanaba a-Koogan, edi o . T a ado de Fisiologia
Médica2002.
25. Albin RL, Young AB, Penney JB. The unc ional ana omy o basal ganglia
diso de s. T ends Neu osci. 1989 Oc ;12(10):366-75.
26. Fox SI. Human Physiology. New Yo k, USA: McG aw-Hill; 2006.
27. Gal an A, Wichmann T. Pa hophysiology o pa kinsonism. Clin Neu ophysiol. 2008
Jul;119(7):1459-74.
28. San ens P, Boon P, Van Roos D, Caemae J. The pa hophysiology o mo o
symp oms in Pa kinson's disease. Ac a Neu ol Belg. 2003 Sep;103(3):129-34.
29. Rek o I, Ba es M, B azdil M, Kano sky P, Rek o o a I, Sochu ko a D, e al.
Cogni i e- and mo emen - ela ed po en ials eco ded in he human basal ganglia. Mo
Diso d. 2005 May;20(5):562-8.
109
30. Packa d MG, Knowl on BJ. Lea ning and memo y unc ions o he Basal Ganglia.
Annu Re Neu osci. 2002;25:563-93.
31. Yin HH, Os lund SB, Balleine BW. Rewa d-guided lea ning beyond dopamine in
he nucleus accumbens: he in eg a i e unc ions o co ico-basal ganglia ne wo ks. Eu J
Neu osci. 2008 Oc ;28(8):1437-48.
32. Belin D, Jonkman S, Dickinson A, Robbins TW, E e i BJ. Pa allel and in e ac i e
lea ning p ocesses wi hin he basal ganglia: ele ance o he unde s anding o addic ion.
Beha B ain Res. 2009 Ap 12;199(1):89-102.
33. Zhou FM, Wilson C, Dani JA. Musca inic and nico inic choline gic mechanisms in
he mesos ia al dopamine sys ems. Neu oscien is . 2003 Feb;9(1):23-36.
34. Candy JM, Pe y RH, Pe y EK, I ing D, Blessed G, Fai bai n AF, e al.
Pa hological changes in he nucleus o Meyne in Alzheime 's and Pa kinson's diseases.
J Neu ol Sci. 1983 May;59(2):277-89.
35. Pe y EK, Cu is M, Dick DJ, Candy JM, A ack JR, Bloxham CA, e al. Choline gic
co ela es o cogni i e impai men in Pa kinson's disease: compa isons wi h Alzheime 's
disease. J Neu ol Neu osu g Psychia y. 1985 May;48(5):413-21.
36. Ti aboschi P, Hansen LA, Al o d M, Sabbagh MN, Schoos B, Masliah E, e al.
Choline gic dys unc ion in diseases wi h Lewy bodies. Neu ology. 2000 Jan 25;54(2):407-
11.
37. Dubois B, Danze F, Pillon B, Cusimano G, Lhe mi e F, Agid Y. Choline gic-
dependen cogni i e de ici s in Pa kinson's disease. Ann Neu ol. 1987 Jul;22(1):26-30.
38. Em e M, Aa sland D, Albanese A, By ne EJ, Deuschl G, De Deyn PP, e al.
Ri as igmine o demen ia associa ed wi h Pa kinson's disease. N Engl J Med. 2004 Dec
9;351(24):2509-18.
39. Ve nino S, Sand oni P, Singe W, Low PA. In i ed A icle: Au onomic ganglia:
a ge and no el he apeu ic ool. Neu ology. 2008 May 13;70(20):1926-32.
40. Zesiewicz TA, Bake MJ, Wahba M, Hause RA. Au onomic Ne ous Sys em
Dys unc ion in Pa kinson's Disease. Cu T ea Op ions Neu ol. 2003 Ma ;5(2):149-60.
41. Alex KD, Pehek EA. Pha macologic mechanisms o se o one gic egula ion o
dopamine neu o ansmission. Pha macol The . 2007 Feb;113(2):296-320.
42. Sca on B, Ja oy-Agid F, Rouquie L, Dubois B, Agid Y. Reduc ion o co ical
dopamine, no ad enaline, se o onin and hei me aboli es in Pa kinson's disease. B ain
Res. 1983 Sep 26;275(2):321-8.
43. Beiske AG, Loge JH, Ronningen A, S ensson E. Pain in Pa kinson's disease:
P e alence and cha ac e is ics. Pain. 2009 Jan;141(1-2):173-7.
116
123. Pan T, Rawal P, Wu Y, Xie W, Janko ic J, Le W. Rapamycin p o ec s agains
o enone-induced apop osis h ough au ophagy induc ion. Neu oscience. 2009 Dec
1;164(2):541-51.
124. Powe s KM, Smi h-Welle T, F anklin GM, Longs e h WT, J ., Swanson PD,
Checkoway H. Pa kinson's disease isks associa ed wi h die a y i on, manganese, and
o he nu ien in akes. Neu ology. 2003 Jun 10;60(11):1761-6.
125. Picklo MJ, Ama na h V, G aham DG, Mon ine TJ. Endogenous ca echol hioe he s
may be p o-oxidan o an ioxidan . F ee Radic Biol Med. 1999 Aug;27(3-4):271-7.
126. A eguin S, Nelson P, Padway S, Shi azi M, Pie pon C. Dopamine complexes o
i on in he e iology and pa hogenesis o Pa kinson's disease. J Ino g Biochem. 2009
Jan;103(1):87-93.
127. Coope GM, Hausman RE. The Cell. A Molecula App oach: ASM P ess; 2004.
128. Le y OA, Malagelada C, G eene LA. Cell dea h pa hways in Pa kinson's disease:
p oximal igge s, dis al e ec o s, and inal s eps. Apop osis. 2009 Ap ;14(4):478-500.
129. Lee MK, S i ling W, Xu Y, Xu X, Qui D, Mandi † AS, e al. Human a-synuclein-
ha bo ing amilial Pa kinson’s disease-linked Ala-53 - Th mu a ion causes
neu odegene a i e disease wi h a-synuclein agg ega ion in ansgenic mice. P oceedings
o he Na ional Academy o Sciences. 2002;99:8968-73.
130. McNaugh KS, My ilineou C, Jnobap is e R, Yabu J, Shashidha an P, Jenne P,
e al. Impai men o he ubiqui in-p o easome sys em causes dopamine gic cell dea h and
inclusion body o ma ion in en al mesencephalic cul u es. J Neu ochem. 2002
Ap ;81(2):301-6.
131. Ki ada T, Asakawa S, Ha o i N, Ma sumine H, Yamamu a Y, Minoshima S, e al.
Mu a ions in he pa kin gene cause au osomal ecessi e ju enile pa kinsonism. Na u e.
1998 Ap 9;392(6676):605-8.
132. Le oy E, Boye R, Aubu ge G, Leube B, Ulm G, Mezey E, e al. The ubiqui in
pa hway in Pa kinson's disease. Na u e. 1998 Oc 1;395(6701):451-2.
133. Schwa z AL, Ciechano e A. The Ubiqui in-p o easome Pa hway and
Pa hogenesis o Human Diseases. Annual Re iews o Medicine. 1999;50:57-74.
134. McNaugh KS, Belizai e R, Isacson O, Jenne P, Olanow CW. Al e ed p o easomal
unc ion in spo adic Pa kinson's disease. Exp Neu ol. 2003 Jan;179(1):38-46.
135. Moo e DJ, Wes AB, Dawson VL, Dawson TM. Molecula pa hophysiology o
Pa kinson's disease. Annu Re Neu osci. 2005;28:57-87.
136. Polyme opoulos MH, Higgins JJ, Golbe LI, Johnson WG, Ide SE, Di Io io G, e al.
Mapping o a gene o Pa kinson's disease o ch omosome 4q21-q23. Science. 1996 No
15;274(5290):1197-9.
117
137. K uge R, Kuhn W, Mulle T, Woi alla D, G aebe M, Kosel S, e al. Ala30P o
mu a ion in he gene encoding alpha-synuclein in Pa kinson's disease. Na Gene . 1998
Feb;18(2):106-8.
138. Za anz JJ, Aleg e J, Gómez-Es eban JC, Lezcano E, Ros R, Ampue o I, e al.
The New Mu a ion, E46K, o a-Synuclein Causes Pa kinson and Lewy Body Demen ia.
Annals o Neu ology. 2004;55:164-73.
139. G eggio E, Be gan ino E, Ca e D, Ahmad R, Cos in GE, Hea ing VJ, e al.
Ty osinase exace ba es dopamine oxici y bu is no gene ically associa ed wi h
Pa kinson's disease. J Neu ochem. 2005 Ap ;93(1):246-56.
140. Conway KA, Lee SJ, Roche JC, Ding TT, Williamson RE, Lansbu y PT, J .
Accele a ion o oligome iza ion, no ib illiza ion, is a sha ed p ope y o bo h alpha-
synuclein mu a ions linked o ea ly-onse Pa kinson's disease: implica ions o
pa hogenesis and he apy. P oc Na l Acad Sci U S A. 2000 Jan 18;97(2):571-6.
141. Pandey N, Schmid RE, Gal in JE. The alpha-synuclein mu a ion E46K p omo es
agg ega ion in cul u ed cells. Exp Neu ol. 2006 Feb;197(2):515-20.
142. Mosha o EV, S aal RG, Bo e J, P ou D, Hananiya A, Ma ko D, e al. Alpha-
synuclein o e exp ession inc eases cy osolic ca echolamine concen a ion. J Neu osci.
2006 Sep 6;26(36):9304-11.
143. Liu Y, Fallon L, Lashuel HA, Liu Z, Lansbu y PT, J . The UCH-L1 gene encodes
wo opposing enzyma ic ac i i ies ha a ec alpha-synuclein deg ada ion and Pa kinson's
disease suscep ibili y. Cell. 2002 Oc 18;111(2):209-18.
144. Hoepken H-H, Gispe S, Mo ales B, Winge e O, Tu co DD, Mülsch A, e al.
Mi ochond ial dys unc ion, pe oxida ion damage and changes in glu a hione me abolism in
PARK6. Neu obiology o Disease. 2007;25:401-11.
145. Zimp ich A, Biskup S, Lei ne P, Lich ne P, Fa e M, Lincoln S, e al. Mu a ions in
LRRK2 Cause Au osomal-Dominan Pa kinsonism wi h Pleomo phic Pa hology. Neu on.
2004;44:601-7.
146. Boni a i V, Rizzu P, an Ba en MJ, Schaap O, B eed eld GJ, K iege E, e al.
Mu a ions in he DJ-1 gene associa ed wi h au osomal ecessi e ea ly-onse
pa kinsonism. Science. 2003 Jan 10;299(5604):256-9.
147. Zhang J, K a so V, Ama na h V, Picklo MJ, G aham DG, Mon ine TJ.
Enhancemen o dopamine gic neu o oxici y by he me cap u a e o dopamine: ele ance
o Pa kinson's disease. J Neu ochem. 2000 Ma ;74(3):970-8.
148. Cookson MR. The Biochemis y o Pa kinson's Disease. Annual Re iews o
Biochemis y. 2005;74:29-52.
118
149. Pe i A, Kawa ai T, Pai el E, Sanjo N, Maj M, Scheid M, e al. Wild- ype PINK1
p e en s basal and induced neu onal apop osis, a p o ec i e e ec ab oga ed by
Pa kinson disease- ela ed mu a ions. J Biol Chem. 2005 Oc 7;280(40):34025-32.
150. Meulene M, Whi wo h AJ, A ms ong-Gold CE, Rizzu P, Heu ink P, Wes PD, e
al. D osophila DJ-1 mu an s a e selec i ely sensi i e o en i onmen al oxins associa ed
wi h Pa kinson's disease. Cu Biol. 2005 Sep 6;15(17):1572-7.
151. Pa k J, Kim SY, Cha GH, Lee SB, Kim S, Chung J. D osophila DJ-1 mu an s show
oxida i e s ess-sensi i e locomo i e dys unc ion. Gene. 2005 No 21;361:133-9.
152. Yang W, Ti any-Cas iglioni E. The bipy idyl he bicide pa aqua p oduces oxida i e
s ess-media ed oxici y in human neu oblas oma SH-SY5Y cells: ele ance o he
dopamine gic pa hogenesis. J Toxicol En i on Heal h A. 2005 No 26;68(22):1939-61.
153. Shendelman S, Jonason A, Ma ina C, Lee e T, Abelio ich A. DJ-1 Is a Redox-
Dependen Molecula Chape one Tha Inhibi s α-Synuclein Agg ega e Fo ma ion. PLoS
Biology. 2004;2(11):e362.
154. Du y PE, Tennyson VM. Phase and Elec on Mic oscopic Obse a ions o Lewy
Bodies and Melanin G anules in he Subs an ia Nig a and Locus Cae uleus in Pa kinson's
Disease. Jou nal o Neu opa hology & Expe imen al Neu ology. 1965;24(3):398-414.
155. Zecca L, Tampellini D, Ge lach M, Riede e P, Fa iello RG, Sulze D. Subs an ia
nig a neu omelanin: s uc u e, syn hesis, and molecula beha iou . Mol Pa hol. 2001
Dec;54(6):414-8.
156. Enochs WS, Nilges MJ, Swa z HM. Pu i ied human neu omelanin, syn he ic
dopamine melanin as a po en ial model pigmen , and he no mal human subs an ia nig a:
cha ac e iza ion by elec on pa amagne ic esonance spec oscopy. J Neu ochem. 1993
Jul;61(1):68-79.
157. Wakama su K, Fujikawa K, Zucca FA, Zecca L, I o S. The s uc u e o
neu omelanin as s udied by chemical deg ada i e me hods. J Neu ochem. 2003
Aug;86(4):1015-23.
158. Cooksey CJ, Ga a PJ, Land EJ, Pa el S, Ramsden CA, Riley PA, e al.
E idence o he indi ec o ma ion o he ca echolic in e media e subs a e esponsible o
he au oac i a ion kine ics o y osinase. J Biol Chem. 1997 Oc 17;272(42):26226-35.
159. Haa ik J. L-DOPA is a subs a e o y osine hyd oxylase. J Neu ochem. 1997
Oc ;69(4):1720-8.
160. Okun MR. The ole o pe oxidase in neu omelanin syn hesis: a e iew. Physiol
Chem Phys Med NMR. 1997;29(1):15-22.
161. Ma ammal MB, S ong R, Lakshmi VM, Chung HD, S ephenson AH.
P os aglandin H syn he ase-media ed me abolism o dopamine: implica ion o
Pa kinson's disease. J Neu ochem. 1995 Ap ;64(4):1645-54.
119
162. Has ings TG. Enzyma ic oxida ion o dopamine: he ole o p os aglandin H
syn hase. J Neu ochem. 1995 Feb;64(2):919-24.
163. Fo ns ed B, Roseng en E, Ca lsson A. Occu ence and dis ibu ion o 5-S-
cys einyl de i a i es o dopamine, dopa and dopac in he b ains o eigh mammalian
species. Neu opha macology. 1986 Ap ;25(4):451-4.
164. Pa is I, Lozano J, Pe ez-Pas ene C, Munoz P, Segu a-Aguila J. Molecula and
neu ochemical mechanisms in PD pa hogenesis. Neu o ox Res. 2009 Oc ;16(3):271-9.
165. Kas ne A, Hi sch EC, Lejeune O, Ja oy-Agid F, Rascol O, Agid Y. Is he
ulne abili y o neu ons in he subs an ia nig a o pa ien s wi h Pa kinson's disease ela ed
o hei neu omelanin con en ? J Neu ochem. 1992 Sep;59(3):1080-9.
166. Zucca FA, Gia e i G, Gallo ini M, Albe ini A, Toscani M, Pezzoli G, e al. The
neu omelanin o human subs an ia nig a: physiological and pa hogenic aspec s. Pigmen
Cell Res. 2004 Dec;17(6):610-7.
167. Zecca L, Tampellini D, Ga i A, C ippa R, Eisne M, Sulze D, e al. The
neu omelanin o human subs an ia nig a and i s in e ac ion wi h me als. J Neu al T ansm.
2002 May;109(5-6):663-72.
168. Wilms H, Rosens iel P, Sie e s J, Deuschl G, Zecca L, Lucius R. Ac i a ion o
mic oglia by human neu omelanin is NF-kappaB dependen and in ol es p38 mi ogen-
ac i a ed p o ein kinase: implica ions o Pa kinson's disease. Faseb J. 2003
Ma ;17(3):500-2.
169. D'Ama o RJ, Lipman ZP, Snyde SH. Selec i i y o he pa kinsonian neu o oxin
MPTP: oxic me aboli e MPP+ binds o neu omelanin. Science. 1986 Feb
28;231(4741):987-9.
170. Lindquis NG, La sson BS, Lyden-Sokolowski A. Au o adiog aphy o [14C]pa aqua
o [14C]diqua in ogs and mice: accumula ion in neu omelanin. Neu osci Le . 1988 Oc
31;93(1):1-6.
171. P ei e RF. In lamma ion. In: Fac o SA, Weine WJ, edi o s. Pa kinson's Disease:
Diagnosis and Clinical Managemen . New Yo k, USA: Demos Medical Publishing; 2008.
172. Hi sch EC, Huno S, Ha mann A. Neu oin lamma o y p ocesses in Pa kinson's
disease. Pa kinsonism Rela Diso d. 2005 Jun;11 Suppl 1:S9-S15.
173. McGee PL, I agaki S, Boyes BE, McGee EG. Reac i e mic oglia a e posi i e o
HLA-DR in he subs an ia nig a o Pa kinson's and Alzheime 's disease b ains. Neu ology.
1988 Aug;38(8):1285-91.
174. Langs on JW, Fo no LS, Te ud J, Ree es AG, Kaplan JA, Ka luk D. E idence o
ac i e ne e cell degene a ion in he subs an ia nig a o humans yea s a e 1-me hyl-4-
phenyl-1,2,3,6- e ahyd opy idine exposu e. Ann Neu ol. 1999 Oc ;46(4):598-605.
120
175. Naga su T, Sawada M. In lamma o y p ocess in Pa kinson's disease: ole o
cy okines. Cu Pha m Des. 2005;11(8):999-1016.
176. Mogi M, Ha ada M, Na abayashi H, Inagaki H, Minami M, Naga su T. In e leukin
(IL)-1 be a, IL-2, IL-4, IL-6 and ans o ming g ow h ac o -alpha le els a e ele a ed in
en icula ce eb ospinal luid in ju enile pa kinsonism and Pa kinson's disease. Neu osci
Le . 1996 Jun 14;211(1):13-6.
177. Hi sch EC, Huno S, Damie P, B ugg B, Faucheux BA, Michel PP, e al. Glial cell
pa icipa ion in he degene a ion o dopamine gic neu ons in Pa kinson's disease. Ad
Neu ol. 1999;80:9-18.
178. Kau mann SH, Henga ne MO. P og ammed cell dea h: ali e and well in he new
millennium. T ends Cell Biol. 2001 Dec;11(12):526-34.
179. P zedbo ski S, Ischi opoulos H. Reac i e oxygen and ni ogen species: weapons
o neu onal des uc ion in models o Pa kinson's disease. An ioxid Redox Signal. 2005
May-Jun;7(5-6):685-93.
180. Teismann P, Tieu K, Cohen O, Choi DK, Wu DC, Ma ks D, e al. Pa hogenic ole
o glial cells in Pa kinson's disease. Mo Diso d. 2003 Feb;18(2):121-9.
181. Schul z W. Mul iple dopamine unc ions a di e en ime cou ses. Annu Re
Neu osci. 2007;30:259-88.
182. G eens ein B, G eens ein A. Colo A las o Neu oscience - Neu oana omy and
Neu ophysiology: Thieme; 2000.
183. Kuha MJ, Minneman K, Muly EC. Ca hecolamines. In: Siegel G, edi o . Basic
Neu ochemis y Molecula , Cellula and Medical Aspec s. 7 h Edi ion ed. S . Louis, USA:
Else ie Academic P ess; 2006.
184. Bo ola o M, Chen K, Shih JC. Monoamine oxidase inac i a ion: om
pa hophysiology o he apeu ics. Ad D ug Deli Re . 2008 Oc -No ;60(13-14):1527-33.
185. An kiewicz-Michaluk L, Michaluk J, Mok osz M, Romanska I, Lo enc-Koci E, Oh a
S, e al. Di e en ac ion on dopamine ca abolic pa hways o wo endogenous 1,2,3,4-
e ahyd oisoquinolines wi h simila an idopamine gic p ope ies. J Neu ochem. 2001
Jul;78(1):100-8.
186. Mallajosyula JK, Kau D, Chin a SJ, Rajagopalan S, Rane A, Nicholls DG, e al.
MAO-B ele a ion in mouse b ain as ocy es esul s in Pa kinson's pa hology. PLoS One.
2008;3(2):e1616.
187. Lo ha ius J, B undin P. Pa hogenesis o Pa kinson's disease: dopamine, esicles
and a-synuclein. Na u e Re iews. 2002;3:1-11.
188. Iwai A, Masliah E, Yoshimo o M, Ge N, Fianagan L, Sil a HARd, e al. The
P ecu so P o ein o Non-Ap Componen o Alzheime 's Disease Amyloid Is a P esynap ic
P o ein o he Cen al Ne ous Sys em. Neu on. 1995;14:467-75.
121
189. Ji H, Liu YE, Jia T, Wang M, Liu J, Xiao G, e al. Iden i ica ion o a B eas Cance -
speci ic Gene, BCSG1, by Di ec Di e en ial cDNA Sequencing. Cance Res.
1997;57:759-64.
190. Buchman VL, Hun e HJ, Pinon LG, Thompson J, P i alo a EM, Ninkina NN, e al.
Pe syn, a membe o he synuclein amily, has a dis inc pa e n o exp ession in he
de eloping ne ous sys em. J Neu osci. 1998 No 15;18(22):9335-41.
191. Duda JE, Shah U, A nold SE, Lee VM, T ojanowski JQ. The exp ession o alpha-,
be a-, and gamma-synucleins in ol ac o y mucosa om pa ien s wi h and wi hou
neu odegene a i e diseases. Exp Neu ol. 1999 Dec;160(2):515-22.
192. Tompkins MM, Hill WD. Con ibu ion o somal Lewy bodies o neu onal dea h.
B ain Res. 1997;775:24-9.
193. Hu ig HI, T ojanowski JQ, Gal in J, Ewbank D, Schmid ML, Lee VM-Y, e al.
Alpha-synuclein co ical Lewy bodies co ela e wi h demen ia in Pa kinson’s disease.
Neu ology. 2000;54:1916-21.
194. Sh ile man MD, Ding TT, Pe e T. Lansbu y J. Molecula C owding Accele a es
Fib illiza ion o R-Synuclein: Could an Inc ease in he Cy oplasmic P o ein Concen a ion
Induce Pa kinson’s Disease? Biochemis y. 2002;41:3855-60.
195. Schulz JB. Upda e on he pa hogenesis o Pa kinson's disease. J Neu ol. 2008
Sep;255 Suppl 5:3-7.
196. Kim KS, Choi SY, Kwon HY, Won MH, Kang TC, Kang JH. Agg ega ion o alpha-
synuclein induced by he Cu,Zn-supe oxide dismu ase and hyd ogen pe oxide sys em.
F ee Radic Biol Med. 2002 Ma 15;32(6):544-50.
197. Kelle JN, Huang FF, Dimayuga ER, Ma agos WF. Dopamine induces p o easome
inhibi ion in neu al PC12 cell line. F ee Radic Biol Med. 2000 No 15;29(10):1037-42.
198. Za a KS, Siegel D, Ross D. A po en ial ole o cyclized quinones de i ed om
dopamine, DOPA, and 3,4-dihyd oxyphenylace ic acid in p o easomal inhibi ion. Mol
Pha macol. 2006 Sep;70(3):1079-86.
199. Ben-Shacha D, Zuk R, Gazawi H, Ljubuncic P. Dopamine oxici y in ol es
mi ochond ial complex I inhibi ion: implica ions o dopamine- ela ed neu opsychia ic
diso de s. Biochem Pha macol. 2004 May 15;67(10):1965-74.
200. Vauzou D, Ra aioli G, Va eiadou K, Rod iguez-Ma eos A, Angeloni C, Spence
JPE. Pe oxyni i e induced o ma ion o he neu o oxins 5-S-cys einyl-dopamine and
DHBT-1: implica ions o Pa kinson's disease and p o ec ionby polyphenols. A chi es o
biochemis y and biophysics. 2008 25/02/2008;476:145-51.
201. Miyazaki I, Asanuma M. Dopamine gic neu on-speci ic oxida i e s ess caused by
dopamine i sel . Ac a Med Okayama. 2008 Jun;62(3):141-50.
122
202. Whi ehead RE, Fe e JV, Ja i ch JA, Jus ice JB. Reac ion o oxidized dopamine
wi h endogenous cys eine esidues in he human dopamine anspo e . J Neu ochem.
2001 Feb;76(4):1242-51.
203. Conway KA, Roche JC, Bieganski RM, Lansbu y PT, J . Kine ic s abiliza ion o he
alpha-synuclein p o o ib il by a dopamine-alpha-synuclein adduc . Science. 2001 No
9;294(5545):1346-9.
204. Be man SB, Has ings TG. Dopamine oxida ion al e s mi ochond ial espi a ion and
induces pe meabili y ansi ion in b ain mi ochond ia: implica ions o Pa kinson's disease.
J Neu ochem. 1999 Sep;73(3):1127-37.
205. Kuhn DM, F ancescu i-Ve beem DM, Thomas DM. Dopamine quinones ac i a e
mic oglia and induce a neu o oxic gene exp ession p o ile: ela ionship o
me hamphe amine-induced ne e ending damage. Ann N Y Acad Sci. 2006 Aug;1074:31-
41.
206. Ca alie i EL, Li KM, Balu N, Saeed M, De anesan P, Higginbo ham S, e al.
Ca echol o ho-quinones: he elec ophilic compounds ha o m depu ina ing DNA
adduc s and could ini ia e cance and o he diseases. Ca cinogenesis. 2002
Jun;23(6):1071-7.
207. Odh G, Ca s am R, Paulson J, Wi bje A, Roseng en E, Ro sman H.
Neu omelanin o he human subs an ia nig a: a mixed- ype melanin. J Neu ochem. 1994
May;62(5):2030-6.
208. Jameson GNL, Zhang J, Jamesonc RF, Line W. Kine ic e idence ha cys eine
eac s wi h dopaminoquinone ia e e sible adduc o ma ion o yield 5-cys einyl-
dopamine: an impo an p ecu so o neu omelanin. O ganic & Biomolecula Chemis y.
2004;2:777-82.
209. Coope AJ, K is al BS. Mul iple oles o glu a hione in he cen al ne ous sys em.
Biol Chem. 1997 Aug;378(8):793-802.
210. Poo M, Teube H, Rabino i ch PS, Ka anagh TJ. De no o syn hesis o
glu a hione is equi ed o bo h en y in o and p og ession h ough he cell cycle. J Cell
Physiol. 1995 Jun;163(3):555-60.
211. Hall AG. Re iew: The ole o glu a hione in he egula ion o apop osis. Eu J Clin
In es . 1999 Ma ;29(3):238-45.
212. Win e bou n CC, Me odiewa D. The eac ion o supe oxide wi h educed
glu a hione. A ch Biochem Biophys. 1994 No 1;314(2):284-90.
213. Clancy RM, Le a o sky D, Leszczynska-Piziak J, Yegudin J, Ab amson SB. Ni ic
oxide eac s wi h in acellula glu a hione and ac i a es he hexose monophospha e shun
in human neu ophils: e idence o S-ni osoglu a hione as a bioac i e in e media y. P oc
Na l Acad Sci U S A. 1994 Ap 26;91(9):3680-4.
123
214. Chance B, Sies H, Bo e is A. Hyd ope oxide me abolism in mammalian o gans.
Physiol Re . 1979 Jul;59(3):527-605.
215. Salinas AE, Wong MG. Glu a hione S- ans e ases--a e iew. Cu Med Chem.
1999 Ap ;6(4):279-309.
216. Kaplowi z N, Fe nandez-Checa JC, Kannan R, Ga cia-Ruiz C, Ookh ens M, Yi JR.
GSH anspo e s: molecula cha ac e iza ion and ole in GSH homeos asis. Biol Chem
Hoppe Seyle . 1996 May;377(5):267-73.
217. To a S, Kunikowska GM, Zeng BY, Jenne P, Ma sden CD. Glu a hione deple ion
in a b ain does no cause nig os ia al pa hway degene a ion. J Neu al T ansm.
1997;104(1):67-75.
218. Pa kinson A, Ogil ie BW. Bio ans o ma ion o Xenobio ics. In: Klaassen CD,
edi o . Casa e & Doull's Toxicology: The Basic Science o Poisons. New Yo k, USA:
McG aw-Hill; 2008.
219. Monks TJ, Ande s MW, Dekan W, S e ens JL, Lau SS, an Blade en PJ.
Glu a hione conjuga e media ed oxici ies. Toxicol Appl Pha macol. 1990 Oc ;106(1):1-19.
220. Dekan W, Vam akas S. Glu a hione-dependen bioac i a ion o xenobio ics.
Xenobio ica. 1993 Aug;23(8):873-87.
221. Mon ine KS, Sidell KR, Zhang J, Mon ine TJ. Dopamine hioe he s: o ma ion in
b ain and neu o oxici y. Neu o ox Res. 2002 No ;4(7-8):663-9.
222. Shen XM, Li H, D yhu s G. Oxida i e me aboli es o 5-S-cys einyldopamine inhibi
he alpha-ke oglu a a e dehyd ogenase complex: possible ele ance o he pa hogenesis
o Pa kinson's disease. J Neu al T ansm. 2000;107(8-9):959-78.
223. Li H, D yhu s G. Oxida i e me aboli es o 5-S-cys einyldopamine inhibi he
py u a e dehyd ogenase complex. Jou nal o Neu onal T ansmission. 2001;108(12):1363-
4.
224. Chin a SJ, Kuma JM, Zhang H, Fo man HJ, Ande sen JK. Up- egula ion o
gamma-glu amyl anspep idase ac i i y ollowing glu a hione deple ion has a
compensa o y a he han an inhibi o y e ec on mi ochond ial complex I ac i i y:
implica ions o Pa kinson's disease. F ee Radic Biol Med. 2006 May 1;40(9):1557-63.
225. Roseng en E, Linde -Eliasson E, Ca lsson A. De ec ion o 5-S-cys einyldopamine
in human b ain. J Neu al T ansm. 1985;63(3-4):247-53.
226. Tanaka M, So oma su A, Kanai H, Hi ai S. Dopa and dopamine cause cul u ed
neu onal dea h in he p esence o i on. J Neu ol Sci. 1991 Feb;101(2):198-203.
227. Cheng N, Maeda T, Kume T, Kaneko S, Kochiyama H, Akaike A, e al. Di e en ial
neu o oxici y induced by L-DOPA and dopamine in cul u ed s ia al neu ons. B ain Res.
1996 Dec 16;743(1-2):278-83.
124
228. O en D, Zi I, Ba zilai A, Go odin S, Gla e E, Hochman A, e al. Dopamine-
melanin induces apop osis in PC12 cells; possible implica ions o he e iology o
Pa kinson's disease. Neu ochem In . 1997 Aug;31(2):207-16.
229. My ilineou C, Han SK, Cohen G. Toxic and p o ec i e e ec s o L-dopa on
mesencephalic cell cul u es. J Neu ochem. 1993 Oc ;61(4):1470-8.
230. Han S-K, My ilineou C, Cohen G. L-DOPA Up-Regula es Glu a hione and P o ec s
Mesencephalic Cul u es Agains Oxida i e S ess. Jou nal o Neu ochemis y.
1996;66:501-10.
231. Mena MA, Da ila V, Sulze D. Neu o ophic e ec s o L-DOPA in pos na al
midb ain dopamine neu on/co ical as ocy e cocul u es. J Neu ochem. 1997
Oc ;69(4):1398-408.
232. Spence JP, Whi eman M, Jenne P, Halliwell B. 5-s-Cys einyl-conjuga es o
ca echolamines induce cell damage, ex ensi e DNA base modi ica ion and inc eases in
caspase-3 ac i i y in neu ons. J Neu ochem. 2002 Ap ;81(1):122-9.
233. Mosca L, Lenda o E, d'E me M, Ma cellini S, Mo e i S, Rosei MA. 5-S-Cys einyl-
dopamine e ec on he human dopamine gic neu oblas oma cell line SH-SY5Y.
Neu ochem In . 2006 Aug;49(3):262-9.
234. Vo yako a TV, Reynolds IJ. Del aPsi(m)-Dependen and -independen p oduc ion
o eac i e oxygen species by a b ain mi ochond ia. J Neu ochem. 2001 Oc ;79(2):266-
77.
235. Li H, D yhu s G. Oxida i e me aboli es o 5-S-cys einyldopamine inhibi he
py u a e dehyd ogenase complex. J Neu al T ansm. 2001;108(12):1363-74.
236. Li H, D yhu s G. I e e sible inhibi ion o mi ochond ial complex I by 7-(2-
aminoe hyl)-3,4-dihyd o-5-hyd oxy-2H-1,4-benzo hiazine-3-ca boxyli c acid (DHBT-1): a
pu a i e nig al endo oxin o ele ance o Pa kinson's disease. J Neu ochem. 1997
Oc ;69(4):1530-41.
237. Pe zinge GM, Jakowec M. Animal models. In: Pahwa R, Lyons KE, edi o s.
Handbook o Pa kinson's Disease. New Yo k, USA: In o ma Heal hca e; 2007.
238. Schul z W. Deple ion o dopamine in he s ia um as an expe imen al model o
Pa kinsonism: di ec e ec s and adap i e mechanisms. P og Neu obiol. 1982;18(2-3):121-
66.
239. Bo e J, P ou D, Pe ie C, P zedbo ski S. Toxin-induced models o Pa kinson's
disease. Neu oRx. 2005 Jul;2(3):484-94.
240. Glinka Y, Gassen M, Youdim MB. Mechanism o 6-hyd oxydopamine neu o oxici y.
J Neu al T ansm Suppl. 1997;50:55-66.
241. Sane A, Thoenen H. Model expe imen s on he molecula mechanism o ac ion o
6-hyd oxydopamine. Mol Pha macol. 1971 Ma ;7(2):147-54.
125
242. Zie ing A, Be ge L, Heineman SD, Lee J. Pipe idine De i a i es. Pa III. 4-
A ylpipe idines. J O g Chem. 1947;12:894-903.
243. Langs on JW, Balla d P, Te ud JW, I win I. Ch onic Pa kinsonism in humans due
o a p oduc o mepe idine-analog syn hesis. Science. 1983 Feb 25;219(4587):979-80.
244. Bu ns RS, Chiueh CC, Ma key SP, Ebe MH, Jacobowi z DM, Kopin IJ. A p ima e
model o pa kinsonism: selec i e des uc ion o dopamine gic neu ons in he pa s
compac a o he subs an ia nig a by N-me hyl-4-phenyl-1,2,3,6- e ahyd opy idine. P oc
Na l Acad Sci U S A. 1983 Jul;80(14):4546-50.
245. Langs on JW, Langs on EB, I win I. MPTP-induced pa kinsonism in human and
non-human p ima es--clinical and expe imen al aspec s. Ac a Neu ol Scand Suppl.
1984;100:49-54.
246. Ge lach M, Riede e P, P zun ek H, Youdim MB. MPTP mechanisms o
neu o oxici y and hei implica ions o Pa kinson's disease. Eu J Pha macol. 1991 Dec
12;208(4):273-86.
247. E iksen JL, Dawson TM, Dickson DW, Pe ucelli L. Caugh in he ac : alpha-
synuclein is he culp i in Pa kinson's disease. Neu on. 2003 Oc 30;40(3):453-6.
248. Jackson-Lewis V, Jakowec M, Bu ke RE, P zedbo ski S. Time cou se and
mo phology o dopamine gic neu onal dea h caused by he neu o oxin 1-me hyl-4-phenyl-
1,2,3,6- e ahyd opy idine. Neu odegene a ion. 1995 Sep;4(3):257-69.
249. Fo no LS, Langs on JW, DeLanney LE, I win I, Ricau e GA. Locus ce uleus
lesions and eosinophilic inclusions in MPTP- ea ed monkeys. Ann Neu ol. 1986
Oc ;20(4):449-55.
250. Fo nai F, Schlu e OM, Lenzi P, Gesi M, Ru oli R, Fe ucci M, e al. Pa kinson-like
synd ome induced by con inuous MPTP in usion: con e gen oles o he ubiqui in-
p o easome sys em and alpha-synuclein. P oc Na l Acad Sci U S A. 2005 Ma
1;102(9):3413-8.
251. Balla d PA, Te ud JW, Langs on JW. Pe manen human pa kinsonism due o 1-
me hyl-4-phenyl-1,2,3,6- e ahyd opy idine (MPTP): se en cases. Neu ology. 1985
Jul;35(7):949-56.
252. Langs on JW. The Impac o MPTP on Pa kinson’s Disease Resea ch: Pas ,
P esen , and Fu u e. In: Fac o SA, Weine WJ, edi o s. Pa kinson's Disease - Diagnosis
and Clinical Managemen . New Yo k, EUA: Demos Medical Publishing; 2008.
253. Schule F, Casida JE. Func ional coupling o PSST and ND1 subuni s in
NADH:ubiquinone oxido educ ase es ablished by pho oa ini y labeling. Biochim Biophys
Ac a. 2001 Jul 2;1506(1):79-87.